Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,278)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,167)
- Primeira Turma Ordinária (16,049)
- Primeira Turma Ordinária (16,036)
- Segunda Turma Ordinária d (15,777)
- Segunda Turma Ordinária d (14,403)
- Primeira Turma Ordinária (13,018)
- Primeira Turma Ordinária (12,371)
- Segunda Turma Ordinária d (12,356)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,409)
- Quarta Câmara (84,660)
- Terceira Câmara (67,242)
- Segunda Câmara (55,630)
- Primeira Câmara (20,043)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,588)
- Segunda Seção de Julgamen (114,322)
- Primeira Seção de Julgame (76,395)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,959)
- Câmara Superior de Recurs (37,873)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,750)
- HELCIO LAFETA REIS (3,697)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,488)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10480.916646/2009-55
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO INDICADO EM DOCUMENTO RETIFICADOR. INAPLICABILIDADE.
Tendo sido apresentada DCTF retificadora, que importa em confissão de dívida, inaplicável o instituto da denúncia espontânea sobre o montante ali indicado.
Numero da decisão: 3802-001.754
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Solon Sehn, Mara Cristina Sifuentes,Paulo Sérgio Celani e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO INDICADO EM DOCUMENTO RETIFICADOR. INAPLICABILIDADE. Tendo sido apresentada DCTF retificadora, que importa em confissão de dívida, inaplicável o instituto da denúncia espontânea sobre o montante ali indicado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10480.916646/2009-55
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5289252
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3802-001.754
nome_arquivo_s : Decisao_10480916646200955.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
nome_arquivo_pdf_s : 10480916646200955_5289252.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Solon Sehn, Mara Cristina Sifuentes,Paulo Sérgio Celani e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5051622
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174833836032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1571; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 111 1 110 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.916646/200955 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802001.754 – 2ª Turma Especial Sessão de 24 de abril de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Recorrente COMPANHIA HIDRO ELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO INDICADO EM DOCUMENTO RETIFICADOR. INAPLICABILIDADE. Tendo sido apresentada DCTF retificadora, que importa em confissão de dívida, inaplicável o instituto da denúncia espontânea sobre o montante ali indicado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Solon Sehn, Mara Cristina Sifuentes,Paulo Sérgio Celani e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 91 66 46 /2 00 9- 55 Fl. 113DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Relatório A contribuinte COMPANHIA HIDRO ELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO interpôs o presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 1133.947, proferido em primeira instância pela 2ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO NO RECIFE – DRJ/REC, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. Por bem explicitar os atos e fases processuais ultrapassados até o momento da análise da Manifestação de Inconformidade, adotase o relatório confeccionado pela autoridade julgadora de primeira instância: “1. Tratase de Declaração de Compensação (nº 6202.39484.050906.1.3.049628 (fls. 001 a 005), elaborada com a utilização do Programa PER/DCOMP, transmitida em, 05/09/2006, que tem por origem do crédito um suposto pagamento indevido ou a maior da Contribuição para o PIS, cobrança nãocumulativa, apresentando o DARF as seguintes características: (...) Na DCOMP foi utilizada uma parcela daquele pagamento, no valor original de R$587.011,34, que, com o acréscimo da SELIC acumulada, seria suficiente para a compensação de um débito de IRRF, Código 3426, relativo ao 3º decêndio de agosto/2006, vencimento 05/09/2006 (mesma data de transmissão da DCOMP), no valor de R$721.965,24. A DCOMP foi analisada de forma automática, pelo Sistema de Controle de Créditos e Compensações – SCC, tendo sido o valor do crédito original reconhecido pela autoridade competente – no caso, titular da DRF/Recife, de apenas R$573.099,38, que, valorado até a data da transmissão da DCOMP, permite somente a amortização de R$704.854,92 do débito compensado, levando, por consequência, à cobrança da diferença (R$721.965,24 — R$ 704.854,92 = R$ 17.110,32), com os acréscimos legais cabíveis, tudo conforme Despacho Decisório emitido eletronicamente (fls. 006 a 008), do qual o contribuinte foi cientificado, por via postal, em 03/12/2009 (fls. 010). Irresignada a interessada apresentou, em 30/12/2009, Manifestação de Inconformidade (fls. 011 a 013), onde diz, em resumo, que o pagamento a destempo foi decorrente de uma interpretação da legislação, que depois se conformaria equivocada, no que tange ao regime a ser adotado na apuração da Contribuição para o PIS sobre a receita de contratos firmados anteriormente a 31/10/2003. A empresa vinha se utilizando do regime cumulativo até que, em 2005, passou a entender que, em função dos preços que teriam sido reajustados pelos índices de variação monetária, estaria descaracterizado, em primeira análise, o preço determinado previsto no contrato original, levando à necessária adoção do regime nãocumulativo, inclusive retroativamente, o que Fl. 114DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10480.916646/200955 Acórdão n.º 3802001.754 S3TE02 Fl. 112 3 implicou o pagamento, em atraso, da diferença decorrente desta mudança. Em 02/05/2005, protocolizou denúncia espontânea (fls. 024 e 025), prevista no art. 138 do CTN, acompanhada de diversos pagamentos, dentre os quais o que seria a origem do crédito utilizado na DCOMP em tela. Conforme já visto, o DARF não contempla a multa de mora, o que a empresa procura justificar na denúncia espontânea, ressaltando que “os valores dos referidos tributos foram recolhidos fora dos seus vencimentos, acrescidos de juros de mora sem incidência de multas, antes do início de quaisquer procedimentos administrativos ou medidas de fiscalização por parte do fisco”. Com o advento da Lei nº 11.196/2005, no entender da interessada, a dúvida teria sido dissipada, já que estaria expresso que a simples correção dos preços não descaracterizaria o preço predeterminado e, portanto, não traria alterações ao contrato original: Art. 109 Para fins do disposto nas alíneas b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a varação ponderada dos custos de insumos utilizados, nos termos do inciso II do §1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. Assim, a CHESF voltou a aplicar o regime cumulativo às receitas em questão, também retroativamente, o que levou, após o recálculo, à identificação de valores pagos a maior, os quais se constituiriam então em créditos contra a Fazenda Pública, passíveis de utilização para compensação. Analisando os valores consignados no Despacho Decisório, em confronto com os informados nas DCTF, a empresa chega logo à conclusão de que o objeto da cobrança seria precisamente a multa de mora que deixou de ser incluída no pagamento extemporâneo, procedimento, segundo a reclamante, “justificado mediante denúncia espontânea com características especiais.” “Como a denúncia espontânea ainda está sob análise”, entende que “a referida cobrança neste momento é inadequada, permitindo assim, a utilização do crédito pela PER/DCOMP.” Ao final, requer “o cancelamento do cobrança do débito de R$17.110,32”. É que importa relatar.” Os motivos fornecidos pela 2ª Turma da DRJ de Recife para negar provimento à Manifestação de Inconformidade da contribuinte foram sintetizados na forma da ementa que segue: Fl. 115DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 PAGAMENTO ESPONTÂNEO EM ATRASO. MULTA DE MORA. INCIDÊNCIA. Sobre o valor do tributo pago após o vencimento, mesmo que a denúncia seja espontânea, antes do início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração, incide a multa de mora prevista no art. 61 da Lei nº 9.430/96. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INSUFICIÊNCIA DE CRÉDITO. COBRANÇA DA PARCELA NÃO HOMOLOGADA. Constatada insuficiência de crédito para fazer frente aos débitos declarados em DCOMP, cabe a cobrança da parcela não homologada, com os acréscimos legais cabíveis (§§2º e 7º do art. 74 da Lei nº 9.430/96). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Cientificada acerca do posicionamento acima, a contribuinte interpôs tempestivamente o presente Recurso Voluntário, no qual alega reiterando os argumentos aventados em sede de Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Preenchidos os pressupostos de admissibilidade e tempestivamente interposto, nos termos do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. Inicialmente cumpre esclarecer a situação enfrentada nos presentes autos para que não pairem quaisquer dúvidas acerca do posicionamento aqui adotado. De modo bem sucinto, pelo que se vê da DCTF retificadora (fl. 25 dos autos), o contribuinte confessou originalmente um débito de PIS (R$ 662.038,60 de principal), pago com atraso, superior a outro, resultante de retificação, quitado também com atraso. Do seu pagamento feito com relação ao débito maior (retificado), o contribuinte utilizou uma parte para quitar o débito menor de PIS, retificador (de R$ 69.559,85 de principal). O restante (R$ 587.011,35) foi utilizado para quitar débito diverso. Contudo, a RFB entende que o crédito remanescente não é de R$ 587.011,35, e sim R$ 573.099,38. Tal se deve ao fato de que os R$ 69.559,85 (débito decorrente da retificação de seu débito de PIS de setembro de 2004), por terem sido pagos com atraso, sofreram a incidência de multa de mora, no montante de R$ 13.911,97. Essa diferença entre o montante considerado disponível para compensação pela RFB, e aquele que o contribuinte entende disponível, resulta da imputação da multa de mora ao pagamento de PIS de agosto de 2004 feito com atraso. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10480.916646/200955 Acórdão n.º 3802001.754 S3TE02 Fl. 113 5 A DRJ, ao julgar o feito, indica numericamente o que trouxemos nos parágrafos acima, para concluir que sobre esse pagamento espontâneo deve incidir a multa de mora. Ao meu ver, a decisão recorrida não merece reparos. Isso porque, ao retificar seu débito para menor, o contribuinte não tem condições de formalizar denúncia espontânea, dado que já houvera confessado débito em montante superior – o que impede a elisão da multa de mora. Assim sendo, não se reconhecendo a existência de denúncia espontânea para o débito “retificador”, é de se manter a exigência de multa de mora, o que leva à conclusão de ser correto o levantamento da autoridade administrativa. Conclusão Ante todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário para negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 117DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
score : 1.0
Numero do processo: 13807.007477/2002-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1998
PERC.
Conforme Súmula nº 37 do CARF - Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindo-se a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. - Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo.
Numero da decisão: 1401-001.016
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Karem Jureidini Dias Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias.
Matéria: IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1998 PERC. Conforme Súmula nº 37 do CARF - Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindo-se a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. - Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13807.007477/2002-52
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5301486
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1401-001.016
nome_arquivo_s : Decisao_13807007477200252.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : KAREM JUREIDINI DIAS
nome_arquivo_pdf_s : 13807007477200252_5301486.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso (ASSINADO DIGITALMENTE) Jorge Celso Freire da Silva Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
id : 5126956
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174835933184
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1804; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 5 1 4 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13807.007477/200252 Recurso nº 159.681 Voluntário Acórdão nº 1401001.016 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 06 de agosto de 2013 Matéria IRPJ Recorrente CIMENTO RIO BRANCO S.A. Recorrida 2ª TURMA/ DRJ SÃO PAULO/ SP I ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1998 PERC. Conforme Súmula nº 37 do CARF Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso (ASSINADO DIGITALMENTE) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 74 77 /2 00 2- 52 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 13807.007477/200252 Acórdão n.º 1401001.016 S1C4T1 Fl. 6 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias. Relatório Tratase de retorno de diligência solicitada pela C. 1ª Turma da 4ª Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais por meio da resolução de n° 140100.029, em sessão de 27 de agosto de 2009. Cuidase de processo referente a Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais (PERC) referente à Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica do anocalendário de 1998, o qual foi indeferido sob o argumento de que o contribuinte não havia comprovado a quitação de tributos ou contribuições federais, conforme seguinte trecho: “Tendo em vista que a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal relativo a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionado à comprovação pelo contribuinte da quitação de tributos e contribuições federais (Lei 9069/95, art. 60), proponho que o processo de PERC – Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais do exercício de 1999 seja indeferido” O Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade às fls. 221/224, aduzindo que os débitos e processos administrativos pendentes nos relatórios da Secretaria da Receita Federal e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional não configurariam óbice à concessão do benefício. Sobreveio acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (fls. 902/907), que julgou por bem indeferir a Manifestação de Inconformidade, na medida em que a regularidade fiscal deve ser analisada no momento da decisão que confere ou reconhece o benefício. Contudo, conforme observado no processo, diversos débitos teriam sido pagos em data posterior à decisão que indeferiu o PERC, em decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ EMENTA: INCENTIVO FISCAL. FINOR. REQUISITOS. A situação de irregularidade fiscal do contribuinte apurada pela autoridade Administrativa perante a SRF, PGFN, FGTS, ou no CADIN impede o reconhecimento ou a concessão de benefícios ou incentivos fiscais. Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 910/915), no qual argumentou que os supostos débitos impeditivos à concessão do benefício estariam com a exigibilidade suspensa e, portanto, não seriam impeditivos à concessão do benefício. O processo foi então remetido à Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que, por unanimidade de votos, decidiu por converter o Fl. 2DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 13807.007477/200252 Acórdão n.º 1401001.016 S1C4T1 Fl. 7 3 julgamento em diligência, pelos seguintes fundamentos: a regularidade do contribuinte deve ser averiguada no momento de sua opção pelo investimento incentivado, e não da data da análise do pedido pela fiscalização ou instância julgadora, sendo certo que tal opção se dá no momento da entrega da declaração pelo contribuinte, conforme jurisprudência já pacificada neste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Assim, para o deslinde da questão, mister se faz averiguar quais os débitos estavam com a exigibilidade suspensa ou se existiam débitos impeditivos da opção pelo incentivo na data da entrega da declaração. Contudo, do extrato acostado aos autos, foi possível verificar apenas que o contribuinte tinha diversos débitos cujos vencimentos seriam posteriores à data da entrega da declaração, bem como processos administrativos com data provavelmente anterior à entrega da declaração, sendo necessária, portanto, a correta discriminação dos débitos e processos. Por tais razões, decidiu a C. Turma julgadora pela necessidade de realização da diligência. Às fls. 970 a Delegacia da Receita Federal de São Paulo, atendendo a solicitação da Resolução n° 140100.029, realizou pesquisas e concluiu que ainda havia um débito anterior à época da entrega da declaração em cobrança. O contribuinte foi devidamente notificado (fls. 971), por meio da intimação n° 8531/2011, contudo não se manifestou. Às fls. 992 verificase que Delegacia da Receita Federal de São Paulo realizou nova pesquisa antes de encaminhar o processo de volta ao CARF, após a qual constatou que “na presente data o contribuinte em questão não possui pendências impeditivas a liberação do incentivo”, determinando, portanto, o retorno do processo ao CARF para que fosse dada continuidade ao julgamento. É o relatório. Voto Conselheira Karem Jureidini Dias, Relatora Verifico que a diligência foi respondida a contento, pelo que passo à análise do mérito. Conforme é cediço, para fazer jus ao benefício fiscal o contribuinte deve estar em situação de regularidade fiscal perante o Fisco Federal. Após acirrados debates neste Conselho, a questão pacificouse no sentido de que o momento em que deve ser verificada a regularidade fiscal é o momento da opção, vale dizer, da entrega da respectiva declaração de rendimentos. Nesse sentido, transcrevo a Súmula CARF nº 37: “Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de Fl. 3DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 13807.007477/200252 Acórdão n.º 1401001.016 S1C4T1 Fl. 8 4 regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. O benefício fiscal foi pleiteado no anocalendário de 1998, exercício de 1999, quando houve a opção, pelo contribuinte, de destinar parte do imposto sobre a renda da pessoa jurídica para investimentos no FINOR. A d. autoridade, ao analisar a regularidade fiscal do contribuinte, entendeu que esta deveria ser analisada no momento da decisão que lhe confere ou concede o benefício, aduzindo que diversos débitos teriam sido pagos posteriormente à data da ciência da decisão que indeferiu o PERC. A diligência, por sua vez, apesar de concluir inicialmente pela existência de um débito anterior à entrega da declaração (fls. 970), em nova pesquisa realizada (fls.992) assim dispôs: “Tendo em vista que o contribuinte não se manifestou quanto ao parecer de fl. 970, antes de ser encaminhado de volta ao CARF, foi feita nova pesquisa em relação ao débito a que se refere tal parecer. Retifico, portanto, o parecer de fl. 970, para afirmar que, conforme demonstrado nos relatórios de fls. 972 a 991, na presente data o contribuinte em questão não possui pendências impeditivas a liberação do incentivo. Encaminhese pois este processo de volta ao CARF para prosseguimento de julgamento.” Ante o exposto, adotandose as conclusões da diligência, não há que se negar o direito do contribuinte ao aproveitamento dos benefícios fiscais, razão pela qual voto por DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário Sala das Sessões, em 06 de agosto de 2013 (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Fl. 4DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 13807.007477/200252 Acórdão n.º 1401001.016 S1C4T1 Fl. 9 5 Fl. 5DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS
score : 1.0
Numero do processo: 10983.900335/2010-47
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3803-000.332
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa informe se houve entrega da DCTF relativa aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2005, e em caso positivo, adote as demais providências determinadas no voto do relator.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10983.900335/2010-47
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5291229
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-000.332
nome_arquivo_s : Decisao_10983900335201047.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10983900335201047_5291229.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa informe se houve entrega da DCTF relativa aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2005, e em caso positivo, adote as demais providências determinadas no voto do relator. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5060203
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174842224640
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1913; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 75 1 74 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10983.900335/201047 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3803000.332 – 3ª Turma Especial Data 20 de agosto de 2013 Assunto COFINS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente TRACTEBEL ENERGIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa informe se houve entrega da DCTF relativa aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2005, e em caso positivo, adote as demais providências determinadas no voto do relator. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto para se contrapor à decisão da DRJ Florianópolis/SC, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade manejada pelo contribuinte em razão da homologação apenas parcial da compensação declarada. O contribuinte havia transmitido, em 10/4/2006, Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP) relativo a alegado crédito de Cofins do período RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 00 33 5/ 20 10 -4 7 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/201047 Resolução nº 3803000.332 S3TE03 Fl. 76 2 de apuração junho de 2005, no valor atualizado de R$ 1.104.123,26, utilizado para quitar débito da mesma contribuição devida em agosto de 2005 (fls. 2 a 7). Por meio de despacho decisório eletrônico (fl. 10), a repartição de origem constatou a procedência do crédito original e homologou em parte a compensação declarada, considerando que o direito creditório teria sido insuficiente para quitar o débito informado no PER/DCOMP. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 12 a 27) e requereu a declaração de nulidade da imposição, alegando que o pagamento indevido reconhecido pela repartição de origem já se encontrava em poder da União Federal havia muito tempo, de modo que não se poderia falar em mora quando da sua utilização para quitar débito com vencimento posterior ao recolhimento, pois deveria ser considerada como a data da compensação a data do pagamento indevido ou a maior que o devido. No entendimento do então Manifestante, amparado em decisões judiciais e do CARF, deverseia aplicar na hipótese a denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN), pois, conforme já decidira o Tribunal Regional Federal da 4ª Região1, o procedimento de compensação de créditos com tributos em aberto configura denúncia espontânea, apta a afastar a cobrança de multa moratória. A DRJ Florianópolis/SC julgou improcedente a manifestação de inconformidade, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 RECOLHIMENTOS A DESTEMPO. INCIDÊNCIA DE MULTA DE MORA Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, não pagos nos prazos previstos na legislação, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de 0,33% por dia de atraso, observado o limite de 20%. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificado da decisão da Delegacia de Julgamento em 25 de novembro de 2011, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 26 de dezembro do mesmo ano (fls. 60 a 73) e requereu o seu provimento, repisando os mesmos argumentos de defesa. Ressaltou o Recorrente que “o encontro de contas ocorre de modo automático no momento em que surge a obrigação tributária para o contribuinte detentor de débito do fisco”, dado o caráter meramente declaratório da compensação (fl. 62), pois, de acordo com o art. 39 da Instrução Normativa SRF nº 600, de 2005, primeiro, debitase a restituição e credita se o débito respectivo, após o que a unidade da Receita Federal registra a operação em seus sistemas, registro esse que tem caráter meramente declaratório do encontro de contas. 1 TRF4, AC 2001.70.00.0276255, Primeira Turma, Relator MariaLúcia Luz Leiria, publicado em 07/01/2004. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/201047 Resolução nº 3803000.332 S3TE03 Fl. 77 3 É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições para a sua admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, já tendo havido, pela repartição de origem, o reconhecimento total do direito creditório pleiteado, a controvérsia trazida a esta instância pelo Recorrente se restringe à aplicação ou não de multa de mora sobre o débito que se pretendeu extinguir por compensação. Referido débito fora declarado em PER/DCOMP em 10/4/2006, após o seu vencimento, este ocorrido em 15/9/2005, mas antes de qualquer procedimento por parte da Administração tributária, situação que, segundo a defesa do Recorrente, reclamaria pela aplicação da denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN). Tratase de débito de Cofins devida em agosto de 2005, com vencimento em 15/9/2005, informado em Declaração de Compensação transmitida em 10/4/2006, em data posterior, portanto, à data prevista de apresentação da DCTF do anocalendário de 2005. A data de apresentação da DCTF relativa ao anocalendário 2005 foi fixada no art. 6º da Instrução Normativa SRF nº 482, de 2004, que estipulou que a declaração deveria ser entregue até o quinto dia útil do segundo mês subsequente ao do mês de ocorrência do fato gerador, no caso de DCTF mensal, ou no quinto dia útil do mês de abril, no caso de DCTF relativa a fatos geradores ocorridos no 2º semestre do ano anterior. Qualquer que fosse a DCTF a que estivesse obrigado o Recorrente, mensal ou semestral, na data da transmissão do PER/DCOMP, o prazo já se encontrava vencido. Contudo, não consta dos autos informação de que o Recorrente tenha transmitido a DCTF do mês de agosto de 2005 (mensal) ou do 2º semestre de 2005 (semestral) anteriormente à data da entrega da Declaração de Compensação, esta ocorrida, conforme acima apontado, em 10/4/2006. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento submetido ao rito do art. 543C do Código de Processo Civil (recursos repetitivos), de observância obrigatória pelos conselheiros do CARF2, já decidiu pela não aplicação da denúncia espontânea aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação regularmente declarados (REsp 962379), decisão essa cujo teor consta da súmula 360/STJ. Nesse julgamento, o STJ deixa claro que o afastamento da denúncia espontânea (art. 138 do CTN) somente se dá quando o tributo, sujeito ao lançamento por homologação, tiver sido recolhido em atraso, mas após a apresentação da declaração com efeito de confissão de dívida. Eis o teor de partes dessa decisão do STJ: 2 Conforme preceitua o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/201047 Resolução nº 3803000.332 S3TE03 Fl. 78 4 TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1. Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" . É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido.(grifei) (...) VOTO (...) 4. Importante registrar, finalmente, que o entendimento esposado na Súmula 360/STJ não afasta de modo absoluto a possibilidade de denúncia espontânea em tributos sujeitos a lançamento por homologação. A propósito, reportome às razões expostas em voto de relator, que foi acompanhado unanimente pela 1ª Seção, no AgRG nos EREsp 804785/PR, DJ de 16.10.2006: "(...) 4. Isso não significa dizer, todavia, que a denúncia espontânea está afastada em qualquer circunstância ante a pura e simples razão de se tratar de tributo sujeito a lançamento por homologação. Não é isso. O que a jurisprudência afirma é a nãoconfiguração de denúncia espontânea quando o tributo foi previamente declarado pelo contribuinte, já que, nessa hipótese, o crédito tributário se achava devidamente constituído no momento em que ocorreu o pagamento. A contrario sensu, podese afirmar que, não tendo havido prévia declaração do tributo, mesmo o sujeito a lançamento por homologação, é possível a configuração de sua denúncia espontânea, uma vez concorrendo os demais requisitos estabelecidos no art. 138 do CTN. (grifei) Verificase dos excertos supra que, para se afastar a denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN3, há necessidade de que o tributo tenha sido pago em atraso e após a sua declaração com efeito de confissão de dívida. No presente caso, ainda que se considerasse que o direito creditório já fora reconhecido em sua totalidade no despacho decisório, o que afastaria qualquer dúvida quanto à efetiva extinção do débito até o limite do direito creditório reconhecido, não se tem nos autos a informação quanto à ocorrência ou não de prévia declaração que acarretasse o afastamento da aplicação da exegese contida na decisão do STJ. 3 Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/201047 Resolução nº 3803000.332 S3TE03 Fl. 79 5 Notese que, em 10/4/2006, data da apresentação do PER/DCOMP sob comento, a declaração de compensação já se constituía confissão de dívida, por força do contido na Medida Provisória nº 135, em 31/10/2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Contudo, a declaração de compensação, no presente caso, além de ter constituído o crédito tributário, se revestiu, também, da função de “quitação” do débito declarado, evidenciandose a concomitância dos atos de declarar e “pagar”, o que afasta a aplicação do entendimento do STJ, segundo o qual se exige a prévia constituição da dívida para se afastar a denúncia espontânea. A única possibilidade, portanto, de existência de declaração com efeito de confissão de dívida transmitida previamente à formalização da compensação é a DCTF mensal ou semestral, relativa aos fatos geradores ocorridos ou no mês de agosto de 2005 ou no 2º semestre do mesmo ano. Nesse sentido, para se decidir a presente lide a par da decisão do STJ, esta de observância obrigatória por parte deste Colegiado, necessário se torna obter a informação quanto à entrega ou não da DCTF, em data anterior à apresentação da declaração de compensação, referente ao fato gerador da contribuição ocorrido em agosto de 2005, contendo a informação relativa ao débito da Cofins devida no período. Diante do exposto, com base no contido no art. 18, inciso I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, que prevê a realização de diligências para suprir deficiências do processo, voto pela conversão do julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa informe a este Colegiado se houve entrega pelo Recorrente da DCTF relativa aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2005, bem como, em caso positivo, a data de sua transmissão e a efetiva declaração do débito de Cofins devida, no valor de R$ 1.104.123,26, juntandose aos autos as partes da DCTF em que se encontram informados os referidos dados, assim como outros que se mostrem de interesse da lide. Após as providências ora requeridas, o Recorrente deverá ser cientificado dos seus resultados, franqueandolhe o prazo de 30 (trinta) para se pronunciar, devendo, ao final, os autos retornar a esta 3a Turma Especial da 3ª Seção do CARF para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 79DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 13706.001456/2004-23
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE.
Obscuridade sanada para esclarecer que por meio do acórdão nº 1103-00.185/2010 confirmou-se o indeferimento do pedido de inclusão retroativa no SIMPLES a partir do ano-calendário 2001, não se referindo a controvérsia ao Simples Nacional.
Numero da decisão: 1103-000.881
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos para suprimir a obscuridade no Acórdão 1103-00.185/2010 e ratificar o seu dispositivo, no sentido de NEGADO provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. Obscuridade sanada para esclarecer que por meio do acórdão nº 1103-00.185/2010 confirmou-se o indeferimento do pedido de inclusão retroativa no SIMPLES a partir do ano-calendário 2001, não se referindo a controvérsia ao Simples Nacional.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13706.001456/2004-23
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5287510
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 03 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1103-000.881
nome_arquivo_s : Decisao_13706001456200423.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 13706001456200423_5287510.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos para suprimir a obscuridade no Acórdão 1103-00.185/2010 e ratificar o seu dispositivo, no sentido de NEGADO provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva - Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
id : 5044778
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174863196160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1774; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 661 1 660 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13706.001456/200423 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1103000.881 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 13 de junho de 2013 Matéria SIMPLES Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado TIC TAC CHECHE LTDA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. Obscuridade sanada para esclarecer que por meio do acórdão nº 1103 00.185/2010 confirmouse o indeferimento do pedido de inclusão retroativa no SIMPLES a partir do anocalendário 2001, não se referindo a controvérsia ao Simples Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos para suprimir a obscuridade no Acórdão 110300.185/2010 e ratificar o seu dispositivo, no sentido de “NEGADO provimento ao recurso voluntário”, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 14 56 /2 00 4- 23 Fl. 661DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 662 2 Relatório Tratase de pedido de esclarecimento da DRF/RJI (fl.665), veiculado em razão do acórdão nº 110300.185, de 08/04/10 (fls.653/654). Aquela unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil busca esclarecer a qual período referiuse a negativa de inclusão no Simples. In verbis: “[...] O acórdão nº 110300.185 da 1º Câmara/3ª Turma Ordinária do CARF, datado de 08/04/2010, relativo ao processo nº 13706.001456/200423, negou provimento ao recurso, confirmando a não inclusão da recorrente no Simples. O relator fundamentouse em diligência que confirma a existência atual de débitos da recorrente que não se encontram com exigibilidade suspensa. Pela leitura desta decisão não ficou claro se alcançaria apenas o período de exclusão do Simples considerado na ocasião da exclusão do Refis, ou seja entre 01/11/2000 e 31/12/2001. O contribuinte permaneceu optante pelo Simples Federal de 01/01/2002 até 30/06/2006, data de sua exclusão eletrônica pelo sistema quando da vigência do Simples Nacional e não passou a optante pelo Simples Nacional, a partir de 01/07/2006. 5. Verificouse que o contribuinte efetuou a opção pelo parcelamento da Lei nº 11.841/09, nos termos dos artigos 11.841/09, nos termos dos artigos 1º e 3º, e já manifestouse pela inclusão da totalidade de seus débitos, que abrangeria os débitos anteriormente no Refis. Como não consta que o contribuinte tenha desistido da manifestação de inconformidade contra a exclusão do Refis, teremos que analisála. Para tanto é preciso esclarecer a situação do enquadramento no Simples em discussão no processo nº 13706.001456/200423. 6. Solicito que seja esclarecido a que período o acórdão citado acima esta se referindo para negar a inclusão ao Simples, se entre 01/11/2000 e 31/12/2001 ou em relação a adesão do contribuinte ao Simples Nacional.” É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, Relator. Do relato acima, concluise que a unidade da RFB busca, na realidade, sanar obscuridade supostamente existente no acórdão nº 110300.185, de sorte que se justifica considerála como embargos de declaração, nos termos do art.65 do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Fl. 662DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 663 3 Na essência, requerse “...que seja esclarecido a que período o acórdão citado acima está se referindo para negar a inclusão ao Simples, se entre 01/11/2000 e 31/12/2001 ou em relação a adesão do contribuinte ao Simples Nacional”. Pois bem. O processo trata de Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples (SRS), protocolizada em 29/04/04, com as seguintes justificativas (fl.01): “O requerente conseguiu na Justiça Federal, liminar para se enquadrar no Simples em 2000. Em Julho/2000, a liminar foi cassada. O processo foi para o TRF. Em 27/12/2000, o requerente com o advento da Lei 10.034/2000, esteve no CAC para se enquadrar para 2001, quando lhe foi dito que não poderia visto já se enquadrar no Simples. Em 10/2001 foi notificado que fora excluído do Simples em 2000, e assim perdeu o prazo legal para seu enquadramento para 2001. Ora, o requerente tentou se enquadrar em 27/12/2000, e estava no Simples, então quando em 2000 foi excluído? Ademais, o Tribunal ao denegar a segurança definitivamente para 2000, permitiu que o impetrante se enquadrasse durante o ano de 2001, para 2001, o que não está sendo cumprido. O requerente quer pagar os tributos de 2000, porém não consegue visto estar pendente o ano de 2001; e, por isto, vem encontrando dificuldades no seu REFIS, ao qual está rigorosamente em dia.” Da informação fiscal colhida do processo nº 10768.006222/0037, anexa à fl.05, constou: “Trata o presente processo de Mandado de Segurança nº 2000.51010043546, em que o impetrante em epígrafe pleiteia o enquadramento na sistemática do SIMPLES com efeito retroativo a 01/01/1997 (fl.4/8). Em juízo preliminar, o Juízo a quo deferiu “EM PARTE A LIMINAR, para determinar à autoridade impetrada que suspenda a cobrança do referido crédito tributário em desacordo com o disposto no art.3º da lei 9317/96, sistemática pela qual determino a reinclusão da impetrante para o pagamento de seus tributos” (fls.25/26). Em vista disso, o contribuinte foi incluído ou reincluído no SIMPLES (fl.36). Na análise do mérito, foi proferida sentença julgando “IMPROCEDENTE O PEDIDO” e, em consequência, denegando a ordem de segurança pleiteada proclamando a legitimidade do ato de exclusão do impetrante do SIMPLES” (fls.48/42). ..... Fl. 663DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 664 4 Analisando os autos deste PA, podese verificar que a determinação do Juiz constante da sentença (fl.48/52) é pela eficácia retroativa do ato de exclusão do SIMPLES, o que nos leva a crer que a retirada do contribuinte desta sistemática deve retroagir à data do anterior ato declaratório excludente. ..... Sendo assim, como o enquadramento da empresa no regime simplificado se devia, durante o ano de 2000, apenas em função da liminar concedida (fls.25/26), sua cassação, ainda que tácita, retroage a data de seu deferimento, o que equivale à situação de inexistência de qualquer medida liminar. O contribuinte, portanto, deve ser excluído do SIMPLES com efeitos durante todo o ano de 2000, podendo, entretanto, se enquadrar nesta sistemática durante o ano de 2001, se cumprir as formalidades previstas no artigo 1º, parágrafo 1º da IN SRF nº 115/2000 e na Lei nº 10.034/2000”. (destaquei) Conforme análise realizada pela Divisão de Controle e Acompanhamento Tributário – DICAT da Derat – Rio de Janeiro (RJ), o pleito foi indeferido por existir débito inscrito em Dívida Ativa da União (fls.56/57). A Oitava Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro I (RJ) (fls.157/162), negou provimento à manifestação de inconformidade do contribuinte “...contra a sua não inclusão retroativa na sistemática do SIMPLES a partir de 2001”. No respectivo voto condutor ainda se esclareceu: “A interessada, em sua impugnação, nada alega sobre as inscrições em Divida Ativa da Unido. Argumenta que, em 2000, impossibilitada de optar pelo SIMPLES, impetrou Mandado de Segurança junto à Justiça Federal. Contudo, com o sancionamento da Lei n° 10.034/2000, que permitiu a adesão ao SIMPLES de creches e escolas de ensino fundamental, a interessada compareceu à agência da Receita Federal CAC Ipanema para solicitar seu enquadramento para o ano de 2001. Foi informada que já era enquadrada no SIMPLES por força de liminar e não poderia habilitarse de novo. Posteriormente, a liminar foi cassada e a segurança foi denegada; a sentença foi mantida em Recurso de Apelação. Ao solicitar seu enquadramento em 2001, foi informada que só teria efeito para 2002. Deste modo, solicita inclusão com efeitos a partir de 2001, visto ter tentado se enquadrar no SIMPLES em 27/12/2000, recolher os impostos no SIMPLES e estar amparado na decisão do TRF, que permitiu que a interessada se enquadrasse durante o ano de 2001. (destaquei) Da decisão de primeira instância, verificase que a controvérsia diz respeito à possibilidade de inclusão retroativa no Simples a partir do anocalendário 2001, o que pode ser confirmado pelo teor do recurso voluntário (fls.164/167): Fl. 664DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 665 5 “[...] Dessa forma, podemos concluir que, se assiste ao recorrente, razão no tocante ao seu enquadramento pela Lei 10.034/2000, o que foi afirmado no relatório; e, se o motivo de se manter o indeferimento foi débitos existentes no ano calendário de 2000, o recorrente pode perfeitamente ter os seu enquadramento retroativo a 01/01/2001, visto que em 2000 estava no REFIS (até hoje permanece). Logo o segundo motivo do indeferimento é inexistente e por isso a decisão deve ser reformada e o recurso ser deferido, para determinar que o enquadramento seja retroativo a 01/01/2001. ..... Desta forma, por tudo que expôs, requer e espera o recorrente, deste Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, acolhimento para reformar a decisão que indeferiu o seu pedido de revisão e o deferimento deste recurso para que seja revogado o Ato Declaratório que determinou a sua exclusão do Simples, principalmente, no que diz respeito ao efeito da exclusão (data do efeito), pois tudo que o recorrente vem passando é tão somente por erro do CAC – Ipanema, e determine a sua reinclusão no sistema SIMPLES retroativo a 01/01/2001, por ser medida de justiça e do mais legítimo Direito” Chegase, então, à conclusão de que esta Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, com base no voto condutor do I. Cons. Eric Moraes de Castro e Silva, ao decidir “...pelo não provimento do recurso, confirmando a não inclusão da Recorrente no regime do Simples”, confirmou o indeferimento do pedido de inclusão retroativa a partir do anocalendário 2001, não se referindo ao Simples Nacional, como se nota do seguinte excerto: “A diligência acima relatada foi categórica em confirmar a existência de débitos da Recorrente que não se encontram com a exigibilidade suspensa, diferentemente do alegado no seu Recurso Voluntário, o que impede a inclusão do regime do Simples, nos termos do art. 9°, XV da lei n° 9.317/96, abaixo transcrito: Art. 9º Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) XV que tenha débito inscrito em Divida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa;” (destaquei) Assim, sanase a obscuridade para esclarecer que no acórdão nº 1103 00.185/2010 confirmouse o indeferimento do pedido de inclusão retroativa no Simples a partir do anocalendário 2001, não se referindo a controvérsia ao Simples Nacional. Fl. 665DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 666 6 Pelo exposto, voto no sentido de ACOLHER os embargos de declaração para suprimir a obscuridade no Acórdão 110300.185/2010 e ratificar o seu dispositivo, no sentido de “negar provimento ao recurso voluntário”. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Fl. 666DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10920.000521/98-15
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.259
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10920.000521/98-15
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5287665
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-000.259
nome_arquivo_s : Decisao_109200005219815.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 109200005219815_5287665.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 07 00:00:00 UTC 2013
id : 5046460
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174900944896
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1903; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 240 1 239 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.000521/9815 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1801000.259 – 1ª Turma Especial Data 07 de agosto de 2013 Assunto LUCRO REAL DILIGÊNCIA Recorrente PRÊMIO ADMINISTRAÇÃO E CORRETAGEM DE SEGUROS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 05 11, com a exigência do crédito tributário no valor de R$4.522,35 a título da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa de ofício proporcional referente ao mês de novembro anocalendário de 1993 de apurada pelo regime de tributação com base no lucro real mensal a partir da revisão da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIRPJ) n° 9284994, relativa ao período de 01.01.01.1993 a 31.12.1993, fls. 1229. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 20 .0 00 52 1/ 98 -1 5 Fl. 240DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 241 2 O lançamento fundamentase no lapso na apuração do tributo como se depreende pelos valores alterados objeto de análise de ofício comparativamente àqueles constantes no Quadro 5 do Anexo 3 da DIRPJ do anocalendário de 1993. Verificouse que a Recorrente utilizouse da alíquota de 10% (dez pro cento) ao invés da aplicação correta de 23% sobre a base de cálculo. Na oportunidade mantevese incólume, no valor de 1.982,07 UFIR, a compensação efetuada espontaneamente do débito com direito creditório anterior. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: §§ do art. 2º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 1º, art. 3º e art. 38 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, art. 11 da Lei nº 70, de 30 de dezembro de 1991 e art. 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Cientificada em 25.03.1998, fl. 11, a Recorrente apresenta a impugnação em 20.04.1998, fls. 0404, com as alegações abaixo sintetizadas. Suscita que a CSLL devida em novembro de 1993 foi calculada pela aplicação de alíquota incorreta sobre a base de cálculo, esclarecendo que incorreu em erro, já que o tributo foi “calculado automaticamente pelo Sistema de Imposto de Renda Pessoa Jurídica/94”. Discorda da exigência constante no Auto de Infração, uma vez há pagamento a maior na conta “Contribuição Social Antecipada Estimada” em 31.12.1992, em valor suficiente para compensar integralmente a exigência. Mediante o Despacho DRJ/Florianópolis/SC, de 17.05.1999, fls. 3637, e com fundamento na Instrução Normativa SRF n° 94, de 24 de dezembro de 1997 e na Nota Cosit/Gab nº 291, de 16 de julho de 1998, o processo foi enviado para DRF/Joinville/SC para as seguintes providências: (a) confirmar, por meio das verificações cabíveis, se a infração constante da autuação é, efetivamente, decorrente de erro de fato no preenchimento da DIRPJ; (b) caso positivo, cancelar de ofício o lançamento respeitado o princípio da economia processual e as orientações administrativas e proceder nos termos dos itens 4.1 e 4.2, da citada Nota COSIT/GAB n° 291/98; (c) caso contrário, elaborar relatório esclarecendo os motivos que determinaram o não reconhecimento das alegações formuladas pela autuada; e (d) do relatório retro deverá a autuada ser cientificada, com a concessão do prazo de quinze dias para eventual aditamento de sua impugnação, retornando o processo a esta DRJ. Intimada em 08.10.1999, fl. 53, a Recorrente apresentou os documentos às fls. 5492. Em conformidade com a Revisão de Lançamento da DRF/Joinville/SC em 14.10.1999, fls. 9394, restou constatado que [...] há saldo negativo da mesma CSLL remanescente de 1992 no valor de CR$51.069.611,00 (fls. 01 e 61) = 6.957,68 UFIR x CR$7.340,03, que poderia ter sido compensado [fl. 93]. [...] Constatase assim que houve recolhimento de CSLL por estimativa [...] em valores superiores àqueles declarados na correspondentes DIRPJ, sendo de direito a Fl. 241DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 242 3 compensação ou a restituição da quantia paga a maior [...]. Considerando que este direito pode ser exercido pelo próprio contribuinte na forma e no momento devidamente requerido, considerando que somente agora há manifestação de vontade do interessado na compensação deste valor proponho encaminhamento deste processo para SASIT para Despacho Decisório quanto ao direito à compensação. Na Informação Fiscal DRF/Joinville/SC, de 23.02.2012, fls. 9899, consta: 9. A questão giram em torno da possibilidade ou não de efetuar a compensação depois da de efetuada a autuação. A competência de apreciação de compensação é da SAORT. [...] Encaminhese o presente à [...] SAORT desta Delegacia para manifestar se sobre a oportunidade ou não da compensação e demais providências decorrentes [...]. A SAORT se pronunciou em 16.03.2012, fl. 99, no seguinte sentido: A compensação pretendida neste processo somente poderia se dar mediante requerimento, nos moldes previstos na IN SRF nº 21/97. Tendo em vista que isso não ocorreu, considerando ainda que não compete à Receita Federal verificar a existência de créditos antes do lançamento, não há compensação válida a ser considerada. A partir de todas essas informações, na Informação Fiscal DRF/Joinville/SC, de 26.03.2012, fls. 100101, está registrado: 11. Encaminhese o presente [...] SACAT para ciência da contribuinte e posterior envio para a [DRJ/Florianópolis/SC]. Notificada em 16.04.2012, fl. 103, a Recorrente permaneceu silente. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/FNS/SC nº 07 29.995, de 15.10.2012, fls. 105110: “Impugnação Improcedente”. Consta no Voto condutor A Autuada reconhece como correto o valor da CSLL devida no mês de novembro de 1993, no montante que resultou do procedimento de revisão da sua DIRPJ/94. No entanto, contra a cobrança que lhe é dirigida por meio do auto de infração de fls. 6 a 10, basicamente apresenta duas alegações: que o erro constatado no procedimento de ofício teria sido causado pelo programa que auxilia a elaboração da declaração; e que possui saldo na conta “Contribuição Social Antecipada Estimada” (em 31/12/1992), em montante suficiente para compensação integral da diferença exigida. Em análise aos argumentos e aos fatos demonstrados no presente processo, considerando o direito então vigente, há que se concluir que não assiste razão à Impugnante. Como se nota, a Contribuinte tenta se eximir da responsabilidade pela apuração da CSLL devida no mês de novembro de 1993, sob a alegação de que o erro constatado no procedimento de revisão da DIRPJ/94 teria sido causado pelo programa que auxilia a elaboração da declaração. Tal alegação não pode ser acolhida. Para bem elucidar a questão, cabe esclarecer que a CSLL do mês de novembro de 1993 deveria ser apurada pela Contribuinte, e eventualmente recolhida se houvesse valor a pagar, em momento anterior àquele em que deveria formalizar a apuração na DIRPJ/94. [...] Fl. 242DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 243 4 Portanto, considerando que à luz da legislação vigente a apuração da CSLL do mês de novembro de 1993 deveria ser realizada em momento anterior ao de apresentação da DIRPJ/94, ainda que o programa que auxiliava a elaboração da referida declaração apresentasse o erro alegado (provocando justamente a redução no valor do tributo devido), a Contribuinte percebeu (ou deveria ter percebido) o problema na declaração, afinal, conhecia (ou deveria conhecer) o valor correto. E ao invés de reportar o fato à autoridade competente, a Contribuinte preferiu silenciar e declarar o tributo em montante inferior ao devido. Se assim procedeu, assumiu a responsabilidade pela informação declarada, e o risco decorrente de tal conduta. De toda sorte, o que se tem claramente demonstrado nos autos é a declaração de tributo devido em montante inferior ao legalmente exigido sendo, portanto, correto o lançamento fiscal que formaliza o crédito relativo à diferença. Há, ainda, que se analisar o argumento de que possuía saldo na conta “Contribuição Social Antecipada Estimada” (em 31/12/1992), em montante suficiente para compensação integral da diferença exigida. Como resultado da diligência determinada por esta DRJ, constatouse que, de fato, havia saldo negativo da CSLL remanescente de 1992 no valor de 6.957,68 UFIR, que poderia ter sido compensado pela Contribuinte (fl. 93). No entanto, também restou esclarecido que a compensação pretendida somente poderia se dar mediante requerimento, nos moldes previstos pela então vigente Instrução Normativa SRF nº 21, de 1997 [...]. Portanto, ao invés de observar a legislação vigente e requerer a compensação de acordo com as regras então vigentes, a Contribuinte simplesmente optou por questionar o auto de infração que, como visto, foi corretamente lavrado. Consequentemente, conforme bem esclareceu a autoridade fiscal da Saort da DR/Joinville/SC (fl. 99), tendo em vista que a Contribuinte não apresentou o requerimento previsto na legislação, considerando ainda que não compete à Receita Federal do Brasil verificar a existência de créditos do sujeito passivo antes de constituir seu direito por meio do lançamento fiscal, não há compensação válida a ser considerada. Notificada em 13.12.2012, fl. 113, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 14.01.2012, fls. 11516, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Acrescenta que apresentou [...] os livros fiscais demonstrando que o cálculo da [CSLL] foi feito utilizando se a alíquota de 23% [...] e devidamente compensado [e que] a diferença apurada pela autoridade fiscal se originou simplesmente em virtude de erro na sistema da DIRPJ/1994, que utilizou a alíquota de 10%. [...] A Recorrente não se eximiu da responsabilidade do cálculo da CSLL [...] sendo inclusive apresentada Pa autoridade fiscal copia dos resultados dos respectivos livros, onde consta demonstrado o valor devido totalmente compensado. [...] A diferença ocorreu por erro de fato no programa da DIRPJ/1994 [caso em que] ficou impossibilitada de informar os valores corretos. [...] Esclarece que à época a Instrução Normativa nº 21, de 10 de março de 1997, ainda não tinha sido editada. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 244 5 Suscita Conforme visto pela própria autoridade fiscal, houve recolhimento de CSLL por estimativa (fls. 69 a 71 do processo), em valores superiores aqueles declarados na correspondente DIRPJ, sendo de direito a compensação ou restituição da quantia paga a maior. Novamente entende a recorrente que o valor foi devidamente compensado na época própria, conforme demonstrado para a autoridade fiscal e devidamente registrado nos livros fiscais entregues à fiscalização, comprovando a compensação dos valores. Conclui À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. Termos em que, Pede deferimento Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. VOTO Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Cabe esclarecer que são incontroversos os valores constantes no Auto de Infração às fls. 0511 decorrente da revisão da DIRPJ em relação à CSLL devida em novembro do anocalendário de 1993, nos termos da Tabela 1. Tabela 1 – Valores objeto do lançamento de ofício do anocalendário de 1993 Descrição Valores de Novembro de 1993 (C) CSLL em CR$ DIRPJ CR$268.670,00 CSLL em UFIR DIRPJ 1.982,07 UFIR CSLL a Pagar em UFIR DIRPJ 0,00 UFIR CSLL em CR$ Apurada de Ofício CR$552.631,00 CSLL em UFIR – Apurada de Ofício 4.076,95 UFIR CSLL a Pagar em UFIR – Apurada de Ofício 2.094,88 UFIR CSLL em CR$ Apurada de Ofício Diferença Lançado no Auto de Infração CR$283.951,00 Fl. 244DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 245 6 CSLL em UFIR – Apurada de Ofício Diferença Lançado no Auto de Infração 2.094,88 UFIR CSLL a Pagar em UFIR – Apurada de Ofício Diferença Lançado no Auto de Infração 2.094,88 UFIR A Recorrente procura demonstrar que o débito de CSLL devida em novembro de 1993 no valor remanescente de CR$283.951,00 (2.094,88 UFIR) foi totalmente extinto por compensação com utilização do direito creditório de saldo negativo de CSLL do ano calendário de 1992 na contabilidade, não nos moldes da Instrução Normativa SRF nº 21, de 10 de março de 1997, porque na época ainda não tinha sido editada. Vale esclarecer que o crédito tributário pode ser extinto pela modalidade de compensação, nas condições e sob as garantias que a legislação tributária estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Na época nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, o sujeito passivo pode efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes e efetuada entre tributos e contribuições da mesma espécie. A compensação ou restituição seria efetuada pelo valor do imposto ou contribuição corrigido monetariamente com base na variação da UFIR1. Em relação à Instrução Normativa SRF nº 21, de 10 de março de 1997, temse que de fato em novembro de 1993 esse ato ainda não tinha sido editado. Na época prevaleciam as normas previstas no art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991 e no art. 170 do Código Tributário Nacional. Esses atos normativos dispunham que, por via de regra, o sujeito passivo que apurasse crédito relativo a tributo administrado pela SRF, passível de restituição, poderia utilizálo para compensação com débitos do sujeito passivo, em procedimento espontâneo e seria efetuada entre tributos sob a administração da SRF, desde que fossem da mesma espécie e tivessem a mesma destinação constitucional. Cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações em relação à extinção do crédito tributário constituído pelo lançamento pela modalidade de compensação antes da ciência do Auto de Infração. No Livro Razão Analítico apresentado pela Recorrente está escriturado, fl. 66: CONTA 1161.00031 CS ANTECIPADA ESTIMADA SALDO INICIAL 713.788,39 5.878 30/11/93 0002 VL. V.M.A. N/MÊS 229.325,13 D 6.311 30/11/93 0002 VL CONTRIB. SOCIAL COMPENSADA N/MES 924.914,00 C SALDO FINAL 18.199,52 Esses valores e as respectivas descrição entretanto não evidenciam de forma inequívoca, explícita clara e congruente, porque faltam as memórias detalhadas de cálculos devidamente escrituradas que demonstrem que de fato o débito de CSLL devida em novembro de 1993 no valor remanescente de CR$283.951,00 (2.094,88 UFIR) foi totalmente extinto por 1 Fundamentação legal: inciso II do art. 156 e art. 170 do Código Tributário Nacional e art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 246 7 compensação com utilização do direito creditório de saldo negativo de CSLL do ano calendário de 1992 na contabilidade. Verificase que os valores informados na DIRPJ e alterados pelo lançamento de ofício não coincidem com aqueles registrados no Livro Razão Analítico. As Planilhas elaboradas pela Recorrente, fls. 65, 6869, por si sós, não evidenciam, em definitivo, que a referida compensação foi levada a efeito na época na forma, no tempo e lugar corretos. Nessa oportunidade, a Recorrente deve produzir um conjunto probatório robusto de efetivamente sua alegação esteja exata, inclusive com decomposição dos valores para que se possa identificar que em novembro de 1993 o valor remanescente de CR$283.951,00 (2.094,88 UFIR) de débito de CSLL lançado de ofício foi totalmente extinto por compensação com utilização do direito creditório de saldo negativo de CSLL do anocalendário de 1992. A autoridade fiscal tem o direito de examinar a escrituração e os documentos comprobatórios dos lançamentos nela efetuados e a pessoa jurídica tem o dever de exibilos e conserválos até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial, bem como de prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada, independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Em assim sucedendo e com observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto por converter o julgamento na realização de diligência para a autoridade preparadora da Unidade da Receita Federal do Brasil que a jurisdiciona intime a Recorrente a apresentar os registros fiscais e contábeis dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais que corroborem sua alegação de defesa de forma inequívoca, explícita clara e congruente com os valores e as respectivas descrições conjugadamente com as memórias detalhadas de cálculos devidamente escrituradas que demonstrem que de fato o débito de CSLL devida em novembro de 1993 no valor remanescente de CR$283.951,00 (2.094,88 UFIR) foi totalmente extinto por compensação com utilização do direito creditório de saldo negativo de CSLL do ano calendário de 1992 na contabilidade. A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito dessas questões com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes2 . (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 2 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 247 8 Fl. 247DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 12045.000476/2007-98
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Oct 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/09/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESENÇA DE CONTRADIÇÃO ENTRE CONTEÚDO DA EMENTA E O DISPOSITIVO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. EMBARGOS CONHECIDOS E ACOLHIDOS PARA SANAR O ERRO.
Os embargos de declaração são cabíveis quando houver no acórdão recorrido, omissão, contrariedade ou obscuridade, nos termos do artigo 65, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela portaria MF nº 256/09.
No presente caso, restou evidenciada a contradição entre o conteúdo da ementa e o dispositivo do acórdão embargado.
Embargos conhecidos e acolhidos.
Numero da decisão: 2301-003.081
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto do Relator; b) em rerratificar o acórdão recorrido, para que se proceda a correção da ementa, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
(assinado digitalmente)
DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Mauro Jose Silva, Damiao Cordeiro de Moraes, Adriano Gonzales Silverio, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes.
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 30/09/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESENÇA DE CONTRADIÇÃO ENTRE CONTEÚDO DA EMENTA E O DISPOSITIVO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. EMBARGOS CONHECIDOS E ACOLHIDOS PARA SANAR O ERRO. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver no acórdão recorrido, omissão, contrariedade ou obscuridade, nos termos do artigo 65, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela portaria MF nº 256/09. No presente caso, restou evidenciada a contradição entre o conteúdo da ementa e o dispositivo do acórdão embargado. Embargos conhecidos e acolhidos.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 04 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 12045.000476/2007-98
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5296980
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2301-003.081
nome_arquivo_s : Decisao_12045000476200798.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
nome_arquivo_pdf_s : 12045000476200798_5296980.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto do Relator; b) em rerratificar o acórdão recorrido, para que se proceda a correção da ementa, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA - Presidente. (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Mauro Jose Silva, Damiao Cordeiro de Moraes, Adriano Gonzales Silverio, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2012
id : 5103728
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174925062144
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1839; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2.712 1 2.711 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12045.000476/200798 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2301003.081 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de setembro de 2012 Matéria Embargos Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado SUPERMERCADO MODELO LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/1997 A 30/09/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESENÇA DE CONTRADIÇÃO ENTRE CONTEÚDO DA EMENTA E O DISPOSITIVO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. EMBARGOS CONHECIDOS E ACOLHIDOS PARA SANAR O ERRO. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver no acórdão recorrido, omissão, contrariedade ou obscuridade, nos termos do artigo 65, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela portaria MF nº 256/09. No presente caso, restou evidenciada a contradição entre o conteúdo da ementa e o dispositivo do acórdão embargado. Embargos conhecidos e acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto do Relator; b) em rerratificar o acórdão recorrido, para que se proceda a correção da ementa, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente. (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 04 5. 00 04 76 /2 00 7- 98 Fl. 20DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Mauro Jose Silva, Damiao Cordeiro de Moraes, Adriano Gonzales Silverio, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes. Relatório 1. Tratase de embargos de declaração opostos pela União (FAZENDA NACIONAL), fundamentado no artigo 65, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256/09, contra Acórdão nº 230101.518 que: “por voto de qualidade, com fundamento no artigo 173, I, do CTN, vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Edgar Silva Vidal e Damião Cordeiro de Moraes que entenderam que deveria ser aplicado o artigo 150, § 4º CTN, em acatar a preliminar de decadência de parte do período a que se refere o lançamento para provimento parcial ao recurso e no mérito, por unanimidade de votos, em manter os demais valores”. 2. Segundo a embargante, há contradição entre o conteúdo da ementa do acórdão julgado e o dispositivo. Para demonstrar o alegado, a Fazenda coteja a ementa do decisum com o dispositivo, conforme transcrição abaixo: “DECADÊNCIA. INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERADOS. COOPERATIVAS DE TRABALHO. INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos' 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. No presente caso aplicase a regra do artigo 150, §4°, do CTN, haja vista que não houve o recolhimento, considerada a documentação juntada pela empresa recorrente. O Conselho de Contribuintes não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade. Nos termos do inciso IV do art. 22, da Lei n°8.212/91, incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos a cooperativas de trabalho, por serviços prestados por seus cooperados. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, com fundamento no artigo 173, I do CTN, vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Edgar Silva Vidal e Damião Cordeiro de Moraes que entenderam que deveria se aplicar o artigo 150, §4° CTN, em acatar a preliminar de decadência de parte do período a que se refere o lançamento para provimento parcial ao recurso e no mérito, por unanimidade de votos, em manter os demais valores.”[g.n] Fl. 21DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000476/200798 Acórdão n.º 2301003.081 S2C3T1 Fl. 2.713 3 3. Suscita o conhecimento e acolhimento dos embargos, para correção da ementa, fazendo constar a regra decadencial do art. 173, inc. I do CTN. 4. Em seguida os autos foram encaminhados a este conselheiro para apreciação. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Damião Cordeiro de Moraes 1. Tratase de embargos de declaração opostos pela FAZENDA NACIONAL contra o Acórdão nº 230101.518, de minha relatoria, em razão da contradição existente entre o conteúdo da ementa e o seu dispositivo. 2. No meu entender, tem razão a recorrente em requerer que seja solucionada a contradição apontada no referido aresto. 3. E, no meu sentir, merece guarida a pretensão fazendária, pois quanto a preliminar de decadência, defendi a aplicação da regra do artigo 150, §4º do Código Tributário Nacional – CTN em razão de haver recolhimento parcial considerando a totalidade da folha de salário apresentada pela recorrente, no entanto, essa tese restou vencida por voto de qualidade. 4. Assim, entendo que a ementa deve ser corrigida para se adequar ao dispositivo do acórdão embargado, qual seja: a regra decadencial aplicável ao presente caso é aquela prevista no artigo 173, I do CTN. 5. Dessa forma, me posiciono no sentido de admitir os embargos de declaração, para retificar a ementa do acórdão e fazer constar no seu texto a aplicação do art. 173, I do CTN como regra decadencial adotada. CONCLUSÃO 6. Feitas estas considerações, voto pelo acolhimento dos embargos declaratórios, na forma acima delineada. (assinado digitalmente) Relator Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 22DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 13794.720143/2012-36
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2009
RENDIMENTOS RECEBIDOS JUDICIALMENTE. TRIBUTAÇÃO.
Os valores pagos em cumprimento de decisão da Justiça Federal, mediante precatório ou requisição; de pequeno valor, estão sujeitos a retenção na fonte pela instituição financeira responsável pelo pagamento à aliquota de 3% e deverá ser declarado peio interessado na Declaração de Ajuste Anual e será
considerado antecipação; do imposto a ser apurado pelo contribuinte.
RENDIMENTOS ISENTOS. LEI 10.559/2002. REQUISITOS. COMPROVAÇÃO.
Os valores que, comprovadamente, representem reparação económica
reconhecida em ato do Ministro da Justiça e pagos com recursos do Tesouro Nacional a anistiados politicos são isentos do imposto de renda.
Numero da decisão: 2201-002.056
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Marcio de Lacerda Martins
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2009 RENDIMENTOS RECEBIDOS JUDICIALMENTE. TRIBUTAÇÃO. Os valores pagos em cumprimento de decisão da Justiça Federal, mediante precatório ou requisição; de pequeno valor, estão sujeitos a retenção na fonte pela instituição financeira responsável pelo pagamento à aliquota de 3% e deverá ser declarado peio interessado na Declaração de Ajuste Anual e será considerado antecipação; do imposto a ser apurado pelo contribuinte. RENDIMENTOS ISENTOS. LEI 10.559/2002. REQUISITOS. COMPROVAÇÃO. Os valores que, comprovadamente, representem reparação económica reconhecida em ato do Ministro da Justiça e pagos com recursos do Tesouro Nacional a anistiados politicos são isentos do imposto de renda.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 13794.720143/2012-36
conteudo_id_s : 5292584
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2201-002.056
nome_arquivo_s : Decisao_13794720143201236.pdf
nome_relator_s : Marcio de Lacerda Martins
nome_arquivo_pdf_s : 13794720143201236_5292584.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
id : 5068065
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-14T11:30:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; xmp:CreatorTool: CNC Capture; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; pdfa:PDFVersion: A-1b; dc:creator: CNC Solution; dcterms:created: 2013-08-14T11:30:37Z; Last-Modified: 2013-08-14T11:30:38Z; dcterms:modified: 2013-08-14T11:30:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:7c0fea56-2f47-4ff3-8e50-f8798fd29b64; Last-Save-Date: 2013-08-14T11:30:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC Capture; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2013-08-14T11:30:38Z; meta:save-date: 2013-08-14T11:30:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-14T11:30:38Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solution; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solution; pdfaid:conformance: B; meta:author: CNC Solution; meta:creation-date: 2013-08-14T11:30:37Z; created: 2013-08-14T11:30:37Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-08-14T11:30:37Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; pdfaid:part: 1; access_permission:can_print: true; Author: CNC Solution; producer: CNC Solution; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solution; pdf:docinfo:created: 2013-08-14T11:30:37Z | Conteúdo =>
_version_ : 1713046174946033664
score : 1.0
Numero do processo: 16327.000174/2009-76
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2007
DCTF MENSAL E SEMESTRAL. ATRASO NA ENTREGA.
Incabível a multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal quando ausente o requisito para sua apresentação e comprovada a impossibilidade fática de entrega da DCTF semestral pelos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Numero da decisão: 1803-001.930
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Roberto Armond Ferreira da Silva.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2007 DCTF MENSAL E SEMESTRAL. ATRASO NA ENTREGA. Incabível a multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal quando ausente o requisito para sua apresentação e comprovada a impossibilidade fática de entrega da DCTF semestral pelos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 16327.000174/2009-76
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5298445
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1803-001.930
nome_arquivo_s : Decisao_16327000174200976.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : WALTER ADOLFO MARESCH
nome_arquivo_pdf_s : 16327000174200976_5298445.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Roberto Armond Ferreira da Silva.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
id : 5109043
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174952325120
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1577; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 539 1 538 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.000174/200976 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803001.930 – 3ª Turma Especial Sessão de 9 de outubro de 2013 Matéria MULTA ATRASO DCTF Recorrente PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2007 DCTF MENSAL E SEMESTRAL. ATRASO NA ENTREGA. Incabível a multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal quando ausente o requisito para sua apresentação e comprovada a impossibilidade fática de entrega da DCTF semestral pelos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Roberto Armond Ferreira da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 01 74 /2 00 9- 76 Fl. 539DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Relatório PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ SÃO PAULO – SP I, interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Tratase de Multa por Atraso na Entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF Mensal — 1.5 referente a Março de 2007, no valor de R$18.037,80 (fls. 36). Em 26/01/2009, o interessado supra qualificado apresentou a Impugnação, de fls. 01/14, na qual alega: 1) que até o anocalendário de 2006 entregara a DCTF com periodicidade semestral, porém, ao tentar transmitir por via eletrônica a DCTF referente ao 1° semestre de 2007, o sistema informatizado da Receita Federal do Brasil (RFB) não permitiu a entrega da DCTF semestral, orientandoa pela utilização do "PGD DCTF Mensal" (fls. 39); 2) inconformado com tal situação, em 04/10/2007, formalizou consulta perante a SRRF 8a Região Fiscal, requerendo que se esclarecesse/atestasse que a consulente estava autorizada a entregar a DCTF semestral, que a impossibilidade do envio do arquivo decorria de erro/falha no sistema informatizado do órgão e que a multa por atraso na entrega da DCTF restaria afastada por força da consulta formulada; 3) em 23/11/2008, o contribuinte foi cientificado da resposta à sua consulta (Despacho Decisório SRRF/8° RF/Disit n° 45, de 10/03/2008), que teve a seguinte conclusão: 13. Posto isto declaro a ineficácia da consulta com base no art. 52, 1, c/c art. 46 do Decreto n° 70.235, de 1972, dado não versar sobre a interpretação de dispositivos da legislação tributária, mas sobre a solução de problema concreto encontrado pela consulente para transmissão da DCTF semestral referente ao primeiro semestre do anocalendário de 2007, uma vez que o programa não aceitou o documento, emitindo mensagem de obrigatoriedade de DCTF mensal, aparentemente não aplicável a seu caso, problemática essa que deveria ser solucionada por intermédio dos Centros de Atendimento ao Contribuinte — CAC, de sua unidade jurisdição, o qual, se não conseguisse encontrar solução imediata para a situação apresentada, deveria solicitar a intervenção dos órgãos superiores apropriados aos quais se subordina. 14. Quanto às condições a serem observadas para a apresentação da DCTF no ano de 2007, encontravamse claramente estatuídas nos arts. 3° a 5° da IN SRF n° 695, de 2006, não ensejando, em princípio, maiores dúvidas. Fl. 540DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000174/200976 Acórdão n.º 1803001.930 S1TE03 Fl. 540 3 4) em face da resposta da Disit/SRRF08, em 23/12/2008, o interessado optou por entregar por via eletrônica as DCTF mensais relativas aos meses de janeiro de 2007 a setembro de 2008, o que ensejou a expedição automática da Notificação de Lançamento da Multa pelo Atraso na Entrega da DCTF ora combatida; 5) entende ser descabida a exigência da multa, uma vez que o contribuinte está devidamente enquadrado na hipótese de entrega semestral da DCTF e do DACON, e foi obrigado a apresentar as DCTF mensais por força de um erro do sistema informatizado da RFB; 6) os seus DACON semestrais foram aceitos pelo sistema, a demonstrar q as DCTF semestrais também deveriam ser aceitas; 7) por ser entidade de previdência privada complementar, para fins de cálculo de receita bruta operacional, as contribuições vertidas para a entidade não são incluídas, estando a reclamante dentro do limite de receita bruta estabelecida no inciso I, do art. 3°, da IN SRF n° 695/2006; 8) e por também não estar enquadrada nas hipóteses dos incisos II e III da IN SRF 695/2006, não estava obrigada a entregar a DCTF mensal; 9) sendo assim, conclui que a presente cobrança deve ser cancelada, devendo a notificação de lançamento ser declarada nula. A DRJ SÃO PAULO/SP I, através do acórdão nº 1637.048, de 30 de março de 2012 (fls. 64/68), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 23/12/2008 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. OPÇÃO PELA DCTF MENSAL. Ainda que estivesse desobrigado a apresentar a DCTF mensal, seria cabível a multa pelo atraso na entrega. In casu, não restou comprovado que o contribuinte tomou as devidas providências para exercer o seu pretenso direito de entregar a DCTF semestral. Ciente da decisão em 03/05/2012, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 72), apresentou o recurso voluntário em 04/06/2012 fls. 73/90, onde reitera as alegações da inicial. Em 26/11/2012 complementa suas alegações apresentando os documentos de fls. 391/512, compostos das DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais de 2005 e 2006. É o relatório. Fl. 541DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de multa pelo atraso na entrega da DCTF Mensal de março de 2007 (fl. 36). Alega a recorrente em síntese: a) Que “é entidade de previdência complementar fechada, sem fins lucrativos, com personalidade distinta de seus patrocinadores, não tributada pelo lucro real e, ainda, que não aufere receita bruta, já que é mera administradora dos fundos de seus beneficiários.”; b) Que “sempre procedeu a entrega de suas DCTFs na forma semestral, mas que em relação ao 1º semestre de 2007, não logrou êxito na entrega pois o sistema da RFB informou estar sujeita à DCTF mensal”; c) Que “entende estar sujeita apenas a DCTF semestral de acordo com as Instruções Normativas SRF 695/2006 e 786/2007”; d) Que “formulou consulta à Secretaria da Receita Federal e de acordo com a resposta dada em 23.11.2008 foi considerado instrumento inadequado já que não se trata de divergência de interpretação de dispositivos da legislação tributária”; e) Que a decisão de primeira instância merece reforma pois “entendeu equivocadamente que a recorrente não buscou solução adequada para seu problema de entrega das DCTFs e que não comprovou que estava desobrigada à entrega da DCTF mensal.” f) Que “é pessoa jurídica que atua como entidade fechada de previdência complementar não auferindo qualquer tipo de receita. Não possui fins lucrativos, não presta qualquer tipo de serviço e não realiza a venda de mercadorias, limitandose, apenas, à administração dos fundos dos seus beneficiários...”; g) Que “não aufere receitas pois apenas administra os planos de benefícios de natureza previdenciária, devendo ser excluídas da receita bruta das entidades de previdência complementar as contribuições destinadas à constituição de provisões ou reservas técnicas, bem como rendimentos auferidos nas aplicações financeiras de recursos destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates.”; h) Que “conforme atestam as DCTFs de 2005 e 2006, não declarou débitos superiores a R$ 3.000.000,00,...”; Fl. 542DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000174/200976 Acórdão n.º 1803001.930 S1TE03 Fl. 541 5 i) Que “somente apresentou as DCTFs mensais por imposição do sistema da RFB não sendo sua opção tendo entrega normalmente a DACON de forma semestral”; j) Que “a Administração Tributária não encontrou solução para o seu problema considerando indevidamente a consulta ineficaz”; k) Que “no prazo de 30 dias da ciência da solução da consulta formulada, apresentou regularmente as DCTFs mensais, sem no entanto estar obrigada, apenas por imposição dos sistemas da RFB, fato que elide a multa de mora aplicada.” Assiste razão à interessada. Com efeito, deve ser afastada inicialmente a dúvida lançada pela decisão de primeira instância sobre a data da mensagem de erro (fl. 39) impossibilitando a entrega da DCTF semestral. O protocolo da consulta formulada à Administração Tributária (fl. 41) comprova que a mesma está datada de 04/10/2007, dentro portanto do prazo regulamentar para a entrega da DCTF semestral preconizado no art. 8º da Instrução Normativa SRF 695/2006. A solução de consulta foi formulada em 04/10/2007 e teve sua resposta cientificada em 23/11/2008 (fl. 50). Não tem sentido afirmar, portanto, que a contribuinte não comprovou estar impedida de efetuar a entrega da DCTF semestral ou que não buscou de forma legal e transparente a solução para o conflito delineado em qual modalidade (mensal ou semestral) de entrega da DCTF a que estava obrigada nos anos 2007 e 2008. Resta verificar se conforme alega a recorrente, não estava realmente sujeita à entrega da DCTF mensal, fato que afastaria o mérito de suas alegações. Neste sentido cabe verificar as hipóteses de enquadramento delineadas nas Instruções Normativas 695/2006 e 786/2007, que abrangem o período em que deixou de entregar as DCTFs mensais até a ciência da solução de consulta. A Instrução Normativa SRF 695/2006 (já revogada), dispõe: Art. 3 º Ficam obrigadas à apresentação da DCTF Mensal as pessoas jurídicas: I – cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); II – cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais); ou III – sucessoras, nos casos de incorporação, fusão ou cisão total ou parcial ocorridos quando a incorporada, fusionada ou Fl. 543DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 6 cindida estava sujeita à mesma obrigação em decorrência de seu enquadramento nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos declarados. Da mesma forma a Instrução SRF 786/2006 (já revogada), dispõe: Art. 3º Ficam obrigadas à apresentação da DCTF Mensal as pessoas jurídicas de direito privado: I cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); II cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais); ou III sucessoras, nos casos de incorporação, fusão ou cisão total ou parcial ocorridos quando a incorporada, fusionada ou cindida estava sujeita à mesma obrigação em decorrência de seu enquadramento nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos declarados. Conforme a recorrente reiteradamente tem afirmado e comprovado através de seu estatuto (fls. 514/531) e DIPJ (fls. 54/59), tratase de entidade de previdência privada fechada que administra planos de previdência complementar, tendo como patrocinadoras as empresas/associações “Robert Bosch Limitada, Ishida Do Brasil Limitada, Associação Dos Funcionários Da Robert Bosch Do Brasil, Bosch Rexroth Limitada, Robert Bosch Tecnologia De Embalagem Limitada, Associação Dos Funcionários Da Robert Bosch Limitada, ZF Sistemas De Direção Limitada”. Portanto a rigor, exceto pequenas taxas de administração, não tem a entidade receitas pois a quase integralidade de seus ingressos decorrem das contribuições dos planos de previdência e as receitas de aplicações financeiras de suas reservas atuariais, que não lhe pertencem mas sim são geridas em seu nome. As cópias da DACON – Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais dos anos 2005 e 2006 (parâmetro para o enquadramento nas modalidades mensal ou semestral) juntadas às fls. 391/512 e Balancetes (fls. 96/135), demonstram claramente esta constatação, afastando qualquer dúvida de que as receitas da recorrente estão abaixo do limite anual de R$ 30.000.000,00 de receita bruta. Por outro lado, tampouco atinge a recorrente o limite superior a R$ 3.000.000,00 de débitos declarados nos anos de 2005 e 2006 que a sujeitariam à apresentação da DCTF mensal em 2007 e 2008. Com efeito, conforme atestam as DCTFs fls. 138, 203, 267 e 324, não atinge a contribuinte o limite anual superior a R$ 3.000.000,00 para enquadramento na exigência de DCTF mensal nos anos calendários 2007 e 2008. Estando impedida de apresentar a DCTF semestral por evidente equívoco nos sistemas da RFB e tendo formulado regularmente consulta para solução do seu problema, mesmo sem obter solução satisfatória, não vejo como penalizar a contribuinte com a multa pelo atraso na entrega das DCTFs mensais. Fl. 544DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000174/200976 Acórdão n.º 1803001.930 S1TE03 Fl. 542 7 A multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal somente seria aplicável se estivesse enquadrada na obrigatoriedade de entrega mensal da DCTF ou tivesse optado voluntariamente (o que não é o caso) pela entrega mensal. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento integral ao recurso. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 545DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10120.004671/97-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/12/1988 a 30/09/1995
EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. IPC 90. INCLUSÃO. CÁLCULOS DE LIQUIDAÇÃO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ.
Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu que, por traduzirem matéria de ordem pública, (....) os índices que representam a verdadeira inflação de período aplicam-se, independentemente, do querer da Fazenda Nacional que, por liberalidade, diz não incluir em seus créditos (...), devendo-se corrigir os créditos na forma da (...) Tabela Única aprovada pela Primeira Seção daquela Corte, que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ (...). (REsp 1112524/DF, Rel. Ministro LUIZ FUX, CORTE ESPECIAL, julgado em 01/09/2010, DJe 30/09/2010).
Além disso, a partir da edição do Ato Declaratório PGFN no 10/2008, é cabível a aplicação nos pedidos de restituição/compensação, objeto de deferimento na via administrativa, dos índices de atualização monetária (expurgos inflacionários) previstos na Resolução no 561 do Conselho da Justiça Federal.
JUROS DE MORA. JUROS SELIC. COMULAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. TERMO INICIAL. PAR. 4°. ART. 39. LEI N. 9.250/95. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ.
Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu que: (...) 2. Aplica-se a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. (...) (REsp 1111175 SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO,julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009)
Quanto aos juros de mora (artigos 161 e 167 do CTN), nos termos da súmula 188 daquela Corte: Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença.
PRETENSÃO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITOS DE NEGATIVA. DIREITO CREDITÓRIO. DÉBITOS FUTUROS. HIPÓTESE DE NÃO HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITOS VINCULADOS. PROGRAMA DE PARCELAMENTO. EXCLUSÃO. DECRETO N. 70.235/75. PODER DE CAUTELA.
Inexiste previsão legal para que Turma Julgadora deste Colegiado decrete a suspensão da exigibilidade ou manutenção da Recorrente em programa de parcelamento ante a possibilidade de, se utilizados os créditos objeto deste PAF, venha a DRF de jurisdição não homologá-los. Providência de caráter cautelar sem respaldo na legislação que rege o PAF.
Outrossim, se não homologada a compensação ou excluída de parcelamento em outro PAF, a Recorrente dispõe dos meios e recursos do contraditório e da ampla defesa para se defender, se assim quiser. Princípio da correlação e proibição de julgamento extra ou ultra petita.
Recurso voluntário procedente em parte.
Numero da decisão: 3202-000.868
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, que negava provimento ao recurso, por entender que se aplicava ao caso a Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR nº08/97.
Irene Souza da Trindade Torres - Presidente
Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10120.004671/97-61
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5300889
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3202-000.868
nome_arquivo_s : Decisao_101200046719761.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 101200046719761_5300889.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, que negava provimento ao recurso, por entender que se aplicava ao caso a Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR nº08/97. Irene Souza da Trindade Torres - Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5124422
ano_sessao_s : 2013
ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/12/1988 a 30/09/1995 EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. IPC 90. INCLUSÃO. CÁLCULOS DE LIQUIDAÇÃO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu que, por traduzirem matéria de ordem pública, (....) os índices que representam a verdadeira inflação de período aplicam-se, independentemente, do querer da Fazenda Nacional que, por liberalidade, diz não incluir em seus créditos (...), devendo-se corrigir os créditos na forma da (...) Tabela Única aprovada pela Primeira Seção daquela Corte, que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ (...). (REsp 1112524/DF, Rel. Ministro LUIZ FUX, CORTE ESPECIAL, julgado em 01/09/2010, DJe 30/09/2010). Além disso, a partir da edição do Ato Declaratório PGFN no 10/2008, é cabível a aplicação nos pedidos de restituição/compensação, objeto de deferimento na via administrativa, dos índices de atualização monetária (expurgos inflacionários) previstos na Resolução no 561 do Conselho da Justiça Federal. JUROS DE MORA. JUROS SELIC. COMULAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. TERMO INICIAL. PAR. 4°. ART. 39. LEI N. 9.250/95. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu que: (...) 2. Aplica-se a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. (...) (REsp 1111175 SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO,julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) Quanto aos juros de mora (artigos 161 e 167 do CTN), nos termos da súmula 188 daquela Corte: Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. PRETENSÃO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITOS DE NEGATIVA. DIREITO CREDITÓRIO. DÉBITOS FUTUROS. HIPÓTESE DE NÃO HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITOS VINCULADOS. PROGRAMA DE PARCELAMENTO. EXCLUSÃO. DECRETO N. 70.235/75. PODER DE CAUTELA. Inexiste previsão legal para que Turma Julgadora deste Colegiado decrete a suspensão da exigibilidade ou manutenção da Recorrente em programa de parcelamento ante a possibilidade de, se utilizados os créditos objeto deste PAF, venha a DRF de jurisdição não homologá-los. Providência de caráter cautelar sem respaldo na legislação que rege o PAF. Outrossim, se não homologada a compensação ou excluída de parcelamento em outro PAF, a Recorrente dispõe dos meios e recursos do contraditório e da ampla defesa para se defender, se assim quiser. Princípio da correlação e proibição de julgamento extra ou ultra petita. Recurso voluntário procedente em parte.
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174965956608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2437; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 473 1 472 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.004671/9761 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202000.868 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de agosto de 2013 Matéria PIS. COMPENSAÇÃO Recorrente CICAL MOTONAUTICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/12/1988 a 30/09/1995 EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. IPC 90. INCLUSÃO. CÁLCULOS DE LIQUIDAÇÃO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu que, por traduzirem matéria de ordem pública, (....) os índices que representam a verdadeira inflação de período aplicamse, independentemente, do querer da Fazenda Nacional que, por liberalidade, diz não incluir em seus créditos (...), devendose corrigir os créditos na forma da (...) Tabela Única aprovada pela Primeira Seção daquela Corte, que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ (...). (REsp 1112524/DF, Rel. Ministro LUIZ FUX, CORTE ESPECIAL, julgado em 01/09/2010, DJe 30/09/2010). Além disso, a partir da edição do Ato Declaratório PGFN no 10/2008, é cabível a aplicação nos pedidos de restituição/compensação, objeto de deferimento na via administrativa, dos índices de atualização monetária (expurgos inflacionários) previstos na Resolução no 561 do Conselho da Justiça Federal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 46 71 /9 7- 61 Fl. 473DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 474 2 JUROS DE MORA. JUROS SELIC. COMULAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. TERMO INICIAL. PAR. 4°. ART. 39. LEI N. 9.250/95. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu que: (...) 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. (...) (REsp 1111175 SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO,julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) Quanto aos juros de mora (artigos 161 e 167 do CTN), nos termos da súmula 188 daquela Corte: Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. PRETENSÃO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITOS DE NEGATIVA. DIREITO CREDITÓRIO. DÉBITOS FUTUROS. HIPÓTESE DE NÃO HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITOS VINCULADOS. PROGRAMA DE PARCELAMENTO. EXCLUSÃO. DECRETO N. 70.235/75. PODER DE CAUTELA. Inexiste previsão legal para que Turma Julgadora deste Colegiado decrete a suspensão da exigibilidade ou manutenção da Recorrente em programa de parcelamento ante a possibilidade de, se utilizados os créditos objeto deste PAF, venha a DRF de jurisdição não homologálos. Providência de caráter cautelar sem respaldo na legislação que rege o PAF. Outrossim, se não homologada a compensação ou excluída de parcelamento em outro PAF, a Recorrente dispõe dos meios e recursos do contraditório e da ampla defesa para se defender, se assim quiser. Princípio da correlação e proibição de julgamento extra ou ultra petita. Recurso voluntário procedente em parte. Fl. 474DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 475 3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, que negava provimento ao recurso, por entender que se aplicava ao caso a Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR nº08/97. Irene Souza da Trindade Torres Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília, DF (DRJ/BSB) (fls.204/212) que julgou improcedente a manifestação de inconformidade (fls. 185/199) apresentada por CICAL MOTONAUTICA LTDA, ora Recorrente. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante da decisão recorrida, in verbis: Relatório A empresa interessada acima identificada em 04/12/1997, na petição inicial requer a suspensão da cobrança dos débitos de Pis relativos aos períodos de apuração de abril, maio e julho de 1996, nos valores de R$ 2.659,8, R$ 3.192,53 e R$ 2.319,83, respectivamente, sob o argumento de que tais débitos foram compensados com base em medida judicial ainda não transitada em julgado — fls. 1 e 2. A auto; idade fiscal competente no despacho decisório (fls. 166/170), após as providências de praxe, examinou a questão e resolveu reconhecer a favor da contribuinte o crédito oriundo da decisão judicial (processo 96.00.007110) transitada em julgado em 3/10/2005, no valor atualizado até a data do encontro das contas devedora e credora de R$ 37.304,14 e deferiu as Fl. 475DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 476 4 compensações dos débitos de Pis acima citados e a restituição do saldo remanescente de R$ 30.049,73. A fl. 171, a empresa interessada argumenta que os valores dos débitos compensados neste processo devem ser desconsiderados, porque além de inseridos em outros processos estão sendo pagos através do PAES; contudo, autoridade preparadora informa (fl. 181) que os débitos compensados neste processo não contam de outros processos e tampouco encontram consolidados no parcelamento especial —PAES. A contribuinte tomou ciência do despacho decisório em 09/06/2009 (AR 184). Em 09/07/2009, por intermédio de seu procurador (Wagner Silveira da Rocha), interpôs manifestação de inconformidade indeferida (fls. 185 a 199), na qual cita e transcreve dispositivos da legislação processual/tributária, ementas de jurisprudência judicial e administrativa e, em resumo, apresenta os seguintes argumentos de defesa: 1.1 PRELIMINARES a decisão enviada, SEM os "Demonstrativos" nela mencionados e sem os cálculos do crédito apurado unilateralmente pela fiscalização, não lhe permite exercer seu legítimo direito de defesa, pois sequer tem ciência de quais foram os relatórios, demonstrativos e/ou quais foram os cálculos que deram respaldo à referida decisão (eis que a cópia dos mesmos não foi juntada na intimação da decisão), tornandoa completamente nula de pleno direito, conforme normas da própria esfera administrativa; em face a presente preliminar, imperase o retorno dos autos à instância fiscal de origem para início da contagem do prazo para o recurso cabível somente a partir da intimação e da entrega de todos os documentos (relatórios, demonstrativos e planilhas de cálculos fiscais) que fundamentaram a decisão ora recorrida. seja o presente processo convertido em diligências para que possa, ao menos, obter cópia INTEGRAL de todos os relatórios, demonstrativos e planilhas de cálculos mencionados na decisão recorrida e/ou das planilhas fiscais da apuração unilateral efetuada pela Receita Federal que são extremamente importantes para o pleno exercício de sua ampla defesa ou para que seja novamente aberto prazo de 30 (trinta) dias após a efetiva vista e obtenção das cópias de todos os documentos que fundamentaram a decisão fiscal (documentos, relatórios, demonstrativos e cálculos estes NÃO recebidos por ela quando de sua intimação), com a finalidade de poder oferecer razões de defesa ou ainda, alternativamente, o aditamento de sua defesa mediante razões aditivas, e por fim, salienta a necessidade do cancelamento de TODOS os débitos relativos a competências de períodos de apuração já vencidos e prescritos seja em face da prescrição normal ou mesmo em face da decadência e/ou Fl. 476DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 477 5 ainda da prescrição intercorrente em face da suposta decisão recebida em 07/07/2008 e dos débitos apurados serem relativos a períodos anteriores de mais de 5 (CINCO) ANOS desde o início de sua exigibilidade, ou seja, de débitos da competência de set/88 a set/95. 1.2 DA INCLUSÃO DE ACRÉSCIMOS MONETÁRIOS (ÍNDICES, EXPURGOS, JUROS, SELIC) NOS CÁLCULOS DO CONTRIBUINTE, POIS AINDA QUE NÃO CONTEMPLADOS NA DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO, NÃO REPRESENTAM OFENSA À COISA JULGADA. a jurisprudência já consolidou o entendimento pacífico de que os acréscimos monetários (índices, expurgos, juros, selic) nos cálculos não representam ofensa à coisa julgada (Decisão do STJ REsp 603441/DF RECURSO ESPECIAL 2003/01954410 Relatora Ministra ELIANA CALMON DJ 28.02.2005 p. 290), devendo a decisão ser reformada no prazo de 5 (CINCO) pela autoridade que proferiu a decisão recorrida para fins de reconsideração da mesma ou no máximo de 30 (trinta) dias pelo órgão superior previsto pelo art. 56 e 59, § I ° da Lei 9.784/99. 1.3 DA APLICAÇÃO DE JUROS DE MORA CUMULADOS COM A APLICAÇÃO DOS JUROS LEGAIS PELA TAXA SELIC EM FACE DA SÚMULA 254 DO STF CONTADOS A PARTIR DOS PAGAMENTOS INDEVIDOS POR SE TRATAR DE INDÉBITOS INCONSTITUCIONAIS E NÃO DE MEROS INDÉBITOS POR ERRO DO CONTRIBUINTE PRECEDENTES DO STF E DO STJ. a decisão recorrida não cumpriu com o dever de aplicação de acréscimos monetários sobre os cálculos fiscais feitos unilateralmente pela fiscalização, sem qualquer ciência, para se defender. O cálculo correto, já precluso em juízo, fundamentaram o aumento do cálculo. Os cálculos de liquidação administrativa de seus créditos efetuados pela autoridade fiscal devem ser reconsiderados, uma vez que provavelmente desobedeceram a SÚMULA 254 do STF que, além dos juros legais pela taxa SELIC, determina expressamente a aplicação de juros moratórios na liquidação dos cálculos do crédito. 1.4 PRECEDENTE JURISPRUDENCIAL DO STJ DETERNINA APLICAÇÃO DE JUROS DE MORA DESDE O PAGAMENTO INDEVIDO o STJ em recente julgado proferido pelo Ministro Franciulli Netto no Recurso Especial n° 505.163 GO posicionouse pelo afastamento da aplicação do § 1 ° do art. 167 do CTN e da Súmula n° 188 daquela Egrégia Corte, que determina ERRONEAMENTE a incidência de juros moratórios apenas quando do trânsito em julgado da decisão judicial. Segundo seu acertado entendimento os juros moratórios são devidos a partir do pagamento indevido, quando esta (Fazenda Nacional) estaria constituída em mora. Fl. 477DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 478 6 1.5 DA DETERMINAÇÃO LEGAL PELOS ART, 48, §3°, INCISOS I E II. DA IN SRF 600/2005 BEM COMO DO ART. 74, § 20 E/ou § 9° DA LEI 9.430/96 QUE DETERMINAM O DEVER DE SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DOS DÉ OS COMPENSADOS BEM COMO DO DIREITO À OBTENÇÃO DE CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITO DE NEGATIVA LIMITADOS APENAS AOS DÉBITOS DO PROCESSO EM COMENTO, EM FACE DO RECURSO ADMINISTRATIVO SUBJUDICE (ARE 151. III DO CTN). tem direito da suspensão dos débitos compensados em face de recurso interposto no processo administrativo; até o limite do crédito pleiteado no referido processo administrativo, conforme lhe é assegurado pelos artigos 151, inciso III, do CTN; 48, § 3% inciso I, e II da IN SRF n° 600/2006. albergando ainda tal direito, a suspensão da cobrança dos débitos objeto de compensação é forma de extinção do crédito tributário de acordo com o art. 156 do CTN: ‘Extinguem o crédito tributário: II – a compensação’. Ademais, tem seu direito também amplamente amparado pelo art. 201 do CTN; a Medida Provisória n° 66, de 2002, no seu artigo 49 alterou a disposição do art. 74 da Lei n° 9.430/96, reconhecendo a extinção do crédito tributário pela compensação, sendo que os pedidos de tais compensações serão considerados "declaração de compensação" desde o seu protocolo, de forma a suspender a exigibilidade até ulterior homologação, a qual vai darse somente depois de percorrido todas as instâncias administrativas para sua posterior homologação definitiva ou não; no presente pleito o afastamento dos óbices levantados contra o TOTAL do crédito pleiteado para futuras compensações pleiteadas em processo administrativo ainda sub judice, determinando a suspensão da exigibilidade das mesmas, bem como a exclusão de tais valores do REFIS e inclusive a não futura inclusão de outros ou dos mesmos valores, e ainda, a não exclusão da autora do REFIS e/ou PAES pelo não pagamento dos débitos compensados com base nos créditos pleiteados no recurso administrativo e sub judice na própria esfera administrativa, podendose falar na negativação do conta corrente da autora somente quando houver a apreciação final de todos os recursos interpostos; o próprio Superior Tribunal de Justiça já pacificou o entendimento acerca da matéria em discussão, ou seja, a questão da impossibilidade da cobrança de dívida enquanto houver procedimentos recursas administrativos e/ou judiciais pendentes: 1.6 DO PEDIDO Requer, seja dado provimento a presente Manifestação de Inconformidade interposta contra a decisão recorrida reconhecendose integralmente o crédito pleiteado, com sua integral correção, homologandose todas as Fl. 478DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 479 7 compensações efetuadas, bem como seja mantida a suspensão da exigibilidade das compensações efetuadas até o exaurimento administrativo. Requer ainda a nulidade de quaisquer abatimentos, amortização e/ou deduções de débitos relativos a competências de períodos de apuração de mais de 5 (CINCO) anos atrás, haja vista a prescrição de tal cobrança em face da lei vigente à época, bem como da nova Lei Complementar 118/2005, deduzidos indevidamente do total do seu crédito e/ou seja convertido o processo em diligências para que a autoridade fiscal proceda à devida inclusão dos expurgos inflacionários determinados na tabela abaixo. A decisão, a DRJ/BSB que manteve o lançamento através do acórdão n° 03 32.734, de 20 de agosto de 2009, foi assim ementada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1996 Restituição/Compensação de Tributos Atualização. O crédito relativo a pagamento indevido deve ser atualizado pelos índices de correção e pela taxa Selic, autorizados pela legislação tributária de regência. Prescrição Intercorrente No Processo Administrativo Fiscal não se configura a prescrição intercorrente, se o crédito tributário está com a exigibilidade suspensa. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Irresignada com a r. decisão, a Recorrente apresentou recurso voluntário no qual, retomando os argumentos já deduzidos em sua manifestação de inconformidade, na qual aduz, em síntese, que: a) devem ser incluídos acréscimos monetários (índices, expurgos, juros, SELIC) nos cálculos do contribuinte mesmo que não contemplados na decisão transitada em julgado, pois tais acréscimos não representam violação à coisa julgada; b) devem ser aplicados juros de mora cumulados com a aplicação de juros legais pela taxa SELIC em razão da Súmula n° 254 do Supremo Tribunal Federal contados a partir dos pagamentos indevidos; c) devem ser aplicados os juros de mora desde os pagamentos indevidos; Fl. 479DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 480 8 d) alega que a manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade do crédito tributário e que a compensação é forma de extinção do referido crédito, assim, enquanto perdurarem os efeitos da suspensão, a certidão a que faz jus a Recorrente é positiva com efeito de negativa. É o relatório. Voto Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Expurgos inflacionários A Recorrente postula a aplicação de índices, expurgos, juros e SELIC às importâncias indevidamente recolhidas a título de PIS (DecretosLeis n° 2.445, de 29 de junho de 1988 e 2.449, de 21 de julho de 1988), objeto de compensação nos autos do processo judicial n° 96.7110, processada perante a 6ª Vara da Justiça Federal da Seção Judiciária de Brasília, DF. Ao julgar o pleito da Recorrente, à vista da inexistência de comando judicial determinando a aplicação dos expurgos, a instância de piso houve por bem negar sua inclusão nos cálculos de liquidação, eis que vinculada ao que determina a norma de execução conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 8/1997. Quanto à inclusão dos expurgos inflacionários na liquidação do indébito, é de se destacar, inicialmente, que o Egrégio Superior Tribunal de Justiça (STJ) já se posicionou quanto à matéria na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, ou seja, através do rito dos recursos repetitivos. In verbis: RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. PROCESSUAL CIVIL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO DO AUTOR DA DEMANDA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PRONUNCIAMENTO JUDICIAL DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. JULGAMENTO EXTRA OU ULTRA PETITA. INOCORRÊNCIA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. APLICAÇÃO. Fl. 480DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 481 9 PRINCÍPIO DA ISONOMIA. TRIBUTÁRIO. ARTIGO 3º, DA LEI COMPLEMENTAR 118/2005. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA (RESP 1.002.932/SP). 1. A correção monetária é matéria de ordem pública, integrando o pedido de forma implícita, razão pela qual sua inclusão ex officio, pelo juiz ou tribunal, não caracteriza julgamento extra ou ultra petita, hipótese em que prescindível o princípio da congruência entre o pedido e a decisão judicial (Precedentes do STJ: AgRg no REsp 895.102/SP, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 15.10.2009, DJe 23.10.2009; REsp 1.023.763/CE, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 09.06.2009, DJe 23.06.2009; AgRg no REsp 841.942/RJ, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 13.05.2008, DJe 16.06.2008; AgRg no Ag 958.978/RJ, Rel. Ministro Aldir Passarinho Júnior, Quarta Turma, julgado em 06.05.2008, DJe 16.06.2008; EDcl no REsp 1.004.556/SC, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 05.05.2009, DJe 15.05.2009; AgRg no Ag 1.089.985/BA, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 19.03.2009, DJe 13.04.2009; AgRg na MC 14.046/RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 24.06.2008, DJe 05.08.2008; REsp 724.602/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 21.08.2007, DJ 31.08.2007; REsp 726.903/CE, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Segunda Turma, julgado em 10.04.2007, DJ 25.04.2007; e AgRg no REsp 729.068/RS, Rel. Ministro Castro Filho, Terceira Turma, julgado em 02.08.2005, DJ 05.09.2005). 2. É que: "A regra da congruência (ou correlação) entre pedido e sentença (CPC, 128 e 460) é decorrência do princípio dispositivo. Quando o juiz tiver de decidir independentemente de pedido da parte ou interessado, o que ocorre, por exemplo, com as matérias de ordem pública, não incide a regra da congruência. Isso quer significar que não haverá julgamento extra, infra ou ultra petita quando o juiz ou tribunal pronunciarse de ofício sobre referidas matérias de ordem pública. Alguns exemplos de matérias de ordem pública: a) substanciais: cláusulas contratuais abusivas (CDC, 1º e 51); cláusulas gerais (CC 2035 par. ún) da função social do contrato (CC 421), da função social da propriedade (CF art. 5º XXIII e 170 III e CC 1228, § 1º), da função social da empresa (CF 170; CC 421 e 981) e da boafé objetiva (CC 422); simulação de ato ou negócio jurídico (CC 166, VII e 167); b) processuais: condições da ação e pressupostos processuais (CPC 3º, 267, IV e V; 267, § 3º; 301, X; 30, § 4º); incompetência absoluta (CPC 113, § 2º); Fl. 481DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 482 10 impedimento do juiz (CPC 134 e 136); preliminares alegáveis na contestação (CPC 301 e § 4º); pedido implícito de juros legais (CPC 293), juros de mora (CPC 219) e de correção monetária (L 6899/81; TRF4ª 53); juízo de admissibilidade dos recursos (CPC 518, § 1º (...)" (Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, in "Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante", 10ª ed., Ed. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2007, pág. 669). 3. A correção monetária plena é mecanismo mediante o qual se empreende a recomposição da efetiva desvalorização da moeda, com o escopo de se preservar o poder aquisitivo original, sendo certo que independe de pedido expresso da parte interessada, não constituindo um plus que se acrescenta ao crédito, mas um minus que se evita. 4. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção desta Corte (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) enumera os índices oficiais e os expurgos inflacionários a serem aplicados em ações de compensação/repetição de indébito, quais sejam: (i) ORTN, de 1964 a janeiro de 1986; (ii) expurgo inflacionário em substituição à ORTN do mês de fevereiro de 1986;(iii) OTN, de março de 1986 a dezembro de 1988, substituído por expurgo inflacionário no mês de junho de 1987; (iv) IPC/IBGE em janeiro de 1989 (expurgo inflacionário em substituição à OTN do mês); (v) IPC/IBGE em fevereiro de 1989 (expurgo inflacionário em substituição à BTN do mês); (vi) BTN, de março de 1989 a fevereiro de 1990; (vii) IPC/IBGE, de março de 1990 a fevereiro de 1991 (expurgo inflacionário em substituição ao BTN, de março de 1990 a janeiro de 1991, e ao INPC, de fevereiro de 1991); (viii) INPC, de março de 1991 a novembro de 1991; (ix) IPCA série especial, em dezembro de 1991; (x) UFIR, de janeiro de 1992 a dezembro de 1995; e (xi) SELIC (índice não acumulável com qualquer outro a título de correção monetária ou de juros moratórios), a partir de janeiro de 1996 (Precedentes da Primeira Seção: REsp 1.012.903/RJ, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, julgado em 08.10.2008, DJe 13.10.2008; e EDcl no AgRg nos EREsp 517.209/PB, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 26.11.2008, DJe 15.12.2008). 5. Deveras, "os índices que representam a verdadeira inflação de período aplicamse, independentemente, do querer da Fazenda Nacional que, por liberalidade, diz não incluir em seus créditos" (REsp 66733/DF, Rel. Ministro Garcia Vieira, Primeira Turma, julgado em 02.08.1995, DJ 04.09.1995). 6. O prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar 118/05 (09.06.2005), nos casos dos tributos Fl. 482DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 483 11 sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a cognominada tese dos cinco mais cinco, desde que, na data da vigência da novel lei complementar, sobejem, no máximo, cinco anos da contagem do lapso temporal (regra que se coaduna com o disposto no artigo 2.028, do Código Civil de 2002, segundo o qual: "Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada.") (Precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543 C, do CPC: RESP 1.002.932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 25.11.2009). 7. Outrossim, o artigo 535, do CPC, resta incólume quando o Tribunal de origem, embora sucintamente, pronunciase de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Ademais, o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 8. Recurso especial fazendário desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1112524/DF, Rel. Ministro LUIZ FUX, CORTE ESPECIAL, julgado em 01/09/2010, DJe 30/09/2010) (g.n.) Como visto, a jurisprudência do STJ firmada no rito dos recursos repetitivos abona a inclusão dos expurgos inflacionários nos cálculos de liquidação do indébito tributário independentemente de requerimento contribuinte ou do querer da Fazenda Nacional, haja vista ser de ordem pública a matéria relativa à correção monetária. Assim, é com base no parâmetro previsto na decisão supracitada, ou seja, o Manual de Orientação e Procedimentos para os cálculos na Justiça Federal, aprovado pela Resolução do Conselho da Justiça Federal (CJF) n° 134, de 21 de dezembro de 2010 (ou outro diploma que venha a substituílo), parâmetro que trata, além dos expurgos, do termo inicial e da impossibilidade de cumulação de juros de mora e remuneratórios, dentre outras questões, que devem ser feitos os cálculos de liquidação objeto da compensação em análise. Aliás, sobre o pleito da Recorrente, é válido consignar que o referido Manual assim dispõe: 4.1.2.1 EXPURGOS INFLACIONÁRIOS Devemse considerar, também, os expurgos inflacionários, IPC/IBGE integral (descontando o BTN ou outro índice utilizado, evitando bis in idem), já consolidados pela jurisprudência, salvo decisão judicial em contrário, nos seguintes períodos: jan/89 = 42,72%; fev/89 = 10,14%; Fl. 483DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 484 12 mar/90 a fev/91= IPC/IBGE em todo o período. Não obstante, é oportuno lembrar que o Regimento Interno do CARF (RICARF), na redação dada pela Portaria MF nº 586, de 21, de dezembro de 2010, determina em seu artigo 62A que: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B.} § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. (g.n.) Dessa forma, com fulcro no artigo 62A do RICARF, inafastável a aplicação dos critérios do Manual de Orientação e Procedimentos para os cálculos na Justiça Federal nos cálculos de liquidação do indébito tributário. Além disso, a partir da edição do Ato Declaratório PGFN no 10/2008, é cabível a aplicação nos pedidos de restituição/compensação, objeto de deferimento na via administrativa, dos índices de atualização monetária (expurgos inflacionários) previstos na Resolução no 561 do Conselho da Justiça Federal. Impossibilidade de cumulação dos juros e termo inicial de sua contagem Alega ainda a Recorrente que a decisão recorrida bem provavelmente não cumpriu com o dever de aplicação dos acréscimos monetários. Compulsandose os autos, verifico que a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Goiânia (DRF/GO) efetuou cálculos fls.138 a 146. Segundo a decisão a quo, tais cálculos foram realizados na forma da norma de execução conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 8/1997 e juros SELIC a partir de 1° de janeiro de 1996, como determina o §4° do artigo 39 da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Como ressaltado no item precedente, a jurisprudência dominante do STJ determina seja aplicado o Manual de Orientação e Procedimentos para os cálculos na Justiça Fl. 484DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 485 13 Federal como parâmetro legal para fins de liquidação do indébito tributário, devendose observar, sem prejuízo de outras disposições aplicáveis para o cálculo dos juros, o seguinte critério: 4.4.2 JUROS DE MORA Ver regras gerais no item 4.1 deste capítulo. Caso não haja decisão judicial em contrário, utilizar os seguintes critérios: Período Taxa mensal – capitalização OBS Até 31.12.95 1,0% simples Contados a partir do trânsito em julgado (art. 161, §1°, c/c 167, parágrafo único, ambos do CTN), excluindose o mês de início e incluindose o mês da conta. A partir de 01.01.96 Selic NOTA: A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) deve: a) ser capitalizada de forma simples, sendo vedada sua incidência cumulada com os juros de mora e com a correção monetária; b) ser aplicada a partir do mês seguinte ao recolhimento indevido até o mês anterior à repetição, e 1% no mês da repetição. Ressalto, contudo, que dois parâmetros relevantes e também já decididos no rito dos recursos repetitivos pelo STJ devem ser observados: (i) Na forma do parágrafo único do artigo 167 do CTN, os juros de mora do §1° do artigo 161 do mesmo diploma (1% ao mês) devem ser calculados somente a partir do trânsito em julgado da sentença. Assim, os juros de mora só passam a fluir quando constituído o indébito e constituída a mora do devedor. Esse é o entendimento abonado pela jurisprudência do STJ: Nos termos do art. 167, parágrafo único do CTN e da Súmula 188/STJ,"Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença". Tal regime é aplicável à repetição de indébito de contribuições previdenciárias, que também têm natureza tributária. Fl. 485DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 486 14 (REsp 1086935 SP, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/11/2008, DJe 24/11/2008) (ii) A vista de a SELIC configurar juros remuneratórios (correção e juros de mora a um só termo), regendose pelo artigo 39, §4° da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995, à exceção, portanto, da disciplina dos artigos 161 e 167 do CTN, como autoriza o §1° do mesmo artigo 161, na forma do §4° do artigo 39 da referida lei, tais juros devem ser aplicados a partir de 1° de janeiro de 1996, irrelevante se configurada ou não a mora com o trânsito em julgado da decisão desfavorável à Fazenda Nacional. Essa é o entendimento já pacificado pelo STJ também sob o rito dos recursos repetitivos: Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. (REsp 1111175 SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO,julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) Assim, do exposto, para fins de cálculo: (i) devem ser observados os critérios do Manual de Orientação e Procedimentos para os cálculos na Justiça Federal; (ii) inviável a cumulação de juros de mora e SELIC; (iii) na forma dos artigos 161 e 167 do CTN, os juros de mora são devidos a partir do trânsito em julgado da decisão que condenar a Fazenda Nacional a restituição de valores indevidamente pagos e (iv) os juros SELIC devem ser aplicados sobre os pagamentos indevidos a partir de 1° de janeiro de 1996, irrelevante se transitada em julgado ou não a decisão que a condenar ao pagamento de tributo indevido. Suspensão da exigibilidade A Recorrente discorre ainda sobre seu direito à suspensão da exigibilidade do crédito tributário e manutenção de certidão positiva com efeitos de negativa enquanto perdurar o litígio administrativo posto nestes autos. Fl. 486DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 487 15 Assim, entende cabível o afastamento dos óbices levantados contra o TOTAL do crédito pleiteado para futuras compensações pleiteadas em processo administrativo ainda sub judice, determinando a suspensão da exigibilidade das mesmas, bem como a exclusão de tais valores do REFIS e inclusive a não futura inclusão de outros ou dos mesmos valores, e ainda, a não exclusão da Autora do REFIS e/ou PAES pelo não pagamento dos débitos compensados com base nos créditos pleiteados no recurso administrativo e sub judice na própria esfera administrativa podendose falar na negativação do contacorrente da Autora somente quando houver a apreciação final de todos os recursos interpostos. (sic) Como visto, a Recorrente pretende que esta Turma determine a suspensão da exigibilidade de futuros débitos não homologados em processos administrativos que, sabese lá, sequer existem, cujo crédito vinculado seria o indébito de PIS in tela, bem assim decrete a manutenção da Recorrente em programas de parcelamento, se porventura excluída em razão de não homologação ou não pagamento de débitos compensados. A pretensão da Recorrente, nesse ponto, afronta regras basilares de Direito, bem assim o processo administrativo fiscal (PAF), nos moldes em que definido pelo Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, o que, além de defeso aos julgadores desta Turma, representa usurpação de competência deste Colegiado. Se não homologada a compensação ou excluída de parcelamento no futuro, a Recorrente certamente terá à sua disposição os meios e recursos do contraditório e da ampla defesa à sua disposição para defenderse, se assim quiser. Como se sabe, o princípio da correlação ou adstrição do juiz à causa impede possa o julgador decidir além dos limites da lide (ultra ou extra petita). Tal princípio, expresso nos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil, por si, já é suficiente para inviabilizar a pretensão da Recorrente. Ante tais considerações, igualmente sem razão falarse em (i) prescrição de cobrança de valores há mais de 5 (cinco) anos com fundamento na Lei Complementar n° 118, de 9 de fevereiro de 2005 (se houvesse decadência nos autos, esta operaria em desfavor da Recorrente, haja vista tratarse de direito creditório. Além disso, a referida lei nada interfere no debate posto nos autos); (ii) preclusão do direito de se apurar o quantum (não há notícia de liquidação judicial do crédito objeto deste processo, se tal ocorreu, a priori, seria o caso de se decretar a concomitância, como emana da Súmula CARF n° 2) e (iii) aplicação da Súmula vinculante n° 8 do Supremo Tribunal Federal (STF) (a referida súmula cuida de assunto totalmente diverso, nada influindo na liquidação do julgado). Destarte, neste ponto, irreparável a decisão a quo. Por fim, nego a diligência requerida pela Recorrente, por desnecessária, uma vez que não se presta a apuração de fatos, podendo a Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) de jurisdição da Recorrente efetuar o cálculo dos expurgos e demais consectários com base no Manual de Orientação e Procedimentos para os cálculos na Justiça Federal. Fl. 487DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10120.004671/9761 Acórdão n.º 3202000.868 S3C2T2 Fl. 488 16 Ante o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO EM PARTE ao recurso, para: (i) determinar a inclusão dos expurgos inflacionários nos cálculos e se proceder à liquidação do indébito na forma do Manual de Orientação e Procedimentos para os cálculos na Justiça Federal e (ii) determinar sejam aplicados os juros SELIC a partir de 1° de janeiro de 1996, na forma do §4° do artigo 39 da Lei n° 9.250/95. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 488DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10480.913041/2009-11
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.305
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Souza - Presidente.
(assinado digitalmente)
Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel.
Relatório
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10480.913041/2009-11
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5292177
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-000.305
nome_arquivo_s : Decisao_10480913041200911.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
nome_arquivo_pdf_s : 10480913041200911_5292177.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Souza - Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel. Relatório
dt_sessao_tdt : Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
id : 5063096
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175004753920
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1317; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.913041/200911 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1802000.305 – 2ª Turma Especial Data 06 de agosto de 2013 Assunto Diligência Recorrente ABF ENGENHARIA SERVIÇOS E COMÉRCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Souza Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 80 .9 13 04 1/ 20 09 -1 1 Fl. 189DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913041/200911 Resolução nº 1802000.305 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife (PE), que por unanimidade de votos julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pela contribuinte. A Recorrente apresentou a Declaração de Compensação DCOMP (fls. 01/05), por meio da qual procurou compensar crédito a título de pagamento indevido ou a maior de IRPJ, do período de apuração de 30/04/2008, débito de IRPJ Lucro presumido do 1º TRIM/2008, no valor de R$ 429.044,10. A DRF Recife, por meio do Despacho Decisório Eletrônico (fl. 6), não homologou a compensação, fundamentandose no fato de que, para o DARF discriminado no PER/Dcomp, foram localizados um ou mais pagamentos integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito suficiente para quitação dos débitos informados no PER/Dcomp, senão vejamos: "Limite de crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 436.403,49. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação do débito do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada". A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 11/16), argumentando e requerendo, em síntese, que: a) o presente processo teve início em 17/07/2008 em razão da Declaração de Compensação transmitida, na qual identificou DARF do período de apuração de 30/04/2008 correspondente a IRPJ, código de receita 2089, com vencimento em 30/04/2008 e recolhido em 30/04/2008, no valor de R$ 440.492,82, sendo este o mesmo valor do débito a ser compensado e identificado na Declaração de Compensação; b) “Detectase desde logo o erro de preenchimento daquele DARF quanto ao ‘período de apuração’, posto que o correto seria ‘período de apuração 31 de março de 2008’ (primeiro trimestre de 2008), e não ‘período de apuração 30 de abril de 2008”; c) no pedido da “Declaração de Compensação”, a manifestante informa o débito a ser compensado no valor de R$ 429.044,10; d) em 13/05/2008, apresentou DCTF relativa ao mês de março/2008, com PIS/Pasep no valor de R$ 31.516,90 e Cofins de R$ 145.462,64, mas que, uma vez transmitida Fl. 190DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913041/200911 Resolução nº 1802000.305 S1TE02 Fl. 4 3 aquela DCTF, verificou que a mesma continha algumas omissões relativas à totalização dos tributos no mês de referência; e) em 14/05/2008, com o objetivo de sanear aqueles erros de informações relativos à DCTF primitiva, elaborou e transmitiu a 1a DCTF retificadora, protocolada sob o nº 37.64.19.80.52, na qual informa novos tributos devidos em favor da Fazenda Nacional, relativos ao mês declarado, nos seguintes valores: IRPJ, R$ 440.492,82 (valor incluído); CSLL, R$ 159.258,10 (valor incluído); PIS/Pasep, R$ 31.516,90; Cofins R$ 145.462,64; f) fez lançar a informação de "Débito Apurado" sob a rubrica de IRPJ 1° TRIM2008, devido em favor da Fazenda Nacional no importe de R$ 440.492,82, quando o valor que deveria ter sido lançado naquela DCTF importaria R$ 429.044,10, no entanto, por equívoco, foi lançado/declarado como sendo R$ 440.492,82; g) verificado o equívoco, procedeu à transmissão da 2ª DCTF retificadora, recepcionada em 17/07/2008 sob o nº 37.07.28.41.47, e possuindo as seguintes totalizações de tributos apurados no mês: IRPJ de R$ 429.044,10 (valor retificado); CSLL de R$ 159.258,10; PIS/Pasep no montante de R$ 31.516,90 e Cofins na cifra de R$ 145.462,64; h) destaca que essa 2ª DCTF retificadora, transmitida em 17/07/2008, retrata fielmente a totalização dos tributos apurados no mês/trimestre correspondente; i) no entanto, “sem razão, sem causa e sem justificativa”, em 1º/08/2008, a manifestante elabora e transmite uma nova e indevida DCTF retificadora, (recepcionada sob o nº 01.29.00.47.28), fazendo lançar aquele valor de R$ 440.492,82 como sendo a totalização do imposto apurado (IRPJ) no mês/trimestre, quando o correto e exato corresponde ao valor do IRPJ apurado e devido em favor da Fazenda Nacional importa em R$ 429.044,10; j) enquanto que o valor de R$ 440.492,82 corresponde ao valor recolhido em favor da Fazenda Nacional em 30/04/2008, mediante DARF próprio e específico; k) é indiscutível que o valor declarado naquele PER/Dcomp relativo ao tributo recolhido pela manifestante é no importe de R$ 429.044,10 e que é cabível a compensação do valor recolhido, no importe de R$ 440.492,82; l) ao elaborar e transmitir aquela "Declaração de Compensação" buscou apenas o reconhecimento do crédito recolhido em 30/04/2008, mediante DARF próprio, para a devida e cabível compensação de IRPJ relativo ao 3°TRIM/2008; m) a Declaração de Compensação da manifestante preenche todos os requisitos necessários à sua legalidade e ao deferimento da sua compensação e homologação; n) reconhece que o Auditor Fiscal da Receita Federal, que proferiu o Despacho Decisório, relativo ao PER/Dcomp 39606.10660.170708.1.3.04.9967, não HOMOLOGOU o pedido formulado pelo contribuinte em razão e com base nos dados e registros existentes junto à SRFB, notadamente aqueles originários da 3ª DCTF elaborada e transmitida pelo contribuinte em 01/08/2008, recepcionada sob o nº 01.29.00.47/28, estando correto, portanto, o Despacho Decisório proferido Auditor Fiscal, posto que coerente e com base nos lançamentos constantes junto a essa SRFB; Fl. 191DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913041/200911 Resolução nº 1802000.305 S1TE02 Fl. 5 4 o) no entanto, considerando, que as informações lançadas pela contribuinte, ora manifestante, na DCTF retificadora transmitida em 17/07/2008, protocolada sob o nº 37.07.28.41.47, retratam com fidelidade os valores de totalização dos tributos e contribuições apurados no mês/trimestre de 2008; que as informações lançadas pela manifestante, na DCTF retificadora transmitida e recepcionada em 01/08/2008, protocolada sob o nº 01.29.00.47.28, não retratam a fidelidade os valores de totalização dos tributos e contribuições apurados no mês/trimestre de 2008, requer: 0.1) o direito de proceder, elaborar e transmitir, na forma da lei, uma nova DCTF retificadora, objetivando, assim, declarar com exatidão os débitos e créditos tributários, ratificando, na sua total inteireza, a DCTF transmitida e recepcionada em 17/07/2008, protocolada sob o nº 37.07.28.41.47; o.2) determinar que o Auditor Fiscal, o qual proferiu o Despacho Decisório relativo ao PER/Dcomp 39606.10660.170708.1.3.04.9967, desconsidere a DCTF retificadora transmitida e recepcionada em 01/08/2008, protocolada sob o nº 01.29.00.47.28, posto que a mesma não retrata com fidelidade os valores de totalização dos tributos e contribuições apurados no mês/trimestre de 2008; o.3) considere e analise o pedido de compensação formulado pela contribuinte, ora manifestante, com base na DCTF retificadora transmitida e recepcionada em 17/07/2008, protocolada sob o nº 37.07.28.41.47, posto que a mesma retrata com fidelidade os valores de totalização dos tributos e contribuições apurados no mês/trimestre de 2008; o.4) em síntese, reconhecer que o contribuinte efetivamente recolheu em favor da Fazenda Nacional a importância de R$ 440.492,82, quando deveria recolher R$ 429.044,10, restandolhe efetivamente um crédito no importe de R$ 11.448,72. p) destaquese que quando da elaboração da DCTF retificadora transmitida em 17/07/2008, o valor postulado para ser compensado, no importe de R$ 429.044,10, representa o valor efetivamente devido, enquanto que o valor efetivamente pago e recolhido em favor da Fazenda Nacional importou R$ 440.492,82, restando, pois, evidente cabível a compensação, além de um crédito remanescente de R$ 11.448,72. q) por fim, requer a Revisão do "Despacho Decisório", seguindose até ulteriores termos, que seja julgado procedente em todos os seus termos o pleito formulado pela ora manifestante, no que concerne à homologação do procedimento, “e se assim não o fizer, de ofício, determinar o arquivamento dos pedidos de compensações formulados pelo contribuinte, desconstituindo o crédito postulado, bem como, também, desconstituir os débitos apurados como devidos pelo contribuinte”. A DRJ de Recife (PE) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, consubstanciando sua decisão na seguinte ementa: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2008 IMPUGNAÇÃO E PROVAS DOCUMENTAIS. PRAZO DE APRESENTAÇÃO. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913041/200911 Resolução nº 1802000.305 S1TE02 Fl. 6 5 Pela legislação de regência do processo administrativo fiscal, as razões de impugnação e as provas documentais devem ser aduzidas no prazo de trinta dias contados da data em que for feita a intimação da exigência, ressalvada a hipótese, desde que fundamentada, de posterior apresentação de provas documentais que demonstrem a impossibilidade de efetuálas naquele prazo, se por motivo de força maior, ou se refiram a fato ou direito superveniente ou caso se destinem a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Inconformada com essa decisão da qual a ciência se deu por decurso de prazo em 06/10/2012, a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 08/10/2012, onde busca a reforma do acórdão da DRJ. É o relatório. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913041/200911 Resolução nº 1802000.305 S1TE02 Fl. 7 6 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O Recurso é tempestivo, portanto dele tomo conhecimento. A Recorrente, em sua manifestação de inconformidade, reconheceu que o Despacho Decisório, relativo ao PER/DCOMP 39606.10660.170708.1.3.049967, que não homologou o seu pedido, como estando o mesmo correto, ao mesmo tempo em que alega que as informações transmitidas nas DCTF apresentadas (original e retificadora) não retratam com fidelidade os valores de totalização dos tributos do mês de março de 2008. Por isso, requer que sejam desconsideradas tais DCTF e que seja considerado o seu Pedido de Compensação com base na DCTF que ainda iria transmitir, com os valores dos débitos e créditos com exatidão e, que, assim, seja revisto o Despacho Decisório para que seja julgado procedente o seu pleito, e se assim não o fizer, que se arquivem os pedidos de compensação formulados, desconstituindo tanto o crédito postulado como os débitos apurados como devidos pela contribuinte. Observase que nesta PER/Dcomp (fl. 05), do valor principal do DARF, a saber, de R$ 440.492,82, a contribuinte deseja utilizar o valor de R$ 436.403,49 que seria aquele remanescente após o pleito de compensação de R$ 4.089,33 ocorrido no outro PER/Dcomp nº 33254.08200.150708.1.3.049957, cujo contencioso foi objeto de julgamento por esta Turma através do Processo nº 10480.913040/200968, com conversão em diligência para prestação de esclarecimentos. A contribuinte, com isso, no presente caso, a compensar o débito de R$ 429.044,10 a título de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas Lucro Presumido, referente ao 1º Trim./2008, para restar, assim, um saldo, remanescente do crédito original no valor de R$ 7.359,39. Posteriormente a DRJ de Recife entendeu que não poderiam ser produzidas novas provas em razão de ter expirado o prazo de trinta dias contados da data em que foi feita a intimação. Nesse ponto discordo da decisão da DRJ, senão vejamos alguns julgados sobre o tema. A esse respeito: “(...) PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO APRESENTAÇÃO. APÓS IMPUGNAÇÃO. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE E VERDADE MATERIAL. O artigo 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72, estabelece como regra geral para efeito de preclusão que a prova documental deverá ser apresentada juntamente à impugnação do contribuinte, não impedindo, porém, que o julgador conheça e analise novos documentos ofertados após a defesa inaugural, em observância aos princípios da verdade material e da instrumentalidade dos atos administrativos, sobretudo quando são capazes de rechaçar em parte ou integralmente a pretensão fiscal. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO”. (CARF – Ac. 240100135 – 1ª Turma – 4ª Câmara – 2ª Seção). E também: Fl. 194DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913041/200911 Resolução nº 1802000.305 S1TE02 Fl. 8 7 “QUESTÃO PROCESSUAL MOMENTO DE APRESENTAÇÃO DE PROVAS PRECLUSÃO PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA VERDADE MATERIAL A apresentação de prova documental, após o decurso do prazo para interposição de impugnação, pode ser admitida excepcionalmente, nos termos do artigo 16, do Decreto nº. 70.235/72, com redação dada pela Lei nº. 9.532/97, a fim de que a decisão proferida se coadune com os princípios da legalidade e da verdade material. Recurso especial não conhecido. (CSRF – 3ª Turma Ac. Nº 40305210 – Processo 10814.008031/9875). O dito princípio da verdade material é muito bem abordado pelo ilustre doutrinador James Marins em sua obra Direito Processual Tributário Brasileiro (Administrativo e Judicial), Dialética, 2001, p. 176. “A exigência da verdade material corresponde à busca pela aproximação entre a realidade factual e sua representação formal; aproximação entre os eventos ocorridos na dinâmica econômica e o registro formal de sua existência; entre a materialidade do evento econômico (fato imponível) e sua formalização através do lançamento tributário. A busca pela verdade material é princípio de observância indeclinável da Administração tributária no âmbito de suas atividades procedimentais e processuais. Deve fiscalizar em busca da verdade material: deve apurar e lançar com base na verdade material. (grifos nossos)” E também através dos seguintes julgados: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL CERCEAMENTO DE DEFESA NULIDADE PRINCÍPIO DA VERDADE REAL O processo administrativo fiscal regese pelo princípio da verdade material, devendo a autoridade julgadora utilizarse de todas as provas e circunstâncias de que tenha conhecimento. O interesse substancial do Estado é a justiça. Processo anulado, a partir da decisão de primeira instância, inclusive. (2º CC Proc. 10945.000309/200182 Rec. 121225 (Ac. 20178154) 1 a C. Rel. Antônio Mário de Abreu Pinto DOU 29.08.2005 p. 74)” “PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PRESSUPOSTOS BASILARES VERDADE MATERIAL. Sob o manto da verdade material, todo o erro ou equívoco deve ser reparado tanto quanto possível, de forma menos injusta tanto para o fisco quanto para o contribuinte. Erros e equívocos não tem o condão de se transformarem em fatos geradores de obrigação tributária. (Primeiro Conselho de Contribuintes, Quarta Câmara, Processo nº 10768.014567/9614, Acórdão n° 10417249, Relator Conselheiro Nelson Mallmann, julgamento em 10/11/99)” Negar o direito creditório da Recorrente baseado em supostos erros materiais apresentados entre a DIPJ e a DCTF, sem a análise do crédito, afronta aos princípios basilares de Justiça. Com a devida vênia, ao contrário da análise feita pela DRJ, o julgador sempre que possível deve buscar a solução mais justa para depois dar uma roupagem jurídica. A DIPJ alegada pelo contribuinte como matéria de prova está supostamente com os dados da apuração compatíveis com o crédito tributário alegado na PER/DCOMP, portanto Fl. 195DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913041/200911 Resolução nº 1802000.305 S1TE02 Fl. 9 8 divergentes da DCTF. Sendo assim, estamos diante de duas declarações oficiais, com informações divergentes entre si, onde uma assiste razão ao contribuinte e a outra ao Fisco. Tendo em vista que não há qualquer dispositivo na legislação que disponha sobre hierarquia entre as declarações, sendo ambas válidas e legítimas, entendo que a prova apresentada não é suficiente para a comprovação das alegações feitas. Aparentemente, com base do Despacho Decisório de fl. 06, a Recorrente utilizou a PER/DCOMP para declarar e extinguir o débito de IRPJ referente ao 1º trimestre de 2008, pago através do DARF de R$ 440.492,82, vez que não conseguiu retificar novamente a DCTF. Se essa premissa estiver correta a PER/Dcomp objeto do presente processo deve ser cancelada. Vêse que a negativa da compensação se deu com fundamento na alegação que o DARF havia sido utilizado na extinção de débito da contribuinte. Ocorre que o débito indicado no Despacho Decisório (ao qual o pagamento foi vinculado) é o mesmo débito objeto do PER/Dcomp. Por todo o exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a delegacia de origem informe: a) com base na escrita contábil, memórias de cálculo do IRPJ e escrituração das notas fiscais de faturamento, o montante devido em 31/03/2008 a título de IRPJ – lucro presumido; b) o desmembramento, por tributo e período de apuração, dos débitos da Recorrente extintos através do DARF no valor de R$ 440.492,82; c) intimar o contribuinte do resultado da diligência para que se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias. Concluída a diligência fiscal, a delegacia de origem deverá lavrar relatório circunstanciado, pormenorizado e conclusivo dos resultados apurados. Por tudo que foi exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência, conforme proposto. (documento assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 196DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
score : 1.0
