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Numero do processo: 10880.720120/2009-69
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3403-000.419
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Antonio Carlos Atulim Presidente
Robson José Bayerl Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Transchesi Ortiz.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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score : 1.0
Numero do processo: 10935.005800/2008-95
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
Ano calendário: 2005
IRPJ. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei n° 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de
receita com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o contribuinte titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
MULTA DE OFÍCIO.
Aplica-se a multa de ofício, nos termos do inciso I do artigo 44 da Lei n°. 9.430/96, quando houve falta de falta de pagamento ou recolhimento de tributo.
MULTA DE OFÍCIO. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA TAXA
SELIC SÚMULA Nº. 4 DO CARF. Conforme súmula nº. 4 do CARF, a partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial Liquidação e Custódia SELIC
para títulos federais.
DEMAIS TRIBUTOS. Aplica-se à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito.
Recurso Voluntário desprovido
Numero da decisão: 1402-001.093
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: CARLOS PELA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Ano calendário: 2005 IRPJ. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei n° 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de receita com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o contribuinte titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. MULTA DE OFÍCIO. Aplica-se a multa de ofício, nos termos do inciso I do artigo 44 da Lei n°. 9.430/96, quando houve falta de falta de pagamento ou recolhimento de tributo. MULTA DE OFÍCIO. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA TAXA SELIC SÚMULA Nº. 4 DO CARF. Conforme súmula nº. 4 do CARF, a partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. DEMAIS TRIBUTOS. Aplica-se à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito. Recurso Voluntário desprovido
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OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei n° 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de receita com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o contribuinte titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. MULTA DE OFÍCIO. Aplicase a multa de ofício, nos termos do inciso I do artigo 44 da Lei n°. 9.430/96, quando houve falta de falta de pagamento ou recolhimento de tributo. MULTA DE OFÍCIO. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA TAXA SELIC SÚMULA Nº. 4 DO CARF. Conforme súmula nº. 4 do CARF, a partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. DEMAIS TRIBUTOS. Aplicase à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito. Recurso Voluntário desprovido. Fl. 1065DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por LEON ARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA Processo nº 10935.005800/200895 Acórdão n.º 1402001.093 S1C4T2 Fl. 2 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Relatório Tratase de auto de infração de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS (fls. 158/177), cumulados com multa de ofício de 75% e juros de mora, em razão da suposta (i) omissão de receitas relativas a depósitos bancários não comprovados; (ii) omissão de receitas escrituradas em seus livros fiscais e não declaradas; e (iii) insuficiência no recolhimento no período, resultante da alteração de alíquotas de recolhimento do Simples, em razão das supostas omissões que aumentaram o valor das receitas, conforme Termo de Verificação Fiscal às fls. 146/150. A autuada apresentou impugnação às fls. 185/218, acompanhada dos documentos de fls. 219/233, aduzindo, em breve síntese, que: Em observância aos princípios constitucionais da igualdade e da isonomia, deve serlhe aplicado tratamento igual ao conferido a outras 3 (três) empresas enquadradas no Simples e autuadas por omissão de receita no mesmo período, mas que, por sua vez, tiveram o lucro arbitrado para fins da autuação. Não foram observados os princípios da legalidade e da nãocumulatividade, em virtude da duplicidade na cobrança de tributos. Da mesma forma, não foram observados os princípios da capacidade contributiva e do nãoconfisco, tendo em vista a aplicação de multa de 75%. Na hipótese de serem mantidas as exigências, requer a revisão do lançamento para que o montante devido seja apurado mediante arbitramento do lucro. Fl. 1066DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por LEON ARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA Processo nº 10935.005800/200895 Acórdão n.º 1402001.093 S1C4T2 Fl. 3 3 A fiscalização não pode autuar com base em presunções, sem que reste comprovado, de fato, a omissão de receitas. O ônus da prova incumbe ao Fisco. Na soma dos depósitos, a fiscalização não exclui empréstimos bancários recebidos, cheques devolvidos e transferências entre contas. Conforme fl. 233, a empresa já não estava mais enquadrada no Simples no momento da autuação, tendo sido prejudicada pela aplicação das exorbitantes alíquotas de 15,48%. A base de cálculo do PIS e da COFINS é o faturamento. Os juros de mora aplicados à taxa Selic são ilegais. A 2ª Turma da DRJ/CTA, por unanimidade de votos, rejeitou as preliminares argüidas e julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido, conforme ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2005 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO FOI COMPROVADA. Caracterizam omissão de receitas os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituições financeiras, em relação aos quais o contribuinte, regularmente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados. LANÇAMENTO COM BASE EM PRESUNÇÃO LEGAL. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. O lançamento com base em presunção legal transfere o ônus da prova ao contribuinte em relação aos argumentos que tentem descaracterizar a movimentação bancária detectada. SÚMULA N°182 DO TRF O Tribunal Federal de Recursos TRF, órgão extinto pela Constituição Federal de 1988, não é parâmetro para decisões proferidas em lançamentos fundamentados em lei superveniente, Lei n° 9.430, de 1996. SIMPLES. OPÇÃO ESPONTÂNEA. IRPJ. CSLL. INAPLICÁVEL LUCRO ARBITRADO. Verificada omissão de receita, a autoridade determinará o valor dos impostos e contribuições a serem lançados, no regime de Fl. 1067DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por LEON ARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA Processo nº 10935.005800/200895 Acórdão n.º 1402001.093 S1C4T2 Fl. 4 4 tributação do Simples pelo qual a pessoa jurídica optou espontaneamente no período de apuração a que corresponde a omissão, não se aplicando ao caso o arbitramento do lucro para fins de apuração das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL. SIMPLES. PIS. SEMESTRALIDADE. DECRETOSLEIS N° 2.445 E 2.449, DE 1988. Descabe a reclamação de que a exigência de ofício efetuada pelo Simples relativa ao anocalendário 2005, envolva a questão da semestralidade do PIS, ou seja, que a base de cálculo do PIS é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária, sistemática que vigorou apenas até fevereiro de 1996, e a questão dos Decretosleis n°s 2.445 e 2.449, de 1988, cuja execução foi suspensa pela Resolução do Senado Federal n° 49, de 1995. PIS. COFINS. NÃOCUMULATIVIDADE. Tendo a pessoa jurídica optado espontaneamente pela sistemática do Simples para o período autuado por omissão de receitas, inaplicável a apuração do PIS e Cofins no regime não cumulativo pertinente ao regime do lucro real. MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO E PERCENTUAL. LEGALIDADE. Aplicável a multa de ofício no lançamento de crédito tributário que deixou de ser recolhido ou declarado e no percentual determinado expressamente em lei. JUROS DE MORA. SELIC. PREVISÃO LEGAL. Exigemse juros de mora sobre os impostos e contribuições exigidos de ofícios, apurados segundo a variação da taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia para títulos federais Selic, por expressa previsão legal. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. Não compete à autoridade administrativa manifestarse quanto à inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. LANÇAMENTOS REFLEXOS: PIS, COFINS, CSLL E INSS SIMPLES. Dada a íntima relação de causa e efeito, aplicase aos lançamentos reflexos o decidido no principal. Impugnação Improcedente. Fl. 1068DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por LEON ARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA Processo nº 10935.005800/200895 Acórdão n.º 1402001.093 S1C4T2 Fl. 5 5 A intimação da decisão de primeira instância pela via postal (Ofício nº. 002/2011, em 09/08/2011) não atendeu sua finalidade, por falha imputável exclusivamente ao serviço postal, conforme despacho de fl. 424/425. Assim, a autuada foi novamente intimada da decisão proferida pela DRJ/CTA, conforme AR de fls. 434. Regularmente intimada, a autuada apresentou o Recurso Voluntário de fls. 1013/1062, repisando os argumentos de sua peça impugnatória e pleiteando, adicionalmente, que: se a empresa era cadastrada no Simples em 2005, a fiscalização não poderia têla autuado pela omissão de receitas não comprovadas no montante de R$ 5.587.862,16. Dessa forma, era devida sua exclusão no Simples e autuação com base no arbitramento do lucro. foram computados pelo fisco na soma dos depósitos todos os créditos existentes no extrato de contas, sem se ater aos empréstimos bancários e de terceiros, resgate de aplicações financeiras, depósitos com cheques da mesma titularidade, créditos que em sua maioria se tratam de cheques depositados e devolvidos, bem assim como créditos em Contas Rotativas cujos valores são creditados em conta corrente a medida da necessidade manter saldo positivo; seja observado que a mera existência de depósitos bancários não autoriza a presunção de omissão de receitas; sejam observadas as disponibilidades anteriores as quais comprovam parte da origem dos depósitos bancários tais como: (i) Saldo anterior de Caixa; (ii) Saldos anteriores de contas bancárias; e (iii) Saldos anteriores de duplicatas e contas a receber. É o Relatório. Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator Conheço do Recurso por ser tempestivo, por atender aos requisitos de admissibilidade e por conter matéria de competência deste Conselho. Preliminarmente, a Recorrente questiona a validade do lançamento, sob o entendimento de que era dever da fiscalização excluir a empresa do Simples e arbitrar o lucro. Não merece razão a Recorrente. Verificase pelo documento de fl. 240/241 que a Recorrente foi excluída do Simples, de ofício, por ultrapassar os limites da receita bruta, a partir de 01/01/2006, conforme processo nº. 10935.004755/200851. Ou seja, no anocalendário autuado a empresa continuava submetida ao regime tributário do Simples. Fl. 1069DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por LEON ARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA Processo nº 10935.005800/200895 Acórdão n.º 1402001.093 S1C4T2 Fl. 6 6 Como se sabe, cabe à fiscalização observar o regime de tributação ao qual a pessoa jurídica se encontra submetida, em estrita observância à norma do artigo 24 da Lei nº. 9249/95. Portanto, correto o lançamento do imposto de acordo com o regime de tributação ao qual estiva submetida a Recorrente no períodobase a que corresponde a omissão de receitas apurada. No mérito, argumenta a Recorrente que a mera existência de depósitos bancários não autoriza a presunção de omissão de receitas. Também não merece razão a Recorrente. A Lei n° 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de receita com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o contribuinte titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. No caso concreto, apesar das inúmeras oportunidades que lhe foram oferecidas, a Recorrente não conseguiu comprovar a origem dos depósitos bancários. Nesse passo, se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte; cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários. Assim, os depósitos bancários cuja origem o contribuinte, regularmente intimado, não comprove, caracterizam omissão de receita e, como tal, constituem base de cálculo para lançamento fiscal. Tratase de uma presunção legal, prova indireta de que os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, não comprovados pelo titular da conta corrente com documentação hábil e idônea, constituem receita omitida. Com efeito, diante da falta de comprovação, está claro nos autos que a Recorrente omitiu receitas, já que não escriturou, nem ofereceu à tributação, valores injustificados depositados em contas correntes de sua titularidade. Uma vez comprovado nos autos a recorrente movimentação bancária superior à declarada, sem a devida comprovação e escrituração, mostrase correta a presunção de omissão de receitas. A Recorrente aduz, ainda, que não foram descontados, na soma dos depósitos, os valores referentes a empréstimos bancários e de terceiros, resgate de aplicações financeiras, depósitos com cheques da mesma titularidade, créditos que em sua maioria se tratam de cheques depositados e devolvidos, bem assim como créditos em “Contas Rotativas”. Também não merece guarida tal argumento. Isso porque, às fls. 126/130 é possível verificar que a fiscalização analisou cuidadosamente a movimentação bancária da Recorrente, excluindo, dos valores lançados, Fl. 1070DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por LEON ARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA Processo nº 10935.005800/200895 Acórdão n.º 1402001.093 S1C4T2 Fl. 7 7 movimentações tais como devoluções, estornos, créditos liberados, devolução de cheques e valores de transferência entre contas da Recorrente, conforme fls. 114/125. Quanto aos alegados empréstimos bancários e de terceiros, nenhum contrato de empréstimo foi apresentado pela Recorrente, tratandose, pois, de meras alegações. No que toca à aplicação da penalidade nos termos do inciso I do artigo 44 da Lei n° 9.430/96, também é de se manter a decisão de primeira instância, já que a falta de pagamento ou recolhimento é uma das hipóteses previstas no artigo citado, capaz de ensejar a aplicação das multas nele cominadas. Somese a isso que as alegações de infração aos princípios constitucionais, tais como ao princípio do nãoconfisco, não são capazes de afastar a penalidade combatida, já que não podem ser analisadas pelo julgador administrativo, conforme preconiza o enunciado da Súmula nº. 2 deste Conselho: Súmula CARF Nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária. A Recorrente também alega que é ilegal a utilização da taxa Selic como juros de mora. Sobre esse tema, aplicase a Súmula nº. 4 do CARF: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. É de se notar, a essa altura, que quanto aos demais impostos lançados (CSLL, PIS e COFINS), sendo esse lançamento decorrente da mesma infração tributária que motivou a autuação relativa ao IRPJ (lançamento principal), correta a aplicação de idêntica solução. Ressaltese, por fim, que, a apuração do PIS e da COFINS sob a sistemática nãocumulativa não é aplicável aos contribuintes optantes pelo regime tributário do Simples. Em relação à semestralidade do PIS, as legislações invocadas pela Recorrente ou não se aplicam às empresas optantes pelo Simples ou não se aplicam ao período autuado. Posto isso, voto por negar provimento ao recurso voluntário, para manter integralmente o auto de infração. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Fl. 1071DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por LEON ARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA Processo nº 10935.005800/200895 Acórdão n.º 1402001.093 S1C4T2 Fl. 8 8 Fl. 1072DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por LEON ARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por CARLOS PELA
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Numero do processo: 13524.000323/2009-82
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/2001 a 31/07/2003
INCONSTITUCIONALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições.
JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. APLICABILIDADE.
A cobrança de juros estava prevista em lei específica da Previdência Social, art. 34 da Lei n ° 8.212/1991, desse modo foi correta a aplicação do índice pela fiscalização federal. Para lançamentos posteriores à entrada em vigor da Medida Provisória n º 449, convertida na Lei n º 11.941, aplica-se o art. 35 da Lei n º 8.212 com a nova redação.
No sentido da aplicabilidade da taxa Selic, o Plenário do 2º Conselho de Contribuintes aprovou a Súmula de nº 3.
SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO - SAT. REGULAMENTAÇÃO.
Não ofende ao Princípio da Legalidade a regulamentação através de decreto do conceito de atividade preponderante e da fixação do grau de risco.
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2302-002.352
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso , nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liege Lacroix Thomasi - Presidente.
Adriana Sato - Relator.
EDITADO EM: 14/03/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Manoel Coelho Arruda Junior, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo Da Costa E Silva, Adriana Sato, Bianca Delgado Pinheiro
Nome do relator: ADRIANA SATO
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IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições. JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. APLICABILIDADE. A cobrança de juros estava prevista em lei específica da Previdência Social, art. 34 da Lei n ° 8.212/1991, desse modo foi correta a aplicação do índice pela fiscalização federal. Para lançamentos posteriores à entrada em vigor da Medida Provisória n º 449, convertida na Lei n º 11.941, aplicase o art. 35 da Lei n º 8.212 com a nova redação. No sentido da aplicabilidade da taxa Selic, o Plenário do 2º Conselho de Contribuintes aprovou a Súmula de nº 3. SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO SAT. REGULAMENTAÇÃO. Não ofende ao Princípio da Legalidade a regulamentação através de decreto do conceito de atividade preponderante e da fixação do grau de risco. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 52 4. 00 03 23 /2 00 9- 82 Fl. 813DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso , nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi Presidente. Adriana Sato Relator. EDITADO EM: 14/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Manoel Coelho Arruda Junior, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo Da Costa E Silva, Adriana Sato, Bianca Delgado Pinheiro Fl. 814DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13524.000323/200982 Acórdão n.º 2302002.352 S2C3T2 Fl. 814 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada em 21/07/2004, cuja ciência do Recorrente ocorreu em 27/07/2004 (fls.258). De acordo com o Relatório Fiscal de fls.122/131, a presente NFLD trata de débito relativo a contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados e autônomos ("Cota Patronal" e "Contribuição dos Segurados", sem retenção...), destinadas ao Fundo da Previdência Social — FPS (Art. 20; art. 30, I, "a" e "b" da Lei nº 8.212/91 combinado com o Decreto nº 3.048/99 e alterações posteriores), inclusive as destinadas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (SAT), não recolhidas em época própria, conforme demonstrativos em anexo, correspondentes ao período de 07/2001 a 07/2003, em conseqüência das diferenças encontradas entre as bases de cálculo levantadas pela fiscalização e as consideradas pelo município, em conformidade com o Artigo 33 da Lei nº 8.212/91, de 24.07.91. Ainda de acordo com o Relatório Fiscal, o débito originouse das diferenças encontradas entre as bases de cálculo levantadas pela fiscalização (salário constante dos resumos das folhas de pagamento apresentados sem a totalidade da remuneração; remuneração declarada em GFIP; e, de forma complementar, os pagamentos de salários e serviços constantes dos "Demonstrativos de Despesa") e as consideradas pelo município nos pagamentos das guias de recolhimento (GPS) ou nos créditos considerados (Guias da Câmara Municipal), em decorrência do município não ter apresentado as folhas de pagamento dos segurados contribuintes individuais (autônomos) que lhes prestaram serviços, assim como pelo fato de que os resumos das folhas de pagamento dos "segurados empregados" apresentados não contemplarem todas as remunerações, conforme registros contábeis específicos destas despesas, impossibilitando, assim, o levantamento integral das contribuições previdenciárias devidas pela via direta (cota patronal, incluindo o "Seguro de Acidente do Trabalho — SAT" e a contribuição dos segurados empregados), o que foi objeto da lavratura do Auto de Infração n°. AI35.527.2512, Código de Fundamentação Legal "38" (deixar de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições para a Seguridade Social...), com imposição de multa pecuniária em nome do dirigente municipal. Além dos resumos das folhas de pagamento dos segurados empregados apresentados sem a totalidade da remuneração, foram também solicitados e não apresentados, pelo município, os seguintes documentos: a) As folhas de pagamento referentes aos contribuintes individuais (prestadores de serviços autônomos); b) Os recibos de Aviso Prévio e Férias; c) Os recibos de Rescisão de Contrato de Trabalho; d) Os contratos de serviços de Cessão de Mão de Obra e Temporários; Fl. 815DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 e) Os contratos de Empreitada e Subempreitada; f) As guias de recolhimento referentes à retenção dos 11% das Notas Fiscais de Prestação de Serviços correspondentes às obras e/ou serviços prestados por terceiros (Pessoa Jurídica); g) Os Termos de Responsabilidade/Carteira de Vacinação; h) As Fichas de Salário Família, Salário Maternidade /Atestados Médicos; i) Discriminativo das despesas com Frete e Aluguel incluídas na conta 3131/Remuneração de Serviços Pessoais ou na conta de Prestação de Serviço Pessoa Física a partir da competência 05/96 e respectivos processos de pagamento; j) Demonstrativo com discriminação das parcelas incidentes de contribuição (mãodeobra) da conta 4110 (Obras e Instalações) e respectivos processos de pagamento. As contribuições apuradas nesta NFLD foram divididas nos seguintes levantamentos: Levantamento COB — Câmara obras e instalações: contribuições incidentes sobre o valor da mãodeobra, correspondente a 20% dos valores escriturados na conta "Obras e Instalações", de acordo com os "Demonstrativos de despesas" da Câmara de Vereadores do município de Itaeté. Levantamento CPG — Salário de contribuição Câmara pós GFIP — contribuições incidentes sobre a remuneração paga pela Câmara a segurados empregados e contribuintes individuais, e discriminada nos resumos da folha de pagamento apresentada. Levantamento FVG – Folha de vereadores, 01/99 em diante: Contribuições incidentes sobre a remuneração dos vereadores do município. Levantamento OBR – Obras e Instalações contribuições incidentes sobre o valor da mão de obra, correspondente a 20% dos valores escriturados na conta "Obras e Instalações", de acordo com os "Demonstrativos de despesas" da Prefeitura municipal de Itaetê. Levantamento CED – Cargos eletivos 1999 em diante Contribuições incidentes sobre a remuneração do Prefeito e do vice prefeito municipal. Levantamento SCD – Salário de contribuição de 1999 em diante – As contribuições inseridas neste levantamento incidem sobre a diferença entre os valores lançados nas contas de "pessoal civil" e "prestação de serviços pessoa física", apurados nos demonstrativos de despesas do município, e os valores da remuneração constante dos resumos de folha de pagamento e da GFIP apresentadas. Levantamento GP – GFIP Prefeitura – contribuições incidentes sobre a remuneração paga pelo município aos segurados empregados a seu serviço e declaradas em GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e informações A Previdência Social. Levantamento FPG – contribuições incidentes sobre a remuneração paga pelo município aos segurados empregados a seu serviço, apuradas com base nos resumos das folhas de pagamento apresentadas pelo município. Da remuneração constante nas folhas de pagamento, foram abatidos os valores declarados na GF1P na mesma competência, posto que a contribuição incidente sobre os valores declarados em GFIP foi incluída no levantamento GP. Fl. 816DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13524.000323/200982 Acórdão n.º 2302002.352 S2C3T2 Fl. 815 5 Levantamento DAL – neste levantamento são cobrados os juros devidos em razão de recolhimentos efetuados pelo contribuinte fora do prazo legal. O recorrente apresentou impugnação tempestiva (fls.258/272), e, às fls.273, os autos foram encaminhados a seção de análise de defesa de recursos. Às fls. 275/322 foi juntado o DADR, e, às fls.324/328 a DN que julgou o lançamento procedente em parte, com o seguinte dispositivo: ... 4.1.2—Considerando a presença de elementos capazes de modificar ou desconstituir o crédito; 4.1.3 Considerando a atribuição de competência prevista no art. .1°, e no Anexo I da PORTARIA MPS/SRP N° 004 de 10 de NOVEMBRO DE 2004; 4.2 JULGO PROCEDENTE EM PARTE o lançamento efetuado e decido: a) Rejeitar a preliminar de nulidade suscitada na impugnação; b) Indeferir o requerimento de prova pericial; c) Declarar o Contribuinte devedor do crédito previdenciário de R$ 1.30550247 (um milhão trezentos e cinco mil quinhentos e dois reais e quarenta e sete centavos), conforme Discriminativo Analítico do Débito Retificado – DADR, juntado às fls. 275 a 322. d) Recorrer de oficio desta decisão é chefia de divisão da unidade descentralizada da Secretaria da Receita Previdenciária em Salvador. Às fls.330 a Unidade Descentralizada – SRP – MPS –Salvador BA, devolveu os autos para que a DN exarada fosse adequada ao Manual de DN, no que tange a incluir no corpo da DN o despacho homologatório correspondente, inclusive para que o contribuinte tenha ciência de tal homologação. Às fls.338 o Chefe de Serviço de Analise de Defesas e Recursos sugeriu o encaminhamento à Chefia da Unidade Descentralizada da Receita Previdenciária em Salvador para a homologação, na forma do artigo 366, I do RPS. O recorrente foi cientificado da DN em 17/10/2006 e apresentou recurso voluntário, alegando em síntese: os fiscais realizaram fiscalização indireta (arbitramento) quando tinham elementos necessários para a fiscalização documental, incluindo no cálculo contribuições sociais incidentes sobre pagamentos efetuados a administradores, avulsos e autônomos; a competência para dizer se há prestador de serviços é da Justiça do Trabalho; Fl. 817DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 inconstitucionalidade do SAT; inconstitucionalidade da Selic; o Relatório Fiscal e a utilização do arbitramento tornam o lançamento nulo. Às fls.351/ foi juntada aos autos a DN 04.401.4/0452/2005 que julgou o lançamento procedente em parte – reforma da DN 04.422.4/0169/2004, com o seguinte dispositivo: Julgo PROCEDENTE EM PARTE o lançamento e DECIDO: a) Retificar o lançamento, excluindose as contribuições incidentes sobre a remuneração do Prefeito e do VicePrefeito Municipal, as quais encontrase incluídas no levantamento "CED—Cargos eletivos 1999 em diante"; b) Determinar o lançamento dos débitos excluídos da presente NFLD através da DN 04.422.4/169/2004 e constantes dos levantamentos COB—Câmara obras e instalações; CPG— Salário de Contribuição Câmara pós GFIP e GCGFIP Câmara, caso ainda persistam, em nome da Camara Municipal de Itaetê BA, nos termos da legislação vigente; c) Declarar o contribuinte devedor do crédito previdenciário no valor de R$ 1.250.420,89.(um.milhão,..duzentos e cinqüenta mil, quatrocentos e vinte reais e oitenta .e .nove. centavos) d) Recorrer de oficio, desta decisão, à autoridade superior, na forma do art. 366, inciso II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. O Recorrente foi cientificado da reforma da DN em 26/05/2009, não apresentou recurso voluntário e os autos foram encaminhados a este E. Conselho. É o Relatório. Fl. 818DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13524.000323/200982 Acórdão n.º 2302002.352 S2C3T2 Fl. 816 7 Voto Conselheiro Adriana Sato Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo a análise das questões suscitadas. No que tange a alegação da incorreta utilização do arbitramento haja vista que a fiscalização dispunha de elementos para a aferição direta dos valores devidos, temos explicito no Relatório Fiscal, em seu item 04, que todos os documentos solicitados através do Termo de Intimação para Apresentação de DocumentosTIAD, às fls. 118, não foram apresentados pelo Município. A base de cálculo de cada levantamento, o cálculo dos valores devidos em cada levantamento e competência , todos os recolhimentos efetuados pelo contribuinte e abatidos do valor final devido e os levantamentos e competências em que foram apropriados os recolhimentos anteriormente feitos encontramse devidamente discriminados nos relatórios anexos à NFLD, bem como todos os fundamentos legais que dão suporte ao levantamento, estão elencados no Relatório FLD Fundamentos Legais do Débito, As fls. 111 a 113; Ressalta que não há na presente NFLD a caracterização de trabalhadores como segurados empregados. A cobrança de juros estava prevista em lei específica da Previdência Social, art. 34 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito, desse modo foi correta a aplicação do índice pela fiscalização federal: Art.34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de CustódiaSELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Nesse sentido já se posicionou o STJ no Recurso Especial n ° 475904, publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CDA. VALIDADE. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 07/STJ. COBRANÇA DE JUROS. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. A averiguação do cumprimento dos requisitos essenciais de validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória, situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da Fl. 819DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 Súmula 07/STJ. No caso de execução de dívida fiscal, os juros possuem a função de compensar o Estado pelo tributo não recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não há confronto com o art. 161, § 1º, do CTN. A aplicação de tal Taxa já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da sua instituição, isto é, 1º/01/1996. (REsp 439256/MG). Recurso especial parcialmente conhecido, e na parte conhecida, desprovido. Para lançamentos realizados após a entrada em vigor da Medida Provisória nº 449, convertida na Lei n º 11.941, aplicamse os juros moratórios na forma do art. 35 da Lei n º 8.212 com a nova redação. Quanto à inconstitucionalidade apontada pela recorrente, não cabe tal análise na esfera administrativa. Não é de competência da autoridade administrativa a recusa ao cumprimento de norma supostamente inconstitucional. Toda lei presumese constitucional e, até que seja declarada sua inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário para tal declaração ou exame da matéria, deve o agente público, como executor da lei, respeitála. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições. De acordo com a Súmula n ° 2 aprovada pelo Conselho Pleno do 2º Conselho de Contribuintes não pode ser declarada a inconstitucionalidade de norma pela Administração. Súmula N ° 2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. No sentido da aplicabilidade da taxa Selic, o Plenário do 2º Conselho de Contribuintes aprovou a Súmula de n 3, nestas palavras: Súmula N º 3 É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic para títulos federais Quanto ao argumento da ilegalidade da cobrança da contribuição devida em ralação ao SAT – Seguro de Acidente de Trabalho. A exigência da contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente de riscos ambientais do trabalho é prevista no art. 22, II da Lei n ° 8.212/1991, alterada pela Lei n ° 9.732/1998, nestas palavras: Fl. 820DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13524.000323/200982 Acórdão n.º 2302002.352 S2C3T2 Fl. 817 9 Art.22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: (...) II para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11/12/98) a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave. Regulamenta o dispositivo acima transcrito o art. 202 do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999, com alterações posteriores, nestas palavras: Art.202. A contribuição da empresa, destinada ao financiamento da aposentadoria especial, nos termos dos arts. 64 a 70, e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho corresponde à aplicação dos seguintes percentuais, incidentes sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, no decorrer do mês, ao segurado empregado e trabalhador avulso: I um por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado leve; II dois por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado médio; ou III três por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado grave. § 1º As alíquotas constantes do caput serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais, respectivamente, se a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa ensejar a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição. § 2º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. Fl. 821DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 10 § 3º Considerase preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. § 4º A atividade econômica preponderante da empresa e os respectivos riscos de acidentes do trabalho compõem a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes Graus de Risco, prevista no Anexo V. § 5º O enquadramento no correspondente grau de risco é de responsabilidade da empresa, observada a sua atividade econômica preponderante e será feito mensalmente, cabendo ao Instituto Nacional do Seguro Social rever o autoenquadramento em qualquer tempo. § 6º Verificado erro no autoenquadramento, o Instituto Nacional do Seguro Social adotará as medidas necessárias à sua correção, orientando o responsável pela empresa em caso de recolhimento indevido e procedendo à notificação dos valores devidos. § 7º O disposto neste artigo não se aplica à pessoa física de que trata a alínea “a” do inciso V do caput do art. 9º. § 8º Quando se tratar de produtor rural pessoa jurídica que se dedique à produção rural e contribua nos moldes do inciso IV do caput do art. 201, a contribuição referida neste artigo corresponde a zero vírgula um por cento incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção. § 9º (Revogado pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99) § 10. Será devida contribuição adicional de doze, nove ou seis pontos percentuais, a cargo da cooperativa de produção, incidente sobre a remuneração paga, devida ou creditada ao cooperado filiado, na hipótese de exercício de atividade que autorize a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729/2003) § 11. Será devida contribuição adicional de nove, sete ou cinco pontos percentuais, a cargo da empresa tomadora de serviços de cooperado filiado a cooperativa de trabalho, incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, conforme a atividade exercida pelo cooperado permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729/2003) § 12. Para os fins do § 11, será emitida nota fiscal ou fatura de prestação de serviços específica para a atividade exercida pelo cooperado que permita a concessão de aposentadoria especial. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729/2003) Quanto ao Decreto 612/92 e posteriores alterações (Decretos 2.173/97 e 3.048/99), que, regulamentando a contribuição em causa, estabeleceram os conceitos de “atividade preponderante” e “grau de risco leve, médio ou grave”, repelese a argüição de contrariedade ao princípio da legalidade, uma vez que a lei fixou padrões e parâmetros, deixando para o regulamento a delimitação dos conceitos necessários à aplicação concreta da Fl. 822DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13524.000323/200982 Acórdão n.º 2302002.352 S2C3T2 Fl. 818 11 norma. Nesse sentido já decidiu o STF, no RE n ° 343.446SC, cujo relator foi o Min. Carlos Velloso, em 20.3.2003, cuja ementa transcrevo: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO: SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO SAT. LEI 7.787/89, ARTS. 3º E 4º; LEI 8.212/91, ART. 22, II, REDAÇÃO DA LEI 9.732/98. DECRETOS 612/92, 2.173/97 E 3.048/99. C.F., ARTIGO 195, § 4º; ART. 154, II; ART. 5º, II; ART. 150, I. I. Contribuição para o custeio do Seguro de Acidente do Trabalho SAT: Lei 7.787/89, art. 3º, II; Lei 8.212/91, art. 22, II: alegação no sentido de que são ofensivos ao art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Constituição Federal: improcedência. Desnecessidade de observância da técnica da competência residual da União, C.F., art. 154, I. Desnecessidade de lei complementar para a instituição da contribuição para o SAT. II. O art. 3º, II, da Lei 7.787/89, não é ofensivo ao princípio da igualdade, por isso que o art. 4º da mencionada Lei 7.787/89 cuidou de tratar desigualmente aos desiguais. III. As Leis 7.787/89, art. 3º, II, e 8.212/91, art. 22, II, definem, satisfatoriamente, todos os elementos capazes de fazer nascer a obrigação tributária válida. O fato de a lei deixar para o regulamento a complementação dos conceitos de "atividade preponderante" e "grau de risco leve, médio e grave", não implica ofensa ao princípio da legalidade genérica, C.F., art. 5º, II, e da legalidade tributária, C.F., art. 150, I. IV. Se o regulamento vai além do conteúdo da lei, a questão não é de inconstitucionalidade, mas de ilegalidade, matéria que não integra o contencioso constitucional. V. Recurso extraordinário não conhecido.” Assim, os conceitos de atividade preponderante, de risco de acidente de trabalho leve, médio ou grave; não precisariam estar definidos em lei, o Decreto é ato normativo suficiente para definição de tais conceitos, uma vez que tais conceitos são complementares e não essenciais na definição da exação. Por todo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Adriana Sato Relator Fl. 823DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 10983.908281/2009-24
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 11 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.398
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 08 28 1/ 20 09 -2 4 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908281/200924 Resolução nº 3801000.398 S3TE01 Fl. 3 2 Relatório Por meio de Declaração de Compensação apresentada eletronicamente, a requerente postula a compensação de débito de contribuição com crédito decorrente de pagamento a maior. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis/SC, nos termos de despacho decisório eletrônico não reconheceu o direto creditório e não homologou a compensação efetuada. Após ter sido cientificado dessa decisão, a interessada interpôs manifestação de inconformidade. A DRJ em Florianópolis (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade e não homologou a compensação. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário. Em face do bom direito da recorrente, o processo, em julgamento unânime, foi convertido em diligência para que a Delegacia de origem apurasse a correta composição da base de cálculo da contribuição com base na escrituração fiscal e contábil, segundo o conceito de faturamento adotado na Lei Complementar nº 70, de 1991, qual seja, a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Além disso, solicitouse que fosse informado se a recorrente havia proposto ação judicial com o mesmo objeto deste processo administrativo fiscal. A DRF de origem atendeu parcialmente o solicitado na Resolução. Após a realização da diligência fiscal, a autoridade fiscal arguiu que o prazo para apresentação do Recurso Voluntário transcorreu sem qualquer manifestação válida do contribuinte, devendo ser procedida a imediata cobrança dos débitos indevidamente compensados. Sustenta que houve um equívoco no encaminhamento anterior do processo ao CARF, visto que o recurso voluntário foi assinado pelo Sr. Maurício Alvarez Mateos, o qual não tem legitimidade para representar a interessada perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Outrossim, apurouse com fundamento na escrita fiscal e contábil a base de cálculo e o valor devido da contribuição para o período de apuração em discussão. Assim, os autos administrativos retornaram a esse colegiado para julgamento. É o relatório. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908281/200924 Resolução nº 3801000.398 S3TE01 Fl. 4 3 Voto O recurso é tempestivo, todavia não atende os demais pressupostos recursais, uma vez que seu conhecimento estará condicionado à regularização da representação processual, conforme será demonstrado. Como constatado pela autoridade fiscal que realizou a diligência fiscal, o signatário do recurso voluntário não comprovou ter poderes para representar a pessoa jurídica, todavia não se deve adotar como solução do litígio a preclusão temporal, ou seja, a declaração de revelia. Registrese que este relator, ao propor a conversão do julgamento em diligência, não atentou para o fato de que o recurso voluntário foi subscrito por advogado sem instrumento procuratório válido. O vício na representação processual não deve resultar na cobrança imediata dos débitos. O artigo 13 do Código de Processo Civil, inciso II, dispõe que: “Art. 13. Verificando a incapacidade processual ou a irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável para sanar o defeito. Não cumprindo o despacho dentro do prazo, se a providência couber: (...) II – ao réu, reputarseá revel.”(grifo nosso) Assim, ao receber o recurso voluntário, a autoridade preparadora deveria verificar se o representante legal era detentor de poderes para representar a interessada. Constatado o vício, a recorrente deveria ter sido intimada a regularizar a representação processual. Este procedimento não foi adotado e não pode trazer prejuízos à recorrente. Tenhase presente que o não conhecimento do recurso voluntário nos termos propostos pela autoridade fiscal implicaria em um enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional, pois resultaria na cobrança indevida de débito. A administração pública pauta principalmente pelos princípios da legalidade, moralidade e eficiência. De sorte que o presente processo deve retornar à Delegacia de origem para que, no prazo de quinze dias, seja dada à recorrente a possibilidade de regularizar a sua situação processual. Ademais, do exame dos documentos da diligência fiscal, verificase que a diligência não foi cumprida integralmente, pois a recorrente não foi devidamente cientificada de seu teor, em especial dos cálculos efetuados pela autoridade fiscal. A falta de intimação da diligência viola o princípio do devido processo legal e implica ofensa ao amplo direito de defesa administrativa, que é uma garantia individual e reconhecida constitucionalmente. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908281/200924 Resolução nº 3801000.398 S3TE01 Fl. 5 4 Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) intime à interessada no prazo de 15 (quinze) a regularizar a representação processual; b) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo acima. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 114DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13820.000347/2004-82
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESSUPOSTOS.
Inexistindo os pressupostos regimentais estabelecidos no art. 65 do RICARF, rejeitam-se os embargos de declaração.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 3403-001.932
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração.
[Assinado com certificado digital]
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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PRESSUPOSTOS. Inexistindo os pressupostos regimentais estabelecidos no art. 65 do RICARF, rejeitamse os embargos de declaração. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração. [Assinado com certificado digital] Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pelo Contribuinte ao Acórdão 3403001.459, de 20 março de 2012, por meio do qual o Colegiado, por maioria de votos, desproveu o recurso voluntário. Naquela assentada prevaleceu o entendimento de que antes do advento da lei nº 10.865/2004 a receita proveniente das vendas de veículos automotores estava sujeita à AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 0. 00 03 47 /2 00 4- 82 Fl. 260DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 24/03/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 incidência monofásica (Lei nº 10.485/2002) e, portanto, submetida ao regime cumulativo das contribuições ao PIS e Cofins por força dos artigos 1º, § 3º, IV das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003, combinado com o disposto no art. 8º, VII, “a” da Lei nº 10.637/2002 e do art. 10, VII, “a”, da Lei nº 10.833/2003. Em tempo hábil o contribuinte apresentou embargos de declaração, alegando a existência de omissões no acórdão recorrido em razão de que: 1) não teria sido analisada a aplicação dos artigos 5º, § 1º da Lei nº 10.637/2002 (PIS) e art. 6º, § 1º da Lei nº 10.833/2003 (Cofins), que tratam especificamente de hipóteses de exportação de produtos e reconhecem nesses casos, o direito de o contribuinte manter e aproveitar créditos decorrentes das etapas anteriores. Considerando que a Lei nº 10.485/2002 não disciplinou as receitas de exportação, é evidente a aplicação dos citados dispositivos; 2) somente foram aproveitados créditos relativos a insumos inseridos na sistemática da nãocumulatividade, ou seja, que não estavam sujeitos à alíquota zero da Lei nº 10.485/2002. O crédito só foi apurado e aproveitado em relação a insumos tributados pelo PIS e Cofins na etapa anterior à venda do veículo para o exterior; e 3) o acórdão embargado deixou de analisar que o crédito em discussão visa dar cumprimento ao art. 149, § 2º, I, da CF/88, que pretendeu desonerar as operações de exportação. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Relator ad hoc. Tendo em vista a aposentadoria da Conselheira Liduína Maria Alves Macambira, Redatora designada para o voto vencedor do acórdão embargado, passo a relatar os embargos de declaração. Os documentos anexados aos autos comprovam que o recurso foi manejado com a guarda do prazo regimental de cinco dias. A leitura do inteiro teor da decisão embargada revela que ela englobou implicitamente as três “omissões” alegadas. Vejamos. O voto condutor do acórdão embargado considerou que antes do advento da lei nº 10.865/2004 a receita proveniente das vendas de veículos automotores estava sujeita à incidência monofásica (Lei nº 10.485/2002) e, portanto, estava submetida ao regime cumulativo das contribuições ao PIS e Cofins por força da exclusão prevista nos artigos 1º, § 3º, IV das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003, combinado com o disposto no art. 8º, VII, “a” da Lei nº 10.637/2002 e do art. 10, VII, “a”, da Lei nº 10.833/2003. Ao citar expressamente os arts. 8º, VII, “a” da Lei nº 10.637/220 e 10, VII, “a” da Lei nº 10.833/2003, o acórdão deixou explícito que o contribuinte não tem direito ao crédito almejado, pois a redação desses dispositivos deixa bem claro que as receitas provenientes da venda de produtos sujeitos à incidência monofásica submetiamse, à época dos fatos, ao regime cumulativo não se lhes aplicando os artigos 1º a 6º da Lei nº 10.637/2002 e nem as artigos 1º a 8º da Lei nº 10.833/2003. Ora, dizer que os arts. 1º a 6º da Lei nº 10.637/2002 e 1º a 8º da Lei nº 10.833/2003 não são aplicáveis à receitas provenientes de operações com produtos sujeitos à incidência monofásica equivale a dizer que receitas submetidas ao regime cumulativo não dão Fl. 261DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 24/03/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 13820.000347/200482 Acórdão n.º 3403001.932 S3C4T3 Fl. 4 3 direito à apuração de crédito do regime nãocumulativo, ainda que as receitas sejam decorrentes de exportação. Assim, é óbvio que não houve “omissão” no julgado nem quanto à aplicabilidade dos artigos 5º, § 1º da Lei nº 10.637/2002 (PIS) e do art. 6º, § 1º da Lei nº 10.833/2003; nem quanto à natureza dos créditos aproveitados (o fato de os insumos não estarem sujeitos à alíquota zero); e, tampouco, quanto ao cumprimento do art. art. 149, § 2º, I, da CF/88, uma vez que o Colegiado decidiu que as receitas do contribuinte estavam sujeitas ao regime cumulativo, no qual nunca existiu direito de crédito. É pacífico o entendimento segundo o qual o julgador não está obrigado a decidir a lide da forma como foi colocada pelas partes e nem é obrigado a rebater ponto a ponto todas as teses da defesa, conforme já decidiu o STJ nos acórdãos cujas ementas transcrevese a seguir: “Processo RESP 361026 / PI ; RECURSO ESPECIAL 2001/01380451 Relator(a) Ministro CASTRO MEIRA (1125) Órgão Julgador T2 SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 02/02/2006 Data da Publicação/Fonte DJ 20.02.2006 p. 261 TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. CSSL. COMPENSAÇÃO DE RESULTADOS NEGATIVOS ANTERIORES A 1992 IMPOSSIBILIDADE LEGALIDADE DA INSTRUÇÃO NORMATIVA 90/92. 1. Ao Juiz cabe apreciar a lide de acordo com o seu livre convencimento, não estando obrigado a analisar todos os pontos suscitados pelas partes nem a rebater, um a um, todos os argumentos levantados nas razões ou nas contrarazões de recurso. Ausência de violação ao art. 535 do Código de Processo Civil. 2. "No STJ é firme o posicionamento no sentido de que não é possível ao contribuinte proceder à compensação de prejuízos anteriores ao exercício de 1992, inexistindo qualquer ilegalidade nas IN's 198/88 e 90/92 SRF" REsp 605.593/DF, Rel. Eliana Calmon, DJU 02.05.05 ). Súmula 83/STJ. 3. Recurso especial improvido.” (...) “RESP 677585 / RS ; RECURSO ESPECIAL 2004/01268898 Relator(a) Ministro LUIZ FUX (1122) Órgão Julgador T1 PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 06/12/2005 Data da Publicação/Fonte DJ 13.02.2006 p. 679 RECURSO ESPECIAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TUTELA ANTECIPADA. TRANSPORTADORAS DE VEÍCULOS. "CEGONHEIROS". INDÍCIOS DE ABUSO DE PODER ECONÔMICO E FORMAÇÃO DE CARTÉIS. 1. A violação do art. 535 do CPC ocorre quando há omissão, obscuridade ou contrariedade no acórdão recorrido. Inocorre o referido vício in procedendo posto não estar o juiz obrigado a tecer comentários exaustivos sobre todos os pontos alegados pela parte, mas antes, a analisar as questões relevantes para o deslinde da controvérsia. (....)” Inexistindo a obrigatoriedade de que sejam rebatidas ponto a ponto todas as alegações da defesa e tendo constado expressamente no acórdão embargado os dispositivos legais que determinam a sujeição das receitas provenientes de operações com produtos sujeitos Fl. 262DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 24/03/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 à incidência monofásica ao regime cumulativo, não há que se falar em omissão que renda ensejo aos embargos de declaração. Com essas considerações, voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração. Antonio Carlos Atulim Fl. 263DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 24/03/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000823/2006-67
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IRPJ - anos-calendário 2000, 2002, 2003, 2004
DECADÊNCIA TERMO INICIAL - Conforme decisão do STJ em Acórdão
submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), conta-se
do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado, nos casos em que constatado dolo, fraude ou simulação do contribuinte, ou ainda, mesmo nas ausências desses
vícios, nos casos em que não ocorreu o pagamento antecipado da exação e inexista declaração prévia do débito.
Numero da decisão: 9101-001.478
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: VALMIR SANDRI
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ementa_s : IRPJ - anos-calendário 2000, 2002, 2003, 2004 DECADÊNCIA TERMO INICIAL - Conforme decisão do STJ em Acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado, nos casos em que constatado dolo, fraude ou simulação do contribuinte, ou ainda, mesmo nas ausências desses vícios, nos casos em que não ocorreu o pagamento antecipado da exação e inexista declaração prévia do débito.
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IRPJ anoscalendário 2000, 2002, 2003, 2004 DECADÊNCIA TERMO INICIAL Conforme decisão do STJ em Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado, nos casos em que constatado dolo, fraude ou simulação do contribuinte, ou ainda, mesmo nas ausências desses vícios, nos casos em que não ocorreu o pagamento antecipado da exação e inexista declaração prévia do débito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Albertina Silva Santos de Lima (Suplente Convocada), José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, João Carlos de Lima Junior, Alberto Pinto Souza Junior, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva e Suzy Gomes Hoffmann. Fl. 872DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI 2 Relatório Na sessão plenária de 05 de março de 2008, a Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes julgou o Recurso n° 158.529 (voluntário e de ofício) e, por maioria de votos, acolheu a preliminar de decadência relativa a todos os fatos geradores do ano calendário de 2000, conforme Acórdão nº 10196.571. Inconformada, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial alegando contrariedade à lei. Houve Recurso Especial da contribuinte mas não foi dado seguimento (fls. 835 e seqts). Sem agravo. O Presidente da Câmara recorrida deu seguimento ao recurso. É o relatório no que interessa. Fl. 873DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 14041.000823/200667 Acórdão n.º 9101001.478 CSRFT1 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Valmir Sandri, Relator O recurso atende os pressupostos que o legitimam. Dele, portanto, tomo conhecimento. Conforme se depreende do sucinto relatório, o tema submetido ao Colegiado é o termo inicial para a contagem da decadência, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação. Segundo a decisão vergastada, tendo a ciência dos autos de infração ocorrido em novembro de 2006, para exigência de créditos tributários com fatos geradores ocorridos no anocalendário de 2000, estavam os mesmos fulminados pela decadência, eis que o prazo fatal seria 31 de dezembro de 2005. Observo, inicialmente, que o único motivo elencado pela decisão de primeira instância para não acolher a preliminar de decadência suscitada pelo contribuinte foi de que se trata de lançamento de ofício. A conferir: O lançamento foi de oficio (IRPJ), assim, o prazo é o do Inciso I do art. 173 do CTN — o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o imposto poderia ser lançado. Assim, o fato gerador de 31 de dezembro de 2000 (IRPJ), poderia ter sido lançado até 31/12/2006. Como a cientificação foi em 01/12/2006, não esta decaído. Quanto ao IRRF 02/12/2000 e 23/12/2000, ambos poderiam ter sido lançados ainda em 2000, assim, só poderiam ser lançado até 31/12/2005, portanto, ambos, estão decaídos. O voto condutor do acórdão recorrido discordou dessa fundamentação, contrapondo: Tem razão o Relator quando diz que o lançamento efetuado corresponde à modalidade de "lançamento de oficio". Efetivamente, qualquer que seja a modalidade de lançamento prevista na legislação específica de um determinado tributo — por declaração ou por homologação — constatado erro no crédito apurado, a administração exigirá a diferença mediante lançamento de oficio. Mas nada permite concluir, como fez o ilustre Relator, que, em se tratando de lançamento de oficio, a decadência se rege sempre pelo art. 173, I, do CTN. O lançamento de oficio para exigir crédito tributário decorrente de erros cometidos no lançamento original (qualquer que seja a modalidade prevista na legislação do tributo) ou para aplicação de penalidade por descumprimento de obrigação legal, só pode ser feito enquanto não transcorrido o prazo de decadência, que é de cinco anos. Porém o termo inicial para contagem desse prazo varia, conforme se trate de tributo sujeito a lançamento por declaração ou a lançamento por homologação. Fl. 874DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI 4 Afinal, concluiu que, por se tratar de tributo sujeito a lançamento por homologação, a regra aplicável é a do § 4º do art. 150 do CTN. E assentou: No caso concreto, não sendo hipótese de dolo, fraude ou simulação, a regra é a do art. 150. Por conseguinte, para os fatos geradores ocorridos no ano de 2000, o prazo fatal seria 31 de dezembro de 2005. Como o auto de infração foi lavrado em novembro de 2006, para os fatos geradores ocorridos em 2000, o lançamento está fulminado pela decadência. Essa decisão está coerente com a jurisprudência que, durante muitos anos, predominou neste CARF, segundo a qual em se tratando de lançamento por homologação, o que definia se o termo inicial para a contagem da decadência era a data da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º do CTN) ou o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado (art. 173, I do CTN) era a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Na presença desses vícios, o termo inicial, sem voz dissonante, era fixado pelo art. 173, I. A divergência que havia era apenas para os casos em que, não presente dolo, fraude ou simulação, não tivesse havido o pagamento antecipado. Nesses casos, havia uma corrente que afastava a aplicação do art. 150 e seu § 4º, deslocando o termo inicial para o art. 173. Com a alteração promovida pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010, que introduziu o art. 62A ao Regimento Interno do CARF, determinando que as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543 B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, essa questão não mais comporta discussões, eis que foi objeto de decisão do STJ na sistemática de recursos repetitivos, na apreciação do REsp nº 973.333SC, de relatoria do Ministro Luiz Fux, com a seguinte ementa: RECURSO ESPECIAL Nº 973.733 SC (2007/01769940) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS REPR. POR : PROCURADORIAGERAL FEDERAL PROCURADOR : MARINA CÂMARA ALBUQUERQUE E OUTRO(S) RECORRIDO : ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADOR : CARLOS ALBERTO PRESTES E OUTRO(S) EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, Fl. 875DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 14041.000823/200667 Acórdão n.º 9101001.478 CSRFT1 Fl. 3 5 DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS RTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi,"Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). (...) 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. A partir desse julgamento, dando comprimento ao art. 62A do Regimento, o termo inicial para a contagem do prazo fatal para a Fazenda promover o lançamento de ofício, nos casos de tributos que, por sua legislação específica, estejam sujeitos a lançamento por homologação, pode assim ser resumida: a) Na ocorrência de dolo, fraude ou simulação: primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado (art. 173, I, do CTN) b) Não sendo o caso de dolo, fraude ou simulação: b.1) Tendo havido pagamento (ou confissão em DCTF): data da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN) b.2) Não tendo havido pagamento (ou confissão em DCTF): primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado (art. 173, I, do CTN). Passo a examinar o caso concreto, para examinar se restou configurada a situação de “ausência de pagamento”, a deslocar o termo inicial para o art. 173. Fl. 876DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI 6 Os Autos de Infração integrantes deste processo originaramse de procedimento de Verificações Obrigatórias, do período de 01/01/2000 a 31/12/2005. Analisando as informações prestadas pela contribuinte e os dados disponíveis nos sistemas de informação desta Secretaria da Receita Federal SRF, a fiscalização afirma ter constatado insuficiência de recolhimentos dos seguintes tributos: (i) IRPJEstimativa; (ii) IRPJ Ajuste Anual; (iii) IRRF — Juros sobre o Capital Próprio; (iv) CSLLEstimativa e, (v) CSLL — Ajuste Anual. Em relação aos fatos geradores ocorridos no anocalendário de 2000, únicos alcançados pela declaração de decadência, só foram formalizadas exigências de IRPJAjuste anual e IRRF – Juros sobre o capital próprio. Em relação aos IRRF relativo a juros sobre o capital próprio, cuja decadência fora reconhecida pela primeira instância de julgamento (DRJ/RJ) e confirmada pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes na apreciação do recurso de ofício, o Termo de Constatação Fiscal registra: IRRF (juros s/capital próprio): 02/12/2000 — R$ 9.000,00; 23/12/2000 — R$ 9.300,00. Em relação aos valores acima apresentados a fiscalizada informou que em Outubro de 2000 efetuou recolhimento a maior a título de IRRFJSCP no montante de R$18.300,00 (escriturado RS 107.850,00 e recolhimento R$ 126.150,00), o qual foi compensado com as diferenças apuradas por esta fiscalização acima mencionadas (fls. 164 e 177)). No entanto, verificase a contribuinte DECLAROU em DCTF o débito de IRRFJSCP no valor de R$ 126.150,00 o qual foi devidamente recolhido por meio de DARF em 08/11/2000, conforme DCTF anexa à fls. 341 e tela Sistema SIEFFISCEL anexa à fls. 342. Dessa forma, NÃO há saldo de pagamento a maior a ser compensado. Ademais, salientase que à. época dos fatos, a compensação de tributos administrados por esta Secretaria da Receita Federal — SRF era normatizada pela IN SRF n° 21/1997. A DCTF era normatizada pela IN SRF n° 73/1996, que em seu art. 7°, inciso XI e art.7°, § 1°, abaixo transcritos, DETERMINAM que na DCTF relativa ao trimestre de competência DEVERÁ conter informações acerca das COMPENSAÇÕES efetuadas pelo contribuinte: Instrução Normativa SRF n° 73, de 19 de Dezembro de 1996. Art. 7º A DCTF deverá conter as seguintes informações, relativas ao trimestre de competência: XI compensações; § 1º No caso de compensação deverá ser informado o código da receita, a data do pagamento, o valor original da receita, Fl. 877DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 14041.000823/200667 Acórdão n.º 9101001.478 CSRFT1 Fl. 4 7 expresso em moeda da época, e o valor utilizado para compensação. § 2º No caso de compensação de tributos ou contribuições de espécies diferentes deverá ser indicado o número do correspondente ato autorizativo da Receita Federal. (grifos nossos) Assim, conforme DCTF's anexas às fls. 343 e 344 , verificase que a contribuinte NÃO informou a pretensa compensação alegada nos esclarecimentos acerca do Termo de Constatação Fiscal (fls. 164), declarando um valor diferente (a menor) do valor apurado em sua escrita contábil, conforme documentos de fls.326.” O “DEMONSTRATIVO DAS DIFERENÇAS APURADAS – VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS”, integrante do Termo de Constatação Fiscal, às fls. 69, explica: TRIBUTO: IRRF JUROS S/CAPITAL PRÓPRIO Período de apuração Valor escriturado pela PJ Valor recolhido ou declarado Diferença apurada 02/12/2000 R$ 104.550,00 R$ 95.550,00 R$ 9.000,00 23/12/2000 R$ 100.350,00 R$ 91.050,00 R$ 9.300,00 Portanto, em relação ao IRRF, não se configurou a hipótese “ausência de pagamento”, que daria ensejo ao deslocamento do termo inicial para o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, conforme entendimento do STJ. No que diz respeito ao IRPJAjuste Anual, consta do Termo de Constatação Fiscal: “ IRPJAjuste Anual: 31/12/2000 — R$ 916.873,93; (...) Esses valores foram apurados (planilha fls. 311) a partir do Lucro Real (LALUR — fls. 312 a 323)), levando em consideração as deduções declaradas pela fiscalizada nas respectivas DIPJ 's (fls. 350 a 391), e as deduções relativas às estimativas mensais efetivamente recolhidas/declaradas e registradas nas contas de ativo (antecipação IRPJ) da fiscalizada conforme demonstrativos anexos às fls. 329 a 340. (...) Fl. 878DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI 8 O valor lançado decorre basicamente de diferença entre o valor das estimativas informadas na DIPJ e o valor de estimativas pagas/contabilizadas apurado pela fiscalização, como a seguir demonstrado: Demonstrativo fiscal (fls. 311) DIPJ Lucro real 38.635.977,52 38.635.977,52 IR (15%) 5.795.396,63 5.795.396,63 Adicional (10%) 3.839.597,75 3.839.597,75 IR devido 9.634.994,38 9.634.994,38 Deduções DIPJ 202.706,30 202.706,30 Estimativas 8.515.414,15 9.414.854,11 IR a recolher 916.873,92 14.433,97 O “DEMONSTRATIVO DAS DIFERENÇAS APURADAS – VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS”, integrante do Termo de Constatação Fiscal, às fls. 69, explica: TRIBUTO: IRPJ – AJUSTE ANUAL Período de apuração Valor escriturado pela PJ Valor recolhido ou declarado Diferença apurada 31/12/2000 R$ 916.873,92 R$ 0,00 R$ 916.873,92 Em sua impugnação o contribuinte alegou que, ao lavrar o auto de infração, a fiscalização considerou tão somente os valores que foram efetivamente recolhidos por estimativa e as deduções declaradas nas suas DIPJ, sem verificar, todavia, os valores de IRPJ que foram depositados judicialmente nos autos da ação ordinária n° 97.0059325, que totalizam a quantia de R$ 893.892,94, bem como, que a fiscalização também não considerou, no cômputo dos valores, o montante correspondente a R$ 14.433,37, referente ao IRPJ apurado na declaração de ajuste (30/04/01), que foi regularmente recolhido em 05/06/01. O restante, no montante de R$ 8.547,02, alegou que estaria decaído. A decisão de primeira instância considerou os valores dos depósitos judiciais comprovados, reduzindo a diferença exigida. Esqueceuse, todavia, de se manifestar sobre o valor de R$ 14.433,97, apurado na DIPJ como diferença a recolher decorrente da declaração de ajuste, o qual foi efetivamente recolhido por DARF, conforme comprova o documento de fls. 536. Portanto, também em relação ao IRPJAjuste anual, não se configurou a hipótese “ausência de pagamento”, que daria ensejo ao deslocamento do termo inicial para o Fl. 879DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 14041.000823/200667 Acórdão n.º 9101001.478 CSRFT1 Fl. 5 9 primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, conforme entendimento do STJ, e a diferença remanescente está alcançada pela decadência. Pelas razões expostas, conheço do recurso da Fazenda Nacional, e negolhe provimento. Sala das Sessões, em 16 16 de agosto de 2012. (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Fl. 880DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por VALMIR SANDRI
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Numero do processo: 13749.001142/2008-58
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Sat Mar 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
CONTRIBUINTE QUE APRESENTA DECLARAÇÃO EM SEPARADO. ESPOSA. IMPOSSIBILIDADE DE FIGURAR COMO DEPENDENTE NA DECLARAÇÃO DO MARIDO.
No momento em que a esposa apresentou declaração em separado, jamais poderia figurar como dependente do marido auditado. A apresentação de declaração em separado pelos cônjuges é uma opção, em regra mais benéfica, que impede que eles figurem reciprocamente como dependentes nas declarações apresentadas.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-002.461
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso.
Assinado digitalmente
GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS - Relator e Presidente.
EDITADO EM: 26/02/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS - Relator e Presidente. EDITADO EM: 26/02/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
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ESPOSA. IMPOSSIBILIDADE DE FIGURAR COMO DEPENDENTE NA DECLARAÇÃO DO MARIDO. No momento em que a esposa apresentou declaração em separado, jamais poderia figurar como dependente do marido auditado. A apresentação de declaração em separado pelos cônjuges é uma opção, em regra mais benéfica, que impede que eles figurem reciprocamente como dependentes nas declarações apresentadas. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 26/02/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 9. 00 11 42 /2 00 8- 58 Fl. 40DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Relatório A partir da revisão da declaração de ajuste anual do contribuinte do ano calendário 2006, a fiscalização imputoulhe as seguintes infrações, consubstanciada em notificação de lançamento: · glosa da dependente Ana Maria Franca Volga, pois esta apresentou declaração anual em separado; · omissão de rendimentos recebidos por dependente de pessoa jurídica, no importe de R$ 9.410,77. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento. A 4ª Turma de Julgamento da DRJCampo Grande (MS), por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 0424.949, de 15 de junho de 2011 (fls. 19 e seguintes). A decisão acima considerou não impugnada a omissão de rendimentos e manteve a glosa de dependente, pois esta declarou em separado, impossibilitando figurar na declaração de rendimentos do autuado. O contribuinte foi intimado da decisão acima em 09/08/2011. Irresignado, interpôs recurso voluntário em 24/08/2011. No voluntário, o recorrente alega, em síntese, que sua exesposa Ana Maria França Volga era sua dependente de fato, concorrendo o varão para a economia doméstica dela, em valores muito superiores àqueles que foram deduzidos na declaração de ajuste auditada. Encontravase na época dos fatos geradores separado de fato (hoje com divórcio consensual já decretado), porém enfatiza que pagava despesa de sua exesposa, não sabendo que ela declarava em separado. Assim, devese restabelecer o vínculo de dependência perante o imposto de renda. É o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 09/08/2011, terçafeira, e interpôs o recurso voluntário em 24/08/2011, dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 08/09/2011, quintafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Neste ponto, é necessário discutir as figuras da declaração do imposto de renda em separado e em conjunto, para então, verificar a possibilidade da dedutibilidade da esposa, como dependente, na declaração do varão. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13749.001142/200858 Acórdão n.º 2102002.461 S2C1T2 Fl. 3 3 Na dicção do art. 7º do Decreto nº 3.000/99, cada cônjuge deverá incluir, em sua declaração, a totalidade dos rendimentos próprios e a metade dos rendimentos produzidos pelos bens comuns. Ainda, interpretando o alcance do art. 226, § 5º, da Constituição Federal, permitese que os rendimentos produzidos pelos bens comuns possam ser tributados, em sua totalidade, em nome de um dos cônjuges. Essa é a regra geral da declaração em separado. De outra banda, no art. 8º do Decreto nº 3.000/99, temse que os cônjuges poderão optar pela tributação em conjunto de seus rendimentos, inclusive quando provenientes de bens gravados com cláusula de incomunicabilidade ou inalienabilidade, da atividade rural e das pensões de que tiverem gozo privativo, podendo pleitear a dedução do valor a título de dependente relativo ao outro cônjuge. Essa é a regra geral da declaração em conjunto. No momento em que a Sra. Ana Maria França Volga apresentou declaração em separado, jamais poderia figurar como dependente do esposo auditado. A apresentação de declaração em separado pelos cônjuges é uma opção, em regra mais benéfica, que impede que eles figurem reciprocamente como dependentes nas declarações apresentadas. Ademais, deve se lembrar que, quando se declara alguém como dependente na declaração do imposto de renda, está o declarante obrigado a juntar ao monte tributável os rendimentos do referido dependente, o que não se tem notícia nestes autos. Assim, repisese, apresentadas as declarações em separados dos cônjuges, inviável a informação da dependência deles reciprocamente nas declarações. Indo mais além, devese atentar que o contribuinte afirmou que estava separado de fato da Sra. Ana Maria no anocalendário auditado. Ora, separado de fato, jamais poderia informála como dependente, pois somente os cônjuges e companheiros na vigência da sociedade conjugal podem ser dependentes um dos outros, como se vê na dicção legal abaixo: Art. 35 da Lei nº 9.250/95. Para efeito do disposto nos arts. 4º, inciso III, e 8º, inciso II, alínea c, poderão ser considerados como dependentes: I o cônjuge; II o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho; (...) Considerando que o direito tributário é um ramo do ordenamento voltado à concretude, ao que ocorre efetivamente no mundo da vida, não se pode acatar que pessoas separadas de fato, cujo liame jurídico é apenas formal, possam ser dependentes uma das outras no âmbito do imposto de renda. Nessa situação, para dedução de eventuais valores pagos por um excoabitante ao outro da base de cálculo do imposto de renda, necessária a competente decisão judicial em ação de alimentos, o que não ocorreu nestes autos. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Fl. 42DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 43DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 10166.005610/2002-31
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2001
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CSLL COM SALDO NEGATIVO DE IRPJ. ERRO DE FATO.
Comprovado nos autos o erro de fato ocorrido em preenchimento de Pedido de Compensação, deve ser aceita a sua retificação, ainda que a solicitação de retificação não tenha observado o procedimento para isso previsto.
Numero da decisão: 1301-001.104
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(documento assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS
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CSLL COM SALDO NEGATIVO DE IRPJ. ERRO DE FATO. Comprovado nos autos o erro de fato ocorrido em preenchimento de Pedido de Compensação, deve ser aceita a sua retificação, ainda que a solicitação de retificação não tenha observado o procedimento para isso previsto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Presidente. (documento assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 56 10 /2 00 2- 31 Fl. 612DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 04/ 01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 08/01/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA 2 Relatório Trata o presente processo de Pedido de Compensação (fls. 1 a 4), relativo a débitos de CSLL do 4o. trimestre/2001 com créditos de imposto de renda na fonte, ano calendário de 2001 (retenções por órgãos públicos e demais pessoas jurídicas sobre o faturamento). A interessada contesta a não homologação pela DRF de origem da compensação pleiteada basicamente sob o argumento de que trata de Saldo Negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (SNIRPJ) e não de créditos de retenções sobre o faturamento conforme equivocadamente constou do pedido. A autoridade julgadora de primeira instância (DRJ/Brasília) decidiu a matéria por meio do Acórdão 0318.586, de 25/09/2006 (fls. 190), indeferindo a manifestação de inconformidade, tendo sido lavrada a seguinte ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Ano Calendário: 2001 Compensação. Imposto de Renda Retido na Fonte. Impossibilidade com Tributos e Contribuições de Diferentes espécies. O imposto de renda retido na fonteIRRF, incidente na prestação de serviços, é considerado antecipação e pode ser deduzido daquele apurado no trimestre, ou em períodos subseqüentes, quando seu montante for superior ao devido, sendo incabível sua compensação diretamente com tributos e contribuições de diferentes espécies. É o relatório. Passo ao voto. Fl. 613DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 04/ 01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 08/01/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA Processo nº 10166.005610/200231 Acórdão n.º 1301001.104 S1C3T1 Fl. 6 3 Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas O recurso voluntário é tempestivo e assente em lei. Dele conheço. Constatase do relatório que a lide diz respeito ao indeferimento do pedido de compensação, débitos no valor de R$ 76.188,04 de CSLL referente 4o. trimestre/2001, inicialmente, com créditos de imposto de renda na fonte, ano calendário de 2001 (retenções por órgãos públicos e demais pessoas jurídicas sobre o faturamento); posteriormente alega a interessada se tratar, na realidade, de SNIRPJ apurado no ano calendário de 1998. Em sessão de 04/03/2008, resolvem os membros da 5a. Câmara do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes, converter o julgamento em diligência (Resolução 105 1.373, fl. 365), nos seguintes termos: “Como os alegados saldos negativos de IRPJ e as compensações apenas surgem nas retificadoras da DIPJ e DCTF’s, respectivamente, tornase necessário converter o julgamento em diligencia para que a autoridade responsável verifique a veracidade das informações prestadas nas retificadoras.” Em resposta à solicitação de diligência a fiscalização afirmou: “Há de se observar que a contribuinte ao efetuar as retificações em DCTF e DIPJ e informar que o crédito se refere, na verdade, a Saldo Negativo de IRPJ do ano calendário 1998 e não às retenções de Imposto de Renda Retido na Fonte ("Retenções s/Faturamento") no anocalendário de 2001, pode ser considerado como uma forma de se retificar declaração de compensação após ciência de seu despacho decisório, o que não é permitido, visto que a declaração de compensação somente poderia ser retificada caso se encontrasse pendente de decisão administrativa. Feitas as considerações passemos a verificação dos dados contidos nas declarações retificadoras da DCTF do 4° trimestre/2001 (fls. 291 a 314) e da DIPJ/1999 (fls. 227 a 290), atualmente válidas, transmitidas respectivamente em 07/12/2005 e 30/11/2005. Na DCTF (retificadora) do 4° trimestre/2001 consta que a compensação solicitada neste, processo é de débito de CSLL, código de receita 6012, período.de apuração do 4o. trimestre de 2001, no valor de R$ 76.188,04, com crédito de saldo negativo de IRPJ anocalendário 1998 (fl. 308). Na DIPJ/1999 (anocalendário/1998) consta o saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 185.148,72 (fl.,243). Em relação a validação desse montante, cabe ressaltar que essa análise já foi efetuada por esta Delegacia conforme Fl. 614DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 04/ 01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 08/01/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA 4 Despacho Decisório/DRF/BSB/Diort extraído do processo administrativo n° 10166.016811/200182 (fls. 562 a 573): No referido despacho foi proferida decisão reconhecendo o montante de R$ 80.953,61 como saldo negativo do anocalendário/1998 (fl. 567), entretanto, inconformada com tal decisão, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade à Delegacia de Julgamento em Brasília DRJ/BSB, que em Acórdão n° 0320324 da 4a. Turma (fls. 574 a 577), decidiu por restabelecer o saldo negativo do imposto apurado na linha 17 da Ficha 13 da DIPJ/1999 no valor de R$ 185.148,72 (fl. 577). Assim, reconheceuse o montante de R$ 185.148,72 como saldo negativo de IRPJ do anocalendário 1998. Diante disso, verificouse possíveis declarações de compensações ou auto compensações informadas, em DCTF que utilizassem como crédito saldo negativo de IRPJ do anocalendário 1998, constatandose o que segue: Em 19/12/2001, protocolou o processo de n° 10166.016811/200182, no qual solicita a compensação de débito de estimativa, de CSLL referente a fevereiro de 2000 no valor de R$ 8.198,95, com crédito de saldo negativo do anocalendário/1998. Tal compensação foi homologada conforme Despacho Decisório/DRF/BSB/Diort de 08/11/2006 (fls. 562 a 567). Em 07/05/2002, protocolou o processo de n° 10166.005609/200214 (que também está sendo objeto de diligência) compensando débitos de CSLL, 1o. Trimestre de 2002, no valor de R$ 62.585,95, com crédito de saldo negativo do anocalendário 1998. Ainda na mesma data, protocolou o presente processo de n° 10166.005610/200231, compensando débitos de CSLL, no valor de R$ 76.188,04, 4o. Trimestre de 2001, com crédito de saldo negativo do ano calendário/1998. Quanto às autocompensações informadas em DCTF, a contribuinte efetuou em DCTFs retificadoras, utilizandose de crédito de saldo negativo de IRPJ/1998, compensação de débitos de IRPJ (código de receita 0220), referentes ao período de apuração 4o. Trimestre 2001, no valor de R$ 97.297,83 (fl. 578) e ao período de apuração 1o. Trimestre de 2002, no valor de R$ 41.242,51 (fl. 579) e, ainda, débito de IRRF, período de apuração 1a. semana de Abril de 2002, no montante de R$ 15.000,00 (fl 580). Assim, considerando as compensações efetuadas em DCTF e as declarações de compensação mediante processos administrativos n°s 10166.016811/200182 e 10166.005610/200231, o valor do saldo negativo de IRPJ de 1998, utilizado como crédito nessas compensações, foi inserido no Sistema de Apoio Operacional (SAPO) para que fosse feito o demonstrativo de compensação e verificouse que ele é suficiente para compensar integralmente o débito indicado na compensação à fl.01 ( fls. 582 a 585). Concluída a diligência, proponho: a) que seja dada ciência deste documento à contribuinte, encaminhando também cópia dos demonstrativos de fls. 582 a 585; Fl. 615DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 04/ 01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 08/01/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA Processo nº 10166.005610/200231 Acórdão n.º 1301001.104 S1C3T1 Fl. 7 5 b) que reabrase o prazo de 30 (trinta) dias, contados da ciência deste relatório fiscal de diligência, para que a contribuinte, se for do seu interesse, apresente contestação ao presente relatório. c) após o prazo citado acima, que seja encaminhado os autos à Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, a fim de que seja dada continuidade ao julgamento do Recurso Voluntário n° 155.548.” Analisando o caso concreto, entendo que errar faz parte da natureza humana e, não se pode ter por consentâneo com o nosso ordenamento jurídico que meros equívocos possam transformarse em penalidades ou exigências fiscais. Assim, mesmo diante de comandos legais no sentido de que a retificação de declarações somente seja permitida antes de certo marco processual, este comando há de ser sopesado frente aos pressupostos da legalidade objetiva e da verdade material. Se comprovado o erro de fato, não se pode atribuir a falta de observância do procedimento para retificação da declaração relevância tal que resulte em pagamento de imposto que não seria devido, ou em perda de direito de crédito que se afigure a priori legitimo. Por outro lado, é imperioso que a prova de que se trata de simples engano ou falha humana seja feita de forma absolutamente convincente, com base em indícios veementes, tendo, outrossim, livre a convicção do julgador. Consta dos autos criteriosa análise da autoridade fiscal diligenciante que confirma o saldo negativo pleiteado na compensação, mediante as provas carreadas aos autos, bem como, todas as retenções de imposto de renda na fonte relacionadas na declaração de compensação, das quais justamente se origina o saldo negativo em questão e, que correspondem exatamente àquelas relacionadas nesta mesma DIPJ retificadora. Destarte, em que pese ter ocorrido as retificações das declarações após ciência do Despacho Decisório o direito creditório, no caso, restou líquido e certo. Ante o exposto, considerando o erro material contido no Pedido de Compensação de fl. 01, voto por dar provimento integral ao recurso. (Documento assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 616DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 04/ 01/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 08/01/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA
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Numero do processo: 10469.904113/2009-89
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.155
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1934; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10469.904113/200989 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1802000.155 – 2ª Turma Especial Data 05 de março de 2013 Assunto CSLL/PERDCOMP Recorrente PAR ENGENHARIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório. Por economia processual e considerar pertinente, adoto o Relatório da decisão recorrida (fls.22/23) que a seguir transcrevo: A interessada acima qualificada apresentou PER/Dcomp — Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação, fls. 12 a 15, em 29/04/2005, relativamente ao pretenso crédito originário de pagamento indevido ou a maior no código de receita 2372 — CSLL com débitos de sua responsabilidade, conforme fl. 02. 2. Por meio do Despacho Decisório Eletrônico, fl. 02, a Autoridade Competente decidiu por NÃO HOMOLOGAR a compensação, fundamentandose no fato de o DARF informado no PER/Dcomp já ter sido utilizado integralmente para quitar débitos da contribuinte, não RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 69 .9 04 11 3/ 20 09 -8 9 Fl. 178DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.904113/200989 Resolução nº 1802000.155 S1TE02 Fl. 3 2 restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/Dcomp objeto do presente processo. 3. Cientificada do Despacho Decisório de fl. 02, em 03/06/2009, conforme fl. 16, consta manifestação de inconformidade apresentada em 29/06/2009, consoante fl. 17, na qual alega que: 3.1. "No 3º trimestre de 2003 e demais trimestres de 2004, a empresa calculou a sua CSLL equivocadamente com alíquota de 32% quando seria com 12% por se tratar de Construção Civil, onde as receitas são relativas a contratos de empreitada que abrange tanto mãodeobra quanto o fornecimento de materiais"; 3.2. ao recalcular este imposto, "verificou o engano e o crédito de imposto a ser compensado, sendo feitas as PER/DCOMP de número porém, não foram retificadas a tempo as Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF, como também as DIPJ 2004 e 2005", sendo este o motivo pelo qual a Receita Federal do Brasil não constatou a existência de crédito, não homologando a compensação declarada; 3.3. para corrigir a situação foram feitas retificações nas DCTF e D1PJ para demonstrar o seu direito de compensar o valor; 3.4. aproveita para declarar que ao analisar as PER/Dcomp que cita encontrou dois equívocos, a saber, na PER/Dcomp 0688.98049.290405.1.3.042360, o valor original do crédito inicial correto é de R$ 4.899,15 e não R$ 846,22 como consta na PER/Dcomp, e na PER/Dcomp 01219.21104.290405.13.049772 o valor original do crédito inicial é de R$ 2.193,57 e não o de R$ 2.043,60. A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Recife/PE) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1134.904, de 15 de setembro de 2011 (fls.21/27), cientificado ao interessado em 08/11/2011. A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.21): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO LÍQUIDO CSLL Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 LUCRO PRESUMIDO. BASE DE CALCULO. PERCENTUAL. CONSTRUÇÃO CIVIL. A partir de setembro de 2003, o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta para apuração da base de cálculo do lucro presumido na atividade de prestação de serviço de construção por empreitada é de 32% quando houver emprego unicamente de mãodeobra, ou de 12% quando houver emprego de materiais, em qualquer quantidade, incorporados à obra. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 Fl. 179DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.904113/200989 Resolução nº 1802000.155 S1TE02 Fl. 4 3 DCOMP. ERRO DE FATO EM DCTF. NÃO COMPROVAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não comprovado o erro de fato no preenchimento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, com base em documentos hábeis e idôneos, não há que se acatar a retificadora para fins de comprovar a liquidez e certeza do crédito oferecido para a compensação com os débitos indicados na PER/DCOMP eletrônica. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 PROVAS. As provas devem ser apresentadas na forma e no tempo previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 07/12/2011, no qual transcreve trechos da decisão recorrida para demonstrar que a negativa ao crédito se deu em virtude de a empresa não ter anexado os documentos comprobatórios do direito ao crédito, quais sejam: Contrato de prestação de serviços, mencionando que os materiais aplicados são de responsabilidade da contratada, notas fiscais de compra de material e o livro de registro de entrada de notas fiscais e escrituração fiscal destes documentos. Argumenta que, ciente de seu direito creditório está apresentando as cópias dos contratos de empreitada, notas fiscais de compra de material e o livro de registro de entrada de notas fiscais do período a que se refere a compensação. Alega que, com a anexação dos documentos e livros fiscais que comprovam o direito da empresa em compensar recolhimentos feitos indevidamente, está atendendo a todos os requisitos e suprindo todas as falhas e erros cometidos no desenrolar do processo. Assim, requer seja julgado procedente o pedido de homologação da compensação em lide. É o relatório. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.904113/200989 Resolução nº 1802000.155 S1TE02 Fl. 5 4 Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo. Dele conheço. O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 06886.98049.290405.1.3.042360 (fls.12/15), transmitido em 29/04/2005, em que a contribuinte pretende compensar débito de CSLL: R$ 922,97, código 2372, relativo ao 1° trimestre de 2005, com a utilização de crédito no valor de R$ 846,22, decorrente de pagamento indevido ou a maior de CSLL (DARF: código – 2372; Período de Apuração: 30/06/2004; Data de Arrecadação: 28/07/2004, Valor: R$ 7.478,33). Consta do mencionado PER/DCOMP (fl.04) que o crédito inicial foi informado em PERDCOMP Inicial: nº 28492.98237.150405.1.3.043709 e o “Crédito Original na Data da Transmissão” para a compensação de que trata os presentes autos é no valor de R$ 846,22. O PERDCOMP Inicial: nº 28492.98237.150405.1.3.043709 encontrase sob análise no processo nº 10469.903391/200919 e se refere a crédito de suposto pagamento a maior relativo ao mesmo DARF: código – 2372; Período de Apuração: 30/06/2004; Data de Arrecadação: 28/07/2004, Valor: R$ 7.478,33. Desse modo, fazse mister que sejam encaminhados os autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Natal/RN para a diligência conjunta com a realizada nos autos do processo nº 10469.903391/200919, tendo em vista o total do crédito relativo a CSLL do mesmo período de apuração (30/06/2004). É como voto. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10680.012910/2001-76
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto de Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1998 a 2000
IRPF - VEREADOR - VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE “AUXÍLIO - ENCARGOS GERAIS DE GABINETE” E DE “AUXÍLIO- HOSPEDAGEM” - CRÉDITO TRIBUTÁRIO INSUBSISTENTE.
Os valores recebidos por parlamentares a título de “verbas de gabinete”, que não correspondam a despesas efetivamente incorridas no exercício dos mandatos por eles exercidos, representam aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda, como produto do trabalho, tal qual previsto no artigo 43, inciso I, do CTN. O fato gerador do imposto sobre a renda ocorre, apenas, em relação à diferença entre as importâncias pagas pela Assembléia Legislativa e aquelas efetivamente gastas pelos deputados nas despesas para as quais foram criadas. A matéria tributável não pode ser representada pela totalidade desses numerários, sob pena de afronta, inclusive, ao princípio constitucional da capacidade contributiva. Lançamento em desacordo, também, com o artigo 142 do CTN.
Ademais, a jurisprudência deste Colegiado é firme no sentido de que “Os valores recebidos pelos parlamentares, a título de verba de gabinete, necessários ao exercício da atividade parlamentar, não se incluem no conceito de renda por se constituírem em recursos para o trabalho e não pelo trabalho. A premissa exposta no item anterior não se aplica nos casos em que a fiscalização apurar que o parlamentar utilizou ditos recursos em benefício próprio não relacionado à atividade parlamentar.”
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.337
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: GUSTAVO LIAN HADDAD
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Os valores recebidos por parlamentares a título de “verbas de gabinete”, que não correspondam a despesas efetivamente incorridas no exercício dos mandatos por eles exercidos, representam aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda, como produto do trabalho, tal qual previsto no artigo 43, inciso I, do CTN. O fato gerador do imposto sobre a renda ocorre, apenas, em relação à diferença entre as importâncias pagas pela Assembléia Legislativa e aquelas efetivamente gastas pelos deputados nas despesas para as quais foram criadas. A matéria tributável não pode ser representada pela totalidade desses numerários, sob pena de afronta, inclusive, ao princípio constitucional da capacidade contributiva. Lançamento em desacordo, também, com o artigo 142 do CTN. 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Fl. 1509DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 2 (Assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Relator EDITADO EM: 26/09/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Pedro Anan Junior, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em face de André Quintão Silva foi lavrado o auto de infração de fls. 09/10, objetivando a exigência de Imposto de Renda Pessoa Física em decorrência da identificação, pela autoridade fiscal, da omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício recebidos da Câmara Municial da Belo Horizonte a título de “AuxílioEncargos Gerais de Gabinete e Auxílio Hospedagem”, relativamente aos exercícios de 1998 a 2000. A Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuinte, ao apreciar o recurso voluntário interposto pelo contribuinte, exarou o acórdão n° 10422.665, que se encontra às fls. 837/846 e cuja ementa é a seguinte: “IRPF AJUDA DE GABINETE Os valores recebidos a titulo de Ajuda de Gabinete, sujeitos â comprovação dos dispêndios e â devolução do montante não consumido, não se enquadram no conceito de renda e, portanto, não são alcançados pela tributação.” Recurso provido.” A anotação do resultado do julgamento indica que a Câmara, por unanimidade, deu provimento ao recurso. Intimado do acórdão em 01/07/2008 (fls. 847), a Fazenda Nacional interpôs o recurso especial de fls. 850/854, em que sustenta divergência entre o v. acórdão, que analisando os rendimentos recebidos a título de auxílioencargos gerais de gabinete entendeu que seriam tributáveis, e o entendimento consolidado em acórdão desta C. Câmara Superior de Recursos Fiscais. Ao Recurso Especial foi negado seguimento, conforme Despacho nº 104 609/2008, de 26/12/2008 (fls. 858/861). Intimada do Despacho em 16/01/2009, a Fazenda Nacional interpôs Agravo contra a decisão que negou seguimento na mesma data. Fl. 1510DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 10680.012910/200176 Acórdão n.º 920202.337 CSRFT2 Fl. 2 3 O Agravo foi acolhido e foi dado seguimento ao Recurso Especial por meio do Despacho nº 21000064/2010, de 17/05/2010 (fls. 872/873) Intimada sobre a admissão do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, o contribuinte apresentou as contrarrazões de fls. 881/892. É o Relatório. Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad, Relator O recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional preenche os requisitos de admissibilidade. Dele conheço. No mérito a questão é bastante conhecida deste E. Colegiado, qual seja a incidência ou não de imposto sobre a renda de pessoa física sobre os valores recebidos por parlamentares a título de auxíliogabinete. Já me manifestei em diversas julgados anteriores, tanto na segunda instância quanto nesta instância especial, que essas verbas, salvo nos casos em que há a efetiva comprovação de sua utilização, devem ser consideradas como rendimentos tributáveis dos contribuintes. No presente caso, outra não foi a decisão proferida pela Câmara de origem que, examinando as diversas provas documentais, entendeu como efetivamente comprovada a utilização dessas verbas na execução da atividade parlamentar. Nesse sentido, peço vênia para transcrever, abaixo, trecho do voto condutor proferido pelo I. Conselheiro Remis Almeida Estol (fls. 844), que adoto como fundamentação no presente voto: “Inclusive, como elencado no relatorio, o contribuinte trouxe aos autos os processos administrativos de prestacao de contas da Camara de Vereadores, relativas aos anos de 1997 (julho a dezembro, fls. 221/384), 1998 (fls. 385/677) e 1999 (fls. 678/825), demonstrando claramente a prestacao de contas e devolucao de eventuais saldos nao utilizados. Portanto, a chamada Verba de Gabinete nem se enquadra no conceito de renda, como aquisicao (obtencao, passar a ter, beneficiarse) de disponibilidade economica ou juridica. Sao, ao contrario, rendimentos de terceiros, beneficiarios finais, e nao do recebedor/prestador de contas das aplicacoes, nao havendo, portanto, qualquer previsao legal para tributacao.” Por outro lado, ressalto que nos demais casos em que se discutiu se as verbas recebidas por parlamentares a título de auxíliogabinete, quando vinculados ao custeio de atividades parlamentares, seriam ou não rendimentos tributáveis, tenho restado como único voto vencido a exigir a efetiva comprovação da utilização das verbas. Fl. 1511DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 4 Nesse sentido, em atenção aos princípios da moralidade, efetividade e eficiência da administração pública (Art. 37 da Constituição Federal), passei a adotar, com ressalva da minha opinião pessoal, o entendimento da maioria deste Colegiado muito bem exposto no voto do I. Conselheiro Gonçalo Bonet Allage, constante do acórdão nº 9202 01.000, da sessão de 17/08/2010, in verbis: “O contribuinte pleiteia o cancelamento do lançamento, sob o fundamento de que os valores recebidos da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP a título de “Auxílio – Encargos de Gabinete de Deputado” e de “Auxílio Hospedagem” não estão sujeitos à incidência do imposto de renda. Passase, então, à análise do recurso interposto pelo autuado. Pois bem, o contribuinte, na qualidade de deputado estadual em São Paulo (SP) no período compreendido entre maio de 1997 e dezembro de 1998, recebera valores da Assembléia Legislativa daquele Estado a título de “Auxílio – Encargos de Gabinete de Deputado” e de “AuxílioHospedagem”. Como não comprovou o oferecimento dessas verbas à tributação, embora intimado para tanto, a autoridade lançadora entendeu estar configurada a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes do trabalho com vínculo empregatício, posição que restou endossada pela r. decisão recorrida. Tais verbas foram instituídas pela Resolução n° 783/97, da ALESP, em cujo artigo 11 consta o seguinte: Art. 11. Ficam instituídos o AuxílioEncargos Gerais de Gabinete de Deputado e o AuxílioHospedagem, devidos mensalmente, correspondentes a 1.250 (hum mil duzentos e cinqüenta) UFESPs, destinados a cobrir gastos com o funcionamento e manutenção dos Gabinetes, previstos nos artigos 1°, inciso I, alínea “I” e 8°, da Resolução n° 776/96, com hospedagem e demais despesas inerentes ao pleno exercício das atividades parlamentares. Por sua vez, o artigo 1°, inciso I, alínea “I” e o artigo 8°, ambos da Resolução n° 776/96, da ALESP, assim estabeleciam: Art. 1°. A estrutura administrativa da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo fica assim constituída: I – da Mesa e das Representações Partidárias: (...) I – Gabinete de Deputado; Art. 8°. Aos Gabinetes de Deputados, unidades subordinadas aos respectivos titulares, compete: I – prestar assessoria e assistência técnica nas matérias relacionadas à atividade parlamentar; II – representar o respectivo titular nos eventos e ocasiões por ele determinadas; Fl. 1512DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 10680.012910/200176 Acórdão n.º 920202.337 CSRFT2 Fl. 3 5 III – acompanhar a tramitação de proposições de interesse do deputado; IV – providenciar sobre o expediente e as audiências do Deputado, além de outras atribuições correlatas. Relevante transcrever, também, a seguinte passagem contida em ofício encaminhado pela Secretaria Geral de Administração da Assembléia Legislativa de São Paulo para o Senhor Superintendente da Secretaria da Receita Federal da 8ª Região Fiscal (fls. 0708): Sirvome do presente para, mais uma vez, tratar dos procedimentos fiscais que cuidam do recebimento do “AuxílioEncargos Gerais de Gabinete e Auxílio Hospedagem”, pelos senhores parlamentar com assento na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Como anteriormente dito no ofício SGA n° 076/2001, a partir de maio de 1997, os Gabinetes dos Deputados, no exercício de seus mandatos nesta Assembléia, passaram a contar, em substituição ao fornecimento de materiais e serviços disponibilizados pela Administração do Legislativo, com as verbas em questão, de valor mensal correspondente a 1.250 UFESP´S (um mil, duzentos e cinqüenta unidades fiscais do Estado de São Paulo). (Grifei) Podese perceber, que até abril de 1997, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo fornecia aos seus deputados materiais e outros serviços não especificados e, a partir de maio de 1997, o fornecimento de tais materiais e serviços foi substituído pelo pagamento aos parlamentares das verbas denominadas “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e “AuxílioHospedagem”, no valor equivalente a 1.250 UFESP. O trabalho da autoridade fiscal, no caso, resumiuse em intimar o contribuinte para que informasse se havia oferecido à tributação os valores em referência, comprovando tal situação (fls. 1617). Como o então fiscalizado não produziu esta prova, prontamente restou lavrado o lançamento de ofício por omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, sem que a autoridade lançadora tentasse, ao menos, obter informações ou comprovações das despesas efetivamente realizadas pelo parlamentar como contraposição das verbas pagas a ele pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. A jurisprudência do extinto e Egrégio Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, inclusive da Câmara Superior de Recursos Fiscais, era no sentido de que as verbas destinadas às despesas de gabinete parlamentar não se sujeitam à incidência do imposto sobre a renda, desde que estejam comprovadas ou haja uma prestação de contas. Fl. 1513DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 6 Tal posicionamento pode ser ilustrado através da transcrição das ementas dos seguintes acórdãos: VERBA DE GABINETE – Valores recebidos sob a rubrica “verba de gabinete”, destinados à aquisição de material de gabinete, passagens, assistência social e outras correlatas à atividade de gabinete parlamentar, sobre as quais devem ser prestadas contas, não se enquadram no conceito de renda. (CRSF, Primeira Turma, acórdão CSRF/0104.676, Relatora Conselheira Leila Maria Scherrer Leitão, julgado em 13/10/2003) IRPF – PARLAMENTAR – VERBAS DE GABINETE – Somente não se sujeitam à tributação as verbas de gabinete comprovadamente gastas com passagens aéreas, serviços postais e tarifas telefônicas, por parlamentares no exercício de seus mandatos. (Primeiro Conselho, Quarta Câmara, acórdão n° 104 19.058, Relator Conselheiro José Pereira do Nascimento, julgado em 05/11/2002) Entendo ser bastante coerente este posicionamento, na medida em que os valores recebidos por parlamentares a título de “verbas de gabinete”, compreendidos neste conceito o “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e o “AuxílioHospedagem” pagos pela ALESP a seus deputados, que não correspondam a despesas efetivamente incorridas no exercício dos mandatos por eles exercidos, representam aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda, como produto do trabalho, tal qual previsto no artigo 43, inciso I, do Código Tributário Nacional. Nesta situação resta configurado o fato gerador do imposto sobre a renda. No caso em tela, cumpre reiterar, a autoridade lançadora, por estar convicta de que os valores em questão sujeitamse à incidência do imposto sobre a renda, sequer intimou o parlamentar para que comprovasse a utilização dos recursos recebidos na finalidade para a qual foram criados. É notório, nos termos do artigo 334, inciso I, do Código de Processo Civil CPC, não sendo razoável deixar isso de lado, que os deputados têm inúmeras despesas no exercício de seus mandatos. Ao longo do processo, o contribuinte informou que a criação do “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e do “AuxílioHospedagem” visou desonerar a ALESP de diversas despesas mensais, tais como, fornecimento de combustível, peças de veículos, custos de manutenção de frota de automóveis, despesas com hospedagem, aquisição de passagens, impressão de livros e materiais didáticos, cópias reprográficas, material de escritório, assinatura de jornais e revistas e outras despesas relacionadas à atividade do gabinete parlamentar. Isso se comprova no ofício enviado pela Secretaria Geral de Administração da Assembléia Legislativa de São Paulo para o Fl. 1514DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 10680.012910/200176 Acórdão n.º 920202.337 CSRFT2 Fl. 4 7 Senhor Superintendente da Secretaria da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, do qual já transcrevi os excertos mais relevantes para o deslinde desta controvérsia. Sendo assim, tenho como inquestionável que se ocorreu fato gerador do imposto sobre a renda com relação aos valores recebidos da ALESP pelo Sr. Misael Margato a título de “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e de “Auxílio Hospedagem”, a matéria tributável não é representada pela totalidade desses numerários. Poderseia tributar, apenas, a diferença entre os valores recebidos e aqueles efetivamente gastos nas despesas para as quais foram criados, pois aí residiria “o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título”, previsto no artigo 3°, § 4°, da Lei n° 7.713/88. Penso, com todo o respeito, que o trabalho da autoridade lançadora não foi abrangente, como se fazia necessário. A fiscalização deste caso, sob minha ótica, deveria seguir parâmetros semelhantes àqueles adotados nos trabalhos iniciados com base nas informações prestadas pelas instituições financeiras à Secretaria da Receita Federal a respeito da movimentação bancária dos contribuintes. O lançamento fundamentado no artigo 42 da Lei n° 9.430/96 ocorre após a intimação do contribuinte para que comprove a origem dos valores creditados em suas contas bancárias, atingindo apenas os recursos sem origem comprovada. Aqui, volto a destacar, a exigência fiscal poderia alcançar tão somente a diferença entre os valores recebidos pelo recorrente da ALESP a título de “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e de “AuxílioHospedagem” e aqueles efetivamente gastos nas despesas para as quais foram criados. Por isso, entendo que o auto de infração está em desacordo com as previsões do artigo 142 do Código Tributário Nacional, segundo o qual “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.” (Grifei) A pretensão de tributar tais verbas desrespeita, também, o artigo 43, incisos I e II, do Código Tributário Nacional e vai de encontro ao princípio constitucional da capacidade contributiva, previsto no artigo 145, § 1°, da Carta da República. Não havendo a adequada demonstração da ocorrência do fato gerador do imposto sobre a renda, nem tampouco da matéria tributável, entendo que a decisão recorrida deve ser reformada, pois o lançamento é improcedente. Fl. 1515DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 8 Ademais e embora sob outros fundamentos, devo ressaltar que esta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais já apreciou a matéria por diversas vezes, considerando insubsistentes os autos de infração. Com o objetivo de ilustrar tal posicionamento, trago à colação a ementa do seguinte acórdão: Assunto: Imposto de Renda Pessoa Física IRPF VERBA DE GABINETE – IMPOSTO DE RENDA – VALORES UTILIZADOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR – NÃO INCIDÊNCIA. Os valores recebidos pelos parlamentares, a título de verba de gabinete, necessários ao exercício da atividade parlamentar, não se incluem no conceito de renda por se constituírem em recursos para o trabalho e não pelo trabalho. A premissa exposta no item anterior não se aplica nos casos em que a fiscalização apurar que o parlamentar utilizou ditos recursos em benefício próprio não relacionado à atividade parlamentar. Recurso especial negado. (CSRF, 2ª Turma, Recurso n° 151.210, Acórdão n° 9202 00.053, Relator Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, julgado em 17/08/2009) Do voto proferido pelo Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, cumpre destacar as seguintes passagens: O exame da matéria exige que se identifique se tratam de valores recebidos pelo trabalho ou para o trabalho. Os valores recebidos pelo trabalho se constituem rendimentos e estão sujeitos à incidência do Imposto de Renda. As importâncias recebidas para o trabalho, isto é, os recursos que são alcançados para que alguém possa executar determinada atividade, sem os quais não poderia desenvolver da forma esperada, não se constituem em rendimentos, mas sim meios necessários ao exercício da função, do encargo ou do trabalho. (...) Entendo que a exigência ou não de comprovação das despesas não transforma em renda aquilo que não é renda. Se eu digo que a comprovação dos valores correspondentes aos meios necessários ao exercício de determinada atividade não se constitui em rendimentos, não será o fato da fonte que alcança os recursos, destinados ao mesmo fim, dispensar a respectiva comprovação, que tais valores se transformarão em renda, aqui entendida como riqueza nova, acréscimo patrimonial. Ao apreciar a natureza jurídica da “verba de gabinete”, o Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário de n° 204.1432, julgado em 250397, em que foi relator o Fl. 1516DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 10680.012910/200176 Acórdão n.º 920202.337 CSRFT2 Fl. 5 9 Ministro Octávio Gallotti, assentou que os subsídios dos Deputados Estaduais são fixados nos termos do artigo 27, § 2o., da Constituição Federal, na razão de, no máximo, 75% (setenta e cinco por cento) daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais, observados o que dispõem os artigos 39, § 4o. e 57, § 7o, da Constituição. O artigo 39, § 4o., da Constituição Federal, por sua vez, prevê que “o membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no artigo 37, X e XI.” Os dispositivos constitucionais acima referidos, a exemplo do que já decidiu o Supremo Tribunal Federal, em especial nos fundamentos contidos na decisão do Ministro Sepúlveda Pertence, que ao suspender a segurança deferida no acórdão atacado por meio do Recurso Extraordinário n° 204.1432, afastou a tese de natureza remuneratória da denominada “verba de gabinete”, arrimando sua decisão com a seguinte passagem que transcrevo: “Que o caráter supostamente indenizatório da referida verba viesse a dissimular a indevida evasão do imposto de renda e a regra constitucional da equivalência dos tetos (CF, art. 37, XI) – segundo alega a impetração (fl. 43) – e, de sombra, a fraudar o limite de 75% da remuneração dos congressistas (art. 27, § 2o.) – é questão que diz apenas com a legitimidade do seu pagamento aos parlamentares estaduais em exercício.” Tenho que a “verba de gabinete” se constituem nos meios necessários para que o parlamentar possa exercer seu mandado. A não exigência de prestação de contas da forma com que foi gasta a citada verba é questão que diz respeito ao controle e a transparência da Administração. Isto, todavia, não transporta a “verba de gabinete” do campo da indenização para o campo dos rendimentos caracterizados por acréscimo patrimonial. Em certos casos, a Administração, por exemplo, quando paga diária com valor previamente fixado, pode exigir que o servidor comprove sua participação no evento, sem precisar o quanto foi gasto. Em tais hipóteses, se o servidor gastar mais do que o valor presumido como meio suficiente à finalidade a que se destina, não terá direito de reclamar a diferença. Entretanto, se o mesmo servidor que recebeu os recursos destinados à alimentação e, por qualquer razão, resolver ficar sem se alimentar, tais recursos não se transformarão em rendimentos para sobre eles incidir contribuição social, imposto de renda e reflexos no cálculo do valor da aposentadoria. Fl. 1517DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 10 (...) Pelos fundamentos acima expostos, concluo que as verbas de gabinete recebidas pelos Senhores Deputados, destinadas ao custeio do exercício das atividades parlamentares, não se constituem em acréscimos patrimoniais, razão pela qual estão fora do conceito de renda especificado no artigo 43 do CTN. A impossibilidade de incidência do imposto de renda pessoa física sobre as chamadas “verbas de gabinete” é corroborada, ainda, pela jurisprudência uníssona do Egrégio Superior Tribunal de Justiça STJ, conforme demonstram as ementas dos seguintes acórdãos: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO – NOVA QUALIFICAÇÃO JURÍDICA DOS FATOS – POSSIBILIDADE – NÃOOCORRÊNCIA DE OFENSA À SÚMULA 7/STJ – IMPOSTO DE RENDA – AJUDA DE CUSTO A PARLAMENTAR – NÃOINCIDÊNCIA – PRECEDENTES. 1. A Corte Especial entende perfeitamente possível, na via do apelo especial, que o STJ, partindo dos fatos delimitados na sentença e no acórdão do Tribunal a quo, atribua nova qualificação e conclusão jurídica diversa daquela feita pela instância de origem, sem infringência à Súmula 7/STJ. 2. Os valores recebidos por parlamentares a título de ajuda de custo não constituem fato gerador do imposto de renda (aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica decorrente de acréscimo patrimonial (art. 43 do CTN)), por ter natureza jurídica indenizatória. Precedentes do STJ. 3. Agravos regimentais não providos. (STJ, Segunda Turma, Ag.Rg. no REsp n° 1.166.717/CE, Relatora Ministra Eliana Calmon, DJE de 04/03/2010) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS POR PARLAMENTAR DENOMINADAS COMO COTAS DE SERVIÇOS. NÃO INCIDÊNCIA. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. As verbas de gabinete recebidas pelos parlamentares, embora pagas de modo constante, não se incorporam aos seus subsídios. Precedentes do STJ e do STF. 3. É que a incidência do imposto de renda sobre a verba intitulada “ajuda de custo” requer perquirir a natureza jurídica desta: a) se indenizatória, o que, via de regra, não retrata hipótese de incidência da exação; ou b) se remuneratória, ensejando a tributação. Fl. 1518DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 10680.012910/200176 Acórdão n.º 920202.337 CSRFT2 Fl. 6 11 4. In casu, a instância a quo, com ampla cognição fático probatória, assentou que a verba denominada como cotas de serviço percebida pelo parlamentar (auxílio moradia, passagem, correspondência e telefone) tem natureza indenizatória, não constituindo, portanto acréscimo patrimonial. 5. Recurso especial parcialmente conhecido e nessa extensão, não provido. (STJ, Primeira Turma, REsp n° 1.074.152/RO, Relator Ministro Benedito Gonçalves, DJE de 19/08/2009) Com tais fundamentos, concluo que o lançamento é improcedente, de modo que a decisão recorrida deve ser reformada. Voto, portanto, no sentido de dar provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte, restando prejudicado o recurso da Fazenda Nacional.” Em face do exposto, conheço do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Fl. 1519DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD
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