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Numero do processo: 37307.001377/2007-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2006
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.
A relação apresentada no anexo Relatório de Vínculos não tem como escopo incluir os administradores da empresa no pólo passivo da obrigação tributária, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da Administração, representantes legais ou não do sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo, sua qualificação e período de atuação.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Sendo declarada a procedência do crédito relativo a exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP.
FALTA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO E DECLARAÇÃO INCORRETA EM GFIP. MULTA MAIS BENÉFICA. AFERIÇÃO CONSIDERANDO TODOS AS LAVRATURAS EFETUADAS NA AÇÃO FISCAL.
Nos casos em que tenha havido falta de recolhimento das contribuições e declaração incorreta dos fatos geradores em GFIP, para a aferição da multa mais benéfica, deve-se cotejar a soma da multa por inadimplemento da obrigação principal (art. 35 da Lei n.º 8.212/1991) com a multa por descumprimento da obrigação acessória (§ 5.º do art. 32 da Lei n.º 8.212/1991) com a atual multa de ofício (art. 35-A da Lei n.º 8.212/1991), prevalecendo a que seja mais favorável ao contribuinte.
Numero da decisão: 2401-003.157
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, ) por unanimidade de votos, declarar a decadência até a competência 11/2000. II) pelo voto de qualidade, no mérito, dar provimento parcial ao recurso, de modo que se efetue o recálculo da multa, que terá como limite o valor previsto no art. 44, I, da Lei n.. 9.430/1996 (75% do tributo a recolher), deduzidas as multas aplicadas sobre contribuições previdenciárias na(s) NLFD correlata(s). Vencidos os conselheiros Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que aplicavam a regra do art. 32-A da Lei nº 8.212/91.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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DESCUMPRIMENTO. PRAZO DECADENCIAL. O fisco dispõe de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorreu a infração, para constituir o crédito correspondente à penalidade por descumprimento de obrigação acessória. PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA PROCEDENTE. MANUTENÇÃO DA PENALIDADE APLICADA PELO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DE DECLARAR OS MESMOS FATOS GERADORES. Sendo declarada a procedência do crédito relativo a exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP. FALTA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO E DECLARAÇÃO INCORRETA EM GFIP. MULTA MAIS BENÉFICA. AFERIÇÃO CONSIDERANDO TODOS AS LAVRATURAS EFETUADAS NA AÇÃO FISCAL. Nos casos em que tenha havido falta de recolhimento das contribuições e declaração incorreta dos fatos geradores em GFIP, para a aferição da multa mais benéfica, devese cotejar a soma da multa por inadimplemento da obrigação principal (art. 35 da Lei n.º 8.212/1991) com a multa por descumprimento da obrigação acessória (§ 5.º do art. 32 da Lei n.º 8.212/1991) com a atual multa de ofício (art. 35A da Lei n.º 8.212/1991), prevalecendo a que seja mais favorável ao contribuinte. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2006 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 30 7. 00 13 77 /2 00 7- 26 Fl. 404DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 17/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 MATÉRIA NÃO SUSCITADA EM SEDE DE DEFESA/IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. Não devem ser conhecidas as razões/alegações constantes do recurso voluntário que não tenham sido suscitadas na impugnação, tendo em vista a ocorrência da preclusão processual. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2006 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A relação apresentada no anexo “Relatório de Vínculos” não tem como escopo incluir os administradores da empresa no pólo passivo da obrigação tributária, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da Administração, representantes legais ou não do sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo, sua qualificação e período de atuação. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, ) por unanimidade de votos, declarar a decadência até a competência 11/2000. II) pelo voto de qualidade, no mérito, dar provimento parcial ao recurso, de modo que se efetue o recálculo da multa, que terá como limite o valor previsto no art. 44, I, da Lei n.. 9.430/1996 (75% do tributo a recolher), deduzidas as multas aplicadas sobre contribuições previdenciárias na(s) NLFD correlata(s). Vencidos os conselheiros Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que aplicavam a regra do art. 32A da Lei nº 8.212/91. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 405DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 17/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 37307.001377/200726 Acórdão n.º 2401003.157 S2C4T1 Fl. 405 3 Relatório Tratase de retorno da Diligência 240100.062 — 4.ª Câmara 1.ª Turma Ordinária, mediante a qual foi solicitada informação acerca da fase dos processos para exigência de contribuições conexos ao processo que ora tratado, o qual diz respeito ao Auto de Infração n. 37.017.1381, lavrado para aplicação de multa em razão da empresa haver deixado de declarar na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP as remunerações pagas a contribuintes individuais a seu serviço, bem como valores decorrentes de serviços prestados por cooperados intermediados por cooperativas de trabalho. Cientificada da exigência em 30/11/2006, a empresa apresentou impugnação, cujas razões não foram acatadas pelo órgão de julgamento, que declarou procedente a autuação. Inconformado, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário no qual alegou, em síntese, que: a) estão decadentes as contribuições relativas ao período de 01/1999 a 11/2001; b) devem ser excluídos do polo passivo os sócios da empresa; c) devem ser excluídos os acréscimos moratórios, tendo em vista a insubsistência da obrigação principal; d) a autoridade fiscal não tem competência para reconhecer vínculo de emprego entre a recorrente e seus prestadores de serviço. Convertido o processo em diligência, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Santo André trouxe aos autos a situação dos processos NFLD n. 37.017.1306; 37.017.131.4 e 37.017.1322, conexos ao AI sob apreciação, e que tiveram o mérito julgado pelo CARF em desfavor do sujeito passivo. Cientificado do resultado da diligência, o sujeito passivo não se pronunciou. Consta informação, à fl. 402, que o sujeito passivo desistiu parcialmente do recurso para inclusão de parte do crédito no parcelamento da Lei n. 11.941/2009, tendo, desistido da discussão apenas em relação às competências 02/2004, 03/2004, 11/2204 e 12/2004. É o relatório. Fl. 406DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 17/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento parcialmente, deixandose de conhecêlo para as competências em que o sujeito passivo apresentou a desistência. Decadência É cediço que, com a declaração de inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n.º 8.212/1991 pela Súmula Vinculante n.º 08, editada pelo Supremo Tribunal Federal em 12/06/2008, o prazo decadencial para as contribuições previdenciárias passou a ser aquele fixado no CTN. Quanto à norma a ser aplicada para fixação do marco inicial para a contagem do quinquídio decadencial, o CTN apresenta três normas que merecem transcrição: Art. 150 (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. ................................................................................................ Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. (...) A jurisprudência majoritária do CARF, seguindo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, tem adotado o § 4.º do art. 150 do CTN para os casos em que há antecipação de pagamento do tributo, ou até nas situações em que não havendo a menção à ocorrência de recolhimentos, com base nos elementos constantes nos autos, seja possível se chegar a uma conclusão segura acerca da existência de pagamento antecipado. O art. 173, I, tem sido tomado para as situações em que comprovadamente o contribuinte não tenha antecipado o pagamento das contribuições, na ocorrência de dolo, fraude ou simulação e também para os casos de aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória. Fl. 407DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 17/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 37307.001377/200726 Acórdão n.º 2401003.157 S2C4T1 Fl. 406 5 Por fim, o art. 173, II, merece adoção quando se está diante de novo lançamento lavrado em substituição ao que tenha sido anulado por vício formal. Na situação sob enfoque, verifico que, em se tratando de aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória, devese adotar, para a contagem da decadência, a norma do art. 173, I do CTN. Esse posicionamento leva à conclusão de que devam ser excluídas pela caducidade as competências de 01/1999 a 11/2000, haja vista que a cientificação do lançamento ocorreu em 30/11/2006. Incompetência do fisco para reconhecer vínculo de emprego A alegação de incompetência do fisco para caracterizar prestadores de serviço autônomo como empregados é preliminar que não deve sequer ser conhecida, porquanto não suscitada na impugnação, deixando de fazer parte da presente lide, em face da ocorrência de preclusão. Nos termos do § 6.° do art. 9.° da Portaria MPS/GM n° 520/2004 c/c art. 17 do Decreto n° 70.235/1972, a abrangência da lide é determinada pelas alegações constantes na impugnação, não devendo ser consideradas no recurso as matérias que não tenham sido aventadas na peça de defesa. Ainda que se a matéria fosse conhecida não mereceria provimento, posto que, na espécie, não houve a caracterização de autônomos como empregados da recorrente. Exclusão de representantes legais O pedido para exclusão dos representantes legais do polo passivo da relação tributária não merece acolhida. É que não há a vinculação dos mesmos na condição de devedores. No presente caso, a responsabilização é das empresas arroladas, os sócios e gerentes, por serem os representantes legais do sujeito passivo, constam da relação anexada ao AI apenas para cumprir formalidade das normas emanadas da Administração, sendo que este rol tem caráter apenas informativo O Fisco não atribuiu responsabilidade direta aos sócios/gestores, mas apenas elencou no relatório fiscal, quais seriam os responsáveis legais da empresa para efeitos cadastrais. Assim, a empresa carece de interesse de agir quanto ao pedido exclusão dos representantes legais, posto que inexiste a alegada responsabilização dos mesmos pelo crédito. Mérito Quanto ao mérito, essa turma de julgamento tem seguido o entendimento de que o destino do AI por falta de declaração dos fatos geradores na GFIP deve ser o mesmo dado àqueles decorrentes de exigência da obrigação principal relativos aos mesmos fatos geradores. Conforme apontado na informação da DRF, todos os processos de exigência de contribuições conexos ao presente AI foram, no mérito, julgados procedentes na segunda instância. Fl. 408DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 17/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Assim, devese considerar procedente a multa pela falta de declaração dos correspondentes fatos geradores. A aplicação da multa mais benéfica Embora não alegado no recurso, devemos de ofício nos posicionar sobre a possibilidade de aplicação da legislação posterior aos fatos geradores, se mais benéfica ao sujeito passivo. Observase que com o advento da Medida Provisória MP n. 449/2008, convertida na Lei n. 11.941/2009, houve profunda alteração no cálculo das multas decorrentes de descumprimento das obrigações principais e acessórias relacionadas às contribuições previdenciárias. Na sistemática anterior, quando havia falta de recolhimento do tributo acompanhada da infração de omitir fatos geradores em GFIP, aplicavase a multa por inadimplemento da obrigação principal (art. 35 da Lei n.º 8.212/1991), cumulada com a penalidade decorrente do descumprimento da obrigação acessória, esta punida com a multa correspondente a 100% da contribuição não declarada, ficando a penalidade limita a um teto calculado em função do número de segurados da empresa (§ 5.º do art. 32 da Lei n.º 8.212/1991). A multa aplicada sobre as contribuições lançadas variava de acordo com a fase processual do lançamento, ou seja, quanto mais cedo o contribuinte quitava o débito, menor era a multa imposta. Atualmente, de acordo com o art. 35A da Lei n.º 8.212/1991, introduzido pela MP n.º 449/2008, posteriormente convertida na Lei n.º 11.941/2009, ocorrendo o lançamento da obrigação principal, a penalidade decorrente do erro ou omissão na GFIP fica incluída na multa de ofício constante no crédito constituído. Deixa, assim, de haver cumulação de pena administrativa com a multa pela falta de pagamento do tributo , condensandose ambas em valor único. Vejam o diz o dispositivo: Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. É que o art. 44, I, da Lei n. 9.430/19961 prevê que, havendo declaração inexata ou omissa de tributo, acompanhado da falta de recolhimento do mesmo, devese aplicar a multa ali especificada. Como já exposto, nessas situações, a multa agora é una para ambas as infrações, descumprimento das obrigações principal e acessória. Diante dessas considerações, deve o órgão responsável pelo cumprimento da decisão recalcular o valor da penalidade, posto que o critério atual pode ser mais benéfico para o contribuinte, de forma a prestigiar o comando contido no art. 106, II, “c”, do CTN, verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: 1 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (...) Fl. 409DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 17/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 37307.001377/200726 Acórdão n.º 2401003.157 S2C4T1 Fl. 407 7 (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Devese, então, limitar a multa do presente AI ao valor calculado nos termos do art. 44, I, da Lei n.º 9.430/1996 (75% do tributo a recolher), deduzidas as multas aplicadas sobre contribuições previdenciárias naS NLFD correlatas. Conclusão Diante de todo o exposto, voto por conhecer parcialmente do recurso, e na parte conhecida afastar, em razão da decadência, a multa lançada para as competências até 11/2000, e, no mérito por dar provimento parcial ao recurso, de modo que se efetue o recálculo da multa, que terá como limite o valor previsto no art. 44, I, da Lei n.. 9.430/1996 (75% do tributo a recolher), deduzidas as multas aplicadas sobre contribuições previdenciárias na(s) NLFD correlata(s). Kleber Ferreira de Araújo Fl. 410DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 17/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10940.002738/2004-87
Data da sessão: Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SIMPLES. FÁBRICA DE MÓVEIS DE METAIS E PRESTADORA DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS. AUSÊNCIA DE VEDAÇÃO LEGAL PARA A ATIVIDADE.
Comprovado o não enquadramento da atividade como de profissão cujo
exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida, afasta-se a exclusão determinada com base no art. 9º, III, da Lei n° 9.317/96.
Numero da decisão: 1102-000.240
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros João Otávio Oppennan Thome e José Sérgio Gomes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Silvana Rescigno Guerra Barreto
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TURMA/DR.I-CURITIBA/PR EMENTA: SIMPLES. FÁBRICA DE MÓVEIS DE METAIS E PRESTADORA DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS. AUSÊNCIA DE VEDAÇÃO LEGAL PARA A ATIVIDADE, Comprovado o não enquadramento da atividade como de profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida, afasta-se a exclusão determinada com base no art. 9 0, III, da Lei n,° 9.317/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros João Otávio Oppennan Thome e José Sérgio Gomes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. I-W-TÉTP-ALAQ aj..2.,PESSOA MONTEIRO - Presidente SILVANA RES GNO GUERRA BARRETTO Relatora EDITADO EM: 1 o NOV 2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente da Turma), José Sergio Gomes, João Carlos de Lima Júnior (Vice Presidente), João Otavio Opperman Thome, Manoel Mota Fonseca (Suplente Convocado) e Silvana Rescigno Guerra Barreto (Relatora). i) ii) iv) v) Relatório A Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa, Paraná, expediu o Ato Declaratório Executivo DRE/PIG n.° 529,917, de 03 de abril de 2004 (fl. 07), para determinar a exclusão da Recorrente do SIMPLES, a partir de 03 de maio de 2002, em razão da atividade por ela desempenhada, com fundamento no art. 9°, XIII, da Lei n,° 9.317/96. Inconformada, a Recorrente manifestou-se contrariamente ao procedimento de exclusão, apresentando Solicitação de Revisão de Exclusão do SIMPLES — SRS n,' 09104/523917 (ti. 05), e, em seguida, Impugnação com base nos seguintes argumentos: A Lei n.° 10,964/04 assegurou a permanência no SIMPLES das empresas de serviços de reparação de automóveis, caminhões, ônibus, veículos pesados, motocicletas, instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores e de máquinas de escritório e de informática; O engenheiro é profissional voltado para o conhecimento científico que o torna habilitado para realizar atividades mais especializadas do que aquelas desempenhadas em urna oficina mecânica ou na atividade de reparação e manutenção de máquinas e equipamentos de uso geral; iii) As atividades arroladas na Resolução n.° 218, de 28 de junho de 1973, como sendo aquelas sujeitas à fiscalização do exercício profissional de engenharia não correspondem às realidades e necessidades atuais, frente as modernizações tecnológicas, conforme já reconhecido pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia; Oficinas mecânicas não poderiam ser consideradas sociedades de profissionais, nem por semelhança, por lhes faltar a mesma qualificação profissional, responsabilidade técnica pessoal, desempenho pessoal do sócio, tanto que o art.. 647, do RIR não arrola tal categoria entre os serviços caracterizadamente de natureza profissional; A exclusão dos SIMPLES direcionada a oficinas mecânicas e reparação e fabricação de máquinas fere determinação constitucional que assegura tratamento favorecido para empresas de pequeno porte, conforme determina o inciso IX, do art. 170 e o inciso XXVI, do art. 5°, da Carta Magna Federal; vi) A Lei h° 9.317, na parte que exclui do SIMPLES as profissões regulamentadas é inconstitucional; 2 Processo n" 10940 002738/200 41-87 SI-C1I2 Acórdão o" 1102-00.240 H 147 A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Curitiba indeferiu a solicitação da Recorrente, esclarecendo que não é competente para apreciar a constitucionalidade de dispositivos da Lei n.° 9.317/96 e que as atividades descritas em seu contrato social devem ser exercidas por engenheiros ou técnicos, profissões que dependem de habilitação profissional legalmente exigida, o que afastaria o direito à inclusão no SIMPLES, consoante Ato Declaratório Normativo n.° 04, de 22 de fevereiro de 2000. Diante do indeferimento, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário aduzindo, em sínteses, que: i) a Recorrente não reconhece que presta serviços de montagem e manutenção de máquinas e equipamentos industriais, como consta na decisão recorrida, pois seu contrato social traz como objeto "indústria metalúrgica, fabricação de móveis de aço e comércio de móveis de aço, redutores-matrizes, fábrica de máquinas para madeira e serviços de conserto e reforma de peças de máquinas industriais; ii) a decisão recorrida seria contrária à interpretação teleológica e sistemática da Lei n.° 9317/96; iii) a atividade principal seria de fabricação e comércio de móveis de aço e a prestação de serviços de consertos e reformas de peças de máquinas industriais seria atividade secundária por representar 6,64% das receitas e não exigiria a figura do engenheiro; iv) a irrelevância desses serviços se confirmaria com a exclusão dessa e de outras atividades na "Quarta Alteração Contratual" que definiu como objeto social apenas a fabricação e comércio de móveis de aço; v) a sua situação fático-jurídica subsume-se perfeitamente ao atual posicionamento do Conselho de Contribuinte que entende que a vedação do inciso XIII, do art. 9°, da Lei it° 9.317/96 não alcança as mieroempresas nem as empresas de pequeno porte constituídas por empreendedores que agregam meios de produção para explorar atividades econômicas de forma organizada; vi) a Receita Federal teria interpretado a Lei n.. 9.317/96 dissociada da finalidade para a qual o SIMPLES foi instituído, prevista nos arts,. 150, II e 179, da Constituição Federal; vii) a equiparação de todas as pessoas jurídicas que tem entre suas atividades a prestação de serviços em máquinas e equipamento aos serviços profissionais de engenheiro afronta os artigos 150, II e 179, da Constituição Federal e implica conferir à lei ordinária hierarquia superior à própria Constituição; viii) a vedação da Lei seria direcionada a atividades economicamente organizadas, caracterizadas pela prestação de serviços profissionais como atividade exclusiva e levada a efeito diretamente pelos sócios da pessoa jurídica, qualificados dentre as atividades elencadas no inciso XIII, do art. 90; ix) as cópias do RAIS e da GFIP, com a relação de 30 funcionários demonstra que o regime tributário do SIMPLES foi essencial para a geração desses empregos; 3 x) a decisão da DRJ seria contrária ao entendimento do Conselho de Contribuintes, conforme ementas transcritas no recurso; xi) o STF, quando do julgamento da ADI 1.643-1 conferiu interpretação ao ar,t 90 para restringir seus efeitos às sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativa ao exercício de profissão legalmente regulamentada; xii) a Lei n.° 10..964/04, em seu art. 4°, permitiu a opção retroativa a diversas atividades equivalentes a que exerce; xiii) os Tribunais Regionais Federais tem decidido no mesmo sentido do recurso interposto; xiv) o termo "assemelhados", constante no texto legal não deveria ser entendido como qualquer atividade, porquanto a interpretação da norma não pode ser extensiva, sob pena de violação ao princípio da estrita legalidade e ao comando do art. 108, §1°, do GIN que veda a tributação por meio de analogia; xiv) a Resolução n,° 218, do CONFEA não teria o condão de modificar ou impor situação diversa da prevista em lei para exclui-la do SIMPLES; xv) nem mesmo a lei poderia flexibilizar conceitos para delimitar competência tributária, conforme disciplina art. 110, do CTN; É o relatório, •-• 4 Processo n" 10940.002738/2004-87 S1-CIT2 Acórdão n° 1102-00.240 Fl 148 Voto Conselheira SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO Preenchidos os pressupostos recursais, passo a apreciar o Recurso Voluntário. Trata-se de exclusão do SIMPLES determinada pelo Ato Declaratório Executivo 529.917, de 02 de agosto de 2004, em razão da atividade desempenhada pela Recorrente de fabricação e comércio de móveis de aço e de serviços de consertos e reformas de máquinas industriais. A motivação da exclusão decorre do enquadramento das atividades da Recorrente como de engenharia ou assemelhada, o que faria incidir a vedação do art. 9 0 , XIII, da Lei n.° 9.317/96, que elenca as atividades vedadas para fins de adesão ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Pode — SIMPLES, verbis: "Art. 90 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, 112ÚSiCO, dançarino, médico, dentista, eirkrmeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor; consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; " Deflui-se da leitura do inciso XIII, do art. 90 acima transcrito que a vedação para adesão ao SIMPLES ali disciplinada está diretamente relacionada ao exercício de profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida, hipótese diversa da submetida à apreciação do Colegiado, haja vista que se trata de fábrica de móveis de metal que tem como atividade secundária a prestação de serviços de manutenção de máquinas. Na descrição do objeto desempenhado pela Recorrente, constam atividades que não exigem ou tem o condão de enquadrá-la como de engenharia e afastam o impedimento legal utilizado no ato de exclusão, porquanto realizadas por técnicos, sem a necessidade de formação em nível superior. Corroborando as razões ora expostas, transcrevo a seguir ementas de decisões administrativas na mesma direção defendida pela Recorrente, verbis: "Ementa SIMPLES. EAri,USÃO. Não poderá ser confundida COM atividade similar a de engenharia mecânica, privativa de engenheiros ou assemelhados, ramo de oficina de prestação de serviços na área de lnanutenção e reparo de equipamentos hidráulicos e 5 pneumáticos Atividade exercida não se encontra enquadrada nas atividades incluídas nos dispositivos de vedação à opção pelo regime especial do sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das inicroempresas e das empresas de pequeno porte RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO (Recurso 136444, Rel. Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, Acórdão 302-39217, Sessão do dia 06/12/07) "Simples Exclusão indevida Não poderá ser confimdida com atividade similar a de engenharia mecânica privativa de engenheiros ou assemelhados ramo de oficina de prestação de serviços na reli-mina de máquinas pesadas, tratores' e comércio de peças e equipamentos. Atividade exercida não se encontra enquadrada nas atividades incluídas nos dispositivos de vedação à opção pelo regime especial do sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e das empresas de pequeno porte. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO" (Recurso 133141, Rel, Sílvio Marcos Barcelo Fiúza, Acórdão 303-33212, Sessão do dia 25/0506) Em face do exposto, dou provimento ao Recurso Voluntário para determinar a manutenção da Recorrente no SIMPLES. É corno voto SILVANA RESCIG GUERRA BARRETTO 6
score : 1.0
Numero do processo: 15922.000023/2007-74
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2003 a 31/07/2003
CONTRIBUIÇOES RELACIONADAS COM OS RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO.
Os adicionais destinados ao financiamento das aposentadorias especiais serão devidos pela empresa sempre que ficar constatada a ocorrência da situação prevista na legislação como necessária para ensejar a concessão do benefício da aposentadoria especial.
Ao se deparar com inconsistência nos documentos relacionados com o gerenciamento dos riscos ambientais do trabalho, ou a sua apresentação deficiente ou em descordo com os normativos legais, a fiscalização deverá arbitrar o débito com fulcro no art. 33, § 3º, da Lei 8.212/91.
Numero da decisão: 2301-003.542
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade,: a) em negar provimento ao recurso, na questão de mérito, nos termos do voto da Redatora. Vencidos os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Wilson Antônio de Souza Correa e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em dar provimento ao recurso; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redatora: Bernadete de Oliveira Barros.
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
(assinado digitalmente)
DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES - Relator.
(assinado digitalmente)
BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Redatora designada
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Manoel Coelho Arruda Junior.
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/06/2003 a 31/07/2003 CONTRIBUIÇOES RELACIONADAS COM OS RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO. Os adicionais destinados ao financiamento das aposentadorias especiais serão devidos pela empresa sempre que ficar constatada a ocorrência da situação prevista na legislação como necessária para ensejar a concessão do benefício da aposentadoria especial. Ao se deparar com inconsistência nos documentos relacionados com o gerenciamento dos riscos ambientais do trabalho, ou a sua apresentação deficiente ou em descordo com os normativos legais, a fiscalização deverá arbitrar o débito com fulcro no art. 33, § 3º, da Lei 8.212/91.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade,: a) em negar provimento ao recurso, na questão de mérito, nos termos do voto da Redatora. Vencidos os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Wilson Antônio de Souza Correa e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em dar provimento ao recurso; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redatora: Bernadete de Oliveira Barros. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA - Presidente. (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES - Relator. (assinado digitalmente) BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Redatora designada Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Manoel Coelho Arruda Junior.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2513; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 13.610 1 13.609 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15922.000023/200774 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2301003.542 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente THYSSENKRUPP METALÚRGICA CAMPO LIMPO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2003 a 31/07/2003 CONTRIBUIÇOES RELACIONADAS COM OS RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO. Os adicionais destinados ao financiamento das aposentadorias especiais serão devidos pela empresa sempre que ficar constatada a ocorrência da situação prevista na legislação como necessária para ensejar a concessão do benefício da aposentadoria especial. Ao se deparar com inconsistência nos documentos relacionados com o gerenciamento dos riscos ambientais do trabalho, ou a sua apresentação deficiente ou em descordo com os normativos legais, a fiscalização deverá arbitrar o débito com fulcro no art. 33, § 3º, da Lei 8.212/91. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade,: a) em negar provimento ao recurso, na questão de mérito, nos termos do voto da Redatora. Vencidos os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Wilson Antônio de Souza Correa e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em dar provimento ao recurso; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redatora: Bernadete de Oliveira Barros. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 92 2. 00 00 23 /2 00 7- 74 Fl. 13610DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator. (assinado digitalmente) BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS – Redatora designada Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Manoel Coelho Arruda Junior. Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa THYSSENKRUPP METALÚRGICA CAMPO LIMPO LTDA contra decisão que julgou procedente o lançamento de créditos previdenciários destinados ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. 2. A decisão de primeira instância restou assim ementada (fl. 3.618): “CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – CUSTEIO – AFERIÇÃO DA ALÍQUOTA ADICIONAL PARA FINANCIAMENTO DA APOSENTADORIA ESPECIAL. 1 – A empresa que tiver trabalhador sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde deste, ou sua integridade física, estará sujeita ao pagamento de contribuição adicional, ao artigo 22, inciso II da Lei nº 8.212/91. 2 – A falta, incoerência ou incompatibilidade dos documentos da empresa relativos aos riscos ambientais do trabalho autoriza o lançamento, por aferição indireta, das alíquotas adicionais na forma da lei, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. 3 – A fiscalização do INSS tem competência legal e funcional para verificar os documentos relacionados à segurança do trabalho que tenham reflexo em termos de contribuições sociais, não estando adstrita à prévia verificação pelos fiscais do MTE. 4 – A fiscalização fará o lançamento de ofício da contribuição adicional sempre que se constatar a falta ou a apresentação deficiente de qualquer documento ou informação relacionado às contribuições sociais. LANÇAMENTO PROCEDENTE.” 3. O contribuinte, inconformado com a decisão, interpôs recurso voluntário (fls. 3.632/3.656), aduzindo, em síntese os seguintes argumentos: a) preliminarmente, “compete a Justiça do trabalho apreciar e julgar toda e qualquer controvérsia decorrente da relação de trabalho, incluindose as contribuições previdenciárias decorrentes de suas decisões”; logo cabe ao magistrado trabalhista julgar e executar as contribuições devidas; b) pleiteia ainda a nulidade do lançamento fiscal tendo em vista a ausência de avaliações técnicaspericiais para avaliar o ambiente de trabalho no que tange a insalubridade e a periculosidade; a nulidade da decisão proferida por falta de Fl. 13611DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 15922.000023/200774 Acórdão n.º 2301003.542 S2C3T1 Fl. 13.611 3 fundamentação, não indicando, por exemplo, o motivo pelo qual os programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) propostos pela recorrente estariam em desacordo com as normas aplicáveis, inclusive não houve indicação do artigo infringido, desrespeitando, assim, o princípio da ampla defesa e contraditório; c) assevera que os laudos judiciais relacionados ao período de fiscalização que atestaram a inexistência de insalubridade nos locais auditados, não foram discutidos nem examinados pela decisão vergastada. 4. As contrarazões do fisco pugnaram pela conservação da decisão recorrida, a qual manteve a integralidade do lançamento fiscal haja vista a ausência de elementos novos e suficientes para refutar tal decisão (fls. 3.661/3.662). 5. Em seguida, a 2ª Câmara de Julgamento (CAJ) converteu o julgamento em diligência para que o perito técnico bem como o fisco se manifestassem sobre os quesitos formulados a respeito da exposição dos segurados a agentes de risco (fls. 3.663/3.665). 6. Logo após, o fisco indicou o médico perito, o qual emitiu ofício a Delegacia da Receita Federal de Jundiaí esclarecendo que o fato de avaliar os agentes nocivos na data atual implicaria em uma análise que poderia não refletir a realidade encontrada durante o exercício de 1999 a 2003, prejudicando, assim, a conclusão do laudo pericial. E, ainda, solicita liberação de verbas para custear o procedimento, e orientações sobre como proceder com a realização da perícia determinada. (fls. 3.686/3.687). 7. Os autos foram encaminhados a esse Conselho para julgamento, sendo que na sessão de 09 de junho de 2010 essa Colenda Turma decidiu converter o julgamento em diligência para a verificação in locu das condições ambientais de trabalho que tange a nocividade (fls. 3.691/3.694). 8. No Relatório Inspeção no Posto de Trabalho (fls. 13.582/13.585), o perito aferiu que todos os trabalhadores efetivamente se encontravam utilizando os equipamentos de proteção fornecidos pela empresa e adequados ao risco, concluindo que a insalubridade por exposição ao agente está neutralizada, nos termos do item 15.4.1 da NR 15 da Portaria 3214/78. 9. O contribuinte manifestouse sobre a perícia realizada, reiterando a procedência de seu recurso, visto ter restado amplamente demonstrado que a empresa neutralizava o agente nocivo ( fls. 13.590/13.593). 10. Após o cumprimento da diligência com a devida intimação das partes e manifestação do contribuinte, os autos retornaram a esse Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes Fl. 13612DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual CONHEÇO do recurso. DA NEUTRALIZAÇÃO DO AGENTE NOCIVO 2. A aposentadoria especial é um dos benefícios previdenciários mais complexos administrados pelo INSS, e esta característica é resultante principalmente de sua multiplicidade normativa e técnica. 3. A escolha do agente nocivo ruído foi conseqüência da sua maior incidência na cadeia produtiva em comparação a outros riscos físicos, químicos e biológicos. A análise da sua exposição leva em consideração um amplo conjunto de normas técnicas e legais. De um lado, a análise da concessão administrativa pelo INSS da aposentadoria especial decorrente da exposição ao risco ruído em limites superiores ao limite de tolerância, sem a neutralização por equipamento de proteção individual (EPI), de forma permanente e habitual, não ocasional, e as dificuldades encontradas pelos operadores do direito, e dos trabalhadores que não dispõe de ferramentas práticas para a interpretação documental exigida. 4. A análise dos comandos concessivos administrativos relacionado ao agente nocivo ruído necessita o estudo da descaracterização da utilização e neutralização do agente nocivo pela utilização de equipamento de proteção individual. 5. A aposentadoria especial é um benefício concedido ao segurado, que tenha trabalhado em funções laborais sujeitos a condições prejudiciais à saúde ou a integridade física. Tratase de uma contraprestação pelos riscos a que foi exposto durante o período em que exerceu a função laboral. A aposentadoria especial é um benefício que visa garantir ao segurado do Regime Geral da Previdência Social uma compensação pelo desgaste resultante do tempo de serviço prestado em condições prejudiciais à sua saúde ou integridade física. 6. A aposentadoria especial apresenta como uma de suas características, as reiteradas alterações normativas no tempo e em sua matéria, decorrentes em grande parte pela complexidade de ajuste técnico e legislativo envolvidos, “a lei nova deve respeitar os efeitos dos atos regularmente praticados sob a lei antiga, devese entender que, no processo a iniciar, produzirão efeitos os contratos processuais estipulados sob o império da lei abrogada.” (CHIOVENDA, 1998, p.118) 7. A atual concessão administrativa do benefício da aposentadoria especial é baseada na instrução normativa IN 45 INSS/PRES/10. Esta por sua vez é fundamentada na: Constituição Federal de 1988; Emenda Constitucional n. 20, de 15 de dezembro de 1998; Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006; lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991; lei n. 10.666, de 08 de maio de 2003; lei n. 9.784, de 29 de janeiro de 1999; decreto n. 3.048, de 6 de maio de 1999; e decreto n. 6.932, de 11 de agosto de 2009. 8. A exposição ao agente nocivo ruído acima dos limites de intensidade e sem a neutralização por equipamento de proteção individual (EPI), com o tempo mínimo de trabalho de 25 anos. O Anexo IV do RPS, no quadro 2.0.1 aponta o risco ruído, e tempo mínimo de 25 anos, com exposição a níveis de exposição normalizados (NEN) superiores a 85 dB(A), de modo permanente, não ocasional nem intermitente a condições especiais, de ruído, que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 9. A análise técnica das condições ambientais do trabalho é baseada na metodologia e procedimentos dos agentes nocivos (ruído) estabelecidas pela FUNDACENTRO Fl. 13613DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 15922.000023/200774 Acórdão n.º 2301003.542 S2C3T1 Fl. 13.612 5 (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de segurança e medicina do trabalho), com os limites de tolerância estabelecidos na NR15 do MTE, conforme artigo 238 da IN 45/10 INSS/PRES. 10. A concessão de equipamentos de proteção individual (EPIs) tem importância para o caso em testilha, visto ser somente considerado a partir de 3.12.1998 (MP n. 1.729/98), convertida na lei n. 9.732/98, e desde que comprove que elimine ou neutralize a nocividade do agente ruído, e ainda a observância da caracterização do EPI (equipamento de proteção individual) somente quando há inviabilidade técnica, insuficiência ou interinidade à implementação do EPC (equipamento de proteção coletiva). Necessário a observação do certificado de aprovação do MTE (CA), periodicidade de troca comprovada por recibos, da correta utilização e higienização do aparelho, e da observação do período de sua validade. 11. A consideração da utilização do equipamento de proteção individual é utilizada após 03 de dezembro de 1998 (MP n. 1.789/98, convertida na lei 9.732, de 11.12.1998). A análise é administrativa pelo INSS, levandose em considerações as variáveis legais e técnicas, comopor exemplo, o NRR (nível de redução de ruído Norma ANSI S12.6 1984) ou NRRsf (Norma ANSI S12.61997), que correspondem a características de cada equipamento certificado de acordo com as normas específicas do Ministério do Trabalho. 12. As demonstrações ambientais são especificadas no laudo técnico de condições ambientais do trabalho (LTCAT), e a sua análise é feita nos moldes do artigo 247 da IN 45/10 INSS/PRES, sendo observadas a identificação do setor e da função, a descrição da atividade, a identificação de agente nocivo capaz de causar dano à saúde e integridade física, arrolado na Legislação Previdenciária, a localização das possíveis fontes geradoras, a via e periodicidade de exposição ao agente nocivo, a metodologia e procedimentos de avaliação do agente nocivo, e a descrição das medidas de controle existentes. Outros documentos podem trazer dados importantes, entre eles, o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa deGerenciamento de Riscos (PGR); Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho naIndústria da Construção (PCMAT); e o Perfil Profissiográfico Previdenciário PPP. 13. Em síntese, a análise administrativa e técnica tem como principais parâmetros concessivos em relação à exposição ao agente nocivo ruído, o princípio do tempus regit actum, a comprovação da exposição, a característica de permanência e habitualidade, a característica de permanência e habitualidade , a intensidade de exposição ao ruído, a análise documentais já anotadas anteriormente, a existência ou não de equipamentos de proteção coletivas e individuais, os níveis de redução de ruído, verificáveis pela certificação do MTE (CA), as mudanças do layout, a competência dos autores das respectivas documentações, as normas da FUNDACENTRO (NHO01). 14. Não se pode, ainda, desconsiderar o resultado prático dos equipamentos de proteção individual (EPIs) para fins de contagem de tempo em atividade especial (aposentadoria especial), pois se assim não fizer o aplicador da lei haverá, diretamente, o alargamento da base de concessões do benefício previdenciário, em contraposição aos fundamentos decorrentes da IN 45/10 INSS /PRES fundamentada em série normativa. 15. Já a concessão administrativa pelo INSS faz a análise de itens como o princípio do tempus regit actum , a comprovação da exposição, a característica de permanência e habitualidade, a intensidade de exposição ao ruído, a nocividade, a análise documental laudo técnico de condições ambientais do trabalho (LTCAT, PPRA, PGR, PCMAT, PPP, a existência ou não de equipamentos de proteção coletivas (EPCs) e individuais (EPIs), os níveis de Fl. 13614DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 redução de ruído (NRR), verificáveis pela certificação do MTE (CA), as mudanças do layout, a competência dos autores das respectivas documentações, e as normas da FUNDACENTRO (NHO01), e ainda, a consideração da nocividade (riscos capazes de trazer ou ocasionar danos à saúde ou à integridade física), da permanência (trabalho não ocasional nem intermitente) e habitualidade que traz a idéia de que as exposições aos agentes nocivos ocorrem ao longo do tempo. 16. Concluise, assim, que o equipamento de proteção individual é considerado a partir de 3.12.1998 (MP n. 1.729/98), convertida na lei n. 9.732/98, e desde que comprove que elimine ou neutralize a nocividade do agente ruído, e ainda a observância da caracterização do EPI (equipamento de proteção individual). 17. Nessa esteira de raciocínio, observase, de forma hialina, que o contribuinte tomou todas as precauções para que seus trabalhadores não ficassem expostos a qualquer nível de insalubridade, conforme devidamente assentado no Relatório Inspeção no Posto de Trabalho (fls. 13.582/13.585), com as seguintes conclusões: “Após a análise da documentação apresentada pela empresa, comprovando que atende os dispositivos legais no que diz respeito às normas de segurança e saúde do trabalho, tais como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, o Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional – PCMSO, as fichas de entrega de EPI com respectivas CA´s, treinamentos e fiscalização para o uso dos mesmos, entre outros; após a vistoria nos locais de trabalho onde verificouse que os níveis de ruído nos setores se encontram acima do limite de tolerância previsto na NR15, da Portaria 3214/78 do MTE, porém comprovouse em que todos os trabalhadores efetivamente se encontram utilizando os equipamentos de proteção fornecidos pela empresa e adequados ao risco, do visto e exposto concluise que a insalubridade por exposição ao agente está neutralizada, conforme disposto no item 15.4.1 da NR 15, já mencionada.” 18. Ora, a conclusão da perícia técnica confirma a improcedência da decisão da instância a quo, eis que esta não verificou, in loco, as condições ambientais do trabalho. Se o tivesse feito, com certeza, os agentes fiscais teriam chegado à mesma conclusão do Relatório Inspeção no Posto de Trabalho, qual seja, que o agente insalubre (ruído) está neutralizado pela utilização de EPI. Ora, se o agente insalubre está neutralizado, não há de se falar em recolhimento do adicional ao Seguro de Acidente de Trabalho – SAT para financiamento da aposentadoria especial. 19. Insta ressaltar, outrossim, que conforme informações trazidas pelo contribuinte (fls. 13.592) o próprio INSS indeferiu todos os pedidos de aposentadoria especial apresentados pelos trabalhadores da recorrente sob o argumento de que estes não estavam sujeitos a agentes nocivos, eis que neutralizados pela utilização de EPI – protetor auricular. Ou seja, se a própria autarquia previdenciária inferiu os pedidos de aposentadoria especial, sob o argumento de que o agente nocivo fora neutralizado, e o Relatório Inspeção no Posto de Trabalho confirma esse fato, não vislumbro motivo a ensejar a contribuição adicional ao SAT para financiamento da aposentadoria especial. CONCLUSÃO 20. Diante do exposto, CONHEÇO do Recurso Voluntário, para no mérito DARLHE PROVIMENTO, julgando improcedente o lançamento realizado pela fiscalização, Fl. 13615DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 15922.000023/200774 Acórdão n.º 2301003.542 S2C3T1 Fl. 13.613 7 afastando a incidência da contribuição adicional ao SAT para financiamento da aposentadoria especial. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Voto Vencedor Conselheira Bernadete de Oliveira Barros Permitome divergir do entendimento do Conselheiro Relator, pelas razões a seguir expostas. O Relator vota em dar provimento ao recurso, por entender que o contribuinte tomou todas as precauções para que seus trabalhadores não ficassem expostos a qualquer nível de insalubridade, conforme devidamente assentado no Relatório Inspeção no Posto de Trabalho. Contudo, observase que a empresa reconheceu, em suas demonstrações ambientais (PPRA e LTCAT), a presença agentes nocivos no meio ambiente de trabalho, nos anos de 1999 a 2003, em vários setores. Constatase, da análise dos autos, que não houve controle adequado dos riscos, ou seja, a recorrente não gerencia adequadamente os riscos ambientais do trabalho. O PPRA apresentado está em desacordo com as normas, uma vez que não havia plano anual, bem como não há o estabelecimento de prioridades e metas (alínea a do item 9.2.1 e alínea b do item 9.3.1), e,conseqüentemente, não há também fixação de estratégia e metodologia de ação (alínea b do item 9.2.1). A fiscalização constatou que, na elaboração do Laudo Técnico em complemento ao PPRA, a empresa desconsiderou efeitos combinados, que consiste na verificação se, durante a jornada de trabalho, ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis para a mesma função.. Da mesma forma, o LTCAT foi elaborado em desacordo com os normativos legais, pois a empresa apenas registrou a presença do agente ruído. Verificase, ainda, que a empresa teria aberto apenas 5 (cinco) CAT's por alterações audiométricas, sendo que esse número seria inferior ao número de exames alterados constantes do Relatório Anual. A recorrente alega que não efetuou a abertura do CAT, pelo fato de o problema audiométrico não evidenciar o nexo causal com o ambiente de trabalho, em vista da concessão de protetores auriculares, bem como em razão do próprio histórico médico do empregado. Entretanto, não é a empresa quem deve fazer esse nexo causal. Fl. 13616DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA 8 Cabe à perícia médica do INSS reconhecer o nexo causal entre a doença e o trabalho e caracterizar o acidente como sendo de trabalho. A obrigatoriedade de emissão do CAT não se resume à ocorrência da inaptidão para o trabalho, devendo todos os acidentes ocorridos com os segurados serem comunicadas ao INSS, independentemente de tais alterações resultarem na inaptidão do empregado para o trabalho. Quanto ao PCMSO, constatase que não houve interpretação dos exames, bem como não foram registrados no relatório anual todos os exames audiométricos alterados, subestimandose, dessa forma, as perdas auditivas de fato ocorridas na empresa. Ao analisar os dados constantes dos sistemas informatizados do INSS, constatouse, conforme documentos relacionados no anexo XI, que vários empregados da empresa aposentaramse com a consideração, para efeito do benefício concedido, do tempo de exposição ao agente nocivo ruído. A própria empresa autuada reconhece que foram concedidas aposentadorias especiais a seus trabalhadores expostos, quando afirma, no item 7.2.12 de sua impugnação, que “Dessa maneira, se, mesmo com a observação em relação ao uso de equipamentos de proteção individual, as aposentadorias eram concedidas pelo INSS, essa responsabilidade não pode ser atribuída à Defendente”. Portanto, se foram concedidas aposentadorias especiais aos trabalhadores da recorrente, expostos a agentes nocivos, nada mais justo que o empregador recolha o adicional para custeio do referido benefício. Observase, também, que a conclusão nos Laudos emitidos pelo Engenheiro de Segurança do Trabalho é no sentido de que "O nível de ruído no ambiente de trabalho encontra se acima do limite de tolerância estabelecido na NR15 da Portaria Ministerial no. 3.214/78 do MTb, sendo prejudicial à saúde e à integridade física do trabalhador. Ademais, verificase que a empresa declarou em GFIP, nas competências 01/1999 a 03/1999, praticamente todo o setor produtivo da empresa com direito à aposentadoria especial. Cumpre ressaltar, ainda, que a recorrente pagou adicional de insalubridade durante todo o período objeto da fiscalização (01/1999 a 07/2003), ou seja, reconhecendo, dessa forma, que não houve a eliminação ou neutralização dos efeitos dos agentes nocivos a que os trabalhadores estão expostos. Observese que, no presente caso, o agente nocivo principal é o ruído e o único, acima do Limite de Tolerância, que abrange a maior parte da produção. Ora, conforme art. 194, da CLT: Art. 194. O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua saúde ou integridade física, nos termos desta Seção e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho. Nesse sentido, concluise que, se os empregados apontados no laudo fazem jus ao adicional de insalubridade, conforme afirmado pelos técnicos, é porque não havia, à época, a eliminação do risco à sua saúde. Fl. 13617DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 15922.000023/200774 Acórdão n.º 2301003.542 S2C3T1 Fl. 13.614 9 A empresa pautou o gerenciamento da segurança do ambiente de trabalho, principalmente nos equipamentos de proteção individual EPIs, fornecidos aos empregados, assim como na realização de treinamentos para a sua utilização Entretanto, o gerenciamento do risco ambiental da empresa não pode se pautar apenas na utilização de EPI’s. O Conselho Pleno do Conselho de Recursos da Previdência SocialCRPS, no exercício de sua competência para julgar as questões relacionadas à concessão de benefícios aos segurados da Previdência Social, uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a utilização do EPI, por meio do Enunciado 21, transcrito a seguir ENUNCIADO nº 21 Editado pela Resolução Nº 1/1999, de 11/11/1999, publicada no DOU de 18/11/1999. “O simples fornecimento de equipamento de proteção individual de trabalho pelo empregador não exclui a hipótese de exposição do trabalhador aos agentes nocivos à saúde, devendo ser considerado todo o ambiente de trabalho” Também é nesse sentido a Súmula 289 do TST: 289. Insalubridade.Adicional. Fornecimento de aparelho de proteção. Efeito. O simples fornecimento de aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento do adicional de insalubridade, cabendolhe tomar as medidas que conduzam à diminuição ou eliminação da nocividade, dentre as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado. foram juntadas ações judiciais reconhecendo doença profissional (perda de audição), lesão de origem ocupacional, A recorrente alega que, se determinado empregado apresenta pequena redução em sua capacidade auditiva, isso não lhe impede de continuar exercendo suas atividades normais e levar sua vida social, o que não pode ser tomado como fundamento para a configuração de local nocivo, em virtude de exposição a ruído. Porém, isso evidencia que a recorrente não gerencia adequadamente os riscos ambientais do trabalho. A empresa afirma que, embora entregue a documentação solicitada pelo empregado para requerer a aposentadoria especial, a concessão desse benefício depende única e exclusivamente do INSS, não exercendo a recorrente nenhuma ingerência sobre esse procedimento. Ora, mas o INSS vai pautar sua decisão na documentação disponibilizada pela empresa e nas informações por ela prestadas. A conclusão constante do documento apresentado pela recorrente (item.2.9, fls 1.379) é no sentido de que "O nível de ruído no ambiente de trabalho encontrase acima do limite de tolerância estabelecido na NR15, da Portaria Ministerial 3.214/78, do Mtb, sendo prejudicial à saúde e integridade física do trabalhador. Obs. A empresa fornece gratuitamente, orienta, treina e Fl. 13618DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA 10 exige o uso de protetor auricular e demais equipamentos de proteção individual necessários às atividades exercidas, Tal conclusão corrobora o entendimento de que havia agente nocivo prejudicial à saúde e integridade física do trabalhador, e que a empresa tenta neutralizar tal agente com fornecimento, orientação e treinamento para uso de EPI, o que por si só, conforme já exposto acima, não é suficiente para afastar a insalubridade. Os indeferimentos pelo INSS de algumas das aposentadoria vinham nos seguintes termos: “Informamos que,após análise da documentação apresentada, não foi reconhecido o direito ao benefício pleiteado, tendo em vista que as atividades exercidas nos períodos de 03/02/1986 a 22/08/2003 NÃO FORAM CONSIDERADOS PREJUDICIAIS À SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA... Ou seja, o indeferimento do pedido de aposentadoria foi pautado na análise da documentação apresentada. Daí a importância de a empresa elaborar a documentação relacionada com o gerenciamento dos riscos ambientais do trabalho em conformidade com a legislação previdenciária e trabalhista que trata da matéria. Os adicionais destinados ao financiamento das aposentadorias especiais serão devidos pela empresa sempre que ficar constatada a ocorrência da situação prevista na legislação como necessária para ensejar a concessão do benefício da aposentadoria especial. Ao se deparar com inconsistência nos documentos relacionados com o gerenciamento dos riscos ambientais do trabalho, ou a sua apresentação deficiente ou em descordo com os normativos legais, a fiscalização deverá arbitrar o débito com fulcro no art. 33, § 3º, da Lei 8.212/91 A empresa notificada reconhece, conforme a documentação analisada, a presença do agente nocivo ruído no ambiente de trabalho, como também reconhece, por intermédio do PCMSO, a existência de um expressivo número de exames apresentando resultados anormais. As sentenças nas reclamatórias trabalhistas também reconhecem as doenças causadas pela exposição dos empregados ao agente nocivo ruído. Cumpre lembrar que, dos indeferimentos de aposentadoria, ainda cabia recurso ao CRPS. Constatase que o laudo apresentado não considerou os EPCS eficazes, mas sim os EPIs. Contudo, conforme visto acima, o CRPS na aceita apenas o EPI para excluir a hipótese de exposição do trabalhador ao agente nocivo. O eficaz gerenciamento dos riscos do ambiente de trabalho é demonstrado por meio dos documentos previstos nas normas legais, que devem ser elaborados no período ou antes do período que se pretende gerenciar os riscos. Fl. 13619DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 15922.000023/200774 Acórdão n.º 2301003.542 S2C3T1 Fl. 13.615 11 O LTCAT Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho , por exemplo, é a declaração pericial emitida para evidenciação técnica das condições ambientais do trabalho e o PPRA visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, por meio da antecipação, do reconhecimento, da avaliação e do conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais. No caso presente, verificase que os relatórios relacionados ao gerenciamento do risco ambiental do trabalho apresentados pela empresa demonstram que a exposição aos agentes nocivos Assim, constatase que no período objeto do lançamento havia a exposição dos empregados apontados no Laudo Técnico a agentes nocivos Os documentos que a empresa é obrigada, por lei, a elaborar atestam se houve um gerenciamento adequado dos riscos, ou não. Os resultados dos exames, por exemplo, indicam se os equipamentos de proteção adotados pela empresa são eficazes e se eliminam ou reduzem os riscos existentes no ambiente. E, no caso da recorrente, os Laudos Técnicos apresentados não atestam a neutralização dos riscos a que os empregados da empresa estavam expostos. Por tudo que foi exposto, voto por negar provimento ao recurso Fl. 13620DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIR A BARROS, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 13826.000248/2006-11
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
São admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-002.399
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado: por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$15.000,00 (quinze mil reais) como dedução de despesas médicas, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
EDITADO EM: 16/7/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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DESPESAS MÉDICAS. São admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$15.000,00 (quinze mil reais) como dedução de despesas médicas, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso –Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM: 16/7/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello. Relatório Trata o presente processo de Auto de Infração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2003, por meio da qual se exigiu do contribuinte o credito tributário de R$ 13.867,17. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 6. 00 02 48 /2 00 6- 11 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 O lançamento é decorrente da seguinte infração: dedução indevida a título de despesas médicas, no valor de R$ 21.929,18: Glosa de R$ 21.929,18, por irregularidades no preenchimento dos recibos, além dá não comprovação do desembolso dos recursos para satisfação dos pagamentos. Falta indicação nos recibos do objeto, nome do paciente, endereço do emitente, número do registro no conselho profissional, falta especificação dos serviços na magnitude dos valores, além da falta de comprovação do pagamento Em sua impugnação, o contribuinte, consoante o relatório da decisão de primeira instância, assim se manifestou: a peça fiscal apurou dedução indevida a título de despesas médicas, glosa no valor de R$ 21.929,18, por irregularidades no preenchimento dos recibos, além da nãocomprovação do desembolso dos recursos para satisfação dos pagamentos. Ainda a falta de indicação nos recibos do objeto, nome do paciente, endereço do emitente, número do registro no conselho profissional, falta especificação dos serviços na magnitude dos valores, além da falta de comprovação do pagamento a peça fiscal procedeu à alteração da Base de Cálculo, em razão da glosa de,despesas médicas no valor de R$ 21.929,18 da Declaração imposto Renda Pessoa Física exercício de 2.003, ano calendário 2002;\ o pagamento dos serviços médicos prestados ao declarante, pelos beneficiários, foram efetuados com valores recebidos de pessoa jurídica e da; atividade rural e também de valores de contas bancárias dos saldos existentes em 31/12/2001 e usados durante o ano de 2.002; o s rendimentos do declarante da atividade rural, onde no ano de 2.002 obteve uma receita bruta de R$ 272.401,14 da sua parte cabente e despesas no valor de R$ 104.532,05,rendimentos do cônjuge, no valor R$ 158.474,44, obtendo assim uma receita liquida no valor deR$326.343,53;\ da receita liquida rural e os rendimentos do cônjuge no valor de R$ 326.343,53 houve uma variação patrimonial no valor de R$ 174.420,07, restando um valor liquido para gasto no ano de R$ 151.923,46 (cento e cinqüenta um mil, novecentos e vinte três reais e quarenta e seis centavos) e declarante gastou no ano de 2.002, um valor total de R$ 28.895,07 portanto, tendo apresentado o contribuinte, documentação idônea e inexistindo por parte da peça fiscal imputação de inidoneidade e havendo efetividade do valor pago, diante dos valores percebidos pelo contribuinte durante o ano de 2.002, tem o contribuinte efetivamente comprovado as despesas com saúde ocorridas no referido ano base; o presente auto de infração, glosa os valores de R$ 6.000,00 (seis mil reais)referente aos serviços prestados por Antônio Roberto Bozola e de R$ 900,00 (novecentos reais)referente a Juliana Caroni Bozola, os presentes gastos, referese aos serviços prestados de cirurgia de correção do próprio Fl. 97DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13826.000248/200611 Acórdão n.º 2802002.399 S2TE02 Fl. 597 3 contribuinte, em razão de acidente sofrido pelo mesmo. Foram efetuados os pagamentos através dos Cheques n° 850217 e 850218 ag 17299 c/c 5.1803 Banco do Brasil no valor de R$ 1.310,00 cada um e cheque n° 850220 no valor de R$ 4.250,00, totalizando R$6.870,00 quanto à glosa de R$ 15.000,00 de Claudia Maria Pipolo, pela não comprovação do desembolso dos recursos para satisfação dos pagamentos, não há na legislação brasileira, a obrigatoriedade do contribuinte fiscal efetuar suas transações comerciais efetivamente através de documentos bancários, e os pagamentos, desde que comprovados pela sua viabilidade financeira, podem ser quitados em dinheiro. Independente de sua receita ser recebida em cheque ou dinheiro pode muito bem o contribuinte fazer o desconto do cheque, para o recebimento da quantia em dinheiro, ao invés de efetuar diretamente o deposito em conta corrente. Ou ainda efetuarsaque para custear suas despesas mensais; transcreve o art. 11 da Lei n° 8.383/91 para mostrar que todos os recibos apresentados encontramse em conformidade com os requisitos do diploma legal citado. E ainda, a beneficiária do serviço confirma a prestação dos mesmos, como também os seus devidos recebimentos; cita Acórdão n° 10613089 e n° 10615321 da 6a Câmara e Acórdão n° 10247484 e n° 10246356 da 2a Câmara do Conselho de Contribuintes para justificar a sua tese; •conclui que está caracterizado a idoneidade e veracidade dos serviços prestados 1 de psicologia è os efetivos recebimentos dos serviços prestados, firmando assim, como legal as referidas deduções;\ •são estes, em síntese, os pontos de discordância apontados nesta Impugnação: a glosa dos valores R$ 6.900,00 referente a Antonio C. Bozola e Juliana C. Bozola, foram efetuados os pagamentos através dos Cheques n° 850217 e 850218 ag. 17299 c/c 5.1803 Banco do Brasil no valor de R$ 1.310,00 cada um e cheque n° 850220 no valor de R$ 4.250,00, totalizando R$ 6.870,00; a glosa do .valor R$ 15.000,00 referente a Claudia Maria Pipolo, não pode prosperar, pelo fato dos rendimentos recebido durante o ano de 2002, mais o saldo de 31/12/2001 fica comprovado pelo contribuinte os dispêndios com as despesas médicas. Além dos requisitos legais, os recibos e os serviços foram comprovados pela beneficiária pela declaração em anexo; provado pelo contribuinte a idoneidade e veracidades dos serviços de despesas médicas, referente ao de Antonio C Bozola e Juliana C Bozola, no valor de R$ 6.900,00 e como também, referente aos valores de Claudia Maria Pipolo, com a própria anuência da prestadora quanto a veracidade e idoneidade dos serviços e dos presentes recebimentos, demonstrada a insubsistência e improcedência total do lançamento, requer que seja acolhida a presente IMPUGNAÇÃO, para o só fim de anular o Auto de Infração, tomando insubsistente a exigência fiscal do crédito tributário. Restabelecendo as deduções no valor de R$ 21.900,00 O acórdão de primeira instância tem a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICAIRPF Fl. 98DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Exercício: 2003 DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO PARCIAL. A comprovação por documentação hábil e idônea de parte dos valores informados a título de dedução de despesas médicas, na Declaração do IRPF, importa o restabelecimento dás despesas até o valor comprovado. ÔNUS DA PROVA E lícito ao fisco exigir a comprovação e justificação das despesas médicas pleiteadas na declaração de ajuste, inclusive o efetivo pagamento das mesmas, cabendo o ônus da prova ao contribuinte. Lançamento Procedente em Parte Nas razões de Voluntário (fls.106/131), o recorrente contesta os fundamentos contidos no acórdão vergastado, alegando que passou por uma cirurgia de correção, em virtude de um acidente sofrido , sendo desta cirurgia os seguintes valores: R$1.750,00 (Hum mil e setecentos e cinquenta reais) serviços prestados por Antonio Roberto Bozola; R$900,00 (novecentos reais) Juliana Caroni Bozola. Foram efetuados os pagamentos através dos Cheques n° 850217 e 850218 ag. 17299 c/c 5.1803 Banco do Brasil no valor de R$1.310,00 cada um e cheque n° 850220 no valor de R$4.250,00, totalizando R$6.870,00. Observa que na legislação não há impedimento para o pagamento em espécie.Assegura que todos os recibos, apresentados, encontramse em conformidade com os requisitos do diploma legal (Art.80 parágrafo 2°, III, Lei 9.250/95). A prestadora do serviço firma, por termo declaração indicando os pacientes e ainda faz o detalhamento dos serviços prestados, como também, firma os seus devidos recebimentos. Era o essencial a ser relatado. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Em primeira instância foi acatado a título de despesas médicas o valor de R$4.250,00. Destarte, o litígio trata de comprovação de despesas médicas no valor de RS 17.679,18, em que a autoridade fiscal fundamenta a autuação na falta de comprovação do efetivo dispêndio. Em primeira instância o lançamento foi parcialmente mantido sob o fundamento de que: da análise dos documentos acostados aos autos, às folhas 12/42, verificase que apenas a cópia do cheque de R$ 4.250,00 de fls 12/13, emitido nominalmente para Antônio Roberto Bozola, atende à fiscalização, conforme descrição dos fatos e enquadramento legal às fls. 06/07. Passo ao cerne do litígio: a comprovação da efetividade do pagamento e da prestação dos serviços. Em casos desta natureza, importante ressaltar que extensa discussão se trava no âmbito deste CARF, com relação aos documentos necessários para se comprovar as despesas médicas. Enquanto alguns defendem que o simples recibo faz prova em favor do Fl. 99DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13826.000248/200611 Acórdão n.º 2802002.399 S2TE02 Fl. 598 5 contribuinte, outros entendem que, havendo dúvidas na efetividade da prestação do serviço, ou em seu pagamento, pode o Fisco exigir provas complementares. Entretanto, tenho me manifestado reiteradamente que a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço. Assim, a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. No presente caso tomo como ponto de partida a imputação feita no lançamento, e nela não vejo apontamento algum de indícios em desfavor dos documentos apresentados pelo recorrente, logo não há nos autos elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas. É certo que o artigo 73 do RIR/99 estabelece em seu caput que “todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora”. Todavia, segundo entendo, não contém o RIR/99 ou outro diploma legal qualquer permissivo genérico para a exigência dos comprovantes de efetivo desembolso, independentemente de fundamentação. Não havendo prova em desfavor dos recibos, ainda que por meio de um conjunto forte de indícios e enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujos valores superam eventual perda arrecadatória. Entretanto, para fazer jus a deduções na Declaração de Ajuste Anual, tornase indispensável que o contribuinte observe todos os requisitos legais, sob pena de ter os valores pleiteados glosados. Afinal, todas as deduções, inclusive as despesas médicas, por dizerem respeito à base de cálculo do imposto, estão sob reserva de lei em sentido formal, por força do disposto na Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), art. 97, inciso IV. As despesas em litígio somam RS 17.679,18, e são assim discriminadas: 1. Claudia Maria Pipolo, no valor de R$15.000,00 (recibos de fls.18/41,c/c declaração de fls. 42) 2. Antonio C. Bozola, no valor de R$1.750,00 3. Juliana C. Bozola, no valor de R$ 900,00 4. Unimed no valor de R$29,18; Assim, cotejando a imputação constante da Notificação de Lançamento, a impugnação, a peça recursal e os documentos trazidos aos autos, especificamente o recibo de fls. 18/41,c/c declaração de fls. 42, referente aos serviços prestados por Claudia Maria Pipolo ,no valor total de RS 15.000,00, considerase que não há nos autos elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas. Entretanto, quanto aos pagamentos relativos a 1) Antonio C. Bozola, no valor de R$1.750,00, 2) Juliana C. Bozola, no valor de R$ 900,00 conforme consta no acórdão de primeira instância as cópias dos cheques de fls. 14 e 16, cujo valor é de R$ 1.310,00 cada um, Fl. 100DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 além de tratarse do mesmo documento, cópia de cheque n° 8502188, foi emitido nominalmente a Sônia Maria C. Bozola, que não está relacionada como prestadora de serviços médicos. Diante do exposto, DOU PROVIMENTO EM PARTE , ao recurso voluntário para restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de RS 15.000,00 (quinze mil, reais). (assinado digitalmente) Dayse Fernandes LeiteRelatora Fl. 101DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10120.001745/2008-49
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jul 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DEDUÇÃO DE PAGAMENTOS DE PENSÃO ALIMENTÍCIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO IDÔNEA DE EFETIVO DESEMBOLSO.
Comprovada a condição de alimentandos em razão de sentença judicial, mas ausente a prova de efetivo desembolso dos valores correspondentes à pensão alimentícia, é de manter-se a glosa respectiva.
Recurso improvido.
Numero da decisão: 2802-001.707
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. Vencido(s) o(s) Conselheiro(s) Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros quedavam provimento.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos André Ribas de Mello - Relator.
EDITADO EM: 17/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández.
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DEDUÇÃO DE PAGAMENTOS DE PENSÃO ALIMENTÍCIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO IDÔNEA DE EFETIVO DESEMBOLSO. Comprovada a condição de alimentandos em razão de sentença judicial, mas ausente a prova de efetivo desembolso dos valores correspondentes à pensão alimentícia, é de manter-se a glosa respectiva. Recurso improvido.
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DEDUÇÃO DE PAGAMENTOS DE PENSÃO ALIMENTÍCIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO IDÔNEA DE EFETIVO DESEMBOLSO. Comprovada a condição de alimentandos em razão de sentença judicial, mas ausente a prova de efetivo desembolso dos valores correspondentes à pensão alimentícia, é de manterse a glosa respectiva. Recurso improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. Vencido(s) o(s) Conselheiro(s) Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros quedavam provimento. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 17/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 17 45 /2 00 8- 49 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 26/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 07/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Relatório Contra o contribuinte foi emitida Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF (fls. 22/24), referente ao exercício 2005, anocalendário 2004, em razão da seguinte suposta infração: Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial. Glosa de R$ 21.000,00, por falta de comprovação. Regularmente intimado, o contribuinte não atendeu ‘a intimação. O contribuinte apresenta impugnação (fl 01), na qual em síntese expõe os motivos de fato e de direito que se seguem: A decisão judicial que estabelece a pensão alimentícia de sua três filhas, residentes em Innsbruck, Áustria, foi proferida pela Justiça Austríaca e estabelece o valor de aproximadamente 800 Euros para as três. A petição de homologação da Sentença Estrangeira já está tramitando no STJ. É sabido que não há analise de mérito por aquela Corte, mas somente a verificação do cumprimento das formalidades legais. Em breve, o STJ fará expedir a Carta de Sentença para que produza efeito no Brasil a decisão judicial, com efeito ex tunc, portanto, torna caduco o fato descrito na notificação. Caso a Delegacia da Receita Federal não reconheça a legalidade da dedução, fato que o levaria a recorrer ao Judiciário, seria razoável que o imposto devido e o valor da multa aplicada fosse recalculados, mediante contabilização dos gastos com suas filhas menores, passiveis de dedução, que não foram incluídas nas Declarações apresentadas. Solicita à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento que proceda à impugnação da Notificação ou que suspenda o julgamento e conceda um prazo para apresentação da decisão judicial reconhecida pela Justiça brasileira. Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/BSB, em sessão realizada no dia 30/03/2011, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, aos fundamentos de que somente quando homologada pelo Poder Judiciário brasileiro pode a sentença proferida no estrangeiro produzir efeitos no Brasil. Embora já se encontre nos autos a sentença brasileira transitada em julgado, a mesma foi trazida aos autos intempestivamente, pois, nos termos da legislação em vigor, o oportunidade para apresentação do referido documento se deu no momento da impugnação, não se podendo por este motivo conhecerse do documento em questão; não apresenta provas de efetivo pagamento dos valores, nem apresentou prova de relação de dependência. Cientificado da supramencionada decisão, conforme fl.8283, o contribuinte, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário a fl. 84, atacando a decisão exarada pela DRJ,aos fundamentos de que não poderia ter apresentado a sentença homologatória da Justiça brasileira por ocasião da impugnação, pois naquele momento, tal sentença ainda não fora proferida; a sentença homologatória tem efeitos retroativos à data do proferimento da sentença estrangeira, alcançando o anocalendário de que trata a DIRPF ora em questionamento; invoca os princípios da verdade real e da boafé, em seu auxílio; apresenta documentos comprobatórios da emissão de ordens de pagamento para o exterior em favor das alimentandas. É o relatório. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 26/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 07/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.001745/200849 Acórdão n.º 2802001.707 S2TE02 Fl. 93 3 Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, no particular em que impugna a exigência concernente às glosas de dedução de pagamentos de pensões alimentícias. Em homenagem ao princípio do formalismo moderado, conheço dos documentos apresentados em fase recursal, nos termos da jurisprudência reiterada desta Turma. Tratase de sentença estrangeira de divórcio, proferida na Áustria, e homologada pela Justiça brasileira, conforme prova de fls.2629, qual seja, a carta de sentença expedida pelo STJ, de que consta expressamente que a sentença estrangeira transitou em julgado em 11/02/2000. Da tradução juramentada da sentença se extrai o trecho em que fica convencionado o pagamento de pensão alimentícia a cada uma das três filhas do casal, ali indicadas (fl.14) bem como que sua guarda está entregue à mãe, Clarissa Rios. Os documentos de fls.86 e ss. comprovariam de forma idônea transferências no valor total de R$ 22.600,00 à exesposa e guardiã das filhas acima mencionadas, se dos mesmos constasse a autenticação mecânica do banco ou assinatura de pessoa autorizada, o que não ocorre, estando em branco ao pé do documento o campo respectivo. Seria facultado ao contribuinte a produção de outras provas complementares, como extratos bancários, que, em conjunto com os documentos apresentados, poderia demonstrar a efetiva transferência dos valores, mas não exibe o contribuinte quaisquer outros documentos. Isto posto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 26/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 07/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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Numero do processo: 19515.000307/2004-71
Data da sessão: Thu May 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CSLL — COMPENSAÇÃO DE BASES NEGATIVAS — INCORPORAÇÃO Somente com a edição da MP 1.858- 6, de 1999, 6 que houve a vedação expressa para que a sociedade sucessora por incorporação, fusão ou cisão, compensasse a base de cálculo negativa da Contribuição Social gerada a partir de janeiro de 1992.
Numero da decisão: 1102-000.200
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros João Otávio Oppermann Thomé e José Sergio Gomes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: João Carlos de Lima Junior
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Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros João Otávio Oppermann Thomé e José Sergio Gomes, nos termos do relatório e voto que integram .o presente julgado, Editado em: 5 v 2 O il Puocesso n. 19515.000307/2004-71 SI-C112 Acórdão n. 1102-00.200 FL 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente da Turma), José Sérgio Gomes (Suplente convocado), João Otavio Opperman 'horrid, João Carlos de Lima Junior (Vice-Presidente), Manoel Mota Fonseca (Suplente convocado) e Silvana Rescigno Guerra Barreto, Relatório Trata-se de Auto de Infração lavrado em razão de glosa de compensação de base de cálculo negativa de periodos anteriores, que constituiu crédito tributário referente Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL (fls. 182/183), cujo montante é de R$ 1,200,934,20 (um milhão, duzentos mil, novecentos e trinta e quatro reais e vinte centavos), já incluidps os acréscimos legais . De acordo com o Termo de Verificação Fiscal (fls. 179), a autuação decorreu de compensação feita pela autuada, que se utilizou de base negativa de CSLL originária de empresa incorporada em 30/11/1998, qual seja, Sita Brasil Ltda, CNPJ 01,959.500/0001-18, no valor de R$ 5,597,195,25 (cinco milhões, quinhentos e noventa e sete mil, cento e noventa e cinco reais e vinte e cinco centavos). Segundo entendimento da Receita Federal, tal procedimento é vedado de acordo com a combinação constante do artigo 33, caput, do Decreto-Lei n° 2341/87, que prevê que a pessoa jurídica sucessora por incorporação, fusão ou cisão não poderá compensar prejuízos fiscais da sucedida, cominado com o artigo 57 da Lei 8.981/95, o qual determina ser aplicável à Contribuição Social sobre o Lucro as mesmas normas de apuração e pagamento aplicadas ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas. Em complementação à autuação, a autoridade fiscal intimou a autuada a retificar a escrituração do Livro de Apuração do Lucro Real — LALUR para conciliar os valores escriturados no referido livro corn as alterações decorrentes da lavratura do auto de infração. Cientificada do lançamento em 03/03/2004 (fls. 185), a autuada apresentou impugnação (fls 188/195) requerendo o cancelamento do auto de infração, alegando que as disposições do artigo 33 do Decreto-Lei 2.341/87 e do art. 57 da Lei re 8.981/95 não se aplicam à compensação da base negativa da CSLL. Em seguida, alega que a vedação para utilização de base de cálculo negativa de empresa sucedia por empresa sucessora somente pode ser aplicada a partir de 01/10/1999, com o advento da Medida Provisória 1.858/99, art. 20, hoje reescrito na Medida Provisória 2,158-35/01, art. 22. Asseverou que, em 1998, ano da incorporação da empresa Sita Brasil Ltda., não havia impedimento legal para que a sucessora por incorporação, fusão ou cisão compensasse a base de cálculo negativa da CSLL de empresa sucedida. Por fim, diz que o LALUR não é o livro a ser utilizado para os registros de controle da base negativa da CSLL e sim para apuração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, conforme expressamente previsto no artigo 262 do RIR199. 2 Processo n 19515 000307/2004-71 S1-C1T2 Acórchlo n 1102-00.200 Fl. 3 A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo (DR,I/SPO 1) julgou o lançamento procedente sob o fundamento de que o mesmo raciocínio aplicado no caso do 1RPJ aplica-se à Contribuição Social, ou seja, há a aplicação do artigo 3.3 do Decreto-Lei 2.341/87, e o artigo 20 da Medida Provisória L858/99, reescrito no artigo 22 da Medida Provisória 2,158-35/01, veio tão somente para tornar expressa urna proibição que anteriormente era decorrente de urna interpretação sistemática da legislação tributária, ou seja, entendeu a DIU que a Medida Provisória tern caráter exclusivamente interpretativo. Corn relação A aplicação do artigo 57 da Lei 8.981/95, a DIU entende que na realidade o mesmo urge da interpretação sistemática do texto legal, urna vez que para a CSLL aplicam-se as mesmas normas de apuração do IRPJ, não vislumbrando ofensa ao principio da legalidade. Intimado da decisão proferida pela DIU em 22/04/2008 (fls. 240), o contribuinte apresentou tempestivamente, em 21/05/2008, recurso voluntário (fls. 241/250). No bojo do recurso, a Recorrente alega que à época da apuração da CSLL, ora objeto da infração, não havia qualquer restrição legal ao aproveitamento das bases negativas de empresas incorporadas e, que o entendimento da DRJ ao "tornar por empréstimo" norma referente ao imposto renda e, por conseguinte, aplicá-la a CSLL, é incompatível corn o princípio da legalidade bem corno o uso de analogia para exigência de tributo é proibido . Em seguida, alega que somente após a edição da Medida Provisória 1 .858/99 é que surgiu o impedimento legal A. compensação pela sucessora de bases de cálculos negativas da CSLL geradas pela sucedida. o relatório. 3 Processo rt° 19515.000307/2004-71 S1-C1T2 Acórrilio n* 1102-00.200 Fl 4 Voto Considerando a tempestividade do presente recurso, dele tomo conhecimento. Diante das alegações da Recorrente de que a época da compensação não havia impedimento legal para Recorrente aproveitar-se da base negativa de empresa incorporada e que o impedimento só veio com o advento da Medida Provisória 1,858/99, faço as seguintes considerações. 0 artigo 33 do Decreto-Lei 2341/87 dispõe que a pessoa jurídica sucessora por incorporação, fusão ou cisão não poderá compensar, no lucro real de períodos de apuração posteriores ao evento, prejuízos fiscais da sucedida. No caso de cisão parcial, a pessoa jurídica cindida poderá compensar os seus próprios prejuízos, proporcionalmente a parcela remanescente do patrimônio liquido . Tal dispositivo legal faz referência tão somente à impossibilidade de compensação de prejuízos fiscais relativos ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, A compensação da base de cálculo negativa da CSLL passou a ser permitida a partir de 01/01/1992, com a edição da Lei n° 8383/91, que ern seu artigo 44 parágrafo único dispunha: "Art 44. Aplicam-se à contribuição social sobre o lucro (Lei n,' 7689, de 1988) e ao imposto incidente na fonte sabre o lucro liquido (Lei n° 7.713, de 1988, art 35)as mesmas normas de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas. Parágrafo único — Tratando-se da base de cálculo contribuição social (Lei n° 7 689, de 1988) e quando ela resultar negativa em um mês, esse valor, corrigido monetariamente, poderá ser deduzido da base de cálculo de més subseqüente, no caso de pessodjuridica tributada com base no lucro real." ('Revociado pela Lei no 8.981, de 20.1.95) Ou seja, o "caput" do artigo acima colacionado faz referencia à adoção de normas de pagamento estabelecidas para o IRPJ também para a CSLL, não se confundindo sr; 4 Processo nu 19515 000307/2004-71 SI-C1T2 Acórd'io n 1102-00.200 Fl 5 corn as normas de aplicabilidade de prejuízos fiscais, O parágrafo único, por sua vez, introduziu possibilidade de compensação da base negativa da CSLL. Doravante, corn o advento da Lei 8.981/95, por faro do artigo 57, as mesmas regras de apuração e pagamento do IRPJ passaram a ser aplicadas à CSLL. Ainda, a mesma lei em seu artigo 58 e, conforme o artigo 16 da Lei 9,065/95, estabeleceu limite de 30% para a compensação da base de cálculo negativa da CSLL acumulada de períodos anteriores . Como vemos, o artigo 57 da Lei 8,981/95 imputou à CSLL as mesmas regras de apuração e pagamento, não mencionando nada com relação à compensação da base negativa da CSLL. A disposição que vedou expressamente a compensação da base negativa da CSLL só se deu com o artigo 20 da Medida Provisória IV 1,858-6, de 29 de junho de 1999, atualmente regulada pelo art, 22 da MP n° 2.158-35/01, que estendeu A base de cálculo negativa da CSLL as disposições dos artigos 32 e .3.3 do Decreto-lei n° 2,341/87, conforme se constata dos trechos abaixo transcritos: "Art .20 Aplica -se á base de cálculo negativa da CAL o disposto nos arts, 32 e 33 do Decreto-Lei if 2.341, de 29 de junho de 1987." Decreto — lei ri° 2341/87: "Art_ 32_ A pessoa jurídica não poderá compensar seus próprios prejuízos fiscais, se entre a data da apuração e da compensação houver ocorrido, cumulativamente, modificaçao de seu controle societário e do ramo de atividade. Art 33_ A pessoa jurídica .SUCCSSOrt7 por incorporação, fusão ou cisão não poderá compensar prejuízos fiscais da sucedida. Parágrafo único. No caso de cisão parcial, a pessoa jurídica cindida poderá compensar os seus próprios prejuízos, proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio liquido. " Assim, constata-se que somente após o advento da MP 1.858-6/99 é que houve vedação expressa 5 possibilidade de compensação da base de cálculo negativa da CSLL da sucedida pela sucessora. Diante do exposto, dou provimento ao recurso voluntário da Recorrente para cancelar o lançamento em andlise, como voto. Processo 19515.00030'7/2004-71 Si-C112 Aenrdao n 1102-00,200 FL 6 No presente caso, como a incorporação se deu em 30/11/1998 e a compensação da base de cálculo negativa da CSLL da sucedida pela sucessora refere-se ao ano base de 1998, declarado na Declaração de Imposto de Renda do exercício de 1999, não merece prosperar a glosa efetuada . No mesmo sentido, as decisões prolatadas por este E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais rezam: "CSLL COMPENSACAO DE BASES NEGATIVAS DE SOCIEDADE INCORPORADA — Até o advento da Medida Provisória n° 1 858-6, de 1999, inexistia qualquer impedimento legal para que a sociedade sucessora pot incorporação, fusão ou cisão pudesse compensar a base de cálculo negativa da Contribuição Social apurada pela sucedida a partir de janeiro de 1992, não procedendo a glosa da compensação efetuada naquele sentido" (Ac. n°101-95.661, de 27/07/2006). "CSLL COMPENSACJO DA BASE NEGATIVA. CISJO PARCIAL Até o advento do artigo 20 da Medida Provisória n° L858-6, de 1999, a legislação vigente não estabelecia qualquer limitação para que a sociedade sucessora por incorporação, fusão ou cisão pudesse compensar a base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido apurada pela sucedida a partir de janeiro de 1992.." (Ac. n° 101-93.912, de 21/08/2002). "CSLL - A proibição constante no art. 22 da MP n°2 158-35/01, que dispõe que se aplica 41. base de cálculo negativa da CSLL o disposto nos arts 32 e 33 do Decreto-lei 11' 2.341/87, só tem inciddncia partir de 01-10-99 " (Ac, no CSFR/01-04 448, de 25/02/2003).
score : 1.0
Numero do processo: 10280.001388/2005-33
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003
CONSTITUCIONALIDADE - PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO
São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do decreto-lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
DECADÊNCIA DO TRIBUTO
Matéria de ordem pública deve ser analisada a qualquer tempo do processo administrativo fiscal.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3801-000.406
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir os períodos anteriores a abril de 2000, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Magda Cotta Cardozo, Flávio de Castro Pontes, Arno Jerke Júnior, Paulo Rogério Celani, Masria Adelaide Carreiro Gonçalves de Aquino. Ausente justificadamente Andréia Dantas Lacerda Moneta.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Relator
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DECADÊNCIA DO TRIBUTO Matéria de ordem pública deve ser analisada a qualquer tempo do processo administrativo fiscal. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir os períodos anteriores a abril de 2000, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Magda Cotta Cardozo, Flávio de Castro Pontes, Arno Jerke Júnior, Paulo Rogério Celani, Masria Adelaide Carreiro Gonçalves de Aquino. Ausente justificadamente Andréia Dantas Lacerda Moneta. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 13 88 /2 00 5- 33 Fl. 382DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10280.001388/200533 Acórdão n.º 3801000.406 S3TE01 Fl. 11 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão n° 5.167, de 27 de outubro de 2005, da 1ª. Turma da DRJ/BEL, referente ao processo administrativo n° 10280.001388/200533, em que foi julgada improcedente a impugnação apresentada, sendo considerado procedente o auto de lançamento. Tratase de lançamento de Contribuição para o Programa de Interação Social (PIS), referente aos anos de 1999 a 2003, no valor consolidado de R$7.600,79, com imposição de multa de ofício de 75%. A autuação é decorrente da diferença apurada entre o valor de receita escriturado no livro Registro de Apuração de ICMS e o valor declarado em Declaração de Créditos e Débitos Tributários Federais (DCTF), no curso dos anos de 1999 a 2003. Em 14.04.2005, a empresa foi cientificado do lançamento (fl. 153) e , em 16.05.2005, apresentou impugnação de fls. 154 a 158, pela qual aduz, em síntese: Como preliminar, que o lançamento é nulo em razão do cerceamento de defesa resultada da falta de menção do enquadramento legal sobre a atualização monetária e as penalidades aplicáveis; Quanto ao mérito, que o art. 3°, parágrafo único, da Lei n° 9.715, de 25.11.1998, e os arts. 2° e 3° da Lei n° 9.718, de 27.11.1998, determinam a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS, o que implicou a apuração de diferença a pagar que de fato não existe; Que os fatos geradores ocorridos em 1999 foram atingidos pela decadência. É o relatório. Entendeu a DRJ/BEL por conhecer a impugnação apresentada, por ser tempestiva e atender os demais pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235, de 06.03.1972. Quanto a preliminar de nulidade, esta foi rechaçada pela DRJ/BEL, por entender que “pela simples leitura do auto de infração verificase, às fls. 148 e 149, que a fiscalização apontou corretamente enquadramento legal quanto à multa de ofício e os juros de mora.”. Portanto entendeu a DRJ/BEL que “não há, portanto, o que se falar em cerceamento ao direito de defesa da impugnante e, por conseqüência, inexiste nulidade do lançamento”. Fl. 383DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10280.001388/200533 Acórdão n.º 3801000.406 S3TE01 Fl. 12 3 Quanto ao mérito, entendeu a DRJ/BEL em seu julgamento, que deve ser afastada a alegação de decadência, “isso porque, quanto ao PIS, a Lei n° 8.212, de 24.7.1991, estabelece prazo decadencial específico, conforme o disposto em seu art. 45: O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados: I – do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; (...)”. Por esta razão, a DRJ/BEL afastou a decadência por entender que o lançamento de PIS, por se tratar de contribuição regida pela Lei n° 8.212, possui prazo decadencial de 10 anos, o que implicaria a validade da formalização do crédito tributário em questão. Por fim, sobre a alegada dedutibilidade do ICMS da base de cálculo do PIS, entendeu a DRJ/BEL que tal argumento não procede. Para a referida DRJ, “a exclusão prevista pelo parágrafo único do art. 3° da Lei 9.715/98 referese unicamente ao ICMS retido pelo vendedor de bens na condição de substituto tributário”. E prosseguiu seu voto dizendo que “não consta dos autos a notícia de que, dentro da receita bruta de vendas da impugnante registrada no livro de Registro de Apuração de ICMS, esteja incluído o valor de ICMS retido na condição de substituto tributário”. Deste modo, entendeu a DRJ/BEL por considerar procedente o lançamento. A contribuinte apresentou Recurso Voluntário, a fls. 176179, dizendo primeiramente conformada quanto a preliminar de cerceamento ao direito de defesa, por entender que “o enquadramento de fato está exposto na penúltima página das (17 fls.) que compõe o auto de infração”. Quanto ao mérito, manteve a contribuinte os mesmos argumentos trazidos na impugnação, alegando que deve ocorrer a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS. É o sucinto relatório. Fl. 384DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10280.001388/200533 Acórdão n.º 3801000.406 S3TE01 Fl. 13 4 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Tanto na impugnação apresentada, como no recurso voluntário interposto, a contribuinte manteve o argumento de que deveria ser excluído o ICMS da base de cálculo do PIS. “Adotar procedimento contrário, seira (sic) contrariar disposição do Artigo 150, Inciso II da Constituição Federal, a que nos referimos anteriormente, uma atitude ilegal, injusta e discriminatória, pura e simplesmente por que esta empresa adota regras que unilateralmente lhes foi imposta pelo Estado do Pará.” Portanto, pretendendo a contribuinte a inconstitucionalidade de lei tributária, necessário que seja aplicada ao caso a Súmula n° 2 do CARF, que assim dispõe: SÚMULA Nº 2 do CARF: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por se tratar de matéria constitucional, não sendo competência deste Conselho, encaminho voto por negar provimento ao mérito do recurso. Por outro lado, apesar de não estar requerido no Recuso Voluntário, e tão somente na impugnação, necessário que seja analisada a decadência do tributo, em razão desta ser matéria de ordem pública. O artigo 45 da Lei 8.212/91 estabelecia o prazo decadencial de 10 (dez) anos para a constituição de créditos destinados a seguridade social, tais como PIS, COFINS, CSLL e contribuição previdenciária. Entretanto foi editada a Súmula Vinculante nº 8 pelo Supremo Tribunal Federal, que declarou a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei 8.212/91. Assim restou o texto da Súmula: STF Súmula Vinculante nº 8 Sessão Plenária de 12/06/2008 DJe nº 112/2008, p. 1, em 20/6/2008 DO de 20/6/2008, p. 1 Constitucionalidade Prescrição e Decadência de Crédito Tributário São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do decreto lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Fl. 385DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10280.001388/200533 Acórdão n.º 3801000.406 S3TE01 Fl. 14 5 Após, a Lei Complementar 128, publicada em 19/12/2008, revogou expressamente o artigo 45 da Lei 8.212/91, consolidando, assim, o prazo decadencial estabelecido pelo Código Tributário Nacional, que é de 5 (cinco) anos, vejamos: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Portanto, tendo a contribuinte sido cientificada somente em 15.04.2005 e sendo objeto deste lançamento o período de 07/1999 a 12/2003, verificase que está acobertado pelo instituto da decadência o período anterior a abril/2000. Há, portanto, decadência nos seguintes lançamentos: 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 29/02/2000 e 31/03/2000. Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Voluntário, para excluir os períodos anteriores a abril de 2000. É assim que voto. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator Fl. 386DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 11/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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Numero do processo: 13556.000125/2003-56
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2001
EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO NO CAPITAL DE OUTRA EMPRESA.
Não pode optar pelo Simples da pessoa jurídica cujo sócio participa com mais de 10% do capital de outra empresa e a receita bruta global supere o limite legal vigente no Ano-calendário.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.040
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira e Beatriz Veríssimo de Sena.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2001 EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO NO CAPITAL DE OUTRA EMPRESA. Não pode optar pelo Simples da pessoa jurídica cujo sócio participa com mais de 10% do capital de outra empresa e a receita bruta global supere o limite legal vigente no Ano-calendário. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-07-13T13:30:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-07-13T13:30:34Z; Last-Modified: 2010-07-13T13:30:34Z; dcterms:modified: 2010-07-13T13:30:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:0ede36d4-219c-4941-ad03-2a817cf8f789; Last-Save-Date: 2010-07-13T13:30:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-07-13T13:30:34Z; meta:save-date: 2010-07-13T13:30:34Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-07-13T13:30:34Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-07-13T13:30:34Z; created: 2010-07-13T13:30:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-07-13T13:30:34Z; pdf:charsPerPage: 1081; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-07-13T13:30:34Z | Conteúdo => S3-C1T2 Fl. 46 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13556.000125/2003-56 Recurso n° 138.855 Voluntário Acórdão n° 3102-00.040 — 1" Câmara / 2 a Turma Ordinária Sessão de 25 de março de 2009 Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Recorrente DOURADO & MACHADO LTDA. Recorrida DRJ-SALVADOR/BA ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2001 EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO NO CAPITAL DE OUTRA EMPRESA. Não pode optar pelo Simples da pessoa jurídica cujo sócio participa com mais de 10% do capital de outra empresa e a receita bruta global supere o limite legal vigente no Ano-calendário. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira e Beatriz Veríssimo de Sena. M' cia elena Trajano Damorim - Presidente líitst I 6' a Rosa - Relator EDITADO EM: 10/05/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim, Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Ausente justificadamente a Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância que passo a transcrever. Trata-se de manifestação de inconformidade da pessoa jurídica (PJ) identificada nos autos, devido a exclusão do SIMPLES, mediante o Ato Declaratório Executivo (ADE) DRF/VCA n° 414.964, de 07/08/2003, a partir de 01/01/2002, pois sócio ou titular participava de outra empresa com mais de 10% do capital social e a receita bruta global no ano-calendário de 2001 ultrapassou o limite legal de R$ 1.200.000,00 (tl. 07). O sócio é o contribuinte Sebastião Moura Machado, CPF n° 125.196.265-34, e as outras empresas de que participava são: Distribuidora Guanambiense de Refrigerantes Ltda, CNPJ n° 14.760.029/0001-86; e SM-Comércio de Bebidas, CNPJ n° 16.495.558/0001-25 (fls. 24/27). Ciente do ADE (fl. 33), a interessada interpôs manifestação de inconformidade (fls. 04/06), alegando, em resumo, que a exclusão de ofício é improcedente, uma vez que o sócio Sebastião Moura Machado possui apenas 10% (dez por cento) do capital subscrito e integralizado da requerente, não infringindo, portanto, o disposto na Lei n° 9.317, de 1996, razão pela qual requer a sua manutenção no Simples. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetiza sua decisão na ementa correspondente. Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2001 EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO NO CAPITAL DE OUTRA EMPRESA. Procede a exclusão do Simples da pessoa jurídica que tenha sócio que participe com mais de 10% do capital de outra empresa e a receita bruta global supere o limite legal vigente no Ano-calendário. O conceito de receita global é a soma da receita bruta auferida pelo conjunto de empresas em que o sócio participe do capital social. 2 Processo n° 13556.000125/2003-56 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.040 Fl. 47 É o relatório. _ Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa, Relator O recurso é tempestivo. Trata-se de matéria de competência deste Terceiro Conselho. Dele tomo conhecimento. O recurso fundamenta-se, em apertada síntese, na alegação de boa-fé e, objetivamente, no fato de que o sócio possuiria 10% do capital de outra pessoa jurídica, ao passo que a vedação refere-se ao sócio que possua mais do que 10%. "A defesa "ab initio" vem esmerando no sentido de dizer ao ínclitos Julgadores que o referido sócio participa do capital de outra pessoa jurídica no percentual de 10% (dez por cento), enquanto que a lei menciona mais de 10% (dez por cento), como condição para a exclusão do Simples, portanto, não é a hipótese aqui discutida". Advoga também: _ "Se a discussão for pela seara das empresas do conjunto, melhor sorte não terá, posto que, as outras empresas não são optantes do Simples, apenas a Recorrente o é, por esse caminho, também, não ocorreu a desobediência ao limite de receita epigrafado". A recorrente não faz prova de nenhuma de suas alegações. Às folhas 24 a 27 do processo encontram-se extratos de consulta aos Sistemas Informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil, informando participação societária do Sr. Sebastião Meira Machado no percentual de 50% do capital de duas empresas. Só pude identificar participação de 10% no capital social em relação à própria empresa excluída, conforme contrato social trazido aos autos. Isso, contudo, não tem qualquer efeito no caso presente, em vista do que dispõe a legislação. Art. 90 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: IX - cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do art. 2'; Também não socorre ao contribuinte o fato de as demais empresas de cujo_ capital social participa não serem optantes pelo Sistema. Como visto acima, isso não é circunstância tratada pela nonna legal. it. Diante do exposto, VOTO POR NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. I '\ i f , /: it-e ., a lo Rosa k 1I ' \ 3,,,
score : 1.0
Numero do processo: 13227.000504/90-19
Data da sessão: Thu May 18 00:00:00 UTC 1995
Ementa: FINSOCIAL - FATURAMENTO - Tratando-se
de lançamento reflexivo, a decisão proferida no
processo matriz se projeta no julgamento do
processo decorrente recomendando o mesmo
tratamento, dada a íntima relação de causa e
efeito.
Numero da decisão: 102-29.905
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro
Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso
Nome do relator: Waldevan Alves de Oliveira
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ALVES & CIA. LTDA RECORRIDA . DRF - PORTO VELHO - RO FINSOCIAL - FATURAMENTO - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por S. ALVES & CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso Sala das Sessi-. --- - Mil - n 'o de 1995 _ --,----- ‘'"- - ãl—ct. ---------- C . •41 G v r 1 L1 't.,_00.--;-::,~ TéiS-P:"-- IVA - PRESIDENTE ,, ,iihtd ,,, WALDEVAN mi_,_r Ii OLIVEIRA - RELATOR IMP, • VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES • OCHA - PROCURADOR DA SESSÃO DE: fl ,,, FAZENDA NACIONAL L u 4 .i" 1 r—v- ,-3 -,1 1,,' '4 ‘i !1:,) Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: José Clóvis Alves, Maria Clélia de Andrade Figueiredo, Ursula Hansen, Júlio César Gomes da Silva e José Carlos Passuello. _ MINSTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02 PROCESSO N° 13227/000.504/90-19 RECURSO N° . 82 094 ACÓRDÃO N° 102-29.905 RECORRENTE S. ALVES & CIA. LTDA RELATÓRIO S. ALVES & CIA. LTDA., com sede na cidade de Cacoal, Estado de Rondônia, na guarda do prazo legal recorre a este Conselho do ato do titular da DRF em Porto Velho - Ro, que, indeferindo a sua impugnação, manteve lançamento ex- o ffi c i o em sua declaração de rendimentos apresentada para o exercício de 1988, ensejando a cobrança do Finsocial no valor correspondente a 419,23 BTNF, acrescido da multa de 50% e demais encargos legais. Iniciou-se o procedimento em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, culminando com a lavratura do auto de infração de fls. 10 do seguinte teor: "DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL - Contribuição do Fundo de Investimento Social - FINSOCIAL devida sobre a receita bruta, tal como definida no artigo 179 do RIR/80, aprovado pelo Decreto N° 85.450/80, recolhida com insuficiência no período fiscalizado. ANEXOS: Demonstrativos de cálculo do FINSOCIAL e dos acréscimos legais respectivos, que são partes integrantes deste Auto de Infração." Notificada do lançamento, a empresa apresentou impugnação tempestiva às fls. 14/20, representada por cópia da defesa apresentada no processo principal. A decisão da autoridade julgadora de primeira instância foi proferida às fls. 49/50, indeferindo a impugnação apresentada pela contribuinte, cujos fundamentos se acham sintetizados na seguinte ementa: MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 03 PROCESSO N° 13227/000.504/90-19 Acórdão N° 102-29.905 "CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE INVESTIMENTO SOCIAL - FINSOCIAL FATURAMENTO - LANÇAMENTO DE OFÍCIO - Em se tratando de lançamento decorrencial, aplica-se no julgamento do processo reflexivo a decisão lavrada no processo matriz, em razão da intima relação de causa e efeito entre eles. TRIBUTAÇÃO REFLEXA - AÇÃO FISCAL PROCEDENTE" Não se conformando com a decisão retro, a contribuinte interpôs recurso a este Conselho às fls. 52/58, cujas razões são lidas na integra em sessão. É o relatório /°1* MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 04 PROCESSO N° 13227/000.504/90-19 Acórdão N° 102-29,90.5 VOTO Conselheiro WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, Relator: A matéria submetida ao julgamento desta Câmara decorre de lançamento ex-officio levado a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, relativamente a imposto de renda, resultando daí o lançamento decorrente nos termos do auto de infração de fls. 10. Trata-se, portanto, de lançamento reflexivo, do conhecimento da recorrente, revelado em sua peça impugnatória e bem assim em seu recurso onde insiste na vinculação deste processo ao julgamento do processo principal. Ocorre, todavia, que o recurso interposto pela pessoa jurídica, a propósito do imposto de renda foi objeto de julgamento por esta Câmara, em sessão realizada em 05 de outubro de 1993, que, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar de nulidade e no mérito, negou- lhe provimento, conforme faz certo o Acórdão N° 102-28.573. Destarte, em se tratando de lançamento decorrente, a decisão proferida nos autos do processo principal se projeta neste processo reflexivo, recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito. Pelo exposto, nego provimento ao recurso Brasília - DF., 18,4 nnaio de 1995 WALDEVAN ittlh DE OLIVEIRA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11128.002323/2007-01
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 15/01/2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES OU CONTRADIÇÕES APONTADAS. DESPROVIMENTO.
Descabem embargos de declaração que, a pretexto de sanar omissões e contradições, destina-se à rediscussão do mérito da causa mediante a reapresentação dos argumentos aduzidos em sede recursal.
Numero da decisão: 3802-003.895
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração do contribuinte.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano DAmorim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano DAmorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Claudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/01/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES OU CONTRADIÇÕES APONTADAS. DESPROVIMENTO. Descabem embargos de declaração que, a pretexto de sanar omissões e contradições, destina-se à rediscussão do mérito da causa mediante a reapresentação dos argumentos aduzidos em sede recursal.
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ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/01/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES OU CONTRADIÇÕES APONTADAS. DESPROVIMENTO. Descabem embargos de declaração que, a pretexto de sanar omissões e contradições, destinase à rediscussão do mérito da causa mediante a reapresentação dos argumentos aduzidos em sede recursal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração do contribuinte. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano D’Amorim Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano D’Amorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Claudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório DSM PRODUTOS NUTRICIONAIS DO BRASIL LTDA. opôs os presentes Embargos de Declaração de decisão emanada por essa Turma Especial, em Acórdão ementado nos seguintes termos: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 23 23 /2 00 7- 01 Fl. 320DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2015 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 1/2015 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Assunto: Classificação de mercadorias Data do fato gerador: 15/01/2003 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. VITAMINA C REVESTIDA DE AMIDO E LACTOSE. A vitamina C revestida de amido e lactose classificase na posição NCM 3824.90.19, pois tratase de preparação constituída de Ácido Ascórbico, Amido e Lactose, na forma de grânulos. No caso em tela, foi negado provimento a Recurso Voluntário no qual o contribuinte arguiu que os produtos por ele importados – vitamina C revestida de amido e lactose – seriam classificáveis no NCM 2936.27.10 e não no NCM 3824.90.19 apontado pela fiscalização como o código adequado. Isso porque os excipientes adicionados à vitamina C não a descaracterizam, tendo em vista que são somente proteções, já que essa vitamina é muito oxidável. Percebendo omissões e contradições no julgado, o contribuinte opôs os presentes embargos. Recebidos os autos, incluílos em pauta para apreciação dos aclaratórios. É o relatório. Voto Preenchidos os pressupostos de admissibilidade e tempestivamente interposto, nos termos do Decreto nº 70.235/72, passo à análise dos Embargos. Compulsando os autos, verifico que não houve as omissões e contradições apontadas pelo Embargante; e, ainda que houvesse, tais não se mostram relevantes para alterar as conclusões sobre o assunto. O Embargante aponta inicialmente contradição no acórdão, informando que o Relator tratou como questão imprescindível para a suposta classificação fiscal correta da mercadoria o modo da ação dos componentes da vitamina C. Em relação à imposição da multa administrativa, afirma que a questão reside na identificação incorreta dos elementos que compuseram as mercadorias importadas ou então que a matéria trata da função dos componentes, os quais, inobstante identificados pela Embargante em suas declarações de Importação não se fazia possível aferir, uma vez que apenas poderia ser identificada através de laudo específico. Defende que a mera Declaração de Importação tornou evidente todos os componentes, mas suscitou dúvidas com relação à função modificativa que exerciam sobre a correta fiscalização da mercadoria (se permanecia na categoria de vitaminas ou de medicamentos). Aduz que a consideração de que os produtos não foram corretamente identificados é contraditória, pois justamente por estarem devidamente identificados é que Fl. 321DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2015 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 1/2015 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 11128.002323/200701 Acórdão n.º 3802003.895 S3TE02 Fl. 112 3 gerou a dúvida sobre se associados alterariam a sua correta classificação em medicamentos ou vitaminas. Invoca o Ato Declaratório COSIT nº 12 como defesa de que ao estarem corretamente discriminados os elementos com seus respectivos enquadramentos tarifários não se pode constituir infração administrativa quando não se constatar dolo ou máfé por parte do declarante. Informa ainda o Embargante que há contradição no Acórdão ao direcionar a questão para a ação dos componentes Amido e Lactose associados a Vitamina C e não para a classificação fiscal correta da mercadoria. Ocorre que seus argumentos não merecem prosperar, uma vez que a descrição dos elementos ensejou precisamente uma melhor análise da operação, o que possibilitou o entendimento da turma acerca da associação dos produtos. O fato de a conclusão dos julgadores sobre o caso ser diferente do que entende como o mais adequado, não pode ser considerado apto a uma rediscussão baseada na reapresentação dos mesmos argumentos do Recurso Voluntário. Ademais, não é por apenas descrever os elementos químicos que assim deixou de incorrer em infração administrativa. A multa se deu ao fato de que sua DI classifica os itens importados sob o NCM 2936.27.10, com alíquota de 0% para o II, IPI, PIS e COFINS, uma vez que tais elementos associados não preenchem os requisitos para pertencer a classificação desejada. É por isso que se aplica ao caso a penalidade do art. 711, inciso I, do Regulamento Aduaneiro: Art. 711. Aplicase a multa de um por cento sobre o valor aduaneiro da mercadoria (Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, art. 84, caput; e Lei nº 10.833, de 2003, art. 69, § 1º): I classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul, nas nomenclaturas complementares ou em outros detalhamentos instituídos para a identificação da mercadoria; Diante disso, entendo não merecerem acolhida os presentes Embargos de Declaração, pois o Embargante pretende em verdade – a pretexto de sanar contradição e omissão – rediscutir o mérito a partir da ênfase de alguns dos argumentos aduzidos nas razões recursais. Conclusão Ante todo o exposto, conheço dos Embargos de Declaração para, não reconhecendo as omissões e contradições apontadas, rejeitarlhes. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 322DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2015 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 1/2015 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Fl. 323DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2015 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 1/2015 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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