Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,202)
- Segunda Câmara (27,794)
- Primeira Câmara (25,082)
- Segunda Turma Ordinária d (17,251)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (15,968)
- Primeira Turma Ordinária (15,808)
- Primeira Turma Ordinária (15,804)
- Primeira Turma Ordinária (15,693)
- Segunda Turma Ordinária d (15,666)
- Segunda Turma Ordinária d (14,180)
- Primeira Turma Ordinária (12,927)
- Primeira Turma Ordinária (12,226)
- Segunda Turma Ordinária d (12,209)
- Quarta Câmara (11,512)
- Primeira Turma Ordinária (11,266)
- Quarta Câmara (83,707)
- Terceira Câmara (65,729)
- Segunda Câmara (54,282)
- Primeira Câmara (18,795)
- 3ª SEÇÃO (15,968)
- 2ª SEÇÃO (11,233)
- 1ª SEÇÃO (6,766)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (121,479)
- Segunda Seção de Julgamen (112,370)
- Primeira Seção de Julgame (74,807)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,896)
- Câmara Superior de Recurs (37,563)
- Terceiro Conselho de Cont (25,949)
- IPI- processos NT - ressa (5,000)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,055)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,960)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,859)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,239)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,675)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,167)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,599)
- HELCIO LAFETA REIS (3,506)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,199)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,888)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- WILDERSON BOTTO (2,573)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,553)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,820)
- 2019 (30,956)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,464)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (18,980)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,076)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,747)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,856)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10830.907400/2011-90
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2005
COFINS. ICMS. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA Nº 02.
A exclusão do Icms da base de cálculo do PIS/Pasep e a Cofins, de acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.833/200e, art. 1º, § 3º, III; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, II), somente é autorizada no regime de substituição tributária (Icms-ST). No demais casos, pressupõe o reconhecimento da inconstitucionalidade da incidência, matéria que, como se sabe, é objeto da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 14, no Supremo Tribunal Federal. Antes do julgamento desta, não há como se afastar a inclusão do Icms na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, pela falta de previsão legal e, nos termos da Súmula CARF nº 02, pela incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-002.920
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: Solon Sehn
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2005 COFINS. ICMS. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA Nº 02. A exclusão do Icms da base de cálculo do PIS/Pasep e a Cofins, de acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.833/200e, art. 1º, § 3º, III; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, II), somente é autorizada no regime de substituição tributária (Icms-ST). No demais casos, pressupõe o reconhecimento da inconstitucionalidade da incidência, matéria que, como se sabe, é objeto da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 14, no Supremo Tribunal Federal. Antes do julgamento desta, não há como se afastar a inclusão do Icms na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, pela falta de previsão legal e, nos termos da Súmula CARF nº 02, pela incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10830.907400/2011-90
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5370352
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-002.920
nome_arquivo_s : Decisao_10830907400201190.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : Solon Sehn
nome_arquivo_pdf_s : 10830907400201190_5370352.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5572038
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032244994048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2227; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 66 1 65 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.907400/201190 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802002.920 – 2ª Turma Especial Sessão de 23 de abril de 2014 Matéria COFINSCOMPENSAÇÃO Recorrente CITRATUS IBERTECH DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 COFINS. ICMS. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA Nº 02. A exclusão do Icms da base de cálculo do PIS/Pasep e a Cofins, de acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.833/200e, art. 1º, § 3º, III; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, II), somente é autorizada no regime de substituição tributária (IcmsST). No demais casos, pressupõe o reconhecimento da inconstitucionalidade da incidência, matéria que, como se sabe, é objeto da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 14, no Supremo Tribunal Federal. Antes do julgamento desta, não há como se afastar a inclusão do Icms na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, pela falta de previsão legal e, nos termos da Súmula CARF nº 02, pela incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 90 74 00 /2 01 1- 90 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 21/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte/MG, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em sede de manifestação de inconformidade, o Recorrente alegou que o crédito seria decorrente do recolhimento indevido de PIS/Pasep e de Cofins, resultante da inclusão do Icms na base de cálculo das contribuições. Sustentou ainda que, em se tratando de receita tributária dos Estados da Federação, o referido imposto não faria parte da receita auferida pela empresa. Aduz que a manutenção do imposto na base de cálculo da contribuição afrontaria os arts. 146, III, da Constituição e art. 110 do Código Tributário Nacional. A Recorrente, nas razões de fls. 55 e ss., reitera os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade, requerendo a reforma da decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 09/10/2013 (fls. 63), interpondo recurso tempestivo em 12/11/2013 (fls. 55). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 21/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.907400/201190 Acórdão n.º 3802002.920 S3TE02 Fl. 67 3 A exclusão do Icms da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, de acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.833/200e, art. 1º, § 3º, III; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, II), somente é autorizada no regime de substituição tributária (IcmsST). No demais casos, a exclusão pressupõe o reconhecimento da inconstitucionalidade da incidência, matéria que, como se sabe, é objeto da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 14, no Supremo Tribunal Federal. Antes do julgamento da referida ADC, não há como se afastar a inclusão do Icms na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, pela falta de previsão legal e, nos termos da Súmula CARF nº 02, pela incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno: Súmula Carf nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar nº 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 1993. Votase pelo desprovimento do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 74DF CARF MF Impresso em 21/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 21/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10935.906306/2012-26
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 10/05/2011
Recurso Voluntário não conhecido
A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
Numero da decisão: 3802-003.272
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 10/05/2011 Recurso Voluntário não conhecido A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10935.906306/2012-26
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5373581
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-003.272
nome_arquivo_s : Decisao_10935906306201226.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10935906306201226_5373581.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
id : 5592403
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032246042624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1705; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 11 1 10 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.906306/201226 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802003.272 – 2ª Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2014 Matéria NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Recorrente L A G MATERIAIS DE CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/05/2011 Recurso Voluntário não conhecido A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 63 06 /2 01 2- 26 Fl. 53DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 3a Turma da DRJ/CTA, a qual, por unanimidade de votos julgou pelo não acolhimento da manifestação de inconformidade apresentada. Em ato contínuo, o despacho decisório pela DRF de Cascavel/PR, que indeferiu o pedido de restituição formulado por meio do PER/DCOMP, devido à inexistência de crédito pleiteado, já que o pagamento de PIS/PASEP, do período acima indicado, estaria totalmente utilizado na extinção, por pagamento, de débito da contribuinte o mesmo fato gerador, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/05/2011 PIS/PASEP. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PERD/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e à COFINS, pois aludido valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE NORMAS VIGENTES JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à inconstitucionalidade da cobrança do PIS e da COFINS, sem a exclusão do ICMS da base de cálculo, já que o conceito de faturamento trazido pela Lei nº 9.718, de 1998 não pode ser alargado ao ponto de abranger o conceito de ingresso. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que a matéria posta para análise – inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, não está afeta à competência desse Fl. 54DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10935.906306/201226 Acórdão n.º 1802003.272 S1TE02 Fl. 12 3 colegiado, já que não é permitido aos Conselheiros do CARF se pronunciarem sobre os aspectos constitucionais de lei tributária. É de rigor a aplicação da Súmula CARF nº 02 que determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Precedentes: Acórdão nº 10194876, de 25/02/2005 Acórdão nº 10321568, de 18/03/2004 Acórdão nº 10514586, de 11/08/2004 Acórdão nº 10806035, de 14/03/2000 Acórdão nº 10246146, de 15/10/2003 Acórdão nº 20309298, de 05/11/2003 Acórdão nº 201 77691, de 16/06/2004 Acórdão nº 20215674, de 06/07/2004 Acórdão nº 20178180, de 27/01/2005 Acórdão nº 20400115, de 17/05/2005. Portanto, pelas razões por mim aqui expostas, NÃO CONHEÇO do recurso ora interposto (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 55DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 18186.001979/2010-58
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
DEDUÇÃO INDEVIDA DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. LIBERALIDADE.
Somente são dedutíveis na Declaração de Imposto de Renda os pagamentos efetuados a título de pensão alimentícia, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. A importância paga por mera liberalidade não é dedutível.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA/FÍSICA. CRUZAMENTO COM A DIMOB.
Mantém-se a exigência quando os documentos acostados aos autos não são suficientes para afastar a caracterização de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, identificada a partir de DIMOB apresentada pela fonte pagadora.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-003.620
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Mara Eugênia Buonanno Caramico, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Márcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2009 DEDUÇÃO INDEVIDA DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. LIBERALIDADE. Somente são dedutíveis na Declaração de Imposto de Renda os pagamentos efetuados a título de pensão alimentícia, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. A importância paga por mera liberalidade não é dedutível. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA/FÍSICA. CRUZAMENTO COM A DIMOB. Mantém-se a exigência quando os documentos acostados aos autos não são suficientes para afastar a caracterização de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, identificada a partir de DIMOB apresentada pela fonte pagadora. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 04 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 18186.001979/2010-58
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5374444
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 04 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2801-003.620
nome_arquivo_s : Decisao_18186001979201058.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 18186001979201058_5374444.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Mara Eugênia Buonanno Caramico, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Márcio Henrique Sales Parada.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
id : 5597823
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032248139776
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1784; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 74 1 73 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18186.001979/201058 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.620 – 1ª Turma Especial Sessão de 17 de julho de 2014 Matéria IRPF Recorrente LYCURGO LUIZ IORIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 DEDUÇÃO INDEVIDA DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. LIBERALIDADE. Somente são dedutíveis na Declaração de Imposto de Renda os pagamentos efetuados a título de pensão alimentícia, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. A importância paga por mera liberalidade não é dedutível. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA/FÍSICA. CRUZAMENTO COM A DIMOB. Mantémse a exigência quando os documentos acostados aos autos não são suficientes para afastar a caracterização de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, identificada a partir de DIMOB apresentada pela fonte pagadora. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 18 6. 00 19 79 /2 01 0- 58 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 04/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 18/ 08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 18186.001979/201058 Acórdão n.º 2801003.620 S2TE01 Fl. 75 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Mara Eugênia Buonanno Caramico, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Márcio Henrique Sales Parada. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 10a Turma da DRJ/SP2 (Fls. 55), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Do procedimento de revisão da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física DIRPF exercício 2009 / anocalendário 2008 do contribuinte acima identificado, resultou o presente lançamento de ofício, tendo em vista as seguintes infrações: dedução indevida de pensão alimentícia judicial no valor de R$66.200,00 omissão de rendimentos de aluguéis recebidos da pessoa jurídica Restaurante Coelho de Ouro, CNPJ 61.375.572/0001 40, no total de R$22.300,00. Informa a autoridade fiscal que o contribuinte apresentou comprovantes de rendimentos de aluguéis no valor de R$44.600,00, mas declarou apenas R$22.300,00. O contribuinte apresentou impugnação de fls.01/05, acompanhada dos documentos de fis. 06/33. Posteriormente, a requerimento do interessado (fis. 38 e 40), foram juntados os documentos de fis. 39 e 41. Em síntese, alega que: com relação à pensão alimentícia, de acordo com a Notificação, somente o valor relativo a Marina Silva Santos poderá ser deduzido, pois existe decisão judicial. Afirma seu inconformismo diante da impossibilidade de deduzir valores pagos a título de pensão alimentícia às filhas Silvia Simone Iório e Priscilla Kelly Iório, bem como a manutenção de Iracelis Correa Tinte, pois está sendo punido por cumprir com suas obrigações "(...) sem a necessidade de qualquer interpelação judicial, fato esse que deveria ser louvável." quanto à omissão de rendimentos de aluguéis recebidos, informa:"(..) o imóvel pertence em conjunto com Sérgio Iório, o qual declarou em seu imposto de renda, e que inclusive está recebendo a restituição de tal valor. Diante disso não poderia o impugnante ter declarado o valor a título de aluguel, uma vez que já havia a declaração de tal valor em outra declaração." Requer o tratamento prioritário previsto no art. 71 da Lei n° 10.741/2003 Estatuto do Idoso. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 04/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 18/ 08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 18186.001979/201058 Acórdão n.º 2801003.620 S2TE01 Fl. 76 3 Passo adiante, a 10ª Turma da DRJ/SP2 entendeu por bem julgar a impugnação procedente em parte, em decisão que restou assim ementada: PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUÇÃO. GLOSA. O direito à dedução está condicionado à comprovação de que a pensão alimentícia decorre de acordo homologado judicialmente ou sentença judicial e limitado ao valor fixado no ato judicial. RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. OMISSÃO. Os valores recebidos a título de aluguéis estão sujeitos à incidência do imposto de renda, devendo ser declarados como tributáveis na Declaração de Ajuste Anual, deduzido o valor das despesas pagas para cobrança ou recebimento do rendimento. Cientificado em 14/10/2011 (fls. 65), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 10/11/2011 (fls. 66 a 70), reforçando os argumentos apresentados quando da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. De início, verifico que a DRJ restabeleceu a dedução do valor de R$17.640,00 relativo a pensão paga para Priscilla Kely Iorio, assim como minorou a omissão de rendimentos de aluguéis para o valor de R$19.562,49; restando em litígio o restante da glosa da dedução com pensão alimentícia e o restante da omissão de rendimentos de aluguéis, No que pertine a glosa da dedução com pensão alimentícia, argumenta o recorrente, desde sua impugnação, que, apesar de não haver determinação judicial estabelecendo tal pensão, ou havendo em valor menor que o efetivamente pago, tem direito a dedução integral dos valores pagos em virtude da sua obrigação moral de sustento dos seus filhos. Quanto a dedução da pensão alimentícia, de acordo com a legislação, somente são dedutíveis as importâncias pagas a titulo de pensão alimentícia decorrentes de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente. Assim estabelece a legislação: art. 78 do Regulamento do Imposto de Renda — RIR199, aprovado pelo Decreto 3.000/99 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 04/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 18/ 08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 18186.001979/201058 Acórdão n.º 2801003.620 S2TE01 Fl. 77 4 Art. 78. Na determinação da base de cálculo sujeita a incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a titulo de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei n°9.250, de 1995, art. 4°, inciso II). No presente caso, o recorrente, até o presente momento, não apresentou qualquer prova da existência de sentença judicial, ou acordo judicial, que determine o pagamento de pensão alimentícia maior que o já fixado de quatro salários mínimos (já considerado pela DRJ). Sem tal comprovação, é de se deduzir que os valores entregues pelo recorrente aos seus filhos, são oriundos de mera liberalidade daquele; não se constituindo tais valores em pagamentos de pensão alimentícia. Razão pela qual a glosa da dedução com pensão alimentícia deve ser mantida. No que tange a omissão de rendimentos de aluguéis, desde sua impugnação o contribuinte informa que tais rendimentos não eram totalmente seus, mas sim somente a metade, como declarado; sendo o restante de propriedade do seu irmão. Contudo, o contribuinte nada juntou para a comprovação de tal alegação. Em seu julgamento a DRJ informa que, na verdade, há informação da existência de DIMOB apresentada pela mesma pessoa jurídica que apresentou a DIMOB do recorrente, no mesmo valor que embasou o presente lançamento; in verbis: “Em sua impugnação, o interessado alega que o imóvel locado é de propriedade conjunta com Sérgio lorio, o qual teria declarado o total dos aluguéis, o que dispensaria o impugnante de fazêlo. Todavia, não apresenta qualquer elemento probatório. Por força da alegação apresentada, o deslinde da questão exigiu consulta aos bancos de dados da Receita Federal do Brasil, nos quais verifico a existência de Dimob para o impugnante (fls. 43) e para o sr. Sérgio Iório. Constato que ambos recebem rendimentos de locação da citada pessoa jurídica, em idêntico valor R$44.600,00 que, após dedução da comissão da administradora de imóveis, resultou em R$41.862,49 e imposto retido no valor de R$ 5.679,16 (fls. 44) para cada um. Não verifico, portanto, a existência de suporte fático na alegação do contribuinte. Os dados apurados confirmam a correção do lançamento de base de cálculo referente à omissão de rendimentos de aluguéis recebidos de pessoa jurídica, que mantenho.” ( pág. 59 dos autos) Apesar do alerta da DRJ, o contribuinte, em seu recurso, não anexa qualquer prova que embasem suas alegações. Assim, não há como atestar a veracidade das alegações do recorrente. Deve, pois, prevalecer a verdade material fornecida via DIMOB. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 04/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 18/ 08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 18186.001979/201058 Acórdão n.º 2801003.620 S2TE01 Fl. 78 5 Assim, não havendo prova de retificação da DIMOB, é dever manter o lançamento da omissão de rendimentos. Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 78DF CARF MF Impresso em 04/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 18/ 08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 07/08/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE
score : 1.0
Numero do processo: 19515.004807/2009-96
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2004 a 31/10/2004
LEI 10.101/00. PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES NOS LUCROS OU RESULTADOS DA EMPRESA.
A lei 10.101/00 determina ampla capacidade negocial quando das tratativas acerca das regras que nortearão a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados, mas também exige critérios claros e objetivos quando da negociação firmada.
Valores pagos a título de Plano de Participação nos lucros ou resultados em desacordo com o art. 28 § 9º da lei 8.212/91 c/c lei 10.101/00 sujeitam-se às contribuições devidas à seguridade social.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-003.641
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2004 a 31/10/2004 LEI 10.101/00. PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES NOS LUCROS OU RESULTADOS DA EMPRESA. A lei 10.101/00 determina ampla capacidade negocial quando das tratativas acerca das regras que nortearão a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados, mas também exige critérios claros e objetivos quando da negociação firmada. Valores pagos a título de Plano de Participação nos lucros ou resultados em desacordo com o art. 28 § 9º da lei 8.212/91 c/c lei 10.101/00 sujeitam-se às contribuições devidas à seguridade social. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19515.004807/2009-96
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5379867
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.641
nome_arquivo_s : Decisao_19515004807200996.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : OSEAS COIMBRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 19515004807200996_5379867.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
id : 5619738
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032269111296
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1718; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.004807/200996 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2803003.641 – 3ª Turma Especial Sessão de 10 de setembro de 2014 Matéria Contribuições Previdenciárias Recorrente PERFIX PERFURAÇÃO E FIXAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2004 a 31/10/2004 LEI 10.101/00. PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES NOS LUCROS OU RESULTADOS DA EMPRESA. A lei 10.101/00 determina ampla capacidade negocial quando das tratativas acerca das regras que nortearão a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados, mas também exige critérios claros e objetivos quando da negociação firmada. Valores pagos a título de Plano de Participação nos lucros ou resultados em desacordo com o art. 28 § 9º da lei 8.212/91 c/c lei 10.101/00 sujeitamse às contribuições devidas à seguridade social. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 48 07 /2 00 9- 96 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19515.004807/200996 Acórdão n.º 2803003.641 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19515.004807/200996 Acórdão n.º 2803003.641 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o auto de infração lavrado, referente a contribuições devidas em razão de verbas a título de PLR, considerados como salário de contribuição parte segurados. O r. acórdão – fls 68 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o auto de infração lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário, alegando, em síntese, o seguinte: · Não merece prevalecer a r. decisão que julgou improcedente a impugnação ofertada pela Recorrente, mantendo o crédito tributário exigido, vez que desconsiderou que o Auto de Infração é nulo, por manifesta iliqüidez e incerteza, vez que não seguiu os requisitos de formação válida do ato administrativo de constituição do suposto crédito tributário nela mencionado. A acusação fiscal despida de clareza e descrição minuciosa dos fatos e demonstração da origem dos valores imputados e o seu embasamento legal como ocorreu no presente caso, tornase nula de pleno direito, não sendo possível atribuir ao ato administrativo a presunção de legitimidade. · A Recorrente está convicta de que a incidência das contribuições previdenciárias sobre os pagamentos realizados a título de Participação nos Lucros e Resultados é completamente indevida, posto que ilegal e inconstitucional. · A deficiente instrução fiscal comprometeu a garantia constitucional da ampla defesa e contraditório, na medida em que não tendo a Recorrente a exata compreensão da suposta infração cometida, não poderia impugnar adequadamente a acusação de forma satisfatória, especialmente quanto ao mérito. · Inexistência de hipótese de incidência da contribuição previdenciária sobre a participação nos lucros e resultados. nulidade absoluta da autuação fiscal. cancelamento do auto de infração.E nem se alegue que a circunstância da Recorrente supostamente não ter observado todos os elementos definidos na Lei n° 10.101/00 quanto a forma pela qual seria realizado os pagamentos a título de participação nos lucros e resultados aos seus funcionários seria suficiente para descaracterizar a sua natureza passando a integrar o salário de contribuição para efeito de incidência das contribuições previdenciárias. · Nesse sentido, temos que restou incontroverso na autuação fiscal que os pagamentos realizados pela Recorrente efetivamente se deram a título de participação nos lucros e resultados, sendo certo que o fato de ter faltado a formalidade de documentar o acordo definido com Fl. 124DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19515.004807/200996 Acórdão n.º 2803003.641 S2TE03 Fl. 5 4 seus funcionários e cumprido em sua plenitude junto ao Sindicato, evidentemente, não descaracteriza a natureza de tais pagamentos a ensejar a incidência da contribuição previdenciária. · De qualquer forma, repitase, houve o efetivo pagamento a título de participação nos lucros e resultados fruto da existência e manutenção de programa espontâneo de efetiva participação dos funcionários nos lucros da Recorrente.Deixou, portanto, a fiscalização de identificar e reconhecer a existência no caso concreto de todos os elementos suficientes a caracterizarem e comprovarem a legitimidade dos pagamentos realizados pela Recorrente aos seus funcionários a título de participação nos lucros e resultados, preferindo assumir a cômoda e injusta posição de exigir a comprovação do cumprimento de elementos meramente formais que em nada descaracterizaram a natureza dos pagamentos realizados dentro de todo o contexto fático e probatório. · Requer seja declarada a nulidade da decisão de 1a instância, nos moldes da preliminar arguida, ou ainda, se superada, seja dado integral provimento ao presente recurso voluntário, reformandose a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I (SP), especialmente para reconhecer a ausência de hipótese de incidência da contribuição previdenciária no caso em tela, por conseguinte, cancelandose a autuação fiscal. É o relatório. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19515.004807/200996 Acórdão n.º 2803003.641 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. A defesa da impugnante se deu nos seguintes termos: IDOS FATOS A impugnante desde 14/04/08, através de MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL Fiscalização n° 08.1.90 00 2008 02916 3 tem sido Fiscalizado a área TRIBUTOS/CONTRIBUIÇÕES Contribuições Previdenciárias e para outras entidades, pela MDAUDITORA SRa. CAROL CURVELLO PORTO. E desde então, até a conclusão Fiscal, a MDAUDITORA emitiu 13 (treze) TIF (Termo de Intimação Fiscal), todas cumpridas com documentos solicitados e se fazendo a presença física junto a solicitante demonstrando toda lisura e cordialidade no atendimento. Não teve em nenhum momento deixado de apresentar qualquer documento solicitado, principalmente as folhas de pagamento dos meses de Fev./04 e Out./04 correspondente ao P L R de 2004. II DO MÉRITO No entendimento fiscal, apesar de nossos argumentos a MD AUDITORA NÃO acatou as explicações devidas, pois, no final de 2.003, pressionados pelo Sindicato e comissão de Negociação, formalizouse o referido Acordo para pagamento do P L R a partir do Ano seguinte o que foi feito através de FOLHAS AVULSAS nos meses de Fev./04 e Out./04. O que realmente faltou, foi documentar o acordo cumprido na integra, fato que até poderíamos solicitar ao Sindicato em caráter retroativo, pois, alem de parceiros somos justos as reivindicações sindicais.grifei Fl. 126DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19515.004807/200996 Acórdão n.º 2803003.641 S2TE03 Fl. 7 6 Na linha do art. 16,III c/c art. 17 do decreto 70235/72, temos que o ponto controverso limitase a decidir se a falta de documentação do acordo cumprido resulta em irregularidade no PLR em debate, único ponto impugnado. A lei 10.101/00 veio a efetivar a previsão constitucional trazida no art. 7º, XI, referente à participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados. Complementando, a lei 8.212/91 em seu art. 28 § 9º, exclui a participação do empregado nos lucros ou resultados da empresa, quando paga de acordo com a lei 10.101/00, do conceito de salário de contribuição. A lei 8.212/91 informa: § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; O art. 2º da lei 10.101/00, que dispõe sobre a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa, assim traz: Art. 2o A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: I comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; II convenção ou acordo coletivo. § 1o Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: I índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; II programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. § 2o O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. (...) O arcabouço normativo citado traz as linhas gerais que devem ser obedecidas pelas empresas quando da implementação de participações nos resultados ou lucros. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19515.004807/200996 Acórdão n.º 2803003.641 S2TE03 Fl. 8 7 Resta claro que as regras devem ser consolidadas em documento hábil, reduzida a termo, inclusive a lei prevê o arquivamento deste na entidade sindical respectiva. O contribuinte afirma que o contrato celebrado não restou formalizado, afastando assim a possibilidade de a fiscalização aferir se as regras trazidas na lei foram obedecidas. A inobservância do que prevê a lei no tocante a distribuição de lucros ou resultados afasta tais verbas da regra excepcional prevista na lei 8.212/91, art. 28, §9º, "j", devendo ser consideradas como fato gerador de contribuição previdenciária. É o que se extrai do próprio texto legal. Dessa feita, não cumprido os requisitos trazidos na lei 10.101/00, as importâncias distribuídas se enquadram no conceito de salário de contribuição, sujeito assim à contribuição previdenciária, devendo o auto lavrado ser mantido em sua integralidade. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10680.015939/2004-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Aug 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 11/08/2002 a 31/12/2003
IPI. CRÉDITO BÁSICO. DISCUSSÃO JUDICIAL. LANÇAMENTO.
A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração. (Súmula CARF nº 48)
LANÇAMENTO. JUROS DE MORA.
São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. (Súmula CARF nº 5)
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 3101-001.654
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente Substituto
Luiz Roberto Domingo - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mônica Monteiro Garcia de los Rios (Suplente), Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente), Glauco Antonio de Azevedo Morais, Luiz Roberto Domingo e Rodrigo Mineiro Fernandes (Presidente Substituto).
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 11/08/2002 a 31/12/2003 IPI. CRÉDITO BÁSICO. DISCUSSÃO JUDICIAL. LANÇAMENTO. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração. (Súmula CARF nº 48) LANÇAMENTO. JUROS DE MORA. São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. (Súmula CARF nº 5) RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 18 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10680.015939/2004-52
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5368616
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 18 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3101-001.654
nome_arquivo_s : Decisao_10680015939200452.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LUIZ ROBERTO DOMINGO
nome_arquivo_pdf_s : 10680015939200452_5368616.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente Substituto Luiz Roberto Domingo - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mônica Monteiro Garcia de los Rios (Suplente), Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente), Glauco Antonio de Azevedo Morais, Luiz Roberto Domingo e Rodrigo Mineiro Fernandes (Presidente Substituto).
dt_sessao_tdt : Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5566027
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032296374272
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1830; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 376 1 375 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.015939/200452 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3101001.654 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de maio de 2014 Matéria IPI CRÉDITO BÁSICO Recorrente NUTRIARA ALIMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 11/08/2002 a 31/12/2003 IPI. CRÉDITO BÁSICO. DISCUSSÃO JUDICIAL. LANÇAMENTO. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração. (Súmula CARF nº 48) LANÇAMENTO. JUROS DE MORA. São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. (Súmula CARF nº 5) RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Rodrigo Mineiro Fernandes Presidente Substituto Luiz Roberto Domingo Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mônica Monteiro Garcia de los Rios (Suplente), Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente), Glauco Antonio de Azevedo Morais, Luiz Roberto Domingo e Rodrigo Mineiro Fernandes (Presidente Substituto). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 59 39 /2 00 4- 52 Fl. 376DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 18/08/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES Processo nº 10680.015939/200452 Acórdão n.º 3101001.654 S3C1T1 Fl. 377 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face do Acórdão n° 0922.884 3ª Turma da DRJ/JFA, de 12/03/2009 (fls. 250/258), que manteve o auto de infração lavrado para prevenir a decadência do direito fazendário, constituindo o crédito tributário referente aos valores aos quais a Recorrente vinha se creditando, no âmbito do IPI, referente à aquisição de insumos isentos ou tributados à alíquota zero, cuja viabilidade se encontrava em discussão no Mandado de Segurança n° 2002.38.00.0230306, ao qual obteve liminar favorável, conforme relatório que transcrevo abaixo: “Em julgamento o auto de infração do IPI, fls. 05 a 17, lavrado para constituir crédito tributário objeto de discussão judicial. A fiscalização constatou que a empresa vinha se creditando de valores do imposto, relativo a aquisições de insumos isentos e tributados alíquota zero, com amparo em liminar e segurança concedidas nos autos de Mandado de Segurança impetrado (processo 2002.38.00.0230306), por intermédio do qual discute o direito a tal creditamento. Os valores creditados pela contribuinte constam das tabelas de fls. 24 a 127, que indicam, nota a nota, os créditos escriturados pela empresa e os valores glosados pela fiscalização. Após reconstituição da escrita fiscal (fls. 130/131), a glosa dos créditos objeto da ação judicial resultou nos valores exigidos no presente lançamento (coluna IPI a pagar (2)— fls. 130/131). Ciente da segurança concedida à contribuinte o auditor efetuou o lançamento sem a imposição da multa de ofício, e com a informação de que o crédito tributário encontravase com a exigibilidade suspensa (fl. 05). Oportuno registrar que a contribuinte também escriturava créditos decorrentes de aquisições de insumos não tributados (NT), créditos que, da mesma forma, foram glosados pela fiscalização (coluna crédito glosado (1) — fls. 130/131). No entanto, como tais creditamentos não estavam amparados pela ação judicial, suas glosas foram objeto de lançamento distinto (processo 10680.015940/200487), lavrado sem suspensão da exigibilidade. Esse lançamento não foi objeto de contestação pela contribuinte, que recolheu os valores exigidos. A autuada apresentou a impugnação de fls. 164 a 176. Solicita, em preliminar, a nulidade do Auto de Infração. No mérito, insurgese contra a incidência da Selic como taxa de juros de mora. Seus principais argumentos são os seguintes: "3.1 DA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA No momento em que se deu o ato jurídico do lançamento pelo auto de infração impugnado, havia a chancela judicial protetora que tornava licita a não observância das normas citadas no enquadramento legal, no que tange ao creditamento de insumos isentos ou tributados a alíquota zero. (...) Desta forma, toda autuação e consequente lançamento levado a efeito pelos agentes fiscalizadores, destinados a apenar o contribuinte que gizou seu proceder ao amparo da proteção judicial liminar, revestese de nulidade plena e deve ser desconstituída, por ofender o sobreprincipio da segurança jurídica e afrontar diretamente as decisões emanadas do Poder Judiciário. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 18/08/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES Processo nº 10680.015939/200452 Acórdão n.º 3101001.654 S3C1T1 Fl. 378 3 3.2. DO ERRO DE DIREITO A autoridade fiscal, ao lavrar o Auto de Infração impugnado, incorreu em erro de direito que acarreta a nulidade insanável do ato administrativo, conforme restará demonstrado. O erro de direito tem origem no erro do critério jurídico utilizado pelas autoridades fiscais para legitimar a autuação, uma vez que, como ato administrativo, esta somente terá validade quando for praticada conforme a legislação aplicável. As autuações lavradas na pendência de liminar ou de segurança concedida, como no caso em comento, evidentemente foram praticadas sem respeitar os efeitos da legislação aplicável face os efeitos da decisão judicial de somente suspender o crédito tributário. Corroborando com esta tese, o Decreto n° 70.235/72, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, leciona, em seu art. 62, que durante a vigência de medida judicial que determinar a suspensão da cobrança do tributo, não será instaurado procedimento fiscal contra o sujeito passivo favorecido pela decisão, relativamente, à matéria sobre que versar a ordem de suspensão. 3.3. DA FALTA DE MOTIVAÇÃO Sob este prisma, o auto de infração impugnado encontrase eivado de nulidade, vez que, em vista do erro de direito, não há motivação para a consecução do ato administrativo do lançamento. 4. DA INCONSTITUCIONALIDADE DA TAXA SELIC Entretanto, o artigo 84 da lei n. 8.981/95, com a redação dada pelo artigo 13 da Lei 9.065/95, determina o computo de juros SELIG' nos débitos fiscais em atraso, em flagrante desrespeito ao artigo 146 da Constituição Federal e ao Código tributário Nacional.” A manutenção do Auto de Infração teve como fundamento o quanto restou consignado na seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 11/08/2002 a 31/12/2003 CRÉDITOS RELATIVOS A AQUISIÇÕES DE INSUMOS DESONERADAS DO IPI. AÇÃO JUDICIAL. Tendo em vista que a empresa efetuou compensações, na apuração fiscal do IPI, utilizando créditos do imposto discutidos judicialmente, antes do trânsito em julgado de decisão que porventura reconhecesse seu direito, é de se lançar de oficio o imposto que resultou das compensações indevidas. E na ausência de depósito do montante integral, correta a imposição de juros de mora. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 11/08/2002 a 31/12/2003 TAXA SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 18/08/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES Processo nº 10680.015939/200452 Acórdão n.º 3101001.654 S3C1T1 Fl. 379 4 Descabe a apreciação, no julgamento administrativo, de aspectos relacionados à inconstitucionalidade ou ilegalidade de taxa de juros exigida com amparo em lei vigente. Lançamento Procedente.” Notificada da decisão em 08/04/2009 (fl. 238), a recorrente apresentou Recurso Voluntário em 07/05/2009 (fls. 239/256), requerendo a reforma do Acórdão da DRJ para cancelar integralmente o auto de infração lavrado. Em suas razões recursais, sustenta a recorrente que: (i) ao contrário do que entendeu a primeira instância julgadora, houve violação ao princípio da segurança jurídica, posto que no momento em que o auto de infração foi lavrado, vigia decisão judicial que reconhecia seu direito de lançar em sua contagráfica créditos de IPI nas aquisições de insumos e matériaprima isentas ou com alíquota zero, o que colide com o disposto no art. 62 do Decreto n° 70.235/1972; (ii) houve erro de direito quanto à capitulação da conduta no momento de lavrar o auto, já que não se utilizou de “créditos indevidos”, o que faz com que os dispositivos normativos citados não sejam os adequados para tipificar os fatos ocorridos e torna o auto de infração nulo; (iii) não são cabíveis os juros, porque o não pagamento fundado em decisão judicial é suficiente para que não seja caracteriza a mora e, repisando os argumentos ventilados na impugnação, reafirma a inconstitucionalidade e ilegalidade da utilização da taxa SELIC. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Na presente lide, cumpre primeiramente analisar as preliminares arguidas, posto que, no mérito, somente será apreciada a questão da incidência dos juros de mora e a taxa SELIC, já que quanto ao direito ao creditamento presumido de IPI o Poder Judiciário já tratou de apreciar. Quanto à nulidade do Auto de Infração, pela suposta ilegalidade na cobrança dos juros de mora e ausência do ilícito tributário, entendo que, em que pese a suspensão da exigibilidade do crédito tributário por decisão judicial, o art. 63 da Lei no 9.430/1996 estabelece expressamente o dever de o agente fiscal efetuar o lançamento do crédito para prevenir a decadência, descabendo à autoridade administrativa deixar de aplicála quando ocorrida a infração nela tipificada ou atenuarlhe os efeitos, sem expressa autorização legal, conforme disposto no art. 142, parágrafo único, do CTN (“A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.”) Fl. 379DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 18/08/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES Processo nº 10680.015939/200452 Acórdão n.º 3101001.654 S3C1T1 Fl. 380 5 Ademais, o CARF consolidou entendimento no sentido de que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário por medida judicial não impede a constituição do crédito: Súmula CARF nº 48: A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração. Assim, conforme julgou a DRJ, mesmo não havendo ilicitude, mas ocorrendo a suspensão da exigibilidade, a autoridade fazendária tem o deverpoder de constituir o crédito em defesa do Erário e com o fim de evitar a decadência. Afasto, com isso, as preliminares arguidas. No mérito, com relação à incidência dos juros de mora, está pacificada a jurisprudência no sentido de não ser devida apenas nos casos de suspensão da exigibilidade decorrente de depósito judicial, conforme enunciado da Súmula nº 5 do CARF: Súmula CARF nº 5: São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. [Grifos não constam no original] Logo, não tendo ocorrido o referido depósito, não há o que se falar em não incidência dos referidos juros. Por fim, em relação à aplicação da taxa SELIC, mantenho a decisão da DRJ, consignando que esta questão está há muito pacificada na esfera administrativa, sendo inclusive objeto da Súmula n° 3 do Segundo Conselho de Contribuintes: É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a Unido decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — Selic para títulos federais. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO o recurso voluntário. Luiz Roberto Domingo Fl. 380DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 18/08/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.003516/2005-96
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Sep 26 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
MULTA ISOLADA. PERCENTUAL
Com efeito, na espécie, não restando demonstrada caracterizada a conduta dolosa por parte do sujeito passivo, descabe a qualificação da multa em 150%, devendo ser reduzida para 75%, nos termos do artigo 44, I, da Lei n° 9.430, de 1996.
Numero da decisão: 1301-001.480
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Ausente justificadamente o Conselheiro Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente), presente o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado (Substituto Convocado) o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães presidiu o julgamento.
(assinado digitalmente)
Wilson Fernandes Guimarães
Presidente em exercicio
(assinado digitalmente)
Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior
Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (Substituto Convocado) Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2004 MULTA ISOLADA. PERCENTUAL Com efeito, na espécie, não restando demonstrada caracterizada a conduta dolosa por parte do sujeito passivo, descabe a qualificação da multa em 150%, devendo ser reduzida para 75%, nos termos do artigo 44, I, da Lei n° 9.430, de 1996.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 26 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10980.003516/2005-96
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5383237
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 26 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1301-001.480
nome_arquivo_s : Decisao_10980003516200596.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10980003516200596_5383237.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Ausente justificadamente o Conselheiro Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente), presente o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado (Substituto Convocado) o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães presidiu o julgamento. (assinado digitalmente) Wilson Fernandes Guimarães Presidente em exercicio (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (Substituto Convocado) Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 09 00:00:00 UTC 2014
id : 5636037
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:29:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032306860032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1724; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 2 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.003516/200596 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 1301001.480 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 09 de abril de 2014 Matéria IRPJ Recorrente GONVARRI BRASIL PRODUTOS SIDERÚRGICOS S/A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 MULTA ISOLADA. PERCENTUAL Com efeito, na espécie, não restando demonstrada caracterizada a conduta dolosa por parte do sujeito passivo, descabe a qualificação da multa em 150%, devendo ser reduzida para 75%, nos termos do artigo 44, I, da Lei n° 9.430, de 1996. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Ausente justificadamente o Conselheiro Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente), presente o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado (Substituto Convocado) o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães presidiu o julgamento. (assinado digitalmente) Wilson Fernandes Guimarães Presidente em exercicio (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 35 16 /2 00 5- 96 Fl. 4DF CARF MF Impresso em 26/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/09/2014 p or WILSON FERNANDES GUIMARAES 2 Participaram do julgamento os Conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (Substituto Convocado) Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Relatório Cuidase de Recurso de Ofício manuseado em razão da parcial exoneração proferida pela decisão da 1ª Turma a DRJ em CuritibaPR. O presente Recurso de Ofício apresentase para apreciação em virtude de determinação da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por meio do acórdão 0401.000, de 04 de agosto de 2008, que anulou a decisão anteriormente proferida, como se verá abaixo. Passase então, a um cotejo dos fatos e eventos sucedidos no presente processo administrativo, o qual versa auto de infração de fls. 64 a 69, oriundo da constatação de compensação indevida efetuada em declaração pelo sujeito passivo, cujo objeto foi o imposto sobre a renda retido na fonte (IRFF), por meio do qual se exigiu, originalmente, o montante de R$ 3.800.756,25, a título de multa de oficio isolada equivalente a 150% do valor do tributo apurado, nos termos do disposto nos artigos 43 e 44, § 1º, II, e 74 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, modificada pelo artigo 49 da Lei n° 10.637, de 30/12/2002 e artigo 17 da Lei n° 10.833, de 29/12/2003, e artigo 18 e §§ da Lei n° 10.833, de 29/12/2003. Consignouse nestes autos, que a ação fiscal foi motivada pela apresentação, em 07/10/2004, por parte do sujeito passivo, de pedido de restituição mediante o PER/DCOMP n° 37989.26877.071004.1.3.573764, pleiteando a repetição de crédito oriundo do processo judicial n° 1059/57, no valor de R$ 15.000.000,00, conforme Escritura Pública (fls. 48 a 50) e Instrumento Particular de Confissão de Dívida (fls. 51 a 52). Segundo consta na Descrição dos Fatos (fls. 65 a 67), o crédito referese a pretensos direitos vinculados a ação judicial proposta pelo espólio de José Teixeira Palhares e outros, relacionada à posse de terra denominada "Apertados", figurando como parte o estado do Paraná. Os direitos foram adquiridos da Alievi e Petsa Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda, que os havia adquirido, de Danilo Rebellato, que por sua vez adquiriu de Rachel Crossland Barreto. A ação originária do suposto crédito foi proposta contra o estado do Paraná, não envolvendo a Fazenda Pública da União, tampouco tratandose de crédito de natureza tributária. Por isto, o auto de infração teve por base o fato de que pleito do sujeito passivo estaria em desconformidade com o disposto na legislação de regência. A ciência do auto de infração ocorreu em 12/04/2005, e, em contraposição, foi apresentada a impugnação de fls. 92 a 119, em que o sujeito passivo, após breve escorço dos fatos, insurgese com a imposição tributária, alegando que procedeu a uma rigorosa investigação interna em todos os documentos referentes às transações realizadas quando da aquisição dos créditos em discussão, e verificou a existência de uma série de irregularidades apontadas pela fiscalização, ao arrepio do conhecimento dos sócios estrangeiros e que, não Fl. 5DF CARF MF Impresso em 26/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/09/2014 p or WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10980.003516/200596 Acórdão n.º 1301001.480 S1C3T1 Fl. 3 3 obstante tal providência, pleiteou o imediato cancelamento das compensações realizadas, e efetuou, em 06/04/2005, o pagamento dos tributos devidos, com os acréscimos legais, além disso, o responsável pela compensação, solicitou afastamento do cargo de diretor financeiro da sociedade e que não socorreria o lançamento a invocação do Ato Declaratório Interpretativo n° 17, de 02/01/2002, pois somente a lei que descreve uma conduta sob pena de sanção, deve ser apta a incidir de forma automática, e, se um ato declaratório interpretativo foi editado, é porque se reconhece a insuficiência dos elementos da própria lei à sua plena aplicação. Alegou ainda, que o ato declaratório inclui no tipo da norma outra situações por ela não previstas e que não agiu com dolo, pois acreditou que os créditos poderiam ser compensados, tanto que veiculou todos os pedidos de compensação e ainda formulou pedido de conversão do créditos em créditos tributários. Defendeu ainda, que a aplicação da multa é desproporcional e não razoável, sendo necessário o seu ajuste. A 1ª Turma da DRJ em CuritibaPR, nos termos do acórdão e voto de folhas 160 a 170, julgou o lançamento parcialmente procedente, aceitando em parte os argumentos da contribuinte para os fins de reduzir o percentual da multa de oficio a 75%, por entender não se ter comprovado o evidente intuito de fraude, mas não foram acatadas as argumentações no sentido de que o pagamento dos tributos objeto do pedido de compensação se dera espontaneamente. Em virtude do valor exonerado, foi apresentado recurso e intimado do acórdão, o sujeito passivo não apresentou irresignação quanto à parte mantida pelos julgadores de primeira instância tendo ela caráter definitivo desde então. Em análise do aludido Recurso de Ofício, a Sexta Câmara do então Primeiro Conselho de Contribuintes, por meio do acórdão nº 0615.408 (fls. 177 – 185), negou provimento ao Recurso de Oficio mantendo a decisão da DRJ. A zelosa Procuradoria da Fazenda Nacional opôs Embargos de Declaração (fls. 188 – 208), os quais foram rejeitados (fls. 209 – 211) e, posteriormente interpôs Recurso Especial à CSRF (fls. 212 – 217). A Câmara Superior, a seu turno (fls. 268 em diante), considerou nula a decisão proferida em sede de Recurso e Ofício eis que determinando a remessa do processo ao então Terceiro Conselho de Contribuintes, que na forma regimental da época detinha a competência residual prevista no art. 9°, XIX, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes. Em vista da decisão proferida pela CSRF, sobreveio o expediente de folha 282 dando conta de que a competência residual passou a ser, a partir de 1° julho de 2009, data da vigência do Regimento Interno do CARF, aprovado pela portaria MI' n° 256, de 22 de junho de 2009, da 1° Seção de Julgamento, motivo pelo qual me foi incumbida a relatoria. É o relatório. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 26/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/09/2014 p or WILSON FERNANDES GUIMARAES 4 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator. O Recurso de Ofício atende aos pressupostos legais e regimentais, motivo pelo qual admitoo para julgamento. Como bem descrito acima, no relatório que integra este voto para todos os fins, cuidase de apreciar Recurso de Ofício em virtude de determinação da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por meio do acórdão 0401.000, de 04 de agosto de 2008, que anulou a decisão anteriormente proferida, de sorte que a competência residual agora incumbe a esta Seção de Julgamento. Da contribuinte foram exigidas multas isoladas e agravadas (fls. 64 – 69), ante a constatação de compensação indevida promovida via PER/DCOMP n° 37989.26877.071004.1.3.573764, pleiteando a repetição de crédito oriundo do processo judicial n° 1059/57, no valor de R$ 15.000.000,00, conforme Escritura Pública (fls. 48 a 50) e Instrumento Particular de Confissão de Dívida (fls. 51 a 52). Exigiuse da contribuinte, orginalmente multa de oficio isolada equivalente a 150% do valor do tributo apurado, nos termos do disposto nos artigos 43 e 44, § 1º, II, e 74 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, modificada pelo artigo 49 da Lei n° 10.637, de 30/12/2002 e artigo 17 da Lei n° 10.833, de 29/12/2003, e artigo 18 e §§ da Lei n° 10.833, de 29/12/2003. Como já assinalado no relatório, a decisão ora recorrida exonerou a qualificação da multa aplicada, cuja confirmação é objeto da presente apreciação, enquanto a contribuinte não mais discute o patamar mínimo (75% da multa que lhe foi aplicada) e com este panorama processual a análise do acerto da decisão recorrida. Depreendese da Descrição dos Fatos (fls. 65 a 67), que o crédito utilizado pela contribuinte nas primitivas compensações, que originaram as multas aqui tratadas, refere se a pretensos direitos vinculados a ação judicial proposta pelo espólio de José Teixeira Palhares e outros, relacionada à posse de terra denominada "Apertados", figurando como parte o estado do Paraná. Os direitos foram adquiridos da Alievi e Petsa Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda, que os havia adquirido, de Danilo Rebellato, que por sua vez adquiriu de Rachel Crossland Barreto. A ação originária do suposto crédito foi proposta contra o estado do Paraná, não envolvendo a Fazenda Pública da União, tampouco tratandose de crédito de natureza tributária. Por isto, o auto de infração teve por base o fato de que pleito do sujeito passivo estaria em desconformidade com o disposto nos artigos 2° e 40 da Instrução Normativa SRF no 460, de 2004, no artigo 74 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, com a redação dada pelo artigo 10.637, de 2002, e no artigo único, III, do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 17, de 02/10/2002, que prevê a aplicação da multa prevista no artigo 44, II, da Lei n° 9.430, de 1996, por caracterizar evidente intuito de fraude o oferecimento à compensação de crédito cuja operação tem vedação expressa em lei. Considerado este cenário factual, e até mesmo a sujeição da contribuinte ao patamar mínimo da multa aplicada, é acertado afirmar que havia mesmo impedimento para Fl. 7DF CARF MF Impresso em 26/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/09/2014 p or WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10980.003516/200596 Acórdão n.º 1301001.480 S1C3T1 Fl. 4 5 compensação pleiteada por expressa disposição legal, por isso, indevida, tornando cabível a imposição da penalidade prevista no caput do artigo 18 da Lei n° 10.833, de 2003. Contudo, também é acertada a decisão recorrida ao propagar que a penalidade majorada ao percentual de 150% deve ser aplicada nos casos em que ficar demarcada a prática das infrações previstas nos artigo 71 a 73 da Lei n° 4.502, de 30/12/1964, hipóteses que não se coadunam à conduta da contribuinte descrita nestes autos, eis que na espécie os pedidos de compensação se deram com a apresentação dos valores do tributo efetivamente devidos pelo sujeito passivo, sendo estes os valores utilizados pela fiscalização para calcular a imposição que ora se discute, restando demarcado que, afora o pleito de utilização de créditos não permitidos por lei, não foram utilizados artifícios no sentido de subtrair informações fiscais ou para a identificação do sujeito passivo. A contribuinte utilizouse dos meios adequados, às caras, com os próprios sistemas de processamento de dados da Secretaria da Receita Federal, sendo a partir daí aferida a irregularidade da operação pleiteada, o que, por si só, não caracteriza a intenção dolosa de subtrair a tributação. Com efeito, na espécie, não restando demonstrada caracterizada a conduta dolosa por parte do sujeito passivo, descabe a qualificação da multa em 150%, devendo ser reduzida para 75%, nos termos do artigo 44, I, da Lei n° 9.430, de 1996. Diante disso, voto por Negar provimento ao Recurso de Ofício. Sala das Sessões, em 09 de abril de 2014. (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 26/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 20/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/09/2014 p or WILSON FERNANDES GUIMARAES
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000307/2009-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 10/09/1996 a 22/03/1999
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. PEDIDO PROTOCOLIZADO ANTES DE SUA VIGÊNCIA OU DURANTE A VACATIO LEGIS. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA. OBSERVÂNCIA DO ART. 62-A, DO RI-CARF.
Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/05, considera-se válida a aplicação do prazo reduzido de 05 anos para repetição ou compensação de indébitos tributários, quanto aos pedidos protocolizados após o decurso do prazo de vacatio legis de 120 (cento e vinte) dias da publicação da referida Lei Complementar, ocorrido em 09 de junho de 2005. Aplicação do entendimento proferido pelo Supremo Tribunal Federal no RE nº 566.621, Rel. Ministra Ellen Gracie, nos termos do art. 62-A, do RI-CARF.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3402-002.466
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO DEÇA, FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA (SUPLENTE), JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, JOSÉ PAULO PUIATTI (SUPLENTE), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 10/09/1996 a 22/03/1999 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. PEDIDO PROTOCOLIZADO ANTES DE SUA VIGÊNCIA OU DURANTE A VACATIO LEGIS. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA. OBSERVÂNCIA DO ART. 62-A, DO RI-CARF. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/05, considera-se válida a aplicação do prazo reduzido de 05 anos para repetição ou compensação de indébitos tributários, quanto aos pedidos protocolizados após o decurso do prazo de vacatio legis de 120 (cento e vinte) dias da publicação da referida Lei Complementar, ocorrido em 09 de junho de 2005. Aplicação do entendimento proferido pelo Supremo Tribunal Federal no RE nº 566.621, Rel. Ministra Ellen Gracie, nos termos do art. 62-A, do RI-CARF. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10925.000307/2009-89
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5379197
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3402-002.466
nome_arquivo_s : Decisao_10925000307200989.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10925000307200989_5379197.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO DEÇA, FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA (SUPLENTE), JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, JOSÉ PAULO PUIATTI (SUPLENTE), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
id : 5613884
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:08 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032316297216
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1868; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 280 1 279 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.000307/200989 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402002.466 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de agosto de 2014 Matéria PIS Recorrente PREFEITURA MUNICIPAL DE VIDEIRA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 10/09/1996 a 22/03/1999 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. PEDIDO PROTOCOLIZADO ANTES DE SUA VIGÊNCIA OU DURANTE A VACATIO LEGIS. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA. OBSERVÂNCIA DO ART. 62A, DO RICARF. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/05, considerase válida a aplicação do prazo reduzido de 05 anos para repetição ou compensação de indébitos tributários, quanto aos pedidos protocolizados após o decurso do prazo de vacatio legis de 120 (cento e vinte) dias da publicação da referida Lei Complementar, ocorrido em 09 de junho de 2005. Aplicação do entendimento proferido pelo Supremo Tribunal Federal no RE nº 566.621, Rel. Ministra Ellen Gracie, nos termos do art. 62A, do RICARF. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 00 03 07 /2 00 9- 89 Fl. 280DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 2 (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D’EÇA, FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA (SUPLENTE), JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, JOSÉ PAULO PUIATTI (SUPLENTE), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10925.000307/200989 Acórdão n.º 3402002.466 S3C4T2 Fl. 281 3 Relatório Trata o processo de Pedido de Restituição acompanhado de Declarações de Compensações, pelo qual o sujeito passivo pretende compensar débitos com créditos decorrentes de pagamentos da Contribuição para o PASEP, referente ao período de Setembro de 1996 a Março de 1999. Na apreciação do pleito, a DRF de Joaçaba indeferiu o pedido de homologação pelas razões que seguem: 1. Ilegalidades e inconstitucionalidades de Lei são matérias fora da competência das autoridades administrativas; 2. Extinção do direito da contribuinte à restituição dos créditos que alega pelo transcurso de mais de cinco anos entre a data de formalização das declarações de compensação e os recolhimentos efetivados tidos como indevidos. Fundamenta a decisão no Ato Declaratório SRF nº 96/1999 e Lei Complementar n° 118/2005. No mérito, rebate o argumento da contribuinte de que haveria um vácuo legal compreendido entre as datas da edição da Medida Provisória n° 1.212/95, de 28 de novembro de 1995, e da Lei n° 9.715, de 26 de novembro de 1998, que tornaria inexigível o recolhimento da exação do PASEP no período, o que justificaria a repetição e/ou compensação dos valores indevidamente recolhidos. Por fim, salienta que os créditos informados nas DCOMP inexistem. Sob esse prisma, esclarece que os créditos oferecidos em compensação constam como decorrentes de pagamento a maior ou indevido apurado em processo administrativo anterior de n° 13986.000036/9343, quando na verdade o referido processo, ao contrário do informado nas DCOMP, cuida de débitos devidamente parcelados. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do despacho decisório, a interessada apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, expondo em sua defesa as razões de fatos e direito a seguir sintetizadas: Alega que o disposto no art. 3º da Lei Complementar 118/2005 somente é aplicável para fatos ocorridos depois da entrada em vigor desta lei, sendo que sua aplicação a fatos pretéritos viola os Princípios da Irretroatividade da Lei e da Segurança Jurídica. Ainda, viola o Princípio da Separação dos Poderes ao infirmar exegese jurisdicional já consolidada, alegando que o STF, em decisão com efeito erga omnes, acolheu por unanimidade a arguição de inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005. Com base nessas alegações, defende a tese de 5 + 5 para as exigências cujos fatos geradores tenham ocorrido antes da vigência da LC 118/2005. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 4 DO JULGAMENTO EM 1ª INSTANCIA Distribuído o processo à 4ª Turma da Delegacia de Julgamento em Florianópolis (DRJ/FNS), a mesma julgou a Manifestação de Inconformidade Improcedente, proferindo o Acórdão 0725.971, datado de 12/09/2006, cuja ementa restou assim consignada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 10/09/1996 a 22/03/1999 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo decadencial de cinco anos, contado da data do pagamento indevido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inicialmente a DRJ afirma que o contribuinte se utilizou de argumentos de variada ordem para se defender do indeferimento de seu pleito, mas que, as razões alegadas, mesmo que procedentes fossem, não alterariam o resultado do julgamento. Segue esclarecendo que o inciso I, do art. 168 do CTN determina que o prazo decadencial para repetição de indébito é de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário e que o art. 3º da Lei Complementar 118/2005 dispõe que a extinção do credito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o §1º do art. 150 do CTN. Por fim, vota pela improcedência da Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o direito creditório da interessada. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Cientificado do Acórdão da DRJ/FNS em 27/04/2012 o contribuinte apresentou tempestivamente seu Recurso Voluntário em 17/05/2012, argumentando, em síntese: Pretende demonstrar que o Despacho Decisório e Acórdão referemse ao instituto de Restituição, tendo seu prazo prescricional previsto no art. 168, do CTN, conquanto o referido Recurso Voluntário, referese ao instituto da Compensação, não devendo ser equiparados no tocante à devolução dos valores indevidamente recolhidos. Segue enaltecendo que o direito a autocompensação, nos termos autorizado pelo art. 74 da Lei nº 9430/96, pode ser exercitado unilateralmente pelo sujeito passivo, independentemente de propositura de qualquer ação ou de prévio requerimento e aceitação da Fazenda Pública, e até mesmo contra sua vontade, desde que respeitadas às imposições legais, e em razão disso, proclama pela imprescindibilidade de prévio requerimento no limite de cinco anos, a contar das hipóteses elencadas nos incisos I e II do art. 168 do CTN. Fl. 283DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10925.000307/200989 Acórdão n.º 3402002.466 S3C4T2 Fl. 282 5 Afirma que o direito a compensação é protestativo, independendo portanto de contestação. Neste sentido, não se submete aos mesmos prazos decadenciais de restituição, por não haver dispositivo legal que regulamente a matéria. Por fim, requer o provimento do Recurso Voluntário a fim de se reformar o acórdão debatido, deferindo o direito creditório e homologando as compensações efetuadas. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a este relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 01 (Um) Volumes, numerado até a folha 278 (duzentos e setenta e oito), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do CARF. É o relatório. Fl. 284DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 6 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Jr., Relator. O recurso é tempestivo, atendendo aos demais pressupostos de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Tratase de pedido de restituição de suposto indébito originado de pagamentos realizados no período compreendido entre Setembro de 1996 a Março de 1999, ao qual foram vinculadas declarações de compensação, sendo que houvera o indeferimento do pleito ao argumento de transcurso de mais de 05 anos entre a data dos pagamentos e a data do pedido em questão. Tratando especificamente da questão debatida nos autos, por força do artigo 62A do Regimento Interno deste Conselho, a solução dada ao caso deverá refletir àquela já decidida pelo Supremo Tribunal Federal em caso de repercussão geral ou pelo Superior Tribunal de Justiça, quando em matéria infraconstitucional, reproduzindo o entendimento pacificado pelos Egrégios Tribunais. Lembremos que havia uma posição pacificada na jurisprudência do STJ quanto ao prazo de 10 anos para a restituição de indébitos decorrentes de pagamento indevidos a título de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, quando então, veio a lume a Lei Complementar nº 118, de 2005, que expressamente passou a prever que esse prazo seria de 05 anos do pagamento indevido (art. 3º), pretendendo, inclusive, aplicar referidos ditames a pagamentos feitos anteriormente à edição da referida legislação, ao inserir redação no seu art. 4o, em que afirmara que essa norma teria caráter meramente interpretativo. Essa atribuição de caráter interpretativo do artigo 3º da Lei Complementar nº. 118/2005, trazida pela redação do inconstitucional artigo 4º (segunda parte) da mesma Lei, trouxe ao meio jurídico a discussão acerca da aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário, confrontando contribuintes e Fisco na busca por seus direitos em face da consideração do princípio da segurança jurídica. Ao passo em que Tribunais ao longo do país deram à Lei Complementar nº 118/2005 a interpretação de que a redução do prazo ali estipulada era válida e aplicavase desde a edição da lei, considerando ainda o caráter retroativo trazido pelo “efeito interpretativo” de seu artigo 3º, os contribuintes consideraram ofendido o princípio da irretroatividade da norma, sendo inconstitucional o dispositivo que determinava o caráter interpretativo do artigo 3º, considerandose o prazo prescricional aquele vigente na data da ocorrência do fato gerador. Foi para apaziguar esse conflito que o v. Acórdão proferido pelo Pretório Excelso, em apertada síntese, considerou descaracterizado o caráter interpretativo da norma sob debate, declarando a inconstitucionalidade do artigo 4º da Lei Complementar nº 118/2005, segunda parte, e atribuindo ao artigo 3º da mesma Lei Complementar o status de nova norma, ressalvando a aplicação da mesma à relevância das situações jurídicas já existentes. Fl. 285DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10925.000307/200989 Acórdão n.º 3402002.466 S3C4T2 Fl. 283 7 A ementa do julgado considerado como norte na solução de discussões que versem sobre a mesma matéria restou assim consignada: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº. 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA – NECESSIDADE DE OBSERVANCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DE PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/2005, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada do art. 150, §4º, 156, VII e 168, I do CTN. A LC 118/2005, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implica inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata as pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção e confiança e de garantia de acesso à justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08 (sic.), que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco, impede iniciativa legislativa em contrário. Fl. 286DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 8 Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/058, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, §3º do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” (STF RE. 566.621. Rel. Ministra Ellen Gracie. Dt. Jul. 04/08/2011. Dta. Publ. 11/10/2011). Para direcionar a conclusão que o caso concreto irá receber a partir da aplicação do julgado do STF, é necessário avaliar se o direito pleiteado pelo contribuinte se subsume ao entendimento exarado no Acórdão quanto aos seguintes aspectos abordados pela decisão: 1. Pretensões deduzidas tempestivamente, à luz do prazo aplicável na data da publicação da Lei (tese dos 5 + 5 anos, como comumente convencionouse chamar); ou 2. Pretensões deduzidas em até 120 (cento e vinte) dias após a publicação da Lei, ou seja, até 09.06.2005. Da análise dos autos observa que a Recorrente sequer constituiu seu direito creditório, uma vez que o processo alegado como origem do crédito em suas Dcomp’s tratase de processo de parcelamento de nº 13986.000036/9343, como bem explanado para Autoridade Fiscal às fls. 121/123 – n.e., de modo que o processo indicado como originador do crédito demonstra o inverso da situação, qual seja: o contribuinte não era o credor e sim o devedor da Fazenda Nacional. Portanto, a partir disso verificase que a situação do contribuinte interessado repousa na hipótese de nº “1” acima exposta, pois que o protocolo do Pedido de Restituição e pertinentes Declarações de Compensação se concretizou após a edição da Lei Complementar nº 118/2005, mais precisamente em 01 de dezembro de 2006. Verificado que a LC 118/2005 foi publicada em 09/02/2005, bem como, à constatação do fato de que a recorrente não apresentou seu pedido de restituição ainda no período da vacatio legis da Lei (até 09/06/2005), afastase qualquer exceção que se poderia dar ao caso em tela. Assim, em sendo o primeiro pedido compensação ora analisado, datado de 01/12/2006, têmse por decaído o direito de pleitear a restituição de valores supostamente pagos indevidamente ou a maior pelo sujeito passivo nos períodos entre setembro de 1996 a março de 1999, mormente diante da inércia do interessado em protocolar seu pedido durante o tempo de transição (vacatio legis), antes de deflagrados os efeitos da Lei Complementar nº 118/2005, nos termos do acima exposto. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10925.000307/200989 Acórdão n.º 3402002.466 S3C4T2 Fl. 284 9 Na esteira das considerações tecidas, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Jr. – Relator. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 17/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 11128.004308/2003-65
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 05/12/2002
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Rovimix B2 80 SD, produto constituído de vitamina B2 (riboflavina), com teor de pureza de 80%, e de polissacarídeos com propriedades antipoeira e de estabilidade, classifica-se no código 2936.23.10 da NCM.
Recurso Especial do Contribuinte provido em parte.
Numero da decisão: 9303-003.064
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria, em conhecer do recurso apenas quanto ao produto ROVIMIX B2, vencido o Conselheiro Rodrigo Possas, que conhecia integralmente. Na parte conhecida, também por maioria, em dar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Ricardo Paulo Rosa.
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Fabíola Cassiano Keramidas e Maria Teresa Martinez Lopez.
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 05/12/2002 CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Rovimix B2 80 SD, produto constituído de vitamina B2 (riboflavina), com teor de pureza de 80%, e de polissacarídeos com propriedades antipoeira e de estabilidade, classifica-se no código 2936.23.10 da NCM. Recurso Especial do Contribuinte provido em parte.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11128.004308/2003-65
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5378781
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 9303-003.064
nome_arquivo_s : Decisao_11128004308200365.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JULIO CESAR ALVES RAMOS
nome_arquivo_pdf_s : 11128004308200365_5378781.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria, em conhecer do recurso apenas quanto ao produto ROVIMIX B2, vencido o Conselheiro Rodrigo Possas, que conhecia integralmente. Na parte conhecida, também por maioria, em dar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Fabíola Cassiano Keramidas e Maria Teresa Martinez Lopez.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
id : 5612715
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032332025856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1876; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 299 1 298 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11128.004308/200365 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9303003.064 – 3ª Turma Sessão de 13 de agosto de 2014 Matéria CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Recorrente DSM PRODUTOS NUTRICIONAIS BRASIL LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 05/12/2002 CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Rovimix B2 80 SD, produto constituído de vitamina B2 (riboflavina), com teor de pureza de 80%, e de polissacarídeos com propriedades antipoeira e de estabilidade, classificase no código 2936.23.10 da NCM. Recurso Especial do Contribuinte provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria, em conhecer do recurso apenas quanto ao produto ROVIMIX B2, vencido o Conselheiro Rodrigo Possas, que conhecia integralmente. Na parte conhecida, também por maioria, em dar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Fabíola Cassiano Keramidas e Maria Teresa Martinez Lopez. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 43 08 /2 00 3- 65 Fl. 299DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 02/09/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 11128.004308/200365 Acórdão n.º 9303003.064 CSRFT3 Fl. 300 2 Relatório A sociedade empresária acima qualificada insurgese contra decisão da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara desta Terceira Seção que negou provimento a recurso seu contra lançamento de ofício do imposto de importação devido, segundo a fiscalização, em decorrência de erro de classificação fiscal de produto por ela importado. Face ao erro, foi exigida também multa específica por essa infração. O litígio decorre de importação promovida em 05 de dezembro de 2002 dos produtos de nomes comerciais ROVIMIX D3500 e ROVIMIX B2 80 SD que o recorrente classificou nos códigos NCM 2936.29.21 e 2936.23.10 ambos sujeitos a alíquota zero do II. Submetidos a exame laboratorial pela FUNCAMP, concluiuse que a classificação correta seria no código NCM 2309.90.90 com alíquota de 9,5% para o II. A discussão se resume à correta identificação dos produtos, se vitaminas ou provitaminas, cuja classificação correta é a pretendida pela empresa ainda que acrescidas de elementos antioxidantes, aglomerantes ou antipoeira que não sejam suficientes para mudar sua aplicação principal consoante nota do capítulo 29 do sistema harmonizado, ou se preparações para emprego em rações animais, como postula a fiscalização, cuja classificação correta seria no capítulo 23. Os laudos concluíram, respectivamente: Tratase de Preparação constituída de Colecalciferol (Vitamina D3) e Excipientes como Matéria Proteica, Amido, Maltose e Substâncias Inorgânicas à base de Fosfato, na forma de pó. (fl. 40). Tratase de Preparação constituida de Riboflavina (Vitamina B2) e Polissacarideo (excipiente), na forma de microesferas (fl. 45). A defesa, desde a impugnação, não contesta que às vitaminas foram mesmo acrescidos os elementos indicados nos laudos, mas defende que isso não altera a classificação fiscal por ela postulada, o que seria corroborado pelas Soluções de Consulta COANA nºs 04 e 11, ambas de 1999, que teriam examinado produtos similares e concluído que se classificariam na pretendida posição 2936. Afirma ainda que isso decorre de uma mudança de entendimento das autoridades fazendárias, a partir de diversos pareceres emitidos pela Organização Mundial de Alfândegas (OMA), que teria sido ratificada pela IN SRF 99/99. E que também seria essa a posição deste Colegiado, expressa no acórdão 30133.563, da Primeira Câmara do então Terceiro Conselho de Contribuintes, apontado como decisão divergente. Na decisão recorrida, o relator afastou a aplicação das soluções de consulta porque elas foram expedidas em processos de consulta interpostos pelo Sindirações, do qual a recorrente não teria demonstrado fazer parte, e manteve a autuação em face dos laudos elaborados e das notas dos capítulos 29 e 23. No especial, a empresa faz prova de ser integrante do Sindirações além de defender ser isso irrelevante para a aplicação ou não da solução de consulta, uma vez que não Fl. 300DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 02/09/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 11128.004308/200365 Acórdão n.º 9303003.064 CSRFT3 Fl. 301 3 se admitiria que o mesmo produto estivesse sujeito a duas classificações conforme o importador fosse ou não filiado àquele sindicato. Para comprovar a divergência, a empresa apenas citou, no corpo de seu recurso, a seguinte ementa, sem qualquer indicação de onde foi ela extraída: Acórdão no 30133.563 CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. Rovimix B2 80 SD, produto constituído de vitamina B2 (ribof1avina), com teor de pureza de 80%, e de polissacarideos com propriedades antipoeira e de estabilidade, classificase no código 2936.23.10 da NCM. Consultado o acórdão no sítio do CARF, constatase que ele apenas cuidou do produto Rovimix B2 nada constando quanto ao Rovimix D3. O recurso foi admitido pelo Presidente Henrique Pinheiro Torres, com as seguintes considerações: Do exame dos requisitos de admissibilidade do recurso (arts. 7° e 15 do Portaria ME n° 147, de 25/06/2007 ou arts. 67 e 68 do Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22/06/2009 RICARF), verificase que o recurso especial deve ser admitido, pois o acórdão paradigma apresentado como divergente foi proferido por colegiado distinto e restou demonstrada a divergência apontada. No acórdão recorrido tratouse de auto de infração para exigência da diferença do II e multa pela classificação incorreta, relativas ao produto "Vitamina B2 (Ribof1avina) Rovimix B2 80 SD", concluindo o colegiado pela procedência do lançamento, entendendo que as substancias acrescentadas aos produtos modificaram o caráter de vitaminas e as tornaram particularmente aptas para usos específicos, em detrimento de sua aplicação geral. No voto, o relator observa que as decisões de consulta exaradas pela COANA não são aplicáveis a todos os contribuintes, mas apenas aos consulentes, no caso, o SINDIRACOES, ao qual a autuada não se declarou filiada. No acórdão paradigma o colegiado analisou autuação idêntica, relativa ao mesmo produto, para exigência também da diferença do II e da multa por classificação incorreta. Naqueles autos, entendeuse pela improcedência do lançamento, por tratarse o produto importado de insumo para a produção de prémisturas, e em razão de o agente antipoeira adicionado não modificar o caráter da vitamina, especificamente nominada na classificação fiscal informada pelo importador.O relator observa, ainda, que produtos de mesmas características e mesmo teor de concentração de riboflavina foram objeto de exame por parte da COANA, resultando também na classificação fiscal informada pelo importador. Desta forma, vêse que os julgados recorrido e paradigma deram interpretações distintas à legislação aplicável à mesma situação, considerando que em ambos os casos tratavase de lançamento Fl. 301DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 02/09/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 11128.004308/200365 Acórdão n.º 9303003.064 CSRFT3 Fl. 302 4 decorrente de divergência de classificação fiscal relativa ao mesmo produto importado. Assim, DOU SEGUIMENTO ao recurso interposto pelo sujeito passivo. A Fazenda Nacional apresentou contrarazões pugnando pelo acerto da decisão recorrida. É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS, Relator Reanaliso, primeiramente, a admissibilidade do recurso, que, aparentemente, foi reconhecida em sua plenitude pelo Presidente Henrique, mas que, ao meu ver, só pode alcançar, quando muito, o produto Rovimix B2. E digo quando muito porque, como sói ocorrer nesses processos que envolvem classificação fiscal de produtos químicos, o que se tem neste também é uma contradição entre laudos técnicos relativos, aparentemente, ao mesmo produto. De fato, o laudo constante deste processo textualmente afirma que a Riboflavina está acompanhada de elementos totalmente diversos daqueles que constam no produto analisado na Solução de Consulta COANA, a qual sequer faz menção a “polissacarídeos”. Além disso, ele afirma que tais polissacarídeos não têm função estabilizante ou antipoeira, o que leva à inexorável conclusão de que se trata de uma preparação para rações (premixers). Já na solução de consulta concluiuse que se tratava de um insumo para tais preparações. Para piorar, diz o Conselheiro José Luiz Novo Rossari no voto condutor do acórdão paradigma: Verificase pelo extenso e detalhado Relatório Técnico do INT juntado aos autos, que o produto pode ser considerado como preparação composta por uma substância ativa (vitamina) e por um suporte orgânico, no caso, a dextrina. E que a vitamina B2 obtida no processo de fabricação é dispersa em uma matriz de dextrina (polissacarídeo de baixo peso molecular), que pode ser considerado como um excipiente e que atua como agente adsorvente, tornandose a matriz encapsulante da vitamina B2 no processo spray drying de microencapsulação, de forma a conferir ao produto as características de excelente fluidez, diminuição de força eletrostática, baixa higroscopicidade, excelente miscibilidade, agente antipoeira, uniformidade e estabilidade. Acrescenta esse relatório que a vitamina B2 pode ser obtida por síntese química (96% de pureza) ou por fermentação (80%), e se apresenta sob forma de pó muito finamente dividida e parcialmente em forma de agulhas amarelas longas, e que Fl. 302DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 02/09/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 11128.004308/200365 Acórdão n.º 9303003.064 CSRFT3 Fl. 303 5 ambas as formas são de difícil manuseio e apresentam pouca fluidez. A vitamina em forma de pó é propensa a formar poeiras, apresentando baixa densidade e captando facilmente carga eletrostática, resultando baixa fluidez e ocasionando grande dificuldade no seu processamento. As informações carreadas aos autos demonstram que a presença dos polissacarídeos não altera a concentração de vitamina B2 obtida no processo de fabricação. Apenas lhe confere propriedades interessantes, dentre elas a parcial granulação com adição desse aditivo aglomerante auxiliar, a fim de obter produtos com aceitáveis propriedades de fluidez e de compressão. Assim, a função da dextrina é servir de aditivo carreador adsorvente, na formação da parede de revestimento da vitamina, no processo de microencapsulação, conferindo ao produto as propriedades citadas. Com isso, a presença do polissacarídeo não altera a aplicação em nutrição animal do produto; apenas qualifica as suas propriedades. Na situação em exame fica afastada a hipótese de restrição à aplicação geral, que poderia ser cogitada em decorrência da resposta 4 do laudo, visto ser mantido o teor de concentração de 80% de riboflavina obtido no processo de fermentação. Diante de tão flagrantes divergências de identificação, necessariamente fica a pergunta: estamos realmente diante do mesmo produto? Impossível a essa altura a certeza absoluta, mormente porque não temos acesso ao laudo a que se refere o Dr. Rossari, considero necessário responder afirmativamente porque não é comum que o mesmo nome comercial valha para produtos diferentes e especialmente porque a acusação fiscal neste processo não foi de que o produto não era o que estava indicado nos documentos de importação mas sim de que aquele produto deveria ter outra classificação fiscal. Entendo, pois, que deva ser admitido parcialmente o recurso no que tange ao produto comercialmente designado ROVIMIX B2 80 SD. Passando ao exame do mérito, entendo imprescindível inicialmente registrar minha discordância quanto à afirmação do dr. Corintho no sentido de que a solução de consulta não se aplicaria a empresas não filiadas ao Sindirações. Acredito que o que o nobre conselheiro tenha querido dizer tenha sido que tal não filiado não estava substituído processualmente na consulta formulada. Minha discordância é, então, no exato sentido contestado pela recorrente: se concluirmos, como fez o Dr. Rossari, que se está diante do mesmo produto tratado na solução de consulta, podemos deixar de lhe dar o mesmo resultado, ou seja, permitirse que um dado importador pague mais tributo apenas pelo fato de não ser filiado ao Sindirações? A resposta, a meu sentir, há de ser não. Isso não significa, porém, que tenhamos necessariamente de aplicar a solução de consulta. Para tanto, é imprescindível que se trate realmente do mesmo produto. Isso poderia ser presumido na medida em que o nome comercial seja o mesmo. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 02/09/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 11128.004308/200365 Acórdão n.º 9303003.064 CSRFT3 Fl. 304 6 Analisando as soluções de consulta, porém, constato que apenas com respeito à vitamina D3 é que há essa absoluta identidade, tendo a Solução nº 04 abordado precisamente o Rovimix D3 500, embora, como já dito, nenhuma referência lá se faça à presença de polissacarídeos (ao menos de forma explícita). Já na solução de consulta nº 11/99, que cuida da Riboflavina, os produtos examinados são MICROVIT B2 SUPRA 80 e LUTAVIT B2 SG 80 (fls. 165/166). Até a leitura do voto completo do Dr. Rossari caminhava eu na direção de que não se tratava dos mesmos produtos, especialmente pela descrição aposta no laudo que instrui este processo. Mas após sua atenta leitura e confrontação ao laudo elaborado pela Funcamp concluo contrariamente e voto pelo provimento do recurso na parte admitida com as considerações expostas no voto paradigmático e já transcritas complementadas pelas que agora seguem, também da lavra do Dr. Rossari, nosso maior especialista em classificação fiscal: As NESH acima transcritas são claras no sentido de que as vitaminas de constituição química definida ou não classificamse na posição 2936, desde que as substâncias acrescentadas não modifiquem o caráter de vitaminas e nem as tomem particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral (exclusões da posição 2309). E as NESH também estabelecem a permanência no Capítulo 29 de produtos da posição 2936, bem como dos que tenham sido objeto de adição de substância antipoeira, para facilitar sua identificação ou por razões de segurança, não os tomando aptos para uso especifico de preferência a sua aplicação geral (Nota 1, "c" e "g", do Capitulo 29). Finalmente, a própria Nota 1 do Capitulo 23 da NESH estabelece que a inclusão na posição 2309, referente aos produtos dos tipos utilizados para alimentação de animais, é cabível somente se tais produtos não estiverem especificados nem compreendidos em outras posições. No caso, a vitamina B2 (riboflavina) está nominalmente especificada em outra posição. Cumpre ressaltar que produtos de mesmas características e mesmo teor de concentração de riboflavina já foram objeto de exame por parte da Coana/SRF, por meio da Decisão Coana 11, de 21/6/99 (fls. 39/44), do que resultou a classificação no código 2936.23.10 dos produtos "Microvit B2 Supra 80" (que inclusive foi citado no laudo do INT como exemplo de vitamina B2 obtida por fermentação) e "Lutavit B2 SG 80". Tendo em vista que o produto é insumo para a produção de pré misturas e que o agente antipoeira adicionado não modifica o caráter da vitamina, preservando a sua aplicação geral, e considerando que a vitamina B2 (riboflavina) está especificamente nominada no código 2936.23.10 da NCM, concluo, com base nas RGI 1° e 6° e RGC1, que o produto objeto de lide deve ser classificado nesse código, o mesmo utilizado pela recorrente no despacho aduaneiro de importação. Voto, pois, por conhecer parcialmente do recurso e pelo seu provimento na parte admitida. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 02/09/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 11128.004308/200365 Acórdão n.º 9303003.064 CSRFT3 Fl. 305 7 É como voto. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 305DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 02/09/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 13603.720062/2007-79
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 12/11/2002
AUTO DE INFRAÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES QUANTO AOS ELEMENTOS QUE LEVARAM À RECLASSIFICAÇÃO.
Quando da reclassificação fiscal, o Auto de Infração, além de indicar o porquê de estar incorreta a classificação utilizada pela contribuinte, deve informar quais as características técnicas relevantes relativas à mercadoria importada que levaram a adotar aquele código específico de reclassificação, ou, pelo menos, informar qual foi a Regra Geral para Interpretação do Sistema Harmonizado adotada. Sem que se tenha atendido este requisito de validade, há que se declarar o cerceamento do direito de defesa alegado pela contribuinte.
AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO. NULIDADE. VÍCIO MATERIAL.
A ausência de motivação no Auto de Infração acarreta a sua nulidade, por vício material.
Recurso de Ofício negado
Numero da decisão: 3202-001.286
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, para manter a exoneração do crédito tributário, em razão de nulidade do Auto de Infração, por vício material. Fez sustentação oral, pela interessada, a advogada Cristiane Romano, OAB/DF nº. 1503-A
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Adriene Maria de Miranda Veras.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 12/11/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES QUANTO AOS ELEMENTOS QUE LEVARAM À RECLASSIFICAÇÃO. Quando da reclassificação fiscal, o Auto de Infração, além de indicar o porquê de estar incorreta a classificação utilizada pela contribuinte, deve informar quais as características técnicas relevantes relativas à mercadoria importada que levaram a adotar aquele código específico de reclassificação, ou, pelo menos, informar qual foi a Regra Geral para Interpretação do Sistema Harmonizado adotada. Sem que se tenha atendido este requisito de validade, há que se declarar o cerceamento do direito de defesa alegado pela contribuinte. AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO. NULIDADE. VÍCIO MATERIAL. A ausência de motivação no Auto de Infração acarreta a sua nulidade, por vício material. Recurso de Ofício negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13603.720062/2007-79
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5373640
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3202-001.286
nome_arquivo_s : Decisao_13603720062200779.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
nome_arquivo_pdf_s : 13603720062200779_5373640.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, para manter a exoneração do crédito tributário, em razão de nulidade do Auto de Infração, por vício material. Fez sustentação oral, pela interessada, a advogada Cristiane Romano, OAB/DF nº. 1503-A Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Adriene Maria de Miranda Veras.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
id : 5593087
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032339365888
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2055; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 726 1 725 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13603.720062/200779 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 3202001.286 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 21 de agosto de 2014 Matéria II/IPI. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Recorrente IBIRITERMO S/A Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 12/11/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. RECLASSIFICAÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES QUANTO AOS ELEMENTOS QUE LEVARAM À RECLASSIFICAÇÃO. Quando da reclassificação fiscal, o Auto de Infração, além de indicar o porquê de estar incorreta a classificação utilizada pela contribuinte, deve informar quais as características técnicas relevantes relativas à mercadoria importada que levaram a adotar aquele código específico de reclassificação, ou, pelo menos, informar qual foi a Regra Geral para Interpretação do Sistema Harmonizado adotada. Sem que se tenha atendido este requisito de validade, há que se declarar o cerceamento do direito de defesa alegado pela contribuinte. AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO. NULIDADE. VÍCIO MATERIAL. A ausência de motivação no Auto de Infração acarreta a sua nulidade, por vício material. Recurso de Ofício negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, para manter a exoneração do crédito tributário, em razão de nulidade do Auto de Infração, por vício material. Fez sustentação oral, pela interessada, a advogada Cristiane Romano, OAB/DF nº. 1503A Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente e Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 72 00 62 /2 00 7- 79 Fl. 759DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Adriene Maria de Miranda Veras. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “Trata o presente processo sobre Auto de Infração (fls. 02/40) lavrado contra a empresa Ibiritermo SA, com vistas à constituição de crédito tributário no valor total de R$ 44.894.481,39, referente à falta de recolhimento do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), acrescidos de multa lançada de ofício proporcional a 75% dos valores não recolhidos e juros moratórios, além de multa equivalente a 1% do valor aduaneiro da mercadoria, por classificação incorreta na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) (art. 84 da MP 2.15835/ 01), conforme quadro a seguir: (omissis) Segundo relata a fiscalização às fls. 21/40, em procedimento de revisão aduaneira iniciado em 19/07/2005, foi constatado que a empresa Ibiritermo SA teria classificado incorretamente as mercadorias acobertadas pela Declaração de Importação (DI) nº 02/10081966, registrada em 12/11/2002. No “Relatório da Fiscalização”, visto às fls. 21/40, a autoridade fiscal afirma que “a mercadoria importada é um conjunto de equipamentos pertencentes a uma usina termoelétrica a vapor” e que, por isso, “não se classifica no código 8502.3900, da TEC, como “grupo eletrogênio”, devendo cada máquina seguir seu próprio regime de classificação”. Ao fundamentar os motivos pelos quais desconsiderou a classificação utilizada pelo contribuinte, os autuantes alegam que: i) “Apesar Grupos Eletrogêneos produzirem energia elétrica, não se pode inferir que qualquer conjunto que tenha tal função se enquadre nessa posição”; (fl. 31) ii) A classificação utilizada pelo interessado estaria correta somente se os equipamentos estivessem formando um corpo único. No entanto, “para serem considerados como formando corpo único, de acordo com as "Nesh" retrocitadas, os equipamentos para serem fixados, em caráter permanente, uns aos outros ou estar montados sobre base, armação ou suporte comuns, que não podem ser o solo, bases de concreto, etc”; (fl. 32) iii) “Entendese, por conseguinte, a interligação entre equipamento por tubulação como uma obrigatoriedade neste tipo de indústria e que a constituição de um ponto de união entre os equipamentos não vem a caracterizar um só corpo.”;(fl. 32) iv) “De acordo com a projeto da Usina Termelétrica de Ibirité, fornecida pelo contribuinte, anexado a este processo as fls 57, constatamos que os equipamentos se encontram dispersos em 900 m2 (projeto na escala 1:100), Fl. 760DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.720062/200779 Acórdão n.º 3202001.286 S3C2T2 Fl. 727 3 interligados por tubulações, não estando todos montados sobre a mesma base, armação ou suporte.; (fl. 32) v) “Tratase de uma usina termelétrica, composta de diferentes tipos de máquinas, cuja planta varia de acordo com um projeto de instalação de acordo com contrato de instalação.” (fls. 32/33); Ao final do relatório, após aduzir que a Solução de Consulta SRRF/9a/DIANA nº 90, de 13/06/2001, respaldaria seu posicionamento, a fiscalização conclui que “De acordo com os fundamentos legais descritos neste relatório, observando que o conjunto de máquinas ora fiscalizada não se apresenta em corpo único nem foi concebido para ser montado numa base comum , concluise que ele não se caracteriza "grupo eletrogêneo". Portanto não lhe cabe a classificação fiscal na posição 8502, e que cada componente deverá seguir o regime próprio de classificação fiscal. Em função das descaracterização da classificação como "grupo eletrogêneo", emitimos o presente auto de infração da multa e imposto cabível.” (fl. 36) Da Impugnação Dos fatos Cientificada do lançamento em 28/05/2007 (fl. 534), o autuado apresentou a impugnação de fls. 325/382 e os documentos de fls. 383/470 em 26/06/2007 (fl. 325), na qual, após esclarecer “que não obstante a multiplicidade de equipamentos e elementos que compõem a usina termelétrica de ciclo combinado da Impugnante, a DI 02/10081966 objeto da autuação fiscal, versou única e exclusivamente sobre um único equipamento: o turbogerador a vapor”, relata que o equipamento considerado na lide, em razão das características técnicas dos equipamentos, já havia sido objeto do processo no 10708.002477/200296, onde o contribuinte solicitou, a então Secretaria da Receita Federal (SRF), que lhe fosse autorizado o registro antecipado de DI e entrega antecipada dos equipamentos, nos termos da IN 206/02 (fls. 327/328). A interessada relata que o procedimento de importação em tela: i) teve início somente após o deferimento do pedido registro antecipado, ii) envolveu rigoroso rito de conferência aduaneira e iii) foi acompanhado por engenheiro certificado pelo Ministério da Fazenda e indicado pela própria SRF, que elaborou um laudo técnico que instruiu o referido Despacho Aduaneiro. (fl. 328). Dando continuidade aos seus argumentos de defesa, afirma ainda que: 1) O laudo técnico elaborado no decorrer do processo nº 10708.002477/200296 já esclarecia “que o equipamento forma corpo único e deve ser classificado na posição 8502.39.00” (fl. 329); 2) A adoção de uma nova classificação fiscal, quase cinco anos após a importação da mercadoria, caracterizaria alteração de critério jurídico por parte da Receita Federal do Brasil (fl. 330); 3) “A autuação não aponta os motivos pelos quais a classificação adotada anteriormente pela Receita Federal estaria equivocada, nem tampouco refuta o Laudo Técnico emitido pelo engenheiro credenciado no Ministério da Fazenda. Alias, a autuação sequer menciona esse Laudo Técnico” (fl. 331); 4) “Ao contrário da equivocada premissa em que se fundou a autuação fiscal, a Impugnante não importou, por meio da DI objeto da autuação, diversos Fl. 761DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 4 equipamentos que compõem sua usina termelétrica, mas sim, tão somente, única e exclusivamente, o equipamento turbogerador a vapor completo e desmontado, formado pela conjugação de uma máquina motriz, um gerador e seus componentes. Tal equipamento corresponde exatamente ao "grupo eletrogêneo” indicado na classificação 8502 ratificada pela Receita Federal quando da importação do equipamento” (fl. 333); Da ausência de motivação e do cerceamento ao direito de defesa O autuado alega que, no caso, não há como classificar o equipamento em apreço sem que se tenha exato conhecimento da natureza, da função, da configuração, do funcionamento, da localização, da interligação dos componentes, do funcionamento e da tecnologia empregada na geração termoelétrica. Todavia, “o presente auto de infração não contou com auxilio de um técnico especializado para o trabalho de revisão do processo de despacho aduaneiro do turbogerador objeto da autuação” (fl. 335). Argumenta a defesa que “a autuação deveria conter a descrição precisa de cada um dos itens autuados, bem como explicação, para cada um dos itens, de porque no entendimento da fiscalização a classificação fiscal adotada pela Receita Federal quando da importação do equipamento seria incorreta” (fls. 337/338). O interessado narra que a fiscalização foi superficial ao justificar os motivos que a levaram a concluir que os equipamentos não se enquadrariam ao conceito de corpo único, limitandose a alegar que a interligação feita por meio de tubulações e que a área de 900 m², na qual os equipamentos estariam dispersos, não permitiriam que os equipamentos se enquadrassem a tal conceito. (fl. 339/340), e que a forma genérica e imprecisa da fundamentação apresentada pela autuação não permite, sequer, que se identifique o equipamento a que se refere, fato que tornaria patente a violação ao contraditório, não se podendo identificar os motivos pelos quais a fiscalização desclassificou cada item objeto da autuação, o que, por si só, já revelaria a insubsistência do lançamento. (fl. 340) O acusado afirma que, do cotejo do Relatório de Fiscalização com o equipamento considerado na autuação, temse a impressão de que a fiscalização versou sobre equipamento diverso do que foi objeto da autuação. Ressaltando que os equipamentos não estão dispersos em 900 m² e a turbina e o gerador não estão interligados por tubulações, como alega os autuantes A Fiscalização adotou nova classificação para o equipamento importado sem sequer saber exatamente do que estava tratando, sem conhecer as suas características técnicas. Por esse motivo, não apresentou a motivação para a adoção da nova classificação, fulminando o trabalho fiscal. (fl. 341). Da ausência dos pressupostos da revisão aduaneira. O contribuinte aduz que, conforme determina o art. 570 do Regulamento Aduaneiro vigente à época (Decreto no 4.543/02), no procedimento de Revisão Aduaneira que deu origem ao lançamento deveria ter sido realizada uma reanálise do procedimento de Despacho Aduaneiro do equipamento importado, por conseqüência, deveriam ter sido apreciados os documentos, declarações, as medidas, os posicionamentos e os laudos adotados no momento da importação. No entanto, “a autuação fiscal sequer menciona os documentos, laudos, o processo 10708.002477/200296, os posicionamentos técnicos, fiscais e análises ocorridas anteriormente no curso do processo de desembaraço aduaneiro e lançamento anterior.” (fl. 344), o que torna “evidente, portanto, que revisão aduaneira não houve no caso presente, uma vez que não se pode rever o que simplesmente se ignora, o que simplesmente não se menciona ou refuta.” (fl. 345) Fl. 762DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.720062/200779 Acórdão n.º 3202001.286 S3C2T2 Fl. 728 5 Das premissas da autuação O impugnante defende que a autuação teria sido lavrada com base em quatro premissas: i) “a DI objeto da autuação importou os mais diversos equipamentos da usina, e não apenas o grupo eletrogêneo”; ii) “foram autuados diversos e diferentes equipamentos da usina”; iii) “tais equipamentos encontramse distantes uns dos outros e dispersos por mais de 900 m²” e iv) “tais equipamentos, além de serem distintos, encontramse interligados por tubulações’. Todavia, “a máquina motriz e o gerador não estão interligados por tubulações nem tampouco espalhados por mais de 900m2. Alias, nenhum dos itens autuados Argumenta, ainda, que os demais equipamentos considerados na autuação seriam partes integrantes do turbogerador a vapor, devendo, portanto, ser classificados na posição destinada ao equipamento como um todo. (fl. 348) Dos itens desmembrados pela fiscalização Relata o autuado que, no intuito de fundamentar tecnicamente os argumentos apresentados na sua peça de defesa, solicitou a Universidade Federal de Itajubá a elaboração de um laudo técnico (fls. 384/401) referente ao equipamento importado. A NESH da Seção XVI, posição 85.02, define Grupo Eletrogêneo como sendo "a combinação de um gerador elétrico com uma máquina motriz, que não seja um motor elétrico (turbina hidráulica, turbina a vapor, roda eólica, máquina a vapor, motor de ignição por centelha (faísca), motor diesel, etc). Quando a máquina motriz e o gerador formam um só corpo ou quando, separados mas apresentados ao mesmo tempo, as duas máquinas são concebidas para formar um só corpo ou serem montadas em uma base comum, o conjunto classificase na presente posição.Portanto, segundo a norma, o grupo eletrogêneo é formado pela combinação de um gerador e uma máquina motriz que não seja motor elétrico queformem um corpo único OU que sejam montados sobre uma base comum”. (fl. 350) A impugnante revela que nunca se utilizou do conceito de base comum para caracterizar a mercadoria importada como “Grupo Eletrogêneo”, uma vez que o uso de referido conceito não seria aceitável quando se utiliza bases de concreto. Por isso, a caracterização do equipamento objeto da importação como tal se fez “pela união indissociável promovida pelo acoplameno entre turbina e gerador”, conforme consta do Laudo emitido pelo Ministério da Fazenda quando da importação da mercadoria (fl. 351): “O vapor resultante é injetado na turbina. Nesta ele passa pelas câmaras de alta e baixa pressão acionando as palhetas da turbina fazendo girar o eixo principal.O eixo da turbina esta acoplado ao eixo rotor do gerador, que ao girar produz campos magnéticos gerando energia elétrica." Por força da Nota 3 da Seção XVI, o acusado defende que a turbina e o gerador formariam um corpo único se estiverem i) incorporados ou ii) montados um sobre o outro ou iii) montados sobre uma base em comum ou iv) localizados em invólucro comum. Entretanto, “dada a ausência de qualquer embasamento por laudo técnico da autuação fiscal e o caráter absolutamente genérico das alegações apostas no corpo do Relatório de Fiscalização, é impossível compreender as razões pelas quais a Fiscalização entendeu que o turbogerador importado não satisfaria a nenhum dos requisitos acima”. (fl. 352) Fl. 763DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 6 Dos demais componentes do Turbogerador e dos componentes desmontados Aduz o interessado que todos os demais equipamentos classificados separadamente pela fiscalização seriam partes integrantes e indissociáveis do turbogerador, “não havendo portanto qualquer justificativa técnica ou jurídica para tratálos como algo diverso do todo a que pertencem. Portanto o que o auto de infração representou foi um desvio de aplicação da regra geral de interpretação 2A.1” (fl. 361) Da mesma forma, afirma que classificou os equipamentos auxiliares, que se apresentavam desmontados, na posição NCM 8502.3900, uma vez que “tais equipamentos são parte integrante do grupo eletrogeneo em si, sob a forma "desmontada". (fl. 363) Da peça para manutenção do turbogerador a vapor A interessada destaca que, conjuntamente com o turbogerador, foi importada uma viga de elevação destinada à instalação e manutenção do equipamento, a qual, de acordo com a Nota Complementar da Seção XVI2 da TIPI, “deve ser classificada na mesma posição NCM das máquinas a que se referem.” (fl. 362) Da alteração do critério jurídico Alega a impugnante que a aceitação da classificação no momento da importação, por parte das autoridades aduaneiras no procedimento de despacho aduaneiro “não foi resultante de erro ou desconhecimento da natureza dos equipamentos, nem tampouco da não apreciação de aspectos relacionados à classificação fiscal, mas sim, da correta aplicação da lei, mediante conhecimento técnico aprofundado do equipamento importado”. Por isso, “a exigência de reclassificação revela claro intento de mudança de entendimento por parte da Receita Federal quanto à classificação fiscal a ser adotada para os equipamentos importados pela Impugnante” (fl. 368), fato que representaria uma afronta ao disposto no art. 146 do Código Tributário Nacional (CTN): "Art. 146. A modificação introduzida, de oficio ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução." Além disso, a alteração pretendida violaria o art. 149 do CTN, que veda a revisão de lançamento na situação sob análise. Da ilegitimidade da Multas aplicadas Tendo sido demonstrada a improcedência da reclassificação pretendida pela fiscalização, a empresa autuada alega que a multa de 1% prevista no art. 84 da Medida Provisória nº 2.15835/ 01 (MP 2158), por classificação incorreta na Nomenclatura Comum do Mercosul, e a multa de 75% disposta no art. 44, I, da Lei no 9.430/96, por falta de recolhimento do tributo, deveriam ser automaticamente canceladas. (fls. 374/378) Da inaplicabilidade da taxa Selic A empresa autuada requer, ainda, a redução dos juros moratórios, “haja vista a flagrante ilegalidade e inconstitucionalidade da aplicação dos juros moratórios com base na Taxa Selic”, uma vez que a referida taxa teria sido instituída com o objetivo específico de remunerar o capital próprio investido em títulos federais. Fl. 764DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.720062/200779 Acórdão n.º 3202001.286 S3C2T2 Fl. 729 7 Além disso, sendo a Taxa Selic “fixada por ato infralegal, a sua aplicação encontra obstáculos em diversos princípios constitucionais”. Portanto, resta clara a ilegitimidade de sua aplicação. Do Descumprimento do regime de Importação estabelecido pelo Governo Federal em razão da crise energética. Por último, o interessado argumenta que a lavratura do presente Auto de Infração afrontaria o estabelecido no Decreto no 3.827, de 31/05/01, que, por meio da inclusão da Nota Complementar 85I da TIPI, reduziu a zero as alíquotas dos impostos incidentes sobre os produtos classificados, entre outros, no código 8502.39.00, quando destinado à instalação de unidade geradora de energia elétrica, com projeto autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Da Resolução Em 13/11/2008, nos termos da Resolução no 1.469 (fl. 477/486), por decisão da 2a turma Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Fortaleza, o processo foi convertido diligência, cujo teor do pedido transcrevo abaixo: “Como tal, de modo a nortear o processo com o máximo de elementos e informações que, somados aos já existentes venham a melhor elucidar a contenda, dirimir quaisquer dúvidas a respeito e finalmente firmar pleno convencimento na lide, VOTO PELA CONVERSÃO DO PRESENTE JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, de forma que a unidade preparadora adote as seguintes providências: Apensar aos autos o processo MF 10708.002477/200296; Com fulcro no § 1° do artigo 18 do Decreto n° 70.235/72, com a redação dada pela Lei n° 8.723, de 1993, designar perito da União para proceder à perícia, bem como intimar o sujeito passivo, através de seu perito, a realizar ao exame requerido, cabendo a ambos (União e sujeito passivo) apresentarem laudos em prazo a ser fixado segundo o grau de complexidade, podendo o sujeito passivo deixar de apresentar novo laudo, caso entenda que os já apresentados são suficientes. Assim, a perícia deverá: 2.1 Explicar o princípio de funcionamento da usina termoelétrica de ciclo combinado; 2.2. Identificar as mercadorias importadas, respondendo aos quesitos a seguir elencados (estes quesitos são similares aos elaborados no Laudo Técnico de fls. 384 — 401): 2.2.1 — Sobre o conjunto turbogerador a vapor: a) Resulta da combinação de um gerador elétrico e de uma máquina motriz, que não seja (a máquina motriz) um motor elétrico? b) Forma um só corpo, quer por incorporação, quer por montagem uma sobre as outras, quer por montagem sobre urna base comum, ou quer ainda, por estarem dispostas em invólucro comum? Em caso positivo, informar o recurso técnico que promove a união da turbina e do gerador em corpo único? Fl. 765DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 8 c) A máquina motriz e o gerador elétrico são concebidos para operarem permanentemente fixados, um ao outro, de forma conjunta, como um único todo, ou se a reunião entre ambos se constitui apenas a titulo meramente provisório? 2.2.2 — Com relação aos itens abaixo, informar se são componentes do turbogerador e se concorrem para a função do conjunto: a) Conjunto de painéis para enclausuramento do turbogerador; b) Conjunto de materiais de elevação e filtros de óleo, conjunto de tubos de lavagem de óleo de lubrificação com acessórios e depurador de óleo completo; sistema de lubrificação de óleo dos mancais de turbogerador; c) Skid válvula de tomada e regulação de vapor, válvula de regulação do vapor, válvula de interceptação completa com motor assistido e válvula de retenção com atuador hidráulico e acessórios; d) Conjunto de materiais elétricos (ao redor do condensador), jogo de caixas, bornes e canal e jogo de cabos elétricos; e) Quadro do sistema anti incêndio, quadro elétrico de proteção e sincronização, quadro do sistema de controle da turbina, quadro de supervisão e controle da turbina, aparelho Pamos completo, com acessórios, quadro elétrico de medida e controle, quadro elétrico de controle do sistema antiincêndio, quadro do sistema anti incêndio do turbogerador, e conjunto de instrumentação; linhas de Impulso de IDC, instrumentação e controle; f) Conjuntos de materiais de isolação do corpo da turbina e válvula e conjunto de produtos de isolação dos tubos de vapor; g) Estrutura metálica porta instrumentos. 2.2.3 — Especificar se a viga de elevação é uma ferramenta usada exclusivamente para a montagem e manutenção do turbogerador. 2.3. Apresentar parecer conclusivo sobre a identificação das mercadorias importadas, esclarecendo, inclusive, se: a) São combinações de máquinas de espécies diferentes, destinadas a funcionar em conjunto e constituindo um corpo único? b) São máquinas concebidas para executar duas ou mais funções diferentes, alternativas ou complementares? c) São máquinas ou combinação de máquinas, constituída de elementos distintos (mesmo separados ou ligados entre si por condutos, dispositivos de transmissão, cabos elétricos ou outros dispositivos), de modo a desempenhar conjuntamente uma função bem determinada? d) São máquinas ou combinação de máquinas constituídas por elementos distintos concebidos para executar conjuntamente uma função bem determinada? Os elementos da combinação estão separados ou interligados por condutos (de ar, de gas comprimido, de óleo, etc.), dispositivos de transmissão, cabos elétricos ou outros dispositivos? e) As máquinas ou aparelhos que tenham funções auxiliares concorrem para a função do conjunto? f) As mercadorias em questão constituem um conjunto de máquinas, denominado "Ilha de Energia", formado pela reunido de turbogeradores a Fl. 766DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.720062/200779 Acórdão n.º 3202001.286 S3C2T2 Fl. 730 9 combustão, caldeiras de recuperação de calor, turbogerador a vapor, sistema de torres de refrigeração e de condensação para turbina a vapor, sistema de tratamento de combustível, sistema de tratamento e acondicionamento de água, transformadores, etc., para comporem uma usina termoelétrica de ciclo combinado? g) As mercadorias em questão constituem um conjunto de máquinas formado pela reunião de turbogeradores a combustão e a vapor, caldeira de recuperação de calor, sistema geral de controle, sistema de torres de refrigeração e de condensação para turbina a vapor, com conjunto de bombas e painel de controle, sistema de tratamento e acondicionamento de água, compressor de gás, transformadores, etc., para comporem uma usina termoelétrica a gás natural com capacidade de geração de 240MW em ciclo combinado? 2.4. Opcionalmente, apresentar outras informações que fundamentem a conclusão ou que contribuam na classificação do produto, inclusive com anexação material e/ou indicação de referencia bibliográfica. 3. Além dos elencados, as partes 'podem formular outros questionamentos, bem como apresentar documentos adicionais, de sorte a melhor instruir e esclarecer a lide.” Atendendo as solicitações da referida Resolução, a fiscalização juntou ao presente, por apensação, o processo no 10708.002477/200296, e anexou o Laudo Técnico no 122776, solicitado em 31/03/2009 à Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC). Encaminhando o processo para julgamento.” A DRJFortaleza julgou procedente a impugnação (efls. 485/494), nos termos da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 12/11/2002 GRUPO ELETROGÊNEO. UNIDADES FUNCIONAIS. O grupo eletrogêneo constituído por um gerador e por uma máquina motriz a vapor, assim como os seus sistemas auxiliares imprescindíveis ao funcionamento do conjunto como um todo, devem ser classificados no código NCM 8502.39.00, quando forem concebidos para executar conjuntamente a função de produção de energia elétrica mediante o emprego desses grupos eletrogêneos. Impugnação Procedente Crédito Tributário Exonerado Chegam os autos a este Colegiado para julgamento, em razão de interposição de recurso de ofício. É o Relatório. Fl. 767DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 10 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Relatora Ao teor do relatado, tratase de apreciação de recurso de ofício, interposto pelo órgão julgador a quo, em razão de haver exonerado o sujeito passivo em montante superior ao seu limite de alçada. A lide diz respeito à classificação fiscal de mercadorias importadas pela interessada, classificadas pela contribuinte no código NCM 8502.39.00 – Outros grupos eletrogêneos e reclassificadas pela autoridade fiscal nos códigos referentes a cada uma das partes importadas, de acordo com o seu próprio regime. Referida reclassificação resultou na lavratura de Autos de Infração, no valor total de R$44.894.481,39, para exigência de Imposto de Importação, IPIvinculado, multa de ofício, multa por classificação incorreta na NCM e juros de mora. Informa a Fiscalização, no Auto de Infração, que o importador, por meio da DI de n ° 02/1008196 6, registrada em 12/11/2002, submeteu a despacho conjunto turbogerador a vapor com 99 MVA de potência, composto de 1(um) gerador acionado por uma turbina a vapor, com todos seus acessórios, incluindo sistema de lubrificação, sistema de regulação do vapor, sistema de drenagem, painéis de controle, quadros, armários e cabinas de comando e distribuição; dispositivo e instrumento de controle, medida e verificação; enclausuramento acústico para máquinas e quadros elétricos e componentes, dispositivos e elementos necessários para interligação e montagem das partes e componentes do conjunto, assim como ferramentas especiais para montagem, os quais se encontrariam instalados e em pleno funcionamento no estabelecimento da contribuinte. Os bens que a contribuinte classificou no referido código NCM, objeto de despacho aduaneiro, estão relacionados às efls.30/31. São ele, especificamentes: Quadro do sistema antiincêndio, Quadro elétrico do sistema de controle da turbina, Quadro de supervisão do controle da turbina, Aparelho Pamos completo, com acessórios, Skid válvula de tomada e regulação do vapor, Válvula de regulação do vapor, Conjunto de materiais de isolação do corpo de turbina e válvula, Conjunto de produtos de isolação dos turbos de vapor, Partes do conjunto turbo gerador a vapor(gerador), Partes para instalação e montagem conjunto turbo gerador a vapor, Skid turbina( corpo principal), Conjunto tubos de vapor, Conjunto de acessórios da turbina, Válvula de retenção com atuador hidráulico e acessórios, válvula de interceptação completa com motor assistido, Quadro elétrico de medida e controle, Quadro elétrico de controle do sistema anti incêndio, Quadro do sistema anti incêndio do turbo gerador, Conjunto de materiais elétricos (ao redor do condensador), Jogo de cabos elétricos, Jogo de caixas, barnes e canal, Estrutura metálica(rack) porta instrumentos, Conjunto de materiais de elevação e filtros óleo, Conjunto de tubos de lavagem de óleo de lubrificação com acessórios, Depurador de óleo completo, Conjunto de painéis para enclausuramento do turbo gerador, Conjunto de partes e acessórios para turbina a vapor, Skid unidade de regulação do óleo de alta pressão, Conjunto de tubos de lavagem control fluid, Conjunto de tubos de control fluid, Fluidos fyrquel, Viga de elevação, Conjunto de instrumentação elétrica, Conjunto de tubos de drenagem condensador e Conjunto de tubos de vapor de drenagem e retenções A DRJFortaleza/CE julgou improcedente o lançamento, por entender que as mercadorias importadas, objeto desta lide, constituíamse em equipamentos indissociáveis, formando um corpo único em relação ao conjunto turbogerador a vapor. Entendeu aquele órgão, ainda, que os equipamentos auxiliares, importados conjuntamente com o grupo Fl. 768DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.720062/200779 Acórdão n.º 3202001.286 S3C2T2 Fl. 731 11 eletrogêneo, exerciam funções bens determinadas, imprescindíveis ao funcionamento do sistema como um todo e que, assim, deveriam também ser classificados como grupo eletrogêneo, em razão da função principal exercida, qual seja, a produção de energia elétrica mediante a utilização de um grupo eletrogêneo. Por fim, concluiu que a classsificação correta de todos os equipamentos seria no código NCM 8502.39.00, uma vez que todos os equipamentos considerados na autuação foram concebidos para executar conjuntamente a função de produção de energia elétrica mediante o emprego do Grupos [sic]Eletrogêneo. No mérito, entendo por equivocado o posicionamento adotado pela autoridade julgadora a quo, no que diz respeito aos equipamentos auxiliares importados, sendo o meu entendimento, quanto a esta matéria, já de conhecimento desta Turma, em razão dos julgamentos proferidos nos autos dos processos nº. 10074.000655/200671 e nº. 10314.002456/200466. Registrada, portanto, a minha discordância em relação ao acórdão recorrido no que diz respeito ao mérito do litígio, é forçoso reconhecer, entretanto, que cabe razão à contribuinte quando alega, em preliminar, ter sido cerceada em seu direito de defesa. Aliás, a decisão recorrida, muito embora tenha rejeitado essa preliminar suscitada, laborou em equívoco ao posicionarse pela sua rejeição, visto que, no corpo do voto proferido pelo relator, posicionouse favoravelmente à ocorrência da nulidade do auto de infração por tal motivo. Na parte dispositiva do voto, portanto, deveria tãosomente, ao invés de rejeitar a preliminar, ter deixado de se pronunciar quanto a esta. Neste ponto, entendo cabíveis as considerações trazidas pelo voto condutor do acórdão recorrido, os quais abaixo transcrevo: “(...) Expostos os motivos pelos quais as mercadorias não poderiam ser classificadas no código informado pelo autuado, caberia a fiscalização, então, encontrar os códigos da NCM corretos, apresentando a descrição dos fatos, embasada nas características técnicas das mercadorias, e os fundamentos legais que amparam essa nova classificação.Todavia, quanto a esse aspecto, o auto de infração revelouse omisso. Pelo simples exame dos quadros apresentados às fls. 33/34, vêse que a fiscalização limitou a descrever o produto importado e a informar o código tarifário por ela considerado correto, ou seja, os códigos NCM adotados pela fiscalização não estão acompanhados da necessária descrição das mercadorias importadas que neles foram classificadas e muito menos da exposição de suas características técnicas, com vista a permitir o exame do cabimento dessa classificação. Portanto, não foram cumpridos os requisitos da descrição dos fatos e da fundamentação legal, fundamentais para a validade do ato, conseqüentemente, não foram fornecidas ao sujeito passivo todas as informações necessárias ao exercício do seu pleno direito de defesa, o que, inevitavelmente, leva à nulidade do lançamento. Vale dizer, em outras palavras, que a fiscalização concluiu que a classificação das mercadorias deve ser feita nos códigos por ela indicados no lançamento, sem indicar os motivos de fato e os fundamentos legais que justificariam tal classificação (...)” Fl. 769DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 12 Pela leitura da Descrição dos Fatos constante do Auto de Infração e do Relatório de Fiscalização (efls. 22/41) não se consegue, de forma alguma, identificar quais os motivos que levaram a Fiscalização a adotar os códigos que encontrou. Não houve, portanto, a descrição dos fatos, relativo à caracterização dos equipamentos reclassificados, nem ao porquê de a Fiscalização ter adotado o código de classificação que ali indicou. Às efls. 34/35 consta tãosomente um quadro comparativo informando a descrição do produto, o código adotado pela contribuinte e o código apurado pela Fiscalização. Entretanto, a descrição do produto ali constante não é suficiente para informar as características técnicas da mercadoria que levaram à escolha daquele código pela Fiscalização, levando à conclusão de que o motivo da reclassificação se deu pela simples discordância da autoridade fiscal em relação à classificação adotada pela contribuinte, sem esclarecer, entretanto, o porquê de a outra classificação ser a correta, ou ao menos indicar qual a regra de Classificação que adotou para chegar àquele código. O Auto de Infração, ao reproduzir as notas explicativas das NESH para demonstrar que a classificação adotada pela contribuinte estava errada, deixou de indicar qualquer elemento fático que fosse para demonstrar de onde firmou o seu convencimento para a reclassificação que adotou, e mais, nem mesmo indicou qual foi a Regra de classificação aplicada, abrindo margem para se pressupor que, em alguns casos, a reclassificação deve terse dado em razão da utilização da RGI nº 01, ou seja, pelo simples pelo texto das posições, porém o Auto de Infração não é instrumento para se deixar margem a pressuposições em relação aos fatos. O Auto não identifica, assim, qual o motivo que levou a autoridade fiscal a adotar aquela classificação que indicou em detrimento de qualquer outra possível diferente daquela adotada pela contribuinte. Não há como saber de que forma chegou à Fiscalização aos códigos da reclassificação apontados no Relatório de Fiscalização às efls. 34/35, constando, ali, inclusive, a reclassificação para o código 8503.00.90, para classificar o produto identificado como “partes do conjunto turbogerador a vapor (gerador)”, o que, em tese, poderia até mesmo fazer parte do grupo eletrogêneo, mas que, por falta de elementos fáticos elucidativos, não se sabe o porquê de ter sofrido a reclassificação para aquele código. Desta forma, entendo que falta à peça de autuação elemento essencial de sua validade, qual seja, a indicação dos motivos que levaram a Fiscalização àquela reclassificação. Não basta à autoridade autuante dizer “o contribuinte classificou o produto na posição X, está errado por isso e aquilo, e o correto é a posição Y”. Deve o autuante, além de indicar o porquê de entender incorreta a classificação da contribuinte, informar quais as características técnicas relevantes relativas à mercadoria que o levaram a adotar aquele código específico de reclassificação, ou, pelo menos, informar qual foi a Regra Geral para Interpretação do Sistema Harmonizado adotada. Assim, a ausência da indicação dos motivos que levaram a autuação àquele entendimento para a reclassificação caracteriza a existência de vício material no lançamento perpetrado, pois, quando do lançamento, a autoridade fiscal deixou de determinar as razões pelas quais entendeu ser correta a classificação fiscal que adotou, deixando, com isso, de obedecer ao comando do art. 142 do CTN. No caso, a Fiscalização, além de ter identificado por quais razões entendeu que a classificação adotada pela contribuinte estaria incorreta, deveria ter explicitado os critérios que utilizou para chegar à classificação que indicou e da qual resultou os tributos que foram exigidos, bem como à aplicação da multa por classificação incorreta na NCM. Fl. 770DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.720062/200779 Acórdão n.º 3202001.286 S3C2T2 Fl. 732 13 Por outro lado, deixo claro o meu entendimento de que o reconhecimento da nulidade do lançamento por existência vício material não importa em nenhuma refomatio in pejus em relação à Fazenda Nacional, a qual recorreu de ofício da decisão. Isso porque, mesmo tendo a autoridade julgadora de primeira instância, diferentemente do meu posicionamento, entendido que teria ocorrido vício formal no lançamento, o dispositivo da decisão, que faz a coisa julgada material administrativa, foi o seguinte: Por isso, VOTO no sentido de: 1. Rejeitar as preliminares suscitadas de alteração de critério jurídico e cerceamento do direito de defesa, e 2. No mérito, a IMPUGNAÇÃO PROCEDENTE, exonerando integralmente o crédito tributário lançado, no valor de R$ 44.894.481,39. Ou seja, houve a rejeição da preliminar referente à existência do cerceamento do direito de defesa, não se tendo formado coisa julgada em relação a qualquer existência de vício no lançamento, fosse ele formal ou material. Demais disso, tendo a autoridade julgadora a quo dado provimento à impugnação no mérito, tal fato importaria na impossibilidade de novo lançamento, de forma que minha decisão em nada agravará a situação da Fazenda Nacional. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso de ofício, para acolher a preliminar de nulidade do Auto de Infração, por vício material, mantendo a exoneração integral do crédito tributário lançado. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Fl. 771DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 13888.904241/2009-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 19 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/11/2003
INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO.
A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis.
RECEITAS DE VENDAS À ZONA FRANCA DE MANAUS. TRIBUTAÇÃO. APLICAÇÃO DOS ARTIGOS 111 E 177 DO CTN.
As receitas decorrentes de vendas a empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus não configuram receitas de exportação e sobre elas incide a contribuição para a Cofins, conforme exegese dos artigos 111 e 177 do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 3302-002.524
Decisão: Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Redator Designado. Vencidos os conselheiros Alexandre Gomes (relator), Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto, que davam provimento. Designado o conselheiro Paulo Guilherme Déroulède para redigir o voto vencedor.
(assinado digitalmente)
Walber José da Silva
Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Gomes
Relator
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède
Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Gileno Gurjão Barreto (Vice-Presidente), Paulo Guilherme Déroulède, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator).
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/11/2003 INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis. RECEITAS DE VENDAS À ZONA FRANCA DE MANAUS. TRIBUTAÇÃO. APLICAÇÃO DOS ARTIGOS 111 E 177 DO CTN. As receitas decorrentes de vendas a empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus não configuram receitas de exportação e sobre elas incide a contribuição para a Cofins, conforme exegese dos artigos 111 e 177 do Código Tributário Nacional.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 19 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13888.904241/2009-80
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5369285
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 19 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3302-002.524
nome_arquivo_s : Decisao_13888904241200980.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALEXANDRE GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 13888904241200980_5369285.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Redator Designado. Vencidos os conselheiros Alexandre Gomes (relator), Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto, que davam provimento. Designado o conselheiro Paulo Guilherme Déroulède para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Gomes Relator (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Gileno Gurjão Barreto (Vice-Presidente), Paulo Guilherme Déroulède, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator).
dt_sessao_tdt : Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5567372
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032375017472
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1944; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T3 Fl. 109 1 108 S3C3T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.904241/200980 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3303002.524 – 3ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 25 de fevereiro de 2014 Matéria COFINS Recorrente CRISTINA APARECIDA FREDERICH & CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/11/2003 INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis. RECEITAS DE VENDAS À ZONA FRANCA DE MANAUS. TRIBUTAÇÃO. APLICAÇÃO DOS ARTIGOS 111 E 177 DO CTN. As receitas decorrentes de vendas a empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus não configuram receitas de exportação e sobre elas incide a contribuição para a Cofins, conforme exegese dos artigos 111 e 177 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Redator Designado. Vencidos os conselheiros Alexandre Gomes (relator), Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto, que davam provimento. Designado o conselheiro Paulo Guilherme Déroulède para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 90 42 41 /2 00 9- 80 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 110 2 (assinado digitalmente) Alexandre Gomes Relator (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Gileno Gurjão Barreto (VicePresidente), Paulo Guilherme Déroulède, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator). Relatório A controvérsia envolvendo o presente processo foi assim resumida ela DRJ de Ribeirão Preto: Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra não homologação de compensações declaradas por meio eletrônico (PER/DCOMP), relativamente a um crédito de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins, que teria sido recolhido a maior no período de apuração de 30/11/2003, sobre vendas realizadas A Zona Franca de Manaus. A declaração de compensação apresentada baseiase no entendimento da requerente de que as vendas A Zona Franca de Manaus (ZFM) naquele período estavam isentas dessas contribuições e, portanto, o pagamento teria sido feito a maior. A DRF de Piracicaba, SP, por meio de despacho decisório de fl. 20, não homologou a compensação declarada, por inexistência de crédito. A interessada ingressou com manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que: I. 0 art. 40 do DecretoLei (DL) n" 288, de 1967, equiparou, para todos os efeitos fiscais, as exportações As vendas A ZFM e que, com o advento da Constituição de 1988, esse decretolei foi recepcionado e incorporado pelo ordenamento jurídico vigente pelo art. 40 e 92 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). II. As normas editadas com o fim de restringir a isenção e, depois, a imunidade do PIS e da Cofins, relativamente As remessas para a Zona Franca de Manaus — qual seja, a Lei 9.004/95, que alterou o art. 5° da Lei n° 7.714/88, o Decreto n° 1030, de 1993, a MP n° 18586, de 1999, a MP n°2.03724, de 2000 e a Lei n° 10.996, de 2004 —também padecem de inquestionável ilegalidade e inconstitucionalidade, uma vez que, além de contrariarem o art. 4° do DL 288/67 e os artigos 40 e 92 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 111 3 da ADCT, implicam na distorção de um conceito amplo de exportação. Ill. 0 Supremo Tribunal Federal (STF), na ADIn n' 2.3489, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus", contida no inciso I, § 2° do art. 14 da Medida Provisória (MP) n" 2.03724, de 2000, que discriminava as exclusões das isenções da Cofins e da contribuição ao PIS. Desta forma, na reedição da MP n" 2.03725, de 21 de dezembro de 2000 a exclusão de isenção foi retirada do texto legal, de modo que as vendas A ZFM tornaramse isentas dessas contribuições, sendo esse o entendimento do Superior Tribunal de Justiça. IV. Ante o exposto, requer o reconhecimento do direito creditório referente aos recolhimentos indevidos ou a maior a titulo de PIS e Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias à Zona Franca de Manaus, isentas de tais exações. Requer também a homologação das compensações de todos os débitos declarados pela empresa, excluindose multa e juros indevidamente considerados no demonstrativo apresentado junto à decisão em análise e a conexão de processos similares da mesma empresa, para evitar decisões divergentes sobre a mesma matéria. A decisão que julgou improcedente a manifestação de inconformidade foi assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS Data do fato gerador: 30/11/2003 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis. RECEITAS DE VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. PIS E COFINS. TRIBUTAÇÃO. Sao isentas da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, a partir de 18 de dezembro de 2000, exclusivamente as receitas de vendas efetuadas para as empresas comerciais exportadoras de que trata o Decretolei n° 1.248, de 1972, destinadas ao fim especifico de exportação e para as empresas comerciais exportadoras, registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, estabelecidas na Zona Franca de Manaus. As vendas efetuadas as demais pessoas jurídicas, mesmo que localizadas na Zona Franca de Manaus, são tributadas normalmente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 111DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 112 4 Contra esta decisão foi interposto Recurso Voluntário que reprisa os argumentos da manifestação de inconformidade já destacados acima. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro ALEXANDRE GOMES O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de compensação não homologada, cujo crédito seria decorrente de operações de venda para a Zona Franca de Manaus. O Decreto 288/67 define a Zona Franca de Manaus como sendo “uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatôres locais e da grande distância, a que se encontram, os centros consumidores de seus produtos. Seguindo com o objeto principal da Lei de desenvolver aquela região da Amazônia, entendeuse por bem equiparar à exportação as operações realizadas com a ZFM, como se vê do art. 4º do Decreto Lei nº 288/67: Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. O tratamento diferenciado permaneceu em vigor, mesmo com o advento da Constituição Federal de 1988, uma vez que Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, assim estabeleceu: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus. A Constituição Federal de 1988, por sua vez, determinou que as contribuições sociais não incidem sobre as receitas de exportação, nos seguintes termos: Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como Fl. 112DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 113 5 instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. (...) § 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) I não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação Assim, as operações realizadas com empresas sediadas na Zona Franca de Manaus são equiparadas a exportação para todos os efeitos legais e, portanto fora da incidência do PIS e da COFINS. Contudo, a legislação infraconstitucional tratou de impor limitações ao disposto no Decreto Lei nº 288/67 e passou a impedir expressamente a exclusão da base de cálculo das contribuições para o PIS e a COFINS. Em relação a COFINS, o Decreto 1.030/93 tratou da questão nos seguintes termos: "Art. 1°. Na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS), instituída pelo art. 1° da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, serão excluídas as recitas decorrentes da exportação de mercadorias ou serviços, assim entendidas; I — vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, realizadas diretamente pelo exportador; (...) Parágrafo único. A exclusão de que trata este artigo não alcança as vendas efetuadas: a) a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou em Area de Livre Comércio" No âmbito do PIS, observo que a Medida Provisória nº 622, de 22 de setembro de 1994, e suas reedições, resultaram na edição da Lei nº 9.004, de 16 de março de 1995, que deu nova redação ao artigo 5º da Lei nº 7.714 de 1988, disciplinando que o direito à exclusão das receitas de exportações da base de cálculo da contribuição para o PIS não se aplicava às vendas efetuadas “a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus”. Referido tratamento restritivo foi mantido pela Medida Provisória nº 1.212, de 29 de novembro de 1995 e reedições, que restou convertida na Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1988. Neste meio tempo houve a edição da Lei Complementar nº 85, de 15 de fevereiro de 1996, alterando a Lei Complementar nº 07, de 1970, assim como a edição da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, mas essas não trataram especificamente da exclusão da base de cálculo ou da isenção do PIS nessas operações destinadas à Zona Franca de Manaus. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 114 6 Foi então editada a Medida Provisória nº 1.8586, de 29 de junho de 1999, que determinava em seu artigo 14, inciso II e § 1º, transcritos a seguir, que as receitas das vendas ao exterior estariam isentas das contribuições, mas que a referida isenção não alcançava as operações destinadas à Zona Franca de Manaus: Art. 14 – Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1 de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: [...] II – de exportação de mercadorias para o exterior; § 1º – São isentas das contribuições para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2 º – As isenções previstas no caput e no parágrafo anterior não alcançam as receitas de vendas efetuadas: I – a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou área de livre comércio; A mesma redação foi repetida quando da reedição da mesma Medida Provisória nº 2.03723, que dispôs: Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: I – dos recursos recebidos a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pelas empresas públicas e sociedades de economia mista; II – da exportação de mercadorias para o exterior; III – dos serviços prestados à pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV – do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; V – do transporte internacional de cargas ou passageiros; VI – auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro – REB, instituído pela Lei no 9.432, de 8 de janeiro de 1997; VII – de frete de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei no 9.432, de 1997; VIII – de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do DecretoLei no 1.248, de Fl. 114DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 115 7 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IX – de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; X – relativas às atividades próprias das entidades a que se refere o art. 13. § 1o São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2o As isenções previstas no caput e no parágrafo anterior não alcançam as receitas de vendas efetuadas: I – a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio; (...) Com base nessas prescrições legislativas podiase chegar à conclusão inicial de que a legislação ordinária específica das contribuições não assegurou, como defende a Recorrente, o direito à exclusão da base de calculo ou à isenção da contribuição do PIS e da COFINS. Pelo contrário, a legislação rechaçou expressamente a pretensão ao considerar que as operações destinadas à Zona Franca de Manaus não seriam agraciadas pelos benefícios concedidos às demais espécies de exportações. Para chegar à conclusão diversa seria indispensável que este julgador administrativo analisasse a constitucionalidade da expressão “estabelecida na Zona Franca de Manaus” diante da regra do artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias e do artigo 4°, do Decreto Lei n° 288/67 e declarasse sua incompatibilidade com o texto maior. Entretanto, considerando as limitações previstas no art. 62 do Regimento Interno do CARF, é vedado ao julgador afastar dispositivo de lei ou decreto em vigor por inconstitucionalidade. Contudo, com o advento da Medida Provisória nº 2.158/01 a expressão “estabelecida na Zona Franca de Manaus” deixou de constar expressamente do art. 14, § 2º, inciso I, tendo recebido a redação que abaixo transcrevo: Art.14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: I dos recursos recebidos a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pelas empresas públicas e sociedades de economia mista; II da exportação de mercadorias para o exterior; Fl. 115DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 116 8 III dos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; V do transporte internacional de cargas ou passageiros; VI auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial BrasileiroREB, instituído pela Lei no 9.432, de 8 de janeiro de 1997; VII de frete de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei no 9.432, de 1997; VIII de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do DecretoLei no 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IX de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; X relativas às atividades próprias das entidades a que se refere o art. 13. §1o São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. §2o As isenções previstas no caput e no § 1o não alcançam as receitas de vendas efetuadas: Ia empresa estabelecida na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio; Não havendo mais a restrição imposta anteriormente às operações realizadas com a ZFM, aplicável ao presente caso a isenção prevista no inciso II, do art. 14 da MP nº 2.15835 de 2001, posto que o pedido de restituição envolve pagamentos posteriores a janeiro de 2001. Também aplicável ao caso o que prescreve Lei nº 7.714/88 com a redação dada pela 9.004/95: Art. 5º Para efeito de cálculo da contribuição para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) e para o Programa de Integração Social (PIS), de que trata o DecretoLei n.º 2.445, de 29 de junho de 1988, o valor da receita Fl. 116DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 117 9 de exportação de produtos manufaturados nacionais poderá ser excluído da receita operacional bruta. Também a Lei n.º 10.637/2002, normatiza: Art. 5º A contribuição para o PIS/Pasep não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: I exportação de mercadorias para o exterior; Já em relação à COFINS, a Lei Complementar n.º 70/91, com as modificações trazidas pela Lei Complementar n.º 85/96, determina que: Art. 7º São também isentas da contribuição as receitas decorrentes: I – de vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, realizadas diretamente pelo exportador; Neste sentido também é a jurisprudência do CARF: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. A destinação de mercadorias para a Zona Franca de Manaus equivale à exportação de produto brasileiro para o estrangeiro segundo disposto no Decretolei 288/67. Tendo o artigo 40 do ADCT mantido as características de área de livre comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, por vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988 e, ainda, considerando que a receita de exportações de produtos nacionais para o estrangeiro é desonerada do PIS e da COFINS, nos termos do artigo 149, § 2º, I, da Constituição Federal, enquanto não alterado ou revogado o artigo 4º do DL nº 288/67, sobre elas não incide o PIS e a COFINS. (Acórdão 3801002.026. Processo nº 11065.915446/200949. Sessão de 20 de agosto de 2013) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002 BASE DE CÁLCULO. VENDAS A EMPRESA LOCALIZADA NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO DE PIS E COFINS A PARTIR DE DEZEMBRO DE 2000. Nos termos do art. 14, II, e § 2º, I, da Medida Provisória nº 2.03725 de 21 de dezembro de 2000, reeditada até o nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, a isenção do PIS Faturamento e da Cofins, concedida às operações de exportação, abrange as vendas realizadas para as empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, de dezembro de 2000 em diante. (Acórdão nº 3401 002.242.Processo nº 10860.901135/200883.Sessão de 21/05/13) Fl. 117DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 118 10 Também no judiciário a posição aqui externada tem prevalecido, como vemos da posição pacificado no âmbito do STJ: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DO PIS E DA COFINS SOBRE OPERAÇÕES ORIGINADAS DE VENDAS DE PRODUTOS PARA EMPRESAS SITUADAS NA ZONA FRANCA DE MANAUS (ART. 4o. DO DL 288/67). PRECEDENTES DESTA CORTE SUPERIOR. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DA FAZENDA NACIONAL DESPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que a venda de mercadorias para empresas situadas na Zona Franca de Manaus equivale à exportação de produto brasileiro para o estrangeiro, em termos de efeitos fiscais, segundo exegese do DecretoLei 288/67, não incidindo a contribuição social do PIS nem a COFINS sobre tais receitas. 2. Agravo Regimental da Fazenda Nacional desprovido. ( STJ. 1ª Turma. AgRg no Ag 1420880 / PE. Relator Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO. DJe 12/06/2013) E ainda: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 535. INEXISTÊNCIA DE INDICAÇÃO DE VÍCIO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. MERAS CONSIDERAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA N. 284 DO STF, POR ANALOGIA. PRESCRIÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO DA TESE DOS CINCO MAIS CINCO. PRECEDENTE DO RECURSO ESPECIAL REPETITIVO N. 1002932/SP. OBEDIÊNCIA AO ART. 97 DA CR/88. PIS E COFINS. RECEITA DA VENDA DE PRODUTOS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS. EQUIPARAÇÃO À EXPORTAÇÃO. ISENÇÃO. 1. Não merece acolhida a pretensão da recorrente, na medida em que não indicou nas razões nas razões do apelo nobre em que consistiria exatamente o vício existente no acórdão recorrido que ensejaria a violação ao art. 535 do CPC. Desta forma, há óbice ao conhecimento da irresignação por violação ao disposto na Súmula n. 284 do STF, por analogia. 2. Consolidado no âmbito desta Corte que nos casos de tributo sujeito a lançamento por homologação, a prescrição da pretensão relativa à sua restituição, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar n. 118/05 (em 9.6.2005), somente ocorre após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita. 3. Precedente da Primeira Seção no REsp n. 1.002.932/SP, julgado pelo rito do art. 543C do CPC, que atendeu ao disposto no art. 97 da Constituição da República, consignando expressamente a análise da inconstitucionalidade da Lei Fl. 118DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 119 11 Complementar n. 118/05 pela Corte Especial (AI nos ERESP 644736/PE, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 06.06.2007) 4. A jurisprudência da Corte assentou o entendimento de que a venda de mercadorias para empresas situadas na Zona Franca de Manaus equivale à exportação de produto brasileiro para o estrangeiro, em termos de efeitos fiscais, segundo interpretação do Decretolei n. 288/67, não incidindo a contribuição social do PIS nem a Cofins sobre tais receitas. 5. Precedentes: REsp 1084380/RS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJe 26.3.2009; REsp 982.666/SP, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 18.9.2008; AgRg no REsp 1058206/CE, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 12.9.2008; e REsp 859.745/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 3.3.2008. 6. Recurso especial não provido. (STJ. 2ª Turma. REsp 817847 / SC Relator Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. Dje 25/10/10) Por todo o exposto, dou provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer a não incidência da COFINS nas operações efetuadas com destino à Zona Franca de Manaus, devendo a autoridade fiscal analisar o crédito alegado, se de fato é relativo a operações com a Zona Franca de Manaus e se são suficientes para a compensação pleiteada, para então homologala até o limite do credito reconhecido. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator Voto Vencedor Com o devido respeito aos argumentos do ilustre relator, divirjo de seu entendimento quanto à não incidência de PIS/Pasep e de Cofins sobre as vendas efetuadas à Zona Franca de Manaus. Preliminarmente, a recorrente alegou nulidade da decisão de primeira instancia, sob o fundamento de que o colegiado não teria enfrentado o principal argumento defendido pela recorrente (de que as vendas de mercadorias à Zona Franca de Manaus possuem o mesmo tratamento conferido às exportações para o exterior) e que teria mantido a cobrança de supostos débitos de PIS e Cofins, sob o argumento de que no âmbito administrativo não seria possível a autoridade fiscal analisar a alegação da recorrente acerca da inconstitucionalidade da norma. Entretanto, em sua impugnação, alegou, em diversos trechos, ilegalidade e inconstitucionalidade dos dispositivos legais que vedavam a aplicação da isenção às vendas Fl. 119DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 120 12 efetuadas a empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, inclusive da norma que reduziu a zero as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, como no excerto abaixo: “Também vale enfatizar, que as normas editadas com o fim de restringir a isenção aqui defendida e, depois, a imunidade do PIS e da COFINS, relativamente às remessas para a Zona Franca de Manaus, também padecem de inquestionável ilegalidade e inconstitucionalidade, uma vez que, além de contrariarem o artigo 4°, do DL 288/67 e os artigos 40 e agora 92 do ADCT, implicam na distorção de um conceito amplo de exportação (envolvendo remessas para a ZFM), utilizado pela Constituição Federal (art. 40 do ADCT) para limitar a competência tributária da União, dos Estados e do Distrito Federal, isto em afronta ao comando do artigo 110 do Código Tributário Nacional. ... Esta última norma, inclusive, muito embora tenha fixado, a partir de 1°/08/2004, uma alíquota O (zero) da contribuição ao PIS e da COFINS, tem efeitos nefastos para todas as empresas que, como a Manifestante, praticam vendas para a Zona Franca de Manaus, e estão inseridas na sistemática nãocumulativa dessas contribuições. Em primeiro, porque frauda a garantia da imunidade constitucional inserida pela EC n° 33/2001 e possibilita a quem "tem a competência de tributar à alíquota zero" também possa, de uma hora para outra, sem o atendimento ao princípio da anterioridade, elevar a alíquota das contribuições ao PIS e COFINS. Estáse tributando (hoje com alíquota zero) aquilo que nunca poderia ser tributado. ... Destarte, a partir da promulgação da EC 33/2001, por força do artigo 149 da Constituição Federal, que veio determinar que as contribuições sociais não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação, não há mais que se falar em isenção, mas sim em imunidade tributária. Logo, qualquer Lei ou ato normativo inferior que venha a dispor sobre base de cálculo ou mesmo cuidar de isenção sobre as receitas oriundas de vendas para Zona Franca de Manaus, está incorrendo em inconstitucionalidade, pois tais receitas estão fora do campo de incidência tributária, nos termos da Constituição Federal de 1988” Não há reparos a fazer na decisão de primeira instância, pois ao julgador administrativo é vedado aos órgãos administrativos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, exceto em relação a determinadas hipóteses, a teor do artigo 26A do Decreto nº 70.235, de 1972, reproduzido no art. 59 do Decreto nº 7.574, de 2011 e no próprio Fl. 120DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 121 13 Regimento deste Conselho em seus artigos 62 e 62A1, tendo inclusive tal matéria sido objeto de publicação da Súmula CARF nº 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Quanto à segunda alegação, o voto condutor do acórdão da DRJ consignou expressamente que o argumento da equiparação promovida pelo art. 4º do Decretolei nº 288, de 1967, não deveria prosperar pela própria inteligência do dispositivo e utilizou os fundamentos e conclusão da Solução de Divergência Cosit nº 23, de 2002, para enfrentar tal argumentação. Portanto, afasto as preliminares argüidas. Quanto ao mérito, a recorrente alega, fundamentalmente, que o art. 4º do Decretolei nº 288, de 1967, equiparou as vendas para a Zona Franca de Manaus a uma exportação para o exterior, se aplicando como isenção ao PIS/Pasep e Cofins e, a partir da Emenda Constitucional nº 33, de 2001, como imunidade. Decretolei nº 288, de 1967: Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. (Vide Decretolei nº 340, de 1967) (Vide Lei Complementar nº 4, de 1969) A redação do artigo 4º, de fato, equipara as vendas para a Zona Franca de Manaus a uma exportação para o estrangeiro. Entretanto, o faz para os efeitos fiscais da legislação em vigor, ou seja, não alcançaria tributos instituídos posteriormente a esta lei, de forma automática. A interpretação da isenção segue os ditames dos artigos 111 e 177 do CTN, que assim dispõem: Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: 1 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 122 14 I suspensão ou exclusão do crédito tributário; II outorga de isenção; III dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. ... Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva: I às taxas e às contribuições de melhoria; II aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. A exegese dos dois artigos impede a aplicação extensiva da equiparação trazida pelo Decretolei nº 288, de 1967, a tributos que sequer haviam sido instituídos quando de sua publicação. O objetivo é garantir a isonomia e legalidade tributárias, vez que a regra geral é a tributação de todos os fatos que se subsumem à hipótese de incidência, enquanto a regra de isenção tem sua aplicação restrita ao comando legal de modo a evitar a aplicação extensiva ou analógica a situações de desoneração não expressamente previstas, em razão do caráter de excepcionalidade da norma isentiva. Por sua vez, a Constituição Federal de 1988 determina que as isenções devem ser criadas por lei específica que as regule, ou seja, reafirmando o caráter de excepcionalidade da exclusão do crédito tributário: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias assegurada aos contribuintes, é vedado à União, aos Estado, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) § 6o Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2º, XII, g. (Grifouse) Neste sentido, citase Regina Helena Costa2: 2 COSTA, Regina Helena, Curso de Direito Tributário, Saraiva, 2009, p. 164, apud PAULSEN, Leandro. Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência, 14º ed. Livraria do Advogado;ESMAFE, 2012. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 123 15 “Ao determinar, nesse dispositivo, que a interpretação de normas relativas à suspensão ou exclusão do crédito tributário, à outorga de isenção e à dispensa do cumprimento de obrigações acessórias seja “literal”, o legislador provavelmente quis significar “não extensiva”, vale dizer, sem alargamento de seus comandos, uma vez que o padrão em nosso sistema é a generalidade da tributação e, também, das obrigações acessórias, sendo taxativas as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário e de anistia. Em outras palavras, quis prestigiar os princípios da isonomia e da legalidade tributárias”. O STJ já se manifestou no mesmo sentido: PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. BENEFÍCIO FISCAL. EXTENSÃO A CONTRIBUINTE NÃO ALCANÇADO PELA NORMA TRIBUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. "É vedado ao Judiciário estender benefício fiscal a terceiro não alcançado pela norma legal que o instituiu." (AgRg no RMS 37.216/RJ,Rel. Ministro Ari Pargendler, Primeira Turma, julgado em 19.2.2013, DJe 27.2.2013.) 2. "A concessão de tal vantagem é função atribuída pela Constituição Federal ao legislador, que deve editar lei específica, nos termos do art. 150, § 6. A mesma ratio permeia o art. 111 do CTN, o qual impede que se confira interpretação extensiva em matéria de exoneração fiscal." (AgRg no RMS 35513/RJ, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 7.2.2012, DJe 13.4.2012.) Agravo regimental improvido.(AgRg no RMS 37671 / RJ AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2012/00744588). Destacase no acórdão acima, reprodução de excerto do voto proferido no AgRg no RMS 35513/RJ, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 7.2.2012, DJe 13.4.2012: “A concessão de benefício fiscal é função atribuída pela Constituição Federal ao legislador mediante lei específica, nos termos do art. 150, §6º, in verbis: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: § 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) Fl. 123DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 124 16 A norma revela a preocupação do Constituinte em evitar abusos na concessão de benefícios fiscais – afinal, a regra é o exercício positivo da competência tributária , o que poderia comprometer a arrecadação de recursos públicos, frustrando as promessas do próprio constituinte e a concretização de direitos fundamentais, sobretudo os de cunho social. Nessa linha, o art. 111 do CTN impede que se confira interpretação extensiva em matéria de exoneração fiscal. Eis o teor do dispositivo: .... Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: I suspensão ou exclusão do crédito tributário; II outorga de isenção; III dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. A jurisprudência deste Tribunal é firme quanto à impossibilidade de se estender um benefício fiscal a terceiro não alcançado pela norma legal. Confiramse:” Mencionase, ainda, o REsp 1.116.620/BA, Recurso Especial 2009/0006826 7: TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. IMPOSTO DE RENDA. ISENÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. ART. 6º DA LEI 7.713/88 COM ALTERAÇÕES POSTERIORES. ROL TAXATIVO. ART. 111 DO CTN. VEDAÇÃO À INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. 1. A concessão de isenções reclama a edição de lei formal, no afã de verificarse o cumprimento de todos os requisitos estabelecidos para o gozo do favor fiscal. 2. O conteúdo normativo do art. 6º, XIV, da Lei 7.713/88, com as alterações promovidas pela Lei 11.052/2004, é explícito em conceder o benefício fiscal em favor dos aposentados portadores das seguintes moléstias graves: moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma. Por conseguinte, o rol contido no referido dispositivo legal é taxativo (numerus clausus), vale Fl. 124DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 125 17 dizer, restringe a concessão de isenção às situações nele enumeradas. 3. Consectariamente, revelase interditada a interpretação das normas concessivas de isenção de forma analógica ou extensiva, restando consolidado entendimento no sentido de ser incabível interpretação extensiva do aludido benefício à situação que não se enquadre no texto expresso da lei, em conformidade com o estatuído pelo art. 111, II, do CTN. (Precedente do STF: RE 233652 / DF Relator(a): Min. MAURÍCIO CORRÊA, Segunda Turma, DJ 18102002. Precedentes do STJ: EDcl no AgRg no REsp 957.455/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 18/05/2010, DJe 09/06/2010; REsp 1187832/RJ, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 06/05/2010, DJe 17/05/2010; REsp 1035266/PR, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 21/05/2009, DJe 04/06/2009; AR 4.071/CE, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/04/2009, DJe 18/05/2009; REsp 1007031/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 12/02/2008, Dje 04/03/2009; REsp 819.747/CE, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 27/06/2006, DJ 04/08/2006) 4. In casu, a recorrida é portadora de distonia cervical (patologia neurológica incurável, de causa desconhecida, que se caracteriza por dores e contrações musculares involuntárias fls. 178/179), sendo certo tratarse de moléstia não encartada no art. 6º, XIV, da Lei 7.713/88. 5. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. Sobre a não extensão da isenção a tributos instituídos posteriormente, mencionase o AgRg no REsp 1.434.314/PE, Agravo Regimental no Recurso Especial 2014/00320291: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PISIMPORTAÇÃO. COFINSIMPORTAÇÃO. LEI Nº 9317/96. SIMPLES. ISENÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Consoante proclamou esta Segunda Turma do STJ, ao julgar o REsp 1.039.325/PR, sob a relatoria do Ministro Herman Benjamin (Dje 13.3.2009), o fato de as empresas optantes pelo SIMPLES poderem pagar de forma simplificada os tributos listados no art. 3º, § 1º, da Lei 9.317/96 não induz à conclusão de que não se sujeitam a nenhum tributo posteriormente instituído. As isenções só podem ser concedidas mediante lei específica, que regule exclusivamente a matéria ou o correspondente tributo (art. 150, § 6º, da Constituição da República). A interpretação extensiva da lei de isenção, para atingir tributos futuramente criados, não se coaduna com o Fl. 125DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 126 18 sistema tributário brasileiro. O art. 3º, § 4º, da Lei 9.317/96 deve ser interpretado de forma sistemática com o disposto no art. 150, § 6º, da Constituição e no art. 111 do CTN. As empresas optantes pelo SIMPLES são isentas apenas das contribuições que já haviam sido instituídas pela União na data da vigência da Lei 9.317/1996. Com efeito, firmouse nesta Corte o entendimento de que não há isenção do PISImportação e da COFINSImportação, na hipótese de pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES, porque a Lei 9.317/96 não poderia isentar contribuições que foram criadas por lei posterior, nos termos do artigo 177, II, do CTN, que preceitua que a isenção não é extensiva aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Ademais, pela interpretação teleológica da Lei 9.317/96, verifica se que o legislador não demonstrou interesse em isentar tais pessoas jurídicas do pagamento das contribuições que custeiam a Seguridade Social, e, com o advento da Lei Complementar 123/2006, que revogou a Lei 9.317/96, ficou expressa a intenção legislativa de tributar as empresas de pequeno porte e microempresa, mesmo optantes pelo SIMPLES. (grifos não originais). 2. Agravo regimental não provido. Inferese, assim, que a equiparação promovida pelo Decreto nº 288, de 1967, não pode ser compreendida como irrestrita e automática, sob pena de afronta aos artigos 111 e 177 do CTN, pois que não se referiu ao PIS/Pasep e Cofins, dado que tais exações não existiam no ordenamento jurídico. Ressaltese, ainda, que o legislador ordinário não estendeu a equiparação de forma irrestrita a tributos já instituídos à época do decreto, como pode ser verificado no DecretoLei nº 1.435, de 1975, evitando a cumulação com outros incentivos relativos à exportação. Citemse: Decretolei nº 1.435, de 1975: Art 7º A equiparação de que trata o artigo 4º do Decretolei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, não compreende os incentivos fiscais previstos nos Decretosleis nºs 491, de 5 de março de 1969; 1.158, de 16 de março de 1971; 1.189, de 24 de setembro de 1971; 1.219, de 15 de maio de 1972, e 1.248, de 29 de novembro de 1972, nem os decorrentes do regime de " draw back ". Assim, verificase que a equiparação não alcançou outros incentivos à exportação, como os acima mencionados, evidenciando o caráter restritivo da expressão “constantes da legislação em vigor” contida no artigo 4º do Decretolei nº 288, de 1967. Pontuese que a partir de 22/12/2000, com a exclusão da expressão “na Zona Franca de Manaus” do inciso I do §2º do artigo 14 da MP nº 2.03725, de 2000, cujas reedições culminaram no texto final da MP nº 2.15835, de 2001, a isenção para o PIS/Pasep e Cofins restou assim delineada: Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: Fl. 126DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 127 19 I dos recursos recebidos a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pelas empresas públicas e sociedades de economia mista; II da exportação de mercadorias para o exterior; III dos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; V do transporte internacional de cargas ou passageiros; VI auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro REB, instituído pela Lei no 9.432, de 8 de janeiro de 1997; VII de frete de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei no 9.432, de 1997; VIII de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do DecretoLei no 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IX de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; X relativas às atividades próprias das entidades a que se refere o art. 13. § 1o São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2o As isenções previstas no caput e no parágrafo anterior não alcançam as receitas de vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio; II a empresa estabelecida em zona de processamento de exportação; III a estabelecimento industrial, para industrialização de produtos destinados à exportação, ao amparo do art. 3o da Lei no 8.402, de 8 de janeiro de 1992. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 128 20 A norma isentiva não traz qualquer equiparação das vendas à Zona Franca de Manaus à isenção de exportação para o exterior prevista no inciso II do caput. A interpretação literal do artigo 14 da MP nº 2.15835, de 2001, não permite esta equiparação, vez que esta somente foi efetuada pelo Decretolei nº 288, de 1967, refletindo os efeitos fiscais previstos na legislação então vigente. À vista do art. 177 do CTN, tal equiparação não pode ser estendida a tributos instituídos posteriormente, como foi o caso do PIS/Pasep e da Cofins. Por sua vez, o artigo 40 do ADCT da Constituição Federal de 1988 manteve a Zona Franca de Manaus e seus incentivos fiscais, nos termos abaixo: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. A redação não cria nova hipótese de isenção nem de imunidade, mas convalida e recepciona o status jurídico da Zona Franca de Manaus e impede que legislação infraconstitucional mitigue a vigência ou a fruição dos incentivos fiscais a ela inerentes. Entretanto, como a equiparação promovida pelo Decretolei não se estende ao PIS/Pasep e Cofins, posto que instituídos após referido decretolei, o artigo 40 do ADCT da Constituição Federal não altera esta condição. Corroborando o exposto, mencionamse acórdãos deste Conselho e do antigo Conselho de Contribuintes: Acórdão nº 20180.247 proferido pela Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes: ... RECEITAS DE VENDAS A EMPRESA ESTABELECIDA NA ZFM. ISENÇÃO. É cabível a exclusão da base de cálculo da Cofins das receitas decorrentes da venda a empresa estabelecida na ZFM a partir de dezembro de 2000, nos termos da Medida Cautelar exarada na ADI nº 2.3489 e da nova redação dada ao art. 14 da Medida Provisória nº 2.03425, de 21 de dezembro de 2000, e suas reedições, nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido art. 14. Acórdão 380300.456 proferido pela Terceira Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins. Período de apuração: 01/12/1999 a 31/03/2003. ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. A isenção prevista no art. 14 da Medida Provisória n° 2.03725 de 2000, quando se tratar de vendas à Zona Franca de Manaus, aplicase tão somente às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do citado artigo. Acórdão nº 340200.637 proferido pela Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento Fl. 128DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.904241/200980 Acórdão n.º 3303002.524 S3C3T3 Fl. 129 21 Assunto: Contribuição para o Programa de Integração Social PIS/Pasep Período de apuração: 01/11/2002 a 30/06/2004 VENDAS A EMPRESA ESTABELECIDA NA ZONA FRANCA DE MANAUS, ISENÇÃO, INCABÍVEL, As receitas decorrentes de vendas a empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus não configuram receitas de exportação e sobre elas incide a contribuição para o PIS, Assunto: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/11/2002 a 30/06/2004 VENDAS A EMPRESA ESTABELECIDA NA ZONA FRANCA DE MANAUS, ISENÇÃO, INCABÍVEL, As receitas decorrentes de vendas a empresas estabelecidos na Zona Franca de Manaus não configuram receitas de exportação e sobre elas incide a Cofins. Acórdão nº 20400.708 proferido pela Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes ZONA FRANCA DE MANAUS. Por expressa determinação legal (art. 111 do CTN) as normas que excluem ou suspendem o crédito tributário, ou ainda outorgam isenção, hão de se interpretar literalmente, não podendo o caráter isencional sufragarse em normas genéricas meramente correlatas. Por fim, impõe ressaltar que a partir de 26/07/2004, com vigência da MP nº 202, de 2004, as receitas de vendas destinadas ao consumo e industrialização na Zona Franca de Manaus, por pessoa jurídica estabelecida fora da Zona Franca de Manaus ficaram sujeitas à alíquota zero relativamente à incidência para o PIS/Pasep e Cofins. Diante do exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 129DF CARF MF Impresso em 19/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assina do digitalmente em 24/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
