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Numero do processo: 10293.720006/2008-78
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Sat Aug 17 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2801-000.223
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1898; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 171 1 170 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10293.720006/200878 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2801000.223 – 1ª Turma Especial Data 16 de maio de 2013 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente LAMINADOS TRIUNFO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar. RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/BSB/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra a contribuinte interessada foi lavrado, em 17/03/2008, a Notificação de Lançamento nº 02301/00005/2008 (às fls. 98/102), pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 5.737,33, a título de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, do exercício de 2006, acrescido de multa de ofício (75,0%) e juros legais, tendo como objeto o imóvel rural denominado “Seringal Recife II”, cadastrado na RFB, sob o nº 4.140.6150, com área declarada de 12.427,0 ha, localizado no Município de Sena Madureira/AC. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 02 93 .7 20 00 6/ 20 08 -7 8 Fl. 171DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 12/06/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10293.720006/200878 Resolução nº 2801000.223 S2TE01 Fl. 172 2 A ação fiscal proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/2006 incidentes em malha valor, iniciouse com a intimação de fls. 01/02, exigindose a apresentação de: 1º Cópia do ADA Ato Declaratório Ambiental; 2º Cópia da Matrícula do registro imobiliário, com averbação da área de reserva legal, caso o imóvel possua matrícula ou cópia do Termo de Responsabilidade/Compromisso de Averbação da Reserva Legal ou Termo de Ajustamento de Conduta da Reserva Legal, acompanhada de certidão emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis comprovando que o imóvel não possui matrícula no registro imobiliário; e, 3º Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecida na NBR 14.653 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrado no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados.A falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do SIPT da RFB. Em resposta, foram apresentados os documentos/extratos de fls. 09/97. No procedimento de análise e verificação da documentação apresentada pela Contribuinte, e das informações constantes das DITR/2006, decidiuse alterar o VTN declarado de R$ 240.000,00 para R$ 3.558.844,26, com base no valor de R$ 286,38/ha indicado no SIPT, com conseqüente aumento do VTN tributável e disto resultando o imposto suplementar de R$ 2.986,95, conforme demonstrado às fls. 101. A descrição dos fatos e os enquadramentos legais da infração, da multa de ofício e dos juros de mora, encontramse descritos às folhas 99/100 e 102. Da Impugnação Cientificado do lançamento em 31/03/2008 (fls. 105), a Impugnante, por meio de procurador legalmente constituído, fls. 15, protocolou em 30/04/2008, fls. 106, a impugnação de fls. 106/107, lida nesta Sessão e instruída com os documentos de fls. 108. Em síntese, alegou e requereu o seguinte: • apresenta um relato dos fatos da presente Notificação de Lançamento e esclarece que a ora postulante apresentou o Laudo de Técnico de Avaliação de Imóvel Rural; • esclarece ainda, que o laudo apresentado indica o objetivo da avaliação, fundamentação, a metodologia aplicada, o período de execução e vistoria, descrição e característica do imóvel, a especificação das áreas estruturadas do imóvel, bem como a respectiva avaliação; • requer que seja cancelado o lançamento. Ressalvase que as referências à numeração das folhas das peças processuais, feitas no relatório e no voto, referemse aos autos primitivamente formalizados em papel, antes de sua conversão em meio Fl. 172DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 12/06/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10293.720006/200878 Resolução nº 2801000.223 S2TE01 Fl. 173 3 digital, no qual as referidas peças estão reproduzidas sob a forma de imagem.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 118/123, que restou assim ementado: DO VALOR DA TERRA NUA _ SUBAVALIAÇÃO Para fins de revisão do VTN/ha arbitrado pela fiscalização, exigese que o Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, atenda aos requisitos essenciais das Normas da ABNT (NBR 14.6533), principalmente no que tange aos dados de mercado coletados, de modo a atingir fundamentação e Grau de precisão II, demonstrando, de forma convincente, o valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto (1º/01/2004), bem como, a existência de características particulares desfavoráveis que pudessem justificar a revisão pretendida. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 24/01/2012 (AR fls. 126/127), a interessada, representada por seu advogado (fl. 15), interpôs o recurso de fls. 130/140, em 23/02/2012. Em sua defesa, alega que não se sustenta o arbitramento do VTN procedido neste caso, tendo em vista o Oficio da Prefeitura Municipal de Sena Madureira solicitando a desconsideração e anulação da tabela de preços apresentada à RFB (fls. 142/143). É o relatório. VOTO Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O lançamento cuida de alteração do Valor da Terra Nua (VTN) declarado. Quanto à alteração procedida pela fiscalização do VTN, verificase que não constam dos autos as informações disponíveis no SIPT, para o exercício em análise e o município de localização do imóvel, que foram utilizadas pela autoridade fiscal para proceder o arbitramento contestado pela recorrente. Dessa forma, proponho a conversão do julgamento em diligência, para que a autoridade competente anexe aos autos as informações do SIPT, para o exercício em análise e o município de localização do imóvel, que embasaram o procedimento fiscal em apreço, e esclareça se a informação constante do Oficio da Prefeitura Municipal de Sena Madureira solicitando a desconsideração e anulação da tabela de preços apresentada à RFB (fls. 142/143) teria alguma repercussão na análise do litígio em questão. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 173DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 12/06/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 16095.000656/2010-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3202-000.129
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Irene Souza da Trindade Torres - Presidente
Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Rodrigo Cardozo Miranda e Adriene Maria de Miranda Veras.
Nome do relator: Não se aplica
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Irene Souza da Trindade Torres Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Rodrigo Cardozo Miranda e Adriene Maria de Miranda Veras. Relatório Cuidase de recurso voluntário (fls.211255) interposto por RANDRA ARTEFATOS DE ARAME E AÇO LTDA contra decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, SP (DRJ/RPO) (fls. 89 e seguintes) que, por unanimidade de votos, declarou procedente o lançamento. Segundo o relatório do acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, SP (DRJ/RPO), em auditoria interna foi constatado RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 60 95 .0 00 65 6/ 20 10 -3 1 Fl. 136DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/09/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 16095.000656/201031 Resolução nº 3202000.129 S3C2T2 Fl. 137 2 divergência entre os valores informados na DIPJ, nas DCTFs e os pagamentos efetuados, relativamente aos anos de 2006 e 2007, consoante capitulação legal consignada à fls. 43 e foi lavrado auto de infração para exigir R$ 1.058.257,50, inclusos imposto (IPI), multa de mora e juros. A Recorrente impugnou o auto de infração dizendo que a autuação apenas baseouse em confronto de valores escriturados as declarações anteriormente mencionadas, sem qualquer tipo de aprofundamento. Além disso, alega que os valores controversos foram objeto de lançamento em outro PAF (16095.000151/201076). Após a decisão de primeiro grau, a Recorrente tempestivamente apresentou recurso voluntário, reafirmando as alegações trazidas na impugnação, mesmo tendo optado pela inclusão total dos créditos tributários no parcelamento trazido pela Lei 11.941, conforme despacho de fls. 134. É o Relatório. Voto Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Antes de analisar as questões de direito trazidas pela Recorrente, cumpre salientar que a Recorrente aponta em seu recurso que o período (2006 e 2007) e muitos dos valores autuados no PAF 16095.000151/201076 coincidem com aqueles objeto da presente demanda. Deste modo, à luz de tal questionamento, converto o julgamento em diligência para que a DRf competente confronte os valores aqui lançados com aqueles lançados no PAF 16095.000151/201076 e informe a respeito da existência ou não de lançamentos em duplicidade dos montantes relativos ao IPI nos anos de 2006 e 2007. Após a realização da(s) diligência(s), é mister que seja dado o prazo de trinta dias para que a Recorrente e a fiscalização se manifestem acerca do tema. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/09/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 16095.000656/201031 Resolução nº 3202000.129 S3C2T2 Fl. 138 3 É como voto. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 138DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/09/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10865.908885/2009-17
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/04/2004
COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS INDEVIDOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA RECORRENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
A falta da apresentação de prova que se mostre inequívoca mediante documentação idônea da existência de crédito líquido e certo utilizado na compensação implica o não reconhecimento do direito creditório e a não homologação da declaração declarada.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-001.895
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Feistauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Feistauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1595; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.908885/200917 Recurso nº Acórdão nº 3801001.895 – 1ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2013 Matéria NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Recorrente SUPERMERCADO BIG BOM LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/04/2004 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS INDEVIDOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA RECORRENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. A falta da apresentação de prova que se mostre inequívoca mediante documentação idônea da existência de crédito líquido e certo utilizado na compensação implica o não reconhecimento do direito creditório e a não homologação da declaração declarada. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 88 85 /2 00 9- 17 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Feistauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. 2 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, proferida pela DRJ Ribeirão Preto (SP), que transcrevo a seguir: “Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS/Pasep. Por intermédio do despacho decisório de fls. 6, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls. 10/20, na qual alegou, em síntese: 1. Preliminar de nulidade: a DRF de Limeira simplesmente limitouse a aduzir de forma vaga e genérica que não reconheceu como declaradas ou transmitidas as PER/DCOMPs acima especificadas. A decisão recorrida sequer se deu ao trabalho de detalhar e especificar minuciosamente porque o contribuinte não possuiria o crédito que alega possuir, eis que haviam nos autos outros fartos documentos que, se analisados, lhe permitiria inferir de modo diverso. Assim sendo é incontroversa a afronta basilar ao principio da ampla defesa do contribuinte: primeiro porque as decisões em um processo administrativo devem obedecer a um mínimo formalismo, tendo que possuir fundamentação legal, exposição de raciocínio lógico e análise detida de toda a documentação; segundo, porque a decisão recorrida é genérica, não apresenta dados específicos sobre suas razões de decidir e não faz alusão a outros documentos que seguem carreados ao processo administrativo. A falta destes elementos concretos implicam na anulação da decisão, que avilta também o principio do devido processo legal; 2. Fez uma longa exposição, citando juristas, ato declaratório normativo e copiosa jurisprudência de diversos Tribunais Regionais Federais e do Superior Tribunal de Justiça defendendo a tese de que o prazo para restituição e compensação de tributos pagos indevidamente ou a maior do 3 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 que devido é decenal (dez anos) e não qüinqüenal, por se tratar de autolançamento; 3. No mérito, alegou que o ADIN n° 14170 declarou inconstitucional a expressão contida no art. 17, da Lei n° 9.715, de 1998: "aplicandose aos fatos geradores a partir de 01/10/1995" sendo que, posteriormente o Secretário da Receita Federal reconheceu em parte esta inconstitucionalidade através da Instrução Normativa n.° 6, de 2000, que vedou a constituição de crédito tributário e determinou o cancelamento de lançamento baseado na aplicação do disposto na Medida Provisória n° 1212, de 1995, a fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 1 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996; 4. Com a inconstitucionalidade parcial do artigo 18, se estabelece a impossibilidade total de cobrança do tributo, seja pelo estabelecimento do elemento temporal do fato gerador, a partir da publicação da Lei 9.715/98, seja pela impossibilidade da aplicação da Lei Complementar n° 07/70, ao mesmo tempo da vigência da MP n° 1212, de 1995. Assim, durante todo o período em que se sucedem as diversas republicações da MP n° 1212/95, o fisco não possui hipótese de incidência para embasar sua cobrança; Efetivamente temse que a Lei 9.715, de 1998, após a conversão da MP n° 1212, de 1995, somente entrou em vigor em 1998, permanecendo sob vaccatio legis o período compreendido entre 10/1995 a 10/1998; 6. A esfera administrativa equivocouse, de forma acintosa, ao não homologar as supramencionadas compensações de créditos tributários a que efetivamente a recorrente faz jus; 7. O poder público não pode descumprir o principio da legalidade dos atos administrativos sonegando ao ora contribuinte fruição de um direito assegurado de suspensão da exigibilidade dos créditos em tela, como prevê também o artigo 151, do Código Tributário Nacional. Assim, deve ficar sobrestada a cobrança das compensações realizadas até o julgamento em definitivo no âmbito administrativo do referido processo. 8. Requer o regular processamento, ulterior apreciação e provimento total à presente manifestação de inconformidade, com homologação de todas as compensações pleiteadas nos autos. É o relatório.” A Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: 4 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/05/2004 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva, na esfera administrativa, a exigência relativa a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecido” Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, reportandose às razões de defesa expostas na manifestação de inconformidade e reproduzindoas na íntegra neste recurso voluntário. É o relatório. 5 Fl. 94DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 Voto Conselheiro Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira – Relator. Tanto na manifestação de inconformidade interposta, como no recurso voluntário, a contribuinte não contestou em momento algum o motivo da nãohomologação da declaração de compensação, apresentando apenas alegações com relação a fatos em nenhum momento foram suscitados pela Receita Federal do Brasil. Conforme já relatado, a contribuinte se limitou a manter os argumentos já trazidos na manifestação de inconformidade: “1. Preliminar de nulidade: a DRF de Limeira simplesmente limitouse a aduzir de forma vaga e genérica que não reconheceu como declaradas ou transmitidas as PER/DCOMPs acima especificadas. A decisão recorrida sequer se deu ao trabalho de detalhar e especificar minuciosamente porque o contribuinte não possuiria o crédito que alega possuir, eis que haviam nos autos outros fartos documentos que, se analisados, lhe permitiria inferir de modo diverso. Assim sendo é incontroversa a afronta basilar ao principio da ampla defesa do contribuinte: primeiro porque as decisões em um processo administrativo devem obedecer a um mínimo formalismo, tendo que possuir fundamentação legal, exposição de raciocínio lógico e análise detida de toda a documentação; segundo, porque a decisão recorrida é genérica, não apresenta dados específicos sobre suas razões de decidir e não faz alusão a outros documentos que seguem carreados ao processo administrativo. A falta destes elementos concretos implicam na anulação da decisão, que avilta também o principio do devido processo legal; 2. Fez uma longa exposição, citando juristas, ato declaratório normativo e copiosa jurisprudência de diversos Tribunais Regionais Federais e do Superior Tribunal de Justiça defendendo a tese de que o prazo para restituição e compensação de tributos pagos indevidamente ou a maior do que devido é decenal (dez anos) e não qüinqüenal, por se tratar de autolançamento; 3. No mérito, alegou que o ADIN n° 14170 declarou inconstitucional a expressão contida no art. 17, da Lei n° 9.715, de 1998: "aplicandose aos fatos geradores a partir de 01/10/1995" sendo que, posteriormente o Secretário da Receita Federal reconheceu em parte esta inconstitucionalidade através da Instrução Normativa n.° 6, de 2000, que vedou a constituição de crédito tributário e determinou o cancelamento de lançamento baseado na aplicação do disposto na Medida Provisória n° 1212, de 1995, a fatos geradores ocorridos no 6 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 período compreendido entre 1 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996; 4. Com a inconstitucionalidade parcial do artigo 18, se estabelece a impossibilidade total de cobrança do tributo, seja pelo estabelecimento do elemento temporal do fato gerador, a partir da publicação da Lei 9.715/98, seja pela impossibilidade da aplicação da Lei Complementar n° 07/70, ao mesmo tempo da vigência da MP n° 1212, de 1995. Assim, durante todo o período em que se sucedem as diversas republicações da MP n° 1212/95, o fisco não possui hipótese de incidência para embasar sua cobrança; Efetivamente temse que a Lei 9.715, de 1998, após a conversão da MP n° 1212, de 1995, somente entrou em vigor em 1998, permanecendo sob vaccatio legis o período compreendido entre 10/1995 a 10/1998; 6. A esfera administrativa equivocouse, de forma acintosa, ao não homologar as supramencionadas compensações de créditos tributários a que efetivamente a recorrente faz jus; 7. O poder público não pode descumprir o principio da legalidade dos atos administrativos sonegando ao ora contribuinte fruição de um direito assegurado de suspensão da exigibilidade dos créditos em tela, como prevê também o artigo 151, do Código Tributário Nacional. Assim, deve ficar sobrestada a cobrança das compensações realizadas até o julgamento em definitivo no âmbito administrativo do referido processo. 8. Requer o regular processamento, ulterior apreciação e provimento total à presente manifestação de inconformidade, com homologação de todas as compensações pleiteadas nos autos.” Enquanto que o julgamento da 4ª. Turma da DRJ/RPO foi bem claro ao votar pelo não conhecimento da manifestação de inconformidade, em razão da matéria não estar expressamente contestada, vejamos: “Ora, o pagamento que a recorrente declarou como indevido no PER/DCOMP é relativo ao período de apuração 31/07/2004, sem nenhuma correlação com o período anterior A outubro de 1998. E seguiu em descompasso fazendo alusão a documentos que não estão nos autos e argumentando que o despacho decisório teria considerado as DCOMPs como não declaradas' ou transmitidas. Do mesmo modo que o Decreto n.° 70.235, de 1972, estabelece, em seu artigo 90, a obrigatoriedade de a autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Em 7 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 verdade, este dispositivo legal apenas transfere, para o processo administrativo fiscal, o sistema adotado pelo Código de Processo Civil, que, em seu artigo 333, ao repartir o ônus probandi, o faz não admitindo a mera alegação e a negação geral. Conforme dispõe o art. 17 do Decreto n° 70.235, de 1972, com a redação do art. 67 da Lei n° 9.532/97, infra transcrito, considero que o contribuinte não contestou expressamente a matéria objeto do litígio, considerando, pois, como não impugnada a matéria e, portanto, não iniciada a fase litigiosa do procedimento.” Contudo, necessário registrarse que não é possível o julgamento deste Recurso Voluntário pela verdade material, haja vista que carece prova do crédito existente, não existindo elementos suficientes nos autos suficientes para o provimento do presente recurso voluntário. Mesmo considerando o princípio da verdade material, em que a apuração da verdade dos fatos pelo julgador administrativo vai além das provas trazidas aos autos pelo interessado, nos casos da espécie ao ora analisado, a prova encontrase em poder do próprio Recorrente, e uma vez que foi dele a iniciativa de instauração do presente processo, pois que relativo a um direito que ele alega ser detentor, não se vislumbra razão à preponderância do princípio da verdade material sobre, por exemplo, o princípio constitucional da celeridade processual (art. 5o, inciso LXXVIII, da Constituição Federal de 1988). O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal (DCTF e sistemas de arrecadação) no momento da prolação do despacho decisório, não cabendo em processos da espécie a inversão do ônus da prova. O referido art. 16 do PAF assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará:I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei no 8.748, de 1993) – Grifei (...) § 4o A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei no 9.532, de 1997) 8 Fl. 97DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei no 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei no 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei no 9.532, de 1997) As exceções previstas no § 4. do art. 16 do PAF, supra reproduzidos, não se aplicam ao presente processo, pois não se trata de (i) impossibilidade de apresentação de provas por motivo de força maior, (ii) de fato ou direito superveniente ou (iii) de prova destinada a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Assim, não merecem reparo o acórdão recorrido. Em face do exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário interposto. É assim que voto. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. 9 Fl. 98DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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Numero do processo: 13708.002212/2007-91
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
Súmula CARF n° 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Dirpf - Retificação - Efeitos - A Declaração retificadora, independentemente de prévia autorização por parte da Autoridade Administrativa e nas hipóteses em que admitida, substitui a originalmente apresentada para todos os efeitos, inclusive para fins de revisão. Sendo assim, qualquer procedimento de revisão e conseqüente lançamento deve tomar por base a última declaração retificadora regularmente apresentada.
IMPOSTO DEVIDO. PAGAMENTO. ESPONTANEIDADE.
O pagamento do imposto devido, acrescido dos juros de mora, realizado antes do início do procedimento fiscal e no exato valor apurado pela fiscalização, quando é evidente sua relação com a infração objeto da notificação de lançamento, configura denúncia espontânea, afastando a imposição da multa de ofício.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-003.130
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para cancelar a exigência da multa de oficio de 75%, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Tânia Mara Paschoalin que negava provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 Súmula CARF n° 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Dirpf - Retificação - Efeitos - A Declaração retificadora, independentemente de prévia autorização por parte da Autoridade Administrativa e nas hipóteses em que admitida, substitui a originalmente apresentada para todos os efeitos, inclusive para fins de revisão. Sendo assim, qualquer procedimento de revisão e conseqüente lançamento deve tomar por base a última declaração retificadora regularmente apresentada. IMPOSTO DEVIDO. PAGAMENTO. ESPONTANEIDADE. O pagamento do imposto devido, acrescido dos juros de mora, realizado antes do início do procedimento fiscal e no exato valor apurado pela fiscalização, quando é evidente sua relação com a infração objeto da notificação de lançamento, configura denúncia espontânea, afastando a imposição da multa de ofício. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para cancelar a exigência da multa de oficio de 75%, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Tânia Mara Paschoalin que negava provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
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DIRPF RETIFICAÇÃO EFEITOS A Declaração retificadora, independentemente de prévia autorização por parte da Autoridade Administrativa e nas hipóteses em que admitida, substitui a originalmente apresentada para todos os efeitos, inclusive para fins de revisão. Sendo assim, qualquer procedimento de revisão e conseqüente lançamento deve tomar por base a última declaração retificadora regularmente apresentada. IMPOSTO DEVIDO. PAGAMENTO. ESPONTANEIDADE. O pagamento do imposto devido, acrescido dos juros de mora, realizado antes do início do procedimento fiscal e no exato valor apurado pela fiscalização, quando é evidente sua relação com a infração objeto da notificação de lançamento, configura denúncia espontânea, afastando a imposição da multa de ofício. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para cancelar a exigência da multa de oficio de 75%, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Tânia Mara Paschoalin que negava provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente em exercício. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 8. 00 22 12 /2 00 7- 91 Fl. 65DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13708.002212/200791 Acórdão n.º 2801003.130 S2TE01 Fl. 66 2 Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 2a Turma da DRJ/RJ2 (Fls. 31), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Em procedimento de revisão interna de declaração de rendimentos correspondente ao anocalendário de 2004, foi lavrada a notificação de lançamento de fls.4 a 6, em que foi apurada a seguinte infração: 1) omissão de rendimentos do Ministério da Justiça, no valor de R$18.621,14. Em virtude dessa alteração, foi apurado imposto de renda suplementar de R$152,54, acrescido de multa de ofício e juros de mora, perfazendo o total de R$315,93. O Interessado foi cientificado da notificação de lançamento de fls. 4 a 6 em 10/08/2007 (fls.44), tendo apresentado sua impugnação de fl, 1 em 31/08/2007, alegando em síntese, que parte dos rendimentos recebidos de pessoas jurídicas seria isento com fulcro no art. 1º,III, da Lei nº 8.852, de 1994, e na Lei nº 7.713, de 1988, no valor de R$19.258,53, conforme fichas financeiras anexadas e planilha de fl.23. Passo adiante, a 2ª Turma da DRJ/RJ2 entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DIRF. Consideramse omitidos os rendimentos informados em DIRF que não foram incluídos pelo Interessado em sua declaração de ajuste anual. Cientificado em 08/04/2011 (Fls. 56), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 18/04/2011 (fls. 57 e 58), reforçando os argumentos apresentados quando da impugnação, e acrescentando: Tendo em vista o teor do acórdão que analisando tão somente a redução do total de rendimentos com base nas citadas leis, alega Fl. 66DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13708.002212/200791 Acórdão n.º 2801003.130 S2TE01 Fl. 67 3 que caberia ao contribuinte, “trazer aos autos comprovante anual de rendimentos pagos e de imposto de renda retido na fonte emitido por sua fonte pagadora”, considerando insuficiente a ficha financeira apresentada, e que nenhuma menção ao fato do valor cobrado já ter sido comprovadamente pago através de DARF apresentada desde o primeiro instrumento de recurso, requer este contribuinte o seguinte: Que sejam desconsideradas às deduções da declaração retificadora nº 31.17.74.91.5674, cujas deduções foram analisadas no acórdão sob recurso. Que seja considerada como correta a declaração retificadora de nº19.53.67.28.0446, ou seja, a declaração apresentada por este contribuinte, na qual se apurou imposto a pagar no valor de R$152,54, devidamente recolhido com acréscimo de juros e multa através de DARF em anexo. Que seja deferido, assim, o presente recurso, tendo em vista que o valor apurado e apontado na notificação tratase, exatamente. Do valor acima, pago no ano de 2005, sob pena de bitributação em desfavor deste contribuinte. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Compulsando os autos, verifico que o contribuinte retificou sua DIRPF para excluir da tributação os rendimentos oriundos da Lei 8.852/94, que entendia serem isentos. O contribuinte não contesta a omissão de rendimentos, afirmando apenas que apresentou retificadora antes do início do procedimento fiscal e que o tributo já foi pago. Indenização significa ressarcir, compensar; ou seja, é a reparação de um dano ou prejuízo. Deste modo, para que um determinado rendimento seja considerado de natureza indenizatória, este deve ser decorrente da reparação de um dano ou prejuízo. Ocorre que o chamado “adicional por tempo de serviço”, e a “compensação orgânica” não são decorrentes da reparação de um dano ou prejuízo. Na verdade, estes se prestam mais como um prêmio pelo tempo de serviço do servidor; razão pela qual não devem ser considerados como rendimento que possuem natureza indenizatória. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13708.002212/200791 Acórdão n.º 2801003.130 S2TE01 Fl. 68 4 Temos ainda que, nos termos, do artigo 43 do Código Tributário Nacional, o Imposto sobre a Renda incidirá sobre a renda e proventos de qualquer natureza; in verbis: Art. 43 – O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade jurídica: I – de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II – de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. Na medida em que o Imposto sobre a Renda incide sobre os rendimentos do produto de trabalho, e sobre os proventos de qualquer natureza, para que o chamado “adicional por tempo de serviço” e a “compensação orgânica”não fossem alcançados por sua base de cálculo haveria a necessidade de Lei específica determinando a sua isenção. Contudo, não há norma legal determinando a isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física sobre os rendimento do adicional por tempo de serviço ou sobre a compensação orgânica. O art. 39, do Decreto n 3.000 99 (Regulamento do Imposto de Renda), que estabelece as exclusões do rendimento bruto, não elenca, entre as suas exclusões de rendimentos, o rendimento oriundo do adicional por tempo de serviço ou da compensação orgânica. Melhor sorte não resta a Lei 8.852, de 1994, que, em nenhum momento estabelece isenção, ou hipótese de não incidência do IRPF. Na verdade, a Lei 8.852, de 1994, apenas define aquilo que seja vencimento básico, para efeitos de cálculo dos tetos remuneratórios dos ocupantes de cargos, funções, e empregos públicos. Assim, o rendimento oriundo do adicional por tempo de serviço, e a compensação orgânica, importam em aquisição de disponibilidade econômica de renda, não possuem natureza indenizatória, e não estão relacionados entre as isenções previstas em Lei; sujeitos, portanto, estão à incidência do Imposto sobre a Renda. Este, esclareçase, é o entendimento mantido por este Egrégio Conselho, conforme estabelecido na Súmula CARF 68, de aplicação obrigatória pelos Conselheiros; in verbis: Súmula CARF n° 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Quanto ao alegação de apresentação de retificadora, em que não se apresenta a omissão de rendimentos, antes do início do procedimento fiscal, é dever esclarecer que, na verdade, a última retificadora apresentada pelo contribuinte, em 18/06/2007, omite os rendimentos e apresenta saldo do imposto a restituir. (pág. 17 dos autos) Fl. 68DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13708.002212/200791 Acórdão n.º 2801003.130 S2TE01 Fl. 69 5 Anteriormente, em 04/01/2006, o contribuinte até tinha apresentado retificadora em que não se omitia os rendimentos; contudo, a posterior retificadora a substituiu integralmente. A retificação das declarações de IRPF está disciplinada pela Medida Provisória nº 2.18949, de 23 de agosto de 2001, art. 18, que assim dispõe: “Art. 18. A retificação de declaração de impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, nas hipóteses em que admitida, terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, independentemente de autorização pela autoridade administrativa. Parágrafo único. A Secretaria da Receita Federal estabelecerá as hipóteses de admissibilidade e os procedimentos aplicáveis à retificação de declaração.” Observase, portanto, que a declaração retificadora substitui a declaração originariamente apresentada para todos os efeitos. Assim, com a entrega da declaração retificadora, todos os rendimentos equivocadamente deixados de compor o montante tributável ficaram sujeitos ao lançamento de ofício. Entretanto, percebo que, quando por ocasião da apresentação da primeira retificadora, em 04/06/2006, o contribuinte tratou de efetuar o pagamento de DARF de montante igual ao apurado pela fiscalização. (doc. pág 16 dos autos) Neste caso, antes de finalizar o lançamento e se exigir multa de ofício, deveria ter sido considerado para fins de cálculo os pagamentos espontâneos efetuados pelo contribuinte, pois, sobre tais recolhimentos, não caberia a incidência de multa de ofício, eis que imposto pago antes do início do procedimento fiscal. Assim, pelos mesmos dos fundamentos expostos na Nota Cosit nº 01, de 18/01/2012, verificase presente o instituto da “denúncia espontânea”, sendo indevida, portanto, neste contexto, a exigência da multa punitiva. Como se vê, o recolhimento (código 0211 quotas IRPF 2004) constante do DARF à fl. 16, no valor principal de R$ 152,54 efetuado pelo recorrente antes do início do procedimento fiscal que resultou no lançamento em exame, configurandose, deste modo, a improcedência da multa de oficio exigida nos autos. Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento parcial ao recurso, cancelando a exigência da multa de oficio de 75%. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 69DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13708.002212/200791 Acórdão n.º 2801003.130 S2TE01 Fl. 70 6 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 07/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN
score : 1.0
Numero do processo: 10980.726358/2011-94
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2010
MULTA ATRASO NA ENTREGA DACON. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
A teor da Súmula CARF nº 49, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração.
INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI TRIBUTÁRIA.
Conforme entendimento da Súmula CARF nº 2, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1803-001.848
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Sérgio Luiz Bezerra Presta.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A teor da Súmula CARF nº 49, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI TRIBUTÁRIA. Conforme entendimento da Súmula CARF nº 2, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Sérgio Luiz Bezerra Presta. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 63 58 /2 01 1- 94 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 02/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Relatório COTRANS LOCAÇÃO DE VEICULOS LTDA, ,pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ Curitiba (PR), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Trata o presente processo de notificação eletrônica de lançamento (fl. 40) emitida em virtude de entrega intempestiva da DACON. Alega a impugnante a nulidade da ação fiscal e da notificação de lançamento, capitulação legal equivocada, decadência e cobrança abusiva dos juros de mora. A DRJ CuritibaPR , através do acórdão nº 0639.994, de 27 de março de 2013 (fls. 46/50), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/03/2010 a 31/03/2010 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DACON. A entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon após o prazo previsto pela legislação tributária sujeita a contribuinte à incidência da multa moratória correspondente. NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. DECADÊNCIA. O prazo para o lançamento da multa por atraso na apresentação do DACON é de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte ao da data prevista para a entrega da respectiva declaração. Ciente da decisão em 26/04/2013, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 54), apresentou o recurso voluntário em 21/05/2013, onde pugna pela improcedência do lançamento alegando estar albergada pelo instituto da denúncia espontânea e o caráter confiscatório da multa aplicada. É o relatório Fl. 82DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 02/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10980.726358/201194 Acórdão n.º 1803001.848 S1TE03 Fl. 82 3 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de multa por atraso na entrega da DACON – Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais. Alega a recorrente que estaria albergada pelo instituto da denúncia espontânea preconizada no art. 138 do CTN, pois entregou a DACON antes de qualquer procedimento fiscal. Alude também quanto ao caráter confiscatório da multa de ofício aplicada, o que ensejaria a sua inconstitucionalidade e conseqüente desconstituição do lançamento. Não assiste razão à interessada. As matérias alegadas no recurso voluntário não foram objeto de prequestionamento na impugnação, mas em homenagem ao amplo direito de defesa serão apreciadas no presente voto. Com relação ao caráter confiscatório da multa de ofício aplicada, temse que é defeso ao colegiado julgador administrativo enveredar na análise da constitucionalidade da lei tributária, conforme entendimento cristalizado na Súmula CARF nº 02: Súmula CARF nº 2: o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Melhor sorte não colhe a recorrente no que tange ao instituto da denúncia espontânea (art. 138 do CTN). Com efeito, o acolhimento da tese da denúncia espontânea quando presentes seus pressupostos, somente se aplica em relação à multa de mora incidente sobre tributos pagos em atraso e não sobre obrigações acessórias (multa pelo atraso na entrega de declarações por exemplo). Neste sentido, a Súmula CARF nº 49: Súmula CARF nº 49, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 02/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 84DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 02/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH
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Numero do processo: 10240.720194/2010-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007
Ementa:
SISTEMAS DE PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS.
As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária, sendo que, quando intimadas pelos Auditores-Fiscais da Receita Federal, apresentarão, no prazo de vinte dias, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras, na forma prevista pelo órgão
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 3302-002.253
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente); Alexandre Gomes; Fabíola Cassiano Keramidas; Paulo Guilherme Deroulede e Maria da Conceição Arnaldo Jacó
Nome do relator: MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007 Ementa: SISTEMAS DE PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária, sendo que, quando intimadas pelos Auditores-Fiscais da Receita Federal, apresentarão, no prazo de vinte dias, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras, na forma prevista pelo órgão Recurso Voluntário negado.
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As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária, sendo que, quando intimadas pelos AuditoresFiscais da Receita Federal, apresentarão, no prazo de vinte dias, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras, na forma prevista pelo órgão Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 24 0. 72 01 94 /2 01 0- 74 Fl. 137DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente); Alexandre Gomes; Fabíola Cassiano Keramidas; Paulo Guilherme Deroulede e Maria da Conceição Arnaldo Jacó Relatório Trata o processo de PERELETRÔNICO RESSARCIMENTO DE IPI, fls. 01, e DCOMP fls 07, cujo PARECER SAORT/DRF/PVO N° 091/2010 (fls. 26/29), aprovado pelo Despacho Decisório de fls. 30, não reconheceu o crédito e não homologou as compensações declaradas, sob a justificativa de que a interessada, usuária de sistema de processamento eletrônico de dados para registro de negócios e atividades econômicas e financeiras, deixou de apresentar, após sucessivos pedidos de prorrogação, os arquivos digitais dentro das especificações técnicas do Anexo Único do Ato Declaratório Executivo Cofis n° 15, de 2001, alterado pelo ADE Cofis n° 55, de 2009, contendo as informações contábeis e fiscais necessárias à apreciação do pleito, na forma prevista na Instrução Normativa SRF n° 86, de 2001. Discordando do Despacho Decisório, o interessado ingressou com manifestação de inconformidade em 23/07/2010 (fls. 34/47), acompanhada dos documentos (fls. 48/59), comprovado pelo carimbo de Recebimento do protocolo da ARF/CHAPECO/SC, fls. 34. Em 27/07/2010 apresenta requerimento dirigido ao delegado da DRJ/Belém solicitando que sejam recebidas e processadas as informações que seguem em CD anexo.que, segundo alega, referese aos dados das exportações e memória de cálculo do crédito presumido de IPI referente ao processo em epígrafe, eis que não foram incluídas no CD originalmente apresentado por erro de gravação, conforme documentos fls. 61/84. As alegações apresentadas, em síntese, conforme relatório do Acórdão recorrido: “a) Tece comentários sobre o crédito presumido, afirmando ser empresa industrial dedicada ao beneficiamento, comercialização e exportação de madeira; b) Informa haver cumprido todas as normas estabelecidas pelos atos que regulam o crédito presumido, tendo apresentado os arquivos fiscais e contábeis solicitados em conformidade com a capacidade de seu sistema operacional; c) Não dispõe de programas de processamento de dados com capacidade e tecnologia para gerar arquivos no leiaut exigidos pelos atos da Receita Federal; d) ‘É lamentável que o direito do contribuinte exportador, fixado em Lei Federal seja simplesmente negado por que o Fisco não se dispõe a verificar os dados fornecidos pela empresa ou o que é pior, não se dispõe a conceder prazos para que a recorrente efetue os ajustes necessários à geração de dados aos critérios e parâmetros dos programas utilizados pela Receita Federal’; Fl. 138DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10240.720194/201074 Acórdão n.º 3302002.253 S3C3T2 Fl. 138 3 e) A Receita Federal não considerou os sistemas e formatos utilizados pelas empresas, impondo de forma arbitrária a forma a ser utilizada; f) Requer que sejam acolhidos os arquivos anexados em CD, na forma fixada pelo ADE n° 15/2001; g) Contesta a não homologação da compensação, tendo em vista haver atendido as exigências relativas ao crédito; h) Solicita a suspensão da cobrança dos débitos envolvidos; i) Ao final, requer o acolhimento de seus argumentos e a reforma do Despacho, conforme fls. 46/47.” No relatório do Acórdão recorrido consta a seguinte informação acerca do conteúdo do CD apresentado depois da peça impugnatória: “5. Verificandose o conteúdo do referido CD, foram encontradas três planilhas em Microsoft Excel denominadas: "Relação das Notas Fiscais de Exportação", "Estoques" e "Análise Final", na qual foram apresentados quadros demonstrativos do crédito presumido.” A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém (PA), por meio do Acórdão nº 0120.290– 3ª Turma da DRJ/BEL (doc. fls 94/100), proferido na Sessão de 11 de janeiro de 2011, por unanimidade de votos, decidiu por julgar improcedente a manifestação de inconformidade, consoante se constata pela ementa e dispositivos postos a seguir: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2010 SISTEMAS DE PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária, sendo que, quando intimadas pelos AuditoresFiscais da Receita Federal, apresentarão, no prazo de vinte dias, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras, na forma prevista pelo órgão. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Acórdão Acordam os membros da 3ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, julgar improcedente a manifestação de inconformidade”. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 4 Cientificada do Acórdão nº 0120.290 – 3ª Turma da DRJ/BEL em 23/03/2011 (fl. 101), ainda irresignada, a contribuinte apresenta recurso voluntário (fls. 106/124), em 25/04/2011, no qual repisa os argumentos da impugnação, complementandoos, em face do acórdão proferido, elaborando a seguinte ressalva: “Apesar das tentativas de gerar os arquivos nos termos solicitados, a Recorrente novamente incorreu em erro ao tentar gerar os dados para o segundo CD juntado à Manifestação de Inconformidade. Assim, novamente a Recorrente requer que seu pedido seja avaliado a partir dos arquivos e documentos que dispõe, mas que infelizmente, por diversos problemas de ordem tecnológica, não consegue hoje gerar informações de 2006 nos parâmetros hoje em vigor. Assim, o que se requer de imediato é que seja reformado o Acórdão em debate e que seja analisado o pedido da Recorrente com base nos preceitos fixados pelas leis que regulam o crédito presumido de IPI e para tanto sejam verificadas as operações de exportações realizadas, o valor dos insumos, matériasprimas e embalagens aplicados nestes produtos e todas as demais informações pertinentes. Também se requer que seja verificado o DCP Demonstrativo de Crédito Presumido de IPI, bem como as informações constantes no Pedido Eletrônico Perdcomp protocolado para o trimestre. O pedido acima toma por base as Leis 9.363/96 e 10.276/2001, bem como as Instruções Normativas relativas ao crédito presumido de IPI e as demais informações necessárias a realização do pedido de Ressarcimento de Crédito Presumido de IPI. Assim, sendo esta a norma prescrita, por que estes documentos e informações não foram verificados??” Sobre a compensação requerida e não homologada, argúi: “A decisão ora guerreada por qualquer ângulo que se verifica é infundada, incorreta e fere duplamente os direitos da Recorrente, pois ao não reconhecer as compensações efetuadas o agente julgador tenta, por via indireta, ratificar a despacho decisório de indeferimento do crédito, fato este que não pode prosperar, já que as compensações só poderão ser julgadas após decisão em relação ao crédito.” Ao final, elabora o seu requerimento nos seguintes termos: “a. Seja recebido e processado o presente Recurso Voluntário; b. Seja reformado o Despacho Decisório proferido no processo ora guerreado para o fim de reconhecer a atividade industrial exercida pela Recorrente e como tal reconhecer o direito da ora Recorrente ao Crédito Presumido do IPI relativo 3º trimestre de 2007, pelas razões de fato e de direito acima ofertados, em homenagem ao Direito e como medida da mais elevada Justiça; c. Que sejam considerados para a análise do processo da Recorrente os documentos ficais e contábeis que comprovam as operações realizadas, bem como sejam verificados os dados já apresentados, as memórias de cálculo, o DCP e o PERDCOMP já apresentados neste processo, eis que contém os dados Fl. 140DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10240.720194/201074 Acórdão n.º 3302002.253 S3C3T2 Fl. 139 5 necessários para analise do pleito, independentemente da linguagem tecnológica aos mesmos; d. Reconhecido o direito crédito da Recorrente na forma dos itens b e c, acima, sejam homologadas as compensações de débitos vinculadas ao processo, eis que foram efetuadas na forma prescrita em lei; e. Se assim não entender este Egrégio Conselho que seja determinado o retorno deste processo à Delegacia da Receita Federal de origem e disponibilizada a reabertura de prazo para que a Recorrente passa adequar as informações do período de 2007 aos parâmetros tecnológicos fixados e exigidos no MPF de origem. f. Se acolhido o pedido da Recorrente na forma do item e acima, que seja determinada a imediata suspensão da exigência do crédito tributário em face das disposições do artigo 151 do Código Tributário Nacional até que seja proferido despacho novo decisório definitivo.” Na forma regimental, os autos foram a mim distribuídos. É o relatório. Voto Conselheira MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade. Por isso, acolhoo. A empresa industrial, dedicada ao beneficiamento, comercialização e exportação de madeira, apresentou PerRessarcimento de IPI, conforme folha 01, cujo pleito consubstanciase no crédito presumido do IPI do período de apuração do 3º trim/07. Constatase que a lide resumese à questão comprobatória do crédito pleiteado, haja vista a contribuinte, ora recorrente, não ter apresentado os arquivos digitais dentro das especificações técnicas previstas no Anexo Único do Ato Declaratório Executivo Cofis n° 15, de 2001, alterado pelo ADE Cofis n° 55, de 2009, contendo as informações contábeis e fiscais necessárias à apreciação do pleito, na forma prevista na Instrução Normativa SRF n° 86, de 2001. É que a empresa é usuária de sistema de processamento eletrônico de dados para registro de negócios e atividades econômicas e financeiras e nesta condição encontravase obrigada a manter e apresentar, quando solicitada pelos agentes da RFB, os respectivo arquivos digitais e sistemas, em conformidade com a legislação específica, que foi bem demonstrada e analisada no Acórdão ora recorrido, cujo trecho se reproduz a seguir: “8. O art. 11 da Lei 8.218, de 29 de agosto de 1991, prescreve: ‘Art 11. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e Fl. 141DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 6 atividades econômicas ou Financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, peio prazo decadencial previsto na legislação tributária. .(Redação dada pela Medida Provisória n° 215835, de 2001) ... §3º A Secretaria da Receita Federal expedirá os atos necessários para estabelecer a forma e o prazo em que os arquivos digitais e sistemas deverão ser apresentados. .(Incluído pela Medida Provisória n° 2158 35, de 2001) §4º Os atos a que se refere o § 3a poderão ser expedidos por autoridade designada pelo Secretário da Receita Federal .(Incluído pela Medida Provisória n° 215835, de 2001)’ (grifouse) 9. Com base no dispositivo acima, a Receita Federal expediu a Instrução Normativa SRF n° 86, de 22.10.2001, conforme abaixo: ‘Art. 1º As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal (SRF), os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. Parágrafo único. As empresas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), de que trata a Lei n 9.317, de 5 de dezembro de 1996, ficam dispensadas do cumprimento da obrigação de que trata este artigo. Art. 2 As pessoas jurídicas especificadas no art. 1, quando intimadas pelos AuditoresFiscais da Receita Federal, apresentarão, no prazo de vinte dias, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras. Art. 3° Incumbe ao CoordenadorGeral de Fiscalização, mediante Ato Declaratório Executivo (ADE), estabelecer a forma de apresentação, documentação de acompanhamento e especificações técnicas dos arquivos digitais e sistemas de que trata o art. 2º. § 1° Os arquivos digitais referentes a períodos anteriores a 1º de janeiro de 2002 poderão, por opção da pessoa jurídica, ser apresentados na forma estabelecida no caput. § 2º A critério da autoridade requisitante, os arquivos digitais poderão ser recebidos em forma diferente da estabelecida pelo Coordenador Geral de Fiscalização, inclusive em decorrência de exigência de outros órgãos públicos. § 3° Fica a critério da pessoa jurídica a opção pela forma de armazenamento das informações.’ (grifouse) 10. Como consequência, foram baixadas as regras para apresentação dos arquivos através do ADE Cofis n° 15, de 2001, que segue transcrito: ‘Art. 1° As pessoas jurídicas de que trata o art. 1 da Instrução Normativa SRF n286, de 2001, quando intimadas por AuditorFiscal da Receita Federal (AFRF), deverão apresentar, a partir de 1º de janeiro Fl. 142DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10240.720194/201074 Acórdão n.º 3302002.253 S3C3T2 Fl. 140 7 de 2002, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras, observadas as orientações contidas no Anexo único. §1º As informações de que trata o caput deverão ser apresentadas em arquivos padronizados, no que se refere a: I registros contábeis; II fornecedores e clientes; III documentos fiscais; IV comércio exterior; V controle de estoque e registro de inventário; VI relação insumo/produto; VII controle patrimonial; VIII folha de pagamento. §2º As informações que não se enquadrarem no parágrafo anterior deverão ser apresentadas pelas pessoas jurídicas, atendido o disposto nos itens "Especificações Técnicas dos Sistemas e Arquivos" e "Documentação de Acompanhamento" do Anexo único. Art. 2º A critério da autoridade requisitante, os arquivos digitais de que trata §1º do artigo anterior poderão ser apresentados em forma diferente da estabelecida neste Ato, inclusive em decorrência de exigência de outros órgãos públicos.’ 11. O que se extrai dos dispositivos acima transcritos é que a utilização de sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal é facultativo para as pessoas jurídicas que, caso optem por essa forma de controle, ficam sujeitas às exigências previstas no art. 11 da Lei n° 8.212, de 1991, e legislação correlata. Os arquivos digitais são validados através do Sistema Integrado de Coleta — SINCO — Arquivos Contábeis, disponível para "download" no "site" www. receita. fazenda. gov. br. A exigência de tais especificações técnicas se dá pela necessidade de padronização de arquivos, pelo o fato de a Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, buscando cumprir seus objetivos estratégicos, adotar sistemas eletrônicos para análise e manipulação dos dados fornecidos pelos contribuintes. A própria contribuinte demonstrou ter consciência dessa necessidade, quando assim manifestouse em sua impugnação e recurso: “Considerando as inúmeras empresas do país e os milhares de processos que precisam ser analisados é compreensível que se estabeleçam regras e critérios.” Pois bem, a Instrução Normativa SRF n° 86, de 22 de outubro de 2001, publicada no DOU de 23.10.2001 , teve vigência a partir da data da sua publicação, produzindo Fl. 143DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 8 efeitos a partir de 1 º de janeiro de 2002, consoante disposto no seu art.5º. Portanto, quando da apresentação, pela contribuinte, do PER Ressarcimento nº 39326.68825.301007.1.1.016012, em 30/10/2007, já havia decorrido mais de cinco anos da efetividade da referida regra, tempo suficiente para que a contribuinte tomasse as medidas cabíveis para a devida adaptação dos seus sistemas, principalmente, tendo em vista, o seu interesse em ser ressarcida de créditos presumidos de IPI. Não obstante tal fato, quando solicitou, sucessivamente, no decorrer da auditoria, a prorrogação de prazo para que pudesse atender às intimações, de acordo com as exigências legais, ao contrário do que alega, teve, sim, o deferimento dessas prorrogações, consoante se vê pelas anotações expressas constantes nos documentos de fls.20 e 21 e pelas prorrogações tácitas que se deram em seguida, tendo em vista que a última solicitação de prorrogação de prazo, dita final e definitiva pela requerente, se deu em 12/05/2010 (doc. fl. 24), e o Despacho Decisório de fl. 30 foi somente emitido em 10/06/2010, sem que a contribuinte tivesse apresentado os arquivos nas especificações exigidas na legislação atinente, para bem demonstrar o direito ao ressarcimento do crédito presumido alegado. Ressaltese, inclusive, que a auditoria só teve início em 24/11/2009 (doc. fl. 11). Portanto, dois (2) anos e um (1) mes depois da apresentação de seu pedido de ressarcimento. Assim, lá se vão quase oito anos da vigência da norma. O que demonstra total desinteresse da contribuinte. Da mesma forma, quando da impugnação, a contribuinte apresenta dois “CD”, que, também, não atendiam às especificações exigidas, consoante registra a autoridade julgadora de 1ª instância administrativa, no trecho a seguir transcrito: “12. No caso presente, a empresa apresenta dois CD's onde estariam os arquivos requeridos pela Fiscalização, juntamente com recibo emitido pelo sistema de validação de arquivos digitais (fl. 48) no qual estão relacionados nove arquivos de texto (extensão TXT), sem conteúdo informado. Além disso o referido recibo não identifica a empresa, o responsável, o responsável técnico, estando assinada, aparentemente (comparouse a assinatura com a da fl. 73), pelo procurador da empresa, Sr. Edson Monteiro, que também fez as vezes de técnico responsável pela geração dos arquivos. 13. No primeiro CD (fl. 49) não foi possível a verificação dos arquivos contidos. Considerando que estão sendo apreciados em conjunto vários processos da interessada, referentes a outros trimestres, procurouse nos demais processos um CD no qual pudesse ser verificado o conteúdo, localizandose o pertencente ao processo 10240.720193/201020. 14. Nele, observouse a presença de três pastas, referentes aos anos de 2006, 2007 e 2008 (períodos envolvidos nos processos apreciados), estando cada uma dessas pastas subdivididas em outras três pastas denominadas "Contábil", "Fiscal" e "Folha", sendo que somente os arquivos constantes da pasta "Fiscal" estão relacionados no recibo, do qual não consta a validação dos demais. 15. Dos nove arquivos constantes da pasta Fiscal/2007, dois estão zerados e os demais, apesar de serem arquivos de texto, contém caracteres desconexos. Apenas em dois deles podem ser Fl. 144DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10240.720194/201074 Acórdão n.º 3302002.253 S3C3T2 Fl. 141 9 lidos nomes de pessoas jurídicas e materiais, sem a possibilidade de se extrair nenhuma informação dos mesmos. 16. No segundo CD foram encontradas três planilhas em Microsoft Excel denominadas: "Relação das Notas Fiscais de Exportação", "Estoques" e "Análise Final", na qual foram apresentados quadros demonstrativos do crédito presumido. 17. Acerca da apresentação dos arquivos, o Anexo do ADE n° 15, de 2001, prescreve: ‘2. Autenticação Os arquivos digitais, entregues na forma do item 1.3, deverão ser autenticados utilizandose aplicativo a ser disponibilizado na pásina da RFB na internet, o qual, mediante varredura nos arquivos eletrônicos, irá qerur um códiso de identificação utilizando o algoritmo MD5 – ‘MessageDigest algorithm 5’, ou superior, podendo ser utilizado a qualquer tempo para verificação da autenticidade dos arquivos fornecidos. No documento a que se refere o item 3.2, constarão os códisos gerados, que identificarão de forma única os arquivos digitais entregues. 3. Documentação de Acompanhamento Os documentos mencionados no item 3.1 devem, também, ser gravados como arquivo texto denominado LEIAME. TXT e entregue juntamente com o arquivo a que se refere. 3.1 Descrição Detalhada do Arquivo Descrição completa dos campos de cada registro do arquivo, incluindo sua seqüência e formato (tipo, posição inicial, tamanho e quantidade de casas decimais), seu significado, valores possíveis, com a descrição dos conceitos envolvidos na especificação deste valor, definição de seus componentes, incluindo fórmulas de cálculo e eventual relação com o conteúdo de outros campos. Quando, para manter a integridade e correção da informação, for necessária a apresentação de dados não previstos nos arquivos padronizados, eles deverão ser incluídos nos arquivos correspondentes, mediante acréscimo de campos ao final do registro. Caso qualquer campo seja de tamanho superior ao previsto neste Ato, prevalecerá o tamanho utilizado pela pessoa jurídica. Em ambas as situações, exige se, como parte da documentação de acompanhamento, a apresentação do leiaute correspondente aos arquivos. 3.2 Recibo de entrega Os arquivos digitais serão entregues acompanhados do Recibo de entrega que conterá a identificação dos arquivos e os códigos gerados pelo sistema mencionado no item 2± dentre outras informações. Esse documento deverá ser assinado pelo AFRFB requisitante, após a conferência do respectivo código de autenticação, pelo técnico/empresa responsável pela geração dos arquivos e pelo contribuinte/preposto. ....’ (grifouse) Fl. 145DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 10 18. Ou seja, percebese da análise feita nos documentos e mídias apresentados na manifestação, em confronto com a legislação que rege a matéria, que a empresa, diferentemente do afirmado, não atendeu à intimação para apresentação dos dados necessários à apreciação do seu pleito, tendo trazido ao processo arquivos sem autenticação e sem o cumprimento das regras exigidas pelo ADE. Ademais, os poucos arquivos autenticados possuem extensão de texto, o que leva à conclusão da inexistência do arquivo principal.” A contribuinte, em seu recurso voluntário, nada traz de novo, de modo a infirmar as conclusões do acórdão recorrido. Apenas reprisa seus argumentos e requer, principalmente: a) “Que sejam considerados para a análise do processo da Recorrente os documentos ficais e contábeis que comprovam as operações realizadas, bem como sejam verificados os dados já apresentados, as memórias de cálculo, o DCP e o PERDCOMP já apresentados neste processo, eis que contém os dados necessários para analise do pleito, independentemente da linguagem tecnológica aos mesmos; b) Se assim não entender este Egrégio Conselho que seja determinado o retorno deste processo à Delegacia da Receita Federal de origem e disponibilizada a reabertura de prazo para que a Recorrente passa adequar as informações do período de 2007 aos parâmetros tecnológicos fixados e exigidos no MPF de origem.” Nenhuma das solicitações requeridas e acima mencionadas é possível de atendimento. A primeira delas, porque, consoante já demonstrado, tratase de exigência legal que vincula a administração e, a segunda, porque é na manifestação de inconformidade/impugnação que a contribuinte deve trazer todos os meios de prova que dispõe para comprovar seus argumentos. E, ademais, a contribuinte já teve tempo suficiente para adaptarse às regras e não o fez, inclusive, já manifestou sobre a dificuldade de fazêlo, segundo o trecho destacado: “Assim, apesar das mudanças que foram necessárias para atender a Intimação 579/2009 e de acordo com o informado nas solicitações de prorrogação de prazos, a Recorrente tentou adequar seu sistema operacional para gerar os arquivos e dados solicitados nos parâmetros fixados pelo ADE cofis 15/2001, alterado pelo ADE Cofis 55/2009. Apesar das tentativas de gerar os arquivos nos termos solicitados, a Recorrente novamente incorreu em erro ao tentar gerar os dados para o segundo CD juntado à Manifestação de Inconformidade. Assim, novamente a Recorrente requer que seu pedido seja avaliado a partir dos arquivos e documentos que dispõe, mas que infelizmente, por diversos problemas de ordem tecnológica, não consegue hoje gerar informações de 2007 nos parâmetros hoje em vigor.” Poderseia até entender que, não havendo a análise do mérito nos presentes autos, face a indisponibilidade dos arquivos, e não havendo nenhum impedimento legal, a contribuinte, conseguindo adequar os seus arquivos às especificações técnicas exigidas na Fl. 146DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10240.720194/201074 Acórdão n.º 3302002.253 S3C3T2 Fl. 142 11 legislação de regência, pudesse efetuar novo pedido de ressarcimento, caso o fizesse dentro do prazo prescricional, o que não mais é possível, para o período sob análise. DA COMPENSAÇÃO Tem razão a contribuinte quando afirma que o pedido de compensação fica vinculado ao reconhecimento do pedido de ressarcimento. Contudo, tendo sido ambos os pedidos submetidos à julgamento da Administração Tributária por meio do mesmo processo, nada obsta que a decisão sobre o reconhecimento, ou não, do direito de ressarcimento e a homologação, ou não, da compensação requeridos seja efetuada num mesmo ato administrativo. Não havendo, ao contrário do alegado, nenhuma irregularidade na decisão assim proferida e nenhum prejuízo à contribuinte. Pelo o contrário, tal procedimento atende aos princípios da celeridade do Processo Administrativo e ao da Economia Processual. SUSPENSÃO DA COBRANÇA DOS DÉBITOS E, sobre a suspensão da cobrança dos débitos, a autoridade julgadora de 1ª instância administrativa já esclareceu que o Código Tributário Nacional (CTN) Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, e a Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, já garantem a suspensão dos débitos compensados na hipótese de apresentação de manifestação de inconformidade contra a não homologação de compensação, não havendo, portanto, litígio neste sentido. CONCLUSÃO Por tudo o que acima foi exposto, conduzo o meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário para manter a decisão proferida no Acórdão ora recorrido e, em conseqüência, não reconhecer o crédito presumido de IPI pleiteado e não homologar as compensações declaradas. É como voto. (assinado digitalmente) MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ Relatora Fl. 147DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10630.720220/2010-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2005, 2006
VÍCIOS NA ESCRITURAÇÃO. ARBITRAMENTO. CABIMENTO.
Cabe o arbitramento do lucro quando a escrituração apresentar vícios, erros ou deficiências que a torne imprestável para identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária, ou determinar o lucro real.
LUCRO ARBITRADO. BASE DE CÁLCULO. RECEITA CONHECIDA.
Quando conhecida a receita bruta, o lucro arbitrado das pessoas jurídicas deve ser determinado mediante a aplicação dos percentuais fixados para a determinação do Lucro Presumido, acrescidos de vinte por cento.
LANÇAMENTOS REFLEXOS.
A decisão proferida em relação ao lançamento de IRPJ se aplica, no que couber, às exigências dele decorrentes.
Numero da decisão: 1402-001.354
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente.
(assinado digitalmente)
Frederico Augusto Gomes de Alencar - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2005, 2006 VÍCIOS NA ESCRITURAÇÃO. ARBITRAMENTO. CABIMENTO. Cabe o arbitramento do lucro quando a escrituração apresentar vícios, erros ou deficiências que a torne imprestável para identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária, ou determinar o lucro real. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CÁLCULO. RECEITA CONHECIDA. Quando conhecida a receita bruta, o lucro arbitrado das pessoas jurídicas deve ser determinado mediante a aplicação dos percentuais fixados para a determinação do Lucro Presumido, acrescidos de vinte por cento. LANÇAMENTOS REFLEXOS. A decisão proferida em relação ao lançamento de IRPJ se aplica, no que couber, às exigências dele decorrentes.
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ARBITRAMENTO. CABIMENTO. Cabe o arbitramento do lucro quando a escrituração apresentar vícios, erros ou deficiências que a torne imprestável para identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária, ou determinar o lucro real. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CÁLCULO. RECEITA CONHECIDA. Quando conhecida a receita bruta, o lucro arbitrado das pessoas jurídicas deve ser determinado mediante a aplicação dos percentuais fixados para a determinação do Lucro Presumido, acrescidos de vinte por cento. LANÇAMENTOS REFLEXOS. A decisão proferida em relação ao lançamento de IRPJ se aplica, no que couber, às exigências dele decorrentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 63 0. 72 02 20 /2 01 0- 71 Fl. 38816DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.817 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 38817DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.818 3 Relatório Concretomix Engenharia de Concreto Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 1ª Turma da DRJ Juiz de Fora/MG, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Tratase de Autos de Infração, fls. 02/90, para exigir o IRPJ, a CSLL, o PIS e a COFINS relativos aos anoscalendário 2005 e 2006 no valor total de R$ 10.715.970,17 com a multa de ofício de 75%, conforme enquadramento legal constante nos autos e os juros de mora de acordo com a legislação pertinente, sendo: IRPJ 3.496.845,19 Juros de Mora 1.738.453,51 Multa Proporcional de 75% (Passível de redução) 2.622.633,87 TOTAL 7.857.932,57 CSLL 1.067.308,11 Juros de Mora 531.302,53 Multa Proporcional de 75% (Passível de redução) 800.481,05 TOTAL 2.399.091,69 PIS 36.628,16 Juros de Mora 18.398,54 Multa Proporcional de 75% (Passível de redução) 27.471,02 TOTAL 82.497,72 COFINS 167.346,65 Juros de Mora 83.591,66 Multa Proporcional de 75% (Passível de redução) 125.509,88 TOTAL 376.448,19 Segundo o lançamento, o lucro foi arbitrado tendo em vista que a escrituração mantida pelo contribuinte tornouse imprestável para determinação do Lucro Real, em virtude de erros e falhas, com as infrações abaixo enumeradas: 001 – Receitas Operacionais (atividade não imobiliária) – Prestação de serviços gerais. 002 – Ganhos de Capital (a partir do AC97) – Ganhos de Capital. 003 – Outras Receitas. Consta, em síntese, do Relatório de Auditoria Fiscal de fls. 27/39: Fl. 38818DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.819 4 · que a auditoria teve origem em decorrência de procedimento fiscal instaurado na pessoa física de um dos sócios da empresa; · que em resposta ao Termo de Intimação Fiscal nº 01, a fim de justificar a origem dos valores lançados na Linha 04 (outros recursos) da Ficha 38 (DLPA) das DIPJs 2006 e 2007, o interessado alegou, em síntese, que a empresa havia passado por dificuldades de controle de sua evolução patrimonial e que, por descontrole ou inépcia de seus colaboradores, ficou prejudicada quanto ao controle individualizado de suas movimentações contábeis. Em vista disso, foi necessário tomar medidas emergenciais para alinhar o balanço a uma realidade atual o que foi feito através de lançamentos de ajustes das contas patrimoniais; · que em respostas aos Termos de Intimação Fiscal nº 02, 03 e 04, com explicações infundadas e sem comprovação com documentos hábeis e idôneos ficou comprometida toda a credibilidade da sua escrita contábil, o que a torna imprestável para determinação do resultado do exercício; · que o contribuinte apresentou suas declarações de imposto de renda, relativas aos anoscalendário 2005 e 2006, com base no Lucro Real e as contribuições sociais PIS e COFINS foram declaradas no regime nãocumulativo. · que não restou alternativa senão arbitrar o lucro no período fiscalizado tomando, por base, a Receita Bruta Conhecida, escriturada pelo próprio Sujeito Passivo em seus livros Razão do anocalendário 2005 e 2006. Devidamente intimado, o interessado apresentou impugnação de fls. 622/669, em 13/12/2010, na qual alega, em síntese, o seguinte: que ocorreu a decadência nos termos do art. 150, § 4º, do CTN para os fatos geradores anteriores a 11/11/2005; caso não seja reconhecido a decadência dos créditos tributários anteriores a 11/11/2005, tornase imperioso o reconhecimento da decadência dos créditos eventualmente apurados sobre o saldo acumulado de 2003, registrado na conta “Títulos em cobrança”, nas demonstrações de 2005; que em momento algum a fiscalização solicitou documentos que pudessem comprovar a idoneidade da escrita contábil. O que foi solicitado, foram documentos que justificassem os “ajustes de exercícios anteriores” e, tãosomente pelo fato de não os ter apresentado, a desclassificação da sua escrita foi anunciada; que essa desclassificação não é corolário certo da impossibilidade de comprovar um único tipo de lançamento; que esse erro de procedimento acarreta a nulidade do auto de infração; que sua escrituração contábil não contém evidentes indícios de fraudes, ou erros, vícios e deficiências para ser considerada inidônea. Além do mais, sua contabilidade não foi verificada; que a falta de solicitação de documentos que comprovavam a sua escrita contábil tornou nula a sua desclassificação, assim como o arbitramento do lucro; Fl. 38819DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.820 5 a fim de comprovar a idoneidade de sua contabilidade, apresenta os seguintes documentos: 199 Notas Fiscais de imobilizado referentes ao período de 01/01/2005 a 31/12/2006 (cópia); Notas Fiscais originais de fornecedores referentes aos anos de 2005/2006; Extratos de conta corrente do Banco do Brasil referentes ao período de 01/01/2005 a 31/12/2006; Folha de pagamento referente aos anos de 2005/2006; Mapas de depreciação referente ao período de 01/01/2005 a 31/12/2006; 08 Livros Razão referente ao período de 01/01/2005 a 31/12/2006; 05 Livros Diário Geral referente ao período de 01/01/2005 a 31/12/2006; 48 Blocos de Notas Fiscais de serviço, ref. ao período de 01/01/2005 A 31/12/2005; 59 Blocos de Notas Fiscais de serviço, ref. ao período de 01/01/2006 A 31/12/2006. que em 2006 o impugnante contratou uma empresa de Consultoria e Auditoria para avaliar e reorganizar a contabilidade ora existente e, para alinhar à realidade, teve que fazer lançamentos de ajustes nas contas patrimoniais, como na conta Títulos em Cobrança que tinha um saldo acumulado desde 2003 no valor de R$ 1.745.075,90; que todos os lançamentos feitos nos anos de 2005 e 2006 o foram corretamente, tornandose impossível provar, apenas, os “ajustes de exercícios anteriores”, por não possuir mais os documentos; que a contabilidade da empresa foi considerada confiável para que a fiscalização pudesse apurar a receita que serviu de base para o arbitramento do lucro. Por que, então, descaracterizála, sob o argumento de inidoneidade, para arbitrar o lucro? Vêse claramente a adoção de “dois pesos e duas medidas”, o que não se coaduna com a razoabilidade, proporcionalidade e eficiência que devem nortear os atos administrativos; O próprio lucro, se existiu, já era conhecido da fiscalização, prescindindo ser arbitrado. Esse lucro é igual ao montante de R$ 6.924.492,16 (seis milhões, novecentos e vinte e quatro mil, quatrocentos e noventa e dois reais e dezesseis centavos), correspondentes, exatamente, ao valor dos ajustes que o Impugnante não conseguiu comprovar. E, relativamente a esse lucro (bruto, certamente), o Impugnante tinha adições e exclusões a efetuar, compensações a fazer e retenções a deduzir. Todos esses expedientes sempre puderam ser comprovados por documentos e nunca foram solicitados pela fiscalização; com o arbitramento, houve violação dos princípios da capacidade contributiva, da proporcionalidade, da razoabilidade e da eficiência. Houve também a violação do princípio da livre iniciativa e terem gerado uma dívida confiscatória. que os “ajustes de exercícios anteriores” foram tratados como lucros acumulados pelo Sr. Fiscal e, nessa condição, o respectivo montante é que é a base de cálculo do IRPJ e CSLL. O arbitramento não era expediente adequado ao caso, e merece ser descaracterizado; Fl. 38820DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.821 6 da cobrança indevida do PIS e da COFINS, uma vez que os mesmos já foram recolhidos aos cofres públicos pelo sistema nãocumulativo; que houve erro material na lavratura do auto de infração relativamente ao PIS no fato gerador de 31/03/2005, no qual a fiscalização considerou como valor tributável o montante de R$ 929.561,28 e o correto seria R$ 829.561,28; que houve flagrante ilegalidade da incidência do PIS e da COFINS sobre as receita financeira uma vez que, conforme Relatório de Auditoria Fiscal, foi considerado o faturamento mensal que compreende a receita bruta da venda de bens e serviços e todas as demais receitas auferidas pela empresa; que houve cerceamento do direito de defesa na atitude da fiscalização de recalcular as contribuições do PIS e COFINS antes recolhidas sob o sistema não cumulativo, sem nenhuma fundamentação legal, sem nenhuma explicação adicional. Portanto no momento em que a fiscalização alega que o PIS e a COFINS, em virtude do arbitramento do lucro, passam a ser devidos no sistema cumulativo de apuração, deve informar com base em quê faz tal afirmação e procede ao recálculo das contribuições; por fim, requer a produção de todas as provas em direito admitido. É o relatório.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 09 37.978 (fls. 38.74338.759) de 28/11/2011, por unanimidade de votos, considerou parcialmente procedente o lançamento. A decisão foi assim ementada. “Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2005 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. Para fins de cômputo do prazo de decadência, tendo havido pagamento antecipado de tributo, aplicase a regra do § 4º do art. 150 do CTN. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. Na ausência de qualquer pagamento de tributo, o prazo decadencial para constituição do crédito tributário deslocase da regra do parágrafo 4º do artigo 150 para a do inciso I do artigo 173, ambos do CTN. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2005, 2006 ARBITRAMENTO. ESCRITURAÇÃO. VÍCIOS. Implica o arbitramento do lucro a escrituração que contenha vícios, erros ou deficiências que a torne imprestável para identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária, ou determinar o lucro real. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CÁLCULO. RECEITA CONHECIDA. Quando conhecida a receita bruta, o lucro arbitrado das pessoas jurídicas, deve ser determinado mediante Fl. 38821DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.822 7 a aplicação dos percentuais fixados para a determinação do Lucro Presumido, acrescidos de vinte por cento. LANÇAMENTOS REFLEXOS. A decisão proferida em relação ao lançamento de IRPJ se aplica, no que couber, às exigências dele decorrentes. BASE DE CÁLCULO. LEI Nº 9.718/98. CONCEITO DE FATURAMENTO. INCONSTITUCIONALIDADE. Declarada a inconstitucionalidade, por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal, do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, que ampliou o conceito de faturamento para fins de tributação do PIS/Pasep e da Cofins, deve ser cancelada a parcela do lançamento referente às receitas financeiras, conforme permissivo introduzido no art. 26A do Decreto nº 70.235/72. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2005, 2006 PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. INDEFERIMENTO. Dever ser indeferido o pedido de produção de provas quando esse procedimento mostrarse prescindível para a solução da lide, em face dos elementos já acostados aos autos. REQUISITOS ESSENCIAIS. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Observados os requisitos essenciais de validade, prescritos no art. 142 do CTN e no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e não tendo se configurado qualquer das hipóteses de nulidade do art. 59 deste último decreto regulamentar, deve ser declarada a validade formal dos lançamentos em apreço. ENQUADRAMENTO LEGAL — NULIDADE — INOCORRÊNCIA. Ainda que existente, erro no enquadramento legal do Auto de Infração não seria o bastante, por si só, para acarretar a nulidade das exigências, quando a descrição dos fatos, que dele é parte integrante, e os cálculos efetuados pelo fisco para encontrar a matéria tributável permitem ao autuado o conhecimento por inteiro do ilícito que lhe é imputado.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 28/02/2012 (AR de fls. 38.77938.811) a interessada interpôs recurso voluntário em 27/03/2012 (fls. 38.77738.778) onde repisa os argumentos apresentados em sua impugnação. É o relatório. Fl. 38822DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.823 8 Voto O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Do arbitramento aplicado. Aduz a Recorrente que não pode prosperar o arbitramento do lucro utilizado como base do lançamento, uma vez que a fiscalização jamais teria requisitado documentos que pudessem comprovar a idoneidade da sua escrita contábil. Alega que foram solicitados apenas documentos que justificassem os “ajustes de exercícios anteriores” e, tãosomente pelo fato de não os ter apresentado, a desclassificação da sua escrita fora levada a efeito. Esclareço, de início, que a apuração pelo lucro arbitrado não se constitui em sanção tributária, mas sim em modalidade de apuração do imposto, autorizada por lei, quando da impossibilidade de apuração do imposto devido pelo lucro real. Decerto, também, que o arbitramento do lucro é medida extrema e que só deve ser utilizado como último recurso, por ausência total de condições de se apurar o lucro real. O arbitramento do lucro, no caso em análise, tem como fundamento legal o art. 530, inciso II, do RIR/99 (Lei nº 8.981/95, art. 47), que preceitua que a autoridade fiscal deve arbitrar o lucro quando a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraudes ou contiver vícios, erros ou deficiências que a tornem imprestável para identificar a efetiva movimentação financeira ou para determinar o lucro real. Ao se compulsar os autos, verificase que a autoridade fiscal intimou a Recorrente, por meio do Termo de Intimação Fiscal nº 01 (fl. 90), a apresentar justificativa, com documentos hábeis e idôneos, da origem dos valores lançados na Linha 04 (Outros Recursos) do Quadro “Demonstrativo dos Lucros e Prejuízos Acumulados” – Ficha 38 das suas DIPJ 2006 e 2007 nos valores de R$ 5.782.484,36 e R$ 6.924.492,16, respectivamente. Em resposta (fls. 95/101), o contribuinte informou, dentre outras alegações, que: “...como qualquer outra empresa que nasce do zero e busca seu crescimento, passou por dificuldades de controle de sua evolução patrimonial, evolução essa controlada pela Contabilidade, que, por descontrole ou inépcia de seus colaboradores, ficou prejudicada quanto ao controle individualizado de suas movimentações contábeis. ... ...pelas dificuldades encontradas, foi necessário tomar providências emergenciais para alinhar o balanço a uma Fl. 38823DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.824 9 realidade atual, através dos lançamentos de ajustes das contas patrimoniais” Após análise detalhada das alegações do contribuinte sobre os lançamentos das respectivas contas, a autoridade fiscal novamente intimou a empresa, por meio do Termo de Intimação Fiscal nº 02 (fl. 241/245) a apresentar documentos que deram suporte aos lançamentos tratados (quando foram assumidas e quando foram efetivamente liquidadas as obrigações baixadas, os pagamentos efetuados e não contabilizados), bem como apresentar os livros Diário e Razão dos anoscalendário 2005 e 2006. Em resposta o contribuinte apenas apresentou os livros Diário e Razão, cópia de 5 Notas Fiscais referentes a compra de 5 veículos e 6 recibos de vendas de veículos, sem qualquer esclarecimento adicional. Na seqüência foram expedidos ainda os TIF nº 03 (fls. 263/265) e TIF nº 04 (fls. 285/286). Em resposta ao TIF nº 04, que solicitava justificativas dos lançamentos creditados na conta Banco do Brasil que compunham o saldo de R$ 520.402,00 no mês de agosto/2005, o contribuinte respondeu que: “não temos como demonstrar de forma contundente o que foi pago com cada valor referente aos descontos de duplicatas” (...) “Conforme relatório e extratos bancários (em anexo) o valor dos descontos de duplicatas é de R$ 548.385,61 (valor líquido), ou seja, o montante de R$ 27.983,51, provavelmente foi lançado dentro de “Caixa Geral” ou “Clientes Diversos” (conforme razão contábil), isso, em virtude da inépcia existente entre financeiro x contabilidade, haja visto que os lançamentos eram feitos em única data, geralmente no final do mês e por um saldo total. Essa amostragem selecionada pela Receita Federal possibilita evidenciar a falta de controle dos profissionais que faziam a contabilidade, não por má fé, mas por inexperiência quanto aos procedimentos corretos dos lançamentos contábeis, os valores finais estão corretos, porém a forma de informálos não aduz os princípios fundamentais de contabilidade.”; Conforme consta no Relatório de Auditoria Fiscal, através da justificativa acima, ficou patente que os lançamentos contábeis efetuados pelo contribuinte, nos anos calendário de 2005 e 2006, a título de “Títulos em Cobrança”, os quais foram baixados diretamente na conta “Lucros Acumulados”, não se tratavam de títulos quitados em exercícios anteriores, mas sim de títulos descontados no Banco do Brasil dentro do próprio exercício. Além disso, nenhuma justificativa o contribuinte apresentou com relação às demais parcelas lançadas na DIPJ/2006 nas contas “Empréstimos” e “Clientes Diversos”. Com relação aos lançamentos feitos a crédito e a débito da conta “Lucros Acumulados” o contribuinte declarou: “Com relação aos ajustes relativos ao exercício de 2006, temos a esclarecer que os lançamentos efetuados seguem os mesmos procedimentos adotados em 2005, ou seja são decorrentes de acertos de lançamentos não efetuados e que naquele momento foram executados para seu devido acerto” “Parte destes registros foram lançados há mais de 10 anos, o que dificulta em Fl. 38824DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.825 10 muito sua identificação na data atual, inclusive com perda de documentos originais”. Ressaltese que nenhum documento comprobatório das alegadas operações foi apresentado pelo contribuinte. Por fim o Relatório de Auditoria Fiscal conclui que as respostas dadas às intimações, complementadas pelos documentos apresentados, evidenciavam que os lançamentos efetuados na contabilidade, nos anoscalendário de 2005 e 2006, a título de “Ajustes de Exercícios Anteriores”, tratavamse de artifício utilizado pelo contribuinte para ajustar o seu Patrimônio Líquido a uma realidade da época do encerramento de cada exercício, ou seja, a empresa possuía no final de cada exercício um determinado Lucro Acumulado, porém, oculto em sua contabilidade. Para dar transparência a esse lucro e com o propósito de posteriormente distribuílo aos seus sócios o contribuinte efetuou, propositalmente, diversos lançamentos em sua contabilidade a título de “Ajustes de Exercícios Anteriores”. Com efeito, a análise efetuada pela fiscalização constatou o comprometimento da credibilidade de toda a escrita contábil do contribuinte, o que a torna imprestável para determinação do resultado do exercício. Registrese que foram mais de 3 centenas de lançamentos efetuados em contrapartida com a conta “Lucros Acumulados”, conforme planilha de folhas 67/75, sintetizados nas tabelas abaixo, e alguns foram descaracterizados pela fiscalização por falta de comprovação por parte da Recorrente: Fl. 38825DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.826 11 Esses erros, vícios e deficiências da escrituração impossibilitaram a apuração do lucro real, não restando outra alternativa a não ser o arbitramento do lucro tributável, devido trimestralmente, com base na Receita Bruta conhecida, conforme planilhas “Demonstrativo de Apuração das Receitas”, nos termos dos artigos 530 e 532 do RIR/99 (art. 16 da Lei 9.249/95, art. 47 da Lei 8.981/95 e arts. 1º e 27 da Lei 9.430/96). Por fim, há que se ponderar que a posterior apresentação pelo contribuinte de todos os livros e documentos em nada altera o feito fiscal, posto que não existe arbitramento condicional. Não pode o ato administrativo regularmente realizado ser modificado na fase de impugnação ou recursal sob tal alegação. Do lançamento de PIS e Cofins. Com relação à alegação do contribuinte de que houve cerceamento do direito de defesa na atitude da fiscalização de recalcular as contribuições do PIS e COFINS antes recolhidas sob o sistema nãocumulativo, sem nenhuma fundamentação legal, entendo não assistir razão à Recorrente. O recálculo foi explicado no Relatório de Auditoria Fiscal, itens 49 e 52, conforme abaixo: 49. “O Sujeito Passivo apresentou suas declarações do imposto de renda, relativas aos anoscalendário 2005 e 2006, com base no LUCRO REAL. Já as contribuições sociais PIS e Cofins foram declaradas no regime Nãocumulativo, uma vez que o regime de apuração dessas contribuições, com o advento da Lei nº 10.637/2002, para o PIS e da Lei nº 10.833/2003, para a Cofins, ficou condicionado e vinculado ao regime de apuração do Imposto de Renda a que estava submetida à pessoa Jurídica”. ... 52 “em função do arbitramento de ofício do imposto de renda, elas passam a ser dividas no regime cumulativo no período objeto de arbitramento. Em vista disso, estas contribuições foram apuradas por esta fiscalização com base no regime cumulativo calculado sobre o faturamento mensal que compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas Fl. 38826DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.827 12 operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela empresa.” Estabelece o art. 8º da Lei 10.637/2002 que: Art. 8o Permanecem sujeitas às normas da legislação da contribuição para o PIS/Pasep, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1o a 6o: II – as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado; (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) Da mesma forma, estabelece o art. 10 da Lei nº 10.833/2002 que: Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º: (Vide Medida Provisória nº 252, de 15/06/2005). II as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado; Assim, entendo que a simples omissão da citação dos artigos acima nos autos de infração não é suficiente para se falar em cerceamento do direito de defesa do autuado, uma vez que toda a base legal é aventada no relatório de auditoria, como transcrito acima. Ademais, constatase que as infrações foram perfeitamente identificadas, dando pleno suporte material para que o sujeito passivo possa conhecêlas e apresentar a sua defesa a contento. Com efeito, é somente em face de prejuízos causados ao sujeito passivo da obrigação tributária que irregularidades processuais podem acarretar a nulidade de determinado ato, pois, do contrário, as formalidades processuais seriam sobrepostas ao seu real objetivo, que é conduzir o processo administrativo de forma ordenada e sistematizada ao seu final. Para evidenciar o cerceamento do direito de defesa, o autuado precisa demonstrar efetivamente aquilo que caracterizaria o cerceamento do direito de defesa, ou seja, a não compreensão da matéria lançada, não pela sua complexidade, mas pela dificuldade que a incorreta capitulação legal acarreta. Com efeito, eventuais falhas no enquadramento legal não ensejam a nulidade do lançamento quando a descrição dos fatos possibilita ao contribuinte amplas condições de defesa. Vejase a jurisprudência deste Conselho. NULIDADE — ERRO DE ENQUADRAMENTO — erro ou omissão no enquadramento legal não dá causa à nulidade do lançamento se dele não decorrer concretamente cerceamento do direito de defesa e do contraditório, em especial, se a descrição fática trouxer todos os aspectos relevantes para fins de incidência da regramatriz tributária. Acórdão CARF n° 1201 00205 (Sessão de 11/12/2009). Fl. 38827DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.828 13 ENQUADRAMENTO LEGAL — NULIDADE — INOCORRÊNCIA. Ainda que existente, erro no enquadramento legal do Auto de Infração não seria o bastante, por si só, para acarretar a nulidade das exigências, quando a descrição dos fatos, que dele é parte integrante, e os cálculos efetuados pelo fisco para encontrar a matéria tributável permitem ao autuado o conhecimento por inteiro do ilícito que lhe é imputado. Acórdão CC n°10709587 (Sessão de 17/12/2008). NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. O erro ou a deficiência no enquadramento legal da infração não dá causa à nulidade do Auto de Infração, mormente se a descrição dos fatos permitir a compreensão da acusação que é imposta ao contribuinte, proporcionandolhe o desenvolvimento de sua defesa. Acórdão CC n° 10249187 (Sessão de 06/08/2008). AUTO DE INFRAÇÃO. IMPRECISÃO NO ENQUADRAMENTO LEGAL. Não é motivo de nulidade do auto de infração, por cerceamento de direito de defesa, qualquer imprecisão na descrição do enquadramento legal quando o sujeito passivo demonstra perfeita compreensão, dos motivos de fato e de direito do lançamento. Acórdão CC n° 10196804 (Sessão de 25/06/2008). Dessa forma, em função do arbitramento de ofício do Imposto de Renda, as contribuições sociais do PIS e COFINS passaram a ser devidas no regime cumulativo. Da ofensa aventada aos princípios constitucionais. No que concerne à alegação de cobrança confiscatória, cumpre considerar que o princípio insculpido no art. 150, inciso IV, da Constituição Federal de 1988, relativo à vedação ao confisco, antes de mais nada, é dirigido ao legislador. Tal princípio orienta a elaboração legislativa, que deve observar a capacidade econômica do contribuinte (art. 145, § 1o da CF), bem como não pode dar ao tributo conotação de confisco. Ressaltese ainda que o contencioso administrativo não é o foro próprio para examinar questões de tal natureza. Vale esclarecer que não cabe às autoridades administrativas se manifestarem sobre matéria do ponto de vista constitucional, excetuado os casos em que houver declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal de lei, de tratado ou de ato normativo, situação em que é permitido às autoridades fiscais a quo afastar a sua aplicação (Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, e Parecer da PGFN/CRE n.º 948, de 2 de junho de 1998). No caso concreto, dado que a administração tributária apenas exerceu o poder/dever de tributar, conferido pela Constituição Federal e institucionalizado pela legislação infraconstitucional de regência da matéria, não há como negar efetividade à cobrança do tributo ou da multa de ofício sob o argumento acerca de sua natureza confiscatória ou da violação a princípios constitucionais citados pelo contribuinte, como o da capacidade contributiva, da proporcionalidade, da razoabilidade e da eficiência. Dos lançamentos reflexos. Fl. 38828DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10630.720220/201071 Acórdão n.º 1402001.354 S1C4T2 Fl. 38.829 14 Devido à relação de causa e efeito a que se vinculam ao lançamento principal, o mesmo procedimento deverá ser adotado com relação ao lançamento reflexo, em virtude de ser decorrente. Então, segundo a regra de que o acessório segue ao principal, as mesmas razões adotadas no exame do lançamento principal de IRPJ servem também para o respectivo lançamento reflexo, conforme especificado no auto de infração. Conclusão Diante do exposto, Voto no sentido de negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 38829DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 10166.720239/2010-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA.
Caracterizam-se como omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantidas junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
PERÍCIA. INDEFERIMENTO.
A realização de diligência ou perícia só deve ser deferida quando vise a apurar fato controverso e relevante para o julgamento do processo, observados os requisitos formais requeridos pela legislação tributária.
Preliminar rejeitada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-002.235
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria votos, rejeitar a preliminar de declaração da nulidade da decisão recorrida, em face da negativa da realização de perícia. Vencido o Conselheiro Odmir Fernandes (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Antonio Lopo Martinez. No mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(Assinatura digital))
Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente ad hoc.
(Assinatura digital)
Odmir Fernandes Relator
(Assinatura digital)
Antonio Lopo Martinez Relator designado para o voto vencedor
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez, Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Nelson Mallmann (Presidente), Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Rafael Pandolfo.
Nome do relator: Odmir Fernandes - Relator
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracterizam-se como omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantidas junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. A realização de diligência ou perícia só deve ser deferida quando vise a apurar fato controverso e relevante para o julgamento do processo, observados os requisitos formais requeridos pela legislação tributária. Preliminar rejeitada. Recurso negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1941; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 2 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.720239/201041 Recurso nº 999 Voluntário Acórdão nº 2202002.235 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de março de 2013 Matéria IRPF Recorrente LUIZ CARLOS DOS REIS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracterizamse como omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantidas junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. A realização de diligência ou perícia só deve ser deferida quando vise a apurar fato controverso e relevante para o julgamento do processo, observados os requisitos formais requeridos pela legislação tributária. Preliminar rejeitada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria votos, rejeitar a preliminar de declaração da nulidade da decisão recorrida, em face da negativa da realização de perícia. Vencido o Conselheiro Odmir Fernandes (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Antonio Lopo Martinez. No mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 02 39 /2 01 0- 41 Fl. 166DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES 2 (Assinatura digital)) Pedro Paulo Pereira Barbosa – Presidente ad hoc. (Assinatura digital) Odmir Fernandes – Relator (Assinatura digital) Antonio Lopo Martinez – Relator designado para o voto vencedor Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez, Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Nelson Mallmann (Presidente), Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Rafael Pandolfo. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10166.720239/201041 Acórdão n.º 2202002.235 S2C2T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário da decisão da 3ª Turma de Julgamento da DRJ de Brasília/DF, que manteve a autuação do Imposto de Renda de Pessoa Física – IRPF, sobre omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Auto de infração (fls. 88/94). Impugnação (fls. 01/09). Decisão recorrida (fls. 114/124), com ciência em 31.05.2012 (fls. 128), manteve a autuação pela falta de comprovação da origem dos recursos creditados nas contas bancarias do autuado. A decisão esta assim ementada: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2007 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracterizamse como omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantidas junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. A realização de diligência ou perícia só deve ser deferida quando vise a apurar fato controverso e relevante para o julgamento do processo, observados os requisitos formais requeridos pela legislação tributária. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Recurso Voluntário (fls. 129/144), protocolado em 27.06.2012, sustenta em síntese: Preliminar de (1) cerceamento de defesa, em razão do indeferimento da perícia contábil; e (2) violação do sigilo bancário. No mérito, aduz: (1) a movimentação bancária é de pessoa jurídica de que é sócioproprietário. Recebeu no ano calendário 2006 lucros distribuídos de R$ 1.843.441,08, que justificam os depósitos bancários; (3) a tributação dos extratos bancários como presunção não tem apoio no art. 43 do CTN; (3) inexiste acréscimo patrimonial. Sua situação patrimonial em dezembro de 2005 e 2006 é a mesma, ou seja, R$ 4.134.000,00; (4) impugna os valores utilizados no lançamento fiscal, os demonstrativos e os relatórios anexos, valores e datas, porque não corresponde à realidade fiscal do contribuinte; (5) Por fim, reitera o pedido feito na Fl. 168DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES 4 primeira instância da imprescindível perícia para o exame dos depósitos e a comprovação se eles pertencem às empresas do autuado. É o breve relatório. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10166.720239/201041 Acórdão n.º 2202002.235 S2C2T2 Fl. 4 5 Voto Vencido Conselheiro Odmir Fernandes Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade e deve ser conhecido. Cuidase de autuação sobre omissão de rendimentos apurados por meio de depósitos bancários de origem não comprovada. Aprecio inicialmente a preliminar de quebra do sigilo bancário. Consta o Termo de Fiscalização, não contrariado, que o contribuinte autuado foi intimado e apresentou os extratos bancários à fiscalização (fls. 81 e 82). Com a apresentação das informações dos extratos bancários pelo próprio contribuinte à fiscalização não há quebra do sigilo, conforme vem decidindo esta Turma de Julgamento. Afasto assim a primeira prejudicial do Recorrente relativo ao desenvolvimento válido e regular do processo pela suposta quebra do sigilo bancário. Passo ao exame da segunda preliminar – cerceamento de defesa – pelo indeferimento da pericia contábil, reiterada nas razões de mérito, no sentido de os depósitos bancários pertencem à empresa de titularidade do autuado e não à sua pessoa física. Essa prova pericial foi pedida pelo autuado na Impugnação e indeferida pela decisão recorrida sob o seguinte fundamento: De plano, há que denegar a solicitação, pelas razões a seguir delineadas (destaques acrescidos): Decreto n° 7.574/2011 Das Diligências e das Perícias Art. 35. A realização de diligências e de perícias será determinada pela autoridade julgadora de primeira instância, de oficio ou a pedido do impugnante, quando entendêlas necessárias para a apreciação da matéria litigada (Decreto na 70.235, de 1972, art. 18, com a redação dada pela Lei rr 8.748, de 9 de dezembro de 1993, art. 1). § Único. O sujeito passivo deverá ser cientificado do resultado da realização de diligências e perícias, sempre que novos fatos ou documentos sejam trazidos ao processo, hipótese na qual deverá ser concedido prazo de trinta dias para manifestação (Lei 9.784, de 1999, art. 28). Art. 36. A impugnação mencionará as diligências ou perícias que o sujeito passivo pretenda sejam efetuadas, expostos os Fl. 170DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES 6 motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, e, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito deverão constar da impugnação (Decreto n2 70.235, de 1972, art. 16, inciso IV, com a redação dada pela Lei «2 8.748, de 1993, art. Ia). § 1° Deferido o pedido de perícia, ou determinada de oficio sua realização, a autoridade designará servidor para, como perito da União, a ela proceder, e intimará o perito do sujeito passivo a realizar o exame requerido, cabendo a ambos apresentar os respectivos laudos em prazo que será fixado segundo o grau de complexidade dos trabalhos a serem executados (Decreto rr 70.235, de 1972, art. 18, com a redação dada pela Lei nB 8.748, de 1993, art. 1°). § 2a Indeferido o pedido de diligência ou de perícia, por terem sido consideradas prescindíveis ou impraticáveis, deverá o indeferimento, devidamente fundamentado, constar da decisão (Decreto rr 70.235, de 1972, arts. 18 e 28, com as redações dadas pela Lei rr 8.748, de 1993, art. Ia). Art. 56 A impugnação, formalizada por escrito, instruída com os documentos em que se fundamentar e apresentada em unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo, bem como, remetida por via postal, no prazo de trinta dias, contados da data da ciência da intimação da exigência, instaura a fase litigiosa do procedimento (Decreto rf70.235, de 1972, arts. 14 e 15). Art.57 A impugnação mencionará (Decreto na 70.235, de 1972, art. 16, com a redação dada pela Lei n. 8.748, de 1993, art. 1°, e pela Lei n. 11.196, de 2005, art. 113): I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; IV as diligências ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, bem como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; e V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. § l° Considerase não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV. .......... § 4e A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: Fl. 171DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10166.720239/201041 Acórdão n.º 2202002.235 S2C2T2 Fl. 5 7 a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; ou c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 5° Considerase motivo de força maior o fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir (Lei n.10.406, de 2002, art. 393). § 6° A juntada de documentos depois de apresentada a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas no § 4a. 7° Os documentos apresentados após proferida a decisão deverão ser juntados, por anexação, aos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. Concluise dos excertos normativos acima transcritos que, na fase litigiosa, a oportunidade de carrear aos autos os documentos necessários à defesa, a fim de elidir o lançamento, é junto com a impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, salvo quando demonstradas, fundamentadamente, as exceções expressamente previstas acima (art. 57, § 4o, incisos I, II, III). A título de exemplo, meras alegações genéricas de impossibilidade ou dificuldade de produção de provas são incapazes de produzir o efeito pretendido, quando desacompanhadas de demonstração concreta da ocorrência de evento que, ou por sua imprevisibilidade e inevitabilidade, crie impossibilidade intransponível; ou reste demonstrada a ocorrência de questão superveniente; ou seja, tendente a confrontar questão trazida em momento posterior aos autos. Nada disso restou evidenciado nos autos. Em sua peça de defesa, requer o impugnante a realização de perícias, enumerando quesitos e indicando perito, para demonstrar que a movimentação bancária referese a recursos de terceiros, suas empresas. De plano, há que indeferir o pleito, pois perícias não somente são medidas de caráter especial, cabíveis nos casos em que a interpretação dos fatos demanda juízo técnico, mas também não se prestam à produção de provas Fl. 172DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES 8 que o sujeito passivo tinha o dever de trazer à colação junto com a sua peça de defesa, mesmo quando o pedido está revestido das formalidades exigidas. É exatamente isso que ocorre no caso em concreto, todos os quesitos formulados relacionamse a provas que deveriam ser apresentadas junto com a impugnação pelo impugnante, isto é, a comprovação de que a movimentação bancária é pertencente à pessoa jurídica da qual é sócio proprietário e que houve a distribuição de lucros alegada. Registrese ainda que durante o procedimento fiscal lhe foram concedidas prorrogações de prazo solicitadas para apresentar a documentação pedida (fl. 81), bem como, na fase litigiosa, poderia fazer valer o seu direito ao contraditório, apresentando aqui também os elementos comprobatórios pertinentes. Processo Administrativo Fiscal. Nulidades. Perícias e diligências. Capitulação do lançamento Porque o indeferimento ou deferimento do pedido de realização de perícia ou diligência depende do livre convencimento da autoridade preparadorajulgadora, nos termos da processualística fiscal, o seu indeferimento não implica em nulidade da decisão, sobretudo quando os autos estão a demonstrar a sua prescindibilidade. (Acórdão n°1071.975, de 07/01/1997) Assim, diante das considerações acima, considerase precluído o direito de apresentar provas em momento posterior, bem como fica denegado o pedido de perícias. Entendeu a decisão recorrida ser dispensável a prova pericial e, se necessária, deveria vir com a Impugnação, salvo a impossibilidade da sua produção, cuidasse de fato superveniente ou a comprovar fato posterior trazido aos autos. Com o pedido de pericia o autuado formulou quesitos e indicou assistente e técnico. A prova técnica pode, de fato, ser trazida com a inicial da Impugnação ou com o Recurso, mas isso não inviabiliza o pedido do autuado, feito tempestivamente e com os requisitos exigidos em lei, desde a justificativa e a formulação de quesitos, conforme vemos no arts. 16, III e 18, do Decreto n° 70.235 de 1972, com força de lei. Confirase: Art. 16. A impugnação mencionará: ....... IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993). Fl. 173DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10166.720239/201041 Acórdão n.º 2202002.235 S2C2T2 Fl. 6 9 Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 1º Deferido o pedido de perícia, ou determinada de ofício, sua realização, a autoridade designará servidor para, como perito da União, a ela proceder e intimará o perito do sujeito passivo a realizar o exame requerido, cabendo a ambos apresentar os respectivos laudos em prazo que será fixado segundo o grau de complexidade dos trabalhos a serem executados. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 2º Os prazos para realização de diligência ou perícia poderão ser prorrogados, a juízo da autoridade. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 3º Quando, em exames posteriores, diligências ou perícias, realizados no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões de que resultem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência, será lavrado auto de infração ou emitida notificação de lançamento complementar, devolvendose, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente à matéria modificada. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Art. 28. Na decisão em que for julgada questão preliminar será também julgado o mérito, salvo quando incompatíveis, e dela constará o indeferimento fundamentado do pedido de diligência ou perícia, se for o caso. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. O art. 2°, da Lei 9.784, de 1999, que regula que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal de aplicação subsidiária ao procedimento administrativo fiscal (art. 69), também regula a produção da prova pericial: Art. 2°.... Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: .... X — garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e a interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio." (Destacamos). Regulamentando a realização das diligencias e perícias, previstas no Decreto n° 70.235, de 1972 e na Lei 9.784, de 1999, o Decreto n° 7.474, de 2011, estabeleceu: Fl. 174DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES 10 Art. 35. A realização de diligências e de perícias será determinada pela autoridade julgadora de primeira instância, de ofício ou a pedido do impugnante, quando entendêlas necessárias para a apreciação da matéria litigada (Decreto no 70.235, de 1972, art. 18, com a redação dada pela Lei no 8.748, de 9 de dezembro de 1993, art. 1o). Art. 36. A impugnação mencionará as diligências ou perícias que o sujeito passivo pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, e, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito deverão constar da impugnação (Decreto no 70.235, de 1972, art. 16, inciso IV, com a redação dada pela Lei no 8.748, de 1993, art. 1o). § 1o Deferido o pedido de perícia, ou determinada de ofício sua realização, a autoridade designará servidor para, como perito da União, a ela proceder, e intimará o perito do sujeito passivo a realizar o exame requerido, cabendo a ambos apresentar os respectivos laudos em prazo que será fixado segundo o grau de complexidade dos trabalhos a serem executados (Decreto no 70.235, de 1972, art. 18, com a redação dada pela Lei no 8.748, de 1993, art. 1o). § 2o Indeferido o pedido de diligência ou de perícia, por terem sido consideradas prescindíveis ou impraticáveis, deverá o indeferimento, devidamente fundamentado, constar da decisão (Decreto no 70.235, de 1972, arts. 18 e 28, com as redações dadas pela Lei no 8.748, de 1993, art. 1o). § 3o Determinada, de ofício ou a pedido do impugnante, diligência ou perícia, é vedado à autoridade incumbida de sua realização escusarse de cumprilas. Art. 37. No âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil, compete ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil a realização de diligências e de perícias (Decreto no 70.235, de 1972, art. 20, com a redação dada pela Lei no 8.748, de 1993, art. 1o; Lei no 10.593, de 2002, art. 6o, com a redação dada pela Lei no 11.457, de 2007, art. 9o). Art. 57. A impugnação mencionará (Decreto no 70.235, de 1972, art. 16, com a redação dada pela Lei no 8.748, de 1993, art. 1o, e pela Lei no 11.196, de 2005, art. 113): ...... IV as diligências ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, bem como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; A decisão recorrida apenas entendeu dispensável a produção da prova e que ela poderia vir com a Impugnação, sem o crivo do contraditório. Trazer a prova técnica préconstituída vem sendo admitida pelos órgãos administrativos de julgamento, mas em certo ponto, pensamos, ofendem ao devido processo Fl. 175DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10166.720239/201041 Acórdão n.º 2202002.235 S2C2T2 Fl. 7 11 legal e o contraditório pela falta do conhecimento da prova pela fiscalização e pela impossibilidade de contrariedade técnica das conclusões dessa prova. Com isso, a prova técnica préconstituída, sem o crivo do contraditório, pode levar o julgador a relativizar a prova produzida, quando, pela sua natureza pode significar supremacia no conjunto probatório para maior certeza, segurança e convicção do julgador. A produção da prova técnica no processo administrativo, não só fiscal, ainda é um mito que teima em não ser vencido e compreendido pelos operadores do direito. Mesmo as melhores bancas de advocacia perecem não saber lidar com ela no processo administrativo, deixando, por vezes, a impressão que preferem estender a lide ao Judiciário. A legislação de muitos Estados e Municípios sequer a preveem, e quando a disciplinam, a exemplo do fiscal federal, não sabem ao certo como deve o procedimento deve ser produzido e conduzido. O Estado de Direito implantado pela Carta de 1988 equiparou o processo administrativo ao judicial, sem distinção ao contraditório e a ampla defesa, Confirmase: Constituição Federal Art. 5°: ....... LV aos litigantes em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, estão assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Pois bem. Aqui pretende o Recorrente, com a produção da prova técnica requerida, demonstrar que os depósitos bancários – objeto da omissão de rendimentos – decorrem da renda, receita ou lucros da empresa e a movimentação se destinou a pagamento de obrigações dessa sociedade de que o autuado é titular. Cuidase, portanto, de permitir com a prova requerida de aferir se a alegação de cunho fiscal e contábil, se os depósitos bancários corresponderem à distribuição de lucro pela empresa, se existentes. Ou de os depósitos corresponderem à venda de bens e serviços da sociedade para justificar cada um dos depósitos objeto da autuação. Com a produção da prova técnica importa saber se os depósitos bancários, feitos na conta do autuado Recorrente, decorrem de lucros distribuídos ou pertencem empresa, por serviços prestados ou venda de produtos ou de outra atividade empresarial. Essa é a indagação. A autuação e a decisão recorrida disseram que não. Caberá ao autuado comprovar fato contrário, com provas firmes e seguras do desacerto da autuação. Observese que, mesmo que nada venha aos autos para comprovar o fato alegado, a prova pericial deveria ser deferida pela digna autoridade administrativa. Não significa isso que todo e qualquer pedido de prova pericial precisa ou deve ser deferido. Não é isso. O abuso do direito processual é constante nas lides Fl. 176DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES 12 administrativas e judiciais e decorre do devido processo, do contraditório e do direito de defesa, enfim, do natural jus sperniandi. Indeferir a prova pericial, corretamente requerida, sem fortes motivos e razões para o indeferimento destinada ao exame de fato complexo e de alta indagação fática, ainda que dispensável aos julgador a quo, causa, pensamos, cerceamento de defesa e ofensa ao contraditório princípios basilares do Estado de Direito e devido processo legal. Assim, para não incorrer no alegado cerceamento de defesa, é necessário, deferir a prova pericial requerida, formulada com todos os requisitos de lei – quesitos e indicação de assistente técnica, e anular a decisão recorrida para que outra seja proferida, após a produção da prova pericial requerida. Ante o exposto, pelo meu voto, reconheço a preliminar de cerceamento de defesa, e por conseqüência, anulo a decisão recorrida para que outra seja proferida, após a produção da prova pericial requerida. Vencido eventualmente nesta prejudicial resta manter a decisão recorrida, pela ausência de comprovação da origem dos depósitos bancários. (Assinatura digital) Odmir Fernandes Relator Fl. 177DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10166.720239/201041 Acórdão n.º 2202002.235 S2C2T2 Fl. 8 13 Voto Vencedor Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Redator Designado Em que pese o merecido respeito a que faz jus o Ilustre Relator, peço vênia para dele discordar quanto à preliminar de declaração da nulidade da decisão recorrida, em face da negativa da realização de perícia, matéria em que ficou vencido. A realização de exame pericial não constitui direito subjetivo do contribuinte, mas prerrogativa do julgador, se entendêla necessária. Se os quesitos formulados pelo contribuinte dizem respeito a matéria de fato, que já consta dos autos, ou à interpretação e aplicação da legislação tributária, correta a decisão de primeira instância que considerou a perícia prescindível e rejeitou o pedido. Essa negativa não constitui causa de nulidade da decisão recorrida. Analiso a preliminar suscitada de nulidade da decisão recorrida, por cerceamento do direito da interessada à ampla defesa, o que teria ocorrido pelo indeferimento do pedido de perícia contábil. A matéria é regulada pelos artigos 16 e 18 do Decreto n° 70.235(1972, a seguir transcritos: Art. 16. A impugnação mencionará: IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei n°8.748, de 1993) § 1° Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei n° 8.748, de 1993) Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de oficio ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. No processo administrativo fiscal, Neder e López lecionam que: [...1 a perícia não se constitui em direito subjetivo do autuado, cabendo ao julgador, se, justificadamente, entendêla desnecessária, não acolher o pedido formulado pelo interessado. A perícia e prova de caráter especial, cabível nos casos em que a interpretação dos fatos demande juízo técnico. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES 14 O comentário se amolda perfeitamente à situação em tela. Os quesitos formulados pela então impugnante (fl. 106 do eprocesso), a serem respondidos por exame pericial, dizem respeito ou a matéria de fato, que já se encontra nos autos, ou à interpretação e aplicação da legislação tributária, para o que o conhecimento do julgador é pressuposto, descabendo a pretensão de que um perito contábil possa ou deva conduzilo nesse particular. No caso sob exame, as provas a serem produzidas são de natureza diversa, eminentemente documentais, e que deveriam ser tempestivamente acostadas aos autos pelas partes interessadas, na medida do ônus que recai sobre cada uma. Revelase, assim, prescindível a perícia requerida. Cabe recordar que estamos diante de lançamento baseado na presunção legal de omissão de rendimentos tendo em vista depósitos bancários de origem não comprovada. Nesse tipo de lançamento, uma vez demonstrado o depósito em conta de titularidade do recorrente, cabe a este pelo inversão do ônus da prova, demonstrar a origem dos referidos depósitos. Ante ao exposto, voto por rejeitar a preliminar de declaração da nulidade da decisão recorrida, em face da negativa da realização de perícia. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 179DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por ODMIR FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10280.900183/2010-08
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE INTEMPESTIVA.
A manifestação de inconformidade intempestiva não instaura a fase litigiosa do processo administrativo fiscal nem tem o condão de restabelecer o litígio em segunda instância.
O recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que não conheceu dela por intempestividade não deve ser objeto de decisão, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-002.031
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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A manifestação de inconformidade intempestiva não instaura a fase litigiosa do processo administrativo fiscal nem tem o condão de restabelecer o litígio em segunda instância. O recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que não conheceu dela por intempestividade não deve ser objeto de decisão, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 90 01 83 /2 01 0- 08 Fl. 176DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 02 /10/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ em Belém que não conheceu da manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório que deferiu, em parte, o pedido de ressarcimento (PER) de crédito presumido do IPI às fls. 02/18, apurado para o 3º trimestre de 2003, e, conseqüentemente, homologou, em parte, as compensações informadas nas Declarações de Compensação, objeto deste processo, transmitidas a partir de 18/04/2008. O deferimento parcial do pedido de ressarcimento e, conseqüentemente, a homologação parcial decorreram de glosas de créditos aproveitados indevidamente pela recorrente sobre custos que não se enquadram no conceito de insumos utilizados no seu processo industrial e de nota fiscal não escriturada, conforme Relatório Fiscal às fls. 82/87 e Despacho Decisório às fls. 56. Inconformada com aquele despacho decisório, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade (fls. 64/72), insistindo no ressarcimento integral do valor pleiteado e na homologação das compensações declaradas, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “a) Preliminarmente, quanto à tempestividade: ‘Em 23.03.2011 (quarta feira), a REQUERENTE foi intimada do despacho decisório (Doc. N° 03) que homologou parcialmente o seu pedido de compensação. Vêse, pois, que é tempestiva a presente manifestação de inconformidade, eis que protocolada dentro do prazo de 30 dias previsto no art. 74, §§ 7º e 9º, da Lei n° 9.430/1996, c/c art. 66 da IN/RFB n° 900/2008, isto é, até o dia 22.04.2011 (sextafeira), inclusive.”; b) No mérito, alega que o entendimento da Unidade, baseado no Parecer Normativo CST nº 65, de 1979, não merece prosperar, uma vez que tal parecer extrapola o teor do art. 164 do RIPI, afrontando o princípio da legalidade, além de não se encontrar em consonância com os precedentes firmados nos Conselhos de Contribuintes e nos Tribunais do País, tendo sido todos os materiais adquiridos consumidos na produção; c) Solicita perícia, indicando questionamento e perito, e pede o provimento de sua manifestação.” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ não conheceu dela, conforme Acórdão nº 0124.184, datado de 08/02/2012, às fls. 124/126, sob a seguinte ementa: “MANIFESTAÇÃO INTEMPESTIVA. É facultado ao sujeito passivo, no prazo de trinta dias da ciência do despacho decisório, apresentar manifestação contra a decisão da Unidade de origem. Expirado tal prazo, a reclamação administrativa será considerada intempestiva e não será conhecida.” Cientificada dessa decisão, inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 132/144), requerendo a sua reforma a fim de que se defira seu pedido de ressarcimento e se homologuem as compensações declaradas, alegando, em síntese: (i) em preliminar, a possibilidade de analisar a manifestação de inconformidade interposta de forma intempestiva e, consequentemente, anular a decisão recorrida e determinar à autoridade julgadora de primeira instância que profira nova decisão enfrentando as questões de mérito, Fl. 177DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 02 /10/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10280.900183/201008 Acórdão n.º 3301002.031 S3C3T1 Fl. 177 3 expendidas na manifestação de inconformidade; e, (ii) no mérito: a) a nulidade de despacho decisório por ausência de descrição dos fatos e fundamentação legal; e, b) a documentação apresentada comprova o ressarcimento pleiteado. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende, em parte, aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. No entanto questão preliminar prejudica o conhecimento das questões de mérito nele expendidas e, conseqüentemente, seu julgamento nesta fase recursal. A autoridade julgadora de primeira instância não conheceu das razões de mérito da impugnação, com fundamento no Decreto nº 70.235, de 1972, art. 15, c/c o art. 23, pelo fato de aquela ter sido interposta a destempo, ou seja, depois de decorridos mais de 30 trinta dias, contados da data em que a recorrente foi intimada do despacho decisório que indeferiu o pedido de ressarcimento e não homologou as Dcomp em discussão. Em seu recurso voluntário, a recorrente reconheceu a intempestividade da manifestação de inconformidade interposta por ela. Contudo, em face dos princípios da razoabilidade e da verdade material, suscitou a possibilidade de sua análise e julgamento pela autoridade julgadora de primeira instância, com a conseqüente anulação, por esta Turma Ordinária de Julgamento, da decisão de primeira instância e a determinação para que outra seja proferida por aquela autoridade com o enfretamento do mérito. Ao contrário do seu entendimento, inexiste amparo legal para se anular a decisão recorrida e para se determinar a prolação de uma nova pela autoridade julgadora de primeira instância. A Lei nº 9.430, de 27/12/1996, art. 74, que instituiu a compensação de créditos contra a Fazenda Nacional, mediante a apresentação de Pedido de Ressarcimento/Declaração de Compensação (Per/Dcomp), assim dispõe: “Art. 74. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . [...]. § 7º Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados. [...]. § 9º É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7º, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 02 /10/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. [...].” Por sua vez o Decreto nº 70.235, de 06/03/1972, estabelece: “Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência.” No presente caso, conforme demonstrado na decisão recorrida e reconhecido pela própria recorrente a manifestação de inconformidade foi apresentada intempestivamente. Assim sendo, a apreciação e julgamento das matérias de mérito, expendidas no recurso voluntário, ficaram prejudicadas. O recurso voluntário somente teria cabimento quanto à intempestividade da manifestação de inconformidade decidida em primeira instância, contudo esta não foi suscitada. Aquele decreto assim dispõe: “Art. 35. O recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção.” Conforme demonstrado anteriormente, a recorrente não contestou a perempção decidida em primeira instância. Em face do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 179DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 02 /10/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 15374.916359/2008-95
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 01 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3803-000.282
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Por unanimidade de votos, converteuse o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
[assinado digitalmente]
Belchior Melo de Sousa Presidente em exercício
[assinado digitalmente]
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, PAULO GUILHERME DEROULEDE, HÉLCIO LAFETÁ REIS, ADRIANA OLIVEIRA E RIBEIRO
Nome do relator: Não se aplica
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1541; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 10 1 9 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.916359/200895 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3803000.282 – 3ª Turma Especial Data 25 de abril de 2013 Assunto PIS. COMPENSAÇÃO. Recorrente FERRAGENS RAMADA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, converteuse o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. [assinado digitalmente] Belchior Melo de Sousa – Presidente em exercício [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, PAULO GUILHERME DEROULEDE, HÉLCIO LAFETÁ REIS, ADRIANA OLIVEIRA E RIBEIRO Relatório Tratase de PER/DCOMP, transmitido em 07/10/2004, que buscou compensar créditos de PIS/Pasep oriundos de pagamento alegadamente indevido ou a maior, de competência julho/2003, com débitos de COFINS de apuração janeiro de 2002, no valor total de R$ 30.209,16. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .9 16 35 9/ 20 08 -9 5 Fl. 227DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 24/ 09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA Processo nº 15374.916359/200895 Resolução nº 3803000.282 S3TE03 Fl. 11 2 A DRF no Rio de Janeiro/RJ através de despacho decisório eletrônico, emitido em 12/08/2008, não homologou o PER/DCOMP, sob o argumento de que encontrou o pagamento indicado, mas integralmente utilizado para a quitação de débitos do sujeito passivo. Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade onde resumidamente afirma ter errado no preenchimento da DCTF do período, o que gerou a não homologação do pedido apresentado. Alega ter realizado um REDARF para alterar o código indicado e invoca o principio da verdade material. Ao final requer ter seu direito creditório reconhecido, anexa extrato da DCTF original e recibo de entrega da DCTF retificadora transmitida em 18/09/2008. A DRJ/RJI julgou improcedente a manifestação de inconformidade, por entender que as provas trazidas aos autos foram insuficientes a comprovar o direito creditório. Ementou nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 14/02/2003 Prova. Momento. Preclusão. A prova do crédito, que suporta Declaração de Compensação, cabe à contribuinte, devendo ser apresentada até o momento da Manifestação de Inconformidade, sob pena de preclusão, salvo em casos excepcionais legalmente previstos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado o sujeito passivo protocolou recurso voluntário, no qual apresenta os mesmos argumentos da manifestação de inconformidade de erro no preenchimento da DCTF, anexando extrato da DACON, Livro Razão e Livro Diário. É o relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Das retificações da DCTF. Especificamente em relação à redução dos débitos tributários, é oportuno ressaltar que somente nas hipóteses em que caracterizada a espontaneidade a DCTF e DACON retificadoras tem a mesma natureza das originais, substituindoas integralmente. Por outro lado, afastada a espontaneidade, evidentemente, tal retificação não pode mais ser admitida como prova suficiente para redução do valor do tributo devido. Corrobora o asseverado, o disposto nos §§ 1°, 2º e 3º do art. 9º da Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010,a seguir transcritos: “Art. 9 º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de Fl. 228DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 24/ 09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA Processo nº 15374.916359/200895 Resolução nº 3803000.282 S3TE03 Fl. 12 3 DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1 º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2 º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. II alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU ou de débito que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração e enquanto não extinto o crédito tributário. Grifamos” O contribuinte retificou a DCTF do período, após a ciência do despacho decisório, com isso as declarações retificadoras, não produzem os efeitos modificativos dos débitos originalmente confessados. Comprovação de Crédito. O reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento a maior de tributo. A fim de comprovar a certeza e liquidez do crédito, a interessada deve instruir sua manifestação de inconformidade com documentos que respaldem suas afirmações, considerando o disposto nos artigos 15 e 16 do Decreto nº 70.235/1972: “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)” Fl. 229DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 24/ 09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA Processo nº 15374.916359/200895 Resolução nº 3803000.282 S3TE03 Fl. 13 4 No caso em análise, o contribuinte esclarece que teria apurado créditos de PIS/Pasep, contudo, para comprovar a liquidez e certeza do crédito informado na Declaração de Compensação é imprescindível que seja demonstrada através da escrituração contábil e fiscal da contribuinte, baseada em documentos hábeis e idôneos a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. Dos documentos juntados em Recurso Voluntário Como relatado, no recurso voluntário a recorrente faz juntada de extrato da DACON, Livro Razão e Livro Diário com o fito de provar a veracidade das alegações aduzidas em sede de Manifestação de Inconformidade e, agora, em Recurso Voluntário. Considerando o artigo 923 do RIR/99, replicando o contido no DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 9º, §1º , estabelece que: Art.923.A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Compulsando os referidos documentos constatamos que os mesmos trazem parte do material probatório para se provar a base de cálculo do tributo, calculado sob a forma não cumulativa, com as reduções previstas em lei e que aponta para saldo credor no período. Há indícios do direito pleiteado, porem, faltam provas para se ter a liquides e certeza do credito almejado. Em vista do exposto, nos termos do art. 18, I, do Anexo I, do Regimento Interno do CARF, veiculado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, voto por converter o julgamento em diligência. É como voto. João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 230DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 24/ 09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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