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Numero do processo: 10280.004969/2001-01
Data da sessão: Fri Nov 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Nov 06 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1803-000.031
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em declinar a competência para 3ª Seção do CARF, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente temporariamente justificadamente o Conselheiro Walter Adolfo
Maresch.
Nome do relator: LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo 11° 10280.004969/2001-01 Recurso n° 169.162 Resolução n° 1803-00.031 - 3' Turma Especial Sessão de 06 de novembro de 2009 Matéria CSLL - ANO-CALENDÁRIO: 2001 Recorrente IRMÃOS REZENDE LTDA. Recorrida 1' TURMA/DRI-BELEM/PA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em declinar a competência para 3' Seção do CARF, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente temporariamente justificadamente o Conselheiro Walter Adolfo Maresch. aailliria"na -i."-eart -ERA DE MORAES - Presidente arool,"1""- "Fr.: MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA - Relatora b ADO EM: 0948R 20:0 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Walter Adolfo Maresch, Benedicto Celso Benício Júnior, Luciano Inocência dos Santos, Marcos Antônio Pires e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira. -: Processo n° 10280.004969/2001-01 51-TE03 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.° 1803-00.031 Fl. 2 Relatório Trata o presente de pedido de restituição e compensação (fls.01 e 02) datado de 16/11/2001, pela Recorrente que é pessoa jurídica constituída sob a forma de cota de responsabilidade limitada, no valor original de Cr$ 7.515347,00 referente a recolhimentos efetuados indevidamente em virtude da inconstitucionalidade do imposto sobre o lucro líquido — ILL, no período de abril a setembro do ano-calendário de 1992. Em 26.05.2006, a ora Recorrente foi intimada via postal para ter conhecimento do Despacho Decisório n°. 40/2008, que resolveu reconhecer a homologação da declaração de compensação e indeferir o pedido de restituição, fundamentado nos artigos 156, II, artigo 165 e artigo 168 do Código Tributário Nacional e artigo 74, parágrafos 4° e 5 0, da Lei n°. 9430/96, bem como na IN SRF n°. 96/99. Inconformada com a r. despacho decisório de fls. 10 e 11, a ora Recorrente apresentou, em 23/06/2008, manifestação de inconformidade dispondo das seguintes razões: - alegou, nos fatos, a questão da declaração da inconstitucionalidade trazida pela Resolução do Senado Federal n° 82, de 19/11/1996, e Instrução Normativa n°. 63, de 25/07/97, defendendo que o marco temporal para a contagem do prazo de restituição do ILL, para as sociedades limitadas, é a data de publicação da IN SRF 63/1997. - juntou Jurisprudências sobre a matéria, proferidas pela Quarta e Segunda Câmaras dos Conselhos de Contribuintes Federal; - pediu, por fim, a restituição das importâncias de que tratou o pedido de restituição inicial, com base nos recolhimentos indevidos efetuados no ano-calendário de 1991 a titulo de ILL Diante das razões postas na aludida manifestação de inconformidade, a DRJ — Turma da DRJ/BEL, no acórdão 01-11.878, por unanimidade de votos, entendeu pelo indefeiimento do pedido de restituição do contribuinte, nos termos constantes da ementa abaixo reproduzida: "ASSUNTO: OUTROS OU CONTRIBUIÇÕES Ano-calendário: 1991 IMPOSTO SOBRE O LUCRO LIQUIDO — ILL. INCONSTITUCIONALIDADE. PRESCRIÇÃO. O prazo para o contribuinte pleitear a restituição de tributo pago indevidamente ou a maior, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. Solicitação indeferida. Ou seja, entendeu a DRJ que 2 Processo o° 10280.004969/2001-01 Sl-TE03 Erro! A origem da referência aio foi encontrada. a.° 1803-00.031 Fl. 3 "...considerando que o reclamante protocolizou o seu pedido de restituição/compensação em 16/1112001, conforme carimbo de protocolo aposto na primeira página e na capa do processo, venfica-se , por ter transcrito o prazo decadencial de cinco anos entre a efetivação dos pagamentos (1992) e a formulação do pedido de restituição, não mais são passiveis de ter conhecido o seu direito creditório, conforme previsto no CIN, artigo 165, inciso I, c/c o artigo 168, inciso! Tendo tomado ciência do v. acórdão proferido pela Douta Delegacia Regional de Julgamento em 17 de setembro de 2008, tempestivamente, inconformada com o deslinde dado ao seu pleito compensatório apresentou suas razões recursais em sede de recurso voluntário (fls. 28/31) protocolado em 28 de setembro de 2008, de modo que restou substanciado nas razões idênticas da manifestação. A questão cinge-se no termo a quo para a contagem do prazo de 5 anos para o pleito de restituição de pagamentos de tributos posteriormente declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal, i) se da data do pagamento indevido, ii) se da data da publicação da Resolução do Senado que suspende a eficácia da norma declarada inconstitucional, que, in casu, é a Resolução n°. 82 de 19/11/1996, DOU de 22/11/1996, ou se da data da publicação da Instrução Normativa SRF d. 63 de 24/07/1997, DOU de 25/07/2007. Verifico nos autos que a IN/SRF n°. 63/97 foi publicada em 25/07/1996 e o pedido de restituição pleiteado pela Recorrente foi protocolado em 16/11/2001 (fl. 01) para reaver valores recolhidos a titulo de imposto sobre o lucro líquido — ILL no ano-calendário de 1991. Sobre o assunto manifestou-se a "Câmara Superior de Recursos Fiscais - CSRF / Quarta Turma! ACÓRDÃO CSRF/04-00.205 em 14.03.2006. IRRF-ILL. DECADÊNCIA. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. TERMO INICIAL - A contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição / compensação de tributo pago indevidamente, por declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, iniciase na data do trânsito em julgado da declaração de inconstitucionalidade, em controle concentrado de constitucionalidade, ou a publicação da Resolução do Senado Federal, caso a declaração de inconstitucionalidade tenha-se dado em controle difuso de constitucionalidade, ou, ainda, na data da publicação de ato administrativo que estenda os efeitos da inconstitucionalidade a outros beneficiários". Este é o relatório. Voto Conselheira LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Relatora Nos termos do Anexo II, Titulo 1, Capitulo 1, artigo 3, II do Regimento deste Conselho, aprovado pela Portaria do Ministro da Fazenda n ° 256/09, por entender que o Imposto sobre o Lucro Liquido na realidade tem a natureza de Imposto Retido na Fonte sobre o Processo n° 10280.004969/2001-01 81-TE03 Erro! A origem do referência nio foi encontrada. n.° 1803-00.031 Fl. 4 Lucro Liquido, declaro-me incompetente para proceder ao julgamento da matéria, declinando competência para a 3 a Seção, para a qual o processo deve ser redistribuído. 1. ard'ileri-- LAlite • ORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA 4
score : 1.0
Numero do processo: 10242.000387/2010-95
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.116
Decisão: resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DECLINAR da competência para a Terceira Seção de Julgamento do CARF, em razão da matéria (DACON).
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
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(assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente), Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, Jose de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 02 42 .0 00 38 7/ 20 10 -9 5 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por GILDA ALEIXO DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 10 /12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10242.000387/201095 Resolução nº 1802000.116 S1TE02 Fl. 73 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belém – PA (fls. 36/39), que julgou improcedente a Impugnação da Recorrente, mantendo, consequentemente, o lançamento efetuado por parte da Receita Federal do Brasil (“RFB”). A seguir, transcrevo a narração do Acórdão recorrido acerca da sequência dos fatos que acarretaram o sobredito lançamento por parte da RFB e os motivos expostos pela Recorrente para justificar a improcedência do mesmo: “Trata o presente processo de multas expedidas através das Notificações de Lançamento de fls. 08, 10, 12, 14 e 16, decorrentes dos atrasos nas entregas dos Dacon referentes aos meses de janeiro a abril e junho de 2010, no valor de R$ 500,00 cada (valor mínimo). 2. Sendo a data do vencimento da exigência em 20.10.2010, considera se tempestiva a impugnação apresentada em 24.09.2010 (fls.01/07), na qual a interessada, em síntese: a) Reclama de dificuldades criadas pela Receita Federal relativas a questões técnicas e de informação, relatadas em mensagem da Fenacon; b) Entende que uma instrução normativa não pode criar uma obrigação acessória, devendo limitarse a regular aquela definida em lei, respeitando o princípio constitucional da legalidade; c) Aponta caracterizar confisco o valor da multa aplicada; d) Afirma haver constado informação errada no sítio da Receita Federal na internet, quando havia a previsão de prazos para apresentação dos demonstrativos mensal e semestral; e) Requer a revisão do lançamento.” É o relatório, passo a decidir. Voto Conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho, Relator. Conforme aviso de recebimento de fls. 4445, a Recorrente tomou ciência da decisão recorrida em 01.11.2011 e, apresentou recurso voluntário em 24.11.2011, portanto, o presente recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Desta forma, dele tomo conhecimento. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por GILDA ALEIXO DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 10 /12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10242.000387/201095 Resolução nº 1802000.116 S1TE02 Fl. 74 3 Durante a construção da sua tese de defesa a Recorrente alega que o devido à inoperância do sistema da Receita Federal não foi possível adimplir a entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON, referente aos meses de janeiro a abril e junho de 2010 e, que o referido atraso ocasionou a expedição de Notificação de Lançamento de multa. Entretanto, por se tratar de discussão atinente a obrigação acessória relativa à Contribuição para o PIS e à COFINS, em respeito ao disposto no inciso IV do artigo 4º do Anexo II da Portaria (MF) nº 256 de 22/06/2009, devolvo os presentes autos para distribuição à TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO desse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator Fl. 74DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por GILDA ALEIXO DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 10 /12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10855.004507/2001-24
Data da sessão: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1803-000.027
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em declinar a competência para a 2ª Seção do CARF, nos termos do voto da relatora. Ausente justificada e momentaneamente o Conselheiro Walter Adolfo Maresch.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
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PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10855.004507/2001-24 Recurso n° 170.650 Resolução n° 1803-00.027 — 3' Turma Especial Sessão de 05 de novembro de 2009 Matéria DCTF - ANO-CALENDÁRIO: 2001 Recorrente IHARABRAS S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS. Recorrida 5' TURMA/DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP Vistos, relatados e discutidos os presente autos. Resolvem os membros do Coleado, por unanimidade de votos, em declinar a competência para a 2' Seção do CARF, nos termos do voto da relatora. Ausente justificada e momentaneamente o Conselheiro Walter Adolfo Maresch. - ERREIRA DE MORAES — Presidente L ORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA — Relatora it• 'IO EM: 09 AOR 2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes Walter Adolfo Marech, Benedicto Celso Benicio Júnior, Luciano Inocêncio dos Santos, Marcos Antônio Pires e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira. Processo n° 10855.004507/2001-24 S1-TE03 Erro! A origem da referência aio foi encontrada. n.° 1803-00.027 R. 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra decisão de primeira instância que julgou parcialmente procedente o lançamento fiscal decorrente de trabalhos de auditoria interna referentes às DCTF's dos I° e 2° trimestres de 1997, visando a cobrança do 1RRF referente aos mesas de julho a dezembro de 1997 no valor total de R$ 50.450,75, assim como da multa de oficio isolada no montante de R$ 67.498,24, e juros de mora na quantia de R$ 631,83, conforme razão às fls. 23 a 27. Ciente da lavratura do auto de infração em 01.12.2001 (fls. 81), em 13.12.2001 a Recorrente apresentou impugnação de fls. 01, juntando documentos de fls. 02 a 80. Dada a clareza do relatório da 5' Turma da DRJ de Ribeirão Preto/SPO, tomo a liberdade de reproduzir parte do quanto fora ali discorrido no tocante às alegações do Recorrente em sua impugnação e outros fatos ocorridos nos autos: "No tocante à exigência da multa isolada e juros corre/atos aduz que todas as inconsistências venficadas foram motivadas por erro na informação dos períodos de apuração do tributo quando do preenchimento da DCTF. Ao final requereu o arquivamento do auto de infração. A impugnação foi previamente analisada pela Delegacia da Receita Federal -em Sorocaba-SP —que, trabalhando com a- hipótes da existência de fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento, azarou o despacho de fls. 138/139 entendendo pela insubsistência da cobrança das parcelas integrantes do item 4.1 do auto de infração e revisou de oficio o lançamento, na forma do artigo 149 do Código Tributário Nacional (CTN), cancelando parcialmente a exigência." A respeito da decisão que revisou de oficio o lançamento, cumpre consigam- o quanto está discorrido às fls. 138, in verbis: "Observando as cópias de DARF's, juntadas aos autos, de fls. 28 e 31/35, nota-se coincidência entre as datas de vencimento e os períodos de apuração. Observando as cópias de DCTF's por mim juntadas aos autos, de fls. 106 a 117, nota-se discrepância entre a indicação do dia do período de apuração, informada no quadro de pagamentos, e a identificação da semana período de apuração, informada no quadro Débito Apurado e Créditos Vinculados. Entretanto, não foram apresentados comprovantes capazes de esclarecer qual dessas informações é a correta". Em julgamento proferido em 07.03.2008, a 5' Turma da DRJ de Ribeirão Preto/SPO (fls. 165 a 169), julgou parcialmente procedente os lançamentos, conforme ementa abaixo transcrita: Processo n° 10855.004507/2001-24 81-TE03 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n." 1803-00.027 EL 3 "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IEEE Período de apuração: 26/01/1997 a 01/02/1997, 02/02/1997 a 08/02/1997, 09/02/1997 a 15/02/1997, 16/02/1997 a 22/02/1997, 23/02/1997 a 01/03/1997, 16/03/1997 a 22/03/1997 DÉBITO CONFESSADO. AUDITORIA INTERNA NA DCTF. Eventuais equívocos na DCTF de 1997 deveriam ser corrigidos pelos meios previstos na IN/SRF/N° 45, de 1998, a tanto admitido, igualmente, o contencioso administrativo. Na ausência de elementos probantes do alegado erro, ou ineficácia dos documentos apresentados, prevalecem os dados originariamente declarados. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 26/01/1997 a 01/02/1997, 02/02/1997 a 08/02/1997, 09/02/1997 a 15/02/1997, 16/02/1997 a 22/02/1997, 23/02/1997 a 01/03/1997, 16/03/1997 a 22/03/1997 APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratando-se de ato não definitivamente julgado aplica-se retroativamente a lei nova quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo do lançamento (CT/V, art. 106, II "c"). Lançamento Procedente em Parte". Ciente da decisão de primeira instância em 06.052008 (fl. 176), o Recorrente interpôs recurso voluntário em 04.06.08 (fls. 179 a 181), juntando documentos de fls. 182 a 293, alegando em apertada síntese. 1) Todas as inconsistências foram motivadas pelo erro na informação do período de apuração no preenchimento da DCTF. A apuração e o pagamento dos DARF's estão corretos, ocorrendo erro no preenchimento da DCTF referente à informação de apuração semanal do imposto. Para dar suporte ao alegado, junta memória de cálculo e Livro Diário, vinculando os pagamentos mediante DARF; e 2) Não retificou as DCTF's por força da IN/SRF n°. 255, de 11.12.2002, que no seu artigo 9°, §3°, inciso II, proíbe a retificação da declaração após o inicio do procedimento fiscal. É o relatório. Voto Conselheira L,AVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Relatora A matéria tratada no presente processo decorre de lançamento fiscal de trabalhos de auditoria interna referentes às DCTF s dos 1° e 2° trimestres de 1997, visando a cobrança do Processo 10855.004507/2001-24 81-TE03 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.° 1803-00.027 Fl. 4 IRRF referente aos meses de julho a dezembro de 1997 no valor total de R$ 50.450,75, assim como da multa de oficio isolada no montante de R$ 67.498,24, e juros de mora na quantia de R$ 631,83, conforme razão às fls. 23 a 27. Os fatos adicionais estão consignados no Relatório anexo. Nos termos do Capítulo I, do artigo 3°, inciso II, do Anexo II do Regimento do CARF, aprovado pela Portaria do Ministro da Fazenda n °256-02, este processo é competência da r Seção. Nestes termos resolvo que sou incompetente para julgar esta matéria e recomendo a distribuição do processo para a 2 a Seção. --- LArtitRAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA 4
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Numero do processo: 13609.000229/2008-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP’S. INFORMAÇÕES DE DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES.
Caso a empresa apresente informações que contenham dados não
relacionados a fatos geradores, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento de obrigação acessória de informar corretamente ao fisco os fatos geradores passíveis de tributação.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.769
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso na forma do art.32-A da Lei n 8.212/91 com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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GFIP’S. INFORMAÇÕES DE DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. Caso a empresa apresente informações que contenham dados não relacionados a fatos geradores, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento de obrigação acessória de informar corretamente ao fisco os fatos geradores passíveis de tributação. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso na forma do art.32A da Lei n 8.212/91 com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari , Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 93DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.76 a 84 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte/MG (fls.65 a 73) que julgou PROCEDENTE EM PARTE o lançamento constante no Auto de Infração n° 37.137.1856, no valor inicial de R$ 37.204,56 (trinta e sete mil, duzentos e quatro reais e cinquenta e seis centavos), tendo sido reduzido para R$ 20.988,10 (vinte mil, novecentos e oitenta e oito reais e dez centavos) após decisão de 1 instância. Conforme Relatório Fiscal às fls.13 , a autuação corresponde à atitude da empresa em ter deixado de incluir nas GFIP’s, das competências 12/2004 a 13/2006, os pagamentos efetuados aos seus segurados. Diante dos fatos analisados, a fiscalização entendeu que a empresa infringiu o disposto no art.32, IV, parágrafo 3 da Lei n 8.212/91 combinado com o art.225, IV, parágrafo 4 do RPS, estando sujeita à aplicação das penalidades previstas no art.32, parágrafo 5, da Lei n 8.212/91 combinado com o art.284, II e art.373 do RPS. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 09/04/2008 e apresentou impugnação às fls. 28 a 38 alegando, em síntese: Inicialmente, que lançamento está configurado de cerceamento de defesa e ofende ao artigo 5°, inciso LV, da Constituição da República; Que há afronta ao ordenamento jurídico porque foram constituídos autos de infração distintos, porém, com objetos comuns e com a mesma data de emissão; Que foram violados os direitos de defesa e outras garantias constitucionais; Não serem os LDC’s – Lançamento de Débito Confessado confissões de dívidas, mas, sim, um lançamento tributário, nos exatos termos do artigo 142 do CTN; Que tem direito a contestar contestar administrativamente a exigência fiscal antes da aplicação da multa; Não poder existir simultaneamente uma Notificação de Lançamento, como as LDC's, e uma confissão de divida, pois, pelo artigo 245 do Decreto n 3.048/99, o crédito é constituído em uma coisa ou em outra; Não ter havido omissão de fatos, dados e documentos, e, se existisse algum comprovante faltante, caberia ao Fiscal advertir à empresa e conferir prazo para regularização. Por fim, impugnou os lançamentos de multas e juros em face da impossibilidade de se aferir valores de forma devidamente individualizada, bem como requereu que fosse declarado nulo o Auto de Infração. Fl. 94DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13609.000229/200811 Acórdão n.º 2403000.769 S2C4T3 Fl. 92 3 Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 6ª Turma da DRJ/Belo Horizonte/MG proferiu acórdão (n° 0223.998) nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006 GFIP GUIA DE RECOLHIMENTO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO E INFORMAÇÕES À PREVIDÊNCIA SOCIAL. AMPLA DEFESA. PRINCÍPIO GARANTIDO AOS LITIGANTES.RETIFICAÇÃO DA MULTA RETROATIVIDADE BENIGNA.MOMENTO DO CALCULO. Constitui infração à legislação previdenciária a empresa apresentar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. É no momento em que se instaura o litígio que a parte interessada exerce seu direito à. ampla defesa. A multa aplicada a maior em Auto de Infração de Obrigação Acessória será corrigida na própria decisão com abertura de prazo para recurso ou pagamento. A lei aplicase a fato pretérito quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. A comparação para determinação da multa mais benéfica apenas pode ser realizada por ocasião do pagamento. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido em Parte. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 76 a 84, ratificando todos os argumentos expendidos na impugnação, aduzindo o caráter confiscatório da multa. É o relatório. Fl. 95DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator DO MÉRITO I – DA INFRAÇÃO COMETIDA Alega a recorrente que não houve em momento algum a omissão de fatos, dados e documentos. Entretanto, sua afirmação é geral e não é acompanhada de provas, considerando os elementos apontados pela auditoria, bem como a defesa não ter exposto os motivos de fato e de direito que poderiam vir a sustentar a sua discordância. A empresa autuada foi submetida à fiscalização federal, na qual foram verificados diversos documentos tais como o contrato social e seus aditivos, folhas de pagamentos de todos os empregados e contribuintes individuais, livro razão e diário, GFIP com comprovantes de entregas e eventuais retificações, dentre outros. Assim, diante dessa análise documental, verificouse que a empresa recorrente deixou de incluir nas GFIP’s, das competências 12/2004 a 13/2006, os fatos geradores referentes às contribuições sociais previdenciárias relacionadas com as folhas de pagamento de empregados. No caso em tela, a auditoria esclareceu que a empresa omitiuse de informar em GFIP o pagamento bem como a remuneração dos seus segurados durante o período de 12/2004 a 13/2006. Assim, a conduta da recorrente viola a previsão do art.32, IV, parágrafos 3º e 5º, da Lei 8.212/91 combinado com o art. 225, IV e § 4º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Destacouse) Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...) IVinformar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Fl. 96DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13609.000229/200811 Acórdão n.º 2403000.769 S2C4T3 Fl. 93 5 Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto; (...) § 4º O preenchimento, as informações prestadas e a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social são de inteira responsabilidade da empresa. Ressaltese que os parágrafos 3 e 5 do art.32 da Lei n 8.212/91 foram revogados pela Lei n 11.941/2009, mas esses dispositivos não alteraram a obrigação tributária da empresa de declarar/informar à Secretaria da Receita Federal dados cadastrais e elementos relativos aos fatos geradores de contribuição previdenciária. A recorrente apresentou a GFIP com omissão de dados, o que caracteriza a entrega desse documento com dados não correspondentes aos fatos geradores, não tendo sido provado o contrário, haja vista que em suas oportunidades de defesa (impugnação e recurso voluntário), não conseguiu demonstrar que a infração não foi cometida, pois alegou genericamente não ter havido omissão de dados. Desse modo, entendo que a infração ocorreu, motivo pelo qual a recorrente estará sujeita ao pagamento da multa prevista na legislação competente, qual seja o Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n 3.048/99) e a Lei n 8.212/91, in verbis: Art.284. A infração ao disposto no inciso IV do caput do art. 225 sujeitará o responsável às seguintes penalidades administrativas: (...) II cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no inciso I, pela apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores, seja em relação às bases de cálculo, seja em relação às informações que alterem o valor das contribuições, ou do valor que seria devido se não houvesse isenção ou substituição, quando se tratar de infração cometida por pessoa jurídica de direito privado beneficente de assistência social em gozo de isenção das contribuições previdenciárias ou por empresa cujas contribuições incidentes sobre os respectivos fatos geradores tenham sido substituídas por outras; e (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) O Regulamento (Decreto n 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são Fl. 97DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social.. No mesmo sentido, a Lei nº 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 32, § 5º que a empresa que apresentar os documentos do art.32, IV, com dados que não correspondam aos fatos geradores das contribuições previdenciárias, pagará multa correspondente a 100% (cem por cento) do valor devido relativo à contribuição não declarada. Então vejamos: Art.32 – (...) (...) § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009. Na presente autuação, a fiscalização aplicou, ao fundamentar a aplicação da multa no §5º do art.32 da Lei n 8.212/91, um valor máximo de multa com base na quantidade de segurados da empresa. Todavia, ambos os dispositivos (§4º e §5º) foram revogados pela Lei n 11.941/2009. Referida lei, ao revogar os dispositivos acima citados, incluiu novo dispositivo na Lei n 8.212/91, o qual estabeleceu que a empresa que deixasse de apresentar o documento do inciso IV do art.32 ou apresentasseo com incorreções/omissões seria intimada a prestar esclarecimentos e pagar multa de acordo com a conduta praticada. Então vejamos: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 98DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13609.000229/200811 Acórdão n.º 2403000.769 S2C4T3 Fl. 94 7 § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Pelo exposto, percebese que o critério adotado para aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória foi alterado, podendo assim o valor inicial da multa ser reduzido pela aplicação da nova lei que retroagirá para beneficiar o contribuinte, nos moldes do art.106, II, “c”do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática Desse modo, entendo que a infração cometida pela recorrente em apresentar as GFIP’s com dados não relacionados aos fatos geradores das contribuições previdenciárias, incorre no descumprimento previsto no art.32A, caput, da Lei n 8.212/91 com redação dada pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto, tal norma retroagir, se for mais benéfica ao contribuinte, para ser aplicada ao caso em tela, conforme o art.106, II, “c”, do Código Tributário Nacional. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que seja mantida a cobrança do Auto de Infração nº 37.137.1856, na forma do art.32A da Lei n 8.212/91 com a redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o art.106, II, “c” do Código Tributário Nacional. Fl. 99DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 100DF CARF MF Emitido em 17/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 12466.001189/94-31
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFICIO.
Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.546
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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Numero do processo: 10680.015455/2002-41
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.078
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEÃO
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Souza Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Gilberto Baptista, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. Relatório. Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (MG), que deferiu em parte a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Em relação às DCOMP’s a DRJ reconheceu o direito de utilização do crédito no valor de R$ 2.004,13, correspondente ao saldo negativo de IRPJ apurado no ano calendário de 2001, homologando parcialmente a compensação declarada pelo contribuinte; e indeferiu as restituições protocolizadas através das demais PER/DCOMP’s. Fl. 2262DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.015455/200241 Resolução n.º 1802000.078 S1TE02 Fl. 2 2 A Recorrente é pessoa jurídica de direito privado, cujo principal ramo de atuação é a prestação de serviços de tecnologia de informação a empresas localizadas em todo o território nacional. Sendo assim, por força da legislação (RIR/99, art. 647) está sujeita à retenção da alíquota de 1,5% do valor bruto da nota fiscal da prestação de serviço, a título de Imposto de Renda na Fonte. Assim sendo, no anobase de 2001, apurou saldo negativo de IRPJ no valor original de R$ 882.637,65, conforme declarado na DIPJ. O referido crédito foi utilizado para compensar débitos vincendos de outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, mediante várias Declarações de Compensação (DCOMP’s). Ao analisar a origem do crédito compensado, a fiscalização glosou parte do crédito decorrente de IRRF, no montante de R$ 220.591,95, sob o argumento de que a Recorrente não teria apresentado documentação hábil que comprovasse as retenções declaradas na DIPJ do anobase de 2001 e que serviram para apuração do referido saldo negativo de IRPJ. Senão vejamos trechos do Despacho Decisório da DRF/Belo Horizonte (MG) emitido em 01/08/2007, anexado às fls. 428 a 432: “O contribuinte foi intimado às fls. 77 a apresentar todos os comprovantes de Imposto de Renda Retido na Fonte referentes ao ano calendário de 2001. Em atendimento à mesma foram anexados os documentos de fls. 80 a 149; 150 a 360. (...) Na composição deste saldo negativo, parte da estimativa de junho/2001 foi quitada mediante Darf e nas estimativas (maio/01, junho/01 e ajuste) foram feitas deduções de IRRF. (...) Foi efetuado um recolhimento mediante DARF para o PA 06/2001 — IRPJ, no valor de R$ 159.959,04 valor confirmado no sistema sinal06 (fl. 79) estando este valor compondo efetivamente o saldo negativo pleiteado. Para o reconhecimento do IRRF, foram utilizados os comprovantes apresentados pelo contribuinte (fls. 80 a 149), no valor de R$ 500.021,12 confirme disposições do RIR Dec 3000/99 art. 943 §2º. (...) Quanto aos documentos de fls. 150 a 360, os mesmos não foram aceitos, por não se tratarem de documentos hábeis para reconhecimento das deduções efetuadas, nos termos da legislação acima referida. (...) Da análise da documentação constante dos autos e das consultas realizadas aos sistemas da Secretaria da Receita Federal e de tudo mais que do processo consta, apuramos saldo negativo de IRPJ — ano calendário 2001(...) no valor de R$ 662.045,70.” Fl. 2263DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.015455/200241 Resolução n.º 1802000.078 S1TE02 Fl. 3 3 Quanto ao saldo negativo de CSLL, apura: “Assim, apuramos um saldo negativo de CSLL, para o ano calendário de 2001 no valor de R$ 112.901,70.” Por fim, a DRF conclui: “• Reconheço o direito parcial de utilização pelo contribuinte do crédito referente ao Saldo Negativo de IRPJ ac 2001, no valor de R$ 662.045,70 (seiscentos e sessenta e dois mil quarenta e cinco reais e setenta centavos) e R$ 112.901,70 (cento e doze mil novecentos e um reais e setenta centavos) referentes ao Saldo Negativo de CSLL ano calendário 2001 (...) • Procedase à homologação das compensações até o limite destes créditos, observandose ainda, a compensação espontânea item III acima, bem como a compensação constante do processo 10680.001476/200361, informado neste despacho. • Em havendo saldo, procedase às restituições de IRPJ e CSLL, ano calendário de 2001 (...) Tendo em vista as considerações acima, a DRF homologou parcialmente as compensações declaradas, apurando uma compensação indevida, em função da insuficiência do crédito, conforme discriminação às fls. 460/461, em cobrança através dos processos 10680.001476/200361 e 10680.015455/200241. Considerou ainda que todo o crédito reconhecido como válido foi totalmente utilizado na extinção de débitos pela compensação, os pedidos de restituição foram indeferidos. O contribuinte foi cientificado da Decisão prolatada pela DRF, bem como da cobrança dos débitos indevidamente compensados em 10/09/2007, conforme AR Aviso de Recebimento (fl. 465). Em resposta, a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade em 10/10/2007 (fls. 466 a 474), onde, sucintamente, argumenta: a) O saldo de IRRF declarado pela requerente para o ano de 2001, no valor de R$ 722.678,60, dos quais a DRF desconsiderou a importância de R$ 220.951,95, mencionando que os documentos apresentados não traduzem meio hábil para a comprovação da retenção sofrida. b) Os documentos apresentados à DRF “constituemse em Notas Fiscais de prestação de serviços e memórias de cálculos elaboradas com base nas notas fiscais, através das quais encontrase expressa a informação da realização da retenção do imposto de renda no momento do pagamento das faturas”. Propugna pela consideração dos documentos apresentados mencionando acórdão do Conselho de Contribuintes. c) “Para dar maior suporte probatório à apuração do crédito de IRRF”, apresenta junto com a impugnação as folhas do livro razão analítico do ano de 2001, contendo os registros de IRRF a compensar e as receitas decorrentes da prestação de serviços faturados no período em análise. Fl. 2264DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.015455/200241 Resolução n.º 1802000.078 S1TE02 Fl. 4 4 d) “O Despacho Decisório deixou de realizar o efetivo cotejo analítico entre os dados constantes da DIRF do ano de 2001 e os valores cuja retenção foi comprovada através dos comprovantes de retenção anexados aos autos. Na prática, o trabalho fiscal limitouse a verificar o saldo de crédito de IRRF constante da DIRF, para a requerente, deixando de complementar este saldo com a análise dos comprovantes de retenção anexados aos autos”. e) Propugna pela aplicação do “princípio da razoabilidade administrativa”, mencionando texto de José dos Santos Carvalho Filho. Busca em seu amparo, neste mesmo sentido, o art. 2° da Lei n° 9.784, de 1999. A DRJ em Belo Horizonte (MG), deferiu em parte a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte, reconhecendo, em relação às DCOMP’s, o direito de utilização do crédito no valor de R$ 2.004,13, correspondente ao saldo negativo de IRPJ apurado no ano calendário de 2001, homologando parcialmente a compensação declarada pelo contribuinte; e indeferiu as restituições protocolizadas através dos PER/DCOMP’s. Assim sendo, a DRJ, consubstanciou sua decisão na seguinte ementa: “Assunto: Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Na Declaração de Compensação somente podem ser utilizados os créditos comprovadamente existentes, respeitadas as demais regras determinadas pela legislação vigente para a sua utilização. IRRF – COMPROVAÇÃO O imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos, somente pode ser utilizado como componente do saldo negativo de IRPJ, se o contribuinte comprovar, mediante documentação hábil e idônea, que sofreu a retenção deste imposto. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Na Declaração de Compensação somente podem ser utilizados os créditos comprovadamente existentes, respeitadas as demais regras determinadas pela legislação vigente para a sua utilização. Solicitação Deferida em Parte” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 10/06/2008, a Contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 875 a 1229), em 10/07/2008 sem preliminares, onde reitera as alegações feitas anteriormente e traz mais documentos aos autos. É o relatório. Fl. 2265DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.015455/200241 Resolução n.º 1802000.078 S1TE02 Fl. 5 5 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O presente recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a DRJ em Belo Horizonte desconsiderou o crédito de IRRF informado na DIPJ do anobase de 2001 no montante de R$ 218.587,18, onde tinhase como provas os razões contábeis apresentados na manifestação de inconformidade apresentada pela ora Recorrente. No recurso voluntário a Recorrente aduz que por ocasião da apresentação da manifestação de inconformidade foram juntadas as folhas do razão analítico do ano de 2001, em que a Recorrente registrou a movimentação das contas contábeis que registram: a) o IRRF a compensar 1.1.2.01.01 Serviços Prestados por Empresas Ligadas; 1.1.2.01.02 Serviços Prestados por Outras Empresas que registram os valores devidos por clientes; 1.1.2.04.02 Impostos a recuperar IRRF s/ Prestação de Serviços; e b) receitas decorrentes de prestação de serviços faturados 4.1.1.01.01 Receita de Empresas Ligadas; 4.1.1.01.02 Receita de Outras Empresas. Com isso a Contribuinte buscou provar através do cruzamento dos dados constantes nas referidas contas os valores efetivamente faturados e os valores retidos a título de IRRF no período em análise. De acordo com as normas contábeis, tais contas contábeis devem espelhar as informações constantes das notas fiscais, de acordo com o número e valores de cada uma delas. Por ocasião da apresentação da manifestação de inconformidade foi juntada apenas uma parte das notas fiscais que ilustravam o crédito informado na Ficha 43 da DIPJ, motivo pelo qual a DRJ deu parcial provimento ao recurso apresentado. A quantidade de notas fiscais apresentadas no processo para a comprovação do direito da Recorrente ao crédito justifica, em parte, a necessidade da dilatação do prazo constante do Decreto nº 70.235/72. Ademais a jurisprudência do Conselho de Contribuintes, e atualmente do CARF, com acerto, tem afastado o rigor de qualquer vedação que preclua a produção de prova a qualquer tempo, eis que tais normas violam o princípio da ampla defesa, limitando a descoberta da verdade material. Sendo assim, buscando suprir a deficiência naquelas provas e montar a integralidade do seu direito creditório a Recorrente juntou as notas fiscais restantes para que seja assegurado o seu direito à compensação. Fl. 2266DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.015455/200241 Resolução n.º 1802000.078 S1TE02 Fl. 6 6 A esse respeito: “(...) PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO APRESENTAÇÃO. APÓS IMPUGNAÇÃO. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE E VERDADE MATERIAL. O artigo 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72, estabelece como regra geral para efeito de preclusão que a prova documental deverá ser apresentada juntamente à impugnação do contribuinte, não impedindo, porém, que o julgador conheça e analise novos documentos ofertados após a defesa inaugural, em observância aos princípios da verdade material e da instrumentalidade dos atos administrativos, sobretudo quando são capazes de rechaçar em parte ou integralmente a pretensão fiscal. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO”. (CARF – Ac. 240100135 – 1ª Turma – 4ª Câmara – 2ª Seção). E também: “QUESTÃO PROCESSUAL MOMENTO DE APRESENTAÇÃO DE PROVAS PRECLUSÃO PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA VERDADE MATERIAL A apresentação de prova documental, após o decurso do prazo para interposição de impugnação, pode ser admitida excepcionalmente, nos termos do artigo 16, do Decreto nº. 70.235/72, com redação dada pela Lei nº. 9.532/97, a fim de que a decisão proferida se coadune com os princípios da legalidade e da verdade material. Recurso especial não conhecido. (CSRF – 3ª Turma Ac. Nº 40305210 – Processo 10814.008031/9875). Com base nesses documentos, vale a norma prescrita no RIR/94, in verbis, já reproduzida às fls. 844: “Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 9º, § 1º)” Os valores computados a título de rendimentos de prestação de serviços e o IRRF correspondente devem obrigatoriamente constar dos lançamentos contábeis do período, amparados por documentos que identifiquem inequivocamente a fonte pagadora, o montante dos rendimentos auferidos e o ônus financeiro da retenção. Para isso, um grande volume de notas fiscais e planilhas foi apresentado pela contribuinte por ocasião da apresentação do recurso voluntário. Seguindo a linha já adotada pela DRJ (fls. 844 a 852), entendo que deve ser dado a esses documentos o mesmo tratamento dispensado as notas fiscais inicialmente apresentadas: “DOCUMENTOS APRESENTADOS 19. No intuito de comprovar o ônus financeiro do IRF o contribuinte apresenta na impugnação várias notas fiscais, acompanhadas dos lançamentos efetuados no "livro razão". Acerca destes documentos, cabe esclarecer que, apesar da obrigatoriedade da apresentação dos comprovantes de rendimentos e IRF, a ser fornecida pelas fontes pagadoras, a legislação tributária Fl. 2267DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.015455/200241 Resolução n.º 1802000.078 S1TE02 Fl. 7 7 também prevê, no Regulamento do Imposto de Renda (RIR199), Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999: Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (DecretoLei n2 1.598, de 1977, art. 9º, § 1º). Nestes termos, cabe verificar os documentos apresentados pelo contribuinte, e o seu conteúdo probante. (...) Todas as notas fiscais apresentadas pelo contribuinte, anexadas às fls. 152 a 360, encontramse listadas no demonstrativo acima, e, resumidamente podem ser agrupadas em 3 categorias: 1 Notas Fiscais emitidas pela "FIAT DO BRASIL S A", portadora do CNPJ n° 33.171.026/000151. Este contribuinte não faz parte da lide deste processo. O litígio neste processo tem ' origem no "Saldo Negativo de IRPJ e CSLL" apurados pela "GLOBAL VALUE SOLUÇÕES LTDA", portadora do CNPJ n° 04.321.601/000157. Por óbvio, na apuração deste saldo negativo, somente pode ser deduzido na apuração do IRPJ devido o IRF decorrente do auferimento das receitas auferidas por este contribuinte. Enfim, todas as notas fiscais emitidas pelo CNPJ 33.171.026/000151, FIAT DO BRASIL S A, apresentadas pelo impugnante no intuito de validar o IRF deduzido na apuração do IRPJ do contribuinte portador do CNPJ 04.321.601/000157, foram desconsideradas. 2 Notas Fiscais emitidas pela "GLOBAL VALUE SOLUÇÕES LTDA", portadora do CNPJ n° 04.321.601/000157, constantes do "livro razão" apresentado pelo contribuinte e anexado ao processo. Estes documentos comprovam o auferimento das receitas, o seu oferecimento à tributação e o ônus do IRF correspondente. Contudo, considerando o demonstrativo elaborado pela DRF/Belo HorizonteMG às fls. 361 a 370, os rendimentos e IRF correspondentes foram informados pelas fontes pagadoras nas DIRF's e já foram computados pela DRF na apuração do saldo negativo de IRPJ já validado. 3 Notas Fiscais emitidas pela "GLOBAL VALUE SOLUÇÕES LTDA", portadora do CNPJ n° 04.321.601/000157, constantes do "livro razão" apresentado pelo contribuinte e anexado ao processo. Estes documentos comprovam o auferimento das receitas, o seu oferecimento à tributação e o ônus do IRF correspondente. Considerando o demonstrativo elaborado pela DRF/Belo HorizonteMG às fls. 361 a 370, e as telas dos sistemas da SRF anexadas às fls. 786 a 800, as fontes pagadoras correspondentes não prestaram a informação devida em DIRF. O IRF indicado nestes documentos não foi computado pela DRF quando da validação do crédito pleiteado. Quanto a estes documentos, ainda que a fonte pagadora não tenha apresentado a DIRF correspondente, os documentos que indicam o Fl. 2268DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.015455/200241 Resolução n.º 1802000.078 S1TE02 Fl. 8 8 valor da prestação de serviços e o IRF deduzido do valor pago pela fonte pagadora, devidamente escriturados no "livro razão" serão considerados como dedutíveis na apuração do IRPJ do período. Condensando estes documentos, por fonte pagadora: (...)” Sendo assim, dadas as circunstâncias do presente caso, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que se possa analisar a documentação protocolada pela Recorrente (Planilhas, Livro Razão e notas fiscais) e proceder com análise semelhante a a que já foi feita para a documentação anteriormente apresentada, com a verificação da comprovação do auferimento de receita, a dedução do IRRF e o confronto com a DIRF da fonte pagadora. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 2269DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 03/07/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10830.001825/2007-15
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.051
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termo do voto do Relator.
Nome do relator: NELSO KICHEL
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termo do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Jose de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa, Marco Antônio Nunes Catilhos e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10830.001825/200715 Resolução n.º 1802000.051 S1TE02 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls.78/87 contra decisão da 1ª Turma da DRJ/Campinas (fls.72/73) que julgou improcedente a impugnação, mantendo integralmente o auto de infração de exigência da multa de mora de R$ 11.408,26, atinente ao anocalendário 2004. Quanto aos fatos, consta do auto de infração, lavrado em 06/03/2007 na DRF/Campinas (fls. 34/43), de emissão eletrônica, em sede de revisão interna de DCTF, que a contribuinte, quanto à CSLL (código de receita 2372), período de apuração 31/03/2004, vencimento dia 30/04/2004, efetuou o pagamento, em atraso, em 30/07/2004, do principal de R$ 57.041,33 com juros de mora de R$ 1.973,63 (cópia do DARF – fl.31), deixando, porém, de recolher a multa de mora de 20%, no valor de R$ 11.408,26 (Lei nº 9.430/96, art. 61). Em sua impugnação de 18/04/2007 (fls. 01/07), na primeira instância de julgamento, a contribuinte aduziu em suas razões: a) que recolhera em atraso, espontaneamente (antes do incício de qualquer procedimento de ofício), a CSLL do 1º trimestre/2004, com respesctivos juros de mora, porém sem a multa de mora, por entender que estaria configurada a denúncia espontânea (CTN, art. 138) e cita, ainda, precedentes do Superior Tribunal de Justiça STJ; b) que o prazo de vencimento da CSLL era 30/04/2004 e o pagamento foi efetuado em 30/07/2004, conforme cópia do DARF (fl. 31); c) que o débito e recolhimento foram devidamente informados na DCTF do 2º trimestre/2004, apresentada em 13/08/2004 (fls. 28/33); d) que a DCTF retificadora do 2º trimestre/2004, apresentada em 02/08/2005, em nada alterou a espontaneidade, eis que não houve qualquer alteração ou modificação nessa exação fiscal do 1º trimestre/2004; A DRJ/Campinas, como já dito, julgou a impugnação improcedente, mantendo a exigência da multa de mora, cuja ementa desse decisum (fl. 72), transcrevo a seguir: (...) Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendáio: 2004 DCTF. Revisão Interna. Multa e Mora. Denúncia Espontânea. Súmula Nº 360 – Superior Tribunal de Justiça (STJ): “O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo”. Rel. Min. Eliana Calmon, em 27/08/08. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido (...) Fl. 95DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10830.001825/200715 Resolução n.º 1802000.051 S1TE02 Fl. 3 3 Irresignanda com esse decisum do qual tomou ciência em 01/02/2011 (fl. 76), a contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 28/02/2011 de fls. 78/87, reiterando as razões já apresentadas na instância a quo, ou seja: que o débito da CSLL do 1º trimestre/2004 foi recolhido a destempo e com respectivos juros de mora, porém sem multa de mora, pois a situação teria configurado denúncia espontânea, nos termos do art. 138 do CTN; que, diversamente do entendimento da decisão recorrida, é incabível a exigência da multa de mora de 20%, pois o recolhimento do débito do pricipal da CSLL do 1º trimestre/2004 ocorreu espontaneamente em 30/07/2004 (fl. 31) e antes de sua confissão na DCTF do 2º trimestre apresentada em 13/08/2004 (fls. 28/33); que, nessa situação, consoante Súmula 360 do Superior Tributnal de Justiça (STJ), estaria configurada a denúncia espontânea. Por fim, a recorrente pediu provimento ao recurso. . É o relatório. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10830.001825/200715 Resolução n.º 1802000.051 S1TE02 Fl. 4 4 Voto Conselheiro Nelso Kichel O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos para sua admissibilidade. Por conseguinte, dele conheço. Conforme relatado, o litígio versa acerca da imposição e exigência, via auto de infração, de multa moratória de 20% (vinte por cento) sobre o débito da CSLL (valor principal) do 1º trimestre/2004 (período de apuração 31/03/2004 e vencimento 30/04/2004), que foi pago, espontaneamente, em 30/07/2004 (pagamento a destempo) com respectivos juros de mora, porém sem o recolhimento da multa de mora. A recorrente, nas razões de sua defesa, sustenta a tese de que é incabível a exigência da multa de mora, no caso, pois estaria configurada a denúncia espontânea de trata o art. 138 do CTN, em face da efetivação do pagamento do principal da CSLL com respectivos juros de mora antes do início de qualquer procedimento de ofício (pagamento espontâneo) e antes da inclusão desse débito na DCTF respectiva. Em face das alegações da recorrente e para formação da convicção do julgador, tornase necessário, antes de tudo, sanear o processo, pela falta de peças essencias para resolução ou enfrentamento do mérito do litígio. Não há como formar convicção, com os elementos de prova constantes dos autos, se o pagamento do débito ocorreu antes, ou depois, de sua confissão na DCTF. Senão vejamos: O débito da CSLL do 1º trimestre/2004 deveria ter sido declarado/confessado na DCTF do 1º trimestre/2004, cujo prazo para sua apresentação era 13/05/2004. Se tal débito da CSLL não constou da DCTF do 1º trimestre/2004, a recorrente, então, deveria, ter apresentado a respectiva DCTF retificadora para inclusão/confissão desse débito. Ocorre que, nos presentes autos, não consta cópia da DCTF do 1º trimestre/2004, para fazer esta análise se o débito da CSLL do 1º trimestre/2004 foi, ou não, confessado, antes do pagamento realizado a destempo. Não se sabe sequer se houve a apresentação da DCTF ao fisco pela contribuinte quanto aos períodos de apuração do 1º trimestre/2004. Se isso não bastasse, a recorrente alegou que o débito do principal da CSLL do 1º trimestre/2004 teria sido confessado tãosomente na DCTF do 2º trimestre/2004, apresentada em 13/08/2004; que, além disso, teria ocorrido a apresentação de uma DCTF retificadara em 02/08/2005, em relação à DCTF do 2º trimestre/2004, mas que não teria influência alguma no débito objeto dos autos. De qualquer forma, não se sabe qual foi o objeto da DCTF retificadara do 2º trimestre/2004, apresentada em 02/08/2004. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10830.001825/200715 Resolução n.º 1802000.051 S1TE02 Fl. 5 5 Ainda, não há cópia nos autos da DIPJ do exercício 2005, anocalendário 2004, quanto aos débitos apurados da CSLL dos 1º e 2º trimestres/2004, para verificar, comparar ou cotejar com as DCTF dos respectivos trimestres desse ano. Nessa situação, como demonstrado, não há como formar convicção quanto ao mérito da lide, propugno, então, pela conversão do julgamento em diligência para remessa, retorno, dos autos do processo à unidade de origem da RFB (DRF/Campinas) para que seja instruído, mediante juntada de: a) cópia completa da DIPJ do anocalendário 2005, anocalendário 2004; b) cópia completa da DCTF do 1º trimestre/2004 e comprovante com data de entrega/recepção; c) cópia completa da DCTF original do 2º trimestre/2004 e comprovante com data de entrega/recepção; d) cópia completa da DCTF retificadora do 2º trimestre/2004 apresentada em 02/08/2005 e comprovante com data de entrega/recepção. A DRF/Campinas, por fim, à luz desses elementos colhidos, deverá elaborar relatório circunstanciado/conclusivo, informando/demonstrando em relação ao débito do principal da CSLL do 1º trimestre/2004 o qual foi pago em 30/07/2004 (fl. 31) a data, precisa, de sua confissão em DCTF pela recorrente. Por tudo que foi exposto, voto para CONVERTER o Julgamento em Diligência, a fim de que sejam cumpridas as providências requeridas. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 98DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL
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Numero do processo: 10283.907533/2009-95
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1803-000.086
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, baixar o processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Neudson Cavalcante Albuquerque, relator, e Arthur José André Neto, que não acolhiam a diligência proposta e davam provimento parcial ao recurso voluntário.
Nome do relator: NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, baixar o processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Neudson Cavalcante Albuquerque, relator, e Arthur José André Neto, que não acolhiam a diligência proposta e davam provimento parcial ao recurso voluntário. Neudson Cavalcante Albuquerque Walter Adolfo Maresch Relator (documento assinado digitalmente) Presidente (documento assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Redator Designado (documento assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Neudson Cavalcante Albuquerque e Arthur José André Neto. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2014 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUER QUE, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10283.907533/200995 Resolução n.º 1803000.086 S1TE03 Fl. 234 2 Relatório SECULUS DA AMAZÔNIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO, pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ/Belém (PA), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. O recorrente apresentou à Receita Federal do Brasil a declaração de compensação de nº 07339.48590.201006.1.7.036850 (fls. 2/6), a qual não foi homologada por aquele órgão, nos termos do despacho decisório de fl. 7: No curso da análise do direito creditório, foram detectadas inconsistências, objeto de termo de intimação, não saneadas pelo sujeito passivo. Dessa forma, de acordo com as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de crédito demonstradas no PER/DCOMP é insuficiente para comprovar sequer a quitação da contribuição social devida, não há direito creditório a ser reconhecido. Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 63.828,10 Somatório das parcelas de crédito demonstradas no PER/DCOMP: R$ 63.828,10 Contribuição social devida: R$ 708.063,12 Ciente dessa decisão em 20/10 (fl. 11), o interessado apresentou, em 19/11/2009, a manifestação de inconformidade de fls. 12/14, considerada tempestiva pela unidade preparadora (fl. 41). Em sua peça de defesa, alega, em síntese: 1. Os valores de estimativa CSLL apurados encontramse na DIPJ entregue em 26/06/2003, protocolo 2631001728, bem como foram apresentados na DCTF; 2. Os DARFs de pagamento comprovam os valores antecipados; 3. A vinculação do DARF quitado ao débito apresentado não foi condizente com a realidade apurada; A DRJ Belém (PA) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, por meio do Acórdão nº 0123.911, de 21 de dezembro de 2011 (fls. 72/76), ementando assim a sua decisão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2002 SALDO NEGATIVO CSLL. PAGAMENTOS. INSUFICIÊNCIA QUITAÇÃO CSLL DEVIDA. INEXISTÊNCIA CRÉDITO. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2014 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUER QUE, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10283.907533/200995 Resolução n.º 1803000.086 S1TE03 Fl. 235 3 Estando o direito creditório amparado em estimativas CSLL e sendo estas insuficientes para quitar a contribuição devida, o crédito revela se inexistente. Cientificado dessa decisão em 12/01/2012, por meio de remessa postal (fl. 80), o contribuinte interpôs o presente Recurso Voluntário (fls. 87/100), em 13/02/2012, em que afirma, resumidamente, que a decisão recorrida não considerou todos os pagamentos de estimativas realizados, encontrando o valor de R$ 687.977,79, quando o valor correto é R$ 771.891,18. É o relatório. Voto vencido Conselheiro Neudson Cavalcante Albuquerque O recurso voluntário apresentado atende aos pressupostos de admissibilidade, sendo digno de conhecimento. O contribuinte apresentou Dcomp, em 20/10/2006, pela qual extinguiu débito de estimativa de CSLL de janeiro de 2003, apontando indébito oriundo de saldo negativo de CSLL referente ao ano 2002 (fl. 3). Conforme demonstrado na referida Dcomp (fls. 4), o saldo negativo teria sido gerado pela existência de uma antecipação de CSLL, quitada por pagamento, no valor de R$ 123.327,39, do qual seria utilizado o valor de R$ 63.828,10 para compor o saldo negativo. Todavia, o valor devido de CSLL no período foi de R$ 708.063,12, o que é bem superior ao valor do pagamento demonstrado na Dcomp. Intimado para esclarecer a inconsistência, o contribuinte não se manifestou, razão pela qual a compensação foi não homologada (fl. 7). Em sua manifestação de inconformidade, o contribuinte afirma que realizou vários pagamentos de estimativa no ano 2002, totalizando o valor de R$ 771.891,22, o que supera o valor devido de CSLL, apurada no final do exercício, em R$ 63.828,10, valor suficiente para quitar o débito apontado na DCOMP. A autoridade julgadora de primeira instância apurou todos os pagamentos de estimativa de CSLL realizados pelo contribuinte no período e chegou à tabela encontrada na fl. 75, em que o total dos pagamentos encontrados (R$ 687.977,79) ficou abaixo do valor devido (R$ 771.891,18), o que levou à confirmação da não homologação da compensação. No recurso voluntário, o contribuinte insiste em que há pagamentos para todo o valor declarado, apresentando a tabela de fls. 98/99 e comprovantes de arrecadação, em anexo à petição. Comparando as referidas tabelas e compulsando os documentos apresentados pelo recorrente, verificase que a decisão de primeira instância não considerou alguns pagamentos que foram realizados em atraso, no ano seguinte ao período de apuração. O contribuinte fez juntar o comprovante de arrecadação desses pagamentos, com exceção do alegado pagamento referente a abril de 2002, no valor de R$ 12.431,22. A tabela seguinte resume a situação que emerge dos autos: Fl. 235DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2014 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUER QUE, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10283.907533/200995 Resolução n.º 1803000.086 S1TE03 Fl. 236 4 Período Apuração DCTF DRJ Diferença Comprovação (nº fl.) jan/02 30.365,09 29.134,85 1.230,24 122 fev/02 35.455,77 32.879,15 2.576,62 127 mar/02 51.670,23 47.310,23 4.360,00 134 abr/02 88.051,51 75.620,29 12.431,22 xxx mai/02 61.751,86 58.920,19 2.831,67 150 jun/02 33.455,53 28.417,46 5.038,07 157 jul/02 65.415,95 56.442,13 8.973,82 165 ago/02 57.570,43 53.680,20 3.890,23 172 set/02 59.678,16 48.475,33 11.202,83 175 out/02 89.299,07 83.527,36 5.771,71 179 nov/02 136.223,36 123.327,39 12.895,97 225 dez/02 62.954,22 50.243,21 12.711,01 182 Totais 771.891,18 687.977,79 Assim, devese reconhecer que houve pagamentos de estimativas de CSLL em 2002 no valor de R$ 759.459,96 (771.891,18 12.431,22) e, conseqüentemente, reconhecer o direito creditório do contribuinte no valor de R$ 51.396,84 (759.459,96 708.063,12). Por fim, há notícia no processo de que o mesmo indébito está sendo utilizado em outras compensações, o que demanda a verificação, por parte da unidade de jurisdição do contribuinte, do valor disponível para a utilização neste processo. Por todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, no sentido de reconhecer o direito creditório de R$ 51.396,84 e homologar parcialmente a compensação em análise, até o limite do crédito ainda não utilizado em outras compensações. Neudson Cavalcante Albuquerque (documento assinado digitalmente) Voto vencedor Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Redator Designado Constou do voto vencido (grifei): Comparando as referidas tabelas e compulsando os documentos apresentados pelo recorrente, verificase que a decisão de primeira instância não considerou alguns pagamentos que foram realizados em atraso, no ano seguinte ao período de apuração. O contribuinte fez juntar o comprovante de arrecadação desses pagamentos, com exceção do alegado pagamento referente a abril de 2002, no valor de R$ 12.431,22. [...]: Em sessão, propus a baixa do presente processo em diligência, de modo a verificar a existência, ou não, do alegado pagamento referente a abril de 2002, no valor de R$ 12.431,22, único ainda pendente de comprovação por parte da Recorrente, com fundamento no art. 5º, incisos LV (contraditório e ampla defesa) e LXXVIII (celeridade processual), da Constituição Federal. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2014 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUER QUE, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10283.907533/200995 Resolução n.º 1803000.086 S1TE03 Fl. 237 5 Referida proposta foi acolhida pela maioria da Turma, com exceção do relator e do Conselheiro Arthur José André Neto. Designado para redigir o voto vencedor, assim o faço. Deve o órgão de origem consultar os sistemas de controle da Receita Federal do Brasil (RFB), de modo a verificar a existência, ou não do alegado pagamento referente a abril de 2002, no valor de R$ 12.431,22, apontado na planilha de fls. 98 – numeração digital (ND) e na Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) de fls. 136 e 137 (ND), anexando a tela de consulta correspondente. Caso não seja encontrado o referido pagamento na pesquisa efetuada, deve o órgão de origem intimar a Recorrente para apresentar o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) relativo a esse pagamento. Posteriormente, devolvase ao CARF, para deslinde do presente litígio. É como voto. Sérgio Rodrigues Mendes (documento assinado digitalmente) Fl. 237DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 08/04/2014 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUER QUE, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH
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Numero do processo: 10640.001919/2002-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 22 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1802-000.044
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho . Fl. 87DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/12/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.044 S1TE02 Fl. 88 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora/MG, que considerou parcialmente procedente o lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa da Jurídica – IRPJ (fls. 21 a 23), no valor originário de R$ 182.653,37 (rubrica principal), aos quais foram somados a multa de ofício de 75% e os juros moratórios. A exigência decorreu de procedimento de auditoria interna de DCTF. Conforme os relatórios que integram o auto de infração, não foi localizado o pagamento do IRPJ/Lucro Presumido declarado para o quarto trimestre de 1997. Instaurada a fase litigiosa, com a impugnação de fls. 1 a 10, e conforme descrito na decisão de primeira instância, Acórdão nº 0932.129 (fls. 47 a 50) a Contribuinte alegou em síntese que: não foram considerados os DARF nos valores de R$ 117.202,58e de R$ 10,00; não foi considerada a compensação com o crédito de R$65.460,78, oriundo de recolhimentos indevidos ou a maior, cujo direito ao crédito e à compensação foram determinados no processo n° 95.010.33295; impropriedade da aplicação da Taxa Selic. Como mencionado, a DRJ Juiz de Fora/MG considerou parcialmente procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1997 FALTA DE RECOLHIMENTO. Caracterizada falta de recolhimento deve persistir o lançamento efetuado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1997 PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA. Por força do disposto no art. 18 da Lei n.° 10.833/2003, com as alterações posteriores, e da retroatividade benigna estabelecida no art. 106 do CTN, é incabível a aplicação da multa de ofício em conjunto com tributo ou contribuição espontaneamente declarados em DCTF. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 12/01/2011 (AR às fls. 53), a Contribuinte apresentou em 09/02/2011 o recurso voluntário de fls. 69 a 80, com argumentos sobre os tópicos abaixo. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/12/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.044 S1TE02 Fl. 89 3 DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE EM PROCESSO ADMINISTRATIVO: o Fisco possui o prazo prescricional de cinco anos para o ajuizamento da execução fiscal a partir do lançamento tributário, sob pena de extinção da obrigação tributária nos termos do art.156, inciso V, do CTN; admitir que a administração tributária, durante um processo administrativo fiscal, pode ficar inerte pelo tempo que bem entende, sem maiores cuidados quanto à sua movimentação, no pressuposto de que não estaria sujeita à prescrição, enquanto não proferida a decisão final do julgador administrativo, é ferir o princípio constitucional da moralidade administrativa, consagrado no art. 37 da Constituição Federal; a Lei 11.051/04 trouxe previsão de prescrição intercorrente no processo judicial, alterando o parágrafo 4º do artigo 40 da Lei 6.830/80 (Lei de Execuções Fiscais); logo, diante da instituição da prescrição intercorrente para o processo judicial de Execução Fiscal, a Fazenda Pública ficou legalmente impedida de se manter inerte diante do processo, sob pena de arquivamento definitivo deste e, por consequência, do seu direito de cobrança; referida prescrição intercorrente serve para garantir a segurança jurídica e, ainda, para garantir a efetividade do processo, devendo o Fisco, que possui meios suficientes, localizar o devedor, seus bens, e impulsionar o processo para que este não fique eternamente tramitando sem qualquer movimentação; no âmbito do processo administrativo o tratamento não pode ser diferente, afinal a prescrição intercorrente tem como marco o princípio da segurança jurídica, sendo assim, ambos (o princípio da segurança jurídica e a prescrição intercorrente) devem ser aplicados em toda e qualquer relação jurídica existente, não somente no âmbito das relações que tramitam no Judiciário, mas também naquelas que repercutem na seara administrativa; para justificar a aplicabilidade da prescrição intercorrente no processo administrativo, podese invocar também o art.108, inciso I, do CTN, que determina a aplicação da analogia na ausência de disposição legal expressa; diante da ausência de previsão expressa da prescrição intercorrente administrativa, o art. 6° da Lei n° 11.051/04 deve ser aplicado aos processos administrativos analogicamente, nos termos do art.108, inciso I, do CTN; portanto, nos casos em que a Administração deixa transcorrer mais de cinco anos para a realização de um ato na esfera administrativa, ou seja, para proferir decisão administrativa acerca de impugnação ou de recurso administrativo, incide a regra da prescrição intercorrente, já que não se pode admitir no Ordenamento Brasileiro que decisões administrativas demorem anos para serem proferidas, ficando o Contribuinte eternamente à mercê do Estado e este despido de qualquer ônus pela sua negligência; tendo em vista que os princípios devem nortear a interpretação das leis juntamente com a analogia quando for constatada a ausência de disposição expressa, a administração deve julgar os recursos administrativos dentro do prazo qüinqüenal, sob pena de Fl. 89DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/12/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.044 S1TE02 Fl. 90 4 incorrer na prescrição intercorrente, que deve ser aplicada ao processo administrativo fiscal conforme fundamentação acima exposta; restando claro que a prescrição intercorrente deve ser aplicada aos processos administrativos, cumpre destacar que, in casu, a ocorrência da mesma deve ser reconhecida em razão do decurso de mais de 7 (sete) anos entre o protocolo da impugnação (em 09/07/2002) e a ciência do Contribuinte acerca da decisão que julgou o referido recurso (a decisão foi proferida em 27/10/2010 e o Contribuinte foi cientificado no dia 11/01/2011). DA REGULARIDADE DA COMPENSAÇÃO REALIZADA: a compensação realizada pela Recorrente se deu de forma totalmente regular, pautandose em decisão judicial no processo registrado sob o n° 95.01033295 e, também, no disposto no artigo 66 da Lei n° 8.383/91 (único dispositivo que regia a compensação à época) que conferia o direito subjetivo à Recorrente de proceder à compensação, sem quaisquer liturgias ou prévia audiência da Fazenda Pública; a exigência que a Receita Federal do Brasil está impondo à Recorrente, no sentido de que a compensação deveria ter sido declarada em DCTF, não existia à época da realização das compensações, qual seja, ao longo do ano de 1997; não havia lei estabelecendo referida exigência de declarar em DCTF as compensações efetivadas nos termos do artigo 66 da Lei 8.383/91; a regulamentação dessa modalidade de compensação, com a imposição das formalidades que o acórdão recorrido equivocadamente está exigindo da Recorrente apenas surgiu com a IN 210/02 e a Declaração de Compensação, posteriormente evoluindo com a chegada da PER/DCOMP trazida pela IN 320/03; quando da efetivação das compensações pela Recorrente não existia a imposição legal da declaração da compensação em DCTF. Necessário se faz, por força do Princípio da Legalidade que rege a atuação da Administração Pública, que a Receita Federal do Brasil apresente o embasamento legal da exigência formal que está impingindo à Recorrente como motivo para a desconsideração da compensação por ela realizada e a conseqüente frustração do seu direito; apesar do silêncio da legislação vigente à época sobrecomo deveria proceder o Contribuinte que pretendesse se valer do seu direito decompensação de créditos tributários, nos moldes do artigo 66 da Lei 8.383/91, ressalteseque a Recorrente procedeu com boafé, esforçandose para agir de forma clara e que nãodeixasse dúvidas quanto à regularidade da compensação efetivada e quanto à existência dodireito creditício da empresa, direito este que lhe havia sido garantido através do processojudicial n° 95.01033295; é imprescindível enfatizar que a compensação instituída pelo art. 66 da Lei 8.383/91 difere da que cuida o art. 170 do CTN, uma vez que a primeira é feita no âmbito do lançamento por homologação, ou seja, no procedimento em que o Contribuinte, verificando a existência do fato gerador, apura o tributo devido e, ato contínuo, promove o pagamento; a compensação delineada pelo art. 66 da Lei 8.383/91 atribui à Recorrente o direito subjetivo de compensar o que pagou indevidamente ou a maior de tributos e contribuições federais, cumpridolhe apurar o quantum indevidamente pago, creditandose em Fl. 90DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/12/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.044 S1TE02 Fl. 91 5 sua escrita fiscal, já devidamente corrigido, de sorte a ressarcirse dos prejuízos pretéritos. Estando certo que o pagamento indevido ocorreu, é imperioso o reconhecimento da legitimidade das compensações efetuadas pela ora Recorrente, cancelando o lançamento fiscal ora atacado, remetendose, outrossim, o respectivo Auto de Infração ao arquivo; concluise, diante de tudo que se expôs acima, que a ora Recorrente possui direito subjetivo de compensar o que pagou indevidamente ou a maior de tributos e contribuições, o tendo feito na forma devida e estabelecida pela Lei 8.383/91, não havendo que se falar em autuação da mesma por parte do Fisco. Este é o Relatório. Fl. 91DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/12/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.044 S1TE02 Fl. 92 6 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, foi exigido da Contribuinte o IRPJ/Lucro Presumido relativo ao quarto trimestre de 1997, por falta de localização de pagamento para este débito. O lançamento decorreu de procedimento de auditoria interna de DCTF, e foi realizado nos termos da redação original do art. 90 da Medida Provisória 2.15835/2001. Em razão das alterações implementadas pela Lei 10.833/2003 no dispositivo legal acima mencionado, a decisão de primeira instância afastou a multa de ofício, aplicando a regra do Código Tributário Nacional que prevê a retroatividade benigna. Além disso, a autuação também foi considerada improcedente no tocante aos valores do IRPJ recolhidos via DARF, no total de R$ 117.212,58, conforme revisão feita pela própria Delegacia de origem. A exigência foi mantida em relação à parte do débito que a Contribuinte alega ter quitado por compensação, no valor de R$ 65.440,79 (rubrica principal). Como fundamento de sua decisão, a Delegacia de Julgamento consignou que a compensação não foi declarada em DCTF; que para descaracterizar a autuação a Contribuinte deveria apresentar os DARF vinculados em DCTF ao débito declarado; e que, diferentemente do alegado, não foi determinado na ação judicial nº 95.01033295 o direito à compensação dos valores nela discutidos, uma vez que essa demanda judicial abrangia somente a aplicação da correção monetária plena ao valor de restituição de indébito e também dos juros de mora equivalentes aos que incidiam sobre os créditos da Fazenda Pública. Quanto à mencionada ação judicial (fls. 26 a 37), é oportuno transcrever a parte dispositiva da sentença proferida em 26/01/1999: Isto posto julgo procedente o pedido, determinando à ré que aplique, ao valor da restituição do indébito, juros de mora de 1% (um por cento) ao mês e correção monetária pelos mesmos índices e indexadores utilizados para a atualização dos débitos dos contribuintes. De fato, a demanda dizia respeito à aplicação de juros e correção monetária sobre indébito a ser restituído, referente a antecipações/duodécimos de IRPJ no exercício de 1991. De acordo com a petição inicial, embora o Fisco não fizesse oposição ao valor a ser restituído, conforme apurado na declaração de rendimentos, queria devolver o indébito sem a correção monetário plena. Mas o que interessa é a constatação de que o crédito discutido abrangia rubricas acessórias de valores indevidos a título de IRPJ. Fl. 92DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/12/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.044 S1TE02 Fl. 93 7 Nesse caso, poderia ele ser utilizado na forma do art. 66 da Lei 8.383/1991, para compensação com débito de mesma espécie – IRPJ, e não havia na época do alegado encontro de contas a exigência de que a compensação estivesse declarada em DCTF. Portanto, é insuficiente o fundamento utilizado pela decisão recorrida para a manutenção da exigência. O fato de a alegada compensação ter sido realizada antes mesmo da sentença judicial também não prejudica a utilização do alegado crédito na forma pretendida pela Contribuinte, porque tudo teria ocorrido antes da introdução do art. 170A no CTN, em 2001, que trouxe regra para vedar “compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial”. E o fato de o crédito ser do anobase 1990 e a alegada compensação ter ocorrido em 1997 não implica em prescrição do crédito, haja vista que na Sessão Plenária de 04/08/2011, ao julgar o RE 566.621/RS, Relatora Min. Ellen Gracie, matéria de repercussão geral, o STF por maioria de votos declarou a inconstitucionalidade da segunda parte do art. 4º da Lei Complementar nº 118/2005, validando, deste modo, a chamada “tese 5+5” do STJ, a ser aplicada aos procedimentos de repetição/compensação de indébito iniciados/realizados antes de 9 de junho de 2005. Mas se por um lado, a Contribuinte podia realizar a alegada compensação com base no art. 66 da Lei 8.383/1991, amparada em crédito que acabou sendo reconhecido pelo poder judiciário (conforme suas alegações), por outro lado, incumbe a ela demonstrar o valor de seu crédito e também a efetiva realização do encontro de contas, apresentando algum registro que seja contemporâneo ao vencimento do débito. Contudo, em nenhum momento a Contribuinte foi intimada para tanto. O auto de infração não foi precedido de um pedido de esclarecimentos, e a Delegacia de Julgamento manteve a exigência fundada no argumento de que a compensação não constava da DCTF. Pelos autos, não se pode verificar, por exemplo, se o alegado direito creditório correspondia em 31/12/1997 à diferença que a Contribuinte alega ter quitado por compensação, no valor de R$ 65.460,78. Deste modo, entendo que o processo deve ser baixado em diligência, para que a Contribuinte seja intimada a apresentar os elementos que dispuser, no sentido de comprovar detalhadamente o valor de seu crédito e também que efetivamente realizou o alegado encontro de contas para a quitação do IRPJ referente ao 4º trimestre de 1997. Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a Delegacia de origem providencie o acima solicitado. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 93DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/12/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10242.000339/2010-05
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.090
Decisão: resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar da competência em razão a matéria – DACON, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
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(assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 18 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10242.000339/201005 Resolução n.º 1802000.090 S1TE02 Fl. 72 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belém – PA (DRJBEL), que julgou improcedente a Impugnação apresentada pelo Recorrente. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do Acórdão citado, verbis: “Trata o presente processo de multas expedidas através das Notificações de Lançamento de fls. 08, 10, 12, 14 e 16, decorrentes do atraso na entrega do Dacon referente aos meses de janeiro a abril e junho de 2010, no valor de R$ 500,00 cada (valor mínimo)”. 2. Sendo a data do vencimento da exigência em 20.10.2010, considerase tempestiva a impugnação apresentada em 08.09.2010 (fls.01/07), na qual a interessada, em síntese: a) Reclama das dificuldades criadas pela Receita Federal relativa a questões técnicas e de informação, relatadas em mensagens da Fenacon; b) Entende que uma instrução normativa não pode criar uma obrigação acessória, devendo limitarse a regular aquela definida em lei, respeitando o princípio da legalidade; c) Aponta caracterizar confisco o valor da multa aplicada; d) Afirma haver constado informação errada no sítio da Receita Federal na internet, quando havia a previsão de prazos para apresentação dos demonstrativos mensal e semestral; e) requer a revisão do lançamento. Em sua decisão, a DRJBEL houve por bem manter o lançamento através do Acórdão n° 01 21.555, Sessão de 03 de maio de 2011, conforme ementa transcrita abaixo: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS” Ano calendário: 2010 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS – DACON. “O cumprimento de obrigação acessória fora dos prazos previstos na legislação tributária sujeita o infrator à aplicação das penalidades legais”. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 18 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10242.000339/201005 Resolução n.º 1802000.090 S1TE02 Fl. 73 3 “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO” Ano calendário: 2010 INCONSTITUCIONALIDADE. ARGUIÇÃO. “A instancia administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade dos atos legais”. Impugnação Improcedente “Crédito Tributário Mantido” Inconformada com a decisão, o Recorrente apresentou, em 28/11/2011, Recurso Voluntário (fls. 44/54) no qual aduziu, em síntese; a) Reclama das dificuldades criadas pela Receita Federal relativa a questões técnicas e de informação, o que impossibilitaram o envio da obrigação acessória, dentro do prazo legal; b) Entende que uma instrução normativa não pode criar uma obrigação acessória, devendo limitarse a regular aquela definida em lei, respeitando o princípio constitucional da legalidade; c) Considera um grave dano social a aplicação da penalidade. É o relatório, passo a decidir. Voto Conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho, Relator. O presente recurso é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de multas decorrentes do atraso na entrega do Dacon, referente ao mês de janeiro a abril e junho de 2010, no valor de R$ 500,00 cada. Durante a construção da sua tese de defesa a Recorrente alega que o devido à inoperância do sistema da Receita Federal, não foi possível adimplir a entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON, e que o referido atraso ocasionou a expedição da Notificação de Lançamento de Multa. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 18 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10242.000339/201005 Resolução n.º 1802000.090 S1TE02 Fl. 74 4 Entretanto, por se tratar de discussão atinente a obrigação acessória relativa à Contribuição para o PIS e à COFINS, em respeito ao disposto no inciso IV do artigo 4º do Anexo II da Portaria (MF) nº 256 de 22/06/2009, devolvo os presentes autos para distribuição à TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO desse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator Fl. 74DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 18 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
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