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Numero do processo: 10680.004715/97-99
Data da sessão: Tue Oct 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1994, 1995, 1996
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR. IMÓVEL RURAL DESMEMBRADO EM GLEBAS CONTÍNUAS. RECOLHIMENTO IMPOSTO SEPARADAMENTE. GUIAS EMITIDAS PELO FISCO. VALIDADE.
Uma vez comprovado o recolhimento do imposto devido relativamente a parte das glebas contínuas, com base em guias emitidas pelo próprio Fisco, ainda que inobservado o modus operandi estabelecido na legislação de regência, mais precisamente artigo 1°, § 2°, da Lei n° 9.393/1996, o qual determina ser o imóvel rural, para efeito do cálculo do ITR, a área contínua formada por glebas, deve ser deduzido do lançamento as importâncias pagas,
exigindo-se simplesmente eventuais diferenças e/ou juros e multa de mora, sob pena de bin in idem.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-000.370
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso para adequar os lançamentos do ITR dos exercícios de 1994 a 1996 relativamente à gleba 17, por meio de compensação dos valores devidamente recolhidos em lançamento de ITR sobre as glebas 1 a 16. Declarou-se impedido de votar o Conselheiro Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1994, 1995, 1996 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR. IMÓVEL RURAL DESMEMBRADO EM GLEBAS CONTÍNUAS. RECOLHIMENTO IMPOSTO SEPARADAMENTE. GUIAS EMITIDAS PELO FISCO. VALIDADE. Uma vez comprovado o recolhimento do imposto devido relativamente a parte das glebas contínuas, com base em guias emitidas pelo próprio Fisco, ainda que inobservado o modus operandi estabelecido na legislação de regência, mais precisamente artigo 1°, § 2°, da Lei n° 9.393/1996, o qual determina ser o imóvel rural, para efeito do cálculo do ITR, a área contínua formada por glebas, deve ser deduzido do lançamento as importâncias pagas, exigindo-se simplesmente eventuais diferenças e/ou juros e multa de mora, sob pena de bin in idem. Recurso especial provido.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1994, 1995, 1996 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR. IMÓVEL RURAL DESMEMBRADO EM GLEBAS CONTÍNUAS. RECOLHIMENTO IMPOSTO SEPARADAMENTE. GUIAS EMITIDAS PELO FISCO. VALIDADE. Uma vez comprovado o recolhimento do imposto devido relativamente a parte das glebas contínuas, com base em guias emitidas pelo próprio Fisco, ainda que inobservado o modus operandi estabelecido na legislação de regência, mais precisamente artigo 1°, § 2°, da Lei n° 9.393/1996, o qual determina ser o imóvel rural, para efeito do cálculo do ITR, a área contínua formada por glebas, deve ser deduzido do lançamento as importâncias pagas, exigindo-se simplesmente eventuais diferenças e/ou juros e multa de mora, sob pena de bin in idem. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para adequar os lançamentos do ITR dos exercícios de 1994 a 1996 relativamente à gleba 17, por meio de compensação dos valores devidamente recolhidos em lançamento de ITR sobre as glebas 1 a 16. Declarou-se impedido de votar o Conselheiro Carlos Alberto Freitas Barreto. widif GONÇALO B4 1 ALLAGE — Presidente em exercício r 14 RYCARDO H • QUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA - Relator n EDITAI'? EM: 0 9 DEZ 2009 Participa. da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Gonç. o : onet Allage (substituto do Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Roberta de Azeredo erreira Pagetti (convocada), Julio Cesar Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Júnior, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Francisco Assis de Oliveira Júnior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório PLANTA 7 - EMPREENDIMENTOS RURAIS LTDA., contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já devidamente qualificada nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavradas Notificações de Lançamentos, exigindo-lhe crédito tributário concernente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - nu, em relação aos exercícios de 1994, 1995 e 1996, incidente sobre o imóvel rural denominado "Fazenda Buriti", cadastrado na SRF sob o n° 2536058-2, localizado no município de Correntina/BA, conforme peça inaugural do feito, às fls. 07/09, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário ao então Terceiro Conselho de Contribuintes contra Decisão n° 198/2001 da DRJ em Salvador/BA, às fls. 154/160, que julgou procedente o lançamento fiscal em referência, a Egrégia ia Câmara, em 11/09/2003, por unanimidade de votos, achou por bem NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO DA CONTRIBUINTE, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão n° 301-30.757, sintetizados na seguinte ementa: "ITR. LANÇAMENTO. O ITR, face o principio da progressividade, recai sobre o valor da área continua, independentemente do desmembramento em glebas procedido pelo contribuinte. NEGADO PROVIMENTO POR UNAMIDADE." Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Especial, às fls. 453/462, com arrimo no artigo 5°, inciso II, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 55/1998, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases processuais ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurge-se contra o Acórdão atacado, defendendo ter contrariado entendimento levado a efeito por outras Câmaras dos Conselhos a respeito de matéria análoga, conforme se extrai dos Acórdãos n''s 203-02.218, 203-02.581, 203-00.039 e 201-68.825, 2 Processo n° 10680.004715/97-99 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.370 Fl. 2 impondo seja conhecido o recurso especial do recorrente, uma vez comprovada a divergência argüida. Sustenta que os Acórdãos encimados, ora adotados como paradigmas, divergem do decisum guerreado, tendo em vista a efetiva ocorrência do desmembramento, a entrega da DITR, a emissão da guia de recolhimento e o pagamento do imposto devido, de forma que a obrigação nasceu, se perpetuou e se extinguiu, não sendo possível reclamar por tributo não pago, sob pena de incorrer em bis in idem, prática vedada pelo ordenamento jurídico pátrio, impondo seja decretada a improcedência do feito, por tratar-se de obrigação tributária adimplida e extinta, ao contrário do que restou decidido pela Câmara recorrida. Contrapõe-se ao Acórdão recorrido, aduzindo para tanto não se tratar de indébito, sobretudo em razão do imposto ter sido declarado, a guia emitida e, posteriormente, quitada nos termos declarados e homologados pela autoridade fazendária, não se cogitando em indébito relativamente às glebas de 1 a 16, pois, o que se verifica na espécie é o pagamento correto, sendo evidente o erro na quantificação da área total do imóvel, caracterizado pela gleba 17, procedido pelo próprio Fisco. Afastando qualquer dúvida quanto a matéria, ressalta a divergência por decisão demonstrando que havendo anuência do INCRA, não há que se falar em irregularidade de desmembramento para fins tributários. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, o ilustre então Presidente da P Câmara do 3° Conselho, entendeu por bem admitir o Recurso Especial, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão guerreado divergiu de outras decisões exaradas pelas demais Câmaras dos Conselhos de Contribuintes a propósito da mesma matéria, conforme Despacho n° 301-500/06/05, às fls. 475. Instada a se manifestar a propósito do Recurso Especial da contribuinte, a Fazenda Nacional apresentou suas contrarrazões, às fls. 476/480, corroborando as razões de decidir do Acórdão recorrido, em defesa de sua manutenção, alegando, em suma, inexistir impedimentos para que se proceda ao desmembramento de áreas rurais, fracionando-as em lotes, sendo vedadõ, porém, a adoção de tais frações como base de cálculo tributária quando, em seu conjunto, tais glebas venham a se caracterizar como de área contínua, atendido, assim, o princípio da progressividade, devendo o imposto recair sobre o todo. Aduz, ainda, quanto ao pagamento do imposto relativo às glebas, que resultam do desmembramento da propriedade, caracterizando, em tese, como indébito, remanescendo o direito da interessada de restituir-se, se for o caso. É o Relatório. 3 Voto Conselheiro RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e acatada pelo ilustre Presidente da 1a Câmara do 3° Conselho a divergência suscitada pela contribuinte, conheço do Recurso Especial e passo à análise das razões recursais. Conforme se depreende da análise do Recurso Especial, pretende a recorrente a reforma do Acórdão em vergasta, alegando, em síntese, que as razões de decidir ali esposadas contrariaram outras decisões das demais Câmaras dos Conselhos de Contribuintes a respeito da mesma matéria. A fazer prevalecer sua pretensão, infere que o entendimento consubstanciado nos Acórdãos n's 203-02.218, 203-02.581, 203-00.038 e 201-68.825, ora adotados como paradigmas, divergem do decisum recorrido na medida em que, enquanto, neste entendeu-se que o 1'IR recai sobre o valor da área contínua, independentemente do desmembramento em glebas, nos paradigmas, basicamente, defende-se a tese de que é incabível a exigência do ITR sobre a área total, quando comprovado o desmembramento em partes, previamente cadastradas, lançadas e quitadas. Como se observa, sinteticamente, a discussão travada nos presentes autos diz respeito à possibilidade da exigência do 11 .1{ sobre a área total do imóvel rural que fora desmembrado em glebas, devidamente cadastradas, lançadas e quitadas. Em suas razões recursais, pretende a contribuinte a reforma da decisão recorrida, a qual manteve a exigência fiscal em sua plenitude, sustentando inexistir óbice legal para o desmembramento efetuado no imóvel rural, não podendo se na cogitar manutenção da integralidade do lançamento, relativamente às glebas 01 a 16, tendo em vista que o imposto efetivamente devido fora pago, a partir de cadastramento e emissão de guias pela própria Receita Federal. Nesse sentido, somente procede a exigência do ITR concernente à gleba n° 17, que não foi quitada em virtude de ter abarcado a totalidade do tributo, incluindo as demais glebas (16) já devidamente recolhidas, não havendo que se falar em indébito, passível de restituição. Por sua vez, as ilustres autoridades julgadoras de primeira e segunda instâncias, entenderam por bem manter o lançamento fiscal na forma constituída, sob a alegação que o artigo 1° da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, estabelece que o imóvel rural é definido em função da área contínua, sobre cujo valor há de incidir a imposição fiscal, como segue: "Art. 1° O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1° de janeiro de cada ano. 4 tipo, em termos discriminatórios: sendo a tipicidade tributária uma tipicidade fechada, não pode a vontade administrativa modelar o conteúdo do tipo legal, fixado definitivamente e imutavelmente pela lei." Outro não é o entendimento do doutrinário Paulo Celso B. Bonilha, em sua obra "Da Prova no Processo Administrativo Tributário" (Ed. Dialética, São Paulo, 1997, 2° edição) ao tratar do ônus da prova na relação processual tributária, senão vejamos: "Se é verdade que a conformação peculiar do processo administrativo tributário exige do contribuinte impugnante, no inicio, a prova dos fatos que afirma, isto não significa, como vimos, que, no decorrer do processo, seja de sua incumbência toda a carga probatória. Tampouco a presunção de legitimidade do ato de lançamento dispensa a Administração do ônus de provar os fatos de seu interesse e que fundamentam a pretensão do crédito tributário, sob pena de anulamento do ato," Na esteira desse entendimento, em nome de uma distribuição de Justiça mais serena e condizente com os princípios norteadores de atividade administrativa judicante, tais como o da verdade material, da certeza jurídica na relação tributária, da moralidade administrativa e da legitimidade e motivação dos atos administrativos, há que se dar provimento ao recurso apresentado pela contribuinte, como restará demonstrado adiante. Isto porque, como alegado pela contribuinte, apurou-se dos documentos juntados às fls. 14164, bem como da declaração prestada pela Delegacia da Receita de Julgamento em Salvador-BA, às fls. 156, que, efetivamente, a área em questão encontra-se desmembrada. É a própria Delegacia da Receita Federal de Julgamento que afirma, às fls. 156, terem sido emitidas Notificações de Lançamentos para os exercícios de 1994, 1995 e 1996. Não bastasse isso, os documentos de fls. 207/390 comprovam que os recolhimentos referentes às glebas I a XVI foram realizados, inclusive para os exercícios 1997 a 2000, como amplamente alegado pela recorrente. Dessa forma, resta evidente que no caso, por falha ou omissão da Receita Federal, ocorreu bitributação da área em questão, uma vez que foi cobrado da recorrente o imposto pertinente à área total, através da Gleba XVII (1994, 1995 e 1996), conforme se extrai da documentação acostada aos autos pela contribuinte. Não se nega a regularidade do lançamento tomando por base a totalidade da área do imóvel, constituído por glebas contínuas, na forma do artigo 1° da Lei n° 9.393/1996. Entrementes, não podemos simplesmente fechar os olhos para os pagamentos realizados pela contribuinte, em que pese a inobservância do modus operandi correto de tal procedimento. Aliás, a empresa efetuou os recolhimentos constantes das declarações homologadas pelo Fisco que, por sua vez, emitiu as guias a serem quitadas, não podendo a contribuinte suportar o ônus desse equívoco incorrido pela própria Receita Federal. Assim, tendo ocorrido a bitributação da área em questão, e comprovadamente quitados os impostos pertinentes às Glebas I a XVI, há que ser realizada a compensação entre os valores recolhidos por tais áreas, como o valor devido pela Gleba XVII, de forma, que, sejam ajustados os lançamentos do I11(194, 95 e 96, em virtude de cobrança em duplicidade. 6 Processo n° 10680.004715/97-99 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.370 Fl. 4 Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em dissonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE E DAR-LHE PROVIMENTO, com o fito de adequar os lançamentos do ITR11994, 1995 e 1996 do imóvel, relativamente à Gleba XVII, por meio de compensação com os valores já devidamente recolhidos em lançamento do ITR sobre às Glebas I à XVI, relativ, ente àquele período, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. 4,011114'"); Rycar, que Magalhães de Oliveira - Relator 7
score : 1.0
Numero do processo: 13984.000893/2007-93
Data da sessão: Wed Jun 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2000 a 30/06/2006
RECURSO INTEMPESTIVO
É de 30 dias, contados a partir da ciência da DN, o prazo para apresentação
de recurso.
A apresentação de recurso fora do prazo legal constitui razão para seu não
conhecimento.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 2301-001.525
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso por intempestividade,
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2000 a 30/06/2006 RECURSO INTEMPESTIVO É de 30 dias, contados a partir da ciência da DN, o prazo para apresentação de recurso. A apresentação de recurso fora do prazo legal constitui razão para seu não conhecimento. Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-15T10:40:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-15T10:40:24Z; Last-Modified: 2010-12-15T10:40:24Z; dcterms:modified: 2010-12-15T10:40:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:7801e4ba-66b7-47e9-b731-33e22f6489a0; Last-Save-Date: 2010-12-15T10:40:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-15T10:40:24Z; meta:save-date: 2010-12-15T10:40:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-15T10:40:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-15T10:40:24Z; created: 2010-12-15T10:40:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-12-15T10:40:24Z; pdf:charsPerPage: 955; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-15T10:40:24Z | Conteúdo => S2-C311 1, 1 1 , T155 . MINISTÉRIO DA FAZENDA I j:410,3 ..:2 Ã'e. V. CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ...... SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13984,000893/2007-93 Recurso n" 148.071 Voluntário Acórdão n" 2301-01.525 — 3" Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 9 de junho de 2010 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: GFIR OUTROS DADOS Recorrente ZAGO & CIA LIDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2000 a 30/06/2006 RECURSO INTEMPESTIVO É de 30 dias, contados a partir da ciência da DN, o prazo para apresentação de recurso. A apresentação de recurso fora do prazo legal constitui razão para seu não conhecimento. Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. .• Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade, p x i .::.!. )). j 7. \\ JULIO CÉSAR '. PI-RA GOMES - Presidente. .j ..---). I • BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS - Relatora, EDITADO EM: 18/08/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes (presidente), Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires e Mamo José Silva, Relatório Trata-se de Auto de Infração, lavrado em 30/10/2006, por ter a empresa acima identificada apresentado GFIP com informações inexatas, incompletas ou omissas, em relação aos dados não relacionados aos finos geradores de contribuições previdenciárias, infringindo, dessa forma, o inciso IV e § 6', do art. 32, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 225, IV e § 4', do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 1048/99, Segundo Relatório Fiscal da Infração (fls. 10 e anexos), a empresa preencheu alguns campos da GFIP de forma incorreta, A autoridade autuante esclarece que as informações inexatas, incompletas ou omissas nas GPIPs estão demonstradas no Relatório Anexo ao AI. A recorrente apresentou defesa (fl. 28) alegando, em apertada síntese, decadência relativa ao período entre 01/2000 a 10/2001, e esclarecendo que as GF"IPs foram apresentadas dentro do prazo legal, porém, com erros no seu preenchimento, Informa que foram realizadas as correções, conforme cópias anexas, e requer a relevação da multa, com base no artigo 291, caput e §1° do Regulamento da Previdência Social, Da análise da impugnação, o processo foi convertido em diligência para pronunciamento acerca dos documentos apresentados na defesa (fl. 444), tendo o fiscal autuante emitido informação fiscal (II. 475), elaborando a planilha de ff 469/474 e esclarecendo que a correção não foi total, opinando pela ratificação parcial do débito. A Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da Decisão-Notificação n° 20.401-4/0123/2007 (fls. 477), julgou a autuação procedente com relevação parcial da multa. Não concordando com a decisão da autarquia previdenciária, a autuada apresentou recurso (fls. 586), repetindo basicamente as alegações da impugnação. É o relatório. - • 2 Processo if 13984.000893/2007-9.3 s2-c311 Aciirdflo n."2301-01.525 Fl 2 Voto Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora. Da análise dos autos, constata-se que o presente recurso é intempestivo.. Conforme disposto no § 1°, do art. 305, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 1048/99, é de trinta dias o prazo para a interposição de recurso, contado da data da ciência da decisão. A recorrente tomou ciência da Decisão-Notificação n° 20,401-4/0123/2007 em 10/05/2007, quinta-feira, conforme AR de fl. 483. O prazo começou a ser contado na sexta- feira, dia 11/05/2007, primeiro dia útil após a cientificação, e terminou 30 (trinta) dias após, ou seja, no dia 09/06/2007, sábado. Por não haver expediente no sábado, o prazo foi prorrogado para segunda-feira, primeiro dia útil após o término do prazo. No entanto, o recurso foi postado apenas no dia 14/06/2007, conforme documento à .11 485, Portanto, intempestivo é o recurso, constituindo razão para o seu não conhecimento, conforme art. 5', do Decreto 70135/72, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal: ar!. 5 0 Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Nesse sentido e considerando que não foi cumprido requisito de admissibilidade do recurso, já que a recorrente o apresentou fora do prazo previsto no Decreto 3.048/99, Voto por NÃO CONHECER do recurso; É como voto. Sala das Sessões, em 9 de junho de 2010. BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS - Relatora 3
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Numero do processo: 10711.005432/90-38
Data da sessão: Fri Jul 25 00:00:00 UTC 1997
Numero da decisão: 302-00.854
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ELIZABETH MARIA VIOLATTO
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RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidadede votos, converter o julgamentoem diligênciaà Repartição de Origem, na forma do relatório e voto quepassama integrar o preseóte julgado. Brasilia,em25 dejulhode 1997. ~~HENRIQUE- O MEGDA-Presidente EUZABErn ~TfO-lIdatora rkOC:)RADORIA.Gl~Al DA fAUNCA t--!ACIO"Al a Geral ~a -f-enra,er.lcç50 Exlraludlclllleoo" de noç o. •.. d'\ ra.e;;Q.~_.ac,onOI_J.'._J-Q/wf-ôL-- VISTA EM ----Lüc-iÃNÃ"CÕR1 ft"R"õftiz"PÕNTES Pro'llrellorCl ~CIF~endQ No,lonQ! P1 .",SET 19.91d-d . I . C . UH Oaki~param, am a, o presente JU gamento, os segumtes onselhelros. ALD CAMPELLO NETO, LUIS ANTONIO FLORA, PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES, HENRIQUE PRADO MEGDA e ANTENOR DE BARROS L. FILHO. Ausente justificadamente o Cons. RICARDO LUZ DE BARROS BARRETO. 4. MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CAMARA 2 RECURSON ACÓRDÃON :118.197 :302-0.854 RELATÓRIO .e • • • Em Conferência Final de manifesto, foi apurada a falta de dois volumes cobertos pelo conhecimento de carga que instruiu o despacho aduaneiro em questão. Pela falta foi responsabilizada a agência marítima acima identificada que, devidamente intimada, argüiu o que se segue: 1. O conhecimento de embarque a que se refere a autuação foi objeto de Carta de correção, apresentada à Alfândega anteriormente ao início do procedimento fiscal que apurou a infração; 2. O erro na emissão do conhecimento gravou apenas a indicação da quantidade de volumes, permanecendo inalterado o peso declarado; 3. A mercadoria foi importada com isenção o que afasta a hipótese de prejuízo á Fazenda Nacional; 4. A mercadoria foi transportada sob a cláusula "House to House", e não foi feita qualquer ressalva pelo depositário relativamente aos lacres de origem, de onde se conclui que estes encontravam-se intactos por ocasião do desembarque. Dando curso ao processo, foi este encaminhado à Companhia Docas do Rio de Janeiro, para esclarecer se houve correção da folha de descarga referente à importação "in casu" e como se chegou à conclusão de que faltaram 2 volumes, com 4.518 Kg, se a folha de descarga consigna 81 volumes manifestados e 81 volumes descarregados. Em resposta, a depositária informou que não houve correção da folha de descarga, constando do Boletim de Controle Operacional que somente 81 volumes foram descarregados, em contraposição aos 83 volumes manifestados. Informa que o fiel do armazém baseou-se nos dados referentes aos 83 volumes manifestados. A autoridade singular julgou procedente a ação fiscal, considerando que a carta de correção apresentada não foi aceita, uma vez que, embora emitida antes da chegada do navio no porto de destino, sua apresentação foi formalizada após o decurso dos 30 dias da chegada do navio e após o conhecimento da irregularidade pela autoridade aduaneira, eis que a mercadoria fora submetida a despacho em data anterior ao requerimento referente à carta de correção; que nenhuma excludente de responsabilidade foi comprovada pela autuada, e que a cláusula "House to house" é mera convenção particnlar, não podendo ser oposta à Fazenda Públi¥ MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CAMARA 3 RECURSON ACÓRDÃON :118.197 :302-0.854 '. Em recurso voluntário, tempestivamente interposto, o sujeito passivo restringe sua argumentação à questão da cláusula de transporte, que estabelece a condição "house to house", frizando que os "containers" desembarcaram com seus lacres intactos. - Ê o relat6riO~ MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CAMARA 4 RECURSO N° ACÓRDÃO NO :118.197 :302-0.854 VOTO Antecipadamente à aprecIaçao das razões recursais, cumpre certificarmo-nos da ocorrência da infração apontada. A folha de descarga emitida pela depositária acusa os mesmos totais, tanto para os volumes manifestados, quanto para os volumes descarregados, tanto no que se refere ao peso, quanto no que se refere à quantidade. Pois bem. Tal constatação intrigou a própria fiscalização, que determinou a realização de diligência junto ao Fiel do parque de descarga, tendo sido produzido o lacônico documento de tI. 45. Considerando que remanescem as dúvidas suscitadas, entendo necessária a baixa do processo em diligência à repartição de origem, com vistas aos seguintes esclarecimentos: 1°) Se quando da descarga a Depositária (CIA DOCAS) registrou o peso de todos os 81 engradados descarregados. Em caso afirmativo informar qual o peso total descarregado e juntar cópias legíveis dos "Talies de Descarga"; 2°) .- e 3°) Se a fiscalização, quando do desembaraço dos 81 volumes descarregados, efetuou a pesagem dos mesmos e registrou a falta dos 4518 KGS correspondente aos 02 volumes que teriam faltado? Porque não consignou tal fato na própria D.I.? Em qual container deveriam estar acondicionados os 02 (dois) engradados faltantes? 4°) Quais as condições desse container nos momentos da descarga e da desconsolidação, no aspecto da inviolabilidade? O lacre (selo) de origem estava intacto ou violado/avariado? Houve registro em termos de avaria, na descarga e10u na desova? Se positivo, a depositária (porto) enviou a comunicação à repartição aduaneira no mesmo dia, ou no primeiro dia útil seguinte à descarga, como determina o regulamento aduaneiro? Comprovar, juntando cópias do(s) termo(s) e da comunicação da Cia. Docas. 5°) Prestar outras informações e/ou juntar outros documentos considerados relevantes para o deslinde da qUestão~ ,-. MINIsTÉRIO DA FAZENDATERCEIRO CONSELHO DE CONlRIBUINTESSEGUNDA CAMARA 5 • RECURSON ACÓRDÃO N° :118.197 :302-0.854 Adotadas as providências acima, abrir vista dos autos à recorrente, com prazo para pronunciar-se, aditar o recurso, se assim o desejar. ---Saladas sessões, 25 de julho de 1997. tJJ!/J-4 ELIZABETH ~ VIOLATTO- RELATORA 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 17546.001171/2007-76
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 25/01/2010
Ementa: DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciánas, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-000.866
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara 1ªTurma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do voto do relator
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos.
Ressalta-se que a data da ciência do lançamento e o período de ocorrência dos fatos geradores sào aqueles constantes dos autos, sendo de nenhum efeito a indicação na ementa: "Data do fato gerador: 25/01/2011 .
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 25/01/2010 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciánas, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Câmara 1ªTurma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do voto do relator No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Ressalta-se que a data da ciência do lançamento e o período de ocorrência dos fatos geradores sào aqueles constantes dos autos, sendo de nenhum efeito a indicação na ementa: "Data do fato gerador: 25/01/2011 .
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Numero do processo: 17546.000700/2007-14
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS
Data do fato gerador: 25101/2010
Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal através da Súmula Vinculantc n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-000.846
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara 1ªTurma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do voto do relator
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos.
Ressalta-se que a data da ciência do lançamento e o período de ocorrência dos fatos geradores sào aqueles constantes dos autos, sendo de nenhum efeito a indicação na ementa: "Data do fato gerador: 25/01/2011 .
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Data do fato gerador: 25101/2010 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal através da Súmula Vinculantc n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Câmara 1ªTurma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do voto do relator No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Ressalta-se que a data da ciência do lançamento e o período de ocorrência dos fatos geradores sào aqueles constantes dos autos, sendo de nenhum efeito a indicação na ementa: "Data do fato gerador: 25/01/2011 .
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Numero do processo: 10935.008026/2008-74
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 2402-000.135
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo e Igor Araújo Soares. Ausentes os Conselheiros: Lourenço Ferreira do Prado e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Assinado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10935.008026/200874 Resolução n.º 2402000.135 S2C4T2 Fl. 1.277 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou procedente o lançamento fiscal de 16/10/2008, com valores de 01/01/2004 a 31/12/2004. Segue transcrição do relatório fiscal: 3. O contribuinte acima identificado está sendo notificado, através do presente Auto de Infração a recolher à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) , débito no montante de R$ 721.829,73 (Setecentos e vinte e um mil, oitocentos e vinte e nove reais e setenta e três centavos) , consolidado em 14 de Outubro de 2008, referente às contribuições sociais destinadas à Seguridade Social (contribuição da empresa) incidentes sobre os valores pagos aos contribuintes individuais ( autônomos ) a serviço da empresa atinentes ao período abrangido pelas competências 01/2004 à 12/2004 relativo ao estabelecimento filial CNPJ 00.944.673/000280. ... 3.4 Alguns desses pagamentos efetuados aos segurados contribuintes individuais foram efetuados através de cheques emitidos contra o Banco do Brasil Agência 05312 Conta 74.7157 . A fiscalização anexa a este Auto de Infração algumas cópias desses documentos, por amostragem. ... 6. Cumpre destacar ainda que, para evitar uma multiplicidade de relatórios fiscais repetidos, os elementos de prova referentes às Contribuições Previdenciárias ( Parte Patronal ) e aquelas relativas aos valores devidos pelos Segurados Contribuintes Individuais ( parte dos segurados) estarão presentes no processo Auto de Infração AI DEBCAD 37.185.9190. ... Seguem trechos da ementa e voto da decisão recorrida: Além disso, segundo consta no item 3.3 do Relatório Fiscal de fls. 20 a 24 e resta comprovado pelas cópias extraídas dos Livros Diário e Razão do CNPJ n° 00.944.673/000280 (fls. 71 a 111), os pagamentos feitos aos contribuintes individuais elencados no lançamento foram contabilizados como despesas do próprio CISOP, na conta de resultado "3.2.1.3.0031 Serviços Médicos Odontol. Pessoa Física". Esse fato afasta a aplicação do art. 278 da Instrução Normativa SRP n° 003, de 14/07/2005, na forma invocada na impugnação. A propósito, vejase a redação desse dispositivo (cuja redação é praticamente idêntica ao art. 286 da Instrução Normativa DC/INSS n° 100, de 18/12/2003, que estava em vigor na época da ocorrência dos fatos geradores das contribuições apuradas): "Art. 278. A utilização das dependências ou dos serviços da empresa que atua na área da saúde, pelo médico ou profissional da saúde, para atendimento de seus clientes particulares ou conveniados, percebendo Fl. 2DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Assinado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10935.008026/200874 Resolução n.º 2402000.135 S2C4T2 Fl. 1.278 3 honorários diretamente desses clientes ou de operadora ou seguradora de saúde, inclusive do SUS, com quem mantenha contrato de credenciamento ou convênio, não gera qualquer encargo previdenciário para a empresa locatária ou cedente. §1 Na hipótese prevista no caput, a entidade hospitalar ou afim se re'veste da qualidade de mera repassadora dos honorários, os quais não deverão constar em contas de resultado de sua escrituração contábil, sendo que o responsável pelo pagamento da contribuição social previdenciária devida pela empresa e pela arrecadação e recolhimento da contribuição do segurado contribuinte individual será, conforme o caso, o ente público integrante do SUS, ou de outro sistema de saúde, ou a empresa que atua mediante plano ou seguro de saúde que pagou diretamente o segurado." Da leitura do § 1°, depreendese que as entidades que se revestem da qualidade de "mera repassadora" não devem escriturar em suas contas de resultado os honorários pagos aos prestadores de serviços. Contudo, no presente caso, ocorreu justamente o contrário: as remunerações pagas aos médicos foram registradas em conta de resultado da escrituração contábil do CISOP. Nesse contexto, não pode o consórcio autuado ser excluído do pólo passivo do lançamento. Ainda no que se refere ao artigo 278, § 1 0, da IN SRP 003/2005, há que se destacar que esse dispositivo determina que a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações relativas às contribuições incidentes sobre as remunerações dos contribuintes individuais é do ente público integrante do SUS que pagou diretamente o segurado. No presente caso, quem pagou diretamente os segurados foi o próprio CISOP, que, por ser um consórcio intermunicipal de saúde, nada mais é do que um instrumento para atuação conjunta dos municípios no desenvolvimento de ações e serviços de saúde de sua competência, conforme previsto no art. 10 da Lei 8.080, de 19/09/1990. Nesse ponto, vale lembrar que os municípios, por sua vez, são entes públicos integrantes do Sistema Único de Saúde — SUS (Constituição Federal, art. 198, e Lei 8.080/90, art. 4°). Contra a decisão, o recorrente interpôs recurso voluntário, onde se reiteram as alegações trazidas na impugnação, aqui transcritas da decisão recorrida: Alega que o CISOP não é parte legítima para figurar na autuação porque os contribuintes individuais cujas remunerações serviram de base para as contribuições apuradas na verdade prestaram serviços ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná, pertencente à Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE. Para fundamentar essa alegação, narra que, em outubro de 2004, por meio da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD n° 35.707.9906, a fiscalização previdenciária considerou que o devedor principal das contribuições incidentes sobre os pagamentos aos profissionais de saúde era a Unioeste/Hospital Universitário e que o Fl. 3DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Assinado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10935.008026/200874 Resolução n.º 2402000.135 S2C4T2 Fl. 1.279 4 CISOP era devedor solidário. Continuando a narração, ressalta que o referido lançamento foi revisto pela 2' Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social, que em 09/12/2005 deu provimento ao recurso interposto e reconheceu que o CISOP não tinha legitimidade para figurar no pólo passivo. Com base no artigo 77, III, do Código de Processo Civil, e no art. 264 do Código Civil, requer o chamamento ao processo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE, afirmando que o débito exigido originouse das remunerações pagas a médicos e outras pessoas que prestaram serviços ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná, sendo que cabia ao CISOP apenas efetuar o repasse dos valores que eram depositados em sua conta, relativos aos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde SUS. Aponta a existência de Termo de Convênio celebrado entre a UNIOESTE e o CISOP, com vistas à cogestão administrativa do Hospital Universitário, que utilizava o CNPJ n° 00.944.673/000280 (filial do CISOP). Reitera a alegação de ilegitimidade de parte, afirmando que o Termo de Convênio celebrado com a UNIOESTE não obriga o CISOP à assunção de quaisquer responsabilidades referentes aos médicos que prestam serviços junto ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná. Assevera que os documentos acostados aos autos demonstram que a UNIOESTE era a efetiva tomadora dos 'serviços e gerenciava todos os recursos humanos e financeiros, cabendo exclusivamente a ela a responsabilidade pelas obrigações previdenciárias daí decorrentes. Esclarece que a remuneração dos profissionais autônomos (médicos) era feita pelo CISOP porque este era encarregado de receber os valores do SUS e repassálos ao hospital, sendo essa a única incumbência atribuída ao CISOP no Termo de Convênio. Argumenta que não se pode considerar que o CISOP é devedor solidário, pois em momento algum restou demonstrado seu interesse comum nas atividades do Hospital Universitário. Para reforçar essa alegação, menciona tópicos de sentença da Justiça do Trabalho que considerou que inexistia vínculo empregatício entre o médico Antoninho Ricardo Sabbi e o CISOP. Alega também que em face do disposto no art. 278 da Instrução Normativa DC/INSS n° 100/2003 as contribuições apuradas no Auto de Infração não são devidas pelo CISOP, pois este seria o mero repassador dos valores que o Ministério da Saúde paga pelas consultas ambulatoriais efetuadas por médicos autônomos credenciados junto ao Sistema Único de Saúde. Para comprovar essa alegação, indica alguns relatórios de produção e afirma que os valores repassados aos médicos também podem ser verificados na internet, no site do Ministério da Saúde. Afirma que efetuou diversos recolhimentos, em valor um pouco menor do que o apurado pela fiscalização. Assim, entende que, mesmo que houvesse responsabilidade do CISOP pelas contribuições, o valor do crédito tributário a ser exigido deveria ser bemmenor, pois deveria ser efetuada a compensação dos valores apurados com os recolhimentos efetuados. Argumenta que, embora os valores recolhidos não tenham sido informados em GFIP, não podem ser desconsiderados pela Fl. 4DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Assinado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10935.008026/200874 Resolução n.º 2402000.135 S2C4T2 Fl. 1.280 5 fiscalização, sob pena de restar caracterizado o enriquecimento ilícito da Seguridade Social. Alega que muitos dos beneficiários dos pagamentos apurados pela fiscalização eram pessoas jurídicas (empresas constituídas por médicos) remuneradas mediante apresentação de notas fiscais, para as quais não há que se falar em incidência de contribuição previdenciária. Para demonstrar esse fato, aponta a documentação anexada à impugnação e requer a conversão do procedimento em diligência. Aponta erro da fiscalização na apuração das contribuições, afirmando que as investigações tiveram como base as informações contidas na Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte — DIRF, nas quais as informações são prestadas pelo pagamento, enquanto na GF1P as informações são prestadas por competência, conforme determina o art.66, III, da Instrução Normativa 003/2005. Em razão desse fato, afirma que a fiscalização está cobrando diversos valores que são correspondentes a serviços que foram prestados no ano de 2003, período que já foi objeto de fiscalização e para o qual foi lavrada a NFLD 35.707.9906. Ao final, o autuado requereu o acolhimento de todos argumentos acima resumidos e protestou pela produção de todas as provas admitidas no processo administrativo fiscal, inclusive perícia contábil, juntada de novos documentos e oitiva dos prestadores de serviços. Junto com a impugnação, foram anexados os documentos de fls. 408 a 1220. É o Relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Assinado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10935.008026/200874 Resolução n.º 2402000.135 S2C4T2 Fl. 1.281 6 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator A recorrente sustenta especialmente a sua ilegitimidade passiva na autuação, sobretudo pelo simples papel que exerce como intermediária das instituições de saúde no Sistema Único de Saúde – SUS da região oeste do Estado do Paraná. Inclusive de que tal fato já fora reconhecido por decisão unânime do Conselho de Recursos da Previdência Social em outro processo com o mesmo objeto. Dentre os fatos comprovados, têmse que o serviço de saúde não é prestado pela recorrente aos usuários, mas pelo Hospital Universitário UNIOESTE que faz uso de um estabelecimento da recorrente. Tudo isso devidamente formalizado através de convênios. Comprovouse que o Ministério da Saúde cedeu ao CISOP as instalações antes ocupada pelo Hospital Regional de Cascavel e, ato contínuo, o Estado do Paraná o transformou em Hospital Universitário UNIOESTE, fls. 434 e 440: CLÁUSULA TERCEIRA DA CESSÃO DOS BENS A cessão dos bens da SESA/ISEP e do MS ao CONSÓRCIO compreende o imóvel locado para o CRS e todos os bens móveis, equipamentos e acessórios a ele vinculados, bem como as linhas telefônicas existentes na respectiva unidade, de conformidade com o inventário assinado pelos signatários que faz parte do Anexo I deste Instrumento. ... Autoriza o Poder Executivo a transformar o Hospital Regional de Cascavel em Hospital Universitário do Oeste do Paraná e transferilo para a Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE e adota outras providências. Em algumas contas de despesas da recorrente consta pagamento a profissionais da área de saúde. Constato que os recibos e planilhas mencionadas na decisão recorrida, fls. 1.226, trazem o nome da recorrente como executora dos desembolsos, mas também que os serviços são prestados para o Hospital Universitário UNIOESTE. Foram juntados aos autos também autorizações do hospital para que o CISOP realizasse os pagamentos. E, no próprio convênio, estipulouse que é assim: o ordenador de despesas do UNIOESTE informa ao CISOP a prestação de serviço e, consequentemente, autoriza os desembolsos aos profissionais, fls. 428: 6.0) Efetuar os pagamentos de despesas autorizadas pelos ordenadores de despesas do Hospital, nos limites e de conformidade com a programação próestabelecida e recursos disponíveis; A decisão recorrida adotou como principal fundamento, nesta parte, o lançamento das despesas na conta de resultado "3.2.1.3.0031 Serviços Médicos Odontol. Pessoa Física". É que o ato normativo exigiria, segunda a decisão, a abstenção de lançamento contábil em conta de resultado dos valores pagos como honorários. Ressaltase que na decisão se preferiu pela semelhança a transcrição do ato vigente à época do julgamento e não do fato: Fl. 6DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Assinado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10935.008026/200874 Resolução n.º 2402000.135 S2C4T2 Fl. 1.282 7 Esse fato afasta a aplicação do art. 278 da Instrução Normativa SRP n° 003, de 14/07/2005, na forma invocada na impugnação. A propósito, vejase a redação desse dispositivo (cuja redação é praticamente idêntica ao art. 286 da Instrução Normativa DC/INSS n° 100, de 18/12/2003, que estava em vigor na época da ocorrência dos fatos geradores das contribuições apuradas): Artigo 278 (...) §1° Na hipótese prevista no caput, a entidade hospitalar ou afim se reveste da qualidade de mera repassadora dos honorários, os quais não deverão constar em contas de resultado de sua escrituração contábil, sendo que o responsável pelo pagamento da contribuição social previdenciária devida pela empresa e pela arrecadação e recolhimento da contribuição do segurado contribuinte individual será, conforme o caso, o ente público integrante do SUS, ou de outro sistema de saúde, ou a empresa que atua mediante plano ou seguro de saúde que pagou diretamente o segurado." Acontece que a Instrução Normativa DC/INSS n° 100, de 18/12/2003 traz também o parágrafo segundo, que comparado ao primeiro parágrafo, leva a conclusão que a escrituração contábil como despesa, por si só, não descaracteriza a condição de mera repassadora dos valores recebidos do SUS. Entendo que a escrituração desses mesmos valores também como receita faz com que a entidade mantenha a condição de mera repassadora. E assim deve ser. É necessário que os valores recebidos e repassados sejam escriturados para todos os fins, inclusive para controle pelos órgãos de controle interno e externo das verbas públicas, como os tribunais de contas. Acontece que, compulsados os autos, constato que somente foram exibidas as contas de despesas, sem qualquer referencia às receitas escrituradas pela recorrente: Art. 286. A utilização das dependências ou dos serviços da empresa que atua na área da saúde, pelo médico ou profissional da saúde, para atendimento de seus clientes particulares ou conveniados, percebendo honorários diretamente desses clientes ou de operadora ou seguradora de saúde, inclusive do Sistema Único de Saúde (SUS), com quem mantenha contrato de credenciamento ou convênio, não gera qualquer encargo previdenciário para a empresa locatária ou cedente. § 1º Na hipótese prevista no caput, a entidade hospitalar ou afim se reveste da qualidade de mera repassadora dos honorários, os quais não deverão constar em contas de resultado de sua escrituração contábil, sendo que o responsável pelo pagamento da contribuição social previdenciária devida pela empresa e pela arrecadação e recolhimento da contribuição do segurado contribuinte individual será, conforme o caso, o ente público integrante do SUS ou de outro sistema de saúde ou a empresa que atua mediante plano ou seguro de saúde que pagou diretamente o segurado. § 2° Se comprovado que a entidade hospitalar ou afim não se reveste da qualidade de mera repassadora, e for constatado que os honorários não constam em contas de receita e de despesa de sua escrituração contábil, promoverseá o arbitramento da base de cálculo das contribuições sociais devidas pela entidade e pelo contribuinte individual. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Assinado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10935.008026/200874 Resolução n.º 2402000.135 S2C4T2 Fl. 1.283 8 Constatase, também, que há outras contas contábeis de despesas com serviços médicos, e não só serviços odontológicos. Os lançamentos na conta contábil “Serviços Prestados – a vista 3.1.1.2.0001” têm por histórico: “Av Crédito Repasse SUS”; o que indica a existência de escrituração de receitas provenientes do SUS para repasse ao hospital universitário. Ainda nessa parte da decisão, o fato de a recorrente assumir o encargo de repassar diretamente aos profissionais da área de saúde as verbas pertencentes ao SUS não a torna tomadora dos serviços prestados. Comprova a recorrente que os profissionais ficaram a disposição do hospital, sob sua subordinação, que é uma pessoa jurídica própria com finalidade de prestação de serviço de saúde; enquanto o Consórcio, ora recorrente, segundo seus atos constitutivos, fls. 413, não possui fins lucrativos e é constituído pela união de municípios da região do oeste do Estado do Paraná com interesses comuns na prestação do serviço público de saúde, com uso dos recursos do SUS: Artigo 10. O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná CISOP sob a forma jurídica de Sociedade Civil sem fins lucrativos, regerseá, pelas normas contidas no presente Estatuto, pelas normas do Código Civil Brasileiro e legislação pertinente, e, também por regulamentação que vier a ser adotada pelos seus órgãos. ... I Representar o conjunto dos Municípios que o integram, em assuntos d interesses comum, relativo a Saúde, perante quaisquer outras entidades, especialmente perante as demais esferas constitucionais de Governo. Concluindo, para que fique comprovado que a recorrente não se reveste da qualidade de mera repassadora dos recursos do SUS ao Hospital Universitário UNIOESTE e/ou diretamente aos profissionais que nele atuam, fazse necessária a verificação e confronto dos valores escriturados como receitas do SUS e as respectivas despesas, partida e contra partida dos lançamentos contábeis nas duas contas de despesas "3.2.1.3.0031 Serviços Médicos Odontol. Pessoa Física" e “Serviços Prestados – a vista 3.1.1.2.0001”. Daí, as despesas que excederem os valores provenientes do SUS, de fato, estariam afastadas da condição de repasse. Para tanto, fica convertido o presente julgamento em diligência que após cumprida, com os demonstrativos e cópias que se fizerem necessárias, deverá, antes de sua tramitação para esse Conselho, ser informada ao recorrente para manifestação no prazo mínimo de 30 dias. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 8DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Assinado digitalmente em 06/06/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10120.006700/2006-07
Data da sessão: Tue Jan 18 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2002
Ementa: IMPOSTO TERRITORIAL RURAL – ITR – ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA – RESERVA LEGAL -AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS – Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR há necessidade da averbação do registro de imóveis ter ocorrido tempestivamente antes do fato gerador do tributo.
Numero da decisão: 2202-001.552
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator.
Nome do relator: Pedro Anan Junior
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator. (Assinado Digitalmente) Nelson Mallmann Presidente. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Fl. 129DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/02/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 2 Souza, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/02/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 10120.006700/200607 Acórdão n.º 220201.552 S2C2T2 Fl. 2 3 Relatório Contra o contribuinte José Maria Franco foi lavrado, em 06/10/2006, o Auto de Infração/anexos de fls. 01 e 45/51, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 19.210,01, a titulo de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, do exercício de 2002, acrescido de multa de oficio (75,0%) e juros legais calculados até 29/09/2006, incidentes sobre o imóvel rural denominado "Fazenda Invemada", cadastrado na RFB, sob o n°4.060.190O, com área de 1.587,6 ha, localizado no Município de Itajá GO. A ação fiscal, proveniente dos trabalhos de revisão interna das DITR/2002 incidentes em malha valor, iniciouse com a intimação de fls. 10, recepcionada em 17/08/2006 ("AR's de fls. 11), exigindose a apresentação de: 1° Certidão ou matrícula atualizada do Cartório de Registro de Imóveis competente; 2° Ato do órgão competente, que tenha conferido à parte da área do imóvel enquadrada nas naturezas . a) Preservação Permanente; b) Reserva Particular do Patrimônio Natural, averbada à margem da inscrição no Registro de Imóveis competente; c) Interesse Ecológico para a Proteção dos Ecossistemas; d) Imprestável para a Atividade Rural; c) Reserva Legal, averbada à margem da inscrição no Registro de Imóveis competente; e ou f) Servidão Florestal, averbada à margem da inscrição no Registro de Imóveis competente; e; 3° outros documentos e esclarecimentos por escrito, visando a elucidar os dados contidos nas mencionadas declarações do ITR. Em atendimento, foram apresentados os documentos de fls. 12, 13/24 e 25/41. No procedimento de análise e verificação da documentação apresentada e das informações constantes da DITR/2002, a fiscalização resolveu glosar totalmente as áreas declaradas como sendo de utilização limitada, de 370,6 ha. Desta forma, foram aumentadas as áreas tributável e aproveitável do imóvel, com redução do Grau de Utilização da área utilizável. Conseqüentemente, foi aumentado o VTN tributado — devido à glosa da área ambiental , bem como a respectiva alíquota de cálculo, alterada de 0,30% para 1,60%, para efeito de apuração do imposto suplementar lançado através do presente auto de infração, conforme demonstrativo de fls. 48. Cientificado do lançamento, em 16/10/2006 (documento "AR" de fls. 52), o Impugnante, por meio de procurador legalmente constituído, doc. de fls. 84/85, protocolou em 16/11/2006 a impugnação de fls. 63/83, onde alega em síntese: Fl. 131DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/02/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 4 a) A DITR/2002 remetida à SN.; não merecia censura alguma, porquanto concebida na mais estrita conformidade com o que prescreve a legislação regente ; b) A área de reserva de utilização limitação tivera o seu processo de averbação iniciado, porém, pendente de conclusão; c) Decisões emanadas do Órgão Julgador Administrativo deliberaram acerca da irrelevância de não apresentação ao IBAMA de requerimento para emissão do ADA — Ato Declaratório Ambiental ; d) Sorte igual teve questão pertinente à averbação extemporânea das áreas de reservas, julgada pela CSRF ; e) Documentos acoplados ao contencioso ratificam a existência da área de reserva declarada ; A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasilia – DRJ/BSA, ao examinar o pleito decidiu por unanimidade em negar provimento a impugnação, através do Acórdão DRJ/BSA n° 0320.247, de 28 de março de 2007 (fls. 91/99). Consubstanciado na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2002 Ementa: DAS ÁREAS DE UTILIZAÇÃO LIMITADA / RESERVA LEGAL. As áreas de utilização limitada/reserva legal, para fins de exclusão do ITR, cabem ser reconhecidas como de interesse ambiental pelo IBAMA/órgão conveniado, ou pelo menos, que seja comprovada a protocolização, em tempo hábil, do requerimento do competente ADA, bem como a comprovação de sua averbação à margem da matrícula do imóvel, até a data do fato gerador do imposto. Devidamente intimado o Recorrente apresenta tempestivamente recurso onde reitera os argumentos da impugnação. É o relatório Fl. 132DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/02/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 10120.006700/200607 Acórdão n.º 220201.552 S2C2T2 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior Relator O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e merece ser conhecido. Tratase de lançamento fiscal de ITR, exercício 2002, derivado de glosa de área utilização limitada pelo fato do recorrente não ter averbado no registro de imóveis. A decisão recorrida, que confirmou o lançamento, apóiase na premissa de não foi apresentado ADA e não foi devidamente averbado no registro de imóveis a área objeto de glosa. A questão exige que se separe a análise da disciplina normativa que as áreas de preservação permanente e reserva legal recebem no âmbito do Direito Tributário daquela que recebem no contexto do Direito Ambiental. A Lei 9.393, de 19 de dezembro de 1996, expressamente exclui da base de cálculo tributável do ITR as áreas de reserva legal e de preservação permanente (art. 10, § 1º, inciso II, letra “a”), ou seja, estas áreas constituem elementos redutores da base de cálculo tributável do ITR. A base de cálculo tributária é a própria exteriorização econômica do fato tributável. Por essa razão, a base de cálculo está submetida à reserva legal e aos rigores da legalidade tributária, contemplada constitucionalmente como uma das principais limitações constitucionais ao poder de tributar (art. 150, I, CF). O Código Tributário Nacional (art. 97, IV), de forma mais explícita, ratifica a necessidade de lei formal para a disciplina da base de cálculo tributável. Importante destacar que o Código Tributário Nacional (art. 97, § 1º) vincula os conceitos de majoração tributária (submetida à reserva legal) ao efeito “onerosidade”, produzido em decorrência de modificação da base de cálculo tributária. Vale dizer, qualquer alteração de base de cálculo que torne o tributo mais oneroso para o sujeito passivo submetese ao regime jurídico aplicável à majoração tributária, notadamente ‘a exigência de que seja veiculada por lei formal e atenda aos interstícios temporais previstos constitucionalmente (anterioridade geral, anterioridade nonagesimal) para cada espécie tributária. O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1º de janeiro de cada ano (art. 1º, lei 9.393/96). A base de cálculo tributável é resultado de uma operação complexa que tem como ponto de partida o Valor da Terra Nua – VTN, o qual sofre o efeito de vários elementos redutores. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/02/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 6 Do valor do imóvel declarado pelo contribuinte (Valor da Terra Nua) devem ser excluídos (art. 10, § 1º, Lei 9.393/96) os valores relativos a construções, instalações e benfeitorias; culturas permanentes e temporárias; pastagens cultivadas e melhoradas; florestas plantadas. Outro conceito importante na definição da base de cálculo tributável do ITR é o de “área tributável”, entendida como a área total do imóvel, excluídas, ou seja, devem ser considerados como elementos redutores: as áreas de preservação permanente e de reserva legal; as áreas de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas nas áreas de preservação permanente e de reserva legal; as áreas comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; as áreas sob regime de servidão florestal ou ambiental; as áreas cobertas por florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração; e as áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público. Da multiplicação do Valor da Terra Nua (VTN) pelo quociente entre a área tributável e a área total, chegase ao Valor da Terra Nua tributável (VTNt), que á efetiva base de cálculo sobre a qual deve incidir a alíquota (variável) do ITR. Importante aferir, no entanto, o Grau de Utilização da terra, tarefa que exige a análise e determinação da “área aproveitável” e da “área efetivamente utilizada”. Considerase como “área aproveitável”, a que for passível de exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, excluídas as áreas ocupadas por benfeitorias úteis e necessárias e os elementos redutores da área tributável, entre os quais destacamse as áreas de preservação permanente e as de reserva legal. Por outro lado, entendese por “área efetivamente utilizada” a porção do imóvel que no ano anterior tenha sido plantada com produtos vegetais; servido de pastagem, nativa ou plantada, observados índices de lotação por zona de pecuária; tenha sido objeto de exploração extrativa, observados os índices de rendimento por produto e a legislação ambiental; tenha servido para exploração de atividades granjeira e aqüícola, ou tenha sido o objeto de implantação de projeto técnico, nos termos do art. 7º da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993. O Grau de Utilização – GU do imóvel rural é a relação percentual entre a área efetivamente utilizada e a área aproveitável. A base de cálculo tributável do ITR é o Valor da Terra Nua tributável (VTNt), sobre a qual incidirão alíquotas variáveis dependendo da área total do imóvel e do Grau de Utilização da terra (art. 11, caput, Lei 9.393/96). Qualquer alteração nos elementos redutores da base de cálculo tributável poderá ensejar modificação no nível de onerosidade tributária, índice que pode refletir majoração tributária, a submeterse aos rigores da reserva legal, na forma do disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/02/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 10120.006700/200607 Acórdão n.º 220201.552 S2C2T2 Fl. 4 7 As áreas de preservação permanente e de reserva legal constituem, como visto, elementos redutores da “área tributável”, e por isso influenciam diretamente a base de cálculo tributável (Valor da Terra Nua tributável – VTNt), na medida em que esta é o resultado da multiplicação do Valor da Terra Nua (VTN) pelo quociente entre a área tributável e a área total. A desconsideração de elementos redutores do valor da “área tributável”, tais como as áreas de preservação permanente e reserva legal, leva inexoravelmente ao aumento do número resultante da divisão entre área tributável e área total do imóvel, resultado que repercute aumentando o valor da Terra Nua Tributável (VTNt), base de cálculo do ITR. A rigor, a base de cálculo do ITR (VTNt) é o resultado da multiplicação do Valor da Terra Nua (VTN) pelo índice resultante da divisão da área tributável pela área total do imóvel. O aumento de área tributável, decorrente, por exemplo, da desconsideração de elementos que o reduzem, como as áreas de preservação permanente e de reserva legal, conduz a um aumento na base de cálculo do ITR na medida em que aumenta o resultado da divisão da área tributável pela área total do imóvel. Ao disciplinar a base de cálculo do ITR, a Lei 9.393/96 não impôs qualquer condição para que as áreas de preservação permanente e de reserva legal fossem consideradas como elementos redutores da área tributável por este imposto. Ocorre que a IN/SRF 67/97, conferindo nova redação ao art. 10, § 4º da IN/SRF 43/97, estabeleceu que: Art. 10. § 4º As áreas de preservação permanente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declaratório do IBAMA, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR. Observado o seguinte: I as áreas de reserva legal, para fins de obtenção do ato declaratório do IBAMA, deverão estar averbadas à margem da inscrição da matrícula do imóvel no registro de imóveis competente, conforme preceitua a Lei nº 4.771, de 1965, II o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declaratório junto ao IBAMA. Como visto, o referido ato regulamentar criou três condições relativas aos elementos redutores da base de cálculo do ITR (áreas de preservação permanente e de reserva legal), a saber: Primeiro, as áreas de preservação permanente só poderão ser utilizadas para fins de apuração da base de cálculo do ITR após o protocolo, pelo interessado, de requerimento junto ao IBAMA solicitando a expedição de ato declaratório reconhecendo as características ambientais do imóvel. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/02/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 8 Segundo, as áreas de reserva legal deverão estar averbadas à margem da inscrição da matrícula do imóvel antes do pleito de expedição do ato declaratório junto ao IBAMA. Terceiro, o requerimento para expedição do ato declaratório deve ser protocolado junto ao IBAMA no prazo de até seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR. Segundo a dicção da citada Instrução Normativa, se não cumpridas as três condições por ela criadas, as áreas de preservação permanente e de reserva legal não poderão ser utilizadas pelo sujeito passivo como elementos redutores da base de cálculo do ITR. As referidas condições foram reproduzidas posteriormente pelo art. 17 da IN/SRF 73/2000 e da IN 60/2001 e constam do Decreto 4.382/2002 (art. 10, § 1º e 12, § 1º). Como resta claro, a lei tributária, ao definir o fato gerador do ITR, estabeleceu a sua base de cálculo sem condições. Atos regulamentares editados posteriormente, a pretexto de regular o tributo, na prática, tornaramno mais oneroso, na medida em que majoraram a sua base de cálculo, criando condições (antes inexistentes) para que esta pudesse ser apurada. O Código Tributário Nacional (art. 97, § 1º) é expresso ao equiparar à majoração do tributo, submetida à reserva de lei, qualquer modificação de sua base de cálculo, que resulte em tornálo mais oneroso”. No caso em concreto no que diz respeito a reserva legal ou área de utilização limitada, entendo para que o Recorrente ter direito a exclusão do valor da base de cálculo do ITR há necessidade da averbação no registro de imóveis, fato esse que não ficou evidenciado nos autos. Além do mais o Recorrente não trouxe nenhum outro elemento de prova, como por exemplo laudo de avaliação onde ficasse demonstrado que a área realmente é passível de exclusão. Neste sentido, nego provimento ao recurso do contribuinte. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 136DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/02/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR
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Numero do processo: 10283.007041/2003-11
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2000
ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL - ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE UTILIZAÇÃO LDA. A obrigatoriedade de apresentação do ADA como condição para o gozo da redução do ITR nos casos de area de preservação permanente e de utilização limitada, teve vigência a partir de 2001, inteligência do art. 17-0, da Lei n.6.938/81, na
redação do art. 1. da Lei n° 10.165/2000.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3802-000.002
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. A Conselheira Mercia Helena Trajano D'Amorim votou pela conclusão.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: MARIA DE FATIMA OLIVEIRA SILVA
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A obrigatoriedade de apresentação do ADA como condição para o gozo da redução do ITR nos casos de area de preservação permanente e de utilização limitada, teve vigência a partir de 2001, inteligência do art. 17-0, da Lei n.6.938/81, na redação do art. 1. da Lei n°10.165/2000. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. A Conselheira Mercia Helena Trajano D'Amorim votou pela conclusão. <rjefittic ri t-le/t31-01/` rca Helena Traj ano D'Amorim - Presidente Maria de Fatim liveira-Silva - Relatora EDITADO EM: 01/02/2011 Participou, aipda, do presente julgamento, o Conselheiro Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado. Processo n° 10283.007041/2003-11 S3-TE02 Acórdão n.° 3802-00.002 Fl. 2 Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: "Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 10/17, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, exercício 1999, relativo ao imóvel denominado "Fazenda Cana5 ", localizado no município de Boca do Acre — AM, com área total de 10.000,0ha, cadastrado na SRF sob o n° 751.437-9, no valor de R$15.928,00 (quinze mil, novecentos e vinte e oito reais), acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora, calculados até 28/11/2003, perfazendo um crédito tributário total de R$ 39.455, 24 (trinta e nove mil, quatrocentos e cinqüenta e cinco reais e vinte e quatro centavos). No procedimento de análise e verificagdo das informações declaradas na D1TR/1999 e dos documentos coletados no curso da ação fiscal, conforme demonstrativo, Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 12/13 e Demonstrativo de Apuração do ITR, fl. 14, a fiscalização apurou a seguinte infração: a) exclusão indevida da tributação de 8.000,0ha de área de utilização limitada. A exclusão indevida tem origem na ausência de comprovação de que a área de utilização limitada atendia aos requisitos legais para ser considerada como não tributável pelo ITR — protocolo do ADA junto ao Ibama. 0 contribuinte foi regularmente intimado a apresentar documentação comprobatória das áreas não tributáveis pelo ITR/99,fl. 03, tendo tomado ciência pelo AR deft. 04. Em resposta o intimado solicita cancelamento do procedimento fiscal alegando que o imóvel rural que deu origem à exigência não mais lhe pertence visto que a matricula do mesmo foi cancelada com base no provimento n° 02/2001, baixado pela Comissão de Correição Extraordinária, constituída pela Portaria n° 321/2001, da Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Amazonas, f1.05. 0 auditor em sua reintimagdo (AR. fl. 07), considerou não ser possível dispensar a apresentação dos documentos solicitados, vez que pela Lei n° 9.393, de 1996, contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer titulo, estando, assim, abarcada inclusive a posse injusta, a posse que apresenta vicio possessório. Esclarece, ainda, que quando um imóvel ‘e:\ transferido para o Poder Público não se aplica o instituto dá) sub-rogagclo (fl. 06). 2 • Processo n° 10283.007041/2003-11 S3-TE02 Acórdão n.° 3802-00.002 Fl. 4 A exclusão da área de utilização limitada/Reserva Legal da tributação pelo ITR depende ainda de sua averbação à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, até a data da ocorrência do fato gerador. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício. 1999 Ementa: ISENÇÃO. INTERPRETAÇ:4 - 0 LITERAL. A legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. Lançamento Procedente." A intimação no 145/06/SECAT/EQUIPROF/DRF/MNS, dando conta da decisão supra (fl. 87), foi recepcionada em 28/11/2006 (AR fl. 87/verso), ingressando o contribuinte tempestivamente com Recurso Voluntário a este Conselho de Contribuintes em 22/12/2006 (fls. 105/117), através do qual ratifica as razões apresentadas na peça impugnatória, ao tempo em que requer seja dado provimento ao presente recurso. É o Relatório Voto Conselheira Maria de Fátima Oliveira Silva, Relatora Como se viu, o recurso é tempestivo, cuida de questão atinente A. competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes e atende os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento, passando a analisá-lo. Conforme relatado, versam aos autos sobre Auto de Infração lavrado contra o contribuinte devidamente identificado, referente ao imóvel denominado Fazenda Canad, situada em Boca do Acre-AM, em razão da falta de recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, exercício 1999, em face a não apresentação de documentos exigidos para fins de exclusão das áreas não tributáveis da incidência do ITR. Ressalte-se que o desenredo da matéria sob julgamento atém-se a verificação da glosa total procedida pela autoridade fiscal com relação à Area de utilização limitada — Reserva Legal, em razão da ausência de apresentação tempestiva do Ato declaratório Ambiental — ADA, a considerar os reflexos decorrentes na DITR 1999, cujo fato gerador do Imposto ocorreu no primeiro dia de janeiro daquele ano, conforme preceito constante do art. 10 , da Lei 9.393/96, verbis: "Art. 1 0• O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1 0 de janeiro de cada ano." Por outro lado o art.10, § 1 0, II , "a" "b" e "c", da Lei retromencionada dispõe: 4 Processo n° 10283.007041/2003-11 S3-TE02 Acórdão n.° 3802-00.002 Fl. 3 Em resposta o contribuinte apresenta Certidão da Comarca de Boca de Acre (fl. 09). Não tendo sido apresentado o ADA, o auditor lavrou o Auto de Infração que foi postado aos correios tendo o contribuinte tomado ciência em 06/01/2004, conforme AR de fl. 23. Não concordando com a exigência o contribuinte apresentou em 05/02/2004, fl. 67, a impugnação de fls. 32/66, alegando, em síntese: I — que a IN/SRF n° 43/1997 e 67/1997 foram revogadas pela IN/SRF n° 73/2000, portanto padece de fundamento legal a alegação do auditor Fiscal; II — que a Constituição Federal e o Código Tributário Nacional vedam õs normas infra-legais de instituírem obrigações acessórias. Portanto, descabida a instituição da obrigação acessória através da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal; III — que em virtude do disposto no § 7° do artigo 10, da Lei n° 9.393, de 1996, incluído pelo art. 3° da Medida Provisória n° 2.166-67, de 24/08/2001 as divas de preservação permanente e de reserva legal ficam dispensadas de qualquer outra obrigação acessória que não a própria DITR ou comprovação prévia para fins de caracterização de área não-tributável na apuração do ITR; IV— que a área de reserva legal encontra-se averbada à margem da inscrição da matricula no registro de imóveis; V — que o auditor fiscal ignorou a determinação judicial de se cancelar e considerar inexistente para os efeitos e fins de direito averbada a matricula do imóvel." Ante os fundamentos da impugnação retro, as autoridades julgadoras de la Instância decidiram pela manutenção integral da exigência constante do Auto de Infração, conforme se extrai da leitura da ementa a seguir transcrita: "Assunto: Imposto sobre a propriedade Territorial Rural — ITR Exercício: 1999 Ementa: ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. COMPROVA Ç:4 -0. A exclusão de área declarada como de utilização limitada da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR esta condicionada ao reconhecimento dela junto ao Ibama ou a órgão delegado através de convênio, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), ,no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DIT1 1..<, 3 Processo n°10283.007041/2003-11 83-TE02 Acórdão n.° 3802-00.002 Fl. 5 "Art. 10. [..] § 1°. Para efeitos de apuração do ITR, considerar-se-d: II — área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°4.771, de 15 de setembro de 1965, com redação dada pela Lei n° 7.803 de 18 de julho de1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente emprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqiiicola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; " Em consonância com os termos constantes da norma acima exposta, a imposição de ato de órgão competente foi estabelecida apenas para as areas declaradas de interesse ecológico de que tratam as alíneas "h" e "c", do inciso II do ato legal em comento. Com o advento da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, que deu nova redação ao art. 17-0 da Lei n° 6.938/81, tem-se que: "Art. 17-0 Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — 1TR, com base em Ato Declaratório ambiental — ADA, deverão recolher ao Ibama importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei n°9.960, de 29 de janeiro de 2000-, a titulo de Taxa de Vistoria. "(NR) § 1° A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória." (NR) Resta consagrado, portanto, que somente a partir da edição da Lei n° 10.165/2000, que alterou o art. 17-0 da Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981 (que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação), é que o ADA passou a ser obrigatório para efeito de exclusão da base de cálculo do ITR das referidas áreas. Por outro lado, já resta pacificado o entendimento deste Terceiro Conselho de Contribuintes, a par de seus julgados, de que a exigência do Ato Demonstrativo Ambiental - ADA, somente se faz a partir do exercício de 2001, ou seja, a partir da edição da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 supracitada, que alterou o art. 17-0, da Lei n°6.938, de 31 de agosto de 1981.1 5 Processo n° 10283.007041/2003-11 S3-TE02 Acórdão n.° 3802 -00.002 Fl. 6 Diante de todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto, considerando ser inaplicável a exigência do ADA para fins de comprovação da Area de reserva1 gal constante na D1TR do exercício de 1999. ti , Maria de FA ima Õiiveira Silva ..."' 6
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Numero do processo: 19679.005202/2005-16
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2000
MULTA POR ATRASO DA DITR- OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA, Não tendo o contribuinte logrado comprovar através de prova documental
hábil a inexistência de vinculo com o fato gerador da obrigação tributária, não há como afastar a aplicação da multa por atraso na entrega de declaração.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-000.590
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 MULTA POR ATRASO DA DITR- OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA, Não tendo o contribuinte logrado comprovar através de prova documental hábil a inexistência de vinculo com o fato gerador da obrigação tributária, não há como afastar a aplicação da multa por atraso na entrega de declaração. Recurso negado.
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I .. .•...n.....:- MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 4,reo, SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 19679,005202/2005-16 Recurso n" 34L466 Voluntário Acórdão n" 2202-00.590 — 2" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 17 de junho de 2010 Matéria ITR Recorrente COMPANHIA DE EMPREENDIMENTOS SÃO PAULO Recorrida FAZENDA NACIONAL - ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 MULTA POR ATRASO DA DITR- OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA, Não tendo o contribuinte logrado comprovar através de prova documental hábil a inexistência de vinculo com o fato gerador da obrigação tributária, não há como afastar a aplicação da multa por atraso na entrega de declaração. Recurso negado.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. 7-',//'7,i7, . elso án/ al . án. -= 1-P resio entee ' 1A nio L),4 'M fft\inraelator EDITADO EM: 2 U AGO 21:31U Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez, Pedro Anan Júnior, Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Helenilson Cunha Pontes, Gustavo Lian Haddad e Nelson Mallmann (Presidente), i Relatório Exige-se do interessado supra o pagamento de multa por atraso na entrega da declaração do imposto sobre a propriedade tenitorial rural — 1"TR, Exercício 2000, no valor total de RS 7„000,00, do imóvel rural inscrito na Receita Federal sob o n° 4.833,376-0, localizado no município de Carutapera - MA, A base legal que fundamenta a exigência são os artigos 6.° ao 9.° da Lei n,° 9.393/96. Foi apresentada a impugnação de fis., 01110, Como preliminar, o impugnante levanta questões acerca do procedimento de oficio que apurou o imposto suplementar, sobre o qual foi calculada a multa objeto do presente processo. Alega ilegitimidade passiva. Afirma que a exigência da multa somente pode ser efetuada após o encerramento da discussão acerca da exigência do tributo. No mérito, afirma que a multa deve ser calculada sobre o imposto declarada - A DRJ-Campo Grande ao analisar o lançamento da multa entendeu que a mesma era devida, julgando o lançamento procedente, li-resignada, a contribuinte apresenta recurso voluntário de fis.144 al49, alegando a nulidade do acórdão recorrido, a litispendência administrativa e a não incidência do ITR, 2 Processo o' 19679.005202/2005-16 S2-C2T2 Acórdão o o 2202-00.590 Fl 2 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez Relator O recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço, Não há corno acolher a preliminar de nulidade argüida pela recorrente. Ao meu sentir, a preliminar não faz qualquer sentido no caso vertente. Em primeiro plano, porque não há provas conclusivas nos autos do alegado pela recorrente, No processo não ficou comprovado que a área mencionada não estava na posse do recorrente, ao tempo do fato gerador do ITR.Ou seja, não está claro se o contribuinte não fazia uso do referido imóvel, inobstante alegar que o mesmo encontrava-se dentro dos limites de reserva indígena. Em suma, entendo o Imposto Territorial Rural-ITR poderá incidir sobre área rural cujo acesso ainda que interditado ao seu proprietário por ato do Poder Público tributante, para fim de demarcação de reserva indígena, pois nada impede que o recorrente tenha tido a posse do imóvel. O contribuinte deve comprovar através de prova documental hábil a inexistência de vinculo com o fato gerador da obrigação tributária, diante da ausência de tal prova, não há como lhe eximir da cobrança da multa por atraso na entrega de declaração. Ante ao exposto, voto por negar provimento ao recurso, Atonio Loi O Mktinez 3
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Numero do processo: 10820.001415/2001-90
Data da sessão: Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA - IRPF
RECURSO ESPECIAL - PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE.
Na parte em que o acórdão foi decidido por unanimidade, não comprovada a divergência de interpretação promovida por outra Câmara dos Conselhos de Contribuintes ou pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, incabível o conhecimento de matéria constante de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, tendo em vista o não atendimento dos pressupostos de admissibilidade, previstos no Regimento Interno, aprovado pela Portaria MF
n° 147, de 2007.
CONTA CONJUNTA - SÚMULA 29 DO CARF.
Todos os co-titulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede à lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento.
Recurso especial parcialmente conhecido e, na parte conhecida, negado
Numero da decisão: 9202-000.565
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em relação aos depósitos bancários e em negar provimento ao recurso e relação à co-titularidade.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Moisés Giacomelli Nunes da Silva
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Na parte em que o acórdão foi decidido por unanimidade, não comprovada a divergência de interpretação promovida por outra Câmara dos Conselhos de Contribuintes ou pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, incabível o conhecimento de matéria constante de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, tendo em vista o não atendimento dos pressupostos de admissibilidade, previstos no Regimento Interno, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 2007. CONTA CONJUNTA - SÚMULA 29 DO CARF. Todos os co-titulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede à lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento. Recurso especial parcialmente conhecido e, na parte conhecida, negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em relação aos depósitos bancários e em negar provimento ao recurso e relação à co-titularidade. 40- CARLOS ALBER 1 FREITAS B RRETO - Presidente MOIS til ES DA SILVA - Relator EDITADO EM: 114 MAIO, 2010 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Rogério de Lellis Pinto (suplente convocado), Moises Giacomelli Nunes da Silva, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.Ausente, justificadamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior. Relatório O contribuinte foi intimado para prestar esclarecimentos correspondente a depósitos bancários no ano-calendário de 1998, no valor de R$ 2.199.499,46. Na primeira oportunidade em que se manifestou nos autos (fl. 24) infoiniou ser proprietário de estabelecimento agrícola e apresentou os extratos bancários de fls. 28 a 94. Junto com os extratos bancários, sem qualquer solicitação da fiscalização, juntou as notas de produtor rural de fls. 95 a 116 e as declarações de imposto de renda dos anos-calendário de 1999 e 1998 (fls. 167/174) que demonstra como única fonte de rendimentos os decorrentes da atividade rural, referente aos estabelecimentos dos quais é proprietário, conforme consta de sua declaração de ajuste anual. Após relacionar as notas fiscais de produtor rural, de posse dos extratos bancários, a fiscalização elaborou a planilha de depósitos bancários de fls. 180/182, no valor de R$ 1.942.596,98 e intimou o sujeito passivo para comprovar a origem dos valores tributados nas seguintes contas bancárias: Banco N° conta corrente Titularidade Bradesco — Ag. 1920-8 1.066-9 Olivar Barbosa Siqueira — fls. 28 a 66 Itaú 10.945-1 Olivar Barbosa Siqueira — fl. 77 Banco do Brasil 41.047-0 Olivar Barbosa Siqueira em conjunto com Tereza J. R. Siqueira — fls. 77 a 89 Banestado 00127-6 Olivar Barbosa Siqueira em conjunto com Tereza de Jesus Rego Siqueira — fls. 90 a 94 Por meio dos demonstrativos de fls. 185 a 186, o fiscalizado comprovou 81,32% dos valores, restando um saldo de R$ 410.907,89 (18,32%) de origem não justificada. Os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitaram as preliminares e, por maioria, deram provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Tadeu Farah e Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, que negavam provimento em relação aos valores referentes às contas conjuntas. O acórdão de fls. 303 a 313, pode ser sintetizado com a seguinte ementa: 2 Processo n° 10820.001415/2001-90 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.565 Fl. 3 LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. CONTAS CONJUNTAS. TRIBUTAÇÃO. Nos casos de contas bancárias em conjunto é indispensável a regular intimação de todos os titulares pra comprovar a origem dos recursos depositados e a infração de omissão de rendimentos deverá, necessariamente, ser imputada, em proporções iguais, entre os titulares, salvo se estes apresentarem declaração em conjunto. CONTRIBUINTE COM ÚNICA FONTE DE RENDIMENTOS — ATIVIDADE RURAL — COMPROVAÇÃO DA RECEITA — Pelas suas peculiaridades, os rendimentos da atividade rural gozam de tributação mais favorecida, devendo, a princípio, ser comprovados por nota fiscal de produtor. Entretanto, se o contribuinte somente declara rendimentos provenientes da atividade rural e o Fisco não prova que a omissão de rendimentos apurada tem origem em outra atividade, não procede a pretensão de deslocar o rendimento apurado para a tributação normal. Sendo que nestes casos o valor a ser tributado deverá se limitar a vinte por cento da omissão apurada. Preliminares rejeitadas. Recurso Provido. Além do que consta da ementa, o acórdão recorrido está alicerçado nos seguintes fundamentos: "Não ignoro que alguém que apresenta rendimentos declarados única e exclusivamente da atividade agrícola não possa ter omissão provenientes de outras fontes. No entanto, nestes casos, isto é, nas hipóteses em que o sujeito passivo somente possui rendimentos conhecidos provenientes da atividade agrícola e confessa que não possui documentos fiscais correspondente à parte destas receitas que foram omitidas, para que se possa tributar tais recursos como sendo omissão de outras fontes, que não da atividade agrícola, única conhecida, cabe à fiscalização demonstrar quais são as provas por meio das quais concluiu que os rendimentos omitidos são são provenientes da atividade agrícola, circunstância que não existe no caso dos autos. •••• Com efeito, além disso, os valores que resultaram sem comprovação efetiva são decorrentes de depósitos em conta bancária conjunta, devendo obrigatoriamente ter sido intimada a segunda titular da conta, sob pena de cerceamento de defesa. Intimada o acórdão, a Fazenda Nacional ingressou com recurso com base no artigo 70, II, do Regimento Interno vigente à época, apontando como paradigma o acórdão n° 106-15426, cuja ementa segue transcrita: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITO BANCÁRIO. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 01.01.1997, o artigo 42 da lei n° 9430, de 1996, autoriza a presunção legal de - 3 omissão de rendimentos com base em depósitos cuja origem dos recursos não for comprovada pelo titular, mormente se a movimentação financeira for incompatível com os rendimentos declarados. ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos, quando devidamente intimado, mormente se a movimentação financeira é incompatível com os rendimentos declarados. Argumenta a parte recorrente que a presunção relativa prevista no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, tornou-se definitiva na medida em que a parte recorrida confessou que não detinha documentação para comprovar a receita da origem dos R$ 410.907,89, para os quais não existiam documentos fiscais. Segundo a recorrente se o ônus da prova é do contribuinte, cabe a ele a origem dos recursos utilizados para acobertar depósitos bancários, que não pode ser substituídas por meras alegações. Quanto às contas conjuntas, com decisão por maioria, sustenta a recorrente que mesmo não intimada a co-titular, seria possível atribuir ao recorrente a metade dos valores. Admitido o recurso por meio do despacho de fls. 328/332, a parte recorrida apresentou as contra-razões de fls. 340 a 351, alegando, em síntese que a decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara ou a própria CSRF, há de ser entendida no contexto da situação do caso paradigma com o contexto da decisão recorrida e que, no caso dos autos, trata-se de situação diversa. Com a finalidade de demonstrar que se tratam de decisões divergentes, a parte recorrida trouxe aos autos a íntegra do acórdão apontado como paradigma, de onde transcrevo passagem relativa a questão fática daquele processo: "Ainda, o impugnante no intuito de justificar os depósitos tributados argui que esses seriam oriundos de movimentação financeira, tara tanto elaborou tabelas que levam em consideração valores creditados e debitados em sua conta bancária, querendo que seja tributado apenas o valor de R$ 70.000,00 que é resultante do confrontamento de entrada e as 'da de valores nas contas. A relatora do r. acórdão rechaçou o argumento ate de aplicações financeiras mantidas pelo apresentado pelo impugnante no sentido de que em momento algum restou comprovado o nexo de causualidade entre tais operações, não tendo nos autos qualquer prova de que os depósitos em questão \ advieram de resgate de aplicações financeiras mantidas pelo contribuinte É o relatório. 4 Processo n° 10820.001415/2001-90 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.565 Fl. 4 Voto Conselheiro MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Relator Da admissibilidade do recurso: O Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria n° 147, de 25 de Junho de 2007, vigente à época da interposição do recurso, ao tratar da admissibilidade de Recursos Especiais à Câmara Superior de Recursos Fiscais, nos artigos 7 0 , I e II e 15, previa textualmente: Art. 70• Compete à Câmara Superior de Recursos Fiscais, por suas Turmas, julgar recurso especial interposto contra: 1— decisão não-unânime de Câmara, quando for contrária à lei ou à evidência da prova; e II — decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais. •-•- Art. 15. O recurso especial, do Procurador da Fazenda Nacional ou do sujeito passivo, deverá ser formalizado em petição dirigida ao Presidente da Câmara que houver prolatado a decisão recorrida, no prazo de quinze dias contados da data da ciência da decisão. ,§ 1°. Na hipótese de que trata o inciso I do art. 7° deste Regimento, o recurso deverá demonstrar, fundamentadamente, a contrariedade à lei ou à evidência da prova e, havendo matérias autônomas, o recurso especial alcançará apenas a parte da decisão não unânime contrária à Fazenda Nacional. ,5Ç 2°. Na hipótese de que trata o inciso II do art. 7° deste Regimento, o recurso deverá demonstrar, fitridamentadamente, a divergência argüida, indicando a decisão divergente e comprovando-a mediante a apresentação de cópia de inteiro teor ou de cópia de publicação em que tenha sido divulgada, ou mediante cópia de publicação de até duas ementas, cujos acórdãos serão examinados pelo Presidente da Câmara Recorrida. ,55' 3°. A cópia de publicação de ementa referida no s5S' 2', quando extraída da internet, deverá ser impressa diretamente da página dos Conselhos de Contribuintes ou da Imprensa Nacional. (grifei) Apesar do recurso estar fundamentado com base no artigo 7°, II, do(' Regimento Interno vigente a época, isto é, decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais, ele também ataca a questão das contas conjuntas, destacando nada obstar em se atribuir ao recorrente a metade dos valores creditados em tais contas. Quando se confronta a matéria fática do acórdão recorrido com a matéria fática do acórdão paradigma, embora a tributação decorra do artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, verifica-se que este trata de questão relacionada a contribuinte que informa ter como única fonte de rendimentos a receita da atividade rural, não possuindo notas fiscais referente aos R$ 410.907,89 que serviram de base de cálculo. Por sua vez, o acórdão paradigma, conforme anteriormente relatado, tem como matéria fática, invocada pela parte autuada, que os rendimentos creditados em sua conta bancária são oriundos de resgate de aplicações financeiras. Ao meu sentir, o fato de um acórdão tratar de contribuinte que tem como única fonte de receita informada rendimentos da atividade rural e foi tributado com base no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996 e o do acórdão paradigma encontrar-se em situação diversa, informando que os rendimentos tributados advém de resgate de aplicações financeiras, não obsta o conhecimento do recurso, pois o que se discute é a tese jurídica para aplicação da presunção e não o artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996. Em que pese o entendimento acima exposto, neste ponto sou voto vencido na medida em que o colegiado entende que em se tratando de presunção a partir de depósito bancário de origem não comprovada, a questão fática deve ser idêntica para caracterizar a interpretação divergente exigida pelo inciso II do artigo 7°, do Regimento Interno vigente à época da interposição do recurso. Em face ao entendimento da douta maioria, acima exposto, por racionalidade na prestação da atividade jurisdicional, ressalvo meu ponto de vista e sigo o entendimento da douta maioria para não conhecer do recurso em relação a este ponto. Isso posto, no que diz respeito às contas conjuntas em que o Colegiado, por maioria, afastou a tributação por não ter sido intimado um dos co-titulares alegando, em tese, violação à lei, neste ponto conheço do recurso e nego-lhe provimento, com base no disposto na Súmula n°29 do CARF. É o voto. - . Moisés tiTacome 1 Nunes da Silva. - • -lator 6
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