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Numero do processo: 13749.000283/2011-59
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2010
IRPF. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria ou pensão percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da Lei 7.713/1988, desde a data de emissão do laudo médico oficial.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-004.697
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial para fins de reconhecer a isenção de imposto de renda nos meses de 11/2009 e 12/2009, ajustando o saldo de imposto de renda a restituir nesse ano para o valor de R$ 7.685,77.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente
Ronnie Soares Anderson - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
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ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria ou pensão percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da Lei 7.713/1988, desde a data de emissão do laudo médico oficial. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial para fins de reconhecer a isenção de imposto de renda nos meses de 11/2009 e 12/2009, ajustando o saldo de imposto de renda a restituir nesse ano para o valor de R$ 7.685,77. Ronaldo de Lima Macedo Presidente Ronnie Soares Anderson Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 9. 00 02 83 /2 01 1- 59 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/12/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por RONALDO DE LIMA MACEDO 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande (MS) DRJ/CGE, que julgou procedente Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), reduzindo o imposto a restituir relativo ao anocalendário 2009 de R$ 18.522,52 para R$ 3.110,02 (fls. 10/13). O processo foi distribuído para julgamento a ser realizado, inicialmente, pela Segunda Turma Especial da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). Contudo, em sessão de julgamento datada de 10/9/2014, foi exarada por aquela Turma a Resolução nº 2802000.221, convertendo o julgamento em diligência. Quando do seu retorno à segunda instância recursal, o processo foi distribuído para este Conselheiro, em observância ao disposto nos §§ 6º e 7º do art. 49 do Regimento Interno do CARF (RICARF), Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Esclarecidos esses fatos preliminares, passo a reproduzir o Relatório constante na precitada Resolução: Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF do exercício de 2010, ano calendário 2009, decorrente da omissão de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, no valor de R$ 66.698,27, com acréscimo de multa e juros, declarados como isentos e/ou nãotributáveis, em razão do contribuinte não ter comprovado ser portador de moléstia considerada grave ou sua condição de aposentado, pensionista ou reformado nos termos na legislação em vigor, para fins de isenção do imposto de renda. Conforme se depreende da descrição dos fatos e do enquadramento legal da Notificação de Lançamento (fl. 09), foi considerado como omitido na declaração de ajuste anual o rendimento constante na DIRF da fonte pagadora FUNDO ESPECIAL DE PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, no valor de R$ 66.698,27. O contribuinte apresentou impugnação anexando os documentos relativos à condição de pensionista, constantes nas fls 05 a 07, requerendo o acolhimento da impugnação alegando insubsistência e improcedência da ação fiscal. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento – DRJ em Campo Grande, considerou o lançamento procedente, não reconhecendo o direito creditório, tendo em vista que o contribuinte não apresentou laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, comprovando a moléstia grave, conforme acórdão: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2010 PROVENTOS DE APOSENTADORIA PERCEBIDOS PELOS PORTADORES DE MOLÉSTIA GRAVE. A prova da moléstia grave que dá direito à isenção do imposto sobre a renda se faz mediante apresentação de laudo emitido por serviço médico oficial reconhecendose o benefício a partir da data fixada pela perícia. Impugnação Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” O contribuinte, em seu recurso voluntário, sustenta que não foi reconhecido no Acórdão o laudo pericial emitido pelo INSS – Instituto Nacional do Seguro Nacional do Ministério da Previdência Social. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/12/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 13749.000283/201159 Acórdão n.º 2402004.697 S2C4T2 Fl. 3 3 Argumenta ainda que para comprovar que a contribuinte é de fato portadora da patologia CID10G13 com alienação mental em evolução desde 2007, confirmado pelo laudo do INSS e por médicos particulares, anexa cópia de impressão pessoal de interdição, realizada perante o MM Juiz de Direito e do Ministério Público, cópia do relatório da perícia médica realizada pelo Dr. Hélio Pancotti Barreiros (médico perito) e cópia do laudo pericial complementar, assinado pelo mesmo médico citado anteriormente. Por fim, requer seja acolhido o recurso voluntário, para que seja reconhecido o direito creditório total de R$ 18.522,52, relativo à declaração do imposto de renda da contribuinte. O recurso foi admitido como tempestivo à ocasião da prolação daquela Resolução, na qual se assentou serem os rendimentos examinados provenientes de pensão. Porém, diante da permanência de controvérsia acerca da condição de portadora de moléstia grave, bem como sobre o advento de tal condição, foi determinado o envio dos autos à repartição de origem, visando a obtenção do laudo médico pericial junto ao INSS. Realizada a diligência demandada, impõese o prosseguimento do julgamento da lide (fls. 98/101). É o relatório. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/12/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por RONALDO DE LIMA MACEDO 4 Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Relator O recurso já foi conhecido pelo CARF, cabendo transcrever as razões já expendidas pela sua extinta 2ª Turma Especial quando da prolação da Resolução nº 2802 000.221, as quais passam a integrar a fundamentação do presente julgado: Com efeito, a matéria se restringe à revisão do lançamento no que tange à alegada isenção dos rendimentos recebidos de FUNDO ESPECIAL DE PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, tendo vista condição de portador de moléstia grave. Em seu recurso o contribuinte insiste que recebeu tais valores a título de complemento pensão recebida em razão do óbito de seu cônjuge e na comprovação de ser portador de moléstia grave, nos termos da documentação de fls. 13/33, anexada à impugnação. A matéria em questão –isenção do IRPF sobre proventos de aposentadoria por ser o contribuinte portador de moléstia grave está disciplinada no artigo 6º, incisos XXI e XIV, da Lei nº 7.713/88, com a redação dada pelo artigo 47, da Lei nº 8.541/92. O artigo 6º da Lei nº 7.713/88, com as alterações do art. 47 da Lei n° 8.541/92 e art. 30, §2º da Lei nº 9.250/95, estabeleceu a concessão da isenção do IRPF nos seguintes casos: a) os valores recebidos serem de proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço; e b) moléstia prevista no texto legal e comprovada por meio de laudo médico pericial emitido pelo serviço médico oficial da União, Estados, Distrito Federal ou dos Municípios. Com relação ao primeiro requisito, a demonstração da condição de pensionista está claramente comprovada nos autos pelos documentos de fls. 13/33. A própria DRJ expressamente reconheceu tal situação: Para comprovar que é pensionista, foi apresentada cópia da certidão de casamento da impugnante com José Augusto de Miranda em 08/12/1937 (fls. 16/17), da certidão de óbito de José Augusto de Miranda em 06/08/2004 (fl. 18), do Atestado nº 3359 da Gerência de Benefícios – PREVIRIO que informa a concessão de pensão à cônjuge Francisca de Araújo Miranda em 02/09/2004 decorrente do óbito do segurado José Augusto de Miranda (fl. 19), dos contracheques de janeiro a dezembro de 2009 da pensionista Francisca de Araújo Miranda relativo ao funcionário José Augusto de Miranda (fls. 20/29), do comprovante de rendimentos pagos do ano base 2009 do Fundo Especial de Previdência do Município do Rio de Janeiro com a natureza de pensão previdenciária (fl. 30) e do recadastramento 2009 no Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro em 01/09/2009 referente ao benefício do exservidor José Augusto de Miranda (fl. 32). Este conjunto de documentos prova fartamente que a impugnante é de fato pensionista da previdência oficial do Município do Rio de Janeiro, cumprindo assim um dos requisitos para o uso do benefício pretendido de isenção por moléstia grave. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/12/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 13749.000283/201159 Acórdão n.º 2402004.697 S2C4T2 Fl. 4 5 Resta, então, analisar o segundo requisito imposto pela legislação que regula a matéria, qual seja, a comprovação, mediante laudo médico pericial emitido pelo serviço médico oficial da União, Estados, Distrito Federal ou dos Municípios, de que o recorrente é portador moléstia grave, nos termos do texto legal que concede a isenção Com relação a esse tópico, o recorrente apresentou, juntamente com o recurso voluntário, os documentos de fls. 64/73 do arquivo eletrônico, dentre os quais destaco os laudo periciais elaborados por perito médico designado pelo Juízo da 2ª Vara de Família da Comarca de Teresópolis (fls. 66/69) e certidão emitida pela Agência da Previdência Social (fl. 70), ambos afirmando, categoricamente, que o recorrente é portador de demência grave, classificada na CID10 G30." Não obstante tais considerações, no curso do debate que se desenvolveu durante a sessão, observouse que a referida certidão emitida pela Agência da Previdência Social (fls. 29 e 70), não possui o caráter de perícia médica oficial, carecendo, entre outros aspectos, da identificação do profissional de saúde responsável bem como do respectivo número de registro junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Na prática, consubstanciase em mera certidão administrativa que não supre a exigência legal de laudo pericial oficial, nos termos regrados pelo art. 30 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Sem embargo, há fortes indícios de que a emissão dessa certidão teve por amparo laudo daquele gênero, sem o qual não caberiam as conclusões nela espelhadas. Por sua vez, a perícia médica judicial constante às fls. 66/67 só daria respaldo à concessão de isenção a partir de novembro de 2009, quando se verificou a patologia em comento conforme descrita naquele documento. Dessa forma, a relatora firmou proposta de voto para que sejam os autos enviados à repartição de origem, para que seja realizada diligência junto ao INSS com o desiderato de se obter o laudo médico pericial que embasou a emissão da certidão constante à fl. 70 deste processo, por Agência daquele Instituto. Mediante o Ofício 17.0.24.050, de 26/5/2015, o INSS encaminhou cópia do laudo emitido pela instituição que amparou a isenção do imposto de renda em benefício da contribuinte (fls. 100/101). Nessa senda, merece ser transcrito o laudo de evidência, documento com o timbre do INSS datado de 10/6/2009, proveniente da Agência Executiva de Petrópolis/RJ, por meio do qual a perita médica Maria do Carmo B. Coelho, CRM 52 309617, afirma que: (...) 2 Após análise médico pericial ficou constatado que a requerente apresenta patologia de CIC10G30 de evolução há 2 anos, quadro no momento grave (...) Temse assim especificado o órgão emissor, a qualificação do portador da moléstia, o diagnóstico da enfermidade com o respectivo CID, a identificação completa do Fl. 109DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/12/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por RONALDO DE LIMA MACEDO 6 profissional de saúde bem como o respectivo número de registro junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Não obstante, deve ser frisado que a enfermidade de CID10G30 é associada ao Mal de Alzheimer, sendo oportuno trazer à baila as considerações vertidas pela instância recorrida sobre a possibilidade de enquadramento dessa doença como moléstia grave nos termos da legislação em vigor: Além disto é importante destacar que o código CID10G30 referese ao mal de Alzheimer, existindo vários graus da doença dentro do código, e que ela não se encontra no rol das moléstias graves especificadas na legislação anteriormente descrita, havendo porém nesta legislação a alienação mental. É necessário portanto que o laudo médico oficial, para comprovação desta moléstia grave de conformidade com a lei, demonstre em seu conteúdo e declare expressamente a existência de alienação mental e a data do início desta enfermidade, para que se possa atribuir os efeitos da isenção quanto a esta doença, porque o mal de Alzheimer é de evolução progressiva e não permite precisar o momento a partir do qual o paciente se torna incapaz e beneficiário da isenção. No laudo em comento, inexiste qualquer manifestação específica à existência de estado de alienação mental acometendo a interessada, tampouco ao momento em que tal estado teria começado, havendo apenas a menção ao quadro "no momento grave". Registrese que a referência à "isenção do Imposto de Renda a partir de 05/2009" não traz proveito às pretensões da contribuinte, pois o benefício fiscal se verifica à luz do preenchimento dos requisitos legais, não ao alvitre de perito médico do INSS. Sendo assim, persevera como documento apto a comprovar estado de alienação no anocalendário 2009 o constante às fls. 66/67, no qual perito médico judicial verifica a existência de estado de alienação, sob a forma de Demência não especificada (CID 10 = F.03), na data de 14/11/2009, do que se conclui que a contribuinte faz jus à isenção do imposto de renda, na condição de portadora de moléstia grave, nos meses de novembro e dezembro de 2009. Assim, o Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido de fl. 12 deve ser refeito espelhando essa isenção, nos seguintes termos (valores em reais): 1) Total de Rendimentos Tributáveis Declarados 34.220,65 2) Omissão de Rendimentos Apurada 50.059,15 3) Total de Rendimentos Tributáveis Apurados (1+2) 84.279,80 4) Desconto Simplificado (limitado a R 12.743,63) 12.743,63 5) Base Cálculo Apurada (34) 71.536,17 6) Imposto Apurado Após as Alterações (Tabela progressiva) 11.717,09 7) Total de Imposto Pago Declarado 19.402,86 8) Glosa de Imposto Pago 9) IRRF sobre infração ou Carnê Leão pago 10) Imposto a Restituir após alterações (67+89) 7.685,77 11) Imposto a Restituir Declarado 18.522,52 12) Imposto já Restituído 13) Saldo do Imposto a Restituir Ajustado 7.685,77 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/12/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 13749.000283/201159 Acórdão n.º 2402004.697 S2C4T2 Fl. 5 7 Ante o exposto, voto por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, para fins de ajustar o saldo de imposto a restituir relativo ao anocalendário 2009 para o valor de R$ 7.685,77 (sete mil seiscentos e oitenta e cinco reais e setenta e sete centavos). Ronnie Soares Anderson. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/12/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por RONALDO DE LIMA MACEDO
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Numero do processo: 11030.720613/2010-14
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 14 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. FUNDAMENTO PARA AFERIÇÃO DOS VALORES EFETIVAMENTE DEVIDOS A TÍTULO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. MATERIALIDADE DO PLEITO. LINEARIDADE DO ARGUMENTO DO SUJEITO PASSIVO.
Ao apresentar pedido de restituição de montante relativo à correção monetária devida em razão de oposição indevida do fisco, o sujeito passivo precisa apresentar argumentos que permitam confirmar a quantia devida, sendo fundamental informar o momento em que o ressarcimento foi efetivado.
Ao afirmar, em sede de manifestação de inconformidade, que o ressarcimento já foi efetuado, e em sede recursal que o ressarcimento ainda não o foi, resta prejudicado seu pedido ante sua inconsistência.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-002.300
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki - Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015).
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Francisco José Barroso Rios (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi (Relator), Solon Sehn, Mara Cristina Sifuentes e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. FUNDAMENTO PARA AFERIÇÃO DOS VALORES EFETIVAMENTE DEVIDOS A TÍTULO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. MATERIALIDADE DO PLEITO. LINEARIDADE DO ARGUMENTO DO SUJEITO PASSIVO. Ao apresentar pedido de restituição de montante relativo à correção monetária devida em razão de oposição indevida do fisco, o sujeito passivo precisa apresentar argumentos que permitam confirmar a quantia devida, sendo fundamental informar o momento em que o ressarcimento foi efetivado. Ao afirmar, em sede de manifestação de inconformidade, que o ressarcimento já foi efetuado, e em sede recursal que o ressarcimento ainda não o foi, resta prejudicado seu pedido ante sua inconsistência. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 03 0. 72 06 13 /2 01 0- 14 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 14/09/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 2 Waldir Navarro Bezerra – Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Francisco José Barroso Rios (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi (Relator), Solon Sehn, Mara Cristina Sifuentes e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Preliminarmente, ressaltase que nos termos do artigo 17, inciso III, do anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF/2015, fui designado como redator ad hoc (fl. 171), para formalização do respectivo Acórdão, considerando o resultado do julgado, conforme o constante da ATA da respectiva sessão de julgamento. Tratase de recurso voluntário que chega a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em razão da insurgência do contribuinte em epígrafe contra Acórdão lavrado pela 2ª Turma da DRJ de Porto Alegre (RS), que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pela interessada. Em momento prévio à análise das motivações recursais, é conveniente que sejam revisitados os atos e fases processuais já superados. Por bem descrever os fatos e atos processuais ocorridos até o momento da apresentação da impugnação, reproduzse aqui o relato formulado pela autoridade julgadora de 1ª instância, in verbis: "(...)Trata o presente processo de manifestação de inconformidade em relação a restituição por meio eletrônico relativo a créditos que a interessada alega possuir, originados de valores de Cofins nãocumulativa que deveriam ser corrigidos monetariamente ou ter incidência da taxa Selic. Analisado ao pleito original da contribuinte pela DRF em Passo Fundo, foi reconhecida integralidade do direito creditório originalmente pleiteado, tendo a empresa sido cientificada da decisão em 10/11/2010 (AR fls. 30). Não obstante, a contribuinte encaminhou pelo Correio em 10/12/2010 (com carimbo de recepção em 13/12/2010 aposto pela DRF Passo Fundo) manifestação de inconformidade, encaminhada a esta DRJ para análise (fls. 02 e 57), pleiteando a correção monetária ou aplicação da taxa Selic sobre os créditos reconhecidos administrativamente pela DRF pelos valores originais. Transcreve jurisprudência a seu favor. Nesta peça não aborda o prazo para a apresentação da inconformidade. Entendendo que a Manifestação de Inconformidade era intempestiva, haja vista a data de 13/12/2010, então considerada pelos elementos constantes no processo, este órgão julgador encaminhou o processo de volta à origem para que fosse lavrado Fl. 173DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 14/09/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 11030.720613/201014 Acórdão n.º 3802002.300 S3TE02 Fl. 173 3 o termo de revelia. Entretanto, ao tomar ciência do Despacho DRJ, a interessada compareceu novamente ao processo, apresentando solicitação de revisão do despacho, esclarecendo o engano ocorrido quanto à data correta de postagem, 10/12/2010, comprovandoo mediante documentação hábil e argumentando pela tempestividade com base no Ato Declaratório Normativo No 19, de 26/05/1997, pelo qual deve ser considerada a data de postagem da petição. Assim sendo, o processo foi remetido novamente à DRJ em 17/06/2011". Ao analisar o mérito da manifestação de inconformidade, restando superada a discussão acerca da sua tempestividade, a 2ª Turma da DRJ/POA entendeu pela improcedência da Manifestação de Inconformidade, mantendo a glosa do crédito requerido pela contribuinte e proferiu o seguinte acórdão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 Face à existência de expressa vedação legal, inaceitável a correção monetária ou a incidência de juros no ressarcimento de créditos de Pis/Cofins não cumulativos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Em seu Recurso Voluntário (fls. 141 e seguintes), que ora é objeto de exame, o sujeito passivo se insurge contra o acórdão a quo, reforçando seu argumento no sentido de que a demora na análise do pleito – não atendido até o momento da interposição do Recurso Voluntário – configura a resistência indevida do fisco, viabilizando a incidência de correção monetária sobre seu crédito a receber, desde a data do protocolo do pedido administrativo, alternativamente, a partir do primeiro dia subsequente ao término do prazo concedido pela legislação para que se julgasse o pedido. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, redator ad hoc designado para formalizar a decisão (fl. 171), uma vez que o Conselheiro Relator Bruno Maurício Macedo Curi, não mais compõe este colegiado e que a respectiva Turma Especial foi extinta, retratando hipótese de que trata o artigo 17, inciso III, do Anexo II, do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF no 343, de 09 de junho de 2015. Ressalvado o meu entendimento pessoal, no sentido de dar a este e a outros processos nessa mesma situação tratamento diverso. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 14/09/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 4 O presente recurso é tempestivo e, ausentes outras questões preliminares, passo à análise de mérito. Tratase de pedido de restituição formulado após processo de ressarcimento, cujo deferimento somente foi proferido após decurso de prazo superior a um ano. Em sua manifestação de inconformidade original (fls. 03 e seguintes), o contribuinte afirma que, até aquele momento, não havia sido efetivamente ressarcido dos valores reconhecidos no pedido formulado em 2008. Ao ser intimado da decisão que equivocadamente considerou intempestiva a Manifestação de Inconformidade, o contribuinte apresentou petição (fls. 99 e seguintes) esclarecendo o erro e afirmando que o crédito foi ressarcido pelo seu valor nominal, todavia sem especificar o momento de sua ocorrência. Dessa petição seguiuse o julgamento de mérito da DRJ, que, mesmo reconhecendo a tempestividade da manifestação de inconformidade, negou o pleito do contribuinte ante a ausência de previsão legal para correção monetária dos créditos de PIS/COFINS objeto de pedido de ressarcimento. Contra essa decisão, o Recurso Voluntário (fls. 141 e seguintes) indica que, até o momento de sua interposição, os créditos ainda não haviam sido efetivamente ressarcidos. Estou de acordo com os fundamentos jurídicos do pedido do contribuinte, porém não percebo materialidade no direito de crédito suscitado. Explico. A causa de pedir do sujeito passivo se dá em razão do fato de que a demora injustificada no ressarcimento de tributos, configura a resistência indevida do fisco a que a jurisprudência do STJ se refere, em sede de recurso repetitivo (cuja reprodução é obrigatória por este Conselho, nos termos do artigo 62A do RICARF). PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o conseqüente ingresso no Judiciário, Fl. 175DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 14/09/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 11030.720613/201014 Acórdão n.º 3802002.300 S3TE02 Fl. 174 5 postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Precedentes da Primeira Seção: REsp 490.547∕PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.09.2005, DJ 10.10.2005; EREsp 613.977∕RS, Rel. Ministro José Delgado, julgado em 09.11.2005, DJ 05.12.2005; EREsp 495.953∕PR, Rel. Ministra Denise Arruda, julgado em 27.09.2006, DJ 23.10.2006; EREsp 522.796∕PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 08.11.2006, DJ 24.09.2007; EREsp 430.498∕RS, Rel. Ministro Humberto Martins, julgado em 26.03.2008, DJe 07.04.2008; e EREsp 605.921∕RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 12.11.2008, DJe 24.11.2008). 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08∕2008. (REsp 1035847/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 24/06/2009, DJe 03/08/2009) Além disso, entende o STJ que o raciocínio da correção monetária para os créditos de IPI decorrentes da não cumulatividade se estende para os créditos de PIS e COFINS objeto de pedidos de ressarcimento: PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA 284/STF. CRÉDITO ESCRITURAL. DEMORA NA ANÁLISE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXEGESE DO RESP 1.035.847/RS. 1. A alegação genérica de violação do art. 535 do Código de Processo Civil, sem explicitar os pontos em que teria sido omisso o acórdão recorrido, atrai a aplicação do disposto na Súmula 284/STF. 2. O entendimento firmado no REsp 1.035.847/RS, de relatoria do Min. Luiz Fux, atrai conclusão no sentido de que é devida a incidência de correção monetária aos créditos escriturais que não são gozados pelo contribuinte, na forma de ressarcimento, compensação ou aproveitamento, por resistência ilegítima do Fisco ainda que a demora seja em decorrência de análise de processo administrativo. 3. "O ressarcimento em dinheiro ou a compensação, com outros tributos dos créditos relativos à nãocumulatividade das contribuições aos Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) art. 3º, c/c art. 5º, §§ 1º e 2º, da Lei n. 10.637/2002 e para a Seguridade Social (COFINS) art. 3º, c/c art. 6º, §§ 1º e 2º, da Lei n. 10.833/2003, quando efetuados com demora por parte da Fazenda Pública, ensejam a incidência de correção monetária. " (REsp 1129435/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 03/05/2011, DJe 09/05/2011). (...) Fl. 176DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 14/09/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 6 4. Embora o REsp paradigma 1.035.847/RS trate de crédito escritural de IPI, o entendimento nele proferido alberga o reconhecimento de que não incide correção monetária sobre créditos escriturais em geral, salvo se o seu ressarcimento, compensação ou aproveitamento é obstado por resistência ilegítima do Fisco. 5. O termo inicial para a incidência da correção monetária é do protocolo dos pedidos administrativos cuja fruição foi indevidamente obstada pelo Fisco. REsp 1129435/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 03/05/2011, DJe 09/05/2011; EDcl nos EDcl no REsp 897.297/ES, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, julgado em 16/12/2010, DJe 02/02/2011. Recurso especial conhecido em parte, e parcialmente provido. (STJ. Segunda Turma. REsp 1.268.980/SC. Relator Min. Humberto Martins. Julgado em 19/06/2012. Publicado no DJe de 22/06/2012) Ainda que o segundo julgado transcrito acima não seja de reprodução obrigatória, entendo ser a melhor interpretação ao primeiro, não somente ao estender o raciocínio dos créditos de IPI para os ressarcimentos de PIS e da COFINS, como também no que diz respeito ao termo inicial do prazo para fins de aplicação da correção monetária devida. Isso porque, formulado o pedido de ressarcimento, o fisco dispõe de todo o aparato (inclusive sistêmico) para efetivação da análise do pedido. A sobrecarga de pedidos, em si, não me parece argumento razoável para justificar a negativa de correção monetária aos créditos pleiteados. Nesse sentido, para não se submeter à fluência de correção monetária, o fisco deve apresentar seus fundamentos jurídicos – e não somente fáticos e conjunturais – a justificar a demora no atendimento do pedido de ressarcimento. Frisese que, nesse caso em particular, o fisco (assim como o contribuinte nos casos de recolhimento extemporâneo de tributos) está de posse de dinheiro que não lhe pertence, sendo no mínimo razoável a aplicação de correção monetária quando, além de tudo, ainda se demora na análise e/ou no cumprimento do pedido do sujeito passivo, que restar demonstrado como procedente. Contudo, no caso em particular, o Recorrente não apresenta a materialidade do seu crédito, o que motiva concretamente a negar provimento ao seu Recurso. Isso porque, como visto no começo do voto, a empresa apresenta argumentos sinuosos quanto à efetivação do deferimento do seu pedido: ora alega que já foi ressarcido, ora alega que não o foi. Essa afirmação, de aparente sutileza e irrelevância, ao meu ver é fundamental para o deslinde de seu pedido, pois entendo que o pedido de restituição da diferença de valores decorrentes de correção monetária de montante ressarcido a desoras, depende do efetivo cumprimento do pleito originário pelo fisco. Somente nesse momento se pode verificar o quantia devida que lastreará o pedido de restituição. Tal me parece a melhor interpretação sobre a hipótese trazida a lume, até porque, enquanto o ressarcimento originário não se houver efetivado, a quantia devida (quantum debeatur) será ilíquido – dificultando a verificação das diferenças a restituir. E ainda que se diga, com relação à ilação acima, que o pedido de valor a menor não seria obstável (pois indiscutivelmente há mais valores a restituir do que os Fl. 177DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 14/09/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 11030.720613/201014 Acórdão n.º 3802002.300 S3TE02 Fl. 175 7 pleiteados), atender a pedidos parciais de restituição provocaria não somente uma eternização na relação jurídica – pois haverá o risco de sempre haver novos pedidos de restituição em decorrência da análise da parcela ainda não apreciada –, como também dificulta a análise de eventual duplo benefício pelo contribuinte (que multiplicará seus pedidos de correção monetária ao longo do tempo em diversos pedidos). Importante também esclarecer que não verifiquei nos autos qualquer documento que comprove a data em que efetivamente teria ocorrido o ressarcimento, o qual, na petição de defesa da tempestividade da Manifestação de Inconformidade, foi alegado como já ter ocorrido pelos valores nominais do pedido original. Destarte, mesmo entendendo que, em tese, o contribuinte tem razão na sua causa de pedir, oriento meu voto no sentido de que seja mantida a decisão de primeira instância, negandose o direito creditório, por ausência de materialidade no seu pleito. Conclusão Ante todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário para NEGARLHE provimento. Formalizado o voto em razão do disposto no artigo 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015, subscrevo o presente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator ad hoc. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 14/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 14/09/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA
score : 1.0
Numero do processo: 13609.720115/2007-00
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Fri Jan 29 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Feb 12 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Constatado erro material no acórdão, acolhem-se os Embargos Declaratórios para que seja promovida a devida correção.
ITR - ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE-APP
Se a Fiscalização glosou o total da APP declarada de 2.378,50 hectares, o que foi mantido pela DRJ, e o acórdão recorrido restabeleceu 1.507,50 hectares, o provimento do Recurso Especial da Fazenda Nacional, nesta parte, acarreta o restabelecimento da glosa total da área em tela.
Embargos acolhidos
Acórdão rerratificado
Numero da decisão: 9202-003.750
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos Declaratórios para, rerratificando o Acórdão nº 9202-002.700, de 10/06/2013, alterar a conclusão do voto e a parte dispositiva do julgado, para "dar provimento parcial ao recurso para não admitir a Área de Preservação Permanente de 1.507,50 hectares, restabelecendo-se a glosa total desta área."
(assinado digitalmente)
CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO - Presidente.
(assinado digitalmente)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Relatora.
EDITADO EM: 11/02/2016
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Gerson Macedo Guerra.
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Constatado erro material no acórdão, acolhem-se os Embargos Declaratórios para que seja promovida a devida correção. ITR - ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE-APP Se a Fiscalização glosou o total da APP declarada de 2.378,50 hectares, o que foi mantido pela DRJ, e o acórdão recorrido restabeleceu 1.507,50 hectares, o provimento do Recurso Especial da Fazenda Nacional, nesta parte, acarreta o restabelecimento da glosa total da área em tela. Embargos acolhidos Acórdão rerratificado
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ITR ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTEAPP Se a Fiscalização glosou o total da APP declarada de 2.378,50 hectares, o que foi mantido pela DRJ, e o acórdão recorrido restabeleceu 1.507,50 hectares, o provimento do Recurso Especial da Fazenda Nacional, nesta parte, acarreta o restabelecimento da glosa total da área em tela. Embargos acolhidos Acórdão rerratificado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos Declaratórios para, rerratificando o Acórdão nº 9202002.700, de 10/06/2013, alterar a conclusão do voto e a parte dispositiva do julgado, para "dar provimento parcial ao recurso para não admitir a Área de Preservação Permanente de 1.507,50 hectares, restabelecendose a glosa total desta área." (assinado digitalmente) CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Presidente. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 9. 72 01 15 /2 00 7- 00 Fl. 322DF CARF MF Impresso em 12/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 11/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO 2 EDITADO EM: 11/02/2016 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Gerson Macedo Guerra. Relatório Em sessão plenária de 10/06/2013, foi julgado Recurso Especial do Procurador, prolatandose o Acórdão 9202002.700, assim ementado: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 ÁREAS DE RESERVA LEGAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE.ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). Não há óbice à aceitação da Área de Reserva Legal, ainda que ausente o ADA, no que tange à parte devidamente averbada à margem da matrícula do imóvel, inclusive com Termo de Responsabilidade de Averbação de Reserva Legal firmado com o IBAMA. Quanto à Área de Preservação Permanente, a ausência do ADA inviabiliza a fruição do benefício e não pode ser suprida por declaração do Instituto Estadual de Florestas. Recurso especial provido em parte.” A decisão foi assim registrada: “Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para restabelecer a glosa da Área de Preservação Permanente de 1.797,50 hectares. Vencidos os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Gonçalo Bonet Allage, que negaram provimento ao recurso.” Após a intimação da PGFN, foi o processo encaminhado à DRF em Sete Lagoas/MG, encarregada da execução do acórdão, para as providências de sua alçada. Na oportunidade, o Sr. Chefe da SACAT/DRF/STL/MG opôs os Embargos Declaratórios de fls. 156 a 158, alegando: “A PFN interpôs recurso especial em face do Acórdão do CARF, que havia restabelecido parcialmente a Área de Reserva Legal de 1.765,00 ha (declarada como 1.797,50 ha) e a Área de Preservação Permanente de 1.507,50 ha (declarada como 2.378,50 ha). Fl. 323DF CARF MF Impresso em 12/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 11/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO Processo nº 13609.720115/200700 Acórdão n.º 9202003.750 CSRFT2 Fl. 323 3 Em seu acórdão, a CSRF Câmara Superior de Recursos Fiscais decidiu pelo restabelecimento da glosa da Área de Preservação Permanente, mas, ao citar o tamanho da área, informou 1.797,50 ha, sendo que a área glosada pela fiscalização foi de 2.378,50 ha. Assim, propomos a apresentação do presente Embargo de Declaração para sanar a obscuridade do acórdão da CSRF, para esclarecer se o restabelecimento da glosa se refere à Área de Preservação Permanente, de 2.378,50 ha ou à Área de Reserva Legal, de 1.797,50.” Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo De plano, verificase a ausência de legitimidade do Embargante (Chefe da Sacat da DRF em Sete Lagoas/MG), uma vez que os artigos 65 e 66 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2013, legitimavam apenas o “titular da unidade da administração tributária encarregada da liquidação e execução do acórdão” para oposição de Embargos Declaratórios. No caso, os Embargos deveriam ter sido opostos pelo Sr. Delegado da Receita Federal em Sete Lagoas/MG, ausente qualquer ressalva acerca de eventual delegação de competência ao Sr. Chefe da Sacat. Entretanto, examinandose o conteúdo dos Embargos, concluise que ocorreu efetivamente uma inexatidão material, devida a lapso manifesto, quando da conclusão do voto condutor do aresto, o que gerou lapso também quando do registro da decisão embargada. A esse respeito, o art. 66, do Anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015, permite a oposição de Embargos Inominados, para a respectiva correção, por meio da prolação de novo acórdão. Assim, os presentes Embargos Declaratórios foram convertidos em Embargos Inominados, apresentados por esta Conselheira, no sentido de corrigir o lapso apontado, sem o que não será possível a correta execução do acórdão. Para melhor esclarecer acerca do ocorrido, trago à colação o quadro abaixo, contendo o histórico do que foi decidido em cada fase processual, relativamente às Áreas de Reserva Legal e Preservação Permanente: HISTÓRICO ÁREAS ISENTAS (em hectares) DITR Auto de Infração Decisão 1ª Instância Decisão 2ª Instância Decisão CSRF ARL 1.797,50 0 0 1.765,00 1.765,00 APP 2.378,50 0 0 1.507,50 0 Destarte, concluise que no acórdão embargado, da CSRF, deuse provimento parcial ao Recurso Especial, interposto pela Fazenda Nacional, não se admitindo a APP – Área de Preservação Permanente de 1.507,50 hectares, reconhecida pelo Acórdão de 2ª Instância, Fl. 324DF CARF MF Impresso em 12/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 11/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO 4 portanto a situação desta área voltou ao status do Auto de Infração, mantido pela Decisão de 1ª Instância, ou seja, glosa total de 2.378,50 hectares. Entretanto, tendo em vista a ocorrência de evidente erro material, devido a lapso manifesto, no voto condutor do acórdão embargado, embora tratandose da APP – Área de Preservação Permanente aceita pela decisão de Segunda Instância – 1.507,5 hectares – tomouse equivocadamente o valor da ARL – Área de Reserva Legal, também admitida na decisão de Segunda Instância e mantida na Instância Especial– 1.765,0 hectares. Confirase o voto condutor do acórdão embargado: “Entretanto, no que tange à Área de Preservação Permanente de 1.797,50 hectares, também admitida no acórdão recorrido, entendo que a ausência absoluta do ADA não pode ser relevada, conforme as razões a seguir explicitadas. (...) Diante do exposto, dou provimento parcial ao Recurso Especial, interposto pela Fazenda Nacional, para restabelecer a glosa da Área de Preservação Permanente de 1.797,50 hectares.” (grifei) Com efeito, a conclusão correta do voto deveria ser: “Entretanto, no que tange à Área de Preservação Permanente de 1.507,5 hectares, também admitida no acórdão recorrido, entendo que a ausência absoluta do ADA não pode ser relevada, conforme as razões a seguir explicitadas. (...) Diante do exposto, dou provimento parcial ao Recurso Especial, interposto pela Fazenda Nacional, para não admitir a Área de Preservação Permanente de 1.507,5 hectares, restabelecendose a glosa total desta área.” Diante do exposto, acolho os Embargos Declaratórios para, rerratificando o Acórdão 9202002.700, de 10/06/2013, alterar a conclusão do voto e a parte dispositiva do julgado, para “dar provimento parcial ao recurso para não admitir a Área de Preservação Permanente de 1.507,50 hectares, restabelecendose a glosa total desta área.” Maria Helena Cotta Cardozo Relatora Fl. 325DF CARF MF Impresso em 12/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 11/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 16682.901043/2011-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2003
DESPACHO DECISÓRIO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. OMISSÃO DOS MOTIVOS PARA NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. NULIDADE.
É nulo o despacho decisório que omite os motivos do não-reconhecimento do direito creditório.
Numero da decisão: 1101-000.882
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Edeli Pereira Bessa
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 DESPACHO DECISÓRIO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. OMISSÃO DOS MOTIVOS PARA NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. NULIDADE. É nulo o despacho decisório que omite os motivos do não-reconhecimento do direito creditório.
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PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. OMISSÃO DOS MOTIVOS PARA NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. NULIDADE. nulo o despacho decisório que omite os motivos do não-reconhecimento do direito creditório. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente substituta da turma), José Ricardo da Silva (vice-presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna, Benedict° Celso Benicio Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Marcelo de Assis Guerra. Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C1TI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 3 Relatório TELEMAR NORTE LESTE S/A, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 9° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro/RJ-I que, por unanimidade de votos, julgou IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que não homologou as compensações promovidas com o saldo negativo de IRPJ apurado no ano-calendário 2003. Por meio da DCOMP n° 30332.79987.140104.1.3.02-4850, retificada pela DCOMP n° 10919.70741.201006.1.7.02-0620, a contribuinte demonstrou a existência de saldo negativo de IRPJ no ano-calendário 2003, equivalente a R$ 11.705.493,94, reduzido a R$ 4.514.625,35 na retificação, passando a utilizá-lo em compensações. Apresentou, também, a DCOMP n° 29233.03478.130704.1.3.02-7702, retificada pela DCOMP n° 37005.43374.131006.1.7.02-2190, para utilização daquele crédito. Em 04/05/2011 foi emitido despacho decisório não homologando as compensações veiculadas nas DCOMP n° 10919.70741.201006.1.7.02-0620 e 37005.43374.131006.1.7.02-2190, na medida em que, confirmadas parcialmente as antecipações informadas (R$ 155.913,48 do total de R$ 21.563.515,74), tal valor foi insuficiente para liquidar o IRPJ devido no período (R$ 17.048.890,39). Consoante exposto no quadro demonstrativo que integrou o despacho decisório (fl. 19), foram confirmadas parcialmente as retenções de imposto na fonte (R$ 155.913,48 do total de R$ 20.989.274,77) e integralmente não confirmadas as estimativas compensadas com outros créditos, no valor de R$ 574.240,97. Nas informações complementares da análise do crédito, disponibilizadas no sitio da Receita Federal na Internet, foram relacionadas, por fonte pagadora e código de receita, as retenções confirmadas e aquelas não confirmadas, neste segundo caso seguidas de informações em campo justificativa. Também constou naquele documento a relação das estimativas compensadas não confirmadas, seguidas de informações em campo justificativa (fls. 20/24). Cientificada da decisão em 18/05/2011 (fl. 25), a contribuinte manifestou inconformidade argüindo a nulidade do despacho decisório, uma vez que a autoridade administrativa não apontou os motivos para desconsiderar o saldo negativo retratado na DIPJ do período. Alegou, também, a decadência do direito de o Fisco alterar a apuração do saldo negativo do ano-calendário 2003, e subsidiariamente afirmou a inadmissibilidade da glosa de estimativas mensais pagas por compensação, por representar dupla cobrança de tributo. Por fim, afirmou ter condições de comprovar as retenções de imposto de renda sofridas no ano- calendário 2003 por meio de sua escrituração contábil, requerendo diligência para tanto. A Turma julgadora rejeitou estes argumentos aduzindo que: • [...] no Despacho Decisório, a não homologação da compensação está motivada pela falta de saldo negativo disponível, haja vista que a soma das parcelas confirmadas de composição do crédito, R$ 155.913,48, não foi suficiente para guitar o Imposto de Renda devido, R$ 17.048.890,39, e, na Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CIT1 Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 4 Análise do Crédito, encontram-se as demais informações necessárias ao exercício do direito de defesa, ou seja, a indicação individualizada das parcelas para as quais faltava confirmação total ou parcial; • A diligência é prescindível, pois a verificação das retenções na fonte pode ser feita — e set-6 fella — sem a baixa dos autos; • 0 prazo decadencial previsto no art. 150, §4 ° do CTN reporta-se, apenas, a lançamento tributário, estando a homologação de compensações submetida ao prazo previsto no art. 74, §§ 10 e 5° da Lei n°9.430/96; • Apenas parte dos elementos extraídos da escrituração contábil da contribuinte referem-se a retenções de imposto na fonte. De toda sorte a prova das retenções deveria ser feita mediante juntada dos comprovantes de retenção; • Em nova consulta aos sistemas informatizados da RFB, tendo em conta os CNPJ básico da interessada e das fontes pagadoras, foi possível identificar outras retenções, sendo que daquelas promovidas sob código 6190 foi destacado o correspondente ao percentual de 4,80% para fins de crédito de IRPJ. Os créditos confirmados de IRRF passaram de R$ 155.913,48 para R$ 3.007.261,28, também porque compatíveis os rendimentos correspondentes com as receitas informadas na DIPJ; • Não H. reparos à glosa de R$ 574.240,97 a titulo de estimativa compensada não confirmada, na medida em que não homologada a DCOMP correspondente, implementando-se a condição resolutória da compensação. E inexistiria a alegada duplicidade de cobrança pois daquela homologação parcial resultaria cobrança de débito de IRPJ sob código 2362, e desta não homologação três débitos de COFINS, código 2172. Ademais, não compete A. Turma de Julgamento apreciar questionamentos contra execução fiscal; • As parcelas do crédito confirmadas passaram a totalizar R$ 3.162.440,18, mas ainda assim mostraram-se inferiores ao IRPJ devido de R$ 17.048.890,39, motivo pelo qual não houve crédito a ser reconhecido. Cientificada da decisão de primeira instância em 27/02/2012 (fl. 548/549), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 27/03/2012 (fls. 1976/1995), no qual, inicialmente, reitera a arguição de nulidade do despacho decisório por ausência de fundamentação clara e precisa. Na medida em que a DIPJ da Recorrente reflete todo o saldo negativo utilizado na PER/DCOMP, entende que não poderia o Fisco simplesmente questionar o imposto de renda pago no ano-calendário 2005 (sic) sem apresentar razões devidamente fundamentadas para tanto. Transcreve as alegações genéricas de insuficiência do crédito constantes do despacho decisório e classifica de confusas as tabelas de cálculo, pois embora haja indicação a quais CNPJs se referem as retenções glosadas, inexiste qualquer explicação adicional que permita a Recorrente entender o porquê dessa glosa. Seria porque as fontes retentoras não enviaram a DIRF? Os DARFs não foram encontrados? Conclui, assim, que o despacho decisório simplesmente não traz qualquer resposta a tais perguntas, nem a DRJ pôde fazê-lo, obrigando o contribuinte a entrar no Processo n° 16682.901043/2011-83 SI -CITI Acórdão n.° 1101 -000.882 Fl. 5 campo das suposições para averiguar os reais motivos que levaram ao não reconhecimento de seu crédito. Invoca as disposições do art. 142 do CTN, assemelha tal decisão ao lançamento de oficio com o "sinal trocado", afirma ser dever do Fisco motivar suas decisões, e transcreve doutrina em abono ao seu entendimento. Reporta-se a ementa de acórdão da DRJ/Salvador para afirmar que o despacho decisório e a DRJ transferiram indevidamente tal ônus ao contribuinte, que passou a ter que comprovar a existência do crédito em sede de manifestação de inconformidade, enquanto na verdade caberia ã autoridade fiscal apontar de maneira fundamentada as razões para desconsiderar o crédito disponível na declaração fiscal da empresa. Defende, assim, a declaração de nulidade do despacho decisório, com fundamento no art. 59, inciso II do Decreto n° 70.235/72. Argúi, ainda, a decadência do direito de o Fisco refazer a apuração do saldo negativo de IRPJ do ano-calendário 2003, vez que a DIPJ daquele período já exteriorizava o crédito existente, e em 2011 já havia transcorrido o prazo de 5 (cinco) anos previsto no art. 150, § 40 do CTN para manifestação de eventuais discordâncias. Aborda os efeitos da homologação, o conteúdo da DIPJ e reporta-se a julgados administrativos e doutrina favoráveis ao seu entendimento. Acrescenta que a alteração de sua apuração depende de ato administrativo especifico, e recorda a possibilidade de lançamento de oficio para redução de prejuízos fiscais. Defende que o silêncio do Fisco enseja a consolidação de toda a atividade de apuração do sujeito passivo e transcreve outras ementas de julgados deste Conselho neste sentido. Opõe-se à desconsideração das estimativas mensais pagas por compensação, pois tal acarretaria a absurda situação de se exigir do contribuinte (ainda que indiretamente) duas vezes a mesma estimativa mensal, qual seja: (i) mediante a redução do saldo negativo e (ii) pela via própria (execução fiscal), em razão da não homologação da compensação que pagou a estimativa. Diz que a decisão da DRJ simplesmente postergou a solução de um problema criado pelo despacho decisório recorrido, e transcreve ementas de acórdãos de outras DRJ em favor de seu entendimento. Quanto As retenções de imposto sofridas do ano-calendário 2003, questiona a exigência das DIRF pela decisão recorrida, observando que boa parte das retenções, sob código 6190, são promovidas por entes públicos, e em razão de seu grande número a Recorrente encontra grandes dificuldades em obter todos os informes de rendimento até a data de entrega da DIPJ, ou até mesmo até a data da transmissão do PER/DCOMP — muitas vezes, por culpa das entidades públicas. Reporta-se ao doc. 04 de sua defesa (fls. 2058/2519), no qual estariam relacionados 460 DIRFs não reconhecidas na pesquisa realizada pela DRJ, obtidas em consulta aos sistemas informatizados da Receita Federal. Entende que estes documentos são prova inequívoca da existência das retenções nela indicadas, e que a informação errada do CNPJ das fontes pagadoras, ou mesmo do valor incorreto da retenção, não impede seu direito de crédito. Pede, assim, diligência para confirmação destas retenções, caso não seja dado integral provimento ao recurso voluntário, para homologar as compensações aqui discutidas 4 PRINCIPAL MIJLTA JUROS 4.802.745,C2 960.549,00 4.152.579,33 Vekor onwat do saldo megativo info, modo no PERIDCOMP com demonstrativo de énlito. RE 4 514.025,35 Va or na DIP); 044,514 625.35 Samaltrio das part-elas <le composisAa do ered.to no OM: R$ 21 563 515,74 1RP2 devido: R$ 17.046.090,39 Valor do salon negat,vo disponlvel. l'Parcelas calrmadas I.mitaco ao somatOrio dos parcelas na DIN) - (API des ido) limitado ao manor valor antra saldo nagativo DIP) e RERIDCOMP, observado qua quando este calcula resultar negattvo, a valor sere zero, Valor do sales, negativo disponivel: RS 0,00 Dierste de exposto, 011,0 HOMOLOGO a compensaç6o declarada nos seguintes PER/OCOMP: 10919.70741,201006,1.7.02- 0620 37005.43374 131000.1.7.02-2190 Valor dev54:11- roncadadn rcrespondeste ens difo tos innevidamente rnmpensados, para pagamento ate 31/05/2011. 3-FUNDAMENTAL AO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Analis,"ns a., .nforma .,6es prestac as no documento acima loan r.ficaco e consineravdo que a soma das parcelas ce compos4o no creato inforrnadas no PAVDCOrit 2v, vd se, suficiente para comdrovar * quitando do imposts) devido e a apuraçEo do soldo negativo, veri(,cou.se: An :ELAS DE ':OMPOSICAO DO CREDITO INFORMADAS NO PER DCOMP PA1 7.CREDITO IR EXTERIOR RETENÇÕES PONTE PAGAMENTOS ESTIM.COMP.SNRA ESTIM.PARC.ELADAS DEM EST:M.COMP. SOMA PARC.CRED. 0,00 20.909.2/4,7? 0,00 0,00 0,00 574.240,9/ 21.063 010,14 CONFIRMADAS 0,00 155 913 43 0,00 0 00 0,00 0,03 155 913,46 Para informagZes sabre a a nalise de cred,to, venficac5a de valares devedore e ensIssio Ce GASP, consultor o endureço www.receitafazendagmbr. menu 'Onde Encontro'. oc,y5o "PERDCOMP". :Lem "PER/DCOMP.Desoacho Decisório. EMOtlCrdflItlItO Legal: Art, 168 da Eel nc 5.172, de 1966 (Cúdigo Tributário Nacional). Iiidsu LI do Paringiaro 1 0 do eit. 6° da Lei 9.430, de 1996. Al 40 de IN 818 900, de 2005. Art. 74 de LeF 9.430, de 27 de dezembro de- 1996. Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 6 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA A recorrente argumenta que o despacho decisório seria nulo por ausência de fundamentação clara e precisa. Necessário visualizar a fundamentação que consta no corpo do despacho decisório. Para justificar as parcelas de composição do crédito confirmadas, a autoridade competente disponibilizou, no sitio da Receita Federal na Internet, as seguintes informações acerca dos valores não confirmados: 5 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-Cl TI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 7 Parcelas Confirmadas Parcialmente ou Não Con fi rmadas CNPJ da Fonte Pagadora Código de Receita Valor PER/DCOMP Valor Confirmado Valor Não Confirmado Justificativa 00.000.000/0001- 91 6190 3.182.829,89 0,00 3.182.829,89 Retenção na fonte não comprovada 00.000.000/0183- 09 3426 8.544.417,18 0,00 8.544.417,18 Retenção na fonte não comprovada 00.360.305/0001- 04 :..'190 2.125.386,01 0,00 2.125.386,01 Retenção na fonte não comprovada 00.360.305/0202- 10 L273 19,502,88 0,00 19.502,88 Retenção na fonte não comprovada 00.394,452/01;01- 6190 562.290,19 535,78 561.754,41 Retenção na fonte comprovada parcialmente 00.394.- ■ 94/0C11- 36 6190 298.954,55 0,00 298.954,55 Retenção na fonte não comprovada 00.494.50710301- 44 6190 443.123,39 147,48 442.975,91 Retenção na fonte comprovada parcialmente OC 194.544/0001- 85 6190 170.381,38 0,00 170,381,38 Retenção na fonte não comprovada 00.497.552/0021- 09 6190 797.310,31 222,50 797.087,81 Retenção na fonte comprovada parcialmente 07.237.373/0001- 20 6190 351.652,31 0,00 351.652,31 Retenção na fonte não comprovada 33.000.167/0001- 01 6190 1.082.999,01 0,00 1.082.999,01 Retenção na fonte não comprovada 33.066.408/0001- IS 3426 530.952,26 32,61 530.919,65 Retenção na fonte comprovada parcialmente 33.066.408/0001- 15 5706 1.226.977,36 0,00 1.226.977,36 Retenção na fonte não comprovada 33.479.023/0001- 80 3426 1.497.522,94 0,00 1.497.522,94 Retenção na fonte não comprovada Total 20.834.299,66 938,37 20.833.361,29 Dai os questionamentos da recorrente: As fontes retentoras não enviaram a DIRE? Os DARFs nap foram encontrados? A recorrente não afirma a existência dos mesmos vícios na confirmação parcial das estimativas compensadas, mas veja-se nos correspondentes quadros, abaixo, que dúvidas semelhantes subsistem acerca da justificativa apresentada para seu não- reconhecimento: Demais Estimativas Compensadas Parcelas Confirmadas Parcialmente ou Não Confirmadas Período de apuração da estimativa compensada No do Processo/No da DCOMP Valor da estimativa compensada PER/DCOMP Valor confirmado Valor não confirmado Justificativa MA1/2003 13708.001134/2003-83 574.240,97 0,00 574,240,97 Compensação não confirmada Total 574.240,97 0,00 574.240,97 Total Confirmado de Demais Estimativas Compensadas: R$ 0,00 Decorre dai que somente com o acórdão da Turma Julgadora passaram a existir indícios de qual procedimento teria sido adotado para concluir pela inadmissibilidade daquelas deduções. Diz inicialmente o voto condutor do acórdão: Retenções confirmadas em DIRF 22. As parcelas não integralmente confirmadas foram objeto de nova verificação, que tomou como parâmetros os CNPJ básicos do Interessado a das fontes pagadoras, bem como o código de receita. Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C1T1 Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 8 23. Para as retenções feitas sob o código 6190, o Imposto de Renda retido foi calculado aplicando-se a aliquota de 4,80% sobre o rendimento tributável, conforme previsto na IN SRF/STN/SFC n° 23, de 2001, Anexo I (fl. 1.935), e na IN SRF n° 306, de 2003, Anexo I Y .1. 1.936/1.939). 24. Assim, foram levantadas as tabelas 2 a 8, em que se apresenta, por CNPJ básico do declarante (fonte pagadora) e por CNPJ do beneficiário, o rendimento tributável e o Imposto de Renda retido, conforme o código da receita: CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.000.000 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: BANCO DO BRASIL SA CNPJ do declarante CNPJ do beneficidrio , . Codtgo Rendimento . , tributa ye! IRRF 00.000.000/0001-91 33.000.118/0001-79 3426 8.229.591,79 1.632.260,65 00.000.000/0001-91 33.000.118/0004-11 3426 27,70 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0005-00 3426 702,87 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0006-83 3426 81,84 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0009-26 3426 4,06 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0012-21 3426 26,68 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0014-93 3426 2.127,63 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0015-74 3426 31,49 0,00 00.000.000/0001-91 33.000.118/0016-55 3426 295,92 0,00 Subtotal I 8.232.889,98 1.632.260,65 Retençáo informada em PER/DCOMP 8.544.417,18 Valor confirmado 1 1.632.260,65 Tabela 2— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.000.000 sob o código de receita 3426. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário . Código Rendimento tributa'vel (1) Retenvdo 1RRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0001-03 33.000.118/0001-79 6190 11.162,16 1.054,81 535,78 00.394.452/0002-86 33.000.118/0001-79 6190 445.492,63 42.099,01 21.383,65 00.394.452/0003-67 33.000.118/0001-79 6190 29.729,63 2.808,96 1.427,02 00.394.452/0005-29 33.000.118/0001-79 6190 100.923,24 9.537,37 4.844,32 00.394.452/0011-77 33.000.118/0005-00 6190 35.282,73 3.334,20 1.693,57 00.394.452/0012-58 33.000.118/0015-74 6190 24.250,81 2.291,70 1.164,04 00.394.452/0014-10 33.000.118/0010-60 6190 29.058,59 2.746,00 1.394,81 00.394.452/0015-09 33.000.118/0004-11 6190 14.744,91 1.393,30 707,76 00.394.452/0018-43 33.000.118/0001-79 6190 22.768,92 2.151,63 1.092,91 00.394.452/0020-68 33.000.118/0014-93 6190 19.160,07 1.810,68 919,68 00.394.452/0021-49 33.000.118/0001-79 6190 35.482,89 3.353,13 1.703,18 00.394.452/0022-20 I 33.000.118/0001-79 6190 20.922,88 2.100,79 1.004,30 00.394.452/0025-72 33.000.118/0003-30 6190 20.532,48 1.940,33 985,56 00.394.452/0028-15 33.000.118/0016-55 6190 24.702,11 2.334,30 1.185,70 7 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C ITI Acórdao n.° 1101-000.882 Fl. 9 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficiiirio . 6C diao ' Rendimento . tributtivel (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0031-10 33.000.118/0016-55 6190 82.949,01 7.838,60 3.981,55 00.394.452/0032-00 33.000.118/0010-60 6190 47.382,22 4.477,61 2.274,35 00.394.452/0034-63 33.000.118/0005-00 6190 178.411,14 16.859,89 8.563,73 00.394.452/0036-25 33.000.118/0008-45 6190 73.503,58 6.946,10 3.528,17 00.394.452/0038-97 33.000.118/0009-26 6190 12.247,91 1.157,42 587,90 00.394.452/0041-92 33.000.118/0001-79 6190 91.003,93 8.599,81 4.368,19 00.394.452/0041-92 33.000.118/0003-30 6190 9.948,03 940,09 477,51 00.394.452/0045-16 33.000.118/0001-79 6190 29.409,35 2.779,19 1.411,65 00.394.452/0047-88 33.000.118/0001-79 6190 13.316,60 1.258,44 639,20 00.394.452/0050-83 33.000.118/0003-30 6190 12.987,43 1.236,00 623,40 00.394.452/0051-64 33.000.118/0003-30 6190 43.026,14 4.065,96 2.065,25 00.394.452/0052-45 33.000.118/0003-30 6190 22.930,96 2.167,00 1.100,69 00.394.452/0055-98 33.000.118/0005-00 6190 10.873,99 1.027,50 521,95 00.394.452/0056-79 33.000.118/0001-79 6190 19.847,59 1.875,61 952,68 00.394.452/0057-50 33.000.118/0002-50 6190 37.173,67 3.541,30 1.784,34 00.394.452/0058-30 33.000.118/0015-74 6190 28.454,74 2.688,90 1.365,83 00.394.452/0060-55 33.000.118/0003-30 6190 20.520,02 1.939,10 984,96 00.394.452/0061-36 33.000.118/0001-79 6190 18.709,16 1.767,77 898,04 00.394.452/0069-93 33.000.118/0001-79 6190 30.574,18 2.853,11 1.467,56 00.394.452/0072-99 33.000.118/0001-79 6190 27.543,22 2.602,61 1.322,07 00.394.452/0075-31 33.000.118/0014-93 6190 17.781,54 1.701,42 853,51 00.394.452/0076-12 33.000.118/0012-21 6190 20.698,51 1.956,00 993,53 00.394.452/0077-01 33.000.118/0016-55 6190 15.514,40 1.466,12 744,69 00.394.452/0082-60 33.000.118/0012-21 6190 29.911,86 2.826,60 1.435,77 00.394.452/0090-70 33.000.118/0013-02 6190 35.872,24 3.389,90 1.721,87 00.394.452/0092-32 33.000.118/0014-93 6190 17.275,08 1.750,61 829,20 00.394.452/0093-13 33.000.118/0014-93 6190 36.848,83 3.482,21 1.768,74 00.394.452/0094-02 33.000.118/0001-79 6190 36.840,12 3.472,30 1.768,33 00.394.452/0095-85 33.000.118/0001-79 6190 24.958,69 2.212,19 1.198,02 00.394.452/0096-66 33.000.118/0007-64 6190 17.570,52 1.525,90 843,38 00.394.452/0097-47 33.000.118/0009-26 6190 44.709,21 4.225,01 2.146,04 00.394.452/0098-28 33.000.118/0011-40 6190 22.168,48 * 2.028,40 1.064,09 00.394.452/0099-09 33.000.118/0009-26 6190 35.615,21 3.333,30 I .709,53 00.394.452/0100-87 33.000.118/0009-26 6190 37.435,00 3.510,80 1.796,88 00.394.452/0101-68 33.000.118/0009-26 6190 36.074,20 3.408,90 1.731,56 00.394.452/0102-49 33.000.118/0007-64 6190 8.160,19 771,10 391,69 00.394.452/0103-20 33.000.118/0001-79 6190 31.305,68 2.863,69 1.502,67 00.394.452/0111-30 33.000.118/0014-93 6190 16.661,55 1.574,50 799,75 8 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 10 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário . Códtgo Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0113-00 33.000.118/0001-79 6190 1.516,91 143,35 72,81 00.394.452/0113-00 33.000.118/0003-30 6190 20.103,54 1.899,80 964,97 00.394.452/0114-82 33.000.118/0001-79 6190 29.436,43 2.781,79 1.412,95 00.394.452/0115-63 33.000.118/0001-79 6190 18.069,28 1.707,52 867,33 00.394.452/0118-06 33.000.118/0001-79 6190 22.376,88 2.114,59 1.074,09 00.394.452/0119-97 33.000.118/0001-79 6190 28.139,76 1.350,69 1.350,71 00.394.452/0121-01 33.000.118/0001-79 6190 41.674,15 3.938,19 2.000,36 00.394.452/0124-54 33.000.118/0014-93 6190 19.775,19 1.868,80 949,21 00.394.452/0126-16 33.000.118/0001-79 6190 14.447,99 1.365,33 693,50 00.394.452/0127-05 33.000.118/0001-79 6190 23.960,00 2.264,01 1.150,08 00.394.452/0131-83 33.000.118/0001-79 6190 19.322,68 1.826,00 927,49 00.394.452/0133-45 33.000.118/0001-79 6190 209.788,74 19.825,04 10.069,86 00.394.452/0134-26 33.000.118/0001-79 6190 72.471,31 6.848,39 3.478,62 00.394.452/0136-98 33.000.118/0007-64 6190 39.345,54 3.718,19 1.888,59 00.394.452/0138-50 33.000.118/0014-93 6190 23.580,21 2.228,29 1.131,85 00.394.452/0139-30 33.000.118/0001-79 6190 46.920,77 4.433,97 2.252,20 00.394.452/0143-17 33.000.118/0001-79 6190 24.026,92 2.270,55 1.153,29 00.394.452/0152-08 33.000.118/0003-30 6190 9.751,71 921,52 468,08 00.394.452/0153-99 33.000.118/0003-30 6190 8.889,41 840,02 426,69 00.394.452/0154-70 33.000.118/0003-30 6190 13.320,60 1.258,80 639,39 00.394.452/0158-01 33.000.118/0005-00 6190 5.341,44 504,75 256,39 00.394.452/0159-84 33.000.118/0005-00 6190 23.916,50 2.260,10 1.147,99 00.394.452/0160-18 33.000.118/0004-11 6190 12.640,88 1.194,50 606,76 00.394.452/0161-07 33.000.118/0013-02 6190 8.723,18 824,59 418,71 00.394.452/0162-80 33.000.118/0015-74 6190 13.764,01 1.300,70 660,67 00.394.452/0164-41 33.000.118/0012-21 6190 10.040,86 948,84 481,96 00.394.452/0165-22 33.000.118/0016-55 6190 9.608,78 908,05 461,22 00.394.452/0166-03 33.000.118/0015-74 6190 9.437,05 891,79 452,98 00.394.452/0167-94 33.000.118/0010-60 6190 8.513,39 804,50 408,64 00.394.452/0168-75 33.000.118/0011-40 6190 8.154,92 770,57 391,44 00.394.452/0169-56 33.000.118/0009-26 6190 14.641,10 1.357,60 702,77 00.394.452/0170-90 33.000.118/0007-64 6190 12.717,03 1.201,70 610,42 00.394.452/0174-13 33.000.118/0015-74 6190 44.888,51 4.241,97 2.154,65 00.394.452/0175-02 33.000.118/0007-64 6190 26.437,83 2.498,20 1.269,02 00.394.452/0178-47 33.000.118/0001-79 6190 53.299,59 5.036,81 2.558,38 00.394.452/0180-61 33.000.118/0007-64 6190 32.199,01 3.043,01 1.545,55 00.394.452/0184-95 33.000.118/0001-79 6190 217.627,76 20.565,82 10.446,13 00.394.452/0186-57 33.000.118/0008-45 6190 48.793,27 4.557,81 2.342,08 , 9 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 11 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficitirio • Códtgo Rendimento tributa . (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.452/0187-38 33.000.118/0001-79 6190 35.407,38 3.346,00 1.699,55 00.394.452/0187-38 33.000.118/0007-64 6190 14.466,42 1.367,06 694,39 00.394.452/0189-08 33.000.118/0001-79 6190 152.828,61 14.441,86 7.335,77 00.394.452/0195-48 33.000.118/0001-79 6190 60.491,16 5.716,42 2.903,58 00.394.452/0196-29 33.000.118/0003-30 6190 57.763,60 5.460,00 2.772,65 00.394.452/0203-92 33.000.118/0016-55 6190 24.437,53 2.309,20 1.173,00 00.394.452/0205-54 33.000.118/0001-79 6190 48.969,34 4.627,53 2.350,53 00.394.452/0206-35 33.000.118/0001-79 6190 114.187,14 10.834,61 5.480,98 00.394.452/0207-16 33.000.118/0001-79 6190 143.402,51 12.514,92 6.883,32 00.394.452/0212-83 33.000.118/0007-64 6190 78.492,99 7.418,04 3.767,66 00.394.452/0216-07 33.000.118/0001-79 6190 2.480,00 234,36 119,04 00.394.452/0216-07 33.000.118/0014-93 6190 320.862,35 30.321,52 15.401,39 00.394.452/0220-93 33.000.118/0001-79 6190 5.633,58 514,91 270,41 00.394.452/0226-89 33.000.118/0014-93 6190 15.934,32 1.505,90 764,85 00.394.452/0230-65 33.000.118/0007-64 6190 11.609,92 1.097,11 557,28 00.394.452/0231-46 33.000.118/0001-79 6190 16.734,55 1.581,40 803,26 00.394.452/0232-27 33.000.118/0009-26 6190 13.394,17 1.265,70 642,92 00.394.452/0234-99 33.000.118/0001-79 6190 4.677,99 423,19 224,54 00.394.452/0239-01 33.000.118/0003-30 6190 13.105,45 1.238,44 629,06 00.394.452/0257-85 33.000.118/0005-00 6190 34.893,80 3.297,40 1.674,90 00.394.452/0259-47 33.000.118/0005-00 6190 9.272,15 921,44 445,06 00.394.452/0264-04 33.000.118/0009-26 6190 14.554,61 1.375,38 698,62 00.394.452/0270-52 33.000.118/0001-79 6190 246.228,63 22.990,44 11.818,97 00.394.452/0294-20 33.000.118/0014-93 6190 8.380,64 868,63 402,27 00.394.452/0295-00 33.000.118/0001-79 6190 401.203,88 37.913,74 19.257,79 00.394.452/0296-91 33.000.118/0001-79 6190 29.074,27 2.781,54 1.395,56 00.394.452/0297-72 33.000.118/0001-79 6190 118.834,30 11.252,62 5.704,05 00.394.452/0298-53 33.000.118/0001-79 6190 22.943,39 2.168, 14 1.101,28 00.394.452/0299-34 33.000.118/0001-79 6190 39.386,97 3.722,04 1.890,57 00.394.452/0301-93 33.000.118/0001-79 6190 61.570,06 5.818,37 2.955,36 00.394.452/0302-74 33.000.118/0001-79 6190 62.765,31 5.931,33 3.012,73 00.394.452/0304-36 33.000.118/0003-30 6190 66.836,42 6.324,75 3.208,15 00.394.452/0305-17 33.000.118/0001-79 6190 48.492,12 4.582,52 2.327,62 00.394.452/0306-06 33.000.118/0001-79 6190 19.721,53 1.863,64 946,63 00.394.452/0307-89 33.000.118/0003-30 6190 14.442,03 1.365,24 693,22 00.394.452/0309-40 33.000.118/0014-93 6190 1.686,24 159,18 80,94 00.394.452/0316-70 33.000.118/0003-30 6190 49.328,73 4.661,57 2.367,78 00.394.452/0318-31 33.000.118/0001-79 6190 34.908,23 3.298,83 1.675,60 1 0 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 12 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficidrio . Códtgo Rendimento tributa , vel (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0324-80 33.000.118/0001-79 6190 167.254,27 15.805,45 8.028,20 00.394.452/0327-22 33.000.118/0001-79 6190 1.964,87 185,68 94,31 00.394.452/0327-22 33.000.118/0003-30 6190 33.836,18 3.198,40 1.624,14 00.394.452/0329-94 33.000.118/0005-00 6190 37.772,20 3.569,40 1.813,07 00.394.452/0331-09 33.000.118/0009-26 6190 37.504,54 3.544,10 1.800,22 00.394.452/0333-70 33.000.118/0015-74 6190 39.230,81 3.707,30 1.883,08 00.394.452/0335-32 33.000.118/0007-64 6190 26.867,69 2.538,80 1.289,65 00.394.452/0337-02 33.000.118/0005-00 6190 70.405,55 6.653,30 3.379,47 00.394.452/0339-66 33.000.118/0001-79 6190 28.740,98 2.716,00 1.379,57 00.394.452/0344-23 33.000.118/0001-79 6190 32.612,13 3.081,81 1.565,38 00.394.452/0347-76 33.000.118/0003-30 6190 21.370,38 2.019,50 1.025,78 00.394.452/0349-38 33.000.118/0014-93 6190 27.565,69 2.610,40 1.323,15 00.394.452/0352-33 33.000.118/0001-79 6190 10.157,04 959,82 487,54 00.394.452/0355-86 33.000.118/0001-79 6190 4.061,31 383,80 194,94 00.394.452/0355-86 33.000.118/0003-30 6190 15.466,79 1.461,60 742,41 00.394.452/0358-29 33.000.118/0016-55 6190 27.295,91 2.579,49 1.310,20 00.394.452/0368-09 33.000.118/0001-79 6190 12.735,18 1.203,45 611,29 00.394.452/0375-20 33.000.118/0001-79 6190 41.067,54 3.880,85 1.971,24 00.394.452/0376-00 33.000.118/0001-79 6190 29.559,14 2.793,34 1.418,84 00.394.452/0378-72 33.000.118/0001-79 6190 622.976,12 58.871,25 29.902,85 00.394.452/0380-97 33.000.118/0009-26 6190 33.177,98 3.135,30 1.592,54 00.394.452/0383-30 33.000.118/0015-74 6190 100.490,84 9.259,79 4.823,56 00.394.452/0384-10 33.000.118/0003-30 6190 59.773,85 5.648,60 2.869,14 00.394.452/0385-00 33.000.118/0007-64 6190 58.821,73 5.558,60 2.823,44 00.394.452/0387-63 33.000.118/0014-93 6190 72.708,26 6.870,90 3.490,00 00.394.452/0395-73 33.000.118/0016-55 6190 31.436,12 2.970,70 1.508,93 00.394.452/0400-75 33.000.118/0001-79 6190 110.801,59 9.089,66 5.318,48 00.394.452/0401-56 33.000.118/0007-64 6190 11.525,64 1.056,90 553,23 00.394.452/0402-37 33.000.118/0014-93 6190 8.890,43 881,01 426,74 00.394.452/0403-18 33.000.118/0001-79 6190 3.406,61 292,55 163,52 00.394.452/0406-60 33.000.118/0001-79 6190 41.804,68 3.950,40 2.006,62 00.394.452/0407-41 33.000.118/0001-79 6190 175.362,80 16.571,74 8.417,41 00.394.452/0409-03 33.000.118/0001-79 6190 27.262,15 2.579,48 1.308,58 00.394.452/0421-08 33.000.118/0001-79 6190 31.493,35 2.976,12 1.511,68 00.394.452/0423-61 33.000.118/0001-79 6190 54.884,05 5.166,06 2.634,43 00.394.452/0424-42 33.000. 118/0001-79 6190 16.656,30 1.574,01 799,50 00.394.452/0432-52 33.000.118/0014-93 6190 54.593,34 5.159,12 2.620,48 00.394.452/0433-33 33.000.118/0012-21 6190 99.606,66 9.412,83 4.781,12 11 Processo n°16682.901043/2011-83 SI-C ITI AcórclAo n.° 1101-000.882 Fl. 13 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do . beneficitirto Cádi . go Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.452/0434-14 33.000.118/0007-64 6190 27.380,99 2.587,50 1.314,29 00.394.452/0435-03 33.000.118/0001-79 6190 487.971,29 46.252,94 23.422,62 00.394.452/0438-48 33.000.118/0005-00 6190 231.710,42 21.925,45 11.122, I 0 00.394.452/0441-43 33.000.118/0015-74 6190 222.691,81 21.043,88 10.689,21 00.394.452/0456-20 33.000.118/0001-79 6190 47.899,97 4.526,54 2.299,20 00.394.452/0466-00 33.000.118/0012-21 6190 15.414,22 1.456,67 739,88 00.394.452/0468-63 33.000.118/0001-79 6190 23.377,74 2.182,45 1.122,13 00.394.452/0474-01 33.000.118/0014-93 6190 14.550,16 1.382,71 698,41 00.394.452/0480-50 33.000.118/0009-26 6190 84.313,05 7.967,40 4.047,03 00.394.452/0500-38 33.000.118/0009-26 6190 7.653,86 723,23 367,39 00.394.452/0504-61 33.000.118/0007-64 6190 20.740,06 1.959,80 995,52 00.394.452/0506-23 33.000.118/0014-93 6190 9.678,07 915,41 464,55 00.394.452/0509-76 33.000.118/0001-79 6190 171.323,50 16.190,05 8.223,53 00.394.452/0512-71 33.000.118/0001-79 6190 2.905,60 274,53 139,47 00.394.452/0513-52 33.000.118/0006-83 6190 33.325,85 3.114,30 1.599,64 00.394.452/0514-33 33.000.118/0001-79 6190 20.341,86 1.922,29 976,41 00.394.452/0523-24 33.000.118/0005-00 6190 31.594,33 2.985,68 1.516,53 00.394.452/0527-58 33.000.118/0007-64 6190 4.931,09 423,70 236,69 00.394.452/0528-39 33.000.118/0007-64 6190 26.837,59 2.536,10 1.288,20 00.394.452/0529-10 33.000.118/0001-79 6190 194.879,62 18.625,73 9.354,22 00.394.452/0529-10 33.000.118/0007-64 6190 4.636,80 438,18 222,57 00.394.452/0532-15 33.000.118/0007-64 6190 11.598,89 1.143,34 556,75 00.394.452/0536-49 33.000.118/0001-79 6190 6.365,04 601,49 305,52 00.394.452/0539-91 33.000.118/0007-64 6190 50.424,15 4.758,44 2.420,36 00.394.452/0541-06 33.000.118/0015-74 6190 16.747,93 1.582,65 803,90 00.394.452/0544-59 33.000.118/0003-30 6190 17.521,88 1.665,86 841,05 00.394.452/0548-82 33.000.118/0001-79 6190 11.294,39 1.067,32 542,13 00.394.452/0548-82 33.000.118/0007-64 6190 1.647,12 155,66 79,06 00.394.452/0550-05 33.000.118/0001-79 6190 51.019,49 4.821,29 2.448,94 00.394.452/0554-20 33.000.118/0014-93 6190 45.850,32 4.332,85 2.200,82 00.394.452/0557-73 33.000.118/0001-79 6190 62.233,47 5.881,09 2.987,21 00.394.452/0558-54 33.000.118/0008-45 6190 106.289,66 10.044,65 5.101,90 00.394.452/0570-40 33.000.118/0003-30 6190 243.269,36 19.246,30 11.676,93 00.394.452/0571-21 33.000.118/0014-93 6190 10.497,45 991,92 503,88 00.394.452/0573-93 33.000.118/0007-64 6190 37.968,99 3.540,30 1.822,51 Subtotal 2 10.435.520,40 978.293,50 500.904,94 Retenção informada em PER/DCOMP 562.290,19 12 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CIT I Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 14 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.452 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: COMANDO DO EXERCITO CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário Código Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% Valor confirmado 2 500.904,94 Tabela 3— Valor confirmado de 1R retido pelo CNPJ básico 00.394.452 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.494 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: MINIS TERIO DA JUSTICA CNPJ do declarante CNPJ do beneficidrio , . Codigo Rendimento tributdvel (1) Retenção (2) IRRF = (1) * 4,80% 00.394.494/0010-27 33.000.118/0001-79 6190 12.917,97 1.220,74 620,06 00.394.494/0010-27 33.000. I 18/0006-83 6190 44.023,86 4.160,21 2.113,15 00.394.494/0020-07 33.000.118/0013-02 6190 126.472,43 11.951,60 6.070,68 00.394.494/0021-80 33.000.118/0007-64 6190 103.496,59 20.709,57 4.967,84 00.394.494/0022-60 33.000.118/0005-00 6190 456.675,92 43.146,32 21.920,44 00.394.494/0023-41 33.000.118/0015-74 6190 228.083,09 21.553,85 10.947,99 00.394.494/0025-03 33.000.118/0001-79 6190 49.967,43 4.721,87 2.398,44 00.394.494/0025-03 33.000.118/0002-50 6190 469.600,41 44.377,16 22.540,82 00.394.494/0027-75 33.000.118/0001-79 6190 136.165,08 12.867,61 6.535,92 00.394.494/0029-37 33.000.118/0003-30 6190 680.586,75 64.339,10 32.668,16 00.394.494/0030-70 33.000.118/0009-26 6190 257.756,96 24.374,86 12.372,33 00.394.494/0031-51 33.000.118/0012-21 6190 125.716,95 11.880,26 6.034,41 00.394.494/0033-13 33.000.118/0014-93 6190 307.254,44 34.553,63 14.748,21 00.394.494/0034-02 33.000.118/0010-60 6190 89.240,01 8.433,10 4.283,52 00.394.494/0035-85 33.000.118/0001-79 6190 987.766,58 93.343,93 47.412,80 00.394.494/0036-66 33.000.118/0016-55 6190 211.685,91 20.004,31 10.160,92 00.394.494/0041-23 33.000.118/0004-11 6190 97.423,74 9.206,53 4.676,34 00.394.494/0093-54 33.000.118/0008-45 6190 101.623,84 9.603,45 4.877,94 00.394.494/0105-22 33.000.118/0007-64 6190 19.455,05 1.838,40 933,84 00.394.494/0106-03 33.000.118/0009-26 6190 204.916,75 19.992,08 9.836,00 00.394.494/0107-94 33.000.118/0015-74 6190 186.021,55 17.579,10 8.929,03 00.394.494/0108-75 33.000.118/0014-93 6190 50.082,62 4.732,82 2.403,97 00.394.494/0109-56 33.000.118/0001-79 6190 229.956,36 21.730,81 11.037,91 00.394.494/0110-90 33.000.118/0003-30 6190 182.830,20 17.277,34 8.775,85 00.394.494/0111-70 33.000.118/0001-79 6190 262.888,96 24.843,00 12.618,67 00.394.494/01 I 7-66 33.000.118/0001-79 6190 116.202 , 13 10.981,00 5.577,70 00.394.494/0118-47 33.000.118/0001-79 6190 47.267,50 4.466,76 2.268,84 00.394.494/0118-47 33.000.118/0016-55 6190 26.023,44 2.459,21 1.249,13 00.394.494/0121-42 33.000.118/0002-50 6190 83.777,09 7.916,80 4.021,30 00.394.494/0122-23 33.000.118/0010-60 6190 57.602,52 5.443,42 2.764,92 oP 13 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-Cl TI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 15 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.494 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: MINISTERIO DA JUSTICA CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário , . Codigo Rendimento tributável (I) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.494/0124-95 33.000.118/0005-00 6190 9.118,82 407,25 437,70 00.394.494/0124-95 33.000.118/0013-02 6190 51.820,63 4.901,49 2.487,39 00.394.494/0125-76 33.000.118/0004-11 6190 98.581,84 9.313,40 4.731,93 00.394.494/0137-00 33.000.118/0008-45 6190 36.145,31 3.415,70 1.734,97 Subtotal 3 6.149.148,73 597.746,68 295.159,12 Retenção informada ern PER/DCOMP 298.954,55 Valor confirmado 3 295.159,12 Tabela 4— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.394.494 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do . beneficicirio Codigo Rendimento tributável (I) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.502/0001-44 33.000.118/0001-79 6190 3.073,24 290,36 147,52 00.394.502/0002-25 33.000.118/0001-79 6190 1.734.865,88 171.233,83 83.273,56 00.394.502/0003-06 33.000.118/0001-79 6190 584,56 55,21 28,06 00.394.502/0007-30 33.000.118/0001-79 6190 8.325,76 786,61 399,64 00.394.502/0008-10 33.000.118/0001-79 6190 14.529,64 1.343,58 697,42 00.394.502/0011-16 33.000.118/0001-79 6190 432,62 40,85 20,77 00.394.502/0012-05 33.000.118/0001-79 6190 115.000,00 10.867,50 5.520,00 00.394.502/0012-05 33.000.118/0003-30 6190 27.860,94 2.632,80 1.337,33 00.394.502/0012-05 33.000.118/0005-00 6190 18.068,54 1.707,40 867,29 00.394.502/0012-05 33.000.118/0016-55 6190 122.400,27 11.566,82 5.875,21 00.394.502/0013-88 33.000.118/0001-79 6190 4.443,04 419,83 213,27 00.394.502/0014-69 33.000.118/0001-79 6190 1.214.133,41 114.782,96 58.278,40 00.394.502/0015-40 33.000.118/0001-79 6190 434.958,93 41.103,58 20.878,03 00.394.502/0017-01 33.000.118/0001-79 6190 20.164,95 1.907,52 967,92 00.394.502/0018-92 33.000.118/0001-79 6190 447,73 42,30 21,49 00.394.502/0019-73 33.000.118/0001-79 6190 578,65 55,05 27,78 00.394.502/0021-98 33.000.118/0001-79 6190 1.947,96 184,07 93,50 00.394.502/0025-11 33.000.118/0002-50 6190 17.164,09 1.576,10 823,88 00.394.502/0026-00 33.000.118/0001-79 6190 39.880,07 3.768,58 1.914,24 00.394.502/0030-89 33.000.118/0004-11 6190 23.028,53 2 . 176,20 1.105,37 00.394.502/0033-21 33.000.118/0016-55 6190 223.390,32 23.983,06 10.722,74 00.394.502/0037-55 33.000.118/0012-21 6190 33.671,67 3.185,20 1.616,24 00.394.502/0039-17 33.000.118/0010-60 6190 6.153,01 581,42 295,34 6() 14 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C III Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 16 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do beneficia , . Codtgo Rendimento tributa'vel (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.502/0042-12 33.000.118/0009-26 6190 5.438,40 539,70 261,04 00.394.502/0043-01 33.000.118/0007-64 6190 70.786,14 6.689,20 3.397,73 00.394.502/0059-60 33.000.118/0001-79 6190 8.462,02 799,64 406,18 00.394.502/0061-85 33.000.118/0009-26 6190 6.183,60 584,30 296,81 00.394.502/0064-28 33.000.118/0016-55 6190 5.493,50 519,10 263,69 00.394.502/0065-09 33.000.118/0001-79 6190 101.400,07 9.582,20 4.867,20 00.394.502/0066-90 33.000.118/0014-93 6190 17.288,85 2.690,30 829,86 00.394.502/0067-70 33.000.118/0005-00 6190 39.387,34 3.722,00 1.890,59 00.394.502/0069-32 33.000.118/0001-79 6190 53.332,17 5.039,88 2.559,94 00.394.502/0071-57 33.000.118/0001-79 6190 15.885,96 1.501,19 762,53 00.394.502/0073-19 33.000.118/0001-79 6190 1.853,18 175,03 88,95 00.394.502/0074-08 33.000.118/0001-79 6190 452,38 42,72 21,71 00.394.502/0075-80 33.000.118/0001-79 6190 4.867,45 459,96 233,64 00.394.502/0077-42 33.000.118/0001-79 6190 2.045,96 193,33 98,21 00.394.502/0078-23 33.000.118/0001-79 6190 7.742,62 731,64 371,65 00.394.502/0079-04 33.000.118/0001-79 6190 53.833,49 5.086,55 2.584,01 00.394.502/0084-71 33.000.118/0001-79 6190 5.039,70 361,06 241,91 00.394.502/0084-71 33.000.118/0002-50 6190 71,92 6,79 3,45 00.394.502/0087-14 33.000.118/0001-79 6190 11.950,11 1.129,22 573,61 00.394.502/0091-09 33.000.118/0001-79 6190 330,93 31,27 15,88 00.394.502/0092-81 33.000.118/0001-79 6190 23.035,14 2.176,73 1.105,69 00.394.502/0093-62 33.000.118/0001-79 6190 9.121,77 862,52 437,84 00.394.502/0094-43 33.000.118/0001-79 6190 59.717,73 5.643,23 2.866,45 00.394.502/0099-58 33.000.118/0001-79 6190 130.023,23 12.287,15 6.241,12 00.394.502/0105-30 33.000.118/0001-79 6190 801.212,92 71.072,93 38.458,22 00.394.502/0107-00 33.000.118/0001-79 6190 122.853,59 11.609,55 5.896,97 00.394.502/0110-06 33.000.118/0003-30 6190 21.500,89 2.021,40 1.032,04 00.394.502/0110-06 33.000.118/0005-00 6190 8.975,30 847,50 430,81 00.394.502/0116-93 33.000.118/0015-74 6190 121.562,89 11.442,75 5.835,02 00.394.502/0117-74 33.000.118/0001-79 6190 31.521,93 2.978,73 1.513,05 00.394.502/0119-36 33.000.118/0001-79 6190 24.296,61 2.295,98 1.166,24 00.394.502/0125-84 33.000.118/0001-79 6190 62.624,65 5.917,73 3.005,98 00.394.502/0128-27 33.000.118/0001-79 6190 181.282,68 16.714,34 8.701,57 00.394.502/0129-08 33.000.118/0001-79 6190 362,94 362,94 17,42 00.394.502/0131-22 33.000.118/0001-79 6190 2.504,17 244,37 120,20 00.394.502/0133-94 33.000.118/0014-93 6190 84.042,12 7.942,42 4.034,02 15 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CIT1 Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 17 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do beneficicirio Código Rendimento tributtivel (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.502/0139-80 33.000.118/0001-79 6190 489,35 46,23 23,49 00.394.502/0141-02 33.000.118/0001-79 6190 41.410,59 3.913,27 1.987,71 00.394.502/0148-70 33.000.118/0001-79 6190 20,001,03 19.800,49 960,05 00.394.502/0154-19 33.000.118/0001-79 6190 953,08 90,05 45,75 00.394.502/0154-19 33.000.118/0002-50 6190 356,79 33,70 17,13 00.394.502/0154-19 33.000.118/0005-00 6190 139,50 13,18 6,70 00.394.502/0159-23 33.000.118/0001-79 6190 2.005,25 189,45 96,25 00.394.502/0161-48 33.000.118/0001-79 6190 7.552,46 713,68 362,52 00.394.502/0162-29 33.000.118/0001-79 6190 26.542,00 2.506,59 1.274,02 00.394.502/0163-00 33.000.118/0001-79 6190 3.323,23 314,01 159,52 00.394.502/0172-09 33.000.118/0001-79 6190 38.053,60 3.596,01 1.82657 00.394.502/0177-05 33.000.118/0001-79 6190 28.579,08 2.700,66 1.371,80 00.394.502/0180-00 33.000.118/0004-11 6190 60,37 5,70 2,90 00.394.502/0180-00 33.000.118/0005-00 6190 317.886,61 30.155,31 15.258,56 00.394.502/0180-00 33.000.118/0013-02 6190 240,19 22,70 11,53 00.394.502/0185-15 33.000.118/0009-26 6190 7.772,66 734,51 373,09 00.394.502/0188-68 33.000.118/0002-50 6190 47.849,01 4.521,60 2.296,75 00.394.502/0189-49 33.000.118/0001-79 6190 1.610,01 152,08 77,28 00.394.502/0190-82 33.000.118/0001-79 6190 6.744,83 637,45 323,75 00.394.502/0197-63 33.000.118/0001-79 6190 50.281,54 4.751,59 2.413,51 00.394.502/0192-44 33.000.118/0001-79 6190 54.094,99 5.020,81 2.596,56 00.394.502/0222-02 33.000.718/0001-79 6190 3.276,49 309,61 157,27 00.394.502/0229-70 33.000.118/0001-79 6190 20.380,29 1.928,31 978,25 00.394.502/0270-00 33.000.118/0001-79 6190 12.724,87 1.202,49 610,79 00.394.502/0272-63 33.000.118/0001-79 6190 17.479,02 1.732,18 838,99 00.394.502/0307-28 33.000.118/0001-79 6190 1.794,96 171,96 86 16 00.394.502/0308-09 33.000.118/0001-79 6190 1.155,88 109,18 55,48 00.394.502/0342-00 33.000.118/0001-79 6190 6.681,45 631,35 320,71 00.394.502/0343-91 33.000.118/0001-79 6190 424.730,87 40.169,97 20.387,08 00.394.502/0344-72 33.000.118/0001-79 6190 46.122,03 4.358,54 2.213,86 00.394.502/0386-21 33.000.118/0001-79 6190 181.507,94 17.152,41 8.712,38 00.394.502/0394-31 33.000.118/0001-79 6190 3.907,99 369,29 187,58 00.394.502/0396-07 33.000.118/0009-26 6190 410.812,33 39.415,38 19.718,99 00.394.502/0397-84 33.000.118/0001-79 6190 391,33 3698 18,78 00.394.502/0397-84 33.000.118/0016-55 6190 111.453,40 10.532,20 5.349,76 00.394.502/0398-65 33.000.118/0001-79 6190 4.98637 468,40 239,35 16 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C IT I Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 18 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do . beneficiário , Código Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.502/0401-03 33.000.118/0007-64 6190 32.652,89 3.085,60 1.567,34 00.394.502/0420-68 33.000.118/0001-79 6190 658,61 62,22 31,61 00.394.502/0421-49 33.000.118/0001-79 6190 1.547,33 146,21 74,27 00.394.502/0425-72 33.000.118/0001-79 6190 2.041,81 192,88 98,01 00.394.502/0425-72 33.000.118/0002-50 6190 453,27 42,79 21,76 00.394.502/0425-72 33.000.118/0005-00 6190 9.936,53 939,00 476,95 00.394.502/0425-72 33.000.118/0012-21 6190 143,77 13,57 6,90 00.394.502/0425-72 33.000.118/0013-02 6190 202,80 19,16 9,73 00.394.502/0425-72 33.000.118/0014-93 6190 495,37 46,81 23,78 00.394.502/0425-72 33.000.118/0015-74 6190 2.443,89 230,83 117,31 00.394.502/0425-72 33.000.118/0016-55 6190 1.349,32 127,49 64,77 00.394.502/0426-53 33.000.118/0001-79 6190 576,12 54,40 27,65 00.394.502/0426-53 33.000.118/0002-50 6190 1.729,00 163,37 82,99 00.394.502/0426-53 33.000.118/0005-00 6190 842,78 79,64 40,45 00.394.502/0426-53 33.000.118/0012-21 6190 351,92 33,25 16,89 00.394.502/0426-53 33.000.118/0015-74 6190 137,25 12,97 6,59 00.394.502/0427-34 33.000.118/0002-50 6190 1.195,44 112,94 57,38 00.394.502/0427-34 33.000.118/0012-21 6190 617,13 58,31 29,62 00.394.502/0427-34 33.000.118/0013-02 6190 1.810,22 171,05 86,89 00.394.502/0427-34 33.000.118/0014-93 6190 1.148,59 108,53 55,13 00.394.502/0427-34 33.000.118/0015-74 6190 69,49 6,56 3,34 00.394.502/0429-04 33.000.118/0001-79 6190 3.774,71 356,74 181,19 00.394.502/0429-04 33.000.118/0002-50 6190 753,64 71,21 36,17 00.394.502/0429-04 33.000.118/0012-21 6190 224,06 21,17 10,75 00.394.502/0429-04 33.000.118/0014-93 6190 534,99 50,55 25,68 00.394.502/0429-04 33.000.118/0015-74 6190 2.833,58 267,79 136,01 00.394.502/0429-04 33.000.118/0016-55 6190 1.770,96 167,32 85,01 00.394.502/0430-30 33.000.118/0001-79 6190 18.397,71 1.738,54 883,09 00.394.502/0431-10 33.000.118/0001-79 6190 4.766,70 454,98 228,80 00.394.502/0432-00 33.000.118/0001-79 6190 61.854,30 5.845,15 2.969,01 00.394.502/0435-44 33.000.118/0001-79 6190 1.141,40 107,81 54,79 00.394.502/0440-01 33.000.118/0001-79 6190 5.869,19 554,63 281,72 00.394.502/0446-05 33.000.118/0001-79 6190 85.365,20 8.066,96 4.097,53 00.394.502/0453-26 33.000.118/0001-79 6190 10.163,62 967,60 487,85 00.394.502/0453-26 33.000.118/0011-40 6190 809,86 76,55 38,87 00.394.502/0453-26 33.000.118/0012-21 6190 925,24 87,41 44,41 17 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 19 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.502 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: COMANDO DA MARINHA CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário , Códi go Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.502/0453-26 33.000.118/0014-93 6190 243,90 23,04 11,71 00.394.502/0453-26 33.000.118/0015-74 6190 1.315,81 124,35 63,16 00.394.502/0453-26 33.000.118/0016-55 6190 1.665,95 157,42 79,97 00.394.502/0470-27 33.000.118/0001-79 6190 43.637,41 4.123,70 2.094,60 Subtotal 4 8.371.391,31 816.074,00 401.826,78 Retenção informada em PER/DCOMP 443.123,39 Valor confirmado 4 401.826,78 Tabela 5— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.394.502 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.544 NOME PARA O CNPJ MATRIZ: MINIS TERIO DA SAUDE CNPJ do declarante CNPJ do beneficitirio , . g Cod io Rendimento tri buta'vel (1) Retenç ã o IRRF (2) = (1) * 4,80% 00.394.544/0021-29 33.000.118/0001-79 6190 8.167,62 771,84 392,05 00.394.544/0022-00 33.000.118/0009-26 6190 7.357,05 695,24 353,14 00.394.544/0025-52 33.000.118/0009-26 6190 67.222,61 6.352,50 3.226,69 00.394.544/0059-00 33.000.118/0009-26 6190 107.471,77 10.156,05 5.158,64 00.394.544/0171-50 33.000.118/0001-79 6190 2.951.434,58 278.910,50 141.668,86 00.394.544/0176-65 33.000.118/0005-00 6190 27.091,35 2.595,60 1.300,38 00.394.544/0176-65 33.000.118/0013-02 6190 19.366,85 1.815,50 929,61 00.394.544/0177-46 33.000.118/0007-64 6190 80.916,44 7.646,50 3.883,99 00.394.544/0178-27 33.000.118/0006-83 6190 10.376,24 980,12 498,06 00.394.544/0179-08 33.000.118/0005-00 6190 76.088,60 8.684,07 3.652,25 00.394.544/0180-41 33.000.118/0015-74 6190 66.021,23 6.238,90 3.169,02 00.394.544/0181-22 33.000.118/0002-50 6190 3.877,28 366,33 186,11 00.394.544/0183-94 33.000.118/0011-40 6190 6.791,87 6.791,80 326,01 00.394.544/0186-37 33.000.118/0003-30 6190 141.328,12 13.355,41 6.783,75 00.394.544/0188-07 33.000.118/0012-21 6190 57.717,89 5.454,40 2.770,46 00.394.544/0190-13 33.000.118/0014-93 6190 9.162,68 9.162,60 439,81 00.394.544/0191-02 33.000.118/0010-60 6190 39.252,67 3.709,40 1.884,13 00.394.544/0192-85 33.000.118/0001-79 6190 761.774,21 73.194,67 36.565,16 00.394.544/0193-66 33.000.118/0016-55 6190 89.966,22 5.666,80 4.318,38 00.394.544/0196-09 33.000.118/0008-45 6190 10.090,86 953,55 484,36 00.394.544/0199-51 33.000.118/0004-11 6190 71.576,08 6.763,90 3.435,65 00.394.544/0202-91 33.000.118/0001-79 6190 739.267,82 69.860,78 35.484,86 00.394.544/0211-82 33.000.118/0001-79 6190 295.155,70 27.616,22 14.167,47 00.394.544/0212-63 33.000.118/0001-79 6190 80.720,96 7.628,14 3.874,61 18 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-CI TI Acórclao n.° 1101-000.882 Fl. 20 CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.394.544 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: MINISTERIO DA SAUDE CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário , Códi go Rendimento tributável (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.394.544/0213-44 33.000.118/0001-79 6190 120.728,58 11.409,98 5.794,97 00.394.544/0271-13 33.000.118/0001-79 6190 350.518,53 33.095,93 16.824,89 Subtotal 5 6.199.443,81 599.876,73 297.573,31 Retenção informada em PER/DCOMP 170.381,38 Valor confirmado 5 1 170.381,38 Tabela 6— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.394.544 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 00.497.552 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: AUDITORIAS DA JUSTICA MILITAR CNPJ do declarante CNPJ do beneficiário Código Rendimento tributa'vel (1) Retenção IRRF (2) = (I) * 4,80% 00.497.552/0015-52 33.000.118/0003-30 6190 4.928,53 465,73 236,57 00.497.552/0017-14 33.000.118/0005-00 6190 4.704,84 461,98 225,83 00.497.552/0018-03 33.000.118/0014-93 6190 16.285,01 1.680,30 781,68 00.497.552/0019-86 33.000.118/0009-26 6190 9.196,15 869,04 441,42 00.497.552/0021-09 33.000.118/0015-74 6190 4.635,10 438,00 222,48 00.497.552/0024-43 33.000.118/0007-64 6190 5.443,90 514,48 261,31 00.497.552/0025-24 33.000.118/0001-79 6190 94.302,26 8.911,54 4.526,51 Subtotal 6 139.495,79 13.341,07 6.695,80 Retenção informada em PER/DCOMP 797.310,31 Valor confirmado 6 6.695,80 Tabela 7— Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 00.497.552 sob o código de receita 6190. CNPJ BÁSICO DO DECLARANTE: 33.066.408 NOME PARA 0 CNPJ MATRIZ: BANCO ABN AMRO REAL S.A. CNPJ do declarante CNPJ do beneficidrio , . Codtgo Rendimento tributa,vel IRRF 33.066.408/0001-15 33.000.118/0006-83 3426 163,19 32,61 Subtotal 7 163,19 32,61 Retenção informada em PER/DCOMP 530.952,26 Valor confirmado 7 32,61 Tabela 8 — Valor confirmado de IR retido pelo CNPJ básico 33.066.408 sob o código de receita 3426. 25. A partir da nova apuração, foi possível confirmar R$ 3.007.261,28 em retenções de Imposto de Renda, sendo R$ 1.374.968,02 sob o código 6190 (= 500.904,94 + 295.159,12 + 401.826,78 + 170.381,38 + 6.695,80; tabelas 3 a 7) e Não se pode considerar confirmado um valor de IRRF maior do que o pedido pelo próprio Interessado em seu PER/DCOMP. A receita correspondente ao IRRF confirmado é de R$ 3.549.612,08 (=170.381,38/0,048). 19 Processo n° 16682.901043/2011-83 S 1 -CIT1 Fl. 21 Acórdao n.° 1101-000.882 R$ 1.632.293,26 no código 3426 (=1.632.260,65 + 32,61; tabelas 2 e 8). Adicionando-se àquele total as parcelas que já haviam sido integralmente confirmadas pelo Despacho Decisório, R$ 154.975,11, a retenção confirmada de Imposto de Renda na fonte é de R$ 3.162.236.39. 26. Destacamos que, tendo o Interessado como beneficiário, nab foi localizada em DIRF qualquer retenção corn os CNPJ básicos e códigos de receita indicados na tabela 9, de forma que as respectivas parcelas, declaradas no PER/DCOMP com demonstrativo do crédito, permaneceram sem confirmação: CNPJ BÁSICO DA FONTE PAGADORA a:WIG° DE RECEITA VALOR PER/DCOMP = VALOR NÃO-CONFIRMADO 00.000.000 6190 3.182.829,89 00.360.305 6190 2.125.386,01 00.360.305 5273 19.502,88 07.237.373 6190 351.652,31 33.000.167 6190 1.082.999,01 33.066.408 5706 1.226.977,36 33.479.023 3426 1.497.522,94 Tabela 9— Outros valores que permaneceram sem confirmac'do após a nova verificaçdo. VIII. Oferecimento dos rendimentos à tributação 27. Como foi discriminado nas tabelas 3 a 7, o Interessado teve confirmada a retenção R$ 1.374.968,02 sob o código 6190 (SERVIÇOS - RETENÇÁO EM PAGAMENTO POR óRGA -0 PUBLICO), que correspondem a uma receita de R$28.645,168,31 (= 10.435.520,40 + 6.149.148,73 + 8.371.391,31 + 3.549.612,08 + 139.495,79). 28. Também foi confirmada/reconfirmada a retenção de R$ 1.787.268,37 sobre receitas financeiras, sendo R$ 1.632.308,09 (= 14,83 + 1.632.260,65 + 32,61) e R$ 154.960,28 nos códigos 3426 (IRRF - APLICAÇÕES FINANCEIRAS DE RENDA FIXA - PESSOA JURIDICA) e 5273 (IRRF - OPERAÇÕES DE SWAP (ART. 74 L 8981/95), respectivamente, e que correspondente a uni rendimento de R$ 9.318.083,09, conforme demonstrado na tabela 10: CNPJ da Fonte Pagadora Código de . Receita Rendimento Tributável Valor Confirmado Fontes 33.479.023/00001-80 5273 1.084.993,67 154.960,28 DIRF e Análise de Crédito 07.237.373/0001-20 3426 36,25 14,83 DIRF e Análise de Crédito 00.000.000/0001-91 3426 8.232.889,98 1.632.260,65 Tabela 2 33.066.408,0001-15 3426 163,19 32,61 Tabela 8 Total 9.318.083,09 1.787.268,37 Tabela 10— Rendimento tributável proporcional ao Imposto de Renda retido sob os códigos de receita indicados. 20 Processo no 16682.901043/2011-83 SI-CIT I Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 22 29. Como o Interessado declarou ern sua DIN' 2004 (A 1.940) R$ 17.831.035.015,56 em "08. Receita da Prestação de Serviços" e R$ 352.322.390,34 em "24. Outras Receitas Financeiras", considero que foram oferecidas et tributação as receitas correspondentes às retenções confirmadas. Assim, pode ser que na análise anterior à expedição do despacho decisório, o cruzamento de informações tenha levado em conta, apenas, as DIRF que apontassem como beneficiário o estabelecimento matriz da contribuinte. Pode ser, também, que tendo em conta o código de receita informado pela fonte pagadora, presumiu-se que o IRRF integrante do conjunto representaria um valor menor que o adotado pela contribuinte. Pode ser, ainda, que a autoridade administrativa tenha extraído a informação das receitas incluídas na base de calculo do IRPJ a partir de outros campos de informação da DIPJ, e assim determinado parcelas das retenções que não poderiam ser deduzidas no ajuste anual. Por fim, é possível que a autoridade administrativa no tenha admitido informações prestadas em DIRF por declarantes que apresentavam CNPJ distinto daquele informado pela contribuinte, ainda que se tratassem de pessoa jurídica com mesma razão social, ou similar. De forma semelhante, relativamente as compensações não confirmadas, disse a autoridade julgadora de l a instância: IX Compensações de estimativas 30. Na Análise de Crédito, ft. 21, consta que não foi confirmada a compensação de R$574.240,97 em estimativas, no processo 13708.001134/2003-83. 31. Alega o Interessado que, sendo a compensação uma das modalidades de extinção do crédito tributário, dever-se-iam considerar, como efetivamente pagas, as estimativas compensadas, até que sobreviesse decisão definitiva de não- homologação; e que no processo 13708.001134/2003-83 ainda há recurso especial para ser julgado. 32. Pelo argumento apresentado, percebe-se que o Interessado confunde suspensão de exigibilidade com invalidação da decisão. De fato, tanto a Manifestação de Inconformidade quanto os Recursos Voluntário e Especial suspendem a exigibilidade, mas não invalidam o Despacho Decisório, que, ao invés disso, permanecerá válido até que se decida reformá-lo, administrativa ou judicialmente. Se a exigibilidade está suspensa, então o débito existe, pois não se pode suspender a exigibilidade do que inexiste. Se o débito foi extinto pela compensaçOo 2 e agora existe, enteio o Despacho Decisório, mesmo não sendo uma decisão definitiva, implementou a condição resolutória. Logo, não é correto afirmar que a compensação extingue o crédito tributário até que sobrevenha decisão definitiva de não-homologação, mas que essa extinção se manterá até que uma decisão, definitiva ou não, a resolva, total ou parcialmente. 33. No processo 13708.001134/2003-83, a decisão de não homologar a compensação das estimativas, embora impugnada pelo Interessado, foi mantida en? la e 2' instâncias de julgamento, conforme Acórdão 12.628, da DR.! Rio de Janeiro II, e Acórdão 2102-00.150 do CARF, ft. 1.941 (extrato do processo). Portanto, o ato de não homologação permanece válido. 34. Alega-se também que, mesmo havendo decisão administrativa definitiva de não homologação, as estimativas devem compor o saldo negativo, pois serão exigidas 2 Lei n° 9.430/1996, art. 74, § 20 - A compensação declarada à Secretaria de Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Processo n° 16682.901043/2011-83 Acórclao n.° 1101-000.882 SI-CI T1 Fl. 23 por meio de Execução Fiscal e, consequentemente, extintas por pagamento ou, se houver o reconhecimento judicial do direito creditório, por compensação. Entendimento em contrário implicaria dupla cobrança do mesmo crédito, urna vez que, de um lado, o Fisco estaria desconsiderando o pagamento das estimativas e reduzindo o saldo negativo, enquanto, de outro lado, faria a cobrança executiva das mesmas estimativas, procedimento que redundaria, como já visto, em pagamento ou compensação, o que só se coaduna com a manutenção do saldo negativo. 35. Não há de fato dupla cobrança do mesmo crédito, pois: a) conforme extrato do processo 13708.001134/2003-83 , fl. 1.941, a não homologação nesses autos resolve a extinção de um débito de IRPJ, código 2362: b) por outro lado, o Detalhamento de Compensação' do presente processo, fl. 22, mostra que, neste caso, a não homologação resolve a extinção de dois débitos de Cofins, código 2172. 36. Assim, mesmo que as não homologações sejam mantidas na esfera administrativa por decisão definitiva, não haverá dupla cobrança judicial do mesmo crédito, mas duas cobranças distintas, sendo uma referente ao débito de IRPJ, e outra relativa aos de Cofins. 37. Saliento, entretanto, que o quadro fundamenta, em tese, um justo receio de cobrança executiva indevida, pois, se as estimativas foram desconsideradas na composição do saldo, não deveriam, em principio, ser cobradas. Contudo, não compete a este colegiado pronunciar-se sobre a procedência de uma eventual Execução Fiscal, mas homologar, ou não, a compensação declarada, conforme o direito creditório reconhecido. No caso sob análise, havendo uma decisão administrativa impugnada, mas válida, que não homologou a compensação de R$574.240,97 em estimativas de IRPJ, não pode esta decisão considerar tal montante foi compensado. Mas pode-se considerar o pagamento de R$203, 79 que consta do extrato do processo. Assim, inferiu a autoridade julgadora de l a instância que a não confirmação da estimativa compensada no valor de R$ 574.240,97 decorria do fato de não ter sido admitida a operação estampada no processo administrativo n° 13708.001134/2003-83, e que a autoridade administrativa reputaria pertinente a exclusão da correspondente estimativa na composição do saldo negativo enquanto não houvesse decisão definitiva favorável A. contribuinte, ainda que pudesse cogitar de eventual cobrança do débito compensado, caso subsistisse o ato de não- homologação. Relevante acrescentar que, neste caso, sequer há noticia se a compensação foi formalizada mediante DCOMP, ou se o débito compensado no processo administrativo n° 13708.001134/2003-83 estaria declarado e seria passível de cobrança. De toda sorte, resta patente que a autoridade julgadora de 1a instância somente conseguiu apreciar as razões de defesa da contribuinte porque dispunha de acesso aos sistemas informatizados da Receita Federal, de modo a agregar conteúdo as justificativas apresentadas no despacho decisório. Em conseqüência, somente ao tomar ciência desta decisão em 27/02/2012, a contribuinte Ode se defender plenamente dos motivos agregados ao despacho decisório como justificativas para não-homologação das compensações declaradas de 14/01/2004 a 20/10/2006. 22 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI-C ITI Acórdão n.° 1101-000.882 Fl. 24 certo que relativamente aos efeitos da não homologação, ou indeferimento, da compensação veiculada no processo administrativo n° 13708.001134/2003-83, possivelmente a contribuinte tivera ciência das razões para aquele ato, de modo que poderia inferir as razões para a confirmação parcial da estimativa utilizada na composição do saldo negativo. Todavia, a ausência desta justificativa expressa no despacho decisório impede a apreciação, pela autoridade julgadora, das razões de defesa da contribuinte. De fato, não é possível dar ou deixar de dar razão à recorrente no suposto de que fosse aquele o motivo para a glosa da estimativa na determinação do saldo negativo. Diante deste contexto, clara está a nulidade do despacho decisório de não- homologação das compensações, resultante da omissão das razões de convencimento daquele ato, consoante lecionam Marcos Vinicius Neder e Maria Teresa Martinez Lopez in Processo Administrativo Fiscal Comentado (p. 414, Editora Dialética, Sao Paulo, 2002): A motivação do ato deve observar os princípios da congruência e da presunção racional do julgador. Ou seja, a decisão deve harmonizar-se com a fundamentação, de sorte a estabelecer-se, entre elas, um liame de lógica formal do tipo premissa/conseqüência e, ainda, não deve refletir apenas a convicção do julgador, mas ser premissa necessária à conclusão a que se chega, apta ao convencimento de terceiros. Assim, além de a autoridade administrativa apresentar as razões de fato e de direito que a levaram para determinada conclusão, também deve demonstrar o nexo causal existente entre elas. Destarte, a omissão das razões de convencimento, o descompasso lógico entre as conclusões e as premissas (carência de motivação intrínseca) e a omissão de fato decisivo para o juizo (carência de motivação extrínseca), caracterizam falta ou vicio de motivação, ambos passíveis de invalidação. 0 resultado desta omissão é o cerceamento ao direito de defesa da contribuinte, que não tem a oportunidade de discutir adequadamente o mérito de seu crédito nas duas esferas do contencioso administrativo. Dai a nulidade prevista no Decreto n° 70.235/72: Art 59. Sao nulos: I - Os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - Os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. ,sç I° A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. sç 2° Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. 3° Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. Considerando que a nulidade afeta o ato que impediria a homologação tácita das compensações, impõe-se reconhecer que nesta data não é mais possível erigir qualquer questionamento contra as compensações aqui apreciadas. Inócuo, assim, declarar a nulidade, apenas, da decisão recorrida, com vistas a restabelecer-se integralmente o direito de defesa da contribuinte a partir da exposição dos motivos que poderiam ter fundamentado a não- homologação das compensações. 23 Processo n° 16682.901043/2011-83 SI -CITI Acórdão n.° 1101 -000.882 Fl. 25 Por estas razões, o presente voto é no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, para afastar o ato de não-homologação questionado. J4 :' ZULLO LI PEREIRA BESSA — Relatora 24
score : 1.0
Numero do processo: 10670.900811/2009-10
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004
DESISTÊNCIA DO RECURSO. PERDA DO OBJETO.
A apresentação de pedido de desistência expressa e em caráter irrevogável do prosseguimento e análise do recurso voluntário implica no encerramento do litígio administrativo por perda do objeto.
Numero da decisão: 3803-006.601
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso, por perda de objeto.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente da 3ª Câmara
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues (Relator), Paulo Renato Mothes de Moraes e João Alfredo Eduão Ferreira.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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PERDA DO OBJETO. A apresentação de pedido de desistência expressa e em caráter irrevogável do prosseguimento e análise do recurso voluntário implica no encerramento do litígio administrativo por perda do objeto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso, por perda de objeto. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente da 3ª Câmara (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues (Relator), Paulo Renato Mothes de Moraes e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Por se tratar de acórdão da relatoria de Conselheiro que não mais compõe o Colegiado, fui designado como relator ad hoc neste processo, em razão do quê reproduzo o AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 90 08 11 /2 00 9- 10 Fl. 179DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10670.900811/200910 Acórdão n.º 3803006.601 S3TE03 Fl. 180 2 relatório elaborado pelo relator original e redijo o voto, bem como a ementa, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento. Por meio de Despacho Decisório eletrônico a autoridade administrativa reconheceu que o crédito declarado pela contribuinte não foi suficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo. Manifestou a contribuinte a sua inconformidade contra o decidido no despacho decisório aduzindo sucintamente que: (i) A Requerente pleiteou com base no direito creditório aos valores pagos quando da aquisição de material de embalagem, por meio de PER/DCOMP. A RFB homologou em parte a compensação, uma vez que considerou indevidos os créditos referentes a aquisições de embalagens de empresas optantes pelo Simples, com fulcro no art. 18 do RIPI. Assim restou homologado parcialmente seu direito creditório ao ressarcimento de IPI consubstanciado na PER/DCOMP. (ii) Arguiu que a Constituição Federal, no seu artigo 153, §2°, II, determina expressamente que o IPI será "nãocumulativo, compensandose o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores”, para deduzir que o que determina o direito do crédito é o cumprimento dos requisitos de que se trate de operação de aquisição de insumo em operação no qual houve o destaque do IPI. (iii) Nesse sentido, cumpre ressaltar que: a) TODAS AS NOTAS FISCAIS SE ENCONTRAM COM O IPI DEVIDAMENTE DESTACADO, de forma que houve efetivamente o repasse financeiro do ônus do imposto à Requerente; b) NÃO CONSTAVA NAS NOTAS FISCAIS A INFORMAÇÃO DE QUE AS EMPRESAS ERAM OPTANTES PELO SIMPLES. c) à época das operações não era possível a consulta às Empresas cadastradas no Simples no site da Receita Federal, de forma que a Requerente não teria como saber sobre tal situação (tal consulta somente foi possível a partir da implementação do Simples Nacional, procedida pela Lei Complementar nº 123/2006). (iv) Havendo a empresa destacado o IPI em sua nota fiscal, deve ser reconhecido o direito da adquirente ao creditamento, cabendo se for o caso, a responsabilização pelo descumprimento da vedação. (v) Entendeu que não pode a Requerente, que efetivamente arcou com o ônus do destaque do IPI, ter cerceado o seu direito de compensação, ocasião em que mencionou jurisprudência administrativa a título de precedentes em seu favor para, ao final, requerer pela reforma do despacho decisório e pela homologação integral do valor creditório objeto da compensação. Conclusos foram os autos para apreciação pela DRJ Juiz de Fora/MG, que proferiu decisão pela improcedência da manifestação de inconformidade, não reconhecendo o direito creditório da contribuinte, cuja ementa adiante se transcreve: Fl. 180DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10670.900811/200910 Acórdão n.º 3803006.601 S3TE03 Fl. 181 3 Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 RESSARCIMENTO. GLOSA. EMPRESA EMITENTE OPTANTE DO SIMPLES. Não existe direito a crédito do IPI nas aquisições de matéria prima, produto intermediário ou material de embalagem efetuada perante empresa optante do Simples, em decorrência da disposição do § 5o do artigo 5o da Lei 9.317, de 1996. O voto condutor do acórdão transcrito suso entendeu que a vedação do art. 5º, § 5º, da Lei nº 9.317/96 impede o aproveitamento do crédito de IPI mesmo na hipótese de o emitente, optante do Simples, haver, indevidamente, destacado o imposto na nota fiscal, pois o destaque indevido do imposto pelo emitente não tem o condão de legitimar a apropriação de um crédito expressamente vedado pela legislação. Mantida a glosa. E mais. Arguiu que a responsabilidade por infrações à legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável, de acordo com o disposto no art. 136 do CTN, e que caberia ao Fisco a exigência aos emitentes de notas com destaque indevido de IPI da penalidade estabelecida para tal infração (art.488, § 1º, IV, do RIPI/2002), se já não houvesse exaurido o decurso do prazo decadencial. Irresignada a contribuinte interpôs recurso voluntário para reiterar os termos expendidos na exordial e no pedido para, complementarmente, apresentar defesa em relação ao entendimento exarado na decisão recorrida acerca da mera interpretação do contido no art. 136 do CTN que, não deve ser interpretado isoladamente, porém combinado com o art. 112, III, do mesmo diploma legal. Em 7 de novembro de 2014, o Recorrente envia ao CARF correspondência informando a desistência do recurso voluntário, bem como de todas as alegações de direito sobre as quais se funda, em razão do pagamento à vista dos débitos em discussão nos autos, nos termos da anistia promovida pela Lei nº 12.865, de 2013. Junto à correspondência, o Recorrente traz aos autos cópia do comprovante de recolhimento. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Conforme apontado no Relatório supra, tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, redijo o voto, bem como a ementa, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento. O recurso voluntário é tempestivo, mas dele não se conhece, em razão dos fatos a seguir expostos. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10670.900811/200910 Acórdão n.º 3803006.601 S3TE03 Fl. 182 4 Conforme acima relatado, tendo o Recorrente apresentado pedido de desistência expressa e em caráter irrevogável do prosseguimento e análise do recurso voluntário, em razão do pagamento à vista dos débitos em discussão nos autos, nos termos da anistia promovida pela Lei nº 12.865, de 2013, temse por encerrado o litígio administrativo, por perda do objeto. Nesse sentido, temse a disciplina do art. 78 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, verbis: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. (...) § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso.(g.n.) Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso, por perda do objeto. É o voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Fl. 182DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 11610.014473/2002-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jan 05 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Ano-calendário: 1997
ERRO DE PREENCHIMENTO DA DCTF.
Não comprovado o alegado erro de preenchimento da DCTF, mantém-se a exigência tributária.
Numero da decisão: 2301-004.399
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
JOÃO BELLINI JÚNIOR Presidente e Relator.
EDITADO EM: 18/12/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior (Presidente), Júlio César Vieira Gomes (Presidente Substituto), Alice Grecchi, Ivacir Júlio de Souza, Luciana de Souza Espíndola Reis, Nathalia Correa Pompeu (suplente), Amilcar Barca Teixeira Junior (suplente) e Marcelo Malagoli da Silva (suplente).
Nome do relator: JOAO BELLINI JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOÃO BELLINI JÚNIOR Presidente e Relator. EDITADO EM: 18/12/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior (Presidente), Júlio César Vieira Gomes (Presidente Substituto), Alice Grecchi, Ivacir Júlio de Souza, Luciana de Souza Espíndola Reis, Nathalia Correa Pompeu (suplente), Amilcar Barca Teixeira Junior (suplente) e Marcelo Malagoli da Silva (suplente).
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Recorrida União (Fazenda Nacional) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 1997 ERRO DE PREENCHIMENTO DA DCTF. Não comprovado o alegado erro de preenchimento da DCTF, mantémse a exigência tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOÃO BELLINI JÚNIOR – Presidente e Relator. EDITADO EM: 18/12/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior (Presidente), Júlio César Vieira Gomes (Presidente Substituto), Alice Grecchi, Ivacir Júlio de Souza, Luciana de Souza Espíndola Reis, Nathalia Correa Pompeu (suplente), Amilcar Barca Teixeira Junior (suplente) e Marcelo Malagoli da Silva (suplente). Relatório Tratase de recurso voluntário, em face do Acórdão 1623.474, de 16/11/2009, exarado pela 5ª Turma da DRJ/SP1 (fls. 278 a 280). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 0. 01 44 73 /2 00 2- 01 Fl. 485DF CARF MF Impresso em 05/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR 2 Em decorrência de revisão sumária da declaração de contribuições e tributos federais (DCTF), correspondente ao 3º e 4° trimestres do anocalendário de 1997, foi exigido da contribuinte crédito tributário no valor de R$1.204.199,42 (R$447.600,01 de IRRF, R$335.700,01 de multa de oficio e R$420.899,40 de juros de mora calculados até a data da lavratura do auto de infração, fls. 26 e 27). O lançamento decorre da falta de localização de pagamentos vinculados a débitos declarados na DCTF (demonstrativos às fls. 28 a 36). A interessada, em sua impugnação (fls. 02 a 12), alegou que houve o recolhimento do IRRF exigido, conforme comprovam os darf(s) que anexou (fls. 40 a 214). Destacou que, devido ao fato de não ter localizado os pagamentos correspondentes ao IRRF cód. 1708, nos valores de R$34,59, R$82,55 e R$75,01, vencidos respectivamente em 06/08/1997, 19/11/1997 e 03/12/1997, os recolheu em 10/07/2002, com os encargos legais devidos (fls. 96, 190 e 205). Em revisão de ofício (fl. 271), a autoridade preparadora confirmou diversos recolhimentos e cancelou parte da exigência consolidada no item 4.1 do auto de infração (fls. 240 a 270). A contribuinte, antes da impugnação recolheu determinados débitos, remanescendo em litígio, por ocasião da impugnação, somente o seguinte débito (extrato fl. 272 a 276): Código receita Período apuração Vencimento Valor em litígio 0561 0409/1997 1º/10/1997 50.038,44 A DRJ negou provimento à impugnação, em face dos seguintes argumentos: A Requerente informa na impugnação que o débito em tela foi pago através do DARF de fl. 52. No entanto a autoridade administrativa constatou que o DARF em questão também foi apresentado para justificar a improcedência do débito de IRRF cód. 0561, vencido 08/10/1997 (fl. 140). O DARF apresentado pelo contribuinte informa que o fato gerador ocorreu no dia 04/10/1997 (campo 02), Assim, a autoridade administrativa alocou de forma correta o citado recolhimento ao débito informado pertencente ao PA 0110/1997 (1ª semana de outubro). Destarte o saldo apurado deve ser mantido por falta de comprovação da sua improcedência. Ante o exposto, VOTO no sentido de considerar a impugnação IMPROCEDENTE. Tal acórdão recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 1997 DCTF. REVISÃO INTERNA. PAGAMENTO NÃO LOCALIZADO. Não comprovado o recolhimento do débito apurado em revisão sumária de DCTF, mantémse a exigência fiscal. Fl. 486DF CARF MF Impresso em 05/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR Processo nº 11610.014473/200201 Acórdão n.º 2301004.399 S2C3T1 Fl. 486 3 A data da ciência pessoal ocorreu em 04/12/2009 (fl. 296). Em 28/12/2009 (fl. 300), foi apresentado recurso voluntário (fls. 300 a 309), afirmandose que, em síntese: (a) na DCTF do 3º trimestre de 1997 informou o valor de R$50.038,44, correspondente a débito de IRRF (código 0561), referente à 4ª semana de setembro e data de vencimento em 01/10/1997; (b) na DCTF do 4º trimestre de 1997, informou o valor de R$52.466,66, concernente a débito de IRRF (código 0561), relativo à 1ª semana de outubro. Tal valor é composto pela soma dos recolhimentos efetuados no mês de outubro, de R$50.038,44, R$1.764,39 e R$663,83; (c) o confronto da folha de pagamento do período e o DARF de pagamento do imposto demonstra que existia apenas um débito de IRRF (código 0561), no valor de R$50.038,44, cujo fato gerador ocorreu no período de 28 de setembro a 4 de outubro de 1997 e data de vencimento em 8 de outubro do mesmo ano, e (d) houve erro de preenchimento da DCTF. É o relatório. Voto Conselheiro Relator João Bellini Júnior O recurso voluntário é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como referido, o mesmo Darf (fls. 53 e 141) foi usado para justificar dois débitos, ambos referentes ao código 0561 (folha de pagamentos): (a) período 409/1997, vencimento 1º/10/1997 e (b) 110/1997, vencimento em 08/10/1997. Vejase na transcrição da impugnação a indicação dos débitos (fls. 07 e 04, respectivamente): Fl. 487DF CARF MF Impresso em 05/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR 4 Por ocasião da revisão de ofício, “foi constatado que o Darf apresentado pelo contribuinte à fl. 52 (53) é o mesmo documento apresentado à fl. 140 (141), sendo o mesmo utilizado para a liquidação parcial do débito nº 3651093 e referente ao PA 0110/1997 (código de receita 0561).” Em recurso voluntário, a contribuinte alega erro material no preenchimento da DCTF, tendo declarado mesmo débito 0561, no valor de R$50.038,44, no terceiro e quarto trimestres de 1997, o qual corresponde ao período de apuração que vai de 28 de setembro a 04 de outubro de 1997. Por primeiro assento que, não há divergência quanto a estar o Darf alocado para o período correto, uma vez que, para o período de apuração que vai de 28 de setembro a 04 de outubro de 1997, a data de vencimento é justamente 08/10/1997, 3º dia útil da semana seguinte (IN SRF 8, de 1995, art. 1º, § 1º). Analiso agora a alegação de erro material no preenchimento da DCTF. Segundo a contribuinte, tal valor teria sido declarado em DCTF, por erro, duas vezes: na 4ª semana de setembro (no montante de R$50.038,44, fl. 348) e na 1ª semana de outubro de 1997 (no montante de R$52.466,66, que se daria pela soma aos débitos de R$1.764,39 e de R$663,83, fl. 382). Como prova, juntou aos autos o extrato da folha de pagamentos de setembro de 1997 (fls. 442 a 469). A análise dos extratos da folha de pagamento efetivamente comprova que o valor devido em setembro de 1997, a título de IRRF 0561 (folha de pagamento), monta a R$50.038,44. Por outro lado, como visto, o código 0561 corresponde à folha de pagamentos. Como tal, se espera, que em situações normais, haja ao menos uma retenção mensal referente a esse código. A análise das DCTFs atinentes ao 3º e ao 4º trimestre de 1997 demonstra que o único valor declarado referente à folha de pagamento de outubro de 1997 é o montante de Fl. 488DF CARF MF Impresso em 05/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR Processo nº 11610.014473/200201 Acórdão n.º 2301004.399 S2C3T1 Fl. 487 5 R$52.466,66, para o qual foi alocado o seu pagamento, em atenção ao solicitado pela contribuinte à fl. 07 deste processo. Período de apuração R$ Fl. 4ª semana setembro 50.038,44 348 1º semana outubro 52.466,66 382 2ª semana novembro 1.372,35 383 4ª semana novembro 68.553,11 384 3ª semana dezembro 56.565,06 385 Admitir que haja erro de preenchimento da DCTF, correspondente à simples repetição do valor devido em setembro no mês de outubro, significa atestar que não haveria valores retidos de IRRF correspondente à folha de pagamento de outubro, o que não é razoável. Se erro houve, diz respeito à indicação da semana de retenção do IRRF de outubro (que diria respeito à última semana de outubro, e não à primeira), o que não foi sequer alegado. De qualquer sorte, não foram juntadas aos autos cópias dos extratos da folha de pagamento de outubro de 1997, que poderia evidenciar a existência, ou não, de erro de preenchimento da DCTF nesse mês. Sendo assim, não há reparos a fazer na decisão recorrida, quanto à manutenção de sua exigência. Com base em tais fundamentos, voto por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) João Bellini Júnior Relator Fl. 489DF CARF MF Impresso em 05/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/01/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR
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Numero do processo: 19515.720449/2012-68
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 17 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES PRINCIPAL E ACESSÓRIA. APLICAÇÃO DE PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Na aferição acerca da aplicabilidade da retroatividade benigna, não basta a verificação da denominação atribuída à penalidade, tampouco a simples comparação entre percentuais e limites. É necessário, basicamente, que as penalidades sopesadas tenham a mesma natureza material, portanto sejam aplicáveis ao mesmo tipo de conduta. Se as multas por descumprimento de obrigações acessória e principal foram exigidas em procedimentos de ofício, ainda que em separado, incabível a aplicação retroativa do art. 32-A, da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, eis que esta última estabeleceu, em seu art. 35-A, penalidade única combinando as duas condutas.
Recurso Especial do Procurador provido
Numero da decisão: 9202-003.795
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidas as conselheiras Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Patrícia da Silva e Maria Teresa Martinez Lopez, que negavam provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO - Presidente.
(assinado digitalmente)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Relatora.
EDITADO EM: 29/02/2016
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Gerson Macedo Guerra.
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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APLICAÇÃO DE PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA. Na aferição acerca da aplicabilidade da retroatividade benigna, não basta a verificação da denominação atribuída à penalidade, tampouco a simples comparação entre percentuais e limites. É necessário, basicamente, que as penalidades sopesadas tenham a mesma natureza material, portanto sejam aplicáveis ao mesmo tipo de conduta. Se as multas por descumprimento de obrigações acessória e principal foram exigidas em procedimentos de ofício, ainda que em separado, incabível a aplicação retroativa do art. 32A, da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, eis que esta última estabeleceu, em seu art. 35A, penalidade única combinando as duas condutas. Recurso Especial do Procurador provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidas as conselheiras Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Patrícia da Silva e Maria Teresa Martinez Lopez, que negavam provimento ao recurso. (assinado digitalmente) CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Presidente. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 04 49 /2 01 2- 68 Fl. 938DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO 2 EDITADO EM: 29/02/2016 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Gerson Macedo Guerra. Relatório Trata o presente processo, das seguintes exigências: DEBCAD nº 37.221.6560, relativo a Auto de Infração de Obrigação Principal, em que foram apuradas contribuições devidas à Seguridade Social, parte da empresa e para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT); DEBCAD nº 37.221.6579, relativo a Auto de Infração de Obrigação Principal em que foram apuradas contribuições destinadas às Outras Entidades e Fundos – Terceiros (FNDE, INCRA e SEBRAE), incidentes sobre a remuneração paga aos empregados; DEBCAD nº 37.167.7459, relativo a Auto de Infração de Obrigação Acessória em que foi aplicada multa por descumprimento da obrigação acessória prevista no Art. 32, inciso IV, e § 5º, da Lei 8.212, de 1991 (omissão de contribuições nas GFIP). Em sessão plenária de 18/03/2014, foi julgado o Recurso Voluntário s/n, prolatandose o Acórdão nº 2302003.052 (fls. 894 a 906), assim ementado: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DE CINCO ANOS. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional (CTN). O prazo decadencial para o lançamento das contribuições previdenciárias, portanto, é de cinco anos. O dies a quo do referido prazo é, em regra, aquele estabelecido no art. 173, I, do CTN (primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado), mas a regra estipulativa deste é deslocada para o art. 150, §4º do CTN (data do fato gerador) para os casos de lançamento por homologação nos quais haja pagamento antecipado, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Fl. 939DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO Processo nº 19515.720449/201268 Acórdão n.º 9202003.795 CSRFT2 Fl. 939 3 ATO CANCELATÓRIO. NATUREZA DECLATÓRIA. DECADÊNCIA DOS FATOS GERADORES. O Ato de Cancelamento de Isenção é meramente declaratório, de modo que possui efeitos ex tunc, retroagindo à data em que a entidade deixou de cumprir uma ou mais das exigências legais para o gozo da isenção/imunidade, previstas no art. 55 da Lei 8.212/91, no período anterior à vigência da Lei nº 12.101, de 27 de novembro e 2009, ainda que os lançamentos dele decorrentes devam obediência às regras decadenciais estabelecidas no CTN. IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. NECESSIDADE CUMPRIMENTO REQUISITOS PREVISTOS EM LEI ORDINÁRIA. As entidades beneficentes que prestam assistência social, inclusive no campo da educação e da saúde, para gozarem da imunidade constante do § 7º do art. 195 da Constituição Federal, deveriam, à época dos fatos geradores, atender ao rol de exigências determinado pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91. A isenção, no período anterior à vigência da Lei nº 12.101, de 27/11/2009, devia ser requerida perante o órgão competente, que após a verificação do cumprimento, pela requerente, dos requisitos previstos no art. 55, da Lei 8.212/91, emitia Ato Declaratório de Isenção de Contribuições Previdenciárias. A fruição da isenção somente tinha início a partir do protocolo do pedido. IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. CANCELAMENTO DE ISENÇÃO. DESCUMPRIMENTO DO INCISO II DO ART. 55 DA LEI N° 8.212/91. RECURSO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. Recurso interposto contra o cancelamento de isenção, em virtude da ausência do CEBAS (inciso II, do art. 55, da Lei 8.212/91) estava expressamente afastado pela própria legislação que disciplinava a matéria (parágrafo 9º, art. 206, do Decreto 3.048/99). LEI 12.101/2009. APLICAÇÃO RETROATIVA. DESNECESSIDADE DE SOLICITAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO DE ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. A lei aplicável é aquela vigente à época da ocorrência dos fatos, em respeito às lições elementares da ciência do Direito e às disposições gerais do ordenamento jurídico, em especial arts. 1° e 2° da Lei de Introdução às Normas de Direito Brasileiro DecretoLei n° 4.657/42 e arts. 105 e 144 do CTN. No caso da Lei n° 12.101/2009, não há que se falar em aplicação da regra excepcional da retroatividade benigna insculpida no art. 106 do CTN, em especial quanto à desnecessidade de solicitação de ato declaratório para o gozo da isenção/imunidade. RFFP. CABIMENTO. Fl. 940DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO 4 A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes contra a ordem tributária definidos nos arts. 1º e 2º da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, será encaminhada ao Ministério Público após proferida a decisão final, na esfera administrativa, sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente. Artigo 83, da Lei n.º 9.430, de 27 de dezembro de 1996. O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. Súmula n.º 28 do CARF. AUTO DE INFRAÇÃO. CFL 68. ENTREGA DE GFIP COM OMISSÕES OU INCORREÇÕES. Constitui infração à legislação previdenciária a entrega de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP com incorreções ou omissão de informações relativas a fatos geradores de contribuições previdenciárias. No período anterior à Medida Provisória n° 448/2009, aplicase o artigo 32, IV, § 5º, da Lei nº 8.212/91, salvo se a multa no hoje prevista no artigo 32A da mesma Lei nº 8.212/91 for mais benéfica, em obediência ao artigo 106, II, do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte" A decisão foi assim registrada: “Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso do Auto de Infração de Obrigação Acessória Código de Fundamento Legal 68, DEBCAD 37.167.7459, para que a multa seja calculada considerando as disposições do art. 32A, inciso I, da Lei n.º 8.212/91, na redação dada pela Lei n º 11.941/2009. Por voto de qualidade em negar provimento ao recurso voluntário dos Autos de Infração de Obrigação Principal, DEBCAD 37.221.6560 e DEBCAD 37.221.6579, quanto à multa aplicada, vencidos na votação os Conselheiros Bianca Delgado Pinheiro, Juliana Campos de Carvalho Cruz e Leonardo Henrique Pires Lopes, por entenderem que a multa deve ser limitada ao percentual de 20% em decorrência das disposições introduzidas pela MP 449/2008 (art. 35 da Lei n.º 8.212/91, na redação da MP n.º 449/2008 c/c art. 61, da Lei n.º 9.430/96)." Cientificada do acórdão em 02/04/2014 (Despacho de Encaminhamento de fls. 907), a Fazenda Nacional interpôs, em 10/04/2014 (Despacho de Encaminhamento de fls. 918), o Recurso Especial de fls. 908 a 917, com fundamento nos arts. 64, II, e 67, do Anexo II, da Portaria MF nº 256, de 2009. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme o Despacho nº 2300 290/2014, de 29/04/2014 (fls. 919 a 923). Em seu apelo, a Fazenda Nacional alega, em síntese: nosso ordenamento jurídico rechaça a existência de bis in idem na aplicação de penalidades tributárias, portanto não é legítima a aplicação de mais de uma penalidade em Fl. 941DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO Processo nº 19515.720449/201268 Acórdão n.º 9202003.795 CSRFT2 Fl. 940 5 razão do cometimento da mesma infração tributária, sendo certo que o contribuinte não pode ser apenado duas vezes pelo cometimento de um mesmo ilícito; o que a proibição do bis in idem pretende evitar é a dupla penalização por um mesmo ato ilícito, e não, propriamente, a utilização de uma mesma medida de quantificação para penalidades diferentes, decorrentes do cometimento de atos ilícitos também diferentes; nessa linha, constatase que antes das inovações da MP nº 449, de 2008, atualmente convertida na Lei nº 11.941, de 2009, o lançamento do principal era realizado separadamente, em NFLD, incidindo a multa de mora prevista no artigo 35, II, da Lei nº 8.212, de 1991, além da lavratura do auto de infração, com base no artigo 32, da Lei nº 8.212, de 1991 (multa isolada). com o advento da MP nº 449, de 2008, instituiuse uma nova sistemática de constituição dos créditos tributários, o que torna essencial a análise de pelo menos dois dispositivos: artigo 32A e artigo 35A, ambos da Lei nº 8.212, de 1991. o art. 32A, em sua redação dada pela MP nº 449, de 2008, dispõe que: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3º deste artigo.” tratase de preceito normativo destinado unicamente a penalizar o contribuinte que deixa de informar em GFIP dados relacionados a fatos geradores de contribuições previdenciárias, nos termos do art. 32, inciso IV, da Lei nº 8.212/91; o atual regramento não criou maiores inovações aos preceitos do antigo art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, exceto no que tange ao percentual máximo da multa que, agora, passou a ser de 20% ; assim, a infração antes penalizada por meio do art. 32, passou a ser enquadrada no art. 32A, com a multa reduzida; contudo, a MP nº 449, de 2008, também inseriu no ordenamento jurídico o art. 35A, in verbis: “Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996.” Fl. 942DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO 6 tal dispositivo remete à aplicação do artigo 44, da Lei n° 9.430, de 96, que dispõe: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007). I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata;” a leitura do dispositivo acima transcrito corrobora a tese suscitada no acórdão paradigma e ora defendida, no sentido de que o art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430, de 1996, abarca duas condutas: o descumprimento da obrigação principal (totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento) e também o descumprimento da obrigação acessória (falta de declaração ou declaração inexata); por certo, devesse privilegiar a interpretação no sentido de que a lei não utiliza palavras ou expressões inúteis e, em consonância com essa sistemática, temse que a única forma de harmonizar a aplicação dos artigos citados é considerar que o lançamento da multa isolada prevista no artigo 32A da Lei nº 8.212, de 1991, ocorrerá quando houver tão somente o descumprimento da obrigação acessória, ou seja, as contribuições destinadas a Seguridade Social foram devidamente recolhidas; por outro lado, toda vez que houver o lançamento da obrigação principal, além do descumprimento da obrigação acessória, a multa lançada será única, qual seja, a prevista no artigo 35A da Lei nº 8.212, de 1991; essa foi a conclusão a que chegou o eminente relator do acórdão paradigma e que reflete a melhor interpretação da nova sistemática de lançamento das contribuições previdenciárias; ressaltase que, conforme salientado alhures, houve lançamento de contribuições sociais em decorrência da atividade de fiscalização que deu origem ao presente feito; logo, de acordo com a nova sistemática, o dispositivo legal a ser aplicado seria o artigo 35A da Lei nº 8.212/91, com a multa prevista no lançamento de ofício (artigo 44 da Lei nº 9.430/96). nessa linha de raciocínio, no momento da execução do julgado, a autoridade fiscal deverá apreciar a norma mais benéfica: se as duas multas anteriores (art. 35, II, e 32, IV, da norma revogada) ou o art. 35A da MP nº 449. Ao final, a Fazenda Nacional pede que seja conhecido e provido o Recurso Especial, no sentido de se verificar, na execução do julgado, qual norma mais benéfica: se a soma das duas multas anteriores (art. 35, II, e art. 32, IV, da norma revogada) ou a do art. 35A da Lei nº 8.212/91. Intimado do acórdão, do Recurso Especial e do despacho que lhe deu seguimento em 23/10/2014 (AR – Aviso de Recebimento de fls. 926), o Contribuinte ofereceu, em 04/11/2014, as Contrarrazões de fls. 928 a 934, pedindo a manutenção da decisão recorrida, aplicandose o art. 32A, inciso I, da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009. Fl. 943DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO Processo nº 19515.720449/201268 Acórdão n.º 9202003.795 CSRFT2 Fl. 941 7 Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto deve ser conhecido. Trata o Recurso Especial, de Auto de Infração de Obrigação Acessória, em que já foi aferida a situação mais benéfica para o Contribuinte, se a soma das multas vigentes às datas dos fatos geradores, ou a multa de 75% (Relatório Fiscal às fls. 113 a 119). Na decisão recorrida, foi determinada a aplicação da multa do artigo 32A da Lei n° 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. Os artigos da Lei nº 8.212, de 1991, com as alterações da Lei n° 9.528, de 1997, que previam as penalidades por descumprimento de obrigações principais e acessórias, tinham a seguinte redação: “Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciárias e outras informações de interesse do INSS. (...) §4º. A não apresentação do documento previsto no inciso IV, independentemente do recolhimento da contribuição, sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente a multa variável equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no art. 92, em função do número de segurados, conforme quadro abaixo. (...) § 7º. A multa de que trata o § 4º sofrerá acréscimo de cinco por cento por mês calendário ou fração, a partir do mês seguinte àquele em que o documento deveria ter sido entregue. (...) Art. 35. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º e abril de 1997, sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (...) Fl. 944DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO 8 II. para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) doze por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; b) quinze por cento, após o 15º dia do recebimento da notificação; c)vinte por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social – CRP; d) vinte e cinco por cento, após o 15º dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa.” Assim, no caso em apreço, considerandose que houve aplicação de multas pelo descumprimento de obrigações principais e acessórias, no contexto de lançamento de ofício, o entendimento desta CSRF é no sentido de que, embora a antiga redação dos artigos 32 e 35 da Lei nº 8.212, de 1991, não contivesse a expressão “lançamento de ofício”, o fato de as penalidades serem exigidas por meio de Auto de Infração e NFLD não deixa dúvidas acerca da natureza material de multas de ofício. Resta perquirir se as alterações posteriores à autuação, implementadas pela Lei nº 11.941, de 2009, representariam a exigência de penalidade mais benéfica ao Contribuinte, hipótese que autorizaria a sua aplicação retroativa, a teor do art. 106, II, do CTN. Para tanto, porém, é necessário que se estabeleça a exata correlação entre as multas anteriormente previstas e aquelas estabelecidas pela Lei nº 11.941, de 2009, a ver se efetivamente seria o caso, e em que condições aplicarseia a retroatividade benigna. As alterações promovidas pela Lei nº 11.941, de 2009, nos artigos 32 e 35, da Lei nº 8.212, de 1991, no sentido de uniformizar os procedimentos de constituição e exigência dos créditos tributários, previdenciários e não previdenciários, são as seguintes: “Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (...) § 2o A declaração de que trata o inciso IV do caput deste artigo constitui instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário, e suas informações comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários. (...) Fl. 945DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO Processo nº 19515.720449/201268 Acórdão n.º 9202003.795 CSRFT2 Fl. 942 9 Art. 32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (...) Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. E o art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, por sua vez, assim estabelece: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (grifei) Destarte, resta claro que, com o advento da Lei nº 11.941, de 2009, o lançamento de ofício envolvendo a exigência de contribuições previdenciárias, bem como a verificação de falta de declaração do respectivo fato gerador em GFIP, sujeita o Contribuinte a uma única multa, no percentual de 75%, sobre a totalidade ou diferença da contribuição, prevista no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430, de 1996. Com efeito, a interpretação sistemática da legislação tributária não admite a instituição, em um mesmo ordenamento jurídico, de duas penalidades para a mesma conduta, o que autoriza a interpretação no sentido de que as penalidades previstas no art. 32A não são aplicáveis às situações em que se verifica a falta de declaração/declaração inexata, combinada com a falta de recolhimento da contribuição previdenciária, eis que tal conduta está claramente tipificada no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430, de 1996. Diante do exposto, dou provimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, para que seja restabelecida a forma de cálculo utilizada no lançamento, que Fl. 946DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO 10 já promoveu a aferição acerca da opção mais benéfica, nos moldes requeridos pela Recorrente, a saber: a soma das duas multas, aplicadas nos Autos de Infração de descumprimento de obrigações principais e acessórias; ou a multa de 75% sobre a totalidade ou diferença de contribuição, prevista no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430, de 1996. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Relatora Fl. 947DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 01/0 3/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por MARIA HELENA COTT A CARDOZO
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Numero do processo: 13609.000934/2004-86
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Ementa: ITR/2000. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ADA. Incabível
a incidência do ITR quando houver a comprovação da referida área
mesmo que fora do prazo de seis meses pretendido pelo fisco com base na IN-SRF n°43 de 07/05/1997 com a redação dada pelo art. 1° da IN-SRF n° 67 de 01/09/1997. A declaração do recorrente, para fins de isenção do ITR, relativa à área de preservação permanente, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, conforme dispõe o art. 10, parágrafo I°, da Lei n.° 9.393/96, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis.
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. RESERVA LEGAL. A área de Reserva Legal averbada no registro de imóveis antes da ocorrência do fato gerador está excluída da área tributável, independentemente do requerimento/apresentação do ADA — Ato Declaratório Ambiental. A falta de averbação da área de reserva legal na matrícula do imóvel, ou a averbação feita após a data de ocorrência do fato gerador, não é, por si só, fato impeditivo ao aproveitamento da isenção de tal área na apuração do valor do ITR.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 303-34.002
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Marciel Eder Costa
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TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES44:1-72 TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 13609.000934/2004-86 Recurso n° : 134.225 Acórdão n° : 303-34.002 Sessão de : 24 de janeiro de 2007 Recorrente : JOSÉ NICOLAU REIN Recorrida : DRJ/BRASILIA/DF ITR/2000. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ADA. Incabível a incidência do ITR quando houver a comprovação da referida área mesmo que fora do prazo de seis meses pretendido pelo fisco com base na IN-SRF n°43 de 07/05/1997 com a redação dada pelo art. 1° da IN-SRF n° 67 de 01/09/1997. A declaração do recorrente, para fins de isenção do ITR, relativa à área de preservação permanente, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, conforme dispõe o art. 10, parágrafo • I°, da Lei n.° 9.393/96, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. RESERVA LEGAL. A área de Reserva Legal averbada no registro de imóveis antes da ocorrência do fato gerador está excluída da área tributável, independentemente do requerimento/apresentação do ADA — Ato Declaratório Ambiental. A falta de averbação da área de reserva legal na matrícula do imóvel, ou a averbação feita após a data de ocorrência do fato gerador, não é, por si só, fato impeditivo ao aproveitamento da isenção de tal área na apuração do valor do 1TR. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e c cutidos os presentes autos. ACORDAM os i os da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidad- o os, dar provimento ao recurso voluntário, na • forma do relatório e voto • - pass iek • n egrar esente julgado. ANELIS r4Nr04 , 1TO * ai% itat)i ir! • I L.44 • •elator Formalizado em: 1 2 MAR 2107 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Zenaldo Loibman, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Nilton Luiz Bartoli, Tarásio Campeio Borges e Luis Carlos Maia Cerqueira (Suplente). Ausente o Conselheiro Sergio de Castro Neves. DM Processo n° : 13609.000934/2004-86 Acórdão n° : 303-34.002 RELATÓRIO Pela clareza das informações prestadas, adoto o relatório (fls.51-52) proferido pela DRJ-BRASÍLIA/DF, o qual passo a transcrevê-lo: "Contra o contribuinte identificado no preámbulo foi lavrado, em 06/12/2004, o Auto de Infração/anexos, que passaram a constituir as fls. 01/08 do presente processo, consubstanciando o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - 1TR, exercício de 2000, referente ao imóvel denominado "Fazenda Cauaia", cadastrado na SRF, sob o n° 0.631.847-9, com área de 1.760,1 ha, localizado no Município de Matorinhos!MG. • O crédito tributário apurado pela fiscalização compõe-se de difèrença no valor do 1TR de RS8.474,35 que, acrescida dos juros de mora, calculados até 30/11/2004 (R$6.124,41) e da multa proporcional "R$6.355, 76), perfaz o montante de R$20.954,52. A ação fiscal iniciou-se em 11/10/2004, com intimação ao contribuinte (fis. 09/1 O) para, relativamente a D1TR/2000, apresentar os seguintes documentos de prova: - cópia do Ato Declaratório Ambiental (ADA) do 1BAMA ou órgão que tenha recebido delegação por convênio, reconhecendo as áreas declaradas corno sendo de preservação permanente e/ou de utilização limitada, e, 2i.- quanto à área declarada corno sendo de utilização limitada, • enviar a) Cópia da matrícula do imóvel no Registro de Imóveis competente, contendo a averbação da área de reserva legal, caso existente; b) Cópia da Declaração do IBAMA, reconhecendo a área de Reserva Particular do Patrimônio Natural, caso existente; e/ou c) Cópia do Ato do mAMA, reconhecendo as áreas imprestáveis para a atividade produtiva, declaradas de interesse ecológico, caso existentes, e, Em resposta, foi apresentada e juntada aos autos a documentação de fls. 11/16. No procedimento de análise e verificação da documentação apresentada e das infonnaçãejonstantes da DITR12000, a fiscalização constatou a protocoliz o intempestiva do ADA junto ao IBAMA, razão ela qual lavro Auto de Infração, glosando as Processo n° : 13609.00093412004-86 Acórdão n° : 303-34.002 áreas declaradas corno sendo de preservação permanente e de utilização limitada / reserva legal (21,5ha e 412,8ha, respectivamente), com conseqüentes aumentos da área tributáveVaproveitável, VTN tributável e aliquota aplicada no lançamento, disto resultando o imposto suplementar de RS8.474,35, conforme demonstrado pelo autuante às fls. 06. A descrição dos fatos e o enquadramento legal da infração, da multa de oficio e dos juros de mora constam às fls. 04/05 e 07. Da Impugnação Cientificado do lançamento em 09/12/2004 (fls. 19), ingressou o contribuinte, em 04/0112005 (docs. de fls. 22 e 46), com sua impugnação, anexada às fls. 24/28, e respectiva documentação, • juntada às fls. 29/45 dos autos. Em síntese, alega e solicita que: -faz um breve relato do procedimento fiscal; - ressalta que a Instrução Normativa da SRF n° 43/97, com redação dada pelo artigo I°, II, da IN/SRF 67/97, já foi revogada, vigendo hoje a IN/SRF n° 256/2002, não havendo como se falar no enquadramento dos fatos ora discutidos a tal legislação, uma vez que esta não mais existe; - quanto ao Ato Declaratório Ambiental, ocorre que, por falta de informação, inclusive da Receita Federal, que deveria ter avisado aos Contribuintes de ITR da nova forma, o Contribuinte não tinha conhecimento de que deveria apresentar o referido documento, sendo que, entretanto, quando tomou conhecimento de que deveria ser feito, entregou-o tempestivamente e de maneira correta; • - discorre a respeito da legislação que o produtor rural enfrenta, qualificando-as como um cipoal incongruente, absurdo e injusto de leis, decretos, portarias, normativas e interpretações, citando como exemplo o ADA, concluindo ser absurda a legislação que pesa sobre um setor que deveria se preocupar apenas em produzir; - ressalta que a área glosada pela Receita Federal está averbada no Registro de Imóveis, como área de preservação permanente e de utilização limitada, desde 13/07/1988, conforme cópia de registro em anexo, demons e as áreas existem muito antes do fato gerador do tribut que, de acor o o Auto de Infração, se deu em 0110112000, citando, també cópia de mapa com a delimitação das ár..,..,,audo de O 5/1995; 3 Processo n° : 13609.000934/2004-86 Acórdão n° : 303-34.002 - é vedada pela Constituição Federal, art. 150, a utilização de tributo em forma de confisco, requerendo, desde já, em caso de eventual condenação, seja arbitrado valor mais condizente à realidade sócio-econômica em que se encontra o Brasil; - salienta que há decisões do próprio Conselho de Contribuintes - duas ementas transcritas na impugnação - no sentido de que o ADA não é obrigatório para se considerar as áreas de reserva legal e de preservação permanente como não tributáveis; - conclui que o Auto de Infração não corresponde à veracidade dos fatos, sendo, portanto, indevido; - por fim, requer uma melhor análise do Auto de Infração e o acolhimento das razões aludidas e, conseqüentemente, o • cancelamento do Auto de Infração, bem com sua respectiva penalidade." Cientificado em 28 de novembro de 2005 da decisão de fis.49-56, a qual julgou procedente o lançamento, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fis.60-71) em 28 de dezembro de 2005, onde, ratificando os argumentos da impugnação neste já relacionados e citando julgados deste Conselho, requereu o cancelamento do auto de infração, mantendo-se as áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal tal como apresentadas na DITR/2000, porque efetivamente existentes. Na forma do art. 33 do Decreto 70.235/72, procedeu arrolamento de bens e também depósito do valor de 30% do débito (fis.112 e 118-119) para a garantia recursal. Subiram então os autos a este Colegiado, tendo sido distribuídos, por sorteio, a este Relator. • É o relatório. 4 Processo n° : 13609.000934/2004-86 Acórdão n° : 303-34.002 VOTO Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator Tomo conhecimento do presente Recurso Voluntário, por ser tempestivo e por tratar de matéria da competência deste Conselho. A matéria principal enfrentada na presente decisão refere-se à ilegalidade da exigência do ADA (Ato Declaratório Ambiental), ou mesmo os reflexos de sua entrega em atraso para as áreas de PRESERVAÇÃO PERMANENTE e de RESERVA LEGAL, com relação ao ITR/2000. Com essas considerações iniciais, passa-se a discorrer na forma que • segue: 1) Quanto à exigência do ATO DECLARATORIO AMBIENTAL - ADA: Consiste a presente lide na exigência de cobrança do 1TR/2000, entendendo a l a Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Brasília/DF, que a comprovação da Área de Preservação Permanente, dar-se-ia pela protocolização do Ato Declaratório Ambiental - ADA junto IBAMA dentro do prazo estabelecido no art. 10, inciso II, § 4°, da IN SRF n° 43/97, c/c a IN SRF n.° 67/97, sendo esta, conseqüentemente, considerada como área aproveitável e de incidência do ITR, o que levou ao lançamento suplementar para cobrança do tributo e acréscimos legais. O Recorrente questiona a legalidade do lançamento efetuado mediante o auto de infração, argumentando que considera dispensável a apresentação do ADA para comprovar que a área declarada não está sujeita à incidência do ITR. • Seja pela ausência do ADA ou pela entrega do mesmo em atraso, assiste razão ao Contribuinte, pois vejamos: Para efeito do ITR e da legislação ambiental, são consideradas áreas de interesse ambiental de utilização limitada, além das definidas no §4° do artigo 225 da Constituição Federal, àquelas segundo a Lei n° 9.393/96 (art.10,§1°,I1) e seu Decreto regulador de n°4.382/2002 (art.10), que não serão consideradas para fins do ITR: I - de PRESEI&ÇÃO 1 ANENTE, cujo conceito encontramos nos arts. 20 e 3° da Le . 4.771, de 15 de setembro de 1965 - Código Florestal - com a r- Co dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de lt0.2crt. 1°. Processo n° : 13609.000934/2004-86 Acórdão n° : 303-34.002 II - de RESERVA LEGAL, definida no art. 16 do Código Florestal (Lei n° 4.771/65) com a redação dada pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 24 de agosto de 2001, art. 1"; III - de reserva particular do patrimônio natural (Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000, art. 21; Decreto n° 1.922, de 5 de junho de 1996); IV - de servidão florestal (Lei n° 4.771, de 1965, art. 44-A, acrescentado pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001); V - de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas nos incisos I e II do caput deste artigo (Lei n°9.393, de 1996, art. 10, § 1°, inciso II, alínea" b" ); • VI - comprovadamente imprestáveis para a atividade rural, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual (Lei n° 9.393, de 1996, art. 10, § I°, inciso II, alínea " c" ). A teor do artigo 10, §7° da Lei 9.393/96, modificado pela Medida Provisória 2.166-67/2001, cuja aplicação pretérita encontra respaldo no art. 106 do Código Tributário Nacional, basta a simples declaração do contribuinte para a isenção do ITR sobre as áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e daquelas sob regime de servidão florestal (afinas "a" e "d", do inciso II, §1°, art.10). Só haverá pagamento do imposto e consectários legais em caso de falsidade da referida declaração. Observe: ,55. 7° A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § I', deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante ficando Oo mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Destacou-se) A glosa da fiscalização ocorreu em virtude do Contribuinte não ter apresentado o ADA no prazo de seis meses contados da data da entrega da DITR. Entretanto, parece de maior importância a efetiva comprovação de áreas de Preservação Permanente e de Utilização Limitada (Reserva Legal e Imprestável) por meio de provas idôneas, do que o simples registro das mesmas junto ao órgão ambiental, que nem sequer dispõe de estrutura para fins de fiscalização das quantidades fisicas alegadas pelo ontribuinte. 6 Processo n° : 13609.000934/2004-86 Acórdão n° : 303-34.002 Outrossim, se fosse exigir o referido ADA em obediência ao Princípio da Estrita Legalidade, que se faça a partir da publicação da Lei 10.165/2000, que adotou a utilização do ADA para efeitos de exclusão das áreas de preservação permanente, de reserva legal, de reserva particular do patrimônio natural, de servidão florestal, de interesse ecológico e aquelas imprestáveis para a atividade rural, mas não em relação aos fatos geradores pretéritos. Vejamos: DECRETO n° 4.382/2002: Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel, excluídas as áreas (Lei n°9.393, de 1996, art. 10, § I°, inciso II): I - de preservação permanente (Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965 - Código Florestal, arts. 2°c 3°, com a redação dada pela Lei 7.803, 18 de julho de 1989, art. 1°); II - de reserva legal (Lei n° 4.771, de 1965, art. 16, com a redação dada pela Medida Provisória n°2.166-67, de 24 de agosto de 2001, art. 1°); III - de reserva particular do patrimônio natural (Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000, art. 21; Decreto n°1.922, de 5 de junho de 1996); IV - de servidão florestal (Lei n° 4.771, de 1965, art. 44-A, acrescentado pela Medida • Provisória n°2.166-67, de 2001); V - de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas nos incisos I e II do caput deste artigo (Lei n°9.393, de 1996, art. 10, § I°, inciso II, alínea" b" VI - comprovada mente imprestáveis para a atividade rural, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual (Lei n° 9.393, de 1996, art. 10, § I°, inciso II, alínea" c" ). §3° Para fins de exclusão da área tributável, as áreas do imóvel rural a que se refere o caput deverão: I - ser obrigatoriamente informadas em Ato Declaratório Ambiental - ADA, protocolado pelo sujeito passivo no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente c dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, nos prazos e condições fixados em ato normativo (Lei n° 6.938. de 31 de agosto de 1981. art. 17-0, § 5°, com a redação dada pelo art. 1° da Lei n' 10.165, de 27 de dezembro de 2000) . e 11 - estar enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos Ia VI em 1° de janeiro do ano de ocorrência do fato gerador do ITR • LEI NI° 6.938/81- Política Nacional do Meio Ambiente: redação determinada pela Lei 10.165 de 27/12/2000: Art. 17-0. Os proprietários rurais, que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - 1TR, com base em Ato Declaratório Ambiental - ADA, deverão recolher ao lhama 10% (dez por cento) do valor auferido como redução do referido Imposto, a titulo de preço público pela prestação de serviços técnicos de vistoria. § lo A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é opcional. § 2o O pagamento de que trata o caput deste artigo poderá ser efetivado em cota única ou em parcelas, nos mesmos moldes escolhidos, pelo contribuinte, para pagamento do ITR, em documento próprio de arrecadação do !barna. § 30 Nenhuma parcela poderá ser inferior a RS 50,00 (cinqüenta reais). § 4o O não-pagamento e qu• • cela ensejará a cobrança de juros e multa nos termos da Lei no 8.005, de 22 de • arço de 19''. § So Após a vistoria, realizada por amostragem, .so os dados constantes do ADA não coincidam com os efetivamente levantados pe • técnicos do lbama, estes lavrarão, de 7 Processo n° : 13609.000934/2004-86 Acórdão n° : 303-34.002 oficio, novo ADA contendo os dados efetivamente levantados, o qual será encaminhado Secretaria da Receita Federal, para as providências decorrentes. Com efeito, a Recorrente demonstra a existência da área de Preservação Permanente seja por meio da apresentação do ADA — Ato Declaratório Ambiental de fls. 12 e 13, seja pelo Laudo de Avaliação de Imóvel de fis.83-109, elaborado por profissional habilitado e acompanhado da ART — Anotação de Responsabilidade Técnica. Nele ficou delimitada uma área de Preservação Permanente de 21,45 ha que deve ser respeitada e excluída do ITR. Assim sendo, é descabida a exigência do ADA pretendida pela autoridade fiscal, ainda mais quando não contesta a efetiva existência das áreas glosadas, devendo ser considerada a área de 21,45 hectares de Preservação Permanente indicada no Laudo Técnico (fl.88), ao invés da glosa total procedida pela autoridade fiscal, fazendo-se a devida anotação na DITR/2000. • 2) Quanto à exigência de averbação tempestiva da ÁREA DE RESERVA LEGAL: Parece inconteste, neste caso, que uma área de Reserva Legal, estipulada em 423,47,25 hectares, existia e estava preservada à época do fato gerador do tributo que aqui se discute, sendo devidamente demonstrada por meio do Laudo de Avaliação (que inclusive apontou uma área maior: 632,70 ha, 11.89) e da averbação na matricula do imóvel (fi.106) da Fazenda Cauaia. Pelos argumentos trazidos pela DRJ — Brasília/DF, a glosa da fiscalização deu-se por motivos semelhantes ao da área de Preservação Permanente acima expostos, ou seja, não apresentação do ADA no prazo de seis meses contados da data da entrega da DITA. Com efeito, tem-se como certo que a manutenção de uma área de no mínimo 20% (vinte por cento) da área total do imóvel já estava prevista no Código • Florestal, Lei n° 4.771, de 15/09/65, com suas posteriores alterações. É fato inconteste que a falta da averbação da área de reserva legal na matricula do imóvel não desobriga o contribuinte de respeitá-la e, por conseguinte, aproveitar-se das deduções fiscais. (Precedentes do E. Segundo Conselho de Contribuintes). Ora, não se tem noticia, nestes autos, de que o Contribuinte tenha cometido qualquer infração à lei ambiental, que também estabeleceu a exclusão das áreas de reserva legal e de preservação permanente da base de cálculo do ITR. Pelo contrario, eomprovou .qCntribuinte que procedeu a averbação das áreas de Reserva Legal em data anterior ao gerador do presente imposto, como se vê na cópia da matricula do imóvel de f1.106 os autos. Processo n° : 13609.000934/2004-86 Acórdão n° : 303-34.002 Destarte, se houvesse algum descumprimento da norma pela Recorrente, em relação à averbação na matrícula do imóvel junto ao Registro de Imóveis, ou mesmo a obtenção do ADA fora do prazo, trata-se, efetivamente, de procedimento acessório, que não pode implicar, certamente, na imposição de tributo, multas punitivas, etc. Não se pode desconhecer que a condição de "área de reserva legal" não decorre nem da sua averbação no Registro de Imóveis, nem da vontade do contribuinte, mas sim de texto expresso de lei. Sendo assim, há que se excluir tais áreas da tributação, conforme estabelecido na legislação de regência, ou seja, Lei n° 9.393/96, alterada pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 24/08/2001, in verbis: Art. 10. (...) § I° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: ii — área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n°7.803, de 18 de julho de 1989. b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) as áreas sob regime de servidão florestal. (grifou-se) Existindo tais áreas, não tendo ficado comprovada qualquer falsa declaração do Contribuinte, há que se promover a apuração do ITR excluindo-se as mesmas da tributação, independentemente de qualquer procedimento acessório (averbação no Registro de Imóveis, emissão de ADA, etc.). Esta colenda Câmara já manifestou posição, afastando a exigência da apresentação do ADA, no prazo pretendido pelo fisco de seis meses da entrega da DIRT para as áreas de PRESERV ". PERMANENTE ou a averbação na matrícula do imóvel quando do fato ger or para áreas de RESERVA LEGAL, se restou comprovada a efetiva existência de tais áreas ou a existência delas não foi contestada pelo fisco. A primeira e e unda Câmara s uem o mesmo rumo. 9 Processo n° : 13609.000934/2004-86 • Acórdão n° : 303-34.002 ITR/1998. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. FALTA DE PROTOCOLO DE REQUERIMENTO DE ADA. A isenção quanto ao ITR independe de prévia comprovação das áreas declaradas. Não encontra base legal a exigência de requerimento de ADA ao IBAMA como requisito para o reconhecimento de isenção do 1TR. No caso concreto não foi contestada a existência da área de preservação permanente pela fiscalização ou pela decisão recorrida. Houve comprovação documental da existência da área. (...) (Acórdão 303-33181, Rel. Zenaldo Loibman, julgado em 25/05/2006, processo n° 10620.001323/2002-47, 3 Câmara). ITR/1997. NÃO AVERBAÇÃO DA ÁREA DE RESERVA LEGAL. FALTA DE PROTOCOLO DE REQUERIMENTO DE ADA. A isenção quanto ao ITR independe de averbação da área de reserva legal no Registro de Imóveis. A exigência de requerimento de ADA ao IBAMA como requisito para o reconhecimento de isenção do ITR não encontra base legal. No caso concreto foi demonstrada a existência das áreas de reserva legal e de preservação permanente através de provas documentais idôneas. Recurso Provido (Acórdão 303-32552, Rel Zenaldo Loibman, julgado em 10/11/2005, processo n° 110 10680.010798/2001-39, 3' Câmara). ITR EXERCÍCIO 1999. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. A obrigatoriedade de apresentação do ADA como condição para o gozo da redução do ITR nos casos de áreas de reserva legal e de preservação permanente, teve vigência apenas a partir do exercício de 2001, em vista de ter sido instituída pelo art. 17-0 da Lei n° 6.938/81, na redação do art. 10 da Lei n° 10.165/2000. ÁREAS DE RESERVA LEGAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. Constatada a apresentação de laudo técnico que comprova a existência de área de preservação permanente. Efetuada a averbação da área de reserva legal na matrícula do imóvel, é lícita a redução dessa área da incidência do imposto, visto que a lei não estabeleceu como condicionante que a averbação seja providenciada até o momento de ocorrência do fato gerador do imposto. RECURSO PROVIDO (Acórdão 301-32384, Rel. José Luiz Novo Rossari, processo n° 11075.002216/2003-11, 1' Câmara). GLOSA DE ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA (ÁREA DE RESERVA LEGAL, ÁREA DE RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL E ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO). LANÇAMENTO DECORRENTE DE 411 DIFERENÇAS CONSTATADAS ENTRE DADOS INFORMADOS NA D1TR E NO ADA. A rigor não há nenhuma superioridade em termos de credibilidade entre a declaração de ITR (D1TR) apresentada pelo contribuinte à SRF e as informações fornecidas pelo mesmo ao IBAMA por ocasião do protocolo do pedido de Ato Declaratório Ambiental. Tendo sido trazido aos autos documentos hábeis inclusive revestidos das formalidades legais que comprovam serem as utilizações das terras da propriedade aquelas declaradas pelo recorrente, é de se reformar o lançamento como efetivado pela fiscalização. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (Acórdão n° 302-37646, Rel. Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, julgado em 20/06/2006, processo n° 10855.004782/2003- IS, 2 Câmara). (Gr ou-s ) - Assim sendo, de abida é a exig ia da autoridade fiscal, ainda mais quando não contesta a efetiva existência das reas glosadas, devendo ser Processo n° : 13609.000934/2004-86 Acórdão n° : 303-34.002 considerada a área de 423,47,25 hectares de Reserva Legal (Utilização Limitada) indicada na matrícula do imóvel. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO AO RECURSO, para descartar a exigência da apresentação do ADA para área de Preservação Permanente, bem como para a área de Reserva Legal, para fins de isenção do ITR- Imposto Territorial R -31, reconhecendo como demonstrada uma área de 21,45ha de Preservação Perman nt1 e outra de 423,47,25ha de Reserva Legal (Utilização Limitada), que deverão er r• speitadas e excluídas do lançamento fiscal e devidamente distribuídas na DIRT/ 00# ! Sala da essões, de janeiro de 2007. • ta %nki vol, ARCIEL D O A - Relato • II Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1
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Numero do processo: 15586.001357/2010-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Jan 11 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2006 a 31/12/2007
SALÁRIO INDIRETO. ALIMENTAÇÃO IN NATURA. SEM INSCRIÇÃO PAT. NÃO INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2402-004.720
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros: Kleber Ferreira de Araujo e Ronnie Soares Anderson, que negavam provimento ao recurso.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, João Victor Ribeiro Aldinucci e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2006 a 31/12/2007 SALÁRIO INDIRETO. ALIMENTAÇÃO IN NATURA. SEM INSCRIÇÃO PAT. NÃO INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros: Kleber Ferreira de Araujo e Ronnie Soares Anderson, que negavam provimento ao recurso. Ronaldo de Lima Macedo - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, João Victor Ribeiro Aldinucci e Natanael Vieira dos Santos.
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Recorrente MULTILIFT TERMINAIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2006 a 31/12/2007 SALÁRIO INDIRETO. ALIMENTAÇÃO IN NATURA. SEM INSCRIÇÃO PAT. NÃO INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN). Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros: Kleber Ferreira de Araujo e Ronnie Soares Anderson, que negavam provimento ao recurso. Ronaldo de Lima Macedo Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, João Victor Ribeiro Aldinucci e Natanael Vieira dos Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 13 57 /2 01 0- 29 Fl. 312DF CARF MF Impresso em 11/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 04/01/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO 2 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, concernente à parcela patronal, incluindo as contribuições para o financiamento das prestações concedidas em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT), para as competências 03/2006 a 12/2007. O Relatório Fiscal (fls. 51/54) informa que fato gerador decorre do fornecimento de auxílioalimentação sob a forma de ticket refeição e visavale, sem estar inscrita no Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT). A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 26/10/2010 (fl.01). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 119/245), alegando, em síntese, que o beneficio não tem natureza remuneratória e o fato de a empresa estar ou não inscrita no Programa de Alimentação ao Trabalhador não é suficiente para a modificação da natureza do instituto, consoante precedentes jurisprudenciais. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) no Rio de Janeiro/RJ – por meio do Acórdão 1240.969 da 10a Turma da DRJ/RJOI (fls. 247/252) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade. A Notificada apresentou recurso, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados no auto de infração e no mais efetua as alegações da peça de impugnação, ressaltando que os valores apurados em decorrência do salário in natura possui natureza indenizatória. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Vitória/ES informa que o recurso interposto é tempestivo e encaminha os autos ao CARF para processamento e julgamento. É o relatório. Fl. 313DF CARF MF Impresso em 11/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 04/01/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 15586.001357/201029 Acórdão n.º 2402004.720 S2C4T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Recurso tempestivo. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. A Recorrente alega que não há incidência de contribuição social previdenciária sobre os valores pagos a título de valealimentação ou alimentação “in natura” sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Pelos motivos fáticos e jurídicos a seguir delineados, entendo que razão assiste a Recorrente. Verificase que o fato gerador decorrente da presente autuação se refere ao fornecimento pela empresa aos seus empregados de valealimentação in natura, sem inscrição no PAT, conforme ficou delineado no Relatório Fiscal, informando que “a empresa não possui o PAT para o período do presente lançamento”. Com o entendimento do que seja alimentação in natura para fins de tributação previdenciária – visando atender as regras previstas na Lei 6.321/1976, que instituiu o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) –, o art. 503, § 2o e inciso II, da Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009, estabelece que a alimentação concedida aos trabalhadores poderá ser fornecida mediante convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva, sendo este o caso do presente processo. Instrução Normativa RFB nº 971/2009: Art. 503. Para a execução do PAT, a empresa inscrita poderá manter serviço próprio de refeição ou de distribuição de alimentos, inclusive os não preparados (cesta de alimentos), bem como firmar convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva, desde que essas entidades estejam registradas no programa e se obriguem a cumprir o disposto na legislação do PAT, condição que deverá constar expressamente do texto do convênio entre as partes interessadas. § 1º Considerase fornecedora de alimentação coletiva: I a operadora de cozinha industrial e fornecedora de refeições preparadas e transportadas; II a administradora da cozinha da contratante; III a fornecedora de alimentos in natura embalados para transporte individual (cesta de alimentos). Fl. 314DF CARF MF Impresso em 11/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 04/01/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO 4 § 2º Considerase prestadora de serviço de alimentação coletiva a administradora de documentos de legitimação para aquisição de: I refeições em restaurantes ou em estabelecimentos similares (refeiçãoconvênio); II gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais (alimentaçãoconvênio). (g.n.) Dessa regra, percebese que, no âmbito previdenciário, a alimentação in natura concedida aos trabalhadores poderá ser fornecida por meio de valealimentação, desde que este seja utilizado na aquisição de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais conveniados com a fonte pagadora. Para a execução do PAT, tal hipótese de fornecimento de alimentação in natura é caracterizada como alimentaçãoconvênio. Para atender a hipótese de não incidência de contribuição previdenciária, esse art. 503 e os artigos 498 e 499, todos da Instrução Normativa RFB nº 971/2009, não fazem qualquer distinção na modalidade de fornecimento da alimentação in natura pela empresa, podendo esta se dar por meio de serviço próprio de refeição ou de distribuição de alimentos, inclusive os não preparados (cesta de alimentos), bem como firmar convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva (refeiçãoconvênio e alimentação convênio). Instrução Normativa RFB nº 971/2009: Art. 498. O Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT) é aquele aprovado e gerido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos da Lei nº 6.321, de 1976. Art. 499. Não integra a remuneração, a parcela in natura, sob forma de utilidade alimentação, fornecida pela empresa regularmente inscrita no PAT aos trabalhadores por ela diretamente contratados, de conformidade com os requisitos estabelecidos pelo órgão gestor competente. § 1º A previsão do caput independe de o benefício ser concedido a título gratuito ou a preço subsidiado. § 2º O pagamento em pecúnia do salário utilidade alimentação integra a base de cálculo das contribuições sociais. § 3º As irregularidades de preenchimento do formulário ou a execução inadequada do PAT, porventura constatadas, serão objeto de formalização de Representação Administrativa dirigida ao MTE. (g.n.) Nos termos da legislação previdenciária, percebiase que havia uma tendência no sentido interpretase literalmente a regra estampada no art. 28, § 9o e alínea “c”, da Lei 8.212/1991 combinado com a Lei 6.321/1976, a fim de ser excluída da base de cálculo da incidência da contribuição previdenciária somente a parcela in natura concedida rigorosamente nos termos do PAT, pois, do contrário, a verba paga a título de alimentação in natura seria considerada salário indireto e, por consectário lógico, integrava a remuneração do trabalhador. Lei 8.212/1991: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) Fl. 315DF CARF MF Impresso em 11/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 04/01/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 15586.001357/201029 Acórdão n.º 2402004.720 S2C4T2 Fl. 4 5 § 9o Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei no 9.528, de 10.12.97) (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n° 6.321, de 14 de abril de 1976; Hoje, pareceme que essa interpretação literal não encontra mais suporte nos tribunais de superposição, pois deve ser prestigiada a interpretação que – com fundamento nos artigos 195, I, alínea “a”, e 201, § 11, da Constituição Federal – conclui que as verbas indenizatórias não estão sujeitas à incidência de contribuição social previdenciária. Daí não se exigir mais o registro no PAT, como demonstra a seguinte Ementa do Resp. no 1051294 (DJ de 05/03/2009), proferido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ): “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR SALÁRIO IN NATURA DESNECESSIDADE DE INSCRIÇÃO NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADORPAT NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. 1. Quando o pagamento é efetuado in natura, ou seja, o próprio empregador fornece a alimentação aos seus empregados, com o objetivo de proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, sendo irrelevante se a empresa está ou não inscrita no Programa de Alimentação ao Trabalhador PAT. 2. Recurso especial não provido.” (Resp. 1051294 PR 2008/00873730; Relator(a): Ministra Eliana Calmon; Julgamento: 10/02/2009; Publicação: DJe 05/03/2009) No mesmo sentido, o entendimento de que o pagamento in natura não configura hipótese de incidência de contribuição previdenciária extraise do Ato Declaratório nº 03/2011 da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN), publicado no D.O.U. de 22/12/2011, que dispõe o seguinte: A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 24.11.2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: "nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária". Fl. 316DF CARF MF Impresso em 11/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 04/01/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO 6 Diante do citado Ato Declaratório e da regra prevista no art. 503 da Instrução Normativa RFB nº 971/2009, retromencionada, bem como da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), extraise que a verba paga a título de valealimentação in natura, no presente processo configurada como um pagamento in natura, não integra o salário de contribuição independente de a empresa ter ou não efetuado adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Com isso, entendese que devem ser excluídos os valores apurados no presente processo oriundos das verbas pagas a título de valealimentação ou salário indireto in natura – fornecidas aos segurados empregados –, pois tais valores não estão sujeitos à incidência da contribuição previdenciária. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso e DAR PROVIMENTO, para que sejam excluídos, em sua integralidade, os valores decorrentes da verba paga a título de valealimentação ou salário indireto in natura, nos termos do voto. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 11/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 04/01/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO
score : 1.0
Numero do processo: 10980.007885/2003-96
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 31/07/1998 a 31/12/1998
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DEPÓSITOS JUDICIAIS. LANÇAMENTO DE OFICIO. MULTA DE OFÍCIO.
No lançamento de ofício de crédito tributário, objeto de discussão judicial, dispensa-se a exigência dos juros de mora e da multa de ofício sobre os valores depositados, mantendo-se a exigência apenas sobre as parcelas correspondentes às diferenças não depositadas.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-003.326
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo RosenburgFilho, Demes Brito, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello votaram pelas conclusões.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 31/07/1998 a 31/12/1998 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DEPÓSITOS JUDICIAIS. LANÇAMENTO DE OFICIO. MULTA DE OFÍCIO. No lançamento de ofício de crédito tributário, objeto de discussão judicial, dispensa-se a exigência dos juros de mora e da multa de ofício sobre os valores depositados, mantendo-se a exigência apenas sobre as parcelas correspondentes às diferenças não depositadas. Recurso Especial do Procurador Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo RosenburgFilho, Demes Brito, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello votaram pelas conclusões. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
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BERTOLDI INCORPORAÇÕES E CONSTRUÇÕES LTDA. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 30/04/1998 a 30/06/1998 AUTO DE INFRAÇÃO. COFINS. DECADÊNCIA PARA LANÇAR. DEPÓSITOS JUDICIAIS CONVERTIDOS EM RENDA. EQUIPARAÇÃO A PAGAMENTO. O prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito pertinente à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins é de 05 anos, contados do fato gerador na hipótese de existência de antecipação de pagamento do tributo devido ou do primeiro dia do exercício seguinte em que o lançamento já poderia ter sido efetuado, na ausência de antecipação de pagamento. O depósito do montante integral, convertido em renda, equivale a pagamento para efeito da contagem do prazo de decadência. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 31/07/1998 a 31/12/1998 AUTO DE INFRAÇÃO. EXIGÊNCIA EM DUPLICIDADE. CANCELAMENTO. A comprovação de erro alegado pelo Sujeito Passivo, mediante a demonstração através dos elementos probatórios presentes nos autos, autoriza o cancelamento da exigência, mesmo que a retificação da DCTF tenha sido efetuada após o inicio do procedimento fiscal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 31/07/1998 a 31/12/1998 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DEPÓSITOS JUDICIAIS. LANÇAMENTO DE OFICIO. MULTA DE OFÍCIO. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 78 85 /2 00 3- 96 Fl. 282DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 28/12/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10980.007885/200396 Acórdão n.º 9303003.326 CSRFT3 Fl. 283 2 No lançamento de ofício de crédito tributário, objeto de discussão judicial, dispensase a exigência dos juros de mora e da multa de ofício sobre os valores depositados, mantendose a exigência apenas sobre as parcelas correspondentes às diferenças não depositadas. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo RosenburgFilho, Demes Brito, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello votaram pelas conclusões. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Por meio do Acórdão nº 340100.891, de 27 de julho de 2010, a Primeira Turma Ordinária, da Quarta Câmara, da Terceira Sessão do CARF, deu provimento em parte ao recurso voluntário, por maioria de votos, o julgado recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 30/04/1998 a 30/06/1998 AUTO DE INFRAÇÃO. COFINS. DECADÊNCIA. Nos termos da Súmula Vinculante 8 do Supremo Tribunal Federal, de 20/06/2008, é inconstitucional o artigo 45 da Lei n° 8.212, de 1991. Assim, a regra que define o termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de créditos tributários da Cofins e do PIS/Pasep deve ser buscada, ou no § 4º do artigo 150, ou tio inciso I do artigo 173, ambos do Código Tributário Nacional, de forma excludente, a depender da existência ou não de pagamento antecipado. No caso, em que houve pagamento antecipado na forma de depósito judicial, o prazo de cinco anos se inicia na data da ocorrência do fato Fl. 283DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 28/12/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10980.007885/200396 Acórdão n.º 9303003.326 CSRFT3 Fl. 284 3 gerador, de modo que, tendo a ciência do lançamento se dado em 11/07/2003, foram atingidos pela decadência os períodos de apuração anteriores a julho de 1998. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 31/07/1998 a 31/12/1998 AUTO DE INFRAÇÃO. PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEPÓSITO NO MONTANTE INTEGRAL. JUROS MORATÓRIOS. DESCABIMENTO. SÚMULA CARF N° 5. São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa a sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral .(grifei) AUTO DE INFRAÇÃO. PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEPÓSITO NO MONTANTE INTEGRAL. MULTA DE OFÍCIO. DESCABIMENTO. PN COSIT Nº2, DE 1999. Restando presentes os pressupostos do inciso II do artigo 151 do Código Tributário Nacional depósitos judiciais em montante integral de se afastar a incidência da multa de ofício sobre o montante do crédito tributário constituído para prevenir a decadência e que fora lançado com a exigibilidade suspensa. Parecer Normativo Cosit n° 2, de 1999. AUTO DE INFRAÇÃO. EXIGÊNCIA EM DUPLICIDADE. FORMALIDADE. PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL E DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA. CANCELAMENTO. De se cancelar a exigência fundada em erro formal cometido pelo sujeito passivo, que, embora não corrigido mediante a entrega de DCTF retificadora antes do inicio do procedimento fiscal, teve sua comprovação demonstrada nos autos de maneira a evidenciar a duplicidade de lançamento. Prestígio dos princípios da verdade material e da moralidade administrativa em detrimento de formalidade dispensável diante das circunstâncias. Recurso Voluntário Provido em Parte. Inconformada, a Fazenda Nacional apresentou recurso especial, fls. 177 a 191, requerendo a reforma do acórdão vergastado, para que: 1 Em relação à contagem do prazo decadencial, seja aplicado o disposto no art. 173, I, do CTN, pois entende que o depósito do montante integral não poderia ser caracterizado como sendo um pagamento antecipado; 2 Quanto à exclusão da multa de ofício, reclama que o lançamento em questão teria sido efetuado sem que o autuado estivesse amparado por liminar concedida em Fl. 284DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 28/12/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10980.007885/200396 Acórdão n.º 9303003.326 CSRFT3 Fl. 285 4 mandado de segurança, única hipótese prevista no art. 63 da Lei nº 9430/96 para excluir a multa, portanto, o lançamento foi corretamente acompanhado da respectiva multa de ofício; 3 Sobre a retificação dos valores que teriam sido informados em duplicidade na DCTF, reclama que não teria havido a devida comprovação do erro, com base nos registros contábeis/fiscais do interessado. Sustenta que apenas os depósitos judiciais, por si só, não seriam suficientes para comprovar o erro alegado. Conclui com o pedido para que seu recurso especial seja conhecido e provido, com a reforma do acórdão recorrido e a manutenção do lançamento nos termos supra declinados. O recurso foi admitido integralmente, conforme Despacho nº 34001386 de fls. 196 a 200. Na sequência, fls. 264/271, o Sujeito Passivo apresentou suas contrarrazões ao recurso especial interposto pela Fazenda, onde rebate cada uma das matérias recorridas, para então requerer a manutenção do acórdão recorrido, com o não conhecimento do recurso da Fazenda, na parte relativa ao exame de provas sobre a duplicidade do lançamento, bem como o não provimento do recurso da Fazenda como um todo. É o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Conforme já relatado, o presente recurso foi admitido integralmente, sendo que as matérias devolvidas ao Colegiado cingemse às seguintes questões: 1 Da contagem do prazo decadencial na existência de depósito judicial do montante integral A controvérsia a ser aqui dirimida cingese à questão do termo inicial para contagem da decadência do direito de a Fazenda Publicar lançar crédito tributário relativo à COFINS. A Câmara recorrida entendeu que o prazo de 5 anos deve ser contado a partir da ocorrência do fato gerador, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN, enquanto a Fazenda Nacional, em seu apelo, defende o prazo de cinco anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetuado, como previsto no inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional. Esse tema tem sido objeto de acirrados debates no CARF, ora prevalecendo a posição contrária da Fazenda Nacional ora a dos contribuintes, dependendo da composição das Turmas de Julgamento. Todavia, com a alteração regimental, que acrescentou o art. 62A ao Regimento Interno do Carf, as decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede de recursos repetitivos devem ser observados no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Assim, se a Fl. 285DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 28/12/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10980.007885/200396 Acórdão n.º 9303003.326 CSRFT3 Fl. 286 5 matéria foi julgada pelo STJ, em sede de recurso repetitivo, a decisão de lá deve ser adotada aqui, independentemente de convicções pessoais dos julgadores. Essa é justamente a hipótese dos autos, em que o STJ, em sede de recurso repetitivo versando sobre matéria idêntica à do recurso ora sob exame, decidiu que, nos tributos cujo lançamento é por homologação, o prazo para restituição de indébito é de 5 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, quando houver antecipação de pagamento, e do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetuado, no caso de ausência de antecipação de pagamento. No caso dos autos, a teor do relatado, não houve antecipação de pagamento propriamente dito, mas o depósito do montante integral, sendo que a respectiva ação judicial já transitou em julgado no STF, em sentido desfavorável ao Sujeito Passivo, que visava não ser obrigado a recolher a Cofins sobre as receitas de imóveis. Logo, o depósito do montante integral, a esta altura, já foi convertido em renda a favor da União e, portanto, deve ser considerado como pagamento à vista, na data em que efetuado, conforme esclarece o item 23, nota 05, da Norma de Execução CSAr/CST/CSF nº 002/1992. Por conseguinte, o termo inicial da decadência é a data de ocorrência do fato gerador. De outro lado, a ciência do lançamento fiscal deuse em 18 de julho de 2003. Com isso, temse que o crédito tributário pertinente a fatos geradores ocorridos até 30 de junho de 1998, na data da autuação, encontravase alcançado pela decadência, como, corretamente, consignado no acórdão recorrido. 2 Da exigência da multa de ofício quando houver depósito judicial do montante integral A teor do relatado, a controvérsia a ser dirimida cingese à questão do lançamento de multa de ofício quando o sujeito passivo efetuou depósitos do montante integral do tributo em litígio. A meu sentir, são incabíveis, posto que o depósito do montante integral ilide qualquer penalidade ao sujeito passivo, no pertinente à falta de pagamento do crédito tributário questionado, já que, na hipótese de o Fisco sair vencedor do litígio, a conversão dos depósitos em renda da Fazenda Nacional é considerada pagamento à vista, na data em que efetuados, conforme esclarece o item 23, nota 05, da Norma de Execução CSAr/CST/CSF nº 002/1992. Ora, se os depósitos são considerados pagamentos à vista na data em que efetuados, quando realizados dentro do prazo de vencimento do tributo sub judice, não vislumbro qualquer mora a justificar a inclusão de acréscimos legais ao auto de infração. Demais disso, a finalidade do depósito, é, justamente, permitir ao sujeito passivo contestar determinado tributo sem se sujeitar a qualquer penalidade. Para tanto, basta fazer como o fez a autuada, deposite em juízo o montante do crédito devido e nenhuma punição advirá se, eventualmente, a decisão judicial forlhe desfavorável. Aliás, outro não é o entendimento da Receita Federal, pois o Parecer COSIT nº 2, de 05 de janeiro de 1999, diz textualmente não caber a inclusão de juros moratórios no lançamento de ofício destinado a prevenir a decadência de crédito tributário cuja exigibilidade se encontre suspensa por força de depósito prévio de seu montante integral. Com mais razão ainda, devese excluir a multa de ofício nos casos de o crédito tributário litigado encontrarse garantido por depósito judicial de seu montante integral. Fl. 286DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 28/12/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10980.007885/200396 Acórdão n.º 9303003.326 CSRFT3 Fl. 287 6 O depósito judicial do crédito tributário exigido, além da suspensão da sua exigibilidade, tem como objetivo, entre outros, eximir o sujeito passivo do pagamento de juros de mora e de penalidades, tais como a multa de ofício. A Lei nº 6.830, de 1980, assim dispõe: “Art. 9º. Em garantia da execução, pelo valor da dívida, juros e multa de mora e encargos indicados na Certidão de Dívida Ativa, o executado poderá: (...). § 4º. Somente o depósito em dinheiro na forma do artigo 32, faz cessar a responsabilidade pela atualização monetária e juros de mora.” Assim, não procede o lançamento da multa de ofício e dos juros mora sobre valores das parcelas do crédito tributário depositadas judicialmente. 3 Da prova para o cancelamento de exigência decorrente de débito confessado em DCTF, supostamente em duplicidade Para bem esclarecer os fatos, cabe aqui transcrever fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido: No auto de infração encontramos dois valores lançados a título de Cofins do período de apuração de dezembro de 1998: um, de R$ 10.062,60 e o outro de R$ 14.202,32. Na impugnação, a autuada defendeuse argumentando que, originalmente, informara em sua DCTF, de forma equivocada, o valor de R$ 10.062,60, quando o correto deveria ser R$ 14.202,32. Ao perceber o erro, procedera à entrega de uma DCTF complementar, passando a constar que o débito da Cofins de dezembro era de R$ 14.202,32. Neste ponto, alega ter incorrido em novo erro, pois deveria ter apenas "complementado" a informação no valor de R$ 4.399,28. (...) As guias de depósito judicial às fls. 31 e 39, respectivamente, datadas de 8 e 29 de janeiro de 1999, nos valores de R$ 10.062,60 e R$ 4.139,72, corroboram com os argumentos da autuada, ou seja, de que o valor da Cofins de dezembro de 1998 era mesmo de R$ 14.202,32, e não de R$ 24.264,92, como constou do auto de infração e como pretende a DRJ. Na pior das hipóteses, de R$ 15.093,91, em face da base de cálculo informada na DIPJ, deR$ 503.120,17, conforme se vê à fl. 112. Ora, bem que poderia a instância recorrida, diante de uma evidência dessas, mas, em dúvida, ter se valido da faculdade constante do art. 18 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, de modo a, como se referiu a Recorrente, prestigiar os princípios da verdade material e da moralidade administrativa, e Fl. 287DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 28/12/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10980.007885/200396 Acórdão n.º 9303003.326 CSRFT3 Fl. 288 7 concluir pela improcedência do lançamento em duplicidade da importância de R$ 10.062,60. Conforme acima visto, os fatos narrados pela decisão recorrida são suficientes para evidenciar o erro cometido pelo Sujeito Passivo no preenchimento da DCTF. Portanto, uma vez confirmado o alegado erro, por meio de elementos probatórios presentes nos autos, entendo como correta a decisão recorrida. No caso, deve ser também destacado que se tratou de procedimento fiscal efetuado eletronicamente, à distância, sem prévia intimação do sujeito passivo, onde a motivação informada ("proc. jud. não comprovad") se revelou equivocada em face das informações e documentação apresentadas pelo Recorrente. Logo, uma retificação extemporânea da DCTF não pode agora motivar a manutenção do lançamento, especialmente quando comprovado que o contribuinte incorreu em novo erro, quando, em vez de "complementar" o valor da Cofins de dezembro de 1998, informou um valor que já continha aquele originalmente declarado. Com essas considerações, voto no sentido de negar provimento ao recurso especial, para manter o acórdão recorrido por seus próprios e jurídicos fundamentos. Henrique Pinheiro Torres Fl. 288DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 28/12/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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