Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,763)
- Primeira Turma Ordinária (16,221)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,176)
- Primeira Turma Ordinária (16,104)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (14,451)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,381)
- Segunda Turma Ordinária d (12,367)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,422)
- Quarta Câmara (84,834)
- Terceira Câmara (67,389)
- Segunda Câmara (55,826)
- Primeira Câmara (20,245)
- 3ª SEÇÃO (16,176)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,132)
- Segunda Seção de Julgamen (114,469)
- Primeira Seção de Julgame (76,587)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,889)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,487)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,925)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,921)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,515)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,849)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13001.000045/2007-09
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004, 2005
NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. IMPROCEDÊNCIA.
Não há que se falar em nulidade por cerceamento do direito de defesa quando a situação invocada não resultar em prejuízo ao regular direito recursal assegurado à parte.
MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE.
Presentes os pressupostos de exigência, cobra-se multa de ofício pelo percentual legalmente determinado.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4)
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.979
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004, 2005 NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. IMPROCEDÊNCIA. Não há que se falar em nulidade por cerceamento do direito de defesa quando a situação invocada não resultar em prejuízo ao regular direito recursal assegurado à parte. MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. Presentes os pressupostos de exigência, cobra-se multa de ofício pelo percentual legalmente determinado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 02 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13001.000045/2007-09
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5241094
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-002.979
nome_arquivo_s : Decisao_13001000045200709.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 13001000045200709_5241094.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
id : 4602284
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:02:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574580977664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1967; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 121 1 120 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13001.000045/200709 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801002.979 – 1ª Turma Especial Sessão de 16 de abril de 2013 Matéria IRPF Recorrente JOÃO SOARES SERPA NETO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004, 2005 NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. IMPROCEDÊNCIA. Não há que se falar em nulidade por cerceamento do direito de defesa quando a situação invocada não resultar em prejuízo ao regular direito recursal assegurado à parte. MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. Presentes os pressupostos de exigência, cobrase multa de ofício pelo percentual legalmente determinado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 1. 00 00 45 /2 00 7- 09 Fl. 121DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13001.000045/200709 Acórdão n.º 2801002.979 S2TE01 Fl. 122 2 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 8ª Turma da DRJ/POA/RS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração do Imposto de Renda de Pessoa Física (fls. 38/42), exigindo o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 204.825,28 (duzentos e quatro mil e oitocentos e vinte e cinco reais e vinte e oito centavos), incluindo multa de 75% e juros de mora. Da ação fiscal restou a constatação da seguinte irregularidade: 1) OMISSÃO DE RENDIMENTOS DA ATIVIDADE RURAL. • Anoscalendário: 2003 e 200 • Multa de Mora: 75% O contribuinte deixou de oferecer à tributação os rendimentos obtidos na atividade rural, conforme demonstrado no Relatório da Ação Fiscal (fls. 43/48) ,que integra o processo. Em atendimento ao Mandado de Procedimento Fiscal Fiscalização n° 10.1.02.002007000603 foi enviado ao contribuinte o Termo de Início de Fiscalização (fls. 04/05), cuja ciência deuse em 08/03/2007 conforme Aviso de Recebimento AR, solicitando a apresentação do demonstrativo das receitas da atividade rural, das notas fiscais de produtor bem como das contranotas e o regime de exploração dos imóveis rurais, referentes ao período de 2003 e 2004. Tendo o contribuinte apresentado Demonstrativos das Receitas Auferidas AnoCalendário 2003 (fl. 09) e AnoCalendário 2004 (fls. 10/11) e cópias das notas fiscais e contranotas, foi dado mais um prazo para que apresentasse os talonários de notas originais e respectivas contranotas. A seguir foi lavrado o Termo de Constatação e de Intimação Fiscal (fls. 24/26) solicitando os talões de Notas Fiscais de Fl. 122DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13001.000045/200709 Acórdão n.º 2801002.979 S2TE01 Fl. 123 3 Produtor que deixaram de ser apresentados e que constavam dos registros da Secretaria Estadual da Fazenda do Rio Grande do Sul conforme relações anexadas (fls. 14/23). Na resposta (fl. 28) o contribuinte informa que deixa de apresentar o talonário de número 814.031 por encontrarse extraviado e o talonário de número 419.471 por pertencer à inscrição cadastrada em nome de Darci Bayer no município de Toropi/RS. Quanto à divergência nos valores apresentados, atribui a omissão do fato ocorrido ao erro do trabalho no qual é leigo. Pede especial atenção ao fato de existirem notas relacionadas que se referem apenas à transferência, depósitos e compras (notas n°s 619.312, 413.570 e 494.288). O auditorfiscal autuante apresenta Relação de Notas Fiscais de Produtor emitidas para os anoscalendário 2003 e 2004, referentes a vendas de produtos, separadamente para cada inscrição estadual de produtor (111/1061510, 111/1061529, 111/1060522 e 125/1095957), citando os produtores cadastrados em cada inscrição (fls. 29/33). Verificase que em tais relações não constam as notas de transferência e depósito, citadas pelo contribuinte. Considerando a existência na base de dados estaduais de uma nota fiscal de venda de produto n° 814033 no valor de R$ 102.400,00, emitida em 06/08/2004, pertencente ao talonário extraviado, conforme informado pelo contribuinte, o auditor fiscal autuante procedeu a confirmação da venda mediante instauração de Procedimento Fiscal Extensivo junto ao comprador do produto, empresa Schmalfuss & Cia. Ltda., CNPJ 97.005.904/000141 (MPF Extensivo e Termo de Intimação nas fls. 34/35). A empresa Schmalfuss autorizou a retirada de cópias dos originais da 1ª via da Nota Fiscal de Produtor n° 814033 e da 4a via da contranota (Nota FiscalFatura de Entrada) n° 053403, que foram anexadas aos autos (fls. 36/37). No Relatório de Ação Fiscal foram totalizadas as vendas anuais dos anos de 2003 e 2004, por inscrição estadual, atribuindo ao contribuinte as parcelas proporcionais à sua participação em cada uma das parcerias, conforme sua própria informação (fl. 46). No item 7 do citado Relatório (fl. 47) é apresentado um quadro comparativo da apuração do resultado tributável conforme os valores declarados pelo contribuinte e os valores apurados pela fiscalização. Desse modo, evidenciada a omissão de receitas, mas, gozando a atividade rural de tributação mais favorecida, foi arbitrada a base de cálculo à razão de 20% (vinte por cento) da receita bruta omitida, conforme preceitua o art. 18, § 2° da Lei n° 9.250, de 1995, deduzindose o resultado tributável declarado pelo contribuinte. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13001.000045/200709 Acórdão n.º 2801002.979 S2TE01 Fl. 124 4 Assim, foi apurado o valor tributável de R$ 256.437,83 para o ano de 2003 e R$ 96.449,67 para o ano de 2004 resultando no imposto de renda no valor de R$ 69.001,30 e R$ 25.091,36, respectivamente, conforme Demonstrativos de Apuração (fls. 40/41). O contribuinte, dentro do prazo legal, representado por seu procurador, apresentou impugnação, ressaltando inicialmente que não foi dada ciência ao impugnante das notas fiscais apresentadas pela empresa Schmalfuss & Cia. Ltda. para fins de manifestação oportuna o que acarretou cerceamento de defesa. A seguir, em extenso arrazoado, insurgese contra a aplicação da multa no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) o que lhe confere um caráter nitidamente confiscatório e a aplicação da taxa SELIC por ilegal e inconstitucional. Requer a insubsistência da pretensão fiscal por reconhecimento do cerceamento de defesa e, caso ultrapassada essa fase, seja reduzida a multa fiscal, bem como alterada a taxa de juros para 1% (um por cento), nos termos do art. 161 do CTN.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 87/92, que restou assim ementado: OMISSÃO DE RENDIMENTOS DA ATIVIDADE RURAL. O contribuinte deixou de oferecer à tributação parte dos rendimentos obtidos na atividade rural. CERCEAMENTO DE DEFESA. ARGUIÇÃO. O Auto de Infração tendo sido lavrado por servidor competente com indicação de seu cargo e número de matrícula, com a qualificação do autuado, contendo o local, a data e a hora da lavratura, a descrição do fato, a disposição legal infringida e a intimação para cumprilo ou impugnálo no prazo de trinta dias, perfeitamente se mostram atendidos os princípios constitucionais da legalidade, da ampla defesa e do contraditório. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA/TAXA SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE/ILEGALIDADE. ARGUIÇÃO. Não são analisadas, na instância administrativa, alegações relacionadas a legalidade e/ou inconstitucionalidade de leis vigentes, tendo em vista que a avaliação de tal ocorrência é competência do Poder Judiciário. A aplicação da multa de ofício e dos juros de mora equivalentes à taxa SELIC decorre de expressa previsão legal e deverá obrigatoriamente ser cumprida pela autoridade administrativa por força do ato administrativo vinculado. Regularmente cientificado daquele acórdão em 16/05/2011 (fl. 96), o interessado, representado por seu advogado, interpôs recurso voluntário de fls. 97/104, em 13/06/2011. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13001.000045/200709 Acórdão n.º 2801002.979 S2TE01 Fl. 125 5 É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Preliminarmente, o recorrente suscita a nulidade do auto de infração por violação a ampla defesa e ao contraditório, e ainda ao devido processo legal, tendo em vista que foram anexadas notas fiscais de terceira empresa, sem a devida intimação da parte ora recorrente acerca das mesmas. Não merece acolhida tal argumentação, mormente considerando a informação do contribuinte a respeito do extravio do talonário de notas de nº 814031/840, o que levou o auditor fiscal autuante, considerando a base de dados estaduais, verificar a operação constante da nota fiscal de venda de produto n° 814.033 no valor de R$ 102.400,00, emitida em 06/08/2004, pertencente ao talonário extraviado, mediante instauração de Procedimento Fiscal Extensivo junto ao comprador do produto, empresa Schmalfuss & Cia. Ltda., CNPJ 97.005.904/000141. Ademais, é de se ressaltar que, em qualquer das fases do processo, é assegurado à parte interessada o livre acesso aos autos e a extração das cópias que entender necessárias. Por tais fundamentos, rejeito a preliminar de nulidade por cerceamento de defesa. Quanto à questionada penalidade, esclareçase que a apuração de infrações em auditoria fiscal é condição suficiente para ensejar a exigência dos tributos mediante lavratura do auto de infração e, por conseguinte, aplicar a multa de oficio de 75% nos termos do artigo 44, inciso I, da Lei nº 9.430/1996. Assim, havendo lançamento de ofício, como neste caso, essa multa é devida. No que tange ao caráter confiscatório da multa, destaquese a súmula nº 2, do CARF, a saber: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por fim, o recorrente se insurge contra a aplicação dos juros Selic. Nesse tocante, cabe trazer à colação a Súmula CARF n° 4, de aplicação obrigatória no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13001.000045/200709 Acórdão n.º 2801002.979 S2TE01 Fl. 126 6 Diante do exposto, voto por rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 126DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10680.909827/2010-11
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2006
Restituição. Compensação. Indébito de Estimativa.
Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. (Súmula CARF n º 84)
Reconhecimento do Direito Creditório. Análise Interrompida.
Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte.
Numero da decisão: 1801-001.379
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para analise do mérito do litígio, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2006 Restituição. Compensação. Indébito de Estimativa. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. (Súmula CARF n º 84) Reconhecimento do Direito Creditório. Análise Interrompida. Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 02 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10680.909827/2010-11
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5239675
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 02 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-001.379
nome_arquivo_s : Decisao_10680909827201011.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARIA DE LOURDES RAMIREZ
nome_arquivo_pdf_s : 10680909827201011_5239675.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para analise do mérito do litígio, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
id : 4599612
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:02:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574601949184
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1941; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.909827/201011 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.379 – 1ª Turma Especial Sessão de 10 de abril de 2013 Matéria Restituição / Compensação Recorrente RADIO ITATIAIA LIMITADA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO DE ESTIMATIVA. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. (Súmula CARF n º 84) RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. ANÁLISE INTERROMPIDA. Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringese a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para analise do mérito do litígio, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 98 27 /2 01 0- 11 Fl. 69DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra o acórdão n º 0234.858, de 27/09/2011, da 2a. Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG (fls. 42/46) que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra o Despacho Decisório da DRF em Belo Horizonte/MG, que não homologou as compensações declaradas em DCOMP. Histórico Trata o presente processo de Declaração de Compensação transmitida eletronicamente em 28/02/2007 (fls. 35/39), que informa direito creditório relativo a pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL relativa ao mês de maio de 2006 (recolhimento em junho/2006). O valor da estimativa recolhida em DARF foi de R$ 35.071,54. O valor pleiteado original é de R$ 3.868,34 (corrigido de R$ 4.203,73), indicado para compensação de débito de estimativa de IRPJ do mês de janeiro de 2007, no mesmo valor do crédito corrigido pleiteado. Pelo Despacho Decisório Eletrônico da DRF em Belo Horizonte/MG, emitido em 06/09/2010 (fl. 24) não houve reconhecimento do direito creditório pleiteado sob a seguinte justificativa; “Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 3.868,34. Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, foi constatada a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP, por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal da pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período.” Foi apresentada manifestação de inconformidade (fls. 02/06) na qual alega, a interessada, que, de acordo com balancete mensal levantado, não teria apurado qualquer valor devido de CSLL mas, por engano, acabou por efetuar recolhimento, conforme DARF anexado, o que caracterizaria pagamento indevido ou a maior, não vedado pelo artigo 10 da IN SRF n º 600, de 2005. Analisando o pedido a 2a. Turma Julgadora da DRJ em Belo Horizonte/MG indeferiu o pleito ao argumento de que, nos termos da IN SRF 600/2005, pagamentos efetuados a título de estimativa de IRPJ ou CSLL não podem ser utilizados como indébito, em compensação, e somente podem ser aproveitados para dedução da imposto ou contribuição anual devidos ou na composição do saldo negativo respectivo (fls. 42/46). Notificada da decisão, em 13/12/2011, como demonstra a cópia do AR (fl. 51 processo digital) apresentou, a interessada, em 05/01/2012, recurso voluntário. Nas razões de defesa, além de reproduzir os argumentos deduzidos na manifestação de inconformidade, Fl. 70DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.909827/201011 Acórdão n.º 1801001.379 S1TE01 Fl. 3 3 transcreve trechos de acórdão deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, sobre o assunto, de lavra desta relatora. Ao final pugna pelo acolhimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. No mérito observase que a DRF em Belo Horizonte/MG indeferiu o pleito ao argumento de que não poderia haver recolhimento indevido ou a maior no cálculo e pagamento de estimativas mensais de IRPJ e de CSLL no curso do anocalendário a gerar um indébito a favor do contribuinte passível de restituição e compensação. Tal questão já foi superada neste órgão de julgamento como se verifica da seguinte Súmula: Súmula CARF n º 84. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. O pagamento indevido de estimativas caracterizase na hipótese de erro no recolhimento. Assim, se o valor efetivamente pago foi superior ao devido, seja com base na receita bruta, seja com base no balancete de suspensão/redução, essa diferença é passível de restituição ou compensação, e esse pedido ou utilização pode, inclusive, ser feito no curso do anocalendário, já que independente de evento futuro e incerto. No presente caso, a contribuinte afirma ter efetuado, por engano, o recolhimento de estimativa de CSLL do mês de maio de 2006, quando seus balancetes indicavam que não haveria tal obrigatoriedade. Alega, portanto, que o pagamento seria indevido. Imperioso, entretanto, para homologação da compensação, a confirmação da existência, suficiência e disponibilidade do indébito alegado. Ou seja, a homologação expressa exige que a contribuinte comprove, perante a autoridade administrativa que a jurisdiciona, o erro cometido, seja na apuração da estimativa com base em receita bruta, seja com base em balancete de suspensão/redução, a sua adequação para a formação do indébito pretendido e a correspondente disponibilidade, mediante prova de que não se valeu desta antecipação para liquidação da CSLL devida no ajuste anual, ou para formação do correspondente saldo negativo. E isto porque, em verdade, o fato de o único fundamento da decisão ser a impossibilidade de aproveitamento de indébitos decorrentes de recolhimentos estimados, não Fl. 71DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 permite concluir pela integridade da formação do crédito. A autoridade administrativa centrou sua decisão, exclusivamente, na possibilidade do pedido, e assim não analisou a efetiva existência do crédito. Superada esta questão, necessário se faz a apreciação do mérito pela autoridade administrativa competente, quanto aos demais requisitos para homologação da compensação. Cumpre registrar, inclusive, que, enquanto a contribuinte não for cientificada de uma nova decisão quanto ao mérito de sua compensação, os débitos compensados permanecem com a exigibilidade suspensa, por não se verificar decisão definitiva acerca de seus procedimentos. E, caso tal decisão não resulte na homologação total das compensações promovidas, develhe ser facultada nova manifestação de inconformidade, possibilitandolhe a discussão do mérito da compensação nas duas instâncias administrativas de julgamento. Por todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito pela autoridade preparadora, com o conseqüente retorno dos autos à jurisdição da contribuinte, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 72DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 18050.000968/2009-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
OBRIGAÇÕES PRINCIPAIS REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO RECOLHIMENTO. Nos termos do artigo 30, inciso I, alíneas “a” e “b”, da Lei nº 8.212/91, a empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, descontando-as das respectivas remunerações e recolher o
produto no prazo contemplado na legislação de regência.
APRECIAÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De conformidade com os artigos 62 e 72, § 4º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, c/c a Súmula nº 2 do antigo 2º CC, às instâncias administrativas não compete apreciar questões de
ilegalidade ou de inconstitucionalidade, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.
INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência não há que se falar em cerceamento de defesa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-002.426
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 OBRIGAÇÕES PRINCIPAIS REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO RECOLHIMENTO. Nos termos do artigo 30, inciso I, alíneas “a” e “b”, da Lei nº 8.212/91, a empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, descontando-as das respectivas remunerações e recolher o produto no prazo contemplado na legislação de regência. APRECIAÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De conformidade com os artigos 62 e 72, § 4º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, c/c a Súmula nº 2 do antigo 2º CC, às instâncias administrativas não compete apreciar questões de ilegalidade ou de inconstitucionalidade, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência não há que se falar em cerceamento de defesa. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 18050.000968/2009-52
conteudo_id_s : 5234016
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 10 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-002.426
nome_arquivo_s : Decisao_18050000968200952.pdf
nome_relator_s : MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 18050000968200952_5234016.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4594137
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:01:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574610337792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2318; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 696 1 695 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18050.000968/200952 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2401002.426 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente NORCONTROL ENGENHARIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 OBRIGAÇÕES PRINCIPAIS REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO RECOLHIMENTO. Nos termos do artigo 30, inciso I, alíneas “a” e “b”, da Lei nº 8.212/91, a empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, descontandoas das respectivas remunerações e recolher o produto no prazo contemplado na legislação de regência. APRECIAÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De conformidade com os artigos 62 e 72, § 4º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, c/c a Súmula nº 2 do antigo 2º CC, às instâncias administrativas não compete apreciar questões de ilegalidade ou de inconstitucionalidade, cabendolhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência não há que se falar em cerceamento de defesa. Recurso Voluntário Negado. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Fl. 711DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Elias Sampaio Freire Presidente Marcelo Freitas de Souza Costa Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire; Kleber Ferreira de Araújo; Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 712DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 18050.000968/200952 Acórdão n.º 2401002.426 S2C4T1 Fl. 697 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, lavrada contra o contribuinte acima identificado por descumprimento de obrigação principal, relativas as contribuições destinadas a terceiros. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 59 a 64, os fatos geradores das contribuições lançadas referemse à: diferenças do 13° Salário que não foram declaradas em GFIP; valores pagos aos empregados que não foram declarados em GFIP; valores do Salários Família deduzidos sem observância do limite de remuneração do empregado e valores pagos a titulo de "Pagamento por Fora" (Prêmio de Produtividade), que não foram declarados em GFIP. Consta ainda no referido relatório, que quanto aos valores pagos a titulo de "Pagamento por Fora" (Prêmio de Produtividade), conforme Termo de Apreensão de Documentos TAD 001, fls. 134/153, os empregados listados no referido Relatório, os quais prestavam serviços ao tomador Petrobrás S/A, serviram de base para apuração do montante devido por aferição indireta nos termos do art. 235 do RPS. Inconformada com a decisão de fls. 680 a 683v, que julgou procedente o lançamento, a notificada apresentou recurso voluntário a este conselho alegando em síntese: Que o "Pagamento Por Fora" (Prêmio de, Produtividade) se constitui em um programa implantado pela Empresa que tem como objetivo incentivar os empregados ao uso regular dos EPI'S, fazendo de cada empregado um fiscal e não se trata de ganho continuo ou habitual, muito menos certo e determinado. É um ganho eventual e incerto, pois dependerá do resultado final. Sustenta que no caso em apreço não há habitualidade, nem periodicidade nem tãopouco uniformidade, uma vez que como dito anteriormente foi pago em uma única oportunidade a um grupo especifico e reduzido (18) empregados. Por isso a parcela paga sob o titulo de prêmio quando esporádica se caracteriza em verba indenizatória, cujo conceito já se vê na própria redação do termo. Defende que o art. 28, parágrafo 9º, "e", 7, da Lei 8.212/91, expressamente exclui do salário de contribuição "as importâncias recebidas a titulo de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário". Que não poderia ser utilizada a aferição indireta porquanto a quantificação apresentada no Relatório é casuísta, pois está baseada em apenas 18 (dezoito) trabalhadores que participaram do Programa implantado pela Empresa, evento que ocorrera isoladamente em uma única oportunidade a titulo experimental. Advoga que assim sendo, não existe fundamentação legal para que o Fiscal procedesse a apuração pela totalidade de empregados considerando 68 (sessenta e oito) trabalhadores, quando na verdade apenas 18 (dezoito) trabalhadores receberam o Prêmio de Produtividade. Fl. 713DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Afirma que em algumas competências, existem erros que foram sanados de imediato, em momento seguinte e posterior à autuação, conforme documentos anexos. Por conseguinte, em declaração em GFIP, os eventuais erros já foram sanados e por isso impõe a relevação e desconsideração da multa. Alega que, se, na absurda hipótese, for considerado procedente o AI, impõe a revisão dos valores apontados no auto, e, por conseqüência, dos juros, da correção e da multa a eles incidentes, posto que se verificou a existência de erros numéricos, que no somatório representam diferenças em favor da recorrente. Por fim requer que a multa seja julgada nula por falta de motivação, e afronta ao devido processo legal e em seu mérito, a multa seja considerada indevida, pois não ocorreu o fato gerador que permite a incidência da contribuição previdenciária.; É o relatório. Fl. 714DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 18050.000968/200952 Acórdão n.º 2401002.426 S2C4T1 Fl. 698 5 Voto Conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa Relator O recurso é tempestivo e estão presentes os pressupostos de admissibilidade. Em que pese o entendimento da recorrente, este não tem o condão de modificar o acórdão guerreado, por falta de suporte fático e jurídico contido em suas alegações. O parágrafo 9º do art. 28 da Lei 8212/91 é taxativo com relação às verbas que não integram o salário de contribuição,: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: ... § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o saláriomaternidade; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973; c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do TrabalhoCLT; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). e) as importâncias: (Alínea alterada e itens de 1 a 5 acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10.12.97 1. previstas no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; 2. relativas à indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de ServiçoFGTS; 3. recebidas a título da indenização de que trata o art. 479 da CLT; 4. recebidas a título da indenização de que trata o art. 14 da Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973; Fl. 715DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 5. recebidas a título de incentivo à demissão; 6.recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). 7.recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). 8.recebidas a título de licençaprêmio indenizada; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). 9.recebidas a título da indenização de que trata o art. 9º da Lei nº 7.238, de 29 de outubro de 1984; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). f) a parcela recebida a título de valetransporte, na forma da legislação própria; g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinqüenta por cento) da remuneração mensal; i) a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977; j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; l) o abono do Programa de Integração SocialPIS e do Programa de Assistência ao Servidor PúblicoPASEP; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) m) os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxíliodoença, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) o) as parcelas destinadas à assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira, de que trata o art. 36 da Lei nº 4.870, de 1º de dezembro de 1965; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º Fl. 716DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 18050.000968/200952 Acórdão n.º 2401002.426 S2C4T1 Fl. 699 7 e 468 da CLT; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) s) o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) t)o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). u) a importância recebida a título de bolsa de aprendizagem garantida ao adolescente até quatorze anos de idade, de acordo com o disposto no art. 64 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) v) os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) x) o valor da multa prevista no § 8º do art. 477 da CLT. Ao se afastar a incidência de contribuição previdenciária sobre as rubricas “pagamento por fora”, sem que o pagamento destas parcelas cumpra os requisitos legais, seria admitir uma forma excepcional e não prevista em lei de isentar o contribuinte da exação lhe imposta, o que é repelido pelo nosso ordenamento jurídico tributário, na medida em que tal matéria está adstrita ao campo da reserva legal, sendo que só a Lei, esta entendida em seu sentido estrito, pode sobre ela dispor (art. 150, § 6° da CF, e art. 176 do CTN). Por sua vez os documentos trazidos aos autos pela empresa não tem o condão de afastar a natureza salarial da verba ora debatida, pois da sua análise não se verifica a presença dos pressupostos caracterizadores da isenção, não sendo possível ter a convicção de que tais verbas foram pagas nos termos da lei, restando evidenciado, pela forma como foram pagas, a sua natureza salarial. Fl. 717DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 A própria recorrente afirma que tais valores se constituem em prêmios pagos aos segurados. Ainda que assim fossem considerados, tais verbas também estariam sujeitas a incidência de contribuição uma vez que integrariam o salário de contribuição do trabalhador. A esse respeito, a Lei 8212/91 define como salário de contribuição, as seguintes verbas: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; Desta forma, considerando que os prêmios integram o salário de contribuição, correta a interpretação do Auditor Fiscal em considerar os valores pagos à título de “pagamento por fora” como integrantes da remuneração do trabalhador para fins de incidência de contribuição previdenciária. Tendo em vista que a contabilidade da recorrente não registrou o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, não restou outra alternativa à fiscalização a não ser a aferição indireta, tendo o fiscal procedido ao cálculo da média dos pagamentos realizados referentes aos prêmios, cujos documentos foram apreendidos, e multiplicado pelo número de segurados, conforme preceitua o art. 235 do RPS, aprovado pelo Decreto 3048/99. Art.235. Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, da receita ou do faturamento e do lucro, esta será desconsiderada, sendo apuradas e lançadas de ofício as contribuições devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. Embora tenha alegado, a recorrente não trouxe aos autos nenhum elemento capaz de corroborar com suas afirmações. Ante ao exposto, Voto no sentido de Conhecer dos Recursos, rejeitar as preliminares e no mérito negarlhes provimento. Marcelo Freitas de Souza Costa Fl. 718DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 13888.002148/2009-39
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/05/2008
Ementa:
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. OUTRAS ENTIDADES OU FUNDOS.
Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil a fiscalização, a arrecadação e a cobrança das contribuições destinadas às outras entidades ou fundos, na forma da legislação em vigor.
São devidas contribuições sociais destinadas a Terceiros a cargo da empresa sobre as remunerações dos segurados que lhes prestam serviços.
SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. BOLSA DE ESTUDO A DEPENDENTE.
Integra o salário-de-contribuição do segurado o valor pago pela empresa a título de bolsa de estudo a dependente.
SALÁRIO-EDUCAÇÃO.
O Supremo Tribunal Federal - STF declarou que a contribuição social do salário-educação é legal e constitucional.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.212
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo de Oliveira e Gustavo Vettorato. Apresentará declaração de voto o Conselheiro Eduardo de Oliveira.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Junior.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/01/2004 a 31/05/2008 Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. OUTRAS ENTIDADES OU FUNDOS. Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil a fiscalização, a arrecadação e a cobrança das contribuições destinadas às outras entidades ou fundos, na forma da legislação em vigor. São devidas contribuições sociais destinadas a Terceiros a cargo da empresa sobre as remunerações dos segurados que lhes prestam serviços. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. BOLSA DE ESTUDO A DEPENDENTE. Integra o salário-de-contribuição do segurado o valor pago pela empresa a título de bolsa de estudo a dependente. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. O Supremo Tribunal Federal - STF declarou que a contribuição social do salário-educação é legal e constitucional. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13888.002148/2009-39
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5229451
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-002.212
nome_arquivo_s : Decisao_13888002148200939.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 13888002148200939_5229451.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo de Oliveira e Gustavo Vettorato. Apresentará declaração de voto o Conselheiro Eduardo de Oliveira. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Junior.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
id : 4578688
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:00:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574616629248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1906; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 398 1 397 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.002148/200939 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2803002.212 – 3ª Turma Especial Sessão de 16 de abril de 2013 Matéria TERCEIROS. SALÁRIO INDIRETO: EDUCAÇÃO. Recorrente CENTRO EDUCACIONAL CULTURAL PIRACICABA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/2004 a 31/05/2008 Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. OUTRAS ENTIDADES OU FUNDOS. Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil a fiscalização, a arrecadação e a cobrança das contribuições destinadas às outras entidades ou fundos, na forma da legislação em vigor. São devidas contribuições sociais destinadas a Terceiros a cargo da empresa sobre as remunerações dos segurados que lhes prestam serviços. SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO. BOLSA DE ESTUDO A DEPENDENTE. Integra o saláriodecontribuição do segurado o valor pago pela empresa a título de bolsa de estudo a dependente. SALÁRIOEDUCAÇÃO. O Supremo Tribunal Federal STF declarou que a contribuição social do salárioeducação é legal e constitucional. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo de Oliveira e Gustavo Vettorato. Apresentará declaração de voto o Conselheiro Eduardo de Oliveira. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 21 48 /2 00 9- 39 Fl. 398DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 399 2 Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Junior. Fl. 399DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 400 3 Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de AutodeInfração de obrigação principal — AI/DEBCAD 37.231.8258 constituído contra a empresa acima identificada, relativo às contribuições devidas às outras entidades ou fundos (Terceiros), quais sejam SALÁRIOEDUCAÇÃO, INCRA, SESC e SEBRAE, atinentes às parcelas devidas pela empresa em razão da remuneração paga ou creditada aos segurados empregados que lhe prestaram serviços. Segundo o relato fiscal, a empresa deixou de oferecer à tributação parcelas atinentes às bolsas de estudo concedidas pelo contribuinte aos dependentes dos segurados empregados (professores e auxiliares), bem como, de dependentes da sócia e gerente da Escola. O crédito tributário firmouse pelos valores das mensalidades concedidas a título de bolsa de estudo e consideradas como remuneração indireta, integrando assim a base de cálculo das contribuições devidas a “Terceiros” conforme planilhas I e II anexas ao Relatório Fiscal. DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal, apresentando impugnação. A decisão de primeira instância administrativa fiscal julgou procedente o lançamento fiscal. DO RECURSO VOLUNTÁRIO O contribuinte foi cientificado da decisão, em 31/05/2010, fl. 340, inconformado interpôs recurso voluntário, alegando em síntese: a decadência pela regra do parágrafo 4o do art. 150 do CTN; a base de cálculo para contribuição previdência é tão somente a remuneração pelo funcionário percebido, ou seja, o seu salário, conforme texto constitucional; as bolsas de estudos concedidos pelo empregador aos empregados e seus dependentes não integram o salário, face ao que dispõe o artigo 458, §2º, II, da Consolidação das Leis do Trabalho; as bolsas de estudos concedidas pela recorrente aos dependentes dos funcionários não integram a base de cálculo da contribuição previdenciária incidente sobre a folha de salários. Anexa aos autos jurisprudência sobre o assunto; a norma instituidora do salárioeducação (art. 3o, inciso I do Decreto Lei 1.422/75), que se encontra plenamente em vigor, garante a isenção tributária e dispensa do dever legal de pagamento da contribuição social as instituições de ensino que mantém Fl. 400DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 401 4 programa de bolsa de estudo aos seus empregados e dependentes. A recorrente faz jus, de pleno direito, a isenção deferida em lei, pois oferece a seus funcionários e seus respectivos filhos, programas de bolsas de estudo para a educação básica; uma vez tendo a recorrente optado pelo modelo de concessão de educação direta, fica imune ao pagamento do tributo contribuição social; por fim, requer a nulidade do lançamento fiscal. Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo, fls. 396/397, e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual passo a analisálo. DA DECADÊNCIA Não há recolhimento prévio pelo contribuinte para a rubrica “Terceiros”, como mencionado na decisão de primeira instância, fl. 330: Ocorre que, conforme consultas aos sistemas informatizados internos anexadas aos autos por esta Relatoria, as guias de recolhimento não possuem valores destinados para as outras entidades ou fundos, não autorizando a aplicação da hipótese do lançamento por homologação, vez que os recolhimentos não foram antecipados. Sendo assim, regese a matéria pela regra geral do artigo 173 do CTN, não se encontrando decaídas as contribuições no período vertente. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Se não houver pagamento antecipado sobre a rubrica há que ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. No caso em concreto, tratase de lançamento fiscal, período de 01/2004 a 05/2008, não declarado em GFIP e sem registro de recolhimento prévio para as rubricas constantes dos levantamentos apurados (Terceiros), conforme DAD – Discriminativo Analítico de Débito, fls. 6 a 14, e informação da decisão recorrida. Destarte, deve ser aplicada a regra do art. 173, inciso I, do CTN. O contribuinte foi cientificado da notificação fiscal em 06/07/2009, fl. 2 dos autos digitalizados. REGRA DO ART. 173, INCISO I DO CTN. Fl. 401DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 402 5 Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Desse modo, a competência mais antiga (01/2004), a contar de 01/01/2005, só estaria decadente em 01/01/2010. A ciência do lançamento fiscal se deu em 06/07/2009. Não há que se falar em decadência do lançamento fiscal, nos termos do art. 173, inciso I do CTN. BOLSAS DE ESTUDO CONCEDIDAS A DEPENDENTES Consta do Relatório Fiscal, fls. 33/41, que a atividade principal da empresa consiste na prestação de serviços de cursos de educação infantil e ensino fundamental, ensino do 1o e 2o graus. A auditoria fiscal informa em Relatório Fiscal, fls. 33/41: 11. Pela análise dos documentos apresentados foi verificado que, entre os diversos tipos de bolsa de estudo concedida pela escola, há aquelas concedidas no percentual de 100% do valor da mensalidade aos dependentes dos empregados (professores e auxiliares), demonstradas no Anexo 1 deste Relatório Fiscal. (...) 21. O artigo 28, inciso I, da Lei n° 8.212/1991, define o conceito de saláriodecontribuição para o segurado empregado. No § 9o, estabelece as parcelas que não o integram, enumerandoas expressamente. Essa norma tem caráter de isenção e, assim, deve ser interpretada restritamente. A alínea "t", com a redação alterada pela Lei n° 9.711/1998, exclui da incidência de contribuição previdenciária o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do artigo 21, da Lei n° 9.394/1996, e a cursos de capacitação e de qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. 22. Para que não houvesse incidência da contribuição previdenciária sobre os valores da bolsa de estudo, seria necessário que se satisfizessem as exigências estabelecidas na alínea "t" supramencionada, entre elas, que as bolsas concedidas fossem para custeio da educação do próprio segurado, não para educação de seus dependentes. 23. Dessa maneira, consideramos os valores da bolsa de estudo como salário indireto, com fundamento no artigo 28, inciso I, § 9o, alínea "t", da Lei n° 8.21211991, observadas as alterações supervenientes. Como se pode notar, a discussão é saber se bolsa de estudo concedida pelo contribuinte ao dependente do segurado integra ou não o saláriodecontribuição. Fl. 402DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 403 6 O direito previdenciário é autônomo, possuindo legislação própria, no caso de seu custeio a Lei 8.212/91, acompanhada do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99. A remuneração do empregado é a totalidade dos rendimentos auferidos, a qualquer título, durante o mês, nos termos do art. 28, inciso I, da Lei 8.212/91. As exclusões estão estabelecidas no parágrafo 9º. Quanto a valores a título de “bolsa de estudo paga a filho de empregado/diretor da empresa”, o parágrafo 9º, alínea “t”, disciplina o assunto: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa;(Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:(Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo;(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). Notase da legislação previdenciária supracitada que o benefício da isenção tributária é concedido apenas para os segurados empregados e dirigentes, e não para seus dependentes. No mesmo sentido é o entendimento da Primeira e Segunda Turma dos Tribunais Federais – TRF3, que presumem remuneratórios todos os valores recebidos pelo empregado, para incidência da contribuição social, devendo o empregador fazer prova em contrário. A Constituição não faz referência apenas à folha de salários, mas também aos demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física (art. 195, I, "a"). A concessão de bolsas de estudos aos filhos dos funcionários é uma retribuição pelo trabalho, um acréscimo no salário do empregado, tido como indireto, classificado como utilidade, vantagem. Fl. 403DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 404 7 Tais bolsas não se refletem em um melhor treinamento ou aperfeiçoamento dos empregados, não podendo ser equiparados às bolsas concedidas aos próprios trabalhadores. Assim, configurado o pagamento do benefício habitual sob a forma de utilidade, enquanto houver relação de trabalho/serviço e utilização de curso, é devida a contribuição à Seguridade Social. O que o Superior Tribunal de Justiça prestigia para fins de tributação é o investimento feito pela empresa na qualificação dos seus empregados, e não a formação educacional dos dependentes dos empregados/dirigentes, como quer a recorrente. São os transcritos dos julgados: Processo AC 199961100042724AC APELAÇÃO CÍVEL – 1459344 , Relator(a) JUIZ HENRIQUE HERKENHOFF , Sigla do órgão TRF3 , Órgão julgador SEGUNDA TURMA , Fonte DJF3 CJ1 DATA:06/05/2010 PÁGINA: 169 Ementa : PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO LEGAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO.CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INCIDENTE SOBRE BOLSA DE ESTUDOS PAGA A FILHOS DE EMPREGADOS DA EMBARGANTE. 1. Sendo a regra geral que os pagamentos feitos pelo empregador tenham em vista a prestação laboral, e ademais porquanto ele e o empregado não têm disposição quantos aos efeitos tributários da relação empregatícia, presumemse remuneratórios, para incidência da contribuição social, todos os valores recebidos pelo empregado, devendo o empregador fazer prova em contrário. 2. A concessão de bolsas de estudos aos filhos dos funcionários é uma retribuição pelo trabalho, um acréscimo no salário do empregado, tido como indireto, classificado como utilidade. Tais bolsas não se refletem em um melhor treinamento ou aperfeiçoamento dos empregados, não podendo ser equiparados às bolsas concedidas aos próprios trabalhadores. 3. Assim, configurado o pagamento do benefício habitual sob a forma de utilidade, devida a contribuição à Seguridade Social sobre as bolsas de estudos concedidas aos filhos dos empregados da executada. 4. Agravo a que se nega provimento. Data da Decisão 27/04/2010 , Data da Publicação 06/05/2010 Processo AG 200503000891698AG AGRAVO DE INSTRUMENTO – 252909 , Relator(a) JUIZ JOHONSOM DI SALVO , Sigla do órgão TRF3 , Órgão julgador PRIMEIRA TURMA , Fonte DJU DATA:12/09/2006 PÁGINA: 190 Ementa : TRIBUTÁRIO AGRAVO DE INSTRUMENTO EM FACE DE DECISÃO QUE DEFERIU LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA PARA AFASTAR A EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE OS VALORES RELATIVOS ÀS BOLSAS DE ESTUDO CONCEDIDAS PELA EMPRESA IMPETRANTE AOS FILHOS DE SEUS FUNCIONÁRIOS NÃO APLICABILIDADE AO CASO DAS EXCLUDENTES DE SALÁRIODE Fl. 404DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 405 8 CONTRIBUIÇÃO PREVISTAS NO PARÁGRAFO 9º DO ARTIGO 28 DA LEI Nº 8.212/91 AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO NA PARTE CONHECIDA. 1. As questões acerca da legitimidade dos sócios da impetrante, bem como da decadência do crédito tributário, não foram abordadas na decisão agravada, pelo que o presente instrumento não deve ser conhecido nessa parte. 2. A Constituição não faz referência apenas à folha de salários, mas também aos demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física (art. 195, I, "a"). 3. A previsão legal art. 22, inciso I, da Lei n° 8.212/91 é de que a contribuição social a cargo da empresa incide "sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título", aqui abrangidas outras remunerações que não salário. 4. A concessão de bolsas de estudos aos funcionários, professores e dependentes deste por parte da agravada é, de fato, um meio de retribuição financeira aos seus empregados, uma vez que o recebimento do auxílio faz com que o funcionário evite um gasto a mais em seu orçamento. 5. Havendo concessão, pelo empregador, de utilidades ao seu empregado e desde que isso ocorra com habitualidade, sobre o valor em pecúnia do objeto dessa concessão deve incidir contribuição patronal, já que aquelas utilidades (no caso, "bolsas de estudo" concedidas não apenas a funcionários e professores, mas também a dependentes deles) e seus respectivos valores representam auxíliofinanceiro decorrente de relação de emprego. 6. Deve incidir o pagamento de contribuição sobre valores de "bolsas de estudo" inequívoca ajuda financeira decorrente de relação empregatícia ainda mais quando decorre de acordo coletivo de trabalho. 7. Os documentos juntados no instrumento, extraídos do Mandado de Segurança originário, mostram que o Instituto Nacional do Seguro Social cobra contribuição patronal sobre valores de "bolsas de estudo" concedidas aos filhos dos empregados da agravada e segurados da Previdência (fls. 186 e seguintes). 8. Não se trata de "plano educacional" que visa à educação básica nem tampouco de curso de capacitação e qualificação profissional do próprio empregado, cogitados no art. 28, § 9º, do PCPS como capítulos que não integram o saláriodecontribuição. 9. Não se trata de auxílio escolar ao próprio empregado e sim da concessão de serviços de escolaridade aos FILHOS dos empregados, ônus assumido em acordo coletivo de trabalho; por isso que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça mencionada pela agravante não a favorece. 10. O "auxílioeducação" pago pela empresa que não pode ser tributado pela contribuição patronal é somente aquele pago pelo empregador diretamente a quem presta o ensino ao empregado, ou sob a forma de reembolso, e somente quando reverte no aperfeiçoamento do trabalhador (RESP nº 676.627/PR, 1ª Turma; RESP nº 695.514/PR, 1ª Turma; RESP nº 624.178/PR, etc.). O que o Superior Tribunal de Justiça prestigia para fins de tributação é o investimento feito pela empresa na qualificação dos seus empregados, e não, ao contrário do que supõe a peticionária, a formação educacional dos dependentes dos empregados. 11. Agravo de instrumento provido na parte conhecida. Agravo regimental prejudicado. Fl. 405DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 406 9 Data da Decisão 22/08/2006 , Data da Publicação 12/09/2006 Assim, a autuação é devida em razão da incidência de contribuições previdenciárias sobre valores fornecidos pelo empregador a título de bolsa de estudo aos filhos de empregados/dirigentes, nos termos do art. 28, parágrafo 9 º, alínea “t”, da Lei 8.212/91, que deve prevalecer sobre as leis trabalhista, inclusive o art. 458, §2º, II, da CLT. Consta da decisão recorrida, fls. 327/334: IV— Da contribuição social do salárioeducação no que tange ao SalárioEducação, é indubitável que a Lei n° 9.424/96 regulamentou § 5° do artigo 212 da Constituição Federal que, por sua vez, assim dispunha já sob a nova redação outorgada pela Emenda Constitucional n° 14/96, verbis: (...) Com efeito constatase que, a partir da vigência dessa redação, ou seja, a partir de janeiro de 1997, a contribuição do salário educação passou a ser exigível de todas as empresas sem distinção, bem como deixou de existir a possibilidade da dedução dos valores aplicados pelas empresas no ensino fundamental de seus empregados e dependentes, hipótese prevista tanto no DecretoLei n° 1.422/75 quanto na redação original do parágrafo 5° acima transcrito. (...) No arremate das alegações do contribuinte cumpre dizer, ainda, que desde a edição da MP n° 1.518 de 19 de setembro de 1996 até sua conversão na Lei n° 9.766/98 encontramse revogadas as isenções da contribuição social do salárioeducação para todas as instituições de ensino particular. (...) Notase da decisão recorrida que a fundamentação legal para a cobrança do salárioeducação está em vigor desde a edição da MP 1.518/96. Assim, sua cobrança é legal. Este, também, é o entendimento do Supremo Tribunal Federal – STF no REAgR 366105RE a seguir transcrito: Processo REAgR 366105REAgR AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, Relator(a) GILMAR MENDES, Sigla do órgão STF Decisão A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Carlos Velloso. 2ª Turma, 20.05.2003. EMENTA: Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Salárioeducação. Constitucionalidade. Precedentes desta Corte. 3. Alegação de matéria diversa da decidida no aresto paradigma. 4. MP1.518, de 1996. Não violação ao art. 246, da CF. Precedentes. 5. Exigência da contribuição nos termos do Decretolei 1.422, de 1975 e legislação posterior. Fl. 406DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 407 10 Constitucionalidade. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 114, todos do CTN, com período apurado, discriminação dos fatos geradores por intermédio do Relatório Fiscal REFISC; com Discriminativo Analítico do Débito DAD; as Instruções para o Contribuinte – IPC; os Fundamentos Legais do Débito – FLD; a identificação do contribuinte, identificação do Auditor Fiscal notificante; e demais informações constantes dos autos, consoante artigo 33 da Lei n° 8.212/91. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Declaração de Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. Manifesteime neste colegiado em diversas ocasiões no sentido de que a bolsa de estudos para dependentes nem sempre será base de cálculo das contribuições previdenciárias, apesar do que o artigo 28, parágrafo 9 º, alínea “t”, da Lei 8.212/91, tudo a depender do caso concreto. Nos autos em discussão penso que para se definir se a rubrica é ou não base de cálculo da contribuição necessário se faz estudar o programa de descontos concedidos pela entidade educacional, pois como consta do Acórdão a entidade educacional concede diversos tipos de descontos, observese a passagem transcrita e com diz o artigo o artigo 335, da lei 5.869/73, abaixo citado, tenha conhecimento de que é comum a concessão de descontos pelos entes educacionais para diversas situações, tais como pais com vários filhos na mesma escola; alunos com nível de rendimento acima da média; alunos que participam de eventos que elevam o nome da instituição entre outras. 11. Pela análise dos documentos apresentados foi verificado que, entre os diversos tipos de bolsa de estudo concedida pela escola, há aquelas concedidas no percentual de 100% do valor da mensalidade aos dependentes dos empregados (professores e auxiliares), demonstradas no Anexo 1 deste Relatório Fiscal. Art.335. Em falta de normas jurídicas particulares, o juiz aplicará as regras de experiência comum subministradas pela observação do que ordinariamente acontece e ainda as regras Fl. 407DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13888.002148/200939 Acórdão n.º 2803002.212 S2TE03 Fl. 408 11 da experiência técnica, ressalvado, quanto a esta, o exame pericial. Nos casos citados não há razão para que o funcionário e professores possam ser beneficiários destes descontos, pois eles não são concedidos em razão dos vínculos, pois indistintos a quaisquer alunos, por qual razão os pais que são funcionários ou professores ficariam excluídos deste benefício, se ele é geral. Entendo que caberia ao fisco demonstrar que tais descontos não seriam aplicáveis aos demais tomadores de serviços e eram fornecidos com exclusividade para os pais funcionários e professores e em razão do vínculo empregatício. É esse a razão pela qual divirjo do I. Relator que me antecedeu. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 408DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13811.000524/00-53
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Apr 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999
RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. DCOMP. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.
Pedido de retificação protocolado há mais de 5 anos após o pedido de compensação originário não tem o condão de interromper o prazo de homologação tácita previsto no art. 74, parágrafo 5° da Lei n° 9.430/96.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-002.049
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Marcos Aurélio Pereira Valadão e Otacílio Dantas Cartaxo, que davam provimento.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Nanci Gama - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Otacílio Dantas Cartaxo.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: NANCI GAMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999 RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. DCOMP. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Pedido de retificação protocolado há mais de 5 anos após o pedido de compensação originário não tem o condão de interromper o prazo de homologação tácita previsto no art. 74, parágrafo 5° da Lei n° 9.430/96. Recurso Especial do Procurador Negado.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Mon Apr 29 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13811.000524/00-53
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5234721
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 29 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9303-002.049
nome_arquivo_s : Decisao_138110005240053.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : NANCI GAMA
nome_arquivo_pdf_s : 138110005240053_5234721.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Marcos Aurélio Pereira Valadão e Otacílio Dantas Cartaxo, que davam provimento. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Nanci Gama - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Otacílio Dantas Cartaxo.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4594366
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:01:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574621872128
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-12-20T12:42:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: pdfsam-console (Ver. 2.4.0e); access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-12-20T12:42:54Z; Last-Modified: 2012-12-20T12:42:54Z; dcterms:modified: 2012-12-20T12:42:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2012-12-20T12:42:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: pdfsam-console (Ver. 2.4.0e); access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2012-12-20T12:42:54Z; meta:save-date: 2012-12-20T12:42:54Z; pdf:encrypted: true; modified: 2012-12-20T12:42:54Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-12-20T12:42:54Z; created: 2012-12-20T12:42:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2012-12-20T12:42:54Z; pdf:charsPerPage: 1868; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: iText 2.1.7 by 1T3XT; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: iText 2.1.7 by 1T3XT; pdf:docinfo:created: 2012-12-20T12:42:54Z | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 319 1 318 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13811.000524/0053 Recurso nº 249.789 Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.049 – 3ª Turma Sessão de 11 de julho de 2012 Matéria Compensação IPI Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado SYNGENTA PROTEÇÃO DE CULTIVOS LTDA. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999 RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. DCOMP. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Pedido de retificação protocolado há mais de 5 anos após o pedido de compensação originário não tem o condão de interromper o prazo de homologação tácita previsto no art. 74, parágrafo 5° da Lei n° 9.430/96. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Marcos Aurélio Pereira Valadão e Otacílio Dantas Cartaxo, que davam provimento. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Nanci Gama Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Otacílio Dantas Cartaxo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 1. 00 05 24 /0 0- 53 Fl. 319DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/02/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional com fulcro no artigo 7º, inciso I do antigo Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais aprovado pela Portaria MF nº 147/2007, em face ao acórdão de nº 20313.278 proferido pela Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuintes que, pelo voto de qualidade, deu provimento ao recurso voluntário para entender que ocorreu a homologação tácita, em 10/03/2005, do pedido de compensação de IPI protocolado pelo contribuinte em 10/03/2000, não sendo possível que um pedido de retificação protocolado em 03/10/2006 tenha o condão de interromper referida homologação tácita, conforme ementa a seguir: “PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Pedido de retificação protocolado há mais de 5 anos após o pedido de compensação originário não tem o condão de interromper o prazo de homologação tácita previsto no art. 74, parágrafo 5° da Lei n° 9.430/96. Recurso provido.” Inconformada, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial aduzindo que o acórdão a quo teria violado o parágrafo 5º do artigo 74 da Lei 9.430/96, o qual teve a sua redação dada pelo artigo 17 da Lei 10.833/2003 (resultante da conversão da MP nº 135/2003). Para tanto alegou que à época do protocolo do pedido de compensação pelo contribuinte (em 10/03/2000) ainda não existia prazo para a homologação tácita dos pedidos de compensação, o que apenas passou a existir a partir da data da edição da MP nº 135, de 30/10/2003, que deu redação ao parágrafo 5º do artigo 74 da Lei 9.430/96, não cabendo, portanto, falarse na homologação tácita do pedido de compensação realizado nos presentes autos. Em despacho de fls. 255/256 foi dado seguimento ao recurso especial por contrariedade à lei interposto pela Fazenda Nacional. Regularmente intimado o contribuinte apresentou suas contrarrazões às fls. 263/276 requerendo não fosse conhecido o recurso especial interposto pela Fazenda Nacional ou que, caso assim não se entendesse, lhe fosse negado integral provimento. É o relatório. Voto Conselheira Nanci Gama, Relatora O recurso especial por contrariedade à lei interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A controvérsia aduzida nos presentes autos implica analisar se é possível haver homologação tácita de pedido de compensação protocolado em data anterior à MP nº 135/2003, considerando que (i) o protocolo do pedido foi feito em 10/03/2000, (ii) foi protocolado pedido de retificação em 03/10/2006, e (iii) a intimação do despacho parcialmente Fl. 320DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/02/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13811.000524/0053 Acórdão n.º 9303002.049 CSRFT3 Fl. 320 3 denegatório do pedido de compensação foi recebida em 21/11/2006 pelo contribuinte, após 5 (cinco) anos contados da data do protocolo do pedido de compensação originário. Em caso semelhante ao cuidado nos presentes autos, a i. Conselheira Maria Teresa Martínez López, ao julgar o recurso especial interposto pela Fazenda Nacional nos autos do processo administrativo de nº 13811.001776/0081, manifestou entendimento, por meio do acórdão nº 930301.479, ao qual me filio e passo a transcrevêlo abaixo: “É notório que o rito processual sofreu sensíveis alterações com a nova redação dada ao art.74 da Lei nº 9.430/96 pelas MP nº 66/2002 e 135/2003. Pela sistemática anterior não havia um prazo explícito para o Fisco analisar os pedidos de compensação e, em decorrência disso, os processos administrativos eternizavamse na esfera administrativa. De fato, não era uma situação juridicamente desejável. Se por um lado o prazo de 5 anos para a homologação das compensações tributárias introduzida pela superveniência da MP nº 135 (lei n° 10.833/03) 1 de outra frente, razoável se dizer que a lei se utilizou do prazo decadencial estabelecido pelo CTN, para restituição do imposto. Prazo esse que pode ser reconhecido de ofício pelas instâncias julgadoras. A matéria já foi assunto de trabalho exposto por esta Conselheira, em parceria com o Conselheiro Emanuel Carlos Dantas Assis, publicado pela MP editora, da qual constou do voto vencido. 2 Escrevi, em apertada síntese, que no sistema constitucional brasileiro, a regra geral é a eficácia prospectiva. A eficácia retroativa das leis (a) é sempre excepcional, (b) jamais se presume e (c) deve necessariamente emanar de disposição legal expressa (c). Assim já se pronunciou o STF3, que ainda assentou o seguinte: “O disposto no art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional, sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado, ou entre lei de ordem pública e lei dispositiva”.4 A irretroatividade em matéria tributária visa à proteção do contribuinte.5 Por isto é admissível a retroatividade de lei expressamente interpretativa ou de lei que deixe de definir 1 segundo alguns doutrinadores não diz respeito nem a um prazo prescricional nem decadencial, eis que os mencionados prazos são matérias reservadas à lei complementar conforme alínea "b", inciso III, do art.146 da Constituição Federal 2 COMPENSAÇÃO DE TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. REGIMES JURÍDICOS DIVERSOS, A DEPENDER DA DATA DO PEDIDO OU DA PER/DCOMP. PRAZO DE HOMOLOGAÇÃO. CONFISSÃO DE DÍVIDA. SEGURANÇA JURÍDICA E IRRETROATIVIDADE DAS LEIS 3Revista Trimestral de Jurisprudência 163/795. Apud MORAES, Alexandre de. Constituição do Brasil interpretada. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2005. p. 300. 4STF, Pleno, ADI nº 4930/DF, rel. Min. Moreira Alves, 25.6.1992, maioria. 5“O princípio da irretroatividade da lei tributária deve ser visto e interpretado, desse modo, como garantia constitucional instituída em favor dos sujeitos passivos da atividade estatal no campo da tributação. Tratase, na realidade, à semelhança dos demais postulados inscritos no art. 150 da Carta Política, de princípio que – por traduzir limitação ao poder de tributar — é tãosomente oponível pelo contribuinte à ação do Estado" (STF, ADI 712MC, voto do Relator, Min. Celso de Mello, 07.10.1992). Fl. 321DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/02/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 infração ou reduza penalidade e possa ser aplicável a ato não definitivamente julgado (art. 106 do CTN). Além dessas duas hipóteses, há uma terceira: a da lei processual, cuja aplicação é imediata e alcança os processos em curso. Nenhuma das três hipóteses acima pareceume compatível com as disposições dos §§ 2º, 4º, 5º e 6º do art. 74 da Lei nº 9.430/96, com as redações dadas pelo art. 17 da MP nº 66/02 e art. 49 da MP nº 135/03. A irretroatividade geral, por sua vez, e o princípio da segurança jurídica, especialmente, visam proteger, além do contribuinte, o sujeito ativo da relação jurídico tributário. Se por um lado o § 6º da Lei nº 9.430/96, na redação dada pela MP nº 135/03, não pode retroagir para tratar como confissão de dívida o que o sujeito passivo não confessou, por outro o §§ 2º e 4º do mesmo artigo, com as redações das MP nº 66/02, não poderiam, mais uma vez de forma retroativa, transformar em extinção do crédito tributário o que antes era simples suspensão de sua exigibilidade. Tampouco o § 5º do artigo em comento, introduzido pela MP nº 135/03, poderia estabelecer prazo preclusivo em desfavor da Fazenda Pública, a acarretar a perda irremediável de valores constantes de pedidos de compensação antes da referida Medida Provisória, já que o termo inicial do prazo que extingue o crédito tributário seria a data de cada pedido antigo. O art. 49 da MP nº 66, de 29.8.2002, convertida na Lei nº 10.637/02 e que entrou em vigor em 01/10/2002, instituiu a DCOMP e determinou que a compensação nela declarada extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação (caput e §§ 1º e 2º da Lei nº 9.430/96, com a redação dada pela referida MP). Assim, criou uma compensação nova, diferente da que vigorava até setembro de 2002 para os tributos administrados pela Receita Federal. Antes da MP nº 66/2002 era pedido de compensação e meio de suspensão para a exigibilidade do crédito tributário; depois, declaração de compensação (DCOMP) e meio de extinção do crédito tributário. Mas, além de alterar substancialmente o regime de compensação, a MP nº 66/2002, no que introduziu o § 4º do art. 74 da Lei nº 9.430/96, determinou que “os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo”. Dúvidas surgiram. Pendentes de alteração em qual data? Na data de entrada em vigor da referida MP nº 66/2002, em 01.10.2002 ? Ou seja, todo e qualquer crédito alegado em pedidos de compensação entregues antes e não analisados até aquela data, em vez de simplesmente suspenderem a exigibilidade do crédito tributário a compensar (o débito do contribuinte), por força do art. 49 da MP nº 66/04 passaram a extinguilo. Registrei que como após a MP nº 66/02, mas antes da MP nº 135/03 6, não havia prazo para a Receita Federal homologar as 6 Retornando ao passado, o art. 17 da MP nº 135, de 30.10.2003 e publicada em 31.10.2003, modificou a redação do § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/96 e introduziu o § 6º. O primeiro estipulou que “o prazo para homologação da Fl. 322DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/02/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13811.000524/0053 Acórdão n.º 9303002.049 CSRFT3 Fl. 321 5 declarações de compensação, o órgão, ao não deferir o pleito do contribuinte no todo ou em parte, poderia iniciar a cobrança respectiva, desde que os valores estivessem confessados (por meio de DCTF, especialmente). Caso não confessados, só poderiam ser cobrados se lançados de forma regular e em tempo hábil (porque até então a declaração de compensação não se constituía em confissão de dívida, o que só aconteceu após a MP nº 135/03). 7 Revejo atualmente a situação retro exposta. Como escreve Norberto BOBBIO (O tempo da memória), o que pensamos e escrevemos tem sempre um caráter provisório, jamais peremptório. A realidade tem muitas facetas e é difícil visualizar com clareza todas elas. E nesse sentindo permitome reapreciar a matéria à luz do entendimento da interpretação da Receita Federal. O entendimento de que vem sendo adotado pela própria Receita Federal ao disciplinar a matéria por atos legais, acompanhados por alguns ilustres colegas que compõem o CARF, firmaramse numa interpretação razoável, qual seja: o de equalizar soluções. O prazo de cinco anos, para homologação da compensação – tanto a solicitada por meio dos pedidos entregues antes de 01.10.2002, mas não decididos pela autoridade administrativa até essa data, quanto a declarada por meio de PER/DCOMP entregues a partir da mesma data, passaram a ser contados todos a partir da data do protocolo do pedido original ou da transmissão da PER/DCOMP (ver IN nº 600/2005). Tanto as declarações de compensação quanto os pedidos de compensação ainda não apreciados, por força de lei convertidos em declaração de compensação desde a data de seu protocolo (retroativamente), extinguem o crédito tributário até sua ulterior homologação. Se de um lado a homologação da extinção da relação jurídica pode ocorrer de forma expressa ou tácita, de outro a nãohomologação do fato jurídico da compensação deve ser expressa. Assim, a autoridade fazendária dispõe do prazo de cinco anos para rejeitar a compensação efetuada, sob pena de se extinguir a relação jurídica e, conseqüentemente, definitivamente extinto estará o crédito tributário inicialmente confessado. Esta é a interpretação sistemática do disposto no art. 156, II, do CTN, cumulado com os §§ 2º, 4º e 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/96, com redação dada pelas Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003. Art. 74 da lei nº 9.430/96, com as alterações posteriores: § 4o Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação”, enquanto o segundo determinou que “a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados”. 7 Manifesteime no sentido de que levandose em conta que o regime jurídico da compensação é o da lei em vigor na data em que praticada (na hipótese, a data de entrega da declaração de compensação), a conclusão possível é a de que as declarações entregues antes de 01.10.2002 não extinguiram o crédito tributário nelas informados. Fl. 323DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/02/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 6 compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo.(Incluído vela Lei n 2 10.637. de 2002) § 50 O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei n 2 10.833, de 2003) A Receita Federal editou as IN SRF nº 460, de 18.10.2004, e nº 600, de 28.12.2005 (esta, revogou a primeira), que dispõem o seguinte (os artigos abaixo, da IN nº 600/2005, repetem os da IN revogada): Art. 29. A autoridade da SRF que não homologar a compensação cientificará o sujeito passivo e intimáloá a efetuar, no prazo de trinta dias, contados da ciência do despacho de não homologação, o pagamento dos débitos indevidamente compensados. [...] § 2º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de cinco anos, contados da data da entrega da Declaração de Compensação. [...] Art. 64. Serão considerados Declaração de Compensação, para os efeitos previstos no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com a redação determinada pelo art. 49 da Lei nº 10.637, de 2002, e pelo art. 17 da Lei nº 10.833, de 2003, os pedidos de compensação que, em 01.10.2002, encontravamse pendentes de decisão pela autoridade administrativa da SRF. [...] Art. 68. A unidade da SRF na qual for proferido o despacho de nãohomologação da compensação objeto de pedido de compensação convertido em Declaração de Compensação, bem como da compensação objeto de Declaração de Compensação apresentada à SRF até 30 de outubro de 2003, promoverá o lançamento de ofício do crédito tributário que ainda não tenha sido lançado nem confessado, cientificará o sujeito passivo da nãohomologação da compensação e, se for o caso, do lançamento de ofício (simultaneamente) e intimáloá a efetuar, no prazo de trinta dias, o pagamento do débito indevidamente compensado. [...] Art. 70. A data de início da contagem do prazo previsto no § 2º do art. 29, na hipótese de pedido de compensação convertido em Declaração de Compensação, é a data da protocolização do pedido na SRF. No mesmo sentido da IN SRF nº 600/05, que admite o prazo dos 5 anos, são as conclusões da Solução de Consulta Interna nº 001, de 2006. O prazo para a homologação de compensação requerida à Secretaria da Receita Federal tem sua contagem iniciada na data do protocolo do pedido de compensação convertido em declaração de compensação. Será considerada tacitamente homologada, mediante despacho proferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal, a compensação objeto de pedido de compensação convertido em declaração de compensação que não seja objeto de despacho decisório Fl. 324DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/02/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13811.000524/0053 Acórdão n.º 9303002.049 CSRFT3 Fl. 322 7 proferido no prazo de cinco anos, contado da data do protocolo do pedido, independentemente da procedência e do montante do crédito No entendimento de existir prazo para a homologação, defende a Conselheira KAREM JUREIDITIS DIAS.8 Ocorre que tanto as declarações de compensação quanto os pedidos de compensação ainda não apreciados, por força de lei convertidos em declaração de compensação desde a data de seu protocolo (retroativamente), extinguem o crédito tributário até sua ulterior homologação. Se de um lado a homologação da extinção da relação jurídica pode ocorrer de forma expressa ou tácita, de outro a nãohomologação do fato jurídico da compensação deve ser expressa. Assim, a autoridade fazendária dispõe do prazo de cinco anos para rejeitar a compensação efetuada, sob pena de se extinguir a relação jurídica e, conseqüentemente, definitivamente extinto estará o crédito tributário inicialmente confessado. Esta é a interpretação sistemática do disposto no art. 156, II, do CTN, cumulado com os §§ 2º, 4º e 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/96, com redação dada pelas Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003. Não há como ignorar que existe, sim, um prazo decadencial para a autoridade administrativa negar a extinção da relação jurídica, o que não se confunde com o prazo prescricional de cobrança. Justamente em razão da mencionada evolução legislativa no que tange ao instituto da compensação, o ato do particular extingue a relação jurídica tributária sob condição resolutória, a qual se opera após cinco anos. Nesse sentido é o precedente administrativo: Acórdão nº. :10808.645 Ementa: COMPENSAÇÃO – HOMOLOGAÇÃO TÁCITA – Passados cinco anos do pedido de compensação, desde que convertido em declaração de compensação, nos termos dos parágrafos 4º e 5º, do artigo 74, da Lei nº 9.430/96, com a redação dada, respectivamente, pelo artigo 49 da Lei nº 10.637/02 e artigo 17 da Lei nº 10.833/03, perde o Fisco o direito de não homologar a compensação, verificandose a definitiva liquidação do tributo Em admitindo a existência de prazo para homologação, uma segunda questão se coloca para análise. Diz respeito ao termo inicial da contagem dos 5 anos: se da data inicial da formulação, ou da data do pedido de retificação do seu pedido. Neste caso específico, o pedido de retificação foi protocolizado em 06/10/2006, há mais de 5 anos após o pedido de compensação originário (14/03/2000), convertido em declaração de compensação de compensação, assim considerado desde o 8 extraído do Livro: Compensação Tributária MP editora coordenadores Karem Jureidini Dias e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 325DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/02/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 8 seu protocolo. Não resta dúvidas que a retificadora não poderia ter sido aceita, eis que protocolizada após o prazo efetivo. Portanto, se a retificadora não produziu efeitos quanto a contagem do prazo, vale a regra dos 5 anos a partir do pedido inicial protocolizado em 14/03/2000. Nesse passo, verifico que na data em que perpetradas as alterações relativas aos parágrafos 1º, 2º, 4º e 5º do artigo 74 da Lei nº 9.430/96, aplicáveis ao caso, ou seja, em 31.12.02 (data da publicação da Lei nº 10.637/02) e em 30.12.03 (data da publicação da Lei nº 10.833/03), o pedido de compensação apresentado pelo contribuinte encontravase pendente de apreciação, tendo em vista que a primeira decisão proferida nos presentes autos, que homologou parcialmente a compensação, ocorreu em 2006. Assim, pela norma contida no artigo 74 da Lei nº 9.430/96, com as redações posteriormente lhe atribuídas, o pedido de compensação apresentado pelo contribuinte em 14/03/2000, convertido em declaração de compensação, deveria ter sido apreciado até, no máximo, 14/03/2005, ou seja, "cinco anos contados da entrega da declaração de compensação" (parágrafo 5º, do artigo 74, da Lei nº 9.430/96, inserido pela Lei nº 10.833/03). Diante de tais fatos, a conclusão final é a de que, transcorrido in albis o prazo para a homologação ou não homologação, pela autoridade fazendária, da compensação declarada pelo contribuinte, esta se dá de forma tácita, perdendo o fisco o direito de lançar o tributo liquidado por compensação. No mais, considerando que a retificadora do pedido de compensação se verificou após 5 anos da entregue, nenhum efeito produziu. Assim, quando da protocolização da retificação a compensação já se encontrava homologada, nos termos postos pelo pedido inicial, não sendo possível qualquer alteração no pedido feito pelo contribuinte” Em face do exposto, conheço o recurso especial por contrariedade à lei interposto pela Fazenda Nacional para, no mérito, negarlhe provimento e manter integralmente o acórdão a quo. Nanci Gama Fl. 326DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/02/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 10120.015113/2008-62
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
Ementa:
IRPF..
Dedutibilidade de despesas médicas
São dedutíveis as despesas médicas devidamente comprovadas, ainda que a prova se dê na fase recursal.
Numero da decisão: 2802-001.772
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
EDITADO EM: 18/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci De Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Eivanice Canario Da Silva (Suplente Convocada), Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007 Ementa: IRPF.. Dedutibilidade de despesas médicas São dedutíveis as despesas médicas devidamente comprovadas, ainda que a prova se dê na fase recursal.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10120.015113/2008-62
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5229447
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2802-001.772
nome_arquivo_s : Decisao_10120015113200862.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : DAYSE FERNANDES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 10120015113200862_5229447.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora EDITADO EM: 18/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci De Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Eivanice Canario Da Silva (Suplente Convocada), Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello
dt_sessao_tdt : Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
id : 4578684
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:00:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574627115008
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1567; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 59 1 58 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.015113/200862 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.772 – 2ª Turma Especial Sessão de 14 de agosto de 2012 Matéria IRPF Recorrente MAYRA CAIADO PARANHOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 Ementa: IRPF.. Dedutibilidade de despesas médicas São dedutíveis as despesas médicas devidamente comprovadas, ainda que a prova se dê na fase recursal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM: 18/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci De Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Eivanice Canario Da Silva (Suplente Convocada), Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 01 51 13 /2 00 8- 62 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física IRPF do exercício 2007, anocalendário 2006, em virtude de glosa de IRRF e Dedução Indevida de Despesas Médicas e Previdência Privada/Fapi. Em sua impugnação a contribuinte, consoante o relatório da decisão de primeira instância discorda da afirmação de que não atendeu à intimação, e apresenta cópias dos recibos e notas fiscais referentes às despesas realizadas em 2006. A Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília(DF), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n° 0342.376, de 30 de março de 2011, que se encontra às fls. 35/41, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. GLOSA PARCIAL. Mantida a glosa parcial de despesas médicas, visto que o direito à sua dedução condicionase à apresentação hábil e idônea, assim entendida aquela que preenche os requisitos legais previstos no RIR/99 em seu artigo 80 e parágrafos. DEDUÇÃO INDEVIDA DE CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA PRIVADA/FAPI. São dedutíveis, da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física, os pagamentos de Contribuições para entidades de previdência privada domiciliadas no País, cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da Previdência Social, comprovados mediante documentos hábeis e idôneos e obedecido o limite legal. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Cientificada da decisão em 11/05/2011, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário em 09/06/2011, no qual o pólo passivo, com vistas a obter a reforma do julgado: 1. apresenta a microfilmagem dos cheques emitidos em favor de Sérgio Aidar, no valor total de R$8.000,00; 2. argumenta que pagou a consultas a profissional Lia Cândida M de Castro – CPF 09170480168, o valor de R$340,00 (2 consultas médicas) e a decisão recorrida acatou somente o valor de R$180,00, comprovado através de recibo, deixando a diferença (R$180,00 ), comprovado através de indicação do cheque nominal nº 392180, do Banco nº 399, agência 0546, c/c 139394, vencido em 12/11/2006. É o relatório. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10120.015113/200862 Acórdão n.º 2802001.772 S2TE02 Fl. 60 3 Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Com efeito, o voto condutor do acórdão recorrido reconheceu o direito do contribuinte deduzir no ano calendário de 2006, a dedução contribuição à previdência privada no valor de R$ 1.804,34 e despesas médicas no valor de R$ 3.580,00, sendo R$180,00 – relativa a Lia Cândido Castro e R$3.400,00 relativa a profissional Caroline Vieira. No momento, permanecem em litígio apenas R$ 8.180,00, parte da glosa de despesas médicas. Vejamos: O artigo 8°, § 2°, III, da Lei n° 9.250, de 1995, disciplina a forma através da qual se comprovam as despesas dos valores pagos pelo contribuinte aos profissionais da área da saúde, devendo apresentar recibo com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebe.O documento hábil comprovar o pagamento, segundo entendo, é o recibo ou a nota fiscal, sendo que, na falta do recibo, o legislador admitiu como prova a indicação do cheque nominativo por meio do qual foi efetuado o pagamento. Quanto aos requisitos essenciais que devem constar do recibo, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda: o valor, a natureza da prestação dos serviços, o nome de quem pagou e a assinatura identificando quem recebeu, são pressupostos essenciais à sua validade. O endereço, o CPF do profissional e a identificação do beneficiário dos serviços, caso ausentes, podem ser completados posteriormente pelo tomador dos serviços, adotandose procedimento semelhante ao do pagamento com cheque nominal, cabendo ao contribuinte, quando de sua declaração de ajuste anual, informar o n° do CPF de quem recebeu o respectivo pagamento. Em primeira instância a glosa da despesa médica foi mantida sob o seguinte fundamento: “Para comprovar as despesas médicas declaradas em favor de Sérgio Aidar,a contribuinte acostou somente canhotos de cheques (fls. 05). Ocorre que tal documento não se presta como prova da despesa médica, por ter caráter de mero controle interno e pessoal do contribuinte. A legislação traz a possibilidade da comprovação ser feita com a indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento, o que implica a microfilmagem do cheque comprovando que o cheque foi nominal ao profissional da área de saúde. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Por razão idêntica rejeitase parte da despesa declarada em favor de Lia Cândido, também consignada da mesma forma às fls. 07, por canhoto de cheque. A parte aceita corresponde ao recibo de fls. 06.” No recurso apresentado o recorrente Junta a microfilmagem dos cheques emitidos em favor de Sérgio Aidar, no valor total de R$8.000,00 e o recibo de fls. 68, emitido por Lia Cândido Castro no valor de R$180,00, datado de 31 de maio de 2006. Assim, cotejando a imputação constante da Notificação de Lançamento, a impugnação, a peça recursal e os documentos trazidos aos autos na fase recursal, fls. 55, 56, 58, 60, 62, 64(microfilmagem cheque emitido por Sérgio Aidar, no valor total de R$8.000,00) e o recibo de fls. 68, emitido por Lia Cândido Castro no valor de R$180,00, datado de 31 de maio de 2006, em nome do princípio da verdade material e da adequada valoração das provas ,: nenhuma dúvida paira sobre a dedutibilidade dos valores com despesas médicas. O fato da prova não ter sido feita em momento oportuno, não impede que este órgão julgador as aprecie e lhe reconheça a validade. Diante do exposto, DOU PROVIMENTO, ao recurso voluntário para restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$8.180,00 (oito mil, cento e oitenta reais). (assinado digitalmente) Dayse Fernandes LeiteRelatora Fl. 75DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10920.004254/2005-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal (súmula 57 do CARF). Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 1401-000.594
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso em razão da aplicação da Sumula CARF nº 57.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal (súmula 57 do CARF). Recurso voluntário provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 10920.004254/2005-91
conteudo_id_s : 5233281
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 22 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1401-000.594
nome_arquivo_s : Decisao_10920004254200591.pdf
nome_relator_s : ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10920004254200591_5233281.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso em razão da aplicação da Sumula CARF nº 57.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
id : 4593966
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:01:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574657523712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1810; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1‐C4T1 Fl. 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.004254/200591 Recurso nº 505.965 Voluntário Acórdão nº 1401000.594 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 30 de junho de 2011 Matéria SIMPLES Recorrente ELETRO TECMOTOR LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2002 Ementa: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal (súmula 57 do CARF). Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso em razão da aplicação da Sumula CARF nº 57. (assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias – VicePresidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Karem Jureidini Dias (VicePresidente), Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Fl. 1DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIR, Assinado digitalmente e m 03/10/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALK MIM TEIXEIR Processo nº 10920.004254/200591 Acórdão n.º 1401000.594 S1‐C4T1 Fl. 2 2 Mattos, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira e Eduardo Martins Neiva Monteiro. Ausente momentaneamente a Conselheira Viviane Vidal Wagner (Presidente). Relatório Trata o presente feito de recurso voluntário contra decisão que, em sede de manifestação de inconformidade, manteve o ato declaratório de exclusão da Recorrente do Simples, tendo em vista a prática de atividade vedada no âmbito do sistema simplificado de recolhimento dos tributos federais. O procedimento de fiscalização teve início a partir de representação do INSS, que constatou irregularidades na execução dos serviços prestados pela Recorrente, oportunidade em que reconheceu, em tese, a sua inadequação ao regime do Simples pelas atividades exercidas. Segundo se extrai do conjunto processual, a Recorrente realiza preponderantemente as atividades de rebobinamento de motores industriais e reparo de motores com o emprego/venda de materiais. Segundo a decisão recorrida, in litteris: 12. O Relatório e Despacho Decisório Sacaí n° 639/2007 de fl. 1.066/1.069, concluiu que as atividades desempenhadas de instalação eletroeletrônica e manutenção de motores, máquinas e equipamentos industriais, comprovadas pela documentação anexada, são vedadas ao Simples porque a Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966 e Resoluções Confea if 218 de 29 de junho de 1973 e 110262 de 28 de julho de 1979, n°313 de 26 de setembro de 1986, n° 343 de 21 de junho de 1990 e no 473 de 26 de novembro de 2002, equiparam essas atividades às de engenheiro, tecnólogo, técnico de grau médio ou assemelhado. 13. As notas fiscais acostadas pelo INSS apontam para a atividade de locação de mãodeobra, mas não foi esse o motivo da exclusão, o documento da Prefeitura de São Bento do Sul, fl. 1.094, indica" Oficina de reparação e manutenção de máquinas." 14. Os fundadores da empresa, eletrotécnicos, estabeleceram o objeto social de "manutenção e automação eletroeletrônica comércio varejista de material elétrico em geral; conserto de motores.", em 17/05/1992, e que não foi alterado; as notas fiscais especificam serviços aliados à' venda dos materiais aplicados no rebobinamento de motores elétricos e reparos de equipamentos elétricos como extator, lixadeira, induzido, módulo CPU, módulo memória, fonte, serra circular, plaina, furadeira, regulador motor, contaclor,srrgador, placas, inversor de freqüência, transformador, controle, induzido e outros não identificados, serviços de instalação elétrica, mãodeobra eletricista. 15. Solução de Consulta SRRF/9a RF/Disit ri° 133 de 26 de abril de 2005: Fl. 2DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIR, Assinado digitalmente e m 03/10/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALK MIM TEIXEIR Processo nº 10920.004254/200591 Acórdão n.º 1401000.594 S1‐C4T1 Fl. 3 3 Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples Ementa: Preenchidos os demais requisitos legais, a pessoa jurídica dedicada às atividades de conserto, manutenção e rebobinamento de motores elétricos pode optar pelo Simples, desde que tais motores não sejam equipamentos industriais. Também é permitida a opção pelo Simples se a referida manutenção é passível de enquadramento no art. 4° da Lei n°10.964, de 2004, cf redação do art. 15 da Lei n°11.051, de 2004. Dispositivos Legais: Lei n° 9.317, de 1996, art. 9°, XIII; Lei n° 10.964, de 2004, art. 4'; Lei n° 11.051, de 2004, art. 15; ADN Cosit 4. de 2000. 16. Temse que a empresa presta serviços de manutenção elétrica e agrega materiais, conforme evidenciam as notas fiscais e estoques de materiais que declara, realizando principalmente rebobinamento de motores industriais e também manutenção de outros equipamentos industriais, atividade a respeito da qual foi emitido o Ato Declaratório (Normativo) n° 4, de 22 de fevereiro de 2000: Dispõe sobre a opção pelo SIMPLES de empresas que prestem serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais. O COORDENADORGERAL DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 199, inciso IV, do Regimento Interno aprovado pela Portaria MF n° 227, de 3 de setembro de 1998, e tendo em vista as disposições do inciso XIII do art. 9° da Lei n°9.317, de 05 de dezembro de 1996 e da alínea "f" do art. 27 da Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966 e a Resolução n°218, de 29 de junho de 1973, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados que não podem optar pelo SIMPLES as pessoas jurídicas que prestem serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais, por caracterizar prestações de serviço profissional de engenharia. CARLOS ALBERTO DE NIZA E CASTRO 17. A interpretação do art. 9', XIII da Lei ri° 9.317, de 1996, nesse sentido é do Ato Declaratório Normativo Cosit n° 04, de 22 de fevereiro de 2000 (publicado no DOU de 23/02/2000), consignou que "não podem optar pelo Simples as pessoas jurídicas que prestem serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais; por caracterizar prestações de serviço profissional de engenharia". 18. Salientese que a vedação estampada no art. 90, XIII, da Lei n° 9.317, de 1996, é de ordem objetiva, ou seja, esse impedimento tem assento na atividade (critério objetivo) e não Fl. 3DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIR, Assinado digitalmente e m 03/10/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALK MIM TEIXEIR Processo nº 10920.004254/200591 Acórdão n.º 1401000.594 S1‐C4T1 Fl. 4 4 na pessoa que desempenha dita atividade (critério subjetivo). Logo, não importa quem desempenha a atividade, mas apenas se tal atividade encontrase, ou não, especificamente atribuída a algum dos profissionais (ou assemelhados) elencados no referido inciso XIII, do art. 9', da Lei n" 9.317, de 1996. Se a atividade sob consideração inserese no domínio de conhecimento técnico científico próprio daqueles profissionais (ou assemelhados), tal fato é circunstância impeditiva para o ingresso ou a permanência no Simples 19. A interessada requer que, por analogia, lhe seja estendida a exclusão da vedação ao Simples da Lei n" 10.964, de 28 de outubro de 2004, com as alterações da Lei n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004, que permitiu ao Simples a atividade de serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos; contudo, existe entendimento expresso do ADN n o 4, de 200, transcrito, em sentido contrário, não podendo equipamentos industriais serem entendidos como eletrodomésticos. Com relação ao período da exclusão, entendeu a decisão recorrida que o mesmo deve ser retroativo a 1º de janeiro de 2002, nos termos do art. 9º da lei nº 9.317/96. A decisão restou assim ementada: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Data do fato gerador: 01/01/2002 SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA E REBOBINAMENTO DE MOTORES INDUSTRIAIS Serviços de manutenção elétrica e rebobinamento de 'motores industriais são vedadas ao Simples pelo art. 90, XIII da Lei n° 9.317, de 1996. DATA DA EXCLUSÃO DO SIMPLES. Para as pessoas jurídicas enquadradas nas hipóteses dos incisos III a XIII e XVI a XVII do art. 20, da IN SRF 608 de 9 de janeiro de 2006, que tenham optado pelo Simples até 27 de julho de 2001, o efeito da exclusão darseá a partir de 1 2 de janeiro de 2002, quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002. Solicitação Indeferida Inconformada, a Recorrente apresentou recurso voluntário para este Conselho, em que alega que as atividades por ela exercidas não são vedadas no âmbito do SIMPLES. Como defesa, salienta que sequer possui profissionais registrados perante os Conselhos de Engenharia e que a maioria da sua atividade é de venda de materiais. Com Fl. 4DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIR, Assinado digitalmente e m 03/10/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALK MIM TEIXEIR Processo nº 10920.004254/200591 Acórdão n.º 1401000.594 S1‐C4T1 Fl. 5 5 relação ao período da exclusão, entendo que o mesmo não deve ser retroativo, devendo, ad argumentandum, ser aplicado apenas após a data de expedição do ato de exclusão, qual seja, 29/08/2007. É este o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Relator O recurso é tempestivo e, atendidos os demais requisitos da lei, dele conheço. Conforme se extrai do relatório supra, identifico que a lide cingese em saber se a atividade efetivamente realizada pela Recorrente encontrase vedada ou permitida no âmbito do Simples. Segundo se extrai do contrato social da Recorrente (fls. 34), o seu objeto social inaugural está descrito como “manutenção e automação eletroeletrônica, comércio varejista de material Elétrico em geral e conserto de motores”. Posteriormente, seu objeto social foi alterado para “Comércio Varejista de Material Elétrico em Geral, Manutenção e Automação de EletroEletrônica e Conserto de Motores em Geral” (fls. 39). Segundo a súmula nº 57 do CARF, referida atividade não está vedada no âmbito do Simples. Senão, vejase: Súmula CARF nº 57: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal. Assim, não vejo como negar o direito da Recorrente em aderir o regime especial do Simples. DISPOSITIVO Pelo exposto,voto por dar provimento ao recurso. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIR, Assinado digitalmente e m 03/10/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALK MIM TEIXEIR Processo nº 10920.004254/200591 Acórdão n.º 1401000.594 S1‐C4T1 Fl. 6 6 (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Fl. 6DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIR, Assinado digitalmente e m 03/10/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALK MIM TEIXEIR
score : 1.0
Numero do processo: 13975.000212/2005-34
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PIS. NÃO CUMULATIVIDADE. COMBUSTÍVEIS. PROVA. INSUMO. Não havendo prova da sua aplicação direta no processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes; ou a essencialidade deste para processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes, não merece provimento o pedido formulado no recurso voluntário. PIS. NÃO CUMULATIVIDADE. JUROS. CONTRATO DE CÂMBIO. É possível descontar créditos calculados em relação a despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, contudo, o Contrato de Câmbio não tem natureza jurídica de empréstimo, nem de financiamento, não sendo possível tal aproveitamento.
Numero da decisão: 3201-000.676
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria, em dar provimento ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PIS. NÃO CUMULATIVIDADE. COMBUSTÍVEIS. PROVA. INSUMO. Não havendo prova da sua aplicação direta no processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes; ou a essencialidade deste para processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes, não merece provimento o pedido formulado no recurso voluntário. PIS. NÃO CUMULATIVIDADE. JUROS. CONTRATO DE CÂMBIO. É possível descontar créditos calculados em relação a despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, contudo, o Contrato de Câmbio não tem natureza jurídica de empréstimo, nem de financiamento, não sendo possível tal aproveitamento.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 13975.000212/2005-34
conteudo_id_s : 5233819
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 29 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3201-000.676
nome_arquivo_s : Decisao_13975000212200534.pdf
nome_relator_s : MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 13975000212200534_5233819.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria, em dar provimento ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes.
dt_sessao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
id : 4594081
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:01:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574668009472
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1820; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 679 1 678 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13975.000212/200534 Recurso nº 000000 Voluntário Acórdão nº 3201000.676 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 04 de maio de 2011 Matéria PIS Ressarcimento Recorrente ROHDEN ARTEFATOS DE MADEIRA LTDA Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PIS. NÃO CUMULATIVIDADE. COMBUSTÍVEIS. PROVA. INSUMO. Não havendo prova da sua aplicação direta no processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes; ou a essencialidade deste para processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes, não merece provimento o pedido formulado no recurso voluntário. PIS. NÃO CUMULATIVIDADE. JUROS. CONTRATO DE CÂMBIO. É possível descontar créditos calculados em relação a despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, contudo, o Contrato de Câmbio não tem natureza jurídica de empréstimo, nem de financiamento, não sendo possível tal aproveitamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria, em dar provimento ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes. JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARMANDO Presidente MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA Relator Fl. 0DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 680 2 Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Mércia Helena Trajano D'Amorim, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausente justificadamente o Conselheiro Daniel Mariz Gudino. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional. Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de créditos da Contribuição para o Programa de Integração Social PIS de que trata o art. 5° da Lei 10.637/2002, relativo ao quarto trimestre de 2004. A DRF/BLUMENAU exarou o Despacho Decisório de fls. 538 a 564 deferindo parcialmente o pedido da interessada para reconhecer o direito creditório no valor de R$89.777,56, referente ao saldo remanescente da apuração nãocumulativa da contribuição para o PIS a título de mercado externo. No relatório e na fundamentação que embasaram a decisão proferida consta consignado, em resumo, que: a) A análise do direito creditório pleiteado no processo foi suscitada em sede do Mandado • de Segurança n° 2006.72.05.0047318/SC; b) A análise teve como base as informações prestada nos documentos apresentados pela interessada e acostados ao processo, bem como as informações obtidas por meio de consultas aos sistemas informatizados da RFB; c) A partir de uma amostragem das notas fiscais de exportação, procedeuse à verificação da efetividade das exportações nos sistemas internos da RFB, tendo sido possível comprovar, por meio do confronto do Demonstrativo de Despachos de Exportação (fl. 46) com suas respectivas notas fiscais, a exportação das mercadorias informadas nas notas fiscais amostradas; d) Foi selecionada para verificação uma amostragem das notas fiscais de aquisições. Da verificação foram constatadas divergências entre os valores informados no DACON e os Fl. 1DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 681 3 valores informados pela interessada na documentação apresentada; e) A requerente incluiu na formação da base de cálculo dos créditos de PIS, aquisições de filtros de combustíveis, fluido de freio, discos para tacógrafos, entre outros (fl. 427 e 445). O art. 3°, II da lei 10.637/2002 estabelece que combustíveis e lubrificantes, quando enquadrados no conceito de insumo, dão direito a crédito de PIS. Não há previsão para a extensão deste critério para os itens citados, motivo pelo qual foram glosados os valores; f) As notas fiscais do fornecedor Vidroforte Indústria e Comércio de Vidros Ltda, CNPJ 92.639.954/000167 foram emitidas com o CFOP 6.501 (remessa com fim específico de exportação) e escrituradas pela requerente com o CFOP 2.101 (compras para industrialização); g) A venda com fim específico de exportação só se' efetiva quando a mercadoria vai diretamente do estabelecimento do produtorvendedor para embarque ao exterior ou para depósito em entreposto, o que não se aplica ao caso em tela. Ocorreu a incorporação desse insumo (vidro) ao produto final; h) A aquisição desse insumo se deu sem a devida tributação quando da saída do estabelecimento fornecedor. A concessão de créditos sobre tais aquisições implicaria na inobservância ao princípio da nãocumulatividade; i) De acordo com os arts. 5°, III e 3°, § 2° da Lei 10.637/2002, as aquisições de • mercadorias com fim específico de exportação não geram direito a créditos de PIS. Foram glosadas as aquisições do referido fornecedor, conforme notas fiscais anexas às fls. 313, 394, 401, 432 e 515 a 524; j) O contribuinte não excluiu da base de cálculo dos créditos, a totalidade das devoluções de bens que seriam utilizados como insumos. A diferença apurada no valor de R$201,12 foi deduzida da base de cálculo; k) A grande maioria dos CTRC (Conhecimentos de Transporte Rodoviário de Cargas) de CFOP 1.352 padecem dos requisitos formais exigidos pelo regulamento do ICMS a que se sujeita a requerente. Dentre as irregularidades destacamse as relativas à emissão do CTRC posteriormente à prestação do serviço de transporte; 1) Constatouse que o problema ocorreu exclusivamente com os transportes locais ou de cidades limítrofes à sede da requerente e as deficiências inviabilizam a aferição da idoneidade dos documentos emitidos; m) Na memória de cálculo para os créditos referentes a serviços utilizados como insumos, a requerente incluiu, dentre outros, os CFOP 1.949 e 2.949 (outra entrada de mercadoria ou prestação Fl. 2DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 682 4 de serviço não especificada). Por se referirem a outras entradas não previstas nos demais códigos, a princípio, não correspondem a bens ou serviços utilizados como insumo, razão pela qual se efetuou a glosa dessas quantias; n) Constatouse da conferência das faturas de energia elétrica a inclusão no cômputo do crédito para o PIS, de valor referente à doação ao Hospital Annegret Neitzke e ao pagamento de multa, juros de mora e correção monetária decorrentes de pagamento extemporâneo. A previsão legal de desconto de créditos calculados em relação à energia elétrica não contempla tais valores, motivo pelo qual foram glosados; o) Intimada a comprovar os valores informados na linha seis (Despesas de Aluguéis de Máquinas e Equipamentos Locados de Pessoas Jurídicas) da ficha quatro do DACON, a requerente apresentou cópia de contrato de locação de um caminhão e duas carrocerias reboques, de propriedade da controladora Rohden Artefatos de Madeiras Ltda e o Razão contábil que registra tal operação. Em relação aos comprovantes do efetivo pagamento, informou que a operação estava coberta por contrato de mútuo. A inclusão desta despesa evidencia um equívoco por parte da requerente, pois a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) utiliza capítulos distintos para classificar máquinas e veículos. Assim, foram glosados tais valores; p) Intimada a demonstrar a memória de cálculo dos valores informados na linha sete da ficha quatro do DACON, a interessada apresentou as contas contábeis "Fretes de exportação" — 4.236 e "Serviços de Armazenagem" — 4.271. Em relação às despesas com transporte, repetiuse a deficiência na formalização dos CTRC de CFOP 1.352 — nos mesmos termos dos fretes relativos à aquisição de insumos transcrito no item "Despesas com transporte rodoviário de cargas" do Despacho decisório. Foram aceitos os CTRC do fornecedor Transportes Victorazzi LTDA, por preencherem os requisitos legais vigentes; q) Em relação às despesas de armazenagem, a requerente incluiu na base de cálculo dos créditos as despesa com armazenagem na importação. Tais despesas, contudo, estão limitadas àquelas relacionadas com as operações de vendas, razão pela qual foi excluído no mês de novembro o montante de R$ 7.773,37; r) A conferência por amostragem das notas fiscais e dos documentos apresentados pela interessada foi o ponto de partida para a elaboração da planilha do Anexo I do despacho. O crédito de mercado interno do trimestre, bem como o remanescente do trimestre anterior foi integralmente utilizado para descontar os débitos do período, razão pela qual o saldo inicial do período subseqüente será igual a zero. Foi apurado crédito disponível para compensação ou ressarcimento no valor de R$ 89.777,56 a título de mercado externo. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 683 5 Cientificada da decisão em 12/11/2007 (fl. 574), a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 04/12/2007 (fls. 575 a 583), alegando, em síntese que a) As notas fiscais que comprovam as aquisições do fornecedor Vidroforte Indústria e Comércio de Vidros Ltda foram emitidas com CFOP 6.501, destinado a vendas com fim específico de exportação. Contudo, foram utilizadas pela requerente como matéria prima em seu processo de industrialização; b) O CFOP foi utilizado de forma equivocada pelo fornecedor, sem qualquer responsabilidade da recorrente; c) Notese que a empresa Vidroforte destacou o ICMS nas operações, contudo, a venda com fim específico de exportação não tem destaque de ICMS. Assim, a recorrente pagou o ICMS, o PIS e a COFINS à empresa fornecedora, os dois últimos embutidos no preço dos produtos; d) Caso o fornecedor não tenha recolhido o PIS e a COFINS, a empresa recorrente não pode ser prejudicada, vez que referido recolhimento é de responsabilidade de terceiro, cabendo ao fisco a cobrança da empresa responsável pelo pagamento; e) Caso a intenção fosse a venda com a suspensão do PIS e da C0FlNS, na época das aquisições mesmo havendo autorização da suspensão do PIS e da COFINS pela Lei 10.865/04, a recorrente passou a estar autorizada a efetuar a compra com a referida suspensão somente após a publicação do Ato Declaratório Executivo n° 1, de 06/01/2006. A partir dessa data, a Vidroforte passou a vender para a recorrente com suspensão das contribuições, passando a conceder desconto relativo à suspensão; O Não existem os supostos "vícios formais" a ensejar a glosa referente aos fretes das aquisições de insumos mas, quando muito, meras irregularidades. O transporte utilizado para levar a madeira bruta das florestas até o estabelecimento da recorrente é efetuado por pessoas humildes que, ao invés de emitirem uma nota fiscal (conhecimento de frete) para cada operação de transporte, emitiam uma nota fiscal conjunta com a totalidade dos serviços prestados em determinado período; g) Referida falha não prejudicou o fisco pois não houve omissão dos valores referentes aos fretes. O fato de ter havido irregularidades não impediu que a empresa transportadora recolhesse PIS e COFINS sobre esses valores; h) Caso se entenda que não tem como auferir os valores a serem ressarcidos, que se determine o retorno dos autos à DRF em Blumenau para análise do crédito; i) Os valores incluídos nos CFOP 1.949 e 2.949 não apresentam qualquer incorreção, vez que se tratam de importâncias relativas a serviços de pessoa jurídica utilizados na extração de madeira e Fl. 4DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 684 6 manutenção de máquinas, cujo direito ao crédito está previsto no art. 30, II, da Lei 10.637/02; j) De fato, no mesmo CFOP existem entradas com direito ao crédito e outras sem. Contudo, a autoridade administrativa deveria ter intimado a recorrente para prestar as informações necessárias. Anexa aos autos as notas fiscais que comprovam o direito pleiteado; k) Relativamente às despesas com transporte na venda da produção do estabelecimento não há que se falar em "vícios formais" a ensejar a glosa. O que pode ter ocorrido, quando muito, foram meras irregularidades, conforme já explanado, que em nada prejudicou o fisco federal, porquanto não houve omissão dos valores referentes aos fretes; 1) Caso se entenda que não tem como auferir os valores a serem ressarcidos, que se determine o retorno dos autos à DRF em Blumenau para análise do crédito; m) Requer o recebimento e a apreciação da manifestação de inconformidade e a reforma da decisão proferida. O processo foi encaminhado a esta DRJ/RJ02 tendo em vista o disposto na Portaria RFB n° 535, de 28/03/2008. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 VENDAS COM FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO. COMPROVAÇÃO. A aquisição de bens utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda gera direito a crédito a ser descontado da contribuição para o PIS/Pasep nãocumulativo, quando não comprovado que a aquisição tenha sido efetuada com o fim específico de exportação. PIS NÃOCUMULATIVO. GLOSA DE CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO. Não é cabível a glosa de crédito a ser descontado da contribuição para o PIS/Pasep nãocumulativo calculado em relação a serviços utilizados como insumo, quando devidamente escriturados e amparados por documentos hábeis que lhe dêem suporte. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. NÃO CUMULATIVIDADE. INSUMOS. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 685 7 Os serviços caracterizados como insumos são aqueles diretamente aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. Despesas e custos indiretos embora necessários à realização das atividades da empresa, não podem ser considerados insumos para fins de apuração dos créditos no regime da não cumulatividade. DECISÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Consideramse definitivos os ajustes efetuados na base de cálculo dos créditos a descontar relativamente aos itens que não foram expressamente contestados. Solicitação Deferida em Parte O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados a este Conselho e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental, tendo requisitado a sua inclusão em pauta para julgamento. É o Relatório. Voto Entendo que o recurso voluntário é tempestivo e atende aos requisitos legais, portanto, dele tomo conhecimento. A contribuição ao PIS e a COFINS não incidem unicamente sobre produtos industrializados, nem só sobre a venda de mercadorias, também não incide sobre todos os ingressos de recursos no patrimônio da empresa, estas contribuições incidem sobre somente sobre os ingressos que devam ser qualificados como integrantes da receita bruta, ou melhor, da receita bruta oriunda da venda de mercadorias, de serviços e da combinação destes. Assim, é da lógica do sistema tributário nacional que a não cumulatividade destas contribuições esteja intimamente ligada aos custos e despesas incorridos pelo contribuinte para o desenvolvimento regular de sua empresa, ou seja, se relacione diretamente com as necessidades existentes para a geração desta mesma receita bruta. Ademais, é importante frisar que a não cumulatividade pensada para a contribuição ao PIS e a COFINS não está fundada no Princípio da Neutralidade Tributária, que estabelece que a tributação deve ser otimizada de forma a interferir o mínimo possível na economia, permitindo assim a livre concorrência, e que é fundamentalmente o Princípio Constitucional que justifica a adoção da não cumulatividade no IPI e no ICMS. Este afastamento do Princípio da Neutralidade, que está presente também no presente caso, mas de forma subsidiária, se nota com clareza quando se verifica a possibilidade de creditamento mesmo quando as operações anteriores não estavam sujeitas à não Fl. 6DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 686 8 cumulatividade e, portanto, geraram um recolhimento aos cofres públicos em alíquotas inferiores às praticadas por aquele que aproveita o crédito. Esta realidade da não cumulatividade da contribuição ao PIS e da COFINS gera uma consequência imediata de perda de arrecadação setorial, criando uma distorção na livre concorrência e permitindo que certos setores tenham uma vantagem competitiva (com a redução de seus custos fiscais). Estes são os motivos pelos quais os conceitos de insumos do IPI e do ICMS são insuficientes para uma aplicação direta e imediata no caso em exame, já que a incidência destas contribuições não se limita à receitas de vendas de mercadorias ou produtos industrializados e aqueles conceito buscam atender ao princípio da neutralidade da tributação. Logo, devese aplicar a analogia para buscar a melhor forma de integrar este novo conceito abstrato e hipotético. A analogia surge, na esfera tributária, como regra de integração, prevista no artigo 108 do CTN: Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada: I a analogia; II os princípios gerais de direito tributário; III os princípios gerais de direito público; IV a eqüidade É a regra preferencial e, portanto, aplicase ao fato jurídico, por meio da analogia, uma norma legal que regula uma situação semelhante, sempre que não exista uma norma imediata e expressamente aplicável ao fato em questão. Alguns buscam a aproximação do conceito de crédito para o PIS/COFINS com os conceitos de custo e despesa dedutível para o Imposto de Renda e a contribuição social sobre o lucro. O argumento é sedutor, pois o lucro é parcela da receita bruta, portanto, a proximidade dos conceitos parece tornar esta analogia mais consistente. Contudo, não estou convencido disto, seja porque o Imposto de Renda onera a todas as pessoas jurídicas sem considerar suas especificidades e/ou as diferenças setoriais, seja porque não há como, para interpretar novas normas jurídicas, se buscar igualar tributos que têm naturezas claramente distintas, e por fim, seja porque tanto o "custo", quanto a "despesa dedutível" são elementos essenciais para a definição e distinção de renda e lucro, mas não o são para faturamento ou receita bruta. Não estou afastando esta possibilidade de aplicação analógica dos conceitos neste caso, por entender que estes são demasiadamente elastecidos ou por qualquer justificativa econômica, mas simplesmente por entender que a analogia é descabida neste caso. Aponto ainda, para melhor esclarecer meus pares sobre minha posição pessoal sobre a matéria, que entendo que o conteúdo dos parágrafos 7º e 8º do artigo 3º das Lei nº 10.637/02 e 10.833/03 (cujos textos são idênticos), não me conduz à conclusão de que houve uma opção legislativa para ampliar a base de cálculo dos créditos àqueles "custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas". É o seguinte o texto legal: Fl. 7DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 687 9 Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: § 7º Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência não cumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 8º Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7º e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. (grifos acrescidos por este relator) Isto porque entendo que há presunção legal de que o parágrafo não deve ampliar o conceito descrito no caput, mas somente complementálo ou definir exceções, na forma do disposto na alínea "c" do inciso III do artigo 11 da Lei Complementar nº 95/98. Admitir que os mencionados parágrafos 7º e 8º ampliam, e verdadeiramente generalizam, a base de cálculo para os créditos, quando o artigo no qual estes comandos estão inseridos cuida exclusivamente da especificação dos dispêndios sobre os quais deverão ser calculados tais créditos, seria admitir uma contradição dentro do próprio dispositivo normativo, o que não me parece aceitável. Portanto, opto por me filiar à corrente daqueles que entendem que o conceito autorizativo do crédito do PIS e da COFINS está na "inerência do dispêndio pago". Acresço, logo, o adjetivo "pago" ao clássico conceito do Prof. Marco Aurélio Grego, pois entendo que assim como a receita tributável deve ser somente aquela efetivamente recebida pelo contribuinte, o crédito, para efeito de cálculo do tributo devido, também somente deve surgir após o devido pagamento do dispêndio. No que se refere à inerência do dispêndio, entendo que devamos seguir a orientação da Suprema Corte, que em repetidos julgados, tem decidido que: a Constituição de 1988 não assegurou direito à adoção do modelo de crédito financeiro para fazer valer a não cumulatividade do ICMS, em toda e qualquer hipótese. (...) Assim, a adoção de modelo semelhante ao do crédito financeiro depende de expressa previsão Constitucional ou legal, existente Fl. 8DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 688 10 para algumas hipóteses e com limitações na legislação brasileira.” (RE 447.470AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 1492010, Segunda Turma, DJE de 8102010.) Vide: RE 313.019AgR, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 1782010, Segunda Turma, DJE de 1792010; RE 598.460 AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 2362009, Segunda Turma, DJE de 782009; AI 445.278AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 1842006, Primeira Turma, DJ de 306 2006. Ou melhor, a inerência do dispêndio está limitada ao crédito físico, logo, somente dará direito a crédito o dispêndio pago que se refira a bem ou serviço que integre a venda de mercadorias, a prestação de serviços ou a combinação destes, sendo também possível, desde expressamente autorizado por lei, o crédito financeiro. Dentre aquelas hipóteses previstas nas Lei nº 10.637/02 e 10.833/03, nos seus artigos terceiro, entendo que os incisos I e II cuidam de créditos físicos, contudo, os demais incisos tratam de créditos claramente financeiros. São eles: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004)(Vide Medida Provisória nº 413, de 2008) (Vide Lei nº 11.727, de 2008). b) no § 1o do art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela lei nº 11.787, de 2008) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) III energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) IV aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Fl. 9DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 689 11 Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) VII edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa; VIII bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei; IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. X valetransporte, valerefeição ou valealimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.898, de 2009) Por fim, para encerrar a contextualização dos conceitos sobre os créditos de PIS e COFINS, aponto que entendo que a inerência do dispêndio permite, que para o enquadramento de determinado bem ou serviço, no disposto nos incisos I e II do artigo 3º das leis que regem a matéria, seja considerada a essencialidade destes. Os críticos contestam esta possibilidade de aceitação da prova da essencialidade para a caracterização do insumo por entenderem que tal conceito de essencialidade é subjetivo e, portanto, sujeito a variações que afetam a segurança jurídica do sistema tributário. Aprecio este risco, entretanto, creio que a aplicação da regra do artigo 333, I do CPC ao Procedimento Administrativo Tributário, que exige que o fato constitutivo do direito deva ser provado pela parte interessada, mitiga tal risco. Acrescentese a isto que negar validade mínima a um princípio, mesmo um princípio subsidiário, como é o caso do Princípio da Neutralidade na não cumulatividade da contribuição ao PIS e da COFINS é negar o direito. Logo, a eventual insegurança gerada pela subjetividade momentânea do conceito de essencialidade não me parece justificar sua negação. Destarte, são dois os elementos de prova suficientes, no entende deste relator, para o enquadramento do bem ou serviço como insumo, (i) sua aplicação direta no processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes; ou (ii) a essencialidade deste para processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes. Ainda neste mérito, consigno que entendo ser válida a limitação infraconstitucional ao direito de crédito na sistemática da não cumulatividade da contribuição ao PIS e da COFINS, porque não há na Carta Magna uma garantia plena à não cumulatividade Fl. 10DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 690 12 ou sequer um determinado e fixo modelo conceitual hipotético de não cumulatividade, portanto o legislador infraconstitucional tem autonomia para moldar este modelo, além disso o § 12 do artigo 195 da Constituição Federal permite à lei a exclusão de setores inteiros da sistemática da não cumulatividade, o que demonstra que a Carta Magna optou por não erigir a não cumulatividade ao patamar de direito universalmente garantido. Postas estas breves considerações iniciais, passo ao exame dos fatos específicos do recurso voluntário em análise. O recurso voluntário cuida somente de dois pontos da decisão recorrida, a saber: (1) combustíveis utilizados no transporte da madeira das plantações mantidas pela recorrente para seus estabelecimentos e (2) as despesas financeiras decorrentes de Contratos de Câmbio de Compra. Não há previsão legal para o aproveitamento de crédito dos combustíveis no transporte feito da madeira para o estabelecimento da recorrente, nem houve prova nos autos da sua aplicação direta no processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes; nem da essencialidade deste para processo produtivo, de venda, de serviço ou qualquer combinação destes, portanto, não há possibilidade de dar provimento ao recurso voluntário neste ponto. No que se refere à despesa financeira, verificase que se trata de juros pagos ACC/ACE, ou seja, juros relativos a Contrato de Câmbio, que um contrato firmado entre uma instituição financeira autorizada a operar no mercado de câmbio e a recorrente, constituindo uma operação de compra e venda de moeda estrangeira. Originalmente, a Lei n° 10.637, de 2002 (oriunda da Medida Provisória n° 66, de 29 de agosto de 2002), em seu art. 3°, inciso V, assim dispunha: Art. 3° Do valor apurado na forma do art. 2° a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: V despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples); E, em 30 de maio de 2003, a Lei n° 10.684, alterou o texto normativo acima transcrito: V — despesas financeiras decorrentes de empréstimos, financiamentos e contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoas jurídicas, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES Fl. 11DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 13975.000212/200534 Acórdão n.º 3201000.676 S3C2T1 Fl. 691 13 Tendo, a Lei n° 10.865, de 30 de abril de 2004, novamente alterado o inciso V do artigo 3° da Lei 10.637/2002, que somente passou a vigorar, a partir de 1° de agosto de 2004, verbis: V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples). Assim, também não como prover o recurso neste particular, logo, VOTO por conhecer do recurso para negarlhe provimento. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA relator Fl. 12DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN
score : 1.0
Numero do processo: 35954.003433/2006-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2401-000.217
Decisão: RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 35954.003433/2006-26
conteudo_id_s : 6406340
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 21 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-000.217
nome_arquivo_s : 2401000217_35954003433200626_201204.pdf
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 35954003433200626_6406340.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4599496
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:02:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574716243968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1188; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35954.003433/200626 Recurso nº 000.000 Resolução nº 2401000.217 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 18 de abril de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente COMAVES INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 999DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 35954.003433/200626 Resolução n.º 2401000.217 S2C4T1 Fl. 2 2 RELATÓRIO Trata o presente auto de infração, lavrado sob o n. 35.674.7727, em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, § 5º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o autuado não informou à previdência social por meio da GFIP todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias. No caso, a empresa deixou de informar em GFIP 2. Tal fato foi constatado pela ausência de informações relativas: as remunerações pagas em folhas de pagamento dos segurados empregados constantes dos anexos II e III; as remunerações pagas a dirigentes (contribuintes individuais)em folhas de pagamento constantes dos anexo IV e V; os valores da comercialização da produção rural realizada nas competências em questão, relativos a aquisição de produtos rurais de pessoas físicas, anexo VI; os pagamentos efetuados a autônomos, inclusive freteiros, (contribuintes individuais), extraídos dos livros contábeis e registros auxiliares, anexo VII e VIII: os valores pagos a cooperativas de trabalho (UNIMED) extraídos dos livros contábeis e registros auxiliares, anexo IX; os valores pagos a segurados em acordos efetuados em Câmaras de Conciliação Prévia, anexo X. Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 20/12/2005, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no mesmo dia. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 402 a 405. O processo foi baixado em diligência para que a autoridade fiscal e manifeste acerca da correção da falta, fl. 420, tendo o contribuinte e manifestado as fls. 490 a 492. Em atenção ao solicitado acima, a senhora Auditora Fiscal responsável pela lavratura do débito diligenciou junto à empresa e apresentou a seguintes informações (fls. 4831484): "Analisadas as novas GFIPs/SEFIPs apresentadas constatamos que a empresa procedeu parcialmente à correção das faltas apuradas, como descrito a seguir: Remunerações pagas em folhas de pagamento a segurados empregados, conforme anexos II e III iniciais: a empresa corrigiu em parte, restando sem correção os trabalhadores demonstrados nos anexos 1 e II ora apresentados. Fl. 1000DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 35954.003433/200626 Resolução n.º 2401000.217 S2C4T1 Fl. 3 3 Remunerações pagas a dirigentes (contribuintes individuais), conforme anexos IV e V iniciais: a empresa corrigiu na totalidade tais faltas. Aquisição de produtos rurais, conforme anexo VI inicial: a empresa corrigiu parcialmente, declarando apenas os valores apurados através do levantamento "RUS", não sendo declarados os valores contidos nos levantamentos "RUM';"RUN" e "RUP". Os valores não corrigidos estão demonstrados no anexo III da presente informação fiscal. Pagamentos efetuados a contribuintes individuais (autônomos diversos, inclusive 'freteiros,, foram parcialmente corrigidos. A empresa informou parcialmente os pagamentos a autônomos diversos informados no anexo VII inicial, porém nada informou quanto aos trabalhadores constantes do anexo VIII (freteiros). Apresentamos no anexo V desta I.F a relação dos valores que não foram declarados nas novas GRPs apresentadas relacionados aos autônomos em geral (anexo VII inicial). Quando aos contribuintes relacionados no anexo VIII (freteiros) não reemitimos a planilha pelo fato de a falta se manter a mesma. O Entretanto tais valores estão indicados na planilha do Anexo IV, referente às demonstração sintética das faltas não sanadas pela empresa. Valores pagos a cooperativas de trabalho (UNIMED): a empresa efetuou todas as informações necessárias e sanou todas as faltas relativas a este assunto. Acordos efetuados em Câmara de Conciliação Prévia: durante a ação fiscal a empresa já os havia informado em GFIP, anda tendo a ser verificado neste momento. Elaboramos o Anexo VI, para demonstração sintética das faltas que não foram sanadas pela empresa, recalculandose os valores ainda pendentes e o valor original da multa aplicada. Alertamos que nesta demonstração excluimos todos os valores relativos aos Acordos em Câmaras de Conciliação Prévia, tendo em vista os mesmos já haviam sido declarados durante a ação fiscal. Informou, ainda, que com relação à alegação da empresa de que, dentre os lançamentos relativos a contribuintes individuais existiam reembolsos a empregados referentes a despesas de viagens, foram solicitados à Notificada tais documentos através de Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, contudo os mesmos não foram apresentados, motivo pelo qual tais valores foram mantidos na autuação. Foi exarada a DecisãoNotificação DN que confirmou a procedência do parcial do lançamento, conforme fls. 495 a 501, tendo sido encaminhado recurso de ofício a este conselho, sem a cientificação do recorrente. Vejamos ementa da referida decisão: GUIA DE RECOLHIMENTO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO E INFORMAÇÕES À PREVIDÊNCIA SOCIAL. GFIP. APRESENTAÇÃO COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES Fl. 1001DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 35954.003433/200626 Resolução n.º 2401000.217 S2C4T1 Fl. 4 4 A TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. INFRAÇÃO. RELEVAÇÃO PARCIAL. i Constitui infração ao artigo 32, inciso IV, parágrafo 5°, da Lei n°8.212/91, com a redação dada pela Lei n.° 9.528, de 10112/97, apresentar GFIP com dados não correspondentes ao total de fatos geradores de contribuições previdenciárias. A multa aplicada em Auto de Infração deve ser relevada quando verificado o preenchimento dos requisitos previstos parágrafo 1° do artigo 291 do Regulamento da • Previdência Social RPS aprovado pelo Decreto 3.048/1999. AUTUAÇÃO PROCEDENTE COM RELEVAÇÃO PARCIAL DA MULTA Foi realizado julgamento do recurso de ofício, tendo ido proferido Acordão 240201.123 de 20 de setembro de 2010, fl. 503 a 504. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 514 a 523. Em síntese, a recorrente em seu recurso alega: 1. Nulidade da decisão de 1 instância – cerceamento de defesa. 2. Falta de clareza na definição da suposta infração; 3. Ausência de notificação; 4. Ausência de nova abertura de prazo – impugnação – retificação. 5. Todas as informações foram retificadas. 6. A multa possui efeito confiscatório. 7. Inocorrência de qualquer prejuízo ao INSS. 8. Ante ao exposto requer: a) Sejam as preliminares apreciadas, para julgar totalmente nulo o ato administrativo que deu origem ao auto de infração em referência; ou, b) Não sendo este o entendimento de Vossa Senhoria, seja pelo mérito, julgado totalmente improcedente e insubsistente o auto de infração em epígrafe; c) Protesta ainda, por todo o gênero de prova admitido em direito. A DRFB encaminhou o recurso a este conselho para julgamento. É o relatório. Fl. 1002DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 35954.003433/200626 Resolução n.º 2401000.217 S2C4T1 Fl. 5 5 VOTO Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 151. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Apesar de terem sido apresentados e rebatidos diversos argumentos em sede de recurso, entendo haver uma questão prejudicial ao presente julgamento. A decisão da procedência ou não do presente autodeinfração está ligado à sorte das Notificações Fiscais lavradas sob fatos geradores de mesmo fundamento, quais sejam: DEBCAD Nº 356747654 , NFLD 356747646, NFLD 356747662, NFLD 356747670, NFLD 356747689, NFLD 356747697 NFLD 356747700, sendo que não se identificou decisão final a respeito das mesmas nos sistemas do CARF, que digase não procede busca pelo número do DEBCAD, mas pelo n. do processo, bem como não é possível identificar a correlação de cada NFLD com o AI em tela . Assim, para evitar decisões discordantes fazse imprescindível a análise tendo por base o resultado das referidas AUTUAÇÕES. Dessa forma, para que se possa proceder ao julgamento, devem ser prestadas informações acerca das NFLD conexo(s). Caso as referidas NFLD já tenham sido quitadas, parceladas ou julgadas deve ser colacionada tal informação aos presentes autos. No caso, requer seja realizado detalhamento acerca do resultado, do período do crédito e da matéria objeto de cada NFLD, para que se possa identificar corretamente a correlação de cada AI com seu resultado e proceder ao julgamento do auto em questão. CONCLUSÃO: Voto pela CONVERSÃO do julgamento EM DILIGÊNCIA, devendo ser prestadas as informações nos termos acima descritos. Do resultado da diligência, antes de os autos retornarem a este Colegiado deve ser conferida vista ao recorrente, abrindose prazo normativo para manifestação. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 1003DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10283.721020/2008-16
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2000 a 30/06/2003 COFINS. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. Editada a súmula vinculante nº 8 pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, consoante a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo aplicável à Fazenda para providenciar a constituição do crédito tributário passa a ser 05 (cinco) cinco anos, nos moldes do Código Tributário Nacional. Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 3403-001.518
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2000 a 30/06/2003 COFINS. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. Editada a súmula vinculante nº 8 pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, consoante a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo aplicável à Fazenda para providenciar a constituição do crédito tributário passa a ser 05 (cinco) cinco anos, nos moldes do Código Tributário Nacional. Recurso de ofício negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10283.721020/2008-16
conteudo_id_s : 5230148
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-001.518
nome_arquivo_s : Decisao_10283721020200816.pdf
nome_relator_s : ROBSON JOSE BAYERL
nome_arquivo_pdf_s : 10283721020200816_5230148.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
id : 4579155
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:01:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041574718341120
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1623; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 1 1 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.721020/200816 Recurso nº 517.088 De Ofício Acórdão nº 340301.518 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 22 de março de 2012 Matéria COFINS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado MERCANTIL NOVA ERA LTDA. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2000 a 30/06/2003 COFINS. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. Editada a súmula vinculante nº 8 pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, consoante a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo aplicável à Fazenda para providenciar a constituição do crédito tributário passa a ser 05 (cinco) cinco anos, nos moldes do Código Tributário Nacional. Recurso de ofício negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Antonio Carlos Atulim – Presidente Robson José Bayerl – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Liduína Maria Alves Macambira, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Marcos Tranchesi Ortiz e Raquel Brandão Motta Minatel. Fl. 504DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 28/03/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Relatório Cuidase, na espécie, de auto de infração de Cofins lavrado para exigir diferenças havidas no período julho/2000 a junho/2003, cuja ciência ocorreu em 21/10/2008. Em impugnação o contribuinte alegou a decadência do direito à constituição do crédito tributário; a existência de depósitos judiciais efetuadas no bojo do MS 2000.61.00.0024972, com trâmite no TRF 3ª Região; e, a inconstitucionalidade da majoração de alíquota da Cofins e a indevida inclusão de ICMS e receitas financeiras em sua base de apuração, tal como implementada pela Lei nº 9.718/98. A DRJ Belém/PA, acatando a preliminar de decadência, julgou o lançamento improcedente por aplicação da súmula vinculante nº 8 e, desta decisão, recorreu de ofício, em consonância com o art. 34 do Decreto nº 70.235/72. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator O valor exonerado supera o limite de alçada definido pela Portaria MF 03/2008 e o reexame se enquadra nas hipóteses legais para seu cabimento. Sem maiores delongas, é de sabença hodierna que o Supremo Tribunal Federal, ao examinar o prazo decenal estatuído pela Lei nº 8.212/91, pacificou sua posição jurisprudencial editando a súmula vinculante nº 8, cujo verbete reza: “são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do decretolei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Assim, como já pontuado pela decisão de piso, considerando que tal ato produz efeitos imediatos sobre os processos administrativos não definitivamente julgados e, ainda, o disposto no art. 103A, caput, da CF/88, que impõe a vinculação, desde a publicação da súmula, dos órgãos da administração pública federal, imediatamente prevalece, para o caso vertente, o prazo estabelecido no art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional, haja vista a existência de recolhimentos, ainda que parciais, como se verifica dos demonstrativos de fls. 19/21/ e 23. Portanto, transcorrido período superior ao lustro previsto no aludido dispositivo, desde a data da ocorrência do último fato gerador exigido até a ciência da autuação, indisputável reconhecer que o lançamento, como um todo, foi alcançado pela decadência. Em síntese, a decisão de primeira instância administrativa não padece de vício algum que possa invalidála, devendo ser mantida pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. Neste sentido, voto por negar provimento ao recurso de ofício. Fl. 505DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 28/03/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10283.721020/200816 Acórdão n.º 340301.518 S3C4T3 Fl. 2 3 Robson José Bayerl Fl. 506DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 28/03/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
