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Numero do processo: 10930.720861/2011-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1202-000.206
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em sobrestamento.
(documento assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Orlando José Gonçalves Bueno- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto, Orlando José Gonçalves Bueno.
Como se pode constatar nos autos, foi solicitada a RMF a fim de acesso a movimentação financeira da contribuinte.
Trata-se de processo administrativo fiscal instaurado após impugnação ao auto de infração de fls. , relativo a exigência do (i) IRPJ; (ii) PIS; (iii) COFINS; (iv) CSLL, decorrentes de suposta omissão de receitas praticada pela Recorrente no ano-calendário de 200 oriunda de depósitos bancários de origem não comprovada.
Nome do relator: Não se aplica
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em sobrestamento. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Presidente. (documento assinado digitalmente) Orlando José Gonçalves Bueno Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto, Orlando José Gonçalves Bueno. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 30 .7 20 86 1/ 20 11 -2 1 Fl. 560DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 24 /07/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES B UENO Processo nº 10930.720861/201121 Resolução nº 1202000.206 S1C2T2 Fl. 7 2 Como se pode constatar nos autos, foi solicitada a RMF a fim de acesso a movimentação financeira da contribuinte. Tratase de processo administrativo fiscal instaurado após impugnação ao auto de infração de fls. , relativo a exigência do (i) IRPJ; (ii) PIS; (iii) COFINS; (iv) CSLL, decorrentes de suposta omissão de receitas praticada pela Recorrente no anocalendário de 200 oriunda de depósitos bancários de origem não comprovada. À luz do artigo 26A, § 6º, I, do Decreto nº 70.235, de 1972, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, a seguir transcrito, os Conselheiros do Carf somente podem deixar de aplicar lei sob o fundamento de inconstitucionalidade após o Supremo Tribunal Federal, por seu Plenário, em controle concentrado ou difuso, por decisão definitiva, ter reconhecido a inconstitucionalidade da norma. Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). .... § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) A discussão sobre a questão do sigilo bancário encontrase em fase de julgamento no Supremo Tribunal Federal, ainda sem decisão definitiva, conforme relato seguinte. Em 15 de dezembro de 2010, ao julgar o Recurso Extraordinário nº 389.808/PR, o Plenário do STF, por maioria, proferiu a decisão abaixo (DJe086 em 10052011): SIGILO DE DADOS – AFASTAMENTO. Conforme disposto no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, a regra é a privacidade quanto à correspondência, às comunicações telegráficas, aos dados e às comunicações, ficando a exceção – a quebra do sigilo – submetida ao crivo de órgão equidistante – o Judiciário – e, mesmo assim, para efeito de investigação criminal ou instrução processual penal. SIGILO DE DADOS BANCÁRIOS – RECEITA FEDERAL. Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à Receita Federal – parte na relação jurídicotributária – o afastamento do sigilo de dados relativos ao contribuinte. Ocorre que o acórdão exarado no julgamento do Recurso Extraordinário nº 389.808/PR, com a ementa acima transcrita, foi desafiado por embargos de declaração, com pedido de modificação da decisão. Fl. 561DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 24 /07/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES B UENO Processo nº 10930.720861/201121 Resolução nº 1202000.206 S1C2T2 Fl. 8 3 Pesquisa realizada no site do STF nesta data demonstra que os citados embargos foram recebidos por despacho datado de 07/10/2011 e ainda se encontram pendentes de julgamento. Assim, considerando que a decisão resultante do RE 389.808/PR ainda não transitou em julgado, não é possível, nesta instância administrativa, deixar de aplicar as disposições constantes na Lei Complementar nº 105, de 2001 e na Lei nº 10.174, de 2001. Por outro lado, quanto ao processamento e julgamento junto ao Carf, o artigo 62A, § 1º e 2º, do Regimento Interno, assim dispõe: Art. 62 [....] § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B, do CPC. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. O sobrestamento dos processos pendentes de julgamento nos tribunais estaduais ou regionais, nos casos de julgamentos no STF, decorre do disposto no art. 543B, do CPC: Art. 543B. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo. (acrescentado pela Lei 11.418, de 2006). § 1º Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhálos ao Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte. (grifei). § 2º Negada a existência de repercussão geral, os recursos sobrestados considerarseão automaticamente não admitidos. § 3º Julgado o mérito do recurso extraordinário, os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais, que poderão declarálos prejudicados ou retratarse. § 4º Mantida a decisão e admitido o recurso, poderá o Supremo Tribunal Federal, nos termos do Regimento Interno, cassar ou reformar, liminarmente, o acórdão contrário à orientação firmada. § 5º O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal disporá sobre as atribuições dos Ministros, das Turmas e de outros órgãos, na análise da repercussão geral. Fl. 562DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 24 /07/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES B UENO Processo nº 10930.720861/201121 Resolução nº 1202000.206 S1C2T2 Fl. 9 4 Cabe, assim, aos tribunais de origem suspender o processamento dos recursos extraordinários quando versarem sobre matéria de múltiplos recursos, com repercussão geral reconhecida. Recentemente, o STF vem utilizando a regra prevista no § 2o do art.543C, que se refere ao STJ, para expedir atos nesse sentido. Vale lembrar que, quando da entrada em vigor dos artigos 543B e 543C, ambos do CPC, existiam processos já admitidos pelos tribunais de origem pendentes de julgamento no STF e no STJ. Em relação a esses processos ou a todos quanto chegarem ao STF tratando de matéria em relação a qual for reconhecida repercussão geral, aplicase o disposto no artigo 328 do Regimento Interno, a seguir transcrito: Art. 328. Protocolado ou distribuído recurso cuja questão for suscetível de reproduzirse em múltiplos feitos, o Presidente do Tribunal ou o Relator, de ofício ou a requerimento da parte interessada, comunicará o fato aos tribunais ou turmas de juizado especial, a fim de que observem o disposto no art. 543B do Código de Processo Civil, podendo pedirlhes informações, que deverão ser prestadas em 5 (cinco) dias, e sobrestar todas as demais causas com questão idêntica. Parágrafo único. Quando se verificar subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, o Presidente do Tribunal ou o Relator selecionará um ou mais representativos da questão e determinará a devolução dos demais aos tribunais ou turmas de juizado especial de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil. (grifei). O dispositivo transcrito acima prevê que nos casos em que se verificar a subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, tanto o relator quanto o Presidente do Tribunal podem determinar a devolução dos demais processos aos tribunais de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil. A questão do sigilo bancário também está sendo tratada no Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, no qual a Suprema Corte, em 20/11/2009, reconheceu, quanto à matéria, a existência de repercussão geral, nos seguintes moldes: EMENTA: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. Fornecimento de informações sobre movimentação bancária de contribuintes, pelas instituições financeiras, diretamente ao fisco, sem prévia autorização judicial (lei complementar 105/2001). Possibilidade de aplicação da lei 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. Relevância jurídica da questão constitucional. Existência de repercussão geral. Embora naqueles autos inexista pronunciamento específico do relator ou do Presidente da Corte determinando a devolução de processos com a mesma matéria para que aguardassem o desfecho do citado Recurso Extraordinário, sobre o mesmo tema, verificouse que, no exame do Agravo de Instrumento nº 765.714, o mesmo relator do processo acerca do sigilo bancário em relação ao qual foi reconhecida repercussão geral proferiu, em 19/10/2010, a seguinte decisão: Fl. 563DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 24 /07/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES B UENO Processo nº 10930.720861/201121 Resolução nº 1202000.206 S1C2T2 Fl. 10 5 “Tratase de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: “TRIBUTÁRIO. SIGILO BANCÁRIO. LEI COMPLEMENTAR 105/2001. CONSTITUCIONALIDADE. VEDAÇÃO DA LEI 9.311/96 (ART. 11, § 3º). APROVEITAMENTO DE DADOS PARA CONSTITUIÇÃO DE TRIBUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Lei 4.595/64 permitia o acesso aos agentes fiscais tributários de documentos, livros e registros de contas de depósitos quando houvesse processo instaurado e quando tais documentos fossem considerados indispensáveis pela autoridade competente. A jurisprudência se manifestou, afirmando que o processo seria o judicial e a autoridade competente seria a judiciária. 2. Em 2001, essa matéria foi alterada, tendo sido editada a Lei Complementar 105. Não há inconstitucionalidade nessa legislação, pois, na coexistência de dois bens ou valores protegidos constitucionalmente, devese sobrepor o que visa atender ao interesse público e não ao interesse privado. Os direitos fundamentais não são absolutos e podem sofrer abalo se colocados em conflito com outro valor que deva ter preferência. 3. A fiscalização pela autoridade administrativa é instrumento de arrecadação tributária pelo Estado, que, por sua vez, visa atender ao princípio da capacidade contributiva (tributando quem capacidade detém) e ao da isonomia (tributando todos aqueles que podem ser tributados), corolários dos objetivos da República de construção de uma sociedade justa e solidária e de redução das desigualdades sociais. 4. Diante do princípio da irretroatividade das leis, a utilização dos dados da CPMF para apuração de eventual crédito tributário relativo a tributos diversos é vedada para anos anteriores ao de 2001. Fatos ocorridos e já consumados não se regem por lei nova, mas sim pelas leis que vigoravam no seu tempo. Leis novas valem para o futuro. 5. Na redação original do art. 11, § 3º, da Lei 9.311/96, o legislador impunha à Secretaria da Receita Federal “o sigilo das informações prestadas” e vedava sua utilização para a constituição de crédito relativo a outros tributos. Tratavase de norma que impunha o sigilo e vedava a constituição de outros tributos com a utilização dos dados da CPMF, resguardando um direito do contribuinte, e sendo, portanto, norma material ou substantiva e não processual ou adjetiva sobre a qual se aplicaria o art. 144, § 1º, do Código Tributário Nacional. 6. Apelação provida em parte” (fls. 4950). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegouse ofensa, em suma, ao art. 5º, X e XII, da mesma Carta. No caso, o recurso extraordinário versa sobre matéria sigilo bancário, quebra. Fornecimento de informações sobre a movimentação bancária de contribuintes diretamente ao Fisco, sem autorização judicial (Lei complementar 105/2001, art. 6º). Aplicação retroativa da Lei 10.174/2001, que alterou o art. 11, § 3º, da Lei 9.311/96 e possibilitou que as informações obtidas, referentes à CPMF, também pudessem ser utilizadas para apurar eventuais créditos relativos a outros tributos, no tocante a exercícios anteriores a sua vigência cuja repercussão geral já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (RE 601.314RG/SP, de minha relatoria). Isso posto, preenchidos os demais requisitos de admissibilidade, dou provimento ao agravo de instrumento para admitir o recurso extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja Fl. 564DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 24 /07/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES B UENO Processo nº 10930.720861/201121 Resolução nº 1202000.206 S1C2T2 Fl. 11 6 observado o disposto no art. 543B do CPC, visto que no recurso extraordinário discutese questão idêntica à apreciada no RE 601.314RG/SP. (grifei). A devolução dos autos ao Tribunal de origem para que se aguarde a decisão do RE 601.314/MG, nos termos do 543B, do CPC, evidencia o sobrestamento, exatamente nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que atribui tal procedimento ao relator ou ao Presidente da Corte. Assim, a partir da constatação de que, no caso do AI 765714/SP, o relator do Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, processado pelo regime da repercussão geral, determinou o retorno à origem para que os autos do AI 765714/SP ficassem sobrestados, observandose o disposto no art. 543B do CPC, visto que no recurso discutese questão idêntica à apreciada no RE 601.314RG/SP, concluise pela verificação de hipótese de sobrestamento previsto no art. 62A, § 1º, do Regimento Interno do Carf (RICARF). Diante de todo o exposto, propõese o sobrestamento do julgamento do presente recurso, à luz do RICARF e nos termos do art. 2º, §1º, da Portaria CARF nº 2, de 2012. (documento assinado digitalmente) Orlando José Gonçalves Bueno Fl. 565DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 24 /07/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por ORLANDO JOSE GONCALVES B UENO
score : 1.0
Numero do processo: 35464.003654/2005-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2000 a 31/12/2004
ARTIGO 22, IV DA LEI 8.212/91. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NOS SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERADOS POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO INCONTITUCIONALIDADE.
As informações não prestadas na GFIP, objeto deste processo, referem-se unicamente à contribuição prevista no art. 22, IV da lei 8.212/91, que prevê a incidência de contribuição previdenciária nos serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Ocorre que o aludido dispositivo foi julgado inconstitucional, por unanimidade de votos, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos doRecurso Extraordinário n° 595.838/SP, com repercussão geral reconhecida.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2302-003.472
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso voluntário, reconhecendo a declaração de inconstitucionalidade do inciso IV do artigo 22, da Lei n.º 8.212/91, por decisão unânime do Plenário do Supremo Tribunal Federal no RE 595.838/SP, com repercussão geral reconhecida, não havendo, por conseqüência, fato gerador a ser declarado em GFIP.
Fez sustentação oral: Rodrigo Arruda Campos OAB/SP 157.768
Liege Lacroix Thomasi - Presidente
Leonardo Henrique Pires Lopes Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, LEO MEIRELLES DO AMARAL, JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2000 a 31/12/2004 ARTIGO 22, IV DA LEI 8.212/91. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NOS SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERADOS POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO INCONTITUCIONALIDADE. As informações não prestadas na GFIP, objeto deste processo, referem-se unicamente à contribuição prevista no art. 22, IV da lei 8.212/91, que prevê a incidência de contribuição previdenciária nos serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Ocorre que o aludido dispositivo foi julgado inconstitucional, por unanimidade de votos, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos doRecurso Extraordinário n° 595.838/SP, com repercussão geral reconhecida. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso voluntário, reconhecendo a declaração de inconstitucionalidade do inciso IV do artigo 22, da Lei n.º 8.212/91, por decisão unânime do Plenário do Supremo Tribunal Federal no RE 595.838/SP, com repercussão geral reconhecida, não havendo, por conseqüência, fato gerador a ser declarado em GFIP. Fez sustentação oral: Rodrigo Arruda Campos OAB/SP 157.768 Liege Lacroix Thomasi - Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, LEO MEIRELLES DO AMARAL, JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2000 a 31/12/2004 ARTIGO 22, IV DA LEI 8.212/91. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NOS SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERADOS POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO INCONTITUCIONALIDADE. As informações não prestadas na GFIP, objeto deste processo, referemse unicamente à contribuição prevista no art. 22, IV da lei 8.212/91, que prevê a incidência de contribuição previdenciária nos serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Ocorre que o aludido dispositivo foi julgado inconstitucional, por unanimidade de votos, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos doRecurso Extraordinário n° 595.838/SP, com repercussão geral reconhecida. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso voluntário, reconhecendo a declaração de inconstitucionalidade do inciso IV do artigo 22, da Lei n.º 8.212/91, por decisão unânime do Plenário do Supremo Tribunal Federal no RE 595.838/SP, com repercussão geral reconhecida, não havendo, por conseqüência, fato gerador a ser declarado em GFIP. Fez sustentação oral: Rodrigo Arruda Campos OAB/SP 157.768 Liege Lacroix Thomasi Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 46 4. 00 36 54 /2 00 5- 35 Fl. 406DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por LIEGE LACROIX T HOMASI 2 Leonardo Henrique Pires Lopes – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, LEO MEIRELLES DO AMARAL, JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES Relatório Tratase do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Acessória, DEBCAD 35.787.4196, consolidado em 10/10/2005, em face de MONSANTO DO BRASIL LTDA, no valor de R$ 731.850,09 (setecentos e trinta e um mil e oitocentos e cinqüenta reais e nove centavos) referente à multa por entregar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias – Fundamento Legal AI 68, no período de 03/2000 a 12/2004 Segundo relatório fiscal, no decorrer da ação fiscal realizada, verificouse que a empresa em questão deixou de informar nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações a Previdência Social GFIP, entre as competências 03/2000 a 12/2004, os valores pagos a cooperativas de trabalho referentes a serviços realizados por estas por intermédio de seus cooperados, sendo que o preenchimento incorreto do campo "VALOR PAGO COOP TRABALHO SERV PRESTADOS" acarretou o cálculo a menor das contribuições devidas. Apresentada impugnação pela Empresa, impugnação posteriormente complementada, foi convertido o julgamento dos presentes Autos em diligência, posto a conexão da presente NFLD com a de n° 35.787.4145 objeto do Processo n. 14485.000081/200812, que fora convertida em diligência primeiramente. Atendida a diligência, foi elaborada outras informações por parte da fiscalização e o lançamento foi mantido, em parte, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I/SP, vez que houve retificação do valor da multa, por competência, considerando que a base de cálculo relativa aos serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativa ligada a área de saúde é de 60% (sessenta por cento) do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo. A ementa de tal decisão foi proferida nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 10/10/2005 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. A obrigação acessória, caracterizada como dever instrumental, não implica em antecipação de pagamento, razão pela qual à correspondente autuação aplicase o prazo decadencial previsto no art. 173, inc. I do Código Tributário Nacional. Fl. 407DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 35464.003654/200535 Acórdão n.º 2302003.472 S2C3T2 Fl. 3 3 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. LANÇAMENTO. IMPROCEDÊNCIA. COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL. Qualquer alegação de lançamento indevido de tributos deve vir acompanhada de documentos fiscais ou contábeis que efetivamente comprovem a improcedência do lançamento fiscal, sob pena de sua integral manutenção. CONSTITUCIONALIDADE. INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. No âmbito do processo administrativo fiscal é vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação de lei ou decreto sob fundamento de inconstitucionalidade. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECLARAÇÃO EM GFIP. MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA. A análise da penalidade mais benéfica será realizada pela comparação entre a soma dos valores das multas aplicadas nos lançamentos por descumprimento de obrigação principal e de obrigações acessórias, conforme §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212/91, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941 de 2009, e da multa de ofício calculada na forma do art. 35ª da Lei nº 8.212/91, devendo ser realizada no momento do pagamento, parcelamento ou execução do crédito, considerando todos os processos conexos nesta comparação. SUJEITO PASSIVO. DOMICÍLIO FISCAL. INTIMAÇÃO. COMPETÊNCIA. As intimações ao sujeito passivo são feitas somente no domicílio fiscal eleito por ele junto à Administração Tributária, pertencendo à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária DERAT jurisdicionante do contribuinte a competência para intimação de acórdão emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Irresignada com a decisão, a empresa interpôs Recurso Voluntário tempestivo, alegando, em síntese: a) As penalidades referentes aos fatos geradores ocorridos no período de 03/2000 a 12/2004 foram atingidas pela decadência, nos termos do art. 150,§ 4°, posto que houve recolhimento de valores a título de contribuição previdenciária no período; b) Não existe a infração relatada. Primeiramente, a recorrente tem contrato com a Unimed Seguradoras S/A, a qual não se configura como uma cooperativa; devendo, pois, ser excluído da multa qualquer valor incidente sobre as faturas desta. De outra parte, a autuação também deve ser declarada nula devido a inconstitucionalidade da exigência da contribuição de 15% sobre as faturas de serviços das cooperativas de trabalho (Lei 9.876/99); Fl. 408DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por LIEGE LACROIX T HOMASI 4 c) Conforme preceitua o art. 154, I da Constituição Federal, impossível se apresenta a existência de duas contribuições com mesmo fato gerador e base de cálculo. Desta feita, a determinação do recolhimento por parte das empresas de 15% do valor das faturas de serviços das cooperativas de trabalho coaduna com a obrigação de recolher o COFINS, cuja base de cálculo também é o faturamento. Ademais, há que se ressaltar que o valor das faturas de serviço não corresponde á efetiva remuneração do cooperado que presta serviço; d) A Lei 9.876/99 não atende aos requisitos constitucionais para a criação de uma nova contribuição, tal é cabível apenas à Lei Complementar, conforme previsto no art. 149 da Magna Carta. Patente é a violação do princípio da legalidade neste caso; e) A infração prevista no Art. 32 § 5°, da Lei 8.212/91, é inaplicável no presente caso, vez que tal dispositivo foi revogado pela Lei 11.941/2009, devendo ser aplicada a penalidade mais benéfica; f) Devem ser excluídos do Relatório de Vínculos os nomes dos ‘diretores’ (administradores e contadores), já que, com a revogação do Art. 13 da Lei 8.620/93, a fiscalização só pode incluir corresponsável pessoa física se comprovar a prática de atos com excesso de poder, infração á Lei, contrato social, ou estatutos, no período do objeto da autuação, o que não ocorreu. Sem contrarrazões. Assim vieram os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio de Recurso Voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes Dos Pressupostos de Admissibilidade Sendo o presente Recurso Voluntário tempestivo e apresentando os requisitos de admissibilidade, passo ao seu exame. Do Mérito Tratase de Auto de Infração de fundamento legal 68, por não ter a empresa informado em GFIP todos os dados correspondentes aos fatos geradores de Obrigação Tributária. Fl. 409DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 35464.003654/200535 Acórdão n.º 2302003.472 S2C3T2 Fl. 4 5 Analisando os autos, verifico que as informações não prestadas em GFIP referemse unicamente à contribuição prevista no art. 22, IV da lei 8.212/91, que prevê a incidência de contribuição previdenciária nos serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Ocorre que o aludido dispositivo foi julgado inconstitucional, por unanimidade de votos, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário n° 595.838/SP, com repercussão geral reconhecida. Sendo assim, não mais existe base jurídica para a manutenção do presente lançamento. Conclusão Ante todo o exposto, conheço do recurso, para, no mérito, DARLHE TOTAL PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, 05 de novembro de 2014 Leonardo Henrique Pires Lopes Relator Fl. 410DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/02/2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por LIEGE LACROIX T HOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 37280.002020/2005-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RETENÇÃO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. FATO GERADOR. DEMONSTRAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. AUSÊNCIA.
A Lei 8.212/1991 determina que a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mão-de-obra, observado o disposto no § 5o do art. 33 do mesmo diploma legal.
A Lei 8.212/1991 define que é cessão de mão-de-obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação.
Portanto, para a demonstração da certeza sobre a exigência a fiscalização deve demonstrar que a cessão de mão de obra ocorreu, com todas as características que a definem.
No presente caso, não há demonstração de que a cessão de mão de obra ocorreu, motivo da ausência de que o fato gerador ocorreu, impedindo a exigência do crédito, motivo do provimento do recurso.
Numero da decisão: 2301-004.236
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA
Presidente - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, ANDREA BROSE ADOLFO, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANO GONZALES SILVÉRIO.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RETENÇÃO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. FATO GERADOR. DEMONSTRAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. AUSÊNCIA. A Lei 8.212/1991 determina que a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mão-de-obra, observado o disposto no § 5o do art. 33 do mesmo diploma legal. A Lei 8.212/1991 define que é cessão de mão-de-obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. Portanto, para a demonstração da certeza sobre a exigência a fiscalização deve demonstrar que a cessão de mão de obra ocorreu, com todas as características que a definem. No presente caso, não há demonstração de que a cessão de mão de obra ocorreu, motivo da ausência de que o fato gerador ocorreu, impedindo a exigência do crédito, motivo do provimento do recurso.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, ANDREA BROSE ADOLFO, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANO GONZALES SILVÉRIO.
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RETENÇÃO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. FATO GERADOR. DEMONSTRAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. AUSÊNCIA. A Lei 8.212/1991 determina que a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mãodeobra, observado o disposto no § 5o do art. 33 do mesmo diploma legal. A Lei 8.212/1991 define que é cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. Portanto, para a demonstração da certeza sobre a exigência a fiscalização deve demonstrar que a cessão de mão de obra ocorreu, com todas as características que a definem. No presente caso, não há demonstração de que a cessão de mão de obra ocorreu, motivo da ausência de que o fato gerador ocorreu, impedindo a exigência do crédito, motivo do provimento do recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 28 0. 00 20 20 /2 00 5- 49 Fl. 389DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, ANDREA BROSE ADOLFO, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANO GONZALES SILVÉRIO. Fl. 390DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37280.002020/200549 Acórdão n.º 2301004.236 S2C3T1 Fl. 3 3 Relatório Tratase de pedido de revisão, já analisado e aceito, interposto pela Receita Previdenciária, fls. 0324 a 0334, combatendo o acórdão, fls. 0314 a 0317, proferido pela 4" Câmara do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), que anulou lançamento por vicio formal. Como o pedido de revisão foi aceito, cabe analisar as questões do recurso. Foi apresentado recurso voluntário, fls 0302, contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), fls. 0275, que negou provimento à impugnação do sujeito passivo, nos seguintes termos: “DIREITO PREVIDENCIARIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARIA — RETENÇÃO. A teor do art. 31 da Lei 8.212/91, na redação da Lei 9.711/98, a empresa é obrigada a reter 11% sobre o valor bruto dos serviços contidos na nota fiscal e prestados pela contratada, mediante cessão de mãodeobra ou empreitada de mãodeobra, e recolher a importância retida na época própria ou empreitada de mãodeobra, e recolher a importância retida na época própria. RECOLHIMENTO FORA DO PRAZO. SUJEIÇÃO AOS ACRÉSCIMOS MORATóRIOS. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS recolhidas fora do prazo legal sujeitamse aos juros equivalentes ã taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC, com fulcro no art. 34, da Lei nº 8.212/91. INCONSTITUCIONALIDADE E/OU ILEGALIDADE DA RETENÇÃO DE 11% SOBRE A NOTA FISCAL DE SERVIÇOS E DA APLICAÇÃO DO JUROS SELIC. 0 julgador de instância administrativa não possui competência para apreciar arguições de inconstitucionalidade/ilegalidade. LANÇAMENTO PROCEDENTE.” Segundo o relatório fiscal, fls. 0184, o lançamento referese a contribuições destinadas à Seguridade Social, oriundas da retenção de 11% (onze por cento), sobre os valores que pagam as empresas por serviços prestados mediante cessão de mão de obra. Empresa prestadora de serviços: MOSCA GRUPO NACIONAL DE SERVIÇOS LTDA. Fl. 391DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA 4 Contra o lançamento, a recorrente apresentou impugnação, fls. 0243, acompanhada de anexos, onde argumenta, em síntese, que: 1. O indeferimento do pedido de vista dos autos fora da repartição cerceou o direito de defesa do recorrente; 2. Houve cerceamento de defesa quando não foi admitida a juntada de prova documental após a apresentação de defesa administrativa; 3. O lançamento deve ser anulado ante a ausência fundamentação da indicação da Governadora como co responsável pelo lançamento; 4. Deveria se verificar se a empresa tomadora cumpriu com suas obrigações de recolher os valores devidos; 5. É inconstitucional e ilegal a retenção de 11% (onze por cento) introduzida pela Lei n°9.711/98; 6. Insurge contra a utilização da Taxa Selic; 7. requer seja o recurso conhecido e provido. Em sede de contrarazões, o INSS pugna pela manutenção da decisão proferida em primeira instância. A Delegacia analisou o lançamento e a impugnação, julgando procedente o lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso, fls. 0302, acompanhado de anexos, onde alega, as mesmas razões já expostas em sua impugnação. O CRPS analisou a questão e anulou o lançamento, pois entendeu que deveria ser emitido novo lançamento com observância do art. 351, da Instrução Normativa n ° 100, pois, em síntese, não foi citado o órgão público na capara da autuação. O autoridade preparadora ingressou com pedido de revisão, pois, em síntese, defende que a falha encontrada é uma mera irregularidade e não um vicio insanável. A Presidência da Quinta Câmara, do Segundo Conselho de Contribuintes, acolheu o pedido de revisão. Na análise do pleito, o colegiado acolheu o pedido de revisão – pois o lançamento não é só composto de sua capa e decidiu converter o julgamento em diligência, a fim de que se verificasse datas sobre ciência dos termos e do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF). A fiscalização emitiu parecer conclusivo, onde relata as datas e a conformidade com o exposto na legislação, fls. 0375. Fl. 392DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37280.002020/200549 Acórdão n.º 2301004.236 S2C3T1 Fl. 4 5 O sujeito passivo foi intimado do parecer e não apresentou suas razões. Os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 393DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA 6 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos. DO MÉRITO Quanto ao mérito, a questão a ser analisada. Na alegação do sujeito passivo sobre a necessidade de fiscalização do prestador de serviço, em primeiro lugar, necessitamos para tanto, demonstrar a ele que o fato gerador ocorreu e qual foi o motivo de sua responsabilização. Pois bem, como estamos tratando no presente processo de obrigação de retenção, em casos de prestação de serviços por cessão de mão de obra, fomos verificar se o fato gerador está comprovado, a cessão, como determina a legislação Lei 8.212/1991: Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mãodeobra, observado o disposto no § 5o do art. 33. ... § 3o Para os fins desta Lei, entendese como cessão de mãode obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação Portanto, o fato gerador da retenção ocorre somente quando os serviços forem prestados por cessão de mão de obra (colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação). Fl. 394DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37280.002020/200549 Acórdão n.º 2301004.236 S2C3T1 Fl. 5 7 Assim, o Fisco, como acusador, deve provar que o fato ocorreu, na subsunção do fato à norma. Procuramos, por vezes, onde o fato está demonstrado. Para a decisão de primeira instância o fato está demonstrado nos autos, fls. 0203 a 0207. Com todo respeito, nestas folhas só encontramos a seguinte descrição: “Serviços de limpeza, vigia e preparo e distribuição de refeições”. Não há uma prova (contrato) ou acusação de que os serviços foram efetuados, por exemplo, por segurados colocados à disposição do contratante, nas dependências deste ou de terceiro. Cabe destacar que há no relatório fiscal informação de que os contratos foram fornecidos. Os serviço descritos podem, ou não, encaixarse na definição de cessão, mas o Fisco deve demonstrar a cessão na acusação. Portanto, como o fato gerador não foi demonstrado, não há como exigir o tributo do sujeito passivo. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em dar provimento ao recurso, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 395DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10120.908107/2009-31
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Dec 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 30/04/2004
COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS DE COFINS/PIS. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO.
É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art. 170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência.
RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE NEGADO.
Numero da decisão: 9303-002.585
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo.
(assinado digitalmente)
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
(assinado digitalmente)
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (Substituto convocado), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente).
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/2004 COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS DE COFINS/PIS. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO. É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art. 170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência. RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. (assinado digitalmente) RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (Substituto convocado), AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 81 07 /2 00 9- 31 Fl. 155DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela pelo sujeito passivo, contra acórdão proferido pela 1ª Turma Especial da Terceira Seção do CARF, que deu provimento, por maioria de votos, ao Recurso Voluntário, sob a seguinte ementa: COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DA DCTF. A simples retificação de DCTF não é elemento de prova suficiente para aferir a liquidez e certeza do direito creditório. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INCERTO. A compensação não pode ser homologada quando o sujeito passivo não comprova a origem de seu direito creditório. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/04/2004 PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO TEMPORAL. A prova documental deverá ser apresentada com a manifestação de inconformidade, sob pena de ocorrer a preclusão temporal. Não restou caracterizada nenhuma das exceções do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 (PAF). Recurso Voluntário Negado. É o relatório. Voto Os requisitos para se admitir o Recurso Especial foram todos cumpridos e respeitadas a formalidades previstas no RICARF. Os objetos da presente lide são o ônus probatório nos casos de repetição de indébito e também o momento legal para a apresentação das provas (preclusão temporal), nos termos do art. 16 do decreto 70.235/72. Primeiramente cabe dizer que todo direito pleiteado deve ser acompanhado das provas que trazem a certeza daquele direito, principalmente quando se trata de um direito creditório pleiteado por um particular contra o Estado. Aqui o ônus probante é daquele que pleiteia o direito creditório, nos exatos termos do art. 333 do CPC. A comprovação de uma das partes de determinado fato ou situação jurídica decorre das distribuição legal do ônus da prova. Há que se “convencer” o julgador da existência do direito e a parte contrária dos fatos impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do sujeito ativo. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10120.908107/200931 Acórdão n.º 9303002.585 CSRFT3 Fl. 423 3 O que ocorre é a assunção dos riscos de uma decisão desfavorável de quem efetivamente tinha o ônus probatório, ou seja, o encargo jurídico de demonstrar a veracidade de fatos ou a existência de situações jurídicas que ensejassem que os julgadores tomassem uma decisão que lhe fosse favorável. Não há a obrigatoriedade das partes em se produzir a prova. È interesse de ambas as parte em fazêlo. Mas se o ônus decaí em uma parte e ela não o faz, assume os riscos e as conseqüências estabelecidos no arcabouço jurídico relacionado àquela matéria. O ônus da prova não é um dever e nem um comportamento necessário da parte interessada, mas um direito de a parte poder convencer os julgadores acerca da veracidade de suas alegações, aumentando as chances de uma decisão favorável. In casu, o titular do direito creditório, em tese, é que tem que provar, por meio de provas sufuciciente para demosntrar a certeza e liquidez do direito. A meu ver o contribuinte não se desimcimbiu desse ônus. Destarte, apenas com a retificação da DCTF não gera direito creditório. Mesmo que haja uma retificação a destempo, o fato é que este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais vem relativizando o entendimento da preclusão tanto da retificação da DCTF quanto ao momento da apresentação de provas, desde sejam provas cabais, necessárias e suficientes. A prova deve exaurir em si mesma, ou seja, a sua simples apresentação é suficiente para a comprovação do direito , não tento que se fazer outras averiguações. Reforçando: quando demonstrado pelo contribuinte, que o seu direito creditório é líquido e certo, tudo em homenagem ao Princípio da Verdade Material, desde que sejam apresentadas as provas necessárias e sufucientes para embasar a operação, temse relativizado a ocorrência da preclusão temporal. Nesse sentido, há diversos julgados, tais como: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 DCTF. RETIFICAÇÃO CONSIDERADA NÃO ESPONTÂNEA EM PROCESSO ANTERIOR. VERDADE MATERIAL. DCTF retificadora apresentada de forma não espontânea, em virtude de transmissão efetivada após a ciência de despacho decisório de não homologação de compensação, que não reconhecer o direito creditório alegado, viabiliza compensações posteriores, relativas a esse mesmo crédito se for comprovada através dos documentos fiscais competentes em virtude do princípio da verdade material. DÉBITOS CONFESSADOS. RETIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE ESCRITA FISCAL. COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Eventual retificação dos valores confessados em DCTF deve ter por fundamento, como no caso, os dados da escrita fiscal do contribuinte, para a comprovação da existência de direito creditório decorrente de pagamento indevido (Acórdão 130201.015– 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária) Fl. 157DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Anocalendário: 2004 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da DCTF, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. A simples retificação, desacompanhada de suporte probatório, não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (Acórdão3802001.550– 2ª Turma Especial) Observese que para que seja aceito o direito creditório, ainda que a DCTF não tenha sido retificada espontaneamente, deve ser comprovado de maneira cabal o direito creditório, mediante a comprovação dos valores pagos a maior pela apresentação da contabilidade escriturada à época dos fatos, acompanhada por documentos que a embasam. É dizer, planilha confeccionada pela empresa, desacompanhada de quaisquer outros documentos, não se prestam à finalidade almejada. Aliás, a consulta ao banco de dados da jurisprudência deste Conselho, demonstra que há diversos pedidos de compensação da Recorrente, que foram denegados pela ausência de prova, como os Acórdãos 3802001.602, 3801001.660, 3801001.659, 3802 001.598, 3802001.599, 3802001.593, entre outros. Tampouco procede a argumentação da Recorrente no sentido de que haveria a obrigação do Fisco em comprovar a inexistência de indébito, pois não se está diante de lançamento de ofício. Não há motivos para a pleiteada inversão do ônus da prova. Também não se verificou nehumas da exceções previstas no PAF para apresentação a posteriori das provas alegadas. Assim, voto por negar provimento ao Recurso Especial. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Relator Fl. 158DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10120.908107/200931 Acórdão n.º 9303002.585 CSRFT3 Fl. 424 5 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 13609.001603/2009-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 17 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.303
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela Recorrente, o advogado Dr. Gustavo Froner Minatel, OAB/SP 210.198.
Luis Eduardo Garrossino Barbieri Presidente Substituto
Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Paulo Roberto Stocco Portes e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
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LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela Recorrente, o advogado Dr. Gustavo Froner Minatel, OAB/SP 210.198. Luis Eduardo Garrossino Barbieri – Presidente Substituto Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Paulo Roberto Stocco Portes e Tatiana Midori Migiyama. Relatório Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do acórdão da DRJ de Belo Horizonte, verbis: Lavrouse, contra a contribuinte acima qualificada, o auto de infração de RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 09 .0 01 60 3/ 20 09 -7 8 Fl. 1419DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.401 2 fls. 315/320, para exigência de multa isolada no valor de R$ 21.412.613,33, decorrente de compensação indevida, relativa ao período de 31/01/2004 a 31/12/2005. Segundo a "Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal" (fls. 317/318), constatouse, no curso do procedimento fiscal, a compensação indevida de valores em declaração prestada pelo sujeito passivo. O fundamento legal do lançamento está indicado à fl. 318. No Relatório de Auditoria Fiscal de folhas 307/314, a autoridade fiscal relata os procedimentos realizados e os fatos apurados, que podem ser assim sintetizados: . a fiscalização foi motivada por demanda interna e baseouse por Representação fiscal oriunda da SAFIS/DRFNarginha noticiando sobre a utilização, por parte da empresa Embrasil — Empresa Brasileira Distribuidora Ltda., de créditos de terceiros na compensação de débitos próprios; . intimada a se manifestar a respeito dos PER/DCOMPs que apresentam créditos vinculados ao processo administrativo n° 10660.000339/200266, referente à empresa COMERCIAL BENEFICIADORA DE CAFÉ LTDA, informou a contribuinte que os créditos. foram adquiridos através de procedimento de cisão e incorporação e que a decisão proferida pela DRF/Varginha no citado processo, indeferindo os créditos, havia sido reformada pelo Conselho de Contribuintes; . intimada, ainda, a se manifestar sobre PER/DCOMP com crédito vinculado ao processo administrativo n° 10070.000778/200561, considerada não declarada por utilizar crédito de terceiro, informou a contribuinte que os créditos foram adquiridos da empresa PARADIESEL por cessão e assunção de pólo ativo na liquidação de sentença levada a efeito pela cedente nos autos do processo n° 96.00000042 da 5 a Vara da Justiça Federal de Belém do Pará; . da análise da representação fiscal elaborada pela Auditora Fiscal da DRF/Varginha, verificase que o trabalho desenvolvido por ela na empresa Comercial Beneficiadora de Café demonstra que, na verdade, a cisão parcial foi uma manobra para encobrir a real operação: a cessão de créditos; . a representação fiscal enumera os vários indícios de fraude em relação à cisão parcial de 12 de dezembro de 2003: não foi encontrada, na escrituração contábil da empresa Comercial Beneficiadora de Café, a correta contabilização que corrobore o procedimento de cisão parcial; os livros Diários da empresa foram sendo autenticados à medida que a empresa era intimada a apresentálos; no protocolo de cisão há a redação expressa de que esses créditos foram transferidos para a Embrasil; praticamente a totalidade do patrimônio, que consiste no suposto direito a esses créditos, foi vertido sem receber "nada em troca", ainda mais quando se constata, na verdade, a existência de várias transferências on une de valores expressivos, documentalmente comprovadas; renúncia expressa, de forma irrevogável e irretratável, dos sócios da cindida ao direito de participação societária na Embrasil; • e em relação à cisão parcial de 10 de maio de 2005: não foi encontrada a correta contabilização do procedimento de cisão parcial; o livro Diário foi autenticado no órgão competente após a intimição para apresentação; Fl. 1420DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.402 3 diferença relevante de valores nas operações de admissão e retirada dos sócios da cindida na Embrasil, realizadas no mesmo dia e no mesmo ato; constatação de várias transferências on une de valores expressivos, documentalmente comprovadas, enviadas pela Embrasil para a conta corrente conjunta dos sócios da Comercial Beneficiadora de Café Ltda.; . segundo o PROTOCOLO DE CISÃO, de 12 de dezembro de 2003, as empresas expressamente declaram: "a cindida possui um crédito registrado em seu ativo referente a recolhimentos no período de dezembro de 1986 a abril de 1990 de tributo (.) e não tendo como a aproveitálo por intermédio próprio decidiu transferilo para a EMBRASIL e EMBRAEX ..."; . na alteração contratual n° 44 de 10 de maio de 2005 os sócios da COMERCIAL BENEFICIADORA DE CAFÉ LTDA, ADRIANO FERREIRA SODRÉ e ALYSON CARVALHO ROCHA são admitidos como sócios da EMBRASIL e no mesmo ato, retiramse da sociedade transferindo aos sócios remanescentes a totalidade de suas cotas; . no PROTOCOLO/JUSTIFICATIVA DE CISÃO COMPLEMENTAR, de 10 de maio de 2005, consta a seguinte expressão "Os sócios da cindida renunciam expressamente ao direito de sua participação societária decorrente do procedimento de cisão anterior..."; . diferentemente da Cisão prescrita no art. 229 da Lei n° 6.404/1976, o que houve no caso presente demonstra um evidente intuito de através de um procedimento de cisão parcial encobrir uma real cessão de créditos, com evidente intuito de fraude; . em documentação complementar enviada pela DRF/VAR, verificase que o Instrumento Particular de Cessão de Créditos Tributários e Outras Avencas, de 11 de dezembro de 2003, entre a EMBRASIL e a Comercial Beneficiadora de Café Ltda. não deixam dúvidas de que a operação é uma cessão de créditos, que os signatários sabiam que a Instrução Normativa n° 41/2000 impediu a cessão de créditos tributários de um contribuinte para outro e que houve um deságio de 40%, usual no caso de cessão de créditos; . do mesmo modo se verifica no Instrumento Particular de Cessão de Créditos Tributários e Outras Avencas, de 20 de abril de 2005, entre a EMBRASIL e a Exportadora Varginha Ltda, pertencente aos mesmos sócios da Comercial Beneficiadora de Café, que o deságio foi de 50%; . nos mesmos termos no Instrumento Particular de Cessão de Créditos Tributários e Outras Avencas, de 20 de abril de 2005, entre a EMBRASIL e a Comercial Beneficiadora de Café Ltda.; . presentes, portanto, o evidente intuito de sonegação, fraude e conluio prescritos nos art. 71 a 73 da Lei n°4.502/1964; . ademais, já existe manifestação da Receita Federal de que na cisão parcial é vedado ao contribuinte ceder créditos tributários: Solução de Consulta SRRF/CRF/DISIT n° 85, de 15 de maio de 2001; . portanto, sujeitase a contribuinte à aplicação da multa isolada prevista no art. 90 da Medida Provisória n° 2.15835/2001 c/c o art. 18 da Lei n° 10.833/2003 e seu § 2°, com a redação anterior à Lei n° 11.051/2004, para os fatos anteriores a 30/12/2004; . para os fatos a partir de 30/12/2004, art. 18 da Lei n° 10.833/2003 e seus §§ 2° e 4°, com a redação da Lei n° 11.051/2004 c/c artigo 44, II, da Lei n° 9.430/96, tendo em vista evidente intuito de fraude; . foi formalizado o processo administrativo n° 13609.001605/200967 que Fl. 1421DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.403 4 trata de Representação Fiscal para Fins Penais e o processo administrativo n° 13609.001604/200912 que trata do arrolamento de bens e direitos. Cientificada do lançamento em 10/12/2009 (fl. 316), a contribuinte apresentou, tempestivamente (fl. 1.250), suas razões de defesa, alegando, em síntese e fundamentalmente, que (fls. 324/380): . o autuante cometeu equívocos na apuração do montante da multa ao incluir na sua base de cálculo valores de multa moratória e juros; . a multa incide apenas sobre o valor original do imposto ou contribuição apurados e declarados em DCTFs; . a negativa da autoridade administrativa em revisar o lançamento constituirseá em evidente cerceamento de defesa; . as compensações de débitos da impugnante, efetivadas através das DCOMPs citadas no termo de início da ação fiscal de fls. 95/97 dos presentes autos, utilizaram o direito creditório oriundo do PTA n° 10660.000339/200266 e foram baixadas para tratamento manual nos autos do PTA n° 13609.720020/200605; . tais DCOMPs foram consideradas nãohomologadas em decisão proferida em 13/11/2006, contra a qual a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade; . em 23/02/2007, a decisão foi revista pela autoridade administrativa para considerar não declaradas as compensações, com alteração, portanto, dos critérios jurídicos do lançamento e da tipificação da compensação nãohomologada para não declarada; . é importante destacar que no caso em tela a autoridade administrativa recorrida, desde o primeiro lançamento efetuado, tinha o conhecimento da ocorrência da titularidade do crédito utilizado na compensação, não enfrentando este fato a tempo e modo, mesmo diante do fato de todas as informações referentes à compensação terem sido devidamente informadas legalmente à Secretaria da Receita Federal, contrariando com isso, o disposto no art. 145 e 149 do CTN; . inconformada com tais atos, a ora impugnante impetrou mandado de segurança autos do processo n° 2007.38.12.0021685, perante a Justiça Federal, objetivando suspender a exigibilidade dos débitos exigidos no PTA de cobrança n° 13609.720020/200605, bem como o deferimento da oportunidade de apresentar manifestação de inconformidade, noticiandose o julgamento do recurso voluntário interposto nos autos do PTA n° 10660.000339/200266, que recebeu provimento do CARF para afastar a prejudicial de decadência e determinar o retomo dos autos à DRF/Varginha; . na sentença exarada no mandado de segurança decidiu o juízo o seguinte: "JULGO PROCEDENTE EM PARTE O PEDIDO deduzido na inicial e CONCEDO A SEGURANÇA, apenas para suspender a exigibilidade da cobrança dos créditos relacionados no PTA no. 13609.720020/200605 até ulterior manifestação acerca do pedido de compensação aviado nos autos de PTA no. 10660.000339/200266"; . entretanto, a autoridade administrativa desrespeita a ordem judicial, continuando na cobrança dos débitos extintos por compensação com a mesma alegação anterior de que os créditos seriam de "terceiros", o que fulmina por completo o auto de infração e decreta sua nulidade ab initio; • o art. 145 do CTN consagra o princípio da inalterabilidade do lançamento Fl. 1422DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.404 5 regularmente notificado ao sujeito passivo; . segundo a doutrina e a jurisprudência, não está o Fisco autorizado a rever o lançamento por erro de direito, o que equivale à mudança de critério jurídico vedada pelo CTN; . outro não foi o entendimento recente proferido em acórdão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais; • de tudo, concluise serem fortes e irrefutáveis as razões de nulidade do presente lançamento, afinal três situações se verificaram: 1. primeiro, a autoridade administrativa considerou não homologadas as compensações por ter sido indeferido o direito ao crédito em outro processo administrativo; 2. na sequência, promoveu a primeira revisão daquele lançamento, tomando por base os mesmos fatos e fundamentos, para considerar não declaradas as compensações e negar seguimento à manifestação de inconformidade; 3. após, tomando novamente os mesmos fatos e fundamentos, promove uma terceira revisão daquele mesmo lançamento, para aplicar a exorbitante multa de 150% dos créditos tributários legalmente compensados pela impugnante, concluindo agora ter havido na verdade cessão de créditos e evidente intuito de fraude no comportamento da impugnante; . ao se promover a terceira revisão do lançamento, houve mudança de critério jurídico adotado pelo Fisco, isso porque, antes a Autoridade Administrativa entendeu não haver ilegalidade alguma no ato de cisão seguido de incorporação, tanto é que não homologou as compensações e depois considerouas nãodeclaradas; . a referida Autoridade conhecia, desde o primeiro lançamento, em toda a sua inteireza o ato de cisão seguida de incorporação promovida pela Impugnante e a empresa Comercial Beneficiadora de Café Ltda., não podendo agora com base em outros critérios jurídicos entender que tal operação se deu com intuito de fraude ao Fisco Federal; . noutra vertente, é ilícito e ilegal o ato praticado pela autoridade administrativa que afronte a ordem judicial suspensiva como ocorre no caso em discussão, afinal o lançamento posterior agravando a exigência inicial de débitos, cuja exigibilidade encontrase suspensa por decisão judicial proferida nos autos do mandado de segurança n° 2007.38.12.0021685, carrega a marca do desrespeito à ordem judicial; . chegase à conclusão óbvia de que não poderia nem mesmo ter existido algum procedimento fiscal em face da Impugnante e destas compensações, cujos valores estão com sua exigibilidade suspensa por força da referida decisão judicial, e, assim, ao lavrar o auto de infração as autoridades administrativas violam literal dispositivo de lei, desobedecem a uma determinação judicial, além de violação funcional; . endossar tal decisão é atrair para si as mesmas responsabilidades civis, criminais e funcionais eventualmente praticadas pelo auditor fiscal subscritor do ilegal e abusivo auto de infração, devendo este ser cancelado para não se evidenciar cumplicidade e coautoria na prática dos atos ilegais; . o artigo 62 do Decreto n° 70.235/72 é norma cogente de observação obrigatória pela autoridade administrativa; . a medida judicial acima suspendeu a cobrança dos débitos objeto das compensações exigidas nos autos do PTA n° 13609.720020/200605 que ora são revistas, de oficio, no presente auto de infração; Fl. 1423DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.405 6 . tais fatos, por si só, demonstram a total impropriedade da presente autuação, isto sem falar na sua nulidade ah initio; . outra ilegalidade a macular o presente auto de infração vem a ser a multiplicidade de revisões do lançamento, sem que tenha havido qualquer modificação ou ocorrência de fato gerador posterior ao primeiro lançamento, sendo óbice para essas revisões o estatuído no artigo 146 do CTN; . a Impugnante considera a atitude do autuante como desobediência a ordem judicial, violação ao art. 62 do Decreto n° 70.235/72 e inobservância de deveres funcionais contidos na Lei n° 8.112/90, como também contrária aos artigos 136, § 1°, 319 e 330 do Código Penal brasileiro; . neste sentido, jurisprudência do STJ, que assegura ao contribuinte que o Fisco se abstenha de promover qualquer ato que afronte a decisão judicial que suspendeu a exigibilidade dos débitos compensados, sob pena de responsabilidade criminal; . o autuante impôs severa multa sobre o valor das compensações sob o singelo e descabido argumento de que a Impugnante efetuou compensação indevida; . há que se ressaltar logo de início, e conforme se verá adiante, que não houve a utilização de crédito de terceiros nas compensações dos créditos tributários que deram origem à multa ora aplicada, isso porque os créditos eram e são de titularidade da Impugnante, já que foram a ela cedidos mediante o legítimo e regular processo de cisão parcial seguido de incorporação, devidamente formalizada na forma do art. 229 da Lei n° 6.404/76, que incorporou ao seu patrimônio o direito creditório contido nos autos do PTA n° 10660.000339/200266; . diante da ausência de disposição legal específica estabelecendo penalidade tributária nas situações de compensações "não homologadas", a Secretaria da Receita Federal passou a estabelecer imposições de penalidades mediante presunção de fraude com fundamento tão somente no Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 17, de 03/10/2002; . o suprimento da disposição legal somente adveio com a edição da Lei n° 11.051, de 2004, vigente a partir de 02/2005, que deu nova redação ao art. 18 da Lei n° 10.833/03, citada no enquadramento legal; . da mesma forma, a proibição de algumas modalidades de compensação tributária somente fora introduzida pela mesma Lei, ao estabelecer alterações, com a inclusão do parágrafo 12 ao artigo 74, da Lei n° 9.430/6; . portanto, somente com o advento da Lei ri° 11.051/2004 passou a existir uma redação expressa a respeito das vedações à compensação nos casos de crédito de terceiros, refirase ao créditoprêmio, refirase a título público e não se refira a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal; . vale dizer, a respeito dos fatos que ocorreram até 31 de dezembro de 2004, não havia qualquer amparo legal para restrições à compensação e, tampouco, para imposições de penalidades; . e somente através da Lei n° 11.196, de 2005, com vigência iniciada em 01/01/2006, é que restou introduzido no ordenamento jurídico a possibilidade da aplicação da multa isolada no percentual de 150% sobre o valor compensado, caso a compensação declarada estivesse tipificada no rol de restrições nela consagradas; Fl. 1424DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.406 7 . no caso, verificase que as compensações referemse ao período de 19/01/2004 a 13/09/2005, ou seja, são anteriores também às disposições implementadas pela Lei n° 11.196/2005; . a realização de compensação antes da vigência dessas normas não caracteriza fraude fiscal; . os atos praticados pela Impugnante quando operou os atos de transferência do crédito na forma da Lei Comercial e Civil e o aproveitamento do mesmo na extinção de seus créditos através da compensação não encontravam impedimento na lei tributária anterior; . na essência, o que a autoridade pretende é a imposição de penalidades calcadas em presunção absoluta; . a lei nova não pode e não deve retroceder, sob pena de macular preceitos constitucionais como o princípio da irretroatividade e da segurança jurídica; . não é aceitável que o contribuinte venha a ser penalizado, de forma exorbitante, pela prática de um fato sobre o qual, à época de sua realização, não havia qualquer norma que estabelecesse de forma clara mínima obrigação ou proibição; • a fraude deverá ser provada e caberá prova em contrário; • mesmo que se admita a possibilidade de enquadramento das compensações relativas aos fatos mencionados no art. 74, § 12, da Lei n° 9.430/96, em hipótese alguma ela poderia atingir fatos praticados antes da vigência da Lei, vale dizer, fatos ocorridos até 31/12/2004; . a imposição de multa isolada no patamar de 150% não poderia jamais atingir os fatos ocorridos até o dia 31/12/2005, porque o veículo jurídico desta modalidade de penalidade, referente às compensações não declaradas, supostamente somente foi estabelecido pela Lei n° 11.196, de 2005; . inferese que as multas foram impostas pela suposta ocorrência de pelo menos um dos seguintes motivos: a) hipótese prevista no § 4° do art. 18 da Lei n° 10.833/03, que se refere às compensações nãodeclaradas; hipótese do capuz' do art. 18 da Lei n° 10.833/03, na redação dada pela Lei n° 11.051/04, que se relaciona à fraude; . todavia, nos termos do despacho decisório (anexo à presente) atinente ao processo n° 13609.720020/200605, verificase que as compensações da Impugnante não foram consideradas nãodeclaradas, mas sim não homologadas; . não obstante a tudo isso, conquanto subsista a cominação das multas ora aplicada com arrimo no § 4° do art. 18 da Lei n° 10.833/03, impende destacar a superveniência da lei n° 11.488/2007, que estabeleceu percentual menor a ser aplicado, o qual passou a ser o de 75%, ex vi do art. 27 da Medida Provisória n° 472, de 2009; . também não há como subsistir a imposição das multas com base na aplicação do capuz' do art. 18 da Lei n° 10.833/03, na redação dada pela Lei n° 11.051/04, pois não configuradas nos autos a práticas das infrações previstas nos ares. 71 a 73 da Lei n° 4.502/64; . os §§ 12 e 13 da Lei n° 9.430/96 não devem prevalecer no mundo jurídico, sob pena de ofensa aos incisos XXXIV, LIV e LV do artigo 50 e inciso IV do § 4° do artigo 60 da Constituição Federal; . não foi efetivada nenhuma declaração ou notificação considerando ilícito Fl. 1425DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.407 8 o procedimento de cisão seguido de incorporação das empresas ali citadas, que pudesse dar ensejo a esta autuação, o que também a torna nula, por implicar evidente cerceamento de defesa; . a referida operação permanece revestida do ato jurídico perfeito, o que por si só veda completamente a desconsideração por mera subjetividade do autuante; . a cisão e a incorporação são situações legais, o que por si só já demonstra ser o procedimento levado a efeito entre cedente e cessionária absolutamente legal; . não há uma só legislação de natureza civil, comercial ou tributária impeditiva de tal procedimento, razão pela qual não seria a mera subjetividade de uma auditora fiscal que haveria de desconsiderála, e nem mesmo a lei tributária nos termos do artigo 110 do CTN; • a impugnante, ao contrário do que aduz a autoridade recorrida, é legítima titular do crédito legalmente compensado, razão pela qual não há que se falar em compensação indevida, muito menos em manobra para encobrir uma real cessão de créditos; . a operação de reorganização societária, cisão seguid& de incorporação, forma legal de reorganização societária, tratada expressamente pela legislação comercial brasileira: artigos 227 e 229 da Lei n° 6.404/76, e a legítima transferência do direito creditório decorre do direito à propriedade, além dos princípios da livre iniciativa e legalidade, são todos amparados em sede constitucional; . o direito de propriedade é absoluto e abrange qualquer direito de conteúdo patrimonial, econômico e tudo que possa ser convertido em dinheiro, alcançando créditos e direitos pessoais, que podem ser legitimamente alienados ou cedidos ao patrimônio de outra pessoa física ou jurídica; . com a reorganização societária, o direito ao crédito, antes pertencente à empresa Comercial Beneficiadora de Café Ltda., foi legitimamente inserido no patrimônio da impugnante e, como consequência, passou a assumir a condição de créditos próprios; . o programa eletrônico PER/DCOMP contempla a possibilidade de compensação com créditos da empresa sucedida, cujas situações ali estão previstas nos itens "cisão", "fusão", "incorporação" e "outra"; . os atos praticados pelas empresas (cindida e seus sócios) foram feitos "às claras" e sob o amparo de lei e não têm ou tiveram intenção de lesar o fisco; . para a aplicação da multa ora aplicada é absolutamente necessário restar demonstrada a materialidade dessa conduta, ou que reste configurado o dolo específico do agente, evidenciando não somente a intenção, mas também o seu objetivo, isso porque a fraude não pode ser presumida, mas sim comprovada através de elementos contundentes, e a prova neste aspecto deve ser material, evidente, como diz a lei; . o evidente intuito de fraude se configura nas situações em que fica demonstrado o emprego de meios ardilosos, que floresce nos casos típicos de adulteração de comprovantes, adulteração de notas fiscais, conta bancária em nome fictício, falsidade ideológica, notas calçadas, notas frias, notas paralelas, contabilização de despesas e escrituração de créditos de impostos inexistentes, etc.; Fl. 1426DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.408 9 • a fraude se caracteriza por uma ação ou omissão, de uma simulação ou ocultação, e pressupõe, sempre, a intenção de causar dano à fazenda pública; • a leitura do parágrafo 6° do artigo 17 da Lei 10.833/03 autoriza a dizer que se demonstra inviável a caracterização da conduta típica prevista nos artigos 71, 72 e 73 da Lei 4.502/64 para o caso de não homologação de compensação, eis que o contribuinte confessa a dívida quando realiza a declaração de compensação, e se há confissão da dívida não se pode cogitar na presença do intuito de evitar ou protelar o pagamento; • nos protocolos de cisão, em nenhum momento deixouse de afirmar, ou tentouse esconder, que a motivação negocial consistente na cisão seguida da incorporação foi a transferência do direito creditório oriundo de recolhimento indevido; • a redação do § 12 do artigo 74, da Lei n° 9.430/96, introduzida pela Lei n° 11.051/04, não pode não deve ser aplicado na hipótese vertente, pois ali se considera como "não declarada" a compensação nas hipóteses em que o crédito utilizado pelo contribuinte seja "de terceiros", o que não é caso destes autos; . o instituto da cessão de direitos creditórios não depende de autorização judicial, já que nem mesmo o devedor do crédito cedido a ela pode se opor, tratandose de autonomia de vontade do credor, de livremente dispor de seus bens; . a legislação tributária não proíbe o uso da cessão de créditos e também não o contempla expressamente, porém, havendo sua previsão em outro ramo do direito, é plenamente viável a sua aplicação subsidiária à espécie; . neste sentido a doutrina e a jurisprudência do STJ; . o art. 74 da Lei n° 9.430/96 não carrega12ipue veda a cessão sobre determinado crédito cuidando tão somente do instituto da compensação de débitos relativos a tributos e contribuições; . segundo a doutrina, o art. 109 do CTN muniu o legislador de meios para enfrentar o abuso de formas de Direito Privado não significando, conclusivamente, permissãopara a interpretação econômica dos fatos geradores pelos intérpretes; . nem se alegue que, assim agindo, estaria o contribuinte pretendendomodificar a definição legal do sujeito passivo da obrigação tributária, em afronta ao art. 123 doCTN; . o sujeito passivo continuará sendo o cessionário; . devidamente autorizada pela previsão legal dos artigos 42, § 3° c/c art.567, II, do CPC, e atendendo às exigências do art. 288 e 290 do CC, a cessionária pode adquirirparte, ou a totalidade, dos direitos creditórios reconhecidos judicialmente passando a ser partena relação processual, tornandose legítima titular desse direito, podendo promover a execuçãodo julgado (administrativa ou judicialmente) em nome próprio, com todas as prerrogativas docredor originário; . devese reconhecer a distinção da relação processual em face da relação material; . as normas existentes no âmbito tributário tratam apenas de regular opagamento de tributos, relações típicas de Direito Tributário, porém, não se aplicam à repetiçãodo indébito, muito menos à alienação de crédito oriundo do mesmo, matérias totalmenteavessas à tipologia fiscal; Fl. 1427DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.409 10 o STJ, em casos similares, decidiu que os créditos do contribuinte, por não estar sob a égide do direito tributário, pode ser cedido a terceiros, se inexistir óbices na lei que instituir a exação; . a especialidade do instituto da cessão de crédito como forma de transmissão de obrigações , está tanto na sua origem, que pode decorrer de lei, decisão judicial ou administrativa, ou convenção entre as partes, quanto pela transferência da posição de sujeito ativo na relação obrigacional; . não pode a administração pública interpretar de forma diversa normas de direito privado, chamando de "crédito de terceiro" o que, na realidade, é de legítima titularidade do cessionário, ou seja, crédito próprio; . como consequência, não restou configurado intuito de fraude ou conluio entre as empresas. Ao final, pleiteia o cancelamento do Auto de Infração, a extinção e o arquivamento deste processo e dos decorrentes representação fiscal para fins penais e arrolamento de bens. O Acordão da DRJ foi assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 31/01/2004 a 31/12/2005 Ementa: Quando a pretensão judicial tem objeto distinto do processo administrativo não ocorre renúncia à instância administrativa. São nulos os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. A cobrança em auto de infração da multa isolada decorre da aplicação da lei tributária, que, em decorrência dos princípios da legalidade e da indisponibilidade, é de aplicação compulsória pelos agentes públicos. A multa isolada exigida em razão do artigo 18 da Lei n° 10.833, de 2003, não se caracteriza como acréscimo ao principal não recolhido, tendo por base de cálculo o valor indevidamente compensado. Com a Instrução Normativa n° 534, de 2005, foi expurgada a presunção de fraude presente no ADI SRF n° 17, de 2002, e na IN SRF n° 226, de 2002, que determinavam a aplicação de multa de 150%, prevista no artigo 44, II, da Lei n° 9.430, de 1996, na hipótese de utilização de crédito não passível de compensação por expressa disposição de lei. Cabe a duplicação do percentual de 75% desde que evidenciadas as condutas previstas nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 1964. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte. Inconformada com tal decisão, a Recorrente apresentou recurso voluntário, onde repisa os argumentos anteriormente apresentados. Fl. 1428DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 13609.001603/200978 Resolução nº 3202000.303 S3C2T2 Fl. 1.410 11 É o Relatório. Voto Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Para o deslinde questão da multa isolada é importante saber quais foram as decisões finais dos processos administrativos citados na decisão recorrida: 10070.000778/200561 (habilitação de crédito), 13609.720020/200605 (compensação) e 10660.000339/200266 (restituição movida por COMERCIAL BENEFICIADORA DE CAFE LTDA, ainda em andamento segundo pesquisa no COMPROT). Diante disso, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a Unidade de origem aguarde a decisão definitiva na esfera administrativa, assim entendida aquela contra a qual não caiba mais nenhum tipo de recurso, do PAF 10660.000339/200266 10070.000778/200561, de modo que, somente após a juntada da referida decisão e das decisões definitivas dos PAFs 10070.000778/200561 e 13609.720020/200605 nestes autos, ele retorne a julgamento neste Colegiado. Após a realização da(s) diligência(s), remetamse os autos a este Conselho para que seja proferido acórdão tratando dos temas objeto de recurso voluntário. É como voto. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 1429DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI
score : 1.0
Numero do processo: 13607.000606/2004-08
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO.
Não se conhece do recurso voluntário interposto após o prazo de trinta dias, contado da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-003.425
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente.
Assinado digitalmente
Marcio Henrique Sales Parada - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
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NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece do recurso voluntário interposto após o prazo de trinta dias, contado da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Adoto como relatório aquele elaborado pelo órgão Julgador de 1ª instância, que bem descreve e resume os fatos: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 7. 00 06 06 /2 00 4- 08 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 30/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 20 /03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 23/03/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 13607.000606/200408 Acórdão n.º 2801003.425 S2TE01 Fl. 61 2 Contra o contribuinte precitado foi formalizada a exigência às fls. 3 a 9, relativamente ao exercício 2002, anocalendário 2001, consubstanciando imposto suplementar no valor de R$ 194,00, com multa de ofício e juros de mora calculados até agosto de 2004. Na declaração apresentada havia sido apurado saldo de imposto a restituir no valor de R$ 112,28. Por meio do lançamento foi alterado o montante de rendimentos tributáveis de R$ 0,00 para R$ 16.052,40 e, conseqüentemente, o desconto simplificado de R$ 0,00 para R$ 3.210,48. Cientificado em 31/08/2004 (fl. 24), o contribuinte apresenta, em 09/09/2004, a impugnação à E. 1, alegando, em síntese, que dois de seus dependentes, e respectivas despesas com instrução, não foram incluídos da Declaração de Ajuste Anual, de sorte que faz jus às deduções correspondentes. Conhecida e tratada pela DRJ/Belo Horizonte, a Impugnação apresentada pelo contribuinte foi considerada improcedente, sob as seguintes razões: Inicialmente, observase que o interessado optou por apresentar a Declaração de Ajuste Anual no modelo simplificado, que permite deduzir vinte por cento do rendimento bruto, e independe de comprovação. (...) Desse modo, não há autorização normativa para atender ao pedido do interessado, eis que optou originalmente pelo modelo simplificado e pleiteou a retificação optando pelo modelo completo somente em 03/09/2004, muito após o fim do prazo para a entrega da declaração referente ao exercício 2002. Ante o exposto, voto por considerar procedente o lançamento. Dessa decisão de 1ª instância o contribuinte foi cientificado em 23/08/2007, conforme AR na fl. 42 e apresentou recurso voluntário em 26/09/2007, conforme protocolo na fl. 43, e como se observa na data consignada no documento pelo subscritor. Em sede de recurso, apresenta as seguintes razões, em síntese: Na data de 29/04/2002 foi enviada a declaração de IRPF exercício 2002 ano calendário 2001. Nesta declaração o campo referente a rendimentos tributáveis de 2001, deveria constar o valor de R$ 16.052,40, mas houve um erro na digitação e o valor preenchido foi R$ 0,00 – ou seja, foi informado que não houve rendimentos no ano de 2001; Entende que o programa de declaração do IRPF da Receita Federal não deveria permitir que se colocasse o valor de R$ 0,00 para este campo. Entende também que o programa da Receita Federal deveria ter informado que havia um erro grave na declaração e não o fez; No mês de agosto de 2004, foi informado pela Receita Federal que estava sob procedimento de revisão de ofício da declaração malha fina e recebeu uma cobrança de imposto de renda a pagar por causa do erro descrito acima. Resolveu fazer a retificação da Fl. 61DF CARF MF Impresso em 30/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 20 /03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 23/03/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 13607.000606/200408 Acórdão n.º 2801003.425 S2TE01 Fl. 62 3 declaração e optou pela mudança do modelo de “simplificada” para o modelo “completo” e a Receita não aceitou a retificação; O site da Receita Federal informa que a retificação pode ser pleiteada ate cinco anos após o envio da declaração que foi enviada em 29/04/02, portanto quando foi enviada a retificação na data de 03/09/2004, ainda estava no prazo. Desta feita, requer o Recorrente que seja acolhido o presente recurso cancelandose o débito fiscal reclamado ou, alternativamente, que sejam retiradas as importâncias relativas a juros e multa. É o relatório. Voto Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, Relator. PRELIMINAR. A numeração de folhas a que me refiro a seguir é a identificada após a digitalização do processo, transformado em meio eletrônico (arquivo.pdf). Na folha 40 consta que a Intimação n°: 86/2007 foi emitida em 21 de agosto de 2007 pela Agência da Receita Federal/ARFPedro Leopoldo/MG, com a finalidade de dar ciência ao interessado do Acórdão 0215.107 e, considerando a decisão da Turma de Julgamento, foramlhe facultados vista do processo e a possibilidade de recurso administrativo, no prazo de trinta dias contados a partir do recebimento do expediente. Na folha 42 consta a cópia do Aviso de Recebimento, entregue no endereço Rua Benedito Valadares, 319/A, Pedro Leopoldo/MG, CEP 33.600000 firmado por Isabela Otoni B. Costa, em 23/08/2007, que, observamos, tratouse de um dia de quinta feira, onde não consta feriado. Observo ainda o carimbo dos Correios, com a mesma data. Quanto ao endereço, registro que é o mesmo que consta da Impugnação, da Declaração em causa e do Recurso apresentado. Vale, então, transcrever a Súmula CARF Nº 9 – “É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.” Verificase, na fl. 43 que o recurso foi apresentado na Unidade preparadora em 26/09/2007, conforme consta do carimbo aposto no documento, e também é possível verificar que o mesmo foi assinado pelo subscritor em 26/09/2007. O art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, que trata do prazo da interposição de recurso contra decisão de primeira instância, assim dispõe: Fl. 62DF CARF MF Impresso em 30/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 20 /03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 23/03/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 13607.000606/200408 Acórdão n.º 2801003.425 S2TE01 Fl. 63 4 “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão” Por sua vez, o art. 5º do mesmo Decreto disciplina como deve ser feita a contagem dos prazos. “Art. 5o. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato”. Desta feita, considerando a ciência no dia 23 de agosto de 2007 (quinta feira) e o início da contagem no dia 24 de agosto (sexta feira), o trigésimo dia posterior deuse em 22 de setembro de 2007 (sábado), encerrandose o prazo para apresentação do recurso no dia 24 de setembro de 2007 (segunda feira). Portanto, o recurso apresentado em 26 de setembro de 2007 é extemporâneo. O magistério de HUMBERTO THEODORO JUNIOR traz que todos os atos processuais são preclusivos. Portanto, decorrido o prazo, extinguese o direito de praticar o ato. Opera, para o que se manteve inerte, aquele fenômeno que se denomina preclusão processual, que, nesse caso, vem a ser a perda da faculdade ou direito processual, que se extingue pelo não exercício em tempo útil . A preclusão existe no processo moderno erigida à classe de um princípio básico ou fundamental do procedimento. Com esse método, evitase o desenvolvimento arbitrário do processo. O Código de Processo Civil até permite que após a extinção do prazo, em caráter excepcional, possa a parte provar que o ato não foi praticado em tempo útil por “justa causa” (art. 183). Entretanto, para o Código, “reputase justa causa o evento imprevisível, alheio à vontade da parte e que a impediu de praticar o ato por si ou por mandatário” (art. 183, § 1º). (THEODORO JUNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil, 41ª ed. Rio de Janeiro, Forense : 2004, p. 229/230) Ressalto que o contribuinte nada alegou sobre a tempestividade em seu recurso e que a Unidade preparadora (ARF) ratificara as conclusões a que aqui chegamos, consignando no despacho de encaminhamento de folha 59 tratarse de recurso voluntário apresentado “intempestivamente”. Por essa razão, VOTO por não conhecer do recurso e não se adentra no mérito da controvérsia. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Fl. 63DF CARF MF Impresso em 30/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 20 /03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 23/03/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 13607.000606/200408 Acórdão n.º 2801003.425 S2TE01 Fl. 64 5 Fl. 64DF CARF MF Impresso em 30/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 20 /03/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 23/03/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN
score : 1.0
Numero do processo: 11040.721577/2011-60
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2009
CONTABILIDADE. PROVA.
O registro contábil é suficiente para embasar o lançamento, quando a impugnante não comprova suas alegações de erro de escrituração dos valores lançados.
Numero da decisão: 2403-002.260
Decisão: Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente justificadamente o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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decisao_txt : Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente justificadamente o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
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PROVA. O registro contábil é suficiente para embasar o lançamento, quando a impugnante não comprova suas alegações de erro de escrituração dos valores lançados. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 04 0. 72 15 77 /2 01 1- 60 Fl. 185DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente justificadamente o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11040.721577/201160 Acórdão n.º 2403002.260 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre, Acórdão 1042.426 da 7 ª Turma, que julgou a impugnação improcedente. A autuação e a impugnação foram assim apresentadas no relatório do acórdão recorrido: Tratase de crédito tributário lançado pela fiscalização contra a empresa acima identificada, apurado no período de 01/2009 a 12/2009, consolidado em 06/12/2011, formalizado no seguinte auto de infração: 1) AI Debcad nº 51.011.2927, no valor consolidado de R$ 160.088,24 (cento e sessenta mil, oitenta e oito reais e vinte e quatro centavos), referente à contribuição previdenciária da empresa, incidente sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados contribuintes individuais que prestaram serviços diretamente a contribuinte. Conforme relato da Autoridade Fiscal, as bases de cálculo das contribuições apuradas correspondem aos pagamentos efetuados aos transportadores autônomos, identificados nos lançamentos contábeis registrados na conta Serviços de Terceiros código 000857 da contribuinte. Segue relatando sobre as multas aplicadas nos períodos, a fundamentação legal, evidenciando os anexos do auto de infração, o arrolamento de bens efetuado e a representação fiscal para fins penais elaborada. E, ao final, menciona todos créditos constituídos decorrentes desta mesma ação fiscal. Regularmente cientificada do Auto de Infração em 20/12/2011, a empresa autuada apresentou em 18/01/2012, impugnação parcial tempestiva, alegando, após relato dos fatos, o que segue. No mérito, inicialmente a impugnante discorre sobre os princípios constitucionais da eficiência e da verdade material. Após essas considerações, acrescenta “que os valores lançados como ‘LEVANTAMENTO GASTREL’ ou seja, fretes pagos a terceiros a maior parte referese a fretes internos, feitos por funcionários da BEBSTREL (motoristas), prestadora de serviço, contabilizados como ‘Serviços de Terceiros’ na conta Razão 000857.” (...) “Entendese como fretes internos os realizados com os veículos da interessada, utilizando os motoristas da prestadora de serviços contratada (BEBSTREL), com todas as despesas inerentes ao fato suportadas pela Fl. 187DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 contratante (GASTREL), não se tratando, sob nenhuma hipótese, de serviços de terceiros, como o fisco considerou.” (...) “Os ‘pseudos’ RPA's de controle dos fretes internos, que objetivavam, como instrumento gerencial, a aferição da produtividade da frota de veículos da empresa, foram indevidamente contabilizados na conta ‘Serviços de Terceiros’, código 000857, por pura ingenuidade e sem qualquer conotação de má fé”, fato que foi informado à fiscalização quando da intimação para apresentação dos documentos de caixa. Aduz que os RPA’s não continham qualquer assinatura, eram preenchidos sempre pela mesma pessoa e com lacunas de seus quadros indispensáveis para serem documentos considerados hábeis e idôneos. Impugna o levantamento das bases de cálculo apresentando demonstrativo mês a mês para o período de 01/2009 12/2009, com os dados extraídos da ficha razão 000857, como as bases de cálculo lançadas, e as aceitas pela impugnante (dossiê 05). Afirma que o fisco para a mesma situação de fato e contábil os tratamentos foram diferenciados e constaram de processos distintos, o que comprova o descritério da fiscalização ao promover os lançamentos em questão, que, certamente, os levarão aos seus cancelamentos. Ao final, requer seja julgado improcedente o auto de infração, determinando o cancelamento da exigência. Consta na fl. 140 informação de que o presente processo foi desmembrado, sendo transferido para o processo nº 11040.720112/201272 o débito reconhecido no valor de R$ 2.648,10 (dois mil, seiscentos e quarenta e oito reais e dez centavos). Os autos foram baixados em diligência, conforme despacho nº 17/2012, de 19 de julho de 2012. Em resposta, a Autoridade Fiscal manteve o lançamento, conforme informação de fls. 145. O contribuinte teve ciência do resultado da diligência e não se manifestou. É o relatório. Para esclarecer questões associadas aos fatos geradores, o processo baixou em diligência. Em resposta foi informado que além da conta contábil Serviços de Terceiros (código 000857), foram utilizadas as contas 000917 (Serviço de Limpeza e Conservação), 000898 (Manutenção e Conservação), 000900 (Despesas Advocatícias) e conta 000919 (Serviços de Vigilância) e que todas as despesas identificadas na contas supracitadas referemse a pagamentos efetuados por atividade remunerada de segurados contribuintes individuais, sendo que as bases de cálculo dos pagamentos efetuados aos transportadores autônomos correspondem a 20% sobre o valor total do recibo de prestação de serviços. Fl. 188DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11040.721577/201160 Acórdão n.º 2403002.260 S2C4T3 Fl. 4 5 2. Complementando as informações prestadas no item 13 do relatório fiscal, foram utilizadas, além da conta contábil Serviços de Terceiros (código 000857) as contas 000917 (Serviço de Limpeza e Conservação), 000898 (Manutenção e Conservação), 000900 (Despesas Advocatícias) e conta 000919 (Serviços de Vigilância); v 3. Todas as despesas identificadas na contas supracitadas referemse a pagamentos efetuados por atividade remunerada de segurados contribuintes individuais, sendo que as bases de cálculo dos pagamentos efetuados aos transportadores autônomos correspondem a 20% sobre o valor total do recibo de prestação de serviços; A recorrente não se manifestou acerca da diligência. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega/questiona, em síntese: · Os lançamentos contábeis registrados na conta “Serviços de Terceiros, Código 000857”, em sua maior parte referemse a fretes internos feitos por motoristas da BEBSTREL, empresa prestadora de serviço, com veículos da recorrente e com todas as despesas suportadas pela mesma. · Aceita a contribuição lançada de R$ 3.684,10, cuja cobrança foi transferida para o processo 11040.720112/201272. · “Os ‘pseudos’ RPA's de controle dos fretes internos, que objetivavam, como instrumento gerencial, a aferição da produtividade da frota de veículos da empresa, foram indevidamente contabilizados na conta ‘Serviços de Terceiros’, código 000857, por pura ingenuidade e sem qualquer conotação de má fé”. · Os RPA’s não continham qualquer assinatura, eram preenchidos sempre pela mesma pessoa e com lacunas de seus quadros indispensáveis para serem documentos considerados hábeis e idôneos. · Na realidade são fretes internos para fins gerenciais em formulários RPA’s, indevidamente contabilizados e informados ao fisco no decorrer da auditoria. É o relatório Fl. 189DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. Neste lançamento, os fatos geradores decorreram do exercício de atividade remunerada de segurados contribuintes individuais que prestaram serviços à impugnante. A recorrente alega que, em sua maior parte, referemse a fretes internos feitos por motoristas da BEBSTREL, empresa prestadora de serviço, com veículos da recorrente e com todas as despesas suportadas pela mesma, que os ‘pseudos’ RPA's de controle dos fretes internos, eram instrumento gerencial e objetivavam, a aferição da produtividade da frota de veículos da empresa e que foram indevidamente contabilizados na conta ‘Serviços de Terceiros’, código 000857, por pura ingenuidade e sem qualquer conotação de má fé”. Conforme relatado acima, os fatos geradores das contribuições previdenciárias lançadas neste Auto de Infração ocorreram pelo exercício de atividade remunerada de segurados contribuintes individuais que prestaram serviços a impugnante, com pagamentos identificados na sua contabilidade, nas contas serviços de terceiros – conta 00857, serviços de limpeza e conservação– conta 917, manutenção e conservação – conta 898, despesas advocatícias – conta 900, e, serviços de vigilância – conta 919. No lançamento, a fiscalização, fundamentada na contabilidade da empresa, demonstrou com clareza os elementos que serviram de base para este lançamento, anexando ao processo cópias do Livro Razão da contribuinte, com a identificação dos fatos geradores das contribuições previdenciárias e elaboração de planilha expositiva dos lançamentos efetuados. Registra o acórdão recorrido que “Deste novo demonstrativo a impugnante não se manifestou”. Entendo que a contabilidade da empresa faz prova dos fatos geradores e que a recorrente não conseguiu comprovar sua tese de “equívoco”. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 190DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 11040.721577/201160 Acórdão n.º 2403002.260 S2C4T3 Fl. 5 7 Fl. 191DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10480.007823/2002-34
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/1988 a 30/11/1993
CONCOMITÂNCIA DE MATÉRIA DISCUTIDA NA ESFERA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. RENÚNCIA TÁCITA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF Nº 1
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula Carf no 01).
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 3802-003.872
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1988 a 30/11/1993 CONCOMITÂNCIA DE MATÉRIA DISCUTIDA NA ESFERA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. RENÚNCIA TÁCITA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF Nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula Carf no 01). Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1916; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 1.547 1 1.546 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.007823/200234 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802003.872 – 2ª Turma Especial Sessão de 16 de outubro de 2014 Matéria PIS/PASEP Recorrente CIROL ROYAL S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1988 a 30/11/1993 CONCOMITÂNCIA DE MATÉRIA DISCUTIDA NA ESFERA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. RENÚNCIA TÁCITA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF Nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula Carf no 01). Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 00 78 23 /2 00 2- 34 Fl. 1547DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 12/11/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase, o presente feito, de recurso voluntário interposto em face de decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Recife/PE, que julgou improcedente impugnação apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1988 a 30/11/1993 DESISTÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial por qualquer modalidade processual, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas. Impugnação não Conhecida. Por bem delimitar a matéria discutida no presente caso, transcrevese parte do relatório constante da decisão recorrida: O Contribuinte já identificado solicita restituição do PIS, em virtude da inconstitucionalidade dos Decretosleis no 2.445/88 e 2.449/88 através do presente processo, bem como compensação com débitos diversos através das seguintes PERD/COMP: 38911.39380.061006.13.045183, 35333.15191.081106,1.3.044976, 11089.97572.201106.1.3.043403, 25025.41371.221206.1.3.046962, 40707.96034.150107.1.3.040649, 29507.35036.060207.1.3,070033 e 22261,55406.200407.1.3.044220. 2. Pelo Despacho Decisório, de fl. 1.148, o Delegado Adjunto da DRF/Recife/PE, indeferiu o pedido de restituição e não homologou as compensações, considerando que a empresa está executando os créditos do PIS dos períodos de apuração 01/88 a 04/92 através do processo judicial n° 92.00069517 e, ainda, que a empresa levantou os créditos do PIS dos períodos de apuração 05/92 a 11/93 pelo alvará judicial nº 133/04 do processo n° 92.00069517, não havendo, portanto, crédito de PIS a compensar. Pela consulta realizada, fl. 1.203, o mencionado processo tramita na 3ª Vara Federal de Pernambuco. O Recorrente, em suas razões recursais de fls. 1231 e ss., alega os pagamentos realizados desde o ano de 1991 deveriam ser recalculados, sob pena de violação ao que foi decidido na sentença judicial acerca da semestralidade do PIS. Sustenta que os fatos tratados no âmbito administrativo seriam diversos do processo judicial, que seria mais abrangente. Requer o conhecimento e provimento do recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn A ciência da decisão se deu no dia 16/04/2008 (fls. 1229) e o protocolo do recurso, em 13/05/2008 (fls. 1231). Tratase, portanto, de recurso tempestivo, que versa sobre Fl. 1548DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 12/11/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10480.007823/200234 Acórdão n.º 3802003.872 S3TE02 Fl. 1.548 3 matéria da competência da Terceira Seção e reúne os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto no 70.235/1972. Compulsando os autos, verificase que, de fato, o Recorrente, em 29/06/1992, propôs ação judicial (autos nº processo n° 92.00069517) perante a 3ª Vara Federal de Recife/PE (fls. 1.203), tendo o seguinte objeto, nas palavras do Recorrente:“[...] no referido processo, se discutia a exigência de toda a alteração do PIS, e que, sendo vitoriosa a contribuinte, sequer conseguiu gerar efeitos fora dos autos, sendo os processos referidos, exatamente, pela cobrança do PIS, inclusive no tempo dos depósitos feitos no processo”. Há, portanto, concomitância entre as esferas administrativa e judicial, o que, nos termos do Ato Declaratório Normativo COSIT nº 03/1996, do art. 38, parágrafo único, da Lei no 6.830/1980 e da Súmula CARF nº 01, implica renúncia à instância administrativa: Súmula CARF nº 01: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Votase, assim, pelo não conhecimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 1549DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 12/11/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Numero do processo: 10980.010654/2009-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Feb 13 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005
PER/DCOMP. IMPUGNAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA LIDE
A admissibilidade de impugnação em face de despacho não-homologatório de compensação limita-se a verificar a existência do direito creditório alegado e, caso exista, o quanto do débito tributário confessado pela impugnante foi, por ele, compensado. Qualquer decisão além disso, desbordaria dos limites da competência da DRJ e configuraria uma afronta ao requisito da adequação recursal.
Numero da decisão: 1302-001.621
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Márcio Frizzo e Hélio Araújo.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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IMPUGNAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA LIDE A admissibilidade de impugnação em face de despacho nãohomologatório de compensação limitase a verificar a existência do direito creditório alegado e, caso exista, o quanto do débito tributário confessado pela impugnante foi, por ele, compensado. Qualquer decisão além disso, desbordaria dos limites da competência da DRJ e configuraria uma afronta ao requisito da adequação recursal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Márcio Frizzo e Hélio Araújo. Relatório Versa o presente processo sobre recurso voluntário, interposto pelo contribuinte em face do Acórdão nº 0640.562 da 1ª Turma da DRJ/CTA, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 06 54 /2 00 9- 55 Fl. 366DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Anocalendário: 2005 PRETENSÃO DE REEXAME DOS FATOS PARA CANCELAMENTO DA COMPENSAÇÃO DECLARADA NO PER/DCOMP E RETIFICAÇÃO DE OFÍCIO DE DIPJ. Às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ, compete conhecer e julgar o litígio já instaurado pela manifestação de inconformidade. Não lhes compete apreciar originariamente DIPJ e retificálas, de ofício, ou determinar o cancelamento de débitos confessados em PER/DCOMP. CANCELAMENTO DE COMPENSAÇÃO DECLARADA EM PER/DCOMP. A desistência da compensação declarada deve ser requerida mediante apresentação de PER/DCOMP específico, antes da edição de despacho decisório, e não mediante requerimento em manifestação de inconformidade contra a homologação da compensação declarada. Impugnação Não Conhecida Para melhor análise da questão posta, vale a transcrição dos seguintes excertos da fundamentação do acórdão recorrido: “Eventualmente – e quiçá isso ocorra na maioria dos casos – o contribuinte que pede a restituição do pagamento indevido utiliza seu indébito para compensar um débito seu. Nesse caso, o formulário tem a dupla função de requerer a restituição e declarar a compensação. Entretanto, não é a hipótese materializada nestes autos. Não se trata aqui da hipótese em que a contribuinte, tendo feito determinado recolhimento, pleiteou que a Administração Tributária reconhecesse esse indébito e autorizasse a compensação. Pelo contrário, tratase daquela situação em que a contribuinte, tendo apurado crédito passível de restituição, exerce seu direito de utilizálo na compensação de débitos próprios, nos exatos termos do permissivo veiculado no art. 74, antes transcrito. Urge ter em mente, portanto, que a peça exordial apresentada pela contribuinte não foi um pedido de reconhecimento de seu saldo negativo. Foi o exercício de seu direito subjetivo de declarar uma compensação, que pressupõe a prévia existência de um crédito líquido e certo. Essa, portanto, a natureza do PER/DCOMP original – nº 08832.66207.300109.1.3.028840, espelhado às fls. 1015 por ela apresentado em 30/01/2009. Significa, portanto, que quando apresentou o PER/DCOMP o crédito alegado pela contribuinte deveria já ter sido devidamente apurado, conforme exige o art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, e apresentar os atributos de certeza e liquidez, conforme exige o art. 170 do CTN. Entretanto, o crédito alegado pela contribuinte – saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2005 – sequer existia, uma vez que na única DIPJ apresentada até aquele momento não fora apurado saldo negativo. Com efeito, a DIPJ retificadora, na qual seria apurado o saldo negativo pleiteado, somente viria a ser apresentada nove meses depois, em 04/09/2009, como se vê às fls. Fl. 367DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10980.010654/200955 Acórdão n.º 1302001.621 S1C3T2 Fl. 367 3 308. E ainda assim, por força de impedimentos legais, jamais se tornou DIPJ ativa. Temse, portanto, que o crédito apontado pela contribuinte não é líquido ou certo. Ademais, a contribuinte vem agora em sua manifestação de inconformidade alegar que o débito a ser compensado pura e simplesmente não existe! Nada há, portanto, a ser compensado. O que a contribuinte quer agora, em outras palavras, é o cancelamento da compensação declarada no PER/DCOMP. Entretanto, desde quando a contribuinte é sabedora da inexistência desse indébito? Conforme se vê às fls. 314, já em 28/07/2010 a contribuinte apresentou DIPJ retificadora do anocalendário 2008 suprimindo o débito de estimativa de IRPJ do mês de dezembro de 2008, cuja compensação foi declarada no PER/DCOMP aqui apreciado. Ora, se a contribuinte já acreditava, em 28/07/2010, que não existia o débito objeto do PER/DCOMP aqui discutido, deveria pura e simplesmente ter cancelado em tempo hábil esse PER/DCOMP, na forma prevista no art. 82 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 30/12/2008, verbis: (...) Não existe motivo para a contribuinte deixar os vários PER/DCOMP ativos e, somente depois de sua apreciação, inclusive com homologação parcial ocorrida em alguns deles, vir agora desistir da compensação. O normativo é peremptório ao dispor que o cancelamento somente é possível antes da prolação do despacho decisório. Insisto que a contribuinte não mais pleiteia ou insiste na compensação declarada. A compensação não é, portanto, o provimento por ela pretendido. Não exterioriza, assim, inconformidade contra a não homologação da compensação. Logo, não há como este Colegiado apreciar a compensação e homologála. Reforço que a pretensão deduzida pela contribuinte em face deste Colegiado não consiste na homologação da compensação declarada no PER/DCOMP. Pelo contrário, requer a retificação de ofício da DIPJ 2006, anocalendário 2005, para que passe a constar o saldo negativo de IRPJ no valor original total de R$ 2.225.562,46 (item 3.10 da manifestação de inconformidade), possivelmente para ser utilizado em outras compensações, e a extinção – por reconhecer sua inexistência do débito de IRPJ estimativa mensal, sob código 2362, referente ao período de apuração de dezembro de 2008, no valor total de R$ 9.385.983,93, e, por consequência, o valor nele contido de R$ 2.910.855,05 (item 5.2 da manifestação de inconformidade). Fl. 368DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Ora, ambas as pretensões não comportam ser apreciadas nestes autos, em face da literalidade do permissivo veiculado no § 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, verbis: (...) Logo, o que pode aqui ser discutido e apreciado é o cabimento ou não da compensação pleiteada – e não o cabimento da retificação de DIPJ de anoscalendário anteriores ou o reconhecimento de inexistência de débitos ou cancelamento de3 PER/DCOMP. Aliás, com respeito à segunda pretensão, ou seja, a extinção do débito confessado no PER/DCOMP, cumpre acrescentar que o mesmo já se classifica como dívida confessada, a teor do § 6º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Fácil é de ver, portanto, que as providências requeridas pela contribuinte demandariam a análise de sua escrituração, de seus recolhimentos, etc., alusivas aos dois anoscalendário pertinentes (2005 e 2008), providências inéditas nestes autos e que certamente ensejariam a formação de um novo contraditório, em nada coincidente com aquele aqui já existente. A propósito, registro que a competência deste Colegiado está limitada ao exame de contraditórios previamente instaurados, a teor do Regimento Interno da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14/05/2012, verbis: (...) No caso presente, não existe um litígio previamente instaurado a respeito da pretensão de tornar insubsistente o débito de estimativa de IRPJ que a contribuinte apurara em sua DIPJ e confessara em seus PER/DCOMP. Aliás, não precisaria existir qualquer litígio nesse sentido. Bastaria a contribuinte ter cancelado o PER/DCOMP antes de sua análise. Da mesma forma, é a primeira vez que a contribuinte manifesta o desejo de que seja retificada de ofício sua DIPJ/2006. Evidente, portanto, que a contribuinte não está insistindo em face deste Colegiado na compensação declarada no PER/DCOMP analisado no despacho decisório. Pelo contrário, a contribuinte vem agora desistir dessa compensação, posto que sequer reconhece o débito, e pretende que este Colegiado analise a sua DIPJ e declare a inexistência do débito que já confessou em vários PER/DCOMP, algo que, até onde se encontra aqui documentado, jamais foi objeto de pronunciamento anterior por parte da Administração Fazendária. Também pretende transmudar a natureza do PER/DCOMP, de Declaração de Compensação para Pedido de Restituição do saldo negativo do ano calendário 2005, provavelmente pretendendo utilizálo em outras compensações. Não cabe a este Colegiado proceder ao primeiro exame e expender o primeiro juízo de valor a respeito da pretensão da contribuinte, como pretende esta peticionária. A atuação deste Colegiado somente pode ocorrer em um segundo momento, após o pronunciamento respectivo original da DRF e subsequente Fl. 369DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10980.010654/200955 Acórdão n.º 1302001.621 S1C3T2 Fl. 368 5 exteriorização de inconformismo por parte do contribuinte, e se limita ao litígio daí resultante. Entendo, portanto, que sua manifestação de inconformidade não deve ser conhecida, uma vez que o provimento nela reclamado refoge à competência deste Colegiado.”. A recorrente, cientificada do Acórdão nº 0640.562 em 04/10/2013 (Termo a fls. 345), interpôs, em 16/10/2013 (cf. carimbo aposto a fls. 349), recurso voluntário (doc. a fls. 349 e segs.), no qual alega as seguintes razões de defesa: a) que protocolou, em 30/01/09, pedido de compensação, PER/Dcomp nº 08832.662 07.300109.1.3.028840, na qual requereu a compensação de suposto débito de IRPJ por estimativa mensal relativo ao período de apuração dezembro de 2008, com crédito decorrente de saldo negativo de IRPJ por estimativa mensal relativo ao período de apuração dezembro de 2008, com crédito decorrente de saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 2005; b) que, analisada a declaração, o Sr. Auditor Fiscal da RFB em Curitiba decidiu, por meio do despacho decisório, não homologar a compensação, em razão de ter constatado ausência de crédito no período indicado no PER/Dcomp, apontando, portanto, saldo a pagar no valor original de R$ 2.910.855,05; c) que, em face de não ter havido o conhecimento da manifestação de inconformidade, a recorrente teme que o débito no valor de R$ 2.910.855,05, objeto do pedido de compensação sob análise, seja encaomnhado para cobrança e inscrição em Dívida Ativa, o que impediria a emissão de Certidão Negativa, causando transtornos, razão pela qual é necessário que seja mantida a suspensão da exigibilidade do débito vinculado à compensação, nos termos contidos na segunda parte do § 11 do art. 74 da Lei 9.430/96, o qual remete ao art. 151 do CTN; d) que a manifestação de inconformidade requereu: 1) análise da existência do crédito de saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2005, em valor diverso daquele informado no Per/Dcomp; 2) e recohecimento da inexistência do débito de IRPJ por estimativa de dezembro de 2008, objeto do pedido de compensação; e) que os pedidos da recorrentes constantes da sua manifestação de inconformidade, temse que o primeiro pedido foi o reconhecimento do crédito de saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2005, no montante de R$ 2.225.562,46, apontada em DIPJ retificadora, ante o valor zero informado na DIPJ original; f) que sobre a discussão acerca do saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2005, temse que, sendo o PER/Dcomp o instrumento hábil a demonstrar os valores passíveis de compensação, bem como o débito compensável, a medida prevista na Lei para se instaurar o litígio daí decorrente é a manifestação de inconformidade, cuja competência para análise é da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento; g) que, assim, a manifestação de inconformidade foi apresentada em parte, para que o crédito objeto do pedido de compensação fosse reconhecido; Fl. 370DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 h) que deveria a Autoridade Julgadora ter convertido o julgamento em diligência para que a Autoridade Fiscal da Delegacia da Receita Federal de origem pudesse analisar as informações da recorrente e confirmar ou não a existência do saldo negativo de IRPJ de 2005 e a inexistência do débito informado no Per/Dcomp; i) que a compensação declararada no PER/Dcomp nº 08832.662 07.300109.1.3.028840 nõa foi homologada, em razão de suposta inexistência de crédito, remanescendo o valor a pagar de R$ 1.228.135,57, sendo assim, o que pretendeu a recorrente foi o reconhecimento da existência de crédito, em montante diverso daquele apontado na declaração original; j) que é fato que a DIPJ retificadora, na qual foi apontado o saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 2.225.562,46 não foi admitida, uma vez que a sua transmissão ocorreu no período em que a recorrente se encontrava sob fiscalização; k) que o aceite da referida DIPJ retificadora é um dos objetos de discussão do processo administrativo nº 10980.009446/200911, o qual se encontra pendente de decisão definitiva; l) que o presente processo administrativo de compensação deveria ter sido sobrestado para ser analisado somente após a decisão definitva do processo administrativo nº 10980.009446/200911, sendo que, se confirmada a retificação da DIPJ, seria possível confirmar a suficiência do saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2005, para, então compensar integralmente a parte do débito de IRPJ por estimativa de dezembro de 2008, requerida nesse processo, mesmo sendo inexistente; m) que havendo a confirmação, por parte da SRF da existência do crédito no valor original de R$ 2.225.562,46, objeto da retificadora, caberia a esse Órgão proceder à comensação do débito no valor de R$ 2.910.815,05, não homologando por suposta inexistência do crédito, ou em face da inexistência desse débito, converter a compensação em restituição, evitando, desa forma grave prejuízo à recorrente e enriquecimento ilícito da Fazenda; n) que não obstante evidenciado pela recorrente o seu direito à análise e deferimento do crédito no valor de R$ 2.910.815,05, demonstrou na manifestação de inconformidade que o débito objeto da compensação requerida, IRPJ do 12/2008, não existe; o) que, antes de adentrar a essa questão, cuumpre esclarecer que a recorrente, de fato, cometeu um equívoco ao não cancelar o Per/Dcomp após ter constatado a inexistência do débito objeto do pedido de compensação; p) que, na segunda parte de sua manifestação de inconformidade, pretendeu demonstrar a inexistência do débito de IRPJ por estimativa de 12/2008 a fim de que o valor não compensado, exigido indevidamente, fosse cancelado; q) que os débitos de IRPJ por estimativa de 12/2008, erroneamente informado na DIPJ/2009, foi objeto de compensações parciais em outros Per/Dcomps, dentre esses, houve análise do débito em questão no processo nº 10980.010658/200933, no qual foi proferida decisão Fl. 371DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10980.010654/200955 Acórdão n.º 1302001.621 S1C3T2 Fl. 369 7 reconhecendo a inexistência de débito de IRPJ por estimativa em dezembro de 2008; r) que requer que: r.1) o recurso voluntário seja admitido; r.2) que não sendo admitido, requer que se converta em recurso hierárquico, com o consequente, encaminhamento à autoridade competente; r.3) no mérito, sejam baixados os autos em diligência a fim de que sejam obtidas informações necessárias para o reconhecimento do SNIRPJ AC 2005 no valor de R$ 2.225.562,46 ou, alternativamente, seja sobrestada a análise do crédito, já em discussão no Processo Administrativo 10980.010658/200933; r.4) seja declarada a extinção do débito no valor de R$ 2.910.815,05, referente ao IRPJ por estimativa de dezembro de 2008, ante a decisão que reconheceu a sua inexistência, proferida no Processo 10980.010658/200933; r.5) seja reconhecido crédito referente ao SNIRPJ AC 2005 no valor de R$ 2.225.562,46, em discussão no Processo nº 10980.010658/200933, e seja esse restituído à recorrente, ante a inexistência do débito objeto do presente pedido de compensação. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito por mandatários com poderes para tal, conforme procuração a fls. 260/262 e substabelecimento a fls. 258, razão pela qual dele conheço. Inicialmente, ressalto que o conhecimento do recurso voluntário limitase a analisar a decisão recorrida que não conheceu da manifestação de inconformidade, não podendo, assim, adentrar nas questões de mérito trazidas pela recorrente, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância. Como se verifica, da simples leitura do relatório, tratase de uma situação inusitada, para falar o mínimo, em que o recorrente apresenta manifestação de inconformidade, para requerer a retificação de sua DIPJ e a desconstituição do débito tributário por ele mesmo confessado. O objeto dos presentes autos é o pedido de compensação apresentado pela recorrente, por meio da PerDcomp a fls. 3 e segs.. Dessa forma, a admissibilidade da manifestação de inconformidade na espécie limitase a verificar a existência do direito creditório alegado e, caso exista, o quanto do débito tributário confessado pela recorrente foi, por ele, compensado. Qualquer decisão além disso, desbordaria dos limites da competência Fl. 372DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 8 regimental desta Turma, para julgar recurso em face de decisão nãohomologatória de compensação e configuraria uma afronta ao requisito da adequação recursal. É oportuna a transcrição do pedido feito pela recorrente na sua Manifestação de Inconformidade a fls. 256, in verbis: “5.1 À vista do exposto, requer dignese V.Sa. acolher a presente Manifestação de Inconformidade para atribuirlhe, preliminarmente, o devido efeito suspensivo, nos termos do artigo 151, inciso III, do Código Tributário Nacional 5.2 Outrossim, requer, seja extinto o débito de IRPJ estimativa mensal, sob código 2362, referente ao período de apuração de dezembro de 2008, no valor total de R$ 9.385.983,93, e, por consequ ência, o valor nele contido de R$ 2.910.855,05, objeto do presente processo. 5.3 Requer, ainda, seja procedida a retificação de Ofício da DIPJ 2006, ano calendário 2005, com fundamento no artigo 149 do Código Tributário Nacional, para fins de reconhecimento do direito da ora Recorrente ao crédito no valor de R$ 2.225.562,46, com o que estarse á promovendo a verdadeira aplicação do DIREITO! 5.4 Por derradeiro, se entender o ínclito Julgador Tributário que a prova ofertada não é suficiente para provar o alegado, protesta por todos os meios de prova em direito admitidos, bem como a prestação de esclarecimentos e informações que se fizerem necessários e apresentação de livros e documentos fiscais e contábeis.”. Ora, razão teve o acórdão recorrido para não conhecer da manifestação de inconformidade, pois não poderia a DRJ apreciar, em sede de processo de compensação, pedido de retificação de DIPJ, para, daí, declarar ex officio a inexistência de débito confessado pelo recorrente. Não obstante o processo administrativo seja informado por certo informalismo, este não pode ser tão excessivo a ponto de afrontar o devido processo legal, nem, no presente caso, podese aplicar a fungibilidade recursal por se tratar de erro grosseiro de adequação. Por esse motivo, entendo que não poderia a recorrente transmudar a natureza da manifestação de inconformidade, para que a DRJ a conhecesse como impugnação ao débito confessado pela própria recorrente ou para fins de discutir a retificação não processada de sua DIPJ. Não procede o pedido de sobrestamento dos autos, pois o PAF nº 10980.009446/200911 jamais poderia confirmar a suficiência do saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2005, pois o seu objeto são autos de infração do IRPJ, CSLL e Multa isolada. Sendo assim, jamais iria ser reconhecido, em tais autos, o SNIRPJ AC 2005 declarado na DIPJ retificadora que não foi processada (por ter sido entregue quando a recorrente estava sob fiscalização). Em outras palavras, o máximo que poderá ocorrer, será o retorno à situação declarada na DIPJ original, caso os autos de infração venham a ser cancelados. Conforme consulta ao Eprocesso, apenas a multa isolada foi cancelada pelo Acórdão nº 1301001.227, da 1ª TO/3ª Câm./1ª Sejul, estando, hoje, pendente de julgamento o recurso especial interposto pela recorrente. Conforme consulta ao Eprocesso, constato que é verdade que, no Despacho Decisório nº 35/2012, da SRRF09/Disit constante do Processo nº 10980.010658/200933, está afirmado que a Secat/DRF/Curitiba deferiu o pedido para declarar inexistente o débito no valor de R$ 957.638,06 referente a IRPJestimativa PA 12/2008, o qual era objeto de pedido de Fl. 373DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10980.010654/200955 Acórdão n.º 1302001.621 S1C3T2 Fl. 370 9 compensação com SNCSLL AC 2004. Todavia, isso não altera em nada o que fora afirmado no Acórdão recorrido, pois a manifestação de inconformidade só poderia devolver à DRJ a matéria relativa a existência ou não do crédito e o quanto ele compensaria o débito confessado na Per/Dcomp objeto dos presentes autos. Por sua vez, se revisão de ofício couber acerca do débito tributário confessado pela recorrente na PER/Dcomp objeto destes autos, esta será de competência da Autoridade Tributária competente para expedir o aviso de cobrança, oportunidade em que a recorrente poderá confrontar o que fora decidido no Despacho Decisório nº 35/2012, da SRRF09/Disit, com a situação resultante deste processo. Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 374DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10166.013233/2008-07
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Dec 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
PEDIDO DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE LITÍGIO.
A simples informação de pagamento do crédito tributário não contesta a matéria lançada, e não permite o prosseguimento da lide por falta de objeto
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.169
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por ausência de litígio, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin
Presidente do Colegiado na data de formalização da decisão (05/12/2014), em substituição ao Presidente Antônio de Pádua Athayde Magalhães, e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (05/12/2014), em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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AUSÊNCIA DE LITÍGIO. A simples informação de pagamento do crédito tributário não contesta a matéria lançada, e não permite o prosseguimento da lide por falta de objeto Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por ausência de litígio, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente do Colegiado na data de formalização da decisão (05/12/2014), em substituição ao Presidente Antônio de Pádua Athayde Magalhães, e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (05/12/2014), em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 01 32 33 /2 00 8- 07 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/12/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.013233/200807 Acórdão n.º 2801002.169 S2TE01 Fl. 82 2 Relatório Adoto como relatório o explicitado pela DRJ que assim dispõe: Contra o contribuinte qualificado foi emitida, em 01 de setembro de 2008, a Notificação de Lançamento n°2005/601451091284135 de fls. 8 a 11, referente ao Imposto de Renda da Pessoa Física — IRPF, do exercício 2005, ano calendário de 2004, por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil em Brasilia/DF. 0 crédito tributário lançado está assim constituído, em Reais: Imposto de Renda Suplementar 6.571,86 Multa de Oficio —75% (Passível de Redução) 4.928,89 Juros de Mora — calculados até 29/08/2008 2.942,87 Imposto de Renda Pessoa Física (Sujeito à Multa de Mora) 0,00 Multa de mora (NM Passível de Redução) 0,00 Juros de Mora calculados até 29/08/2008 0,00 Total do crédito tributário apurado 14.443,62 Depois de revisada a correspondente declaração de ajuste anual, a autoridade fiscal apurou a seguinte infração: Dedução Indevida de Despesas Médicas glosa de despesas médicas indevidamente deduzidas pelo contribuinte na sua declaração de ajuste, no valor de R$ 23.897,70, por falta de comprovação das despesas ou por falta de previsão legal. Rejeitadas as seguintes despesas: R$ 60,00 e R$ 23.829,67 com Ligia Flores, pessoa não dependente (e apresentou DIRPF em separado) e R$ 8,03, dispêndio com Exército sem comprovante. Os enquadramentos legais das infrações, da multa e dos juros de mora encontramse As fls. 8, 9 e 11 dos autos. Conforme extratos do SUCOP e AR das fls. 53 e 54, o interessado foi cientificado da autuação em 10/09/2008 e protocolou, em 30/09/2008, sua impugnação, As fls. 1 a 5 (anexos das fls. 6 a 43), onde alega, em síntese, em relação As glosas, que preencheu sua Declaração de Ajuste Anual, lastreado na sua própria interpretação das informações obtidas no Manual de Preenchimento do Imposto de Renda, do exercício de 2005, o qual, pela falta de clareza e omissão em esclarecer melhor a legislação tributária o teria feito vitima de equivocada orientação. Decorrente de seu entendimento e interpretação, informou o valor total pago A. AM1L, no montante de R$ 27.689,37, sem considerar que seria necessário excluir dessa despesa paga ao plano de saúde, seu cônjuge e não dependente para fins do IR. Em relação ao dispêndio de R$ 60,00 ao oftalmologista Alfredo Guerra da Costa, afirma ter feito o pagamento pela consulta a que compareceu e a anotação no recibo de que o valor cobrado foi a preço de convenio de Ligia Flores não deve invalidar sua despesa. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/12/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.013233/200807 Acórdão n.º 2801002.169 S2TE01 Fl. 83 3 No que tange ao valor de R$ 8,03, referente ao dispêndio declarado através do Exército, discorda da falta de comprovação, visto que apresentou o "Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção do IR na Fonte", emitido pelo Centro de Pagamento do Exército, que traz a informação no campo 6, das "Informações Complementares", com a denominação de "Despesas MédicoOdontoHospitalares". Ao fmal, entendendo ser responsabilidade da Receita Federal, a indução ao equivoco ocorrido, espera e requer seja acolhida sua impugnação para a reavaliação do débito fiscal reclamado. A DRJ/BSB julgou a impugnação procedente em parte (fls. 60/65), em acórdão que restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. NÃO DEPENDENTE A dedução das despesas médicas restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, conforme estabelece no item II, art. 80 do Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999, aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 1999. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Cientificado da decisão de primeira instância em 26/10/2010, fl. 71, o Interessado apresentou, em 18/11/2010, o Recurso de fls.72/76, no qual, em síntese, solicita a extinção do crédito tributário pelo pagamento. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator: O recurso é tempestivo, e traz como único argumento o pedido de extinção do crédito tributário com o DARF de fl. 77. Desta forma, não houve contestação da glosa mantida pela decisão de primeira instância. A extinção do crédito tributário pelo pagamento é direito líquido e certo do contribuinte, desde que ele tenha se dado nos termos da legislação tributária e não esteja alocado a outro débito, e não necessita da intervenção da autoridade julgadora. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso, por ausência de litígio. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/12/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.013233/200807 Acórdão n.º 2801002.169 S2TE01 Fl. 84 4 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Redatora ad hoc, em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/12/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN
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