Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 19515.720492/2011-42
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2007
APURAÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM INFORMAÇÃO PRESTADA PELA CONTRIBUINTE. DIPJ. DCTF.
Permitido ao contribuinte esclarecer dúvidas oriundas de informações desconexas prestadas em DIPJ e DCTF, e deixa de fazê-la sem justificativa plausível, impõe a constituição do crédito tributário tomando como fonte as informações relativas aos saldos devedores declarados ao Fisco em declaração sem condão de confissão.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3403-001.901
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2007 APURAÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM INFORMAÇÃO PRESTADA PELA CONTRIBUINTE. DIPJ. DCTF. Permitido ao contribuinte esclarecer dúvidas oriundas de informações desconexas prestadas em DIPJ e DCTF, e deixa de fazê-la sem justificativa plausível, impõe a constituição do crédito tributário tomando como fonte as informações relativas aos saldos devedores declarados ao Fisco em declaração sem condão de confissão. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 19515.720492/2011-42
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5210145
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-001.901
nome_arquivo_s : Decisao_19515720492201142.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : DOMINGOS DE SA FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 19515720492201142_5210145.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim - Presidente. Domingos de Sá Filho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
id : 4556727
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396503412736
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1697; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 3 1 2 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.720492/201142 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3403001.901 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 31 de janeiro de 2013 Matéria IPI Recorrente IMPRIMAX INDÚSTRIA DE AUTO ADESIVOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2007 APURAÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM INFORMAÇÃO PRESTADA PELA CONTRIBUINTE. DIPJ. DCTF. Permitido ao contribuinte esclarecer dúvidas oriundas de informações desconexas prestadas em DIPJ e DCTF, e deixa de fazêla sem justificativa plausível, impõe a constituição do crédito tributário tomando como fonte as informações relativas aos saldos devedores declarados ao Fisco em declaração sem condão de confissão. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 04 92 /2 01 1- 42 Fl. 170DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 23/03/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário interposto pela empresa IMPRIMAX INDÚSTRIA DE AUTO ADESIVOS LTDA. Visando modificar a decisão desfavorável que manteve intacto o crédito tributário apurado por meio de Auto de Infração relativo ao Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, período de apuração de 01.01.2007 a 31.12.2007. O auto de infração foi lavrado com base em informações lançadas em DIPJ de 2008 comparadas com as informações do DACON e DCTF. O lançamento deuse em decorrência de que os valores informados em DIPJ;2008 , segundo consta do Termo de Fiscalização, fl. 70, os saldos devedores do IPI são superiores aos informados em DCTF ou superiores aos valores recolhidos. Em impugnação deixa de contradizer a imputação lhe imputada, recolhimento a menor do que o devido, diz apenas que esses fatos ocorreram em razão de “dificil situação financeira”, que impediu de dispensar melhor atenção a contabilidade que é prestada por terceiros. Na fase recursal aponta três pontos como sendo seu inconformismo: primeiro – se refere a “insuficiência de declaração de saldo devedores do IPI”, sustenta que não tem previsão legal de ser um dos fatos gereadores do IPI conforme disciplina o art. 46, I, II e III, CTN, o que implica em nulidade, O segundo – é quanto “os valores informados em DIPJ de 2008 referente ao saldo devedor do IPI de que estão superiores aos informados em DCTF, pois o contribuinte informou valor igual a zero em todas as DCTFs A terceira razão do descontentamento se refere ao fato do agente fiscal ter deixado apresentar prova material, em sendo assim, de acordo com o entendimento da Recorrente presumido saídas de mercadorias em decorrência de terse valído do confronto entre os valores especificados na DIPJ de 2008 e da DCTF. É o relatório. Voto Conselheiro Relator – Domingos de Sá Filho. Tratase de recurso tempestivo e atende aos demais pressupostos necessários ao conhecimento, motivo pelo qual tomo conhecimento. A Recorrente deixou de se insurgir quantos às imputações fiscais no momento oportuno, isso é, quando da impugnação e o faz em sede recursal. É de toda sabença que a ocasião de contrariar as imputações é o da impugnação, deixando a Interessada passar essa oportunidade, impõe considerar plecusa a matéria, o que obsta fazer em sede recursal. No entanto, a bem da verdade examino os pontos da irresignação. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 23/03/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 19515.720492/201142 Acórdão n.º 3403001.901 S3C4T3 Fl. 4 3 Não assiste razão a recorrente, o saldo devedor apontado em Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica confrontado com os valores informados em DCTF revela à inconsistência da declaração de débito prestado a menor do que a devida. Principalmente, quando o contribuinte deixa de disponibilizar os documentos fiscais (livros, razões, notas fiscais e contabilidade), em que pese às diversas intimações, a fiscalização sob alegação de não mais possuir em razão de dificuldade financeira que impossibilitou a manutenção dos documentos contábeis e fiscais. Cabia a Interessada demonstrar o desacerto fiscal por meio de documentos, justificando as informações desconexas prestadas em DIPJ e DCTF. Ao contrário da sustentação de que o auditor deixou de trazer prova material do ilícito fiscal, essa incumbência, no caso desse caderno, cabia a recorrente. Considerando que apuração da diferença devida a título de imposto decorre da comparação dos valores confessados em DCTF inferiores aos valores devedores informados em DIPJ, competia a fiscalização diante da ausência do recolhimento, constituir o crédito tributário consubstanciada em afirmativa da Interessada da inexistência da documentação. Com essas considerações, conheço do recurso e nego provimento. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 172DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 23/03/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10435.720101/2007-29
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2004
DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Conforme decidido no âmbito do REsp 1.149.022/SP, o contribuinte que não houver quitado seu débito até a data do respectivo vencimento poderá quitá-lo após essa data, sem acréscimo de multa de mora, desde que tal débito ainda não conste de declaração apresentada à Receita Federal do Brasil.
Referida decisão do Superior Tribunal de Justiça, proferida sob o rito do art. 543C do Código de Processo Civil, deverá ser observada pelos membros do CARF, por força do disposto no art. 62A de seu Regimento Interno.
Numero da decisão: 1201-000.635
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, DAR PARCIAL
provimento ao recurso para afastar a multa de mora relativa aos débitos da CSLL (PA 01/2004, 02/2004 e 03/2004). Vencido o conselheiro João Carlos de Lima Junior (Relator) que dava
provimentos ao recurso. Designado o conselheiro Marcelo Cuba Netto para redação do voto vencedor, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201201
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2004 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Conforme decidido no âmbito do REsp 1.149.022/SP, o contribuinte que não houver quitado seu débito até a data do respectivo vencimento poderá quitá-lo após essa data, sem acréscimo de multa de mora, desde que tal débito ainda não conste de declaração apresentada à Receita Federal do Brasil. Referida decisão do Superior Tribunal de Justiça, proferida sob o rito do art. 543C do Código de Processo Civil, deverá ser observada pelos membros do CARF, por força do disposto no art. 62A de seu Regimento Interno.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 10435.720101/2007-29
conteudo_id_s : 5217283
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-000.635
nome_arquivo_s : Decisao_10435720101200729.pdf
nome_relator_s : JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10435720101200729_5217283.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, DAR PARCIAL provimento ao recurso para afastar a multa de mora relativa aos débitos da CSLL (PA 01/2004, 02/2004 e 03/2004). Vencido o conselheiro João Carlos de Lima Junior (Relator) que dava provimentos ao recurso. Designado o conselheiro Marcelo Cuba Netto para redação do voto vencedor, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 17 00:00:00 UTC 2012
id : 4567273
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:59:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396505509888
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2068; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 438 1 437 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10435.720101/200729 Recurso nº 504.104 Voluntário Acórdão nº 120100.635 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 17 de janeiro de 2012 Matéria CSLL Recorrente Ferreira Costa & Cia Ltda Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Conforme decidido no âmbito do REsp 1.149.022/SP, o contribuinte que não houver quitado seu débito até a data do respectivo vencimento poderá quitá lo após essa data, sem acréscimo de multa de mora, desde que tal débito ainda não conste de declaração apresentada à Receita Federal do Brasil. Referida decisão do Superior Tribunal de Justiça, proferida sob o rito do art. 543C do Código de Processo Civil, deverá ser observada pelos membros do CARF, por força do disposto no art. 62A de seu Regimento Interno. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, DAR PARCIAL provimento ao recurso para afastar a multa de mora relativa aos débitos da CSLL (PA 01/2004, 02/2004 e 03/2004). Vencido o conselheiro João Carlos de Lima Junior (Relator) que dava provimentos ao recurso. Designado o conselheiro Marcelo Cuba Netto para redação do voto vencedor, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Documento assinado digitalmente) Claudemir Rodrigues Malaquias Presidente. (Documento assinado digitalmente) João Carlos de Lima Junior – Relator (Documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Redator designado Fl. 373DF CARF MF Impresso em 11/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 31/08/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR , Assinado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10435.720101/200729 Acórdão n.º 120100.635 S1C2T1 Fl. 439 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), Rafael Correia Fuso, João Carlos de Lima Junior, Marcelo Cuba Netto, João Bellini Junior e Regis Magalhães Soares Queiroz. Relatório Tratase de pedido de compensação de crédito decorrente de saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro líquido do ano de 2003 no valor de R$ 519.224,72 (Quinhentos e dezenove mil duzentos e vinte e quatro reais e setenta e dois centavos) com os débitos de CSLL dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2004. Através de diligência realizada, a Delegacia da Receita Federal validou o crédito decorrente de saldo negativo de CSLL declarado pela empresa em sua DIPJ do ano calendário de 2003, no valor de R$ 519.224,72, que atualizado resultou em R$ 549.910,90 (quinhentos e quarenta e nove mil novecentos e dez reais e noventa centavos). (fls. 50/52). Ocorre que, no julgamento da compensação a DRF homologou parcialmente o pedido alegando insuficiência de crédito para compensação total dos débitos. Neste julgamento, a DRF apresentou planilha onde considerou como crédito o valor total de R$ 480.964,46 (quatrocentos e oitenta mil, novecentos e sessenta e quatro reais e dezesseis centavos). A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 73/86) alegando, em síntese, que a autoridade fiscal ao proceder a compensação dos valores entendeu que os PER/DCOMPs foram apresentados após o vencimento dos tributos e com isso, aplicou multa e juros aos débitos apontados nas referidas compensações, sendo que a incidência desses encargos é a diferença apontada. Aduziu, ainda, que os créditos validados pela fiscalização através de diligência realizada deveriam ser compensados automaticamente sem a incidência de multa e juros. Ao efetuar tal procedimento, iria verificar que na data do vencimento dos tributos informados pelas DCOMPs em questão, a requerente dispunha de saldo suficiente para a quitação da totalidade do crédito sem que fosse necessária a imposição de multa e juros. Alegou, também, que descabe a multa de mora porque os tributos ora discutidos foram pagos de uma única vez antes de qualquer procedimento fiscal, caracterizandose a denúncia espontânea nos termos do artigo 138 do CTN. A DRJ indeferiu a manifestação de inconformidade, asseverando as fls. 158/161 que nada resta discutir sobre o crédito homologado, haja vista que o valor integral postulado pela empresa foi reconhecido pela Receita Federal. O Crédito oferecido nas compensações foi todo originado do saldo negativo da CSLL apurado em 31/12/2003, que, conforme informado na DIPJ e acatado pela fiscalização, importou em R$ 519.224,72 (quinhentos e dezenove mil duzentos e vinte e quatro reais e setenta e dois centavos). Este valor, acrescido da taxa SELIC, somou R$ 549.910,90 (quinhentos e quarenta e nove mil novecentos e dez reais e noventa centavos) e foi reconhecido e utilizado para fazer as compensações. Restando, então, a inconformidade da requerente relacionada sobre a incidência dos encargos legais sobre os débitos compensados, o que, segundo a DRJ, não merece prosperar tendo em vista que o artigo 28 da IN SRF 210/2002 determina que os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios na forma da legislação de regência, até a data da entrega da declaração de compensação. No tocante à alegação de denúncia espontânea, sabese que a sua ocorrência afasta a aplicação de penalidade por cometimento de infração, não significando que não se possam exigir penalidades de natureza moratória ou indenizatória. Fl. 374DF CARF MF Impresso em 11/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 31/08/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR , Assinado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10435.720101/200729 Acórdão n.º 120100.635 S1C2T1 Fl. 440 3 Inconformada, a contribuinte apresentou seu recurso voluntário às fls. 166/175 repetindo os argumentos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro João Carlos de Lima Junior O recurso preenche as condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Verificase que no caso em tela o contribuinte apresentou em seus pedidos de compensação um crédito atualizado no valor de R$ 549.910,90 (quinhentos e quarenta e nove mil novecentos e dez reais e noventa centavos), sendo esse crédito analisado e validado pela fiscalização, conforme diligência fiscal de fls. 50/52. Ocorre que, a DRF homologou apenas parcialmente as compensações afirmando insuficiência de crédito, sendo que reconheceu apenas o valor de R$ 480.964,46 (quatrocentos e oitenta mil, novecentos e sessenta e quatro reais e quarenta e seis centavos). Versam os presentes autos, em verdade, sobre a possibilidade do Fisco alterar o valor do débito originalmente declarado e compensado pelo Recorrente, após a realização de diligência fiscal no Recorrente, oportunidade em que constatou que a compensação pleiteada pelo Recorrente ocorreu após o vencimento do débito declarado e constituído em DCTF sem a devida aplicação dos encargos legais decorrentes da mora. De acordo com o artigo 74 da Lei 9.430/96 o sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos relativos a quaisquer tributos e compensações administrados por aquele órgão. Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) No caso em tela, o crédito é decorrente de pagamento a maior de estimativas mensais de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido o qual é passível de compensação ou restituição a partir do período seguinte. Lei 9.430/96 Art. 2º A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. (Regulamento) Fl. 375DF CARF MF Impresso em 11/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 31/08/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR , Assinado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10435.720101/200729 Acórdão n.º 120100.635 S1C2T1 Fl. 441 4 Lei 9.430/96 Art. 6º O imposto devido, apurado na forma do art. 2º, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir. § 1º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: (...) II compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior. Os créditos informados nos pedidos de PER/DCOMPs estão declarados na ficha 17 linha 48 da DIPJ do ano calendário de 2003, (fls. 57), foram analisados e constatados através de diligência realizada pela RFB (fls. 50/52) que reconheceu integralmente o valor original de R$ R$ 519.224,72 (quinhentos e dezenove mil duzentos e vinte e quatro reais e setenta e dois centavos) que atualizado chegou ao valor R$ 549.910,90 (quinhentos e quarenta e nove mil novecentos e dez reais e noventa centavos), de forma que não existem fundamentos legais para limitar o direito creditório integral nos pedidos eletrônicos formulados pelo contribuinte. Vale destacar ainda, que tendo a autoridade administrativa verificado que o PER/DCOMP foi apresentado após o vencimento dos tributos a compensar, deveria ter utilizado outro meio para a exigência dos valores remanescentes que não a utilização de ofício dos créditos declarados e homologados. Não há previsão legal que autorize a utilização de ofício do crédito declarado em PER/DCOMP para compensar débitos que não fazem parte da declaração de compensação, pois a decisão está restrita aos termos do pedido de compensação. Os créditos devidamente declarados, informados em PER/DCOMPs, constatados através de diligência realizada pela RFB e reconhecido pelas autoridades competentes, não podem ter seu valor “diminuído” por decisão ulterior em decorrência do abatimento de oficio de multa e juros moratórios, pois, não cabe ao julgador administrativo compensar os créditos informados com valores estranhos ao pedido de compensação. A compensação de ofício dos créditos com valores de multa e juros não informados em PER/DCOMPs acaba por gerar uma verdadeira diminuição dos valores homologados, o que não pode ser admitido em face da legislação pátria vigente. Face exposto, considerando que os créditos apresentados pelo contribuinte são suficientes para extinguir através de compensação os débitos declarados, julgo procedente o presente recurso, a fim de homologar a compensação realizada. É como voto. (Documento assinado digitalmente) João Carlos de Lima Junior Relator Fl. 376DF CARF MF Impresso em 11/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 31/08/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR , Assinado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10435.720101/200729 Acórdão n.º 120100.635 S1C2T1 Fl. 442 5 Voto Vencedor Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Redator designado. Em que pesem as razões expostas pelo ilustre Relator, peço licença para dele divergir. Em primeiro lugar devese esclarecer que o direito creditório afirmado pela interessada foi inteiramente reconhecido pela autoridade fiscal. Ademais, o montante desse direito creditório, acrescido de juros calculados com base na taxa Selic, foi integralmente empregado na extinção, por compensação, dos débitos informados pela contribuinte em suas DCOMPs. De ver que a autoridade homologou apenas parcialmente as compensações sob o argumento de que as DCOMPs originais haviam sido transmitidas após o vencimento dos débitos nelas informados, razão pela qual tais débitos deveriam sofrer a incidência de juros e multa moratória. Em outras palavras, de acordo com o auditor, o valor dos débitos, acrescido dos encargos moratórios, superaria o valor do direito creditório atualizado. Há que se em conta, entretanto, a decisão do STJ proferida no âmbito do REsp 1.149.022/SP, cuja ementa abaixo se transcreve: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 11/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 31/08/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR , Assinado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10435.720101/200729 Acórdão n.º 120100.635 S1C2T1 Fl. 443 6 Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). (Grifamos) 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine . 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Em assim sendo, conforme a decisão acima, proferida segundo o rito prescrito no art. 543C do CPC, enquanto não houver pagamento ou declaração do débito, tem o sujeito passivo o direito à denúncia espontânea, nos termos do art. 138 do CTN. Ademais, por força do disposto no abaixo transcrito art. 62A do Regimento Interno do CARF, seus membros devem observar as decisões do STJ proferidas segundo o rito do art. 543C do CPC. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 11/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 31/08/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR , Assinado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10435.720101/200729 Acórdão n.º 120100.635 S1C2T1 Fl. 444 7 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (...) No caso sob exame, verificase que, relativamente aos débitos de estimativa de CSLL referentes aos fatos geradores ocorridos nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2004, tanto a DCTF (fl 144 e ss.) quanto as correspondentes DCOMPs originais (respectivamente à fl. 6 e ss., fl. 36 e ss. e fl. 16 e ss.), foram transmitidas em 12/05/2004. Ou seja, como ainda não haviam sido declarados anteriormente em DCTF, a transmissão das DCOMPs representa a um só tempo a denúncia espontânea da infração e o pagamento daquelas contribuições, daí porque sobre tais débitos não deve incidir multa de mora, mas apenas juros moratórios. Diferente, todavia, a situação do débito da estimativa de IRPJ referente ao fato gerador ocorrido no mês de fevereiro de 2004. Para este, a DCOMP original (fl. 26 e ss.) foi transmitida apenas em 28/08/2004, muito após a declaração do débito em DCTF, ocorrida em 12/05/2004 (fl 144 e ss.). Sobre esse débito, portanto, incidem tanto juros quanto multa moratória. É esse, aliás, o procedimento previsto no art. 28 da Instrução Normativa SRF nº 210/2002, verbis: Art. 28. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão acrescidos de juros compensatórios na forma prevista nos arts. 38 e 39 e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, na forma da legislação de regência, até a data da entrega da Declaração de Compensação. (Redação dada pela IN SRF nº323, de 24/04/2003) (...) Tendo em vista todo o exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário, devendo a autoridade local promover a compensação considerando apenas a incidência de juros de mora sobre os débitos das estimativas CSLL. Sobre o débito de estimativa IRPJ devem incidir tanto juros quanto multa moratória. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 379DF CARF MF Impresso em 11/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 31/08/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR , Assinado digitalmente em 27/07/2012 por MARCELO CUBA NETTO
score : 1.0
Numero do processo: 10120.900822/2008-45
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA.
O contribuinte detém o ônus de comprovar o seu direito creditório. Na ausência de retificação da DCTF, apenas contabilidade do contribuinte pode constituir o fato jurídico do pagamento a maior ou indevido.
Numero da decisão: 1801-001.143
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Maria de Lourdes Ramirez e Ana de Barros Fernandes
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. O contribuinte detém o ônus de comprovar o seu direito creditório. Na ausência de retificação da DCTF, apenas contabilidade do contribuinte pode constituir o fato jurídico do pagamento a maior ou indevido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10120.900822/2008-45
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5206417
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-001.143
nome_arquivo_s : Decisao_10120900822200845.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 10120900822200845_5206417.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Maria de Lourdes Ramirez e Ana de Barros Fernandes
dt_sessao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4555694
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396512849920
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-01-16T00:56:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-01-16T00:56:28Z; Last-Modified: 2013-01-16T00:56:28Z; dcterms:modified: 2013-01-16T00:56:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:5b74433e-6dd9-49b9-9ccb-b80b20e15b60; Last-Save-Date: 2013-01-16T00:56:28Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2013-01-16T00:56:28Z; meta:save-date: 2013-01-16T00:56:28Z; pdf:encrypted: true; modified: 2013-01-16T00:56:28Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-01-16T00:56:28Z; created: 2013-01-16T00:56:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-01-16T00:56:28Z; pdf:charsPerPage: 1624; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2013-01-16T00:56:28Z | Conteúdo => S1TE01 Fl. 76 1 75 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.900822/200845 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.143 – 1ª Turma Especial Sessão de 11 de setembro de 2012 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente ACELATAS ACESSÓRIOS E LATAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. O contribuinte detém o ônus de comprovar o seu direito creditório. Na ausência de retificação da DCTF, apenas contabilidade do contribuinte pode constituir o fato jurídico do pagamento a maior ou indevido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo – Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Maria de Lourdes Ramirez e Ana de Barros Fernandes AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 08 22 /2 00 8- 45 Fl. 77DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 21/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 2 Relatório A ora Recorrente, pessoa jurídica optante pela apuração com base no lucro presumido, transmitiu eletronicamente a DCOMP n. 22301.94869.160104.1.3.042064, em 16/01/2004, referente a crédito de pagamento a maior de CSLL no valor de R$3.078,34 (três mil, setenta e oito reais e trinta e quatro centavos) relativo ao 4° Trim./2003. O Despacho Decisório, n. de rastreamento 757720030, de 24/04/2008, não homologou o seu crédito, sob o fundamento de que não teria sido confirmada a existência do crédito informado, pois o respectivo DARF comprovando o pagamento não teria sido localizado nos sistemas da Receita Federal do Brasil. A Recorrente apresentou manifestação de inconformidade em que afirmou que no 3º trimestre de 2003 teria apurado e recolhido a CSLL no valor de R$ 9.071,26 (nove mil, setenta e um reais e vinte e seis centavos), conforme cópia do DARF, que juntou em sua defesa. No advento da apresentação da DIPJ 2004, ano calendário 2003, constatou que o valor efetivamente devido seria de R$ 5.992,92 (cinco mil, novecentos e noventa e dois reais e noventa e dois centavos), conforme consta na ficha 18A, linha 14 da DIPJ, também acostada aos autos, o que redundou no recolhimento indevido no valor de R$ 3.078,34 (três mil, setenta e oito reais e trinta e quatro centavos). Assim, na apuração da CSLL referente ao 4ª trimestre de 2003, cujo valor apurado a recolher foi de R$ 6.166,71 (seis mil, cento e sessenta e seis reais e setenta e um centavos), conforme ficha 18A, linha 21, gerouse a compensação deduzindo do valor recolhido a maior no 3º trimestre e, por conseguinte, recolhendo somente o valor de R$3.088,36 conforme cópia do DARF, juntado na defesa. A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília negou provimento à manifestação de inconformidade apresentada, em decisão ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 Restituição/Compensação Pagamento indevido de CSLL. Nos termos da legislação tributária de regência, a compensação de crédito tributário somente poderá ser autorizada com crédito líquido e certo do sujeito passivo contra a Fazenda Nacional. A contribuinte não comprovou nos autos a liquidez e certeza do crédito utilizado no Per/Dcomp. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. A decisão ora recorrida entendeu inexistir a liquidez e certeza do crédito tributário, uma vez que a Recorrente apenas anexou aos autos cópias do DARF discriminado no PER/DCOMP e de folhas da DIPJ/2004, quando deveria ter trazido aos autos seus registros contábeis e fiscais, acompanhado de documentação hábil. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 21/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10120.900822/200845 Acórdão n.º 1801001.143 S1TE01 Fl. 77 3 Ademais, pelo que se observou no extrato completo da Recorrente extraído do sistema de controle de pagamentos/débitos desta RFB, o pagamento referente ao DARF informado no PER/DCOMP teria sido totalmente utilizado para quitar o débito (R$ 9.071.26) de CSLL apurado em 30/09/2003, confessado na DCTF do 3º trim/2003, não restando saldo disponível. Destarte, em consonância com o entendimento exarado, sendo a DCTF instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva de crédito tributário, para ter direito ao crédito reclamado, a Recorrente, ao ser intimada para sanar irregularidades, deveria ter retificado em tempo hábil a DCTF, pois a DIPJ teria apenas cunho informativo. Em seu recurso voluntário, a Recorrente reafirma os argumentos da manifestação de inconformidade, apenas acrescendo que teria se equivocado ao não retificar a DCTF. É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade e é tempestivo, pelo que dele tomo conhecimento. Conforme relatado, foi negado o direito creditório da Recorrente, sob o fundamento de não se ter localizado o respectivo DARF nos sistemas da Receita Federal do Brasil. A Recorrente, em sua manifestação de inconformidade esclareceu que no 3º trimestre de 2003, apurou equivocadamente o valor de CSLL, de sorte que recolheu a maior o tributo, juntando cópia aos autos do DARF, no valor de R$ 9.071,26 (nove mil, setenta e um reais e vinte e seis centavos). Isso, porque o valor devido, conforme DIPJ 2004, também juntada por ocasião da manifestação de inconformidade, seria de R$ 5.992,92 (cinco mil, novecentos e noventa e dois reais e noventa e dois centavos), gerandose recolhimento a maior no valor de R$ 3.078,34 (três mil, setenta e oito reais e trinta e quatro centavos). A CSLL apurada no 4ª trimestre de 2003, de R$ 6.166,71 (seis mil, cento e sessenta e seis reais e setenta e um centavos), portanto, redundou no pagamento de R$3.088,36, conforme cópia do DARF, sendo o restante objeto da DCOMP ora em análise. Contudo, a Recorrente não procedeu à retificação da DCTF do período, de maneira que o pagamento de R$ 9.071,26 foi alocado integralmente para a quitação do débito de CSLL apurado em 30/09/2003. Nesse contexto, considerandose que a DIPJ tem apenas cunho informativo,e que, por outro lado, a DCTF, documento que efetivamente constitui a obrigação tributária, não Fl. 79DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 21/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 4 foi retificada, apenas a contabilidade da Recorrente, no caso o Livro Caixa, poderia demonstrar de maneira líquida e certa, a existência do direito creditório alegado, e, por conseguinte, o erro em que se funda a declaração original. Observese que a inércia da Recorrente, que detém o ônus da prova para comprovar a liquidez e certeza do direito creditório é determinante do não reconhecimento do direito creditório reinvidicado. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 80DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 21/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 16004.001199/2010-73
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/2007 a 31/10/2009
Ementa:
RECURSO INTEMPESTIVO
Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2302-002.270
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso pela intempestividade
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Manoel Coelho Arruda Junior, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Adriana Sato.
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/2007 a 31/10/2009 Ementa: RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 16004.001199/2010-73
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5200252
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2302-002.270
nome_arquivo_s : Decisao_16004001199201073.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : LIEGE LACROIX THOMASI
nome_arquivo_pdf_s : 16004001199201073_5200252.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso pela intempestividade Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Manoel Coelho Arruda Junior, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Adriana Sato.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
id : 4538641
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396515995648
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1663; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 104 1 103 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16004.001199/201073 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2302002.270 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de janeiro de 2013 Matéria Glosa Recorrente MUNICÍPIO DE PALMARES PAULISTA PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2007 a 31/10/2009 Ementa: RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n°8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso pela intempestividade Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Manoel Coelho Arruda Junior, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Adriana Sato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 00 4. 00 11 99 /2 01 0- 73 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório O Auto de Infração de Obrigação Principal lavrado em 13/10/2010 e cientificado ao sujeito passivo em 21/10/2010, referese à glosa de contribuições previdenciárias indevidamente compensadas nas competências de 05/2007 a 10/2009. De acordo com o relatório fiscal de fls. 34/47, os valores compensados referemse às contribuições incidentes sobre a remuneração dos agentes políticos, já que a alínea “h” do inciso I, do artigo 12, da Lei n.º 8.212/91, acrescentada pelo § 1° do artigo 13 da Lei 9.506/97, foi suspensa pelo Senado Federal em 21/06/200, através da Resolução n.º 26, mas a autuada não demonstrou quais competências e valores originários foram considerados nas compensações, a quais exercentes de mandato eletivo se referiam e se os valores compensados eram exclusivamente relativos a esta exação, assim como não foram apresentadas GFIP’s retificadoras, conforme dispõe a IN n.º15, de 12/09/2006, além do período compensado estar parcialmente prescrito. Após a impugnação, Acórdão de fls. 73/82, julgou o lançamento procedente. Inconformado o contribuinte apresentou recurso voluntário, onde alega em síntese que a contagem do prazo prescricional é a partir da Resolução n.º 26, do Senado Federal e que é descabido atrelar a compensação à retificação da GFIP. Requer a reforma do Acórdão e a improcedência da notificação. É o relatório. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 16004.001199/201073 Acórdão n.º 2302002.270 S2C3T2 Fl. 105 3 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Da Admissibilidade O recurso é INTEMPESTIVO, razão pela qual dele não se deve tomar conhecimento. Cientificado o sujeito passivo do Acórdão de fls. 73/82, em 26/12/2011, fls.84, o prazo para interposição de recurso, que é de 30 (trinta) dias, conforme o art. 126, caput, da Lei n.º 8.213/91, combinado com o art. 305, § 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, iniciou em 27/12/2011, fruindo até 25/01/2012, fls.103. Entretanto, o recurso foi interposto apenas em 27/01/2012 conforme documento de fls. 86, configurandose, portanto, sua intempestividade. Lei n° 8213/91 Art. 126. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da Seguridade Social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme dispuser o Regulamento. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) Regulamento da Previdência Social/ Decreto n° 3.048/99 Art.305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social e da Secretaria da Receita Previdenciária nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social, respectivamente, caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento do CRPS. (Alterado pelo Decreto nº 6.032 de 1º/2/2007 DOU DE 2/2/2007) § 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) Pelo exposto, considerando que a recorrente não argúi a tempestividade, na peça recursal e considerando o artigo 35, do Decreto n°70.235/72, que dispõe: “Art. 35. O recurso , mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção.” Fl. 107DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Voto por não conhecer o recurso, por falta de requisito para sua admissibilidade, mantendo a decisão de primeira instância proferida. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 108DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 10120.904648/2009-91
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2005
RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. COMPENSAÇÃO DO VALOR COMO PAGAMENTO INDEVIDO. COMPROVAÇÃO DO ERRO.
O pagamento a maior de estimativa somente se caracteriza indébito na data de seu recolhimento se restar comprovado por documentação hábil e idônea que o recolhimento foi efetuado com erro.
Numero da decisão: 1801-001.235
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria de Lourdez Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2005 RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. COMPENSAÇÃO DO VALOR COMO PAGAMENTO INDEVIDO. COMPROVAÇÃO DO ERRO. O pagamento a maior de estimativa somente se caracteriza indébito na data de seu recolhimento se restar comprovado por documentação hábil e idônea que o recolhimento foi efetuado com erro.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10120.904648/2009-91
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5206419
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-001.235
nome_arquivo_s : Decisao_10120904648200991.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 10120904648200991_5206419.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria de Lourdez Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
id : 4555696
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396518092800
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1669; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 3 1 2 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.904648/200991 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.235 – 1ª Turma Especial Sessão de 06 de novembro de 2012 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente EVOLUTI TECNOLOGIA E SERVIÇOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2005 RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. COMPENSAÇÃO DO VALOR COMO PAGAMENTO INDEVIDO. COMPROVAÇÃO DO ERRO. O pagamento a maior de estimativa somente se caracteriza indébito na data de seu recolhimento se restar comprovado por documentação hábil e idônea que o recolhimento foi efetuado com erro. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo – Relatora Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria de Lourdez Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Ana de Barros Fernandes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 46 48 /2 00 9- 91 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 2 Relatório A ora Recorrente transmitiu declaração de compensação relativo a crédito originado de pagamento indevido ou a maior de IRPJ,código 5993, no valor original de R$217.252,40 (duzentos e dezessete mil, duzentos e cinquenta e dois reais e quarenta centavos), fls.29, período de apuração 30/04/2005, com débito de COFINS, período de apuração de 15.03.2006, no valor de R$ 247.884,99 (duzentos e quarenta e sete mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e noventa e nove centavos). O despacho decisório eletrônico não reconheceu o direito creditório da Recorrente, sob o fundamento de que não teria sido confirmada a existência do crédito informado, pois o respectivo DARF teria sido integralmente utilizado para a quitação do débito informado pela Recorrente. A Recorrente apresentou manifestação de inconformidade em que afirmou, em síntese, que o direito creditório afirmado teria como origem CSLL e IRPJ do ano calendário de 2005, apurados com base em balancetes de suspensão/redução, que teriam sido pagos a maior, conforme informado na DIPJ de 2006 e demonstrado em planilha demonstrativa de créditos (fls.03 e 04). A 4ª Turma da DRJ/BSB, através do Acórdão 0345.532 julgou improcedente o pedido da Recorrente, em decisão assim ementada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário:2005 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO POR ESTIMATIVA. É inadmissível a utilização de pagamentos a título de estimativa mensal para fins de compensação tributária. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Na decisão ora recorrida, entendeuse , que sob a égide dos artigos 2º, 6º, e 28 a 30 da Lei nº 9.430/1996; artigo 6º, parágrafo único, da Lei nº 7.689/1988; e artigos 221 a 232 do Decreto nº 3.000/99, os valores pagos a título de estimativa de IRPJ e CSLL não poderiam ser considerados crédito em favor do contribuinte, sob a qualificação de “pagamento indevido ou a maior”. Sob o regime de apuração de IRPJ e CSLL em referência, o contribuinte ficaria obrigado a antecipar ao Fisco, mensalmente, parte desse tributo, calculado com base em sua receita bruta, e aplicação de um percentual pré definido com vistas ao cálculo do lucro real, com a faculdade de suspender ou reduzir o pagamento do tributo devido, desde que demonstrado por balancetes mensais, que o valor acumulado já pago até o mês anterior exceda o valor do tributo calculado com base no lucro real auferido até aquele mês. Dessa maneira, o fato gerador do IRPJ e CSLL abrangeria todas as situações ocorridas durante o ano calendário, e o tributo devido seria apurado no encerramento do respectivo período. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10120.904648/200991 Acórdão n.º 1801001.235 S1TE01 Fl. 4 3 Em sede de recurso voluntário, a ora Recorrente afirmou que a qualificação dos saldos de seu direito creditório como “pagamento a maior ou indevido”, decorreu de erro formal, pois estaria claro nos autos, pelas informações constantes da DIPJ 2006, que esses valores referemse a saldo negativo de IRPJ. Requer, assim, que seja autorizada a retificação da DCOMP ou que seja reconhecido o seu direito creditório. É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade e é tempestivo, pelo que dele tomo conhecimento. Conforme relatado, pelo despacho decisório, foi negado o direito creditório da Recorrente, sob o fundamento de que não teria sido confirmada a existência do crédito informado, pois o respectivo DARF vinculado à DCOMP teria sido integralmente utilizado para a quitação do débito. A Delegacia de Julgamento, por sua vez, fundamentou a negativa de reconhecimento do direito creditório, na impossibilidade de compensação da referida estimativa, por ofensa ao regime jurídico para compensação de saldo negativo de IRPJ e CSLL. Compulsando os autos, verificase que a Recorrente compensou a COFINS relativa ao período de apuração de março de 2006, com o pagamento a título de estimativa, realizado em maio de 2005, sendo por essa razão que o despacho decisório não reconheceu o crédito, pois nos bancos de dados da Receita Federal, o recolhimento foi “visualizado” como um pagamento que, não se qualificou como indevido, por força da declaração prestada pela própria Recorrente. Com efeito, os recolhimentos realizados a título de estimativa, vistos isoladamente, não teriam a natureza da obrigação tributária, que só restaria configurada em sua integralidade constitutiva, ao final do anocalendário. Nesse regime jurídico de apuração do imposto sobre a renda com base no lucro real, o cálculo do valor devido a título de IRPJ e CSLL, tãosomente se consolidaria em 31 de dezembro de cada anocalendário, pois esse é o marco temporal estabelecido pela legislação, que determina o término do período de apuração e, por conseguinte, momento em que se reputa aperfeiçoado os fatos geradores dos referidos tributos.É o que determina o artigo da Lei n.9430/96: Art. 2o A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de Fl. 101DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 4 dezembro de 1995, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. (Regulamento) § 1o O imposto a ser pago mensalmente na forma deste artigo será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo, da alíquota de quinze por cento. § 2o A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente, que exceder a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) ficará sujeita à incidência de adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento. § 3o A pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma deste artigo deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano, exceto nas hipóteses de que tratam os §§ 1º e 2º do artigo anterior. O Regulamento do Imposto sobre a Renda, Decreto 3000/99, por sua vez, prescreve que: Art.221.A pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma desta Seção deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano (Lei nº 9.430, de 1996, art. 2º, § 3º). Art. 222.A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto e adicional, em cada mês, determinados sobre base de cálculo estimada (Lei nº 9.430, de 1996, art. 2º). Parágrafo único. A opção será manifestada com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou de início de atividade, observado o disposto no art. 232 (Lei nº 9.430, de 1996, art. 3º, parágrafo único). Portanto, cada um dos recolhimentos realizados no curso do anocalendário, não teriam o efeito jurídico de extinção da obrigação tributária, na forma do art.156, I do Código Tributário Nacional, porém, seriam antecipações que, no momento estabelecido pela legislação como de aperfeiçoamento do fato jurídico que dá nascimento à obrigação tributária, seriam suficientes, vistos em conjunto, para sua extinção. O § 4º, do artigo 2o da Lei n. 9430/96, por sua vez, estabelece qual a composição da base de cálculo ou ajustes, para se aferir o critério quantitativo do imposto, ao final do período de apuração: § 4º Para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor: I dos incentivos fiscais de dedução do imposto, observados os limites e prazos fixados na legislação vigente, bem como o disposto no § 4º do art. 3º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995; II dos incentivos fiscais de redução e isenção do imposto, calculados com base no lucro da exploração; III do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real; IV do imposto de renda pago na forma deste artigo. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10120.904648/200991 Acórdão n.º 1801001.235 S1TE01 Fl. 5 5 Verificase, outrossim, que conforme entendimento já consolidado nesse Colegiado, os recolhimentos feitos a título de estimativa, isoladamente considerados, apenas poderiam ser objeto de declaração de compensação, nos casos de erro na apuração das estimativas, ou seja, se o valor pago for superior ao devido, com base na receita bruta, ou em balancete de suspensão/redução, inclusive no curso do anocalendário, pois não estaria condicionado ao término do período de apuração. Nesse sentido: RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE. Somente são dedutíveis do IRPJ apurado no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB nº 900/2008. (Acórdão nº 180100.490– 1ª Turma Especial, Maria de Lourdes Ramirez – Relatora) Portanto, muito mais do que um problema formal de qualificação do recolhimento como “pagamento indevido” ou “saldo negativo”, como aduziu a Recorrente, estáse diante de um problema atinente à própria metodologia de apuração do imposto/contribuição, opção esta, aliás, feita pela própria Recorrente, no início do ano calendário. E isto porque a DARF recolhido a título de estimativa, realizado em 30/05/2005, em si mesmo considerado, e não contextualizado com os demais pagamentos, retenções, e deduções apurados ao final do anocalendário, não poderá ter a natureza jurídica de “pagamento indevido” ou de “saldo negativo”, por força das normas jurídicas que conformam o regime de apuração por estimativas. Por outro lado, muito embora a Recorrente tenha, na planilha assim denominada “demonstrativo do crédito utilizado no PERD/COMP” (fls.03), demonstrado os elementos que compõem o saldo negativo do período (recolhimentos e retenções na fonte), manifestando, assim, a compreensão da sistemática de regime de apuração eleita, não comprovou, de forma cabal a existência do referido saldo credor, pela sua documentação contábil e os respectivos comprovantes que a estriba, considerandose que a planilha de sua lavra e respectiva DIPJ, são insuficientes para esse fim. E, nessa esteira, entendese que apenas a documentação contábil completa, que reflita de maneira inconteste o direito creditório do contribuinte, poderá ensejar o reconhecimento de seu direito creditório, pois a compensação é constituída normativamente por declaração produzida pelo próprio contribuinte, que constitui a relação de indébito do Fisco (pagamento indevido) e promove atos para a extinção da obrigação tributária, nos termos do art. 156, II do CTN, ficando sujeita a posterior homologação, i.e., submetese ao poderdever da Administração de verificação de sua regularidade. Por essa razão, é ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de Fl. 103DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 6 maneira inequívoca a sua existência, e, por conseguinte, o erro em que se fundou a declaração original. Assim sendo, por todos os motivos expostos, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 104DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 18471.003157/2008-71
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004
ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
Não compete à esfera administrativa apreciar arguição de inconstitucionalidade de lei vigente, conforme dispõe a legislação que rege o Processo Administrativo Fiscal.
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO.
Consiste em descumprimento de obrigação acessória, portanto, passível de incidência de multa, a empresa apresentar a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
DILIGÊNCIA. DESNECESSIDADE.
Não há o que se falar em realização de diligência para se averiguar parcelas integrantes do lançamento, exigidas com base em legislação supostamente inconstitucional, por ser o CARF incompetente para apreciar a matéria, nos termos da Súmula nº. 2, expedida pelo referido órgão.
Ainda, não se vislumbra a necessidade de diligência quando os autos trazem dados suficientes para a convicção do julgador, podendo este indeferir quando entendê-la desnecessária.
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.
Não se caracteriza o cerceamento do direito de defesa e ao contraditório quando a autoridade fiscal realiza o lançamento com observância ao art. 142 do CTN, demonstrando os fundamentos de fato e de direito em que se sustenta o lançamento efetuado, garantindo ao contribuinte o seu pleno exercício ao direito de defesa.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, portanto, a decadência das contribuições previdenciárias deve-se operar em cinco anos, de acordo com as regras do Código Tributário Nacional - CTN.
No presente caso aplica-se a regra do artigo 173, I, do CTN, por se tratar do não cumprimento de obrigações acessórias exigíveis pela legislação previdenciária.
ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. PENALIDADE MENOS SEVERA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE AO MOMENTO DA INFRAÇÃO.
Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, deve-se aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.047
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA - Presidente.
(assinado digitalmente)
NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Não compete à esfera administrativa apreciar arguição de inconstitucionalidade de lei vigente, conforme dispõe a legislação que rege o Processo Administrativo Fiscal. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO. Consiste em descumprimento de obrigação acessória, portanto, passível de incidência de multa, a empresa apresentar a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. DILIGÊNCIA. DESNECESSIDADE. Não há o que se falar em realização de diligência para se averiguar parcelas integrantes do lançamento, exigidas com base em legislação supostamente inconstitucional, por ser o CARF incompetente para apreciar a matéria, nos termos da Súmula nº. 2, expedida pelo referido órgão. Ainda, não se vislumbra a necessidade de diligência quando os autos trazem dados suficientes para a convicção do julgador, podendo este indeferir quando entendê-la desnecessária. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não se caracteriza o cerceamento do direito de defesa e ao contraditório quando a autoridade fiscal realiza o lançamento com observância ao art. 142 do CTN, demonstrando os fundamentos de fato e de direito em que se sustenta o lançamento efetuado, garantindo ao contribuinte o seu pleno exercício ao direito de defesa. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, portanto, a decadência das contribuições previdenciárias deve-se operar em cinco anos, de acordo com as regras do Código Tributário Nacional - CTN. No presente caso aplica-se a regra do artigo 173, I, do CTN, por se tratar do não cumprimento de obrigações acessórias exigíveis pela legislação previdenciária. ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. PENALIDADE MENOS SEVERA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE AO MOMENTO DA INFRAÇÃO. Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, deve-se aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 18471.003157/2008-71
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5200566
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-002.047
nome_arquivo_s : Decisao_18471003157200871.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
nome_arquivo_pdf_s : 18471003157200871_5200566.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA - Presidente. (assinado digitalmente) NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
id : 4538955
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396525432832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2331; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 207 1 206 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº. 18471.003157/200871 Recurso nº. Voluntário Acórdão nº. 2803002.047 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de janeiro de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA CFL 35 Recorrente LUAU DA PRAIA BIQUINIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Não compete à esfera administrativa apreciar arguição de inconstitucionalidade de lei vigente, conforme dispõe a legislação que rege o Processo Administrativo Fiscal. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO. Consiste em descumprimento de obrigação acessória, portanto, passível de incidência de multa, a empresa apresentar a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. DILIGÊNCIA. DESNECESSIDADE. Não há o que se falar em realização de diligência para se averiguar parcelas integrantes do lançamento, exigidas com base em legislação supostamente inconstitucional, por ser o CARF incompetente para apreciar a matéria, nos termos da Súmula nº. 2, expedida pelo referido órgão. Ainda, não se vislumbra a necessidade de diligência quando os autos trazem dados suficientes para a convicção do julgador, podendo este indeferir quando entendêla desnecessária. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não se caracteriza o cerceamento do direito de defesa e ao contraditório quando a autoridade fiscal realiza o lançamento com observância ao art. 142 do CTN, demonstrando os fundamentos de fato e de direito em que se sustenta o lançamento efetuado, garantindo ao contribuinte o seu pleno exercício ao direito de defesa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 31 57 /2 00 8- 71 Fl. 207DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 208 2 CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, portanto, a decadência das contribuições previdenciárias devese operar em cinco anos, de acordo com as regras do Código Tributário Nacional CTN. No presente caso aplicase a regra do artigo 173, I, do CTN, por se tratar do não cumprimento de obrigações acessórias exigíveis pela legislação previdenciária. ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. PENALIDADE MENOS SEVERA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE AO MOMENTO DA INFRAÇÃO. Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, devese aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Presidente. (assinado digitalmente) NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira. Fl. 208DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 209 3 Relatório 1. Tratase de Auto de Infração (DEBCAD nº. 37.176.8420) lavrado contra a empresa LUAU DA PRAIA BIQUINIS LTDA., por ter deixado esta de cumprir obrigação acessória prevista no art. 32, III, da Lei n° 8.212/1991, combinado com o artigo 225, III, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº. 3.048/1999, que consiste deixar a empresa de prestar todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. 2. O Relatório Fiscal da Aplicação da Multa (fl. 13) informa que, além de ter ficado configurada a circunstância agravante de reincidência, prevista no art. 290, V, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº. 3.048/99, foi aplicada a multa prevista nos arts. 92 e 102, ambos da Lei nº. 8.212/1991, c/c o art. 283, inciso I, alínea "b" e art. 373, ambos do RPS, no valor de R$12.548,77 e atualizada pela Portaria Interministerial MPS/MF nº. 77, de 12 de março de 2008. 3. A autuada tomou ciência do lançamento fiscal, em 06/11/2008, conforme consignado no Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal TEPF e correspondência postal com Aviso de Recebimento AR SX620872604BR (fl. 16/17). 4. Após devidamente intimada, a contribuinte, apresentou impugnação tempestiva as fls. 22/41, e ao julgar a peça impugnatória apresentada, o Colegiado de primeira instância considerou a impugnação improcedente, e, por conseqüência, manteve o crédito tributário em sua totalidade. 5. A decisão a quo restou ementada nos termos que hora transcrevo: “AUTO DE INFRAÇÃO. PRESTAR INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS, BEM COMO OS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS À FISCALIZAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Deixar a empresa de prestar ao INSS todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização, constitui infração ao art. 32, inciso III, da Lei 8.212/91, combinado com o artigo 225, inciso III do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA. Sendo o auto de infração um lançamento de ofício por verificação do descumprimento de obrigação acessória, a contagem do período decadencial de cinco anos declarado pelo STF deverá ser iniciada nos termos do art. 173, I do Código Fl. 209DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 210 4 Tributário Nacional, inocorrendo a decadência se a exigência consubstanciada no auto de infração está dentro dos cinco anos previsto na legislação. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). EMISSÃO REVOGADA. TERMO DE INÍCIO DA AÇÃO FISCAL (TIAF). CIÊNCIA E INTIMAÇÃO AO SUJEITO PASSIVO DO PROCEDIMENTO FISCAL EM CURSO. O TIAF emitido privativamente pelo AFPS, no pleno exercício de suas funções, tem por finalidades cientificar o sujeito passivo de que ele se encontra sob ação fiscal e intimálo a apresentar os documentos necessários à verificação do regular cumprimento das obrigações previdenciárias principais e acessórias. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. Incabível a nulidade pela alegação de cerceamento de defesa quando o crédito tributário apurado foi devidamente motivado, apresentandose o documento lavrado dentro das determinações legais vigentes. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. COMPETÊNCIA. A autoridade administrativa é incompetente para declarar a inconstitucionalidade ou ilegalidade de lei. Cabe a mesma a aplicação da legislação vigente em função do previsto no artigo 142 do Código Tributário Nacional. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido”.(fls.129/136). 6. Cientificada em 15/07/2011 (fl.140) da decisão proferida em primeira instância e demonstrando seu inconformismo com o julgamento a contribuinte, basicamente, com os mesmos argumentos constantes na impugnação, apresentou recurso voluntário (fls. 155/174), no qual, em síntese, aduz que: a) é inconstitucional a Lei nº. 8.212/1991, no que tange ao conceito de salário, ao ampliar a base de cálculo da contribuição afronta o previsto no inciso I, art. 195, da Constituição Federal de 1988, e, que também a cobrança relativa aos riscos ambientais do trabalho é ilegal, bem como é inconstitucional a cobrança da contribuição para o SEBRAE; b) há ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório cerceamento de defesa haja vista ausência de descrição minuciosa dos valores integrantes da base de cálculo das contribuições; c) os pretensos créditos relativos ao exercício de 2003 foram atingidos pela decadência porque a eles se aplicam a regra inserta no art. 150, § 4º do CTN; Fl. 210DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 211 5 d) pugna pela realização de diligências, com a finalidade de identificar os percentuais não sujeitos à incidência, uma vez que se trata de inconstitucional a legislação em que se fundamenta tal exigência; e) deve ser aplicada a lei mais benéfica, como preconiza o art. 106, II, “c”, do CTN; 7. O fisco não apresentou contrarrazões e o processo foi encaminhado para análise e julgamento por este Conselho. É o relatório. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 212 6 Voto Conselheiro Natanael Vieira dos Santos, Relator. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que foi tempestivamente apresentado, preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº. 70.235, de 6 de março de 1972 e passo a analisálo. DA LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS 2. Em relação à alegação de que é ilegal ou inconstitucional a legislação que deu suporte à cobrança relativa aos riscos ambientais do trabalho e a cobrança da contribuição para o SEBRAE, ou mesmo a que tenha definido determinadas verbas como fatos geradores da contribuição previdenciária, estou de acordo com a posição do julgador de primeira instância, no sentido de que, no presente caso, por se tratar o lançamento de atividade vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional, nos termos do art. 142 do CTN, coube a autoridade administrativa apenas observar o que determina a lei, sem adentrar ao mérito quanto a sua validade. 3. De igual modo, o Dec. nº. 70.235/72 que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, em seu art. 26A, determina que: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.” 4. Assim, os eventuais aspectos relativos à ilegalidade ou inconstitucional da legislação que tenha instituído as cobranças referentes aos riscos ambientais, contribuição para o SEBRAE ou definido a hipótese de incidência da contribuição previdenciária, não tem competência este Colegiado para apreciar tal matéria, nos termos da Súmula n° 2 do CARF, a seguir transcrita: “Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA 5. Narra o Relatório Fiscal da Infração (fl. 9) que, de acordo com o Termo de Início de Ação Fiscal, datado de 12/09/2008, a empresa foi notificada por duas ocasiões, para apresentar documentação, prestar esclarecimentos e informações a Receita Federal do Brasil, não tendo, contudo, a contribuinte exibido os documentos solicitados através de TIAF, conforme relacionados na TABELA 1 (fl. 10), o que motivou a presente autuação. 6. A recorrente em sede recursal, basicamente, traz os mesmos argumentos apresentados na impugnação, onde reitera que os créditos lançados, correspondentes ao Fl. 212DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 213 7 exercício de 2003, estão extintos pela decadência e que devem ser excluídos da dívida previdenciária os valores calculados sobre o montante que não integra a noção de salário, inclusive, a contribuição relativa aos riscos ambientais de trabalho, por serem inconstitucionais. 7. Salientese que as alegações acima são irrelevantes e sem pertinência, portanto, com o presente lançamento, até porque a autoridade fiscal, no caso, apenas fez cumprir a legislação de regência, impondo a penalidade cabível a Recorrente por esta ter incorrido no descumprimento de obrigação tributária acessórias, nos termos do art. 32, III, da Lei n° 8.212/1991, in verbis: “Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...). III – prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de seu interesse, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização; (Redação dada pela Lei nº. 11.941, de 2009).” O Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, dispõe no mesmo sentido, conforme transcrito a seguir: Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...). III prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social e à Secretaria da Receita Federal todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização.” 8. Assim, de acordo com os dispositivos acima transcritos, fica evidente de que a contribuinte, ao não apresentar ao Fisco os documentos solicitados, relacionados às informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos órgãos acima citados, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização incorreu na infração disposta no art. 32, III, da Lei nº. 8.212/1991, c/c o art. 225, III, do Regulamento da Previdência Social (RPS). 9. Temse, portanto, como correta a autuação fiscal, visto que houve o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme estabelece os dispositivos acima transcritos, resultando, assim, na imposição de multa pela fiscalização por descumprimento de obrigação acessória de fornecimento dos documentos e informações supras de interesse do Fisco, obrigações acessórias estas que independem da existência ou cumprimento da obrigação principal. DO PEDIDO DE DILIGÊNCIA 10. A contribuinte requer que se determine diligência, objetivando a eventual exclusão de valores que serviram de base para o lançamento tributário, por entender que parte dos valores lançados tem por fundamento legislação inconstitucional, notadamente no que diz respeito à contribuição destinada ao SEBRAE. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 214 8 11. No entanto, na fase de impugnação, nos termos do art. 16, IV, do Dec. nº. 70.235/72, deve o impugnante expor os motivos que justifiquem o pedido de diligência, o que foi feito pela contribuinte no recurso sob análise, tendo o pleito como fundamento a inconstitucionalidade de leis, e, por esta razão, peremptoriamente, rechaço essa pretensão, haja vista incompetência deste Colegiado para o exame da matéria, conforme já exposto, e, por ter firme o entendimento de ser desnecessária essa diligência para a convicção acerca da regularidade do lançamento. DO CERCEAMENTO DE DEFESA 12. Neste ponto nenhuma razão tem a contribuinte, inclusive ela mesma alega que “não obstante ter sido apresentado discriminativo analítico e sintético de débito, não restou detalhado o valor do débito previdenciário, motivo pelo qual nulo é o lançamento efetuado na Notificação Fiscal objeto do presente recurso”, haja vista a impossibilidade do seu exercício do direito a ampla defesa e do contraditório, constitucionalmente assegurados. 13. Ocorre que a própria contribuinte é taxativa quando menciona existir “discriminativo analítico e sintético de débito” no auto de infração, para em seguida, indevidamente, apontar que “não restou detalhado o valor do débito previdenciário” (fl. 158). 14. Vejase que não tem procedência as alegações da recorrente, primeiro porque ela mesma afirma quanto à existência de discriminativo analítico do débito, segundo por se referir o presente lançamento à imputação de pena por descumprimento de obrigação acessória que independente de ocorrência do fato gerador de obrigação principal, qual seja multa por não apresentar documentação, prestar esclarecimentos e informações a Receita Federal do Brasil, relacionadas com a contribuição social previdenciária, nos termos já delineados. 15. Esclareçase que a empresa, ao longo de seu recurso, em nenhum momento faz menção ou justifica o não fornecimento dos documentos e informações solicitados pela fiscalização, como não fez na impugnação, considerado assim como ponto incontroverso, o que justifica plenamente a autuação lavrada pela autoridade fiscal. 16. Portanto, verificase que o lançamento foi realizado com observância da legislação, bem como foi a infração capitulada e descrita com precisão pela fiscalização, não procedendo, assim, as alegações da autuada de que foi cerceada no seu direito a ampla defesa e ao contraditório, pois, permitiuse a ela averiguar as motivações e os fundamentos da presente autuação, de sorte que não se detecta qualquer transgressão a norma legal em vigor e por essa razão não há o que se falar em nulidade do lançamento. DA DECADÊNCIA 17. Considerados os argumentos trazidos aos autos, primeiramente é importante que seja feita a análise da decadência, conforme requerido pela contribuinte, tendo em vista que parte do crédito tributário constituído já se encontraria decaída, segundo o prazo qüinqüenal, previsto no Código Tributário Nacional, para só a partir dessas reflexões verificar se o referido instituto repercute no lançamento sob análise. 18. Sobre essa questão, cumpre ressaltar que, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Fl. 214DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 215 9 “(...) Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº. 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos quinquenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto.” ............................................................. “Súmula Vinculante n° 08: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” 19. A instituição da denominada Súmula Vinculante e seus efeitos estão previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentados pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.” 20. Ainda sobre o assunto, a Lei n° 11.417, de 19 de dezembro de 2006, dispõe o que segue: “Art. 2º O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e Fl. 215DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 216 10 municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1º O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão.” 21. Assim, como demonstrado, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Dessa forma, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. 22. Acerca das regras de verificação da decadência, frisese, posto que importante, que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidouse no seguinte sentido: “(...) 1. Está assentado na jurisprudência desta Corte que, nos casos em que não tiver havido o pagamento antecipado de tributo sujeito a lançamento por homologação, é de se aplicar o art. 173, inc. I, do Código Tributário Nacional (CTN). Isso porque a disciplina do art. 150, § 4º, do CTN estabelece a necessidade de antecipação do pagamento para fins de contagem do prazo decadencial. Precedente em recurso representativo de controvérsia (REsp 973733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 18.9.2009). [...] 3. Recurso especial parcialmente provido”. (REsp 1015907/RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 10/09/2010) “(...) 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, Fl. 216DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 217 11 "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o ‘primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado’ corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, ‘Decadência e Prescrição no Direito Tributário’, 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (...). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008”. (REsp 973733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 18/09/2009). 23. No caso dos autos em questão, no entanto, devido à natureza jurídica da constituição desse tipo de crédito (Inc. IV, do art. 225, combinados com o Inc. II, do art. 284 e art. 373, do Dec. nº. 3.048/99) – Multa por descumprimento de obrigação acessória regra geral, a definição do termo inicial do prazo de decadência há de ser o artigo 173, inciso I, do CTN. 24. A NOTA de no PGFN/CAT nº. 856, de 2008, editada para explicitação do Parecer PGFNC/CAT nº. 1617 de 2008, em seu item 10, concluiu nos seguintes termos: “Ipso facto, nada obstante tenhase determinação legal para que a documentação seja disponibilizada ao longo de uma década, a decisão da Suprema Corte fora clara, no sentido de que os prazos de prescrição e decadência se esgotam ao longo de um lustro. Por isso, às obrigações acessórias exigíveis pela legislação previdenciária aplicase a regra do inciso I, do art. 173, do CTN, para fins de sua constituição. Em outras palavras, o fato de que lei ainda constitucional (ainda, porque até o Fl. 217DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 218 12 presente não explicitamente fulminada) determine que documentos sejam mantidos por 10 anos não é substancialmente necessário e suficiente para que não se aplique a determinação do Supremo Tribunal Federal, quanto aos prazos de prescrição e decadência. A Corte determina a aplicação do CTN. Na hipótese, e objetivamente, reportase ao inciso I, do art. 173, com o objetivo de fixação de dies a quo do prazo de decadência”. 25. Isso posto, o dispositivo legal a ser aplicado no presente caso, no tocante à decadência, não é o que estabelece o art. 150, § 4º, como sustentado pela contribuinte, e sim o previsto no artigo 173, inciso I, ambos do CTN. Neste ponto assiste razão ao julgador a quo ao concluir que: “Os fatos geradores relativos à infração capitulada nesta autuação são verificados por competência. No caso concreto, o crédito tributário foi constituído em 03/11/2008, data da lavratura da autuação, com ciência do contribuinte em 08/11/2008, relativo aos fatos geradores do período de 01/2003 a 12/2004. Portanto, considerandose o prazo previsto no art. 173, I do CTN, para o presente crédito não se aplica o instituto da decadência.” Assim, não há como prosperar as alegações (fls. 169 e ss.) da contribuinte no sentido de que parte do lançamento teria sido atingido pela decadência qüinqüenal. DA RETROATIVIDADE DA LEGISLAÇÃO APLICÁVEL A MULTA 26. A retroatividade da Lei, quando benigna, se constitui em direito da recorrente, assegurado pelo inciso II, do art. 106, do CTN, em relação a ato não definitivamente julgado, de sorte que deve ser aplicada a lei mais favorável ao agente no tocante à definição da infração tributária, bem como à cominação da respectiva penalidade pecuniária, nos expressos termos do mencionado dispositivo, pois, a retroatividade é a regra. 27. Assim, no que tange à multa aplicada na presente autuação fiscal, considerando a legislação superveniente à época dos fatos, em regra, deve ser observada a retroatividade benigna, nos termos do art. 106, inciso II, do CTN, o qual determina que a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado e quando imputada ao infrator penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, in verbis: “Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Fl. 218DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº. 18471.003157/200871 Acórdão n.º 2803002.047 S2TE03 Fl. 219 13 28. No entanto, a penalidade imposta no presente caso, tratase de valor fixo que independe da quantidade irregularidade praticada, e por essa razão não há o que se falar em aplicação de legislação mais benigna, não se aplicando o previsto no art. 106, inciso II do CTN. CONCLUSÃO 29. Ante ao exposto, CONHEÇO do recurso voluntário, para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo inalterado o valor da multa em razão desta não variar em função do número de irregularidade. É como voto. (assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos – Relator Fl. 219DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/01/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 1/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10940.720510/2011-00
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2007,2008,2009
INTERPOSTA PESSOA. SUJEIÇÃO SOLIDÁRIA PASSIVA.
A interposição de pessoa fica caracterizada no caso em que o sócio formal não tem capacidade econômica de ser titular de uma pessoa jurídica desse porte e ainda pelas declarações colhidas infere-se que se interposta pessoa. Nessa hipótese são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal.
NULIDADE.
Não há que se falar em nulidade do Auto de Infração no caso em que é lavrado por servidor competente que verificou a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinou a matéria tributável, calculou o montante do tributo devido, identificou o sujeito passivo, aplicou a penalidade cabível e determinou a exigência com a regular intimação para que o sujeito passivo pudesse cumpri-la ou impugná-la no prazo legal.
PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL.
A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais.
MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL QUALIFICADA.
A multa de ofício proporcional qualificada é uma penalidade pecuniária aplicada em razão de inadimplemento de obrigações tributárias apuradas em lançamento direto com a comprovação da conduta dolosa.
DECADÊNCIA. TERMO INICIAL
Em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial se rege pela regra do inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional se comprovada a conduta qualificada pelo dolo, pela fraude ou pela simulação.
LUCRO REAL. OMISSÃO DE RECEITAS.
Caracteriza-se como omissão a falta de registro de receita, ressalvada à pessoa jurídica a prova da improcedência, oportunidade em que a autoridade determinará os valores dos tributos a serem lançados de acordo com o sistema de tributação a que estiver submetida no período de apuração correspondente.
CUSTOS E DESPESAS DEDUTÍVEIS. COMPROVAÇÃO.
Os custos e as despesas devem ser apropriados simultaneamente às receitas que gerarem, de modo que os custos incorridos são aqueles efetivamente comprovados de competência do período de apuração, relativo a bens empregados nas operações exigidas pela atividade da pessoa jurídica.
JUROS DE MORA.
Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre débitos tributários não pagos nos prazos legais.
LANÇAMENTOS DECORRENTES.
Os lançamentos de PIS, de Cofins e de CSLL sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ.
DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA.
Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFICIO EXIGIDA EM LANÇAMENTO LAVRADO PARA A COBRANÇA DO TRIBUTO.
É incabível a aplicação concomitante da multa por falta de recolhimento de tributo sobre bases estimadas e da multa de oficio exigida no lançamento para cobrança de tributo, visto que ambas penalidades tiveram como base o valor da receita omitida apurado em procedimento fiscal.
Numero da decisão: 1801-001.342
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte aos recursos voluntários. Vencidas as Conselheiras Carmen Ferreira Saraiva (Relatora) e Maria de Lourdes Ramirez, que mantém a aplicação da multa isolada (50%) em concomitância com a multa de ofício (150%). Designada para redigir o voto vencedor, nesta matéria, a Conselheira Ana de barros Fernandes.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Redatora
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2007,2008,2009 INTERPOSTA PESSOA. SUJEIÇÃO SOLIDÁRIA PASSIVA. A interposição de pessoa fica caracterizada no caso em que o sócio formal não tem capacidade econômica de ser titular de uma pessoa jurídica desse porte e ainda pelas declarações colhidas infere-se que se interposta pessoa. Nessa hipótese são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. NULIDADE. Não há que se falar em nulidade do Auto de Infração no caso em que é lavrado por servidor competente que verificou a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinou a matéria tributável, calculou o montante do tributo devido, identificou o sujeito passivo, aplicou a penalidade cabível e determinou a exigência com a regular intimação para que o sujeito passivo pudesse cumpri-la ou impugná-la no prazo legal. PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL. A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais. MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL QUALIFICADA. A multa de ofício proporcional qualificada é uma penalidade pecuniária aplicada em razão de inadimplemento de obrigações tributárias apuradas em lançamento direto com a comprovação da conduta dolosa. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL Em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial se rege pela regra do inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional se comprovada a conduta qualificada pelo dolo, pela fraude ou pela simulação. LUCRO REAL. OMISSÃO DE RECEITAS. Caracteriza-se como omissão a falta de registro de receita, ressalvada à pessoa jurídica a prova da improcedência, oportunidade em que a autoridade determinará os valores dos tributos a serem lançados de acordo com o sistema de tributação a que estiver submetida no período de apuração correspondente. CUSTOS E DESPESAS DEDUTÍVEIS. COMPROVAÇÃO. Os custos e as despesas devem ser apropriados simultaneamente às receitas que gerarem, de modo que os custos incorridos são aqueles efetivamente comprovados de competência do período de apuração, relativo a bens empregados nas operações exigidas pela atividade da pessoa jurídica. JUROS DE MORA. Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre débitos tributários não pagos nos prazos legais. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Os lançamentos de PIS, de Cofins e de CSLL sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFICIO EXIGIDA EM LANÇAMENTO LAVRADO PARA A COBRANÇA DO TRIBUTO. É incabível a aplicação concomitante da multa por falta de recolhimento de tributo sobre bases estimadas e da multa de oficio exigida no lançamento para cobrança de tributo, visto que ambas penalidades tiveram como base o valor da receita omitida apurado em procedimento fiscal.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10940.720510/2011-00
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5204027
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-001.342
nome_arquivo_s : Decisao_10940720510201100.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 10940720510201100_5204027.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte aos recursos voluntários. Vencidas as Conselheiras Carmen Ferreira Saraiva (Relatora) e Maria de Lourdes Ramirez, que mantém a aplicação da multa isolada (50%) em concomitância com a multa de ofício (150%). Designada para redigir o voto vencedor, nesta matéria, a Conselheira Ana de barros Fernandes. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente e Redatora (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
id : 4555174
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396544307200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 23; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2285; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 1.396 1 1.395 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.720510/201100 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.342 – 1ª Turma Especial Sessão de 06 de março de 2013 Matéria LUCRO REAL Recorrente AGROPECUÁRIA VILA VELHA LTDA SUJEITO PASSIVO SOLIDÁRIO ÂNGELO SETIM NETO, CPF 697.080.37915 Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2007,2008,2009 INTERPOSTA PESSOA. SUJEIÇÃO SOLIDÁRIA PASSIVA. A interposição de pessoa fica caracterizada no caso em que o sócio formal não tem capacidade econômica de ser titular de uma pessoa jurídica desse porte e ainda pelas declarações colhidas inferese que se interposta pessoa. Nessa hipótese são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. NULIDADE. Não há que se falar em nulidade do Auto de Infração no caso em que é lavrado por servidor competente que verificou a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinou a matéria tributável, calculou o montante do tributo devido, identificou o sujeito passivo, aplicou a penalidade cabível e determinou a exigência com a regular intimação para que o sujeito passivo pudesse cumprila ou impugnála no prazo legal. PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL. A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais. MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL QUALIFICADA. A multa de ofício proporcional qualificada é uma penalidade pecuniária aplicada em razão de inadimplemento de obrigações tributárias apuradas em lançamento direto com a comprovação da conduta dolosa. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 72 05 10 /2 01 1- 00 Fl. 1396DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.397 2 Em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial se rege pela regra do inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional se comprovada a conduta qualificada pelo dolo, pela fraude ou pela simulação. LUCRO REAL. OMISSÃO DE RECEITAS. Caracterizase como omissão a falta de registro de receita, ressalvada à pessoa jurídica a prova da improcedência, oportunidade em que a autoridade determinará os valores dos tributos a serem lançados de acordo com o sistema de tributação a que estiver submetida no período de apuração correspondente. CUSTOS E DESPESAS DEDUTÍVEIS. COMPROVAÇÃO. Os custos e as despesas devem ser apropriados simultaneamente às receitas que gerarem, de modo que os custos incorridos são aqueles efetivamente comprovados de competência do período de apuração, relativo a bens empregados nas operações exigidas pela atividade da pessoa jurídica. JUROS DE MORA. Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre débitos tributários não pagos nos prazos legais. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Os lançamentos de PIS, de Cofins e de CSLL sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFICIO EXIGIDA EM LANÇAMENTO LAVRADO PARA A COBRANÇA DO TRIBUTO. É incabível a aplicação concomitante da multa por falta de recolhimento de tributo sobre bases estimadas e da multa de oficio exigida no lançamento para cobrança de tributo, visto que ambas penalidades tiveram como base o valor da receita omitida apurado em procedimento fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte aos recursos voluntários. Vencidas as Conselheiras Carmen Ferreira Saraiva (Relatora) e Maria de Lourdes Ramirez, que mantém a aplicação da multa isolada Fl. 1397DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.398 3 (50%) em concomitância com a multa de ofício (150%). Designada para redigir o voto vencedor, nesta matéria, a Conselheira Ana de barros Fernandes. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Redatora (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório I Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 336349, com a exigência do crédito tributário no valor de R$258.394,46, a título de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), juros de mora e multa de ofício proporcional qualificada, referente aos anoscalendário de 2006, 2007 e 2008 apurado pelo regime de tributação com base no lucro real, nos termos do Relatório da Ação Fiscal, fls. 394413. Vale esclarecer que o sócio da Recorrente, Luiz Francisco Pinheiro, CPF 434.791.70900, é interposta pessoa de Ângelo Setim Neto, CPF 697.080.37915 e de Luciano Luiz Criminácio, CPF 020.955.35947, que são os responsáveis de fato pela sua administração, tendo em vista o instrumento de procuração, fls. 149151. Ademais, ela utiliza as instalações, os veículos de transporte de produtos e os empregados com o logotipo da pessoa jurídica Frigorífico Argus Ltda, CNPJ 81.304.552/000195, que também é administrada por Ângelo Setim Neto, fls. 283284. O lançamento se fundamenta nas infrações que se seguem: Item 1 – Omissão de receitas pela falta de escrituração das Notas Fiscais, fls. 277282; Item 2 – Glosa de custos industriais, uma vez que foram apresentados documentos em que a Recorrente não consta como destinatária; Item 3 Glosa de despesas pela dedução de valores às multas por infrações fiscais; Item 4 Multa de ofício isolada por falta de recolhimento de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) determinado sobre a base de cálculo estimada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: § 5º do art. 41 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 9º do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de Fl. 1398DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.399 4 1977, art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, inciso IV do § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 14 Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, alícena “c” do inciso II do art. 106 do Código Tributário Nacional, bem como art. 222, incisos I e II do art. 249, parágrafo único do art. 251, art. 278, art. 279, art. 280, art. 283, art. 288, art. 299, art. 300, § 5º do art. 344, art. 843 e art. 923 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR, de 1999). Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foram constituídos os seguintes créditos tributários pelos lançamentos formalizados neste processo: II – O Auto de Infração às fls. 350363 a exigência do crédito tributário no valor de R$155.038,56 a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa de ofício proporcional qualificada, incluindo a multa de ofício isolada por falta de recolhimento da CSLL determinados sobre a base de cálculo estimada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: §§ do art. 2º e art. 3º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 13 e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 28 e art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como Lei nº 9.316, de 22 de novembro de 1996, art. 17 da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008, art. 9º do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 57 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e art. 37 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002. III O Auto de Infração às fls. 364378 com a exigência do crédito tributário no valor de R$64.724,34 a título de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), juros de mora e multa de ofício proporcional qualificada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 138 e art. 149 do Código Tributário Nacional, § 1º do inciso I do art. 7º do Decreto 70.235, de 6 de março de 1972, art. 1º, art. 3º, art. 4º e art. 11 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, art. 15, art. 16 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003 e inciso IV do art. 15 e art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999. IV – O Auto de Infração às fls. 379 com a exigência do crédito tributário no valor de R$298.139,42 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), juros de mora e multa de ofício proporcional qualificada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 138 e art. 149 do Código Tributário Nacional, § 1º do inciso I do art. 7º do Decreto 70.235, de 6 de março de 1972, art. 1º, art. 3º, art. 4º e art. 11 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, art. 15, art. 16 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003 e inciso IV do art. 15 e art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999. Foram Lavrados os Termos de Sujeição Passiva Solidária em nome de Ângelo Setim Neto, CPF 697.080.37915, fl. 417417, e da pessoa jurídica Frigorífico Argus Ltda, CNPJ 81.304.552/000195, fls. 417418, nos termos do inciso I do art. 124 do Código Tributário Nacional, os quais foram noticiados em 28.09.2011, fls 422423. Cientificadas dos Autos de Infração em 28.09.2011, fls. 421423, as Recorrentes apresentaram as impugnações em 27.10.2011, fls. 426478, 523561, 11961202 e, 12101215, com as alegações abaixo sintetizadas. I) Ângelo Setim Neto e Frigorífico Argus Ltda Termos de Sujeição Passiva Solidária , fls. 11961202 e 1210 e 1215 Fl. 1399DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.400 5 Aduzem que é ausente a prova da responsabilidade solidária, uma vez que possui apenas uma relação comercial com a pessoa jurídica Agropecuária Vila Velha Ltda. Suscitam que possuem domicílios e quadro funcional distintos daquela e que não há comprovação nos autos de exista nexo de causalidade entre a ocorrência dos fatos geradores das obrigações tributárias e os sujeitos passivos supostamente solidários, nos estritos termos do art. 121 e do inciso I do art. 124 do Código Tributário Nacional. Defendem que esses dispositivos legais limitam as possibilidades de caracterização da sujeição passiva solidária, já que não podem ser quaficadas como “contribuintes”. Procuram demonstrar que não têm interesse comum nas situações que constituíram os fatos geradores das obrigações principais. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e fazem referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais. Em face do exposto requerem o cancelamento da relação jurídica passiva por ausência de responsabilidade solidária. II) Agropecurária Vila Velha Ltda IRPJ e CSLL, fls. 426478 e PIS e Cofins, fls. 523561 Aduz que os Autos de Infração estão eivados de ilegalidade e que não expressam a realidade dos fatos. Suscita que o IRPJ e seus reflexos foram lançados com base em supostas infrações tributárias, defendendo que por essa razão estão evidados de nulidade. Defende que as exigências relativas ao anocalendário de 2006 foram alcançadas pela decadência, por serem tributos sujeitos ao lançamento por homologação, em conformidade com o § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional. Procura demonstrar que não se pode aplicar o início da contagem do prazo previsto no inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional, tampouco o art. 45 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Alega que não ocorreu a omissão de receitas, haja vista que as Notas Fiscais referidas estão regularmente escrituradas. Em relação à Nota Fiscal nº 025.530, de 25.09.2008, justifica que o lançamento na escrituração foi efetivado em conjunto com outras. Atinente à Nota Fiscal nº 025.682, de 02.10.2008, enfatiza que se equivocou ao efetuar a sua escrituração. No que se refere à Nota Fiscal nº 026.849, de 27.11.2008, relata que incorreu em erro ao proceder o respectivo registro contábil. Apresenta alguns documentos que comprovam as inúmeras faturas que são de sua titularidade e, por conseguinte, a glosa de custos ou despesas não pode prevalecer. Explica que não é possível juntar aos autos a totalidade dos comprovantes, oportunidade em que solicita que a verificação de que seja levada a efeito em seu domicílio fiscal. Entende que não pode ser utilizada a presunção simples baseada em meros indícios para fins de proceder ao lançamento de ofício (art. 142 do Código Tributário Nacional). Aduz que não tem fundamento a aplicação das multas de ofício isolada por falta de recolhimento de IRPJ e de CSLL determinados sobre a base de cálculo estimada ao argumento de que há concomitância com a multa de ofício proporcional qualificada, uma vez que foram calculadas sobre a mesma base de cálculo. Fl. 1400DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.401 6 Apresenta argumentos contra a incidência dos juros de mora equivalentes à taxa Selic e em oposição à aplicação da multa de ofício proporcional qualificada por não restar evidenciado o intuito de fraude e ainda por inexistir o dolo. Entende que o coeficiente não deve ultrapassar 20% (vinte por cento) dos valores dos tributos devidos. Solicita produção de todos os meios de prova. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Especificamente sobre as exigências de PIS e Cofins, afirma que os valores em referência foram espontaneamente recolhidos. Conclui Face ao exposto, requer que se digne Vossa Senhoria julgar procedentes as razões de impugnação, cancelandose o auto de infração questionado, vez que se encontra afetado por nulidade e em face de ter decaído o direito de lançar do Fisco Federal. Porém se não forem reconhecidas a nulidade e a decadência suscitas, requer que seja julgada improcedente a presente autuação, em face da inexigibilidade do IRPJ e seus reflexos nos moldes constantes nos autos. Se assim os pedidos acima forem julgados improcedentes, requer seja afastada a multa qualificada diante da inocorrência de fraude. Do mesmo modo, requer seja determinada a exclusão da SELIC exigida como taxa de juros. Por fim, requerse, previamente à análise e decisão de primeira instância, o deferimento [da] produção da prova pericial requerida, sob pena de cerceamento do direito de defesa. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/CTA/PR nº 0634.918, de 15.12.2011, fls. 12701304: “Lançamento Procedente em Parte”, tendo em vista que: (a) foram excluídos os valores regularmente comprovados a título de custos industriais objeto da glosa de ofício para fins de apuração do lucro líquido dos anoscalendário de 2006, 2007 e 2008, (b) foram excluídos os débitos confessados nas Declarações de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) dos anoscalendário de 2006, 2007 e 2008 apresentadas antes do início da ação fiscal para fins de cálculo das multas de ofício isoladas por falta de recolhimento de IRPJ e de CSLL determinados sobre a base de cálculo estimada, (c) foram excluídos os débitos confessados nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) dos primeiro e segundo trimestres do anocalendário de 2008 apresentadas antes do início da ação fiscal para fins de apuração dos valores a serem exigidos a título de Pis e Cofins e (d) foi afastada a sujeição passiva solidária da pessoa jurídica Frigorífico Argus Ltda por não restar comprovado o interesse comum nas situações que constituiram os fatos geradores das obrigações tributárias. Restou ementado ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fl. 1401DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.402 7 Anocalendário: 2006, 2007, 2008 PEDIDO DE PERÍCIA. Considerase não formulado o pedido de perícia quando a interessada protesta por ela, mas deixa de formular os quesitos referentes aos exames desejados, assim como o nome, endereço e a qualificação profissional do seu perito. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006, 2007, 2008 OMISSÃO DE RECEITAS. PROVA DIRETA. RECEITA BRUTA NÃO ESCRITURADA NOS LIVROS COMERCIAIS E FISCAIS. Constitui prova direta de omissão de receitas a constatação de receita bruta não escriturada nos livros comerciais e fiscais da contribuinte. CUSTOS/DESPESAS OPERACIONAIS NÃO COMPROVADOS. Os custos e despesas operacionais somente são dedutíveis, na apuração do lucro real, quando comprovados por meio de documentação revestida dos requisitos legais, pois a escrituração contábil deve estar lastreada em documentação hábil e idônea emitida por terceiros, com a interessada figurando como beneficiária dos serviços prestados e/ou adquirente das mercadorias/produtos, e que tenha elementos suficientes para demonstrar estarem tais gastos em estrita conexão com a atividade explorada e com a manutenção da respectiva fonte de receita. MULTA POR INFRAÇÕES FISCAIS. INDEDUTIBILIDADE. São indedutíveis como custo ou despesas operacionais as multas por infrações fiscais, salvo as de natureza compensatória e as impostas por infrações de que não resultem falta ou insuficiência de pagamento de tributo. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA SOLIDÁRIA. INTERESSE COMUM COM A SITUAÇÃO QUE CONSTITUI O FATO GERADOR. São solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006, 2007, 2008 DECADÊNCIA. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Caracterizada a existência de dolo, fraude ou simulação, aplicase na contagem do prazo decadencial o art. 173, I do CTN, tendo como termo inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. COMPROVAÇÃO DO DOLO. UTILIZAÇÃO DE INTERPOSTAS PESSOAS NO QUADRO DE QUOTISTAS DA PESSOA JURÍDICA. Aplicável a multa qualificada de 150% quando caracterizado que, de maneira dolosa, foram utilizadas interpostas pessoas no quadro de quotistas da pessoa jurídica, procurando, dessa forma, ocultar intencionalmente da autoridade fiscal os Fl. 1402DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.403 8 verdadeiros sócios da interessada, com o propósito de frustrar a cobrança dos débitos tributários por ela devidos. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Os tributos e contribuições sociais não pagos até o seu vencimento serão acrescidos, na via administrativa ou judicial, de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic para títulos federais. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO MENSAL DEVIDO POR ESTIMATIVA. A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto/contribuição mensal devido por estimativa, por pessoa jurídica que optou pela tributação com base no lucro real anual, enseja a aplicação da multa de ofício isolada de 50%. MULTA ISOLADA. CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFÍCIO INCIDENTE SOBRE O TRIBUTO APURADO COM BASE NO LUCRO REAL ANUAL. COMPATIBILIDADE. Tratandose de infrações distintas é perfeitamente possível a exigência concomitante da multa de ofício isolada sobre estimativa obrigatória não recolhida ou recolhida a menor com a multa de ofício incidente sobre o tributo apurado, ao final do anocalendário, com base no lucro real anual. DECORRÊNCIA. PIS, COFINS E CSLL. Tratandose de tributações reflexas de irregularidades descritas e analisadas no lançamento de IRPJ, constantes do mesmo processo, e dada à relação de causa e efeito, aplicase o mesmo entendimento ao PIS, à Cofins e à CSLL. Notificados em 09.01.2012, fls. 13191320, Ângelo Setim Neto e Agropecuária Vila Velha Ltda apresentaram os recursos voluntários em 30.01.2012, fls.1323 1383 e 13851393, respectivamente, esclarecendo que as peça atendem aos pressupostos de admissibilidade. Discorrem sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurgem e reiteram os argumentos apresentados nas peças impugnatórias. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora Os recursos voluntários apresentados pela Recorrente atendem aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. I) Ângelo Setim Neto Fl. 1403DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.404 9 O Recorrente aponta argumentos contra a imputação da responsabilidade solidária aos procuradores. A responsabilidade tributária é o instituto pelo qual um terceiro que embora não tenham relação direta e pessoal com a situação que constitua o respectivo fato gerador da obrigação principal, está obrigado ao cumprimento da respectiva obrigação. A despeito de não ser o sujeito passivo da obrigação principal, para ser responsável solidário é sufiente ser uma pessoa que possua interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. A responsabilidade solidária tributária alcança as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal1. Conhecida co solidariedade de fato, o inciso I do art. 124 do Código Tributário Nacional é aplicável a todos os tributos existentes no sistema tributário nacional. No presente caso restou comprovado que o sócio da Recorrente, Luiz Francisco Pinheiro, CPF 434.791.70900, é interposta pessoa de Ângelo Setim Neto, CPF 697.080.37915 e de Luciano Luiz Criminácio, CPF 020.955.35947, que são os responsáveis de fato pela sua administração, tendo em vista o instrumento de procuração, fls. 149151. Ademais, ela utiliza as instalações, os veículos de transporte de produtos e os empregados com o logotipo da pessoa jurídica Frigorífico Argus Ltda, CNPJ 81.304.552/000195, que também é administrada por Ângelo Setim Neto, fls. 283284. Ademais, está registrado no Contrato Social, fls. 1013, e na Ficha 50 das DIPJ dos anoscalendário 2006, 2007 e 2008, fls. 46, 70 e 98, que Luiz Francisco Pinheiro possui formalmente participação de 75% (setenta e cinco por cento) do capital social da Recorrente. Ele próprio declarou em 19.03.2010, fls. 0507, exercer apenas a gerência administrativa e que em verdade os sócios são Luiz Carlos Setim, CPF nº 003.086.76904 e Luciano Luiz Criminácio, CPF nº 020.955.95947. Em conformidade com a Certidão emitida pelo 4º Tabelionato de Ofício de Notas da Comarca de Ponta Grossa, fls. 150151, restou comprovado que em 05.05.2004 a Recorrente, mediante seu gerente adminstrativo Luiz Francisco Pinheiro, nomeou e constituiu seus bastantes procuradores, Ângelo Setim Neto, CPF nº 697.080.37915, filho de Luiz Carlos Setim e Luciano Luiz Criminácio, conferindolhes amplos, gerais e ilimitados poderes para o fim especial de representar a outorgante, em conjunto ou separadamente, em juízo ou fora dele, ativa e passivamente, inclusive perante órgãos públicos estaduais, municipais e federais, receber intimações, tratar de todos os negócios e interesses da mesma, comprar e vender mercadorias e produtos de seu ramo; pagar e receber dívidas a qualquer título que lhe seja devido; contratar e despedir empregados; assinar livros fiscais, papéis, documentos contábeis e balanços; pagar taxas e emolumentos, dar e aceitar quitação; movimentar contas bancárias em qualquer estabelecimento de crédito, inclusive BANCO DO BRASIL S/A, podendo assinar contratos de abertura de contas de depósitos e movimentálas, inclusive as já existentes, emitir cheques, autorizar cobrança, utilizar o crédito aberto na forma e condições ajustadas, receber, passar recibo e dar quitação, solicitar saldos e extratos, requisitar talonários de cheques, autorizar débito em conta relativo a operações, retirar cheques devolvidos, endossar cheques, requisitar cartão eletrônico, movimentar conta corrente com cartão eletrônico, sustar/contraordem cheques, cancelar cheques, baixar cheques, efetuar resgates/aplicações financeiras, efetuar saques conta corrente, efetuar saques BB 1 Fundamentação legal: inciso I do art. 124 do Código Tributário Nacional. Fl. 1404DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.405 10 rural rápido, efetuar saques poupança, cadastrar, alterar e desbloquear senhas, efetuar movimentação financeira no RPG, efetuar pagamentos por meio eletrônico, efetuar transferência por meio eletrônico, solicitar movimentação de contas no exterior, receber quaisquer importâncias devidas à outorgante, assinando os respectivos recibos e dando quitação, sacar, aceitar, endossar e assinar letras de câmbio, duplicatas, notas promissórias e outros títulos de crédito, descontar, caucionar e entregar para cobrança bancária, assinando os respectivos contratos, propostas e borderôs, assinar todas as correspondências da outorgante, inclusive dirigidas aos bancos, dando instruções sobre títulos, autorizando abatimentos, descontos, prorrogações de vencimentos, entrega franco de pagamento e protesto; constituir advogado com os poderes da cláusula ‘ad judicia’, para o foro em geral, defendendo a outorgante nas ações que lhe foram propostas, transigir, confessar, desistir, firmar compromissos e acordos, receber e dar quitação; representála na Junta de Conciliação do Ministério do Trabalho, promover acerto com empregados demissionários, assinar guias de FGTS e demais papéis necessários; representála, ainda, perante as Repartições Públicas em geral, notadamente Secretaria da Receita Federal, Junta Comercial, Correios, ali requerer, retirar, alegar e assinar o que preciso for, fazendo declarações, pagamento e receber restituições, inclusive do Imposto de Renda, enfim, praticar todos os demais atos necessários ao fiel e integral cumprimento do presente mandato, não podendo substabelecer. Para fins de caracterizar que havia interesse comum entre as sociedades, tem se que o grupo está assim constituído: Frigorífico Argus Ltda, CNPJ 81.304.552/000195, está domiciliado na Rodovia BR 376, km 621, s/nº, Miringuava, São José dos Pinhais/PR, da qual Luiz Carlos Setim, pai de Ângelo Setim Neto detém 93% (noventa e três por cento) e Neide Maria Ferraz Setim detém 7% (sete por cento) do capital social; Agropecuária São José Ltda, CNPJ 03.982.109/000160, está domiciliada na Rua Porto Rico nº 20, Boneca do Iguaçu, São José dos Pinhais/PR, da qual Ângelo Setim Neto detém 80% (oitenta por cento) e Luciano Luiz Criminácio detém 20% (vinte por cento) do capital social; Indústria e Pecuária São José Ltda, CNPJ 05.416.026/000128 está domiciliada na Rua Guarapuava nº 465, Jardim Cruzeiro, São José dos Pinhais/PR, da qual Ângelo Setim Neto detém 80% (oitenta por cento) e Luciano Luiz Criminácio detém 20% (vinte por cento) do capital social. A Recorrente não possui ativo imobilizado, de acordo com o Balanço Patrimonial, fls. 1425, tem domicílio na Rua Carlos de Laet nº 73, Vilas Oficinas, Ponta Grossa/PR, que é o mesmo da filial da pessoa jurídica Agropecuária São José Ltda, CNPJ 03.982.109/000240. A integração das atividades da Recorrente com as das demais sociedades do grupo fica patente, uma vez que havia compartilhamento de instalações e da logomarca nos veículos de transporte de produtos e nos uniformes dos empregados da pessoa jurídica Frigorífico Argus Ltda, que também é administrada por Ângelo Setim Neto, fls. 283284. Além disso, a Recorrente registrou como seus os custos de industrialização efetuados pelo Frigorífico Argus Ltda e Agropecuária São José Ltda, fls. 286313, 701 e 794795. Neste sentido, Ângelo Setim Neto, ainda que não seja sócio formal da Recorrente, possui comunhão de interesses e conjuga esforços para a consecução das atividades econômicas perpetradas e assim é responsável solidário pelos créditos tributários Fl. 1405DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.406 11 constituídos pelos lançamentos formalizados no presente processo. Nesse sentido é responsável solidário com a Agropecuária Vila Velha Ltda pelas obrigações tributárias que foram resultantes de atos praticados decorrentes da apuração da omissão de receitas pela falta de escrituração das Notas Fiscais, fls. 277282, da glosa de custos industriais, uma vez que foram apresentados documentos em que a Recorrente não consta como destinatária, da glosa de despesas pela dedução de valores às multas por infrações fiscais e ainda da falta de recolhimentos de IRPJ e de CSLL determinados sobre a base de cálculo estimada. Ressaltese que essa interposta pessoa não se defende contra os lançamentos de oficio formalizados no presente processo. A interposição de pessoa fica caracterizada no caso em que o sócio formal não tem capacidade econômica de ser titular de uma pessoa jurídica desse porte e ainda pelas declarações colhidas inferese que se interposta pessoa. Nessa hipótese são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. Restou esclarecido que o sócio formal José Francisco Pinheiro, CPF 434.791.70900, não tem capacidade econômicofinanceira para, juntamento ecom sua mulher, ser titular de uma passoa jurídica do porte da Recorrente. Nesse caso, ainda concluise a partir do Termo de Declarações, fls. 0508, que se trata tãosomente de interposta pessoa que gerencia a Recorrente e ainda que seus verdadeiros titulares são Ângelo Setim Neto, CPF697.080.37917 e Luciano Luiz Criminácio, CPF 020.955.35947, fls. 149151. Por conseguinte, não lhe cabe razão. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso2. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade3. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. Em face do exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário. II) Agropecuária Vila Velha Ltda A Recorrente alega que os atos administrativos são nulos. 2 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 3 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. Fl. 1406DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.407 12 Os Autos de Infração foram lavrados por servidor competente que verificou a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinou a matéria tributável, calculou o montante do tributo devido, identificou o sujeito passivo, aplicou a penalidade cabível e determinou a exigência com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprilos ou impugnálos no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Na atribuição do exercício da competência da RFB, em caráter privativo, cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário pelo lançamento, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional4. As garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes foram observadas. Ademais os atos administrativos estão motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos decidam recursos administrativos de modo explícito, claro e congruente. O enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos e dos enquadramentos legais que ensejaram os procedimentos de ofício, que foi regularmente analisado pela autoridade de primeira instância. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do processo administrativo fiscal que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas, tais como fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos5. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidades no curso do processo, a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência. A realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, não se comprova. A Recorrente discorda da aplicação da multa de ofício proporcional qualificada. Por via de regra, a norma jurídica secundária impõe uma sanção em decorrência da inobservância da conduta prescrita na norma jurídica primária. A multa de natureza tributária, penalidade que tem como fonte a lei é imposta em razão do inadimplemento de uma obrigação legal principal ou acessória e expressa a obrigação de dar determinada quantia em dinheiro ao sujeito passivo. A aplicação da multa de ofício proporcional qualificada pressupõe a constituição do crédito tributário pelo lançamento direito, diante da constatação da falta de pagamento ou recolhimento, pela falta de declaração e pela 4 Fundamentação legal: inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, art. 142 do Código Tributário Nacional, art 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2001, art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e art. 50 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. 5 Fundamentação legal: art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Fl. 1407DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.408 13 declaração inexata de obrigações tributárias pelo sujeito passivo. Tem como requisito necessário a comprovação, de plano, da conduta dolosa, que é a vontade livre e consciente de o agente praticar um fato ilícito, ainda que por erro, mas desde de evidenciada a máfé, da qual decorre prejuízo a outrem. Caracterizase pela sonegação, que é a ação ou omissão dolosa do agente de encobrir fatos tributários da Administração Pública, pela fraude, que é a ação ou omissão dolosa de não revelar a ocorrência do fato gerador do tributo ou pelo conluio, que é o ajuste doloso entre pessoas, seja para encobrir fatos tributários da Administração Pública, seja para não revelar a ocorrência do fato gerador do tributo. Há que se perquirir se houve simulação, vício ou falsificação de documentos ou a escrituração de livros fiscais ou comerciais, ou utilização de documentos falsos para iludir a fiscalização ou fugir ao pagamento do imposto. A mesma conduta reprovável deve ser reiterada, ou continuada, assim entendida em relação à qual tenham sido lavrados diversos autos ou representações6. Tem cabimento o exame da situação fática. No Contrato Social, fls. 1013, e na Ficha 50 das Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) fls. 46, 70 e 98, está registrado que o capital da sociedade de R$40.000,00 está formado com as seguintes partipações: (a) Luiz Francisco Pinheiro, CPF 434.791.70900 detém 75% (setenta e cinco por cento) e Rosana Mendes Pinheiro, CPF 701.71949 detém 25% (vinte e cinco por cento). O gerente adminstrativo Luiz Francisco Pinheiro declarou em 19.03.2010, fls. 0507, que em verdade não participa do capital social da Recorrente, cujos sócios de fato são: (a) Luiz Carlos Setim, CPF nº 003.086.76904 e Luciano Luiz Criminácio, CPF nº 020.955.95947, em conformidade com a Certidão emitida pelo 4º Tabelionato de Ofício de Notas da Comarca de Ponta Grossa, fls. 150151, com amplos, gerais e ilimitados poderes, concedida pela interposta pessoa. Nesse sentido, há incorreção na participação societária, com o evidente intuito de encobrir verdadeiros sócios, caracterizada o propósito deliberado de impedir ou retardar o conhecimento por parte da autoridade fazendária das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente7. A aplicação da multa de mora pressupõe que o tributo, cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, seja recolhido fora do prazo legal e antes do início do procedimento fiscal, afastadas, contudo, as multas previstas no Código de Defesa do Consumidor. Tem como requisito necessário a comprovação, de plano, da mora do agente, Esta multa é incompatível com a constituição do crédito tributário pelo lançamento de ofício, diante da constatação da falta de pagamento ou recolhimento, pela falta de declaração e pela declaração inexata de obrigações tributárias pelo sujeito passivo, caso em que tem cabimento a aplicação da multa de ofício proporcional8. 6 Fundamentação legal: art. 142 e art. 149 do Código Tributário Nacional, art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 68, art. 70, art. 71, art. 72, art. 73, art. 74 e art. 85 da Lei n.º 4.502, de 30 de novembro de 1964, art. 13 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e art. 20 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002. 7 Fundamentação legal: art. 71 da Lei no. 4.502, de 30 de novembro de 1964. 8 Fundamentação legal: art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, Súmulas CARF nº 51. Fl. 1408DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.409 14 No presente caso, houve constituição do crédito tributário pelo lançamento direito, de modo que está correta a aplicação da multa de ofício proporcional qualificada não tendo cabimento a aplicação da multa de mora de 20% (vinte por cento). A contestação aduzida pela defendente, por isso, não pode ser sancionada. No presente caso, houve constituição do crédito tributário pelo lançamento direito, de modo que está correta a aplicação da multa de ofício proporcional qualificada pela conduta reiterada de intreposição de pessoas. A conclusão oferecida pela defendente, porém, não pode subsistir. A Recorrente argui que os lançamentos foram alcançados pela decadência. Compete antes de examinar as razões da defesa, analisar a objeção de decadência por ser matéria de ordem pública que pode ser conhecida a requerimento da parte ou de ofício, a qualquer tempo e em qualquer instância de julgamento. Este instituto pode ser definido como a perda do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário pelo lançamento, tendo em vista decurso do lapso temporal de cinco anos previsto em lei. Em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação, no caso em que o sujeito passivo efetue o pagamento antecipado sem a necessidade do exame prévio por parte da Administração Pública, o prazo decadencial começa a fluir da ocorrência do fato gerador. Por seu turno, comprovada a conduta qualificada pelo dolo, pela fraude, pela interposta pessoa ou pela simulação, bem como se verificada a inexistência do pagamento antecipado, o prazo de cinco anos se inicia a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Esse é o entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recurso especial repetitivo nº 973.733/SC9, cujo trânsito em julgado ocorreu em 29.10.2009 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF10. Ademais, o art. 45 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em conformidade com a Súmula Vinculante nº 8 e assim foi afastado definitivamente do ordenamento jurídico. Ademais, no presente caso, tem aplicação imediata oeunciado da Súmula CARF nº 72 que prevê que “caracterizada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, a contagem do prazo decadencial regese pelo art. 173, inciso I, do CTN”. No presente caso, tratandose de tributos sujeitos ao lançamento por homologação o prazo que se inicia a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, uma vez que se comprovou a interposição de pessoas e assim a conduta qualificada pelo dolo, pela fraude ou pela simulação. As notificações dos Autos de Infração dos anoscalendário de 2006, 2007 e 2008 foram efetivadas em 28.09.2011, fls. 421423, de modo que não se verificou o transcurso do prazo legal de caducidade das exigências, porque o termo do prazo de cinco anos contados do primeito dia do exercício seguinte àquele em que os lançamentos poderiam ter sido efetuados ocorreria em 31.12.2011. Destarte, esta afirmação não é pertinente. 9 BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 973733/SC. Ministro Relator: Luiz Fux, Primeira Seção, Brasília, DF, 12 de agosto de 2009. Dsponível em: <https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sSeq=901905&sReg=200701769940&sData=2009 0918&formato=PDF> .Acesso em: 26 ago. 2011. 10 Fundamentação legal: § 4° do art. 150 e inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional, art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF e art. 269 do Código de Processo Civil. Fl. 1409DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.410 15 A Recorrente discorda da apuração da omissão de receitas. A autoridade fiscal tem o direito de examinar a escrituração e os documentos comprobatórios dos lançamentos nela efetuados e a pessoa jurídica tem o dever de exibilos e conserválos até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial, bem como de prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada, independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, cabendo à autoridade a prova da não veracidade dos fatos registrados. O regime de tributação com base no lucro presumido trimestral é uma opção da pessoa jurídica para todo anocalendário, desde que observados os requisitos legais, devendo ser manifestada com o pagamento do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração de cada anocalendário. É determinado pelo somatório do ganho de capital, da receita financeira e das demais receitas auferidas, bem como do valor resultante da aplicação do coeficiente legal correspondente a sua atividade econômica sobre a receita bruta total auferida no período de apuração. Quando se tratar de pessoa jurídica com atividades diversificadas serão adotados os percentuais específicos para cada uma das atividades econômicas, cujas receitas deverão ser apuradas separadamente. A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia incluído o ICMS. Somente podem ser excluídos da receita bruta as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante, uma vez que se presume que uma parcela da receita bruta foi consumida na produção dos rendimentos decorrentes da atividade econômica. A pessoa jurídica deve manter o Livro Registro de Inventário, bem como a escrituração contábil nos termos da legislação comercial, ressalvada a hipótese, neste caso, de escriturar o Livro Caixa, incluindo toda a movimentação financeira, inclusive bancária. Caracterizase como omissão a falta de registro de receita, ressalvada à pessoa jurídica a prova da improcedência, oportunidade em que a autoridade determinará os valores dos tributos a serem lançados de acordo com o sistema de tributação a que estiver submetida no período de apuração correspondente11. Tem cabimento o exame da situação fática. O lançamento original está baseado na falta de escrituração da receita no montante de R$5.386,95, referente ao somatório dos valores constantes na Nota Fiscal nº 022.098, de 02.05.2008, na Nota Fiscal nº 022.864, de 05.06.2008, na Nota Fiscal nº 023.434, de 27.06.2008, na Nota Fiscal nº 025.530, de 25.09.2008, na Nota Fiscal nº 025.682, de 02.10.2008 e na Nota Fiscal nº 026.849, de 27.11.2008, fls. 277282. 11 Fundamentação legal: art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 15 e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º, art. 25 e art. 26 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Fl. 1410DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.411 16 A autoridade julgadora de primeira instância considerou como comprovada a escrituração da Nota Fiscal nº 025.682, de 02.10.2008 e da Nota Fiscal nº 026.849, de 27.11.2008, fl. 518. Em relação à Nota Fiscal nº 022.098, de 02.05.2008, à Nota Fiscal nº 022.864, de 05.06.2008 e à Nota Fiscal nº 023.434, de 27.06.2008, a Recorrente não apresenta quaisquer argumentos. Atinente à Nota Fiscal nº 025.530, de 25.09.2008, vale ressaltar que o lançamento na escrituração foi regularmente efetivado em conjunto com outras no montante de R$7.191,27 em 30.09.2008. Os autos, todavia, não estão instruídos com as cópias das demais notas fiscais, tampouco do Livro de Registro de Saídas, com detalhamento analítico do conjunto de vendas então efetuadas. Ademais, a Recorrente não apresenta outras provas na fase recursal. Não foram produzidos no processo novos elementos de prova, de modo que o conjunto probatório já produzido evidencia que o procedimento de ofício está correto. A inferência denotada pela defendente, nesse caso, não é acertada. A Recorrente suscita que tem direito à dedução dos custos e das despesas incorridos. Os registros contábeis devem ser realizados com observância dos princípios de contabilidade, devem conter a data do registro contábil, ou seja, a data em que o fato contábil ocorreu, a conta devedora, a conta credora, o histórico que represente a essência econômica da transação ou o código de histórico padronizado, neste caso baseado em tabela auxiliar inclusa em livro próprio, o valor do registro contábil e a informação que permita identificar, de forma unívoca, todos os registros que integram um mesmo lançamento contábil. Em conformidade com o regime de competência e com o princípio da independência dos exercícios, os custos e as despesas, devem ser apropriados simultaneamente às receitas que gerarem. Estes custos e essas despesas, para serem dedutíveis, devem ser incorridos, necessários, usuais ou normais para a realização das transações ou operações inerentes à atividade da pessoa jurídica e à manutenção da respectiva fonte produtora. Cabe rassaltar, contudo, que não são dedutíveis como custo ou despesas operacionais as impostas por infrações fiscais que resultem da falta ou insuficiência de pagamento de tributo. São considerados incorridos aqueles de competência do período de apuração relativos aos bens empregados nas operações exigidas pela atividade da pessoa jurídica, em relação aos quais já tenha nascido a obrigação correspondente, ainda que o respectivo pagamento venha a ocorrer em período subseqüente. Por via de regra são comprovados mediante a apresentação da nota fiscal correspondente, cujo destinatário seja o titular. Pode conter obrigações documentadas por duplicata, que é o título de crédito emitido com base em obrigação proveniente de compra ou venda mercantil que tem a característica de ser causal, uma vez que sua emissão está vinculada à relação jurídica que lhe dá origem. No momento da emissão da fatura o vendedor pode extrair uma duplicata que, sendo assinada pelo comprador, serve como documento de comprovação da dívida devidamente registrada. O pressuposto é de que a escrituração mantida com observância das disposições legais que somente faz prova em favor do sujeito passivo dos fatos nela registrados se estes estiverem comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza ou assim definidos em preceitos legais, cabendo à autoridade administrativa a prova da não veracidade dos fatos ali registrados12. 12 Fundamentação legal: §§ do art. 45 e §§ do art. 47 da Lei nº 4.506, de 30 de novembro de 1964, §§ do art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, Lei nº 5.474, de 18 de Julho de 1968, Fundamentação legal: § 5º do art. 41 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, Parecer Normativo CST nº 58, 01 de setembro de 1977 e Resolução CFC nº 1.330, de 18 de março de 2011. Fl. 1411DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.412 17 Tem cabimento a análise da situação fática (a) sem que a Recorrente apresente pontos discodantes específicos, não há reparos a serem feitos no lançamento relativo à glosa de despesas no montante de R$18.079,37 a título de multas por infrações fiscais impostas por infrações de que resultaram a falta ou a insuficiência de pagamento de PIS, Cofins e INSS do anocalendário de 2008, em conformidade com a Tabela 3, constante no Relatório da Ação Fiscal, fls. 394413; (b) deve ser mantido o lançamento da glosa dos custos não comprovados como efetivamente incorridos nos montantes de R$123.744,80, de R$105.995,27 e de R$75.469,75, respctivamente aos anoscalendário de 2006, 2007, 2008, nos termos da decisão da autoridade julgadora de primeira instância, tendo em vista as seguintes justificativas: a Recorrente foi notifcada em 17.05.2011, conforme Termo de Intimação nº 360, de 2011, fls. 206262, a apresentar os comprovantes que demonstrem os registros na conta Caixa nos dias 31.01.2006, 30.11.2006, 31.07.2007, 30.11.2007, 30.06.2008 e 31.12.2008; examinando os documentos entregues em 29.06.2011, fls. 265268, ficou esclarecido que os comprovantes de fls. 286313 têm como destinatários: (a) Frigorífico Argus Ltda, CNPJ nº 81.304.552/000438, (b) Agropecuária São José Ltda, CNPJ 03.982.109/0002 40 e (c) Comércio de Alimentos Brascarne Ltda, CNPJ nº 00.680.977/000105; mais uma vez a Recorrente foi intimada em 27.07.2011, de acordo com o Termo de Intimação nº 554, de 2011, fls. 270272, a exibir os comprovantes dos custos dos anoscalendário de 2006, 2007 e 2008 escriturados nas seguintes contas de nºs: (a) 310403000013 de Despesas Telefone e Telex, (b) 310403000006 de Combustível, (c) 310403000012 de Energia Elétrica, (d) 310403000003 de Manut/Conserv/Ornament, (e) 310403000020 de Serv.Prest.Terceiros, e (f). 310403000008 de Despesas Com Veículos, sob pena de glosa dos respectivos valores, fls. 286324; após a dilação probatória em 02.08.2011, fls. 273, a Recorrente permaneceu inerte, razão pela qual houve a glosa dos custos não comprovados como efetivamente incorridos nos montantes de R$193.863,89, R$169.549,70 e R$126.913,63, respectivamente aos anoscalendário de 2006, 2007, 2008, em conformidade com o Relatório da Ação Fiscal, fls. 394413; instaurada a fase litiosa no procedimento com a apresentação da impugnação, a Recorrente aponta pontos de discordância e junta os documentos às fls. 650 1192, com várias faturas em que figura como destinatária dos custos e que foram consideradas pela autoridade de primeita instância, uma vez que uma parcela da escrituração contábil foi evidenciada em documentação hábile idônea e preenche as condições de dedutibilidade; os custos que não ficaram comprovados estão incluídos entre os comprovantes emitidos em nome do Frigorífico Argus Ltda, da Agropecuária São José Ltda e do Comércio de Alimentos Brascarne Ltda, fls. 286313 e 701 e 794795; os recibos emitidos em seu favor pelo Posto Hilgemberg Ltda, fls. 739, 763, 793, 814, 833, 863, 867, 897, 915 e 941, não podem ser aceitos para fins de comprovação de custos, porque estão sem detalhamento analítico dos abastecimentos efetuados, tais como data, identificação do veículo abastecido, quantidade, tipo e valor do combustível ou do lubrificante; Fl. 1412DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.413 18 os comprovantes com dispêndios de energia elétrica e de chamadas telefônicas dos meses de janeiro e de novembro de 2006, de julho e de novembro de 2007, bem como de junho e de dezembro de 2008 também foram emitidos em favor de terceiros, de acordo com documentos apresentados em atendimento ao Termo de Intimação nº 360, de 2011, fls. 259269; a Recorrente não apresenta outras provas na fase recursal. Por essas razões não é plausível a alegação da Recorrente de que não foi possível anexar a totalidade dos comprovantes, haja vista as oportunidades que lhe foram oferecidas no curso do processo. Também não está demonstrado que foi adotado o método de presunção simples, com base em meros indícios, uma vez que os autos estão instruídos com a comprovação que ratifica o fato de que o crédito tributário foi constituído de forma correta. Não foram produzidos no processo novos elementos de prova, de modo que o conjunto probatório já produzido evidencia que o procedimento de ofício está correto. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não pode prosperar. A Recorrente discorda da incidência de juros de mora equivalentes à taxa Selic. Os débitos tributários não pagos nos prazos legais são acrescidos de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic, seja qual for o motivo determinante da falta. Este é o entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recurso especial repetitivo nº 1.111.175/SP, cujo trânsito em julgado ocorreu em 09.09.200913 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF14. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. O nexo causal entre as exigências de créditos tributários, formalizados em autos de infração instruídos com todos os elementos de prova, determina que devem ser objeto de um único processo no caso em que os ilícitos dependam da mesma comprovação e sejam relativos ao mesmo sujeito passivo15. Os lançamentos de PIS, de Cofins e de CSLL sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ. III) Argumentos Congruentes 13 BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 1111175/SP. Ministra Relatora: Denise Arruda. Primeira Seção, Brasília, DF, 10 de junho de 2009. Disponível em: < https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sSeq=892437&sReg=200900188256&sData=20090 701&formato=PDF>. Acesso em: 31 ago.2011. 14 Fundamentação legal: art. 161 do Código Tributário Nacional, art. 5º e art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, Súmulas CARF nºs 4 e 5 e art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. 15 Fundamentação Legal: art. 9º do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Fl. 1413DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.414 19 No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso16. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade17. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. PARTE VENCIDA DO VOTO DA RELATORA A Recorrente discorda da aplicação da aplicação da multa de ofício isolada. A pessoa jurídica que adota o regime de tributação do lucro real pode optar pela apuração anual de IRPJ e de CSLL, o que lhe impõe o pagamento destes tributos em cada mês, determinados sobre base de cálculo estimada, ainda que venha a apurar prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa no balanço encerrado em 31 de dezembro do anocalendário. Pode, todavia, suspender ou reduzir os pagamentos dos tributos devidos em cada mês, desde que demonstre, mediante de balanços ou balancetes mensais, que as quantias acumuladas já recolhidas excedem os valores dos tributos devidos referentes ao período em curso. Para tanto, estes balanços ou balancetes devem ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário e a demonstração do lucro real relativa ao período deve ser transcrita no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). O pressuposto é de que a norma jurídica secundária impõe uma sanção em decorrência da inobservância da conduta prescrita na norma jurídica primária. A multa de natureza tributária, penalidade que tem como fonte a lei é imposta em razão do inadimplemento de uma obrigação legal principal ou acessória e expressa a obrigação de dar determinada quantia em dinheiro ao sujeito passivo. Por esta razão, caso as obrigações tributárias mencionadas não sejam cumpridas a pessoa jurídica fica sujeita à multa de 50% (cinquenta por cento), aplicada isoladamente, calculada sobre o montante das parcelas dos tributos não recolhidos ou das insuficiências apuradas. Este percentual foi fixado a partir 15.06.2007, abrandando aquele originalmente previsto. Assim, para os atos não definitivamente julgados em for imposta a penalidade em percentual mais severo previsto na lei vigente ao tempo da sua prática, a lei superveniente mais branda aplicase ao ato pretérito, tendo em vista a excepcionalidade prevista no princípio da retroatividade benigna18. A aplicação da multa de ofício proporcional qualificada pressupõe a constituição do crédito tributário pelo lançamento direito, diante da constatação dos ilícitos tributários previsto na legislação de regência. Distinta é aplicação da multa de ofício isolada por falta de recolhimento de IRPJ e de CSLL determinados sobre a base de cálculo estimada. 16 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 17 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. 18 Fundamentação legal: art. 106 do Código Tributário Nacional, art. 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 2º e art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 13 da Instrução Normativa SRF nº 93, de 24 de dezembro de 1997 e art. 14 da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007. Fl. 1414DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.415 20 Essas infrações são passíveis de penalidades distintas, previstas em diferentes dispositivos da legislação. Vale escarecer que a previsão legal que possibilita a imposição de mais de uma penalidade no mesmo Auto de Infração é admissível, desde que se trate de ilícitos distintos19, como é o caso tratado no presente processo. Os presentes autos não estão instruídos com a comprovação dos pagamentos integrais, tampouco com as transcrições no Livro Diário dos balanços ou balancetes mensais de suspensão ou de redução e no Lalur da demonstração do lucro real dos anoscalendário de 2006, 2007 e 2008. Nesse sentido, não foram produzidos no processo novos elementos de prova, de modo que o conjunto probatório já produzido evidencia que o procedimento de ofício está correto. A conclusão oferecida pela defendente, porém, não pode subsistir. IV) Conclusão Em face do exposto voto por negar provimento aos recursos voluntários. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 19 Fundamentação legaç: art. 74 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964. Fl. 1415DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.416 21 Voto Vencedor Conselheira Ana de Barros Fernandes, Redatora designada A matéria que suscita divergência no presente litígio concerne à exigência da multa isolada por falta de recolhimento das estimativas mensais (50%) concomitantemente à cominação da multa de ofício por ausência do pagamento do tributo no ajuste (150%), ambas incidentes sobre a matéria apurada e tributos lançados de ofício. Apesar de simpatizar com a tese esposada pela ConselheiraRelatora neste votocondutor e ter defendido o mesmo parecer em outros julgados, curvome à posição atual, majoritária, deste órgão colegiado, espelhada nas ementas dos arestos a seguir transcritos votados pelas Turmas Julgadoras das 1ª e 2ª Seções do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, inclusive extraídos da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF). As Turmas Superiores da CSRF vêm reiteradamente rechaçando a aplicação concomitante das multas isolada e regular de ofício quando incidentes sobre a mesma base de cálculo (matéria tributada ex officio), razão pela qual entendo ser infrutífero manter a posição, praticamente isolada, em manter as duas penalidades e forçar a subida dos autos à CSRF para reforma da decisão neste aspecto. Transcrevo as ementas elucidativas: MULTA ISOLADA. ANOSCALENDÁRIO DE 1999 e 2000. FALTA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFICIO EXIGIDA EM LANÇAMENTO LAVRADO PARA A COBRANÇA DO TRIBUTO. Incabível a aplicação concomitante da multa por falta de recolhimento de tributo sobre bases estimadas e da multa de oficio exigida no lançamento para cobrança de tributo, visto que ambas penalidades tiveram como base o valor das glosas efetivadas pela Fiscalização. Recurso Especial do Procurador conhecido e não provido. Nº Acórdão 9101001261 e 9101001203, em 22/11/11 CSRF MULTA ISOLADA. ANOCALENDÁRIO DE 2000. FALTA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFICIO EXIGIDA EM LANÇAMENTO LAVRADO PARA A COBRANÇA DO TRIBUTO. Incabível a aplicação concomitante da multa por falta de recolhimento de tributo sobre bases estimadas e da multa de oficio exigida no lançamento para cobrança de tributo, visto que ambas penalidades tiveram como base o valor da receita omitida apurado em procedimento fiscal. Nº Acórdão 9101001238, em 21/11/11 CSRF MULTA ISOLADA APLICAÇÃO CONCOMITANTE COM A MULTA DE OFICIO — Incabível a aplicação concomitante de multa isolada por falta de recolhimento de estimativas no curso do período de apuração e de oficio pela falta de pagamento de tributo apurado no balanço. A infração relativa ao não recolhimento da estimativa mensal caracteriza etapa preparatória do ato de reduzir o imposto no final do ano. Pelo critério da consunção, a primeira conduta é meio de execução da segunda. O bem jurídico mais importante é sem dúvida a efetivação da arrecadação tributária, atendida pelo recolhimento do tributo apurado ao fim do anocalendário, e o bem jurídico de relevância secundária é a antecipação do fluxo de caixa do governo, representada pelo dever de antecipar essa mesma arrecadação. Nº Acórdão 910101307, em 24/04/12 CSRF Fl. 1416DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.417 22 MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. A aplicação concomitante da multa isolada (inciso III, do § 1°, do art. 44, da Lei n° 9.430, de 1996) e da multa de ofício (incisos I e II, do art. 44, da Lei n° 9.430, de 1996) não é legítima quando incidem sobre a mesma base de cálculo. Nº Acórdão 920202.073, em 22/03/12 CSRF MULTA DE OFICIO ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS CONCOMITANTE COM A MULTA DE OFICIO. INAPLICABILIDADE. É inaplicável a penalidade quando existir concomitância com a multa de oficio sobre o ajuste anual (mesma base). Nº Acórdão 1402001.217, em 04/10/12 – 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária/1ª Seção LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PENALIDADE. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS. Devem ser exoneradas as multas isoladas por falta de recolhimento de estimativas, uma vez que, cumulativamente foram exigidos os tributos com multa de ofício, e a base de cálculo das multas isoladas está inserida na base de cálculo das multas de ofício, sendo descabido, nesse caso, o lançamento concomitante de ambas. Nº Acórdão 110200748, em 09/05/12 1ª Câmara/2ª Turma Ordinária/1ª Seção APLICAÇÃO CONCOMITANTE DE MULTA DE OFÍCIO E MULTA ISOLADA NA ESTIMATIVA Incabível a aplicação concomitante de multa isolada por falta de recolhimento de estimativas no curso do período de apuração e de ofício pela falta de pagamento de tributo apurado no balanço. A infração relativa ao não recolhimento da estimativa mensal caracteriza etapa preparatória do ato de reduzir o imposto no final do ano. Pelo critério da consunção, a primeira conduta é meio de execução da segunda. O bem jurídico mais importante é sem dúvida a efetivação da arrecadação tributária, atendida pelo recolhimento do tributo apurado ao fim do anocalendário, e o bem jurídico de relevância secundária é a antecipação do fluxo de caixa do governo, representada pelo dever de antecipar essa mesma arrecadação. Nº Acórdão 180301263, em 10/04/12 – 3ª Turma Especial/1ª Seção Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: 2003 MULTA ISOLADA DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DO PAGAMENTO DO CARNÊ LEÃO. INCIDÊNCIA CONCOMITANTE COM A MULTA DE OFÍCIO VINCULADA AO IMPOSTO LANÇADO NO AJUSTE ANUAL. IMPOSSIBILIDADE. A multa isolada do carnê leão não pode ser cobrada concomitantemente com a multa de ofício sobre o imposto lançado no ajuste anual, esse em decorrência da colação no ajuste anual do rendimento que deveria ter sido submetido ao recolhimento mensal obrigatório, pois ambas têm a mesma base de cálculo. Recurso Voluntário Provido. Nº Acórdão 2102002.271, em 16/08/12 1ª Câmara/2ª Turma Ordinária/2ª Seção Voto em dar provimento parcial ao recurso voluntário para exonerar a exigência das multas isoladas pela falta de recolhimento das estimativas mensais (50%) incidentes sobre a matéria apurada e tributos lançados de ofício. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 1417DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10940.720510/201100 Acórdão n.º 1801001.342 S1TE01 Fl. 1.418 23 Fl. 1418DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10166.010231/2002-62
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas de Administração Tributária
Ano calendário:2002
Ementa: Compensação — Imposto de Renda Retido na Fonte Impossibilidade com Tributos e Contribuições de diferentes Espécies O imposto sobre a renda retido na fonte — IRRF considerado antecipação e pode ser deduzido daquele apurado no trimestre, ou em períodos subseqüentes, quando seu montante for superior ao devido, sendo incabível sua compensação diretamente com tributos e contribuições de diferentes espécies.
Compensação indeferida. Recurso desprovido.
Numero da decisão: 1401-000.687
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: MAURICIO PEREIRA FARO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201111
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Normas de Administração Tributária Ano calendário:2002 Ementa: Compensação — Imposto de Renda Retido na Fonte Impossibilidade com Tributos e Contribuições de diferentes Espécies O imposto sobre a renda retido na fonte — IRRF considerado antecipação e pode ser deduzido daquele apurado no trimestre, ou em períodos subseqüentes, quando seu montante for superior ao devido, sendo incabível sua compensação diretamente com tributos e contribuições de diferentes espécies. Compensação indeferida. Recurso desprovido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 10166.010231/2002-62
conteudo_id_s : 5213601
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1401-000.687
nome_arquivo_s : Decisao_10166010231200262.pdf
nome_relator_s : MAURICIO PEREIRA FARO
nome_arquivo_pdf_s : 10166010231200262_5213601.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
id : 4565711
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396560035840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1481; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.010231/200262 Recurso nº 168.914 Voluntário Acórdão nº 140100.687 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de novembro de 2011 Matéria Compensação Recorrente BRASAL ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2002 Ementa: Compensação — Imposto de Renda Retido na Fonte Impossibilidade com Tributos e Contribuições de diferentes Espécies O imposto sobre a renda retido na fonte — IRRF considerado antecipação e pode ser deduzido daquele apurado no trimestre, ou em períodos subseqüentes, quando seu montante for superior ao devido, sendo incabível sua compensação diretamente com tributos e contribuições de diferentes espécies. Compensação indeferida. Recurso desprovido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Jorge Celso Freire da Silva Presidente Assinado digitalmente Maurício Pereira Faro – Relator Fl. 556DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 17/05/201 2 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 10166.010231/200262 Acórdão n.º 140100.687 S1C4T1 Fl. 2 2 Participaram do julgamento os conselheiros Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Alexandre Antônio Alkmin Teixeira, Antônio Bezerra Neto e Mauricio Pereira Faro, ausente momentaneamente o conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pelo contribuinte contra decisão que indeferiu a manifestação de inconformidade, por resumir a questão, adoto o relatório elaborado pelo órgão julgador a quo: Cuidam os autos de Pedido de Compensação, débito de PIS e Cofins com crédito de imposto de renda retido na fonte (remuneração de serviços profissionais prestados por pessoa jurídica). Irresignada com a não homologação da compensação pela instância "a quo", a interessada oferece manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que: Da leitura dos dispositivos legais inferese que, à exceção das vedações previstas nas leis especificas de cada tributo e daqueles elencados no parágrafo 3° do art. 74 da Lei 9.430/96, é permitida a compensação de crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela SRF com débitos próprios do sujeito passivo relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão; A legislação do imposto de renda confere ao contribuinte a faculdade de compensar o imposto pago a maior no período de apuração com o imposto relativo aos períodos de apuração subseqüentes, contudo não afasta a possibilidade de que o tributo indevidamente pago seja reavido pelo contribuinte por outro meio igualmente previsto em lei — compensação com débitos relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pela SRF. Analisando a questão entendeu o órgão julgador a quo por indeferir a compensação pleiteada, nos seguintes termos: Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2002 Ementa: Compensação — Imposto de Renda Retido na Fonte Impossibilidade com Tributos e Contribuições de diferentes Espécies Fl. 557DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 17/05/201 2 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 10166.010231/200262 Acórdão n.º 140100.687 S1C4T1 Fl. 3 3 O imposto sobre a renda retido na fonte — IRRF considerado antecipação e pode ser deduzido daquele apurado no trimestre, ou em períodos subseqüentes, quando seu montante for superior ao devido, sendo incabível sua compensação diretamente com tributos e contribuições de diferentes espécies. Solicitação Indeferida Irresignada a contribuinte interpôs o Recurso Voluntário ora analisado reiterando os argumentos anteriormente expostos. É o relatório; Voto Conselheiro Mauricio Pereira Faro Como se viu na síntese do Relatório a contribuinte contesta a não homologação da compensação basicamente sob o argumento de que a lei não veda a compensação diretamente com tributos e contribuições de diferentes espécies. Tal argumento não pode prosperar, pois a legislação é clara quanto possibilidade de compensação do imposto de renda retido na fonte. Vejase o art. 64, parágrafos 3° e 4°, da Lei 9.430/1996, "verbis": Art. 64. Os pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços, estão sujeitos à incidência, na fonte, do imposto sobre a renda, da contribuição social sobre o lucro liquido, da contribuição para seguridade social COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP. § 1° ao 2' Omissis. § 3 O valor do imposto e das contribuições sociais retido sera considerado como antecipação do que for devido pelo contribuinte em relação ao mesmo imposto e às mesmas contribuições. § 4° 0 valor retido correspondente ao imposto de renda e a cada contribuição social somente poderá ser compensado com o que for devido em relação a mesma espécie de imposto ou contribuição. § .5° ao § 8° Omissis. Por seu turno, verifiquese os arts. 649, 650 e 653 do RIR199, "in verbis": Art. 649. Estão sujeitos à incidência do imposto na fonte à aliquota de um por cento os rendimentos pagos ou creditados por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas civis ou Fl. 558DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 17/05/201 2 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 10166.010231/200262 Acórdão n.º 140100.687 S1C4T1 Fl. 4 4 mercantis pela prestação de serviços de limpeza, conservação, segurança, vigilância e por locação de mãodeobra (Decreto Lei n2 2.462, de 30 de agosto de 1988, art. 32, e Lei n2 7.713, de 1988, art. 55). Art. 650. 0 imposto descontado na forma desta Seção será considerado antecipação do devido pela beneficiária (Decreto Lei n 2 2.030, de 1983, art. 22, § 12). Art. 653. Os pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal a pessoas j urídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços, estão sujeitos a incidência do imposto, na fonte, na forma deste artigo, sem prejuízo da retenção relativa às contribuições previstas no art. 64 da Lei n 9.430, de 1996. § 3 0 valor do imposto retido será considerado como antecipação do que for devido pela pessoa jurídica (Lei n2 9.430, de 1996, art. 64, § 32). § 4 0 valor retido correspondente ao imposto de renda somente poderá ser compensado CO!?? o que for devido em relação a esse imposto (Lei n 2 9.430, de 1996, art. 64, 4§) Assim, está literalmente expresso na lei que o IRRF, é considerado antecipação e pode ser deduzido daquele apurado no trimestre, ou em períodos subseqüentes, quando seu montante for superior ao imposto de renda devido, entretanto, a compensação é cabível com o que for devido em relação ao imposto de renda e não com as contribuições sociais PIS e Cofins. Por outro lado, o art. 74, "caput e parágrafo 3°, da lei 9.430/1996 determina que o crédito apurado pelo sujeito passivo poderá ser utilizado na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições, contudo, respeitadas as hipóteses previstas nas leis especificas de cada tributo ou contribuição: Art. 74. 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passivel de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Orgiio.(Redação dada pela Lei n'10.637, de 2002) § 1 A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega,. pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. (Incluído pela Lei n'10.637, de 2002) § 2' A compensação declarada a Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluido pela Lei n" 10.637, de 2002) § Alm das hipóteses previstas nas leis especificas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação Fl. 559DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 17/05/201 2 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 10166.010231/200262 Acórdão n.º 140100.687 S1C4T1 Fl. 5 5 mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1: (Redação dada pela Lei n°10.833, de 2003) I o saldo a restituir apurado na Declaração de ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Fisica;(1ncluido pela Lei n°10.637, de 2002) II os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. (Incluído pela Lei n° 10.637, de 2002) III os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Divida Ativa da União; (Incluído pela Lei n° 10.833, de 2003) IV o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela Secretaria da Receita Federal SRF; (Redação dada pela Lei n°11.051, de 2004) V o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; e (Redação dada pela Lei n°11.051, de 2004) VI o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. (Incluído pela Lei 11.051, de 2004) Por último, é pertinente esclarecer que a compensação pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei. Ante o exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Mauricio Pereira Faro Relator Fl. 560DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 17/05/201 2 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MAURICIO PEREIRA FARO
score : 1.0
Numero do processo: 10166.721426/2009-16
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 01/01/2004
BOLSAS DE ESTUDO DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO. BASE DE CÁLCULO.INAPLICABILIDADE
O pagamento de bolsas de estudo de graduação e pós-graduação aos empregados e dirigentes, enquadra-se na exceção legal prevista na alínea tdo § 9° do art. 28 da lei 8.212/91, não se constituindo em salário de contribuição.
Não se encontra na exceção prevista os valores pagos aos dependentes dos segurados, configurando-se esta parcela como salário indireto.
MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE. APLICABILIDADE SOMENTE SE MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE.
Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem ao ano de 2004, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-002.086
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I- por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para que seja excluído do lançamento os valores referentes às bolsas pagas aos segurados, somente. Vencidos os Conselheiros Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira e Amilcar Barca Teixeira Junior que entendem que deve ser excluídas as bolsas pagas aos segurados e dependentes;
II- Por unanimidade, aplicar ao valor da multa o calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação dar-se-á no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 01/01/2004 BOLSAS DE ESTUDO DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO. BASE DE CÁLCULO.INAPLICABILIDADE O pagamento de bolsas de estudo de graduação e pós-graduação aos empregados e dirigentes, enquadra-se na exceção legal prevista na alínea tdo § 9° do art. 28 da lei 8.212/91, não se constituindo em salário de contribuição. Não se encontra na exceção prevista os valores pagos aos dependentes dos segurados, configurando-se esta parcela como salário indireto. MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE. APLICABILIDADE SOMENTE SE MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE. Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem ao ano de 2004, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10166.721426/2009-16
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5194346
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-002.086
nome_arquivo_s : Decisao_10166721426200916.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : OSEAS COIMBRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10166721426200916_5194346.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I- por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para que seja excluído do lançamento os valores referentes às bolsas pagas aos segurados, somente. Vencidos os Conselheiros Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira e Amilcar Barca Teixeira Junior que entendem que deve ser excluídas as bolsas pagas aos segurados e dependentes; II- Por unanimidade, aplicar ao valor da multa o calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação dar-se-á no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
id : 4521212
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396563181568
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1979; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.721426/200916 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2803002.086 – 3ª Turma Especial Sessão de 20 de fevereiro de 2013 Matéria Auto de Infração. Contribuições Sociais Previdenciárias Recorrente UNIÃO EDUCACIONAL DO PLANALTO CENTRAL UNIPLAC Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/01/2004 BOLSAS DE ESTUDO DE GRADUAÇÃO E PÓSGRADUAÇÃO. BASE DE CÁLCULO.INAPLICABILIDADE O pagamento de bolsas de estudo de graduação e pósgraduação aos empregados e dirigentes, enquadrase na exceção legal prevista na alínea “t”do § 9° do art. 28 da lei 8.212/91, não se constituindo em salário de contribuição. Não se encontra na exceção prevista os valores pagos aos dependentes dos segurados, configurandose esta parcela como salário indireto. MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE. APLICABILIDADE SOMENTE SE MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE. Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem ao ano de 2004, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 14 26 /2 00 9- 16 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.721426/200916 Acórdão n.º 2803002.086 S2TE03 Fl. 3 2 Acordam os membros do colegiado, I por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para que seja excluído do lançamento os valores referentes às bolsas pagas aos segurados, somente. Vencidos os Conselheiros Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira e Amilcar Barca Teixeira Junior que entendem que deve ser excluídas as bolsas pagas aos segurados e dependentes; II Por unanimidade, aplicar ao valor da multa o calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação darseá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.721426/200916 Acórdão n.º 2803002.086 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o auto de infração lavrado, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos de bolsas de estudos aos segurados e seus dependentes, as quais foram consideradas como salário de contribuição – parte do segurado. O r. acórdão – fls 111 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: · O § 2o do artigo 22 da lei 8.212/91 estabelece a base de cálculo destinada à seguridade social, diz de forma clara e objetiva, que não integram a remuneração as parcelas de que trata o § 9 o , do artigo 28 da mesma norma legal. · Tal interpretação deve ser aplicada ao caso dos filhos e/ou cônjuges dos empregados, situação em que a natureza e efeitos resultantes do pagamento da referida verba devem ser preservados. · Analisandose a legislação em vigor não restam dúvidas de que a Recorrente não está obrigada a promover o recolhimento da contribuição previdenciária, até pelo fato de que a bolsa de estudos conferida aos filhos e cônjuges de funcionários da empregadora não tem caráter de retribuição, em razão de tal benefício não apresentar contrapartida isonômica aos funcionários solteiros ou que não tem filhos. · Requer que o presente Recurso deve ser conhecido e, no mérito, provido, declarando insubsistente e tornado sem efeito o Auto de Infração objeto deste processo. É o relatório. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.721426/200916 Acórdão n.º 2803002.086 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. DAS BOLSAS DE ESTUDO Um dos pontos controversos apontados cingese decidir se bolsas de estudo oferecidas aos empregados para as modalidades de graduação e pósgraduação configuram salário de contribuição. Vejamos a legislação a respeito – lei 8.212/91: Art. 28. ... § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do Art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; Alínea acrescentada pela MP nº 1.59614, de 10/11/97 e convertida na Lei nº 9.528, de 10/12/97 Redação dada pela Lei nº 9.711, de 20.11.98 (grifei) Da legislação retro, temos que avaliar se cursos de graduação se enquadram como “a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa”. A evolução das relações de trabalho e das atividades desenvolvidas, há muito exigem uma formação multidisciplinar de seus atores. A busca de atividades que levem a um desenvolvimento cognitivo, seja ele qual for, influencia na qualidade do empregado e, dessa feita, o melhor qualifica e o capacita. Nesse sentido também já aponta a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. "TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE AUXÍLIOEDUCAÇÃO DE EMPRESA Fl. 131DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.721426/200916 Acórdão n.º 2803002.086 S2TE03 Fl. 6 5 (PLANO DE FORMAÇÃO EDUCACIONAL). DESCABIMENTO. VERBAS DE NATUREZA NÃO SALARIAL. 1. Recurso Especial interposto contra v. Acórdão que considerou não incidir contribuição previdenciária sobre as verbas referentes ao auxílioeducacional de empresa (plano educacional), por considerar que as mesmas não integram o saláriodecontribuição. 2. O § 9º, do art. 28, da Lei nº 8.212/91, com as alterações efetivadas pela Lei nº 9.528/97, passou a conter a alínea 't', dispondo que 'não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente, o valor relativo a plano educacional que vise ao ensino fundamental e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. 3. Os valores recebidos como 'formação profissional incentivada não podem ser considerados como salário in natura, porquanto não retribuem o trabalho efetivo, não integrando, portanto, a remuneração do empregado, afinal, investimento na qualificação de empregados não há que ser considerado salário. É um benefício que, por óbvio, tem valor econômico, mas que não é concedido em caráter complementar ao salário contratual pago em dinheiro. Salário é retribuição por serviços previamente prestados e não se imagina a hipótese de alguém devolver salários recebidos. 4. Recurso não provido." (RESP 365.398/RS, 1ª Turma, Rel. Min. José Delgado, DJ de 18/3/2002) "TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AUXÍLIO EDUCAÇÃO. DESCABIMENTO. VERBAS DE NATUREZA NÃO SALARIAL. Os valores pagos pela empresa diretamente à instituição de ensino, com a finalidade de prestar auxílio escolar aos seus empregados, não podem ser considerados como salário 'in natura', pois não retribuem o trabalho efetivo, não integrando a remuneração. Tratase de investimento da empresa na qualificação de seus empregados. A Lei nº 9.528/97, ao alterar o § 9º do artigo 28 da Lei nº 8.212/91, que passou a conter a alínea 't', confirmou esse entendimento, reconhecendo que esses valores não possuem natureza salarial. Precedente desta Corte. Agravo regimental improvido." (AGRESP 328.602/RS, 1ª Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ de 2/12/2002) PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AUXÍLIO EDUCAÇÃO. BOLSA DE ESTUDO. VERBA DE CARÁTER INDENIZATÓRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.721426/200916 Acórdão n.º 2803002.086 S2TE03 Fl. 7 6 INCIDÊNCIA SOBRE A BASE DE CÁLCULO DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. "O auxílioeducação, embora contenha valor econômico, constitui investimento na qualificação de empregados, não podendo ser considerado como salário in natura, porquanto não retribui o trabalho efetivo, não integrando, desse modo, a remuneração do empregado. É verba empregada para o trabalho, e não pelo trabalho." (RESP 324.178PR, Relatora Min Denise Arruda, DJ de 17.12.2004). 2. In casu, a bolsa de estudos, é paga pela empresa e destinase a auxiliar o pagamento a título de mensalidades de nível superior e pósgraduação dos próprios empregados ou dependentes, de modo que a falta de comprovação do pagamento às instituições de ensino ou a repetição do ano letivo implica na exigência de devolução do auxílio. Precedentes:. (Resp. 784887/SC. Rel Min. Teori Albino Zavascki. DJ. 05.12.2005 REsp 324178/PR, Rel. Min. Denise Arruda, DJ. 17.02.2004; AgRg no REsp 328602/RS, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ.02.12.2002; REsp 365398/RS, Rel. Min. José Delgado, DJ. 18.03.2002). 3. Agravo regimental desprovido.(AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.330.484 – RS, 1ª Turma, Min. Luiz Fuz. Julgado em 18.11.2010 Ainda, em manifestação da PGFN: Contribuição Previdenciária. Valores despendidos a título de bolsa de estudo dos empregados. Não incidência. Os valores despendidos pelo empregador com a educação do empregado não podem ser considerados como salário 'in natura', pois não retribuem o trabalho efetivo, não integrando a remuneração. Tratase de investimento da empresa na qualificação de seus empregados. Assim, não compõem a base de cálculo da contribuição previdenciária. Precedentes: RESP 479056/SC, RESP 1079978/PR, RESP 916208/ES, RESP 729901/MG, RESP 784887/SC, , RESP 676627/PR. Assim sendo, o pagamento de bolsas de graduação pode ser enquadrado na exceção legal, não se configurando como base de cálculo de contribuições previdenciárias. Quanto às bolsas pagas aos dependentes dos segurados, tenho que a interpretação do Auditor autuante está de acordo com o previsto na lei 8.212/91. O pagamento de bolsas aos dependentes dos empregados não se enquadra na exceção prevista na alínea “t” do Art. 28 § 9° da prefalada norma legal, senão vejamos. Art. 28 .... § 9° Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: ( ... ) Fl. 133DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.721426/200916 Acórdão n.º 2803002.086 S2TE03 Fl. 8 7 t) O valor relativo a plano educacional que vise à educação básica. nos termos do Art. 21 da Lei n° 9.394. de 20 de dezembro de 1996. e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; Alínea acrescentada pela MP n° 1.59614, de 10/11/97 e convertida na Lei n° 9.528, de 10/12/97 Redação dada pela Lei n° 9.711, de 20.11.98 Do exposto, não vislumbro como enquadrar as verbas pagas na exceção legal, que diz respeito a bolsas oferecidas aos próprios empregados e não a seus dependentes. DA MULTA DE OFÍCIO APLICADA A multa aplicada tem seu valor determinado pela legislação em vigor. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para sua aplicação. A presente multa encontra fundamento nos dispositivos legais trazidos no relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD. No entanto, o art. 106, inciso II,”c” do CTN determina a aplicação de legislação superveniente apenas quando esta seja mais benéfica ao contribuinte. Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem ao ano de 2004, o valor da multa aplicada deve ser calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para que sejam excluído do lançamento os valores referentes às bolsas pagas aos segurados, somente. O valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35 da lei 8.212/91, na redação anterior a lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação darseá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.721426/200916 Acórdão n.º 2803002.086 S2TE03 Fl. 9 8 Fl. 135DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 11080.000515/2009-20
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2802-000.102
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, determinar realização de diligência para que a Unidade da Receita Federal de origem junte aos autos a intimação fiscal mencionada na notificação e o respectivo comprovante da ciência dada ao contribuinte, dando ciência ao contribuinte dos documentos e eventuais informações juntados ao processo para, se assim desejar, manifestar-se no prazo de trinta dias.
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 11080.000515/2009-20
conteudo_id_s : 6420424
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2802-000.102
nome_arquivo_s : 280200102_11080000515200920_201209.pdf
nome_relator_s : JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 11080000515200920_6420424.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, determinar realização de diligência para que a Unidade da Receita Federal de origem junte aos autos a intimação fiscal mencionada na notificação e o respectivo comprovante da ciência dada ao contribuinte, dando ciência ao contribuinte dos documentos e eventuais informações juntados ao processo para, se assim desejar, manifestar-se no prazo de trinta dias.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4573519
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:59:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041396566327296
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1849; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 73 1 72 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.000515/200920 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2802000.10 – 2ª Turma Especial Data 19 de setembro de 2012 Assunto Solicitação de diligência Recorrente GRAZELA TEREZINHA BRUNI PINHEIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, determinar realização de diligência para que a Unidade da Receita Federal de origem junte aos autos a intimação fiscal mencionada na notificação e o respectivo comprovante da ciência dada ao contribuinte, dando ciência ao contribuinte dos documentos e eventuais informações juntados ao processo para, se assim desejar, manifestarse no prazo de trinta dias. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 26/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2004 , anocalendário 2003, em virtude de glosa de dedução de despesas médicas no valor de R$14.457,50 por falta de comprovação uma vez que regularmente intimado o contribuinte não atendeu à intimação. Na impugnação o recorrente alega que não foi intimado a apresentar documentação, sem juntar a documentação. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11080.000515/200920 Error! Reference source not found. n.º 2802000.10 S2TE02 Fl. 74 2 A impugnação foi indeferida sob o fundamento de que todas as deduções estão sujeitas a comprovação e que a não apresentação de documentos com a impugnação implica preclusão. Ciente da decisão de primeira instância em 01/11/2010, o recorrente apresentou recurso voluntário em 29/11/2010, no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. o lançamento de ofício (art. 149, III do CTN) se justifica não ausência de atendimento à intimação fiscal, porém neste caso o contribuinte não recebeu o Termo de Intimação Fiscal para apresentar documentação comprobatória, essa falta de intimação implica nulidade do lançamento e violação ao devido processo legal; 2. sua alegação foi o não recebimento de intimação, não pode ser exigido prova de que não recebeu a intimação (prova negativa), portanto não há preclusão, também não houve na decisão recorrida qualquer menção à prova do recebimento da intimação; 3. de forma espontânea apresenta comprovante de rendimentos e dos recibos que comprovam as despesas médicas no anocalendário (fls.53 e ss) s despesas conforme apregoa o art. 8º, §2º, inciso III da Lei 9.250/1995. Relatado, Passo a deliberar. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. A falta de atendimento à intimação fiscal é o fundamento da glosa, o próprio motivo do lançamento tributário como ato administrativo, de maneira que é uma questão de mérito. Não há preclusão pois as alegações eram somente em torno do não recebimento da impugnação. Os documentos ora apresentados buscam rebater os fundamentos do acórdão recorrido. Com o recurso voluntário foi comprovado foram apresentados comprovante de rendimentos e extrato de despesas médicas para fins de Imposto de Renda (fls. 53 e ss.) todos referentes ao anocalendário 2004. Entretanto, o anocalendário em litígio é 2003, cujas deduções continuam sem comprovação. Tratase de notificação de lançamento emitida eletronicamente e decorrente da revisão das declarações IPRF (Malha Fiscal) e, após a impugnação, cabe à Unidade Preparadora instruir o processo com a intimação fiscal mencionada na notificação e o respectivo comprovante da ciência dada ao contribuinte, o que não foi feito e impede a finalização do julgamento. Diante do exposto, voto pela realização de diligência para que a Unidade da Receita Federal de origem junte aos autos a intimação fiscal mencionada na notificação e o respectivo comprovante da ciência dada ao contribuinte, dando ciência ao contribuinte dos documentos e eventuais informações juntados ao processo para, se assim desejar, manifestarse no prazo de trinta dias. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11080.000515/200920 Error! Reference source not found. n.º 2802000.10 S2TE02 Fl. 75 3 (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 81DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
