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Numero do processo: 19515.001450/2004-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 1999
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. COMPROVAÇÃO.
Cabe ao contribuinte provar a inexistência de acréscimo patrimonial a descoberto, através de documentação hábil e idônea. Considera-se como proprietário de veículo automotor a pessoa indicada no Certificado de Registro de Veículo do DENATRAN. A alegação de que o veículo pertence, de fato, a terceiro não é suficiente para afastar a ocorrência do acréscimo patrimonial.
Numero da decisão: 2102-001.258
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: Carlos André Rodrigues Pereira Lima
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COMPROVAÇÃO. Cabe ao contribuinte provar a inexistência de acréscimo patrimonial a descoberto, através de documentação hábil e idônea. Considerase como proprietário de veículo automotor a pessoa indicada no Certificado de Registro de Veículo do DENATRAN. A alegação de que o veículo pertence, de fato, a terceiro não é suficiente para afastar a ocorrência do acréscimo patrimonial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. ASSINADO DIGITALMENTE Giovanni Christian Nunes Campos Presidente ASSINADO DIGITALMENTE Carlos André Rodrigues Pereira Lima Relator EDITADO EM 15/04/2011 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 158 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Rubens Mauricio Carvalho, Eivanice Canário da Silva, Acácia Sayuri Wakasugi e Carlos André Rodrigues Pereira Lima. Relatório Cuidase de Recurso Voluntário de fls. 133 a 144, interposto contra decisão da DRJ em São Paulo/SP, de fls. 118 a 124, que julgou procedente o lançamento de IRPF de fls. 79 a 81 dos autos, lavrado em 14/09/2004, relativo ao anocalendário 1999, com ciência do RECORRENTE em 22/09/2004, conforme AR de fl. 82. O crédito tributário objeto do presente processo administrativo foi apurado no valor de R$ 100.123,22, já inclusos juros de mora (até o mês da lavratura) e multa de ofício de 75%. Conforme descrição dos fatos e enquadramento legal de fl. 80, o lançamento teve origem na seguinte infração: 001 – ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO Omissão de rendimentos tendo em vista a variação patrimonial a descoberto, onde verificouse excesso de aplicações sobre origens, não respaldado por rendimentos declarados/comprovados, conforme Demonstrativo da Variação Patrimonial – Fluxo de Caixa Mensal a seguir. Fato Gerador 31/10/1999 30/11/1999 31/12/1999 Valor Tributável ou Imposto R$ 140.967,24 R$ 421,71 R$ 9.230,74 Multa(%) 75,00 75,00 75,00 Enquadramento legal: Arts. 1º, 2º, 3º e §§, da Lei nº 7.713/88; Arts. 1º e 2º da Lei nº 8.134/90; Art. 21 da Lei nº 9.532/97; Arts. 55, inciso XIII, e parágrafo único, 806 e 807 do RIR/99. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal de fls. 73 a 76, a ação fiscal, que originou o presente auto de infração, decorre de fiscalização efetuada em desfavor de Marcelo de Azeredo (irmão da RECORRENTE), face à demanda do Ministério Público Federal, efetivada através do Oficio PRM/SANTOS/GABCRIM/ CMC N° 034/2001, referente à Representação nº 1.34.012.000131/200011 (fls. 71 e 72) e da 5ª Vara Federal de Santos/SP, consubstanciada no Oficio nº 152/2004 (fls. 58). De acordo com o Termo de Verificação Fiscal, durante a ação fiscal foram constatados os seguintes fatos: Fl. 2DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 159 3 1. a contribuinte apresentou, para o exercício de 2000, DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL SIMPLIFICADA, em 24/04/2000, de nº 24.416.692 (fls. 11/12 e 60/61); 2. através do Termo de Início de Fiscalização (fls. 4 e 5), de 08/06/2004, a contribuinte foi cientificada do início da ação fiscal e intimada a apresentar os documentos nele relacionados; 3. a ciência do Termo de Início de Fiscalização deuse em 14/06/2004, conforme Aviso de Recebimento (fls. 06); 4. em 25/06/2004, a contribuinte solicitou dilação de prazo para de trinta dias a contar do vencimento do prazo que lhe fora concedido no Termo de Início de Fiscalização (fls.7); 5. em 26/07/2004, a contribuinte atendeu parcialmente ao Termo de Início de Fiscalização apresentando documentos constantes de sua carta (fls. 08); 6. em 27/08/2004, a contribuinte apresentou os documentos constantes de sua carta (fls. 47 e 48); quanto ao alegado; não foram apresentadas provas de que o pai da contribuinte fosse o dono do carro; o veículo Mercedes Benz ali referido não foi declarado pelo Sr. Ronaldo Pinto Azeredo (nem compra nem venda) e muito provavelmente a origem do dinheiro não é a indenização por sua aposentadoria; 7. ainda quanto ao item anterior, é importante frisar que: a presente fiscalização decorre da fiscalização, ainda em andamento, no Sr. Marcelo de Azeredo, e que a motivação foram as denúncias apresentadas por sua ex companheira, Sra. ERIKA SANTOS, RG 1.564.464/SSP/SP, CPF nº 814.279.13153, em ação de RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL CUMULADA COM PARTILHA E PEDIDO DE ALIMENTOS proposta ao Juiz de Direito da Vara de Família e das Sucessões do Foro Central de São Paulo, dentre as quais as de que os carros Mercedes e Porche seriam do Sr. Marcelo e não de seu pai e irmã, respectivamente; porém o Sr. Marcelo não só não se declarou proprietário de nenhum dos carros assim como não apresentou renda para adquirilos, portanto não há como não considerarmos a Sra. Carla como sua legítima dona, tendo inclusive constado o referido veículo em sua DIRPF do exercício de 2001; anocalendário de 2000.” Com base na documentação acostada aos autos, a autoridade lançadora elaborou a Demonstrativo de Variação Patrimonial – Fluxo de Caixa Mensal de fls. 69 a 70, onde verificou que ocorreu variação patrimonial a descoberto no anocalendário 1999, no valor de R$ 150.619,69. DA IMPUGNAÇÃO Fl. 3DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 160 4 Em 21/10/2004, a RECORRENTE apresentou, tempestivamente, sua impugnação de fls. 87 a 100. Em suas razões, alegou os pontos a seguir resumidamente transcritos: Preliminares Cerceamento do direito de defesa: (...)o processo só foi colocado à disposição do Contribuinte, na seção competente, mais de quinze dias após a postagem e ciência da autuação pelo Contribuinte, ocorridas, respectivamente em 20/09/2004 e 22/09/2004. (...) a Contribuinte se viu sensivelmente prejudicada no exercício de sua defesa, pois lhe foi expropriado o prazo útil de exercício de seu direito, o que caracteriza preterição do direito de defesa, conforme previsto no artigo 59 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972: (...) Prestação de informações pela RECORRENTE: (...)Todas as intimações fiscais e as informações solicitadas pelo fisco no curso da auditoria fiscal realizada foram respondidas por escrito. Assim, causa espécie o fato de o d. agente fiscalizador ter ignorado alguns dos esclarecimentos prestados, não considerando válidas as informações apresentadas. Ao deixar de considerar o conteúdo das informações prestadas, o fisco inviabilizou uma defesa eficaz por parte do contribuinte, ao preferir uma apreciação superficial e precipitada dos fatos. Em que pese terem sido os documentos fornecidos pela Autuadà (cópia dos extratos de movimentação financeira e demais documentos), o fisco ignorou que a Contribuinte, na qualidade de pessoa física não tem obrigação legal de manter contabilização, ou mesmo controles permanentes, de sua vida financeira Conquanto seja inequívoca a obrigação de qualquer contribuinte pessoa física de manter por cinco anos a documentação que dá suporte à sua declaração de rendimentos, o próprio MANUAL DE PREENCHIMENTO DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL ANEXOS À DECLARAÇÃO não especifica que tipos de "outros documentos" são essenciais para provar os dados informados pelo contribuinte declarante. (v. p. 25 do Modelo Completo do MANUAL do exercício 1999, anocalendário 2000) (...) Da desconsideração das provas apresentadas: Fl. 4DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 161 5 (...)Reiterando o mesmo descaso já evidenciado nos itens precedentes, a d. autoridade lançadora ignorou a documentação e os minuciosos esclarecimentos prestados pela Contribuinte, no que se refere às operações efetuadas. Fica patente, portanto, o empenho da Contribuinte em tentar obter, junto às instituições financeiras e mesmo junto ao adquirente do veículo que serviu de base para a permuta, bem como junto ao alienante do PORSCHE, documentação comprobatória da licitude das operações. (...)” Por tais razões, requereu fosse declarada a nulidade do auto de infração. Mérito No mérito, o RECORRENTE apresentou suas razões de defesa relativo ao APD verificado apurado cada mês, da seguinte forma: Mês de outubro: Alegou, em suma, que o veículo Porche placa CMP 0019 era de propriedade de seu pai (Ronaldo Pinto de Azeredo), contudo foi informado na declaração de ajuste da RECORRENTE, referente ao anocalendário 2000, a pedido de seu pai por questões de segurança (sic). Na oportunidade, juntou aos autos Termo de Declarações nº 20352/04, emitida pelo Departamento de Polícia Federal em 19/08/2004 (fls. 101 e 102). Alegou que tinha consciência , à época da referida declaração, que os seus rendimentos não eram suficientes para suportar o valor de aquisição do veículo. Afirmou que o veículo foi adquirido em 1999, no entanto deixou de informar o mesmo na declaração referente ao anocalendário 1999 pois houve uma falta de comunicação entre a RECORRENTE e seu pai, de modo que nenhum dos dois declarou o veículo em 1999. Acerca do modo de aquisição do veículo, informou que: (...) Cumpre esclarecer (como já o foi em 24082004, mediante resposta da Contribuinte à intimação fiscal de 05062004) que o veículo Porsche foi adquirido em permuta do veículo Mercedes Benz, modelo C230, ano 1998, placa CL04004, o qual entrou como parte de pagamento pela compra efetuada. Comprovam a permuta os extratos de pesquisa de Cadastro de Veículos, a indicar que: o referido veículo Mercedes foi transferido pelo Sr. Ronaldo P. de Azeredo, pai da Contribuinte, a Cristina Fiorezzi de Luizi, CPF 284.83403803. Por outra, o veículo Porsche, permutado pela Mercedes, foi transferido pelo Sr. Renato de Luizi Júnior, CPF 086.803.77880 ao Sr. Ronaldo de Azeredo, e declarado na DIRPF da Contribuinte. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 162 6 Portanto fica caracterizada a permuta, uma vez que a adquirente da Mercedes é cônjuge do alienante do Porsche, casal que declara conjuntamente os seus bens. Como observação, devese fazer notar que os sobrenomes da Contribuinte e de seu genitor aparecem equivocadamente, por vezes, no documento intitulado de Cadastro de Veículos, com designação de "Azevedo", em vez do correto patronímico "Azeredo". É indisputável que recursos necessários para aquisição do citado veículo Mercedes, cujo proprietário era o pai da Contribuinte, provieram de reservas financeiras amealhadas por esse senhor em razão da indenização de aposentadoria recebida da SAPESP, por ocasião do Plano Real (1994). Esse veículo ficou com o Sr. Ronaldo por curto período, até que decidisse entregálo como parte de pagamento na aquisição do veiculo Porsche, em 1999. (...) Assim, afirmou que o auto de infração seria improcedente, por erro na escolha do sujeito passivo, que não teria qualquer vínculo com o fato gerador. Mês de novembro e dezembro: A RECORRENTE alega que a ausência de qualquer explicação relativa ao lançamento efetuado nestes meses impediu o exercício do seu direito de defesa, visto que o valor foi lançado sem identificação precisa do fato gerador, em desacordo com o art. 10º, inciso III, do Decreto nº 70.235/72. Apontou também que o Termo de Verificação Fiscal e o auto de infração não fazem menção à disposição legal que teria sido infringida, bem como à penalidade aplicável. Requerimentos da RECORRENTE A RECORRENTE requereu fosse determinada realização de diligência junto ao DETRAN, para obtenção de cópia dos documentos de transferência em que constam inclusive valores e demais dados das operações de compra dos veículos Mercedes e Porsche. Por fim, caso não fossem acolhidas as razões de defesa, requereu fosse considerada, como parte de pagamento na aquisição do veículo Porsche, o valor pelo qual o veículo Mercedes foi dado como parte do negócio jurídico de permuta. DA DECISÃO DA DRJ A DRJ, às fls. 118 a 124 dos autos, julgou procedente o lançamento, através de acórdão com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Fl. 6DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 163 7 Anocalendário: 1999 PRELIMINAR. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. A alegação de cerceamento do direito de defesa por demora na entrega de cópias dos autos necessita de provas para prosperar. Preliminar rejeitada. PRELIMINAR. PEDIDO GENÉRICO DE DILIGÊNCIA OU PERÍCIA. O DecretoLei 70.235/72 determina os requisitos para a validade do pedido de realização de perícia, não satisfeitos pelo contribuinte. Desnecessária a realização de diligências. O ônus probatório para comprovar fatos alegados pelo contribuinte recai exclusivamente sobre ele. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO (OUTUBRO, NOVEMBRO E DEZEMBRO, DO ANOCALENDÁRIO DE 1.999). São tributáveis as quantias correspondentes ao acréscimo patrimonial da pessoa física, quando esse acréscimo não for justificado pelos rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributados exclusivamente na fonte ou objeto de tributação definitiva. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DE RECURSOS. Fica caracterizada a omissão de rendimentos pela nãocomprovação, com documentação hábil e idônea, da origem dos recursos despendidos pelo contribuinte. Lançamento Procedente Nas razões do voto do referido julgamento, a autoridade julgadora extraiu trecho do Termo de Verificação Fiscal (fl. 73), onde o auditor afirma que não foram apresentadas pela RECORRENTE provas de que seu pai seria o proprietário do veículo Mercedes. Assim, entendeu que os argumentos da RECORRENTE foram rejeitados por falta de comprovação. Sobre o cerceamento do direito de defesa, expôs que a RECORRENTE não fez prova de suas alegações de que a DRF de origem teria demorado a fornecer acesso aos autos de presente processo. No mérito, a autoridade julgadora, em princípio, afirmou que o pressuposto para a ocorrência do fato gerador foi a apuração de acréscimo patrimonial a descoberto. Variação patrimonial no mês de outubro: A autoridade julgadora apontou que os documentos do DETRAN de fls. 103 a 111, juntados pela própria RECORRENTE, desmentem as declarações desta, pois comprovam que: “(...) o veículo Porsche era, como afirmado pela fiscalização, de sua propriedade e que o veículo Mercedes Benz não foi permutado por ele, mas transferido entre duas pessoas distintas daquelas envolvidas na transação com o primeiro veículo, o Porsche. (...)” Entendeu que o Certificado de Registro do Veículo (fl. 55) e as pesquisas nos sistemas informatizados do DETRAN (fls. 104 a 110) comprovam o afirmado pela fiscalização. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 164 8 Portanto, conclui que: “(...)Como caberia à impugnante provar que os documentos não correspondem à realidade e ela não o fez, na verdade nem indícios apresentou, não há como acatar suas alegações. O veículo Porsche, no valor de R$ 150.000,00 é responsável pelo acréscimo patrimonial a descoberto no mês de outubro de 1999. (...)” Variação patrimonial nos meses de novembro e dezembro: Na apuração do APD neste período, a autoridade julgadora apontou que as planilhas de fls. 68 a 70 são autoexplicativas. E afirmou o seguinte: “(...) Nesses demonstrativos constatase que o valor correspondente à variação patrimonial a descoberto no mês de novembro de 1999 corresponde às despesas com CPMF na Nossa Caixa (R$ 16,26 — fls. 67 e 68) e com a Credicard (R$ 405,45 — fls. 52 e 68). Já o valor correspondente à variação patrimonial a descoberto do mês de dezembro de 1999 corresponde às despesas com CPMF na Nossa Caixa (R$ 15,72 — fls. 67 e 68), com a Credicard (R$ 215,02 — fls. 53 e 68) e ao dinheiro em espécie declarado na Declaração de Rendimentos da Pessoa Física em 31/12/1999 no total de R$ 9.000,00 (fls. 11 e 69). (...)” Pedido de perícia A autoridade julgadora alegou que o pedido de perícia no processo administrativo deve ser apresentado nos moldes do art.16, inciso IV, § 1°, do Decreto n° 70.235, de 1972, e que finalidade é elucidar questões que suscitem dúvidas para o julgamento da lide, quando o exame dos autos não seja suficiente para dirimilas. No caso, entendeu que deveria ser rejeitado o pedido de perícia. Por todo exposto, julgou procedente o presente lançamento. DO RECURSO VOLUNTÁRIO A RECORRENTE, devidamente intimada da decisão da DRJ em 10/04/2008 (quintafeira), conforme faz prova o AR de fl. 125v., apresentou, tempestivamente, o recurso voluntário de fls. 133 a 144, em 12/05/2008 (segundafeira), por meio de procurador devidamente habilitado à fl. 145. Em suas razões de recurso, o RECORRENTE reiterou o alegado em sua impugnação quanto às seguintes matérias: (i) cerceamento do direito de defesa pela demora na disponibilização dos autos; (ii) a autoridade fiscal deixou de considerar o conteúdo das informações prestadas do curso da ação fiscal; Fl. 8DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 165 9 (iii) o veículo Porsche (placa CMP0019) era de propriedade de seu pai e, a pedido deste, foi informado na declaração de ajuste da RECORRENTE referente ao anocalendario 2000; e (iv) o veículo Porsche foi adquirdo em permuta do veículo Mercedes (CLO4004), de propriedade do pai da RECORRENTE, conforme atestado nos extratos de pesquisas de cadastro de veículos, apresentados junto com a impugnação; Por fim, alegou que o fato ocorrido nos autos poderia ser caracterizado como fato gerador do imposto sobre doações (transferência, para a RECORRENTE, de veículo que era de propriedade do seu pai), mas nunca do imposto de renda. Assim, requereu a improcedência do lançamento. Este recurso voluntário compôs lote sorteado para este relator, em Sessão Pública. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais, razões por que dele conheço. Preliminar de cerceamento do direito de defesa A RECORRENTE afirma que teve a sua defesa prejudicada pelo fato da DRF de origem ter demorado “mais de 15 (quinze) dias para disponibilizar o processo e os documentos utilizados como provas”. Contudo, a RECORRENTE não comprovou o fato de que foi impedida de ter acesso aos autos do processo após ter sido intimada para apresentar sua Impugnação e nem que essa suposta demora prejudicou sua defesa. Caberia à RECORRENTE comprovar (através de certidão, por exemplo) que os autos não estavam disponíveis para vistas ou para cópia enquanto transcorria o prazo para apresentação de defesa. Ademais, devese atentar para o fato que a procuração outorgada pela RECORRENTE aos seus representantes somente teve firma reconhecida em 05/10/2004 (fl. 84). Ou seja, na melhor das hipóteses, a RECORRENTE somente iniciou a diligência para tomar conhecimento dos autos a partir da mencionada data, portanto 13 dias após a sua Fl. 9DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 166 10 intimação ocorrida em 22/092004 (fl. 82), concorrendo para o suposto “atraso” para vistas / cópias do processo administrativo. Do mesmo modo, entendo que não deve ser acolhida a nulidade do processo arguida pela RECORRENTE pelo fato de que a autoridade fiscal deixou de considerar o conteúdo das informações prestadas do curso da ação fiscal, o que se caracterizaria como cerceamento do direito de defesa. Os casos de nulidade do processo administrativo encontramse previstos no art. 59 do Decreto n° 70.235/72, quais sejam: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Não vislumbro a possibilidade da ocorrência de nenhuma das hipóteses acima descritas. O fato de a autoridade administrativa ter lavrado o auto de infração com base nas conclusões extraídas no decorrer da ação fiscal, não pode ser interpretado como cerceamento de direito de defesa. Da leitura do art. 59, acima transcrito, a nulidade por preterição do direito de defesa apenas pode resultar de despacho ou decisão, mas nunca de lavratura de auto de infração. A RECORRENTE alegou também que a autoridade fiscal deveria ter efetuado diligências a fim de apurar as informações prestadas, nos termos do art. 911 do Decreto n° 3.000/99. No entanto, tendo a autoridade fiscal verificado que o veículo Porsche encontravase – oficialmente – em nome da RECORRENTE, não havia qualquer diligência a ser realizada a fim de verificar a verdade dos fatos. Ao contrário, a RECORRENTE é que deveria provar que “fraudou” o registro do veículo, indicando como seu bem de terceiro. Sendo assim, devem ser afastadas as preliminares arguidas, visto que não houve cerceamento do direito de defesa da RECORRENTE. Mérito O presente lançamento tem como base legal (dentre outros dispositivos) o art. 3º, § 1º, da Lei nº 7.713/88, que assim dispõe: Art. 3º O imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, ressalvado o disposto nos arts. 9º a 14 desta Lei. § 1º Constituem rendimento bruto todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer Fl. 10DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 167 11 natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados. Acrescentese, ainda, o disposto no art. 55, inciso XIII, do Decreto n° 3.000/1999 (RIR/99), verbis: Art. 55. São também tributáveis (...) XIII as quantias correspondentes ao acréscimo patrimonial da pessoa física, apurado mensalmente, quando esse acréscimo não for justificado pelos rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributados exclusivamente na fonte ou objeto de tributação definitiva; Por meio de ação fiscal, a autoridade lançadora observou que a RECORRENTE adquiriu, em outubro de 1999, veículo Porsche de placa CMP0019, por R$ 150.000,00. A despeito a RECORRENTE afirmar que o veículo Porsche era de propriedade de seu pai, mas não é isso o que se pode constatar dos documentos de fls. 55 e 59, onde verificase que a proprietária do veículo era a RECORRENTE. Conforme estabelece o art. 19 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9.503/97), o proprietário do veículo é aquele constante no Registro Nacional de Veículos Automotores – RENAVAN: Art. 19. Compete ao órgão máximo executivo de trânsito da União: (...) IX organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores RENAVAM; De acordo com o estabelecido no art. 7° do Anexo I do Decreto n° 2.802/98 (vigente à época dos fatos), o Departamento Nacional de Trânsito DENATRAN era competente para organizar e manter o registro de veículos, verbis: Art 7º Ao Departamento Nacional de Trânsito cabe exercer as competências estabelecidas no art. 19 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Portanto, o documento de fls. 55 e 59 é a prova de que o veículo Porsche era de propriedade da RECORRENTE, em nada adiantando a alegação de que havia transferido a propriedade do veículo para seu nome a pedido do seu pai (real proprietário do veículo) por “questões de segurança”. Em razão da incompatibilidade da aquisição de bem pela RECORRENTE quando comparada aos rendimentos informados em sua declaração de ajuste anual, a fiscalização elaborou o demonstrativo de variação patrimonial do anocalendário 1999 (fls. 69 e 70), a partir dos rendimentos da RECORRENTE e das despesas por ela efetuadas, conforme Fl. 11DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 168 12 atestam os documentos acostados aos autos (fls 15, 67 e 68), e apurou efetivo acréscimo patrimonial a descoberto – APD, nos termos do art. 807 do Decreto nº 3.000/1999, verbis: Art. 807. O acréscimo do patrimônio da pessoa física está sujeito à tributação quando a autoridade lançadora comprovar, à vista das declarações de rendimentos e de bens, não corresponder esse aumento aos rendimentos declarados, salvo se o contribuinte provar que aquele acréscimo teve origem em rendimentos não tributáveis, sujeitos à tributação definitiva ou já tributados exclusivamente na fonte. Assim, caberia à RECORRENTE comprovar que o acréscimo teve origem em rendimento não tributáveis, sujeitos à tributação definitiva ou já tributados exclusivamente na fonte. No entanto, as razões de defesa da RECORRENTE se resumem a afirmar que o veículo Porsche (placa CMP0019) era de propriedade de seu pai e, a pedido deste, foi informado na declaração de ajuste da RECORRENTE referente ao anocalendario 2000. De modo a comprovar suas alegações, e evitar a tributação pelo imposto sobre a renda, a RECORRENTE deveria trazer aos autos documentos comprobatórios de que o veículo era de seu pai e que fora doado para a mesma, hipótese em que deveria ter – necessariamente – recolhido o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação – ICD. Outra hipótese teria sido a doação do recurso para a compra do carro pela RECORRENTE, mas sequer isso está provado nos autos. A RECORRENTE não juntou aos autos qualquer documento que atestasse a doação do veículo ou muito menos a propriedade de terceiro e a sua “falsa” propriedade;apenas apresentou documento de transferência dos veículos que não comprovam que parte do pagamento se deu com veículo de propriedade do pai da RECORRENTE (da marca Mercedes) como permuta pelo automóvel adquirido pela RECORRENTE (do marca Porsche). Desse modo, entendo que a RECORRENTE não comprovou, nas várias oportunidades concedidas durante a fiscalização e o processo administrativo, que o seu pai (Sr. Ronaldo de Azeredo) era o proprietário do veículo. Caberia à RECORRENTE se socorrer de todos os meios admitidos em direito para entregar o bem a seu legítimo proprietário. A própria RECORRENTE afirma em sua impugnação (ver trecho abaixo transcrito extraído da fl. 93) que sabia da possibilidade de ser autuada em razão da declaração de aquisição do veículo Porsche, contudo resolveu correr o risco: “(...) A Contribuinte sabia à época da referida declaração que os seus rendimentos (tributáveis, isentos e tributados exclusivamente na fonte) não eram suficientes para suportar o valor de aquisição do Porsche, e que sua informação na já referida declaração de bens do Contribuinte se deveu a pedido de seu genitor. (...)” Ao Fisco não cabe corrigir procedimentos dos particulares que tenderam ou objetivaram falsear a verdade, porque se assim fizesse estaria contribuindo para que a torpeza aproveitasse o próprio autor. Fl. 12DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 19515.001450/200480 Acórdão n.º 2102001.258 S2‐C1T2 Fl. 169 13 No caso destes autos, para todos os fins de direito, está provado que a RECORRENTE é a legítima proprietária do veículo Porche, cujo recurso para adquirilo, seja de qual fonte for, foi por ela omitido. Ante o acima exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, julgando procedente o lançamento tributário. ASSINADO DIGITALMENTE Carlos André Rodrigues Pereira Lima Fl. 13DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalment e em 22/09/2011 por CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA, Assinado digitalmente em 23/09/2011 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 10768.720180/2007-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2004
ESTIMATIVAS. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.
COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE. Somente são dedutiveis do IRPI
apurado no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. 0 pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB n° 900/2008.
RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITORIO. ANALISE
INTERROMPIDA EM ASPECTOS PRELIMINARES. lnexiste
reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos preliminares, como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, urna vez superada esta preliminar, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade
administrativa que jurisdiciona a contribuinte.
Numero da decisão: 1101-000.329
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos e recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação por ausência de análise mérito pela autoridade preparadora, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.Vencido o relator Conselheiro Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro que negava provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Edeli Pereira Bessa para redigir o voto vencedor.
Nome do relator: Edeli Pereira Bbessa
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PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE. Somente são dedutiveis do IRPI apurado no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. 0 pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB n° 900/2008. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITORIO. ANALISE INTERROMPIDA EM ASPECTOS PRELIMINARES. lnexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos preliminares, como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, urna vez superada esta preliminar, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. FRANCISCO RIBEIRO DE, QUEIROZ — Presidente Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar proviment parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos e recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação por ausência de análise mérito pela . atitoridade preparadora, nos termos do relatório e voto que integram o present julgado.Vencido o relator Conselheiro Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro que negava provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Edeli Pereira Bessa para redigir o voto vencedor. CARLOS EDUARDO DE<-A-LMEIDA GUERREIRO - Relator Otb: EDELI PEREIRA BESSA - Redatora designada EDITADO EM: 1 0 SET 2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (presidente da turma), Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (vice- presidente), Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Edeli Pereira Bessa, José Ricardo da Silva e Shelley Henrique Dalcamim. 2 fr P rocesso n° 10768.720180/2007-14 SI-C1T1 Fl. 253 Acórffio n." 1101-00329 Relatório Trata-se dede decisão administrativa que não homologou compensação, por »ão reconhecer o direito creditório. 0 direito creditório não reconhecido afeta, além da compensação controlada no presente processo, compensações controladas nos processos 10768.720230/2007-56, 10768.72032712007-68, 1534.725533/2008-92 e 1534.725534/2008- 37. Em 30/06/2005 o contribuinte apresentou declaração, pretendendo compensar seu débito de antecipação do IRPJ, referente ao mês de maio de 2005, no montante de R$ 38.706.956,38, com crédito de pagamento da antecipação de IRPJ, referente ao mês de dezembro de 2004 (proc. fls. 3 a 7). Consta da declaração que efetuou um recolhimento total de RS 86.729.499,25, em janeiro de 2005 (referente a dezembro de 2004), sendo que RS 41.767.504,54 eram indevidos. Documento da Receita Federal confirma o recolhimento dos RS 86.729.499,25 (proc. fl. 15). A DCTF do 4 0 trimestre de 2004, posteriormente cancelada, informa o debito apurado de IRPJ do mês de dezembro de R$ 86.729.499,25, extinto por pagamento (proc. fl. 16). Dados da RFB informam que existiram 3 DIPJ retificadoras para o ano-calendário de 2004 (proc. 11. 18). Na última, entregue em 29/1212005, é informado que não haveria antecipação a ser feita relativa a dezembro de 2004, pois o balancete de suspensão/redução registra IRPJ a pagar negativo e na apuração anual fica consignado um saldo negativo de IRPJ de R$ 15.451.761,59 (proc. fls. 19 a 24). Parecer conclusivo confirma os dados acima mencionados e, coin base no art. 10 da IN SRF n°.. 460, de 2004, diz que as estimativas mensais pagas a maior não podem ser consideradas como indébito tributário, só sendo aproveitáveis via apuração final ou como saldo negativo de IRPJ, propondo a não homologação da compensação (proc. fls. 40 a 44). No parecer, é argumentado que as . estimativas a maior não são consideradas Pagamento a maior, passível de compensação, porque não representam créditos líquidos e certos. Despacho decisório confirma a não homologação (proc. fl. 45) e, em 08/01/2009, é dado ciência ao contribuinte (proc. fl. 61). Ern 06/02/2009 é apresentada manifestação de inconformidade (proc. fls. 79 a 85). 0 contribuinte alega que o único fundamento para a não homologação foi o art. 10 da IN SRF n'. 460, de 2004. Diz que o art. 11 da IN RFB n°. 900, de 2008, aboliu a vedação existente nas IN SRF n'. 460, de 2004, permitindo o imediato aproveitamento de pagainentos a maior de estimativas. Adiciona que, mesmo ao tempo da IN SRF 460, de 2004, a compensação que fez era admitida, pois a regra do art. 10 visava apenas restringir a compensação de recolhimentos referentes As estimativas durante o ano, mas não pagamentos a maior de estimativas. Salienta haver diferença entre antecipação que vem se mostrar maior do que o imposto devido ao fim do período e recolhimento indevido de estimativa. Dá exemplos das duas situações. 0 contribuinte diz que, no caso concreto, apurou a antecipação do mês de dezembro de 2004, por meio de balanço de suspenção/redução, encontrando R$ 86.729.499,25 a pagar, que recolheu em janeiro de 2005. Adiciona que posteriormente reviu sua escrituração, constatando seu o erro, pois encontrou saldo negativo. Informa que retificou sua DCTF onde - reduziu o valor do débito para zero e considerou todo o pagamento como indevido. Conclui que não é caso de compensação de estimativa pagas a maior, mas sim de compensação dc pagamento indevido de estimativa, e que a IN SRF n°. 460, de 2004, não veda a compensação que fez. Em 12/03/2009, a DRJ entendeu aplicável o art. 10 da IN SRF n'. 640, de 2004, e decide pela não homologação do pedido de compensação (proc. fls. 167 a 175). A decisão foi por maioria, fi cando vencido o relator original que votou pela improcedência do despacho decisório, por considerar que o art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004, afrontava o art 165 do CTN. 0 voto vencedor destaca que a regra existente no art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004, é de observância obrigatória, que produziu seus efeitos enquanto não revoada e que a IN SRF n°. 900 não pode retroa2,ir. 0 contribuinte tomou ciência (proc. fl. 179), em 01/04/2009, e apresentou recurso voluntário (proc. fl. 199 a 205), em 04/05/2009. Repete os argumentos apresentados na sua manifestação de inconformidade, dizendo que: o art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004, é regra de aproveitamento de estimativas e não de compensação de pagamento indevido; e a IN SRF n'. 900, de 2008, revogou a 11\I SRF 460, de 2004. Acrescenta que se a IN SRF n'. 460, de 2004, realmente obstasse a compensação efetuada, a Administração não poderia simplesmente indeferir o pedido, mas deveria retificá-lo de oficio para a forma que entendesse correta, tratando o caso como compensação de saldo negativo, como orienta o § 2° do art. 147 do CTN. Insiste que o caso ern concreto "nib o é de compensação de valores de estimativas pagas a maior, mas sim de pagamento indevido da estimativa apurada em dezembro de 2004" e que "a compensação de saldo negativo, ainda que sua composição seja de estimativas pagas, e a compensação de pagamento indevido de estimativa mensal não se confundem". Indica jurisprudência administrativa favorável a compensação que pleiteia. Propugna que, se não for admitida a compensação como pagamento indevido, a compensação deve ser tratada como de saldo negativo, pois isso não traria prejuízo ao Fisco. Diz que "o que não se pode tolerar é a desconsideração pura e simples dos créditos da empresa", pois isso implicaria em "enriquecimento ilícito por parte da Fazenda Pública". Conclui pedindo o cancelamento do despacho decisório e a homologação da compensação ou, subsidiariamente, a conversão em compensação de saldo negativo. É o relatório. 2 4 Processo n° I 0768.720 I 50/2007-14 AcOrd:ion.° 1101-00329 SI-C1T1 Fl. 254 Voto Vencido O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. A lide versa sobre a determinação das regras aplicáveis a pedido de compensação, quando o crédito do contribuinte decorre de pagamento a titulo de estimativa mensal, que ele alega ser indevido ou maior do que o devido. De um lado a DRF e a DRJ entendem que é aplicável o art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004, e que este artigo não admite repetição de estimativa indevida ou a maior. De outro o contribuinte entende que tal dispositivo não se aplica ao caso, quer por ter alcance diverso, quer por ter sido revogado pela IN SRF 900, de 2008, e sustenta ter direito a compensação pleiteada. Deste modo, é preciso identificar e analisar a legislação aplicável. Entendo que a legislação aplicável as compensações tributárias é aquela vigente no momento em que o contribuinte efetua o pedido de compensação. Afinal, somente neste momento é que fica explicitado o destino que o contribuinte vai dar ao seu crédito, que poderia alternativamente ter pedido em restituição. IA o direito a repetir o indébito esse sim é determinado, nos seus aspectos materiais, conforme as regras vigentes no momento em que se caracteriza como pagamento indevido. No presente caso, o pedido de compensação foi feito em 30/06/2005 e refere- se a um crédito que o contribuinte disse ser decorrente de um pagamento indevido efetuado em 31/01/2005, referente a antecipação de IRPJ de dezembro de 2004. Assim, quanto ao direito de repetição vale as regras vigentes em janeiro de 2005 e quanto b. compensação vale as vigentes em junho de 2005. Portanto, são aplicáveis: os arts. 165, 170 e 170-A do Código Tributário Nacional (CTN); o art. 74 da Lei n'. 9.430, com as atualizações; e a IN SRF n'. 460, de 18 de outubro de 2004, que entrou em vigor na data da publicação conforme seu art. 77. Corno dito acima, o cerne da questão está no art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004, que trata do direito de repetição e que precisa ter sua aplicabilidade ao caso analisada. Ele estabelece o seguinte (grifei): Art. 10. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a ntaior de imposto de renda ou de CSLL sabre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição, bem assim a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago ou retido na dedução do MKT ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de .1RPJ ou de CSLL do período. O mesmo texto foi adotado no art. 10 da IN SRF n°. 600, de 2005. Porém, a IN RFB IV. 900, de 2008, não existe mais a regulamentação de pagamento indevido estimativa. Dessarte, tendo em conta a argumentação trazida no recurso voluntário inicialmente, é necessário analisar se a alteração posta pela IN RFB n°. 900, de 2008, atinge os fatos ocorridos ao tempo da vigência da IN SRF n°. 460, de 2004. Entendo que o fato da IN RFB n°. 900, de 2008, não mais tratar da questão apenas retrata uma opção normativa diferente, corn efeitos a partir da sua vigência e que não retroagem. Ou seja, ao contrário do que sustentou o contribuinte, o fato da IN RFB n°..900, de 2008, não mais repetir as restrições estabelecidas no art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004, e da IN SRF n'. 600, de 2005, não retira a eficácia normativa destas aos fatos ocorridos no período em que elas tiveram vigência. Isso porque urna eventual aplicação retroativa de norma só seria admissivel se esta fosse expressamente interpretativa, o que não é o caso, pois não há na IN RFB n°. 900 nenhuma regra expressamente interpretativa do art. 10 da IN SRF ri 0 460, de 2004, ou da IN SRF n°. 600, de 2004. Também, me parece muito dificil sustentar que a alteração de conteúdo nas instruções normativas retrate uma mudança de interpretação da Administração, quanto ao correto tratamento legal de eventuais pagamentos indevidos das estimativas mensais, revelando uma ilegalidade da IN SRF nr) . 460, de 2004. Ao contrário, corno as instruções normativas declaram que regulamentam a repetição de indébito e a compensação, s6 se node afirmar que as alterações de conteúdo retratam uma alteração da regulamentação dada a essas matérias. Nessa linha, uma alteração da regulamentação não traz, por si só, nada que indique uma ilegalidade da IN SRF n°. 460, de 2004, que afastasse sua eficácia normativa. Assim, o art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004, é a regra vigente e aplicável. Resta analisar o seu alcance: se é o afirmado pela DRF e DRJ; ou se é o sustentado pelo contribuinte. Como se depreende da transcrição acima, o artigo 10 da IN SRF n°. 460, de 2004, literalmente determina que os pagamentos de estimativas indevidos ou a maior só podem ser utilizados ou na dedução do tributo devido na apuração anual (IRPJ ou CSLL), ou para compor o saldo negativo (de IRPJ ou CSLL). Deste modo, a interpretação defendida pela DRF e pela DRJ parece congruente com a literalidade do dispositivo e, portanto, correta. De outra banda, a interpretação do contribuinte (de que a regra não alcança pagamentos indevidos ou a maior, mas, sim, as estimativas regularmente calculadas) so seria aceitável em decorrência de uma mitigação da literalidade do texto da instrução normativa para sua adequação A lei. 0 que leva a indagar se existiria alguma inconformidade da instrução com a lei, caso a instrução normativa regulamentasse a repetição corno se depreende da sua leitura imediata. Para buscar resposta a esta pergunta, é preciso primeiro considerar as regras relativas ao IRPJ e A. CSLL. Conforme estas regras, os sistemas de apuração do IRPJ são o do lucro real, presumido ou arbitrado. A opção por cada um desses sistemas determina sistemática similar para a CSLL. O período de apuração dos 3 sistemas de quantificação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL é trimestral. Excepcionalmente, na sistemática do lucro real é possível a opção por período de apuração trimestral ou anual, sendo que no caso de apuração anual, a pessoa jurídica fica obrigada a antecipações mensais, que serão consideradas na apuração anual do tributo (IRPJ ou CSLL). Registrada a excepcionalidade do período de apuração anual e do seu mecanismo de antecipações, com base em estimativas ou balancetes de suspensão ou redução, Proces.so n" 10768.7201S0/2007-14 SI-CITI Acórao n. 0 1101-00329 J FL 255 e • computadas na apuração anual do tributo, e considerando a complexiddde do sistema e a necessidade de administração da tributação, me parece razoável e necessária a regulamentação da repetição de antecipações indevidas. Principalmente se a repetição ocorre após o encerramento do período de apuração. De fato, se a repetição ocorrer após a apuração final, caso seja admitida a repetição da estimativa, seria preciso o recálculo da apuração anual e demais providências indispensáveis ao acerto. Nessa situação, é mais simples que todo o ajuste seja feito na apuração final e que a repetição seja limitada a eventual saldo negativo. Além disto, podem existir situações em que a estimativa, na hora de seu cálculo, seja correta, mas que sua quantificação possa vir a ser reduzida em decorrência de evento futuro e posterior a apuração anual. Nessas situações, não seria adequado dizer que o recolhimento da estimativa foi indevido, no momento em que foi feito, e seria razoável liquidar a situação na apuração anual. Assim, existem razões de ordem operacional que justificam a regulamentação da repetição de pagamento indevido de estimativa nos moldes em que estabelece a letra do art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004. Inclusive, o art. 5° da In SR_F n°. 460, de2004, regulamenta a restituição do saldo negativo do IRPJ e da CSLL: Art. 5' Os saldos negativos do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (1RPJ) e da. Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (Cal) poderão ser objeto de restituição: — na hipótese de apuração anual, a partir do IllêS de janeiro do ano-calendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração; II — na hipótese de apuração trin7e.stral, a partir do mês subseqüente ao do trimestre de apuração. Além disto, como acima consignado, a regra posta pela instrução normativa não afeta o conceito de paarifento indevido de tributo veiculado no art. 165 do CTN, pois se tratam de antecipações e não do tributo apurado ao fim do período. De sorte que não vejo razão para diminuir o alcance do disposto no art. 10 da IN SRF IV. 460, de 2004. Ademais, o próprio Decreto 3.000, de 1999, repetindo o já estabelecido em lei, admite a regulamentação da repetição do indébito do IRPJ pela Receita Federal, como estabeleceu art. 895, in verbis (grifei): Art 895. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de imposto de renda, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá optar pelo pedido de restituição do valor pago indevidamente ou a maior, observado o disposto nos arts. 892 e 900 (Lei n2 8.383, de 1991, art. 66, §s 22, e Lei n 2 9.069, de 1995, art. 58). § ls) Entende-se por recolhimento ou pagamento indevido ou a maior aquele proveniente de: I - cobrança ou pagamento espontâneo de imposto, quando efetuado por erro, ou em duplicidade, ou sent que haja débito a em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstancias materiais do fito gerador efetivamente ocorrido,. - erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao recolhimento ou pagamento,. III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenató ria. sç 22 A Secretaria da Receita Federal expedirá instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo (Lei n2 8.383, de 1991, art. 66, § 42, e Lei n 2 9.069, de 1995, art. 58). Corn base no exposto, entendo estar dentro do poder de regulamentação e sem lesão ao conceito de pagamento indevido a vedação feita no art. 10 da IN SRF n°. 460, de 2004. Deste modo entendo que o dispositivo proibe a repetição de antecipações indevidas ou maior que o devido c obriga que seu aproveitamento seja na apuração final e, se houver saldo negativo, via repetição deste. Quanto ao pedido do contribuinte para que alternativamente sua declaração fosse retificada de oficio para ser considerada como repetição de saldo devedor, é preciso consignar que: 1 0) o § 2' do art. 147 do CTN versa sobre urna das modalidades de lançamento do crédito tributário prevista no CTN, feita com base na declaração apresentada pelo contribuinte, e não sobre as declarações solicitando restituição ou compensação; 2°) os pedidos de compensação, conforme o § 1 0 do art. 74 da Lei n°. 9.430, de 1996, e art. 3° da IN SRF n". 460, de 2004, estão a cargo do contribuinte no prazo e forma determinados na legislação; 3 0) o recurso voluntário não se presta como instrumento de retificação e está fora da competência do CARF promover retificações em declarações do contribuinte, conforme art. 1° do Anexo I e art. 1° do Anexo E do Regimento Interno do CARF. Portanto, entendo que não se deve conhecer este pedido. Por estas razões, voto por julgar negar provimento ao Recurso Voluntário, para não reconhecer o direito creditório e não homologar a compensação pleiteada, bem como por não conhecer do pedido de retificação de oficio da declaração de compensação apresentada pelo contribuinte. CARLOS EDUARDO' E ALMEIDA GUERREIRO r; SI-CIT1 FL 256 Proccsso n" 10768.72018012007-14 Acárd5o fl. 0 1101-00329 Voto Vencedor Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Divirjo do I. Relator quanto à eficácia dos atos normativos que vedaram a compensação de estimativas, pois neles não vislumbro a regulamentação de procedimentos para utilização de indébitos de estimativas, mas sim a interpretação das normas materiais -que definem a formação do indébito na apuração anual do IRPJ ou da CSLL. certo que a legislação consolidada no Regulamento do Imposto de Renda 1 RIR/99 (art. 895) autoriza a Receita Federal a expedir instruções necessárias à efetivação de compensação pelos contribuintes. No mesmo sentido veio também redigido o §5 ° incluído no art. 74 da Lei n° 9.430196 pela Medida Provisória n" 66/2002, atualmente transportado para o § 14 desde a edição da Lei n° 11.051/2004: Art. 74. 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão. (Redação dada pela Lei 77" 10.637, de 2002) [---] § 14. A Secretaria da Receita Federal - SRF disciplinará o disposto neste artigo, inclusive quanto a fixação de critérios de prioridade para apreciação de processos de restituição, de ressarcimento e de compensação. (Incluído pela Lei n" 11.051, de 2004) E este poder normativo pode se materializar tanto no âmbito da definição de procedimentos operacionais, como na fixação de restrições materiais já presentes na lei que estabelece a incidência tributária ou concede benefícios fiscais. Contudo, ao operar sob este segundo direcionamento, tem-se a dita eficácia retroativa da norma interpretativa, que entendo se verificar ainda que a Administração Tributária assim lido a declare expressamente. Relativamente aos indébitos de estimativas, não vejo como tratar a restrição inserta a partir da Instrução Normativa SRF n° 460/2004 como procedimental. Não vislumbro espaço Para a Administração Tributária definir, para além das normas que estabelecem a incidência do IRPJ ou da CSLL, em qual momento é possível pleitear a restituição ou compensar um recolhimento indevido decorrente de erro na determinação ou recolhimento de estimativas. Até cogito que tal seria possível em razão destes recolhimentos não se constituirem, propriamente, em pagamentos, na medida em que não extinguem uma obrigação tributária principal, aproximando-se, mais, de obrigações acessórias impostas aos contribuintes que optam pela apuração anual do lucro real e da base de cálculo da CSLL, para não se sujeitar regra geral de apuração trimestral destas bases de cálculo. Esta interpretação, poren -i., exigiria que a Administração Tributária se posicionasse contrariamente à formação de indébitos de estimativas a qualquer tempo, e não apenas na vigência das Instruções Normativas que veicularam a dita proibição, como já verificado em outros litígios que relatei perante esta Turma. Concordo que ha questões de ordem operacional que merecem a atenção da Administração Tributária, especialmente quanto a eventuais abusos na alegação de indébitos desta natureza, com vistas a antecipar a utilização de saldo negativo que somente se formaria ao final do ano-calendário. Todavia, como já conclui em voto anterior apresentado a esta Turma, confrontando as disposições normativas e o conteúdo da Lei n° 9.430/96, tenho que a supressão da vedação veiculada com a Instrução Normativa RFB n° 900/2008 melhor se adequou sistemática de apuração anual do IRPJ e da CSLL. Transcrevo, a seguir, minha manifestação acerca da matéria: Relevante notar que durante a vigência das Instruções Normativas SRF n°460/2004 e 600/2005, ou seja, no período de 29/10/2004 a 30/12/2008 (até ser publicada a Instrução Normativa RFB a' 900/2008), a Receita Federal buscou coibir a utilização imediata de indébitos provenientes de estimativas recolhidas a maior, assim dispondo: Instrução Normativa SRF n° 460, de 18 de outubro de 2004 Art. 10. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de calculo do imposto ou da contribuição, bem assim a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago ou retido na dedução do ERRI ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do Período. Instrução Normativa SRF n° 600, de 28 de dezembro de 2005 Art. 10. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição, bem assim a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago ou retido na dedução do IRPI ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período. Instrução Normativa RFB n° 900, de 30 de dezembro de 2008 Art. 11. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição somente poderá utilizar o valor retido na dedução do IRPJ ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período. As antecipações recolhidas deveriam ser, primeiro, confrontadas com o tributo determinado na apuração anual, e só então, se evidenciada a existência de saldo negativo, seria possível a utilização do indébito. E este crédito, na forma da interpretação veiculada no Ato Declaratório Normativo SEE n° 03/2000, seria atualizado com juros a taxa SELIG a partir do mês subseqüente ao do encerramento do ano-calendário: . 0 SECRETARIO DA RECEITA FEDERAL, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no § 4° do art. 39 da Lei N° 9.250, de 26 de dezembro de 1995, nos arts. 1' c 6° da Lei N° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e no art. 73 da Lei N° (6r.532, de 10 de dezembro de 1997, declara que os saldos negativos do Imposto sobre 1 0 Processo n" 10768.720180/2007-14 SI-C ITI Acórao n." 1101-00329 Fl. 257 ;'? zL) q a Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre._ o_Lucfo- Liquido, apurados anualmente, poderão ser restituídos ou compensados com o imposto de renda ou a contribuição social sobre o lucro liquido devidos a partir do mês de Janeiro do ano-calendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, acrescidos de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o mês anterior ao da restituição ou compensação e de um por cento relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada. EVERARDO MACIFL De outro lado, porém, é possível interpretar que a Lei n" 9.430/96, ao autorizar a dedução das antecipações recolhidas, admile somente aquelas recolhidas em conformidade COW caput de seu art. 2°: Art.2° A pessoa jurídica sujeita a tributação corn base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, ern cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei n°9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§1 0 e 2° do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995. §1 ° 0 imposto a ser pago mensalmente na forma deste artigo será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo, da aliquota de quinze por cento. §2° A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente, que exceder a RS 20.000,00 (vinte mil reais)ficara sujeita à incidência de adicional de imposto de renda h aliquota de dez por cento. §30 A pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma deste artigo deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano, exceto nas hipóteses de que tratam os §§1° e 2° do artigo anterior. §40 Para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor: I - dos incentivos fiscais de dedução do imposto, observados os limites e prazos fixados na legislação vigente, bem como o disposto no § 4° do art. 3° da Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995; H -dos incentivos fiscais de redução e isenção do imposto, calculados corn base no lucro da exploração; III -do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real; IV -do imposto de renda pago na forma deste artigo. (negrejou-se) Diante deste contexto, tem-se por .formalmente correto o procedimento adotado pela recorrente: as estimativas recolhidas a 772aiOr não poderiam ser deduzidas na apura cão anual do 1RPJ, e o crédito dali decorrente, atualizado coin faros à taxa SELIG a partir do recolhimento indevido, poderia ser utilizado em compensação, mediante apresentação de DCOMP, inclusive para liquidação do próprio IRPJ apurado no ajuste do mesmo ano-calendário, mas, evidentemente sem a dedução daquelas parcelas excedentes. Eventualmente a contribuinte pode, por facilidade operacional, computar estimativas recolhidas indevidamente na formação do saldo negativo, mas este procedimento em nada prejudica o Fisco, na medida em que desloca para momento futuro a data de formação do indébito e assim reduz os juros de mora sobre ele aplicáveis. 1/4-) I '■ Por outro lado, se a contribuinte erra ao calcular ou recolher a estimativa mensal, não vejo, ante o contexto que expus, obstáculo legal ao pedido de restituição ou compensação deste indébito antes de seu prévio cômputo na apuração ao final do ano calendário. Comprovado o erro e, por conseqüência, o indébito, o pedido de restituição ou a declaração de compensação já podem ser apresentados, incorrendo juros de mora contra a Fazenda a partir do mês subseqüente ao do pagamento a maior, na fon -na do art. 39, § 4° da Lei n° 9.250/95 c/c art. 73 da Lei n° 9.532/97. Em conseqüência, por ocasião do ajuste anual, o contribuinte deve confrontar, apenas, as estimativas que considerou devidas, sob pena de duplo aproveitamento do mesmo crédito. Ainda, ao interpretar que somente as estimativas devidas na forma da Lei n° 9.430/96 são passíveis de dedução na apuração anual do IRPJ ou da CSLL, concluo que, mesmo após o encerramento do ano-calendário, se o contribuinte identificar um erro em sua apuração e ele repercutir não so em sua apuração final, mas também no resultado de seus balancetes de suspensão/redução, tem ele o direito de pleitear o indébito na data do recolhimento da estimativa correspondente, ao invés de apenas reconstituir a apuração anual do IRPJ ou da CSLL. Esta interpretação, friso, tem por pressuposto a ocorrência de erro no cálculo ou no recolhimento da estimativa. Não está aqui abarcada a mudança de opção quanto sistemática de cálculo das estimativas, formalizada definitivamente quando o contribuinte determina o valor inicialmente recolhido com base na receita bruta e acréscimos ou em balancetes de suspensão/redução. Logo, não admito que o contribuinte, após apurar e recolher estimativa com base em balancete de suspensão/redução, sem o prévio confronto com o valor devido corn base na receita bruta e acréscimos, pretenda corno indébito o excedente que se verificaria caso tivesse adotado esta segunda sistemática para cálculo da estimativa. Da mesma forma, não lhe cabe, após efetuar recolhimentos corn base na receita bruta e acréscimos, apurar estimativas menores com base em balancetes de suspensão/redução, para pleitear a diferença como se indébitos fossem. A legislação tributária está erigida no sentido da definitividade daquela opção de cálculo ao exigir, por exemplo, que os balancetes de suspensão/redução estejam escriturados até a data fixada para o seu pagamento. 0 art. 35 da Lei n° 8.981, de 1995, referenciado no art. 2° da Lei n° 9.430, de 1996, assim dispõe acerca dos balanços ou balancetes de suspensão ou redução de estimativas: Art. 35. A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, atravês de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado coin base no lucro real do período em curso. ssç 1° Os balanços ou balancetes de que trata este artigo: a) deverão ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário; b) somente produzirão efeitos para determinação da parcela do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro devidos no decorrer do ano-calendário. § 2' 0 Podei- Executivo poderá baixar instruções para a aplicação do disposto no parágrafo anterior. E, com maior detalhamento, a Instrução Normativa SRF n° 51, de 31 de outubro de 1995 especificou a forma a ser observada no levantamento dos referidos balanços ou balancetes de suspensão ou redução: 6f) 12 Processo n° 10768.720180/2007-14 SI-CIT1 Acórao rl." 1101-00329 FL 258 c31221 Art. 10. A pessoa juridica poderá: - suspender o pagamento do imposto, desde que demonstre que o valor do imposto devido, calculado com base no lucro real do período em curso (art. 12), é igual ou inferior à soma do imposto de renda pogo, correspondente aos meses do mesmo ano-calendário, anteriores àquele a que se refere o baking() on balancete levantado. 11 - reduzir o valor do imposto ao montante correspondente à diferença positiva entre o imposto devido no período em curso, e a soma do imposto de renda pago, correspondente aos meses do mesmo ano-calendário, anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado. § I" A diferença verificada, correspondente ao imposto de renda pogo a niaioi; no período abrangido pelo balanço de suspensão, não poderá ser utilizada para reduzir o montante do imposto devido em meses subseqiientes do mesmo ano- calendário, calculado com base nas regras previstas nos arts. 3°a 6". § Caso a pessoa jurídica pretenda suspender ou reduzir o valor do imposto devido, em qualquer outro inês do mesmo ano-calendtirio, deverá levantai - novo balanço ou balancete. Art. 12. Para os efeitos do disposto no art. 10: L.] § 1° 0 resultado do período em curso deverá ser ajustado por todas as adições determinadas e exclusões e compensações admitidas pela legislação do imposto de renda, observado o disposto nos arts. 25 a 27. § 2" 0 disposto no parágrafo anterior alcança, inclusive, o ajuste relativo ao diferimento do lucro inflacionário não realizado do período em curso, observados os critérios para sua realização. § 3" Para fins de determinação do resultado, a pessoa jurídica deverá promover. ao final de cada período de apuração, levantamento e avaliação de seus estoques, segundo a legislação especifica, dispensada a escrituração do livro "Registro de Inventário". ,sç 4" A pessoa jurídica que possuir registro permanente de estoques, integrado e coordenado com a contabilidade, somente estará obrigada a ajustar os saldos contábeis, pelo confronto corn a contagem física, ao final do ano-calendário ou do encerramento do período de apuração, nos casos de incorporação, fusão, cisão ou encerramento de atividade. § 5 0 0 balanço ou balancete, para efeito de determinação do resultado do período em curso, será: a) levantado com observância das disposições contidas nas leis comerciais e fiscais,- b) transcrito no livro Diário até a data fixada para pagamento do imposto do respectivo mês. § 6" Os balanços ou balancetes somente produzirão efeitos para .fins de determinação da parcela do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro, devidos no decorrer do ano-calendário. [...] Art. 14. A demonstração do lucro real relativa ao período abrangido pelos balanços ou balancetes a que se referem os arts. 10 a 13, deverá ser transcrita no Livro de Apuração do Lucro Real - LALUR, observando-se o seguinte: - a cada balanço ou balancete levantado pat-a fins de suspensão OH redllçii0 do. imposto de renda, o contribuinte deverá determinar uni novo lucro real para período em curso, desconsiderando aqueles apurados cm meses ((17 tenores mesmo ano-calendário. II - as adições, exclusões e compensações, computadas na apuragdo do lucro i-cal correspondentes aos balanços ou balancetes, deverão constar, discriminadamente, na Parte A do LALUR, para fins de elaboração da demonstração do lucro i-cal do período em curso, não cabendo nenhum registro na Parte B do referido Livro. No presente caso, a contribuinte alega que errou ao apurar a estimativa em balancete de suspensão/redução de dezembro/2004, e assim apontou o indébito constituído em 31 /01/2005 para compensações corn outros tributos, posteriormente, inclusive, A apuração do ajuste anual em 31/12/2004. Destaco que a DIRT originalmente apresentada em 2005 já apontava a apuração da estimativa de dezembro/2004 corn base em balancete de suspensão/redução. Imperioso. portanto, para homologação da compensação, a confirmação da existência, suficiência e disponibilidade do indébito alegado. Ou seja, a homologação expressa exige que a contribuinte comprove, perante a autoridade administrativa que a jurisdiciona, o erro cometido no balancete de suspensão/redução de dezembro/2004, a sua adequação para a formação do indébito de R$ 86.729.499,25, e a correspondente disponibilidade, mediante prova de que não se valeu desta antecipação para liquidação do IRPJ devido no ajuste anual, ou para formação do correspondente saldo negativo. E isto porque, ao contrário do que parece pretender a recorrente, o fato de o único fundamento da decisão ser a impossibilidade de aproveitamento de indébitos decorrentes de recolhimentos estimados, não permite concluir pela integridade da formação do crédito. A autoridade administrativa centrou sua decisão em aspecto preliminar, qual seja, a possibilidade do pedido, e assim não analisou a efetiva existência do credito. Superada esta preliminar, necessário se faz a apreciação do mérito pela autoridade administrativa competente, quanto aos demais requisitos para homologação da compensação. Registro, inclusive, o entendimento expresso pela maioria desta Turma Ordinária, no sentido de que, enquanto a contribuinte não for cientificada de uma nova decisão quanto ao mérito dk sua compensação, os débitos compensados permanecem com a exigibilidade suspensa, por não se verificar decisão definitiva acerca de seus procedimento. E, caso tal decisão não resulte na homologação total das compensações promovidas, deve-lhe ser facultada nova manifestação de inconformidade, possibilitando-lhe a discussão do mérito da compensação nas duas instâncias administrativas de julgamento. Por todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito pela autoridade preparadora, com o conseqüente retorno dos autos A. jurisdição da contribuinte, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação. ED I08/ PEREIRA BESSA — Redatora designada. 14 CARF Processo nr. 10768.720180/2007-14 FLA a S'21 Acórdão nr. 1101-00.329 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3 °. do art. 81, anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de 'Recursos Fiscais-CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nr. n'. 256, de 22 de junho de 2009 (D.6.11. de 23.06.2009), intime-se o(a) Senhor(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto ao CARF, a tomar ciência do Acórdão nr. 1101-00.329. Brasilia - DF, em 5 s ET 20Ia 4 Jose i-ii.)nitfp.t.cSif-i):-va cie Equine da Prirrzc' -', C=1--13-q da 1....onv ::.?ix.Iticlininistalivc: de -::.:cufsos Fiscais - NU: Ciente, com a observação abaixo: { } Apenas com ciência Corn Recurso Especial { Corn Embargos de Declaração / . •• ./. Patr104 -14alelt0sa Pr4curaciotpa Fazenda Naborok. 07,fai 05114 )z,2010. Procurador(a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 15374.724483/2009-15
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 09 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
SALDO NEGATIVO. AUTO DE INFRAÇÃO FORMALIZADO EM OUTRO PROCESSO ADMINISTRATIVO. PREJUDICIALIDADE.
Tendo o crédito de saldo negativo sido negado em decorrência de Auto de Infração formalizado em outro processo, remete-se o presente processo para julgamento pela Turma preventa, para evitar julgamentos conflitantes.
Numero da decisão: 1103-000.771
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, encaminhar os autos à 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento deste Conselho para julgamento em razão da dependência do processo 18471.000656/2006-46, vencidos os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro e Aloysio José Percínio da Silva que votaram pela remessa dos autos à unidade de origem para aguardar o trânsito em julgado da decisão do referido processo, retornando a esta mesma Turma em seguida. O Dr. Luiz Paulo Romano (OAB/DF 14303) fez sustentação oral.
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Cristiane Silva Costa - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Cristiane Silva Costa e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: Cristiane Silva Costa
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 SALDO NEGATIVO. AUTO DE INFRAÇÃO FORMALIZADO EM OUTRO PROCESSO ADMINISTRATIVO. PREJUDICIALIDADE. Tendo o crédito de saldo negativo sido negado em decorrência de Auto de Infração formalizado em outro processo, remetese o presente processo para julgamento pela Turma preventa, para evitar julgamentos conflitantes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, encaminhar os autos à 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento deste Conselho para julgamento em razão da dependência do processo 18471.000656/200646, vencidos os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro e Aloysio José Percínio da Silva que votaram pela remessa dos autos à unidade de origem para aguardar o trânsito em julgado da decisão do referido processo, retornando a esta mesma Turma em seguida. O Dr. Luiz Paulo Romano (OAB/DF 14303) fez sustentação oral. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Cristiane Silva Costa Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 72 44 83 /2 00 9- 15 Fl. 527DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Cristiane Silva Costa e Aloysio José Percínio da Silva. Relatório Tratase de processo originado pela transmissão da PER/DCOMP n. 34906.94220.130705.1.3.025910 (fls. 2/5) e 41845.96264.130705.1.3.036194 (fls. 2/5 do processo em apenso n. 15374.724483/200915) pela FICAP S.A., em 13.07.2005, com a identificação de crédito de saldo negativo de Imposto sobre Renda (IRPJ) e Contribuição Sobre o Lucro Líquido quanto ao anocalendário de 2004, com a pretensão de extinção de débitos de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e de contribuição ao PIS, relativas à competências de junho de 2005. Em análise dos autos, a Divisão de e Análise Tributária (DIORT) emitiu Parecer Conclusivo (fls. 61/63), do qual se destacam trechos a seguir: (...) Ocorre que, no presente caso, não estamos diante da existência de crédito líquido e certo em favor da contribuinte. Na Declaração de Informações EconômicoFiscais apresentada pela interessada para o anocalendário de 2004 (fls. 51/54), restou apurado saldo negativo de IRPJ e CSLL. No entanto, segundo os documentos juntados Às fls. 55/60, a interessada sofreu procedimento de fiscalização relativamente àquele ano calendário, a partir do qual restou constatada a existência de IRPJ e CSLL a pagar, e não saldo negativo a compensar como alegado. Verificase ainda que a exigência apurada no procedimento de fiscalização está controlada através do processo administrativo n. 18471.000656/200645, bem como que tal processo encontrase em julgamento do recurso especial, donde se conclui que, no presente momento, é impossível atestar que o suposto crédito possui os requisitos de liquidez e certeza exigidos pelo precitado art. 170 do CTN para que se autorize a compensação. Melhor dizendo, o fato do auto de infração, objeto do processo n. 18471.000656/200645, ainda não ter sido definitivamente julgado faz com que o suposto crédito do contribuinte não possua os requisitos previstos no art. 170 do CTN de certeza e liquidez. Não há como se saber, neste momento, se há crédito e qual o valor deste crédito e, dessa forma, não é possível homologar as compensações declaradas. Por outro lado, não há como sobrestar a análise das aludidas compensações até o julgamento definitivo do auto de infração, haja vista os prazos fatais a que está submetida à autoridade administrativa para apreciação das compensações declaradas pelo contribuinte. (...) Com fundamento neste Parecer Conclusivo, foi proferido Despacho Decisório pela Delegacia da Receita Federal do Brasil, em 29.03.2010 (fls. 65) deixando de reconhecer o crédito e, assim, não homologando as DCOMPs: Fl. 528DF CARF MF Processo nº 15374.724483/200915 Acórdão n.º 1103000.771 S1C1T3 Fl. 528 3 Com fundamento no Parecer Conclusivo n. 060/2010, às fls. 61/63, que diante aprovo e adoto, o qual fica fazendo parte integrante deste Despacho Decisório, como se nele estivesse transcrito, DECIDO NÃO RECONHECER os direitos creditórios pleiteados pela interessada referentes aos Saldos Negativos de IRPJ e CSLL apurados no anocalendário de 2004 e NÃO HOMOLOGAR as DCOMP eletrônicas (...), nem qualquer outra compensação vinculada aos mesmos créditos”. A NEXANS BRASIL S.A., sucessora por incorporação da FICAP S.A., apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 70/103), alegando, em síntese: (i) ilegitimidade passiva da FICAP S.A., considerando a incorporação pela NEXANS BRASIL S.A., como deliberado em reunião de acionistas em 23.09.2009; corroborando tal informação a DIPJ apresentada à Receita Federal (fls. 198); (ii) nulidade do despacho decisório, por descrição deficiente dos fatos; (iii) obrigatoriedade de formalização do crédito tributário por meio de Auto de Infração ou Notificação de Lançamento; (iv) decadência do direito para glosa dos valores apurados no anocalendário de 2004; (v) no mérito sustenta a existência de crédito líquido e certo, considerando a exatidão dos saldos negativos de IRPJ e CSLL; (vi) pleitea o sobrestamento deste processo até decisão definitiva no Processo Administrativo n. 18741.000.656/200646, (vii) alega ser indevida a exigência de multa quanto à sucessora; (viii) seria indevida multa também porque o débito tem sua exigibilidade suspensa; (x) ser indevida a multa de 75% sobre o valor do tributo; (x) inaplicabilidade da Taxa SELIC aos créditos tributários. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro rejeitou a Manifestação de Inconformidade, em acórdão assim ementado (fls. 439/456): Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2005 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Quanto o ato administrativo encontrase com todas as formalidades preenchidas, cai por terra a argumentação genérica de nulidade do feito. ILEGITIMIDADE PASSIVA. A indicação no pólo passivo da obrigação tributária de pessoa jurídica constituída à época dos fatos, após a data da incorporação, é procedimento regular, que não pode provocar a nulidade do lançamento, pois ausente qualquer prejuízo para o contribuinte, haja vista inexistir cerceamento ao direito de defesa, mesmo diante de uma suposta incorporação. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SOBRESTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. O processo administrativo fiscal é regido por princípios, dentre os quais o da oficialidade, que obriga a administração impulsionar o processo até sua decisão final. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2005 SALDO NEGATIVO. COMPENSAÇÃO.AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. Fl. 529DF CARF MF 4 A interessada, ao ingressar com PER/DCOMP junto à Administração Tributária, os créditos nele declarados devem possuir os atributos de liquidez e certeza. A existência de ação fiscal, ainda não definitivamente julgada na esfera administrativa, em que uma das infrações altera o período relativo ao saldo negativo, transformandoo em imposto a pagar, faz com que deixe de se concretizar os respectivos atributos, para a correta apreciação do suposto crédito. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CONFISSÃO DE DÍVIDA. A apresentação de declaração de compensação, depois de 30/10/2003, representa confissão de dívida quanto aos débitos que se pretende compensar. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NA ESFERA ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. O controle de constitucionalidade de atos legais é matéria afeta ao Poder Judiciário. Descabe às autoridades administrativas de qualquer instância examinar a constitucionalidade das normas inseridas no ordenamento jurídico nacional. DECADÊNCIA . Diante do caráter de confissão de dívida adquirido pelo PER/DCOMP após a edição da Lei n. 10.833/2003, inexiste previsão para lavratura de auto de infração, objetivando a cobrança de débitos não compensados e declarados em PER/DCOMP. Por tal razão, infundada também a alegação de decadência do lançamento que sequer havia previsão para existir. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. É legítima a cobrança de juros de mora calculados com base na Taxa SELIC, pois tal cobrança não representa ofensa às disposições do CTN. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. Inconformada com esta decisão, a NEXANS BRASIL S.A. apresentou recurso voluntário (fls. 418/454), alegando: (i) ilegitimidade passiva da Recorrente, tendo em vista a incorporação da FICAP S.A. pela NEXANS BRASIL S.A., em deliberação de acionistas realizada em 23.07.2009, na forma do artigo 219, da Lei n. 6.404/1976, devidamente registrado nas Juntas Comerciais competentes; acrescentandose que apresentou a DIPJ informando a incorporação às autoridades competentes; (ii) nulidade do despacho decisório proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil, pela insuficiência de fundamentação, notadamente quanto à descrição dos fatos e das disposições legais infringidas, o que teria prejudicado seu direito de defesa; (iii) a ausência de formalização do crédito tributário por Auto de Infração ou Notificação de Lançamento, como exigido pelo artigo 142, do CTN e artigos 9o, 10 e 11, do Decreto no. 70.235/1972; (iv) decadência do direito de glosa dos valores apurados no anocalendário de 2004; Fl. 530DF CARF MF Processo nº 15374.724483/200915 Acórdão n.º 1103000.771 S1C1T3 Fl. 529 5 (v) no mérito sustenta a exatidão dos valores dos saldos negativos de IRPJ e CSLL; ressalvando que a FICAP S.A. sofreu fiscalização quanto ao anocalendário de 2004, com a lavratura de Auto de Infração e formalização no Processo Administrativo n. 18741.000.656/200646, no qual foram glosadas despesas com ágio, aproveitado pela FICAP entre 2001 e 2005. Nesse sentido, a Recorrente sustenta que a comprovação de existência do ágio, sobre o qual faz considerações na peça recursal, provocará o cancelamento da exigência fiscal no presente processo. (vi) como pendente o julgamento do Processo Administrativo n. 18741.000.656/200646, a Recorrente protesta pelo sobrestamento do julgamento do presente processo, até decisão definitiva naquele processo; (vii) alega ser indevida a exigência de multa quanto à sucessora, fundamentandose nos artigos 3o 128 e 132, do Código Tributário Nacional; (viii) seria indevida multa também porque o débito tem sua exigibilidade suspensa, razão pela qual a Recorrente só estaria em mora após o transcurso do prazo de 30 (trinta) dias após a data em que tiver ciência da decisão que não homologou os seus pedidos de compensação; sustentando, ainda, que não poderiam ser exigidos multa e juros de mora “enquanto o processo administrativo encontrarse em curso”, por força do artigo 151, do Código Tributário Nacional; (viii) inaplicabilidade da Taxa SELIC aos créditos tributários. É o relatório. Fl. 531DF CARF MF 6 Voto Conselheira Cristiane Silva Costa O recurso é tempestivo, razão pelo qual tomo conhecimento de suas razões. A Prejudicialidade quanto ao Processo Administrativo n. 18741.000.656/200646 A composição do saldo negativo da Recorrente foi objeto de Auto de Infração, e de Processo Administrativo n. 18741.000.656/200646 julgado pela 2a. Turma Ordinária da 3a. Câmara deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, sob relatoria do Conselheiro Marcos Rodrigues de Mello. Naquele processo, a Turma negou provimento ao recurso, em acórdão ementado da forma seguinte: Assunto: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Anocalendário: 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 Ementa: ÁGIO NA INCORPORAÇÃO – Não demonstrado o pagamento de ágio, não há de se falar em aproveitamento do mesmo pela incorporadora. Segundo informações do site deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, observamos a prolação de acórdão n. 130200.120, em 04 de novembro de 2009, que julgou intempestivos Embargos de Declaração apresentados pela ora Recorrente. Também por meio do site, verificase o andamento em 28 de agosto do corrente ano: “Analisar Embargos de Declaração”. Assim, aparentemente há novos embargos de declaração pendentes de julgamento. É importante anotar que as informações acima, sobre o andamento do processo perante este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais foram obtidas pela Relatora em acesso ao site do CARF. Ocorre que o acórdão que venha julgar os embargos de declaração irá integrar o anterior julgamento, como explicita a jurisprudência do E. Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PREVIDENCIÁRIO. INTERPOSIÇÃO PREMATURA DA VIA EXCEPCIONAL. RATIFICAÇÃO PELO INTERESSADO. AUSÊNCIA. INTEMPESTIVIDADE. SÚMULA N.º 418/STJ. INCIDÊNCIA. 1. Considerase extemporâneo, caso não haja posterior ratificação, o recurso especial interposto antes do julgamento dos embargos de declaração, independentemente de ter ocorrido ou não efeitos infringentes, na medida em que a nova decisão integra, para todos os efeitos, o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 418/STJ. 2. Agravo regimental a que se nega Fl. 532DF CARF MF Processo nº 15374.724483/200915 Acórdão n.º 1103000.771 S1C1T3 Fl. 530 7 provimento. (Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1086535, STJ, DJ de 22.08.2012) O enunciado n. 418 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça é nesse sentido: “É inadmissível o recurso especial interposto antes da publicação do acórdão dos embargos de declaração, sem posterior ratificação”. Embora não seja obrigatória a reunião dos processos, existindo a dependência do julgamento daquele processo para o deslinde do presente processo, é recomendável se remeta o processo à 2a. Turma Ordinária da 3a. Câmara, da 1ª Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. É como voto. Sala das Sessões, em 4 de outubro de 2012 (assinado digitalmente) Cristiane Silva Costa Relatora Fl. 533DF CARF MF
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Numero do processo: 10166.001469/00-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Sep 26 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999
HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO COM DÉBITO DE TERCEIROS. IMPOSSIBILIDADE.
Os pedidos de compensação protocolados anteriormente à vigência da MP 135/2003, convertida posteriormente na Lei 10.833/2003, que trouxe a redação do § 5º do art. 74, da Lei nº 9.430/96, são homologados no prazo de 5 anos contados do protocolo do pedido, pois tais pedidos converteram-se em declaração de compensação nos termos do § 4º do art. 74, da Lei nº 9.430/96, com redação dada pela MP 66/2002, transformada posteriormente na Lei 10.637/2002. Entretanto, a compensação com débito de terceiros não está prevista na norma constante do art. 74, da referida Lei nº 9.430/96, devendo ser afastada eventual homologação tácita.
Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1999
SALDO NEGATIVO. CRÉDITO ORIGINADO A PARTIR DE IRRF. ERRO DE TRANSCRIÇÃO. POSSIBILIDADE DE DEFERIMENTO DO CRÉDITO POR OUTROS MEIOS QUE COMPROVEM SUA EXISTÊNCIA.
A informação incorreta da origem do crédito tributário não pode, por si só, fundamentar o indeferimento do pleito, se, após o período de apuração, o IRRF fez parte do saldo negativo apurado e, principalmente, se o crédito efetivamente existiu.
CESSÃO DE CRÉDITOS A TERCEIROS. VIGÊNCIA DO ART. 15 DA IN SRF 21/97. INEXISTÊNCIA DE SALDO DEVEDOR PERANTE A FAZENDA NACIONAL. POSSIBILIDADE.
Durante a vigência do art. 15 da IN SRF 21/97 era possível a cessão de créditos decorrentes de tributos administrados pela RFB para terceiros, desde que, a partir de encontro de contas (crédito e débito) do cedente perante a Fazenda Nacional, remanescesse saldo credor.
CESSÃO DE CRÉDITOS A TERCEIROS. PROTOCOLIZAÇÃO DO PEDIDO DO TERCEIRO BENEFICIÁRIO APÓS A REVOGAÇÃO DO ART. 15 DA IN SRF 21/97. IMPOSSIBILIDADE.
O § 1º do art. 15 da IN SRF 21/97 determina que ambas as partes desta relação de transferência de créditos (cedente e cessionário) apresentem seus respectivos pedidos de compensação. Desta forma, se uma das partes apresenta o pedido após a vigência do art. 15 da IN SRF 21/97 - que tratava da outorga de créditos a terceiros -, o pedido deve ser rejeitado, mesmo que todas as demais condições estejam preenchidas.
Numero da decisão: 1401-001.997
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em rejeitar a preliminar de homologação tácita da compensação. Vencidos os Conselheiros Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Daniel Ribeiro Silva e José Roberto Adelino da Silva. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente
(assinado digitalmente)
Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Augusto de Souza Gonçalves, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Livia De Carli Germano, Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Abel Nunes de Oliveira Neto, Daniel Ribeiro Silva e José Roberto Adelino da Silva.
Nome do relator: LUIZ RODRIGO DE OLIVEIRA BARBOSA
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PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO COM DÉBITO DE TERCEIROS. IMPOSSIBILIDADE. Os pedidos de compensação protocolados anteriormente à vigência da MP 135/2003, convertida posteriormente na Lei 10.833/2003, que trouxe a redação do § 5º do art. 74, da Lei nº 9.430/96, são homologados no prazo de 5 anos contados do protocolo do pedido, pois tais pedidos converteramse em declaração de compensação nos termos do § 4º do art. 74, da Lei nº 9.430/96, com redação dada pela MP 66/2002, transformada posteriormente na Lei 10.637/2002. Entretanto, a compensação com débito de terceiros não está prevista na norma constante do art. 74, da referida Lei nº 9.430/96, devendo ser afastada eventual homologação tácita. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1999 SALDO NEGATIVO. CRÉDITO ORIGINADO A PARTIR DE IRRF. ERRO DE TRANSCRIÇÃO. POSSIBILIDADE DE DEFERIMENTO DO CRÉDITO POR OUTROS MEIOS QUE COMPROVEM SUA EXISTÊNCIA. A informação incorreta da origem do crédito tributário não pode, por si só, fundamentar o indeferimento do pleito, se, após o período de apuração, o IRRF fez parte do saldo negativo apurado e, principalmente, se o crédito efetivamente existiu. CESSÃO DE CRÉDITOS A TERCEIROS. VIGÊNCIA DO ART. 15 DA IN SRF 21/97. INEXISTÊNCIA DE SALDO DEVEDOR PERANTE A FAZENDA NACIONAL. POSSIBILIDADE. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 14 69 /0 0- 46 Fl. 392DF CARF MF 2 Durante a vigência do art. 15 da IN SRF 21/97 era possível a cessão de créditos decorrentes de tributos administrados pela RFB para terceiros, desde que, a partir de encontro de contas (crédito e débito) do cedente perante a Fazenda Nacional, remanescesse saldo credor. CESSÃO DE CRÉDITOS A TERCEIROS. PROTOCOLIZAÇÃO DO PEDIDO DO TERCEIRO BENEFICIÁRIO APÓS A REVOGAÇÃO DO ART. 15 DA IN SRF 21/97. IMPOSSIBILIDADE. O § 1º do art. 15 da IN SRF 21/97 determina que ambas as partes desta relação de transferência de créditos (cedente e cessionário) apresentem seus respectivos pedidos de compensação. Desta forma, se uma das partes apresenta o pedido após a vigência do art. 15 da IN SRF 21/97 que tratava da outorga de créditos a terceiros , o pedido deve ser rejeitado, mesmo que todas as demais condições estejam preenchidas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em rejeitar a preliminar de homologação tácita da compensação. Vencidos os Conselheiros Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Daniel Ribeiro Silva e José Roberto Adelino da Silva. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente (assinado digitalmente) Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Augusto de Souza Gonçalves, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Livia De Carli Germano, Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Abel Nunes de Oliveira Neto, Daniel Ribeiro Silva e José Roberto Adelino da Silva. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão proferida pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília (DRJ/BSA), que, por meio do Acórdão 0323.068, de 31 de outubro de 2007, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela empresa, mantendo na íntegra a não homologação do crédito tributário pleiteado. Fl. 393DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 393 3 Sirvome do relatório constante na Resolução nº 1102000.189, da 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção, que baixou o processo em diligência após constatação de fatos novos à investigação da contenda: (início da transcrição do relatório constante na resolução do CARF) Tratase de recurso voluntário interposto por ITSA INTERCONTINENTAL COMUNICAÇÕES LTDA contra acórdão proferido pela 4ª Turma da DRJ/Brasília que concluiu pelo indeferimento da manifestação de inconformidade contra despacho decisório que havia indeferido pedido de compensação, não reconhecendo o valor creditório alegado. O pedido de compensação (fls. 03 do processo em papel), no valor de R$ 15.525,62, é motivado pela existência de um suposto crédito oriundo de valores retidos no anocalendário de 1999, a título de imposto de renda na fonte, os quais totalizavam o montante de R$ 1.674.336,98 no início de uma sequência de pedidos de compensação iniciada no processo de nº 10166.001337/0013. Cumpre também mencionar que o pedido referese à compensação com débitos de terceiros. Contudo, esse tipo de compensação somente foi vedado, pela IN/SRF nº 41/00, posteriormente à protocolização do seu pedido. Nesta ocasião, tal procedimento era autorizado pelo artigo 15 da IN/SRF nº 21/97. Apenso ao presente processo, consta o de nº 10120.002340/0008, em que a terceira interessada na compensação solicita o cadastramento de seus débitos.. Anexo ao pedido, a requerente juntou cópias de notas fiscais de prestação de serviços de administração e cópias de DARF (fls. 30 a 168 do processo em papel). O despacho decisório da delegacia de origem indeferiu o pedido fundamentado no fato de que o imposto de renda retido na fonte, por ser considerado antecipação do devido no encerramento do período de apuração, não pode ser compensado diretamente com outros tributos e contribuições. A requerente haveria que determinar o saldo negativo e, ainda, no caso dos débitos de terceiros, comprovar a impossibilidade de sua utilização com débitos próprios. Em sua manifestação de inconformidade, essencialmente, a interessada alegou que, apesar de o pedido referirse às antecipações do IRPJ, antes de apresentar o pleito de compensação já verificara saldo negativo do imposto de renda ao final de 1999, como demonstrava a DIPJ anexada, e que a mesma indicava a opção pelo lucro real anual. Por isso, no início de 2000, os créditos inseridos no pedido já eram consolidados, líquidos e certos, e já constavam na base da Receita Federal quando da sua apreciação, devendo ter sido considerados pela autoridade fiscal. Invocou, nesse sentido, o efeito declaratório da DIPJ e o princípio da instrumentalidade das formas. Ademais, quanto aos débitos de terceiros, alegou que a legislação à época permitia esta compensação. A já mencionada 4ª Turma da DRJ/Brasília proferiu o Acórdão nº 0323.068, de 31 de outubro de 2007, por meio do qual decidiu pelo indeferimento da manifestação de inconformidade. O acórdão recorrido fundamentou sua decisão, quanto ao essencialmente alegado, amparado no fato de que não ficou provado nos autos, mediante registros contábeis e fiscais, acompanhados da documentação hábil, que: (i) as receitas auferidas, que sofreram retenções, foram oferecidas à tributação no cômputo do lucro real e (ii) que seria impossível a utilização de débitos próprios pela pessoa jurídica detentora do suposto crédito. Fl. 394DF CARF MF 4 Inconformada, a requerente apresentou recurso voluntário no qual oferece os seguintes argumentos: a) Apesar de o pedido referirse às antecipações do IRPJ, antes da decisão da 1ª instância, o saldo negativo já havia se consolidado através do decurso do tempo e da apresentação da DIPJ, a qual, por sua vez, já indicava a opção pelo lucro real anual. b) No momento do protocolo do pedido de compensação, os créditos inseridos já eram consolidados, líquidos e certos, e já constavam na base da Receita Federal quando da apreciação do pedido, devendo ter sido considerados pela autoridade fiscal. c) Sobre o efeito declaratório da DIPJ, o 1º Conselho de Contribuintes já o havia reconhecido em várias oportunidades, tal como no Acórdão nº 101945.03, do qual transcreve alguns trechos. d) Considerar a existência do crédito compensável a partir da apresentação da DIPJ, em que pese a equivocada menção à antecipações no pedido, encontra respaldo no princípio da instrumentalidade das formas. O formalismo deve servir apenas e exclusivamente para alcançar seu fim e não para obstálo. Nesse sentido, cita doutrina de Eros Grau e alguns julgados do STJ. e) As teorias da invalidação e convalidação dos atos administrativos devem ser consideradas para suprir a invalidade com efeitos retroativos. Cita, nessa linha, os ensinamentos de Celso Antônio Bandeira de Melo. Posteriormente, a título de razões complementares, em nova peça recursiva, acrescenta: f) A Receita Federal, através de despacho decisório prolatado nos autos do processo administrativo nº 10166.000417/200394, do qual anexa cópia, reconheceu o crédito do saldo negativo de IRPJ referente ao anocalendário de 1999 no montante de R$ 3.058.784,23. g) Quanto à alegada necessidade de comprovação da impossibilidade de se aproveitar dos próprios créditos, cabe salientar fato já comprovado à Receita Federal, de que a ITSA sofreu prejuízos fiscais no período de 1999 a 2006, conforme valores informados em tabela que anexa, os quais foram regularmente declarados nas DIPJs do período. A recorrente, como holding, quase não auferiu receitas no período e o recolhimento de impostos federais não foi suficiente para consumir todo o crédito. Ademais, a exigência de COFINS e PIS sobre receitas financeiras no período de fevereiro de 1999 a janeiro de 2004 foi contestada perante o Judiciário. As ações transitaram em julgado em seu favor, sendo que, relativamente à COFINS, obteve sua homologação nos autos de pedido de compensação deferido em 17/11/06, conforme anexa, e relativamente ao PIS, ainda não teria solicitado a habilitação do crédito. Ao final, requer o provimento do recurso para que seja deferido o pleito de compensação, reconhecendose como válido o valor creditório apresentado para tanto. Antes de o processo ser remetido para o CARF, a delegacia de origem entendeu que o direito creditório havia sido definido pelo mesmo despacho decisório citado pela recorrente, ou seja, aquele proferido nos autos do processo nº 10166.000417/200394. Com isso, visando uniformidade de procedimento com relação a todas as compensações com origem no mesmo direito creditório, as quais foram pleiteadas em diversos processos, procedeu à elaboração de um relatório denominado Demonstrativo Analítico de Compensação por meio do Sistema Fl. 395DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 394 5 Operacional – SAPO, no qual detalha a situação de compensação de todos os pedidos por entender que o direito creditório é suficiente. (término da transcrição do relatório constante na resolução do CARF) Não obstante a Informação Fiscal supra prestada pela DRF/BSA em relação ao processo nº 10166.000417/200394, o Conselheiro relator (à época) deste processo ainda permaneceu em dúvida em relação a algumas questões, as quais reproduzo abaixo (efls. 459): Diante disso, a Divisão de Orientação e Análise Tributária – DIORT – da delegacia de origem elaborou o mencionado relatório do Sistema Operacional – SAPO (fls. 326 a 367 do processo em papel), no qual detalha a situação dos pedidos de compensação de 111 débitos, reunidos em diversos processos, inclusive o presente, e perfazendo um total de R$ 1.990.071,66, por entender que o direito creditório reconhecido seria suficiente. Contudo, não ficou claro se o despacho decisório proferido no processo nº 10166.000417/200394 efetivamente reconheceu os R$ 3.058.784,23 como crédito referente ao saldo negativo do IRPJ de 1999 ou se apenas reconheceu os R$ 393.416,18 utilizados na compensação do referido processo. A dúvida exsurge, principalmente, a partir do que está estatuído no item 21 do despacho decisório. Além disso, não ficou também claro se dentre as retenções do imposto de renda na fonte que fundamentaram o despacho decisório (conforme seu item 19), estão incluídas as retenções que totalizam o montante de R$ 1.674.336,98, inicialmente alegado como crédito passível de compensação na protocolização dos pedidos formulados neste e em outros processos. Ademais, há que se aferir também a efetiva inexistência de débitos da própria recorrente na data da protocolização dos pedidos em que solicita compensação com débitos de terceiros. De fato, o artigo 15 da IN/SRF nº 21/97, autorizado pelas disposições legais então vigentes, assim dispunha: Art. 15. A parcela do crédito a ser restituído ou ressarcido a um contribuinte, que exceder o total de seus débitos, inclusive os que houverem sido parcelados, poderá ser utilizada para a compensação com débitos de outro contribuinte, inclusive se parcelado. (grifo nosso) Portanto, tratase de verificar se a contribuinte possuía débitos de sua própria titularidade em aberto quando protocolou o pedido. As alegações e documentos juntados pela recorrente em suas razões complementares, apesar de sugestivas dessa inexistência de débitos, não se prestam à comprovação efetiva da condição estabelecida na norma. Assim, resolveu baixar o processo em diligência, ocasião em que foi acompanhado pela turma, para que a Delegacia de origem adotasse as seguintes providências: 1. Confirmar se dentre as retenções do imposto de renda na fonte que fundamentaram o despacho decisório proferido no processo nº 10166.000417/2003 94 (conforme seu item 19) estão incluídas as retenções que totalizam o montante de R$ 1.674.336,98 inicialmente alegado como crédito passível de compensação na protocolização dos pedidos formulados neste e em outros processos. Observar que junto aos pedidos a requerente havia anexado demonstrativos das retenções Fl. 396DF CARF MF 6 efetuadas, cópias de notas fiscais de prestação de serviços de administração e cópias de DARF (fls. 30 a 168 do processo em papel). 2. Verificar a efetiva inexistência de débitos da própria recorrente na data da protocolização do pedido em que solicita compensação com débitos de terceiros (fls. 03 do processo em papel). Terminada a diligência, a fiscalização elaborou Informação Fiscal em que reconhece que dentre as retenções do imposto de renda na fonte que fundamentaram o despacho decisório proferido no processo nº 10166.000417/200394 (conforme seu item 19) estão incluídas as retenções que totalizam o montante de R$ 1.674.336,98. Outrossim, confirmou a autoridade fiscal que não há débitos da própria recorrente na data da protocolização do pedido em que solicita compensação com débitos de terceiros, conforme se pode extrair dos trechos abaixo colacionados (efls. 462 e 463): Resposta ao item 1 da Diligência 2. Em relação ao quesito confirmação das retenções, fora realizada uma conferência entre os documentos (notas fiscais e darfs) apresentados pelo contribuinte (processo 10166.001337/0013 fl. 42/181) e os valores retidos em DIRF. Os valores dos documentos apresentados que foram localizados em DIRF foram desconsiderados, haja vista já terem sido reconhecidos quando da apreciação do processo 10166.000417/200394. Destacase que o citado processo já computou as retenções contidas em DIRF, motivo pelo qual desconsiderase aqui as retenções já utilizadas. 4. Desta feita, excluídos os valores já reconhecidos em DIRF, temse o resultado constante na Tabela1, em anexo. Do total de retenções alegadas pelo Contribuinte (R$ 1.674.336,98), não fora localizado em DIRF beneficiário apenas o valor de R$ 153.336,36 (Cento e cinquenta e três mil, trezentos e trinta e seis reais e trinta e seis centavos.), tendo sido o restante já aproveitado no processo 10166.000417/200394. Portanto, fica esclarecido o quesito 1 da presente Diligência. Resposta ao item 2 da Diligência 5. Quanto ao quesito nº 2, que trata da verificação da inexistência de débito na data da protocolização do pedido, informase que, dentre as consultas que puderam ser realizadas para obtenção de tal informação, não se identificou a existência de débitos em aberto no momento da impetração do processo. 6. Portanto, concluise a presente Informação Fiscal em atendimento aos requerimentos dessa Corte Administrativa. Ainda na Informação Fiscal, o auditor fiscal reforçou a necessidade de manutenção da não homologação do crédito aqui pleiteado. Vejase: 8. Todos os processos a seguir relacionados foram impetrados com base no mesmo fundamento, qual seja. Após a realização da apuração do IRPJ, em 31 de dezembro, o impetrante identifica possíveis novas retenções e impetra processo paralelo com o intuito de reaver/compensar tais valores alegadamente retidos. (processos: 10166.001337/0013, 10166.001336/0042, 10166.001469/0046, Fl. 397DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 395 7 10166.001470/0025, 10166.003003/0021, 10166.003006/0019, 10166.003004/00 93 e 10166.003005/0056) 9. Contudo, acertadamente todos os Despachos Decisórios, fundamentados nos artigos 1º a 6º da Lei 9.430/1996, ou em sua regulamentação, Decreto 3000/1999, artigos 647, 650, 770, §§, 773, restaram por indeferir o pleito do Contribuinte. Pois, como decorrência da clara leitura do art. 2º, §§ da Lei 9430/1996, in verbis, a pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma deste artigo deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado. A pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real. (grifos nossos) 10. Ou seja, a previsão legal existente determina a apuração do Lucro Real a cada 31 de dezembro, possibilitando a dedução dos valores antecipadamente retidos na fonte. Contudo, não há previsão legal para o aproveitamento dos valores retidos na fonte que não seja por meio da sistemática estabelecida pela Lei 9.430/1996. Menos ainda existe a possibilidade de restituição/compensação direta de valores retidos. 11. Desta forma, causa muita estranheza o viés dado ao deslinde do presente processo, com a conversão do julgamento em diligência para apreciar uma atitude do contribuinte que não possui substrato legal. E tratandose o E. CARF um tribunal administrativo, é plenamente sabido que suas decisões não podem se fundamentar praeter legem, decidindose de forma a exorbitar que a lei previu. 12. Admitir que o contribuinte possa descumprir a lei, transmutando ao Fisco a responsabilidade pela verificação, conferência, e chancela da atividade contribuinte, significa jogar por terra o instituto tributos lançados por homologação, e lançamento por homologação, o qual atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento (apuração) sem prévio exame da autoridade administrativa. 13. Portanto, dada a solidez do instituto do lançamento por homologação, dada a previsão expressa contida na Lei nº 9.430/1996, e pelo detalhamento contido no Decreto nº 3.000/1999, reforço nesta Informação Fiscal que fora deveras acertado o Despacho Decisório prolatado no presente processo, exarado pelo AuditorFiscal da Delegacia da Receita Federal em Brasília/DF. A empresa foi notificada sobre o teor da Informação Fiscal, por meio de seu representante legal, Sr. Luiz Eduardo B. Pinto da Rocha, mas não apresentou qualquer manifestação. Passado isto, o processo retornou a este CARF para o prosseguimento de seu julgamento. Como o relator do processo no CARF, Ricardo Marozzi Gregório, renunciou ao mandato de Conselheiro, nos termos da Portaria MF nº 442/2016, publicada no D.O.U. de 22/11/2016, o processo foi redistribuído, cabendo a mim sua relatoria. É o Relatório. Fl. 398DF CARF MF 8 Voto Conselheiro Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Antes de adentrar na discussão do mérito, verifiquei que há uma questão prejudicial a ser avaliada: o prazo entre a protocolização do pedido de compensação e a ciência do Despacho Decisório é maior que o prazo de 5 (cinco) anos. Assim, passo a apreciar tal questão: PREJUDICIAL DE MÉRITO O pedido de compensação foi protocolado na data de 11/02/2000, conforme se observa na tela abaixo, extraída do comprot. A ciência do Despacho Decisório se deu na data de 24/05/2007 (cf. AR de efls. 180). Antes, porém, de analisar se ocorreu a homologação tácita do pedido de compensação, é preciso expor a falta de prequestionamento quanto a este ponto. A empresa não trouxe ao processo o pedido de reconhecimento de homologação tácita nem na impugnação, tampouco no recurso voluntário , não tendo sido, portanto, explorado pela instância a quo. Assim, devese avaliar a possibilidade de reconhecer, ou não, a matéria que versa sobre eventual homologação tácita, tendo em vista o princípio processual da preclusão, conforme dita o art. 17 do Decreto nº 70.235/1972: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Fl. 399DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 396 9 Da inteligência do artigo, extraise que questões não trazidas ao processo desde a impugnação não merecem ser analisadas pelo julgador, devendo ser afastadas. Por outro lado, é cediço que a decadência (ou, no caso, a homologação tácita) é matéria de ordem pública, a qual pode ser interpretada como norma que ultrapassa o interesse das partes no litígio, porquanto tem objetivo de alcançar o interesse da sociedade, que decorre do interesse público. É de sabença dos militantes do direito que matérias de ordem pública devem ser reconhecidas de ofício, independentemente de prequestionamento, ao menos no processo administrativo fiscal. Sendo assim, reconheço de ofício a possibilidade de análise da homologação tácita, passando a avaliála. Pois bem. Como dito, a empresa apresentou o pedido de compensação na data de 09/02/2000, sendo que a ciência do Despacho Decisório se deu na data de 24/05/2007. Caso o processo de compensação fosse protocolado após a vigência da MP 135/2003, convertida na Lei 10.833/2003, ou seja, após (inclusive) 30/10/2003, o prazo para homologação tácita seguiria o disposto no § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, reproduzido abaixo: § 5º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Como a ciência do Despacho Decisório se deu após o prazo de 5 (anos) do protocolo do pedido de compensação, a homologação tácita já teria sido atingida, cabendo tão somente o seu reconhecimento por parte deste órgão julgador. Entretanto, o pedido de compensação se deu em data anterior à vigência da referida MP 135/2003. Assim, o que se deve buscar é se a referida regra homologatória pode ser aplicada ao caso em comento. A princípio, poderseia concluir que os processos de compensação protocolados antes da vigência da MP 135/2003 não deveriam seguir prazo algum para homologação tácita. Desta forma, a Receita Federal poderia analisar pedidos de compensação e emitir parecer ao pleito das empresas a qualquer tempo. Mas não é isso. A introdução do § 4º do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, pela MP 66/2002, convertida na Lei 10.637/2002, teve o objetivo de converter os pedidos de compensação protocolados anteriormente à data de sua vigência, qual seja, 01/10/2002 em declaração de compensação: Fl. 400DF CARF MF 10 § 4º Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo. Como visto, o legislador atribuiu os mesmos efeitos no artigo 74 aos pedidos de compensação protocolados anteriormente à vigência da MP 66/2002. Posteriormente, com a redação dada ao § 5º do art. 74, da Lei nº 9.430/96, constouse previsão de que os pedidos de compensação são homologados no prazo de 5 anos contados de seu protocolo: § 5º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Assim, podese concluir que os pedidos de compensação protocolados anteriormente a 01/10/2002 foram convertidos em declaração de compensação, e, em decorrência disso, seguem o prazo de homologação tácita de 5 (cinco) anos, conforme a redação dada ao supracitado § 5º do art. 74, da Lei nº 9.430/96. Ocorre que a compensação com débito de terceiros, apesar de permitida durante a vigência do art. 15 da IN/SRF nº 21/971, não foi contemplada pela redação constante no caput do artigo 74, da Lei nº 9.430/96: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Medida Provisória nº 66, de 2002) (gn) Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (gn) É de se reparar que o artigo 74 aplicase às compensações efetuadas com débitos próprios, e não com débitos de terceiros, como é o caso aqui analisado. Sendo assim, as compensações efetuadas com débitos de terceiros não se convertem em declaração de compensação, pois, conforme interpretação da parte final da redação do § 4º do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, "... serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo" (destaquei), o artigo 74 não se aplica às compensações protocoladas com objetivo de abater débitos de terceiros. 1 Art. 15. A parcela do crédito a ser restituído ou ressarcido a um contribuinte, que exceder o total de seus débitos, inclusive os que houverem sido parcelados, poderá ser utilizada para a compensação com débitos de outro contribuinte, inclusive se parcelado. (Revogado(a) pelo(a) Instrução Normativa SRF nº 41, de 07 de abril de 2000) Fl. 401DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 397 11 Também entendo que deve ser afastado eventual argumento de que a redação não previu a possibilidade de compensação com débitos de terceiros, pois, na época de sua vigência, a legislação que permitira tal compensação já não estava mais vigente. Isto porque entendo que a regra estampada na Lei 9.430/96 é muito clara, não permitindo outra interpretação. Se o legislador intentasse permitir a compensação com débitos de terceiros, teria efetivamente positivado a regra. Como não o fez, deve ser afastado tal argumento. A COSIT se manifestou sobre o prazo para homologação de compensação, conforme SCI (Solução de Consulta Interna) nº 1, de 04/01/2006, concluindo também por sua impossibilidade: EMENTA: PEDIDO DE COMPENSAÇÃO CONVERTIDO EM DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRAZO DE CINCO ANOS PARA HOMOLOGAÇÃO TÁCITA DA COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE HOMOLOGAÇÃO TÁCITA PARA PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO NÃO CONVERTIDOS EM DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE EXAME DO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. CABIMENTO DE MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE CONTRA O NÃORECONHECIMENTO DO CRÉDITO OBJETO DO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. O prazo para a homologação de compensação requerida à Secretaria da Receita Federal tem sua contagem iniciada na data do protocolo do pedido de compensação convertido em declaração de compensação. Será considerada tacitamente homologada, mediante despacho proferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal, a compensação objeto de pedido de compensação convertido em declaração de compensação que não seja objeto de despacho decisório proferido no prazo de cinco anos, contado da data do protocolo do pedido, independentemente da procedência e do montante do crédito. Não foram convertidos em declaração de compensação os pedidos de compensação de créditos de terceiros, “créditoprêmio” instituído pelo art. 1º do DecretoLei nº 491, de 1969, título público, crédito decorrente de decisão judicial não transitada em julgado e crédito que não se refira a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Os pedidos de compensação não convertidos em Declaração de Compensação não estão sujeitos à homologação tácita e devem ser deferidos ou indeferidos pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal. Diante do exposto, voto por REJEITAR a preliminar de homologação tácita quanto ao pedido de compensação protocolado neste processo. MÉRITO A questão nuclear a ser discutida gravita na configuração apresentada pela recorrente para pleitear crédito tributário de saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 1999. Como visto, o pedido de compensação protocolado pela recorrente tem na sua origem a Fl. 402DF CARF MF 12 apuração de crédito decorrente de IRRF do ano de 1999, e não em apuração de saldo negativo gerado no referido anocalendário. Ultrapassado isso, devese avaliar se a recorrente poderia ter cedido seus créditos a terceiros: análise da legislação da época da cessão; verificação de débitos perante a Fazenda Nacional; e confirmação da data de protocolização dos pedidos de compensação, por parte do cedente e do cessionário do crédito envolvido. Pois bem. A fiscalização, com base na dicção do art. 650, do RIR/99, não homologou a compensação pleiteada por entender que o imposto de renda retido na fonte, por ser considerado antecipação do devido no encerramento do período de apuração, não pode ser compensado diretamente com outros tributos e contribuições. Outrossim, como a recorrente solicitou a compensação com débitos de terceiros, a fiscalização indeferiu o pedido adicionando informação de que a empresa não comprovou a impossibilidade de utilização do crédito apurado com débitos próprios, premissa indispensável à cessão de créditos a terceiros. A recorrente, por sua vez, alega que no momento da análise do crédito pleiteado já havia apurado saldo negativo de IRPJ do anocalendário 1999. Em razão disso, não obstante a informação equivocadamente prestada no pedido de compensação, o direito à compensação superava a forma como foi apresentado o pedido. Pois bem. Analisando a DIRF do anocalendário de 1999, que tem como beneficiária a recorrente, percebo que o valor de Imposto de Renda Retido na Fonte corresponde à monta de R$ 3.058.784,23, veja: No processo 10166.000417/200394 (efl. 210), a DRF preparou a tabela abaixo apresentando a descrição de cada código de retenção: Fl. 403DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 398 13 No Despacho Decisório (efls. 213 a 219) constante no processo 10166.000417/200394, a fiscalização deferiu o crédito de saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 1999 no montante de R$ 3.058.784,23, vejase (efl. 218): (início da transcrição do Despacho Decisório) 18. Ao analisar os relatórios do sistema Sief Dirf das filiais verificouse que, no anocalendário de 1999, nenhuma delas sofreu retenção na fonte. 19. Desta forma temse, dividido por código de arrecadação, o total de retenção no ano calendário de 1999 conforme consolidado na Tabela 2 (fl. 214). Fl. 404DF CARF MF 14 Portanto, o montante passível de utilização para compor o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 1999 a título de IRRF é de R$ 3.058.784,23. 20. Como a contribuinte não apurou imposto devido no anocalendário de 1999 e sofreu retenções no valor de R$ 3.058.784,23, o montante total passível de utilização como crédito de saldo negativo de IRPJ seria de R$ 3.058.784,23. Mas a contribuinte optou neste processo a solicitar como crédito apenas o valor de R$ 393.416,18 (fl. 02). (destaquei) 21. Portanto validase, como optou a contribuinte, o montante de R$ 393.416,18 como crédito de saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 1999. (término da transcrição do Despacho Decisório) Como visto, a empresa possuía saldo negativo apto a convalidar a compensação solicitada neste processo. Entretanto, a única diferença é que, em relação a este processo (nº 10166.001469/0046), a recorrente solicitou o pedido de homologação de crédito e compensação a partir da apuração do IRRF, e não do saldo negativo de IRPJ, o que já foi feito no processo nº 10166.000417/200394. Não obstante a indevida informação constante neste processo que se julga, entendo impertinente a improcedência da manifestação de inconformidade pela DRJ/BSA, uma vez que a empresa comprovadamente demonstrou ter apurado saldo negativo no ano de 1999 no montante de R$ 3.058.784,23, apenas tendo cometido falha na elaboração do pedido. Isto porque, como trazido pela recorrente, na protocolização do pedido em 02/2000, a empresa já havia apurado o seu resultado fiscal do ano de 1999, o qual resultou na apuração de prejuízo fiscal do ano corrente. Veja na ficha 13A (Cálculo do IR sobre o Lucro Real) da DIPJ 2000, ac 1999 (efl. 208), que a empresa apurou o referido saldo negativo de IRPJ. Observase que, apesar de conter o valor de R$ 3.199.593,37 de saldo negativo na DIPJ, a empresa posteriormente reconheceu que somente teria o montante de R$ 3.058.784,23. Sendo assim, incorreto seria fundamentar a não homologação do crédito tributário e, por consequência, as compensações efetuadas, na incorreção da informação Fl. 405DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 399 15 prestada pela empresa, abstendose de conceder um crédito tributário que efetivamente a empresa demonstrou ter apurado. Para formar meu livre convencimento sobre o julgamento deste processo, entendo que devo me servir da verdade material. Conforme lição de Leandro Paulsen2, o processo administrativo é regido pelo princípio da verdade material, segundo o qual a autoridade julgadora deverá buscar a realidade dos fatos, conforme ocorrida, e para tal, ao formar sua livre convicção na apreciação dos fatos, poderá julgar conveniente a realização de diligência que considere necessárias à complementação da prova ou ao esclarecimento de dúvida relativa aos fatos trazidos no processo. Aplicando tal primado ao presente caso, entendo perfeitamente possível analisar o pedido de compensação da recorrente, mesmo que tenha se equivocado na prestação de informação sobre a origem do crédito ao fisco. Partindo da premissa de que é possível reconhecer o crédito da recorrente, devese avaliar a possibilidade de compensação com débito de terceiros. Como já trazido pela fiscalização, o pedido de compensação com débitos de terceiros foi apresentado durante a vigência do art. 15 da IN/SRF nº 21/97, dispositivo legal que permitia tal compensação, desde que os créditos excedessem o total dos débitos da requisitante. A partir da diligência requerida pela turma do CARF, a fiscalização confirmou que a recorrente não tinha débitos perante a Fazenda Nacional que impedissem a outorga de créditos a terceiros. Sendo assim, restou possibilitada a transferência dos créditos apurados a terceiros. Entretanto, resta verificar se o crédito é suficiente para compensar os débitos constantes neste processo, nos demais processos de compensação que também foram indeferidos pelas mesmas razões constantes no Despacho Decisório e na decisão da DRJ (processos 10166.001337/0013, 10166.001336/0042, 10166.001470/0025, 10166.003003/0021, 10166.003004/0093, 10166.003005/0056, 10166.003006/0019), e também, no processo nº 10166.000417/200394. Como visto, no processo nº 10166.000417/200394, a fiscalização acostou tabela em que demonstra o total de débitos compensados a partir daquele processo (efl. 209): 2 PAULSEN, Leandro. Direito Processual Tributário: processo administrativo fiscal e execução fiscal à luz da doutrina e da jurisprudência, 5. ed., Porto Alegre, Livraria do Advogado. Fl. 406DF CARF MF 16 Os débitos de terceiros compensados a partir desse processo e dos processos 10166.001337/0013, 10166.001336/0042, 10166.001470/0025, 10166.003003/0021, 10166.003004/0093, 10166.003005/0056, 10166.003006/0019, comportam o montante conforme a tabela abaixo (efl. 175): Fl. 407DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 400 17 Desta forma, mesmo com a compensação dos débitos constantes no processo 10166.000417/200394, ainda assim sobrariam créditos suficientes para que todas as compensações constantes nos processos 10166.001336/0042, 10166.001337/0013, 10166.001469/0046, 10166.001470/0025, 10166.003003/0021, 10166.003004/0093, 10166.003005/0056, 10166.003006/0019 fossem homologadas. Por fim, quanto à tributação dos rendimentos que geraram a retenção na fonte, exigência somente ventilada pela DRJ, entendo que a informação na DIPJ ac 1999 (efl. 200) é suficiente para comprovar que as receitas que sofreram retenção do imposto de renda na fonte foram tributadas, conforme abaixo: Isto porque seria muito improvável que os rendimentos que sofreram retenção na fonte e foram informados na DIRF pelas fontes pagadoras não fossem informados na DIPJ, mas sim outros rendimentos que não sofreram retenção pelas fontes pagadoras. Fl. 408DF CARF MF 18 Outrossim, na ficha 10A (efl. 201), não consta exclusão referente às receitas acima. Somente consta exclusão relevante de "Ajustes por aumento de valor de investimento avaliado pelo PL" no montante de R$ 147.112.829,86, para anular efeito da linha 25 da ficha 07A (Resultados positivos em participações societárias), no mesmo valor. Desta forma, pode se concluir que os rendimentos foram considerados na apuração do lucro real/prejuízo fiscal. Quanto à receita de prestação de serviços, consta como base para retenção o montante de R$ 1.257.339,67. Na DIPJ consta o valor de R$ 1.195.105,93. Apesar de divergência, os valores não são necessariamente coincidentes, pois a retenção é feita (e declarada na DIRF) com base no regime de caixa, enquanto que a tributação da receita é feita com base no regime de competência. Desta forma, como os valores se aproximam, concluo que a receita de prestação de serviços referente à retenção na fonte foi efetivamente tributada. Por tudo que foi exposto, entendo que seria possível o deferimento da compensação solicitada pela recorrente neste processo administrativo fiscal, a não ser pela ressalva que faço abaixo, em relação ao prazo para protocolização do pedido feito pelo terceiro beneficiado com o crédito. Protocolização dos Pedidos de Compensação prazo Como visto, a compensação com débitos de terceiros era permitida com base no art. 15 da IN SRF 21/97: Art. 15. A parcela do crédito a ser restituído ou ressarcido a um contribuinte, que exceder o total de seus débitos, inclusive os que houverem sido parcelados, poderá ser utilizada para a compensação com débitos de outro contribuinte, inclusive se parcelado. (Revogado(a) pelo(a) Instrução Normativa SRF nº 41, de 07 de abril de 2000) Entretanto, o § 1º do dispositivo legal aduz que o pedido de compensação deverá ser efetuado por ambos os contribuintes, titulares do crédito e do débito. § 1º A compensação de que trata este artigo será efetuada a requerimento dos contribuintes titulares do crédito e do débito, formalizado por meio do formulário "Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Terceiros", de que trata o Anexo IV. (Revogado(a) pelo(a) Instrução Normativa SRF nº 41, de 07 de abril de 2000) Posteriormente, a referida regra de transferência de crédito foi revogada pelo art. 2º da IN SRF 41/2000, que teve vigência a partir de 10 de abril de 2000: Art. 2º Fica revogado o art. 15, caput e parágrafos, da Instrução Normativa SRF Nº 021, de 10 de março de 1997. Ocorre que, não obstante ambas empresas envolvidas terem apresentado os pedidos de compensação, como exigia o § 1º do art. 15 da IN 21/97, e a empresa cedente do crédito ora recorrente ter protocolado o pedido de compensação na data de 11/02/2000, a empresa beneficiadora do crédito (terceiro beneficiado) apresentou o referido pedido na data de 15/05/2000, ou seja, após o prazo de vigência do art. 15 da IN 21/97 período em que não mais se permitia a transferência dos créditos. Fl. 409DF CARF MF Processo nº 10166.001469/0046 Acórdão n.º 1401001.997 S1C4T1 Fl. 401 19 Assim, o pedido de compensação deve ser negado. Conclusão Diante do exposto, voto por AFASTAR a preliminar de homologação tácita, e, no mérito, voto por NEGAR provimento ao recurso voluntário, pelas razões acima aduzidas. (assinado digitalmente) Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa Fl. 410DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10530.001625/99-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 201-00.129
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: GILBERTO CASSULI
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'" . Sessão Recorrente : Recorrida 20 de junho de 2001 '. . CONFMIL ~ COMERCIAL,DE CONFECÇÕES E MIUDEZAS LTDA DRJ em Salvador - BA .' . ',':' . . ~. ,;- . .... RESOLUÇÃO ~ 201-00.129 " ! . ',. " i i . J . i : í '.i.. .. '.. ,sp.em 20 de junho de 2001 .... Jorge ferre. . . . . .' .... Presidente . " "' .....•... '~'. .•.......... '.:1', Vistos,relatados e 'dis~tidos os presentes autos .de. recúrso' interposto'. por: .. f CONFMIL - COMERÇIAL'DE CONFECÇÕES E MIUDEZAS LTDA. . . . .; .. : . . , ~ ~"". . ".' '. . I•..,;•• " • , RESOLVEM os Membros dá Primeira Cãmára do Segundo' Conselho' de Contribuintes, por unanimidade de .votos, converter" ••iulgamento do recurSo em diligência', nos termos do voto ,doRelator. ", . i I' ....' ..~.•... - .... Gilb assu i' ~ l{elator.' .. ' .. ' cl/ovrs ,/ \ .\ ,t " I .1 " .',' ... 1 . J f' .: ,." • I. i '.i . } J . j ;{ " '. i .~ . , , !, , . :,)"". : , . \" ," , . o,i " :10530.001625/99-68 115.802. 201-00.129 . CONFMlL ~COMERCIAL DE ,CONFECÇÕES E MIUDEZÀS LTDA, , RELATÓRIO MINISTÉRIO DA FAzENDA . '. SEGUNDO CONSé.ÜIO DE CONTRIBUINTES • ~.1 • Processo :. Recurso .: Resolução: Recorrente : ,' .. i; !I ii f. r:" i.!' t! 'I. I" , , .. '\;;-1- i '. I . .1' .. "-1[1,. :: ~.'i . :1 '.' Trata~se de pedido de restituição, protocolado em 19/07/99, sob a al~gação' de iJ' que "A peticionária antecipou iTidevidainenteo FINSOCIAL a maior do período de setembro',d~ 11 . " ,.~ 1989 a marçO de 1992; fazendo jus, portanto,' na forma do Decreto nO 2.138/97, C/C com{zl' , Instrução Normativa nO 21/97, a restituição dtis quantias recolhidas.a mais, devidamente j,\, ' ".! ',' I' ' ,acrescida da SELIC". Requer, a restituição do FINSOCIAL recolhido a maior, pleiteando os 11 .. valores relativos aos penodos de setembro de 1989 a novembrÇ)de 1991. trazendo os docl.imento~ ,\1 '. que comprovam..os recolhimentos.. '. " . . . ':,'p .,:I!. r1-. . ! :!i , âDelegacia da Receit~'FederaI em Feira de Santana - BA, às fls. 24/27; decidill " J;.'. pelo indéferimento do pedido de res~ituição, âfirmando haver se operado li decadência do direit6 à] li, ,', , restituição pleiteada; fiIDdamentarido-senos aits~'"ÜiS:e 168 do CTN, no Parecer PGFN/cA'];'IN°! "'F' 1.538/99, e no Ato DeClaratório SRF n° 096/99, . ' '-1, .', ' . ". ". ,.' \ ,.'\:" .~ . ", ";j Incomon,nada,aempiesa'apresentou suaimp.ugmlção; fls. 29,/.,39,~nlzendo sua.s1 /I razões com fundamel).to.no Parecer COSIT n°' 58/98, afirmando que, os .valores pleiteados ,.~ .{;. poderiam ser, devolvidos sem, restrições com base nos dispositivos deste parecer. Cita doutrina ~ .I! ". fazendoreferêncili à ie~ de que aprazo para pieitear a restituição p~rante a aut<;>ridadei .,~ administrativa, nos casos como.o presente, nasceria somente com a declaração d~ I J! inconstitucionalidade da exação pelo Supremo Tribunal Federal. Faz referência, também, à ~ese d~ .~I' que, em se tratando, de tributo sujeito ao lançamento por homologação,. o prazo de cinco' anos .:'; - r para pedir a repetição do indébito somente começa a correr depois da homologação realizada pele;, (- .';'r Fisco; não' sendo, expressa. essa homologação, ocoiTe a homologação' táCita, após cinco, anos,.l ". i contados da data do fato gerador; assim, afirma que ao prazo de cinco' anos deve ser acrescido f. 'i' mais cinco anos. Afirma, com referência 'ao Ato Declaratório SRF n° 096/99, que a extinç~o do:" i crédito tributário se dá após pecorridoscincoanosdo fato gerador. Colaciona uma série :ele'; precedentes jurisprudenciais que' corroboram como entendimento que adota, e informa 'qúe', i .entraria com Ação Ordinária de Repetíção de Indébito, junto à Justiça Federal,' pleiteando a\!, .' restituição/compensação desses valores. Requer a restituição ou a compensação dos seus alegados'; -;, .' ~~. ' . •• .. ". ,I I i "i ' ! I I • \I . I \ r [. 1 .1' I.l:.. \ í I l I I!. I . A Delegacia'da Receita Federal de Julgamento de Salvador - BA,' à fi. 41, diante .~.;... da afirmação da contribuinte de que ingressaria com ação judicial junto 'à' Justiça Federal, ; ., , determinou a-intimação da.empresa para apresentar cópia da' petição inicial que teria inst'ruíd()'o." '.i" I 2 ~ ' . .' . "~ ;.1, ,,; '1'.:'- , ~,':i ' " ' \,-. 1 . I I .. .~. . I' ;. . : .; ...... 10530.001625/99-68 . .1l5.802. .201-00.129 . .' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,". . .' . MINISTÉRIO DA FAZENDA Processo • Recurso Resolução: processo' ou para firmar declaraçãó de que não intentara a ação. A ora reCorrente. quedoji-'$e'. inerte, e o Fisco juntou comprovação de que a ora recorrentempetrara ~dado _de Segurança, .. 'i';j' individual, ~istribuído em. 14/08/2000, conforme pesquisa realizada na internet •. na.' Seçãp '. ri '1 Judiciária da Balúa.' \ \ . I' ; I! , ReSolveu, então, a Delegacia da Receita .Federal de Julgamento de Salvador:- 1\ BA. às fls. 46/50. não conhecer da impugnação apresentada, sob o fundaIllento de qué I'A opção '1] pela via judicial importa em renúncia ou .desistência da esfera administraiiva, emjace:dqjf' .princípio da uniCidade de jurIsdiÇão contemplado na Carta Política. ". Traz a .lume o princípio'dQ 'Ii Controle Júrisdiciorml,art. 5°, XXXV, CF, afirmando que ao optar pela via judicialo. cidadã9 '1]' .'. renuncia ao julgamento de. seu pleito na esfera administrativa. Fundamenta-se, ainda, no Decreto~l; .Lei nO 1.733/79,.~. 10, ~ 2°, Lei nO6.380/80, art. 38, parágrafo único, Ato De.claratóno~ '1: (Normativo) no'3 da 'Coordenação-Geral do Sistema de Tributação, julgado doEg. Pri~eirO: ;jj. Conselho de Contribuintes, e Parecer PGFN nO25.046, de 1978, concluindo por não conhecer da\ .Ii - impugnação "em '.raião ..4e a matériaj(l' ter. sido submetida à àpreciação .do Poder Judiciário, ~ .;rl: ~uj,! ~~is~o s~rá cumprida pela adf1fini~tração .tributária, por intermédio do órgão fiscal~ ~IJ JunsdlclOnante . . . '. VI,.,.. . I, 11. • . .~..•.~.!i..•.. ~F.-t~.~~;.". . ,; . . '1 Em recurso voluntário, às fls. 511l?3, a .recorrente manifesta sua inconfo~dad.e .~ com a decisão atacada, .apresentando suas razões, .iifiímando inicialmente' que' "aindD. não 1.1: . . ingressou, junto aojudiC:iáriO,.pediiul..o que lhe permitido i/compensar os FINSOCIALreco~hi.di?, j: a maior, por i~so, ao não júlgar o seu pedido, data máxima vênia, laborou em grande equNl?co 0.:1 '. II Sr. Delegado da ReCeita Federal dê Julgamento ... ". Tece comeniários acerca da compen~ação e l J da restituição,'fazendo referência' às Leis'nos 8.383/91; às IN'snos 67/92, 21/97 e73/97;ao!~r Decreto nO 2.138/97~ e ao Pareçer COSIT nO 58/98. Alega que a Receita Federal i viriha\ i promovendo normalmente a compensação e a restituição, até o advento do Ato Declaratório ~.RFL.1' . '.i . nO096/99, quando passou a considerar a.decadênciado direito ao pedid~ de restituição de maneira" '.i' diferente. Aduz que a extinção do crédito tributário e a prescrição do direito de pleitear sua': { .) restituição, no lançaffiento por hom,ologação; "se dá após oprazo de cinco anos, contados di>: } .... J . fato gerador,. acrescido dema.is cinco a"'os•. a partir dQ' homologação' tácita". .Colaciona; .'.' precedentesjurisprudenciais na esteira deste pensamento. Conclui por requerer que se considere o.•.; '. termo inicial do prazo para'pléiteara restituição a'data em que <> seu direito se tomou disponível, que considera serido a data da publicação da Medida Provisória n° 1.110/95, pugnando pelo provimento do recurso. ',1 I.. ,. r" I' I. ' .' \ I. I •I \ 1 I I..I. I I \ I I 1. É o relatório. .... 3 li]y.~ '. I '"I ; . 1 ': \ , 1.I . . "!" . ...., . I..:.r '.1 . / I . Processo Recurso Resolução: MINISTÉRIO OAF'AZENOA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 10530.001625/99-68' . 115.802 201-00.129 .' VOTO DO CONSELlIEIR04RELATOR GILBERTO CÀSSULI ;' I I • o recurso voluntário é tempestivo. Dele conheço .. ' ( , A empresa contribuinte,' ora recorrente, pretende' a restituição dos valores recolhidos a maior referentes ao FINSOCIAL ..Resta claro que o entendimento da empresa de que . pagou tributo indevidamente funda-:sem) julgamento, pelo Egrégip 'Supremo Tribunal Federal, da . inconstitucionalidade das majórações da alíquota da exação em foco . DA CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL" A Delegacia da Receita Federal de Julgamento não.' conheceu da impugnação apresentada, . ao fundamento de não haver' possibilidade de concomitância .entre o processo. administrativo -c o processo judicial. Defende a tese de que o ajuizamento de quaIquer ação, v. g. o. Mandado de Segurança impetrado, significa a renúJ.lciaou desistência do contribuinte à discussão administrativa. ' . . . " r" '. :. . . : . . O Fisco aferiu que a. ora' r~rrente' impetrara Mandado de Segurança, em face da Delegacia da Receita Federal erilFeir~"~dêSantana ~,BA, e, diante do silêncio da empresa; . quando intimada para se inanirestar a tespeitd; decIdiu ,aDRJ 'não conhecer da"impugríação apresentada. "t.1', ~' . ,.. .~ . ' .' / . lEtn, respeito ao princípio da segurança jurídica e da .unicidade da jurisdição,porque sempre prevalecerá a decisão judicial sobre a administrativa, deve-se ter conhecinientodo ~teor da petição inicial do mandado de segurança interposto pela contribuinte,' bein como dojulgamento do mesmo writ. ' .! •. . Assim, pelo exposto. e por tudo mais que dos autos consta" voto pela baixa dO$ .autos. em diHgência para verificação .da fase. processual da ação: judicial impetrada peta ora recorr~te, informando eventual julgamento de méritQ, sob pena de arquivamento do processo. É comovoto. Sala dás Sessões, em20 deju~o de 2001 . \ ," GILB , I 4 , \, . : !..~'..,~ .õ " 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10183.005260/2005-47
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2002
PROCESSO ADMINISTRATIVO. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO.
É de 30 (trinta) dias o prazo de interposição do recurso voluntário, nos termos do artigo 33 do Decreto n. 70.235/72.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2101-002.111
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, por intempestividade.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: Alexandre Naoki Nishioka
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COMBUSTÍVEIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO. É de 30 (trinta) dias o prazo de interposição do recurso voluntário, nos termos do artigo 33 do Decreto n. 70.235/72. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 00 52 60 /2 00 5- 47 Fl. 352DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0118.16518.IL4I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10183.005260/200547 Acórdão n.º 2101002.111 S2C1T1 Fl. 353 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka (Relator), José Raimundo Tosta Santos, Celia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa e Eivanice Canário da Silva. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 282/293) interposto em 25 de novembro de 2011 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande (MS) (fls. 264/274), do qual a Recorrente teve ciência em 24 de outubro de 2011 (fl. 280), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o auto de infração de fls. 01/07, lavrado em 24 de outubro de 2005, em decorrência da falta de recolhimento do ITR, verificada no anocalendário de 2001. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, Relator A intimação por meio da qual a Recorrente foi intimada do acórdão recorrido foi recebida em 24 de outubro de 2011, segundafeira, consoante se extrai do rastreamento realizado pelos Correios, à fl. 280. Desta feita, a contagem do prazo de 30 (trinta) dias previsto no artigo 33 do Decreto n. 70.235/1972 iniciouse em 25 de outubro e findouse em 23 de novembro, quarta feira. Não obstante, o recurso voluntário foi interposto em 25 de novembro de 2011 (fl. 282), ou seja, intempestivamente. Eis o motivo pelo qual voto no sentido de não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 353DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0118.16518.IL4I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10183.005260/200547 Acórdão n.º 2101002.111 S2C1T1 Fl. 354 3 Fl. 354DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0118.16518.IL4I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA em 13/03/2013 17:56:18. Documento autenticado digitalmente por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA em 13/03/2013. Documento assinado digitalmente por: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS em 19/04/2013 e ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA em 13/03/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 11/01/2018. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP11.0118.16518.IL4I Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 07225EEB8B29DB5C629CCB3BEC194821F5751017 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Outros". 3) Selecione a opção "eAssinaRFB - Validação e Assinatura de Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10183.005260/2005-47. 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Numero do processo: 16682.901043/2011-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2003
DESPACHO DECISÓRIO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. OMISSÃO DOS MOTIVOS PARA NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. NULIDADE.
É nulo o despacho decisório que omite os motivos do não-reconhecimento do direito creditório.
Numero da decisão: 1101-000.882
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Edeli Pereira Bessa
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PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. OMISSÃO DOS MOTIVOS PARA NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. NULIDADE. nulo o despacho decisório que omite os motivos do não-reconhecimento do direito creditório. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente substituta da turma), José Ricardo da Silva (vice-presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna, Benedict° Celso Benicio Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Marcelo de Assis Guerra. Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C1TI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 3 Relatório TELEMAR NORTE LESTE S/A, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 9° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro/RJ-I que, por unanimidade de votos, julgou IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que não homologou as compensações promovidas com o saldo negativo de IRPJ apurado no ano-calendário 2003. Por meio da DCOMP n° 30332.79987.140104.1.3.02-4850, retificada pela DCOMP n° 10919.70741.201006.1.7.02-0620, a contribuinte demonstrou a existência de saldo negativo de IRPJ no ano-calendário 2003, equivalente a R$ 11.705.493,94, reduzido a R$ 4.514.625,35 na retificação, passando a utilizá-lo em compensações. Apresentou, também, a DCOMP n° 29233.03478.130704.1.3.02-7702, retificada pela DCOMP n° 37005.43374.131006.1.7.02-2190, para utilização daquele crédito. Em 04/05/2011 foi emitido despacho decisório não homologando as compensações veiculadas nas DCOMP n° 10919.70741.201006.1.7.02-0620 e 37005.43374.131006.1.7.02-2190, na medida em que, confirmadas parcialmente as antecipações informadas (R$ 155.913,48 do total de R$ 21.563.515,74), tal valor foi insuficiente para liquidar o IRPJ devido no período (R$ 17.048.890,39). Consoante exposto no quadro demonstrativo que integrou o despacho decisório (fl. 19), foram confirmadas parcialmente as retenções de imposto na fonte (R$ 155.913,48 do total de R$ 20.989.274,77) e integralmente não confirmadas as estimativas compensadas com outros créditos, no valor de R$ 574.240,97. Nas informações complementares da análise do crédito, disponibilizadas no sitio da Receita Federal na Internet, foram relacionadas, por fonte pagadora e código de receita, as retenções confirmadas e aquelas não confirmadas, neste segundo caso seguidas de informações em campo justificativa. Também constou naquele documento a relação das estimativas compensadas não confirmadas, seguidas de informações em campo justificativa (fls. 20/24). Cientificada da decisão em 18/05/2011 (fl. 25), a contribuinte manifestou inconformidade argüindo a nulidade do despacho decisório, uma vez que a autoridade administrativa não apontou os motivos para desconsiderar o saldo negativo retratado na DIPJ do período. Alegou, também, a decadência do direito de o Fisco alterar a apuração do saldo negativo do ano-calendário 2003, e subsidiariamente afirmou a inadmissibilidade da glosa de estimativas mensais pagas por compensação, por representar dupla cobrança de tributo. Por fim, afirmou ter condições de comprovar as retenções de imposto de renda sofridas no ano- calendário 2003 por meio de sua escrituração contábil, requerendo diligência para tanto. A Turma julgadora rejeitou estes argumentos aduzindo que: • [...] no Despacho Decisório, a não homologação da compensação está motivada pela falta de saldo negativo disponível, haja vista que a soma das parcelas confirmadas de composição do crédito, R$ 155.913,48, não foi suficiente para guitar o Imposto de Renda devido, R$ 17.048.890,39, e, na Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CIT1 Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 4 Análise do Crédito, encontram-se as demais informações necessárias ao exercício do direito de defesa, ou seja, a indicação individualizada das parcelas para as quais faltava confirmação total ou parcial; • A diligência é prescindível, pois a verificação das retenções na fonte pode ser feita — e set-6 fella — sem a baixa dos autos; • 0 prazo decadencial previsto no art. 150, §4 ° do CTN reporta-se, apenas, a lançamento tributário, estando a homologação de compensações submetida ao prazo previsto no art. 74, §§ 10 e 5° da Lei n°9.430/96; • Apenas parte dos elementos extraídos da escrituração contábil da contribuinte referem-se a retenções de imposto na fonte. De toda sorte a prova das retenções deveria ser feita mediante juntada dos comprovantes de retenção; • Em nova consulta aos sistemas informatizados da RFB, tendo em conta os CNPJ básico da interessada e das fontes pagadoras, foi possível identificar outras retenções, sendo que daquelas promovidas sob código 6190 foi destacado o correspondente ao percentual de 4,80% para fins de crédito de IRPJ. Os créditos confirmados de IRRF passaram de R$ 155.913,48 para R$ 3.007.261,28, também porque compatíveis os rendimentos correspondentes com as receitas informadas na DIPJ; • Não H. reparos à glosa de R$ 574.240,97 a titulo de estimativa compensada não confirmada, na medida em que não homologada a DCOMP correspondente, implementando-se a condição resolutória da compensação. E inexistiria a alegada duplicidade de cobrança pois daquela homologação parcial resultaria cobrança de débito de IRPJ sob código 2362, e desta não homologação três débitos de COFINS, código 2172. Ademais, não compete A. Turma de Julgamento apreciar questionamentos contra execução fiscal; • As parcelas do crédito confirmadas passaram a totalizar R$ 3.162.440,18, mas ainda assim mostraram-se inferiores ao IRPJ devido de R$ 17.048.890,39, motivo pelo qual não houve crédito a ser reconhecido. Cientificada da decisão de primeira instância em 27/02/2012 (fl. 548/549), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 27/03/2012 (fls. 1976/1995), no qual, inicialmente, reitera a arguição de nulidade do despacho decisório por ausência de fundamentação clara e precisa. Na medida em que a DIPJ da Recorrente reflete todo o saldo negativo utilizado na PER/DCOMP, entende que não poderia o Fisco simplesmente questionar o imposto de renda pago no ano-calendário 2005 (sic) sem apresentar razões devidamente fundamentadas para tanto. Transcreve as alegações genéricas de insuficiência do crédito constantes do despacho decisório e classifica de confusas as tabelas de cálculo, pois embora haja indicação a quais CNPJs se referem as retenções glosadas, inexiste qualquer explicação adicional que permita a Recorrente entender o porquê dessa glosa. Seria porque as fontes retentoras não enviaram a DIRF? Os DARFs não foram encontrados? Conclui, assim, que o despacho decisório simplesmente não traz qualquer resposta a tais perguntas, nem a DRJ pôde fazê-lo, obrigando o contribuinte a entrar no Processo n° 16682.901043/2011-83 SI -CITI Acórdão n.° 1101 -000.882 Fl. 5 campo das suposições para averiguar os reais motivos que levaram ao não reconhecimento de seu crédito. Invoca as disposições do art. 142 do CTN, assemelha tal decisão ao lançamento de oficio com o "sinal trocado", afirma ser dever do Fisco motivar suas decisões, e transcreve doutrina em abono ao seu entendimento. Reporta-se a ementa de acórdão da DRJ/Salvador para afirmar que o despacho decisório e a DRJ transferiram indevidamente tal ônus ao contribuinte, que passou a ter que comprovar a existência do crédito em sede de manifestação de inconformidade, enquanto na verdade caberia ã autoridade fiscal apontar de maneira fundamentada as razões para desconsiderar o crédito disponível na declaração fiscal da empresa. Defende, assim, a declaração de nulidade do despacho decisório, com fundamento no art. 59, inciso II do Decreto n° 70.235/72. Argúi, ainda, a decadência do direito de o Fisco refazer a apuração do saldo negativo de IRPJ do ano-calendário 2003, vez que a DIPJ daquele período já exteriorizava o crédito existente, e em 2011 já havia transcorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto no art. 150, § 40 do CTN para manifestação de eventuais discordâncias. Aborda os efeitos da homologação, o conteúdo da DIPJ e reporta-se a julgados administrativos e doutrina favoráveis ao seu entendimento. Acrescenta que a alteração de sua apuração depende de ato administrativo especifico, e recorda a possibilidade de lançamento de oficio para redução de prejuízos fiscais. Defende que o silêncio do Fisco enseja a consolidação de toda a atividade de apuração do sujeito passivo e transcreve outras ementas de julgados deste Conselho neste sentido. Opõe-se à desconsideração das estimativas mensais pagas por compensação, pois tal acarretaria a absurda situação de se exigir do contribuinte (ainda que indiretamente) duas vezes a mesma estimativa mensal, qual seja: (i) mediante a redução do saldo negativo e (ii) pela via própria (execução fiscal), em razão da não homologação da compensação que pagou a estimativa. Diz que a decisão da DRJ simplesmente postergou a solução de um problema criado pelo despacho decisório recorrido, e transcreve ementas de acórdãos de outras DRJ em favor de seu entendimento. Quanto As retenções de imposto sofridas do ano-calendário 2003, questiona a exigência das DIRF pela decisão recorrida, observando que boa parte das retenções, sob código 6190, são promovidas por entes públicos, e em razão de seu grande número a Recorrente encontra grandes dificuldades em obter todos os informes de rendimento até a data de entrega da DIPJ, ou até mesmo até a data da transmissão do PER/DCOMP — muitas vezes, por culpa das entidades públicas. Reporta-se ao doc. 04 de sua defesa (fls. 2058/2519), no qual estariam relacionados 460 DIRFs não reconhecidas na pesquisa realizada pela DRJ, obtidas em consulta aos sistemas informatizados da Receita Federal. Entende que estes documentos são prova inequívoca da existência das retenções nela indicadas, e que a informação errada do CNPJ das fontes pagadoras, ou mesmo do valor incorreto da retenção, não impede seu direito de crédito. Pede, assim, diligência para confirmação destas retenções, caso não seja dado integral provimento ao recurso voluntário, para homologar as compensações aqui discutidas 4 PRINCIPAL MIJLTA JUROS 4.802.745,C2 960.549,00 4.152.579,33 Vekor onwat do saldo megativo info, modo no PERIDCOMP com demonstrativo de énlito. RE 4 514.025,35 Va or na DIP); 044,514 625.35 Samaltrio das part-elas <le composisAa do ered.to no OM: R$ 21 563 515,74 1RP2 devido: R$ 17.046.090,39 Valor do salon negat,vo disponlvel. l'Parcelas calrmadas I.mitaco ao somatOrio dos parcelas na DIN) - (API des ido) limitado ao manor valor antra saldo nagativo DIP) e RERIDCOMP, observado qua quando este calcula resultar negattvo, a valor sere zero, Valor do sales, negativo disponivel: RS 0,00 Dierste de exposto, 011,0 HOMOLOGO a compensaç6o declarada nos seguintes PER/OCOMP: 10919.70741,201006,1.7.02- 0620 37005.43374 131000.1.7.02-2190 Valor dev54:11- roncadadn rcrespondeste ens difo tos innevidamente rnmpensados, para pagamento ate 31/05/2011. 3-FUNDAMENTAL AO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Analis,"ns a., .nforma .,6es prestac as no documento acima loan r.ficaco e consineravdo que a soma das parcelas ce compos4o no creato inforrnadas no PAVDCOrit 2v, vd se, suficiente para comdrovar * quitando do imposts) devido e a apuraçEo do soldo negativo, veri(,cou.se: An :ELAS DE ':OMPOSICAO DO CREDITO INFORMADAS NO PER DCOMP PA1 7.CREDITO IR EXTERIOR RETENÇÕES PONTE PAGAMENTOS ESTIM.COMP.SNRA ESTIM.PARC.ELADAS DEM EST:M.COMP. SOMA PARC.CRED. 0,00 20.909.2/4,7? 0,00 0,00 0,00 574.240,9/ 21.063 010,14 CONFIRMADAS 0,00 155 913 43 0,00 0 00 0,00 0,03 155 913,46 Para informagZes sabre a a nalise de cred,to, venficac5a de valares devedore e ensIssio Ce GASP, consultor o endureço www.receitafazendagmbr. menu 'Onde Encontro'. oc,y5o "PERDCOMP". :Lem "PER/DCOMP.Desoacho Decisório. EMOtlCrdflItlItO Legal: Art, 168 da Eel nc 5.172, de 1966 (Cúdigo Tributário Nacional). Iiidsu LI do Paringiaro 1 0 do eit. 6° da Lei 9.430, de 1996. Al 40 de IN 818 900, de 2005. Art. 74 de LeF 9.430, de 27 de dezembro de- 1996. Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 6 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA A recorrente argumenta que o despacho decisório seria nulo por ausência de fundamentação clara e precisa. Necessário visualizar a fundamentação que consta no corpo do despacho decisório. Para justificar as parcelas de composição do crédito confirmadas, a autoridade competente disponibilizou, no sitio da Receita Federal na Internet, as seguintes informações acerca dos valores não confirmados: 5 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-Cl TI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 7 Parcelas Confirmadas Parcialmente ou Não Con fi rmadas CNPJ da Fonte Pagadora Código de Receita Valor PER/DCOMP Valor Confirmado Valor Não Confirmado Justificativa 00.000.000/0001- 91 6190 3.182.829,89 0,00 3.182.829,89 Retenção na fonte não comprovada 00.000.000/0183- 09 3426 8.544.417,18 0,00 8.544.417,18 Retenção na fonte não comprovada 00.360.305/0001- 04 :..'190 2.125.386,01 0,00 2.125.386,01 Retenção na fonte não comprovada 00.360.305/0202- 10 L273 19,502,88 0,00 19.502,88 Retenção na fonte não comprovada 00.394,452/01;01- 6190 562.290,19 535,78 561.754,41 Retenção na fonte comprovada parcialmente 00.394.- ■ 94/0C11- 36 6190 298.954,55 0,00 298.954,55 Retenção na fonte não comprovada 00.494.50710301- 44 6190 443.123,39 147,48 442.975,91 Retenção na fonte comprovada parcialmente OC 194.544/0001- 85 6190 170.381,38 0,00 170,381,38 Retenção na fonte não comprovada 00.497.552/0021- 09 6190 797.310,31 222,50 797.087,81 Retenção na fonte comprovada parcialmente 07.237.373/0001- 20 6190 351.652,31 0,00 351.652,31 Retenção na fonte não comprovada 33.000.167/0001- 01 6190 1.082.999,01 0,00 1.082.999,01 Retenção na fonte não comprovada 33.066.408/0001- IS 3426 530.952,26 32,61 530.919,65 Retenção na fonte comprovada parcialmente 33.066.408/0001- 15 5706 1.226.977,36 0,00 1.226.977,36 Retenção na fonte não comprovada 33.479.023/0001- 80 3426 1.497.522,94 0,00 1.497.522,94 Retenção na fonte não comprovada Total 20.834.299,66 938,37 20.833.361,29 Dai os questionamentos da recorrente: As fontes retentoras não enviaram a DIRE? Os DARFs nap foram encontrados? A recorrente não afirma a existência dos mesmos vícios na confirmação parcial das estimativas compensadas, mas veja-se nos correspondentes quadros, abaixo, que dúvidas semelhantes subsistem acerca da justificativa apresentada para seu não- reconhecimento: Demais Estimativas Compensadas Parcelas Confirmadas Parcialmente ou Não Confirmadas Período de apuração da estimativa compensada No do Processo/No da DCOMP Valor da estimativa compensada PER/DCOMP Valor confirmado Valor não confirmado Justificativa MA1/2003 13708.001134/2003-83 574.240,97 0,00 574,240,97 Compensação não confirmada Total 574.240,97 0,00 574.240,97 Total Confirmado de Demais Estimativas Compensadas: R$ 0,00 Decorre dai que somente com o acórdão da Turma Julgadora passaram a existir indícios de qual procedimento teria sido adotado para concluir pela inadmissibilidade daquelas deduções. Diz inicialmente o voto condutor do acórdão: Retenções confirmadas em DIRF 22. As parcelas não integralmente confirmadas foram objeto de nova verificação, que tomou como parâmetros os CNPJ básicos do Interessado a das fontes pagadoras, bem como o código de receita. Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C1T1 Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 8 23. Para as retenções feitas sob o código 6190, o Imposto de Renda retido foi calculado aplicando-se a aliquota de 4,80% sobre o rendimento tributável, conforme previsto na IN SRF/STN/SFC n° 23, de 2001, Anexo I (fl. 1.935), e na IN SRF n° 306, de 2003, Anexo I Y .1. 1.936/1.939). 24. Assim, foram levantadas as tabelas 2 a 8, em que se apresenta, por CNPJ básico do declarante (fonte pagadora) e por CNPJ do beneficiário, o rendimento tributável e o Imposto de Renda retido, conforme o código da receita: CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.000.000 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: BANCO DO BRASIL SA CNPJ do declarante CNPJ do beneficidrio , . Codtgo Rendimento . , tributa ye! IRRF 00.000.000/0001-91 33.000.118/0001-79 3426 8.229.591,79 1.632.260,65 00.000.000/0001-91 33.000.118/0004-11 3426 27,70 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0005-00 3426 702,87 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0006-83 3426 81,84 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0009-26 3426 4,06 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0012-21 3426 26,68 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0014-93 3426 2.127,63 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0015-74 3426 31,49 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0016-55 3426 295,92 0,00 Subtotal I 8.232.889,98 1.632.260,65 Retençáo informada em PER/DCOMP 8.544.417,18 Valor confirmado 1 1.632.260,65 Tabela 2— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.000.000 sob o código de receita 3426. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário . Código Rendimento tributa'vel (1) Retenvdo 1RRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0001-03 33.000.118/0001-79 6190 11.162,16 1.054,81 535,78 00.394.452/0002-86 33.000.118/0001-79 6190 445.492,63 42.099,01 21.383,65 00.394.452/0003-67 33.000.118/0001-79 6190 29.729,63 2.808,96 1.427,02 00.394.452/0005-29 33.000.118/0001-79 6190 100.923,24 9.537,37 4.844,32 00.394.452/0011-77 33.000.118/0005-00 6190 35.282,73 3.334,20 1.693,57 00.394.452/0012-58 33.000.118/0015-74 6190 24.250,81 2.291,70 1.164,04 00.394.452/0014-10 33.000.118/0010-60 6190 29.058,59 2.746,00 1.394,81 00.394.452/0015-09 33.000.118/0004-11 6190 14.744,91 1.393,30 707,76 00.394.452/0018-43 33.000.118/0001-79 6190 22.768,92 2.151,63 1.092,91 00.394.452/0020-68 33.000.118/0014-93 6190 19.160,07 1.810,68 919,68 00.394.452/0021-49 33.000.118/0001-79 6190 35.482,89 3.353,13 1.703,18 00.394.452/0022-20 I 33.000.118/0001-79 6190 20.922,88 2.100,79 1.004,30 00.394.452/0025-72 33.000.118/0003-30 6190 20.532,48 1.940,33 985,56 00.394.452/0028-15 33.000.118/0016-55 6190 24.702,11 2.334,30 1.185,70 7 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C ITI Acórdao n.° 1101-000.882 Fl. 9 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficiiirio . 6C diao ' Rendimento . tributtivel (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0031-10 33.000.118/0016-55 6190 82.949,01 7.838,60 3.981,55 00.394.452/0032-00 33.000.118/0010-60 6190 47.382,22 4.477,61 2.274,35 00.394.452/0034-63 33.000.118/0005-00 6190 178.411,14 16.859,89 8.563,73 00.394.452/0036-25 33.000.118/0008-45 6190 73.503,58 6.946,10 3.528,17 00.394.452/0038-97 33.000.118/0009-26 6190 12.247,91 1.157,42 587,90 00.394.452/0041-92 33.000.118/0001-79 6190 91.003,93 8.599,81 4.368,19 00.394.452/0041-92 33.000.118/0003-30 6190 9.948,03 940,09 477,51 00.394.452/0045-16 33.000.118/0001-79 6190 29.409,35 2.779,19 1.411,65 00.394.452/0047-88 33.000.118/0001-79 6190 13.316,60 1.258,44 639,20 00.394.452/0050-83 33.000.118/0003-30 6190 12.987,43 1.236,00 623,40 00.394.452/0051-64 33.000.118/0003-30 6190 43.026,14 4.065,96 2.065,25 00.394.452/0052-45 33.000.118/0003-30 6190 22.930,96 2.167,00 1.100,69 00.394.452/0055-98 33.000.118/0005-00 6190 10.873,99 1.027,50 521,95 00.394.452/0056-79 33.000.118/0001-79 6190 19.847,59 1.875,61 952,68 00.394.452/0057-50 33.000.118/0002-50 6190 37.173,67 3.541,30 1.784,34 00.394.452/0058-30 33.000.118/0015-74 6190 28.454,74 2.688,90 1.365,83 00.394.452/0060-55 33.000.118/0003-30 6190 20.520,02 1.939,10 984,96 00.394.452/0061-36 33.000.118/0001-79 6190 18.709,16 1.767,77 898,04 00.394.452/0069-93 33.000.118/0001-79 6190 30.574,18 2.853,11 1.467,56 00.394.452/0072-99 33.000.118/0001-79 6190 27.543,22 2.602,61 1.322,07 00.394.452/0075-31 33.000.118/0014-93 6190 17.781,54 1.701,42 853,51 00.394.452/0076-12 33.000.118/0012-21 6190 20.698,51 1.956,00 993,53 00.394.452/0077-01 33.000.118/0016-55 6190 15.514,40 1.466,12 744,69 00.394.452/0082-60 33.000.118/0012-21 6190 29.911,86 2.826,60 1.435,77 00.394.452/0090-70 33.000.118/0013-02 6190 35.872,24 3.389,90 1.721,87 00.394.452/0092-32 33.000.118/0014-93 6190 17.275,08 1.750,61 829,20 00.394.452/0093-13 33.000.118/0014-93 6190 36.848,83 3.482,21 1.768,74 00.394.452/0094-02 33.000.118/0001-79 6190 36.840,12 3.472,30 1.768,33 00.394.452/0095-85 33.000.118/0001-79 6190 24.958,69 2.212,19 1.198,02 00.394.452/0096-66 33.000.118/0007-64 6190 17.570,52 1.525,90 843,38 00.394.452/0097-47 33.000.118/0009-26 6190 44.709,21 4.225,01 2.146,04 00.394.452/0098-28 33.000.118/0011-40 6190 22.168,48 * 2.028,40 1.064,09 00.394.452/0099-09 33.000.118/0009-26 6190 35.615,21 3.333,30 I .709,53 00.394.452/0100-87 33.000.118/0009-26 6190 37.435,00 3.510,80 1.796,88 00.394.452/0101-68 33.000.118/0009-26 6190 36.074,20 3.408,90 1.731,56 00.394.452/0102-49 33.000.118/0007-64 6190 8.160,19 771,10 391,69 00.394.452/0103-20 33.000.118/0001-79 6190 31.305,68 2.863,69 1.502,67 00.394.452/0111-30 33.000.118/0014-93 6190 16.661,55 1.574,50 799,75 8 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 10 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário . Códtgo Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0113-00 33.000.118/0001-79 6190 1.516,91 143,35 72,81 00.394.452/0113-00 33.000.118/0003-30 6190 20.103,54 1.899,80 964,97 00.394.452/0114-82 33.000.118/0001-79 6190 29.436,43 2.781,79 1.412,95 00.394.452/0115-63 33.000.118/0001-79 6190 18.069,28 1.707,52 867,33 00.394.452/0118-06 33.000.118/0001-79 6190 22.376,88 2.114,59 1.074,09 00.394.452/0119-97 33.000.118/0001-79 6190 28.139,76 1.350,69 1.350,71 00.394.452/0121-01 33.000.118/0001-79 6190 41.674,15 3.938,19 2.000,36 00.394.452/0124-54 33.000.118/0014-93 6190 19.775,19 1.868,80 949,21 00.394.452/0126-16 33.000.118/0001-79 6190 14.447,99 1.365,33 693,50 00.394.452/0127-05 33.000.118/0001-79 6190 23.960,00 2.264,01 1.150,08 00.394.452/0131-83 33.000.118/0001-79 6190 19.322,68 1.826,00 927,49 00.394.452/0133-45 33.000.118/0001-79 6190 209.788,74 19.825,04 10.069,86 00.394.452/0134-26 33.000.118/0001-79 6190 72.471,31 6.848,39 3.478,62 00.394.452/0136-98 33.000.118/0007-64 6190 39.345,54 3.718,19 1.888,59 00.394.452/0138-50 33.000.118/0014-93 6190 23.580,21 2.228,29 1.131,85 00.394.452/0139-30 33.000.118/0001-79 6190 46.920,77 4.433,97 2.252,20 00.394.452/0143-17 33.000.118/0001-79 6190 24.026,92 2.270,55 1.153,29 00.394.452/0152-08 33.000.118/0003-30 6190 9.751,71 921,52 468,08 00.394.452/0153-99 33.000.118/0003-30 6190 8.889,41 840,02 426,69 00.394.452/0154-70 33.000.118/0003-30 6190 13.320,60 1.258,80 639,39 00.394.452/0158-01 33.000.118/0005-00 6190 5.341,44 504,75 256,39 00.394.452/0159-84 33.000.118/0005-00 6190 23.916,50 2.260,10 1.147,99 00.394.452/0160-18 33.000.118/0004-11 6190 12.640,88 1.194,50 606,76 00.394.452/0161-07 33.000.118/0013-02 6190 8.723,18 824,59 418,71 00.394.452/0162-80 33.000.118/0015-74 6190 13.764,01 1.300,70 660,67 00.394.452/0164-41 33.000.118/0012-21 6190 10.040,86 948,84 481,96 00.394.452/0165-22 33.000.118/0016-55 6190 9.608,78 908,05 461,22 00.394.452/0166-03 33.000.118/0015-74 6190 9.437,05 891,79 452,98 00.394.452/0167-94 33.000.118/0010-60 6190 8.513,39 804,50 408,64 00.394.452/0168-75 33.000.118/0011-40 6190 8.154,92 770,57 391,44 00.394.452/0169-56 33.000.118/0009-26 6190 14.641,10 1.357,60 702,77 00.394.452/0170-90 33.000.118/0007-64 6190 12.717,03 1.201,70 610,42 00.394.452/0174-13 33.000.118/0015-74 6190 44.888,51 4.241,97 2.154,65 00.394.452/0175-02 33.000.118/0007-64 6190 26.437,83 2.498,20 1.269,02 00.394.452/0178-47 33.000.118/0001-79 6190 53.299,59 5.036,81 2.558,38 00.394.452/0180-61 33.000.118/0007-64 6190 32.199,01 3.043,01 1.545,55 00.394.452/0184-95 33.000.118/0001-79 6190 217.627,76 20.565,82 10.446,13 00.394.452/0186-57 33.000.118/0008-45 6190 48.793,27 4.557,81 2.342,08 , 9 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 11 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficitirio • Códtgo Rendimento tributa . (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.452/0187-38 33.000.118/0001-79 6190 35.407,38 3.346,00 1.699,55 00.394.452/0187-38 33.000.118/0007-64 6190 14.466,42 1.367,06 694,39 00.394.452/0189-08 33.000.118/0001-79 6190 152.828,61 14.441,86 7.335,77 00.394.452/0195-48 33.000.118/0001-79 6190 60.491,16 5.716,42 2.903,58 00.394.452/0196-29 33.000.118/0003-30 6190 57.763,60 5.460,00 2.772,65 00.394.452/0203-92 33.000.118/0016-55 6190 24.437,53 2.309,20 1.173,00 00.394.452/0205-54 33.000.118/0001-79 6190 48.969,34 4.627,53 2.350,53 00.394.452/0206-35 33.000.118/0001-79 6190 114.187,14 10.834,61 5.480,98 00.394.452/0207-16 33.000.118/0001-79 6190 143.402,51 12.514,92 6.883,32 00.394.452/0212-83 33.000.118/0007-64 6190 78.492,99 7.418,04 3.767,66 00.394.452/0216-07 33.000.118/0001-79 6190 2.480,00 234,36 119,04 00.394.452/0216-07 33.000.118/0014-93 6190 320.862,35 30.321,52 15.401,39 00.394.452/0220-93 33.000.118/0001-79 6190 5.633,58 514,91 270,41 00.394.452/0226-89 33.000.118/0014-93 6190 15.934,32 1.505,90 764,85 00.394.452/0230-65 33.000.118/0007-64 6190 11.609,92 1.097,11 557,28 00.394.452/0231-46 33.000.118/0001-79 6190 16.734,55 1.581,40 803,26 00.394.452/0232-27 33.000.118/0009-26 6190 13.394,17 1.265,70 642,92 00.394.452/0234-99 33.000.118/0001-79 6190 4.677,99 423,19 224,54 00.394.452/0239-01 33.000.118/0003-30 6190 13.105,45 1.238,44 629,06 00.394.452/0257-85 33.000.118/0005-00 6190 34.893,80 3.297,40 1.674,90 00.394.452/0259-47 33.000.118/0005-00 6190 9.272,15 921,44 445,06 00.394.452/0264-04 33.000.118/0009-26 6190 14.554,61 1.375,38 698,62 00.394.452/0270-52 33.000.118/0001-79 6190 246.228,63 22.990,44 11.818,97 00.394.452/0294-20 33.000.118/0014-93 6190 8.380,64 868,63 402,27 00.394.452/0295-00 33.000.118/0001-79 6190 401.203,88 37.913,74 19.257,79 00.394.452/0296-91 33.000.118/0001-79 6190 29.074,27 2.781,54 1.395,56 00.394.452/0297-72 33.000.118/0001-79 6190 118.834,30 11.252,62 5.704,05 00.394.452/0298-53 33.000.118/0001-79 6190 22.943,39 2.168, 14 1.101,28 00.394.452/0299-34 33.000.118/0001-79 6190 39.386,97 3.722,04 1.890,57 00.394.452/0301-93 33.000.118/0001-79 6190 61.570,06 5.818,37 2.955,36 00.394.452/0302-74 33.000.118/0001-79 6190 62.765,31 5.931,33 3.012,73 00.394.452/0304-36 33.000.118/0003-30 6190 66.836,42 6.324,75 3.208,15 00.394.452/0305-17 33.000.118/0001-79 6190 48.492,12 4.582,52 2.327,62 00.394.452/0306-06 33.000.118/0001-79 6190 19.721,53 1.863,64 946,63 00.394.452/0307-89 33.000.118/0003-30 6190 14.442,03 1.365,24 693,22 00.394.452/0309-40 33.000.118/0014-93 6190 1.686,24 159,18 80,94 00.394.452/0316-70 33.000.118/0003-30 6190 49.328,73 4.661,57 2.367,78 00.394.452/0318-31 33.000.118/0001-79 6190 34.908,23 3.298,83 1.675,60 1 0 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 12 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficidrio . Códtgo Rendimento tributa , vel (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0324-80 33.000.118/0001-79 6190 167.254,27 15.805,45 8.028,20 00.394.452/0327-22 33.000.118/0001-79 6190 1.964,87 185,68 94,31 00.394.452/0327-22 33.000.118/0003-30 6190 33.836,18 3.198,40 1.624,14 00.394.452/0329-94 33.000.118/0005-00 6190 37.772,20 3.569,40 1.813,07 00.394.452/0331-09 33.000.118/0009-26 6190 37.504,54 3.544,10 1.800,22 00.394.452/0333-70 33.000.118/0015-74 6190 39.230,81 3.707,30 1.883,08 00.394.452/0335-32 33.000.118/0007-64 6190 26.867,69 2.538,80 1.289,65 00.394.452/0337-02 33.000.118/0005-00 6190 70.405,55 6.653,30 3.379,47 00.394.452/0339-66 33.000.118/0001-79 6190 28.740,98 2.716,00 1.379,57 00.394.452/0344-23 33.000.118/0001-79 6190 32.612,13 3.081,81 1.565,38 00.394.452/0347-76 33.000.118/0003-30 6190 21.370,38 2.019,50 1.025,78 00.394.452/0349-38 33.000.118/0014-93 6190 27.565,69 2.610,40 1.323,15 00.394.452/0352-33 33.000.118/0001-79 6190 10.157,04 959,82 487,54 00.394.452/0355-86 33.000.118/0001-79 6190 4.061,31 383,80 194,94 00.394.452/0355-86 33.000.118/0003-30 6190 15.466,79 1.461,60 742,41 00.394.452/0358-29 33.000.118/0016-55 6190 27.295,91 2.579,49 1.310,20 00.394.452/0368-09 33.000.118/0001-79 6190 12.735,18 1.203,45 611,29 00.394.452/0375-20 33.000.118/0001-79 6190 41.067,54 3.880,85 1.971,24 00.394.452/0376-00 33.000.118/0001-79 6190 29.559,14 2.793,34 1.418,84 00.394.452/0378-72 33.000.118/0001-79 6190 622.976,12 58.871,25 29.902,85 00.394.452/0380-97 33.000.118/0009-26 6190 33.177,98 3.135,30 1.592,54 00.394.452/0383-30 33.000.118/0015-74 6190 100.490,84 9.259,79 4.823,56 00.394.452/0384-10 33.000.118/0003-30 6190 59.773,85 5.648,60 2.869,14 00.394.452/0385-00 33.000.118/0007-64 6190 58.821,73 5.558,60 2.823,44 00.394.452/0387-63 33.000.118/0014-93 6190 72.708,26 6.870,90 3.490,00 00.394.452/0395-73 33.000.118/0016-55 6190 31.436,12 2.970,70 1.508,93 00.394.452/0400-75 33.000.118/0001-79 6190 110.801,59 9.089,66 5.318,48 00.394.452/0401-56 33.000.118/0007-64 6190 11.525,64 1.056,90 553,23 00.394.452/0402-37 33.000.118/0014-93 6190 8.890,43 881,01 426,74 00.394.452/0403-18 33.000.118/0001-79 6190 3.406,61 292,55 163,52 00.394.452/0406-60 33.000.118/0001-79 6190 41.804,68 3.950,40 2.006,62 00.394.452/0407-41 33.000.118/0001-79 6190 175.362,80 16.571,74 8.417,41 00.394.452/0409-03 33.000.118/0001-79 6190 27.262,15 2.579,48 1.308,58 00.394.452/0421-08 33.000.118/0001-79 6190 31.493,35 2.976,12 1.511,68 00.394.452/0423-61 33.000.118/0001-79 6190 54.884,05 5.166,06 2.634,43 00.394.452/0424-42 33.000. 118/0001-79 6190 16.656,30 1.574,01 799,50 00.394.452/0432-52 33.000.118/0014-93 6190 54.593,34 5.159,12 2.620,48 00.394.452/0433-33 33.000.118/0012-21 6190 99.606,66 9.412,83 4.781,12 11 Processo n°16682.901043/2011-83 SI-C ITI AcórclAo n.° 1101-000.882 Fl. 13 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do . beneficitirto Cádi . go Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0434-14 33.000.118/0007-64 6190 27.380,99 2.587,50 1.314,29 00.394.452/0435-03 33.000.118/0001-79 6190 487.971,29 46.252,94 23.422,62 00.394.452/0438-48 33.000.118/0005-00 6190 231.710,42 21.925,45 11.122, I 0 00.394.452/0441-43 33.000.118/0015-74 6190 222.691,81 21.043,88 10.689,21 00.394.452/0456-20 33.000.118/0001-79 6190 47.899,97 4.526,54 2.299,20 00.394.452/0466-00 33.000.118/0012-21 6190 15.414,22 1.456,67 739,88 00.394.452/0468-63 33.000.118/0001-79 6190 23.377,74 2.182,45 1.122,13 00.394.452/0474-01 33.000.118/0014-93 6190 14.550,16 1.382,71 698,41 00.394.452/0480-50 33.000.118/0009-26 6190 84.313,05 7.967,40 4.047,03 00.394.452/0500-38 33.000.118/0009-26 6190 7.653,86 723,23 367,39 00.394.452/0504-61 33.000.118/0007-64 6190 20.740,06 1.959,80 995,52 00.394.452/0506-23 33.000.118/0014-93 6190 9.678,07 915,41 464,55 00.394.452/0509-76 33.000.118/0001-79 6190 171.323,50 16.190,05 8.223,53 00.394.452/0512-71 33.000.118/0001-79 6190 2.905,60 274,53 139,47 00.394.452/0513-52 33.000.118/0006-83 6190 33.325,85 3.114,30 1.599,64 00.394.452/0514-33 33.000.118/0001-79 6190 20.341,86 1.922,29 976,41 00.394.452/0523-24 33.000.118/0005-00 6190 31.594,33 2.985,68 1.516,53 00.394.452/0527-58 33.000.118/0007-64 6190 4.931,09 423,70 236,69 00.394.452/0528-39 33.000.118/0007-64 6190 26.837,59 2.536,10 1.288,20 00.394.452/0529-10 33.000.118/0001-79 6190 194.879,62 18.625,73 9.354,22 00.394.452/0529-10 33.000.118/0007-64 6190 4.636,80 438,18 222,57 00.394.452/0532-15 33.000.118/0007-64 6190 11.598,89 1.143,34 556,75 00.394.452/0536-49 33.000.118/0001-79 6190 6.365,04 601,49 305,52 00.394.452/0539-91 33.000.118/0007-64 6190 50.424,15 4.758,44 2.420,36 00.394.452/0541-06 33.000.118/0015-74 6190 16.747,93 1.582,65 803,90 00.394.452/0544-59 33.000.118/0003-30 6190 17.521,88 1.665,86 841,05 00.394.452/0548-82 33.000.118/0001-79 6190 11.294,39 1.067,32 542,13 00.394.452/0548-82 33.000.118/0007-64 6190 1.647,12 155,66 79,06 00.394.452/0550-05 33.000.118/0001-79 6190 51.019,49 4.821,29 2.448,94 00.394.452/0554-20 33.000.118/0014-93 6190 45.850,32 4.332,85 2.200,82 00.394.452/0557-73 33.000.118/0001-79 6190 62.233,47 5.881,09 2.987,21 00.394.452/0558-54 33.000.118/0008-45 6190 106.289,66 10.044,65 5.101,90 00.394.452/0570-40 33.000.118/0003-30 6190 243.269,36 19.246,30 11.676,93 00.394.452/0571-21 33.000.118/0014-93 6190 10.497,45 991,92 503,88 00.394.452/0573-93 33.000.118/0007-64 6190 37.968,99 3.540,30 1.822,51 Subtotal 2 10.435.520,40 978.293,50 500.904,94 Retenção informada em PER/DCOMP 562.290,19 12 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CIT I Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 14 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário Código Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% Valor confirmado 2 500.904,94 Tabela 3— Valor confirmado de 1R retido pelo CNPJ básico 00.394.452 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.494 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: MINIS TERIO DA JUSTICA CNPJ do declarante CNPJ do beneficidrio , . Codigo Rendimento tributdvel (1) Retenção (2) IRRF = (1) * 4,80% 00.394.494/0010-27 33.000.118/0001-79 6190 12.917,97 1.220,74 620,06 00.394.494/0010-27 33.000. I 18/0006-83 6190 44.023,86 4.160,21 2.113,15 00.394.494/0020-07 33.000.118/0013-02 6190 126.472,43 11.951,60 6.070,68 00.394.494/0021-80 33.000.118/0007-64 6190 103.496,59 20.709,57 4.967,84 00.394.494/0022-60 33.000.118/0005-00 6190 456.675,92 43.146,32 21.920,44 00.394.494/0023-41 33.000.118/0015-74 6190 228.083,09 21.553,85 10.947,99 00.394.494/0025-03 33.000.118/0001-79 6190 49.967,43 4.721,87 2.398,44 00.394.494/0025-03 33.000.118/0002-50 6190 469.600,41 44.377,16 22.540,82 00.394.494/0027-75 33.000.118/0001-79 6190 136.165,08 12.867,61 6.535,92 00.394.494/0029-37 33.000.118/0003-30 6190 680.586,75 64.339,10 32.668,16 00.394.494/0030-70 33.000.118/0009-26 6190 257.756,96 24.374,86 12.372,33 00.394.494/0031-51 33.000.118/0012-21 6190 125.716,95 11.880,26 6.034,41 00.394.494/0033-13 33.000.118/0014-93 6190 307.254,44 34.553,63 14.748,21 00.394.494/0034-02 33.000.118/0010-60 6190 89.240,01 8.433,10 4.283,52 00.394.494/0035-85 33.000.118/0001-79 6190 987.766,58 93.343,93 47.412,80 00.394.494/0036-66 33.000.118/0016-55 6190 211.685,91 20.004,31 10.160,92 00.394.494/0041-23 33.000.118/0004-11 6190 97.423,74 9.206,53 4.676,34 00.394.494/0093-54 33.000.118/0008-45 6190 101.623,84 9.603,45 4.877,94 00.394.494/0105-22 33.000.118/0007-64 6190 19.455,05 1.838,40 933,84 00.394.494/0106-03 33.000.118/0009-26 6190 204.916,75 19.992,08 9.836,00 00.394.494/0107-94 33.000.118/0015-74 6190 186.021,55 17.579,10 8.929,03 00.394.494/0108-75 33.000.118/0014-93 6190 50.082,62 4.732,82 2.403,97 00.394.494/0109-56 33.000.118/0001-79 6190 229.956,36 21.730,81 11.037,91 00.394.494/0110-90 33.000.118/0003-30 6190 182.830,20 17.277,34 8.775,85 00.394.494/0111-70 33.000.118/0001-79 6190 262.888,96 24.843,00 12.618,67 00.394.494/01 I 7-66 33.000.118/0001-79 6190 116.202 , 13 10.981,00 5.577,70 00.394.494/0118-47 33.000.118/0001-79 6190 47.267,50 4.466,76 2.268,84 00.394.494/0118-47 33.000.118/0016-55 6190 26.023,44 2.459,21 1.249,13 00.394.494/0121-42 33.000.118/0002-50 6190 83.777,09 7.916,80 4.021,30 00.394.494/0122-23 33.000.118/0010-60 6190 57.602,52 5.443,42 2.764,92 oP 13 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-Cl TI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 15 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.494 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: MINISTERIO DA JUSTICA CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário , . Codigo Rendimento tributável (I) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.494/0124-95 33.000.118/0005-00 6190 9.118,82 407,25 437,70 00.394.494/0124-95 33.000.118/0013-02 6190 51.820,63 4.901,49 2.487,39 00.394.494/0125-76 33.000.118/0004-11 6190 98.581,84 9.313,40 4.731,93 00.394.494/0137-00 33.000.118/0008-45 6190 36.145,31 3.415,70 1.734,97 Subtotal 3 6.149.148,73 597.746,68 295.159,12 Retenção informada ern PER/DCOMP 298.954,55 Valor confirmado 3 295.159,12 Tabela 4— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.394.494 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do . beneficicirio Codigo Rendimento tributável (I) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.502/0001-44 33.000.118/0001-79 6190 3.073,24 290,36 147,52 00.394.502/0002-25 33.000.118/0001-79 6190 1.734.865,88 171.233,83 83.273,56 00.394.502/0003-06 33.000.118/0001-79 6190 584,56 55,21 28,06 00.394.502/0007-30 33.000.118/0001-79 6190 8.325,76 786,61 399,64 00.394.502/0008-10 33.000.118/0001-79 6190 14.529,64 1.343,58 697,42 00.394.502/0011-16 33.000.118/0001-79 6190 432,62 40,85 20,77 00.394.502/0012-05 33.000.118/0001-79 6190 115.000,00 10.867,50 5.520,00 00.394.502/0012-05 33.000.118/0003-30 6190 27.860,94 2.632,80 1.337,33 00.394.502/0012-05 33.000.118/0005-00 6190 18.068,54 1.707,40 867,29 00.394.502/0012-05 33.000.118/0016-55 6190 122.400,27 11.566,82 5.875,21 00.394.502/0013-88 33.000.118/0001-79 6190 4.443,04 419,83 213,27 00.394.502/0014-69 33.000.118/0001-79 6190 1.214.133,41 114.782,96 58.278,40 00.394.502/0015-40 33.000.118/0001-79 6190 434.958,93 41.103,58 20.878,03 00.394.502/0017-01 33.000.118/0001-79 6190 20.164,95 1.907,52 967,92 00.394.502/0018-92 33.000.118/0001-79 6190 447,73 42,30 21,49 00.394.502/0019-73 33.000.118/0001-79 6190 578,65 55,05 27,78 00.394.502/0021-98 33.000.118/0001-79 6190 1.947,96 184,07 93,50 00.394.502/0025-11 33.000.118/0002-50 6190 17.164,09 1.576,10 823,88 00.394.502/0026-00 33.000.118/0001-79 6190 39.880,07 3.768,58 1.914,24 00.394.502/0030-89 33.000.118/0004-11 6190 23.028,53 2 . 176,20 1.105,37 00.394.502/0033-21 33.000.118/0016-55 6190 223.390,32 23.983,06 10.722,74 00.394.502/0037-55 33.000.118/0012-21 6190 33.671,67 3.185,20 1.616,24 00.394.502/0039-17 33.000.118/0010-60 6190 6.153,01 581,42 295,34 6() 14 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C III Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 16 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do beneficia , . Codtgo Rendimento tributa'vel (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.502/0042-12 33.000.118/0009-26 6190 5.438,40 539,70 261,04 00.394.502/0043-01 33.000.118/0007-64 6190 70.786,14 6.689,20 3.397,73 00.394.502/0059-60 33.000.118/0001-79 6190 8.462,02 799,64 406,18 00.394.502/0061-85 33.000.118/0009-26 6190 6.183,60 584,30 296,81 00.394.502/0064-28 33.000.118/0016-55 6190 5.493,50 519,10 263,69 00.394.502/0065-09 33.000.118/0001-79 6190 101.400,07 9.582,20 4.867,20 00.394.502/0066-90 33.000.118/0014-93 6190 17.288,85 2.690,30 829,86 00.394.502/0067-70 33.000.118/0005-00 6190 39.387,34 3.722,00 1.890,59 00.394.502/0069-32 33.000.118/0001-79 6190 53.332,17 5.039,88 2.559,94 00.394.502/0071-57 33.000.118/0001-79 6190 15.885,96 1.501,19 762,53 00.394.502/0073-19 33.000.118/0001-79 6190 1.853,18 175,03 88,95 00.394.502/0074-08 33.000.118/0001-79 6190 452,38 42,72 21,71 00.394.502/0075-80 33.000.118/0001-79 6190 4.867,45 459,96 233,64 00.394.502/0077-42 33.000.118/0001-79 6190 2.045,96 193,33 98,21 00.394.502/0078-23 33.000.118/0001-79 6190 7.742,62 731,64 371,65 00.394.502/0079-04 33.000.118/0001-79 6190 53.833,49 5.086,55 2.584,01 00.394.502/0084-71 33.000.118/0001-79 6190 5.039,70 361,06 241,91 00.394.502/0084-71 33.000.118/0002-50 6190 71,92 6,79 3,45 00.394.502/0087-14 33.000.118/0001-79 6190 11.950,11 1.129,22 573,61 00.394.502/0091-09 33.000.118/0001-79 6190 330,93 31,27 15,88 00.394.502/0092-81 33.000.118/0001-79 6190 23.035,14 2.176,73 1.105,69 00.394.502/0093-62 33.000.118/0001-79 6190 9.121,77 862,52 437,84 00.394.502/0094-43 33.000.118/0001-79 6190 59.717,73 5.643,23 2.866,45 00.394.502/0099-58 33.000.118/0001-79 6190 130.023,23 12.287,15 6.241,12 00.394.502/0105-30 33.000.118/0001-79 6190 801.212,92 71.072,93 38.458,22 00.394.502/0107-00 33.000.118/0001-79 6190 122.853,59 11.609,55 5.896,97 00.394.502/0110-06 33.000.118/0003-30 6190 21.500,89 2.021,40 1.032,04 00.394.502/0110-06 33.000.118/0005-00 6190 8.975,30 847,50 430,81 00.394.502/0116-93 33.000.118/0015-74 6190 121.562,89 11.442,75 5.835,02 00.394.502/0117-74 33.000.118/0001-79 6190 31.521,93 2.978,73 1.513,05 00.394.502/0119-36 33.000.118/0001-79 6190 24.296,61 2.295,98 1.166,24 00.394.502/0125-84 33.000.118/0001-79 6190 62.624,65 5.917,73 3.005,98 00.394.502/0128-27 33.000.118/0001-79 6190 181.282,68 16.714,34 8.701,57 00.394.502/0129-08 33.000.118/0001-79 6190 362,94 362,94 17,42 00.394.502/0131-22 33.000.118/0001-79 6190 2.504,17 244,37 120,20 00.394.502/0133-94 33.000.118/0014-93 6190 84.042,12 7.942,42 4.034,02 15 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CIT1 Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 17 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do beneficicirio Código Rendimento tributtivel (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.502/0139-80 33.000.118/0001-79 6190 489,35 46,23 23,49 00.394.502/0141-02 33.000.118/0001-79 6190 41.410,59 3.913,27 1.987,71 00.394.502/0148-70 33.000.118/0001-79 6190 20,001,03 19.800,49 960,05 00.394.502/0154-19 33.000.118/0001-79 6190 953,08 90,05 45,75 00.394.502/0154-19 33.000.118/0002-50 6190 356,79 33,70 17,13 00.394.502/0154-19 33.000.118/0005-00 6190 139,50 13,18 6,70 00.394.502/0159-23 33.000.118/0001-79 6190 2.005,25 189,45 96,25 00.394.502/0161-48 33.000.118/0001-79 6190 7.552,46 713,68 362,52 00.394.502/0162-29 33.000.118/0001-79 6190 26.542,00 2.506,59 1.274,02 00.394.502/0163-00 33.000.118/0001-79 6190 3.323,23 314,01 159,52 00.394.502/0172-09 33.000.118/0001-79 6190 38.053,60 3.596,01 1.82657 00.394.502/0177-05 33.000.118/0001-79 6190 28.579,08 2.700,66 1.371,80 00.394.502/0180-00 33.000.118/0004-11 6190 60,37 5,70 2,90 00.394.502/0180-00 33.000.118/0005-00 6190 317.886,61 30.155,31 15.258,56 00.394.502/0180-00 33.000.118/0013-02 6190 240,19 22,70 11,53 00.394.502/0185-15 33.000.118/0009-26 6190 7.772,66 734,51 373,09 00.394.502/0188-68 33.000.118/0002-50 6190 47.849,01 4.521,60 2.296,75 00.394.502/0189-49 33.000.118/0001-79 6190 1.610,01 152,08 77,28 00.394.502/0190-82 33.000.118/0001-79 6190 6.744,83 637,45 323,75 00.394.502/0197-63 33.000.118/0001-79 6190 50.281,54 4.751,59 2.413,51 00.394.502/0192-44 33.000.118/0001-79 6190 54.094,99 5.020,81 2.596,56 00.394.502/0222-02 33.000.718/0001-79 6190 3.276,49 309,61 157,27 00.394.502/0229-70 33.000.118/0001-79 6190 20.380,29 1.928,31 978,25 00.394.502/0270-00 33.000.118/0001-79 6190 12.724,87 1.202,49 610,79 00.394.502/0272-63 33.000.118/0001-79 6190 17.479,02 1.732,18 838,99 00.394.502/0307-28 33.000.118/0001-79 6190 1.794,96 171,96 86 16 00.394.502/0308-09 33.000.118/0001-79 6190 1.155,88 109,18 55,48 00.394.502/0342-00 33.000.118/0001-79 6190 6.681,45 631,35 320,71 00.394.502/0343-91 33.000.118/0001-79 6190 424.730,87 40.169,97 20.387,08 00.394.502/0344-72 33.000.118/0001-79 6190 46.122,03 4.358,54 2.213,86 00.394.502/0386-21 33.000.118/0001-79 6190 181.507,94 17.152,41 8.712,38 00.394.502/0394-31 33.000.118/0001-79 6190 3.907,99 369,29 187,58 00.394.502/0396-07 33.000.118/0009-26 6190 410.812,33 39.415,38 19.718,99 00.394.502/0397-84 33.000.118/0001-79 6190 391,33 3698 18,78 00.394.502/0397-84 33.000.118/0016-55 6190 111.453,40 10.532,20 5.349,76 00.394.502/0398-65 33.000.118/0001-79 6190 4.98637 468,40 239,35 16 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C IT I Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 18 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do . beneficiário , Código Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.502/0401-03 33.000.118/0007-64 6190 32.652,89 3.085,60 1.567,34 00.394.502/0420-68 33.000.118/0001-79 6190 658,61 62,22 31,61 00.394.502/0421-49 33.000.118/0001-79 6190 1.547,33 146,21 74,27 00.394.502/0425-72 33.000.118/0001-79 6190 2.041,81 192,88 98,01 00.394.502/0425-72 33.000.118/0002-50 6190 453,27 42,79 21,76 00.394.502/0425-72 33.000.118/0005-00 6190 9.936,53 939,00 476,95 00.394.502/0425-72 33.000.118/0012-21 6190 143,77 13,57 6,90 00.394.502/0425-72 33.000.118/0013-02 6190 202,80 19,16 9,73 00.394.502/0425-72 33.000.118/0014-93 6190 495,37 46,81 23,78 00.394.502/0425-72 33.000.118/0015-74 6190 2.443,89 230,83 117,31 00.394.502/0425-72 33.000.118/0016-55 6190 1.349,32 127,49 64,77 00.394.502/0426-53 33.000.118/0001-79 6190 576,12 54,40 27,65 00.394.502/0426-53 33.000.118/0002-50 6190 1.729,00 163,37 82,99 00.394.502/0426-53 33.000.118/0005-00 6190 842,78 79,64 40,45 00.394.502/0426-53 33.000.118/0012-21 6190 351,92 33,25 16,89 00.394.502/0426-53 33.000.118/0015-74 6190 137,25 12,97 6,59 00.394.502/0427-34 33.000.118/0002-50 6190 1.195,44 112,94 57,38 00.394.502/0427-34 33.000.118/0012-21 6190 617,13 58,31 29,62 00.394.502/0427-34 33.000.118/0013-02 6190 1.810,22 171,05 86,89 00.394.502/0427-34 33.000.118/0014-93 6190 1.148,59 108,53 55,13 00.394.502/0427-34 33.000.118/0015-74 6190 69,49 6,56 3,34 00.394.502/0429-04 33.000.118/0001-79 6190 3.774,71 356,74 181,19 00.394.502/0429-04 33.000.118/0002-50 6190 753,64 71,21 36,17 00.394.502/0429-04 33.000.118/0012-21 6190 224,06 21,17 10,75 00.394.502/0429-04 33.000.118/0014-93 6190 534,99 50,55 25,68 00.394.502/0429-04 33.000.118/0015-74 6190 2.833,58 267,79 136,01 00.394.502/0429-04 33.000.118/0016-55 6190 1.770,96 167,32 85,01 00.394.502/0430-30 33.000.118/0001-79 6190 18.397,71 1.738,54 883,09 00.394.502/0431-10 33.000.118/0001-79 6190 4.766,70 454,98 228,80 00.394.502/0432-00 33.000.118/0001-79 6190 61.854,30 5.845,15 2.969,01 00.394.502/0435-44 33.000.118/0001-79 6190 1.141,40 107,81 54,79 00.394.502/0440-01 33.000.118/0001-79 6190 5.869,19 554,63 281,72 00.394.502/0446-05 33.000.118/0001-79 6190 85.365,20 8.066,96 4.097,53 00.394.502/0453-26 33.000.118/0001-79 6190 10.163,62 967,60 487,85 00.394.502/0453-26 33.000.118/0011-40 6190 809,86 76,55 38,87 00.394.502/0453-26 33.000.118/0012-21 6190 925,24 87,41 44,41 17 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 19 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário , Códi go Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.502/0453-26 33.000.118/0014-93 6190 243,90 23,04 11,71 00.394.502/0453-26 33.000.118/0015-74 6190 1.315,81 124,35 63,16 00.394.502/0453-26 33.000.118/0016-55 6190 1.665,95 157,42 79,97 00.394.502/0470-27 33.000.118/0001-79 6190 43.637,41 4.123,70 2.094,60 Subtotal 4 8.371.391,31 816.074,00 401.826,78 Retenção informada em PER/DCOMP 443.123,39 Valor confirmado 4 401.826,78 Tabela 5— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.394.502 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.544 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: MINIS TERIO DA SAUDE CNPJ do declarante CNPJ do beneficitirio , . g Cod io Rendimento tri buta'vel (1) Retenç ã o IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.544/0021-29 33.000.118/0001-79 6190 8.167,62 771,84 392,05 00.394.544/0022-00 33.000.118/0009-26 6190 7.357,05 695,24 353,14 00.394.544/0025-52 33.000.118/0009-26 6190 67.222,61 6.352,50 3.226,69 00.394.544/0059-00 33.000.118/0009-26 6190 107.471,77 10.156,05 5.158,64 00.394.544/0171-50 33.000.118/0001-79 6190 2.951.434,58 278.910,50 141.668,86 00.394.544/0176-65 33.000.118/0005-00 6190 27.091,35 2.595,60 1.300,38 00.394.544/0176-65 33.000.118/0013-02 6190 19.366,85 1.815,50 929,61 00.394.544/0177-46 33.000.118/0007-64 6190 80.916,44 7.646,50 3.883,99 00.394.544/0178-27 33.000.118/0006-83 6190 10.376,24 980,12 498,06 00.394.544/0179-08 33.000.118/0005-00 6190 76.088,60 8.684,07 3.652,25 00.394.544/0180-41 33.000.118/0015-74 6190 66.021,23 6.238,90 3.169,02 00.394.544/0181-22 33.000.118/0002-50 6190 3.877,28 366,33 186,11 00.394.544/0183-94 33.000.118/0011-40 6190 6.791,87 6.791,80 326,01 00.394.544/0186-37 33.000.118/0003-30 6190 141.328,12 13.355,41 6.783,75 00.394.544/0188-07 33.000.118/0012-21 6190 57.717,89 5.454,40 2.770,46 00.394.544/0190-13 33.000.118/0014-93 6190 9.162,68 9.162,60 439,81 00.394.544/0191-02 33.000.118/0010-60 6190 39.252,67 3.709,40 1.884,13 00.394.544/0192-85 33.000.118/0001-79 6190 761.774,21 73.194,67 36.565,16 00.394.544/0193-66 33.000.118/0016-55 6190 89.966,22 5.666,80 4.318,38 00.394.544/0196-09 33.000.118/0008-45 6190 10.090,86 953,55 484,36 00.394.544/0199-51 33.000.118/0004-11 6190 71.576,08 6.763,90 3.435,65 00.394.544/0202-91 33.000.118/0001-79 6190 739.267,82 69.860,78 35.484,86 00.394.544/0211-82 33.000.118/0001-79 6190 295.155,70 27.616,22 14.167,47 00.394.544/0212-63 33.000.118/0001-79 6190 80.720,96 7.628,14 3.874,61 18 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CI TI Acórclao n.° 1101-000.882 Fl. 20 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.544 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: MINISTERIO DA SAUDE CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário , Códi go Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.544/0213-44 33.000.118/0001-79 6190 120.728,58 11.409,98 5.794,97 00.394.544/0271-13 33.000.118/0001-79 6190 350.518,53 33.095,93 16.824,89 Subtotal 5 6.199.443,81 599.876,73 297.573,31 Retenção informada em PER/DCOMP 170.381,38 Valor confirmado 5 1 170.381,38 Tabela 6— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.394.544 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.497.552 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: AUDITORIAS DA JUSTICA MILITAR CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário Código Rendimento tributa'vel (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.497.552/0015-52 33.000.118/0003-30 6190 4.928,53 465,73 236,57 00.497.552/0017-14 33.000.118/0005-00 6190 4.704,84 461,98 225,83 00.497.552/0018-03 33.000.118/0014-93 6190 16.285,01 1.680,30 781,68 00.497.552/0019-86 33.000.118/0009-26 6190 9.196,15 869,04 441,42 00.497.552/0021-09 33.000.118/0015-74 6190 4.635,10 438,00 222,48 00.497.552/0024-43 33.000.118/0007-64 6190 5.443,90 514,48 261,31 00.497.552/0025-24 33.000.118/0001-79 6190 94.302,26 8.911,54 4.526,51 Subtotal 6 139.495,79 13.341,07 6.695,80 Retenção informada em PER/DCOMP 797.310,31 Valor confirmado 6 6.695,80 Tabela 7— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.497.552 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 33.066.408 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: BANCO ABN AMRO REAL S.A. CNPJ do declarante CNPJ do beneficidrio , . Codtgo Rendimento tributa,vel IRRF 33.066.408/0001-15 33.000.118/0006-83 3426 163,19 32,61 Subtotal 7 163,19 32,61 Retenção informada em PER/DCOMP 530.952,26 Valor confirmado 7 32,61 Tabela 8 — Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 33.066.408 sob o código de receita 3426. 25. A partir da nova apuração, foi possível confirmar R$ 3.007.261,28 em retenções de Imposto de Renda, sendo R$ 1.374.968,02 sob o código 6190 (= 500.904,94 + 295.159,12 + 401.826,78 + 170.381,38 + 6.695,80; tabelas 3 a 7) e Não se pode considerar confirmado um valor de IRRF maior do que o pedido pelo próprio Interessado em seu PER/DCOMP. A receita correspondente ao IRRF confirmado é de R$ 3.549.612,08 (=170.381,38/0,048). 19 Processo n° 16682.901043/2011-83 S 1 -CIT1 Fl. 21 Acórdao n.° 1101-000.882 R$ 1.632.293,26 no código 3426 (=1.632.260,65 + 32,61; tabelas 2 e 8). Adicionando-se àquele total as parcelas que já haviam sido integralmente confirmadas pelo Despacho Decisório, R$ 154.975,11, a retenção confirmada de Imposto de Renda na fonte é de R$ 3.162.236.39. 26. Destacamos que, tendo o Interessado como beneficiário, nab foi localizada em DIRF qualquer retenção corn os CNPJ básicos e códigos de receita indicados na tabela 9, de forma que as respectivas parcelas, declaradas no PER/DCOMP com demonstrativo do crédito, permaneceram sem confirmação: CNPJ BÁSICO DA FONTE PAGADORA a:WIG° DE RECEITA VALOR PER/DCOMP = VALOR NÃO-CONFIRMADO 00.000.000 6190 3.182.829,89 00.360.305 6190 2.125.386,01 00.360.305 5273 19.502,88 07.237.373 6190 351.652,31 33.000.167 6190 1.082.999,01 33.066.408 5706 1.226.977,36 33.479.023 3426 1.497.522,94 Tabela 9— Outros valores que permaneceram sem confirmac'do após a nova verificaçdo. VIII. Oferecimento dos rendimentos à tributação 27. Como foi discriminado nas tabelas 3 a 7, o Interessado teve confirmada a retenção R$ 1.374.968,02 sob o código 6190 (SERVIÇOS - RETENÇÁO EM PAGAMENTO POR óRGA -0 PUBLICO), que correspondem a uma receita de R$28.645,168,31 (= 10.435.520,40 + 6.149.148,73 + 8.371.391,31 + 3.549.612,08 + 139.495,79). 28. Também foi confirmada/reconfirmada a retenção de R$ 1.787.268,37 sobre receitas financeiras, sendo R$ 1.632.308,09 (= 14,83 + 1.632.260,65 + 32,61) e R$ 154.960,28 nos códigos 3426 (IRRF - APLICAÇÕES FINANCEIRAS DE RENDA FIXA - PESSOA JURIDICA) e 5273 (IRRF - OPERAÇÕES DE SWAP (ART. 74 L 8981/95), respectivamente, e que correspondente a uni rendimento de R$ 9.318.083,09, conforme demonstrado na tabela 10: CNPJ da Fonte Pagadora Código de . Receita Rendimento Tributável Valor Confirmado Fontes 33.479.023/00001-80 5273 1.084.993,67 154.960,28 DIRF e Análise de Crédito 07.237.373/0001-20 3426 36,25 14,83 DIRF e Análise de Crédito 00.000.000/0001-91 3426 8.232.889,98 1.632.260,65 Tabela 2 33.066.408,0001-15 3426 163,19 32,61 Tabela 8 Total 9.318.083,09 1.787.268,37 Tabela 10— Rendimento tributável proporcional ao Imposto de Renda retido sob os códigos de receita indicados. 20 Processo no 16682.901043/2011-83 SI-CIT I Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 22 29. Como o Interessado declarou ern sua DIN' 2004 (A 1.940) R$ 17.831.035.015,56 em "08. Receita da Prestação de Serviços" e R$ 352.322.390,34 em "24. Outras Receitas Financeiras", considero que foram oferecidas et tributação as receitas correspondentes às retenções confirmadas. Assim, pode ser que na análise anterior à expedição do despacho decisório, o cruzamento de informações tenha levado em conta, apenas, as DIRF que apontassem como beneficiário o estabelecimento matriz da contribuinte. Pode ser, também, que tendo em conta o código de receita informado pela fonte pagadora, presumiu-se que o IRRF integrante do conjunto representaria um valor menor que o adotado pela contribuinte. Pode ser, ainda, que a autoridade administrativa tenha extraído a informação das receitas incluídas na base de calculo do IRPJ a partir de outros campos de informação da DIPJ, e assim determinado parcelas das retenções que não poderiam ser deduzidas no ajuste anual. Por fim, é possível que a autoridade administrativa no tenha admitido informações prestadas em DIRF por declarantes que apresentavam CNPJ distinto daquele informado pela contribuinte, ainda que se tratassem de pessoa jurídica com mesma razão social, ou similar. De forma semelhante, relativamente as compensações não confirmadas, disse a autoridade julgadora de l a instância: IX Compensações de estimativas 30. Na Análise de Crédito, ft. 21, consta que não foi confirmada a compensação de R$574.240,97 em estimativas, no processo 13708.001134/2003-83. 31. Alega o Interessado que, sendo a compensação uma das modalidades de extinção do crédito tributário, dever-se-iam considerar, como efetivamente pagas, as estimativas compensadas, até que sobreviesse decisão definitiva de não- homologação; e que no processo 13708.001134/2003-83 ainda há recurso especial para ser julgado. 32. Pelo argumento apresentado, percebe-se que o Interessado confunde suspensão de exigibilidade com invalidação da decisão. De fato, tanto a Manifestação de Inconformidade quanto os Recursos Voluntário e Especial suspendem a exigibilidade, mas não invalidam o Despacho Decisório, que, ao invés disso, permanecerá válido até que se decida reformá-lo, administrativa ou judicialmente. Se a exigibilidade está suspensa, então o débito existe, pois não se pode suspender a exigibilidade do que inexiste. Se o débito foi extinto pela compensaçOo 2 e agora existe, enteio o Despacho Decisório, mesmo não sendo uma decisão definitiva, implementou a condição resolutória. Logo, não é correto afirmar que a compensação extingue o crédito tributário até que sobrevenha decisão definitiva de não-homologação, mas que essa extinção se manterá até que uma decisão, definitiva ou não, a resolva, total ou parcialmente. 33. No processo 13708.001134/2003-83, a decisão de não homologar a compensação das estimativas, embora impugnada pelo Interessado, foi mantida en? la e 2' instâncias de julgamento, conforme Acórdão 12.628, da DR.! Rio de Janeiro II, e Acórdão 2102-00.150 do CARF, ft. 1.941 (extrato do processo). Portanto, o ato de não homologação permanece válido. 34. Alega-se também que, mesmo havendo decisão administrativa definitiva de não homologação, as estimativas devem compor o saldo negativo, pois serão exigidas 2 Lei n° 9.430/1996, art. 74, § 20 - A compensação declarada à Secretaria de Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Processo n° 16682.901043/2011-83 Acórclao n.° 1101-000.882 SI-CI T1 Fl. 23 por meio de Execução Fiscal e, consequentemente, extintas por pagamento ou, se houver o reconhecimento judicial do direito creditório, por compensação. Entendimento em contrário implicaria dupla cobrança do mesmo crédito, urna vez que, de um lado, o Fisco estaria desconsiderando o pagamento das estimativas e reduzindo o saldo negativo, enquanto, de outro lado, faria a cobrança executiva das mesmas estimativas, procedimento que redundaria, como já visto, em pagamento ou compensação, o que só se coaduna com a manutenção do saldo negativo. 35. Não há de fato dupla cobrança do mesmo crédito, pois: a) conforme extrato do processo 13708.001134/2003-83 , fl. 1.941, a não homologação nesses autos resolve a extinção de um débito de IRPJ, código 2362: b) por outro lado, o Detalhamento de Compensação' do presente processo, fl. 22, mostra que, neste caso, a não homologação resolve a extinção de dois débitos de Cofins, código 2172. 36. Assim, mesmo que as não homologações sejam mantidas na esfera administrativa por decisão definitiva, não haverá dupla cobrança judicial do mesmo crédito, mas duas cobranças distintas, sendo uma referente ao débito de IRPJ, e outra relativa aos de Cofins. 37. Saliento, entretanto, que o quadro fundamenta, em tese, um justo receio de cobrança executiva indevida, pois, se as estimativas foram desconsideradas na composição do saldo, não deveriam, em principio, ser cobradas. Contudo, não compete a este colegiado pronunciar-se sobre a procedência de uma eventual Execução Fiscal, mas homologar, ou não, a compensação declarada, conforme o direito creditório reconhecido. No caso sob análise, havendo uma decisão administrativa impugnada, mas válida, que não homologou a compensação de R$574.240,97 em estimativas de IRPJ, não pode esta decisão considerar tal montante foi compensado. Mas pode-se considerar o pagamento de R$203, 79 que consta do extrato do processo. Assim, inferiu a autoridade julgadora de l a instância que a não confirmação da estimativa compensada no valor de R$ 574.240,97 decorria do fato de não ter sido admitida a operação estampada no processo administrativo n° 13708.001134/2003-83, e que a autoridade administrativa reputaria pertinente a exclusão da correspondente estimativa na composição do saldo negativo enquanto não houvesse decisão definitiva favorável A. contribuinte, ainda que pudesse cogitar de eventual cobrança do débito compensado, caso subsistisse o ato de não- homologação. Relevante acrescentar que, neste caso, sequer há noticia se a compensação foi formalizada mediante DCOMP, ou se o débito compensado no processo administrativo n° 13708.001134/2003-83 estaria declarado e seria passível de cobrança. De toda sorte, resta patente que a autoridade julgadora de 1a instância somente conseguiu apreciar as razões de defesa da contribuinte porque dispunha de acesso aos sistemas informatizados da Receita Federal, de modo a agregar conteúdo as justificativas apresentadas no despacho decisório. Em conseqüência, somente ao tomar ciência desta decisão em 27/02/2012, a contribuinte Ode se defender plenamente dos motivos agregados ao despacho decisório como justificativas para não-homologação das compensações declaradas de 14/01/2004 a 20/10/2006. 22 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C ITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 24 certo que relativamente aos efeitos da não homologação, ou indeferimento, da compensação veiculada no processo administrativo n° 13708.001134/2003-83, possivelmente a contribuinte tivera ciência das razões para aquele ato, de modo que poderia inferir as razões para a confirmação parcial da estimativa utilizada na composição do saldo negativo. Todavia, a ausência desta justificativa expressa no despacho decisório impede a apreciação, pela autoridade julgadora, das razões de defesa da contribuinte. De fato, não é possível dar ou deixar de dar razão à recorrente no suposto de que fosse aquele o motivo para a glosa da estimativa na determinação do saldo negativo. Diante deste contexto, clara está a nulidade do despacho decisório de não- homologação das compensações, resultante da omissão das razões de convencimento daquele ato, consoante lecionam Marcos Vinicius Neder e Maria Teresa Martinez Lopez in Processo Administrativo Fiscal Comentado (p. 414, Editora Dialética, Sao Paulo, 2002): A motivação do ato deve observar os princípios da congruência e da presunção racional do julgador. Ou seja, a decisão deve harmonizar-se com a fundamentação, de sorte a estabelecer-se, entre elas, um liame de lógica formal do tipo premissa/conseqüência e, ainda, não deve refletir apenas a convicção do julgador, mas ser premissa necessária à conclusão a que se chega, apta ao convencimento de terceiros. Assim, além de a autoridade administrativa apresentar as razões de fato e de direito que a levaram para determinada conclusão, também deve demonstrar o nexo causal existente entre elas. Destarte, a omissão das razões de convencimento, o descompasso lógico entre as conclusões e as premissas (carência de motivação intrínseca) e a omissão de fato decisivo para o juizo (carência de motivação extrínseca), caracterizam falta ou vicio de motivação, ambos passíveis de invalidação. 0 resultado desta omissão é o cerceamento ao direito de defesa da contribuinte, que não tem a oportunidade de discutir adequadamente o mérito de seu crédito nas duas esferas do contencioso administrativo. Dai a nulidade prevista no Decreto n° 70.235/72: Art 59. Sao nulos: I - Os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - Os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. ,sç I° A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. sç 2° Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. 3° Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. Considerando que a nulidade afeta o ato que impediria a homologação tácita das compensações, impõe-se reconhecer que nesta data não é mais possível erigir qualquer questionamento contra as compensações aqui apreciadas. Inócuo, assim, declarar a nulidade, apenas, da decisão recorrida, com vistas a restabelecer-se integralmente o direito de defesa da contribuinte a partir da exposição dos motivos que poderiam ter fundamentado a não- homologação das compensações. 23 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI -CITI Acórdão n.° 1101 -000.882 Fl. 25 Por estas razões, o presente voto é no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, para afastar o ato de não-homologação questionado. J4 :' ZULLO LI PEREIRA BESSA — Relatora 24
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Numero do processo: 13811.000969/97-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 04 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1996
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. EXISTÊNCIA DE CRÉDITO
Reconhecido o direito creditório em favor da contribuinte, bem como as respectivas retenções do Imposto de Renda na Fonte, impõe-se, por decorrência, a homologação das compensações pleiteadas.
Numero da decisão: 1101-000.660
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Valmar Fonseca de Menezes - Presidente
(Assinado digitalmente)
José Ricardo da Silva - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Nara Cristina Takeda Taga, José Ricardo da Silva e Valmar Fonseca de Menezes (Presidente).
Nome do relator: JOSE RICARDO DA SILVA
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EXISTÊNCIA DE CRÉDITO Reconhecido o direito creditório em favor da contribuinte, bem como as respectivas retenções do Imposto de Renda na Fonte, impõese, por decorrência, a homologação das compensações pleiteadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Presidente (Assinado digitalmente) José Ricardo da Silva Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Nara Cristina Takeda Taga, José Ricardo da Silva e Valmar Fonseca de Menezes (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 1. 00 09 69 /9 7- 01 Fl. 221DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA 2 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário interposto pela FÁBRICA DE MÁQUINAS WDB LTDA., (fls. 467/472), contra decisão da 10ª Turma da DRJ de São Paulo – SP, consubstanciada no Acórdão nº 05.742, de 18 de agosto de 2004 (fl. 459/464), que indeferiu o pedido de restituição e compensação do saldo credor de IRPJ apurado na declaração de rendimentos entregue em 1997, referente ao anocalendário de 1996, composto pelo imposto de renda retido na fonte e imposto recolhido pela estimativa mensal (fls. 454/464). Ao ser apreciado o pedido da Recorrente, foi deferido parcialmente o valor pleiteado, com atualizações legais, conforme Despacho Decisório da DRF em São Paulo/SP (fls. 125/127), sendo indeferida a diferença pleiteada a título de IRRF, sob o argumento de que as receitas indicadas na DIRPJ serem inferiores aos rendimentos informados pelas fontes pagadores. Cientificada da decisão (fls. 143/144) e não se conformando com a mesma, apresentou manifestação de inconformidade (145/146), informando que as receitas financeiras auferidas no anocalendário de 1996 encontravamse totalmente contabilizadas no balanço patrimonial, e que em nenhum momento, durante o processo em epígrafe, a Receita Federal solicitou a composição das contas da Receita Financeira, discordando do valor do crédito tributário homologado. Ao final, solicitou cópia do extrato IRFCONS do anocalendário 1996, para posteriormente manejar o recurso cabível. As cópias das fls. 114/115 e 123/124 do processo, referentes ao IRF CONSULTA E IRPJ CONS (fls. 152) foram encaminhadas, conforme AR (fls. 192), apresentando, posteriormente, Manifestação de Inconformidade (fls. 235/237), o qual se extrai: a) a divergência entre a receita financeira declarada pela Recorrente e a receita apurada pela SRF resulta do recolhimento de IRRF de código 5232 – Aplicações em Fundos de Investimento Imobiliário, recolhido pelo contribuinte Residence Convenções Serviços Especiais S/C Ltda, inscrito no CNPJ 64.045.651.0000938; b) que adquiriu da Residence Convenções Serviços Especiais S/C Ltda., 02 (duas) unidades imobiliárias em construção, cujo custo de aquisição em seu ativo permanente foi registrado no “subgrupo Investimentos”, conforme instrução contida no art. 179, III e art. 183, IV da Lei 6.404/76; c) em vista disto, discorda do ajuste no valor homologado de crédito tributário conferido no presente processo, haja vista que tais receitas foram contabilizadas como correção monetária do balanço e oferecido a tributação pelo princípio da competência. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA Processo nº 13811.000969/9701 Acórdão n.º 1101000.660 S1C1T1 Fl. 12 3 d) Solicita a revisão do despacho decisório e a homologação do crédito tributário que foi objeto da restituição e compensação, bem como a prorrogação do prazo de manifestação da intimação n° 300, para que possa ser tomada as devidas providências em relação ao valor do crédito tributário homologado. A 10ª Turma da DRJ de São Paulo, ao apreciar o mérito, converteu o julgamento em diligência, por intermédio da Resolução DRJ/SPO 33, de 06 de novembro de 2003, para que a Recorrente: 1) comprove, mediante recibos/comprovantes a aquisição das unidades imobiliárias, de modo a evidenciar o tipo de aplicação efetuada; 2) apresente os registros contábeis efetuados relativos a aquisição imobiliária, com identificação das contas devedora e credora, a saber: Razão Contábil, Balanço e Diário (cópia autenticada por contabilista identificado), indicar o item/ficha/quadro da DIRPJ onde está indicado o valor relativo ao investimento de que trata o item 1, desde o período de aquisição até o anocalendário de 1996; 3) comprove os valores contabilizados a título de Correção Monetária correspondente aos rendimentos cujo IRFON foi glosado, com os informes da fonte retentora, demonstrando, por meio dos registros contábeis analíticos, em que item/ficha/quadro da DIRPJ os valores foram oferecidos à tributação; 4) comprove que o valor do IRFON Código 5232 foi contabilizado em conta de ativo e indique em que item da DIRPJ do anocalendário 1996 está declarado o IRFON, apresentando cópia do respectivo razão contábil; 5) apresentação outros elementos que a Recorrente considerar esclarecedores do seu direito. Intimada às fls 246 a fim de providenciar a documentação requerida, a Recorrente apresentou, às fls. 249/251, os seguintes esclarecimentos: e) ao analisar o extrato de IRCONS do anocalendário de 1996 fornecido pela SRF, imaginou que a divergência apurada no recolhimento de IRRF de código 5232 – Aplicações em Fundos de Investimentos Imobiliários teria sido ocasionado pelo recolhimento realizado pela contribuinte Residence Convenções Serviços Especiais S/C Ltda., inscrita no CNPJ 64.045.651/000938. A conclusão se deu em virtude do IRCONS apresentar somente o CNPJ dos contribuintes e o valor recolhido dos tributos pelo código; Fl. 223DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA 4 f) as receitas financeiras auferidas no anocalendário de 1996 encontramse totalmente contabilizadas em balanço patrimonial (às fls. 250 apresenta planilha); g) a diferença entre o extrato IRFCONS e o valor de receita financeira apresentado na planilha de fls. 250, é resultado do recolhimento da receita financeira pelo princípio da competência (§1º do art. 187 da Lei 6.404/76), e a tributação das aplicações financeiras da época (art. 11 da Lei 9.249/95) teve por base o restante das aplicações; h) se uma aplicação financeira teve seu início antes do exercício de 1996 e seu restante no exercício de 1996, sua receita foi reconhecida contabilmente durante o período de sua existência, mas sua tributação só foi gerada no seu resgate. Portanto, o IRF retido no exercício de 1996 tem como base receitas já contabilizadas no exercício de 1995; i) discorda do ajuste no valor homologado de crédito tributário conferido no Despacho Decisório por ter contabilizado como receitas financeiras e oferecido a tributação pelo princípio da competência; j) anexou ao seus esclarecimentos: cópia da Resolução DRJ/SPO 33, de 6 de outubro de 2003; cópia do extrato do IRCONS; Cópia do Informe de Rendimentos da Residence Convenções Serviços Especiais S/C Ltda; Informes de rendimentos da CEF, Itaú, Deutsche Bank, Banco do Brasil, Bradesco, BFB e Cartão de CNPJ. Com o retorno do processo da diligência, a 10ª Turma da DRJ I/SPO verificou a necessidade de converter novamente o julgamento em diligência, a fim da Recorrente (fls. 333/336): 1) tomar ciência dos valores analíticos informados pelas fontes quanto aos rendimentos e IRFON do ano de 1996 (fls. 312/332); 2) apresentar cópia do razão contábil da conta de resultado onde foram contabilizados os rendimentos das aplicações financeiras do ano de 1995 e 1996; 3) disponibilizar os demonstrativos apoiados na escrituração contábil do item 2, de modo a comprovar a apropriação pelo regime de competência, quanto aos rendimentos de aplicações feitas em 1995 e cujo IRCFON foi retido em 1996, identificando a provando a aplicação correspondente e; 4) cópia do razão contábil da conta de ativo onde foram contabilizados os valores do IRFON compensado na DIPJ do anocalendário de 1996, do valor controvertido; Em resposta a Intimação (fls. 340/342), a Recorrente informa, em parte, as mesmas razões já lançadas. Adiciona ao argumento que o IRRF demonstrado em planilha de fls. 341, não pode ser comparado com a base de cálculo do IRRF com o valor da Receita Financeira auferida durante o exercício base de 1996, o qual será alvo de explicação. Anexa os seguintes documentos (fls. 343/351): Fl. 224DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA Processo nº 13811.000969/9701 Acórdão n.º 1101000.660 S1C1T1 Fl. 13 5 k) cópia da Intimação 886; l) planilha com explicações analíticas das diferenças apuradas; m) cópia do Razão Contábil das Contas de Resultado das Receitas Financeiras do ano base de 1995 e 1996; n) cópia do Razão Contábil da Conta de Ativo do IRRF compensado na declaração do exercício de 1997; o) cópia do Razão Contábil da conta de Resultado de Alguel de Imóveis; p) cópia dos extratos de aplicações financeiras dos Bancos, comprovando as receitas financeiras do exercício de 1996; q) cópia das planilhas de controle contábil das aplicações financeiras, comprovando seu início anterior há 1996; r) cartão de CNPJ. A 10ª Turma da DRJ I/SPO, ao apreciar o mérito, indeferiu a solicitação, conforme se extrai da ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – IRRF Anocalendário: 1996 Ementa: RECEITAS FINANCEIRAS. REGIME DE COMPETÊNCIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A alegação de registro de receita de aplicação financeira em período anterior, pela observância do regime de competência, requer apresentação de prova contábil acompanhada dos respectivos documentos de aplicação e resgate. Solicitação Indeferida. Cientificada da decisão de primeira instância em 10 de janeiro de 2006, conforme AR anexo ao verso das fls. 465, apresentou Recurso Voluntário (fls. 467/472), no qual, em apertada síntese, argumenta que: s) a DRF alega que as Fontes Pagadores em extrato IRCONS declararam a retenção de IRRF, valor este que confere com a DIRPJ/97 da Recorrente e que este numerário corresponde a receita financeira; t) que o fato decorre da aplicação do art. 11 da Lei 9.249/95, e que reflete a retenção do imposto de renda no montante do resgate de determinadas aplicações financeiras; Fl. 225DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA 6 u) já anexou cópias dos extratos de retenção emitidos pelas fontes pagadoras e demonstrou a regularidade das receitas nos informes; v) alega que as receitas refletem a aplicação do disposto no §1º da Lei 6.404/76, que as reconhece pelo princípio da competência; w) juntou cópia dos razões contábeis, demonstrando a efetividade da contabilização das receitas; x) a composição da diferença das receitas financeiras foi apresentada em planilha apartada e juntada aos autos (fls. 473) y) alega que o crédito em questão é do período base de 1996 e os saldos apresentados de 1995 são comprovados pelas cópias dos extratos das fontes pagadores; z) as listagens eletrônicas perfazem o controle interno da empresa das aplicações financeiras e demonstram a evolução das aplicações e suas retenções; aa) entende não ser possível a comparação da base de cálculo do IRRF com o valor da receita financeira auferida durante o exercício base de 1996, já que as mesmas foram contabilizadas e oferecidas a tributação pelo princípio da competência; bb) requerer o provimento de seu recurso, julgando procedente o crédito fiscal com as devidas correções. Submetido o recurso em comento ao julgamento pela Segunda Câmara do Primeiro Conselho do então Conselho de Contribuintes em 25 de janeiro de 2008, decidiram seus membros, por unanimidade de votos, que a matéria vergastada seria de competência de uma das Câmaras responsáveis em julgar processos de IRPJ. Dessa forma, declinaram a competência. Distribuído o feito a esta Egrégia Turma, passo a sua análise. É o relatório. Fl. 226DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA Processo nº 13811.000969/9701 Acórdão n.º 1101000.660 S1C1T1 Fl. 14 7 Voto Conselheiro José Ricardo da Silva Como visto do relato, tratase de pedido de restituição/compensação do saldo credor do IRPJ apurado na declaração de rendimentos relativa ao exercício de 1997, ano calendário 1996. O pedido inicial foi acolhido em parte, tendo sido indeferida a parcela correspondente ao imposto de renda na fonte sob o argumento de que as receitas financeiras oferecidas à tributação seriam inferiores aos rendimentos informados pelas fontes pagadoras. A turma julgadora de primeira instância baixou o processo em diligência, conforme a Resolução nº 33 (fls. 244/247), para que fosse intimada a contribuinte a apresentar novos documentos. Em atendimento, a contribuinte apresentou respostas às fls. 249/251, com a juntada dos documentos de fls. 256/308. Retornando os autos a DRJ, a turma julgadora novamente baixou o processo em diligência, conforme a Resolução nº 49 (fls. 333/336). Em atendimento a recorrente prestou os esclarecimentos (fls. 340/342), além de apresentar os documentos de fls. 348/450. Em novo julgamento, a turma entendeu que os demonstrativos apresentados pela empresa não são suficientes para fazer prova favorável, motivo pelo qual foi mantida a decisão da DRF. Por seu turno, a recorrente insiste que a divergência entre as receitas constantes na DIPJ (R$ 547.191,17, fls. 114) e aquela informada pelas fontes pagadoras (R$ 764.664,69), decorre da contabilização por parte da contribuinte em atendimento ao regime de competência, visto que as aplicações financeiras em questão teriam sido feitas no ano de 1995, com vencimento no ano de 1996. No Despacho Decisório da DRF/São Paulo (fls. 125/127), mantido pela decisão recorrida consta de forma simplória o seguinte: “Considerando que o valor de R$ 98.961,64, a título de IRRF, que o contribuinte pretende deduzir do resultado do exercício, não condiz com o valor declarado como receita financeira de R$ 547.191,17, e como se verifica que as receitas tiveram diferentes alíquotas, e na impossibilidade de determinar quais receitas não foram declaras, ajustamos proporcionalmente o cálculo da retenção na fonte ao valor de receita declarado, resultando no valor de R$ 70.730,76 a ser deduzido como IRRF na Linha 15 do Quadro 8 – cálculo do Imposto de Renda, significando que o saldo credor compensável do exercício de R$ 203.833,34 passa a ser de R$ 175.602,46.” Fl. 227DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA 8 Destaquese que em momento algum o despacho decisório faz qualquer referência as receitas oferecidas à tributação no anocalendário de 1995, em atendimento ao regime de competência, fato esse que foi confirmado pela decisão recorrida. Também a fiscalização deixou de manifestarse a respeito dos corretos valores de uma eventual omissão de receita financeira por parte da contribuinte no período em questão (1996). Nas duas oportunidades em que a contribuinte foi intimada, apresentou a documentação solicitada, bem como o razão analítico das receitas contabilizadas nos anos de 1995 e 1996, sem que houvesse qualquer manifestação sobre qualquer irregularidade por parte da fiscalização. Com a devida vênia, ouso discordar da decisão proferida pela turma julgadora de primeira instância, pois não houve qualquer exame, por mais superficial que fosse, nos documentos apresentados pela recorrente, para que fossem rejeitados os documentos por ela apresentados. Entendo que procede seu inconformismo, visto que a mesma não pode ter o seu direito de restituição/compensação negado, simplesmente pelo fato de ter obedecido a norma legal que obriga o reconhecimento das receitas pelo regime de competência. É de conhecimento público que os informes dos rendimentos apresentados pelas instituições financeiras sobre as aplicações financeiras compilam os valores integrais, desde a data da aplicação até o vencimento, independente do prazo da aplicação. De tudo o que consta dos autos, concluise que as receitas correspondentes às aplicações financeiras, foram efetivamente oferecidas a tributação nos respectivos períodos a que competiam, além disso, em nenhum momento a fiscalização demonstrou qualquer divergência, limitandose a rejeitar os documentos apresentados. Vale lembrar que a interessada sustentou desde a primeira manifestação, ter efetuado os registros contábeis em atendimento ao regime de competência, inclusive apresentou cópias do Razão Analítico, bem como os demonstrativos de cálculo os quais, simplesmente foram rejeitados pelos julgadores da DRJ. Entendo que a contabilização efetuada pela recorrente está de acordo com os procedimentos e normas contábeis, com o reconhecimento das receitas financeiras decorrentes das aplicações do numerário no mercado financeiro nas épocas devidas, sem que a fiscalização fizesse qualquer prova ou demonstrativo em contrário, limitandose simplesmente a deixalos de lado, sem qualquer motivação no sentido de descaracterizálos como válidos e suficientes para comprovar as operações. Para desconsiderar os citados documentos, caberia ao fisco infirmar os mesmos, bem como os esclarecimentos prestados pela contribuinte. Por outro lado, se efetivamente tivesse ocorrido omissão de receitas financeiras, cabível seria a lavratura de auto de infração, com as penalidades cabíveis, desde que devidamente demonstrada a irregularidade cometida, o que não foi o caso dos presentes autos. Nessas condições, voto pelo provimento do recurso voluntário. Fl. 228DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA Processo nº 13811.000969/9701 Acórdão n.º 1101000.660 S1C1T1 Fl. 15 9 É como voto. (Assinado digitalmente) José Ricardo da Silva Fl. 229DF CARF MF Impresso em 04/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/201 3 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE RICARDO DA SILVA
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Numero do processo: 16327.000989/2007-93
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003
GLOSA DE DESPESAS. COMPROVAÇÃO. NOTAS DE DÉBITO. REGIME DE COMPETÊNCIA
A nota fiscal/fatura se reserva à prestação de serviços. Reembolso, ajustado como tal, i.e., sem compor o preço de prestação de serviço questão não questionada no feito, inclusive por ser afeta à contratada nem poderia constar em nota fiscal/fatura. Nesse contexto, as notas de débito com os respectivos relatórios de tarifador do PABX, constantes nos autos, são provas hábeis e suficientes para a comprovação da consecução das despesas de reembolso, independentemente de pagamento efetivo. Glosa insubsistente.
COMPARTILHAMENTO DE CUSTOS. GLOSA. COMPROVAÇÃO
No convênio de compartilhamento de bens, uma das entidades que possui a estrutura material e/ou de bens imateriais permite que outra(s) também se utilize(m) de tal estrutura, evitando-se sua duplicidade. Por isso não há responsabilidade civil pela execução de atividades: não há prestação de serviços, nem preço. Os critérios para o rateio dos custos podem se dar por meio da imputação direta ou indireta de custos, ou pela combinação de ambos, segundo metodologia técnica. Pelo motivo da glosa, dois aspectos teriam de ser observados e comprovados pela recorrente. A justificação técnica dos critérios de rateio dos custos. Documentação, ainda que por amostragem, demonstrativa ou comprobatória da aplicação dos critérios de rateio justificados. Nada disso há nos autos. Glosa de custos mantida.
GLOSA DE DESPESAS NOTAS. DE DÉBITO. COMPROVAÇÃO
Do exame da documentação, há clara conexão das despesas de reembolsos objeto da glosa com os serviços prestados à recorrente. Há diferença pequena entre o total das despesas com reembolso e o das notas débito acostadas aos autos. O conjunto de elementos probatórios é forte e vigoroso, a conferir liquidez à efetividade das despesas de reembolsos em discussão. Ou, ainda, é no mínimo, um indício robusto e veemente da efetividade das despesas, o que traduz a verossimilhança ou concreção do critério de razoabilidade. Essa valoração é a que condiz com a realidade fática. Glosa de despesas insubsistente.
JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO
Conforme o Código Tributário Nacional (art. 139) o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. Estão compreendidos no conceito de crédito tributário o tributo e a penalidade pecuniária (art.113 do CTN). Assim, é legítima a exigência pela Lei nº 9.430/96, que, fundamentada no Código Tributário Nacional, impõe a incidência de juros de mora à Taxa Selic, sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, da qual a multa de ofício é espécie.
Numero da decisão: 1103-001.044
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, DAR provimento PARCIAL ao recurso para afastar a glosa de despesas de R$ 2.410.466,88, do ano-calendário 2002, por maioria, vencidos os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro e André Mendes de Moura, e de R$ 208.561,33, do ano-calendário 2003, também por maioria, vencido o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro. A incidência de juros de mora sobre a multa de ofício foi mantida por maioria, vencidos os Conselheiros Marcos Shigueo Takata (Relator) e Breno Ferreira Martins Vasconcelos. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Fábio Nieves Barreira. O Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro apresentará declaração de voto.
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente.
Marcos Shigueo Takata - Relator.
Fábio Nieves Barreira - Redator designado.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão.
Participaram do julgamento os conselheiros: Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Breno Ferreira Martins Vasconcelos e Aloysio José Percínio da Silva.
Tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator Fábio Nieves Barreira não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado foi designado ad hoc como o responsável pela formalização da presente Resolução, o que se deu na data de 18/09/2015.
Nome do relator: MARCOS SHIGUEO TAKATA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003 GLOSA DE DESPESAS. COMPROVAÇÃO. NOTAS DE DÉBITO. REGIME DE COMPETÊNCIA A nota fiscal/fatura se reserva à prestação de serviços. Reembolso, ajustado como tal, i.e., sem compor o preço de prestação de serviço questão não questionada no feito, inclusive por ser afeta à contratada nem poderia constar em nota fiscal/fatura. Nesse contexto, as notas de débito com os respectivos relatórios de tarifador do PABX, constantes nos autos, são provas hábeis e suficientes para a comprovação da consecução das despesas de reembolso, independentemente de pagamento efetivo. Glosa insubsistente. COMPARTILHAMENTO DE CUSTOS. GLOSA. COMPROVAÇÃO No convênio de compartilhamento de bens, uma das entidades que possui a estrutura material e/ou de bens imateriais permite que outra(s) também se utilize(m) de tal estrutura, evitando-se sua duplicidade. Por isso não há responsabilidade civil pela execução de atividades: não há prestação de serviços, nem preço. Os critérios para o rateio dos custos podem se dar por meio da imputação direta ou indireta de custos, ou pela combinação de ambos, segundo metodologia técnica. Pelo motivo da glosa, dois aspectos teriam de ser observados e comprovados pela recorrente. A justificação técnica dos critérios de rateio dos custos. Documentação, ainda que por amostragem, demonstrativa ou comprobatória da aplicação dos critérios de rateio justificados. Nada disso há nos autos. Glosa de custos mantida. GLOSA DE DESPESAS NOTAS. DE DÉBITO. COMPROVAÇÃO Do exame da documentação, há clara conexão das despesas de reembolsos objeto da glosa com os serviços prestados à recorrente. Há diferença pequena entre o total das despesas com reembolso e o das notas débito acostadas aos autos. O conjunto de elementos probatórios é forte e vigoroso, a conferir liquidez à efetividade das despesas de reembolsos em discussão. Ou, ainda, é no mínimo, um indício robusto e veemente da efetividade das despesas, o que traduz a verossimilhança ou concreção do critério de razoabilidade. Essa valoração é a que condiz com a realidade fática. Glosa de despesas insubsistente. JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO Conforme o Código Tributário Nacional (art. 139) o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. Estão compreendidos no conceito de crédito tributário o tributo e a penalidade pecuniária (art.113 do CTN). Assim, é legítima a exigência pela Lei nº 9.430/96, que, fundamentada no Código Tributário Nacional, impõe a incidência de juros de mora à Taxa Selic, sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, da qual a multa de ofício é espécie.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 GLOSA DE DESPESAS. COMPROVAÇÃO. NOTAS DE DÉBITO. REGIME DE COMPETÊNCIA A nota fiscal/fatura se reserva à prestação de serviços. Reembolso, ajustado como tal, i.e., sem compor o preço de prestação de serviço questão não questionada no feito, inclusive por ser afeta à contratada nem poderia constar em nota fiscal/fatura. Nesse contexto, as notas de débito com os respectivos relatórios de tarifador do PABX, constantes nos autos, são provas hábeis e suficientes para a comprovação da consecução das despesas de reembolso, independentemente de pagamento efetivo. Glosa insubsistente. COMPARTILHAMENTO DE CUSTOS. GLOSA. COMPROVAÇÃO No convênio de compartilhamento de bens, uma das entidades que possui a estrutura material e/ou de bens imateriais permite que outra(s) também se utilize(m) de tal estrutura, evitandose sua duplicidade. Por isso não há responsabilidade civil pela execução de atividades: não há prestação de serviços, nem preço. Os critérios para o rateio dos custos podem se dar por meio da imputação direta ou indireta de custos, ou pela combinação de ambos, segundo metodologia técnica. Pelo motivo da glosa, dois aspectos teriam de ser observados e comprovados pela recorrente. A justificação técnica dos critérios de rateio dos custos. Documentação, ainda que por amostragem, demonstrativa ou comprobatória da aplicação dos critérios de rateio justificados. Nada disso há nos autos. Glosa de custos mantida. GLOSA DE DESPESAS NOTAS. DE DÉBITO. COMPROVAÇÃO Do exame da documentação, há clara conexão das despesas de reembolsos objeto da glosa com os serviços prestados à recorrente. Há diferença pequena entre o total das despesas com reembolso e o das notas débito acostadas aos autos. O conjunto de elementos probatórios é forte e vigoroso, a conferir liquidez à efetividade das despesas de reembolsos em discussão. Ou, ainda, é AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 09 89 /2 00 7- 93 Fl. 810DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 811 2 no mínimo, um indício robusto e veemente da efetividade das despesas, o que traduz a verossimilhança ou concreção do critério de razoabilidade. Essa valoração é a que condiz com a realidade fática. Glosa de despesas insubsistente. JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO Conforme o Código Tributário Nacional (art. 139) o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. Estão compreendidos no conceito de crédito tributário o tributo e a penalidade pecuniária (art.113 do CTN). Assim, é legítima a exigência pela Lei nº 9.430/96, que, fundamentada no Código Tributário Nacional, impõe a incidência de juros de mora à Taxa Selic, sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, da qual a multa de ofício é espécie. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, DAR provimento PARCIAL ao recurso para afastar a glosa de despesas de R$ 2.410.466,88, do anocalendário 2002, por maioria, vencidos os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro e André Mendes de Moura, e de R$ 208.561,33, do anocalendário 2003, também por maioria, vencido o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro. A incidência de juros de mora sobre a multa de ofício foi mantida por maioria, vencidos os Conselheiros Marcos Shigueo Takata (Relator) e Breno Ferreira Martins Vasconcelos. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Fábio Nieves Barreira. O Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro apresentará declaração de voto. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente. Marcos Shigueo Takata Relator. Fábio Nieves Barreira Redator designado. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão. Participaram do julgamento os conselheiros: Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Breno Ferreira Martins Vasconcelos e Aloysio José Percínio da Silva. Tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator Fábio Nieves Barreira não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado foi designado ad hoc como o responsável pela formalização da presente Resolução, o que se deu na data de 18/09/2015. Fl. 811DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 812 3 Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de autos de infração, onde há a exigência do pagamento de IRPJ e CSL, referentes aos anoscalendário de 2002 e 2003, decorrentes de glosas de despesas. A fiscalização afirmou que, através da análise da linha 03 da ficha 05C da DIPJ, é possível observar que a recorrente contabilizou despesas referentes a serviços prestados por terceiros no montante de R$ 6.433.227,94 e R$ 1.397.651,59. Quanto a essas despesas, alegou que, pela análise do grande número de documentos apresentados pela recorrente, foi possível concluir que os valores relativos aos encargos dos serviços técnicos não foram devidamente comprovados. Isso porque não há nenhum documento fiscal que possa ser utilizado como meio de prova, tendo sido tais valores apenas comprovados por notas de débito emitidas pelas empresas TMKT MRM Serviços de Marketing e AON Warranty Services do Brasil. Além disso, aduziu que esses débitos incomprovados possuem valor correspondente a R$ 2.410.466,88 (referente ao anocalendário de 2002), R$ 208.561,33 (referente ao anocalendário de 2002) e R$ 293.025,25 (referente ao anocalendário de 2003), e que a recorrente não se pronunciou quanto ao questionamento da fiscalização quanto à existência de vínculo societário com as empresas citadas no Termo de Intimação de 1/11/2005. Nesse sentido, uma vez que as despesas referentes aos serviços prestados não foram comprovadas por documentos idôneos e hábeis, reputou que tais despesas são inexistentes para o Fisco, fazendo com que não possam ser deduzidas na apuração do lucro real e da base de cálculo de CSL. Fez remissão ao artigo 299 do RIR, dizendo que, para a dedutibilidade das despesas, é imprescindível que haja a comprovação da necessidade, efetividade e materialidade da realização daquelas. Por fim, afirmou que, com base nos artigos 836 e 926, do RIR, foram lavrados autos de infração de IRPJ e CSL, para: "constituição do pertinente crédito tributário relativamente à dedução indevida dos valores das despesas dos Serviços Prestados nos anoscalendário de (i) 2002 no montante de 2.619.028,21 e (ii) 2003 no montante de 293.025,25". (destaques do original fl. 387 numeração do eprocesso). Mas, dos instrumentos específicos dos autos de infração, vêse que: a) para o anocalendário de 2002, procedeuse à glosa de prejuízos fiscais e bases negativas de CSL no valor das despesas glosadas (portanto, sem exigência de IRPJ e de CSL); e Fl. 812DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 813 4 b) para o anocalendário de 2003, procedeuse à absorção de R$ 87.907,57 das despesas glosadas pelo estoque de prejuízos fiscais e de bases negativas de CSL. Tudo conforme fls. 388, 389, 394 e 394 (numeração do eprocesso). DA IMPUGNAÇÃO Irresignada, a recorrente apresentou impugnação de fls. 407 a 427 (e processo). Primeiramente, ressaltou que o presente lançamento decorreu apenas do fato de as despesas terem suporte em notas de débito, não havendo nenhum questionamento quanto à existência, usualidade, normalidade e necessidade destas. Afirmou que, diferentemente do que foi alegado pela fiscalização, as despesas em questão não derivaram de serviços prestados pela TMKT MRM Serviços de Marketing e pela AON Warranty Services do Brasil, mas sim de reembolsos feitos a essas empresas, em decorrência de elas terem realizado pagamentos de despesas em favor da recorrente. Sendo assim, alegou que se tratando de reembolso de despesas, as notas de débitos apresentadas são documentos hábeis e idôneos para suportar estas despesas, devendo assim, ser cancelada a exigência fiscal. Aduziu que, ao teor do artigo 299 do RIR, e do Parecer Normativo CST 32/81, necessária a conclusão de que os reembolsos em questão atenderam aos pressupostos de dedutibilidade previstos na legislação. Alegou que, conforme o citado artigo do RIR, para que haja a dedutibilidade das despesas operacionais é necessário que os pressupostos da necessidade, usualidade e normalidade sejam observados. Quanto a esses pressupostos afirmou que, de acordo com o Parecer Normativo CST 32/81, a despesa será necessária quando esta for realmente relevante para o desenvolvimento de alguma transação ou operação exigida na exploração das atividades do contribuinte e que estejam vinculadas com as fontes produtoras de rendimentos, e será normal e usual quando for habitual no exercício da atividade do contribuinte. Procurou evidenciar que a recorrente contratou a empresa TMKT MRM Serviços de Marketing para realizar, entre outras atividades, o serviço de telemarketing e que, em contrapartida à prestação deste serviço, assumiu a obrigação contratual de realizar o reembolso do valor das ligações, através da apresentação da nota de débito e do relatório tarifador do PABX. Sobre essas despesas com reembolsos das tarifas telefônicas, alegou que elas atendem aos requisitos previstos no artigo 299 do RIR, pois são necessárias devido à presença do intuito de aumentar as vendas de apólices de seguros. São, pois, normais e usuais por serem habituais no exercício da atividade econômica da recorrente. Fl. 813DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 814 5 Acrescentou que o fato de a fiscalização considerar as despesas de telemarketing dedutíveis da base de cálculo do IRPJ e da CSL, demonstra que tal serviço é essencial à realização das atividades da recorrente. Sendo assim, ressaltou que não há motivos para que as despesas com reembolsos das tarifas telefônicas sejam tidas como não dedutíveis da base de cálculo do IRPJ e da CSL. Acusou que, pela análise das notas de débito, do relatório tarifador do PABX e do comprovante de pagamento, todos apresentados pela recorrente, é possível se comprovarem os reembolsos das despesas reconhecidas pela recorrente. Com relação às despesas referentes aos reembolsos efetuados em favor da AON Warranty Services do Brasil, observou que se cuida de empresa do mesmo grupo societário da recorrente. Tratase, pois, de despesas necessárias, normais e usuais. Realçou que a fiscalização não questionou a existência do referido contrato ou do compartilhamento, nem a usualidade, normalidade e necessidade da utilização do servidor pela recorrente, para quem é essencial à realização das atividades. Ressaltou que todas essas despesas com reembolsos sofridos pela recorrente estão comprovadas pelas notas de débito, recibo de pagamentos emitidos pela AON Warranty Services do Brasil e pelo contrato de compartilhamento retromencionado. Colacionou um quadro que demonstra os pagamentos realizados pela recorrente à AON Warranty Services do Brasil e, com o intuito de explicálo, afirmou que ele prevê dois tipos de pagamento: um referese ao valor pago pela recorrente em contrapartida à cessão e uso do servidos de computador; outro, ao reembolso de despesas de suporte. Com relação ao segundo tipo de pagamento, alegou que tais despesas são inerentes a utilização de qualquer servidor, devendo ser dedutíveis da base de cálculo do IRPJ e da CSL, e fez uma breve explicação sobre o Lotus Notes, o Firewall, o acesso à internet, a plataforma AS/400 e o Link. Ainda quanto ao contrato pactuado entre a recorrente e a AON Warranty Services do Brasil, afirmou que o fato de elas pertencerem ao mesmo grupo econômico justifica o compartilhamento do servidor e o rateio das despesas incorridas. Quanto a isso, colacionou jurisprudência do CARF, que versa sobre ser permitida a dedutibilidade de despesas rateadas pela utilização de estrutura de empresa do mesmo grupo. Aduziu que, apesar de a fiscalização apenas mencionar os reembolsos feitos às 2 empresas já citadas, as despesas glosadas também englobam reembolsos feitos pela recorrente à AON Affinity do Brasil Serviços e Corretora de Seguro, sua contratada. A AON Affinity do Brasil Serviços e Corretora de Seguro realizava, no âmbito dos serviços que ela prestava à recorrente, ligações telefônicas com o intuito de vender os planos de seguro da recorrente, que reembolsava os gastos à contratada. Fl. 814DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 815 6 Assim, essas despesas são necessárias, normais e usuais pelos mesmos motivos discorridos sobre os reembolsos feitos à TMKT MRM Serviços de Marketing. Colacionou quadro que demonstra os reembolsos feitos pela recorrente à AON Affinity do Brasil Serviços e Corretora de Seguros, e afirmou que esses reembolsos estão comprovados através das notas de débito e dos comprovantes de pagamento. São, portanto, despesas dedutíveis na apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSL. Reforçou a sua alegação no sentido de que a fiscalização não questionou se os serviços foram prestados, nem se as despesas eram necessárias, usuais ou normais, tendo apenas indagado a utilização de notas de débito, não se atendo ao fato de que as despesas foram decorrentes de reembolsos. Novamente consignou que as notas de débito são documentos hábeis e idôneos para suportar as despesas questionadas no presente processo, pois são instrumentos através dos quais são cobrados valores que não decorreram da venda de mercadorias ou prestação de serviços, não sendo valores exigíveis através da emissão de nota fiscal. Quanto a isso, colacionou jurisprudência. Acusou que o lançamento não deve prosperar, mesmo que a fiscalização entenda que as despesas com compartilhamento de servidores e com ligações telefônicas devessem ter sido cobradas através da emissão de nota fiscal pela empresa reembolsada. Sucede que tais despesas continuariam sendo necessárias, usuais e normais para a recorrente, por serem, de qualquer maneira, uma despesa por ela incorrida, devendo assim serem dedutíveis. Além disso, registrou que no caso mencionado acima, a emissão de nota fiscal apenas faria com que os beneficiários dos pagamentos realizados pela recorrente passassem a tratar esses valores como receitas ao invés de tratar como reembolsos. Por fim, requereu que seja admitida, conhecida e provida a impugnação, de modo a anular os autos de infração e cancelar o crédito tributário exigido. DA DECISÃO DA DRJ Em 18/1/2012, acordaram os membros da 10a Turma de Julgamento da DRJ/SP1, por unanimidade de votos, julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido, conforme o entendimento que se segue. Primeiramente, fezse um breve relato da tramitação do processo e, em seguida, afirmouse que as despesas devem ser comprovadas por documentos hábeis e idôneos, devendose comprovar a real realização da prestação de serviço que deu causa ao pagamento, não sendo suficiente a prova do desembolso das quantias. Sobre a definição de notas de débito, colacionou o entendimento de Maria Helena Diniz, de De Placido e Silva, de Rubens Requião, de Hiromi Higuchi e Celso Hiroyuki Higuchi, e concluiu que aquelas não são documentos hábeis para comprovar as despesas em questão, pois demonstram apenas a ocorrência de um débito que será atribuído a alguém, não contendo nenhum atributo capaz de garantir a sustentabilidade para fins fiscais. Fl. 815DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 816 7 Acentuou que o lançamento de CSL, que derivou da autuação do IRPJ, deve observar o que for decidido no lançamento principal. Quanto a isso, colacionou jurisprudência. Por fim, julgouse improcedente a impugnação em questão, com manutenção integral dos lançamentos. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformada com a decisão, a recorrente interpôs, tempestivamente, recurso voluntário de fls. 769 a 798 (eprocesso), reiterando o alegado em sede de impugnação, acrescendo o que segue. Primeiramente, com relação à alegação da recorrente em sede de impugnação sobre as despesas em questão decorrerem de reembolsos feitos às empresas TMKT MRM Serviços de Marketing, AON Warranty e AON Affinity, afirmou que a própria decisão recorrida reconheceu isto, fazendo com que as notas de débito sejam documentos apropriados para suportar tais pagamentos. Alegou que, assim como a fiscalização, a decisão recorrida apenas questionou o fato de os reembolsos das despesas terem sido suportados por notas de débitos. Não questionou nem enfrentou a existência dos contratos celebrados com as empresas acima mencionadas, a efetividade e necessidade das despesas contraídas com a contratação realizada através destes contratos, nem a normalidade, usualidade e necessidade das despesas contraídas pela recorrente. Colacionou o Acórdão 10185.116 e, de acordo com ele, afirmou serem as notas de débito documentos capazes de comprovar as despesas em questão. Reconheceuse que são documentos hábeis para serem levados a registro contábil, não havendo dúvidas quanto à sua legitimidade para efeitos fiscais com relação à dedutibilidade de despesas. Alertou que a utilização das notas de débitos estava prevista nos contratos firmados entre a recorrente e as empresas TMKT MRM Serviços de Marketing, AON Warranty e AON Affinity, e que além destas notas, há outros documentos, como os contratos e comprovantes de pagamento, que evidenciam a sua efetividade. Ressaltou que, mesmo que seja mantido o crédito lançado com a aplicação de multa de ofício de 75%, deve ser cancelada a aplicação de juros de mora sobre a multa de ofício, pois não há previsão legal quanto a isso. O artigo 61, § 3°, da Lei 9.430/96 possuir relação apenas com o valor principal dos débitos decorrentes de tributos e contribuições referentes à obrigação tributária não paga no vencimento, pois a multa decorre do descumprimento do dever de pagar o que é devido. Quanto a isso colacionou jurisprudência. Por fim, requereu o provimento integral do recurso voluntário, de forma a reformar o Acórdão da DRJ/SP1, declarando insubsistentes os lançamentos que foram mantidos. É o relatório. Fl. 816DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 817 8 Voto Vencido Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão. Formalizo este Acórdão por designação do presidente da 1ª Seção de Julgamento, ocorrida em 14/09/2015, tendo em vista que o relator do processo, Conselheiro Marcos Shigueo Takata, por ocasião do julgamento realizado em 06/05/2014, pela 3ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção do CARF, não efetuou a formalização e não pertence mais aos colegiados do CARF. Ressalto, por oportuno, que não integrava o colegiado que proferiu o acórdão e, portanto, não participei do julgamento. O Relatório e a manifestação de voto vencido abaixo foram apresentados pelo Conselheiro relator durante a sessão e consta dos respectivos arquivos do CARF, tendo sido meramente reproduzidos por mim, redator ad hoc para efeitos de formalização do presente Acórdão. Da mesma forma, o voto vencedor proferido pelo redator designado, Conselheiro Fábio Nieves Barreira abaixo transcrito, consta dos arquivos do CARF, sendo reproduzidos adiante. Voto Vencido do Conselheiro Marcos Shigueo Takata: "O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade (fls. 765 e 767 do eprocesso). Dele, pois, conheço. A numeração de fls. indicada no voto é a do eprocesso. De início, importa verificar os limites objetivos da lide, que se fixam em face do motivo das glosas das despesas. Notase que o Termo de Verificação Fiscal (TVF) não é dotado de clareza, na delimitação do motivo das glosas. Nele se divisa uma sinalização ou insinuação de se estabelecer no motivo a questão da necessidade das despesas, nos termos da norma geral do art. 299 do RIR/99 (fls. 385 e 386). Contudo, análise detida do TVF desfaz aquela insinuação. Vejo que o motivo das glosas se fixa na incomprovação das despesas deduzidas. Essa conclusão se torna incontrastável dos itens 5 a 9 do TVF, e se confirma com a descrição contida nos instrumentos específicos dos autos de infração (fls. 393 e 398): " Custos ou despesas não comprovadas. Glosa de despesas despesas não comprovada por documentação hábil e idônea", para IRPJ, e "Dedução indevida dos valores relacionados as despesas com prestação de serviços realizadas nos anoscalendário de 2002 e 2003, não comprovadas por documentação hábil e idônea, resultando na redução da base de cálculo do IRPJ e CSL conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal", para CSL. Fl. 817DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 818 9 Transcrevemse os itens 5 e 9 do TVF (fl. 385): (5) Em resposta ao solicitado (fls. / ) o contribuinte carreou avultado volume de documentos e após criteriosa análise concluise que, os referentes aos encargos dos Serviços Técnicos no valor de R$ 293.025,25 (fls. / ) e de despesas de Comunicações nos valores de R$ 208.561,33 (fls. / ) e R$ 2.410.466,88 (fls. / ) restaram insuficientes para a comprovação das importâncias contabilizadas a titulo de serviços prestados por terceiros nos mencionados anos calendário. Salientese que não houve manifestação do contribuinte em relação à existência de vínculo societário com as empresas citadas no Termo de Intimação de 01/11/2005(fls./); [...] (9) Com isto, à míngua de outros elementos probantes dos serviços prestados, devese afirmar que tais encargos são inexistentes para o Fisco, razão pela qual, não são admitidos como dedutíveis a titulo de custos ou despesas as operações cuja efetiva realização não esteja comprovada com documentos hábeis e idôneos, se constituindo em mera liberalidade e devem compor as bases tributáveis do IRPJ e CSLL ; (negritos com sublinhados nossos; negritos do original) Também no TVF é dito que se procede à constituição do crédito tributário relativamente à dedução indevidas em 2002 no montante de R$ 2.619.028,21 e, em 2003, no montante de R$ 293.025.25 (fl. 387), mas nos instrumentos específicos dos autos de infração se vê que (fls.388, 389, 394 e 394) a) para o anocalendário de 2002, o procedimento foi de compensação integral daquele valor com prejuízo fiscal e base negativa de CSL (com suas reduções); e b) para 2003, houve a absorção de R$ 87.907,57 de estoque de prejuízo fiscal e de base negativa de CSL daquele montante. É o que havíamos anotado, inclusive, no relatório. Passo ao exame das questões controvertidas. Com relação às despesas com a TMKT MRM Serviços de Marketing, a recorrente observa o seguinte. Que ela contratara a SMK Serviços de Marketing para lhe prestar serviços de consultoria, tratamento e gerenciamento de banco de dados de clientes para marketing direto, e serviços de telemarketing relativos a programas de seguro, por meio de oferta de um período grátis de 30 dias ou mais. Posteriormente, a SMK transferiu suas obrigações e direitos para empresa de seu grupo, a TMKT MRM Serviços de Marketing. No âmbito da prestação de serviços de telemarketing, a TMKT MRM Serviços de Marketing realizava ligações telefônicas para promover planos de seguro da recorrente, a qual assumiu a obrigação de reembolsála. Alega a recorrente que as despesas em questão são de reembolso de tais gastos com ligações e, para tanto, junta aos autos cópias de notas de débito, dos relatórios de tarifador do PABX e comprovantes dos pagamentos dos reembolsos. Vejo que na fl. 474 consta aditivo contratual de 1/6/00, subscrito pela recorrente, pela SMK e pela TMKT, em que se estabelece a cessão da posição contratual da SMK para a TMKT. Fl. 818DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 819 10 Nas fls. 460 a 473 figura o contrato entre a recorrente e a TMKT para a prestação dos serviços acima descritos, pela TMKT para a recorrente. O item 5.1 do contrato define o preço pela prestação dos serviços e prevê que pagamento pelos serviços se dará quinzenalmente, pela emissão de nota fiscal/fatura nos dias e 16 em curso da execução do serviço, com prazo de pagamento de 10 dias corridos da data de emissão da nota fiscal/fatura. O item 5.2 do contrato estabelece reembolso integral pela recorrente à contratada dos valores dos custos das ligações efetuadas, pela apresentação de nota de débito acompanhada de relatório tarifador do PABX. Esse item prevê que o pagamento do reembolso será feito quinzenalmente, no dia 1 relativo ao período medido entre os dias 16 e 31 do mês anterior, e no dia 16 relativo ao período medido entre os dias 1 e 15 do mês em curso da execução, com prazo de pagamento de 10 dias corridos da data de emissão da nota de débito. Nas fls. 475 a 588 constam as cópias das notas de débito, dos relatórios de tarifador do PABX, e os comprovantes dos pagamentos à TMKT, de janeiro a dezembro de 2002. Da análise de tais documentos, constato o seguinte. Na nota de débito n° 200265 consta o valor de R$ 59.149,38, assim como no relatório de tarifador de PABX correspondente, mas o comprovante de pagamento apresenta uma pequena diferença: o valor é de R$ 56.149,38 fls. 532 a 534. Para a nota de débito n° 200428 de R$ 84.723,02 e para a nota de débito n° 200520 de R$ 68.426,20, não constam os relatórios de tarifador de PABX, mas somente um protocolo de faturamento; os comprovantes de pagamento correspondem aos valores das notas de débito fls. 571 a 573, 586 a 588. Tirando esses apontamentos, há notas de débito com os correspondentes relatórios de tarifador PABX e comprovantes de pagamento, tudo coincidente em valores. Vejo que se trata de reembolsos de ligações telefônicas relativas a produtos de seguro Fininvest contra acidentes pessoais e Pernambucanas contra acidentes pessoais. O contrato prevê a emissão de nota fiscal/fatura quanto à prestação dos serviços e para o pagamento do preço dos serviços prestados e contratados. Como a recorrente contratou com a TMKT o pagamento pelas ligações efetuadas apartada do preço dos serviços, ou seja, por reembolso à contratada, o contrato prevê, para esse, a emissão e a apresentação de nota de débito acompanhada do relatório de tarifador do PABX. É óbvio que, se o custo das ligações efetuadas para consecução dos serviços contratados não é incluído no preço desses serviços, é totalmente descabido se falar de nota fiscal/fatura para o reembolso desse custo. A nota fiscal/fatura se reserva à prestação de serviços que é, em regra, materialidade tributável pelo ISS, assim como por PIS e Cofins. Reembolso, ajustado como tal, i.e., sem compor o preço de prestação de serviço, não se poderia colocar em nota fiscal/fatura sob pena de se tributar pelo ISS o que não é preço de serviço. Isso, além da questão da tributação ou não por PIS e Cofins de valores de reembolso, sobre a qual me abstenho de fazer juízo, por ser questão exógena aos autos. Fl. 819DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 820 11 Questão que toca à economia de ISS, e eventualmente de PIS e de Cofins da contratada mas não da recorrente é quanto à adequação de o custo de ligações ser ajustado como fora do preço de serviço, como valor a ser reembolsado pela recorrente à contratada. Porém, não farei juízo aqui sobre a questão, por ser estranha à lide. Importa é o quanto consta nos autos e o que resultou questionado. E isso se limitou aos valores de despesas de reembolso do custo de ligações da contratada. Como já disse, o contrato previa inclusive a segregação entre preço de serviço e reembolso de gastos, demandando aquele a emissão de nota fiscal/fatura, o que não se poderia, pelas razões expostas, para gastos que não compõem o preço dos serviços. A previsão contratual de apresentação de nota de débito com o relatório de tarifador, para o reembolso de gastos com ligações telefônicas, adequase aos interesses da contratante, nos quais se incluem os efeitos de dedução. No quadro posto, as notas de débito com os respectivos relatórios de tarifador do PABX, constantes nos autos, são provas hábeis e suficientes para a comprovação da consecução das despesas. E as notas de débito com os correspondentes relatórios de tarifador do PABX acostados ao autos totalizam os R$ 2.410.466,88 glosados. Dessa forma, sobre a questão da glosa das despesas de reembolso à TMKT, dou provimento ao recurso. Outro grupo de despesas glosadas se refere aos reembolsos feitos pela recorrente à AON Warranty Services do Brasil. A recorrente afirma que se trata de empresa do mesmo grupo econômico, e que os reembolsos são decorrentes do acordo de compartilhamento de servidor pertencente à AON Warranty Services do Brasil. Junta aos autos cópia do referido acordo, de notas de débito emitidas pela AON Warranty Services do Brasil, e de comprovantes de pagamento dos reembolsos. Analisando tais documentos, faço as seguintes considerações. O acordo de compartilhamento prevê como objeto o compartilhamento do uso de seu servidor com a recorrente, incluindo uso de links, de servidor Notes e de servidor AS400, além da realização de trabalhos diversos pela AON relacionados ao objeto do acordo, como a realização de backup dos arquivos da recorrente (fls. 589 a 592). Porém, ele também prevê que, pelo compartilhamento, a recorrente pagará mensalmente o estipulado no calendário de pagamentos do Anexo I, acrescidos de 50% das despesas mensais comprovadas por notas fiscais, faturas ou recibos de fornecedores, relacionadas ao objeto do acordo. O Anexo I contém datas e valores sobre os quais não há esclarecimento (fl. 593). É comum o estabelecimento de convênio ou acordo de compartilhamento de bens materiais e/ou imateriais, sobretudo entre empresas do mesmo grupo, com determinação de rateio de custos entre as conveniadas, conforme e na medida dos custos incorridos por cada Fl. 820DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 821 12 uma delas. Não se trata de prestação de serviços, que implica preço e responsabilidade contratual pela execução das atividades. No convênio ou acordo de compartilhamento de bens materiais e/ou imateriais, uma das entidades que possui a estrutura material e/ou de bens imateriais permite que outra(s) entidade(s) também se utilize(m) de tal estrutura, para otimização dessa e se evitar sua duplicidade. Portanto, não há responsabilidade civil (contratual) pela execução de atividades: é que não há prestação de serviços, nem preço. Os critérios para o rateio dos custos podem se dar por meio da imputação direta de custos (quando isso é possível, evidentemente), por meio da imputação indireta, ou pela combinação de ambos, segundo metodologia técnica. No caso vertente, nenhum sentido há em se estabelecer o valor fixo de 50% das despesas mensais. Tampouco há esclarecimentos para justificar o pagamento mensal (de maio de 2003 até dezembro de 2004) dos valores relacionados no Anexo I do acordo de compartilhamento. As notas de débito (fls. 599 a 626) limitamse a dizer que se versa sobre reembolso conforme o acordo para compartilhamento são os valores mensais do Anexo I do acordo e sobre despesas de suporte em relação a Lotus Notes, firewall, acesso internet, administração AS/400, suporte ao link. Nenhuma documentação ou elemento indicativo da efetividade de tais execuções, do uso do servidor, tampouco da medição desse uso constam nos autos. Sequer há, como disse, esclarecimentos que justifiquem a fixação de 50% do valor das despesas como critério para imputação do rateio dos custos à recorrente, vale dizer, para se considerar o montante assim definido como critério para consideração dos custos incorridos pela recorrente. Diante do motivo da glosa, dois aspectos teriam de ser observados e comprovados pela recorrente. A justificação técnica dos critérios de rateio dos custos. Documentação, ainda que por amostragem, demonstrativa ou comprobatória da aplicação dos critérios de rateio justificados. Nada disso há nos autos. Nesse cenário, impõese a manutenção da glosa das despesas de reembolso à AON Warranty Services do Brasil, de modo que sobre essa questão, nego provimento ao recurso. Há ainda outro grupo de despesas glosadas, que são de reembolsos à AON Affinity do Brasil Serviços e Corretora de Seguros. Tais despesas, embora não referenciadas no TVF como despesas com a mencionada empresa, constam do rol de deduções glosadas conforme o TVF (fl. 385), e nos instrumentos específicos dos autos de infração (fls. 393 e 398), totalizando R$ 208.561,33. Fl. 821DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 822 13 A recorrente observa que a AON Pilar Serviços e Corretora de Seguros, cuja denominação foi alterada para AON Affinity Corretora de Seguros, fora contratada pela recorrente para prestação de serviços de intermediação e agenciamento de seguros da recorrente. E que, no âmbito da prestação desses serviços, a contratada realizava ligações telefônicas relacionadas à comercialização dos planos de seguros da recorrente. Alega que as despesas em questão são de reembolso de tais gastos com ligações e, para tanto, junta aos autos cópias do contrato, de notas de reembolso ou de débito e comprovantes dos pagamentos dos reembolsos. Da análise dos documentos, constato o seguinte. Há documento de emissão da AON informando a recorrente de que ela mudara sua denominação para AON Affinity Corretora de Seguros (fl. 632). O contrato entre a recorrente e a AON Pilar Serviços e Corretora de Seguros é de prestação de serviços pela AON de intermediação e agenciamento de seguros oferecidos pela recorrente, compreendendo os seguros dos ramos elementares e vida (cláusula primeira do contrato). A cláusula segunda do contrato prevê que o preço pela prestação de tais serviços é de 4,75% do valor do prêmio líquido dos planos vendidos pela contratada (fls. 629 a 631). As notas de reembolso ou débito da AON Affinity Corretora de Seguros são de reembolso de despesas de conta telefônica relativa a diversos pro/etos(Bandeirante, CPFL, AES, etc.). Há notas de reembolso ou débito que incluem além de despesas de conta telefônica: reembolso de aquisição de display (R$ 131,13); despesas com postagens projeto CPFL; reembolso de despesas com impressão de folhetos de seguro em conta CPFL; reembolso com aquisição de títulos de capitalização projeto CPFL; reembolso a consumidor de projeto CPFL; reembolso a consumidor de projeto Bandeirante; despesas com postagens projeto Bandeirante; despesas diversas com projeto Bandeirante; despesas com SATM400 projeto Bandeirante; despesas de postagens Elektro; reembolso consumidor de Elektro; reembolso com serviços IBM (processamento de dados); despesas com motoboy distribuição de folders RGE; reembolso de despesas com processamento de documentos RGE; despesas com divulgação projeto RGE; reembolso de despesas com manutenção do sistema SGI; despesas com criação projeto Plano Fácil; reembolso custos operacionais para Plano Fácil projeto AES; despesas com consumidor AES/SUL; despesas com correspondência de reembolso de seguro sr.Álvaro Pereira. Fl. 822DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 823 14 São as notas de reembolso ou de débito n°s 0028, 0030, 0040, 0055, 0059, 0067, 0069, 0073, 0079, 0084, 0088, 0091, 0093, 0101, 0105, 0107, 0111, 0157, 0159, 0167, 0177. Para a maioria das notas de reembolso ou de débito emitidas pela AON Affinity Corretora de Seguros, foram juntados também boletos bancários para recebimento dos valores daquelas notas, emitidos pelo Banco Bradesco, tendo como cedente (o contratante do serviço de recebimento) a AON Affinity Corretora de Seguros. Para todas as notas de reembolso ou de débito há a comprovação dos pagamentos pela recorrente, seja por recibos, seja, pelos boletos pagos. Há clara conexão dos reembolsos descritos com os serviços prestados pela contratada. Para recebimento de tais valores, muitos dos quais são de pequena monta, foi contratado serviço de recebimento do Banco Bradesco, com emissão de boletos bancários para os valores em questão. O total das despesas glosadas é de R$ 208.561,33. Noto que há uma diferença pequena entre esse total e o das notas de reembolso ou débito acostadas aos autos, que totalizam R$ 207.633,29. Esse conjunto de elementos probatórios é forte e vigoroso, a conferir liquidez à efetividade das despesas de reembolsos em discussão. Ou, ainda, é no mínimo, um indício robusto e veemente da efetividade das despesas, o que traduz, noutras palavras, a verossimilhança. Nesse passo, cabem a meu ver as seguintes ponderações que já tive oportunidade de fazer no julgamento que resultou no Acórdão n° 110300.521, de minha relatoria, e que se deu por unanimidade. A indedutibilidade de despesas motivada por carência na comprovação de sua efetividade deve levar em conta, na avaliação daquele juízo (indedutibilidade), os contornos e tonalidades que o caso concreto revela nos autos. Dependendo do desenho que se apresente nos autos, a avaliação da indedutibilidade pautada naquele motivo deve ser iluminada pelo critério da razoabilidade. Nessa linha, os contornos e tonalidades revelados por cada caso concreto demandam a graduação mais ou menos rigorosa do critério da razoabilidade, conforme o desenho da comprovação se mostre mais embotado ou mais nítido. Do conjunto probatório apresentado e no contexto em que ele se põe, arazoabilidade sobre a matéria contendida impõe ser concretizada, a meu ver, com graduação menos rigorosa. Prossigo. A verossimilhança nada mais é do que a concreção do critério da razoabilidade. Como disse, aqui, há, no mínimo, robustos e veementes indícios da efetividade das despesas, que se traduzem na verossimilhança materialização do critério da razoabilidade. Essa valoração é a que condiz com a realidade fática. Fl. 823DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 824 15 Para além disso, não houve intimação ou circularização junto à AON Affinity Corretora de Seguros para maior aprofundamento da fiscalização. Nessa linha, cito o Acórdão CSRF/0105.356, da sessão de 6/12/05, consagrado por unanimidade, e de relatoria do ilustre exConselheiro Cândido Rodrigues Neuber, assim ementado: IRPJ COMISSÕES PAGAS A REPRESENTANTE COMERCIAL COMPROVAÇÃO DEDUTIBILIDADE A simples falta de exibição de notas fiscais de prestação de serviços emitidas por representante comercial, relativamente a comissões a eles pagas, não permite considerar a despesa como não comprovada, se a contribuinte apresenta outros elementos que constituem vigoroso indício da efetividade dos serviços. (grifamos) Do exemplar voto desse acórdão, transcrevo excerto: Ao contrário, o conjunto de documentos carreados aos autos pela contribuinte, fls. 126 a 444 dos autos, mesmo que se trate de uma amostragem, cuja documentação retrocitada na transcrição da conclusão do decisório de primeira instância, fls. 651 dos autos, constitui robusto indício da prestação dos serviços, compondose de notas fiscais de venda da autuada a seus clientes, as quais indicam o nome do comissionado, planilhas de cálculo de comissões, recibos, cópias de cheques, documentos, DARF's de recolhimentos do IRRF, dentre outros. Em situações quejandas, a jurisprudência das Câmaras do Primeiro Conselho de Contribuintes bem como desta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais é copiosa no sentido de, diante de eventual irregularidade formal atinente à documentação probatória das despesas escrituradas, ser necessário perquirir sobre a realidade fática da efetiva prestação dos serviços e da sua necessidade à consecução dos resultados da contribuinte. (fls. 5 e 6, do acórdão; grifos nossos) A inteligência deduzida no voto acomodase perfeitamente, a meu ver, sobre a questão em discussão. Enfim, no caso vertente, o desenho se mostra bastante nítido com robustez probatória, o que impõe a razoabilidade com gradação menos rigorosa. Com essas análise, ponderações e valoração, não vejo como se possa manter a glosa das despesas de reembolso à AON Affinity Corretora de Seguros, por não comprovadas, de modo que sobre essa questão dou provimento ao recurso. A recorrente articula, por fim, sua irresignação sobre a exigência de juros sobre a multa de ofício. Eis a dicção do art. 61 da Lei 9.430/96: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1° de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação Fl. 824DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 825 16 específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1°. A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2°. O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3°. Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3° do art. 5°, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Incidem juros moratórios na forma do § 3° do art. 61 sobre os débitos de que trata o caput do art. 61, i.e., sobre tributos, jamais sobre multa de ofício, pois, se a multa de ofício estivesse incluída no art. 61, chegarseia ao absurdo de se ter de concluir que esse artigo prevê a incidência de multa de mora sobre multa de ofício (caput do art. 61, parte final). Isso porque é prevista a aplicação da multa de mora (além dos juros de mora à taxa Selic) sobre os débitos de que trata o art. 61. A multa de mora é consequência prescrita no caput para os débitos nele referidos. Se o legislador quisesse que os juros de mora incidissem também sobre multa de mora ele assim teria previsto, tal como quis fazer e fez para o lançamento de multa de mora previsto no art. 43 da mesma lei. Aí ele previu que sobre a multa de mora ou sobre os juros de mora ou sobre dos dois, constituídos (lançados) sem tributo, incidem juros de mora a partir do 1° dia do mês seguinte ao do vencimento do lançamento. Vejase a diferença de redação do art. 61 da Lei 9.430/96 com a dos arts. 29, caput e 30, da Lei 10.522/02: Art. 29. Os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional e os decorrentes de contribuições arrecadadas pela União, constituídos ou não, cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 1994, que não hajam sido objeto de parcelamento requerido até 31 de agosto de 1995, expressos em quantidade de Ufir, serão reconvertidos para real, com base no valor daquela fixado para 1o de janeiro de 1997. § 1°. A partir de 1o de janeiro de 1997, os créditos apurados serão lançados em reais. § 2°. Para fins de inscrição dos débitos referidos neste artigo em Dívida Ativa da União, deverá ser informado à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional o valor originário dos mesmos, na moeda vigente à época da ocorrência do fato gerador da obrigação. § 3°. Observado o disposto neste artigo, bem assim a atualização efetuada para o ano de 2000, nos termos do art. 75 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fica extinta a Unidade de Fl. 825DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 826 17 Referência Fiscal Ufir, instituída pelo art. 1o da Lei no 8.383, de 30 de dezembro de 1991. Art. 30. Em relação aos débitos referidos no art. 29, bem como aos inscritos em Dívida Ativa da União, passam a incidir, a partir de 1o de janeiro de 1997, juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia Selic para títulos federais, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) no mês de pagamento. Aqui, sim, os juros de mora à taxa Selic são aplicáveis a débitos, que incluem a multa de ofício, e não a débitos de tributos. Não vejo, portanto, como serem aplicáveis juros de mora à taxa Selic sobre a multa de ofício. De outra parte, o Código Tributário Nacional utiliza a expressão "crédito tributário" com conotações diversas: ora para conceituálo como a obrigação tributária e a penalidade pecuniária (arts. 139 e 142 c/c os arts. 113, § 1° e 121, do CTN), ora lhe fazendo referência somente como obrigação tributária é o caso, por ex., do art. 164 do CTN. Se o art. 164 do CTN diz que cabe consignar judicialmente a importância do "crédito tributário" quando há subordinação de seu recebimento ao pagamento de penalidade, o "crédito tributário" é aí empregado no sentido de obrigação tributária, sem incluir a penalidade. O mesmo se entrevê no art. 161, caput, do CTN: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1°. Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. O caput do art. 161 dispõe sobre a incidência de juros de mora sobre o "crédito tributário", sem prejuízo da incidência das penalidades cabíveis: logo, o "crédito tributário" é utilizado aqui como sinonímia de tributo ou obrigação tributária pois sobre tal crédito é que incidem as penalidades cabíveis, além dos juros de mora. O § 1° do art. 161 do CTN, evidentemente, subordinase ao caput do dispositivo. Outrossim, também não vejo como ser aplicável à multa de ofício os juros de mora previstos no § 1° do art. 161 do CTN (juros de 1% ao mês), porquanto, como visto, o caput do art. 161 do CTN se refere a crédito tributário como obrigação tributária (e só). Com base em tais ponderações, dou provimento ao recurso sobre a questão dos juros sobre as multas de ofício. Sob essa ordem de considerações e juízo, dou provimento parcial ao recurso para afastar a glosa de despesas de R$ 2.410.466,88 e de R$ 208.561,33, do anocalendário de 2002, e a exigência de juros sobre as multas de ofício. Fl. 826DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 827 18 É o meu voto. Sala das Sessões, em 9 de abril de 2014. Marcos Shigueo Takata Relator" Voto Vencedor Com vistas à formalização do presente acórdão, transcrevo a seguir o voto vencedor proferido pelo Conselheiro Fábio Nieves Barreira, redator designado, constante dos arquivos do CARF. Voto vencedor do Conselheiro Fábio Nieves Barreira: "Aduz a recorrente a ilegalidade da incidência de juros sobre a multa de ofício. Conforme jurisprudência deste Tribunal, Proc. 16327.000989/200793, Rel. Cons. André Mendes de Moura, é lícita a exigência dos juros de mora calculados sobre a multa de ofício: "Quanto aos juros de mora incidentes sobre a multa de ofício, questionados pelo Recorrente, o Código Tributário Nacional (CTN) autoriza tal exigência. Em seu artigo 161, dispõe: “Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito.” (destaquei) Nesse contexto, não se pode olvidar que o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta (art.139 do CTN), tendo por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária (art.113 do CTN). Por sua vez, a Lei nº 9.430/96 dispõe que sobre os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, incidirão juros de mora à taxa SELIC. Vejamos: “Art.5º O imposto de renda devido, apurado na forma do art. 1º, será pago em quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. ..... Fl. 827DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 828 19 §3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. ..... Art.61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.” (destaquei) A expressão “débitos para a União, decorrentes de tributos e contribuições”, contemplada no caput do art.61 da Lei nº 9.430/96, inclui todas as rubricas, dentre as quais se inclui a multa de ofício, que, como a própria lei dispõe, decorre da falta de pagamento de tributos. Neste sentido, podem ser mencionados os seguintes precedentes da Câmara Superior de Recursos Fiscais: JUROS DE MORA COM BASE NA TAXA SELIC SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. APLICABILIDADE. O art. 161 do Código Tributário Nacional – CTN autoriza a exigência de juros de mora sobre a multa de ofício, isto porque a multa de ofício integra o ‘crédito’ a que se refere o caput do artigo. É legítima a incidência de juros sobre a multa de ofício, sendo que tais juros devem ser calculados pela variação da SELIC. (Segunda Turma, Acórdão nº 920201.806, de 24/10/2011, Redator designado Cons. Elias Sampaio Freire) JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de oficio proporcional. Sobre o crédito tributário constituído, incluindo a multa de oficio, incidem juros de mora, devidos à taxa Selic. (Primeira Turma, Acórdão nº 910100.539, de 11/03/2010, Redatora Designada Cons. Viviane Vidal Wagner) Fl. 828DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 829 20 JUROS DE MORA MULTA DE OFICIO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, incluindo a multa de oficio proporcional. O crédito tributário corresponde a toda a obrigação tributária principal, incluindo a multa de oficio proporcional, sobre o qual, assim, devem incidir os juros de mora à taxa Selic. (Quarta Turma, Acórdão nº 0400.651, de 18/09/07, Rel. Cons. Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho) Recentemente, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça reiterou entendimento no sentido de ser “legítima a incidência de juros de mora sobre multa fiscal punitiva, a qual integra o crédito tributário” (AgRg no REsp 1.335.688PR, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 4/12/12), tendo o acórdão recebido a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. JUROS DE MORA SOBRE MULTA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMA QUE COMPÕEM A PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ. 1. Entendimento de ambas as Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ no sentido de que: "É legítima a incidência de juros de mora sobre multa fiscal punitiva, a qual integra o crédito tributário.” (REsp 1.129.990/PR, Rel. Min.Castro Meira, DJ de 14/9/2009). De igual modo: REsp 834.681/MG, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 2/6/2010. 2. Agravo regimental não provido. (destaquei) Colhese do respectivo voto condutor: “[...] Quanto ao mérito, registrou o acórdão proferido pelo TRF da 4ª Região à fl. 163: ‘... os juros de mora são devidos para compensar a demora no pagamento. Verificado o inadimplemento do tributo, é possível a aplicação da multa punitiva que passa a integrar o crédito fiscal, ou seja, o montante que o contribuinte deve recolher ao Fisco. Se ainda assim há atraso na quitação da dívida, os juros de mora devem incidir sobre a totalidade do débito, inclusive a multa que, neste momento, constitui crédito titularizado pela Fazenda Pública, não se distinguindo da exação em si para efeitos de recompensar o credor pela demora no pagamento.’” Quanto ao percentual, não há mais discussão. O entendimento quanto à aplicação da taxa SELIC consolidouse administrativamente, sendo, inclusive, objeto do Enunciado nº 4 da súmula de jurisprudência do CARF, de observância obrigatória por seus membros: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais”. Fl. 829DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 830 21 Mantémse, portanto, a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício, aplicados com base na taxa SELIC." Diante do exposto, voto para DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso para afastar a glosa de despesas de R$ 2.410.466,88 e de R$ 208.1561,33, do anocalendário de 2002, MANTENDO, todavia, a exigência de juros sobre as multas de ofício. Cons. Fábio Nieves Barreira Redator Designado." Acórdão formalizado em 18 de setembro de 2015. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Redator ad hoc, designado para formalizar a Resolução. Fl. 830DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 831 22 Declaração de Voto Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro Como bem exposto pelo I. Relator, o foco da auditoria foi o grupamento contábil de despesas com serviços prestados por terceiros, nos totais de R$ 6.433.227,94 (AC 2002) e R$ 1.397.651,59 (AC 2003), devidamente consignados nas respectivas DIPJ. No entender da fiscalização, não restaram comprovados alguns valores relativos a Serviços Técnicos e a Despesas de Comunicações, essencialmente em razão de estarem lastreados apenas em notas de débito, conforme consignado no Termo de Verificação Fiscal (fls.371/374): “[...] Em resposta ao solicitado (fls./) o contribuinte carreou avultado volume de documentos e após criteriosa análise, concluise que, os referentes aos encargos dos Serviços Técnicos no valor de R$293.025,25 (fls./) e de despesas de Comunicações nos valores de R$208.561,33 (fls./) e R$2.410.466,88 (fls./) restaram insuficientes para a comprovação das importâncias contabilizadas a titulo de serviços prestados por terceiros nos mencionados anoscalendário. Salientese que não houve manifestação do contribuinte em relação à existência de vínculo societário com as empresas citadas no Termo de Intimação de 01/11/2005 (fls./); (6) Isto porque, os referidos encargos estão suportados tão somente por documentos intitulados notas de débito emitidas pelas empresas AON Warranty Services do Brasil e TMKT MRM Serviços de Markenting, desacompanhadas de qualquer outro documento de natureza fiscal; (7) Com base nestas premissas, a juízo desta fiscalização, a escrituração contábil dos referidos encargos operacionais não estão lastreados em documentação hábil e idônea emitida por terceiros, com a interessada figurando como beneficiária dos serviços prestados e que tenha elementos suficientes para demonstrar estarem tais gastos em estrita conexão com a atividade explorada e com a manutenção da respectiva fonte de receita ; (8) Em reforço a esse entendimento, cabe ressaltar que nota de debito não é titulo de crédito não sendo passível, em uma análise simplista, de protesto e tampouco de ação judicial ; (9) Com isto, à míngua de outros elementos probantes dos serviços prestados, devese afirmar que tais encargos são inexistentes para o Fisco, razão pela qual, não são admitidos como dedutíveis a titulo de custos ou despesas as operações cuja efetiva realização não esteja comprovada com documentos hábeis e idôneos, se constituindo em mera liberalidade e devem compor as bases tributáveis do IRPJ e CSLL;” Fl. 831DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 832 23 Da transcrição acima, notase que a fiscalização, ao contrário do que afirma o Recorrente, efetuou as glosas por entender, à luz das notas de débito, é verdade, que não teriam sido comprovadas a necessidade (“...a escrituração contábil dos referidos encargos operacionais não estão lastreados em documentação hábil e idônea emitida por terceiros [...] e que tenha elementos suficientes para demonstrar estarem tais gastos em estrita conexão com a atividade explorada e com a manutenção da respectiva fonte de receita”) e efetividade das despesas (“...à míngua de outros elementos probantes dos serviços prestados [...] não são admitidos como dedutíveis a título de custos ou despesas as operações cuja efetiva realização não esteja comprovada com documentos hábeis e idôneos”). Não bastasse a transcrição acima, acrescentese que o excerto abaixo esclarece definitivamente a insuficiência, na visão da fiscalização, dos requisitos de dedutibilidade, em especial os da necessidade (efetividade) e da usualidade (normalidade): “ As operações acima colidem com o que dispõe o artigo 299 do RIR/99, in verbis: ‘Art. 299. São operacionais as despesas não computadas nos custos, necessárias a atividade da empresa e á manutenção da respectiva fonte produtora (Lei 4.506, de 1964, art. 47). §1° São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa (Lei nº 4.506, de 1964, art. 47, §1º). §2° As despesas operacionais admitidas são as usuais ou normais no tipo de transações, operações ou atividades da empresa (Lei 4.506, de 1964, art. 47, § 2º). §3º O disposto neste artigo aplicase também às gratificações pagas aos empregados, seja qual for a designação que tiverem.’ (11) O conceito de despesas operacionais inserto no regulamento do imposto de renda, (RIR/1999, artigo 299 e Lei 4506/64, artigo 47), requer o grau de necessidade da atividade e à manutenção da respectiva fonte produtora de receitas, além de serem pagas ou incorridas e usuais e normais no tipo de transações, operações ou atividades da empresa; (12) Com a finalidade de esclarecer os requisitos, ‘necessárias, usuais — ou normais’, foi expedido o Parecer Normativo n° 32/81, que definiu despesas necessárias, como sendo os gastos necessários quando essenciais a qualquer transação ou operação exigida pela exploração das atividades, principais ou acessórias, e estejam vinculadas às fontes produtoras dos rendimentos. Quanto à normalidade e usualidade, o referido Parecer Normativo acrescenta que normal é a despesa que se verifica comumente no tipo de operação ou transação efetuada e que, na realização do negócio, se apresenta de forma usual, costumeira ou ordinária. O requisito, usualidade, deve ser interpretado na acepção de habitual na espécie de negócio; (13) Portanto, a comprovação da necessidade, efetividade e materialidade da realização das despesas se traduzem em elementos nucleares que podem dar substancia material e comprobatória para a dedução das despesas contabilizadas e Fl. 832DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 833 24 consideradas dedutíveis na determinação do Lucro Real e CSLL. À ausência de qualquer um desses elementos, a dedutibilidade dessas despesas restará prejudicada;” (destaquei) Ao final, concluiu a autoridade fazendária: “[...] no entender desta fiscalização, e a teor das disposições legais mencionadas, procederseá, à constituição do pertinente crédito tributário relativamente à dedução indevida dos valores das despesas dos Serviços Prestados nos anoscalendário de (i) 2002 no montante de 2.619.028,21 e (ii) 2003 no montante de R$293.025,25”. Conforme Termo de Intimação Fiscal (fl.95), o contribuinte foi intimado a comprovar as seguintes despesas: AC 2002 Serviços Técnicos (372132.00.01.00) TMKT MRM SERVIÇOS DE MARKETING LTDA AON AFFINITY DO BRASIL SERVIÇOS DE CORRETORA DE SEGUROS S/C TELEFUTURA TELEMARKETING Comunicações (373321.00.01.00) – Telefones, Telex e Telegramas TMKT MRM SERVIÇOS DE MARKETING LTDA AON AFFINITY DO BRASIL SERVIÇOS DE CORRETORA DE SEGUROS S/C AC 2003 Serviços Técnicos (352132.00.01.00) KPMG CORPORATE FINANCE S/A AON WARRANTY SERVICE DO BRASIL De acordo com os autos de infração (fls.379 e 384) e planilhas acostadas pelo contribuinte no curso do procedimento fiscal (fls.98, 216 e 331) as autuações limitaramse às seguintes glosas: AC 2002 Serviços Técnicos (372132.00.01.00) Valor (R$) TMKT MRM SERVIÇOS DE MARKETING LTDA 2.410.466,88 AON AFFINITY DO BRASIL SERVIÇOS DE CORRETORA DE SEGUROS S/C 208.561,33 AC 2003 Serviços Técnicos (352132.00.01.00) Valor (R$) AON WARRANTY SERVICE DO BRASIL 293.025,25 Por sua vez, afirma a defesa que os valores glosados não decorrem de prestação de serviços, mas se referem a reembolsos de despesas incorridas por terceiros por conta e ordem do Recorrente, razão pela qual não lhe caberia emitir, por exemplo, notas fiscais de serviços. Para fins de comprovação de suas alegações, o Recorrente apresentou argumentos e fez referência a determinados documentos acostados aos autos, que passo a analisálos separadamente por pessoa jurídica: Fl. 833DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 834 25 A) Do reembolso de despesas TMKT MRM Serviços de Marketing Tal pessoa jurídica, após transferência das obrigações e direitos da SMK Serviços de Marketing, inicialmente contratada pela autuada, seria responsável pela prestação de serviços de (i) consultoria, tratamento e gerenciamento de banco de dados de clientes para marketing direto” e (ii) telemarketing relativos a programas de seguro, por meio de oferta de um período grátis de trinta dias. A TMKT realizara ligações telefônicas efetuadas para promover os planos de seguro da Recorrente, que teria assumido contratualmente o ônus de reembolsála. O mencionado contrato de prestação de serviços, celebrado em 10/2/00, e aditivo, de 1/6/00, constam das fls.443/457. De fato, os serviços acima mencionados, a serem prestados por TMKT, constavam da cláusula 1.1: “1. Prestação de Serviços: 1.1. Objeto da Prestação. A TMKT deverá prestar a COMBINED, sem qualquer vinculo empregatício, de acordo com as necessidades da COMBINED, e dentro dos prazos estabelecidos, sem sujeição a qualquer norma disciplinar ou qualquer outro tipo de subordinação, os seguintes serviços: (a) sem exclusividade à COMBINED, serviços de consultoria, tratamento e gerenciamento de banco de dados de clientes da COMBINED para marketing direto, conforme descritos no Anexo 1.1.(a) ao presente; e (b) com exclusividade à COMBINED, serviços de telemarketing relativo a programas de seguro que envolvam a oferta de um período grátis de 30 (trinta) ou mais dias, conforme descritos no Anexo 1.1.(b) ao presente. Programas de seguro deverão incluir, sem limitação, vida, saúde, propriedade e acidente.” Quanto à remuneração, foi prevista nas cláusulas 5.1 e 5.2: “5. Remuneração 5.1. Preços. Pelos serviços objeto da cláusula 1.1. (a) e da cláusula 1.1 (b) do presente Contrato, a COMBINED pagará à TMKT os valores e condições especificados no Anexo 1.1.(a) e no Anexo 1.1.(b) respectivamente. O pagamento pelos serviços será efetuado quinzenalmente, mediante a emissão da nota fiscal/fatura nos dias 1 e 16 do mês em curso da execução do serviço, com prazo de pagamento de 10 (dez) dias corridos da data de emissão da nota fiscal/ fatura. 5.1.1. Alteração de Preços. Os preços estarão sujeitos a alteração, desde que previamente acordado entre as Partes, caso haja modificação da natureza dos serviços. 5.2. Impulsos telefônicos. Os valores relativos aos custos das ligações efetuadas serão reembolsados integralmente, mediante apresentação de Nota de Débito acompanhada de relatório tarifador do PABX. O pagamento será efetuado quinzenalmente, no dia 1 relativo ao período medido entre os dias 16 e 31 do mês anterior e dia 16 relativo ao período medido entre os dias 1 e 15 Fl. 834DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 835 26 do mês em curso da execução do serviço, com prazo de pagamento de 10 (dez) dias corridos da data de emissão da nota de débito. Nos serviços de atendimento receptivo, DDG 0800, o reembolso será efetuado integralmente, mediante a apresentação da conta telefônica especifica com prazo de pagamento de 2 (dois) dias corridos da data de emissão da nota de débito.” Considerando que de acordo com o seu estatuto social, o autuado tem por objeto a realização de “...operações de seguros nos ramos elementares e vida, tal como definida na legislação em vigor, em todo o território nacional” (fl.424), a contratação de terceiros para a prestação de serviços de marketing direto e telemarketing pode ser considerada normal e usual, devendo as despesas decorrentes terem a mesma qualificação, vez que, como bem afirma o Recorrente, relacionamse “...ao incremento da venda das apólices de seguro [...], as quais estão vinculadas com as fontes produtoras de rendimentos”. Acrescentese ser indiscutível nos tempos atuais, principalmente em ramo de atividade competitivo, como o de seguros, a importância do marketing para o regular exercício e sustentabilidade da atividade empresarial. Preenchido, portanto, o requisito da usualidade, normalidade, previsto no art.299, §2º, do RIR/99, sendo as despesas vinculadas aos tipos de transações, operações ou atividades da pessoa jurídica. Quanto ao requisito necessidade, o art.299, §1º, do RIR/99, exige a prova dos pagamentos das despesas. O demonstrativo abaixo possibilita identificar, nos autos, os documentos que, em conformidade com o contrato celebrado, antes mencionado, permitem a dedução fiscal apenas no montante devidamente comprovado: Nota de Débito Relatório Tarifador Comprovante de Pagamento Número Valor (R$) Folha Folha Valor (R$) Folha 200092 3.489,45 458 459 200095 74.141,16 461 462 77.630,61 460 e 463 200103 30.889,43 464 465 200104 70.701,57 467 468 101.591,00 466 e 469 200128 (1) 31.161,88 470 471 200129 (1) 27.851,77 473 474 200142 (2) 46.717,53 476 477 200143 (2) 45.562,71 479 480 200164 (3) 41.814,10 482 483 200165 (4) 44.716,85 485 486 200175 39.218,54 488 489 200176 31.166,26 491 492 70.384,80 490 e 493 200198 37.345,15 494 495 200199 69.289,68 497 498 106.634,83 496 e 499 200219 132.504,75 500 502 200234 34.480,33 503 505 166.985,08 501 e 504 200238 43.236,93 506 507 200239 100.866,10 509 510 144.103,03 508 e 511 200264 121.339,90 512 513 121.339,90 514 200265 59.149,38 515 516 56.149,38 517 200322 15.344,74 518 519 200323 120.897,48 521 522 136.242,22 520 e 523 200286 19.584,56 524 525 19.584,56 526 200289 140.181,66 527 528 140.181,66 529 200334 (5) 39.894,67 530 531 Fl. 835DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 836 27 200335 (5) 122.150,94 533 534 200357 60.013,93 536 537 200358 54.469,20 539 540 114.483,13 538 e 541 200413 31.926,72 542 543 200414 82.581,35 545 546 114.508,07 544 e 547 200381 94.696,22 548 549 94.696,22 550 200382 24.366,28 551 552 24.366,28 553 200428 (6) 84.723,02 554 200451 100.838,44 557 559 100.838,44 558 200481 87.821,96 560 561 87.821,96 562 200487 (7) 78.463,14 563 564 77.286,19 565 200517 98.442,90 566 567 98.442,90 568 200520 68.426,20 569 68.426,20 571 Glosa 2.410.466,88 Total Comprovado 1.921.696,46 (1) Para comprovação dos pagamentos, anexouse apenas uma espécie de recibo sem assinatura (fls.472 e 475); (2) Para comprovação dos pagamentos, anexouse apenas uma espécie de recibo sem assinatura (fls.478 e 481); (3) Para comprovação do pagamento, anexouse apenas uma espécie de recibo sem assinatura (fl.484); (4) Para comprovação do pagamento, anexouse apenas uma espécie de recibo sem assinatura (fl.487); (5) Para comprovação dos pagamentos, anexouse apenas uma espécie de recibo sem assinatura (fls.532 e 535); (6) Para comprovação do pagamento, anexouse apenas uma espécie de recibo sem assinatura (fl.556); (7) Não se comprovou o pagamento de R$ 1.176,95, relativo ao IR supostamente retido na fonte (fl.565); Sendo assim, quanto aos dispêndios realizados à TMKT MRM Serviços de Marketing apenas restou comprovado o pagamento no montante de R$ 1.921.696,46, mantém se a glosa de R$ 488.770,42. B) Do reembolso de despesas AON Warranty Services do Brasil De acordo com o Recorrente, o autuado celebrou contrato com a AON Warranty Services do Brasil, sociedade pertencente ao mesmo grupo econômico, para utilizar o servidor daquela sociedade para fins de uso de email, armazenamento de arquivos, banco de dados, hospedagem de sites etc. O Acordo de Compartilhamento do Uso de Servidor (fls.572/576), celebrado em 1/8/02, vigente por 36 meses, teve como objeto: “1.1. A AON obrigase a, estritamente dentro de suas conveniências e possibilidade, cuidando, contudo para no prejudicar ou atrasar o andamento dos negócios da COMBINED, compartilhar o uso de seu servidor com a COMBINED, sem que isso implique em qualquer transferência de knowhow para a COMBINED e/ou seus prepostos. O COMPARTILHAMENTO inclui a utilização de links, de servidor Notes e de servidor AS400, além da realização de trabalhos diversos pela AON relacionados ao objeto do presente contrato, tais como, mas não restrito a, realização de backup dos arquivos da COMBINED. 1.2. – A AON obrigase a manter o servidor e demais equipamentos relacionados em boa guarda e bom funcionamento e conservação, arcando com todos os custos daí decorrentes, observado o disposto na Cláusula 2.1 abaixo.” Relativamente à contraprestação a cargo do autuado, dispôs a cláusula segunda: Fl. 836DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 837 28 “2. – PAGAMENTO 2.1. Pelo COMPARTILHAMENTO, a COMBINED pagará mensalmente a AON o estipulado no calendário de pagamentos descrito no Anexo I deste ACORDO, acrescidos de 50% (cinqüenta por cento) das despesas mensais comprovadas através de Notas Fiscais, Faturas e/ou Recibos de fornecedores, relacionadas estritamente ao objeto deste ACORDO. A partir de Janeiro de 2.005, findo o calendário, os pagamentos mensais corresponderão exclusivamente as despesas acima relacionadas, isto é, 50% (cinqüenta por cento) das despesas mensais comprovadas. Todos os pagamentos serão cobrados pela AON mediante a emissão mensal de notas de débitos, a serem emitidas no 25º (vigésimo quinto) dia de cada mês. 2.2. Os pagamentos deverão ser efetuados até o último dia útil de cada mês, após o recebimento pela COMBINED da nota de debito mencionada na clausula 2.1. acima,”(destaquei) O Anexo I contemplou o calendário de pagamentos mensais, que acerca do anocalendário 2003 era o seguinte: Data Valor (R$) 30/5/03 34.396,44 30/6/03 34.396,44 31/7/03 34.396,44 29/8/03 34.396,44 30/9/03 34.396,44 31/10/03 33.414,35 29/11/03 33.414,35 30/12/03 33.414,35 Total 272.225,25 Pois bem. Não obstante a existência do mencionado contrato e de notas de débitos, os documentos comprobatórios acostados aos autos não atestam a ocorrência da efetividade de todos os pagamentos (fls.578/, ), mas apenas a dos abaixo relacionados: Nota de Débito Comprovante de Pagamento Mês Valor (R$) Folha Valor (R$) Folha Setembro/03 34.396,44 592 34.396,44 593 Dezembro/03 33.414,35 606 33.414,35 607 Total 67.810,79 Vale salientar que as despesas de suporte, nos valores de R$ 2.600,00, com relação às quais o autuado anexou notas de débito acompanhadas dos comprovantes de pagamentos (fls.594/595 e 608/609), não foram aceitas, pois segundo o Acordo de Compartilhamento tais despesas mensais deveriam ser “...comprovadas através de Notas Fiscais, Faturas e/ou Recibos de fornecedores”. Dado o objeto do Acordo de Compartilhamento celebrado e a reconhecida imprescindibilidade de um computador servidor para o armazenamento de dados e softwares de Fl. 837DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 838 29 uso cotidiano das sociedades, é razoável considerar as despesas como normais, usuais, estando preenchido o requisito previsto no art.299, §2º, do RIR/99. Considerando que apenas restou comprovado o pagamento de R$67.810,79, mantémse a glosa de R$ 225.214,46. C) Do reembolso de despesas AON Affinity do Brasil Serviços e Corretora de Seguros S/C Ltda Nas palavras do Recorrente, também “...havia contratado a empresa AON Pilar Serviços e Corretora de Seguros para lhe prestar serviços de intermediação e agenciamento das apólices de seguros por ela oferecidos (doc.63). Posteriormente, a razão social da AON Pilar Serviços de Corretora de Seguros foi alterada para AON Affinity Corretora de Seguros (doc.64)”. A contratada efetiva ligações telefônicas relacionadas à comercialização dos planos de seguro da autuada. Dispôs o Contrato de Prestação de Serviços (Doc. 63), celebrado em 1/1/00 (fls.611/613): “CLAUSULA PRIMEIRA A CONTRATADA prestará serviços para a CONTRATANTE e sob autorização desta última serviços estes de intermediação e agenciamento de seguros oferecidos pela CONTRATANTE. Tais seguros compreendem os seguros dos ramos elementares e vida, tal como definidos na legislação em vigor, onde a CONTRATADA for nomeada para a intermediação e/ou agenciamento dos seguros emitidos pela CONTRATANTE. CLAUSULA SEGUNDA Pela execução dos serviços aqui contratados, a CONTRATADA receberá a titulo de honorários, a quantia correspondente a 4,75% sabre o valor [do premio líquido] dos planos vendidos pela CONTRATADA. Os valores a serem pagos pela CONTRATANTE à CONTRATADA serão valores líquidos, após a dedução dos impostos devidos. Os pagamentos serão efetuados todo o dia 30 [trinta] de cada mês, referente as vendas das apólices apuradas até um dia anterior.” (destaquei) Conforme o ajuste, notase que a contraprestação devida pela autuada (contratante) relacionavase com os planos de seguro vendidos pela AON Affinity do Brasil (contratada), representando o valor a ser pago um percentual de 4,75% sobre o prêmio líquido. Como isso, é possível de pronto afirmar que a comprovação dos dispêndios não prescinde da informação relacionada aos planos de seguros comercializados, especialmente sobre os valores dos prêmios líquidos. O Recorrente, a seu turno, limitouse a apontar, às fls.616/731, notas de reembolso emitidas por AON Affinity do Brasil, relativas a despesas com conta telefônica, postagens, “reembolso consumidor”, aquisição de títulos de capitalização, “aquisição de Display”, impressão de folhetos de seguros, sinistros, “Criação Projeto Plano Fácil”, “Manutenção do Sistema SGI”, divulgação, motoboy, processamento de documentos, custos operacionais, ligações locais, e respectivos pagamentos e recibos (sem assinatura). Fl. 838DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 839 30 Cabe recordar que as despesas com “Comunicações (373321.00.01.00) – Telefones, Telex e Telegramas”, que parece ser o objeto das notas de reembolso, conforme respectivas descrições, inclusive relacionadas com a AON Affinity do Brasil Serviços e Corretora de Seguros S/C Ltda, não foram glosadas. Acrescentese que o Recorrente não acostou outro contrato que pudesse lastrear as despesas incorridas e por ele indicadas. Por tal razão, sequer a comprovação da normalidade e usualidade restou comprovada, sendo procedente a glosa de R$ 208.561,33. A análise acima, em termos quantitativos (R$), pode ser assim resumida: Fato Gerador Valor Glosado (A) Valor Comprovado (B) Glosa Mantida (C) 31/12/2002 2.410.466,88 1.921.696,46 488.770,42 31/12/2002 208.561,33 0,00 208.561,33 31/12/2003 293.025,25 67.810,79 225.214,46 Total 2.912.053,46 1.989.507,25 922.546,21 Considerando que a fiscalização aproveitou prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas de CSLL nos anoscalendário 2002 (valor integral do montante glosado) e 2003 (valor parcial da glosa), caberá à unidade de origem da Secretaria da Receita Federal proceder aos devidos ajustes decorrentes do que restou decidido neste voto, inclusive nos sistemas de controle. Dos juros de mora sobre a multa de ofício Quanto aos juros de mora incidentes sobre a multa de ofício, questionados pelo Recorrente, o Código Tributário Nacional (CTN) autoriza tal exigência. Em seu artigo 161, dispõe: “Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito.” (destaquei) Nesse contexto, não se pode olvidar que o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta (art.139 do CTN), tendo por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária (art.113 do CTN). Por sua vez, a Lei nº 9.430/96 dispõe que sobre os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, incidirão juros de mora à taxa SELIC. Vejamos: Fl. 839DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 840 31 “Art.5º O imposto de renda devido, apurado na forma do art. 1º, será pago em quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. ..... §3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. ..... Art.61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seupagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.” (destaquei) A expressão “débitos para a União, decorrentes de tributos e contribuições”, contemplada no caput do art.61 da Lei nº 9.430/96, inclui todas as rubricas, dentre as quais se inclui a multa de ofício, que, como a própria lei dispõe, decorre da falta de pagamento de tributos. Neste sentido, podem ser mencionados os seguintes precedentes da Câmara Superior de Recursos Fiscais: JUROS DE MORA COM BASE NA TAXA SELIC SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. APLICABILIDADE. O art. 161 do Código Tributário Nacional – CTN autoriza a exigência de juros de mora sobre a multa de ofício, isto porque a multa de ofício integra o ‘crédito’ a que se refere o caput do artigo. É legítima a incidência de juros sobre a multa de ofício, sendo que tais juros devem ser calculados pela variação da SELIC. (Segunda Turma, Acórdão nº 920201.806, de 24/10/2011, Redator designado Cons. Elias Sampaio Freire) JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de oficio proporcional. Sobre o crédito tributário constituído, incluindo a multa de oficio, incidem juros de mora, devidos à taxa Selic. Fl. 840DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 841 32 (Primeira Turma, Acórdão nº 910100.539, de 11/03/2010, Redatora Designada Cons. Viviane Vidal Wagner) JUROS DE MORA MULTA DE OFICIO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, incluindo a multa de oficio proporcional. O crédito tributário corresponde a toda a obrigação tributária principal, incluindo a multa de oficio proporcional, sobre o qual, assim, devem incidir os juros de mora à taxa Selic. (Quarta Turma, Acórdão nº 0400.651, de 18/09/07, Rel. Cons. Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho) Recentemente, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça reiterou entendimento no sentido de ser “legítima a incidência de juros de mora sobre multa fiscal punitiva, a qual integra o crédito tributário” (AgRg no REsp 1.335.688PR, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 4/12/12), tendo o acórdão recebido a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. JUROS DE MORA SOBRE MULTA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMA QUE COMPÕEM A PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ. 1. Entendimento de ambas as Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ no sentido de que: "É legítima a incidência de juros de mora sobre multa fiscal punitiva, a qual integra o crédito tributário.” (REsp 1.129.990/PR, Rel. Min.Castro Meira, DJ de 14/9/2009). De igual modo: REsp 834.681/MG, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 2/6/2010. 2. Agravo regimental não provido. (destaquei) Colhese do respectivo voto condutor: “[...] Quanto ao mérito, registrou o acórdão proferido pelo TRF da 4ª Região à fl. 163: ‘... os juros de mora são devidos para compensar a demora no pagamento. Verificado o inadimplemento do tributo, é possível a aplicação da multa punitiva que passa a integrar o crédito fiscal, ou seja, o montante que o contribuinte deve recolher ao Fisco. Se ainda assim há atraso na quitação da dívida, os juros de mora devem incidir sobre a totalidade do débito, inclusive a multa que, neste momento, constitui crédito titularizado pela Fazenda Pública, não se distinguindo da exação em si para efeitos de recompensar o credor pela demora no pagamento.’” Quanto ao percentual, não há mais discussão. O entendimento quanto à aplicação da taxa SELIC consolidouse administrativamente, sendo, inclusive, objeto do Enunciado nº 4 da súmula de jurisprudência do CARF, de observância obrigatória por seus membros: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais”. Fl. 841DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 16327.000989/200793 Acórdão n.º 1103001.044 S1C1T3 Fl. 842 33 Mantémse, portanto, a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício, aplicados com base na taxa SELIC. Por todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir das bases de cálculo os valores de R$ 1.921.696,46 (fato gerador 31/12/02) e R$ 67.810,79 (fato gerador 31/12/03). (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Fl. 842DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/09/2015 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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Numero do processo: 16327.001492/2006-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 10 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
PEDIDO DE REVISÃO DE ORDEM DE INCENTIVOS FISCAIS. EXIGÊNCIA DE REGULARIDADE FISCAL. INDEFERIMENTO DIANTE DA EXISTÊNCIA DE DÉBITOS DO CONTRIBUINTE. PROVA DE REGULARIDADE FISCAL.
A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal fica condicionada à comprovação da quitação de tributos e contribuições federais (Lei n° 9.069/95, art. 60).
A apresentação de certidões de regularidade fiscal supre a exigência legal, nos termos do que prescreve o art. 206 do Código Tributário Nacional.
Sendo as divergências apontadas referentes a débitos havidos pela Recorrente em relação à Procuradoria da Fazenda Nacional, certidão positiva com efeitos de negativa comprova a regularidade fiscal.
Aplicação do Enunciado n° 37 da Súmula do CARF.
Numero da decisão: 1103-000.647
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Marcos Shigueo Takata declarou-se impedido.
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente.
Hugo Correia Sotero - Relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão.
Participaram do julgamento os conselheiros: Aloysio José Percínio da Silva, Mário Sérgio Fernandes Barroso, José Sérgio Gomes, Cristiane Silva Costa e Hugo Correia Sotero.
Tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator Hugo Correia Sotero não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado foi designado ad hoc como o responsável pela formalização da presente Resolução, o que se deu na data de 24/09/2015.
Nome do relator: HUGO CORREIA SOTERO
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EXIGÊNCIA DE REGULARIDADE FISCAL. INDEFERIMENTO DIANTE DA EXISTÊNCIA DE DÉBITOS DO CONTRIBUINTE. PROVA DE REGULARIDADE FISCAL. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal fica condicionada à comprovação da quitação de tributos e contribuições federais (Lei n° 9.069/95, art. 60). A apresentação de certidões de regularidade fiscal supre a exigência legal, nos termos do que prescreve o art. 206 do Código Tributário Nacional. Sendo as divergências apontadas referentes a débitos havidos pela Recorrente em relação à Procuradoria da Fazenda Nacional, certidão positiva com efeitos de negativa comprova a regularidade fiscal. Aplicação do Enunciado n° 37 da Súmula do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Marcos Shigueo Takata declarouse impedido. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente. Hugo Correia Sotero Relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 14 92 /2 00 6- 10 Fl. 275DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 28 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 16327.001492/200610 Acórdão n.º 1103000.647 S1C1T3 Fl. 276 2 Participaram do julgamento os conselheiros: Aloysio José Percínio da Silva, Mário Sérgio Fernandes Barroso, José Sérgio Gomes, Cristiane Silva Costa e Hugo Correia Sotero. Tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator Hugo Correia Sotero não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado foi designado ad hoc como o responsável pela formalização da presente Resolução, o que se deu na data de 24/09/2015. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 28 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 16327.001492/200610 Acórdão n.º 1103000.647 S1C1T3 Fl. 277 3 Relatório Tratase de Pedido de Revisão de Ordem de Benefícios Fiscais (PERC) relativo ao anocalendário 2003, motivado o pleito formulado pela ausência de confirmação, pela Delegacia da Receita Federal, dos valores destinados pelo contribuinte ao Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR). O pedido foi indeferido pela Delegacia Especial das Instituições Financeiras de São Paulo através do Despacho Decisório de fls. 155/158, sob o argumento de que "a interessada está, também nesta data, em situação irregular junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil/PGFN, como se verifica a fls. 147 a 152 deste processo, indicando que constam débitos da interessada inscritos em Divida Ativa da União e débitos em cobrança no PROFISC, impedindoa de comprovar quitação de tributos e contribuições federais". Em escorço, o indeferimento do pedido formulado pela Recorrente decorreu da verificação da existência de débitos exigíveis na data da prolação do Despacho Decisório. Em face da decisão apresentou a Recorrente manifestação de inconformidade (fls. 161/164), argumentando no sentido a impropriedade da análise pontual da regularidade fiscal para fins de análise de Pedido de Revisão de Ordem de Benefícios Fiscais, já que a situação fiscal oscila entre regular e irregular, sendo obrigado o contribuinte a, amiúde, corrigir problemas gerados por deficiências do sistema de acompanhamento da Receita Federal. A manifestação de inconformidade foi indeferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo (SP) por acórdão assim ementado: "INCENTIVO FISCAL. FINOR. REQUISITOS. A não comprovação de quitação de tributos e contribuições federais pelo contribuinte impede o reconhecimento ou a concessão de benefícios ou incentivos fiscais. Solicitação Indeferida." Da decisão se extrai: "Tendo em vista que a verificação da regularidade fiscal da contribuinte possui uma natureza essencialmente dinâmica, o despacho decisório realizou uma análise atualizada da situação da contribuinte e concluiu que, em 27/09/2007, data de expedição do despacho decisório, a contribuinte se encontrava em situação irregular. ... Em verdade, a manifestante se limitou a alegar que haveria eventuais distorções nos sistemas informatizados utilizados pela Receita Federal para a averiguação da regularidade fiscal da contribuinte. Todavia, tal argumento foi apresentado de forma absolutamente genérica, uma vez que a empresa não identificou Fl. 277DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 28 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 16327.001492/200610 Acórdão n.º 1103000.647 S1C1T3 Fl. 278 4 quais seriam as distorções porventura existentes no caso concreto, e também não trouxe qualquer prova aos autos que demonstrasse a existência de alguma inconsistência nos sistemas informatizados em questão. Portanto, resta insubsistente a alegação da manifestante por completa falta de embasamento. Pelo exposto, fica evidenciado que o despacho decisório da DIORT/DEINF/SP se encontra perfeitamente íntegro, razão pela qual voto pelo INDEFERIMENTO do pedido de revisão da interessada, com fulcro no art. 60, da Lei n° 9.069/1995." Contra a decisão interpôs o contribuinte o recurso voluntário de fls. 184/189, reproduzindo as razões de inconformidade, acostando certidões negativas de débito (fls. 255/256). É o relatório. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 28 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 16327.001492/200610 Acórdão n.º 1103000.647 S1C1T3 Fl. 279 5 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão. Formalizo este Acórdão por designação do presidente da 1ª Seção de Julgamento, ocorrida em 14/09/2015, tendo em vista que o relator do processo, Conselheiro Hugo Correia Sotero, por ocasião do julgamento realizado em 10/04/2012, pela 3ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção do CARF, não efetuou a formalização e não pertence mais aos colegiados do CARF. Ressalto, por oportuno, que não integrava o colegiado que proferiu o acórdão e, portanto, não participei do julgamento. O Relatório e a manifestação de voto abaixo foram apresentados pelo Conselheiro relator durante a sessão e consta dos respectivos arquivos do CARF, tendo sido meramente reproduzidos por mim, redator ad hoc para efeitos de formalização do presente Acórdão. Voto do Conselheiro Hugo Correia Sotero Relator: " Recurso tempestivo. Preenchidos os requisitos de admissibilidade. Como se depreende do teor da decisão impugnada, a questão submetida à apreciação deste Conselho se resume à possibilidade de concessão de Revisão de Incentivos Fiscais na hipótese de ter o contribuinte débitos em relação à Procuradoria da Fazenda Nacional com exigibilidade plena, fixando a decisão pronunciada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento que a regularidade fiscal deve estar presente na data da emissão do despacho decisório. Assim dispõe o art. 60 da Lei n°. 9.069/95, verbis: "Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais". A outorga de benefícios e incentivos fiscais pressupõe, nos termos do citado preceito normativo, a regularidade do contribuinte no que tange ao pagamento de tributos e contribuições federais. Ao contrário do que afirma a Delegacia da Receita Federal de São Paulo, não se exige a inexistência de 'pendências' do contribuinte no sistema de controle de débitos da Secretaria da Receita Federal critério assaz fluído, mormente diante da acentuada burocracia e das incorreções normais na administração do sistema. A prova de regularidade de pagamento de tributos e contribuições é feita pela apresentação de certidões de regularidade fiscal emitidas pelos órgãos arrecadadores das exações, na esteira do que dispõe o art. 205 do Código Tributário Nacional, nestes termos: Fl. 279DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 28 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 16327.001492/200610 Acórdão n.º 1103000.647 S1C1T3 Fl. 280 6 "Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de determinado tributo, quando exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indique o período a que se refere o pedido." Como é cediço, a prova de regularidade deverá ser expedida ainda que existam em nome do contribuinte débitos impagos, desde que configuradas as hipóteses descritas no art. 206 do CTN penhora em ação de execução e suspensão de exigibilidade. A regularidade fiscal requisito estabelecido pelo art. 60 da Lei n°. 9.069/95 foi devidamente comprovada pela Recorrente mediante apresentação da certidões de regularidade fiscal (negativas de débito) de fl. 255/256. Este Conselho, analisando a questão da prova da regularidade fiscal para fins de deferimento de pedidos de revisão de ordem de emissão de incentivos fiscais editou o Enunciado n° 37 da sua Súmula, nestes termos: "Súmula CARF n° 37: Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto n° 70.235/72. SÚMULAS VINCULANTES Portaria MF n.° 383 DOU de 14/07/2010". A aplicação do entendimento sumulado impõe o provimento do recurso voluntário, face à apresentação de certidão de regularidade fiscal pela Recorrente quando da apresentação de manifestação de inconformidade. Com estas considerações, conheço do recurso para darlhe provimento. Hugo Correia Sotero Relator" Acórdão formalizado em 24/09/2015. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão. Fl. 280DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 28 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 16327.001492/200610 Acórdão n.º 1103000.647 S1C1T3 Fl. 281 7 Fl. 281DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 28 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO
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