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Numero do processo: 10880.689944/2009-54
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/2006 a 31/12/2006
DESPACHO DECISÓRIO. NÃO APRECIAÇÃO DA DCTF RETIFICADORA. CANCELAMENTO.
Deve ser cancelado o despacho decisório, para que um outro seja proferido, observando-se as informações prestadas em DCTF retificadora apresentada anteriormente à ciência do despacho decisório, sem prejuízo da realização de diligências que se mostrarem necessárias à apuração da liquidez e da certeza do direito creditório pleiteado.
Numero da decisão: 3803-006.674
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao recurso para cancelar o despacho decisório, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Corintho Oliveira Machado, que negava provimento.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Renato Mothes de Moraes e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2006 a 31/12/2006 DESPACHO DECISÓRIO. NÃO APRECIAÇÃO DA DCTF RETIFICADORA. CANCELAMENTO. Deve ser cancelado o despacho decisório, para que um outro seja proferido, observandose as informações prestadas em DCTF retificadora apresentada anteriormente à ciência do despacho decisório, sem prejuízo da realização de diligências que se mostrarem necessárias à apuração da liquidez e da certeza do direito creditório pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao recurso para cancelar o despacho decisório, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Corintho Oliveira Machado, que negava provimento. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Renato Mothes de Moraes e Jorge Victor Rodrigues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 68 99 44 /2 00 9- 54 Fl. 229DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.689944/200954 Acórdão n.º 3803006.674 S3TE03 Fl. 228 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte supra identificado para se contrapor à decisão da DRJ São Paulo I/SP que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada. O contribuinte havia transmitido Declaração de Compensação, em que pretendia compensar crédito da contribuição no valor atualizado de R$ 75.977,87, decorrente de alegado pagamento a maior. Por meio de despacho decisório eletrônico, cientificado pelo contribuinte em 05/11/2009, a repartição de origem não homologou a compensação, pelo fato de que o pagamento efetuado já havia sido integralmente utilizado na quitação de outros débitos do contribuinte. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e requereu a reforma do despacho decisório, alegando que apresentara DCTF retificadora, em 27/10/2009, declaração essa, segundo ele, apta a demonstrar o direito creditório pleiteado. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias de documentos societários, do despacho decisório, da Declaração de Compensação, do DARF e da DCTF retificadora. A DRJ São Paulo I/SP não reconheceu o direito creditório, amparandose nos seguintes fundamentos: a) falta de comprovação do crédito pleiteado; b) “Tomandose por base as previsões contidas nos atos normativos que regulam o procedimento de retificação de declarações, conforme disposto no inciso II, do § 2º, do art. 9º, da Instrução Normativa SRF nº 974, de 27/11/2009, aplicável às DCTF retificadoras, é ineficaz a retificação de DCTF após a ciência de início de procedimento fiscal”; c) a retificação da DCTF promovida em data posterior à emissão do Despacho Decisório não tem o condão, por si só, de infirmar ou modificar a decisão da repartição de origem; d) “a Declaração de Compensação encerra confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário, sendo defeso ao Fisco, sem que o Sujeito Passivo comprove cabalmente a ocorrência de equívocos, alterar, ex officio, as informações prestadas pelo Contribuinte”; e) “a manifestação de inconformidade deve mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir, como, por exemplo, comprovação de que o recolhimento indicado como crédito foi efetuado de forma indevida”; Fl. 230DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.689944/200954 Acórdão n.º 3803006.674 S3TE03 Fl. 229 3 e) “ao instruir o processo somente com cópia da DCTF Retificadora transmitida após a emissão do Despacho Decisório, o Contribuinte não demonstrou a origem do crédito”. Cientificado da decisão em 14/10/2011, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 11/11/2011 e requereu a homologação da compensação, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) a DCTF retificadora foi transmitida à Receita Federal em data anterior à da ciência do despacho decisório; b) a própria legislação mencionada no acórdão recorrido dispõe a seu favor, pois, nos termos do art. 9º, § 2°, II, da Instrução Normativa SRF n° 974, de 2009, não produzem efeitos retificações relativas a débitos "em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o inicio de procedimento fiscal", em razão do quê não há que se falar em ineficácia da retificação realizada anteriormente à ciência do despacho decisório; c) “nenhum ato da Administração pode ser imposto aos indivíduos antes que dele tenham conhecimento — e justamente por isso não há se falar que a mera prolação de despacho decisório seja suficiente para impedir o exercício pela Recorrente do seu direito à compensação, já que transmitida a competente DCTF retificadora antes que fosse cientificada acerca do seu conteúdo”; d) os documentos carreados aos autos demonstram o crédito pleiteado, crédito esse decorrente da inclusão indevida na base de cálculo da contribuição de receitas de permuta sem torna de imóveis. Junto à peça recursal, o Recorrente trouxe aos autos, além dos documentos que já haviam sido apresentados na primeira instância, cópias da decisão recorrida, de Instrumento Particular de Compromisso de Permuta de Bens Imóveis sem Torna, de planilhas por ele elaboradas contendo a demonstração do cálculo da contribuição, do Balancete Analítico e do Razão Contábil. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições para a sua admissibilidade e dele tomo conhecimento. De pronto, registrese que, junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópia da DCTF retificadora transmitida em 27/10/2009, data essa anterior à ciência do despacho decisório, esta ocorrida em 05/11/2009, não tendo tal declaração sido objeto de apreciação por parte da repartição de origem ou da Delegacia de Julgamento. Ainda que se considere que, nos processos administrativos originados de pleito do interessado, como o de pedidos de restituição/ressarcimento e de declarações de compensação, deva prevalecer o princípio do dispositivo, no sentido de que a atividade Fl. 231DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.689944/200954 Acórdão n.º 3803006.674 S3TE03 Fl. 230 4 probatória é ônus do pleiteante, não se pode ignorar que, no presente caso, as informações adicionais fornecidas por meio de DCTF retificadora não foram consideradas pela Administração tributária na prolação do despacho decisório sobre o qual se controverte nos autos. Não obstante a entrega da DCTF retificadora ter ocorrido após a emissão do despacho decisório, no momento da sua ciência pelo Recorrente, a base de dados da Receita Federal já refletia a nova situação fática declarada pelo sujeito passivo; ou seja, quando cientificado do despacho decisório, o Recorrente já havia retificado as informações que serviram de base à decisão da repartição de origem. Nos termos do § 1º do art. 12 da Instrução Normativa RFB nº 583, de 2005, vigente à época da transmissão da declaração de compensação, “[a] DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados em declarações anteriores.”. Valendose do disposto no art. 147 e §§ do Código Tributário Nacional (CTN) 1, que disciplinam o lançamento por declaração, aplicáveis, a meu ver, subsidiariamente, ao lançamento por homologação (já que no disciplinamento deste último tipo de lançamento não se faz referência à retificação da declaração), é possível concluir que, em momento anterior à notificação do sujeito passivo, a este é assegurado o direito de retificar as informações até então prestadas à autoridade administrativa, o que, por outro lado, não exclui o ônus de comprovação das alterações promovidas. Notese que, tendo sido a DCTF retificadora transmitida anteriormente à ciência de qualquer ato da Administração tributária tendente a confirmar ou não os dados anteriormente declarados, não se vislumbra fundamento normativo à desconsideração por parte da Delegacia de Julgamento da retificação procedida nos termos ora apontados. O julgador de piso se vale do disposto no inciso II, do § 2º, do art. 9º, da Instrução Normativa SRF nº 974, de 27/11/20092, para considerar ineficaz a retificação da DCTF, alegando que esta se dera após a ciência do início do procedimento fiscal, sendo que, no presente caso, não consta dos autos a ocorrência de intimação anterior à data da transmissão da DCTF retificadora. Poderseia argumentar que, embora a retificação tivesse sido realizada anteriormente à ciência do despacho decisório, ela se dera após a transmissão da declaração de compensação, o que inviabilizaria, hipoteticamente, a sua consideração no momento da realização do encontro de contas (DCTF versus PER/DCOMP). Contudo, esse raciocínio, ainda 1 Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. § 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela. 2 § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: [...] II em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. Fl. 232DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.689944/200954 Acórdão n.º 3803006.674 S3TE03 Fl. 231 5 que guarde alguma logicidade, não tem respaldo na legislação tributária, não podendo servir de supedâneo à total desconsideração da nova declaração. Neste ponto, mostrase oportuno transcrever trecho do voto condutor do acórdão nº 330201.797, de 26 de setembro de 2012, da lavra do Presidente da 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção do CARF, cujo teor vai ao encontro do entendimento ora externado: No caso em tela, o indébito pode existir e, existindo, tem o contribuinte direito à sua repetição, nos termos do art. 165 do CTN e na forma prescrita na IN RFB nº 900/2008. Portanto, deve a autoridade da RFB competente para reconhecer o direito creditório pleiteado manifestarse sobre a legitimidade dos débitos declarados na DCTF retificadora (...) e, se for o caso, apurar o crédito a restituir e homologar as compensações realizadas e declaradas pela recorrente. Caso contrário, ou seja, não apurando crédito a restituir ou apurando em valor inferior ao pleiteado, dar ciência de sua decisão à recorrente, abrindo lhe prazo para apresentação de manifestação de inconformidade. (Processo nº 10166.911472/200905, fl. 208) No mesmo sentido, temse o acórdão nº 0821223, de 27 de junho de 2011, da DRJ Fortaleza/CE, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: Normas de Administração Tributária Anocalendário: : 01/01/2004 a 31/12/2004 EMENTA: COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR. DCTF RETIFICADORA DE DÉBITO, ENTREGUE ANTES DA CIÊNCIA DO DESPACHO QUE NÃO HOMOLOGOU A COMPENSAÇÃO. EFEITO PROBANTE. A DCTF retificadora que reduz o valor de tributo ou contribuição, quando entregue antes da ciência do despacho decisório que não homologou a compensação de débito do declarante com crédito cuja origem é justamente o pagamento a maior do tributo/contribuição retificado, deve ser aceita como prova do direito creditório pleiteado em declaração de compensação, nos casos em que o indeferimento de tal direito se dera tãosomente pela vinculação do mesmo pagamento ao débito informado na DCTF original. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR. INFORMAÇÃO PRESTADA EM DACON. EFEITO PROBANTE. O DACON é mera declaração informativa, não se constituindo em instrumento de confissão de dívidas tributárias nem em veículo de inscrição destas em Dívida Ativa da União. A informação prestada em DACON, desacompanhada de graves elementos de convicção, não é suficiente para provar a existência de direito creditório pleiteado em declaração de compensação. (grifei) Uma vez que, no presente caso, a não homologação da compensação declarada decorrera apenas da vinculação do pagamento ao débito informado na DCTF original, deve ser aceita como prova a DCTF retificadora transmitida antes da ciência do despacho decisório. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.689944/200954 Acórdão n.º 3803006.674 S3TE03 Fl. 232 6 Diante do exposto, em respeito aos princípios da ampla defesa e do contraditório, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, para cancelar o despacho decisório, determinandose à autoridade administrativa a reapreciação do pleito do Recorrente, considerando as informações prestadas na DCTF retificadora, sem prejuízo da realização de diligências que se mostrarem necessárias à apuração da liquidez e da certeza do direito creditório pleiteado. O interessado deverá ser cientificado da nova decisão, oportunizandolhe, no caso de decisão denegatória do direito, ainda que parcial, o prazo regulamentar para se pronunciar, observados os ditames procedimentais do Decreto nº 70.235, de 1972. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 234DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 10580.007418/2007-01
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2005
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I.
Encontram-se atingidos pela decadência os fatos geradores anteriores a 06/2002, inclusive.
.INCONSTITUCIONALIDADE. APRECIAÇÃO NA VIA ADMINISTRATIVA.
É vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, conforme regimento interno aprovado pela portaria nº 256, de 22 de junho de 2009.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-004.010
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, para reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 06/2002, inclusive.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Eduardo de Oliveira.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I. Encontram-se atingidos pela decadência os fatos geradores anteriores a 06/2002, inclusive. .INCONSTITUCIONALIDADE. APRECIAÇÃO NA VIA ADMINISTRATIVA. É vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, conforme regimento interno aprovado pela portaria nº 256, de 22 de junho de 2009. Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, para reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 06/2002, inclusive. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Eduardo de Oliveira.
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PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Encontramse atingidos pela decadência os fatos geradores anteriores a 06/2002, inclusive. .INCONSTITUCIONALIDADE. APRECIAÇÃO NA VIA ADMINISTRATIVA. É vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, conforme regimento interno aprovado pela portaria nº 256, de 22 de junho de 2009. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, para reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 06/2002, inclusive. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 74 18 /2 00 7- 01 Fl. 523DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10580.007418/200701 Acórdão n.º 2803004.010 S2TE03 Fl. 3 2 assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Eduardo de Oliveira. Fl. 524DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10580.007418/200701 Acórdão n.º 2803004.010 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal lavrada referente a contribuições devidas em razão de diferenças de pagamentos registrados na folha de pagamento e o que declarado em GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social. O r. acórdão conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário, alegando, em síntese, o seguinte: · Decadência dos créditos previdenciários. · Inconstitucionalidade da Cobrança da Contribuição ao SAT, SEBRAE INCRA, SESC e SELIC · Requer julgandose improcedente a autuação promovida contra a Recorrente, determinandose, por conseqüência, o arquivamento do respectivo processo administrativo, tendo em vista que os débitos compreendidos entre Janeiro de 2000 e Julho de 2002 encontramse extintos pelos efeitos da Decadência, bem como em razão da aplicação indevida da alíquota de 3% ao SAT, nos períodos de janeiro de 2000 a abril de 2000, quando deveria ser utilizada a alíquota de 1%, considerando a atividade exercida pela recorrente, de risco leve e que os valores apontados pela i. Fiscal não correspondem àqueles constantes nas GPS pagas pela empresa. É o relatório. Fl. 525DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10580.007418/200701 Acórdão n.º 2803004.010 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4º e 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. Transcrevemos o artigo 173 : Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria na hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial Fl. 526DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10580.007418/200701 Acórdão n.º 2803004.010 S2TE03 Fl. 6 5 para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Já o artigo 150, § 4º, informa: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) No presente caso, aplicase a regra do art 150 §4º, pois há registro de créditos considerados conforme relatório DAD DISCRIMINATIVO ANALÍTICO DE DEBITO. Assim sendo, há que se reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 06/2002, inclusive, uma vez que a ciência do débito foi em 30/07/2007. Ante o exposto, acato a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. DA INCONSTITUCIONALIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO AO SAT, SEBRAE INCRA, SESC E SELIC Sobre a matéria, o regimento do CARF, aprovado pela portaria GMF nº 256, de 22 de junho de 2009 veda aos membros a possibilidade de apreciação de constitucionalidade de decreto ou lei, senão vejamos. Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 527DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10580.007418/200701 Acórdão n.º 2803004.010 S2TE03 Fl. 7 6 Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Do que exposto, a matéria sob exame não se encontra nas exceções elencadas, afastando assim sua análise sob o prisma da constitucionalidade. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 06/2002, inclusive. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 528DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10580.912653/2009-50
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do Fato Gerador: 31/05/2007
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 3802-003.760
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do Fato Gerador: 31/05/2007 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1841; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 88 1 87 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.912653/200950 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802003.760 – 2ª Turma Especial Sessão de 15 de outubro de 2014 Matéria COFINSCOMPENSAÇÃO Recorrente PROMÉDICA PATRIMONIAL S.A. PROMAT Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do Fato Gerador: 31/05/2007 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 26 53 /2 00 9- 50 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 8° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (São Paulo I)/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/05/2007 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. A DRJ manteve a não homologação, porque, apesar da retificação da Dctf após o despacho decisório, não houve comprovação, por meio de documentação hábil, idônea e suficiente, do erro no preenchimento da declaração. O Recorrente, nas razões de fls. 69 e ss., alega que a existência de decisão judicial seria suficiente para comprovar do crédito objeto da compensação. Após reproduzir parte da decisão liminar, confirmada em sentença, sustenta que esta teria reconhecido o direito dos substituídos processuais dentre os quais o Recorrente de compensar todos os valores indevidamente recolhidos à título de PIS/Pasep e de Cofins sobre a receita de medicamentos, nos termos da Lei nº 10.147/2000. Pleiteia, assim, o recebimento do recurso voluntário e o seu integral provimento. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 13/02/2014 (fls. 67), interpondo recurso tempestivo em 14/02/2014 (fls. 69). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. A compensação, consoante destacado, não foi homologada porque o Recorrente transmitiu o PER/Dcomp sem a retificação da Dctf. Em circunstâncias dessa natureza, ao contrário do que entendeu a decisão recorrida, a Turma tem interpretado que o Fl. 89DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.912653/200950 Acórdão n.º 3802003.760 S3TE02 Fl. 89 3 contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados da Turma: PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos Fl. 90DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS Fl. 91DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.912653/200950 Acórdão n.º 3802003.760 S3TE02 Fl. 90 5 CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso, o Recorrente limitouse a retificar a Dctf, sem apresentar qualquer prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples afirmação de que existiria decisão judicial reconhecendo suposto direito de crédito – formulada apenas por ocasião da interposição do recurso voluntário e omitida no campo dos “dados inicias” do PER/Dcomp– é insuficiente para a reforma da decisão recorrida, quando não demonstrada documentalmente a efetiva liquidez e certeza do direito creditório. Na data da transmissão dos PER/Dcomps, vigorava a Instrução Normativa RFB nº 600/2005, que, como se sabe, exige a prévia habilitação do crédito como requisito indispensável para a transmissão válida de pedido de compensação lastreado em decisão judicial: Art. 51. Na hipótese de crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, a Declaração de Compensação, o Pedido Eletrônico de Restituição e o Pedido Eletrônico de Ressarcimento, gerados a partir do Programa PER/DCOMP, somente serão recepcionados pela SRF após prévia habilitação do crédito pela Delegacia da Receita Federal (DRF), Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) ou Delegacia Especial de Instituições Financeiras (Deinf) com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. § 1º A habilitação de que trata o caput será obtida mediante pedido do sujeito passivo, formalizado em processo administrativo instruído com: I – o formulário Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, constante do Anexo V desta Instrução Normativa, devidamente preenchido; II – a certidão de inteiro teor do processo expedida pela Justiça Federal; Fl. 92DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 III – a cópia do contrato social ou do estatuto da pessoa jurídica acompanhada, conforme o caso, da última alteração contratual em que houve mudança da administração ou da ata da assembléia que elegeu a diretoria; IV – cópia dos atos correspondentes aos eventos de cisão, incorporação ou fusão, se for o caso; V – a cópia do documento comprobatório da representação legal e do documento de identidade do representante, na hipótese de pedido de habilitação do crédito formulado por representante legal do sujeito passivo; e VI – a procuração conferida por instrumento público ou particular e cópia do documento de identidade do outorgado, na hipótese de pedido de habilitação formulado por mandatário do sujeito passivo. O Recorrente, além de omitir a suposta existência de decisão judicial na manifestação de inconformidade, sequer fez indicação deste fato nos “dados iniciais” do PER/Dcomp, preenchendo negativamente o campo “crédito oriundo de ação judicial”. Tal fato além de induzir em erro a autoridade julgadora a quo inviabiliza o reconhecimento da homologação, uma vez que o PER/Dcomp, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, pressupõe a correta identificação do crédito, inclusive e principalmente no tocante ao fato de ser decorrente de suposta decisão judicial. Com efeito, devese ter presente que a Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, promoveu a unificação do regime de compensação, extinguindo as compensações realizadas na Dctf, na escrituração contábil e a condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Tais modalidades foram substituídas pela autocompensação, que – ao lado da compensação deofício e ressaltadas as contribuições para a seguridade social compensadas na Gfip (Guia de Recolhimento do Fgts e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Receita Federal. No regime da autocompensação, a extinção do crédito tributário ocorre por iniciativa do sujeito passivo, mediante entrega de declaração contendo informações relativas aos créditos e aos débitos compensados, que, por sua vez, fica sujeita à posterior homologação pela autoridade competente no prazo de até cinco anos: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002). § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) Fl. 93DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.912653/200950 Acórdão n.º 3802003.760 S3TE02 Fl. 91 7 A declaração do sujeito passivo denominada PER/Dcomp revestese de especial importância no mundo jurídico, porquanto representa a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Tratase, consoante destaca Paulo de Barros Carvalho, do veículo introdutor da norma individual e concreta que positiva o fato jurídico extintivo: O fato extintivo da compensação será positivado por norma individual e concreta que promova o encontro das relações, extinguindoas no quantum em que se equivalerem. Os sujeitos habilitados a expedir a norma individual e concreta da compensação, formalizando o mencionado ‘encontro de contas’, são a autoridade administrativa e a autoridade judiciária. Há hipóteses em que a lei autoriza ao próprio particular a efetivação da compensação tributária. Esta, todavia, somente é utilizada quando o ato do particular for homologado pela Administração, de maneira tácita ou expressa. Dito de outro modo, o aplicarse da norma de compensação gera a extinção do crédito tributário e do débito do Fisco. Mas, para que esta se concretize, necessário o relato em linguagem competente não apenas das relações que se pretende compensar, mas também do fato da compensação. Apenas se descrito no antecedente de norma individual e concreta irradiará os efeitos previstos no consequente normativo, operandose extinção dos vínculos obrigacionais. (CARVALHO, Paulo de Barros. Direito tributário, linguagem e método. 2. ed. São Paulo: Noeses, 2008, p. 480481). Em razão disso, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, a PER/Dcomp pressupõe a correta identificação do crédito e dos respectivos débitos compensados. Do contrário, não há como se aperfeiçoar juridicamente o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais. Portanto, nada justifica a reforma da decisão recorrida, porque não foi identificada corretamente a origem do crédito nem demonstrada a sua liquidez e certeza. Votase pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 94DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 8 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10380.002775/2002-16
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Feb 19 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO.
O crédito presumido de IPI destina-se a ressarcir a contribuição para o PIS e a Cofins incidentes nas aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem utilizados no processo produtivo de bens destinados à exportação, ainda que as últimas aquisições da cadeia produtiva não tenham sido tributadas.
Numero da decisão: 3803-006.839
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito ao Crédito Presumido de IPI, na parte relativa às aquisições de matérias-primas junto a empresários individuais.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Carolina Gladyer Rabelo, Paulo Renato Mothes de Moraes e Samuel Luiz Manzotti Riemma.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. O crédito presumido de IPI destinase a ressarcir a contribuição para o PIS e a Cofins incidentes nas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem utilizados no processo produtivo de bens destinados à exportação, ainda que as últimas aquisições da cadeia produtiva não tenham sido tributadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito ao Crédito Presumido de IPI, na parte relativa às aquisições de matériasprimas junto a empresários individuais. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Carolina Gladyer Rabelo, Paulo Renato Mothes de Moraes e Samuel Luiz Manzotti Riemma. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 00 27 75 /2 00 2- 16 Fl. 472DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/02/2015 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10380.002775/200216 Acórdão n.º 3803006.839 S3TE03 Fl. 473 2 Tratase de retorno dos autos de diligência à repartição de origem. O presente processo originouse de Pedido de Ressarcimento de Crédito Presumido de IPI (fl. 01) indeferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Fortaleza/CE. O Termo de Verificação Fiscal presente às fls. 191 a 194 informa que foram detectadas divergências entre os valores dos insumos (matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem) declarados pelo contribuinte em relação aos constantes de sua escrituração fiscal, tendo sido efetuadas glosas de aquisições de matériasprimas junto a pessoas físicas, bem como relativas a devoluções de compras e a insumos aplicados em produtos não acabados e em produtos acabados mas não vendidos. Posteriormente, emitiuse despacho decisório (fls. 291 a 296) em que se consignou que decisão em Agravo de Instrumento do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, não transitada em julgado, havia assegurado ao interessado, liminarmente, o direito à escrituração e a utilização, mediante compensação, do crédito presumido do IPI como ressarcimento das Contribuições para o PIS e da Cofins, conforme dispõe a Lei n° 9.363/1996, sem as restrições impostas pelas Instruções Normativas SRF nº 23 e nº103/1997, e edições posteriores — ou seja, considerandose as aquisições, no mercado interno, de insumos comercializados por pessoas físicas. Registrouse, ainda, que inexistia reconhecimento judicial quanto ao direito à utilização dos créditos presumidos de IPI mediante ressarcimento e compensação, mas apenas o direito à escrituração desses créditos para fins de dedução na apuração do IPI, e somente após o trânsito em julgado. Inconformado, o contribuinte protocolizou Manifestação de Inconformidade (fls. 299 a 301) e requereu o deferimento do montante dos créditos, ignorandose a Ação Judicial em andamento, uma vez que o resultado final dessa ação não diminuiria o crédito utilizado, bem como a revisão do procedimento de verificação da utilização de créditos oriundos de aquisições de pessoas físicas, nos termos apontados pela fiscalização, dado que não correspondia à verdade material. Informou o então Manifestante que a ação Judicial em curso, efetivamente, visava à garantia dos créditos nas aquisições de matériasprimas junto a pessoas físicas, mas que, nos anos de 2000 e 2001, essas aquisições não foram utilizadas para compor o montante dos créditos a serem compensados, em razão do quê eventual decisão final favorável a ele lhe asseguraria um montante maior de crédito, a ser ou não utilizado, a depender de sua discricionariedade. Afirmou, ainda, que utilizara no cálculo do montante dos créditos presumidos de IPI dos anos de 2000 e 2001 apenas as aquisições de insumos de pessoas jurídicas, conforme planilha anexada, e que a Fiscalização incorrera em erro pelo fato de o fornecedor da matéria prima ter nome de pessoa física, mas se tratar, em verdade, de uma firma individual, com CNPJ e sujeita aos tributos conforme o regime de tributação adotado, como, exemplificativamente, o fornecedor de nome José Ribeiro Carnaúba, cujo CNPJ seria 02.579.249/000129. Fl. 473DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/02/2015 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10380.002775/200216 Acórdão n.º 3803006.839 S3TE03 Fl. 474 3 A DRJ Belém/PA decidiu por reconhecer em parte o direito creditório (fls. 309 a 312), cujo acórdão restou ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 RESSARCIMENTO. DISCUSSÃO JUDICIAL E ADMINISTRATIVA. CONCOMITÂNCIA. INEXISTÊNCIA. Quando o valor constante de pedido de ressarcimento não sofre a influência do resultado, qualquer que seja ele, de processo judicial em que seja parte a pessoa jurídica, inexistem razões para que incidam as disposições constantes dos arts. 25 e 70 da IN RFB no 900/2008. RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO. COMPROVAÇÃO PARCIAL. Demonstrada, em sede de diligência fiscal, a existência de parcela do direito creditório invocado pelo sujeito passivo, impõese o ressarcimento do valor assim apurado. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 PAF. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo contribuinte. PAF. ÔNUS DA PROVA. Os argumentos erigidos pelo impugnante devemse acompanhar de meios de prova hábeis e idôneos, sendo que a ausência de tais elementos, nos autos, impõe negativa à pretensão, que se vê embargada em sua certeza e liquidez necessárias. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Consignouse o julgador de piso que o sujeito passivo apresentara junto ao pedido de ressarcimento, dentre outros, o demonstrativo em que se informava que as compras de pessoas físicas não estariam sendo computadas no cálculo do crédito presumido do IPI, em razão do quê se concluiu pela inexistência de concomitância de discussão da matéria nas esferas administrativa e judicial. Não obstante ter concluído nesses termos, a autoridade julgadora de piso não acatou as alegações do contribuinte de que todas as aquisições teriam se originado de transações comerciais com pessoas jurídicas pelo fato de não terem sido apresentadas provas nesse sentido, mas meras indicações de que se tratava de firmas individuais Fl. 474DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/02/2015 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10380.002775/200216 Acórdão n.º 3803006.839 S3TE03 Fl. 475 4 Além disso, registrouse que as glosas efetuadas pela Fiscalização abarcaram outros fatos, como devolução de mercadorias e estorno de insumos aplicados na produção em estoque, sendo que o contribuinte se insurgira apenas em relação às aquisições de pessoas físicas, tendo, ocorrido, por conseguinte, o trânsito em julgado na esfera administrativa dessas outras glosas por ausência de contestação. Irresignado, o contribuinte recorreu a este Conselho (fls. 319 a 322) e reiterou seu pedido de deferimento do montante dos créditos legalmente aproveitados, revendose a questão relativa à utilização de créditos oriundos de aquisições junto a pessoas físicas, nos termos apontados pela fiscalização, dado não corresponder à verdade material. Junto ao recurso voluntário, o contribuinte trouxe aos autos cópias de notas fiscais e de sua escrituração contábilfiscal, sendo salientado que as notas fiscais faltantes haviam sido extraviadas durante fiscalização do Fisco Estadual (anexou carta protocolizada na SEFAZ solicitando a devolução das referidas notas fiscais e ressaltou que por meio do Livro Registro de Entradas e de outras notas do mesmo fornecedor seria possível comprovar sua personalidade jurídica.) Por meio da Resolução nº 3803000.101, de 5 de maio de 2011, esta 3ª Turma Especial, a par dos dados constantes da documentação apresentada em sede de recurso, decidiu por converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que se procedesse ao batimento dos demonstrativos apresentados pelo Recorrente, bem como das notas fiscais a que se reportavam, com os dados levantados pela Fiscalização e a escrituração da pessoa jurídica, confirmandose ou não o erro de identificação da origem das aquisições de determinados insumos nos três primeiros meses de 2001. Por meio de Relatório de Diligência Fiscal, a autoridade de origem informa que, a partir da auditoria realizada, constatouse que o crédito presumido efetivamente apurado no período é de R$ 34.642,11, e não de R$ 7.800,90, conforme havia sido originariamente calculado pela Fiscalização, dada a comprovação das aquisições de matériasprimas junto a empresários individuais e não junto a pessoas físicas. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Diante dos dados apurados pela Fiscalização na realização da diligência determinada por este Colegiado, constatase que, diante da confirmação de que as matérias primas glosadas haviam sido adquiridas junto a empresários individuais e não junto a pessoas físicas, o crédito presumido apurado de R$ 34.642,11 suplanta o crédito pleiteado pelo Recorrente, este no montante de R$ 34.617,26, não obstante a manutenção das demais glosas realizadas pela Fiscalização que restaram não controvertidas nestes autos em razão da ausência de impugnação. Salientese que inexistem dúvidas quanto à qualidade de matériaprima dos produtos adquiridos pelo Recorrente, este produtor de couros, peles e seus manufaturados, controvertendose nos autos somente quanto à sua origem, se adquiridos junto a pessoas físicas ou jurídicas. Fl. 475DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/02/2015 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10380.002775/200216 Acórdão n.º 3803006.839 S3TE03 Fl. 476 5 Nesse sentido, considerando que apenas o cômputo no cálculo do crédito presumido das aquisições de matériasprimas junto a empresários individuais já foi bastante para suplantar o montante do direito creditório pleiteado, concluise pela efetiva existência do Crédito Presumido de IPI pleiteado. Destaquese que, ainda que as referidas matériasprimas tivessem sido adquiridas de pessoas físicas, o crédito presumido correspondente deveria ser reconhecido, dada a decisão definitiva proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), na sistemática dos recursos repetitivos, no julgamento do Recurso Especial nº 993.164, em que se reconheceu o direito ao crédito nas aquisições de insumos não tributadas pelo PIS e pela Cofins, decisão essa de reprodução obrigatória por parte deste Colegiado por força do contido no art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF1. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso, para reconhecer o direito ao Crédito Presumido de IPI na parte relativa às aquisições de matérias primas junto a empresários individuais. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 476DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/02/2015 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 10675.906294/2009-42
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 9303-000.041
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em sobrestar o julgamento do recurso especial até a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria de repercussão geral, em face do art. 62-A do Regimento Interno do CARF. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente Substituto
Nanci Gama - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Nome do relator: Não se aplica
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Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em sobrestar o julgamento do recurso especial até a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria de repercussão geral, em face do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente Substituto Nanci Gama Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Relatório Tratase de pedido de restituição de PIS ancorada em ação judicial proposta pela contribuinte, transitada em julgado, na qual foi reconhecida a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98. Contra a decisão da DRJ de origem, que negou provimento ao recurso, a contribuinte interpôs recurso voluntário, que por sua vez foi julgado improcedente pela Câmara a quo. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 75 .9 06 29 4/ 20 09 -4 2 Fl. 300DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por NANCI GAMA Processo nº 10675.906294/200942 Resolução nº 9303000.041 CSRFT3 Fl. 301 2 Nessa oportunidade, a Recorrente interpôs recurso especial e sustentou que a decisão recorrida interpretou equivocadamente a decisão prolatada pelo eg. Supremo Tribunal Federal no RE 401.348/MG, devendo ser reformada para que a base de cálculo do PIS limitese à receita bruta das vendas de mercadoria e da prestação de serviços, sem a inclusão da receita financeira decorrente das operações bancárias. O i. Presidente da 1ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF deu seguimento ao recurso especial por considerar que restou comprovada a divergência jurisprudencial. Pede a Fazenda Nacional, em suas contrarrazões, para que seja mantida a decisão guerreada. É o Relatório. Voto Conselheira Nanci Gama, Relatora Conforme se verifica nos autos, a questão central neste processo é definir a base de cálculo da contribuição para as financeiras. Ainda que o pedido de restituição de PIS esteja ancorado em ação judicial proposta pela contribuinte, transitada em julgado, esta, reconheceu, tão somente a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98. Então tudo continua na mesma, pois sendo uma empresa financeira, fica a critério dos aplicadores do direito interpretar se as receitas financeiras (remuneração decorrente do pagamento de empréstimos bancários, spreads, prêmios, deságios, juros oriundos da intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, financiamentos, colocação e negociação de títulos e valores mobiliários, aplicações e investimentos, capitalização etc) integram ou não o faturamento. A questão das receitas que devem integrar a base de cálculo da contribuição devida por instituições financeiras é objeto do RE nº 609.096 (Tema 372), em relação ao qual o Supremo Tribunal Federal decidiu que existe repercussão geral e sobrestou os demais feitos judiciais em andamento, conforme se depreende do despacho do Ministro Ricardo Lewandowski, que transcrevo a seguir: “RE 609096/RS RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI Julgamento: 10/06/2011 Publicação DJe115 DIVULG 15/06/2011 PUBLIC 16/06/2011 Partes Fl. 301DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por NANCI GAMA Processo nº 10675.906294/200942 Resolução nº 9303000.041 CSRFT3 Fl. 302 3 RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORGERAL DA REPÚBLICA RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES): PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL RECDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S):MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) Decisão LibreOffice Petição 73745/2010STF. Federação Brasileira dos Bancos – FEBRABAN requer seu ingresso neste recurso extraordinário na condição de amicus curiae, bem como “a suspensão de todos os processos que tramitam em primeiro e segundo graus de jurisdição, que versem sobre a questão constitucional debatida nestes autos” (fl. 666). No caso, tratase de recursos extraordinários interpostos pela União e pelo Ministério Público Federal contra acórdão que entendeu que as receitas financeiras das instituições financeiras não se enquadram no conceito de faturamento para fins de incidência da COFINS e da contribuição para o PIS. Esta Corte reconheceu a existência de repercussão geral do tema versado neste recurso. Transcrevo a ementa: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS E CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. INCIDÊNCIA. RECEITAS FINANCEIRAS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. CONCEITO DE FATURAMENTO. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (fl. 1.054). É o breve relatório. Decido. De acordo com o § 6º do art. 543A do Código de Processo Civil: “O Relator poderá admitir, na análise da repercussão geral, a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”. Por sua vez, o § 2º do art. 323 do RISTF assim disciplinou a matéria: “Mediante decisão irrecorrível, poderá o(a) Relator(a) admitir de ofício ou a requerimento, em prazo que fixar, a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, sobre a questão da repercussão geral”. A esse respeito, assim se manifestou o eminente Min. Celso de Mello, Relator, no julgamento da ADI 3.045/DF: “a intervenção do amicus curiae, para legitimarse, deve apoiarse em razões que tornem desejável e útil a sua atuação processual na causa, em ordem a proporcionar meios que viabilizem uma adequada resolução do litígio constitucional”. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por NANCI GAMA Processo nº 10675.906294/200942 Resolução nº 9303000.041 CSRFT3 Fl. 303 4 Verifico que a requerente atende aos requisitos necessários para participar desta ação na qualidade de amicus curiae. Quanto ao pedido de suspensão dos processos que tratam da mesma matéria versada nesses autos que tramitam em primeiro e segundo graus, entendo que não merece acolhida. É que os arts. 543B do CPC e 328 do RISTF tratam do sobrestamento de recursos extraordinários interpostos em razão do reconhecimento da repercussão geral da matéria neles discutida, e não de ações que ainda não se encontram nessa fase processual. Além disso, uma vez que esta Corte já reconheceu a repercussão geral da matéria aqui debatida, os recursos extraordinários que versam sobre o mesmo assunto ficarão sobrestados, na origem, por força do próprio art. 543B do CPC. Isso posto, defiro o pedido de ingresso da FEBRABAN na qualidade de amicus curiae e indefiro o pedido de suspensão requerido. Publiquese. Brasília, 10 de junho de 2011. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI” (Grifei) Considerando que houve determinação de sobrestamento por parte do STF dos demais feitos relativos à mesma questão que tramitam no Judiciário, voto no sentido de que este E. Colegiado aplique o art. 62A do Regimento Interno do CARF para sobrestar o julgamento do recurso voluntário até que sobrevenha decisão definitiva do STF no RE nº 609.096 (Tema 372). Nanci Gama Fl. 303DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por NANCI GAMA
score : 1.0
Numero do processo: 18108.002420/2007-72
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2002, 2004, 2005
LANÇAMENTO. AUSÊNCIA DE NULIDADE.
Cumpridos os artigos 33 e 37, da Lei n. 8.212/1991, e 142 do CTN, em que o lançamento de crédito tributário contém todos os motivos fáticos e legais, descrição e cálculo do crédito, bem como descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para sua apuração, não há vícios no mesmo.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento.
MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO RETROATIVA.
Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica.
Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-003.360
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para: a) cancelar e declarar extinto os créditos tributários que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, por ocorrência do lapso decadencial, conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. b) que a multa aplicada observe o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação dada pela Lei n. 11.941/2009, em comparação com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991 com a redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, desde que mais favorável ao contribuinte.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Carlos Cornet Scharfstein, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2002, 2004, 2005 LANÇAMENTO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. Cumpridos os artigos 33 e 37, da Lei n. 8.212/1991, e 142 do CTN, em que o lançamento de crédito tributário contém todos os motivos fáticos e legais, descrição e cálculo do crédito, bem como descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para sua apuração, não há vícios no mesmo. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO RETROATIVA. Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica. Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2506; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 285 1 284 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18108.002420/200772 Recurso nº 18.108.002420200772 Voluntário Acórdão nº 2803003.360 – 3ª Turma Especial Sessão de 15 de maio de 2014 Matéria Contribuições Previdenciárias Recorrente L ATELIER MOVEIS LTDA E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2002, 2004, 2005 LANÇAMENTO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. Cumpridos os artigos 33 e 37, da Lei n. 8.212/1991, e 142 do CTN, em que o lançamento de crédito tributário contém todos os motivos fáticos e legais, descrição e cálculo do crédito, bem como descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para sua apuração, não há vícios no mesmo. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO RETROATIVA. Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para: a) cancelar e declarar extinto os créditos tributários que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, por ocorrência do lapso decadencial, conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. b) que a multa aplicada observe o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação dada pela Lei n. 11.941/2009, em comparação com o disposto no art. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 10 8. 00 24 20 /2 00 7- 72 Fl. 286DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 286 2 35, da Lei n. 8.212/1991 com a redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, desde que mais favorável ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Carlos Cornet Scharfstein, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 287 3 Relatório O presente Recurso Voluntário foi interposto contra decisão da DRJ, que manteve o crédito tributário oriundo de contribuições previdenciárias patronais, ao SAT e terceiros, sobre verbas remuneratórias pagas a empregados e contribuintes individuais declarados em GFIP, apurado entre os valores declarados e os valores pagos por GPS. As competências apuradas foram, 06, 12 e 13/2002, 07/2004, 04/2005.A ciência do auto de infração inaugural foi em 09.12.2007 (fls. 01). Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos resumidos: em que as contribuições decadência e prescrição qüinqüenal dos créditos lançados, nulidade do lançamento por ausência de demonstração do fato gerador, base de cálculo, fundamentos legais, origem de dados, cerceamento de defesa. Esse é o relatório. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 288 4 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato I O recurso foi apresentado tempestivamente, conforme supra relatado, atendido os pressupostos de admissibilidade, assim deve o mesmo ser conhecido. II – Quanto às alegações de nulidade e, conseqüente, cerceamento de defesa, ambas não devem se acolhidas. Notese que o lançamento foi muito claro ao informar, em relatório fiscal bem como nos discriminativos anexos, a origem dos dados e como foi quantificada a tributação. As alegações de ausência foram genéricas, não apontando onde estariam as faltas do lançamento. Os dados foram ofertados pelo próprio contribuinte por meio da apresentação da Guia Fiscal de Informações à Previdência Social e FGTS, onde estava a declaração dos fatos geradores nas respectivas competências (fls. 13 dos autos digitais). Declarações essas que tem natureza de confissão da ocorrência dos eventos tributados, na forma do art. 33, §7, da Lei n. 8212/1991, red. da Lei n. 9528/1997, vigente à época dos fatos geradores e lançamento. Calculado o crédito mediante a apuração de diferenças dos valores pagos ou não em GPS, observese que todos esses documentos que foram apresentados estão devidamente apropriados e aproveitados, observese fls.1112, 2123 dos autos digitais.Tal argüição foi muito bem tratada pela decisão a quo, não merecendo reparo. As bases fáticas e legais foram devidamente demonstradas, respeitando tento o arts. 33 e 37, da Lei 8.212/1991, com redação vigente a época dos fatos e do lançamento, bem como do art. 142, do Código Tributário Brasileiro. O cerceamento de defesa no caso somente poderia ser caracterizado em caso de ausência da devida demonstração dos fatos e fundamentos jurídicos do lançamento, dando plena condições de defesa à parte justamente pelo conhecimento de tais pontos do lançamento. Logo, não há como acolher tais fundamentos. III Atentase à extinção parcial dos créditos constituídos em razão da ocorrência de decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado e obrigatório à administração pública, emitiu a Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, que pacificou o entendimento da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Fl. 289DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 289 5 Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Observese a NFLD é referente às fatos geradores são dos períodos de 01/08/1998 e 31/12/2005, todos declarados em GFIP, sendo que houve pagamento parcial referentes às competências 06, 12 e 13/2002, conforme relacionado pelas GPS apresentadas pelo contribuinte à fiscalização. Neste caso, tratase de lançamento por homologação (art. 150, do CTN), com pagamento parcial dos valores declarados nas competências indiferentemente da rubrica paga, assim devese aplicar a regra decadencial, a disposta no art. 150, §4º, CTN, ou seja, da ocorrência de decadência e extinção do direito da Fazenda Pública em constituir o crédito após de 5(cinco) anos a partir da data do fato gerador. Entendimento esse consolidado e sumulado pela Súmula n. 99 do CARF/MF: Súmula CARF nº 99: Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração Dessa forma, considerando que a data de ciência e perfectibilização do lançamento deuse em 09.12.2007, resta por decretar a extinção dos créditos tributários (art. 156, do CTN) por ocorrência do lapso decadencial, que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. IV – A multa aplicada à época da lavratura do lançamento estava correta, pois fora aplicado o art. 35, da Lei n. 8.212/1991, que aplica a multa em razão da mora, em que não usa como componente hipótese de incidência o elemento volitivo (intenção). Ou seja, o mesmo deve ser aplicado indiferentemente de culpa, dolo, ou máfé (art.; 136, do CTN), não havendo razão por parte do contribuinte neste ponto. Contudo, indiferentemente de não ter sido alegado pela Recorrente, por dever de ofício, em razão do princípio da legalidade e moralidade da Administração Pública, observase que os créditos tributários foram apurados por meio de inclusão nos registros cabíveis em razão do princípio da legalidade e moralidade da Administração Pública, observa se que os créditos tributários foram apurados por meio de inclusão nos registros cabíveis (pois os fatos geradores estavam declarados em GFIP), tanto que essas informações foram utilizadas para obter as diferenças e glosas, devese atentar às alterações legislativas recentes no que trata Fl. 290DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 290 6 a sanções tributárias (multa moratória) dispostas no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, que foi alterado pela Medida Provisória n. 449/2008, publicada em 04.12.2008, convertida na Lei n. 11.941/2009, passando a ter a seguinte redação: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Ou seja, há remissão expressa ao art.61, da Lei n. 9.430/2009, in verbis: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Toda multa tributária é uma sanção, ou seja tem natureza primária punitiva, ou de penalização. Contudo, ainda assim podem ser classificadas em multa moratória, decorrente do simples atraso na satisfação da obrigação tributária principal, e multa punitiva em sentido estrito, quando decorrente de infração à obrigação instrumental cumulada ou não com a obrigações principais. Tal classificação é necessária pois, apesar de não terem natureza remuneratória, mas sancionatória, os tribunais brasileiros admitem que as multas tributárias devem ser classificadas em moratórias e punitivas (sentido estrito), em razão da existência de tratamentos diversos para cada espécie pelo próprio Código Tributário Nacional e legislação esparsas. (RESP 201000456864, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 29/04/2010; PAULSEN, Leandro. Direito tributário, constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª Ed., Porto Alegre : Livraria do Advogado, 2010, p.1103 1109) Assim, coloco como premissa que a diferença entre multa moratória e multa punitiva em sentido estrito. Como supra colocado, a primeira decorre do mero atraso da obrigação tributária principal, podendo sendo constituída pelo próprio contribuinte Fl. 291DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 291 7 inadimplente no momento de sua apuração e pagamento. Já, a segunda espécie de multa, a punitiva em sentido estrito, demanda constituição pelos instrumentos de lançamento de ofício por parte dos agentes fiscais (art. 149, do CTN), em que se apura a infração cometida e a penalidade a ser aplicada. Inclusive a estipulação e definição da espécie de multa é dado exclusivamente pela lei, fato ressaltado em face do principio da estrita legalidade a que se regula o Direito Tributário e suas sanções (art. 97, V, do CTN). A mudança de natureza para fins de comparação no tempo, não pode ser realizada sem autorização legal, e por isso não se poderia comparar com multas punitiva em sentido estrito (referente à descumprimento de obrigação exclusivamente instrumental) com multas de natureza moratória a exemplo com a nova redação do art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação a partir da Medida Provisória n. 449/2008. Devido ao disposto no art. 112, IV, do CTN, a legislação tributária que define as infrações e comina suas penalidades deve ser interpretada de forma mais favorável ao contribuinte em casos de dúvidas quanto à natureza das infrações e suas penalidades. Interpretação que deve ser conjugada com a retroatividade benigna prevista no art. 106, II, a e c, do CTN, de forma a reduzir ou extinguir penalidades sempre quando lei posterior estabeleça pena menos grave ou não entenda mais como infração tal conduta. Portanto, também deve ser colocado como premissa, que além de retroagir a aplicação de dispositivo legal mais favorável essa retroação também deve sempre buscar uma aplicação mais favorável ao contribuinte. Não se pode tratar a hipótese de incidência da multa moratória disposta no art. 35 como uma possível multa de ofício para comparar com a nova redação do art. 35A, da Lei n. 8.212/1991, incluso pela Medida Provisória n. 449/2008, convertida em Lei n. 11.941/2009, nem de forma conjunta com o art. 32A, porque a multa aplicada pela redação anterior do art. 35, somente tratava de multa de natureza moratória, variada em razão das fases (tempo) do processo. Portanto, observando que o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, é inferior à multa moratória aplicada aos valores do créditos tributários lançados na NFLD que foram declarados em GFIP, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Lei n. 11.941/2009, deve a decisão a quo ser reformada no sentido de adequar a multa moratória à nova legislação, desde que mais favorável ao sujeito passivo. V Isso posto, voto por conhecer o recurso voluntário para, no mérito, dar lhe parcial provimento, no sentido de reformar o julgamento anterior e o lançamento para: a) cancelar e declarar extinto os créditos tributários que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, por ocorrência do lapso decadencial,conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. b) que a multa aplicada observe o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação dada pela Lei n. 11.941/2009, em comparação com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991 com a redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, desde que mais favorável ao contribuinte. É como voto. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 292DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 292 8 Fl. 293DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10980.924388/2009-40
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3202-000.312
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Assinado digitalmente
IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA- Presidente.
Assinado digitalmente
TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) .
Relatório
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA- Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) . Relatório
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) . RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .9 24 38 8/ 20 09 -4 0 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 76 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por Kraft Foods Brasil “Ltda” contra Acórdão nº 0633.038, de 10 de agosto de 2011, proferido pela 3ª Turma da DRJ/CTA, que acordou por unanimidade de votos, julgar a manifestação de inconformidade improcedente, ratificando a não homologação da compensação declarada na DCOMP nº 03530.48356.150906.1.3.046806. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Trata o presente processo de Declaração de Compensação (Dcomp) de nº 03530.48356.150906.1.3.046806, por meio da qual a contribuinte em epígrafe, valendose de crédito referente a pagamento indevido ou a maior de CIDE (código de receita 8741 – CIDE – Remessa ao Exterior – Lei nº 10.332/2001), recolhido em 15/12/2005, no valor original de R$ 94.504,73 (fl. 8), extinguiu débito de mesmo tributo, relativo ao período de apuração 08/2006, no valor do principal de R$ 16.687,03 (fl. 9). Em 22/06/2009 foi emitido Despacho Decisório de não homologação da compensação pelo fato de o pagamento informado pela recorrente estar integralmente utilizado para quitação de débito da contribuinte (CIDE, 8741, do período de apuração de 11/2005), não restando saldo credor disponível para a compensação pleiteada. Cientificada em 29/06/2009 (fl. 5), a contribuinte apresentou em 24/07/2009 a Manifestação de Inconformidade de fls. 11/14, alegando, em síntese, o seguinte. Afirma que quando da apuração da CIDE a ser recolhida em 2005 a empresa estava sujeita ao que regia o art. 4o da MP 2.15970, mais especificamente à alínea b, do inc. I, do § 1o, do art. 4o. Aduz, então, que “a apuração do valor devido a título de CIDE sobre Royalties pagos se dava mês a mês. O cálculo era feito considerando o crédito de 70% concedido pela MP já comentada. Assim que apurado o valor, este era recolhido e já declarado na DCTF mensalmente, em conformidade com o regime adotado, qual seja o de competência”. Diz, entretanto, que a “a empresa tem por costume o repasse trimestral dos Royalties ao exterior. Então, muito embora fosse feita a apuração mensal dos Royalties a serem pagos, assim como da CIDE que incidiria sobre este valor, o montante era remetido ao exterior trimestralmente. No caso em comento o equívoco se deu pelo seguinte motivo. Foram somados os valores referentes aos royalties devidos nos meses de Fl. 76DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 77 3 junho, agosto e setembro de 2005. No momento em que se definiu o valor e que foi remetido ao exterior, equivocadamente recolheuse novamente a CIDE correspondente a esses três meses e, ainda, sem a redução prevista na Medida Provisória. Gerouse, portanto, um crédito oriundo de um pagamento indevido que monta R$ 94.504,73”. Afirma, em consequência, que o valor foi erroneamente declarado em DCTF no valor de R$ 118.461,38, quando em verdade, o débito possuía o valor de R$ 14.894,20. Pretendendo, portanto, regularizar a situação, retificou sua DCTF em 06/07/2009, a fim de declarar corretamente o valor devido, assim como “comprovar a existência do crédito derivado do pagamento indevido, utilizado no PER/DCOMP em questão”. Requer, à vista do exposto, que seja acolhida a presente Manifestação e homologada a compensação realizada. É o relatório.” A DRJ, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar de tempestividade e, consequentemente, julgou a manifestação de inconformidade IMPROCEDENTE, ratificando a não homologação da compensação declarada na DCOMP de nº 03530.48356.150906.1.3.04 6806, em acórdão com a seguinte ementa: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 15/12/2005 DCTF RETIFICADORA POSTERIOR À CIÊNCIA DE DESPACHO DECISÓRIO. NÃO ADMISSÃO. Não cabe reparo a Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. COMPENSAÇÃO. CERTEZA. LIQUIDEZ. COMPROVAÇÃO. A compensação de indébito fiscal com créditos tributários vencidos e/ou vincendos está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Fl. 77DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 78 4 Cientificado do referido acórdão em 1 de novembro de 2011, apresentou recurso voluntário em 30 de novembro de 2011 ao Conselho Administrativo Fiscal – CARF. Não obstante, consta observação da DRF/CTA CAC de que foi recepcionado o “documento” por insistência. É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a priori, passo a analisar a preliminar de legitimidade passiva do recurso voluntário. Para tanto, importante lembrar que a unidade de origem recepcionou o documento de fls. 50 a 71 entregue em 30 de novembro de 2011, como recurso voluntário. No entanto, observou que tal documento foi recepcionado como recurso voluntário por insistência. Cabe trazer que o “recurso voluntário”, em nome da Kraft Foods Brasil “LTDA”, foi assinado pelos Drs. José Augusto Lara dos Santos e Sara Fachini Truite. Depreendendose da análise dos autos do processo, vêse que não consta procuração com os nomes dos r. advogados, tampouco instrumento particular, substabelecendo ao Dr. José Augusto Lara, com reserva de iguais poderes para recepcionar intimações, podendo praticar todos os atos judiciais e extras judiciais necessários à apresentação e defesa dos interesses da Outorgante Kraft Foods Brasil S/A em qualquer juízo, instância ou Tribunais bem como perante quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, inclusive de direito público, seus órgãos, Ministérios, Repartições Públicas Federais, Estaduais e Municipais, Juntas Comerciais, Prefeituras e Autarquias, com poderes para transigir, desistir, confessar, receber e dar quitação, firmar termos e compromissos, podendo inclusive substabelecer, enfim, praticar todos os demais atos necessários. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 79 5 Não há também acostados no processo instrumentos substabelecendo iguais poderes para a Dra. Sara Fachini Truite, que também assinou o Recurso Voluntário. O que em relação ao aspecto subjetivo da relação jurídica processual, considerando os documentos acostados ao processo, vêse que a mesma não possuiria legitimidade para figurar no pólo passivo da lide em que se discute a compensação – quando constar como sujeito passivo a Kraft Foods Brasil S/A. Cabe ressaltar que a procuração que consta como Outorgante a Kraft Food Brasil S.A.não consta o nome dos advogados supra mencionados, tampouco há Instrumento substabelecendo poderes nos autos do processo a eles. Independentemente das questões acima, cabe trazer que a Kraft Foods Brasil S/A sofreu reorganização societária e, por conseguinte foi renomeada para Mondelez Brasil Ltda em ato de julho/2013, conforme CNPJ abaixo: REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA NÚMERO DE INSCRIÇÃO 33.033.028/000184 MATRIZ COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO E DE SITUAÇÃO CADASTRAL DATA DE ABERTURA 24/01/1973 NOME EMPRESARIAL MONDELEZ BRASIL LTDA TÍTULO DO ESTABELECIMENTO (NOME DE FANTASIA) MONDELEZ BRASIL CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL 82.99799 Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS Fl. 79DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 80 6 82.19999 Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente 82.11300 Serviços combinados de escritório e apoio administrativo CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA 2062 SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA LOGRADOURO AV PRESIDENTE KENNEDY NÚMERO 2511 COMPLEMENTO PARTE CEP 80.610010 BAIRRO/DISTRITO AGUA VERDE MUNICÍPIO CURITIBA UF PR SITUAÇÃO CADASTRAL ATIVA DATA DA SITUAÇÃO CADASTRAL 03/11/2005 MOTIVO DE SITUAÇÃO CADASTRAL SITUAÇÃO ESPECIAL ******** DATA DA SITUAÇÃO ESPECIAL ******** Aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 1.470, de 30 de maio de 2014. Emitido no dia 29/10/2014 às 09:35:09 (data e hora de Brasília). O processo administrativo deve respeitar rotinas indispensáveis à segurança das partes, dos atos e da prestação jurisdicional e administrativa. O que, por conseguinte, nos casos de alteração de denominação social, decorrente de reorganizações societárias, os poderes outorgados anteriormente aos advogados da pessoa jurídica – sujeito passivo, deixam de existir. Tanto é assim que em outro processo da Kraft Foods Brasil S.A de nº 10980.901545/201082 vêse que o Recurso Voluntário foi apresentado regularmente com a nova denominação social da Kraft Foods Brasil S/A – qual seja, Mondelez Brasil LTDA, conjuntamente com a procuração e substabelecimento expondo como outorgante a Mondelez Brasil Ltda. Porém, no caso vertente, haja vista o Recurso Voluntário ter sido apresentado no dia 16.11.2011 portanto, antes da mudança da denominação social da Fl. 80DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 81 7 sociedade, independentemente de não ter sido apresentado o recurso conjuntamente com as procurações e demais documentos que possam atestar a legitimidade passiva, tornase necessário constar dos autos a procuração outorgando poderes, para tanto, a esses advogados, ou instrumento particular substabelecendo esses poderes. A meu sentir, para fins de se trazer a segurança necessária ao processo administrativo, tornase obrigatório a apresentação de procuração ou instrumento particular em cada processo, substabelecendo poderes, para tanto, a seus procuradores, sob pena de não conhecimento do recurso. Frisese os dizeres do art. 6º do CPC – “ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei”. No entanto, independentemente dessas considerações, é de se observar que os processos da recorrente foram apreciados no mesmo período ou períodos próximos por essa julgadora e, tendo em vista ter constado em outros processos instrumento particular substabelecendo poderes para Dr. José Augusto Lara, com reserva de iguais poderes para recepcionar intimações, podendo praticar todos os atos judicias e extras judiciais necessários à apresentação e defesa dos interesses da Outorgante Kraft Foods Brasil S/A em qualquer juízo, instância ou Tribunais bem como perante quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, inclusive de direito público, seus órgãos, Ministérios, Repartições Públicas Federais, Estaduais e Municipais, Juntas Comerciais, Prefeituras e Autarquias, com poderes para transigir, desistir, confessar, receber e dar quitação, firmar termos e compromissos, podendo inclusive substabelecer, enfim, praticar todos os demais atos necessários, entendo sanada tal controvérsia – o que passo a apreciar o recurso voluntário. Quanto aos fatos, aduz a recorrente que: · Em agosto de 2006, apresentou em sua DCTF o débito apurado de CIDE, no valor de R$ 16.849,14; · Tendo em vista que possuía créditos em razão de um pagamento perpetrado a maior, optou por quitar parte do valor apurado de CIDE – Remessas ao Exterior, no limite de R$ 16.687,03 com créditos oriundos deste pagamento; Fl. 81DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 82 8 · Tal procedimento restou formalizado com a apresentação do PERDCOMP 03530.48356.150906.1.3.046806, que foi regularmente informado na DCTF de agosto de 2006; · A Receita Federal não localizou em seu sistema o crédito informado na PERDCOMP, determinando a intimação da recorrente para que apresentasse manifestação de inconformidade ou quitasse o valor que considerava estar em aberto, em decorrência da não compensação; · Após o recebimento do despacho decisório, a recorrente realizou uma análise de todas as informações e constatou que realmente havia divergência entre as informações constantes da PERDCOMP e o que foi informado na DCTF de novembro de 2005, onde se originou o crédito, vez que o valor erroneamente declarado em DCTF foi de R$ 118.461,38, quando na realidade o débito remontava R$ 14.894,20, valor este correspondente a CIDE incidente sobre os valores de royalties do mês de novembro, devidamente quitado; · No momento de apuração do valor da CIDE a ser recolhida em 2005 a empresa estava sujeita ao que regia o art. 4º da MP 2.159 que estabelecia, entre outros, a concessão de crédito incidente sobre a CIDE aplicável às importâncias pagas, creditadas, entregues, empregadas ou remetidas para o exterior a título de royalties referentes a contratos de exportação de patentes e de uso de marcas, sendo tal crédito de 70%, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2008. · No caso, houve equívoco, já que a apuração da CIDE sobre royalties se dava mês a mês, vez que foram somados os valores referentes aos royalties devidos nos meses de julho, agosto e setembro de 2005; · No entanto, no momento em que se definiu o valor e que foi remetido ao exterior, equivocadamente recolheuse novamente a CIDE correspondente a esses três meses e, ainda, sem a redução Fl. 82DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 83 9 prevista pela MP, o que gerou crédito do pagamento efetuado indevidamente, na monta de R$ 94.054,73; · Sobreveio acórdão da 3º turma da DRJ de Curitiba com a seguinte ementa: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 15/12/2005 DCTF RETIFICADORA POSTERIOR À CIÊNCIA DE DESPACHO DECISÓRIO. NÃO ADMISSÃO. Não cabe reparo a Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. COMPENSAÇÃO. CERTEZA. LIQUIDEZ. COMPROVAÇÃO. A compensação de indébito fiscal com créditos tributários vencidos e/ou vincendos está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” · O entendimento da DRJ considerou, para tanto, que a DCTF retificadora apresentada em data posterior à ciência acerca do despacho decisório de não homologação não produz efeitos. Em sede de preliminar, traz a recorrente a necessidade de se alegar a nulidade do despacho decisório, por ausência de motivação, considerando que: · A conduta adotada pela autoridade fazendária violou manifestamente o princípio da motivação dos atos administrativos, o que tem impossibilitado o exercício pleno do direito à ampla defesa e ao contraditório pela contribuinte; · O despacho eletrônico se originou automaticamente de cruzamentos de dados equivocados constantes do sistema eletrônico da SRF, não considerando a DCOMP formulada pelo contribuinte, denotando carência da motivação; · Inexistindo a apresentação dos fundamentos da decisão em toda a sua amplitude, tendo sido inclusive não considerada a apresentação de DCOMP pela contribuinte, o despacho decisório não configura “decisão administrativa” apta a consolidar débito tributário, uma vez que tal ato administrativo está desprovido de seus fundamentos mínimos de validade, sendo, portanto, completamente nulo; Fl. 83DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 84 10 · O referido despacho decisório não poderia consolidar débito tributário em desfavor do contribuinte, sem sequer mencionar as informações constantes da DCOMP retificadora, fazendo tão somente menção a seguinte “fundamentação legal”: arts. 165 e 170 da Lei 5.172/, art. 74 da Lei 9.430/96, tendo em vista que não houve o apontamento do artigo legal infringido ou violado pela contribuinte, nem mesmo o apontamento do artigo legal que embasa a aplicação de juros e da multa mencionados. Quanto à alegação de inexistência de produção de prova contra a contribuinte, traz a recorrente, em síntese, que: · A manifestação de inconformidade foi devidamente instruída com todos os documentos necessários à comprovação da existência dos créditos de IPI reconhecidos nos autos 97.01.017978, bem como informando o erro ocorrido na hora do preenchimento do PERDCOMP; · Não houve a efetiva e prévia comprovação pela autoridade administrativa do porquê da não homologação da compensação declarada pela contribuinte, muito menos nenhuma manifestação sobre a existência dos créditos de IPI; · Diante da total ausência de provas produzidas pela autoridade fazendária, bem como da incontestável boafé da recorrente, há que ser deferida a homologação integral da declaração de compensação apresentada. E, quanto ao mérito, insurge a recorrente que: · Ao contrário do que consta do despacho decisório e na decisão ora recorrida, a contribuinte detém créditos suficientes e disponíveis para realizar a compensação; · O débito declarado na DCTF não era de R$ 118.461,38, mas sim de R$ 14.894,20; · O pagamento, dessa forma, foi feito por valor superior; Fl. 84DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 85 11 · O erro ocorreu porque à medida que os montantes que vinham sendo pagos mês a mês vieram a ser pagos novamente ao final do trimestre; · Houve erro quando a redução e 70% autorizada pela MP 2.159 deixou de ser considerada para apuração dos valores devidos para pagamento, o que implicou também no pagamento a maior; · Em nenhuma das hipótese houve erro material, mas erro formal, de modo em nenhum dos momentos há a impossibilidade de retificação dos valores devidos na DCTF; · De acordo com o princípio da verdade material, a administração fazendária antes de indeferir o pleito do contribuinte, deve promover as diligências averiguatórias e probatórias que contribuam para a aproximação da verdade material; · Deve ser homologada a declaração de compensação, uma vez que comprovada a existência efetiva de créditos passíveis de compensação com o débito em foco; Continua a recorrente expondo que a DRJ negou procedência à Manifestação de inconformidade por considerar que a apresentação da DCTF retificadora posteriormente à ciência do despacho decisório não é possível. O que, para tanto, tomou por base a previsão da IN 786/07, art. 11, § 2º, inciso III, bem como da IN 1.110/10, art. 9º, § 2º, inciso II, que a sucedeu. Não obstante, argumenta que: · O pedido de compensação de créditos realizado por meio de PERDCOMP em muito difere do conceito que se tem acerca do que seria o procedimento fiscal, vez que o procedimento não foi iniciado de ofício, mas diante da espontaneidade do próprio contribuinte, que visa desde logo proceder à apuração de quaisquer valores que tenha pago a maior, passíveis de compensação; · A recorrente não deixou de incluir quaisquer informações na DCTF originária, vindo maliciosamente, a retificála após intimação do despacho decisório; · A recorrente verificou que o pedido de compensação deixou de ser homologado pois as informações prestadas na DCTF originária não Fl. 85DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 86 12 cruzaram no sistema com as informações constantes do PERDCOMP, motivo pelo qual procedeu à retificação da DCTF visando assegurar a pleiteada compensação tributária; · Portanto, seria admissível a retificação da DCTF, vez que não se trata de procedimento fiscal iniciado de ofício em face do contribuinte, e ainda diante da espontaneidade da recorrente de auferir os valores materialmente devidos, por meio do procedimento administrativo fiscal. Ademais, traz os princípios constitucionais da capacidade contributiva e do não confisco para manifestar que a norma jurídica que implica na impossibilidade de retificação da DCTF após ciência acerca do despacho decisório, deve ser relativizada em nome da proteção conferida pelos referidos princípios constitucionais – que, por sua vez, entende que devem orientar a atuação do Fisco perante os contribuintes. Por fim, atesta a recorrente que ainda que fosse admitido a impossibilidade de “salvabilidade” dos dados informados nas compensações, restaria ainda o dever da Administração Pública de proceder à pesquisa de possíveis créditos anteriores que tivessem sido utilizados em compensação. O que entende que não poderia a fiscalização simplesmente proceder à consolidação de supostos débitos sem investigar se a contribuinte utilizou ou não créditos em compensação à suposta ausência de recolhimentos. Em vista de todo o exposto, e depreendendose da análise dos documentos acostados, em homenagem ao princípio da verdade material que permeia o processo administrativo tributário, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem: · Intime a contribuinte para apresentar todos os documentos comprobatórios que ateste a veracidade do débito de R$ 14.894,20 da CIDE, considerando os erros alegados, quais sejam: ü Que os montantes da CIDE que vinham sendo pagos mês a mês foram pagos novamente ao final do trimestre; ü A não consideração do percentual de redução de 70% para fins de redução, tal como autorizada pela MP 2.15970 em seu art. 4º; Fl. 86DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 87 13 · Analise se, com a consolidação dos débitos, considerando o item acima, o valor efetivamente devido seria de R$ 14.894,20; · Cientifique a autoridade fazendária para se manifestar sobre o resultado da diligência, se houver interesse e caso entenda ser necessário; · Cientifique o contribuinte sobre o resultado da diligência, para que, se assim desejar, apresente no prazo legal de 30 (trinta) dias, manifestação, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/11; · Findo o prazo acima, devolva os autos ao CARF para julgamento. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 87DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11065.922107/2009-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jan 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS.
Consideram-se precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário.
Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
Numero da decisão: 3101-001.587
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
(assinado digitalmente)
MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redatora designada.
EDITADO EM: 10/01/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Consideram-se precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário. Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redatora designada. EDITADO EM: 10/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
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Recorrida DRJ PORTO ALEGRE ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Consideramse precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário. Negado Provimento ao Recurso Voluntário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Redatora designada. EDITADO EM: 10/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 92 21 07 /2 00 9- 19 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922107/200919 Acórdão n.º 3101001.587 S3C1T1 Fl. 69 2 Por bem relatar os fatos, transcrevo o relatório da decisão recorrida: "O contribuinte acima identificado transmitiu, em 17/09/2007, pedido de ressarcimento do saldo credor do IPI (PER/DCOMP nº 24001.63703.170907.1.1.014660), referente ao quarto trimestre de 2006, no valor de R$ 74.883,24. A verificação da legitimidade dos créditos foi efetuada por processamento eletrônico, estando os resultados nos demonstrativos de fls. 20/21 . O saldo credor passível de ressarcimento apurado pelo processamento eletrônico foi inferior ao valor pleiteado, em virtude de glosas de créditos indevidos pelos motivos 1 – crédito de IPI não admitido para o CFOP registrado, e 7 – empresa emitente da nota fiscal optante do SIMPLES. Em decorrência das constatações, foi emitido Despacho Decisório, fl. 02, no qual foi reconhecido ao interessado o direito creditório no montante de R$ 74.504,94, e deferido parcialmente o pedido de ressarcimento apresentado no PER/DCOMP. Desse Despacho Decisório o contribuinte inconformado, apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, fls. 03/10, na qual apresenta suas razões 'para ver desconstituída a decisão que não reconheceu o pedido de compensação dos créditos solicitados', alega preliminarmente a “irregularidade decorrente de suposto débito”, dizendo que solicitou o pedido de compensação dos débitos existentes, face a existência de créditos suficientes para liquidálos; no mérito, alega tratarse de mero equívoco no preenchimento da PER/DCOMP, requer a anulação do lançamento tributário, por erro material; exclusão dos lançamentos e multas decorrentes da não compensação dos débitos existentes pelos créditos existentes; acolhimento das informações repassadas na PER/DCOMP com suas correções efetivas em consonância com os documentos fiscais e contábeis da empresa, homologandose as compensações apresentadas e, por conseqüência, a extinção/liquidação do crédito tributário." A DRJ de Porto Alegre julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, nos termos do Acórdão 10.36.200, de 15 de dezembro de 2011, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 GLOSAS DE CRÉDITOS CONSIDERADOS INDEVIDOS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Tornamse definitivas na esfera administrativa as glosas de crédito que não tenham sido expressamente contestadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Conselho, alegando, em síntese: Fl. 69DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922107/200919 Acórdão n.º 3101001.587 S3C1T1 Fl. 70 3 a) que foi ilegal a aplicação de multa e juros de mora sobre os débitos compensados, tendo em vista que apresentou o pedido de compensação antes do vencimento dos tributos a compensar, utilizando créditos apurados antes do vencimento dos débitos; b) que não acatar o direito aos créditos de insumos adquiridos de empresas optantes do SIMPLES fere o princípio da nãocumulatividade do IPI; c) que eventual erro de preenchimento da DCOMP não pode prevalecer ante o conteúdo real da situação; d) que o contribuinte não pode ser prejudicado em decorrência da situação irregular de seus fornecedores; e) que "deve ser assegurado ao recorrente o direito à regra mais benigna, por ser este princípio geral de direito tributário"; f) que não se pode exigir tributo "por simples verossimilhança. mera probabilidade ou verdade material aproximada". É o relatório. Voto Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios – redatora ad hoc Por intermédio do Despacho de efolha 67, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF1, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar o Acórdão 3101001.587, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pela relatora original, que foi acompanhada, por unanimidade, pelos demais integrantes do colegiado. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para sua admissibilidade. Dele se tomou conhecimento. Inicialmente é importante esclarecer que o presente processo cuida, tão somente, de Pedido de Ressarcimento Eletrônico (PER), não tendo sido vinculada, pelo contribuinte, nenhuma DCOMP ao PER tratado nestes autos. Desta foram, o presente litígio restringese ao exame das glosas efetuadas pelo processamento eletrônico, a saber: glosa de 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 70DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922107/200919 Acórdão n.º 3101001.587 S3C1T1 Fl. 71 4 créditos indevidos em razão de: motivo 1 – crédito de IPI não admitido para o CFOP registrado; e motivo 7 – empresa emitente da nota fiscal optante do SIMPLES, segundo demonstrativo de análise do crédito, que integra o Despacho Decisório. . Compulsando a Manifestação de Inconformidade apresentada constatase que a contribuinte se insurgiu apenas contra a homologação parcial das compensações, que sequer são objeto do presente processo, de forma que suas alegações apresentadas em sede de recurso voluntário não guardam relação com o Despacho Decisório proferido nestes autos, que deferiu parcialmente o pedido de ressarcimento. Assim, não tendo havido contestação expressa, na Manifestação de Inconformidade, contra as glosas efetuadas pelo processamento eletrônico, que totalizaram R$378,30, tais glosas tornaramse definitivas na esfera administrativa, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235 (PAF), in verbis: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997) Em consequência, não se conhece do recurso voluntário na parte em que contestou o direito ao crédito básico do IPI nas aquisições de insumos perante fornecedores optantes do SIMPLES. Tratase, portanto, de matéria preclusa. Quanto à glosa de créditos nas aquisições escrituradas em CFOP que não gera direito a crédito, não houve contestação da contribuinte no recurso voluntário. Por último, não cabe qualquer manifestação, neste voto, quanto às alegações recursais contra as supostas multas aplicadas aos débitos cuja compensação foi não homologada, pois, como visto, não se trata de compensação no presente processo. Nestes termos, o colegiado negou provimento ao recurso voluntário apresentado. E são estas as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Mônica Monteiro Garcia de los Rios – Redatora ad hoc Fl. 71DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS
score : 1.0
Numero do processo: 12585.000239/2010-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2005
REGIME DE TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO.
As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina e óleo diesel são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3301-002.336
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Fábia Regina Freitas (relatora), Maria Teresa Martinez Lopez e Antônio Mário de Abreu Pinto. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. Fez sustentação pela recorrente a advogada Mary Elbe Queiroz, OAB/PE 25620 e, pela PGFN, o Procurador Frederico Souza Barroso.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
Fábia Regina Freitas - Relatora.
Andrada Márcio Canuto Natal - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino Morais, Fábia Regina Freitas, Antônio Mário de Abreu Pinto e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: FABIA REGINA FREITAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2005 REGIME DE TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina e óleo diesel são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Fábia Regina Freitas (relatora), Maria Teresa Martinez Lopez e Antônio Mário de Abreu Pinto. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. Fez sustentação pela recorrente a advogada Mary Elbe Queiroz, OAB/PE 25620 e, pela PGFN, o Procurador Frederico Souza Barroso. Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. Fábia Regina Freitas - Relatora. Andrada Márcio Canuto Natal - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino Morais, Fábia Regina Freitas, Antônio Mário de Abreu Pinto e Andrada Márcio Canuto Natal.
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COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina e óleo diesel são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Fábia Regina Freitas (relatora), Maria Teresa Martinez Lopez e Antônio Mário de Abreu Pinto. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. Fez sustentação pela recorrente a advogada Mary Elbe Queiroz, OAB/PE 25620 e, pela PGFN, o Procurador Frederico Souza Barroso. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Fábia Regina Freitas Relatora. Andrada Márcio Canuto Natal Redator designado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 58 5. 00 02 39 /2 01 0- 15 Fl. 114DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 115 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino Morais, Fábia Regina Freitas, Antônio Mário de Abreu Pinto e Andrada Márcio Canuto Natal. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 116 3 Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento de créditos de COFINS Não Cumulativa decorrentes da aquisição, no mercado interno, de Gasolina A e Óleo Diesel, cujo PER/DCOMP n° 16584.65484.131008.1.1.112545, foi transmitido pelo interessado em 13/10/2008 (fls. 05 a 07). O Pedido de Ressarcimento da COFINS referese ao crédito atinente ao 3º trimestre de 2005, no montante de R$ 11.564.842,04 (onze milhões, quinhentos e sessenta e quatro mil e oitocentos e quarenta e dois reais e quatro centavos). Por bem resumir os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir (fl. 82/87): 4. O processo em exame versa sobre pedido eletrônico de ressarcimento de supostos créditos de Cofins nãocumulativa apurados no 3° trimestre de 2005. 5. Em despacho decisório exarado nas fls. 20/24, a Divisão de Orientação e Análise Tributária (DIORT) da DERAT/SPO indeferiu o pedido de ressarcimento, devido à falta de apresentação dos documentos comprobatórios solicitados pela autoridade fiscal. 6. Em 09/11/2011 apresentou o contribuinte a manifestação de inconformidade anexa às fls. 30/69, na qual alega em síntese que: 6.1 “todo o tratamento legal aqui abordado cingese apenas a creditamento na aquisição de Gasolina A e Óleo Diesel, doravante englobados apenas pelo termo combustível”; 6.2 foi desejo do legislador que, no regime nãocumulativo, não houvesse qualquer vedação ao creditamento; 6.3 existe nítida distinção entre os conceitos de “produtor” e “distribuidor”; 6.4 os distribuidores que apurem o IRPJ pelo lucro real “foram postos compulsoriamente na nãocumulatividade”; 6.5 o art. 3°, I, alínea “b” da lei n° 10.833/2003 referese apenas a produtores e importadores, de modo que não há lei vedando o aproveitamento de crédito pelos distribuidores de combustíveis. 6.6 a tributação com alíquota zero não se confunde com tributação monofásica; 6.7 o art. 17 da lei n° 11.033/2004 prevê expressamente que todos os contribuintes sujeitos ao regime da nãocumulatividade, ainda que faturem com alíquota zero, têm direito a creditarse de Pis e Cofins; 6.8 o regime nãocumulativo do Pis e da Cofins diverge em vários aspectos daqueles adotados no âmbito do IPI e do ICMS. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 117 4 7. Concluindo, requer o deferimento do creditamento pleiteado, bem como a homologação da compensação a ele vinculada. A Delegacia de Julgamento em São Paulo desproveu integralmente o apelo do contribuinte (fls. 82/87) por entender que a vedação ao creditamento pretendido encontrase prevista no art. 3º, I, “b” c/c art. 2º, § 1º., I da Lei n. 10.833/2003. Tal vedação, no entender da Delegacia, aplicavase ao contribuinte em análise, distribuidor dos produtos listados nos mencionados dispositivos, sobre os quais a incidência da COFINS é monofásica. A decisão possui a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 PEDIDO ELETRÔNICO DE RESSARCIMENTO Averiguada a inexistência do direito creditório pleiteado, deve se Indeferir o pedido de ressarcimento. AQUISIÇÃO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO PARA REVENDA. PRODUTOS SUJEITOS À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. IMPOSSIBILIDADE LEGAL DO CREDITAMENTO A aquisição para revenda de derivados de petróleo — particularmente gasolina A e óleo diesel — produtos sujeitos ao regime de incidência monofásica, não gera créditos por força de vedação expressa contida na legislação de regência. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, Recurso Voluntário (fls. 95/111), em que essencialmente, conclui o seu recurso afirmando os seguintes pontos: afirma que a empresa é tributada pelo Lucro Real, e, portanto havia sido posta compulsoriamente na incidência do regime nãocumulativo para o PIS/COFINS (Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03); afirma que para solucionar o caso, o julgamento deve se ater ao Principio da Legalidade, portanto, o único instrumento, com poderes para criar restrições a direitos como vedação a creditamento, é a lei, havendo um momento histórico em que realmente era negado o creditamento; afirma que é inegável a existência de uma norma que previu, expressamente, que a Contribuinte deveria tributar o PIS/COFINS com a alíquota zero sobre seu faturamento, e não em monofásica, substituição tributária ou nãoincidência; afirma que houve a introdução no universo jurídico do art. 17 da Lei nº 11.033/04, prevendo expressamente que, para todos os contribuintes da nãocumulatividade, mesmo que faturem com alíquota zero, ainda assim poderiam creditarse de PIS/COFINS; Fl. 117DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 118 5 afirma que a Lei nº 11.033/04 não é monotemática, mas norma geral do arcabouço tributário, alcançando todos que se enquadrassem em cada uma das situações previstas, ainda que de diversas matérias; afirma que o art. 16 da Lei 11.116/05 que, ao invés de restringir direito de creditamento, fez foi dotar de mais garantias a previsão do art. 17 da Lei nº 11.033/04, sem nenhuma preocupação em estabelecer exceções e vedações; afirma que sempre se ressalva, nas novas normas, o que fica ainda regulado em outra norma anterior, principalmente quando se pretende restringir direitos; o que não aconteceu com a possibilidade de creditamento para a Contribuinte; sendo certo que normas infralegais não têm tal condão; afirma que o direito de creditamento é coerente com a técnica de não cumulatividade empregada no PIS/COFINS; e em consonância com a prescrição constitucional, que permite à lei escolher quais setores serão incluídos na nãocumulatividade, só não permitindo esvaziar sua característica básica, que é a tomada de créditos, sob pena de se estar, de fato, em um regime cumulativo ou de substituição; afirma que o art. 17 da Lei nº 11.033/04 é justamente norma geral para os casos específicos que estavam vedados, pois obviamente seria desnecessário para os outros casos que não estavam vedados, até porque ninguém, nem o fisco, nunca restringiu o creditamento para os casos não vedados; afirma que o Poder Executivo, via Medida Provisória nº 413/08, tentar restringir creditamento baseados no art. 17 da Lei 11.033/04, mas que, até por intuitiva inconstitucionalidade, não foi mantida no ordenamento jurídico; e, apesar de ensaiar nova tentativa vedatória na Medida Provisória nº 451/08, esta também não foi convertida em lei; mas já provando que, quando quer, o Poder Executivo dá direito de creditamento, e expressamente também quando não quer, cria norma vedando a tomada de crédito. conclui arguindo que viola o arcabouço jurídico ser indeferido o direito da Contribuinte, de tomar os créditos aqui discutidos, pois amparada legal e constitucionalmente. E o relatório. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 119 6 Voto Vencido Conselheira Fábia Regina Freitas O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Tratase de Pedido de Ressarcimento de COFINS NãoCumulativa (fls. 05 a 07), referente ao 3º Trimestre de 2005, no valor de R$ 11.564.842,04. O v. acórdão recorrido negou o direito ao crédito da contribuinte por entender que o art. 3º, I, “b”, da Lei n. 10.833/2003, redação está abaixo transcrita, seria aplicável ao caso concreto e conteria vedação expressa ao creditamento pretendido pela contribuinte, reza o mencionado dispositivo: “Art. 3° Do valor apurado na forma do art. 2° a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) b) no § 1° do art. 2° desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004)” Já o § 1° do art. 2º, I, referido expressamente pela r. decisão, tem a seguinte redação: “Art. 2° Para determinação do valor da COFINS aplicarseá sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1°, a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). § 1° Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: I nos incisos I a III do art. 4° da Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural; (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004)“ O aresto recorrido embasou seu entendimento no fato de que o combustível revendido pela contribuinte no caso concreto teria tributação monofásica e, portanto, sujeita às alíquotas dispostas nos incisos I a III do art. 4º. da Lei n. 9.718/98. Em que pese o respeito pelo Ilmo. Julgador a quo, a interpretação por ele outorgada não é a que melhor se aplica ao caso em análise. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 120 7 A priori é de se destacar que no caso concreto, como bem ressalvado inclusive no relatório do aresto recorrido, trata de pedido de creditamento, por DISTRIBUIDOR, de supostos créditos decorrentes de aquisição, para revenda, de GASOLINA A e ÓLEO DIESEL. Sob esse enfoque é de se ressaltar que a vedação do art. 3º. destaca que a pessoa jurídica que apurar o tributo COFINS, na forma do que determina o caput do art. 2º da Lei n. 10.833/2003, não poderá descontar do valor a ser recolhido crédito decorrente de bens para a revenda descritos no § 1° do art. 2º, dentre os quais estão relacionados a gasolina A e o óleo diesel. Analisando a Exposição de Motivos da MP 164/2004, que foi convertida na Lei n. 10.865/2004, a qual introduziu a exceção descrita no famigerado art. 3º., I, “b”, extraise o seguinte excerto, especificamente sobre a norma mencionada: “3. Considerando a existência de modalidades distintas de incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS cumulativa e nãocumulativa no mercado interno, nos casos dos bens ou serviços importados para revenda ou para serem empregados na produção de outros bens ou na prestação de serviços, será possibilitado, também, o desconto de créditos pelas empresas sujeitas à incidência nãocumulativa do PIS/PASEP e da COFINS, nos casos que especifica. 4. A proposta, portanto, conduz a um tratamento tributário isonômico entre os bens e serviços produzidos internamente e os importados: tributação às mesmas alíquotas e possibilidade de desconto de crédito para as empresas sujeitas à incidência nãocumulativa. As hipóteses de vedação de créditos vigentes para o mercado interno foram estendidas para os bens e serviços importados sujeitos às contribuições instituídas por esta Medida Provisória.” Notese que a preocupação do legislador, desde o início da instituição dessas vedações introduzidas pela Lei n. 10.685/2004, era outorgar ao produto importado o mesmo tratamento do produto produzido no Brasil. Isso porque, para esse efeito, o importador, quando adquiria produto destinado a revenda no mercado interno, não possuía o mesmo tratamento do produtor nacional, vez que não havia previsão expressa para o seu aproveitamento de crédito. Tanto esse objetivo é verdadeiro que, para dirimir essa diferenciação, a Lei n. 10.685/2004, fazia constar crédito específico para o importador, em seus arts. 15 e 17: Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos termos dos arts. 2º e 3º das Leis nºs 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003, poderão descontar crédito, para fins de determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições de que trata o art. 1º desta Lei, nas seguintes hipóteses: I bens adquiridos para revenda; II – bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustível e lubrificantes; Fl. 120DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 121 8 (...) § 1º O direito ao crédito de que trata este artigo e o art. 17 desta Lei aplicase em relação às contribuições efetivamente pagas na importação de bens e serviços a partir da produção dos efeitos desta Lei. (...) § 8º As pessoas jurídicas importadoras, nas hipóteses de importação de que tratam os incisos a seguir, devem observar as disposições do art. 17 desta Lei: (...) II – produtos do § 8º do art. 8º desta Lei, quando destinados à revenda, ainda que ocorra fase intermediária de mistura; (...) Art. 17. As pessoas jurídicas importadoras dos produtos referidos nos §§ 1º a 3º e 5º a 10 do art. 8º desta Lei poderão descontar crédito, para fins de determinação da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, em relação à importação desses produtos, nas hipóteses: (...) II do § 8º do art. 8º desta Lei, quando destinados à revenda, ainda que ocorra fase intermediária de mistura; (...) Art. 8º. – (...) § 8º A importação de gasolinas e suas correntes, exceto de aviação, e óleo diesel e suas correntes, gás liquefeito de petróleo (GLP) derivado de petróleo e gás natural e querosene de aviação fica sujeita à incidência da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, fixadas por unidade de volume do produto, às alíquotas previstas no art. 23 desta Lei, independentemente de o importador haver optado pelo regime especial de apuração e pagamento ali referido Já o produtor nacional, como era sabido, já tinha o crédito garantido pelo que determinava o art. 3º, II da Lei n. 10.833/2003, em sua redação original, litteris: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao Fl. 121DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 122 9 concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004). Diante dessa nova inserção – do crédito para o importador – por meio de dispositivo legal específico e regulado de forma igualmente específica, faziase necessário vedar, PARA O IMPORTADOR, por já haver previsão legal, o crédito descrito no art. 3º. quando se destinasse à aquisição de gasolina e seus derivados para revenda. Assim, tanto pela exposição de motivos da norma que introduziu a vedação contida no inciso I, “b”do art. 3º. da Lei n. 10.833/2003, como pela lógica legislativa empregada na interpretação das normas, concluise que a vedação não poderia atingir, de forma alguma, o DISTRIBUIDOR dos derivados de petróleo, que continuava a deter os créditos normalmente atribuídos pelo regime nãocumulativo da COFINS. Nesse ponto, tenho por bem fazer uma colocação no tocante ao regime aplicável à relação jurídicotributária estabelecida nesses autos, pois entendo que, nessa hipótese, o regime adotado não é o monofásico, mas o plurifásico, em que há incidência de imposto em todas as fases, mas apenas na primeira há uma alíquota positiva e, nas demais, a alíquota é zero. Também entendo se tratar de um sistema plurifásico regido pela não cumulatividade, em que os créditos decorrentes desse sistema devem ser reconhecidos. De toda a forma, ainda que meus pares não concordem com essas colocações, tal diferenciação passou a não fazer qualquer diferença para o caso concreto a partir da edição do art. 17 da Lei n. 11.033/2004 que veio a explicitar o direito ao crédito de PIS e COFINS em situações como a presente, considerando tratarse de sistema monofásico ou não. De fato, é o que se extrai do seu conteúdo, in litteris: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações.” Como se verifica, pelo que se extrai do teor da norma, a possibilidade de aproveitamento dos créditos autorizada pelo art. 17 aplicase para os casos que eventualmente tinham vedação expressa. Isso porque, para os demais casos, não havia necessidade dessa expressa autorização, na medida em que não estavam vedados, decorrendo da própria norma da nãocumulatividade. Nesse toada, após toda essa evolução legislativa, foi publicada a MP 413/2008, que expressamente buscava coibir o aproveitamento desses créditos de PIS e COFINS nos produtos sujeitos ao chamado regime monofásico (assim tratados pela legislação) a partir da regulamentação pela Secretaria da Receita Federal dos dispositivos que seriam por ela alterados (arts. 14 e 15 da Lei n. 10.637/2002 e 10.833/200). A tentativa de alteração das normas pela MP deixava evidente que os mencionados créditos sempre existiram, já que não se pode extinguir o que antes não existia. Ocorre que essa norma foi afastada pelo Congresso Nacional, por ocasião da conversão da MP 413 na Lei n. 11.727/2008, na qual os dispositivos mencionados não foram aproveitados. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 123 10 Após essa tentativa, o Poder Executivo buscou novamente afastar esse crédito por meio da MP 451/08, que continha dispositivos com a mesma finalidade da MP anterior, os quais foram igualmente rechaçados pelo Congresso, sendo a mencionada MP convertida na Lei n. 11.945/2009 sem tais disposições. Tais tentativas, por parte do Poder Executivo, só deixa ainda mais evidenciado que o direito ao crédito pleiteado nesses autos sempre existiu. O fato de o Poder Legislativo sempre ter repugnado essas investidas, deixa ainda mais evidenciada a legitimidade desses créditos, donde decorre que, esse Eg. CARF, como órgão aplicador das normas vigentes, também deve reconhecêlo. Por fim, importa registrar que, a despeito das diversas tentativas do Poder Executivo, todas frustradas, em tentar obstar o aproveitamento desses créditos, a própria Secretaria da Receita Federal do Brasil reconhece ser possível à convivência do direito de crédito para as pessoas jurídicas que esteja submetidas à alíquota zero. Tal conclusão é possível de se extrair da ementa da Solução de Consulta n. 18, de 25 de abril de 2013, que abaixo se transcreve, litteris: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 18 de 25 de Abril de 2013 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: Observadas as limitações legais ao creditamento, o comerciante varejista de combustíveis pode manter os créditos da não cumulatividade da Cofins que sejam vinculados às receitas sujeitas à alíquota zero em virtude do regime monofásico, quando apurados em decorrência de gastos com energia elétrica consumida no estabelecimento da pessoa jurídica, de pagamentos a pessoa jurídica referentes a aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos utilizados nas atividades da empresa e de encargos de depreciação de edificações e benfeitorias em imóveis utilizados nas atividades da empresa. É possível o ressarcimento de tais créditos ou sua compensação com outros tributos administrados pela RFB, por meio do sistema PER/DCOMP, desde que cumpridos os requisitos estabelecidos pela IN RFB nº 1.300, de 2012, e que o Pedido de Ressarcimento, obrigatório também no caso de compensação, seja efetuado dentro do prazo de cinco anos do encerramento do trimestrecalendário. Nos períodos compreendidos entre 01/05/2008 a 23/06/2008 e 01/04/2009 a 04/06/2009, esteve em vigor vedação expressa à manutenção de quaisquer créditos da Cofins nãocumulativa relacionados às vendas dos produtos sujeitos à tributação concentrada constantes no § 1º do art. 2º das Leis nº 10.833, de 2003, e nº 10.637, de 2002, por parte de distribuidores ou comerciantes atacadistas e varejistas, em decorrência das Medidas Provisórias nº 413, de 2008, e nº 451, de 2008. No mesmo sentido, a resposta dada pela Administração da Receita no “Perguntão” perguntas e Respostas Imposto sobre a Renda Pessoas Jurídica, publicado no site da SRFB, sobre a possibilidade de creditamento no chamado regime monofásico, verbis: 16. Em que consiste o sistema de tributação monofásica? Fl. 123DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 124 11 É um tratamento tributário próprio e específico que a legislação veio dar à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de determinados produtos. O objetivo é concentrar a tributação nas etapas de produção e importação, desonerando as etapas subsequentes de comercialização. A concentração da tributação ocorre com a aplicação de alíquotas maiores que as usualmente aplicadas na tributação das demais receitas, unicamente na pessoa jurídica do produtor, fabricante ou importador, e a conseqüente desoneração de tributação das etapas posteriores de comercialização no atacado e no varejo dos referidos produtos. O sistema de tributação monofásica não se confunde com os regimes de apuração cumulativa e não cumulativa das contribuições. O enquadramento de uma pessoa jurídica e de suas receitas, que se dedique à venda de produtos sujeitos à tributação monofásica, ao regime de apuração cumulativa ou não cumulativa segue as mesmas regras de enquadramento a que se sujeitam pessoas jurídicas que não comercializem produtos monofásicos. Caso a pessoa jurídica venha a estar submetida ao regime de apuração não cumulativa das contribuições, a tributação monofásica também tem natureza não cumulativa, permitindo à pessoa jurídica o aproveitamento de créditos. (fonte:http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/perguntao/dipj 2013/Capitulo_XXI_DisposicoesGerais_PISPasep_Cofins_2013) Diante de todo o exposto só se pode constatar que o direito ao crédito ora pleiteado é, de fato, indubitável e decorrente não apenas da Lei, mas da mais adequada interpretação das normas. Assim, sendo inegável tal direito, não cabe a esse Conselho restringir e limitar os créditos onde a lei não o fez, sendo de rigor o provimento do recurso da contribuinte. Fábia Regina Freitas – Relatora Fl. 124DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 125 12 Voto Vencedor Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. A matéria discutida no presente processo já foi objeto de análise e julgamento em outras turmas da 3ª Seção de Julgamento. Neste sentido invoco o § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784/99, para utilizar o voto do Conselheiro José Luiz Bordignon, abaixo transcrito, como razão de decidir. O voto foi retirado do Acórdão nº 3801001381, processo nº 10315.720434/200986, proferido na Sessão de 19/07/2012. “Em seu recurso voluntário a recorrente embasa sua defesa, da mesma forma que procedeu quando da apresentação de sua manifestação de inconformidade, nas questões relacionadas com a interpretação e aplicação da legislação à situação em concreto. Assim, a questão central para a solução da controvérsia reside na análise da possibilidade da interessada, uma vez que se ocupa do comércio varejista de combustível, utilizar como crédito os dispêndios realizados com a compra de gasolina e óleo diesel. Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Art. 1º A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: I isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero); Art. 2º Para determinação do valor da COFINS aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1º, a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). § 1º Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) I nos incisos I a III do art. 4º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998 , e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural; (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004) X no art. 23 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural. (Incluído pela Lei nº 10.925, de 2004) Fl. 125DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 126 13 § 1ºA Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores, importadores ou distribuidores com a venda de álcool, inclusive para fins carburantes, à qual se aplicam as alíquotas previstas no caput e no § 4º do art. 5º da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998. ( Incluído pela Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008 ) Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: ( Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004 ) b) nos §§ 1º e 1ºA do art. 2º desta Lei; ( Redação dada pela Lei nº 11.787, de 25 de setembro de 2008 ) Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004. Art. 4o Os arts. 2º, 5ºA e 11 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passam a vigorar com a seguinte redação: (Vigência) "Art. 2º .............................................................. § 1º ................................................................... I nos incisos I a III do art. 4º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural; Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004. Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos termos dos arts. 2o e 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, poderão descontar crédito, para fins de determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições de que trata o art. 1o desta Lei, nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeitos) Art. 16. É vedada a utilização do crédito de que trata o art. 15 desta Lei nas hipóteses referidas nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o e no art. 8o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o e no art. 10 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. Art. 4º As contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/PASEP e para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS devidas pelos produtores e importadores de derivados de petróleo serão Fl. 126DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 127 14 calculadas, respectivamente, com base nas seguintes alíquotas: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I – 5,08% (cinco inteiros e oito centésimos por cento) e 23,44% (vinte inteiros e quarenta e quatro centésimos por cento), incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) II – 4,21% (quatro inteiros e vinte e um centésimos por cento) e 19,42% (dezenove inteiros e quarenta e dois centésimos por cento), incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de óleo diesel e suas correntes; ( Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004 ) Como é de conhecimento, o regime de nãocumulatividade das contribuições PIS e COFINS foram instituídos pelas Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03, sendo que a Lei nº 10.865/04 introduziu alteração no citado regime (nos artigos 3º, inciso I, alínea "b", das referidas leis), vedando a possibilidade de creditamento nas operações de venda de gasolina e óleo diesel. Posteriormente foi editada a Lei nº 11.033/04, cujo artigo 17 estabeleceu que “as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações”, originando a contenda aqui presente. Argui a recorrente que essa norma teria revogado tacitamente aquelas restrições constantes dos artigos 3º, inciso I, alínea “b”, das Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03 (inseridas no regime de nãocumulatividade pela Lei nº 10.865/04). Em razão disso, entende ser de direito o crédito sobre as aquisições de combustíveis (gasolina, óleo diesel), sujeitos a tributação concentrada/monofásica. Quanto à controvérsia especificamente estabelecida nesse processo, fazse necessário tecer algumas considerações. Em linhas gerais, ressaltamse, a seguir, os regimes de incidência das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS. 1. Regime de Incidência Cumulativa. Nesse regime de apuração, a base de cálculo do PIS/PASEP e COFINS é a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza, conforme Lei nº 9.715, de 1998 e LC nº 70/91, cujas alíquotas são 0,65% e 3%, respectivamente. 2. Regime de Incidência NãoCumulativa. O regime da nãocumulatividade das Contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, introduzido pela EC (Emenda Constitucional) nº 42, de 2003, foi instituído pela Medida Provisória nº 66/2002 (convertida na Lei nº 10.637/2002) e Medida Provisória nº 135/2003 (convertida na Lei nº 10.833/2003), respectivamente, permitindo, nos exatos termos definidos em lei, o desconto de créditos apurados com base em custos, despesas e encargos da pessoa jurídica. Seu fundamento constitucional está gravado no art. 195, §12 da CF/1988: Fl. 127DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 128 15 Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: § 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão nãocumulativas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003). Nesse regime, as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins são, respectivamente, de 1,65% e de 7,6%. 3. Regime Diferenciado. Caracterizase pela incidência especial sobre algum tipo de receita e não sobre pessoas jurídicas, devendo as mesmas calcular as contribuições sobre as demais receitas, em existindo, na sistemática cumulativa ou não cumulativa. Tem seu fundamento constitucional no art. 149, §4º, abaixo colacionado: Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. § 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001). O regime diferenciado de apuração das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins pode ser assim especificado, resumidamente em: (i) base de cálculo e alíquota diferenciada; (ii) base de cálculo diferenciada; (iii) alíquota reduzida; (iv) substituição tributária e (v) monofásico ou concentrado. Fazse referência, a seguir, por se tratar do caso em análise, do sistema de apuração das contribuições intitulado de regime monofásico ou de alíquota concentrada. De acordo com esse regime, o importador ou produtor/fabricante tem suas alíquotas majoradas, incidindo uma única vez na cadeia de distribuição dos produtos, ficando os demais elos da referida cadeia desonerados das referidas contribuições. Quanto ao regime de apuração das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins na sistemática nãocumulativa do PIS e da Cofins a legislação não previa, de início, a inclusão das receitas sujeitas ao modelo monofásico. Somente a partir da edição da Lei nº 10.865, de 2004, permitiuse para o produtor e importador que o regime nãocumulativo do PIS e da Cofins abrangesse as receitas referente às vendas de produtos tributados com base em alíquotas diferenciadas (modelo concentrado/monofásico) e, com isso, abriuse a possibilidade destes contribuintes descontar créditos em relação a certos custos e despesas previstos nos arts. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 129 16 Podese dizer, em remate, que o regime de apuração das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins na sistemática da nãocumulatividade é geral, enquanto que o regime de tributação diferenciado na sistemática de apuração concentrada/monofásica é específico e apurado paralelamente àquele. Feitas as considerações acima, convém retornar à análise do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, abaixo colacionado, bem como o entendimento da empresa no sentido de que essa norma teria revogado tacitamente aquelas restrições constantes dos artigos 3º, inciso I, alínea “b”, das Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03 (inseridas no regime de nãocumulatividade pela Lei nº 10.865/04), verdadeira razão da controvérsia submetida a esse colegiado. Art. 17 As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Relativamente à revogação tácita invocada pela recorrente, de acordo com o artigo 2º, §§ 1° e 2º, do DecretoLei nº 4.657, de 04 de setembro de 1942 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro – “a lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior” e “a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior”. Assim, como é incontroverso que não houve revogação expressa, nem tão pouco é possível se admitir que o referido artigo regulou inteiramente a matéria, resta tão somente a possibilidade do novo texto ser incompatível com o anterior. Quanto a esse aspecto, como visto na abordagem dos regimes de incidência das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, a sistemática de apuração nas modalidades nãocumulativa e concentrada/monofásica tem fundamentos constitucionais diferentes, o que leva a concluir que são sistemas distintos, que não se misturam mesmo quando apurados paralelamente. Assim, da análise do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, é manifesto que sua aplicação se limita a apuração das contribuições sob a sistemática da não cumulatividade. Portanto, no caso de receita sujeita a tributação concentrada, caso dos autos, referido comando legal é inaplicável. Desse modo, em razão do comando normativo expresso nos artigos 2º, § 1º, I, e 3º, I, “b”, das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, respectivamente, com a redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004 (arts. 21 e 37), e pela Lei nº 10.925, de 2004 (arts. 4º e 5º), é expressamente vedado descontar créditos calculados em relação às aquisições de combustíveis (gasolina, óleo diesel), adquiridas para revenda, submetidas ao regime de tributação estabelecido no artigo 4º da Lei nº 9.718, de 1998. Por fim, uma vez que as regras da nãocumulatividade das contribuições sociais definidas nas Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 têm natureza específica e o art. 17 da Lei nº 11.033/04 é um dispositivo de caráter genérico, cujo comando não previu expressamente a revogação dos artigos 2º, § 1º, I, e 3º, I, “b” das referidas leis, predomina o princípio da especialidade na resolução do aparente conflito das leis no tempo. Significa dizer que as Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 não foram atingidas pelo artigo 17 da Lei nº 11.033/04, inexistindo o direito da contribuinte ao ressarcimento buscado através do PER/DCOMP de fls. 02/04. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 130 17 Diante do acima exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário apresentado pela recorrente.” Do meu ponto de vista, por qualquer ângulo que se observe esta questão, a conclusão a que se chega é que o aproveitamento de crédito é totalmente incompatível com o regime monofásico de apuração das contribuições do PIS e da Cofins. Somente a título ilustrativo, caso fosse acatado o entendimento defendido pela recorrente de que se pudesse aproveitar o crédito nas vendas com alíquota zero de combustíveis e óleo diesel, temos que lembrar que tanto às distribuidoras e varejistas teriam direito a este aproveitamento. Nesta situação houve a incidência do PIS e da Cofins somente na refinaria e teria que ser ressarcido o mesmo valor para os dois elos da cadeia de distribuição. Nesta hipótese, chegaríamos ao absurdo de ter uma tributação negativa, tendo a Fazenda Nacional recolhido um valor, para em seguida devolvêlo em dobro. Desta forma, diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Andrada Márcio Canuto Natal – Redator Designado. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 13609.001748/2007-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Dec 29 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1301-000.173
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
documento assinado digitalmente
Valmar Fonseca de Menezes Presidente
documento assinado digitalmente
Wilson Fernandes Guimarães
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: Não se aplica
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Resolvem os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. “documento assinado digitalmente” Valmar Fonseca de Menezes Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 09 .0 01 74 8/ 20 07 -1 5 Fl. 716DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 976 2 Relatório EMBRASIL EMPRESA BRASILEIRA DISTRIBUIDORA LTDA, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte, Minas Gerais, que manteve, na íntegra, os lançamentos tributários efetivados, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e MULTA ISOLADA, relativas aos anos calendário de 2002 e 2003, formalizadas a partir da apuração de insuficiência de recolhimento derivada da glosa de valores compensados indevidamente. Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação ao feito fiscal (fls. 108/120) por meio da qual ofereceu, em síntese, os seguintes argumentos: que não teria entendido a motivação do lançamento, visto que os débitos exigidos já teriam sido objeto de inscrição em dívida ativa nos processos n°s 13609.000625/200597 e 13609.720020/200605; que os referidos débitos haviam sido parcelados no processo n° 13609.000625/200597 (IRPJ/CDA n° 6020501038601 e CSLL/CDA n° 6060501857105); que os débitos de IRPJ no valor de R$ 1.034.769,57 e de CSLL no valor de R$ 385.458,41 estariam no processo n° 13609.720020/200605, cuja homologação da compensação havia sido indeferida pela autoridade preparadora, também haviam sido remetidos à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União (IRPJ/CDA n° 6020700166952 e CSLL/CDA n° 6060700344086), sendo que tal matéria havia sido objeto do Mandado de Segurança n° 2007.38.12.0021685 e estaria relacionada com o processo n° 10660.000339/200266 da Comercial Beneficiadora de Café Ltda (Resolução do Senado n° 28, de 2005); que, relativamente ao processo n° 10660.000339/200266, os débitos ali constantes estariam com a exigibilidade suspensa, por força do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional; que não se poderia aplicar o conceito de "crédito de terceiros", porque teria havido cisão e incorporação parcial dos ativos da Comercial Beneficiadora de Café Ltda; que nos processos nºs 10410.005902/2002 e 10410.005828/200256 teria solicitado homologação da compensação dos débitos de IRPJ e CSLL com crédito de terceiros (Cia Açucareira Usina João de Deus Ação Ordinária n° 2001.80.00.0006139 e Cooperativa de Colonização Agropecuária e Industrial Pindorama Ltda Ação Ordinária n° 2000.80.00.0041070), que estariam tramitando no Tribunal Regional Federal da 5ª Região; que, em ambos os casos, teria havido indeferimento da homologação da compensação pela autoridade preparadora, que também indeferiu o parcelamento pleiteado; Fl. 717DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 977 3 que as compensações haviam sido requeridas em procedimento administrativo regular e que teria direito à homologação da compensação dos débitos, ainda que os créditos fossem de terceiros e ainda que inexistisse decisão judicial transitada em julgado; que comprovava a existência dos créditos adquiridos da Cia Açucareira Usina João de Deus e da Cooperativa de Colonização Agropecuária e Industrial Pindorama Ltda, em conformidade com as autorizações judiciais; que o procedimento fiscal não poderia prosperar, pois, os débitos compensados teriam sido objeto de inscrição em dívida ativa e cobrança judicial e estariam devidamente parcelados; que não poderiam ser aplicadas as disposições contidas na Lei n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004, que alterou o art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, pois a lei não poderia retroagir para prejudicar o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido (inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal); que divergia do entendimento da autoridade fiscal que considerou não declaradas as compensações, porque se tratava de créditos de terceiros; que seu direito a esses créditos estaria amparado por provimentos jurisdicionais; que os débitos teriam sido remetidos à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição como dívida ativa da União e parcelados no processo n° 10410.005828/200256 (IRPJ/CDA n° 6020700166952 e CSLL/CDA n° 6060700344086); que, relativamente ao IRPJ e à CSLL anuais pagos a menor, discordava do entendimento da autoridade fiscal de que os pagamentos a título de estimativas deveriam ser glosados na compensação não declarada; que a multa de oficio não poderia prosperar, uma vez que houve os regulares recolhimentos das estimativas e dos saldos do IRPJ e da CSLL, de modo que os créditos tributários correspondentes estariam extintos pelo parcelamento; que, relativamente à multa isolada pela falta de pagamento da estimativa, teria havido engano por parte da autoridade fiscal, já que os valores correspondentes haviam sido liquidados por compensação com créditos de terceiros, que lhe foram transferidos por força de provimento jurisdicional; que teria cumprido todas as obrigações tributárias, principais e acessórias, inclusive com a apresentação da PER/DCOMP e DCTF, que são consideradas confissões de dívidas, de modo que a constituição desses débitos independe de lançamento de oficio; que, como os débitos estão extintos (inciso II do art. 156 do Código Tributário Nacional), não haveria que se falar em multa isolada; que o § 13 do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, também não seria aplicável ao presente caso, porque a legislação aplicada de oficio é posterior às confissões de dívida. Fl. 718DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 978 4 Consta dos autos a informação de que no processo n° 13607.000211/200821 houve a formalização da representação fiscal para fins penais. A 4a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte, analisando os feitos fiscais e a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 0218.135, de 19 de junho de 2008, pela procedência dos lançamentos, conforme ementa que ora transcrevo. COMPENSAÇÃO As homologações das compensações pleiteadas pela impugnante foram indeferidas pela autoridade fiscal, porque foram utilizados indevidamente créditos de terceiros. A autoridade fiscal, em procedimento de auditoria interna, identificou inconsistências entre o resultado da análise das DCOMP e os dados efetivamente informados pela contribuinte nas DCTF. Por essa razão, os saldos devedores apurados foram encaminhados para inscrição em Dívida Ativa da União junto à PGFN. Em decorrência desses fatos, as DCTF e as DCOMP apresentadas não surtiram todos os efeitos legais de confissão irretratável de dívida, caso em que o lançamento de oficio é obrigatório para constituição do crédito tributário. PENALIDADES Nos casos de lançamento de oficio, são aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal do imposto ou contribuição determinado sobre base de cálculo estimada, que deixar de ser efetuado. REFLEXO Tratandose de lançamento de CSLL decorrente, a íntima relação de causa e efeito que informa os procedimentos de IRPJ e CSLL leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo de CSLL acompanhe aquele que foi dado ao lançamento principal de IRPJ. Irresignada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 572/584, por meio do qual, renovando argumentos expendidos na peça impugnatória, aditou que a turma julgadora cometeu vários equívocos na interpretação da legislação, bem como não observou a impropriedade do auto infração, haja vista que os valores de IRPJ e CSLL ali lançados constavam de outros processos administrativos, isto é, já foram lançados, e foram inscritos em dívida ativa. Em sessão realizada em 29 de junho de 2011, a 2ª Turma Ordinária desta 3ª Câmara, por meio da Resolução nº 1302000.085, resolveu converter o julgamento em diligência para que a unidade administrativa de origem adotasse as seguintes providências: I – de acordo com o extrato de fls. 22/23, a contribuinte declarou os seguintes valores1, relativamente ao anocalendário de 2002: Imposto de Renda R$ 1.078.852,68 1 Os referidos montantes constam de quadro demonstrativo elaborado pela autoridade autuante (fls. 85). Fl. 719DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 979 5 Adicional R$ 695.235,12 PAT R$ 43.154,11 Imposto na Fonte R$ 147.300,85 Estimativa R$ 846.863,00 Imposto a Pagar R$ 736.769,84 Tomandose por base tal quadro, os valores deduzidos a título de estimativa na determinação do montante devido no ajuste anual foi de R$ 846.863,00. O lançamento, entretanto, foi efetuado considerando a soma das estimativas (R$ 846.863,00) com o saldo de imposto a pagar (R$ 736.769,84), diminuída dos montantes extintos por meio de DARF (R$ 1.032,98). Diante dessa circunstância, fosse informado se o SALDO DE IR A PAGAR assinalado na DIPJ/2003 (R$ 736.769,84) havia sido confessado por meio da competente DCTF, ou se tinha ocorrido, no caso, erro de preenchimento da declaração, de modo que o total das estimativas deduzidas foi de R$ 1.583.632,84; II – De igual forma, de acordo com o extrato de fls. 50 a contribuinte declarou os seguintes valores2, relativamente ao anocalendário de 2002: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido R$ 647.311,61 Estimativa R$ 307.949,37 CSLL A PAGAR R$ 339.362,24 Tomandose por base tal quadro, os valores deduzidos a título de estimativa na determinação do montante devido no ajuste anual foi de R$ 307.949,37. O lançamento, entretanto, foi efetuado considerando a soma das estimativas (R$ 307.949,37) com o saldo de contribuição a pagar (R$ 339.362,24), diminuída dos montantes extintos por meio de DARF (R$ 4.965,52). Diante dessa circunstância, fosse informado se o SALDO DE CSLL A PAGAR assinalado na DIPJ/2003 (R$ 339.362,24) havia sido confessado por meio da competente DCTF, ou se tinha ocorrido, no caso, erro de preenchimento da declaração, de modo que o total das estimativas deduzidas foi de R$ 647.311,61; III – anexasse cópia das páginas da DIPJ/2004 relativas às apurações dos SALDOS DE IR A PAGAR e de CSLL A PAGAR e, se fosse ocaso, considerando os valores lá assinalados, prestasse os esclarecimentos indicados nos itens I e II acima; IV – informasse as datas que os pedidos de compensação indicados na coluna COMPENSAÇÃO COM PROCESSO dos quadros de fls. 87 e 88 haviam sido protocolizados; V – informasse se os débitos inscritos em dívida ativa (processos administrativos nºs 13609.000625/200597 e 13609.720020/200605) haviam sido objeto de pedidos de parcelamento. Em caso positivo, informasse a data em que tais pedidos haviam sido protocolizados e se o parcelamento em questão encontravamse ativo; 2 Os referidos montantes constam de quadro demonstrativo elaborado pela autoridade autuante (fls. 86). Fl. 720DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 980 6 VI – esclarecesse porque não havia sido aplicada multa isolada relativamente às estimativas tidas como não recolhidas no anocalendário de 2002; VII – informasse a data de transmissão das PER/DCOMP por meio das quais a contribuinte pretendeu compensar débitos com crédito discutido no processo administrativo nº 10660.000339/200266; VIII – promovesse a anexação da decisão (ou decisões) exarada em segunda instância (e instância especial, se fosse o caso) no processo administrativo nº 10660.000339/2002663; e IX – intimasse a contribuinte a aportar aos autos documentos que comprovassem a transferência, para ela, por meio de CISÃO, do crédito discutido no processo administrativo nº 10660.000339/200266. Em atendimento, a Delegacia da Receita Federal em Sete Lagoas, Minas Gerais, produziu a Informação Fiscal de fls. 768/773, da qual transcrevo os seguintes fragmentos: Assim, em atendimento à citada Resolução e em resposta aos questionamentos elencados pelo Conselheiro Relator, são prestadas as seguintes informações: I O "SALDO DE IR A PAGAR" assinalado na DIPJ/2003 R$ 736.769,84 não foi confessado em DCTF. Tal valor realmente está incluso no total das estimativas declaradas sob o cód. 2362 para o ano de 2002 (fl. 85); II Da mesma forma que o item anterior, o “SALDO DE CSLL A PAGAR” assinalado na DIPJ/2003 – R$ 339.362,24 também não foi confessado em DCTF. Tal valor realmente esta incluso no total das estimativas declaradas sob o cód. 2484 para o ano de 2002 (f1.86); III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88). Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605; IV Para os meses de Outubro a Dezembro de 2003, tanto IRPJ quanto CSLL, o contribuinte informou a compensação via Dcomp, conforme quadro seguinte: N° da Dcomp Informada na DCTF N° da Dcomp que informou o débito out/03 11951.80993.150104.1.7.0450772 5259.70541.130204.1.3.049172 nov/0311951.80993.150104.1.7.045077 25259.70541.130204.1.3.049172 dez/03 39551.59875.290104.1.7.049859 25259.70541.130204.1.3.049172 Portanto, houve outro engano no preenchimento da DCTF, tendo o contribuinte apresentado os pedidos de compensação no dia 13/02/2004; V O processo 13609.000625/200597 foi objeto de parcelamento especial definido na Lei n° 11.941/09, tendo sido protocolizado o pedido em 30/11/2009, encontrandose ativo tal parcelamento. Frisese, novamente, que os valores dos ajustes 3 De acordo com sistema de controle de processos, o processo administrativo nº 10660.000339/200266 havia sidoi movimentado para a Delegacia da Receita Federal em Varginha em 25 de maio de 2011. O referido controle indicava trânsito do citado processo pela Câmara Superior de Recursos Fiscais. Fl. 721DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 981 7 anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos nesse processo. Os demais débitos (abril a setembro de 2003) incluídos nesse processo, conforme informação mais adiante, estão sendo excluídos a pedido desta DRF; Quanto ao processo 13609.720020/200605, informo que o contribuinte impetrou Mandado de Segurança e obteve decisão judicial favorável para o sobrestamento da cobrança até o julgamento de pedido de compensação formulado junto aos autos do processo 10660.000339/200266. Este processo ainda se encontra em julgamento no CARF; VI Não foi aplicada a multa isolada das estimativas para o ano de 2002 por duas razões: porque havia recolhimentos via DARF e retenções em diversos meses ao longo de 2002 e para evitar discussões quanto a uma possível decadência, pois o procedimento iniciou, e finalizou, em Dezembro de 2007; VII As PER/DCOMP utilizadas pelo contribuinte para compensar débitos, contestados neste processo (IRPJ e CSLL de 2002 e 2003), com crédito discutido no processo administrativo 10660.000339/200166 foram transmitidas em 13/02/2004 e 18/01/2005: tratase das PERD/DCOMP 25259.70541.130204.1.3.049172 e 33987.09655.180105.1.3.047018. VIII Estão sendo juntadas as decisões proferidas no processo administrativo 10660.000339/200166, processo que, inclusive, já foi digitalizado. IX Termo de Intimação Fiscal lavrado, tendo a empresa apresentada a resposta em 19/04/2012. Todos os documentos estão juntados aos autos. Esclareço ainda que, oriundo de requerimento do contribuinte, a Seção de Orientação e Análise Tributária desta Delegacia SAORT/DRF/STL proferiu decisão no processo 13609.720738/201231, nos seguintes termos: “a) a suspensão no sistema Sief dos débitos de IRPJ e CSLL, períodos de apuração 12/2003, declarados na DCTF n° 0001.002.009/61970619, nos códigos 2362 e 2484, nos valores de R$ 773.297,87 e R$ 239.955,68, tendo em vista o lançamento de ofício do IRPJ e da CSLL, processo n° 13609.001748/200715; b) a exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL, relativos aos períodos de apuração de outubro, novembro e dezembro/2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, sob os código 2362 e 2484, tendo em vista o lançamento de oficio do IRPJ e da CSLL, processo n° 13609.001748/200715; c) seja solicitado o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL, relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484, tendo em vista o lançamento de oficio do IRPJ e da CSLL, processo n° 13609.001748/200715;” Cientificada da Informação Fiscal acima referenciada, a contribuinte trouxe aos autos os esclarecimentos a seguir reproduzidos (fls. 778/779). Há um ligeiro equívoco na afirmativa: “III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de .fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605;”, devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" Fl. 722DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 982 8 como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal “III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88)” Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 – IRPJ mensal e 2484/01 – CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo nº 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento. Assim sendo, a recorrente reafirma o pedido de provimento de seu recurso para cancelamento do auto de infração e seus consectários legais. No despacho de encaminhamento do presente processo a este Colegiado, a Delegacia da Receita Federal em Sete Lagoas informou que o acórdão nº 930300204, de 12 de agosto de 2009, da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, referente ao processo nº 10660.000339/200266, encontravase digitalizado e disponível para consulta pelo sistema e processo. Retornando os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, esta 1ª Turma Ordinária, em sessão realizada em 06 de novembro de 2012, resolveu mais uma vez converter o julgamento em diligência (Resolução nº 1301000.096). Transcrevo, abaixo, os questionamentos estampados na Resolução nº 1301 000.096. I – IRPJ do anocalendário de 2002 O total lançado foi de R$ 1.582.599,87, que correspondeu a soma das estimativas compensadas com processo, que, também, representa a soma dos valores declarados na DIPJ/2003 a título de IMPOSTO DE RENDA MENSAL PAGO POR ESTIMATIVA (R$ 846.863,00) e de IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (R$ 736.769,84), subtraída da estimativa paga por DARF (R$ 1.032,98), conforme documentos de fls. 23 (Ficha 12 A da DIPJ/2003) e 85 (planilha que serviu de base para o lançamento). Fl. 723DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 983 9 Na planilha de fls. 85 consta a informação de que os processos vinculados à compensação, referentes a créditos de terceiros, são os seguintes: 10410.003714/2002 71 e 10660.000339/200266. Referidos processos têm como interessados a Cooperativa de Colonização Industrial Pindorama Ltda. e Comercial Beneficiadora de Café Ltda, o que leva à suposição de que os créditos (de terceiros) encontramse em tais processos. Não restaram identificados, assim, os processos administrativos relativos aos pedidos de compensação (com créditos de terceiros). Entretanto, de acordo com o recurso voluntário impetrado, os referidos processos seriam os seguintes: 13609.720020/200605 – R$ 736.769,84 10410.005828/200256 – R$ 845.830,03 Indagações: a) do total lançado relativamente ao IRPJ de 2002, o montante de R$ 736.769,84 efetivamente consta do processo nº 13609.720020/200605? b) se o valor de R$ 736.769,84 consta do processo nº 13609.720020/200605, este montante também foi inscrito em dívida ativa e encontrase com a cobrança suspensa em razão da decisão prolatada no Mandado de Segurança nº 2007.38.12.0021685?; c) se for o caso, alguma providência foi tomada no sentido de cancelar a inscrição em dívida ativa do montante de R$ 736.769,84 (vez que tal valor integrou o lançamento de ofício)? d) considerada informação trazida pela contribuinte, o montante de R$ 845.830,03 foi inscrito em dívida ativa (CDAs nºs 60707009836 e 6060700346534)? II – CSLL do anocalendário de 2002 O total lançado foi de R$ 642.346,09, que correspondeu a soma das estimativas compensadas com processo, que, também, representa a soma dos valores declarados na DIPJ/2003 a título de CSLL MENSAL PAGA POR ESTIMATIVA (R$ 307.949,37) e de CONTRIBUIÇÃO SOCIAL A PAGAR (R$ 339.362,24), subtraída da estimativa paga por DARF (R$ 4.965,52), conforme documentos de fls. 50 (Ficha 17 da DIPJ/2003) e 86 (planilha que serviu de base para o lançamento). Na planilha de fls. 86 consta a informação de que os processos vinculados à compensação, referentes a créditos de terceiros, são os seguintes: 10410.003714/2002 71 e 10660.000339/200266. Referidos processos têm como interessados a Cooperativa de Colonização Industrial Pindorama Ltda. e Comercial Beneficiadora de Café Ltda., o que leva à suposição de que os créditos (de terceiros) encontramse em tais processos. Não restaram identificados, assim, os processos administrativos relativos aos pedidos de compensação (com créditos de terceiros). Entretanto, de acordo com o recurso voluntário impetrado, os referidos processos seriam os seguintes: 13609.720020/200605 – R$ 339.362,24 10410.005828/200256 – R$ 298.018,33 Fl. 724DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 984 10 Cabe notar que a soma dos valores acima indicados com o montante pago por meio de DARF não corresponde ao total lançado. Indagações: a) do total lançado relativamente à CSLL de 2002, o montante de R$ 339.362,24 efetivamente consta do processo nº 13609.720020/200605? b) se o valor de R$ 339.362,24 consta do processo nº 13609.720020/200605, este montante também foi inscrito em dívida ativa e encontrase com a cobrança suspensa em razão da decisão prolatada no Mandado de Segurança nº 2007.38.12.0021685?; c) se for o caso, alguma providência foi tomada no sentido de cancelar a inscrição em dívida ativa do montante de R$ 339.362,24 (vez que tal valor integrou o lançamento de ofício)? d) considerada informação trazida pela contribuinte, o montante de R$ 298.018,33 foi inscrito em dívida ativa (CDAs nºs 60707009836 e 6060700346534)? III – IRPJ do anocalendário de 2003 De acordo com a FICHA 12 da Declaração de Informações relativa ao ano calendário de 2003 (DIPJ/2004), fls. 690, a contribuinte extinguiu o saldo de imposto de R$ 1.193.476,25 informando pagamento de estimativas de igual montante. O valor considerado no auto de infração, contudo, foi de R$ 1.770.892,60, que correspondeu, segundo relatório da diligência fiscal, ao montante registrado a título de estimativa na DCTF (planilha de fls. 87). Indagação: tratandose de infração descrita como IMPOSTO ANUAL PAGO A MENOR (Relatório de Auditoria Fiscal – fls. 81), qual o motivo que levou à tributação do total das estimativas compensadas com processo, quando, a princípio, o lançamento deveria limitarse ao montante do ajuste anual que foi compensado com referidas estimativas (R$ 1.193.476,25, excluído o valor de R$ 290,32, relativo à estimativa extinta por meio de DARF)? De acordo com o recurso voluntário interposto, o Imposto de Renda relativo ao anocalendário de 2003 teria sido “liquidado” da seguinte forma: R$ 1.034.785,94 – PER/DCOMP (processo nº 13609.720020/200605) R$ 158.400,00 – Inscrição em Dívida Ativa (processo nº 10410.005828/200256 – CDAs nºs 60707009836 e 6060700346534) R$ 577.706,66 – Inscrição em Dívida Ativa (processo nº 13609.000625/200597 parcelado na Procuradoria da Fazenda Nacional). De acordo com a planilha de fls. 87, relativamente as estimativas compensadas com processo, temos: Total Lançado: R$ 1.770.982,00 PFN – Inscrição (processo nº 13609.000625/200597) R$ 577.706,66 PFN – Inscrição (processo nº 13609.720020/200605) R$ 261.482,70 PFN – Inscrição (processo nº 13609.720020/200605) R$ 773.286,87 Fl. 725DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 985 11 Solicitações: 1. o valor de R$ 773.286,87, identificado como ANUAL na planilha, pelo que foi possível depreender, foi considerado, para fins de lançamento, nas estimativas compensadas com processo. Sendo correta a assertiva, solicito esclarecimento acerca da consideração abaixo reproduzida, trazida na resposta à diligência requerida anteriormente. [...] Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605; 2. não obstante o disposto acima, solicito informações acerca da argumentação abaixo transcrita (inclusive em relação ao documento de fls. 783/785), trazida pela contribuinte em resposta ao resultado da diligência que lhe foi apresentado. [...] Há um ligeiro equívoco na afirmativa: “III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de .fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605;”, devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal “III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88)” Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 – IRPJ mensal e 2484/01 – CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo nº 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento. Fl. 726DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 986 12 Na resposta à diligência requisitada foi informado que, em atendimento a requerimento da contribuinte (processo nº 13609.720738/201231), foi efetuada a exclusão (da inscrição em dívida ativa, supõese) dos débitos de IRPJ relativos aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, e pedido o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de IRPJ relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484. Solicitações: 1. diante do fato de que, enquanto as medidas acima referenciadas (exclusão dos débitos da inscrição em dívida ativa) não forem efetivadas, a duplicidade de exigência resta caracterizada, solicito que sejam encaminhados documentos comprobatórios da efetivação da providência (o processo deverá retornar com pronunciamento conclusivo acerca desta questão, eis que, do contrário, este Colegiado ficará impedido de julgar a controvérsia instaurada); 2. indique, detalhadamente, considerado o valor lançado, os valores encaminhados à PFN que tiveram a respectiva inscrição cancelada. IV – CSLL do anocalendário de 2003 De acordo com a FICHA 17 da Declaração de Informações relativa ao ano calendário de 2003 (DIPJ/2004), fls. 691, a contribuinte extinguiu o saldo da Contribuição Social de R$ 449.069,11 informando pagamento de estimativas de igual montante. O valor considerado no auto de infração, contudo, foi de R$ 695.805,09, que correspondeu, segundo relatório da diligência fiscal, ao montante registrado a título de estimativa na DCTF (planilha de fls. 88). Indagação: tratandose de infração descrita como IMPOSTO ANUAL PAGO A MENOR (Relatório de Auditoria Fiscal – fls. 81), qual o motivo que levou à tributação do total das estimativas compensadas com processo, quando, a princípio, o lançamento deveria limitarse ao montante do ajuste anual que foi compensado com referidas estimativas (R$ 449.069,11, excluído o valor de R$ 6.010,70 relativo à estimativa extinta por meio de DARF)? De acordo com o recurso voluntário interposto, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido relativa ao anocalendário de 2003 teria sido “liquidada” da seguinte forma: R$ 385.458,42 – PER/DCOMP (processo nº 13609.720020/200605) R$ 57.600,00 – Inscrição em Dívida Ativa (processo nº 10410.005828/200256 – CDAs nºs 60707009836 e 6060700346534) R$ 252.746,67 – Inscrição em Dívida Ativa (processo nº 13609.000625/200597 parcelado na Procuradoria da Fazenda Nacional). De acordo com a planilha de fls. 88, relativamente as estimativas compensadas com processo, temos: Total Lançado: R$ 695.805,09 PFN – Inscrição (processo nº 13609.000625/200597) R$ 252.746,67 PFN – Inscrição (processo nº 13609.720020/200605) R$ 145.502,73 Fl. 727DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 987 13 PFN – Inscrição (processo nº 13609.720020/200605) R$ 239.955,68 Solicitações: 1. o valor de R$ 239.955,68, identificado como ANUAL na planilha, pelo que foi possível depreender, foi considerado, para fins de lançamento, nas estimativas compensadas com processo. Sendo correta a assertiva, solicito esclarecimento acerca da consideração abaixo reproduzida, trazida na resposta à diligência requerida anteriormente. [...] Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605; 2. não obstante o disposto acima, solicito informações acerca da argumentação abaixo transcrita (inclusive em relação ao documento de fls. 783/785), trazida pela contribuinte em resposta ao resultado da diligência que lhe foi apresentado. [...] Há um ligeiro equívoco na afirmativa: “III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de .fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605;”, devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal “III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88)” Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 – IRPJ mensal e 2484/01 – CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo nº 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento. Fl. 728DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 988 14 Na resposta à diligência requisitada foi informado que, em atendimento a requerimento da contribuinte (processo nº 13609.720738/201231), foi efetuada a exclusão (da inscrição em dívida ativa, supõese) dos débitos de CSLL relativos aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, e pedido o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de CSLL, relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484. Solicitações: 1. diante do fato de que, enquanto as medidas acima referenciadas (exclusão dos débitos da inscrição em dívida ativa) não forem efetivadas, a duplicidade de exigência resta caracterizada, solicito que sejam encaminhados documentos comprobatórios da efetivação da providência (o processo deverá retornar com pronunciamento conclusivo acerca desta questão, eis que, do contrário, este Colegiado ficará impedido de julgar a controvérsia instaurada); 2. indique, detalhadamente, considerado o valor lançado, os valores encaminhados à PFN que tiveram a respectiva inscrição cancelada. Por fim, solicito que órgão requisitado (Delegacia da Receita Federal em Sete Lagoas) se pronuncie sobre a seguinte questão: diante da suspensão da cobrança relativa ao processo administrativo nº 13609.720020/200605 (Mandado de Segurança nº 2007.38.12.0021685), ainda que a exclusão solicitada em atendimento ao requerido pela contribuinte por meio do processo nº 13609.720738/201231 tenha sido efetivada, penso que será merecedora de apreciação a abrangência da decisão judicial, ou seja, o fato de os débitos serem excluídos da dívida ativa e passarem a ser exigidos por meio do presente processo deve ser objeto de análise, em razão do provimento judicial conferido à contribuinte. De acordo com dados colhidos no sistema de controle de processos (eprocesso), a COMERCIAL BENEFICIADORA DE CAFÉ LTDA., nos autos do processo administrativo nº 10660.000339/200266, interpôs, em 14 de novembro de 2011, Embargos de Declaração, e, atualmente, o referido processo encontrase no Serviço da Seção de Julgamento da 3ª Seção deste Colegiado. (GRIFOS DO ORIGINAL) Reproduzo, a seguir, fragmentos da INFORMAÇÃO FISCAL aportada aos autos pela Delegacia da Receita Federal em Sete Lagoas (fls. 959/974). Para tanto, faço breve referência à indagação formulada pela Resolução nº 1301000.096, de modo a tornar compreensível o pronunciamento da unidade administrativa referenciada. Indagações: a) do total lançado relativamente ao IRPJ de 2002, o montante de R$ 736.769,84 efetivamente consta do processo n° 13609.720020/200605? NÃO. O Valor de R$736.769,84 não consta do processo 13609.720020/2006 05. O Despacho Decisório do Delegado emitido em 23/02/2007 (DD 17/2007) considerou não declaradas as compensações lá relacionadas. Dentre estas compensações estava incluso o valor de R$736.769,84 (Tabela 2: Dcomp 25259.70541.130204.1.3.049172), sendo determinada a sua exclusão do sistema Profisc (Tabela 15). Assim, tal valor foi excluído do processo 13609.720020/200605 em 06/03/2007 (ver Histórico do processo 13609.720020/200605) e por isso não constou da Carta Cobrança n° 014/2007 emitida nesse mesmo dia 06/03/2007. Fl. 729DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 989 15 b) se o valor de R$ 736.769,84 consta do processo n° 13609.720020/200605, este montante também foi inscrito em dívida ativa e encontrase com a cobrança suspensa em razão da decisão prolatada no Mandado de Segurança n° 2007.38.12.0021685? Ver resposta da letra "a". c) se for o caso, alguma providência foi tomada no sentido de cancelar a inscrição em dívida ativa do montante de R$ 736.769,84 (vez que tal valor integrou o lançamento de oficio)? Ver resposta da letra "a". d) considerada informação trazida pela contribuinte, o montante de R$ 845.830,03 foi inscrito em dívida ativa (CDAs nºs 60707009836 e 60607003465 34)? Os CDAs 6070700099836 e 6060700346534 referemse as inscrições em divida ativa de PIS e COFINS, respectivamente. Tais CDAs realmente são oriundos do processo 10410005825/200256, porém sem qualquer relação com o IRPJ de 2002. Ou seja, o montante de R$845.830,03 não foi inscrito em dívida ativa. Indagações: a) do total lançado relativamente à CSLL de 2002, o montante de R$ 339.362,24 efetivamente consta do processo n° 13609.720020/200605? NÃO. O Valor de R$339.362,24 não consta do processo 13609.720020/200605. O Despacho Decisório do Delegado emitido em 23/02/2007 (DD 17/2007) considerou não declaradas as compensações lá relacionadas. Dentre estas compensações estava incluso o valor de R$339.362,24 (Tabela 2: Dcomp 25259.70541.130204.1.3.049172), sendo determinada a sua exclusão do sistema Profisc (Tabela 15). Assim, tal valor foi excluído do processo 13609.720020/200605 em 06/03/2007 (ver Histórico do processo 13609.720020/200605) e por isso não constou da Carta Cobrança nº 014/2007 emitida nesse mesmo dia 06/03/2007. b) se o valor de R$ 339.362,24 consta do processo n° 13609.720020/200605, este montante também foi inscrito em dívida ativa e encontrase com a cobrança suspensa em razão da decisão prolatada no Mandado de Segurança n°2007.38.12.0021685? Ver resposta da letra "a". c) se for o caso, alguma providência foi tomada no sentido de cancelar a inscrição em dívida ativa do montante de R$ 339.362,24 (vez que tal valor integrou o lançamento de oficio)? Ver resposta da letra "a". d) considerada informação trazida pela contribuinte, o montante de R$ 298.018,33 foi inscrito em dívida ativa (CDAs nºs 60707009836 e 60607003465 34)? Os CDAs 6070700099836 e 6060700346534 referemse às inscrições em dívida ativa de PIS e COFINS, respectivamente. Realmente são oriundos do processo 10410005825/200256, porem sem qualquer relação com a CSLL de 2002. Ou seja, Fl. 730DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 990 16 esse montante de R$298.018,33 citado pelo contribuinte não foi inscrito em dívida ativa. Indagação: tratandose de infração descrita como IMPOSTO ANUAL PAGO A MENOR (Relatório de Auditoria Fiscal fls. 81), qual o motivo que levou à tributação do total das estimativas compensadas com processo, quando, a principio, o lançamento deveria limitarse ao montante do ajuste anual que foi compensado com referidas estimativas (R$ 1.193.476,25, excluído o valor de R$ 290,32, relativo estimativa extinta por meio de DARF)? O valor de RS 1.770.892,60 foi considerado tendo em vista a realidade dos fatos. Como houve confusão por parte do contribuinte em relação à apuração da estimativa mensal (especialmente a de Dezembro) e à apuração do lucro real anual, e como também havia desencontro de informações entre a DCTF e a DIPJ, a realidade demonstrava que o valor total anual apurado de IR era de R$1.771.182,92, conforme planilha de fl 87, exatamente em função desta confusão com a estimativa de Dezembro. Esta situação também ocorrera em 2002. E isso ficou cabalmente demonstrado, inclusive posteriormente, quando o próprio contribuinte sequer questionou na impugnação e inclusive promoveu a alteração na DCTF em maio/2009 para informar os mesmos valores de IR apurados por esta fiscalização no procedimento. Solicitações: 1. o valor de R$ 773.286,87, identificado como ANUAL na planilha, pelo que foi possível depreender, foi considerado, para fins de lançamento, nas estimativas compensadas com processo. Sendo correta a assertiva, solicito esclarecimento acerca da consideração abaixo reproduzida, trazida na resposta à diligência requerida anteriormente. Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605; O Despacho Decisório do Delegado emitido em 23/02/2007 (Notificação/Saort/DRF/STL/MG nº 043/2007) considerou não declaradas as compensações lá relacionadas. Dentre estas compensações estava incluso o valor de R$773.297,87 cód 2430 (Tabela 12: Dcomp 33987.09655.180105.1.3.047018), sendo determinada a sua exclusão do sistema Profisc. Assim, tal valor foi excluído do processo 13609.720020/200605 em 06/03/2007 (ver Histórico do processo 13609.720020/200605) e por isso não constou da Carta Cobrança n° 014/2007 emitida nesse mesmo dia 06/03/2007. Assim, retificaria a informação anterior para adequação ao correto tempo verbal: ao invés de "não foram incluídos" passaria a ser "não estavam inclusos". 2. não obstante o disposto acima, solicito informações acerca da argumentação abaixo transcrita (inclusive em relação ao documento de fls. 783/785), trazida pela contribuinte em resposta ao resultado da diligência que lhe foi apresentado. Há um ligeiro equivoco na afirmativa: "III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL,respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo I3609.720020/200605;", devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STUMG N° Fl. 731DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 991 17 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal "III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de 1nfraço foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88)" Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança – Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 IRPJ mensal e 2484/01 CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo n° 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento Na resposta à diligência requisitada foi informado que, em atendimento a requerimento da contribuinte (processo n° 13609.720738/201231), foi efetuada a exclusão (da inscrição em divida ativa, supõese) dos débitos de IRPJ relativos aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, e pedido o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de IRPJ relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484. Cabe estabelecer a ordem dos fatos para melhor elucidação da questão. Ordem inclusive conhecida do contribuinte e mencionada no Mandado de Segurança. Realmente houve a Notificacão/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 2006 que deu ciência do Despacho Decisório de 13/11/2006, referente ao processo 13609.720020/200605, e da Carta de cobrança 167/2006. Porém, tal Notificação foi tornada sem efeito por meio do já citado Despacho Decisório emitido em 23/02/2007 Notificação/Saort/FRF/STL/MG N° 043/2007 de 07 de março de 2007. Neste Despacho Decisório, além de tornar sem efeito a NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 (e conseqüentemente a Carta de Cobrança 167/2006), determinou a exclusão no Profisc de diversos débitos, entre eles os valores de R$773.297,87 (cód 2430) e R$239.955,68 (cód 6773). A exclusão ocorreu em 06/03/2003 tendo sido emitida no mesmo dia uma nova Carta Cobrança, a de nº 014/2007, que cobrava os débitos remanescentes, constantes do processo 13609.720020/200605 naquela data. Fl. 732DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 992 18 E foi em função deste novo Despacho Decisório (e conseqüente da Carta Cobrança nº 014/2007) que foi impetrado o Mandado de Segurança. Inclusive isso foi explicado pelo próprio contribuinte na petição inicial do Mandado de Segurança (fls. 650 a 652) impetrado em 28/08/2007 (MS 2007.38.12.0021685). Quanto ao processo 13609.000625/200597, constatase que houve o parcelamento nos termos da Lei nº 11.941/09 (Refis da Crise), que existiram pagamentos e que alguns débitos encontramse quitados junto à PFN. Assim, a proposta de exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL de abril a setembro/2003 (Despacho Decisório no processo 13609.720738/201231), tendo em vista o lançamento de ofício do presente processo administrativo fiscal, não foi efetuada pela PFN/MG. Já a exclusão dos débitos de estimativa de outubro a dezembro/2003, processo 13609.720020/200605, foi realizada para evitar a cobrança em duplicidade. Solicitações: 1. diante do fato de que, enquanto as medidas acima referenciadas (exclusão dos débitos da inscrição em dívida ativa) não forem efetivadas, a duplicidade de exigência resta caracterizada, solicito que sejam encaminhados documentos comprobat6rios da efetivação da providência (o processo deverá retornar com pronunciamento conclusivo acerca desta questão, eis que, do contrário, este Colegiado ficará impedido de julgar a controvérsia instaurada); 2. indique, detalhadamente, considerado o valor lançado, os valores encaminhados à PFN que tiveram a respectiva inscrição cancelada. Foram anexadas as telas dos sistemas que demonstram tanto o histórico da exclusão dos débitos quanto os valores de débitos que constam atualmente nos processos 13609.720020/200605 e 13609.000625/200597. Do que foi colocado até aqui merecem esclarecimentos os seguintes tópicos: Houve a exclusão das estimativas. (cód. 2362) de outubro, novembro e dezembro de 2003 cadastradas no processo 13609.720020/200605. O objetivo era evitar a duplicidade com o valor lançado no presente processo. Os débitos excluídos referiamse aos valores declarados em DCTF ativa quando da emissão do Despacho Decisório de 23/02/2013. Esclareçase ainda que não havia qualquer decisão judicial quando foi efetuado o lançamento tributário objeto destes Autos e encontravase vigente os ditames da Solução de Consulta Interna SCI – nº 18/2006; O processo 13609.000625/200597 encontrase na PGFN e foi parcelado de acordo com a Lei 11.941/09. Pelo extrato do sistema da PGFN, encontramse quitados integralmente os meses de abril a julho/2003, quitado parcialmente o mês de agosto/2003 e não quitado o débito de setembro/2003; Deste modo, podemos resumir os débitos do IRPJ de 2003 na seguinte tabela: DCTF Crédito Vinculado com Darf Débito Inscrito Processo Situação Janeiro 79.200,00 Fevereiro 79.200,00 Fl. 733DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 993 19 Março Abril 92.640,00 92.640,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Maio 87.840,00 87.840,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Junho 86.240,00 86.240,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Julho 96.640,00 96.640,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Agosto 102.240,00 102.240,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Setembro 112.106,66 112.106,66 13609.000625/200597 Não Quitado Outubro 124.313,90 124.313,11 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 Novembro 70.923.33 70.918,75 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 Dezembro 66.541,16 290,32 66.250,84 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 ANUAL 773.297,87 773.286,87 13609.720020/200605 Excluído mar/2007 Indagação: tratandose de infração descrita como IMPOSTO ANUAL PAGO A MENOR Relatório de Auditoria Fiscal fls. 81), qual o motivo que levou à tributação do total das estimativas compensadas com processo, quando, a principio, o lançamento deveria limitarse ao montante do ajuste anual que foi compensado com referidas estimativas (R$ 449.069,11, excluído o valor de R$ 6.010,70 relativo estimativa extinta por meio de DARF)? O valor de R$ 695.805,09 realmente foi considerado tendo em vista a soma das estimativas do período. Porém, esta era a realidade da empresa. Como houve confusão por parte do contribuinte, tanto em 2002 quanto em 2003, em relação à apuração da estimativa mensal (especialmente a de Dezembro) e apuração do lucro real anual, e como também havia desencontro de informações entre a DCTF e a DIPJ, a realidade demonstrava que o valor total anual apurado da CSLL era de R$ 701.815,79, conforme planilha de fl 88. E isso ficou cabalmente demonstrado, inclusive posteriormente, quando o próprio contribuinte sequer questionou na impugnação essa questão e inclusive promoveu a alteração na DCTF em maio/2009 para informar os mesmos valores de CSLL apurados por esta fiscalização no procedimento. Solicitações: 1. o valor de R$ 239.955,68, identificado como ANUAL na planilha, pelo que foi possível depreender, foi considerado, para fins de lançamento, nas estimativas compensadas com processo. Sendo correta a assertiva, solicito esclarecimento acerca da consideração abaixo reproduzida, trazida na resposta à diligência requerida anteriormente. [...]Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/2006 05; O Despacho Decisório do Delegado emitido em 23/02/2007 (Notificação/Saort/DRF/STL/MG no 043/2007) considerou não declaradas as compensações lá relacionadas. Dentre estas compensações estava incluso o valor de R$ Fl. 734DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 994 20 239.955,68 cód 6776 (Tabela 12: Dcomp 33987.09655.180105.1.3.047018), sendo determinada a sua exclusão do sistema Profisc. Assim, tal valor foi excluído do processo 13609.720020/200605 em 06/03/2007 (ver Histórico do processo 13609.720020/200605) e por isso não constou da Carta Cobrança n° 014/2007 emitida nesse mesmo dia 06/03/2007. Assim, retificaria a informação anterior para adequação ao correto tempo verbal: ao invés de "não foram incluídos" passaria a ser "não estavam inclusos". 2. não obstante o disposto acima, solicito informações acerca da argumentação abaixo transcrita (inclusive em relação ao documento de fls. 783/785), trazida pela contribuinte em resposta ao resultado da diligência que lhe foi apresentado. [...] Há um ligeiro equívoco na afirmativa: "III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605;", devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal "III – Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 fls. 87 e 88)" Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança – Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 1RPJ mensal e 2484/01 CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo n° 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento. Na resposta à diligência requisitada foi informado que, em atendimento a requerimento da contribuinte (processo n° 13609.720738/201231), foi efetuada a Fl. 735DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 995 21 exclusão (da inscrição em divida ativa, supõese) dos débitos de CSLL relativos aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, e pedido o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de CSLL, relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484. Cabe estabelecer a ordem dos fatos para melhor elucidação da questão. Ordem inclusive conhecida do contribuinte e mencionada no Mandado de Segurança. Realmente houve a Notificação/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 2006 que deu ciência do Despacho Decisório de 13/11/2006, referente ao processo 13609.720020/200605, e da Carta de cobrança 167/2006. Porém, tal Notificação foi tornada sem efeito por meio do já citado Despacho Decisório emitido em 23/02/2007 Notificação/Saort/FRF/STL/MG N° 043/2007 de 07 de março de 2007. Neste Despacho Decisório, além de tornar sem efeito a NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 (e conseqüentemente a Carta de Cobrança 167/2006), determinou a exclusão no Profisc de diversos débitos, entre eles os valores de R$773.297,87 (cod 2430) e R$239.955,68 (cód 6773). A exclusão ocorreu em 06/03/2003 tendo sido emitida no mesmo dia uma nova Carta Cobrança, a de n° 014/2007, que cobrava os débitos remanescentes, constantes do processo 13609.720020/200605 naquela data. E foi em função deste novo Despacho Decisório (e conseqüente da Carta Cobrança nº 014/2007) que foi impetrado o Mandado de Segurança. Inclusive isso foi explicado pelo próprio contribuinte na petição inicial do Mandado de Segurança (fls. 650 a 652) impetrado em. 28/08/2007 (MS 2007.38.12.0021685). Portanto, o valor de R$239.955,68 não constava do processo 13609.720020/200605 quando impetrado o Mandado de Segurança, nem quando lavrado o Auto de Infração. Quanto ao processo 13609.000625/200597, constatase que houve o parcelamento nos termos da Lei n° 11.941/09 (Refis da Crise), que existiram pagamentos e que alguns débitos encontramse quitados na PFN. Assim, a proposta de exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL de abril a setembro/2003 (Despacho Decisório no processo 13609.720738/201231), tendo em vista o lançamento de ofício do presente processo administrativo fiscal, não foi efetuada pela PFN/MG. Já a exclusão dos débitos de estimativa de outubro a dezembro/2003 processo 13609.720020/200605 foi realizada para evitar a cobrança em duplicidade. Solicitações: 1. diante do fato de que, enquanto as medidas acima referenciadas (exclusão dos débitos da inscrição em divida ativa) não forem efetivadas, a duplicidade de exigência resta caracterizada, solicito que sejam encaminhados documentos comprobatórios da efetivação da providência (o processo deverá retornar com pronunciamento conclusivo acerca desta questão, eis que, do contrário, este Colegiado ficara impedido de julgar a controvérsia instaurada); 2. indique, detalhadamente, considerado o valor lançado, os valores encaminhados à PFN que tiveram a respectiva inscrição cancelada. Foram anexadas as telas dos sistemas que demonstram tanto o histórico da exclusão dos débitos quanto os valores de débitos que constam atualmente nos processos 13609.720020/200605 e 13609.000625/200597. Do que foi colocado até aqui merecem esclarecimentos os seguintes tópicos: Fl. 736DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 996 22 Houve a exclusão das estimativas (cód. 2484) de outubro, novembro e dezembro de 2003 cadastradas no processo 13609.720020/200605. O objetivo era evitar a duplicidade com o valor lançado no presente processo . Os débitos excluídos referiamse aos valores declarados em DCTF ativa quando da emissão do Despacho Decisório de 23/02/2013. Esclareçase ainda que não havia qualquer decisão judicial quando foi efetuado o lançamento tributário objeto destes Autos e encontravase vigente os ditames da Solução de Consulta Interna SCI nº 18/2006; O processo 13609.000625/200597 encontrase na PGFN e foi parcelado de acordo com a Lei 11.941/09. Pelo extrato do sistema da PGFN, encontramse quitados integralmente os meses de abril a julho/2003, quitado parcialmente o mês de agosto/2003 e não quitado o débito de setembro/2003; Deste modo, podemos resumir os débitos da CSLL de 2003 na seguinte tabela: DCTF Crédito Vinculado com Darf Débito Inscrito Processo Situação Janeiro 29.950,82 1.150,82 Fevereiro 29.950,82 1.150,82 Março Abril 40.530,00 40.530,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Maio 38.430,00 38.430,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Junho 37.730,00 37.730,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Julho 42.280,00 42.280,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Agosto 44.730,00 44.730,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Setembro 49.046,67 49.046,67 13609.000625/200597 Não Quitado Outubro 51.755,13 69.056,44 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 Novembro 26.897,95 39.514,47 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 Dezembro (*) 310.514,40 3.709,06 TOTAL 701.815,79 3.709,06 (*) Dezembro Cód. 2484 70.558,72 3.709,06 36.931,82 13609.720020/200605 Excluído mai/2002 Cód. 6773 239.955,68 239.955,68 13609.720020/200605 Excluído mar/2007 Por fim, o relator ainda solicita que haja o pronunciamento sobre a seguinte questão "diante da suspensão da cobrança relativa ao processo administrativo n° 13609.720020/200605 (Mandado de Segurança n° 2007.38.12.0021685), ainda que a exclusão solicitada em atendimento ao requerido pela contribuinte por meio do processo n° 13609.720738/201231 tenha sido efetivada, penso que será merecedora de apreciação a abrangência da decisão judicial, ou seja, o fato de os débitos serem excluídos da dívida ativa e passarem a ser exigidos por meio do presente processo deve ser objeto de análise, em razão do provimento judicial conferido à contribuinte." Fl. 737DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 997 23 Em relação à abrangência da decisão judicial, a matéria já foi colocada anteriormente pelo contribuinte e enfrentada parcialmente pela Seção de Orientação e Análise Tributária desta Unidade, no despacho decisório do processo n° 13609.720738/201231, que reproduzo a seguir: Constatase que o contribuinte cometeu o equívoco de informar na Dcomp nº 33987.09655.180105.1.3.047018 os débitos do PA 12/2003 com os códigos 24301 e 67731. E considerando que quando da elaboração do despacho decisório do processo n° 13609.720020/200605, em 23/02/2007, esses débitos também não estavam declarados na DCTF original ativa, foi necessário efetuar representação à Safis/DRF/STL para lançamento de oficio nos termos do art. 31, § 3°, da 1N SRF n° 600, de 28 de dezembro de 2005. O art. 31, § 3°, do citado diploma legal determina que a compensação considerada não declarada implicará a constituição dos créditos tributários que ainda não tenham sido lançados de oficio nem confessados ou a cobrança dos débitos já lançados de oficio ou confessados. Em conseqüência, foram tais débitos excluídos do processo 13609.720020/200605, conforme o despacho decisório de fls. 100/106 e demonstrativo de débitos anexo da Carta Cobrança nº 014/2007, encaminhada ao contribuinte juntamente com o despacho decisório, fls. 107/110. Portanto, os valores em questão não constaram desta cobrança, uma vez que foram excluídos do processo para lançamento de oficio. Nesse sentido, temos que discordar do contribuinte quando alega que tais débitos estão com a exigibilidade suspensa por sentença judicial proferida nos autos do Mandado de Segurança processo n° 2007.38.12.0021685. Ainda sobre esta questão, cabe mencionar que na decisão no processo nº 13609.720738/201231: houve a suspensão dos débitos de Dezembro/03 em função da retificação da DCTF de 2003, efetuada em 25/05/2009 DCTF n° 0001.002.009/61970619, portanto pós Auto de Infração, que ocasionava a cobrança em duplicidade de tais valores pelo sistema da Receita Federal responsável por esse controle (Sief); também houve a exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL, sob os códigos 2362 e 2484, relativos aos períodos de apuração outubro, novembro e dezembro de 2003. O objetivo foi evitar a duplicidade com o presente processo. Esclareçase, mais uma vez, que ainda não havia qualquer decisão judicial quando foi efetuado o lançamento tributário objeto destes Autos e encontravamse vigentes os ditames da Solução de Consulta Interna SCI n° 18/2006, motivos que justificariam que o controle e cobrança dos débitos desses períodos fossem efetuados por este processo desde o lançamento tributário, em Dezembro/2007. É o Relatório. Fl. 738DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 998 24 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Como visto, o julgamento da lide instaurada no presente processo, por duas vezes, foi convertido em diligência para que fossem trazidas informações que possibilitassem dirimir dúvidas surgidas a partir da análise dos elementos reunidos aos autos. Inadvertidamente, por ocasião da proposição para que fosse realizada a segunda diligência, não constou registro no sentido de que, uma vez respondidos os questionamentos suscitados, o Relatório correspondente fosse devidamente cientificado à contribuinte. Assim, consubstanciado no entendimento de que a medida concorrerá para a manutenção do equilíbrio das partes envolvidas na relação processual, conduzo meu voto no sentido de que o presente processo deva ser restituído à unidade administrativa de origem para que seja oportunizado prazo para que a contribuinte, se assim desejar, se pronuncie sobre a INFORMAÇÃO FISCAL de fls. 959/974. Sala das Sessões, em 07 de novembro de 2013 “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Fl. 739DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES
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