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Numero do processo: 10640.907794/2009-07
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/11/2008
COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO.
A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação.
Numero da decisão: 3403-003.038
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
ROSALDO TREVISAN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/11/2008 COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. ROSALDO TREVISAN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 77 94 /2 00 9- 07 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 2 Versa o presente processo sobre Declaração de Compensação DCOMP transmitida em 21/01/2009 (fls. 96 a 100)1 objetivando utilizar crédito de COFINS, no valor de R$ 42.343,83 (DARF no total de R$ 1.661.682,91), recolhido indevidamente em 23/12/2008, para compensar com débitos da Contribuição para o PIS/PASEP relativos a dezembro de 2008. No Despacho Decisório Eletrônico de fl. 5, proferido em 07/10/2009, a compensação não é homologada tendo em vista que o pagamento efetuado teria sido utilizado para quitação de outros débitos da empresa. Cientificada do teor do Despacho Decisório, a recorrente apresenta a manifestação de inconformidade de fls. 2 a 4, informando, em síntese, que não foi efetuada retificação da DCTF relativa ao mês de novembro de 2008, o que provavelmente motivou a não homologação. Acrescenta que procedeu à retificação em 12/11/2009, fazendo constar no campo “débito apurado” o valor correto (R$ 1.619.339,08 ao invés de R$ 1.661.682,91, resultando na diferença de R$ 42.343,83, equivalente ao crédito pleiteado), anexando Cópia do DARF recolhido, cópias das DACON original e retificadora e cópias das DCTF original e retificadora. A decisão de primeira instância, proferida em 25/05/2011 (fls. 103 a 105), julgou improcedente a manifestação de inconformidade, porque ao tempo da transmissão da DCOMP o crédito não estava disponível para compensação, tendo a DCTF retificadora sido apresentada somente após proferido o despacho decisório correspondente. Ao final do voto, afirma ainda o julgador que o contribuinte não trouxe prova aos autos de que pudesse ter havido erro de fato, justificando a correção. Cientificada da decisão em 04/08/2011 (AR à fl. 107), a recorrente apresenta Recurso Voluntário (fls. 109 a 121), em 05/09/2011, reiterando que houve equívoco no preenchimento da DCTF, posteriormente corrigido. E que o que houve foi somente um descumprimento de obrigação acessória, que não ocasionou prejuízo algum ao Erário. Em 14/02/2012 (fls. 147 a 149), esta turma unanimemente converteu o julgamento em diligência, por meio da Resolução no 3403000.309 (sob relatoria da Conselheira Liduína Maria Alves Macambira, que não mais faz parte do colegiado), para que a unidade local verificasse a existência do crédito decorrente do pagamento a maior, diante da sinalização consistente derivada dos documentos apresentados pela recorrente. No Relatório de Diligência Fiscal (fls. 160 a 162), lavrado em 28/08/2012, a partir de registros contábeis do livro Diário de 2008, plano de contas e demonstrativos explicativos, além de DACON e DCTF, verificouse que: (a) as diferenças se referem a créditos de COFINS sobre encargos de uso da rede elétrica, vinculados à energia comercializada na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE); (b) tais encargos foram lançados na conta de resultado (gastos operacionais) denominada “Encargos de Serviços de Sistema”; (c) o contribuinte alegou que para os meses 04, 05, 07, 08, 09 e 11 de 2008, calculou e recolheu COFINS a maior por ter desconsiderado tais créditos (CCEE), somente tendo contatado o erro em dezembro de 2008; (d) a empresa era integrante da CCEE e optante pelo regime especial de tributação estabelecido na Lei no 10.848/2004 (art. 5o, § 4o) c/c Lei no 10.637/2002 (art. 47), regime que afasta a aplicação às receitas resultantes das operações, das normas que estabelecem a incidência em regime de apuração nãocumulativa da COFINS (devendo ser aplicado o regime cumulativo às receitas em discussão, com alíquota de 3%, por força do art. 10, X da Lei no 10.833/2003); (e) a empresa deve eleger um método, aplicado 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). Fl. 249DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/200907 Acórdão n.º 3403003.038 S3C4T3 Fl. 249 3 consistentemente durante todo o anocalendário, de acordo com o art. 3o, §§ 7o, 8o e 9o da Lei no 10.833/2003; (f) a contribuinte optou pelo método do rateio proporcional, mas utilizouo equivocadamente, aplicando aos custos, despesas e encargos totais a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total auferidas em cada mês, enquanto a legislação preceitua que apenas sobre os custos, despesas e encargos comuns pode ser aplicada tal relação percentual; e (g) em suma, os resultados positivos oriundos da venda de energia elétrica na CCEE são tributados pelo regime cumulativo, e não ensejam aproveitamento de créditos. Cientificada do Relatório em 11/10/2012 (cf. documento de fl. 184), a empresa apresenta em 12/11/2012 (fls. 188 a 192) manifestação no sentido de que: (a) os créditos são oriundos de “encargos de serviço do sistema” (ESS), que objetivam “recuperar os custos incorridos, pelos agentes geradores, das Restrições de Operação e da Prestação de Serviços Ancilares”; (b) o direito da empresa “encontrase respaldado no art. 3o da Lei no 10.637/2002, especialmente em seus incisos I e II e nas IN/SRF no 247/2002 e 404/2004”, e já foi reconhecido pela COSIT na Solução de Consulta no 27/2008 (efetuada pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica – ABRADEE – fls. 214 a 265); e (c) o que estabeleceu o regime especial foi o afastamento da aplicação do regime não cumulativo para o resultado das operações de compra e venda de energia elétrica efetuadas no âmbito da CCEE, o que não se aplica no presente caso, pois o ESS é um insumo na atividade de prestação de serviços de distribuição de energia elétrica, aplicandose a ele o regime da nãocumulatividade. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Impendese inicialmente esclarecer que na data da transmissão da compensação, com os documentos à época apresentados, realmente não existia saldo a compensar, pois o valor pago era exatamente o declarado em DCTF e DACON. Após o indeferimento eletrônico da compensação pela inexistência de crédito é que a empresa esclarece que a DCTF foi preenchida erroneamente, retificandoa, mas ainda sem explicação detalhada do que motivou a retificação, o que leva o julgador a quo a indeferir a manifestação de inconformidade, entendendo que as retificações são posteriores à análise do pedido e que não são acompanhadas de documentos que as amparem/justifiquem. Diante dos despachos decisórios eletrônicos, é na manifestação de inconformidade que o contribuinte é chamado a detalhar a origem de seu crédito, reunindo a documentação necessária a provar a sua liquidez e certeza. Enquanto na solicitação eletrônica de compensação bastava um preenchimento de formulário DCOMP (e o sistema informatizado checaria eventuais inconsistências), na manifestação de inconformidade é preciso fazer efetiva prova documental da liquidez e da certeza do crédito. E isso muitas vezes não é assimilado pelo sujeito passivo, que acaba utilizando a manifestação de inconformidade Fl. 250DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 4 tãosomente para indicar que cometeu um erro, sem especificar a origem de tal erro, em argumentação ao desamparo de documentos justificativos (ou com amparo documental deficiente). É o que ocorre no presente processo. E é em sede de recurso voluntário que se compreende que a análise humana efetuada pela DRJ é diferente daquela efetuada massivamente por máquinas no despacho decisório, sendo necessários à análise humana os documentos justificativos, e não a simples retificação da DCTF (que, se efetuada anteriormente ao despacho decisório, seria suficiente para a máquina). É inegável que incumbe ao postulante da compensação a prova da existência e da liquidez do crédito. Disso decorrem três possibilidades na apreciação da manifestação de inconformidade: (a) efetuada a prova, cabível a compensação; (b) não se atestando na manifestação de inconformidade um mínimo de liquidez e certeza no direito creditório, incabível acatarse o pleito; e, por fim; (c) havendo elementos que apontem para a procedência do alegado, mas que suscitem dúvida do julgador quanto a algum aspecto relativo à existência ou à liquidez do crédito, cabível seria a baixa em diligência para sanála (endossandose que não se presta a diligência a suprir deficiência probatória a cargo do postulante). E a DRJ verificou, diante dos elementos apresentados pela empresa à época, a situação descrita acima como “b”. Diferente foi o entendimento desta turma, que chegou à situação “c”, demandando diligência. E é em sede de diligência que aparece pela primeira vez de forma explícita o que seria o erro cometido pela empresa, não detalhado nem na manifestação de inconformidade nem no recurso voluntário: o pagamento a maior de COFINS se devia a créditos não aproveitados nos meses de abril, maior, julho, agosto, setembro e novembro de 2008, referentes a “Encargos de Serviço no Sistema” (conta “Encargos de Uso da Rede Elétrica”, no 615.05.1.5.4.2, cf. detalhado em planilha da contribuinte, anexa ao Relatório de Diligência). Daí para diante parece que existe, à margem de tudo o que já se havia discutido no processo, dois novos contenciosos: um suscitado pelo fisco, relativo à metodologia de rateio entre os regimes cumulativo/não cumulativo e outro levantado pela recorrente, sobre a possibilidade ou não de crédito em relação a “Encargos de Serviço no Sistema”. A autoridade diligenciante, assim, acolhe os valores constantes das retificações, mas sustenta que não são ensejadores de créditos, tendo em vista que a recorrente era optante pelo regime especial de que trata a Lei no 10.848/2004 (art. 5o, § 4o), combinada com a Lei no 10.637/2002 (art. 47). O primeiro comando legal assevera que se aplicam às pessoas jurídicas integrantes da CCEE o disposto no segundo, que estabelece: “Art. 47. A pessoa jurídica integrante do Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE), instituído pela Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002, poderá optar por regime especial de tributação, relativamente à contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). § 1o A opção pelo regime especial referido no caput: I será exercida mediante simples comunicado, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal; Fl. 251DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/200907 Acórdão n.º 3403003.038 S3C4T3 Fl. 250 5 II produzirá efeitos em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do mês subseqüente ao do exercício da opção. § 2o Para os fins do regime especial referido no caput, considerase receita bruta auferida nas operações de compra e venda de energia elétrica realizadas na forma da regulamentação de que trata o art. 14 da Lei no 9.648, de 27 de maio de 1998, com a redação dada pela Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002, para efeitos de incidência da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, os resultados positivos apurados mensalmente pela pessoa jurídica optante. § 3o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, a pessoa jurídica optante poderá deduzir os valores devidos, correspondentes a ajustes de contabilizações encerradas de operações de compra e venda de energia elétrica, realizadas no âmbito do MAE, quando decorrentes de: I decisão proferida em processo de solução de conflitos, no âmbito do MAE, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em processo de arbitragem, na forma prevista no § 3o do art. 2o da Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002; II resolução da Aneel; III decisão proferida no âmbito do Poder Judiciário, transitada em julgado; e IV (VETADO) § 4o A dedução de que trata o § 3o é permitida somente na hipótese em que o ajuste de contabilização caracterize anulação de receita sujeita à incidência do PIS/Pasep e da Cofins, na forma estabelecida pela Secretaria da Receita Federal. § 5o Sem prejuízo do disposto nos §§ 3o e 4o, geradoras de energia elétrica optantes poderão excluir da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins o valor da receita auferida com a venda compulsória de energia elétrica por meio do Mecanismo de Realocação de Energia, de que trata a alínea b do parágrafo único do art. 14 da Lei no 9.648, de 27 de maio de 1998, introduzida pela Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002. § 6o Aplicamse ao regime especial de que trata este artigo as demais normas aplicáveis às contribuições referidas no caput, observado o que se segue: I – em relação ao PIS/Pasep, não se aplica o disposto nos arts. 1o a 6o; II em relação aos fatos geradores ocorridos até 31 de agosto de 2002, o pagamento dos valores devidos correspondentes à Cofins e ao PIS/Pasep poderá ser feito com dispensa de multa e de juros moratórios, desde que efetuado em parcela única, até o último dia útil do mês de setembro de 2002. § 7o (VETADO)” (grifo nosso) Fl. 252DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 6 Até aí não se vê na opção nenhuma vedação ao direito creditório. A vedação estaria explícita apenas no art. 10, X da Lei no 10.833/2003, para as recitas submetidas ao regime especial de tributação: “Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1o a 8o: (...) X as receitas submetidas ao regime especial de tributação previsto no art. 47 da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002;” (grifo nosso) Há que se analisar, assim, se as receitas em discussão foram submetidas ao regime especial de tributação previsto no art. 47 da Lei no 10.637/2002. Em relação a tal tópico, informa a autoridade responsável pela diligência que a empresa optou, dentro do contexto do art. 3o, §§ 7o, 8o e 9o da Lei no 10.833/2003, pelo método do rateio proporcional: “§ 7o Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 8o Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7o e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. § 9o O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito, na forma do § 8o, será aplicado consistentemente por todo o anocalendário e, igualmente, adotado na apuração do crédito relativo à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal.”(grifo nosso) Informa ainda a autoridade fiscal que o rateio foi incorreto, visto que aplicado aos custos, despesas e encargos totais a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total auferidas em cada mês, enquanto a legislação preceitua que apenas sobre os custos, despesas e encargos comuns pode ser aplicada tal relação percentual. Contudo, ao observar a manifestação da recorrente sobre o Relatório de Diligência, parece que o tema controverso é outro: sequer se discute o método de rateio, ou a utilização de custos, despesas e encargos totais ou comuns. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/200907 Acórdão n.º 3403003.038 S3C4T3 Fl. 251 7 A recorrente fulcra sua manifestação na tese de que há direito a crédito em relação aos “encargos de serviço do sistema” (ESS), que objetivam “recuperar os custos incorridos, pelos agentes geradores, das Restrições de Operação e da Prestação de Serviços Ancilares”, e que tal direito encontra amparo normativo (art. 3o, I e II da Lei no 10.637/2002, e IN/SRF no 247/2002 e 404/2004) e jurisprudencial, além de estar expresso em Solução de Consulta efetuada por órgão de classe ABRADEE. E entende que o regime especial afasta a não cumulatividade somente para o resultado das operações de compra e venda de energia elétrica efetuadas no âmbito da CCEE (e não ao ESS, insumo na atividade de distribuição). A Solução de Consulta apresentada pela recorrente faz amplo estudo histórico/jurídico das atividades relacionadas à atividade de distribuição de energia elétrica, abarcando o “encargo de serviço do sistema” em tópico específico (itens 98 e 99), concluindo que: “(...) No caso do Encargo do Serviço do Sistema, seu pagamento garante, em qualquer caso, que haverá energia para ser fornecida na quantidade e qualidade necessárias. Esta garantia vem dos investimentos feitos pelas geradoras na manutenção da qualidade e estabilidade do sistema, cujos benefícios são usufruídos pelas distribuidoras. O pagamento deste encargo é um investimento realizado indiretamente pelas distribuidoras nas geradoras para garantir a geração adequada da energia a ser adquirida, e o montante desse encargo está incluso no custo de aquisição da energia. Então, se configura mais um componente indissociável do valor de aquisição da energia elétrica, conferindo também o direito da apuração dos créditos não cumulativos.” (grifo nosso) A Solução de Consulta, aqui tomada não como vinculante (pela ausência de comprovação de que a recorrente é representada pela ABRADEE, e pela resposta negativa em busca efetuada no sítio da Associação, que reúne 41 concessionárias, entre as quais não se localizou a “ENERGISA/MG”), mas somente para agregar argumento considerado relevante (pela profundidade da análise), é no sentido de que geram direito a crédito de COFINS para as distribuidoras de energia elétrica na nãocumulatividade os “Encargos de Serviços do Sistema” – ESS (item 156, I, “d”). Acordamos com o posicionamento exarado na consulta para o tema. Contudo, temos que regressar ao presente processo, no qual se está diante tanto da cumulatividade quanto da não cumulatividade. E a empresa, sobre o erro apontado em sede de diligência, em relação ao rateio de custos, despesas e encargos (comuns / totais), limitase a dizer que decorre de confusão do auditor fiscal, que fica clara quando se verifica a Solução de Consulta. No entanto, a Solução de Consulta versa tãosomente sobre a não cumulatividade. Assim, por mais que se esteja acolhendo a possibilidade de os ESS gerarem créditos, persistiria a incorreção no rateio, apontada em sede de diligência, e não refutada especificamente pela recorrente. É de se recordar que o que se está analisando no presente processo é um pleito de crédito, incumbindo o ônus probatório à empresa postulante. A empresa não havia Fl. 254DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 8 efetivamente comprovado seu direito creditório nem na manifestação de inconformidade nem no recurso voluntário. Com a realização da diligência, na qual de fato foi feita a primeira análise detalhada do direito creditório (vejase que até então sequer se sabia qual era a causa específica das retificações efetuadas), constatouse erro no rateio proporcional. E tal erro não foi objeto de refutação na nova manifestação, concentrandose a recorrente em defender (no que nos convenceu) que os ESS geram créditos na não cumulatividade. Vejase que restou não confrontada a incorreta metodologia adotada para o rateio, o que torna ilíquido o crédito da recorrente. Não se desincumbe, assim, a recorrente, de seu dever probatório, inicialmente por sequer revelar qual seria a motivação das retificações efetuadas, e, posteriormente, ao não justificálas especificamente, no que se refere ao critério de cálculo/rateio. Persiste, assim, ilíquido o direito creditório, em franca revelação de deficiência probatória por parte da recorrente, que persegue toda a duração deste processo administrativo, impossibilitando a compensação, a teor do caput do art. 170 do CTN: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública”. (grifo nosso) Assim, em face da iliquidez e da dúvida que ainda permeia o direito creditório da recorrente, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário apresentado. Rosaldo Trevisan Fl. 255DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN
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Numero do processo: 18088.000050/2009-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.186
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado José Ribamar Barros Penha.
Assinado digitalmente
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente.
Assinado digitalmente
Tatiana Midori Migiyama - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora).
Relatório
Trata-se de recurso voluntário interposto por ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA contra Acórdão nº 14-34.363, de 28 de junho de 2011 (de fls. 5380 a 5392), proferido pela 5ª Turma da DRJ/RPO, que julgou por unanimidade de votos, procedente em parte o lançamento.
Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir:
Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração exigindo-lhe a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), anos-calendário de 2004 a 2008, no valor de R$ 707.427,00 (fls. 14), acrescidos de multa de oficio (qualificada) e juros de mora, totalizando crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51.
Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal informa ter executado, em procedimento fiscal, verificações obrigatórias visando aferir a correspondência entre os valores da contribuição para o PIS declarados à RFB e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, nos anos-calendário de 2004 a 2008. Como resultado, constatou-se que os valores constantes em livros de registro de prestação de serviços, denominados Registro de Saídas, e em livros de registro de notas fiscais de serviços prestados, são divergentes em relação aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS devidos objeto do auto de infração em exame.
Ciente em 13/02/2009 (fls. 1649), a interessada apresentou, em 13/03/2009, impugnação ao lançamento (fls. 1650/1684), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões:
- que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios de omissão de receitas, que não refletiriam a real situação da contribuinte (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas;
- que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam estranhos aos conceitos de faturamento e receita, com afronta a preceitos legais e constitucionais;
- que a autoridade fiscal teria desconsiderado, no lançamento, retenções efetuadas em notas fiscais de prestação de serviços, a titulo de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833, de 2003, implicando indevida majoração dos valores devidos. Caracterizadas tais antecipações como retenções, nos termos do artigo 34 da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a compensar os valores retidos com tributos devidos a partir do mês da retenção;
- que requer seja determinada a realização de diligência para nova apuração dos valores devidos a titulo de Pis, considerando-se as retenções na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos;
- que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa;
- que seria ilegal e/ou inconstitucional a exigência de juros de mora com base na taxa Selic;
- que a aplicação de multa de oficio ao percentual de 75% caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal:
-que caberia redução da sanção pecuniária, por ausente qualquer intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante;
- que seria, dever da Administração apreciar e deixar de aplicar conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade;
- que caberia anulação do Termo de Arrolamento de Bens, por constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrar-se suspensa a exigibilidade do crédito tributário que inexistiriam razões para prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a suspensão de seus efeitos.
Ao final, requer o reconhecimento da nulidade e improcedência do auto de infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração, exclusão dos juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente reconhecimento da improcedência do lançamento.
É o relatório.
A DRJ, por unanimidade de votos, julgou a impugnação procedente em parte, conforme acórdão 14-34.363 com a seguinte ementa:
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA.
Improcedentes as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA.
As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita a esfera judicial.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS.
Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõe-se a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema.
FALTA DE RECOLHIMENTO:
A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a titulo da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais.
BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES:
As exclusões da base de cálculo da contribuição limitam-se aos casos expressamente previstos em Lei.
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA.
Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadra-se, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64.
Cientificado do referido acórdão no dia 12 de julho de 2012 o interessado apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ.
É o relatório.
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA
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Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração exigindo-lhe a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), anos-calendário de 2004 a 2008, no valor de R$ 707.427,00 (fls. 14), acrescidos de multa de oficio (qualificada) e juros de mora, totalizando crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51. Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal informa ter executado, em procedimento fiscal, verificações obrigatórias visando aferir a correspondência entre os valores da contribuição para o PIS declarados à RFB e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, nos anos-calendário de 2004 a 2008. Como resultado, constatou-se que os valores constantes em livros de registro de prestação de serviços, denominados Registro de Saídas, e em livros de registro de notas fiscais de serviços prestados, são divergentes em relação aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS devidos objeto do auto de infração em exame. Ciente em 13/02/2009 (fls. 1649), a interessada apresentou, em 13/03/2009, impugnação ao lançamento (fls. 1650/1684), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões: - que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios de omissão de receitas, que não refletiriam a real situação da contribuinte (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas; - que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam estranhos aos conceitos de faturamento e receita, com afronta a preceitos legais e constitucionais; - que a autoridade fiscal teria desconsiderado, no lançamento, retenções efetuadas em notas fiscais de prestação de serviços, a titulo de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833, de 2003, implicando indevida majoração dos valores devidos. Caracterizadas tais antecipações como retenções, nos termos do artigo 34 da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a compensar os valores retidos com tributos devidos a partir do mês da retenção; - que requer seja determinada a realização de diligência para nova apuração dos valores devidos a titulo de Pis, considerando-se as retenções na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos; - que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa; - que seria ilegal e/ou inconstitucional a exigência de juros de mora com base na taxa Selic; - que a aplicação de multa de oficio ao percentual de 75% caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal: -que caberia redução da sanção pecuniária, por ausente qualquer intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante; - que seria, dever da Administração apreciar e deixar de aplicar conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade; - que caberia anulação do Termo de Arrolamento de Bens, por constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrar-se suspensa a exigibilidade do crédito tributário que inexistiriam razões para prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a suspensão de seus efeitos. Ao final, requer o reconhecimento da nulidade e improcedência do auto de infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração, exclusão dos juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente reconhecimento da improcedência do lançamento. É o relatório. A DRJ, por unanimidade de votos, julgou a impugnação procedente em parte, conforme acórdão 14-34.363 com a seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA. Improcedentes as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita a esfera judicial. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS. Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõe-se a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema. FALTA DE RECOLHIMENTO: A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a titulo da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES: As exclusões da base de cálculo da contribuição limitam-se aos casos expressamente previstos em Lei. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadra-se, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64. Cientificado do referido acórdão no dia 12 de julho de 2012 o interessado apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 46; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1774; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 5.455 1 5.454 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18088.000050/200986 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3202000.186 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 25 de fevereiro de 2014 Assunto PIS/PASEP Recorrente ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado José Ribamar Barros Penha. Assinado digitalmente Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora). Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA contra Acórdão nº 1434.363, de 28 de junho de 2011 (de fls. 5380 a 5392), proferido pela 5ª Turma da DRJ/RPO, que julgou por unanimidade de votos, procedente em parte o lançamento. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 80 88 .0 00 05 0/ 20 09 -8 6 Fl. 5543DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.456 2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração exigindolhe a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), anoscalendário de 2004 a 2008, no valor de R$ 707.427,00 (fls. 14), acrescidos de multa de oficio (qualificada) e juros de mora, totalizando crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51. Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal informa ter executado, em procedimento fiscal, verificações obrigatórias visando aferir a correspondência entre os valores da contribuição para o PIS declarados à RFB e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, nos anoscalendário de 2004 a 2008. Como resultado, constatouse que os valores constantes em livros de registro de prestação de serviços, denominados Registro de Saídas, e em livros de registro de notas fiscais de serviços prestados, são divergentes em relação aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS devidos objeto do auto de infração em exame. Ciente em 13/02/2009 (fls. 1649), a interessada apresentou, em 13/03/2009, impugnação ao lançamento (fls. 1650/1684), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões: que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios de omissão de receitas, que não refletiriam a real situação da contribuinte (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas; que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam estranhos aos conceitos de faturamento e receita, com afronta a preceitos legais e constitucionais; que a autoridade fiscal teria desconsiderado, no lançamento, retenções efetuadas em notas fiscais de prestação de serviços, a titulo de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833, de 2003, implicando indevida majoração dos valores devidos. Caracterizadas tais antecipações como retenções, nos termos do artigo 34 da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a compensar os valores retidos com tributos devidos a partir do mês da retenção; que requer seja determinada a realização de diligência para nova apuração dos valores devidos a titulo de Pis, considerandose as retenções na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos; que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa; Fl. 5544DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.457 3 que seria ilegal e/ou inconstitucional a exigência de juros de mora com base na taxa Selic; que a aplicação de multa de oficio ao percentual de 75% caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal: que caberia redução da sanção pecuniária, por ausente qualquer intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante; que seria, dever da Administração apreciar e deixar de aplicar conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade; que caberia anulação do Termo de Arrolamento de Bens, por constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrarse suspensa a exigibilidade do crédito tributário que inexistiriam razões para prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a suspensão de seus efeitos. Ao final, requer o reconhecimento da nulidade e improcedência do auto de infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração, exclusão dos juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente reconhecimento da improcedência do lançamento. É o relatório.” A DRJ, por unanimidade de votos, julgou a impugnação procedente em parte, conforme acórdão 1434.363 com a seguinte ementa: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANOCALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA. Improcedentes as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita a esfera judicial. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANOCALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS. Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõese a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema. Fl. 5545DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.458 4 FALTA DE RECOLHIMENTO: A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a titulo da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES: As exclusões da base de cálculo da contribuição limitamse aos casos expressamente previstos em Lei. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadrase, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64.” Cientificado do referido acórdão no dia 12 de julho de 2012 o interessado apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a recorrente teve ciência da decisão de primeira instância no dia 12 de julho de 2012, quando, então, iniciouse a contagem do prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do presente recurso voluntário. Consta da peça de defesa da recorrente que se cuida de caso de discussão sobre auto de infração por suposto descumprimento da legislação tributária relativamente ao PIS/PASEP do período de jan/2004 a jun/2008, constituindo assim, via lançamento por arbitramento, crédito tributário no montante total de R$ 1.978.675,51 – já inclusos juros de mora e multa. Especificamente ao pedido de nulidade do auto de infração, vêse que a recorrente descreve, em síntese, que: · Em 6.2.09, a autoridade fazendária lavrou auto de infração envolvendo crédito de PIS no montante total de R$ 1.978.675,51, argumentando que a recorrente deixou de declarar no período de 2004 a 2007 e de janeiro a junho de 2008, de forma completa, a suas receitas de prestação de serviços passíveis de tributação, bem como à Fl. 5546DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.459 5 totalidade dos rendimentos auferidos motivo pelo qual foi também preparada a representação fiscal para fins penais, bem como qualificada a multa de ofício de 75% para 150%; · a recorrente entende que o r. auto de infração não possuía razões suficientes para subsistir, o que apresentou impugnação, sustentando: ü Vício insanável da autuação em razão da indevida desconsideração das retenções na fonte a título de PIS; ü Vício da autuação em razão da indevida inclusão na base de cálculo do PIS de valores estranhos aos conceitos de faturamento e receita; ü Ausência de suporte fático capaz de caracterizar a omissão de receita; ü Indevida aplicação da inconstitucionalidade taxa Selic, bem como o excessivo patamar em que foi fixada a multa, ensejando assim violação do princípio da isonomia tributária, do princípio da moralidade da administração pública fiscal e do princípio da capacidade contributiva, impondose assim, a redução da sanção pecuniária; ü Não obstante o reconhecimento da indevida desconsideração de retenções na fonte, o que, por si só, já denota que a apuração procedida pela autoridade fiscal não foi realizada com a cautela exigida, e a par das evidentes irregularidades, ilegalidades e inconstitucionalidades contidas na autuação impugnada, alega que a DRJ achou por bem julgar procedente o lançamento anteriormente efetuado, rejeitando os demais argumentos ofertados pela impugnante; ü Conclui a recorrente que os entendimentos adotados pela ilustre instância a quo administrativa não podem prosperar, alegando que o auto de infração lavrado contra a recorrente não encontra quaisquer parâmetros para sua exigência, pleiteando, assim, que a r. decisão deverá ser totalmente reformada e o respectivo lançamento ser completamente anulado. Quanto ao pedido da suspensão da exigibilidade do crédito tributário, depreendendose da análise do recurso voluntário, traz a recorrente que a Delegacia de Julgamento, em relação ao mérito de autuação, em síntese, trata das supostas divergências apuradas pela autoridade fiscal – as quais caracterizariam omissões de receitas tributáveis e recolhimentos a menor e que entenderam que tal tema não fora objeto de impugnação pela recorrente, concluindo, pela definitividade da exigência na esfera administrativa. Especificamente à r. conclusão, insurge a recorrente em seu recurso voluntário que houve um equívoco por parte do colegiado, tendo em vista que nos termos da impugnação, foi devidamente contemplada tal matéria, conforme item III da peça de defesa, pelo qual solicita que a exigibilidade do crédito seja suspensa até decisão final deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, nos termos do art. 151, inciso III, do CTN c/c art. 33 do decreto 70.235/72. Em relação à questão da suposta omissão de receita, a recorrente inicia manifestando que, segundo o texto do auto de infração, há configuração pela autoridade Fl. 5547DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.460 6 fazendária de omissão de receita, por suposta insuficiência de oferta de receitas operacionais à tributação do PIS, bem como ausência de resposta de intimação e reintimação, agravando a multa imposta. Aduz que para se caracterizar a omissão de receita deverá a autoridade fazendária apresentar provas robustas sobre a natureza da eventual receita omitida. Traz também a recorrente as seguintes alegações – o que peço licença para transcrevêlas: “Do Procedimento de Fiscalização À margem da mencionada legislação, a fiscalização adotou os seguintes procedimentos para a constituição do crédito tributário, segundo consta do Relatório de Descrição dos Fatos (fls. 36/70): Anocalendário 2004 ... I – Das declarações DIPJ e DCTF do anocalendário 2004 a) Da declaração DIPJ as fls. 247 a 293 ... b) Das declarações DCTF as fls. 167 a 235 e as fls. 294 a 301 Denotamos que as DCTF – Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 167 a 235 e as fls. 294 a 301 contêm o valor correto em janeiro e apenas valores irrisórios de fevereiro a dezembro, declarados a título de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2004 A 31/03/2004 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 7.949,88 FEVEREIRO 0,00 MARÇO 26,30 DCTF DO PERÍODO DE 01/04/2004 A 30/06/2004 MÊS PIS A RECOLHER ABRIL 26,31 MAIO 426,89 JUNHO 26,89 DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2004 A 30/09/2004 MÊS PIS A RECOLHER JULHO 35,00 AGOSTO 1.659,52 SETEMBRO 150,30 DCTF DO PERÍODO DE 01/10/2004 A 31/12/2004 MÊS PIS A RECOLHER OUTUBRO 693,72 NOVEMBRO 658,83 DEZEMBRO 1.001,40 Fl. 5548DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.461 7 II – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário 2004. a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Saídas (modelo PS) as fls. 302 a 332, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE SAÍDAS (MODELO PS) ANOCALENDÁRIO 2004 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 1.142.662,90 FEVEREIRO 1.195.502,10 MARÇO 1.368.713,62 ABRIL 1.245.446,40 MAIO 1.334.054,03 JUNHO 1.346.557,96 JULHO 1.373.662,68 AGOSTO 1.566.090,78 SETEMBRO 1.438.088,06 OUTUBRO 1.347.725,02 NOVEMBRO 1.231.826,23 DEZEMBRO 1.835.983,02 TOTAL 16.426.312,80 b) Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis, sendo que nos demonstrativos contábeis as fls.333 a 398 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionados: (g.n) RECEITA A TRIBUTAR PELO PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2004 MÊS RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VALOR DO PIS 0,65% PIS DECLARA DA EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 1.223.057,76 7.949,88 7.949,88 0,00 0,00 FEVEREIRO 1.235.648,00 8.031,71 0,00 1.235.648,00 8.031,71 MARÇO 1.440.152,80 9.360,99 26,30 1.436.105,47 9.334,69 ABRIL 1.215.964,12 7.903,77 26,31 1.211.916,79 7.877,46 MAIO 1.332.274,82 8.659,79 426,89 1.266.599,44 8.232,90 JUNHO 1.303.247,35 8.471,11 26,89 1.299.110,43 8.444,22 JULHO 1.371.692,29 8.916,00 35,00 1.366.307,67 8.881,00 AGOSTO 1.582.319,76 10.285,08 1.659,52 1.327.008,99 8.625,56 SETEMBRO 1.458.801,56 9.482,21 150,30 1.435.678,48 9.331,91 OUTUBRO 1.347.725,02 8.760,21 693,72 1.240.998,87 8.066,49 NOVEMBRO 1.231.826,23 8.006,87 658,83 1.130.467,77 7.348,04 DEZEMBRO 1.835.908,50 11.933,41 1.001,40 1.681.846,96 10.932,01 TOTAL 16.578.618,21 107.761,02 12.655,04 14.631.688,87 95.105,98 Anocalendário 2005 ... I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do anocalendário 2005 Fl. 5549DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.462 8 a) Da declaração DIPJ as fls. 399 a 422 ... b) Das declarações DACON as fls. 423 a 434 Preencheu a DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 423 a 434 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas. Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. c) Das declarações DCTF as fls. 435 a 539 Denotamos que as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 435 a 539 contêm valores irrisórios declarados a título de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2005 A 30/06/2005 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 585,24 FEVEREIRO 953,27 MARÇO 398,54 ABRIL 459,36 MAIO 389,68 JUNHO 329,83 DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2005 A 31/12/2005 MÊS PIS A RECOLHER JULHO 379,33 AGOSTO 483,50 SETEMBRO 414,50 OUTUBRO 415,40 NOVEMBRO 439,91 DEZEMBRO 418,64 II – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário 2005 a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Saídas (modelo PS) as fls. 540 a 560, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE SAÍDAS (MODELO PS) ANOCALENDÁRIO 2005 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 1.413.770,09 FEVEREIRO 1.538.261,21 MARÇO 1.548.517,30 ABRIL 1.513.650,33 MAIO 1.750.972,00 JUNHO 1.871.032,49 JULHO 1.845.689,89 AGOSTO SETEMBRO Fl. 5550DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.463 9 OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO TOTAL 11.481.893,31 b) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 561 a 568, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2005 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO 149.531,02 SETEMBRO 126.563,10 OUTUBRO 81.742,59 NOVEMBRO 93.381,88 DEZEMBRO 42.988,58 TOTAL 494.207,17 Verificamos que o livro Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 561 a 568 não abrange a totalidade do faturamento da empresa fiscalizada, segundo comparação com os demonstrativos contábeis do mesmo período as fls. 615 a 650. c) Adiante discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis, sendo que nos demonstrativos contábeis as fls. 569 a 650 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas: RECEITA A TRIBUTAR PELO PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2005 MÊS RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VALOR DO PIS 0,65% PIS DECLARAD A EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 1.425.629,45 9.266,59 585,24 1.335.592,53 8.681,35 FEVEREIRO 1.548.972,89 10.068,32 953,27 1.402.315,97 9.115,05 MARÇO 1.548.517,30 10.065,36 398,54 1.487.203,45 9.666,82 ABRIL 1.513.650,33 9.838,73 459,36 1.442.979,56 9.379,37 MAIO 1.750.972,00 11.381,32 389,68 1.691.021,23 10.991,64 JUNHO 1.871.032,49 12.161,71 329,83 1.820.289,41 11.831,88 JULHO 1.890.633,01 12.289,11 379,33 1.832.274,55 11.909,78 Fl. 5551DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.464 10 AGOSTO 1.957.135,39 12.721,38 483,50 1.882.750,77 12.237,88 SETEMBRO 1.930.366,12 12.547,38 414,50 1.866.596,89 12.132,88 OUTUBRO 1.894.068,36 12.311,44 415,40 1.830.160,67 11.896,04 NOVEMBRO 1.993.187,28 12.955,72 439,91 1.925.508,82 12.515,81 DEZEMBRO 2.124.971,77 13.812,32 418,64 2.060.565,62 13.393,68 TOTAL 21.449.136,39 139.419,39 5.667,20 20.577.259,47 133.752,1 Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados em DCTF acima referidas. Pela alta expressão e significância dos valores enumerados na planilha de PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a movimentação de receitas tributáveis escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. [...] Anocalendário 2006 ... I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do anocalendário 2006. a) Da declaração DIPJ as fls. 651 a 673 ... b) Das declarações DACON as fls. 674 a 711 Preencheu a DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 674 a 711 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas. Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. (g.n) c) Das declarações DCTF as fls. 712 a 806 Denotamos que as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 712 a 806 contêm valores irrisórios declarados a título de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2006 A 30/06/2006 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 448,37 FEVEREIRO 380,17 MARÇO 403,12 ABRIL 442,56 MAIO 443,77 JUNHO 500,04 DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2006 A 31/12/2006 MÊS PIS A RECOLHER JULHO 325,75 AGOSTO 353,86 Fl. 5552DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.465 11 SETEMBRO 351,78 OUTUBRO 460,46 NOVEMBRO 392,68 DEZEMBRO 336,22 II – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário 2006. a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 807 a 942, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2006 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 468.411,40 FEVEREIRO 2.195.405,84 MARÇO 2.149.644,44 ABRIL 2.150.849,45 MAIO 2.171.086,05 JUNHO 2.200.302,60 JULHO 2.486.739,84 AGOSTO 2.402.350,11 SETEMBRO 2.435.025,38 OUTUBRO 2.610.428,60 NOVEMBRO 2.473.699,79 DEZEMBRO 2.555.621,81 TOTAL 26.299.565,31 b) Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis, sendo que nos demonstrativos contábeis as fls. 943 a 1.019 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas (g.n): RECEITA A TRIBUTAR PELA COFINS – CONTRIBUIÇÃO P/ FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2006 MÊS RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VALOR DO PIS 0,65% PIS DECLARAD O EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 1.931.690,58 12.555,99 448,37 1.862.710,58 12.107,62 FEVEREIRO 2.127.346,30 13.827,75 380,17 2.068.858,61 13.447,58 MARÇO 2.146.313,94 13.951,04 403,12 2.084.295,48 13.547,92 ABRIL 2.142.781,71 13.928,08 442,56 2.074.695,56 13.485,52 MAIO 2.171.030,05 14.111,70 443,77 2.102.757,74 13.667,93 JUNHO 2.199.102,60 14.294,17 500,04 2.122.173,37 13.794,13 JULHO 2.485.539,83 16.156,01 325,75 2.435.424,45 15.830,26 Fl. 5553DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.466 12 AGOSTO 2.401.150,11 15.607,48 353,86 2.346.710,11 15.253,62 SETEMBRO 2.433.825,36 15.819,86 351,78 2.379.705,36 15.468,08 OUTUBRO 2.609.228,60 16.959,99 460,46 2.538.388,60 16.499,53 NOVEMBRO 2.473.700,39 16.079,05 392,68 2.413.188,08 15.686,37 DEZEMBRO 2.560.244,20 16.641,59 336,22 2.508.518,05 16.305,37 TOTAL 27.681.953,67 179.932,70 4.838,78 26.937.425,98 175.093,92 Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados nas DCTF acima referidas. Pela alta expressão e significância dos valores enumerados na planilha de PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a movimentação de receitas tributáveis escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. [...] Anocalendário 2007 ... I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do anocalendário 2007 a) Da declaração DIPJ as fls. 1.020 a 1.046 ... b) Das declarações DACON as fls. 1.047 a 1.082 Preencheu DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 1.047 a 1.082 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas. Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. (g.n) c) Das declarações DCTF as fls. 1.083 a 1.137 Denotamos que as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 1.083 a 1.137 contêm valores irrisórios declarados a título de contribuição ao PIS –Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2007 A 30/06/2007 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 416,70 FEVEREIRO 412,28 MARÇO 361,98 ABRIL 546,11 MAIO 444,28 JUNHO 519,18 DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2007 A 31/12/2007 MÊS PIS A RECOLHER JULHO 445,03 AGOSTO 486,05 Fl. 5554DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.467 13 SETEMBRO 524,20 OUTUBRO 486,92 NOVEMBRO 479,39 DEZEMBRO 381,58 III – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário2007. a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 1.138 a 1.283, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2007 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 2.512.077,72 FEVEREIRO 2.324.405,97 MARÇO 2.495.671,25 ABRIL 2.498.204,01 MAIO 2.663.167,85 JUNHO 2.611.402,83 JULHO 2.661.149,87 AGOSTO 2.683.333,25 SETEMBRO 2.655.555,47 OUTUBRO 2.711.851,34 NOVEMBRO 2.535.861,84 DEZEMBRO 3.035.373,74 TOTAL 31.388.055,14 b) Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. Nos demonstrativos contábeis as fls. 1.284 a 1.374 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas: RECEITA A TRIBUTAR PELO PIS – PROGRAMA DE NTEGRAÇÃO SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2007 MÊS RECEITA DE PRESTA ÇÃO DE SERVIÇ OS VALOR DO PIS 0,65% PIS DECL ARAD O EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 2.512.077,72 16.328,51 416,70 2.447.970,03 15.911,81 FEVEREIRO 2.352.205,74 15.289,34 412,28 2.288.778,05 14.877,06 Fl. 5555DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.468 14 MARÇO 2.495.671,25 16.221,86 361,98 2.439.982,02 15.859,88 ABRIL 2.498.203,85 16.238,33 546,11 2.414.186,93 15.692,22 MAIO 2.663.168,25 17.310,59 444,28 2.594.817,48 16.866,31 JUNHO 2.611.402,83 16.974,12 519,18 2.531.528,98 16.454,94 JULHO 2.661.641,47 17.300,67 445,03 2.593.175,32 16.855,64 AGOSTO 2.683.333,25 17.441,67 486,05 2.608.556,33 16.955,62 SETEMBRO 2.655.555,46 17.261,11 524,20 2.574.909,31 16.736,91 OUTUBRO 2.711.851,31 17.627,03 486,92 2.636.940,54 17.140,11 NOVEMBRO 2.535.861,90 16.483,10 479,39 2.462.109,59 16.003,71 DEZEMBRO 3.035.373,74 19.729,93 381,58 2.976.669,12 19.348,35 TOTAL 31.416.346,77 204.206,25 5.503,70 30.569.623,69 198.702,55 Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados nas DCTF acima referidas. (g.n) Pela alta expressão e significância dos valores enumerados na planilha de PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a movimentação de receitas tributáveis escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. [...] Janeiro a junho do anocalendário 2008 [...] a) Das declarações DACON as fls. 1.375 a 1.392 Preencheu a DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 1.375 a 1.392 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas. Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. b) Das declarações DCTF as fls. 1.393 a 1.461 Denotamos que as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 1.393 a 1.461 contêm valores irrisórios declarados a título de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2008 A 30/06/2008 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 517,38 FEVEREIRO 530,93 MARÇO 427,50 ABRIL 480,84 MAIO 448,41 JUNHO 509,65 II – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário 2008 (sic) Fl. 5556DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.469 15 a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 1.462 a 1.540, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2008 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 2.743.642,70 FEVEREIRO 2.808.161,44 MARÇO 2.798.968,81 ABRIL 2.814.064,08 MAIO 2.799.124,93 JUNHO 2.603.352,99 TOTAL 16.567.314,95 b) Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis, sendo que nos demonstrativos contábeis as fls. 1.541 a 1.583 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas: RECEITA A TRIBUTAR PEL0 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2008 MÊS RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VALOR D0 PIS 0,65% PIS DECLARAD0 EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 2.743.642,70 17.833,68 517,38 2.664.045,78 17.316,30 FEVEREIRO 2.808.161,44 18.253,05 530,93 2.726.479,90 17.722,12 MARÇO 2.798.968,81 18.193,30 427,50 2.733.199,58 17.765,80 ABRIL 2.814.064,08 18.291,42 480,84 2.740.088,70 17.810,58 MAIO 2.799.124,93 18.194,31 448,41 2.730.138,78 17.745,90 JUNHO 2.603.352,99 16.921,79 509,65 2.524.945,30 16.412,14 TOTAL 16.567.314,95 107.687,55 2.914,71 16.118.898,03 104.772,84 Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados nas DCTF acima referidas. Pela alta expressão e significância dos valores enumerados na planilha de PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para Fl. 5557DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.470 16 Fins Penais. Ressaltamos que a empresa fiscalizada entregou as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a movimentação de receitas tributáveis escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. [...]” O relato da fiscalização transcrito acima deixa claro que os valores descontados na fonte a título de PIS não foram deduzidos do valor devido. Nas planilhas elaboradas pela fiscalização, reproduzidas do Relatório de Descrição dos Fatos (fls. 41,50, 58, 65 e 70), constam tão somente os valores de PIS confessados pela Recorrente em DCTF, sem levar em conta as contribuições que foram destacadas nas Notas Fiscais de Serviços e retidas pela beneficiária dos serviços prestados. Este procedimento fiscal equivocado implica em que a Recorrente pague, em duplicidade, as contribuições que já foram destacadas nas Notas Fiscais de Serviços Prestados, escrituradas nos respectivos livros fiscais, conforme será demonstrado na sequência. 1. Da Diligência Determinada pela Autoridade Julgadora de Primeira Instância De acordo com a Resolução nº 1311 – 5ª Turma da DRJ/RPO, sessão de 18/12/2009, por unanimidade, aquele colegiado decidiu converter o julgamento em diligência, nos termos do Voto do Relator (fls. 4965/4968), do qual convém destacar os trechos abaixo: ... A autuada, por seu turno, pugna pela dedutibilidade de retenções na fonte do imposto e contribuições relativas aos referidos períodos, juntando aos autos cópias de Notas Fiscais de fls. 1.790 a 4.930 (Volumes IX a XXV dos autos). (g,n) Por consulta aos dados informados em Dirf (Declaração do Imposto Retido na Fonte), apurouse terem sido efetuados, nos anoscalendário de 2004 a 2008, recolhimentos do imposto e contribuições retidos na fonte, códigos de arrecadação 1708, 3426, 5952, 5960, 5979, 5987, 6190, 6800 (IRRF, CSLL, Pis e Cofins), tendo por declarantes diversas pessoas jurídicas, e por beneficiária a empresa autuada. (g.n) Ante a necessidade de elementos adicionais a subsidiar a convicção a ser formada no julgamento administrativo de 1ª instância, VOTO por encaminhar o processo em diligência com solicitação à Unidade de origem para as providências seguintes: a) Seja a contribuinte intimado a informar a composição dos totais mensais informados nos demonstrativos acima referenciados, intitulados “Balancete de Verificação”, de modo a individualizar as notas fiscais computadas mensalmente e o nº da folha dos autos em que consta respectiva cópia, com o fito de demonstrar terem sido os valores das Notas Fiscais (apresentadas na impugnação) incluídos nos totais mensais de receitas apuradas (planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69), base para arbitramento do lucro (IRPJ e CSLL) e para exigência das Fl. 5558DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.471 17 contribuições ao Pis e Cofins, para efeitos do disposto no art. 540 do RIR/99, no art. 36 da Lei nº 10.833, de 2003, e no artigo 7º, caput e §§, da Instrução Normativa SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004; b) À luz das informações apresentadas pela contribuinte, seja elaborado relatório conclusivo acerca da inclusão (ou não) dos valores correspondentes às Notas Fiscais (apresentadas na impugnação), no cômputo dos totais de receitas apuradas (planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69), base para arbitramento do lucro (IRPJ e CSLL), e para exigência das contribuições ao Pis e Cofins, para efeitos do disposto no art. 540 do RIR/99, no art. 36 da Lei nº 10.833, de 2003, e no artigo 7º, caput e §§, da Instrução Normativa SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004. Em cumprimento à diligência determinada, a autoridade fiscal apresentou a correspondente Informação Fiscal (fls. 5.377/5.379) com as seguintes conclusões: Da análise da documentação entregue pelo fiscalizado (fls. 4.950 a 5.235), apurei que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Analisei, ainda, o Relatório das Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235), elaborado pelo diligenciado, o qual verifiquei conter a composição dos totais mensais informados nos “Balancetes de Verificação” constantes do processo. Apurei, contudo, que a diligenciada não fez acompanhar de sua impugnação a totalidade das notas fiscais a que se refere o Relatório de Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235). Atesto, também, que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Assim, fica atendido o item “a” do despacho a fl. 4.938. Já para atendimento ao item “b” do despacho a fl. 4.938 elaborei, à luz das informações apresentadas pelo contribuinte, relatório, mês a mês (fls. 5.236 a 5.342) destacando em uma coluna própria, com base nas notas fiscais apresentadas na impugnação (fls. 1.790 a 4.807) o PIS retido na fonte, concluindo que há Notas Fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas na impugnação cujos valores estão incluídos no cômputo das receitas apuradas nas planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente, base para exigência das contribuições ao PIS. Apurei, ainda, em atendimento ao item “b” do despacho a fl. 4.938, que as notas fiscais as fls. 1.790 a 4.807, apresentadas pelo fiscalizado quando da sua impugnação ao auto de infração de que trata essa informação fiscal, listadas em relatório as fls. 5.236 a 5.342, guardam relação com o auto de infração, e os valores das notas fiscais estão incluídos no cômputo das receitas apuradas nas planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente, base para arbitramento do PIS, que abrangeu o PIS de 01 de janeiro de 2004 a 30 de junho de 2008. Segundo consta do Relatório elaborado pelo fiscal responsável, em atenção ao item “b” do despacho de fls. 5.232, o PIS apurado das Notas Fiscais acostadas à impugnação, corresponde a: Fl. 5559DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.472 18 Resumo do Relatório Fiscal em comento (fls. 5.270/5376). Nº DA FOLHA DO PROCESSO Nºs DAS NOTAS FISCAIS DATAS DAS NOTAS FISCAIS VALOR DAS NOTAS FISCAIS COFINS DESTACADA NAS NOTAS FISCAIS 1790/1846 5742/5808 07 a 31/05/2005 365.851,63 2.309,18 1847/1898 5809/5865 01 a 04/02/2005 608.412,19 3.638,82 1899/1939 5975/6075 01 a 07/03/2005 465.652,46 2.912,76 1940/1990 6148/6207 01 a 11/04/2005 666.623,07 4.085,14 1991/2073 6330/6415 03 a 10/05/2005 812.451,28 4.999,24 2074/2135 6585/6656 01 a 13/06/2005 748.479,50 4.713,73 2136/2185 6790/6946 04 a 26/07/2005 436.007,08 2.742,24 2186/2324 7075/7100 10 a 17/08/2005 414.036,74 2.573,08 2235/2281 7148/7283 04 a 15/09/2005 392.411,65 2.494,24 2201/2346 7325/7483 03 a 26/10/2005 592.787,35 3.751,49 2347/2394 7497/7660 03 a 23/11/2005 526.032,72 3.349,29 2333/2443 7/59 09 a 26/01/2006 271.870,73 1.706,56 2444/2503 64/249 02 a 21/02/2006 515.708,08 3.197,20 2504/2563 251/310 01 a 10/03/2006 748.176,83 4.787,04 2564/2632 454/647 04 a 20/04/2006 794.496,19 4.997,17 2633/2713 655/734 02 a 10/05/2006 848.572,70 5.350,66 2714/2796 884/966 01 a 12/06/2006 829.386,45 5.238,34 2797/2924 1179/1304 03 a 11/07/2006 1.462.845,10 9.352,15 2925/3021 1504/1598 01 a 11/08/2006 1.222.902,72 7.807,12 3022/3089 1740/1807 01 a 13/09/2006 790.411,06 5.094,97 3090/3169 1967/2207 02 a 27/10/2006 683.909,72 4.258,33 3170/3263 2209/2301 01 a 13/11/2006 1.048.910,94 6.708,69 3264/3335 2457/2727 01 a 22/12/2006 591.874,44 3.761,94 3337/3407 2883/2997 15 a 22/01/2007 404.824,45 2.612,04 3408/3512 3001/3269 15 a 28/02/2007 726.697,06 4.647,77 3513/3574 3270/3331 01 a 07/03/2007 771.225,34 4.940,41 3575/3674 3516/3613 02 a 11/04/2007 1.092.163,60 6.978,40 3675/3760 3795/3880 02 a 11/05/2007 896.932,59 5.668,35 3761/3882 4093/4436 05 a 28/06/2007 844.013,49 5.272,35 3883/3968 4445/4727 02 a 26/07/2007 893.488,66 5.693,68 3969/4087 4730/4846 01 a 16/08/2007 1.222.997,65 7.716,83 4088/4217 5024/5151 03 a 14/09/2007 1.344.619,74 8.440,91 4218/4399 5307/5588 01 a 26/10/2007 741.254,07 4.640,75 4248/4352 5591/5695 01 a 12/11/2007 1.303.645,62 8.320,27 4400/4526 5910/6036 03 a 11/12/2007 1.236.837,46 7.931,80 4527/4614 6431/6516 16 a 30/01/2008 688.730,55 4.402,85 4615/4698 6707/6790 14 a 27/02/2008 626.676,58 4.021,53 4699/4782 6968/7051 14 a 25/03/2008 969.575,35 6.200,78 4783/4807 7344/7368 17 a 22/04/2008 33.268,37 188,98 Com as conclusões da autoridade fiscal, a matéria foi devolvida para a DRJ/RPO, para julgamento. 2. Da Decisão de Primeira Instância Em sessão de 28/06/2011, a 5ª Turma da DRJ/RPO julgou o processo, nos termos do Acórdão nº 1434.363 cuja decisão está resumida na seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANOCALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Fl. 5560DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.473 19 Improcedentes as arguições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre arguição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita à esfera judicial. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP ANOCALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006,2007, 2008 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS. Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõese a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema. FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a título da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de ofício com os devidos acréscimos legais. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. As exclusões da base de cálculo da contribuição limitamse aos casos expressamente previstos em Lei. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1º, da Lei º 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadrase, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei nº 4.502/64. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Nas conclusões do Voto do d. Relator consta que o lançamento de oficio é procedente em parte, excluídos do PIS apurado mensalmente os valores retidos na fonte relacionados pela autoridade fiscal nos demonstrativos de fls. 5236 a 5342 (Volume XXVII) cujos totais foram assim resumidos: Período Valor total da Nota Fiscal (R$) PIS destacado na Nota Fiscal (R$) 01/2005 365.851,63 2.309,18 02/2005 608.412,19 3.628,82 03/2005 465.652,46 2.912,76 04/2005 666.623,07 4.085,14 05/2005 812.451,38 4.999,24 06/2005 748.479,50 4.713,73 07/2005 436.007,08 2.742,24 08/2005 414.036,74 2.573,08 09/2005 392.411,65 2.494,24 10/2005 592.787,35 3.751,49 11/2005 526.032,72 3.349,29 01/2006 271.870,73 1.706,56 02/2006 515.708,08 3.197,20 03/2006 748.176,83 4.787,04 04/2006 794.496,19 4.997,17 05/2006 848.572,70 5.350,66 06/2006 829.386,45 5.238,34 07/2006 1.462.845,10 9.352,15 Fl. 5561DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.474 20 08/2006 1.222.902,72 7.807,12 09/2006 790.411,06 5.094,97 10/2006 683.909,72 4.258,33 11/2006 1.048.910,94 6.708,69 12/2006 591.874,44 3.761,94 01/2007 404.824,45 2.612,04 02/2007 726.697,06 4.647,77 03/2008 771.225,34 4.940,41 04/2007 1.092.163,60 6.978,40 05/2007 896.932,59 5.668,35 06/2007 844.013,49 5.272,35 07/2007 893.488,66 5.693,68 08/2007 1.222.997,65 7.716,83 09/2007 1.344.619,74 8.440,91 10/2007 741.254,07 4.640,75 11/2007 1.303.645,62 8.320,27 12/2007 1.236.837,46 7.931,80 01/2008 688.730,55 4.402,85 02/2008 626.676,58 4.021,53 03/2008 969.575,35 6.200,78 04/2008 33.268,37 188,98 Mesmo que em primeira instância tenham sido consideradas (em parte) as antecipações de PIS correspondentes às Notas Fiscais de Serviços Prestados anexadas ao processo pela Recorrente, ainda assim, o lançamento de ofício é carecedor de reexame vez que as receitas tidas pela autoridade julgadora como omitidas da incidência do PIS: R$16.578.618,21 (anocalendário 2004 – fls. 40), R$21.449.136,39 (anocalendário 2005 – fls. 49), R$27.681.953,67 (anocalendário 2006 – fls. 57), R$31.416.346,77 (anocalendário 2007 – fls. 64), R$16.567.314,95 (anocalendário 2008 – fls. 69), já foram tributadas na fonte, conforme se pode constatar mediante exame dos Livros de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados e demais documentos acostados aos autos. 3. Da Informação Fiscal sobre os Cálculos do Crédito Tributário Remanescente Conforme despacho às fls. 5.394, o processo foi encaminhado à SAFIS DRF/AQA, para elaboração dos cálculos do crédito tributário remanescente, tendo em vista que o lançamento de ofício foi julgado parcialmente procedente. Em cumprimento, a fiscalização apresentou o Relatório de Informação Fiscal (fls. 5.397/5.403) com os respectivos cálculos e explicações acerca dos demonstrativos. Reproduzimos abaixo as planilhas elaboradas pela fiscalização, relativas ao período de fev./2004 a jun./2008, objeto do julgamento: PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2004 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO D0 PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G Fl. 5562DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.475 21 JANEIRO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 FEVEREIRO 1.235.648,00 0,00 1.235.648,00 8.031,71 0,00 8.031,71 MARÇO 1.436.105,47 0,00 1.436.105,47 9.334,68 0,00 9.334,68 ABRIL 1.211.916,79 0,00 1.211.916,79 7.877,45 0,00 7.877,45 MAIO 1.266.599,44 0,00 1.266.599,44 8.232,89 0,00 8.232,89 JUNHO 1.299.110,43 0,00 1.299.110,43 8.444,21 0,00 8.444,21 JULHO 1.366.307,67 0,00 1.366.307,67 8.880,99 0,00 8.880,99 AGOSTO 1.327.008,99 0,00 1.327.008,99 8.625,55 0,00 8.625,55 SETEMBRO 1.435.678,48 0,00 1.435.678,48 9.331,71 0,00 9.331,71 OUTUBRO 1.240.998,87 0,00 1.240.998,87 8.066,49 0,00 8.066,49 NOVEMBRO 1.130.467,77 0,00 1.130.467,77 7.348,04 0,00 7.348,04 DEZEMBRO 1.681846,96 0,00 1.681.846,96 10.932,00 0,00 10.932,00 TOTAL 14.631.688,87 0,00 14.631.688,87 95.105,71 0,00 95.105,71 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2005 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO DO PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G JANEIRO 1.335.592,53 355.258,46 980.334,07 8.681,35 2.309,18 6.372,17 FEVEREIRO 1.402.315,97 558.280,00 844.035,97 9.115,05 3.628,82 5.486,23 MARÇO 1.487.203,45 448.116,92 1.039.086,53 9.666,82 2.912,76 6.754,06 ABRIL 1.442.979,56 628.483,08 814.496,48 9.379,36 4.085,14 5.294,22 MAIO 1.691.021,23 769.113,85 921.907,38 10.991,63 4.999,24 5.992,39 JUNHO 1.820.289,41 725.189,23 1.095.100,18 11.831,88 4.713,73 7.118,15 JULHO 1.832.274,55 421.883,08 1.410.391,47 11.909,78 2.742,24 9.167,54 AGOSTO 1.882.750,77 395.858,46 1.486.892,31 12.237,88 2.573,08 9.664,80 SETEMBRO 1.866.596,89 383.729,23 1.482.867,66 12.132,87 2.494,24 9.638,63 OUTUBRO 1.830.160,67 577.152,31 1.253.008,36 11.896,04 3.751,49 8.144,55 NOVEMBRO 1.925.508,82 515.275,38 1.410.233,44 12.515,80 3.349,29 9.166,51 DEZEMBRO 2.060.565,62 0,00 2.060.565,62 13.393,67 0,00 13.393,67 TOTAL 20.577.259,47 5.778.340,00 14.798.919,47 133.752,14 37.559,21 96.192,93 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2006 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO DO PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G JANEIRO 1.862.710,58 262.547,69 1.600.162,89 12.107,61 1.706,56 10.401,05 FEVEREIRO 2.068.858,61 491.876,92 1.576.981,68 13.447,58 3.197,20 10.250,38 MARÇO 2.084.295,48 736.467,69 1.347.827,79 13.547,92 4.787,04 8.760,88 ABRIL 2.074.695,56 768.795,38 1.305.900,17 13.485,52 4.997,17 8.488,35 MAIO 2.102.757,74 823.178,46 1.279.579,28 13.667,92 5.350,66 8.317,26 JUNHO 2.122.173,37 805.898,46 1.316.274,91 13.794,12 5.238,34 8.555,78 JULHO 2.435.424,45 1.438.792,31 996.632,14 15.830,25 9.352,15 6.478,10 AGOSTO 2.346.710,11 1.201.095,38 1.145.614,73 15.253,61 7.807,12 7.446,49 SETEMBRO 2.379.705,36 783.841,54 1.595.863,82 15.468,08 5.094,97 10.373,11 OUTUBRO 2.538.388,60 655.127,69 1.883.260,91 16.499,52 4.258,33 12.241,19 NOVEMBRO 2.413.288,08 1.032.106,15 1.381.181,93 15.686,37 6.708,69 8.977,68 DEZEMBRO 2.508.518,05 578.760,00 1.929.758,05 16.305,36 3.761,94 12.543,42 TOTAL 26.937.525,98 9.578.487,69 17.359.038,29 175.093,85 62.260,17 112.833,68 Fl. 5563DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.476 22 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2007 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO DO PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO OREMANESCENTE DA PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G JANEIRO 2.447.970,03 401.852,31 2.046.117,72 15.911,80 2.612,04 13.299,76 FEVEREIRO 2.288.778,05 715.041,54 1.573.736,51 14.877,05 4.647,77 10.229,28 MARÇO 2.439.982,02 760.063,08 1.679.918,94 15.859,88 4.940,41 10.919,47 ABRIL 2.414.186,93 1.073.600,00 1.340.586,93 15.692,21 6.978,40 8.713,81 MAIO 2.593.175,32 872.053,85 1.722.763,63 16.866,31 5.668,35 11.197,96 JUNHO 2.531.528,98 811.130,77 1.720.398,21 16.454,93 5.572,35 11.182.58 JULHO 2.593.175,32 875.950,77 1.717.224,55 16.855,63 5.693,68 11.161,95 AGOSTO 2.608.536,33 1.187.204,62 1.421.351,71 16.955,61 7.716,83 9.238,78 SETEMBRO 2.574.909,31 1.298.601,54 1.276.307,77 16.736,91 8.440,91 8.296,00 OUTUBRO 2.636.940,54 713.961,54 1.922.979,00 17.140,11 4.640,75 12.499,36 NOVEMBRO 2.462.109,59 1.280.041,54 1.182.068,05 16.003,71 8.320,27 7.683,44 DEZEMBRO 2.976.669,12 1.220.276,92 1.756.392,20 19.348,34 7.931,80 11.416,54 TOTAL 30.569.623,69 11.209.778,46 19.359.845,24 198.702,48 72.163,56 125.838,92 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2008 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO DO PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE D0 PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIN DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G JANEIRO 2.664.045,78 677.361,54 1.986.684,24 17.316,29 4.402,85 12.913,44 FEVEREIRO 2.726.479,90 618.696,92 2.107.782,98 17.722,11 4.021,53 13.700,58 MARÇO 2.733.199,58 953.966,15 1.779.233,43 17.765,79 6.200,78 11.565,01 ABRIL 2.740.088,70 29.073,85 2.711.014,85 17.810,57 188,98 17.621,59 MAIO 2.730.138,78 0,00 2.730.138,78 17.745,90 0,00 17.745,90 JUNHO 2.524.945,30 0,00 2.524.945,30 16.412,14 0,00 16.412,14 TOTAL 16.118.898,03 2.279.098,46 13.839.799,57 104.772,80 14.814,14 89.958,66 Relativamente aos demonstrativos acima, a autoridade fiscal explicitou o preenchimento dos quadros: Na coluna A relacionei os meses do anocalendário; na coluna B extraí da planilha de receita a tributar pela COFINS a fls. 40, 49, 57, 64, 69 o valor da base de cálculo do PIS a tributar, mês a mês; na coluna C relacionei o valor da base de cálculo correspondente ao PIS de alíquota de 0,65% destacado na nota fiscal, mês a mês, com dados extraídos da relação a fls. 5355 a 5357; na coluna D inseri o valor, mês a mês, da coluna B menos a coluna C; na coluna E descrevi, mês a mês, o valor do PIS lançado em auto de infração as fls. 02 a 07; na coluna F discriminei, mês a mês, o valor do PIS destacado em nota fiscal, com dados extraídos do demonstrativo a fl. 5355 A 5357; na coluna G, mês a mês, conforme determinado pelo encaminhamento a fl. 5394, transcrevi o crédito tributário remanescente Do PIS, encontrado pela subtração do valor das colunas E menos F. Fl. 5564DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.477 23 Os valores consignados nos demonstrativos retro a título de “crédito tributário remanescente do PIS” não representam a verdade dos fatos jurídico contábeis, especificamente, quanto à exclusão da base de cálculo da exação da totalidade do PIS retido na fonte, como será demonstrado a seguir. 4. Das Notas Fiscais Escrituradas e da Cofins Retida na Fonte O crédito tributário do PIS, fatos geradores fev./2004 a jun./2008, foi constituído com base nos livros de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados (fls. 306/336, 545/573, 814/949, 1.146/1.292, 1,472/1.550), segundo consta do Relatório de Descrição dos Fatos (fls. 23/76), que é parte integrante do Auto de Infração (fls. 2/21). Os mencionados livros fiscais foram devidamente escriturados, daí porque possibilitou que a autoridade fiscal apurasse as receitas de prestação de serviços auferidas pela Recorrente no período em referência. Os demais documentos solicitados pela fiscalização e disponibilizados pela Recorrente também apoiaram o procedimento fiscal, permitindo a autoridade fiscal verificar a regularidade no cumprimento da legislação do PIS, inclusive quanto aos pagamentos feitos e às retenções na fonte da contribuição. Contudo, à margem dessa documentação, equivocadamente, a fiscalização apurou que a Recorrente omitiu da tributação do PIS valores significativos de seu faturamento mensal. No Relatório de Descrição dos Fatos, a fiscalização mencionou que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados, tendo elaborado quadros demonstrativos das receitas auferidas: LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2004 (fls. 40) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 1.142.662,90 FEVEREIRO 1.195.502,10 MARÇO 1.368.713,62 ABRIL 1.245.446,40 MAIO 1.334.054,03 JUNHO 1.346.557,96 JULHO 1.373.662,68 AGOSTO 1.566.090,78 SETEMBRO 1.438.088,06 OUTUBRO 1.347.725,02 NOVEMBRO 1.231.826,23 DEZEMBRO 1.835.983,02 TOTAL 16.426.312,80 LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS Fl. 5565DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.478 24 REGISTRO DE SAÍDAS E REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2005 (fls. 48/49) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 1.413.770,09 FEVEREIRO 1.538.261,21 MARÇO 1.548.517,30 ABRIL 1.513.650,33 MAIO 1.750.972,00 JUNHO 1.871.032,49 JULHO 1.845.689,89 AGOSTO 149.531,02 SETEMBRO 126.563,10 OUTUBRO 81.742,59 NOVEMBRO 93.381,88 DEZEMBRO 42.988,58 TOTAL 11.976.100,48 LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2006 (fl. 57) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 468.411,40 FEVEREIRO 2.195.405,84 MARÇO 2.149.644,44 ABRIL 2.150.849,45 MAIO 2.171.086,05 JUNHO 2.200.302,60 JULHO 2.486.739,84 AGOSTO 2.402.350,11 SETEMBRO 2.435.025,38 OUTUBRO 2.610.428,60 NOVEMBRO 2.473.699,79 DEZEMBRO 2.555.621,81 TOTAL 26.299.565,31 LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2007 (fls. 64) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 2.512.077,72 FEVEREIRO 2.324.405,97 MARÇO 2.495.671,25 ABRIL 2.498.204,01 MAIO 2663.167,85 JUNHO 2.611.402,83 JULHO 2.661.149,87 AGOSTO 2.683.333,25 SETEMBRO 2.655.555,47 OUTUBRO 2.711.851,34 NOVEMBRO 2.535.861,84 DEZEMBRO 3.035.373,74 TOTAL 31.388.055,14 LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS Fl. 5566DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.479 25 REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2008 (fls. 69) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 2.743.642,70 FEVEREIRO 2.808.161,44 MARÇO 2.798.968,81 ABRIL 2.814.064,08 MAIO 2.799.124,93 JUNHO 2.603.352,99 TOTAL 16.567.314,95 A autoridade fiscal também asseverou no Relatório de Descrição dos Fatos que a Recorrente preencheu o DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais em conformidade com suas efetivas receitas auferidas, mas que os valores apurados de PIS não se constituem confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. Os respectivos DACON’s dos anoscalendário 2005, 2006, 2007 e 2008 foram apresentados pela Recorrente no prazo legal com as seguintes informações: DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439) Mês/Ano: janeiro, fevereiro e março/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação JANEIRO FEVEREIRO MARÇO DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA O PIS/Pasep 04. Receita da Prestação de Serviços 1.422.387,57 1.560.943,21 1.545.104,47 10. TOTAL DAS RECEITAS 1.422.387,57 1.560.943,21 1.545.104,47 25. BASE CÁLCULO CONTRIB. PARA PIS/PASEP INCIDÊNCIA CUMULATIVA 1.422.387,57 1.560.943,21 1.545.104,47 26. Contribuição para o PIS/Pasep ApuradaIncidência Cumulativa 9.245,52 10.146,13 10.043,18 Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação JANEIRO FEVEREIRO MARÇO 01. Contribuição para o PIS/Pasep apuradaRegime Cumulativo 9.245,52 10.146,13 10.043,18 05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 9.245,52 10.146,13 10.043,18 08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA NO MÊS 9.245,52 10.146,13 10.043,18 21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR 9.245,52 10.146,13 10.043,18 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439) Mês/Ano: abril, maio e junho/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação ABRIL MAIO JUN HO DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA O PIS/Pasep 04. Receita da Prestação de Serviços 1.513.650,33 1.751.597,24 1.860.079,56 10. TOTAL DAS RECEITAS 1.513.650,33 1.751.597,24 1.860.079,56 25. BASE CÁLCULO CONTRIB. PARA PIS/PASEP INCIDÊNCIA CUMULATIVA 1.513.650,33 1.751.597,24 1.860.079,56 26. Contribuição para o PIS/Pasep ApuradaIncidência Cumulativa 9.838,73 11.385,38 12.090,52 Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação ABRIL MAIO JUNHO Fl. 5567DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.480 26 01. Contribuição para o PIS/Pasep apuradaRegime Cumulativo 9.838,73 11.385,38 12.090,52 05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 9.838,73 11.385,38 12.090,52 08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA NO MÊS 9.838,73 11.385,38 12.090,52 21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR 9.838,73 11.385,38 12.090,52 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439) Mês/Ano: julho, agosto e setembro/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação JULHO AGOSTO SETEMBRO DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA O PIS/Pasep 04. Receita da Prestação de Serviços 1.890.63,01 1.957.135,39 1.930.366,12 10. TOTAL DAS RECEITAS 1.890.63,01 1.957.135,39 1.930.366,12 25. BASE CÁLCULO CONTRIB. PARA PIS/PASEP INCIDÊNCIA CUMULATIVA 1.890.63,01 1.957.135,39 1.930.366,12 26. Contribuição para o PIS/Pasep ApuradaIncidência Cumulativa 12.289,11 12.721,38 12.547,38 Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação JULHO AGOSTO SETEMBRO 01. Contribuição para o PIS/Pasep apuradaRegime Cumulativo 12.289,11 12.721,38 12.547,38 05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 12.289,11 12.721,38 12.547,38 08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA NO MÊS 12.289,11 12.721,38 12.547,38 10. () PIS/Pasep Retido Fonte p/ P. Juríd. Dir. Privado (Lei n 10.833/03) 11.909,78 12.237,88 12.132,88 21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR 379,33 483,50 414,50 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439) Mês/Ano: outubro, novembro e dezembro/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA O PIS/Pasep 04. Receita da Prestação de Serviços 1.894.068,36 1.993.187,28 2.124.971,77 10. TOTAL DAS RECEITAS 1.894.068,36 1.993.187,28 2.124.971,77 25. BASE CÁLCULO CONTRIB. PARA PIS/PASEP INCIDÊNCIA CUMULATIVA 1.894.068,36 1.993.187,28 2.124.971,77 26. Contribuição para o PIS/Pasep ApuradaIncidência Cumulativa 12.311,44 12.955,72 13.812,32 Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO 01. Contribuição para o PIS/Pasep apuradaRegime Cumulativo 12.311,44 12.955,72 13.812,32 05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 12.311,44 12.955,72 13.812,32 08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA NO MÊS 12.311,44 12.955,72 13.812,32 10. () PIS/Pasep Retido Fonte p/ P. Juríd. Dir. Privado (Lei n 10.833/03) 11.896,04 12.515,81 13.393,68 21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR 415,40 439,91 418,64 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 01/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 1.931.690,58 1.931.690,58 12.555,99 Fl. 5568DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.481 27 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA – ALÍQUOTA DE 0,65% 1.931.690,58 1.931.690,58 12.555,99 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 12.555,99 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 12.555,99 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 12.107,62 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 448,37 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 02/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.127.346,30 2.127.346,30 13.827,75 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA – ALÍQUOTA DE 0,65% 2.127.346,30 2.127.346,30 13.827,75 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 13.827,75 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 13.827,75 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.827,75 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 380,17 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 03/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.146.313,94 2.146.313,94 13.951,04 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.146.313,94 2.146.313,94 13.951,04 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 13.951,04 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 13.951,04 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.547,92 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 403,12 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 04/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.142.781,71 2.142.781,71 13.928,08 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.142.781,71 2.142.781,71 13.928,08 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Fl. 5569DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.482 28 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 13.928,08 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 13.928,08 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.485,52 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 442,56 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 05/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cál cul o Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.171.030,05 2.171.030,05 14.111,70 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.171.030,05 2.171.030,05 14.111,70 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 14.111,70 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 14.111,70 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.667,93 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 443,77 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 06/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.199.102,60 2.199.102,60 14.294,17 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.199.102,60 2.199.102,60 14.294,17 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 14.294,17 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 14.294,17 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.794,13 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 500,04 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 07/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.199.102,60 2.199.102,60 16.156,01 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.199.102,60 2.199.102,60 16.156,01 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.156,01 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.156,01 Fl. 5570DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.483 29 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.830,26 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 325,75 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 08/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.401.150,11 2.401.150,11 15.607,48 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.401.150,11 2.401.150,11 15.607,48 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 15.607,48 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADO NO MÊS 15.607,48 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retido na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.253,62 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 353,86 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 09/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota 0,65% 2.433.825,36 2.433.825,36 15.819,86 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA 0,65% 2.433.825,36 2.433.825,36 15.819,86 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 15.819,86 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 15.819,86 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retido na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.468,08 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 351,78 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 10/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo Da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.609.228,60 2.609.228,60 16.959,99 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA 0,65% 2.609.228,60 2.609.228,60 16.959,99 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.959,99 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.959,99 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.499,53 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 460,46 Fl. 5571DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.484 30 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 11/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.473.700,39 2.473.700,39 16.079,05 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA 0,65% 16.079,05 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.079,05 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.079,05 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.686,37 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 392,68 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 12/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.560.244,20 2.560.244,20 16.641,59 4. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.641,59 Ficha 015A – Resumo – PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.641,59 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.641,59 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.305,37 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 336,22 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 01/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.512.077,72 2.512.077,72 16.328,51 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.328,51 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.328,51 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.328,51 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.911,81 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 416,70 Fl. 5572DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.485 31 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 02/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.352.205,74 2.352.205,74 15.289,34 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 15.289,34 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 15.289,34 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 15.289,34 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 14.877,06 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 412,28 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 03/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.495.671,25 2.495.671,25 16.221,86 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.221,86 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.221,86 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.221,86 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.859,88 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 361,98 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 04/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.498.203,85 2.498.203,85 16.238,33 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.238,33 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.238,33 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.238,33 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.692,22 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 546,11 Fl. 5573DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.486 32 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 05/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.663.168,25 2.663.168,25 17.310,59 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.310,59 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.310,59 07. TOTAL DA CONTRBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.310,59 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.866,31 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 444,28 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 06/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200701608981 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.611.402,83 2.611.402,83 16.974,12 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.974,12 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.974,12 07. TOTAL DA CONSTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.974,12 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.454,94 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 519,18 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 07/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 18A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.661.641,47 2.661.641,47 17.300,67 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.300,67 Ficha 25A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.300,67 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.300,67 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.855,64 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 445,03 Fl. 5574DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.487 33 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 08/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.683.333,25 2.683.333,25 17.441,67 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.441,67 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.441,67 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.441,67 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.955,62 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 486,05 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 09/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.655.555,46 2.655.555,46 17.261,11 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.261,11 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.261,11 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.261,11 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.736,91 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 524,20 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 10/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.711.851,31 2.711.851,31 17.627,03 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À 17.627,03 Fl. 5575DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.488 34 ALÍQUOTA DE 0,65% Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.627,03 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.627,03 DEDUÇÕES 10. () Pis/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.140,11 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 486,92 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 11/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.535.861,90 2.535.861,90 16.483,10 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.483,10 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.483,10 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.483,10 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.003,71 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 479,39 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 12/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 3.035.373,74 3.035.373,74 19.729,93 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 19.729,93 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 19.729,93 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 19.729,93 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 19.348,35 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 381,58 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 01/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800017002 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.743.642,71 2.743.642,71 17.833,68 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.833,68 Fl. 5576DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.489 35 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.833,68 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.833,68 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.316,30 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 517,38 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 02/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800016997 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.808.161,44 2.808.161,44 18.253,05 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 18.253,05 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 18.253,05 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 18.253,05 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.722,12 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 530,93 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 03/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800017004 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.798.968,81 2.798.968,81 18.193,30 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 18.193,30 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 18.193,30 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 18.193,30 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.765,80 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 427,50 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 04/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800062895 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.814.064,09 2.814.064,09 18.291,42 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 18.291,42 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 18.291,42 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 18.291,42 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.810,58 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 480.84 Fl. 5577DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.490 36 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 05/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800090244 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.609.922,99 2.609.922,99 16.964,50 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.964,50 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.964,50 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.964,50 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.964,50 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 0,00 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 06/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800198557 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.603.352,99 2.603.352,99 16.921,79 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.921,79 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.921,79 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.921,79 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.921,79 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 0,00 Os DACON’s na “linha 10. () Contribuição para o PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30)” apontam exatamente as antecipações do PIS/Pasep, correspondentes aos valores da contribuição retida na fonte pelos tomadores dos serviços prestados pela Recorrente, em cumprimento ao disposto no art. 30 da Lei nº 10.833, de 2003. Portanto, os valores constantes dos DACON’s – “linha 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO” representam a diferença entre a Cofins apurada no mês e o valor da Cofins retida na fonte, cujo resultado positivo foi informado pela Recorrente em DCTF – Declaração de Créditos e Débitos Tributários Federais (fls. 440/544, 718/813, 1.091/1.142, 1402/1471). Segundo o Relatório de Descrição dos Fatos, anexo ao Auto de Infração, a fiscalização deduziu do PIS/Pasep, lançado de ofício os valores já confessados em DCTF: Fl. 5578DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.491 37 Ao levarmos à tributação ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados nas DCTF ...” (g.n) Ou seja, sobre o “montante total do efetivo faturamento do contribuinte” a autoridade fiscal calculou o PIS/Pasep, e do resultado encontrado, deduziu os valores declarados em DCTF, lançando a diferença, justamente, daqueles valores do PIS/Pasep Retidos na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) e informados na linha 10 do DACON. Equívoco à parte, impende destacar que a fiscalização apurou a base tributável do PIS/Pasep de acordo com o Livro de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados e os demonstrativos contábeis validando, assim, todos os registros contidos no referido livro fiscal (fls. 306/336, 545/573, 814/949, 1146/1292 e 1472/1550), onde estão lançados os valores dos serviços prestados, individualizados por Nota Fiscal, data de emissão, nome dos tomadores dos serviços, possibilitando a que Recorrente apurasse os dados apresentados nos DACON’s. Tendo a fiscalização validado os DACON’s, a considerar suas observações acerca dos mesmos no Relatório de Descrição dos Fatos de que a Recorrente “preencheu a DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 1375 a 1.392 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas.”, não se justificativa deixar de efetuar do valor devido a dedução do PIS/Pasep retido na fonte. Uma singela análise pela fiscalização dos dados contidos nos DACON’s, a levaria a concluir que as contribuições lançadas de ofício correspondem exatamente aos valores da Cofins descontados na fonte e destacados nas Notas Fiscais de Serviços Prestados, devidamente escrituradas pela Recorrente, e que a própria fiscalização admitiu como integrantes do seu faturamento, anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, conforme demonstrado a seguir: Fato PIS/Pasep Lançado de Ofício PIS/Pasep Retido na Fonte conf. Livro Reg. NF Serv. Prestados e informado em DACON 31/01/2005 8.681,35 8.681,35 28/02/2005 9.115,05 9.115,05 31/03/2005 9.666,82 9.666,82 30/04/2005 9.379,36 9.379,37 31/05/2005 10.991,63 10.991,64 30/06/2005 11.831,88 11.831,88 Fl. 5579DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.492 38 31/07/2005 11.909,78 11.909,78 31/08/2005 12.237,88 12.237,88 30/09/2005 12.132,87 12.132,88 31/10/2005 11.896,04 11.896,04 30/11/2005 12.515,80 12.515,81 31/12/2005 13.393,67 13.393,68 31/01/2006 12.107,61 12.107,62 28/02/2006 13.447,58 13.447,58 31/03/2006 13.547,92 13.547,92 30/04/2006 13.485,52 13.485,52 31/05/2006 13.667,92 13.667,93 30/06/2006 13.794,12 13.794,13 31/07/2006 15.830,25 15.830,26 31/08/2006 15.253,61 15.253,62 30/09/2006 15.468,08 15.468,08 31/10/2006 16.499,52 16.499,53 30/11/2006 15.686,37 15.686,37 31/12/2006 16.305,36 16.305,37 31/01/2007 15.911,80 15.911,81 28/02/2007 14.877,05 14.877,06 31/03/2007 15.859,88 15.859,88 30/04/2007 15.692,21 15.692,22 31/05/2007 16.866,31 16.866,31 30/06/2007 16.454,93 16.454,94 31/07/2007 16.855,63 16.855,64 31/08/2007 16.955,61 16.955,62 30/09/2007 16.736,91 16.736,91 31/10/2007 17.140,11 17.140,11 30/11/2007 16.003,71 16.003,71 31/12/2007 19.348,34 19.348,35 31/01/2008 17.316,29 ]17.316,30 29/02/2008 17.722,11 17.722,12 31/03/2008 17.765,79 17.765,80 30/04/2008 17.810,57 17.810,58 31/05/2008 17.745,90 17.745,96 30/06/2008 16.412,14 16.412,14 Tanto é assim, que em procedimento fiscal de diligência (fls. 5.377/5.379), a fiscalização apurou: Da análise da documentação entregue pelo fiscalizado (fls. 4.950 a 5.235), apurei que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Analisei, ainda, o Relatório das Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235) elaborado pelo diligenciado, o qual verifiquei conter a composição dos totais mensais informados nos “Balancetes de Verificação” constantes do processo. Apurei, contudo, que a diligenciada não fez acompanhar de sua impugnação a totalidade das notas fiscais a que se refere o Relatório de Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235). Atesto, também, que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Assim, fica atendido o item “a” do despacho a fls. 4.938. (g.n) Fl. 5580DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.493 39 O Relatório das Notas Fiscais, acima mencionado, foi apresentado pela Recorrente para atender ao Termo de Diligência Fiscal/Solicitação de Documentos nº 003/201/2010. Nele estão discriminadas todas as Notas Fiscais de Serviços Prestados, com a respectiva indicação numérica, data de emissão, tomador dos serviços (cliente), valor bruto e valor líquido, e o valor das retenções na fonte, relativas ao ISS, IR, PIS, Cofins, CSLL e INSS, prova cabal da composição do faturamento mensal da Recorrente e base de cálculo da Cofins nos anos calendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008. Os dados consignados nos DACON retratam os valores informados no mencionado Relatório das Notas Fiscais. Portanto, se a autoridade fiscal responsável constatou que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, são impertinentes as conclusões da fiscalização e da autoridade julgadora de que a Recorrente omitiu receitas da tributação da Cofins. Os dados consignados no documentário fiscal e contábil permitem a aferição das receitas do período, bem como, o total de PIS/Pasep retido na fonte (destacado em Nota Fiscal de Serviço Prestado) e declarado em DACON, e o total de PIS/Pasep confessado em DCTF. A seguir, planilha resumindo os fatos geradores da contribuição de que cuida o presente processo, pela qual se demonstra não haver diferença de contribuição a lançar: Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2004 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro Fevereiro 1.235.648,00 8.031,71 8.031,71 0,00 8.031,71 0,00 Março 1.440.152,80 9.360,99 9.334,69 26,30 9.360,99 0,00 Abril 1.215.964,12 7.903,77 7.877,46 26,31 7.903,77 0,00 Maio 1.332.274,82 8.659,79 8.232,90 426,89 8.659,79 0,00 Junho 1.303.247,35 8.471,11 8.444,22 26,89 8.471,11 0,00 Julho 1.371.692,29 8.916,00 8.881,00 35,00 8.916,00 0,00 Agosto 1.582.319,76 10.285,08 8.625,56 1.659,52 10.285,08 0,00 Setembro 1.458.801,56 9.482,21 9.331,91 150,30 9.482,21 0,00 Outubro 1.347.725,02 8.760,21 8.066,49 693,72 8.760,21 0,00 Novembro 1.231.826,23 8.006,87 7.348,04 658,83 8.006,87 0,00 Dezembro 1.835.908,50 11.933,41 10.932,01 1.001,40 11.933,41 0,00 TOTAL 15.355.560,45 99.811,15 87.074,28 7.367,27 99.811,15 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF/ Dacon PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2005 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro 1.425.629,45 9.266,59 8.681,35 585,24 9.266,59 0,00 Fevereiro 1.548.972,89 10.068,32 9.115,05 953,27 10.068,32 0,00 Março 1.548.517,30 10.065,36 9.666,82 398,54 10.065,36 0,00 Fl. 5581DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.494 40 Abril 1.513.650,33 9.838,73 9.379,37 459,36 9.838,73 0,00 Maio 1.750.972,00 11.381,32 10.991,64 389,68 11.381,32 0,00 Junho 1.871.032,49 12.161,71 11.831,88 329,83 12.161,71 0,00 Julho 1.890.633,01 12.289,11 11.909,78 379,33 12.289,11 0,00 Agosto 1.957.135,39 12.721,38 12.237,88 483,50 12.721,38 0,00 Setembro 1.930.366,12 12.547,38 12.132,88 414,50 12.547,38 0,00 Outubro 1.894.068,36 12.311,44 11.896,04 415,40 12.311,44 0,00 Novembro 1.993.187,28 12.955,72 12.515,81 439,91 12.955,72 0,00 Dezembro 2.124.971,77 13.812,32 13.393,68 418,64 13.812,32 0,00 TOTAL 21.449.136,39 139.419,38 133.752,18 5.667,20 139.419,38 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF/ Dacon PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2006 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro 1.931.690,58 12.555,99 12.107,62 448,37 12.555,99 0,00 Fevereiro 2.127.346,30 13.827,75 13.447,58 380,17 13.827,75 0,00 Março 2.146.313,94 13.951,04 13.547,92 403,12 13.951,04 0,00 Abril 2.142.781,71 13.928,08 13.485,52 442,56 13.928,08 0,00 Maio 2.171.030,05 14.111,70 13.667,93 443,77 14.111,70 0,00 Junho 2.199.102,60 14.294,17 13.794,13 500,04 14.294,17 0,00 Julho 2.485.539,83 16.156,01 15.830,26 325,75 16.156,01 0,00 Agosto 2.401.150,11 15.607,48 15.253,62 353,86 15.607,48 0,00 Setembro 2.433.825,36 15.819,86 15.468,08 351,78 15.819,86 0,00 Outubro 2.609.228,60 16.959,99 16.499,53 460,46 16.959,99 0,00 Novembro 2.473.700,39 16.079,05 15.686,37 392,68 16.079,05 0,00 Dezembro 2.560.244,20 16.641,59 16.305,37 336,22 16.641,59 0,00 TOTAL 27.681.953,67 179.932,71 175.093,93 4.838,78 179.932,71 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF/ Dacon PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2007 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro 2.512.077,72 16.328,51 15.911,81 416,70 16.328,51 0,00 Fevereiro 2.352.205,74 15.289,34 14.877,06 412,28 15.289,34 0,00 Março 2.495.671,25 16.221,86 15.859,88 361,98 16.221,86 0,00 Abril 2.498.203,85 16.238,33 15.692,22 546,11 16.238,33 0,00 Maio 2.663.168,25 17.310,59 16.866,31 444,28 17.310,59 0,00 Junho 2.611.402,83 16.974,12 16.454,94 519,18 16.974,12 0,00 Julho 2.661.641,47 17.300,67 16.855,64 445,03 17.300,67 0,00 Agosto 2.683.333,25 17.441,67 16.955,62 486,05 17.441,67 0,00 Setembro 2.655.555,46 17.261,11 16.736,91 524,20 17.261,11 0,00 Outubro 2.711.851,31 17.627,03 17.140,11 486,92 17.627,03 0,00 Novembro 2.535.861,90 16.483,10 16.003,71 479,39 16.483,10 0,00 Dezembro 3.035.373,74 19.729,93 19.348,35 381,58 19.729,93 0,00 TOTAL 31.416.346,7 7 204.206,26 198.702,56 5.503,70 204.206,26 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF/ Dacon PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2008 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro 2.743.642,70 17.833,68 17.316,30 517,38 17.833,68 0,00 Fl. 5582DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.495 41 Fevereiro 2.808.161,44 18.253,05 17.722,12 530,93 18.253,05 0,00 Março 2.798.968,81 18.193,30 17.765,80 427,50 18.193,30 0,00 Abril 2.814.064,08 18.291,42 17.810,58 480,84 18.291,42 0,00 Maio 2.799.124,93 18.194,31 17.745,96 448,41 18.194,37 0,00 Junho 2.603.352,99 16.921,79 16.412,14 509,65 16.921,79 0,00 TOTAL 16.567.314,95 107.687,55 104.772,90 2.914,71 107.687,61 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) 6. Do Procedimento Fiscal determinado pelo MPF nº 0812200/00465/08 (Prova Emprestada) Decorrente do mesmo MPF 0812200/00465/08 emitido em face da Recorrente foram também lavrados além do Auto de Infração de PIS objeto deste processo, os Autos de Infração para exigência da Cofins (Processo nº 18088.000051/200921) e do IRPJ e tributação reflexa da CSLL (Processo nº 18088.000063/200955). Apesar de terem origem nos mesmos fatos apurados no procedimento de fiscalização, para cada lançamento de ofício foi formalizado processo distinto com número de registro próprio, tendo sua tramitação e julgamento ocorrido em separado, em frontal desrespeito ao comando do § 1º do art. 9º do Decreto nº 70.325, de 1972, que dispõe: Art. 9º .... § 1º Os autos de infração e as infrações de lançamento de que trata o caput deste artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo, quando a comprovação dos ilícitos dependem dos mesmos elementos de prova. O contencioso administrativo foi instaurado em face de todos os lançamentos de ofício. Contudo, tendo em vista o grande volume de Notas Fiscais comprobatórias das retenções na fonte do PIS/Pasep, da Cofins, do IRPJ e da CSLL, e considerando a inviabilidade de anexar a totalidade de cópias autenticadas de todo o documentário fiscal em cada uma das três Impugnações, inclusive por medida de economia processual, a Recorrente acostou dividiu a totalidade das notas fiscais nos três processos (PIS, Cofins e IRPJ;CSLL), de modo que todo o universo de notas fiscais pudesse ser examinado pelo julgador. Em procedimento fiscal de diligência, determinado pela 5ª Turma da DRJ/RPO, foram examinadas as Notas Fiscais apresentadas em cada uma das impugnações, tendo o Auditor Fiscal elaborado demonstrativo contendo: (i) número da folha dos processos, (ii) número das Notas Fiscais, (iii) valor total das Notas Fiscais, e as contribuições/impostos destacados nas Notas Fiscais. Nas Informações Fiscais apresentadas nos respectivos processos, o AFRF fez a seguinte observação: Já para atendimento ao item “b” do despacho a fl. ... elaborei, à luz das informações apresentadas pelo contribuinte, relatório, mês a mês (fls. ...), destacando em uma coluna própria, com base nas notas fiscais apresentadas na Fl. 5583DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.496 42 impugnação (fls. ...) o PIS ... retido na fonte, concluindo que há Notas Fiscais (fls. ...) apresentadas na impugnação cujos valores estão incluídos no cômputo das receitas apuradas nas planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. ..., respectivamente, base para exigência das contribuições ... (g.n) Apurei, ainda em atendimento ao item “b” do despacho a fl. ..., que as notas fiscais as fls. ..., apresentadas pelo fiscalizado quando da sua impugnação ao auto de infração de que trata essa informação fiscal, listadas em relatório as fls. ..., guardam relação com o auto de infração, e os valores das notas fiscais estão incluídos no cômputo das receitas apuradas nas planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. ..., respectivamente, base para arbitramento do ... (g.n) O texto acima consta da Informação Fiscal apresentada pela autoridade fiscal nos processos em comento, significando que a totalidade das Notas Fiscais acostadas aos três processos está incluída no cômputo das receitas apuradas na ação fiscal e, portanto, são prova cabal da tributação na fonte das contribuições/impostos objetos das exigências fiscais. Ademais, conforme Informação Fiscal retro, ditas Notas Fiscais foram listadas pela Recorrente em Relatório e, com base nas informações ali contidas, a autoridade fiscal levantou os valores que foram retidos na fonte. A seguir, apresentamos planilha com a indicação do número das Notas Fiscais de Serviços Prestados que foram anexadas às respectivas Impugnações, em ordem seqüencial e segregadas por processo administrativo, cujas provas devem ser examinadas em conjunto tendo em vista a conexão processual: 1.1.1.1 Notas Fiscais emitidas no AnoCalendário 2004 Processo nº 18088.000050/200986 Auto de Infração de PIS/Pasep Processo nº 18088.000051/200921 Auto de Infração de Cofins Processo nº 18088.000063/200955 Auto de Infração de IRPJ e CSLL 1.1.1.2 Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2004 (Fls. 779839) Notas Fiscais nºs: 4002, 4052, 4102, 4132, 4136, 4183, 4233, 4266, 4272, 4322, 4371, 4388, 4390, 4440, 4490, 4540, 4556, 4608, 4664, 4698, 4702, 4754, 4804, 4854, 4866, 4918, 4966, 4968, 5019, 5036, 5039, 5089, 5139, 5181, 5183, 5233, 5283, 5333, 5339, 5380, 5389, 5439, 5460, 5461, 5510, 5560, 5561, 5610, 5635. (Fls. 16341858) Notas Fiscais nºs: 4052, 4132, 4183, 4266, 4322, 4388, 4440, 4540, 4608, 4698, 4754, 4854, 4918, 5019, 5039, 5139,5183, 5283, 5339, 5439, 5461, 5560, 5561, 5635. (Fls. 829884) Notas Fiscais nºs: 3473, 3523, 3549, 4002, 4052, 4102, 4132, 4136, 4183, 4233, 4266, 4272, 4322, 4371, 4388, 4390, 4440, 4490, 4540, 4556, 4608, 4664, 4698, 4702, 4754, 4804, 4854, 4866, 4918, 4968, 5019, 5036, 5039, 5089, 5139, 5181, 5183, 5233, 5283, 5333, 5339, 5389, 5380, 5439, 5460, 5461, 5510, 5560, 5561, 5610, 5635, 1.1.1.3 Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2005 (Fls. 17902394) Notas Fiscais nºs: 5664, 5742 a 5748, 5751 a 5759, 5761 a 5768, 5770 a 5775, 5777 a 5781, 5783 a 5785, 5787 a 5792, 5794 a 5796, (Fls. 17342323) Notas Fiscais nºs: 5686 a 5727, 5737, 5867 a 5904, 5929 a 5940, 6042 a 6047, 6091 a 6146, 6208 a 6264, 6502 a 6510, 6518 a 6570, (Fls. 11311775) Notas Fiscais nºs: 5638 a 5652, 5656, 5658 a 5663, 5666 a 5685, 5800, 5901 a 5928, 5941, 5944 a 5974, 5996 a 6021, 6024 a 6031, Fl. 5584DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.497 43 5798, 5801 a 5802, 5804 a 5816, 5818 a 5831 5833 a 5835, 5839 a 5865, 5975 a 5976, 5978 a 5984, 5988 a 5993, 5995, 6049 a 6055, 6057 a 6072, 6074, 6075, 6148, 6149, 6151, 6152, 6154 a 6162, 6164 a 6170, 6173, 6176 a 6178, 6181 a 6207, 6330 a 6338, 6341 a 6345, 6350 a 6415, 6447 a 6450, 6585 a 6594, 6597, 6598, 6600 a 6604, 6606 a 6617, 6619, 6620, 6622 a 6630, 6632 a 6637, 6640 a 6644, 6646 a 6656, 6790 a 6797, 6799, 6842 a 6847, 6850 a 6872, 6909, 6910, 6915, 6922 a 6925, 6934, 6935, 6940, 6943, 6946, 7075 a 7126, 7128 a 7131, 7133, 7134, 7136, 7137, 7148, 7149, 7150, 7151, 7154, 7165 a 7167, 7207 a 7235, 7283, 7285, 7286, 7298, 7299, 7304, 7312, 7325 a 7329, 7339, 7340, 7346, 7347, 7393 a 7398, 7400 a 7423, 7455 a 7457, 7463, 7466, 7468, 7470, 7472, 7478, 7479, 7483, 7497 a 7501, 7503 a 7505, 7517, 7518, 7560 a 7584, 7620, 7630 a 7635, 7644, 7650 a 7652, 7657, 7660. 6575 a 6584, 6731 a 6773, 6778, 6780 a 6789, 6810 a 6840, 6905 a 6945, 7138 a 7146, 7160 a 7164, 7171 a 7206, 72737281, 7291 a 7297, 7303 a 7324, 7336 a 7338, 7343 a 7345, 7350 a 7364, 7368 a 7392, 7448 a 7454, 7462 a 7477, 7482, 7485 a 7496, 7514 a 7559, 7619 a 7629, 7642 a 7649, 7658 a 7664. 6036 a 6041, 6048, 6076 a 6090, 6265 a 6311, 6416 a 6446, 6450 a 6464, 6467 a 6501, 6657 a 6660, 6663 a 6730, 6800 a 6808, 6873 a 6906, 6911, 6912, 6916, 6926 a 6929, 6937, 6941, 6944, 6947 a 704, 7155 a 7159, 7168 a 7170, 7175, 7236 a 7272, 7287 a 7301, 7313, 7330 a 7335, 7341 a 7342, 7348, 7349, 7424 a 7447, 7458, 7460, 7461, 7480, 7481, 7484, 7506 a 7513, 7519 a 7520, 7585 a 7597, 7600 a 7610, 7618, 7621, 7636 a 7641, 7645, 7653 a 7655, 7661. Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2006 (Fls. 23332341, 23953333) Notas Fiscais nºs: 4 a 59, 64, 67, 69, 74, 77, 78, 82, 84, 86, 89, 93, 96, 99, 138 a 173, 176, 216, 219, 226 a 229, 243 a 245, 249, 251 a 310, 454, 455, 498, 509, 524, 553, 557, 559 a 599, 602 a 610, 613, 633, 634, 637, 639, 640, 642 a 647, 655 a 734, 884 a 966, 1179 a 1304, 1504 a 1598, 1740 a 1807, 1967 a 1970, 1984 a 1988, 2004 a 2013, 2029 a 2033, 2079 a 2114, 2143, 2148, 2149, 2157 a 2160, 2173, 2174, 2177, 2183 a 2186, 2193, 2194, 2200 a 2202, 2207, 2209 a 2301, 2456 a 2459, 2468, 2476 a 2480, 2491, 2492, 2500 a 2503, 2525 a 2528, 2530 a 2535, 2558, 2559, 2566 a 2569, 2579 a 2581, 2590 a 2593, 2607 a 2609, 2651 a 2671, 2704 a 2707, 2717 a 2719. (Fls. 23243325) Notas Fiscais nºs: 7867 a 7926, 7953 a 8000, 60 a 63,66,68,71 a 73, 76, 79, 81, 83, 85, 88, 91, 95, 97, 98, 101 a 137, 215, 218, 221 a 225, 238 a 242, 250, 279, 315, 324, 325, 333, 338, 339, 345, 351, 352, 363, 365, 366, 373 ,396 a 452, 453, 456 a 458 a 472, 480, 482, 488, 489, 490, 493, 494, 503, 513 a 522, 526, 528 a 530, 533, 538, 542 a 546, 558, 572, 582, 600, 601, 611, 614 a 616, 630 a 632, 635, 638, 641, 648 a 651, 653, 654, 813 a 883, 1074 a 1178, 1410 a 1503, 1676 a 1739, 1900 a 1966, 6710, 6711, 1975 a 1983, 1994 a 2003, 2024 a 2028, 2039 a 2078, 2142, 2144 a 2147, 2152 a 2156, 2169 a 2172, 2178 a 2182, 2191, 2192, 2197 a 2199, 2206, 2029 a 2033, 2079 a 2114, 2143, 2148, 2149, 2157 a 2160, 2173, 2174, 2177, 2183 a 2186, 2193, 2194,379 a 2455, 2464 a 2467, 2471 a 2475, 2488 a 2490, 2495 a 2499, 2512 a 2524, 2553 a 2557, 2562 a 2565, 2574 a 2578, 2585 a 2589, 2602 a 2606, 2613 a 2650, 2698 a 2703, 2712 a 2716, 2723, 2726. (Fls. 17762714) Notas Fiscais nºs: 7927 a 7952, 65, 70, 75, 80, 87, 90, 92, 94, 100, 174, 175, 177 a 198, 201 a 214, 217, 220, 230 a 233, 237, 246, 247, 311 a 337, 340 a 364, 367 a 395, 473 a 487, 491, 492, 495 a 512, 523, 525, 527, 531 a 541, 548 a 556, 612, 617 a 629, 735 a 798, 800 a 812, 967 a 1073, 1305 a 1341, 1345 a 1360, 1365 a 1368, 1373, 1375 a 1409, 159 a 1649 a 167499, 1971 a 1974, 1989 a 1993, 2014 a 2023, 2034 a 2038, 2115 a 2141, 2150, 2151, 2161 a 2168, 2175, 2188 a 2190, 2195, 2196, 2202 a 2205, 2208, 2302 a 2378, 2462, 2463, 2470, 2481 a 2487, 2493, 494, 2504 a 2511, 2540 a 2545, 2551, 2552, 2560, 2561, 2570 a 2573, 2582, 2584, 2594 a 2601, 2610 a 2612, 2672, 2674 a 2697, 2708 a 2711, 2720 a 2722, 2725. Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2007 Fl. 5585DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.498 44 (Fls. 33374526) Notas Fiscais nºs: 2883 a 2888, 2919, 2920, 2937 a 2997, 3001 a 3028, 3197 a 3331, 3516 a 3613, 3795 a 3880, 4093 a 4104, 4126 a 4133, 4145 a 4147, 4153, 4154, 4166 a 4173, 4184 a 4186, 4260 a 4323, 4383 a 4391, 4404, 4405, 4417 a 4419, 4425 a 4429, 4436, 4445 a 4450, 4460 a 4462, 4470 a 4472, 4482 a 4485, 4495 a 4497, 4503, 4513 a 4519, 4532 a 4534, 4590 a 4620, 4651, 4652, 4655, 4670 a 4680, 4695, 4696, 4707 a 4713, 4724, 4727, 4730 a 4846, 5024 a 5151, 5307, 5308, 5317 a 5320, 5327, 5328, 5341 a 5345, 5359 a 5363, 5377 a 5382, 5399 a 5403, 5412, 5415, 5462 a 5486, 5528, 5535 a 5537, 5547 a 5552, 5562, 5564, 5568, 5569, 5578 a 5581, 5587, 5588, 5591 a 5595, 5910 a 6036. (Fls. 33274588) 1.1.1.4 Notas Fiscais nº: 2793 a 2805, 2808 a 2882, 2889 a 2903, 3120 a 3196, 3421 a 3515, 3713 a 3794, 3989 a 4084 a 4092, 4105 a 4125, 4134 a 4144, 4149, 4150 a 4152, 4155 a 4165, 4174 a 4183, 4190 a 4224, 4323 a 4369, 4392 a 4399, 4406, 4407, 4413 a 4416, 4430 a 4434, 4437 a 4444, 4451 4459, 4463 a 4469, 4473 a 4481, 4486 a 4494, 4498 a 4502, 4504 a 4512, 4520 a 4531, 4535 a 4561, 4621 a 4648, 4653, 4654, 4681 a 4691, 4697, 4698, 4714 a 4720, 4725, 4729, 4947 a 5023, 5281 a 5306, 5309 a 5316, 5321 a 5325, 2326, 5329 a 5340, 5346 a 5376, 5363 a 5369, 5383 a 5398, 5404 a 5411,5413, 5414, 5416, 5417 a 5524, 5529, 5538 a 5540, 5553 a 5558, 5563, 5564, 5570. 5571, 5582 a 5585, 5590, 5798 a 5909, 6127 a 6216. (Fls. 27163796) Notas Fiscais nºs: 2729 a 2762, 2765 a 2773, 2777 a 2783, 2789 a 2792, 2806, 2807, 2904 a 2918, 2921 a 2936, 3031 a 3070, 3074 a 3118, 3332 a 3420, 3614 a 3710, 3881 a 3890, 3902 a 3988, 4225 a 4259, 4372 a 4382, 4400 a 4403, 4408 a 4411, 4420 a 4424, 4435, 4562 a 4589, 4650, 4656 a 4669, 4692 a 4694, 4699, 4700, 4703, 4706, 4721 a 4723, 4726, 4728, 4847 a 4937, 4941 a 4946, 5152 a 5280, 5457 a 5461, 5525 a 5527, 5530 a 5534, 5541 a 5546, 5559, 5560, 5566, 5572 a 5577, 5586, 5588, 5696 a 5775, 5794, 5795, 6037 a 6126, 6326 a 6339. Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2008 (Fls. 45274807) Notas Fiscais nºs: 6431 a 6516, 6707 a 6790, 6968 a 7051, 7344 a 7368. (Fls. 45895225) Notas Fiscais nº: 6217 a 6325, 6517 a 6616, 6791 a 6865, 7117 a 7194, 7244 a 7258, 7274 a 7308, 7387 a 7429 a 7485, 7571 a 7578, 7580 a 7604, 7833 a 7916. (Fls. 37984460) Notas Fiscais nºs: 6341 a 6430, 6617 a 6706, 6866, 6868, 6872 a 6967, 7052 a 7054, 7058 a 7112, 7195 a 7243, 7260 a 7273, 7309 a 7320, 7324, 7325, 7327, 7328, 7331 a 7338, 7341, 7342, 7486 a 7570, 7608 a 7629, 7733 a 7801, 7804 a 7830. Assim, considerando as provas acostadas aos presentes autos e também as provas (emprestadas) que se encontram nos Processos números 18088.000051/200921 (Auto de Infração da Cofins) e 18088.000063/200955 (Auto de Infração do IRPJ e CSLL), resta comprovado que não foram omitidas receitas da tributação do PIS/Pasep. Portanto, o lançamento de ofício em discussão decorre de vício material da autoridade fiscal na determinação da matéria tributável, impondo que seja julgado improcedente a exigência fiscal, relativa aos fatos geradores ocorridos nos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, nos termos do art. 142 do CTN c/c art. 30 da Lei nº 10.833 de 2003.” Fl. 5586DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.499 45 Relativamente à multa qualificada, traz a recorrente que a simples alegação de que a empresa não respondeu a intimação e a reintimação não dá respaldo para agravar a multa. Em sua defesa, aduz que toda a documentação foi apresentada à fiscalização, razão pela qual, não tendo sido comprovada a omissão de receita, deve ser anulado o lançamento impugnado, bem assim o agravamento da aplicação da multa exposta. A respeito da base de cálculo da contribuição para o PIS, a recorrente pleiteia a exclusão da base de cálculo da contribuição para o PIS de valores correspondentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS e do Imposto sobre Serviços — ISS . Sobre esses dispositivos legais, alega a autoridade fazendária que o pleito da contribuinte não encontra amparo em quaisquer das hipóteses de exclusão da base, de cálculo da contribuição para o PIS relacionadas no art. 3º, § 2°, da Lei 9.718/98. Quanto à aplicação de juros de mora sobre multa, traz a recorrente que a autoridade fazendária não poderia reclamar o pagamento de juros de mora sobre a multa calculadas por taxas de juros de natureza remuneratória, sob pena de ofensa ao conceito jurídico e econômico de juros moratórios, e de ferir os preceitos contidos no § 1º do at. 61 do CTN e no § 3º do art. 192 da CF/88. Passada a descrição das questões trazidas pela recorrente, vêse que para o deslinde da lide, é essencial, no caso vertente, a comprovação da liquidez e certeza dos referidos créditos, o que, em homenagem ao princípio da verdade material que permeia o processo administrativo tributário, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem: · Providencie a juntada de todas as Notas Fiscais relativas a esses eventos e períodos ora aqui discutidos e que, por sua vez, se encontram em outros Processos Administrativos: Processos nºs 18088.000051/200921 (Auto de Infração da Cofins) e 18088.000063/200955 (Auto de Infração do IRPJ e CSLL), Fl. 5587DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.500 46 · Cientifique o contribuinte sobre o resultado da diligência, para, se assim desejar, apresentar no prazo legal de 30 (trinta) dias, manifestação, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/11; · Findo o prazo acima, devolva os autos ao CARF para julgamento. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 5588DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 19515.004859/2009-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007
JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE.
Os juros de mora só incidem sobre o valor do tributo, não alcançando o valor da multa de ofício aplicada.
Numero da decisão: 1202-001.096
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em relação ao mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marcelo Baeta Ippolito, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno, que votaram pela realização de diligência. Por maioria de votos, em excluir a exigência dos juros de mora sobre a multa de ofício, vencidos os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (relatora) e Carlos Alberto Donassolo. Designado o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima para redigir o voto vencedor. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta, que foi substituída pelo Conselheiro Marcelo Baeta Ippolito.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo Presidente em Exercício.
(assinado digitalmente)
Viviane Vidal Wagner Relatora
(assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Plínio Rodrigues Lima, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno.
Nome do relator: VIVIANE VIDAL WAGNER
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Recorrente ITAÚSA EXPORT S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. GLOSA. É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando o contribuinte não comprova que apurou o lucro disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma prevista pela legislação tributária. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. GLOSA. É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando o contribuinte não comprova que apurou o lucro disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma prevista pela legislação tributária. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE. Os juros de mora só incidem sobre o valor do tributo, não alcançando o valor da multa de ofício aplicada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em relação ao mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marcelo Baeta AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 48 59 /2 00 9- 62 Fl. 1452DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 3 2 Ippolito, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno, que votaram pela realização de diligência. Por maioria de votos, em excluir a exigência dos juros de mora sobre a multa de ofício, vencidos os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (relatora) e Carlos Alberto Donassolo. Designado o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima para redigir o voto vencedor. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta, que foi substituída pelo Conselheiro Marcelo Baeta Ippolito. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner – Relatora (assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima – Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Plínio Rodrigues Lima, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno. Fl. 1453DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pelo contribuinte em face de decisão de primeira instância, cujo relatório, por bem descrever os elementos constantes dos autos, reproduzo abaixo, com a vênia do colegiado: O Termo de Verificação e Constatação Fiscal (TVCF), às fls. 309 a 311, suplementado pelos demais termos do processo, dão conta de que: 1 a fiscalização decorre da diligência iniciada em 18.07.2008 e encerrada em 31.08.2009, solicitada pela PFN/SP, por meio do ofício 401/2008/DIAJU/PFN/SP/MSOS, de 09.06.2008, cujo objetivo era verificar a suficiência dos depósitos feitos pela ltaúsa Export no Processo da Ação em Mandado de Segurança MS 2003.61.00.0049660, em tramitação na 12ª Vara Cível da Justiça Federal Seção Judiciária do Estado de São Paulo; 2 no Termo de Início de Ação Fiscal constam demonstrativos de insuficiência de depósitos judiciais do IRPJ e CSLL que deveriam ter sido feitos; 3 naqueles demonstrativos há erros, ora corrigidos, pois a fiscalização não atentou ao fato de que os Lucros Disponibilizados no Exterior foram computados no Lucro Real dos anoscalendário de 2004, 2005, 2006 e 2007; 4 em 01.09.2009, teve início a ação fiscal com a lavratura do respectivo termo, no qual foram informados os documentos que haviam deixado de ser apresentados durante a diligência; 5 em 11.09.2009, a empresa requer prazo para atender às solicitações, concedido em 16.09.2009, pelo termo de prorrogação, recebido pelo interessado em 22.09.2009, conforme AR nº RK 52 78 26 10 2 BR; o prazo foi novamente prorrogado em 28.09.2009; 6 em 06.10.2009, “Considerando haver a empresa não entendido completamente o que exige a intimação do termo de início de ação fiscal ...”, novo termo exige o preenchimento de demonstrativo com dados essenciais à análise do fisco (Lucros Disponibilizados no Exterior por filial, sucursal, coligada ou controlada e o respectivo imposto de renda pago e outras informações), não atendido; eis os dados exigidos (fls. 50 a 52): a) Ano Calendário ano em que foi disponibilizado o lucro; b) Valor do Lucro Disponibilizado em Reais; c) Data da Assembléia ou Reunião dos Sócios que deliberou sobre a disponibilização do Lucro; Fl. 1454DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 5 4 d) Razão Social da empresa que o disponibilizou; e) Pais de origem domicílio da empresa no exterior; f) N° de identificação fiscal ou registro no órgão controlador do comércio no domicílio da empresa; g) N° de identificação do documento de arrecadação; h) Valor do Imposto pago no país de domicílio da empresa e na sua moeda; i) Nome da moeda de pagamento; j)Taxa de conversão para Reais; k) Valor em Reais; l) Participação, em percentuais, da Itaúsa Export S/A. no Patrimônio Liquido da empresa no exterior. 7 em 15.10.2009, termo de intimação exige as Demonstrações Financeiras levantadas no exterior que embasaram as Demonstrações Financeiras em Reais, no Brasil, bem como cópias das folhas do diário com tais registros; 8 em 20.10.2009, a empresa envia documentos e solicita prazo para atender à intimação de 15.10.2009; 9 em 22.10.2009, correspondência da empresa encaminha documentos cujo exame permitiu a constatação dos erros já referidos; 10 não foi apresentada documentação comprobatória do Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior; 11 os Lucros Disponibilizados no Exterior são computados na determinação do Lucro Real e da base de cálculo da CSLL de forma individualizada, sendo vedada a compensação de forma consolidada do Imposto de Renda pago; 12 em vista das DIPJ’s desses anoscalendário e dos valores depositados, lavrase este TVCF com a demonstração dos valores corretos de IRPJ e CSLL dos anoscalendário de 2004 a 2007 a lançar, conforme segue: DEMONSTRATIVO DE INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS IRPJ Processo Judicial n° 2003 61 00 0049660 Data do F. G. Lucro no Exterior Apurado na Declaração Depositado Insuficiência Compensação Indevida 31/12/2004 95.456.981,87 21.373.479,26 5.707.785,05 15.563.010,53 31/12/2005 24.419.834,42 3.461.337,13 0,00 3.461.337,13 31/12/2006 138.962.911,91 34.192.070,71 21.468.603,24 12.723.467,47 31/12/2007 93.247.248,74 21.722.584,25 17.042.122,81 4.650.004,83 Fl. 1455DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 6 5 DEMONSTRATIVO DE INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS CSLL Processo Judicial n° 2003 61 00 0049660 Data do F. G. Lucro no Exterior Apurado na Declaração Depositado Insuficiência Compensação Indevida 31/12/2004 95.456.981,87 7.666.126,41 7.666.126,41 0,00 31/12/2005 24.419.834,42 1.255.977,90 0,00 1.255.977,90 31/12/2006 138.962.911,91 12.318.270,06 12.318.270,06 0,00 31/12/2007 93.247.248,74 7.773.621,39 7.773.621,39 0,00 13 houve infração ao art. 395 do RIR/99, pois a empresa compensou, sem apresentar provas, o imposto de renda que alega ter incidido sobre o Lucro Disponibilizado no Exterior, não tendo depositado os valores devidos na ação judicial nº 2003.61.00.0049660. O Relatório Final de Diligência, de 31/08/2009, já havia apontado que: “(...) Nos documentos juntados à resposta do contribuinte ... de 03.08.2009, cópias de documentos de recolhimento de tributos, se nota que se referem a diversas empresas. Todavia, não foi informado ... a razão social e o número de registro (cadastros similares aos que existem no Brasil, nos Registros de Comércio) da empresa ou empresas que lhes disponibilizaram o Lucro no Exterior, não informando também o Estado sede destas empresas. Não foi apresentada a ata ou atas de assembléias ou reunião de sócios das empresas que disponibilizaram o lucro no exterior. Não foi informado montante do lucro disponibilizado, por cada uma das empresas nem se houve submissão à tributação no país de origem. (...) Não há certificação do documento pelo Estado de origem e nem o comprovativo do pagamento por multibanco que comprovem a validade de tais documentos, conforme está informado no próprio documento apresentado. Há documentos na língua inglesa sem as devidas traduções juramentadas. A legislação brasileira, Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, no seu inciso II do § 2° do artigo 16, dispensa a obrigação a que se refere o § 2° do artigo 26 da Lei 9.429, de 26 de dezembro de 1995, quando ficar comprovado que a legislação do país de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital prevê a Fl. 1456DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 7 6 incidência do Imposto de Renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado. A Lei portuguesa fornecida pelo contribuinte para cumprir o inciso II do § 2° do artigo 16 da Lei nº 9.430/96, DecretoLei nº 442B, de 30 de novembro, com a redacção da revisão efectuada pelo DecretoLei nº 198/2001, de 3 de julho, e da última actualização operada pela Lei 53A/2006, de 29 de dezembro diz nos seus artigos: DecretoLei nº 442B/88, de 30 de novembro Artigo 1° Pressupostos do Imposto O imposto sobre rendimentos das pessoas colectivas (IRC) incide sobre os rendimentos obtidos, mesmo quando provenientes de actos ilícitos, no período de tributação, pelos respectivos sujeitos passivos, nos termos deste Código. DecretoLei 198/2001, de 3 de julho I Série A Código do Imposto sobre Rendimentos das Pessoas Colectivas Artigo 3 Base do Imposto 1 O IRC incide sobre: a) O lucro das sociedades comerciais ou civis sob forma comercial (...) Não foi informada e nem provada ... a origem do Lucro Disponibilizado no exterior, isto é, não esclarece se este lucro tem origem nas atividades comerciais da empresa ou empresas que lhes disponibilizaram o lucro e se tal lucro sofreu a incidência do Imposto de Renda no Estado de origem deste rendimento ou se este lucro se refere aos fatos objeto da ação judicial em tramitação na 12ª Vara da Justiça Federal/SP nº 2003.61.00.0049660. Portanto, não foram apresentadas provas ... que possam suprir a insuficiência de depósitos judiciais na Ação em Mandado de Segurança ... quanto ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, conforme se demonstra. (...)” Os autos de infração constam às fls. 312 a 328. A empresa apresentou impugnação, em 14/12/2009 (fls. 333 a 339), por meio de sua advogada (fls. 339 a 348), acostando elementos (fls. 349 a 831) e alegando, em resumo, que: Fl. 1457DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 8 7 1 a fiscalização não reconheceu as compensações efetuadas sob o argumento de que "não foi apresentada documentação comprobatória do Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior."; em outras palavras: o fundamento para a autuação foi a não comprovação dos valores de imposto de renda recolhidos no exterior que, se apresentados de forma individualizada pelas empresas situadas no exterior, seriam passíveis de compensação com o imposto de renda devido no Brasil, na forma do artigo 395 do RIR/99; assim, traz segregados por ano: a) cálculo do lucro real para cada ano autuado, amparado pela DIPJ e pelos depósitos judiciais; b) organograma com o percentual de participações nas empresas situadas no exterior, demonstrativo da utilização do imposto pago no exterior e cópia dos comprovantes do imposto recolhido no exterior; c) documentos referentes ao ano de 2002, já que no ano de 2004 compensou o saldo remanescente de imposto recolhido no exterior em 2002; 2 não cabe a cobrança de juros sobre multa de ofício, pois o “caput” do art. 61 da Lei 9.430/96, ao falar em débitos "decorrentes de tributos, e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal" quis se referir a débitos decorrentes de fatos geradores de tributos, e não a débitos de penalidades decorrentes de não pagamento de tributos, visto que sobre tais débitos incide a multa de mora; se o § 3° do art. 61 prevê que sobre os débitos dos tributos incidem juros de mora, concluise que sobre a multa de mora prevista nesse artigo não incidem juros de mora; e se sobre a multa de mora não são aplicáveis juros moratórios, com igualdade de razões, não cabe aplicar tais juros sobre a multa de oficio; por outro lado, se a multa de oficio estivesse incluída no art. 61, chegarseia ao absurdo de esse artigo prever a incidência de multa de mora sobre multa de oficio; além disso, CTN utiliza a expressão "crédito tributário" com conotações diversas: ora para conceituálo como a obrigação tributária e a penalidade pecuniária (arts. 139 e 142 c/c os arts. 113, § l" e 121, do CTN), ora lhe fazendo referência somente como obrigação tributária é o caso, por ex., dos arts. 161 e 164 do CTN; traz jurisprudência administrativa favorável à sua tese; alternativamente, requer a aplicação dos juros moratórios à taxa Selic, limitados a 1 %; É o relatório. A 4ª Turma da DRJ São Paulo I decidiu pela improcedência da impugnação, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Fl. 1458DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 9 8 Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 GLOSA. COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando o contribuinte não comprova que apurou o lucro disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma prevista pela legislação tributária. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 GLOSA. COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando o contribuinte não comprova que apurou o lucro disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma prevista pela legislação tributária. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 JUROS SOBRE MULTA DE OFÍCIO. A matéria não foi objeto de lançamento, motivo pelo qual não cabe o seu exame. Cientificado dessa decisão em 04/05/2010 (conforme AR, fl.850v., combinado com o extrato “histórico do objeto”, fl.854), o contribuinte, inconformado, apresentou, em 04/06/2010, recurso voluntário ao CARF (fls.855/870), em que repisa os argumentos trazidos na impugnação, sustentando o quanto se segue: que logrou apresentar a documentação exigida pela legislação suficiente para comprovação da legitimidade à compensação do imposto de renda pago no exterior por sua controlada Itaú Europa; que deve ser anulado o lançamento em face da ausência de motivação, exigência não prevista em lei e sustenta a legitimidade das compensações efetuadas com o imposto pago no exterior; que foram apresentados conjuntamente com a peça impugnatória os documentos devidamente segregados por ano autuado do lucro auferido pela controlada Itaúsa Europa, na forma da legislação atinente, tendo sido acostados: (i) Memória de cálculo do lucro real para cada um dos anos autuados; (ii) DIPJ; (iii) Guia de depósitos judiciais efetuados nos autos do MS nº 2003.61.000049660; (iv) Organograma contendo o percentual de participações que sua controlada Itaúsa Europa possui em outras empresas também situadas no exterior; (v) Demonstrativo da utilização do imposto pago no exterior; e (vi) Cópias de todos os comprovantes do imposto recolhido no exterior; que a exigência de apresentação de forma individualizada as demonstrações financeiras das controladas e coligadas no exterior das quais a controlada do Recorrente possui Fl. 1459DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 10 9 participação societária é manifestamente ilegal, posto que não possui sustentação na legislação de regência, em especial porque o art. 25, § 2º, da Lei nº 9.249/95 expressamente determina a obrigatoriedade de demonstração da apuração dos lucros auferidos no exterior única e tão somente da filiais, sucursais e controladas, por parte dos contribuintes pessoas jurídica domiciliada no Brasil, mas jamais das controladas e coligas indiretas; que “dos documentos já acostados aos resta mais que evidente a segregação do imposto pago no exterior, consoante se infere no organograma onde consta o percentual de participação da controlada Itaúsa Europa em cada empresa no exterior, assim como juntou todos os demonstrativos de cálculo do Lucro Real e da base de cálculo da CSLL de cada anocalendário da Itaúsa Export, destacando que foi adicionado o lucro do exterior disponibilizado pela controlada Itaúsa Europa e oferecido à tributação”; que tal demonstração foi inarredavelmente realizada, só que de forma centralizada na controlada Itaúsa Europa, nos termos do art. 1º, §6º, combinado com os §§ 2º, 5° e 6º, todos da IN/SRF nº 213/02. Especificamente, para comprovação do requisito previsto no §6º, do art. 1º, da IN/SRF nº 213/02, acosta aos autos cópia das folhas do livro Diário em que foram transcritas as demonstrações financeiras da controlada Itaúsa Europa, devidamente segregado por ano autuado; que, ao computar os resultados auferidos por intermédio de controlada ou coligada indireta, no exterior, por intermédio da Itaúsa Europa, para efeito de determinação do lucro real da beneficiária no Brasil, nada mais lógico que todos os tributos pagos no exterior (e que estão computados no lucro real) sejam compensados, mesmo que tenham sido pagos por controladas e coligadas indiretas; que, se a própria IN nº 213/02, normativo da Administração Fiscal que requer estrita obediência por parte de suas autoridades, permite a compensação do imposto pago no exterior pelas coligadas e controladas indiretas (§6º do art.14) e que o art. 1º, §§ 6º e 7º da mesma norma somente tem sentido se o controlador no Brasil puder compensar todo o imposto pago no exterior. que atendeu a todos os requisitos normativos atinentes à compensação do imposto de renda pago no exterior, em especial os requisitos previstos no § 1º, do art. 14, da IN SRF 213/02, no §2º e caput, do art. 26, da Lei n° 9.249/95 e no inciso II, do §29, do art. 16, da Lei nº 9.430/96. que não houve ofensa ao art. 26 da Lei nº 9.249/95, uma vez que o cálculo do valor do imposto a ser compensado no Brasil rigorosamente obedeceu ao disposto no art.14 da IN nº 213/02, principalmente no que tange aos §§ 7º e 9º, nem ofensa ao inciso II do §2º do art.16 da Lei nº 9.430/96, pois todos os impostos pagos no exterior foram devidamente comprovados, e isso não é questionado pela Fiscalização e tampouco pela decisão recorrida. que a fiscalização não trouxe fundamento legal que impeça a compensação realizada ou que exija a apresentação individualizada da apuração dos lucros auferidos pelas controladas e coligadas indiretas, resta caracterizada a ofensa ao principio da motivação, devendo acarretar a nulidade do auto de infração. Pede a reforma da decisão, considerando atendeu a todos os requisitos normativos para fruição da dedução do imposto de renda pago no exterior por sua controlada Itaúsa Europa, em especial porque o próprio ordenamento prevê a possibilidade de Fl. 1460DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 11 10 compensação do imposto pago no exterior pelas controladas e coligadas indiretas, nos termos do art. 1º, § 6º, da IN nº 213/02. Caso mantido o lançamento, pede o afastamento dos juros sobre a multa de ofício, sustentando que a legislação que rege a matéria (art.161 do CTN e art. 61 da Lei nº 9.430/96) somente autoriza a incidência de multa e juros sobre o valor atualizado do tributo ou da contribuição, mas não autoriza o cálculo dos juros sobre o valor da multa, já que o art.43 da Lei n° 9.430/96, vem evidenciar ainda mais que o art.61 da Lei n° 9.430/96 prevê a cobrança de juros unicamente sobre o valor dos tributos e contribuições. Em contrarrazões (fls.920/936), a PGFN se manifesta pela manutenção do lançamento, pelas razões sintetizadas abaixo. Defende o mérito do lançamento, discorrendo sobre o conceito de sociedade controlada no direito societário e fiscal, a tributação de lucros auferidos no exterior por intermédio de controlada indireta e os requisitos legais para compensação, no Brasil, do tributo pago no exterior. Partindo da premissa que a legislação interna de tributação universal não alcança tãosomente as sociedades controladas diretamente pela investidora brasileira, conforme o conceito legal de "sociedade controlada" definido pelos arts. 116 e 243, §2° da Lei das S/A, sustenta que o §2º do art. 25 da Lei nº 9.249/95 determina que os lucros auferidos por controladas devem ser computados na apuração do lucro real, sem estabelecer distinção entre controladas diretas e indiretas. Conclui que não há qualquer dispositivo legal que exclua os resultados apurados por sociedade controlada indiretamente da tributação universal. Afirma que, para efetuar a compensação do imposto de renda pago no exterior, pela análise dos dispositivos das Leis nºs 9.249/95; 9.430 e 9.532/97, a pessoa jurídica no Brasil tem que apresentar as demonstrações financeiras correspondentes ao lucro que foi tributado no exterior, de forma individualizada, das controladas diretas e indiretas. Alega que, no caso dos autos, os lucros foram originados nas controladas da Itaúsa Europa, sendo necessária a apresentação das demonstrações financeiras destas controladas indiretas, para o fim de verificar a correspondência do tributo pago no exterior com o lucro auferido, e que, com a consolidação dos créditos no balanço da controlada direta (Itaúsa Europa), não é possível averiguar a origem do credito que a autuada pretende compensar: se de lucro disponibilizado pela controlada direta, pela controlada indireta ou decorrente de lucro da autuada. Aponta que, diante da ausência de comprovação do Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por controlada, direta ou indireta, a compensação pleiteada nos autos é indevida. Indicado para pauta na sessão de julgamento de 04/12/2012, o processo foi retirado por determinação do Presidente da Câmara, atendendo a pedido da recorrente para “possibilitar a realização de sustentação oral e apresentação de memoriais”, conforme petição nos autos (fls.939). Após, foram juntados aos autos memoriais (fls.971 e ss), esclarecendo que os resultados das empresas do exterior em a que recorrente possuía participação indireta foram consolidados no balanço da Itaúsa Europa e, consequentemente, oferecidos à tributação no Fl. 1461DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 12 11 Brasil, acompanhado de demonstrativo do cômputo do lucro dessas empresas na Itaúsa Europa via método de equivalência patrimonial, conforme balanços juntados. Segundo ela, o demonstrativo vai até a 5ª subsidiária indireta da Itaúsa Europa, qual seja, o Banco BPI, visto que não houve a possibilidade de obter as informações necessárias para expandir o demonstrativo, dado que a empresa não possuía o controle das empresas em que o Banco BPI participava. Foi apresentado, ainda: (i) organograma indicando as participações detidas em cada controlada no exterior; e (ii) tabela relacionando os comprovantes de pagamento do exterior por controlada, incluindo as controladas indiretas da recorrente, com referência ao número da folha dos autos em que se encontra a quase totalidade dos documentos listados. Cientificada da juntada de documentos aos autos, a PGFN alegou, em resumo, (i) que a recorrente permanece sem comprovar que o imposto foi pago em referência a cada lucro apurado por controlada indireta, apenas colacionando comprovantes de imposto pago no exterior, sem vinculálo ao imposto sobre o lucro de cada controlada de que participou; (ii) que os documentos são cópias simples, sem o devido reconhecimento pela Embaixada ou Consulado Brasileiro no país em que recolhido. Por essas razões, pede que os documentos não sejam considerados. Todavia, caso assim não se entenda, que sejam remetidos os autos à autoridade julgadora de primeira instância para apreciação, a fim de que se observe o princípio do duplo grau de jurisdição, por se tratar de documento novo. É o relatório. Fl. 1462DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 13 12 Voto Vencido Conselheira Viviane Vidal Wagner, Relatora Presentes os pressupostos recursais, inclusive o temporal, o recurso deve ser conhecido. Cingese a lide à glosa da compensação com imposto de renda incidente no exterior, por infração ao art. 395 do RIR/99, em razão da não comprovação do imposto de renda que teria incidido sobre o Lucro Disponibilizado no Exterior, caracterizando insuficiência de depósitos judiciais feitos nos autos de ação judicial em que se discute a legalidade do art. 7° da IN SRF 213/2002 na tributação dos lucros auferidos no exterior (MS nº 2003.61.00.0049660). Em resumo, a autoridade fiscal considerou que a recorrente, após intimada a apresentar comprovantes do Imposto de Renda pago no exterior que atestassem a suficiência dos depósitos judiciais na referida ação, embora tenha apresentado cópias de documentos de recolhimentos de tributos efetuados por empresas no exterior, não comprovou a origem do lucro disponibilizado no exterior através de documentação sobre o Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior. Segundo a autoridade fiscal, os documentos apresentados não esclarecem se esse lucro tem origem nas atividades comerciais da empresa ou empresas que lhes disponibilizaram o lucro e se tal lucro sofreu a incidência do Imposto de Renda no Estado de origem do rendimento ou se o mesmo se refere aos fatos objeto da ação judicial (fl.24). Este é o mote da autuação. O sistema jurídico brasileiro determina que a controladora brasileira deve avaliar pelo método da equivalência patrimonial (MEP) todos os investimentos detidos nas controladas diretas ou indiretas, considerando o disposto na legislação societária, que equipara o controle direto ao indireto, consoante o conceito legal de "sociedade controlada" definido pelos arts. 116 e 243, § 2°, da Lei nº 6.404/76. Cabe destacar que esse conceito foi acompanhado pelo legislador tributário, como se extrai do teor do art. 384 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99): Art. 384. Serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido os investimentos relevantes da pessoa jurídica (Lei nº 6.404, de 1976, art. 248, e DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 67, inciso XI): I em sociedades controladas; e II em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com vinte por cento ou mais do capital social. § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlála (Lei nº 6.404, de 1976, art. 243, § 1º). Fl. 1463DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 14 13 § 2º Considerase controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores (Lei nº 6.404, de 1976, art. 243, § 2º). § 3º Considerase relevante o investimento (Lei nº 6.404, de 1976, art. 247, parágrafo único): I em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a dez por cento do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora; II no conjunto das sociedades coligadas e controladas, se o valor contábil é igual ou superior a quinze por cento do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora. (destacouse) No mesmo sentido dispôs ao tratar da “Distribuição a Sócio ou Acionista Controlador por Intermédio de Terceiros”, como se vê do art. 466 do RIR/99: Art. 466. Se a pessoa ligada for sócio ou acionista controlador da pessoa jurídica, presumirseá distribuição disfarçada de lucros ainda que os negócios de que tratam os incisos I a VI do art. 464 sejam realizados com a pessoa ligada por intermédio de outrem, ou com sociedade na qual a pessoa ligada tenha, direta ou indiretamente, interesse (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 61, e DecretoLei nº 2.065, de 1983, art. 20, inciso VI). Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, sócio ou acionista controlador é a pessoa física ou jurídica que, diretamente ou através de sociedade ou sociedades sob seu controle, seja titular de direitos de sócio ou acionista que lhe assegurem, de modo permanente, a maioria de votos nas deliberações da sociedade (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 61, parágrafo único, e DecretoLei nº 2.065, de 1983, art. 20, inciso VI). (destacouse) Assim deve ser interpretada a legislação interna de tributação universal e, em especial, os dispositivos abaixo transcritos: Art. 25. Os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior serão computados na determinação do lucro real das pessoas jurídicas correspondente ao balanço levantado em 31 de dezembro de cada ano. (Vide Medida Provisória nº 2158 35, de 2001) § 1º Os rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior serão computados na apuração do lucro líquido das pessoas jurídicas com observância do seguinte: I os rendimentos e ganhos de capital serão convertidos em Reais de acordo com a taxa de câmbio, para venda, na data em que forem contabilizados no Brasil; Fl. 1464DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 15 14 II caso a moeda em que for auferido o rendimento ou ganho de capital não tiver cotação no Brasil, será ela convertida em dólares norteamericanos e, em seguida, em Reais; § 2º Os lucros auferidos por filiais, sucursais ou controladas, no exterior, de pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil serão computados na apuração do lucro real com observância do seguinte: I as filiais, sucursais e controladas deverão demonstrar a apuração dos lucros que auferirem em cada um de seus exercícios fiscais, segundo as normas da legislação brasileira; II os lucros a que se refere o inciso I serão adicionados ao lucro líquido da matriz ou controladora, na proporção de sua participação acionária, para apuração do lucro real; III se a pessoa jurídica se extinguir no curso do exercício, deverá adicionar ao seu lucro líquido os lucros auferidos por filiais, sucursais ou controladas, até a data do balanço de encerramento; IV as demonstrações financeiras das filiais, sucursais e controladas que embasarem as demonstrações em Reais deverão ser mantidas no Brasil pelo prazo previsto no art. 173 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. § 3º Os lucros auferidos no exterior por coligadas de pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil serão computados na apuração do lucro real com observância do seguinte: I os lucros realizados pela coligada serão adicionados ao lucro líquido, na proporção da participação da pessoa jurídica no capital da coligada; II os lucros a serem computados na apuração do lucro real são os apurados no balanço ou balanços levantados pela coligada no curso do períodobase da pessoa jurídica; III se a pessoa jurídica se extinguir no curso do exercício, deverá adicionar ao seu lucro líquido, para apuração do lucro real, sua participação nos lucros da coligada apurados por esta em balanços levantados até a data do balanço de encerramento da pessoa jurídica; IV a pessoa jurídica deverá conservar em seu poder cópia das demonstrações financeiras da coligada. § 4º Os lucros a que se referem os §§ 2º e 3º serão convertidos em Reais pela taxa de câmbio, para venda, do dia das demonstrações financeiras em que tenham sido apurados os lucros da filial, sucursal, controlada ou coligada. § 5º Os prejuízos e perdas decorrentes das operações referidas neste artigo não serão compensados com lucros auferidos no Brasil. § 6º Os resultados da avaliação dos investimentos no exterior, pelo método da equivalência patrimonial, continuarão a ter o tratamento previsto na legislação vigente, sem prejuízo do disposto nos §§ 1º, 2º e 3º. Fl. 1465DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 16 15 Como se vê, a legislação que institui o regime da universalidade não o restringe às controladas diretas, ao determinar que os lucros auferidos por controladas devem ser computados na apuração do lucro real (§2° do art. 25 da Lei n° 9.249/95). Nesse sentido, pode ser referido o julgado abaixo, cujo trecho se transcreve: “[...] verificase que, para efeito de tributação dos lucros auferidos no exterior, devese levar em consideração, de forma individualizada, os lucros auferidos por cada controlada no exterior, seja ela controlada direta ou indiretamente pela empresa brasileira, adicionandoos ao lucro da empresa brasileira para efeito de tributação do imposto de renda." (fls. 4748 do Acórdão n° 10197.070) A lei permite a compensação do imposto de renda incidente sobre os lucros no exterior, computados no lucro real, nos termos do art. 26 da Lei nº 9.249/95 c/c art. 1º, §4° da Lei nº 9.532/97, abaixo transcritos: Art. 26. A pessoa jurídica poderá compensar o imposto de renda incidente, no exterior, sobre os lucros, rendimentos e ganhos de capital computados no lucro real, até o limite do imposto de renda incidente, no Brasil, sobre os referidos lucros, rendimentos ou ganhos de capital. § 1º Para efeito de determinação do limite fixado no caput, o imposto incidente, no Brasil, correspondente aos lucros, rendimentos ou ganhos de capital auferidos no exterior, será proporcional ao total do imposto e adicional devidos pela pessoa jurídica no Brasil. § 2º Para fins de compensação, o documento relativo ao imposto de renda incidente no exterior deverá ser reconhecido pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que for devido o imposto. § 3º O imposto de renda a ser compensado será convertido em quantidade de Reais, de acordo com a taxa de câmbio, para venda, na data em que o imposto foi pago; caso a moeda em que o imposto foi pago não tiver cotação no Brasil, será ela convertida em dólares norteamericanos e, em seguida, em Reais. (destacouse) Por sua vez, a Lei nº 9.532/97, dispõe: Art.1º............................................................................................ § 4º Os créditos de imposto de renda de que trata o art. 26 da Lei nº 9.249, de 1995, relativos a lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior, somente serão compensados com o imposto de renda devido no Brasil se referidos lucros, rendimentos e ganhos de capital forem computados na base de cálculo do imposto, no Brasil, até o final do segundo ano calendário subseqüente ao de sua apuração. (destacouse) De outro lado, a Lei nº 9.430/96, assim dispõe: Fl. 1466DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 17 16 Art.16. Sem prejuízo do disposto nos arts. 25, 26 e 27 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, os lucros auferidos por filiais, sucursais, controladas e coligadas, no exterior, serão: I considerados de forma individualizada, por filial, sucursal, controlada ou coligada; II arbitrados, os lucros das filiais, sucursais e controladas, quando não for possível a determinação de seus resultados, com observância das mesmas normas aplicáveis às pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil e computados na determinação do lucro real. §1º Os resultados decorrentes de aplicações financeiras de renda variável no exterior, em um mesmo país, poderão ser consolidados para efeito de cômputo do ganho, na determinação do lucro real. §2º Para efeito da compensação de imposto pago no exterior, a pessoa jurídica: I com relação aos lucros, deverá apresentar as demonstrações financeiras correspondentes, exceto na hipótese do inciso II do caput deste artigo; II fica dispensada da obrigação a que se refere o § 2º do art. 26 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, quando comprovar que a legislação do país de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital prevê a incidência do imposto de renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado. §3º Na hipótese de arbitramento do lucro da pessoa jurídica domiciliada no Brasil, os lucros, rendimentos e ganhos de capital oriundos do exterior serão adicionados ao lucro arbitrado para determinação da base de cálculo do imposto. §4º Do imposto devido correspondente a lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior não será admitida qualquer destinação ou dedução a título de incentivo fiscal. (destacouse) Como se denota dos textos legais acima transcritos, o procedimento com vistas à apuração do valor compensável dos tributos sobre a renda pagos no exterior por controladas, etc.. é complexo e não se verifica de imediato. O art. 16, §2°, inciso I, da Lei 9.430/96, especificamente, determina que, para fins de compensação, a pessoa jurídica no Brasil tem obrigação de apresentar as demonstrações financeiras correspondentes ao lucro que tributado no exterior, não bastando a apresentação de comprovantes de impostos pagos no exterior. Para compensar o credito referente a tributo pago sobre lucros no exterior é necessário que os referidos lucros sejam computados no lucro real. Para tal comprovação, devem ser apresentadas as demonstrações financeiras correspondentes aos lucros, hábeis a demonstrar a relação do imposto com o correspondente lucro disponibilizado. Fl. 1467DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 18 17 Compulsandose os autos, verificase que um dos termos de intimação e respectivo demonstrativo (fls. 5052) evidenciam a solicitação da apresentação, “de forma individualizada”, dos dados relevantes. Todavia, durante o procedimento fiscal, não foi apresentado o demonstrativo essencial para iniciar a demonstração da apuração dos valores constantes da DIPJ, tanto em relação ao lucro auferido no exterior por controladas, etc. oferecido à tributação no Brasil, quanto ao respectivo imposto sobre a renda pago no exterior. Sem esse demonstrativo, sequer o início de verificação das provas seria possível. Isso tampouco ocorreu na fase de impugnação. No caso concreto, foram verificadas compensações indevidas do imposto pago no exterior. A decisão recorrida fez constar a seguinte fundamentação para manter a glosa da compensação: O interessado apresentou planilhas parciais como se verifica às fls. 350 a 359 (anocalendário de 2002), 435 a 445 (ano calendário de 2004), 530 a 536 (anocalendário de 2005), 656 a 663 (anocalendário de 2006) e 759 a 766 (anocalendário de 2007) que, todavia, não demonstram os dados necessários, conforme determinado pela legislação tributária. Em outras palavras: não foi apresentada a planilha de apuração, de forma individualizada, do lucro auferido por controlada, etc., no exterior e respectivo imposto pago no exterior, que o contribuinte precisa elaborar para chegar aos totais do formulário “Controle do Imposto Pago no Exterior” (fls. 353, 435, 530, 656 e 759), a partir dos quais tais valores devem ser cotejados com os limites estabelecidos nos §§ 9º a 11, do art. 14, da IN SRF nº 213/2002. Posteriormente, já durante a fase de julgamento, a recorrente apresentou um demonstrativo, acompanhado de organograma das participações no exterior e tabela relacionando os comprovantes de pagamento por controlada, pretendendo comprovar o direito ao crédito alegado. Vale lembrar que a defesa deve ser instruída com as devidas provas, ex vi do Decreto nº 70.235/72: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (...) Art. 16. A impugnação mencionará: ..... III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993). [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 1468DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 19 18 a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Diante disso, seguindo um rigorismo formal, é possível inferir que a recorrente sequer tem o direito de apresentar, perante a segunda instância de julgamento, documentos que não atendem aos requisitos legais. No caso específico, contudo, ainda que se admita a elaboração de demonstrativos e planilhas que concretizem as alegações em debate nos autos, a partir de elementos, em parte, já constantes dos autos, após observado o direito ao contraditório com o oferecimento de vistas à PGFN, verificase que a recorrente, de toda a sorte, não logra comprovar que o imposto foi pago em referência a cada lucro apurado por controlada indireta. Além do fato de que os documentos apresentados a título de comprovantes de imposto pago no exterior correspondem a cópias simples, sem o devido reconhecimento pela Embaixada ou Consulado Brasileiro no país em que o imposto foi recolhido, inexiste nos autos a prova da vinculação ao imposto sobre o lucro de cada controlada de que participou. O demonstrativo apresentado sequer esgota toda a cadeia de participações da recorrente no exterior. Como a própria recorrente reconhece, o demonstrativo vai até a quinta subsidiária indireta da Itaúsa Europa, qual seja, o Banco BPI, já que não teria havido a possibilidade de obter as informações necessárias para expandir o demonstrativo, dado que a empresa não possuía o controle das empresas em que o Banco BPI participava. Tendo em vista a apuração de lucros mediante a equivalência patrimonial, a falta de demonstração da apuração dos lucros de todas as controladas indiretas da recorrente no exterior impede a vinculação dos recolhimentos de impostos eventualmente devidos sobre aqueles lucros, o que é exigido expressamente pela legislação brasileira para fins de aproveitamento do imposto recolhido no exterior. Mais ainda, constatase que os valores recolhidos no exterior a título de imposto de renda constantes das planilhas apresentadas pela recorrente em memoriais sequer conferem com valores de “imposto pago no exterior” declarados nas respectivas DIPJ, consoante quadro demonstrativo abaixo: Fl. 1469DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 20 19 A/C DIPJ FICHA 12A fls. IR pg exterior s/ lucros declarado na DIPJ IR pg exterior s/ lucros cfe tabela apresentada em memoriais 2004 2005 126 15.563.010,53 9.575.979,60 2005 2006 204 0,00 6.920.285,04 2006 2007 232 12.724.813,59 10.549.584,19 2007 2008 259 4.527.269,94 4.530.955,45 Verificase, assim, que os pagamentos relacionados nos autos, mesmo incluindo recolhimentos de coligadas indiretas após a quinta subsidiária, não correspondem aos valores declarados nas respectivas DIPJ, à exceção do anocalendário 2007, cujos valores se aproximam. De toda a sorte, a documentação acostada aos autos não permite verificar a correspondência do tributo pago no exterior com o lucro auferido na respectiva controlada ou coligada, direta ou indireta, não sendo possível averiguar a origem do crédito que a autuada pretende compensar, uma vez que, como já defendido neste voto, não basta a consolidação dos créditos no balanço da controlada direta (Itaúsa Europa). Competindo ao contribuinte o ônus de comprovar a efetiva tributação dos lucros no exterior que originaram os pagamentos que pretende compensar com os tributos devidos no Brasil, considerase inócua a realização de diligência quando inexiste nos autos sequer a demonstração da vinculação dos lucros das controladas e coligadas no exterior com os comprovantes de pagamentos apresentados. Concluise, assim, que a recorrente não comprovou a idoneidade das compensações glosadas pela fiscalização, devendo ser negado provimento ao recurso nesse mérito. Dos juros sobre a multa de ofício A recorrente ainda se insurge, subsidiariamente, sobre a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício, alegando a falta de previsão legal. Ocorre que a matéria tem sido objeto de julgamento reiterado em sentido oposto a essa tese, podendo ser referidos os acórdãos abaixo: JUROS SOBRE MULTA — sobre a multa de oficio devem incidir juros a taxa Selic, após o seu vencimento, em razão da aplicação combinada dos artigos 43 e 61 da Lei n° 9.430/96. (Acórdão 120200.138, de 30/07/2009. Relator Conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes). JUROS SOBRE MULTA. A multa de oficio, segundo o disposto no art. 44 da Lei n° 9.430/96, deverá incidir sobre o crédito tributário não pago, consistente na diferença entre o tributo devido e aquilo que fora recolhido, Não procede o argumento de que somente no caso do parágrafo único do art. 43 da Lei nº 9.430/96 é que poderá incidir juros de mora sobre a multa aplicada. Isso porque a previsão contida no dispositivo referese à aplicação de multa isolada sem crédito tributário, Assim, nada mais lógico que venha dispositivo legal expresso para fazer Fl. 1470DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 21 20 incidir os juros sobre a multa que não torna como base de incidência valores de crédito tributário sujeitos à incidência ordinária da multa. (Acórdão 140100.155, de 28/01/2010. Relator Conselheiro Antonio Bezerra Neto). Deste colegiado, pode ser referido o Acórdão nº 120200756, de 12/04/2012, cujo voto vencedor foi prolatado por esta relatora no seguinte sentido: JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de ofício proporcional. Sobre o crédito tributário constituído, incluindo a multa de ofício, incidem juros de mora, devidos à taxa Selic. Igualmente, aqui, cabe utilizar os mesmos fundamentos registrados por esta relatora no voto vencedor do acórdão nº 9101.00539, de 11/03/2010, em que a 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais manteve a incidência dos juros de mora, devidos à taxa Selic, sobre a multa de ofício. Os fundamentos podem ser sintetizados assim: (i) uma interpretação literal e restritiva do caput do art. 61 da Lei nº 9.430/96, que regula os acréscimos moratórios sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições, pode levar à equivocada conclusão de que estaria excluída desses débitos a multa de ofício; (ii) todavia, uma norma não deve ser interpretada isoladamente dentro do sistema tributário nacional, já que interpretar uma norma é interpretar o sistema inteiro: qualquer exegese comete, direta ou obliquamente, uma aplicação da totalidade do direito.” (Juarez Freitas, 2002, p.70); (iii) interpretar sistematicamente implica excluir qualquer solução interpretativa que resulte logicamente contraditória com alguma norma do sistema; (iv) no sistema tributário nacional, há de ser uniforme a definição de crédito tributário, considerado como “o vínculo jurídico, de natureza obrigacional, por força do qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do particular, o contribuinte ou responsável (sujeito passivo), o pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária (objeto da relação obrigacional).” (Hugo de Brito Machado, 2009, p.172); (v) o conceito de crédito tributário, nos termos do art. 139 do CTN, comporta tanto o tributo quanto a penalidade pecuniária; (vi) a obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, o que inclui a multa de ofício proporcional. (vii) a multa de ofício, prevista no art. 44 da Lei nº 9.430/96, é exigida “juntamente com o imposto, quando não houver sido anteriormente pago” (§1º). (viii) no momento do lançamento, a multa de ofício agregase ao tributo, tornandose ambos obrigação de natureza pecuniária, ou seja, principal; (ix) a obrigação principal referente à multa de ofício convertese em crédito tributário a partir do lançamento, consoante previsão do art. 113, §1º, do CTN; Fl. 1471DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 22 21 (x) a penalidade pecuniária, representada no presente caso pela multa de ofício, tem natureza punitiva, incidindo sobre o montante não pago do tributo devido, constatado após ação fiscalizatória do Estado; (xi) os juros moratórios, por sua vez, não se tratam de penalidade e têm natureza indenizatória, ao compensarem o atraso na entrada dos recursos que seriam de direito da União; (xii) o art. 161 do CTN não distingue a natureza do crédito sobre o qual deve incidir os juros de mora, ao dispor que o “crédito” não pago integralmente no seu vencimento é acrescido de juros de mora, independentemente dos motivos do inadimplemento; (xiii) o art. 61 da Lei n° 9.430/96, ao se referir a débitos decorrentes de tributos e contribuições, alcança os débitos em geral relacionados com esses tributos e contribuições e não apenas os relativos ao principal, entendimento reforçado pelo fato de o art. 43 da mesma lei prescrever expressamente a incidência de juros sobre a multa exigida isoladamente, o que contribui para afastar eventual alegação de incompatibilidade entre os institutos juros e multa; (xiv) a partir do trigésimo primeiro dia do lançamento, caso não pago, o montante do crédito tributário, que pode ser constituído, como se viu, pelo tributo mais a multa de ofício, passa a ser acrescido dos juros de mora, devidos em razão do atraso da entrada dos recursos nos cofres da União, consoante a Súmula CARF nº 5: “São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral.” (xv) a partir de abril de 1995, temse a taxa Selic, instituída pela Lei nº 9.065/95, na cobrança do crédito tributário, entendimento esse vinculante desde a edição da Súmula CARF n° 4 (“A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”). Adotando a linha de raciocínio acima exposta, do ilustre Conselheiro Claudemir Rodrigues Malaquias prolatou o voto vencedor no Acórdão nº 910101.191, da sessão de 17 de outubro de 2011 da mesma 1ª Turma da CSRF. Mais recentemente, a 1ª Turma da CSRF manifestouse no mesmo sentido, como se extrai do Acórdão nº 9101001.474, de 14 de agosto de 2012: Assunto: Juros de mora sobre multa de ofício. A melhor exegese da remissão feita pelo caput do art. 30 aos débitos referidos no art. 29, ambos da Lei n° 10.522/02, leva à conclusão que alcança todos os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional, inclusive os relativos à multa de ofício. O redator designado, o ilustre conselheiro Alberto Pinto Júnior, ao elaborar o voto vencedor naquele caso, acrescentou os seguintes argumentos: Assim, vale analisarmos o art. 161 do CTN, o qual assim dispõe: Fl. 1472DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 23 22 "Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. ......................................................................................................." Notese que o termo crédito no caput do art. 161 vem desacompanhado do adjetivo "tributário", o que deixa clara a intenção do legislador de, nele, incluir também multas (ad valorem ou específicas). A mesma preocupação teve o legislador nos §§ 1° e 3° do art. 113 do CTN, pois, ao dispor que a penalidade se converte em obrigação qualificou apenas com o adjetivo principal (obrigação de dar), mas não com o adjetivo "tributário". Tal cuidado Por sua vez, não procede a alegação da contribuinte de que a expressão "sem prejuízo de outras penalidades cabíveis" levaria à conclusão de que a multa de ofício (punitiva) não estaria contida no termo "crédito". Ora, a referida expressão autoriza o legislador ordinário a criar multas de caráter moratório, pois, da simples leitura do dispositivo, verificase que a penalidade ali tratada tem como causa apenas a impontualidade. Daí porque toda a argumentação do contribuinte está correta, mas apenas no que tange à multa de mora. Realmente, à luz do caput do art. 161 do CTN não incidem juros de mora sobre multa de mora, logicamente, quando for o caso de sua aplicação. Agora, quanto à multa de ofício, cuja causa não reside na mera impontualidade, esta compõe o crédito devido e, por consequência, sofre a incidência dos juros de mora. Assim sendo, em caso de vazio normativo, incidirá, por força do § 1° do art.161, juros de mora à taxa de 1% a.m.. Cabe, então, agora, verificarmos se a matéria foi realmente disciplinada no art. 30 da Lei n° 10.522/02, para tanto, trago à colação tanto o art. 30 como o dispositivo a que ele se remete, in verbis: "Art. 29. Os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional e os decorrentes de contribuições arrecadadas pela União, constituídos ou não, cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 1994, que não hajam sido objeto de parcelamento requerido até 31 de agosto de 1995, expressos em quantidade de Ufir, serão reconvertidos para real, com base no valor daquela fixado para 1° de janeiro de 1997. § 1° A partir de 1° de janeiro de 1997, os créditos apurados serão lançados em reais. ......................................................................................................... Art. 30. Em relação aos débitos referidos no art. 29, bem como aos inscritos em Dívida Ativa da União, passam a incidir, a Fl. 1473DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 24 23 partir de 1 de janeiro de 1997, juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – Selic para títulos federais, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) no mês de pagamento. Surge de plano uma questão a ser dirimida, qual seja, se a remissão feita, pelo caput do art. 30, aos débitos referidos no art. 29, limitase ou não aos débitos cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 1994. Ora, a remissão é técnica legislativa que visa abreviar o texto legal, evitando repetições desnecessárias. Todavia, há que ser cuidadosamente analisada, pois não pode levar a uma intepretação desarrazoada, resultante da absorção puramente mecânica e literal de uma norma pela outra. Desarrazoado é aquilo em que não se observa a lógica, a razão, é o despropósito. Logo, concordo com as colocações da Fazenda Nacional quando afirma que fere a lógica concluir que apenas as multas de oficio anteriores a 1995 sofreriam a incidência da taxa SEL1C, enquanto que as multas posteriores sofreriam a incidência de outra taxa de juros. Assim, entendo que a melhor exegese levanos a concluir que a remissão feita pelo caput do art. 30 alcança apenas a expressão "débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional e os decorrentes de contribuições arrecadadas pela União", razão pela qual, no presente caso, concluo que incidem juros de mora à taxa Selic sobre as multas de ofício ad valorem. Ademais, cabe ressaltar que “a finalidade a ser alcançada foi a de dar tratamento isonômico entre débitos de tributos não pagos dentro do prazo de vencimento e débitos de multas de ofício isoladas também não pagas no vencimento, de modo que a postergação do pagamento da multa deixasse de ser vantajosa para o devedor. O próprio uso da expressão ‘débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional’ reflete tal desiderato” (Parecer PGFN/CDA nº 1936/2005). Vêse que todos os argumentos retro mencionados convergem para a conclusão de que é perfeitamente legal e válida a cobrança de juros moratórios sobre a multa de ofício lançada, aplicandose a taxa de juros Selic. Dispositivo Em razão de todo o exposto, negase provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Fl. 1474DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 25 24 Voto Vencedor Conselheiro Plínio Rodrigues Lima, Redator designado Trata o presente voto apenas do julgamento de juros sobre a multa de ofício, objeto de impugnação específica. Entendo necessária para o deslinde da controvérsia sobre a incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício uma breve abordagem sobre a natureza jurídica destes institutos no direito tributário. Sobre a multa de ofício, valhome da seguinte lição do Professor Luciano Amaro (in Direito Tributário Brasileiro, São Paulo: Saraiva, 19ª ed., p. 458): Aí é que se põe a noção de infração, traduzida numa conduta (omissiva ou comissiva) contrária ao direito. (...) No direito tributário, a infração pode acarretar diferentes conseqüências. Se ela implica falta de pagamento de tributo, o sujeito ativo (credor) geralmente tem, a par do direito de exigir coercitivamente o pagamento do valor devido, o direito de impor uma sanção (que há de ser prevista em lei, por força do princípio da legalidade), geralmente traduzida num valor monetário proporcional ao montante do tributo que deixou de ser recolhido. Se se trata de mero descumprimento de obrigação formal (“obrigação acessória”, na linguagem do CTN), a conseqüência é, em geral, a aplicação de uma sanção ao infrator (também em regra configurada por uma prestação em pecúnia). Tratase das multas ou penalidades pecuniárias, encontradiças não apenas no direito tributário, mas também no direito administrativo em geral, bem como no direito privado. Portanto, a multa de ofício representa a sanção pelo descumprimento do dever legal de pagar o tributo. Por sua vez, os juros moratórios decorrem da demora por parte do devedor em adimplir a obrigação. Sobre o tema, leciona o Dr. Glauber Moreno Talavera (in Aspectos jurídicos controversos dos juros e da comissão de permanência, São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 128): Em síntese apertada, os juros moratórios consistem no montante previamente fixado ou apurado mediante aplicação de um percentual sobre o valor do principal, estipulado contratualmente ou decorrente da lei, devido pelo contraente que não adimpliu as obrigações assumidas no ato da celebração da avença. (...) Fl. 1475DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 26 25 Por conseguinte, na hipótese de incidirem juros moratórios sobre a multa de ofício, estes necessitam de expressa previsão legal, uma vez que fazem aumentar o valor da multa e esse aumento há de possuir amparo legal em obediência ao inciso XXXIX, do art. 5°, da Constituição de 1988. O STJ tem o seguinte entendimento sobre esse tema: AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.335.688 PR (2012/01537730) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. JUROS DE MORA SOBRE MULTA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMA QUE COMPÕEM A PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ. 1. Entendimento de ambas as Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ no sentido de que: "É legítima a incidência de juros de mora sobre multa fiscal punitiva, a qual integra o crédito tributário." (REsp 1.129.990/PR, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 14/9/2009). De igual modo: REsp 834.681/MG, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 2/6/2010.(g.n.o) 2. Agravo regimental não provido. Na mesma linha de raciocínio, esta Turma já se pronunciou sobre a controvérsia, por meio do Acórdão n° 1202000.972, com a seguinte ementa: JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. SELIC. A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de ofício proporcional. Sobre o crédito tributário constituído, incluindo a multa de ofício, incidem juros de mora, devidos à taxa Selic.(g.n.o) Pela clareza dos fundamentos deste Acórdão, peço vênia para transcrevêlos: Voto Vencido Conselheiro Geraldo Valentim Neto, Relator (...) Por fim, acerca da incidência dos juros sobre o valor exigido a título de multa de ofício, merece ser acolhida a alegação da Recorrente, consoante entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Vejamos: “RECURSO ESPECIAL – CONHECIMENTO. Não deve ser conhecido o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional quando inexiste similitude fática entre o acórdão paradigma e o acórdão recorrido. JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO – INAPLICABILIDADE – Os juros de mora só incidem sobre o Fl. 1476DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 27 26 valor do tributo, não alcançando o valor da multa de ofício aplicada.” (CSRF, 1ª Turma, Acórdão nº 910100.722, data: 08.11.2010)(g.n.o) Neste mesmo sentido, são vários os acórdãos deste E. Conselho. Vejamos: [...] JUROS SOBRE MULTA DE OFICIO. A Lei 9,430/96 não prevê a incidência de juros de mora sobre a multa de oficio. O art. 161, § 1 ª, que se subordina ao caput, prevê supletivamente a aplicabilidade de juros de mora à taxa de 1% ao mês. O art.161, caput, do CTN prevê a incidência de juros de mora antes de imposição das penalidades cabíveis. Sobre a multa de oficio são inaplicáveis juros de mora. [...] (CARF 1ª Seção / 3a. Turma da 1a. Câmara / ACÓRDÃO 110300.193 em 18/05/2010 / Publicado no DOU em: 14.03.2011)(g.n.o) [...] INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA DE OFÍCIO INAPLICABILIDADE Não incidem os juros com base na taxa Selic sobre a multa de ofício, vez que o artigo 61 da Lei n.º 9.430/96 apenas impõe sua incidência sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições. Igualmente não incidem os juros previstos no artigo 161 do CTN sobre a multa de ofício.(1º Conselho de Contribuintes / 1ª Câmara / ACÓRDÃO 10196.523 em 23.01.2008 / Publicado no DOU em: 11.12.2008)(g.n.o) [...] JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO INAPLICABILIDADE Os juros com base na taxa Selic não devem incidir sobre a multa de oficio, vez que o artigo 61 da Lei n° 9.430/96 apenas impõe sua incidência sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições. Igualmente, não incidem os juros previstos no artigo 161 do CTN sobre a multa de oficio. As polêmicas e controvérsias sobre esse assunto vem de longa data, o que já fragiliza a tese em favor da incidência, pois, tratandose de norma punitiva, com implicação direta na dimensão da pena, não poderia o texto legal dar margem a tantas dúvidas. No âmbito das normas jurídicas de natureza punitiva, nenhuma pena, via de regra, vai sendo agravada com o decurso do tempo. Para que isso pudesse ocorrer (juros sobre a multa/penalidade), a Lei deveria ser muito clara a respeito, o que não se verifica no texto normativo vigente. (CARF 1ª Seção / 2ª Turma Especial / ACÓRDÃO 180200.599 em 03/08/2010 / Publicado no DOU em: 28.03.2011)(g.n.o) Voto Vencedor Conselheira Viviane Vidal Wagner, Redatora designada A discordância do voto do ilustre relator limitase à questão da incidência dos juros de mora sobre a multa do ofício, na qual Fl. 1477DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 28 27 restou vencido, em que pese os argumentos expendidos e a clareza do seu raciocínio. Ocorre que a matéria tem sido objeto de julgamento reiterado neste e em outros colegiados, em sentido oposto, podendo ser referidos os acórdãos abaixo: JUROS SOBRE MULTA — sobre a multa de oficio devem incidir juros a taxa Selic, após o seu vencimento, em razão da aplicação combinada dos artigos 43 e 61 da Lei n° 9.430/96. (Acórdão 120200.138, de 30/07/2009. Relator Conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes). JUROS SOBRE MULTA. A multa de oficio, segundo o disposto no art. 44 da Lei n° 9.430/96, deverá incidir sobre o crédito tributário não pago, consistente na diferença entre o tributo devido e aquilo que fora recolhido, Não procede o argumento de que somente no caso do parágrafo único do art. 43 da Lei nº 9.430/96 é que poderá incidir juros de mora sobre a multa aplicada. Isso porque a previsão contida no dispositivo referese à aplicação de multa isolada sem crédito tributário, Assim, nada mais lógico que venha dispositivo legal expresso para fazer incidir os juros sobre a multa que não torna como base de incidência valores de crédito tributário sujeitos à incidência ordinária da multa. (Acórdão 140100.155, de 28/01/2010. Relator Conselheiro Antonio Bezerra Neto). Deste colegiado, pode ser referido o Acórdão nº 120200756, de 12/04/2012, cujo voto vencedor foi prolatado por esta relatora no seguinte sentido: JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de ofício proporcional. Sobre o crédito tributário constituído, incluindo a multa de ofício, incidem juros de mora, devidos à taxa Selic. Igualmente, aqui, cabe utilizar os mesmos fundamentos registrados por esta relatora no voto vencedor do acórdão nº 9101.00539, de 11/03/2010, em que a 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais manteve a incidência dos juros de mora, devidos à taxa Selic, sobre a multa de ofício. Os fundamentos podem ser sintetizados assim: (i) uma interpretação literal e restritiva do caput do art. 61 da Lei nº 9.430/96, que regula os acréscimos moratórios sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições, pode levar à equivocada conclusão de que estaria excluída desses débitos a multa de ofício; (ii) todavia, uma norma não deve ser interpretada isoladamente dentro do sistema tributário nacional, já que interpretar uma norma é interpretar o sistema inteiro: qualquer exegese comete, Fl. 1478DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 29 28 direta ou obliquamente, uma aplicação da totalidade do direito.” (Juarez Freitas, 2002, p.70); (iii) interpretar sistematicamente implica excluir qualquer solução interpretativa que resulte logicamente contraditória com alguma norma do sistema; (iv) no sistema tributário nacional, há de ser uniforme a definição de crédito tributário, considerado como “o vínculo jurídico, de natureza obrigacional, por força do qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do particular, o contribuinte ou responsável (sujeito passivo), o pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária (objeto da relação obrigacional).” (Hugo de Brito Machado, 2009, p.172); (v) o conceito de crédito tributário, nos termos do art. 139 do CTN, comporta tanto o tributo quanto a penalidade pecuniária; (vi) a obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, o que inclui a multa de ofício proporcional. (vii) a multa de ofício, prevista no art. 44 da Lei nº 9.430/96, é exigida “juntamente com o imposto, quando não houver sido anteriormente pago” (§1º). (viii) no momento do lançamento, a multa de ofício agregase ao tributo, tornandose ambos obrigação de natureza pecuniária, ou seja, principal; (ix) a obrigação principal referente à multa de ofício convertese em crédito tributário a partir do lançamento, consoante previsão do art. 113, §1º, do CTN; (x) a penalidade pecuniária, representada no presente caso pela multa de ofício, tem natureza punitiva, incidindo sobre o montante não pago do tributo devido, constatado após ação fiscalizatória do Estado; (xi) os juros moratórios, por sua vez, não se tratam de penalidade e têm natureza indenizatória, ao compensarem o atraso na entrada dos recursos que seriam de direito da União; (xii) o art. 161 do CTN não distingue a natureza do crédito sobre o qual deve incidir os juros de mora, ao dispor que o “crédito” não pago integralmente no seu vencimento é acrescido de juros de mora, independentemente dos motivos do inadimplemento; (xiii) o art. 61 da Lei n° 9.430/96, ao se referir a débitos decorrentes de tributos e contribuições, alcança os débitos em geral relacionados com esses tributos e contribuições e não apenas os relativos ao principal, entendimento reforçado pelo fato de o art. 43 da mesma lei prescrever expressamente a incidência de juros sobre a multa exigida isoladamente, o que contribui para afastar eventual alegação de incompatibilidade entre os institutos juros e multa; Fl. 1479DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 30 29 (xiv) a partir do trigésimo primeiro dia do lançamento, caso não pago, o montante do crédito tributário, que pode ser constituído, como se viu, pelo tributo mais a multa de ofício, passa a ser acrescido dos juros de mora, devidos em razão do atraso da entrada dos recursos nos cofres da União, consoante a Súmula CARF nº 5: “São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral.” (xv) a partir de abril de 1995, temse a taxa Selic, instituída pela Lei nº 9.065/95, na cobrança do crédito tributário, entendimento esse vinculante desde a edição da Súmula CARF n° 5 (“A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”). Adotando a linha de raciocínio acima exposta, do ilustre Conselheiro Claudemir Rodrigues Malaquias prolatou o voto vencedor no Acórdão nº 910101.191, da sessão de 17 de outubro de 2011 da mesma 1ª Turma da CSRF. Mais recentemente, a 1ª Turma da CSRF manifestouse no mesmo sentido, como se extrai do Acórdão nº 9101001.474, de 14 de agosto de 2012: Assunto: Juros de mora sobre multa de ofício. A melhor exegese da remissão feita pelo caput do art. 30 aos débitos referidos no art. 29, ambos da Lei n° 10.522/02, leva à conclusão que alcança todos os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional, inclusive os relativos à multa de ofício. O redator designado, o ilustre conselheiro Alberto Pinto Júnior, ao elaborar o voto vencedor naquele caso, acrescentou os seguintes argumentos: Assim, vale analisarmos o art. 161 do CTN, o qual assim dispõe: "Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. ......................................................................................................." Notese que o termo crédito no caput do art. 161 vem desacompanhado do adjetivo "tributário", o que deixa clara a intenção do legislador de, nele, incluir também multas (ad valorem ou específicas). A mesma preocupação teve o legislador Fl. 1480DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 31 30 nos §§ 1° e 3° do art. 113 do CTN, pois, ao dispor que a penalidade se converte em obrigação qualificou apenas com o adjetivo principal (obrigação de dar), mas não com o adjetivo "tributário". Tal cuidado Por sua vez, não procede a alegação da contribuinte de que a expressão "sem prejuízo de outras penalidades cabíveis" levaria à conclusão de que a multa de ofício (punitiva) não estaria contida no termo "crédito". Ora, a referida expressão autoriza o legislador ordinário a criar multas de caráter moratório, pois, da simples leitura do dispositivo, verificase que a penalidade ali tratada tem como causa apenas a impontualidade. Daí porque toda a argumentação do contribuinte está correta, mas apenas no que tange à multa de mora. Realmente, à luz do caput do art. 161 do CTN não incidem juros de mora sobre multa de mora, logicamente, quando for o caso de sua aplicação. Agora, quanto à multa de ofício, cuja causa não reside na mera impontualidade, esta compõe o crédito devido e, por conseqüência, sofre a incidência dos juros de mora.(...) Destarte, entendem o STJ e o voto vencedor da decisão administrativa que a multa de ofício faz parte do termo “crédito” constante do art. 161, caput, do CTN, e do termo “débito” no art. 61, caput e §3º, da Lei n° 9.430, de 1996, e que, por isso, sofre incidência dos juros moratórios. Em que pesem os fundamentos dessa interpretação, ouso destes discordar. Nesse ponto, cabe, mais uma vez, transcrever os artigos naquilo que interessa à incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício: CTN TÍTULO III Crédito Tributário CAPÍTULO IV Extinção do Crédito Tributário SEÇÃO II Pagamento Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária.(g.n.o) (...) § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Fl. 1481DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 32 31 Lei n° 9.430, de 1996. Capítulo IV PROCEDIMENTOS DE FISCALIZAÇÃO Seção V Normas sobre o Lançamento de Tributos e Contribuições Auto de Infração sem Tributo Art. 43. Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Multas de Lançamento de Ofício Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Capítulo V DISPOSIÇÕES GERAIS Seção IV Acréscimos Moratórios Multas e Juros Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Observase, da leitura do art. 161, caput, do CTN, que, ao termo “crédito” deve ser qualificado o adjetivo “tributário”, uma vez que este artigo encontrase inserto no Título III do CTN CRÉDITO TRIBUTÁRIO, vedandose, por conseguinte, a incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício, a qual não faz parte do crédito tributário antes do Fl. 1482DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 33 32 vencimento. Este pensamento consta das lições do Professor Luciano Amaro, transcritas a seguir: (...) sem prejuízo da imposição de penalidades e da aplicação de medidas de garantia. Embora o dispositivo se reporte a “crédito tributário”, ele é aplicável também às situações em que não tenha havido lançamento (...) (op. cit p.418) O Código Tributário Nacional dedicou três artigos à responsabilidade por infrações tributárias (...), reportandose, ainda, à matéria, de modo fragmentário, noutras disposições: (...)m) art. 161 (cabimento de penalidades pelo inadimplemento do dever de recolher tributo)(g.n.o)(op. cit. p. 467). A partir desta determinação da Lei de Normas Gerais Tributárias, Lei Complementar, a expressão Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal no art. 61, caput e §3º, da Lei n° 9.430, de 1996, Lei de rito ordinário, não inclui a multa de ofício para fins de incidência dos juros moratórios,o que guarda coerência com a hierarquia das Leis e com a interpretação dos referidos artigos à Luz dos Direitos e Garantias Fundamentais e do Sistema Tributário Nacional referidos na Constituição de 1988. Por fim, esclarecenos o Professor Mauro Luis Rocha Lopes (in Direito Tributário, 4. ed. Rio de Janeiro: Impetus, p. 266): O cálculo dos juros em cima da multa, à evidência, agrava indevidamente a penalidade no tempo e a descaracteriza, transformandoa em instrumento de arrecadação estatal. Mutatis mutandis, é como se o condenado em processo criminal tivesse de se sujeitar ao agravamento de sua pena apenas em função da demora em se recolher ao cárcere, o que não faz o menor sentido. Estabelece a norma geral tributária do art. 161, caput, do CTN que o crédito tributário não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis, como a evidenciar que o crédito original, representado exclusivamente pelo montante do tributo não pago, figura, isoladamente, tanto como base para a contagem dos juros como para o cálculo da multa (...) Por conseguinte, pelas razões expostas, DOU provimento parcial ao presente recurso para excluir a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício. (assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima. Fl. 1483DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
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Numero do processo: 10166.003466/2008-93
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2801-000.228
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso, nos termos do art. 62-A, §§1º e 2º do Regimento do CARF.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso, nos termos do art. 62A, §§1º e 2º do Regimento do CARF. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 7ª Turma da DRJ/BSB/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF (fls. 04/07), referente ao exercício 2005, anocalendário 2004. Após a revisão da Declaração foram apurados os seguintes valores: Imposto de Renda Pessoa Física – Suplementar (Sujeito à Multa de Ofício) 5.456,82 Multa de Ofício (passível de redução) 4.092,61 Juros de Mora (calculado até 31/10/2007) 1.952,99 RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 66 .0 03 46 6/ 20 08 -9 3 Fl. 63DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/06/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.003466/200893 Resolução nº 2801000.228 S2TE01 Fl. 64 2 Imposto de Renda Pessoa Física (Sujeito à Multa de Mora) 0,00 Multa de Mora (não passível de redução) 0,00 Juros e Mora (calculado até 31/10/2007) 0,00 Total do Crédito Tributário 11.502,42 O lançamento acima foi decorrente da seguinte infração: Omissão de Rendimentos do Trabalho Recebidos de Fontes no Exterior: omissão de rendimentos do trabalho recebido(s) de Pessoa(s) Jurídica(s), relativos ao exercício 2005, anocalendário 2004 conforme discriminado abaixo: Fonte Pagadora: Banco do Brasil S/A. Valor: R$ 27.343,03. A ciência do lançamento ocorreu em 19/02/2008 (fls. 25) e, em 18/03/20088, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 01/02), acompanhada dos documentos de fls. 03, alegando em breve síntese que: Os valores não foram recebidos em sua totalidade, porque seu advogado na época ficou com a maior parte, a títulos de honorários advocatícios, devendo a Receita Federal oficial ao referido advogado para prestar esclarecimentos; A multa e taxa aplicada são abusivas, caracterizando o confisco” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 32/35, que restou assim ementado: IMPUGNAÇÃO. PROVAS. A impugnação deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar, cabendo ao contribuinte produzir as provas necessárias para justificar suas alegações. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 31/08/2011 (fl. 40), o interessado interpôs o recurso de fls. 41/47, em 26/09/2011. Em sua defesa, alega, em síntese, que a exigência referese a rendimentos decorrentes de ação judicial, cujo levantamento efetuado pelo advogado não lhe foi integralmente repassado, conforme demonstram os documentos acostados aos autos. Defende, portanto, que não cabe cobrança de imposto sobre valor não recebido pelo contribuinte ora recorrente. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No presente caso, temse que o auto de infração objeto deste processo versa sobre rendimentos recebidos acumuladamente pelo contribuinte. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/06/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.003466/200893 Resolução nº 2801000.228 S2TE01 Fl. 65 3 Compulsando os autos, verificase que a Fiscalização, ao proceder ao lançamento tributário, aplicou a Tabela Progressiva Anual sobre o total dos rendimentos recebidos acumuladamente. Ocorre que a constitucionalidade da regra estabelecida no art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988, foi levada à apreciação, em caráter difuso, por parte do Supremo Tribunal Federal, o qual reconheceu a repercussão geral do tema e determinou o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC, em decisão assim ementada, in verbis: “TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. ART. 12 DA LEI 7.713/88. ANTERIOR NEGATIVA DE REPERCUSSÃO. MODIFICAÇÃO DA POSIÇÃO EM FACE DA SUPERVENIENTE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. 1. A questão relativa ao modo de cálculo do imposto de renda sobre pagamentos acumulados – se por regime de caixa ou de competência – vinha sendo considerada por esta Corte como matéria infraconstitucional, tendo sido negada a sua repercussão geral. 2. A interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, b, da Constituição Federal, em razão do reconhecimento da inconstitucionalidade parcial do art. 12 da Lei 7.713/88 por Tribunal Regional Federal, constitui circunstância nova suficiente para justificar, agora, seu caráter constitucional e o reconhecimento da repercussão geral da matéria. 3. Reconhecida a relevância jurídica da questão, tendo em conta os princípios constitucionais tributários da isonomia e da uniformidade geográfica. 4. Questão de ordem acolhida para: a) tornar sem efeito a decisão monocrática da relatora que negava seguimento ao recurso extraordinário com suporte no entendimento anterior desta Corte; b) reconhecer a repercussão geral da questão constitucional; e c) determinar o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC.” (STF, RE 614406 AgRQORG, Relatora: Min. Ellen Gracie, julgado em 20/10/2010, DJe043 DIVULG 03/03/2011). Ante o reconhecimento da repercussão geral do tema, pelo Supremo Tribunal Federal, e a determinação do sobrestamento dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC, verifica se que as questões concernentes ao artigo 12 da Lei n.º 7.713, de 1988, não podem ser apreciadas por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais até que ocorra o julgamento final do Recurso Extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal. É que, recentemente, foi alterado (Portaria MF n.º 586, de 2010) o Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), editado pela Portaria MF n.º 256, de 2009, determinando o sobrestamento ex officio dos recursos nas hipóteses em que reconhecida a repercussão geral do tema e determinado o sobrestamento dos julgamentos sobre a matéria pelo Supremo Tribunal Federal, a teor do art. 62A, §§1º e 2º, do Regimento Interno do CARF, que, a seguir transcrevese, ipsis litteris: Artigo 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Fl. 65DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/06/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.003466/200893 Resolução nº 2801000.228 S2TE01 Fl. 66 4 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Esses os motivos pelos quais entendo por bem sobrestar a apreciação do presente recurso voluntário, até que ocorra decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, a ser proferida nos autos do RE nº 614.406, nos termos do disposto nos artigos 62A, §§1º e 2º, do RICARF. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 66DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/06/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
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Numero do processo: 13009.000292/2008-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
IRPF. HIPÓTESES DE ISENÇÃO. AJUDA DE CUSTO.
Os rendimentos decorrentes de ajuda de custo destinada a atender às despesas decorrente de remoção de um município para outro estão isentos se comprovada pelo contribuinte a efetiva mudança física de município por determinação do empregador.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2102-001.945
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso, vencidos os conselheiros Núbia Matos Moura, Carlos André Rodrigues Pereira Lima e Atilio Pitarelli.
Assinado digitalmente.
Jose Raimundo Tosta Santos Presidente na data da formalização.
Assinado digitalmente.
Rubens Maurício Carvalho - Relator.
EDITADO EM: 19/05/2014
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Rubens Mauricio Carvalho, Núbia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Carlos André Rodrigues Pereira Lima.
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso, vencidos os conselheiros Núbia Matos Moura, Carlos André Rodrigues Pereira Lima e Atilio Pitarelli. Assinado digitalmente. Jose Raimundo Tosta Santos Presidente na data da formalização. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho - Relator. EDITADO EM: 19/05/2014 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Rubens Mauricio Carvalho, Núbia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Carlos André Rodrigues Pereira Lima.
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HIPÓTESES DE ISENÇÃO. AJUDA DE CUSTO. Os rendimentos decorrentes de ajuda de custo destinada a atender às despesas decorrente de remoção de um município para outro estão isentos se comprovada pelo contribuinte a efetiva mudança física de município por determinação do empregador. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso, vencidos os conselheiros Núbia Matos Moura, Carlos André Rodrigues Pereira Lima e Atilio Pitarelli. Assinado digitalmente. Jose Raimundo Tosta Santos – Presidente na data da formalização. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. EDITADO EM: 19/05/2014 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Rubens Mauricio Carvalho, Núbia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Carlos André Rodrigues Pereira Lima. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 9. 00 02 92 /2 00 8- 16 Fl. 53DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/05/ 2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 13009.000292/200816 Acórdão n.º 2102001.945 S2C1T2 Fl. 3 2 Relatório Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto de forma livre o relatório do acórdão da instância anterior de fls. 32 a 34: O presente processo trata de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2007, ano calendário 2006, a qual alterou o resultado da Declaração de saldo de imposto a restituir declarado de R$27.187,12 para saldo de imposto a restituir igual a R$1.179,96. De acordo com a descrição dos fatos, foi apurada a seguinte infração: OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA IBM Brasil Indústria, Máquinas e Serviços Limitada– R$94.571,50 O enquadramento legal consta à fl. 07. Cientificado do lançamento em 15/02/2008, ingressou o contribuinte, em 03/03/2008, com a impugnação de fls. 01/04, instruída com documentos de fls. 05 a 27, onde traz as alegações a seguir sintetizadas. Afirma que o valor tido por omitido foi pago pela IBM Brasil, a título de ajuda de custo, por ocasião de sua mudança do município de Hortolândia para o Município de São Paulo. Diz que está juntando correspondência da fonte pagadora dirigida à Secretaria da Receita Federal do Brasil, onde esclarece que o valor tido por omitido foi pago a título de ajuda de custo de transferência nacional. Aduz que a tributação desses valores fere os artigos 469 e 470 da CLT. Expõe que, segundo a legislação trabalhista, as despesas resultantes da transferência de empregado devem ser pagas pelo empregador. No seu caso, afirma que arcou com as despesas da mudança e a IBM somente promoveu o ressarcimento desses gastos. Reproduz julgados emanados da Justiça do Trabalho. Acrescenta que a verba recebida não compõe os rendimentos de férias e de décimo terceiro salário, o que evidencia seu caráter indenizatório. Requer o acolhimento de sua impugnação bem como o pagamento da restituição apurada na Declaração apresentada. Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando que não restou comprovado pelo contribuinte que os rendimentos foram pagos foram feitos para reembolsálo por despesas efetivamente incorridas e comprovadas por ele por ocasião da mudança de domicílio, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2007 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/05/ 2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 13009.000292/200816 Acórdão n.º 2102001.945 S2C1T2 Fl. 4 3 AJUDA DE CUSTO. ISENÇÃO. Somente pode ser considerada isenta a ajuda de custo eventualmente recebida pelo contribuinte, para atender despesas com transporte, frete e locomoção do mesmo e sua família, no caso de mudança permanente de domicílio de um município para outro. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 38 a 40, ratificando os argumentos de fato e de direito expendidos em sua impugnação e requerendo pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência, insistindo que a verba recebida, não gerou acréscimo patrimonial, servindo para recompor o patrimônio do contribuinte, devido a transferência do empregado para domicílio diverso daquele constante do contrato de trabalho que foi suportado pelo recorrente. Apresentou jurisprudência para suportar o sei pedido, requerendo ao final, pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. É O RELATÓRIO. Voto Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. Tratase nesse processo de enquadramento ou não de rendimento recebido pelo interessado como ajuda de custo para atender remoção de empregado de um município a outro. A legislação competente, assim estabelece: Art. 6º, XX, da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, matriz legal do art. 39, I do RIR/99: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XX ajuda de custo destinada a atender às despesas com transporte, frete e locomoção do beneficiado e seus familiares, em caso de remoção de um município para outro, sujeita à comprovação posterior pelo contribuinte. (grifei) Verifico que o cerne da questão é a prova que se houve ou não a remoção de município, determinado pelo empregador, pois, nesse caso são obviamente decorrentes as despesas de transporte, frete e locomoção do beneficiado e seus familiares. Fl. 55DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/05/ 2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 13009.000292/200816 Acórdão n.º 2102001.945 S2C1T2 Fl. 5 4 Para justificar seu pleito, o contribuinte alega na impugnação, fl. 01, que foi removido do município de Hortolândia, SP para São Paulo capital e para comprovar essa remoção de município, fez juntar aos autos o documento de fl. 22, onde consta a descrição da verba como ajuda de transferência nacional definitiva. Verificase, portanto, que ocorreu a transferência de munícipio, requisito objetivo e necessário para concessão da isenção da respectiva verba de ajuda de custo prevista na legislação transcrita. Nesse mesmo sentido já decidiu esse Conselho, verbis: RENDIMENTOS ISENTOS. AJUDA DE CUSTO IRPF . Comprovado que o contribuinte foi transferido e mudouse para outro município, o valor recebido como ajuda de custo no ano calendário de 1998 está isento de • Imposto sobre a renda. Recurso provido. (Acórdão n°. : 10615.853, 21 de setembro de 2006.) Destarte, concluo que a verba autuada se enquadra nos requisitos do art. 6º, XX, da Lei nº 7.713, de 1988, especialmente no que se refere a remoção de um município para outro. Pelo exposto, não merecendo reparos da decisão recorrida, DOU PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/05/ 2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S
score : 1.0
Numero do processo: 10768.906657/2006-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000
BASE DE CÁLCULO. SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES. REGIME CUMULATIVO. VALORES DE INTERCONEXÃO PAGOS A OUTRAS OPERADORAS. INDEDUTIBILIDADE.
Os valores pagos pelas empresas de telecomunicações a outras operadoras de telefonia a título de interconexão não são excluídos da base de cálculo do PIS e Cofins, que nessa atividade continuam submetidos ao regime cumulativo, onde vigora a incidência bis in idem e os custos não são dedutíveis.
COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE.
Nos termos do art. 170 do CTN a compensação só é admitida na existência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Nacional.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3301-002.316
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os conselheiros Maria Teresa Martinez López, Fábia Regina Freitas e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado André Mendes Moreira, OAB/MG 87017.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
Andrada Márcio Canuto Natal - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino de Morais, Fábia Regina Freitas, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
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Recorrente TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 BASE DE CÁLCULO. SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES. REGIME CUMULATIVO. VALORES DE INTERCONEXÃO PAGOS A OUTRAS OPERADORAS. INDEDUTIBILIDADE. Os valores pagos pelas empresas de telecomunicações a outras operadoras de telefonia a título de interconexão não são excluídos da base de cálculo do PIS e Cofins, que nessa atividade continuam submetidos ao regime cumulativo, onde vigora a incidência bis in idem e os custos não são dedutíveis. COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Nos termos do art. 170 do CTN a compensação só é admitida na existência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Nacional. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os conselheiros Maria Teresa Martinez López, Fábia Regina Freitas e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado André Mendes Moreira, OAB/MG 87017. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Andrada Márcio Canuto Natal Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 90 66 57 /2 00 6- 68 Fl. 444DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 439 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino de Morais, Fábia Regina Freitas, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo e Andrada Márcio Canuto Natal. Fl. 445DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 440 3 Relatório Por economia processual e por bem relatar os fatos até aquele momento adoto o relatório elaborado pela 4ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro II, por ocasião da elaboração do Acórdão nº 1325.407, abaixo transcrito: O presente processo foi formalizado com o objetivo de estabelecer tratamento manual à Declaração de Compensação (DCOMP) nº 21200.01100.130603.1.3.04 6908, transmitida eletronicamente em 13/06/2003, impressa às fls. 4 a 8, de crédito proveniente do pagamento de COFINS, período de apuração de jun/00, sob a alegação de que este pagamento teria sido efetuado a maior ou indevido, com débito de COFINS, período de apuração mai/03, no valor total de R$ 1.423.082,93. As consultas ao sistema SIEF, fls. 2, 3, 9 a 11, confirmam o DARF discriminado à fl. 6. Com o objetivo de conferir certeza e liquidez necessárias à compensação pleiteada, nos moldes determinados pelo artigo 170 do Código Tributário Nacional, o presente processo foi encaminhado à DEFIS/RJO para que fosse efetuada diligência, nos termos do artigo 4° da INSRF n° 600/2005. Em decorrência da diligência empreendida, foram anexados ao presente processo os documentos de fls. 34 a 48, bem como o despacho de fl. 49, que concluiu que a interessada efetuou “... a exclusão da base de cálculo das referidas exações de valores a título de ‘Custos de Interconexão’. Estes valores se referem a montantes pagos a outras operadoras de telefonia, através das quais os clientes da interessada faziam ligações telefônicas”. Diante do exposto, a base de cálculo do COFINS (jun/00) e, em conseqüência, a COFINS devida e a pagar resultantes da diligência estão sintetizadas na Tabela infra: Valores de COFINS* P.A. jun/00 Base de Cálculo 260.036.462,43 Contribuição devida 7.801.093,87 Contribuição ret org pub Contribuição a pagar 7.801.093,87 (*) Valores em R$ Por meio do Despacho Decisório datado de 10/04/2008 (fl. 64), a autoridade competente: a) Não homologou a(s) Dcomp(s) nº 21200.01100.130603.1.3.046908, anexa às fls. 04 a 08, bem como das dcomp listadas às fls. 63, no valor de r$ 1.444.352,88. b) determinou a cobrança dos débitos remanescentes na(s) DCOMP nº 21200.01100.130603.1.3.046908 supramencionada(s). Fl. 446DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 441 4 O pedido foi indeferido sob o seguinte argumento: 1) O crédito pleiteado pela interessada, correspondente a recolhimentos que teriam sido efetuados a maior de COFINS, período de apuração de jun/00, decorre da exclusão dos valores pagos pelas concessionárias de serviços de telecomunicações a outras operadoras de telefonia. 2) As pessoas jurídicas de direito privado devem efetuar o recolhimento concernente ao PIS e a Cofins em obediência às disposições contidas na lei n° 9.718, de 1998, em especial nos artigos 2° ao 4°, e demais normas supervenientes: 3) A Cofins e o PIS devidos pelas pessoas jurídicas de direito privado, incidentes sobre o faturamento (receita bruta) admitem as exclusões listadas no parágrafo 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, não contemplando os valores pagos a outras congêneres a título de “custos de interconexão”. 4) A Associação Brasileira de Prestadores de Serviço Telefônico Fixo Comutado ABRAFIX, formalizou consulta encaminhada a CoordenadoriaGeral de Tributação, processo n° 10168.000644/200308, na qual questiona a possibilidade de excluir da base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP (receita bruta mensal) os valores pagos pelas concessionárias de serviços de telecomunicações a outras congêneres, a título de “coprestação de serviços”. 5) Da análise deste processo de consulta foi proferida a Solução de consulta COSIT n° 6, de 31 de março de 2004, cópia anexa fls. 41 a 48, concluindo que “os valores pagos pelas concessionárias de serviços de telecomunicações a outras congêneres, a título de “coprestação de serviços”, por serem considerados despesas das operadoras, não podem ser excluídos do faturamento (receita bruta) mensal, base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins.” 6) Em virtude do exposto, o COFINS devido relativo ao período de apuração jun/00, de fato, corresponde a R$ 7.801.093,87. 7) A interessada apresentou DCTF, fls. 53, informando ter efetuado suspensão do débito no valor de R$ 2.235.564,51, restando, portanto, o valor de R$ 5.560.801,55, para complementar a quitação total do débito. Tendo em vista que a interessada efetuou pagamento com DARF nos valores de R$ 5.045.879,66 e R$ 60.400,00, fls. 51 e 52, totalizando o valor de R$ 5.106.279,66, inferior ao necessário para a quitação do débito, não resta comprovado saldo a restituir. O interessado contestou o despacho decisório que indeferiu seu pleito (fls. 122 a 131), argumentando, em síntese, que: 1) Versa o presente processo sobre Declaração de Compensação (DCOMP) apresentada pela Requerente à Receita Federal, em que se pretende compensar crédito de COFINS, oriundo de pagamento a maior ou indevido, período de apuração 06/2000, com débito de Cofins, período de apuração 05/2003, no valor total de R$ 1.423.082,93, débito de estimativa de CSLL, período de apuração 11/04 ,no valor total de R$ 6.253,12, débito de Cofins, período de apuração 11/2003, no valor total de R$ 4.715,08 e, finalmente débito de Cofins, período de apuração 09/2003, no valor total de R$ 10.301,75. 2) O crédito em comento decorre da exclusão da base de cálculo da Cofins (PA 06/2000), dos valores a título de custos de interconexão, ou seja, daquelas quantias pagas pelos clientes da requerente e, posteriormente, repassadas às Fl. 447DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 442 5 concessionárias de serviços de telecomunicações pelos serviços prestados a estes por aquelas concessionárias. 3) Resta por evidente que nenhuma empresa de telefonia detém rede própria de transmissão que cubra todo o País, e muito menos todo o globo, pretensão que se revelaria economicamente inviável, além de ocasionar desnecessária redundância de meios. 4) Assim, para completar parte de suas chamadas originadas de sua área de atuação, valese a Requerente (e sempre se valeram as suas sucedidas) da infra estrutura instalada das demais companhias telefônicas, por meio da integração das respectivas redes que é obrigatória por lei. 5) Tal sistemática recebe a denominação técnica de interconexão e está regulada pela Lei n° 9.472/97 (Lei Geral de Telecomunicações) e pela Norma n° 24/96 Remuneração pelo Uso das Redes de Serviço Móvel Celular e de Serviço Telefônico Público, aprovada pela Portaria n° 1.537/96 do Ministro das Comunicações. 6) No entanto, os valores recebidos a título de custos de intercomunicação, apesar de serem captados pela requerente, são repassados às concessionárias que efetivamente prestaram os serviços, constituindo receitas de terceiros. Destarte, resta claro que eles não integram o faturamento da requerente (receita bruta operacional), não devendo compor a base de cálculo da Cofins. 7) Todavia, ao analisar o presente pedido a autoridade fiscal manifestouse no sentido de que as exclusões do cômputo do faturamento efetuadas pela Requerente seriam indevidas, não restando comprovada, por via reflexa, a liquidez e a certeza do crédito constante na Declaração de Compensação. Por tais razões, entendeu por não homologar a compensação veiculada nos presentes autos, bem como as DCOMP’s referendadas pelos nº 31993.49002.311003.1.3.043210, 06125.58438.301204.1.3.041409 e 11445.70127.021006.1.7.040507. 8) A posição do Fisco, exarada no parecer conclusivo, causa dupla oneração das receitas de interconexão, a primeira das quais (na operadora que origina a chamada) é manifestamente indevida, por incidir sobre receita de terceiro, que passa pelas suas mãos sem jamais lhe pertencer. Nesse sentido, equivocase o Fisco ao asseverar que os valores recebidos pela Requerente referentes aos custos de intercomunicação integram a base de cálculo da Cofins. 9) A exclusão das receitas de terceiros da base de cálculo do PIS e da COFINS não depende de autorização legal, por constituir hipótese de nãoincidência natural, por falta de subsunção ao conceito de receita própria da entidade que as recebe e depois repassa. 10) Como é cediço, a norma isencional (a que equivale a autorização para a exclusão de determinados tens da base de cálculo de um tributo) só se faz necessária onde o tributo pudesse em princípio incidir. 11) Não menos do que por isso, mesmo à falta de regra expressa, tem o STJ vedado a tributação de receitas de terceiros pelo ISS, com argumentos que se aplicam inteiramente ao PIS e à COFINS. 12) O que importa é distinguir como anotado pelo STJ no REsp. n° 777.717/MG, as transferências de receitas de terceiros, dedutíveis da base de cálculo do PIS e da COFINS (bem como do ISS e de quaisquer outros tributos Fl. 448DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 443 6 incidentes sobre a receita ou o faturamento), das simples despesas do contribuinte com a realização de sua atividade, que não o são (sob pena de confundiremse os conceitos de receita e de lucro). 13) A diferença está em que as despesas relacionamse à atividade do próprio contribuinte (pagamento de seus empregados, dos fornecedores das mercadorias que revende, investimento em maquinário, etc.) ou a atividades que, podendo ser por este exercidas, são terceirizadas por simples questão de conveniência (a editora que, em vez de ter ilustradores empregados, terceiriza a atividade para outras empresas ou profissionais autônomos). Por isso são indedutíveis da receita bruta. 14) Já as receitas de terceiros dizem respeito à atividade de pessoas a que o contribuinte tem por força de recorrer na realização da atividade contratada com o seu cliente, a qual desborda de seu objeto social (como pode uma agência de publicidade criar e veicular propaganda sem remunerar os veículos de comunicação? como pode uma empresa distribuir filmes que não realizou, senão pagando royalties ao titular dos direitos autorais? como pode uma agenciadora de mãodeobra — que não é uma empresa de segurança — atender à demanda de vigilância de um banco, senão contratando pessoas específicas para este fim?) ou ultrapassa, quando necessária, a autorização de funcionamento expedida pelo Poder Público (caso da empresa de telefonia que precisa valerse de rede alheia para terminar chamada destinada a ponto situado fora de sua área de concessão). 15) Caso seja superada a argumentação acima sobre a inexistência de crédito a ser utilizado nas compensações, o que se admite apenas por absurdo, não deve prosperar a exigência de estimativa de CSLL em nome da requerente, ora contestada. 16) Afigurase ilegal a exigência da estimativa mensal de CSLL, caso não seja homologada a compensação objeto do presente processo, uma vez que as estimativas são objeto de obrigação acessória, convertendose em cumprimento de obrigação principal somente após o fim de exercício anual. Assim, se pretende o Fisco exigir débito de CSLL, a cobrança fiscal deve ter como objeto, não a estimativa mensal, mas o tributo efetivamente devido, calculado em bases anuais, em relação ao qual o Fisco demonstre exigir saldo devedor residual em aberto, em respeito as diversas manifestações do Eg. Conselho de Contribuintes Federal. 17) Por fim, pede a procedência da manifestação de inconformidade, para que seja homologada a compensação efetuada, reconhecendose o direito creditório, devidamente atualizado, bem como a insubsistência da decisão profligada e a extinção do crédito tributário consubstanciado nas declarações de compensação não homologadas. Ao analisar referida manifestação de inconformidade, a 4ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro II proferiu o Acórdão nº 1325.407, de 29/06/2009, assim ementado: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES. CUSTOS. INDEDUTIBILIDADE. A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins é o total do valor cobrado pela prestação de serviços de Fl. 449DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 444 7 telecomunicação. Não podem ser deduzidos os custos de utilização, pela prestadora do serviço, de rede de telecomunicações de terceiros. Dispositivos Legais: Lei nº 9.718/1998, arts. 2º e 3º; AD SRF nº 56/2000. Rest/Ress. Indeferido – Comp. não homologada. Não concordando com referida decisão o contribuinte apresentou recurso voluntário por meio do qual repete basicamente as mesmas argumentações colocadas em sede de manifestação de inconformidade, delineando um estudo no sentido de que as receitas decorrentes dos serviços de interconexão não são receitas da recorrente e, por esta razão, não integrariam a base de cálculo da Cofins. No recurso voluntário não trouxe novamente a questão referente à exigibilidade da CSLL – Estimativa citada acima nos itens 15 e 16 da manifestação de inconformidade. O processo foi sorteado para julgamento na 3ª Turma Especial da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento que declinou de sua competência, em razão do valor, por meio do Acórdão nº 380301413, de 06/04/2011. É o relatório. Fl. 450DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 445 8 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos legais de admissibilidade, por isto dele tomo conhecimento. O objeto da lide do presente processo é idêntica ao do Processo nº 10768.906878/200636, alterando somente o período de apuração que naquele tratase do fato gerador de fev/2000 e neste jun/2000. Em razão de economia processual e nos termos do § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784/99, peço vênia para utilizar como razão de decidir o voto vencedor daquele processo, da autoria do Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, no Acórdão nº 3401001187, de 03/02/2011, proferido para 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, o qual transcrevo a seguir: “Peço vênia ao ilustre relator para dele discordar, por interpretar que os valores de interconexão pagos pela Recorrente a outras empresas de telecomunicações não devem ser excluídas da base de cálculo do PIS e COFINS. Daí o indeferimento do ressarcimento. A Recorrente, ao prestar os serviços de telecomunicações aos seus clientes (os assinantes ou usuários, nas normas da Anatel), também utiliza a rede de outras operadoras. Os seus clientes, chamados visitantes em relação às demais operadoras, visitadas, possuem contrato tãosomente com a Recorrente, enquanto esta é que contrata com as demais empresas de telecomunicações (visitadas). Temse, assim, dois contratos distintos e independentes, firmados pela Recorrente: um com seus clientes, outro com as demais operadoras, que quando visitadas são credoras em relação à Recorrente, e quando visitantes, devedoras. Por inexistir qualquer contrato entre os clientes da Recorrente e as demais operadoras, a assunção de dívidas e os pagamentos respectivos são igualmente independentes: os clientes assumem o compromisso de pagar à Recorrente por todos os serviços prestados, incluindo os que demandam interconexão, e ela se torna devedora ou credora em relação a cada uma das demais operadoras, a depender das interconexões entre si. Ainda que na fatura de serviços de cada cliente sejam discriminados os minutos e valores de interconexão, tais valores são devidos à Recorrente, e não às demais operadoras, sendo exigidos conforme o contrato firmado entre a Recorrente e seu cliente, e não conforme os contratos entre as diversas empresas de telecomunicação. Tanto é assim que inúmeros planos de telefonia contratados com os assinantes ou usuários contemplam preços de roaming, de deslocamento e de adicional por chamada em viagens inferiores aos estipulados no plano básico da operadora visitada. A regulamentação feita pela Anatel, inclusive, prevê a possibilidade de os descontos concedidos aos clientes não afetarem os valores devidos às operadoras credoras ou visitadas, como se vê no subitem 6.1 da Norma Geral de Telecomunicações (NGT) nº 24, aprovada pela Portaria do Ministério das Comunicações nº 1.537, de 04/11/1999. Essa Norma ainda evidencia que as operadoras credoras ou visitadas recebem das operadoras visitantes (e não dos clientes ou assinantes desta), como se vê nos subitens 3.5.1 e 3.6.1, e que uma Fl. 451DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 446 9 operadora pode oferecer descontos às demais (e não aos assinantes), como consta do subitem 3.6.2. Observese a referida Norma (negritos acrescentados): 3.1.3. A remuneração devida pela Entidade Devedora à determinada Entidade Credora, será calculada com base no valor da Tarifa de Uso, na forma desta Norma, e no tempo de duração da Chamada Interredes faturada ao Assinante ou Usuário. (...) 3.3. Identificação da Entidade Devedora 3.3.1. Na realização de uma Chamada Interredes, a Entidade Devedora será aquela que emite a fatura do serviço, ao Assinante ou as Concessionárias de SMC de origem de assinantes visitantes, e registra, contabilmente, como receita, o valor correspondente a comunicação realizada. 3.3.1.1. Na prestação do Serviço Móvel Celular a Assinante vinculado a outra Concessionária de SMC, a Concessionária de SMC que prestou o serviço será considerada a Entidade Credora, devendo receber o valor correspondente à receita da comunicação realizada, da Concessionária de SMC do respectivo Assinante que, nestas situações, passa a ser a Entidade Devedora. 3.3.2. Na Chamada Interredes de âmbito Internacional, faturada ao Assinante no exterior, a Entidade Devedora será a Empresa Exploradora de Troncos Interestaduais e Internacionais. 3.4. Identificação da Entidade Credora 3.4.1. Entidade Credora é aquela que, não sendo a Entidade Devedora, teve a sua Rede usada na realização de Chamada Interredes. 3.5. Receitas com Tarifas de Uso 3.5.1. As Entidades Credoras receberão, mediante pagamento das Entidades Devedoras, remuneração pelo uso de suas respectivas Redes na Chamada Interredes. 3.5.1.1. Chamada Interredes destinada a Assinante do Serviço Móvel Celular: a) a Entidade Devedora será responsável pela remuneração das Redes envolvidas, desde a origem da chamada até a área de Registro do Assinante recebedor da chamada; b) caso o Assinante de destino esteja localizado fora de sua Área de Registro, além do observado na alínea "a" anterior, aplicase também o seguinte: b1. a remuneração das Redes entre a Área de Registro do Assinante até a sua real localização, será responsabilidade da Fl. 452DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 447 10 Concessionária do Assinante do Serviço Móvel Celular, que para todos os efeitos, no tocante àquele trecho, será considerada a Entidade Devedora. 3.6. Despesas com Tarifas de Uso 3.6.1. A Entidade Devedora será a responsável pelo pagamento às Entidades Credoras pelo uso efetuado de suas respectivas Redes na Chamada Interredes. (...) 3.7. Chamada Interredes de Âmbito Internacional Sainte, Faturada no País 3.7.1. A Entidade Devedora procederá da seguinte maneira em relação à receita do serviço: a) à própria Entidade Devedora, conforme critérios definidos nesta Norma, será devido o valor correspondente a remuneração pelo uso de sua Rede Móvel, na realização da Chamada Inter redes; b) às Concessionárias de STP são devidos os valores correspondentes à remuneração pelo uso de suas Redes Interurbanas; e c) à Empresa Exploradora de Troncos Interestaduais e Internacionais será devida a diferença entre a receita faturada e os valores dos itens "a" e "b" anteriores. 4. Valor das Tarifas de Uso 4.1. Norma específica do Ministério das Comunicações definirá a forma e as condições de obtenção dos valores para as Tarifas de Uso, aplicáveis à remuneração das Redes, na forma desta Norma. 4.2. A Norma citada no item anterior deverá instituir valor, por unidade de tempo, para as Tarifas de Uso de cada Entidade envolvida nas Chamadas Interredes. (...) 6. Descontos 6.1. Os descontos concedidos pelas Entidades sobre os valores do serviço cobrados aos assinantes ou usuários, salvo acordo entre as partes, não afetarão os valores devidos às Entidades Credoras pela remuneração de Chamadas Interredes. 6.2. É facultado às Entidades, na forma da legislação em vigor, a concessão de descontos sobre os valores das Tarifas de Uso, que deverão ser aplicados de forma progressiva, não discriminatória, sendo vedada a redução subjetiva de Tarifas. A NGT nº 23/96, na mesma linha, contempla o seguinte (negritos acrescentados): Fl. 453DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 448 11 6.3. Os valores correspondentes ao uso do SMC, efetuado por Assinante através de outra Concessionária de SMC, serão a ele faturados pela Concessionária de SMC à qual o Assinante está contratualmente vinculado, segundo os critérios e valores previstos no Plano de Serviço de sua opção. 6.3.1. Os critérios e valores, previstos em 6.3, poderão ser diferenciados por Concessionária de SMC. As Normas acima guardam consonância com a Lei nº 9.472/97 (Lei Geral das Telecomunicações), que no seu art. 153 estabelece, verbis: Art 153. As condições para a interconexão de redes serão objeto de livre negociação entre os interessados, mediante acordo, observado o disposto nesta Lei e nos termos da regulamentação. §1º O acordo será formalizado por contrato, cuja eficácia dependerá de homologação pela Agência, arquivandose uma de suas vias na Biblioteca para consulta por qualquer interessado. §2º Não havendo acordo entre os interessados, a Agência, por provocação de um deles, arbitrará as condições para a interconexão. Destarte, soa desarrazoada a pretensão de excluir da base de cálculo do PIS e Cofins os valores pagos pela Recorrente pelos custos de interconexão, como se fossem mero repasses. Poderia se cogitar de mero repasse apenas se os contratos fossem firmados entre os assinantes e as operadoras visitadas ou credoras (credoras em relação à Recorrente, mas não aos seus clientes, destaco) e, por isso, os valores do plano do assinante fossem iguais aos pagos pela Recorrente às demais empresas de telecomunicações. Também seria razoável cogitar da exclusão em questão, desta feita a título de créditos a abater dos débitos das duas Contribuições, se a Recorrente apurasse o PIS e Cofins pelo regime nãocumulativo. Todavia, as receitas decorrentes da prestação de serviços de telecomunicações permanecem sujeitas ao regime cumulativo, conforme os arts. 8º, VIII, da Lei nº 10.637/2002 (PIS) e 10, VIII, da Lei nº 10.833/2003 (Cofins). Como se sabe, no regime cumulativo a regra é a incidência em cascata ou bis in idem, que ocorre quando os tributos são repetidos sobre a mesma base de cálculo (bis: repetição; in idem: sobre o mesmo). Nada tem de ilegal ou inconstitucional essa incidência, especialmente porque a Constituição só a proíbe na situação particular da competência residual do seu art. 154, I, que não é a hipótese da Cofins nem do PIS Faturamento por se enquadrarem, as duas Contribuições, no art. 195 do texto constitucional. O que a Constituição também veda é a bitributação existência de tributos concorrentes instituídos por sujeitos ativos distintos: União e Estado, Estado e Município, etc , inexistente no caso do PIS e da Cofins. Quanto ao emprego do inc. III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, não se sustenta porque esse dispositivo foi revogado antes de regulamentado. Sem a regulamentação do referido inciso, atribuída ao Executivo, a norma por ele veiculada não teve eficácia suficiente à dedução pretendida. Neste sentido já assentou o STJ, como se observa no seguinte julgado: Fl. 454DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 449 12 RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. LEI N.º 9.718/98, ARTIGO 3º, § 2º, INCISO III. NORMA DEPENDENTE DE REGULAMENTAÇÃO. REVOGAÇÃO PELA MEDIDA PROVISÓRIA N.º 199118/2000. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 97, IV, DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. DESPROVIMENTO. 1. Se o comando legal inserto no artigo 3º, § 2º, III, da Lei n.º 9718/98 previa que a exclusão de crédito tributário ali prevista dependia de normas regulamentares a serem expedidas pelo Executivo, é certo que, embora vigente, não teve eficácia no mundo jurídico, já que não editado o decreto regulamentador, a citada norma foi expressamente revogada com a edição de MP 199118/2000. Não comete violação ao artigo 97, IV, do Código Tributário Nacional o decisório que em decorrência deste fato, não reconhece o direito de o recorrente proceder à compensação dos valores que entende ter pago a mais a título de contribuição para o PIS e a COFINS. 2. "In casu", o legislador não pretendeu a aplicação imediata e genérica da lei, sem que lhe fossem dados outros contornos como pretende a recorrente, caso contrário, não teria limitado seu poder de abrangência. 3. Recurso Especial desprovido. (Superior Tribunal de Justiça, Resp n° 445.452 RS (2002∕00836607) DJ de 10/03/2003, Relator Min. José Delgado). A decisão acima produz a melhor interpretação, ao determinar que o citado dispositivo não produziu a eficácia esperada no período em que vigente – antes de revogado pelo art. 47, IV, "b", da MP nº 1.99118, de 09/06/2000, atual MP 2.158 35, de 24/08/2001, em virtude da ausência de regulamentação. Vem, a interpretação do STJ, ao encontro do Ato Declaratório do Secretário da Receita Federal nº 56, de 20/07/2000, segundo o qual a norma veiculada pelo III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 é ineficaz, para fins de eventual exclusão de valores que, computados como receita bruta, hajam sido transferidos para outra pessoa jurídica. Por fim, observo que os valores de interconexão pagos por prestação de serviços de telecomunicações não se assemelham àqueles que compõem os fundos de compensação tarifária existentes no serviço público de transporte urbano de passageiros. Tais fundos, instituídos por leis municipais, inexistem no setor de telecomunicações. Por isso a exclusão prevista no art. 33 do Decreto nº 4.524/2002 (Regulamento do PIS e Cofins) é restrita às concessionárias do serviço de transporte público. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário.” Por entender da mesma forma e não estando demonstrada a existência do crédito líquido e certo contra a Fazenda Nacional, nos termos do art. 170 do CTN, voto por negar provimento ao recurso voluntário, pela não homologação da compensação declarada. Fl. 455DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10768.906657/200668 Acórdão n.º 3301002.316 S3C3T1 Fl. 450 13 Andrada Márcio Canuto Natal Relator Fl. 456DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS
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Numero do processo: 11522.001947/2010-45
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007
DECADÊNCIA
Na ocorrência de simulação, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 173, do CTN.
DESCARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO PACTUADO-
É atribuída à fiscalização da RFB a prerrogativa de, seja qual for a forma de contratação, desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurados empregados da empresa para a qual os serviços foram prestados.
AFERIÇÃO INDIRETA/ARBITRAMENTO
Aplicável a apuração do crédito previdenciário por aferição indireta/arbitramento na hipótese de a contabilidade da empresa não registrar o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço. Nesse caso, a fiscalização lançará o débito que imputar devido, invertendo-se o ônus da prova ao contribuinte, com esteio no artigo 33, § 6º, da Lei 8.212/91, c/c artigo 233, do Regulamento da Previdência Social.
ALIMENTAÇÃO IN NATURA - NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura, conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN
Numero da decisão: 2301-003.359
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em não retificar a multa, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes e Mauro José Silva, que votaram em conhecer de ofício e retificar a multa; b) em negar provimento ao recurso, nas preliminares, devido à aplicação da regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Wilson Antônio de Souza Correa, que votou em dar provimento parcial ao Recurso, pela aplicação da regra expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, devido à ausência de comprovação de dolo; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, excluir do lançamento os valores relativos ao auxílio alimentação, nos termos do voto da Relatora; b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a)
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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DESCARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO PACTUADO É atribuída à fiscalização da RFB a prerrogativa de, seja qual for a forma de contratação, desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurados empregados da empresa para a qual os serviços foram prestados. AFERIÇÃO INDIRETA/ARBITRAMENTO Aplicável a apuração do crédito previdenciário por aferição indireta/arbitramento na hipótese de a contabilidade da empresa não registrar o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço. Nesse caso, a fiscalização lançará o débito que imputar devido, invertendose o ônus da prova ao contribuinte, com esteio no artigo 33, § 6º, da Lei 8.212/91, c/c artigo 233, do Regulamento da Previdência Social. ALIMENTAÇÃO IN NATURA NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura, conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional PGFN Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em não retificar a multa, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 52 2. 00 19 47 /2 01 0- 45 Fl. 230DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 Henrique Pires Lopes e Mauro José Silva, que votaram em conhecer de ofício e retificar a multa; b) em negar provimento ao recurso, nas preliminares, devido à aplicação da regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Wilson Antônio de Souza Correa, que votou em dar provimento parcial ao Recurso, pela aplicação da regra expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, devido à ausência de comprovação de dolo; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, excluir do lançamento os valores relativos ao auxílio alimentação, nos termos do voto da Relatora; b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a) MARCELO OLIVEIRA Presidente. BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes Fl. 231DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001947/201045 Acórdão n.º 2301003.359 S2C3T1 Fl. 223 3 Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos segurados, empregados e contribuintes individuais. Conforme o Relatório Fiscal (fls. 126), o débito lançado se refere a: a) contribuições devidas pelos contribuintes individuais, não declarados em GFIP (LEV CI); b) valores aferidos pela diferença entre as remunerações obtidas através de entrevistas e as remunerações informadas na GFIP (LEV ET); c) contribuição dos segurados empregados que constavam nas folhas de pagamento da empresa CDL, não declarados em GFIP (LEV FD); d) contribuição dos segurados empregados que constavam nas folhas de pagamento, mas não foram declarados em GFIP (LEV FP); e) valores aferidos da diferença entre as remunerações obtidas através da média geral e as remunerações informadas na GFIP, dos segurados empregados que foram registrados na empresa CDL Transportes Rodoviário Ltda (LEV MC); f) valores aferidos da diferença entre as remunerações obtidas através da média geral e as remunerações informadas na GFIP, dos segurados empregados que prestaram serviços à empresa (LEV MD); g) contribuição de segurados empregados, incidente sobre os valores pagos, a título de salário e comissões, a pessoas físicas não registradas pela empresa (LEV NR); h) valores contabilizados a título de prólabore a sócios (LEV PL); i) valores apurados nos processos trabalhistas e que não foram objeto de execução pela Justiça do Trabalho, não declarados na GFIP (LEV PT); j) valores obtidos nas notas fiscais referente as despesas de alimentação, sem inscrição no PAT (LEV RF), e k) valores relativos aos pagamentos realizados aos contribuintes individuais na condição de transportador rodoviário autônomo, não declarados na GFIP (LEV TA). A autoridade lançadora esclarece que, com o objetivo de obter informações acerca dos segurados empregados, foram obtidas informações em algumas varas da Justiça do Trabalho, tendo sido constatado um grande número de processos, sendo que as informações obtidas serviram de base para lançamento de fatos geradores, ressaltando que os cálculos e a execução dos débitos trabalhistas apurados no processo trabalhista oriundos de conciliação ou sentença são de competência da Justiça do Trabalho, e os valores das contribuições devidas à Previdência Social apurados foram considerados no cálculo da apuração da multa da GFIP em função de não terem sido declarados os segurados no referido documento em código próprio (650). Segundo ainda relato fiscal, em entrevista realizada com os empregados da empresa, constatouse que praticamente todos os entrevistados recebiam comissão sobre as vendas realizadas, e que, em relação a remuneração média recebida informada pelo entrevistado, verificouse que a mesma é bem superior à remuneração informada pela empresa, sendo que a íntegra das entrevistas consta do Anexo XXVII. A auditoria concluiu, da análise da documentação apresentada pela autuada, das informações obtidas junto à Justiça do Trabalho, e das diligências realizadas em algumas empresas, a ocorrência de diversas irregularidades relativas ao cumprimento das obrigações previdenciárias, sendo uma delas o pagamento de comissões para empregados vendedores ou Fl. 232DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 promotores de vendas em valores superiores ao valor informado na folha de pagamento e na GFIP. Informa que, diante de informações coletadas nos processos trabalhistas, foi realizada diligencia na empresa Consórcio Distribuidor Imp e Exp Ltda – CDL e feitas entrevistas com empregados da mesma, tendose verificado, através de fatos e documentos, que a CDL era uma empresa de fachada, cuja administração era realizada pela Santista Distribuições Ltda. Expõe, a seguir, as razões pelas quais entendeu que os empregados da CDL eram, na verdade, empregados da recorrente, e informa que foi desconsiderada, para fins de fiscalização, a pessoa jurídica da empresa CDL, sendo que os empregados da mesma, bem como os fatos geradores ocorridos em seu CNPJ, foram considerados como da empresa Santista Distribuições. Esclarece que foram efetuadas glosas de salário família e salário maternidade relativos aos empregados para os quais não foi apresentada, nem pela recorrente e nem pela CDL, toda a documentação comprobatória para a concessão dos referidos benefícios. Elabora quadro discriminativo com as pessoas físicas que receberam pagamentos, extraídos dos lançamentos contábeis e dos comprovantes e recibos de pagamento apresentados, contendo tipo e número do documento, data da emissão, nome do favorecido, valor e descrição do serviço, e que foram enquadrados como contribuintes individuais pela fiscalização, bem como quadro listando os pagamentos realizados a transportadores autônomos, tendo sido utilizada a base de cálculo de 20% sobre o valor pago a título de frete ou carreto. Afirma que realizou aferição indireta para apurar o real salário de contribuição daqueles empregados que não ingressaram com ação trabalhista contra a empresa, e nem compareceram à entrevista, e fundamentou seu procedimento no § 6o, do art. 33, da Lei 8.212/91, expondo o cálculo realizado, utilizado tanto para a empresa recorrente como para a CDL,.cuja personalidade jurídica foi descaracterizada pela fiscalização, para fins tributários. Constatouse, ainda, que alguns empregados que constam das folhas de pagamento não constam das GFIPs, e outros tiveram sua remuneração declarada em GFIP em um valor menor do que o que consta das folhas. Consta, ainda, o fornecimento de refeição para os empregados sem inscrição das empresas no PAT e pagamentos de valores relativos a dias trabalhados, salário, vale transporte e horasextras para pessoas físicas que, pela natureza dos pagamentos e pela análise dos demais documentos, a fiscalização entendeu que se tratavam de empregados não registrados. Verificouse também, nos registros contábeis, pagamento de prólabore a sócio. O fiscal autuante esclarece que, devido à aplicação do princípio da retroatividade benigna (art. 106, inc. II, c, CTN), foi realizada a comparação entre as multas aplicadas de acordo com a legislação anterior a MP n° 449/2008, com as de acordo com a legislação atual, tendo sido elaborado o quadro de fls. 344, que demonstra que, para as competências a 11/2005, 12/2005, 03/2006, 04/2006, 06/2006, 07/2006 e 08/2006, a multa anterior é mais benéfica para o contribuinte, tendo sido lavrado AI CFL 68. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001947/201045 Acórdão n.º 2301003.359 S2C3T1 Fl. 224 5 A seguir, a autoridade lançadora expõe os motivos pelos quais entende que ocorreu dolo, o que configura circunstancia agravante da penalidade nas multas aplicadas pelo descumprimento de obrigações acessórias, e que enseja a aplicada da regra decadencial regida pelo art. 173, do CTN. Informa que, tendo em vista a omissão de contribuições previdenciárias, situação que, em tese, configura a prática de crime previsto no artigo 337A do DecretoLei n° 2.848/40 Código Penal, incluído pela Lei n° 9.983/2000, será emitido a REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS, com informação à autoridade competente para as providências cabíveis. A recorrente apresentou defesa e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 0122.316, da 5a Turma da DRJ/BEL (fls. 188), julgou a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário, Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo (fls. 221), alegando, em síntese, o que se segue. Preliminarmente, insiste na decadência dos valores lançados entre 01/2005 a 12/2005, com a aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4o, do CTN. Insurgese contra a desconsideração da personalidade jurídica da empresa CDL, entendendo que esta somente poderia ser decretada judicialmente, a teor do art. 50, do Código Civil, sendo que a autuação se deu com base em presunções, uma vez que a mesma não esclareceu suficientemente o conteúdo e o alcance da imputação. Defende que o art. 116, do CTN, não é autoaplicável, pois requer a sua previsão por lei em sentido estrito, acrescentando que o referido dispositivo legal, carente de regulamentação, é inaplicável à elisão, mas tão somente à evasão. Assevera que, no presente caso, não há que se falar em evasão, pois não houve o critério jurídico de abuso de direito ou de formas, uma vez que não houve a intenção da impugnante no resultado econômico, em afastar, reduzir ou retardar a incidência da tributação com o suposto ato simulado, pois a constituição da empresa CDL Transportes Rodoviários Ltda está vinculada ao objetivo empresarial e contratual. Reafirma que a empresa CDL foi regularmente constituída, tendo como atividade econômica a prestação de serviços de transporte rodoviário de carga, possuindo personalidade jurídica e atividade totalmente distintas das da recorrente, possuído registros contábeis próprios, movimentação financeira e sede próprias, entre outros. Conclui que a desconsideração da personalidade de pessoa jurídica da CDL é incabível e enseja a nulidade do lançamento em relação às rubricas FD e MC. Sustenta que, para a aplicação das penalidades gravosas, há que se provar a ocorrência de dolo, ou que efetivamente não foi feito, já que dolo não se presume, devendo ser demonstrada a materialidade dessa conduta, evidenciando não somente a intenção, mas também o seu objetivo. Discorre sobre as diferenças entre sonegação e inadimplência, para concluir que a recorrente, se cometeu algum ilícito, não teve a intenção de praticála, não havendo Fl. 234DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 qualquer prova de que a recorrente tenha agido com dolo, tornandose atípica a conduta a ela imputada. Quanto à aferição indireta, entende que, para utilizála, é necessário que tenha ocorrido a descaracterização da contabilidade do contribuinte, o que não foi feito, e transcreve o art. 33, § 6o, da Lei 8.212/91, reiterando que, em se tratando de processos administrativos ou judiciais, não se pode admitir as suposições. Frisa que apenas a existência de presunção não pode caracterizar o crédito tributário, podendo ser utilizada para provar o fato, mas nunca para constituir o fato, pois, baseada em juízo de probabilidade, a presunção não constitui prova segura e, como tal, não fornece ao julgador a certeza necessária para alicerçar o crédito pretendido pelo Fisco. Infere que, ausente a fundamentação para a utilização da aferição indireta, prejudicada está a motivação do ato administrativo de lançamento, sendo incabível a cobrança das rubricas MD, MC e ET. Quanto ao fornecimento de refeições, repete que as despesas registradas nas contas contábeis apontadas não representam fornecimento de refeições de que trata o PAT, sendo apenas despesas com lanches e refeições, não havendo que se falar em obrigatoriedade de cadastro no referido programa, devendo ser excluído o levantamento RF. Assegura, ainda, que é incabível a afirmação de que houve valores pagos a título de comissão sem a devida contabilização e que é inadequada a aplicação da divisão do saldo da conta contábil de Comissões e Vendas pelo saldo da conta Venda de Mercadorias para apurar as comissões dos representantes comerciais, motivo pelo qual requer a exclusão dos valores devidos a título de CI e NR. Relativamente às comissões pagas aos representantes comerciais, confirma que, de fato, os pagamentos foram realizados por meio de notas fiscais, mas que, entretanto, entende que não há que se falar em fraude, uma vez que a relação jurídica está lastreada por contratos e documento fiscal. Reitera que o critério adotado pela fiscalização para aferição das comissões pagas não é adequado, uma vez que nem toda receita de vendas de mercadorias depende da intermediação de negócios dos representantes comerciais, pois diversas delas são realizadas diretamente com a Santista Distribuições, sem que haja a prestação de serviços dos representantes, não ensejando, assim, pagamento de comissões. Requer a exclusão dos levantamentos CI e NR, insistindo no entendimento de que é incabível a afirmação de que houve valores pagos a título de comissão sem a devida contabilização. Impugna, os levantamentos FP, PL, PT e TA, argumentando que os critérios utilizados pela fiscalização não trazem segurança jurídica para o contribuinte, em face do critério de aferição utilizado. Finaliza requerendo o conhecimento do Recurso Voluntário para que sejalhe dado provimento, com a reforma integral do Acórdão recorrido. É o relatório. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001947/201045 Acórdão n.º 2301003.359 S2C3T1 Fl. 225 7 Voto Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros O recurso é tempestivo e todos os pressupostos de admissibilidade foram cumpridos, não havendo óbice ao seu conhecimento. Da análise do recurso apresentado, registro o que se segue. Preliminarmente, insiste na decadência dos valores lançados entre 01/2005 a 12/2005, com a aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4o, do CTN. Contudo, aplicase o prazo decadencial previsto no art. 150 do CTN, apenas quando não for comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, o que não é o caso presente, já que a fiscalização constatou e comprovou a ocorrência dessa primeira situação, caso em que se aplica o prazo previsto no art. 173, do CTN, transcrito a seguir: Art.173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva à decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Julgados do Conselho de Contribuintes também se apresentam no mesmo sentido, ou seja, restando caracterizada nos autos a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, deixa de ser aplicado o § 4º do art. 150, para a aplicação da regra geral contida no art. 173, inciso I ambos do CTN. Abaixo transcrevo, a título de exemplificação, as ementas de alguns acórdãos: “1º Conselho – 8ª Câmara Recurso 146870 – Acórdão 10809631 Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJAnocalendário: 1998 DECADÊNCIA. Para os tributos lançados por homologação, o início da contagem do prazo decadencial é o da ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, nos termos do § 4º do artigo 150 do CTN. Configurados o dolo, fraude ou simulação, a contagem do prazo decadencial é realizada nos termos do art. 173, inciso I, do CTN” “1º Conselho – 7ª Câmara Fl. 236DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA 8 Recurso 152994 – Acórdão 10709311 Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 1999, 2000 IRPJ. DECADÊNCIA.. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Nos lançamentos por homologação, a contagem do prazo decadencial, de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, não se aplica aos casos de dolo, fraude ou simulação; nesses casos, a contagem do prazo decadencial segue a regra geral prevista no art. 173, I, do CTN. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. DECADÊNCIA. FRAUDE. ART. 173, I, DO CTN. INAPLICABILIDADE DA LEI Nº 8212/91. Em matéria de decadência, inclusive nos casos das contribuições sociais, a norma aplicável é o Código Tributário Nacional. Não pode a lei 8212/91, lei ordinária, veicular norma de decadência, afastando a regra expressa do CTN, formalmente lei complementar. MULTA POR INFRAÇÃO QUALIFICADA. A falta de escrituração de parte expressiva das receitas, reiteradamente, em todos os meses de dois anoscalendário consecutivos, demonstra ter a autuada agido com dolo, caracterizando o evidente intuito de fraude, que dá ensejo à aplicação da multa por infração qualificada, no percentual de 150%.” Portanto, resta afastada a aplicação do § 4º do art. 150 para a aplicação do art. 173 inciso I, ambos do CTN. Dessa forma, considerando o exposto acima, constatase que não se operara a decadência do direito de constituição do crédito, uma vez que, para a primeira competência lançada, 01/2005, a contribuição é devida somente a partir de 02/2005, iniciandose a contagem do prazo em 01/01/2006, que é o primeiro dia do exercício seguinte àquele que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos temos do dispositivo legal transcrito acima. Portanto, o Fisco se encontra ainda no direito de cobrar as contribuições devidas lançadas por meio do AI em tela. No mérito, a recorrente insurgese contra a desconsideração da personalidade jurídica da empresa CDL, entendendo que esta somente poderia ser decretada judicialmente, a teor do art. 50, do Código Civil, sendo que a autuação se deu com base em presunções, uma vez que a mesma não esclareceu suficientemente o conteúdo e o alcance da imputação. Entretanto, ao contrário do que afirma a recorrente, a desconsideração da personalidade jurídica não é ato privativo do Poder Judiciário. Esse é o entendimento fixado na jurisprudência deste Conselho de Contribuintes e de nossos tribunais, conforme julgados cujos trechos transcrevo abaixo: TRF 1ª Região Apelação Cível 94.01.136211/MG DJ 12/04/2002 “Salientase ainda que é desnecessária qualquer declaração judicial prévia para anular os atos jurídicos entre as partes, já Fl. 237DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001947/201045 Acórdão n.º 2301003.359 S2C3T1 Fl. 226 9 que seus reflexos tributários existem independentemente da validade jurídica dos atos praticados pelos contribuintes, nos termos do artigo 118, I, do Código Tributário Nacional. Ademais, a questão central dos autos cingese à repercussão para os efeitos tributários do ato simulado, ou seja, de sua ineficácia para fins de dedução de tais prejuízos. Uma vez comprovada que o sujeito passivo agiu com dolo, fraude ou simulação, como de fato o foi no caso em tela, a autoridade administrativa tem plenos poderes para efetuar a glosa da dedução de imposto ilegitimamente realizada pela Autora, nos termos do art. 149, inciso VII, do CTN...” TRF 4ª Região Apelação Em Mandado De Segurança nº 2003.04.01.0581274 – Data da Decisão: 31/08/2005 PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO ULTRA PETITA. TRIBUTÁRIO. OMISSÃO DE RECEITAS. IMPOSTO DE RENDA MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA. (...) 3. A proposição de invalidade do procedimento fiscal não merece guarida, pois os elementos coligidos aos autos dão conta de que o Fisco procedeu à investigação e à fiscalização dentro dos limites da lei, não ocorrendo qualquer excesso violador de direito individual, garantindose à impetrante a ampla defesa e o contraditório, tanto na via administrativa, quanto na judicial. 4. Restando provados, à saciedade, os fatos que embasaram o lançamento tributário, bem como o dolo, a fraude e a simulação, é desnecessária a utilização da teoria da desconsideração da personalidade jurídica da empresa, aplicandose o art. 149, VII, do CTN. Acórdão 10708247– Sétima Câmara – 12/09/2005 IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA – OMISSÃO DE RECEITA – INTERPOSIÇÃO DE PESSOAS – SIMULAÇÃO. Comprovado pela Fiscalização que a Recorrente utilizouse de terceiro para omitir receita, fato este que não foi descaracterizado em qualquer momento por aquela, é de ser mantido o Lançamento de Ofício. IRPJ – SIMULAÇÃO – MULTA AGRAVADA. Mantémse a multa agravada se caracterizada a omissão de receita através de simulação. Nesse sentido, citase o entendimento de Heleno Tôrres em sua obra Direito Tributário e Direito Privado – Autonomia Privada, Simulação, Elusão Tributária – Ed. Revista dos Tribunais – 2003 – pág. 371: “Como é sabido, a Administração Tributária não tem nenhum interesse direto na desconstituição dos atos simulados, salvo para superarlhes a forma, visando a alcançar a substância negocial, nas hipóteses de simulação absoluta. Para a Administração Tributária, como bem recorda Fl. 238DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA 10 Alberto Xavier, é despiciendo que tais atos sejam considerados válidos ou nulos, eficazes ou ineficazes nas relações privadas entre os simuladores, nas relações entre terceiros ou nas relações entre terceiros com interesses conflitantes. Eles são simplesmente inoponíveis à Administração, cabendo a esta o direito de superação, pelo regime de desconsideração do ato negocial, da personalidade jurídica ou da forma apresentada, quando em presença do respectivo “motivo” para o ato administrativo: o ato simulado” A fiscalização observou, na ação trabalhista movida por Antonio Carlos Nonato de França contra a recorrente, que o reclamante havia sido contratado pela empresa Consórcio Distribuidor Imp e Exp Ltda, CNPJ 07.117.825/000130, sendo alegado pela reclamada a ilegitimidade passiva, o que foi afastado pelo Juiz do Trabalho, tendo em vista as provas acostadas aos autos daquela ação, que comprovaram que quem assinava os documentos pertinentes ao setor de pessoal era o gerente da reclamada. Da análise das entrevista com os empregados da CDL, bem como dos documentos apresentados pelos entrevistados, a fiscalização verificou que essa empresa era de fachada, sendo a administração de suas atividades realizadas pela Santista Distribuições Ltda. Quem fazia anotações nas carteiras de trabalho e assinava alguns termos de rescisão do contrato de trabalho dos empregados da DCL era o supervisor administrativo, empregado da recorrente desde 01/06/2005. Alguns dos entrevistados, quando questionados sobre o seu chefe imediato, apontavam empregados da Santista, e muitos deles nem sabiam que eram contratados da CDL, pois acreditavam que possuíam vínculos com a recorrente. A empresa Consórcio Distribuidor Imp e Exp Ltda (CDL), que funcionava no mesmo endereço da recorrente, foi constituída em 26/11/2004, tendo como um dos sócios o Sr. Roy Robert Escurra Guillen, a quem cabia a administração da sociedade, assim permanecendo até 18/01/2008, quando deixou a sociedade e houve a alteração da razão social da empresa para Transportes Rodoviário Ltda. Verificase, da análise dos documentos juntados aos autos pela fiscalização, uma clara simulação na contratação dos empregados pela empresa CDL, que, na realidade, eram empregados da recorrente. Portanto, ao contrário do que entende a autuada, na presença de dolo e simulação, a auditoria fiscal tem o deverpoder de não permanecer inerte, pois tais negócios são inoponíveis ao fisco no exercício da atividade plenamente vinculada do lançamento, que no caso em tela encontra respaldo ainda no artigo 149, inciso VII do CTN que dispõe o seguinte: Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: ......................................... VII quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação; A recorrente alega que o art. 116, do CTN, não é autoaplicável, pois requer a sua previsão por lei em sentido estrito, acrescentando que o referido dispositivo legal, carente de regulamentação, é inaplicável à elisão, mas tão somente à evasão. Fl. 239DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001947/201045 Acórdão n.º 2301003.359 S2C3T1 Fl. 227 11 Ocorre que a fiscalização não fundamentou a descaracterização da personalidade jurídica da empresa CDL no citado art. 116, como entendeu de forma equivocada a recorrente. Em nenhum momento do Relatório Fiscal há a referência ao mencionado dispositivo legal. A fiscalização apenas afirmou, e comprovou suas afirmações com farta documentação, que os empregados da CDL eram, na verdade, empregados da recorrente e, dessa forma, considerou os fatos geradores da contribuição previdenciária ocorridos no CNPJ da CDL como sendo da empresa recorrente. A documentação juntada aos autos, como resultado das entrevistas, decisões judiciais nas ações trabalhistas, entre outros, demonstram que os trabalhadores formalmente registrados na CDL, eram, na realidade, subordinados à recorrente, possuindo como chefes imediatos empregados registrados da recorrente. Outro elemento que reforça a convicção de que se trata de uma única empresa (matriz e filial), é o fato de a empresa CDL ter sido constituída pelo sócio da recorrente, e ter funcionado no mesmo endereço da Santista. Na definição de Clóvis Beviláqua, a simulação é uma declaração enganosa da vontade, visando produzir efeito diverso do ostensivamente indicado (Código Civil dos Estados Unidos do Brasil Comentado – 15ª Edição). O Código Civil Brasileiro de 2002 traz, no § 1o, do art. 167, as hipóteses em que fica configurada a ocorrência de simulação: Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma. § 1o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem; II contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; III os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós datados E, conforme demonstrado nos autos, a situação verificada pela auditoria fiscal se enquadra perfeitamente no dispositivo legal transcrito acima. Segundo Orlando Gomes, ocorre simulação quando em um negócio jurídico se verifica intencional divergência entre a vontade real e a vontade declarada, com o fim de enganar terceiro (Introdução ao Estudo do Direito – 7ª Edição). E, de acordo com o art. 118, inciso I do CTN, a definição legal do fato gerador é interpretada abstraindose da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos Fl. 240DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA 12 contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Assim, em respeito ao Princípio da Verdade Material e pelo poderdever de buscar o ato efetivamente praticado pelas partes, a Administração, ao verificar a ocorrência de simulação, pode superar o negócio jurídico simulado para aplicar a lei tributária aos verdadeiros participantes do negócio. Nesse sentido, concluo que o entendimento da fiscalização, corroborado pela autoridade julgadora de primeira instância, não merece reparos. A autuada insurgese contra a aplicação das penalidades gravosas, entendendo que há que se provar a ocorrência de dolo, já que dolo não se presume, devendo ser demonstrada a materialidade dessa conduta, evidenciando não somente a intenção, mas também o seu objetivo. Discorre sobre as diferenças entre sonegação e inadimplência, para concluir que a recorrente, se cometeu algum ilícito, não teve a intenção de praticála, não havendo qualquer prova de que a recorrente tenha agido com dolo, tornandose atípica a conduta a ela imputada. Ora, mas tudo o que a fiscalização relatou demonstra o dolo, a intenção de sonegar tributo, por parte da recorrente. O fato de informar, em folha de pagamento e em GFIP, remuneração de seus empregados em valor menor ao que foi efetivamente por ela pago, bem como a simulação de contratação de empregados por meio de empresa interposta, ou mesmo o não registro de alguns segurados empregados que lhe prestaram serviços deixam clara a intenção da recorrente em omitir fato gerador da contribuição previdenciária, para pagar menos tributo. A fiscalização verificou que a recorrente remunerava pessoas físicas, pagando dias trabalhados, salário, valetransporte e horas extras e constatou que tais trabalhadores não constavam dos livros de registros de empregados da empresa. Vale observar que a recorrente não afastou, de forma específica, nenhuma das acusações feitas pela fiscalização, ou trouxe qualquer documento para provar suas alegações, se limitando a fazer afirmações genéricas, discorrendo sobre conceitos jurídicos, sem, contudo, juntar qualquer elemento que pudesse afastar, ou ao menos por em dúvidas as acusações da auditoria da RFB. Já a autoridade lançadora juntou farta documentação, comprovando a existência de dolo. Há mandamento expresso na Lei 9.784/99 quanto ao ônus probatório, conforme segue: ART 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. A recorrente apenas alega, mas não prova, que não houve dolo. Porém, não basta alegar. A parte que não produz prova, convincentemente, dos fatos alegados, sujeitase às conseqüências do sucumbimento, porque não basta alegar. E a convicção da autoridade julgadora advém, no processo administrativo fiscal, dos elementos probatórios carreados pela fiscalização e pela recorrente. Daí a necessidade de se juntar aos autos elementos comprobatórios dos fatos alegados. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001947/201045 Acórdão n.º 2301003.359 S2C3T1 Fl. 228 13 Ademais, cumpre ressaltar que a recorrente parcelou, no processo que discute a contribuição da empresa e ao RAT, o débito lançado por meio do levantamento NR relativo aos empregado não registrados, apresentando requerimento por meio do qual declarou estar ciente de que o pedido importa em confissão irretratável da dívida (fls. 389 do processo 11522001798/2001014). A conduta da recorrente de não registrar segurado empregado, confessado por ela própria, corrobora o entendimento de existência de dolo. Assim, está correta a caracterização de dolo, realizada pela fiscalização. Quanto à aferição indireta, a autuada infere que, para utilizála, é necessário que tenha ocorrido a descaracterização da contabilidade do contribuinte, o que não foi feito, e transcreve o art. 33, § 6o, da Lei 8.212/91, reiterando que, em se tratando de processos administrativos ou judiciais, não se pode admitir as suposições. Ocorre que não houve suposições, e sim constatações dos fatos relatados, e comprovados por meio de documentos. E o § 3o, do art. 33 citado acima, deixa claro que o método de arbitramento não poderá ser utilizado somente nos casos em que a contabilidade seja totalmente desconsiderada ou declarada imprestável para todos os fins, mas também nos casos de recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente. No caso, houve apresentação deficiente de informações e documentos, razão pela qual a fiscalização teve que realizar diligências e colher informações em entrevistas e nos processos trabalhistas movidos por empregados da recorrente. A fiscalização constatou, e comprovou, que a recorrente omitiu, nas folhas de pagamento, GFIP e contabilidade, fato gerador da contribuição previdenciária. Para exemplificar, cito a ação trabalhista movida contra a autuada pelo trabalhador Antônio Shirley de Souza Nóbrega, em cujo processo o Sr Roy, sócio da recorrente, dando depoimento pessoal, afirmou que a remuneração dos vendedores era composta por salário mais comissão sobre vendas, e que a remuneração do reclamante era em torno de R$1.300,00, ou seja, bem superior à remuneração constante nas folhas de pagamento e do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho para o referido trabalhador. Assim, analisando os processos trabalhistas e as respostas das entrevistas realizadas com os empregados da empresa, tudo documentado nos autos, a autoridade lançadora constatou que era uma prática comum na empresa o pagamento de comissões para os empregados que ocupavam o cargo de vendedor ou promotor de vendas, em valores superiores ao valor informado na folha de pagamento e na GFIP. Portanto, a recorrente não deu alternativas à auditoria, que foi obrigada, pela lei, a aferir as bases de cálculo, uma vez que a autoridade lançadora não pode absterse de constituir o crédito tributário, tendo que, obrigatoriamente, na falta de elementos indispensáveis nos documentos da empresa, apurar a totalidade das contribuições devidas. E o AFPS, ao constatar que a contabilidade da recorrente não espelha a realidade econômicofinanceira da empresa, por omissão de qualquer lançamento contábil ou Fl. 242DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA 14 por não registrar o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, agiu em conformidade com os ditames legais e apurou corretamente o débito por aferição indireta. À recorrente caberia provar que as irregularidades verificadas durante a ação fiscal não procedem e apresentar elementos que comprovem a regularidade dos registros contábeis. Da mesma forma, cumpre esclarecer que o crédito não foi caracterizado por presunção, conforme alegado pela recorrente, tanto que ela própria confessou parte dele e, ao contrário do que afirma, o procedimento fiscal de aferição indireta está corretamente fundamentado no art. 33, § 6o, da Lei 8.212/91, citado acima. A recorrente alega ainda que, quando a fiscalização constata que os documentos contábeis não refletem a realidade, pode exigir outros documentos para verificar a ocorrência dos fatos geradores, e que a esse procedimento dáse o nome de aferição indireta. Ora, mas foi exatamente esse o procedimento adotado pela fiscalização que, ao verificar que a contabilidade da empresa não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, solicitou documentos, diligenciou empresas, pesquisou reclamatórias trabalhistas junto à justiça do trabalho, e constatou, da análise de todos os elementos, a existência de pagamentos realizados a pessoas físicas que não foram registrados nos Livros contábeis, juntando, aos autos, uma farta documentação comprobatória de suas afirmações. Já a recorrente, mais uma vez, apenas faz afirmações genéricas, sem afastar especificamente as afirmações da fiscalização, quando ela cita nomes e dá exemplos. Portanto, diante da realidade fática encontrada na ação fiscal, a autoridade lançadora não teve alternativa a não ser aferir indiretamente a base de cálculo da contribuição previdenciária, considerando que sua atividade é vinculada às disposições legais. É também objeto do AI em tela as contribuições incidentes sobre a alimentação in natura fornecida pela empresa. Em relação a essa matéria, é oportuno observar que a ProcuradoriaGeral da Fazenda NacionalPGFN emitiu o Ato Declaratório nº 03/2011, publicado no D.O.U em 22/12/2011, autorizando a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”, Diante do citado Ato, e considerando que o Decreto 70.235/72 estabelece que o disposto no caput do art. 26A não se aplica aos casos de lei ou ato normativo que fundamente crédito tributário objeto de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, e que a Lei 10.522/2002, citada no art. 26A, determina que os créditos tributários já constituídos relativos à matéria de que trata o seu artigo 19 devem ser revistos de ofício pela autoridade lançadora, entendo que devam ser excluídos do débito, por provimento, a contribuição lançada incidente sobre o fornecimento de alimentação in natura, por não integrar o salário de contribuição, independente de a empresa ter ou não efetuado adesão ao PAT. A recorrente insurgese contra o critério adotado pela fiscalização para aferição das comissões pagas, qualificandoo de inadequado, argumentando que nem toda receita de vendas de mercadorias depende da intermediação de negócios dos representantes comerciais, pois diversas delas são realizadas diretamente com a Santista Distribuições, sem Fl. 243DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001947/201045 Acórdão n.º 2301003.359 S2C3T1 Fl. 229 15 que haja a prestação de serviços dos representantes, não ensejando, assim, pagamento de comissões. Mais uma vez a recorrente alega, mas não prova o alegado. Já o agente autuante trouxe diversos elementos que comprovam o pagamento de comissões superiores às declaradas pela empresa em Folha ou GFIP. Ademais, se forem verídicas as afirmações feitas pela recorrente de que, na conta de “Venda de Mercadorias”, estão somadas as mercadorias vendidas diretamente pela Santista com aquelas vendidas com intermediação de representantes comerciais, então o percentual apurado pela fiscalização foi inferior ao real, pois os valores constantes da conta “Comissões sobre Vendas” deveriam ter sido divididos por um valor menor, qual seja, o valor constante da conta Venda de Mercadorias menos os valores relativos às vendas diretas, sem intermediação. Assim, o percentual apurado com base nas afirmações feitas pela recorrente seria maior que aquele encontrado pela fiscalização. Portanto, o cálculo realizado pela auditoria fiscal, na verdade, beneficiou o contribuinte. Assim, por falta de elementos novos capazes de desconstituir o lançamento realizado nessas rubricas, os levantamentos CI e NR, devem ser mantidos no débito. A recorrente impugna os lançamentos efetuados por meio dos levantamentos FP, PL, PT e TA, argumentando que os critérios utilizados pela fiscalização não trazem segurança jurídica para o contribuinte, em face do critério de aferição utilizado. No entanto, para esses lançamentos não houve aferição indireta, pois tratam se de valores extraídos das folhas de pagamento (FP), informados na contabilidade (PL), constantes dos acordos trabalhistas (PT), e dos recibos de pagamento por fretes prestados por transportador autônomo (TA). Em relação a esses transportadores autônomos, ressaltese que a fiscalização elaborou um quadro contendo informações do tipo de documento, número, data da emissão, nome do favorecido e valor do pagamento e serviço realizado, às fls. 264, do processo 11522.001798/201014. Observese, ainda, que a recorrente confessou, nos autos do processo acima citado, o débito relativo à tais rubricas. Nesse sentido e Considerando tudo o mais que dos autos consta; VOTO por CONHECER DO RECURSO, para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para excluir do débito, por improcedência, os valores relativos à alimentação. É como voto. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA 16 Bernadete de Oliveira Barros Relator Fl. 245DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 18336.001615/2004-69
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 24 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.208
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido.
Assinado digitalmente
IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA - Presidente.
Assinado digitalmente
TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) .
Relatório
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA
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ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) . Relatório Tratase de lide que teve como origem a lavratura de Auto de Infração para exigência do Imposto de Importação e do IPI vinculado a importação, acrescidos de multas de ofício de 75% sobre as diferenças apuradas e de juros de mora, e ainda de multa de 1% sobre o valor aduaneiro por erro de classificação. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 83 36 .0 01 61 5/ 20 04 -6 9 Fl. 178DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 94 2 A autoridade fazendária entendeu que houve falta de recolhimento desses impostos, pois considerou que o sujeito passivo havia adotado alíquota menor decorrente de classificação errônea do produto que a interessada assim descreveu nas DIs nº 03/06362214, de 29/7/2003, nº 02/02291833, de 15/03/2002 e nº 02/04118624, de 9/5/2002: “DIPHOTERINE, agente de proteção de pele contra ação de soda cáustica – spray com 100 ml” Para melhor elucidar os fatos, transcrevo o relatório constante do Acordão nº 08 13.511 da 3ª Turma da DRJ/FOR de 20 de junho de 2008: “Trata o presente processo de exigência do Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados, acrescidos de juros de mora e multas de oficio, perfazendo, na data dos lançamentos, créditos tributários nos valores de RS 5.369,07(11s. 02) e R$ 19.371,06(fls. 11), respectivamente, objeto dos Autos de Infração de fls. 0210 e 1117. As infrações apuradas pela fiscalização e relatadas na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 03/07 e 12/13, foram, em síntese, as seguintes: DECLARAÇÃO INEXATA DE MERCADORIA HISTÓRICO A empresa Alcoa Alumínio S/A, por meio das Declarações de Importações (DIs) de N's 02/02291833, 02/04118624 e 03106362214 (fls. 18 a 32), submeteu a despacho aduaneiro mercadoria identificada como "diphoterine em forma de spray para descontaminação caso de contato com soda caustica", fabricada pela empresa "PREVOR", situada na França Embora tratandose da mesma mercadoria, o importador utilizou classificações distintas para enquadrar a mercadoria, conforme abaixo discriminado: a) Classificação NCM 3402.11.90 nas DIs de n os 02/02291833 registrada em 15/03/2002 e 02/04118624 registrada em 09/05/2002; b) Classificação NCM 3401.20.90 na Dl de no 03/06362214 registrada em 29/07/2003; Para que se formasse convicção quanto à classificação fiscal do produto, o importador informou, através de documento protocolado em 30/09/2004(11. 33), suas características em especial a sua função e forma de aplicação, para assim chegarse, em observância normas pertinentes, a correspondente classificação fiscal. DA INCORREÇÃO DAS CLASSIFICAÇÕES FISCAIS PRETENDIDAS PELO IMPORTADOR Assim, segundo "Descrição dos Fatos e Enquadramento Legar (fi. 2), o importador busca classificar sua mercadoria no capítulo 34 da Nomenclatura Comum do Mercosul(NCM). Este capítulo, segundo as suas Considerações Gerais, compreende os produtos obtidos essencialmente pelo tratamento industrial das gorduras ou das ceras, agrupa os produtos da indústria de sabão, algumas preparações lubrificantes, as ceras preparadas, alguns produtos para conservação e limpeza, as velas de iluminação, etc., e também certos produtos artificiais tais como os agentes de Fl. 179DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 95 3 superfície, as preparações tensoativas e as ceras artificiais. A fiscalização, no entanto, entendeu ser incorreto os enquadramentos indicados nas DIs. reclassificando as mercadorias para o código NCM 3304.99.90. DECLARAÇÃO INEXATA DE MERCADORIA A partir de 27/8/2001 (data de entrada em vigor do art. 84 da MP n° 2.158 35/2001) independentemente da correta descrição do produto, sua classificação tarifária errônea sujeitará o infrator às multas previstas no art. 44, da Lei n° 9.430/1996, além da exigência dos encargos legais, da diferença de tributos cabíveis e da multa de 1% sobre o valor da mercadoria ou de R$ 500,00 (quinhentos reais), quando do seu cálculo resultar valor inferior. A edição, em 11/09/2002 do ADI SRF n°13/2002, veio tão somente corroborar este entendimento. "Art. 1º. Não constitui infração punível com a multa prevista no art.44 da Lei n°9,430, de 27 de dezembro de 1996, a solicitação, feita no despacho de importação, de reconhecimento de imunidade tributária, isenção ou redução do imposto de importação e preferência percentual negociada em acordo internacional, quando incabíveis, bem assim a indicação indevida de destaque (ex), desde que o produto esteja corretamente descrito, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado, e que não se constate, em qualquer dos casos, intuito doloso ou má fé por parte do declarante". Cientificado dos lançamentos em 16/12/2004, conforme fls. 02 c 11, o contribuinte insurgiuse contra a exigência, apresentando a impugnação de 1h. 36/47, em 17/01/2005, por meio das quais expõe as seguintes razões de defesa: "(...) Preliminar de Nulidade Parcial do Lançamento: MPF referente apenas ao II. Nulidade do Auto de Infração sobre IPI Conforme se observa do Mandado de Procedimento Fiscal Fiscalização n° 0327600/00089/04, que deu inicio à ação fiscal sub examine, o tributo objeto da fiscalização foi tão somente o Imposto de Importação (II). Entretanto, como ê sabido, foi lançado ainda o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ora, ao regulamentar o art. 6° da Lei Complementar no 105/2001, o Decreto Federal no 3.724, de 10 de janeiro de 2001, em seu art. 2°, § 2° estatuiu que "o procedimento fiscal somente terá inicio por força de ordem especifica denominada Mandado de Procedimento Fiscal (MPF), institui ido em ato da Secretaria da Receita Federal, ressalvado o disposto nos §§ 3° e 4° deste artigo Já o parágrafo 5° do art. 2° do Decreto n° 3324/2001 tratou de arrolar os requisitos do MPF, que deverão ser observados quando de sua Fl. 180DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 96 4 expedição. E no inciso II desse §5° está consignado que o Mandado de Procedimento Fiscal "conterá, no mínimo as seguintes informações: (a) a denominação do tributo ou da contribuição objeto do procedimento de fiscalização a ser executado, bem assim o período de apuração correspondente". Ratificando esse requisito, a Portaria n° 3.007/2001 do Secretário da Receita Federal, em seu art. 7° § 1° diz que o MPFF e o MPFE indicarão ainda o tributo ou contribuição objeto do procedimento fiscal a ser executado, podendo ser fixado o respectivo período de apuração, bem assim as verificações relativas â correspondência entre os valores declarados e os apurados na escrituração contábil e fiscal do sujeito passivo, em relação aos tributos e contribuições administrados pela SRF, nos últimos cinco anos, observados os modelos constantes dos Anexos I e III ". No entanto, como se viu, ainda que exigido pela legislação de regência, na espécie em liça faltou a indicação do IPI como um dos tributos a serem fiscalizados em virtude do MPFF n° 0327600/00089/04. Nem se diga, para contra argumentar, que o IPI, in casu, é reflexo do II, porquanto isso deveria ter sido previsto desde a lavratura do MPF. Ademais, como se extrai da leitura da Podaria SRF n°3.007/2001, no MPF poderá ser fixado o respectivo período de apuração, bem assim as verificações relativas à correspondência entre os valores declarados e os apurados na escrituração contábil e fiscal do sujeito passivo, em relação aos tributos e contribuições administrados pela SRF". Ou seja, se tivesse constado do mandado a permissão para as verificações acima referidas, então nessas condições seria válido lançamento do IPI na espécie, cujo fato gerador é efetivamente o mesmo do II in casu. Ocorre que nem isso houve. Assim sendo, ê inegável que o lançamento do IPI pelo auto de infração ora impugnado não é válido, por falta de requisito de procedibilidade. Esse é o entendimento da 6° Câmara do 1° Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, como se vê dos acórdãos transcritos as fls. 42/43. Não sendo válido o procedimento fiscal no qual foi realizado o lançamento este há de ser considerado nulo, conforme ressaltado nos acórdãos trazidos à colação acima Assim sendo, pede a Impugnante, preliminarmente, que seja declarado nulo o lançamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IP1), que não teve amparo no MPF 0327600/00089104. Do Mérito: Da Desclassificação sem Respaldo Técnico. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 97 5 Da Incorreta Reclassificação Fiscal promovida pelos AFTN. No mérito, não merece prosperar a desclassificação tarifária operada pelos auditores fiscais. Sem entrar num debate quanto ao fato de o creme Diphoterine ser ou não ser um saponaceo, é preciso considerar, acima de tudo, que a fiscalização também não logrou comprovar que ele se tratava de um produto de beleza. Aliás, carece de qualquer razoabilidade essa afirmação, como adiante será melhor abordado. Deveras, não basta que a fiscalização ache, entenda, presuma que a mercadoria não é o que o contribuinte diz que ela é. De acordo com o Principio da Verdade Material, que é vetor oponível ao Processo Administrativo Fiscal, no exercício de sua atividade de constituição do crédito tributário, o agente do Fisco não pode simplesmente desconsiderar as declarações do contribuinte, fazendoas letra morta. Em desconsiderando a autoridade tributária unia declaração prestada pelo sujeito passivo, a ela nasce o dever de provar, de demonstrar com elementos materiais, que a realidade ê aquela que ela está considerando. Não se trata de um jogo de toma lá, dá cá, data máxima venha. Ao Fisco incumbe o ônus da prova. Como a Impugnante asseverou no começo deste item, sem querer entrar no mérito se o produto Diphoterine é ou não um sabão, ainda assim, para que os agentes fiscais desconsiderassem a classificação da contribuinte, eles deveriam ter demonstrado e comprovado que o produto em questão era um produto de beleza, ou, noutro giro, que a sua composição prestavase a esse fim. Para tanto, deveriam terse respaldado em um laudo de análise, ou mesmo num catálogo técnico, para que pudessem ter identificado a mercadoria com a segurança devida. No entanto, na espécie dos autos, a fiscalização nada fez nesse sentido. Antes o contrário. In casu, os agentes fiscais aceitaram textualmente que a composição (descrição) da mercadoria, apontada pela Impugnante, estava correta. Mesmo assim, sem qualquer embasamento técnico num típico exercício de suposição, os auditores entenderam absurdamente que a mercadoria em exame era um cosmético porquanto destinavase a ser aplicada na pele, para a sua proteção. Ora, esse raciocínio e desprovido de razoabilidade, data venta Perguntase: Qual seria a possibilidade de um empregado de urna indústria Fl. 182DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 98 6 metalúrgica se utilizar de um 'produto de beleza' durante o seu trabalho? Claro que nenhuma! Será que os auditores fiscais não consideraram, por um minuto sequer, que o produto em questão seria melhor classificado como um equipamento de proteção individual, e que, por não haver essa classificação na TIPI, teria melhor enquadramento se fosse classificado corno um produto artificial tal como ''agente de superfície"? Nesse passo, registrese que no Auto de Infração sobre Imposto de Importação a fiscalização disse que "a Posição 34.02 abrange os agentes orgânicos de superfície (exceto os sabões)". Expostas estas considerações, claro fica que, se por um lado havia alguma dúvida quanto à classificação adotada pelo contribuinte, por outro lado não havia maior segurança quanto à reclassificação levada a cabo pelo Fisco, que foi desprovida de fundamentação. Com efeito, a utilização das Regras de Classificação feita pela auditoria do Tesouro Nacional não empresta fundamentação alguma à reclassificação que, como dito acima, não foi precedida de um necessário exame técnico. Somente este exame poderia dizer se o produto em questão era ou não sabão, se era ou não "produto de 60/aze", ou se era um protetor da pele com características de equipamento de proteção do trabalho. E é justamente para evitar situações de tamanha insegurança que a jurisprudência do Colendo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda e firme no sentido de que prevalece a classificação adotada pelo contribuinte, em face da impossibilidade de se fundamentar a desclassificação (3° CC 3° Câm. Proc. N° 10880.03326019078 Recurso n° 118580 (Ac. 30329369), j. em 15.08.2000, v.u., Rel. Sérgio Silveira Meio). Afinados nesse diapasão estão os arestos citados às fls. 45/46. Forte nas considerações acima,pede e espera a que seja mantida a sua classificação fiscal da mercadoria por ela importada — Diphoterine e, em assim sendo, que seja desconstituído o credito tributário lançado em virtude da reclassificação havida. Conclusão Ante todo o exposto, a Impugnante pede, preliminarmente, que o lançamento de IPI seja anulado, por vicio do MPF. Se assim não achar mais acertado, que sejam desconstituídos os creditos de II de IPI lançados, arrimados que foram em desclassificação sem fundamentos.” Na apreciação da impugnação apresentada pelo sujeito passivo, a DRJ/FOR, por unanimidade de votos julgou procedente os lançamentos objeto da presente lide para considerar devidos os respectivos créditos tributários com a seguinte ementa: Fl. 183DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 99 7 ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 15/03/2002, 29/07/2003 PRODUTOS PARA PROTEÇÃO DA PELE. O código NCM "3304.99.90 Outros" inclui os produtos para proteção da pele, não incluídos nos códigos anteriores. CLASSIFICAÇÃO ERRÔNEA DE MERCADORIA. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. A insuficiência de recolhimento, decorrente de classificação errônea de mercadoria, enseja o lançamento da diferença do imposto que deixou de ser recolhida, acrescida de juros de mora e multa de 75%. Para os fatos geradores ocorridos após 27/08/2001, aplicase ainda a multa de 1% sobre o valor aduaneiro da mercadoria. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 15/03/2002, 29107/2003 IPI Não havendo impugnação especifica relativamente a esse tributo, a mesma motivação referente ao II aplicase, mutatis mutandis no .julgamento desse imposto. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/03/2002, 29107/2003 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. Erros formais na emissão ou execução do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) não têm o condão de inquinar de nulidade o lançamento correspondente. Com isso, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário tempestivamente sobre classificação fiscal de mercadoria importada, descrevendo se tratar de ""DIPHOTER1NE, agente de proteção de pele contra ação de soda caustica – spray com 100m1",com classificação NCM 3402.11.90 (Dls nºs 02/02291833 e 02/04118624) e 3401.20.90 (D1 nºs 03/06362214), e não sob o NCMs de nº 3304.99.9 – tal como classificou a Autoridade Fazendária. Sendo assim, à época, tal processo e recurso voluntário foram apreciados por essa turma que converteu, por unanimidade de votos, o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator José Luiz Novo Rossari. Para melhor elucidar a necessidade de diligência vislumbrada pelo colegiado à época, importante transcrever o voto do relator (destaques meus): “[...]Verifico que, no que se refere às especificações do produto, o único documento existente nos autos do processo é a "Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico", produzido pela recorrente e anexado no recurso (fls. 73/75), e que traz informações apenas sobre o nome comercial do produto e o seu fabricante e, como elementos que realmente tem a ver com a classificação do produto, sobre a sua aparência e finalidade. Não consta dos autos laudo que informe quanto à identificação do produto e à composição química. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 100 8 Cumpre ressaltar que produtos como o objeto de lide têm a particularidade de poderem ter classificação fiscal em várias posições da NCM/SH suscetíveis de serem tomadas em consideração, dependendo de sua identificação e composição química. No caso em exame, as informações constantes dos autos não trazem informações suficientes para assegurar ao julgador a necessária convicção para a mercadoria importada. Pelo exposto, entendo que o julgamento deve ser convertido em diligência à unidade da RFB de origem, para que seja: I) providenciada a elaboração de laudos técnicos pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), sobre o produto "Diphoterine em spray com 100m1" a partir de amostras especificas (para a pele e para os olhos) a serem solicitadas pela RFB à recorrente, observadas as cautelas devidas, para as providências e respostas aos quesitos que seguem: a) identificação, características, apresentação, composição química e utilização/aplicação dos produtos; b) se se trata de um composto de constituição química definida apresentada isoladamente, segundo os ditames do Sistema Harmonizado, que estabelece que "um composto de constituição química definida apresentado isoladamente é uma substância constituída por unia espécie molecular (covalente ou idnica, especialmente) cuja composição é definida por uma relação constante entre seus elementos e que pode ser representada por um diagrama estrutural finico". c) se se trata de produto ou preparação orgânica tensoativa para lavagem da pele; d) se se trata de produtos adicionados de substancia (s) medicamentosa (s); em caso positivo, de qual (quais) substancia (s); e II) intimada a recorrente a juntar ao processo o registro do (s) produto (s) na ANVISA OP 80260110001) como correlato médico, conforme alegado em seu recurso, bem como das informações prestadas a esse órgão, para efeitos desse registro. Deverá ser dada ciência dessa diligência à recorrente a fim de que, se for de seu interesse, apresente os quesitos que entender relevantes para os laudos ora solicitados. Antes do retorno do processo a este Conselho, deverá a recorrente ser informada do inteiro teor dos laudos, a fim de que possa se manifestar a respeito, se for do seu interesse. José Luiz Novo Rossari” Convertido o julgamento em diligência, conforme consta da Resolução 3202 000.025 – 3ª Seção/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária do CARF, a Alfândega da Receita Federal do Brasil do Porto de São Luiz apresentou Termo de Intimação SAANA nº 27/2011 a contribuinte, para que, no prazo estipulado: 1) Apresente o produto "Diphoterine em spray com 100 ml"; Fl. 185DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 101 9 2) Junte o registro do produto na Anvisa (n° 80260110001) como correlato médico, bem como das informações prestadas a esse órgão, para efeitos desse registro. Além disso, através desse Termo, cientificou que o produto "Diphoterine em spray com 100 ml" será encaminhado para elaboração de Laudo Técnico, pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT). Dessa forma, em atendimento ao r. Termo, a contribuinte apresentou: 1) o produto "Diphoterine em spay com 100 ml" para elaboração de laudo técnico a ser realizado pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT); 2) cópia de protocolo realizado nos autos do Processo Administrativo n° 18336.001615/200469, juntando ao processo o registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA (n° 80260810001) como correlato médico, publicado no Diário Oficial da União em 12 de setembro de 2005, bem como as informações obtidas com a empresa distribuidora do produto no Brasil, Globaltek Comércio e Representações Ltda, para efeitos desse registro. E ressaltou que em caso de necessidade de informações adicionais sobre o registro na ANVISA, a contribuinte solicitou que seja intimada a empresa Globaltek Comércio e Representações Ltda, detentora do registro do produto na ANVISA. Posteriormente, apresentou a recorrente os quesitos que entende relevantes para a realização do Laudo – quais sejam: · O produto "Diphoterine" apresenta características de cosmético, preparação antisolar, produto de beleza ou de maquilagem? · O produto "Diphoterine" tem aplicação em primeiros socorros no caso de acidentes com projeção na pele ou nos olhos de produtos químicos utilizados na produção de alumínio, tais como soda caustica, fazendo lavagem da área atingida e removendo o agente agressor, de modo a evitar que ocorra que cegueira, desfiguração e outras sequelas provenientes do contato com o produto químico? É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Depreendendose da análise do processo, vêse que o cerne da lide se resume na correta classificação fiscal do presente produto importado, descrevendo o contribuinte se tratar de ""DIPHOTER1NE, agente de proteção de pele contra ação de soda caustica – spray com 100m1",com classificação NCM 3402.11.90 (Dls nºs 02/02291833 e 02/04118624) e Fl. 186DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 102 10 3401.20.90 (D1 nºs 03/06362214), e não com classificação NCM 3304.99.9 – tal como referendou a Autoridade Fazendária. Para clarificar esta questão, vale lembrar que a classificação fiscal é feita por meio do código NCM Nomenclatura Comum do Mercosul, e que tem por base o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (SH) adotado no País por meio do Decreto n° 97.409, de 1988, o qual promulgou à Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias. Para sua composição, O Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai adotam, desde janeiro de 1995, a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que tem por base o Sistema Harmonizado(SH). Assim, dos oito dígitos que compõem a NCM, os seis primeiros são formados pelo Sistema Harmonizado, enquanto o sétimo e oitavo dígitos correspondem a desdobramentos específicos atribuídos no âmbito do MERCOSUL. Vêse, conforme relatado, que, quando da apreciação do processo por essa Turma, quanto às especificações do produto, foi verificado que o único documento existente nos autos do processo era a "Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico" – o que, por decorrência da carência de suporte documental e em respeito a busca pela verdade material, por unanimidade de votos, o julgamento foi convertido em diligência. O Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias, ou simplesmente Sistema Harmonizado (SH), é um método internacional de classificação de mercadorias, baseado em uma estrutura de códigos e respectivas descrições. Este Sistema foi criado para promover o desenvolvimento do comércio internacional, assim como aprimorar a coleta, a comparação e a análise das estatísticas, particularmente as do comércio exterior. Além disso, o SH facilita as negociações comerciais internacionais, a elaboração das tarifas de fretes e das estatísticas relativas aos diferentes meios de transporte de mercadorias e de outras informações utilizadas pelos diversos intervenientes no comércio internacional. A composição dos códigos do SH, formado por seis dígitos, permite que sejam atendidas as especificidades dos produtos, tais como origem, matéria constitutiva e aplicação, em um ordenamento numérico lógico, crescente e de acordo com o nível de sofisticação das mercadorias Desta forma, a classificação de mercadorias no Mercosul é realizada com base em seis Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado (6 RGI/SH) e na Regra Geral Complementar (RGC —1). Regras previstas na Resolução Camex n° 42, de 2001 e também na Instrução Normativa SRF n° 99, de 2001 – sendo a classificação de um produto determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo, e pelas demais regras de classificação (Regra Geral n° 1 de Interpretação do Sistema Harmonizado — RGI 1). A classificação nas subposições de uma mesma posição é determinada pelos textos dessas subposições e das Notas de Subposição correspondentes (RGI 6). Essas mesmas regras aplicamse para o enquadramento de um produto nos itens e subitens de uma subposição (Regra Geral Complementar n° 1 — RGC 1). Clarificada a composição dos códigos, importante trazer que o caso em questão se refere a retorno de diligência de processo já conhecido por essa Turma. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 103 11 Sendo assim, para melhor elucidar e desemaranhar o “laço” feito, importante trazer que na diligência requerida, houve os seguintes esclarecimentos: · Pela Globaltek (destaques meus): “DIPHOTERINE® Solução de Lavagem ANVISA No.80260810001 0 Que É e para que Serve Diphoterine Solução de Lavagem (Diphoterine) é um produto fabricado na França pelo Laboratório Prevor, utilizado em primeiros socorros na prevenção de queimaduras químicas em casos de acidente com projeção de produtos químicos corrosivos e irritantes, tais como ácidos, bases, oxidantes, e redutores. Diphoterine® age absorvendo, neutralizando e eliminando o agente químico agressor, fazendo uma lavagem descontaminante da área atingida, e assim evita que ocorra queimadura química. Composição e Como Atua Diphoterine Solução de Lavagem é uma solução aquosa não tóxica, de pH 7,4 (neutro) e osmolaridade 800 mosm/L, composto de 94% em peso de água e 6% de diphoterine, um agente quelante anfótero não tóxico que contem múltiplos sítios ativos para várias classes de substancias químicas agressivas. 0 uso imediato de Diphoterine após projeção de produto químico interrompe a atividade do agente agressivo e rapidamente o retira da pele ou olho. Esta ação rápida, evita a ocorrência de queimadura química. Quando usado para casos de acidentes com ácidos, o Diphoterine atrai o ácido para o seu sitio alcalino, onde é afixado e aprisionado, tornandoo inofensivo. 0 mesmo acontece em acidentes com bases: o Diphoterine atrai a base para o seu sitio ácido, fixaa e aprisionaa, tornandoa inofensiva. Esta ação também se estende a produtos químicos oxidantes e redutores, por meio de sítios redutores e oxidantes, respectivamente, contidos no Diphoterine que faz assim uma descontaminação ativa sem liberação de calor (por meio de quelação), agindo muito rápido e requerendo poucas quantidades para neutralizar os efeitos do produto químico agressivo em casos de acidente. Benefícios do Diphoterine A descoberta do Diphoterine em 1987 pela Prevor representou uma evolução ao enxágüe tradicional passivo usando água; o enxágüe tradicional demanda quantidades elevadas de agua, com muito tempo de duração, e não é efetiva para produtos corrosivos ou irritantes concentrados, levando a complicações com internação, afastamento, cicatrizes e sequelas. 0 uso de Diphoterine Solução de Lavagem evita queimaduras químicas, reduz o índice de internação hospitalar e afastamento do trabalho, problemas que afetam a sociedade com repercussão em altos custos sócioeconômicos. Cegueira, desfiguração, Fl. 188DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 104 12 sequelas e até óbitos de acidentados são evitados pelo uso do Diphoterine Solução de Lavagem em casos de acidentes com produtos químicos agressivos, em especial no âmbito das indústrias, onde a exposição ao risco químico é diuturnamente muito elevada. Como Usar Diphoterine Solução de Lavagem deve ser usado imediatamente após o acidente com produto químico corrosivo ou irritante para que tenha maior eficácia. 0 tempo de intervenção ótimo deve ser até 10 segundos para os olhos e até 60 segundos para outras partes do corpo atingidas (pele). Quando usado dentro destes intervalos, não ocorrerá queimadura química em casos de acidente. As queimaduras químicas demoram alguns segundos para iniciarem, que é o tempo de reação dos agressivos com os tecidos. Assim, usandose o Diphoterine imediatamente após o acidente, o agente agressivo é capturado, impedindo o desenvolvimento da queimadura. A descontaminação ainda será efetiva, caso houver um retardo no inicio dos primeiros socorros usando Diphoterine, entretanto mais descontaminante sera necessário para atrair e capturar o agente agressivo ainda ativo que, porventura, já tenha penetrado na pele ou olho. Informações Complementares Diphoterine não é um medicamento; não tem ação, farmacológica, metabólica ou imunológica. E um produto químico registrado no GMED (Grupo de Avaliação para Dispositivos Médicos França) como Correlato Médico Classe I ("Medical Device") na classificação CE no. 0459, de acordo com Anexo V, secção 3, Diretiva 93/42/CEE e certificados no.0202/B5S/1, no.0202/9001/1 e no.0202/13485/1. E seguro para uso externo na pele, olhos e cavidade nasal e oral. Não orientado para ingestão, porém, não é toxico e não causa qualquer dano se pequenas quantidades forem ingeridas (q.v. Tabela 1 abaixo). Diphoterine Solução de Lavagem começou a ser usado pela indústria química francesa em 1987 e atualmente seu uso é extensivo em toda União Européia (França, Alemanha, Bélgia, Holanda, Itália, Inglaterra, Irlanda, Espanha, Portugal, Rep. Tcheca), na Escandinávia (Suécia e Noruega), na Finlândia e Dinamarca por muitos indústrias e grandes corporações onde há exposição ao risco químico (ex: Akzo, Alcoa, Alcan, Alstom Alusuisse, Arcelor, Audi, Avesta, Elf Atochem, Basf, BP, BMW, Citroen, Chysler, CocaCola, Danone, Dow Automotiva, DuPont, EDF, Exxon Mobil,GE, GlaxoSmithKlineGSK, Henkel, IBM, Jaguar, Jordan, Knoll, L'Oreal, Manesmann, Mercedes, Millennium Chemicals, Nestle, Norsk Hydro, Novartis, Peugeot, Pfizer, Renault, Rhodia, Rohm&Haas, Saint Gobain , Solvay, 3M, Unilever, Wolkswagen...) Organismos tais comoce ntros antiveneno, corpo de Fl. 189DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 105 13 bombeiros, esquadrões de emergências e defesa civil da maioria destes países estão equipados com Diphoterine Solução de Lavagem para proteção da população civil em casos de acidentes e contingência envolvendo produtos químicos corrosivos e irritantes. Testes conduzidos no Centro de Informações Toxicológicas C.I.T. na França, provaram que o quelante Diphoterine é não toxico poring estão (DL 50>2000mg/kg sem mortalidade, teste no.6564 TAR, 06.08.90). Outros testes no Safepharm Laboratories em Derbyshere — Inglaterra — provaram que o Diphoterine não causa efeitos locais na pele e nos olhos, sendo o Diphoterine não irritante pele e olhos (testes no. 133/9,22.09.88 e no. 133/4, 08.10.87). Adicionalmente, Diphoterine mostrouse não ecotóxico nos testes padrões (ver adiante Ficha de Informações sobre Produto Químico — FISOQ ) O Diphoterine não regenera tecido danificado. A eficácia do Diphoterine é diminuída quando é utilizado após a lavagem com água (a água é hipot8nica e favorece penetração do agressor). Usar o Diphoterine mais que o recomendado não causa danos, porém, usar muito pouco resulta em descontaminação incompleta [...]” “Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico – FISPQ/MSDS [...]8. Proteção individual: não aplicável 9. Informação Química e Física Aparência: liquido aquoso, sem cheiro e sem cor pH: 7,4 Ponto de ebulição: 100°C Ponto de Congelamento: 1°C Densidade: 1,034 g/cm 3 Solubilidade em água: solúvel 10. Reatividade e Estabilidade: solução estável e não reativa 11. Informações toxicolõgicas 11.1 Toxicidade Aguda Teste de toxidade aguda oral em rato: Classificada como não tóxico por via oral D1,50 oral em ratos > 2000 mg/kg. (Teste realizado pela C.1.T., teste número 6564 TAR, 06.08.90). 11.2 Efeitos locais Teste de irritação na pele : Classificado como não irritante. Toxidade aguda dérmica : D1,50>2000mg/kg (Teste realizado pela Safepharm, teste número 133/9, 22.09.88). Teste de irritação nos olhos em coelhos: Classificado como não irritante. (Teste realizado pela Safepharm, teste número 133/4, 08.10.87). · Pelo INT – Instituto Nacional de Tecnologia (Setor de Serviços Técnicos Especializados), após a requisição do Laudo: “O INT não realiza o tipo de serviço realizado” Fl. 190DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 106 14 Com tais “esclarecimentos”, ainda que não tenha sido obtido o Laudo do INT que, por sua vez, havia se manifestado pela impossibilidade de realização desse serviço, foi proposto pela Alfândega da Receita Federal do Brasil do Porto de São Luiz – MA o retorno do presente processo à 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária do CARF, acompanhado da amostra do produto "Diphoterine em spray com 100 ml", conforme segue: “Em cumprimento ao determinado pela 2ª Camara / 2ª Turma Ordinária do CARF — Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, intimamos a ALCOA ALUMÍNIO S/A a apresentar amostra do produto "Diphoterine em spray com 100 ml" e o seu registro na Anvisa como correlato médico, bem como as informações prestadas Aquele órgão. A empresa foi cientificada sobre a elaboração de Laudo Técnico pelo Instituto Nacional de Tecnologia — INT — e da possibilidade de apresentar quesitos que entendesse ser relevantes para o Laudo a ser solicitado. A recorrente apresentou a cópia do registro do produto na Anvisa como correlato médico, uma amostra do "Diphoterine em spray com 100 ml", os quesitos que entendeu ser relevantes, além das informações que obteve com a distribuidora do produto no Brasil, a Globaltek Comércio e Representações Ltda. Em contato com Instituto Nacional de Tecnologia, tomamos conhecimento da necessidade da recorrente manifestarse, previamente e por escrito, sobre a concordância em arcar com os custos do Laudo Técnico. A recorrente manifestou por escrito a sua concordância e informou que solicitou ao INT um orçamento contendo os valores a serem custeados. Entretanto, nos solicitou que o produto somente fosse enviado ao INT após a confecção do referido orçamento. Em 28/09/2011, a requerente comunicou à Alfândega da Receita Federal do Brasil em Sao Luis/MA que o Instituto Nacional de Tecnologia não elabora Laudo Técnico para o produto "Diphoterine em spray com 100 ml", conforme email do aludido Instituto para a recorrente. Isto posto, proponho o retorno do presente processo à 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária do CARF, acompanhado da amostra do produto "Diphoterine em spray com 100 ml", haja vista a determinação do CARF na escolha do Instituto Nacional de Tecnologia e da impossibilidade do próprio Instituto na realização de Laudos Técnicos para "Diphoterine em spray com 100 ml". Sendo assim, depreendendose da análise do processo que retornou novamente ao CARF, entendo ainda ser essencial a elaboração de Laudo solicitado anteriormente, para o perfeito deslinde da controvérsia. Em vista de todo o exposto, voto por: I) converter o julgamento em diligência à unidade da RFB de origem, para que seja providenciada a elaboração de laudos técnicos por Instituto competente e confiável, de preferência entidade pública ou ligada ao setor Fl. 191DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 18336.001615/200469 Resolução nº 3202000.208 S3C2T2 Fl. 107 15 público, sobre o produto "Diphoterine em spray com 100ml" a partir de amostras especificas (para a pele e para os olhos) a serem solicitadas pela RFB à recorrente, observadas as cautelas devidas, para as providências e respostas aos quesitos que seguem: a) identificação, características, apresentação, composição química e utilização/aplicação dos produtos; b) se se trata de um composto de constituição química definida apresentada isoladamente, segundo os ditames do Sistema Harmonizado, que estabelece que "um composto de constituição química definida apresentado isoladamente é uma substância constituída por unia espécie molecular (covalente ou idnica, especialmente) cuja composição é definida por uma relação constante entre seus elementos e que pode ser representada por um diagrama estrutural finico". c) se se trata de produto ou preparação orgânica tensoativa para lavagem da pele; d) se se trata de produtos adicionados de substancia (s) medicamentosa (s); em caso positivo, de qual (quais) substancia (s); e II) intimada a recorrente a juntar ao processo o registro do (s) produto (s) na ANVISA OP 80260110001) como correlato médico, conforme alegado em seu recurso, bem como das informações prestadas a esse órgão, para efeitos desse registro. II) Considerar ainda nesse Laudo os quesitos já apontados pela recorrente – quais sejam: a. Se o produto "Diphoterine" apresenta características de cosmético, preparação antisolar, produto de beleza ou de maquilagem? b. Se o produto "Diphoterine" tem aplicação em primeiros socorros no caso de acidentes com projeção na pele ou nos olhos de produtos químicos utilizados na produção de alumínio, tais como soda caustica, fazendo lavagem da área atingida e removendo o agente agressor, de modo a evitar que ocorra que cegueira, desfiguração e outras sequelas provenientes do contato com o produto químico? III) Antes do retorno do processo a este Conselho, ser a recorrente informada do inteiro teor dos laudos e lhe ser concedido o prazo de 30 dias para manifestação, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/2011. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 192DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 13/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES
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Numero do processo: 12448.720378/2010-33
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2010 a 08/09/2010
DEIXAR DE INCLUIR NAS FOLHAS DE PAGAMENTO AS REMUNERAÇÕES PAGAS OU CREDITADAS A TODOS OS SEGURADOS A SERVIÇO DA CONTRATANTE.
Constitui infração à legislação previdenciária elaborar folha de pagamento em desacordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social, conforme o preceituado no artigo 32, I, da Lei nº 8.212/91 que determina a inclusão das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a serviço da contratante.
Numero da decisão: 2803-003.437
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior e Gustavo Vettorato.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Natanael Vieira dos Santos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior e Gustavo Vettorato. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2010 a 08/09/2010 DEIXAR DE INCLUIR NAS FOLHAS DE PAGAMENTO AS REMUNERAÇÕES PAGAS OU CREDITADAS A TODOS OS SEGURADOS A SERVIÇO DA CONTRATANTE. Constitui infração à legislação previdenciária elaborar folha de pagamento em desacordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social, conforme o preceituado no artigo 32, I, da Lei nº 8.212/91 que determina a inclusão das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a serviço da contratante. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior e Gustavo Vettorato. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 03 78 /2 01 0- 33 Fl. 249DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 12448.720378/201033 Acórdão n.º 2803003.437 S2TE03 Fl. 250 2 Relatório 1. Tratase de Recurso voluntário interposto por MONGERAL AEGON SEGUROS E PREVIDÊNCIA S/A., em face de acórdão, que por unanimidade de votos, negou provimento à impugnação. 2. O Auto de Infração DEBCAD nº 37.265.0511 foi lavrado contra a recorrente sob o argumento dela ter deixado de elaborar folha de pagamento com a totalidade dos segurados que lhe prestaram serviços, nos termos do art. 32, I, da Lei 8.212/91, c/c o artigo 225, I, parágrafo 9º do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 06/05/1999 3. A contribuinte foi cientificada da constituição do crédito tributário e, por não se conformar, apresentou impugnação fls.131/158. 4. O acórdão de primeira instância, que julgou a impugnação apresentada pelo contribuinte, restou lavrado com a seguinte ementa: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 08/09/2010 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. FOLHA DE PAGAMENTO. OMISSÃO DE SEGURADOS. MULTA. REGULARIDADE. Constitui infração à legislação previdenciária omitir na folha de pagamentos os segurados contribuintes individuais que lhe prestaram serviços. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” 5. Intimada da decisão da instância a quo, em 29/08/2013, conforme se faz aviso de recebimento da ECT de fls.211, o recorrente interpôs, tempestivamente, o recurso voluntário fls.215/244, alegando em síntese que: a) em decorrência da infração verificada pela fiscalização, foi aplicada a multa, prevista nos art. 92 e 102, da Lei 8.212/91 e artigo 283, I, alínea “a” e art. 373, do Regulamento da Previdência Social, cujo valor foi atualizado pela Portaria MPS/MF nº 333, de 29/06/10, não tendo sido configuradas as circunstâncias agravantes do artigo 290, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. b) Nos relatórios fiscais de fls. 109/110 a fiscalização informou que apurou na contabilidade da empresa um pagamento, ao segurado Helder Molina, na data de 31/05/2007, justificado pela empresa como sendo baixa de adiantamento, realizado em 21/01/2007, e registrado na conta 11451 – Salários. Contudo, não houve a inclusão do Diretor Presidente nas folhas de pagamento de 01 a 05/2007; Fl. 250DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 12448.720378/201033 Acórdão n.º 2803003.437 S2TE03 Fl. 251 3 c) A recorrente apresentou a defesa, de fls. 215/244, com idêntico teor da apresentada para os AI nº 37.299.4741e 37.299.4750, acrescentando apenas o pedido de impossibilidade de cobrança concomitante da multa de mora e da multa de oficio; 6. Ao final, requer que seja conhecido e provido para que, ante a inexistência da obrigação principal, seja reformada integralmente a decisão de primeira instância, e declarada a insubsistência do lançamento declarando seu cancelamento. 7. Sem contrarrazões da Fazenda Nacional, os autos foram encaminhados á apreciação e julgamento por este conselho. É o relatório. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 12448.720378/201033 Acórdão n.º 2803003.437 S2TE03 Fl. 252 4 Voto Conselheiro Natanael Vieira dos Santos, Relator. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO 1. O presente recurso é tempestivo, bem como estão presentes os requisitos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade, por isso, conheço do mesmo e passo a analisar o mérito do pleito. DO MÉRITO 2. No presente caso, o lançamento diz respeito às obrigações acessórias referentes à obrigatoriedade que tem a empresa de elaborar folha de pagamento com a totalidade dos segurados que lhe prestaram serviços, nos termos do art. 32, I, da Lei 8.212/91, c/c o artigo 225, I, parágrafo 9º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 06/05/1999. 3. Feitas essas observações iniciais, é imperiosa uma breve analise da natureza obrigacional do Direito Tributário, que gera entre o contribuinte e o Fisco uma relação jurídica, na qual o credor pode exigir do devedor uma obrigação de dar, fazer ou não fazer. 4. Tendo como fundamento o princípio da legalidade, a obrigação tributária nasce por lei e foi enunciada pelo legislador ordinário, no art. 113, do Código Tributário Nacional em duas espécies: principal e acessória. 5. A obrigação principal, descrita no § 1º, do art. 113 do CTN, possui caráter eminentemente patrimonial, tendo como objeto o pagamento de um tributo ou penalidade pecuniária (obrigação de dar), que nasce com a ocorrência do fato gerador. 6. Diferentemente do que ocorre com a obrigação principal, a acessória não tem afeição patrimonial, consistindo em prestações positiva ou negativas (obrigação de fazer ou não fazer), determinadas em lei, como normas comportamentais, que objetivam facilitar a fiscalização tributária, para que possa exercer maior controle sobre o recolhimento de tributos. 7. No caso trazido à baila, razão não assiste a recorrente, uma vez que, extrai se dos autos que os valores constantes do auto de infração são relativos a uma penalidade pecuniária oriunda do descumprimento da obrigação acessória contida no art. 32, inciso I, da Lei 8.212, de 1991, que assim dispõe: Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhasdepagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; Fl. 252DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 12448.720378/201033 Acórdão n.º 2803003.437 S2TE03 Fl. 253 5 8. O fato de não existir obrigação principal a ser cumprida não exonera a contribuinte da obrigação acessória legalmente imposta, sendo plausível a multa pecuniária aplicada, nos termos do art. 113, I, do Código Tributário Nacional, abaixo transcrito: §3º A obrigação acessória, pelo simples fato de sua inobservância, converte se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. 9. Corroborando o entendimento acima exposto, trago entendimento do Mestre Luciano Amaro, que ao enfrentar o tema assim discorreu: “As obrigações ditas acessórias são instrumentais e só há obrigações instrumentais na medida da possibilidade de existência das obrigações para cuja fiscalização aquelas sirvam de instrumento... embora não dependam da efetiva existência de uma obrigação principal, elas se atrelam à possibilidade ou probabilidade de existência de obrigações principais. 10. Outrossim, o entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça também não alberga o pleito do recorrente, como pode ser verificado na ementa abaixo colacionada: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL DO CPC. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ENTREGA DA GFIP (LEI 8.212/91). DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO ENQUADRAMENTO NA HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 11, I, § 1º, DA MP 38/2002. AUTO DE INFRAÇÃO DECORRENTE APENAS DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. CONVOLAMENTO EM OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. ART. 113, § 3º, DO CTN. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. 1. Os benefícios fiscais devem ser interpretados restritivamente, prevalecendo a máxima lex dixit quam voluit (art. 111 do CTN). Precedentes: REsp 989.193/PR, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 18/12/2009; REsp 1089202/PR, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 02/06/2009, DJe 20/08/2009. 2. O benefício previsto no art. 11, § 1º, I, da MP 38/2002 (dispensa de acréscimos legais), direcionase tãosomente àqueles acréscimos incidentes sobre débitos oriundos de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, o que não inclui, obviamente, as multas impostas em virtude do inadimplemento de obrigação acessória, (in casu, a apresentação de GFIP/GRFP com informações errôneas acerca dos fatos geradores das contribuições previdenciárias, conduta tipificada no art. 32, § 5º, da Lei 8.212/91, que determina que a apresentação de documento, com dados não correspondentes aos fatos geradores, sujeita o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada). 3. É que a MP 38/2002 estabelece, verbis: "Art. 11. Poderão ser pagos ou parcelados, até o último dia útil do mês de julho de 2002, nas condições estabelecidas pelo art. 17 da Lei no 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e no art. 11 da Medida Provisória no 2.158 35, de 24 de agosto de 2001, os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, decorrentes de fatos Fl. 253DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 12448.720378/201033 Acórdão n.º 2803003.437 S2TE03 Fl. 254 6 geradores ocorridos até 30 de abril de 2002, relativamente a ações ajuizadas até esta data. § 1o Para os fins do disposto neste artigo, a dispensa de acréscimos legais alcança: I as multas, moratórias ou punitivas;" 4. Ressoa inequívoco, da dicção do referido dispositivo legal, que, para beneficiarse da dispensa das multas moratórias ou punitivas (§ 1º, I, art. 11), impõese a observância, de forma cumulativa, dos seguintes requisitos: (i) os débitos sobre os quais esses acréscimos incidem hão que ser oriundos de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal; (ii) os fatos geradores da obrigação tributária devem ter ocorrido até 30 de abril de 2002; (iii) os referidos débitos devem ser objeto de discussão judicial até 30/04/2002. 5. Destarte, interpretandose finalisticamente a norma jurídica supratranscrita, forçoso concluir que a mens legis reside no incentivo ao pagamento ou parcelamento de tributos (por isso exclui as multas) e não na instituição de remissão irrestrita do inadimplemento de obrigação instrumental. 6. In casu, o auto de infração é constituído tãosomente pelo valor principal, sem acréscimos, decorrente de multa por descumprimento de dever instrumental que, nos termos do art. 113, § 3º, do CTN convolouse em obrigação principal. 7. O caput do art. 11 da MP 38/2002 prevê que os referidos débitos tributários podem ser pagos ou parcelados nas condições previstas nos arts. 17 da Lei 9.779/1999, e no art. 11 da Medida Provisória 2.158 35/2001, os quais ostentam a seguinte redação, litteris: "Art. 17. Fica concedido ao contribuinte ou responsável exonerado do pagamento de tributo ou contribuição por decisão judicial proferida, em qualquer grau de jurisdição, com fundamento em inconstitucionalidade de lei, que houver sido declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta de constitucionalidade ou inconstitucionalidade, o prazo até o último dia útil do mês de janeiro de 1999 para o pagamento, isento de multa e juros de mora, da exação alcançada pela decisão declaratória, cujo fato gerador tenha ocorrido posteriormente à data de publicação do pertinente acórdão do Supremo Tribunal Federal. (vide Medida Provisória nº 2.15835, de 24.8.2001)""Art. 11. Estendese o benefício da dispensa de acréscimos legais, de que trata o art. 17 da Lei no 9.779, de 1999, com a redação dada pelo art. 10, aos pagamentos realizados até o último dia útil do mês de setembro de 1999, em quota única, de débitos de qualquer natureza, junto à Secretaria da Receita Federal ou à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, inscritos ou não em Dívida Ativa da União, desde que até o dia 31 de dezembro de 1998 o contribuinte tenha ajuizado qualquer processo judicial onde o pedido abrangia a exoneração do débito, ainda que parcialmente e sob qualquer fundamento.(Vide Medida Provisória nº 38, de 13.5.2002) § 1o A dispensa de acréscimos legais, de que trata o caput deste artigo, não envolve multas moratórias ou punitivas e os juros de mora devidos a partir do mês de fevereiro de 1999." 8. Destarte, ao contrário do alegado pela recorrente, não se vislumbra o seu enquadramento em qualquer das condições previstas nos artigos supratranscritos, uma vez que: (i) o art. 17, da Lei 9.779/99, não faz qualquer alusão a débitos decorrentes de multa por descumprimento de obrigação acessória, tratando especificamente de valor relativo a tributo, cuja regra matriz de incidência tenha sido declarada inconstitucional, e cujo fato gerador tenha ocorrido posteriormente à data de publicação do pertinente acórdão do Supremo Tribunal Federal; (ii) o art. 11 da MP 2.15835/2001, conquanto possibilite a dispensa dos acréscimos Fl. 254DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 12448.720378/201033 Acórdão n.º 2803003.437 S2TE03 Fl. 255 7 legais aos pagamentos de débitos de qualquer natureza, restringea a duas condições concomitantes, quais sejam: a) que a ação, objetivando a exoneração do débito, tenha sido ajuizada até o dia 31 de dezembro de 1998, o que não ocorreu no caso sub examine (o mandamus foi impetrado em 2001, consoante exposto pela própria recorrente às fls. eSTJ 5); b) conforme disposto no § 1º, as multas de qualquer natureza e juros de mora têm que ser anteriores a fevereiro de 1999, fato que, à míngua de menção nas instâncias ordinárias, atrai a incidência da Súmula 07 do STJ. 9. O art. 535 do CPC resta incólume se o Tribunal de origem, embora sucintamente, pronunciase de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Ademais, o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 10. Recurso especial desprovido. (STJ REsp: 1107044 PR 2008/02699820, Relator: Ministro LUIZ FUX, Data de Julgamento: 21/10/2010, T1 PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 05/11/2010) 11. Por entender que a acórdão foi prolatado com observância da Lei e do entendimento jurisprudencial dominante, conheço do recurso para negarlhe provimento, pelos fundamentos acima expostos. É como voto. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 31/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10480.720043/2010-93
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2003
MULTAS. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.
Cabível a aplicação da multa de ofício em lançamento atribuído por responsabilidade tributária à empresa sucessora adquirente da universalidade do fundo de comércio e negócio da sucedida, constatado o controle comum de grupo familiar.
DECADÊNCIA. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO.
Constatada a ocorrência de fraude tributária através da utilização de manutenção de conta bancária em nome de interposta pessoa, aplica-se o art. 173, I do Código Tributário Nacional para contagem da decadência ao direito da Fazenda Nacional para realização do lançamento.
Numero da decisão: 1803-002.143
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a)s o(a) Conselheiro(a) Arthur José André Neto e Victor Humberto da Silva Maizman.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (presidente da turma), Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, e Arthur José André Neto.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2003 MULTAS. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Cabível a aplicação da multa de ofício em lançamento atribuído por responsabilidade tributária à empresa sucessora adquirente da universalidade do fundo de comércio e negócio da sucedida, constatado o controle comum de grupo familiar. DECADÊNCIA. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Constatada a ocorrência de fraude tributária através da utilização de manutenção de conta bancária em nome de interposta pessoa, aplica-se o art. 173, I do Código Tributário Nacional para contagem da decadência ao direito da Fazenda Nacional para realização do lançamento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a)s o(a) Conselheiro(a) Arthur José André Neto e Victor Humberto da Silva Maizman. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (presidente da turma), Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, e Arthur José André Neto.
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DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Caracterizase como omissão de receitas a manutenção de conta bancária em nome de interposta pessoa cuja origem a contribuinte não logrou comprovar. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. SUCESSÃO EMPRESARIAL. Mantemse a responsabilidade tributária nos termos do art. 133, I do Código Tributário Nacional verificada a continuidade da exploração comercial praticada por sucessivos empreendimentos e denominações sociais sob o controle e inspiração de grupo familiar controlador do negócio. DECADÊNCIA. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Constatada a ocorrência de fraude tributária através da utilização de manutenção de conta bancária em nome de interposta pessoa, aplicase o art. 173, I do Código Tributário Nacional para contagem da decadência ao direito da Fazenda Nacional para realização do lançamento. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 MULTAS. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Cabível a aplicação da multa de ofício em lançamento atribuído por responsabilidade tributária à empresa sucessora adquirente da universalidade do fundo de comércio e negócio da sucedida, constatado o controle comum de grupo familiar. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 72 00 43 /2 01 0- 93 Fl. 980DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a)s o(a) Conselheiro(a) Arthur José André Neto e Victor Humberto da Silva Maizman. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Presidente (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (presidente da turma), Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, e Arthur José André Neto. Relatório R & A SUPERMERCADOS LTDA,,pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ RECIFE (PE), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Contra a contribuinte acima qualificada, lavraramse autos de infração formalizando a exigência do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, do Programa de Integração Social – PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – Cofins, através dos quais se constituiu crédito tributário, referente ao anocalendário de 2003, no valor total de R$ 800.092,04, incluídos multas de ofício (proporcionalqualificada e isolada) e juros de mora. 2. No lançamento referente ao IRPJ (fls. 02/14), encontramse registradas as seguintes infrações, ao final tipificadas: “001 – OMISSÃO DE RECEITAS” e “002 –MULTAS ISOLADAS. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPJ SOBRE BASE DE CÁLCULO ESTIMADA”. Segundo a autoridade autuante, houve omissão de receitas “caracterizada por sucessão na forma do art. 133 do CTN”, uma vez que a empresa sucedida (MR BARRETO LTDA., hoje SUPERMERCADO UNA, com CNPJ n.º 03.446.080/000100) foi beneficiária de diversos cheques Fl. 981DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10480.720043/201093 Acórdão n.º 1803002.143 S1TE03 Fl. 981 3 emitidos por JESUAN FERREIRA MARQUES, CPF n.º 816.446.55420, utilizados para a compra de mercadorias. 3. No Termo de Encerramento de Ação Fiscal de fls. 59/67, a autoridade autuante consignou, em síntese: 3.1. A ação fiscal direcionouse inicialmente ao Sr. JESUAN. Conforme o Dossiê Integrado, este teria movimentado, na conta corrente n.º 65463, agência n.º 02445, do Banco do Brasil S/A, algo em torno de R$ 4.675.000,00. Intimado a prestar esclarecimentos, informou, através de seus advogados, que assumiria toda a responsabilidade pela referida movimentação financeira, “ainda que incompatível com sua situação patrimonial e ausência de declarações de rendimentos” (doc. 06); 3.2. Diligência efetuada ao domicílio do Sr. JESUAN demonstrou que se encontra localizada no humilde bairro de Água Preta, em casa bastante modesta (foto anexada através do doc. 07), o que evidencia ser a movimentação financeira totalmente incompatível com a sua realidade patrimonial. Diante desses fatos, requereuse, através de Requisições de Informações sobre Movimentação Financeira – RMF, informações específicas sobre a sua conta bancária, incluindo cópias dos cheques assinados pelo Sr. JESUAN, cuja análise demonstrou terem sido emitidos em favor de diversas distribuidoras de alimentos. No verso dos cheques, via de regra existe a informação fazendo referência ao responsável pelas compras, a MR BARRETO LTDA., em cujo endereço, constante dos arquivos da RFB, encontrase instalada a R & A SUPERMERCADO LTDA., com nome de fantasia HIPER RILDO. Uma das sócias desta empresa, a Sra. RITA DE CÁSSIA BRAZ ALMEIDA, é filha do Sr. RILDO BRAZ DA SILVA, também beneficiário de cheques utilizados na compra de dois caminhões à VENEZA DIESEL (doc. 13); 3.3. Conforme contrato de constituição e alterações (doc. 11), a MR BARRETO LTDA. funcionou, até 13/07/2009, na Praça Dr. Paulo Paranhos, n.º 1073. Causa espécie comprovar, conforme seu Contrato de Constituição, que a R & A SUPERMERCADO LTDA. continuou, no mesmo endereço, a partir de 26/05/2009, as atividades da MR BARRETO. Não bastasse isso, no site da Telelistas.net, o endereço de ambas era o mesmo (doc. 11). No referido local, funcionou, ainda, a empresa SUPERMERCADO TRAMONTINE LTDA. (doc. 12), cujo quadro societário era composto por GRACINA MARIA RAMOS BRAZ DA SILVA (atual procuradora da R & A SUPERMERCADO LTDA.) e RITA DE CÁSSIA BRAZ ALMEIDA, respectivamente esposa e filha do Sr. RILDO BRAZ DA SILVA. Até a sua quarta alteração contratual, a empresa funcionava na Praça Dr. Paulo Paranhos, n.º 1073. Verificouse, também, que, via de regra, todos os empregados da R & A SUPERMERCADO LTDA. foram transferidos do SUPERMERCADO TRAMONTINE LTDA. (doc. 12). Na sexta alteração contratual, houve mudança da razão social da MR BARRETO LTDA. para SUPERMERCADO UNA LTDA., com endereço na Rua João Pessoa, n.º 502, Água Preta. Fl. 982DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 4 Em diligência ao local, constatouse inexistir qualquer atividade (doc. 11); 3.4. Entendeuse, diante dos fatos constatados, que a R & A SUPERMERCADO LTDA. é sucessora do supermercado MR BARRETO LTDA., na forma do art. 133 do CTN; 3.5. Cópia do contrato de locação do imóvel onde as atividades são exercidas (sem firma reconhecida e sem registro em Cartório de Títulos e Documentos, datado de junho de 2009) constitui indício que leva a concluir ser a locação antiga e continuada (doc. 13). Em diligência ao local do estabelecimento, constatouse a existência de bens móveis (câmaras frias, freezer, prateleiras, estoques, computadores, máquinas registradoras, sistema de segurança) incompatíveis com o capital integralizado. Intimada, a contribuinte não comprovou a compra desses bens, apresentando apenas algumas notas fiscais (doc. 13), o que evidencia que houve apenas mudança da razão social e que a nova empresa aproveitou toda a infraestrutura existente no local; 3.6. Os caminhões adquiridos pelo Sr. RILDO foram entregues na Rua México Setenta, n.º 69, atual endereço da filial da R & A SUPERMERCADO LTDA. Intimada a comprovar a utilização dos veículos, informou não utilizálos (doc. 13); 3.7. Depois de intimada a apresentar o registro dos funcionários, comprovouse que os mesmos foram admitidos em data anterior à constituição da empresa fiscalizada (doc. 13); 3.8. A contribuinte apresentou conta de energia elétrica em nome da MR BARRETO LTDA., o que mais uma vez demonstra que esta foi sucedida pela R & A SUPERMERCADO LTDA (doc. 13). 4. No prazo legal, a contribuinte apresentou impugnação de fls. 795/817, por meio da qual alega, em síntese, depois de relatar os fatos: Preliminar de decadência 4.1. Já decaiu o direito do Fisco em relação ao períodobase da autuação. A regra a ser aplicada é o art. 150, § 4º, do CTN, já que não ficou demonstrada a ocorrência de fraude ou simulação. Era imperioso que o Fisco as tivesse provado, de forma que a falta desse requisito essencial conduz à nulidade do lançamento. Ainda que se entenda aplicável o art. 173, I, do CTN, a contagem do prazo decadencial se iniciou em 01/01/2004, findando em 01/01/2009; MÉRITO Inexistência de relação jurídica que autorize a aplicação da regra do art. 133, I, do CTN 4.2. Mesmo de posse de documentação apresentada pela empresa, que demonstrava que não teria adquirido fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional do Sr. JESUAN ou da MR BARRETO LTDA., mas Fl. 983DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10480.720043/201093 Acórdão n.º 1803002.143 S1TE03 Fl. 982 5 locado de terceiro imóvel situado na Pça. Dr. Paulo Paranhos, n.º 1073, Palmares/PE, o Fisco resolveu constituir uma relação jurídicotributária (sucessão) legalmente impossível. O verbo constante do art. 133 do CTN referese a “adquirir”; não a “locar”, como aconteceu com a empresa (cita ementa de decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, defendendo que a simples locação de imóvel realizada entre empresas distintas, ainda que desenvolvam atividades semelhantes, não caracteriza sucessão de empresas, capaz de ensejar a aplicação do art. 133 do CTN). É absurdo desconsiderar o contrato de locação ante a falta de reconhecimento de firma e registro no Cartório de Notas. Desrespeitouse o art. 5º, II, da Constituição Federal. A Lei do Inquilinato e o Código Civil não exigem que o contrato de locação apresente firma reconhecida ou seja registrado em cartório para ser válido juridicamente; 4.3. Em consulta ao site da Receita Federal, podese obter certidão de nada consta em relação ao Sr. JESUAN e certidão de crédito tributário suspenso em relação à empresa MR BARRETO LTDA., fatos que demonstram estar o crédito tributário decaído, pois, se assim não fosse, não se poderia excluir tais pessoas da responsabilidade tributária. O art. 141 do CTN veda a exclusão. O próprio Sr. JESUAN reconhece como sendo sua a movimentação bancária ocorrida no ano de 2003, o que desnatura qualquer possibilidade de responsabilidade tributária por sucessão ou de terceiros, ainda mais quando a MR BARRETO LTDA. continua a existir; 4.4. O fato de se ter informado que a empresa não estava exercendo nenhuma atividade no local indicado na alteração contratual não implica dizer tenha sido excluída do mundo jurídico; 4.5. O fato de ter recebido algum título de crédito de outra pessoa não chama para o recebedor a condição de sucessor ou de responsável tributário, muito menos a imposição de carimbos no seu verso, já que o cheque tem a característica de ser circulante. O mesmo se aplica às questões empregatícia e de mobiliários. Como o próprio Fisco ressaltou, antes de a empresa ser constituída, funcionava no seu endereço a SUPERMERCADO TRAMONTINE LTDA., o que fulmina a pretensão de lhe impor a condição de sucessora; 4.6. Os créditos tributários constituídos em desfavor da empresa não têm a natureza propter rem, devendo acompanhar, se fosse o caso, a MR BARRETO LTDA; Legitimidade do lançamento com base apenas em extratos ou depósitos bancários 4.7. A hipótese já foi sumulada pelo Tribunal Federal de Recursos (Súmula n.º 182). Considerouse, para fins de tributação, o simples fato de existirem depósitos e saques superiores ao valor dos rendimentos anuais, considerados pelo Fisco como indicadores de sinais Fl. 984DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 6 exteriores de riqueza. Não há elementos autorizadores da imputação; 4.8. Caso fosse admitida a tributação, deveria o Fisco desconsiderar, para fins de identificação da receita bruta, as vendas canceladas (devoluções), os descontos concedidos incondicionalmente e os tributos incidentes sobre as vendas. Devese ter ideia do custo de aquisição do bem, confrontandoo com o valor da alienação, para, em seguida, deduzir o percentual relativo aos tributos incidentes (reproduz ementas do Conselho de Contribuintes, bem como excertos doutrinários, entendendo que os depósitos bancários não caracterizam, por si sós, disponibilidade de rendimentos tributáveis). Pelas provas carreadas aos autos, também não se vislumbra a ocorrência em relação ao Sr. JESUAN e à MR BARRETO LTDA; Aplicação das multas 4.9. Não se poderia imputar penalidade tão grave, pois o fato de deixar de prestar informações fiscais quando requeridas não acarreta a draconiana penalidade, a teor do art. 7º, caput e inciso IV, da Lei n.º 10.426, de 2002. Assim, verificada alguma incorreção na declaração apresentada pela empresa, o Sr. JESUAN ou a MR BARRETO LTDA. deveriam solicitar a apresentação da declaração, o que não cuidou de requerer, deixando precluir o seu direito. Deverseia aplicar, caso constatada a existência de infração à legislação tributária, as multas constantes dos incisos previstos no referido diploma legal, não a que foi aplicada; 4.10. Caso não seja declarada a nulidade do lançamento, que sejam aplicadas as multas previstas no art. 7º, inciso IV, da Lei n.º 10.426, de 2002. O Fisco deveria ter intimado a empresa para, no prazo de dez dias, apresentar nova declaração, seja para o fim de correção, seja para trazer ao conhecimento do Fisco as informações que omitiu. Exaurido o prazo, e observado o disposto no § 3º do mesmo diploma legal, é que poderia aplicar a multa prevista no art. 7º, IV, da Lei citada, o que não ocorreu. 5. Ao final, requer o acolhimento da preliminar de decadência ou, alternativamente, a procedência da impugnação. A DRJ RECIFE (PE), através do acórdão nº 1133.356, de 08 de abril de 2011 (fls. 901/912), julgou procedente o lançamento de ofício ementando assim a decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 SUCESSÃO EMPRESARIAL. DÍVIDA DE NATUREZA TRIBUTÁRIA. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou Fl. 985DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10480.720043/201093 Acórdão n.º 1803002.143 S1TE03 Fl. 983 7 nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. PIS. COFINS. O entendimento adotado para o lançamento matriz se estende aos lançamentos reflexos. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 PRAZO DE DECADÊNCIA. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Nos casos de dolo, fraude ou simulação, o prazo decadencial regese pelo disposto no art. 173, I, do CTN. LUCRO REAL ANUAL. MOMENTO EM QUE SE PODE EFETUAR O LANÇAMENTO. No caso de o contribuinte adotar o regime do lucro real anual, o lançamento só pode ser efetuado quando já se encontrar encerrado o períodobase da apuração. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 ESTIMATIVAS MENSAIS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada na impugnação. Ciente da decisão em 08/06/2011, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 924), apresentou o recurso voluntário em 06/07/2011 fls. 926/960, onde reitera suas alegações da inicial acrescendo as alegações de utilização de prova ilícita (sigilo bancário) e aplicação indevida de multa à sucessora. Por força da Resolução s/n, de 22/11/2011 (fls. 966/975), desta Turma Julgadora o processo foi sobrestado em virtude das alegações acerca do sigilo bancário. Sobrevindo alteração regimental conforme despacho de 05/02/2014 (fl. 979), o processo foi novamente distribuído para julgamento a esta Turma. É o relatório Fl. 986DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 8 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de lançamento de ofício por ter sido detectada omissão de receitas por depósitos bancários de origem não comprovada, relativa ao ano calendário 2003. Alega a recorrente em síntese: a) Utilização de prova ilícita pela irregular requisição administrativa dos extratos bancários através de RMF; b) Decadência do lançamento; c) Inocorrência de sucessão na forma do art. 133 do Código Tributário Nacional; d) Impossibilidade de manutenção da multa de ofício considerando não restar caracterizado o controle comum ou mesmo grupo econômico, nos moldes preconizados na Súmula CARF nº 47. Não assiste razão à recorrente. Com efeito, Com efeito, desenvolve a recorrente extensa argumentação em torno da tese da inviolabilidade do sigilo bancário sem a competente autorização judicial. A tese defendida pela recorrente e da mais alta indagação, suscitou o sobrestamento do processo considerando a então disposição regimental do CARF, conforme Resolução s/n, de 22/11/2011 (fls. 966/975), tendo em vista as discussões travadas no âmbito do Supremo Tribunal Federal acerca da matéria do sigilo bancário. Considerando no entanto, a revogação do dispositivo regimental que determinava o sobrestamento dos processos com alegações acerca da inviolabilidade do sigilo bancário, retornou o processo para regular distribuição a esta Turma Julgadora. O tema do sigilo bancário embora suscitando acalorados debates na mais alta Corte Judicial do País, não tem ainda uma definição que submeta o presente processo aos seus ditames. Ao revés, em julgado submetido ao regime dos recursos repetitivos (art. 543 C do CPC), o Superior Tribunal de Justiça, reafirmou a legalidade da requisição administrativa dos extratos bancários, assim se definindo em relação ao tema: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS Fl. 987DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10480.720043/201093 Acórdão n.º 1803002.143 S1TE03 Fl. 984 9 REFERENTES A FATOS IMPONÍVEIS ANTERIORES À VIGÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR 105/2001. APLICAÇÃO IMEDIATA. ARTIGO 144, § 1º, DO CTN. EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE. 1. A quebra do sigilo bancário sem prévia autorização judicial, para fins de constituição de crédito tributário não extinto, é autorizada pela Lei 8.021/90 e pela Lei Complementar 105/2001, normas procedimentais, cuja aplicação é imediata, à luz do disposto no artigo 144, § 1º, do CTN. 2. O § 1º, do artigo 38, da Lei 4.595/64 (revogado pela Lei Complementar 105/2001), autorizava a quebra de sigilo bancário, desde que em virtude de determinação judicial, sendo certo que o acesso às informações e esclarecimentos, prestados pelo Banco Central ou pelas instituições financeiras, restringir seiam às partes legítimas na causa e para os fins nela delineados. 3. A Lei 8.021/90 (que dispôs sobre a identificação dos contribuintes para fins fiscais), em seu artigo 8º, estabeleceu que, iniciado o procedimento fiscal para o lançamento tributário de ofício (nos casos em que constatado sinal exterior de riqueza, vale dizer, gastos incompatíveis com a renda disponível do contribuinte), a autoridade fiscal poderia solicitar informações sobre operações realizadas pelo contribuinte em instituições financeiras, inclusive extratos de contas bancárias, não se aplicando, nesta hipótese, o disposto no artigo 38, da Lei 4.595/64. 4. O § 3º, do artigo 11, da Lei 9.311/96, com a redação dada pela Lei 10.174, de 9 de janeiro de 2001, determinou que a Secretaria da Receita Federal era obrigada a resguardar o sigilo das informações financeiras relativas à CPMF, facultando sua utilização para instaurar procedimento administrativo tendente a verificar a existência de crédito tributário relativo a impostos e contribuições e para lançamento, no âmbito do procedimento fiscal, do crédito tributário porventura existente. 5. A Lei Complementar 105, de 10 de janeiro de 2001, revogou o artigo 38, da Lei 4.595/64, e passou a regular o sigilo das operações de instituições financeiras, preceituando que não constitui violação do dever de sigilo a prestação de informações, à Secretaria da Receita Federal, sobre as operações financeiras efetuadas pelos usuários dos serviços (artigo 1º, § 3º, inciso VI, c/c o artigo 5º, caput, da aludida lei complementar, e 1º, do Decreto 4.489/2002). (...) 12. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 facultou à Administração Tributária, nos termos da lei, a criação de instrumentos/mecanismos que lhe possibilitassem identificar o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte, respeitados os direitos individuais, especialmente com o escopo de conferir Documento: 932315 Inteiro Teor do Fl. 988DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 10 efetividade aos princípios da pessoalidade e da capacidade contributiva (artigo 145, § 1º). 13. Destarte, o sigilo bancário, como cediço, não tem caráter absoluto, devendo ceder ao princípio da moralidade aplicável de forma absoluta às relações de direito público e privado, devendo ser mitigado nas hipóteses em que as transações bancárias são denotadoras de ilicitude, porquanto não pode o cidadão, sob o alegado manto de garantias fundamentais, cometer ilícitos. Isto porque, conquanto o sigilo bancário seja garantido pela Constituição Federal como direito fundamental, não o é para preservar a intimidade das pessoas no afã de encobrir ilícitos. 14. O suposto direito adquirido de obstar a fiscalização tributária não subsiste frente ao dever vinculativo de a autoridade fiscal proceder ao lançamento de crédito tributário não extinto. (...) (Resp 1.134.665SP, 25/11/2009, Min. Luiz Fux) Assim é, que a requisição administrativa dos extratos bancários nos moldes preconizados pela Lei Complementar 105/2001 e sua regulamentação no âmbito tributário através do Decreto 3.724/2001 encontrase respaldada legalmente, somente podendo alegarse qualquer vício em caso de descumprimento da norma posta. A apreciação de incompatibilidade da norma perante a Constituição Federal é competência exclusiva do Poder Judiciário, nos termos da Súmula CARF nº 02: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Não vislumbro outrossim, considerando a obrigatoriedade da escrituração completa de suas operações por parte das pessoas jurídicas, supostas alegações de violação do sigilo bancário uma vez que tem o dever de apresentar a documentação e a escrituração às autoridades fiscais. Com relação a alegação de decadência melhor sorte não colhe a recorrente. Com efeito, considerando a utilização de conta bancária em nome de interposta pessoa “laranja” resta evidente a fraude perpretada pela sucedida MR Barreto Ltda, sendo aplicável neste caso, o art. 173, inciso I do Código Tributário Nacional, conforme entendimento da Súmula CARF nº 72: Súmula CARF nº 72: Caracterizada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, a contagem do prazo decadencial regese pelo art. 173, inciso I, do CTN. Neste caso, considerando que a empresa sucedida era tributada pelo lucro real anual, o fato gerador do imposto de renda encerrou em 31/12/2003, podendo ser executado o lançamento somente a partir de 01/01/2004. Neste caso, para efeitos do art. 173, I do CTN “Primeiro dia do exercício seguinte” é o dia 01/01/2005 que é o início para a contagem do prazo decadencial. Fl. 989DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10480.720043/201093 Acórdão n.º 1803002.143 S1TE03 Fl. 985 11 Considerando que o lançamento ocorreu em 29/12/2009, não se verificou a decadência do direito da Fazenda Nacional não tendo ainda decorrido integralmente o lapso decadencial. Rejeito, portanto a alegação de decadência. Melhor sorte não colhe a recorrente em relação a exclusão de sua responsabilidade pelos tributos devidos pela empresa “MR BARRETO LTDA”. Recordemos inicialmente, a dicção do art. 133 do Código Tributário Nacional invocado pela autoridade fiscal: Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. (...) Em segundo lugar, a situação fática detectada pela autoridade fiscal e que a levaram a caracterizar a responsabilidade tributária da recorrente pelos tributos devidos pela empresa “MR BARRETO LTDA”, com fundamento no art. 133 do CTN. O procedimento fiscal iniciou nas contas da pessoa física de JESUAN FERREIRA MARQUES, que restou caracterizada como interposta pessoa da empresa “MR BARRETO LTDA”, real titular dos recursos movimentados em suas contas correntes. A empresa MR BARRETO LTDA utilizava as contas bancárias do Sr. JESUAN, pessoa de condições econômicofinanceiras humildes, para suas operações comerciais do ramo de supermercado. Considerando que movimentou em torno de R$ 4.600.000,00 ao longo do ano calendário 2003 foi efetuada Requisição de Informações de Movimentação Financeira – RMF, cujo resultado comprovou a utilização da conta corrente no Banco do Brasil, para as operações de interesse da RM Barreto Ltda. Conforme elementos compilados pela autoridade fiscal constatouse vínculo empregatício do Sr. Jesuan Ferreira Marques com a empresa sucedida MR BARRETO LTDA. Constatou outrossim, a autoridade fiscal que através de sucessivas transferências do acervo de fundo de comércio e sempre funcionando no mesmo local e até concomitantemente, pessoas do vínculo familiar do Sr. Rildo Braz da Silva operaram negócio Fl. 990DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 12 no ramo de supermercados atualmente utilizando o nome de fantasia HIPER MERCADO RILDO. Assim, ao contrário do que afirma a recorrente existe sim uma íntima vinculação e um controle comum das empresas por parte do grupo familiar do Sr. Rildo Braz da Silva, ele mesmo beneficiário de diversos cheques da conta bancária da interposta pessoa JESUAN FERREIRA MARQUES, utilizados para pagamento na aquisição de veículos de carga em seu nome. No Termo de Encerramento – fls. 35/42 e documentos carreados aos autos, relata a autoridade fiscal as seguintes constatações: a) A empresa sucedida MR BARRETO LTDA, atuou no ramo de supermercados no endereço da Rua Dr. Paulo Paranhos, 1073, Palmares (PE), de 06/10/1999 até 13/07/2009, quando através da sexta alteração contratual (fl. 701), foi ‘transferida’ para outro endereço local onde não há efetivamente qualquer atividade operacional, conforme fotografias do local; b) No mesmo endereço e local, foi constituída a empresa SUPERMERCADO TRAMONTINE LTDA, tendo como sócias a esposa (Gracina Maria Ramos Braz da Silva) e filha (Rita de Cássia Braz Almeida) do Sr. Rildo Braz da Silva, explorando a atividade de supermercados no período de 22/02/2006 a 11/06/2009, transferindose nesta última data para o mesmo endereço onde consta empresa inativa em nome de RILDO BRAZ DA SILVA – ME; c) Em 28/05/2009, foi constituída no mesmo local e endereço a empresa recorrente R & A SUPERMERCADOS LTDA, tendo como sócias Andréia Maria Braz Alves e Rita de Cássia Braz Almeida filha de Rildo Braz da Silva; d) A empresa R & A SUPERMERCADOS LTDA, absorveu sem solução de continuidade, os vínculos empregatícios de dezenas de empregados das empresas MR BARRETO LTDA e SUPERMERCADO TRAMONTINE LTDA; e) A empresa R & A SUPERMERCADOS LTDA, não conseguiu explicar nem comprovar a existência de grande parte de seu mobiliário, maquinário e moveis e utensílios existentes no local onde é explorado o negócio de supermercado. Assim, resta demonstrado e comprovado que o negócio familiar foi explorado através de sucessivas denominações sociais, com o fito evidente de dissimular o volume e o tamanho dos negócios operados no local, caracterizandose sem sombra de dúvida a sucessão das operações do empreendimento familiar. A Súmula CARF nº 47 invocada pela recorrente tem a seguinte redação: Súmula CARF nº 47: Cabível a imputação da multa de ofício à sucessora, por infração cometida pela sucedida, quando provado que as sociedades estavam sob controle comum ou pertenciam ao mesmo grupo econômico. Embora tenha sido editada conforme acórdãos paradigmas em relação ao art. 132 do Código Tributário Nacional e não do art. 133, I como é o caso, não afasta o lançamento e tampouco a aplicação das penalidades. Com efeito, resta patente a transferência da universalidade do fundo de comércio, ponto, empregados e instalações do estabelecimento operações realizadas sob amparo e inspiração do grupo familiar controlador dos empreendimentos existentes no local, o Fl. 991DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10480.720043/201093 Acórdão n.º 1803002.143 S1TE03 Fl. 986 13 que afasta a aplicação do princípio da pena não ultrapassar a pessoa do contribuinte que praticou a conduta penalizada pela autoridade fiscal. Não se altera a constatação pelo fato de que a empresa sucedida é apenas locatária do imóvel onde se desenvolveram as operações do negócio cuja universalidade foi transferido a qualquer título para a sucessora. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 992DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 12/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 14/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
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