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Numero do processo: 10880.934222/2008-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1998
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CIÊNCIA VIA POSTAL. SÚMULA CARF Nº 9.
É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1998
TRIBUTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO . RESTITUIÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL.
Na hipótese de pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido, o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário (CTN, artigo 165, inciso I; LC nº 118/2005; RE 566.621/RS; e Súmula CARF nº 91)
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3302-005.503
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10880.914320/2010-14, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida, Walker Araújo, Vinicius Guimarães (Suplente), José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1998 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CIÊNCIA VIA POSTAL. SÚMULA CARF Nº 9. É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1998 TRIBUTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO . RESTITUIÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. Na hipótese de pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido, o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário (CTN, artigo 165, inciso I; LC nº 118/2005; RE 566.621/RS; e Súmula CARF nº 91) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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PRESCRIÇÃO. Recorrente AUTO PECAS PORTO EIXO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1998 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CIÊNCIA VIA POSTAL. SÚMULA CARF Nº 9. É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 TRIBUTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO . RESTITUIÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. Na hipótese de pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido, o direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário (CTN, artigo 165, inciso I; LC nº 118/2005; RE 566.621/RS; e Súmula CARF nº 91) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 10880.914320/201014, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 93 42 22 /2 00 8- 89 Fl. 77DF CARF MF Processo nº 10880.934222/200889 Acórdão n.º 3302005.503 S3C3T2 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida, Walker Araújo, Vinicius Guimarães (Suplente), José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad. Relatório Trata o presente processo administrativo de PER/DCOMP para obter reconhecimento de direito creditório do tributo por suposto pagamento a maior ou indevido e aproveitar esse crédito com débitos referentes a impostos e contribuições administrados pela RFB. Por meio de Despacho Decisório Eletrônico, a compensação pleiteada não foi homologada, sob o fundamento de que, analisadas as informações prestadas no PER/DCOMP, não foi confirmada a existência do crédito informado, pois o DARF nele discriminado não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. Cientificado da decisão o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade alegando, em síntese: · Em preliminar, a falta de eficácia da intimação e sua validade, acarretando nulidade da notificação do despacho decisório; · No mérito, a Inconstitucionalidade das disposições da Lei n 9.718/98, sobre a COFINS e dos DecretosLei 2.445/98 e 2.449/98 quanto ao PIS; · Sobre a prescrição, o prazo prescricional para repetição do indébito tributário é de 5 (cinco) anos da homologação e como normalmente esta ocorre tacitamente somada mais com 5 (cinco) anos, a manifestante tem 10 (dez) anos do pagamento para restituir o que foi pago indevidamente; · Requer a reforma do Despacho Decisório, e que se mantenha vinculada a compensação ao processo, nos moldes da MP 135/03 transformada na Lei 10833/03, em seu Art. 17º § 11 (sic), e deste modo, os valores compensados estarão suspensos. A decisão de primeira instância foi pelo não provimento da manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 16034.247. Após ciência ao acórdão de primeira instância, apresentou recurso voluntário , em essência, reprisando a manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 78DF CARF MF Processo nº 10880.934222/200889 Acórdão n.º 3302005.503 S3C3T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3302005.493, de 24 de maio de 2018, proferido no julgamento do processo 10880.914320/201014, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3302005.493): "O recurso apresentado preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Como visto do relatório, tratase Declaração de Compensação DCOMP nº 01594.54905.270906.1.3.049320 (fls. 01/05), transmitida, em 27/09/2006, para a compensação de débitos de IRPJ lucro presumido (PA 06/2006) com créditos tributários (PA 04/1999) relativos à COFINS cumulativa, de que trata a Lei nº 9.718/98. PRELIMINAR Reitera a ora recorrente que a intimação para instaurar processo administrativo foi recebido e assinado por pessoa não credenciada e não habilitada para receber qualquer correspondência da empresa manifestante e sendo seu sócio gerente seu representante legal, somente ele poderia ter recebido a correspondência. Direito ao ponto, pela perfeita subsunção dos fatos alegados ao enunciado da Súmula CARF nº 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Não há de se falar em retroação dos efeitos do supracitado enunciado, visto, simplesmente consolidar jurisprudência1, antiga e pacífica, nos antigos Conselhos de Contribuintes e no atual CARF, baseadas na legalidade, especificamente do art. 23, do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, justificada que a ênfase dada pelo caput a que a intimação seja provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, não tem o rigor que suponha necessária a pessoalidade do ato, sendo que a maioria das notificações e das intimações administrativas são promovidas por via postal, com prova de recebimento (AR) e que a entrega da intimação no domicílio 1 Acórdãos nºs 20168026, de 20/05/1992; 20209572, de 14/10/1997; 20171773, de 02/06/1998; 20306545, de 09/05/2000; 10707076, de 20/03/2003; 20208457, de 21/05/2003; 10807562, de 16/10/2003; 10614266, de 21/10/2003; 10246574, de 01/12/2004; 10420408, de 26/01/2005. Fl. 79DF CARF MF Processo nº 10880.934222/200889 Acórdão n.º 3302005.503 S3C3T2 Fl. 5 4 fiscal eleito pelo sujeito passivo é o quanto basta para que a relação processual se tenha completado, sendo irrelevante se o recibo foi assinado por quem não era representante legal do contribuinte. Tida como válida a ciência, por conveniente, refuto, também, a alegação de ter sido rasgada as regras dos princípios constitucionais e administrativos, como sugere o recorrente, haja vista a definição das normas impostas pelo Decreto nº 70.235/72, não havendo porque afastarse a aplicação ou deixar de observar leis válidas, estando, mesmo, vedado aos Conselheiros do CARF fazê lo, sob fundamento de inconstitucionalidade (art. 62, da Portaria MF nº 343 de 09/06/15RICARF/15), no mesmo sentido do enunciado da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Em face de todo o exposto, voto por não acatar as preliminares argüidas. MÉRITO A ora recorrente, manifestou inconformidade ao não reconhecimento do direito creditório, defendendo que efetuou recolhimentos a maior em DARF, em razão das ilegalidade e inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo e majoração da alíquota, de 2% à 3%, da COFINS, pela Lei nº 9.718/98. Diante desses argumentos, entendeu a decisão recorrida, improcedente a manifestação de inconformidade, por considerar prescrito o direito de pleitear a repetição do indébito; e por entender não socorrer o interessado eventuais efeitos da declaração de inconstitucionalidade da Lei nº 9.718/98. Quanto ao fundamento do indébito estar em possíveis inconstitucionalidades da Lei nº 9.718/98, entendo não ser papel dos órgão julgadores administrativos discorrer sobre direitos em tese, visto não existir nos autos uma única prova sequer da natureza do indébito, limitandose a ora recorrente a protestar pela posterior juntada de outros documentos e demonstrativos que comprovariam o direito alegado, desnecessários pelos efeitos da patente questão prejudicial de mérito (prescrição) que segue. Quanto à prescrição, o crédito tributário pleiteado via DCOMP nº 01594.54905.270906.1.3.049320 (fls. 02/05), transmitida em 27/09/2006, diz respeito à COFINS cumulativa do Período de Apuração PA 04/1999. Notase, nas informações constantes da DCOMP, que o interessado informou data de arrecadação em 30/04/2002 (fls. 02), porém, conforme consta no DARF (fl. 40), o recolhimento foi efetuado em 10/05/1999. Sobre a repetição de indébito tributário, o Código Tributário Nacional CTN (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), assim dispõe: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, Fl. 80DF CARF MF Processo nº 10880.934222/200889 Acórdão n.º 3302005.503 S3C3T2 Fl. 6 5 ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; (...) Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Vide art 3º da LCp nº 118, de 2005) Sobre o prazo para repetição de indébito tributário, o Supremo Tribunal Federal STF, no julgamento do RE 566.621/RS, com fundamento na sistemática da repercussão geral, do art. 543B, do CPC, firmou o seguinte entendimento: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, Fl. 81DF CARF MF Processo nº 10880.934222/200889 Acórdão n.º 3302005.503 S3C3T2 Fl. 7 6 pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. Tratandose de DCOMP transmitida em 27/09/2006 e inexistindo medida judicial, prévia à 09/06/2005, individualizando a garantia do direito ao interessado, aplicase o prazo reduzido para repetição ou compensação de indébitos, fixado pela LC nº 118/2005, prescrevendo o direito de pleitear administrativamente a restituição de valores recolhidos indevidamente, em 5(cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário, conforme inciso I, do artigo 165, do CTN, e entendimentos firmados pelo RE 566.621/RS e pelo enunciado da Súmula CARF nº 91: Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplicase o prazo prescricional de 10(dez) anos, contado do fato gerador. Portanto, conforme consta no DARF (fl. 40), ao recolhimento efetuado em 10/05/1999, encontravase prescrito o direito à repetição do alegado indébito, pedido via DCOMP transmitida em 27/09/2006, por força do inciso I, do artigo 165, do CTN, do RE 566.621/RS e da Súmula CARF nº 91. Pelo exposto, voto em negar provimento ao recurso voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o Colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 82DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10380.007234/2007-99
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Aug 28 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 10/04/2003 a 31/12/2004
IPI. CREDITO BÁSICO. CREDITAMENTO.
Só geram direito ao crédito os materiais intermediários que se enquadrem no conceito jurídico de insumo, ou seja, aqueles que se desgastem ou sejam consumidos mediante contato físico direto com o produto em fabricação.
IPI NÃO LANÇADO. SAÍDA DE PRODUTO COM INSUFICIÊNCIA DE LANÇAMENTO.
A redução do imposto para os produtos industrializados classificados no código 2202.10.00 da TIPI depende de prévia declaração da SRF, por meio de Ato Declaratório, reconhecendo que o produto satisfaz os requisitos legalmente exigidos no RIPI/2002. Não tendo o contribuinte apresentado o Ato Declaratório relativamente aos fatos geradores apurados, torna-se inaplicável a redução por ele efetuada.
Numero da decisão: 9303-007.145
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por voto de qualidade, em negar-lhe provimento, vencidos os Conselheiros Vanessa Marini Cecconello (Relatora), Tatiana Midori Migiyama, Demes Brito e Érika Costa Camargos Autran, que lhe deram provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, por voto de qualidade, em dar-lhe provimento, vencidos os Conselheiros Vanessa Marini Cecconello (Relatora), Tatiana Midori Migiyama, Demes Brito e Érika Costa Camargos Autran, que lhe negaram provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
Vanessa Marini Cecconello - Relatora.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Redator designado.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
Nome do relator: VANESSA MARINI CECCONELLO
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CREDITO BÁSICO. CREDITAMENTO. Só geram direito ao crédito os materiais intermediários que se enquadrem no conceito jurídico de insumo, ou seja, aqueles que se desgastem ou sejam consumidos mediante contato físico direto com o produto em fabricação. IPI NÃO LANÇADO. SAÍDA DE PRODUTO COM INSUFICIÊNCIA DE LANÇAMENTO. A redução do imposto para os produtos industrializados classificados no código 2202.10.00 da TIPI depende de prévia declaração da SRF, por meio de Ato Declaratório, reconhecendo que o produto satisfaz os requisitos legalmente exigidos no RIPI/2002. Não tendo o contribuinte apresentado o Ato Declaratório relativamente aos fatos geradores apurados, tornase inaplicável a redução por ele efetuada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por voto de qualidade, em negarlhe provimento, vencidos os Conselheiros Vanessa Marini Cecconello (Relatora), Tatiana Midori Migiyama, Demes Brito e Érika Costa Camargos Autran, que lhe deram provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, por voto de qualidade, em darlhe provimento, vencidos os Conselheiros Vanessa Marini Cecconello (Relatora), Tatiana Midori Migiyama, Demes Brito e Érika Costa Camargos Autran, que lhe negaram provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 00 72 34 /2 00 7- 99 Fl. 5833DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 413 2 (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello Relatora. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Redator designado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício). Relatório Tratase de recursos especiais de divergência interpostos pela FAZENDA NACIONAL (fls. 5.573 a 5.580) e pela Contribuinte NORSA REFRIGERANTES LTDA. (fls. 5.674 a 5.685) com fulcro no art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009 e 353/2015, respectivamente, buscando a reforma do Acórdão nº 340200.517 (fls. 5.555 a 5.570) proferido pela 3ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, em 18 de março de 2010, no sentido dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o direito ao crédito dos produtos usados diretamente na limpeza dos vasilhames. O acórdão foi assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 10/04/2003 a 31/12/2004 IPI. CRÉDITOS. PRODUTO QUE NÃO CONSTITUI MATÉRIA PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO OU MATERIAL DE EMBALAGEM. IMPOSSIBILIDADE. Nos termos dos arts. 25 e 27 da Lei n° 4.502/64 somente há créditos do imposto sobre as aquisições de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, entendendose como produtos intermediários aqueles que se consumam no processo produtivo em decorrência de um contato fisico com o produto em elaboração. Em se tratando da produção de bebidas, cabível o credito também sobre itens empregados na limpeza dos vasilhames em que acondicionada a bebida fabricada. Recurso Provido em Parte. O acórdão que deu provimento parcial ao recurso voluntário foi ratificado pelo despacho nº 3402S/Nº, de 02/05/2016 (fls. 5.665 a 5.667), que rejeitou, em caráter definitivo, os embargos de declaração interpostos pela Contribuinte (fls. 5.588 a 5.593). Fl. 5834DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 414 3 Não resignada em parte com o acórdão de recurso voluntário, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial suscitando divergência jurisprudencial quanto à caracterização dos produtos de limpeza dos vasilhames como matériaprima, material intermediário ou de embalagem, a teor do Parecer Normativo CST 65/79. Para comprovar o dissenso interpretativo, colacionou como paradigma o acórdão nº 20311.155, da então Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes. Nas razões recursais, a Fazenda Nacional sustenta, em síntese, que: (a) o recurso tem por objetivo impugnar o acórdão recorrido no ponto em que legitimou os créditos de IPI relativos a produtos intermediários adquiridos pelo Sujeito Passivo e que teriam sido consumidos diretamente no processo de industrialização, a saber, os produtos de limpeza utilizados na sanitização dos vasilhames para posterior acondicionamento das bebidas; (b) os produtos de limpeza não se caracterizam como produto intermediário para efeito de percepção do benefício da Lei nº 9.363/96, pois não entram em contato direto com o produto fabricado, quais sejam, as bebidas acondicionadas nos vasilhames. Tal entendimento contraria a legislação, a jurisprudência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e o Parecer Normativo CST nº 65/79; (c) nos termos do art. 3º, §único da Lei nº 9.363/96, art. 147 do Decreto nº 2.637/98 (RIPI) e a interpretação do Parecer Normativo CST 65/79, darão margem ao creditamento do IPI os bens não incluídos no ativo permanente que (i) se integram ao produto final; ou (ii) embora não se integrem ao produto final, sofram alterações em função da ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação; (d) assim, os materiais de limpeza utilizados na higienização das garrafas onde são envasados os refrigerantes não podem ser considerados produtos intermediários, pois não integram ou sofrem qualquer alteração em função da ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação; (e) ao final, requer o provimento do recurso especial com a reforma do acórdão na parte atacada. Foi dado seguimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do despacho nº 340000.379, de 08/10/2013 (fl. 5.583), proferido pelo Ilustre Presidente da 4ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF em exercício à época, por ter entendido como comprovada a divergência jurisprudencial. Devidamente intimada, a Contribuinte, após ter seus embargos de declaração rejeitados (fls. 5.665 a 5.667), igualmente interpôs apelo especial em face da decisão que proveu tão somente em parte o recurso voluntário. A Contribuinte NORSA REFRIGERANTES LTDA. alegou divergência jurisprudencial com relação a duas matérias: "(i) saída de refrigerantes e refrescos contendo suco de fruta ou extrato de sementes de guaraná, classificados no código 2202.10.00, com redução de 50% na alíquota do IPI (divergência na interpretação do artigo 65 do Decreto nº 4.544/2002); (ii) creditamento do IPI destacado nas notas fiscais de aquisição de produtos Fl. 5835DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 415 4 de higienização de máquinas e equipamentos, por serem insumos utilizados no processo produtivo produto intermediário (divergência na interpretação do artigo 164, I, do Decreto nº 4.544/2002 c/c arts. 25 e 27 da Lei nº 4.502/64)". Para comprovar o dissenso, colacionou como paradigmas os acórdãos nºs 20177.930 (i) e 340200.375 (ii), respectivamente. Nos termos do despacho s/nº, de 12/04/2017 (fls. 5.806 a 5.810), foi dado seguimento parcial ao recurso especial da Contribuinte, tão somente quanto à matéria relativa à saída de refrigerantes e refrescos contendo suco de fruta ou extrato de sementes de guaraná, classificados no código 2202.10.00, com redução de 50% na alíquota do IPI, independente da apresentação de ato declaratório. Com relação ao creditamento do IPI destacado nas notas fiscais de aquisição de produtos de higienização de máquinas e equipamentos, por serem insumos utilizados no processo produtivo, foi negado seguimento ao recurso especial porque o acórdão paradigma foi proferido pela mesma turma de câmara do acórdão recorrido 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção, não podendo ser aceito para comprovar a divergência, consoante art. 67, caput, do Anexo II, do RICARF. Na parte em que foi admitido o recurso especial, em suas razões recursais aduz a empresa, em síntese, que: (a) é fabricante de bebidas, notadamente refrigerantes, da marca CocaCola e fabrica pelo menos três tipos de refrigerantes contendo suco de frutas ou a base de sementes de guaraná, quais sejam: Fanta, base de suco de laranja, uva, maçã, maracujá; Sprite, com base de suco de limão e Kuat, base de extrato de semente de guaraná; (b) nos termos da Nota Complementar NC (221), do Capítulo 22, da Seção IV, da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 4,542/2002, ficam reduzidas em 50% as alíquotas do IPI "relativas aos refrigerantes e refrescos, contendo suco de fruta ou extrato de sementes de guaraná, classificados no código 2202.10.00, que atendam aos padrões de identidade e qualidade exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e estejam registrados no órgão competente desse Ministério"; (c) requereu junto ao MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento os registros dos produtos que industrializa refrigerantes os quais foram deferidos por atenderem às disposições regulamentares em vigor, conforme Certificados que anexou aos autos, não se sustentando o argumento do acórdão recorrido de que não há comprovação ou ato declaratório da SRF atestando que os produtos atendem os quantitativos mínimos de sucos naturais ou extrato de sementes, consoante exige o art. 65 do RIPI/02, para redução das alíquotas de IPI; (d) além disso, conforme entendimento manifestado no acórdão paradigma, o registro no MAPA por si só é prova suficiente de que os produtos em questão atendem os requisitos estabelecidos na NC 221 da TIPI. Ainda, a expedição de ato declaratório pela SRF pode ser dispensada pelo Juízo se comprovado o direito pela parte interessada; (e) ao final, requer o provimento do recurso especial. Fl. 5836DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 416 5 O Sujeito Passivo não apresentou contrarrazões ao recurso especial da Fazenda Nacional. Por sua vez, a Fazenda Nacional, em sede de contrarrazões, postulou a negativa de provimento ao recurso especial da Contribuinte (fls. 5.823 a 5.827). O presente processo foi distribuído a essa Relatora por meio de sorteio eletrônico, estando apto a ser relatado e submetido à análise desta Colenda 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais 3ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o Relatório. Voto Vencido Conselheira Vanessa Marini Cecconello Relatora Admissibilidade O recurso especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional atende aos pressupostos de admissibilidade constantes no art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015, devendo, portanto, ter prosseguimento. Mérito No mérito, cingese a controvérsia aos seguintes pontos: (a) caracterização dos produtos de limpeza dos vasilhames como matériaprima, material intermediário ou de embalagem, a teor do Parecer Normativo CST 65/79, divergência jurisprudencial suscitada pela Fazenda Nacional; (b) saída de refrigerantes e refrescos contendo suco de fruta ou extrato de sementes de guaraná, classificados no código 2202.10.00, com redução de 50% na alíquota do IPI, independente da apresentação de ato declaratório, objeto de insurgência da Contribuinte em seu apelo especial. 1. Recurso especial da Fazenda Nacional A Fazenda Nacional sustenta, em seu recurso especial, a impossibilidade do reconhecimento do direito ao crédito de IPI dos produtos utilizados para a limpeza dos vasilhames, pois os mesmos não entram em contato direto com o produto final, no caso o Fl. 5837DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 417 6 refrigerante, restando desatendido o requisito do contato físico direto entre o produto intermediário e o produto final. O princípio da nãocumulatividade do IPI está assegurado no art. 153, §3º, inciso II da Constituição Federal, e objetiva diminuir os custos de produção mediante a possibilidade de os estabelecimentos industriais ou equiparados creditaremse do IPI decorrente dos insumos, matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, compensandose o imposto devido em cada operação com o montante cobrado nas etapas anteriores, evitando assim a cumulação de incidências. Nesse sentido, o art. 164, inciso I do Decreto nº 4.544/02 RIPI/02 consolida a nível infraconstitucional o princípio da nãocumulatividade do IPI, prevendo que os estabelecimentos industriais e aqueles equiparados poderão creditarse "do imposto relativo a matériasprimas, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e os produtos intermediários, aqueles que embora não se integrando no novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente". O acórdão recorrido reconheceu, interpretando o Parecer Normativo CST nº 65/79, que os produtos utilizados para a limpeza dos recipientes garrafas destinados ao acondicionamento do produto final refrigerantes e sucos, embora não entrem em contato direto com o produto final, são considerados produtos intermediários, pois integram o processo de industrialização. A interpretação conferida pelo acórdão recorrido ao Parecer Normativo CST nº 65/79, reconhecendo como produtos intermediários os materiais de limpeza dos recipientes utilizados no acondicionamento dos refrigerantes, está em consonância com o julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recursos repetitivos, no Recurso Especial nº 1075508 / SC, cuja ementa deuse nos seguintes termos: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO IMOBILIZADO E AO USO E CONSUMO. IMPOSSIBILIDADE. RATIO ESSENDI DOS DECRETOS 4.544/2002 E 2.637/98. 1. A aquisição de bens que integram o ativo permanente da empresa ou de insumos que não se incorporam ao produto final ou cujo desgaste não ocorra de forma imediata e integral durante o processo de industrialização não gera direito a creditamento de IPI, consoante a ratio essendi do artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (Precedentes das Turmas de Direito Público: AgRg no REsp 1.082.522/SP, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 16.12.2008, DJe 04.02.2009; AgRg no REsp 1.063.630/RJ, Rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, julgado em 16.09.2008, DJe 29.09.2008; REsp 886.249/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18.09.2007, DJ 15.10.2007; REsp 608.181/SC, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 06.10.2005, DJ 27.03.2006; e REsp 497.187/SC, Rel. Ministro Franciulli Netto, Segunda Turma, julgado em 17.06.2003, DJ 08.09.2003). Fl. 5838DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 418 7 2. Deveras, o artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (assim como o artigo 147, I, do revogado Decreto 2.637/98), determina que os estabelecimentos industriais (e os que lhes são equiparados), entre outras hipóteses, podem creditarse do imposto relativo a matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose "aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente". 3. In casu, consoante assente na instância ordinária, cuidase de estabelecimento industrial que adquire produtos "que não são consumidos no processo de industrialização (...), mas que são componentes do maquinário (bem do ativo permanente) que sofrem o desgaste indireto no processo produtivo e cujo preço já integra a planilha de custos do produto final", razão pela qual não há direito ao creditamento do IPI. 4. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543 C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1075508/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 23/09/2009, DJe 13/10/2009) Portanto, geram créditos de IPI as matériasprimas e os produtos intermediários que se integram ao produto fabricado, ou seja, consumido no processo de industrialização, como é o caso dos autos, consumo este que equivale ao seu desgaste e perda de propriedades físicas ou químicas em função da ação exercida sobre o produto em fabricação e desde que não integrem o ativo permanente. Por essas razões, devese negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, mantendose o acórdão recorrido neste ponto. 2. Recurso especial da Contribuinte A Contribuinte, por sua vez, traz divergência jurisprudencial com relação à possibilidade de ser reconhecido o direito à saída de refrigerantes e refrescos contendo suco de fruta ou extrato de sementes de guaraná, classificados no código 2202.10.00, com redução de 50% na alíquota do IPI, independente da apresentação de ato declaratório. A controvérsia posta no recurso especial interposto pela Contribuinte delimitase a averiguarse a obrigatoriedade da apresentação do ato declaratório previsto no art. 65, inciso I do Decreto nº 4.544/2002 (Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados RIPI/2002), vigente à época dos fatos, para usufruir da redução de 50% (cinquenta por cento) das alíquotas do IPI relativas aos produtos classificados no código 2202.10.00 que atendam a requisitos específicos previstos na NC 221 da TIPI/2002. O auto de infração abrange os fatos geradores compreendidos no período de abril de 2003 a dezembro de 2004. Fl. 5839DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 419 8 Os dispositivos legais pertinentes à análise da matéria, à época dos fatos geradores, possuíam a seguinte redação: Decreto nº 4.544/2002 (RIPI/2002) Art. 65. Haverá redução: I das alíquotas de que tratam as Notas Complementares NC (211) e NC (221) da TIPI, que serão declaradas, em cada caso, pela SRF, após audiência do órgão competente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA, quanto ao cumprimento dos requisitos previstos para a concessão do benefício; e [...] Decreto nº 4.542/2002 (TIPI/2002), posteriormente alterada pelo Decreto nº 6.006/2006 (TIPI/2006) Nota Complementar (NC) da TIPI NC (221) Ficam reduzidas de cinqüenta por cento as alíquotas do IPI relativas aos refrigerantes e refrescos, contendo suco de fruta ou extrato de sementes de guaraná, classificados no código 2202.10.00, que atendam aos padrões de identidade e qualidade exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e estejam registrados no órgão competente desse Ministério. Inferese das normas constituírem requisitos para a obtenção da redução de alíquotas que os produtos classificados no código 2202.10.00 atendam aos padrões de identidade e qualidade exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA e estejam registrados no referido órgão. A declaração a ser expedida pela Secretaria da Receita Federal não é requisito indispensável para a fruição do benefício da redução das alíquotas, sendo obrigatório tão somente o atendimento aos requisitos exigidos pelo MAPA. Tanto é assim que, como condição de validade do ato declaratório a ser expedido pela SRF, a Autoridade Administrativa deverá observar se foram atendidos pelos produtos os citados padrões do MAPA. Na definição da possibilidade de redução das alíquotas no caso em exame não há espaço para discricionariedade da Secretaria da Receita Federal, pois uma vez atestado pelo MAPA estarem preenchidos os padrões de qualidade e identidade por ele exigidos, ficará a SRF obrigada à expedição do ato declaratório. Os produtos fabricados pela Contribuinte, que foram objeto de autuação, encontravamse registrados no MAPA, com os respectivos certificados emitidos pelo órgão atestando o atendimento às exigências por ele impostas para fruição do benefício da redução Fl. 5840DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 420 9 das alíquotas do IPI em 50% (cinquenta por cento). Portanto, no período compreendido pela autuação, todos os produtos da Contribuinte e objeto de operações de saída com redução da alíquota do IPI em 50% (cinquenta por cento) preenchiam as condições previstas na NC 221 da TIPI/2002 para fazer jus à benesse fiscal. Nessa linha relacional, consignese ter sido dispensado pelo Regulamento do Imposto sobre Produto Industrializado em vigor (Decreto nº 7.212/2010) o ato declaratório expedido pela SRF para fruição do benefício da redução de alíquota, bastando a conferência junto ao site do MAPA para verificação do atendimento das condições previstas na NC 221 da TIPI. Além disso, ainda que permanecesse o entendimento de ser imprescindível ato declaratório da SRF, há de ser considerado que, conforme afirmado no recurso especial, a Recorrente solicitou o reconhecimento do direito à fruição do benefício da redução de alíquotas de IPI em 50% (cinquenta por cento) para os produtos por ela fabricados e que foram objeto da autuação, conforme pedido protocolado junto à Delegacia da Receita Federal de Vitória da Conquista, na Bahia (fls. 5.402 a 5.422; 5.430 a 5.463). Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça exarado no julgamento do recurso especial nº 1525653, o ato administrativo de natureza declaratória apenas declara um direito preexistente e tem efeitos "ex tunc", com eficácia desde a data em que se encontravam preenchidos os requisitos para a fruição do benefício fiscal. Essa é a lição extraída da decisão monocrática proferida pelo STJ no recurso especial referido, in verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA EM QUE SE DISCUTE SOBRE OS EFEITOS DA CONCESSÃO DE ISENÇÃO DO IPVA (SE DEVE SER CONCEDIDA A ISENÇÃO COM EFEITOS EX NUNC OU SE COM EFEITOS RETROATIVOS À DATA EM QUE A PESSOA REUNIU OS PRESSUPOSTOS LEGAIS PARA O RECONHECIMENTO DO BENEFÍCIO). PREMISSAS FÁTICAS INCONTROVERSAS NOS AUTOS E DELINEADAS NO ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I. Hipótese em que o Tribunal de origem denegou a segurança, em que se requer a isenção do IPVA de veículos da impetrante, relativo ao ano de 2011, porquanto, de acordo com a autoridade impetrada, fora o pedido indeferido, visto que a requerente postulara o benefício fora do prazo legal. Provido o Recurso Especial, monocraticamente, interpõe a Fazenda do Estado de São Paulo Agravo Regimental. II. Embora a Súmula 7 do STJ impeça o reexame de matéria fática, a referida Súmula não impede a intervenção desta Corte, quando há errônea valoração jurídica de fatos incontroversos nos autos e delineados no acórdão do Tribunal de origem. III. Na decisão agravada, com simples revaloração jurídica das circunstâncias fáticas da causa, o Recurso Especial foi conhecido e provido, para reformar o acórdão do Tribunal de origem que entendera pela Fl. 5841DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 421 10 impossibilidade de retroação dos efeitos da isenção à data de inicio da vigência do contrato de prestação de serviço público de transporte coletivo , porquanto o referido acórdão divergiu da orientação jurisprudencial predominante no STJ, no sentido de que o ato declaratório da concessão de isenção tem efeito retroativo à data em que a pessoa reuniu os pressupostos legais para o reconhecimento do benefício. Precedentes do STJ: AgRg no REsp 1.170.008/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 30/03/2010; AgRg no AREsp 145.916/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 21/05/2012. IV. Agravo Regimental improvido. (AgRg no REsp 1525653/SP, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 09/06/2015, DJe 22/06/2015) (grifouse) No mesmo sentido, é o julgado proferido no AgRg no REsp 1.170.008/SP, de relatoria do Ministro Humberto Martins, in verbis: TRIBUTÁRIO – IPVA – ISENÇÃO CONDICIONADA – ATO ADMINISTRATIVO – NATUREZA DECLARATÓRIA – EFEITOS EX TUNC – INEXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO – RECURSO ESPECIAL IMPROVIDO. DECISÃO [...] Não merece prosperar o presente recurso especial. A recorrente aduz em seu apelo que a concessão de isenção de IPVA só se aplica para exercícios futuros, não contemplando o ano em que referido benefício foi deferido (2004), pois protelouse o contribuinte em solicitar a referida benesse (26.10.2004), requerendo após a ocorrência do fato gerador, impossibilitando sua outorga. É incontroverso na lide que a parte recorrida preenche os requisitos para a concessão da isenção. A questão cingese, no entanto, quanto aos efeitos da concessão isentiva: a) refletemse nos exercícios futuros para concedêla tão somente a partir do deferimento do pedido de isenção; ou b) retroage abarcando momento anterior ao requerimento. Como bem mencionou a sentença (fl. 75e) – plenamente confirmada pelo acórdão recorrido –, o despacho que concede a isenção tem caráter meramente declaratório, "... não sendo constitutivo de direito, e não gera direito adquirido, pois, caso venha a ser comprovado que a pessoa isenta não cumpriu ou deixou de cumpri as condições legais, perde ela a desoneração legal...". Nesse sentido, Hugo de Brito Machado assim leciona: Fl. 5842DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 422 11 "Na verdade, o direito à isenção decorre do atendimento das condições ou requisitos legalmente exigidos para esse fim. O ato administrativo é simplesmente declaratório desse direito. O ato administrativo que defere o pedido de isenção tributária apenas reconhece que a norma isentiva incidiu, ou que as condições de fato, anunciadas para futura ocorrência, configuram sua hipótese de incidência, e que, portanto, uma vez concretizadas, ela incidirá. Esse ato administrativo tem, assim, natureza simplesmente declaratória, tal como ocorre com o lançamento tributário. Por isto, se uma norma isentiva incidiu, fez nascer o direito à isenção, de sorte que haverá de ser aplicada aos fatos contemporâneos à sua vigência, ainda que posteriormente modificada ou revogada. (...) Anulado, ou cancelado, o despacho que reconhece o direito à isenção, a Fazenda Pública providenciará a constituição do crédito tributário respectivo, que será acrescido dos juros de mora (...). (...) Sendo meramente declaratório o ato administrativo que defere isenção, ou reconhece existentes as condições que a lei estabelece para o gozo desta, os seus efeitos retroagem à data dos fatos sobre os quais incidiu a norma isentiva" (In Curso de Direito Tributário, Malheiros Editores, 20ª Edição). Com efeito, não há o que infirmar no acórdão recorrido, pois que o ato administrativo da concessão de isenção tributária apenas proclamou situação preexistente capaz de conceder ao contribuinte o benefício fiscal. Mutatis mutandis, verificase semelhança com a jurisprudência firmada nesta Corte que concede isenções previdenciárias anteriores à expedição do certificado que reconhece a entidade como filantrópica, de utilidade pública, porquanto este certificado possui efeitos ex tunc, por se tratar de um ato declaratório. [...] Dessa forma, tenho que, efetivamente, são inexigíveis os supostos créditos discutidos nos autos. Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do CPC, nego provimento ao recurso especial. [...] (grifouse) Corroborando as alegações expendidas na presente declaração de voto, importa destacar que a declaração expedida pela Secretaria da Receita Federal, como condição para fruição do benefício da redução da alíquota do IPI, deixou de ser exigida a partir da vigência do atual Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212, de 15 de outubro de 2010. Fl. 5843DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 423 12 Além disso, por meio da edição da Instrução Normativa RFB nº 1.185, de 26/08/2011, dispondo sobre a redução da alíquota do IPI aplicável a refrigerante, refresco e extrato concentrado para elaboração de refrigerante que contenham suco de fruta ou extrato de sementes de guaraná para a sua composição, foi estabelecido que a redução de 50% da alíquota do IPI não mais depende de pedido do fabricante e de reconhecimento pela Secretaria da Receita Federal, desde que observadas as especificações do MAPA e os produtos atendam ao disposto nas Notas Complementares NC (211) e NC (221) da TIPI. Portanto, estando preenchidos os requisitos estabelecidos pelo MAPA, há de ser reconhecido o direito da Recorrente à fruição do benefício da redução de alíquota de 50% do IPI para os produtos classificados no código 2202.10.00, nos termos da NC 221 da TIPI. Assim, entendese assistir razão à Contribuinte. 3. Conclusão Diante do exposto, negase provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional e se dá provimento ao recurso especial da Contribuinte. É o Voto. (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello Voto Vencedor Luiz Eduardo de Oliveira Santos Redator designado Respeitosamente, discordo do entendimento da i. relatora neste processo relativamente a ambos os recurso especiais de divergências admitidos e realizo minha análise a seguir. Recurso especial da Fazenda A Procuradora trouxe à baila acórdão paradigma que sustenta que sejam tidos como insumos apenas os produtos com tais classificados segundo o Parecer Normativo CST nº 65/79; tal acórdão fora estabelecido também para empresa dedicada à industrialização de bebidas. O referido Parecer, ampliou o conceito anteriormente utilizado, que exigia consumo integral e imediato dos produtos intermediários na produção, aceitando então o desgaste, o dano e a perda de propriedades físicas ou químicas, desde que decorrente da ação direta do insumo sobre o produtos em fabricação. Fl. 5844DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 424 13 Na análise do processo produtivo em comento, os materiais de limpeza, que geraram créditos admitidos no acórdão recorrido, são aplicados aos vasilhames e não às bebidas. Não se trata de materiais utilizados na filtragem da bebida ou, hipoteticamente, adição à ela de qualquer composto químico de higienização que pudesse ser posteriormente retirado, podendo, esses sim, serem tratados como insumos, por aplicáveis diretamente ao produto. Por essa razão, entendo que andou bem o acórdão de primeira instancia da 3ª Turma da DRJ/BEL ao manter o auto de infração, no tocante aos créditos sobre os referidos produtos de limpeza que foram lá glosados, com a seguinte explanação (efl. 008): Os materiais de limpeza, ainda que utilizados nos. vasilhames que contem o produto, não são considerados insumos, haja vista que eles não se integram ao produto nem são consumidos no processo de industrialização, não podendo ser considerados como matéria prima nem produto intermediário. "Somente geram o direito ao crédito os produtos que se integrem ao novo produto fabricado e os que,embora não se integrando,sejam consumidos no processo de fabricação, ficando definitivamente excluídos aqueles que não se integrem nem sejam consumidos na operação de industrialização"(PN CST No. 65/79). Dessarte, voto pelo desprovimento do acórdão a quo no tocante a matéria recorrida pela Procuradora. Recurso especial da contribuinte O recurso especial de divergência da contribuinte foi conhecido apenas em relação à discussão sobre a redução de 50% das alíquotas do IPI de que tratam as Notas Complementares NC 9211) da TIPI, em razão de alegada saída de refrigerantes e refrescos contendo suco de frutas ou extrato de sementes de guaraná. Segundo afirmação da contribuinte ela fabrica refrigerantes da marca CocaCola: Fanta (base de suco de laranja, uva, maçã, maracujá), Sprite (base de suco de limão) e Kuat (base de extrato de semente de guaraná). Tomo por fulcro o art. 65 do Decreto nº 4.544 de 26/12/2002 RIPI/2002, que em seu inciso I dispõe: Art. 65. Haverá redução: I das alíquotas de que tratam as Notas Complementares NC (211) e NC (221) da TIPI, que serão declaradas, em cada caso, pela SRF, após audiência do órgão competente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA, quanto ao cumprimento dos requisitos previstos para a concessão do benefício; e (...) § 1º Os Ministros da Fazenda e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderão expedir normas complementares para execução do disposto no inciso I. (...) partir de 15 de novembro de 1997 (Lei nº 9.532, de 1997, art. 76). (Negritei.) Fl. 5845DF CARF MF Processo nº 10380.007234/200799 Acórdão n.º 9303007.145 CSRFT3 Fl. 425 14 Já a Nota Complementar 221 da TIPI/2002 afirmava: NC (221) Ficam reduzidas de cinqüenta por cento as alíquotas do IPI relativas aos refrigerantes e refrescos, contendo suco de fruta ou extrato de sementes de guaraná, classificados no código 2202.10.00, que atendam aos padrões de identidade e qualidade exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e estejam registrados no órgão competente desse Ministério. (Grifei.) Ou seja, claramente, do início ao fim deste processo, havia que se atender aos padrões de identidade e qualidade além da existência do registro no órgão competente. Os registros foram apresentados (efls. 4988 a 5019), segundo informação de representante da contribuinte, à efl. 5020, em processo protocolado apenas em 2006 (10380.012612/200675), mas inexistiram as provas de atendimento aos padrões de identidade e qualidade para que a então SRF se manifestasse quanto à redução das alíquotas à época dos fatos geradores. Assim, não houve a comprovação de que tenham sido seguidos os procedimentos para redução do IPI nos moldes do art. 65 do RIPI/2002 seja na impugnação, seja em sede de recurso voluntário, ou mesmo no acórdão paradigma que, em face das peculiaridades daquele processo, os ignorou simplesmente em favor da existência dos registros do Ministério da Agricultura. Pelo exposto, me posiciono pelo cumprimento dos requisitos dispostos no RIPI/2002 e por essa razão, pelo não provimento do recurso especial da contribuinte. Concluindo, voto por: i) conhecer do recurso especial de divergência da Procuradoria da Fazenda Nacional para darlhe provimento; e ii) conhecer do recurso especial de divergência do sujeito passivo para negar lhe provimento. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 5846DF CARF MF
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Numero do processo: 10730.005255/2001-67
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 05 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Aug 10 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1999
EMBARGOS INOMINADOS. ACOLHIMENTO. INEXATIDÃO MATERIAL.
Verificada a existência de inexatidão material é de se acolher os embargos de inominados, para sanar os vícios apontados, devendo ser prolatado novo acórdão.
IMPOSTO DE RENDA. RETENÇÃO NA FONTE. AUSÊNCIA DE DIRF DA FONTE PAGADORA.
Na ausência de apresentação de DIRF é cabível a compensação do imposto retido quando o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. PROCEDÊNCIA EM PARTE.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, tendo ele se desincumbindo somente em parte deste ônus. Simples alegações desacompanhadas dos meios de prova que as justifiquem revelam-se insuficientes para comprovar os fatos alegados.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2202-004.528
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos Inominados para sanar a inexatidão material no acórdão nº 2202-003.995, de modo a conhecer o recurso voluntário e, no mérito, dar-lhe provimento parcial para reduzir a glosa por dedução indevida de imposto de renda retido na fonte para o montante de R$ 6.167,44.
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente
(assinado digitalmente)
Martin da Silva Gesto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente, justificadamente, a conselheira Rosy Adriane da Silva Dias.
Nome do relator: MARTIN DA SILVA GESTO
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ACOLHIMENTO. INEXATIDÃO MATERIAL. Verificada a existência de inexatidão material é de se acolher os embargos de inominados, para sanar os vícios apontados, devendo ser prolatado novo acórdão. IMPOSTO DE RENDA. RETENÇÃO NA FONTE. AUSÊNCIA DE DIRF DA FONTE PAGADORA. Na ausência de apresentação de DIRF é cabível a compensação do imposto retido quando o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. PROCEDÊNCIA EM PARTE. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, tendo ele se desincumbindo somente em parte deste ônus. Simples alegações desacompanhadas dos meios de prova que as justifiquem revelamse insuficientes para comprovar os fatos alegados. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos Inominados para sanar a inexatidão material no acórdão nº 2202003.995, de modo a conhecer o recurso voluntário e, no mérito, darlhe provimento parcial para reduzir a glosa por dedução indevida de imposto de renda retido na fonte para o montante de R$ 6.167,44. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 00 52 55 /2 00 1- 67 Fl. 121DF CARF MF Processo nº 10730.005255/200167 Acórdão n.º 2202004.528 S2C2T2 Fl. 122 2 (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente, justificadamente, a conselheira Rosy Adriane da Silva Dias. Relatório O contribuinte apresentou Recurso Voluntário nos autos deste processo em face do acórdão nº 1313.769 julgado pela 3ª Turma da Delegacia Federal do Brasil no Rio de Janeiro (DRJ/RJOII), no qual os membros daquele colegiado entenderam por julgar improcedente a impugnação apresentada pelo contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ de origem que assim os relatou: "Trata o processo do auto de infração de fls.05 a 08, com exigência de imposto de renda pessoa física suplementar no valor de R$4.480,00 (quatro mil, quatrocentos e oitenta reais), multa de 75% e demais acréscimos legais. 2 A cópia da declaração processada consta nas fls.22 a 27 (exercício 1999). 3 O lançamento é decorrente da apuração de compensação indevida a titulo de imposto retido na fonte. Glosado o total declarado de R$8.120,00 por ausência de comprovação. A fonte pagadora não apresentou DIRF. 4 Fundamentação legal: art.12, inciso V, da Lei n° 9.250, de 1995. Impugnação. 5 Cientificado em 30/10/2001 (aviso de recebimento de fl.30), o Contribuinte apresenta em 07/11/2001 a impugnação de fls.01 a 04. Junta cópia da carteira profissional (fls.09 e 10), recibos de pagamento dos meses de maio e agosto de 1998 (f1.13), demonstrativo de contas (fl.14) e outros documentos relativos ao lançamento do ano anterior (exercício 1998)." Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, às fls. 46/50, reiterando as alegações expostas em impugnação, tendo juntado, em anexo, documentação a respeito do aviso prévio de sua dispensa na Companhia Láctea da Bahia, termo de rescisão, bem como comprovantes do FGTS. Em resolução CARF n° 19200.007, restou assim relatado este processo: Fl. 122DF CARF MF Processo nº 10730.005255/200167 Acórdão n.º 2202004.528 S2C2T2 Fl. 123 3 "Conforme consta dos autos, o presente Auto de Infração originouse da revisão da Declaração de Rendimentos correspondente ao anocalendário de 1998. Por tal razão, restariam como infringidos os arts. 788, 835 a 839, 841, 844, 871, 926 e 992, todos do Decreto n° 3.000/99. Devidamente cientificado da autuação, o contribuinte impugnou o feito fiscal por meio do arrazoado de fls. 01/04, no qual defende em síntese que seu salário é objeto de retenção na fonte feito pela empresa onde trabalha. Sustenta ainda que se a empresa não efetuou o devido repasse das importâncias ao fisco, descabe ao funcionário tomar qualquer providência. Ademais, não pode o fisco cobrar o mesmo tributo duas vezes. A autoridade julgadora de Primeira Instância, através da decisão de fls. 38/40, julgou procedente o lançamento, tendo em vista que na ausência de documentos hábeis que comprovem a retenção do imposto informado na declaração de ajuste, não há corno restabelecer as compensações requeridas, mantendose a glosa do imposto retido na fonte, conforme decisão assim ementada: "Assunto: Imposto de Renda Pessoa Física — IRPF Exercício: 1999 IMPOSTO RETIDO NA FONTE Na ausência de apresentação o de DIRF é cabível a compensação do imposto retido quando o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora. IMPUGNAÇÃO. PROVAS. A impugnação deve ser instruída com os elementos de prova que fundamentem os argumentos de defesa. Simples alegações desacompanhadas dos meios de prova que as justifiquem não tem qualquer relevância. Lançamento Procedente" Inconformado com a r. decisão, o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 45/48, onde reitera os mesmos argumentos utilizados em sua impugnação. Acrescenta ainda, que a própria Relatora, no item 10 da decisão recorrida, assevera que a empresa Cia Láctea da Bahia não apresentou DIRF relativa ao ano de retenção 1998 e foi declarada inapta em 17.07.2004. Assim, a sanção deve recair sobre a empresa que reteve esses valores." Pela referida Resolução, foi convertido o julgamento em diligência para que fosse possível a aferição a respeito dos documentos constantes das fls. 55 e seguintes no valor do crédito tributário constituído. Fl. 123DF CARF MF Processo nº 10730.005255/200167 Acórdão n.º 2202004.528 S2C2T2 Fl. 124 4 Com o retorno dos autos ao CARF foi proferido o acórdão nº 2202003.995, o recurso voluntário não foi conhecido por intempestividade. Posteriormente, com o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal em Niterói (RJ), foi juntado pela DRF/Niterói o despacho de fl. 116, pelo qual esclarece que o dia 22/11/2006 foi feriado municipal na cidade de Niterói, não tendo existido expediente naquela repartição naquele dia. De acordo com a informação prestada pela DRF/Niterói (fl. 116), não houve expediente naquela repartição no dia 22/11/2006, em virtude de feriado municipal. Portanto, haveria uma inexatidão material no acórdão, que apreciou a tempestividade do recurso sem considerar o feriado municipal, o que inclusive levou a considerar o recurso voluntário intempestivo. Diante disso, foram opostos Embargos Inominados pelo Conselheiro Marco Aurélio de Oliveira Barbosa nos autos do processo n° 10730.005255/200167, em face do acórdão nº 2202003.995, julgado pela 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em sessão realizada em 08 de junho de 2017, com fundamento no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Os Embargos foram admitidos, por compreender que houve omissão no julgado, o qual deve ser sanado, mediante a prolação de novo acórdão. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório do Despacho de Admissibilidade de fls. 119/120 que assim os admitiu: “Tratase de embargos inominados em face do Acórdão nº 2202 003.995, da Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção de Julgamento do CARF (fls. 111 a 114), julgado na sessão plenária de 08/06/2017, cuja ementa abaixo se transcreve: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1999 INTEMPESTIVIDADE. PRAZO RECURSAL. NÃO CONHECIMENTO DE RECURSO VOLUNTÁRIO. O prazo para interposição de recurso voluntário é de trinta dias a contar da ciência da decisão recorrida, sendo intempestivo o recurso quando protocolizado após o prazo legal, não devendo ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido O dispositivo do acórdão foi assim redigido: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade. A Delegacia da Receita Federal em Niterói (RJ) emitiu o despacho de fl. 116, pelo qual esclarece que o dia 22/11/2006 foi feriado municipal na cidade de Niterói, não tendo existido expediente naquela repartição naquele dia. Fl. 124DF CARF MF Processo nº 10730.005255/200167 Acórdão n.º 2202004.528 S2C2T2 Fl. 125 5 É o relatório. De acordo com a informação prestada pela DRF/Niterói (fl. 116), não houve expediente naquela repartição no dia 22/11/2006, em virtude de feriado municipal. Como a decisão do Colegiado pela intempestividade do recurso foi em virtude de desconhecer tal feriado ocorrido no último dia do prazo e o recurso foi apresentado no dia seguinte, em 23/11/2006, é de concluir que ocorreu efetivamente uma inexatidão material, devida a lapso manifesto, quando da decisão ora embargada, uma vez que não existia nenhuma referência a esse fato no processo naquela ocasião. A esse respeito, os arts. 65 e 66 do RICARF assim dispõem: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a turma. § 1º Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de 5 (cinco) dias contado da ciência do acórdão: I por conselheiro do colegiado, inclusive pelo próprio relator; II pelo contribuinte, responsável ou preposto; III pelo Procurador da Fazenda Nacional; IV pelos Delegados de Julgamento, nos casos de nulidade de suas decisões; ou V pelo titular da unidade da administração tributária encarregada da liquidação e execução do acórdão. Art. 66. As alegações de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão, provocados pelos legitimados para opor embargos, deverão ser recebidos como embargos inominados para correção, mediante a prolação de um novo acórdão. Dessa forma, resta patente um lapso manifesto no julgado, o qual merece ser sanado, mediante a prolação de um novo acórdão, razão pela qual converto a informação prestada pela DRF de origem em embargos inominados opostos por este Conselheiro Presidente da Turma, acolhendoos para que se corrija o lapso apontado. Ao Conselheiro Relator, para inclusão em pauta de julgamento.” É o relatório. Voto Fl. 125DF CARF MF Processo nº 10730.005255/200167 Acórdão n.º 2202004.528 S2C2T2 Fl. 126 6 Conselheiro Martin da Silva Gesto Relator Os embargos inominados preenchem requisitos de admissibilidade, entendo por conhecêlos. Tratase de embargos inominados em face do Acórdão nº 2202003.995, da Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção de Julgamento do CARF (fls. 111 a 114), julgado na sessão plenária de 08/06/2017, cuja ementa abaixo se transcreve: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1999 INTEMPESTIVIDADE. PRAZO RECURSAL. NÃO CONHECIMENTO DE RECURSO VOLUNTÁRIO. O prazo para interposição de recurso voluntário é de trinta dias a contar da ciência da decisão recorrida, sendo intempestivo o recurso quando protocolizado após o prazo legal, não devendo ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido Com o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal em Niterói (RJ), ela emitiu o despacho de fl. 116, pelo qual esclarece que o dia 22/11/2006 foi feriado municipal na cidade de Niterói, não tendo existido expediente naquela repartição naquele dia. De acordo com a informação prestada pela DRF/Niterói (fl. 116), não houve expediente naquela repartição no dia 22/11/2006, em virtude de feriado municipal. Portanto, há uma inexatidão material no acórdão, que apreciou a tempestividade do recurso sem considerar o feriado municipal, o que inclusive levou a considerar o recurso voluntário intempestivo. Como a decisão do Colegiado pela intempestividade do recurso foi em virtude de desconhecer tal feriado ocorrido no último dia do prazo e o recurso foi apresentado no dia seguinte, em 23/11/2006, é de concluir que ocorreu efetivamente uma inexatidão material, devida a lapso manifesto, quando da decisão ora embargada, uma vez que não existia nenhuma referência a esse fato no processo naquela ocasião. A esse respeito, os arts. 65 e 66 do RICARF assim dispõem: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a turma. § 1º Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de 5 (cinco) dias contado da ciência do acórdão: I por conselheiro do colegiado, inclusive pelo próprio relator; II pelo contribuinte, responsável ou preposto; Fl. 126DF CARF MF Processo nº 10730.005255/200167 Acórdão n.º 2202004.528 S2C2T2 Fl. 127 7 III pelo Procurador da Fazenda Nacional; IV pelos Delegados de Julgamento, nos casos de nulidade de suas decisões; ou V pelo titular da unidade da administração tributária encarregada da liquidação e execução do acórdão. Art. 66. As alegações de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão, provocados pelos legitimados para opor embargos, deverão ser recebidos como embargos inominados para correção, mediante a prolação de um novo acórdão. Dessa forma, resta patente um lapso manifesto no julgado, o qual merece ser sanado, mediante a prolação de um novo acórdão. Assim, entendo por acolher os embargos inominados, para sanar a inexatidão material no acórdão nº 2202003.995, devendo ser apreciado novamente o recurso voluntário, agora, diante informação prestada pela DRF/Niterói (fl. 116). Portanto, diante informação que 22/01/2016 foi feriado municipal em Niterói/RJ, temse que o recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, logo, dele conheço. De início, importa mencionar que os documentos juntados em recurso voluntário devem ser recebidos como prova do alegado, por força do princípio de verdade material e do formalismo moderado. A presente lide decorre do descompasso existente entre a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 1997 e as informações em poder da Receita Federal do Brasil, haja vista que a antiga empregadora do Recorrente não apresentou à Recorrida a DIRF relativa ao exercício em comento. Nesse passo, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro, ao analisar a impugnação do ora Recorrente, decidiu, por maioria, no sentido de manter a autuação sob o fundamento de que não teria trazido documentação idônea para comprovação da efetiva retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte por sua antiga fonte pagadora. Da análise destes autos, percebese a comprovação da retenção do Imposto de Renda, conforme recibo e contracheques juntados (fls. 73 e 83). Assim, não se pode, como quis fazer a fiscalização, imputar ao Recorrente a obrigação de prover os autos com prova diversa, na medida em que, corno já reconhecido, não foi apresentado por sua empregadora qualquer documentação à Receita Federal no que concerne ao Exercício de 1999. Destaco que este Conselho proferiu já nestes autos Resolução, onde o relator apresentou seu voto cujo trecho abaixo transcrevo, por oportuno: "Dessa forma, entendemos corno absolutamente incabível a alegação de que a documentação carreada aos autos pelo Recorrente não seria apta a comprovar as retenções, eis que, teoricamente, teria sido produzida de maneira unilateral. Fl. 127DF CARF MF Processo nº 10730.005255/200167 Acórdão n.º 2202004.528 S2C2T2 Fl. 128 8 Ocorre que, tendo em vista que sua antiga empregadora não forneceu à Recorrida a respectiva DIRF, não seria capaz que o Recorrente comprovasse suas alegações de forma diversa da que fez. Entretanto, em que pese razoável a prova trazida autos pela Recorrente, afigurase importante a verificação acerca da repercussão dos valores indicados nos referidos documentos no lançamento realizado. Ou seja, concluise que somente através de uma diligência seria possível a aferição, com a segurança desejada, sobre a influência dos documentos constantes das fls. 55 e seguintes no valor do crédito tributário constituído." A diligência foi realizada pela unidade de origem, sendo o relatório abaixo reproduzido: "Preliminarmente, constatamos tratarse de cópias simples, sem nenhum tipo de autenticação. As cópias de fls. 55/60 e 65 comprovariam somente o ingresso do contribuinte na empresa em 10/07/1997 e seu desligamento em 30/08/1998, referindose as fls. 61/64 a homologação de acordo na Justiça do Trabalho. As fls. 70/72 não contêm assinatura de responsável pelo empregador, referemse a pagamentos e reembolsos efetuados e não informam retenção de imposto, enquanto a cópia de fls. 73 referese a pagamento efetuado após o desligamento do empregado da empresa. O recibo de fls. 74 referese também a pagamento efetuado após o desligamento do empregado, não informa retenção de imposto de renda, e teria sido omitido pelo contribuinte, juntamente com o de fls. 73, em sua declaração de rendimentos do exercício 1999. As cópias de fls. 75/82 e 84/85 referemse ao anocalendário 1997, não tratado neste processo. Quanto à cópia de fls. 83, já constava deste processo às fls. 13 e se trata de cópia sem autenticação, de documento sem assinatura do responsável pela empresa. Portanto, a serem aceitas as cópias anexadas ao processo como prova de retenção de imposto de renda na fonte, temse somente os meses de maio e agosto de 1998 (fls. 73 e 83), totalizando R$ 2.042,56, enquanto os rendimentos declarados de R$ 40.000,00 seriam acrescidos de R$ 11.000,00 recebidos após o desligamento da empresa." (grifouse) Portanto, diante do relatório de diligência, temse que somente poderia ser aceito como prova de retenção de imposto de renda na fonte os meses de maio e agosto de Fl. 128DF CARF MF Processo nº 10730.005255/200167 Acórdão n.º 2202004.528 S2C2T2 Fl. 129 9 1998 (fls. 73 e 83), totalizando R$ 2.042,56. Em relação a tais valores, por ter sido demonstrado a retenção por meio de recibo (fl. 73) e contracheques (fl. 83), deve ser afastado tais valores da glosa realizada por dedução indevida de imposto de renda retido na fonte, reduzindoa de R$ 8.120,00 para R$ 6.167,44. Destaco que não há como considerar o recibo (fl. 73) e contracheques (fl. 83) como prova unilateral produzida pelo recorrente, pois são fornecidos pela fonte pagadora ao ora recorrente. Quanto a glosa remanescente (R$ 6.167,44), o relatório de diligência esclarece que: · As fls. 70/72 não contêm assinatura de responsável pelo empregador, referemse a pagamentos e reembolsos efetuados e não informam retenção de imposto, enquanto a cópia de fls. 73 referese a pagamento efetuado após o desligamento do empregado da empresa. · O recibo de fls. 74 referese também a pagamento efetuado após o desligamento do empregado, não informa retenção de imposto de renda, e teria sido omitido pelo contribuinte, juntamente com o de fls. 73, em sua declaração de rendimentos do exercício 1999. · As cópias de fls. 75/82 e 84/85 referemse ao anocalendário 1997, não tratado neste processo. Assim, a glosa remanescente (R$ 6.167,44) deve ser mantida, pois carece de razão o recorrente, haja vista que não provado o fato constitutivo do direito alegado pela contribuinte, com fundamento no artigo 373 do CPC/2015 e artigo 36 da Lei n° 9.784/99, devendo ser mantido o acórdão recorrido sem reparos neste tocante. Ocorre que temos que no processo administrativo fiscal, tal qual no processo civil, o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, in casu, do contribuinte ora recorrente. Ante o exposto, voto por acolher os Embargos Inominados para sanar a inexatidão material no acórdão nº 2202003.995, de modo a conhecer o recurso voluntário e, no mérito, darlhe provimento parcial para reduzir a glosa por dedução indevida de imposto de renda retido na fonte para o montante de R$ 6.167,44. (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto Relator Fl. 129DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10882.721473/2015-12
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jun 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 31 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2006
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.
Não configura cerceamento do direito de defesa a formulação de cobrança motivada na não homologação de crédito objeto de pedido de restituição já indeferido, notadamente quando o contraditório restou assegurado.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO JÁ INDEFERIDO EM PEDIDO ANTERIOR. NÃO HOMOLOGAÇÃO DA DCOMP.
É vedada a apresentação de DCOMP para compensar débitos com crédito objeto de pedido de restituição já indeferido pela Receita Federal, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa, devendo o pleito ser considerado não homologado.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA.
A apreciação de argumentos que implicam análise de inconstitucionalidade resta prejudicada na esfera administrativa, conforme Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
DÉBITOS INDEVIDAMENTE COMPENSADOS. ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS. INCIDÊNCIA.
Os débitos indevidamente compensados e não pagos nos prazos previstos na legislação específica estão sujeitos aos acréscimos moratórios (multa e juros de mora).
Numero da decisão: 1201-002.203
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Gisele Barra Bossa, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima) e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Rafael Gasparello Lima.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 2006 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não configura cerceamento do direito de defesa a formulação de cobrança motivada na não homologação de crédito objeto de pedido de restituição já indeferido, notadamente quando o contraditório restou assegurado. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO JÁ INDEFERIDO EM PEDIDO ANTERIOR. NÃO HOMOLOGAÇÃO DA DCOMP. É vedada a apresentação de DCOMP para compensar débitos com crédito objeto de pedido de restituição já indeferido pela Receita Federal, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa, devendo o pleito ser considerado não homologado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA. A apreciação de argumentos que implicam análise de inconstitucionalidade resta prejudicada na esfera administrativa, conforme Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DÉBITOS INDEVIDAMENTE COMPENSADOS. ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS. INCIDÊNCIA. Os débitos indevidamente compensados e não pagos nos prazos previstos na legislação específica estão sujeitos aos acréscimos moratórios (multa e juros de mora).
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INOCORRÊNCIA. Não configura cerceamento do direito de defesa a formulação de cobrança motivada na não homologação de crédito objeto de pedido de restituição já indeferido, notadamente quando o contraditório restou assegurado. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO JÁ INDEFERIDO EM PEDIDO ANTERIOR. NÃO HOMOLOGAÇÃO DA DCOMP. É vedada a apresentação de DCOMP para compensar débitos com crédito objeto de pedido de restituição já indeferido pela Receita Federal, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa, devendo o pleito ser considerado não homologado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA. A apreciação de argumentos que implicam análise de inconstitucionalidade resta prejudicada na esfera administrativa, conforme Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DÉBITOS INDEVIDAMENTE COMPENSADOS. ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS. INCIDÊNCIA. Os débitos indevidamente compensados e não pagos nos prazos previstos na legislação específica estão sujeitos aos acréscimos moratórios (multa e juros de mora). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 72 14 73 /2 01 5- 12 Fl. 275DF CARF MF Processo nº 10882.721473/201512 Acórdão n.º 1201002.203 S1C2T1 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Gisele Barra Bossa, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima) e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Rafael Gasparello Lima. Relatório Tratase de processo administrativo decorrente de Despacho Decisório que não homologou o crédito de estimativa pleiteado pelo contribuinte, sob o fundamento de que ele já teria sido objeto de indeferimento em outro processo administrativo. Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que: houve cerceamento de defesa e nulidade do Despacho Decisório por falta de informação quanto ao alegado fato para a não homologação das compensações. Ressalta que a Instrução Normativa citada IN nº 1.300/2012 não estava vigente à época dos fatos e também contesta a citação genérica do art. 74 da Lei nº 9.430/1996; a partir da revogação do art. 10 da Instrução Normativa RFB nº 600/2005, que restringia a compensação da estimativa a apuração do saldo negativo, o Despacho Decisório negando a restituição/compensação do valor pago a maior por estimativa passou a condição de improcedente ou equivocado, legitimando o crédito; o art. 10 da IN RFB nº 600/2005 é ilegal, destacando que a Receita Federal não pode se utilizar de mera Instrução Normativa para restringir a recuperação de créditos. Requer a aplicação retroativa do art. 11 da Instrução Normativa RFB nº 900/2008 vigente à época de 2010, que permite a restituição de valores de estimativas pagos indevidamente ou a maior; deixou de apresentar defesa administrativa contra o primeiro Despacho Decisório e optou pelo pagamento dos débitos. Assim, quando realizou os pagamentos constante da PER/DCOMP não homologada, o crédito existente, e sem vedação na legislação, sem dúvida voltou a existir; Fl. 276DF CARF MF Processo nº 10882.721473/201512 Acórdão n.º 1201002.203 S1C2T1 Fl. 4 3 o art. 74 da Lei nº 9.430/1996 veda que débitos não homologados sejam passíveis de compensação, porém no presente caso os débitos foram quitados. Assim, conclui que não há qualquer impedimento legal para solicitar o crédito de pagamento indevido ou a maior novamente; a liquidez do crédito oriundo de pagamento a maior restou evidenciada; é indevida a exigência de Multa e Juros no atraso dos débitos compensados em DCOMP. A DRJ, por maioria de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade. O contribuinte interpôs recurso voluntário. Repisa os argumentos de defesa e pede que seu direito creditório seja reconhecido. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa Relatora O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1201002.196, de 11/06/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10882.721445/2015 97, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1201002.196): O recurso voluntário é tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço e passo a apreciálo. Primeiramente, cabe rejeitar a alegação de nulidade do Despacho Decisório por cerceamento do direito de defesa. Isso porque, apesar de parecer bastante sucinto o Parecer que embasa o despacho decisório, ele deixa claro o motivo e o fundamento legal para o indeferimento da DCOMP, tendo sido oferecido à impugnante o pleno exercício do direito de defesa e contraditório. Fl. 277DF CARF MF Processo nº 10882.721473/201512 Acórdão n.º 1201002.203 S1C2T1 Fl. 5 4 Na impugnação e recurso voluntário, aliás, a contribuinte demonstra que compreendeu os fatos e os motivos que levaram aos indeferimentos dos pleitos. Apenas para recapitular, a Recorrente teve sua Declaração de Compensação não homologada em face do inciso VI do § 3o do art. 74 da Lei nº 9.340/1996, verbis: "Artigo 74 O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. [...] § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1o [...] VI o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa." Nesse contexto, a autoridade fiscal responsável pela análise do direito creditório se certificou, e comprovou, que o crédito já havia sido objeto de indeferimento em outro pedido, fato este que, como determina a lei, enseja a não homologação da "nova" DCOMP que indicou saldo credor indeferido anteriormente. Além disso, parece que o contribuinte ainda pretende um efeito repristinatório da norma de estimativa, o que não se sustenta. A autoridade fiscal, portanto, ao não homologar a DCOMP em tela, nada mais fez do que cumprir a lei, e não mera IN, não merecendo nenhum reparo o procedimento adotado. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente entende violados, cumpre frisar que este Conselho não possui poderes para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária, conforme Súmula CARF nº 2. Falece ao presente julgador, contudo, competência para analisar os argumentos de cunho constitucional invocados. Fl. 278DF CARF MF Processo nº 10882.721473/201512 Acórdão n.º 1201002.203 S1C2T1 Fl. 6 5 Finalmente, e tendo em vista a não homologadas das compensações, os débitos indevidamente compensados passam a se sujeitar aos acréscimos moratórios como decorrência lógica. Débitos vencidos, mas não liquidados no prazo legal, estão sujeitos à multa e juros. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao RECURSO VOLUNTÁRIO. É como voto. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto por negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Fl. 279DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000374/2008-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 08 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Aug 17 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 2401-000.656
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier - Presidente e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Andrea Viana Arrais Egypto, Francisco Ricardo Gouveia Coutinho, Rayd Santana Ferreira, Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite e Miriam Denise Xavier.
Nome do relator: MIRIAM DENISE XAVIER
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Presidente e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Andrea Viana Arrais Egypto, Francisco Ricardo Gouveia Coutinho, Rayd Santana Ferreira, Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite e Miriam Denise Xavier. RELATÓRIO O presente recurso foi objeto de julgamento na sistemática prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Nesse contexto, adoto o relatório objeto da Resolução nº 2401000.654 4ª Câmara/1ª Turma Ordinária, proferida no âmbito do processo n° 13502.000329/200827, paradigma deste julgamento. Resolução nº 2401000.654 4ª Câmara/1ª Turma Ordinária "CARAIBA METAIS S.A., contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já qualificada nos autos do processo em referência, recorre a este Conselho da DecisãoNotificação da antiga Secretária da Receita Previdenciária, que julgou procedente o lançamento fiscal, relativo à responsabilidade solidária prevista no artigo 31 da Lei n° 8.212/91, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 35 02 .0 00 37 4/ 20 08 -8 1 Fl. 254DF CARF MF Processo nº 13502.000374/200881 Resolução nº 2401000.656 S2C4T1 Fl. 3 2 decorrente da contratação de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, em relação ao período de apuração. Conforme Relatório Fiscal, as contribuições apuradas correspondem à parte da empresa, dos segurados empregados, às contribuições para o financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho a partir de 03/1997, contribuições para o financiamento dos benefícios concedidos em função da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho previstas nos artigos 20, 22, I e II da Lei 8.212/91, aferidas a título de responsabilidade solidária, decorrente da não comprovação, pela recorrente, do recolhimento prévio e específico das contribuições previdenciárias referentes aos serviços prestados mediante cessão de mãodeobra pela empresa prestadora. Conforme o mesmo relatório, constitui fato gerador da presente notificação as remunerações contidas nas notas fiscais/faturas/recibos de serviços. Tais serviços se encontram descritos no Relatório de Lançamentos integrante desta NFLD, ficando a contratante responsável solidariamente pelo recolhimento, nos termos do art. 31 da Lei 8.212/91. O Sr. Auditor detalha a natureza e as motivações do procedimento fiscal em causa: novo lançamento de créditos em virtude das decisões anulatórias do Conselho de Recurso da Previdência Social CRPS, que considerou nulas as notificações originais relativas aos mesmos fatos geradores aqui referidos. Assim, fundamentado no prazo decadencial do art. 45, II, da Lei 8.212/91 e respaldado no Mandado de Procedimento Fiscal MPF n° 09220145/2005 a fiscalização procedeu à recomposição do crédito. Toda a fundamentação legal do princípio da solidariedade tributária e da possibilidade de sua elisão, particularmente nos casos de prestação de serviços de construção civil e mediante cessão de mãodeoba base do presente lançamento encontrase detalhada e transcrita em seus dispositivos essenciais: a) CTN, arts. 124, I e II e 125, I, II e III; b) Lei 8.212/91, arts. 31, §§ 2°, 3° e 4° (redação original e alterações promovidas pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 c) Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social — ROCSS, aprovado pelos Decretos 356/91 e 612/92, arts. 42, § 1º e 46, § 1°, d) Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social — ROCSS, aprovado pelo Decreto 2.173/97, arts. 42, §§ 2° e 3°, 43, § 1°; e) Ordem de Serviço INSS/DAF n° 83/93, itens 16 e 16.1. A autuada apresentou Recurso Voluntário, requerendo o conhecimento e provimento das suas razões, para decretar a decadência da Notificação de Lançamento, tornandoa sem efeito e, no mérito, sua absoluta improcedência. É o relatório.” VOTO Miriam Denise Xavier Relatora. Fl. 255DF CARF MF Processo nº 13502.000374/200881 Resolução nº 2401000.656 S2C4T1 Fl. 4 3 Este processo foi julgado na sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 2401000.654 4ª Câmara/1ª Turma Ordinária, de 08 de maio de 2018, proferida no julgamento do processo n° 13502.000329/200827, paradigma ao qual o presente processo encontrase vinculado. Transcrevese, a seguir, nos termos regimentais, o inteiro teor do voto condutor proferido pelo Conselheiro Rayd Santana Ferreira, digno Relator da decisão paradigma, reprisese, Resolução nº 2401000.654 4ª Câmara/1ª Turma Ordinária, de 08 de maio de 2018: Resolução nº 2401000.654 4ª Câmara/1ª Turma Ordinária "Não obstante as substanciosas razões meritórias de fato e de direito ofertadas pela contribuinte em seu recurso voluntário, há nos autos questão preliminar, indispensável ao deslinde da controvérsia, que deve ser elucidada, prejudicando, assim, a análise da demanda nesta oportunidade, como passaremos a demonstrar. A principal controvérsia apresentada no Recurso Voluntário gira em torno da apreciação da decadência do lançamento ora combatido. Com efeito, ação fiscal que culminou com a lavratura da presente NFLD foi realizada em substituição ao lançamento anteriormente efetuado anulado por decisão proferida no âmbito do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Conforme se tem notícias através dos presentes autos, a decisão que anulou o primeiro lançamento considerou a existência de vício formal, resguardando o direito da Administração Tributária no que se refere ao prazo previsto no art. 173, II do CTN. No entanto, conquanto existam fortes indícios de que o lançamento ora recorrido se configure em um novo lançamento e não apenas substituto para correção de vícios de forma, o que caberia a análise da conformidade da presente NFLD com a anteriormente anulada, não constam nos autos o lançamento anterior. Dessa forma, como a demanda envolve matéria de decadência, para o deslinde da questão posta em julgamento e para maior segurança jurídica, necessário se faz a verificação da NFLD DEBCAD original (anulada), com o seu respectivo Relatório Fiscal, bem como do Acórdão do CRPS que anulou a NFLD original. Ante o exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, a fim de que a unidade fiscal de origem providencie a juntada aos autos da NFLD DEBCAD original (com o respectivo relatório fiscal), bem como o inteiro teor do Acórdão do CRPS que a anulou. Assim, mister se faz converter o julgamento em diligência com a finalidade de a autoridade fazendária providencie a juntada aos autos da peças processuais supra referidas, por serem indispensáveis para o deslinde da demanda. Fl. 256DF CARF MF Processo nº 13502.000374/200881 Resolução nº 2401000.656 S2C4T1 Fl. 5 4 Nesse diapasão, VOTO NO SENTIDO DE CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que a autoridade fazendária competente acoste aos autos cópia da NFLD original com o respectivo Relatório Fiscal, bem como o Acórdão do CRPS que anulou tal NFLD, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. É como voto. (assinado digitalmente) Rayd Santana Ferreira, Relator. " Dessarte, pelas razões de fato e de Direito ora expendidas, voto por CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que a Autoridade Fazendária competente faça acostar aos presentes autos cópia da NFLD original, com o respectivo Relatório Fiscal, bem como o Acórdão do CRPS que anulou a suso referida NFLD. (assinado digitalmente) Conselheira Miriam Denise Xavier Relatora. Fl. 257DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.973286/2012-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1201-000.438
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 73 28 6/ 20 12 -8 1 Fl. 157DF CARF MF Processo nº 10880.973286/201281 Resolução nº 1201000.438 S1C2T1 Fl. 3 2 Relatório Por economia processual e por bem descrever os fatos, adoto como parte deste, o relatório constante da decisão de primeira instância: “1. Trata o presente processo de Despacho Decisório (DD) de nº [...], emanado pela Autoridade Administrativa que analisou a DCOMP nº [...] e não deferiu a compensação declarada, em razão da localização de um ou mais pagamentos integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando, quanto ao DARF apresentado, crédito disponível a ser aproveitado na presente DCOMP. O referido DARF, conforme os sistemas da Receita Federal do Brasil RFB possui: período de apuração – 30/06/2010; data de arrecadação – 29/07/2010; código de receita – 2089 (IRPJ LUCRO PRESUMIDO) e valor original utilizado R$ 64.527,49. 1.1. A transmissão da DCOMP ocorreu em 25/07/2011. 2. O Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, [...] alegando, em síntese, que: (...) I DOS FATOS A empresa tem sua tributação baseada na sistemática do lucro presumido. No segundo e terceiro trimestres do ano civil de 2010, apurou receitas em duas modalidades: prestação de serviços e venda de imóveis. Na apuração do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) dos referidos trimestres, foram consideradas as duas modalidades de receita como sendo somente de prestação de serviço. Isto posto, as receitas de vendas de imóveis tiveram suas bases de redução calculadas à alíquota de 32% ao invés de 8% para fins de IRPJ, e no caso da CSLL à alíquota de 32% ao invés de 12%. (...) Em razão desses créditos fiscais, a partir de maio de 2011 foram solicitados pedidos de compensações, através de PER/DCOMPs para quitação de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL vincendos a partir daquela data que estão sendo objetos de questionamento de Despachos Decisórios. Lamentavelmente, quando da elaboração e apresentação da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ), não foram configurados os referidos créditos fiscais na ficha 14A linha 07 e 18A linha 03, correspondente à apuração do IRPJ e da Fl. 158DF CARF MF Processo nº 10880.973286/201281 Resolução nº 1201000.438 S1C2T1 Fl. 4 3 CSLL do segundo e terceiro trimestres de 2010, uma vez que as cifras ficaram apresentadas na linha 07 da ficha 14A (IRPJ) receita bruta sujeita ao percentual de 32% e linha 03 ficha 18A (CSLL) receita bruta sujeita ao percentual de 32%, ao invés da segregação entre as receitas sujeitas ao percentual de 32% e aquelas sujeitas ao percentual de 8%, para fins de IRPJ, e sujeitas ao percentual de 12% para fins de CSLL. Com isto, os saldos a pagar de IRPJ, bem como o da CSLL, ficaram idênticos aos valores recolhidos através de DARF não configurando a demonstração do crédito, pois se os valores apresentados na DIPJ como saldos a pagar fossem efetivamente menores do que os recolhidos, ficaria evidente o direito de crédito por recolhimento a maior. II – DO DIREITO (...) II. 2 DO MÉRITO Conforme explicado anteriormente, a empresa agiu de boa fé, utilizando os preceitos e fundamentos legais para denunciar o seu crédito e a respectiva utilização através dos instrumentos de compensação, e, em sendo assim, a empresa não pode ter o seu direito cerceado pelo equívoco que cometeu no preenchimento da sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ), e dessa forma não ter a homologação através de Despacho Decisório de seus créditos fiscais legítimos por recolhimento a maior. III DOCUMENTOS ANEXADOS Estão anexados a esta Manifestação de Inconformidade os seguintes documentos: (...) 8. Razão contábil do segundo e terceiro trimestres de 2010 das receitas de vendas de imóveis (Contas contábeis 3.1.02.01.0004 abril/2010 e 310301001 de maio a setembro de 2010). (...) 11. Controle de utilização dos créditos fiscais. IV DO PEDIDO À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência do Despacho Decisório, espera e requer a impugnante que seja acolhida a presente Manifestação de Inconformidade para revisão da decisão e consequente cancelamento do Despacho Decisório rastreamento n° [...], consideração da existência do crédito fiscal e a homologação para compensação/quitação do débito no valor de [...]." 2. Em sessão de 26 de agosto de 2014, a 4ª Turma da DRJ/SPO, por unanimidade de votos, considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade pela ausência dos elementos de prova capazes de atestar a certeza e liquidez do crédito utilizado na compensação, conforme Acórdão nº 1660.821, cuja ementa recebeu o seguinte descritivo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Fl. 159DF CARF MF Processo nº 10880.973286/201281 Resolução nº 1201000.438 S1C2T1 Fl. 5 4 Anocalendário: 2010 DCOMP. CRÉDITO. NÃO COMPROVAÇÃO. A alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória da compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido.” 3. A DRJ/SPO não acatou os argumentos da Recorrente, em síntese, sob os seguintes fundamentos: 3.1. Embora a Recorrente tenha juntado cópias do razão contábil e planilha própria de utilização dos créditos fiscais, ambas referentes aos segundo e terceiro trimestres de 2010, constatou que a) as cópias do Livro Razão não estão acompanhadas dos respectivos documentos de respaldo (contrato de venda e compra do imóvel; comprovante de recebimento da respectiva receita, etc); b) também não estão acompanhadas de cópias dos lançamentos correspondentes no Livro Diário, devidamente registrado na Junta Comercial. Portanto, o direito creditório pleiteado não pode ser considerado líquido e certo. 3.2. Sustenta que, a prova documental deve ser apresentada juntamente com a Manifestação de Inconformidade, sob pena de precluir o direito da Recorrente fazêlo em outro momento processual. 4 Cientificada da decisão em 14/03/2016 , a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 08/04/2016, reiterando as razões já expostas em sede de Manifestação de Inconformidade e reforçando que a prova documental produzida nos autos já seria suficiente para comprovar seu direito creditório, mas, para que não pairem dúvidas, juntou a seguinte documentação complementar: (i) escritura pública definitiva de compra e venda do imóvel (doc. 02); (ii) matrícula do imóvel de nº 179.301, do 4º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo (doc. 03); (iii) cópia das DCTFS retificadoras (doc. 04); (iv) cópia do livro diários correspondente aos referidos lançamentos (doc. 05); e (v) comprovante de recebimento da receita de venda do imóvel (doc. 06). 5. Ao final, requer seja acolhido o Recurso Voluntário para o fim de receber os documentos complementares anexos e converter o julgamento em diligência baixando os autos para que a autoridade preparadora examine os documentos novos juntados que complementam a prova do crédito da Recorrente utilizado nessa DCOMP, ou dignese acolher o recurso para o fim de homologar a presente declaração de compensação. É o relatório. Fl. 160DF CARF MF Processo nº 10880.973286/201281 Resolução nº 1201000.438 S1C2T1 Fl. 6 5 Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa, Relatora. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 1201 000.425, de 16/05/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10880.658130/201273, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 1201000.425): " 6. O recurso é tempestivo e cumpre os demais requisitos legais de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento e passo a apreciar. 7. Em primeiro lugar, há de se ressaltar a plausibilidade jurídica do pleito da Recorrente acerca da juntada de documentação complementar em sede de Recurso Voluntário. 8. Alinhome ao entendimento de que a Administração não pode ficar restrita ao que as partes demonstram no curso do processo, mas deve buscar a verdade material. 9. In casu, a douta DRJ poderia, ao invés de julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade, ter baixado os autos em diligência para esclarecimentos dos fatos e análise de provas. Tal iniciativa cooperativa, inclusive, traria maior celeridade e eficiência processual, bem como teria otimizado o custo deste processo para o Estado1. 10. No mais, de acordo com a jurisprudência deste Egrégio Conselho, é possível a juntada de provas complementares para contrapor às 1 Em consonância com os seguintes dispositivos: Lei nº 13.105/2015 "Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportarse de acordo com a boafé. Art. 6º Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. Art. 7º É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório. Art. 8º Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência." Lei nº 9.784/1999 "Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência." "Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizamse de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. § 1º O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo." Fl. 161DF CARF MF Processo nº 10880.973286/201281 Resolução nº 1201000.438 S1C2T1 Fl. 7 6 razões do julgamento de primeira instância à luz dos princípios da verdade material, ampla defesa e contraditório efetivo, verbis: " (...) PRODUÇÃO DE PROVAS NO VOLUNTÁRIO. POSSIBILIDADE PARA SE CONTRAPOR ÀS RAZÕES DO JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Como regra geral, a prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo do direito de fazêlo em outro momento processual.Contudo, tendo o contribuinte trazido os documentos que julgava aptos a comprovar seu direito, ao não ser bem sucedido no julgamento de 1a instância, razoável se admitir a juntada das provas no voluntário, pois é exceção à regra geral de preclusão a produção de novos documentos destinados a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Ademais, seria por demais gravoso, e contrário ao princípio da verdade material, a manutenção da glosa de deduções sem a análise das provas constantes nos autos.E ainda, sendo esta a última instância administrativa, tal postura exigiria do contribuinte a busca da tutela do seu direito no Poder Judiciário, o que exigiria do Fisco a análise das provas apresentadas em juízo, e ainda condenaria a União pelas custas do processo. (...)" (Processo nº 16327.001040/200891, Acórdão nº 1102000.940, 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária / 1ª Seção, Sessão de 08.10.2013, Relator: José Evande Carvalho Araujo) 11. Notese que, cabe a autoridade julgadora verificar a necessidade e a utilidade do recebimento da prova de forma a harmonizar valores e princípios constitucionais e processuais, verbis: " PRINCÍPIOS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. OFICIALIDADE. VERDADE MATERIAL. APRESENTAÇÃO DAS PROVAS. CONSIDERAÇÃO. O direito da parte à produção de provas posteriores, até o momento da decisão administrativa comporta graduação, a critério da autoridade julgadora, com fulcro em seu juízo de valor acerca da utilidade e da necessidade, de modo a assegurar o equilíbrio entre a celeridade, a oficialidade, a segurança indispensável, a ampla defesa e a verdade material, para a consecução dos fins processuais. (...)" (Processo nº 10880.008207/200611), Acórdão nº 2801003.682, 1ª Turma Especial / 2ª Seção de Julgamento, Sessão de 09.09.2014, Relator: Carlos César Quadros Pierre) 12. Portanto, acolho o pedido da Recorrente no sentido de admitir as provas acostadas em sede de Recurso Voluntário por considerálas úteis e necessárias para devida apreciação do processo. 13. No mais, considero que assiste razão a contribuinte quando sustenta que meros erros no preenchimento de declarações não são suficientes para motivar o não reconhecimento do seu direito creditório. Fl. 162DF CARF MF Processo nº 10880.973286/201281 Resolução nº 1201000.438 S1C2T1 Fl. 8 7 14. Contudo, em linha com a jurisprudência deste E. Conselho, é imprescindível que tais erros sejam claramente demonstrados por meio de documentação hábil e idônea, em especial com base na análise de registros contábeis e fiscais e da documentação que lhe serve de suporte, a qual necessariamente deve ser mantida pelo contribuinte enquanto se pretender obter os efeitos fiscais correspondentes, nos termos do artigo 195, parágrafo único, do Código Tributário Nacional CTN e dos artigos 264 e 923 do RIR/99. 15. Reforçando essas diretrizes, transcrevo a seguinte ementa: "ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DCTF. DECLARAÇÕES RETIFICADORAS. COMPROVAÇÃO. CRÉDITO RECONHECIDO. Comprovado que o débito confessado em estava equivocado mediante apresentação de declaração retificadora, DIPJ e elementos da escrituração contábil que corroboram o valor declarado/confessado nessa declaração retificadora, reconhecese o direito de crédito homologandose as compensações pleiteadas até esse limite." (Processo nº 13971.901692/201131, Acórdão nº 1402002.379, 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária / 1ª Seção, Sessão de 26.01.2017, Relator: Fernando Brasil de Oliveira Pinto)(grifos nossos) 16. O direito creditório do contribuinte só pode ser obstado diante de três hipóteses (i) se reconhecida decadência do direito pleiteado; (ii) se os valores já tiverem sido compensados; e (iii) quando a documentação suporte é insuficiente para demonstrar a origem do crédito e/ou não esclarece de forma assertiva e sem contradições a composição dos valores discutidos. 17. Logo, somente diante da comprovação pela autoridade fiscal de uma dessas três hipóteses é que o direito creditório não deve ser reconhecido. 18. Tendo essas premissas em mente, passamos à análise do caso concreto. 19. A Recorrente exerce a atividade de compra e venda de imóveis próprios, bem como a locação de imóveis próprios. 20. Como é sabido, na venda de imóveis próprios a alíquota de presunção do lucro é de 8% (IRPJ) e 12% de CSLL, sendo que na locação, esta alíquota é de 32% 21. Entre abril de 2010 e setembro de 2010 a Recorrente vendeu um imóvel próprio e apurou IRPJ e a CSLL como locação. Portanto, tributou à alíquota de 32% ao invés de 8% (IRPJ) e 12% (CSLL), daí a origem do direito creditório em exame, pagamento a maior de IRPJ e CSLL no segundo e terceiro trimestres do anocalendário de 2010. 22. No presente caso, não há controvérsia acerca do preenchimento dos requisitos (i) e (ii) constantes do item 16, mas do (iii). A DRJ [...] considerou que as provas apresentadas em sede de Manifestação de Inconformidade [...] não foram suficientes para que o crédito pleiteado fosse considerado líquido e certo. Fl. 163DF CARF MF Processo nº 10880.973286/201281 Resolução nº 1201000.438 S1C2T1 Fl. 9 8 23. Ocorre que, a ora Recorrente tanto em sede de Manifestação de Inconformidade quanto, complementarmente, em seu Recurso Voluntário [...], apresentou vasta documentação probatória hábil a demonstrar a ocorrência do suposto erro na apuração da base de cálculo, tais como: (i) doze DARFs de recolhimento de IRPJ e da CSLL referente ao segundo e terceiro trimestre de 2010 [...]); (ii) fichas 14A e 18A do segundo e terceiro trimestre de 2010 da DIPJ Original [...]; (iii) fichas 14A e 18A do segundo e terceiro trimestre de 2010 da DIPJ Retificadora transmitida em 21/11/2012 e seu recibo [...]; (iv) razão contábil do segundo e terceiro trimestre de 2010 das receitas de vendas de imóveis (contas contábeis 3.1.02.01.0004 abril/2010 e 310301001 de maio a setembro de 2010,[...]); (v) escritura pública definitiva de compra e venda do imóvel (doc. 02, [...]); (vi) matrícula do imóvel de nº 179.301, do 4º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo (doc. 03, [...]); (vii) cópia das DCTFS retificadoras (doc. 04, [...]); (viii) cópia do livro diários correspondente aos referidos lançamentos (doc. 05, [...]); e (ix) comprovante de recebimento da receita de venda do imóvel (doc. 06, [...]). 24. A priori, a documentação fiscal e contábil trazida pela Recorrente cumpre o disposto no artigo 923 do RIR2 e é capaz de viabilizar o reconhecimento do direito creditório do contribuinte. 25.Contudo, deve ser verificada, à luz da documentação contábil, fiscal e demais provas suporte, a liquidez e certeza dos créditos constantes dos pedidos de compensação nos períodos em análise. 26. Em face do exposto, diante de toda a documentação acostada aos autos, voto pela conversão do presente julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da Receita Federal da circunscrição da contribuinte: (i) verifique as DCTFs retificadoras apresentadas, efetuando a apuração do crédito relativo aos períodos sob apreciação; (ii) faça o cotejamento desses créditos com as Dcomps relativas a pagamento a maior de IRPJ e CSLL, anocalendário 2010, procedendo à valoração para fins de verificação de suficiência destes, considerandose, inclusive, alguma Dcomp porventura já homologada. 27. Para fins dessa verificação, a contribuinte poderá ser intimada a apresentar livros e documentos. 28. Após a conclusão da diligência, a autoridade fiscal responsável deverá elaborar Relatório Conclusivo, com posterior ciência à Recorrente, para que, se assim desejar, se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias e na seqüência retornem os autos ao E. CARF para julgamento. É como voto. 2 "Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais." Fl. 164DF CARF MF Processo nº 10880.973286/201281 Resolução nº 1201000.438 S1C2T1 Fl. 10 9 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47 do RICARF, voto por converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Fl. 165DF CARF MF
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Numero do processo: 10909.000832/2002-26
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA.
Não demonstrada nem comprovada a suscitada omissão no acórdão recorrido, rejeitam-se os embargos de declaração.
Numero da decisão: 9303-007.026
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício.
(assinado digitalmente)
Andrada Márcio Canuto Natal Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
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OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. Não demonstrada nem comprovada a suscitada omissão no acórdão recorrido, rejeitamse os embargos de declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal – Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 00 08 32 /2 00 2- 26 Fl. 3217DF CARF MF Processo nº 10909.000832/200226 Acórdão n.º 9303007.026 CSRFT3 Fl. 3 2 Relatório Tratase de embargos de declaração apresentados tempestivamente contra o Acórdão nº 9303005.760, de 19 de setembro de 2017, da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, que negou provimento ao recurso especial do contribuinte, nos termos das ementa, a seguir reproduzidas: "ASSUNTO: SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO. CERTEZA/LIQUIDEZ. PROVAS. ÔNUS. O ressarcimento de saldo credor trimestral de IPI está condicionado à comprovação, por parte do requerente, da certeza e liquidez do valor pleiteado, mediante a apresentação de demonstrativo de apuração do valor, acompanhado das respectivas memórias de cálculo e dos documentos fiscais e contábeis que lhe deram origem. PROVAS. APRECIAÇÃO. SEGUNDA INSTÂNCIA. PRECLUSÃO. Inadmissível a apreciação em grau de recurso de documentos não submetidos à apreciação da autoridade julgadora de primeira instância, a não ser que decorram de uma das hipóteses constantes do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72." O contribuinte alegou omissão no acórdão embargado em relação à: i) falta de manifestação sobre a suscitada aplicação do princípio da verdade material; e, ii) fundamentação para a manutenção da aplicação da preclusão; e também alegou contradição entre o acórdão e os argumentos apresentados no recurso voluntário. Analisados os embargos, a Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais os acolheu somente com relação à omissão. É o relatório. Fl. 3218DF CARF MF Processo nº 10909.000832/200226 Acórdão n.º 9303007.026 CSRFT3 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal, relator. O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto. Sendo assim, dele tomo conhecimento. Data máxima vênia, discordo da alegação da Embargante de que ocorreu uma omissão no acórdão embargado, especificamente, em relação à falta de aplicação do princípio da verdade material. É verdade que o voto vencedor do acórdão embargado, acabou sendo conciso em suas razões, deixando de utilizar expressamente a palavra verdade material, mas indubitavelmente enfrentou todo o teor do que se discutia em sede de recurso especial. Vejam, como a relatora havia delimitado a matéria no voto vencido: (...) Controvertese, nesta instância, sobre a possibilidade de se acolherem documentos probatórios trazidos aos autos em sede de recurso voluntário. (...) Observase também, que a então relatora, Conselheira Érika, entendeu por sublimar as disposições contidas no art. 16 do Decreto nº 70.235/72, em nome do princípio da verdade material, como pode se ver dos seguintes trechos do seu voto: (...) Notase que em sede de Recurso Voluntario, a contribuinte juntou de forma complementar planilhas e documentos para provar o crédito indeferido (Fls 2721). Acerca dessa matéria, já se tem nesta Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) pronunciamento até mesmo, no sentido de se acolherem os documentos probatórios produzidos apenas em sede de recurso voluntário, por se considerarem preponderantes, quando confrontados com o rigor formal, os princípios da verdade material, da legalidade e da oficialidade. (que não é o caso, pois a contribuinte, neste processo já vem juntando documentos, desde da impugnação para comprovar o seu direito creditório) Realmente o art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 PAF, que regula o processo administrativo fiscal, determina a apresentação da prova documental na impugnação, precluindo do direito de fazêlo em outro momento processual. Fl. 3219DF CARF MF Processo nº 10909.000832/200226 Acórdão n.º 9303007.026 CSRFT3 Fl. 5 4 No entanto, em nome do princípio da verdade material, tenho o entendimento que a apresentação de provas junto ao Recurso Voluntário deve ser aceita, pois considero que esta providência seria uma marcha natural do processo. (...) Após tecer estas considerações, a relatora votou por dar provimento ao recurso especial do contribuinte com retorno do processo à turma julgadora a quo para que referidos documentos apresentados somente no recurso voluntário fossem analisados. Este colegiado, do qual já anuí algumas vezes com esse entendimento, tem em algumas vezes, como fez a relatora, superado os impedimentos constantes do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 para acatar elementos de prova apresentados somente no recurso voluntário. Mas esta não é a regra e tratase de situações especiais em que, se aquilatando os elementos trazidos, saltam aos olhos o direito invocado pelas partes. O acórdão da turma baixa, então recorrido, diante das provas trazidas ao processo em sede de recurso voluntário, decidiu por unanimidade rejeitálas, ou não conhecê las, entendendo que o contribuinte já deveria têlas apresentadas em momentos processuais anteriores, quando o contribuinte teria sido intimado e reintimado a fazêlo. Ora, ao contrário do pedido do contribuinte e do entendimento da relatora, este colegiado, por maioria de votos, entendeu que estava correta aquela decisão e que não seria o caso de afastar a aplicação do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 em nome do princípio da verdade material. Embora, no acórdão embargado não conste uma ementa específica para "provas. apresentação. princípio da verdade material", no voto vencedor consta expressamente a inadmissão das provas, o que pode ser verificado pela transcrição do seguinte trecho daquele voto: (...) Entendo, da mesma forma que a relatora, que devem ser admitidos elementos de provas apresentados posteriormente e decorrentes da marcha natural do processo. Tenho votado desta forma quando efetivamente isto acontece. Porém não é o caso dos autos e tal fato não foi minimamente demonstrado. Os supostos documentos que dariam direito ao crédito, foram objetos de intimação e reintimação por parte da autoridade fiscal encarregada de análise do crédito. Porém não foram apresentados naquela oportunidade e o crédito foi glosado. Ao apresentar sua manifestação de inconformidade, o contribuinte apresentou uma série de documentos que foram considerados e cerca de 90% das glosas foram revertidas naquela oportunidade. Fl. 3220DF CARF MF Processo nº 10909.000832/200226 Acórdão n.º 9303007.026 CSRFT3 Fl. 6 5 Portanto não há que se falar em cerceamento de defesa, tanto é que o recurso voluntário por ele apresentado foi negado por unanimidade dos conselheiros da turma julgadora a quo. (...) Em outras palavras o acórdão embargado entendeu que o princípio da verdade material não teria sido demonstrado, pelo menos ao seu juízo, e que os elementos tardiamente apresentados já deveriam ter sido providenciados anteriormente. Com essas considerações, rejeito os embargos de declaração opostos pelo contribuinte. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Fl. 3221DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12448.904114/2010-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Exercício: 2005
Ementa:
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. INTEMPESTIVIDADE.
Não tendo sido instaurada a fase litigiosa do processo, eis que a Manifestação de Inconformidade apresentada não respeitou o prazo estipulado pela norma processual vigente, e, não tendo o contribuinte aportado razões ou documentos capazes de elidir a constatação feita em primeira instância, há que se negar provimento ao recurso interposto.
Numero da decisão: 1301-000.937
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: Wilson Fernandes Guimarães
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INTEMPESTIVIDADE. Não tendo sido instaurada a fase litigiosa do processo, eis que a Manifestação de Inconformidade apresentada não respeitou o prazo estipulado pela norma processual vigente, e, não tendo o contribuinte aportado razões ou documentos capazes de elidir a constatação feita em primeira instância, há que se negar provimento ao recurso interposto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. “documento assinado digitalmente” Alberto Pinto Souza Junior Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 303DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 6/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 12448.904114/201031 Acórdão n.º 130100.937 S1C3T1 Fl. 304 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alberto Pinto da Souza Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 6/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 12448.904114/201031 Acórdão n.º 130100.937 S1C3T1 Fl. 305 3 Relatório CONSERVADORA LUSO BRASILEIRA S/A COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, que, por julgar intempestiva, não conheceu a Manifestação Inconformidade apresentada, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de declarações de compensação, por meio das quais a contribuinte objetiva extinguir débitos com crédito de CSLL relativo a saldo negativo apurado no segundo trimestre de 2004. Apreciando o pedido, a Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro homologou parcialmente a compensação, vez que do total de retenções na fonte indicado na apuração do saldo negativo (R$ 83.592,19), só foi confirmada parte (R$ 46.179,61). Manifestação de Inconformidade às fls. 3/4. A já citada 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro, como dito, fundada em intempestividade, decidiu, por meio do Acórdão nº. 12 37.203, de 13 de maio de 2011, não conhecer a peça de defesa. O referido julgado restou assim ementado: MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE INTEMPESTIVA. Manifestação de inconformidade apresentada com mais de 30 dias da data de ciência do despacho decisório de homologação parcial da declaração de compensação é intempestiva, impedindo seu conhecimento. Irresignada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 264/271, em que, relativamente à alegada intempestividade da apresentação da Manifestação de Inconformidade, argumenta: ... Conforme se depreende do referido acórdão a Manifestante não obteve o Julgamento do Mérito por supostamente não ter apresentado, Tempestivamente, a Manifestação de Inconformidade, razão pela qual pretende manter a não homologação e as respectivas cobranças dos Débitos Não Compensados. Ocorre que, conforme protocolo a Manifestante o fez pontualmente, ou seja, em até 30 (trinta) dias do conhecimento do referido Despacho Decisório, estacionando tal afirmativa no fato de que o Receptor apto a tais desdobramentos responsável nas dependências da Manifestante, TÃO LOGO DE SEU CONHECIMENTO ante a Segurança Jurídica, promoveu os necessários desdobramentos, que adiante seguem. Às fls. 293, consta Ofício da Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro solicitando a remessa do processo àquela unidade para fins de “verificações relativas a Fl. 305DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 6/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 12448.904114/201031 Acórdão n.º 130100.937 S1C3T1 Fl. 306 4 cobrança”. Diante da iminência do julgamento, foi proposto o encaminhamento de expediente à referida Delegacia da Receita Federal para complementação de informações (fls. 294). Às fls. 296 consta reiteração do pedido de encaminhamento do processo, tendo sido juntado o documento de fls. 300/302. É o Relatório. Fl. 306DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 6/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 12448.904114/201031 Acórdão n.º 130100.937 S1C3T1 Fl. 307 5 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães Em que pese a sua tempestividade, o recurso voluntário impetrado há de ser improvido, eis que a MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE foi apresentada pela contribuinte fora do prazo legal. Com efeito, a contribuinte tomou ciência do DESPACHO DECISÓRIO em 21 de julho de 2010 (fls. 251), porém, só interpôs Manifestação de Inconformidade em 25 de outubro de 2010 (fls. 03). A data limite para interposição da referida Manifestação de Inconformidade era 20 de agosto de 2010. Não apresentada contestação no prazo estipulado pelo art. 15 do Decreto nº 70.235/72, o litígio deixou de ser instaurado, tornandose definitiva, em âmbito administrativo, a decisão estampada no despacho decisório de fls. 02. Assim, conduzo o meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário interposto. Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 307DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 6/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 13642.720023/2014-34
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Aug 13 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2012
AJUSTE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO. ISENÇÃO.
São isentos os proventos de aposentadoria oficial e complementar percebidos por portador de moléstia grave, contanto que comprovada a patologia mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, relativamente ao ano calendário a que se referem os rendimentos.
Numero da decisão: 9202-006.878
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões as conselheiras Patrícia da Silva, Ana Paula Fernandes e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Heitor de Souza Lima Junior, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2012 AJUSTE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO. ISENÇÃO. São isentos os proventos de aposentadoria oficial e complementar percebidos por portador de moléstia grave, contanto que comprovada a patologia mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, relativamente ao ano calendário a que se referem os rendimentos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões as conselheiras Patrícia da Silva, Ana Paula Fernandes e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Heitor de Souza Lima Junior, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
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PROVENTOS DE APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO. ISENÇÃO. São isentos os proventos de aposentadoria oficial e complementar percebidos por portador de moléstia grave, contanto que comprovada a patologia mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, relativamente ao ano calendário a que se referem os rendimentos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negarlhe provimento. Votaram pelas conclusões as conselheiras Patrícia da Silva, Ana Paula Fernandes e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Heitor de Souza Lima AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 64 2. 72 00 23 /2 01 4- 34 Fl. 161DF CARF MF 2 Junior, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Relatório Tratase de impugnação à Notificação de Lançamento, fls 06, lavrada contra o Contribuinte acima identificado, em decorrência de revisão de sua Declaração de Ajuste Anual (DAA) do Exercício 2012, AnoCalendário 2011, em que foi apurado o imposto suplementar de R$ 24.712,01, acrescido de juros e multa até 31/12/2013. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal, fls 08/10, regularmente intimado, o contribuinte não atendeu a Intimação, dessa forma, foram apuradas: omissão de rendimentos recebidos da fonte pagadora Casa da Vaca Comercial Distribuidora Ltda, CNPJ 02.541.934/000156, no valor de R$ 14.431,89, referente ao CPF 094.567.66624, com IRRF de R$ 23,36; dedução indevida de dependente, no valor de R$ 3.779,28, por falta de comprovação; e dedução indevida de despesa médica, no valor de R$ 29.639,63, por falta de comprovação. O autuado apresentou impugnação, tendo Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro/RJ julgado a impugnação procedente em parte, mantendo em parte o crédito tributário no montante de R$ 9.190,20, a ser acrescido de juros e multa. Apresentado Recurso Voluntário pelo autuado, os autos foram encaminhados ao CARF para julgamento do mesmo. Em sessão plenária de 16/08/2016, foi negado provimento ao Recurso Voluntário, prolatandose o Acórdão nº 2401004.449 (fls. 94), com o seguinte resultado: "Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso voluntário, para, no mérito, negarlhe provimento. Vencido o conselheiro Rayd Santana Ferreira que dava provimento parcial ao recurso quanto às despesas com o plano de saúde”. O acórdão encontrase assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2011 AJUSTE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO. ISENÇÃO. São isentos os proventos de aposentadoria oficial e complementar percebidos por portador de moléstia grave, contanto que comprovada a patologia mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, relativamente ao ano calendário a que se referem os rendimentos. DEDUÇÃO. DEPENDENTE. COMPANHEIRA. A companheira pode ser considerada dependente na declaração de ajuste anual do imposto sobre a renda, desde que comprovada a vida em comum com o contribuinte por mais de cinco anos mediante conjunto probatório hábil e idôneo. AJUSTE. GLOSA. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. DOCUMENTAÇÃO HÁBIL E IDÔNEO. Fl. 162DF CARF MF Processo nº 13642.720023/201434 Acórdão n.º 9202006.878 CSRFT2 Fl. 3 3 São dedutíveis na apuração da base de cálculo do imposto sobre a renda os valores pagos a título de despesas médicas, do próprio contribuinte ou do seus dependentes, apenas quando especificados e comprovados mediante documentação hábil e idônea. Recurso Voluntário Negado Intimado em 07/10/2016, o contribuinte interpôs em 11/10/2016, portanto, tempestivamente, Recurso Especial (fls. 112). Em seu recurso visa rediscutir a matéria “isenção – moléstia grave/cegueira”. Ao Recurso Especial do Contribuinte foi dado seguimento, conforme o Despacho s/nº da 4ª Câmara, de 12/04/2017 (fls. 152) em relação a ambos os paradigmas 2202 003.195, 2801003.907 e 2202002.877. Em seu recurso, o Contribuinte alega que, com base na Lei n.º 7.713, art. 6º, a DRJ/RJ proferiu acórdãos favoráveis aos processos por ele recursados, relativos aos anos de 2010, 2011, 2013 e 2014, cujas cópias anexa aos autos. Que somente o relativo ao ano de 2012, o resultado lhe foi desfavorável. Afirma que todos os processos tinham como objeto o pedido de reconhecimento da isenção relativa aos portadores de moléstia grave. Aduz ainda, que os julgados do CARF corroboram o seu pedido de isenção. O processo foi encaminhado para ciência da Fazenda Nacional, em 02/05/2017 para cientificação em até 30 dias, nos termos da Portaria MF nº 527/2010. A Fazenda Nacional não apresentou contrarrazões. É o relatório. Fl. 163DF CARF MF 4 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora. Pressupostos de Admissibilidade O Recurso Especial interposto é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, conforme despacho de Admissibilidade, fls. 152. Assim, não havendo qualquer questionamento acerca do conhecimento e concordando com os termos do despacho proferido, passo a apreciar o mérito da questão. Do mérito Em face dos pontos trazidos no Recurso especial do Sujeito passivo e do conteúdo do acórdão recorrido, entendo que a apreciação do presente recurso cingise a discussão em relação a Omissão de Rendimentos moléstia grave/isenção CEGUEIRA. Em relação ao direito do sujeito passivo, entendo que não há qualquer reparo a ser feito no lançamento, tendo assim manifestadose o acórdão recorrido, que adoto como razão de decidir, encaminhando pela NEGATIVA DE PROVIMENTO ao recurso: É possível atenuarse os rigores das normas quanto à produção de provas, como medida excepcional, em face de documentos que permitem o fácil e rápido convencimento do julgador a respeito da improcedência do lançamento tributário, por alterarem, substancialmente, fato que serve de suporte à exigência fiscal. O que está em jogo, ao fim e ao cabo, é a legalidade da tributação. 11. Pois bem. Existe laudo médico emitido por serviço oficial, anexado aos autos na fase de impugnação, atestando que o autuado é portador, desde 06/2006, de angiopatia amiloide, qualificando a moléstia como cegueira. Observo que estava em branco o campo do documento correspondente à Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde CID 10 (fls. 59). 12. Debruçandose mais detidamente sobre o laudo oficial, datado de 26/2/2014, assinado por médico ortopedista, percebe se que o diagnóstico da doença, bem como os elementos que a fundamentam, têm como base o relatório oftalmológico emitido por médico especialista do Instituto de Olhos Dr. Rogério Horta. O laudo também referese a exames clínicos realizados no mesmo centro médico (fls. 85/91). 12.1 Segundo consta do relatório oftalmológico, expedido igualmente no ano de 2014, o paciente Sr. Luiz Roney Braga de Abreu iniciou em 2006 o processo de perda visual, quando foi diagnosticada a angiopatia amiloide. Ficou caracterizada a hemianopsia inferior em ambos os olhos na realização do exame de campo visual computadorizado. Fl. 164DF CARF MF Processo nº 13642.720023/201434 Acórdão n.º 9202006.878 CSRFT2 Fl. 4 5 12.2 Ainda que submetido a neurocirurgia em set/2006, o quadro clínico evoluiu ao longo dos anos para perda progressiva do campo visual, alcançando, em fev/2014, quase uma perda total da visão (visão tubular). 13. Destaco que na fase recursal o contribuinte trouxe aos autos novamente cópia do mesmo laudo oficial, agora com o código da moléstia preenchido: CID H54.2 (visão subnormal de ambos os olhos), sem mencionar, contudo, o responsável pela complementação dos dados originais (fls. 82). 14. A hemianopsia é a perda parcial ou completa da visão em uma das metades do campo visual de um ou ambos os olhos. 15. A isenção prevista em lei abrange o gênero "cegueira", não ficando restrita à perda da visão nos dois olhos, pois compreende a cegueira binocular (compromete toda a visão) e a monocular (a patologia atinge a visão em apenas um olho). 16. Deve ficar caracterizada a cegueira de acordo com as definições médicas. Confirase a relação constante da CID10, especificamente nos códigos que tratam da cegueira e visão subnormal: CID 10 H54 Cegueira e visão subnormal CID 10 H54.0 Cegueira, ambos os olhos CID 10 H54.1 Cegueira em um olho e visão subnormal em outro CID 10 H54.2 Visão subnormal de ambos os olhos CID 10 H54.3 Perda não qualificada da visão em ambos os olhos CID 10 H54.4 Cegueira em um olho [DESTAQUEI] CID 10 H54.5 Visão subnormal em um olho CID 10 H54.6 Perda não qualificada da visão em um olho CID 10 H54.7 Perda não especificada da visão 17. Como se percebe, a codificação revela algumas espécies de cegueira, comprometendo a perda da visão nos dois olhos (H54.0) ou ocasionando problemas em apenas um olho (H54.1 e H54.4). Por outro lado, nem todos as hipóteses de perda da visão caracterizam a cegueira. 18. Segundo alhures exposto, o laudo médico de fls. 59 concluiu pela patologia cegueira exclusivamente com base no relatório oftalmológico emitido por médico especialista do Instituto de Olhos Dr. Rogério Horta (fls. 85/91). 18.1 Acontece que o diagnóstico e os exames particulares não corroboram a afirmação do médico ortopedista, que assinou o laudo oficial, de que o recorrente era portador de cegueira no ano de 2006. Como facilmente se percebe, o relatório oftalmológico atesta expressamente um processo de perda visual iniciado em 2006, constatandose em fev/2014, por meio da realização de exames clínicos, a quase perda total da visão em ambos os olhos. Fl. 165DF CARF MF 6 18.2 O diagnóstico médico de visão subnormal de ambos os olhos, devido à identificação de "campo visual menor que 20º compatível com cegueira legal em ambos os olhos. CID H54.2", encontra lastro em documentação obtida mediante exame oftalmológico apenas no ano de 2014 (fls. 87). 19. Logo, os elementos de provas que instruem os autos não confirmam, em linguagem de provas, a patologia denominada "cegueira" no ano de 2006, ainda que restrita a um só olho do paciente. 19.1 Mais que isso, os documentos existentes são insuficientes para o fim de caracterizar, segundo definição médica, a moléstia grave cegueira no ano a que se referem os rendimentos tributáveis, ou seja, em 2011. Dessa forma, para o período que deseja ver comprovado o recorrente, a existência de molestia grave capaz de ensejar a isenção do IRPF, razão não lhe confiro. Por fim, traz o recorrente decisões da DRJ em relação a outros lançamentos e períodos para reforçar seus argumentos quanto ao direito a isenção por moléstia grave são da DRJ e dão conta da aplicação de ato declaratório. Ou seja, todas dão conta da aplicação de Ato Declaratório da Procuradoria PGFN nº 03/2016: Quanto a alegação que e um outros exercícios obteve o recorrente provimento na DRJ, entendo que essa alegação, por si só, não é capaz de alterar o julgado proferido. Fl. 166DF CARF MF Processo nº 13642.720023/201434 Acórdão n.º 9202006.878 CSRFT2 Fl. 5 7 Destacase que os citados lançamentos diferem do hora analisado, tendo em vista que aqui se analisada dedução de dependente e dedução indevida de despesas médicas. Embora já se tenha afastado no presente voto a isenção por moléstia grave, ressaltese, ad argumentandum tantum, que ainda que o sujeito passivo tivesse demonstrado a existência de moléstia grave referente à época dos fatos geradores, entendo não ser possível a procedência do pedido, posto que o lançamento não se refere ao reconhecimento da isenção, mas de glosas de comprovações não realizadas. Conclusão Diante do exposto, voto por CONHECER do Recurso Especial do Sujeito Passivo, para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 167DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10314.004856/99-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3202-000.023
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. José Luiz Novo Rossari Presidente Irene Souza da Trindade Torres – Relatora Editado em 22/06/2011. Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi e Heroldes Bahr Neto. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: Tratase de Auto de Infração relativo ao Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados, lavrado em 29/09/1999, contra o contribuinte em epígrafe, que formalizando o crédito tributário no valor de R$ 604.838,60, com a exigência dos Fl. 12DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.787 2 tributos e multas de ofício, devido à apuração dos seguintes fatos a seguir descritos. O auto de infração foi lavrado por descumprimento, pelo contribuinte, do compromisso do Regime Aduaneiro Especial de Drawback, na modalidade Suspensão, concedido mediante os Atos Concessórios nº 038794/0000401, de 20/04/94, nº 038795/0000161, de 18/01/95, nº 038795/0000064, de 06/01/95, nº 038794/0000436, de 25/05/94, nº 038794/0000150, de 15/03/94, nº 038794/0000428, de 24/05/94, nº 038794/0001106, de 27/10/94, nº 038795/0000366, de 30/03/95, nº 038794/0000932, de 31/08/94, nº 038794/0000843, de 12/08/94, nº 038794/0000622, de 27/06/94 e 038795/0000447, de 03/05/95. Conforme contido no Relatório Fiscal, fls.51/55, foram apuradas as seguintes irregularidades, a seguir discriminadas: 1) Ato Concessório nº 038794/0000401 O Relatório de Comprovação Drawback nº 038797/0002330, de 30/10/97, fls. 91/93, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e, por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DIs nº 512637/94adição 002 e 509223/94adição 001.Foi constatado, ainda, que o Aditivo nº 038795/3284, fls.89, referente a este AC, foi emitido em 29/12/94, fora do prazo final para a exportação, 14/11/95. 2) Ato Concessório nº 038795/0000161 O RCD nº 038797/0002038, de 30/09/97, fls. 110/111, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e. por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DI’s nº 221012/95 adição 002, nº 219545/95 adição 001. nº 502028/95 adição 001, nº 550163/95 adição 001, nº 550207/95 adição 001 e 002, e nº 403889/95 adição 001.Foi constatado, ainda, que o Aditivo nº 038796/0539, fls.109, referente a este AC, foi emitido em 21/02/96, fora do prazo final para a exportação, 13/01/96. 3) Ato Concessório nº 038795/0000064 O RCD nº 038797/0002046, de 30/09/97, fls. 152/153, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e, por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DI’s nº 403889/95 adição 001 e nº 207085/95 adição 002. 4) Ato Concessório nº 038794/0000436 O RCD nº 038797/0002305, de 24/10/97, fls. 290/292, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e, por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DI’s nº 506812/94 adição 001 e nº 512637/94 adição 001. Foi constatado, ainda, que os Aditivos nº 038795/000056, fls.286, e nº 038795/3250, Fl. 13DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.788 3 fls. 289, referentes a este AC, foram emitidos em 06/01/95 e 29/12/95, respectivamente, fora do prazo final para a exportação, 25/11/95 e 21/12/95. 5) Ato Concessório nº 038794/0000150 O RCD nº 038795/0001222, de 05/07/95, fls. 401/415, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados foram totalmente utilizados nos produtos exportados.Entretanto, do exame dos documentos a fiscalização constatou que no Registro de ExportaçãoRE nº 94/0909144001, fls. 426, integrante do RCD, não estão declarados os 300 pistõesP1415, alí referidos, devendo portanto ser recolhidos os valores dos impostos das mercadorias da DI nº 506812/94 adição 002. Foi constatado que o valor autorizado a importar era de US37.225.73 (Aditivo nº 038795/1834, fls.309), mas foi efetivamente importado mercadorias no valor de US$59.129,28, tendo ultrapassado US$21.873,55, devendo os impostos serem exigidos, proporcionalmente, com relação às mercadorias da DI nº 505749/94 adição 001. 6) Ato Concessório nº 038794/0000428 O RCD nº 038795/0001508, de 26/07/95, fls. 437/443, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados foram totalmente utilizados nos produtos exportados. Entretanto, do exame dos documentos a fiscalização constatou que no Registro de ExportaçãoRE nº 95/0140546001, fls.450, não está vinculado a nenhum AC, tratandose de importação comum (código 80000). Sendo assim, as mercadorias importadas utilizadas na fabricação dos 240 pistões P1164, deverão ser objeto de tributação. 7) Ato Concessório nº 038794/0001106 O RCD nº 038797/0002089 de 01/10/97, fls. 174/177, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e, por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DIs nº 521011/94 – adição, nº 088798/94 adição 001, nº 400668/95adição 001, e nº 207085/ 95 – adição 001. 8) Ato Concessório nº 038795/0000366 O RCD nº 038797/0002070, de 01/10/97, fls. 199/201, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e. por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DIs nº 456071/95 adição 001, nº 456699/95 adição 001 e n º 459334/95 adição 001. Foi constatado, ainda, que o Aditivo nº 038796/0270, fls.198, referente a este AC, foi emitido 22/01/96, fora do prazo final para a exportação, 27/12/95. 9) Ato Concessório nº 038794/0000932 Fl. 14DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.789 4 O RCD nº038797/0002062, de 01/10/97, fls. 223/225, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e. por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DIs nº 500160/95 adição 001, nº 512277/95 adição 001, nº 502835/95 adição 001 e nº 506664adição 001. Foi constatado, ainda, que o Aditivo nº 038795/3276, fls.221, referente a este AC, foi emitido em 29/12/95, fora do prazo final para a exportação, 26/09/95. 10) Ato Concessório nº 038794/0000843 O RCD nº 038797/0002119, de 06/10/97, fls. 248/250, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e, por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DIs nº 509223/94 adição 002, nº 512278/94 adição 001, e nº 522277/94 adição 001. Foi constatado, ainda, que os Aditivos nº 038795/2679, fls.246, e nº 038796/0229, fls. 247, referente a este AC, foram emitidos em 19/10/95 e 19/01/96, respectivamente, fora do prazo final para a exportação, 10/10/95 e 08/01/96, respectivamente. 11) Ato Concessório nº 038794/0000622 O RCD nº 038797/0002267, de 22/10/97, fls. 270/271, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação e. por consequência, devem ser exigidos os impostos suspensos relativos às DIs nº 512331/94 adição 001 e nº 510258/94 adição 001. Com relação ao Registro de Exportação nº 95/0390905001, consta no SISCOMEX como “Registro não efetivado ou RE não pertencente ao Exportador”, e por consequência deverão ser exigidos os valores dos impostos das mercadorias utilizadas na fabricação dos 114 pistões ref.1088. despachadas pela DI nº 516913 adição 001. 12) Ato Concessório nº 038794/0000447 Este AC foi emitido em 03/05/95,fls.463, com data de exportação para 30/10/95, tendo sido autorizada uma prorrogação, para 28/01/96, pelo aditivo nº 038795/3233 emitido em 29/12/95,FLS.464, e outra prorrogação pelo aditivo nº 038796/0679, de 04/03/96, fls.465, quando a prorrogação anterior havia vencido em 28/01/96. Cientificado do auto de infração, fls. 01, em 29/09/99, o contribuinte por intermédio de seu advogado e procurador (Instrumento de Mandato de fls.512), protocolizou impugnação (fls. 483/511, em 23/10/99). Preliminar Fl. 15DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.790 5 Alega o contribuinte que deve ser observado o instituto da prescrição e da decadência em função dos dados lançados superarem os cinco anos que teria direito o respectivo lançamento. Relacionou, fls. 489/490, alguns Atos Concessórios que a fiscalização não apurou quaisquer irregularidades tendo sido realizados nos ditames legais do regime, devendo os mesmos serem destinados ao Arquivo. Mérito Alega, ainda, que: 1) Ato Concessório nº 038794/0000401 Em 29/12/94, foi emitido o Aditivo nº 038795/3284, fls.89, referente a este AC, e o pedido de prorrogação ocorreu tempestivamente em 10/11/95. Apresentou o Relatório de Comprovação Drawback em 14/08/96, mas foram levantadas pendências pelo Banco do Brasil SECEX, não atendidas no prazo, do que resultou o Relatório de Comprovação com a informação de que o compromisso de exportação não foi adimplido. Em 18/05/99 protocolou junto à Secex, o pleito visando regularizar sua situação quanto ao referido AC, com a apresentação dos REs listados, fls.491, com datas de embarque que vão de agosto/94 a outubro/95. 2) Ato Concessório nº 038795/0000161 Alega que o pedido de prorrogação foi formulado tempestivamente, em 10/01/96, fls.635, do que resultou o Aditivo nº 038796/0539, fls.637, emitido em 21/02/96, bem como, o novo pleito de prorrogação também foi tempestivo, do que resultou o Aditivo nº 038796/1869, emitido em 10/07/95. Quanto às exportações, declara que o RCD foi emitido como não tendo sido utilizadas as mercadorias importadas, pelo fato de não ter comprovado que os insumos importados que foram utilizados na exportação. Porém, em 18/05/99 protocolizou pedido junto à SECEX, fls.631, visando regularizar sua situação, vinculando os REs ao respectivo AC, com as datas de embarque das mercadorias exportadas, que vão de fevereiro/95 a novembro/96, alegando que os insumos importados foram exportados dentro do prazo de validade do ato concessório. 3) Ato Concessório nº 038795/0000064 Quanto aos Aditivos nº 038795/0001753, protocolado tempestivamente e emissão em 30/06/95, nº 038796/0267, protocolado tempestivamente em 26/12/95, embora no protocolo tenha sido informado, erroneamente, 04/07/96, corrigido para 29/06/96, e cuja emissão ocorreu em 21/02/96. Fl. 16DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.791 6 O RCD para este AC foi emitido como se as exportações não tivessem ocorrido, visto que a Defendente não apresentou sua comprovação, só o fazendo em 18/05/99, conforme lista de REs e respectivas datas de embarque que vão de janeiro/95 a outubro/96. 4) Ato Concessório nº 038794/0001106 Alega que os Aditivos (038794/0595, 038795/1702 e 0387 95/3268) foram requeridos tempestivamente; O RCD para este AC foi emitido como se as exportações não tivessem ocorrido, visto que a Defendente não apresentou sua comprovação, só o fazendo em 18/05/99, conforme lista de REs, fls.496, e respectivas datas de embarque que vão de abril/95 a janeiro/96. 5) Ato Concessório nº 038795/0000366 Alega que o pedido de Aditivo nº 038796/0270, fls.198, referente a este AC, foi protocolado tempestivamente em 26/12/95, embora no protocolo tenha sido informada a data erradamente de 30/06/96, a qual foi corrigida pra 24/06/96, e cuja emissão ocorreu em 22/01/96. Que, em 30/01/96, apresentou Relatório de Comprovação parcial de Importação de Drawback e, em 06/06/96, Relatório de Comprovação de Exportação demonstrando a utilização total das importaçõe, visto que as pendências levantadas pela Secex foram motivadas por erros de preenchimento no formulário, e em 18/05/99, apresentou ao órgão, a lista dos respecitvos REs e datas de embarque que vão de junho/95 a março/96, conforme fls.496/497. 6) Ato Concessório nº 038794/0000932 O RCD para este AC foi emitido como se as exportações não tivessem ocorrido, visto que a Defendente não apresentou sua comprovação, só o fazendo em 18/05/99, conforme lista de REs e respectivas datas de embarque que vão de abril/95 a janeiro/96, fls.498/499, conforme protocolos nº 99/003140, 99/003159 e 99/003167, regularizou o referido AC junto à SECEX. 7) Ato Concessório nº 038794/0000843 Alega que o pedido de prorrogação do Aditivo nº 038795/267 9, foi protocolado tempestivamente, e que a sua emissão ocorreu em 19/10/95, somente nove dias após a data, decorrente do prazo entre o pleito e a emissão; e o de nº 038796/0229, também foi formulado tempestivamente e cuja emissão ocorreu em 19/01/96, somente quatorze dias após o protocolo. O RCD nº 038797/0002119, de 06/10/97, da SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação, motivado pelas pendências existentes e não atendidas no prazo. Que, em 18/05/99, apresentou sob protocolo nº 99/003310 e 99/003302 perante à SECEX, requerimento de regularização do processo de comprovação de cumprimento das exportações, Fl. 17DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.792 7 apresentando os respectivos REs e datas de embarque ocorridas entre março/1995 a julho/96, fls.500/501. 8) Ato Concessório nº 038794/0000622 Alega que o Aditivo nº 038795/0099, foi prorrogado tempestivamente e sua emissão ocorreu em 06/01/95, somente nove dias após a data de 27/12/94, decorrente do prazo entre a entrada do pleito e a emissão do documento; o de nº 038795/3241, protocolado tempestivamente, cuja emissão do documento ocorreu somente sete dias após o prazo determinado. Que, o RCD nº 038797/0002267, de 22/10/97, da SECEX informa que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação pela existência de pendências. Que, em 18/05/99, apresentou sob protocolo nº 99/003272, 99/003280 e 99/003299, perante a SECEX, requerimento de regularização do processo de comprovação de cumprimento das exportações, apresentando os respectivos REs e datas de embarque ocorridas entre outubro/1995 a dezembro/95, fls.502/503. 9) Ato Concessório nº 038794/0000436 Quanto ao Aditivo nº 038795/000056, o mesmo foi protocolado, tempestivamente, em 11/11/94, e em virtude de erro no prazo foi protocolado novamente em 25/11/94 e emitido em 06/01/95, e o de nº 38795/3250, protocolado tempestivamente, foi emitido somente oito dias após a data de 21/12/95, enquanto que os demais aditivos foram requeridos tempestivamente. Que a comprovação das exportações foi apresentada à SECEX, porém em decorrência de pendências não cumpridas no prazo, emitiu o RCD nº 038797/0002305, de 24/10/97, informando que os insumos importados não foram utilizados para compromisso de exportação. Entretanto, em 18/05/99 mediante os protocolos nº 99/003210, 99/003221 e 99/003230, apresentou à SECEX as comprovações necessárias relativas ao cumprimento do compromisso drawback, conforme fls.504. 10) Ato Concessório nº 038794/0000150 Alega que os aditivos foram pleiteados e emitidos tempestivamente, com exceção do de nº 038795/0854, que foi emitido, um dia após o prazo de exportação. O RCD nº 038795/0001222, de 05/07/95, fls. 401/415, emitido pelo SECEX informa que os insumos importados foram totalmente utilizados nos produtos exportados. A fiscalização entretanto declarou que, no Registro de ExportaçãoRE nº 94/0909144001, não constam as mercdorias (300 pistõesP1415) referidas no Relatório de Comprovação, tendo sido comprovado segundo a documentação apresentada. E ainda não concorda com o valor referido no AI, visto que para a feitura de um pistão P1415 é necessário 1,45 kg de liga de Fl. 18DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.793 8 alumínio, e para 300 pístões seriam necessários 462 kg de liga de alumíno, correspondendo a 20,29% da importação realizada, do II e do IPI total devido na DI 506812 adição 002. Quanto ao valor autorizado para importar, alega que o mesmo foi alterado pelo Aditivo nº 038795/1834, para SW.FR 49.302,00, equivalente a US$37.255,73, e só importou o total de SW.FR 35.640,00, equivalente a US$25.460,00, não tendo sido ultrapassado o valor autorizado no Aditivo do AC. Quando do retorno do processo em diligência, a AFRF se manifestou, fls.1642/1645, e quanto a este AC, esclareceu que conforme os aditivos nº 038794/0649 e 1834, o contribuinte poderia importar mercadorias no valor FOB total de SwFr49.302,00 e que, conforme as mesmas’ foram importadas pelas DI’s nº 505749 e 506812, nos valores respectivos de F0B/SwFr35.640,00 e 13.662,00. Declara a AFRF da diligência que não procede o reclamo do contribuinte relativamente aos valores do II e do IPI lançados no Auto de Infração, se referindo ao Relatório de fls. 3, no qual estão indicados os valroes de R1.117,67 e R$1.299,44, para o II e IPI, respectivamente, ambos relacionados com a DI nº 506812Adição 002. Esclarecendo, ainda, que a base tributável do II, adotada pela autuante, correspondeu a 10% do total indicado na DI, valor esse inferior aos 20,29% requerido pela impugnante, demonstrando que o mesmo ocorreu como IPI, fls. 1644. 11) Ato Concessório nº 038794/0000428 Alega que os aditivos foram requeridos e emitidos tempestivamente. Que a Secex no RCD nº 038795/1508, considerou cumprido o compromisso de exportação. Entretanto, a fiscalização desconsiderou o Registro de ExportaçãoRE nº 95/0140546001, por não estar vinculado ao ato concessório, no que incorreu em erro, visto que o mesmo encontrase averbado. Impugna o valor estabelecido pela fiscalização, por considerar que para a feitura de 240 pistões exportados seriam necessários 140 plugs, correspondendo a 3,7% da quantidade importada e do imposto devido na DI nº 506812Adição 002. 12) Ato Concessório nº 038794/0000447 Que as prorrogações dos aditivos foram concedidas pelo SECEX, que emitiu o RCD considerando utilizados os produtos importados em produtos exportados. Que não houve prejuízo ao mercado e nem mesmo à divisa contratada, e a sazonalidade do mercado de auto peças não permitiu o cumprimento dos prazos de exportação, Traz á colação julgados que consideram devida a cobrança dos tributos quando ocorrer a inadimplência do compromisso de exportar, que não é o seu caso, visto que promoveu as exportações, e o Relatório Fl. 19DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.794 9 de Comprovação de Drawback emitido pela CACEX tem valor probante do adimplemento do compromisso de exportar. Ao final requer a insubsistência do AI. O julgamento foi convertido em diligência que resultou na Resolução nº 082/02, fls.16021615. A autoridade preparadora da unidade da SRF, formalizou o Ofício/GAB/nº 0525/2002, ao Diretor do Decex, em 30/09/2002, solicitando informações contidas na referida Resolução, tendo sido reiterado, às fls. 1641, às fls. 1648, e 1650, sem qualquer manifestação daquele órgão. O contribuinte foi intimado a apresentar alguns documentos que foram juntados às fls. 1627/1640. A fiscalização se manifestou às fls. 1642/1645: AC nº 038794/0000150 a AFRF designada faz um demonstrativo, fls.1642/1643, onde se pode verificar que os valores autorizados pelo AC para importar foram utilizados nas DI’s nº 50574 9 e 506812, registradas em 10/0694 e 08/07/94, respectivamente. Esclarece a AFRF que a impugnante reclama do valor do Imposto de Importação (R$1.117,67) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (R$1.229,44), lançados no auto de infração, referindo se ao relatório de fls.03, e relacionados com a DI nº 506812Adição 002. Alega que apenas o equivalente a 20,29% da referida DI deixou de ser exprotanto, e que os tributos exigidos deveriam corresponder a essa proporção. Recorda a AFRF da diligência que a base tributável do II, no auto de infração, correspondeu a 10% do total indicado na DI, valor inferior aos 20.29% requerido pela impugnante. Raciocínio idêntico foi utilizado para comprovar que a exigência fiscal chegou ao percentual apenas de 10%, conforme demonstrado ás fls. 1644.” A DRJSão Paulo/SP indeferiu o pedido da contribuinte (fls.1.656/1.678), nos termos da ementa transcrita adiante: “Ementa: DRAWBACKSUSPENSÃO O descumprimento das condições estabelecidas no regime Drawback, na modalidade Suspensão, ensejam a cobrança de tributos relativos às mercadorias importadas. Multa de Ofício A falta de recolhimento dos impostos, na data devida, ou seja, do registro da declaração de importação, tipifica a penalidade prevista para o Imposto de Importação: art. 4º, inciso I, da Lei nº 8.218/91, c/c art. 44, I, da Lei nº 9.430/96; e, para o Imposto sobre Produtos Industrializados: art. 80, inciso I, da Lei nº 4.502/64, com a redação do art. 45, da Lei nº 9.430/96; c/c art. 106, inciso II, alínea 'c' da Lei nº 5.172/66. Fl. 20DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.795 10 Lançamento procedente” Irresignada, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário a este Colegiado (fls.1.704/1.722), argüindo, preliminarmente, a decadência do direito de o Fisco proceder ao lançamento fiscal. No mérito, aduziu os seguintes argumentos de defesa: que a autoridade julgadora a quo deixou de apreciar matérias que foram objeto de fundamentação da defesa, trazendo, portanto, para apreciação deste Conselho; que a contrapartida da exportação dos produtos importados ocorreu de forma efetiva; que, tendo o órgão fiscalizador deferido os pedidos de prorrogação dos atos concessórios, não podem estes ser desconsiderados pela autoridade fiscal; que o Relatório de Comprovação foi aceito e deferido pelo Banco do Brasil, não havendo nenhuma ressalva ou pendência apontada, inferindose, daí, uma concordância tácita em relação às exportações realizadas, de forma que se deve entender que os compromissos assumidos pela recorrente foram integralmente cumpridos; que a decisão a quo em nenhum momento contesta as exportações realizadas, mas tão somente aponta a existência de um defeito de forma; que o erro formal encontrado nos RE não pode viciar o ato jurídico realizado; que a autoridade julgadora de primeira instância não examinou a sazonalidade do mercado de autopeças, sendo que este foi o motivo de, inicialmente, não lhe ter sido possível cumprir os prazos iniciais concedidos, acarretandolhe a necessidade de prorrogações; que a autoridade julgadora deixou de analisar o resultado cambial da operação, prérequisito para a comprovação do regime de drawback, na modalidade suspensão, conforme previsão do Comunicado nº 21, de 11/06/1997; e que houve a exportação dos materiais importados, não podendo ser efetuada a glosa total das importações efetuadas. Ao final, pede a reforma da decisão a quo. Em sessão de 07 de agosto de 2007, a então Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes decidiu converter o julgamento em diligência, para que o SECEX prestasse os esclarecimentos solicitados pela DRJ constante às fls. 1.602/1.615 (fls.1.763/1775) Cumprida a diligência requerida (fls. 1.783/1.784), retornam os autos para julgamento. É o relatório. Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora Fl. 21DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10314.004856/9941 Resolução n.º 3202000.023 S3C2T2 Fl. 1.796 11 O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Trata a lide de Auto de Infração lavrado contra a contribuinte já identificada, para exigência de Imposto de Importação e IPI vinculado, bem como acréscimos legais, em razão de a autoridade fiscal haver considerado como não amparadas por Ato Concessório todas as exportações efetuadas após 30.10.1995, em face de diversas irregularidades apontadas no Relatório Fiscal (fls. 50/55). Retornam os autos de diligência, requerida pelo então Terceiro Conselho de Contribuintes, em que o DECEX, às fls. 1.782/1.784, informa acerca da validade da maioria dos Comprovantes Parciais de Drawback, o que, em tese, poderia corroborar, pelo menos parcialmente, algumas alegações de defesa. Notase, entretanto, que da diligência não foi dada oportunidade para manifestação da contribuinte, nem tampouco para a autoridade fiscal autuante. Tendo em vista que as informações prestadas pelo DECEX têm importância crucial ao deslinde da questão, e no intuito de se evitar qualquer possível cerceamento ao direito de defesa, entendo de bom alvitre CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que seja dada oportunidade de manifestação à autoridade fiscal autuante, bem como à recorrente. Após, retornem os autos para julgamento. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Fl. 22DF CARF MF Excluído Documento de 1796 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0818.16373.8JQ3. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA em 24/06/2011 16:25:43. Documento autenticado digitalmente por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA em 24/06/2011. Documento assinado digitalmente por: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI em 27/06/2011 e IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA em 24/06/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 14/08/2018. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP14.0818.16373.8JQ3 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: DFC0CC9E06433F1D883AF2D15E3B7B0B557F745D Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 103140048569941. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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