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Numero do processo: 10120.010770/2009-02
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Jun 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2005
NULIDADE DO LANÇAMENTO. ALEGAÇÕES GENÉRICAS E ABSTRATAS. VALIDADE DOS FUNDAMENTOS DO TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. INOCORRÊNCIA.
A alegação de nulidade do lançamento de ofício, sob o argumento de cerceamento de defesa, precisa ser objetivamente comprovada ou, ao menos, demanda a sua clara demonstração nas razões recursais, sendo manifestamente improcedentes afirmações genéricas e abstratas sobre a sua ocorrência.
REVISÃO DE DECLARAÇÃO. CONFRONTO DE DIPJ COM DCTF E PAGAMENTOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE RECOLHIMENTO OU CONSTITUIÇÃO POR MEIO DE DCTF. INTIMAÇÃO REGULAR DO CONTRIBUINTE. PROCEDIMENTO FISCAL VÁLIDO. ARTS. 835 E 841 INCISO II RIR/99. PROCEDÊNCIA.
É válido e regular o lançamento de ofício que teve como origem procedimento de revisão de declaração, pelo qual apurou-se a existência de débitos de tributos devidos, informados em DIPJ, mas não constantes em DCTF e sem pagamentos correspondentes, procedido após intimação válida de contribuinte, que permanece silente.
Numero da decisão: 1402-003.894
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Edeli Pereira Bessa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Caio Cesar Nader Quintella - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Paulo Mateus Ciccone, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Evandro Correa Dias, Mauritania Elvira de Sousa Mendonça (Suplente Convocada), Junia Roberta Gouveia Sampaio e Edeli Pereira Bessa (Presidente).
Nome do relator: CAIO CESAR NADER QUINTELLA
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2005 NULIDADE DO LANÇAMENTO. ALEGAÇÕES GENÉRICAS E ABSTRATAS. VALIDADE DOS FUNDAMENTOS DO TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. INOCORRÊNCIA. A alegação de nulidade do lançamento de ofício, sob o argumento de cerceamento de defesa, precisa ser objetivamente comprovada ou, ao menos, demanda a sua clara demonstração nas razões recursais, sendo manifestamente improcedentes afirmações genéricas e abstratas sobre a sua ocorrência. REVISÃO DE DECLARAÇÃO. CONFRONTO DE DIPJ COM DCTF E PAGAMENTOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE RECOLHIMENTO OU CONSTITUIÇÃO POR MEIO DE DCTF. INTIMAÇÃO REGULAR DO CONTRIBUINTE. PROCEDIMENTO FISCAL VÁLIDO. ARTS. 835 E 841 INCISO II RIR/99. PROCEDÊNCIA. É válido e regular o lançamento de ofício que teve como origem procedimento de revisão de declaração, pelo qual apurou-se a existência de débitos de tributos devidos, informados em DIPJ, mas não constantes em DCTF e sem pagamentos correspondentes, procedido após intimação válida de contribuinte, que permanece silente.
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ALEGAÇÕES GENÉRICAS E ABSTRATAS. VALIDADE DOS FUNDAMENTOS DO TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. INOCORRÊNCIA. A alegação de nulidade do lançamento de ofício, sob o argumento de cerceamento de defesa, precisa ser objetivamente comprovada ou, ao menos, demanda a sua clara demonstração nas razões recursais, sendo manifestamente improcedentes afirmações genéricas e abstratas sobre a sua ocorrência. REVISÃO DE DECLARAÇÃO. CONFRONTO DE DIPJ COM DCTF E PAGAMENTOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE RECOLHIMENTO OU CONSTITUIÇÃO POR MEIO DE DCTF. INTIMAÇÃO REGULAR DO CONTRIBUINTE. PROCEDIMENTO FISCAL VÁLIDO. ARTS. 835 E 841 INCISO II RIR/99. PROCEDÊNCIA. É válido e regular o lançamento de ofício que teve como origem procedimento de revisão de declaração, pelo qual apurouse a existência de débitos de tributos devidos, informados em DIPJ, mas não constantes em DCTF e sem pagamentos correspondentes, procedido após intimação válida de contribuinte, que permanece silente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 01 07 70 /2 00 9- 02 Fl. 94DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 95 2 (assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa Presidente. (assinado digitalmente) Caio Cesar Nader Quintella Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Paulo Mateus Ciccone, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Evandro Correa Dias, Mauritania Elvira de Sousa Mendonça (Suplente Convocada), Junia Roberta Gouveia Sampaio e Edeli Pereira Bessa (Presidente). Fl. 95DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 96 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 83 a 86), interposto contra v. Acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Brasília/DF (fls. 65 a 71) que negou provimento à Impugnação apresentada pelo Contribuinte (fls. 54 a 59), oferecida contra lançamentos de ofício de IRPJ e CSLL (fls. 33 a 50). Em resumo, a contenda tem como objeto lançamentos de ofício de IRPJ e CSLL, referentes aos 3º e 4º Trimestres do anocalendário de 2005, originalmente decorrentes de Revisão de Declaração, fundamentados no confronto entre os valores de tributos devidos, declarados em DIPJ com a DCTF do período (que informou valor inferiores), e a ausência de comprovação de recolhimentos correspondentes aos valores apurados nessa sua primeira Declaração: Frisese que, antes da lavraturas das Autuações, a Contribuinte foi intimada para prestar esclarecimentos sobre tal divergência, a maior, de tributos apurados em DIPJ. Mesmo intimada por via postal, a Contribuinte permaneceu silente (fls. 05 a 9). Diante de tais exações, a ora Recorrente se insurgiu, apresentando Impugnação, alegando cerceamento de direito da ora Recorrente, por falhas na intimação prévia, e nulidade do lançamento, em razão da ausência de elementos materiais na sua constituição. Apenas são acostados documentos referentes a representação processual da Parte. Fl. 96DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 97 4 Por bem resumir o início da contenda, adotase, a seguir, o objetivo relatório empregado pela DRJ a quo: Tratam os autos de lançamentos de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro líquido (CSLL) consubstanciados nos autos de infração às fl. 25/47, referentes aos fatos geradores ocorridos em 30/09/2005 e 31/12/2005, com crédito tributário total de R$ 464.264,32, assim distribuído: IRPJ R$ 321.479,32; CSLL R$ 142.785,00. Consoante descrição dos fatos contida nos autos de infração, os lançamentos decorreram de procedimento de revisão interna de declaração, onde foi verificada a falta de recolhimento e/ou declaração na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) de tributos devidos referentes ao ano calendário 2005, o que foi constatado pelo cotejo entre os valores informados na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) e os montantes informados na DCTF. As apurações do IRPJ e da CSLL não recolhidos/confessados em DCTF constam dos demonstrativos às fl. 25/28 e 37/40, respectivamente. Durante a fiscalização o sujeito passivo foi intimado (fl. 03/04) e reintimado (fl. 06) a esclarecer as diferenças verificadas entre os dados da DIPJ e das DCTF, porém não atendeu as intimações. Cientificado dos lançamentos em 15/10/2009, conforme Aviso de Recebimento (AR) à fl. 49, o sujeito passivo apresentou a impugnação às fl. 52/54 em 16/11/2009, instruída com a procuração e a alteração contratual às fl. 55/57, onde argumentou, em síntese, que: Preliminar houve cerceamento do direito de defesa consagrado no art. 5°, LV da Constituição Federal, vez que: Durante a fiscalização a autoridade fiscal sequer concedeu tempo para que apresentasse a documentação necessária; A notificação enviada por correio não indica o número do processo gerado, o que evidencia a dificuldade de acesso às informações que o contribuinte teve para elaborar sua defesa; Não procede a informação de que o montante alcançado decorreu do cotejo da DCTF com o Dacon (entendase DIPJ). Se assim fosse, a autoridade fiscal não precisaria ter solicitado documentos. A autoridade fiscal utilizase de uma presunção, que coloca em situação desigual o contribuinte e o Fisco, ferindo o princípio da isonomia garantido na Constituição Federal; Fl. 97DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 98 5 Mérito Não existe nos autos fato que comprove a fundamentação apresentada pelo AuditorFiscal; Não pode prosperar a alegação de que as intimações para esclarecimentos foram enviadas pelo correio mas não foram atendidas, vez que efetivamente elas nunca chegaram ao conhecimento da impugnante; Requer, ao final, que as preliminares sejam acatadas, e, se ultrapassadas, que se reabra prazo para prestação de esclarecimentos quanto às divergências encontradas. Haja vista a ausência de assinatura na impugnação e de documento de identificação do procurador constituído, a DRF/GOI/GO, pela Intimação n° 2015/2009 (fl. 58), convocou o sujeito passivo a regularizar a situação processual, no que foi atendida, consoante fl. 54 e 60. Ao seu turno, a 2ª Turma da DRJ/BSB proferiu o v. Acórdão, ora recorrido, negando provimento à defesa da Contribuinte, ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 30/09/2005, 31/12/2005 NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FASE PROCESSUAL. O art. 5°, inciso LV da CF/88 garante o direito ao contraditório e à ampla defesa apenas em fase de contencioso (ou seja, litigiosa), O que somente ocorre na esfera administrativa quando da apresentação de impugnação ao lançamento efetuado. LANÇAMENTO COM BASE EM DADOS DE DECLARAÇÃO. DECLARAÇÕES. PROVAS SUFICIENTES. AUSÊNCIA DE ESCLARECIMENTOS PELO SUJEITO PASSIVO. PRESUNÇÃO DE VALIDADE DAS INFORMAÇÕES. Uma vez que o lançamento foi efetuado com base nos dados constantes da DIPJ e das DCTF entregues pelo sujeito passivo, a cópia da primeira e o extrato dos débitos confessados na segunda são provas suficientes das divergências apuradas pela autoridade fiscal, haja vista que se presume que as informações prestadas nas declarações são válidas e correspondem aos registros constantes na escrituração, ademais quando o contribuinte,devidamente intimado, não esclareceu tais divergências. INTIMAÇÃO. VIA POSTAL. VALIDADE. É válida a ciência de intimação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a Fl. 98DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 99 6 assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Data do fato gerador: 30/09/2005, 31/12/2005 LANÇAMENTO DECORRENTE. Aplicase ao lançamento da CSLL o decidido para o de IRPJ em função de decorrerem dos mesmos elementos fáticos e probatórios Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Em face de tal revés, a Contribuinte interpôs o Recurso Voluntário, ora sob análise, basicamente reiterando, resumidamente, suas alegações de Impugnação. Não se acosta documentos probatórios dos direitos alegados. Na sequência, os autos foram encaminhados para este Conselheiro relatar e votar. É o relatório. Fl. 99DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 100 7 Voto Conselheiro Caio Cesar Nader Quintella Relator O Recurso Voluntário é manifestamente tempestivo e sua matéria se enquadra na competência desse N. Colegiado. Os demais pressupostos de admissibilidade igualmente foram atendidos. Verificando os termos do Apelo sob análise, tendo em consideração o princípio da dialeticidade para seu enfretamento e resolução da causa, bem como visando garantir a devida delimitação das matéria trazidas a esta C. 2ª Instância administrativa, excepcionalmente, colacionase, a seguir, a integra de suas razões para a reforma do v. Acórdão combatido: Há nos autos demonstração inequívoca do erro no lançamento do crédito tributário oriundo de auto de infração. Está nos autos a prova inequívoca de cerceamento de defesa. Não foi concedido pela autoridade fiscal tempo hábil para que o contribuinte apresentasse a documentação fiscal necessária para elidir a autuação. Isto demonstra o total cerceamento de defesa garantido na Carta Magna, mais precisamente em seu artigo 5, LV. Na defesa em primeira instância, foi indagado e que provado os lançamentos, tanto do IRPJ quanto da CSLL foram alcançados em presunção da autoridade fiscal, o que é inadmissível. O FISCO não pode trabalhar sob presunção, deve haver elementos fáticos necessários para efetuar o lançamento que constituirá o crédito tributário. Vêse que não há reciprocidade garantido pela isonomia, já que tal atitude só pode ser usada pelo FISCO. Ademais, notese que, como o,IRPJ e a CSLL são tributos que incidem sobre o faturamento, não há comprovação nos autos que configure o faturamento com o apurado pela autoridade fiscal. Desta feita, percebese que equivocada foi a atuação fiscal. Fl. 100DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 101 8 Pois bem, em relação à alegação de cerceamento de defesa e violação ao art. 5º, inciso LV, da Constituição da República, na verdade, o que se tem nos autos, são 2 (duas) intimações da Contribuinte, em seu endereço cadastral, antes mesmo da lavratura dos lançamentos de ofício procedidos, inclusive, solicitando, expressamente, esclarecimentos acerca das divergências apuradas entre os valores declarados em DIPJ e confessados em DCTF, que ulteriormente, em face do ausência de resposta, fundamentou o lançamento (vide fls. 07 a 09). Se eventualmente houve falha na realização das intimações ou no seu teor, efetivamente entregue à Contribuinte, tal fato deveria ter sido objeto de prova ou, ao menos, de demonstração pela Parte insurgente. O que se verifica nas defesas opostas são apenas alegações, data maxima venia, genéricas e abstratas, sem correspondência probatória ou sequer indiciária. E se, de fato, fosse esguio o prazo concedido pela Autoridade Fiscal, nada obstou a Recorrente de pleitear a sua prorrogação, que é notória prática corriqueira, largamente aceita pelo Órgão de Fiscalização federal. É certo que não houve tal pedido. Diante disso, afastase tal alegação preliminar. Em relação ao fato das Autuações serem fruto exclusivo de presunção da autoridade fiscal, é incontroverso, evidente e manifesto que os lançamentos de ofício basearamse nas informações contidas em DIPJ elaborada e transmitida pelo próprio Contribuinte ao Fisco federal. Considerando, inclusive, que procedeuse à previa intimação para esclarecimentos, após a inércia total da ora Recorrente, não poderia se furtar a Autoridade Fiscal a promover a constituição dos débitos, materialmente arrimados em tal Declaração fiscal, possuindo tal ato toda presunção de legitimidade atribuída pela Lei nacional. A manobra da Fiscalização, imbuída de seu poderdever, está plenamente amparada e expressamente prevista no RIR/99, vigente à época dos fatos. Confirase: Art. 835. As declarações de rendimentos estarão sujeitas a revisão das repartições lançadoras, que exigirão os comprovantes necessários. Fl. 101DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 102 9 §1º A revisão poderá ser feita em caráter preliminar, mediante a conferência sumária do respectivo cálculo correspondente à declaração de rendimentos, ou em caráter definitivo, com observância das disposições dos parágrafos seguintes. §2º A revisão será feita com elementos de que dispuser a repartição, esclarecimentos verbais ou escritos solicitados aos contribuintes, ou por outros meios facultados neste Decreto. §3º Os pedidos de esclarecimentos deverão ser respondidos, dentro do prazo de vinte dias, contados da data em que tiverem sido recebidos. §4º O contribuinte que deixar de atender ao pedido de esclarecimentos ficará sujeito ao lançamento de ofício de que trata o art. 841 . (...) Art. 841. O lançamento será efetuado de ofício quando o sujeito passivo: I não apresentar declaração de rendimentos; II deixar de atender ao pedido de esclarecimentos que lhe for dirigido, recusarse a prestálos ou não os prestar satisfatoriamente; III fizer declaração inexata, considerandose como tal a que contiver ou omitir, inclusive em relação a incentivos fiscais, qualquer elemento que implique redução do imposto a pagar ou restituição indevida; IV não efetuar ou efetuar com inexatidão o pagamento ou recolhimento do imposto devido, inclusive na fonte; V estiver sujeito, por ação ou omissão, a aplicação de penalidade pecuniária; VI omitir receitas ou rendimentos. Parágrafo único. Aplicarseá o lançamento de ofício, além dos casos enumerados neste artigo, àqueles em que o sujeito passivo, beneficiado com isenções ou reduções do imposto, deixar de cumprir os requisitos a que se subordinar o favor fiscal. (destacamos) A simples afirmação de que não haveria reciprocidade garantida pela isonomia, na relação entre Fisco e contribuintes, não socorre a pretensão recursal da Recorrente de cancelamento do crédito fiscal Fl. 102DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 103 10 Ainda que o IRRJ e a CSLL sejam tributos incidentes sobre a renda, mediante a apuração de bases de cálculo extraídas, por meio de regras contábeisfiscais próprias, a partir do lucro auferido pelo contribuinte e não do faturamento todo o trabalho realizado pela Autoridade Fiscal, bem como a documentação que instrui as Autuações, prestamse para o devido atendimento ao art. 142 do CTN, não revelandose qualquer carência de comprovação. Por fim, registrese que o entendimento acima adotado sobre tal tema é uníssono, há mais de uma década, na jurisprudência da C. 1ª Seção desse E. CARF, como a seguir se ilustra por meio do Acórdão nº 1402002.823, de votação unânime, preferido por esta mesma C. 2ª Turma Ordinária, de relatoria deste Conselheiro, publicada em 27/02/2018: Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2012 REVISÃO DE DECLARAÇÃO. CONFRONTO DE DIPJ COM DCTF E PAGAMENTOS. TRIBUTOS DECLARADOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE RECOLHIMENTO OU CONSTITUIÇÃO POR MEIO DE DCTF. INTIMAÇÃO REGULAR DO CONTRIBUINTE. PROCEDIMENTO FISCAL VÁLIDO. ARTS. 835 E 841 RIR/99. PROCEDÊNCIA. É válido e regular o lançamento de ofício que teve como origem procedimento de revisão de declaração, pelo qual apurouse a existência de débitos de tributos devidos, informados em DIPJ, mas não constantes em DCTF e sem pagamentos correspondentes, procedido após intimação válida de contribuinte que permaneceu silente. JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. PREVISÃO LÍCITA. As multas de ofício que não forem recolhidas dentro dos prazos legais previstos, estão sujeitas à incidência de juros de mora equivalentes à Taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. MATÉRIAS DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. CONFLITO COM DISPOSIÇÃO LEGAL. NÃO CONHECIMENTO. O conhecimento de alegações referentes a violação de princípios constitucionalmente prestigiados, como fundamento para o cancelamento ou reconhecimento de nulidade do lançamento lavrado diante de circunstância expressamente prevista em Lei, é vedado aos membros deste E. CARF, seja por força do art. 26A do Decreto nº 70.235/72 ou da Súmula CARF nº 2. (destacamos) Fl. 103DF CARF MF Processo nº 10120.010770/200902 Acórdão n.º 1402003.894 S1C4T2 Fl. 104 11 Esgotada a matéria recursal, não verificando razões procedentes para o afastamento ou reparo na exigência em tela, devem ser mantidos integralmente os lançamentos de ofício procedidos. Diante de todo o exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendo o v. Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) Caio Cesar Nader Quintella Fl. 104DF CARF MF
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Numero do processo: 35464.002911/2005-11
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon May 27 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2002 a 28/02/2004
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AUXÍLIO EDUCAÇÃO. EMPREGADOS E DIRIGENTES. CURSOS DE NÍVEL SUPERIOR. ISENÇÃO. POSSIBILIDADE.
A qualificação e capacitação profissional não se restringem a cursos oferecidos em nível de educação básica, podendo estender-se a cursos em nível de graduação ou pós-graduação.
Numero da decisão: 9202-007.673
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Mário Pereira de Pinho Filho Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (Relator), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: MARIO PEREIRA DE PINHO FILHO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (Relator), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 28/02/2004 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AUXÍLIO EDUCAÇÃO. EMPREGADOS E DIRIGENTES. CURSOS DE NÍVEL SUPERIOR. ISENÇÃO. POSSIBILIDADE. A qualificação e capacitação profissional não se restringem a cursos oferecidos em nível de educação básica, podendo estenderse a cursos em nível de graduação ou pósgraduação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (Relator), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 46 4. 00 29 11 /2 00 5- 11 Fl. 856DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD relativa a contribuições sociais, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, correspondente à parte da empresa, às destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho GILRAT e as destinadas aos terceiros (Salário Educação, INCRA e SEBRAE). Em sessão plenária de 11/05/2011, foi julgado o Recurso Voluntário, prolatandose o Acórdão nº 230102.051 (fls. 368/376). Em virtude de a decisão ter sido formalizada sem ementa, mediante aclaratórios interpostos pela Fazenda Nacional, prolatouse o Acórdão de Embargos nº 230102.716 (fls. 384/390), assim ementado: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2002 a 28/02/2004 Ementa: EMBARGOS. OMISSÃO. Segundo determina o Regimento Interno do CARF, cabem embargos de declaração em caso de omissão existente em acórdão proferido. No caso, ocorreu a omissão descrita pela nobre PGFN, devendo o acórdão ser saneado. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. EDUCAÇÃO. INTEGRAÇÃO. Não integram o saláriodecontribuição o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. O PGFN foi cientificada da decisão em 31/10/2012 (Termo de Intimação de fl. 391) e, em 05/11/2012, foi interposto o Recurso Especial de fls. 394/400 (Relação de Movimentação de fl. 393), com fundamento no art. 67 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, visando rediscutir as seguintes matéria “auxílioeducação – curso de graduação, pósgraduação e MBA”. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme Despacho nº 2300 018/2013, datado de 28/01/2013 (fls. 402/404). A Fazenda Nacional apresenta os seguintes argumentos: a decisão comporta reformas, na medida em que o contribuinte não atendeu os requisitos exigidos pela lei para fazer jus ao beneficio pretendido; no caso em exame, nos termos do Relatório Fiscal, verificase que a contribuinte realizou pagamentos de cursos de nível superior (graduação, pósgraduação e MBA) em favor de seus empregados; Fl. 857DF CARF MF Processo nº 35464.002911/200511 Acórdão n.º 9202007.673 CSRFT2 Fl. 3 3 da leitura do inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212/1991, temos que a regra geral é a de que todo e qualquer rendimento pago durante o mês constitui saláriodecontribuição para fins de base de cálculo para as contribuições previdenciárias; por opção legislativa, o § 9° do mesmo artigo elenca os rendimentos que, apesar de serem percebidos pelo empregado, não constituem saláriode contribuição; válido colacionar desde já que estas hipóteses são taxativas, e que, por se tratarem de exceções, devem ser interpretadas restritivamente. A hipótese em discussão nos autos referese ao §9º, alínea “t” do art. 28 da Lei 8.212/91; a regra determina, claramente, que não integrará o saláriodecontribuição o valor relativo a “plano educacional que vise à educação básica”, nos termos do artigo 21 da Lei 9394/1996”; do referido art. 21, inferese que o legislador não pretendeu incluir, no artigo 28 da Lei 8212/91, o ensino superior. Ao contrário, foi taxativo ao explicitar o objeto a ser contemplado com as bolsas de estudos conferidas aos empregados das empresas: educação básica e cursos de capacitação e qualificação de profissionais; observase que os documentos são contundentes e suficientes em comprovar que os pagamentos realizados pela empresa a seus empregados referese ao custeio de cursos de nível superior (graduação, pósgraduação e MPA), fato este que, inclusive, foi reconhecido pela decisão ora recorrida e pela própria contribuinte em suas peças recursais; está provado que a contribuinte não satisfaz o requisito legal necessário para valerse do benefício pretendido; por tratarse de renúncia fiscal já que, uma vez excluídas tais parcelas do saláriodecontribuição não haverá a incidência de contribuições previdenciárias devidas sobre estes valores a interpretação deve ser literal e restritiva, nos termos do art. 111. I, do CTN, cabendo ao contribuinte a cabal comprovação do cumprimento de todos os requisitos exigidos pela lei; comprovado que o contribuinte não cumpriu todos os requisitos exigidos pelo art. 28, §9°, alínea “t” da lei 8.212/91 para exclusão dos pagamentos efetuados para custeio de ensino superior, não pode a mesma excluir tais valores do saláriodecontribuição, não merecendo o lançamento efetuado qualquer reparo. Requer a Fazenda Nacional seja admitido e provido o Recurso Especial e mantido o lançamento. Cientificada do acórdão de Recurso Voluntário e de Embargos, do Recurso Especial da Procuradoria e do despacho que lhe deu seguimento em 16/04/2013 (fl. 408), a Contribuinte, em 30/04/2013 (fl. 410), ofereceu as Contrarrazões de fls. 410/418, alegando, em resumo o que segue: Conhecimento a peça recursal não preencheu todos os requisitos legais previstos no Regimento Interno deste E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Fl. 858DF CARF MF 4 mais especificamente (i) o prequestionamento da matéria recorrida e (ii) a similitude fática entre o acórdão recorrido e os acórdãos paradigmas; sustenta a Fazenda Nacional que o acórdão recorrido teria desatendido os limites da norma de isenção (a rt. 28, §9°, “t”, da Lei no 8.212/91), ao afastar a incidência de contribuições previdenciárias sobre os valores pagos pela Recorrida a título de reembolso de despesas com o ensino superior de seus empregados; as alegações da Recorrente são no sentido de que apenas a educação básica, regulamentada pelo art. 21 da Lei no 9.394/1996, teria sido objeto de isenção pelo legislador ordinário; de acordo com entendimento da Recorrente, os cursos de graduação, pós graduação e MBA não poderiam ser objeto de isenção; o acórdão recorrido havia dado provimento ao Recurso Voluntário da Recorrida em virtude do reconhecimento de que o fundamento da autuação fiscal – a suposta ausência de extensão do benefício a todos os empregados – não condizia com a realidade; não há no acórdão recorrido qualquer menção acerca da qualidade ou espécie do benefício subsidiado pela Recorrida (se relativo à educação básica ou superior); e nem poderia ser diferente, pois verificase do Relatório Fiscal da autuação, bem como da decisão administrativa de ia instância (proferida pela então competente Secretaria Receita Previdenciária), que a questão da qualidade ou espécie do curso objeto de reembolso não serviu de fundamento do lançamento fiscal; a matéria abordada pela Fazenda Nacional no seu Recurso Especial não foi examinada pelo v. acórdão recorrido, tampouco manejada em sede de Embargos de Declaração, razão pela qual está ausente o requisito do prequestionamento, não podendo ser admitido e conhecido o presente recurso. Cita decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais; permitir que o presente recurso seja admitido significaria admitir a inovação do critério jurídico da autuação fiscal, o que é totalmente vedado pela legislação em vigor (a rt. 146, do CTN) e veemente refutado pelo CARF; argumentação que fundamenta a pretensão recursal é diversa daquela até então debatida nos autos (o que gerou a configuração de ausência de prequestionamento da matéria) – é a configuração da total dissonância fática entre o acórdão recorrido e os acórdãos paradigmas. não se pode inadmitir a pretensão recursal em questão, em razão da ausência de similitude fática entre o acórdão recorrido e os acórdãos paradigmas. Mérito a Recorrente argumentou que a hipótese de isenção relativa à concessão de bolsa de estudos estaria restrita aos cursos de educação básica, em linha com o disposto na Lei no 9.394/96, ou seja, restrita à educação básica, ao ensino infantil, ao ensino fundamental e ao ensino médio; entretanto, que o argumento da Recorrente é oriundo de uma análise restritiva do disposto na alínea “t”, § 9º, art. 28, da Lei nº 8.212/91, na medida em que é clara a extensão da isenção a todo e qualquer benefício que promova a capacitação ou qualificação do empregado; Fl. 859DF CARF MF Processo nº 35464.002911/200511 Acórdão n.º 9202007.673 CSRFT2 Fl. 4 5 e nem se alegue que os cursos de graduação, pósgraduação e MBA, ou qualquer outro curso relativo ao Ensino Superior, não teriam o condão de capacitar ou qualificar os empregados, por total falta de lógica e razoabilidade que justificasse tal alegação. Reproduz excertos de decisão administrativa; Requer, por fim: i) seja negado seguimento ao Recurso Especial, uma vez que ausente os requisitos do prequestionamento da matéria recorrida e da similitude fática entre acórdão recorrido e paradigmas; ou ii) acaso assim não se entenda, que seja negado provimento ao presente Recurso Especial, mantendose incólume o acórdão recorrido. Voto Conselheiro Mário Pereira de Pinho Filho Relator Conhecimento O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo, restando perquirir se atende aos demais pressupostos de admissibilidade. No que diz respeito ao prequestionamento, o § 3º do art. 64 do Regimento Interno do CARF, vigente à época da apresentação do Recurso, é expresso no sentido de ser esse um requisito exclusivamente voltado ao recurso especial apresentado pelo contribuinte. Acerca da similitude fática entre acórdãos recorrido e paradigmas, mister transcrever o seguinte trecho do Relatório Fiscal (fls. 66/69) 4.5. Este benefício oferecido pela empresa visa ao ensino superior e, conforme critérios de elegibilidade discriminados na política, não se encontra disponível a todos os funcionários da empresa, incompatibilizandose, assim, com a regra legal e ainda, o pagamento desta verba substitui um gasto que o empregado incorreria caso a empresa não lhe oferecesse essa vantagem e, portanto, a utilidade consiste em ganho economicamente avaliável e decorre da fruição de bens integrantes de suas necessidades. Observese que, ao revés do que infere a Contribuinte, o Relatório Fiscal é bastante claro no sentido de que o benefício não se compatibiliza com a regra legal em razão do descumprimento de dois de seus critérios: i) visar o ensino superior; e ii) não se encontrar disponível a todos os funcionários da empresa. Por outro lado, ao afirmar que “pelos cursos estarem disponíveis a todos os segurados que se encontrem na situação descrita na norma e por esses cursos fornecidos possibilitarem o melhor desempenho dos segurados em seu trabalho, não há como considerá los Salário de Contribuição”, o Colegiado Ordinário, mesmo sem fazer referência direta, admite que o fato de os cursos oferecidos pela empresa serem de nível superior não é óbice ao gozo do benefício. Fl. 860DF CARF MF 6 Dessarte, por entender que em situações fáticas similares foram proferidas decisões em sentido diverso, conheço do Recurso Especial. Mérito A controvérsia cingese à incidência de contribuições sociais sobre a folha de salários relativa a plano educacional que oferta aos trabalhadores por meio de cursos de graduação e pósgraduação. A esse respeito do tema temse que a base de cálculo das contribuições previdenciária é o denominado saláriodecontribuição. Nos termos do art. 28 da Lei n° 8.212/1991, em relação a empregados e trabalhadores avulsos: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; Reparese que o saláriodecontribuição abrange a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título aos empregados, incluindose nessa relação os ganhos habituais percebidos sob a forma de utilidades. Donde se depreende que, em se tratando de utilidades disponibilizadas pela empresa aos obreiros que lhe prestam serviços, sua inclusão na base de cálculo das contribuições previdenciárias dependerá da verificação dos seguintes requisitos: a) onerosidade; b) retributividade; e c) habitualidade. Inexistem dúvidas quanto ao caráter oneroso do plano educacional mantido pela recorrente em benefício de seus empregados, sendo desnecessário tecer maiores comentários a esse respeito. Do mesmo modo, sendo o benefício pago no contexto da relação laboral, resta caracterizada sua índole retributiva, bem assim a habitualidade dessa parcela. Apercebase, pois, que auxílio educação aqui referido ostenta natureza nitidamente remuneratória e, desse modo, sua exclusão da base de cálculo das contribuições previdenciárias vai depender de previsão expressa em norma de caráter tributário, mormente no § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991, o qual, no que se refere a isenção, relaciona exaustivamente as parcelas ao abrigo desse favor legal no âmbito da Lei de Custeio Previdenciário. Especificamente com relação a educação, à época da ocorrência do fato gerador das contribuições objeto do presente lançamento, a alínea “t” do referido § 9º dispunha: Art. 28. [...] § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: [...] Fl. 861DF CARF MF Processo nº 35464.002911/200511 Acórdão n.º 9202007.673 CSRFT2 Fl. 5 7 t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo;(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). Notese que a isenção referida nos dispositivo acima abrange: planos educacionais que visem à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação – (LDB); e cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa. Referido plano: não pode ser utilizado em substituição de parcela salarial; e deve ser extensivo a todos os empregados e dirigentes da empresa. Ressaltese que, conquanto o acórdão recorrido tenha reconhecido que o auxílio educação era extensivo a todos os empregados e dirigentes da empresa, o Recurso Especial não faz referência a esse tema, tratandose, então, de matéria fora do litígio. Por outro lado, não há evidência de que tal benefício seja oferecido no intuito de substituir parcela salarial. Restanos, portanto, avaliar se a isenção prevista na Lei de Custeio possibilita a instituição de auxílio educação voltado para cursos de nível superior de graduação ou pós graduação. Para tanto, convém recorrer à LDB, iniciandose pelo art. 22 da norma, que dispõe: Art. 21. A educação escolar compõese de: I educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio; II educação superior. É impassível o entendimento de que a educação básica é formada pela educação infantil, o ensino fundamental e o médio. Contudo, as informações contidas no Relatório Fiscal dão conta de que o plano educacional ofertado pelo sujeito passivo abrange cursos de nível superior na modalidade de graduação e pósgraduação. Restanos aferir, por conseguinte, se referidos cursos (de nível superior) poderiam ou não ser considerados como qualificação ou capacitação profissional. Embora qualificação ou capacitação profissional não encerrem conceitos legais ou doutrinários absolutamente precisos, o Dicionário Online de Português atribuilhes os seguintes significados: Qualificação: Ato ou efeito de qualificar. Atribuição de uma qualidade, um título (...). Condições referentes à formação profissional e experiência, sugeridas para o exercício do cargo, função etc. 1 1 Disponível em: <https://www.dicio.com.br/qualificacao/>, Acesso em: 30/015/2018. Fl. 862DF CARF MF 8 Capacitação: Ação ou efeito de capacitar, de tornar capaz; aptidão. Ato de se tornar apto, habilitado, de passar a possuir uma habilitação. [Por Extensão] Preparação, ensino, conhecimento dados a alguém para que essa pessoa desenvolva alguma atividade especializada: capacitação em negócios2. Recorrendose a essa significação, é possível inferir que a qualificação está voltada para a obtenção de conhecimentos e habilidades necessários para que o indivíduo esteja apto a exercer determinado mister. A capacitação, por sua vez, é focada no aprimoramento pessoal para o desenvolvimento de aptidões para a atuação em contextos profissionais mais específicos. Retornandose mais uma vez à LDB, notadamente a seu Capítulo III (Da Educação Profissional e Tecnológica), importanos transcrever o art. 39 da Lei, na redação vigente à época dos fatos geradores: Art. 39. A educação profissional, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia, conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. Parágrafo único. O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental, médio e superior, bem como o trabalhador em geral, jovem ou adulto, contará com a possibilidade de acesso à educação profissional. (Grifouse) Vejase que esse e outros dispositivos presentes na norma educacional não restringem o ensino profissionalizante à educação básica. Ao revés disso, esclarece que essa modalidade de ensino, na qual se inserem os cursos de capacitação e qualificação, integrase às diferentes formas de educação, o que, no meu entender, significa dizer que a instrução profissional pode ser desenvolvida não somente no contexto da educação básica, mas também do ensino superior de graduação e pósgraduação. Se considerarmos o art. 39 da LDB, na redação dada pela Lei nº 11.741/2008, que objetivou não somente fazer referência à educação tecnológica, mas também esclarecer o alcance da expressão “educação profissional”, essa constatação mostrase ainda mais evidente. Vejamos a íntegra do novel dispositivo: Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integrase aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia.(Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) § 1o Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino.(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) § 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; II – de educação profissional técnica de nível médio; 2 Disponível em: <https://www.dicio.com.br/capacitacao/>, Acesso em: 30/05/2017. Fl. 863DF CARF MF Processo nº 35464.002911/200511 Acórdão n.º 9202007.673 CSRFT2 Fl. 6 9 III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós graduação. § 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pósgraduação organizarseão, no que concerne a objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. (Grifouse) De se esclarecer que o exame aqui empreendido não buscou ampliar a isenção compreendida na alínea “t” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/1991 em detrimento do disposto no art. 111 do CTN, e sim apreender o real alcance da norma. Desse modo, por entender que qualificação e capacitação profissional não se restringem à educação básica, penso que para efetuar o lançamento a autoridade autuante deveria ter comprovado que os curso oferecidos i) não estavam vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa; ii) eram utilizados em substituição a parcela salarial; ou iii) que os planos educacionais não eram extensíveis a todos os empregados e dirigentes. Conforme revelado acima, a despeito da informação contida no Relatório Fiscal, de que o benefício não se encontraria disponível a todos os funcionários da empresa, a decisão atacada foi em sentido contrário. Além do que, o aresto fustigado reconheceu que, “os cursos oferecidos visam propiciar a melhor produtividade dos segurados no seu trabalho na recorrente”, ou seja, estão voltados para sua capacitação ou qualificação profissional para o desenvolvimento de tarefas vinculadas às atividades do sujeito passivo. Em virtude disso, como não há evidências de que os valores despendidos com o plano educacional tinha por objeto substituir parcela de natureza salarial e o cumprimento dos demais critérios foram reconhecidos pelo Colegiado a quo, não vejo como acolher a pretensão recursal. Conclusão Ante o exposto voto por conhecer do Recurso Especial para, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho Fl. 864DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.919724/2014-28
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue May 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Data do fato gerador: 25/04/2012
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.
Para fazer jus à compensação pleiteada, o contribuinte deve comprovar a existência do crédito reclamado à Secretaria da Receita Federal do Brasil, sob pena de restar seu pedido indeferido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3301-005.932
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Data do fato gerador: 25/04/2012 COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Para fazer jus à compensação pleiteada, o contribuinte deve comprovar a existência do crédito reclamado à Secretaria da Receita Federal do Brasil, sob pena de restar seu pedido indeferido. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro.
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LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Para fazer jus à compensação pleiteada, o contribuinte deve comprovar a existência do crédito reclamado à Secretaria da Receita Federal do Brasil, sob pena de restar seu pedido indeferido. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 97 24 /2 01 4- 28 Fl. 48DF CARF MF Processo nº 10880.919724/201428 Acórdão n.º 3301005.932 S3C3T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão que manteve a não homologação da compensação do débito declarado pela contribuinte, em virtude de constar nos sistemas da RFB que o alegado recolhimento indevido já tinha sido utilizado integralmente para quitação de outros débitos. Confirase o teor do Despacho Decisório na origem: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Em manifestação de inconformidade, sustentou a contribuinte que o Despacho Decisório não teria fundamentação, tampouco motivação. Por isso, teria havido cerceamento do seu direito de defesa. A DRJ/RPO, no acórdão n° 14055.448, negou provimento ao apelo.. Em recurso voluntário, aduz que: a) A decisão de piso não levou em consideração a eficácia dos princípios constitucionais da motivação dos atos administrativos e da ampla defesa, o que impediu a empresa se defender adequadamente, bem como demonstrar a existência do crédito; b) O princípio da motivação dos atos administrativos foi desrespeitado, uma vez que a autoridade indeferiu a homologação das compensações utilizando como fundamento a inexistência do crédito, sem qualquer esclarecimento adicional; c) Restou violado o direito à ampla defesa, pois, como afirmado anteriormente, sem conhecer os motivos pelos quais sua compensação não foi homologada, a apresentação de qualquer defesa está prejudicada. Ao final, defende a reforma da decisão de primeira instância, para declarar insubsistente o despacho decisório que não homologa a compensação e acolher o recurso para homologála. É o relatório. Fl. 49DF CARF MF Processo nº 10880.919724/201428 Acórdão n.º 3301005.932 S3C3T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301005.922, de 27 de março de 2019, proferido no julgamento do processo 10880.900868/201419, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3301005.922): "O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, dele, portanto, tomo conhecimento. Sustenta a empresa que o Despacho Decisório é nulo por ausência de motivação, o que lhe impede de fazer a comprovação do direito ao crédito, constituindo o cerceamento de defesa. Aduz: “como pode a recorrente argumentar e apresentar defesa sem saber ao certo por qual motivo sua compensação não foi homologada?”. A resposta a tal questão é límpida pelo teor do ato administrativo: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, a devida motivação reside no fato de que o alegado pagamento indevido não foi restituído, porque já tinha sido utilizado para quitar outros débitos. Por outro lado, não se observa as hipóteses do art. 59, II, do Decreto n° 70.235/72, sendo inexistente, por conseguinte, qualquer nulidade. Ademais, a Recorrente não traz apontamento da origem do indébito e tampouco qualquer elemento de prova. Limitouse em sede de manifestação de inconformidade apenas a afirmar que: A requerente, ao calcular o quantum debeatur do IPI, utilizouse de base de cálculo com valores que indevidamente a integravam, ou seja, de base de cálculo ampliada. Fl. 50DF CARF MF Processo nº 10880.919724/201428 Acórdão n.º 3301005.932 S3C3T1 Fl. 5 4 Incluiu nesta base de cálculo, não só a receita decorrente de seu faturamento, ou seja, de suas vendas, mas sim as demais receitas que não devem compôlas. Para tanto, utilizouse de algumas teses tributárias já julgadas pelo Supremo Tribunal Federal de forma favorável aos contribuintes, a exemplo a ampliação da base de cálculo por alterar o conceito de faturamento, a exclusão da base de cálculo de determinadas despesas, entre outros. Por esta razão é que postulou a restituição/compensação do valor que pagou a maior desta exação. Tais afirmações sequer foram reiteradas no recurso voluntário. É sabido que a contribuinte tem direito subjetivo à compensação, desde que prove a liquidez e certeza de seu crédito. Entretanto, a Recorrente não demonstrou a base de cálculo utilizada para apurar o IPI pago. Dessa forma, não há como se afirmar qual ou quais valores integraram a base de cálculo do IPI ao arrepio do art. 47 do CTN. Em pedido de sua iniciativa, cabialhe: a) Apresentar planilha com base de cálculo do IPI; b) Sustentar o indébito no livro de apuração do IPI e em notas fiscais; c) Exibir DIPJ, DCTF original e DARF e demais livros fiscais. Isso porque, dispõe o art. 170, do CTN que a compensação depende da comprovação da liquidez e certeza dos créditos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Dessa forma, na ausência de documentação referente ao crédito, entendo que a pretensão da Recorrente não merece acolhida, uma vez que, regra geral, considerase que o ônus de provar recai a quem alega o fato ou o direito: CPC/2015 Art. 373. O ônus da prova incumbe: Fl. 51DF CARF MF Processo nº 10880.919724/201428 Acórdão n.º 3301005.932 S3C3T1 Fl. 6 5 I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Logo, é da própria empresa o ônus de registrar, guardar e apresentar os documentos e demais elementos que testemunhem o seu direito ao creditamento. Então, restou demonstrado que a interessada se omitiu em produzir a prova que lhe cabia, segundo as regras de distribuição do ônus probatório do processo administrativo fiscal. Não o fazendo, acertadamente, a compensação não foi homologada. Do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 52DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11070.001506/2007-11
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed May 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
CRÉDITO PRESUMIDO DE PIS/COFINS. EMPRESA CEREALISTA.
É beneficiada pelo crédito presumido empresaa que realiza processos de limpeza, secagem, padronização, armazenamento e comercialização de cereais, não constando dos autos qualquer documento que permita inferir-se a situação de industrialização, ou seja, não há qualquer indicativo de que a interessada modifique, aperfeiçoe ou, de qualquer forma, altere o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência dos produtos que adquiriu.
Numero da decisão: 3003-000.235
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
Marcos Antônio Borges - Presidente.
(assinado digitalmente)
Müller Nonato Cavalcanti Silva - Relator.
(assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges (presidente da turma), Vinícius Guimarães, Márcio Robson Costa e Müller Nonato Cavalcanti Silva.
Nome do relator: MULLER NONATO CAVALCANTI SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 CRÉDITO PRESUMIDO DE PIS/COFINS. EMPRESA CEREALISTA. É beneficiada pelo crédito presumido empresaa que realiza processos de limpeza, secagem, padronização, armazenamento e comercialização de cereais, não constando dos autos qualquer documento que permita inferir-se a situação de industrialização, ou seja, não há qualquer indicativo de que a interessada modifique, aperfeiçoe ou, de qualquer forma, altere o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência dos produtos que adquiriu.
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EMPRESA CEREALISTA. É beneficiada pelo crédito presumido empresaa que realiza processos de limpeza, secagem, padronização, armazenamento e comercialização de cereais, não constando dos autos qualquer documento que permita inferirse a situação de industrialização, ou seja, não há qualquer indicativo de que a interessada modifique, aperfeiçoe ou, de qualquer forma, altere o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência dos produtos que adquiriu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Marcos Antônio Borges Presidente. (assinado digitalmente) Müller Nonato Cavalcanti Silva Relator. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 0. 00 15 06 /2 00 7- 11 Fl. 85DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges (presidente da turma), Vinícius Guimarães, Márcio Robson Costa e Müller Nonato Cavalcanti Silva. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido pela 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre DRJ/POA, no bojo de procedimento de ressarcimento/compensação (PER/DCOMP), que visa o reconhecimento de créditos presumidos pela atividade de cerealista (beneficiamento de soja, trigo, milho e demais grãos cereais) e por suposta exportação dos bens. Por bem retratar o histórico dos autos, adoto o relatório formulado no acórdão de manifestação de inconformidade: O presente processo foi formalizado pela DRF/Santo Ângelo (RS) visando a análise e acompanhamento de pedido de ressarcimento de créditos de PIS nãocumulativo efetuado mediante PER/DCOMP transmitido eletronicamente em 20/11/2006, relativo ao terceiro trimestre de 2003, totalizando o valor de R$ 27.455,43, conforme cópia de declaração nas fls. 02/05. A SAORT da DRF/Santo Ângelo (RS) encaminhou o processo a SAFIS para conferir a procedência do crédito informado pela contribuinte, sendo que essa Seção realizou a necessária fiscalização, emitindo e anexando documentos, tendo produzido o relatório fiscal de fls. 20/21, onde, em especial, assentou: O Contrato Social (fl. 16) informa que o objetivo social da empresa será “comércio e representações de soja, trigo, milho e canola, importação de soja, trigo, milho e canola, depósito de soja, trigo, milho e canola da própria empresa e de terceiros e beneficiamento de soja, trigo, milho e canola da empresa e de terceiros”; na Alteração Contratual 0'l. 17) foi acrescentado ao objeto social a atividade de transporte rodoviário de cargas. Intimada a informar qual atividade exercida que motivou a apuração de Crédito Presumido (fl. 18), declarou que: efetua os processos de limpeza, secagem, padronização, armazenagem e comercialização de cereais (fl. 19). O exposto no presente parágrafo deixa claro que, para firrs de cálculo de Crédito Presumido da Contribuição para 0 PIS, a contribuinte se enquadra como Cerealista (como definido no § 11 do art. 3” da Lei 10.833/2003). (fl. 20) Como já dito o § 1] do art. 3”. da Lei 10.833/2003, acima transcrito, vigorou no periodo de 02/2004 a 07/2004, não se aplicando aos Fatos Geradores objeto do presente pedido (Jul/2003 a Set/2003). No período anterior à vigência da Lei 10.833/2003 não havia previsão legal para apuração de crédito presumido da Contribuição para o PIS por cerealísta. (fl. 21) Nas fls. 24/26 está anexado Despacho Decisório onde a autoridade administrativa de origem, adotando como fundamentos para não reconhecer o direito creditório pretendido, os motivos de fato e de direito expostos no relatório Fl. 86DF CARF MF Processo nº 11070.001506/200711 Acórdão n.º 3003000.235 S3C0T3 Fl. 3 3 fiscal, indeferiu o pedido de ressarcimento a que se refere o presente processo. Determinou fosse a contribuinte cientificada, inclusive do relatório fiscal. A contribuinte foi cientificada em 18/08/2008 (AR de fl. 27) e, não se confomiando com o decidido administrativamente, apresentou, através de procurador, em 16/09/2008 fls. 28/36 sua manifestação contrária (impugnação), onde assenta, em síntese, suas alegações: , I conforme atestado, ao adquirir cereais de seus fornecedores realiza as operações industriais de secagem, padronização, limpeza, armazenamento e, posterionnente, comercialização; 0 consoante o disposto nos arts. 3° e 4° do RIPI, aprovado pelo Decreto n° 4.544, de 2002, a empresa é produtora de alimentos para consumo cuja matériaprima são os cereais adquiridos de seus fornecedores, razão pela qual faz jus aos créditos de PIS quando da aquisição de cereais, forte no que determina o § 10 do art. 3° da Lei n° 10.637, de 2002, na redação dada pelo art. 25 da Lei n° 10.684, de 2003; I pelo entendimento da autoridade fiscalizadora, a empresa não teria direito ao crédito, eis que não haveria autorização legal para a manutenção dos créditos presumidos, sendo que, no entendimento fiscal, tal autorização somente se deu em 01/02/2004 (até 31/07/2004); 0 a autoridade fiscalizadora, ao fundamentar sua decisão, partiu da premissa de que a empresa apenas realizava atividade de comercialização dos cereais adquiridos dos fornecedores pessoas físicas. A interpretação meramente literal levou a autoridade fiscal a concluir que o pleito e o direito da empresa estariam amparados no § 11 do art. 3° da Lei n° 10.833, de 2003, sendo que a conclusão errônea dos fatos prejudicou a correta aplicaçao do direito; 0 a empresa, ao adquirir cereais, em especial o soja, realiza as atividades industriais de secagem, padronização, limpeza e armazenamento, para posterior comercialização. Ao assim proceder, não restam dúvidas de que a empresa realiza a industrialização dos cereais que adquire de seus fornecedores pessoas físicas; 0 conforme os arts. 3° e 4° do RIPI, os processos de secagem, padronização e limpeza caracterizamse atividades que implicam industrialização dos cereais, na modalidade de beneficiamento, não havendo como negar que a empresa efetua a produção (industrialização por beneficiamento) dos cereais que adquire; 0 a empresa é produtora de mercadorias de origem vegetal destinadas à alimentação, vez que realiza industrialização (beneficiamento), sendo inexorável o seu direito ao crédito presumido do PIS, consoante 0 que dispõe o § 10 do art. 3° da Lei n° 10.637, de 2002; 0 não se deve alegar que a empresa não detém 0 direito ao crédito em face de que exporta seus produtos, tendo em vista Fl. 87DF CARF MF 4 que, aplicandose a norma às empresas cerealistas, essas, exportando os cereais adquiridos diretamente de pessoas físicas têm o direito de utilizar o crédito do PIS. Isso porque o direito ao crédito e' decorrente da exportação, e não de cerealista; 0 toda pessoa jurídica, seja ela cerealista ou não, seja ela comercial ou industrial, que vender mercadorias para o exterior, direta (inciso I) ou indiretamente (inciso 111), poderá utilizar o crédito apurado na forma do art. 3”; 0 não restam dúvidas acerca do direito da empresa ao crédito presumido do PIS, consoante as razoes aduzidas. Ao finalizar, requer: 1. o recebimento e processamento de sua manifestação, com os documentos que a acompanham; 2. seja dado provimento a sua impugnação para o fim de, reformandose o Despacho Decisório: a) sejam homologados os dados inseridos pela empresa e apurados nas DACONS que comprovam o direito ao crédito; b) por conseqüência, seja reformada a decisão proferida, reconhecendose o direito creditório em favor da empresa. Junto à manifestação a contribuinte apresentou os documentos de fls. 37/45. A repartição de origem anexou o Termo de Juntada de Documentos de fl. 46 e despachou na fl. 47. A DRJ/POA, ao proferir o acórdão de manifestação de inconformidade, apurou de forma detida a documentação levada aos autos pela Recorrente e, confrontandoa com a legislação vigente entendeu pela total improcedência da Manifestação de Inconformidade. Inconformada a Recorrente apresentou a este Tribunal Administrativo Recurso Voluntário trazendo as exatas mesas razões da Manifestação de Inconformidade. São os fatos. Voto Conselheiro Müller Nonato Cavalcanti Silva Relator. O presente Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos formais de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DAS RAZÕES DE RECURSO VOLUNTÁRIO Ao constatar que não há em sede de razões recursais qualquer matéria que não tenha sido apreciada pela Instância de Piso, valhome do artigo 57, §3º do RICARF para adotar como razões de decidir o acórdão da DRJ/POA, pois comungo do entendimento esboçado pelos julgadores de primeira instância. Fl. 88DF CARF MF Processo nº 11070.001506/200711 Acórdão n.º 3003000.235 S3C0T3 Fl. 4 5 No que se refere ao presente processo se mostra correta a glosa efetivada, ela Fiscalização relativamente ao crédito presumido vinculado a produtos agrícolas adquiridos de pessoas físicas e revendidos na condição de cerealista. Isso porque: I. ao que se infere da manifestação apresentada, a contribuinte entende ser agroindústria e não cerealista. Tal entendimento não pode ser aceito porquanto a empresa, conforme seu contrato social (fl. 16 ~ Cláusula segunda), tem por objeto o comércio, representação, importação, armazenamento e beneficiamento de cereais, seus e de terceiros. Além disso, na Declaração de fl. 19 consta que a interessada realiza processos de limpeza, secagem, padronização, armazenamento e comercialização de cereais, não constando dos autos qualquer documento que permita inferirse a situação de industrialização, ou seja, não há qualquer indicativo de que a interessada modifique, aperfeiçoe ou, de qualquer forma, altere o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência dos produtos que adquiriu (beneficiamento), não se encontrando configurada a hipótese prevista no inciso II do art. 4° do Decreto n° 4.544, de 2002. No caso, permanece válida a afirmação da Fiscalização assentada na fl. 20: O Contrato Social Úl. 16) informa que o objetivo social da empresa será “comércio e representações de soja, trigo, milho e canola, importação de soja, trigo, milho e canola, depósito de soja, trigo, milho e canola da própria empresa e de terceiros e beneficiamento de soja, trigo, milho e canola da empresa e de terceiros”; na Alteração Contratual (fl. 17) foi acrescentado ao objeto social a atividade de transporte rodoviário de cargas. Intimada a informar qual atividade exercida que motivou a apuração de Crédito Presumido (fl. 18), declarou que: efetua os processos de limpeza, secagem, padronização, armazenagem e comercialização de cereais (fl. 19). O exposto no presente parágrafo deixa claro que, para fins de cálculo de Crédito Presumido da Contribuição para o PIS, a contribuinte se enquadra como Cerealista (como definido no § 11 do art. 3° da Lei 10.833/2003). Isso observado, verificase que a vigente IN SRF n° 660, de 17/07/2006 (art. 3°, § 1°, inciso I), de observação obrigatória pelas Delegacias de Julgamento (DRJs) conforme as determinações contidas no art. 7° da Portaria Fl. 89DF CARF MF 6 MF n° 58, de 17/03/2006 (dispõe que o julgador deve observar o disposto no art. 116, III, da Lei n° 8.112, de 1990, bem assim o entendimento da SRF expresso em atos normativos), define que cerealísta é a pessoa jurídica que exerce cumulativamente as atividades de limpar, padronizar, armazenar e comercializar produtos in natura de origem vegetal, donde se pode inferir que a contribuinte não se enquadra no conceito de agroindústria, como pretende. De ver, ainda, que tal definição constou do art. 8°, § 1°, inciso I, da Lei n° 10.925, de 2004 (com a redação que lhe deu a Lei n° 11.196, de 2005). II. para o período de apuração em questão (4° trimestre de 2003), não havia fundamentação legal para que as cerealistas apurassem crédito presumido decorrente da aquisição de produtos agrícolas diretamente de pessoas físicas. Verificase que a legislação de regência somente permitiu tal apuração a partir de fevereiro de 2004 (até julho de 2004), quando, para as empresas com natureza jurídica de cerealístas, somente era possível a utilização de créditos advindos de compras de produtos de origem vegetal in natura, se as vendas se dessem às chamadas agroindústrias, como bem determinava 0 § 11 do art. 3° da Lei n° 10.833, de 2003, a seguir transcrito: § 11. Sem prejuízo do aproveitamento dos créditos apurados na forma deste artigo, as pessoas jurídicas que adquiram diretamente de pessoas físicas residentes no País produtos in natura de origem vegetal, classificados nas posições 10. 01 a 10. 08 e 12.01, todos da NCM, que exerçam cumulativamente as atividades de secar, limpar, padronizar, armazenar e comercializar tais produtos, poderão deduzir da COFINS devida, relativamente às vendas realizadas às pessoas jurídicas a que se refere o § 5”, em cada período de apuração, crédito presumido calculado à alíquota correspondente a 80% (oitenta por cento) daquela prevista no art. 2° sobre o valor de aquisição dos referidos produtos in natura. (esse artigo foi posteriormente revogado pela Lei n° 10.925, de 2004) No caso em tela, tal artigo deve ser conjugado com o art. 15 da mesma Lei, mostrandose correto, portanto, 0 entendimento da fiscalização, no sentido de que os mencionados créditos presumidos não podiam ser calculados sobre aquisições realizadas antes de fevereiro de 2004. Como referido, o crédito presumido decorrente da aquisição de produtos agrícolas de origem vegetal, adquiridos diretamente de pessoas físicas residentes no País, teve vigência no período de 1°/02/2004 a 31/07/2004, visto que os §§ 5° e 6° do art. 3° da Lei n° 10.833, de 2003, foram revogados pela MP n° 183, de 2004, posteriormente Fl. 90DF CARF MF Processo nº 11070.001506/200711 Acórdão n.º 3003000.235 S3C0T3 Fl. 5 7 convertida na Lei n° 10.925, de 2004. Assim, a partir de 1°/08/2004, 0 crédito presumido decorrente da aquisição produtos agropecuários utilizados como insumos na fabricação de mercadorias de origem animal ou vegetal destinadas ã alimentação humana ou animal, passou a ser tratado pelo art. 8° da Lei n° 10.925, de 2004 (com a redação dada pelo art. 29 da Lei n° 11.051, de 2004 e art. 63 da Lei n° 11.196, de 2005). Assim, observada a legislação tida pela contribuinte como embasadora de seu pedido (§ 10 da Lei n° 10.637, de 2002, com a redação dada pelo art. 25 da Lei n° 10.684, de 2003 fl. 29) e confirmado o entendimento de que essa se referia somente às agroindústrias (... as pessoas jurídicas que produzam mercadorias de origem animal ou vegetal...), temse correta a glosa efetivada pela Fiscalização relativamente aos créditos presumidos apurados relativamente às compras de produtos agrícolas de origem vegetal, adquiridos diretamente de pessoas físicas residentes no País, atentandose que o caso em questão não trata de créditos básicos, estes passíveis de apuração em relação a bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País ou a custos e despesas incorridos, pagos ou creditados à pessoa jurídica domiciliada no País. Ante o exposto, voto no sentido da improcedência da manifestação de inconformidade apresentada, com a integral manutenção do Despacho Decisório proferido pela autoridade administrativa a quo. Por fim, no tocante ao requerimento de intimação pessoal para fins de sustentação oral formulado no Recurso Voluntário, indefiro vez que há de se lembrar o que dispõe o art. 61A, §2º., do Anexo II do Regimento do Interno do CARF (RICARF): Art. 61A. As turmas extraordinárias adotarão rito sumário e simplificado de julgamento, conforme as disposições contidas neste artigo. (Redação dada pela Portaria MF nº 329, de 2017) § 1º Os processos serão pautados em reunião composta por sessões não presenciais virtuais. (Redação dada pela Portaria MF nº 329, de 2017) § 2º A pauta da reunião será elaborada em conformidade com o disposto no art. 55, dispensada a indicação do local de realização da sessão, e incluída a informação de que eventual sustentação oral estará condicionada a requerimento prévio, apresentado em até 5 (cinco) dias da publicação da pauta, e ainda, de que é facultado o envio de memoriais, em meio digital, no mesmo prazo. (Redação dada pela Portaria MF nº 329, de 2017) Fl. 91DF CARF MF 8 Pelas razões de decidir acima apostas, voto pela adoção integral do Acórdão de Manifestação de Inconformidade e sua manutenção por expressar o melhor Direito. Por todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário e no mérito, negolhe provimento. \ Müller Nonato Cavalcanti Silva Relator. (assinado digitalmente) Fl. 92DF CARF MF
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Numero do processo: 10909.900181/2008-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue May 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002
CONCOMITÂNCIA AÇÃO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO COM O MESMO OBJETO EM DISCUSSÃO. PREVALÊNCIA DA ESFERA JUDICIAL SOBRE A ADMINISTRATIVA EM RESPEITO AO PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DAS DECISÕES JUDICIAIS. DESISTÊNCIA DA DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA.
A existência de ação judicial com o mesmo objeto da discussão na esfera administrativa pressupõe a sua concomitância, tendo como consequência a desistência da discussão na esfera administrativa, por respeito ao Princípio da Supremacia das Decisões Judiciais, estabelecendo a prevalência da esfera judicial sobre a esfera administrativa.
Diante desta concomitância aplica-se ao caso a Súmula CARF nº 1, a qual estabelece que importa renúncia ás instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Numero da decisão: 3301-006.014
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário em razão da concomitância.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo da Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Marco Antonio Nunes Marinho e Ari Vendramini.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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PREVALÊNCIA DA ESFERA JUDICIAL SOBRE A ADMINISTRATIVA EM RESPEITO AO PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DAS DECISÕES JUDICIAIS. DESISTÊNCIA DA DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. A existência de ação judicial com o mesmo objeto da discussão na esfera administrativa pressupõe a sua concomitância, tendo como consequência a desistência da discussão na esfera administrativa, por respeito ao Princípio da Supremacia das Decisões Judiciais, estabelecendo a prevalência da esfera judicial sobre a esfera administrativa. Diante desta concomitância aplicase ao caso a Súmula CARF nº 1, a qual estabelece que importa renúncia ás instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário em razão da concomitância. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira – Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 90 01 81 /2 00 8- 61 Fl. 98DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo da Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Marco Antonio Nunes Marinho e Ari Vendramini. Relatório Tratase de processo formalizado para o tratamento do contencioso referente á Declaração de Compensação onde se pleiteia a compensação de pagamento indevido ou a maior de contribuição não cumulativa com débitos próprios. Em análise dos pedidos transmitidos, foi emitido Despacho Decisório que não reconheceu o pleito na forma requerida. Contra esta decisão a recorrente apresentou suas razões de irresignação, via Manifestação de Inconformidade, onde discorda do critério de imputação adotado pela unidade de origem. Alega que a autoridade fiscal partiu da equivocada e ilegal premissa de que, sendo o débito em questão vencido em data anterior e tendo sido efetivada a compensação via DCOMP apenas em período posterior, haveria a incidência de multa mora sobre a compensação. Entende que, em face do artigo 138 do Código Tributário Nacional – CTN, o adimplemento de um valor já vencido, antes da instauração de procedimento de ofício e antes da declaração em DCTF, torna inaplicável a imposição da multa de mora. Junta jurisprudência e doutrina que estariam a corroborar sua tese. Decidindo a matéria impugnada, a DRJ/FLORIANÓPOLIS exarou o Acórdão nº 0715.781, que não acolheu integralmente seu pleito. Inconformado com tal decisão, o requerente apresentou Recurso Voluntário, onde traz, como razões de defesa os mesmos fundamentos e argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade dirigida á DRJ, defendendo a tese de que, havendo a transmissão da DCOMP antes da entrega da DCTF, teria ocorrido o fenômeno da Denúncia Espontânea, portanto, a multa de mora não seria devida, pois não havendo mora, não há multa. É o relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301006.011 de 28 de março de 2019, proferido no julgamento do processo 10909.900178/200848, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Fl. 99DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 4 3 Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3301006.011): "8. Em consulta ao eprocesso nº 10909.900105/2006 56, citado pela DRF/ITAJAÍ , encontramos, ás fls. 95/133, peças do MS nº 2008.72.08.0022084/SC, sendo que ás fls. 101/125 consta a petição inicial da ação judicial demandada e ás fls. 130/132 consta a sentença monocrática exarada pelo Juízo Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina/ 2ª Vara Federal de Itajaí. 9. Da petição inicial extraímos os seguintes trechos ; A requerente é pessoa jurídica de direito privado, constituída nos termos e na forma da legislação comercial vigente e, consoante o que estabelece o Edital n° 005/2001, da Superintendência do Porto de Itajaí, "tem por objeto única e exclusivamente a administração e exploração do Terminal de Contêineres localizado dento da área Porto Organizado de Itajaí, compreendendo a movimentação e armazenagem de contêineres, cargas unitizadas e veículos", conforme art. 3 0 de seu Estatuto Social. Ocorre que a impetrante, no período compreendido entre janeiro de 2002 e junho de 2004, realizou diversos recolhimentos a maior/indevidamente, a titulo de PIS — códigos de arrecadação 8109 e 6912 e de COFINS — códigos de arrecadação 2172 c 5856. Os referidos pagamentos à maior/indevidos, realizados "em DARF", cuja comprovação foi reconhecida pelos próprios agentes fiscais do ente tributante, foram objeto de Despachos Decisórios que reconheceram a existência do direito creditário. Porém, com base em argumentação desprovida de fundamentação legal, a despeito de reconhecer o crédito (volume e origem), de reconhecer e tratarem de pagamentos à maior que o devido "em DARF" muito anterioreas aos vencimentos dos débitos compensados, tratou de propor a incidência de multa sob as compensações admitidas por terem sido objeto de regulares "Per/Dcomp" enviados via Internet para a Receita Federal do Brasil, em momento posterior ao vencimento dos débitos compensados. Primeiramente, assentemos que, com todo o respeito, com 'a devida vênia, é absurdo cogitar que, por exemplo, o valor da COFINS da competência jan/2002, recolhido à maior que o devido em 15/02/2002, que foi oferecido para a liquidação por compensação da competência 11/2002 de IRPJ, através da Per/Dcomp 30874.09986.231004.1.7.04 2853 em outubro de 2004, possa sofrer a imposição de "multa de mora" por que a "informação" ocorreu em 10/2004, cm relação a um débito vencido em 31/12/2002, Fl. 100DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 5 4 sendo que o ENTE TRIBUTANTE JÁ TEVE INGRESSADO O RECURSO A MAIOR EM SEUS COFRES, PARA SEU USO E PROVEITO DESDE 15/02/2002. Mora de quem? …………………………………………………. Além de serem constituídos duas vezes de oficio, os referidos débitos não poderiam ser lançados antes mesmo da própria formalização do Despacho Decisório que propôs sua existência !!! Qual seria a fundamentação legal e/ou motivação técnica pará a realização de tal procedimento mediúnico, onde o débito é constituído antes de ser formalizado? Nesse sentido, mister se faz a realização do detalhamento dos processos como segue (Doc 01): 1) PA 10909.900.181/200861 — 2) PA 10909.900.168/200811 — 3) PA 10909.900.174/200860 — 4) PA 10909.900.180/200817 — 5) PA 10909.900.176/200817 — 6) PA 10909.900.170/200881 — 7) PA 10909.900.1791200892 — 8) PA 10909.900.177/200801 — 9) PA 10909.900.123/200838 — 10) PA 10909.900.105/200856 —11) PA 10909.900.184/200803 — 12) PA 10909.900.140/2008 75 — 13) PA 10909.900.182/200814 — 14) PA 10909.900.165/200879 — 15) PA 10909.900.169/2008 57 16) PA 10909.900.183/200851 — 17) PA 10909.900.178/200851 — pagamento à maior de PIS nãocumulativo em 15/05/2003 — suposto valor devido de IRPJ (2362) — 08/2003 — vencido em 30/09/2003 original de R$ 13.535 13 e IRPJ (2362) — 09/2003 — vencido em 31/10/2003 original de R$ 1.877,32 — Total de R$ 15.412 45 ciente em 0S/05/2008 impugnado em 04/06/2008 Exigibilidade Suspensa Nova cobrança PA 10909.900.356/200831 — criado do nada em 04/04/2008 — não foi dado ciência ao contribuinte — lançado indevidamente na conta corrente do contribuinte como "Débito SIEÉ" o mesmo valor de IRPJ (2362) — 08/2003 — original de R$ 13.535,13 e, IRPJ (2362)] 09/2003 original de R$ 1.877 32 — Total de R$ 15.412 45. 18) PA 10909.900.145/200860 …………………………………………………………… …………………. IV. DO PEDIDO Demonstrado o direito líquido e certo da impetrante, e a possibilidade de sofrer violação desses direitos, requer: Fl. 101DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 6 5 • a) a concessão de liminar inaudita altera pars, • determinando a autoridade coatora, no caso o Delegado da Receita Federal em Itajai — SC, que se abstenha de promover qualquer procedimento, no sentido de promover a cobrança de valores cuja exigibilidade encontrase suspensa por impugnaçao administrativa em Manifestações de Inconformidade, ou de promover atos à inscrição de divida ativa da impetrante e mesmo a sua inscrição no CADIN, determinandose assim, a imediata emissão de Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos, vez que presentes os pressupostos delicados no art. 7° da Lei n° 1.533/51, até julgamento final do presente mandado; b) seja expedido oficio à autoridade coatora para que preste, no prazo de lei, as informações que entender cabíveis; • c) após prestadas as informações, seja ouvido o representante do Ministério Público; d) a concessão em definitivo da segurança pleiteada,reconhecendo a ilegitimidade do procedimento adotado pelo ente tribuntante para promover qualquer procedimento, no sentido de promover a cobrança de valores cuja exigibilidade encontrase suspensa por impugnação administrativa em Manifestações de Inconformidade, face às flagrantes ilegalidades sobejamente apontadas, que contrariam as prescrições legais aplicáveis a matéria. e) a concessão cm definitivo da segurança pleiteada, determinando o cancelamento dos lançamentos indevidamente administrativo pendente de julgamento, em atendimento a disposto no art. 151, III, do CTN. 12. Da sentença monocrática extraímos os trechos : Tratase de mandado de segurança postulando expedição de CND ou CPD/EN, além da declaração da impossibilidade de promoverse a cobrança de valores com exigibilidade suspensa por impugnação administrativa, bem como o cancelamento destes lançamentos fiscais. ………………………… A autoridade explicou que a impetrante teve créditos reconhecidos a seu favor, sendo que compensou estes créditos com débitos confessados (DCOMP). O sistema de processamento de dados aplicou automaticamente sistemática proporcional de quitação do débito, utilizando o crédito reconhecido para pagamento parcial do principal do débito, para pagamento parcial da multa moratória e pagamento parcial dos juros de mora. Assim, o valor do Fl. 102DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 7 6 débito remanescente especificado, em cada um dos 53 despachos decisórios da PER/COMP, é composto de parcela remanescente do principal, da multa de mora e dos juros de mora, que não foram quitados, impedindo a aplicação do art. 138 do CTN (denúncia espontânea). Aduziu que todos os lançamentos hostilizados no writ decorrem da compensação proporcional dos valores principal, multa e juros, sendo que os novos lançamentos representam apenas a diferença encontrada a favor do Fisco, recebendo estes créditos novos números de processo administrativo. Por fim, diz que a impetrante, quando do ajuizamento, tinha outros débitos, os quais foram quitados somente em 28/07/2008 – fis. 630/642. …………………………….. 3. Dispositivo Concedo a segurança, com base no art. 138 do CTN, para anular todos os despachos decisórios emitidos contra a impetrante (relacionados na inicial e nas informações) que incluam a multa de mora (ainda que parcial) no lançamento, em face da denúncia espontânea efetuada nos débitos confessados/declarados pela impetrante através de DCOMP. Ordeno que a autoridade coatora expeça CND ou CPD EN, salvo se por outros motivos deva ser negada, na forma do art. 151,1V, do CTN. Custas na forma da Lei. Sem honorários. Espécie sujeita ao reexame necessário. Itajaí, 12 de novembro de 2008. Antonio Fernando Schenkel do Amaral e Silva Juiz Federal 13. Em pesquisa no sítio do TRF4, encontramos as seguintes informações a respeito do MS 2008.72.08.002208 4/SC: APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 2008.72.08.0022084/SC RELATORA: Des. Federal MARIA DE FÁTIMA FREITAS LABARRÈRE APELANTE: UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL) ADVOGADO: ProcuradoriaRegional da Fazenda Nacional Fl. 103DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 8 7 APELADO: TECONVI TERMINAL DE CONTEINERES DO VALE DO ITAJAÍ ADVOGADO: Jackeline Daros Abreu de Oliveira REMETENTE: JUÍZO FEDERAL DA 02ª VF e JEF PREVIDENCIÁRIO DE ITAJÁI EMENTA TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO. PRELIMINARES REJEITADAS. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURNÇA. INCOMPATIBILIDADE DAS RAZÕES DO APELO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ARTIGO 138, CAPUT E PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. PRESENÇA DOS ELEMENTOS CARACTERIZADORES. O mandado de segurança visa proteger direito líquido e certo, assim considerado aquele que pode ser reconhecido só pela leitura da documentação anexada à inicial do mandado de segurança. No caso dos autos, as alegadas irregularidades foram sobejamente detalhadas pela impetrante na peça vestibular, com amparo na farta documentação que a acompanhou. O Juízo acolheu a pretensão da empresa com base na inobservância do instituto da denúncia espontânea e a consequente exclusão da multa de mora dos débitos cobrados pelo Fisco, tendo a ré dirigido sua inconformidade dentro de tais parâmetros, de modo que as razões do recurso mostramse compatíveis em face da decisão de primeiro grau. A dívida não foi paga no vencimento (incidindo juros de mora), mas a compensação (entendase pagamento) deu se no momento em que remetida a DCOMP ao órgão fazendário. Daí não ser cabível a multa de mora em virtude da denúncia espontânea, já que nenhum procedimento administrativo fora até então instaurado. "[...] 4. Todavia, conforme ressalvou o eminente Ministro Teori Albino Zavascki no julgamento do REsp 962.379/RS, a aplicação da Súmula 360 do STJ não é absoluta. Ainda que se trate de tributo sujeito a lançamento por homologação, se o crédito não foi previamente declarado pelo contribuinte, podese configurar a denúncia espontânea, desde que concorram as demais hipóteses do art. 138 do Código Tributário Nacional. [...]" (STJ, AGEDAG nº 1009777, 1ª Turma, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJE 19/02/2010) As diferenças de principal e de juros de mora, apontadas pela Fazenda Nacional como impeditivo da denúncia espontânea, decorrem da indevida inclusão da multa Fl. 104DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 9 8 moratória no montante do débito atualizado. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por unanimidade, em preliminar, rejeitar as teses de descabimento do mandado de segurança e de incompatibilidade das razões recursais e, no mérito, negar provimento ao apelo e à remessa oficial, nos termos do relatório, votos e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. Porto Alegre, 26 de janeiro de 2011. Des. Federal MARIA DE FÁTIMA FREITAS LABARRÈRE Relatora FASES MANDADO DE SEGURANÇA Nº 2008.72.08.0022084 (SC) Data: 30/09/2010 Tipo: SUBSTABELECIMENTO Número: 10/1223191 Peticionante: APM TERMINALS ITAJAÍ S.A. Órgão atual: SCITA02 Status: Aguardando Juntada 29/03/2011 18:10 Remessa Externa Remessa Vara de origem GUIA NR.: 110042774 ORIGEM: EXPED DESTINO: 02a VF e JEF REVIDENCIÁRIO DE ITAJAÍ 29/03/2011 18:10 Recebimento 22/03/2011 15:05 Baixa Definitiva remetido a(o) GUIA NR.: 110038005 ORIGEM: ST1 DESTINO: EXPEDIÇÃO JUDICIÁRIA E ADMINISTRATIVA 22/03/2011 15:04 Trânsito em Julgado conforme certidão constante nos autos ……………………………….. 01/12/2010 19:00 Julgamento APÓS O VOTO DA DES. FEDERAL MARIA DE FÁTIMA FREITAS LABARRÈRE NO SENTIDO DE, EM PRELIMINAR, REJEITAR AS TESES DE DESCABIMENTO DO MANDADO DE SEGURANÇA E DE INCOMPATIBILIDADE DAS RAZÕES RECURSAIS E, NO MÉRITO, NEGAR PROVIMENTO AO APELO E À REMESSA OFICIAL, PEDIU VISTA O DES. FEDERAL ALVARO EDUARDO JUNQUEIRA. AGUARDA A DES. FEDERAL LUCIANE AMARAL CORRÊA MÜNCH. 19/11/2010 13:50 Pauta de Julgamentos Inclusão pelo Relator DO DIA 01.12.2010 SEQ.: 009 Fl. 105DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 10 9 ……………………………….. 19/02/2009 18:40 Distribuição Ordinária por sorteio eletrônico – n. 54310 14. Verificase, no caso presente em exame, que as razões de recurso administrativo são idênticas ás causas de pedir da ação judicial impetrada pela recorrente. 15. As razões do recurso voluntário trazem á tona a questão do adimplemento da obrigação tributária principal, por compensação, antes de ser o valor da obrigação tributária principal declarado em DCTF, mesmo que em atraso o que, no entendimento da recorrente, afastaria a mora e, por consequência, multa de mora, por aplicação do instituto da denúncia espontânea, nos moldes do artigo 138 do Código Tributário Nacional. 16. A ação judicial demandada, no caso, mandado de segurança contra ato do Delegado da Receita Federal em Itajaí/SC, qual seja despacho decisório eletrônico que homologou parcialmente a compensação declarada na Declaração de Compensação – DCOMP, transmitida pelo sistema eletrônico PER/DCOMP, da Secretaria da Receita Federal, discute o mesmo tema, tendo tifo como resultado a sentença monocrática, confirmada em acórdão do TRF4, que teve como decisão a anulação do despacho decisório emitido. 17. Portanto, clara está a coincidência dos objetos dos pedidos, tanto na esfera administrativa, como na esfera judicial. 18. Desta forma, devese obediência ao Princípio Constitucional da Supremacia das Decisões Judiciais e da Prevalência da Esfera Judicial sobre a Administrativa, ambos insculpidos no Inciso XXXV do Artigo 5ª da Constituição Federal : Art.5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: ………………………………. XXXV a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. 19. Para tanto, este CARF emitiu a Súmula nº 1 Súmula CARF nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo Fl. 106DF CARF MF Processo nº 10909.900181/200861 Acórdão n.º 3301006.014 S3C3T1 Fl. 11 10 órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Vinculante, conforme Portaria nº 227, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Conclusão 20. Assim, diante da coincidência de objetos entre as razões de recurso administrativo apresentado e a causa de pedir das ações judiciais impetradas, caracterizada está a concomitância entre elas e a consequente renúncia á esfera administrativa. 21. Portanto, em razão da matéria em julgamento por este CARF encontrarse contida na matéria submetida á análise do Poder Judiciário, é de se aplicar ao caso concreto em exame a Súmula CARF nº 1. 22. Quanto aos efeitos da concomitância, deixase de conhecer as alegações relativas á matéria objeto das ações judiciais, cabendo á Unidade Administrativa de origem (DRF/ITAJAÍ/SC) a verificação do atual andamento das ações judiciais e os efeitos das suas decisões sobre a matéria em questão, para seu cumprimento. Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por não conhecer do recurso voluntário em razão da concomitância. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 107DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10283.901008/2009-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE
Exercício: 2005
COMPETENCIA
Não se conhece de recurso cuja matéria trata de diferenças entre os valores declarados e os valores escriturados a título de Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE no período de setembro de 2005, é de competência da Egrégia 3a Seção deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), a teor da norma contida no artigo 4o , do Anexo II, Título I, Capítulo I do Regimento Interno do CARF
COMPETENCIA DECLINADA
Numero da decisão: 1803-001.987
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da 3ª Turma Especial da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF, por unanimidade de votos declinar a competência para 3a Seção deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado.
(Assinado Digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva
Presidente
(Assinado Digitalmente)
Sérgio Luiz Bezerra Presta
Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, que presidiu a Turma, Meigan Sack Rodrigues,Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Sergio Rodrigues Mendes, Neudson Cavalcante Albuquerque.
Nome do relator: Walter Adolfo Maresch
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Acordam os membros da 3ª Turma Especial da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF, por unanimidade de votos declinar a competência para 3a Seção deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Presidente (Assinado Digitalmente) Sérgio Luiz Bezerra Presta Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, que presidiu a Turma, Meigan Sack Rodrigues,Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Sergio Rodrigues Mendes, Neudson Cavalcante Albuquerque. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 10 08 /2 00 9- 66 Fl. 152DF CARF MF Processo nº 10283.901008/200966 Acórdão n.º 1803001.987 S1TE03 Fl. 153 2 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao presente contencioso administrativo, adoto parte do relato do contido no Acórdão nº 0122.854 proferido pela 3ª Turma de Julgamento da DRJ em Belém PA, constante das fls. 98 e seguintes dos autos, a seguir transcrito: “Versa o presente processo sobre PER/DCOMP nº 15971.39338.150406.1.3.040975 (fls.1/5) em que o contribuinte aponta crédito de pagamento indevido ou a maior de CIDE, 8741, no valor de R$ 58.564,12 para compensar débito de CIDE, 8741, PA março/2006, vencimento 13/04/2006, R$ 59.395,73. Ainda segundo consta da declaração de compensação, o crédito teria sido constituído via recolhimento de CIDE efetuado em 14/10/2005 no valor de R$ 83.663,03. Através do Despacho Decisório e anexos de 18/02/2009, n° 820962455 (fls.6/8), o direito creditório não foi reconhecido e as compensações, não homologadas. Como fundamento para o não reconhecimento do direito creditório, a unidade de origem afirma que ‘.. foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER DCOMP.’ Tendo tomado ciência do Despacho Decisório em 05/03/2009 (fl.9), o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 03/04/2009 (fls. 10/16) via representantes legais (fls. 17/33), alegando em síntese que: 1) Requer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário ao amparo do art.151, II do CTN; 2) O equívoco decorre do fato de que a manifestante apurou erroneamente o valor do tributo a pagar; 3) Após têlo apurado e efetuado o pagamento, foi detectado pelo setor de contabilidade do contribuinte o pagamento a maior, bem como saldo credor decorrente de saldo negativo da CSLL, que resultará no pedido de compensação, na forma prevista na legislação que trata do assunto; 4) Inadvertidamente, não houve retificação da DCTF na qual deveria constar o valor do débito a ser compensado; 5) O valor pago a maior é decorrente de saldo negativo CSLL; 6) Além do saldo credor da CSLL, a manifestante possui crédito originário de beneficio fiscal amparado no Ato Declaratório n° 58, de 04 de abril de 2005 e no DecretoLei n° 756/69, sendo o Ato Declaratório expedido com efeito retroativo ao ano de 2004; (transcreve o teor do Ato Declaratório). 7) No ano de 2004 houve pagamento do imposto de renda, nascendo o crédito objeto de restituição e, portanto, informado no PER/DCOMP; 8) O ato da autoridade administrativa implica não reconhecer o ato declaratório e apresentase totalmente contrário ao artigo 178 do Código Tributário Nacional; 9)É indiscutível que o direito à compensação, na modalidade requerida pela manifestante, está previsto no caput do art.74 da Lei 9.430/96 bem como nos termos da Instrução Normativa 600/2005; Fl. 153DF CARF MF Processo nº 10283.901008/200966 Acórdão n.º 1803001.987 S1TE03 Fl. 154 3 10) Requer a realização de diligência para aferição do crédito e, até mesmo, do débito; 11) O Decreto n° 70.235/72, art.16, IV, ampara o direito do contribuinte em pedir a realização de diligências para fazer prevalecer seus direitos obedientes ao contraditório e à ampla defesa na forma preconizada no art.5°, LV da CF/88; 12) Todos os valores objeto de pedido de restituição/compensação dizem respeito ao exercício 2005, anocalendário 2004, abrangendo todo o ano de 2004 e, por esse motivo, fica inviável anexar a esta manifestação todos os livros e documentos que comprovam a apuração do crédito; 13) É inquestionável a ocorrência do pagamento a maior, seja decorrente do saldo negativo CSLL e ainda do IRPJ pago; 14) Requer o reconhecimento do crédito e autorização para juntada de documentos antes da decisão. Constam ainda dos autos os seguintes documentos que merecem destaque: cálculo dos impostos mensais (fl.34), Ficha 11 da DIPJ/2005 (fls.35/38), cálculo dos benefícios fiscais (fl.39), ADE n° 58/2005 (fl.40). Laudo Constitutivo e Parecer (fls.42/49), Aprovação de Projeto de Modernização (fl.50), balancete analítico (fls.51/59), Planilha de Cálculo para compensação CIDE (fls.64 e 74), contratos de câmbio (fls.75, 78/80, 85/86 e 95), composição do valor de uso de marca (fl.77), cópia de DARF's (fls.82/84 e 94) e despacho (fl.96)”. A 3ª Turma de Julgamento da DRJ em Belém PA, na sessão de 31/08/2011, ao analisar a manifestação de inconformidade apresentada, proferiu o Acórdão nº 0122.854 entendendo por unanimidade de votos, “julgar improcedente a manifestação de inconformidade”, em decisão assim ementada: “Assunto: Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE Data do fato gerador: 13/09/2005 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CIDE. FALTA DE COMPROVAÇÃO. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Tendo o próprio contribuinte juntados aos autos planilhas referentes à apuração da CIDE com a dedução do crédito referente a setenta por cento do valor pago em período anterior, não restou comprovada a ocorrência de pagamento indevido ou a maior. Sem o reconhecimento do direito creditório, a compensação resulta não homologada. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. Nos termos da legislação de regência, a manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade dos débitos compensados. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Não Reconhecido” Cientificado da decisão de primeira instância em 18/10/2011 (terçafeira) (AR constante das fls. 110), a SHOWA DO BRASIL LTDA, qualificada nos autos em epígrafe, inconformada com a decisão contida no Acórdão nº 0122.854, recorre em Fl. 154DF CARF MF Processo nº 10283.901008/200966 Acórdão n.º 1803001.987 S1TE03 Fl. 155 4 04/11/2011 (fls. 111 e segs dos autos) a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais objetivando a reforma do julgado. Na referência às folhas dos autos considerei a numeração do processo eletrônico (eprocesso). É o relatório do essencial. Voto Conselheiro SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA Observando o que determina os arts. 5º e 33 ambos do Decreto nº. 70.235/1972 conheço a tempestividade do recurso voluntário apresentado, preenchendo os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele, portanto tomo conhecimento. Porém, tenho que me furtar em adentrar no mérito da questão, tendo em vista a determinação expressa do artigo 4o, do Anexo II, Título I, Capítulo I do Regimento Interno do CARF que outorga à 3a Seção deste Conselho Administrativo a competência absoluta para processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação referente à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE, tendo em vista que as DCOMP´s, fls. 02 e seguintes, tratam da compensação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE com parcelas vincendas da mesma contribuição sob o código de receita nº 8741(CIDE REMESSAS AO EXTERIOR). Assim, nos termos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos FiscaisCARF, voto no sentido de DECLINAR a competência a Egrégia 3a Seção do Conselho Administrativo de Recursos FiscaisCARF para análise do recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Sergio Luiz Bezerra Presta – Relator Fl. 155DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10865.900859/2008-60
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon May 13 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.832
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do Recurso em diligência.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente.
(assinado digitalmente)
Pedro Rinaldi de Oliveira Lima - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente).
Nome do relator: PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA
1.0 = *:*
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do Recurso em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente. (assinado digitalmente) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente).
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do Recurso em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente. (assinado digitalmente) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente). Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls. 499 apresentado em face da decisão de primeira instância da DRJ/SP de fls. 492 que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade de fls. 11, restando o direito creditório não reconhecido nos moldes do Despacho Decisório de fls. 7. Como de costume desta Turma de julgamento, reproduzo o relatório da decisão de primeira instância, conforme segue: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 65 .9 00 85 9/ 20 08 -6 0 Fl. 538DF CARF MF Processo nº 10865.900859/200860 Resolução nº 3201001.832 S3C2T1 Fl. 539 2 "Trata o presente de Declaração de Compensação DCOMP enviada eletronicamente pelo interessado, para qual proferido Despacho Decisório não homologando a compensação, à vista da inexistência de crédito. O crédito apresentado para compensação é suposto pagamento indevido ou a maior, efetuado em 14/09/2001, no valor de R$ 1.007,35. Cientificado da decisão, o interessado apresentou manifestação de inconformidade alegando, em breve síntese, que a não homologação decorre de informação errada em DCTF, onde foi apontado o valor de débito no mesmo valor do recolhimento correspondente. Alega que, equivocadamente, incluiu o valor correspondente a “bonificações” na base de cálculo do PIS e da COFINS e, assim, recolheu indevidamente, tributo a maior sobre tais valores. Junta cópia de balancete parcial, onde se verifica que parte das vendas realizadas está contabilizada sob a rubrica VENDAS BONIFICAÇÃO. Ressalta que, conforme o disposto no inciso I, do § 2°, do art. 3°, da Lei n° 9.718, de 1998, que transcreve, tais valores devem ser excluídos do conceito de receita bruta. Art. 3° O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde a receita bruta da pessoa jurídica. § 2° Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 21 excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicíonais concedidos, (...) (Grifos são do original) Requereu a homologação da compensação. Confonne Resolução n° 1.184 fls. 31./33, o julgamento foi convertido em diligência para a necessária comprovação da incondicionalidade dos descontos concedidos (bonificações). A DRF em Limeira intimou o interessado que, em resposta, apresentou a documentação juntada às fls. 36/486, qual seja, cópias das Notas Fiscais de Bonificação (classificação fiscal 5.99 e 6.99) e cópia do Livro de Registro de Saídas, ambos referentes ao período de apuração agosto de 2001." Este Acórdão de primeira instância da DRJ/SP de fls. foi publicado com a seguinte Ementa: "Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP Data do fato gerador: 14/09/2001 BASE DE CALCULO. COMPOSIÇÃO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. As bonificações concedidas em mercadorias configuram descontos incondicionais. podendo ser excluídas da receita bruta para efeito de apuração da base de cálculo da Coñns. apenas quando constarem da Nota Fiscal de venda dos bens e não dependerem de evento posterior à emissão desse documento. Fl. 539DF CARF MF Processo nº 10865.900859/200860 Resolução nº 3201001.832 S3C2T1 Fl. 540 3 Dispositivos Legais: arts. 2° e 3°, § 2°, I. da Lei n° 9.718, de 27/11/1998; e IN SRF n° 51. de 03/11/1978. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido." Os autos digitais foram distribuídos e pautados para julgamento conforme regimento interno deste Conselho. Relatado o caso. Voto Conselheiro Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Relator. Conforme o Direito Tributário, a legislação, os fatos, as provas, documentos e petições apresentados aos autos deste procedimento administrativo e, no exercício dos trabalhos e atribuições profissionais concedidas aos Conselheiros, conforme Portaria de condução e Regimento Interno, apresentase esta Resolução. Conforme fls. 41 e seguintes, juntouse as NFs, balancetes e registros de saídas que atestam a existência das bonificações. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são expressamente excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. Ao que parece, a fiscalização pressupôs a existência de duas movimentações ao existir duas NFs, mas as datas, horários das NFs e saídas (fls. 41 e seguintes) indicam que as bonificações foram concedidas em um só ato. Em face do exposto, com fundamento na regra administrativa fiscal da busca da verdade material, votase para que ps autos sejam convertido em diligência para que: os autos retornem à unidade de origem para que a fiscalização avalie na escrita fiscal, livri razão, notas fiscais, planilhas e documentos juntados aos autos se os pagamentos pelos clientes foram realizados, se os valores pagos contemplam ou não os pagamentos das NFs de bonificação e verifique se as NFs realmente guardam relação com as NFs principais. Fl. 540DF CARF MF Processo nº 10865.900859/200860 Resolução nº 3201001.832 S3C2T1 Fl. 541 4 Após a realização das análises solicitadas, profira parecer conclusivo sobre o crédito pretendido e abram vistas para que a recorrente se pronuncie. Concluída a diligência, retornem os autos ao CARF para julgamento. Resolução proferida. (assinado digitalmente) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima. Fl. 541DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10920.003299/2003-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
IRPF. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEDUTIBILIDADE.
Na declaração de rendimentos, poderão ser deduzidos os pagamentos
efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2° e 3° graus, cursos de especialização ou profissionalizantes, somente do contribuinte e de seus dependentes.
Inteligência do art. 81 do RIR/99.
Comprovados os gastos relativos a um dos dependentes, há de ser aceita a dedução até o limite anual individual de R$ 1.700,00.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2101-001.905
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 IRPF. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEDUTIBILIDADE. Na declaração de rendimentos, poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2° e 3° graus, cursos de especialização ou profissionalizantes, somente do contribuinte e de seus dependentes. Inteligência do art. 81 do RIR/99. Comprovados os gastos relativos a um dos dependentes, há de ser aceita a dedução até o limite anual individual de R$ 1.700,00. Recurso provido.
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DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEDUTIBILIDADE. Na declaração de rendimentos, poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação préescolar, de 1º, 2° e 3° graus, cursos de especialização ou profissionalizantes, somente do contribuinte e de seus dependentes. Inteligência do art. 81 do RIR/99. Comprovados os gastos relativos a um dos dependentes, há de ser aceita a dedução até o limite anual individual de R$ 1.700,00. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 71DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 20/09/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10920.003299/200387 Acórdão n.º 210101.905 S2C1T1 Fl. 2 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka (Relator), José Raimundo Tosta Santos, Celia Maria de Souza Murphy e Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa. Ausente o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage. Relatório Tratase de recurso voluntário (fl. 23) interposto em 16 de abril de 2008 contra o acórdão de fls. 18/19, proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC), que, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o auto de infração de fls. 04/10, lavrado em 18 de setembro de 2003, em decorrência de deduções indevidas de despesas com instrução e de despesas médicas, verificadas no ano calendário de 2001. Não se conformando, o Recorrente interpôs o recurso de fl. 23, pedindo a reforma do acórdão recorrido, para restabelecer a glosa de despesa com instrução do dependente Fábio Rosenstock (R$ 1.956,00), até o limite legal (R$ 1.700,00). É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Como se depreende da leitura do acórdão recorrido, em consonância com o recurso voluntário apresentado pelo Recorrente, temse que a questão, em fase recursal, restringese à verificação da efetividade do pagamento das despesas com instrução do dependente Fábio Rosenstock. De fato, no que diz respeito a este aspecto, o acórdão recorrido manteve a glosa, uma vez que “de acordo com a DIRPF/2002 apresentada pelo impugnante e cuja cópia foi juntada às fls. 14 a 16 por esta julgadora, Fábio Rosenstock foi declarado como dependente do contribuinte (código 21 filho). Contudo, os canhotos de pagamentos, cujas cópias estão anexadas à fl. 3, constando o nome do filho do contribuinte, muito embora evidenciem o pagamento de despesas no montante de R$ 1.956,00, não permite identificar a quem foram pagas e a que título, não servindo, portanto, para comprovar as despesas com instrução pleiteadas” (fl. 19). Quanto à dedutibilidade dos gastos efetuados com instrução, dispõe o RIR/99, mais especificamente em seu art. 81, que, para apuração da base de cálculo do imposto devido, “na declaração de rendimentos, poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a Fl. 72DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 20/09/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10920.003299/200387 Acórdão n.º 210101.905 S2C1T1 Fl. 3 3 estabelecimentos de ensino relativamente à educação préescolar, de 1°, 2° e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes", até o limite anual individual de R$ 1.700,00 para o anocalendário de 2001. No presente caso, cumpre destacar que o contribuinte, para a comprovação dos gastos de instrução realizados, houve por bem acostar o documento de fl. 24, que corresponde aos pagamentos efetuados no anocalendário de 2001, referentes às despesas com instrução de seu filho/dependente. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de DAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 73DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 20/09/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13888.910730/2012-76
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 20/06/2008
COMPENSAÇÃO. PROVA SUFICIENTE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. DOCUMENTOS CONTÁBEIS E FISCAIS. HOMOLOGAÇÃO.
Deve ser homologada a compensação em que a declarante tenha comprovado suficientemente, mediante documentos contábeis e fiscais, a existência do direito creditório pleiteado.
Numero da decisão: 3401-006.019
Decisão:
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (Presidente), Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Rodolfo Tsuboi (Suplente convocado), Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 20/06/2008 COMPENSAÇÃO. PROVA SUFICIENTE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. DOCUMENTOS CONTÁBEIS E FISCAIS. HOMOLOGAÇÃO. Deve ser homologada a compensação em que a declarante tenha comprovado suficientemente, mediante documentos contábeis e fiscais, a existência do direito creditório pleiteado.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (Presidente), Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Rodolfo Tsuboi (Suplente convocado), Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1296; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 2 1 1 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.910730/201276 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401006.019 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de abril de 2019 Matéria PIS/COFINS Recorrente WIPRO DO BRASIL INDUSTRIAL S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 20/06/2008 COMPENSAÇÃO. PROVA SUFICIENTE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. DOCUMENTOS CONTÁBEIS E FISCAIS. HOMOLOGAÇÃO. Deve ser homologada a compensação em que a declarante tenha comprovado suficientemente, mediante documentos contábeis e fiscais, a existência do direito creditório pleiteado. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (Presidente), Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Rodolfo Tsuboi (Suplente convocado), Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 91 07 30 /2 01 2- 76 Fl. 216DF CARF MF Processo nº 13888.910730/201276 Acórdão n.º 3401006.019 S3C4T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Despacho Decisório eletrônico que não homologou a compensação declarada no PER/DCOMP, sob o fundamento da integral vinculação do crédito indicado a outro(s) débito(s) de titularidade do contribuinte. A decisão de 1ª instância julgou o recurso improcedente ao argumento de que não havia prova exaustiva da liquidez e certeza do crédito vindicado, pois não foram juntados os registros contábeis da operação, imputando ao recorrente o ônus da prova do direito requerido. O Recurso Voluntário sustentou a possibilidade de juntada de documentos nessa fase processual, em observância ao princípio da verdade material; pugnou pela devolução dos autos à unidade de origem para revisão do despacho eletrônico, por força do Parecer Normativo Cosit nº 02/2015; e ratificou as alegações já deduzidas em primeira instância quanto ao direito pleiteado. Foram anexados à peça recursal o ADE nº 53/06 (CARTEPILLAR BRASIL LTDA, admissão no RECOF), laudo técnico contábil e extrato do livro Registro de Saídas. Considerando a documentação carreada aos autos pela Recorrente no Recurso Voluntário, este Colegiado converteu o feito em diligência para que a unidade preparadora da RFB se manifestasse acerca da procedência e quantificação do direito creditório, bem como da disponibilidade e da suficiência do crédito para a compensação pretendida. O processo retornou para julgamento com Informação Fiscal no sentido da procedência, disponibilidade e suficiência do crédito para extinguir o débito declarado no PER/DCOMP. A Recorrente ratifica as razões recursais. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 3401006.017, de 23 de abril de 2019, proferido no julgamento do Processo nº 13888.910728/201205. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3401006.017): "A controvérsia posta nos autos cingiase à existência de crédito de COFINS decorrente de pagamento a maior no valor de R$ 36.019,17 (competência MAI/2008), recolhido mediante DARF, Fl. 217DF CARF MF Processo nº 13888.910730/201276 Acórdão n.º 3401006.019 S3C4T1 Fl. 4 3 hábil a ser compensado com débito do mesmo tributo no valor de R$ 19.860,91 (competência AGO/2012). O feito tramitou em 1ª instância sem que a Recorrente fizesse prova suficiente do indébito, posto que alegava ser beneficiária da suspensão do tributo por vender mercadorias à pessoa jurídica habilitada no RECOF sem juntar os respectivos documentos contábeis e fiscais que espelhassem as operações. Ocorre que, em sede de Recurso Voluntário, a Recorrente supriu tal carência probatório, de modo que este Colegiado resolveu converter o feito em diligência para que a unidade preparadora da RFB se manifestasse conclusivamente acerca da procedência, disponibilidade e suficiência do direito creditório. Assento pois as informações apresentadas pela autoridade fiscal em sede de diligência: 3. Em nossa análise verificamos que o crédito alegado pelo contribuinte na Dcomp (R$ 36.019,17), encontrase disponível para compensação, em nossos sistemas, após as retificações efetuadas na DCTF e DACON, relativas ao período de apuração 05/2008. A emissão Despacho Decisório de nº de Rastreamento 042024158 foi realizada em 03/01/2013 e as retificações citadas foram realizadas em 29/01/2013 e 30/01/2013, respectivamente. Portanto, não havia saldo disponível quando da emissão do Despacho Decisório, o que motivou seu indeferimento inicial. 4. Ademais, da análise do Livro de Registro de Entradas e Saídas, do DACON, dos documentos fiscais apresentados pela recorrente e tendo em vista que as notas fiscais apresentadas são de venda de produtos a empresa beneficiária do RECOF e, por consequência, com benefício da suspensão do PIS/Pasep e Cofins em suas aquisições no mercado interno, dentro das condições previstas no ADE nº 53, de 24 de julho de 2006 e da IN SRF 417/2004 (alterada pela IN SRF 547/2005 e posteriores), concluímos que a manifestante faz jus a compensação dos créditos de R$ 36.019,17, de Cofins (cód. 5856), período de apuração 30/05/2008, demonstrados na Dcomp nº 28653.88994.190912.1.3.046142. Conforme verificamos nos relatórios do Sistema de Apoio Operacional (fls. 198 a 200), o crédito utilizado na Dcomp tratada nesse processo é suficiente para extinguir o débito declarado (R$ 19.860,91, Cofins (5856), vencido em 25/09/2012). O saldo do crédito não utilizado nessa Dcomp foi utilizado em outra Dcomp relacionada, de nº 04211.25185.270912.1.3.040704, tratada no processo nº 13888.910730/201276, sendo que também nessa Dcomp relacionada o crédito utilizado também foi suficiente para extinguir o débito declarado (R$ 30.778,44, CSLL (2484), vencido em 28/09/2012), conforme vemos no relatório de fls. 200. (grifo nosso) É de se concluir que, ante a informação de que o crédito existe, está disponível e é suficiente para se homologar a compensação pretendida, cai por terra a matéria antes controvertida, de modo Fl. 218DF CARF MF Processo nº 13888.910730/201276 Acórdão n.º 3401006.019 S3C4T1 Fl. 5 4 que deve ser acolhido o resultado da diligência para se reconhecer o direito creditório e homologar a compensação declarada no PER/DCOMP 28653.88994.190912.1.3.046142. Ante o exposto, voto por CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, DAR PROVIMENTO ao mesmo." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado decidiu por CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, DAR PROVIMENTO ao mesmo. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 219DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13637.000048/2006-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a. Renda de Pessoa Física - IRPF
Exereieio: 2003
DEDUÇÕES, DESPESAS MFDICAS
A deduçao das despesas medicas exige que os profissionais emitentes dos recibos estejam habilitados para o exercício da profissao
Comptovada a inabilitaciio do profissional para a atividade a autuação deve mantida.
Numero da decisão: 2101-000.775
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer despesa odontológica no montante de R$ 5,500,00, nos termos o voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Odmir Fernandes
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ementa_s : Imposto sobre a. Renda de Pessoa Física - IRPF Exereieio: 2003 DEDUÇÕES, DESPESAS MFDICAS A deduçao das despesas medicas exige que os profissionais emitentes dos recibos estejam habilitados para o exercício da profissao Comptovada a inabilitaciio do profissional para a atividade a autuação deve mantida.
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'H. I M1N1STÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DL JULGAM ENT° Processo n" 13637.000048/2006-87 Recurso n" 172.200 Voluntário Acórdilo n" 2101-00.775 — 1" (Amara / Turnra Ordinária Sessiio de 23 de setembro de 2010 Matéria 1RPE Recorrente F\'a Maria Attademo Campos Recorrida 4j Turma/DRI-Juiz de Fora/MG Assunto: Imposto sobre a. Renda de Pessoa Física - IRPF Exereieio: 2003 D.F.DIXÕES, DESPESAS MFDICAS A deduçao das despesas medicas exige que os profissionais emitentes dos recibos estejam habilitados para o exercício da profissao Comptovada a inabilitaciio do profissional para a atividade a autuaçao deve mantida Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. Aeordarn os membios do Colcgiado, por unaiiimidade de votos, em dar ovimento parcial ao leans° pan.' restabelecer despesa odontológica no montante de R$ 5,500,00, nos teraftT;;(; o voto do Relator, CAÍ ) MARCOS CÂNDI OD ES — Relator Frl )1.' END EM: 10/02/2011 Participaram da sessao de julgamento os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka, Ana Neyle 01 impio Holanda, Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Jose Raimundo .rosta Santos e 0(117{14 Fernandes. O Presidente .R.ela tó Trata-se de Recurso Voluntário da decisão da 4 a Tunna da DU de Julgamento de Juiz de Fora/MG quo manteve a exigacia do HUT do exercício de 2003, ano- 'base 2002, decorrente da glosa da dedução das despesas médicas e de incentivo A decisão recorrida manteve a autuação da glosa das despesas médicas no valor de R$14,000,00, por se tratar de recibo emitido por profissionais não habilitados e não constar endereço, e pela dedução indevida de incentivos fiscal no valor dc R$188,17. Nas razões de recurso insiste na reforma da decisão recorrida juntado declaração da inscrição de Lúcia Helena Pinho da Silveira, na entidade profissional, copia do comprovante de pagamento da anuidade de Rosana Pi:dim de Miranda Pereira, feito ao registro profissional e declaração de Viviane Barbosa Andrade dando conta do local da prestação dos serviços . Não se insurge contra a glosa do incentivo fiscal, É o breve relatório.. Voto Conselheiro Odmir .Fernandes 0 recurso preenche os requisitos de admissibilidade e deve set conhecido. A Recorrente não se insurge contra a glosa do incentivo fiscal, de forma que não se toma conhecimento deste item da autuação que fica mantido . Coin relação a glosa das despesas medica, a autuação decorre da dedução, considerada indevida pela fiscalização, no valor de R$ 14.000,00, relativo aos pagamentos declarados corn os seguintes profissionais: 1- Lucia Helena Pinho da Silveita. R$ 4.400,00, corn o regiqr o no Cons.elho Regional de .Psieoh.)gia/MG, cancelado em .15/01/2001, confOrme IntOrmaçáo 1brnecida pelo Conselho; 2- Rosario Fátima de .Miranda Pereira: R$ 4.100,00, neio registrada no Conselho Regional de l'isioterapia/MG, conforme in/or maçao fornecida pelo Gniselho,. 3- Viviane .Barbosa Andrade.: R$ 5..500,00, os recibos apresentados nao tOrarn comidetado hábeis., or nao constar a insf.:rkiio do profissional no Conselho Rcional de sua categoria e nem endereço profissional do emitente. A autuação questiona a regularidade do registro -profissional e no endereço dos emitentes dos recibos das despesas .médicas. Não se questiona nestes autos o pagamento das despesas . Passo ao exame da siluação de cada profissional. Lucia Ifelena Pinho da Silveira: Nesta fase recursal houve juntada de declaração do Conselho Regional de Psicologia, firmada em 2008, dando conta da regularidade do registro profissional de Lucia 1elena Pinho da Silveira. ocesso n I .57 (100018/2006-X7 S2 -C III Ac6rd5o n 2101-00.775 Fl 2 As despesas são do ano de 2.002 e a declaração firmada em 2008 não esclarece se desde 2002 ela estava ou não regular perante o órgão de Fiscalização profissional., A declaração constate de tis. 59, clo mesmo Orgrão de registro profissional, dà conta que a inscrição dessa profissional foi lei ia em 08.11..1993 e o cancelamento realizado em 15 0 -1.2001, estando itreguiat até a data constatada. (?!), mas o documento do Conselho não indicar - a qual seria data. Logo, a. declaração .1'eita em 2008, sem indicar a regularidade no ano de 2002, não se presta ao in pretendido, com isso a glosa foi acertada e a decisão recorrida deve ser in Rosana Feitirna Alitanda Pet circv Com relação à pro fissional Rosana Fatima de Miranda Pereira, llinive j untada, neste recurso, do pagamento de uma anuidade, mas em identifica que se refira o órgão de fiscalização do registro profissional., Dena" referir-se a urn "Nuclei° de fisioterapia". Corn isso, a declaração prestada pelo Conselho de Fisioterapia na lase inshutora. da autuação, dando conia não ser ela, Rosana, ¡INCH ta para o exercício da profissão, não fbi conlrariada, razão pela qual a glosa também foi acertada Viviane Barbosa Andp .atle: Tocante a pro fissional Viviane Barbosa Andrade, a glosa decorreu da falta de registro e do endereço dessa profissional. A decisão recorrida admitiu a regularidade do registro profissional (fls. 77), restando assim a falta do endereço dessa profissional no recibo firmado. Com o presente o recurso a Recorrente .juntou declaração dessa profissional declarando seu endereço profissional (11s. 85). Com isso, vemos que foi suprida a irregularidade e a dedução das despesas odontológicas no valor de R$ 5.500,00 deve ser restabelecida.. Antes o exposto, conheço e dou parcial provimento ao recurso para restabelecer a dedução das despesas odontológieas de R$ 5.5000,00, dos recibos da pro -fissional Viviane Barbosa .Andrade, mantel ) as demais glosas da decisão recorrida.
score : 1.0
