Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,235)
- Segunda Câmara (27,802)
- Primeira Câmara (25,085)
- Segunda Turma Ordinária d (17,417)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,076)
- Primeira Turma Ordinária (15,870)
- Primeira Turma Ordinária (15,862)
- Primeira Turma Ordinária (15,851)
- Segunda Turma Ordinária d (15,719)
- Segunda Turma Ordinária d (14,277)
- Primeira Turma Ordinária (12,970)
- Primeira Turma Ordinária (12,280)
- Segunda Turma Ordinária d (12,256)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (84,103)
- Terceira Câmara (66,411)
- Segunda Câmara (54,642)
- Primeira Câmara (19,299)
- 3ª SEÇÃO (16,076)
- 2ª SEÇÃO (11,243)
- 1ª SEÇÃO (6,794)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,446)
- Segunda Seção de Julgamen (113,241)
- Primeira Seção de Julgame (75,650)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,918)
- Câmara Superior de Recurs (37,709)
- Terceiro Conselho de Cont (25,973)
- IPI- processos NT - ressa (5,010)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,864)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,245)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,627)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,201)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,645)
- HELCIO LAFETA REIS (3,513)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,614)
- WILDERSON BOTTO (2,602)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,084)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,045)
- 2024 (25,915)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,467)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,246)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,078)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,840)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10814.017735/96-77
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - II
Data do fato gerador: 23/10/1996
PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - PROVA MATERIAL APRESENTADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. POSSIBILIDADE PARA CONTRAPOR ÀS RAZÕES DO JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA.
A não apreciação de provas trazidas na fase recursal, antes da decisão final administrativa, fere o principio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário, mormente quando sua tese de defesa não é acolhida e destina-se a refutar entendimento da decisão de primeira instância.
Recurso Especial do Contribuinte Provido.
Numero da decisão: 9303-001.842
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (Relator), Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Marcos Aurélio Pereira Valadão. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Nanci Gama.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Rodrigo da Costa Pôssas - Relator
Nanci Gama - Redatora Designada
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 23/10/1996 PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - PROVA MATERIAL APRESENTADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. POSSIBILIDADE PARA CONTRAPOR ÀS RAZÕES DO JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. A não apreciação de provas trazidas na fase recursal, antes da decisão final administrativa, fere o principio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário, mormente quando sua tese de defesa não é acolhida e destina-se a refutar entendimento da decisão de primeira instância. Recurso Especial do Contribuinte Provido.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 13 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10814.017735/96-77
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5324597
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 13 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 9303-001.842
nome_arquivo_s : Decisao_108140177359677.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : RODRIGO DA COSTA POSSAS
nome_arquivo_pdf_s : 108140177359677_5324597.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (Relator), Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Marcos Aurélio Pereira Valadão. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Nanci Gama. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Rodrigo da Costa Pôssas - Relator Nanci Gama - Redatora Designada Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
id : 5295407
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372343611392
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2052; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRF‐T3 Fl. 283 1 282 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10814.017735/9677 Recurso nº 338.253 Especial do Contribuinte Acórdão nº 9303001.842 – 3ª Turma Sessão de 02 de fevereiro de 2012 Matéria Imposto sobre a Importação Restituição Recorrente MCS RADIO TELEFONIA LTDA. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II DATA DO FATO GERADOR: 23/10/1996 PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO PROVA MATERIAL APRESENTADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. POSSIBILIDADE PARA CONTRAPOR ÀS RAZÕES DO JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. A não apreciação de provas trazidas na fase recursal, antes da decisão final administrativa, fere o principio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário, mormente quando sua tese de defesa não é acolhida e destinase a refutar entendimento da decisão de primeira instância. Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (Relator), Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Marcos Aurélio Pereira Valadão. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Nanci Gama. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Rodrigo da Costa Pôssas Relator Nanci Gama Redatora Designada AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 81 4. 01 77 35 /9 6- 77 Fl. 323DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digi talmente em 27/11/2013 por NANCI GAMA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Tratase de Recurso Especial Interposto tempestivamente pela Fazenda Nacional contra Acórdão proferido pelo Terceiro Conselho de Contribuintes, que negou provimento ao Recurso Voluntário. O contribuinte protocolou pedido de restituição que originou presente processo de Pedido de Restituição de parte do Imposto de Importação (II) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados. O pedido foi indeferido pela Alfândega de São Paulo o mesmo ocorrendo com a manifestação de inconformidade protocolada junto a DRJ. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Pois bem, em primeiro lugar destaquese que o principio da verdade real, não pode ser banalizado em sua aplicação sob pena de ser transformado em remédio para o descaso do contribuinte à produção de provas no momento que lhe é oportuno. A aceitação da juntada extemporânea de documentos que poderiam perfeitamente ter sido apresentados no curso da ação fiscal ou em manifestação de inconformidade gera prejuízo ao andamento do processo e à prestação da jurisdição administrativa. Assim, a aplicação do referido vetor deve se pautar em critérios de razoabilidade e temporalidade, os quais são ditados pelo art. 16, §4° do Decreto n° 70.235/72: "Art. 16.(...) § 4°A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a)fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b)refirase a fato ou a direito superveniente; Fl. 324DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digi talmente em 27/11/2013 por NANCI GAMA Processo nº 10814.017735/9677 Acórdão n.º 9303001.842 CSRF‐T3 Fl. 284 3 c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. § 5° Ajuntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior." Não obstante a abertura de possibilidade para produção de prova, cujo teor poderia em sede de julgamento da manifestação de inconformidade reverter o quadro que até então lhe era desfavorável, a Recorrente optou por eximirse, abrindo mão da prerrogativa que lhe foi outorgada para se manifestar e comprovar o seu direito, ou seja, preferiu a obscuridade à clareza. Imputar a tarefa de suprir as necessárias provas, visando demonstrar a existência do crédito, à instância julgadora é subverter as obrigações no processo administrativo. O Fisco, após examinar os elementos trazidos aos autos depois da intimação, deparouse com diversas irregularidades precitadas, as quais impediram o deferimento do pleito. Caberia à recorrente, naquela oportunidade, apresentar todos os meios de provas necessários à demonstração de seu direito. Neste sentido: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/09/1998 a 30/11/1998 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recurso. A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que, regularmente intimado, tenha deixado de apresentar as provas solicitadas, visando à comprovação dos créditos alegados. Recurso negado. (Recurso Voluntário n°. 138.785, 2CC, Câmara, Acórdão 201 8000. rel. Maurício Taveira e Silva). Logo, tendo em vista que a Recorrente não apresentou nenhum motivo previsto em lei, de fato ou de direito, capaz de justificar a reforma da decisão recorrida, nego provimento ao recurso especial. Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 325DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digi talmente em 27/11/2013 por NANCI GAMA 4 Voto Vencedor Conselheira Nanci Gama, Redatora Designada Ouso discordar do voto do ilustre Conselheiro Relator. A juntada de provas até o julgamento de segunda instância administrativa é plenamente possível em atenção, dentre outros, ao princípio da verdade material que norteia o processo administrativo tributário, conforme já se manifestou o CARF em reiteradas ocasiões, a saber: “(...) PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO – PROVA MATERIAL APRESENTADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE PROCESSUAL E A BUSCA DA VERDADE MATERIAL. A não apreciação de provas trazidos aos autos depois da impugnação e já na fase recursal, antes da decisão final administrativa, fere o principio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário. No processo administrativo deve predominar o princípio da verdade material, ou seja, a busca da comprovação da ocorrência ou não do fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação.” (Processo nº 15374.001631/0030; Acórdão nº 10809.622; 8ª Câmara do 1º CC; j. de 28/05/2008). “(...) JUNTADA POSTERIOR DE PROVAS. O direito à juntada posterior de documentação, observada a disciplina do art. 17 do Decreto n° 70.235/1972 (na redação que lhe foi dada pelo art. 67 da Lei n° 9.532/1997) e considerada, ainda, a busca pela verdade material que permeia o processo administrativo, cai no vazio se nada é juntado, efetivamente, pelo contribuinte até o julgamento do recurso voluntário. (...)” (Processo nº 13830.000718/200598; Acórdão nº 19200.066; 2ª Tuma Especial do 2º CC; j. de 06/10/2008). Ademais, no presente caso, não se pode deixar de considerar que o pedido de restituição dos impostos recolhidos quando da importação de equipamentos pelo Recorrente, encontrase motivado no fato de parte da mercadoria importada não ter sido embarcada, tendo gerado um recolhimento, quando da Declaração de Importação, superior ao devido. Tal circunstância por si só pode ter sido a razão do contribuinte não compreender que o seu pedido de restituição estivesse condicionado a comprovação de que o mesmo repassou tal encargo a terceiros. Explico: como repassar o tributo a terceiro de uma mercadoria inexistente? Outrossim, a mercadoria era um equipamento, ao que parece, destinado ao ativo fixo da Recorrente. No entanto, seu raciocínio não foi acolhido, tendo a Delegacia de Julgamento dado provimento parcial a seu pedido, mantendo o indeferimento quanto a restituição do IPI por falta de comprovação do não repasse do imposto a terceiros. E, assim sendo, pergunto: porque não analisar nesta hipótese os documentos anexados pelo recorrente em seu recurso voluntário? Perdoemme os que pensam em contrário, mas não há justificativa. Não há preclusão. Fl. 326DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digi talmente em 27/11/2013 por NANCI GAMA Processo nº 10814.017735/9677 Acórdão n.º 9303001.842 CSRF‐T3 Fl. 285 5 Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso do contribuinte, para acolher o seu pedido no sentido de afastar a preclusão objeto do acórdão recorrido e determinar, por conseguinte, o retorno do processo para o juízo prolator do referido acórdão para que sejam examinadas as provas trazidas pelo recorrente em seu recurso voluntário e analisada, portanto, as demais questões de mérito. Nanci Gama Fl. 327DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digi talmente em 27/11/2013 por NANCI GAMA
score : 1.0
Numero do processo: 11020.002487/2005-66
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Dec 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO E/OU CONTRADIÇÃO.
Considerando a inexistência de omissão e/ou contradição na decisão embargada, impõe-se a rejeição dos embargos de declaração, mormente quando a Embargante postula o reexame da fundamentação jurídica da decisão.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE. REDISCUSSÃO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE.
Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão da controvérsia. Hipótese não prevista no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 3801-002.277
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Vítor Hugo Vives Bohm, OAB/RS 58.005.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO E/OU CONTRADIÇÃO. Considerando a inexistência de omissão e/ou contradição na decisão embargada, impõe-se a rejeição dos embargos de declaração, mormente quando a Embargante postula o reexame da fundamentação jurídica da decisão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE. REDISCUSSÃO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão da controvérsia. Hipótese não prevista no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009. Embargos Rejeitados.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 16 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11020.002487/2005-66
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5313828
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3801-002.277
nome_arquivo_s : Decisao_11020002487200566.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 11020002487200566_5313828.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Vítor Hugo Vives Bohm, OAB/RS 58.005. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5224134
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372361437184
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1809; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 10 1 9 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.002487/200566 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3801002.277 – 1ª Turma Especial Sessão de 26 de novembro de 2013 Matéria COFINS NÃOCUMULATIVA RESSARCIMENTO Embargante SAN MARINO ÔNIBUS E IMPLEMENTOS LTDA Interessado SAN MARINO ÔNIBUS E IMPLEMENTOS LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO E/OU CONTRADIÇÃO. Considerando a inexistência de omissão e/ou contradição na decisão embargada, impõese a rejeição dos embargos de declaração, mormente quando a Embargante postula o reexame da fundamentação jurídica da decisão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE. REDISCUSSÃO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão da controvérsia. Hipótese não prevista no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Vítor Hugo Vives Bohm, OAB/RS 58.005. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 00 24 87 /2 00 5- 66 Fl. 368DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11020.002487/200566 Acórdão n.º 3801002.277 S3TE01 Fl. 11 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 369DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11020.002487/200566 Acórdão n.º 3801002.277 S3TE01 Fl. 12 3 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela Recorrente contra termos parciais em que foi proferido o Acórdão nº 3801001.791, de 20 de março de 2013, sob o argumento de que o aludido Acórdão continha omissão e contradição em dois pontos específicos. Em relação aos créditos sobre despesas com combustíveis, sustenta que o acórdão recorrido tendo reconhecido o direito da embargante quanto a possibilidade do creditamento dos combustíveis e lubrificantes utilizados no processo fabril, deveria ter determinado que a unidade da administração responsável pela liquidação e execução do acórdão, verificasse o percentual que realmente é utilizado no processo produtivo, ou seja, o percentual de 20% defendido pela embargante. Argumenta que o CARF é responsável por reconhecer o direito a tomada de créditos, no presente caso, em julgar em última instância na esfera administrativa, se os combustíveis e lubrificantes utilizados para os testes de veículos configuram, ou não, insumos, determinando que na liquidação do acórdão fosse verificada o percentual que efetivamente é utilizado no processo produtivo. Alega, ainda que caso contrário, o acórdão esta reconhecendo o direito ao crédito, mas impedindo a embargante de realizar o aproveitamento do mesmo. Por outro lado, no que tange ao recálculo de índices relativos de receitas de mercado interno, insiste na tese que ao apresentar a manifestação de inconformidade, a embargante impugnou todos os pontos glosados no despacho decisório, requerendo ao final a imediata reforma do despacho decisório. Aduz que a manifestação de inconformidade deve ser recebida com efeito devolutivo, devendo toda a matéria impugnada ser reanalisada pela instância superior, como deveria ter sido perante a DRJ que desconsiderou este pedido. Destaca que ao longo de todo o processo de fiscalização sofrido pela embargante, foram apresentados todos os documentos necessários para comprovar a legitimidade dos valores pleiteados, sendo que com base nisso, deveria a fiscalização e os julgadores, atentar para esse fato, analisar tais documentos, ou então, determinar a baixa em diligência para verificar a legitimidade do crédito. Faz referência ao princípio da verdade material e colaciona doutrina e jurisprudência acerca deste princípio, requerendo que seja sanada a omissão deste ponto no r. acórdão embargado. Por fim, requereu que fossem recebidos e acolhidos os presentes Embargos, para o fim de que, sanadas as omissões/contradições supracomentadas, com efeitos infringentes, fosse o acórdão embargado reformado para acolher integralmente o recurso voluntário interposto. É o relatório. Fl. 370DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11020.002487/200566 Acórdão n.º 3801002.277 S3TE01 Fl. 13 4 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Convém lembrar que, em regra, a omissão é a falta de apreciação de um ponto específico relevante, enquanto a contradição ocorre quando a decisão administrativa possui proposições conflitantes entre si. Com será demonstrado não ocorreu no acórdão guerreado uma omissão e muito menos qualquer contradição. Diferentemente do alegado, a questão dos créditos sobre despesas com combustíveis foi enfrentada no acórdão embargado, pois o Colegiado manifestouse expressamente sobre a matéria, conforme excertos abaixo transcritos: Neste aspecto, a autoridade fiscal tem razão, a recorrente não comprovou de forma satisfatória que 20 % das aquisições de combustíveis e lubrificantes são utilizados nos testes dos veículos. Não existe a contabilização dessas aquisições como custo de produção. Os rateios de absorção devem ser efetivamente comprovados, a exemplo de requisições do almoxarifado, planilhas de gastos de combustíveis por veículos etc. É importante ressaltar que, quanto à comprovação do direito de descontar créditos, o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, estabelece que a prova documental tem que ser apresentada na manifestação de inconformidade.(grifouse) Com efeito, o voto condutor do acórdão entendeu que a recorrente não apresentou os elementos comprobatórios que sustentariam seu direito creditório. Desta forma, os créditos não foram reconhecidos porque não foram apresentadas as provas nos termos do §4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972. De sorte que não é caso de liquidação do acórdão por meio de conversão em diligência. O ônus da prova como amplamente demonstrado no acórdão embargado é da recorrente. Ademais, os embargos de declaração não é o meio de impugnação adequado para se rediscutir a fundamentação adotada pelo colegiado, mormente quando a Embargante postula o reexame da fundamentação da decisão. De outro giro, em relação ao recálculo de índices relativos de receitas de mercado interno, a recorrente insiste na tese que ao apresentar a manifestação de inconformidade impugnou todos os pontos glosados no despacho decisório. Fl. 371DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11020.002487/200566 Acórdão n.º 3801002.277 S3TE01 Fl. 14 5 Como será demonstrado não ocorreu no acórdão guerreado uma omissão. O Colegiado, em votação unânime, entendeu que na situação em comento ocorreu a preclusão. A propósito, assim se manifestou o relator: Ressalta que ao apresentar a manifestação de inconformidade impugnou todos os pontos glosados no despacho decisório, conforme a parte final do pedido. Ocorre, todavia, que essa alegação não pode ser apreciada, sob pena de supressão de instância, por constituir matéria nova não abrangida pelo litígio e que não foi suscitada por ocasião da manifestação de inconformidade. De fato, na manifestação de inconformidade não há qualquer questionamento em relação ao rateio utilizado pela autoridade fiscal. Neste sentido, a decisão recorrida de forma acertada considerou que a recorrente não se manifestou expressamente a respeito desse ponto e considerou a matéria definitiva na esfera administrativa, nos termos do 17 do Decreto nº 70.235/72. Como visto, não ficou caracterizada uma suposta omissão, pelo contrário evidenciase uma tentativa da recorrente de rediscutir a matéria com base no princípio da verdade material, o que não é viável no recurso de embargos de declaração. Ademais, a Turma concluiu que alegações genéricas sem maiores fundamentos ou demonstração de equívocos nos cálculos não merecem acolhidas. Assim, não se verificou qualquer omissão. Tenhase presente que o contexto fático e probatório dos autos foi suficiente para a formação da convicção da Turma Julgadora, que teve fundamento no instituto da preclusão. Em face do exposto, voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração apresentados. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 372DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 12448.725714/2012-04
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2008
GANHO DE CAPITAL. VENDA DE QUOTAS. PLANEJAMENTO FISCAL ILÍCITO. DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCROS. INOCORRÊNCIA NAS REDUÇÕES DE CAPITAL MEDIANTE ENTREGA DE BENS OU DIREITOS, PELO VALOR CONTÁBIL A PARTIR DA VIGÊNCIA DA LEI 9.249/1995.
Constitui propósito negocial legítimo o encadeamento de operações societárias visando a redução das incidências tributárias, desde que efetivamente realizadas antes da ocorrência do fato gerador, bem como não visem gerar economia de tributos mediante criação de despesas ou custos artificiais ou fictícios. A partir da vigência do art. 22 da Lei 9.249/1995 a redução de capital mediante entrega de bens ou direitos, pelo valor contábil, não mais constituiu hipótese de distribuição disfarçada de lucros, por expressa determinação legal.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL.
Aplica-se ao lançamento reflexo o mesmo tratamento dispensado ao lançamento principal, em razão da relação de causa e efeito que os vincula.
Recurso Voluntário provido.
Numero da decisão: 1402-001.472
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(assinado digitalmente)
Carlos Pelá - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez. e Carlos Pelá.
Nome do relator: CARLOS PELA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2008 GANHO DE CAPITAL. VENDA DE QUOTAS. PLANEJAMENTO FISCAL ILÍCITO. DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCROS. INOCORRÊNCIA NAS REDUÇÕES DE CAPITAL MEDIANTE ENTREGA DE BENS OU DIREITOS, PELO VALOR CONTÁBIL A PARTIR DA VIGÊNCIA DA LEI 9.249/1995. Constitui propósito negocial legítimo o encadeamento de operações societárias visando a redução das incidências tributárias, desde que efetivamente realizadas antes da ocorrência do fato gerador, bem como não visem gerar economia de tributos mediante criação de despesas ou custos artificiais ou fictícios. A partir da vigência do art. 22 da Lei 9.249/1995 a redução de capital mediante entrega de bens ou direitos, pelo valor contábil, não mais constituiu hipótese de distribuição disfarçada de lucros, por expressa determinação legal. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. Aplica-se ao lançamento reflexo o mesmo tratamento dispensado ao lançamento principal, em razão da relação de causa e efeito que os vincula. Recurso Voluntário provido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 12448.725714/2012-04
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5320773
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 31 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1402-001.472
nome_arquivo_s : Decisao_12448725714201204.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CARLOS PELA
nome_arquivo_pdf_s : 12448725714201204_5320773.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto - Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez. e Carlos Pelá.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
id : 5275951
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372363534336
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2053; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12448.725714/201204 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402001.472 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 09 de outubro de 2013 Matéria IRPJ Recorrente Organizações Globo Participações S/A. Recorrida 3ª Turma da DRJ/RJ1 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008 GANHO DE CAPITAL. VENDA DE QUOTAS. PLANEJAMENTO FISCAL ILÍCITO. DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCROS. INOCORRÊNCIA NAS REDUÇÕES DE CAPITAL MEDIANTE ENTREGA DE BENS OU DIREITOS, PELO VALOR CONTÁBIL A PARTIR DA VIGÊNCIA DA LEI 9.249/1995. Constitui propósito negocial legítimo o encadeamento de operações societárias visando a redução das incidências tributárias, desde que efetivamente realizadas antes da ocorrência do fato gerador, bem como não visem gerar economia de tributos mediante criação de despesas ou custos artificiais ou fictícios. A partir da vigência do art. 22 da Lei 9.249/1995 a redução de capital mediante entrega de bens ou direitos, pelo valor contábil, não mais constituiu hipótese de distribuição disfarçada de lucros, por expressa determinação legal. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. Aplicase ao lançamento reflexo o mesmo tratamento dispensado ao lançamento principal, em razão da relação de causa e efeito que os vincula. Recurso Voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 57 14 /2 01 2- 04 Fl. 569DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 3 2 Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez. e Carlos Pelá. Relatório DO LANÇAMENTO E DA OPERAÇÃO Tratase de auto de infração de IRPJ e CSLL, anocalendário 2008, cumulados com juros e multa de ofício (75%), apurados em decorrência da falta de contabilização de ganho de capital apurado na alienação de investimento avaliado pelo valor do patrimônio Líquido (fl. 17/32). Contanos Termo de Constatação Fiscal (fls. 2/16) em 31/01/2008, que a empresa Zenit Realty S.A. (Zenit), que detinha 99,97% das quotas de capital da empresa São Marcos Empreendimentos Imobiliários Ltda. (São Marcos), realizou uma cisão parcial, por meio da qual transferiu as referidas quotas de capital para sua controladora, a contribuinte ora autuada Cardeiros Participações S.A. (atualmente denominada Organizações Globo Participações S.A.). Vale dizer que as demais quotas de capital da São Marcos eram detidas pelos sócios quotistas (i) Roberto Irineu Marinho (0,01%), (ii) João Roberto Marinho (0,01%) e (iii) José Roberto Marinho (0,01%). No mesmo dia da cisão parcial ocorrida, 31/01/2008, os sócios da São Marcos, Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho, que em conjunto possuíam 0,03% das quotas de capital, celebraram com a Ancar IC S.A. a venda de 100% das quotas de capital da São Marcos. Consoante previsão expressa do referido contrato de compra e venda das quotas de capital da empresa São Marcos (fl.39/88), os vendedores pessoas físicas Roberto Fl. 570DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 4 3 Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho assumiram a obrigação de, até a data estabelecida para o pagamento e fechamento da operação, 31/07/2008, (i) segregar determinados bens e obrigações da São Marcos; e (ii) fazer com que a propriedade direta das quotas adquiridas fosse transferida aos vendedores; ou seja, até essa data, os vendedores deveriam tornarse os únicos quotistas da São Marcos. Em 15/02/2008, ou seja, 15 dias após a cisão parcial e a assinatura do contrato de compra e venda, a Cardeiros Participações (autuada) realizou uma redução de capital, transferindo as 99,97% quotas de capital da empresa São Marcos, cujo valor contábil correspondia a R$ 172.632.038.36, a favor de seus acionistas: (i) RIM 1947 Participações S/A (RIM), controlada em 99,99% pela pessoa física Roberto Irineu Marinho; (ii) JRM 1953 Participações S/A (JRM), controlada em 99,99% pela pessoa física João Roberto Marinho; e (iii) ZRM 1955 Participações S/A (ZRM), controlada em 99,99% pela pessoa física José Roberto Marinho. Em 19/03/08, um mês após o recebimento das quotas da São Marcos, as empresas RIM, JRM e ZRM transferiram, a título de redução do capital social, as mesmas quotas de capital da empresa São Marcos para as pessoas físicas Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho. Ao cabo dessa operação, as três pessoas físicas citadas tornaramse os únicos sócios da São Marcos, conforme condição necessária para o fechamento do contrato de compra e venda suso mencionado. Assim, em 31/07/2008, ocorreu a conclusão da operação, quando houve o pagamento do valor total de R$ 615.000.000,00, referente a 100% das quotas da São Marcos, para os três sócios (pessoas físicas). Importa acrescentar que, conforme Aditivo ao referido contrato, o comprador, valendose do disposto na cláusula 15.6.1, cedeu e transferiu seus direitos e obrigações referentes ao contrato para outra empresa do Grupo Ancar/Grupo Ivanhoe Cambridge, razão pela qual, em 31/07/2008, data do fechamento, o comprador passou a ser a empresa SPE Ancar IC Subsidiária S.A. (SPE Ancar). Por fim, alguns meses depois, em 07/10/2008, tendo em vista certas verificações realizadas após o fechamento, e conforme previsto no item IV do Aditivo, a SPE Ancar pagou aos vendedores o montante adicional de R$ 8.178.311,55. Por tudo quanto exposto, sustenta a fiscalização que “as operações não tiveram nenhuma motivação e também nenhum propósito negocial para as diversas pessoas jurídicas envolvidas, o único objetivo era transferir as 99,97% quotas de capital da empresa São Marcos que pertenciam a empresa Cardeiros Participações S/A para as pessoas físicas Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho e com isso pagar menos imposto de renda a título de Ganho de Capital”. Os autos de infração exigem da autuada IRPJ e CSLL sobre a diferença positiva (R$ 450.359.319,74) verificada entre 99,97% do valor total pago pela SPE Ancar aos vendedores ((615.000.000,00 + 8.178.311,55) x 99,97% = 622.991.358,10) e o valor contábil dessas quotas em 31/01/2008 (R$ 172.632.038,36). DA IMPUGNAÇÃO Fl. 571DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 5 4 Irresignada, a contribuinte apresentou impugnação (fls. 261/297), sustentando em síntese que: (i) o contrato possui natureza de negócio condicional. Muito embora tenha sido assinado em 31/01/2008, o mesmo previa que a operação de cessão de quotas da São Marcos somente ocorreria em data futura e incerta, se e quando implementadas certas condições, conforme se verificam das cláusulas 3.1, 4.1, 6.1, 10 e 11 do contrato. (ii) A simples assinatura do contrato em 31/01/2008 não tornou definitiva a cessão de quotas, que somente veio a se tornar definitiva meses depois, na data do fechamento, após terem sido implementadas as condições (suspensivas) estipuladas pelas partes. Caso tais condições não tivessem sido devidamente implementadas, a cessão de quotas da São Marcos não teria ocorrido. (iii) o artigo 121, 122 e 125 do Código Civil dispõe que os direitos oriundos de contratos sujeitos ao implemento de condição suspensiva não podem ser reputados como transferidos/adquiridos enquanto não se verificar tal condição. Além disso, o art. 117 do CTN prevê a suspensão da tributação no caso de negócios jurídicos condicionais. (iv) em 31/01/2008 havia apenas a mera expectativa de ganho. Contudo, esta não configura aquisição de disponibilidade jurídica ou econômica sobre a renda. (v) ainda que a operação pudesse ser considerada realizada em 31/01/2008, teria que ser aceita como válida, pois o art. 1.268, § 2º do CC, a doutrina e a jurisprudência admitem a possibilidade da venda de coisa alheia, condicionando a sua efetividade à aquisição, pelo alienante, da titularidade do bem ou direito alienado. (vi) muito embora a fiscalização sustente que o contrato produziu efeitos desde 31/01/2008, de outro lado, considera ocorridos os fatos geradores do IRPJ e da CSLL na data do fechamento, 31/07/2008, no encerramento do respectivo período de apuração. (e na mesma linha, com relação ao valor do adicional pago em 07/10/2008, conforme Aditivo firmado, considerou ocorridos os fatos geradores em 31/12/2008). (vii) a operação como um todo foi motivada por razões outras que não a economia fiscal. Nesse passo, à época da celebração do contrato, a São Marcos desenvolvia diversas atividades imobiliárias, mas nem todas relacionadas à shopping centers. No entanto, somente estas últimas, que correspondiam aos empreendimentos Botafogo Praia Shopping, Shopping Downtown, Centervale e Interlagos, interessavam ao comprador. (viii) adicionalmente, a Ancar tinha relacionamento direto e de confiança com os vendedores, motivo pelo qual era de seu próprio interesse, e foi exigência sua, que o contrato fosse celebrado diretamente com as pessoas físicas, de forma que os estes se responsabilizassem diretamente pela execução das obrigações assumidas e pelas garantias prestadas, o que se depreende das cláusulas 5.2 e 5.3 do contrato. Destarte, conforme contrato, as pessoas físicas também se comprometeram a promover a quitação de todo endividamento da São Marcos e suas respectivas subsidiárias, salvo algumas dívidas expressamente ressalvadas. (ix) da forma como firmado o contrato, os vendedores além de se responsabilizarem pela execução do contrato (transferir 100% das quotas da São Marcos para os vendedores e segregar os bens e direitos), também ficaram obrigados pelas declarações e Fl. 572DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 6 5 garantias prestadas, inclusive quanto à contingências passadas e que não guardavam relação com o negócio especificamente visado pela Ancar (conforme cláusula 9.1.1). (x) a cláusula 4.3 do contrato demonstra que só a compradora poderia dispensar os vendedores do cumprimento de qualquer das condições estabelecidas, afirmando, ainda, que tais condições foram estabelecidas em benefício exclusivo do comprador. (xi) o art. 22 da Lei nº. 9.249/95 admite que os bens restituídos pela pessoa jurídica a seus sócios o acionistas, a título de devolução no capital social, sejam realizadas por valores contábeis. Em nenhum momento o legislador condicionou a sua aplicação à manutenção do ativo pelos sócios ou acionistas por um período de tempo ou à existência de propósito negocial. Logo, pela redação atual do dispositivo, não há fundamento para se questionar a validade do planejamento fiscal consistente na transferência de ganhos de pessoas jurídicas a seus acionistas, mediante redução de capital. (xii) ainda que a operação seja considerada sem propósito negocial, o que se admite a título argumentativo, não merece amparo a pretensão fiscal, haja vista que tal procedimento apenas refletiu a adoção de opção fiscal mais vantajosa expressamente disciplinada pela Lei nº. 9249/95. Noutras palavras, se a alienação na pessoa jurídica ou física são legítimas, lógicas e produzem o mesmo resultado, o contribuinte não pode ser obrigado a adotar o caminho mais oneroso. Cita acórdão 10247.181 do 1º Conselho de Contribuintes e acórdãos 10614.479 e 10614.486 do CARF nos quais o fisco não contestou a redução de capital para alienação de bem pela pessoa física. DA DECISÃO DA DRJ A 3ª Turma de Julgamento da DRJ/RJ1, negou provimento à impugnação, mantendo os lançamentos de IRPJ e CSLL (fls. 381/404), nos termos da ementa a seguir reproduzida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008 GANHO DE CAPITAL. VENDA DE QUOTAS. Evidenciado que a pessoa jurídica efetivamente contratou a operação de compra e venda das quotas de capital, o lançamento referente ao ganho de capital deve ser mantido. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2008. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. Aplicase ao lançamento reflexo o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão da relação de causa e efeito que os vincula. Impugnação Improcedente Fl. 573DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 7 6 Crédito Tributário Mantido DO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformada com a decisão, a autuada apresentou recurso voluntário (fls. 410/463), repisando os argumentos de sua peça impugnatória e acrescentando novos, dentro os quais: (i) a confusão patrimonial pretendida pela fiscalização e pela decisão recorrida implica em negar efeito à autonomia e independência das pessoas jurídicas em relação a seus sócios. Da forma como realizado, o negócio obriga apenas as pessoas físicas. Esse comprometimento direto do patrimônio deles – superior ao patrimônio da Recorrente – é que foi determinante para que o contrato fosse firmado diretamente com as pessoas físicas. (ii) as condições impostas pelo contrato poderiam ser plenamente atendidas pelos vendedores, na qualidade de controladores (indiretos) da Recorrente, da São Marcos e de suas subsidiárias. Destarte, as obrigações assumidas vincularam apenas a si próprios. Com efeito, não existem fundamentos para se argumentar que somente a Recorrente poderia ter assumido as garantias e obrigações previstas no contrato. (iii) a “teoria da interpretação econômica” desenvolvida por Amílcar de Araújo Falcão na qual se apoiou a decisão recorrida só é aplicável em casos extremos, para corrigir situações anormais, artificialmente criadas pelos contribuintes com abuso de forma, o que não é o caso. Aqui, o contrato reflete verdadeira e fidedignamente a vontade das partes. (iv) é ilegal a exigência de juros de mora sobre multa de ofício. CONTRARRAZOES DA FAZENDA NACIONAL A Fazenda Nacional apresentou contrarrazões (fls. 473/483) sustentando que: a) a utilização de três “empresas veículo” (RIM, JRM e ZRM) se prestou ao propósito de transferir participações societárias de pessoa jurídica para pessoas físicas, com o único objetivo de reduzir o ganho de capital da Contribuinte Recorrente (que seria experimentado na alienação direta de ativos e/ou participações societárias). b) as operações societárias foram realizadas de maneira estruturada, em curto espaço de tempo, entre pessoas (físicas e jurídicas) ligadas. c) não houve qualquer justificativa fáticonegocial determinante das operações societárias que culminaram com a dação em pagamento de redução de capital da São Marcos para as pessoas físicas e sua imediata alienação à Ancar IC S.A. É o Relatório. Fl. 574DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 8 7 Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator O recurso atende a todos os pressupostos de admissibilidade. Deve, pois, ser conhecido. Resumidamente, tendo em vista tudo quanto relatado sobre a reorganização societária levada a cabo pelas empresas do grupo da Recorrente e seus acionistas pessoas físicas, a controvérsia dos autos está em saber se é legítimo o planejamento fiscal realizado, para transferência de ganhos de pessoas jurídicas a seus acionistas pessoas físicas, mediante redução de capital. Merece razão a Recorrente. Na verdade, não merece qualquer apoio, por ausência de sustentação jurídica, a compreensão desenvolvida pelo fisco, pois a este não é dado, pelo nosso ordenamento pátrio, desconsiderar, sem apoio em lei, negócios jurídicos legítimos firmados pelos contribuintes. Nessa toada, o Código Civil expressamente prevê a validade dos contratos sujeitos ao implemento de condição suspensiva e da venda de negócio alheio. Logo, diante de um contrato válido, não caberia ao fisco questionar seus efeitos. Por outro lado, menos amparo alcança a pretensão fiscal para requalificação do negócio jurídico, sob o argumento de que a operação teria objetivado exclusivamente a economia fiscal, sem qualquer propósito negocial. Sobre o tema dos planejamentos fiscais, é de se convir que, distinguir entre a elisão (protegida pelo ordenamento) e a evasão (por ele repelida) tem se mostrado tarefa árdua, que suscita controvérsias nos debates doutrinários e nos julgamentos deste Conselho. É certo que, numa e noutra situação (evasão e elisão) o intuito do autor é o mesmo: não pagar tributo, pagálo a menor ou em data mais afastada. Por isso, levar em conta tão somente o elemento subjetivo do autor (vontade, ânimo, intenção) para distinguir a evasão da elisão não é suficiente, de sorte que a diferença deverá ser buscada noutro elemento. Firme no entendimento de que a prova da evasão pode ser indiciária (e quase sempre o é), composta por uma soma de indícios convergentes para a conclusão da sua caracterização, este Conselho, como órgão de julgamento dotado de quadros técnicos e de alguma forma orientador da conduta da administração e dos contribuintes, se esforça no sentido de procurar estabelecer/sistematizar outros elementos/indícios para a distinção entre elisão e evasão fiscal, de modo a reduzir a níveis toleráveis o grau de subjetivismo que por certo sempre existirá no enfrentamento do tema. A experiência estrangeira revela que o estabelecimento de referidos parâmetros, ao mesmo tempo em que não "engessa" a qualificação dos fatos na medida em que não define a priori se determinado tipo de negócio é legítimo ou não para fins fiscais , confere certa racionalização no exame dos casos futuros pelo órgão julgador, mesmo que seja para rever ou aprofundar determinado parâmetro anteriormente fixado pelo mesmo órgão. Fl. 575DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 9 8 Assim, como não há forma de adentrar à psique de quem praticou os atos para aferir com exatidão a existência da intenção fraudulenta, para a caracterização do planejamento fiscal ilícito, mister se faz examinar a exteriorização dos atos para verificar se houve coerência entre as formas de direito privado adotadas e aquilo que efetivamente se praticou e se as partes assumiram todas as conseqüências e ônus de toda sorte (jurídico, fiscais, operacionais, negociais, etc.) da forma jurídica adotada. Ao longo dos anos, tornouse possível identificar alguns exemplos de elementos/indícios levados em conta pela jurisprudência deste Conselho na determinação da licitude de planejamentos tributários. Podemos citar: a) a natureza dos meios utilizados para sua consecução: na fraude, atuam meios ilícitos (falsidade, adulteração de documentos, etc) e, na elisão, os meios são lícitos. Portanto, o primeiro ponto a ser observado é sempre a licitude dos atos praticados. Os atos praticados devem ser lícitos, possíveis e não vedados pelo ordenamento; b) como conseqüência disso, exigese: a não caracterização de simulação. Os atos praticados devem ser reais e não simulados. Lembrando que, como simulação, entendem se todas as hipóteses em que existe uma divergência entre a vontade real, efetiva, e a vontade declarada por quem pratica o ato. c) o momento da utilização dos meios: Anterioridade ao fato gerador. Temse constatado uma diferença temporal entre a elisão e a evasão. Por essa razão, devese verificar se os atos foram praticados antes ou depois da materialização da hipótese de incidência prevista hipoteticamente em lei. Nesse passo, se o ato ou negócio jurídico foi praticado antes da ocorrência do respectivo fato gerador, podese estar diante de uma elisão fiscal, porém se praticado posteriormente estará constatada uma evasão fiscal. Essa diferenciação baseada na cronologia busca consagrar a licitude da elisão com base na falta de corporificação do fato gerador da obrigação tributária, já que esta, de acordo com o art. 113, § 1º do CTN, surge, somente, com a ocorrência daquele. Portanto, a elisão seria não entrar na relação fiscal e evasão seria dela sair. Como requisitos para a caracterização de simulação, também podemos citar alguns elementos/indícios levados em consideração: a) a existência de propósito negocial; ou seja, a existência de outras razões econômicas, negociais, patrimoniais ou de outra ordem, para justificar os atos praticados; b) a publicidade das ocorrências; c) a proximidade de datas entre fatos sucessivos ou a inexplicada diferenciação de valores entre eles; d) a ocorrência de operações dentro do mesmo grupo econômico, ou entre pessoas ligadas por algum vínculo de associação; e) a motivação para simular; f) o retorno a situação original, mediante o desfazimento do negócio jurídico simulado ou a neutralização de seus efeitos através de outros atos ou negócios simultâneos ou subseqüentes. Fl. 576DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 10 9 Não se cuida, com isso, de tributar o ato segundo o resultado econômico por ele perpetrado, no moldes da teoria da interpretação econômica incompatível com o princípio da legalidade, eis que o contribuinte tem o direito de, dentre duas ou mais alternativas juridicamente viáveis para atingir determinado objetivo econômico ou de outra natureza, adotar aquela que seja menos onerosa do ponto de vista fiscal. Entretanto, ao escolher uma alternativa, ainda que motivado pelo objetivo de redução da carga tributária, deve o contribuinte assumir todas as conseqüências e ônus dela decorrentes e deve haver coerência jurídica, no âmbito do direito privado, entre a forma adotada e sua implementação prática, mesmo que referida forma não esteja sendo adotada para o seu fim típico ou tradicional, caracterizando o negócio jurídico indireto, plenamente viável em nosso ordenamento. Apenas as operações do contribuinte que mascarem determinada transação econômica e jurídica, ocultando, por formas artificiosas, a realidade, configuram operações simuladas. Dito isso, analisando o caso concreto sob essas diretrizes, verificase com clareza que estamos diante da hipótese de elisão fiscal, ou, como queira, planejamento fiscal lícito. Não se tratam aqui de meras alterações formais de titularidade patrimonial ou de atribuição de direitos e deveres que, em última análise, não causam alterações substanciais na pessoa jurídica e patrimonialmente no grupo econômico. Pelo contrário, analisando com atenção os fatos descritos e os elementos de prova constantes dos autos, notase que os atos realizados refletiram a real vontade das partes, com alterações substanciais para todo o grupo. Além disso, notase a presença de motivos não predominantemente tributários congruentes entre si, ou, noutros dizeres, compatíveis com a finalidade pretendida com a realização do negócio jurídico. No presente caso, os outros motivos autônomos que justificavam a reorganização societária foram: (i) a segregação das atividades relacionadas à shoppings centers (únicas de interesse do comprador); e (ii) a alienação de tais atividades para terceiro. Vale dizer, que não há registros de documentos falsos, inidôneos, fraudes em registros contábeis ou de qualquer natureza, o que sequer foi alegado pelas autoridades fiscais, sendo certo que todos os atos observaram formalmente a legislação fiscal e societária. Destarte, todos os atos praticados ocorreram antes da ocorrência do fato gerador; ou seja, da materialização da hipótese de incidência do IRPJ e da CSLL. Não bastasse o quanto exposto, sublinhese que, analisando o dispositivo do art. 22 da Lei nº. 9.249/95, é possível identificar previsão expressa que autoriza os procedimentos adotados pela Recorrente (devolução de participação no capital social a valor contábil). Fl. 577DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 11 10 Portanto, aqui, a falta ou insuficiência de pagamento de IRPJ e CSLL é decorrente da prática de atos dentro dos limites legais, não podendo ser tida como distribuição disfarçada de lucros (DDL), planejamento fiscal ilícito ou fraude. Sobre o tema, já se debruçou esta 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara (1ª Seção do CARF) em diversas oportunidades, nas quais os recursos voluntários restaram providos. Como exemplo, cito o acórdão 1402001.341, julgado em 05.03.2013, da Relatoria do Conselheiro Antônio José Praga, cujas razões, por oportunas, passo a transcrever: Ocorre que até 1995, antes da vigência da Lei nº 9.249/95, a hipótese aqui tratada estava sujeita às regras de Distribuição Disfarçada de Lucros, conforme acima fundamentado. Porém, o artigo 22 da aludida norma estabelece: “Art. 22. Os bens e direitos do ativo da pessoa jurídica, que forem entregues ao titular ou a sócio ou acionista, a título de devolução de sua participação no capital social, poderão ser avaliados pelo valor contábil ou de mercado.” O próprio artigo 464, § 1º, do RIR/99 estipula expressamente que não se aplica os casos de DDL na hipótese de devolução de participação no capital social. Vejamos: “Art. 464. Presumese distribuição disfarçada de lucros no negócio pelo qual a pessoa jurídica (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 60, e DecretoLei nº 2.065, de 1983, art. 20, inciso II): (...) § 1º O disposto nos incisos I e IV não se aplica nos casos de devolução de participação no capital social de titular, sócio ou acionista de pessoa jurídica em bens ou direitos, avaliados a valor contábil ou de mercado (Lei nº 9.249, de 1995, art. 22).” Grifei. Evidenciase, pois, que o contribuinte realizou uma verdadeira maratona de eventos societários com a principal finalidade de tributar os notórios ganhos com esses nas pessoas físicas, com de fato fez, sendo que poderia ter feito diretamente, haja vista o respaldo legal. Estou certo de que constitui propósito negocial legítimo o encadeamento de operações societárias visando a redução das incidências tributárias, desde que efetivamente realizadas antes da ocorrência do fato gerador, bem como não visem gerar economia de tributos mediante criação de despesas ou custos artificiais ou fictícios. Repito: a partir da vigência do art. 22 da Lei 9.249/1995 a redução de capital mediante entrega de bens ou direitos, pelo valor patrimonial, não mais constituiu hipótese de distribuição disfarçada de lucros, por expressa determinação legal. Fl. 578DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 12 11 Frisese: a distorção está nas próprias normas tributárias que estabelecem alíquota de 15% para o ganho de capital na pessoa física e de até 34% de IRPJ/CSLL sobre os ganhos de mesma natureza das pessoas jurídicas. (Grifei.) Ora, a própria legislação fiscal reforça o entendimento de que a prática da redução de capital social a valor contábil é legítima, possibilitando e tornando costumeiros os planejamentos tributários com base no art. 22 da Lei nº. 9249/95, para transferência de ganhos de capital da pessoa jurídica para a pessoa física. De mais a mais, acerca das opções fiscais, Marco Aurélio Greco ensina que são alternativas criadas pelo ordenamento, propositalmente formuladas e colocadas à disposição do contribuinte para que delas se utilize, conforme sua conveniência. Vejamos: Elas estão fora do âmbito do planejamento, pois correspondem a escolhas que o ordenamento positivamente coloca à disposição do contribuinte, abrindo expressamente a possibilidade de escolha. O ordenamento indica dois caminhos e deixa ao contribuinte a escolha de seguir um ou outro, sendo que eventualmente um deles pode ser menos oneroso do que o outro. Nas opções estamos sempre diante perante hipóteses em que há uma escolha expressa que o ordenamento coloca à disposição do contribuinte, hipótese clássica de lei dispositiva. Ou seja, a opção fiscal exercida pela pessoa física diante da situação concreta, como conduta legítima e autorizada pelo ordenamento, não pode ser encarada como planejamento fiscal ilícito. Nenhum fato da opção fiscal levada a cabo pelos acionistas pessoas físicas foi simulado ou ilegítimo, pois eles efetivamente detinham (direta ou indiretamente) as ações que alienaram. Não houve, como nos casos de planejamento envolvendo opções fiscais não há, uma construção, através de montagem ou substituição jurídica, de algum dos pressupostos de fato da opção. Com efeito, à luz das razões explicitadas, forçoso concluir que estamos diante da hipótese de opção fiscal legalmente estabelecida (devolução de participação no capital social a valor contábil), que torna legítima a conduta adotada pelos acionistas pessoas físicas. Deixo de analisar as demais questões posto que desnecessárias ao deslinde da controvérsia. Ademais, aplicase ao lançamento reflexo (CSLL) o mesmo tratamento dispensado ao lançamento principal (IRPJ), em razão da relação de causa e efeito que os vincula. Posto isso, encaminho meu voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário, devendo ser cancelados os autos de infração. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Fl. 579DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 12448.725714/201204 Acórdão n.º 1402001.472 S1C4T2 Fl. 13 12 Fl. 580DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 10320.900229/2008-42
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3403-002.115
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10320.900229/2008-42
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5242273
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-002.115
nome_arquivo_s : Decisao_10320900229200842.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 10320900229200842_5242273.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
id : 4842335
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:08:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045802060873728
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1842; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 41 1 40 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10320.900229/200842 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3403002.115 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 23 de abril de 2013 Matéria PIS PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente FASCEMAR FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 0. 90 02 29 /2 00 8- 42 Fl. 41DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório FASCEMAR FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR apresentou o Pedido Eletrônico de Ressarcimento/Declaração de Compensação (PER/DComp) no 18219.99016.250504.1.3.043975, por meio do qual requereu a restituição de indébito, no valor de R$ 1.787,72, por pagamento indevido ou a maior do que o devido a título de PIS, efetuado em 23/10/2003, e declarou sua compensação com débito de Cofins. O Despacho Decisório Eletrônico no de rastreamento 757722415, fl. 14, indeferiu o pleito e não homologou a compensação porque o pagamento indigitado foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DComp. Sobreveio reclamação, fls. 1 e 2, por meio da qual o declarante alega erro no valor do débito de PIS do PA 01/09/2003 a 30/09/2003 e que o crédito utilizado na compensação não foi demonstrado na DCTF original, equívoco sanado na DCTF retificadora enviada depois da ciência do Despacho Decisório. Instruiu sua Manifestação de Inconformidade com cópia do Despacho Decisório, do PER/DComp e da DCTF original. A DRJ/FOR3ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão no 0819.676, de 22 de dezembro de 2010, fls. 24 a 28, teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2003 Ementa: DCTF RETIFICADORA POSTERIOR À CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. Não cabe reparo a Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada pelo Contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava alocado para a quitação de débito confessado. Modificações efetuadas na DCTF após a ciência do Despacho Decisório Eletrônico, desacompanhados dos elementos de prova do erro alegado, não têm o condão de tornar as informações originais incorretas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso interposto contra a decisão da DRJ/FOR3ª Turma. O arrazoado de fls. 32 a 36, após protesto de tempestividade e síntese dos fatos relacionados com a lide, explica que, ao constatar o erro na apresentação da declaração original e após a expedição do despacho decisório em referência, apresentou DCTF retificadora, oportunidade em que introduziu no sistema de informações da Receita Federal as informações sobre o crédito que dispunha junto à Fazenda Nacional em decorrência do recolhimento à maior. Desta feita, antes da apresentação da Manifestação de Inconformidade que provocou a decisão recorrida, todas as condições para o aproveitamento do crédito em questão já haviam sido atingidas, inclusive com a apresentação de todos os novos documentos que a recorrente dispunha na oportunidade, conforme regramento do art. 16, §4°, "b", do Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 – PAF, que transcreve. No caso, os documentos juntados aos autos foram produzidos posteriormente à apresentação da PER/DComp, mas integraram a Manifestação de Fl. 42DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10320.900229/200842 Acórdão n.º 3403002.115 S3C4T3 Fl. 42 3 inconformidade apresentada pela recorrente em todos os seus efeitos, restando, assim, devidamente comprovados a ocorrência de erro da recorrente na declaração e recolhimento do tributo, ocasionando pagamento à maior e a existência de crédito a compensar. Entende que a decisão recorrida merece reforma, tendo em vista que todos os requisitos necessários para o deferimento da compensação em questão se encontram presentes nos autos, restando cabalmente comprovadas a ocorrência de erro por parte da recorrente quando da declaração e pagamento do tributo em questão e da existência do crédito perseguido. Pelo exposto, requerse que seja julgamento inteiramente provido o presente recurso, reformando integralmente a decisão guerreada para, em reconhecendo a existência do crédito perseguido pelo recorrente, se autorize a compensação requerida, sendo, assim, declarado extinto o crédito tributário. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 24 a 28 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFOR4ª Turma nº 0819.676, de 22 de dezembro de 2010. Liminarmente, informo que não há, nos autos, qualquer início de prova de que o débito da contribuição do PA de interesse não seja aquele confessado na DCTF original. Há tão somente sua alegação. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). Nesse sentido, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710— RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada. (INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83— PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à Fl. 43DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN 4 existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538) JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA– VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇA PRÊMIO– NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL –ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES– Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ– Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ –RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) A prova do alegado direito creditório é ônus que cabia ao recorrente, segundo o sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Fl. 44DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10320.900229/200842 Acórdão n.º 3403002.115 S3C4T3 Fl. 43 5 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC): Art. 333. O ônus da prova incumbe: [...] II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Nem mesmo a DCTF retificadora, transmitida após a ciência do DDE, quando o contribuinte não mais dispunha de espontaneidade hábil para conferirlhe a mesma natureza da DCTF original1, aporta aos autos a prova da liquidez e certeza do crédito oposto na compensação, atributos requeridos pelo art. 170 do CTN. 1 Inteligência do art. 11 da INRFB nº 903, de 2008: Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração riginariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. § 4º Na hipótese do inciso III do § 2º, havendo recolhimento anterior ao início do procedimento fiscal, em valor superior ao declarado, a pessoa jurídica poderá apresentar declaração retificadora, em atendimento a intimação fiscal e nos termos desta, para sanar erro de fato, sem prejuízo das penalidades calculadas na forma do art. 9º. § 5º A pessoa jurídica que apresentar declaração retificadora, relativa ao anocalendário utilizado como referência para o enquadramento no disposto no art. 3º, nos casos em que a retificação implicar seu desenquadramento dessa condição, poderá pedir dispensa de apresentação da DCTF Mensal. § 6º O pedido de dispensa de que trata o § 5º será formalizado, mediante processo administrativo, perante a unidade da RFB do domicílio tributário da pessoa jurídica. § 7º Em caso de deferimento do pedido de que trata o § 5º, a pessoa jurídica estará dispensada da apresentação da DCTF Mensal a partir do anocalendário em que ocorreu o enquadramento com base na declaração retificada, desde que não se enquadre, novamente, na condição de obrigada à DCTF Mensal. § 8º A pessoa jurídica que apresentar DCTF retificadora, alterando valores que tenham sido informados: I na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), deverá apresentar, também, DIPJ retificadora; e II no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), deverá apresentar, também, Dacon retificador. § 9º A retificação de declarações, cuja alteração de valores resulte no enquadramento da pessoa jurídica segundo as hipóteses do art. 3º, obriga a apresentação da DCTF Mensal desde o início do anocalendário a que estaria obrigada com base na declaração retificada, sendo devidas as multas pelo atraso na entrega das DCTF Mensais relativas ao período considerado, calculadas na forma do art. 9º. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN 6 E não se diga que o contribuinte não teve como apresentar a prova requerida. Nos termos do art. 16 do PAF, que o recorrente demonstrou bem conhecer, o rito do processo administrativo fiscal federal facultalhe a produção probatória até o momento processual da reclamação2, quando a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio. A comprovação do valor do tributo efetivamente devido (e, por conseqüência, do direito à restituição de eventual parcela recolhida a maior) no caso concreto deveria ter sido efetuada mediante apresentação de documentos contábeis e/ou fiscais que patenteassem que o valor da contribuição do período de apuração de interesse (01/09/2003 a 30/09/2003) não atingiu o valor informado na DCTF vigente quando da emissão do Despacho Decisório aqui analisado, mas apenas o valor informado na DCTF retificadora. Como tal documentação não foi juntada no momento processual oportuno, quedou sem comprovação a certeza e liquidez dos créditos do contribuinte contra a Fazenda Pública, atributos indispensáveis para a homologação da compensação pretendida, nos termos do art. 170 do CTN. Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de abril de 2013 Alexandre Kern § 10. A retificação de DCTF não será admitida quando resultar em alteração da periodicidade, mensal ou semestral, de declaração anteriormente apresentada. 2 Até a Manifestação de Inconformidade, nos processos de restituição, ressarcimento e compensação de tributos e contribuições federais. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10166.906100/2008-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3302-000.300
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10166.906100/2008-78
conteudo_id_s : 6471273
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 14 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3302-000.300
nome_arquivo_s : 330200300_10166906100200878_201304.pdf
nome_relator_s : JOSE ANTONIO FRANCISCO
nome_arquivo_pdf_s : 10166906100200878_6471273.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
id : 4876567
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:09:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045802096525312
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1655; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 34 1 33 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.906100/200878 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3302000.300 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 25 de abril de 2013 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente IBO INSTITUTO BRASILIENSE DE ODONTOLOGIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva – Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco – Relator Participaram da presente resolução os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário (fls. 25 a 28) apresentado em 07 de novembro de 2011 contra o Acórdão no 0343.839, de 07 de julho de 2011, da 4ª Turma da DRJ/BSB (fls. 18 a 20), cientificado em 17 de outubro de 2011, que, relativamente a declaração de compensação de Cofins do período de julho de 2000, considerou a manifestação de inconformidade improcedente, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: Fl. 35DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10166.906100/200878 Resolução nº 3302000.300 S3C3T2 Fl. 35 2 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000 Compensação Pagamento Indevido – Cofins A compensação de débitos tributários somente poderá ser autorizada pela autoridade fiscal competente com crédito liquido e certo do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Retificação de DCTF Só é admissível mediante a comprovação do erro em que se funde, e antes de notificação do ato fiscal. Logo, a retificação de DCTF, por si só, não é prova suficiente para provar a liquidez e certeza do crédito utilizado no Per/Dcomp. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A declaração de compensação foi transmitida em 28 de setembro de 2004 e inicialmente apreciada pelo despacho decisório de fl. 4. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: Trata o presente processo de despacho decisório (fl. 4), no qual a autoridade fiscal competente não homologou a Dcomp nº 38928.83723.280904.1.7.047665, porque o crédito (R$ 154.807,81) relativo ao DARF, ali discriminado, não foi localizado nos sistemas de controles de pagamentos desta RFB. A contribuinte tomou ciência do despacho decisório em 17/11/2008 (AR – fl. 8). Inconformada apresentou manifestação de inconformidade (fls. 1 a 2) em 03/12/2008, na qual argumenta, em síntese, que o crédito decorre da somatória de vários DARF. Que diante de tal erro retificou o Per/Dcomp, consoante o protocolo nº 10166.015707/200847 anexado aos autos, e que na declaração retificadora constam os DARF individualizados, comprobatórios dos recolhimentos relativos ao crédito compensado. No pedido, requer, por fim, a revisão do despacho decisório, bem como analisar novamente o Per/Dcomp retificador para homologar a compensação declarada. A DRJ decidiu o seguinte, conforme ementa já reproduzida anteriormente: Na espécie, antes da emissão do despacho decisório, ora questionado, foi emitido em 22/06/2006, termo de intimação (fl. 9) para a contribuinte sanar as irregularidades ali apontadas, no prazo de 20 dias contados da ciência da intimação. Como a manifestante não atendeu a intimação, no prazo estipulado, foi emitido em 07/11/2008, o despacho decisório reclamado, cuja ciência ocorreu em 17/11/2008. Para comprovar o crédito compensado, a manifestante alega que retificou o Per/Dcomp mediante declaração retificadora, processo nº 10166.015707/200847, cuja data de protocolo consta como sendo Fl. 36DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10166.906100/200878 Resolução nº 3302000.300 S3C3T2 Fl. 36 3 27/11/2008 (fl. 7), após a ciência do despacho impugnado (17/11/2008). Contudo, tal retificação, neste momento processual, não prova a liquidez e certeza do crédito compensado, haja vista a legislação tributária de regência somente permite a retificação de declaração mediante a comprovação de erro que se funde, e antes de notificação do ato fiscal ou qualquer procedimento administrativo (CTN, Arts. 147, § 1º, e 139, § único). E mais, em se tratando de Per/Dcomp somente é admissível mediante outro Per/Dcomp retificador e não por processo. Demais disso, a competência para apreciar declaração retificadora apresentada tempestivamente, antes de qualquer procedimento de ofício, é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo, não cabendo esta Turma de Julgamento se manifestar a respeito, por falta de previsão legal. Diante o exposto, voto no sentido julgar improcedente a manifestação de inconformidade para manter a decisão proferida no despacho decisório questionado. No recurso, a Interessada alegou o seguinte: Ora, pelo despacho supra transcrito, temse que a decisão ora recorrida não analisou a PERDECOMP RETIFICADORA, citando como impedimento os artigos 147, § único e 139 § único, ambos do Código Tributário Nacional. Com o devido respeito aos dignos julgadores, não exjste no Código Tributário Nacional o § único do artigo 139. Portanto, sem fundamento a decisão ora O recorrida, quanto a este preceito legal. Quanto ao artigo 147, § único, temos que o mesmo preceitua o seguinte, "verbis": "Art. 1º A. retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento". Percebese, que o impedimento de retificação de declaração (inclusive PERDECOMP) é voltado somente para a declaração que "vise reduzir ou excluir tributo", o que não é o caso dos autos. A RETIFICAÇÃO DA PERDECOMP, NO PRESENTE CASO, COMO JÁ FORA DITO NA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE, FOI APENAS PARA DISCRIMINAR O VALOR DO CRÉDITO DECLARADO. NÃO PARA REDUZIR OU EXCLUIR O TRIBUTO. Inaplicável, portanto, o referido preceito legal utilizado como fundamento para a negativa. Desta forma, temos que a PERDECOMP RETIFICADORA, não foi analisada. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10166.906100/200878 Resolução nº 3302000.300 S3C3T2 Fl. 37 4 VOTO Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O acórdão de primeira instância baseouse em duas premissas para indeferir a manifestação de inconformidade da Interessada: impossibilidade de retificação da declaração de compensação e falta de demonstração do indébito. No recurso, conforme já informado, a Interessada alegou não se aplicar ao caso os dispositivos legais citados pelo acórdão, concluindo pela necessidade de apreciação da declaração de compensação retificadora. A referida retificação constou do processo 10166.005129/200831, que ainda não foi apreciado pela DRF de origem, segundo o que se pode deduzir do sistema Comprot/Web. Em que pesem as conclusões da DRJ não se terem restringido à questão dos dispositivos citados no recurso, a competência para apreciação da retificação é da DRF, conforme a própria DRJ admitiu. Dessa forma, não é possível afastar a retificação antes da apreciação da admissibilidade da retificação, nos termos do arts. 87 a 92 da IN RFB n. 1.300, de 20 de novembro de 2012 (ou a IN vigente à época apropriada). À vista do exposto, proponho que o julgamento do recurso seja convertido em diligência, a fim de que a Seção competente da DRF/Brasília informe sobre a admissibilidade da retificação. Caso ainda não tenha sido apreciada a admissibilidade, deverá o processo aguardar sua apreciação, devendo ser juntada cópia do despacho decisório antes do retorno dos autos ao Carf. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 38DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 19740.000380/2003-06
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Sep 21 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Fri Sep 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 01/07/1998 a 31/07/1998
Ementa: DÉBITO. PAGAMENTO COMPROVADO.
Comprovado que o débito lançado foi pago antes da lavratura do auto de infração, há que se cancelar o lançamento.
MULTA ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
O pagamento ou recolhimento de tributos após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, deixou de ser punido com multa de ofício a partir da edição da Medida Provisória no 251/2007. Princípio da retroatividade benigna.
Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 201-80622
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: Walber José da Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200709
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 01/07/1998 a 31/07/1998 Ementa: DÉBITO. PAGAMENTO COMPROVADO. Comprovado que o débito lançado foi pago antes da lavratura do auto de infração, há que se cancelar o lançamento. MULTA ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA. O pagamento ou recolhimento de tributos após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, deixou de ser punido com multa de ofício a partir da edição da Medida Provisória no 251/2007. Princípio da retroatividade benigna. Recurso de ofício negado.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 21 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 19740.000380/2003-06
anomes_publicacao_s : 200709
conteudo_id_s : 4109253
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 201-80622
nome_arquivo_s : 20180622_139694_19740000380200306_004.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Walber José da Silva
nome_arquivo_pdf_s : 19740000380200306_4109253.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Fri Sep 21 00:00:00 UTC 2007
id : 4839709
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:07:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045802342940672
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-03T17:00:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-03T17:00:13Z; Last-Modified: 2009-08-03T17:00:13Z; dcterms:modified: 2009-08-03T17:00:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-03T17:00:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-03T17:00:13Z; meta:save-date: 2009-08-03T17:00:13Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-03T17:00:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-03T17:00:13Z; created: 2009-08-03T17:00:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-03T17:00:13Z; pdf:charsPerPage: 1064; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-03T17:00:13Z | Conteúdo => _ _ — , MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • • CONFERE COM O CR:SINAL CCO2/C01 Brasília 09 i o 1 / 08. Fls. 55 Siabosa Mat. Sapa 91745 4/04::; n MINISTÉRIO DAWLENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 19740.000380/2003-06 Recurso n° k; 139.694 De Oficio „ide cor,S) Matéria PIS/Pasep to .S Lpe06(290"et152-49—o --vrii .0% Acórdão n° 201-80.622 Pata" neJa" Sessão de 21 de setembro de 2007 . 04 .0 952- o Recorrente DRJ NO RIO DE JANEIRO II- RJ 0°0 °IP Interessado Banco Banerj S/A • • • Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep •Data do fato gerador: 01/07/1998 a 31/07/1998 Ementa: DÉBITO. PAGAMENTO COMPROVADO. Comprovado que o débito lançado foi pago antes da lavratura do auto de infração, há que se cancelar o lançamento. MULTA ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA. O pagamento ou recolhimento de tributos após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, deixou de ser punido com multa de oficio a partir da edição da Medida Provisória ri2 251/2007. Princípio da retroatividade benigna. Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - CONFERE COMO ORIGINAL Processo n.° 19740.000380/2003-06 C072/C01 Acórdão n.° 201-80.622 Brasão. O) ti__ I 08.• Fls. 56 SlIng5TW.5arbosa Mal: S—,,43 91745 ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio. • /e' /. íti%Al GILENdGLIRJÃO B e ETO Vice-Presidente no exercício da Presidência WALBE(R JOSÉ DA SILVA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, Maurício Taveira e Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, José Antonio Francisco e Ana Maria Barbosa Ribeiro (Suplente). Ausente o Conselheiro Antônio Ricardo Accioly Campos. • • Processo o? 19740.00038012003-06 MF. SEGU CONSELHO DE CCNTR1BUINTES CCO2/COI CONFERE COM C?: -)!NAL Acórdão ri.° 201-80.622 Fls. 57• BrasIlia, O SIviça?,13artosa Mat.: San 91745 Relatório Trata o pres- ente de recurso de oficio impetrado pela 11 Turma de Julgamento da DRJ em Belo Horizonte - MG, que cancelou auto de infração de PIS e multa isolada lavrado contra o Banco Banerj S/A, por falta de pagamento e por ter o banco recolhido contribuição para o PIS após o prazo de vencimento sem a multa de mora, nos termos do Acórdão n° 12- 13.737, de 28/032007 - fls. 46/49. Na forma regimental, o recurso de oficio foi a mim distribuído no dia 19/06/2007, conforme despacho de fl. 54. É o Relatório. 1.1 _ Processo n.• 19740.000380/2003-06 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.622 CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 58• Brasitia. 0 9,1 O_ &Mo 9Tabo. sa &me 91745 . Voto Conselheira WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator • O recurso de oficio atende aos requisitos legais, razão pela qual dele conheço. Quanto ao crédito tributário principal, está provado que o banco interessado efetuou o pagamento do mesmo, não havendo reparos a fazer na decisão recorrida. Relativamente à multa de oficio isolada, à época da lavratura do auto de infração, o art. 44, inciso I, da Lei 112 9.430/96, determinava a imposição da multa de oficio de 75% no caso de "pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória". • Ocorre que o art. 14 da Lei n2 11.488/2007 (Medida Provisória n2 351/2007) alterou a redação do art. 44 da Lei n2 9.430/97, excluindo a expressão "pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória". O pagamento de PIS depois do prazo de vencimento sem a multa de mora deixou de ser infração punida com a multa de oficio de 75% após a edição da Medida Provisória n2 351/2007 (Lei n211.488/2007). Por esta razão, correta a decisão recorrida que aplicou ao caso concreto o principio da retroatividade benigna da lei tributária, previsto na alínea "a" do inciso II do art. 106 do CTN, cancelando o lançamento da multa isolada para exonerar a empresa interessada do pagamento desta penalidade. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso de oficio. Sala das Sesstis, em 2 de setembro de 2007. tkiCta WALBERJ1::nSÉ DA SILVA . • Page 1 _0025900.PDF Page 1 _0026100.PDF Page 1 _0026300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 26513.400030/87-14
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Dec 15 00:00:00 UTC 1989
Data da publicação: Fri Dec 15 00:00:00 UTC 1989
Ementa: IAA - Contribuição e Adicional - A falta de recolhimento da contribuição e do seu adicional implica na exigência dos acréscimos legais, inclusive da multa de 100%. Reincidência caracterizada. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-03039
Nome do relator: Sebastião Borges Taquary
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198912
ementa_s : IAA - Contribuição e Adicional - A falta de recolhimento da contribuição e do seu adicional implica na exigência dos acréscimos legais, inclusive da multa de 100%. Reincidência caracterizada. Recurso a que se nega provimento.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 15 00:00:00 UTC 1989
numero_processo_s : 26513.400030/87-14
anomes_publicacao_s : 198912
conteudo_id_s : 4721425
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-03039
nome_arquivo_s : 20203039_082996_265134000308714_004.PDF
ano_publicacao_s : 1989
nome_relator_s : Sebastião Borges Taquary
nome_arquivo_pdf_s : 265134000308714_4721425.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Fri Dec 15 00:00:00 UTC 1989
id : 4839733
ano_sessao_s : 1989
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:07:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045802888200192
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-02-08T14:27:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-02-08T14:27:38Z; Last-Modified: 2010-02-08T14:27:38Z; dcterms:modified: 2010-02-08T14:27:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-02-08T14:27:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-02-08T14:27:38Z; meta:save-date: 2010-02-08T14:27:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-02-08T14:27:38Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-02-08T14:27:38Z; created: 2010-02-08T14:27:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-02-08T14:27:38Z; pdf:charsPerPage: 1198; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-02-08T14:27:38Z | Conteúdo => _ -. 2.° . anuAfNuo ,() e o ii I leb C ue 0.2, O _ / 19 R ;(_, ! I R, bp ic,1 i -.J.:-- ..ez;L4,1 1d,Ttvi. , MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES _ Processo N. 26.513-400.030/87-14 ovrs Sessão de.1.5....de„..dezembro...... de 19 RS ACÓRDÃO N.1202-03.02,9 Recurso n.° 82.996 Recorrente COMPANHIA AGRICOLA CONTENDAS Recorrida DRF EM RIBEIRÃO PRETO/SP IAA - contribuição e adicional. A falta de recolhimen to da contribuição e do seu adicional implica a exr géncia dos acréscimos legais, inclusive da multa de 100%. Reincidência caracterizada. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMPANHIA AGRICOLA CONTENDAS. ACORDAM os Membros da Segunda Cãmara do Segundo Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provi- mento ao recurso. Sala das Ses ões, em 15 •-/ . ezembro de 1989. / 7 /,40 dor ,, r #1,/ HELVIe t 4Ui.vEse 13 4 -CE '&5 - PRrSIDENTE , EBÃWTA0 BOI-S TA: FfRY -_ ‘19 ,P RELATOR 4 IRA GE L • - P'OCURAD2R-REP" SENTANTE DA FAZENDANi., VIST . M SE S s 0 B '30 AO R 1992 Participaram, a' da, d pres- te julgamento, os Conselheiros ELIO ROTHE,OSCAR L..M.RAIS, ALDE SANTOS JONIOR, HELENA MARIA POJO DO REGO e ANTONIO CARLOS DE MORAES. 41 :14.1~?, 1.~ MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02- Processo N2 26.513-400.030/87-14 Recurso N2: 82.996 Acordão N2: 202-03.039 Recorrente: COMPANHIA AGRICOLA CONTENDAS • RELATÓRIO Conforme consta da Notificação s/nQ e do Termo de Verificação, de 25/08/87 (fls. 02 e 03), a ora recorrente deixou de recolher a contribuição e o adicional incidentes sobre a saída dos seus produtos ali descritos, referentes â safra de 1984/85, e no período de 14 a 30/09/84. A notificada, defendendo (fls. 34/40 ), em síntese e substância alega e requer o que se segue: que não procede a exigên- cia, no seu todo, porque lhe falta amparo legal, a par de ser abuso de autoridade exigir o crédito objeto da notificação, considerando as condições de crise que atravessa o Setor. Dito isso, requereu fosse cancelada a notificação de lançamento. Replicando, veio a informação fiscal ( fls. 54/71 ), pugnando pela confirmação da exigência e propondo a elevação dai multa para 100%, ao argumento de que a notificada é reincidente. A reincidência foi comprovada, pela certidão de fls. 84. segue- • SERVICO PUBLICO FEDERAL 03- Processo no 26.513-400.030/87-14 Acórdão nO 202-03.03 A decisão singular (fls. 85/88), julgou proce- dente a ação fiscal e manteve a exigência, impondo a multa de 100%, considerando a notificada cano reincidente ; além do prin- cipal e os acréscimos de juros e correção monetária, tudo nos termos do art. 44 e § 19 do Decreto no 62.388, de 12.03.68;art. 11 c/c o art. 12 da Resolução no 2.005/68, do Conselho Delibera tivo do Instituto do Açúcar e do Álcool, e arts. 49, 69 e 11, do Decreto-Lei no 308/67. Depois de intimada e no prazo legal, a notifica- da interpôs, contra essa decisão de 14 grau, o recurso voluntá- rio, de fls. 93/94, onde reeditou as razões da defesa e enfati- zou, em síntese que a decisão recorrida viola a Constituição Fe deral e nega vigência ã letra da Lei Federal, a par de ser ab- surda a exigência das contribuições constantes da peça notifica tõria, com os acréscimos ali indicados e confirmados na decisão de 10 grau. É o relatório. segue- - SERVICO PUBLICO FEDERAL 04- Processo n9 26.513-400.030/87-14 Acórdão nO 202-03.039 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SEBASTIÃO BORGES TAQUARY A hipótese, ora em exame, encontra inúmeros pre- cedentes, em ambas as Câmaras do 20 Conselho de Contribuintes dos quais são exemplos estes Acórdãos: 202-02.405, de 28.04.89; 202-02.403, de 28.04.89; 201-65.648, de 22.09.89; 201-65.801,de 10.11.89, e 201-65.825, de 12.12.89). Trata-se de não-recolhimento de contribuição e adicional, com seus acréscimos legais, devidos ao IAA. Os fa- tos ensejadores do lançamento foram comprovados e a exigência conforma-se com a legislação pertinente. A reincidência resultou confirmada (fls. 84). Isto posto e por tudo mais que dos autos consta, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário, para confirmar a decisão de lu grau, por seus judiciosos fundamentos. Sala das Sessões, em 15 de dezembro de 1989. /-\ n_fdS Itjánik0 BO S TOW/
score : 1.0
Numero do processo: 10640.901868/2009-93
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2005
Ementa:
Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PERDCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado
Numero da decisão: 1802-001.616
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marco Antonio Nunes Castilho Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente), Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, Jose de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2005 Ementa: Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PERDCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10640.901868/2009-93
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5243003
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.616
nome_arquivo_s : Decisao_10640901868200993.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10640901868200993_5243003.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente), Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, Jose de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
id : 4842576
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:08:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045803024515072
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1577; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 124 1 123 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.901868/200993 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.616 – 2ª Turma Especial Sessão de 10 de abril de 2013 Matéria IRPJ Recorrente JORGE FELIPPE FEREZ RESKALLA & CIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 Ementa: Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PERDCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 18 68 /2 00 9- 93 Fl. 124DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10640.901868/200993 Acórdão n.º 1802001.616 S1TE02 Fl. 125 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente), Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, Jose de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Juiz de Fora – RJ (DRJJFA), que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo Recorrente. Por esclarecer os fatos e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do Acórdão citado, verbis: O interessado transmitiu a Dcomp nº 15963.59654.010605.1.3.047842, visando compensar os débitos nela declarados, com crédito oriundo de pagamento a maior ao IRPJ, efetuado em 31/05/2005. A DRF Juiz de Fora/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico, no qual não homologa a compensação pleiteada. A empresa apresenta manifestação de inconformidade (fl. 01), na qual alega que “o crédito tributário foi apurado seguindo as normas tributárias, com base em balanço ou balancete de suspensão”. “É o breve relatório.”. Em sua decisão, a DRJJFA houve por bem não reconhecer o direito creditório pleiteado pelo contribuinte através do Acórdão n° 09 – 36.837, Sessão de 15 de setembro de 2011, conforme ementa transcrita abaixo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA. Ano calendário: 2005 ESTIMATIVA IRPJ. COMPENSAÇÃO. Pagamento efetuado a título de estimativa de IRPJ não pode ser objeto de compensação, devendo ser usado para dedução da contribuição anual devida ou na composição do saldo negativo respectivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 125DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10640.901868/200993 Acórdão n.º 1802001.616 S1TE02 Fl. 126 3 Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou, em 02/04/2012, Recurso Voluntário (fls. 114/116) no qual aduziu, em síntese; 1) Entende que a existência do recolhimento a maior da estimativa mensal de IRPJ, seria suficiente para embasar o pedido de compensação; 2) Alega por derradeiro que a não homologação do pedido de compensação ensejaria a perda do crédito tributário em decorrência da prescrição. É o relatório, passo a decidir. Voto Conselheiro Relator Marco Antonio Nunes Castilho A recorrente foi cientificada da decisão da DRJ, em 02.03.2012, conforme aviso de recebimento às fls. 112 e, apresentou o recurso, tempestivamente, no prazo de 30 dias, em 02.04.2012, atendendo aos demais pressupostos para sua admissibilidade. Portanto, dele conheço. A Recorrente alega que restou comprovado nos documentos apresentados perante a Delegacia Regional de Julgamento de Juiz de Fora, que apurou estimativa de IRPJ, para o período de 04/2005 no valor de R$1.875,88 e, efetuou em 31.05.2005, pagamento de estimativa (código 5993) para o período correspondente, no valor de R$7.548,07, sendo que posteriormente transmitiu a DComp nº 15963.59654.010605.1.3.047842, na qual utiliza a diferença como crédito a ser compensado. A DRJ manteve a não homologação da compensação efetuada, sob o argumento de que o pagamento efetuado a título de estimativa de IRPJ não pode ser objeto de compensação, devendo ser usado para dedução da contribuição anual devida ou na composição do saldo negativo respectivo. Em seu recurso voluntário, a Recorrente alega que a não homologação ensejaria a perda do direito creditório em decorrência da prescrição, sendo uma questão de “justiça” a autoridade fiscal permitir a utilização do crédito na compensação solicitada. Assim, a decisão da DRJ concluiu que, somente o saldo negativo do IRPJ apurado no encerramento do ano calendário constitui valor passível de restituição/compensação, não sendo cabível, portanto, a solicitação decorrente de eventuais valores relativos a recolhimentos efetuados por estimativa no decorrer do ano calendário. À época em que a compensação foi processada encontravase em vigor a Instrução Normativa nº 460/2004, que em seu artigo 10 previa a impossibilidade de compensação em caso de pagamento a maior ou indevido de estimativa mensal e, quando do julgamento se encontrava em vigor a Instrução Normativa nº 600/2005, que em seu artigo 10, Fl. 126DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10640.901868/200993 Acórdão n.º 1802001.616 S1TE02 Fl. 127 4 reproduzia de forma integral o preceito da Instrução Normativa nº 460/2004, também vedando a possibilidade de compensação do pagamento a maior efetuado a título de estimativa. Sobre os mencionados atos normativos a Recorrente alega que nos termos do artigo 106 do Código Tributário Nacional, deve ser admitida a retroatividade benéfica da revogação da Instrução Normativa SRF n° 600/05, pelo artigo 100 da Instrução Normativa RFB n° 900/08 que, inclusive, não mais veda a compensação de créditos relativos a pagamentos de IRPJ e CSLL por estimativa, conforme previsto em seu artigo 11. De fato a restrição contida no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004 e da IN SRF n° 600, de 2005 não mais se repete na IN SRF nº 900/2008 e alterações posteriores. Portanto, ressalvadas as situações do parágrafo 3º (créditos não compensáveis) do artigo 74 da Lei nº 9.430/96 que disciplina a matéria relativa à compensação no âmbito federal, o sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo e/ou contribuição administrados pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos vencidos ou vincendos próprios do contribuinte, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração do mencionado órgão administrativo, vejamos: ... Artigo 74 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão. ... § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1o: (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) I o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física; (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) II os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) III os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União; (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) IV os créditos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal com o débito consolidado no âmbito do Programa de Recuperação Fiscal Fl. 127DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10640.901868/200993 Acórdão n.º 1802001.616 S1TE02 Fl. 128 5 Refis, ou do parcelamento a ele alternativo; e (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) IV o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela Secretaria da Receita Federal SRF; (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) V os débitos que já tenham sido objeto de compensação não homologada pela Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) V o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; e (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) VI o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) VIIos débitos relativos a tributos e contribuições de valores originais inferiores a R$ 500,00 (quinhentos reais); (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) VIIIos débitos relativos ao recolhimento mensal obrigatório da pessoa física apurados na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 1988; e (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) IXos débitos relativos ao pagamento mensal por estimativa do Imposto sobre a Renda da Pessoa JurídicaIRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro LíquidoCSLL apurados na forma do art. 2o. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Sobre essa matéria, o próprio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais editou a Súmula no. 84, em 10.12.2012, com o seguinte teor: Súmula 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Como visto, os fundamentos para o indeferimento do PERDCOMP, por si só, tanto pela DRFJFA quanto pela DRJ, não encontram amparo na norma legal que rege a matéria. A questão é saber se de fato resta caracterizado o indébito do pagamento de estimativa, comprovado mediante escrituração contábil e fiscal, para que se possa aferir a certeza e liquidez do crédito tributário como dispõe o artigo 170 da Lei nº 5.172/1966 (Código Tributário NacionalCTN). Fl. 128DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10640.901868/200993 Acórdão n.º 1802001.616 S1TE02 Fl. 129 6 Nesse sentido, apesar de constar dos autos a DIPJ/2005, DCTF(s), DARF de recolhimento da estimativa, não fora possível aferir qual valor das estimativas que fora levado para compor o ajuste final. Isto porque, a Recorrente possui diversos PERDCOMPS requerendo compensação de estimativas pagas durante o anocalendário de 2004: Processos no. 10640.900400/200981, 10640.900398/200941, 10640.900401/200926, 10640.900402/2009 71, 10640.901865/200950, 10640.901866/200902, 10640.901867/200949, 10640.901866/200902, 10640.901868/200993. Desta forma, tornase inviável, nessa fase processual, a análise quanto ao crédito alegado e conseqüente compensação pleiteada. Porém, a motivação para o indeferimento do pleito tanto pela autoridade administrativa da Receita Federal, quanto pela Delegacia de Julgamento restringese ao teor da IN SRF no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004, e como visto extrapolam o conteúdo da Lei nº 9430/96. Assim, não havendo análise quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado objeto do PERDCOMP e, afastado o óbice escorado apenas no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004 e da IN SRF n° 600, de 2005, que serviu de fundamento para a não homologação da compensação pleiteada, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar ou não o direito creditório alegado. Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso voluntário, para que sejam devolvidos os autos à DRF de origem (Juiz de Fora/MG) para análise do PERDCOMP em comento e proferido outro despacho decisório que deverá ser cientificado ao interessado para sua manifestação se for o caso. (documento assinado digitalmente) Relator Marco Antonio Nunes Castilho Fl. 129DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
score : 1.0
Numero do processo: 36216.000046/2006-44
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/1999 a 31/03/2005
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. OCORRÊNCIA. RETENÇÃO 11% JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECLARAÇÃO. VEDAÇÃO.
1- De acordo com o artigo 34 da Lei nº 8.212/91, as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas elo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal e lançamento, pagas com atraso ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável.
2- nos termos do art. 49 do Regimento Interno deste Conselho é vedado ao Conselho afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto sob o fundamento de inconstitucionalidade, sem que tenham sido assim declaradas pelos órgãos competentes. A matéria encontra-se sumulada, de acordo com a Súmula nº 2 do 2º Conselho de Contribuintes. Preliminar de inconstitucionalidade da aplicação da Taxa SELIC rejeitada.
3- Consoante disposto no art. 31 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.711/98, a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, deverá reter 11% do valor bruto da Nota Fiscal ou Fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês seguinte ao da emissão da nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente de mão-de-obra.
4- A teor do disposto no parágrafo único do art. 142 da IN/SRP nº 03/2005, não se aplica a retenção sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços por empresas optante pelo SIMPLES no período de 01/01/2000 a 31/08/2002.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 206-00412
Nome do relator: Cleusa Vieira de Souza
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200802
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/1999 a 31/03/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. OCORRÊNCIA. RETENÇÃO 11% JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECLARAÇÃO. VEDAÇÃO. 1- De acordo com o artigo 34 da Lei nº 8.212/91, as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas elo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal e lançamento, pagas com atraso ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. 2- nos termos do art. 49 do Regimento Interno deste Conselho é vedado ao Conselho afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto sob o fundamento de inconstitucionalidade, sem que tenham sido assim declaradas pelos órgãos competentes. A matéria encontra-se sumulada, de acordo com a Súmula nº 2 do 2º Conselho de Contribuintes. Preliminar de inconstitucionalidade da aplicação da Taxa SELIC rejeitada. 3- Consoante disposto no art. 31 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.711/98, a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, deverá reter 11% do valor bruto da Nota Fiscal ou Fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês seguinte ao da emissão da nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente de mão-de-obra. 4- A teor do disposto no parágrafo único do art. 142 da IN/SRP nº 03/2005, não se aplica a retenção sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços por empresas optante pelo SIMPLES no período de 01/01/2000 a 31/08/2002. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 36216.000046/2006-44
anomes_publicacao_s : 200802
conteudo_id_s : 4115774
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 206-00412
nome_arquivo_s : 20600412_145105_36216000046200644_012.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Cleusa Vieira de Souza
nome_arquivo_pdf_s : 36216000046200644_4115774.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2008
id : 4840993
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:07:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045803341185024
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T19:30:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T19:30:23Z; Last-Modified: 2009-08-06T19:30:23Z; dcterms:modified: 2009-08-06T19:30:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T19:30:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T19:30:23Z; meta:save-date: 2009-08-06T19:30:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T19:30:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T19:30:23Z; created: 2009-08-06T19:30:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2009-08-06T19:30:23Z; pdf:charsPerPage: 1669; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T19:30:23Z | Conteúdo => MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRM3DINTE9 CONFERE COM O ORIGINAL Braslha. / ol CCO2/C06 Fls. 535 „ Sama • .• Comera Ha: Soe 877882 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "I) SEXTA CÂMARA Processo n° 36216.000046/2006-44 Recurso n° 145.105 Voluntário Matéria RETENÇÃO Acórdão n° 206-00.412 Sessão de 13 de fevereiro de 2008 Recorrente BASF S/A Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA EM SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/1999 a 31/03/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. OCORRÊNCIA. RETENÇÃO 11% JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECLARAÇÃO. VEDAÇÃO. 1- De acordo com o artigo 34 da Lei n° 8.212/91, as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas elo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal e lançamento, pagas com atraso ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. 2- nos termos do art. 49 do Regimento Interno deste Conselho é vedado ao Conselho afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto sob o fundamento de inconstitucionalidade, sem que tenham sido assim declaradas pelos órgãos competentes. A matéria encontra-se sumulada, de acordo com a Súmula n° 2 do 2° Conselho de Contribuintes. Preliminar de inconstitucionalidade da aplicação da Taxa SELIC rejeitada. 3- Consoante disposto no art. 31 da Lei n° 8.212191, com a redação dada pela Lei n° 9.711/98, a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, deverá reter 11% do valor bruto da à.) . MF -SEGUNDO CONSELHODE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL • Processo n.• 36216.00004612006-44 Brasília. 3o i 2- , o? CCO2/C06 Acórdão o. 206-00.412 Fls. 536 ... urina Carmim Mat.: Sapa 877062 Nota Fiscal ou Fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês seguinte ao da emissão da nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente de mão-de-obra. 4- A teor do disposto no parágrafo único do art. 142 da IN/SRP no 03/2005, não se aplica a retenção sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços por empresas optante pelo SIMPLES no período de 01/01/2000 a 31/08/2002. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento os valores relativos às notas fiscais emitidas no período de 02/2000 a 08/2002. (1N-----\-- ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente CLEUSA V I DElt:1;;A43#1&“ Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.° 36216.000046/2006-44 CCO21C06• Acórdão n.• 206-00.412 ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fiz. 537 CONFERE COPA O ORIGINAL EnSilit 40 I 9- 02 Relatório sienSisma. Sapa 677882 Trata-se de Crédito Previdenciário lançado contra a empresa em epígrafe, que, de acordo com o relatório fiscal, fls. 61/66, refere-se à contribuições previdenciárias devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social - 11455 e destinadas à Seguridade Social, na forma da legislação em vigor, relativas à retenção de 11%, incidentes sobre o valor bruto dos serviços contidos nas notas fiscais, faturas ou recibos, na contratação de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra, no período de 10/1999 a 03/2005, conforme disposto no art. 31, § 3° da Lei n°8.212/91, com a redação dada pela Lei n°9.711/98. Segundo o Relatório Fiscal, constituem os fatos geradores das contribuições objeto do presente lançamento, os pagamentos efetuados a empresa CAL1BRATEC COMÉRCIO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO LTDA CNPJ n° 52.522.075/0001-36, pelos serviços de calibração de equipamentos em geral a BASF S/A, nos seu estabelecimento Demarchi (CNPJ 48.539.407/0073-92), conforme contrato apresentado. Nos arquivos digitais fornecidos não houve a especificação dos estabelecimentos tomadores de serviços, sendo considerado o estabelecimento Demarchi, para fins de levantamento. Serviu de base para emissão da presente NFLD os registros contábeis apresentados via magnético, as cópias das notas fiscais/faturas/recibos de prestação de serviços apresentadas e o contrato de prestação de serviços. Informou, ainda, o citado Relatório Fiscal eque os serviços prestados pela empresa CALIBRATE COMÉRCIO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO LTDA se enquadram de acordo com o art. 152, §§ 1°, 2° e 3° da Instrução Normativa 100 e alterações posteriores a IN 100 revogou a N 71/2002, que por sua vez revogou a OS 209/99. A BASF S/A em algumas notas fiscais efetuou a retenção e o recolhimento de 11% do valor da mão-de-obra da nota fiscal de serviços, o que mostra te conhecimento desta obrigação em relação ao tipo de serviço prestado. Essas notas fiscais não foram objeto de levantamento pela fiscalização. Tempestivamente, a empresa contratante apresentou sua defesa, trazendo dentre outras, as alegações de que a atividade contratada não teve como objeto a cessão de mão-de- obra; fez um histórico da retenção em que ressalta que para haver retenção é necessário haver a cessão de mão-de-obra. Trouxe à colação diversos julgados do STJ sobre a matéria e por último argüiu a inconstitucionalidade da aplicação da taxa SELIC e concluiu requerendo seja declarada insubsistente a Notificação Fiscal de lançamento de Débito —NFLD, desconstituindo- se o crédito tributário apurado. Juntou aos autos cópias do Contrato de Prestação de Serviços (fl5.91/95) cópias de julgados do STJ, sobre o assunto (fls.961123). A Delegacia da Receita Previdenciária em São Bernardo do Campo, por meio da Decisão-Notificação n° 21.434.4/0089/2006, julgou procedente o lançamento, cuja decisão trouxe a seguinte ementa: MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL • Processo n.• 36216.000046/200644 &adie. 4 2— / 01 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.412 Fls. 538 Mime ~ara Met: ea 877882 "DIREITO PREVIDENCIÁRIO RETENÇÃO. OBRIGATORIEDADE. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. OU EMPREITADA. OBRIGAÇÃO DA EMPRESA CONTRATANTE PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTO. INDEFERIMEIVTO. JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECLARAÇÃO. VEDAÇÃO. Comprovada a cessão de mão-de-obra, a empresa contratante dos serviços assim executados é obrigada a reter 11% (onze por cento) sobre o valor da nota fiscal fatura ou recibo e é obrigada a recolher o valor retido à Previdência Social, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento. Indefiro o pedido de prazo para apresentação de documentos por não estarem configuradas as hipóteses legais que permitem a apresentação de prova documental após a impugnação. Os acréscimos legais são cobrados em virtude de determinação legal de caráter irrelevável. É vedado ao julgador administrativo declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo." Intimado da decisão e com ela não se conformando, o interessado ingressou com recurso a este Conselho, reproduzindo os argumentos aduzidos em sua impugnação, donde se destaca, em síntese, o seguinte: a) que a recorrente, por ocasião de sua impugnação, requereu inicialmente a dilação do prazo para juntada de documentos e aditamento à defesa, vez que, considerando que a mesma fora autuada em época de férias coletivas, o que implicava em dificuldades na localização dos documentos. Tais documentos visavam demonstrar que nada é devido ao Instituto Previdenciária, vez que a prestadora de serviços recolheu a totalidade dos tributos sem efetuar abatimento da retenção de 11% na sua GFIP, mesmo porque, nunca foi o caso de retenção; b) que, em que pese o douto conhecimento do ilmo Auditor Fiscal da Previdência Social, entende a recorrente que a referida decisão merece reforma, vez que, não foi aplicado corretamente o direito ao caso concreto; c) que contrariamente ao entendido pelo ilmo Auditor Fiscal e pelo d. Agente fiscal, nunca houve a prestação de serviços mediante cessão de mão-de-obra; d) que o agente fiscal não se baseou em qualquer contrato para verificar se havia ou não equipe à disposição do tomador de serviços em suas dependências ou em locais por este indicado, em serviços contínuos, para caracterização da cessão de mão-de-obra; e) que a contratada apenas calibra equipamentos produtos de propriedade da contratante, sem precisar manter equipe em regime de cessão de mão-de-obra; f) que os serviços são prestados de forma eventual, conforme solicitação dos clientes„ podendo inclusive, prestar este tipo de serviço simultaneamente para várias empresas, que a presunção somente pode ser contrária à presunção do d. agente fiscal, de que não há que se cogitar na existência de cessão de mão-de-obra, requisito básico pra a aplicação da retenção de I 1%; MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL • Processo n.' 36216.000046/2006-441 CCO2/C06 Acórdão n. • 206-00.412 3 0 / mi?) 9- n g _ Fls. 539 Ume ata Ia.: tape 1377142 g) que o fato de não haver empreitada e nem cessão de mão-de-obra na contratação, impossibilita que a empresa contratada dê cumprimento ao que dispõe o § 5° do art. 31 da Lei n° 8212/91, que determina a elaboração de folha de pagamento distinta para cada contratante. Observa-se de plano que tal instituto é incompatível com a hipótese do mesmo trabalhador prestar serviços simultaneamente a vários tomadores, o que traz a conclusão de que a prestação de serviços simultânea a mais de um tomador, por si só já afastaria o entendimento de se tratar a contratação de cessão de mão-de-obra; h) que a contratada não coloca seus empregados à disposição do tomador de serviços, nem cede mão-de-obra para realização de serviços contínuos, fato que, por si só, já basta para desobrigar a recorrente da contribuição questionada nestes autos. Além desses argumentos, faz um histórico sobre a retenção, ressaltando que o dispositivo legal que trata a matéria deveria ser interpretado observando-se de plano a premissa que os serviços somente estariam sujeitos à retenção "quando executados mediante cessão de mão-de-obra", como definida no § 3° do art. 31 da Lei n° 8.212/91. Para corroborar sua tese, a recorrente citou Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, transcreveu algumas delas. Argumentou, ainda, que a empresa contratada sempre recolheu integralmente suas contribuições para a Previdência Social, sem efetivar a compensação dos 11%, conforme documentos juntados aos autos. Por derradeiro, argüiu a inconstitucionalidade da aplicação da Taxa SELIC, uma vez que essa forma de cálculo não se encontra prevista em lei, desrespeita-se a reserva absoluta da lei formal, ofendendo-se deste modo, o art. 150, I da Constituição Federal, combinado com o art. 97, inciso V do CTN. Requereu seja declarada insubsistente a notificação fiscal de lançamento de débito impugnada, desconstituindo-se o crédito tributário apurado, a multa aplicada, bem como, os juros de mora, e, caso assim não entenda, seja determinada a remessa dos autos ao órgão "a quo", para realização de nova diligência por parte do agente fiscal e constatação de que as alegações da recorrente são verdadeiras, requereu a desconstituição do lançamento e débito objeto da presente e o devido arquivamento do presente processo. Juntou aos autos, documentos da empresa contratada (CAGED, GFIP, GPS), fls. 180/295 e Extratos dos Andamentos Processuais e Certidões de Objeto e Pé, das decisões citadas no presente recurso (fls. 296/302). Foi efetuado o depósito recursal, nos termos da legislação em vigor, fls. 179. A Secretaria da Receita Previdenciária ofereceu contra-razões, alegando que os argumentos ora apresentados já foram devidamente apreciados quando da emissão da Decisão recorrida. Estes autos foram objeto de julgamento pela 45 Câmara de Julgamento do CRPS, que por meio do decisório n° 316/2006, converteu o julgamento em diligência, para que a autoridade lançadora informasse se os contratos objeto da presente NFLD seriam aqueles juntados pela Recorrente, caso não sejam, que juntasse cópias desses contratos, bem como das notas fiscais referentes aos serviços prestados. ME - SEGUNDO CONSELHO DE CCNIRISU1NTES • Processo n.' 36216.000046/2006-44 CONFERE COM O tlfaGINAt CCO2/C06 Acórdão ri.• 206-00.412 Brasilia._2_12j Fls. 540 Sinta Oimalra Ume Sew e nau Em cumprimento ao solicitado foram juntados os documentos: Contato de Prestação de Serviços (fls. 3241374);Notas Fiscais de Serviços (fls 375/507). Consta informação fiscal de que foi realizada diligência na empresa acima identificada, pois verificou- se que os contratos de prestação de serviços apresentados em processo cobriam apenas parte do período levantado, de 11/2000 a 09/2001. A empresa apresentou contratos de prestação de serviços e aditamentos relativos ao período de 09/1999 a 11/2006 e notas fiscais. Informou que conforme contrato de prestação de serviços, foram observadas certas obrigações da contratada, características na cessão de mão-de-obra: - item 6.7, às fls. 327 — obedecer regras e normas de segurança, ordem interna de acordo com as normas da contratante; - item 6.10, deverá manter seguro operacional para perdas e danos causados por seus funcionários nas dependências da BASE; - item 6.15, manter os registros dos empregados em devida ordem, exibindo-os à BASF, sempre que por ela for solicitado; - item 6.23, deverão ser entregues os relatórios de PCMSO, ASO e PPRA; - item 6.22 e 6.22.1, fls. 328, consta a obrigatoriedade da contratada em apresentar mensalmente, Guias de recolhimento do FGTS, PIS-PASEP, COHNS, IRRF e folhas de pagamento; - item 7.3, fls, 329, consta que por força da Lei n° 8212/91, fará a contratante a retenção de 11% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços emitida pela contratada, relativos aos encargos sociais devidos por esta ao Instituto Nacional do Seguro Social, em face da prestação dos serviços contratados; Informou, ainda, que somente na diligência, tomou conhecimento de que a empresa contratada é optante pelo SIMPLES. De acordo com o art. 142, parágrafo único da IN n° 03/2005, não se aplica retenção ao período de 01/01/2000 a 31/08/2002, para as empresas optante pelo SIMPLES. Portanto, foram excluídos os valores relativos referentes a 50% do valor bruto das notas fiscais emitidas no período de 02/2000 a 08/2002. Não houve levantamento pra a competência 01/2000. Foram também excluídos os valores referentes a 50% do valor bruto de 19 notas fiscais não emitidas pela CALIBRATEC COMÉRCIO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO LTDA, Constante do arquivo digital fornecido pela BASF, como se fosse da referida prestadora. Em face dessas ocorrências, foi efetuada a retificação dos valores lançados através da elaboração do Formulário para Cadastramento e Emissão de Documentos — FORCED, fls, 508/513 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 36216.000046/2006-44 Brasília. ), O, CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.412 Fls. 541 Same AN Via Mal: tam 077862 A empresa, intimada do resultado da diligência, manifestou-se no sentido de ratificar as razões anteriormente apresentadas alegando mais, que ao que parece, a determinação da E.41 CAJ do CRPS não foi verificada em sua integralidade, não foi verificado a fundo se havia cessão de mão de obra na prestação de serviços da empresa em tela, limitando-se a d. fiscalização somente na análise e verificação dos contratos e notas fiscais. Que a fiscalização não conseguiu comprovar ocorrência da hipótese tributária prevista em lei, quanto à relação da notificada recorrente e a empresa contratada prestadora dos serviços. É o Relatório. ckvj Processo n.° 36216.000046/2006-44 CCO21C06 Acórdão n.° 206-00.412 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRBUINTES Fls. 542 CONFERE COM O ~tal Brasão. 5 0 1 at_g SAVOINNN Voto Mat: 4177882 Conselheira CLEUSA VIEIRA DE SOUZA, Relatora Presentes os pressupostos de admissibilidade, porquanto o recurso é tempestivo e preparado com o depósito prévio nos termos da legislação em vigor. Antes de proceder à análise de mérito das razões do presente recurso, cumpre apreciar a argüição de inconstitucionalidade trazida pela recorrente, quanto à aplicação da taxa de SELIC no cálculo dos juros de mora. Alega a Recorrente que a forma de cálculo da SELIC não se encontra prevista em lei, o que ofende o art. 150, inciso I da Constituição, combinado com o art. 97, inciso V do CTN e que por outro lado, encontra-se no art. 161 do CTN, a norma que determina que os tributos não integralmente quitados serão acrescidos de juros de mora calculados à taxa de I% ao mês, exceto dispositivo contrário. Nesse sentido vale salientar que os juros de mora exigidos no presente lançamento, de fato, decorrem de legislação especifica, em plena vigência, conforme fundamentada no artigo 34 da Lei n° 8.212/91, que assim estabelece: "Art. 34 - As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei n°9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos em caráter irreleváveL " Cumpre destacar, outrossim, que nos termos do artigo 49 do Regimento Interno dos Conselhos dos Contribuintes, no julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob o fundamento de inconstitucionalidade. Além disso, a matéria encontra-se sumulada, conforme Súmula n° 02 deste 2° Conselho de Contribuintes, nos seguintes termos: "O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária". Com isso, rejeito a preliminar de inconstitucionalidade de aplicação da taxa SELIC, no cálculo dos juros de mora. Superada a preliminar suscitada, passo à análise das razões de mérito, aduzidas pela recorrente. Conforme relatado, trata-se de Crédito Previdenciário lançado contra a empresa em epígrafe, que, de acordo com o relatório fiscal, fls. 61/66, refere-se à contribuições previdenciárias devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e destinadas à Seguridade Social, na forma da legislação em vigor, relativas à retenção de 11%, incidentes sobre o valor bruto dos serviços contidos nas notas fiscais, faturas ou recibos, na contratação de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra, no período de 10/1999 a 03/2005. A obrigatoriedade da retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços executados mediante cessão de mão de obra, está prevista no art. 31 da Lei n° 8.212/91, com a redação dada pela Lei n° 9.711/98, abaixo transcrito, que estabeleceu a responsabilidade tributária por substituição do tomador de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, que confere a esse tomador o dever de antecipar o ME SEGUNDO CONSEU10 DE CONTRIBUINTES CONFEFtE COM O ORIGINALProcesso o.' 36216.0000462006-44 CCO7JC06 Acórdão n.• 206-00.412 Brafila._412.2_, Fls. 543 Urna Met SieP 877862 recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneraçao p -•• .. • • segurados da prestadora, na execução dos serviços contratados. "Art. 31- A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de contrato temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importáncia retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mão-de-obra, observado o disposto no § 5" do art. 33. (4. § 3° -para os fins desta lei, entende-se como cessão de mão-de-obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos relacionados ou não com a atividade fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação." Nesse contexto não é licito à empresa alegar omissão para se eximir do recolhimento da importância retida nos termos do art. 31, capta da Lei n.° 8.212/91 c/c art. 33 § 5°, in verbis: "Art. 33 § 5" O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta lei. Por força do referido dispositivo legal, o contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra passou a ser responsável tributário pelo recolhimento das contribuições sociais decorrentes da prestação de serviços na razão de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, assim a legislação previdenciária lhe comina a responsabilidade pela arrecadação das respectivas contribuições sociais na forma de retenção e, tendo descumprido tal obrigação, toma-se responsável pela importância que deixou de arrecadar. É cediço que a Lei n° 9.711/98 que alterou o art. 31 da Lei n° 8.212/91, com eficácia a partir de 02/1999, estabeleceu a responsabilidade tributária por substituição do tomador de serviços mediante cessão de mão-de-obra, relativamente à contribuição sobre a folha de pagamento dos segurados a seu serviço, cujo contribuinte é a empresa prestadora de serviços e cujo fundamento legal é a autorização contida no art. 128 do Código Tributário Nacional. Assim, o instituto da Retenção é uma hipótese de substituição tributária, cuja criação é autorizada pelo art. 128 do CTN, que permite ao legislador estabelecer hipóteses de responsabilidade tributária, atribuindo a responsabilidade pelo pagamento a terceira pessoa vinculada ao fato gerador da obrigação tributária, terceiro este que passa, então, a ser sujeito passivo da obrigação tributária, na condição de responsável (art. 121, parágrafo único, II, do CTN). A figura da substituição tributaria existe, justamente, para atender a princípios da racionalização e efetividade da tributação, ora simplificando os procedimentos, ora diminuindo as possibilidades de inadimplemento e ampliando as garantias de recebimento do crédito. Não á . MF - SEGUNDO CONSEU. 10 DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 36216.000046/2006-44 &asma, SO /. 9-- 124_ CCO2/C06 Acórdão o.° 206-00.412 Fls. 544 SIMIll de CIPten Mat: Se» WM2 _ se tem aqui a instituição de nova "contribuição" (in Paulsen Leandro, Direito Tributário, 6' edição, Livraria do Advogado Editora, p. 937). Neste sentido o Pleno do STF, em sessão realizada em 03/11/2004, julgando o RE 393.946/MG, assentou entendimento no sentido de que a Lei 9.711/98 apenas criou nova sistemática de arrecadação, tomando as empresas tomadoras de serviços responsáveis tributárias pelo regime de substituição tributária, sem afetar a base de cálculo ou a aliquota da Contribuição Previdenciária sobre a folha de pagamento. A titulo elucidativo, destaco a ementa que resumiu o referido julgado: "CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: SEGURIDADE. RETENÇÃO DE 11% SOBRE O VALOR BRUTO DA NOTA FISCAL OU DA FATURA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. Lei 8.212/91, art. 31, com a redação da Lei 9.711/98. I - Empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra: obrigação de reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia 2 do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente de mão-de-obra: inocorrência de ofensa ao disposto no art. 150, § 7°, art. 150. IV, art. 195, g 4°, art. 154, I, e art. 148. II - R.E. conhecido e improvido." Vale destacar parte do voto condutor no Recurso Especial n° 695.458 - SP, da lavra da Ministra EL1ANA CALMON: "Verifica-se a criação de um sistema eclético de recolhimento, onde o tomador desconta parte do devido à Previdência em razão do serviço locado, responsabilizando-se pelo recolhimento, com destaque na nota fiscal ou na fatura, para então fazer-se o abatimento pela fornecedora da mão-de-obra, quando do recolhimento incidente sobre a folha de salário. Observe-se que não se alterou aliquota ou base de cálculo, apenas adiantou-se parte do recolhimento. E para evitar perplexidades, os parágrafos do novo comando normativo deram a solução para o encontro de contas, ou seja, compensação do devido sobre a folha de salário, calculado em sua integra, com o objeto do adiantamento. E o § 2° do referido dispositivo foi além para permitir a restituição de eventual saldo remanescente à empresa locadora de mão-de-obra, caso o adiantamento fosse maior do que o valor a pagar à previdência. Entendo que a sistemática utilizada obedeceu inteiramente ao disposto no art. 128 do CTN, o qual não foi maculado em nenhum passo. Por outro ângulo, temos que não se alterou a fonte de custeio ou a base de cálculo, porque a incidência não é sobre a fatura ou a nota fiscal, mas sim sobre a folha de salário, porque a fatura serve apenas de base para o adiantamento." (grifo nosso) Portanto inconteste é a obrigação previdenciária da empresa tomadora de serviços mediante cessão de mão-de-obra, de reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia 2 do mês iji subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente d ME- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 36216.000046/2006-44 BrasIra, 9 0 / 5. oS CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.412 Fls. 545 Sarna Orwrira itet: SC* enee2 mão-de-obra, ficando diretamente responsável pelo que deixar de recolher. Justamente, pelo fato de o contratante passar a ser sujeito passivo da obrigação previdenciária, toma-se irrelevante, para fins de aferição do cumprimento da obrigação principal , o fato de a prestadora ter ou não efetuado o recolhimento das suas contribuições sobre a folha de pagamento. Nesse sentido, vale esclarecer que no caso da retenção, a obrigação pelo recolhimento é exclusiva do tomador de serviços, ao qual compete reter e recolher o valor, não arcando com qualquer encargo financeiro, mas, tão-somente a obrigação de observar as determinações legais, ficando com a responsabilidade do recolhimento caso não efetue a citada retenção, na qualidade de responsável. Em regra geral, para que haja a retenção instituída no caput do citado artigo 31, a própria lei cuidou de eliminar quaisquer dúvidas acerca de sua aplicação, quando no seu § terceiro traz a definição de cessão de mão de obra. Nessa mesma direção, o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3048/99, estabeleceu nos incisos do § 2° do art. 219, uma série de serviços que se executados mediante cessão de mão-de-obra estarão sujeitos à retenção, dentre eles os serviços objeto do presente contrato. Em que pesem as alegações da recorrente, a quem não confiro razão, não há como negar a existência da cessão de mão-de-obra, eis que o contrato de prestação de serviços, como um todo, por si só, não deixa qualquer dúvida de como os serviços contratados são prestados. Expresso em suas cláusulas, o objeto do contrato, prestação de serviços especializados.., a contratada fornecerá as equipes de trabalho.., além das situações enumeradas pela fiscalização, presentes na prestação de serviços, como: obedecer regras e normas de segurança, ordem interna de acordo com as normas da contratante; manter seguro operacional para perdas e danos causados por seus funcionários nas dependências da BASF; manter os registros dos empregados em devida ordem, exibindo-os à BASF, sempre que por ela for solicitado; a exigência da entrega dos relatórios de PCMSO, ASO e PPRA; a obrigatoriedade da contratada em apresentar mensalmente, Guias de recolhimento do FGTS, PIS-PASEP, COFINS, IRRF e folhas de pagamento; consta que por força da Lei n° 8.212/91, fará a contratante a retenção de 11% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços emitida pela contratada, relativos aos encargos sociais devidos por esta ao Instituto Nacional do Seguro Social, em face da prestação dos serviços contratados; Entretanto, em face da informação de que a empresa contratada é optante pelo SIMPLES E que de acordo com o art. 142, parágrafo único da IN n° 03/2005, não se aplica retenção ao período de 01/01/2000 a 31/08/2002, para as empresas optante pelo SIMPLES. O que gerou a exclusão dos valores relativos referentes a 50% do valor bruto das notas fiscais emitidas no período de 02/2000 a 08/2002. Não houve levantamento pra a competência 01/2000. Foram também excluídos os valores referentes a 50% do valor bruto de 19 notas fiscais não emitidas pela CALIBRATEC COMÉRCIO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO LTDA, Constante do arquivo digital fornecido pela BASF, como se fosse da referida prestadora. Em face dessas ocorrências, foi efetuada a retificação dos valores lançados através da elaboração do Formulário para Cadastramento e Emissão de Documentos —FORCED, fls, 508/513. /Y.6 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ao . CONFERE COPA O ORIGINAL Processo n.• 36216.000046/2006-44 Brasília, e...L__IO .. j CCOVC06 Acórdão n.• 206-00.412 Fls. 546 Sins ci oh,,n SM: elein enee2 Por fim o lançamento obedeceu aos critérios estabelecidos pela legislação previdenciária, especialmente aqueles do art. 37, da Lei n.° 8.212/91 e assim, a despeito da argumentação apresentada pelo recorrente, não vejo nela qualquer fundamento que possa julgar totalmente insubsistente a NFLD, ou levar à desconstituição do crédito previdenciário ora atacado, uma vez que se encontra revestido das formalidades legais exigidas para a sua constituição. Isto posto; e CONSIDERANDO tudo mais que dos autos consta. CONCLUSÃO: pelo exposto VOTO no sentido de CONHECER DO RECURSO, para no mérito, DAR-LHE PROVIMENTO EM PARTE, no sentido de excluir do presente lançamento, valores relativos às notas fiscais emitidas no período de 02/2000 a 08/2002 (em que era verdade a retenção de empresas optante pelo SIMPLES) e aqueles relativos às notas não emitidas pela empresa contratada, conforme Formulário para Cadastramento e Emissão de Documentos —FORCED, fls, 508/513. Sala das Sessões, em 13 de fevereiro de 2008 CLEUSA VIEIRAi D Page 1 _0009700.PDF Page 1 _0009800.PDF Page 1 _0009900.PDF Page 1 _0010000.PDF Page 1 _0010100.PDF Page 1 _0010200.PDF Page 1 _0010300.PDF Page 1 _0010400.PDF Page 1 _0010500.PDF Page 1 _0010600.PDF Page 1 _0010700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10920.908985/2009-31
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
Recurso Voluntário Provido
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 3403-002.133
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinado-se o retorno dos autos à DRJ/FNS-4ª Turma, para novo julgamento, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. Recurso Voluntário Provido Aguardando Nova Decisão
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10920.908985/2009-31
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5242530
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-002.133
nome_arquivo_s : Decisao_10920908985200931.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 10920908985200931_5242530.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinado-se o retorno dos autos à DRJ/FNS-4ª Turma, para novo julgamento, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
id : 4842524
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:08:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045803546705920
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1825; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 72 1 71 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.908985/200931 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3403002.133 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 24 de abril de 2013 Matéria COFINS PEDIDO DE RESTITUIÇÃO PAGAMENTO A MAIOR DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente LOJAS HIRT LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. Recurso Voluntário Provido Aguardando Nova Decisão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinadose o retorno dos autos à DRJ/FNS4ª Turma, para novo julgamento, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 90 89 85 /2 00 9- 31 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório LOJAS SALFER S.A. formulou o Pedido de Restituição e Declaração de Compensação no 28001. 44835. 130706. 1. 7.043758, por meio do qual pretendeu restituirse de indébito de Cofins, por pagamento efetuado em 09/04/2002, e compensar o direito creditório com débitos da mesma contribuição. O Despacho Decisório Eletrônico no de rastreamento 842621121, fl. 7, indeferiu o pleito e não homologou a compensação porque o pagamento indigitado foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DComp. Sobreveio reclamação, fls. 11 a 16, por meio da qual o declarante explica que o crédito originouse da declaração de inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo promovida pela Lei no 9.718, de 1998, e que a razão para a não homologação é a de que o sistema da Receita Federal associou o DARF usado como fonte do crédito a um valor que, apesar de declarado em DCTF, não representa mais o valor devido. Argumenta que o valor devido anteriormente declarado foi reapurado, mas não foi formalizada DCTF retificadora com o fim de formalizar a alteração. Entende, entretanto, que seu direito está dado pela legislação, em especial o artigo 170 do Código tributário Nacional — CTN e o artigo 74 da Lei no 9.430, de 1996. A DRJ/FNS4ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão no 07025.310, de 15/07/2011, fls. 38 a 41, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso interposto contra a decisão da DRJ/FNS4ª Turma. O arrazoado de fls. 44 a 52, após síntese dos fatos relacionados com a lide, retoma a mesma explicação sobre a origem do crédito. Aduz não ser plausível que óbices de natureza formal impeçam que o contribuinte usufrua do crédito que lhe é inerente. Invoca o julgado no RE 585.235 e o art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF, com as alterações Fl. 73DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10920.908985/200931 Acórdão n.º 3403002.133 S3C4T3 Fl. 73 3 introduzidas pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010. Cita e transcreve jurisprudência administrativa. Na continuação, rechaça a exigência de prévia retificação da DCTF como condição para a homologação da compensação efetuada pela contribuinte, haja vista não possuir fundamento legal, razão pela qual não pode representar empecilho para se reconhecer o direito creditório existente em favor da recorrente e homologar a compensação declarada. Entende que tal exigência viola o princípio da legalidade e da verdade material. Conclui, requerendo o provimento do recurso, para o fim de ser reconhecida a procedência do pleito de ressarcimento e compensação efetuado e, que, por ocasião do julgamento do recurso, seja intimado pessoalmente o subscritor do recurso para fins de sustentação oral. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 44 a 52 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFNS4ª Turma nº 07025.310, de 15/07/2011. Requerimento de intimação pessoal do patrono da causa Com relação ao requerimento de que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao patrona da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Mérito Assentandose sobre a premissa de que a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação reclama a prévia retificação do valor do débito pretensamente confessado em erro em DCTF, o colegiado de piso julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade sumariamente, sem qualquer exame do direito e das provas juntadas aos autos. Já é entendimento assentado nesta 3ª TE o de que tal óbice deve ser afastado, em face do contido no art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), reproduzido no art. 57 do Regulamento do Processo Administrativo Fiscal, aprovado pelo Decreto nº 7.574, Fl. 74DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN 4 de 29 de setembro de 2011, norma com aplicação autorizada aos processos da espécie pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. Na verdade, a prévia retificação da DCTF apenas viabiliza o processamento automático dos PER/Dcomp, mas jamais poderia ser tida como requisito para a verificação da liquidez e certeza de direito creditório. Se é certo que a espontaneidade da confissão do débito implica a sua irretratabilidade, também o é que o art. 214 do Código Civil – CC Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, admite sua revogação quando produzida em erro de fato. E, conforme visto, mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, o requerente, enquanto manifestante, pode (e deve) produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, entre elas, a do erro no preenchimento de declaração. Pelo exposto, voto por reformar a decisão de primeira instância, para que uma nova seja proferida, afastando o óbice erigido relativamente à necessidade de prévia apresentação da DCTF retificadora e enfrentando as razões apresentadas na Manifestação da Inconformidade à luz das provas já contidas nos autos. Sala das Sessões, em 24 de abril de 2013 Alexandre Kern Fl. 75DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
