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Numero do processo: 10630.003167/2008-25
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2801-000.175
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalins Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Evande Carvalho Araújo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, e Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalins Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Evande Carvalho Araújo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, e Sandro Machado dos Reis.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalins – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Evande Carvalho Araújo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, e Sandro Machado dos Reis. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 6ª Turma da DRJ/JFA (Fls. 40), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: O contribuinte acima identificado insurgiuse contra o lançamento consubstanciado na Notificação de Lançamento de folhas 33 a 36, relativa ao anocalendário 2006, da qual tomou ciência em 24/09/2008, que apurou crédito tributário total de R$ 27.673,54. Motivou o lançamento a constatação de omissão de rendimentos de aluguéis, no valor de R$ 103.139,58, com base nos valores informados RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 30 .0 03 16 7/ 20 08 -2 5 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 13/ 12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10630.003167/200825 Resolução nº 2801000.175 S2TE01 Fl. 62 2 em DIMOB por Imobiliária Predileta Ltda. (R$ 2.882,67) e Segurança Imóveis Ltda. – EPP (R$ 100.256,91). Inconformado, o interessado apresentou impugnação em 21/10/2008, alegando, em síntese, que tem direito de declarar seus rendimentos na proporção de 50% em comum com sua esposa, por ser casado em comunhão de bens com Nadir Gomes Silva, apresentando para comprovação cópia da declaração de imposto de renda, recibo de entrega e comprovantes de recolhimento de impostos. Informa também que concorda com a omissão de rendimentos relativa à Imobiliária Predileta Ltda. Para instruir o pleito, apresentou os documento de folhas 02 a 17. Passo adiante, a 6ª Turma da DRJ/JFA entendeu por bem julgar a Impugnação Improcedente, em decisão que restou assim ementada: MATÉRIA NÃOIMPUGNADA A matéria não impugnada tornase incontroversa e definitiva, não se sujeitando s recurso na esfera administrativa. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. O lançamento será efetuado de ofício quando o sujeito passivo fizer declaração inexata, considerandose como tal a que contiver ou omitir qualquer elemento que implique redução do imposto a pagar ou restituição indevida. Não havendo nos autos provas suficientes para reduzir a omissão apontada, é de manter o lançamento em sua integridade. Cientificado em 14/11/2011 (Fls. 49), o Recorrente, substituído pela Sra. Maria Aparecida Silva Gomes, que se diz inventariante, interpôs Recurso Voluntário em 12/12/2011 (fls. 57), argumentando que: DOS FATOS O Processo, em seu relato, alega que a Certidão de Casamento apresentada na época da defesa, estava desatualizada, falta de identificação da origem dos rendimentos e das fontes pagadoras. A impossibilidade de identificar se a metade dos rendimentos de alugueis auferidos por meio da administradora de imóveis, segurança Imóveis Ltda. EPP, já havia sido devidamente informados na declaração da Sra. Nadir e que se fosse informados agora, consistiria em retificação de declaração de terceiros. Que a divisão dos rendimentos relativos aos bens comuns entre cônjuges deveria ter sido efetuada antes do início da ação fiscal e que o comprovasse que o imóvel locado pertencia ao interessado em conjunto com seu cônjuge. DO DIREITO DA PRELIMINAR Juntamos a Certidão de Casamento atualizada, Anexo I, comprovando que sempre mantiveram o Regime de Comunhão de Bens. Quanto à identificação da origem dos rendimentos e demais alegações, informamos que o próprio formulário de DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL SIMPLIFICADA, não fornece condições de identificar os rendimentos, apenas pede para constar “Total dos rendimentos tributáveis recebidos de pessoas físicas/exterior”. Que a metade dos rendimentos recebidos pela administradora de Imóveis, Segurança Imóveis Ltda. EPP, foi sim Fl. 62DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 13/ 12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10630.003167/200825 Resolução nº 2801000.175 S2TE01 Fl. 63 3 informados na Declaração de Ajuste Anual, de Nadir Gomes Silva, como consta dos autos, precisamente no item II da Defesa apresentada, em 21/102008. Quanto à retificação de declaração de terceiros, não seriam necessários tendo em vista que o direito da opção pela tributação da metade dos rendimentos é assegurado pelo Art. 6º do Decreto n. 3.000, de 26/03/1999 “IR/1999”, não importando quem recebeu os rendimentos, conseqüentemente, desnecessário seriam também comprovar que o imóvel locado pertencia a quem, pois, em se tratando de Casamento em Regime de Comunhão de Bens, por Lei, pertence ao casal. DO MÉRITO Um fator relevante, é o fato de que as Declarações entregues referente aos exercícios de 2008, 2009 e 2010, foram elaboradas da mesma forma e também Notificadas pela RFB pelo mesmo motivo. Apresentamos as mesmas documentação e justificativa e obtivemos o DEFERIMENTO, conforme Anexos n. II, III e IV. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Antes de tudo, é dever analisar as condições de admissibilidade do recurso. É que, conforme se verifica nos autos, o recurso foi apresentado pela Sra. Maria Aparecida Silva Gomes; que informa o falecimento do contribuinte no ano de 2010, e que é inventariante do mesmo. Contudo, não constam nos autos documentos que atestem ser a Sra. Maria Aparecida Silva Gomes, que assina o recurso, a representante legal do espólio do contribuinte autuado. Ante o acima exposto, proponho o retorno dos autos à DRFB de origem para que a autoridade preparadora solicite da Sra. Maria Aparecida Silva Gomes documentação que comprove ser esta a representante legal do espólio do contribuinte autuado. Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 63DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 13/ 12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE
score : 1.0
Numero do processo: 13971.901607/2011-34
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA.
Os embargos declaratórios somente são cabíveis para modificar o julgado que se apresentar omisso, contraditório ou obscuro, bem como para sanar possível erro material existente no acórdão.
Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a ser sanado no acórdão embargado, o qual se encontra suficientemente fundamentado.
Embargos de declaração conhecidos e rejeitados.
Numero da decisão: 3202-000.591
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos de declaração.
Irene Souza da Trindade Torres - Presidente
Gilberto de Castro Moreira Junior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda.
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA. Os embargos declaratórios somente são cabíveis para modificar o julgado que se apresentar omisso, contraditório ou obscuro, bem como para sanar possível erro material existente no acórdão. Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a ser sanado no acórdão embargado, o qual se encontra suficientemente fundamentado. Embargos de declaração conhecidos e rejeitados.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos de declaração. Irene Souza da Trindade Torres - Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda.
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OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA. Os embargos declaratórios somente são cabíveis para modificar o julgado que se apresentar omisso, contraditório ou obscuro, bem como para sanar possível erro material existente no acórdão. Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a ser sanado no acórdão embargado, o qual se encontra suficientemente fundamentado. Embargos de declaração conhecidos e rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos de declaração. Irene Souza da Trindade Torres Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 90 16 07 /2 01 1- 34 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13971.901607/201134 Acórdão n.º 3202000.591 S3C2T2 Fl. 157 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda. Relatório Tratase de Embargos de Declaração interpostos contra o Acórdão n.º 3202 000.557, que por unanimidade de votos julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos do voto do relator, em face de obscuridades a seguir apontadas: a) Referida decisão não mencionou, expressamente, qual o dispositivo de lei que assim determina a limitação do crédito ao menor saldo credor apurado no período; b) Não restou clara a afirmação de que eventual saldo credor seria utilizado para compensação com débitos em períodos subsequentes. Transcrevo, a seguir, a ementa do Acórdão nº 3202000.557 objeto dos presentes embargos: “Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 PRELIMINAR DE NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. OMISSÃO DA DECISÃO RECORRIDA. ANÁLISE DE TODA A ARGUMENTAÇÃO. Não implica em cerceamento de defesa decisão que adota fundamentação suficiente para o deslinde da controvérsia, revelandose desnecessário à instância de piso rebater cada um dos argumentos declinados pelo Recorrente. PEDIDO DE RESSARCIMENTO IPI. SALDO CREDOR ACUMULADO DE TRIMESTRES ANTERIORES. PEDIDO PRÓPRIO A partir de 01/01/1999, o pedido de ressarcimento ou compensação de IPI, efetuado por PER/DCOMP, deve ser requerido em relação aos créditos escriturados no trimestre referencia. O saldo credor passível de ressarcimento de cada trimestre calendário deve ser pleiteado em PER/DCOMP próprio. ART. 11 DA LEI N. 9779/99. SALDO CREDOR DE IPI. COMPENSAÇÃO E RESSARCIMENTO. O artigo 11 da Lei nº 9.779/99 preconiza seja compensado o saldo credor de IPI com débitos do imposto, admitindo o ressarcimento dos créditos que não puderem ser compensados com débitos do próprio imposto. O referido artigo determina ainda seja formalizado o pedido de ressarcimento em períodos trimestrais. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13971.901607/201134 Acórdão n.º 3202000.591 S3C2T2 Fl. 158 RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÕES SUCESSIVAS. MENOR SALDO CREDOR. Tendo o contribuinte formado saldo credor de IPI no intervalo de 2003 a 2006 e tendo registrado saldo devedor do imposto em alguns períodos, de modo a diminuir seu crédito, o saldo credor remanescente correspondente ao menor saldo credor do imposto verificado em sua escrita fiscal é o que deverá ser selecionado para ressarcimento, e não o saldo credor formado a cada trimestrecalendário. DESNECESSIDADE DE ANÁLISE DOS PERÍODOS ANTERIORES AO TRIMESTRE REFERENCIA, PARA QUE SEJA RECONHECIDO O DIREITO PLEITEADO. Os créditos de períodos anteriores não interferem na análise do direito creditório em exame, pois os trimestrescalendários são independentes e os créditos anteriores não maculam os créditos anteriores. Preliminar de nulidade da decisão de primeira instância rejeitada. No mérito, recurso voluntário negado.” É o relatório. Voto Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator Os Embargos foram apresentados tempestivamente, motivo pelo qual deles tomo conhecimento e passo a analisar as questões apontadas pela Embargante. Outrossim, embora entenda suficientes os fundamentos apontados na decisão, o que, de plano, levaria à rejeição dos embargos, filiome à corrente prestigia a máxima efetividade das garantias individuais, premissa que demove o exame das questões formuladas pela Embargante. Logo, por tal motivo, conheço dos embargos e passo ao exame das questões formuladas. Supostas Obscuridades A Embargante aponta obscuridade do acórdão embargado pelo fato dessa decisão não mencionar expressamente qual seria o dispositivo de lei que determina a limitação Fl. 158DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13971.901607/201134 Acórdão n.º 3202000.591 S3C2T2 Fl. 159 do crédito ao menor saldo credor do período. Seria igualmente obscura a afirmação de que eventual saldo credor seria utilizado para a compensação com débitos de períodos subsequentes. O fundamento legal perseguido pela Embargante e que respaldou a conclusão do acórdão embargado de que a Embargante faria jus apenas ao menor saldo credor do período encontrase plasmado no artigo 11 da Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999: Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, acumulado em cada trimestrecalendário, decorrente de aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei nº 9.430, de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal SRF, do Ministério da Fazenda. A fim de disciplinar a compensação tributária e o ressarcimento de IPI in tela, a Secretaria da Receita Federal (SRF) baixou a Instrução Normativa SRF n° 210, de 30 de setembro de 2002 (norma vigente ao tempo das compensações da Embargante, sucessivamente alterada posteriormente) que disciplinou o ressarcimento de IPI. O artigo 14 da referida norma assim dispunha: Art. 14. Os créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), escriturados na forma da legislação específica, poderão ser utilizados pelo estabelecimento que os escriturou na dedução, em sua escrita fiscal, dos débitos de IPI decorrentes das saídas de produtos tributados. § 1o Os créditos do IPI que, ao final de um período de apuração, remanescerem da dedução de que trata o caput poderão ser mantidos na escrita fiscal do estabelecimento, para posterior dedução de débitos do IPI relativos a períodos subseqüentes de apuração, ou serem transferidos a outro estabelecimento da pessoa jurídica, somente para dedução de débitos do IPI, caso se refiram a: I – créditos presumidos do IPI, como ressarcimento das contribuições para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Fl. 159DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13971.901607/201134 Acórdão n.º 3202000.591 S3C2T2 Fl. 160 Financiamento da Seguridade Social (Cofins), previstos na Lei no 9.363, de 13 de dezembro de 1996, e na Lei no 10.276, de 10 de setembro de 2001; II créditos decorrentes de estímulos fiscais na área do IPI a que se refere o art. 1o da Portaria MF no 134, de 18 de fevereiro de 1992; e III – créditos do IPI passíveis de transferência a filial atacadista nos termos do item 6 da IN SRF no 87/89, de 21 de agosto de 1989. § 2o Remanescendo, ao final de cada trimestrecalendário, créditos do IPI passíveis de ressarcimento após efetuadas as deduções de que tratam o caput e o § 1o, o estabelecimento matriz da pessoa jurídica poderá requerer à SRF o ressarcimento de referidos créditos em nome do estabelecimento que os apurou, mediante utilização do "Pedido de Ressarcimento de Créditos do IPI", bem assim utilizálos na forma prevista no art. 21 desta Instrução Normativa. (...) Como visto, tratase de simples equação aritmética: total de créditos do período menos total de débitos, a diferença entre créditos e débitos é o valor passível de ressarcimento, daí falarse em menor saldo credor, indicador, ademais, s.m.j., medido pelo programa gerador de PER/DCOMP e que ali e na própria declaração podem ser verificados. Assim, para fins de apuração do valor do IPI que deve ser ressarcido, devese considerar o menor saldo credor verificado no trimestrecalendário, pois essa importância já se encontra líquida de compensações que a lei determina sejam efetuadas. Desse modo, demonstrandose nas fls. 2829 e 122 dos autos que o saldo credor foi compensado nos períodos em que a Embargante apresentou débitos maiores que seus créditos, o saldo credor que pode ser objeto de ressarcimento é o menor saldo credor apurado no período. Pelo que se pode depreender dos embargos, informa ainda a Embargada que pagou imposto devido ao invés de compensálo na forma descrita nos parágrafos precedentes. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13971.901607/201134 Acórdão n.º 3202000.591 S3C2T2 Fl. 161 Todavia, o fato de têlo pago não transmuta o quanto exposto nos parágrafos precedentes, visto que é a lei que determina a prévia compensação do saldo credor de IPI com débitos do imposto, ao invés de pagamento. Portanto, não existe qualquer obscuridade a ser aclarada, na medida em que o fundamento legal retrocitado, bem assim a inteligência daquela regra, está plasmado na decisão embargada. Em face do exposto, conheço dos embargos e os rejeito pelas razões acima aduzidas. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 161DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10120.008288/2008-13
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2005, 2006
NULIDADE. LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO.
Não é passível de nulidade o lançamento tributário realizado em conformidade com as exigências legais impostas pelo art. 10 do Decreto nº 70.235/72 (PAF), quanto ao aspecto formal, e em observância aos ditames do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), quanto ao aspecto material.
Numero da decisão: 1801-000.667
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Redatora designada
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: MAGDA AZARIO KANAAN POLANCZYK
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DÉBITOS PRÓPRIOS. CRÉDITOS DE TERCEIROS. MULTA ISOLADA. A legislação tributária federal veda compensações de débitos próprios com créditos de terceiros. A empresa contribuinte não faz prova da alegada autorização judicial. Impõese o lançamento de ofício nos termos do artigo 149 da lei 5.172/66 e do artigo 44 da lei 9.430/96. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005, 2006 NULIDADE. LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. Não é passível de nulidade o lançamento tributário realizado em conformidade com as exigências legais impostas pelo art. 10 do Decreto nº 70.235/72 (PAF), quanto ao aspecto formal, e em observância aos ditames do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), quanto ao aspecto material. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Redatora designada AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 82 88 /2 00 8- 13 Fl. 117DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/10/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cumpre esclarecer que a Conselheira Relatora, Magda Azario Kanaan Polanczyk, responsável pelo relatório e votocondutor deste acórdão, renunciou ao cargo e não o formalizou adequadamente. Na qualidade de Conselheira Redatora designada para concluir a formalização deste acórdão, reproduzi as considerações da minuta apresentada pela conselheira em sessão. Maneja o recurso voluntário, a fls.85110, a empresa contribuinte, PNEUS VIA NOBRE LTDA, CNPJ n.° 01.976.860/000128, face o respeitável Acórdão da lavra da 4a Turma da DRJ de Brasília, sob o número 0338.338, fls.74, et seq., tempestivamente. Auto de infração Contra a empresa recorrente é lavrado o Auto de Infração de fls.0305, para a formalização da exigência de multa isolada referente à CSLL contribuição social sobre o lucro líquido e outras contribuições sociais, considerando os anosbase de 20056, no valor de R$412.253,82. O lançamento constitui o crédito tributário de multa isolada constante no artigo 44 da lei federal 9.430/96. Infração. Descrita no auto de infração a fls.4 et seq., onde constam os documentos que embasam a autuação, assim destaca quanto à ocorrência de compensação indevida de valores em declaração prestada através de Dcomp. O Pedido de Restituição, em formulário, indica como direito creditório créditos de terceiros. A descrição dos fatos consta detalhadamente a fls.0710, tendo como base legal: o art. 18 da Lei n° 10.833/03, com redação dada pelas Leis n°s 11.051/04 e 11.196/05 e pelo art. 18 da Lei n° 11.488, de 15 de junho de 2007. "6. 0 procedimento do contribuinte se amoldou perfeitamente ao prescritivo legal acima transcrito quando apresentou as DCOMP e as DCTFs, informando extinção dos créditos tributários mediante compensações não passíveis de serem efetivadas por se tratar de créditos de terceiros, expressamente vedado pela disposição do artigo 74 da Lei 9430/96, na redação da Lei 10.637/2002: "Art. 74. 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal ,p assível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Orgão.(Redação dada pela Lei n" 10.637, de 30.12.2002)" Impugnação. A fls. 3048, a recorrente impugna o auto de infração deflagrando a fase litigiosa do processo administrativo fiscal nos termos da legislação tributária, que, em síntese requer a declaração de nulidade do despacho que não homologa a compensação realizada pela empresa contribuinte bem como a nulidade do Auto de Lançamento em questão, aduzindo cerceamento de defesa diante de não ter sido em momento algum disponibilizado acesso à documentação que serviu de base ao auto de lançamento e de infração. Discorre longamente acerca do direito de cessão de créditos e culmina afirmando consistir em instrumento contratual que, devidamente registrado em Cartório de Títulos Públicos, surte efeitos em relação a terceiros, e amparase na lei 6015/73 a lei de Registros Públicos. Manifestase acerca de haver sim autorização judicial mas para empresa diversa, embora do mesmo grupo. Assim afirma a fls. 36: "Se a fiscalização não concordasse com os cálculos apresentados na ação judicial para fins da FORMALIZAÇÃO DA COMPENSAÇÃO PELO CESSiONARIO, deveria OPORTUNAMENTE, em face do principio do contraditório, ter apresentados outros cálculos EM JUÍZO, HAJA VISTA QUE A RECEITA FEDERAL FOI FORMALMENTE Fl. 118DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/10/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10120.008288/200813 Acórdão n.º 1801000.667 S1TE01 Fl. 116 3 NOTIFICADA DO INSTRUMENTO DE CESSÃO ENTRE EMPRESAS DO MESMO GRUPO.” Aduz, também, ter direito à suspensão da exigibilidade dos débitos compensados bem como ao direito de obter certidão positiva com efeito de negativa limitados aos débitos nesse processo discutidos, citando o artigo 151, inciso III, da lei 5.172/66. Destaca que a compensação nos termos da mesma lei é causa de extinção do crédito tributário, impondose o reconhecimento desta. Junta julgados administrativos. Requer a reconsideração da decisão nos termos da lei federal geral dos processos administrativos, art. 56, pretendendo o cancelamento do auto de infração. Requer o encaminhamento ao órgão de julgamento competente. Preliminarmente e na sequência requer seja concedida vista dos documentos que amparam o auto de infração com reabertura de prazo. Requer ainda seja declarada a impossibilidade de se questionar os valores objeto de cessão de crédito em juízo, presente a preclusão para a fazenda nacional; requer, ainda o reconhecimento do direito à compensação , requer o efeito suspensivo em relação à multa isolada bem como convertido o processo em diligência para a inclusão dos expurgos inflacionários determinados em tabela obtida no site do STJ, referentes aos planos Verão, Collor I e II. A fls. 72 , despacho da autoridade fazendária certificando a tempestividade da impugnação ofertada. Decisão administrativa de primeiro grau. O r. acórdão de fls. 74 79., da 4a Turma da DRFJ de Brasília, sob o número 0338.338, entendeu, a unanimidade de votos, de julgar improcedente a impugnação para determinar o prosseguimento da cobrança do crédito tributário constituído no auto de infração de fls. 03; e que , em síntese, "a lei autoriza e determina a constituição de crédito tributário pelo lançamento de oficio, na forma de multa isolada, quando o contribuinte presta declaração de compensação considerada não declarada, quando o crédito é de terceiros"; enfatizando não se tratar no processo administrativo em tela de homologação da compensação entendida como não declarada no processo 10120.006100/200523, baseado no artigo 74, parágrafo 13 da lei 9.439/96, não sendo possível o manejo no presente processo qualquer manifestação recursal referente àquele processo. Recurso voluntário. Cientificado da decisão de primeira instância, a fls.84, em 30 082010, a empresa contribuinte manejou a fls.85110 recurso voluntário tempestivo, argumentando inicialmente que a decisão administrativa rechaçada não reconheceu o direito já reconhecido pelo Judiciário para a empresa recorrente e que se o Judiciário de forma soberana autorizou a compensação tributária o âmbito administrativo deve ceder nesse ponto. Discorre sobre a legitimidade das compensações efetuadas, sobre a necessidade de que o lançamento isolado como penalidade precisa vir lastreado em fato típico, antijurídico e punível não sendo o caso da empresa recorrente justamente, afirma, porque a compensação em tela foi informada tanto na esfera judicial quanto na administrativa (fls.87). Invoca decisões colegiadas jurisdicionais quanto ao instituto da compensação e argúi preliminarmente que o presente recurso voluntário suspende a exigibilidade do crédito tributário discutido, garantido ao recorrente o direito à CPD com efeito de Negativa. Insurgese contra a aplicação de multa isolada . É o Relatório. Voto Fl. 119DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/10/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Conselheira Ana de Barros Fernandes, Redatora designada As alegações da empresa contribuinte não são densas. Cabe destacar inicialmente a alegação de nulidade do auto de infração. Afirma a empresa contribuinte que teve cerceada a sua defesa justamente porque lhe foi negado o acesso à documentação colhida pela autoridade fazendária pelo fato de não lhe ter sido alcançado o dossiê contendo documentação utilizada para a lavratura do auto de infração. Da leitura da descrição dos fatos, a fls. 07 dos presentes autos, emerge a correta aplicação da lei por parte da autoridade fazendária. O que se depreende dos presentes autos é justamente o contrário da alegação da empresa contribuinte. A administração fazendária no cumprimento de suas prerrogativas colhe informações (fiscalização) para de forma eficiente proceder às exações legais, tributos e ou multas (arrecadação). No procedimento administrativo que culminou no auto de infração comprovadamente nos presentes autos se observam a legalidade (art, 150, inciso I, CF de 1988), bem como a tutela padrão Teori Albino Zavaski que reúne a ampla defesa o contraditório e o devido processo legal (art. 5°, incs. LIV e LV, CF de 1988). Há que se esclarecer, no entanto, que o procedimento a que está jungida a administração fazendária deve ser desenvolvido de forma transparente, ilibada e de modo a proteger o interesse público, mesmo que implique limitar direitos individuais. De outra banda, nenhum direito é absoluto, nem mesmo os direitos fundamentais Ingo Sarlet , tampouco os princípios constitucionais ou mesmo os direitos de a Fazenda Pública exercer o Poder de Polícia Fiscal(art. 78 do Código Tributário Nacional e art. 145, II da CF de 1988). A recorrente utiliza formulário para pedir restituição de tributos com base em crédito de terceiros e apresenta declarações de compensação eletrônicas por 18 vezes nos anos de 20056 como se demonstra a fls.07. Com isso, por meio das Dcomps e DCTFs buscou a empresa recorrente compensar débitos, no valor total de R$549.671,76, (fls.09). No entanto não junta aos autos, em nenhum momento, nem mesmo manejando o presente recurso voluntário, comprovação da legalidade da cessão de créditos em seu favor, de forma direta, ou mesmo da determinação judicial lhe beneficiando, a que faz menção por diversas vezes. A Fazenda Pública considerou, nos termos da legislação aplicável (artigos 96 e 100, do Código Tributário Nacional), não declaradas as DCOMP.. Constatada a legalidade dos procedimentos administrativos desenvolvidos pelas autoridades fazendárias, oportunizados todos os momentos e prazos para o exercício da ampla defesa e contraditório, não há falar em nulidade. Não foi outro o entendimento da Il. DRJ de Brasília quando em r. Acórdão n. 0338.338 da 4a T, na sessão de 30 de julho de 2010 ressalta que a empresa contribuinte articula perfeitamente sua defesa não demonstrando dúvidas quanto aos fatos apontados no auto de infração. É o que se verifica dos autos em apreço. No que respeita ao mérito, andou bem a decisão de primeira instância administrativa ao considerar não declarada a compensação, mantendo o auto de infração por seus próprios fundamentos, reprisando a matéria legal amplamente discutida nos presentes autos. Diante do exposto, adoto na íntegra a fundamentação, no presente caso, do acórdão n. 0338.338, notadamente porque a empresa contribuinte não buscou comprovar nenhuma circunstância articulada em suas manifestações. Rejeito a preliminar de arguição de nulidade e nego provimento, no mérito, ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fl. 120DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/10/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10120.008288/200813 Acórdão n.º 1801000.667 S1TE01 Fl. 117 5 Ana de Barros Fernandes Fl. 121DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/10/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10711.006071/2009-08
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Regimes Aduaneiros
Data do fato gerador: 23/09/2008
MULTA DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO OU CANCELAMENTO.
Quando a multa é aplicada corretamente, não é permitido ao julgador reduzi-la ou cancelá-la, se a norma assim não autorizar.
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE.
O instituto da denúncia espontânea, previsto no art. 138, do CTN, não se aplica no de cumprimento intempestivo de obrigação acessória.
Numero da decisão: 3401-002.018
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário
JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Ângela Sartori.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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ementa_s : Assunto: Regimes Aduaneiros Data do fato gerador: 23/09/2008 MULTA DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO OU CANCELAMENTO. Quando a multa é aplicada corretamente, não é permitido ao julgador reduzi-la ou cancelá-la, se a norma assim não autorizar. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. O instituto da denúncia espontânea, previsto no art. 138, do CTN, não se aplica no de cumprimento intempestivo de obrigação acessória.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Ângela Sartori.
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IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO OU CANCELAMENTO. Quando a multa é aplicada corretamente, não é permitido ao julgador reduzi la ou cancelála, se a norma assim não autorizar. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. O instituto da denúncia espontânea, previsto no art. 138, do CTN, não se aplica no de cumprimento intempestivo de obrigação acessória. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Ângela Sartori. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 1. 00 60 71 /2 00 9- 08 Fl. 103DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 2 Relatório Trata o presente processo de auto de infração lavrado em 04/09/2009 (fls.02/15), em razão de a Autuada não ter oferecido, tempestivamente, as informações relativas ao veículo ou às cargas por ela transportada, cuja desconsolidação ocorreu em 23/09/2008. A Autuada apresentou Impugnação (fls. 28/35) , mas a DRJ em Florianópolis/SC manteve o lançamento, sob fundamento de que a multa está legalmente prevista e de que não cabe a aplicação de denúncia espontânea no caso de obrigação acessória (fls.78/81). A Contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 27/12/2010 (fl. 83) e interpôs Recurso Voluntário em 26/01/2011, com as seguintes alegações: 1 A aplicação da multa no valor de R$ 5.000,00, em razão de um atraso de somente dois dias, fere os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade; 2 A denúncia espontânea deve ser aplicada ao presente caso, pois o erro foi reconhecido e corrigido antes de qualquer ação fiscal. Ao fim, a Recorrente pediu o cancelamento do auto de infração. É o Relatório. Voto Conselheiro JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA O Recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Recorrente prestou informações quanto ao transporte e à carga por ela transportada depois do prazo estabelecido na legislação, fato incontroverso, pois confessado, e pretende o cancelamento do auto de infração sob dois argumentos: afronta ao Princípio da Proporcionalidade e da Razoabilidade; e denúncia espontânea. 1. Do Princípio da Proporcionalidade A multa aplicada foi a prevista no art. 107, inciso IV, alínea “e”, do Decreto lei nº 37/66, com redação dada pela Lei nº 10.833/03, que assim dispõe: Fl. 104DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10711.006071/200908 Acórdão n.º 3401002.018 S3C4T1 Fl. 104 3 “Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga”. Como se verifica, a norma é taxativa e não dá margens para interpretações a fim de diminuir ou cancelar a multa. A norma não dá espaço para entender se multa é proporcional ou razoável ou não. O art. 142 do CTN, estabelece que pelo lançamento devese propor a aplicação da penalidade cabível e o Parágrafo Único, do mesmo artigo, impõe que o lançamento é obrigatório e vinculado, sob pena de responsabilidade. Portanto, verificada a infração e aplicada a sanção prevista na legislação tributária, está correto o lançamento. O Princípio da Proporcionalidade e da Razoabilidade são princípios cuja aplicabilidade é, de certo ponto, subjetivo, pois o que pode ser proporcional para um pode não ser proporcional para outro. Dessa forma, o julgador administrativo só tem liberdade de diminuir ou cancelar a multa se a legislação tributária assim permitir, sob pena de afrontar o Princípio da Legalidade, pelo qual a Administração Pública somente pode fazer ou deixar de fazer se assim a legislação autorizar. Em suma, neste caso, não se pode cancelar ou diminuir a multa aplicada com base no princípio da proporcionalidade. 2. Da denúncia espontânea No tocante à aplicação do instituto da denúncia espontânea, já está pacificado, tanto nos tribunais administrativos quanto nos judiciais, que ele não é aplicado quando se trata de obrigação acessória, senão, vejamos: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO DENÚNCIA ESPONTÂNEA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INAPLICABILIDADE 1 Inaplicável o instituto da denúncia espontânea quando se trata de multa isolada imposta em face do descumprimento de obrigação acessória. Precedentes do STJ. 2 Agravo Regimental não provido”. (STJ AgRgREsp 916.168 (2007/00052315) 2ª T Rel. Min. Herman Benjamin DJe 19.05.2009 p. 268) (grifo nosso) “PROCESSUAL CIVIL TRIBUTÁRIO ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE OPERAÇÕES IMOBILIÁRIAS MULTA MORATÓRIA CABIMENTO Fl. 105DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 4 DENÚNCIA ESPONTÂNEA NÃO CONFIGURADA 1 A entrega das declarações de operações imobiliárias fora do prazo previsto em lei constitui infração formal, não podendo ser considerada como infração de natureza tributária, apta a atrair o instituto da denúncia espontânea previsto no art. 138 do Código Tributário Nacional . Do contrário, estarseia admitindo e incentivando o nãopagamento de tributos no prazo determinado, já que ausente qualquer punição pecuniária para o contribuinte faltoso. 2 A entrega extemporânea das referidas declarações é ato puramente formal, sem qualquer vínculo com o fato gerador do tributo e, como obrigação acessória autônoma, não é alcançada pelo art. 138 do CTN , estando o contribuinte sujeito ao pagamento da multa moratória devida. 3 Precedentes: AgRg no REsp 669851/RJ, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 22.02.2005, DJ 21.03.2005; REsp 331.849/MG, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 09.11.2004, DJ 21.03.2005; REsp 504967/PR, Rel. Ministro FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 24.08.2004, DJ 08.11.2004; REsp 504967/PR, Rel. Ministro FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 24.08.2004, DJ 08.11.2004; EREsp nº 246.295RS, Relator Ministro JOSÉ DELGADO, DJ de 20.08.2001; EREsp nº 246.295RS, Relator Ministro JOSÉ DELGADO, DJ de 20.08.2001; RESP 250.637, Relator Ministro Milton Luiz Pereira, DJ 13/02/02. 4 Agravo regimental desprovido”. (STJ AgRgREsp 884.939 (2006/01166539) 1ª T. Rel. Luiz Fux DJe 19.02.2009 p. 531) (grifo nosso) “DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. INAPLICABILIDADE. O instituto da denúncia espontâneo, previsto no art. 138 do CTN, não se aplica às obrigações acessórias”.(CARF –1a SJ; 1a Cam; 3a TO. Acórdão: 11030031 – Rel. Eric Moraes de Castro e Silva, julgado em 09/11/2010) “MULTA POR ATRASO NO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. O instituto da denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte cumprir obrigação acessória, em atraso”. (CARF –1a SJ, 4a Cam., 2a TO, acórdão:140200.132, Rel. Antônio José Praga de Souza. Julgado em 05/04/2010) (grifo nosso) Por fim, cabe transcrever a Súmula nº 19, do CARF, in verbis: “Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração”. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10711.006071/200908 Acórdão n.º 3401002.018 S3C4T1 Fl. 105 5 Assim sendo, o fato de a informação intempestiva ter sido prestada antes da ação fiscal, não afasta a aplicação da multa de ofício. Ex positis, nego provimento ao Recurso Voluntário interposto. É como voto. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator Fl. 107DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA
score : 1.0
Numero do processo: 11080.008418/2008-02
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2005
DESPESAS MÉDICAS DEDUTÍVEIS. INTERNAÇÃO HOSPITALAR EM RESIDÊNCIA (HOME CARE)
Despesas médicas com enfermagem em residência. É dedutível a despesa com internação hospitalar efetuada em residência, se restar comprovado que o paciente requer cuidados médicos permanentes, passível de internação hospitalar.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-001.845
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 28/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci De Assis Junior, Carlos André Ribas De Mello, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2005 DESPESAS MÉDICAS DEDUTÍVEIS. INTERNAÇÃO HOSPITALAR EM RESIDÊNCIA (HOME CARE) Despesas médicas com enfermagem em residência. É dedutível a despesa com internação hospitalar efetuada em residência, se restar comprovado que o paciente requer cuidados médicos permanentes, passível de internação hospitalar. Recurso provido.
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INTERNAÇÃO HOSPITALAR EM RESIDÊNCIA (HOME CARE) Despesas médicas com enfermagem em residência. É dedutível a despesa com internação hospitalar efetuada em residência, se restar comprovado que o paciente requer cuidados médicos permanentes, passível de internação hospitalar. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 28/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci De Assis Junior, Carlos André Ribas De Mello, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 84 18 /2 00 8- 02 Fl. 240DF CARF MF Impresso em 16/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Versam os presentes autos sobre Notificação de Lançamento decorrente da glosa de dedução indevida de despesas médicas no valor de R$ 59.901,73, referentes à despesas com Beck Assessoria de Enfermagem (parcialmente referentes a BeckCare Representações Ltda. e a Prolar Atendimento Global à Saúde Ltda.), por se tratarem de serviços de enfermagem prestados à domicilio, portanto, sem previsão legal para dedução dos rendimentos tributáveis e despesa relativa a pagamento à Ajurem D'Amico Advogados Associados, por ausência de previsão legal para sua dedução. Apreciada a Impugnação (fls.1/8), acompanhada dos documentos de fls. 19/185, o crédito tributário foi mantido em parte por ocasião da decisão da 1ª instância (fls. 189/192), reconhecida a dedutibilidade com as despesas pagas à Ajurem D'Amico & Advogados Associados, por se tratar de plano de saúde contratado com a UNIMED em beneficio de seus diretores: “[...] considerando que as despesas com enfermagem no próprio domicilio não estão previstas como dedutíveis, a glosa em relação as despesas com a empresa Beck Assessoria de Enfermagem deve mantida no valor de R$ 34.051,50. Quanto à despesa declarada como pagamento a Ajurem D'Amico & Advogados Associados, verificase que se trata de plano de saúde contratado pela Ajurem com a UNIMED em beneficio de seus diretores. Os beneficiários, devidamente identificados nas faturas emitidas pela UNIMED, fazem o ressarcimento à Ajurem na proporção de sua participação e de seus familiares. [...] Os documentos de fls. 27, 32, 37, 42, 47, 54, 58, 64, 68 e 72 comprovam despesas dos meses de janeiro a outubro de 2005, no valor mensal de R$ 763,78 em nome do notificado e o mesmo valor em nome da esposa, dona Mariza. As fls. 76 e 81, há a comprovação das despesas dos meses de novembro e dezembro de 2005, no valor de R$ 851,61 para cada um dos participantes. As fls. 28, 33, 38, 44, 48, 59, 65 ,69, 73 e 77 foi comprovada despesa adicional da esposa no valor de R$ 2.181,60. O montante das despesas comprovadas passíveis de dedução do rendimento tributável importa em R$ 20.863,64. Diante da comprovação parcial das despesas médicas objeto da glosa pela fiscalização, deve ser procedida a devida Revisão da Notificação de Lançamento conforme a seguir demonstrado: (...)”. Nas razões de Voluntário (fls. 212/218), o Recorrente reitera os argumentos apresentados por ocasião da Impugnação e defende a possibilidade de dedução das despesas com serviços de enfermagem a domicílio, ou subsidiariamente, caso mantida a glosa, que seja limitada ao valor de R$ 4.896.59. Era o der essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Fl. 241DF CARF MF Impresso em 16/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11080.008418/200802 Acórdão n.º 2802001.845 S2TE02 Fl. 230 3 Por tempestivo e interposto por parte legítima, conheço do recurso. O cerne da controvérsia em sede recursal se cinge à glosa de despesas médicas com serviços de enfermagem prestados a domicílio, no entender da decisão de 1ª instancia, indedutíveis, por ausência de previsão legal. No caso específico de enfermagem em residência, se comprovado, como no presente caso, que a paciente, dependente do Recorrente, requer cuidados médicos permanentes (fl. 79), passível de internação hospitalar, as despesas com enfermagem em residência encontramse sob o campo de abrangência da lei; portanto, dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda. Este mesmo sujeito passivo, ao se insurgir sobre glosa idêntica à presente (anocalendário 2003) já obteve decisão favorável desta mesma 2ª TE, nos processo n. 11080.008001/200416, acórdão n° 280200.164, Sessão de 28 de outubro de 2009, publicado no DOU do dia 28/10/2009: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. DESPESAS MÉDICAS DEDUTÍVEIS. INTERNAÇÃO HOSPITALAR EM RESIDÊNCIA. Despesas médicas com enfermagem em residência. É dedutível a despesa com internação hospitalar efetuada em residência, se restar comprovado que o paciente requer cuidados médicos permanentes, passível de internação hospitalar. Recurso provido. No mesmo sentido, 1º Conselho de Contribuintes, acórdãos n.s 10242.369 e 0244.851. Posto isso, dou provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer a dedutibilidade com as despesas com serviços de enfermagem a domicílio (serviços de home care), no valor de R$ 34.051,50. É como voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 242DF CARF MF Impresso em 16/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 28 de novembro de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 243DF CARF MF Impresso em 16/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10983.908301/2009-67
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/12/2003
COFINS/PIS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO - APLICAÇÃO DE DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL - POSSIBILIDADE.
Nos termos regimentais, reproduz-se as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. A base de cálculo das contribuições para o PIS e a Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo Excelso STF.
COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO.
Caracterizado o recolhimento a maior da contribuição Cofins é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-001.626
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/12/2003 COFINS/PIS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO - APLICAÇÃO DE DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL - POSSIBILIDADE. Nos termos regimentais, reproduz-se as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. A base de cálculo das contribuições para o PIS e a Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo Excelso STF. COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO. Caracterizado o recolhimento a maior da contribuição Cofins é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação. Recurso Voluntário Provido.
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ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO APLICAÇÃO DE DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL POSSIBILIDADE. Nos termos regimentais, reproduzse as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. A base de cálculo das contribuições para o PIS e a Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo Excelso STF. COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO. Caracterizado o recolhimento a maior da contribuição Cofins é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 3. 90 83 01 /2 00 9- 67 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908301/200967 Acórdão n.º 3801001.626 S3TE01 Fl. 11 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908301/200967 Acórdão n.º 3801001.626 S3TE01 Fl. 12 3 Relatório Adotase o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Trata o presente processo de Declaração de Compensação DCOMP, apresentada pela contribuinte com o fim de ver compensado débito seu com crédito relativo a pagamento indevido ou a maior, referente a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS. Na apreciação do pleito, manifestouse a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis/SC pela não homologação da compensação (Despacho Decisório juntado aos autos), fazendoo com base na constatação da inexistência do crédito informado. Irresignada com a não homologação integral de suas compensações, encaminhou a contribuinte manifestação de inconformidade, na qual expõe suas razões de irresignação. Inicialmente, alega a contribuinte que o recolhimento efetuado via DARF se conforma como "pagamento indevido ou a maior", porque no cálculo da contribuição devida teria sido indevidamente utilizado como base de cálculo o critério definido na Lei n.o 9.718/1998 (teria havido a indevida inclusão das receitas financeiras e não operacionais). Entende a contribuinte que o alargamento da base de cálculo promovida por este ato legal é inconstitucional, e elenca extensivamente as razões pelas quais assim entende (tais razões não serão, entretanto, aqui minudentemente relatoriadas, em face daquilo que se prolatará no voto deste acórdão). Assim, em razão da pretensa inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo das contribuições sociais trazido pela Lei n.o 9.718/1998 e da conseqüente majoração indevida da contribuição devida apurada, entende a contribuinte que há recolhimento a maior a ensejar a compensação pleiteada. Ao final, defende a contribuinte seu direito genérico à compensação, afirmando não ter incorrido em qualquer das vedações legais ao procedimento repetitório. A DRJ em Florianópolis (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: ARGÜIÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes Fl. 124DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908301/200967 Acórdão n.º 3801001.626 S3TE01 Fl. 13 4 para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos legais regularmente editados. COMPENSAÇÃO. REQUISITO DE VALIDADE A compensação de créditos tributários depende da comprovação da liquidez e certeza dos créditos contra a Fazenda Nacional. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com a identidade de advogado emitida pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de São Paulo. Em síntese, apresentou as mesmas alegações suscitadas na manifestação de inconformidade, acrescentando basicamente que: se a lei já foi declarada inconstitucional por decisão definitiva plenária do Egrégio Supremo Tribunal Federal, podem os órgãos de julgamento entender pela sua inconstitucionalidade e afastar a sua aplicação; tratase da possibilidade de um órgão da administração deixar de aplicar urna norma inconstitucional, desde que essa já tenha sido assim declarada em decisão plenária pelo órgão máximo do Poder Judiciário; se a lei autoriza os órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade quando o órgão máximo do Poder Judiciário assim já declarou, em decisão plenária, DEVE esse Colendo Conselho afastar a aplicação do disposto no parágrafo 1° do artigo 3° da Lei n° 9.718/98 e reconhecer a legitimidade do crédito pleiteado pela Requerente e, por consequência, declarar homologada a compensação, visto que foram observados todos os ditames do artigo 74 da Lei n° 9430/96. Finalizando seu recurso, requereu que esse Colendo Conselho desse provimento integral ao presente Recurso Voluntário. Em face do bom direito da recorrente, o processo, em julgamento unânime, foi convertido em diligência para a apuração da correta composição da base de cálculo da contribuição com base na escrituração fiscal e contábil, segundo o conceito de faturamento adotado na Lei Complementar nº 70, de 1991, qual seja, a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Outrossim, solicitou se que fosse informado se a recorrente havia proposto ação judicial com o mesmo objeto deste processo administrativo fiscal. A DRF de origem atendeu o solicitado na Resolução e esclareceu que: a) não consta ação judicial questionando a base de cálculo da contribuição, segundo informação do contribuinte; b) com base no balancete a base de cálculo da contribuição importa em R$ 305.805.883,48; c) foi regularizada a representação processual. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908301/200967 Acórdão n.º 3801001.626 S3TE01 Fl. 14 5 A contribuinte foi devidamente cientificada do teor da diligência e manifestouse no prazo que lhe foi concedido, tendo concordado com o seu teor. Assim, os autos administrativos retornaram a esse colegiado para julgamento. É o relatório. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908301/200967 Acórdão n.º 3801001.626 S3TE01 Fl. 15 6 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomo conhecimento. Assiste razão à recorrente, conforme será demonstrado. Como fundamentado na Resolução, a Lei nº 9.718/98, conversão da Medida Provisória nº 1.724/98, estendeu o conceito de faturamento, base de cálculo das contribuições PIS e Cofins, definindoo no §1º do art. 3º como "receita bruta" da pessoa jurídica, e esta seria “a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas”. Ocorre, todavia, que o Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, e n.º 346.0846/PR, do Ministro Ilmar Galvão, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo das contribuições destinadas ao PIS e a Cofins, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98. Os aludidos acórdãos foram assim ementados: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908301/200967 Acórdão n.º 3801001.626 S3TE01 Fl. 16 7 Em outra oportunidade, a Excelsa Corte (STF), por unanimidade, ao apreciar o recurso extraordinário nº 585235, DJ nº 227 do dia 28/11/2008, reconheceu a existência de repercussão geral e reafirmou a jurisprudência no sentido da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, conforme decisão transcrita abaixo: O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a repercussão geral da questão constitucional, reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 e negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto do Relator. (....)(grifouse) O acórdão proferido no referido recurso extraordinário, DJ 28112008, teve a seguinte ementa: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Outrossim, o Decreto nº 70.235/72, que rege o processo fiscal, estabelece: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade* (...) §6º O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:* I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal;* (...)” *Nova redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 Destarte, são inúteis e desnecessárias eventuais discussões de outras teses sobre o conceito de faturamento. As autoridades administrativas têm que se submeter ao entendimento do Supremo Tribunal Federal e, de fato, atribuir eficácia em relação ao mérito. Neste sentido, alterouse o Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria nº 256/2009 do Ministro da Fazenda, com alterações das Portarias 446/2009 e 586/2010. O artigo 62A dispõe que os Conselheiros têm que reproduzir as decisões do STF proferidas na sistemárica da repercussão geral, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Fl. 128DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908301/200967 Acórdão n.º 3801001.626 S3TE01 Fl. 17 8 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. {*} (...) {*} alteraçãos introduzida pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010 ( grifouse) Além do mais, em consonância com o entendimento da Excelsa Corte, a Lei nº 11.941/09 revogou expressamente o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. Convém ressaltar que o direito à repetição de indébito está previsto no artigo 165 do Código Tributário Nacional – CTN, verbis Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; (...) Quanto ao direito à restituição do indébito, Luciano Amaro em Direito Tributário Brasileiro, 11ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2005, p. 420, esclarece: O direito à restituição do indébito encontra fundamento no princípio que veda o locupletamento sem causa, à semelhança do que ocorre no direito privado. No caso em discussão, o direito creditório se apresentou líquido e certo nos termos da diligência fiscal. Assim sendo, pelos documentos comprobatórios colacionados aos autos, e em especial a diligência fiscal realizada pela Delegacia de origem, constatase que em relação ao período de apuração em discussão, o contribuinte tem um crédito de pagamento a maior da contribuição no valor do crédito original utilizado na DCOMP, R$ 306.313,08. Em remate, ficou caracterizado o direito creditório pleiteado vinculado à compensação efetuada. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário e reconhecer o direito creditório pleiteado (atualizável pela taxa Selic) relativo a pagamento indevido e homologar a compensação. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 129DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908301/200967 Acórdão n.º 3801001.626 S3TE01 Fl. 18 9 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/01/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10580.008824/2007-82
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Sep 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/1999 a 30/09/2002
CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL PARA APOSENTADORIA ESPECIAL A falta de gerenciamento adequado dos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho, leva à incidência da contribuição adicional para o financiamento de aposentadoria especial dos segurados expostos. No caso em questão, Laudo Técnico-Pericial concluiu pela não comprovação de que os empregados estivessem enquadrados em condições que ensejassem a concessão de aposentadoria especial prevista no artigo 57, §§ 6º e 7º, da Lei n.º 8.213/91. Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2302-002.079
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Paulo Roberto Lara dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior, Adriana Sato.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/1999 a 30/09/2002 CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL PARA APOSENTADORIA ESPECIAL A falta de gerenciamento adequado dos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho, leva à incidência da contribuição adicional para o financiamento de aposentadoria especial dos segurados expostos. No caso em questão, Laudo Técnico-Pericial concluiu pela não comprovação de que os empregados estivessem enquadrados em condições que ensejassem a concessão de aposentadoria especial prevista no artigo 57, §§ 6º e 7º, da Lei n.º 8.213/91. Recurso Voluntário Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Paulo Roberto Lara dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior, Adriana Sato.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/1999 a 30/09/2002 CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL PARA APOSENTADORIA ESPECIAL A falta de gerenciamento adequado dos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho, leva à incidência da contribuição adicional para o financiamento de aposentadoria especial dos segurados expostos. No caso em questão, Laudo TécnicoPericial concluiu pela não comprovação de que os empregados estivessem enquadrados em condições que ensejassem a concessão de aposentadoria especial prevista no artigo 57, §§ 6º e 7º, da Lei n.º 8.213/91. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Paulo Roberto Lara dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior, Adriana Sato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 88 24 /2 00 7- 82 Fl. 1164DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/09/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, lavrada em 30/09/2003 e cientificada ao sujeito passivo em 28/10/2003, referese ao adicional de alíquotas a ser acrescido àquelas previstas no artigo 22, inciso II da Lei n.º 8.212/91, destinadas ao SAT/RAT, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados nas competências de 09/1999 a 09/2002. O relatório fiscal, fls. 53/65, diz que a notificada expunha trabalhadores a agentes nocivos constantes do Anexo IV do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3048/99; que apôs no campo ocorrência da GFIP informação que não pode ser validada pela fiscalização, frente às evidências materiais, formais e circunstanciais apuradas pelo exame da documentação apresentada. Que a empresa apresentou Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho LTCAT apenas para os anos de 1999 e 2002, sendo lavrado auto de infração; que o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais –PPR só foi apresentado para o exercício de 2002 e em desacordo com o estabelecido na NR 9, também motivando autuação, da mesma forma que o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, foi apresentado somente para o exercício de 2002, em desacordo com a NR 07. Aduz o relatório que a notificada informou em GFIP a exposição a agentes nocivos e recolheu o respectivo adicional no período de 04/1999 a 08/1999. Após a impugnação foi solicitada diligência, fls.480/482, para o exame dos documentos acostados pela defesa. Foi emitido Parecer Fiscal por AFRFB , Engenheiro de Segurança do Trabalho, fls. 483/492, que diante dos elementos examinados, expôs a necessidade de parecer conclusivo a ser efetuado pela perícia médica do INSS. Os autos foram remetidos à Gerência de Benefícios do INSS, para ser esclarecido pela perícia se entre 09/1999 a 09/2002, houve exposição de segurados a riscos ocupacionais, em proporções que justifiquem a cobrança das contribuições na NFLD. Às fls. 501/504, volume II, parecer emitido por médico perito do INSS, conclui pela não comprovação de que os segurados estivessem enquadrados em condições que ensejassem a concessão de aposentadoria especial prevista no artigo 57, §6º e § 7º da lei n.º 8.213/91, no período de 01/1999 a 09/2002. Acórdão de primeira instância, fls. 506/534, volume II, pugna pela procedência do lançamento e Acórdão da 4ª Câmara do CARF, anula a decisão proferida, pela falta de ciência do sujeito passivo quanto ao resultado da diligência fiscal, fls. 589/592, volume II. Após a cientificação e manifestação da recorrente, novo Acórdão de primeira instância, fls.1018/1032, volume IV, julga o lançamento procedente ao argumento de que os documentos apresentados pela notificada apresentam incongruências, incompatibilidades e incoerências, atestando falhas no gerenciamento dos riscos. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso, onde alega em síntese: Fl. 1165DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/09/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008824/200782 Acórdão n.º 2302002.079 S2C3T2 Fl. 1.115 3 a) que do resultado das diligências efetuadas o auditor fiscal concluiu às fls. 490, que os laudos técnicos são válidos; que os pareceres apresentados justificam a informação em GFIP nas competências de 04/1999 a 08/1999, do enquadramento relativo a aposentadoria especial, sendo que a partir de 09/1999, ficou comprovado que não há exposição; que a empresa demonstrou que não há exposição a agentes nocivos; que a empresa disponibiliza EPC e EPI e possui procedimentos a serem seguidos para determinadas atividades; que os trabalhadores não estão expostos a condições que levem a aposentadoria especial; b) que análise a Gerência de Benefício do INSS através de médico perito diz que não foi constatada a exposição ariscos acima dos limites de tolerância, de forma habitual e permanente que justifique a concessão de aposentadoria especial; c) que não há documento que ateste a exposição de trabalhadores aos riscos ambientais do trabalho; d) que o auto de infração lavrado pela apresentação deficiente do PPRA foi objeto de diligência , onde o Auditor Fiscal se pronunciou que o documento atende as disposições da NR 09; e) que quando da ciência da diligência, juntou todos os documentos solicitados; f) que a decisão de primeira instância não considerou as provas técnicas apresentadas e produzidas por profissionais da Administração Pública; g) que o laudo acostado às fls. 154/191, com data de emissão em 30/09/1999, referese ao ano de 2000, que o erro foi corrigido; h) que quando da manifestação após a diligência acostou todos os LTCATs de 1999, 2000, 2001 e 2002; i) quanto ao arbitramento, argumenta que conseguiu provar o contrário dos fatos presumidos ao demonstrar através dos documentos e das análises realizadas, que não há exposição a gentes nocivos a ponto de ensejar aposentadoria especial; j) que a decisão recorrida indeferiu o pedido de perícia incorrendo em cerceamento de defesa, já que o tema requer conhecimento técnico; Fl. 1166DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/09/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 k) reitera que até 08/1999 reconheceu a exposição aos riscos, como forma de se adequar à nova realidade exposta pela Lei n.º 9.732/98; que a mudança na forma de avaliação da exposição aos riscos não pode ser feita imediatamente e por isso até se adequar, informou e recolheu o adicional ao SAT; l) requer a realização de prova pericial e indica os quesitos a serem respondidos, bem como o nome e qualificação dos peritos. Requer a improcedência do lançamento, ou alternativamente, o atendimento à solicitação de fls. 492 para que se forme comissão composta de médico do INSS, um dos AFRFB notificantes e um Engenheiro de Segurança do Trabalho para visita à empresa e deslinde da questão, que seja deferida a prova pericial, como solicitada, ou que a base de cálculo seja adequada para fazer incidir a contribuição apenas sobre a remuneração dos empregados considerados pela Receita Federal do Brasil como expostos a agentes nocivos acima dos limites de tolerância. É o relatório. Fl. 1167DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/09/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008824/200782 Acórdão n.º 2302002.079 S2C3T2 Fl. 1.116 5 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Cumprido o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade, conheço do recurso e passo ao seu exame. O levantamento referese ao adicional para a aposentadoria especial e é de se asseverar que as demonstrações ambientais são as peças fundamentais para a auditoria do gerenciamento dos riscos ocupacionais, constituindose nos documentos primários de informações, que dão suporte ao direito da aposentadoria especial. A partir da edição da Lei n.º 9.032/95, ocorreu grande mudança no regime da aposentadoria especial, pois tal diploma redefiniu os conceitos e critérios para a concessão da mesma. O art. 57 da Lei n.° 8.213/91 passou a ter a seguinte redação: “A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme a lei.” Assim, verificamos que a concessão da aposentadoria especial passou a depender de comprovação, pelo segurado, perante o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, do tempo de trabalho permanente, não ocasional nem intermitente, em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o período mínimo fixado para a concessão do benefício, nos termos do disposto no art. 57, § 3° e 4°, da Lei n.° 8.213/91. O propósito da auditoria em riscos ocupacionais é a verificação, por parte da empresa, do eficaz gerenciamento do ambiente de trabalho e, conseqüentemente, o controle dos riscos ocupacionais. E, com relação à exposição a agentes nocivos e à cobrança da contribuição previdenciária prevista no § 6.º do art. 57 da Lei n.º 8.213/91, o trabalho do Auditor Fiscal deverá basearse não somente nos aspectos de natureza formal dos documentos ambientais, mas o que é necessário, é a análise das informações prestadas pela própria empresa nos documentos já mencionados, e a verificação da existência de evidências materiais da exposição a agentes nocivos presentes no ambiente de trabalho acima dos limites de tolerância previstos. Há que se buscar principalmente citadas evidências materiais que demonstrem o efetivo ou potencial prejuízo à saúde ou à integridade física dos trabalhadores, a exposição aos agentes nocivos acima dos limites de tolerância estabelecidos ou o exercício daquelas atividades arroladas no Anexo IV do Decreto 3.048, que por si só já bastam para a concessão da aposentadoria especial e a correspondente cobrança do adicional à contribuição estabelecida no inciso II do art. 22 da Lei n.º 8.212/91. Como regra, a empresa deve demonstrar que gerencia adequadamente o ambiente de trabalho, eliminando e controlando os agentes nocivos à saúde e à integridade física dos trabalhadores. A existência ou não de riscos ambientais em níveis que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador é comprovada mediante as demonstrações ambientais. Fl. 1168DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/09/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 No caso presente, as demonstrações ambientais apresentadas pela recorrente não foram consideradas pelos fiscais notificantes aptas a fazer prova quanto à inexistência de agentes nocivos ou ao seu controle, motivo pelo qual, lavraram a presente notificação. No entanto, após a impugnação e frente aos documentos juntados pela então impugnante, o Fisco viu a necessidade da emissão de um parecer técnico, ao que o AFRFB e Engenheiro de Segurança do Trabalho, posteriormente ao exame da documentação, se pronunciou pela validade dos Laudos Técnicos e demais elementos juntados, que inferiam a inexistência de exposição de trabalhadores a agentes nocivos de forma a propiciar aposentadoria especial, mas buscando maior certeza e evidências quanto ao tema, sugeriu a remessa do processo ao setor técnico competente, qual fosse a Gerência de Benefícios do INSS, responsável pela concessão de aposentadoria especial. A diligência foi solicitada nos seguintes termos, fls. 498, volume II a) Estariam os trabalhadores da Griffin Brasil Ltda enquadrados em condições que ensejassem a concessão de aposentadoria especial prevista no art. 57 § 6 o e 7o da Lei 8213/91, no período de setembro de 1999 a setembro de 2002. b) Em caso afirmativo, quais seriam as funções/atividades que estariam atendendo os requisitos pertinentes. Assim, foi emitido Parecer Técnico Médico Pericial de Médico Perito do INSS. Neste documento de fls. 501/504, o profissional concluiu pela não comprovação de que os empregados estiveram ou estejam (à época) enquadrados em condições que ensejassem a concessão de aposentadoria especial prevista no artigo 57, §§ 6º e 7º, da Lei n.º 8.213/91. Transcrevo os elementos examinados pelo Perito e sua conclusão: a) (FOLHAS 116 a 153 VOL I) Laudo Técnico sobre atividades e operações insalubres e Aposentadoria Especial na PROCHROM INDUSTRIAS QUÍMICAS S/A com endereço na Rua Oxigênio, 748, CamaçaríBahia datado de 30/09/1999. b) (FOLHAS 154 a 191 VOL I) Laudo Técnico sobre atividades e operações insalubres e Aposentadoria Especial na GRIFFIN BRASIL LTDA com endereço na Rua Oxigênio, 748, CamaçaríBahia datado de 30/09/1999. c) ( FOLHAS 192 a 233 VOL I) cópia não autenticada Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho na GRIFFIN BRASIL LTDA com endereço na Rua Oxigênio, 748, CamaçaríBahia datado de 18/11/2002. d) (FOLHAS 329 a 345 VOL IDcópia não autenticada Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho na GRIFFIN BRASIL LTDA Unidade 120/DCPI com endereço na Rua Hidrogênio, CamaçaríBahia datado de 18/11/2002. a) A PROCHROM INDUSTRIAS QUÍMICAS S/A passou a ser denominda de GRIFFIN BRASIL LTDA (fl.86). O LTCAT corresponde ao mesmo endereço, Rua Oxigênio, 748 Pólo Petroquímico de Camaçarí, Camaçarí Bahia, portanto não se trata de laudo similar ou de ambiente diverso. Realizada a perícia nos dias 03/09/1999 e 30/09/1999, Fl. 1169DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/09/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008824/200782 Acórdão n.º 2302002.079 S2C3T2 Fl. 1.117 7 (...) Conclusão: 5. Considerando o exposto acima, concluo com a análise dos documentos técnicos .apresentados neste processo, a não comprpvação que os trabalhadores da _Gjiffin.Brasil Ltda. estejam ou estiveram enquadrados em condições que ensejassem a concessão de aposentadoria especial prevista no art. 57 § 6° e 7° da_Lei,8.213/91, no período.de.setembro de 1999 a setembro de 2002. Destarte, frente aos documentos acostados e ao parecer do Médico Perito da Previdência Social, os lançamentos referentes ao adicional relativo ao financiamento dos benefícios concedidos em razão dos riscos ambientais do trabalho não se sustentam porque não há evidências de segurados efetivamente expostos a riscos. Não se pode olvidar que a matéria aqui tratada é bastante complexa e, efetivamente, demanda análise pericial e técnica da situação encontrada na empresa. Entendo que o lançamento ora realizado, somente poderia ser validado quando restasse plenamente comprovado que a empresa, pela respectiva atividade desenvolvida, expõe seus empregados a riscos que ensejam a aposentadoria especial ou efetua precariamente o controle desses agentes, de tal sorte que efetivamente permaneçam expostos a tais riscos. Até porque a procedência do lançamento terá o condão de declarar e afirmar o direito à aposentadoria especial de todos os trabalhadores considerados expostos pela auditoria fiscal, de tal sorte que todo esse contingente de pessoas poderá apresentar requerimento, quando da aposentadoria, pleiteando o reconhecimento do tempo de contribuição para a aposentadoria especial. Isto, por certo, não se coaduna com as mudanças feitas na legislação de aposentadoria especial, que passou a exigir a efetiva exposição aos agentes nocivos para o deferimento dos benefícios. Ademais, entendo que a decisão recorrida não trouxe dados concretos para desacreditar e não acatar o laudo pericial apresentado pelo competente setor do INSS, simplesmente o ignorando para julgar o lançamento procedente sob o argumento de que a empresa não gerencia adequadamente seus riscos ambientais. Pelo exposto, Voto pelo provimento do recurso. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 1170DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/09/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 Fl. 1171DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/09/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 10880.720325/2010-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3302-000.236
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator. EDITADO EM: 28/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Fábia Regina Freitas.
Nome do relator: Não se aplica
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1611; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.720325/201088 Recurso nº 1Voluntário Resolução nº 3302000.236 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 22 de agosto de 2012 Assunto Solicitação de diligência Recorrente DIAGEO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 28/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Fábia Regina Freitas. Relatório A empresa DIAGEO BRASIL LTDA., já qualificada nos autos, ingressou com pedido de ressarcimento de créditos básicos de IPI, combinado com declaração de compensação, previsto no art. 11 da Lei no 9.779/99 e na IN SRF no 33/99, relativo ao 3º trimestre de 2006. A DRF em Campinas SP deferiu, em parte, o pleito da Recorrente, alegando que parte dos créditos foram consumidos em razão da glosa efetuado quando da lavratura do RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .7 20 32 5/ 20 10 -8 8 Fl. 428DF CARF MF Impresso em 25/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.720325/201088 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3302000.236 S3C3T2 Fl. 3 2 auto de infração controlado no Processo nº 10830.003785/201033 e, também, porque os créditos escriturados na forma do inciso I, § 1º, do art. 143 do RIPI/2002 (retorno de produtos industrializados por encomenda) somente podem ser utilizados para dedução do imposto devido nas saídas tributadas. Ciente da decisão, a empresa interessada ingressou com manifestação de conformidade, defendendo o direito ao ressarcimento dos créditos do retorno de produtos industrializados por encomenda porque assim reconheceu a SRRF 8ªRF em solução de consulta formalizada por ela Recorrente e, também, que as glosas efetuadas no auto de infração eram improcedentes e foram objeto de impugnação, devendo o julgamento da manifestação de inconformidade ser sobrestado até o deslinde final do auto de infração. A 8a Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão preto SP deferiu, em parte, o pleito da Recorrente, para reconhecer o direito ao ressarcimento dos créditos objeto de retorno de produtos industrializados por encomenda, nos termos do Acórdão no 1431.631, de 24/11/2010. A empresa interessada tomou ciência da decisão de primeira instância em 22/03/2011 e interpôs recurso voluntário no dia 19/04/2011, no qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade sobre a improcedência das glosas efetuadas que resultaram na lavratura do auto de infração e sobre a necessidade de sobrestar o julgamento do recurso voluntário até o trânsito em julgado da decisão administrativa do Processo nº 10830.003785/201033. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o Relatório. Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relator. Como relatado, trata o presente processo de pedido de ressarcimento de crédito básico de IPI deferido, em parte, pela DRF Campinas SP que não reconheceu o direito ao ressarcimento de créditos oriundos de retorno de produtos industrializados por encomenda e, também, porque o saldo credor de períodos anteriores (ano de 2004) foi diminuído em razão de glosas efetuadas pela Fiscalização e objeto de lançamento de ofício controlado no Processo nº 10830.003785/201033. O recurso voluntário do Processo nº 10830.003785/201033 foi julgado por esta 2ª Turma Ordinária, da 3ª Câmara, da 3ª Seção de Julgamento, na sessão das 09:00 horas do dia 22/08/2012, tendo o Colegiado decidido dar provimento parcial ao recurso voluntário do contribuinte, nos termos do Acórdão nº 330201.766, cuja cópia foi anexada a este processo. Referida decisão não é definitiva porque, em tese, está sujeita a recurso especial, do contribuinte e da PGFN, para a CSRF e, consequentemente, ainda é passível de reforma. Fl. 429DF CARF MF Impresso em 25/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.720325/201088 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3302000.236 S3C3T2 Fl. 4 3 Relativamente ao presente recurso voluntário, não se conhece das alegações da Recorrente sobre as razões de fato e de direito da lavratura do auto de infração controlado no Processo nº 10830.003785/201033 porque tal matéria está sendo discutida naquele processo. O que for decidido nele aplicarseá também a este processo. Não há previsão regimental para sobrestar o julgamento de recurso voluntário em razão da solução da lide depender de decisão a ser proferida em outro processo de interesse do contribuinte. Portanto, não há como atender ao pedido da Recorrente para sobrestar o julgamento do presente recurso voluntário. Por outro lado, o recurso voluntário do contribuinte precisa ser julgado e o resultado do julgamento não pode ser condicionado a evento futuro e incerto. No caso concreto, pede a Recorrente que lhe seja reconhecido direito ao ressarcimento no valor pleiteado no pedido original. Pelas razões acima expostas, tal decisão somente pode ser prolatada após o julgamento da procedência ou não do lançamento de ofício controlado no Processo nº 10830.003785/201033 porque o resultado do julgamento terá reflexo no valor do crédito a ser, eventualmente, reconhecido por este Colegiado. Consequentemente, tornase impossível a este Conselheiro Relator formar sua convicção sobre a lide, especialmente sobre o valor a ressarcir, sem que tenha, antes, transitado em julgado a decisão administrativa do Processo nº 10830.003785/201033. Isto posto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência à repartição de origem para as seguintes providências: 1 aguardar o trânsito em julgado da decisão administrativa do Processo nº 10830.003785/201033; 2 ocorrido o trânsito em julgado a que se refere o item 1, juntar aos autos do processo a decisão da Turma de Julgamento da CSRF Câmara Superior de Recursos Fiscais, se houver; 3 apurar a existência de crédito a ressarcir neste processo, considerando o que foi decidido definitivamente pela DRJ, pelo CARF e, eventualmente, pela CSRF no Processo nº 10830.003785/201033; 4 prestar os esclarecimento e informações que julgar importante para o deslinde da questão; 5 imediatamente, dar ciência à Recorrente desta Resolução e, após as providências dos itens 3 e 4, dar ciência à Recorrente do resultado da diligência, abrindolhe o prazo previsto no Parágrafo Único do art. 35 do Decreto nº 7.574/11. 6 conclusos, retornem os autos do processo a este CARF para prosseguir no julgamento do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Relator Fl. 430DF CARF MF Impresso em 25/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10120.008975/2010-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
Ementa:
SIMPLES. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE VEDADA. SERVIÇOS DE ENGENHARIA. EXCLUSÃO. EFEITOS.
Restando comprovado que a recorrente passou a exercer atividades de engenharia, justifica-se a sua exclusão do Simples, cujos efeitos devem se produzir a partir do mês subsequente ao que comprovadamente incorreu na situação excludente.
Numero da decisão: 1302-000.998
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira seção de julgamento, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente em exercício e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Tadeu Matosinho Machado, Paulo Roberto Cortez, Andrada Marcio Canuto Natal, Diniz Raposo e Silva, Eduardo de Andrade, Marcio Rodrigo Frizzo.
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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EXERCÍCIO DE ATIVIDADE VEDADA. SERVIÇOS DE ENGENHARIA. EXCLUSÃO. EFEITOS. Restando comprovado que a recorrente passou a exercer atividades de engenharia, justificase a sua exclusão do Simples, cujos efeitos devem se produzir a partir do mês subsequente ao que comprovadamente incorreu na situação excludente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado – Presidente em exercício e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Tadeu Matosinho Machado, Paulo Roberto Cortez, Andrada Marcio Canuto Natal, Diniz Raposo e Silva, Eduardo de Andrade, Marcio Rodrigo Frizzo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 89 75 /2 01 0- 53 Fl. 160DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 10120.008975/201053 Acórdão n.º 1302000.998 S1C3T2 Fl. 160 2 Relatório TRADE CENTER CORPORATION LTDA., já devidamente qualificada nestes autos, recorre a este Conselho contra a decisão prolatada pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília/DF., que julgou procedente a impugnação apresentada contra o Ato Declaratório de Exclusão do Simples Federal expedido pelo Delegado da Receita Federal do Brasil em Goiânia. Trata a lide de exclusão do Simples Federal por meio do Ato Declaratório Executivo nº 289, de 03/11/2010 (fls. 52), com declaração de exclusão da empresa do referido sistema, com fundamento na atividade fim da empresa, com efeitos a partir de 01/01/2002, “uma vez que foi constatado que, desde sua constituição, em 19.06.2001, exerce atividades próprias de engenharia abrangidas pelas vedações para a opção pelo mencionado sistema, de acordo com o inciso XIII, do artigo 9º, da Lei nº 9.317/1996”. O procedimento de exclusão foi instaurado mediante a de representação fiscal (fls. 01/02), de 25/10/2010, analisada por meio do Despacho nº 2446/2010, de 04/10/10 (fls. 51). Inconformada, a empresa apresentou impugnação à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília/DF. (fls. 58/65), trazendo os seguintes argumentos, assim resumidos no acórdão recorrido: Cientificado da exclusão em 12/11/2010 (fl. 58d), a empresa apresentou impugnação em 06/12/2010, na qual alega que está enquadrada no Simples desde 19/06/2001, que “o enquadramento antes procedido e deferido pela mesma atividade se constitui ato jurídico perfeito e acabado a gerar direito adquirido”, que suas atividades não se inserem nas normas de vedação do “Simples Nacional”, que “não tem cabimento” a assertiva de que exerce atividades próprias de engenharia. Aduz que o ato de exclusão devia ter sido precedido de oportunidade para defesa, pelo que pugna pela nulidade daquele. (fls. 60/67d). A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília/DF. analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, mediante o Acórdão nº 0344.378, de 04/08/2011 (fls. 129/133), e consideroua improcedente, conforme ementa a seguir transcrita: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2002 Exclusão Simples Federal A declaração de suas atividades fins no contrato social deve ser tomada como caracterizadora de sua empresa Enunciado nº 54 da I Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça Federal, ao comentar o art. 966 do Código Civil; O julgador deve observar o disposto no art. 116, III, da Lei nº 8.112, de 1990, bem assim o entendimento da SRF expresso em Fl. 161DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 10120.008975/201053 Acórdão n.º 1302000.998 S1C3T2 Fl. 161 3 atos normativos”, ou seja, é seu dever “observar as normas legais e regulamentares”. Impugnação Improcedente. Ciente da decisão de primeira instância em 09/09/2011, conforme documento de fl. 147, e com ela inconformada, a empresa apresentou recurso voluntário em 04/10/2011 (registro de recepção à fl. 149, razões de recurso às fls. 149/158), mediante o qual oferece, em apertada síntese, os seguintes argumentos: a) Que o ato declaratório e o acórdão que o manteve, atingem atos jurídicos perfeitos e acabados e o direito adquirido; b) Que a opção ao Simples ocorreu em 19/06/2001 e ao ato declaratório surgiu somente em 03/11/2010, ou seja, nove anos depois de colocado em prática; c) Que por analogia com o art. 150, § 4º do CTN a opção feita somente poderia ser questionada no prazo máximo de cinco anos depois de feita; d) Que a sócia, que ora representa a recorrente, já encontrou essa situação quando ingressou na sociedade; e) Que não procede o argumento de que não houve a confirmação da opção pelo Simples, pois havia sido excluída do Simples, por faturamento, e solicitou sua reinclusão no SIMPLES NACIONAL, que foi deferida, conforme acompanhamento de resultado de solicitação de 11/07/2007, com efeitos a partir de 01/07/2007; f) Que ainda que se pudesse dizer que a opção inicial de 19/06/2001 dependesse de homologação esta deveria ocorrer no prazo máximo de cinco anos, sob pena de não ter eficácia, por esbarrar em fatores como Prescrição e Decadência; g) Que sua atividade principal é a de Fabricação de Estruturas Metálicas (CNAE 25.11000) e atividade secundária é a de Reparação e Manutenção de Equipamentos de Comunicação (CNAE 95.12600), que não se inserem entre as atividades vedadas, conforme Resolução CGSN nº 6, de 18/06/2007, que dispõe sobre os códigos de atividades econômicas, previstos na Classificação Nacional de Atividades Econômicas, para fins de inclusão no SIMPLES NACIONAL; h) Que a exclusão fundamentada no exercício de atividades de engenharia revela desconhecimento de sua atividade, sendo divorciada da realidade; Fl. 162DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 10120.008975/201053 Acórdão n.º 1302000.998 S1C3T2 Fl. 162 4 i) Que houve deferimento formal para reinclusão no SIMPLES NACIONAL e que o acórdão recorrido não poderia ignorar esse fato ou se pretender à mera terminologia usada (nacional ou federal), pois ambos estariam submetidos aos ditames da Constituição Federal; j) Que ao longo de anos exerceu suas atividade ao abrigo do Simples, em conformidade com a lei, não exercendo qualquer atividade de engenharia; k) Que a legislação citada no voto condutor do acórdão recorrido não pode prevalecer e nem ser aplicada em contrário do que determina a Constituição Federal. Ao final requer que seja declarada a nulidade do ato declaratório combatido. É o Relatório. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 10120.008975/201053 Acórdão n.º 1302000.998 S1C3T2 Fl. 163 5 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado, Relator O recurso voluntário é tempestivo e, portanto, dele conheço. A questão em debate referese a ato declaratório de exclusão (retroativa) do Simples Federal, tendo em vista o exercício de atividade econômica vedada, no caso em tela, atividades de engenharia. A recorrente alega que o ato de exclusão viola atos jurídicos perfeitos e o direito adquirido, uma vez que a sua opção ao Simples havia ocorrido há quase dez anos e que teria sido inclusive confirmada mediante ato que deferiu a sua reinclusão no SIMPLES NACIONAL EM 2007, após ter sido excluído anteriormente por ultrapassar o faturamento permitido. Invoca ainda analogia a observância do prazo previsto no art. 150, § 4º do CTN, para considerar homologada tacitamente sua opção, em face do silencia da administração tributária por mais de cinco anos. Não tem razão a recorrente quanto aos argumentos acima invocados. O Sistema Integrado de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples é um dos regimes de recolhimento dos tributos federais, assim como existem o Lucro Real, o Lucro Presumido e o Lucro Arbitrado para fins de recolhimento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro. A opção pelo regime de recolhimento está sujeita à observância dos requisitos legais e são submetidas à fiscalização quanto ao seu atendimento, por parte da Secretaria da Receita Federal do Brasil, nos termos do art. 17 da Lei nº 9.317/1996, não existindo, nesse caso, direito adquirido ao regime. As condições para o exercício da opção devem ser satisfeitas e comprovadas em relação a cada período em que os tributos tenham sido recolhidos pro esse sistema. O prazo de homologação do lançamento, previsto no § 4º do art. 150, aplica se aos recolhimentos dos tributos devidos, não podendo a autoridade administrativa constituir, de ofício, créditos tributários cujos fatos geradores tenham ocorrido há mais de cinco anos, salvo nos casos de fraude, dolo ou simulação ou quando inexista pagamento. Assim, ainda que a própria lei instituidora preveja a exclusão retroativa do Simples, nenhuma diferença de tributos pode ser exigida do sujeito passivo, relativa a fatos geradores ocorridos há mais de cinco anos. Com relação ao deferimento de sua reinclusão no SIMPLES NACIONAL, ocorrida em 2007, é mister observar que embora este seja inspirado na experiência do Simples Federal, tem abrangência muito mais ampla, não apenas quanto aos entes federados tributantes que dele participam, como também quanto ao espectro de atividades cuja adesão é permitida, sendo regido pela Lei Complementar nº 123/2006. Assim, suas normas não se confundem e não se aplicam aos fatos geradores anteriores à sua vigência, praticados sob o regime do Simples Federal, regido pelas disposições da Lei nº 9.317/1996, que fundamenta o ato de exclusão em discussão. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 10120.008975/201053 Acórdão n.º 1302000.998 S1C3T2 Fl. 164 6 Assim, a questão a ser ponderada é se de fato os elementos trazidos pela autoridade fiscal, em conjunto com os apresentados pela recorrente em sua impugnação caracterizam ou não o exercício da atividade vedada. A recorrente alega enfaticamente que seus estatutos não prevêem o exercício e que em momento algum exerceu atividades técnicas de engenharia. Em sua impugnação trouxe aos autos cópia do seu Contrato Social e alterações posteriores (fls. 67/97), com intuito de demonstrar que não tinha como objeto social o exercício de atividade “próprias de engenharia”. O Contrato Social (fls. 67), formalizado em 07/06/2001, previa, em sua cláusula 3ª, o seguinte objeto social: As Primeira e Segunda Alteração Contratual (fls. 69/73), mantiveram inalterada a cláusula relativa ao objeto social. Na Terceira Alteração Contratual (fls. 74/77), formalizada em 12/08/2004, além de alteração do quadro societário, trouxe modificação no objeto social da empresa, conforme a cláusula quarta: A Quarta Alteração Contratual (fls. 78/79), formalizada em 23/02/2005, introduziu nova alteração no objeto social da recorrente, nestes termos: A Quinta Alteração Contratual (fls. 81/83), datada de 15 de junho de 2005, alterou a composição societária da recorrente, com a inclusão da sócia que ora a representa neste recurso, sem alterar o objeto social. A Sexta Alteração Contratual (fls. 84/87), lavrada em 16 de janeiro de 2006; a Sétima Alteração Contratual (fls. 88/91), formalizada em 15 de março de 2006; a Oitava Alteração Contratual (fls. 92/95), lavrada em 31 de maio de 2006 e a Nona Alteração Contratual (fls. 96/97), formalizada em 14 de Outubro de 2008, mantiveram inalterado o objeto social da empresa. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 10120.008975/201053 Acórdão n.º 1302000.998 S1C3T2 Fl. 165 7 Entendo que a descrição do objeto social contida no contrato social e alterações são insuficientes, por si só, para caracterizar o exercício de atividades próprias de engenharia, uma vez que tendo como atividade principal a fabricação e comércio de torres para telecomunicações e energia elétrica, os serviços de montagem das torres aparentam ser, a priori, inerentes à atividade principal da recorrente. Não obstante, a fiscalização carreou aos autos outros elementos que confirmam o exercício de atividades de engenharia pela empresa recorrente. Estão arrolados os contratos firmados entre a recorrente e a empresa Embratel: Pedido nº 4500142080, firmado em 06/06/2005, para “executar serviços de sondagem, execução de fundação, fornecimento e instalação de torre de 30 m. em Mangaratiba”, compreendendo “serviços gerais de engenharia” (fls. 07/11); Pedido nº 4500149237, firmado em 30/08/2005, para “serviços de Recuperação/substituição de estrutura metálica oxidada (TORRE HORIZONTE/CE, TORRE ROSÁRIO/MA E TORRE BACANGA/MA” compreendendo “serviços gerais de engenharia” (fls. 12/16); o Pedido nº 4500151683, firmado em 27/09/2005, para o “fornecimento e instalação de torre metálica auto portante, triangular de 30 metros de altura em Aparecida de Goiânia e Ativação do Cliente Saída” compreendendo “serviços gerais de engenharia” (fls. 26/29); Pedido nº 4500152591, firmado em 07/10/2005 (fls. 17/20) “executar o serviço de sondagem de solo nas Estações da Embratel de Cacoal e Pimenta Bueno”, compreendendo “serviços gerais de engenharia”; e o Pedido nº 4500157043, firmado em 28/11/2005, para “executar os serviços de Recuperação de Estruturas e Fundação da Torre de Cacoal e Pimenta Bueno” compreendendo “serviços gerais de engenharia” (fl. 21/25). Também foram anexadas aos autos, cópias das notas fiscais de serviços de nºs. 002, 011, 014, 015, 016, 017, 018, 019, 020, 021, 022, 028, 033, 039 e 040 (fls. 30/44), emitidas em favor da empresa Embratel, descrevendo serviços vinculados aos contratos acima referidos. Consta ainda dos autos uma Certidão de Registro e Quitação (fls. 45/47), em nome da recorrente, da qual consta o seu registro perante o Conselho Regional de Arquitetura e Agronomia do Estado de Goiás, para atuação no ramo de Engenharia Civil e Segurança do Trabalho. Consta da certidão que o registro sob o nº 10578/RF, foi feito em 20/06/2005. Com base nos elementos acima, carreados aos autos pela fiscalização, resta inequivocamente comprovado o exercício de atividades de engenharia por parte da recorrente a partir do mês de junho de 2005, o que justifica a sua exclusão do Simples, nos termos do Ato Declaratório Normativo Cosit, de 14/10/1999, in verbis: O COORDENADORGERAL DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 199, inciso IV, do Regimento Interno aprovado pela Portaria MF No 227, de 3 de setembro de 1998, e tendo em vista as disposições do inciso V do art. 9o da Lei No 9.317, de 5 de dezembro de 1996, com as alterações promovidas pelo art. 4o da Lei No 9.528, de 10 de dezembro de 1997. Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que a vedação ao exercício da opção pelo SIMPLES, aplicável à atividade de Fl. 166DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 10120.008975/201053 Acórdão n.º 1302000.998 S1C3T2 Fl. 166 8 construção de imóveis, abrange as obras e serviços auxiliares e complementares da construção civil, tais como: 1. a construção, demolição, reforma e ampliação de edificações; 2. sondagens, fundações e escavações; 3. construção de estradas e logradouros públicos; 4. construção de pontes, viadutos e monumentos; 5. terraplenagem e pavimentação; 6. pintura, carpintaria, instalações elétricas e hidráulicas, aplicação de tacos e azulejos, colocação de vidros e esquadrias; e 7. quaisquer outras benfeitorias agregadas ao solo ou subsolo. Resta então examinar os efeitos desta exclusão no tempo. O Ato Declaratório Executivo nº 289, de 03/11/2010, da DRF Goiânia/GO, determinou a exclusão com efeitos a partir de 01/01/2002, acolhendo a premissa da fiscalização de que a empresa exerceu desde a data da constituição atividades próprias de engenharia. Contudo, os elementos trazidos aos autos comprovam apenas o exercício da atividade vedada a partir do mês de junho de 2005, devendo ser observado o disposto no inc. II do art. 15 da Lei nº 9.317/1996, que assim dispõe: Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: I – (...). II a partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XIV e XVII a XIX do caput do art. 9o desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) (...) Ante ao exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário interposto, para reconhecer os efeitos da exclusão do Simples somente para os fatos geradores ocorridos a partir do mês de julho de 2005. Sala das Sessões, em 02 de outubro de 2012. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Fl. 167DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 10120.008975/201053 Acórdão n.º 1302000.998 S1C3T2 Fl. 167 9 Fl. 168DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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Numero do processo: 10680.722555/2011-19
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Sat Mar 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2010
ISENÇÃO. APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE.
Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.924
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. Para que seja reconhecida a isenção de imposto sobre os valores recebidos de aposentadoria, deve o contribuinte comprovar, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, que é portador de uma das moléstias definidas em lei. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 25 55 /2 01 1- 19 Fl. 212DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10680.722555/201119 Acórdão n.º 2801002.924 S2TE01 Fl. 213 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 9ª Turma da DRJ/BHE/BH. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Em desfavor de JOÃO PEDRO GUSTIN, CPF nº 004.996.17649, foi emitida a NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO nº 2010/095126416467086 juntada nas fls.08/11 destes autos, com apuração de saldo de imposto a restituir ajustado no valor de R$3.968,61, relativo ao ano calendário de 2009, exercício de 2010, ao contrário do que foi apurado na declaração de ajuste que importou em R$27.149,32. De acordo com o documento de fls. 9, o ajuste tem como fato gerador rendimento no valor de R$133.429,39, recebido de pessoa jurídica – Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais – CNPJ nº 21.727.508/000166, indevidamente declarado como rendimento isento e não tributável, tendo em vista a falta de comprovação, na forma da lei, porque de ser o declarante portador de moléstia considerada grave. Acrescendo que: De acordo com informações repassadas pela Prefeitura Municipal à RFB, os médicos que prestam serviços em Postos de Saúde e UPA não estão investidos no cargo de perito. Laudos por eles emitidos não são laudos periciais e, sim, laudos diagnósticos. A Notificação foi precedida de Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, encaminhada pela via postal e recebida em 30.03.2011. Em 25.04.2011, o lançamento foi impugnado com os argumentos abaixo, em síntese, apontados. Depois de identificarse, afirma que atendeu ao termo de intimação e apresentou a documentação que discrimina, tendo recebido a Notificação onde se aponta como fato gerador do lançamento a omissão de rendimento tributável no valor de R$133 429,39, transcrevendo a motivação do lançamento citado no documento de fls. 9 e já acima transcrito. Acrescenta que é aposentado pelo IPLEMG – e definitivamente portador de patologia identificada na Classificação de Internacional de Doenças – CID I 20 – “Cardiopatia Grave, desde 09.06.1999, atestado em laudo médico do SUS – Sistema Único de Saúde – Prefeitura Municipal de Belo Horizonte – Centro de Saúde Nossa Senhora de Fátima, assinado pela servidora municipal – BM41.8386– Dra. Claúdia Drumond Guimarães Abreu, CRM MG 24470 emitido após pericia presencial e documental.” Fl. 213DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10680.722555/201119 Acórdão n.º 2801002.924 S2TE01 Fl. 214 3 Diz que de acordo coma Lei Municipal nº 8.425, de 05.08.2002, o Centro de Saúde Nossa Senhora de Fátima é unidade municipal subordinada à Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Distrito Sanitário CentroSul, sendo, portanto, incontestavelmente competente para emissão de laudo médico e que não cabe à autoridade tributária questionar quanto às formalidades de atestados, pareceres e diagnósticos médicos. Cita Acórdão do 1º Conselho de Contribuintes, a Consulta Interna nº 1 – SRF06/Disit, de 08.04.2010, afirma que o laudo médico emitido pela Dra. Cláudia Abreu atende os requisitos contidos no Parecer Consulta nº 3949/2010 aprovado na Sessão Plenária do dia 13.03.2010, pelo Conselho Regional de Medicina Seção Minas Gerais, que o contribuinte foi submetido a perícia médica presencial/documental no Centro de Saúde no dia 01.04.2008. Assevera que a Secretaria da Receita Federal se perdeu na acepção semântica confundindo laudo pericial com laudo diagnóstico, deveria se preocupar com fatos e não na busca de definições equivocadas, que o documento apresentado é um laudo pericial conforme definição contida na Solução de Consulta nº 119, de 14.08.1996. Cita a Lei nº 9784, de 1999 e afirma que o laudo apresentado emitido pelo SUS somente poderia ser contestado mediante decisão fundamentada e que possui documentação comprobatória de seu direito podendo apresentála, caso seja solicitado para apresentação junto ao corpo médico do Núcleo de Saúde e Perícia do MFMG, para perícia presencial requerendo que a mesma seja marcada e caso assim não entenda, que motive esta decisão. Salienta que sua fonte pagadora já reconheceu seu direito, lista documentos que faz anexar à impugnação que pede seja acolhida para fins de restituição do valor declarado e que o processo seja dada prioridade na análise do processo, com fundamento no estatuto do idoso. Vindo o processo a julgamento e de sua análise com vistas à emissão de acórdão, entendeu esta relatora pela necessidade de baixar os autos em diligência – fls. 29, para fins de juntada dos documentos apresentados à fiscalização em atendimento ao Termo de Intimação de fls. 74 que precedeu à emissão da presente Notificação, em especial, o Laudo Médico Oficial emitido pela PBH. Em atendimento, foram juntados os documentos de fls. 74 a 111, constando das fls. 78 e 79 o documento assinado pela citada Dra. Cláudia Drumond Guimarães Abreu e das fls. 109 o ofício de nº 042/2010/DRF/BHTE/GABIN, datado de 23.02.2010 emitido pela Delegada da Receita Federal do Brasil em Belo Horizonte para a Gerência de Saúde do Trabalho e Perícia Médica da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, indagando daquele órgão se os Centros de Saúde e Unidades de Pronto Fl. 214DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10680.722555/201119 Acórdão n.º 2801002.924 S2TE01 Fl. 215 4 Atendimento – UPA dispõem de peritos médicos para concessão de Lautos Periciais, restando esclarecido pela autoridade signatária do ofício em comento que a motivação para a consulta é o considerável número de documentos recebidos pela Receita Federal emitidos com timbre de Serviço de Saúde Municipal e assinados por médicos sem a indicação de cargo ou e ato legal que confira ao emitente a competência para realizar perícias de cunho administrativo. Em resposta endereçada a Sra. Delegada da Receita Federal do Brasil, foi emitido o OF. GSPM/EXT – DRF/BHE/GABIN nº 114/2010, de 02.03.2010, juntado nas fls. 110, informando que as perícias médicas previdenciárias dos servidores estatutários da PBH (administração direta e indireta) ficam ao cargo da Gerência de Saúde do Servidor e Perícia Médica e que os médicos profissionais que prestam serviços em centros de saúde e UPA, atendem usuários do SUS.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 121/127, que restou assim ementado: MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. Para serem isentos do imposto de renda pessoa física, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovado por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que o interessado é portador de uma das moléstias apontadas na legislação de regência. Laudo pericial é o documento que formaliza uma perícia médica realizada por profissional médico investido na função de perito por ato administrativo, ou na falta de perito, por junta médica com atribuição pericial. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. A administração pública, por força constitucional, está adstrita ao princípio da legalidade na prática de todos os seus atos administrativos, sob pena de responsabilidade funcional daquele que assim não proceder. PROVAS. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. De acordo com a legislação tributária, o momento de apresentação de provas é junto com a impugnação. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 06/10/2011 (AR fl. 129), o interessado, representado por sua procuradora (fls. 198/199), interpôs o recurso de fls. 131/136, em 28/10/2011 (fl. 209). Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Fl. 215DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10680.722555/201119 Acórdão n.º 2801002.924 S2TE01 Fl. 216 5 Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente sustenta que os rendimentos de aposentadoria tidos como omitidos, oriundos da fonte pagadora Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, estariam abrangidos pela isenção prevista no inciso XIV, artigo 6º, da Lei nº 7.713, de 1988, e alterações. Por oportuno, confirase o disposto na Lei nº 7.713, de 1988: “Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (Redação dada pela Lei nº 11.052, de 2004). (...) XXI – os valores recebidos a título de pensão quando o beneficiário desse rendimento for portador das doenças relacionadas no inciso XIV deste artigo, exceto as decorrentes de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão de pensão. (Incluído pela Lei nº 8.541, de 1992)” (grifos acrescidos) Cumpre destacar que a partir de 1º de janeiro de 1996, para a concessão da isenção pleiteada, a moléstia enumerada no art. 6º, inc. XIV da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações deve ser comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. A decisão recorrida concluiu que o contribuinte não faz jus à isenção postulada, considerando que o laudo médico do SUS apresentado pelo contribuinte (fls. 77/78) não é um laudo médico pericial e sim de um “RESUMO DO CASO”, sendo que não restou demonstrado que a signatária possuía competência atribuída pelo órgão público para assinar laudos periciais, não preenchendo os requisitos previstos no artigo 30 da Lei nº 9.250, de 1995, haja vista o Ofício GSPM/EXT – DRF/BHE/GABIN nº 114/2010, de 02/03/2010 (fl. 110), que atesta que as perícias médicas previdenciárias dos servidores estatutários da PBH (administração direta e indireta) ficam ao cargo da Gerência de Saúde do Servidor e Perícia Fl. 216DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10680.722555/201119 Acórdão n.º 2801002.924 S2TE01 Fl. 217 6 Médica e que os médicos profissionais que prestam serviços em centros de saúde e UPA, atendem usuários do SUS.” Examinando os documentos juntados pelo recorrente, às fls. 137/197, verifico que o pleito pela isenção, relativamente ao anocalendário 2009, embasase em documentos de lavra de médicos que não preenchem os requisitos da legislação, especialmente no tocante à emissão por médicoperito do serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. È de se ressaltar que a Perícia Médica é a área da Medicina onde são estudados os meios de auxiliar a justiça e administração na elucidação dos fatos, que só podem ser desvendados com o conhecimento médico. Tratase de um complexo de regras, não apenas médicas, bem como jurídicas e técnicas, fundamentais à realização de perícias, que determinarão uma maior proximidade com a verdade dos fatos de interesse da justiça e da administração. As classificações usadas na área clínica, muitas vezes não podem ser aplicadas integralmente na área pericial. Assim, não cuidando a recorrente de aditar aos autos laudo médico hábil, com a indicação do cargo ou do ato que confere ao médico emitente competência para representar o órgão na emissão de laudos periciais, não há como reconhecer a isenção pleiteada. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 217DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES
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