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Numero do processo: 10711.003768/87-42
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 23 00:00:00 UTC 1989
Numero da decisão: 301-00.408
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia - INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA
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ACORDÃO N.' Recursó n.O Recorrente Recorrid 109.810 Processo nº 10.711-003.768/87-42. DINACO IMPORTAÇÃO COM~RCIO S/A. IRF - PORTO DO RIO"DE JANEIRO - RJ. R E S O L U C Ã O 301-408 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia - INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o pr se~te julgado. ITAMAR VIE RA DA COSTA - Presidente . 5~~ROSA MARnI MAGALH ' S DE OLIVEIRA - Relatora. VISTO EM 2~4EL::<AS:°G~h8a@9~.'(r'E.r~A - Proc. da Fazenda Nacional. SESSÃO DE: ~ " Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguin- tes'Conselheiros: • BrasÍlia- 3 de agosto rle 1989. JOÃO HOLANDA COSTA, WLADEMIR CLOVIS MOREIRA, JOS~ MARIA DE MELO, MA RIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO e HAMILTON DE SÁ DANTAS. ./ ..' .\ - 2 - SERVIço PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO N2 109.810 RESOLUÇÃO N2 301-408 RECORRENTE: DINACO IMPORTAÇÃO e COMÉRCIO S/A. RECORRIDA IRF - PORTO - RJ . RELATORA ROSA MARTA.MAGALHÃES DE OLIVEIRA. R E L A T Ó R I O O presente processo foi relatado em sessao de 18 de oQ tubro de 1988, sendo o julgamento do Recurso convertido em diligên cia ao LABANA/Santos nos termos da Resolução nQ 301-337 de fls. 65 a 68r ,que leio em sessão . Satisfeita a diligência, retornam os autos a este Col~ giado com a Informação Técnica de nQ 035/89 (fls. 71 a 74) concluin do,tratar o produto analisado de "Cera Arti:Eicial à base de Polieti leno, um produto de constituição química não definida, na forma de pón• Tomando conhecimento dos termos da referida Informação, a ~ecorrente faz acostar aos autos petição de fls., aduzindo razoes de natureza geral, e, ressaltando o fato. de haver a relatora soli ,. é.. citado análise do produto "Polietileno AC-6'.~1\- à UNICAMP, a qual teria sido realizada pelo"'LABANA/Santos a critério da Repartição de Origem. Em defesa de sua pretensão traz aos autos os• de nQs 22.736/ ,22.738/ 22.739/ , 22.440/ todos Acórdãosclassifi cando o produto em questão como "Polietileno de baixa densidade" do capitulo 39 da TAB/NBM e nunca como "cera artificial" do capítulo 40. É o'relatório. os .> • • 3 - Rec. 109.810 _Res. 301-408 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O Apo~ I tomar ,conhecimento--'dos termos da Irtfórmaçio solicitada pela diligência, conforme Resolução nQ 301.337 de 18/10/88 a recorrente faz acostar aos autos petiçio de fls. nao numerados, que leio em sessão ressaltando o fato de haver" sido sOlicitadc analise do produto "Polietileno AC-G-A" à UNICAMP. Entretanto os termos de Resolução 301.137 são-b-em Claros ao;ditigi-r'adiligência--aalJIBANA:,Santos.',Tstó se deve~ao'fato de que a Unicamp,hegoú-sea'atender solicitaçã-o,destecolegiado,-em-júlgados àn~ teriores -inclusi vede 'interesse-da''ora"'recori:-erfte"Sób'àlegaçãód~:qÚê o LABANA/Santos ~,assistido por t~cnicos daquela Universidade, so atendendo a pedidos da DRF/Santos . Os acórdãos citadcs e apensados aos autos pela re- corrente referem-se a "Polietileno de baixa densidade dos tipos AC-680 e AC-617A. No presente caso trata-se de pblietileno de baixa densidade tipo AC-6A. A discussão está em definir se o produto tem com- posição química de:Biilidé1,ou não.--'-- A Informação T~cnica nQ 15/89, fls/74 que leio em Sessão e muito clara ao informar' que: "Trata-se de cera Artifi- cial à base de Polietileno, um produto de- constituição química nao definida, na forma de p611• De acordo com a literatura t~cnica especifica produtos com a denominação polietileno de baixo peso molecular utilizado como enchi~ento de cabos; elastSmeros, tintas, lubri- ficantes, revestimentos, plásticos, cera'a base "de:''solvente, etc .... " Nada existe nos autos que comprove ser o Polieti- leno de baixa deneidade AC-6A um produto de constituição química definida o que virià'a dar razão à recorrente. Na posição pleiteada pela contribuinte "enquadram-se "Produtos de Polimerização e'copolimetizáção (Pblietileno, ';:',..) 39.22 - Polietileno de baixa densidade. 99 - qualquer outro. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL - 4 - Rec. 109.810 Res. 301-A08 • • A posição TIIB 11.01.01.01 - "Ceras artificiais, in- clusive as soJlúveis em água, ceras preparadas não emulsionadas e sem solvente" condiz mais com a conclusão do laudo existente nos autos. Entretanto, na fase impugnatória, a ora recorrente pleiteou audiincia do INT não sendo atendida pela autoridade de primeira instância. Em atendimento as reiteradas solicitações da inte- ressada e, para que as dúvidas sejam dirimidas definitivamente, voto no sentido de converter o julgamento do recurso em dili- gincia ao INT, com as mesmas indagações de fls. 14/17, através da Repartição de origem para juntada de amostra, notificando-se o contribuinte para, caso o deseje, formule seus próprios quesi- tos. 1 - O produto resultado do Laudo nQ 2218/86 (fls. 20) se identifica com a descrição contida na GI ~1-86~7G05272-7~(fl~C16i"? Em~ca~o~negati~6f~es- tabelecer diferenças. 2 - Considerando que um composto de constituição qui mica definida, quando isolado , é um composto químico distinto, cuja estrutura se conhece, que não contém outra subst;ncia deliberadamente adi cionada, durante ou após o fabrico (compreen- dendo a depuração), pode-se afirmar que o pro- duto analisado é um composto de constituição química definida? 1 - O produto em causa pode ser um substituto da cg ra natural obtido por processos q0ímicos? 4 - Em caso afirmativo da questão anterior, e nao sendo o produto analisado de constituição quí- mica definida, nos moldes da questão nQ 2, per- gunta-se: a - qual o seu ponto de fusão? b - susceptível de modelação? c - Dura ou quebradiça? d - De estrutura cristalina ou microcristalina? • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - 5 - Rec. 109.810 res. 301-408 e - Translúcidas ou opacas, mas nao vidradas? f - Funde sem se decompor? g - Um pouco acima do seu ponto de fusão, nao se torna facilmente estiiável? h - A sua consistência e a sua solubilidade de- pendem muito da temperatura? i - Torna-se brilhante se se fricciona exercen- do ligeira pressão? 5 - O que caracteriza os diversos tipos do produto ora em discussão. Exemplo: qual a diferença ou o que caracteriza um Polietileno de baixa densidade ao receber o nome comercial. "AC-6A" - "AC 617-A" - "AC-680", etc.. Sala das Sessões, em 23 de agosto de 1989. • ROSA MAR~~ OLIVEIRA - Relatora . 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 12963.000176/2009-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2005 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÕES NÃO DESCONTADAS DOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. NÃO DECLARADAS EM GFIP.
A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia (lei
10.666/2003, art. 4°).
Constatado o não-recolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento Art. 37 da lei 8212/1991.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.118
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2005 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÕES NÃO DESCONTADAS DOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. NÃO DECLARADAS EM GFIP. A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia (lei 10.666/2003, art. 4°). Constatado o não-recolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento Art. 37 da lei 8212/1991. Recurso Voluntário Negado.
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CONTRIBUIÇÕES NÃO DESCONTADAS DOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. NÃO DECLARADAS EM GFIP. A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia (lei 10.666/2003, art. 4°). Constatado o nãorecolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento Art. 37 da lei 8212/1991. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Fl. 138DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, e Jhonatan Ribeiro da Silva. Convocada a conselheira Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000176/200917 Acórdão n.º 240301.118 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Com grifos de minha autoria, o Relatório a quo aduz que: “Tratam os autos do AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL 37.226.3623, no valor de R$13.891,45, referente a contribuições previdenciárias dos segurados contribuintes individuais, não descontadas dos mesmos e não recolhidas à Previdência Social, não declaradas em GFIP, no período de 03 a 12/2005, tudo de conformidade com o relatório fiscal de fls. 14/16. As contribuições apuradas e referidas e as bases de cálculo constam do Discriminativo Analítico de Débito (fls. 04/05) e do Relatório de Lançamentos (fls. 08/09). O lançamento fiscal ora em apreciação tem sustentação nos termos do Mandado de Procedimento Fiscal e nos Termos de Início de Procedimento Fiscal constantes do processo 12963.000175/200964 e a fundamentação legal do mesmo lançamento está às fls. 10/11. O referido crédito tributário previdenciário é composto do levantamento RET RET CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS (fls. 04/05). Do relatório fiscal de fls. 14/16 consta: o presente crédito referese a contribuições previdenciárias, relativas ao período de março/2005 a dezembro/2005, presumidamente descontadas de prestadores de serviços pessoas físicas e incidentes sobre as remunerações por eles percebidas; o ente público remunerou diversos prestadores de serviços pessoas físicas, segurados obrigatórios da Previdência Social na qualidade de contribuintes individuais, sem declarálos em folhas de pagamento e em GFIP, bem como os valores de suas remunerações; o levantamento é o RET: base de cálculo considerada como salário de contribuição de segurados contribuintes individuais para cálculo da retenção, respeitando o limite máximo, incidente sobre as remunerações por °eles percebidas, apurada pelo exame de empenhos; para os segurados contribuintes individuais a alíquota aplicada sobre a base de cálculo apurada corresponde a 11% (onze por cento), obedecendose o limite máximo de contribuição; foram examinados os seguintes documentos: notas de empenho, folhas de pagamento e GFIP; Às f1s.20/40 do processo 12963.0001751200964, a auditoria fiscal fez constar o discriminativo dos prestadores de serviços pessoas físicas (contribuintes individuais) com nome, nota de Fl. 140DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 empenho, data, competência, base de cálculo e o histórico do serviço. A autuada ofereceu a impugnação de fls. 20/22, em data de 27/09/2009, acompanhada dos documentos de fls. 23/37, enquanto a autuação foi entregue à impugnante em 26/06/2009 (fls. 01). A defendente alega que: razões não assistem ao órgão autuador para a totalidade lançada; na conformidade da planilha anexa o Município realizou o desconto dos prestadores de serviços ali relacionados, bem como repassou para o INSS os valores conforme se afere pelas GPSs anexas; assim, os valores ali relacionados que totalizam R$936,16 deverão ser atualizados e abatidos do valor atualmente cobrado, tendo em vista a comprovação dos recolhimentos; pede: a)a revisão de ofício do lançamento efetuado com a correção e o abatimento do valor efetivamente recolhido pelo Município, intimandoo novamente para o recolhimento de possível diferença; b)enquanto não realização a pretendida correção, não seja incluída a impugnante no CADIN, assim como a sua remessa a PGFN para inscrição em dívida; c) protesta pela produção de todas as provas admitidas em direito, em especial ajuntada de novos documentos, perícia e demais provas pertinentes. É o relatório.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 47, a 5ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Juiz de Fora – MG DRJ/JFA, em 16 de dezembro de 2009, exarou o Acórdão n° 0927.617 , mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário, às fls.56, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000176/200917 Acórdão n.º 240301.118 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 63, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A impugnação e o Recurso são econômicos e idênticos. Não nega o feito e solicita que sejam abatidos supostos valores já recolhidos Pelo relato fiscal de fls. 14 a autuada não incluiu os prestadores de serviços em folha de pagamento e também em GFIP, nem descontou suas contribuições, nem recolheu as mesmas aos cofres previdenciários e bases de cálculo foram apuradas em razão dos empenhos realizados. No acórdão o Relator demonstrou com clareza as razões da improcedência do arrazoado impugnante : “Falece a sustentação da impugnação de que tenham sido realizados os referidos descontos das contribuições dos segurados, vez que nos autos não há prova a respeito e o que, certamente, se efetivado, teria sido feito em folha de pagamento, além de que os valores recolhidos no NIT dos trabalhadores não coincidem com aqueles lançados. Da mesma forma, carece de sustentação a afirmação de que a autuada repassou os referidos valores descontados a Receita Previdenciária. Os documentos de fls. 23/35 são recolhimentos feitos erradamente pelo autuado em inscrição (NIT) dos referidos prestadores pessoas físicas (contribuintes individuais) e de competência dos mesmos, portanto, não guardando consonância com o recolhimento que deveria ter sido feito no código de recolhimento devido e de competência do órgão público (2402), relativo aos descontos das contribuições dos segurados pela prestação de serviços ao autuado. Portanto, o procedimento correto seria a formalização pelo autuado dos descontos dos referidos prestadores de serviços com a devida formalização documental na forma da legislação e o seu recolhimento em nome do Município autuado e no código referido que é o 2402.” O fundamento principal dos recursos é provocar o reexame das decisões por um grau de jurisdição superior. Um dos objetivos é evitar erros. É relevante destacar que a Recorrente não guerreou as razões do Acórdão, não apontou erros limitandose a reiterar, na íntegra, as alegações que fizera em sede de impugnação. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Agindo assim, não combatendo as razões do decisium, manifestouse de forma genérica sobre efetiva motivação a quo. O artigo 17 do Decreto 70.235/72 considera não impugnada matéria que não tenha sido expressamente contestada: “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante” Assim, pelos motivos já expressos em sede de impugnação bem como sob o comando do artigo 17 do Decreto 70.235/72, não há como proceder provimento à Recorrente. CONCLUSÃO Diante de tudo que foi exposto, conheço do recurso para NO MÉRITO , NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 143DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/04/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.004772/88-36
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jun 09 00:00:00 UTC 1989
Numero da decisão: 301-00.392
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência ao Instituto Nacional de tecnologia (INT), através da Repartição de origem, vencido o conselheiro João Holanda Costa,na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA
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RFFS. I, Sessão de º_~IllJ_nh-º _ de 1989 ACORDÃO N.o Recurso n,o Recorrente Recorrid. a 110.648 Processo nº 10711-004772/88-36. IFF ESSÊNC IAS E FRAGRÂNCIAS:; LTDA. IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. , R E S O L U ç A"O Nº 301-392. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Cons~ lho de Contribuintes, por maioria de votos, em convetter:o julgamento em diligincia ao Instituto Nacional de tecnologia (INT)i atrav~s da Repartição de origem, vencido o conselheiro João Holanda Costa,na fOL ma do relatório e voto ue passam a integrar o presente julgado . Brasília- F, 09 de junho de 1989. 1_. - Presidente. OLIVEIRA - Relatora. - Procurador da Faz. Nacional. VISTO EM SESSÃO DE: Part ic iparam, a inda, do present p' ju Igamento, os se gu 1n- tes Conselhe1ros: HAMILTON DE sA DANTAS, MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, WLADEMIR CLQ VIS MOREIRA, FLÚVIO CASSIO DE MELLO E SOUZA e ALVARO AUGUSTO DE VAS CONCELLOS LEITE RIBEIRO. I J ,c • , -2- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO Nº 110.648 RESOLUÇÃO Nº 301-392 RECORRENTE: IFF ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA. RECORRIDA IRF-PORTO DO RIO DE JANEIRO-RJ. RELATORA ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA. R E L A T Ó R I O IFF Essências e Fragrâncias ltda submeteu a despacho a meL caddria descrita na DI nº 1425/85 (fI. 11 e 15) com nCEDRENO~~TEXAS, 98% de pureza aprox., líquido, nome comercial CEDRENOl", classifican do no c6digo TAB 29.05.05.00 com alíquotas de 30% e zero para II e IPI respectivamente. Mediante amostra do produto o lABANA emitiu o laudo nº ... 1092/85 (fI. 20) afirmando tratar-se de mistura contendo vários com ponentes, sendo o principal o CEDROl, constituindo mistura odorífera para perfumaria. Conseqüentemente, em ato de revisão, o produto foi descla~ sificado para o c6digo TAB 33.04.01.00 com alíquotas de 80% para II e 12% para IPI. Foi lavrado Auto de Infração nº 224/88 (fI. 1/v) exi gindo-se o recolhimento da diferença dos impostos, multa prevista no art. 364, II do IPI e encargos legais cabíveis . Intimada, a autuada tempestivamente, apresenta impugnação solicitando: a) apensação dos processos nºs: - 1370.770.1162/87-11; -1370.700.1153/87-20; - 10711.006.339/87-20; - 10711.006.446/87-20; 10711. 28R5/88-51 e - 10711. 2920/88-51 pela interligação material; b) nulidade do auto de infração; c) modificação do laudo técnico lABANA; • -. -3-Rec.110.648 -Rês.301-392 SERViço POBLlCO FEDERAL d) perícia antecipada (arts. 846 e segs - c~cf a ser ef~ tuada pelo INT ou por peritos técnicos nomeados; e) liminar reviião "ex officio" pela tributação i presente imposição fiscal e aos processos que seriám apensados, resguardando -se i impugnante, i Complementação impugnatória no momento hábil, na forma da lei; f) suspensão de quaisquer eventuais sançoes a impugnante, até decisão final dos mencionados processos. Alegou ainda: a) cerceamento de defesa face aos artigos 153 ~~ 4Q e 15Q da Constituição Federal e art. 142 do CTN;_ b) falta, por parte da fiscalização do fornecimento de ori entação temática ou técnica com a finalidade de evitar ~ créscimo patrimonial i impugnante; e. falta de definição do fato gerador (art. 144 - CTN). o processo foi encaminhado ao LABANA para reexame--face aos termos da defesa. A Informação tório esclareceu ser o ção de óleo - O CEDROL Técnica produto - (e nao de nQ 122/88 (fi. 37) daquelé Labor~ . / -.constltuldo por uma fraçao de destila CEDRENOL), empregado em perfumaria. • O fiscal autuante nao acolhendo as razões de defesa menta: - não há necessidade da anexação dos processos aCima cit~ dos, uma vez que o Auto de Infração foi lavrado com base no laudo nQ 1092/85 referente i mercadoria em causa; - o LABANA é o órgão oficial credenciado para exame das mercadorias desembaraçadas; - o auto de infração é n~cessariamente apreciado pela tri butação após apreciação da defesa por parte do órgão autuante; '.- a suspensão de quaisquer sanções a impugnante não é cabi vel por nao haver pedido de consulta. Autoridade de primeiro grau julga procedente a ação fiscal conforme "consideranda~" (fls. 44/45) que leio em sessão, assim emen tada: " SERViÇO POSLlCO FEDERAL -4- Rec.110.648 Res. 301-392 "Revisio - Desclassificaçio tarif~ria do produto de nome comercial CEDRENOL, em face do resultado de exame laboratorial. Açio fiscal procedente." Ainda inconformada a interessada interpõe recurso (fls. 48 a 52) a este Conselho alegando cerceamento de defesa frente às rei vindicações da fase impugnatária, principalmente de perícia antecipa- da. tivaçio Requer seja o julgamento convertido em diligência para ef~. ,da supra perlCla. .' • É o r~latório.~ • • SERViÇO PÚBLICO fEDERAL v O T O -5- Rec. 110.648 Res.301-392 .- • Em suas razões recursaIs de fls. 49 a 52, a ora recorren insurge contra decisão a quo por ter indeferido seu requerimento "~de perícia técnica. Ocorre que, apesar de estar alegando cerceamento de d~ fesa a mesma, em nenhuma fase do processo apresentou documento de v~ lar técnico científico que pudesse trazer subsídios em contrário ao produzido pelo LABANA, através do Laudo nº 1092/85 (fls. 20), e Adit~ menta - Informação nº 1221/88 (fl~. 57) ou que justificasse seu pedi do de reexame laboratorial através de outro órgão técnico . Quanto à solicitação de apensação aos demais processos nao procede, uma vez que o Auto de Infração foi lavrado tendo por b~ se a DI nº 1425/85 e, todo o procedimento se refere especificamente a cada caso, com todos os dados a ele pertinente~ Entretanto, para que a interessada nao continue alegan do um possível cerceamento de defesa, voto no sentido de que se con verta o julgamento em diligência ao INT para análise do produto em causa via Repartição de Origem para juntada de amostra, sendo notifi- cado o contribuinte para formulação de quesi tos suplementares aos apr~ sentados às fls. 35, excluindo-se o descrito na letra "e" do item 1, já que o INT não tem competência legal para opinar sobre classific~ ção fiscal (art. 30 do Dec. 70235) face a complexidade dos produtos, demonstrarem, analiticamente: "a) sua descrição; b) processo de obtenção; c) classificação da solução x mistura; d) seu manuseio" Outros quesitos: 1. O produto é um composto de Dihidro Mircenila e Dihi- dro Mircenol ? 2. O produto é um composto de CEDROL? 3. Há outras substâncias adicionadas ao produto? 4. Em que percentagem os componentes do produto aparecem? 5. O produto tem características odoríferas? • • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL -6- Rec. 110.648 Res.301-392 6. Pode ter emprego na indústria de perfumaria e/ou ali mentação? 7. Qualquer outra informação técnica que julque oportuna. Sala das Sessões, em 09 de junho de 1989. • • ROSA MARTA OLIVEIRA - Relatora. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
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Numero do processo: 10711.004969/86-59
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 1988
Numero da decisão: 301-00.298
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por. unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à UNICAMP, por intermédio da Repartição de origem,
na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE FAÇANHA MAMEDE
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score : 1.0
Numero do processo: 10875.000969/85-53
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 1992
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS - NULIDADES - É nula a decisão que mantém exigência fiscal com fundamentos estranhos ao auto de infração. Recurso Provido.
Numero da decisão: 202-05.161
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro ELIO ROTHE. Ausente o Conselheiro SEBASTIA0 BORGES TAGUARY.
Nome do relator: ROSALVO VITAL GONZAGA SANTOS
1.0 = *:*
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I' I; RU C:4175) D. _ MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO.1t1; . C De (3.5/ .1 1976 C *-10j SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10.9715-000.969/85-513 Sesso de N 07 de julho de 1992 ACORDA0 No 202-05.161 Recurso no 70.519 Recorrente ASEA ELEIRICA LIDA. Recorrida . !)FF EM CUARLLHOS -. SP NORMAS PROCESSUAIS - NULIDADES - m exigAncia f:Uscal com fundamentos estranhos- ao auto de :O:fração. Recurso Provido. Vii.tei,, relatados e discutidos os presentes autcbs de recurso iciterposto por ASEA ELETRICA LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Cjimara do Segundo Conselho de Contribuintes, por mainria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro 1::: L. ROTHE. Ausente o Conselheiro SEBASTIA0 BORGES IAGUARY. Sala das s GHE“:ibeS „ em 07 dc7 j IA 1110 cie 1992.. / , HEI VI VI Esc E, FD ? ; EP,RcEL.. ..C.-.3 - E resiclente . • ROS ii...vt: viT " 4#mui:. A. NTE' - I Relator Nif ...TOSE O 32 Di. AL.17 1111 17, LEMOS - Procurador-Rel./reir N; Ner) 1...D n te da Fa- zenda Nacional VISTA Em sEssmo DE: 25 SET 1992 Garticiparam, ainda, do prpsente julgamento, WS ConselKeires OSCAR LUIS DE MORAIS, ACÁCIA DE LOURDES RODRI•UES e SARAH LAFAYETE NOBRE FORMIGA (Suplmite). OPR/mias/AC/OPA I. ))5 . ... — MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 1 , .kAsvf, SEGUNDOCONSELHODECONTRIBUINTES Processo no 10.875-000.969/85-53 Recurso No:: 78.519 ActSrdo Mgg: 202-05.161 Recorrente ASEA ELEIRICA LTDA. R ELATORIO Segunde o "Termo de Verifica0o de ri, cl fis. 401, "a Empresa aCinN qualificada, no período de 28.11.03 a 25.06,84, adquTriu da Empresa Eletro Mec2nica Hartwell Ltda., através de notas fiscais serie única, conforme documentos de fls. 04 a 50, mercadorias de procedencia estrangeira„ em sua maioria prcduzidas pela ASEA localizada na Suecia". Foram, ent2Co, constifill .dos %e is precessos sobre o fato. As mercadorias encontradas em situaao irregular foran ameumlidas com aplicaçao de pena cle. periimento nas mertadortas relativas a quatro dos- seis processos. constituIdos e, nos dois reintwrizas„ tende a Autuada 1à consumido as mercadovúas no seu prop'..sse industrial foi aplicada a penalidade pre yista. no art. 365, itens 1 e II, do RIRI/82. Em 06.08.84, a Recorrente solicitou ao Ministro da Fazenda a extensao de disposto no art. 62, I, do Decreto-Lei no 2.120/84, liberando as mercadorúas aprzendidas mediante o pagamenito parzolado do Impaste de Importaçao sobre elas incidente !, acrescido de multa de 100% do valor CIF' das mesmas mertim.melas, comprometendo-se a scaicitante . a, atendido o pleito, desienTr da discusn5:e administrativa ou judicial do ¡Perito daqueles ping.essos.. O pleito mereceu acolhimento por parte do nimiAarc, da Fazenda e a Recornente recolheu os tributos e encargos legais e recebeu as mercadorias. A DRFnAtantinps, considerando que o pleito da Recorrente. sub-rogou à Fazenda Incliznal o direito de cobrar os tributos e ri E: legais devidos sobre as mercadorias consumidas ri industrial nas mesmas condiçffes concedidas para as mercadorias apreendidas, lavrou o auto de infraOffi de que' trata este processo. Foram) cobnylos o I.I., considernmhne infringidos os arts. 83g 89, II, 99, 111 e 112, do Regulamento Aduaneiro, combimmio com os artigos 32 e 62 do Decreto-Lei no 2-120/84 e o • IPI„ censiderados infringidos os artigos 55, I, "a" e H s";; 56, parágrafo único, II, 57, 1 e III; 62!; 63, I, "a" e :1.07, I, do PIPI/82- O auto de infraçãb ±Oi posteriormente netificado, COM reabertura de prazo para impuginzenn. Impugnando o feito, a ora Recorrente cons±der0u que os dispositivos legais apontados como infringidos WMn eram aplicáveis- ao seu caso. Após a contestaçao dos autuantes, niz 1 --2" MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 4.W.PÈr 4~‘, ' SEGUNDOCONSELHODECONUMUNTESJísorew' Processo noe 10.875-000.969/85•53 Acórdão no e 202-05.161 Informação Fiscal, foram os mitos apresentados à autoridade de prirwsirf: grau que, considerando que a extens1A, do benefício coridiJoiwiaj. prevista no Decreto-Lei ne 2.120/94, art. óp, inciíb I „ às ciamlestííncias do caso em foco, d' prerrogativa do Ministro da Fazenda por força do disposto no próprio Decreto-Lei, acolheu ir~enalimente a impunação e recorreu de ofício da Superintendente da Sif!: RF. Essa autoridade, c‘:)n-bierando que' não havia corno exigir o I.I. da defendente, por não haver ocorrido inobservfIncia de qualquer nrna estabelecida no Regimento Aduaneiro, mas que, por haver aceito dormmentação irregular, tonRrses responsável pelo pagamento do IP I, decidiu dar provimento em parte, ao recurso de. ofício, para restabelecer a exigencia para o IF1, com as acroccimos bnais srriesporid(fEs„ fundando sua decisão nos arts. 1/d, parágrafo ig e 244, VI, do RIF1/82. Recorrendo a este. Conselho, a Empresa alega que a ele e: proferida pelo Superintendente da Ba RF inovou no feito„ intmmMísindo do dispositivos legais estranhos ao auto de • infração. éduz que o assento esgotímEose som as deciseíes pnsferidas nos processos anteriores e arwieb yta que inexisfl, paridade entre aquisição de mercadorias estrangeir.s adquiridas. no mercado interno e bagagem de viajantes. Apreciando o recurso, este Colegiada, em sessão de 15.10.22, decidiu, pela Resoluçao n2 202-0.014, por declinar competOncia para j ulommifis„ em favor do E. 3o Conselho de Contribuintes, por considerar que os autos tratam de matêria vinculada. à importa0o. . O E. 3p Conselho de Contribuintes, considerams cms a matéria relativa ao I.I. fmoi eliminada dos autos pela decj9OIo de la ins •Uíncia, confirmada pelo Superintendente da O:a RF, devolveu os mitos a este Conselho, por se tratar de matéria da sua competrInci.a. E o relatório. ( .---y/}9-1 3 215 :.;05 INt_ -....~.,-W, ~TEMO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO '9,1* SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES‘~., . Processo nrn, 10.975-000.969/85-53 AcórdXo no. : 202-05.161 VOTO DO CONSELHEIRO -RELATOR ROSALVO VITAL GONZAGA SANTOS Prelimirss-wwite, concordo COM a Primeira 8.8mara do E. 32 Conselho de Contrilnufttes quanto a que nada resta nos autos qLIS verse matéria relativa a Imposto de ImportaçWo. A matéria rem,micmxert.e„ inserida no processo pela dect~ proferida pelo Sui~intendente da Sa RF, diz respeito exclusivamente a IPI, e assim rtaconhe.ço a c: CD deste Colegiado pekra apreciar GO fatos e o dircdtp. No mérito, tem rafáo a Recorrente. O auto de infraçao trata os fatos como se a Recorrente, fosse importadora e devesse o imposto no desembaraço aduaneiro. Há, de fato, indicios nos autos de que os prudutes foram importados clandestinamente pela Recorrente e aqui aceberLulcm cem notas fiscais frias, de empresa de fato inexistente. A parte dos phudutos que foi penalizada (moi apreensãb, após o recolhimento dos tributos, multa e acrescimos legais !, teve a pena relevada, por decisao do Ministro da Fazenda. A outra par. te da mercadoria, que já fora consumida, objeto destes autos, deveria ter sido penalizada cmforme estipulado no art. 365, 1 e LE„ do RIPI/132. De tal WYo se cogitou, no auto de infra0o, preferindo-se considerar que a Recorrente era importadora dos produtos consumidos e cobrar dela o imposto, adaptando para o. caso a decisao adotada pelo Ministro da Fazenda, estendendo às circunstanidas procedimento ad~mlo para bagagem. o julgador de. primeira iwstancia afastou a preten~:: o Sflpert8it.m~lte da Sa RF também, mas ! COOSi~ME10 que havia cródito do imposto inovou na tipificaao da infra0b. Assim, prevalece a decis'ab gue acatou as 1' az8e1% da i 01pugna0o, pois está implicitamente mantida na decis2ro proferida pelo Superintendente da. Sa Regi.MD. r6 parte que inovou os flindamorkus da exigbncia é nula, por evidente cerceamento do direito de defesa, conforme estabelece o art. 59, II, do Decreto nu! 70.235/72. . Dou provimento ao recuram). Sala das Sessfles, em 02' de julho de 1992. ----7., ROSALOO ViíRTOS-73ANTOS 4
score : 1.0
Numero do processo: 10711.003681/87-66
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Jul 30 00:00:00 UTC 1990
Data da publicação: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 1990
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Desistência do recurso5voluntário pelo ajuizamento da ação
declaratória de nulidade do crédito tributário da Fazenda Nacional (art. lº, parágrafo 2º do Decreto-lei nº 1.737/79.
Homologado o pedido de desistência do recurso.
Numero da decisão: 301-26.193
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em homologar a desistência
do recurso feito pelo sujeito passivo, na forma do relatório e voto que passam a integrar presente julgado.
Nome do relator: JOSÉ MARIA DE MELLO
1.0 = *:*
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Desistência do recurso5voluntário pelo ajuizamento da ação declaratória de nulidade do crédito tributário da Fazenda Nacional (art. lº, parágrafo 2º do Decreto-lei nº 1.737/79. Homologado o pedido de desistência do recurso.
turma_s : Primeira Câmara
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" • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES lª CÂMARA aaUL. Sessão de ..:!O.dejunl1o de 19.'OlO. ACORDÃO N.o ~ºJ::::~.º..,.l.9.3 Recurso n.• 110.061 - Processo n~ 10711.003.681/87-66 Recorrente CIA CERAS JOHNSON Recorrid IRF PORTO/RJ Processo Administrativo Fiscal • Desistência do recurso5voluntário pelo ajuizamento da açao declaratória de nulidade do crédito tributário da Fazenda' Nacional (art. l~, parágrafo 2~ do Decreto~léi n~ ~1737/ /79. Homologado o pedido de desistência do recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em homologar a desistên- cia do recurso feito pelo sujeito passivo, na forma do relatório e •• • voto que passam a in. Brasília-D ITAMAR presente julgado. 20 de junho de 1990 r da Fazenda Nacional . •• Participara~: ainda, do presente julgamento os seguintes ' Conselheiros: JOÃO HOLANDA COSTA, FLÚVIO CÁSSIO DE MELLO E SOUZA, MA RIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, JOSÉ THEODORO MASCARENHAS MENCK e FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO; Ausente o Conselheiro Wlademir Clovis Moreira . , a •• • • • •• • •• SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. II CÃMARA. RECURSO N9 110.061 ACÓRDÃO N9 301-26.193 RECORRENTE: COMPANHIA CERAS JOHNSON. RECORRIDA: IRF - PORTO - RJ. RELATOR : CONSELHEIRO JOSr MARIA DE MELO. R E L A T Ó R I O Companhia Ceras Johnson recorre a este Colegiado de de- cisão de primeira instância que julga procedente a ação fiscal ins- taurada como o Auto de Infração de nº 000104, fls. OI e verso, fi- cand.o a mesma sujeita ao recolhimento da di ferença dos tributos d~ vidas e ainda multas previstas nos artigos 524 e 526, inciso II do Decreto nº 91030/85 (RA) referente ao Imposto de Importação e multa do art. 364, inciso 11 do Decreto nº 87891/82, relativos ao Imposto sobre Produtos Industrializados. A recorrente procedeu ~ importa~ao de "5.000 Kg de Po- lietil~no de Baixa densidade industrial, emulsificante", de 'acordo com a descrição da DI nº 007619/86, código TAB 39.02.22.99. Entende a fiscalização tratar-se de cera artificial base de polietileno, posicionando no código TAB 34.04.01.03. O laudo T~cnico - LABANA - concluiu ser "polietileno de baixa densidade, com características de cera artificial". Devidamente notificada e, na guarda do prazo legal, a autuada apresenta razões de defesa alegando que por ser uma indús- tria química utiliza o produto "Polietileno AC 680 como mat~ria pri ma .na fabricação de diversos produtos de sua comercialização. Não concorda com o entendimento do laudo emitido pelo LABANA, por considerar que "Polietileno de baixa densidade" com ca- racterísticas de cera artificial" não hj de ser confundido com cera artificial de polietileno, podendo apresentar algumas propriedades físicas semelhant~s, mas distintas nas carcterísticas essenciais • .Compara as características do Polietileno AC 680 com as ceras artificiais. Insiste no aspecto de que na posição 34.04. cla~ sificam-se os produtos que não tem constituição química ,définida, não sendo o caso do "Polietileno AC-680" em questão, pois o mesmo possui fórmula química definida, como demonstrado nos autos (C2H4). • • • • •• • •• -3- Rec. 110.061 Ac.301-26.193 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL o laudo LABANA confirma o ponto de fusão do produto im- portado a 102°C. Para se classificar como cera há de ter todas as carac-' terísticas de cera, e não algumas características. Requer seja julgado improcedente a ação fiscal. O 6rgão preparador, em vista i argumentação da autuada, solicitou ao laborat6rio de Análise complementaçãó dos esclarecimen tos da informaçao técnica, sendo prontamente atendido: - o produto analisado é um polietileno de baixa densidade, em grânQ los, identificando-se com a descrição contida na GI nº 1-86/9457-8 (fls. 19); - nao tem constituição química definida, é um polímero; - seu ponto de fusão é de 108°C; a 20°C é duro, de estrutura cristalina ou micro-cristalina, opaco, mas nao vidrado; - acima do seu ponto de fusão nao se torna facilmente estiráyel; - torna-se brilhante quando se fricciona exercendo ligeira pressao; - é um substituto das ceras naturais, obtido por processos químicos; - sua consistência e solubilidade dependem tanto da temperatura quan to do tipo de solvente empregado; - apresenta' viscosidade . Com base nestas informaç6es e considerando as Regra~ ª~ rais e complementares para interpretação da Nomenclatura Brasileira de Mercadoria, e, que não houve declaração indevida, a i:àutoridade de primeiro grau julgou procedente, em parte, a ação fiscal para d~ clarar devidas as diferenças do 11 e do IPI e multa do art. 364, 11 do RIPI/82, e encargos legais. Inconformada, tempestivamente, recorre a este' Conselho alegando que: - a decisão de fls. 44/49 carece de fundamento quanto i classifica- ção tarifária do produto em questão, por estar baseada em laudo te£ nicamente incorreto; - o referido Polietileno é somente utilizado como matéria prima; - sempre o classificou na posição TAB 39.02.02.02, posteriormente.i;1:i "Cbnsiileran , . • • • • •• • •• -4- Rec. 1l0.061 AC.301-26.193 SERVICO PÚBLICO FEDERAL mudado para 39.02.22.00 (Resolução CBN 45 de 07.12.79); - ao classificar na posição 34 a autoridade fiscal está confundindo mat~ria prima com denominação da empresa; - por ser assunto eminentemente t~cnico traz aos autos pareceres do INT, LABANA, IMA e outros que identificam o produto, tecnicamente; como "Polietileno de Baixa densidade", e ac6rdão da Egr~gia eimara Superior (Ac6rdão nº CSRF/03-0 526) • - há incompatibilidade nas afirmações e negaçoes, os dos" são contradit6rios; - possuir algumas características das ceras artificiais nao quer di zer que seja "cera"; - o polietileno AC-680 tem composição qufmi~~ldefinida; - para se classificar na posição 34.04,há de ter constituição quími ca não-definida; - demonstra a f6rmula do polietileno (fls. 68 'a 71); - vários processos da recorrente já foram julgados considerando o produto na posição TAB 39.02.22.00 Em vista de toda a jurisprudência e doutrina citada e apensa aos autos requer seja reformada a decisão de primeiro grau, classificando a mercadoria na posição pleiteada pela recorrente . Por último, e com o claro intuito de obstar o pronucia- mento destetons~lho- d~ 'Contribuin'te's'sobre a mat~ria de mérito, na suposição, certamente, de que lhe seja desfav6ravel, a .importadora fez juntar aos aútos petição em que sol ici ta acolhida para sua desi.â. tência do Recurso que dirigiu a este Colegiado. Diz a interessadah£ ver entrado junto à 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro com uma ação com a finalidade de obter a declaração de nulidade do crédito junto à Fazenda Nacional em relação à classificação fiscal do l"pólietil~ no AC 680. Junta a certidão expedida pelo juiz federal. Na petição, a firma Invoca o art. 1º parágrafo 2º do Decr~ to-lei 1.737/79, no sentido de que a propositura da ação declaratQ ria de nulidade do cr~dito da Fazenda Nacional importa em renúncia ao direito ~e recorrer na esfera administrativa e desistência do r~ curso interposto . t o relat6rio. • • • -5- Rec.110.061 Ac.301-26.193 SERVICO PÚBLICO fEDERAL v O T O Encontra-se anexada aos autos (fls. 189 ) a certidão exp~ dida pelo Senhor Juiz da 161 Vara Federal do Rio de Janeiro, de h£ ver a interessada ajuizado ação declarat6ria de nulidade do cridi to junto à Fazenda Nacional em relação à classificação fiscal do Polietileno AC-680. Assim, o presente recurso não poderá prosse- guir na área administrativa por falta de objeto, tendo a empresa a ele renunciado em face do art. 1º, parágrafo 2º, do Decreto-lei nº 1.737/79. Nestas condições, voto no sentido de homologar a desistên cia do recurso conforme o pedido. Sala das Sessões, em 20 de junho de 1990 . • ••• • •• 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 14337.000154/2010-94
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
AUTUAÇÃO.MUNICÍPIO. LANÇAMENTO. LEGALIDADE.ALEGAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. JUSTIFICATIVA NÃO ACEITA.
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE FÍSICA DO PREFEITO.
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
Tendo ocorrido a autuação contra um Município, enquadrado como sujeito passível de tributação, o lançamento só será anulado ou revisto caso haja ausência de algum requisito formal imprescindível para o ato do lançamento.
No caso em tela, o lançamento efetuado pelo agente fazendário preenche todas as formalidades legais do art.142 do Código Tributário Nacional, respeitando o Princípio da Legalidade, não vingando assim a alegação do Município em encontrar-se
impossibilitado de apresentar os documentos solicitados em auditoria por estes estarem sob a posse da antiga gestão, por
imperar na Administração Pública o Princípio da Impessoalidade, que consiste também na gestão do ente federativo sob a figura estatal e não pessoal do Prefeito, motivo pelo qual a cobrança será mantida.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.177
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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LANÇAMENTO. LEGALIDADE.ALEGAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. JUSTIFICATIVA NÃO ACEITA. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE FÍSICA DO PREFEITO. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Tendo ocorrido a autuação contra um Município, enquadrado como sujeito passível de tributação, o lançamento só será anulado ou revisto caso haja ausência de algum requisito formal imprescindível para o ato do lançamento. No caso em tela, o lançamento efetuado pelo agente fazendário preenche todas as formalidades legais do art.142 do Código Tributário Nacional, respeitando o Princípio da Legalidade, não vingando assim a alegação do Município em encontrarse impossibilitado de apresentar os documentos solicitados em auditoria por estes estarem sob a posse da antiga gestão, por imperar na Administração Pública o Princípio da Impessoalidade, que consiste também na gestão do ente federativo sob a figura estatal e não pessoal do Prefeito, motivo pelo qual a cobrança será mantida. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, substituído pelo conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000154/201094 Acórdão n.º 2403001.177 S2C4T3 Fl. 94 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 71 a 76 contra decisão da 5 turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belém/PA (fls.59 a 64) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração n° 37.249.0654, sendo aplicada a multa no valor de R$ 243.820,00 (duzentos e quarenta e três mil e oitocentos e vinte reais). Conforme Relatório Fiscal e anexos apresentados, a autuação corresponde à atitude da empresa em apresentar declaração a que se refere a Lei n 8.212/91, art.32,IV, com a nova redação dada pela Lei n 11.941/2009, com informações incorretas ou omissas. Além disso, em 2006, não houve em GFIP a inclusão do nome dos segurados empregados e contribuintes individuais da recorrente. Em razão da conduta do Município, a fiscalização entendeu que houve infração ao disposto no art.32, IV, da Lei n 8.212/91 com a nova redação atribuída pela Lei n 11.941/2009, estando sujeita à aplicação das penalidade prevista no art.32A, caput, I, parágrafos 2 e 3, incluído pela Lei n 8.212/91. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 05/07/2010 e apresentou impugnação às fls. 21 a 32 alegando: Que ficou impossibilitado de apresentar os documentos solicitados pela auditoria, em razão destes estarem de posse da exgestão, alegando ainda que impetrou Mandado de Segurança para obrigar a exprefeita a repassar os documentos solicitados, o que não se obteve; Ter ajuizado Ação de Improbidade Administrativa e Cautelar de Busca e Apreensão; Ser necessária que a autuação seja sustada até que seja garantido o acesso aos documentos de prestação de contas de 2006, de modo que possa exercer seu pleno direito de defesa ou que fosse aguardada a conclusão da Ação de Improbidade ou ainda a apresentação de documentos ao TCM; Alternativamente, postulou que as multa fosse minorada em respeito ao art.283 do Regulamento da Previdência Social; Em caso de manutenção da cobrança, que seja o débito incluído em parcelamento pela Lei n 11.941/2009; Por fim, requereu o recebimento da impugnação para que fosse acolhida a preliminar de impossibilidade de apresentação de documentos. Alternativamente, requereu a inclusão do débito em parcelamento, caso a cobrança fosse mantida. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 5ª Turma da DRJ de Belém/PA proferiu acórdão (n° 0120.862) nos seguintes termos: Fl. 95DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAR GFIP COM INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS. Constitui infração, apresentar GFIP, na forma estabelecida no Art. 32, IV, da Lei n° 8.212/91 e alterações posteriores, com informações incorretas ou omissas. DÉBITO REGULARMENTE LAVRADO. ATENDIMENTO DAS FORMALIDADES LEGAIS. Crédito previdenciário constituído dentro das técnicas fiscais e atendendo à legislação previdenciária vigente é plenamente regular, em conformidade com o art. 142 do C.T.N e art. 10 do Decreto n° 70.235/72. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 71 a 76, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000154/201094 Acórdão n.º 2403001.177 S2C4T3 Fl. 95 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I – DA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOS PARA O ACOLHIMENTO DO PEDIDO: De início, vale destacar que o município, ora recorrente, encontrase vinculado ao Regime Geral da Previdência Social, de modo que o regime jurídico— previdenciário a ser adotado será o da Lei 8.212/91. Assim, após sofrer fiscalização, foi constatado que o Município apresentou declaração, a que se refere a Lei n 8.212/91, art.32,IV, com a nova redação dada pela Lei n 11.941/2009, com informações incorretas ou omissas. Além disso, em 2006, não houve em GFIP a inclusão do nome dos segurados empregados e contribuintes individuais da recorrente. O recorrente alegou tanto na impugnação como no recurso contra a decisão de 1 instância que ficou impossibilitado de apresentar os documentos solicitados pela auditoria na ação fiscal em razão destes estarem sob a posse da antiga gestão, entendendo, portanto, que a autuação não poderia prosperar. Além disso, alegou que tomou todas as providencias possíveis como o registro da ocorrência policial ao perceber que a documentação não se encontrava no prédio da Prefeitura; a convocação de Comissão de Transição de Cargo destinada a promover o lançamento das comissões administrativas; a impetração do Mandado de Segurança contra o antigo gestor; o ajuizamento da Ação de Busca e Apreensão; o ajuizamento da Ação de Improbidade Administrativa e a comunicação ao TCM/PA a situação degradante do Município, argumentando que tais fatos impediram o pleno acesso aos documentos exigidos, o que deve motivar o julgador deste Contencioso a sustar os efeitos da autuação ou a aplicação da multa minorada. Diante dos argumentos elucidados pelo recorrente, percebese que todos convergem para o mesmo ponto, qual seja, a impossibilidade de apresentar os documentos solicitados em ação fiscal por estes estarem sob a posse da outra gestão. Sobre essa alegação, entendo que seja necessário trazer aos autos alguns conceitos e postulados relativos à Administração Pública para que estes sejam aplicados no caso em tela, sendo alcançado, ao final, o objetivo maior desse julgamento pelo Contencioso Administrativo Tributário Federal, que é apreciar os litígios tributários com base na justiça fiscal e no controle da legalidade dos atos realizados pelos agentes fazendários. I.1 – DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: Fl. 97DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Vale destacar que a realização de fiscalizações nos estabelecimentos escolhidos pelo fisco ou ainda nos municípios que não possuem um regime próprio de previdência, ocorre para verificar o cumprimento das obrigações tributárias exigidas pela lei. Tal fato ocorre com base no Princípio da Legalidade da Administração Pública, que determina que os atos praticados por agentes públicos (auditores fiscais) só serão praticados e exigidos se houver legislação anterior ao ato que autorize sua realização. É, na verdade, um princípio que obriga e garante direitos a ambas as partes (Administração x Administrado). De um lado o Poder Público que só atua de acordo/em respeito à lei. De outro, o administrado que só está obrigado a realizar aquilo que a regra legal exija, em face do preceito do art.5, II, da Constituição Federal, in verbis: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) II ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; Assim, estando o auditor fiscal (agente público) diante de uma situação que o faça a proceder ao lançamento do crédito tributário nos moldes do art.142 do Código Tributário Nacional, referido ato será realizado por estar o fazendário obrigado a cumprir a lei, sob pena inclusive de responder por eventual omissão, in verbis: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Nesta esteira, a parte autuada, mesmo sendo órgão responsável para execução dos fins sociais de caráter público, enquadrase como administrada ao ser equiparada como empresa, pessoa jurídica de direito privado, por não contemplar e ter na sua estrutura um regime previdenciário próprio, sujeitandose assim ao Regime Geral da Lei n 8.212/91 e 8.213/91. Portanto, sendo considerada empresa, administrada e, por consequência, contribuinte, sujeitase às obrigações impostas pelo Código Tributário Nacional, o qual determina que os livros e demais documentos exigidos pela fiscalização sejam mantidos até que ocorra a decadência e prescrição desses créditos relativos às obrigações fiscalizadas: Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos Fl. 98DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000154/201094 Acórdão n.º 2403001.177 S2C4T3 Fl. 96 7 comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibilos. Parágrafo único. Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. Tratandose de contribuições sociais previdenciárias, o prazo prescricional e decadencial previsto na legislação de regência da época era de 10 (dez) anos, só tendo sido esse diminuído para 5 (cinco) com o advento da Súmula Vinculante n 8 que declarou inconstitucionais os arts.45 e 46 da Lei n 8.212/91. Desse modo, em respeito também ao Princípio da Legalidade, é dever do Município manter guardados e conservados os livros e documentos inerentes às obrigações tributárias no prazo de 05 (cinco) anos. No caso em tela, a ciência da ação fiscal deuse em 05/07/2010 e a documentação exigida referiase ao ano de 2006, ou seja, o trabalho da auditoria ocorreu corretamente dentro do prazo decadencial. I.2 – DO PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE: Sobre o período relativo ao fato gerador (pagamentos realizados aos funcionários: empregados e contribuintes individuais do Município de Igarapé Miri), alega o recorrente que corresponde à época em que a gestão era de outro prefeito (01/01/2005 a 31/12/2008), não podendo, portanto, ser penalizado. Ressalto mais uma vez que a Constituição Federal, ao preceituar no seu art.37 a base principiológica da Administração Pública, teve a intenção de assegurar, além da moralidade da gestão da coisa pública, a supremacia do interesse coletivo. Dentre esses interesses, encontrase a arrecadação tributária que consiste na função estatal do Executivo em angariar receitas para gastos públicos já definidos que visem à efetivação dos direitos e garantias do cidadão, in verbis: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte Nesse diapasão, fundamentase a Administração Pública em postulados que devem ser interpretados da melhor maneira possível dentro das possibilidades jurídicas e fáticas existentes. Na autuação em tela, o fisco, ao ter verificado a ocorrência de fato gerador, lançou o crédito tributário a um sujeito passivo determinado – Município de Igarapé Miri (pessoa jurídica de direito público) e não ao Prefeito (pessoa física), ou seja, a cobrança, no presente caso, será realizada contra o ente federativo, independentemente de estar o comando da Administração pelo Gestor A ou Gestor B, como sustentou o recorrente. Isso decorre em razão do princípio da impessoalidade, também um dos corolários da Gestão Pública, o qual estabelece, além do dever de imparcialidade do gestor para exercer o comando sobre os administrados, que a atuação dos agentes públicos é imputada ao Fl. 99DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Estado, demonstrando assim o caráter impessoal da Administração desvinculada da pessoa do seu gestor (Teoria da Imputação ou Teoria do órgão). Contudo, não pode o recorrente alegar a falta de cumprimento da obrigação tributária sob o argumento de que a documentação solicitada não foi apresentada por estar sob a posse da antiga gestão, tendo em vista que o fisco atuou dentro dos parâmetros legais, ou seja, lançou crédito tributário por estar obrigado legalmente e por ter verificado as condições do fato gerador realizado por uma pessoa específica, no caso, o Município e não a pessoa do prefeito. Ademais, não seria razoável tampouco proporcional o Contencioso Administrativo anular o lançamento do Auto de Infração n° 37.249.0654, haja vista que este ocorreu nos moldes legais, não ferindo nenhuma garantia constitucional do sujeito passivo. Pelo contrário, a improcedência da autuação, caso fosse acolhido o pedido do Município recorrente, representaria um clima de insegurança ad aeternum ao fisco, que nunca poderia cobrar crédito de um ou outro Município quando o atual gestor alegasse que a dívida houvesse sido contraída em gestão passada, afastando sua responsabilidade pelo pagamento. Além disso, se esse argumento fosse acolhido, a decisão poderia tornarse um precedente para os “maus administradores” que, em conluio com futuros e antigos prefeitos poderiam “armar”contra o fisco para esquivar se de suas obrigações enquanto gestores e transferirem a dívida para a gestão futura, que alegaria a impossibilidade de apresentar documentos em razão da posse encontrarse com o outro prefeito e assim sucessivamente, gerando um ciclo vicioso, sendo, ao final, a coletividade a única prejudicada. I.3 – DA INFRAÇÃO COMETIDA: Sendo assim, considerando que a conduta do fisco foi correta, deve o Município responder, em razão da infração cometida ao disposto no art.32, IV, da Lei n 8.212/91 com a nova redação atribuída pela Lei n 11.941/2009, pela penalidade prevista no art.32A, caput, I, parágrafos 2 e 3, incluído pela Lei n 8.212/91. Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 100DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14337.000154/201094 Acórdão n.º 2403001.177 S2C4T3 Fl. 97 9 I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Cabe esclarecer que possível apuração de ato ilícito por um outro gestor deverá ser apurada na esfera competente, seja no Tribunal de Contas ou no Poder Judiciário, que poderá inclusive declarar a perda de mandato do prefeito, caso tenha ocorrido as hipóteses legais para tal ato, não cabendo, portanto, a esse Contencioso pronunciarse acerca desses fatos, visto que sua competência resumese à resolução de litígio tributário. Por fim, com relação ao pedido de parcelamento regido pela Lei n 11.941/2009, tal pleito deve ser formulado à Secretaria da Receita Federal do Brasil através do sítio (www.receita.fazenda.gov.br) ou ainda, caso não consiga por essa ferramenta, através de acesso físico à Receita Federal responsável pela jurisdição de Igarapé Miri. Diante de todo o exposto, entendo que a cobrança deve ser mantida em todos os seus termos. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10855.722289/2018-51
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES)
Ano-calendário: 2012, 2013, 2014
EXCLUSÃO. ATIVIDADE VEDADA. SIMPLES NACIONAL.
Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte que realize intermediação de negócios.
Numero da decisão: 1003-002.894
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: Márcio Avito Ribeiro Faria
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ATIVIDADE VEDADA. SIMPLES NACIONAL. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte que realize intermediação de negócios. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). Relatório Retornam os autos após realização da diligência, nos termos da Resolução n° 1003-000.295, proferida, em 11 de maio de 2021, pela 3ª Turma Extraordinária, da 1ª Seção de Julgamento, deste e. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, assim destacado: ...por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem, para que essa providencie a intimação da Recorrente para que ela junte aos autos a comprovação, através de documentos hábeis e idôneos, de todos os serviços que prestou e ou presta aos Bancos Bradesco e Daycoval, especialmente em relação ao AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 72 22 89 /2 01 8- 51 Fl. 377DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-002.894 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10855.722289/2018-51 período analisado nos autos. Após a juntada desses documentos, requer sejam eles analisados pela DRF de origem e essa elabore um Relatório Circunstanciado para se pronunciar sobre os serviços que a Recorrente comprovou exercer e se esses são todos permitidos para sua manutenção no Simples Nacional. DO PROCESSO Trata-se de recurso voluntário contra acórdão de nº 06-65.526, de 26 de fevereiro de 2019, da 7ª Turma da DRJ/CTA, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte, sob o fundamento de não ter a contribuinte demonstrado por meio de provas incontestes que não realizou as atividades de intermediação de negócios descritas nos contratos de prestação de serviços e notas fiscais. DO RECURSO Regularmente cientificada do acórdão da DRJ no dia 21/10/2019 (e-fls. 275), apresentou recurso voluntário no dia 19/11/2019 (fls. 199 a 209, acompanhado de documentos), com os fatos e fundamentos abaixo sintetizados. A Recorrente atribui à existência de diversos pedidos de ressarcimento e declaração de compensação a justificativa para a emissão do Despacho Decisório nº 688/2018 e o ADE nº 34/2018, pois determinaram nova exclusão do Simples Nacional a partir de 01/07/2012. Aduz não entender por quais motivos o despacho decisório combatido concluiu pela exclusão da recorrente do Simples Nacional, com efeitos a partir de 01/07/12 até 31/12/2014, vez que, conforme já exposto, a recorrente acabou pagando indevidamente os valores do período, e por essa razão, inclusive, se vê no direito de utilizar esse valor/crédito para eventuais compensações, caso existam quantias remanescentes. Afirma que exercia, no primeiro período excluído do Simples Nacional, atividade descrita em seu objeto social a prestação de serviços de cobranças extrajudiciais e de informações cadastrais, correspondente bancário, recuperação de credito extrajudicial, entre outros. Afirma que, a partir de 01/01/2012, a atividade de correspondente de instituições financeiras (CNAE 6619-3/02) deixou de integrar o rol de atividades consideradas impeditivas ao Simples Nacional e passou a fazer parte da relação das atividades ambíguas, para que pudesse optar pelo Simples Nacional, prestou declaração de que somente exercia atividade permitida nesse regime de tributação simplificada. Assevera que firmou contrato de prestação de serviços com as instituições bancárias, “genéricos” e redigidos de forma unilateral, com previsão de exercício de diversas atividades permitidas, de modo que nem todas as atividades ali descritas podem ser atribuídas como praticadas pela recorrente. Defende que a verdade material deve ser o princípio norteador do caso em análise. Aponta que não há nos autos produção de prova relativa à prática de tais atividades impeditivas por parte da Recorrente e que as alegações fiscais estão pautadas em meios indiciários. Fl. 378DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-002.894 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10855.722289/2018-51 A Recorrente informa que era mera executora dos contratos, e sua atividade restringe-se em analisar o perfil do tomador dos serviços prestados pelo Banco fomentador do empréstimo, sendo que não exerce ou exerceu qualquer atividade impeditiva da Lei Complementar 123/2006. Apresenta decisão emitida pela Receita Federal em 12/11/2013, na qual esse órgão teria reconhecido o exercício de atividades permitidas ao Simples Nacional e defende que tal fato reforçaria o equívoco do v. acórdão, pois a matéria já estaria superada. DA DILIGÊNCIA A diligência resultou no relatório circunstanciado: Informação Equipe Regional do Simples Nacional e do MEI/8ªRF nº 2301/2021, de fls. 345/348. Afirma a autoridade fiscal que o Despacho Decisório DRF/SOR/SEORT nº 688, de 22 de agosto de 2018, foi elaborado em consonância com a caraterização de intermediação de negócios da Recorrente, pela correlação das atividades descritas nos contratos de prestação de serviço com os Bancos Bradesco e Daycoval, que se constituem em intermediação de negócios. Para a autoridade fiscal, o exercício de intermediação de negócios resta comprovado pelas notas fiscais eletrônicas de prestação de serviços constantes em fls. 14 a 63, algumas delas com explícita menção à prestação de serviços de intermediação de negócios no campo de discriminação dos serviços prestados. A Recorrente foi intimada (Termo de Intimação – Equipe Regional do Simples Nacional e do MEI/8ªRF/RFB – nº 15173/2021, de 11 de junho de 2021, de fl. 286) a apresentar comprovação, por meio de documentos hábeis e idôneos, de todos os serviços prestados aos Bancos Bradesco e Daycoval no período de 1º de julho de 2012 a 31 de dezembro de 2014, Da análise da documentação apresentada, concluiu a autoridade fiscal que nenhum dos documentos apresentados, referenciados nos itens 10.1 a 10.4, possuíam informações relevantes ou guardariam pertinência com a tese defendida pela recorrente de que não exerceu serviços de intermediação de negócios aos Bancos Bradesco e Daycoval no período em destaque. Por fim, concluiu a autoridade fiscal que, nos termos dos contratos de prestação de serviço com os Bancos Bradesco e Daycoval, bem como pelas notas fiscais de prestação de serviços, com início em 20.06.2012, restou comprovado que a Recorrente exerceu atividades de intermediação de negócios, que constituíam óbice à opção pelo Simples Nacional, ensejando a sua exclusão de ofício do Simples Nacional no período de 1.7.2012 (mês seguinte ao da situação impeditiva) até 31.12.2014. Cientificado do resultado da diligência, assim se manifestou a Recorrente (fls. 353/357): Destaca que os documentos apresentados, dão conta do exercício de correspondente bancário, e de que não teria exercido qualquer atividade vedada pela legislação do Simples Nacional. Fl. 379DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-002.894 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10855.722289/2018-51 Assevera que o apego fiscal única e exclusivamente nas descrições das cláusulas dos contratos de prestação de serviços com os Bancos Bradesco e Daycoval (aspecto formal), fere a verdade, a realidade dos fatos. Aduz que suas atividades (que constam no objeto social da empresa, conforme se vê no contrato social) estavam limitadas a cobranças extrajudiciais, informações cadastrais, recuperação de crédito extrajudicial, distribuição de panfletos sem a elaboração do mesmo, análise de crédito, encaminhamento de pedidos de empréstimos e etc. Defende que a essência do impedimento ao regime simplificado é o exercício de atividade vedada e a simples existência no contrato social de atividade vedada ao Simples Nacional (o que claramente não é o caso da Recorrente) não pode fundamentar a exclusão do contribuinte, sendo necessário que o Fisco comprove o exercício de tal atividade. Segundo a Recorrente, a constatação de uma atividade no objeto social da pessoa jurídica não significa, de forma taxativa, que foi exercida, posto que pode haver o exercício de atividade vedada pelo contribuinte que não conste no contrato social. Tal posicionamento alinha- se à inteligência das decisões proferidas pelo CARF. Para a Recorrente, no presente caso, não haveria qualquer evidência que fundamente os atos de exclusão em tela, sendo que a Fiscalização se baseia apenas no conteúdo dos contratos firmados com as instituições bancárias, sem qualquer outra prova que o contribuinte exerça tais atividades supracitadas. Alega que os contratos de prestação de serviços com as instituições bancárias são “genéricos” e redigidos de forma unilateral, e do mesmo modo que possuem atividades permissivas, também contém atividades impeditivas ao Simples, nem todas as atividades ali descritas podem ser atribuídas como praticadas pela Recorrente, especialmente pela ausência de quaisquer outras provas nesse sentido. Assevera a Recorrente, que a partir de 01/01/2012, a atividade de correspondente de instituições financeiras deixou de integrar o rol de atividades consideradas impeditivas ao Simples Nacional e passou a fazer parte da relação das atividades ambíguas. E como resultado, para que pudesse optar pelo Simples Nacional, a Recorrente prestou declaração de que somente exercia atividade permitida nesse regime de tributação simplificada, conforme prevê o inciso II do § 3º do art. 8º da Resolução CGSN nº 94, de 2011. Reforça que a Recorrente é mera executora de contratos e sua atividade restringe- se em analisar o perfil do tomador dos serviços prestados pelo Banco fomentador do empréstimo, ou seja, não exerce, nem nunca exerceu a Recorrente qualquer atividade impeditiva do § 4º, artigo 3º da Lei Complementar 123/2006. Defende que as alegações para a exclusão da Recorrente do Simples Nacional estão notadamente pautadas em meios indiciários, sem averiguar o conjunto de todos o exposto e provado, motivo pelo qual deve ser acolhido o recurso voluntário interposto pela Recorrente. É o relatório. Voto Fl. 380DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1003-002.894 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10855.722289/2018-51 Conselheiro Márcio Avito Ribeiro Faria, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, cabendo dele conhecer. No caso em tela, toda a celeuma instaurada cinge-se em torno da atividade econômica desenvolvida pela Recorrente no período de 1.7.2012 até 31.12.2014. Para a fiscalização, face à constatação do exercício de atividade vedada prevista no art. 17 inciso XI (intermediação de negócios), a Recorrente não poderia recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional, no período sob análise, conforme disposto no art. 17 inciso XI, da Lei Complementar Nº 123, de 14 de dezembro de 2006: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: (...) XI - que tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de intermediação de negócios; (destaquei) A Recorrente, por sua vez, defende o exercício de atividade de correspondente de instituições financeiras (CNAE 6619-3/02) não integrante do rol de atividades consideradas impeditivas ao Simples Nacional. Após a realização da diligência proposta não restam mais dúvidas, a Recorrente , no período em destaque, exerceu atividade vedada, qual seja de intermediação de negócios. Desde a emissão do DESPACHO DECISÓRIO DRF/SOR/SEORT n° 688, de 22 de agosto de 2018 (fls. 115/118), fica patente o exercício de atividade vedada, comprovada à exaustão pelo Fisco, com base nos documentos da própria Recorrente: Como visto, a atividade desenvolvida pela empresa, comprovada no Contratos de Prestação de Serviços, com início em 20/06/2012, fls.71, constituiu óbice à opção pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional, ensejando a sua exclusão de ofício a partir de 01/07/2012 (mês seguinte a data do contrato) até 31/12/2014. E a diligência realizada colocou uma pá de cal no assunto, assim relatado: 11. Nenhum dos documentos apresentados pelo interessado referenciados nos itens 10.1 a 10.4, em atendimento do Termo de Intimação – Equipe Regional do Simples Nacional e do MEI/8ªRF/RFB – nº 15173/2021, de 11 de junho de 2021, possuem informações relevantes ou guardam pertinência com a tese defendida pela recorrente de que não exerceu serviços de intermediação de negócios aos Bancos Bradesco e Daycoval no período de 1º de julho de 2012 a 31 de dezembro de 2014. 12. Como, a partir de 01.01.2015, o impedimento à opção pelo Simples Nacional de empresas com atividade de intermediação de negócios foi revogado pela Lei Complementar nº 147, de 2014, as atividades de intermediação de negócios desenvolvidas pela empresa, comprovadas nos contratos de prestação de serviço com os Bancos Bradesco e Daycoval, ratificadas pelas notas fiscais de prestação de Fl. 381DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1003-002.894 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10855.722289/2018-51 serviços, com início em 20.06.2012, constituíam óbice à opção pelo Simples Nacional, ensejando a sua exclusão de ofício do Simples Nacional no período de 01.07.2012 (mês seguinte ao da situação impeditiva) até 31.12.2014. A Recorrente por sua vez não colaciona qualquer elemento de prova capaz de contrapor o feito fiscal, se limitando a alegações que, em síntese, seria mera executora dos contratos, e sua atividade restringe-se em analisar o perfil do tomador dos serviços prestados pelo Banco fomentador do empréstimo, contratos com clausulas “genéricas”, no caso, o ônus da prova é da Recorrente, pois a ela cabe comprovar, através de documentos hábeis e idôneos, quais são os serviços prestados aos bancos através dos contratos analisados neste processo. Vejamos que a própria Recorrente, embora de forma taxativa afirme não exercer atividade vedada, juntou aos autos diversas notas fiscais descrevendo na Discriminação dos Serviços o seguinte: “Prestação de serviços de intermediação de negócios”, ou seja, a Recorrente não apresenta nenhum prova que demonstrasse a não realização das atividades de intermediação de negócio, pelo contrário, o que se tem no autos é que houve a intermediação de negócios, como verificado na discriminação de serviços contidos nas notas fiscais e nos contratos. Assim, a mera alegação de que sua atividade somente se restringi em analisar o perfil do tomador dos serviços prestados pelo Banco fomentador do empréstimo, não é suficiente para afastar as provas documentais constante dos autos. Em conclusão, restou demonstrou por meio de provas incontestes que a Recorrente realizou as atividades de intermediação de negócios descritas nos contratos de prestação de serviços e notas fiscais, que, por sua vez, implica vedação ao Simples Nacional com base no inciso XI do art. 17 da Lei Complementar nº 123, de 2006. Nesta situação, voto no sentido de negar provimento ao recurso, mantendo a exclusão do Simples Nacional a partir de 1º de julho de 2012 até 31/12/2014, consoante o que dispõe o art. 31, inciso II, da Lei Complementar nº 123, de 2006, combinado com o art. 73, inciso II, item 2 "c", e art. 76, inciso I, da Resolução CGSN nº 94, de 29 de novembro de 2011. (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria Fl. 382DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13709.000334/2006-51
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES)
Ano-calendário: 2006
INCLUSÃO NO REGIME POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL.
Se a sentença concessiva de segurança reconhece o direito de ingresso no Simples a todos os filiados da entidade associativa impetrante, sem qualquer consideração acerca do fato de terem se associado antes ou depois do ajuizamento do mandamus, é vedado à Administração Tributária limitar o alcance da referida decisão.
Numero da decisão: 1003-002.908
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: Márcio Avito Ribeiro Faria
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Se a sentença concessiva de segurança reconhece o direito de ingresso no Simples a todos os filiados da entidade associativa impetrante, sem qualquer consideração acerca do fato de terem se associado antes ou depois do ajuizamento do mandamus, é vedado à Administração Tributária limitar o alcance da referida decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário contra acórdão de nº 12-14.421, de 14 de junho de 2007, da 4ª Turma da DRJ/RJOI, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 9. 00 03 34 /2 00 6- 51 Fl. 198DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-002.908 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13709.000334/2006-51 Por bem descrever os fatos e por economia processual, adoto o relatório do acórdão da DRJ, nos termos abaixo, que será complementado com os fatos que se sucederam: O processo versa sobre PEDIDO DE INCLUSÃO no SIMPLES, formulado pela Interessada ao amparo de sentença proferida pela MM. Juíza da 18' Vara Federal do Rio de Janeiro, nos autos do Mandado de Segurança n° 99.0009406-9, impetrado pelo Sindelivre —Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre no Estado do Rio de Janeiro, em defesa dos interesses de seus filiados (fls. 01). O pleito foi INDEFERIDO, sob a justificativa de que as atividades exercidas seriam vedadas por lei à opção pela sistemática, além de a sentença em questão, a favor do Sindelivre, beneficiaria apenas os cursos livres na condição de estarem filiados na data de propositura da ação. Inconformada com o indeferimento de seu pedido, a Interessada recorre a esta Delegacia de Julgamento, alegando, em síntese, que a sentença concessiva de segurança produz efeitos em relação a todos os filiados do Sindelivre. A 4ª Turma da DRJ/RJOI julgou improcedente a manifestação de inconformidade, indeferindo a inclusão da Recorrente no Simples, conforme a seguinte ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2006 Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. EXTENSÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO CONCESSIVA DE SEGURANÇA. A sentença proferida em mandado de segurança coletivo proposto por entidade sindical só produz efeitos em relação aos membros da entidade que estavam filiados à época do ajuizamento da ação. Solicitação Indeferida A contribuinte foi cientificada do acórdão da DRJ no dia 28/11/2011 (e-fls. 90) e apresentou recurso voluntário no dia 23/12/2011 (e-fls. 91 a 96), destacando: A inclusão da Recorrente no Simples foi indeferida pelo fato de que o juízo a quo – da 18ª vara federal do Rio de Janeiro – do Mandado de Segurança 99.0009406-9 ter decidido, em 20/10/2005, “não caber razão ao Sindelivre, quando afirma que todos os seus associados são beneficiários da segurança concedida”, deixando claro no parágrafo seguinte que desta decisão judicial estava pendente julgamento de Agravo de instrumento interposto pelo Sindelivre/Rio. Quanto a extensão da sentença, afirma a Recorrente que o Agravo de Instrumento n° 2005.02.01.013399-3 foi julgado no dia 23/08/2006, pela 4ª Turma do TRF, a qual deu provimento por unanimidade, decidindo que todos os filiados tem direito ao Simples sem limitação temporal. Em razão do exposto, a inclusão da Recorrente não pode ser afastada. Por meio da Resolução nº 1003-000.190, proferida pela 3ª Turma Extraordinária da 1ª Seção de Julgamento, os autos foram baixados em diligência para que: ...a autoridade preparadora intime a Recorrente a juntar ao processo os seguintes documentos: todas as decisões proferidas no Agravo de Instrumento de nº 005.02.01.013399-3 (NPU 0013399-31.2005.4.02.0000) e, caso tenha transitado em Fl. 199DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-002.908 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13709.000334/2006-51 julgado, que seja juntada certidão de transito em julgado; certidão de trânsito em julgado do Mandado de Segurança nº 99.0009406-9 e as últimas decisões proferidas nesses autos em relação aos beneficiários da Segurança. É o relatório Voto Conselheiro Márcio Avito Ribeiro Faria, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, cabendo dele conhecer. Cumpre esclarecer que trata de pedido de inclusão no Simples em razão de decisão judicial. Vejamos que toda a celeuma está no saber se os efeitos da sentença concessiva de segurança alcançam ou não as empresas que, como a Recorrente, se filiaram ao Sindicado Patronal da Categoria, qual seja o Sindelivre/Rio, após o ajuizamento da ação mandamental. Neste diapasão, a Recorrente seria uma sociedade empresária que teria por objeto, à época dos fatos, as atividades de prestação de serviços e treinamento na área de informática; cursos de processamento de dados; cursos livres de computação e cursos de informática (cfr. Alteração Contratual, e-fls. 35). Por prestar serviços profissionais assemelhados ao de professor, estaria, segundo entendimento da Secretaria da Receita Federal, impedida de optar pelo Simples, haja vista a vedação contida no art.9°, inciso XIII, da Lei n° 9.317, de 05/12/1996. Por sua vez, a Recorrente se enquadraria dentro das características de um curso livre e, neste diapasão, filiada ao respectivo Sindelivre – Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre no Estado do Rio de Janeiro, pretende ver-se incluída no regime do Simples, ao abrigo de sentença proferida em mandado de segurança coletivo impetrado por aquela entidade, nos autos do Mandado de Segurança (MS n° 99.0009406-9; 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro) objetivando a inclusão e manutenção no Simples das empresas cuja atividade são “cursos livres”, cuja Segurança foi concedida. Ocorre que, data em que foi impetrado o Mandado de Segurança, a Recorrente não era filiada ao Sindelivre, e, conforme Decisão, de fl. 112 (não transitada em julgado), já nos idos de 16 de fevereiro de 2012, teria ficado estabelecido que o somente as empresas relacionadas ao tempo da impetração, havendo requerimento e, desde que, preenchidos os demais requisitos previstos na Lei nº 9.317/96 devem ser incluídas no Simples (“...já que a decisão da presente ação não pode se prestar a servir de forma de captação de novas empresas a serem filiadas”). Entre idas e vindas, restou Decisão, preferida em 30 de julho de 2018, reformando a Decisão citada no paragrafo anterior, sendo proferida decisão que declarava que os associados do Sindelivre a qualquer tempo seriam beneficiados pela decisão transitada em julgado naqueles autos: Compulsando os autos, verifico que a decisão de fls. 1555/1556 determinou que eventuais requerimentos referentes a situações concretas que guardem relação com o objeto do presente feito, inclusive quando alegado o descumprimento do título judicial, deveriam ser objeto de ação individual, visto que a decisão em tese não abarcaria Fl. 200DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-002.908 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13709.000334/2006-51 situações específicas de cada filiado. Tal decisão foi atacada através do agravo de instrumento nº 2010.02.01.000720-0, ao qual foi negado provimento (fls. 1715/1723). Já o decisum proferido à fl. 1672 estabeleceu que a título formado neste mandamus não beneficiaria empresas que tivessem se filiado ao sindicato impetrante em data posterior à do ajuizamento da ação. Foi determinada a expedição de ofício à Receita Federal nesse sentido, encaminhando cópia da relação de filiados à época da impetração, estando tal expediente juntado às fls. 1707/1708. A decisão ensejou a interposição do agravo de instrumento nº 2012.02.01.003164-7. Como se vê às fls. 1724/1730 e 1782/1854, através de tal recurso houve a reforma da decisão agravada, sendo proferida decisão que declarava que os associados do SINDELIVRE a qualquer tempo seriam beneficiados pela decisão transitada em julgado nestes autos. A decisão de fl. 1764 levou em consideração a alteração promovida pelo recurso, porém ressaltou que, tratando-se de execução coletiva, a execução deveria ser individual e submetida à livre distribuição. Aguardava-se, portanto, somente o trânsito em julgado do agravo nº 2012.02.01.003164-7, o que ocorreu em 20/03/2018 (fl. 1815). Assim, verifico nada mais haver a prover nos presentes autos. Por cautela, determino a expedição de ofício à Receita Federal informando a alteração promovida pelo agravo mencionado, não mais devendo ser considerada, portanto, a determinação anteriormente transmitida pelo ofício nº OFI.0018.000083-2/2012. Em sede de Recurso Especial, o e. Superior Tribunal de Justiça – STJ, decidiu que: “...o sindicato, na qualidade de substituto processual, detém legitimidade para atuar judicialmente na defesa dos interesses coletivos de toda a categoria que representa, sendo prescindível a relação nominal dos filiados e suas respectivas autorizações, razão pela qual a coisa julgada advinda da ação coletiva deverá alcançar todas as pessoas da categoria, legitimando-os para a propositura individual da execução de sentença”, conforme ementa colacionada (e-fl. 179): PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. AÇÃO COLETIVA PROPOSTA POR SINDICATO NO INTERESSE DA CATEGORIA. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. RESTRIÇÃO DOS EFEITOS AOS FILIADOS AO TEMPO DO AJUIZAMENTO DA AÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LIMITAÇÃO SUBJETIVA DO TÍTULO AOS NOMINADOS EM LISTAGEM. DESCABIMENTO. 1. Não se conhece do Recurso Especial em relação à ofensa ao art. 535 do CPC quando a parte não aponta, de forma clara, o vício em que teria incorrido o acórdão impugnado. Aplicação, por analogia, da Súmula 284/STF. 2. O acórdão recorrido está em consonância com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça de que o sindicato, na qualidade de substituto processual, detém legitimidade para atuar judicialmente na defesa dos interesses coletivos de toda a categoria que representa, sendo prescindível a relação nominal dos filiados e suas respectivas autorizações, razão pela qual a coisa julgada advinda da ação coletiva deverá alcançar todas as pessoas da categoria, legitimando-os para a propositura individual da execução de sentença. 3. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa medida, não provido. (Recurso Especial nº 1.681.890 - RJ (2017/0154843-1; Relator : Ministro Herman Benjamin) Fl. 201DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1003-002.908 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13709.000334/2006-51 Ora, se a autoridade judicial estendeu os efeitos de sua decisão a todos os entes filiados, sem fazer qualquer consideração quanto ao fato de terem se associado antes ou depois da impetração do mandamus, não é dado à Administração Tributária limitar o alcance da referida decisão, tanto mais porque a Fazenda Nacional não suscitou o problema em juízo. Neste sentido, penso que a única prova a exigir da Interessada, para que possa se beneficiar dos efeitos da sentença concessiva de segurança, é a da sua filiação à entidade sindical impetrante, exigência de resto já cumprida (doc. E-fls. 34). À vista de tais considerações, voto pelo deferimento da solicitação da Interessada, reconhecendo, assim, o seu direito de ingressar no regime do Simples, sem restrição quanto à natureza de sua atividade, desde que atendidos, porém, os demais requisitos da Lei nº 9.317/1996. Dá-se provimento ao recurso. É como voto. (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria Fl. 202DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 12267.000365/2008-58
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/07/1998 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua
lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS REQUISITOS
INDEFERIMENTO.
Quanto à solicitação de produção de provas, verifica-se que o momento processual ocorre em sede de Impugnação, conforme arts. 15 e 16, Decreto 70.2351972 e também nos arts. 55 e 56, Decreto 7574/2011 precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, com as exceções do art.16, § 4º, Decreto 70.235/1972.
Como o pedido de produção de prova documental não possui os requisitos previstos na legislação, considera-se não formulado.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO MULTA RELEVAÇÃO PERÍODO ANTERIOR AO DECRETO 6032/2007 QUE ALTEROU O ART. 291, DECRETO 3.048/1999.
A multa somente será relevada mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. Para os autos de infração lavrados até a vigência do Decreto nº 6.032, de 02/02/2007 o termo final foi a data em que proferida a decisão pela autoridade de primeira
instância.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DEIXAR DE ELABORAR E MANTER PERFIL PROFISSIOGRÁFICO.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa deixar de elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.250
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento recurso.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/1998 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS REQUISITOS INDEFERIMENTO. Quanto à solicitação de produção de provas, verifica-se que o momento processual ocorre em sede de Impugnação, conforme arts. 15 e 16, Decreto 70.2351972 e também nos arts. 55 e 56, Decreto 7574/2011 precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, com as exceções do art.16, § 4º, Decreto 70.235/1972. Como o pedido de produção de prova documental não possui os requisitos previstos na legislação, considera-se não formulado. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO MULTA RELEVAÇÃO PERÍODO ANTERIOR AO DECRETO 6032/2007 QUE ALTEROU O ART. 291, DECRETO 3.048/1999. A multa somente será relevada mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. Para os autos de infração lavrados até a vigência do Decreto nº 6.032, de 02/02/2007 o termo final foi a data em que proferida a decisão pela autoridade de primeira instância. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DEIXAR DE ELABORAR E MANTER PERFIL PROFISSIOGRÁFICO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa deixar de elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento. Recurso Voluntário Negado.
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS REQUISITOS INDEFERIMENTO. Quanto à solicitação de produção de provas, verificase que o momento processual ocorre em sede de Impugnação, conforme arts. 15 e 16, Decreto 70.2351972 e também nos arts. 55 e 56, Decreto 7574/2011 precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, com as exceções do art.16, § 4º, Decreto 70.235/1972. Como o pedido de produção de prova documental não possui os requisitos previstos na legislação, considerase não formulado. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO MULTA RELEVAÇÃO PERÍODO ANTERIOR AO DECRETO 6032/2007 QUE ALTEROU O ART. 291, DECRETO 3.048/1999. A multa somente será relevada mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. Para os autos deinfração lavrados até a vigência do Decreto nº 6.032, de 02/02/2007 o termo final foi a data em que proferida a decisão pela autoridade de primeira instância. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DEIXAR DE ELABORAR E MANTER PERFIL PROFISSIOGRÁFICO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa deixar de elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000365/200858 Acórdão n.º 240301.250 S2C4T3 Fl. 183 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – HOSPITALAV SERV PROCS DE ROUPAS E TEC contra Decisão Notificação – DN nº 17.401.4/0507/2005, fls. 75 a 81, da Delegacia da Receita Previdenciária Rio de Janeiro Centro – RJ que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 35.699.8657, às fls. 01, sendo o valor da multa aplicada originalmente R$ 1.035,92. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração nº. 35.699.865 7, Código de Fundamentação Legal – CFL 89, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e de fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho ou do desligamento do cooperado, cópia autêntica desse documento., nas competências 07/1998 a 12/2004. Segundo o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 12 a 14: 3. No caso que se apresenta, o sujeito passivo deixou de elaborar o citado documento (PPP) quando da rescisão do contrato de trabalho de inúmeros segurados. A titulo de materializar a referida infração citase o momento da rescisão do contrato de trabalho do segurado Edgard Xavier Filho, Número de Identificação 'do Trabalhador (NIT) 12.145.239.229, ocorrida na competência 01/2000. 4. Ressaltese que o sujeito passivo em referência deixou de entregar cópia autêntica do citado documento, haja vista que em nenhum daqueles documentos apresentados à fiscalização constava recebimento do mesmo pelo respectivo segurado. Apresentase em anexo o "PPP" dos segurados empregados abaixo relacionados, nos quais não são acusados o recebimento de suas respectivas cópias: • Adelma Tertuliano da Paixão — NIT: 10.708.801.746; e • Adilson Coelho de Carvalho — NIT: 10.607.037.579; Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.213, de 24/07/1991, art. 58, § 4°, na redação dada pela Medida Provisória n° 1.523/96, reeditada até a conversão na Lei n° 9.528, de 10/12/1997, § 6°, acrescentado pela Lei n° 9.732, de 11/12/1998 e na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, III, na redação dada pela Medida Provisória n° 449/08, combinados com art. 68, §§ 6°, 9° e 10° do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. I, alínea "h", cujo valor da multa foi atualizado pela Portaria MPS n° 479, de 07/05/2004. Foi emitido o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09207724, com ciência da Recorrente. A ciência do Auto de Infração ocorreu em 01.04.2005, conforme fls. 01. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Multa, é de 07/1998 a 12/2004. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos Decisão Notificação – DN nº 17.401.4/0507/2005, fls. 75 a 81, da Delegacia da Receita Previdenciária Rio de Janeiro Centro – RJ, conforme Ementa a seguir: AUTO DE INFRAÇÃO A empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador, e fornecer a este cópia autêntica deste documento, quando da rescisão do contrato de trabalho. AUTUAÇÃO PROCEDENTE Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, às fls. 84 a 100, reiterando os argumentos deduzidos em sede de Impugnação: (i) Da nulidade da autuação por falta de intimação de todos os supostos devedores. A autoridade fiscal alega que outras pessoas físicas (Sócios) são devedores solidários com a Recorrente pelos valores cobrados, conforme se verifica do próprio Auto de Infração que expõe, logo em sua primeira página, a lista de documentos que fazem parte da integrante da referida autuação. Contudo, não consta dos autos terem sido realizadas a intimação e a ciência dos demais supostos devedores relativamente à presente autuação. (ii) Da nulidade do auto de infração. Também é de se ressaltar que o Auto de Infração deixou de mencionar o fundamento legal dos artigos das normas legais Fl. 208DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000365/200858 Acórdão n.º 240301.250 S2C4T3 Fl. 184 5 especificas dadas como infringidas, limitandose a relacionar a norma genérica conforme se verifica do seu relatório fiscal. A falta de fundamentação legal torna o lançamento nulo, pois não permite o exercício dos direitos A ampla defesa e ao contraditório, garantidos A ora Recorrente pelo artigo 5°, inciso LV, da Constituição Federal, segundo os quais ninguém será privado de seus direitos sem a garantia de defesa mediante processo legalmente instaurado. (iii) Não necessidade de elaboração imediata do PPP – exigência apenas a partir de 01/2004. Inicialmente, com relação à suposta infração cometida pela Recorrente, cumpre esclarecer que o § 4°, do art. 58 da Lei n.° 8.213/91, diferentemente do que alega a autoridade fiscal, não obriga as empresas contribuintes do INSS a elaborar imediatamente e incondicionalmente o referido Perfil Profissiográfico Previdenciário ("PPP"), quando relativo a concessões de benefícios por incapacidade, só podendo ser exigido, por este motivo, a partir de 1° de janeiro de 2004 e somente quando solicitado pelo INSS, conforme será amplamente comprovado a seguir: 0 § 42, do artigo 58, da Lei 8.213/1991, não obriga as empresas a elaborar imediatamente e incondicionalmente o PPP, quando relativo a concessões de beneficio por incapacidade, só podendo ser exigido, por este motivo, a partir de 01/01/2004, e somente quando solicitado pelo INSS A IN INSS 99/2003, no seu artigo 148, determina que a impugnante somente está obrigada à emissão do PPP a partir de 01/01/2004 e quando solicitado pelo INSS. Registrese que a própria autoridade fiscal autuante, em seu relatório fiscal da infração, reconhece que a Recorrente elaborou e apresentou it fiscalização o PPP de seus segurados empregados, sendo que a única falha imputada à Recorrente seria a falta de comprovação do recebimento das cópias autenticadas pelos respectivos empregados, ou seja, de mera formalidade. (iv) requer relevação da multa. (v) requer produção de provas documentais e periciais. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 Posteriormente, após diversos trâmites administrativos e judiciais, inclusive referente à discussão acerca da inconstitucionalidade do depósito em recursos administrativos, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, às fls. 181. É o Relatório. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000365/200858 Acórdão n.º 240301.250 S2C4T3 Fl. 185 7 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação prestada pela unidade da RFB de jurisdição da Recorrente. DEPÓSITO RECURSAL Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Possibilidade da autoridade julgadora afastar a norma inconstitucional. Analisemos. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000365/200858 Acórdão n.º 240301.250 S2C4T3 Fl. 186 9 (ii) Da nulidade do auto de infração. Também é de se ressaltar que o Auto de Infração deixou de mencionar o fundamento legal dos artigos das normas legais especificas dadas como infringidas, limitandose a relacionar a norma genérica conforme se verifica do seu relatório fiscal. A falta de fundamentação legal torna o lançamento nulo, pois não permite o exercício dos direitos A ampla defesa e ao contraditório, garantidos A ora Recorrente pelo artigo 5°, inciso LV, da Constituição Federal, segundo os quais ninguém será privado de seus direitos sem a garantia de defesa mediante processo legalmente instaurado. Analisemos. De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. CORESP – Relatório de CoResponsáveis do Débito; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; Fl. 213DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 f. TEPF –Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal. g. Relatório Fiscal da Infração e de Aplicação da Multa. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Ademais, o auto de infração foi lavrado em obediência às determinações legais, com fundamento no art. 58, Lei 8.213/91, observandose que a infração foi identificada, explicitado o dispositivo legal infringido, a multa aplicada e esclarecidos os critérios de sua gradação. Portanto, analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 293, Decreto 3.048/1999. (i) Da nulidade da autuação por falta de intimação de todos os supostos devedores. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000365/200858 Acórdão n.º 240301.250 S2C4T3 Fl. 187 11 A autoridade fiscal alega que outras pessoas físicas (Sócios) são devedores solidários com a Recorrente pelos valores cobrados, conforme se verifica do próprio Auto de Infração que expõe, logo em sua primeira página, a lista de documentos que fazem parte da integrante da referida autuação. Contudo, não consta dos autos terem sido realizadas a intimação e a ciência dos demais supostos devedores relativamente à presente autuação. Analisemos. Preliminarmente, quanto à solicitada exclusão de pessoas do rol de co responsáveis cabe esclarecer que esta relação, anexada aos autos pela Fiscalização, não tem como escopo incluir pessoas físicas e jurídicas no pólo passivo da obrigação tributária, mas sim listar todas as pessoas representantes legais do sujeito passivo que, eventualmente, poderão ser responsabilizadas na esfera judicial, na hipótese de futura inscrição do débito em dívida ativa, pois o chamamento dos responsáveis só ocorre em fase de execução fiscal, em consonância com a legislação, e após se verificarem infrutíferas as tentativas de localização de bens da própria empresa. A responsabilização somente ocorrerá por ordem judicial, nas hipóteses previstas na lei e após o devido processo legal. O débito foi lançado somente contra a pessoa jurídica e, neste momento, demais pessoas não sofrerão restrições em seus direitos. Assim, esta discussão é inócua na esfera administrativa, sendo mais apropriada na via da execução judicial, na hipótese de convocação dos listados, por decisão judicial, para satisfação do crédito. Portanto, não há razão no argumento. DO MÉRITO. (iii) Não necessidade de elaboração imediata do PPP – exigência apenas a partir de 01/2004. Inicialmente, com relação à suposta infração cometida pela Recorrente, cumpre esclarecer que o § 4°, do art. 58 da Lei n.° 8.213/91, diferentemente do que alega a autoridade fiscal, não obriga as empresas contribuintes do INSS a elaborar imediatamente e incondicionalmente o referido Perfil Profissiográfico Previdenciário ("PPP"), quando relativo a concessões de benefícios por incapacidade, só podendo ser exigido, por este motivo, a partir de 1° de janeiro de 2004 e somente quando solicitado pelo INSS, conforme será amplamente comprovado a seguir: Fl. 215DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 0 § 42, do artigo 58, da Lei 8.213/1991, não obriga as empresas a elaborar imediatamente e incondicionalmente o PPP, quando relativo a concessões de beneficio por incapacidade, só podendo ser exigido, por este motivo, a partir de 01/01/2004, e somente quando solicitado pelo INSS A IN INSS 99/2003, no seu artigo 148, determina que a impugnante somente está obrigada à emissão do PPP a partir de 01/01/2004 e quando solicitado pelo INSS. Registrese que a própria autoridade fiscal autuante, em seu relatório fiscal da infração, reconhece que a Recorrente elaborou e apresentou it fiscalização o PPP de seus segurados empregados, sendo que a única falha imputada à Recorrente seria a falta de comprovação do recebimento das cópias autenticadas pelos respectivos empregados, ou seja, de mera formalidade. Analisemos. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração nº. 35.699.865 7, Código de Fundamentação Legal – CFL 89, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e de fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho ou do desligamento do cooperado, cópia autêntica desse documento., nas competências 07/1998 a 12/2004. A legislação previdenciária, insculpida no art. 58, Lei 8.213/1991, assim trata do Perfil Profissiográfico: Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física considerados para fins de concessão da aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será definida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) § 1° A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997) § 2° Do laudo técnico referido no parágrafo anterior deverão constar informação sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a sua adoção pelo estabelecimento respectivo. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997) § 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por Fl. 216DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000365/200858 Acórdão n.º 240301.250 S2C4T3 Fl. 188 13 médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho nos termos da legislação trabalhista. (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) § 2º Do laudo técnico referido no parágrafo anterior deverão constar informação sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a sua adoção pelo estabelecimento respectivo. (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) § 3º A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita à penalidade prevista no art. 133 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997) § 4º A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento.(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997) (gn) Desta forma, o art. 58, § 4º, Lei 8.213/1991 determina que a empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento. No entanto, o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 12 a 14, aponta que em nenhuma das cópias dos documentos apresentados pela interessada à fiscalização constava recebimento pelos seus empregados, concluindo então o AFPS autuante que os mesmos não foram entregues aos segurados empregados: 3. No caso que se apresenta, o sujeito passivo deixou de elaborar o citado documento (PPP) quando da rescisão do contrato de trabalho de inúmeros segurados. A titulo de materializar a referida infração citase o momento da rescisão do contrato de trabalho do segurado Edgard Xavier Filho, Número de Identificação 'do Trabalhador (NIT) 12.145.239.229, ocorrida na competência 01/2000. 4. Ressaltese que o sujeito passivo em referência deixou de entregar cópia autêntica do citado documento, haja vista que em nenhum daqueles documentos apresentados à fiscalização constava recebimento do mesmo pelo respectivo segurado. Apresentase em anexo o "PPP" dos segurados empregados abaixo relacionados, nos quais não são acusados o recebimento de suas respectivas cópias: • Adelma Tertuliano da Paixão — NIT: 10.708.801.746; e • Adilson Coelho de Carvalho — NIT: 10.607.037.579; Fl. 217DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 Ademais, compulsando a decisão de primeira instância, às fls. 75 a 81, temse que foi plenamente debatido acerca dos documentos relacionados ao Perfil Profissiográfico, portanto adoto integralmente o posicionamento da primeira instância neste ponto. Ou seja, considerandose o art. 58, Lei 8.213/1991 e IN nº 95/2003, na redação dada pela IN nº 99/2003, no seu art. 148: durante o período de 01/07/1999 a 31/12/2003, a empresa era obrigada a elaborar, manter atualizado e entregar ao segurado quando do desligamento do trabalho, o Perfil Profissiográfico ou DIRBEN 8030/DSS 8030/SB 40 (para os empregados com rescisão até 31/12/2003); a partir de 01/01/2004 tais documentos foram substituídos pelo Perfil Profissiográfico Previdenciário (para os empregados com rescisão a partir de 01/01/2004). foi solicitado no Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, às fls. 07, o FORMULÁRIO DIRBEN 8030 / PERFIL PROFISSIOGRÁFICO / PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO (PPP), e considerando que o conteúdo de qualquer destes formulários é praticamente idêntico, constatamos que a apresentação de qualquer destes documentos poderia sanar a exigência do Perfil Profissiográfico Previdenciário exigido legalmente no período em que esta substituição é permitida. Portanto, diante do exposto não prospera a argumentação da Recorrente. (iv) requer relevação da multa. Analisemos. Anotase que, à época da lavratura do auto de infração, as multas por descumprimento de obrigação acessória podiam ser relevadas desde que o infrator formulasse pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, fosse primário, tivesse corrigido a falta e não tivesse ocorrido nenhuma circunstância agravante., conforme o art. 291, § 1º, RPS antes da redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 02.02.2007 e posteriormente revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009. Decreto 3.048/1999 Art.291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. §1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. §2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000365/200858 Acórdão n.º 240301.250 S2C4T3 Fl. 189 15 §3º A autoridade que atenuar ou relevar multa recorrerá de ofício para a autoridade hierarquicamente superior, de acordo com o disposto no art. 366. Observase que tanto a relevação quanto a atenuação das multas por descumprimento de obrigação acessória não mais existem no ordenamento pois o Decreto nº 6.727, de 2009 revogou o art. 291, RPS bem como o art. 292, V, RPS, que delimitava a atenuação em 50%. Ademais, o art. 93, parágrafo único, Lei 8.212/1991 foi revogado pela Lei 11.941/2009, na qual se previa que a autoridade que reduzisse ou relevasse multa recorreria de ofício para autoridade hierarquicamente superior, na forma estabelecida em regulamento: Art. 93 O recurso contra a decisão do INSS que aplicar multa por infração a dispositivo da legislação previdenciária só terá seguimento se o interessado o instruir com a prova do depósito da multa atualizada monetariamente, a partir da data da lavratura. (Redação dada pela Lei nº 8.870, de 1994). (Revogado o caput pela Lei nº 9.639, de 25.5.98.) Parágrafo único. A autoridade que reduzir ou relevar multa recorrerá de ofício para autoridade hierarquicamente superior, na forma estabelecida em regulamento. (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) Portanto, compulsando os autos, não foram atendidas todas as prescrições legais para relevação da multa, pois embora a autuada tenha formulado o seu pedido tempestivamente e seja primaria (não tenha incorrido em reincidência), a Recorrente não corrigiu a falta cometida, nos termos do art. 291, § 1º, Decreto 3.048/1999. (v) requer produção de provas documentais e periciais. Analisemos. Quanto à solicitação de prova documental e pericial, verificamos que a mesma encontrase em desacordo com o previsto na legislação. Decreto 70.235/1972: Art. 16. A impugnação mencionará: Fl. 219DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 (...) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (...) § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. Como o pedido de perícia não possui os requisitos previstos na legislação, consideroo não formulado. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NO MÉRITO, NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 220DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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