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Numero do processo: 19994.000177/2008-54
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/1996 a 31/12/1998
AFERIÇÃO INDIRETA. PROVA. INEXISTÊNCIA.
Em se tratando de arbitramento da base de cálculo, cabe à empresa trazer elementos probatórios aptos à reduzir a base arbitrada, sob pena de acatamento da aferição realizada, nos termos do art. 33, parágrafo 6º, da Lei n. 8.212/91.
PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE.
Compete ao contribuinte a apresentação do conjunto probatório apto à comprovação do alegado, a fim de promover condições de convicção favoráveis à sua pretensão, sob pena de acatamento do ato administrativo realizado.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2403-002.137
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para sanear a omissão apontada, e rerratificar a decisão embargada.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/1996 a 31/12/1998 AFERIÇÃO INDIRETA. PROVA. INEXISTÊNCIA. Em se tratando de arbitramento da base de cálculo, cabe à empresa trazer elementos probatórios aptos à reduzir a base arbitrada, sob pena de acatamento da aferição realizada, nos termos do art. 33, parágrafo 6º, da Lei n. 8.212/91. PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Compete ao contribuinte a apresentação do conjunto probatório apto à comprovação do alegado, a fim de promover condições de convicção favoráveis à sua pretensão, sob pena de acatamento do ato administrativo realizado. Embargos Acolhidos.
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PROVA. INEXISTÊNCIA. Em se tratando de arbitramento da base de cálculo, cabe à empresa trazer elementos probatórios aptos à reduzir a base arbitrada, sob pena de acatamento da aferição realizada, nos termos do art. 33, parágrafo 6º, da Lei n. 8.212/91. PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Compete ao contribuinte a apresentação do conjunto probatório apto à comprovação do alegado, a fim de promover condições de convicção favoráveis à sua pretensão, sob pena de acatamento do ato administrativo realizado. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 99 4. 00 01 77 /2 00 8- 54 Fl. 634DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para sanear a omissão apontada, e rerratificar a decisão embargada. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 635DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403002.137 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Embargos Declaratórios opostos pela ELECTRO AÇO ALTONA S/A, em face do Acórdão nº. 2403000.748, de relatoria do Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, no qual foi dado parcial provimento do Recurso Voluntário, para determinar o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei nº. 11.941/2009 ao art. 35, caput, da Lei nº. 8.212/1991, prevalecendo a multa mais benéfica. De acordo com a peça embargatória, fls. 377/379, são apontadas as seguintes omissões: Esta nobre Segunda Seção ao julgar o recurso voluntário interposto pela embargante não verificou a questão do desfecho das ações trabalhistas formuladas pelos Srs. Vilmar Ferreira, Horst Stribel, Fredolino Uhlmann, Estácio Gunchroski, Euclides Iatzac, Horst Harbs e Osni Gonçalves, reputados como empregados da notificada, o que ensejou a notificação para a cobrança de contribuições previdenciárias e multas. (...) Por fim, caso ainda se entenda por manter a notificação, por amor à argumentação, a embargante ainda destaca que o acórdão foi omisso na apreciação do seu pleito no recurso voluntário interposto de que na notificação lavrada não foi descontado o valor recolhido de contribuições previdenciárias pelas empresas destes trabalhadores, cobrandoas mais uma vez duplamente. Também não foi apreciado o pleito de que o arbitramento da base de cálculo com base nas notas fiscais é totalmente absurdo, devendo o mesmo ser com base na retirada dos sócios, descontandose os custos da empresa por eles constituídas com tributos, e outras despesas, como contados, ferramentas, transporte, alimentação, entre outros. Analisados os Embargos de Declaração, foi proferido despacho, fls. 631/633, na qual foi constatada a omissão do julgado quanto ao argumento de que não foi descontado o valor recolhido das contribuições pelas empresas dos trabalhadores mencionados, ensejando cobrança em duplicidade, bem como ao argumento do incorreto arbitramento da base de cálculo. Contudo, no que tange à alegação de não apreciação dos desfechos das ações trabalhistas dos empregados referidos na peça embargatória, não será apreciado, conforme a fundamentação constante no despacho alhures mencionado, in verbis: Fl. 636DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Em que pesa a argumentação de que esta Seção não verificou, na ocasião do julgamento, o desfecho das ações trabalhistas formuladas pelos Srs. Vilmar Ferreira, Horst Stribel, Fredolino Uhlmann, Estácio Gunchroski, Euclides Iatzac, Horst Harbs e Osni Gonçalves, reputados como empregados da contribuinte, ensejando a notificação para cobrança de contribuições previdenciárias e multas, entendo que a tese não merece acolhimento. Isto porque, pretende o sujeito passivo conferir efeitos infringentes aos presentes embargos, o que, em regra, não tem cabimento, suscitando questões que sequer foram levantadas na impugnação, momento oportuno para rebater todos os pontos de discordância, os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, bem como, as provas que possui. O decisum guerreado analisou todo o conjunto probatório trazido aos autos, até aquele momento, por ocasião do contraditório e da ampla defesa, não havendo qualquer omissão, obscuridade ou contradição a ser sanada neste ponto. Frisase que a sentença judicial, fl. 369, que homologou o acordo firmado entre a contribuinte e seus exfuncionários (fls. 366/368), data de 27/10/2005, bem como, não reconheceu o vínculo empregatício em razão do pacto assinado pelas partes e somente foi juntada por ocasião dos embargos declaratórios. Ocorre que referido documento deveria ter sido apresentado juntamente com uma petição incidental (a exemplo de memoriais), consoante preceituam os parágrafos 4º e 5º, do art. 16 do Decreto nº. 70.235/72, para ser analisada por este colegiado, e para contrapor os argumentos levantados pela Seção de Análise de Defesas e Recursos do INSS, mormente quanto à falta de provas da inexistência de vínculo empregatício dos exfuncionários já mencionados mais acima. Portanto, o Acórdão embargado merece parcial reforma para que seja analisados os dois pontos omissos suso mencionados. É o relatório. Fl. 637DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403002.137 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme consta na fls. os Embargos são tempestivos e reúnem os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO Primeiramente, a Embargante alega omissão do julgado que analisou a argumentação de que na notificação lavrada não foi descontado o valor recolhido de contribuições previdenciárias pelas empresas, ensejando cobrança em duplicidade. Nas razões recursais, fls. 300/316, entretanto, a então Recorrente trata de fato apenas no seguinte parágrafo, in verbis: “As empresas em questão são todas optantes pelo SIMPLES, e vem recolhendo rigorosamente em dias as contribuições previdenciárias na forma determinada pela legislação pertinente, o que será comprovado através das guias que serão juntadas posteriormente e de certidões negativas de débito expedidas pelo INSS”. Ora, até o momento não houve quaisquer comprovações do adimplemento dessas contribuições previdenciárias, para fins de apropriação dos devidos créditos no processo em epígrafe. Se à auditoria fiscal não foi possível atestar os recolhimentos supostamente efetuados pelas empresas interpostas, caberia ao contribuinte fazer prova da sua existência, para que houvesse a devida apropriação. Isso porque, mesmo em matéria tributária, cabe a ambos, ao Fisco e ao contribuinte, não só alegar, como, precipuamente, produzir provas que ofereçam condições de convicção favoráveis à sua pretensão. Por oportuno, transcrevese as palavras de Marcos Vinícius Neder: “No processo administrativo fiscal, temse como regra que o ônus da prova recai sobre quem dela se aproveita. Assim, se a Fazenda alega ter ocorrido o fato gerador da obrigação tributária, deverá apresentar a prova de sua ocorrência. Se, por outro lado, o contribuinte aduz a inexistência da ocorrência do fato gerador, igualmente, terá que provar a falta dos pressupostos de sua ocorrência ou a existência de fatores excludentes”. (NEDER, Marcus Vinicius; SANTI, Eurico Marcos Diniz de. FERRAGUT, Maria Rita (Coord.). A prova no processo tributário. São Paulo: Dialética, 2010, p. 331) Fl. 638DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Logo, ausentes quaisquer elementos probatórios capazes de atestar que as empresas interpostas efetuaram os recolhimentos, os quais são aludidos na peça recursal, persiste a obrigação acessória, conseguintemente, a imputação da multa aplicada. Quanto ao argumento de que o arbitramento foi feito equivocadamente, eis o alegado pelo Embargante no Recurso Voluntário: É completamente descabido o arbitramento dos valores constantes na notificação levando apenas e tão somente os valores constantes nas notas fiscais de serviços, como se estes fossem representativos da remuneração percebida pelos sócios das empresas prestadoras de serviços. Como até as pedras sabem, qualquer pessoa jurídica regularmente constituída tem uma série de despesas fixas, tais como o pagamento de tributos (no caso em tela ISS e o SIMPLES), contratação de contador para manutenção da escrita, despesas com transporte, alimentação, ferramentas, etc., as quais diminuem bastante os valores os quais podem ser retirados pelos sócios da empresa, sob pena de acúmulo de dívidas e inevitável falência. No entanto, nenhuma destas despesas foi sequer acusada ou descontada pelos senhores fiscais ao arbitrarem o valor da notificação, o que invalida por completo o arbitramento realizado. O arbitramento deveria ter sido realizado levandose em conta as retiradas dos sócios a qualquer título, sejam pró labore, distribuição de lucros, adiantamentos, etc., os quais deverão estar devidamente contabilizados pelas empresas prestadoras de serviços nos livros contábeis das mesmas, que foram verificados pela fiscalização. Os próprios fiscais deixaram claro no relatório da notificação em tela que levaram em conta apenas os valores constantes nas notas fiscais de serviços. Para que tais argumentos fossem passíveis de análise, mister a comprovação das ditas despesas. Explicase. A aferição indireta, em se tratando de contribuições previdenciárias, encontra guarida no art. 33, § 6º, da Lei nº. 8.212/1991, in verbis: § 6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. Portanto, caberia também à empresa fazer prova das ditas despesas para serem analisadas e eventualmente abatidas da base de cálculo. Aqui, também é válido os argumentos acima expostos no que concerne à apresentação da prova. Portanto, não havendo elementos probatórios capazes de quantificar as supostas despesas, bem como, diante na ausência dos comprovantes de recolhimento de contribuições previdenciárias das pessoas interpostas, tenho que as alegações da Embargante carecem de respaldo jurídico que permitam a sua procedência. Fl. 639DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403002.137 S2C4T3 Fl. 5 7 CONCLUSÃO Do exposto, acolho os dos Embargos de Declaração para sanear a omissão apontada, e rerratificar a decisão embargada. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 640DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13555.000611/2008-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE.
Não se conhece de apelo à segunda instância, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2102-002.553
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo.
Assinado digitalmente
JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente.
Assinado digitalmente
NÚBIA MATOS MOURA Relatora.
EDITADO EM: 20/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece de apelo à segunda instância, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão. Recurso Voluntário Não Conhecido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA Relatora. EDITADO EM: 20/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
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INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece de apelo à segunda instância, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS – Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA – Relatora. EDITADO EM: 20/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 55 5. 00 06 11 /2 00 8- 99 Fl. 38DF CARF MF Impresso em 07/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/05/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 13555.000611/200899 Acórdão n.º 2102002.553 S2C1T2 Fl. 39 2 Relatório Contra ANTONIO TAVARES ROGÉRIO foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 12/15, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 2004, exercício 2005, no valor total de R$ 8.752,37, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes últimos calculados até 30/09/2008. A infração apurada pela autoridade fiscal foi omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, conforme a seguir discriminado: Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 01/03, que foi considerada improcedente pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme Acórdão DRJ/SDR nº 1527.255, de 25/05/2011, fls. 24. Cientificado da decisão de primeira instância, por via postal, em 20/06/2011, Aviso de Recebimento (AR), fls. 32, o contribuinte apresentou, em 22/07/2011, recurso voluntário, fls. 33, onde suscita a prescrição intercorrente e solicita o cancelamento da multa e dos juros de mora. É o Relatório. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 07/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/05/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 13555.000611/200899 Acórdão n.º 2102002.553 S2C1T2 Fl. 40 3 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O prazo estipulado na legislação para apresentação de recurso voluntário é de 30 (trinta) dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, conforme disposição expressa do art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, in verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Como se colhe dos autos, o contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 20/06/2011, conforme Aviso de Recebimento (AR), fls. 32 e o recurso foi apresentado em 22/07/2011, fls. 33, depois de já ultrapassado o prazo de 30 dias do recebimento da decisão de primeira instância, que se esgotou em 20/07/2011. É forçoso concluir, portanto, pela intempestividade do recurso o que torna definitiva, na esfera administrativa, a decisão de primeira instância, nos termos do art. 42, I do Decreto nº 70.235, de 1972, in verbis: Art. 42. São definitivas as decisões: I – de primeira instância, esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; Ante o exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso voluntário, por intempestivo. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 40DF CARF MF Impresso em 07/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/05/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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Numero do processo: 10680.915606/2009-30
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 28/02/2005
O Recurso Voluntário não deve ser conhecido quando faltar interesse e não ser sucumbente o contribuinte.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO
Numero da decisão: 3101-001.454
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer o recurso voluntário, por falta de interesse processual e não ser sucumbente o contribuinte
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Vanessa Albuquerque Valente e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer o recurso voluntário, por falta de interesse processual e não ser sucumbente o contribuinte HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Vanessa Albuquerque Valente e Waldir Navarro Bezerra. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 56 06 /2 00 9- 30 Fl. 104DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 05 /09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10680.915606/200930 Acórdão n.º 3101001.454 S3C1T1 Fl. 32 2 Segundo o relatório de fls. 31 dos autos emanados da decisão DRJ/POA, por meio do voto da relatora Adriana Ramos Pinzolas indica que: O interessado transmitiu Per/Dcomp visando a compensar o(s) débito(s) nele declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, relativo ao fato gerador de 28/02/2005. A Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório eletrônico no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Irresignado com o indeferimento do seu pedido, o contribuinte apresentou, em 27/05/2009, manifestação de inconformidade de fls. 2/05, a seguir resumida. Narrando os fatos considerados na emissão do despacho decisório, aduz que exerceu o seu direito conforme disposto na legislação vigente à época em que foram feitas as compensações, utilizandose de Per/Dcomp, sendo que apenas não retificou as DCTFs e demais obrigações acessórias. Acrescenta que a compensação realizada, que tem natureza “declaratória”, está amparada no art.74 da Lei n° 9.430, de 1996, não se enquadrando em nenhuma das hipóteses de vedações legais. Requereu acolhimento de sua Manifestação de inconformidade. A luz do relato feito e da análise do presente processo, verificouse que o indeferimento do pedido, pela DRF de origem, foi motivado pelo fato de o pagamento mencionado no Per/Dcomp ter sido utilizado integralmente na quitação de débito de Cofins relativo a 28/02/2005. Embora informe que não procedeu à retificação da DCTF e das demais obrigações acessórias, verificase que houve a entrega de DCTF retificadora, referente ao período de apuração de 28/02/2005, na qual o contribuinte indicou um débito da contribuição correspondente ao valor informado na Dacon. Com o envio da DCTF retificadora houve a apropriação de parcela do Darf (R$ 125.764,99) no valor de R$ 96.230,10, restando um saldo de crédito de R$ 29.534,89. Com base na IN RB nº 903, de 30/12/2008 citada em fls. 29 e 30 do voto condutor da decisão recorrida, constatouse que no caso, não se constatou nenhum impedimento legal ou infralegal para o envio da DCTF retificadora com o objetivo de reduzir os valores de débitos anteriormente informados. A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 0235.365 de fls. 30 traz a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 28/02/2005 DCOMP. EQUIVOCO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. Deve ser reconhecido o direito creditório do contribuinte quando constatado o equívoco no preenchimento da DCTF, se esse erro foi o que deu causa ao despacho de indeferimento do pedido de compensação. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 05 /09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10680.915606/200930 Acórdão n.º 3101001.454 S3C1T1 Fl. 33 3 Manifestação de Inconformidade Procedente Direito Creditório Reconhecido A Recorrente apresentou um longo Recurso Voluntário, manifestando sua inconformidade e requerendo o provimento do seu recurso, para reconhecer que a DCTF enviada e aceita é legitima para validar o procedimento de compensação, gerando, assim o direito creditório e por consequência seja homologada a sua compensação, com o reconhecimento da validade da sua DCTF retificadora transmitida, mesmo como prova indiciária, como direito da contribuinte de excluir os medicamentos sujeitos à alíquota zero da base de cálculo do PIS e COFINS . É o relatório. Voto Conselheira Relatora Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo, mas dele não tomo conhecimento, pois, conforme o relatado o contribuinte teve reconhecido o seu direito creditório na decisão recorrida e a determinação a DRF de origem para operacionalizar a homologação da compensação até o limite do crédito disponível. Como o Recurso Voluntário é padrão aos demais processos, no caso dos presentes autos, na realidade há falta de interesse processual e o contribuinte não é sucumbente. Isto Posto, voto por não conhecer o Recurso Voluntário. É como voto Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 106DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 05 /09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10680.915606/200930 Acórdão n.º 3101001.454 S3C1T1 Fl. 34 4 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 05 /09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 10840.004574/2003-70
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1999
IRPF. DEDUÇÃO. DEPENDENTES. SOGROS.
Poderão ser considerados como dependentes os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal.
No presente caso, sogro ou sogra, desde que não aufira rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal, pode figurar como dependente na declaração de imposto de renda do genro, quando cônjuge ou companheira deste esteja igualmente incluída na referida declaração.
Numero da decisão: 9202-002.882
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1999 IRPF. DEDUÇÃO. DEPENDENTES. SOGROS. Poderão ser considerados como dependentes os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal. No presente caso, sogro ou sogra, desde que não aufira rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal, pode figurar como dependente na declaração de imposto de renda do genro, quando cônjuge ou companheira deste esteja igualmente incluída na referida declaração.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
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DEDUÇÃO. DEPENDENTES. SOGROS. Poderão ser considerados como dependentes os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal. No presente caso, sogro ou sogra, desde que não aufira rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal, pode figurar como dependente na declaração de imposto de renda do genro, quando cônjuge ou companheira deste esteja igualmente incluída na referida declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 00 45 74 /2 00 3- 70 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10840.004574/200370 Acórdão n.º 9202002.882 CSRFT2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, interposto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão que decidiu dar proviemnto ao recurso voluntário do sujeito passivo, nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1999 DEDUÇÃO. DEPENDENTES. SOGRO/SOGRA. Sogro ou sogra, desde que não aufira rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal, pode figurar como dependente na declaração de imposto de renda do genro, quando cônjuge ou companheira deste esteja igualmente incluída na referida declaração. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencida a Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que negava provimento ao recurso. Como esclarecimento, a questão em litígio versa sobre a possibilidade de sogros serem considerados dependentes, para fins de IRPF. Em seu recurso especial a Procuradoria alega, em síntese, que não há previsão legal para que sogros sejam considerados dependentes, quando seu filho figura na declaração como dependente, ressaltando que o regime de apuração do IRPF é regido pelo Princípio da Estrita Legalidade. Por fim, solicita que seu recurso seja conhecido e provido. Por despacho, deuse seguimento ao recurso especial. O sujeito passivo apresentou suas contra razões, fls. 025, argumentando, em síntese, que a decisão deve ser mantida. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade – recurso tempestivo e divergência confirmada e não reformada conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. A questão versa sobre a possibilidade de sogra e sogro constarem da declaração de IRPF como dependentes, quando a filha, ou filho, conste na mesma declaração também como dependente A legislação posSui determinação sobre o tema. Lei 9.250/1995: Art. 35. Para efeito do disposto nos arts. 4º, inciso III, e 8º, inciso II, alínea c, poderão ser considerados como dependentes: ... VI os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal; No presente caso, a esposa do sujeito passivo – que não apresentou declaração de ajuste anual em separado ou em conjunto e sua sogra são declaradas dependentes e nos autos não há informação que demonstre que a sogra não é dependente de sua filha. Em nosso entender, na situação em questão, em que um dos cônjuges é dependente do outro, há, devido ao núcleo familiar, a possibilidade de que os pais do cônjuge dependente sejam assim listados na declaração de ajuste anual do casal. Como já destacamos, não há prova nos autos de que a sogra em questão possua rendimentos e de que não dependa de sua filha e de seu genro para seu sustento. Portanto, sogros desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal e desde que seu filho(a) conste como dependente podem ser considerados dependentes, por estarem incluídos, de forma indireta, no rol constante do VI, Art. 35, da Lei 9.250/1995. Destacase, por fim, que essa posição está de acordo com o que preconiza a Secretaria da Receita Federal do Brasil, em seu sítio na internet (http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoafisica/irpf/2013/perguntao/perguntas/pergunta 335.htm): “335 A sogra ou sogro podem ser considerados dependentes na declaração do genro ou nora? De acordo com a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, art. 35, os pais podem ser considerados dependentes na declaração Fl. 78DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10840.004574/200370 Acórdão n.º 9202002.882 CSRFT2 Fl. 4 5 dos filhos, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção anual (R$ 19.645,32). O sogro ou a sogra não podem ser dependentes, salvo se seu filho ou filha estiver declarando em conjunto com o genro ou a nora, e desde que o sogro ou a sogra não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção anual (R$ 19.645,32), nem estejam declarando em separado.” CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 79DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10835.000536/00-21
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000
JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA.
O crédito tributário, quer se refira a tributo quer seja relativo à penalidade pecuniária, não pago no respectivo vencimento, está sujeito à incidência de juros de mora, calculado à taxa Selic até o mês anterior ao pagamento, e de um por cento no mês de pagamento.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-002.399
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Daniel Mariz Gudiño, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA. O crédito tributário, quer se refira a tributo quer seja relativo à penalidade pecuniária, não pago no respectivo vencimento, está sujeito à incidência de juros de mora, calculado à taxa Selic até o mês anterior ao pagamento, e de um por cento no mês de pagamento. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Daniel Mariz Gudiño, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 5. 00 05 36 /0 0- 21 Fl. 518DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Relatório Os fatos foram assim descritos no relatório do acórdão recorrido: Tratase do Recurso Voluntário de fls. 427/433, interposto contra o Acórdão de fls. 419/423, que tratando de compensação de ofício efetuada após pedido de ressarcimento de IPI deferido parcialmente decidiu o seguinte: COMPENSAÇÃO. A compensação será efetuada, no procedimento de ofício, da autorização expressa para a compensação ou daquela em que se vencer o prazo para a manifestação do contribuinte. JUROS SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. Incidem juros sobre a multa de ofício não paga até a data de seu vencimento. A Recorrente, tempestivamente, não se opõe contra a compensação de ofício, mas discorda da data do encontro de contas entre créditos e débitos considerada pela DRJ e pelo órgão de origem como sendo quinze dias após a ciência da contribuinte para se manifestar sobre a compensação, com base no art. 13, § 3º, II, da IN SRF nº 21/97, e no MANUAL DOS PROCEDIMENTOS DE RESTITUIÇÃO,RESSARCIMENTO E COMPENSAÇÃO , bem como da aplicação dos juros Selic sobre a multa de ofício após o vencimento desta – reputada legal pela DRJ com base nos arts. 113, § 1º, 139, 161 do CTN e 43 e 61 da Lei nº 9.430/96. Argúi a Recorrente no essencial que, se era detentora de um crédito líquido e certo desde 28/04/2000 (data do pedido de ressarcimento) e este lhe foi deferido em 21/08/2001 (data do despacho decisório), a data a ser utilizada no processamento da compensação é a do pedido ou, pelo menos, a do referido despacho, com exclusão dos encargos moratórios cobrados desde então, inclusive os juros sobre a multa de ofício. Julgando o feito, a Câmara recorrida deu provimento parcial ao recurso voluntário, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. ENCONTRO DE CONTAS. DATA DO PEDIDO DE RESSARCIMENTO, SE POSTERIOR À DO VENCIMENTO DO DÉBITO. DATA DO VENCIMENTO DO DÉBITO, SE O PEDIDO FOR ANTERIOR. Nos termos do art. 13, § 3º, alínea “b”, da Instrução Normativa SRF nº 21/97, alterada pela IN SRF nº 73/97, a compensação será efetuada considerandose a data do pedido, quando o débito vencido antes, ou a data do vencimento do débito, quando o pedido for anterior. Fl. 519DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10835.000536/0021 Acórdão n.º 9303002.399 CSRFT3 Fl. 451 3 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. NECESSIDADE DE LEI ESPECÍFICA. Sem lei específica determinando a incidência de juros de mora sobre a penalidade de ofício, ambos devem incidir sobre o valor do tributo, apenas. Recurso Voluntário Provido em Parte. Inconformada, a Fazenda Nacional apresentou recurso especial, fls. 448 a 463, onde pugna pelo restabelecimento da exigência dos juros sobre a multa de ofício. O especial fazendário foi admitido, nos termos do despacho de fl. 469. Regularmente intimado, o sujeito passivo deixou transcorrer in albis o prazo regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. A teor do relatado, a matéria que se apresenta a debate versa sobre a incidência de juros de mora sobre multa de ofício não paga na data de seu vencimento. Sobre esse tema já tive oportunidade de me manifestar algumas vezes, e sempre o fiz no sentido de não conhecer da matéria por não estar ela submetida ao rito do Decreto 70,235/1972, vez que esses acréscimos moratórios são afeitos à execução do acórdão, e, como, tal, não integraria a lide, cujo contorno fora delineado pela impugnação, e, por óbvio, esta não contemplaria tal matéria. Todavia, apesar de ainda continuar a pensar dessa forma, esse não é o entendimento do Colegiado, que por diversas vezes, entendeu ser competente para enfrentar a matéria. Diante disso, resguardo meu entendimento, e passo a adotar o da maioria, no sentido de admitir essa matéria como sujeita ao rito do PAF. Passemos agora, ao exame da questão trazida a debate pelo especial fazendário. O Colegiado a quo afastou os juros sobre a multa de oficio sob o argumento de que haveria necessidade de lei específica que previsse tal hipótese. A meu sentir esse entendimento não merece guarida, vez que a legislação tributária prevê, expressamente, a incidência de juros moratórios sobre o crédito tributário não pagos no vencimento, aí incluídos o decorrente de penalidades, conforme demonstrarseá linhas abaixo. Fl. 520DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 A obrigação tributária principal, como é de conhecimento de todos, surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto o pagamento do tributo ou de penalidade pecuniária, e extinguese com o crédito dela decorrente. Essa é a dicção do § 1º do 1art. 113 do CTN. Ao seu turno o 2art. 139 do CTN dispõe que o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. Do cotejo desses dispositivos legais, concluise, sem qualquer margem à dúvida, que o crédito tributário inclui tanto o valor do tributo quanto o da penalidade pecuniária, visto que ambos constituem a obrigação tributária, a qual tem a mesma natureza do crédito a ela correspondente. Um é a imagem, absolutamente, simétrica do outro, apenas invertida, como ocorre no reflexo do espelho. Olhandose do ponto de vista do credor (pólo ativo da relação jurídica tributária, verseá o crédito tributário; se se transmutar para o pólo oposto, que se verá será, justamento, o inverso, uma obrigação. Daí o art. 139 do CTN declarar expressamente que um tem a mesma natureza do outro. Assim, como o crédito tributário correspondente à obrigação tributária e esta é constituída de tributo e de penalidade pecuniária, a conclusão lógica, e a única possível, é que a penalidade é crédito tributário. Estabelecidas essas premissas, o próximo passo é verificar o tratamento dispensado pela Legislação às hipóteses em que o crédito não é liquidado na data de vencimento. Primeiramente, temse a norma geral estabelecida no Código Tributário Nacional, mais precisamente no caput do 3art. 161, o qual dispõe que, o crédito não integralmente pago no vencimento será acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta. Essa norma geral, por si só, já seria suficiente para assegurar a incidência de juros moratórios sobre multa não paga no prazo de vencimento, pois disciplina especificamente o tratamento a ser dado ao crédito não liquidado no tempo estabelecido pela legislação tributária, mas o legislador ordinário, para não deixar margem à interpretação que discrepasse desse entendimento, foi preciso ao estabelecer que o crédito decorrente de penalidades que não forem pagos no respectivo vencimento estarão sujeitos à incidência de juros de mora. Essa previsão consta, expressamente, do art. 43 da Lei 9.430/1996, que se transcreve linhas abaixo. Art. 43. Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. 1 Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. 2 Art. 139. O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. 3 Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. Fl. 521DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10835.000536/0021 Acórdão n.º 9303002.399 CSRFT3 Fl. 452 5 Da leitura do dispositivo acima transcrito, concluise, facilmente, sem necessidade de se recorrer a 4Hermes ou a uma 5Pitonisa, que o crédito tributário, relativo à penalidade pecuniária, constituído de ofício, não pago no respectivo vencimento, fica sujeito à incidência de juros moratórios, calculados à taxa Selic, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Em síntese, temse que o crédito tributário, quer se refira a tributo quer seja relativo à penalidade pecuniária, não pago no respectivo vencimento, fica sujeito à incidência de juros de mora, calculado à taxa Selic, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento Com essas considerações, voto no sentido de dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, para restabelecer a incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício não paga na data do respectivo vencimento. Henrique Pinheiro Torres 4 5 Fl. 522DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 19991.000260/2010-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/2007 a 31/12/2007
NULIDADE. ACÓRDÃO. INDEFERIMENTO PEDIDO PERÍCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.
Não constitui cerceamento do direito de defesa a decisão proferida por autoridade ou Colegiado competente, com observância dos requisitos estabelecidos no art. 31 do Decreto nº 70.235/72, embora a autoridade ou o Colegiado tenha indeferido pedido de perícia que entendeu prescindível.
REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE.
Deve ser indeferido o pedido de realização de perícia quando for prescindível para o deslinde da questão a ser apreciada.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-002.220
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. A Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas apresentará declaração de votos.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator.
EDITADO EM: 27/08/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Deroulede, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/04/2007 a 31/12/2007 NULIDADE. ACÓRDÃO. INDEFERIMENTO PEDIDO PERÍCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não constitui cerceamento do direito de defesa a decisão proferida por autoridade ou Colegiado competente, com observância dos requisitos estabelecidos no art. 31 do Decreto nº 70.235/72, embora a autoridade ou o Colegiado tenha indeferido pedido de perícia que entendeu prescindível. REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. Deve ser indeferido o pedido de realização de perícia quando for prescindível para o deslinde da questão a ser apreciada. Recurso Voluntário Negado
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1774; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19991.000260/201078 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.220 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de julho de 2013 Matéria COFINS RESSARCIMENTO Recorrente SPRESS CAFÉ IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2007 a 31/12/2007 NULIDADE. ACÓRDÃO. INDEFERIMENTO PEDIDO PERÍCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não constitui cerceamento do direito de defesa a decisão proferida por autoridade ou Colegiado competente, com observância dos requisitos estabelecidos no art. 31 do Decreto nº 70.235/72, embora a autoridade ou o Colegiado tenha indeferido pedido de perícia que entendeu prescindível. REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. Deve ser indeferido o pedido de realização de perícia quando for prescindível para o deslinde da questão a ser apreciada. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. A Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas apresentará declaração de votos. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente e Relator. EDITADO EM: 27/08/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 99 1. 00 02 60 /2 01 0- 78 Fl. 2366DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 19991.000260/201078 Acórdão n.º 3302002.220 S3C3T2 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Deroulede, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório A empresa SPRESS CAFÉ IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA, já qualificada nos autos, apresentou PER/DCOMPs pleiteando o ressarcimento de créditos da Cofins nãocumulativa, previsto no art. 6o da Lei no 10.833/2003, relativo aos 2o, 3o, e 4o trimestres de 2007. A autoridade administrativa competente, em um segundo exame determinado pela DRJ, indeferiu o pedido da interessada porque: (...) em todos os três trimestres, objeto desta análise, a soma dos créditos vinculados a receitas tributadas no mercado interno, receitas não tributadas no mercado interno e receitas de exportação, no balanço de cada um dos trimestres, é sempre menor que a soma dos débitos de COFINS apurados para o respectivo trimestre, de sorte que, em todos os três trimestres, segundo o DACON do contribuinte, não remanesce qualquer crédito em seu favor passível de ressarcimento. Inconformada com esta decisão, a empresa ingressou com a manifestação de inconformidade, cujo resumo das alegações constam do relatório da decisão recorrida, que se transcreve abaixo. a) o Despacho Decisório é nulo por cerceamento ao direito de defesa; b) "os créditos, embora não detalhados, foram declarados nos DACONs, e todas as operações comerciais que comprovam as despesas incorridas pela Manifestante, no período objeto dos pedidos de compensação, estão plenamente comprovadas através das notas fiscais agrupadas anexadas à defesa protocolada em 28.10.2010" c) os créditos tem origem também na aquisição de café de produtores rurais pessoas físicas; d) faz jus aos créditos de Cofins e PIS/Pasep decorrentes da cisão entre ela e a empresa Bourbon Specilaty Coffes Ltda., cujo ressarcimento ainda não foi julgado; e) quando do preenchimento da DACON não relacionou o saldo de crédito de meses anteriores; f) requer prova pericial e para tanto apresenta quesitos e indica o assistente; Fl. 2367DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 19991.000260/201078 Acórdão n.º 3302002.220 S3C3T2 Fl. 4 3 Foi requerido diligência, por meio do Despacho n° 21/2010 2ª Turma da DRJ/FLA, com o objeto da DRF verificar “a existência de saldos de crédito nos meses anteriores como alega a manifestante e em caso positivo, apure se existe saldo a ser usado nas compensações declaradas”. Realizado a diligência, ficou comprovado que não existe saldos de créditos de períodos anteriores, como alegara a Recorrente. A autoridade julgadora de primeira instância indeferiu a solicitação da interessada, nos termos do Acórdão nº 0936.517, de 24/08/2011, cuja ementa abaixo se transcreve. PERÍCIA TÉCNICA. INDEFERIMENTO. Dispensável a perícia para quesitos que não exijam conhecimento técnico diverso daquele que a lei requer dos ocupantes do cargo de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil com mandato de julgador nas Turmas de Julgamento das DRJ. CRÉDITO PRESUMIDO AGROINDÚSTRIA Para fazer jus ao crédito presumido agroindústria, a empresa precisa produzir ela própria o café que revende, considerando como tal o exercício cumulativo das atividades previstas na legislação de regência. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. REQUISITOS. A manifestação de inconformidade mencionará os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. Ciente desta decisão em 26/09/2011, a interessada ingressou, no dia 26/10/2011, com Recurso Voluntário, no qual repisa as alegações da manifestação de inconformidade e levanta a preliminar de nulidade do acórdão recorrido por ter indeferido o seu pedido de realização de perícia, caracterizando, no seu entender, cerceamento do direito de defesa. Renova o pedido de realização de perícia. Na forma regimental, o processo foi a mim distribuído. É o Relatório. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele se conhece. Fl. 2368DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 19991.000260/201078 Acórdão n.º 3302002.220 S3C3T2 Fl. 5 4 Como relatado, a empresa Recorrente está pleiteando o ressarcimento de créditos de Cofins não cumulativa do 2º, do 3º e do 4º trimestres de 2007. Confrontando os valores declarados no DACON com os informados no PER/DCOMP, a DRF constatou que em todos os períodos de apuração acima havia saldo devedor e não saldo credor passível de ressarcimento. Conseqüentemente, indeferiu o pedido da Recorrente. Na Manifestação de Inconformidade, a empresa interessada alegou que na decisão da DRF não foi considerado saldos credores de períodos anteriores. A DRJ baixou o processo em diligência para a DRF apurar a existência dos referidos créditos. Realizada a diligência, ficou comprovado que, ao contrário do alegado, não existe saldo credor de períodos anteriores. Ciente do resultado da diligência, a empresa se manifesta sobre o mesmo para renovar os argumentos trazidos na Manifestação de Inconformidade. Preliminarmente, analiso a alegação de que ocorreu cerceamento do direito de defesa da Recorrente, caracterizado pelo indeferimento do seu pedido de realização de perícia, devendo ser declarada nula a decisão recorrida. Não merece prosperar a alegação da recorrente de que houve cerceamento do seu direto de defesa porque, em relação a pedidos de realização de diligência ou perícia, a autoridade julgadora, para formar sua convicção, pode entender prescindível a produção de novas provas, fundamentando sua decisão, em perfeita harmonia com o que dispõe o art. 28 do Decreto no 70.235/72. Foi exatamente o que aconteceu no presente caso. Pelas mesmas razões e com os mesmos fundamentos da decisão recorrida (art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/1999), também entendo prescindível a realização de perícia para a formação de minha convicção sobre o mérito da lide posta em discussão. Isto posto, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido e de indeferir o pedido de realização de perícia. Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste à Recorrente. O pedido de ressarcimento da Recorrente foi indeferido porque nos DACON dos períodos objeto do pedido foi apurado saldo devedor e não saldo credor, não existindo valor a ressarcir. As alegações da Recorrente são completamente improcedentes, conforme bem assentado nos fundamentos da decisão recorrida. Sobre a alegação de existência de saldos credores de períodos anteriores, ficou provado que saldos credores de períodos anteriores não existem. Sobre a alegação de que tem direito a crédito pleiteado pela empresa Bourbon Specilaty Coffes Ltda, cujos processos estão em tramitação neste CARF, não há como apreciar, neste processo, a existência do referido crédito e, mesmo que ele exista, não pode ser reconhecido neste processo e, portanto, aproveitado nas compensações aqui declaradas. Fl. 2369DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 19991.000260/201078 Acórdão n.º 3302002.220 S3C3T2 Fl. 6 5 Quanto ao direito ao crédito presumido, a empresa Recorrente não trouxe provas efetivas de que exerce, cumulativamente, as “atividades de padronizar, beneficiar, preparar e misturar tipos de café para definição de aroma e sabor (blend) ou separar por densidade dos grãos, com redução dos tipos determinados pela classificação oficial”, exigidos pelo § 6º, do art. 8º, da Lei nº 10.925/2004. As notas fiscais de aquisição de embalagens para café não são provas de que a Recorrente exerce as atividades acima enumeradas: são indícios, somente. Deveria a Recorrente trazer prova de que possui parque industrial (máquinas, equipamentos e instalações), devidamente contabilizado em seu ativo permanente, e pessoal habilitado (devidamente registrado no Livro de Registro de Empregados) a realizar as atividades exigidas pela Lei nº 10.925/2004. Se não o fez, não cabe ao Fisco fazêlo. É dela Recorrente o ônus da prova do direito alegado. Por fim, ratifico e, supletivamente, adoto os fundamentos da decisão recorrida, que tenho por boa e conforme a lei (art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991). Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Declaração de Voto Transcorrido o prazo regimental de 15 (quinze) dias do julgamento, a Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas não apresentou sua declaração de voto, razão pela qual o acórdão foi formalizado sem a referida declaração de voto, conforme autoriza os §§ 7º e 8º, do art. 63, do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 256/09, com alteração da Portaria MF nº 586/10). Fl. 2370DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 16327.001881/2008-07
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – FNDE – DISCUSSÃO JUDICIAL SOBRE BASE DE CÁLCULO – RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA – NÃO OCORRÊNCIA. Tendo em vista que a presente autuação se resume ao julgamento da procedência de lançamento de contribuições devidas ao FNDE, não compreendidas no objeto da ação judicial anteriormente impetrada pelo contribuinte, não há que ser reconhecida a concomitância entre as esferas judicial e administrativa.
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 150, § 4º DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento das contribuições previdenciárias.
EXAMES CHECK UP – EXIGÊNCIA DE REALIZAÇÃO POR PARTE DA EMPRESA – PAGAMENTO OBRIGATÓRIO PELO EMPREGADOR – NR-O7 DO TEM.
Os valores pagos diretamente aos hospitais referente aos exames check up, não constituem benefício direto ao empregado, face a obrigatoriedade de cumprimento, não se trata de procedimento elegível disponibilizado simplesmente ao empregado.
A empresa contratante deve arcar com o custo dos exames médicos periódicos, conforme previsto na NR-07 do MTE.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2401-002.783
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, I) Pelo voto de qualidade, conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Kleber Ferreira de Araújo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Marcelo Freitas de Souza Costa, que não conheciam. II) Por maioria de votos, declarar a decadência até a competência 11/2003. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que declarava a decadência somente até 11/2002. III) Por unanimidade de votos, no mérito, dar provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Igor Araújo Soares.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Tendo em vista que a presente autuação se resume ao julgamento da procedência de lançamento de contribuições devidas ao FNDE, não compreendidas no objeto da ação judicial anteriormente impetrada pelo contribuinte, não há que ser reconhecida a concomitância entre as esferas judicial e administrativa. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 150, § 4O DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento das contribuições previdenciárias. EXAMES CHECK UP – EXIGÊNCIA DE REALIZAÇÃO POR PARTE DA EMPRESA – PAGAMENTO OBRIGATÓRIO PELO EMPREGADOR – NRO7 DO TEM. Os valores pagos diretamente aos hospitais referente aos exames check up, não constituem benefício direto ao empregado, face a obrigatoriedade de cumprimento. não se trata de procedimento elegível disponibilizado simplesmente ao empregado. A empresa contratante deve arcar com o custo dos exames médicos periódicos, conforme previsto na NR07 do MTE. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, I) Pelo voto de qualidade, conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Kleber Ferreira de Araújo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Marcelo Freitas de Souza Costa, que não conheciam. II) Por maioria de votos, declarar a decadência até a competência 11/2003. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que declarava a decadência somente até 11/2002. III) Por unanimidade de votos, no mérito, dar provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Igor Araújo Soares. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Igor Araújo Soares – Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 232DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado sob o n. 37.195.8482, em desfavor da recorrente, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela destinada a terceiros, mais especificamente salário educação, no período de 01/2003 a 02/2005, levantados sobre o salário utilidade referente ao fornecimento de exames médicos denominados “check up’s” aos empregados executivos totalmente custeados pelo contribuinte. Conforme descrito no relatório fiscal, fl. 40 a 42: As contribuições devidas à Seguridade Social correspondentes à parte da empresa, inclusive o adicional de 2,5% previsto no § 1 0 do artigo 22 da Lei n° 8.212/91 e ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho — GILRAT, para o período 01/2003 a 02/2005, foram objeto da Notificação Fiscal de Lançamento de Debito —NFLD n° 35.808.7716, constituída em 03/08/2005, durante o curso do Mandado de Procedimento Fiscal — MPF n° 09211157 e prorrogações. Conforme descrito no relatório fiscal da AIOP n. NFLD 35.808.7716 , anexo ao presente AIOP: CHECK UP 8. CheckUp é a prestação de serviços de medicina diagnóstica, análises clinicas e exames complementares específicos para os executivos do Banco Itat5, englobando diretores, conselheiros, superintendes e gerentes gerais. 9. Os serviços médicos são prestados pelos seguintes hospitais, de acordo com as notas fiscais apresentadas e relação nominal fornecida pela empresa: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein; Hospital Oswaldo Cruz; Laboratório Fleury. DAS CIRCULARES NORMATIVAS DA EMPRESA 10. A empresa possui Circular Normativa Permanente apenas para o plano Hospitaii Funcionários, que não integra a base de cálculo desta notificação, pelo fato de os empregados arcarem com os prêmios do seguro. Não foi fornecida nenhuma Circular Normativa para o plano Hospitatl Diretores pela intimada. 11. A empresa não possui Circular Normativa que determine os procedimentos de fornecimento dos exames médicos CHECK UP's, porém, apresentou orientação interna voltada para os Fl. 233DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 gestores do beneficio. A própria empresa denomina este procedimento como Beneficio Diferenciado, e determina a população elegível e sua periodicidade: • Presidente/VicePresidente/VicePresidente Executivo/Consultor/Diretor Até 44 anos: Bienal Acima de 45anos: Anual • Nível Gerente Geral/ Superintendentes/Equivalentes Até 44 anos: Bienal Acima de 45 anos: Anual • Nível Gerencial e Equivalentes Até 40 anos: Trienal De 41 a 49 anos: Bienal Acima de 49 anos? Anual Em assim, sendo a presente ação fiscal referente à contribuição social — Salário Educação teve inicio em 13.11.2008 conforme Termo de Intimação Fiscal n. 01, cabendo ressaltar que o presente Auto de Infração foi lavrado objetivando os lançamentos de fatos geradores para o período de 01/2003 a 02/2005. Na ação fiscal realizada durante o curso do MPF mencionado nos itens 2 e 3 supra foi formalizada a Representação Administrativa — RA no 35464.003385/200515, atendendo ao disposto no artigo 267, IV, da Orientação Interna INSS/DIREP no 07/2004, em virtude de o contribuinte ter mantido convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação — FNDE, estando sujeito ao recolhimento direto da respectiva contribuição. O objetivo da RA foi informar ao FNDE a existência de fatos geradores não contemplados pelo contribuinte no cálculo do saláriodecontribuição e, consequentemente, não sujeitos à incidência do salárioeducação. A RA mencionada no item anterior foi enviada ao FNDE para o devido exame, por meio do Oficio n° 21.404/611/2005 (cópia em anexo), de 24/10/2005, tendo sido restituído A Coordenação Geral de Fiscalização do Ministério da Fazenda através do Oficio n° 32/2007/SETAD/COASE/CGEOF/DIFIN/FNDE/MEC (cópia em anexo), de 13/11/2007, para fins de cobrança dos débitos existentes. Observase, ainda, considerando que em 01/2007, na vigência do Decreto n° 6.003/2006 a competência para arrecadação, fiscalização e cobrança do salárioeducação passou a ser exclusiva da Secretaria da Receita Previdenciária — SRP, e que a partir de 05/2007, com a aprovação da Lei n° 11.457, de 16/03/2007, tal competência passou a ser da Secretaria da Receita Federal do Brasil, é lavrado o presente Auto de Infração referente ao salárioeducação. Assim, importante destacar que o lançamento em questão referese a contribuição para o salário educação sobre diversas rubricas de salário indireto apuradas durante procedimento fiscal anterior. Foi anexada à fl. 51 a NFLD 35.808.7716 que lançou a contribuição patronal sobre as remunerações indiretas geradas pelo fornecimento do check up. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 4 5 Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 12/12/2008, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/12/2008. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 77 a 86. As fls. 96 a 98 foram anexadas telas acerca do andamento da NFLD 35.80.87716, já definitivamente julgada no ano de 2007, havendo indicação de apresentação de ação judicial/dep integral. Foi exarada a DecisãoNotificação DN que confirmou a procedência do lançamento, fls. 92 a 100. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005 DECADÊNCIA Com o entendimento sumulado da Egrégia Corte (Súmula n° 08/2008) e do Parecer PGFN/CAT n° 1.617/2008, aprovado pelo Sr. Ministro de Estado da Fazenda em 18/08/2008, na contagem do prazo decadencial para constituição do crédito das contribuições devidas à Seguridade Social, na hipótese de inexistência de pagamento, utilizase a regra geral do art. 173 do CTN SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO Entendese por salário decontribuição a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, inclusive os ganhos habituais sob forma de utilidades (art. 28, inciso I, da Lei n° 8.212/91) ASSISTÊNCIA MÉDICA Integram o salário decontribuição, para fins de incidência das contribuições devidas à Seguridade Social, o valores concedidos sob a forma de assistência médica não estendida a todos os empregados e dirigentes da empresa. Lançamento Procedente Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 103 a 123, contendo em síntese os mesmo argumentos da impugnação, os quais podemos destacar em síntese: 1. Decadência parcial a luz do art. 150, § 4º do CTN. 2. Há que se esclarecer, primeiramente, um evidente equivoco. Trata a presente autuação de duas categorias diferentes de trabalhadores: não empregados (diretores e conselheiros) e empregados. 3. Em relação aos primeiros, não se aplicam as normas da CLT, nem se pode argumentar que a remuneração por eles recebida possui natureza "salarial". Fl. 235DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 4. No entanto, com relação aos empregados cabe esclarecer que a Lei n°8.212/91, em seu artigo 28, inciso I, ao definir o que é o salário decontribuição, dispõe que a contribuição previdenciária incide somente sobre a remuneração. 5. Conseqüentemente, se o pagamento não decorre diretamente do serviço prestado, não se pode falar em natureza remuneratória e, portanto, em incidência de contribuição previdenciária.–que não foram apreciadas na decisão de primeira instância as preliminares de nulidade suscitadas o que importa cerceamento do direito de defesa. 6. A alínea "q" do §9° do artigo 28 da mesma Lei n° 8.212/91 3 está absolutamente incompatível com o §2° do artigo 458 da CLT, cuja redação foi introduzida pela Lei no 10.243/01 que é posterior a Lei n°8.212/91. 7. O parágrafo 2° do artigo 458 da CLT não estabelece nenhum requisito para que o atendimento à saúde não integre o conceito de salário utilidade. 8. Portanto, é inegável a revogação tácita da alínea "q" do §9° do artigo 28 da Lei n° 8.212/91 pela Lei n° 10.243/01 que alterou o §2° do artigo 458 da CLT. 9. Nesse sentido, a submissão de diretores e conselheiros e alguns empregados executivos a exames periódicos de check up, não constitui um "beneficio" a eles disponibilizado pela empresa, mas sim uma preocupação por parte desta com saúde do segurado (elegíveis, em razão da função que desempenham). 10. Por ser uma exigência da empresa, o exame de check up deve ser pago pelo Recorrente, pois constitui uma das exigências para a ocupação e manutenção do cargo. 11. Estranho seria se o ocupante do cargo tivesse que assumir como suas, despesas com exames médicos requisitados pelo Recorrente em função da ocupação do cargo. 12. Portanto, a preocupação com a saúde do segurado só demonstra o compromisso social que o Recorrente tem, sendo inadmissível a equiparação à remuneração dos valores por ela despedidos com exames check up que são por ela requisitados periodicamente ao segurado. 13. Diante do exposto, requer o Recorrente seja julgado totalmente improcedente o lançamento pelas razões acima aduzidas, quer em face da decadência parcial do lançamento, quer em face da impossibilidade de se incluir o fornecimento de exames check up' s a seus diretores e conselheiros não empregados na base de cálculo da • contribuição previdenciária e, portanto, como base para contribuição ao salário educação. O processo foi encaminhado em diligência nos seguintes termos: DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Apesar de terem sido apresentados e rebatidos diversos argumentos em sede de recurso, e já existir decisão definitiva sobre a mesma base de cálculo, em relação as NFLD envolvendo a parcela patronal, entendo existir um ponto a ser esclarecido. Conforme descrito no relatório deste voto, às fls. 96 a 98 foram anexadas telas acerca do andamento da NFLD 358087716, já definitivamente julgada no ano de 2007, havendo indicação de apresentação de ação judicial/dep integral. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 5 7 Nessa seara, devemos levar em consideração a impossibilidade de efetivar julgamento de matéria objeto de ação judicial, seja em que momento do processo administrativo, tenha se dado o ingresso com a medida judicial. Nesse sentido dispõe a súmula SÚMULA NO 1, deste CARF: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Porém dita conclusão só é aplicável em relação a matéria idêntica, o que não é possível concluir neste momento. Assim, entendo necessário que o julgamento seja convertido em diligência, para que a autoridade fiscal se manifeste acerca da existência de ação judicial, e qual o objeto da mesma, demonstrando especificamente se a pretensão é objetivamente promover a anulação da NFLD 35.808.7716, ou se o questionamento visa a declaração de que os valores dos exames check up não podem ser incluídos na base de cálculo de contribuições. O contribuinte encaminhou solicitação de levantamento do depósito recursal, fl. 147, tendo o contribuinte foi cientificado do indeferimento do pedido. Foi colacionado aos autos cópia da ação judicial – “Ação Anulatória de débito Fiscal, com pedido de tutela antecipada”, fl. 539 a 655, em relação ao DEBCAD 35.808.7716, onde propõe a apreciação das seguintes questões: 14. Consumação do prazo decadencial relativamente à parcela do período autuado, razão pela qual, nesse ponto, configurouse a extensão parcial do direito de cobrança do fisco previdenciário. 15. Não incidência das contribuições previdenciárias sobre o fornecimento de seguro hospitalar e de exames médicos. 16. Esclarecese que a autuação pretende exigir do autor a contribuição devida ao INCRA. Entretanto, a exigibilidade de referida contribuição encontrase suspensa, em virtude de sentença favorável proferida nos autos do MS n. 2005.61.00.9010414 em trâmite da 15 Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo. 17. Observa, também o autor que não pretende discutir, na presente ação, a inconstitucionalidade do adicional da contribuição previdenciária na alíquota de 2,5% instituída pelo art. 22 da lei 8212/91, matéria, aliás que é objeto da ação de rito ordinário distribuída sob o n. 1999.61.00.0603037, a qual aguarda julgamento em primeira instância. Manifestouse, ainda a DICAT da DRFB no seguinte sentido: O presente processo retornou do CARF para que esta Dicat realizasse diligência através da qual solicitavase manifestação acerca da existência de ação judicial com causa suspensiva referente a NFLD 35.808.7716 e, em caso positivo, qual seria o objeto da Fl. 237DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 mesma (fls. 140144).Analisando os autos do processo administrativos o qual controla referida NFLD, constatouse que a mesma está suspensa em virtude de depósito judicial realizado nos autos da ação anulatória de débitos fiscal 2007.61.00.0243093. Às fls. 153176, foi juntada a petição inicial do autor através da qual pode ser consultado o objeto da mesma. Tendo sido realizada a diligência solicitada, determino o retorno do processo ao CARF para julgamento. É o relatório. Fl. 238DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 6 9 Voto Vencido Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Em se tratando de retorno de diligência comandado por este conselho, despiciendo a análise dos pressupostos, tendo em vista já terem sido avaliados quando do primeiro julgamento. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: DO CONHECIMENTO DO RECURSO Conforme descrito no relatório deste voto, a NFLD em tela, tem por fundamento a indicação dos valores de exames médicos “check up a diretores da empresa”, sendo que a mesma entende que ditos pagamentos não compõem o conceito de salário de contribuição. Para tanto, a mesma faz referência à NFLD 35.808.7716, já definitivamente julgada no ano de 2007. Para melhor esclarecer o andamento do processo conexo (NFLD 35808771 6) e seu objeto, anteriormente o presente processo foi baixado em diligência, para que se indicasse a existência de ação judicial com vista a anular a NFLD 358087716, bem como fosse identificado seu objeto, considerando o teor da súmula nO 1, deste CARF: “ Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.” Após o cumprimento da diligência, foi possível identificar o objeto da ação, qual seja: 18. Consumação do prazo decadencial relativamente à parcela do período autuado, razão pela qual, nesse ponto, configurouse a extensão parcial do direito de cobrança do fisco previdenciário. 19. Não incidência das contribuições previdenciárias sobre o fornecimento de seguro hospitalar e de exames médicos. 20. Esclarecese que a autuação pretende exigir do autor a contribuição devida ao INCRA. Entretanto, a exigibilidade de referida contribuição encontrase suspensa, em virtude de sentença favorável proferida nos autos do MS n. 2005.61.00.9010414 em trâmite da 15 Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo. 21. Observa, também o autor que não pretende discutir, na presente ação, a inconstitucionalidade do adicional da contribuição previdenciária na alíquota de 2,5% instituída pelo art. 22 da lei 8212/91, matéria, aliás que é objeto da ação de rito ordinário distribuída sob o n. 1999.61.00.0603037, a qual aguarda julgamento em primeira instância. Ou seja, identificase que a propositura da ação tem por escopo, o mesmo objeto da NFLD ora em julgamento, razão porque incabível a apreciação do mérito, posto que tendo esta NFLD sido lavrada em estreita observância daquela, sobre a mesma base de cálculo, Fl. 239DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 o resultado de uma interfere diretamente no resultado das demais lavradas sob o mesmo fundamento. No mesmo sentido posicionase este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF ao publicar a súmula nº. 1 aprovada em sessão plenária de 08/12/2009, sessão que determinou nova numeração após a extinção dos Conselhos de Contribuintes. SÚMULA NO 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Mesmo entendimento deve ser adotado em relação a apreciação do prazo decadencial, tendo em vista que na mesma ação, propõe o recorrente seja acatada a decadência com fundamento no art. 150, § 4º do CTN. Ou seja, incabível seria a apreciação da decadência, quando baseada em outro lançamento, onde se discuti a mesma matéria. Dessa forma, entendo não deva ser conhecido do recurso. DA APRECIAÇÃO DAS DEMAIS PRELIMINARES APÓS TER SIDO VENCIDA NO CONHECIMENTO DO RECURSO DA DECADÊNCIA Vencida que fui na preliminar de conhecimento do recurso, passo a apreciar as questões de mérito quanto ao fornecimento de exames check up as diretores EMPREGADOS. Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido, à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, razão assiste ao contribuinte nos termos abaixo expostos. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas Fl. 240DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 7 11 esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Citese o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela 1a Seção no Recurso Especial de n º 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE DA CDA. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETO LEI Nº 406/68. ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA. FIXAÇÃO. OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO § 3.º DO ART. 20 DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICOPROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. ARTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN. 1. O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cujo fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. 2. A lista de serviços anexa ao Decretolei n.º 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindose, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361829/RJ, publicado no DJ de 24.02.2006; Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006). 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao DecretoLei 406/68 demanda o reexame do conteúdo fático probatório dos autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/STJ (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no DJ de 01.09.2006). 4. Deveras, a verificação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria fáticoprobatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ). 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n.º 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nos autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito Fl. 241DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência. 6. Vencida a Fazenda Pública, a fixação dos honorários advocatícios não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20%, podendo ser adotado como base de cálculo o valor dado à causa ou à condenação, nos termos do artigo 20, § 4º, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado no DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592.430/MG, publicado no DJ de 29.11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para a fixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do STJ, e no entendimento sumulado do Pretório Excelso: "Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF).8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, contase do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, I, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), quando não prevê a Fl. 242DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 8 13 lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como inexistindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fisco. No particular, cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do CTN, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal. 12. Por seu turno, nos casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos sujeitos a lançamento de ofício) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso I, do artigo 173, do CTN. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 4º, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidamse simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de ofício" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigurase como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casu, reiniciado. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação formalizadora do ilícito, operarseá ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de ofício, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do CTN e a extinção do crédito tributário em razão da homologação tácita do pagamento antecipado" Fl. 243DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 14 (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 171). 15. Por fim, o artigo 173, II, do CTN, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial iniciase da data em que se tornar definitiva a aludida decisão anulatória. 16. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do ISSQN pelo contribuinte não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deuse em 27.11.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intributáveis, pelo ISSQN, as atividades apontadas pelo Fisco; e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09.1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contandose o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cinco anos da ocorrência dos fatos imponíveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido.(GRIFOS NOSSOS) Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante nº 8 do STF: Conforme descrito no recurso acima: “A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210) O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: Fl. 244DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 9 15 "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. No caso, a aplicação do art. 150, § 4º, é possível quando realizado pagamento de contribuições, que em data posterior acabam por ser homologados expressa ou tacitamente. Contudo, antecipar o pagamento de uma contribuição significa delimitar qual o seu fato gerador e em processo contíguo realizar o seu pagamento. Deve ser possível ao fisco, efetuar de forma, simples ou mesmo eletrônica a conferência do valor que se pretendia recolher e o Fl. 245DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 16 efetivamente recolhido. Neste caso, a inércia do fisco em buscar valores já declarados, ou mesmo continuamente pagos pelo contribuinte é que lhe tira o direito de lançar créditos pela aplicação do prazo decadencial consubstanciado no art. 150, § 4º. Assim, deverseá considerar que houve antecipação para aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, quando ocorreu por parte do contribuinte o reconhecimento do valor devido e o seu parcial recolhimento, sendo em todos os demais casos de não reconhecimento da rubrica aplicável o art. 173 do referido diploma. Ao contrário dos levantamentos que apontam diferenças de contribuições no caso exames check ups não há por parte do contribuinte o reconhecimento dos valores pagos como salário de contribuição. Nestes casos, incabível considerar que houve pagamento antecipado, simplesmente porque não houve reconhecimento do fato gerador pelo recorrente e caso não ocorresse a atuação do fisco, nunca haveria o referido recolhimento. Tal fato pode ainda ser ratificado, pela não informação, por parte do contribuinte do salário de contribuição em GFIP. Nesse caso, toda a máquina administrativa, em especial a fiscalização federal terá que ser movida para identificar a existência pontual de contribuições a serem recolhidas. Não é algo que se possa determinar pelo simples confronto eletrônico de declarações e guias de recolhimento. Dessa forma, em sendo desconsiderada a natureza tributária de determinada verba, como poderseia considerar que houve antecipação de pagamento de contribuições. Entendo que só se antecipa, aquilo que se considera. No caso ora em análise, identificamos pagamentos de “cestas básicas”, ou seja salários indiretos, nos quais o próprio recorrente entende não existir contribuição, posto se tratar de pagamentos por determinação de dissídios coletivos. Portanto, existe a demonstração do não reconhecimento do fato gerador, para que tenha existido antecipação do pagamento. Como considerar que houve antecipação de pagamento de algo que o contribuinte nunca pretendeu recolher. Antecipar significa: Fazer, dizer, sentir, fruir, fazer ocorrer, antes do tempo marcado, previsto ou oportuno; precipitar; Chegar antes de; anteceder. Ou seja, não basta dizer que houve recolhimento em relação a remuneração como um todo, mas sim, identificar sob qual base foi o pagamento realizado. A acepção do termo remuneração não pode ser, para fins de definição do salário de contribuição una, tanto o é, que a doutrina e jurisprudência trabalhistas não admitem o pagamento aglutinado das verbas trabalhista, o denominado salário complexivo ou complessivo. Considerar que os fatos geradores são únicos, e portanto, a remuneração deva ser considerada como algo global, e desconsiderar a complexidade das contribuições previdenciárias, bem como a natureza da relação laboral. Não há como engajarse em tal raciocínio em relação às contribuições previdenciárias, visto que existe até mesmo, documento próprio para que o contribuinte indique mensalmente e por empregado o que é devido e realize o recolhimento das contribuições correspondente a estes fatos geradores. Assim, deverseá considerar que houve antecipação para aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, quando ocorreu por parte do contribuinte o reconhecimento do valor devido e o seu parcial recolhimento, sendo em todos os demais casos de não reconhecimento da rubrica aplicável o art. 173 do referido diploma. Ocorre que no caso em questão, o lançamento foi efetuado em 12/12/2008, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/12/2008. Sendo assim, considerando Fl. 246DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 10 17 que os fatos geradores ocorreram entre 01/2003 a 02/2005, devem ser excluídas a luz do art. 173, I as contribuições até 11/2002. DO MÉRITO Notese que no recurso em questão, o contribuinte resumiuse a atacar a decadência, bem como a incidência de contribuições sobre a base de cálculo “exames check up”l, sem refutar, qualquer dos valores apurados como fatos geradores, nem tampouco questionar o lançamento das contribuições destinadas ao FNDE . Embora, o presente processo trate de obrigação principal destinada a terceiros, e teria ligação direta com o resultado da obrigação patronal, como os processos não se encontram apensados, entendo devam ser apreciadas todas as questões trazidas pelo recorrente, posto teve o processo tratamento autônomo em relação aos demais. DO MÉRITO No mérito, foram atacados os salários indiretos (EXAMES CHECK UP PAGOS AOS DIRETORES EMPREGADOS) considerados pela auditoria fiscal, como salário de contribuição para efeitos previdenciários DA DEFINIÇÃO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n ° 8.212/1991, para o segurado empregado entendese por saláriodecontribuição: Art.28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) grifo nosso. Destaco, que apesar de trazer argumentos quanto a impossibilidade de apurar salário indireto aos contribuintes individuais que lhe prestam serviços, ditos fatos geradores não encontramse descritos no presente AIOP, posto não refletir na contribuição destinada a terceiros, razão porque deixo de apreciar ditas questões. A legislação previdenciária é clara quando destaca, em seu art. 28, §9º, quais as verbas que não integram o salário de contribuição em relação a fornecimento de saúde. Tais parcelas não sofrem incidência de contribuições previdenciárias, seja por sua natureza indenizatória ou assistencial. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 18 Art. 28 (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Assim, ao não cumprir os dispositivos legais quanto a concessão dos benefícios, assumiu o recorrente o ônus de ter os valores dos benefícios integrando o conceito de salário de contribuição, quando pago em desacordo com as respectivas leis. Segundo o ilustre professor Arnaldo Süssekind em seu livro Instituições de Direito do Trabalho, 21ª edição, volume 1, editora LTr, o significado do termo remuneração deve ser assim interpretado: No Brasil, a palavra remuneração é empregada, normalmente, com sentido lato, correspondendo ao gênero do qual são espécies principais os termos salários, vencimentos, ordenados, soldo e honorários. Como salientou com precisão Martins Catharino, “costumeiramente chamamos vencimentos a remuneração dos magistrados, professores e funcionários em geral; soldo, o que os militares recebem; honorários, o que os profissionais liberais ganham no exercício autônomo da profissão; ordenado, o que percebem os empregados em geral, isto é, os trabalhadores cujo esforço mental prepondera sobre o físico; e finalmente, salário, o que ganham os operários. Na própria linguagem do povo, o vocábulo salário é preferido quando há prestação de trabalho subordinado.” Contudo, embora já tenha me manifestado em diversas situações acerca da inclusão de verbas pagas à título de planos de saúde, seguro médico, dentre outros no conceito de salário de contribuição, face o mesmo argumento de não extensão a todos os empregados e diretores, vislumbro no caso em questão, situação diversa que merece ser enfrentada sob outra ótica. Entendo clara a possibilidade de apurar contribuições sobre valores ou utilidades fornecidas aos empregados, quando este beneficio represente uma ganho, pelo trabalho na empresa. Afasto para esses casos, de pronto, o argumento de que não são contraprestação pelo serviço prestado, posto representar um ganho ao qual o empregado assumiria o encargo de pagar, caso o empregador não lhe fornecesse. Um fato chamou a atenção no presente lançamento. No relatório fiscal da obrigação patronal, NFLD 35.808.7716, fls. 109 (anexo ao relatório fiscal) o auditor assim, descreveu s fatos geradores. CHECK UP 8. CheckUp é a prestação de serviços de medicina diagnóstica, análises clinicas e exames complementares específicos para os Fl. 248DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 11 19 executivos do Banco Itat5, englobando diretores, conselheiros, superintendes e gerentes gerais. 9. Os serviços médicos são prestados pelos seguintes hospitais, de acordo com as notas fiscais apresentadas e relação nominal fornecida pela empresa: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein; Hospital Oswaldo Cruz; Laboratório Fleury. DAS CIRCULARES NORMATIVAS DA EMPRESA 10. A empresa possui Circular Normativa Permanente apenas para o plano Hospitaii Funcionários, que não integra a base de cálculo desta notificação, pelo fato de os empregados arcarem com os prêmios do seguro. Não foi fornecida nenhuma Circular Normativa para o plano Hospitatl Diretores pela intimada. 11. A empresa não possui Circular Normativa que determine os procedimentos de fornecimento dos exames médicos CHECK UP's, porém, apresentou orientação interna voltada para os gestores do beneficio. A própria empresa denomina este procedimento como Beneficio Diferenciado, e determina a população elegível e sua periodicidade: • Presidente/VicePresidente/VicePresidente Executivo/Consultor/Diretor Até 44 anos: Bienal Acima de 45anos: Anual • Nível Gerente Geral/ Superintendentes/Equivalentes Até 44 anos: Bienal Acima de 45 anos: Anual • Nível Gerencial e Equivalentes Até 40 anos: Trienal De 41 a 49 anos: Bienal Acima de 49 anos? Anual Quanto aos valores pagos diretamente aos hospitais referente aos exames check up, entendo deve ser levado em conta duas informações relevantes nos autos. Primeiro no relatório do processo, trouxe a autoridade fiscal informação de quando deveriam ocorrer os exames check up por parte dos segurados empregados. Ou seja, não se trata de procedimento elegível disponibilizado simplesmente ao empregado. Mas, norma interna da empresa que determina prazo para os exames serem realizados. Assim , não se trata de mero benefício, mas condição de desempenho profissional, imposta pela empresa. Dita condição, assemelhase a de exames médicos périódicos. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 20 Já outro ponto, que entendo pertinente, trazido no recurso é que o exame é exigência da empresa, para os seus empregados executivos. Assim, realmente não é possível identificar a verba como um mero benefício, mas uma obrigação dos empregados. Ademais a própria legislação Norma Regulamentadora NR7 do Ministério do Trabalho, prescreve : .3.1. Compete ao empregador: a) garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO, bem como zelar pela sua eficácia; b) custear sem ônus para o empregado todos os procedimentos relacionados ao PCMSO; c) indicar, dentre os médicos dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SES0MT, da empresa, um coordenador responsável pela execução do PCMSO; d) no caso de a empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho, de acordo com a NR 4, deverá o empregador indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa, para coordenar o PCMSO; e) inexistindo médico do trabalho na localidade, o empregador poderá contratar médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO. 7.3.1.1. Ficam desobrigadas de indicar médico coordenador as empresas de grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro 1 da NR 4, com até 25 (vinte e cinto) empregados e aquelas de grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro 1 da NR 4, com até 10 (dez) empregados. Isto posto, entendo que os valores dos exames check up, nos moldes descritos no relatório fiscal não constituem salário de contribuição, razão porque dou provimento ao recurso. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para excluir do lançamento os fatos geradores até 11/2002 face a decadência quinquenal e no mérito voto por DAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001881/200807 Acórdão n.º 2401002.783 S2C4T1 Fl. 12 21 Voto Vencedor Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator Em que pesem os sempre bem lançados fundamentos constantes do voto da Em. Relatora, ouso dela divergir quanto a dois pontos. Inicialmente, ao efetuar o cotejo entre o objeto da presente autuação e a discussão travada nos autos da ação judicial n. 2007.61.000243893, não vislumbro tratarse de matérias idênticas a atrair a incidência da Súmula n. 01 do CARF. Fato é que, conforme já apontado pela Il. Relatora, o objeto dos autos é o seguinte: O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado sob o n. 37.195.8482, em desfavor da recorrente, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela destinada a terceiros, mais especificamente salário educação, no período de 01/2003 a 02/2005, levantados sobre o salário utilidade referente ao fornecimento de exames médicos denominados “check up’s” aos empregados executivos totalmente custeados pelo contribuinte. E da análise da petição inicial da ação impetrada verifica que o contribuinte se insurge contra a lavratura da NFLD 35.808.7716, na qual foram lançadas contribuições da empresa, SAT e terceiros (INCRA), incidentes sobre pagamentos efetuados aos seus diretores e conselheiros não empregados e o fornecimento de exames médicos aos seus diretores e empregados executivos, por serem considerados como salário utilidade. A meu ver, portanto, não entendo presente o óbice de conhecimento no presente caso, pois em se tratando de uma ação judicial diretamente relacionada a um dado lançamento fiscal, o lançamento efetuado de forma posterior, e no qual não constam as mesmas contribuições cuja legalidade é debatida em sede de ação judicial há de ser enfrentado por este Eg. Conselho. Logo, com a devida vênia ao entendimento da nobre relatora, entendo que o recurso deva ser conhecido, de modo que passo a análise do pedido de reconhecimento da decadência. Neste aspecto, há se de considerar que Supremo Tribunal Federal, ao julgar os Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, quando, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91, foi determinada a edição da Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, cujo teor é o seguinte: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Logo, conforme se depreende do art. 103A, caput, da Constituição Federal que foi inserido pela Emenda Constitucional nº 45/2004 (teor transcrito a seguir), o enunciado das Súmulas Vinculantes editadas e aprovadas pelo Eg. STF devem obrigatoriamente ser Fl. 251DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 22 observados pelos órgãos da administração pública direta e indireta, como é o caso do CARF, confirase: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (g.n.) Em assim sendo, resta patente a necessidade de que para a contagem do prazo decadencial, em se tratando de lançamento por homologação, deverão ser aplicadas as regras dispostas pelo Código Tributário Nacional, seja a do art. 150, §4º, seja a do art. 173, I, cuja aplicação deverá ser verificada caso a caso, conforme tenha ou não havido antecipação, mesmo que parcial, do pagamento do tributo ou contribuição devida. No caso de ter havido antecipação, mesmo que parcial, deverá ser aplicado, para fins de contagem, o art. 150, §4º do CTN e quando não houve qualquer antecipação, deverá ser aplicado o art. 173, I. Tal orientação acerca da aplicação das regras de contagem do prazo decadencial, já fora inclusive objeto de análise e confirmação pelo Eg. Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento do RESP 973.733, julgado em 12/08/2009 , que se deu sobre o rito dos recursos repetitivos, com fundamento no art. 543B do Código de Processo Civil Brasileiro. Concluise, portanto, por força do art. 62 do RICARF, o qual determina que este Conselho “reproduza” as decisões já tomadas pelo STJ nos julgamentos de Recursos Repetitivos, há de se considerar que, em se tratando de caso no qual estão sendo lançadas diferenças de contribuições incidentes sobre remunerações pagas as segurados e sócios, resta claro que já houve parte do pagamento das contribuições devidas, de sorte que a decadência deverá ser contada com fulcro no art. 150, §4º do CTN. No caso dos autos, se trata do lançamento de verba considerada pela fiscalização como salário indireto, de modo que entendo estar presente a parcialidade do pagamento que se caracteriza diante dos recolhimentos do valor considerado pelo recorrente como salário, motivo este, que por si só já justifica a aplicação do art. 150, § 4o do CTN. Logo, em estando caracterizada a parcialidade do pagamento, acolho a preliminar de decadência para julgar extinto o lançamento relativamente as competências até 11/2003. Ante todo o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso voluntário, acatando a preliminar de decadência com base no art. 150, § 4o do CTN, para declarar extinto o lançamento até as competências de 11/2003, acompanhando a relatora quanto aos demais pontos. É como voto. Igor Araújo Soares Fl. 252DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 11/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEI RA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10380.900664/2010-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 20/03/2007, 20/04/2007, 18/05/2007, 20/06/2007
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO
O reconhecimento de parte do crédito financeiro pleiteado no Pedido de Ressarcimento (PER) implica a homologação das compensações dos débitos fiscais declarados nas Dcomps até o limite do valor reconhecido.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Súmula CARF nº 19: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário.
Numero da decisão: 3301-001.929
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(assinado digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Real e Bernardo Motta Moreira.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 20/03/2007, 20/04/2007, 18/05/2007, 20/06/2007 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO O reconhecimento de parte do crédito financeiro pleiteado no Pedido de Ressarcimento (PER) implica a homologação das compensações dos débitos fiscais declarados nas Dcomps até o limite do valor reconhecido. Recurso Voluntário Provido em Parte Súmula CARF nº 19: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário.
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CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS. Em face do disposto no art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), c/c a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Resp 993.164, sob o regime do art. 543C da Lei nº 8.869, de 11/01/1973 (CPC), reconhecese o direito ao crédito presumido do IPI sobre aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, de pessoas físicas. CASCAS DE CASTANHA DE CAJU (COMBUSTÍVEL). AQUISIÇÕES. Súmula CARF nº 19: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 20/03/2007, 20/04/2007, 18/05/2007, 20/06/2007 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO O reconhecimento de parte do crédito financeiro pleiteado no Pedido de Ressarcimento (PER) implica a homologação das compensações dos débitos fiscais declarados nas Dcomps até o limite do valor reconhecido. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 90 06 64 /2 01 0- 87 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Real e Bernardo Motta Moreira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Belém que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório que indeferiu o pedido de ressarcimento (PER) de crédito presumido do IPI às fls. 02/12, apurado para o 4º trimestre de 2000, transmitido na data de 03/10/2005, e não homologou as compensações declaradas nas Dcomp nº 12861.97854.170209.1.7.014926 e 35629.11327.170209.1.7.010800. A DRF em Fortaleza indeferiu o ressarcimento e não homologou as compensações declaradas sob o fundamento de que todos os créditos apurados pela recorrente foram glosados, conforme despacho às fls. 13. Inconformada com indeferimento do seu pedido e não homologação das compensações declaradas, apresentou manifestação de inconformidade (fls. 17/25), insistindo no ressarcimento e na homologação das compensações, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “a empresa apresentou, tempestivamente, em 09.09.2010, manifestação de inconformidade (fls. 17/25) na qual, em síntese, defende o seu direito, considerando que o motivo do indeferimento já teria sido ultrapassado na esfera administrativa, não interessando se seus produtos são NT ou se os insumos são adquiridos de pessoas físicas ou cooperativas.” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua improcedente, conforme Acórdão nº 0123.719, datado de 07/12/2011, às fls. 37/40, sob a seguinte ementa: “CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS. O crédito presumido relativo a produtos utilizados como insumos na industrialização de produtos exportados, será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições em que houve incidência do PIS/Pasep e da Cofins.” Cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 44/55), requerendo a sua reforma a fim de que se defira seu pedido de ressarcimento e homologue as compensações declaradas, alegando, em síntese, que faz jus ao crédito Fl. 62DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10380.900664/201087 Acórdão n.º 3301001.929 S3C3T1 Fl. 62 3 presumido do IPI apurado sobre os custos com aquisições de castanha in natura (matéria prima) e de casca de castanha utilizada como combustível em caldeira, adquiridos de pessoas físicas, tendo em vista que a Lei nº 9.363, de 1996, não restringiu esse benefício às aquisições de pessoas jurídicas. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. A questão oposta nesta fase recursal se restringe ao direito de a recorrente apurar créditos presumidos do IPI sobre aquisições, no mercado interno, de castanha de caju in natura (matériaprima) de pessoas físicas (produtores rurais) e de casca de castanha de caju utilizada como combustível na caldeira. A Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, que institui o crédito presumido do IPI, assim dispõe: “Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único.O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. Art. 4º Em caso de comprovada impossibilidade de utilização do crédito presumido em compensação do Imposto sobre Produtos Industrializados devido, pelo produtor exportador, nas operações de venda no mercado interno, farseá o ressarcimento em moeda corrente.” (...). Conforme se verifica do conteúdo do art. 1º dessa lei, o crédito presumido do IPI é o valor do PIS e da Cofins incidente e pago nas respectivas aquisições, sendo que o art. 5º, daquela mesma lei, estabelece que eventual restituição ao fornecedor das contribuições pagas, bem assim a compensação com outros débitos tributário implica estorno do crédito presumido pelo produtor exportador. Assim, não tendo o produtor exportador pagado PIS e Cofins nas aquisições de não contribuintes destas contribuições, não há do que se ressarcir. Ressarcimento implica Fl. 63DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 pagamento na etapa anterior, como não houve pagamento das contribuições não há custos a serem ressarcidos. No entanto, em face do julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no RESP 993.164, decidido sob o regime do art. 543C da Lei nº 5.869, de 11/01/1973 (CPC), e do disposto no Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), art. 62A, os valores dos créditos presumidos do IPI, apurados sobre aquisições de cooperativas e de pessoas físicas, glosados pela autoridade administrativa competente e mantidos pela autoridade julgadora de primeira instância, deverão ser restabelecidos, reconhecendose à recorrente o direito ao ressarcimento do benefício sobre aquisições daquelas pessoas. Quanto aos custos com aquisições de cascas de castanha de caju, utilizadas como combustível, além de não constituir matériaprima nem produto intermediário empregado na industrialização da castanha, nos termos do art. 1º da Lei nº 9.363, de 1996, citado e transcrito anteriormente, tratase de matéria sumulada pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), nos termos da súmula nº 19, que assim dispõe: “Súmula CARF nº 19: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário.” Dessa forma, em relação à glosa dos créditos presumidos do IPI apurados sobre os custos com cascas de castanha de caju, utilizadas como combustível em caldeiras, aplicase esta súmula, mantendose a glosa efetuada pela autoridade administrativa competente. Já em relação à homologação das compensações declaradas, a Lei nº 9.430, de 27/12/1996, art. 74, assim dispõe: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão”.(Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). “§ 1º. A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados”.(Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). § 2º. A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). (...).” Conforme se verifica deste dispositivo legal, a compensação, mediante a entrega e/ ou a transmissão de Dcomp, assim como a sua homologação, depende da certeza e liquidez dos créditos financeiros declarados. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10380.900664/201087 Acórdão n.º 3301001.929 S3C3T1 Fl. 63 5 No presente caso, a recorrente faz jus ao ressarcimento de parte dos créditos presumidos do IPI, utilizados nas Dcomps enumeradas no Despacho Decisório às fls. 13, correspondente aos créditos apurados sobre os custos com aquisições de castanha in natura de pessoas físicas, produtores rurais. Assim, nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, citado e transcrito anteriormente, o valor do ressarcimento, ora reconhecido, pode ser compensado com os débitos declarados nas referidas Dcomp. Em face do exposto, dou provimento parcial ao recurso voluntário para reconhecer o direito de a recorrente apurar créditos presumidos do IPI sobre os custos com aquisições de castanhas de caju in natura, de pessoas físicas, efetivamente utilizadas na industrialização dos produtos exportados, cabendo à autoridade administrativa competente apurar o valor total dos créditos e homologar as compensações dos débitos declarados até o limite apurado. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 65DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 16327.720497/2011-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2007
JUROS SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA.
Por ser parte integrante do crédito tributário, a multa de ofício sofre a incidência dos juros de mora.
A dedução de juros a título de remuneração do capital próprio está limitada, dentre outros aspectos, à variação da Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP verificada no período ao qual se referem os lucros destinados. Ao deixar de segregar o resultado comum de sua atividade daquele atribuível à utilização do capital dos sócios, a sociedade designa integralmente o lucro apurado como remuneração deste capital, e somente pode destiná-los aos sócios mediante distribuição de dividendos. Inadmissível, portanto, a dedução posterior de juros sobre capital próprio tendo por referência a variação da TJLP em períodos passados.
REGIME DE COMPETÊNCIA.
Ainda que os juros sobre o capital próprio pudessem ser pagos/creditados ao titular, sócios ou acionistas da pessoa jurídica em um determinado período base, relativamente ao patrimônio líquido de períodos base anteriores, a respectiva despesa com esses juros deverá ser atribuída aos períodos anteriores, haja vista que, em observância ao regime de competência, a despesa juros com juros deve ser apropriada nos mesmos períodos em que a pessoa jurídica empregou o capital no desenvolvimento de suas atividades.
Numero da decisão: 1201-000.857
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros André Almeida Blanco, Luis Fabiano Alves Penteado e Nereida de Miranda Finamore Horta, que davam provimento ao recurso. Declarou-se impedido o Conselheiro Rafael Correia Fuso, tendo sido substituído pela Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta.
(documento assinado digitalmente)
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Cuba Netto - Relator
Participaram do presente julgado os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Marcelo Cuba Netto, Roberto Caparroz de Almeida, André Almeida Blanco (Suplente convocado), Nereida de Miranda Finamore Horta e Luis Fabiano Alves Penteado.
Nome do relator: MARCELO CUBA NETTO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2007 JUROS SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA. Por ser parte integrante do crédito tributário, a multa de ofício sofre a incidência dos juros de mora. A dedução de juros a título de remuneração do capital próprio está limitada, dentre outros aspectos, à variação da Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP verificada no período ao qual se referem os lucros destinados. Ao deixar de segregar o resultado comum de sua atividade daquele atribuível à utilização do capital dos sócios, a sociedade designa integralmente o lucro apurado como remuneração deste capital, e somente pode destiná-los aos sócios mediante distribuição de dividendos. Inadmissível, portanto, a dedução posterior de juros sobre capital próprio tendo por referência a variação da TJLP em períodos passados. REGIME DE COMPETÊNCIA. Ainda que os juros sobre o capital próprio pudessem ser pagos/creditados ao titular, sócios ou acionistas da pessoa jurídica em um determinado período base, relativamente ao patrimônio líquido de períodos base anteriores, a respectiva despesa com esses juros deverá ser atribuída aos períodos anteriores, haja vista que, em observância ao regime de competência, a despesa juros com juros deve ser apropriada nos mesmos períodos em que a pessoa jurídica empregou o capital no desenvolvimento de suas atividades.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros André Almeida Blanco, Luis Fabiano Alves Penteado e Nereida de Miranda Finamore Horta, que davam provimento ao recurso. Declarou-se impedido o Conselheiro Rafael Correia Fuso, tendo sido substituído pela Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto - Relator Participaram do presente julgado os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Marcelo Cuba Netto, Roberto Caparroz de Almeida, André Almeida Blanco (Suplente convocado), Nereida de Miranda Finamore Horta e Luis Fabiano Alves Penteado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007 JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO. PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE PERÍODOS ANTERIORES. INCIDÊNCIA. FACULDADE. EXERCÍCIO. A dedução de juros a título de remuneração do capital próprio está limitada, dentre outros aspectos, à variação da Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP verificada no período ao qual se referem os lucros destinados. Ao deixar de segregar o resultado comum de sua atividade daquele atribuível à utilização do capital dos sócios, a sociedade designa integralmente o lucro apurado como remuneração deste capital, e somente pode destinálos aos sócios mediante distribuição de dividendos. Inadmissível, portanto, a dedução posterior de juros sobre capital próprio tendo por referência a variação da TJLP em períodos passados. REGIME DE COMPETÊNCIA. Ainda que os juros sobre o capital próprio pudessem ser pagos/creditados ao titular, sócios ou acionistas da pessoa jurídica em um determinado período base, relativamente ao patrimônio líquido de períodos base anteriores, a respectiva despesa com esses juros deverá ser atribuída aos períodos anteriores, haja vista que, em observância ao regime de competência, a despesa juros com juros deve ser apropriada nos mesmos períodos em que a pessoa jurídica empregou o capital no desenvolvimento de suas atividades. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 JUROS SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA. Por ser parte integrante do crédito tributário, a multa de ofício sofre a incidência dos juros de mora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 72 04 97 /2 01 1- 02 Fl. 246DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 3 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros André Almeida Blanco, Luis Fabiano Alves Penteado e Nereida de Miranda Finamore Horta, que davam provimento ao recurso. Declarou se impedido o Conselheiro Rafael Correia Fuso, tendo sido substituído pela Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Relator Participaram do presente julgado os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Marcelo Cuba Netto, Roberto Caparroz de Almeida, André Almeida Blanco (Suplente convocado), Nereida de Miranda Finamore Horta e Luis Fabiano Alves Penteado. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72, contra o acórdão nº 1634.082, exarado pela 10ª Turma da DRJ1 em São Paulo – SP. Por bem descrever os fatos litigiosos objeto do presente processo, tomo de empréstimo o relatório contido na decisão de primeiro grau (fl. 202 e ss.): DA AUTUAÇÃO Conforme o Termo de Constatação Fiscal de fls.83/84, em fiscalização empreendida junto à empresa acima identificada, o autuante verificou em síntese que: 1. As declarações do Imposto de Renda da contribuinte sucedida por ITAÚ UNIBANCO S/A, relativas aos períodos de janeiro a abril/2007 e maio a dezembro/2007, registraram a título de despesas com pagamento de Juros sobre Capital Próprio os valores de R$ 10.800.000,00 e R$ 183.440.000,00, respectivamente. 2. Intimada sobre o fato, a contribuinte sucessora apresentou planilhas de cálculo demonstrativas dos Juros sobre Capital Próprio nos seguintes valores (em R$): A/C de 2007 (jan. a abr.) A/C de 2007 (mai. a dez.) Limite no A/C 2007 28.826.515,59 55.347.309,54 84.173.825,13 Fl. 247DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 4 3 3. Não obstante tenha procedido aos cálculos em conformidade com os parâmetros estabelecidos pela legislação de regência, art. 9º, da Lei n° 9.249/95, foram distribuídos aos sócios R$ 10.800.000,00 (janeiro a abril de 2007) e R$ 183.440.000,00, a perfazer o total de R$ 194.240.000,00; (a entrega de duas declarações decorreu de cisão parcial da E. JOHNSTON REP. E PART. S/A, evento ocorrido em abril de 2007). 4. Evidenciase, assim, excesso de R$ 110.066.174,87 a onerar o resultado do período de maio a dezembro de 2007. Em decorrência das constatações feitas pela fiscalização, em 26/05/2011 foram lavrados Autos de Infração de IRPJ (fls.85/89) e CSLL (fls.90/94), com os valores a seguir discriminados: (...) DA IMPUGNAÇÃO A autuada apresentou a impugnação de fls. 103/109, protocolizada em 27/06/2011 e acompanhada dos documentos de fls. 110/199, expondo, em síntese, que: 1. No caso em tela , não se configurou excesso de dedutibilidade de juros sobre capital próprio (JCP), pois a impugnante efetuou a dedução de valores pagos a título de JCP relativo ao ano de 2007 dentro dos limites permitidos pela legislação fiscal em vigor. 1.1. Por meio das planilhas e balancetes anexos, a impugnante demonstra os valores máximos de JCP que poderiam ser distribuídos entre os anos de 2001 a 2007, os quais foram efetivamente pagos ou creditados aos sócios ou acionistas no ano de 2007, conforme consta nas respectivas deliberações e atas de assembléia (documentos de fls.132/199). 1.2. Referidos valores foram integralmente deduzidos da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, tendo em vista que, nos termos da legislação, estavam dentro dos limites de dedutibilidade por ela permitidos. 2. A Lei 9.430/96 prevê que os débitos de tributos e contribuições serão acrescidos de multa de mora (art. 61, caput), e que, sobre aqueles débitos, incidirão juros de mora (art. cit., §3º). Ou seja, os débitos de tributos e contribuições é que se sujeitam aos juros de mora, e não o valor da multa de mora. Portanto, não cabem juros sobre a multa. Se, para argumentar, fossem cabíveis, seriam aplicáveis apenas juros moratórios à taxa Selic, limitados a 1%. Examinadas as razões de defesa a DRJ de origem julgou improcedente a impugnação em acórdão assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Anocalendário: 2007 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 5 4 JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO. CÁLCULO DO VALOR DEDUTÍVEL. A pessoa jurídica poderá deduzir, para efeitos da apuração do lucro real, os juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação, pro rata dia, da Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP. Para os fins de cálculo da remuneração, não será considerado o valor de reserva de reavaliação de bens ou direitos da pessoa jurídica, exceto se esta for adicionada na determinação da base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 JUROS SOBRE MULTA DE OFÍCIO. A multa de ofício, sendo parte integrante do crédito tributário, está sujeita à incidência dos juros de mora a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao do vencimento. Irresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário pedindo, ao final, a reforma da decisão de primeira instância, sob as seguintes alegações, em síntese (fl. 214 e ss.): a) o fato de a ata sumária das AGO realizadas no dia 30/04/2008 ter sido taxativa ao afirmar que o valor de juros sobre o capital próprio (JCP) referiase ao lucro líquido findo em 31/12/2007, e não a exercícios anteriores, é irrelevante para o deslinde da questão pois a formalização na ata da assembléia para fins societários não altera em nada os aspectos contábeis e fiscais que embasaram a distribuição dos JCP, a qual foi efetuada nos limites da legislação tributária; b) a recorrente demonstrou por meio de planilhas e balancetes que tinha capacidade para distribuir JCP entre os anos de 2002 e 2007, os quais foram efetivamente pagos ou creditados aos sócios ou acionistas somente no ano de 2007; c) pode a contribuinte decidir o momento adequado para realizar o pagamento ou crédito dos JCP, o que torna possível o pagamento ou crédito após o término do ano calendário. Não existe, portanto, limite temporal para pagamento de JCP e, via de consequência, para sua dedutibilidade das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL; d) corroboram esse entendimento uma decisão proferida pelo STJ bem como diversas decisões exaradas pelas turmas do CARF; e) é incabível a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício. Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 6 5 1) Da Admissibilidade do Recurso O recurso atende aos pressupostos processuais de admissibilidade estabelecidos no Decreto nº 70.235/72 e, portanto, dele devese tomar conhecimento. 2) Da Distribuição de Juros sobre o Capital Próprio Acerca dos juros sobre o capital próprio o art. 9º da Lei nº 9.249/95 assim estabelece: Art. 9º A pessoa jurídica poderá deduzir, para efeitos da apuração do lucro real, os juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação, pro rata dia, da Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP. §1º O efetivo pagamento ou crédito dos juros fica condicionado à existência de lucros, computados antes da dedução dos juros, ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em montante igual ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem pagos ou creditados. (Redação dada pela Lei nº 9.430, de 1996) § 2º Os juros ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de quinze por cento, na data do pagamento ou crédito ao beneficiário. § 3º O imposto retido na fonte será considerado: I antecipação do devido na declaração de rendimentos, no caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real; II tributação definitiva, no caso de beneficiário pessoa física ou pessoa jurídica não tributada com base no lucro real, inclusive isenta, ressalvado o disposto no § 4º; § 4º No caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou arbitrado, os juros de que trata este artigo serão adicionados à base de cálculo de incidência do adicional previsto no § 1º do art. 3º. (Revogado pela Lei nº 9.430, de 1996) § 5º No caso de beneficiário sociedade civil de prestação de serviços, submetida ao regime de tributação de que trata o art. 1º do DecretoLei nº 2.397, de 21 de dezembro de 1987, o imposto poderá ser compensado com o retido por ocasião do pagamento dos rendimentos aos sócios beneficiários. § 6º No caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real, o imposto de que trata o § 2º poderá ainda ser compensado com o retido por ocasião do pagamento ou crédito de juros, a título de remuneração de capital próprio, a seu titular, sócios ou acionistas. § 7º O valor dos juros pagos ou creditados pela pessoa jurídica, a título de remuneração do capital próprio, poderá ser imputado Fl. 250DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 7 6 ao valor dos dividendos de que trata o art. 202 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sem prejuízo do disposto no § 2º. § 8º Para os fins de cálculo da remuneração prevista neste artigo, não será considerado o valor de reserva de reavaliação de bens ou direitos da pessoa jurídica, exceto se esta for adicionada na determinação da base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido. § 9º À opção da pessoa jurídica, o valor dos juros a que se refere este artigo poderá ser incorporado ao capital social ou mantido em conta de reserva destinada a aumento de capital, garantida sua dedutibilidade, desde que o imposto de que trata o § 2º, assumido pela pessoa jurídica, seja recolhido no prazo de 15 dias contados a partir da data do encerramento do períodobase em que tenha ocorrido a dedução dos referidos juros, não sendo reajustável a base de cálculo nem dedutível o imposto pago para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido. (Revogado pela Lei nº 9.430, de 1996) § 10. O valor da remuneração deduzida, inclusive na forma do parágrafo anterior, deverá ser adicionado ao lucro líquido para determinação da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido. (Revogado pela Lei nº 9.430, de 1996) Pois bem, é pacífico o entendimento, tanto administrativo quanto judicial, de que o pagamento/crédito de juros sobre o capital próprio é uma faculdade da pessoa jurídica, e, como tal, poderá ou não vir a exercêla, conforme melhor lhe convier. Essa faculdade encontra se regulada pela norma acima transcrita, bem como pelas demais normas comerciais, societárias e fiscais que com ela interajam. Parece claro que a faculdade de pagar/creditar juros sobre o capital próprio poderá ser exercida ao longo dos anos em que o capital do titular, sócios ou acionistas permanecer no patrimônio líquido da pessoa jurídica, e que o valor dos JCP será calculado mediante a aplicação da taxa de juros (limitada à TJLP) sobre o patrimônio líquido do ano em que exercida a faculdade, observados os limites estabelecidos na norma acima transcrita. Mas no caso dos presentes autos a contribuinte, além de haver pago/creditado, em 2007, JCP calculado sobre o patrimônio líquido do ano de 2007, também pagou/creditou JCP calculados sobre o patrimônio líquido de anos anteriores, quais sejam, os anos de 2002 a 2006. É a dedutibilidade desses últimos que está aqui em discussão. Nesse sentido, especificamente no caso sob exame, é preciso responder às seguintes questões de direito: a) a faculdade de pagar/creditar JCP poderá ser legalmente exercida em um determinado ano, mas incidir sobre o patrimônio liquido de anos anteriores? b) em caso positivo, em qual ano deverá ser legalmente apropriada a respectiva despesa com pagamento/creditamento de JCP? Passemos, então, a responder essas questões. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 8 7 2.1) Do Exercício da Faculdade de Pagamento/Crédito de JCP Sobre a possibilidade legal do exercício da faculdade de pagar/creditar JCP calculados sobre o patrimônio líquido de anos anteriores, peço licença para transcrever, a seguir, trechos do excelente voto da Conselheira Edeli Pereira Bessa, proferido em 12/06/2013 nos autos do processo nº 16327.002051/200716, e acompanhado pela unanimidade dos demais membros da 1ª Turma da 1ª Câmara da 1ª Seção do CARF: Como se vê, a lei não disciplina precisamente este aspecto, motivo pelo qual há diferentes entendimentos firmados pelos colegiados deste Conselho acerca deste tema. A recorrente invoca os seguintes julgados administrativos: (...) JUROS S/CAPITAL PRÓPRIO — DEDUTIBILIDADE LIMITE TEMPORAL — O período de competência, para efeito de dedutibilidade dos juros sobre capital próprio da base de cálculo do imposto de renda, é aquele em que há deliberação de órgão ou pessoa competente sobre o pagamento ou crédito dos mesmos, podendo, inclusive, remunerar o capital tomando por base o valor existente em períodos pretéritos, desde que respeitado os critérios e limites previsto em lei na data da deliberação do pagamento ou crédito, ou seja, nada obsta a distribuição acumulada de JCP — desde que provada, ano a ano, ter esse sido passível de distribuição, levando em consideração os parâmetros existentes no anocalendário em que se deliberou sua distribuição. (Acórdão nº 10196751, sessão de 29 de maio de 2008, Relator Conselheiro Valmir Sandri) (...) De outro lado, há jurisprudência administrativa favorável ao entendimento que justificou o lançamento, exteriorizada nos seguintes acórdãos: JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO Os juros sobre o capital próprio devem ser apropriados com observância do regime de competência, com obediência os limites impostos pelo § 1° do art. 9° da Lei n° 9.249/95, considerados para este fim, os saldos de lucros acumulados ou do exercício, na data do crédito ou pagamento. (Acórdão nº 19500.023, sessão de 20 de outubro de 2008, Relator Conselheiro Walter Adolfo Maresch). (...) Enfatizando o aspecto defendido pela Fiscalização, diz Hiromi Higuchi et alli em Imposto de Renda das Empresas: Interpretação e Prática (36ª ed., São Paulo, IR Publicações, 2011, p. 130), que “(...) a contabilização no períodobase correspondente é condição para a dedutibilidade dos juros sobre o capital próprio por tratarse de opção do contribuinte. Sem o exercício da opção de contabilizar os juros não há despesa Fl. 252DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 9 8 incorrida. É diferente de juros calculados sobre o empréstimo de terceiro porque neste, há despesa incorrida, ainda que os juros sejam contabilizados só no pagamento” (grifos acrescidos). À semelhança do que disse a Fiscalização, o referido autor assevera que a apropriação tardia prova a distribuição de lucros acumulados e não de juros sobre o capital próprio (Op. cit., p. 131). No mesmo sentido é a manifestação de Edmar Oliveira Andrade Filho em Imposto de Renda das Empresas (3a ed., São Paulo, Atlas, 2006, p. 240242): (...) Sendo, portanto, uma faculdade criada pela lei, ao deixar de exercêla ao final do período de apuração, é razoável afirmar que a sociedade, por não segregar o resultado comum de sua atividade daquele que seria atribuível à utilização do capital dos sócios, designou integralmente o lucro apurado como remuneração deste capital, estipulando dividendos a pagar ou mantendo este valor em conta de reservas de lucros ou lucros acumulados para posterior distribuição. Em conseqüência, a destinação destes lucros aos sócios, no futuro, somente poderá se dar mediante distribuição de dividendos, e não mais a título de juros sobre o capital próprio. Concluise, daí, que os juros sobre capital próprio do período de referência devem ser estipulados no momento da proposta de destinação do lucro, assim disciplinada pela Lei nº 6.404/76 na redação vigente no período de apuração autuado: Art. 192. Juntamente com as demonstrações financeiras do exercício, os órgãos da administração da companhia apresentarão à assembléia geral ordinária, observado o disposto nos artigos 193 a 203 e no estatuto, proposta sobre a destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício. É certo que a dedução fiscal de juros sobre o capital próprio somente é admitida no momento em que formalizada a obrigação de pagálos em favor dos sócios. Contudo, a constituição de obrigação a este título somente é possível enquanto a sociedade tem o direito de destacar do resultado do exercício a parcela que corresponderia à remuneração do capital próprio, em razão dos juros incorridos no período de tempo em que apurado aquele resultado. Uma vez tributados os lucros, e destinados, integralmente, ao patrimônio líquido da entidade, a opção não pode mais ser exercida. Esclareçase, ainda, que o fato de a remuneração do capital próprio por meio de juros atribuídos aos sócios ter seus limites estabelecidos, também, em função do montante de lucros acumulados no momento da deliberação, não significa que o cálculo dos juros podem considerar períodos de apuração anteriores, cujos resultados integram aquele saldo acumulado, mas apenas que os juros incorridos no período de referência podem ser pagos ainda que superem o resultado do exercício Fl. 253DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 10 9 correspondente, desde que haja saldo em conta de lucros acumulados que suportem este pagamento. Inadmissível, assim, a redução dos lucros apurados no ano calendário 2005 em razão de juros decorrentes da utilização de capital próprio em período de apuração distinto daquele ao qual se refere os lucros que se pretendeu destinar à remuneração de capital. (...) Portanto, segundo o acórdão acima referido, cujas conclusões aqui adoto, a lei não permite que os JCP incidam sobre o patrimônio líquido de períodos anteriores, em especial, porque nos anos anteriores, à falta do exercício tempestivo da faculdade de pagar/creditar JCP, a pessoa jurídica destinou integralmente o lucro ao pagamento de dividendos, ou à reserva de lucros para posterior distribuição. Nesse sentido, é de se admitir que no caso dos autos a contribuinte pagou/creditou em 2007 JCP até o limite legal permitido para o período, sendo indedutível a despesa com JCP relativos a períodos anteriores. 2.2 ) Da Apropriação da Despesa com Pagamento/Crédito de JCP Mas ainda que admitíssemos, meramente para fins de argumentação, que o exercício da faculdade de pagar/creditar JCP pudesse incidir sobre o patrimônio líquido de períodos anteriores, teríamos ainda que responder à questão levantada na letra “b”, contida ao final do item 2 deste voto, qual seja: em que ano deverá ser legalmente apropriada a respectiva despesa com pagamento/creditamento de JCP? Pois se é certo que a lei faculta à pessoa jurídica pagar/creditar JCP, uma vez exercida essa faculdade, não caberá a ela determinar, a seu bel prazer, o período em que deverá ser apropriada respectiva despesa com JCP. Sobre o período em que deverão ser apropriadas as mutações patrimoniais (despesas, custos, perdas, receitas, ganhos, etc.), a lei societária assim estabelece: Lei nº 6.404/76: (...) Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência. (Grifamos) (...) Não é demais recordar que o registro das mutações patrimoniais pelo regime de competência constitui regra geral que, por conseguinte, deverá ser observada na interpretação e aplicação das demais normas contábeis e fiscais relativas às pessoas jurídicas em geral e, em especial, por aquelas constituídas sob a forma de sociedade anônima, como é o caso da contribuinte. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 11 10 Daí porque é desnecessário que cada uma dessas normas contábeis e fiscais contenha expressamente a observação de que o registro das respectivas receitas, despesas etc. deva observar o regime da competência. Em verdade, ocorre justamente o contrário. Quando a receita, despesa, etc. deva ser registrada segundo o regime de caixa é que deverá haver expressa referência na norma, já que esse regime é empregado apenas excepcionalmente. Isso posto, e uma vez que o art. 9º da Lei nº 9.249/95 é silente sobre qual o regime de apropriação da despesa com JCP deverá ser adotado, é de se concluir, necessariamente, que deverá ser empregado o regime de competência, pois, se a lei desejasse excepcionálo haveria que estabelecer, expressamente, a apropriação pelo regime de caixa. Mas afirmar que a despesa com JCP deverá ser apropriada segundo o regime de competência resolve apenas parte da questão que no propusemos a responder. Resta ainda investigar a qual período compete a apropriação de juros sobre o capital próprio. Em outras palavras, e especificamente no caso dos autos, resta investigar se a despesa competirá a 2007, data em que a contribuinte exerceu a faculdade de distribuir JCP incidente sobre o patrimônio liquido de 2002 a 2006, ou se a despesa competirá aos anos de 2002 a 2006. Para tanto, necessário se faz determinar a natureza jurídica dos juros sobre o capital próprio. Sobre o assunto vale transcrever as lições de Luís Eduardo Schoueri, em seu artigo intitulado Juros sobre Capital Próprio: Natureza Jurídica e Forma de Apuração diante da "Nova Contabilidade" (in Controvérsias JurídicoContábeis (Aproximações e Distanciamentos), 3º volume, Editora Dialética, São Paulo: 2012, p. 169/193): (...) Afastandose qualquer aproximação com categorias de Direito Privado, há que se reconhecer que, na perspectiva do Direito Tributário, corresponde a figura do artigo 9º da Lei n° 9.249/1995 a uma remuneração do capital. O conceito tributário de juros sobre o capital próprio parte, assim, da noção econômica de custo de oportunidade, entendida enquanto renúncia, pelo agente econômico, dos benefícios derivados de determinado investimento em função do potencial de lucro superior vislumbrado em aplicação distinta. Em tal contexto, o lucro do negócio, sob uma perspectiva econômica, somente poderia ser apurado se desconsiderado o lucro sobre o capital. (...) Tais considerações, intimamente relacionadas com o conceito econômico de custo de oportunidade, tornam razoável, do ponto de vista econômico e tributário, a consideração dos pagamentos dos juros sobre o capital próprio enquanto remuneração do capital, que é dedutível. E dizer, do ponto de vista tributário, a situação apresentase tal qual como se o sócio tivesse "emprestado'' dinheiro à sociedade e recebesse juros desta, recebendo tal circunstância, em razão do princípio da igualdade, igual tratamento ao que é dado às empresas que se valem de financiamento de terceiros. (Grifamos) Fl. 255DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 12 11 Ora, pelo acima exposto, é de se concluir que as despesas com JCP têm a natureza jurídica de despesa com juros pagos/creditados ao titular sócios ou acionistas pelo uso do capital por estes investido na empresa. Em outras palavras, tratase de despesa pelo uso do dinheiro investido na pessoa jurídica. E, segundo o regime da competência, as despesas pelo uso do dinheiro devem ser apropriadas ao longo dos períodos em que for utilizado esse dinheiro. Respondendo, então, à questão objeto deste item do voto, ainda que a contribuinte estivesse autorizada por lei a exercer, em 2007, a faculdade de pagar/creditar JCP incidente sobre o patrimônio líquido de 2002 a 2006, a respectiva despesa com JCP deveria ter sido apropriada nos anos de 2002 a 2006, e não em 2007, como fez a recorrente, já que se trata de uma despesa pelo uso, ao longo daqueles anos, do capital empregado na pessoa jurídica por seus acionistas. Por fim, quanto à decisão do STJ proferida nos autos do REsp 1.086.752/PR, em que acolhe o argumento trazido pela recorrente, e cuja ementa abaixo se transcreve, é importante ressalvar que se trata da única decisão do STJ sobre o assunto, e que, a meu sentir, não é negligenciável a possibilidade de a Corte vir a rever seu entendimento em outra oportunidade, pois aquele julgado considera que o art. 9º da Lei nº 9.249/95 deve ser aplicado segundo o regime de caixa, quando, de acordo com o art. 177 da Lei nº 6.404/76, correto seria o emprego do regime de competência. MANDADO DE SEGURANÇA. DEDUÇÃO. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO DISTRIBUÍDOS AOS SÓCIOS/ACIONISTAS. BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E DA CSLL. EXERCÍCIOS ANTERIORES. POSSIBILIDADE. I Discutese, nos presentes autos, o direito ao reconhecimento da dedução dos juros sobre capital próprio transferidos a seus acionistas, quando da apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL no anocalendário de 2002, relativo aos anoscalendários de 1997 a 2000, sem que seja observado o regime de competência. II A legislação não impõe que a dedução dos juros sobre capital próprio deva ser feita no mesmo exercíciofinanceiro em que realizado o lucro da empresa. Ao contrário, permite que ela ocorra em anocalendário futuro, quando efetivamente ocorrer a realização do pagamento. III Tal conduta se dá em consonância com o regime de caixa, em que haverá permissão da efetivação dos dividendos quando esses foram de fato despendidos, não importando a época em que ocorrer, mesmo que seja em exercício distinto ao da apuração. IV "O entendimento preconizado pelo Fisco obrigaria as empresas a promover o creditamento dos juros a seus acionistas no mesmo exercício em que apurado o lucro, impondo ao contribuinte, de forma oblíquoa, a época em que se deveria dar o exercício da prerrogativa concedida pela Lei 6.404/1976". V Recurso especial improvido. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 16327.720497/201102 Acórdão n.º 1201000.857 S1C2T1 Fl. 13 12 3) Da Incidência de Juros de Mora sobre a Multa de Ofício Afirma a recorrente ser incabível a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício. Também aqui não assiste razão à defesa. Isso porque a multa de ofício é parte integrante do crédito tributário sobre o qual incidirão os juros de mora. Esse é também o entendimento do STJ sobre o assunto, conforme de observa na abaixo transcrita ementa ao AgRg no REsp 1335688/PR (DJe de 10/12/2012): PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. JUROS DE MORA SOBRE MULTA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMA QUE COMPÕEM A PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ. 1. Entendimento de ambas as Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ no sentido de que: "É legítima a incidência de juros de mora sobre multa fiscal punitiva, a qual integra o crédito tributário." (REsp 1.129.990/PR, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 14/9/2009). De igual modo: REsp 834.681/MG, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 2/6/2010. 2. Agravo regimental não provido. Embora essa decisão, tal qual aquela citada pela contribuinte acerca dos JCP, não possua efeito vinculante perante esse Conselho, é importante ressaltar que, diferentemente daquela única decisão, a Corte vem reiteradamente admitindo a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício em decisões proferidas por ambas as Turmas de sua Primeira Seção. 4) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 257DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 19/09/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por MARCELO CUBA NETTO
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Numero do processo: 11516.003461/2009-97
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2004 a 01/06/2007
RECOLHIMENTO APÓS O INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO E ANTES DO LANÇAMENTO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO EM RELAÇÃO AO TRIBUTO.AUSÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO DE MULTA. POSSIBILIDADE. ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO APLICAÇÃO DE MULTA BENÉFICA. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA DO CARF SOBRE A MATÉRIA.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-002.491
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, a fim de que seja aplicada a multa mais benéfica ao contribuinte artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação velha ou artigo 35-A do citado diploma na redação da Lei 11.941/2009 a depender da atitude do contribuinte em relação ao pagamento, parcelamento e da fase de execução. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2004 a 01/06/2007 RECOLHIMENTO APÓS O INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO E ANTES DO LANÇAMENTO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO EM RELAÇÃO AO TRIBUTO.AUSÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO DE MULTA. POSSIBILIDADE. ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO APLICAÇÃO DE MULTA BENÉFICA. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA DO CARF SOBRE A MATÉRIA. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, a fim de que seja aplicada a multa mais benéfica ao contribuinte artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação velha ou artigo 35A do citado diploma na redação da Lei 11.941/2009 a depender da atitude do contribuinte em relação ao pagamento, parcelamento e da fase de execução. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 34 61 /2 00 9- 97 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11516.003461/200997 Acórdão n.º 2803002.491 S2TE03 Fl. 154 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11516.003461/200997 Acórdão n.º 2803002.491 S2TE03 Fl. 155 3 Relatório O presente Auto de Infração, DEBCAD 37.133.9898, objetiva o lançamento da Obrigação Principal, contribuições sociais previdenciárias não adimplidas pelo empregador contribuinte – SAT/RAT, decorrente da remuneração paga, devida ou creditada aos trabalhadores empregados, conforme Relatório Fiscal do Auto de Infração – AI, de fls. 22 a 25, com período de apuração de 10/2004 a 05/2007, conforme Mandado de Procedimento Fiscal MPF, de fls. 27. O sujeito passivo foi cientificado do lançamento, em 26/06/2009, conforme Folha de Rosto do Auto de Infração, de fls. 01. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, petição com razões, acostada, as fls. 37 a 48, recebida, em 31/07/2009, porém postado via Correio, em 28/07/2009, conforme envelope, de fls. 37, estando acompanhada dos documentos, de fls. 49 a 103. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 104. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 0719.563 5ª Turma da DRJ/FNS, em 16/04/2010, fls. 105 a 109, no qual a impugnação foi considerada improcedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 13/05/2010, AR, de fls. 111. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição, as fls. 116, recebida, em 14/06/2010, e com razões recursais, as fls. 117 a 128, , acompanhado dos documentos, de fls. 129 a 132, as teses recursais sumariadas estão a seguir expostas. Mérito. · que o lançamento é ilegal, pois dentro do prazo de 20 dias após os 10 dias para declaração, conforme consta da intimação a recorrente promoveu o recolhimento da contribuição com os acréscimos legais, sendo este recolhimento voluntário e antes de qualquer lançamento de ofício por parte da autoridade fiscal, cita decisão do STJ, caracterizando ato ilegal o lançamento de tributo já pago; · que a multa de 75% do artigo 44, da Lei 9.430/96 não é devida, uma vez que a contribuição foi declarada e em ato posterior recolhida espontaneamente, cita HBM e KH, não havendo lançamento de ofício, pois a empresa só foi intimada para retificar a GFIP, mas por vontade própria esta promoveu o recolhimento das contribuições, antes de qualquer lançamento por parte do fisco, ficando afastado o lançamento de ofício, uma vez que a recolhimento espontâneo se deu antes do lançamento fiscal, cita HGS e o TRF4; Fl. 160DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11516.003461/200997 Acórdão n.º 2803002.491 S2TE03 Fl. 156 4 · que o auto não deve subsistir em razão de sua manifesta nulidade, mas alternativamente este E. Conselho deve excluir do lançamento os valores declarados e pagos pela recorrente; excluir a multa de 75% e substituíla pela multa do artigo 32A, I e II c/c o §2º, II, da Lei 8.212/91, pois esta é lei específica sobre a matéria, reduzidoa em 75%, como consta do inciso II, do artigo 32A, da Lei 8.212/91, assim, a multa só pode ser ¾ de 20%, ou seja, 15%, aplicandose o artigo 106, do CTN e a norma citada; · que, ainda, que não seja aplicado o inciso II, do artigo 32A, da Lei 8.212/91, a multa a ser aplicada seria a do artigo 61, da Lei 9.430/96, isto é, 20%, caso não considerado nulo o auto de infração, os valores pagos devem ser excluídos e a sua multa deve ser reduzida para 15% ou 20%; · que a RFFP é indevida, pois a punibilidade está extinta pelo pagamento e não houve o trânsito em julgado administrativo, cita o STJ e o TRF4, não havendo dolo, o que se demonstra principalmente por recolher a maior, após a redução da alíquota, na cabendo a RFFP; · A recorrente requer e pede: a) conhecimento e provimento do recurso com a reforma do acórdão a quo; b) anulação do auto em razão do pagamento da contribuição antes do lançamento e da inaplicabilidade da multa do artigo 44, da Lei 9.430/96; c) de forma alternativa exclusão do valores já pagos e afastamento da multa do artigo 44, da Lei 9.430/96, uma vez que não houve lançamento de ofício; d) ainda, de forma alternativa substituir a multa de 75% pela dos incisos I e II, c/c o §2º, II, do artigo 32A, da Lei 8.212/91, limitandoa em 15% ou a do artigo 61, da Lei 9.4396, limitada a 20% e) afastar a RFFP em razão da extinção da punibilidade pelo recolhimento da contribuição; f) juntada dos documentos anexos; g) que as intimações sejam remetidas exclusivamente ao causídico Rafael de Assis Horn, OAB 12.203, no endereço do rodapé sob pena de nulidade; O órgão preparador reconheceu a tempestividade do recurso, fls. 134. Os autos foram remetidos ao CARF, fls. 134. Consta, as fls. 136 a 137, determinação judicial para que os autos sejam julgados em 90 dias. É o Relatório. Fl. 161DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11516.003461/200997 Acórdão n.º 2803002.491 S2TE03 Fl. 157 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado Cumpre, inicialmente, esclarecer que o recolhimento das contribuições pela recorrente, antes do lançamento de ofício, pelo fisco, mas após o início do procedimento de fiscalização relativo ao tributo não exclui o direito de lançar do fisco. Desta forma, havendo pagamento como no presente caso, o contribuinte aquiesceu com o lançamento e renunciou a discussão quanto a parte incontroversa, pois ocorre preclusão lógica entre o pagamento e o desejo de impugnar. Não há ilegalidade no lançamento, pois nos termos do artigo 37, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009 c/c o artigo 142, parágrafo único da Lei 5.172/66 constatado pela fiscalização a falta de recolhimento tem o agente fiscal o dever legal de promover o lançamento e o contribuinte em procedimento de fiscalização perde a espontaneidade em sanar a infração. No caso a ilegalidade esta na atuação da recorrente que após o início do procedimento fiscal recolheu a contribuição em atraso de forma irregular, pois não mais havendo a espontaneidade da conduta não pode se eximir da multa, pois o tributo depende de apuração e o sujeito passivo perdeu o direito de apurálo após o início da ação fiscal. Não é sem propósito que o Instruções para o Contribuinte – IPC manda o contribuinte procurar o órgão de atendimento da RFB para obter a guia de recolhimento. Não presente caso não se está no campo do descumprimento de obrigação acessória o lançamento em questão discute o não recolhimento de parcela da contribuição previdenciária em si, ou seja, o tributo obrigação principal. Não se aplicando a jurisprudência ou por cuidar de denúncia espontânea que não é o caso ou por cuidar de obrigação acessória que nestes autos, também, não incide. A contribuição foi declarada depois do início da fiscalização em razão da intimação do agente fiscal, fls. 30. Tal intimação nos termos do artigo 32, IV c/c o artigo 32 – A, I e II, § 2º, I e II, é dever legal do agente fiscal e uma vez cumprida pelo contribuinte permite a redução na aplicação da multa por descumprimento do dever instrumental. Mas não autoriza o pagamento do tributo devido após o início da fiscalização e sem autorização do fisco e sem a obediência as formas legais. No presente caso a espontaneidade estava afastada pelo procedimento fiscal e foi aplicada a multa determinada pela legislação em vigor para o caso, a qual não é de cem por cento com alega a recorrente, sendo em percentual menor, basta ver o relatório Discriminativo Sintético de Débito – DSD, de fls. 10 a 13. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11516.003461/200997 Acórdão n.º 2803002.491 S2TE03 Fl. 158 6 No que tange a redução da multa em ¾ para um percentual de vinte por cento em razão da aplicação do artigo 32A, I e II c/c o §2º, II, da Lei 8.212/91 como explicitado acima isto não é possível, pois tal multa só é aplicável no caso de descumprimento de dever instrumental obrigação acessória e no autos em vergasta, temse Auto de Infração de Obrigação Principal, sendo que sua disciplina jurídica é outra. A multa do artigo 61, da Lei 9.430/96, também, não se aplica ao caso, pois tal multa é aquela que o contribuinte, embora em atraso com o tributo o apura e o paga de forma espontânea sem a atuação do fisco e a própria recorrente concorda que sua conduta não foi espontânea. Assim está multa, também, fica afastada. Todavia, apesar de não concordar com os argumentos da recorrente em relação a multa. É dever de todo agente público pautarse pela aplicação do princípio da legalidade. No crédito em questão está lançado o período de 10/2004 a 05/2007 e neste período estava vigente o artigo 35, da Lei 8.212/91 em sua redação velha que estipulava um intervalo de multa 24% a 100% a depender da fase do processo. Desta forma, na atual fase alínea “c”, do inciso II, do artigo 35, o percentual é quarenta por cento e assim mais benéfico ao contribuinte. A nova multa de 75% só será mais benéfica, se e somente se o crédito chegar a fase da alínea “c”, do inciso III, do artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação antiga, que estipulava multa de 80%, aqui sim neste momento deverá ser aplicado o artigo 35A, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009. Tudo a depender do momento do pagamento, parcelamento e da fase de execução. A questão da Representação Fiscal para Fins Penais – RFFP é matéria que vai além da competência deste colegiado e não nos cabe falar sobre isso, basta ver a súmula CARF transcrita. Súmula CARF nº 28: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo conhecimento do recurso, para no mérito darlhe provimento parcial, a fim de que seja aplicada a multa mais benéfica ao contribuinte artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação velha ou artigo 35A do citado diploma na redação da Lei 11.941/2009 a depender da atitude do contribuinte. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11516.003461/200997 Acórdão n.º 2803002.491 S2TE03 Fl. 159 7 Fl. 164DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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