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O resgate de contribuições vertidas a plano de aposentadoria privada complementar, independentemente do tipo de plano contratado, por beneficiário portador de moléstia grave especificada na lei está isento do imposto sobre a renda, sob o entendimento de que o resgate se equipara ao benefício pago pela previdência complementar e, assim, não descaracteriza a natureza jurídica previdenciária da verba.

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.

Assinado Digitalmente
CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL – Relator

Assinado Digitalmente
RICARDO CHIAVEGATTO DE LIMA – Presidente
Participaram do presente julgamento os conselheiros André Barros de Moura, Carlos Eduardo Avila Cabral, Cleber Ferreira Nunes Leite (substituto[a] integral), Ricardo Chiavegatto de Lima(Presidente) Ausente(s) o conselheiro(a) Marcelo de Sousa Sáteles, substituído(a)pelo(a) conselheiro(a) Cleber Ferreira Nunes Leite, o conselheiro(a) Joao Mauricio Vital.

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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  10768.720236/2023-42  

ACÓRDÃO 2002-009.299 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA    

SESSÃO DE 21 de março de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE EMILIO ANTONIO SOUZA AGUIAR NINA RIBEIRO 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF 

Ano-calendário: 2019 

OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES À PREVIDÊNCIA 

PRIVADA. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. 

O resgate de contribuições vertidas a plano de aposentadoria privada 

complementar, independentemente do tipo de plano contratado, por 

beneficiário portador de moléstia grave especificada na lei está isento do 

imposto sobre a renda, sob o entendimento de que o resgate se equipara 

ao benefício pago pela previdência complementar e, assim, não 

descaracteriza a natureza jurídica previdenciária da verba. 

 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento 

ao Recurso Voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL – Relator 

 

Assinado Digitalmente 

RICARDO CHIAVEGATTO DE LIMA – Presidente 

Fl. 101DF  CARF  MF

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 2 

Participaram do presente julgamento os conselheiros André Barros de Moura, 

Carlos Eduardo Avila Cabral, Cleber Ferreira Nunes Leite (substituto[a] integral), Ricardo 

Chiavegatto de Lima(Presidente) Ausente(s) o conselheiro(a) Marcelo de Sousa Sáteles, 

substituído(a)pelo(a) conselheiro(a) Cleber Ferreira Nunes Leite, o conselheiro(a) Joao Mauricio 

Vital. 

 

 
 

RELATÓRIO 

Trata-se na origem de notificação de lançamento de IRPF decorrente das apurações 

assim descriminadas pela fiscalização: 

Omissão de Rendimentos Recebidos a Título de Benefícios ou Resgates de 

Planos de Seguro de Vida (VGBL) – R$ 558.751,01  

Os valores foram lançados de acordo com informações fornecidas à Receita 

Federal pela Fonte Pagadora, por meio de Dirf (Declaração de Imposto de Renda 

Retido na Fonte). A isenção por moléstia grave não se aplica a plano de seguro de 

vida com cláusula de cobertura por sobrevivência (VGBL), mas somente à 

complementação de aposentadoria recebida de entidade de previdência privada, 

FAPI ou PGBL. 

Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoas Físicas – Aluguéis – R$ 

81.573,80 

Dedução Indevida de Despesas Médicas – R$ 29.460,20 

DIAGNOSTICO DA AMERICA SA LAMINA MEDICINA DIAGNOSTICA (R$6.568,30, 

R$1.884,45 e R$5.027,85): não foram acatados os recibos apresentados, porque a 

correta comprovação da prestação de serviços médicos por parte de Clínicas e 

Hospitais se dá por meio de Notas Fiscais, nos termos da legislação vigente. 

Ademais, foram apresentadas Notas Fiscais e recibos que se referem aos mesmos 

serviços prestados, referentemente aos valores R$187,00, R$1.672,80 e 

R$2.573,80, ou seja, trata-se de valores apresentados em duplicidade na forma de 

recibos e Notas Fiscais, mas relacionados à mesma prestação de serviço. Em 

consulta à DEMED da empresa nos sistemas da Receita Federal, foram 

comprovados os valores de R$4.858,30 e R$7.362,10 a título de serviços 

prestados ao titular e à dependente, resultante no montante comprovado de 

R$12.220,40. 

CARLOS EDUARDO ROTHIER (R$28.200,00): não foram apresentados documentos 

comprobatórios do pagamento da referida despesa médica. Em consulta aos 

sistemas da Receita Federal, não consta informação na Declaração IRPF do 

profissional médico sobre a citada prestação de serviço. 

Fl. 102DF  CARF  MF

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 3 

A DRJ ao analisar a impugnação apresentada pelo sujeito passivo proferiu a 

seguinte decisão: 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF  

Ano-calendário: 2019  

RENDIMENTOS DE VGBL. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. INCIDÊNCIA. 

Sujeitam-se ao imposto sobre a renda, na fonte e na declaração de ajuste anual, 

os rendimentos decorrentes de Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL), mesmo 

na hipótese de o beneficiário ser portador de moléstia grave. 

DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS  

É vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais contrárias à 

orientação estabelecida para a administração direta e autárquica em atos de 

caráter normativo ordinário. 

Impugnação Improcedente  

Crédito Tributário Mantido 

Irresignado, o sujeito passivo apresentou Recurso Voluntário sustentando, em 

síntese, as mesmas razões de fato e de direito que aduzidas na impugnação, qual seja: 

1- isenção de rendimentos decorrente de resgates de previdência complementar 

tipo VGBL para portadores de moléstia grave, acrescentando que o parecer 

mencionado pela decisão recorrida não especifica o tipo de previdência 

complementar; 

2- exclusão de multa de ofício com arrimo na súmula CARF nº 14. 

É o relatório. 
 

VOTO 

Conselheiro CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL, Relator 

Admissibilidade  

O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade 

previstos no Decreto n° 70.235/72. Portanto, dele tomo conhecimento.  

Não há alegação de preliminares. 

O litígio recai sobre a isenção ou não de rendimentos decorrente de resgates de 

previdência complementar tipo VGBL para portadores de moléstia grave. 

A decisão recorrida entendeu que restou comprovado que o contribuinte é 

portador de moléstia grave e que conseguiu comprovar a condição, o que garantiria o direito à 

Fl. 103DF  CARF  MF

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 4 

isenção para proventos de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão, mas que não 

afastaria a incidência de IRPF para o caso de resgate de VGBL. 

Assim, o deslinde da controvérsia é unicamente quanto a extensão da isenção para 

portadores de moléstia grave para rendimentos decorrente de plano de previdência 

complementar do tipo VGBL. 

Tal matéria, percorrendo a jurisprudência deste Conselho Administrativo, bem 

como a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, é tratada tanto no sentido da isenção como 

no caminho oposto. 

No âmbito do CARF, em decisão recente proferida pela CSRF/2ª Turma, foi 

reconhecida a isenção para resgate à previdência privada. Apesar de ementa, abaixo transcrita, 

não fazer referência ao VGBL, toda a fundamentação é construída no sentido de que independe se 

é PGBL ou VGBL. Eis o julgado: 

OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES À PREVIDÊNCIA 

PRIVADA, PGBL E FAPI. APOSENTADO PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. 

ISENÇÃO. POSSIBILIDADE. DISPENSA DE CONTESTAR E DE RECORRER DA PGFN. 

LANÇAMENTO CANCELADO. 

O resgate de contribuições vertidas a plano de aposentadoria privada 

complementar por beneficiário portador de moléstia grave especificada na lei 

está isento do imposto sobre a renda, sob o entendimento de que o resgate se 

equipara ao benefício pago pela previdência complementar e, assim, não 

descaracteriza a natureza jurídica previdenciária da verba. 

O DESPACHO Nº 348/2020/PGFN-ME do Procurador-Geral da Fazenda Nacional 

aprovou a inclusão do tema na lista com dispensa de contestação e recursos da 

PGFN. 

(9202-011.355 – CSRF/2ª TURMA – julgado em 19/06/2024). 

Já o STJ, por meio do REsp nº 1.583.638/SC, relator Ministro Mauro Campbell 

Marques, Segunda Turma, julgado em 3/8/2021, analisado pela decisão do CARF acima transcrita, 

firmou o seguinte entendimento: 

RECURSOS DA FAZENDA NACIONAL E DO CONTRIBUINTE INTERPOSTOS NA 

VIGÊNCIA DO CPC/1973. ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 2. PROCESSUAL CIVIL. 

TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA. ISENÇÃO PARA 

PROVENTOS DE APOSENTADORIA E RESGATES. PREVIDÊNCIA PRIVADA. 

MOLÉSTIA GRAVE. ART. 6º, XIV, DA LEI N. 7.713/88, C/C ART. 39, §6º, DO 

DECRETO N. 3.000/99. IRRELEVÂNCIA DE SE TRATAR DE PLANO DE PREVIDÊNCIA 

PRIVADA MODELO PGBL (PLANO GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE) OU VGBL (VIDA 

GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE). 

1. O recurso especial da FAZENDA NACIONAL não merece conhecimento quanto à 

alegada violação ao art. 535, do CPC/1973, tendo em vista que fundado em 

Fl. 104DF  CARF  MF

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 5 

argumentação genérica que não discrimina a relevância das teses, não as 

correlaciona aos artigos de lei invocados e também não explicita qual a sua 

relevância para o deslinde da causa em julgamento. Incidência da Súmula n. 

284/STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua 

fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". 

2. Conhecidos os recursos da FAZENDA NACIONAL e do CONTRIBUINTE por 

violação à lei e pelo dissídio em torno da interpretação da isenção prevista no art. 

6º, XIV, da Lei n. 7.713/88 e do art. 39, §6º, do Decreto n. 3.000/99. 

3. A extensão da aplicação do art. 6º, XIV, da Lei n. 7.713/88 (isenção para 

proventos de aposentadoria ou reforma recebidos por portadores de moléstia 

grave) também para os recolhimentos ou resgates envolvendo entidades de 

previdência privada ocorreu com o advento do art. 39, §6º, do Decreto n. 

3.000/99, que assim consignou: "§ 6º As isenções de que tratam os incisos XXXI 

e XXXIII também se aplicam à complementação de aposentadoria, reforma ou 

pensão". Precedentes: REsp 1.204.516/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Castro 

Meira, julgado em 04.11.2010; AgRg no REsp 1144661 / SC, Segunda Turma, Rel. 

Min. Cesar Asfor Rocha, julgado em 25.04.2011. 

4. O destino tributário dos benefícios recebidos de entidade de previdência 

privada não pode ser diverso do destino das importâncias correspondentes ao 

resgate das respectivas contribuições. Desse modo, se há isenção para os 

benefícios recebidos por portadores de moléstia grave, que nada mais são que o 

recebimento dos valores aplicados nos planos de previdência privada de forma 

parcelada no tempo, a norma também alberga a isenção para os resgates das 

mesmas importâncias, que nada mais são que o recebimento dos valores 

aplicados de uma só vez. Precedentes: AgInt no REsp. n. 1.481.695 / SC, Primeira 

Turma, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado em 23.08.2018; EDcl nos EDcl nº 

AgInt no AREsp. n. 948.403 / SP, Segunda Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, 

julgado em 07.06.2018;AgInt no REsp. n. 1.554.683 / PR, Primeira Turma, Rel. Min. 

Gurgel de Faria, julgado em 22.05.2018; AgInt no REsp. n. 1.662.097 / RS, Segunda 

Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 28.11.2017. 

5. Para a aplicação da jurisprudência é irrelevante tratar-se de plano de 

previdência privada modelo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou 

VGBL(Vida Gerador de Benefício Livre), isto porque são apenas duas espécies do 

mesmo gênero (planos de caráter previdenciário) que se diferenciam em razão 

do fato de se pagar parte do IR antes (sobre o rendimento do contribuinte) ou 

depois(sobre o resgate do plano). 

6. O fato de se pagar parte ou totalidade do IR antes ou depois e o fato de um 

plano ser tecnicamente chamado de "previdência" (PGBL) e o outro de 

"seguro"(VGBL) são irrelevantes para a aplicação da leitura que este Superior 

Tribunal de Justiça faz da isenção prevista no art. 6º, XIV, da Lei n. 7.713/88 c/c 

art. 39, §6º, do Decreto n. 3.000/99. Isto porque ambos os planos irão gerar 

efeitos previdenciários, quais sejam: uma renda mensal - que poderá ser vitalícia 

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 6 

ou por período determinado - ou um pagamento único correspondentes à 

sobrevida do participante/beneficiário. 

7. Recurso especial da FAZENDA NACIONAL parcialmente conhecido e, nessa 

parte, não provido e recurso especial do CONTRIBUINTE provido. 

Apesar dos precedentes acima mencionados não vincularem a autoridade 

fazendária, entendo que os fundamentos adotados em ambos os casos são os que dão a melhor 

interpretação para as normas aplicáveis. Reconhecendo, portando, o direito à isenção. 

Aduz a DRJ “que o Parecer SEI Nº 110/2018/CRJ/PGACET/PGFN-MF não versa sobre 

rendimentos decorrentes de resgate de plano de seguro de pessoas do tipo de Vida Gerador de 

Benefício Livre (VGBL), não sendo aplicável à situação ora apreciada”. 

Neste ponto, analisando o mencionado parecer, verifica-se que não há menção a 

qualquer tipo de plano de previdência complementar. A conclusão foi de que há a isenção para 

portadores de moléstia grave para os rendimentos decorrente de resgate de previdência 

complementar. 

Com isso, entendo que a decisão deve ser reformada para reconhecer o direito à 

isenção. 

Conclusão. 

Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, dou 

provimento. 

 

Assinado Digitalmente 

CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL 

 
 

 

 

Fl. 106DF  CARF  MF

Original


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	Relatório
	Voto

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