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Numero do processo: 10860.001502/2008-47
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
DEPENDENTE. CÔNJUGE. OPÇÃO PELA DECLARAÇÃO EM SEPARADO.
Havendo o casal optado por apresentar declaração de rendimentos em separado, perde o cônjuge declarante o direito de pleitear a dedução a título de dependente relativo ao outro cônjuge.
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente
de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e
dos correspondentes pagamentos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.477
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 DEPENDENTE. CÔNJUGE. OPÇÃO PELA DECLARAÇÃO EM SEPARADO. Havendo o casal optado por apresentar declaração de rendimentos em separado, perde o cônjuge declarante o direito de pleitear a dedução a título de dependente relativo ao outro cônjuge. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso Voluntário Negado.
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CÔNJUGE. OPÇÃO PELA DECLARAÇÃO EM SEPARADO. Havendo o casal optado por apresentar declaração de rendimentos em separado, perde o cônjuge declarante o direito de pleitear a dedução a título de dependente relativo ao outro cônjuge. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Fl. 129DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10860.001502/200847 Acórdão n.º 280102.477 S2TE01 Fl. 123 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 20.094,33, referente ao exercício de 2005. A autuação decorreu de apuração de dedução indevida a título de despesas médicas, dependente e incentivo. Em sua impugnação, o contribuinte alegou, em síntese, que todos os recibos apresentados, sustentados pelas declarações firmadas pelos profissionais, são hábeis para comprovar a dedução da despesa médica pleiteada. Defendeu, ainda, que o simples fato de sua esposa ter apresentado DIRPF em separado, com a finalidade exclusiva de atualizar dados cadastrais, não pode impedilo de considerála como sua dependente. A 8ª Turma da DRJ/SP2/SP considerou não impugnada a glosa da dedução de incentivo e julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 94/102, que restou assim ementado: MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. DEDUÇÃO DE INCENTIVO. Consoante o disposto no artigo 17 do Decreto n.° 70.235/1972, com as modificações introduzidas pela Lei n.° 9.532/1997, considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. GLOSA DE DEDUÇÃO INDEVIDA COM DEPENDENTE. APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO DE AJUSTE EM SEPARADO. Não é considerado dependente para fins tributários aquele que apresentou Declaração Anual de Ajuste em separado para o exercício objeto de procedimento fiscal. GLOSA DE DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Nos termos do artigo 8º, §1°, II, do RIR199, a dedução de despesas médicas da declaração de rendimentos restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Mantidas as glosas de despesas médicas, visto que o direito às suas deduções condicionase à comprovação dos correspondentes pagamentos. Inteligência dos artigos 73 e 80 do Regulamento de Imposto de Renda (Decreto no 3.000/99). Fl. 130DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10860.001502/200847 Acórdão n.º 280102.477 S2TE01 Fl. 124 3 Regularmente cientificado daquele acórdão em 03/11/2010(AR, fl. 108), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 109/117, em 03/12/2010. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso dos autos, é inconteste que o contribuinte e sua esposa apresentaram declaração em separado. Na constância da sociedade conjugal, a regra geral é apresentação da declaração em separado, devendo cada cônjuge “incluir, em sua declaração, a totalidade dos rendimentos próprios e a metade dos rendimentos produzidos pelos bens comuns.” (art. 7º do Decreto no 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR/99). O casal pode optar pela declaração em conjunto, situação em que “o cônjuge declarante poderá pleitear a dedução do valor a título de dependente relativo ao outro cônjuge” (art. 8º do RIR/99). Ressaltese que tratase de opção sem qualquer restrição, ficando a cargo dos contribuintes eleger a que lhe for mais conveniente. A alegação de que o cônjuge não possui qualquer fonte de renda e teria apresentado declaração em separado para atualizar dados cadastrais, não se justifica, pois tal fato não impedia que o casal apresentasse declaração em conjunto. Assim, por absoluta falta de previsão legal, não há como considerar o cônjuge como dependente do contribuinte na DIRPF, ainda que ele seja economicamente dependente do interessado, como consta de suas alegações, se ele entregou declaração em separado. Neste sentido, trazse a colação os seguintes acórdãos: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2000. ENTREGA DE DECLARAÇÃO EM SEPARADO DO CÔNJUGE Os rendimentos do cônjuge que apresenta declaração em separado devem ser tributados em separado. Recurso parcialmente provido.” (1º CC – Quarta Câmara – Recurso nº. 155.379 – Relator: Pedro Anan Junior – Sessão de 07/08/2008). “DEDUÇÕES DESPESAS MÉDICAS COM CÔNJUGE QUE APRESENTA DECLARAÇÃO EM SEPARADO IMPOSSIBILIDADE São dedutíveis, na apuração do imposto devido na declaração de ajuste anual, as despesas médicas efetuadas com o próprio declarante e com seus dependentes. O cônjuge que apresenta declaração em separado não pode ser Fl. 131DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10860.001502/200847 Acórdão n.º 280102.477 S2TE01 Fl. 125 4 considerado dependente do outro, devendo cada um deduzir as despesas médicas pessoais em sua própria declaração.” (1º CC – Quarta Câmara – Recurso nº. 149.649 – Relator: Pedro Paulo Pereira Barbosa – Sessão de 27/07/2006). No que tange às despesas médicas, pretende o recorrente seja cancelada a glosa correspondente, que foi motivada pela falta de comprovação do efetivo pagamento. A decisão recorrida manteve a glosa, concluindo que é necessária a comprovação do efetivo desembolso relativamente as despesas médicas questionadas. Em sede de recurso, o interessado requer o reconhecimento da comprovação das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas julgados necessários pela fiscalização e decisão recorrida a comprovar a efetividade do pagamento da reclamada despesa médica. No caso sob exame, mormente considerando que a quase totalidade dos rendimentos tributáveis do contribuinte são oriundos de pessoas jurídicas, provavelmente mediante créditos em conta corrente bancária, também entendo que a falta de comprovação dos pagamentos denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Diferentemente do que aduz o recorrente, não se trata de exigências descabidas ou ilegais, já que a legislação que rege a matéria dispõe que todas deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, conforme se depreende dos dispositivos abaixo, cabendo ao contribuinte que pleiteou a dedução provar que realmente efetuou os pagamentos nos valores e nas datas constantes nos comprovantes, para que fique caracterizada a efetividade da despesa passível de dedução, no período assinalado. Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretolei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). O que não cabe aqui é admitirse a dedução de despesas médicas em valor significativo, como na espécie, que representam aproximadamente 20% dos rendimentos do autuado, sem tais comprovações.sem tais comprovações. Assim, tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas Fl. 132DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10860.001502/200847 Acórdão n.º 280102.477 S2TE01 Fl. 126 5 permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 133DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 13881.000061/2009-97
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.
A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.576
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Eivanice Canário da Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma de Julgamento da DRJ/SP2/SP. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13881.000061/200997 Acórdão n.º 2801002.576 S2TE01 Fl. 61 2 Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento de fls. 07/09, que exige crédito tributário referente ao anocalendário de 2004, no montante de R$ 928,66, sendo R$ 412,34, a título de imposto de renda) pessoa física suplementar, R$ 309,25, de multa de ofício, e R$ 207,07, de juros de mora, calculados até 30/01/2009. Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 08), o procedimento resultou na apuração da seguinte infração: Omissão de Rendimentos do Trabalho com Vínculo e/ou sem Vínculo Empregatício Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, constatouse a omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, no valor de R$ 66.504,90, recebidos do Ministério da Justiça, CNPJ n° 00.394.494/011251. Cientificado da autuação em 09/01/2009 (fls. 15 e 33), o interessado apresentou, em 20/02/2009, a impugnação de fls. 01/06, trazendo, em síntese, as seguintes alegações: 1. o requerente se ativa como funcionário público federal no Departamento de Polícia Rodoviária Federal, recebendo seus vencimentos já com as deduções na fonte do Imposto de renda, deduções estas calculadas sobre a somatória das verbas contidas em sue demonstrativo de pagamentos; 2. com o advento da Lei n° 8.852, de 04 de fevereiro de 1994, ficou disciplinado que não entrariam no cômputo da remuneração parcelas tidas como indenizatórias (art. 1º , inciso III, alínea "r"); 3. no caso em tela, o servidor possui as seguintes parcelas indenizatórias: Gratificação por Atividade Executiva, Gratificação de Atividade de Polícia Rodoviária Federal, Gratificação por Desgaste Físico e Mental, Gratificação de Atividade de Risco, Gratificação de Operações Especiais e Adicional por Tempo de Serviço; 4. não há fato gerador a justificar a incidência de imposto de renda sobre parcelas pagas a título de indenizações especiais com a finalidade única de minorar os efeitos das condições de trabalho a que estavam sujeitos tais obreiros, posto que pagas para compensar danos, inclusive aos já aposentados; 5. tais parcelas estariam isentas de tributação por não se caracterizarem, ao teor da lei, como remuneração, o que, de per si, já está a justificar a Declaração Retificadora, não havendo porque se falar em omissão de rendimentos, posto que estes Fl. 61DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13881.000061/200997 Acórdão n.º 2801002.576 S2TE01 Fl. 62 3 estão revestidos de caráter indenizatório, uma vez que não são produto do trabalho; ; 6. desse modo, o requerente teve sua base de cálculo de Imposto de Renda Pessoa Física, para efeito de retenção na fonte, alterada, o que lhe causou uma cobrança de imposto maior do que a efetivamente devida e, por conseguinte, uma restituição, menor da que deveria acontecer; 7. traz à colação jurisprudência sobre o assunto; 8. em face do princípio da igualdade expresso no art. 5º da Constituição Federal, requer o mesmo tratamento dado aos parlamentares com relação a suas verbas indenizatórias, as quais, como sobejamente sabido, encontramse absolutamente isentas de tributação por se tratar de valores necessários ao desempenho de sua atividade parlamentar; 9. requer o cancelamento da Notificação de Lançamento por ser medida de imperiosa Justiça pelo todo demonstrado, ex vi da Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais. Consoante o despacho de fls. 14, a Agência da Receita Federal em Cruzeiro/SP considerou intempestiva a impugnação apresentada, remetendo o processo à SAFIS/DRF Taubaté/SP para que fosse verificada a possibilidade de revisão de ofício. Efetuada a revisão de ofício, conforme o despacho de fls. 17/19, foi mantido integralmente o lançamento. Em 26/05/2009, o interessado teve ciência do supracitado despacho consoante a Comunicação n° 98/2009 (fls. 22verso e anverso), protocolando, em 23/06/2009, o arrazoado de fls. 23/25, com as seguintes alegações: 1. "ao serem analisadas por este órgão regional teve negado tal reconhecimento, sendo certo que, tempestivamente, apresentou para a Retificação de Lançamento de número 2005/608451298214155 (13881000061/200997) Impugnação junto a Delegacia da Receita Federal de Julgamento."; 2. imperioso ressaltar que ainda não foi julgada e que ainda não se esgotaram as instâncias recursais administrativas; 3. "esta unidade fazendária, em pareceres anteriores, reconheceu que tais verbas não fazem parte da remuneração destes servidores. Citamos in verbis: "a Lei 8.852/94 não isenta rendimentos, apenas exclui alguns rendimentos da composição da remuneração". Se exclui, os mesmos se tornam não tributáveis, por não se tratarem de contraprestação pelos serviços prestados. "; 4. "assim, se o parecer exarado nesta oportunidade fala e grifa o termo remuneração, não está se referindo a estas parcelas já exaustivamente reconhecidas como indenizatórias pelas próprias Fl. 62DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13881.000061/200997 Acórdão n.º 2801002.576 S2TE01 Fl. 63 4 argumentações anteriores exaradas deste posto da Receita Federal "; 5. "a correspondência encontrase eivada de vícios posto que, se descaracterizadas as causas que deram origem as declarações retificadoras, as mesmas serão anuladas e deste modo prevaleceria o status quo anterior. Insta esclarecer que os impostos apurados quando das declarações originárias foram correta e integralmente pagos. "; 6. "concluise que, a determinação contida na correspondência em epígrafe revestese de flagrante ilegalidade, posto que não esgotadas as possibilidades de defesa dos interesses do requerente e por não existirem quaisquer débitos deste junto a SRF. "; 7. isto posto, requerse de Vossa Senhoria a imediata anulação e o competente cancelamento da Comunicação em epígrafe, por ser medida de imperiosa Justiça pelo todo demonstrado, ex vi da Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais Visando instruir o presente processo, foram juntados os documentos de fls.33/34, extraídos dos sistemas de informação da RFB.” A impugnação não foi conhecida, conforme Acórdão de fls. 36/42, que restou assim ementado: IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. Considerase intempestiva a peça impugnatória ofertada após o decurso do prazo estabelecido na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Assim, a defesa apresentada não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do processo e nem comporta julgamento) de primeira instância quanto às alegações de mérito. Regularmente cientificado daquele acórdão em 27/05/2011 (AR, fl. 47), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 54/57, em 21/06/2011. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. Conforme relatado, a autoridade julgadora de 1ª instância confirmou a intempestividade da impugnação apresentada pelo contribuinte. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13881.000061/200997 Acórdão n.º 2801002.576 S2TE01 Fl. 64 5 Em sede de recurso, o interessado limitase a defender que os rendimentos tidos como omitidos referemse a parcelas indenizatórias e isentas do impostos de renda, sem contudo apresentar qualquer justificativa que tivesse o condão de afastar a perda do prazo para impugnar. Assim, não tendo sido superada a intempestividade da interposição da peça impugnatória, falece competência tanto a DRJ quanto a este Conselho para apreciação do mérito, haja vista que o litígio administrativo não foi instaurado à luz do artigo 15 do Decreto nº. 70.235 de 1972. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 64DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 18471.000800/2003-09
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Fatos geradores: 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999,
30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 28/02/2000
PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF n° 1)
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Fatos geradores: 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999,
30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 28/02/2000
REVOGAÇÃO DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. LANÇAMENTO DE
OFÍCIO.
A partir da revogação da antecipação de tutela que garantira ao contribuinte o recebimento da restituição, o valor percebido tornou-se exigível por parte da Fazenda Nacional, não se configurando, desde então, quaisquer das hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.347
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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GASOLINA 102 LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Fatos geradores: 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, .31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, .31/01/2000, 28/02/2000 PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF n° I) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Fatos geradores: 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, .30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 28/02/2000 REVOGAÇÃO DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA, LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A partir da revogação da antecipação de tutela que garantira ao contribuinte o recebimento da restituição, o valor percebido tornou-se exigível por parte da Fazenda Nacional, não se configurando, desde então, quaisquer das hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. re Kern - Presidente Hélcio Lafetá Reis - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Belchior Melo de Sousa, Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis (Relator) e Rangel Permeei Fiorin. Relatório Em 16 de julho de 2003, a Fiscalização da Defic Rio de Janeiro/RJ lavrou auto de infração cru desfavor do contribuinte supra identificado (fls. 22 a 32), relativo à contribuição para o PIS, em virtude da revogação da antecipação de tutela que autorizara a restituição da diferença de contribuição entre o valor recolhido pelo substituto tributário e o valor calculado com base no valor da efetiva alienação. Inconformado com o lançamento, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 34 a 48), alegando, em síntese, não ser responsável pela obrigação tributária por se encontrai' na condição de substituído tributário. Conforme consta em sua peça impugnatória, não se conformando com a diferença a maior entre as bases de cálculo estimadas e as efetivamente praticadas no âmbito do regime da substituição tributária prevista para o setor de combustíveis, o contribuinte ajuizou ação ordinária, em que se obteve o deferimento da antecipação de tutela determinando- se a restituição da diferença de contribuição recolhida a maior. Em decorrência dessa decisão, o substituto tributário depositou judicialmente os valores pleiteados que foram levantados e entregues ao substituído. Ainda segundo o então Impugnante, o lançamento de ofício deveria ter sido realizado em nome do responsável pelo recolhimento da contribuição — no caso, o substituto tributário — e não dele, por não mais se configurar, no momento do lançamento, em sujeito passivo da obrigação. A DRJ Rio de Janeiro 1/RJ julgou o lançamento procedente (fis, 108 a 115), eximindo-se de enfrentar o mérito naquilo em que coincidiria com o objeto da ação judicial, qual seja, restituição do excesso pago a título de PIS em decorrência do regime da substituição tributária. A autoridade julgadora a quo verificou no sítio da Justiça Federal do Rio de Janeiro na internet que, no mérito, o pedido fora julgado improcedente, condenando o autor a custas, honorários advocatícios e multa por litigância de má-fé, tendo sido esse decisum o fundamento do lançamento de oficio. 2 Processo n° 18471 000800/2003-09 S3-TE03 Acórdão ri ° 3803-00347 R 156 Considerou a DRJ, ainda, que o fato de o contribuinte figurar no regime como substituído tributário não afastaria a sua condição de contribuinte, tendo, inclusive, recebido a restituição de valores recolhidos pelo substituto. Não resignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 122 a 144) e requer o cancelamento do auto de infração repisando os mesmos argumentos. É o relatório, Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Relator O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Trata-se de lançamento de oficio consubstanciado em auto de infração em que se exigem valores da contribuição para o PIS e respectivos acréscimos legais, em razão da revogação da antecipação de tutela que garantira ao contribuinte direito à restituição da diferença entre o valor recolhido pelo substituto tributário e o valor calculado com base no valor da efetiva alienação. Em consulta ao sítio da Justiça Federal no Rio de Janeiro em 09/02/2010, constatou-se que a ação ainda não transitou em julgado, encontrando-se com remessa ao TRF 2" Região para julgamento de recurso O Recorrente alega de forma genérica ter desistido da ação, mas não apresenta nenhuma prova nesse sentido. Para análise da questão relativa à existência de ação judicial concomitante com o Processo Administrativo Fiscal, não se pode olvidar que a ordem constitucional pátria assegura a todos o acesso ao Poder Judiciário para defesa de direitos (art. 5', XXXV, da Constituição Federal), em razão do que as decisões judiciais transitadas em julgado se revestem do caráter de definitividade e de imutabilidade, sendo, portanto, a ultima ratio na solução de conflitos. Portanto, uma vez submetida determinada matéria à apreciação do Poder Judiciário, cuja decisão prevalecerá na ordem jurídica, qualquer outra discussão paralela mostra-se inoportuna e ineficiente, uma vez que suas conclusões, indubitavelmente, quedar-se- ão ao decisum judicial manifesto ou a ser proferido Sobre essa questão, José Afonso da Silva já se pronunciou nos seguintes termos; A primeira garantia que o texto revela é a de que cabe ao Poder Judiciário o monopólio da jurisdição, pois sequer se admite mais 3 ')\) o contencioso administrativo, que estava previsto na Constituição revogada (.. ). Logo, a apreciação pelo Poder Judiciário da lesão ou ameaça de direito se traduz numa decisão que define se houve ou não a lesão do direito, se há ou não a ameaça a direito alegada pela pessoa ou coletividade que recorreu ao Poder Judiciário' Portanto, a busca do Poder Judiciário, detentor do monopólio da jurisdição, acarreta, inexoravelmente, o abandono da discussão do conflito na via administrativa, pois qualquer decisão obtida naquela esfera suplantará qualquer outra que venha a ser deferida no processo administrativo, tomando-a, nesse contexto, inócua e afrontosa ao princípio da eficiência que rege a atuação da Administração Pública, Esse entendimento encontra-se sumulado neste Conselho nos seguintes termos: Súmula CARP.' n° 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançanzento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processojudiciat Dessa forma, uma vez que o mérito do recurso coincide com aquele discutido judicialmente, tem-se a configuração da renúncia à via administrativa, em razão do que os fundamentos de direito trazidos pelo Recorrente não serão apreciados por este Colegiada Quanto ao auto de infração, este originou-se da revogação da antecipação de tutela que proporcionara ao contribuinte o recebimento, a titulo de restituição, da diferença calculada entre o valor recolhido pelo substituto tributário e o valor apurado com base no valor da efetiva alienação. A ação judicial em curso em que o Recorrente é parte no pólo passivo, a partir da revogação da antecipação de tutela, passou a não mais deter o poder de suspender a exigibilidade de eventual crédito tributário correspondente à matéria em discussão Uma vez que a restituição recebida pelo Recorrente teve por fundamento a antecipação de tutela a ele favorável, a partir da revogação desta, o valor percebido tornou-se exigível por parte da Fazenda Nacional, Esse entendimento pode ser extraído a partir da análise conjugada dos seguintes dispositivos do Código Tributário Nacional (CTN): Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível SILVA, José Afonso. Comentário contextuai à Constituição São Paulo: Malheiros, 2005, p, 132 4 Processo n 18471 000800/2003-09 S3-TE03 Acórdão n 3803-00,347 Fi 157 Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:. 1- moratória; o depósito do seu montante integral; III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp n" 104, de 10.1.2001) VI — o parcelamento. (Incluído pela Lcp n" 104, de 10.1.2001) Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações as.sessário,s dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes. O fato de existir ação judicial versando sobre a mesma matéria que impossibilita a sua discussão na esfera administrativa não importa em impedimento à execução dos trabalhos da Fiscalização decorrentes da apuração de irregularidades tributárias O jurista Leandro Paulsen já se manifestou sobre essa questão nos seguintes termos: O mero ajuizamenta de ação para discussão de uma obrigação tributária não inibe o sujeito ativo do tributo de .fiscalizar o cumprimento da lei e de efetuar o lançamento. Aliás, nem mesmo a suspensão da exigibilidade do crédito tributário impede o lançamento2 Outro não é o entendimento extraído da seguinte decisão judicial: TRIBUTÁRIO ORDEM PARA QUE A AUTORIDADE FAZENDÁRIA NÃO EFETUE LANÇAMENTO OU INSCRIÇÃO EM DIVIDA ATIVA. INSCRIÇÃO NO CADIN.1 A atividade de lançamento da administração tributária é obrigatória e vinculada. O mero ajuizamento de ação revisional, consignatária ou anulatória não tem o condão de afastar o lançamento ou a inscrição em dívida ativa, sobretudo quando a própria agravante confessa a existência de débitos, 2. Somente a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151 do CTN pode obstar que a autoridade fazendária 2 - PAULSEN, Leandro, Direito Tributário; Constituição e Código Tributário Nacional à luz da doutrina e da jurisprudência. 10. ed.. Porto Alegre: Livraria do Advogado; ESMAFE, 2008, p. 987. 5 pratique qualquer ato tendente a cobrar o débito, porém, não a impede de lançá-lo ou inscrevê-lo em dívida ativa. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário na parte em que se pretende discutir administrativamente o mérito de matéria submetida à tutela do Poder Judiciário e NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO para manter em sua integralidade o auto de infração contestado. É como voto. HÏcio (\( Lafetá eis \ ÇSç 3 TRF4, l a 1, AI 2001 04 01.061466-0/RS, Rei Dês, Fed Wellington M de Almeida, ago/02 6
score : 1.0
Numero do processo: 13975.000429/2003-82
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição para o PIS
Ano-calendário: 1998
AUTO DE INFRAÇÃO. PROCEDIMENTO INTERNO DE AUDITORIA
DE DCTF. DÉBITOS COMPENSADOS. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITOS.
Deve ser mantido o lançamento, quando efetuada a revisão de oficio em cumprimento da decisão judicial que reconheceu o direito ao crédito e obedecido o critério da semestralidade não foi apurado crédito com o qual a interessada efetuara as compensações. Impossibilidade de rediscutir a verossimilhança do crédito, que teve processo administrativo específico, do qual, decerto, tomou ciência, quando dele a recorrente não faz menção.
Recurso Voluntário Provido Parcialmente
Numero da decisão: 3803-000.444
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso, para cancelar a aplicação da multa de lançamento de oficio.
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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Recorrida DRJ-RJ 11/RI Assunto: Contribuição para o PIS Ano-calendário: 1998 AUTO DE INFRAÇÃO, PROCEDIMENTO INTERNO DE AUDITORIA DE DCTF. DÉBITOS COMPENSADOS. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITOS,. Deve ser mantido o lançamento, quando efetuada a revisão de oficio em cumprimento da decisão judicial que reconheceu o direito ao crédito e obedecido o critério da semestralidade não foi apurado crédito com o qual a interessada efetuara as compensações. Impossibilidade de rediscutir a verossimilhança do crédito, que teve processo administrativo específico, do qual, decerto, tomou ciência, quando dele a recorrente não faz menção, Recurso Voluntário Provido Parcialmente Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para cancelar a aplicação da multa de lançamento de oficio. Particidkram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Mauricio Fedato, HélcioLafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiori n. Constituição, juros, Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n" 10-17,679, de 20 de dezembro de 2007, da DRJ-Rio de Janeiro II/RJ, fls. 142 a 145, que considerou o lançamento procedente, em face da manifestação de inconformidade, fls. 01 a 18. O auto de infração foi lavrado em procedimento interno de auditoria de DCTF, por falta de pagamento do principal, conforme anexo III. Em sua impugnação alega, em síntese, que: a) não houve intimação para que prestasse informações; b) o Auto de infração é nulo, por ter sido lavrado fora do estabelecimento e por não conter prova da materialidade do fato gerador; c) o número do processo judicial informado na DCTF, 98,2003673-9 está incorreto, quando o correto é 98,2006082-6; d) a legislação não impõe a obrigatoriedade de se informar o número do processo que autorizou a compensação; e) a compensação tem por base decisão judicial, conforme cópia que junta em anexo; f) a multa é excessiva; g) o cálculo dos juros com a utilização da taxa SELIC viola o CTN e a h) não há qualquer valor devido e muito menos débito quanto à multa ou Ao fim, requer a nulidade do Auto de Infração.. Em face da manifestação de inconformidade, a autoridade lançadora efetuou análise, em sede de Revisão de Oficio, que resumiu às fls. 55/58, dando ciência ao interessado em 12 de janeiro de 2005, fl. 61, concluindo pela procedência dos débitos objetos do lançamento. Inconformada, a interessada contesta a conclusão, na forma errônea de recurso voluntário, e anexa as demonstrações das compensações que apontam para a inexistência de créditos em ambos os processos judiciais ela impetrados, fis. 77 a 134, uficientes para extinguir os débitos do presente auto de infração.. Os créditos são decorrentes de pagamentos a maior feitos sob a égide dos Decretos-Leis 13"S 2,445 e 2,449/88, à luz do que deveria ter recolhido sob a LC 07/70. A DRj/Rio de Janeiro II afasta a nulidade, reclamada por ter sido o auto de infração lavrado fora do local da infração, com a aplicação da Súmula tr 6, do Primeiro Conselho de Contribuintes. No mérito, considera o lançamento procedente, simplesmente em face do resultado da revisão de oficio instrumentalizada pela Delegacia da Receita Federal em Blumenau/SC e não se manifesta quanto à imputada inconstitucionalidade da exigência da multa de oficio e dos juros de mora, por não lhe competir fazê-lo. Em seu recurso, vem novamente reclamar a inobservância das formalidades legais do auto de infração, evocando o art. 10 do Decreto n" 70.235/72, que aponta o lugar da Processo n" 13975.000429/2003-82 S3-TE03 Acórdão n " 3803-00.444 Fl 193 verificação da falta como o local da lavratura, bem como ausência dos requisitos exigidos pelo art. 31 do mesmo dispositivo, quais sejam: relatório, fundamentos legais e conclusão. No mérito, pugna pela existência do crédito decorrente da decisão judicial nos Mandados de Segurança n"s 98.2006082-6 e 98.2003673-9, bem como o fato de ter informado as compensações em DCTF.. Indispõe-se contra a multa de ofício por se mostrar em desproporção entre a irregularidade encontrada pelo Auditor e a lesão eventualmente causada. E também por ferir o princípio da capacidade contributiva, inserto no art. 145, § 1" da CF/88. É o relatório.. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relatar O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Quanto à nulidade do auto de infração pelo motivo alegado, não se configura, porquanto matéria que faz o conteúdo da Súmula n° 6 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais-CARF: É legitima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte Também não há nulidade por falsidade de motivo, em face no número do processo indicado nas DCTFs, porquanto o processo indicado na manifestação de inconformidade não é o mesmo, reconhecendo a impugnante o próprio erro nessa indicação. Portanto, não encontram presentes quaisquer violações ao art. 142 do CTN bem como aos artigos 10 e 59 do Decreto 70..235, de 06/03/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal (PAF). Por outro lado, ainda que verdadeiro o número do processo indicado nas DCTFs, a Delegacia da Receita Federal em Blumenau, efetuou a Revisão de Oficio do feito fiscal, cotejando a verossimilhança das alegações, tendo em vista a extinção dos débitos, acaso houvesse a confirmação dos créditos.. Quanto ao mérito, pode-se observar pelos documentos anexados às fls. 77/134, que as compensações dos créditos de PIS recolhidos de acordo com os Decretos Leis 2.445/88 e 2.449/88 consideraram na apuração do crédito o faturamento do sexto mês anterior ao recolhimento, conforme a decisão judicial no processo n° 98.2006082-6. O processo administrativo n" 1.3971..001026/98-90, aberto para acompanhamento da referida ação judicial, documenta as compensações com os débitos de PIS apurados no molde da LC 07/70, de períodos de apuração até fevereiro de 1996, deste último período restando saldo devedor. Da análise no processo resultou que não há crédito de PIS a ser compensado com os débitos deste processo. O despacho final para iência ao contribuinte é datado de 04 de novembro de 2004, fl.. 132. Pelo exposto, voto por dar parcial provimento para cancelar a multa de oficio. Belckior Melõté SOUSft Não tem pertinência com este processo a compensação operada no processo administrativo n° 13971,000823/98-22, aberto para acompanhamento da ação judicial n" 98.2003673-9, no qual créditos oriundos do FINSOCIAL foram compensados apenas com débitos de FINSOCIAL e o remanescente do crédito para compensar parcialmente a COF1NS. Com o crédito do processo acima, foram extintos os débitos constantes de dois autos de infração e parcialmente de um terceiro. Sua referência neste processo decorre do fato de esta ação judicial ter sido a indicada pela contribuinte nas DCTFS. O despacho final para ciência ao contribuinte é datado de 1" de novembro de 2004, fls. 138 e 139. Em seu recurso a recorrente afirma que a Delegacia em Blumenau não analisou o seu crédito oriundo da ação judicial, remetendo, simplesmente, a cobrança dos presentes débitos. O recurso foi apresentado em 12 de fevereiro de 2008, quando a recorrente teve mais de três anos para conhecer o que fora provido com respeito ao dito crédito no processo administrativo de acompanhamento da ação judicial n" 13971.001026198-90 e nele manifestar-se contrapondo qualquer ponto controverso - com relação ao crédito e às compensações nele operadas - no procedimento da autoridade administrativa,. No recurso, a interessada nada indica que tenha discutido a procedência da operacionalização do seu crédito naquele processo. Não há, pois, corno considerar os argumentos em favor da compensação dos débitos deste auto de infração. Quanto aos juros de mora, inafastável a sua aplicação, que tem previsão legal no art. 61, § 3 0, da Lei 9,430/1996, Art, 61 "os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de I" de janeiro de 1997, na° pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso.". Contudo, a considerar que os débitos sob exigência foram declarados em DCTF, cuja legislação, atualmente a IN SRF tf 974, de 2009, regulamentando o procedimento de auditoria interna de procedimentos, não mais prevê incidência da multa de oficio, deve ser aplicada a retroatividade benigna sob o mandamento do art. 106, 11, "c", do CIN, para cancelá- la. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10746.720036/2007-28
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2004
VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO.
O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de
DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.423
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer. Recurso Voluntário Provido.
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ARBITRAMENTO. O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720036/200728 Acórdão n.º 280102.423 S2TE01 Fl. 164 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/BSA/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra a empresa identificada no preâmbulo foi emitida, em 19/11/2007, a Notificação de Lançamento n° 01501/00019/2007 (fls. 09/12), consubstanciando o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, exercício de 2004, referente ao imóvel denominado "Lotes 21 e 24", cadastrado na RFB, sob o n° 6.137.2498, localizado no Município de Campos Lindos — TO. 0 crédito tributário apurado pela autoridade fiscal compõese de diferença no valor do ITR de R$ 109.084,11 que, acrescida dos juros de mora, calculados até 30/11/2007 (R$ 50.396,85) e da multa proporcional (R$ 81.813,08), perfaz o montante de R$ 241.294,04. A ação fiscal iniciouse com intimação ao contribuinte (fls. 01 e 02) para, relativamente as DITR, do exercício de 2004, apresentar o seguinte documento de prova: "Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT com fundamentação e grau de precisão II, com anotação de responsabilidade técnica ART registrada no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados. A falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do Sistema de Preços de Terra SIPT da RFB". Em 18/10/2007 a contribuinte entrou com requerimento (doc. de fls 04) formalizando o pedido de prorrogação de prazo para entrega dos documentos, cuja data limite ficou estendida para ate o dia 05/11/2007. Em 19/11/2007 a autoridade fiscal de posse das informações constantes da DITR/2004 e considerando não ter obtido resposta ao Temo de Intimação Fiscal (prorrogado para até o dia 05/11/2007), procedeu a análise da referida declaração e resolveu rejeitar o Valor da Terra Nua VTN declarado pela contribuinte, de R$ 19.661,87 (R$ 3,68/ha), arbitrandoo em R$ 701.522,77 (R$ 131,30/ha), com base no SIPT da RFB, tendo sido apurado imposto suplementar de R$ 109.084,11, conforme demonstrativo de fls. 11. A descrição dos fatos e o enquadramento legal da infração, da multa de oficio e dos juros de mora constam as folhas 10 a 12. Da Impugnação Fl. 173DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720036/200728 Acórdão n.º 280102.423 S2TE01 Fl. 165 3 Cientificada do lançamento em 28/11/2007 ("AR" de fls. 14 e 15), ingressou a interessada, em 26/12/2007 (conforme carimbo datador aposto no documento de folha 20), por intermédio de Procurador/Advogado legalmente nomeado (procuração de folhas 30 e 31), com sua impugnação, anexada às fls. 20 a 29, lida nesta sessão. Junto à referida impugnação foi carreado Laudo Técnico de Avaliação de Imóvel Rural (fls. 32 a 49) e anexos (folhas 50 a 115). Alegou e requereu o seguinte, em síntese: fez a identificação da contribuinte e narrou sobre os fatos; a apuração do VTN arbitrado foi realizada com base na média dos VTNs declarados pelos contribuintes do município onde se localiza o imóvel, e como se sabe, o valor da terra nua depende da qualidade da terra, das condições de mercado no momento da apuração, de situações especificas da região, ou seja, os imóveis possuem valor individualizado, não podendo realizar uma média com imóveis vizinhos e arbitrar tal valor sem levar em conta as especificidades de cada propriedade rural, não estando, por conseqüência, o VTN declarado subavaliado; o VTN arbitrado não condiz com a realidade do imóvel da Impugnante, pois esse é de difícil acesso, praticamente inacessível, não havendo maneiras de transportar a produção agrícola ou pecuária por outro meio que não seja aéreo, estando a 90 Km da cidade de Campo Alegre e a 80 do povoado de Rancharia, que a estrada é muito arenosa, com erosões de grande porte, apresentando toda dificuldade de trafego que s6 é possível com veiculo de tração animal (carroça) e moto; que custo médio significa que houve valores menores e maiores, sendo que o valor da terra nua depende da qualidade da terra (boa, ruim, acidentada, com água, sem água, acessível, inacessível ), das condições de mercado no momento da pesquisa (oferta e procura), situações especificas como acesso rodoviário e outras situações; encomendou ao Engenheiro Agrônomo Geraldo Mendonça Umbelino, a confecção de "Laudo Técnico de Avaliação de Imóvel" de acordo com as normas da ABNT e que ficou constatado a precariedade de condições de tráfego; dado a impossibilidade de escoamento da produção em virtude do percurso de 60 km em caminho carreiro, fato relevante para a formação de valor na avaliação da propriedade (item 7.3.3 da NBR 14.6533 da ABNT), o avaliador conclui que deve haver a escolha de métodos de avaliação mais apropriados; o imóvel em questão está, realmente, localizado em área de grande produtividade de soja, pois os terrenos próximos ao da Impugnante geralmente são planos e possuem alta fertilidade natural, dessa forma, o VTN médio do local, apurado pelo Autuante, é bem superior ao declarado pela Contribuinte; Fl. 174DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720036/200728 Acórdão n.º 280102.423 S2TE01 Fl. 166 4 o imóvel não pode ser explorado, pela dificuldade de acesso, não possuindo estradas para escoamento da produção, tendo apenas, pela topografia, vocação para a pecuária; para chegar à rodovia mais próxima é necessário percorrer 30 km de estrada de terra, ou seja, a maneira mais fácil para escoamento da produção agrícola seria via aérea, o que torna os custos absurdamente altos, tornando absolutamente inviável sua comercialização; diante de tais peculiaridades, a avaliação pelo método comparativo de dados de mercado deve ser vista com cautela no caso vertente, pois sofre a influência da valorização das terras do altiplano, onde se situam uma das melhores áreas para plantio de soja, contrastando significativamente com as terras objeto da lide; deve ser observado o texto constante do laudo: "A Adoção do valor médio para a avaliação de terras em Campos Lindos é metodologia inadequada, pois os valores do altiplano variam de 30 a 40 vezes o valor das terras da Fazenda Sônia Maria. Somamse ainda a falta de infraestrutura a sudoeste do município onde se localiza o imóvel"; por conseguinte, como a avaliação pelo método comparativo de dados de mercado se mostra inadequada ao presente caso, o avaliador (profissional devidamente habilitado para tal ato), utilizou outro método, qual seja o "Método do Valor Presente Liquido (VPL)", conforme consta As págs. 13 do laudo, o qual considera como investimentos a implementação da estrada e da exploração pecuária e o valor da propriedade avaliada pelo Método Direto; que para o cálculo do Valor Presente Liquido foram elaborados os seguintes orçamentos (anexados aos laudos): investimento na exploração pecuária; investimento de implantação da estrada; custeio da pecuária e manutenção da estrada. Neste método, se o Valor Presente Liquido (VPL) for positivo ou igual a zero, o valor do imóvel será o da avaliação pelo Método Direto. Contudo, se for negativo, anulase o valor tributável; que no presente caso, considerando os investimentos realizados e receitas futuras com venda anual das crias, no prazo de 10 (dez) anos, descontadas a uma taxa anual de 8% a.a., chegouse a um Valor Presente Liquido (VPL) com um prejuízo de R$ 1.711.488,90; considerando ser negativo o VPL, vez que o grau de utilização da terra ficou prejudicado pela falta de condições de escoar a produção, o valor potencial do imóvel não se confirmou, conseqüentemente, devese anular o valor tributável; a conclusão do laudo de avaliação é de que a vistoria foi fator decisivo para constatação da impossibilidade de escoamento da produção e definição negativa do Valor Presente Liquido (VPL), Fl. 175DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720036/200728 Acórdão n.º 280102.423 S2TE01 Fl. 167 5 o que inviabiliza economicamente o aproveitamento eficiente do imóvel, não cabendo qualquer tributação; o imóvel está ocupado por 11 posseiros, ocupando 30% (trinta por cento) da área total. Que são posses antigas, com mais de 30 (trinta anos), em casas simples, cerca de arame farpado e área de pastagem formada com capim brachiarão, conforme se pode ver pelas fotos inclusas no laudo. Não há como desconsiderar a depreciação do valor do imóvel, em função da presença de tais posseiros; o imóvel não possui valor de mercado devido à falta de acesso e a presença dos posseiros. Que a Impugnante tentou por inúmeras vezes, sem sucesso, vendêlo, no entanto, não foi possível em face à impossibilidade, até o momento, de sua exploração econômica, pelos motivos anteriormente elencados; é de se concluir que diante de tais precariedades, o VTN não pode ser aferido mediante comparação com os demais imóveis da região; informa que tem a intenção de futuramente, juntamente com os órgãos competentes dos governos federal, estadual e municipal, criarem a infraestrutura necessária ao transporte terrestre da produção, tanto que já providenciou orçamento de tais obras (anexo II do Laudo de Avaliação), para que, dessa forma, o imóvel possa alcançar o VTN médio da regido arbitrado pelo Autuante. Conforme concluiu o Laudo (pág. 15) o prejuízo apurado pelo método VPL evidencia o que se sabe há muito tempo, ou seja, a infraestrutura deve ser custeada pelo Governo; que restou claramente demonstrado que o VTN declarado pela Impugnante, embora sendo muito inferior à média da região, é o que condiz com a realidade dos fatos, pois o imóvel mesmo estando localizado em uma área altamente produtiva, com VTN médio alto, possui peculiaridades que reduz drasticamente o valor da terra nua que é a falta de acesso, via terrestre, impossibilitando o escoamento da produção, bem como, a presença de posseiros, o que inviabiliza economicamente o aproveitamento eficiente do imóvel, não cabendo, conseqüentemente, qualquer tributação sobre o imóvel; por fim, requer seja julgado improcedente o lançamento, em sua totalidade.” O lançamento foi julgado procedente, conforme Acórdão de fls. 118/126, que restou assim ementado: DO VALOR DA TERRA NUA SUBAVALIAÇÃO. Para fins de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no VTN/ha apontado no SIPT, exigese que o Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, atenda aos requisitos essenciais das Normas da Fl. 176DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720036/200728 Acórdão n.º 280102.423 S2TE01 Fl. 168 6 ABNT (NBR 14.6533),demonstrando, de forma inequívoca, o valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto (1°/01/2004), bem como a existência de características particulares desfavoráveis que justificassem o restabelecimento do VTN declarado. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 26/01/2009 (fl. 133), a interessada, representada por seu advogado (fl. 30), interpôs o recurso de fls. 134/151, em 16/02/2009. Em sua defesa, sustenta os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O lançamento cuida de alteração do Valor da Terra Nua (VTN) declarado, mediante o arbitramento do VTN para 2004 em R$ 131,30/ha, perfazendo um total de R$ 701.522,77. Quanto à alteração procedida pela fiscalização do VTN, importante trazer à colação o disposto na Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, art. 14: Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de ofício do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1º As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1º, inciso II da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. Por sua vez, na época da edição da Lei nº 9.393, de 1996, a Lei nº 8.629, de 1993, art. 12, §1º, inciso II estabelecia: “Art. 12. Considerase justa a indenização que permita ao desapropriado a reposição, em seu patrimônio, do valor do bem que perdeu por interesse social. § 1º A identificação do valor do bem a ser indenizado será feita, preferencialmente, com base nos seguintes referenciais técnicos e mercadológicos, entre outros usualmente empregados: Fl. 177DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720036/200728 Acórdão n.º 280102.423 S2TE01 Fl. 169 7 I valor das benfeitorias úteis e necessárias, descontada a depreciação conforme o estado de conservação; II valor da terra nua, observados os seguintes aspectos: a) localização do imóvel; b) capacidade potencial da terra; c) dimensão do imóvel. § 2º Os dados referentes ao preço das benfeitorias e do hectare da terra nua a serem indenizados serão levantados junto às Prefeituras Municipais, órgãos estaduais encarregados de avaliação imobiliária, quando houver, Tabelionatos e Cartórios de Registro de Imóveis, e através de pesquisa de mercado. “ (grifos acrescidos) Registrese que a partir de 2001, a redação do art. 12 da Lei nº 8.629, passou a ser a seguinte: “Art.12.Considerase justa a indenização que reflita o preço atual de mercado do imóvel em sua totalidade, aí incluídas as terras e acessões naturais, matas e florestas e as benfeitorias indenizáveis, observados os seguintes aspectos: (Redação dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) Ilocalização do imóvel; (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) IIaptidão agrícola; (Incluído dada Medida Provisória nº 2.183 56, de 2001) IIIdimensão do imóvel; (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) IVárea ocupada e ancianidade das posses; (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) Vfuncionalidade, tempo de uso e estado de conservação das benfeitorias. (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) §1oVerificado o preço atual de mercado da totalidade do imóvel, procederseá à dedução do valor das benfeitorias indenizáveis a serem pagas em dinheiro, obtendose o preço da terra a ser indenizado em TDA. (Redação dada Medida Provisória nº 2.183 56, de 2001) §2oIntegram o preço da terra as florestas naturais, matas nativas e qualquer outro tipo de vegetação natural, não podendo o preço apurado superar, em qualquer hipótese, o preço de mercado do imóvel. (Redação dada Medida Provisória nº 2.183 56, de 2001) §3oO Laudo de Avaliação será subscrito por Engenheiro Agrônomo com registro de Anotação de Responsabilidade Fl. 178DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720036/200728 Acórdão n.º 280102.423 S2TE01 Fl. 170 8 Técnica – ART, respondendo o subscritor, civil, penal e administrativamente, pela super avaliação comprovada ou fraude na identificação das informações. (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001)” Ante a legislação acima transcrita, depreendese que, nos casos de subavaliação do VTN, o lançamento de ofício deve considerar as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Ocorre que, no caso, as informações disponíveis no SIPT, para o exercício em análise e o município de localização do imóvel, não decorrem de levantamentos efetuados pelas Secretarias de Agriculturas. Limitamse ao VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas, haja vista a consulta reproduzida no extrato de fl. 13. Ora, o VTN médio das declarações de ITR apresentadas referentes ao município de localização do imóvel, não permitem a generalização no tocante ao critério da capacidade potencial da terra, não sendo apto a justificar o arbitramento. Portanto, neste tocante, não pode prevalecer o lançamento, devendo ser restabelecido o VTN declarado. Na mesma linha dos fundamentos expostos, como razões de decidir, cito a ementa correspondente ao seguinte precedente: VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer. (Ac. nº 280100.571, julgado em 17.06.2010, Rel. Cons. Amarylles Reinaldi e Henriques Resende) Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso para restabelecer o Valor da Terra Nua VTN declarado. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 179DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720036/200728 Acórdão n.º 280102.423 S2TE01 Fl. 171 9 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 10711.001333/89-71
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IMPORTAÇÃO - IPI - CLASSIFICAÇÃO FISCAL - Produto nome comercial "SDAD-ADOGEN 343 - ESTEARIL DIMETIL AMINA DIST", de acordo com Laudo Técnico conclusivo da Universidade de São Carlos o produto importado tem composição química definida e sua impurezas não podem ser identificadas como decorrentes de adição deliberada de outras substâncias. Classificam-se no Código Tarifário 29.22.31.99
Numero da decisão: 301-28.478
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ISALBERTO ZAVÃO LIMA
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T03:34:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T03:34:36Z; Last-Modified: 2009-08-07T03:34:36Z; dcterms:modified: 2009-08-07T03:34:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T03:34:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T03:34:36Z; meta:save-date: 2009-08-07T03:34:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T03:34:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T03:34:36Z; created: 2009-08-07T03:34:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-07T03:34:36Z; pdf:charsPerPage: 1393; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T03:34:36Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N° : 10711.001333/89-71 SESSÃO DE : 26 de agosto de 1997 ACÓRDÃO N° : 301-28.478 RECURSO N° : 111.115 RECORRENTE : HERGA INDÚSTRIAS QUÍMICAS LTDA RECORRIDA : IRF - PORTO/RJ IMPORTAÇÃO - IPI - CLASSIFICAÇÃO FISCAL - Produto nome comercial"SDAD-ADOGEN 343 - ESTEARIL DIMETIL AMENA DIST", de acordo com Laudo Técnico conclusivo da Universidade de São Carlos o produto importado tem composição química definida e sua impurezas não podem ser identificadas como decorrentes de adição deliberada de outras substâncias. Classificam-se no Código Tarifário 29.22.31.99. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. e ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 26 de agosto de 1997 1‘, ea"-- MOACYR ELOY DE MEDEIROS Presidente ISALBERTO ZAVÃO LIMA Pckccd.,,telAZAver": ft Atr erpAn: .AnZ: 40, ^ E ,x :Zi ut:IL Ali Relator liando 'oclier191 L !Mit/2 1 1 14 0 V 1997 LUCIANA CORIEZ RORIZ PONTESPrearmlora Ca Finada NotiOnal Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS, MARIA HELENA DE ANDRADE (suplente) e MÁRIO RODRIGUES MORENO. RCT MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 111.115 ACÓRDÃO N° : 301-28.478 RECORRENTE : HERGA INDÚSTRIAS QUÍMICAS LTDA RECORRIDA : IRF - PORTO/RJ RELATOR(A) : ISALBERTO ZAVÃO LIMA RELATÓRIO Retorna de Diligência a este Conselho, referente autuação aplicada à HERGA INDÚSTRIAS QUÍMICAS LTDA., Auto n° 146/89, de 22.02.89, decorrente de ato de revisão aduaneira da importação efetivada pela D.I. n° 12972/87, de 24.09.87, reclassificando as mercadorias de nome comercial "SDAD-ADOGEN 343 - Estearil O Dimetil Amina Dist", amina terciária, teor de pureza mm. 97%, da posição adotada pelo importador, 29.22.31.99, para 38.19.99.00, alterando a alíquota do I.P.I. de '0' para 10%, mantendo a de 30% para 011. Cominadas penalidades previstas nos artigos 526, II, do RA, 30%, e artigo 80, II da Lei 4502/64 e D.L. 34/66, 100%. Adoto o Relatório às fls.129 a 131, destacando dos autos `ut infra': 1) O Laudo do Labana n° 3273/87 (fls. 11), complementado pela Informação Técnica 223/88 (fls. 23), acostada aos Autos após a Impugnação, em resposta ao pedido de novo laudo pela Impugnante (fl. 21), concluiu, em síntese, que o produto é uma amina graxa de origem animal (sebo) sem constiguiç'do química definida, uma amina de sebo, confirmado pelos catálogos do fabricante acostado pelo LABANA, justificando tratar-se de mercadoria com classificação diversa da declarada. 2) A Impugnante alega que sempre importou o produto com a classificação adotada na Dl. 29.22.31.99, correspondente a "outras moniaminas acíclicas e aromáticas, seus derivados e seus sais" e anexou cópias de impressos e catálogos de seus fornecedores e informação técnica (223/88), no qual afirmam tratar- se de um produto químico orgânico estearil dimetil amina, que se constitui em composto de função amina. 3) A Autoridade Autuante encartou ao Processo cópias do Laudo LABANA n° 019/88 e da INF n° 127/89, alusivos a outra Importação e que é prova estranha aos Autos. Mantida a procedência do Auto de Infração no Decisório da Autoridade Singular, a Autuada recorre a este C.C. (fls. 70 a 75) o que faz, fundamentando-se no seguinte: 1) Que o Labana afirmou em seu Laudo que o produto é uma determinada espécie de amina o que deveria confirmar a classificação adotada na DI, 29.22 - "compostos de função amina" e não de produto preparado. 2 - - - MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 111.115 ACÓRDÃO N° : 301-28.478 2) Protesta contra a mudança de critério jurídico da Receita Federal que já teria efetivado o lançamento, transcorridos os 5 dias a que se refere o artigo n° 447 do RA185. Acosta aos Autos, mediante requerimento (fls. 86 a 89) diretamente dirigido ao CC, decorrido o prazo recursal e despachado à fl. 86, apresentando outras razões de defesa, baseado no direito à ampla defesa e ao contraditório, e na premissa que a Autoridade Administrativa pode, até o julgamento final conhecer de novas provas. Argüi nesta peça recursal que o produto é de origem orgânica sendo uma amina graxa obtida do ácido graxo do sebo, utilizada no fabrico de sais quaternários de amônia em seu parque industrial. Afirma que o produto tem constituição química definida e solicita diligência ao I.N.T.. Encarta diversos Laudos do LABANA ( 148/86, 206/86,• 1234/86, 1487/86, 610/86., às fls. 96, 104, 108 e 112 respectivamente), estranhos ao Processo, e Acórdãos do C.C. ( às fls. 115), onde demonstra disposições destoantes deste Órgão que justificam seu pleito. Através da Resolução n° 303-0.315 (fl. 128), de 15.02.90, converteu- se o julgamento em diligência à Universidade Federal de S. Carlos, com o intuito de esclarecer se o produto tem constituição química definida, se é derivado do sebo animal, se consta de sua composição o esteril dimetil amina e em que proporção. Além deste quesitos, foram acrescentados: se é um produto de origem orgânica, proveniente do ácido graxo de sebo, se, quando isolado, é um composto químico distinto, de estrutura conhecida sem adição deliberada de outra substância antes ou após o fabrico, se é um composto de função nitrogenada, e se tem composição química definida. Além destes, o voto do Relator, menciona, também, os quesitos arrolados na petição à fl. 127. À fl. 114 constam quesitos ao INT, correspondente à CT. n° 1948/89, sem outras informações, pois, estranho ao caso vertente, e apensado aos Autos em complementação de petitório a este C.C., às fls. 86. "a Mesmo não citada, e não constar de determinação da Resolução 313.0.312, a Recorrente reclamou resposta para quesitos suplementares às fls. 127, diretamente ao 3° Conselho de Contribuintes. Emitido o Laudo da Universidade Federal de S. Carlos (fls. 137 a 149), ficou esclarecido, basicamente, que o produto tem grande possibilidade de ser derivado de gordura animal, tem constituição química definida, é de origem orgânica, contêm o estearildimetilamina, muito provavelmente obtido do ácido graxo do sebo, sem poder afirmar se antes ou após o fabrico foram adicionadas outras substâncias, e um composto de graxa esteraril de função nitrogenada, e que o produto não é puro, embora o conceito de pureza seja relativo. Alegam que a quantificação e qualificação das impurezas demandaria muito tempo em função dos testes necessários. Em Petição às fls. 151/2, a Recorrente protesta contra o Laudo por entender que faltaram parte das respostas aos quesitos suplementares apresentados pela Recorrente às fl. 127, requerendo o envio do processo à Universidade Federal de São Carlos para que dê resposta àqueles quesitos. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 111.115 ACÓRDÃO N° : 301-28.478 Em ofícios às fls. 137, 150 e 153, a Universidade Federal de São Carlos solicita o pagamento das análises que efetuou e já tinham sido encaminhadas. Em resposta, este C.C., determinou que se desse ciência à Recorrente do teor dos oficios 017/91-DQ, 031/91-DQ e 138/91-DQ, expressando o valor correspondente à 2.600 BTNs, e ordenando o envio do pagamento em cheque nominal para aquela Fundação. A Recorrente não diligenciou para prover o pagamento das referidas análises. É o Relatóri o 1-\) r_p 4 1 Ir "-- MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 111.115 ACÓRDÃO N° : 301-28.478 VOTO O Processo está eivado de vícios. Primeiro a Recorrente não poderia complementar sua defesa às fls. 86 a 123, sob a arrimo do direito à ampla defesa e do contraditório como alegou com liberalidade generalizante para sua autuação, porque ainda no exercício desse poder a Autuada encontra na Lei formas preestabelecidas, das quais não deve se afastar. Entendo que a Recorrente teve seu momento processual para concentrar suas alegações, provas e pedido para sua produção. Analogicamente ao disposto no art. n° 303 do CPC, só poderia fazê-lo, tanto para inovar sua argüição como para apresentar novas provas, se estas decorressem de fatos ou de direito 021 supervenientes. Além do mais, os novos fundamentos colacionados, a meu ver, nada acrescentaram de substancial à Exordial e ao Recurso, que pudessem sustentar sua posição sobre a matéria, em termos de fundamentação, mas apenas inovaram quanto à diligência não peticionada anteriormente. Ademais, a Resolução n° 303.0.315 (fl. 128) deu arrimo aos quesitos suplementares apresentados extemporaneamente, nos termos do Voto do Relator, que faz menção aos quesitos das fls. 127 e 133. Logo, a meu ver, não caberia o acolhimento dos protestos quanto à necessidade de complementar o Laudo da Universidade de São Carlos. O deslinde da questão, porém, segundo os Autos dos Processo, principalmente o Relatório e Voto da Resolução do CC, encontra óbice nas dúvidas que ficaram sem solução, muito embora, repito, o pedido de diligência e os quesitos não respondidos integralmente foram formulados diretamente ao Conselho de Contribuintes, extemporaneamente, repito. Tais incertezas, aceitas e até levantadas por este Conselho, "vis a vis" a Resolução citada, seriam esclarecidas com a complementação das informações decorrentes das análises fisico-química do produto, de competência da Universidade de São Carlos. Esta, por sua vez, após reiteradas e exaustivas cobranças à Autoridade Fiscal para o pagamento das análises efetuadas, sem lograr sucesso, presumiu, mesmo com ônus financeiro, já ter cumprido seu papel nesta contenda, até o limite de suas possibilidades. Desta forma, como os vícios apontados não são suficientes para anular o Processo, visto que ocorreram após o Recurso, sem limitar o direito ao contraditório por parte do AFTN Autuante, e se esgotaram os meios para produzir as provas necessárias à solução das controvérsias, cuja produção foram reiteradamente determinadas por Resolução deste Conselho, entendo como batida a Fazenda Nacional, prevalecendo a classificação adotada pelo Importador. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 111.115 ACÓRDÃO N° : 301-28.478 A Alfândega do Porto do Rio de Janeiro informa que as solicitações àquele órgão que procederia à análise foram reiteradas e exaustivas, sem obter qualquer resposta. Assim, exauridas as tentativas de solucionar a questão, aquela, sem solução, remeteu o presente processo ao Terceiro Conselho de Contribuintes. Na matéria "sub examine", verificou-se que a realização da nova prova pericial em necessária, vez que existe discordância quanto à composição do produto importado pela Autuada, presumível até mesmo pela determinação deste CC em enviar este processo para Universidade de São Carlos. Desta forma, o julgamento foi convertido em diligência, para que fosse produzida a prova aludida acima. Porém, compulsando o Laudo da Universidade de São Carlos, em resposta aos onze quesitos adicionais determinados por este CC, após as análises cromatográficas, ficou esclarecido que "para obter a estearildimetilamina, ou ácido esteárico deverá ser o ácido graxo a a ser escolhido como matéria prima, e uma das principais fontes de ácido esteárico, são triglicerideos obtidos de fontes de gordura". O Laudo referenciado atestou que o produto tem constituição química definida, de origem orgânica, que o estearil dimetil amina é uma das substâncias constitutivas do produto em comento, na proporção de 64,69%, é um composto orgânico de constituição química definida não se podendo afirmar quando foram adicionado outras substâncias, isto é, se é deliberada ou não a adição, que é um composto de amina graxa estearil de função nitrogenada. Desta forma, ficou constatado que o produto é uma amina graxa terciária com constituição química definida o que afasta a pretensão fiscal de classifica- 3 la no Capítulo 38. Como ilustração reproduzo em parte o Voto do ilustre Relator do Recurso 112.673, Dr, Luiz Felipe Gaivão Calheiros, da mesma Autuada, sobre o mesmo produto "Adogen - 343": "Os laudos do INT não deixam a menor dúvida de que o produto Unamine C 1065/89, importado através da Dl 4029/89 (fls. 96) é uma "amina graxa terciária, mais especificamente, uma imidazolina graxa, derivado de ácidos graxos de óleo de coco, portanto, de origem vegetal, que é utilizado como matéria prima para a fabricação de Herquet C-B-5-". Por fim, por se tratar de um produto de "constituição química definidaills. 98) cujas poucas impurezas são "originárias da matéria prima utilizada e subprodutos de reação"(fis. 100), classifica-se 6 - - - MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 111.115 ACÓRDÃO N° : 301-28.478 necessariamente no Capitulo 29 da Nomenclatura, o que liquida de vez a pretensão do fisco em apontar o Capitulo 38." Desta forma, dou provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 26 de agosto de 1997 c="Z ISALBERTO ZAVÂO LIMA - RELATOR e 7 Page 1 _0011700.PDF Page 1 _0011800.PDF Page 1 _0011900.PDF Page 1 _0012000.PDF Page 1 _0012100.PDF Page 1 _0012200.PDF Page 1
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Numero do processo: 10980.010662/2003-14
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Processo Administrativo Fiscal.
Período de apuração: 01/0312003 a 31/03/2003
AUTO DE INFRAÇÃO ALEGAÇÕES IMPERTINENTES AO OBJETO
DO LANÇAMENTO.
A irresignação contra decisão de primeira instância que manteve o
lançamento, com o argumento de ter efetuado compensação da contribuição em exigência, deve se dar no âmbito do respectivo processo, existente e que não deferiu a restituição e não homologou as compensações, não sendo possível o seu exercício, assim como a sua apreciação, em sede de defesa de lançamento por falta de recolhimento.
Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -
Cofins
A compensação de supostos créditos de PIS com débito da COFINS exigido em lançamento, somente é possível quando comprovada a liquidez e certeza do crédito pretendido.
Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.338
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS *PW-", TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10980.010662/2003-14 Recurso n° 239.551 Voluntário Acórdão n° 3803-00.338 — 3' Turma Especial Sessão de 11 de março de 2010 Matéria COFINS Recorrente GASPARN COMÉRCIO E TRANSPORTE LTDA. Recorrida DRJ-CURITIBA/PR Assunto: Processo Administrativo Fiscal. Período de apuração: 01/0312003 a 31/03/2003 AUTO DE INFRAÇÃO ALEGAÇÕES IMPERTINENTES AO OBJETO DO LANÇAMENTO. A irresignação contra decisão de primeira instância que manteve o lançamento, com o argumento de ter efetuado compensação da contribuição em exigência, deve se dar no âmbito do respectivo processo, existente e que não deferiu a restituição e não homologou as compensações, não sendo possível o seu exercício, assim como a sua apreciação, em sede de defesa de lançamento por falta de recolhimento. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins A compensação de supostos créditos de PIS com débito da COENS exigido em lançamento, somente é possível quando comprovada a liquidez e certeza do crédito pretendido. Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Alex dre Kern - Presidente joeir Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Belchior Melo de Sousa (Relator), Daniel Mauricio Fedato, Bacio Lafetá Reis e Rangel Permeei Fimin. Relatório • Trata o presente de recurso voluntário objetivando a reforma do Acórdão de n° 06-12.868, de 22 de novembro de 2006, da DRJ/Curitiba-PR, fls. 60 a 66, que considerou o lançamento procedente, em face da manifestação de inconformidade de fls. 19 a 47. O auto de infração foi lavrado em face do não recolhimento da COFINS correspondente ao periodo de apuração março de 2003, não declarada em DCTF. Em sua defesa, na impugnação, a interessada alegou ser indevida a cobrança e que a falta do recolhimento ocorreu em razão da compensação do débito em apreço com pagamento indevido de PIS reconhecido em decisão nos autos do processo n° 2000.70.00.028655-4 e operada com respaldo no art. 66, § 1°, da Lei n°8.383/91. Cientificada da decisão em 24 de janeiro de 2007, irresignada, a interessada apresenta o presente recurso voluntário, fls. 70 a 73, em 23 de fevereiro de 2007, em que pretende a reforma da decisão que combate, resumindo em poucos termos e na linha de tudo o quanto expendeu na sua manifestação de inconformidade, conforme descrito acima. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Com razão a decisão recorrida que em nada deve ser reparada. Com efeito, é inaproveitável a alegação da recorrente de que procedera à compensação do aludido débito devidamente amparada por decisão judicial. Tal procedimento constitui o objeto do processo administrativo n° 10980.003768/2003-53, que teve a compensação não homologada. Toda argumentação em tomo da legitimidade do crédito é do direito à compensação da mesma ou distinta exação, somente há de ser feita em sede do citado processo administrativo. Só a legitimidade do crédito ali proclamada com a conseqüente homologação da compensação haveria de ser o motivo de cancelamento da presente exigência. Agora, apenas para argumentar, em seu recurso, a recorrente restringindo o leque dos seus argumentos modifica a base de suas alegações e vem de afirmar que p . . eu à Cklb Ab. 2 Processo n° 10980.010662/2003-14 83-TE03 Acórdão n.°3803-00.338 A. 88 compensação com respaldo legal do art. 66 da Lei n° 8.383/91, voltando a contestar a decisão de não-homologação no referido processo. Com base na decisão judicial não testou comprovado que o fizera. Anexa apenas cópia da decisão do Superior Tribunal de Justiça, no referido processo, na qual a matéria controversa foi somente o lapso temporal de seis meses para a base de cálculo e a possibilidade de sua correção monetária. No próprio teor da impugnação transcreve ementa da decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4' Região, que resume as matérias alvo da apelação e decididas favoravelmente à impetrante quanto à: a) prescrição, de cinco anos, nos termos do art. 150, § 4°, do CTN; b) inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n's 2.445 e 2.449/88; c) compensação nos moldes do art. 66 da Lei n°8.383/91; e d) base de cálculo da exação como sendo o faturamento do sexto m Logo, à luz do teor das decisões acima, é impossível vislumbrar o amparo judicial para o seu procedimento de compensação, que somente se poderia comprovar com a análise dos fundamentos e das disposições da decisão de primeira instância. Tal decisão, não cuidou a recorrente de anexar em ambas as fases de defesa. Demais, sob o prisma da decisão do TRF-4 a Região, o molde legal sobre o qual deveria se processar a compensação é o do art. 66 da Lei n° 8.383/91, ficando expresso que haveria de ser "com as prestações vincendas da mesma exação.", nos termos regidos pela própria norma. Ainda que houvesse prova documental de registros da compensação no âmbito interno da sua escrituração contábil e fiscal, não poderia opô-lo a Fazenda para o fito de reclamar o cancelamento do presente feito, por sua ilegitimidade. Logo, a compensação de crédito da contribuição para o PIS com o débito de COFINS, ora sob exigência, refugiu tanto ao comando judicial como o legal. Nesse passo, pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. (1'4 B . hior 'r e o de ousa • 3
score : 1.0
Numero do processo: 10950.720117/2007-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 2005
ITR. NÃO INCIDÊNCIA. ÁREAS ALAGADAS. RESERVATÓRIOS DE USINAS HIDROELÉTRICAS.
Não há incidência do ITR sobre as áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas, bem como sobre as áreas de seu entorno.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.401
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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NÃO INCIDÊNCIA. ÁREAS ALAGADAS. RESERVATÓRIOS DE USINAS HIDROELÉTRICAS. Não há incidência do ITR sobre as áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas, bem como sobre as áreas de seu entorno. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Por sua pertinência, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 106/111), que reproduzo a seguir: Fl. 159DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 158 2 “Contra a interessada supra foi lavrado o Auto de Infração e respectivos demonstrativos de fls. 01/04, por meio do qual se exigiu o pagamento do Imposto Territorial Rural – ITR do Exercício 2005, acrescido de juros moratórios e multa de ofício, totalizando o crédito tributário de R$ 154.138,60, relativo ao imóvel rural denominado Usina Mourão, cadastrado na Receita Federal sob n.º 3.533.7460, localizado no município de Campo Mourão/PR. O lançamento se deu por alteração no valor da terra nua declarado, pois o sujeito passivo não comprovou este valor por meio de laudo de avaliação, de acordo com o estabelecido na NBR 14.6533 da ABNT. Por esta razão o VTN foi arbitrado, tendo como base o as informações do Sistema de Preços de Terra – SIPT. Da Impugnação Cientificada do lançamento em 06/01/2008, por via postal (AR às fls. 96), a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 65/82, em 06/02/2005, acompanhada dos documentos de fls. 83/94, argumentando, em suma, o que segue: A obrigação tributária, ora imposta, não tem as características que lhe foram atribuídas pelo lançamento. A atividade administrativa de lançamento não foi exercida nos exatos termos da lei aplicável; Na atividade administrativa de lançamento não se aplicou corretamente as normas da Lei n° 9.393/96. Foram desconsiderados os aspectos extrafiscais da Lei e das particularidades do Setor Elétrico Brasileiro (serviço concedido ou autorizado), que precisam ser considerados; Foi desconsiderado totalmente o fato de que o imóvel está vinculado a concessão do serviço público de energia elétrica e por conseguinte tratase de bem da União; A área é de utilização limitada, pois a União Federal, através do seu Órgão Regulador — Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL, define que a utilização da área está limitada a produção de energia elétrica, portanto, vinculada ao serviço público de produção de energia elétrica, logo tratase de área afetada ao interesse público; O imóvel objeto da fiscalização, tem características de imóvel considerado como de Preservação Permanente, conforme documento firmado pela autoridade local; O documento expedido pelo representante do IBAMA no Estado do Paraná, indica de forma clara e inequívoca, que o imóvel da Usina, cadastrado na SRF sob o número em epígrafe, " ... integram áreas enquadradas como de Preservação Permanente, que, além de se destinarem a abrigar instalações geradoras de energia elétrica, servem para assegurar a Fl. 160DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 159 3 integridade dos reservatórios de água formados a partir do represamento dos cursos d'água...."; A notificação equivocadamente desconsiderou por total a realidade de que área do reservatório da Usina está afetada ao uso especial da União, na sua totalidade o que impede a Concessionária, de exercer o mesmo direito que detém um proprietário particular. Ela detém apenas exclusividade para aquilo que a concessão outorgou, ou seja, produção de energia elétrica. Portanto, a área do reservatório da Usina, é um bem de uso especial (afetado a um serviço público), com destinação específica.. E a União quem detém o verdadeiro domínio útil da área, conforme determinado pela lei e pela Constituição Federal; Ao entender como área tributável, a área total da usina composta por área alagada e de preservação permanente do reservatório da Usina, a Autoridade Fiscal viola as normas dispostas na Lei n° 9.393/1996, especialmente seu art. 10, § 1°, Inciso II, letras "a" "b" e "c"; A decisão sobre o cabimento da cobrança daquele imposto, tendo em vista a totalidade dos imóveis necessários à formação dos reservatórios de água das empresas hidrelétricas, inseridas aí tanto as áreas alagadas quanto as margens dos rios (originários do represamento), bem assim as margens das lagoas, além daquelas de segurança que compõem o todo, e das construções, instalações e benfeitorias, dependeria da análise do patrimônio dessas entidades, não do regime jurídico a que estão submetidas ou de sua situação econômica; A criação da entidade teve o fim específico de prestar o serviço público de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica, a partir do aproveitamento de potenciais hidráulicos. Nessa circunstância há necessidade de comprometer cada porção de terra com a construção das obras edificadas, para a operacionalidade de seu mister. Para tanto, concomitantemente aos atos normativos criadores das empresas, o Poder Público expediu também os atos normativos imprescindíveis à expropriação de terras particulares, com o objetivo de desempenhar a prestação do serviço público; As regras expropriatórias destinavam os bens até então privados, por afetação tendo em vista o interesse público, para o "patrimônio" de cada uma das empresas. Toda a terra particular desapropriada teve sua "propriedade" transferida para as empresas geradoras de energia. A contar de então, independentemente da política de privatização empreendida, as pessoas jurídicas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia elétrica passaram a ser "proprietárias" das áreas destinadas aos reservatórios de água, para aquela finalidade específica; Desse modo, poderseia pensar, que sendo "proprietárias" de imóveis localizados fora de zonas urbanas de municípios, deveriam tais empresas pagar ITR? Raciocínio apressado, que Fl. 161DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 160 4 se detivesse apenas no tópico da sujeição passiva, sem atinar à natureza do objeto gravado, analisada bem de perto pela consideração da base de cálculo ou base imponível, certamente responderia que sim. A interpretação do direito posto, todavia, indica que não. A regramatriz do ITR não percute sobre a situação exposta na Notificação em exame; Não foge à percepção que as "propriedades" imóveis da empresa Impugnante estão, em grande parte, cobertas de água, não se prestando a nenhum outro fim, que o de reservar água, potencializando a força hidráulica para a geração de energia. As margens dos reservatórios também não se prestam a qualquer outro objetivo, funcionando apenas como faixas de segurança para as variações normais do nível d'água, que será mais elevado ou mais baixo, dependendo, principalmente, de fatores da natureza (períodos anuais de chuva, de seca, de cheia nos rios etc); Convém enfatizar que o mesmo art. 20, supra mencionado, em seu inciso VIII, inclui também no patrimônio da União 'os potenciais de energia hidráulica' de tal modo que escapando os reservatórios dos subdomínios dos "rios" ou dos "lagos", ficaria muito difícil deixar de reconhecêlos no âmbito dos "potenciais de energia"; A conclusão é singela: argumentar que os reservatórios são lagos situados em "propriedade" privada e por ela cercados o que permite inferir que deveriam ser tomados como imóveis particulares, para efeito de incidência do Imposto Territorial Rural é passar ao largo de comandos legais de relevante interesse própria preservação do bem público e de sua fonte produtora; As áreas destinadas aos reservatórios de água não podem sofrer a incidência do ITR porquanto são unidades integrantes do patrimônio público da União, tanto como as áreas destinadas às suas margens também estarão livres do impacto do tributo, na condição de áreas de preservação permanente, que devem ser excluídas da base de cálculo do imposto, nos termos do art. 10, § 1°, inciso II, alínea "a", da Lei n° 9.393/96, além daquela outra acima transcrita, que cuida do Código Florestal; A porção de terra coberta pelo lago artificial das usinas hidroelétricas, bem assim a área situado ao seu redor — necessária à margem de segurança e à construção das usinas, além do seu transporte mesmo que de "propriedade" das empresas, mantendose a distinção com referência à propriedade do bem público, ainda assim encontrase com absoluta restrição de uso para seus "proprietários". A área está afetada ao uso especial da União, o que impede a seus titulares (os "proprietários") o exercício de qualquer dos direitos inerentes ao seu domínio; A União detém o verdadeiro domínio útil da área, consoante determinado pela lei e pela Constituição. Paralelamente, nos Fl. 162DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 161 5 termos da hipótese de incidência do ITR, é sujeito passivo quem tiver o domínio útil sobre o imóvel. Por esse prisma se afasta, mais uma vez, a possibilidade jurídica de oneração das áreas necessárias à geração, distribuição e transmissão de energia elétrica pela via do Imposto Territorial Rural; De fato, observando o caso sob outro ângulo, também concluímos que não teria sentido admitir a incidência do imposto, no caso presente, porque: (i) a área está, coberta de água e (H) afetadas ao uso especial tendo em vista a prestação de serviço público, pelo que se caracterizam como comprovadamente imprestáveis a qualquer tipo de exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal. Isso já basta para não serem consideradas áreas tributáveis para fins do ITR, nos termos a alínea "c", do inciso II, § 1°, do art. 10, da Lei n° 9.393/96; A base de cálculo e suas funções: Para se definir qual o "preço de mercado", conforme exigência posta na Declaração Anual Art. 8°, § 2° tem se que realmente verificar se tratase de imóvel sujeito a mercado, uma vez que só podemos falar em "preço de mercado" daquilo que efetivamente está disponível para o mercado, daquilo que é disponível, factível de ser comercializado, etc... Sem essas características, não há como falar em valor de mercado, na sua acepção fática e jurídica; Além do mais como se pode vender um imóvel vinculado ao serviço público? Quem compraria? E como querer vender uma praça. Por cedo muitos teriam a intenção em comprála em razão de sua localização, mas e a legalidade do processo? E os interesses públicos atingidos? Parece estranha a comparação mas é exatamente esta a situação; Ainda com relação ao preço de mercado a Impugnante COPEL, demonstrou que foi buscar esclarecimento junto ao próprio DERALDepartamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do AbastecimentoSEAB/PR, órgão que formula a tabela de preços das terras no Estado do Paraná; Assim, foi necessário indagar o órgão que formulou a tabela de preços no ano de 1997, que manifestou de forma clara e inequívoca que "... os valores atribuídos pela SEAS/DERAL para Terra Nua, classificada em 1997 (inclusive) como "outras' hoje classificada como ‘inaproveitáveis' ... Portanto, nas avaliações de Terra Nua realizadas por este Departamento, não estão contemplados rios, lagos reservatórios e reservatórios para Usinas Hidrelétricas. As terras alagadas pelo reservatório ou destinadas a preservação ambiental não tem valor de mercado, além de constituir área indisponível, são inaproveitáveis para a finalidade a que se propõe o ITR, que é Imposto regulatório Fl. 163DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 162 6 que visa exclusivamente incentivar atividade agrícola,PORTANTO O VALOR DE MERCADO É ZERO; Poderseia falar em "preço de mercado" tão somente para os bens disponíveis e possíveis de serem comercializados. Consideração essa que impede qualquer pretensão impositiva sobre as áreas desapropriadas para a construção das obras necessárias ao represamento dos rios e lagos necessários à manutenção dos reservatórios necessários à produção da energia elétrica; De forma unânime as decisões dos Conselhos de Contribuintes e inclusive da Câmara Superior do Conselho Fiscal reconhecem que "não incide ITR sobre as terras das concessionárias de energia elétrica" e que a não apresentação do ADA, não descaracteriza a área de preservação permanente; Por fim, reconhece o Conselho que a atividade econômica explorada pela concessionária de energia não se coaduna com as hipóteses de incidência previstas nos dispositivos da Lei do ITR; Da insubsistência dos encargos lançados a título de multa e juros inexistência de mora Os encargos lançados na Notificação de Lançamento em questão, a título de multa e juros, são absolutamente improcedentes, pois no caso em tela não há ausência de pagamento; portanto, a exação exigida não deve ser efetuada pela Impugnante COPEL, vez que não tem base legal; É da elementar percepção de que a Impugnante COPEL nunca deteve em seu numerário valor devido ao Fisco que, com solar clareza podese afirmar pela impossibilidade de se lhe cobrarem juros de mora. Ora, é inconcebível que, sem que tenha detido valores devidos ao Fisco, seja impingida a Impugnante COPEL obrigação de arcar com juros; Improcedência da multa Concluise, inexoravelmente, sob qualquer prisma que se ponha em pauta a questão da procedência dos encargos impingidos à Impugnante COPEL, vazados em suposta alegação de mora, que somente se apresenta uma resposta juridicamente idônea, qual seja, a total improcedência de se lançálos. Isto, afirmase com muita tranqüilidade, haja vista mora não poder existir no caso.” A 4a Turma da DRJ/Campo GrandeMS julgou a impugnação improcedente (fls. 104/119), sendo oportuno reproduzir os principais trechos da respectiva decisão: “(...) No caso em questão, o lançamento se deu única e exclusivamente pela alteração no VTN declarado pelo impugnante, entretanto, a Fl. 164DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 163 7 impugnante pretende modificar a área de preservação permanente, a qual foi integralmente aceita pela autoridade fiscal, no total declarado pela impugnante. Retificação de declaração Quanto à pretensão de se tentar retificar um valor declarado, tratase de uma tentativa de retificação de valores declarados, o que não é possível após o início do procedimento fiscal. Cumpre ressaltar o entendimento do Egrégio Conselho de Contribuintes, como se constata a seguir, em que não pode o contribuinte, em seu benefício, obter a retificação da declaração de rendimentos após iniciado o procedimento fiscal: “INICIATIVA DO CONTRIBUINTE – Só é admissível a retificação de declaração por iniciativa do próprio declarante, para fins de reduzir ou excluir tributo, quando solicitada antes de notificado o lançamento de ofício (Ac. 1° CC 1050.614/84 e 1060.207/84).”(g.n.) “RETIFICAÇÃO APÓS INICIADO PROCEDIMENTO FISCAL – Não pode o contribuinte em seu benefício obter a retificação da declaração de rendimentos, após iniciado o procedimento fiscal (Ac. 1° CC 10221.822/85).” (g.n.) Notese, por outro lado que, ainda que houvesse a apresentação da declaração retificadora, esta não teria o condão de suspender os efeitos do lançamento e, tampouco excluiria a aplicação das penalidades de ofício, por não contar mais o declarante com o benefício da espontaneidade previsto no art. 138 do Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172/1966, abaixo transcrito: “Art.138 – A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo depende de apuração. Parágrafo único – Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionadas com a infração.” (g.n.) Como a contribuinte pretende retificar dados declarados após a emissão da notificação de lançamento, devem prevalecer as informações originalmente declarados. Área de reservatório de água de usina hidrelétrica Em que pese a impossibilidade de se retificar os valores declarados, a título esclarecimento, será demonstrada a posição desta DRJ no tocante à pretensão da impugnante, relativamente à isenção de áreas de usinas hidrelétricas, à época do fato gerador. Fl. 165DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 164 8 No caso em questão, no lançamento de ofício foi efetuada a glosa das áreas não tributáveis declaradas e a contribuinte busca demonstrar que seu imóvel está afastado da tributação por se tratar de reservatório de água para usina hidrelétrica, que deve ser considerado como bem da União, e que a área que margeia o reservatório incluise na definição de preservação permanente, além de não possuir valor de mercado. O Imposto Territorial Rural regese pela Lei n.º 9.393/1996. Para melhor análise dos fatos, transcrevo a seguir o artigos 1º a 3º desse diploma legal, que tratam do fato gerador, imunidade e isenção desse imposto: (...) A situação comprovada do imóvel ora tributado não o enquadra em qualquer dos dispositivos citados relativos à imunidade e/ou isenção. As áreas afastadas da tributação pelo ITR estão relacionadas no art. 10, parágrafo 1º, inciso II, da Lei n.º 9.393/1996, que assim dispõe, “verbis”: (...) Considerando o disposto no diploma legal citado, a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa SRF n.º 43, de 07/05/1997, cujo artigo 10, com as alterações introduzidas pela Instrução Normativa n.º 67, de 01/09/1997, assim dispõe: (...) Diante das definições de áreas de Preservação Permanente e de Utilização Limitada citadas no dispositivo acima transcrito vêse que áreas ocupadas com reservatório de água para usina hidrelétrica não se enquadram em nenhuma dessas definições. Para o reconhecimento da reserva legal é necessário comprovar que tal área foi averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis, obrigação essa que está prevista, originariamente, no § 2º, do art. 16, da Lei nº 4.771/1965 (Código Florestal), com redação dada pela Lei nº 7.803/1.989. Posteriormente, o art. 1º da Medida Provisória nº 2.166/2001, embora tenha conferido nova redação ao art. 16 da Lei nº 4.771/1.965, manteve a obrigação ora tratada, agora prevista no § 8º desse artigo. Ao reportarse à Lei nº 4.771/1.965, a Lei 9.393/1.996, em seu art. 10, caput e § 1º, inciso II, alínea “a”, está condicionando, implicitamente, a não tributação da área de reserva legal ao cumprimento da aludida exigência. Ressaltese que, para que uma área seja considerada de Preservação Permanente ou de Utilização Limitada, exigese seu reconhecimento mediante ato declaratório do IBAMA, conforme previsto no § 4º do art. 10, acima transcrito. Como previsto no art. 2º da Lei n.º 4.771, de 15 de setembro de 1965, o Código Florestal, “Consideramse de preservação Fl. 166DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 165 9 permanente (...) as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de outro qualquer curso d'água, em faixa marginal (...); b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais; (...), não havendo qualquer referência à área coberta pela água. A CoordenaçãoGeral do Sistema de Tributação da Receita Federal se posicionou a respeito da tributação de imóveis rurais que abriguem reservatórios, subestações e usinas hidrelétricas, por meio do Parecer COSIT n.º 15, de 24 de março de 2000, cuja ementa transcrevo a seguir: “INCIDÊNCIA DE ITR. IMÓVEL RURAL. Usina hidrelética. Produção e transmissão. Energia elétrica. Reservatório. Áreas submersas. Apuração do imposto. Estão sujeitos à incidência do ITR os imóveis rurais de pessoas físicas ou jurídicas, concessionárias ou delegatárias de serviços públicos de eletricidade, que abrigam os reservatórios, subestações e usinas hidrelétricas, com finalidade de produção, transformação, transmissão ou distribuição de energia elétrica, inclusive os adquiridos por desapropriação para essas atividades. A isenção do ITR, que o setor desfrutou até 1990, encontrase revogada, por força do § 1º do art. 41 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da atual Carta Política da República, pois não houve a edição de lei ulterior confirmando a manutenção desse benefício fiscal. As empresas concessionárias ou delegatárias de serviço público de eletricidade, pela inexistência de tratamento tributário específico para este setor na legislação do ITR, submetemse, inclusive quanto à apuração deste imposto, às mesmas regras dos demais contribuintes. Dispositivo legal: Lei nº 8.847/94 (art. 2º) e Lei nº 9.393/96 (art. 1º).” Qualquer dúvida quanto à caracterização como tributável de área de reservatório para produção de energia elétrica foi afastada com a edição da Instrução Normativa SRF n.º 60/2001, que, em seu art. 27 assim dispõe, “verbis”: “Art.27. Área não utilizada pela atividade rural é a porção da área aproveitável do imóvel que, no ano anterior ao da entrega da DITR: (...) III – tenha sido ocupada pelos reservatórios de água destinados à produção de energia elétrica; (...)” Não prosperam os argumentos da interessada de que os reservatórios de água poderão integrar o conceito de rio e se Fl. 167DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 166 10 enquadrar como “potenciais de energia hidráulica”, como previsto no inciso VIII do Art. 20 da Constituição Federal de 1988. A COSIT já tratou desse assunto no Parecer n.º 15/2000, afirmando que a “expressão ‘potencial de energia hidráulica’ da Lex Legum quer dizer tãosomente quedas d’água ou cachoeiras. Já o reservatório (áreas submersas), no caso, decorre do represamento das águas dessas quedas ou cachoeiras (de rio ou não), pela construção de barragens, com fins de exploração econômica. Por fim resta dizer ainda que as áreas do reservatório (áreas dos imóveis submersos) não estão subsumidas na expressão “lagos” do texto constitucional; pois aí há alusão a lagos da União em áreas de seu domínio ou propriedade (CF, art. 20, III). Na situação em tela, o lago formado pela represa (reservatório) não está situado em área de domínio da União, mas sim em áreas de domínio da empresa estatal (imóveis particulares da empresa submersos – adquiridos por desapropriação)”. O julgador com mandato nas Delegacias da Receita Federal de Julgamento, ao elaborar seu voto, deve observar o entendimento da Secretaria da Receita Federal expresso em atos tributários e aduaneiros, conforme previsto no art. 7º da Portaria/MF n.º 258, de 24/08/2001. É possível que exista no imóvel áreas não submersas que estejam afastadas da tributação por se enquadrarem na definição de áreas de preservação permanente e/ou utilização limitada, porém, cabe ao contribuinte apresentar comprovação efetiva nesse sentido, o que poderia ser feito inicialmente com a apresentação de laudo técnico, elaborado por profissional competente, que demonstre a distribuição das áreas no imóvel, devendo ainda ser comprovada a apresentação tempestiva do Ato Declaratório Ambiental junto ao Ibama e a averbação das áreas de reserva legal junto ao Registro de Imóveis. Sem outra comprovação com relação às áreas não tributáveis existentes no imóvel, somente seria possível a redução do imposto se existisse previsão na legislação tributária para se reconhecer as áreas submersas como utilizadas, o que reduziria a alíquota de cálculo do imposto, porém, tal não é possível diante do disposto no art 27 da IN/SRF n.º 60/2001, já transcrito. Observese que, somente com o advento da Lei n.º 11.727, de 2008, a área alagada para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizadas pelo poder público passou a ser excluídas das áreas tributáveis do imóvel, para fins de apuração do ITR. Assim, para fatos geradores ocorridos antes do advento dessa Lei, impõese reconhecer que tais áreas figuravam como tributáveis, já que não se enquadravam na definição das demais áreas isentas de ITR previstas na Lei n.º 9.393/1996. Nos termos do disposto no art. 111 da Lei nº. 5.172, de 1966, o Código Tributário Nacional – CTN, deve ser interpretada literalmente a legislação tributária que disponha sobre outorga Fl. 168DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 167 11 de isenção. Deve ser observado ainda o princípio da legalidade previsto no art. 176 do mesmo CTN, o qual dispõe que “a isenção (...) é sempre decorrente de lei.” Às Delegacias de Julgamento, como órgãos integrantes da estrutura básica do Ministério da Fazenda, compete julgar, administrativamente, os processos de exigência de créditos tributários relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, obedecendo aos ditames da lei, sendolhe defeso apreciar arguições de inconstitucionalidade ou inaplicabilidade de textos legais, não sendo possível, portanto, analisar nessa instância se a norma em vigor aplicável à situação feriu princípios constitucionais. O julgador com mandato nas Delegacias da Receita Federal de Julgamento, ao elaborar seu voto, deve observar o entendimento da Receita Federal expresso em atos tributários e aduaneiros, conforme art. 7º da Portaria MF n.º 58, de 17 de março de 2006. Resta ao julgador administrativo cumprir seu dever legal de aplicar a legislação tributária ao caso concreto. Desta forma, não cabe razão à impugnante, em relação à pretensa isenção da área destinada ao reservatório de usina hidrelétrica. Valor da terra nua No lançamento de ofício, o valor da terra nua, VTN, foi apurado pela fiscalização com base nos valores constantes em sistema da Secretaria da Receita Federal, conforme relatado no Termo de Verificação Fiscal, o que encontra amparo no art. 14 da Lei n.º 9.393/1996, a seguir transcrito, “verbis”: “Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de ofício do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização.” (g.n). Apesar de seus questionamentos, a contribuinte não apresentou comprovação que justifique reconhecer que o VTN efetivo é menor do que o considerado pela fiscalização e, portanto, não há justificativa para sua alteração. O fato de o imóvel servir para reservatório de água de usina hidrelétrica não é argumento suficiente para se reconhecer que o mesmo está “fora do mercado” e que por isso não possui um valor de mercado apurável. Ainda que vinculado à concessão do serviço público de energia elétrica, não é impossível que o imóvel seja de alguma forma alienado para outra concessionária, se houver interesse da União e observadas as exigências legais, o que pode ocorrer, inclusive, por encerramento do contrato de concessão. Fl. 169DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 168 12 O VTN considerado no lançamento pode ser revisto pela autoridade administrativa com base em laudo técnico elaborado por Engenheiro Civil, Florestal ou Agrônomo, acompanhado de cópia de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, devidamente registrada no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA, e que demonstre o atendimento das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, através da explicitação dos métodos avaliatórios e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel e dos bens nele incorporados. A título de referência, para justificar as avaliações, poderão ser apresentados anúncios em jornais, revistas, folhetos de publicação geral, que tenham divulgado aqueles valores e que levem à convicção do valor da terra nua na data do fato gerador. Sem comprovação do Valor do Imóvel a partir do referido laudo, não há justificativa para alteração do VTN tributável considerado no lançamento. Com isso, verificase que o crédito tributário foi apurado conforme previsão legal, sendo apurado o Imposto Territorial Rural aplicandose a alíquota de cálculo prevista no Anexo da Lei n.º 9.393/1996 sobre o VTN tributável, como previsto no art. 11 dessa Lei. Ao imposto apurado foram acrescidos multa de ofício e juros de mora, nos termos da legislação citada no Auto de Infração. (...)” Cientificada do acórdão de primeira instância em 30/12/09 (fls. 122), a interessada interpôs o Recurso de fls. 124/145, reiterando as alegações expostas na impugnação. Por intermédio de petição protocolada em 11/03/10, a recorrente solicita que o recurso voluntário apresentado seja julgado nos termos da Súmula CARF n° 45. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. É pacífico o entendimento neste Conselho no sentido de que o ITR não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatórios de usinas hidroelétricas. É o que dispõe a Súmula CARF n° 45, abaixo transcrita: Súmula CARF nº 45 Fl. 170DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 169 13 O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. Consta nos autos declaração firmada pelo representante do IBAMA no Estado do Paraná (fls. 36/37), datada de 25/07/2000, com firma reconhecida, anterior inclusive à ocorrência do fato gerador do ITR/2005, listando os imóveis rurais ocupados pela Companhia de Paranaense de Energia COPEL em regime de concessão, que integram áreas de preservação permanente, se destinam a abrigar instalações geradoras de energia elétrica e servem para assegurar a integridade dos reservatórios de água formados a partir do represamento dos cursos d'água. Entre tais imóveis encontrase aquele denominado "Usina Mourão", NIRF 3.533.7460, objeto do lançamento em apreço. Cumpre assinalar que declaração expedida pela Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Governo do Estado do Paraná (fls. 39), que alimenta o Sistema de Preço de Terra SIPT, apesar de não ser específica para o referido imóvel, esclarece que nas avaliações do valor da terra nua realizadas por aquele Órgão não estão contemplados rios, lagos e reservatórios para usinas hidroelétricas, por não se classificarem para atividades agropecuárias. As áreas situadas no entorno dos reservatórios para usinas hidroelétricas também estão excluídas da tributação pelo ITR já que, por força do disposto no inciso II do artigo 10 da Lei n° 9.393/96 c/c art. 2o da Lei n° 4.771/65, as áreas marginais de lagos, reservatórios, dentre outros, são consideradas áreas de preservação permanente: Lei n° 9.393/96 Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. § 1° Para os efeitos de apuração do I7 R, considerarseá: II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; Lei n° 4.771/65: Art. 2° Consideramse de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será: (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) 1 de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura; (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) Fl. 171DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 170 14 2 de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7. 1989) 3 de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7. 1989) 4 de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 1 8.7.1989) 5 de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; (Incluído pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais. (grifo meu) Convém ressaltar que, neste caso, a ausência da apresentação tempestiva do ADA encontrase suprida pela declaração prestada pelo IBAMA (fls. 36/37), firmada anteriormente à data de ocorrência do fato gerador, reconhecendo tais áreas como sendo de preservação permanente. Diante do exposto acima se extraem as seguintes conclusões: a) há impossibilidade de incidência de ITR no presente caso, posto que não há como se conceber valor de mercado para as terras abrangidas pelo imóvel objeto do lançamento, por se encontrar sob o regime de concessão de serviço público; b) não incide ITR sobre as áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas existentes no citado imóvel; c) as áreas ao redor dos reservatórios de usinas hidroelétricas, existentes no imóvel em questão, não podem ser tributadas pelo ITR por se tratarem de áreas de preservação permanente, reconhecidas assim pelo IBAMAPR em data anterior à ocorrência do fato gerador. Por fim cumpre informar que as decisões da 2a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais acerca da matéria são sempre unânimes e no mesmo sentido de reconhecer a não incidência do ITR nestes casos (Acórdãos n° 920200.314, 920200.315 e 920200.316, sessão de 27/10/2009), sendo que os acórdãos de n° 920200.781 e 920200.782, proferidos na sessão de 14/04/2010, têm como interessada a COPEL, cujas ementas reproduzo a seguir: IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. ITR. ÁREAS ALAGADAS PARA FINS DE CONSTRUÇÃO DE RESERVATÓRIO DE USINA HIDRELÉTRICA. NÃO INCIDÊNCIA DO ITR. Nos termos da Súmula n° 45 do CARF, o ITR não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. Fl. 172DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10950.720117/200711 Acórdão n.º 2801002.401 S2TE01 Fl. 171 15 Recurso especial negado. (Acórdão n° 920200.781) IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. ITR. ÁREAS ALAGADAS PARA FINS DE CONSTRUÇÃO DE RESERVATÓRIO DE USINA HIDRELÉTRICA. NÃO INCIDÊNCIA DO ITR. Nos termos da Súmula n° 45 do CARF, o ITR não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. Recurso especial negado. (Acórdão n° 920200.782) Vale dizer que os processos relativos aos acórdãos acima transcritos tratam de ITR relativo a imóveis que se encontram abrangidos pela declaração firmada pelo representante do IBAMA no Estado do Paraná (fls. 36/37), tal qual o imóvel objeto do lançamento em discussão. Por tais razões voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 173DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16535.WEGI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012 16:07:53. Documento autenticado digitalmente por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 25/04/2012 e WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 23/04/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 07/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP07.1019.16535.WEGI Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: B497B986FB54510325611761C06D504565EED61D Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10950.720117/2007-11. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10183.000016/2010-55
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2009
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Os valores pagos à título de despesas médicas podem ser deduzidos como despesa médica na Declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física, desde que tais pagamentos restrinjam-se ao tratamento do próprio contribuinte e dos dependentes incluídos nessa declaração.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.591
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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DESPESAS MÉDICAS. Os valores pagos à título de despesas médicas podem ser deduzidos como despesa médica na Declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física, desde que tais pagamentos restrinjamse ao tratamento do próprio contribuinte e dos dependentes incluídos nessa declaração. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Eivanice Canário da Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 57DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 14/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10183.000016/201055 Acórdão n.º 280102.591 S2TE01 Fl. 58 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 4ª Turma de Julgamento da DRJ/CGE/MS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Trata o presente processo de Notificação de Lançamento (folhas 18 a 23), no valor de R$ 8.856,60, consolidado em 30/11/2009, referente a Imposto de Renda Pessoa Física – Suplementar, exercício 2009, em razão de trabalho de malha em que foi apurado dedução indevida de dependentes, dedução indevida de despesas médicas e dedução indevida de despesas com instrução. Em sua impugnação de folhas 02, o sujeito passivo alega, em síntese, que a glosa com despesas médicas é indevida pois consta no comprovante de rendimentos expedido pela Redeprev o valor desembolsado a este título, no montante de R$ 6.421,26. Ao final, solicita a revisão da Notificação de Lançamento.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 48/51, que restou assim ementado: DEDUÇÃO. INADMISSIBILIDADE. Inadmissível a dedução se não comprovadas as exigências legais para a dedutibilidade, inclusive a apresentação de documentação hábil e idônea. Regularmente cientificado daquele acórdão em 27/10/2011 (AR, fl. 43), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 45/46, em 25/11/2011. Em sua defesa, pretende sejam restabelecidas as despesas médicas referentes à Clínica de Olhos Nakamura Ltda., no valor de R$1.050,00, e à AFACE, no valor de R$ 4.081,92. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente reclama a dedução das seguintes despesas médicas: Clinica de Olhos Nakamura Ltda, no valor de R$ 1.050,00, e AFACE, no valor de R$ 4.081,92. A decisão recorrida não considerou a dedução relativa à Clinica de Olhos Nakamura Ltda, uma vez que não foi possível verificar a data de emissão da correspondente nota fiscal, nem tampouco as informações sobre os serviços prestados. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 14/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10183.000016/201055 Acórdão n.º 280102.591 S2TE01 Fl. 59 3 Quanto às despesas relativas à AFACE, também não foram aceitas pelo fato de o comprovante apresentado não identificar a natureza das despesas, quem foram os beneficiários dos serviços/atendimentos, bem como quem foram os prestadores de tais serviços. Os documentos apresentados em sede de recurso, às fls. 50, 53 e 54, não identificam os beneficiários do plano de saúde AFACE/Unimed e nem dos serviços médicos prestados constantes da Nota Fiscal emitida pela Clinica de Olhos Nakamura Ltda. Importa observar que o interessado não questionou a glosa de todos os dependentes relacionados na declaração em tela. Assim, não restando comprovado que as despesas médicas pleiteadas tem como beneficiário o próprio contribuinte, não há como acolhêlas, tendo em vista que os valores pagos à título de despesas médicas somente podem ser deduzidos na Declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física se comprovado que tais pagamentos dizem respeito ao tratamento do próprio contribuinte e dos dependentes incluídos nessa declaração, que, no caso, como visto, são inexistentes. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 59DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 14/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 35405.002666/2006-28
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/2006
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. DECADÊNCIA. 05 (CINCO) ANOS. AUDITOR FISCAL. ANÁLISE DE DOCUMENTOS FISCAIS. COMPETÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PAGAS COM ATRASO. JUROS. TAXA SELIC. LEGALIDADE.
I – Ainda que o art. 45 da Lei nº 8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, face o teor do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, bem como da Súmula nº 2 do 2º Conselho, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que deve ser reconhecido o prazo de 10 (dez) anos para a decadência do tributo previdenciário; II – Segundo a Súmula nº 05 do 2º Conselho de Contribuintes, o Auditor Fiscal tem competência para proceder a análise dos documentos fiscais do contribuinte, ainda que sua formação profissional não seja a de contador; III - As contribuições sociais devidas à Previdência Social, quando não pagas, pagas com atraso ou a menor, sujeitam-se aos juros equivalentes à taxa SELIC, consoante determina o art. 34 da Lei n° 8.212/91.
Recurso negado.
Numero da decisão: 206-00.021
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares de decadência e de competência do Auditor Fiscal para o exame de escrituração contábil; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ROGERIO DE LELLIS PINTO
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Sessão de 09 de outubro de 2007 Recorrente FÁBRICA DE CALÇADOS LUCIANO LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA EM BAURU-SP Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração . 01/01/1996 a 31/01/2006 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. DECADÊNCIA. 05 (CINCO) ANOS. AUDITOR FISCAL. ANÁLISE DE DOCUMENTOS FISCAIS. COMPETÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PAGAS COM ATRASO. JUROS. TAXA SELIC. LEGALIDADE. I — Ainda que o art. 45 da Lei n°8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, face o teor do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, bem como da Súmula n° 2 do 2° Conselho, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que deve ser reconhecido o prazo de 10 (dez) anos para a decadência do tributo previdenciário; II — Segundo a Súmula n° 05 do 2° Conselho de Contribuintes, o Auditor Fiscal tem competência para proceder a análise dos documentos fiscais do contribuinte, ainda que sua formação profissional não seja a de contador; III - As contribuições sociais devidas à Previdência Social, quando não pagas, pagas com atraso ou a menor, sujeitam-se aos juros equivalentes à taxa SELIC, consoante determina o art. 34 da Lei n° 8.212/91. Recurso negado.). MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 35405.00266612006-28 --êta / DR— CCO2/C06 CONFERE COMO ORIGINAL Brasília, Acórdão n.° 206-00.021 Fls. 157 Caiba • IML: I. 01225 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares de decadência e de competência do Auditor Fiscal para o exame de escrituração contábil; e II) no mérito, em negar provi entà ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente 11 RO '11 LELLIS PINTO Rei te r Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.. Processo n.° 35405.002666/2006-28 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.021 ;ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Fls. 158•• Mn% _23! 1,4= 'a 'o Carlos b Met L: 01225 Relatório Trata-Se de Recurso Voluntário interposto pela empresa FÁBRICA DE CALCADOS LUCIANO LTDA contra Decisão-Notificação (fis.124/131), exarada pela Secretaria da Receita Previdenciária em Bauru-SP, a qual julgou procedente a presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito-NFLD, no valor de R$ 642.911,91 (seiscentos e quarenta e dois mil, novecentos e onze reais e noventa e um centavos). Segundo o Relatório Fiscal, a presente NFLD trata de contribuições previdenciárias devidas a Seguridade Social, referentes à parte da empresa, e as destinadas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais de trabalho, tendo como fatos geradores às remunerações auferidas por autônomos, empregados e empregadores. O Recorrente alega em seu recurso que estaria sofrendo uni bis in iden, já que o valor lançado englobaria tributo que encontra-se em cobrança judicial, o que sequer teria sido afastado pela decisão guerreada. Aduz ainda que parte do débito teria sido fulminada pela decadência, posto que além dos 05 (cinco) anos previstos no CTN. Sustenta que o fiscal autuante procedeu a uma verdadeira auditoria pericial em sua contabilidade, sem ter formação profissional adequada para tanto, já que não possui graduação em contabilidade e habilitado pelo CRC, trazendo apontamentos doutrinários e jurisprudências para sustentar seu entendimento. Segue seu discurso questionando a incidência da taxa SELIC, apontando sua suposta inconstitucionalidade, e encerra requerendo o provimento do seu recurso. A SRP apresentou suas contra-razões, reiterando os fundamentos da DN, requerendo a sua manutenção. É o Relatório./ N DE CONTRIBUI Processo n.° 35405.002666/2006-28 CCO2/C06 MF - SEGUNDO COAcórdão n.° 206-00.021 As. 159CONFERE SELHCOM OO ORIGINAL irrEsBrasfaa, _ai/ /.1 Canoa P." Voto : Q122-5 Conselheiro ROGERIO DE LELLIS PINTO, Relator Recurso tempestivo, dispensado do depósito recursal por força de decisão judicial, e considerando assim estar presentes todos os requisitos para sua admissibilidade, passo à sua análise. Em que pese o enorme esforço argumentativo demonstrado pelo subscritor da peça inconformista, não vejo qualquer fundamento que possa levar a desconstituição da NFLD em apreço, ou mesmo a reforma da decisão de 1° instância. O recorrente afirma que estariam englobados no crédito ora constituído, contribuições previdenciárias já cobradas em executivo fiscal, argumento esse que sequer teria sido enfrentado adequadamente pela DN. Contudo, analisando-se os autos, percebe-se que de fato, os valores informados pelo contribuinte, foram considerados pela autoridade lançadora, que o excluiu do débito, ou seja, as contribuições anteriores não constam desta NFLD, que apropiou-se dos valores lançados em LDC, sedo crédito tributário em discussão representa a diferença do LDC e daqueles apurados durante a auditoria fiscal, o que está bem explicado na decisão vergastada, não havendo razão a Recorrente. Alega o Contribuinte, ainda em sede de preliminar, que o crédito tributário contido na presente NFLD, -teria sido parcialmente alcançado pela decadência qüinqüenal, aplicável as contribuições previdenciárias. Sem embargos, a questão da decadência das contribuições vertidas para o Custeio da Seguridade Social, tem sido objeto de constantes discussões tanto no âmbito doutrinário, quanto no âmbito jurisprudencial. Nesse ideal, é sabido que o E. STJ recentemente, por meio de seu plenário, e em decisão unânime, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/91, que fixa o prazo de 10 (dez) anos para a decadência das contribuições sociais, reconhecendo o prazo qüinqüenal para esses fins, muito embora o Pretório Excelso, guardião maior do texto Constitucional, ainda não tenha enfrentado definitivamente o tema. Não posso negar que, enquanto Conselheiro junto a uma das extintas Câmaras do V. CRPS, responsável por julgar o Custeio Previdenciário, vinha me posicionando sobre a possibilidade de aplicação do prazo de 05 (cinco) anos para a decadência das contribuições previdenciárias, em algumas hipóteses. Em verdade, creio que uma análise técnica e isenta da matéria em discussão, tal qual aquela realizada pelo STJ, nos levaria a reconhecer que, de fato, o art. 45 da Lei n° 8.212/91, padece de irremediável vício de constitucionalidade, já que trata de matéria de alçada de Lei Complementar, o que levaria a aplicação do prazo decadencial previsto no Códex Tributário, qual seja 05 anos. Não obstante esse entendimento, não podemos perder de vistas que o atual Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, veda expressamente, em seu art. 49, que suas Câmaras pronunciem ou mesmo deixem de aplicar a legislação em vigor, mesmo quando entender pela sua inconstitucionalidade. Reforçando esse posicionamento, o Pleno do 2°, • ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 35405.002666/2006-28 CONFERE COMO ORIGINAL CCO2/C06 Acórdão n°206-00.021 Brasília, ,Q_3 L01._ Fls. 160 Mat.: L: 01 Á,— Conselho de Contribuintes, referendou em súmula (n° 2 a matéria, imposs bilitando que seus Órgãos Julgadores pronunciem a inconstitucionalidade da legislação tributária. Desse modo, mesmo considerando que o art. 45 da Lei n°8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que concluo não haver nenhum crédito tributário alcançado pela decadência decenal, rejeitando assim a preliminar aventada na peça recursal. Segue a recorrente alegando que a autoridade lançadora teria extrapolado suas atribuições, ao proceder a uma auditoria contábil sem conhecimento ou qualificação profissional devida, já que apenas um contador habilitado perante o CRC, seria pessoa idônea pra assim proceder, o que alega sem razão alguma. Em que pese à abastada discussão proposta pela empresa ora Recorrente, creio que seus argumentos devem ser afastados sem maiores tergiversações, e pelos próprios fundamentos da Decisão guerreada, já que de forma singular, afastou qualquer dúvida que pudesse pairar sobre a competência dos Auditores Fiscais em proceder à análise dos documentos contáveis dos contribuintes sob ação fiscal. Contudo, adite-se apenas que a Súmula n° 05 do 2° Conselho de Contribuintes, expressamente reconhece que o Auditor Fiscal tem competência para proceder à análise dos documentos fiscais do contribuinte, ainda que sua formação profissional não seja a de contador. Insurge o contribuinte contra o lançamento ainda, alegando a impossibilidade de aplicação da taxa SELIC, requerendo a fixação dos juros de atualização em I% (um por cento), nos termos do CTN. Mais uma vez sem razão alguma. Com efeito, importa lembrar que a incidência da referida taxa, está expressamente prevista no art. 34 da Lei n° 8.212/91, com redação dada pela Lei n° 9.528/97, que assim expressa: "Art. 34: As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei n o 9.065/95, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrevogável." Como se vê, a aplicação da taxa SELIC sobre o débito ora exigido decorre de lei, e não pode ser taxada de indevida, como alega o Recorrente. A bem da verdade, dizer o contrário seria o mesmo que afastar a aplicação da determinação contida em lei, em flagrante desrespeito à vedação prevista no art. 49, do Regimento Interno deste Conselho, bem como a própria Súmula n° 02 deste Conselho acima citada. Importa lembrarmos ainda que a incidência da taxa SELIC sob os débitos para com a União referentes aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, encontra amparo também na Súmula de n° 03 deste 2° Conselho de Contribuintes, não podendo ser afastada por esta Câmara. Desse modo, indubitavelmente correta a postura do Auditor Fiscal da Previdência Social, ao fazer incidir, sobre contribuições recolhidas com atraso, os juro,fr MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 35405.002666/2006-28 CONFERE COMO ORIGINAL CCO21C06 Acórdão n.° 206-00.021 Brasffia, 4 Fls. 161ii Carlos Met: equivalentes à taxa referencial do Sistema specia e iiquit .e - e- tódia — SELIC, já que assim ordena o comando legal. Ante o exposto, voto no sentido de CONHECER DO RECURSO, para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO, mantendo-se inalterada a decisão guerreada. Sala das Sessi -s, em 09 de outubro de 2007. ias / /1,n fr Ri "' LELLIS PINTO Page 1 _0013600.PDF Page 1 _0013700.PDF Page 1 _0013800.PDF Page 1 _0013900.PDF Page 1 _0014000.PDF Page 1
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