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Numero do processo: 15374.901014/2008-37
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA RESTITUIÇÃO IRRF SOBRE APLICAÇÕES FINANCEIRAS PESSOA JURÍDICA IMUNE
O termo inicial para a contagem do prazo de extinção do direito de pleitear a restituição de imposto de renda retido indevidamente sobre rendimento de aplicação financeira de pessoa jurídica imune é da data da extinção do crédito, que ocorre no momento da retenção.
Numero da decisão: 1301-000.876
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: VALMIR SANDRI
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (documento assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Wilson Fernandes Guimaraes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AL BERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Relatório A Fundação Getúlio Vargas apresentou Per/Dcomp (fls. 02/09), para ver reconhecida a restituição do IRRF sobre aplicações financeiras sofridas no ano de 1998, no total de R$ 1.843.511,71, e com este crédito efetuar compensações com diversos débitos registrados nas Dcomp. Da análise eletrônica dos pedidos resultou a emissão de despacho indeferitório da restituição e conseqüente não homologação das compensações, por não ter sido apurado saldo credor no anocalendário de 1998, como assinalado no pedido. Em manifestação de inconformidade dirigida à Delegacia de Julgamento no Rio de Janeiro, a interessada alegou que nos anoscalendário de 1998 e 2000 sofreu indevidamente retenção de imposto de renda sobre aplicações financeiras. Uma vez que o sistema não continha opção que se coadunasse com sua situação de pessoa jurídica imune, assinalou, no pedido, a opção saldo credor. Afirmou que realmente sofreu as retenções conforme documentos juntados aos autos, e, sendo imune não tem como demonstrar o crédito que possui. A Turma de Julgamento reconheceu que a interessada se enquadra como entidade imune. Constou do voto do Relator que, embora o art. 12 da Lei 9.532/1997 disponha que não estão abrangidos pela imunidade tributária os rendimentos e ganhos de capital auferido em aplicações financeiras, o Supremo Tribunal Federal STF deferiu em parte o pedido de medida cautelar, para suspender, até decisão final, a vigência do referido dispositivo. (Decisão de 27/8/1998, na ADI n.° 1.8023, publicada no DJU de 9/9/1998). E como a Lei n.° 9.868/1999, que trata sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade perante o STF, dispõe, no seu artigo 11, § 2º, que a medida cautelar, dotada de eficácia contra todos, será concedida com efeito ex nunc, salvo se o Tribunal entender que deva concederlhe eficácia retroativa, não caberia a retenção de imposto incidente sobre aplicações financeiras de entidade imune a contar da Decisão do Supremo Tribunal Federal. Contudo, entendendo que o direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 anos contados da extinção do crédito tributário, e tendo em conta que o pedido de restituição foi formalizado e entregue à SRF em 29/12/2003 (fl. 2), pelo Per/Dcomp n.° 25762.98547.291203.1.2.026095, decidiu que a interessada tem direito à restituição das retenções efetuadas, indevidamente, a partir de 28/12/1998, visto que as retenções feitas anteriormente já teriam sido alcançadas pela decadência. Partindo da premissa que a interessada somente tem direito as retenções efetuadas, indevidamente, a contar de 28/12/1998, uma vez que apresentou a Per/Dcomp em 29/12/2003, examinou para fins de contagem do prazo de decadência, cada retenção efetuada. Apurou que no mês de dezembro de 1998 a requerente sofreu retenções que somam R$ 86.106,06, mas como seu direito à restituição só alcança as retenções a partir de 28 de dezembro de 1998, considerou que os valores passíveis de restituição correspondem a 4dias/31dias do total de R$ 86.106,06, que resulta em R$ 11.110,45, homologando em parte uma das Dcomp apresentadas, até o limite do crédito reconhecido, e não homologando as demais. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AL BERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901014/200837 Acórdão n.º 1301000.876 S1C3T1 Fl. 2 3 Ciente da decisão em 24 de novembro de 2010, a interessada ingressou com recurso em 16 de dezembro seguinte. Alega que a DRJ considerou prescritos os créditos retidos antes de 29/12/1998 por tomar como data inicial para contagem do prazo prescricional a data de cada indevida retenção. Entende que o prazo deve começar a correr da data em que teria sido apurado saldo credor do IRPJ (31/12/1998), declinando, em síntese, os seguintes motivos: a) Ao considerar como início da prescrição a data de cada retenção do Imposto de Renda na fonte, o julgador institui tratamento desigual entre contribuintes que apuram o IRPJ (seja pelo lucro real ou presumido) e contribuintes imunes, com base em critério não previsto em lei; b) A regra prescricional em que se baseou a DRJ, art. 168, inciso I, do Código Tributário Nacional, não se aplica ao caso em tela, porque as pessoas jurídicas apuram o IRPJ e consolidam os resultados em 31/12, data em que surge o eventual saldo credor. A regra prescricional prevista no referido artigo aplicase apenas à hipótese de pagamento efetuado pelo próprio contribuinte. b) A RFB reconhece de maneira tácita essa interpretação, uma vez que a indicação de "pagamento indevido ou a maior" no PER/Dcomp necessita obrigatoriamente do preenchimento das informações do DARF utilizado, e só existe DARF preenchido pelo contribuinte nas hipóteses de pagamentos efetivados pelo próprio. c) a DRJ reconheceu a necessidade de a FGV ter informado seu direito de crédito como saldo credor, mesmo tratandose de entidade imune. A Decisão tomou por base a impossibilidade de se classificar o crédito como pagamento indevido, uma vez que implicaria em preenchimento das informações do DARF. Tratase, por certo, de reconhecimento da aplicabilidade das regras aplicáveis ao saldo credor à situação especifica da recorrente. d) Em face da impossibilidade de classificar seu crédito como pagamento indevido e admitida sua opção como adequada pela Administração Tributária, resulta admitido que o prazo prescricional se inicia na data em que seria apurado saldo credor. É o relatório. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AL BERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Voto Conselheiro Valmir Sandri, Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos legais para a sua admissibilidade. Dele, portanto, tomo conhecimento. Como se viu do relatório, a matéria litigiosa é, exclusivamente, a definição do termo inicial para a contagem do prazo prescricional do direito de o contribuinte, na qualidade de pessoa jurídica imune, pleitear a restituição do imposto de renda indevidamente retido na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras que auferiu. Prevê o Código Tributário Nacional (Lei 5.172/66) que, no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, o termo inicial da contagem do prazo do direito de pleitear a restituição é a data da extinção do crédito. A Recorrente, na qualidade de pessoa jurídica imune pagou, indevidamente, por meio de retenção na fonte, imposto de renda sobre rendimentos de aplicações financeiras, e neste caso, a extinção do crédito deuse no momento em que a fonte reteve o imposto. Por outro lado, para as pessoas jurídicas contribuintes do imposto de renda, no caso de rendimentos de aplicações financeiras, a extinção do crédito não se dá com a retenção, porque o imposto retido constitui antecipação do devido no encerramento do período anual ou trimestral. Assim, para essas, o que é indevido não é o imposto sobre os rendimentos de aplicação financeira, mas sim, o eventual saldo negativo do IRPJ apurado ao final do período, depois de compensadas às antecipações. Como se vê, este não é o caso da Recorrente, que não é contribuinte do IRPJ. Para ela, o imposto cobrado sobre seus rendimentos de aplicação financeira é indevido desde o momento da retenção, e nessa data (extinção do crédito) começa a fluir o prazo para pleitear a restituição. Portanto, não há que se falar em desigualdade de tratamento com as demais pessoas jurídicas porque, por se tratar de situações distintas, o tratamento não pode ser o mesmo. Repitase: num caso, o tributo a ser restituído é o imposto de renda pago (indevidamente ou a maior) sobre o lucro apurado pela pessoa jurídica. No outro, o tributo a ser restituído é o imposto pago indevidamente sobre rendimentos de aplicações financeiras auferidos por pessoa jurídica imune. Assim, o fato de não haver opção adequada, no pedido eletrônico, para classificar corretamente a origem do crédito, não tem o condão de alterála, transmudando de IRRF sobre rendimentos de aplicações financeiras para saldo credor de IRPJ. A classificação inadequada (por falta de opção, segundo esclarece a Recorrente) não inviabilizaria a restituição, mas a extinção do direito, sim. A indicação imprópria de saldo negativo de IRPJ seria explicada no curso do processo (como, de fato, ocorreu), mas não tem influência na contagem da prescrição, que deve se dar nos termos da lei. Isto posto, NEGO provimento ao recurso voluntário. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AL BERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901014/200837 Acórdão n.º 1301000.876 S1C3T1 Fl. 3 5 Sala das Sessões, em 10 de abril de 2012. (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Fl. 246DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AL BERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 18088.000729/2010-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2403-000.081
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento do recurso em diligência.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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Conexão com Processo de Exclusão do SIMPLES Recorrente EFICIENTE MÓVEIS E SOLUÇÕES PARA ESCRITÓRIO LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento do recurso em diligência. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 18088.000729/201017 Resolução n.º 2403000.081 S2C4T3 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Auto de Infração a Obrigação Principal AIOP/DEBCAD n° 37.286.5364 que constitui contribuições devidas às outras entidades ou fundos, chamados de Terceiros Salário Educação (2,5%), INCRA (0,2%), SEBRAE (0,6%), SESI (1,5%) e SENAI (1,0%) incidentes sobre o total das remuneração pagas, devidas ou creditada aos segurados empregados. O período do lançamento corresponde as competências compreendidas entre: 01/2006 a 13/2007. O Auto de Infração foi lavrado no valor de R$ 95.986,80 (noventa e cinco mil, novecentos e oitenta e seis reais e oitenta centavos). Segundo o Relatório Fiscal de fls. 90/108, as contribuições aqui constituídas decorrem do fato de a empresa, no período autuado, ter procedido suas declarações em GFIP Guia de recolhimento do FGTS e informações à Previdência Social, como optante do regime tributário do SIMPLES tendo perdido essa condição através dos Atos Declaratórios Executivos ADEs n° 40 e 41, ambos de 26 de outubro de 2010 e com efeitos retroativos a 01 de janeiro de 2006. De acordo com a Fiscalização, a Recorrente foi excluída do SIMPLES por fazer parte de um “Grupo Econômico, nos termos do art. 30, IX da Lei n. 8.212/91, cumulado com o art. 121, I do CTN. Em face da exclusão do SIMPLES, foi instaurado o Processo Administrativo n. 18088.000658/201044, que reuniu todas as provas, cópias de documentos, bem como os motivos de fato e de direito, que culminaram com a Exclusão dos regimes tributários, do Simples Federal (Lei 9317/96) e do Simples Nacional (Lei Complementar n. 123, de 25 de outubro de 1966), bem como comprovaram a existência do citado “Grupo Econômico de Fato”, foi transcrito no relatório fiscal), emanados da autoridade competente da Delegacia jurisdicionante. A Recorrente, Impugnou o lançamento sustentando que o caso em tela não poderá ser julgado enquanto não for julgado o Proc. n. 18088.000658/201044, que discute se a exclusão do SIMPLES foi correta ou não. No dia 24/05/2011 a DRJ, tomando por base o julgamento no Proc. 18088.000658/201044, manteve o lançamento por meio do Acórdão de fls. 169/174. No dia 06/07/2011, a Recorrente protocolizou Recurso Voluntário requerendo apensamento ao Proc. n. 18088.000658/201044, vez que, o caso em tela dependerá do citado processo. Fl. 208DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 18088.000729/201017 Resolução n.º 2403000.081 S2C4T3 Fl. 3 3 A Recorrente protocolizou petição, datada de 10/05/2012, onde requer o sobrestamento do processo em tela até o julgamento definitivo do Proc. n. 18088.000658/2010 44. É o relatório. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 18088.000729/201017 Resolução n.º 2403000.081 S2C4T3 Fl. 4 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator O recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Tendo a Recorrente, por meio da Impugnação, Recurso Voluntário e Petição feito menção ao Proc. n. 18088.000658/201044; assim como a DRJ se baseado no citado processo para manter o lançamento. Resta evidenciado que o resultado do Processo Administrativo interferirá no caso em tela, tendo em vista que se a exclusão SIMPLES for declarada irregular e a Recorrente voltar para esse regime especial, não incidirá o lançamento ora combatido. CONCLUSÃO Diante do exposto, voto para baixar em diligência o processo, para que aguarde o trânsito em julgado do Processo Administrativo n. 18088.000658/201044. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 210DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000794/2003-81
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1997
IRPF. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ.
Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu que o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN, e não de acordo com o § 4º do artigo 150, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito.
Recurso Extraordinário Negado.
Numero da decisão: 9900-000.231
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso extraordinário.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Rodrigo Cardozo Miranda - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann, Manoel Coelho Arruda Junior, Maria Teresa Martínez López, Claudemir Rodrigues Malaquias, Nanci Gama, Marcelo Oliveira, Karem Jureidini Dias, Júlio César Alves Ramos, João Carlos de Lima Junior, José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Elias Sampaio Freire,Valmir Sandri, Henrique Pinheiro Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Francisco Assis de Oliveira Junior, Marcos Aurélio Pereira Valadão e Valdete Aparecida Marinheiro.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu que o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN, e não de acordo com o § 4º do artigo 150, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito. Recurso Extraordinário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 07 94 /2 00 3- 81 Fl. 440DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 30/03/2 013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso extraordinário. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Rodrigo Cardozo Miranda Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann, Manoel Coelho Arruda Junior, Maria Teresa Martínez López, Claudemir Rodrigues Malaquias, Nanci Gama, Marcelo Oliveira, Karem Jureidini Dias, Júlio César Alves Ramos, João Carlos de Lima Junior, José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Elias Sampaio Freire,Valmir Sandri, Henrique Pinheiro Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Francisco Assis de Oliveira Junior, Marcos Aurélio Pereira Valadão e Valdete Aparecida Marinheiro. Relatório Cuidase de recurso extraordinário interposto pela Fazenda Nacional (fls. 355 a 363) contra o v. acórdão proferido pela Colenda Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (fls. 343 a 351) que, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. A ementa do v. acórdão recorrido é a seguinte: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 1997 DECADÊNCIA — IMPOSTO DE RENDA — EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. O acréscimo patrimonial a descoberto situase dentre as hipóteses de lançamento por homologação em que o fato gerador do imposto de renda se concretiza no dia 31 de cada anocalendário. Não ocorrendo a homologação expressa, o crédito tributário é atingido pela decadência após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º do CTN). Recurso especial negado. Irresignada, a Fazenda Nacional interpôs o já mencionado recurso extraordinário, apontando, em síntese, divergência jurisprudencial quanto à aplicação dos dispositivos constantes do § 4º do artigo 150 e do inciso I do artigo 173 do Código Tributário Nacional, apresentando como paradigma acórdão proferido pela Colenda Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Fl. 441DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 30/03/2 013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 18471.000794/200381 Acórdão n.º 9900000.231 CSRFPL Fl. 407 3 O recurso foi admitido através do r. despacho de fl. 374. Contrarrazões às fls. 381 a 386, em que se propugnou pela manutenção do v. acórdão recorrido. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do recurso. Com relação ao mérito, especificamente quanto ao prazo decadencial para lançamento dos créditos tributários nos casos de tributos cujo lançamento é por homologação, é de se destacar que o Egrégio Superior Tribunal de Justiça já se posicionou quanto à matéria na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, ou seja, através da análise dos chamados “recursos repetitivos”. O precedente proferido tem a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o Fl. 442DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 30/03/2 013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 973733/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 18/09/2009) (grifos e destaques nossos) Com isso, restou consolidado no âmbito do Egrégio Superior Tribunal o entendimento de que, nos casos de tributos cujo lançamento é por homologação e não há pagamento, o termo inicial do prazo decadencial é o previsto no inciso I do artigo 173 do CTN, e não no § 4º do artigo 150 do mesmo Código. O Regimento Interno do CARF, por sua vez, na redação dada recentemente pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, tem os seguintes comandos nos seus artigos 62 e 62 A: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: Fl. 443DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 30/03/2 013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 18471.000794/200381 Acórdão n.º 9900000.231 CSRFPL Fl. 408 5 I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B.} § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. (grifos e destaques nossos) Verificase, assim, que a referida decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o auto de infração, cuja ciência se deu em 15/04/2003 (fls. 175) diz respeito a crédito tributário referente ao IRPF do anocalendário de 1997, cujo fato gerador ocorreu em 31/12/1997. Pelo que consta dos autos (fls. 236), verificase que houve pagamento. Assim, havendo pagamento, nos termos da jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, aplicase à espécie o disposto no § 4º do artigo 150 do Código Tributário Nacional. O crédito tributário referente ao anocalendário de 1997, portanto, considerando como termo inicial o dia 31/12/1997, poderia ser lançado até 31/12/2002. Como a ciência do auto de infração se deu em 15/04/2003, ocorreu a decadência. Por conseguinte, em face de todo o exposto, com arrimo no artigo 62A do RICARF, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial da Fazenda Nacional para reformar o v. acórdão ora recorrido. Rodrigo Cardozo Miranda Fl. 444DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 30/03/2 013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 10073.720420/2008-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2004
Ementa:
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO.
EXCLUSÃO DA TRIBUTAÇÃO. A comprovação da área de preservação
permanente, para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende exclusivamente de seu reconhecimento pelo IBAMA por meio de Ato Declaratório Ambiental ADA ou da protocolização tempestiva do requerimento do ADA, uma vez que a efetiva existência pode ser comprovada por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas.
ÁREA DE RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO. REQUISITO. Para efeito de
sua exclusão da base de cálculo do ITR, a área de reserva legal deve estar averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente. Na posse, a reserva legal é assegurada por Termo de Ajustamento de Conduta, firmado pelo possuidor com o órgão ambiental estadual ou federal competente, com força de título executivo e contendo, no mínimo, a localização da reserva legal, as suas características ecológicas
básicas e a proibição de supressão de sua vegetação.
DO VALOR DA TERRA NUA VTN Para alteração do VTN/ha arbitrado
pela autoridade fiscal, com base no “Laudo de Avaliação” apresentado pelo próprio contribuinte, exige-se a apresentação de novo laudo que demonstre, de maneira inequívoca, o valor fundiário do imóvel rural avaliado e justifique a divergência de valor.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2201-001.776
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para restabelecer a área de Preservação Permanente de 228,0 hectares. Vencido o Conselheiro Eduardo Tadeu Farah, que negou provimento ao recurso.
Nome do relator: RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA
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COMPROVAÇÃO. EXCLUSÃO DA TRIBUTAÇÃO. A comprovação da área de preservação permanente, para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende exclusivamente de seu reconhecimento pelo IBAMA por meio de Ato Declaratório Ambiental ADA ou da protocolização tempestiva do requerimento do ADA, uma vez que a efetiva existência pode ser comprovada por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas. ÁREA DE RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO. REQUISITO. Para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, a área de reserva legal deve estar averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente. Na posse, a reserva legal é assegurada por Termo de Ajustamento de Conduta, firmado pelo possuidor com o órgão ambiental estadual ou federal competente, com força de título executivo e contendo, no mínimo, a localização da reserva legal, as suas características ecológicas básicas e a proibição de supressão de sua vegetação. DO VALOR DA TERRA NUA VTN Para alteração do VTN/ha arbitrado pela autoridade fiscal, com base no “Laudo de Avaliação” apresentado pelo próprio contribuinte, exigese a apresentação de novo laudo que demonstre, de maneira inequívoca, o valor fundiário do imóvel rural avaliado e justifique a divergência de valor. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para restabelecer a área de Preservação Permanente de 228,0 hectares. Vencido o Conselheiro Eduardo Tadeu Farah, que negou provimento ao recurso. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO– Presidente (assinado digitalmente) RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA – Relatora EDITADO EM: 19/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Relatório DOS PROCEDIMENTOS FISCAIS Contra o contribuinte acima identificado, foi lavrada Notificação de Lançamento (fls. 01/05) para exigir crédito tributário de ITR, exercício de 2005, no montante total de R$14.549,24, incluindo multa de ofício de 75% e juros de mora calculados até 30/10/2008. Conforme se depreende do Demonstrativo de Apuração de ITR (fls.04) foi elevado, com base em Laudo apresentado pelo próprio contribuinte (fls.44/56), o valor declarado do VTN do imóvel de R$14.979,07 para R$191.000,00 e glosadas integralmente a área de Preservação Permanente de 228,0ha e a área de utilização limitada/reserva legal de 50,0ha, do imóvel “Sítio São Gerônimo” (NIRF n° 3.365.3780), cuja área total declarada de 380,0ha, está localizada no Município de Angra dos Reis/RJ. Na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls.02), consta como Complemento da Descrição dos Fatos, a seguinte informação: “O contribuição apresentou laudos técnicos e de avaliação onde se apurou VTN de R$191.000,00; O ato declaratório ambiente foi protocolado no Ibama em 21/12/2007, portanto fora do prazo fixado pela legislação; não foi apresentada cópia da matrícula no registro imobiliário com averbação da área de reserva legal.” DA IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou tempestivamente, impugnação, fls.79/83, acompanhada dos documentos de fls. 84/87, cujos principais argumentos estão sintetizados pelo relatório do Acórdão de primeira instância, o qual adoto, nesta parte: no imóvel existe ampla área florestal, com topografia formada por morros de 300 a 1.112 metros de altitude, recursos hídricos representados por nascente, riachos e córregos, totalizando como área de preservação permanente (recursos naturais) Fl. 163DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO Processo nº 10073.720420/200871 Acórdão n.º 2201001.776 S2C2T1 Fl. 2 3 228,0ha, devidamente comprovada por laudos técnicos, conforme demonstrado na impugnação à Notificação de Lançamento nº 07105/000061/2007, referente ao ITR/2003 como fato novo e relevante temos a desapropriação da área em pauta, considerada inquestionavelmente como área de Mata Atlântica, preservada conforme Decreto nº 41.358/2008, criando o Parque Estadual de Cunhambebe, publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro de 16/06/2008, doc. anexo; esse Decreto inclusive torna a área praticamente sem valor comercial para desapropriação, principalmente por ser uma POSSE sem escritura pública válida; por um lapso anterior, não tinha ainda sido apresentado que a terra em pauta está sendo disputada pelos antigos proprietários da mesma, Espólio de José Maria Coutinho Nevares (Processo nº 2001.003.0045954 da 2ª Vara Civil da Comarca de Angra dos Reis, o qual inclusive também recolhe ITR para a mesma área); dentro desta nova realidade, o valor da terra nua para cálculo do ITR deverá ser considerado após a desapropriação, ficando seu valor como apenas uma posse contestada, insignificante; pondera que o ADA é um formulário fornecido pelo IBAMA, preenchido pelo proprietário da terra; procura justificar a não protocolização, dentro do prazo estabelecido, do ADA no IBAMA (desconhecimento total dessa exigência); conforme relatado na impugnação ao processo nº 10073/000006/200842, “ainda que o ADA não tenha sido apresentado à época da intimação recebida, há que se considerar o Princípio da Verdade Material, que garante ao Contribuinte o direito de apresentar documentos comprobatórios no momento da impugnação, conforme art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72”; a favor da sua tese (Verdade Material), cita julgados do antigo Conselho de Contribuintes (Acórdão 20312338 e 10318789); justifica a não apresentação da matrícula do imóvel, tratase de área de posse, agora pertencente ao Parque Estadual Cunhambebe e desapropriada; por ter adquirido a referida área com fins de ser preservada ecologicamente, sente aliviado de a referida área terse tornado agora parte do citado Parque Estadual, solicitando a procedência da presente impugnação.” DA DECISÃO DA DRJ Fl. 164DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO 4 Após analisar a matéria, os Membros da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasília/DF, acordaram, por unanimidade de votos, em julgar procedente o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/BSB n° 0343.656, de 22 de junho de 2011, fls.115/123, em decisão assim ementada: DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE UTILIZAÇÃO LIMITADA / RESERVA LEGAL As áreas de preservação permanente e de utilização limitada/reserva legal, para fins de exclusão do cálculo do ITR, cabem ser reconhecidas como de interesse ambiental pelo IBAMA ou, pelo menos, que seja comprovada a protocolização, em tempo hábil, do competente ADA; fazendose necessário, ainda, em relação à área de reserva legal, que a mesma esteja averbada à margem da matrícula do imóvel ou, no caso de posse, a existência de Termo de Ajustamento de Conduta, firmado em data anterior à do fato gerador do imposto. Lançamento Procedente.” DO RECURSO VOLUNTÁRIO Cientificado da decisão da DRJ em 01/12/2011 (“AR” fls. 104 do PDF), o contribuinte apresentou na data de 16/12/2011, tempestivamente, o Recurso Voluntário de fls. 109/133, em que ratifica os termos da impugnação apresentada, insurgindose preponderantemente sobre os seguintes pontos: • É possuidor da área desde 1989, cuja posse estava sendo pleiteada através do Processo de Usucapião, que tramitou Comarca Cível de Angra dos Reis/RJ e foi julgado improcedente, sendo portanto indevida a cobrança de diferença de imposto sobre terras que não possuía. • Os antigos proprietários também pagavam ITR sobre essa área. • As autoridades julgadoras “teriam duas alternativas para discordar do cálculo, processar o avaliador e este contribuinte por tentar levar V.Sas. a erro ou verificar in loco a veracidade do que está sendo afirmado e poderem ter uma opinião Real e não aleatória.” • Discorda ainda da indispensabilidade do ADA; • Informa que o imóvel foi vendido por R$200.000,00 • Aduz que as áreas já foram comprovadas, através de diversos laudos e avaliações, emitidos por profissionais devidamente habilitados. • Em sua defesa, utiliza dos mesmos fundamentos de Fato e de Direito, do Recurso Voluntário Apresentado 11/03/2010. • A autoridade fiscal desconsiderou os valores atribuídos ao terreno declarados pelo contribuinte na DITR, especialmente em relação a parte integrante de reserva de preservação permanente, se valendo de critérios próprios e desconhecidos, utilizando programa próprio (SIPT) para o arbitramento de sua avaliação. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO Processo nº 10073.720420/200871 Acórdão n.º 2201001.776 S2C2T1 Fl. 3 5 É o Relatório. Voto Conselheira Rayana Alves de Oliveira França Relatora O Recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço. No mérito, a controvérsia versa sobre a imprescindibilidade da apresentação tempestiva do ADA no IBAMA, para exclusão das áreas de preservação permanente e de reserva legal da incidência do ITR, bem como o arbitramento do valor do VTN do imóvel. Assim, passemos a análise individualizada desses pontos. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL – ADA Tenho entendimento similar ao recorrente, que para excluir da base de cálculo do ITR, a área de Preservação Permanente e Reserva Legal seja imprescindível a apresentação tempestiva do ADA, sendo esse mais um elemento do prova a pretensão do contribuinte. Analisando a legislação, concluo que a finalidade precípua do ADA foi a instituição de uma Taxa de Vistoria que deve ser paga sempre que o proprietário rural se beneficiar de uma redução de ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental – ADA, não tendo portanto o condão de definir áreas ambientais, de disciplinar as condições de reconhecimento de tais áreas e muito menos de criar obrigações tributárias acessórias ou regular procedimentos de apuração do ITR. A obrigatoriedade do ADA está prevista no art. 1º da Lei nº 10.165, de 27/12/2000, que deu nova redação ao artigo 17O da Lei nº 6.938/81, in verbis: “Art. 170. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental — ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei nº 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria. [...] § 1º A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória.” Da leitura em conjunto dos dispositivos legais acima, verificase que o §1º instituiu a obrigatoriedade apenas para situações em que o benefício de redução do ITR ocorra com base no ADA, ou seja, depende do reconhecimento ou declaração por ato do Poder Público. Por outro lado, a exclusão de áreas ambientais cuja existência decorre diretamente da lei, independentemente de reconhecimento ou declaração por ato do Poder Público, não pode ser entendida como uma redução “com base em Ato Declaratório Ambiental – ADA”. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO 6 Assim, a apresentação tempestiva do ADA não é condição indispensável para a exclusão das áreas de preservação permanente e de reserva legal, de que tratam os art.2º e 16 da Lei n.4.771/65 da base de cálculo do ITR que assim dispõe: Art. 2° Consideramse de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será: 1 de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura; 2 de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; 3 de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; 4 de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura; 5 de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais; c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura; d) no topo de morros, montes, montanhas e serras; e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive; f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais; h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação. (...) Art. 16. As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) (...) §8o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) Fl. 167DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO Processo nº 10073.720420/200871 Acórdão n.º 2201001.776 S2C2T1 Fl. 4 7 §9oA averbação da reserva legal da pequena propriedade ou posse rural familiar é gratuita, devendo o Poder Público prestar apoio técnico e jurídico, quando necessário. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) §10.Na posse, a reserva legal é assegurada por Termo de Ajustamento de Conduta, firmado pelo possuidor com o órgão ambiental estadual ou federal competente, com força de título executivo e contendo, no mínimo, a localização da reserva legal, as suas características ecológicas básicas e a proibição de supressão de sua vegetação, aplicandose, no que couber, as mesmas disposições previstas neste Código para a propriedade rural. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) §11.Poderá ser instituída reserva legal em regime de condomínio entre mais de uma propriedade, respeitado o percentual legal em relação a cada imóvel, mediante a aprovação do órgão ambiental estadual competente e as devidas averbações referentes a todos os imóveis envolvidos. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) PRESERVAÇÃO PERMANENTE Da análise dos dispositivos legais acima, verificase que a lei define, objetivamente, a área de preservação permanente, independente de qualquer determinação do poder público. Assim, a comprovação da área de preservação permanente, para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende exclusivamente de seu reconhecimento pelo IBAMA por meio de Ato Declaratório Ambiental ADA ou da protocolização tempestiva do requerimento do ADA, uma vez que a efetiva existência pode ser comprovada por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais idôneas. No processo o contribuinte apresentou Laudo Técnico devidamente acompanhado de ART, comprovando a área de preservação permanente de 228,0ha e detalhando in fine (fls.49): “CONCLUSÃO Considerando a Legislação Ambiental Vigente em que na propriedade temos 60% de mata ativa – (Mata Atlântica), contabilizando a margem do Córrego, 1/3 superior de topo de morro, declividade entre 17” (dezessete graus) e 45” (quarenta e cinco graus) no mínimo 50 metros no entorno de nascente; segundo a análise expedida, constatei o valor total da área de preservação permanente como sendo 228,0 hectares.”. Por todo o exposto, entendo que a área declarada de 228,0ha de Preservação Permanente, estando devidamente comprovada, deve ser restabelecida para ser acolhida como área não tributável. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO 8 ÁREA DE RESERVA LEGAL Entretanto, outro é meu julgamento sobre a área de Reserva Legal, apesar de reconhecer a pressimbilidade do ADA, entendo que para a área de Reserva Legal ser excluída da área tributável, é necessária a averbação na matrícula do imóvel, nos termos do §8o, do art.16 do Código Florestal, acima transcrito. A averbação da área de reserva legal, não visa, tão somente, vedar a alteração de sua destinação em caso de transmissão do imóvel a qualquer título ou de desmembramento da área, mais de definir qual área deve ser considerada de reserva legal, para atingir a finalidade da lei de defesa e preservação do meio ambiente. No caso de posse, como no presente caso, a averbação na matrícula do imóvel deve ser substituída por Termo de Ajustamento de Conduta, firmado pelo possuidor com o órgão ambiental estadual ou federal competente, com força de título executivo e contendo, no mínimo, a localização da reserva legal, as características ecológicas e a proibição da supressão da vegetação, conforme expressa previsão do §10o mesmo artigo acima citado. Na falta da respectiva averbação ou do Termo de Ajustamento de Conduta, não há como restabelecer a área de reserva legal declarada. Ademais analisando atentamente o Laudo apresentado pelo contribuinte, acostados às fls.35/39, o mesmo se refere apenas ao “Quantitativo da Área de Preservação Permanente”, não havendo qualquer menção a área declarada de Reserva Legal. Tampouco no Laudo Técnico de Avaliação do Imóvel e Anexo, acostado às fls. 44/56, não consta qualquer menção a área declarada de Reserva Legal. Assim no que se refere a glosa da Área de Reserva Legal, não há qualquer reparo a fazer ao lançamento. VTN Quanto ao VTN, o valor utilizado para arbitramento foi o trazido pelo próprio contribuinte no Laudo Técnico de Avaliação do Imóvel, no montante de R$191.000,00 (fls.56). Assim não é compreensível sua irresignação. Se quisesse ver diminuído ainda mais esse valor, deveria ter trazido novo Laudo, nos mesmos moldes do anteriormente apresentado e que justificasse a divergência de valor. Por fim, cabe ainda destacar que a discussão do presente processo referese a anocalendário anterior a mencionada desapropriação do imóvel e apesar da posse contestada, o lançamento combatido é decorrente de DIAT apresentada pelo contribuinte. Quanto a duplicidade de pagamento alegada pelo contribuinte, que afirma que os antigos proprietários do imóvel também pagaram ITR relativo a esse mesmo período, essa informação não restou devidamente comprovada nos autos. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial para restabelecer a área de preservação permanente equivalente a 228,0ha. (assinado digitalmente) Rayana Alves de Oliveira França Relatora Fl. 169DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO Processo nº 10073.720420/200871 Acórdão n.º 2201001.776 S2C2T1 Fl. 5 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência da decisão consubstanciada no acórdão supra. Brasília/DF, 19/09/2012 __________(assinado digitalmente)_____________ MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente da Segunda Câmara / Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 170DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 13811.003745/2007-11
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2005
EMBARGOS. DESCABIMENTO
Não cabem embargos quando não for constatada omissão suscitada pela embargante.
DILIGÊNCIA. OBJETIVO. CONVICÇÃO DA AUTORIDADE JULGADORA.
O processo deve seguir o princípio da verdade material, princípio este que determina que a autoridade julgadora deverá buscar a realidade dos fatos, e, se necessário for, determinar a realização de diligência para formar a sua convicção. Os quesitos formulados pelas partes para constar na diligência são meras sugestões que podem ou não serem acatadas pelo julgador.
Numero da decisão: 1802-001.604
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em REJEITAR os embargos, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel.
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2005 EMBARGOS. DESCABIMENTO Não cabem embargos quando não for constatada omissão suscitada pela embargante. DILIGÊNCIA. OBJETIVO. CONVICÇÃO DA AUTORIDADE JULGADORA. O processo deve seguir o princípio da verdade material, princípio este que determina que a autoridade julgadora deverá buscar a realidade dos fatos, e, se necessário for, determinar a realização de diligência para formar a sua convicção. Os quesitos formulados pelas partes para constar na diligência são meras sugestões que podem ou não serem acatadas pelo julgador.
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DESCABIMENTO Não cabem embargos quando não for constatada omissão suscitada pela embargante. DILIGÊNCIA. OBJETIVO. CONVICÇÃO DA AUTORIDADE JULGADORA. O processo deve seguir o princípio da verdade material, princípio este que determina que a autoridade julgadora deverá buscar a realidade dos fatos, e, se necessário for, determinar a realização de diligência para formar a sua convicção. Os quesitos formulados pelas partes para constar na diligência são meras sugestões que podem ou não serem acatadas pelo julgador. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em REJEITAR os embargos, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 1. 00 37 45 /2 00 7- 11 Fl. 256DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003745/200711 Acórdão n.º 1802001.604 S1TE02 Fl. 37 2 Fl. 257DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003745/200711 Acórdão n.º 1802001.604 S1TE02 Fl. 38 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração de autoria da Procuradoria da Fazenda Nacional, contra acórdão desta Turma, que por unanimidade de votos deu provimento ao recurso voluntário entendendo que a multa por atraso na entrega da DCTF não deveria subsistir. Em síntese, versa o presente processo sobre o(s) Auto(s) de Infração, relativo ao atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, referente ao mês de janeiro do anocalendário de 2005 (fl. 16), no valor de R$ 11.227,78. Os dispositivos legais infringidos constam na descrição dos fatos e enquadramento legal do auto de infração em comento. A contribuinte alegava que: a) não estava obrigada à apresentação mensal da DCTF, mas apenas à obrigação semestral; e b) que ao calcular sua receita bruta para fins de observância da obrigatoriedade de apresentação mensal ou semestral da DCTF, utilizouse da permissão prevista no artigo 30, parágrafo 1º da Medida Provisória n° 2.158/2001. Para melhor ilustração, segue dispositivo legal citado pela Recorrente: “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, bem assim da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação. § 1º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo de todos os tributos e contribuições referidos no caput deste artigo, segundo o regime de competência.” O dispositivo invocado pela Recorrente também encontrase reproduzido na IN 247/02, art. 13: “Art. 13. As variações monetárias ativas dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função de taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual, são consideradas, para efeitos da incidência destas contribuições, como receitas financeiras. § 1º As variações monetárias em função da taxa de câmbio, a que se refere o caput, serão consideradas, para efeito de Fl. 258DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003745/200711 Acórdão n.º 1802001.604 S1TE02 Fl. 39 4 determinação da base de cálculo das contribuições, quando da liquidação da correspondente operação. § 2º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias de que trata o § 1º poderão ser consideradas, na determinação da base de cálculo das contribuições, segundo o regime de competência. A DRJ de São Paulo (SP) ao julgar a manifestação de inconformidade em 25.05.2010 manifestou seu entendimento através da seguinte ementa: “A S S U N T O : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. Restando caracterizada a entrega em atraso da DCTF, é devida a exigência de multa pelo descumprimento da obrigação acessória. DCTF MENSAL. RECEITA BRUTA. O regime de competência é o regime prevalente adotado tanto pelas leis comerciais como pela legislação fiscal para a contabilização das receitas, dos custos e das despesas, por ser o mais apropriado para refletir a realidade do patrimônio líquido e suas alterações. A legislação fiscal admite o regime de caixa apenas para reduzido número de situações, entre as quais não se inclui a determinação do limite da receita bruta que obriga a apresentação da DCTF mensal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 30/09/2010, a Contribuinte apresentou recurso voluntário de fls. 83 a 87, em 25/10/010, onde reitera as mesmas razões de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores. Esta Turma em 11/04/2012, por unanimidade de votos, converteu o julgamento em diligência para que fossem juntadas a cópia do LALUR do anocalendário de 2003 e a cópia completa da DIPJ do exercício de 2004, anocalendário de 2003. Solicitouse também a elaboração de relatório circunstanciado que demonstrasse o montante das receitas oferecidas à tributação no anocalendário de 2003. Em 05/12/2012, também por unanimidade a Turma deu provimento ao Recurso, tendo o Acórdão a seguinte ementa: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 DCTF MENSAL OU SEMESTRAL. RECEITA BRUTA. MOMENTO DO RECONHECIMENTO. Para os contribuintes que optaram pelo regime de caixa, causando descasamento entre a escrituração comercial e fiscal, devese considerar o momento do recebimento da receita para enquadramento no artigo 2º ou 3º da IN SRF 482/04. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003745/200711 Acórdão n.º 1802001.604 S1TE02 Fl. 40 5 A Procuradoria servese dos presentes embargos, para alegar que o acórdão foi omisso, com a seguinte sustentação: “O r. acórdão proveu o recurso voluntário se louvando em diligências levadas a efeito pela autoridade fiscal. Diz a respeito o r. acórdão (fls.36), verbis: “Esta Turma em 11/04/2012, por unanimidade de votos, converteu o julgamento em diligência para que fossem juntadas a cópia do LALUR do ano calendário de 2003 e a cópia completa da DIPJ do exercício de 2004, ano calendário de 2003. Solicitou se também a elaboração de relatório circunstanciado que demonstrasse o montante das receitas oferecidas à tributação no ano calendário de 2003.“ Contudo, sejam as referias diligências, ou, ainda, o r. acórdão, deixaram de apreciar dois pontos fulcrais da questão: 1) se o Embargado observou o regime de caixa em relação à totalidade das exações IRPJ, CSLL, COFINS, PIS, IRRF, etc. e ao longo de todo o ano calendário; 2) opção do Embargado da forma de apuração do lucro real, estimativas ou arbitrado. A respeito dessas questões, verificamos nos autos que o Embargado optou pelo regime de lucro real. Outrossim, não existe prova nos autos de que o regime de caixa foi observado em relação à totalidade dos tributos e em todo o ano calendário.” Este é o Relatório. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003745/200711 Acórdão n.º 1802001.604 S1TE02 Fl. 41 6 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Procuradoria, embora alegue a omissão do acórdão nº 1802001.511, na verdade busca rediscutir pontos que foram objeto do pedido de diligência formulado por esta Turma através da Resolução nº 1802.000.065, acrescentando pontos que ela acreditava que deveriam ter sido abordados, senão vejamos: “Contudo, sejam as referias diligências, ou, ainda, o r. acórdão, deixaram de apreciar dois pontos fulcrais da questão: 1) se o Embargado observou o regime de caixa em relação à totalidade das exações IRPJ, CSLL, COFINS, PIS, IRRF, etc. e ao longo de todo o ano calendário; 2) opção do Embargado da forma de apuração do lucro real, estimativas ou arbitrado” Assim, embora tempestivo o presente recurso, intempestivo a alegação nele contida. Embora não seja da competência da Procuradoria determinar o objeto da diligência, eis que ela serve para a formação da convicção da(s) autoridade(s) julgadora(s) e não das partes, essa “sugestão” de complementação deveria ter se dado por ocasião da Resolução que converteu o julgamento em diligência e não após o seu retorno e julgamento do acórdão. O julgador deve ter livre convicção quanto as provas apresentadas e fatos alegados. O processo deve seguir o princípio da verdade material, princípio este que determina que a autoridade julgadora deverá buscar a realidade dos fatos, e, se necessário for, determinar a realização de diligência para formar a sua convicção. Assim, o processo foi baixado em diligência para esclarecer dúvidas dos membros desta Turma para que pudessem formar suas convicções. Nesse sentido estipula o Processo Administrativo Fiscal (PAF): “Decreto nº 70.235/72: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias.” Com o retorno da diligência, a documentação apresentada, bem como a informação fiscal (fls. 227 e 228), no entender desta Turma, foram suficientes para demonstrar que a Embargada no anocalendário anterior a entrega da DCTF auferiu receita bruta tributável no valor de R$ 25.728.334,66, montante este inferior ao mínimo legal de R$ 30.000.000,00. Isto posto, esta turma entendeu com base nestas provas que a contribuinte não estaria obrigada a entregar a DCTF na periodicidade mensal e, portanto, a multa seria descabida. Entendeu também que as receitas relativas à variação cambial não se enquadravam Fl. 261DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003745/200711 Acórdão n.º 1802001.604 S1TE02 Fl. 42 7 no conceito de receita bruta, não devendo ser considerados para fins de parâmetro de entrega da DCTF mensal. Em vista disso, as alegações aduzidas pela Procuradoria (forma de apuração: seja lucro real, presumido ou arbitrado) como omissões são irrelevantes no mérito da decisão desta Turma, de acordo com a fundamentação do voto, eis que as receitas relativas à variação cambial nem mesmo se enquadram no conceito de receita bruta, não devendo ser considerados para fins de parâmetro de entrega da DCTF mensal. Senão vejamos a conclusão constante do referido acórdão: “Com efeito, nos casos em que o contribuinte elege o reconhecimento do regime de caixa, e não de competência, para a apuração da base de cálculo dos seus tributos, causando assim o descasamento com a legislação comercial, nada mais razoável que o efeito (reconhecimento) da receita bruta para fins de cumprimento das obrigações acessórias também seja considerado no momento do recebimento. Com o retorno da diligência é possível verificar, através da documentação acostada, bem como da informação fiscal (fls. 230 e 231), que a Recorrente no anocalendário anterior a entrega da DCTF auferiu receita bruta tributável no valor de R$ 25.728.334,66, montante este inferior ao mínimo legal de R$ 30.000.000,00. Neste caso não estaria a contribuinte obrigada a entregar a DCTF na periodicidade mensal. Ademais, as receitas relativas à variação cambial nem mesmo se enquadram no conceito de receita bruta, conforme visto acima, não devendo ser considerados para fins de parâmetro de entrega da DCTF mensal.” Dadas as circunstâncias do presente caso, voto no sentido de REJEITAR os presentes Embargos, mantendo o acórdão nº 1802001.511 de 05/12/2012 em sua totalidade. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 262DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10640.720858/2009-59
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2006
NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA.
RETIFICAÇÃO. INCOMPETÊNCIA DA AUTORIDADE JULGADORA. É nula a decisão retificadora de primeira instância do processo já anteriormente julgado e cientificado ao contribuinte.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2202-001.639
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2006 NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. RETIFICAÇÃO. INCOMPETÊNCIA DA AUTORIDADE JULGADORA. É nula a decisão retificadora de primeira instância do processo já anteriormente julgado e cientificado ao contribuinte. Recurso provido.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1569; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.720858/200959 Recurso nº 908.980 Voluntário Acórdão nº 220201.639 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 8 de fevereiro de 2012 Matéria ITR Recorrente FERNANDO DA SILVA MOTTA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2006 NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. RETIFICAÇÃO. INCOMPETÊNCIA DA AUTORIDADE JULGADORA. É nula a decisão retificadora de primeira instância do processo já anteriormente julgado e cientificado ao contribuinte. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente justificadamente o Conselheiros Helenilson Cunha Pontes. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 28/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Relatório Em desfavor do contribuinte, FERNANDO DA SILVA MOTTA, pela notificação de lançamento n° 05104/000572009 (fls. 01), este foi intimado a recolher o crédito tributário no montante de R$ 66.268,01, correspondente ao lançamento do ITR/2006, da multa proporcional (75,0%) e dos juros de mora, tendo como objeto o imóvel denominado "Fazenda Mira ou Quilombo" (NIRF 2.739.0780), com área total de 1.315,0 ha, localizado no município de Passa Vinte MO. A descrição dos fatos, os enquadramentos legais da infração e o demonstrativo da multa de oficio e dos juros de mora encontramse às fls. 02/05. A ação fiscal, proveniente dos trabalhos de revisão interna da DITR/2004 (fls. 09/12), iniciouse com o termo de intimação de fls.13/14, não atendido, para o contribuinte apresentar laudo de avaliação do imóvel, com ART/CREA, nos termos da NBR 146533 da ABNT, com fundamentação/grau de precisão II e os elementos de pesquisa identificados. Na análise da DITR/2004 e com base nos valores constantes do SIPT (Os. 08), a autoridade fiscal desconsiderou o VTN declarado, arbitrandoo, com consequente aumento do VTN tributado, tendo apurado imposto suplementar, conforme demonstrado às fls. 04. Cientificado do lançamento em 27/08/2009 (fls.19), o contribuinte protocolou em 25/09/2009, por meio de representantes legais, a impugnação de fls, 20/27, exposta nesta sessão e lastreada nos documentos de fls. 28/37, alegando, em síntese: inconformado com o procedimento fiscal, por inobservância do princípio da verdade material e arbitramento indevido do VTN, incompatível com a realidade da região, requer seja cancelado o lançamento feito em desacordo com a legislação de regência; por ser o lançamento do ITR/2004 sujeito à homologação, o prazo para lançamento suplementar é de 5 (cinco) anos, contados da ocorrência do fato gerador, no teor do § 4° 10 art. 150 do CTN; assim esse direito decaiu em 31/12/2008, tendo o lançamento suplementar, efetuado em 28/08/2009 (sic), sido atingido pela decadência; o imóvel questionado não mais lhe pertence e, não tendo constado da escritura pública a prova de quitação do ITR, esse imposto deverá ser exigido da empresa adquirente do imóvel, no teor do art.130 do CTN; transcreve acórdãos do Conselho de Contribuintes e entendimentos doutrinários, para referendar seus argumentos . Os julgadores desta I a Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, decidiram considerar a impugnação procedente, exonerando o crédito tributário formalizado por meio da referida Notificação (às fIs. 01/05), nos termos do Acórdão DRJIBSB n° 03 34.737, de 09/12/2009 . Fl. 146DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 28/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10640.720858/200959 Acórdão n.º 220201.639 S2C2T2 Fl. 2 3 Ocorre que depois de cientificado o contribuinte dessa decisão, e iniciado o procedimento contra a adquirente do imóvel rural objeto desse lançamento, no caso, a sociedade empresária Globo Construções e Terraplanagem Ltda, inscrita no CNPJ sob o n° 33.854.563/000104, os autos foram instruídos com novos documentos. Depois de analisar os termos do referido Acórdão e os documentos apresentados pela sociedade empresária interessada, em resposta ao Termo de Intimação Fiscal de fls. 50, a autoridade fiscal constatou que, dentre outros documentos, a mesma apresentou o registro imobiliário constando expressamente que o ITR exercício de 2003 a 2007 foram devidamente quitados e, com isso, embora anexado aos autos após o citado Acórdão, o mesmo atribui ao alienante FERNANDO DA SILVA MOTTA, CPF 037.260.10734, a responsabilidade pelo crédito tributário exigido nos autos, fazendo retomar o presente processo a esta DRJIBSB, por meio do Despacho de fls. 108/109, para nova análise. A DRJ ao apreciar novamente os argumentos do contribuinte, entendeu que o lançamento está correto, não reconhecendo a ilegitimidade passiva. Insatisfeito, o interessado interpõe recurso tempestivo, indicando: Ser inaceitável ao ato da administração pública que determinou a anulação da primeira decisão da DRJ. Aponta também que ocorreu um cerceamento do direito de defesa uma vez que o segundo julgamento ocorreu totalmente a revelia do recorrente, que aquela altura já tinha o assunto como encerrado. Que o crédito tributário já estava extinto pela decisão administrativa anterior. É o relatório. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 28/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso está dotado dos pressupostos legais de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. Nesse processo destacase o fato de que a DRJ inicialmente julgou improcedente o lançamento, e depois de ciência da decisão ao recorrente, decide rever seu julgamento e alterar o seu entendimento, julgando o lançamento procedente. O recorrente alega entre outro pontos, ser inaceitável ao ato da administração pública que determinou a anulação da primeira decisão da DRJ. Aponta também que ocorreu um cerceamento do direito de defesa uma vez que o segundo julgamento ocorreu totalmente a revelia do recorrente, que aquela altura já tinha o assunto como encerrado. E finalmente que o crédito tributário já estava extinto pela decisão administrativa anterior. Não há dúvidas que o procedimento adotado pela DRJ não se coaduna com o que prescreve o PAF. No âmbito federal, o processo administrativo fiscal é regulado pelo Decreto nº 70.235, de 1972 . Desta feita, as principais características do processo administrativo fiscal são: instrumento para o controle da legalidade dos atos da Administração Tributária, instrumento para outorga de direitos e para aplicação de sanções por descumprimento da obrigação tributária. O Processo Administrativo Fiscal (PAF) como instrumento para determinação do crédito fiscal é composto por duas fases, a não contenciosa e a contenciosa, a primeira se verifica com os procedimentos fiscalizatórios da administração tributária competente para fazer o lançamento e termina com o termo de encerramento de fiscalização, que será acompanhado de um auto de infração nos casos em que alguma infração da legislação tributária tenha sido constatada, a segunda, se inicia, necessariamente, com a impugnação do sujeito passivo ao mencionado auto de infração. A primeira fase constitui o lançamento do tributo, “assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível” (Código Tributário Nacional, art. 142). Na segunda fase, o contribuinte pode buscar a alteração do lançamento daquele crédito tributário através da já mencionada impugnação, a fim de questionar a validade do crédito e o seu real montante, através de reclamações e recursos administrativos e, inclusive, buscar o reconhecimento de imunidade, isenção ou compensação, à luz do contraditório e da ampla defesa assegurados ao cidadão por norma constitucionalmente positivada (art. 5º, inciso LV). Fl. 148DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 28/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10640.720858/200959 Acórdão n.º 220201.639 S2C2T2 Fl. 3 5 É de se ressaltar, que os recursos impetrados pelo contribuinte na esfera administrativa fiscal suspende a exigibilidade do crédito tributário nos exatos termos do art. 151, III do Código Tributário Nacional. O crédito tributário, a princípio, se tornará imutável na esfera administrativa fiscal por ocasião da decisão final administrativa transitada em julgado, ou seja, fase em que não mais caberia nenhum recurso administrativo, restando, apenas, a possibilidade de discussão judicial, é o chamado lançamento definitivo, onde se conhece o valor do tributo a ser pago, se for o caso, restando caracterizado como tributo devido. Temos neste momento, portanto, o montante do tributo devido, se é que há tributo a ser pago. Desta feita, sempre que uma norma se refere a tributo devemos crer que se trata de tributo devido, aquele que foi devidamente constituído através de processo administrativo fiscal, onde são devidamente observados os princípios constitucionais (principalmente o do contraditório e o da ampla defesa) e infraconstitucionais. Uma vez iniciado e concluído o processo administrativo tributário sobre um fato tributário, não cabe reapreciação do mesmo na esfera administrativa. O PAF não prescreve essa possibilidade, e o agente administrativo está obrigado a realizar apenas aquilo que a lei lhe permite. Em homenagem ao princípio da segurança jurídica e na impossibilidade de serem perenizados os conflitos, o processo administrativo, assim como o processo judicial, possui um número finito de recursos, e hipóteses específicas nas quais tais recursos são cabíveis. Deste modo, salvo melhor juízo, é nula a decisão retificadora de primeira instância do processo já anteriormente julgado e cientificado ao contribuinte. Diante do conteúdo dos autos e pela associação de entendimento sobre todas as considerações expostas no exame da matéria e por ser de justiça, voto no sentido de dar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 149DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 28/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 10680.012988/2007-86
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/07/2001 a 28/02/2005
RESPONSABILIDADE DOS ADMINISTRADORES. RELAÇÃO DE CO RESPONSÁVEIS.
DOCUMENTO INFORMATIVO.
A relação de co-responsáveis é meramente informativa do vínculo que os dirigentes tiveram com a entidade em relação ao período dos fatos geradores.
IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO DE ARGUMENTO FUNDADO EM INCONSTITUCIONALIDADE DE TRATADO, ACORDO INTERNACIONAL, LEI OU DECRETO.
Por força do art. 26A do Decreto 70.235/72, no âmbito do processo
administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.
RECEBIMENTO DE INTIMAÇÕES NO DOMICÍLIO FISCAL. INEXIGIBILIDADE DE PODERES PARA TANTO PARA O RECEBEDOR DOS DOCUMENTOS.
Em consonância com a Súmula CARF nº 9, é válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.
PREMIAÇÃO DE INCENTIVO. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO.
As premiações de produtividade devem ser compreendidas no conceito de remuneração de empregados e contribuintes individuais, integrando, fazendo parte do campo de incidência da contribuição previdenciária.
MULTA POR OMISSÕES OU INEXATIDÕES NA GFIP.
Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
RETROATIVIDADE BENIGNA. OMISSÕES E INEXATIDÕES NA GFIP. LEI 11.941/2009. REDUÇÃO DA MULTA.
As multas por omissões ou inexatidões na GFIP foram alteradas pela Lei 11.949/2009 de modo a, possivelmente, beneficiar o infrator, conforme consta do art. 32A da Lei n º 8.212/1991. Conforme previsto no art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado: quando lhe comine penalidade menos
severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
DA VEDAÇÃO AO CONFISCO COMO NORMA DIRIGIDA AO LEGISLADOR E NÃO APLICÁVEL AO CASO DE PENALIDADE PECUNIÁRIA
O Princípio de Vedação ao Confisco está previsto no art. 150, IV, e é dirigido ao legislador de forma a orientar a feitura da lei, que deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco.
Portanto, uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicá-la.
Além disso, é de se ressaltar que a multa de ofício é devida em face da infração à legislação tributária e por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária estabelecida em lei, é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do art. 150 da Constituição Federal.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2301-001.870
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nas preliminares, para deixar claro que o rol de corresponsáveis
é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos
termos do voto do Relator; II) por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais
benéfico à recorrente, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros, Leôncio Nobre de Medeiros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao recurso, no
mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A
da Lei 8.212/1991, deduzindo-se as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à recorrente.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
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RELAÇÃO DE CORESPONSÁVEIS. DOCUMENTO INFORMATIVO. A relação de coresponsáveis é meramente informativa do vínculo que os dirigentes tiveram com a entidade em relação ao período dos fatos geradores. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO DE ARGUMENTO FUNDADO EM INCONSTITUCIONALIDADE DE TRATADO, ACORDO INTERNACIONAL, LEI OU DECRETO. Por força do art. 26A do Decreto 70.235/72, no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. RECEBIMENTO DE INTIMAÇÕES NO DOMICÍLIO FISCAL. INEXIGIBILIDADE DE PODERES PARA TANTO PARA O RECEBEDOR DOS DOCUMENTOS. Em consonância com a Súmula CARF nº 9, é válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. PREMIAÇÃO DE INCENTIVO. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. As premiações de produtividade devem ser compreendidas no conceito de remuneração de empregados e contribuintes individuais, integrando, fazendo parte do campo de incidência da contribuição previdenciária. MULTA POR OMISSÕES OU INEXATIDÕES NA GFIP. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA 2 Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. RETROATIVIDADE BENIGNA. OMISSÕES E INEXATIDÕES NA GFIP. LEI 11.941/2009. REDUÇÃO DA MULTA. As multas por omissões ou inexatidões na GFIP foram alteradas pela Lei 11.949/2009 de modo a, possivelmente, beneficiar o infrator, conforme consta do art. 32A da Lei n º 8.212/1991. Conforme previsto no art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado: quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. DA VEDAÇÃO AO CONFISCO COMO NORMA DIRIGIDA AO LEGISLADOR E NÃO APLICÁVEL AO CASO DE PENALIDADE PECUNIÁRIA O Princípio de Vedação ao Confisco está previsto no art. 150, IV, e é dirigido ao legislador de forma a orientar a feitura da lei, que deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco. Portanto, uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicála . Além disso, é de se ressaltar que a multa de ofício é devida em face da infração à legislação tributária e por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária estabelecida em lei, é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do art. 150 da Constituição Federal. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nas preliminares, para deixar claro que o rol de co responsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do voto do Relator; II) por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à recorrente, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros, Leôncio Nobre de Medeiros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A da Lei 8.212/1991, deduzindose as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à recorrente. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 10680.012988/200786 Acórdão n.º 230101.870 S2C3T1 Fl. 139 3 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Leoncio Nobre de Medeiros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA 4 Relatório Tratase de Auto Infração nº 37.025.4805, lavrada em 23/10/2006, que constituiu crédito tributário relativo a multa por descumprimento da obrigação acessória de incluir em GFIP todas as contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de empregados sob a denominação prêmios pagos pela empresa Incentive House, no período de 07/2001 a 02/2005, tendo resultado na constituição do crédito tributário de R$ 693.138,56, fls. 01. Após tomar ciência postal da autuação em 27/10/2006, fls. 18, a recorrente apresentou impugnação, fls. 21/54, na qual alegou: vício de ciência, natureza não salarial das supostas verbas omitidas na GFIP, caráter confiscatório, bitributação e outras inconstitucionalidades na multa, ausência de razoabilidade, que os prêmios seriam pagamento por locação de veículos; necessidade de exclusão dos coresponsáveis. Na DecisãoNotificação de fls. 68/76, a DRP/Belo Horizonte concluiu pela procedência integral do lançamento, tendo a recorrente sido cientificada do decisório em 26/04/2007, fls. 79. O recurso voluntário, apresentado em 25/05/2007, fls. 82/121, apresentou argumentos conforme a seguir resumimos. De início, argumenta que houve vício de ciência, pois a decisão não foi recebida por qualquer representante legal da empresa. No tocante aos prêmios pagos pela empresa Incentive House S/A, alegou boa fé e insistiu não ter a parcela natureza salarial e sobre não deve incidir a contribuição previdenciária. Argumentou que os pagamentos representavam, na verdade, pagamentos por locação de veículos. Teria adotado a intermediação da Incentive House na locação de veículos por questões de logística e segurança. Pretende a relevação da multa e dos juros, ou fixação da multa em 10% pela aplicação da razoabilidade, bem como requer a exclusão da coresponsabilidade dos sócios. Reclama do caráter confiscatório da multa. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 10680.012988/200786 Acórdão n.º 230101.870 S2C3T1 Fl. 140 5 Voto Conselheiro Mauro José Silva, Relator Reconhecemos a tempestividade do recurso apresentado e dele tomamos conhecimento. Ciência de intimação. Nulidade. Inocorrência. A recorrente alega que a primeira intimação foi recebida por pessoa sem poderes para tanto, o que acarretaria sua nulidade. Como podemos notar em fls. 06/07, o Sr. Osmar do Amaral deu ciência ao Mandado de Procedimento Fiscal em 27/03/2006, apresentandose como Diretor Técnico da recorrente. Novamente, em fls. 09/12, o mesmo Diretor recebeu intimações em nome da empresa até 30/03/2006. A partir dessa data, a empresa recuouse a assinar as intimações, tendo a fiscalização deixado os respectivos Termos no estabelecimento da recorrente, fls. 13/18. Sobre a validade da ciência de intimações, este Colegiado já emitiu a Súmula CARF 09, in verbis: Súmula CARF nº 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Como se vê, o documento emitido pela fiscalização que é recebido no domicílio fiscal da autuada é considerado como de conhecimento desta, ainda que o funcionário que o receba não seja seu representante legal, pois prevalece a responsabilidade da empresa de manter funcionários diligentes em seu estabelecimento. O Poder Judiciário também acolhe entendimento no mesmo diapasão: ADMINISTRATIVO RECURSO ADMINISTRATIVO INTIMAÇÃO POSTAL DOMICÍLIO FISCAL ELEIÇÃO PELO CONTRIBUINTE CONDOMÍNIO PORTEIRO ART. 23, DO DECRETO Nº 70.235/72 1 O art. 23, II, do Decreto nº 70.235/72 dispõe que se considera realizada a intimação por via postal na data do recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Conforme prevê o citado dispositivo, não existe a obrigatoriedade de que a intimação postal seja feita com a assinatura do sujeito passivo (exigência feita tão somente às intimações pessoais art. 23, I). Para a intimação postal basta, apenas, a prova do recebimento da correspondência no Fl. 5DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA 6 domicílio fiscal, podendo ser recebida por porteiro do prédio de condomínio, data a partir da qual passa a correr o prazo processual administrativo. Precedentes de ambas as Turmas de direito público do STJ (REsp 754.210/RS; REsp 1029153/DF). 2 Apelação e remessa oficial providas: segurança denegada. 3 Peças liberadas pelo Relator, em 07/12/2009, para publicação do acórdão. (TRF1ª R. ApRN 14/05/2009 Rel. Juiz Fed. Rafael Paulo Soares Pinto DJe 29.01.2010 p. 522) Anexo CORESP. Lista apenas indicativa sem valor para inclusão na CDA. Quanto à alegação de que devem ser excluídos os dirigentes da relação de co responsáveis, não procede o argumento da recorrente. A relação de coresponsáveis é meramente informativa do vínculo que os dirigentes tiveram com a entidade em relação ao período dos fatos geradores. Não foi objeto de análise no relatório fiscal se os dirigentes agiram com infração de lei, ou violação de contrato social, ou com excesso de poderes. Uma vez que tal fato não foi objeto do lançamento, não se instaurou litígio nesse ponto. Ademais, os relatórios de coresponsáveis e de vínculos fazem parte de todos os processos como instrumento de informação, a fim de se esclarecer a composição societária da empresa no período do lançamento ou autuação, relacionando todas as pessoas físicas e jurídicas, representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação. O art. 660 da Instrução Normativa SRP n° 03 de 14/07/2005 determina a inclusão dos referidos relatórios nos processos administrativofiscais e esclarece: Art. 660. Constituem peças de instrução do processo administrativofiscal previdenciário, os seguintes relatórios e documentos: (...) X Relação de CoResponsáveis CORESP, que lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação; XI Relação de Vínculos VÍNCULOS, que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração previdenciária em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando o tipo de vínculo existente e o período correspondente; Considerando que não houve apuração de responsabilidade dos sócios no procedimento fiscal e que estes não foram intimados a apresentarem suas respectivas defesas, voto por manter a lista nominal CORESP como uma relação meramente indicativa de representantes legais já que posteriormente servirá de consulta para a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, cabendo a ressalva de que esses nomes não poderão ser inscritos imediatamente em dívida ativa tãosomente com base nesta lista. Inconstitucionalidade de tratado, acordo internacional, lei ou decreto. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 10680.012988/200786 Acórdão n.º 230101.870 S2C3T1 Fl. 141 7 Não podem ser apreciados os argumentos baseados em inconstitucionalidade de tratado, acordo internacional, lei ou decreto pelas razões que a seguir serão expostas. A competência para decidir sobre a constitucionalidade de normas foi atribuída especificamente ao Judiciário pela Constituição Federal no Capítulo III do Título IV. Em tais dispositivos, o constituinte teve especial cuidado ao definir quem poderia exercer o controle constitucional das normas jurídicas. Decidiu que caberia exclusivamente ao Poder Judiciário exercêla, especialmente ao Supremo Tribunal Federal. Por seu turno, a Lei 11.941/2009 incluiu o art. 26A no Decreto 70.235/72 prescrevendo explicitamente a proibição dos órgãos de julgamento no âmbito do processo administrativo fiscal acatarem argumentos de inconstitucionalidade, in verbis: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.” Acatando tais imposições constitucionais e legais, o Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais insiste na referida vedação, bem como já foi editada Súmula do Colegiado sobre o assunto, conforme podemos conferir a seguir: “Portaria MF nº 256, de 23 de junho de 2009 (que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF): Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Súmula CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária” Portanto, deixamos de apreciar todos os argumentos da recorrente fundados em discussão sobre constitucionalidade de tratado, acordo internacional, lei ou decreto. Prêmios. Incentive House. Com relação às premiações pagas pela empresa Incentive House, adotamos a argumentação do Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes que extraímos do voto no Recurso 253.133: “quando a Recorrente realizava um pagamento a empresa Incentive House, e esta repassava tais valores aos segurados Fl. 7DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA 8 daquela, mostrado está que a Incentive House atuou como mera intermediária entre a Recorrente e seus segurados. Assim, tal procedimento possuía o único fim de burlar o Fisco, com intuito descaracterizar a ocorrência de fato gerador de contribuição social, ou seja, retirar o caráter remuneratório das verbas pagas pela Incentive House aos segurados da Recorrente. Objetivando a desconstituição do crédito previdenciário, a Recorrente alega que os valores pagos através da empresa Incentive House S/A não dizem respeito a salários, mas sim a “premiação de incentivo”, razão pela qual não poderia incluí los em folha de pagamento, tampouco recolher o valor destinado à Seguridade Social. (...) Desta feita, caso houvesse a adequada utilização do suposto benefício “Flexcard”, corretamente regularizado e atendendo aos requisitos de público alvo, condição, termo e premiação, bastaria a empresa comprovar tais premissas, em atendimento a intimação, que tal NFLD não seria sequer emitida. Ademais, o pagamento de recompensa não pode ser estendido indiscriminadamente a todos os funcionários e colaboradores da empresa promovedora da campanha de marketing, devendo ser reservado somente àqueles participantes que obtiverem os desempenhos mais destacados. Em sendo assim, as premiações de incentivo somente se afastam da fisionomia salarial quando administradas de acordo com um regulamento detalhado, de publicação obrigatória, segundo o qual apenas um seleto grupo de funcionários ou colaboradores fará jus a uma bonificação excepcional após o alcance de uma determinada meta de produtividade. (...) Resta indubitável, portanto, que as verbas pagas aos segurados empregados e empresários, a título de “premiação”, possuem natureza salarial, e, conseqüentemente, integram o salário de contribuição, base de incidência das contribuições previdenciárias.” Assim, concluímos que tais pagamentos de prêmios por meio da empresa Incentive House tem natureza remuneratória e devem compor a base de cálculo da contribuição previdenciária. Quanto à alegação da recorrente de que os valores pagos pela Incentive House representam, na verdade, aluguel de veículos, concordamos coma decisão a quo no sentido de que tal situação não pode ser comprovada no contrato com a referida empresa de premiação, pois a recorrente alega que celebrou contrato verbal e não escrito. Fora de dúvida que se trata de modalidade de contratação possível, mas não permite às partes fazer prova perante terceiros do conteúdo do contrato. Ademais, é notório que o objeto social da empresa Incentive House não tem relação com aluguel de veículos, administração de frota ou similar. As declarações fornecidas pelos locadores de veículos de que as locações eram pagas pela empresa Incentive House não possuem idoneidade probante por serem extemporâneas. Portanto, afastamos todos os argumentos quanto à veículos. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 10680.012988/200786 Acórdão n.º 230101.870 S2C3T1 Fl. 142 9 Multa de mora e juros. Legalidade. A multa de mora e os juros de mora tem previsão legal no art. 35 da Lei 8.212/091, não havendo fundamento para sua relevação ou fixação em percentual diverso daquele constante do lançamento. Multa de ofício confisco O impugnante suscita em sua defesa o Princípio de Vedação ao Confisco está previsto no art. 150, IV, da Constituição Federal, que veda à União utilizar tributo com efeito de confisco. É descabida a alegação de confisco quanto à exigência da multa, pois a vedação estabelecida na Constituição Federal é dirigida ao legislador. Tal princípio orienta a feitura da lei, que deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco. Não observado o princípio, a lei deixa de integrar o mundo jurídico por inconstitucional. Portanto, uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicála . Além disso, é de se ressaltar que a multa é devida em face da infração à legislação tributária e por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária estabelecida em lei, é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do art. 150 da Constituição Federal. Multa por não apresentação da GFIP. Adequação ao art. 32A. O valor da multa por apresentação da GFIP com incorreções ou omissões sofreu modificações com o advento da Lei 11.941/09 que introduziu o art. 32A na Lei 8.212/91, in verbis: "Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo.” Fl. 9DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA 10 Com relação ao tema, o Código Tributário Nacional, em seu at. 106, alínea “c”, afirma expressamente que a Lei nova deverá retroagir quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na Lei vigente anterior, verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Logo, a perfeita adequação do lançamento à legalidade exige que a multa aplicada seja confrontada com a multa prevista no art. 32A da Lei 8.212/91, devendo prevalecer aquela que resultar em menor ônus para a recorrente. Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER e DAR PROVIMENTO PARCIAL ao RECURSO VOLUNTÁRIO de modo a: (i) manter a lista nominal CORESP como uma relação meramente indicativa de representantes, cabendo a ressalva de que esses nomes não poderão ser inscritos imediatamente em dívida ativa tão somente com base nesta lista; (ii) aplicar o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à recorrente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 10DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/04/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/04/2011 por MAURO JOSE SILVA
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Numero do processo: 11020.002923/2006-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/1992 a 31/10/1995 RESTITUIÇÃO. CRÉDITO RECONHECIDO EM AÇÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. O crédito reconhecido em decisão judicial que aplicou as disposições da LC nº 104/01 para vedar a compensação antes do trânsito em julgado da ação, não pode ser utilizado pelo contribuinte em desacordo com este requisito. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-001.757
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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CRÉDITO RECONHECIDO EM AÇÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. O crédito reconhecido em decisão judicial que aplicou as disposições da LC nº 104/01 para vedar a compensação antes do trânsito em julgado da ação, não pode ser utilizado pelo contribuinte em desacordo com este requisito. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 23/07/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Amauri Amora Câmara Júnior, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 704DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Relatório Entre os dias 15/08/2003 e 12/03/2004, a empresa INDÚSTRIA DE MÓVEIS RIZZON LTDA, já qualificada nos autos, apresentou os PER/DCOMP relacionados no Quadro de fl. 50, pleiteando a restituição de crédito reconhecido em decisão judicial transitada em julgado e a compensação do mesmo com os débitos declarados nos referidos PER/DCOMP. No Pedido de Restituição a empresa informa que o crédito do PIS pleiteado foi reconhecido pelo Poder Judiciário no Mandado de Segurança nº 2002.71.07.0055520, cujo trânsito em julgado teria ocorrido no dia 14/05/2003 (fls. 01/04). Comprovado que o trânsito em julgado da decisão judicial exarada no mandado de segurança informado no PER/DCOMP ocorreu somente no dia 16/03/2006 (fl. 54) e que a decisão judicial vedou expressamente a compensação antes do trânsito em julgado (fls. 129/133), o Delegado da DRF em Caxias do Sul RS não homologou as Declarações de Compensação, nos termos do Despacho Decisório DRF/CXL nº 112, de 17/04/2007 (fls. 136/138). Ciente desta decisão, a recorrente ingressou com manifestação de inconformidade com os argumentos sintetizados no relatório do acórdão recorrido, que leio em sessão. A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Porto Alegre RS indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1032.353, de 29/06/2011, cuja ementa abaixo transcrevo: DCOMP. CRÉDITO OBJETO DE AÇÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de crédito, objeto de autorização judicial, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial, que foi, no caso, expressa nesse sentido. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 10/08/2011, conforme AR de fl. 672, e, discordando da mesma, impetrou, no dia 06/09/2011, o recurso voluntário de fls. 673/687, no qual alega, em apertada síntese, que: 1 ao caso não se aplica o art. 170A do CTN “uma vez que o mesmo foi incluído pela LC nº 104, de 10 de janeiro de 2001, não tendo força retroativa e não podendo, jamais, atingir fatos geradores anteriores a sua publicação”, ou seja, os recolhimentos efetuados antes de sua vigência; 2 também não se aplica ao caso as disposições da Lei nº 10.637/02 sobre o regime de compensação posto que tratase de regra superveniente à propositura da cão judicial impetrada pela Recorrente; 3 a compensação se dá, efetivamente, “quando da análise pela autoridade administrativa do crédito pleiteado”, ou seja, “no momento em que a autoridade administrativa se manifesta em definitivo” sobre a compensação. Na forma regimental, o processo foi distribuído a este Conselheiro. Fl. 705DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11020.002923/200688 Acórdão n.º 330201.757 S3C3T2 Fl. 2 3 É o Relatório. Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relatório. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele se conhece. Como relatado, o crédito utilizado nas compensações realizadas pela Recorrente não fora reconhecido pela autoridade administrativa, que também não homologou as compensações declaradas, porque o trânsito em julgado da decisão judicial que reconheceu o direito creditório ocorreu no dia 16/03/2006, e não no dia 14/05/2003, como declarou a Recorrente. E, ainda, porque a referida decisão, com fulcro no art. 170A do CTN, proibiu expressamente a compensação antes do trânsito em julgado da decisão. Em que pese o grande esforço da defesa ao sustentar que o art. 170A do CTN não se aplica aos pagamentos, objeto de pedido de restituição, realizados antes da vigência da LC 104/01 e que a compensação declarada na vigência da Lei nº 10.237/__ considerase efetivamente realizada com a decisão definitiva da autoridade administrativa. Sobre estes argumentos da Recorrente, de plano, ratifico os fundamentos da decisão recorrida, que adoto integralmente. Quando a Recorrente impetrou o mandado de segurança (julho de 2002) já estava em vigor o art. 170A do CTN e o TRF4ª/R aplicouo como fundamento legal de sua decisão de proibir a Recorrente de realizar compensação antes do trânsito em julgado da ação. Embora, eventualmente, proceda o argumento da Recorrente (o que não concordo), ainda assim não há como afastar a decisão proferida no mandado de segurança sobre o momento de efetuar a compensação em tela. Quanto ao momento em que a compensação se considera realizada é absolutamente sem fundamento o argumento da Recorrente. O art. 74 da Lei nº 9.430/96, com a redação da Lei nº 10.637/02, é cristalino ao afirmar que a compensação feita pelo contribuinte produz todos os seus efeitos a partir da data da apresentação da declaração de compensação. Não há, na legislação tributária sequer referência ao trânsito em julgado de decisão administrativa como sendo o momento em que se considera realizado a compensação feita e declarada pelo contribuinte. No mais, com fulcro no art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991, adoto e ratifico os fundamentos do acórdão de primeira instância. 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 706DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Fl. 707DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 13896.001051/2007-48
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/1999 a 31/12/2005
DECADÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. APLICAÇÃO, AO RESPECTIVO PRAZO DECADENCIAL, DO ARTIGO 150, PARÁGRAFO 4º. DO CTN. OBSERVÂNCIA DA DECISÃO DO STJ PROFERIDA EM JULGAMENTO DE RECURSO REPETITIVO.
Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, se houve pagamento antecipado, o respectivo prazo decadencial é regido pelo artigo 150, parágrafo 4º. do CTN, nos termos do entendimento pacificado pelo STJ, em julgamento de recurso especial, sob o rito de recurso repetitivo, tendo em vista o previsto no artigo 62-A do Regimento Interno do CARF.
Numero da decisão: 9202-002.022
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos
FISCAIS, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para reconhecer a decadência dos fatos geradores até setembro de 2001
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. APLICAÇÃO, AO RESPECTIVO PRAZO DECADENCIAL, DO ARTIGO 150, PARÁGRAFO 4º. DO CTN. OBSERVÂNCIA DA DECISÃO DO STJ PROFERIDA EM JULGAMENTO DE RECURSO REPETITIVO. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, se houve pagamento antecipado, o respectivo prazo decadencial é regido pelo artigo 150, parágrafo 4º. do CTN, nos termos do entendimento pacificado pelo STJ, em julgamento de recurso especial, sob o rito de recurso repetitivo, tendo em vista o previsto no artigo 62A do Regimento Interno do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para reconhecer a decadência dos fatos geradores até setembro de 2001 (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 897DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13896.001051/200748 Acórdão n.º 9202002.022 CSRFT2 Fl. 2 2 Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Pedro Anan Junior, Marcelo Oliveira, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Manoel Coelho Arruda Junior, Elias Sampaio Freire, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Gonçalo Bonet Allage e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Tratase de recurso especial de divergência interposto pelo contribuinte. Lavrouse auto de infração contra o contribuinte para a exigência de diferenças no recolhimento de contribuições previdenciárias, relativas ao período de 06/1999 a 12/2005, diferenças essas oriundas da não inclusão de valores pagos a segurados empregados, por meio de cartões de premiação, na base de cálculo das contribuições em questão. O contribuinte apresentou defesa às fls. 425/467 dos autos. Manifestouse sobre o relatório fiscal complementar às fls. 569/580 dos autos. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (fls. 633/646) julgou o lançamento procedente, nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/1999 a 31/12/2005 NFLD DEBCAD N° 37.031.1132, de 27/10/2006. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. O saláriodecontribuição compreende a totalidade dos rendimentos incluindo os ganhos habituais sob a forma de utilidades. PREMIO. NATUREZA SALARIAL É forma de salário vinculado a fator de ordem pessoal do empregado, via de regra, sua produção. Os valores creditados aos empregados, a titulo de prêmios de incentivo ao incremento da produtividade, constituem base de cálculo de contribuição previdenciária, não se enquadrando nas hipóteses taxativas de exclusão do § 9° do art. 28 da Lei 8.212./91. PREVIDENCIÁRIO A Empresa é obrigada a arrecadar, mediante desconto, a contribuição devida incidente sobre a remuneração do segurado empregado e recolher no prazo legal. (Art. 30, I "a" e "h" da Lei n.° 8.212/91). Fl. 898DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13896.001051/200748 Acórdão n.º 9202002.022 CSRFT2 Fl. 3 3 AUSÊNCIA DE DAD – DISCRIMINATIVO ANALÍTICO DE DÉBITO. A entrega de referido documento, através de arquivo magnético, com comprovação de recebimento pelo sujeito passivo, suprime a entrega impressa. LANÇAMENTO POR ARBITRAMENTO.E licita a apuração por aferição indireta do salário de contribuição quando a documentação comprobatória é apresentada de forma deficiente. DECADÊNCIA. o prazo decadencial para o lançamento de contribuições previdenciárias é de 10 anos. ELISÃO. O pagamento de prêmio por meio de empresa interposta não elide a obrigação tributária. TAXA SELIC. Sobre as contribuições sociais em atraso incidem, a partir de 01/04/97, juros equivalentes a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, e multa de mora, de caráter irrelevável. Lançamento Procedente O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 650/693). A 4° Câmara da 2° Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento do CARF (fls. 717/722) deu parcial provimento ao recurso do contribuinte, nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/1999 a 31/12/2005 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante no 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. PROGRAMA DE INCENTIVO. PREMIO ATRAVÉS DE CARTÃO. GRATIFICAÇÃO. REMUNERAÇÃO. INCIDÊNCIA. A verba paga pela empresa aos segurados por intermédio de programa de incentivo, mesmo através de cartões de premiação, constitui gratificação e portanto, tem natureza salarial e deve integrar o SaláriodeContribuição (SC). RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Por maioria de votos, acolheuse a preliminar de decadência, relativamente às “contribuições apuradas nas competências até 11/2000, anteriores a 12/2000, pela regra expressa no I, Art. 173, CTN”. O contribuinte interpôs recurso especial às fls. 770/787 dos autos. Sustentou a aplicação do artigo 150, §4°, do CTN. Segundo a recorrente: Fl. 899DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13896.001051/200748 Acórdão n.º 9202002.022 CSRFT2 Fl. 4 4 “Nesse sentido, a não inclusão de valores supostamente pagos aos segurados empregados por meio de cartão de premiação na base de cálculo das contribuições previdenciárias retidas e recolhidas no período da atuação, não tem o condão de descaracterizar tais recolhimentos anteriormente realizados. Pois bem, tendo realizado a apuração e retenção dos valores devidos a titulo de contribuições previdenciárias, a Recorrente procedeu à antecipação dos montantes de contribuições previdenciárias que entendia serem devidos no período objeto da autuação fiscal ora guerreada. Em outras palavras, tendo em vista que a Recorrente regularmente efetuou a apuração, retenção e o recolhimento antecipado dos valores de contribuições previdenciárias devidas no período de 06/1999 a 12/2005, ainda que prevaleça a tese sustentada no r. acórdão recorrido, o que não se crê, não há como refutar a aplicação da regra especifica de decadência, o que impõe a utilização da regra do artigo 150, parágrafo 4° do Código Tributário Nacional. Resta, portanto, evidente que o prazo decadencial para o fisco efetuar o lançamento de supostas diferenças findou com a ocorrência do qüinqüênio contado da data dos supostos fatos geradores lançados.” A Fazenda Nacional apresentou suas contrarrazões às fls. 877/844. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora O presente recurso especial é tempestivo. Preenche, também, os demais requisitos de admissibilidade, tendo em vista que a recorrente logrou demonstrar a divergência jurisprudencial suscitada. A discussão referese ao artigo de regência do prazo decadencial nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação. É de se reconhecer, conforme alegado pelo recorrente, que de fato houve pagamento antecipado parcial. Fl. 900DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13896.001051/200748 Acórdão n.º 9202002.022 CSRFT2 Fl. 5 5 Com efeito, a autuação decorreu de diferenças apuradas no recolhimento de contribuições previdenciárias, relativas ao período de 06/1999 a 12/2005. Tais diferenças são originárias da não inclusão de valores pagos a segurados empregados, por meio de cartões de premiação, na base de cálculo das contribuições. Ora, se assim é, não há dúvida que pagamento antecipado houve, ainda que parcial. Ressaltese que o entendimento desta relatora sempre foi no sentido de que, nos termos do artigo 150, parágrafo 4o., do CTN o que se homologa é a atividade do contribuinte e não o pagamento, de tal forma que, para o julgamento, não interessava a ocorrência ou não do pagamento. Conforme recente alteração do Regimento Interno do CARF, impõese a este tribunal administrativo a reprodução dos julgados definitivos proferidos pelo STF e pelo STJ, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C do Código de Processo Civil. Diante disso, temse que o STJ já enfrentou o tema objeto do presente recurso especial, julgandoo sob o rito dos recursos repetitivos, no seguinte sentido: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, Fl. 901DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13896.001051/200748 Acórdão n.º 9202002.022 CSRFT2 Fl. 6 6 "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Desta forma, é de se ter que, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo decadencial será regido pelo artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional, no caso de não ter havido o pagamento antecipado do tributo por parte do contribuinte e que será regido pelo artigo 150, parágrafo 4º, no caso da ocorrência do pagamento antecipado. Assim prevaleceu o entendimento segundo o qual o que se homologa é o pagamento. No presente caso, o período apurado foi o seguinte: 06/99, 08 a 12/99, 01 a 12/2000, 01/2001, 05 a 12/2001, 01 a 12/2002, 01 a 12/2003, 01 a 12/2004, 01 a 12/2005. A cientificação do sujeito passivo deuse em 27 de outubro de 2006. Tendo em vista a ocorrência do pagamento antecipado parcial, e pois a incidência do artigo 150, §4°, do CTN, a decadência atingiu os fatos geradores ocorridos até 09/2001, incluindo esta competência. Fl. 902DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13896.001051/200748 Acórdão n.º 9202002.022 CSRFT2 Fl. 7 7 Diante do exposto, adotando o entendimento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, por força do disposto no artigo 62A do regimento interno, dou provimento ao recurso especial do contribuinte. Sala das Sessões, em 20 de março de 2012. (assinado digitalmente) 20 de março de 2012 Susy Gomes Hoffmann Fl. 903DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/04/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 10580.731724/2010-59
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2011 RECURSO. PEREMPÇÃO. NÃO-CONHECIMENTO. Não se conhece de recurso perempto, apresentado após o trintídio legal.
Numero da decisão: 1803-001.383
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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PEREMPÇÃO. NÃOCONHECIMENTO. Não se conhece de recurso perempto, apresentado após o trintídio legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Viviani Aparecida Bacchmi. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/07/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10580.731724/201059 Acórdão n.º 180301.383 S1TE03 Fl. 51 2 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 27 e 28): Tratase de Notificação de Lançamento exigindo a multa pelo atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, com base no art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, com redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Inconformada com a exigência, a contribuinte apresentou impugnação, alegando em sua defesa, em síntese: 1. Não houve qualquer omissão, supressão ou atraso no recolhimento dos tributos e contribuições federais pela impugnante, isto é, todo o crédito tributário derivado de obrigação principal, conforme o § 1º do artigo 113 do CTN, foi recolhido integral e tempestivamente pelo município; 2. A não apresentação da DCTF de forma mensal se deveu, na verdade, ao período de adaptação dos processos administrativos de recolhimento e declaração a uma nova sistemática legal, devendo ser reconhecido que, em função da multiplicidade de deveres acessórios impostos pela Fazenda Nacional, e pela dimensão e complexidade da impugnante, município capital do Estado da Bahia, é razoável a ocorrência de pequenas “turbulências” durante a transição entre um regime legal de operação administrativa e uma nova disciplina normativa; 3. Tanto isso é verdade que a impugnante, ao final do semestre, período de declaração pela antiga disciplina legislativa, ao constatar o equívoco quanto aos prazos e periodicidade da entrega da DCTF, imediatamente procedeu à confecção e remessa de suas declarações, cumprindo, de modo pleno e regular, suas obrigações acessórias, de modo espontâneo, antes de qualquer interpelação ou ato de exigência coercitiva; 4. Constatase, portanto, a ausência de qualquer prejuízo à arrecadação federal, bem como a inexistência de máfé ou propósito de sonegação por parte da impugnante, devendose aplicar ao caso a regra de equidade, o sentido de justiça no caso concreto que permite, ao agente aplicador da legislação tributária, mitigar o rigor de suas disposições punitivas, conforme o inciso IV do artigo 108 do CTN, devendo ser ressaltado que, na presente situação, se discute apenas a supressão de multa punitiva, e não de obrigação principal, o que seria vedado pelo § 2º do artigo 108 do CTN; 5. A possibilidade de aplicação de equidade fica ainda mais evidente quando se constata que a recente alteração legislativa, que resultou no equívoco de aferição de prazo para DCTF pela impugnante, gera dúvidas quanto “às circunstâncias materiais do fato”, que a prova do recolhimento integral do tributo impõe dúvidas quanto “à natureza ou extensão dos seus efeitos”, e que a natureza de ente público da impugnante controverte quanto a sua “imputabilidade, ou punibilidade”, e, deste modo, preenchidos os requisitos dos incisos II e III do artigo 112 do CTN, é de se aplicar uma interpretação mais favorável ao “acusado”, restando certo que a multa aplicada deve ser suprimida; Fl. 51DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/07/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10580.731724/201059 Acórdão n.º 180301.383 S1TE03 Fl. 52 3 6. O dever do contribuinte de apresentar declaração à Receita Federal do Brasil sobre elementos relacionados aos fatos geradores dos créditos tributários federais, via DCTF, é uma obrigação tributária acessória, um fazer imposto pela Administração Tributária para facilitar sua atividade de fiscalização, já que impõe ao próprio contribuinte fiscalizado que forneça à Receita Federal do Brasil os elementos para aferição da regularidade dos seus recolhimentos; 7. Ademais, como admitido pela Notificação de Lançamento impugnada, a DCTF foi entregue antes de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, e, por isso, nos termos do artigo 138 do CTN, se caracteriza a denúncia espontânea da infração, com exclusão da responsabilidade pelo pagamento de qualquer penalidade; 8. A própria multa aplicada ultrapassa em muito a sua função punitiva e educativa, possuindo efeito de confisco e violando a proporcionalidade nos seus parâmetros necessidade e conformidade. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 26): ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2010 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO. A apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais em atraso pelo contribuinte enseja a exigência, pelo Fisco, da multa prevista na legislação tributária. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO APLICABILIDADE. Os efeitos da denúncia espontânea não se aplicam às obrigações acessórias cumpridas extemporaneamente. DCTF ENTREGUE EM ATRASO. MULTA. PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO. DESCABIMENTO. A vedação constitucional quanto à instituição de exação de caráter confiscatório referese a tributo, e não a multa, e se dirige ao legislador, e não ao aplicador da lei. EQUIDADE. AFASTAMENTO DA MULTA. VINCULAÇÃO. Aos julgadores das Delegacias de Julgamento da Receita Federal do Brasil falece competência para o afastamento, em função do princípio da equidade, de multa de ofício lançada em conformidade com a legislação de regência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido. 3. Cientificada da referida decisão em 01/03/2012 (fls. 34), em 03/04/2012, apresenta a interessada Recurso de fls. 35 a 45, instruído com o documento de fls. 46, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/07/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10580.731724/201059 Acórdão n.º 180301.383 S1TE03 Fl. 53 4 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Intempestividade do Recurso 4. Dispõe o art. 33 do Processo Administrativo Fiscal – PAF (Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972): Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. 5. Assim, cientificada em 01/03/2012, uma quintafeira (fls. 34), dispunha o Recorrente do prazo de trinta dias para apresentar a sua inconformidade contra a decisão recorrida, prazo esse que se escoou impreterivelmente no dia 02/04/2012, uma segundafeira. 6. Tendo apresentado o seu recurso apenas em 03/04/2012 (fls. 35), está este perempto (art. 35 do PAF). 7. Por conseguinte, aplicase ao presente caso o disposto no art. 42, inciso I, do PAF: Art. 42. São definitivas as decisões: I de primeira instância, esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; 8. Ressaltese, por fim, que, ainda que assim não fosse, não teria qualquer sucesso o Recurso apresentado, não só em face da falta de competência legal deste Colegiado para aplicação de equidade, como, também, em vista do contido nas Súmulas CARF nºs 49 (denúncia espontânea) e 2 (multa confiscatória e desproporcional), de seguinte teor: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 53DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/07/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10580.731724/201059 Acórdão n.º 180301.383 S1TE03 Fl. 54 5 Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NÃO CONHECER DO RECURSO, por perempto. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 54DF CARF MF Impresso em 09/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/07/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES
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