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Numero do processo: 15504.012260/2008-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS MEDIANTE DESCONTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A SEGURADOS EMPREGADOS. VALORES PAGOS A TÍTULO DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS. LANÇAMENTO PRINCIPAL JULGADO IMPROCEDENTE. Uma vez que já foram julgadas por este Conselho os Autos de infração nos quais fora efetuado o lançamento das contribuições previdenciárias sobre as quais deveriam ter sido efetuados os descontos da parte dos empregados, oportunidade na qual estas foram consideradas como indevidas, outra não pode ser a conclusão, senão pela anulação do presente auto de infração.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2402-002.726
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Julio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ewan Teles Aguiar, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS MEDIANTE DESCONTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A SEGURADOS EMPREGADOS. VALORES PAGOS A TÍTULO DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS. LANÇAMENTO PRINCIPAL JULGADO IMPROCEDENTE. Uma vez que já foram julgadas por este Conselho os Autos de infração nos quais fora efetuado o lançamento das contribuições previdenciárias sobre as quais deveriam ter sido efetuados os descontos da parte dos empregados, oportunidade na qual estas foram consideradas como indevidas, outra não pode ser a conclusão, senão pela anulação do presente auto de infração. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrente PROLOGI CONS LOGISTICA EMPRESARIAL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS MEDIANTE DESCONTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A SEGURADOS EMPREGADOS. VALORES PAGOS A TÍTULO DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS. LANÇAMENTO PRINCIPAL JULGADO IMPROCEDENTE. Uma vez que já foram julgadas por este Conselho os Autos de infração nos quais fora efetuado o lançamento das contribuições previdenciárias sobre as quais deveriam ter sido efetuados os descontos da parte dos empregados, oportunidade na qual estas foram consideradas como indevidas, outra não pode ser a conclusão, senão pela anulação do presente auto de infração. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Julio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 01 22 60 /2 00 8- 90 Fl. 625DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ewan Teles Aguiar, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 626DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO Processo nº 15504.012260/200890 Acórdão n.º 2402002.726 S2C4T2 Fl. 571 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por PROLOGI CONSULTORIA E LOGÍSTICA LTDA, em face de acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração n. 37.157.0590, lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente deixado arrecadar mediante descontos as contribuições previdenciárias de segurados incidentes sobre valores que lhes foram creditados a título de locação de veículos. Consta do relatório fiscal que foi apurada a existência de conta denominada LOCAÇÃO DE VEÍCULOS na contabilidade. Diante de tal fato, requeridos os esclarecimentos sobre os pagamentos efetuados, a recorrente apresentou à fiscalização extratos bancários e contratos de locação de veículos firmados com os seus segurados empregados. Ao que se depreende das ponderações do fiscal autuante os segurados empregados, proprietários dos veículos, eram os locadores dos veículos à recorrente, tida como locatária. Sobre a natureza dos contratos de locação, assim constou do relatório fiscal da infração: [..]Foi constatado que, apesar de o veiculo ficar em poder do empregado da empresa, não foi apresentada documentação que comprove uma prestação de contas, um controle da quantidade de quilômetros rodados por cada veiculo. A inexistência de documentação que discrimine as despesas realizadas pelos empregados com os veículos locados faz concluir que a auditada não tem controle sobre o uso da coisa por ela locada. Pode o empregado utilizarse do veiculo do modo que lhe convier, tanto para a execução do trabalho como para o seu uso pessoal. 9. 0 valor mensal acordado pela locação entre a auditada (locatária) e o empregado, na condição de suposto locador, 6, em média, equivalente a 59% do valor do salário mensal do trabalhador. [...] 11. Devese ressaltar que a utilização de contratos de locação de veículos não aconteceu de forma esporádica e nem tampouco em casos isolados. Ao longo do ano de 2004, a auditada firmou contratos de locação de veículos com 53 de seus 140 empregados (média do ano), contratos esses que chegaram a um montante total de R$ 183.480,13 (cento e oitenta e três mil, quatrocentos e oitenta reais e treze centavos) no ano de 2004. 12. Vale mencionar que a periodicidade inicial de cada contrato de locação era de um ano, ficando comprovado, dessa forma, a habitualidade dos ganhos por parte do empregado, e que esses contratos poderiam ser renovados sistematicamente enquanto durasse o contrato de trabalho do empregado. Fl. 627DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO 4 13. Ressaltamos que, o fato de a empresa denominar as parcelas pagas como parcelas do contrato de locação não modifica sua natureza jurídica de remuneração, visto que tal valor acresceu o patrimônio do empregado, tendo sido concedido como um plus na sua remuneração em decorrência do vinculo laboral. [...] 18. Para que o ressarcimento de despesas pelo uso do veiculo se exclua do campo de incidência da contribuição previdenciária, fazse necessário que haja a comprovação de que o pagamento não se reverteu em prol do empregado, mas que representou apenas o reembolso de uma despesa tida como condição imprescindível para a execução do serviço. Caso contrário, o pagamento se situa no caso geral estabelecido pelo artigo 28, I da Lei n° 8.212/91. O lançamento compreende o período de 01/2004 a 12/2004, tendo sido o contribuinte cientificado em 22/07/2008 (fls. 01). Devidamente intimado do julgamento em primeira instância (fls. 543/547), a recorrente interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: que executa a prestação dos serviços em diversos entes de nossa Federação, necessitando que seus empregados realizassem deslocamentos constantes aos locais efetivos da execução dos serviços contratados, motivo pelo qual necessitavam ter à sua disposição veículos a fim de executarem os serviços prestados pela recorrente; que tal fato, contudo, não era, e nunca foi impeditivo à contratação dos empregados. Mas, com fim de cumprir a prestação dos serviços, sempre foi imprescindível a utilização de automóveis (próprios ou não) pelos seus colaboradores; que no período auditado (janeiro de 2004 a dezembro de 2004), conforme contratos juntados, não havia uma única modalidade de locação de yeículos, mas, no mínimo três. 1) locação de empresas especializadas; 2) locação de terceiros pessoas físicas e 3) locação dos próprios funcionários; que nos contratos com empresas especializadas em locação de veículos, os valores praticados eram muito maiores do que os acordados com os empregados que locavam seus veículos à empresa; que na segunda modalidade de locação (terceiros) o pagamento da verba relativa ao aluguel era repassada a terceiros, e não aos seus segurados empregados, o que não permite a sua caracterização como salário; que caso os empregados não possuíssem veículo próprio e o quisessem locar à recorrente, esta disponibilizava ao Fl. 628DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO Processo nº 15504.012260/200890 Acórdão n.º 2402002.726 S2C4T2 Fl. 572 5 mesmo outros veículos ( locados de empresas especializadas ou terceiros pessoas físicas) para que então pudesse exercer suas atividades; que a locação de veículos de empregados era prática excepcional e foi elevada no ano de 2004 em razão das necessidade dos clientes da recorrente; que muitos dos funcionários que constaram no anexo do Auto de Infração não laboraram durante todo o ano na empresa, tendo sido rescindidos os seus contratos de locação; que havia, em alguns contratos, o adicional por quilometro rodado, vez que, existiam funcionários que realizavam um percurso mais extenso para exercer suas atividades laborais. Tal medida se tornava necessária, com o fim de ressarcir o desgaste e a depreciação extra que o veiculo sofria. Este Complemento, por assim dizer, foi estipulado quando o deslocamento superasse os 2.000 km/mês, o que demonstra a preocupação da Recorrente em apenas ressarcir as despesas em virtude de maior desgaste do automóvel utilizado; que os valores pagos eram efetivamente indenizatórios das despesas incorridas com os veículos, não podendo, portanto, estarem sujeitos à incidência de contribuições previdenciárias; que a cláusula 3.2 dos contratos previam que o valor da locação determinava estarem nele englobados todas as despesas de pedágios, combustível, impostos, licenciamentos, manutenção preventiva, estacionamentos, multas, etc.; cita doutrina e jurisprudência no sentido de que o aluguel de veículos de empregados não pode ser considerado como salário de contribuição; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 629DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO 6 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. MÉRITO Antes mesmo de analisar qualquer das teses objeto do recurso voluntário, cumpre apontar que este Eg. Conselho já julgou os processos administrativos n. 15504.012255/200887 e 15504.012253/200898, em cuja oportunidade restou decidido que os valores de locação de veículos de propriedade de seus empregados, não poderia ter sido considerado como fato gerador de contribuições previdenciárias, quando então fora analisada toda a tese de defesa objeto do recurso voluntário. Confirase a ementa dos julgados, com textos idênticos: “CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. LOCAÇÃO PELA EMPREGADORA DE VEÍCULOS DE PROPRIEDADE DOS EMPREGADOS DA EMPRESA. SALÁRIO UTILIDADE. NECESSIDADE DA LOCAÇÃO PARA A PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS CONTRATADOS. AUSÊNCIA DE RECIBOS DE DESPESAS INCORRIDAS COM O USO DO VEÍCULO. DESNECESSIDADE EM FACE DO CARACTERIZADO REEMBOLSO DE DESPESAS INCORRIDAS. NÃO INCIDÊNCIA. A locação de veículos dos empregados da empresa, quando demonstrada a necessidade de tal providência para que os serviços venham a ser prestados pelo contratado enseja o entendimento de que os valores pagos, a princípio o são em decorrência da natureza do serviços prestado, e não como retribuição pelo serviço prestado. Não obstante, o fato de não haverem sido carreados aos autos recibos ou comprovantes das despesas incorridas na utilização do veículo para fins de reconhecimento da isenção preconizada pelo art. art. 28, § 9o, alínea “s”, da Lei 8.212/91, fica elidido em razão de que, no presente caso, é o empregado quem fica responsável e assume o risco pelas despesas de combustível, manutenção, taxas, pedágios, dentre outras, inerentes e notórias ao uso do veículo para a prestação dos serviços contratados antes de receber os valores da locação. Recurso Voluntário Provido”. Por tais motivos, outra não pode ser a conclusão senão pelo acatamento de referidos fundamentos no julgamento do presente recurso, uma vez que os argumentos de defesa apresentados pela recorrente são os mesmos daqueles que já vieram a ser analisados por este Eg. Conselho nos autos dos processos acima indicados. Fl. 630DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO Processo nº 15504.012260/200890 Acórdão n.º 2402002.726 S2C4T2 Fl. 573 7 Reconhecido que os valores de locação pagos não podem ser considerados na base de cálculo das contribuições previdenciárias, por certo que também não há de ser mantido Auto de Infração que aplica multa por ter deixado a recorrente de ter recolhido contribuições dos empregados também sobre referida rubrica. Ante todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 631DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO
score : 1.0
Numero do processo: 10120.005946/2010-30
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2009
APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS EM SEDE RECURSAL.
Tendo sido os documentos apresentados na impugnação e apreciados pela autoridade fiscalizadora em diligência, não é cabível que estes sejam re-analisados em sede recursal, quando se verifique que não se destinam a contrapor quaisquer fatos ou razões posteriormente trazidas nos autos, nos termos do art. 16, § 4º, c, do Decreto nº 70.235/72.
PARCELAMENTO DO DÉBITO.
Compete ao Delegado da Receita Federal do Brasil analisar a regularidade do parcelamento realizado e, em sendo o caso, determinar a extinção dos créditos tributários.
RETROATIVIDADE BENIGNA. POSSIBILIDADE.
Tendo-se em conta a alteração da legislação que trata das multas previdenciárias, deve-se analisar a situação específica de cada caso e optar pela penalidade que seja mais benéfica ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-003.073
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para recálculo da multa nos termos do artigo 35 da Lei n° 8.212/91 vigente à época dos fatos geradores, observado o limite de 75%.
Julio César Vieira Gomes - Presidente.
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ana Maria Bandeira, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2009 APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS EM SEDE RECURSAL. Tendo sido os documentos apresentados na impugnação e apreciados pela autoridade fiscalizadora em diligência, não é cabível que estes sejam re-analisados em sede recursal, quando se verifique que não se destinam a contrapor quaisquer fatos ou razões posteriormente trazidas nos autos, nos termos do art. 16, § 4º, c, do Decreto nº 70.235/72. PARCELAMENTO DO DÉBITO. Compete ao Delegado da Receita Federal do Brasil analisar a regularidade do parcelamento realizado e, em sendo o caso, determinar a extinção dos créditos tributários. RETROATIVIDADE BENIGNA. POSSIBILIDADE. Tendo-se em conta a alteração da legislação que trata das multas previdenciárias, deve-se analisar a situação específica de cada caso e optar pela penalidade que seja mais benéfica ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para recálculo da multa nos termos do artigo 35 da Lei n° 8.212/91 vigente à época dos fatos geradores, observado o limite de 75%. Julio César Vieira Gomes - Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ana Maria Bandeira, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.
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Tendo sido os documentos apresentados na impugnação e apreciados pela autoridade fiscalizadora em diligência, não é cabível que estes sejam re analisados em sede recursal, quando se verifique que não se destinam a contrapor quaisquer fatos ou razões posteriormente trazidas nos autos, nos termos do art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/72. PARCELAMENTO DO DÉBITO. Compete ao Delegado da Receita Federal do Brasil analisar a regularidade do parcelamento realizado e, em sendo o caso, determinar a extinção dos créditos tributários. RETROATIVIDADE BENIGNA. POSSIBILIDADE. Tendose em conta a alteração da legislação que trata das multas previdenciárias, devese analisar a situação específica de cada caso e optar pela penalidade que seja mais benéfica ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 59 46 /2 01 0- 30 Fl. 2096DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para recálculo da multa nos termos do artigo 35 da Lei n° 8.212/91 vigente à época dos fatos geradores, observado o limite de 75%. Julio César Vieira Gomes Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ana Maria Bandeira, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 2097DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 10120.005946/201030 Acórdão n.º 2402003.073 S2C4T2 Fl. 2.097 3 Relatório Tratase de auto de infração lavrado em 19/07/2010, decorrente do não recolhimento dos valores referentes à contribuição dos segurados e da contribuição incidente sobre as remunerações pagas aos contribuintes individuais, autônomos, comissionados e agentes políticos que lhe prestaram serviços, no período de 01//01/2007 a 31/12/2009, inclusive a competência 13/2009. A Recorrente apresentou documentos buscando demonstrar a regularidade da sua escrituração (fls. 243/1910). A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF, ao analisar o processo (fls. 1920/1922), determinou a realização de diligência para que fossem analisados os documentos trazidos pela Recorrente. Em resposta à diligência proposta (fls. 1924/1946), a Autoridade Fiscal informou que foram abatidos os valores decorrentes das infrações justificadas pela Recorrente. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília – DF, considerando a manifestação apresentada pela Recorrente como impugnação (fls. 1971/1980), julgou o lançamento parcialmente procedente, entendendo que: (i) a Recorrente é considerada empresa para fins previdenciários; (ii) reconhece que não apresentou as informações na forma estabelecida pela Previdência e pela Receita Federal do Brasil, sob a alegação de que é uma instituição pública; (iii) o crédito tributário deve ser retificado, conforme manifestação firmada pela autoridade tributária em resposta ao pedido de diligência; e (iv) no momento do pagamento ou parcelamento do débito pela Recorrente, a multa aplicada deverá ser analisada para fins de retificação e aplicação da penalidade mais benéfica. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 2003/2089) alegando que as diferenças relativas às competências de 01/2007 a 07/2008, 01/2009 e 05/2009 a 13/2009 foram comprovadas, bem como que os valores autuados nas competências de 08/2008, 09/2008, 10/2008, 11/2008, 12/2008, 13/2008, 02/2009, 03/2009 e 04/2009, foram parcelados. É o relatório. Fl. 2098DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Recorrente alega que as diferenças relativas às competências de 01/2007 a 07/2008, 01/2009 e 05/2009 a 13/2009 foram comprovadas, devendo ser excluídas da presente autuação. No entanto, analisando as competências compreendidas entre 08/2009 e 11/2009, os valores dessas competências foram retificados para zero, conforme reconhecido pela DRJ (fls. 1976/1979), razão pela qual não há mais propósito em apreciálas. Já em relação às demais competências, vale destacar que a Recorrente, em seu recurso, traz parte dos documentos que já foram apresentados por ocasião do Ofício nº 121/2010 e que também já foram considerados tanto pela autoridade fiscal quando da baixa em diligência quanto pela DRJ para a elaboração da planilha dos valores desta autuação que foram extintos, não havendo qualquer elemento contundente para contestar o saldo remanescente. Cumpre ressaltar que, tendo sido os documentos apresentados na impugnação e apreciados pela autoridade fiscalizadora em diligência, não é cabível, em sede de recurso, que estes sejam novamente analisados, mormente quando não contrapõem quaisquer fatos ou razões posteriormente trazidas nos autos, nos termos do art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/72, in verbis: “Art. 16. A impugnação mencionará: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)” Outrossim, destacase que, conforme mencionado pela d. DRJ à fl. 1.868, a Recorrente não apresentou qualquer manifestação em relação ao resultado da diligência, o que demonstra que desde a apresentação dos ofícios (tidos como impugnação), a Recorrente não buscou mais contestar efetivamente o crédito tributário apurado. Destarte, não merece provimento a alegação da Recorrente neste ponto. Fl. 2099DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 10120.005946/201030 Acórdão n.º 2402003.073 S2C4T2 Fl. 2.098 5 Por sua vez, a Recorrente alega que parcelou os valores remanescentes, devendo ser cancelado o débito fiscal autuado. Contudo, não cabe a este CARF analisar o eventual parcelamento do débito realizado pela Recorrente. Caso esta, de fato, tenha parcelado os tributos exigidos na presente autuação, compete ao Delegado da Receita Federal do Brasil da sua localidade realizar o encontro de contas e determinar a extinção da autuação. Por fim, deve ser aplicado o princípio da retroatividade benigna para reduzir a multa imposta. No caso de descumprimento de obrigação principal, a penalidade anteriormente vigente variava de acordo com a fase processual do lançamento (de 24% a 50%, no âmbito do processo administrativo fiscal), conforme a redação revogada do art. 35 da Lei nº 8.212/19911. Com o advento da MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/09, a referida norma passou a ser regulamentada pelo art. 44, da Lei nº 9.430/962, que prevê multa de 75%. Como se verifica no Discriminativo do Débito DD (fls. 8/21), a fiscalização aplicou a legislação trazida pela MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/09, para parte dos fatos geradores autuados. No entanto, em relação aos fatos geradores ocorridos no período de 01/2007 a 11/2008 (anteriores à publicação da MP nº 449/2008, que ocorreu no D.O.U. de 04/12/2008), é mister que seja aplicada a penalidade vigente naquela época, posto que inferior ao percentual de 75% que foi utilizado integralmente neste processo administrativo. Não obstante, em que pese a multa prevista no art. 35 da Lei nº 8.212/91 (antes da alteração promovida pela Lei nº 11.941/2009) ser mais benéfica na atual situação em que se encontra a presente autuação, caso esta venha a ser executada judicialmente, poderá ser reajustada para o patamar de até 100% do valor principal. Neste caso, considerando que a multa prevista pelo art. 44 da Lei nº 9.430/96 limitase ao percentual de 75% do valor principal, deve esta ser aplicada caso a multa prevista 1 “Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (...) II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (...)” 2 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) Fl. 2100DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 6 no art. 35 da Lei nº 8.212/91 (antes da alteração promovida pela Lei nº 11.941/2009) supere o seu patamar. Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, no mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, para que, em atenção ao princípio da retroatividade benigna, seja realizado o recálculo da multa aplicada nas competências de 01/2007 a 11/2008, nos termos da fundamentação supra. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 2101DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
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Numero do processo: 10580.010788/2002-11
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Dec 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 31/01/1997 a 28/02/1997, 31/05/1997 a 31/12/1997, 28/02/1998 a 31/12/1998, 28/02/1999 a 31/12/1999, 31/01/2000 a 31/12/2001
DECADÊNCA. ART.45 DA LEI N. 8.212/91. SUMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF.
Nos termos do artigo 103-A da Constituição Federal, as súmulas vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal vinculam a Administração Pública Federal direta e indireta. Em sessão plenária de 12 de junho de 2008, a Suprema Corte aprovou a súmula vinculante nº 8, cujo enunciado foi assim formulado:São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.. Dessa forma, pacificado está que o prazo decadencial da COFINS rege-se pelas regras decadenciais do Código Tributário Nacional, devendo ser aplicado aos presentes autos o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, contados do fato gerador, na forma do artigo 150, § 4º daquele diploma, por haver antecipação de pagamento.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-002.067
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Rodrigo Cardozo Miranda - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Otacílio Dantas Cartaxo.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Rodrigo Cardozo Miranda - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Otacílio Dantas Cartaxo.
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ART.45 DA LEI N. 8.212/91. SUMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. Nos termos do artigo 103A da Constituição Federal, as súmulas vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal vinculam a Administração Pública Federal direta e indireta. Em sessão plenária de 12 de junho de 2008, a Suprema Corte aprovou a súmula vinculante nº 8, cujo enunciado foi assim formulado:“São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.”. Dessa forma, pacificado está que o prazo decadencial da COFINS regese pelas regras decadenciais do Código Tributário Nacional, devendo ser aplicado aos presentes autos o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, contados do fato gerador, na forma do artigo 150, § 4º daquele diploma, por haver antecipação de pagamento. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Rodrigo Cardozo Miranda Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 01 07 88 /2 00 2- 11 Fl. 2467DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Cuidase de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional (fls. 1632 a 1646) contra o v. acórdão proferido pela Colenda Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes (fls. 1603 a 1631) que: (i) negou provimento ao recurso de ofício; (ii) deu parcial provimento ao recurso voluntário para (ii.a.) reconhecer a decadência no período anterior a outubro de 1997, tendo em vista que a ciência do auto de infração se verificou em 7 de outubro de 2002; e, no mérito, (ii.b.) deu provimento parcial para determinar a exclusão da base de cálculo das importâncias retidas pela Justiça Federal, conforme documento juntado às fls. 1.314 a 1.316. Por bem resumir a controvérsia, adoto o relatório do acórdão a quo, cujo teor, no que interessa às questões ora trazidas ao especial, é o seguinte, in verbis: "Tratase o processo de Auto de Infração, fls. 05/07 e Demonstrativos de fls. 08/14, lavrado contra o contribuinte acima identificado, que pretende a cobrança de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social— Cofins, relativa aos períodos de apuração discriminados, com base no artigo 2° da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, art.77, III, do Decretolei n°5.844, de 23 de setembro de 1943; at.149 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966; arts.2° 3° e 8° da Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998, com as alterações da Medida Provisória n° 1.807, de 28 de janeiro de 1999 e da Medida Provisória n° 1.858, de 1999 e alterações. 2. O autuante informa que a fiscalização objetivou verificar o cumprimento das obrigações tributárias, conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal de fls.16/17, e que em procedimento de verificações preliminares e confronto dos valores apurados da Cofins de 1997 a 2001, a partir dos Livros Razão da contribuinte, com os valores declarados e/ou recolhidos, constatou insuficiência de recolhimentos, para as quais a contribuinte informou que questionou judicialmente a constitucionalidade da referida exação, através do processo n° 96108765, apresentando cópias dos depósitos judiciais na conta n° 7010924, da agência 0640, Caixa Econômica Federal, tendo esta ação sido julgada improcedente. 3. Informa ainda que a partir dos `Demonstrativos da Base de Cálculo da COFINS' para cada anocalendário comparou com os valores declarados e/ou recolhidos, sendo que lia coluna nº 03, considerou os recolhimentos efetuados por todos os estabelecimentos matriz e filiais, bem como os depósitos judiciais efetuados durante o ano de 1997, e os valores incluídos no REFIS pela matriz, conforme Declaração REFIS anexa, conforme ‘Demonstrativos da Situação Fiscal Apurada'. Fl. 2468DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10580.010788/200211 Acórdão n.º 9303002.067 CSRFT3 Fl. 1.767 3 4. A contribuinte foi cientificada do lançamento em 07/10/2002 (11.05) e apresenta, em 06/11/2002, a impugnação de fls. 406/415, alegando em sua defesa, em síntese: • Preliminarmente requer o cancelamento dos lançamentos efetuados no período de janeiro a setembro de 1997 por conta da decadência e prescrição, em conformidade com o art. 150, § 4° do CTN, e inciso VI do artigo 156 da Constituição Federal, sendo nulos estes lançamentos; • Quanto ao mérito foram cometidos erros de soma dos valores faturados, inobservando os créditos fiscais, incluindo na base de cálculo faturas canceladas, duplicado o valor das faturas, conforme irá demonstrar; • De julho a dezembro de 1997 efetuou a planilha 01 e 02 para demonstrar que o lançamento realizado desde julho de 1997 inclui duplicidade de valores já tributados na fonte, na forma do disposto no artigo 64 e §§ da Lei n" 9.430/96, relativos aos pagamentos feitos por órgãos, autarquias e fundações da administração pública a pessoas jurídicas pelo fornecimento de bens e serviços; • No mesmo mês de julho exemplifica a fatura nº 01655 referente à obra 124 de Sílvio Leal — URBIS, alertando que houve lançamento a maior, uma vez que foi considerado o total da fatura escriturado como receita de obras e mais o rateio da parte da receita de responsabilidade da autuada lançada a crédito na conta receita e consórcio, conforme fl.167 do Livro Razão, cabendo o lançamento somente de (..), entendendo ainda que deve ser excluído o valor de (..) referente a obra URBIS — 125 uma vez que o valor foi transferido para apropriação da receita de consórcio; • Nos meses seguintes descreve que foram cometidos os mesmos erros, citando os valores e a obra vinculada, discriminando a escrituração efetuada à folha do Livro Razão; • Ainda em 1997, a fiscalização adicionou à base de cálculo, ao invés de excluir, os valores referentes à Devolução de Poupança (não é ativo financeiro e sim forma de antecipação de pagamento de imóveis construídos), nos valores de () nos meses de julho, agosto, setembro, outubro e dezembro, respectivamente, e à Devolução de Vendas nos valores de (.) nos meses de julho a dezembro, respectivamente, vide planilhas 01 e 02; • Quanto ao ano de 1998, foram repetidos os mesmos enganos do ano anterior, para o ual identifica as obras cujos valores foram erroneamente computados na base de cálculo da Cofins (OBRA 124 URBIS, 125 — URBIS, 128 — URBIS e 133 — João de Barro); • Na realização desta e de outras obras públicas a autuada participou de Consórcio com Fl. 2469DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 outra empresa, a SARTI MENDONÇA ENGENHARIA LTDA — CNPJ nº 34.348.3001000188 conforme consta do Contrato de constituição de Consórcio devidamente registrado no Cartório de Títulos que ora anexa; • No ano de 1998 tributou em duplicidade os valores das obras feitas através do consórcio, discriminados na planilha anexa à impugnação, referentes às Obras URBIS 124 e 128; 133 João de Barro, Obra 138 CHSIPAC e Obra 146 Itanhaga I, com os registros dos valores efetivos conforme Livro Razão, quanto à Obra URBIS 125, os valores lançados devem ser totalmente excluídos por terem sido transferidos para apropriação de receitas do Consórcio; • Não foram computados os créditos referentes ao pagamento em Juizo da Cofins, nos valores de (..) nos meses janeiro a março e junho a dezembro, respectivamente; • No mesmo período foram adicionados à base de cálculo os valores referentes à Devolução de Poupança e Devolução de Vendas, quando o correto seria excluíIas uma vez que não se refere a faturamento, vide planilha; • Considerou como valor tributável a nota fiscal n" 001737, no valor de (..) emitida em 11102 contra a Prefeitura Municipal de Linhares/ES e cancelada conforme Oficio nº 0057198, de 02/03/1998, devendo por isso ser excluída da base de cálculo, vide planilhas 03 e 04; • No ano de 1999, o engano da auditora foi considerar na base de cálculo da contribuição os valores referentes a obras contratadas junto a órgãos públicos federais (Obra do Consórcio George Américo — Condomínio Residencial em Feira de Santana e Obra 156 Hospital Prof. Edgard Santos — HUPES — Universidade Federal da Bahia) e não aproveitar os créditos fiscais de tributação na fonte, conforme art.64 da Lei nº 9.430/96; • Ao registrar e emitir a fatura excluiu o valor da mesma da base de cálculo por conta da tributação na fonte e deste modo não ocorre nenhum prejuízo ao Tesouro Nacional visto ter sido antecipada a tributação dos valores respectivos, devendo ser excluídos do demonstrativo da base de cálculo todos os valores incluídos referentes a essas duas obras; • Devem ser consideradas as importâncias pagas em juízo nos valores de (..) relativas a janeiro e maio, respectivamente e como nos anos anteriores devem ser excluídos da base de cálculo da contribuição os valores referentes à Devolução de Poupança e de Vendas,vide planilha 05 e 06; • No ano de 2000, devem ser excluídos os valores lançados quanto à Devolução de Vendas e de Poupança e como nos anos anteriores realizou obras para órgãos públicos federais, além do Conjunto George Américo e Hospital Prof Edgard Santos/UFBA, teve realizada a Obra 160 para a Justiça Federal, sob o regime de tributação na fonte, que devem ser excluídos, vide planilhas 07 e 08; Fl. 2470DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10580.010788/200211 Acórdão n.º 9303002.067 CSRFT3 Fl. 1.768 5 • No ano de 2001, além do lançamento dos valores já tributados na fonte, Obra 160 da Justiça Federal e 156 do Hospital Prof Edgard Santos/UFBA, sem o devido aproveitamento do respectivo crédito fiscal, além das Devoluçães de Vendas e de Poupança. No mês de janeiro ao lançar os valores faturados pela empresa contra a Obra 160Justiça Federal, a fiscalização considerou o valor de (..) quando o correto seria (..) conforme consta das notas fiscais/faturas nºs 2107 a 2110 e 2116 a 2119, cópias anexas, vide planilhas 09 e 10; • Conforme planilha 11, onde estão demonstrados os valores devidos e pagos, a autuada é devedora da contribuição apenas nos meses de abril, setembro e dezembro de 1999,nos meses de junho, julho, agosto, setembro, outubro e dezembro do ano de 2000 e nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2001, e considerando os valores constantes das planilhas de nº 01 a 11 deve ser observada a correção dos valores requeridos nesta impugnação. 5. Aos autos foram anexados os documentos de f1s.379/416. Por meio do Acórdão DRJ/SDR N° 07.883, de 15 de agosto de 2005, os Membros da Quarta Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Salvador – BA decidiram,por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar argüida e, no mérito, pela procedência em parte do lançamento relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins. A ementa dessa decisão possui a seguinte redação: ‘À autoridade administrativa falece competência para apreciar a constitucionalidade ou legalidade de legislação aplicável. DECADÊNCIA. COFINS .O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativo à Cofins é de dez anos. FALTA DE RECOLHIMENTO.Apurada a falta de recolhimento da Cofins, é devida sua cobrança, com os encargos legais correspondentes. CONSÓRCIO DE EMPRESAS. O consórcio, constituído nos termos dos artigos 278 e 279 da Lei das Sociedades Anônimas não possui personalidade jurídica própria, mantendose a autonomia jurídico tributária de cada uma das consorciadas. Em face disso, apenas a parcela do resultado correspondente à participação da consorciada irá compor a base de cálculo da contribuição. Lançamento Procedente em Parte’ Houve interposição de recurso de oficio quanto ao crédito exonerado, de acordo com o art. 34 do Decreto n° 70.235, de 1972, e alterações introduzidas pela Lei n° 8.748, de 1993, e pelo art. 22 da Portaria MF n° 375, de 07 de dezembro de 2001. Fl. 2471DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 6 Inconformada com a decisão prolatada pela primeira instância, a contribuinte apresenta recurso voluntário a este Eg. Conselho, no qual, em síntese e fundamentalmente, alega preliminar de decadência ara o período lançado entre janeiro e setembro de 1997, citando jurisprudência a respeito e reitera os demais itens de sua impugnação elencando, como fundamentação, os seguintes motivos, que: a) não foram considerados os créditos fiscais, incluídos na base de cálculo, faturas canceladas e duplicidade de valores das respectivas faturas; b) não foram consideradas as duplicidades de valores da base de cálculo, relativos a faturamentos já tributados na fonte por força do disposto no art. 64 e parágrafos da Lei nº 9.430/96, que trata de pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da Administração Pública a pessoas jurídicas pelo fornecimento de bens e serviços; c) não foram considerados os valores pagos a maior da Contribuição, a título de pagamentos, parcelamentos via Refis/Paes, compensações e depósitos judiciais; d) não foram considerados os valores correspondentes a devolução de vendas por distratos com clientes promitentes compradores de imóveis produzidos pela recorrente redutores da base de cálculo oferecida pela tributação; e) houve duplicidade de valores da base de cálculo relativo a lançamento contábil de receitas auferidas por consorciada ostensiva — Sarti Mendonça Engenharia Ltda., única geradora dos faturamentos objeto de contrato celebrado com órgão da Administração Pública.` Com base nos itens acima, a contribuinte requereu diligência coro vistas a dirimir as dúvidas levantadas e extensão dessa diligência aos órgãos públicos para os quais prestou serviços. Por fim, a contribuinte juntou novos documentos, com os quais pretende demonstrar a retenção da contribuição pelas contratantes, Universidade Federal da Bahia e Justiça Federal, além de cópias dos contratos de empreitada da obra George Américo, celebrado entre a empresa Sarti Mendonça Engenharia Ltda. e a Urbis S/A, dos quais alega não ter participado, razão porque não efetuou o recolhimento da contribuição. Consta dos autos arrolamento de bens e direitos, para seguimento do recurso ao Conselho de Contribuintes, conforme preceituam o art. 33, § 2º da Lei n° 10.522, de 19/07/2002, e a Instrução Normativa SRF nº 264, de 20/12/2002. É o relatório.’ O acórdão em apreço foi assim ementado: “COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. Correta a decisão que excluiu do lançamento nota fiscal cancelada ou de competência outra, e receitas estranhas à contribuinte. DECADÊNCIA. As contribuições sociais, dentre elas a referente à Cofins, embora não compondo o elenco dos impostos, têm caráter tributário, devendo seguir as regras inerentes aos tributos, no que não colidir com as constitucionais que lhe forem específicas. Fl. 2472DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10580.010788/200211 Acórdão n.º 9303002.067 CSRFT3 Fl. 1.769 7 À falta de lei complementar específica dispondo sobre a matéria, ou de lei anterior recepcionada pela Constituição, a Fazenda Pública deve seguir as regras de caducidade previstas no Código Tributário Nacional. Em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a contagem do prazo decadencial se desloca da regra geral, prevista no art. 173 do CTN, para encontrar respaldo no § 4 do art. 150 do mesmo Código, hipótese em que o termo inicial para contagem do prazo de cinco anos é a data de ocorrência do fato gerador. Expirado esse prazo, seira que a Fazenda Pública tenha se pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito. LANÇAMENTO. BASE DE CÁLCULO. Art. 64 e parágrafos da Lei n 2 9.430/96. É devida a exclusão da base de cálculo dos pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da Administração Pública a pessoas jurídicas pelo fornecimento de bens e serviços, quando devidamente comprovada a sua retenção. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FALTA DE RECOLHIMENTO. CONSÓRCIO. As convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Apurada a falta de recolhimento ou insuficiência de recolhimento do tributo, é devida sua cobrança, com os encargos legais correspondentes. PROVA. O ônus da prova cabe a queira alega. Meras alegações não são capazes de modificar o entendimento firmado anteriormente quando desacompanhadas de documentos que façam prova inconteste. DILIGÊNCIA. LIMITES OBJETIVOS. Destinamse as diligências/perícias à formação da convicção do julgador, devendo limitarse ao aprofundamento de investigações sobre o conteúdo de provas já incluídas no processo, ou à confrontação de dois ou mais elementos de prova também já incluídos nos autos, não podendo ser utilizadas para suprir a ausência de provas que já poderiam as partes ter juntado à impugnação ou para reabrir, por via indireta, a ação fiscal. Recursos de ofício negado e voluntário provido em parte.” A irresignação Fazendária voltase contra o prazo decadencial acolhido na decisão recorrida, defendendo a aplicação da regra do artigo 45 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 (prazo decadencial de 10 anos). Fl. 2473DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 8 Em suas contrarrazões de fls. 1674 a 1697 e 1704 a 1723, a Recorrida defende a manutenção da decisão a quo quanto ao prazo decadencial por ela fixado, com arrimo no artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN). O recurso especial da Fazenda Nacional foi admitido conforme despacho de fls. 1648 a 1649. De seu turno, a Setenge S.A. também interpôs recurso especial (fls. 1654 a 1663), solicitando a realização de diligência para: (i) provar a existência de valores tributados na fonte por força do disposto no artigo 64 e parágrafos da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, efetuados por órgãos, autarquias e fundações da Administração Pública. A diligência em comento seria dirigida às tomadoras de serviços da Recorrente; (ii) provar a inclusão na base de cálculo da contribuição relativa à obra George Américo, cujo contrato a Recorrente não participou, mas sim a empresa Sarti Mendonça Engenharia Ltda. O recurso especial da ora Recorrente teve seu seguimento negado conforme despacho de fls.1700 a 1702 em razão de não ter preenchido os requisitos do artigo 15, § 2º, do RICSRF (artigo 67, § 7º, do atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF), qual seja, não foi juntada cópia do inteiro teor do acórdão paradigma ou cópia da publicação da ementa que comprova a divergência. Compulsandose os autos, não se tem notícia de que tenha a Sertenge S.A. se insurgido contra essa decisão, de modo que a desídia da Recorrente prejudica o conhecimento de seu recurso especial. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, deve ele ser conhecido. A questão a ser decidida apenas envolve a aplicação do prazo decadencial, se de 5 (cinco) anos, nos termos do artigo 168 do CTN, ou de 10 (dez) anos, na forma do artigo 45 da Lei nº 8.212/91, como defende a Recorrente. Valendose da competência conferida pelo artigo 103A da Constituição Federal, disciplinado pela Lei nº 11.417, de 9 de dezembro de 2005, o Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária de 12 de junho de 2008, aprovou a seguinte súmula vinculante: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” Determina o artigo 103A da Carta Magna que a súmula vinculante aprovada pela Suprema Corte terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal (...). Fl. 2474DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10580.010788/200211 Acórdão n.º 9303002.067 CSRFT3 Fl. 1.770 9 Dessa forma, não resta margem discricionária a este Colegiado para enfrentar a questão, devendo curvarse à súmula vinculante de nossa mais alta Corte. Relativamente ao prazo decadencial aplicado pela decisão recorrida, entendo que a controvérsia foi adequadamente decidida. Isto porque, a COFINS moldase à categoria de tributo sujeito ao lançamento por homologação, onde o contribuinte declara e antecipa o valor do tributo que entende devido, cabendo ao Fisco a ulterior homologação do que foi antecipado, na forma do artigo 150, § 4º, do CTN, de modo que não merece reparo a decisão recorrida. E isso até mesmo porque, conforme atesta o próprio auto de infração à fl. 06, cuidase na presente hipótese de “diferença apurada entre o valor escriturado e o declarado/pago”, e que foi constatada “insuficiência de recolhimentos” (fl. 16), não havendo que se aplicar o artigo 173 do CTN. Por conseguinte, face ao exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial da Fazenda Nacional. Rodrigo Cardozo Miranda Fl. 2475DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 10280.720955/2010-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE PIS/PASEP. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO.
Nos termos do art. 33 do Decreto nº. 70.235/72, não se conhece, por intempestivo, de Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da ciência da decisão proferida pela instancia anterior.
Numero da decisão: 3401-001.926
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não se conhecer do Recurso Voluntário por ter sido interposto intempestivamente.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
RELATOR FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator.
EDITADO EM: 17/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE PIS/PASEP. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO. Nos termos do art. 33 do Decreto nº. 70.235/72, não se conhece, por intempestivo, de Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da ciência da decisão proferida pela instancia anterior.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não se conhecer do Recurso Voluntário por ter sido interposto intempestivamente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. RELATOR FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator. EDITADO EM: 17/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
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INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO. Nos termos do art. 33 do Decreto nº. 70.235/72, não se conhece, por intempestivo, de Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da ciência da decisão proferida pela instancia anterior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não se conhecer do Recurso Voluntário por ter sido interposto intempestivamente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. RELATOR FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. EDITADO EM: 17/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. Relatório Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de crédito de PIS/Pasep (fls. 3/5), no valor de R$ 14.555,98, referente ao 2º trimestre de 2006. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 72 09 55 /2 01 0- 11 Fl. 184DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 7/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS 2 A DRF/Belém indeferiu o pleito, sob o argumento de que a legislação vigente exclui a possibilidade de compensação de créditos originados de operações monofásicas e, que nesta sistemática, a tomada de créditos por comerciantes atacadistas e varejistas é expressamente vedada pelo ordenamento jurídico pátrio, de acordo com a alínea b do inciso I do art. 3º das Leis nº. 10.637/2002 e 10.833/2003. Sendo assim, a DCOMP não foi homologada. Cientificada da decisão, em 20.5.2011, a interessada apresentou, em 15.6.2011, manifestação de inconformidade, alegando, em síntese: a) A Lei nº. 11.033/2004 permite que os revendedores de máquinas e veículos, classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06, quando adquirirem produtos sujeitos à alíquota zero na saída, como ocorre com os sujeitos à tributação monofásica, procedam à escrituração e manutenção do PIS e da Cofins decorrente das aquisições realizadas dos fabricantes e importadores; b) O art. 17 da Lei nº. 11.033/04 autoriza a manutenção pelo revendedor dos créditos decorrentes de venda com suspensão, isenção, alíquota zero ou nãoincidência. Diante da clareza da legislação citada, não há como negar aos atacadistas ou varejistas de qualquer dos produtos sujeitos à tributação monofásica o direito ao crédito relativo à aquisição destes produtos; c) A vedação aos créditos nos casos de incidência monofásica, bem como dos produtos constantes da Lei nº. 10.485/2002, apenas prevalecia enquanto em vigor a redação original da Lei nº. 10.833/2003, em especial incisos III e IV do § 3º do art. 1º; d) Mesmo que se entenda que a restrição do § 1º do art. 2º, da Lei nº. 10.833/03 alcançava as vendas por comerciantes atacadistas e varejistas, também após as alterações perpetradas pela Lei nº. 10.865/2004, o que se admite por mera hipótese, tal restrição restou afastada pelo art.17, da Lei nº. 11.033/2004; e) O referido art. 17, da Lei nº. 11.033/2004 revogou o comando do art. 3º, alínea b da Lei nº. 10.833/2003, que negava o aludido direito ao crédito, nos termos do art. 2º, § 1º, da Lei de Introdução ao Código Civil; f) Quanto às vendas dos produtos e mercadorias arrolados no §1º do art. 2º, da Lei nº. 10.833/2003, somente os produtores e importadores estão impedidos da manutenção dos créditos, o que não se aplica aos revendedores das mesmas mercadorias e produtos; g) A RFB, a partir de 2007, além de negar vigência à Lei Federal, passou a Constituição Federal, ao desrespeitar o princípio da igualdade tributária previsto em seu art. 150, inc. II; h) O princípio da igualdade proíbe que seja estabelecido um tratamento diferenciado entre os contribuintes em uma mesa situação sem que haja critérios legitimadores dessa diferenciação entre os mesmos; i) Para que haja discriminação, devem existir motivos razoáveis para tal. No caso em tela, inexiste motivação para o “ato segregador”, razão pela qual a negativa de manutenção dos créditos pleiteados viola o princípio da igualdade tributária; j) O próprio art. 17 da Lei nº. 11.033/2004 não faz nenhuma distinção em relação à forma de tributação da origem do crédito. Aliás, a parte final do dispositivo, exige apenas que os créditos estejam vinculados a essas operações de venda; k) Qualquer limitação à manutenção dos créditos decorrentes da venda de produtos sujeitos ao regime monofásico, estando o contribuinte vinculado à sistemática da não cumulatividade, é inconstitucional por violar o princípio da igualdade. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 7/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS Processo nº 10280.720955/201011 Acórdão n.º 3401001.926 S3C4T1 Fl. 185 3 Em 12.12.2011, a 3ª Turma da DRJ/BEL julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente, sob os seguintes argumentos: a) Quanto às alegações de inconstitucionalidade e ilegalidade dos atos normativos em questão, não cabe à esfera administrativa este julgamento. Esta é responsável apenas por garantir o cumprimento das normas tributárias; b) A Lei nº. 10.637/2002, que instituiu a incidência não cumulativa do PIS/Pasep, é clara ao vedar a apuração de créditos pelos revendedores de bens sujeitos à incidência monofásica; c) O art. 17 da Lei nº. 11.033/2004 não tem o alcance de manter créditos cuja aquisição a lei veda desde a sua definição. Efetivamente, ele não revogou o art. 3º, inc. I, alínea b da Lei nº. 10.637/2002, nem dá respaldo à pretensão aos revendedores de autopeças e veículos de apropriar créditos relativos à compra de tais produtos e do subseqüente ressarcimento em dinheiro; Em 8.3.2012, a contribuinte foi cientificada da decisão e, em 12.4.2012, apresentou, intempestivamente, Recurso Voluntário repisando os argumentos de sua Manifestação de Inconformidade. Por fim, requer que seja declarado ao recorrente comerciante produtos sujeitos à tributação monofásica o direito à manutenção dos créditos de PIS e Cofins decorrentes dos produtos adquiridos para revenda, com base no art. 17da Lei 11.033/2004. Pede, ainda, pela reforma total da decisão exarada que indeferiu o pedido de ressarcimento para que o mesmo seja julgado procedente e, conseqüentemente, homologadas as compensações efetuadas por meio de PER/DCOMPs. É o Relatório. Voto Conselheiro Relator FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE O recurso tem um prazo inadiável de 30 dias para ser protocolizado conforme a art. 33 do Decreto nº. 70.235/72, que transcrevo abaixo: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” No caso em tela, o protocolo se deu após este lapso temporal, sendo assim intempestivo. A Contribuinte foi intimada da decisão da DRJ em 8.3.2012, conforme aviso de recebimento juntado à fl. 141 e informação constante na fl. 142, entretanto, só protocolizou o seu recurso em 12.4.2012. Deste modo, não conheço do recurso, por sua intempestividade. É como voto. Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2012. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 7/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS 4 Relator FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE – Relator. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 7/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10680.009726/2008-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
EMBARGOS. ERRO NA CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL. Verificado erro na contagem do prazo decadencial do PIS e da Confins, que têm fatos geradores com período de apuração mensal, acolhe-se os embargos para que conste do acórdão de foi rejeitada a alegação de decadência.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 1402-001.261
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, atribuindo-lhes efeitos infringentes para retificar o acórdão nº 1402-00.728, a fim de que dele conste que foi rejeitada a preliminar de decadência, e ratificá-lo quanto aos demais aspectos da parte dispositiva. Ausentes os Conselheiros Carlos Pelá e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(assinado digitalmente)
Moisés Giacomelli Nunes da Silva - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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Decadência Embargante PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL Interessado TUCUMEDY COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 EMBARGOS. ERRO NA CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL. Verificado erro na contagem do prazo decadencial do PIS e da Confins, que têm fatos geradores com período de apuração mensal, acolhese os embargos para que conste do acórdão de foi rejeitada a alegação de decadência. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, atribuindolhes efeitos infringentes para retificar o acórdão nº 1402 00.728, a fim de que dele conste que foi rejeitada a preliminar de decadência, e ratificálo quanto aos demais aspectos da parte dispositiva. Ausentes os Conselheiros Carlos Pelá e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 97 26 /2 00 8- 15 Fl. 510DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/02/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 24/01/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10680.009726/200815 Acórdão n.º 1402001.261 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório Conforme se depreende, respectivamente, das fls. 19 e 38 dos autos, a notificação do lançamento em relação ao PIS e a COFINS deuse em 23072008. Do que se extrai das fls. fl. 20 e 39, dos autos os fatos geradores em relação ao PIS e à Confins iniciaram em 31072003, conforme quadros exemplificativos que seguem: PIS Cofins O relatório do acórdão embargado, à fl. 488, aponta que a notificação do lançamento deuse na data de 23072008. Contudo, ao analisar a decadência, no voto, à fl. 505 encontrase registrado que a notificação teria ocorrido em 23/08/2008, o que resultou no reconhecimento da decadência em relação ao PIS e a Confins para o mês de julho de 2003. Intimada do acórdão, a Procuradoria da Fazenda Nacional, com base no artigo 65 do Regimento Interno, de forma tempestiva, apresentou embargos de declaração que foram regularmente recebidos e processados. É o relatório. Fl. 511DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/02/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 24/01/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 10680.009726/200815 Acórdão n.º 1402001.261 S1C4T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro MOISÉS GICACOMELLI NUNES DA SILVA Os embargos são tempestivos e apontam contradição entre os fundamentos do acórdão e a parte dispositiva. Assim, merecem ser conhecidos. O acórdão embargado está alicerçado na tese de que o PIS e a Confins têm fatos geradores mensais, contandose a decadência quinquenal, em caso de pagamento antecipado, a partir dos respectivos fatos geradores. No caso dos autos, conforme se depreende, respectivamente, das fls. 19 e 38 dos autos, a notificação do lançamento em relação ao PIS e a Confins deuse em 23072008. Em 23072003, que corresponde à data de cinco anos anterior ao lançamento, ainda não tinha ocorrido os fatos geradores do PIS e da Confins em relação ao mês de julho de 2003. Tais fatos somente ocorreram em 31/07/2003, conforme quadros que seguem: PIS Cofins Considerando os fundamentos e premissas do acórdão embargado, percebese que o mesmo ao reconhecer a decadência do PIS e da Confins em relação ao mês de julho de 2003, contém contradição. ISSO POSTO, conheço dos embargos de declaração atribuindolhes efeitos infringentes para retificar o acórdão nº 140200.728, para que dele conste que foi rejeitada a preliminar de decadência, permanecendo quanto aos demais aspectos o quanto constou da parte dispositiva. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Relator Fl. 512DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/02/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 24/01/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 11060.002507/2009-56
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2004 a 30/06/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. SUSPENSÃO DO DIREITO DE LANÇAMENTO DO FISCO. INOCORRÊNCIA
Sob pena de responsabilidade funcional, o Auditor Fiscal da Receita Federal tem a obrigação de efetivar o devido lançamento quando presentes as condições legais para tanto. A discussão, em diverso processo administrativo, acerca da exclusão do SIMPLES não tem efeito suspensivo, não obstacularizando o fisco de lançar o que devido, inclusive evitando a decadência de eventuais créditos.
MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE. APLICABILIDADE SOMENTE SE MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE.
Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem aos anos de 2004 a 2007, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-001.931
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para que o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação dar-se-á no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, André Luis Marsico Lombardi e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2004 a 30/06/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. SUSPENSÃO DO DIREITO DE LANÇAMENTO DO FISCO. INOCORRÊNCIA Sob pena de responsabilidade funcional, o Auditor Fiscal da Receita Federal tem a obrigação de efetivar o devido lançamento quando presentes as condições legais para tanto. A discussão, em diverso processo administrativo, acerca da exclusão do SIMPLES não tem efeito suspensivo, não obstacularizando o fisco de lançar o que devido, inclusive evitando a decadência de eventuais créditos. MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE. APLICABILIDADE SOMENTE SE MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE. Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem aos anos de 2004 a 2007, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para que o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação dar-se-á no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, André Luis Marsico Lombardi e Natanael Vieira dos Santos.
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CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. SUSPENSÃO DO DIREITO DE LANÇAMENTO DO FISCO. INOCORRÊNCIA Sob pena de responsabilidade funcional, o Auditor Fiscal da Receita Federal tem a obrigação de efetivar o devido lançamento quando presentes as condições legais para tanto. A discussão, em diverso processo administrativo, acerca da exclusão do SIMPLES não tem efeito suspensivo, não obstacularizando o fisco de lançar o que devido, inclusive evitando a decadência de eventuais créditos. MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE. APLICABILIDADE SOMENTE SE MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE. Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem aos anos de 2004 a 2007, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para que o valor da multa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 0. 00 25 07 /2 00 9- 56 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11060.002507/200956 Acórdão n.º 2803001.931 S2TE03 Fl. 3 2 aplicada seja calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação darseá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, André Luis Marsico Lombardi e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11060.002507/200956 Acórdão n.º 2803001.931 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o auto de infração lavrado, tendo como base de cálculo a remunerações pagas aos seus segurados empregados, aos contribuintes individuais Autônomos que lhe prestaram serviços e sobre os valores das retiradas Prólabore dos sócios, no período de março/2004 a junho de 2007 – parte de terceiros. Conforme Ato Declaratório Sivex n° 011/2007, emitido pelo Delegado Substituto da Receita Federal em Santa Maria RS, em 13/04/2007, foi a autuada excluída do SIMPLES a partir de 01/03/2004. A DecisãoNotificação – fls 106 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o auto de infração lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário, alegando, em síntese, o seguinte: · As competências 03/2004 a 09/2004 encontramse atingidas pela decadência · Destaca que, à época, a empresa ora Recorrente era optante pelo Regime de Apuração Simplificada de Arrecadação, SIMPLES FEDERAL. · Os fatos geradores descritos no relatório constante do Auto de Infração devem ser revistos, pois não foram analisados com a devida acuidade pela fiscalização. · A Fiscalização não logrou comprovar qualquer suposta irregularidade praticada pela Empresa, o que, por si só, já é suficiente para ensejar a procedência do presente recurso, visto que este ônus cabe ao exclusivamente ao Fisco. · A Fiscalização ao descrever as supostas infrações à norma tributária, aduz de forma clara que a empresa ora Recorrente supostamente cometeu infrações em seus recolhimentos, desconsiderando por completo os registros da empresa, e por ela apresentados e a atividade que desempenha. · Os Agentes Fiscais, ao confeccionar o Auto de Infração e compor novos lançamentos a serem efetivados na contabilidade fiscal, o faz de forma completamente unilateral, em ofensa a ampla defesa e ao contraditório. · A Impugnação/Recurso Administrativo apresentada ao processo administrativo n° 11060.000758/200734 – exclusão do SIMPLES, encontrase em trâmite, sem uma decisão final, devendo ser suspenso o presente processo até o julgamento da exclusão. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11060.002507/200956 Acórdão n.º 2803001.931 S2TE03 Fl. 5 4 · Os efeitos da exclusão, se é que legalmente amparada, só poderão alcançar os fatos supervenientes ao entendimento manifestado pela Secretaria da Receita Federal, isto por força do principio constitucional da segurança jurídica, consubstanciado na garantia individual da irretroatividade das normas e das disposições expressas no Código Tributário Nacional em seus artigos 103,I e 146. · Requer o reconhecimento da decadência apontada, a anulação do Auto de Infração n° 37.241.8330, tendo em vista da constituição de Contribuições Previdenciárias destinadas a outras entidades e fundos serem totalmente irregulares em vista das ilegalidades apontadas no presente Recurso Voluntário e, alternativamente, seja reduzida a multa nos termos do art. 32 da lei 11.941/09. É o relatório. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11060.002507/200956 Acórdão n.º 2803001.931 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4º e 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. Transcrevemos o artigo 173 : Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria na hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial Fl. 157DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11060.002507/200956 Acórdão n.º 2803001.931 S2TE03 Fl. 7 6 para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Já o artigo 150, § 4º, informa: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) No presente caso, aplicase a regra do art 173 pois o relatório DAD DISCRIMINATIVO ANALÍTICO DE DÉBITO, não registra pagamentos parciais. Assim sendo, aplicandose o art. 173, não há que se falar em decadência, uma vez que a ciência do débito foi em 28/09/2009 e se refere ao período a partir de 01/03/2004, pois teríamos competências decadentes somente as anteriores a 11/2003, inclusive. Nessa linha já se manifestou o STJ, no rito do art. 543C do Código Processual, consoante RESP 973.733/SC e nos EDcl nos EDcl no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 674.497 PR (2004/01099782), DJe 26/02/2010, que transcrevo. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS E NÃO DECLARADOS. ART. 173, I, DO CTN. DECADÊNCIA. ERRO MATERIAL. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. EXCEPCIONALIDADE. 1. Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional objetivando afastar a decadência de créditos tributários referentes a fatos geradores ocorridos em dezembro de 1993. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11060.002507/200956 Acórdão n.º 2803001.931 S2TE03 Fl. 8 7 2. Na espécie, os fatos geradores do tributo em questão são relativos ao período de 1º a 31.12.1993, ou seja, a exação só poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo assim, na forma do art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial teve início somente em 1º.1.1995, expirandose em 1º.1.2000. Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999, temse por não consumada a decadência, in casu. 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para dar parcial provimento ao recurso especial. Ante o exposto, não há como acatar a preliminar de decadência, consoante as razões do voto proferido. DOS FATOS GERADORES Acerca da análise dos fatos geradores, temos que o relatório fiscal detalha o lançamento, deixando claro o que consta de cada levantamento, senão vejamos: AUR ou Z1 O levantamento ZI ou AUR referese a parcela da remuneração paga a titulo de Auxilio Alimentação em desacordo com o Programa de alimentação do Trabalhador PAT. O beneficio é pago em dinheiro, está lançado na folha de pagamento como parcela não tributada e o empregado sofre um desconto equivalente á 20% (vinte"por cento) do valor que lhe é creditado.A base de calculo considerada no lançamento é valor liquido/recebido pelo trabalhador, demonstrativo anexo às fls 85. Z3 e DIS Os levantamentos Z3 e DIS referemse a diferenças de remuneração entre o que consta na base de calculada GFIP no desconto dos segurados no regime, tributário do SIMPLES e á folha de pagamento de salários; Z4 O levantamento Z4 referese a pagamento de remuneração a segurados empregados, esta base de calculo é idêntica' à declarada em GFIP, quando de declaração do desconto dos segurados no regime tributário do SIMPLES. DTS O levantamento DTS referese a diferenças de remuneração do Décimo Terceiro Salário na rescisão de contrato de trabalho entre o que consta na base de cálculo da GFIP no desconto dos segurados no regime tributário do SIMPLES e a folha de pagamento de salários. Diante de tal quadro, caberia a recorrente apontar objetivamente onde residem eventuais irregularidades – art. 16 do decreto 70.235/72, o que não foi feito, pois a mesma se limitou a informar, de forma genérica, que a fiscalização não agiu como deveria, sem explicitar os pontos de divergência. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11060.002507/200956 Acórdão n.º 2803001.931 S2TE03 Fl. 9 8 Fica assim demonstrado que o contribuinte não trouxe nenhum elemento e nem apresentou provas que desconstituísse o que confirmado pela decisão de primeiro grau e, uma vez não comprovado vícios no lançamento, temos a procedência da autuação. DA EXCLUSÃO DO SIMPLES Os autos se referem ao período de 01/03/2004 a 30/06/2007. Observase assim que abrange período no qual a recorrente não se encontrava no referido regime diferenciado, em razão de sua exclusão através do Ato Declaratório Sivex n° 011/2007 com efeitos a partir de 01/03/2004. Sob pena de responsabilidade funcional, o Auditor Fiscal da Receita Federal tem a obrigação de efetivar o devido lançamento quando presentes as condições legais para tanto. A discussão, em outro processo administrativo fiscal, acerca da exclusão do SIMPLES, não tem efeito suspensivo, não obstacularizando o fisco de lançar o que devido, inclusive evitando a decadência de eventuais créditos, senão vejamos jurisprudência deste Colegiado. LANÇAMENTO DE OFICIO — ARGÜIÇÃO DE NULIDADE — DECISÃO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES — CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA — DESNECESSIDADE — É desnecessário que o Fisco percorra todas as instâncias administrativas com o processo de exclusão do SIMPLES para só então, com a decisão final desfavorável ao contribuinte, proceder ao lançamento de oficio. A tramitação conjunta dos processos de exclusão do SIMPLES e do auto de infração evita a ocorrência da decadência tributária. Assim sendo, considerados os fatos geradores em período não alcançado pela regular opção ao SIMPLES, procedente a autuação lavrada. (...).Processo n°. : 10166.016255/200225. Acórdão n°. :10808.231 de 16.03.2005 Não cabe a esta Turma, neste processo, se manifestar acerca das razões da exclusão do SIMPLES – o que já esta sendo feito em processo próprio – cabendolhe somente decidir acerca da procedência ou não dos autos lavrados nesta ação fiscal. Assim sendo, considerados os fatos geradores em período não alcançado pela regular opção ao SIMPLES, procedente a autuação lavrada. DA MULTA DE OFÍCIO APLICADA A multa aplicada tem seu valor determinado pela legislação em vigor. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para sua aplicação. A presente multa encontra fundamento nos dispositivos legais trazidos no relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11060.002507/200956 Acórdão n.º 2803001.931 S2TE03 Fl. 10 9 No entanto, o art. 106, inciso II,”c” do CTN determina a aplicação de legislação superveniente apenas quando esta seja mais benéfica ao contribuinte. Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem ao período de 2004 e 2007, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para que o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação darseá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 161DF CARF MF Impresso em 06/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Numero do processo: 13971.720192/2008-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS.
A ausência de averbação junto ao Cartório de Registro de Imóveis, em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto, autoriza a glosa da área de reserva legal informada pela contribuinte em sua DITR.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2)
Numero da decisão: 2201-001.978
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Assinado Digitalmente
Eduardo Tadeu Farah Relator
Assinado Digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Ewan Teles Aguiar (Suplente convocado), Pedro Paulo Pereira Barbosa e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Ewan Teles Aguiar (Suplente convocado), Pedro Paulo Pereira Barbosa e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1822; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13971.720192/200802 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201001.978 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de janeiro de 2013 Matéria ITR Recorrente INDUMA INDUSTRIA DE MADEIRAS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS. A ausência de averbação junto ao Cartório de Registro de Imóveis, em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto, autoriza a glosa da área de reserva legal informada pela contribuinte em sua DITR. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah – Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Ewan Teles Aguiar (Suplente convocado), Pedro Paulo Pereira Barbosa e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 72 01 92 /2 00 8- 02 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, exercício 2004, consubstanciado na Notificação de Lançamento (fls. 74/75), pela qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 36.836,17, calculados até 10/11/2008, relativo ao imóvel rural inscrito na Receita Federal sob o nº 4.961.6897, localizado no município de Taió/SC. A fiscalização efetuou a glosa da área de reserva legal informada na DITR/2004. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, que: ... o Auto de Infração padece do vício de nulidade. Sustenta que o agente fiscalizador ignorou a área de reserva legal, atitude que não pode prosperar, pois a área isenta existe de fato na propriedade. Defende que as áreas devem ser aceitas em obediência ao princípio da verdade material. Afirma que a averbação é procedimento meramente formal, de natureza acessória, não podendo a isenção estar a ela subordinada. Aduz, ainda, que a exigência da averbação é ilegal, haja vista que a legislação ambiental não a prevê. Sustenta, ainda, que a legislação que rege a matéria determina que estas áreas não estão sujeitas à prévia comprovação por parte do contribuinte. Insurgese contra o valor da multa e dos juros de mora, que afirma serem superiores aos limites constitucionais e possuírem caráter confiscatório. Solicita a realização de perícia, com o fim de comprovar a exatidão das informações veiculadas em sua Declaração. A 1ª Turma da DRJ em Campo Grande/MS julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado na ementa abaixo transcrita: RESERVA LEGAL. REQUISITOS. AVERBAÇÃO Por exigência de Lei, para ser considerada isenta, a área de reserva legal deve estar averbada na Matrícula do imóvel junto ao Cartório de Registro de Imóveis e ser reconhecida mediante Ato Declaratório Ambiental ADA, cujo requerimento deve ser protocolado dentro do prazo estipulado. Crédito Tributário Mantido Intimada da decisão de primeira instância em 22/10/2010 (fl. 93), a autuada apresenta Recurso Voluntário em 09/11/2010 (fls. 94 e seguintes), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator Fl. 123DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13971.720192/200802 Acórdão n.º 2201001.978 S2C2T1 Fl. 3 3 O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Segundo se colhe dos autos a exigência fiscal referese a glosa da área informada pela contribuinte como sendo relativa a reserva legal. De acordo com a “Descrição dos Fatos”, fl. 03, procedeu a autoridade fiscal “... glosa da área declarada como de reserva legal mas cuja averbação na matrícula do imóvel não foi comprovada, sendo mantido o valor de 88,0 hectares constante da certidão do registro de imóveis de Taió/SC, referente livro 3b, folha 239, registro n ° 2405”. Por outro lado, alega a suplicante que a exigência da averbação da reserva legal, até a data do fato gerador, para fins de isenção de ITR, é totalmente descabida. Além do mais, assevera a recorrente que, “Ocorre que, o ato de desconsiderar uma informação dada pelo contribuinte só pode ocorrer se comprovadamente, a mesma for inverídica, fraudulenta, omissa ou incompleta, conforme estabelece o Código Tributário Nacional”. Pois bem, de acordo com o artigo 10 da Lei n° 9.393/1996, o sujeito passivo poderá suprimir da base de cálculo da apuração do ITR a área de reserva legal: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. (...) II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989; (...) Todavia, para fazer jus à redução deverá o sujeito passivo cumprir determinada exigência, especialmente em relação à reserva legal. Tratase da averbação no órgão competente de registro da destinação para preservação ambiental, conforme determina o Código Florestal, Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, art. 16, § 8º, com a redação dada pela MP nº 2.16667, de 24 de agosto de 2001, verbis: Art.16. As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) (Regulamento) (...) §8o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis Fl. 124DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 4 competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) (grifei) Assim, o Código Florestal passou a exigir a averbação no registro de propriedade do imóvel, fazendo com que a partir de então, sobre aquela área, o proprietário se submeta às limitações administrativas que lhe são impostas pela lei, sendo vedada à alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas no Código Florestal. Neste sentido, a averbação no registro de imóveis não se trata tão somente de matéria de prova acerca da configuração da área de reserva legal ou, ainda, de obrigação acessória a ser cumprida pelo contribuinte, pelo contrário, tratase de ato constitutivo da própria área de reserva legal. Portanto, em que pese alegue a recorrente que efetuou a entrega do ADA, a área de reserva legal somente será considerada para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel, quando devidamente averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente, em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto. No caso dos autos, consta a averbação tempestiva de 88 ha, conforme Certidão do Cartório de Registro de Imóveis de Taió/SC, livro 3b, folha 239, registro n ° 2405 (fl. 28), valor este devidamente considerado pela autoridade fiscal. Quanto ao § 7º do art. 10 da Lei nº 9.393, de 1996, incluído pelo art. 3º da Medida Provisória nº 2.16667, de 24 de agosto de 2001, mencionado pela defesa, registrese que sua redação apenas determina que não se exige do declarante a prévia comprovação das informações prestadas na DITR em relação às áreas de preservação permanente e de utilização limitada. No que tange a alegada inexigibilidade da multa de ofício, impende ressaltar que o percentual foi aplicado no presente caso conforme disposto no inciso I, do art. 44, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Em verdade, a autoridade fiscal verificou que a contribuinte deixou de recolher o ITR correspondente, sujeitandose, portanto, à imposição da multa de 75%. Sobre o caráter confiscatório da multa aplicada, deve ser esclarecido que não compete a este Conselho Administrativo declarar a ilegitimidade da norma legalmente constituída. A legalidade de dispositivos aplicados ao lançamento deve ser questionada, exclusivamente, perante o Poder Judiciário. O exame da obediência das leis tributárias aos princípios constitucionais é matéria que não deve ser abordada na esfera administrativa, conforme se infere da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por fim, a exigência dos juros apurados a partir da Taxa SELIC está prevista, no artigo 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995 e no § 3º do art. 61 da Lei nº 9.430/1996, não havendo como afastála. Esse entendimento é pacifico no CARF, conforme Súmula n° 4: Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de Fl. 125DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13971.720192/200802 Acórdão n.º 2201001.978 S2C2T1 Fl. 4 5 inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais. Ante ao exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 126DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH
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Numero do processo: 10680.930859/2009-33
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário:
2000
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA
ORIENTAÇÃO FIRMADA PELO EG SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PEDIDO PROTOCOLADO DEPOIS DA VIGÊNCIA DA LC 118/05.
Em se tratando de tributo lançado por homologação, o prazo prescricional
para que venha o contribuinte pleitear a sua restituição ou mesmo a
compensação, será de cinco anos contados da data do pagamento antecipado,
para os pedidos formalizados após o decurso da vacatio legis de 120 dias, da
Lei Complementar n. 118/05, ou seja, após 9 de junho de 2005. Precedente
do Eg. Supremo Tribunal Federal.
Numero da decisão: 1801-001.015
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2000 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA ORIENTAÇÃO FIRMADA PELO EG SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PEDIDO PROTOCOLADO DEPOIS DA VIGÊNCIA DA LC 118/05. Em se tratando de tributo lançado por homologação, o prazo prescricional para que venha o contribuinte pleitear a sua restituição ou mesmo a compensação, será de cinco anos contados da data do pagamento antecipado, para os pedidos formalizados após o decurso da vacatio legis de 120 dias, da Lei Complementar n. 118/05, ou seja, após 9 de junho de 2005. Precedente do Eg. Supremo Tribunal Federal.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA ORIENTAÇÃO FIRMADA PELO EG SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PEDIDO PROTOCOLADO DEPOIS DA VIGÊNCIA DA LC 118/05. Em se tratando de tributo lançado por homologação, o prazo prescricional para que venha o contribuinte pleitear a sua restituição ou mesmo a compensação, será de cinco anos contados da data do pagamento antecipado, para os pedidos formalizados após o decurso da vacatio legis de 120 dias, da Lei Complementar n. 118/05, ou seja, após 9 de junho de 2005. Precedente do Eg. Supremo Tribunal Federal Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Presidente em exercício (documento assinado digitalmente) Edgar Silva Vidal Relator. Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Jaci de Assis Junior, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Carmen Ferreira Saraiva. Processo nº 10680.930859/200933 Acórdão n.º 180101.015 S1TE01 Fl. 74 2 Relatório Adoto o Relatório da DRJ/BHE: Tratase de Declarações de Compensação (DCOMP), mediante utilização do pretenso "Saldo Negativo de IRPJ" apurado no AC de 2000, no valor de R$178.941,70. 2. A análise dos documentos protocolizados pelo contribuinte foi efetuada pela DRF através do Despacho Decisório n° 854481174, anexado à fl. 36, exarado aos 10/12/2009, de onde em síntese, se manifesta: • O Saldo Negativo de IRPJ apurado no AC de 2000 importa em R$ 178.941,70. • O direito de crédito utilizado pelo contribuinte nas DCOMP's foi insuficiente para extinguir a totalidade das compensações declaradas pelo contribuinte, de modo que, não foi homologada a DCOMP de n° 07172.82565.310106.1.3.020996. 2.1 O "Detalhamento do Crédito'", parte integrante do Despacho Decisório emitido pela DRF esclarece que, apesar de confirmado o Saldo Negativo de IRPJ AC 2000 no importe de R$ 178.941,70, o contribuinte somente exerceu o direito à sua utilização no prazo previsto no CTN quanto à importância correspondente a R$ 17.712,72. 2.1.1 A utilização da importância acima mencionada R$ 17.712,72 ocorreu com a apresentação das DCOMP's de n°s 33788.75950.290705.1.3.023700(29/07/2005), 08316.75788.310805.1.3.023088(31/08/2005) e 25563.37850.150905.1.3.021402 (15/09/2005). 2.1.2 A DCOMP 07172.62565.310106.1.3.020996, transmitida em 31/01/2006, em litígio neste processo, não foi homologada considerando o exercício do direito quando já transcorrido o prazo previsto em lei. 2.2 Em síntese, a motivação para a não homologação da DCOMP em litígio neste processo diz respeito unicamente à expiração do prazo para utilização do crédito utilizado como "moeda de troca" 3. O contribuinte foi cientificado do procedimento aos 22/12/2009, conforme documento anexado à fl. 34. Irresignado, o contribuinte apresenta em 21/01/2010 a manifestação de inconformidade anexada às fls. 01 a 08, onde resumidamente alega: 3.1 A tempestividade da apresentação da manifestação de inconformidade. Processo nº 10680.930859/200933 Acórdão n.º 180101.015 S1TE01 Fl. 75 3 3.2 "O entendimento esposado pela Secretaria da Receita Federal é manifestamente insubsistente, não encontrando amparo legal". 3.3 "O colendo Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que o referido prazo seria contado da extinção do crédito tributário, o que, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, somente poderia se dar pela homologação expressa do fisco ou pela homologação tácita, verificada após cinco anos da ocorrência do fato gerador (...)". Neste contexto, aduz que o "prazo para pleitear a restituição ou compensação dos valores recolhidos indevidamente é de dez anos, contados da data de ocorrência do fato gerador do tributo". (grifo e negrito do original).". 3.4 Rechaça a aplicação da Lei Complementar n° 118, de 2005 ao caso vertente, considerando a data em que foi gerado o crédito utilizado. Ilustra com passagem do Ministro João Otávio de Noronha, em julgamento no STJ, e com posicionamento de Galeno Lacerda. 3.5 Argumenta que "demonstrada a possibilidade de a compensação pretendida ser pleiteada até junho/2010, resta clara a impropriedade da decisão proferida pela Receita Federal, fazendose necessária a sua reforma". 3.6 Por fim, propugna pela procedência da manifestação de inconformidade, com a desconstituição e anulação do lançamento tributário indevidamente efetuado. Em sessão de 23 de março de 2011, com o Acórdão nº 0231.533, a 3ª Turma da DRJ/BHE julgou a Manifestação de Inconformidade Improcedente e manteve o crédito tributário constante do Despacho Decisório (fls. 36). Intimada do Acórdão em 24 de agosto de 2011, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 22 de setembro de 2011, onde reprisa as alegações contidas na Manifestação de Inconformidade e aduz: I – a DRJ/BHE equivocouse ao considerar que o crédito tributário teria se extinguido em 31/12/2000, com os pagamentos antecipados superando o valor devido e. que por isso, quando da apresentação do PER/DCOMP em 31/01/2006, já teria transcorrido o prazo de 05 cinco) anos previsto no art. 168 do CTN; II – que por ser instituição financeira sujeitase, obrigatoriamente, à tributação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica com base no lucro real, podendo optar pelo pagamento do imposto trimestral ou anual; III – que optou pelo pagamento anual do tributo, recolheu antecipadamente o valor em cada mês e promoveu o ajuste ao término do exercício, ou seja, em 31/12/2000; IV quando da entrega da DIPJ verificou que os recolhimentos por estimativas e as retenções realizadas durante o período superaram o valor a ser pago, tendo Processo nº 10680.930859/200933 Acórdão n.º 180101.015 S1TE01 Fl. 76 4 direito à restituição do montante pago a maior, o que a levou a pleitear a compensação dos valores recolhidos indevidamente; V – de acordo com o art. 6º § 1ºII da Lei 9.430/96, o contribuinte poderá requerer a compensação a partir da entrega da declaração de rendimentos no ano subseqüente: Art.6º O imposto devido, apurado na forma do art. 2º, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir. §1º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: I pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente, se positivo, observado o disposto no §2º; II compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior. §2º O saldo do imposto a pagar de que trata o inciso I do parágrafo anterior será acrescido de juros calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir de 1º de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. §3º O prazo a que se refere o inciso I do §1º não se aplica ao imposto relativo ao mês de dezembro, que deverá ser pago até o último dia útil do mês de janeiro do ano subseqüente VI – que apresentou a DIPJ em junho de 2001 e por isso seu prazo decadencial se extingui em junho de 2006; VII – colaciona julgados do 1º Conselho de Contribuintes corroborando o entendimento de que , no caso do saldo negativo de IRPJ/CSLL (real/anual), o prazo para exercer o direito de compensar ou restituir iniciase em abril de cada ano; VIII – afirma que o art. 3º da LC118/2005 foi considerado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE 566.621 e que a aplicação do novo prazo de cinco anos só é válido pra os pagamentos efetuados após a edição daquela Lei, ou seja, 09 de junho de 2005; IX – que o seu crédito oferecido à compensação foi gerado em 31/12/2000 e desta forma deve ser aplicado o prazo prescricional vigente anteriormente à entrada em vigor da LC118/2005, garantindo assim a segurança jurídica. X – pede o provimento do Recurso Voluntário e a homologação da compensação pleiteada no PER/DCOMP 07172.62565.310106.1.3.020996. É o relatório. Voto Processo nº 10680.930859/200933 Acórdão n.º 180101.015 S1TE01 Fl. 77 5 Conselheiro Edgar Silva Vidal Relator, O Recurso é tempestivo e dele conheço. A Recorrente transmitiu PER/DCOMP em 31/01/2006 objetivando compensar saldo negativo de IRPJ apurado no anocalendário de 2000. Em Despacho Decisório nº 854481174, de 10/12/2009, anexado à fl. 36, a DRFB em Belo Horizonte informa que o saldo negativo de IRPJ apurado no anocalendário de 2000 importa em R$ 178.941,70, mas esclarece que, embora confirmado, o contribuinte somente exerceu o direito à sua utilização no prazo previsto no CTN quanto à importância de R$ 17.712,72. O PER/DCOMP 07172.62565.310106.1.3.02.0996, transmitido em 31/01/2006, não foi homologado, pois efetuado após o prazo previsto em lei para o exercício do direito. A Manifestação de Inconformidade da contribuinte foi julgada improcedente e o crédito tributário mantido, em julgamento da 3ª Turma da DRJ/BHE, materializado no Acórdão 0231.533, de 23 de março de 2011. Entendeu a DRJ que a extinção do crédito tributário ocorreu em 31 de dezembro , data em que apurado IR a pagar no período, uma vez que nesta data apurouse que o imposto devido já se encontrava pago pelas antecipações efetuadas, restando ainda um valor antecipado maior – o saldo negativo de IRPJ. E, ainda, segundo a DRJ, ainda que líquido e certo o crédito apurado, devem ser observadas as disposições dos artigos 165 e 168 do CTN (Lei 5.172/1966), prevendo o prazo de 5 (cinco) anos para pleitear a restituição, .verbis: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: Processo nº 10680.930859/200933 Acórdão n.º 180101.015 S1TE01 Fl. 78 6 I nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Vide art 3 da LCp nº 118, de 2005) II. na hipótese do inciso III do art. 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. A Recorrente alega que o seu prazo prescricional para pleitear restituição ou compensação, teria início a partir do mês de abril de 2001, prazo previsto para entrega da DIPJ, nos termos do artigo 6º da Lei 9.430/1996, citando decisões do Primeiro Conselho de Contribuintes. Alega ainda a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, do artigo 3º da Lei Complementar 118, de 09 de fevereiro de 2005, e que ao seu caso deve ser aplicada a regra anterior, ou seja , dos cinco mais cinco, garantindo assim a segurança jurídica. A matéria em discussão no presente caso – tese dos cinco mais cinco –foi definida com a recente manifestação do Supremo Tribunal Federal, quando analisou as modificações trazidas a lume pela Lei Complementar n. 118/05, nos autos do RE 566.621/RS, julgado sobre o rito do art. 543B do CPC, vejamos: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. DESCABIMENTO .VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA . NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS. APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005 Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra Processo nº 10680.930859/200933 Acórdão n.º 180101.015 S1TE01 Fl. 79 7 de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005.. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. A Recorrente transmitiu 31/01/2006, o PER/DCOMP referente ao saldo negativo de IRPJ apurado em 31/12/2000, portanto após o prazo de 5 anos do pagamento antecipado, devendo ser aplicado ao caso o disposto no artigo 3º da Lei Complementar nº 118/2005, de acordo com a decisão do STF: Art. 3o Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Diante do exposto voto para negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Edgar Silva Vidal – Relator. Processo nº 10680.930859/200933 Acórdão n.º 180101.015 S1TE01 Fl. 80 8
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000188/2008-80
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 30 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2403-000.097
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Leoncio Nobre de Medeiros e Marcelo Magalhães Peixoto.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Leoncio Nobre de Medeiros e Marcelo Magalhães Peixoto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 40 41 .0 00 18 8/ 20 08 -8 0 Fl. 390DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000188/200880 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2403000.097 S2C4T3 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília, Acórdão 0329.673 da 5ª Turma, que julgou procedente em parte o lançamento. Foi reconhecida a decadência para as contribuições lançadas no que diz respeito às competências de 08/1999 a 05/2002, com base na regra do § 4º do artigo 150 do CTN. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de.crédito previdenciário (INFLD DEBCAD N°37.107.5335) lançado pela fiscalização da Receita Federal do Brasil, contra a empresa em epígrafe, cujo montante consolidado cm 26/06/2007 é de R$687.688,29 (Seiscentos c oitenta c sete mil, seiscentos e oitenta e oito reais e vinte e nove, centavos), apurado no período compreendido entre as competências: 08/1999 a 12/2006, inclusive, o décimo terceiro salário. De acordo com o relatório fiscal, fls. nºs 04/12, os valores lançados na presente notificação correspondem às contribuições de responsabilidade dos segurados empregados a serviço da notificada, descontadas, declaradas nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço c Informações a Previdência Social GFIP e não repassadas à Seguridade Social. A caracterização dos fatos geradores do presente crédito surgiu a partir da análise das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações a Previdência SocialCFI') c constam do levantamento SNI) — SALÁRIO NORMAL DECLARADO. Para o período do presente lançamento, foram considerados a favor do contribuinte todos os recolhimentos realizados cm GRPS/GPS, bem como os créditos anteriormente constituídos pertencentes ao mesmo período ora fiscalizado. ... Foi caracterizada a formação de GRUPO ECONÔMICO entre a notificada e o Hospital Geral e Ortopédico S/A, conforme descrito no relatório fiscal. ... Fl. 391DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000188/200880 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2403000.097 S2C4T3 Fl. 4 3 DA DILIGÊNCIA Tendo em vista que foi caracterizada a formação de GRUPO ECONÔMICO entre a notificada e o Hospital Geral e Ortopédico S/A e dos autos não contar ter sido este Ultimo cientificado do fato; Propusemos o encaminhamento dos autos à DRF de origem, a fim de que o AFRFB notificante procedesse à cientificação do solidário, com prazo para manifestação nos moldes do art. 23 do Decreto n° 70.235/72. Como resultado da diligência, obtémse a informação fiscal lis. 146, de que foi enviado por AR (recebido cm 14/11/2008), ao devedor solidário, Hospital Geral e Ortopédico S/A o TERMO DE SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA (fls.148), contendo cópia integral da Notificação que deu origem ao processo. Cientificado, o devedor solidário não se manifestou. Inconformada com a decisão, o Pronto Socorro São Camilo apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: · Notificação ao deixar de indicar os dispositivos legais que embasaram a exação e apresentar inconsistências na constituição de seus relatórios, limitou o direito da defesa do recorrente. · A fiscalização não elencou de maneira clara os fatos geradores dos arbitramentos impostos, limitandose, em todos os casos, a elaborar descrição superficial das razões de penalizar. É o relatório. Fl. 392DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000188/200880 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2403000.097 S2C4T3 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator Conforme observado no relatório acima apresentado, foi necessário baixar o processo em diligência para dar ciência ao Hospital Geral e Ortopédico S/A da autuação. DA DILIGÊNCIA Tendo em vista que foi caracterizada a formação de GRUPO ECONÔMICO entre a notificada e o Hospital Geral e Ortopédico S/A e dos autos não contar ter sido este Ultimo cientificado do fato; Propusemos o encaminhamento dos autos à DRF de origem, a fim de que o AFRFB notificante procedesse à cientificação do solidário, com prazo para manifestação nos moldes do art. 23 do Decreto n° 70.235/72. Como resultado da diligência, obtémse a informação fiscal lis. 146, de que foi enviado por AR (recebido cm 14/11/2008), ao devedor solidário, Hospital Geral e Ortopédico S/A o TERMO DE SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA (fls.148), contendo cópia integral da Notificação que deu origem ao processo. Constato que, também do resultado do julgamento efetuado pela DRJ não se deu ciência ao Hospital Geral e Ortopédico S/A. O processo deve retornar à DRF de origem para sanar esse vício e oportunizar apresentação de recurso também para o Hospital Geral e Ortopédico S/A. CONCLUSÃO Voto por converter o julgamento em diligência para sanar o vício apontado. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 393DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10630.720280/2007-98
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Nov 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO.
Constatado que os fundamentos do acórdão embargado foram expostos com contradição, cabe conhecer dos embargos com a finalidade de esclarecer onde necessário.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2102-002.264
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos pela contradição, rerratificando o Acórdão no 2102-00.732, com o efeito infringente de alteração do dispositivo como segue: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencida a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (Relatora) que dava provimento para considerar a área de reserva legal de 963,6 ha. O Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos acompanhou a Relatora no que diz respeito à calamidade pública pelas conclusões. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rubens Mauricio Carvalho. Fez sustentação oral o Dr. Marcelo Braga Rios, OAB-MG nº 77.838.
Assinado digitalmente.
Giovanni Christian Nunes Campos - Presidente.
Assinado digitalmente.
Rubens Maurício Carvalho - Relator.
EDITADO EM: 04/09/2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1963; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 10 1 9 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10630.720280/200798 Recurso nº 343.536 Embargos Acórdão nº 2102002.264 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de agosto de 2012 Matéria ITR Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado ABILIO MONTANHA DA SILVA NETO ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. Constatado que os fundamentos do acórdão embargado foram expostos com contradição, cabe conhecer dos embargos com a finalidade de esclarecer onde necessário. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos pela contradição, rerratificando o Acórdão no 210200.732, com o efeito infringente de alteração do dispositivo como segue: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencida a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (Relatora) que dava provimento para considerar a área de reserva legal de 963,6 ha. O Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos acompanhou a Relatora no que diz respeito à calamidade pública pelas conclusões. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rubens Mauricio Carvalho. Fez sustentação oral o Dr. Marcelo Braga Rios, OABMG nº 77.838. Assinado digitalmente. Giovanni Christian Nunes Campos Presidente. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. EDITADO EM: 04/09/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 63 0. 72 02 80 /2 00 7- 98 Fl. 275DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Em sessão plenária realizada em 28 de julho de 2010 esta Turma julgou o recurso apresentado pelo contribuinte ABILIO MONTANHA DA SILVA NETO, Acórdão nº 210200.732, ocasião em que deuse provimento parcial ao recurso, por unanimidade de votos. O acórdão está assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2005 ITR. EXCLUSÃO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E RESERVA LEGAL. ADA. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO. A despeito de ser obrigatória desde o exercício 2001 a apresentação do ADA ao lbama como condição para a exclusão das áreas de reserva legal e preservação permanente para fins de tributação pelo ITR, a lei não estabelece um prazo para a sua apresentação. Assim, não pode este prazo ser estipulado em Instrução Normativa, restringindo um direito do contribuinte. ITR. CALAMIDADE PÚBLICA. GRAU DE UTILIZAÇÃO. Nos termos do art.10, §6° da Lei n° 9.393/96, deve ser considerada para fins de cálculo do ITR como efetivamente utilizada a área do imóvel que comprovadamente esteja situada em área de ocorrência de calamidade pública decretada pelo Poder Público, e desde que da calamidade resulte frustração de safras ou destruição de pastagens. Não havendo nos autos qualquer prova de que a calamidade tenha afetado a propriedade do contribuinte, não há como se considerar a sua propriedade como sendo 100% aproveitada. ITR. ÁREAS DE RESERVA LEGAL. OBRIGATORIEDADE DE AVERBAÇÃO DA ÁREA NO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS. A averbação cartorária da área de reserva legal é condição imperativa para fruição da benesse em face do ITR. Recurso provido em parte. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10630.720280/200798 Acórdão n.º 2102002.264 S2C1T2 Fl. 11 3 Cientificado do referido Acórdão, douta PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, apresentou Embargos de Declaração, fls. 258/259, onde afirma que no mencionado acórdão há contradição. Transcrevo excertos livremente do Embargante: No acórdão da DRJ ficou consignado na fundamentação que o contribuinte comprovou a protocolização tempestiva do ADA, considerando justificada a área total de 300,0 ha (140,0 ha + 160,0 ha, averbadas tempestivamente a margem das matriculas que compõem o imóvel). Deste modo, o lançamento foi considerado procedente em parte para acatar uma área de utilização limitada/reserva legal de 300,0 ha, bem como uma área de preservação permanente de 1.000,0 ha, e demais alterações decorrentes. O acórdão embargado foi de parcial procedência para reconhecer a existência da área de 300,0 ha de reserva legal. 0 Voto vencedor dispôs sobre a obrigatoriedade de averbação da reserva legal e negou provimento ao recurso no tocante a fruição da isenção da área de reserva legal sem a respectiva averbação da área no cartório de registro de imóveis. O votovencedor da lavra do e. Relator Rubens Mauricio Carvalho concluiu: "Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO no que tange ao pedido de fruição da isenção da Área de Reserva Legal sem a respectiva averbação da área no cartório de registro de imóveis." No inicio de seu voto o relator ressaltou que cingiase, tãosomente, a obrigatoriedade de averbação da área no cartório de registro de imóveis da área de reserva legal como condição para fruição da benesse em faze do ITR. O Voto vencido havia dado parcial provimento ao recurso para reconhecer a existência da área de 936,6 hectares de reserva legal na propriedade, sob o fundamento de que a averbação da área de reserva legal não é necessária para fins de isenção do ITR. Há contradição entre o resultado do julgamento e a conclusão do voto vencedor. Nos termos da ementa e da fundamentação somente a área de 300,0 ha foi considerada para fins de isenção do ITR 2005, ou seja, a mesma área já reconhecida no acórdão da DRJ. Deste modo, a parte dispositiva deve ser no sentido de negar provimento ao recurso. Dessa forma, requer sejam acolhidos os presentes Embargos de Declaração, para sanar a irregularidade apontada. Diante dos fatos apresentados o Conselheiro Relator concluiu que ocorreu a contradição, hipótese das previstas no artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria 256, do Ministro de Estado da Fazenda, de 22 de junho de 2009, no julgamento que culminou com o Acórdão embargado, determinando o retorno do processo para que o Colegiado da Turma se manifeste, conforme o previsto no § 3º do art. 65 do RICARF. É o Relatório. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 Voto Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. De fato, tendo o valor da área de Reserva legal não sofrido qualquer alteração no voto vencedor do acórdão embargado e indeferidos os demais pedidos do recorrente no voto vencido, deve o dispositivo do lançamento constar como Recurso Negado. Diante do exposto, voto por ACOLHER os embargos pela contradição, rerratificando o Acórdão no 210200.732, com o efeito infringente de alteração do dispositivo como segue: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencida a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (Relatora) que dava provimento para considerar a área de reserva legal de 963,6 ha. O Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos acompanhou a Relatora no que diz respeito à calamidade pública pelas conclusões. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rubens Mauricio Carvalho. Fez sustentação oral o Dr. Marcelo Braga Rios, OABMG nº 77.838. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10630.720280/200798 Acórdão n.º 2102002.264 S2C1T2 Fl. 12 5 Fl. 279DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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