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Numero do processo: 18336.000388/2003-73
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 13/04/1998
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ACORDO DE COMPLEMENTAÇÃO ECONÔMICA ACE-27. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Não restando nos autos identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, não há que se manter o benefício tarifário pretendido.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-34.546
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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A. - PETROBRÁS Recorrida DRJ/FORTALEZA/CE ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 13/04/1998 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ACORDO DE COMPLEMENTAÇÃO ECONÔMICA ACE-27. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Não restando nos autos identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, não há que se manter o beneficio tarifário pretendido. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da 411 relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido. aw. OTACÍLIO DAN RTAXO - Presidente IRENE SOUZASOUZA DA TRINDADE TORRES — Relatora Processo n° 18336.000388/2003-73 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.546 Fls. 234 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffrnann. • 2 • Processo n° 18336.000388/2003-73 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.546 Fls. 235 Relatório Por bem descrever os fatos até aquele momento, adoto o relatório de fls.59/62. Retornam os autos de diligência requerida por esta Câmara, de acordo com a Resolução n°. 301-1.747, na qual foi determinado que a repartição de origem intimasse a Recorrente para trazer aos autos cópia da Invoice n°. 17439-0, emitida pela PDVSA, bem como da Fatura da Petrobrás Petróleo Brasileiro-PETROBRAS para a Petrobrás Internaciona Finance Company- PIFCO. Intimada a contribuinte, foi apresentada a documentação requerida (fls. 222/230). Cumprida a diligência, retomam os autos a este Conselho para julgamento. É o relatório. 3 . . Processo n° 18336.000388/2003-73 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.546 Fls. 236 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Tratam os autos de exigência de Imposto de Importação e respectivos acréscimos legais, decorrente de irregularidades verificadas na importação realizada pela recorrente, em descumprimento a requisitos essenciais à fruição do beneficio de redução de aliquota estabelecido em normas aplicáveis no âmbito da ALADI, tais como divergências encontradas entre o conteúdo e as datas do Certificado de Origem e da Fatura Comercial e • emissão do predito Certificado por pais não signatário do Acordo. A PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS importou butano liquefeito, acobertado pela DI n°. 98/0335656-9, registrada em 13/04/1998, com redução tarifária, sob o beneplácito do Acordo de Complementação Econômica ACE-27, celebrado no âmbito do ALADI, entre Brasil e Venezuela. A autoridade fiscal, em ato de revisão aduaneira, verificou, em suma, os seguintes fatos: (1) o certificado de origem emitido na Venezuela indica que o pais de origem da mercadoria importada foi a Venezuela e declara como empresa exportadora a EMPRESA PDVSA Petróleo Y Gás;; (2) a fatura comercial que instruiu a Dl (PIF-SB-67/98) foi emitida pela Petrobras International Finance Company - PIFCO , situada nas Ilhas Cayman, pais não signatário do ACE-27; (3) a mercadoria foi embarcada diretamente da Venezuela para o • Brasil, sendo aqui recepcionada pela Petróleo Brasileiro S/A — PETROBRÁS, na qualidade de importador, sendo que figura como exportadora, conforme declarado na Dl pela PETR OBRAS, a empresa PIFCO. Já no conhecimento do embarque, a empresa declarada como exportadora é a PDVSA; (4) o certificado de origem que instruiu o despacho de importação não relacionou a quantidade de mercadoria objeto da certificaçã o. Uma vez que a fatura comercial indicada não foi apresentada, não há como saber a quantidade de mercadoria certificada, violando o art. 1° do Acordo 91 da ALADI; e (5) o certificado de origem foi emitido após o embarque na Venezuela da mercadoria a ser comercializada no Brasil e após o registro da respectiva DL Foi lavrado Auto de Infração pela fiscalização, para exigência da diferença do Imposto de Importação e acréscimos legais, visto ter o agente fiscal tomado por inválido o Certificado de Origem apresentado para fins de aplicação da preferência tarifária pretendida, tendo sido o lançamento mantido integralmente pela DRJ pelos mesmos fundamentos. 4 Processo n° 18336.000388/2003-73 CCO3/C0 I Acórdão n.° 301-34.546 Fls. 237 Recebidos os autos por este Conselho, foi convertido o julgamento em diligência, da qual resultou a juntada aos autos de cópias da Invoice n°. 17439-0, vinculada ao Certificado de Origem de fl.19, comprovando a venda da mercadoria da PDVSA para a PETROBRAS (fl.230), não tendo sido juntado aos autos, entretanto, a Fatura Comercial/Invoice solicitada, que atestasse a venda realizada pela PETROBRAS para a PIFCO (o documento juntado à fl. 229 é o mesmo do constante à fl. 18) Assim, não restou devidamente identificada a triangulação comercial alegada pela recorrente, a saber: - Em 24/04/98 PDVSA vendeu a mercadoria para a PETROBRAS (origem: Venezuela, Destino:Brasil) (fi. 230) - Em 07/05/98 -;PIFC0 vendeu a mercadoria para a PETROBRAS (lis. 18 e 229) - Não consta, entretanto, a venda que deveria ter sido comprovada, realizada pela PETROBRAS à PIFCO. O posicionamento mantido por este Terceiro Conselho nos diversos casos semelhantes a este anteriormente julgado, é o de validar a preferência tarifária pretendida pela recorrente, mesmo havendo a interveniência de terceiro pais não signatário do Acordo Internacional, desde que sua participação tenha sido meramente negocial. Para tanto, é preciso que a mercadoria tenha sido remetida diretamente do país produtor (no caso,Venezuela) para o Brasil, e que se possa rastrear documentalmente a vinculação das operações, ficando caracterizado que a intervenção de terceiro pais não desfigurou a origem da mercadoria. Nesse sentido é a jurisprudência desta Câmara, da qual ilustra a seguinte: Número do Recurso: 131671 Câmara: PRIMEIRA CÂMARA Número do Processo: 18336.000542/2003-15 1111 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: WAIÁQUOTA Recorrida/Interessado: DRJ-FORTALEZA/CE Data da Sessão: 24/04/2007 09:00:00 Relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO Decisão: Acórdão 301-33779 Resultado: NPU - NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. Esteve presente a advogada Dra. Andressa Oliveira Cupertino de Castro, OAB/DF 13.186 Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 12/06/1998 Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO — PREFERÊNCIA TARIFÁRIA — TRIANGULAÇÃO COMERCIAL — NECESSIDADE DE PROVA — Em operações internacionais de triangulação comercial, cuja origem do produto importado está certificada para os fins de atendimento de Acordo de preferência tarifária, é imprescindível a demonstração documental da vinculação das operações, ainda que a mercadoria seja remetida diretamente, e de que a intervenção de terceiro país não desfigurou a origem. O requisito formal é imprescindível para comprovação da origem, na forma da norma internacional. RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO 5 Processo n° 18336.000388/2003-73 CCO3/C0 I Acórdão n.° 301-34.546 Fls. 238 In casu, não foi possível a restreabilidade documental da mercadoria importada, em razão de não haver nos autos cópia da fatura comercial que ampararia a triangulação comercial, isto é, não há comprovação documental da venda realizada pela PETROBRAS para a PFICO. Por todo o exposto, voto no sentido de NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto. Sala das Sessões, em 18 de junho de 2008 414à1402"nr, IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora • 6
score : 1.0
Numero do processo: 10920.002275/2008-15
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004, 2005, 2006
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. INFORMAÇÃO DOS RENDIMENTOS NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. DEVER DO CONTRIBUINTE.
É dever do contribuinte informar os rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual nos campos próprios das correspondentes declarações de rendimentos e, conseqüentemente, calcular e pagar o montante do imposto apurado. Desta forma, os rendimentos comprovadamente omitidos na Declaração de Ajuste Anual, detectados em procedimentos de ofício, serão adicionados, para efeito de cálculo do imposto devido, à base de cálculo declarada.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITO BANCÁRIO. PRESUNÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei Nº 9.430, de 1996 impõe aos titulares das contas bancárias, regularmente intimados, o ônus da comprovação, mediante documentação hábil e idônea, da origem dos recursos utilizados nos depósitos bancários.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LIMITES LEGAIS.
Depósitos bancários de valores individuais inferiores a R$ 12.000,00, cujo montante, no ano, supera o valor de R$ 80.000,00 devem ser considerados para fins de determinação da receita omitida.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.564
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. INFORMAÇÃO DOS RENDIMENTOS NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. DEVER DO CONTRIBUINTE. É dever do contribuinte informar os rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual nos campos próprios das correspondentes declarações de rendimentos e, conseqüentemente, calcular e pagar o montante do imposto apurado. Desta forma, os rendimentos comprovadamente omitidos na Declaração de Ajuste Anual, detectados em procedimentos de ofício, serão adicionados, para efeito de cálculo do imposto devido, à base de cálculo declarada. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITO BANCÁRIO. PRESUNÇÃO. ÔNUS DA PROVA. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei Nº 9.430, de 1996 impõe aos titulares das contas bancárias, regularmente intimados, o ônus da comprovação, mediante documentação hábil e idônea, da origem dos recursos utilizados nos depósitos bancários. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LIMITES LEGAIS. Depósitos bancários de valores individuais inferiores a R$ 12.000,00, cujo montante, no ano, supera o valor de R$ 80.000,00 devem ser considerados para fins de determinação da receita omitida. Recurso voluntário negado.
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INFORMAÇÃO DOS RENDIMENTOS NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. DEVER DO CONTRIBUINTE. É dever do contribuinte informar os rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual nos campos próprios das correspondentes declarações de rendimentos e, conseqüentemente, calcular e pagar o montante do imposto apurado. Desta forma, os rendimentos comprovadamente omitidos na Declaração de Ajuste Anual, detectados em procedimentos de ofício, serão adicionados, para efeito de cálculo do imposto devido, à base de cálculo declarada. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITO BANCÁRIO. PRESUNÇÃO. ÔNUS DA PROVA. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei Nº 9.430, de 1996 impõe aos titulares das contas bancárias, regularmente intimados, o ônus da comprovação, mediante documentação hábil e idônea, da origem dos recursos utilizados nos depósitos bancários. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LIMITES LEGAIS. Depósitos bancários de valores individuais inferiores a R$ 12.000,00, cujo montante, no ano, supera o valor de R$ 80.000,00 devem ser considerados para fins de determinação da receita omitida. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Fl. 486DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL Processo nº 10920.002275/200815 Acórdão n.º 280101.564 S2TE01 Fl. 478 2 Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 258.884,23, referente aos exercícios de 2004, 2005 e 2006, a título de imposto (R$ 119.287,44), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 89.465,57), além de juros de mora (R$ 50.131,22). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica e de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. Em sua impugnação, o contribuinte requereu, em síntese, fossem considerados os lucros distribuídos decorrentes do arbitramento do lucro da empresa Indústria de Artefatos de Borrachas NSO Ltda., da qual foi sócio, conforme notificação fiscal em anexo, referente aos anoscalendários de 2003, 2004 e 2005, para justificar parte dos valores omitidos. A 4ª Turma da DRJ/Florianópolis/SC, conforme Acórdão de fls. 459/463, julgou procedente o lançamento sob os fundamentos consubstanciados nas seguintes ementas: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003, 2004, 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ADIANTAMENTO A SÓCIO. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. IMPOSSIBILIDADE. O pagamento pela pessoa jurídica, a título de adiantamento a sócio, quando não declarado pela pessoa física do sócio, é prova de omissão de rendimentos, uma vez que o arbitramento de ofício do lucro de pessoa jurídica, com ampliação de seu lucro tributável, não serve como meio de validação de pagamentos anteriormente efetuados a outro título. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Por disposição legal, caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, de forma individualizada. Fl. 487DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL Processo nº 10920.002275/200815 Acórdão n.º 280101.564 S2TE01 Fl. 479 3 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003, 2004, 2005 DECLARAÇÃO RETIFICADORA. APRESENTAÇÃO APÓS INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. DESCARACTERIZAÇÃO DA ESPONTANEIDADE. Declaração retificadora apresentada após o início da ação fiscal não tem o caráter de denúncia espontânea e não exime o contribuinte de sofrer autuação, compreendendo principal, multa de oficio e juros de mora. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 09/11/2009 (fl. 466), o interessado, representado por seu advogado (fl. 121), interpôs recurso voluntário de fls. 467/475, em 07/12/2008, no qual solicita o reconhecimento da distribuição de lucros arbitrados, justificando eventuais omissões de receita, como critério que se perenizou para a pessoa jurídica Indústria de Borracha NSO Ltda.. Também alega que o Auditor Fiscal deixou de deduzir os valores autorizados pelo art. 42, § 3°, II, da lei n° 9.430/96. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente sustenta que os rendimentos decorrentes do arbitramento do lucro da pessoa jurídica da qual fazia parte do quadro societário seria motivo para afastar as omissões de rendimentos lhe imputadas. No presente caso, ressaltese que a fiscalização apurou omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica e de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. Em relação à omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica, a hipótese aventada já foi acertadamente afastada pela fiscalização no “Termo de Verificação Fiscal”, à fls. 334/341, conforme trecho que se transcreve: “Como foi apurado, pela fiscalização na pessoa jurídica, o contribuinte efetuou retiradas junto a empresa Industria de Borrachas N.S.O. Ltda., identificadas na contabilidade como "adiantamento aos sócios”. Conforme conclusão da auditoria levada a efeito na empresa citada, esses valores não têm relação a distribuição dos lucros e, por isso, o servidor formulou a representação fiscal que deu azo à instauração do presente procedimento administrativo. Fl. 488DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL Processo nº 10920.002275/200815 Acórdão n.º 280101.564 S2TE01 Fl. 480 4 Assim, de imediato, fica afastada a argumentação de que os valores auferidos seriam relacionados com distribuição de lucros, rendimentos isentos de tributação pelo imposto de renda das pessoas físicas. Analisando os anoscalendário sob exame, verificase não há que se falar em distribuição de lucros da pessoa jurídica Indústria de Borrachas N.S.0. Ltda. por sucessão da Indústria de Artefato de Borracha MJ Ltda., porque esta foi declarada inapta pela autoridade administrativa. Por outro lado os pagamentos ocorreram em dias diversos de final de mês, trimestre ou ano, considerandose ainda que não foram acostados documentos probatórios da existência de lucros a distribuir nessas datas. A partir de 28 de maio de 2003, o contribuinte não fazia possuía participação societária na empresa Indústria de Borrachas N.S.0. Ltda., conforme mostra a 14ª alteração contratual. No entanto, os pagamentos efetuados pela Indústria de Borrachas N.S.0. Ltda., a título de "adiantamento aos sócios", continuaram acontecendo regularmente até o julho do anocalendário de 2005. Além disso, a leitura das datas dos pagamentos dos anoscalendário em fiscalização, mostra que a maioria deles foi efetuada em vários dias dentro dos próprios meses, o que descaracteriza retribuição de lucros auferidos. Também pelos valores auferidos, verificase que não têm qualquer relação percentual a capital investido, ou seja, não é atribuído a um percentual fixo que o vincularia a valores investidos em participação societária. Pelo menos, essa relação não foi demonstrada e nem argumentada durante a investigação fiscal.” Melhor sorte não socorre o recorrente quanto à possibilidade dos valores creditados em sua contacorrente terem se originado de distribuição de lucro da empresa Indústria de Artefatos de Borrachas N.S.O. Ltda, haja vista que a fiscalização foi diligente ao excluir da relação dos depósitos não justificados os valores relacionados a crédito de salários/pro labore e às autorizações para liberação de crédito de "Ind. de Artef Borrachas KP", bem como os valores recebidos da Indústria de Borracha N.S.O. Ltda., considerando, inclusive, comprovações parciais. O argumento do contribuinte de que o Auditor Fiscal deixou de deduzir os valores autorizados pelo art. 42, § 3°, II, da lei n° 9.430/96 também não merece acolhida. Isto porque todos os depósitos não justificados são inferiores a R$ 12.000,00 e o correspondente somatório anual supera. R$ 80.000,00, consoante dispõe a referida legislação, a saber: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (...) §3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: Fl. 489DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL Processo nº 10920.002275/200815 Acórdão n.º 280101.564 S2TE01 Fl. 481 5 (...) II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).” (Redação inserida pela Lei nº 9.481, de 1997.) Logo, a tributação deve ser mantida, por força do valor superior ao limite previsto em lei. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 490DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 14/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 14/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13702.002183/2008-06
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Ano-Calendário: 2005
IRPF. PENSÃO ALIMENTÍCIA. EXISTÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL.
Comprovada e existência de decisão judicial determinando o pagamento da pensão alimentícia, deve a mesma ser considerada na dedução da base de cálculo do Imposto de Renda a ser pago pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.571
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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PENSÃO ALIMENTÍCIA. EXISTÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. Comprovada e existência de decisão judicial determinando o pagamento da pensão alimentícia, deve a mesma ser considerada na dedução da base de cálculo do Imposto de Renda a ser pago pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Antonio de Padua Athayde Magalhaes, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Luiz Claudio Farina Ventrilho, Carlos Cesar Quadros Pierre e Tania Mara Paschoalin. Relatório Fl. 84DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 30/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 05/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13702.002183/200806 Acórdão n.º 2801001.571 S2TE01 Fl. 96 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Contra o contribuinte acima qualificado foi lavrado o auto de infração do ano calendário 2006 às fls. 02 a 06. Tal lançamento glosou deduções com dependente e pensão alimentícia judicial. O lançamento está cobrando um crédito tributário total no valor de R$ 14.302,00. O contribuinte contesta o lançamento por meio da impugnação de fl. 01, tendo juntado documentação para comprovar as deduções glosadas.” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 2006 Ementa: DEDUÇÕES. Tendo o contribuinte apresentado documentos que comprovam parte das despesas glosadas, deve o lançamento de ofício ser alterado. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual conheço do mesmo. Tratase, como indicado no relatório, de glosa de dedução de valores gastos com pensão alimentícia judicial, eis que a parte relacionada à dependente já foi acolhida pela decisão de primeira instância. A despeito da decisão recorrida, especificamente na parte em que manteve a autuação, fato é que há nos autos elementos da Ação Ordinária de Exclusão e Redução de Pensão promovida pelo Recorrente contra seus filhos, representados por sua mãe Maria Valéria da Rosa, transcorrida perante à Vara de Família do Méier (Processo 2000.208.0078883, distribuído em 13/7/00). Nesta demanda, restou fixada a pensão dos filhos, mediante Termo de Audiência celebrado em 18/07/03. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 30/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 05/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13702.002183/200806 Acórdão n.º 2801001.571 S2TE01 Fl. 97 3 Além disso, o Recorrente promoveu Ação de Oferecimento de Alimentos contra a sua outra filha, Giovanna Franco, representada por sua mãe Leila Isabel Franco, transcorrida na Vara de Família de Campo Grande (Processo 2312/99), onde ficou claramente estabelecido que haveria pensão alimentícia correspondente a 1 e ½ (um e meio salário mínimo). Noutras, palavras, todas as deduções decorrem de decisões judiciais que fixaram os montantes das pensões alimentícias pagas pelo Recorrente, não podendo, nestes autos, haver dúvidas quanto a este fato. Nestes termos, dou provimento ao recurso para restabelecer a dedução supostamente indevida de pensão alimentícia judicial. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 86DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 30/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 05/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL
score : 1.0
Numero do processo: 10580.006528/00-08
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO — II
Data do fato gerador: 12/07/1995
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. IPI. DECADÊNCIA.
O prazo de cinco anos para constituir o crédito tributário
pertinente a diferença do Imposto de Importação e do IPI vinculado, por se tratar de lançamento considerado por homologação, deve ser contado a partir da ocorrência do fato
gerador (parágrafo único do art. 138 do Decreto-lei nº 37/66, art. 116, II, do Decreto d 2.637/98 e art. 150, § 4º do CTN).
Constatado que o lançamento foi perfectibilizado com a ciência
do contribuinte em data posterior ao prazo permitido para que a
Fazenda Nacional promova tal ação, deve ser declarada a
decadência, resultando prejudicado o lançamento.
RECURSO PROVIDO.
Numero da decisão: 301-34.440
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para de oficio declarar a decadência do lançamento
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO — II Data do fato gerador: 12/07/1995 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. IPI. DECADÊNCIA. O prazo de cinco anos para constituir o crédito tributário pertinente a diferença do Imposto de Importação e do IPI vinculado, por se tratar de lançamento considerado por homologação, deve ser contado a partir da ocorrência do fato gerador (parágrafo único do art. 138 do Decreto-lei nº 37/66, art. 116, II, do Decreto d 2.637/98 e art. 150, § 4º do CTN). Constatado que o lançamento foi perfectibilizado com a ciência do contribuinte em data posterior ao prazo permitido para que a Fazenda Nacional promova tal ação, deve ser declarada a decadência, resultando prejudicado o lançamento. RECURSO PROVIDO.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-17T10:34:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-17T10:34:17Z; Last-Modified: 2009-11-17T10:34:17Z; dcterms:modified: 2009-11-17T10:34:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-17T10:34:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-17T10:34:17Z; meta:save-date: 2009-11-17T10:34:17Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-17T10:34:17Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-17T10:34:17Z; created: 2009-11-17T10:34:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-11-17T10:34:17Z; pdf:charsPerPage: 1305; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-17T10:34:17Z | Conteúdo => CCO3 COI Fls. 166 4.'49 MINISTÉRIO DA FAZENDA *it TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES %fihlt1 %fn 90‘ PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 10580.006528/00-08 Recurso n° 132.029 Voluntário Matéria II/IPI - FALTA DE RECOLHIMENTO - ALÍQUOTA Acórdão n° 301-34.440 Sessão de 19 de maio de 2008 Recorrente SANDRA MARIA FERRAZ DE SOUZA Recorrida DRJ/FORTA LEZA/CE • ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO — II Data do fato gerador: 12/07/1995 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. IPI. DECADÊNCIA. O prazo de cinco anos para constituir o crédito tributário pertinente a diferença do Imposto de Importação e do IPI vinculado, por se tratar de lançamento considerado por homologação, deve ser contado a partir da ocorrência do fato gerador (parágrafo único do art. 138 do Decreto-lei n 37/66, art. 116, II, do Decreto d 2.637/98 e art. 150, § 4, do CTN). Constatado que o lançamento foi perfectibilizado com a ciência do contribuinte em data posterior ao prazo permitido para que a Fazenda Nacional promova tal ação, deve ser declarada a decadência, resultando prejudicado o lançamento. RECURSO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para de oficio declarar a decadência do lançamento. INL \M‘ OTACÍLIO DANTA ARTAXO - Presidente , Processo n° 10580.006528/00-08 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.440 Fls. 167 .."1-n• -,,/4" '"1"4"-`.--- . PO_ LIJ OVO ROS SAIU - RelatorSr-------J Participaram, ainda, cio presente julgamento, os Conselheiros Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Cardozo Miranda, Valdete Aparecida Marinheiro, Susy Gomes Hoffmann, José Fernandes do Nascimento (Suplente) e Maria Regina Godlinho de Carvalho (Suplente). Ausentes os Conselheiros João Luiz F rego nazzi e Irene Souza da Trindade Torres.. lik 411 2 Processo n° 10580.006528/00-08 CCO3/C0 I Acórdão n.° 301-34.440 Fls. 168 Relatório Em exame o recurso interposto contra a decisão proferida pela 2 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE, em processo originário de Notificações de Lançamento de Imposto de Importação e de IPI vinculado, em decorrência de ter sido reconhecida pelo TRF da 5 a Região a legalidade dos Decretos n' 1.391/95 e 1.427/95, que alteraram as aliquotas de 20% para 32% e para 70%, respectivamente, para a exigência do Imposto de Importação no despacho aduaneiro de automóveis. A decisão recorrida concluiu pela renúncia à via administrativa na parte que trata da legalidade dos Decretos que majoraram a aliquota do Imposto de Importação, visto que • em relação a essa matéria a contribuinte impetrou Mandado de Segurança, do que resultou o pronunciamento definitivo do judiciário no sentido da legalidade daquelas normas. Entretanto, a DRJ conheceu da impugnação na parte que respeita às alegações de ilegitimidade passiva, bitributação e legalidade do lançamento, tendo decidido pela rejeição de tais preliminares e julgado procedente os lançamentos. O relatório já foi suficientemente feito pela DRJ citada, tendo sido adotado e atualizado por esta Câmara por ocasião da primeira apreciação do recurso voluntário, que resultou em diligência. Em esteio ao seu recurso, a contribuinte alegou que teve contra si ação de execução fiscal e que provou ter pagado as obrigações pertinentes aos impostos cobrados do veiculo adquirido à época, tanto assim que a justiça julgou extinta a execução. O julgamento foi convertido em diligência pela Resolução ri' 301-1.703, de 19/9/2006 (fls. 139/143), que converteu o julgamento em diligência para que fossem juntados ao processo os documentos relativos ao Mandado de Segurança riP- 95.0010465-2, para que fosse bem avaliada a configuração de concomitância alegada na decisão recorrida. 4111 Em resposta à intimação para cumprir a diligência, a recorrente alegou que foi comprovado através de sentença judicial o pagamento de todos os tributos, e juntou cópia de partes dos processos n 2001.33.00.007351-0 e 2001.33.00.007350-8, de 2/5/2001, referentes a execuções fiscais promovidas pela Fazenda Nacional, inclusive sentenças, e requereu a extinção do feito administrativo (fls. 146/164). É o relatório. 3 _ Processo n° 10580.006528/00-08 CCO3,r01 Acórdão n.° 301-34.440 Fls. 169 .. Voto Conselheiro José Luiz Novo Rossari, Relator O presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Preliminarmente deve ser observado que, em resposta à intimação de fl. 144 decorrente da diligência, a recorrente não trouxe nenhum dos elementos solicitados por esta Câmara na Resolução d. 301-1.703, de 19/9/2006, relativos ao Mandado de Segurança if- 95.0010465-2 impetrado contra o Inspetor da Alfândega do Porto de Fortaleza, a saber: cópia da petição inicial; das decisões proferidas em primeira e segunda instâncias; da publicação do GO trânsito em julgado e certidão de "Objeto e Pé". Ao invés, limitou-se a recorrente a apresentar cópia de partes dos processos judiciais n 2001.33.00.007351-0 e 2001.33.00.007350-8, que tratam de execuções fiscais promovidas pela Fazenda Nacional e que findaram com a extinção dessas execuções, alegando que foi comprovado através das sentenças o pagamento de todos os tributos. Deixe-se claro que a extinção dos processos de execução não ocorreu por motivo do pagamento dos tributos, como alegou a recorrente. Essa extinção decorreu de providências da própria Fazenda Nacional, que requereu ao Juiz Federal da 20a Vara da seção Judiciária da Bahia a extinção das execuções por terem sido cancelados, por anulação, os débitos inscritos em Dívida Ativa da União (fls. 94/95). Tal cancelamento deveu-se ao fato de que a SRF verificou que a exigência havia sido tempestivamente impugnada, originando-se o contencioso fiscal, do que restaram duplicada a cobrança e inscrição em Dívida Ativa dos mesmos valores. Assim, não houve qualquer sentença declaratória de pagamento dos tributos Oexigidos em Notificações de Lançamento, como afirmou a recorrente. Feita essa observação e restando inequívoco que as sentenças judiciais não tiveram qualquer influência nos lançamentos e que esses permanecem sujeitos ao exame desta Câmara, entendo que, mesmo que a diligência não tenha operado na coleta das informações solicitadas, o processo está em condições de julgamento. Fato preliminar e relevante, no entanto, merece apreciação, no que respeita ao prazo previsto na legislação vigente para que a Fazenda Nacional possa promover a exigência dos tributos. Acontece que consta no processo informação da DRF em Salvador/BA (fl. 104) entendendo que, pelo fato de não constar na cópia do AR de fl. 29 (original à fl. 62) a data do recebimento das Notificações de Lançamento e constar como data de postagem da ECT a data de 13/7/2000 (aposta na informação a data de 13/10/2000 incorretamente), considerou-se como data de ciência da contribuinte a data de 28/7/2000 e a entrega da impugnação de 3/8/2000 como tempestiva. Isso por força do que dispõe o art. 23, § 2 2, do Decreto n' 70.235/72, com a alteração promovida pelo art. 67 da Lei n' 9.532/97, que estabelecem que, nas intimações por Processo n° 10580.006528/00-08 CCO3/CO I Acórdão n.° 301-34.440 Fls. 170 via postal, e omitida a data do recebimento no comprovante, a data da ciência para considerar- se o sujeito passivo intimado passa a ser de 15 dias após a expedição da intimação. Verifico, de outra parte, que a Declaração de Importação foi registrada em 12/7/1995, permitindo que qualquer exigência de diferença de tributos devesse ser providenciada até 12/7/2000, em obediência ao que dispõe o parágrafo único do art. 138 do Decreto-lei d37/66, na redação que lhe deu o art. 1 2 do Decreto-lei n2 2.472/88, verbis: "Art. 138 — O direito de exigir o tributo extingue-se em 5 (cinco) anos, a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido lançado. Parágrafo único — Tratando-se de exigência de diferença de tributo, contar-se-á o prazo a partir do pagamento efetuado." A norma é objetiva e indene de dúvidas ao tratar, no caput, da situação de não- lançamento do tributo e, em seu parágrafo único, da hipótese em que houve pagamento, • relacionada esta última com o art. 150, § 4 2, da Lei n°5.172/1966 (Código Tributário Nacional - CTN). No caso de ocorrer essa última hipótese, o prazo para a Fazenda Nacional formalizar o crédito tributário relativo à diferença do imposto deve ser contado do pagamento efetuado, vale dizer, da data do registro da declaração de importação. Esse é o caso dos autos, tendo em vista que se verificou o pagamento de tributos por ocasião do despacho de importação, e que a exigência objeto da ação fiscal que resultou na formalização das Notificações de Lançamento diz respeito a diferenças de tributos não pagas por ocasião do despacho aduaneiro. Somente no caso em que se apurar a inexistência de qualquer pagamento de imposto é que o prazo para formalizar o crédito tributário deixa de ser contado de acordo com o disposto no § 4do art. 150, transferindo-se para aquele previsto no caput do art. 138 do Decreto-lei 1-12 37/1966, que tem previsão no art. 173, inciso I, do CTN. Igual entendimento é aplicável ao IPI vinculado à importação, tendo em vista • que o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário relativamente a esse imposto está claramente previsto no art. 116, II, do Decreto n 2 2.637/98, em vigor à época do lançamento e que também tem como base legal o art. 173, inciso I, do CTN. Destarte, considerando que o fato gerador ocorreu em 12/7/1995, a Fazenda Nacional teria até 12/7/2000 para formalizar a exigência fiscal relativa à diferença dos tributos. Como as Notificações de Lançamento foram formalizadas em 6/7/2000, mas o crédito tributário foi perfectibilizada somente em 28/7/2000, data em que a SRF considerou a contribuinte ciente dos lançamentos, restou que essa exigência foi feita em data em que já se operara a decadência e em relação à qual tais lançamentos resultaram prejudicados. Diante do exposto, e por se tratar de ato nulo e contrário ao interesse público, suscito de oficio essa preliminar para considerar a decadência dos lançamentos, ficando prejudicado o exame do mérito, e voto por que seja dado provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 19 de maio de 2008 •SE L NOVO ROSSARI - Relator
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Numero do processo: 10675.004808/2004-19
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2000
IRPF. DEDUÇÃO. DEPENDENTES. SOGRO/SOGRA.
Sogro ou sogra, desde que não aufira rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal, pode figurar como dependente na declaração de imposto de renda do genro, quando cônjuge ou companheira deste esteja igualmente incluída na referida declaração.
DESPESAS COM INSTRUÇÃO. CURSOS DE IDIOMAS ESTRANGEIROS.
Na Declaração de Ajuste Anual poderão ser deduzidos os pagamentos
efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual estipulado, não se enquadrando nesse conceito o pagamento de cursos de idiomas estrangeiros.
LIVRO CAIXA. COMPROVAÇÃO.
Somente são dedutíveis a título de Livro Caixa as despesas realizadas e escrituradas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, devidamente comprovadas por documentação hábil e idônea.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.557
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com dependente no valor de R$ 1.080,00. Vencida a Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que negava provimento ao recurso.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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DEDUÇÃO. DEPENDENTES. SOGRO/SOGRA. Sogro ou sogra, desde que não aufira rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal, pode figurar como dependente na declaração de imposto de renda do genro, quando cônjuge ou companheira deste esteja igualmente incluída na referida declaração. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. CURSOS DE IDIOMAS ESTRANGEIROS. Na Declaração de Ajuste Anual poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação préescolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual estipulado, não se enquadrando nesse conceito o pagamento de cursos de idiomas estrangeiros. LIVRO CAIXA. COMPROVAÇÃO. Somente são dedutíveis a título de Livro Caixa as despesas realizadas e escrituradas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, devidamente comprovadas por documentação hábil e idônea. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 75DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10675.004808/200419 Acórdão n.º 280101.557 S2TE01 Fl. 340 2 Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com dependente no valor de R$ 1.080,00. Vencida a Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que negava provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Mediante Auto de Infração, às fls. 04/06, formalizouse exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao exercício 2001, anocalendário 2000, no valor total de R$ 14.369,18, assim disposto: imposto suplementar no valor de R$ 5.865,13; multa de oficio no valor de R$ 4.398,84; multa isolada no valor de R$ 447,72; e juros de mora (calculados até outubro/2004) no valor de R$ 3.657,49. De acordo com a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação, a exigência fiscal decorreu de revisão efetuada na Declaração de Ajuste Anual do contribuinte, às fls. 233/236. Em sua análise, a autoridade lançadora apontou a existência de deduções indevidamente pleiteadas pelo contribuinte, a saber: i) Dependentes: “sogra constando como dependente indevidamente tendo em vista que a esposa não estava obrigada a apresentar declaração”; ii) Despesas com Instrução: “valores comprovados com as despesas com instrução menores do que os valores declarados: Colégio Nacional (Gabriela), R$ 641,59; Colégio Anglo (Gabriela), R$ 901,50; Colégio Objetivo (Gustavo), R$ 210,00”; iii) Despesas Médicas: “despesas médicas comprovadas em valores menores do que o declarado: Dr. Rodolfo Pereira Mendes, R$ 300,00”; e iv) Livro Caixa: “vários documentos sem valor fiscal; despesas com trabalhadores não registrados no livro de registro de empregados; despesas não condizentes com a atividade profissional”. Fl. 76DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10675.004808/200419 Acórdão n.º 280101.557 S2TE01 Fl. 341 3 Cientificado do lançamento em 27/10/2004, conforme Aviso de Recebimento AR à fl. 81, o contribuinte apresentou, em 17/11/2004, a impugnação às fls. 01/02, instruída com os elementos às fls. 07/76. Ao contestar a exigência fiscal, o autuado solicitou um reexame dos documentos relacionados às deduções pleiteadas em sua declaração de rendimentos. Após o exame das peças processuais, entendeu a autoridade julgadora de primeira instância que a apreciação do litígio estava prejudicada, especialmente quanto à dedução de despesas do Livro Caixa, pois o referido Livro não constava nos autos, nem qualquer relação das despesas acatadas e desconsideradas pela autoridade fiscal revisora. Assim, por meio do despacho da Presidência da 4a Turma de Julgamento da DRJ/Juiz de Fora (MG), sob n° 04060/2006, às fls. 239/240, e com base nos motivos ali apresentados, foi solicitado à autoridade revisora que anexasse ao processo o Livro Caixa do contribuinte, acompanhado de uma “relação das despesas acatadas e desconsideradas”, além de um parecer com as respectivas motivações que a levaram ao entendimento registrado no lançamento efetuado. Desses documentos fiscais (relação e parecer), caberia ser cientificado o interessado, possibilitandolhe apresentar razões adicionais de defesa. Desse modo procedeu a autoridade fiscal, consoante documentação às fls. 242/269, tendo o contribuinte se manifestado a respeito por meio do documento à fl. 272, com anexos às fls. 283/285. Segundo o Relatório Fiscal às fls. 266/267, a autoridade designada para a análise solicitada entendeu por acatar como dedutíveis a título de Livro Caixa na declaração de rendimentos revisada (exercício 2001) despesas no valor total de R$ 12.973,32. Todas as despesas pleiteadas pelo declarante foram devidamente discriminadas na relação às fls. 259/265, com as respectivas motivações de suas considerações como dedutíveis e não dedutíveis. O contribuinte, por sua vez, após ciência do trabalho fiscal, reiterou sua discordância do entendimento da autoridade tributária. Na sequência, ao examinar o litígio, a 4a Turma de Julgamento da DRJ/Juiz de Fora (MG), em decisão unânime, julgou procedente em parte o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/JFA n° 0916.869, de 10/08/2007, às fls. 288/299, para: a) reduzir o percentual da multa isolada de 75% (setenta e cinco por cento) para 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor do recolhimento mensal (a título de carnêleão) não efetuado pelo contribuinte, face o disposto no artigo 106, inciso II, alínea “c”, do CTN; b) considerar não impugnada a glosa efetuada pela fiscalização relacionada a deduções de despesas médicas; c) manter a glosa da dedução com dependente (sogra) e com despesas de instrução (gastos efetuados com cursos de idiomas), conforme destacado no lançamento; e d) acatar como dedução a titulo de Livro Caixa pleiteada na DIRPF/2001 revisada o valor de R$ 12.973,32 como o efetivamente correto. Transcrevese, a seguir, o ementário constante da referida decisão: Fl. 77DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10675.004808/200419 Acórdão n.º 280101.557 S2TE01 Fl. 342 4 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001 DEDUÇÕES. DEPENDENTES. SOGRA. O sogro e a sogra, observados os limites legais de • rendimentos por eles percebidos no anocalendário, podem ser considerados dependentes na declaração de rendimentos do genro, ou da nora, desde que a filha, ou o filho, faça declaração em conjunto com o cônjuge. DEDUÇÕES. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Aulas de idioma estrangeiro, por expressa determinação legal, não se enquadram no conceito de despesas com instrução para fins de dedução do IRPF. DEDUÇÕES. LIVRO CAIXA. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. O profissional autônomo pode deduzir da receita decorrente do exercício da respectiva atividade as despesas de custeios pagas, necessárias à percepção da receita e a manutenção da fonte produtora, desde que comprovadas com documentos hábeis preenchidos com as informações exigidas para configurar a dedução pretendida. DEDUÇÕES. LIVRO CAIXA. INDEDUTIBILIDADE DE APLICAÇÕES DE CAPITAL EM BENS DO ATIVO PERMANENTE. As despesas com instalação de escritório/consultório e com aquisição de móveis, utensílios e equipamentos eletrônicos e de informática, por gerarem bens com vidas úteis superior a um exercício, são consideradas como ativo permanente ou aplicações de capital e, como tais, não são dedutíveis da base de cálculo do IRPF apurado na declaração de ajuste anual desse imposto. MULTA ISOLADA SOBRE A FALTA DE RECOLHIMENTO DO CARNÊLEÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. A edição de lei nova que comine penalidade menos severa do que aquela prevista na lei vigente ao tempo da prática de ato ou fato pretérito caracterizado como infração à legislação tributária, há que ser aplicada na posterior solução das lides ainda não definitivamente julgadas. Lançamento Procedente em Parte Cientificado da decisão a quo em 01/11/2007, o contribuinte interpôs em 20/11/2007 o Recurso Voluntário à fl. 304, acompanhado do expediente à fl. 305, e da documentação às fls. 306/336. Em sua peça recursal, alega que: “(...) Fl. 78DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10675.004808/200419 Acórdão n.º 280101.557 S2TE01 Fl. 343 5 O valor de R$ 2.900,00 (dois mil e novecentos reais) gastos no conserto do consultório, não foi reforma, foi uma fatalidade a qual tive que arcar (cfe. documentos e B.O remetidos para exame), reforma é quando fazemos por livre e espontânea vontade para ficar mais bonito, ou para ampliar, o que não foi o caso. Quanto às despesas com protéticos, acontece que nunca pedimos recibo, ninguém pede, trabalhávamos sempre na confiança, com boletos de controle de fornecimento de peças e pagamentos, os quais foram apresentados ao Sr. auditor, que não aceitou, acontece que provei que recebi as peças, foram pagas, sempre foi desse jeito, agora que estão exigindo os respectivos recibos, então vamos mudar e também exigir, agora não posso pagar por um processo que vem sendo feita há muitos anos por todos os profissionais. Confeccionei minha declaração como sempre fiz ao longo destes, 45 anos, sem tentar burlar ninguém, tanto assim que guardo todos os documentos, haja vista que quando me pediram, os apresentei, hoje estou aposentado, ganho R$ 740,00 (setecentos e quarenta reais), como V.Sas. podem notar sou um homem pobre. Solicito desse Conselho acatarem a minha declaração, pois a mesma foi feita com lisura e honestidade, e os documentos são todos verdadeiros, como também solicito considerar minha sogra como dependente, pois ela tem 89 anos e é totalmente nossa dependente. (...)” Posteriormente, em 12/11/2007, o presente processo foi encaminhado a este Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. Passo, portanto, à análise do mérito, que, nesta instância de julgamento, cingese à discussão acerca da glosa de dedução com dependente (sogra), despesa com instrução, e de algumas despesas declaradas pelo contribuinte como relacionadas ao Livro Caixa. Fl. 79DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10675.004808/200419 Acórdão n.º 280101.557 S2TE01 Fl. 344 6 Assim, primeiramente, quanto à relação de dependência da Sra. Regina Barbosa de Jesus, genitora de Maria Luzia de Jesus Finizola, estou em perfilhar idêntico entendimento adotado em diversas decisões deste Egrégio Conselho (citase algumas: Acórdão nº 10617.231, de 04/02/2009 – Recurso nº 164.910 – Processo nº 10120.006346/200611; Acórdão nº 280100.419, de 13/04/2010 – Recurso nº 162.367 – Processo nº 10680.001614/200492; Acórdão nº 10615.105, de 11/11/2005 Recurso nº 147.087 – Processo nº 11516.000859/200203), no sentido de que o pai ou a mãe do cônjuge do declarante, desde que não aufira rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal, pode figurar como dependente na declaração de imposto de renda do declarante, quando o cônjuge esteja igualmente incluído na respectiva declaração de rendimentos. No presente caso, a Sra. Maria Luzia de Jesus Finizola consta na declaração de rendimentos sob análise como cônjuge dependente do declarante, não havendo nos autos qualquer elemento de prova que venha a afastar o vínculo ali informado, ou ainda, que venha a demonstrar a incomunicabilidade do patrimônio relacionado na referida declaração. Configura se, portanto, nos termos ora analisados, um vínculo de afinidade que permite que a Sra. Regina Barbosa de Jesus, sogra do recorrente, seja considerada dependente para fins de dedução do imposto apurado na declaração de rendimentos sob exame. Portanto, deve ser restabelecido o valor de R$ 1.080,00 a título de dedução com dependente. No tocante às despesas com instrução, frisese que a legislação de regência não autoriza a dedução de dispêndios efetuados com cursos de idiomas. Não há, portanto, como ser acatado o pleito do contribuinte. Procedente, portanto, a glosa efetuada pela fiscalização. No que se refere às despesas do Livro Caixa, insiste o contribuinte em afirmar que o valor de R$ 2.900,00 não se trata de reforma, mas sim de gasto para reparar a parede frontal de seu consultório por ter sido destruída em acidente ocorrido em frente ao seu estabelecimento, atingindo inclusive seus equipamentos, conforme Boletim de Ocorrência às fls. 283/284. Questiona ainda a glosa efetuada pela fiscalização quanto a valores que teriam sido pagos a protéticos. Ora, sobre essas questões, após análise da documentação constante dos autos, verifico que nessa fase recursal o interessado nada trouxe aos autos que pudesse descaracterizar o trabalho fiscal ou mesmo as conclusões postas no julgamento a quo. A respeito, por relevante, destaco o seguinte trecho da decisão recorrida: “A Fiscalização, no trabalho realizado, entendeu que os valores pagos ao Sr. José Roberto P. Júnior em novembro/2000, R$1.600,00, e dezembro/2000, R$1.300,00, referiamse à reforma do estabelecimento onde se encontra o consultório do contribuinte, como inclusive foi por ele escriturado no livro Caixa apresentado, fls. 257/258, tendo, por esse motivo, os tratado como aplicação de capital e não como despesas de custeio. Os equipamentos adquiridos pelo contribuinte tiveram o mesmo tratamento. (...) Fl. 80DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10675.004808/200419 Acórdão n.º 280101.557 S2TE01 Fl. 345 7 Diante de tal definição, entendese que mesmo que os gastos reclamados pelo impugnante tenham decorrido do acidente relatado, o que não ficou evidenciado nos autos, o tratamento dado pela autoridade fiscal não poderia ser diferente, haja vista que é o que determina a legislação tributária pertinente, não podendo a autoridade administrativa, em face do caráter plenamente vinculado de sua atividade, deixar de cumprila. Não obstante isso, cabe comentar, com relação ao acidente relatado, que a prova trazida aos autos para mostrar o ocorrido, o BO n° 71201 da Polícia Militar de Minas Gerais, às fls. 283/284, não deixa evidenciado o ano da ocorrência. Pelo que se consegue identificar no referido documento, foi ali aposta uma data incompleta, qual seja, 15/12. Logo, mesmo se fosse o caso de considerar as despesas supostamente decorrentes do referido acidente como despesas dedutíveis a título de livro caixa, esse documento não socorreria o interessado. E, mais, para esse caso, entende ainda este relator que deveria ficar demonstrado nos autos que as despesas de reconstrução da parede, e outros, além da compra do equipamento danificado, não foram pagas pelo causador do acidente, o que também não ficou claro. Cabe, ainda, comentar que as alegações do contribuinte causam estranheza, visto que segundo a documentação apresentada podese constatar que: 1) o acidente teria ocorrido em 15/12; 2) a primeira parcela dos gastos decorrentes do acidente foi efetuada ao Sr. José Roberto em 28/11/2000, recibo à fl. 15; e 3) segundo a nota fiscal de fl. 32, o equipamento odontológico foi adquirido pelo contribuinte em fevereiro de 1999. Pelo que parece, se considerarmos que o acidente ocorreu em 15/12/2000, tanto a contratação dos serviços com o Sr. José Roberto, quanto à compra do novo equipamento odontológico, foram providenciadas anteriormente ao acidente.” (destaques originais) Ainda com relação às citadas despesas que teriam sido efetuadas com protéticos, o que se verificou é que a documentação apresentada pelo interessado não se mostra hábil a comprovar tais dispêndios, por falta de identificação do contribuinte como o responsável pelo pagamento ou por falta de identificação e assinatura do emitente. Sendo assim, no tocante à dedução a título de Livro Caixa, correto o valor apurado pela fiscalização no trabalho às fls. 259/269, ratificado pela decisão recorrida. Por fim, quanto à alegada impossibilidade financeira de efetuar o recolhimento do crédito tributário exigido, cumpre esclarecer que o ordenamento fiscal brasileiro não prevê qualquer possibilidade de deferimento desta solicitação da recorrente. Estando o julgador administrativo vinculado à letra da lei e incumbido apenas do exame da legalidade do ato administrativo, não lhe é possível exonerar crédito tributário e nem mitigar penalidade prevista em lei vigente em decorrência de eventual constatação de dificuldades econômicas e/ou financeiras do contribuinte. Diante do exposto, VOTO por dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com dependente no valor de R$ 1.080,00. Fl. 81DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10675.004808/200419 Acórdão n.º 280101.557 S2TE01 Fl. 346 8 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 82DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 10209.000534/2004-95
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.684
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Numero do processo: 18336.000547/2003-30
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 03/06/1998
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ACORDO DE COMPLEMENTAÇÃO ECONÔMICA ACE-27.
TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Não restando nos autos identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, não há que se manter o beneficio tarifário pretendido.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-34.547
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 74W., PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 18336.000547/2003-30 Recurso n° 132.053 Voluntário Matéria II/ALÍQUOTA Acórdão n° 301-34.547 Sessão de 18 de junho de 2008 Recorrente PETRÓLEO BRASILEIRO S. A. - PETROBRÁS Recorrida DRJ/FORTALEZA/CE ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 03/06/1998 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ACORDO DE COMPLEMENTAÇÃO ECONÔMICA ACE-27. TRIANGULAÇÃO COMERCIAL. POSSIBILIDADE - Não restando nos autos identificados documentalmente todos os elementos da triangulação comercial realizada, não há que se manter o beneficio tarifário pretendido. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido. tit‘, OTACÍLIO DANT - C RTAXO - Presidente ~42 IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES — Relatora Processo n° 18336.00054712003-30 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.547 Fls. 232 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffmann. 11111 411 2 , Processo n° 18336.000547/2003-30 CCO3/C0 I Acórdão n.° 301-34.547 Fls. 233 Relatório Por bem descrever os fatos até aquele momento, adoto o relatório de fls.59/62. Retornam os autos de diligência requerida por esta Câmara, de acordo com a Resolução n°. 301-1.748, na qual foi determinado que a repartição de origem intimasse a Recorrente para trazer aos autos cópia da Invoice n°. 39415-0, emitida pela PDVSA, bem como da Fatura da Petrobrás Petróleo Brasileiro-PETROBRAS para a Petrobrás Internaciona Finance Company- PIFCO. Intimada a contribuinte, foi apresentada a documentação requerida (fls. 220/229). 110 Cumprida a diligência, retornam os autos a este Conselho para julgamento. É o relatório. 3 Processo n° 18336.000547/2003-30 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.547 Fls. 234 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Tratam os autos de exigência de Imposto de Importação e respectivos acréscimos legais, decorrente de irregularidades verificadas na importação realizada pela recorrente, em descumprimento a requisitos essenciais à fruição do beneficio de redução de aliquota estabelecido em normas aplicáveis no âmbito da ALADI, tais como divergências encontradas entre o conteúdo e as datas do Certificado de Origem e da Fatura Comercial e emissão do predito Certificado por pais não signatário do Acordo. A PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS importou butano liquefeito, acobertado pela DI n°. 98/0536154-3, registrada em 03/06/1998, com redução tarifária, sob o beneplácito do Acordo de Complementação Econômica ACE-27, celebrado no âmbito do ALADI, entre Brasil e Venezuela. A autoridade fiscal, em ato de revisão aduaneira, verificou, em suma, os seguintes fatos: (1) o certificado de origem emitido na Venezuela indica que o pais de origem da mercadoria importada foi a Venezuela e declara como empresa exportadora a EMPRESA PDVSA Petróleo Y Gás;; (2) a fatura comercial que instruiu a DI (PIF-SB-281/98) foi emitida pela Petrobras International Finance Company - PIFCO , situada nas Ilhas Cayman, pais não signatário do ACE-27; (3) a mercadoria foi embarcada diretamente da Venezuela para o Brasil, sendo aqui recepcionada pela Petróleo Brasileiro S/A —PETROBRÁS, na qualidade de importador, sendo que figura como exportadora, conforme declarado na DI pela PETROBRÁS, a empresa PIFCO. Já no conhecimento do embarque, a empresa declarada como exportadora é a PDVSA; (4) o certificado de origem que instruiu o despacho de importação não relacionou a quantidade de mercadoria objeto da certificação. Uma vez que a fatura comercial indicada não foi apresentada, não há como saber a quantidade de mercadoria certificada, violando o art. 1° do Acordo 91 da ALADI; e (5) o certificado de origem foi emitido após o embarque na Venezuela da mercadoria a ser comercializada no Brasil e após o registro da respectiva DI. Foi lavrado Auto de Infração pela fiscalização, para exigência da diferença do Imposto de Importação e acréscimos legais, visto ter o agente fiscal tomado por inválido o Certificado de Origem apresentado para fins de aplicação da preferência tarifária pretendida, tendo sido o lançamento mantido integralmente pela DRJ pelos mesmos fundamentos. 11 Recebidos os autos por este Conselho, foi convertido o julgamento em diligência, da qual resultou a juntada aos autos de cópias da Invoice no . 39415-0, vinculada ao Certificado de Origem de f1.19, comprovando a venda da mercadoria da PDVSA para a PETROBRAS (fl.228), não tendo sido juntado aos autos, entretanto, a Fatura Comercial/Invoice solicitada, que atestasse a venda realizada pela PETROBRAS para a PIFCO (o documento juntado à fl. 227 é o mesmo do constante à fl. 18) Assim, não restou devidamente identificada a triangulação comercial alegada pela recorrente, a saber: - Em 19/06/98 4 PDVSA vendeu a mercadoria para a PETROBRAS (origem: Venezuela, Destino:Brasil) (fl. 230) - Em 27/07/98 4PIFC0 vendeu a mercadoria para a PETROBRAS (fls. 18 e 227) - Não consta, entretanto, a venda que deveria ter sido comprovada, realizada pela PETROBRAS à PIFCO. O posicionamento mantido por este Terceiro Conselho nos diversos casos semelhantes a este anteriormente julgado, é o de validar a preferência tarifária pretendida pela recorrente, mesmo havendo a interveniência de terceiro pais não signatário do Acordo Internacional, desde que sua participação tenha sido meramente negocial. Para tanto, é preciso que a mercadoria tenha sido remetida diretamente do pais produtor (no caso,Venezuela) para o Brasil, e que se possa rastrear documentalmente a vinculação das operações, ficando caracterizado que a intervenção de terceiro pais não desfigurou a origem da mercadoria. Nesse sentido é a jurisprudência desta Câmara, da qual ilustra a seguinte: Número do Recurso: 131671 Câmara: PRIMEIRA CÂMARA Número do Processo: 18336.000542/2003-15 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO 4 . . Processo n° 18336.000547/2003-30 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.547 Fls. 235 Matéria: IVALÍQUOTA Recorrida/Interessado: DRJ-FORTALEZA/CE Data da Sessão: 24/04/2007 09:00:00 Relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO Decisão: Acórdão 301-33779 Resultado: NPU - NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. Esteve presente a advogada Dra. Andressa Oliveira Cupertino de Castro, OAB/DF 13.186 Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 12/06/1998 Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO — PREFERÊNCIA TARIFÁRIA — TRIANGULAÇÃO COMERCIAL — NECESSIDADE DE PROVA — Em operações internacionais de triangulação comercial, cuja origem do produto importado está certificada para os fins de atendimento de Acordo de preferência tarifária, é imprescindível a demonstração documental da vinculação das operações, ainda que a mercadoria seja remetida diretamente, e de que a intervenção de terceiro país não desfigurou a origem. O requisito formal é imprescindível para comprovação da origem, na forma da norma internacional. • RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO In casu, não foi possível a restreabilidade documental da mercadoria importada, em razão de não haver nos autos cópia da fatura comercial que ampararia a triangulação comercial, isto é, não há comprovação documental da venda realizada pela PETROBRAS para a PFICO. Por todo o exposto, voto no sentido de NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto. Sala das Sessões, em 18 de junho de 2008 'AfrythAri~ IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora 410
score : 1.0
Numero do processo: 10920.002633/2006-28
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DE PROCESSO.
Já havendo sido concedido pela DRJ o pedido de afastamento de parte do lançamento, não há que se acatar recurso interposto unicamente sobre a parte do lançamento já afastada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.651
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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Já havendo sido concedido pela DRJ o pedido de afastamento de parte do lançamento, não há que se acatar recurso interposto unicamente sobre a parte do lançamento já afastada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES Presidente. Assinado digitalmente CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre Fl. 55DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10920.002633/200628 Acórdão n.º 280101.651 S2TE01 Fl. 50 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento 5ª Turma da DRJ/FNS(Fls. 41), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Por intermédio do Auto de Infração de fls. 2 a 7, exigese do interessado o Imposto de Renda Pessoa Física — IRPF Suplementar de R$7.092,01, acrescido da multa de oficio de 75% e juros de mora devidos à época do pagamento, em razão de a autoridade revisora haver apurado, na declaração de ajuste apresentada para o exercício de 2003, ano calendário 2002, as seguintes omissões de rendimentos: de R$R$13.791,17, decorrentes de trabalho com vinculo empregaticio, recebidos de CIPLA Indústria de Materiais de Construção S.A., correspondente à diferença entre o valor declarado e o informado pela fonte pagadora à Receita Federal; de R$2.347,75, com IRRF de R$78,39, e R$10.274,90, com IRRF de R$93,32, decorrentes de trabalho sem vinculo empregaticio, percebidos do Hospital São José e do Fundo Estadual de Saúde, respectivamente. A fundamentação legal consta do referido Auto de Infração. Inconformado, em parte, com o lançamento, o contribuinte apresenta, mediante procuradora habilitada (v. mandato à fl. 22), a impugnação de fl. 1, na qual reconhece os valores recebidos do Hospital São José (R$2.347,75, com IRRF de R$78,39) e do Fundo Estadual de Saúde (R$10.274,90, com IRRF de R$93,32). Contesta, entretanto, os rendimentos que lhe foram atnbuidos relativos â CIPLA—Indústria de Materiais de Construção _S.A., afirmando que lhe foram pagos apenas R$9.672,99. Requer, assim, a emissão de Darf "desconsiderando o rendimento não pago pela CIPLA Indústria de Materiais de Construção S.A.. Tendo em vista a divergência entre os valores informados em DIRF pela CIPLA Indústria de Materiais de Construção S.A. (R$23.464,16) e o valor que sustenta o impugnante haver recebido durante o anocalendário 2002 (R$9.672,99), esta instância julgadora solicitou a diligência de fl. 25, em decorrência da qual foram juntados os documentos de fls. 26 a 39. Passo adiante, a 5ª Turma da DRJ/FNS entendeu por bem julgar a impugnação parcialmente procedente com o Crédito Tributário sendo mantido em parte, mantendo as omissões de rendimentos reconhecidas pelo contribuinte, e excluindo a omissão de rendimentos da CIPLA Indústria de materiais de Construção S.A., em decisão que sem ementa de acordo com a Portaria SRF n° 1.364, de 10 de novembro de 2004 (fl. 41). Fl. 56DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10920.002633/200628 Acórdão n.º 280101.651 S2TE01 Fl. 51 3 Cientificado em 06/01/2011 (Fls. 41), o Recorrente interpôs pedido de reconsideração quanto aos valores supostamente recebidos da empresa CIPLA Indústria de materiais de Construção S.A., em 04/02/2011 (fls. 45), anexando: (...) a declaração da Empresa, Cipla Indústria de Materiais de Construção S.A. CNPJ 84.683.515/0001P10, afirmando os valores declarados na Dirf e ratificando os valores pagos em 2002 e 2003. (fls.47) É o relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Como bem descrito no Acórdão recorrido, o contribuinte reconheceu ter recebidos os valores do Hospital São José (R$2.347,75, com IRRF de R$78,39) e do Fundo Estadual de Saúde (R$10.274,90, com IRRF de R$93,32); tendo contestado apenas os rendimentos relativos à CIPLA—Indústria de Materiais de Construção S.A., afirmando que lhe foram pagos apenas R$9.672,99. Como se observa na decisão recorrida, a DRJ manteve o lançamento relativo aos rendimentos reconhecidos pelo contribuinte e afastou o lançamento relativo aos rendimentos da empresa CIPLA—Indústria de Materiais de Construção S. A. Ocorre que, possivelmente não entendendo o teor do julgamento da DRJ, o recorrente solicita a reconsideração do processo referente a: declaração e pagamento de imposto de renda, decorrente do trabalho com vinculo empregaticio , pagos pela Empresa Cipla Indústria de Materiais de Construção S.A. Ora, a diferença entre os valores declarados pelo contribuinte como recebidos da empresa CIPLA—Indústria de Materiais de Construção S. A., e os valores informados por esta empresa em DIRF, já foram excluídos do lançamento pela DRJ. Deste modo, o pedido do Recorrente já havia sido acatado pela DRJ; não havendo que se fazer qualquer reparo no Acórdão recorrido. Ante tudo acima exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 57DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10920.002633/200628 Acórdão n.º 280101.651 S2TE01 Fl. 52 4 Fl. 58DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10950.002218/2002-93
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 19 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu May 19 00:00:00 UTC 2005
Ementa: ITR. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPROCEDÊNCIA.
Descabe cobrança de ITR sobre terreno comprovadamente alagado, no caso, para fins de aproveitamento de potencial hidráulico. Patrimônio de afetação pública. Terras indisponíveis e inaproveitáveis. Ausência do valor de mercado do imóvel. Inocorrência do fato gerador do imposto.
RECURSO PROVIDO
Numero da decisão: 303-32.030
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, vencido o conselheiro Luis Carlos Maia Cerqueira, que dava provimento parcial para excluir da imputação tão somente as áreas declaradas de preservaç o permanente, que contornam o lago, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPROCEDÊNCIA. Descabe cobrança de ITR sobre terreno comprovadamente alagado, no caso, para fins de aproveitamento de potencial hidráulico. Patrimônio de afetação pública. Terras indisponíveis e inaproveitáveis. Ausência do valor de mercado do imóvel. Inocorrência do fato gerador do imposto. • RECURSO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, vencido o conselheiro Luis Carlos Maia Cerqueira, que dava provimento parcial para excluir da imputação tão somente as áreas declaradas de preservaç o permanente, que contornam o lago, na forma do relatório e voto que passam a in J.. ar o presente julgado. ANE SE DAUDT • u O Pres' • ente • tfl #41 Relator Formalizado em: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiúza e Nilton Luiz Bartoli. Ausente o conselheiro Tarásio Campeio Borges. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecília Barbosa. RO _ _ Processo n° : 10950.002218/2002-93 Acórdão n° : 303-32.030 RELATÓRIO Pela clareza das informações prestadas, adoto o relatóriomitido pela DRJ/Campo Grande/MS, o qual passa a transcrever: "Contra a interessada supra foi lavrado o Auto de Infração e respectivos demonstrativos de Ils. 190 a 196, por meio do qual se exigiu o pagamento do Imposto Territorial Rural - ITR do Exercício 1998, acrescido de juros moratórios e multa de oficio, totalizando o crédito tributário de R$ 313.628,75, relativo ao imóvel rural com área de 1.856,9 ha., cadastrado na Receita Federal sob nr. 3533746.0, localizado no município de Campo Mourão/PR, o que decorreu do fato de a fiscalização ter rejeitado a classificação da área total do imóvel como sendo de Outilização limitada e considerado toda a área como tributável, além de apurar novo Valor de Terra Nua para o imóvel, recusando o valor informado pela contribuinte. 2. Constou da autuação, em suma, que foi constatada a revelia da contribuinte no atendimento da intimação inicial quanto a apresentação de Certidão do lbama ou outros órgãos para comprovar a efetiva área de Preservação Permanente do imóvel, que foi substituída por Declaração do Representante do 'barna no Paraná, que pretendia abranger todas as áreas dos imóveis rurais da Copel arrolados em relatório anexo como áreas de Preservação Permanente; a revelia no atendimento da exigência de apresentação de Laudo de Vistoria e Avaliação do Valor da Terra Nua do imóvel; foi reduzida a área de Preservação Permanente, atribuída a área tempestivamente declarada como tal nos ITR/94, 99 e 2000; pela subavaliação do Valor da Terra Nua, esse foi arbitrado com base no Valor do DERAUPR, reduzido de forma menos onerosa pelo SIPT-Sistema de Preços de Terras, tudo conforme o Termo de Verificação Fiscal de fls. 53 a 56 e demais documentos juntados aos autos. O3. Instruíram ainda o lançamento os documentos de fls. 02 a 52, muitos deles apresentados pela interessada em atendimento ao Termo de Início de Ação Fiscal de fls. 01102, onde foi solicitada a apresentação de documentação visando a análise dos dados informados na DITR11998. O lançamento foi fundamentado nos artigos 1 0, 7°, 9°, 10, 11 e 14 da Lei n.o 9.393/1996. 4. Cientificada do lançamento em 20/05/2002, por via postal (AR às fls. 65), a interessada apresentou a impugnação de fls. 68 a 79, em 18/06/2002, argumentando, em suma, o que segue: 4.1- recebeu Termo de Início de Ação fiscal onde foi solicitada a apresentação de certidão do Ibama ou de outro órgão, para comprovar a efetiva área de preservação permanente, e justificar o Valor da Terra Nua r h&tare utilizado na avaliação do imóvel; esclareceu ao agente da fiscalização que a DITR/9 tá correta 2 '‘> Processo n° : 10950.002218/2002-93 Acórdão n° : 303-32.030 ao considerar o total do imóvel como área de Preservação Permanente e apresentou documentos pertinentes ao imóvel, como: 1- cópia dos artigos 21 e 22 da CF, que versam sobre competências da União, e de Declaração do Diretor do Deral/PR, que trata de preços de terras; 2- Decreto Estadual n.0 3256, que trata da criação do Parque Estadual do Lago Azul, localizado nos municípios de Campo Mourão e Luiziania; 3- Convênio Copel DOP/DPLI n.o 5468/97, celebrado com a Secretaria do Meio Ambiente, o Instituto Ambiental do Paraná e o Município de Campo Mourão, que estabelece um "plano diretor" de uma Unidade de Conservação, tendo em vista a necessidade de promover o desenvolvimento cultural da comunidade e o uso racional e adequado dos imóveis remanescentes e contíguos da bacia dos reservatórios da Usina Hidrelétrica desses municípios; e 4- Declaração firmada pelo, representante do 1bama no Estado do Paraná, Engenheiro Florestal, informando que as áreas dos imóveis rurais ocupados pela Copel em regime deconcessão integram áreas de Preservação Permanente; mesmo assim, a autoridade efetuou o lançamento apurandô uma obrigação tributária da qual discorda; • 4.2- o ITR tem função extrafiscal; desde que passou a ser de competência da União, prevaleceu a teoria de tratar-se de um instrumento tributário a ser utilizado em conexão com o sistema da política agrícola e do processo de reforma agrária; no lançamento não se aplicou corretamente as normas da Lei n.o 9.393/96; 4.3- o documento expedido pelo representante do IBAMA no Estado do Paraná, indica de forma clara e inequívoca, que os imóveis em questão, "...integram áreas enquadradas como de Preservação Permanente, que, além de se destinarem a abrigar instalações geradora de energia elétrica, servem para assegurar a integridade dos reservatórios de água formados a partir do represamento dos cursos d'água..."; não influem no caso em discussão o fato de constar outros imóveis dessa declaração; o que importa é saber se o imóvel pode ser tratado como de preservação permanente; não pode prosperar o entendimento posto no Auto de Infração, de não se aceitar a Declaração do IBAMA, fumada por técnico especializado (engenheiro florestal) com a autoridade de ser o representante do . • IBAMA, sob pena de violação ao art. 10, § 1 °, letra "c", da Lei n.o 9.393/96; 4.4- não há dúvida de que a área do reservatório constitui-se em área ambiental; basta ver o que dispõe o Decreto Estadual n.o 3.256/1997, que criou o Parque Estadual do Lago Azul, compreendendo a área do Reservatório da Usina Mourão I até sua cota máxima, inclusive, estabelecendo repasse definitivo do domínio da área compreendida pelo Parque da Companhia Paranaense de Energia para o Instituto Ambiental do Paraná (parágrafo 4); 4.5- não tem cabimento o argumento de revelia no atendimento da exigência de Laudo de Avaliação; esta exigência não tem sentido lógico, uma vez que o laudo não teria nenhuma eficácia, já que se trata de imóvel o te fora do comércio, vinculado à concessão da União e que tem destinação ara fins de lidade pública, de geração de energia elétrica; o "Potencial de Ener Elétrica" a q se 3 _ _ Processo n° : 10950.002218/2002-93• Acórdão n° : 303-32.030 refere o art. 20, VIII, da Constituição Federal, não se resume às quedas d'água, mas compreende todo o conjunto de fatores ou condições necessários para a geração de energia, inclusive a área alagada para compor o reservatório; 4.6- não tem sentido a exigência de avaliação de imóvel de preservação permanente, uma vez que a Lei exclui essas áreas de qualquer tributação, conforme art. 10, § I °, inciso 11 da Lei n.o 9.393/96; só podemos falar em "preço de mercado" daquilo que efetivamente está disponível para o mercado; o preço de mercado do imóvel é resultado da oferta e da procura das terras na mesma situação, no caso, debaixo das águas do reservatório, o que não existe; "portanto, exigir Laudo de Avaliação do Valor da Terra Nua-VTN é exigir o nada sobre o nada"; 4.7- o agente fiscalizador considerou o preço sugerido pelo DERALDepartamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento-SEAB/PR, para o Exercício de 1998, sem considerar as ponderações • feitas pelo próprio órgão, que sugeriu o preço em atenção aos três asteriscos colocados na tabela na sua coluna referente a OUTRAS; 4.8- a redução da área de Preservação Permanente declarada no ITR194 deve-se ao fato de que, naquele ano, a declaração contemplava em seu conceito de "Imóvel Imprestável" as terras ocupadas por reservatórios, não havendo qualquer outra opção em que pudesse ser enquadrado o referido imóvel; posteriormente, houve alteração do formulário da declaração do ITR, deixando de existir a opção "Imóvel Imprestável", motivo pelo qual se buscou o único enquadramento possível pela natureza do imóvel; 4.9- em 29/11/2001 apresentou Retificação da Declaração do ITR/1998, atribuindo ao imóvel o VTN de R$ 1,00, para adequá-lo aos termos da lei tributária; pelo fato do imóvel não ter valor de mercado; o V'TN que vinha sendo declarado antes era o valor contábil das terras, o que não expressa a "mens legis"; a base de cálculo do tributo inexiste no presente caso; • 4.10- o Mandado de Procedimento Fiscal foi expedido após a entrega da declaração retificadora, e, com isso, não tem mais pertinência o procedimento impugnado, o qual deve ser declarado nulo." A DRECAMPO GRANDE/MS, proferiu decisão cujo a ementa transcrevo a seguir: "Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1998 Ementa: NULIDADE Somente ensejam nulidade os atos e term s lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões pr feridos p'?r.utoridade incompetente ou com preterição do direito defesa. 4 Processo ri° : 10950.002218/2002-93 Acórdão n° : 303-32.030 ÁREAS SUBMERSAS - RESERVATÓRIO Reservatório de água para produção de energia elétrica não se enquadra como área isenta para fins do 1TR, bem como não se enquadra como potencial de energia hidráulica, que é bem da União, como previsto no inciso VIII do Art. 20 da Constituição Federal de 1988. VALOR DA TERRA NUA. Como previsto no art. 14 da Lei n.o 9.393/1996, apurada subavaliação ou prestação de informações inexatas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído. A base de cálculo do imposto será o valor da terra nua assim apurado pela fiscalização, quando esse for superior ao declarado e o contribuinte não apresentar elementos de convicção que justifiquem reconhecer • valor menor. Lançamento Procedente." Incoformado com a decisão de instância "aguo", o contribuinte recorre a este Conselho, cujo o recurso será doravante objeto de nossa análise. É o relatório. • Processo n° : 10950.002218/2002-93 Acórdão n° : 303-32.030 VOTO Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator O recurso é tempestivo e atende a demais condições para sua admissibilidade, razão pela qual, dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de exigência de ITR através do Auto Infração constante as folhas 57/63 de propriedade situada em Campo Mourão, contendo área total de 1.856,9 ha, sendo 555,4 ha de área isenta por ser declarada de preservação permanente, e 1.301,5 ha utilizada como lago reservatório de água para produção de energia elétrica através da força hidráulica. • Nego a preliminar suscitada pela recorrente, pois, as hipóteses de nulidade do processo administrativo são as constantes no artigo 59 do Decreto 70.235/72. Ademais, parece-me mais apropriada análise da lide pelas questões apresentadas no mérito. Parece-me descabida a pretensão da União quanto a exigência de ITR sobre terras destinadas a formação de lagos reservatórios à produção de energia elétrica, vejamos a razões: 1) A produção de energia elétrica consiste em uma atividade industrial e não rural, sendo o lago reservatório uma extensão da indústria de produção de energia elétrica, a atividade neste desenvolvida não seria rural, portanto, se ainda assim coubesse alguma tributo sobre estas terras, com certeza não seria um tributo devido pela propriedade rural. • 2) Preceitua o parágrafo 2° do artigo 1° da Lei 9.393/96 "...considera-se imóvel rural a área continua, formada por uma ou mais parcelas de terras, localizada na zona rural do município" (grifei) . A área objeto da lide, encontra-se totalmente alagada, não se constituindo em uma ou mais áreas de terras, assim, desconfigurando a ocorrência do fato gerador do Imposto Territorial Rural. 3) A Constituição Federal em seu artigo 20 inclui como patrimônio da União "os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou anhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros pjzíses, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenha 4, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais" Os re atórios de' a senão 6 . . Processo n° : 10950.002218/2002-93 Acórdão n° : 303-32.030 entendidos como lagos, pois, assim que os denominamos, lagos de Itaipu, Lagos de, podemos entendê-los como uma extensão dos rios, pois, por estes são alimentados, configurando-se desta forma um bem público, não cabendo a incidência de quaisquer tributos sob estes. 4) Ainda o próprio artigo 20, inciso VII, da CF/88, também dispõe como patrimônio da União "os potenciais de energia hidráulica" 5) A água, por força da Lei 9.433/97, é considerado um bem público, incabível, portanto, a tributação a mesma. 6) Se as áreas que contornam os rios e lagos são consideradas de preservação permanente, por força do Código Florestal, artigo 2°, Lei 4771/65, o que será o rio e o lago propriamente ditos. 7) Para determinação da Base de Cálculo do ITR é necessário identificar o valor de mercado das terras. Ocorre que o valor de mercado é uma conseqüência de oferta e procura. Não há procura por terras submersas, totalmente alagadas, logo não há de se falar em valor de mercado para as mesmas. Admitir que estas terras tenham o seu valor de mercado seria o mesmo que admitirmos a possibilidade de vendermos lotes em alto mar. As terras submersas são indisponíveis e inaproveitáveis para finalidade agrícola, finalidade esta que se propõe o ITR incentivar. Se o valor de mercado para estas terras é zero, não há base de cálculo, conseqüentemente não há de se falar em tributos, pois, este é o produto da base O de cálculo versus uma aliquota, assim determinado no CTN como regra matriz do imposto. Em face de todo exposto, vot e no sentido de dar provimento integral ao presente Recurso. Este é o meu voto. Sala das S e ssões, em18 de ao .e2005 nn 5 t) MARCIEL E ER- • A — elator 7
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Numero do processo: 13706.003210/2006-58
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício. 2002
PORTADOR MOLÉSTIA GRAVE - COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA -
ISENÇÃO - A complementação de aposentadoria, reforma ou pensão, isenta do imposto de renda é aquela recebida de entidade de previdência privada, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI) ou Programa Gerador de Beneficio Livre (PGBL).
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.035
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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S3-TEM . Fl. I • ae...,.....;4.:,, MINISTÉRIO DA FAZENDAs - fr,:-:_,4‘‘ ; CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS -4r..rPts. TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO ... . - Processo n° 13706.003210/2006-58 Recurso n° 164.428 Voluntário Acórdão n° 3804-00.035 — 4' Turma Especial Sessão de 19 de março de 2009 Matéria IRPF Recorrente GETÚLIO LEONEL DE REZENDE Recorrida r TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ II Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício. 2002 PORTADOR MOLÉSTIA GRAVE - CONWLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA - ISENÇÃO - A complementação de aposentadoria, reforma ou pensão, isenta do imposto de renda é aquela recebida de entidade de previdência privada, . Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI) ou Programa Gerador de Beneficio Livre (PGBL). Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por GETÚLIO LEONEL DE REZENDE. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. N7 F(50 . Wel esiden/ AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE Relatora 1 Processo n° 13706.003210/2006-58 CCOI/T94 Acórdão n.°3804-00.035 Fls. 2 .• FORMALIZADO EM: 12 MAI 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto e Júlio Cezar da Fonseca Furtado. 2 Processo n° 13706.003210/2006-58 CO3 I /T94 Acórdão n.° 3804-00.035 • Fls. 3 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 40 a 43, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2002, consubstanciando saldo de imposto a restituir no valor de R$ 2.141,38. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 117): "(.) originou-se da retificação da DIRPF/2001 em que, de acordo com a fls. 41, foram apuradas as seguintes infrações: omissão de rendimentos recebidos da pessoa jurídica, Merck S/A no valor de R$65.700,00 decorrentes de trabalho com vínculo empregatício e rendimentos indevidamente considerados como isentos por moléstia grave (R$ 8691,04 do INSS)." IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 08), acatada como tempestiva. Consoante relatório do acórdão de primeira instância (117): "O procurador do interessado insurge-se contra o lançamento alegando em síntese que o Sr. Getulio Leonel de Rezende é portador de moléstia grave desde 2000. Afirma ainda que, ele foi aposentado em julho de 2001 conforme documentos apresentados às fls. 62, 64, 66 a 68, 70, 72 a 78. Por fim, solicita que seja acolhida a revisão de sua declaração de rendimentos, deferindo-se a restituição do imposto de renda pago a maior e indevidamente no ano-calendário de 2001. Foi solicitada prioridade na tramitação do processo com base no Estatuto do Idoso. Às fls. 102 e 103 foram anexados petição apresentada pelo procurador do interessado e documento defls. 104 emitido pelo INSS. Àfls. 108 o processo foi baixado em diligência com resposta às fls. 112 e 115." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ-Rio de Janeiro/RJ II julgou parcialmente procedente o lançamento com base, em síntese, nas seguintes considerações (fls. 119): "No caso em discussão, ficou comprovado que o interessado era portador de moléstia grave no ano de 2001, conforme documento de fls. 80. 3 ; Processo n°13706.003210/2006-58 CC0I/T94 Acórdão n.° 380440.035 F. 4 Passa-se a analisar a outra condição para fruição do beneficio fiscal, qual seja a de que os rendimentos recebidos tenham a natureza de aposentadoria/pensão. Da análise da documentação apresentada verifica-se que o interessado foi aposentado pelo INSS (lis. 113 e 114) em 31/05/2001, por conseguinte os valores recebidos desta fonte pagadora não são tributáveis (fls. 106- R$ 8691,04). A outra omissão de rendimentos(R$ 65.700,00) apontada pelo auto é a MERCK S A. INDÚS7'RLIS QUÍMICAS, CNPJ 33069212/0001-84. Apesar de o procurador do contribuinte insistir no argumento de que tal valor trata de suplementa ção de aposentadoria, conforme documentos apresentados, em especial os de fis. 72 a 77 (demonstrativos de pagamentos, emitidos pela fonte pagadora mencionada, nos quais no campo CARGO há menção do seguinte nome SUPLEMAPOSE1VT, não merece respaldo tal posição. • Segundo a legislação de regência: Lei n" 7713/88, art. 6", XXI; Lei n° 8541/92, art. 47; R1R199, art. 39 §6: IN SRF n"I5, de 2001, art. 5",,§ 49; é isenta do imposto de renda a complementação de aposentadoria, reforma ou pensão, recebida de entidade de previdência privada, Fundo de aposentadoria Programada Individual (FAP1) ou Programa Gerador de Beneficio Livre (PGBL). Desta forma o pagamento efetuado pela MERCK SA. INDÚSTRIAS QUÍMICAS não pode ser considerado isento de tributação, uma vez que não se trata de entidade de previdência privada. Cabe ressaltar que a relação contratual entre o contribuinte e a sua fonte pagadora não pode ser oposta à Fazenda Pública, em respeito ao que dispõe o art. 123, do CM." RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificado da decisão de primeira instância em 30/07/2007 (fls. 116), o contribuinte, por intermédio de representantes (Procuração às fls. 140), apresentou, em 29/08/2007, o Recurso de fls. 125 a 139, instruído com os documentos de fls. 140 a 142, argumentando, em síntese, que a decisão recorrida inovou ao considerar que a complementação de aposentadoria, reforma ou pensão percebida pelos portadores de moléstia grave somente seria isenta se recebida de entidade de previdência privada, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI) ou Programa Gerador de Beneficio Livre (PGBL). Em 25/09/2008, o interessado, nascido em 14/06/1937, por intermédio de representante, solicita preferência na distribuição, invocando o Estatuto do Idoso (fls. 149). O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 150, extrato de situação do processo no Conselho de Contribuintes, em 18/09/2009, com Termo de Juntada dos documentos de fls. 149 e 150. É o Relatório. 4:17. 4 e ; Processo n° 13706.00321012006-58 Ce01/T94 Acórdão n.° 3804-00.035 Fls. 5 Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, está em discussão se os valores recebidos pelo contribuinte, da pessoa jurídica MERCK SA. INDÚSTRIAS QUÍMICAS, estariam alcançados pela isenção concedida aos portadores de moléstia grave. No entender do interessado, tais valores seriam suplementação de aposentadoria, portanto, isentos. Assim, vale trazer à colação a legislação que rege a matéria, compilada no Decreto n°3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999: "Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (.) XXXI- os valores recebidos a titulo de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei n2 7.713, de 1988, art. 62, inciso XXI, e Lei n2 8.541, de 1992, art. 47); XXXIII - os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteite deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei n2 7.713, de 1988, art. 62, inciso XIV, Lei n2 8.541, de 1992, art. 47, e Lei n2 9.250, de 1995, art. 30, § 2); (.) §4° Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de I° de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle (Lei n°9.250. de 1995, art. 30 e § 1°). § 5° As isenções a que se referem os incisos XXXI e XXXIII aplicam-se aos rendimentos recebidos a partir: 117- 5 Processo n°13706.003210/2006-58 CCOPT94• • Acórdão n.° 3804-00.035 Fls. 6 1— do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão; II — do mês da emissão do laudo ou parecer que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III — da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. §62 As isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII também se aplicam à complementação de aposentadoria, reforma ou pensão." (grifos acrescidos) Não se pode perder de vista que a complementação de aposentadoria tem regime próprio previsto em Lei, mais especificamente na Leis Complementares n°5 108 e 109, ambas de 29 de maio de 2001. Por oportuno, confira-se o disposto na Lei Complementar n° 109, de 2001: "Art. P O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autónoma em relação ao regime geral de previdência social, é facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o beneficio, nos termos do capta do art. 202 da Constituição Federal, observado o disposto nesta Lei Complementar. Art. 2 O regime de previdência complementar é operado por entidades de previdência complementar que têm por objetivo principal instituir e executar planos de benefícios de caráter previdenciário, na forma desta Lei Complementar. (.) Art. 4' As entidades de previdência complementar são classificadas em fechadas e abertas, conforme definido nesta Lei Complementar. Art. 52 A normalização, coordenação, supervisão, fiscalização e controle das atividades das entidades de previdência complementar serão realizados por órgão ou órgãos regulador e fiscalizador, conforme disposto em lei, observado o disposto no inciso VI do art. 84 da Constituição FederaL"(Grifos acrescidos) Vê-se, portanto, que diferentemente da tese do recorrente, não há nenhuma impropriedade na afirmativa da autoridade julgadora de primeira instância ao dizer que a complementação de aposentadoria, reforma ou pensão percebida pelos portadores de moléstia grave somente seria isenta se recebida de entidade de previdência privada, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI) ou Programa Gerador de Beneficio Livre (PGBL). Afinal, se os rendimentos não foram pagos por uma dessas entidades, não importa a denominações que eles recebam, o fato é que não se trata de complemento de aposentadoria abrangido pela isenção pleiteada. Dessa forma, não há reparos a serem feitos na colocação da autoridade julgadora de primeira instância, em especial: "Desta forma o pagamento efetuado pela MERCK SA. INDÚSTRIAS QUÍMICAS não pode ser considerado isento de tributação, uma vez que não se trata de entidade de previdência privada. r 6 Processo n° 13706.0032 t 0/2006-58 CO31/794 Acórdão n.° 3804-00.035 Fls. 7 Cabe ressaltar que a relação contratual entre o contribuinte e a sua fonte pagadora não pode ser oposta à Fazenda Pública, em respeito ao que dispõe o art. 123, do CT1V." Cumpre esclarecer que, no caso em exame, a isenção decorre de lei e a lei que concede isenção interpreta-se literalmente, conforme determina o art. 111 da Lei n° 5.172, 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional - CTN. Ressalte-se que o único método de hermenêutica jurídica permitido para a definição do verdadeiro sentido e alcance da legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção é o literal (inciso II do art. 111 do CTN). Assim, o beneficio invocado não pode ser estendido a quem não preencha rigorosamente as condições e requisitos exigidos para sua concessão, especificados em consonância com o art. 176 do CTN. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões — DF, em 19 de março de 2009 AlVIARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE 7 Page 1 _0013200.PDF Page 1 _0013300.PDF Page 1 _0013400.PDF Page 1 _0013500.PDF Page 1 _0013600.PDF Page 1 _0013700.PDF Page 1
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