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Numero do processo: 13055.000039/2004-75
Data da sessão: Fri Nov 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
CONTRIBUIÇÃO AO PIS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO.
CRÉDITOS GERADOS. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS
COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA
BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO.
NECESSIDADE DE LANÇAMENTO.
A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição.
Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS e de crédito presumido de IPI devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo Fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.257
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, dar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 CONTRIBUIÇÃO AO PIS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS GERADOS. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição. Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS e de crédito presumido de IPI devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo Fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto. Recurso Voluntário Provido.
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Processo n" I 3055.000039/2004-75 Recurso n" 161 4.37 Voluntário Acórdão n' 38934)9.257 — 3" Turma Especial Sessão de 20 de novembro de 2009 Matéria PIS NÃO CUMULATIVO Recorrente MÓVEIS KAPPFSBERG LIDA Recorrida DRJ-POR'I'0 ALEGRE/RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/200.3 a .31/03/2003 CONTRIBUIÇÃO AO PIS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS GERADOS. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO, NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição. Se a fiscalização entende que valores corno o de transferências de créditos de ICMS e de crédito presumido de IPI devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de oficio, não podendo Fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3'. TURMA ESPECIAL í TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, dar provimento ao recurso. .‘ .._.. eALE ANDRE KERN - Presidente i A• . r., IVA ' .$-1-_," E --''. .ET I - Relator ; !\ \ Partici -)Aini., \LIIJi.n.dzr , do presente julgamento, os Conselheiros Bechior Melo de Souza, HéldioLatetá (eis, -13lie / , Mauricio Fedato„ Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos IlenriquèAMartin.5 \. Relatório 'frata-se de declaração de compensação apresentada pelo contribuinte em 30/04/2004, na qual utiliza créditos de Contribuição ao PIS não-cumulativa apurados no 1" trimestre de 2003 (fls. 01/02). A DRF-Novo Hamburgo/RS homologou apenas em parte a compensação pleiteada (lis. 49/60), pelas seguintes razões: 1.. reduziu o saldo de crédito, Fazendo-o a titulo de "irregularidade fiscal", por ter verificado que a existência das seguintes "RECEITAS NÃO 1NCLU IDAS NA BASE DE CÁLCLO DO PIS": 1, a) VENDA DE CRÉDITOS DE ICMS A TERCEIROS: "nos meses de dezembro de 2002 a setembro de 2004, a fiscalizada detuor«vssão de créditos do imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Inter-municipal e de Circulação (IO48) a terceiros" e que -a .fiscalizada não ofereceu à tributação as receitas decorrentes dessas cessões de crédito de 1CMS.. Tais operações equiparam-se a verdadeira alienação de direitos a título oneroso e originam receitas tributáveis, devendo, portanto, compor a base de cálculo do PIS/Pasep, em conformidade com o art. I", /0 e 2" da Lei n" 10.637/2002" (fi. 50); -1.. b) CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI: "entre os meses de dezembro de 2002 e janeiro de 2004, a fiscalizada apurou créditos presumidos do IPI (.....) e hl:firmou que não os havia considerado para . fins de apuração da base de cálculo do .PIS. A contribuição para o PIS, entretanto, tem como fato gerador o &aramem() mensal, assim entendido o total das receitas arderidas pela pes.soa jurídica, independente de sua denominação ou classificação contábil, conforme ' preceitua o caput do art. 1" da Lei n".10.637/2002.. De acordo com es-le dispositivo, portanto, para (Jeito de apuração do PIS devido, o crédito presumido do ./..P/ também deve ser considerado corno receita tributável" (ti. 51) 1.C) VENDAS NÃO ESCRITURADAS: "observamos que as notas fiscais de números 09.9.95.9 a 09.9.963, emitidas pela fiscalizada no dia 12/02/2003, para registrar vendas de produção do estabelecimento, no valor total de R$ 49.430,08, não haviam sido ccomputadas na base de cálculo do PIS" (fl. 52). 2) CRÉDITOS DESCONTADOS INDEVIDAMENTE: 2..a) ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO DE BENS: "nos meses de março de 2003 a agosto de 2004, verificamos que a .fiscalizada descontou, do PIS apurado, créditos . calculados sobre os encargos de depreciação de bens adquiridos no exterior, O ,,fr,li aproveitamento destes créditos. , todavia, não está amparado, uma vez que o inciso]] do §31110 i'\ .• Processo n 3055.000039/2004-75 S3-1E03 Acôalão n." 3803-00.257 Fl 16 art. 3" da Lei fl" 10 637/2002, a seguir transcrito, limita o direito ao crédito aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliado no País" (fi. 52/53); 2,b) DEVOLUÇÃO DE PRODUTOS ADQUIRIDOS — 1NSUMOS NÃO UTILIZADOS NA PRODUÇÃO: "nos meses de dezembro de 2002 a abril de 2004, verificamos que, pata eleito de apuração dos créditos a descontar, a disealizada deixou de deduzir., dos créditos mensais apurados sobre as aquisições de insumos, as devoluções de compras que ciettiou, (..) urna vez que os bens .fOram devolvidos não .foram utilizados corno insumos na produção, seus respectivos créditos, apurados anteriormente, deixaram de ter amparo legal e, por esta razão, devem ser estornados" (fls.. 53/54).. O contribuinte apresentou manifestação de inconfbrinidade (tis. 66/86) argumentando que a glosa seria indevida (i) porque não foi feita como preceitua o artigo 142 do CTN, (ii) que tanto o IPI como o ICMS compõem o ativo da empresa, e que por isso "ao ceder estes créditos de 1CMS a terceiros, com anuência do estado, o registro ~lábil é de baixa de um ativo, como corretamente exigido pela legislação societária", além de que a contribuição já incidira antes sobre todo o valor da compra, com o ICMS incluído, (iii) que o crédito presumido de IPI configura redutor de custos, por isso não podendo compor a receita, e (iv) que o alargamento do conceito de laturamento pretendido seria inconstitucional, devendo a incidência da COFINS ser limitada às receitas das vendas de bens e serviços, conforme doutrina e jurisprudência que cita. Como visto, o contribuinte insurgiu-se apenas quanto ao item 1, não contestando o item 2 acima descrito A DRI-Porto Alegre/RS manteve o entendimento da ME- , no sentido da homologação parcial da compensação, conforme se confere da ementa do Acórdão n" 10- 15.407, de 10 de julho de 2008 (fis. 95/96): Assunto. Contribuição para o .PIS'/Pasep Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 _Ementa.- BASE DE CÁLCULO. CRÉDITOS DE ICAIS TRANSFERIDOS .4 FOl?NECEDORES Incide Pis- e Cofins cessão de crédito.s de ICA/LS", ante a existência de alienação de direitos- classificados no ativo dr culante BASE DE CÁLCULO. CREDIM PRESUMIDO DE IPL O CREDITO PRESUMIDO DE IP], PREVISTO IVA Lei n" 9.363/96, integra a base de cálculo da contribuição, a partir de 02/1999. INCONSTITUCIONALIDADE ILEGALIDADE. VIOLAÇÃO A PRINCíPIOS CONSTITUCIONAIS. A autoridade julgadora de instância administrativa não é competente para apreciar a legalidade ou constitucionalidade da normas tributárias- regularmente editadas. Solicitação indekrida O contribuinte interpôs recurso voluntá io (Os, 1.00/11.3) reiterando os mesmos fundamentos da manifestação de inconformidade.'. - 3 É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti., Relator O recurso é tempestivo, motivo pelo qual dele conheço, A DRF verificou que parte dos créditos indicados pelo contribuinte não existiam, por isso excluindo os valores correspondentes a depreciação de bens adquiridos no exterior e de devolução de mercadorias que haviam sido adquiridas como insumos, Em relação a este estorno resignou-se o contribuinte, não estando pois em discussão no recurso voluntário, Além destes estornos, no entanto, a DRF, embora reconhecendo a existência de determinado crédito de Contribuição ao PIS não-cumulativa, recusou ao contribuinte o aproveitamento da integralidade do crédito na compensação, A DRF recusou homologação integral à compensação por entender que o contribuinte teria recolhido a Contribuição ao PIS correspondente àquele mesmo período de apuração em valor menor que o devido. Com efeito, por entender que o contribuinte teria deixado de fazer incidir a Contribuição ao PIS em relação aos valores correspondentes à venda de créditos de ICNIS, crédito presumido de e às vendas não escrituradas, a D.RF utilizou parte do saldo de créditos para o pagamento do valor que corresponderia ao débito de PIS relativo a estas receitas. Na linha de manifestações anteriores deste Conselho, entendo que o procedimento é equivocado. A sistemática não cumulativa da Contribuição ao PIS e da COHNS não funciona tal como a sistemática de apuração do IP!, como parece pretender a Fiscalização.. No caso do ÍPI se promove a escrituração de créditos e débitos para, no final do períod.o de apuração, mediante o balanço entre tais valores, obter-se (a) ou um saldo credor que é transferido para aproveitamento no período subseqüente ---- (h) ou um saldo devedor — que implica em recolhimento do tributo. No caso do PIS e da COFINS a incidência e a apuração não dependem do confronto entre créditos e débitos. Sua incidência se dá sobre a receita ou o thturamento, determinando o valor devido, independente da existência de créditos que possam ser usados para redução deste valor. Com efeito, a única diferença da sistemática não cumulativa reside em permitir que "Do valor apurado na forma do art. 2" a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação (.)" (art. 3 0 da Lei n° 10.637/2002 e da Lei n." 10,833/2003). É nítido, portanto, que os créditos gerados no sistema não cumulativo da COFINS e do PIS não compõem nem interferem na apuração da base de cálculo destas mesmas Contribuições. No âmbito do pedido de compensação que utiliza créditos de PIS não cumulativo não é cabível que a Fiscalização utilize parte do crédito - - a título d \ Processo TI' 13055 000039/2004-75 53-T. MO Acért dão n..° 3803-00.257 .F1 162 "irregularidade", reduzindo o saldo de créditos — como meio indireto para promover a revisão e ampliação da base de cálculo da Contribuição, para o efeito de cobrança dos valores que entende devidos„ Se a Fiscalização entende que determinado valor recebido pelo contribuinte configura receita sujeita às referidas Conti ibuições, de modo que o contribuinte teria declarado e recolhido tributo menor que o devido, é imprescindível que promova a constituição do crédito pelo meio próprio: o lançamento. Confira-se, ademais, que o presente entendimento reitera a .jurisprudência deste Conselho em julgamentos anteriores: PEDIDO DE RESSARCIMEN10 COFINS NÃO CUMULATIVA BASE DE CÁLCULO DOS DÉBIl'OS DIFERENÇA A EXIGIR NECESSIDADE DE LANÇAMENTO DE OP l(.10 A rs'isteinó tico de ressarcimento da COFIES e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedidos de ressarcimento, valores como o de transferências de créditos de !CAIS, computados pela fiscalização TIO Iaturamento, base de cálculo dos débitos-, sejam .subtraídas do montante a ressarcir Em tal hipótese, para a exigência das Comrihuições carece seja efetuado lançamento de oficio RESSARCIMENTO. COFIES NÃO-CUMULA 77 VA JUROS SE1JC INAPLICABILIDADE Ao ressarcimento não se aplicam ON juros &lie, inconfundível que é cota a restituição ou compensação, sendo que no caso do PIS e COF1NS não- cumulativos os art..y 13 e 15, VI, da Lei n" 10833/2003, vedam expressamente Ia! aplicação Recurso provido em parte (Acórdão 203-118.52, Rcxurso Voluntário n" 130 611, Conselheiro EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, 1) O U de 06/06/2007, Seção 1, pág 49) Assunto Contribuição para o PTS/Pascp Período de apuração 01/01/2005 a 31/03/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL LANÇAMENTO Constatado que, na apuração do tributo devido, no âmbito do lançamento por homologação, o sujeito passivo não oferecera à tributação, matéria que a fiscalização julga tributável, impõe-se o lançamento para fintnalização da exigência tributária, pois a mera glosa de créditos legítimos do sujeito passivo configura irregular compensação de oficio com crédito tributário ainda não constituído e, portanto, destituído da certeza e da liquidez imprescindíveis a sua cobrança NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO PIS NÃO- CUMULATIVO ATUALIZAÇÃO MONETÁRL1 INCABIVEL É incabível a atualização monetária d sald 'redor do PIS não- cumulativo objeto de ressarcimento 5 ,. .., Recurso Voluntário Provido em Parle (Recurso Voluntário n" 140 760, PA n" 11065 002884/2005-11, Conselheira SILVIA DE BRLTO OLIVEIRA, 1. 22/07/2008) Pelas razões expostas, voto no sentido de dar provimento ao recurso do contribuinte, para o efeito de reconhecer-lhe o direito de utilizar na sua declaração de compensação o saldo de créditos sem as glosas correspondentes às "receitas não incluídas na base de cálculo do PIS" (item 2.1 do Relatório Fiscal, fl. 50), ficando ressalvada a possibilidade de a F.- 'ealizaç .'\ apurar as diferenças de tributos que entender devidas pela via IIprópria do lançamei .n: O 1 kliff" (2'. , ( .1v\ 1 e )-retti \ 1 ,, \ V .. 6
score : 1.0
Numero do processo: 10166.003856/2008-63
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2007
AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITANTE. RENUNCIA TÁCITA. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SUMULA CARF N° 1.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo,
de matéria distinta da constante do processo judicial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.080
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITANTE. RENUNCIA TÁCITA. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SUMULA CARF N° 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Negado.
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CONCOMITANTE. RENUNCIA TÁCITA. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SUMULA CARF N° 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/ 12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10166.003856/200863 Acórdão n.º 280102.080 S2TE01 Fl. 172 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 3ª Turma da DRJ/BSA (Fls. 85), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Para o contribuinte identificado no preâmbulo foi emitida, por Auditor Fiscal da DRF/Brasília (DF), a Notificação de Lançamento de fls. 8/12, referente ao imposto de renda pessoa física, exercício de 2007. Foi apurado imposto suplementar no valor de R$ 3.642,16, mais multa de ofício e juros de mora, além de imposto de R$ 271,72, com multa e juros de mora. A Notificação de Lançamento originouse da revisão da Declaração de Ajuste Anual, quando foram alterados os dados nela informados, em razão da omissão de rendimentos • de pessoa jurídica c compensação indevida de imposto de renda retido na fonte, nos valores de R$ 145,164,54 e R$ 2.363,56, respectivamente, conforme descrição dos fatos e enquadramento legal às fls. 9 e 10. Relativamente à omissão de rendimentos, a autoridade lançadora registrou na descrição dos fatos que tais valores foram declarados como isentos por anistia política, no entanto, o sujeito passivo mio apresentou portaria deferindo a substituição de regime prevista na Lei nº 10.559/2002. Depois de cientificado do lançamento, o contribuinte apresenta impugnação, fls. 1/6. Menciona que, por meio do processo nº 10166.004403/200510, solicitou isenção do imposto de renda por ser anistiado político com base na Lei 6.683/1979. Cita, como base legal da isenção a Lei n° 10.559/2002, o Decreto n°4.897/2003 e a Exposição de Motivos nº 197/2003. Diz que a Divisão de Análise Tributária da Unidade de origem emitiu informação concluindo que teria direito à isenção, contudo, teria que apresentar declarações retificadoras e informações complementares. Acrescenta que as declarações retificadoras dos exercícios 2003 e 2004 foram apresentadas. Seguindo informações do Plantão Fiscal, declarou de forma a solicitar a devolução do imposto de renda retido na fonte. Todavia, aduz que somente o imposto pago no exercício 2004, anocalendário 2003, foi devolvido, os demais foram indeferidos. Discorre longamente sobre os fundamentos da isenção aos anistiados políticos, recorre à legislação antes mencionada e julgados dos tribunais, para cravar entendimento de que tem direito à isenção em comento. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/ 12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10166.003856/200863 Acórdão n.º 280102.080 S2TE01 Fl. 173 3 Informa, ainda, que requereu Mandado de Segurança com o objetivo de assegurar a isenção dás proventos percebidos na qualidade de anistiado político, sendo que obteve provimento favorável, conforme acórdão publicado no Diário da Justiça, seção 2, página 158, de 01 de junho de 2007. Requer a improcedência do lançamento. Passo adiante, a 3ª Turma da DRJ/BSA entendeu por bem julgar o lançamento procedente em parte, em decisão que restou assim ementada : MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. COMPENSAÇÃO DE IMPOSTO RETIDO NA FONTE. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo sujeito passivo. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Nacional antes ou posteriormente ao lançamento ou à decisão administrativa, com o mesmo objeto, importa renúncia ás instâncias administrativas ou desistência de eventual recurso interposto. Cientificado em 23/03/2009 (Fls. 101), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 16/04/2009 (fls. 102), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação, e anexando ainda cópias: 1. Identidade e CPF; 2. Cópia do Acórdão da DRJ 0328.135; 3. Decisão do TRF com relação a mandado de segurança do requerente publicado no Diário de Justiça em 01/06/2007; 4. Anistia do Sr. CELSO VIANA DE ASSIS pela Lei 6683/79; 5. Anistia e Retorno ao Banco do Brasil do Sr. CELSO VIANA DE ASSIS pela EC 26/85; 6. Pareceres de Desembargadores do STJ que estabelece jurisprudência sobre Isenção de Imposto de Renda para anistiados políticos; 7. Exposição de Motivos n.° 197 de 08 de dezembro de 2003; 8. DecretoLei 4.897 de 25 de novembro de 2003; 9. Decisão do STJ em 14/04/2009; É o Relatório. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/ 12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10166.003856/200863 Acórdão n.º 280102.080 S2TE01 Fl. 174 4 Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo, e com condições de admissibilidade. Trata o caso de omissão de rendimento recebido de pessoa jurídica, com o reconhecimento, ou não, da isenção do IR, em razão da condição de anistiado político do Recorrente. A fiscalização fundamentou a autuação no fato de não existir a comprovação, pelo contribuinte, da mudança de regime prevista no art. 19 da Lei n° 10.559, de 2002. Por seu Turno, a DRJ não conheceu da impugnação, em razão da concomitância entre o processo administrativo e processo judicial. Inconformado, o contribuinte apresenta recurso contra o não conhecimento de sua impugnação. Contudo, inobstante este colegiado venha entendendo que a isenção em tela independe da análise desta mudança de regime, há, nos autos, notícia de que o mérito da questão foi objeto de ação judicial; havendo, inclusive, o contribuinte obtido vitória em mencionada ação judicial. Deste modo, posto que esta matéria foi debatida no Poder Judiciário, correto está o entendimento da DRJ em considerar prejudicado o exame do mérito, não conhecendo da impugnação apresentada, devendo prevalecer o que foi decidido pelo Poder Judiciário. É que, nos termos da Súmula CARF n° 1, de aplicação obrigatória para os conselheiros, há a renuncia às instâncias administrativas; in verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Assim, já que houve a renuncia às instâncias administrativas, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 186DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/ 12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10166.003856/200863 Acórdão n.º 280102.080 S2TE01 Fl. 175 5 Fl. 187DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/ 12/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 20/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10730.007786/2008-61
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
DEDUÇÕES. DEPENDENTE. COMPANHEIRA. DESPESAS MÉDICAS.
A companheira, com a qual o contribuinte viva em união estável por mais de cinco anos, pode ser considerada dependente, cabendo restabelecer a dedução correspondente, bem como suas despesas médicas.
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. PROVA.
Indispensável que os novos elementos de prova trazidos aos autos, em sede de recurso voluntário, sejam hábeis a sanarem as falhas corretamente apontadas no julgamento da impugnação.
AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA PRIVADA.
Aceita-se a inclusão de dedução de contribuição à previdência privada quando os elementos de prova trazidos aos autos são hábeis a comprovarem o ônus do contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.959
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para acatar deduções a título de dependente, despesas médicas e contribuição à previdência privada nos valores de R$1.404,00, R$1.847,75, e R$3.261,02, respectivamente, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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DEPENDENTE. COMPANHEIRA. DESPESAS MÉDICAS. A companheira, com a qual o contribuinte viva em união estável por mais de cinco anos, pode ser considerada dependente, cabendo restabelecer a dedução correspondente, bem como suas despesas médicas. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. PROVA. Indispensável que os novos elementos de prova trazidos aos autos, em sede de recurso voluntário, sejam hábeis a sanarem as falhas corretamente apontadas no julgamento da impugnação. AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA PRIVADA. Aceitase a inclusão de dedução de contribuição à previdência privada quando os elementos de prova trazidos aos autos são hábeis a comprovarem o ônus do contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para acatar deduções a título de dependente, despesas médicas e contribuição à previdência privada nos valores de R$1.404,00, R$1.847,75, e R$3.261,02, respectivamente, nos termos do voto da Relatora. Fl. 102DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10730.007786/200861 Acórdão n.º 2801001.959 S2TE01 Fl. 98 2 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 04 a 09, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2006, formalizando a exigência de imposto suplementar (código DARF 2904) no valor de R$6.770,43, acrescido de multa de ofício e juros de mora, bem como de Saldo de Imposto a Pagar (código DARF 0211) no valor de R$637,55, acrescido de multa de mora e juros de mora. A autuação decorreu de glosas de deduções pleiteadas a título de dependentes (R$2.808,00), despesas médicas (R$40.449,19), bem como IRRF (R$1.120,17), por falta de atendimento à intimação para comprovação dos valores declarados. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 e 02), acatada como tempestiva. Alegou, em apertada síntese, que não teria atendido à intimação porque a correspondência teria sido recebida por vigia de sua residência enquanto encontravase fora, em viagem. Protesta para que sejam acatadas as dependentes declaradas (mãe e companheira) e restabelecido o IRRF pelo INSS. Quanto às despesas médicas, entende que se equivocou ao deduzir parcela que foi objeto de reembolso pelo plano de saúde. Pondera que junta simulação de declaração retificadora para fins de comparação. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 3ª Turma da DRJ Campo Grande/MS, conforme Acórdão de fls. 56 a 73, julgou a impugnação procedente em parte, tendo restabelcido a dedução referente a uma dependente (mãe), despesa médicas no total de R$7.022,80, bem como a compensação do IRRF (R$1.120,17). RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 29/10/2010 (fls. 74), o contribuinte apresentou, em 29/10/2010, o Recurso de fls. 76 a 78, argumentando, em síntese, que faz jus à dedução de dependente relativa à companheira (Maria Andrea Motta Guerra), eis Fl. 103DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10730.007786/200861 Acórdão n.º 2801001.959 S2TE01 Fl. 99 3 que há vida em comum há mais de 15 anos. Aceita a dependente, devem ser aceitas as despesas médicas correspondentes, inclusive plano de saúde. Protesta para que sejam aceitas as despesas odontológicas tidas com Cíntia Vianna Pestana, bem como a dedução referente à contribuição à previdência privada, constante do informe de rendimentos emitido pela fonte pagadora Infoglobo Comunicação Ltda., conforme demonstrado na simulação de declaração retificadora ignorada no julgamento de primeira instância. O recurso está acompanhado dos documentos de fls. 79 a 94, a saber, cópias de: parte do acórdão recorrido; escritura declaratória de união estável, datada de 11/10/2010; declaração de conhecimento de coabitação; escritura de compra e venda de imóvel datada de 16/06/2005; comprovante de despesas médicas de Maria Andrea Motta Guerra; declaração de serviços prestados por Cíntia Vianna Pestana e recibos firmados pela profissional; cópia de e mail entre a profissional e o contribuinte; comprovante de inscrição e de situação cadastral no CPF referente à profissional; de comprovante de rendimentos emitido pela fonte pagadora Infoglobo Comunicação Ltda.; de recolhimento de Saldo de Imposto a Pagar no valor de R$130,68, em 17/12/2008. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 96, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Discutese, no caso, inicialmente, se Maria Andrea Motta Guerra, poderia ser considerada dependente do contribuinte, no anocalendário 2005. A Lei nº 9.250, de 1995, assim estabelece no seu art. 35, inc. II: Art. 35. Para efeito do disposto nos arts. 4º, inciso III, e 8º, inciso II, alínea c, poderão ser considerados como dependentes: I o cônjuge; II o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho; O interessado, para provar seu direito, apresenta os documentos de fls. 83 a 86, que contemplam, inclusive, declaração por ele firmada em cartório, em 2010, juntamente com Maria Andrea Motta Guerra, para todos os fins de direito, reconhecendo que vivem em união estável há quinze anos. Foram também juntadas declarações de duas pessoas físicas, datadas de 2010, atestando a coabitação marital do casal há mais de quinze anos. Fl. 104DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10730.007786/200861 Acórdão n.º 2801001.959 S2TE01 Fl. 100 4 Insta frisar que a glosa, no lançamento, se deu em virtude de o interessado não ter atendido intimação para prestar esclarecimentos (fls. 05). Nesse contexto, entendo que os documentos trazidos aos autos, em sede de recurso voluntário, são aptos a comprovarem a união estável há mais de cinco anos e, dessa forma, o direito à inclusão da companheira como dependente. Aceita a dedução a título de dependente (R$1.404,00), cabe restabelecer, conforme pleiteado, as despesas médicas referentes ao plano de saúde de Maria Andrea Motta Guerra, R$1.847,75, conforme documento emitido pela Unimed, fls. 87. O contribuinte pleiteia, ainda, as despesas odontológicas tidas com Cíntia Vianna Pestana, as quais não foram aceitas no julgamento de primeira instância em virtude de os recibos apresentados serem de valor expressivo e terem vindo desacompanhados de elementos adicionais de prova da efetividade dos desembolsos e dos serviços prestados. Destacouse que seria possível a juntada de documentos e exames que complementassem a descrição genérica do tratamento. De fato, os recibos em questão (fls. 89 e 90) variam de R$1.000,00 a R$2.000,00 e referemse a serviços de implantodontia, justificando as ponderações das autoridades julgadoras de primeira instância, em especial porque o interessado efetivamente não apresentou esclarecimentos à autoridade fiscalizadora que cuidou de inserir o art. 73 do RIR/1999 no enquadramento legal da autuação (fls. 06). Assim, como bem ponderado no acórdão recorrido, seria necessário que o interessado trouxesse aos autos elementos robustos de prova da efetividade dos serviços e desembolsos alegados. Como a esse respeito nada há nos autos, endosso, nesse tocante, os fundamentos do julgamento de primeira instância. O contribuinte pleiteia, ainda, que seja acatada a inclusão de dedução de contribuição à previdência privada, descontada por sua fonte pagadora, Infoglobo Comunicação Ltda.; como informado no Comprovante de Rendimentos de fls. 21 (cópia às fls. 93) e na simulação de declaração que instruiu a impugnação (fls. 11 a 16). Não obstante tal dedução não tenha sido pleiteada nas declarações apresentadas anteriormente à fiscalização (fls. 42 a 48), pela aplicação do princípio da verdade material, entendo que o pedido do contribuinte pode ser acatado, eis que tal dedução lhe é facultada pela legislação (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inc. V e art. 8º, inc. II, alínea “e”) e o comprovante de rendimentos apresentado é instrumento hábil a comprovar os desembolsos. Por fim, quanto ao recolhimento do Saldo de Imposto a Pagar calculado na simulação de declaração que instruiu a impugnação, cópia de DARF às fls. 94, frisese que a multa devida, como bem destacado no acórdão recorrido é aquela referente à “Parte A” do lançamento, ou seja, a de 75%. Destaquese que glosa de IRRF, infração que motivou o lançamento de imposto a pagar acrescido de multa de mora (“Parte B”), já havia sido afastada no acórdão recorrido. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para acatar deduções a título de dependente, despesas médicas e contribuição à previdência privada nos valores de R$1.404,00, R$1.847,75 e R$3.261,02 , respectivamente. Assinado digitalmente Fl. 105DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10730.007786/200861 Acórdão n.º 2801001.959 S2TE01 Fl. 101 5 Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 106DF CARF MF Emitido em 09/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 19679.002391/2004-94
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DEPENDENTE. CÔNJUGE. OPÇÃO PELA DECLARAÇÃO EM SEPARADO.
Havendo o casal optado por apresentar declaração de rendimentos em
separado, perde o cônjuge declarante o direito de pleitear a dedução a título de dependente relativo ao outro cônjuge.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.234
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
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CÔNJUGE. OPÇÃO PELA DECLARAÇÃO EM SEPARADO. Havendo o casal optado por apresentar declaração de rendimentos em separado, perde o cônjuge declarante o direito de pleitear a dedução a título de dependente relativo ao outro cônjuge. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Ewan Teles Aguiar, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Fl. 57DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/02/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 19679.002391/200494 Acórdão n.º 280102.234 S2TE01 Fl. 49 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2003, por meio da qual se alterou o resultado da declaração de ajuste anual do contribuinte de imposto a restituir de R$ 153,34 para imposto a pagar de R$ 546,26. O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de dependentes. Em sua impugnação, a contribuinte alegou, em síntese, que tanto o marido, que não tem rendimentos próprios, quanto o filho estudante universitário menor de 24 anos, são seus dependentes e estão perfeitamente enquadrados na relação de dependencia. A 4ª Turma da DRJ/SPOII/SP julgou procedente em parte o lançamento, conforme Acórdão de fls. 27/29, para restabelecer a dedução de dependente referente ao filho estudante universitário, como atesta o documento de fl.18. A glosa da dedução de dependente referente ao cônjuge foi mantida pelo fato dele ter apresentado declaração em separado. Regularmente cientificada daquele acórdão em 24/09/2009 (fls. 30), a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 34, em 28/09/2009. Em sua defesa, reclama a dedução de dependente referente ao marido, pois ele é doente e vive exclusivamente as suas expensas desde 2001, dado que não possui rendimentos de qualquer espécie, tendo apresentado declaração em separado apenas por ser proprietário de empresa inativa. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso dos autos, é inconteste que a contribuinte e seu marido apresentaram declaração em separado. Na constância da sociedade conjugal, a regra geral é apresentação da declaração em separado, devendo cada cônjuge “incluir, em sua declaração, a totalidade dos rendimentos próprios e a metade dos rendimentos produzidos pelos bens comuns.” (art. 7º do Decreto no 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR/99). O casal pode optar pela declaração em conjunto, situação em que “o cônjuge declarante poderá pleitear a dedução do valor a título de dependente relativo ao outro cônjuge.” (art. 8º do RIR/99). Ressaltese que tratase de opção sem qualquer restrição, ficando a cargo dos contribuintes eleger a que lhe for mais conveniente. A alegação de que o cônjuge não possui qualquer fonte de renda e teria apresentado declaração em separado por participar do quadro societário da empresa inativa, não se justifica, pois tal fato não impedia que o casal apresentasse declaração em conjunto. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/02/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 19679.002391/200494 Acórdão n.º 280102.234 S2TE01 Fl. 50 3 Assim, por absoluta falta de previsão legal, não há como considerar o cônjuge como dependente da contribuinte na DIRPF, ainda que ele seja economicamente dependente da interessada, como consta de suas alegações, se ele entregou declaração em separado. Neste sentido, trazse a colação os seguintes acórdãos: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2000. ENTREGA DE DECLARAÇÃO EM SEPARADO DO CÔNJUGE Os rendimentos do cônjuge que apresenta declaração em separado devem ser tributados em separado. Recurso parcialmente provido.” (1º CC – Quarta Câmara – Recurso nº. 155.379 – Relator: Pedro Anan Junior – Sessão de 07/08/2008). “DEDUÇÕES DESPESAS MÉDICAS COM CÔNJUGE QUE APRESENTA DECLARAÇÃO EM SEPARADO IMPOSSIBILIDADE São dedutíveis, na apuração do imposto devido na declaração de ajuste anual, as despesas médicas efetuadas com o próprio declarante e com seus dependentes. O cônjuge que apresenta declaração em separado não pode ser considerado dependente do outro, devendo cada um deduzir as despesas médicas pessoais em sua própria declaração.” (1º CC – Quarta Câmara – Recurso nº. 149.649 – Relator: Pedro Paulo Pereira Barbosa – Sessão de 27/07/2006). Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 59DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/02/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 10730.000660/2010-80
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2009
ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE PROVENTOS NÃO DECORRENTES DE APOSENTADORIA, PENSÃO OU REFORMA.
O benefício da isenção do imposto de renda, concedido aos portadores de moléstia grave, somente se aplica aos proventos de aposentadoria, pensão ou reforma. Os rendimentos de natureza diversa não estão isentos do imposto.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.292
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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O benefício da isenção do imposto de renda, concedido aos portadores de moléstia grave, somente se aplica aos proventos de aposentadoria, pensão ou reforma. Os rendimentos de natureza diversa não estão isentos do imposto. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 85DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10730.000660/201080 Acórdão n.º 280102.292 S2TE01 Fl. 74 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma de Julgamento da DRJ/RJ2/RJ. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Tratase de impugnação feita pela interessada, contra Lançamento de Ofício relativo ao Exercício de 2009 Ano Calendário 2008, que resultou na alteração do Saldo a Restituir Declarado no montante de R$24.477,18 , para Saldo do Imposto a Restituir Ajustado no valor de R$13.171,83 , de acordo com o Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido de fl. 5 verso, da Notificação de Lançamento de fls. 03 a 06 do presente. A Descrição dos Fatos e o Enquadramento Legal encontramse detalhados nos Demonstrativos de fls. 03 verso e 05, versando sobre as infrações de Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte e de Compensação Indevida de CarnêLeão e Imposto Complementar. Cientificada da Notificação de Lançamento em 23/12/2009 de acordo com o Aviso de Recebimento de fl. 56, a contribuinte, protocolizou impugnação em 20/01/2010 de acordo com fl. 01 alegando o seguinte: "Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte/CNPJ 29.979.036/000140 , Valor da Infração: R$1.572,84 , Valor consta do comprovante de rendimentos ou informe de rendimentos financeiros fornecido pela fonte pagadora." "Compensação Indevida de CarnêLeão e/ou Imposto Complementar; Valor da Infração: R$9.732,51. Estou questionando o valor de R$8.395,68 ; O valor é referente ao ajuste anual, ou seja imposto devido na declaração anterior a declaração retificada, pago sob o código 0211, em 30/03/09. O restante de R$1.336,83 foi pago em 31/01/08, referente ao período de apuração de 2007." "De acordo com a previsão contida no art. 71 da Lei n° 10.471, de 01/10/2003 (Estatuto do Idoso), solicito prioridade na análise de minha impugnação." Em fase preliminar, foi solicitada a Diligência de fls. 25 e 26, atendida de acordo com documentação constante às fls. 29/35 e Informação Fiscal de fls. 36 e 37 da DRF/DIFIS/BSB. A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 58/60, para considerar devidamente comprovado o Imposto de Renda Retido na Fonte, no valor de R$1.572,84, referente a fonte pagadora INSS. Regularmente cientificada daquele acórdão em 03/05/2011 (fls. 63), a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 64, em 12/05/2011. Em sua defesa, alega ter direito à devolução de todo o valor que pagou a título de imposto de renda, por ser portadora de moléstia grave, conforme laudos apresentados. É o relatório. Voto Fl. 86DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10730.000660/201080 Acórdão n.º 280102.292 S2TE01 Fl. 75 3 Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente lançamento de glosa de imposto de renda retido na fonte, no valor de R$ 1.572,84, e glosa do CarnêLeão e/ou Imposto Complementar, no valor de R$ 9.732,51. A decisão recorrida restabeleceu o valor do IRRF e manteve a glosa da parcela contestada de R$ 8.395,68, referente ao CarnêLeão e/ou Imposto Complementar, uma vez que restou comprovado que o recolhimento no valor de R$ 8.395,68 com o código de receita 0211, efetuado em 17/04/2009 (cópia de Darf de fl. 08 e extrato de sistema Sinal07 de fl. 44, não pode ser aceito como imposto pago a título de CarnêLeão. Em sede de recurso, a contribuinte defende ter direito à devolução de todo o imposto pago relativamente à DIRPF sob exame, por ser portadora de moléstia grave. Ocorre que tal questão já foi levada a efeito no presente lançamento, haja vista que a autoridade fiscal somente considerou tributáveis os rendimentos recebidos da fonte pagadora Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI RJ, no valor de R$ 21.920,00, acolhendo, portanto, como rendimentos isentos os rendimentos recebidos das pessoas jurídicas INSS, CNPJ 29.979.036/000140, Fundo Especial de Previdência do Município do Rio de Janeiro, CNPJ 04.888.330/000116, e Previndus Associação de Previdência Complementar, CNPJ 00.576.685/000119. Ressaltese que a isenção aos portadores de moléstia grave alcança apenas os proventos de aposentadoria, pensão ou reforma, bem como as respectivas complementações. Assim, além da condição de ser o beneficiário dos rendimentos portador de doença contemplada na norma legal, é necessária a condição de terem os rendimentos a natureza acima referida. Nesse sentido, não merece reparos o lançamento, considerando a natureza diversa dos rendimentos percebidos do SENAI. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 87DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10730.000660/201080 Acórdão n.º 280102.292 S2TE01 Fl. 76 4 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 13603.001143/2005-12
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE.
A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10)
Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 12).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.189
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE. A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10) Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 12). Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 10166.004554/2007-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DEDUÇÃO IRRF. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEPÓSITO JUDICIAL.
IMPOSSIBILIDADE.
O IRRF não pode ser deduzido do IRPF quando se encontrar com
exigibilidade suspensa, por força depósito judicial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.012
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DEDUÇÃO IRRF. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEPÓSITO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. O IRRF não pode ser deduzido do IRPF quando se encontrar com exigibilidade suspensa, por força depósito judicial. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
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EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEPÓSITO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. O IRRF não pode ser deduzido do IRPF quando se encontrar com exigibilidade suspensa, por força depósito judicial. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 99DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 08/ 11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUA DROS PIERRE Processo nº 10166.004554/200721 Acórdão n.º 280102.012 S2TE01 Fl. 97 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 6ª Turma da DRJ/BSA, na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Tratase de Notificação de Lançamento lavrada pela DRF BRASÍLIA relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2003, anocalendário 2002 (fis.4/9), na qual o contribuinte acima identificado foi notificado das alterações em sua declaração, e intimado a recolher ou impugnar o débito, abaixo discriminado: DEMONSTRATIVO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO — VALORES EM REAIS IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA — SUPLEMENTAR 7.136,54 MULTA DE OFÍCIO 8.352,40 JUROS DE MORA SOBRE O IMPOSTO SUPLEMENTAR— * 4.530,98 VALOR DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO APURADO 17.019,92 * cálculo válido até MAR/2007. Nos termos da Descrição dos Fatos, foi apurada omissão de rendimentos tributáveis decorrentes de trabalho com vínculo empregatício, no valor de R$ 7.140,00, recebidos da CIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA — COELBA CNPJ n° 15.139.629/000194, conforme constatado nas informações contidas na Dirf, entregue pela citada fonte pagadora. O Enquadramento Legal: arts. 10 a 3° e 6°, da Lei n° 7.713/88, arts. 1° a 3° da Lei n°8.134/90: arts. 1°, 3 0, 50, 6° 11 e 32 da lei n°9.250/95; art. 21 da Lei n°9.532/97: Lei n° 9.887/99; arts. 1°, 2°, e 15 da Lei n° 10.451/2002; art. 43 e 44 do Decreto n° 3.000/99 RIR/99. Também, foi apurada dedução indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte, no valor de R$ 5.482,04, com exigibilidade suspensa, conforme informações constantes da Dirf, entregue pela fonte pagadora BANCO DO BRASIL S/A, CNPJ n° 00.000.000/000191. Tendo sido esclarecido que do IRRF sob exigibilidade suspensa foi compensando o valor de R$ 309,00 relativo ao IRRF incidente sobre os rendimentos omitidos, acima referidos, e o valor final glosado foi de R$ 5.173,04 (Enquadramento Legal: art. 12, inciso V, da Lei n°9.250/95). Fl. 100DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 08/ 11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUA DROS PIERRE Processo nº 10166.004554/200721 Acórdão n.º 280102.012 S2TE01 Fl. 98 3 Intimado, o contribuinte apresentou impugnação solicitando a improcedência do lançamento, alegando o seguinte: • No que refere à omissão de rendimentos, observa que acordo com o § 1 0 do Art. 2°, da Instrução Normativa SRF n° 120, de 28.12.2000, compete à fonte pagadora informar ao beneficiário até o último dia de fevereiro, os valores e as deduções efetuadas para efeito de Imposto de Renda na Fonte relativo ao ano calendário em questão, nem tampouco as deduções dela decorrentes; • Ocorre que nunca recebeu nenhum documento emitido pela COELBA dando conta de que lhe fora pago qualquer quantia no anocalendário em questão, nem tampouco as deduções dela decorrentes; • Assim, não pode ser penalizado por omitir informação que sequer tomou conhecimento, só vindo a saber da existência da mesma quando do recebimento do Auto de Infração em referência; • Quanto à dedução indevida de imposto de renda na fonte, no valor de R$ 5.482,04, esclarece que o montante se refere a dois depósitos judiciais, de R$ 1.645,77 e R4 3.836,27, efetuados em cumprimento de Liminares nos processos judiciais 2002.34.000.011399, de 21.01.2002, da 17" Vara da Justiça Federal de Brasília — DF, e 2002.34.00.0406972, da 20a Vara Federal de BrasíliaDF, respectivamente, em razão do pagamento de abonos indenizatórios, • Tais valores foram descontados dos seus proventos e fazem parte do montante consignado no campo 3.5 da Dirf, consoante informação da mesma fonte pagadora e em plena conformidade com o Quadro 3, Linha 5, do Anexo único da Instrução Normativa SRF n°288, de 24.01.2003; • Se a exigibilidade do tributo está suspensa até hoje é porque a Justiça assim determinou através das Liminares supracitadas, obrigando a fonte pagadora a efetuar os depósitos em Juízo até que venha a ser julgado em definitivo o mérito das questões; • Assim, não pode também ser penalizado por haver a fonte pagadora cumprido determinação judicial, enquanto aguarda o desfecho do processos supracitados. A DRF/Brasília informou sobre a tempestividade da impugnação às fls.68. Passo adiante, a 6ª turma da DRJ/BSA entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: Ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. Cabível o lançamento de ofício no caso de omissão de rendimentos tributáveis percebidos pelo contribuinte quando omitidos na declaração de ajuste anual. Fl. 101DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 08/ 11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUA DROS PIERRE Processo nº 10166.004554/200721 Acórdão n.º 280102.012 S2TE01 Fl. 99 4 IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. MEDIDA JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA COM A ESFERA ADMINISTRATIVA. DEPÓSITO JUDICIAL. A propositura, pelo contribuinte, de ação judicial antes ou após a autuação implica em renúncia às instâncias administrativas. O direito à compensação de imposto depositado judicialmente depende da decisão proferida nos autos do processo judicial. Informa a DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL — BRASÍLIA/1° RF Divisão de Controle e Acompanhamento Tributário – Dicat Seção de Conta Corrente – Sacoc, às Fls. 86 que: a cópia do Acórdão de (Fls. 69 a 73) foi encaminhada ao contribuinte em 13/04/2009, fl. 85. O AR não foi devolvido até a presente data, não sendo possível determinar o dia em que o contribuinte foi cientificado. O Recurso Voluntário Parcial foi apresentado em 24.4.2009, o anexamos às fls. 79 à 82, numeradas e rubricadas. A parte correspondente à omissão de rendimentos, que o contribuinte não contesta no Recurso Voluntário, no valor de R$ 1.963,50, foi transferida para o processo 11853.000522/2009 33, para fins de cobrança. Como indicado acima, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 24/04/2009 (fls.79), argumentando basicamente que insurgese: exclusivamente em relação a este ponto (item 2 da autuação), não está na discussão sobre a verba glosada (retida e depositada em juízo pela fonte pagadora, como fundamentado na decisão recorrida), mas tão somente sobre a suposta "divergência" havida no "Comprovante de rendimentos pagos e de retenção do imposto de renda na fonte" que me foi fornecido pela fonte pagadora, haja vista que procedi fidedignamente a declaração de rendimentos com base nos valores ali consignados. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Em primeiro plano, cumpre ressaltar que o contribuinte não recorreu da decisão da DRJ, referente a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, optando pelo pagamento do crédito tributário. Fl. 102DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 08/ 11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUA DROS PIERRE Processo nº 10166.004554/200721 Acórdão n.º 280102.012 S2TE01 Fl. 100 5 Deste modo, o recurso interposto se refere unicamente a glosa da dedução de IRRF, e somente esta matéria será apreciada. Conforme se verifica nos autos, no ano base 2002 o recorrente promoveu ação judicial visando o reconhecimento da não incidência do IRPF sobre valores recebidos do Banco do Brasil S/A. Em decorrência de tal ação os valores referentes a IRRF tiveram sua exigibilidade suspensa, e não foram repassados para a União Federal. No entanto, inobstante a suspensão da exigibilidade, o contribuinte recorrente tratou de realizar dedução deste IRRF do seu IRPF. No caso presente, entendo que não se cuida de concomitância de processo judicial e administrativo discutindo a mesma matéria. No processo judicial se discute se há ou não incidência do IRPF sobre as verbas recebidas, e no processo administrativo se discute unicamente se o contribuinte poderia deduzir o IRRF que se encontrava com exigibilidade suspensa, e que não foi repassado para a União. Deste modo, penso que, independentemente de qual venha a ser a decisão do processo judicial, o contribuinte não poderia deduzir o IRRF no exercício 2003. Caso o contribuinte venha a ganhar o processo judicial, este fará o levantamento do IR depositado, e não poderá fazer a dedução deste. Caso o contribuinte perca a ação judicial, será feita a conversão em renda para a União do IR depositado, e o contribuinte poderá compensálo na sua Declaração de Ajuste Anual do exercício referente a conversão. Assim, ante tudo acima exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 103DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 08/ 11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUA DROS PIERRE Processo nº 10166.004554/200721 Acórdão n.º 280102.012 S2TE01 Fl. 101 6 Fl. 104DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 08/ 11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por CARLOS CESAR QUA DROS PIERRE
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Numero do processo: 10480.000917/2001-00
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.834
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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Recorrida : DRJ/RECIFE/PE RESOLUÇÃO N2 301-1.834 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. OTACiLIO DA AS CARTAXO Presidente -41 VALMA • FISE A DE MENEZES c , Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, George Lippert Neto, Adriana Giuntini Viana, Irene Souza da Trindade Torres e Susy Gomes Hoffmann. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. CCS Processo n° : 10480.000917/2001-00 Resolução n° : 301-1.834 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir. "A empresa acima identificada, mediante Ato Declaratório n° 261.591, foi excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES devido às pendências da empresa e/ou sócios junto a PGFN. Ciente do ato administrativo apresentou a contribuinte sua inconformidade em 24/01/2001, às fls. 01 e 02, requerendo a revisão do referido Ato Declaratório. Segundo o Termo de Informação Fiscal, de fls. 27/28, a solicitação da contribuinte foi indeferida tendo em vista que a sócia Rosa Maria Cavalcanti Guerra continuava com débito inscrito na Divida Ativa da União. Inconformada, a contribuinte recorreu a esta Delegacia de Julgamento, apresentando as suas razões de defesa às fls. 43 a 46 do presente processo, na qual expõe que o débito inscrito em Divida Ativa é oriundo de fiança outorgada pela sócia Rosa Maria Cavalcanti Guerra em favor da Usina Catende S/A em contrato de financiamento celebrado entre a usina e o Instituto do Açúcar e do Alcool vencido em 15/10/1985. Ressalta que já se passaram mais de 13 anos da assinatura do aval e que a sócia em questão nunca foi sócia da empresa devedora. Baseada nas jurisprudências citadas, alega que não é admissivel a restrição às empresas cujo sócio participe de outra firma devedora. Anexa documento comprobatório de regularidade fiscal da empresa junto a PGFN e pede a sua permanência no regime simplificado." A Delegacia de Julgamento proferiu decisão, nos termos da ementa transcrita adiante: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples Ano-calendário: 2000 Ementa: DÉBITO INSCRITO EM DÍVIDA ATIVA. OPÇÃO. 2 Processo no : 10480.000917/2001-00 Resolução n° : 301-1.834 Estando o sócio da pessoa jurídica com débitos inscritos em Divida Ativa junto ã Procuradoria Geral Fazenda Nacional - PGFN, cuja exigibilidade não esteja suspensa, está vedada a opção desta empresa ao Simples. Solicitação Indeferida" Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, pela petição de if 63. É o relatório. I 1- . , E MENEZES - Relator VALMAR F e Processo n° : 10480.000917/2001-00 Resolução n° : 301-1.834 VOTO Conselheiro Valmar Fonséca de Menezes, Relator Verifico, preliminarmente, que não consta dos autos o Ato Declaratório de exclusão do contribuinte da sistemática do SIMPLES. Dada a relevância de tal instrumento processual, relevância esta dada pela própria Lei Instituidora do SIMPLES - 9.317/96 - que inclusive estabelece requisitos formais de validade a serem consideradas na sua emissão, entendo que deva o presente processo ser devolvido à repartição de origem para que este seja juntado aos autos. Sala das Sessões, em 26 de abril de 2007 •
score : 1.0
Numero do processo: 10384.000116/2007-10
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2002
IMPOSTO DEVIDO. DEDUÇÃO. DOAÇÕES A FUNDOS CONTROLADOS PELOS CONSELHOS DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.
Somente são dedutíveis do imposto devido apurado na declaração de ajuste anual as contribuições efetuadas diretamente aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso, limitadas a 6% do imposto devido.
DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS.
As decisões administrativas proferidas por este Conselho não constituem normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.764
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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DEDUÇÃO. DOAÇÕES A FUNDOS CONTROLADOS PELOS CONSELHOS DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Somente são dedutíveis do imposto devido apurado na declaração de ajuste anual as contribuições efetuadas diretamente aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso, limitadas a 6% do imposto devido. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas por este Conselho não constituem normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Fl. 134DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10384.000116/200710 Acórdão n.º 2801001.764 S2TE01 Fl. 112 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Eivanice Canário da Silva, Walter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 25/33, relativo à Declaração de Ajuste Anual – DAA do exercício 2002, anocalendário 2001, decorrente da glosa do valor de R$ 1.812,00, declarado como doação efetuada diretamente à Creche Tia Alice Maia, o que resultou na glosa do valor de R$ 212,92 (limite de 6% do imposto devido), a título de dedução de incentivo, por falta de atendimento aos requisitos legais para fruição da aludida dedução. Foi apurada, ainda, uma restituição recebida indevidamente, em virtude de o contribuinte ter apresentado DAA retificadora, em que apurou um imposto a restituir menor que aquele apurado na DAA original, sendo a diferença de valores correspondente a R$ 3.311,45. Dessa forma está sendo exigido do interessado um imposto suplementar de R$ 212,00, mais acréscimos legais, e a devolução do valor de R$ 3.311,45, indevidamente restituído, acrescido de juros moratórios. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/06, juntamente com os documentos de fls. 07/23, alegando, em suma, que: a) embora o imposto suplementar apurado, acrescido de multa e juros, tenha totalizado o montante de R$ 540,83, lhe está sendo exigido o pagamento de R$ 5.927,82, valor incompatível com o que restou apurado; b) o valor da restituição indevida apurado, R$ 3.311,45, é incompatível com a redução oriunda do lançamento da dedução do valor doado; c) a doação efetuada cumpriu a finalidade legal, sendo que a entidade beneficiada está apta a receber doações com esteio na Lei nº 9.250/95. Por conseguinte a exigência fere o princípio da razoabilidade; d) cita acórdão do Conselho de Contribuintes que, no seu entendimento, admite a flexibilidade das exigências formais atinentes à doação de recursos com base na Lei nº 9.250/95; ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/FortalezaCE julgou procedente o lançamento (fls. 86/92) por entender que contribuições efetuadas pelo contribuinte à creche "Tia Alice Maia" não se encontram contempladas entre aquelas permitidas para dedução de incentivo do valor do imposto apurado. Afirmou que, para o contribuinte fazer uso da dedução ora sob análise, é necessário que as referidas doações tenham sido efetuadas diretamente aos fundos de Fl. 135DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10384.000116/200710 Acórdão n.º 2801001.764 S2TE01 Fl. 113 3 assistência da criança e do adolescente que são controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional dos Direitos das Crianças ou dos Adolescentes. Acerca da restituição recebida indevidamente, constatou que na DAA original apresentada pelo contribuinte foi apurado um imposto a restituir de R$ 10.515,63, que foi resgatado em 17/06/02. Posteriormente foi entregue uma DAA retificadora, em que foi apurado um imposto a restituir de R$ 7.204,18. Assim a diferença entre os valores apurados deve ser devolvida aos cofres da União, por se tratar de valor recebido indevidamente. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 20/12/07, fls. 97, o interessado apresentou, em 19/01/09, o Recurso de fls. 98/104, em que reitera as mesmas alegações relativas à pertinência da doação efetuada. Quanto à restituição recebida indevidamente, não apresenta qualquer questionamento. Diante do exposto acima requer a decretação da nulidade do lançamento por ilegalidade da glosa da doação efetuada à entidade denominada "Creche Tia Alice Maia". É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cumpre informar, inicialmente, que, em virtude de o recorrente não ter questionado a infração decorrente do recebimento de restituição indevida, tal matéria tornouse incontroversa, razão pela qual não será objeto de apreciação. No que diz respeito à glosa do valor de R$ 1.812,00, declarado como doação efetuada diretamente à Creche Tia Alice Maia, o que resultou na glosa do valor de R$ 212,92 (limite de 6% do imposto devido), a título de dedução de incentivo, não há qualquer reparo a ser feito no acórdão recorrido, posto que a aludida doação não atende aos requisitos legais para sua fruição, como será demonstrado a seguir. O recorrente alega que a doação cumpriu a finalidade legal, sendo que a entidade beneficiada está apta a receber doações com esteio na Lei nº 9.250/95, e que a exigência fere o princípio da razoabilidade. A dedução do imposto de renda devido na DAA dos valores doados aos Fundos controlados pelos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente foi estabelecida pelo art. 12, I, da Lei nº 9.250/95, sendo que o limite máximo do valor a ser deduzido foi estipulado pelo art. 22 da Lei nº 9.532/97. Vejamos abaixo o conteúdo de tais dispositivos legais: “Lei nº 9.250/95 Fl. 136DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10384.000116/200710 Acórdão n.º 2801001.764 S2TE01 Fl. 114 4 Art. 12. Do imposto apurado na forma do artigo anterior, poderão ser deduzidos: I as contribuições feitas aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso; (Redação dada pela Lei nº 12.213, de 2010) Lei nº 9.532/97 Art. 22. A soma das deduções a que se referem os incisos I a III do art. 12 da Lei nº 9.250, de 1995, fica limitada a seis por cento do valor do imposto devido, não sendo aplicáveis limites específicos a quaisquer dessas deduções.” Pelo exposto acima, verificase que a legislação permite as deduções somente de contribuições efetuadas aos Fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso. No presente caso isso não ocorreu, pois a doação foi feita diretamente à instituição denominada “Creche Tia Alice Maia”. O fato de a referida entidade estar sob responsabilidade do Conselho Comunitário do Bairro São Francisco Norte, situado em TeresinaPI, que, por sua vez, encontrase inscrito no Conselho Nacional de Serviço Social (docs. de fls. 10/24), não tem o condão de tornar dedutíveis os pagamentos feitos diretamente àquela instituição, como no caso ora apreciado, haja vista que a norma não comporta essa exceção. Cabe ressaltar que, conforme cópia do respectivo Estatuto Social, juntado às fls. 15/19, o Conselho Comunitário do Bairro São Francisco Norte tem como finalidade específica assistir aos associados através do desenvolvimento de projetos, programas e outros serviços públicos ou privados, não havendo qualquer menção quanto à proteção dos direitos da criança e do adolescente. A alegação de que a situação enseja a aplicação do princípio da razoabilidade não prospera, pois a legislação é taxativa acerca das condições para que o contribuinte possa usufruir da dedução em comento que, neste caso, não foram satisfeitas , não abrindo outras possibilidades distintas daquela prevista no respectivo dispositivo legal. Por fim, convém ressaltar que as decisões administrativas proferidas por este Conselho não constituem normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Diante do exposto acima voto por NEGAR provimento ao recurso Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 137DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10384.000116/200710 Acórdão n.º 2801001.764 S2TE01 Fl. 115 5 Fl. 138DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 03/08/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13365.000141/99-67
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1999
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
Para se conhecer do recurso importa que haja interesse de agir e que a recorrente enfrente mérito da questão controversa.
INEXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE.
Sendo definitiva a decisão administrativa e inexistente os requisitos constantes do art. 151, I a VI, do CTN, impossível a manutenção da inexigibilidade do crédito tributário até o trânsito em julgado da decisão judicial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.151
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, em negar provimento ao recurso.
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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materia_s : CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1999 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Para se conhecer do recurso importa que haja interesse de agir e que a recorrente enfrente mérito da questão controversa. INEXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. Sendo definitiva a decisão administrativa e inexistente os requisitos constantes do art. 151, I a VI, do CTN, impossível a manutenção da inexigibilidade do crédito tributário até o trânsito em julgado da decisão judicial. Recurso Voluntário Negado.
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