Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 13839.913327/2011-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/12/2003
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITO. PERD/COMP. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. INSUFICIÊNCIA.
As alegações constantes da manifestação de inconformidade devem ser acompanhadas de provas suficientes que as confirmem a liquidez e certeza do crédito pleiteado.
Não tendo sido apresentada documentação apta a embasar a existência e suficiência crédito alegado pela Recorrente, não é possível o reconhecimento do direito a acarretar em qualquer imprecisão do trabalho fiscal na não homologação da compensação requerida.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3402-005.018
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(Assinado com certificado digital)
Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Diego Diniz Ribeiro, Waldir Navarro Bezerra, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/12/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITO. PERD/COMP. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. INSUFICIÊNCIA. As alegações constantes da manifestação de inconformidade devem ser acompanhadas de provas suficientes que as confirmem a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Não tendo sido apresentada documentação apta a embasar a existência e suficiência crédito alegado pela Recorrente, não é possível o reconhecimento do direito a acarretar em qualquer imprecisão do trabalho fiscal na não homologação da compensação requerida. Recurso voluntário negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13839.913327/2011-01
anomes_publicacao_s : 201804
conteudo_id_s : 5853802
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 13 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3402-005.018
nome_arquivo_s : Decisao_13839913327201101.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
nome_arquivo_pdf_s : 13839913327201101_5853802.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (Assinado com certificado digital) Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Diego Diniz Ribeiro, Waldir Navarro Bezerra, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo e Carlos Augusto Daniel Neto.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2018
id : 7220130
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:15:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050012027453440
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1554; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13839.913327/201101 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3402005.018 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 21 de março de 2018 Matéria COFINS Recorrente TAKATA BRASIL S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/12/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITO. PERD/COMP. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. INSUFICIÊNCIA. As alegações constantes da manifestação de inconformidade devem ser acompanhadas de provas suficientes que as confirmem a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Não tendo sido apresentada documentação apta a embasar a existência e suficiência crédito alegado pela Recorrente, não é possível o reconhecimento do direito a acarretar em qualquer imprecisão do trabalho fiscal na não homologação da compensação requerida. Recurso voluntário negado. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (Assinado com certificado digital) Jorge Olmiro Lock Freire Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Diego Diniz Ribeiro, Waldir Navarro Bezerra, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo e Carlos Augusto Daniel Neto. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 91 33 27 /2 01 1- 01 Fl. 99DF CARF MF Processo nº 13839.913327/201101 Acórdão n.º 3402005.018 S3C4T2 Fl. 0 2 Tratase de recurso voluntário interposto em face da decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento (“DRJ”) de Belo Horizonte, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela Contribuinte sobre pedido de restituição de créditos da Contribuição para 63 COFINS. De acordo com o Despacho Decisório denegatório do direito inicialmente pleiteado, a partir das características do DARF descrito no PerDcomp, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição. Assim, diante da inexistência de crédito, a restituição foi INDEFERIDA. Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresenta manifestação de inconformidade alegando, em síntese: que em um trabalho de revisão de apuração da base de créditos e de débitos de PIS e Cofins, constatouse que no período de dezembro de 2002 a março de 2004, foram aplicadas alíquotas vigentes à época, em desacordo com a Lei 10.485/02, art. 3º, § 2º, inciso I; que foi feito levantamento dos produtos constantes dos anexos I e II que foram indevidamente tributados e chegouse ao valor mensal, objeto do pedido de restituição e da declaração de compensação; que diante deste fato transmitiu em 14/11/2005, Pedido de Restituição, informando que em 30/09/2003, arrecadou indevidamente, a título de PIS/PASEP, por meio de darf no valor de R$19.398,03, a importância de 1.626,87; que transmitiu a Declaração de Compensação remetendo ao pedido de restituição e que o utilizaria para compensar débito de mesmo valor com vencimento. que por um lapso a DCTF do período não foi retificada, no entanto na DIPJ do período está declarada corretamente. Passa a discorrer sobre o direito creditório embasandoo em fundamentos jurídicos citando inclusive posicionamentos jurisprudenciais, para ao final requerer a homologação da compensação e que seja declarado sem efeito o despacho decisório. Sobreveio então o Acórdão 02058.306, da DRJ/BHE, negando provimento à manifestação de inconformidade. Irresignada, a Contribuinte interpôs Recurso Voluntário a este Conselho, no qual repisa os argumentos trazidos em sua impugnação ao lançamento tributário. Ademais, alega que o Acórdão da DRJ padeceria de nulidade, devido à falta de apreciação de questões e provas relevantes para o deslinde da controvérsia. É o relatório. Fl. 100DF CARF MF Processo nº 13839.913327/201101 Acórdão n.º 3402005.018 S3C4T2 Fl. 0 3 Voto Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 3402004.996, de 21 de março de 2018, proferida no julgamento do processo 13839.913300/201119, paradigma ao qual o presente processo vinculase. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu no Acórdão nº 3402004.996: "Como se depreende do relato acima, ao se contrapor ao Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada, a Recorrente brada pela existência de indébitos decorrentes de pagamento indevido da Contribuição ao PIS. Aduz ter realizado um trabalho de revisão de procedimentos de apuração da base de créditos e de débitos de PIS e de Cofins, constando que recolheu indevidamente as contribuições pois, com fundamento na Lei n. 10.485/02, artigo 3º, §2º, inciso I, a alíquota sobre os produtos constantes nos Anexos I e II deveria seria, mas tributouos à alíquota vigente à época, sendo assim levantou os produtos constantes dos referidos Anexos e que foram indevidamente tributados chegando ao valor mensal, objeto do pedido de restituição e da declaração de compensação referidos. Para corroborar suas alegações, a Recorrente apresenta, cópia da PER/DCOMP , Recibo de Entrega do Pedido de Restituição, da DCTF do período de apuração (fls 44), DACON (fls 46), DARF (fls 50), folhas do Razão Geral (fls 51), de antes e depois da revisão de procedimentos de apuração da base de créditos e de débitos de PIS e de Cofins, bem como Demonstrativo elaborado com a pretensão de demonstrar supostos indébitos decorrentes de pagamentos indevidos ou a maior (fls 53). Outrossim, a própria Recorrente assume que, por uma lapso, deixou de efetuar a retificação da DCTF, muito embora tenha devidamente retificado a DIPJ, o DACON, tudo com registro em seu livro razão. Quando constatou seu erro, justamente pela não homologação das compensações, o prazo para a retificação já estava expirado. Pois bem, muito embora o DACON e a DIPJ sejam de fato simples declarações, incapazes de, sozinhas, salvaguardar o crédito pleiteado pela Recorrente sempre no intuito de demonstrar o erro em sua DCTF, que, como se sabe, tem efeito de confissão de dívida o livro razão é justamente um dos documentos fiscais/contábeis aptos para tanto, sendo presumidas verdadeiras as informações ali constantes, conforme os artigos Fl. 101DF CARF MF Processo nº 13839.913327/201101 Acórdão n.º 3402005.018 S3C4T2 Fl. 0 4 417 e 419 do Novo Código do Processo Civil (NCPC) e o artigo 923 do Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR/99). Ocorre que, nos presente caso, a Recorrente apresentou unicamente duas folhas soltas do seu livro razão (fls 51 e 52). Ou seja, não é possível aferir a validade do documento, uma vez que o Decretolei 468/69, em seu artigo 5, §2º determina que "os Livros ou fichas do Diário deverão conter termos de abertura e de encerramento, e ser submetidos à autenticação do órgão competente do Registro do Comércio." (...)1 Lembremos que Lei n. 5.172/66 (Código Tributário Nacional), em seu art. 165, assegura o direito à restituição de tributos por recolhimento ou pagamento indevido ou a maior que o devido e estabelece os casos que configuram tal recolhimento ou pagamento, como a Recorrente afirma possuir, nos seguintes termos: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos I Cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória Por sua vez, o instituto da compensação de créditos tributários está previsto no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN): Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (...) Com o advento da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a compensação passou a ser tratada especificamente em seu artigo 74, tendo a citada Lei disciplinado a compensação de 1 Transcreveuse apenas o entendimento que prevaleceu no paradigma. Os fragmentos sobre a conversão em diligência, em que a relatora restou vencida, foram aqui omitidos, por irrelevantes, mas podem ser consultados em sua íntegra no acórdão paradigma. Fl. 102DF CARF MF Processo nº 13839.913327/201101 Acórdão n.º 3402005.018 S3C4T2 Fl. 0 5 débitos tributários com créditos do sujeito passivo decorrentes de restituição ou ressarcimento de tributos ou contribuições, âmbito da Secretaria da Receita Federal (SRF). Ainda, o §1º do art. 74 da Lei nº 9.430/96 (incluído pelo art. 49 da Lei nº 10.637/02) 2 determina que a compensação será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados (PER/DCOMP), como pretende a Recorrente in casu. Nesse sentido, a Recorrente processou pedido de compensação, afirmando possuir créditos relativos à Contribuição ao PIS, decorrente de pagamentos indevidos. Entretanto, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte. Assim, concluiu a Fiscalização que não restava crédito disponível para restituição, e, por conseguinte, a compensação não foi homologada. Muito embora a falta de prova sobre a existência e suficiência do crédito tenha sido o motivo tanto da não homologação da compensação por despacho decisório, como da negativa de provimento à manifestação de inconformidade, a Recorrente permanece sem se desincumbir totalmente do seu ônus probatório, insistindo que efetuou a retificação do Dacon e da DIPJ, o que demonstraria seu direito ao crédito. Ocorre que o Dacon constitui demonstrativo por meio do qual a empresa apura as contribuições devidas. Com efeito, o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (DACON), instituído pela Instrução Normativa SRF nº 387, de 20 de janeiro de 2004, é uma declaração acessória obrigatória em que as pessoas jurídicas informavam a Receita Federal do Brasil sobre a apuração da Contribuição ao PIS e da COFINS. Em outros termos, sua função é de refletir a situação do recolhimento das contribuições da empresa, sendo os créditos autorizados por lei e com substrato nos documentos contábeis da empresa, basicamente notas fiscais os livros fiscais onde estão registradas as referidas notas, além da própria DCTF. Assim, são esses últimos documentos que possuem aptidão para comprovar o crédito. Ademais, a Instrução Normativa n. 1.015, de 05 de março de 2010, estabelece que: Art. 10. A alteração das informações prestadas em Dacon, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de demonstrativo retificador, elaborado com 2 A referida legislação recebeu ainda algumas alterações promovidas pelas Leis nºs 10.833/2003 e 11.051/2004. Atualmente, os procedimentos respectivos encontramse regidos pela IN RFB nº 1.300/2012 e alterações posteriores Fl. 103DF CARF MF Processo nº 13839.913327/201101 Acórdão n.º 3402005.018 S3C4T2 Fl. 0 6 observância das mesmas normas estabelecidas para o demonstrativo retificado. § 1º O Dacon retificador terá a mesma natureza do demonstrativo originariamente apresentado, substituindoo integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar alteração nos créditos e retenções na fonte informados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I reduzir débitos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins: a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa da União (DAU), nos casos em que importe alteração desses saldos; b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas no demonstrativo original, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização; e II alterar débitos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. (...) § 5º A pessoa jurídica que entregar Dacon retificador, alterando valores que tenham sido informados na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), deverá apresentar, também, DCTF retificadora. Conforme mencionado anteriormente, a Contribuinte não apresentou documentação suficiente que comprovasse o crédito alegado, já que as folhas soltas do livro razão carecem de legitimidade para tanto. Outrossim, a mera apresentação do demonstrativo interno da sociedade não é suficiente para comprovar a existência de alegado indébito decorrente de pagamento indevido ou a maior, haja vista que se encontra desacompanhado de documentos que lhe dê suporte jurídico. Ao não apresentar documentos indispensáveis à apreciação do alegado crédito, o interessado prejudicou a análise por parte da Administração, visto que restou impossibilitada a comprovação de certeza e liquidez do crédito solicitado, conforme preceitua o artigo 170 do CTN. Foi justamente nesse sentido de decidiu o Acórdão recorrido, bem apreciando todas as provas trazidas aos autos, cotejandoas com o direito Fl. 104DF CARF MF Processo nº 13839.913327/201101 Acórdão n.º 3402005.018 S3C4T2 Fl. 0 7 pleiteado pela Recorrente, não havendo, portanto, que se falar em nulidade da decisão a quo, como aventado na peça recursal. Afinal, ressaltese, com relação a prova dos fatos e o ônus da prova, dispõem o artigo 36, caput, da Lei nº 9.784/99 e o artigo 373, inciso I, do Código de Processo Civil, abaixo transcritos, que caberia à Recorrente, autora do presente processo administrativo, o ônus de demonstrar o direito que pleiteia: Art. 36 da Lei nº 9.784/99. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 373 do Código de Processo Civil. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; Peço vênia para destacar as palavras do Conselheiro relator Antonio Carlos Atulim, plenamente aplicáveis ao caso sub judice: “É certo que a distribuição do ônus da prova no âmbito do processo administrativo deve ser efetuada levandose em conta a iniciativa do processo. Em processos de repetição de indébito ou de ressarcimento, onde a iniciativa do pedido cabe ao contribuinte, é óbvio que o ônus de provar o direito de crédito oposto à Administração cabe ao contribuinte. Já nos processos que versam sobre a determinação e exigência de créditos tributários (autos de infração), tratandose de processos de iniciativa do fisco, o ônus da prova dos fatos jurígenos da pretensão fazendária cabe à fiscalização (art. 142 do CTN e art. 9º do PAF). Assim, realmente andou mal a turma de julgamento da DRJ, pois o ônus da prova incumbe a quem alega o fato probando. Se a fiscalização não provar os fatos alegados, a consequência jurídica disso será a improcedência do lançamento em relação ao que não tiver sido provado e não a sua nulidade. A jurisprudência do CARF é pacífica sobre o tema, como se depreende das ementas abaixo colacionadas: Ementa(s) Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/2006 a 30/06/2006 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ÔNUS DA PROVA. ERRO EM DECLARAÇÃO. A DCTF retificadora apresentada após o despacho decisório que não homologa a compensação e a DACON não têm o condão de provar suposto erro de fato que aponta Fl. 105DF CARF MF Processo nº 13839.913327/201101 Acórdão n.º 3402005.018 S3C4T2 Fl. 0 8 para a inexistência do débito declarado. O contribuinte possui o ônus de prova do direito invocado mediante a apresentação de escrituração contábil e fiscal, lastreada em documentação idônea que dê suporte aos seus lançamentos (Acórdão 3803006.915, Relator Conselheiro Corintho Oliveira Machado) Ementa(s) NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2009 PIS/COFINS. DCOMP. CRÉDITOS DECORRENTES DE DCTF NÃO RETIFICADA POR DECURSO DE PRAZO (5 ANOS). PER/DCOMP NÃO HOMOLOGADO. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. A interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. PIS/COFINS. DCOMP. DACON RETIFICADOR Embora o DACON seja uma fonte válida de informações para o Fisco, tomado isoladamente, ele não é prova suficiente do erro alegado, sendo incapaz de elidir o valor inicialmente declarado em DCTF (Acórdão 3802003.316, Relator Conselheiro Waldir Navarro Bezerra) Ementa(s) Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/01/2005 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE DCTF RETIFICADORA. A informação dos valores devidos a título de PIS prestada na DACON não enseja o direito creditório, uma vez que o crédito tributário constituise pela DCTF. No caso de divergência entre os valores declarados em DCTF e DACON, prevalece o montante constituído em DCTF. A DCTF é o instrumento hábil e suficiente para constituição do crédito tributário, por consequência lógica, que o indébito tributário pelo pagamento a maior deve ser apurado pelo Fl. 106DF CARF MF Processo nº 13839.913327/201101 Acórdão n.º 3402005.018 S3C4T2 Fl. 0 9 confronto com os valores constituídos em DCTF e os valores recolhidos. A desconstituição da confissão depende de robusta prova e detalhada demonstração de materialidade diversa da declara. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO (Acórdão 3101001.259, Conselheiro Relator Luis Roberto Domingo). Dessarte, não tendo plenamente comprovada pela Recorrente a liquidez e certeza do crédito pleiteado, de acordo com toda a disciplina jurídica supra mencionada, não há reparos a serem feitos quanto ao Acórdão recorrido. Dispositivo Tendo em vista que essa turma de julgamento decidiu questão prejudicial ao pleito da Recorrente, no sentido de que não é cabível a diligência proposta por esta Relatora, não resta o que fazer nesse processo se não manter a não homologação das compensações pretendidas, pois não foram comprovados os créditos para fazer frente aos débitos nelas apontados. Ex positis, voto no sentido de negar provimento o recurso voluntário." Da mesma forma que ocorreu no caso do paradigma, no presente processo o contribuinte não logrou comprovar o direito creditório pleiteado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO. (Assinado com certificado digital) Jorge Olmiro Lock Freire Fl. 107DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10675.003038/2003-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Mar 23 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Apr 06 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF
Período de apuração: 23/06/1999 a 05/04/2000
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA DO SUJEITO PASSIVO.
Na falta de retenção e recolhimento da CPMF pelo substituto tributário, responde o contribuinte na qualidade de responsável supletivo pela obrigação.
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 23/06/1999 a 05/04/2000
MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO.
É cabível a exigência da multa de ofício na constituição do crédito referente a tributo não integralmente pago no vencimento.
JUROS DE MORA. CABIMENTO.
Os juros de mora, ex vi do art. 161 do CTN, incidem quando da insuficiência ou do retardo do pagamento do crédito tributário, qualquer que seja a intenção da contribuinte ou o motivo do atraso.
Numero da decisão: 3302-005.370
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer, parcialmente, do recurso voluntário e, na parte conhecida, em negar-lhe provimento.
[assinado digitalmente]
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente.
[assinado digitalmente]
Maria do Socorro Ferreira Aguiar - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, José Renato Pereira de Deus, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Jorge Lima Abud, Diego Weis Júnior, Raphael Madeira Abad e Walker Araújo.
Nome do relator: MARIA DO SOCORRO FERREIRA AGUIAR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF Período de apuração: 23/06/1999 a 05/04/2000 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA DO SUJEITO PASSIVO. Na falta de retenção e recolhimento da CPMF pelo substituto tributário, responde o contribuinte na qualidade de responsável supletivo pela obrigação. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 23/06/1999 a 05/04/2000 MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. É cabível a exigência da multa de ofício na constituição do crédito referente a tributo não integralmente pago no vencimento. JUROS DE MORA. CABIMENTO. Os juros de mora, ex vi do art. 161 do CTN, incidem quando da insuficiência ou do retardo do pagamento do crédito tributário, qualquer que seja a intenção da contribuinte ou o motivo do atraso.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 06 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10675.003038/2003-14
anomes_publicacao_s : 201804
conteudo_id_s : 5852550
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 06 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3302-005.370
nome_arquivo_s : Decisao_10675003038200314.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : MARIA DO SOCORRO FERREIRA AGUIAR
nome_arquivo_pdf_s : 10675003038200314_5852550.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer, parcialmente, do recurso voluntário e, na parte conhecida, em negar-lhe provimento. [assinado digitalmente] Paulo Guilherme Déroulède - Presidente. [assinado digitalmente] Maria do Socorro Ferreira Aguiar - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, José Renato Pereira de Deus, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Jorge Lima Abud, Diego Weis Júnior, Raphael Madeira Abad e Walker Araújo.
dt_sessao_tdt : Fri Mar 23 00:00:00 UTC 2018
id : 7205104
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:15:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050012035842048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1634; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 108 1 107 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.003038/200314 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302005.370 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de março de 2018 Matéria AI.CPMF Recorrente RADIO VISAO DE UBERLANDIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA CPMF Período de apuração: 23/06/1999 a 05/04/2000 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA DO SUJEITO PASSIVO. Na falta de retenção e recolhimento da CPMF pelo substituto tributário, responde o contribuinte na qualidade de responsável supletivo pela obrigação. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 23/06/1999 a 05/04/2000 MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. É cabível a exigência da multa de ofício na constituição do crédito referente a tributo não integralmente pago no vencimento. JUROS DE MORA. CABIMENTO. Os juros de mora, ex vi do art. 161 do CTN, incidem quando da insuficiência ou do retardo do pagamento do crédito tributário, qualquer que seja a intenção da contribuinte ou o motivo do atraso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer, parcialmente, do recurso voluntário e, na parte conhecida, em negarlhe provimento. [assinado digitalmente] Paulo Guilherme Déroulède Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 00 30 38 /2 00 3- 14 Fl. 108DF CARF MF 2 [assinado digitalmente] Maria do Socorro Ferreira Aguiar Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, José Renato Pereira de Deus, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Jorge Lima Abud, Diego Weis Júnior, Raphael Madeira Abad e Walker Araújo. Relatório Por bem descrever os fatos ocorridos até o presente momento processual, os quais foram relatados de forma minudente, adoto o relatório da r. decisão recorrida, conforme a seguir transcrito: Tratase de Auto de Infração da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão Financeira — CPMF, fls. 01/15, pelo qual foi constituído o crédito Tributário no valor de R$2.840,59, sendo R$1.175,63 de principal. Segundo a "DESCRIÇÃO DOS FATOS ..." que integra o auto de infração, em referência ao demonstrativo de fls. 05/06, o fisco constatou que houve falta de recolhimento da CPMF, sob a alegação de que a essa não foi retida e nem recolhida por força de medida judicial posteriormente revogada. As fls. 17/21 impugnação intermediada por procuradora constituída A fl. 39, que pode ser assim traduzida, em síntese: I) os valores da CPMF do período de junho/1999 a abril/2000 foram extintos por pagamento, vez que: em 16/06/1999 impetrou mandado de segurança (processo 1999.38030016988) requerendo fosse reconhecido o seu direito de não softer incidência da CPMF em face de sua inconstitucionalidade; em 17/06/1999 foi deferida liminar determinando a autoridade coatora que se abstivesse de exigila; em 29/01/2000 foi publicada decisão pela qual foi julgado improcedente o pedido, denegando a segurança e cassando a liminar concedida; em 07/02/2000 foram opostos embargos de declaração, rejeitados em decisão publicada em 03/03/2000, "momento em que passou a ser exigível o pagamento da CPMF cuja exigibilidade encontravase suspensa por força de liminar."; 2) o único banco no qual a autuada era correntista, Banco Real, cientificado da decisão, procedeu a retenção e ao recolhimento da CPMF devida em 31/03/2000, no valor de R$1.232,23, portanto em valor superior ao principal de R$ 1.175,63; 3) a multa de 75% é absolutamente injusta, vez que comprovado o pagamento integral, além do que é extorsiva e atentatória ao principio do não confisco; Fl. 109DF CARF MF Processo nº 10675.003038/200314 Acórdão n.º 3302005.370 S3C3T2 Fl. 109 3 4) não há que se falar em cobrança de juros de mora, pois o suposto crédito tributário foi devidamente pago; Como prova do alegado, os documentos de fls. 40/43. É o relatório. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento sintetizou, na ementa a seguir transcrita , a decisão proferida. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA CPMF Período de apuração: 23/06/1999 a 05/04/2000 LANÇAMENTO DE OFÍCIO INFORMAÇÕES FORNECIDAS POR INSTITUIÇÃO BANCARIA FALTA DE RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA Informada à Administração Tributária a falta de retenção/recolhimento da contribuição, correta a formalização da exigência, com os acréscimos legais, contra o sujeito passivo na sua qualidade de responsável supletivo pela obrigação. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. MULTA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA Sendo objetiva a responsabilidade por infrações, a falta de recolhimento do tributo sujeita a contribuinte A incidência dos juros decorrentes da mora e A multa de oficio. Assim, inconformada com a decisão de primeira instância, a empresa após ciência em 23/03/2007, conforme AR de fl. 75, apresenta em 24/04/2007, fl. 76/84, Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, onde repisa os mesmos argumentos já aduzidos.. É o relatório. Voto Conselheira Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Relatora: Dos requisitos de admissibilidade O Recurso Voluntário é tempestivo, trata de matéria da competência deste Colegiado e atende aos pressupostos legais de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. Da ilegitimidade passiva Quanto à ilegitimidade passiva arguida, importa ressaltar as quanto à responsabilidade tributária, dispostas no artigo 128 do CTN: Fl. 110DF CARF MF 4 Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindoa a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.(grifei) Em consonância com as referidas prescrições, dispôs a Lei nº 9.311, de 1996: Art. 5o É atribuída a responsabilidade pela retenção e recolhimento da contribuição: 1 às instituições que efetuarem os lançamentos, as liquidações ou os pagamentos de que tratam os incisos I, II e III do art. 2º; II às instituições que intermediarem as operações a que se refere o inciso V do art. 2º; III àqueles que intermediarem operações a que se refere o inciso VI do art. 2º; § 1º A instituição financeira reservará, no saldo das contas referidas no inciso I do art. 2o, valor correspondente à aplicação da alíquota de que trata o art. 7o sobre o saldo daquelas contas, exclusivamente para os efeitos de retiradas ou saques, em operações sujeitas à contribuição, durante o período de sua incidência. § 2a Alternativamente ao disposto no parágrafo anterior, a instituição financeira poderá assumir a responsabilidade pelo pagamento da contribuição na hipótese de eventual insuficiência de recursos nas contas. § 3º Na falta de retenção da contribuição, fica mantida, em caráter supletivo, a responsabilidade do contribuinte pelo seu pagamento.(grifei). Constatase portanto, das disposições do § 3º acima transcrito que o lançamento da CPMF, na falta de retenção desta pela Instituição Financeira pode ser efetuado em nome do contribuinte, visto que a lei atribuilhe a responsabilidade supletiva. Assim, não há que se cogitar de ilegitimidade passiva uma vez que o lançamento foi efetuado conforme as disposições legais pertinentes acima destacadas. Da multa de ofício Quanto à aplicação da multa de ofício, registrese que a falta de pagamento do tributo antes do início do procedimento fiscal sujeita o contribuinte à constituição do crédito de ofício e neste caso, é cabível a multa de ofício nos termos art. 44, 1 , da Lei n° 9.430, de 1996. Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de Fl. 111DF CARF MF Processo nº 10675.003038/200314 Acórdão n.º 3302005.370 S3C3T2 Fl. 110 5 declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; Dos juros de mora Quanto à incidência dos juros de mora, está prevista no artigo 161 do Código Tributário Nacional, verbis: "Art. 161 O Crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária." §1º. Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% (um por cento) ao mês.”(grifei). Os juros de mora, ex vi do art. 161 retrotranscrito, incidem quando da insuficiência ou do retardo do pagamento do crédito tributário, qualquer que seja a intenção da contribuinte ou o motivo do atraso, visto que a natureza cogente da norma tributária estabelece seja qual for o motivo determinante da falta. Notese que o calículo dos juros de mora, para cada período, estão explicitados nos demonstrativos, integrantes do auto de infração, bem como a respectiva base legal, art. 61, § 3°, da Lei n° 9.430, de 1996, a seguir transcrito: Acréscimos Moratórios Multas e Juros Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (...) §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.(Vide Medida Provisória nº 1.725, de 1998)(Vide Lei nº 9.716, de 1998)(grifei). Conforme autorizado pelo referido § 3º os juros de mora deverão ser equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Fl. 112DF CARF MF 6 Com relação aos supostos pagamentos efetuados, pertinentemente destacou a decisão de piso: Isso posto, há que dizer o seguinte quanto a advogada extinção do crédito tributário, em face do demonstrativo das instituições financeiras de fls. 05/06 e dos elementos de prova carreados aos autos As fls. 40 a 43: relativamente ao Banco ABN AMR° Real S.A. (R$1.165,91): Além de a contribuinte não trazer nenhum comprovante de pagamento dos valores constantes do demonstrativo de fl. 05, as cópias de seu Diário e Razão, por si sós, não têm o condão de dizer da afetação daqueles valores com o de R$1.232,23 historiado como débito acumulado de CPMF em 30/03/2000, debitado em sua contacorrente em 31/03/2000; relativamente à CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (R$9,72): Em que pese na época do fato gerador a contribuinte ter sido correntista junto A CEF, conforme o demonstrativo de fls. 05/06, ela não enriqueceu sua impugnação com nenhum elemento de prova a ilidir o feito nesse particular, alegando que no período o era apenas do Banco Real. Assim, inexistindo a prova que desconstitua o lançamento, inferese que não há reparos no lançamento, tampouco na decisão de piso. Quanto às questões de inconstitucionalidades suscitadas na peça recursal, referida matéria já foi sumulada por esse E. Conselho, conforme disposto na Súmula Carf: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.. Assim, tendo em vista a natureza da obrigação tributária, ex lege, de sorte que uma vez ocorrido o fato gerador, que corresponde à concretização da hipótese legal e faz nascer a obrigação tributária, tem a autoridade administrativa o dever de proceder ao lançamento, que é a formalização do crédito como requisito prévio e necessário para a cobrança administrativa, ex vi do parágrafo único do art. 142 do C.T.N. Ante o exposto, VOTO POR CONHECER PARCIALMENTE O RECURSO VOLUNTÁRIO E NA PARTE CONHECIDA, NEGARLHE PROVIMENTO. [Assinado digitalmente] Maria do Socorro Ferreira Aguiar Fl. 113DF CARF MF Processo nº 10675.003038/200314 Acórdão n.º 3302005.370 S3C3T2 Fl. 111 7 Fl. 114DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10530.000283/2008-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Apr 04 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 24/02/2003 a 20/02/2004
DECISÃO RECORRIDA. ERROS DE CÁLCULO. CORREÇÃO. NECESSIDADE.
A ocorrência de erros de cálculo na decisão recorrida admite a interposição de recurso voluntário para o saneamento das inconsistências.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3401-004.424
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário apresentado.
Rosaldo Trevisan Presidente
Robson José Bayerl Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. Ausente justificadamente a Cons. Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 24/02/2003 a 20/02/2004 DECISÃO RECORRIDA. ERROS DE CÁLCULO. CORREÇÃO. NECESSIDADE. A ocorrência de erros de cálculo na decisão recorrida admite a interposição de recurso voluntário para o saneamento das inconsistências. Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 04 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10530.000283/2008-11
anomes_publicacao_s : 201804
conteudo_id_s : 5851448
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3401-004.424
nome_arquivo_s : Decisao_10530000283200811.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ROBSON JOSE BAYERL
nome_arquivo_pdf_s : 10530000283200811_5851448.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário apresentado. Rosaldo Trevisan Presidente Robson José Bayerl Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. Ausente justificadamente a Cons. Mara Cristina Sifuentes.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2018
id : 7200522
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:15:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050012037939200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1335; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 10 1 9 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10530.000283/200811 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401004.424 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de março de 2018 Matéria II/IPI Recorrente PIRELLI PNEUS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 24/02/2003 a 20/02/2004 DECISÃO RECORRIDA. ERROS DE CÁLCULO. CORREÇÃO. NECESSIDADE. A ocorrência de erros de cálculo na decisão recorrida admite a interposição de recurso voluntário para o saneamento das inconsistências. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário apresentado. Rosaldo Trevisan – Presidente Robson José Bayerl – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. Ausente justificadamente a Cons. Mara Cristina Sifuentes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 53 0. 00 02 83 /2 00 8- 11Fl. 1232DF CARF MF 2 Relatório Cuidase de lançamento de II/IPIVinculado, relativo às DIs que menciona, para exigência de diferenças decorrentes da não inclusão do seguro no valor aduaneiro. Em impugnação o contribuinte informou o recolhimento parcial da exigência e questionou os cálculos relativos às DIs 03/03858200, 03/06955720 e 03/06981313. A DRJ Recife/PE acolheu a impugnação e promoveu as correções necessárias. O recurso voluntário sustentou que a decisão de piso, mesmo acatando o recurso, promovera exoneração em valor inferior ao devido. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade. A bem da verdade, a peça sub examine mais se assemelha a um embargo de declaração frente a decisão de primeiro grau, ao passo que não discute qualquer questão de direito, mas simplesmente aponta um suposto vício de declaração naquele decisório. A divergência de valores apontada pelo recurso é decorrente de um equívoco de premissa, pois inclui em seu cálculo os valores dos juros moratórios, distintamente da decisão reclamada, que ajusta apenas o valor do imposto e a multa de ofício correspondente, o que justifica a diferença do montante exonerado. Logicamente, ao corrigir o principal e a multa de ofício, também serão afetados os juros de mora, que são calculados proporcionalmente a essas verbas, sem necessidade de menção expressa no ato decisório. Entretanto, ao verificar os demonstrativos confeccionados, constatei erro de cálculo no demonstrativo final de exoneração, bem assim, na apuração referente à DI 03/06981313, ambos referentes a falhas na transcrição de valores. Aproveitando a mesma estrutura da tabela inclusa na decisão recorrida, promovo as seguintes correções: Fl. 1233DF CARF MF Processo nº 10530.000283/200811 Acórdão n.º 3401004.424 S3C4T1 Fl. 11 3 DI 03/06981313 – Adição 001 – Imposto de Importação e Multa de Ofício Valor Aduaneiro Base de Cálculo Imposto Importação Alíquota 14% Multa de Ofício 75% diferença II Valor Tributável Considerado R$ 1.000.000,00 Diferença de II Lançada R$ 48.028,90 Valor da Multa Aplicada R$ 36.021,68 Valor Tributável Corrigido R$ 658.350,64 Diferença de II apurada após correção R$ 197,99 Valor da Multa após correção R$ 148,49 Imposto Recolhido R$ 91.971,10 Fração do II a ser exonerada R$ 47.830,91 Valor a ser exonerado R$ 35.873,19 DI 03/06981313 – Adição 001 – Imposto sobre Produtos Industrializados e Multa de Ofício Valor Aduaneiro Base de Cálculo Imposto s/ Produtos Industrializados Alíquota 5% Multa de Ofício 75% diferença IPI Valor Tributável Considerado R$ 1.140.000,00 Diferença de IPI Lançada R$ 19.554,62 Valor da Multa Aplicada R$ 14.665,97 Valor Tributável Corrigido R$ 750.519,73 Diferença de IPI apurada após correção R$ 80,61 Valor da Multa após correção R$ 60,45 Imposto Recolhido R$ 37.445,38 (efl. 1.818) Fração do IPI a ser exonerada R$ 19.474,01 Valor a ser exonerado R$ 14.605,52 DI 03/06955720 Adição 001 DI 03/06981313 Adição 001 DI 03/03858200 Adição 003 Total II R$ 80.995,85 R$ 47.830,91 R$ 8.547,60 R$ 137.374,36 Multa Ofício II R$ 60.746,88 R$ 35.873,19 R$ 6.410,70 R$ 103.030,77 IPI R$ 32.976,88 R$ 19.474,01 R$ 3.184,67 R$ 55.635,56 Multa Ofício IPI R$ 24.732,67 R$ 14.605,52 R$ 2.388,51 R$ 41.726,70 Valor Total Exonerado R$ 337.767,39 Os demais cálculos estão corretos. Fl. 1234DF CARF MF 4 Em face do exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário interposto. Robson José Bayerl Fl. 1235DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10494.000490/2006-97
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE
Ano-calendário: 2002
INCIDÊNCIA CIDE-COMBUSTÍVEL. GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO. BUTANO E PROPANO.
A Lei nº 10.336, de 19 de dezembro de 2001, prevê a incidência da CIDE-combustível sobre o gás liquefeito de petróleo, gênero do qual o propano e o butano são espécies.
Assunto: Normas de Administração Tributária
Exercício: 2002
CARF. INCOMPETÊNCIA. INCONSTITUCIONALIDADE.
Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2002
MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA.
Não pode ser considerada infracional a conduta do contribuinte que agiu seguindo orientação de instrução normativa, que interpretou o alcance de norma legal, interpretação posteriormente alterada por nova instrução, o que impede a imposição de lançamento de multa de ofício e juros de mora, em conformidade com o artigo 100, do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte.
Recurso de Ofício Não Conhecido.
Numero da decisão: 3302-005.226
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício e, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para excluir os lançamentos referentes à multa de ofício e ao juros de mora, vencidos os Conselheiros Walker Araújo e Jorge Lima Abud, que davam provimento integral ao recurso voluntário.
(assinatura digital)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente
(assinatura digital)
Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza - Relatora
Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), José Fernandes do Nascimento, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Raphael Madeira Abad, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Jorge Lima Abud e Walker Araujo.
Nome do relator: SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201802
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE Ano-calendário: 2002 INCIDÊNCIA CIDE-COMBUSTÍVEL. GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO. BUTANO E PROPANO. A Lei nº 10.336, de 19 de dezembro de 2001, prevê a incidência da CIDE-combustível sobre o gás liquefeito de petróleo, gênero do qual o propano e o butano são espécies. Assunto: Normas de Administração Tributária Exercício: 2002 CARF. INCOMPETÊNCIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2002 MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. Não pode ser considerada infracional a conduta do contribuinte que agiu seguindo orientação de instrução normativa, que interpretou o alcance de norma legal, interpretação posteriormente alterada por nova instrução, o que impede a imposição de lançamento de multa de ofício e juros de mora, em conformidade com o artigo 100, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Recurso de Ofício Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10494.000490/2006-97
anomes_publicacao_s : 201803
conteudo_id_s : 5840856
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3302-005.226
nome_arquivo_s : Decisao_10494000490200697.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10494000490200697_5840856.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício e, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para excluir os lançamentos referentes à multa de ofício e ao juros de mora, vencidos os Conselheiros Walker Araújo e Jorge Lima Abud, que davam provimento integral ao recurso voluntário. (assinatura digital) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente (assinatura digital) Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza - Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), José Fernandes do Nascimento, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Raphael Madeira Abad, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Jorge Lima Abud e Walker Araujo.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 26 00:00:00 UTC 2018
id : 7167351
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:13:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050012040036352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1654; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10494.000490/200697 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 3302005.226 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de fevereiro de 2018 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO CIDE COMBUSTÍVEL Recorrente PETRÓLEO BRASILEIRO S/A PETROBRÁS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO CIDE Anocalendário: 2002 INCIDÊNCIA CIDECOMBUSTÍVEL. GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO. BUTANO E PROPANO. A Lei nº 10.336, de 19 de dezembro de 2001, prevê a incidência da CIDE combustível sobre o gás liquefeito de petróleo, gênero do qual o propano e o butano são espécies. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Exercício: 2002 CARF. INCOMPETÊNCIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002 MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. Não pode ser considerada infracional a conduta do contribuinte que agiu seguindo orientação de instrução normativa, que interpretou o alcance de norma legal, interpretação posteriormente alterada por nova instrução, o que impede a imposição de lançamento de multa de ofício e juros de mora, em conformidade com o artigo 100, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Recurso de Ofício Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 49 4. 00 04 90 /2 00 6- 97 Fl. 371DF CARF MF 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício e, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para excluir os lançamentos referentes à multa de ofício e ao juros de mora, vencidos os Conselheiros Walker Araújo e Jorge Lima Abud, que davam provimento integral ao recurso voluntário. (assinatura digital) Paulo Guilherme Déroulède Presidente (assinatura digital) Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), José Fernandes do Nascimento, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Raphael Madeira Abad, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Jorge Lima Abud e Walker Araujo. Relatório Tratase de retorno de diligência, que teve como origem o auto de infração para o lançamento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE Combustíveis. Do auto de infração, fls. 04/181, extraemse as seguintes informações: A autuada foi importadora contumaz de gases liquefeitos de petróleo, classificados na posição 2711 da Nomenclatura Comum do Mercosul — NCM da Tarifa Externa Comum — TEC, até o final do ano de 2005. Entre esses gases, figuram o propano comercial (NCM 2711.12.10) e o butano comercial (NCM 2711.13.10). De janeiro a outubro de 2002, a autuada submeteu a despacho 73.691,539 t de propano e 94.435,164 t de butano, por meio das declarações de importação (DI) discriminadas nas tabelas abaixo, registradas nas datas correspondentes abaixo indicadas. (...) Ocorre que a empresa importadora não promoveu o pagamento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, Cide — combustíveis, instituída pela Lei no 10.336 de 19 de dezembro de 2001, e normatizada pelas Instruções Normativas SRF n° 107, de 28 de dezembro de 2001 e no 219, de 10 de outubro de 2002 (atualmente normatizada pela IN SRF n° 422, de 17 de maio de 2004). A contribuinte apresentou, então, impugnação administrativa, fls. 62 e seguintes, onde arguiu em síntese: Em preliminar: 1 Todas as páginas, referenciadas no voto, correspondem ao eprocesso. Fl. 372DF CARF MF Processo nº 10494.000490/200697 Acórdão n.º 3302005.226 S3C3T2 Fl. 3 3 1. Autuação em duplicidade das DI's, a Impugnante afirma que a maior parte das DIs, destacadas pela autoridade fiscal no auto de infração em referência já foram objeto de autuação em outros autos de infração; No mérito: 2. Afirma que a IN SRF 107/01 não prevê a incidência da CIDE sobre a importação de propano e butano, mas tão somente sobre a importação do GLP e seus derivados, e que a IN SRF 219/02, que expressamente prevê a incidência da CIDE sobre as importações de gases propano e bntano, foi editada em 10 de outubro de 2002, de maneira que a norma não poderia regular os fatos geradores ocorridos anteriormente à sua edição; 3. Sustenta que na Lei nº 10.336/01 não há referência expressa ao propano e ao gás butano em sua forma bruta e que, nos exatos termos do art. 3° da Lei 10.336/01, a única hipótese legal para incidência da CIDE sobre gases faz referência expressa e exaustivamente ao Gás Liquefeito de Petróleo GLP, seja ele derivado de petróleo, gás natural ou nafta; 4. Suscita que também a IN 107/01 não fez referência expressa ao propano e ao butano, restringindose, quanto aos produtos tributados, aos limites impostos vela Lei. Assim, as importações realizadas pela Petrobrás, no período de janeiro a outubro de 2002, foram levadas a cabo sem o recolhimento da CIDE, ante a inegável falta de previsão legal e normativa para tanto; 5. Em 10 de outubro de 2002, ao arrepio de todo o nosso sistema de normas, editou a Instrução Normativa n. 219, prevendo a inclusão dos gases butano e propano brutos liquefeitos no inciso VI do art. 2° da Instrução Normativa n. 107/01 e a IN 219/2002 ato administrativo extrapolou os limites impostos pela Lei 10.336/01, aumentando as hipóteses de incidência da CIDE para importações de gases diversos do GLP, único gás cuja exação da CIDE em sede de importação e comercialização possui amparo legal e que teve efeitos retroativos; 6. Ela faz a diferenciação entre o gás liquefeito de petróleo produto da mistura de gases e o propano e butano gases liquefeitos em forma bruta , o que impede a tributação pela CIDE das operações envolvendo estes dois últimos produtos. O propano e o butano comerciais são produtos bastante purificados, que possuem especificações próprias e são utilizados comumente como combustíveis industriais, aerossóis e maçaricos de corte e solda. Já o GLP constitui uma mistura genérica de hidrocarbonetos C3 e C4 (com 3 e 4 átomos de carbono), que deve atender a uma determinada especificação, cuja utilização principal é como gás de cozinha; 7. Afirma que a própria Nomenclatura Comum do Mercosul diferencia o GLP do propano e do butano; 8. Defende que a disposição legal de incidência da CIDE sobre a importação de gás liquefeito de petróleo, prevista no inciso V do art. 3°. da Lei 10.336/01 somente autoriza a incidência do tributo sobre o gás liquefeito de petróleo, mais conhecido como GLP, independentemente de ser tal combustível proveniente do petróleo, do gás natural ou da nafta. Conclui que resta inconteste a ilegalidade da disposição contida na Instrução Normativa SRF 219/2002, que amplia os limites da lei e determina a incidência do tributo sobre gases diversos daquele descrito na norma legal; Fl. 373DF CARF MF 4 9. Insurgese contra a retroatividade da Instrução Normativa 219, de 10 de outubro de 2002, por considerar afronta à Constituição Federal; 10. Postula pela observância do Princípio da Legalidade; 11. Afirma que a multa de 75% é inconstitucional e ilegal e que a atualização deve ocorrer pela TR e não pela SELIC; A DRJ/Florianópolis propôs a realização de uma diligência, fls. 171, para verificar o seguinte: Inconformada com a autuação, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 55 a 75, onde requer, em sede de preliminar, a desconstituição de parcela do crédito tributário neste exigido, haja vista que se referem à operação de importação que já foram objeto de autuação nos processos fiscais n° 10494.001184/2002 44, 10494.001183/200208, 11050.001119/200331 e 11050.001093/200371, cujas cópias dos respectivos autos de infração encontramse juntadas as 101 a 118. Em face do alegado, se faz necessário o retorno dos autos à unidade de preparo a fim de que as doutas autoridades lançadoras verifiquem a veracidade das informações fornecidas pela autuada, tomando, por conseguinte, as medidas legais cabíveis. Sobreveio, então, a seguinte informação, fls. 203: Informo que, após pesquisa no sistema Profisc, fls. 124 a 136, e resposta ao Termo de Diligência Fiscal n° 008/2007, fls. 140 a 150, as únicas declarações de importação (Dl) que constam do processo n° 10494.000490/200697 e que não foram objeto de autuação em outros processos de lançamento em Auto de Infração são as DI 02/05859393, 02/05859482, 02/09070492 e 02/09070662. O restante das DI do referido processo já tinham sido objeto de lançamento nos processos n° 10494.001184/200244, 10494.001183/200208, 11050.001119/200381 e 11050.001093/200371. Tal fato ocorreu por dois problemas: a falta de comunicação de órgãos da própria SRF, onde foram feitos lançamentos por órgãos de despacho, em revisão aduaneira, e não foram informados estes lançamentos a esta Seção de Fiscalização Aduaneira, seção de jurisdição da sociedade; e a falta de informação da própria sociedade empresária que, mesmo tendo ciência que se tratava de uma fiscalização sobre a Cide, com a respectiva identificação das DI em estudo, nada declarou sobre os lançamentos já efetuados. A DRJ/Florianópolis proferiu decisão, fls. 205/239, cuja ementa é descrita abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO CIDE Período de apuração: 04/01/2002 a 30/10/2002 Fl. 374DF CARF MF Processo nº 10494.000490/200697 Acórdão n.º 3302005.226 S3C3T2 Fl. 4 5 CIDECOMBUSTÍVEIS. IMPORTAÇÃO DE PROPANO E BUTANO BRUTOS LIQUEFEITOS. INCIDÊNCIA. Em estrita observância ao disposto no art. 3º, V, da Lei n° 10.336, de 2001, e no Sistema Harmonizado de Codificação e Classificação de Mercadorias, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incide sobre a importação de propano e butano liquefeitos, respectivamente, classificados nos códigos 2711.12.10 e 2711.13.00, da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Desta feita, importa salientar que a Instrução Normativa SRF n° 219, de 2002 não criou nova hipótese de incidência tributária nem se caracteriza como ato expressamente interpretativo. NULIDADE. Não há que se falar de nulidade quando a exigência fiscal sustentase em processo instruído com todas as peças indispensáveis e não se vislumbra nos autos que o sujeito passivo tenha sido tolhido no direito que a lei lhe confere para se defender. INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. Não compete à autoridade administrativa manifestarse quanto à inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis e demais normas inseridas no ordenamento jurídico, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. MULTA DE OFICIO. APLICAÇÃO E PERCENTUAL. LEGALIDADE. Aplicável a multa de oficio no lançamento de crédito tributário que deixou de ser recolhido ou declarado e no percentual determinado expressamente em lei. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. Aplicamse juros de mora por percentuais equivalentes à taxa Selic por expressa previsão legal. DUPLICIDADE DE TRIBUTAÇÃO. Valores comprovadamente lançados em duplicidade devem ser cancelados. FALTA DE RECOLHIMENTO. Constatada a falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição no período alcançado pelo auto de infração, é de se manter o lançamento, por força da lei Com fundamento no art. 2º da Portaria MF n° 375, de 7 de dezembro de 2001, foi interposto recurso de ofício, mas que a partir do advento da Portaria MF nº 63, de 09 de fevereiro de 2017, estabeleceu novos limites de alçada. Fl. 375DF CARF MF 6 A contribuinte, então, apresentou Recurso Voluntário, fls. 249/270, onde repisou os argumentos da impugnação. Os autos subiram a este Egrégio Tribunal Administrativo, onde houve a conversão do feito em diligência, resolução nº 32020000.158, Redatora Tatiana Midori Migiyama, para, fls. 338: · Intime a recorrente a apresentar quesitos para a providência de laudo de renomada instituição, preferencialmente entidade pública, ou perito credenciado junto à Receita Federal do Brasil, com o intuito de se clarificar: o Se o gás butano e o gás propano seriam uma espécie de gás liquefeito de petróleo;ou o Se o gás butano e o gás propano compõem o gás liquefeito de petróleo – GLP. · Cientifique a fiscalização para se manifestar sobre o resultado da diligência, se houver interesse e caso entenda ser necessário; Vale descrever os acontecimentos no transcorrer da elaboração da diligência solicitada que não teve o resultado almejado: Às fls. 342, a Recorrente vem apresentar os quesitos solicitados na resolução e indicar assistente técnico; Às fls. 348, há uma petição da Recorrente de 27 de novembro de 2015, solicitando prorrogação de prazo e solicitando informações complementares a fim de auxiliar na identificação do comprovante de pagamento; Às fls. 352, há uma petição da Recorrente de 23 de dezembro de 2015, solicitando novamente a designação do perito indicado; Às fls. 355, há um termo de intimação nº 004/2016, de 06 de abril de 2016, solicitando a prova do pagamento do laudo técnico efetuado a fim de que pudesse ser dado andamento à diligência; Às fls. 357, há uma cópia do termo de intimação nº 006/2015, 09 de março de 2015, a respeito da resolução nº 32020000.158, Redatora Tatiana Midori Migiyama; Às fls. 366, há um termo de intimação nº 004/2016, de 13 de abril de 2016, reintimando para apresentação da prova do pagamento do laudo técnico efetuado a fim de que pudesse ser dado andamento à diligência; Às fls. 367, há prova da recusa em receber a intimação por parte da Recorrente. É o relatório. Voto Fl. 376DF CARF MF Processo nº 10494.000490/200697 Acórdão n.º 3302005.226 S3C3T2 Fl. 5 7 Conselheira Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Relatora. 1. Dos requisitos de admissibilidade O Recurso Voluntário foi apresentado de modo tempestivo, tratase, portanto, de recurso tempestivo e de matéria que pertence a este colegiado. 2. Do Recurso de Ofício Quanto ao recurso de ofício, a Portaria MF nº 63, de 09 de fevereiro de 2017, prevê novos limites de alçada: Portaria MF nº 63, de 2017 Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). § 1º O valor da exoneração deverá ser verificado por processo. § 2º Aplicase o disposto no caput quando a decisão excluir sujeito passivo da lide, ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. Portanto, não se conhece do recurso de ofício. 3. Da incidência da CIDE combustíveis O cerne da controvérsia cingese no fato de que a Recorrente importou propano e butano de janeiro a outubro de 2002 e não recolheu a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE combustíveis. Ela alega que a IN SRF 107/01 não prevê a incidência da CIDE sobre a importação de propano e butano, mas tão somente sobre a importação do GLP e seus derivados, e que a IN SRF 219/02, que expressamente prevê a incidência da CIDE sobre as importações de gases propano e butano, foi editada em 10 de outubro de 2002, de maneira que a norma não poderia regular os fatos geradores ocorridos anteriormente a sua edição. A Lei nº 10.336/2001 prevê o seguinte: Lei nº 10.336/2001 Art. 2o São contribuintes da Cide o produtor, o formulador e o importador, pessoa física ou jurídica, dos combustíveis líquidos relacionados no art. 3o. Parágrafo único. Para efeitos deste artigo, considerase formulador de combustível líquido, derivados de petróleo e derivados de gás natural, a pessoa jurídica, conforme definido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizada a exercer, Fl. 377DF CARF MF 8 em Plantas de Formulação de Combustíveis, as seguintes atividades: I aquisição de correntes de hidrocarbonetos líquidos; II mistura mecânica de correntes de hidrocarbonetos líquidos, com o objetivo de obter gasolinas e diesel; III armazenamento de matériasprimas, de correntes intermediárias e de combustíveis formulados; IV comercialização de gasolinas e de diesel; e V comercialização de sobras de correntes. Art. 3o A Cide tem como fatos geradores as operações, realizadas pelos contribuintes referidos no art. 2o, de importação e de comercialização no mercado interno de: I – gasolinas e suas correntes; II diesel e suas correntes; III – querosene de aviação e outros querosenes; IV óleos combustíveis (fueloil); V gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural e de nafta; e VI álcool etílico combustível. § 1o Para efeitos dos incisos I e II deste artigo, consideramse correntes os hidrocarbonetos líquidos derivados de petróleo e os hidrocarbonetos líquidos derivados de gás natural utilizados em mistura mecânica para a produção de gasolinas ou de diesel, de conformidade com as normas estabelecidas pela ANP. (grifos não constam no original) Apenas para elucidar o que seria o GLP, vale transcrever a Resolução nº 18, de 2 de setembro de 2004, da Agência Nacional do Petróleo: Resolução ANP nº 18, de 2004 Art. 1º . Estabelecer, através da presente Resolução, as especificações dos Gases Liquefeitos de Petróleo GLP, de origem nacional ou importada, comercializados pelos diversos agentes econômicos no território nacional, consoante as disposições contidas no Regulamento Técnico ANP nº 2/2004, parte integrante desta Resolução. (...) Art. 2º. Para efeitos desta Resolução os Gases Liquefeitos de Petróleo GLP classificamse em: I Propano Comercial mistura de hidrocarbonetos contendo predominantemente propano e/ ou propeno. Fl. 378DF CARF MF Processo nº 10494.000490/200697 Acórdão n.º 3302005.226 S3C3T2 Fl. 6 9 II Butano Comercial mistura de hidrocarbonetos contendo predominantemente butano e/ ou buteno. III Propano / Butano mistura de hidrocarbonetos contendo predominantemente, em percentuais variáveis, propano e/ou propeno e butano e/ou buteno. IV Propano Especial mistura de hidrocarbonetos contendo no mínimo 90% de propano em volume e no máximo 5% de propeno em volume. (grifos não constam no original) Observase que a Lei nº 10.336, de 2001, quando prevê a incidência da CIDE sobre o gás liquefeito de petróleo não coloca a expressão em sentido estrito, logo, observase que desde o advento da lei já há previsão legal para a cobrança do referido tributo sobre propano e butano, pois eles são gases liquefeitos do petróleo. O GLP em sentido estrito seria o conhecido gás de cozinha, que é uma mistura do propano e do butano2. O fato de a IN nº 107, de 28 de dezembro de 2001, não fazer previsão expressa do nome propano e butano não impede a incidência da CIDE combustível sobre os referidos gases liquefeito de petróleo, pois o ato administrativo simplesmente utilizou a terminologia da lei. Quando a Secretaria da Receita Federal, em 10 de outubro de 2002, editou a Instrução Normativa nº 219, prevendo a inclusão dos gases butano e propano brutos liquefeitos no inciso VI do art. 2° da Instrução Normativa nº 107/01, não criou qualquer hipótese nova de incidência tributária, por tal motivo, não desrespeita o Princípio da Legalidade Tributária, mas apenas esclareceu com maior detalhes; sendo esta, justamente, a função de uma instrução normativa, que é detalhar os aspectos da legislação, tendo como fim sanar qualquer tipo de dúvida. O fato de a IN nº 219, de 2002, ter efeitos retroativos também não afronta o Princípio da Irretroatividade, uma vez que a Lei nº 10.336, de 2001, já prevê a incidência tributária sobre o chamado gás liquefeito de petróleo, a instrução normativa em questão apenas esclareceu possível dúvida que existisse e a incidência tributária é fenômeno que ocorre desde a edição da lei no ano de 2001. Além disso, o CARF não é competente para se pronunciar a respeito da constitucionalidade de leis, vide Súmula CARF nº 2: "O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária." Por mais que a Recorrente tente diferenciar o GLP do propano e do butano, se há uma diferença é apenas em relação ao GLP em sentido estrito conhecido como gás de botijão ou gás de cozinha que é uma das espécies do GLP, gênero, dentro do qual se encontra o propano e o butano. Se a lei quisesse restringir o campo de incidência teria colocado a expressão em sentido estrito ou a terminologia gás de cozinha. 2 Informação obtida a partir do seguinte sítio eletrônico: <http://www.anp.gov.br/wwwanp/petroleoe derivados2/glp>, acesso em: 13 mar. 2017. Fl. 379DF CARF MF 10 O fato de a NCM diferenciar não impede a incidência tributária, pois ela é baseada na terminologia gás liquefeito de petróleo. Além disso, conforme fundamentação da DRJ/Florianópolis, fls. 223, em relação ao gênero e espécie, transcrevese, ipsis litteris: Com efeito, independentemente da referida Instrução Normativa, com base no Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias, consubstanciado na Nomenclatura Comum do Mercosul — NCM, chegase à conclusão de que o propano e o butanos liquefeitos, objeto da importação de que trata este processo, pertencem ao grupo "gás liquefeito de petróleo", estando, por isso, sujeito à Cide, nos termos do art. 3 0, V. da Lei n° 10.336, de 2001. Eis os códigos da NCM que revelam essa constatação com meridiana clareza: 2711 GÁS DE PETRÓLEO E OUTROS HIDROCARBONETOS GASOSOS 2711.1 Liquefeitos 2711.11.00 Gás natural 2711.12 Propano 2711.12.10 Bruto 2711.12.90 Outros 2711.13.00 Butanos 2711.14.00 Etileno, propileno, butileno e butadieno 2711.19 Outros 2711.19.10 Gás liquefeito de petróleo (GLP) 2711.19.90 Outros Observese que a categoria "Os liquefeito de petróleo e outros hidrocarbonetos gasosos", citada na posição 2711, constitui um gênero do qual são espécies várias mercadorias, dentre elas, urna denominada coincidentemente de "gás liquefeito de petróleo (GLP)", a que se refere o código 2711.19.90, além de outras, tais como butanos liquefeitos (2711.13.00), propano bruto (2711.12.10), etileno (2711.14.00) etc. Quanto à incidência da CIDEcombustível para o propano e o butano, já decidiu este Egrégio Tribunal Administrativo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO CIDE Data do fato gerador: 24/09/2002 DEVIDA A CIDE SOBRE OS GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO: BUTANO E PROPANO Incidência prevista na Lei n 10.336, de 19 de dezembro de 2001, regulamentada pelas INs 107 e 219 de 2001. Fl. 380DF CARF MF Processo nº 10494.000490/200697 Acórdão n.º 3302005.226 S3C3T2 Fl. 7 11 INCOMPETÊNCIA DO CARF não é competente para se pronunciarse sobre inconstitucionalidade de lei tributária Sumula n. 02. TAXA DE JUROS SELIC A partir de 1 de Abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Sumula n.04. (Acórdão 3101001.576; Relatora: Valdete Aparecida Marinheiro; Data da sessão: 25 de fevereiro de 2014) Portanto, mantémse a decisão da DRJ/Florianópolis. 4. Da multa e da Taxa Selic A Recorrente alega que há inaplicabilidade na multa imposta de 75% sobre o valor do tributo supostamente devido, alegando manifesta inconstitucionalidade e violação ao princípio do não confisco e pleiteia que ela não ultrapasse 10% do valor do tributo exigido. Apesar de não constar no texto do Recurso Voluntário, o patrono dos autos, em sustentação oral, pleiteou pela aplicação do artigo 100, parágrafo único, do Código Tributário Nacional, em virtude da IN SRF nº 107, de 28 de dezembro de 2001, não fazer previsão expressa do nome propano e butano, o que somente ocorreu com o advento da IN SRF nº 219, de 10 de outubro de 2002. O próprio auto de infração, fls. 15, deixa expresso o seguinte: Poderseia até vislumbrar a hipótese de, até o advento da IN SRF n° 219/2002, a autuada não ter recolhido a Cide, por um equivocado entendimento de que a IN SRF n° 107/2001 teria excluído os produtos em questão do rol de mercadorias sujeitas A contribuição. E assim, à luz do art. 100, parágrafo único, do CTN, não caberia a imposição de penalidades e juros de mora sobre os valores de contribuição devidos, por observância de ato normativo expedido pela autoridade tributária, qual seja, a retrocitada IN SRF n°107/2001, Isto, no entanto, aplicase ao caso em que o contribuinte promova o recolhimento do tributo devido, pois, como acima exposto, não há de se falar em sua extinção, senão por Lei (em sentido estrito). Nesse sentido, importante transcrever o artigo em baila: Código Tributário Nacional Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; Fl. 381DF CARF MF 12 III as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. O período de autuação é de janeiro a outubro de 2002, neste período, conforme relatado anteriormente, havia a incidência da CIDEcombustíveis, contudo, somente a partir da IN SRF nº 219, de 10 de outubro de 2002, é que a legislação deixou ainda mais especificado com os NCMs, pois a IN SRF nº 107, de 2001, trazia o NCM 2711.19.10. Nesse sentido, deve ser aplicado o artigo 100, parágrafo único, do Código Tributário Nacional, que afasta a imposição de penalidades, cobrança de juros de mora e atualização do valor monetário da base de cálculo, não considerando infracional a conduta do contribuinte e conforme já decidido em precedente deste Egrégio Tribunal Administrativo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO CIDE Data do fato gerador: 28/08/2002 IMPORTAÇÃO DE BUTANO LIQUEFEITO. INCIDÊNCIA DA CIDE. A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incide sobre a importação de butano, classificado no código 2711.13.00 da NCM, com amparo no art. 3o, inciso V, da Lei n° 10.336, de 2001. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 28/08/2002 MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. Não pode ser considerada infracional a conduta do contribuinte que agiu seguindo orientação de instrução normativa que interpretou o alcance de norma legal, interpretação posteriormente alterada por nova instrução, o que impede a imposição de penalidades e dos juros de mora, nos termos da disposição do art. 100 do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte. (Acórdão: 3102002.100; Redatora ad hoc: Mônica Monteiro Garcia de Los Rios; Data da sessão: 26 de novembro de 2013) Nesse sentido, com fundamento no artigo 100, parágrafo único, do Código Tributário Nacional, devem ser excluídos os lançamentos referentes à multa de ofício e ao juros de mora. 5. Conclusão Fl. 382DF CARF MF Processo nº 10494.000490/200697 Acórdão n.º 3302005.226 S3C3T2 Fl. 8 13 Por todo exposto, não conheço do recurso de ofício e conheço o recurso voluntário, concedendo provimento parcial para excluir os lançamentos referentes à multa de ofício e ao juros de mora. Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza. Fl. 383DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13531.000053/2003-25
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2002
DECADÊNCIA. DIREITO CREDITÓRIO.
Visando comprovar a efetiva existência de direito creditório proposto para compensação com débitos do contribuinte, está obrigado o órgão julgador a analisar o referido direito e retroceder a períodos anteriores em que o mesmo se tenha formado, para constatar sua efetiva existência e liquidez.
Numero da decisão: 1001-001.050
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao Recurso Voluntário, vencidos os conselheiros José Roberto Adelino da Silva (relator) e Eduardo Morgado Rodrigues, que lhe deram provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa.
(assinado digitalmente)
Lizandro Rodrigues de Sousa- Presidente e redator designado.
(assinado digitalmente)
José Roberto Adelino da Silva - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues, Lizandro Rodrigues de Sousa e José Roberto Adelino da Silva
Nome do relator: JOSE ROBERTO ADELINO DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201812
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2002 DECADÊNCIA. DIREITO CREDITÓRIO. Visando comprovar a efetiva existência de direito creditório proposto para compensação com débitos do contribuinte, está obrigado o órgão julgador a analisar o referido direito e retroceder a períodos anteriores em que o mesmo se tenha formado, para constatar sua efetiva existência e liquidez.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13531.000053/2003-25
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5953642
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1001-001.050
nome_arquivo_s : Decisao_13531000053200325.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : JOSE ROBERTO ADELINO DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13531000053200325_5953642.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao Recurso Voluntário, vencidos os conselheiros José Roberto Adelino da Silva (relator) e Eduardo Morgado Rodrigues, que lhe deram provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa. (assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa- Presidente e redator designado. (assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues, Lizandro Rodrigues de Sousa e José Roberto Adelino da Silva
dt_sessao_tdt : Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2018
id : 7582656
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413417820160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1539; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T1 Fl. 105 1 104 S1C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13531.000053/200325 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1001001.050 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 4 de dezembro de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO CSLL Recorrente EDINHO SUPERMERCADO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002 DECADÊNCIA. DIREITO CREDITÓRIO. Visando comprovar a efetiva existência de direito creditório proposto para compensação com débitos do contribuinte, está obrigado o órgão julgador a analisar o referido direito e retroceder a períodos anteriores em que o mesmo se tenha formado, para constatar sua efetiva existência e liquidez. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao Recurso Voluntário, vencidos os conselheiros José Roberto Adelino da Silva (relator) e Eduardo Morgado Rodrigues, que lhe deram provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa. (assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente e redator designado. (assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues, Lizandro Rodrigues de Sousa e José Roberto Adelino da Silva AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 53 1. 00 00 53 /2 00 3- 25 Fl. 105DF CARF MF 2 Relatório Trata o presente processo de recurso voluntário, contra o acórdão número 15 17.341 1ª Turma da DRJ/SDR, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade contra o Despacho Decisório 510/2008 que reconheceu parcialmente a compensação pleiteada pela recorrente no PER/DCOMP nº.13531.000048/200312, transmitido em 03/04/2003, cujo relatório transcrevo (parcialmente) a seguir: Na sua impugnação o contribuinte ataca o Despacho Decisório basicamente no que tange a decadência. Que retrocedendo sua análise a DIPJ do anocalendário de 1997, o auditor alega não ter encontrado nos sistemas internos da repartição os pagamentos dos impostos declarados pela empresa naquele ano, por conta disso, entendeu que o saldo negativo daquele ano não existira, isso repercutiu, sucessivamente, nos anos posteriores, que também foram analisados, chegandose a conclusão de que não havia a totalidade do saldo negativo compensada em 2002. Alega a Impugnante que o despacho que motiva a decisão impugnada, ilegalmente, fundase em períodos já homologados tacitamente pela Receita, portanto não poderiam ser objeto de análise de mérito a ensejar a desconsideração do crédito do contribuinte. Cita o artigo 150 e § 4 do CTN. Argumenta que toda linha de entendimento do despacho decisório, que deveria julgar as compensações realizadas com o saldo negativo apurado em 31/12/2001, baseiase na informação prestada pelo contribuinte em DIPJ de 1997, extrapolando e fazendo apreciação de mérito dos períodos posteriores a essa declaração, quais sejam 1998, 1999, 2000 e 2001, portanto houve verdadeiro julgamento de mérito de períodos já homologados tacitamente, o que é ilegal e fere o principio da segurança jurídica. Relata a Impugnante que no despacho decisório a DRF/FSA afirma que não há em seu banco de dados registro de pagamentos declarados pela empresa no ano calendário de 1997 e adverte que a conseqüência lógica dessa constatação seria, se ainda fosse possível, chamar o contribuinte para comprovar os pagamentos que declarou, e não simplesmente invalidar todas as informações inscritas na DIPJ, sob pena de mácula ao direito de ampla defesa e aos ditames do devido processo legal. Realça que face a passagem do tempo e o prazo prescricional definido na legislação, a empresa está obrigadas a manter os documentos contábeis apenas por 5 (cinco) anos. Amplia suas alegações ao alegar que toda a argumentação do auditor fundase na informação prestada pelo contribuinte sobre o montante do saldo em 31/12/1997, mas não houve uma análise dos documentos contábeis do período para verificar a validade ou não da informação. Lembra que no processo administrativo tributário vige o Principio da Verdade Material, ou seja, valem os documentos contábeis que comprovam o saldo negativo. Adverte que a empresa não possui mais os livros Diário e Razão do ano de 1997, e nem pode ser penalizada por isso, em função desse período não poder mais ser analisado por estar prescrito, mas possui o razão de 1998 e o diário de 1999. Anexa cópias e afirma delas se poder verificar a validade dos dados apresentados nas DIPJ dos períodos respectivos. Fl. 106DF CARF MF Processo nº 13531.000053/200325 Acórdão n.º 1001001.050 S1C0T1 Fl. 106 3 Cientificada em 15/12/2008 (fl. 92), a recorrente apresentou o recurso voluntário em 09/01/2009 (fl. 93). Voto Vencido Conselheiro José Roberto Adelino da Silva Relator Inconformada, a recorrente apresentou o Recurso Voluntário, tempestivo, que apresenta os pressupostos de admissibilidade, previstos no Decreto 70.235/72, e, portanto, dele eu conheço. Em seu recurso, a recorrente repete, basicamente, os mesmos argumentos apresentados em sua manifestação de inconformidade, os quais já estão reportados no relatório acima transcrito. Acrescenta, no recurso, os seguintes argumentos: Mesmo legalmente desobrigada, apresentou na impugnação do Despacho n°. 510/2008 cópias do Livro Diário de 1999 até 2002 e do Livro Razão de 1998 até 2002, comprovando que, em 2002, havia um saldo de R$ 14.830,34 (quatorze mil, oitocentos e trinta reais e trinta e quatro centavos) de Imposto de Renda, e R$ 17.267,15 (dezessete mil, duzentos e sessenta e sete reais e quinze centavos) de Contribuição Social, que era suficiente para cobrir as compensações realizadas naquele ano, resultando, em conseqüência, em saldo para o ano de 2003, ora objeto de apreciação. Assim, com a revisão da decisão 510/2008, relativa ao ano de 2002, deve ser revista também a decisão ora impugnada por produzir julgamento de mérito de períodos já homologados tacitamente pelo Fisco, o que é ilegal e inconstitucional. Quaisquer débitos anteriores a 2003 já estão prescritos e não podem ser mais cobrados. o auditor, ao julgar e trazer para 2002 "novos" resultados dos anos anteriores, está, reflexamente, cobrando valores inexigíveis, ferindo um ato jurídico perfeito e cometendo verdadeiro crime de Excesso de Exação, tipificado no art. 316, § 1°, do Código Penal. Ainda que o Fisco não tenha cobrado valores referentes ao anocalendário de 1997, transmitiu os resultados apurados para os anos seguintes, desconstituindo os créditos posteriores, resultando na não homologação e cobrança das compensações pleiteadas, ou seja, houve sim conseqüências econômicas para a empresa que, em última análise, está pagando por apuração referente a períodos tacitamente homologados. Em seu voto, a DRJ argumenta: Em razão de estar o presente processo intimamente ligado ao de número 13531.000048/200312, em face da recomposição dos valores nele pleiteados ter afetado este, conforme informado no despacho decisório, e tendo o contribuinte oferecido para este os mesmos argumentos de defesa apresentados para aquele, ficam aqui registrados os argumentos de decisão utilizados para o processo 13531.000048/200312, a saber. Como se pode observar, cabe verificar se tendo a Impugnante formulado pedido de restituição relativa a saldos negativos do anocalendário de 2003, poderia a RFB retroceder a anos anteriores para verificar a exatidão das informações Fl. 107DF CARF MF 4 contidas nas respectivas DIPJ, quanto aos créditos oferecidos em compensação, inclusive, atinentes a anosbase alcançados, à data do despacho decisório, pela decadência. Alega o contribuinte, na Manifestação de Inconformidade, unicamente a decadência prevista no artigo 150 § 4 0 do CTN, para contraporse ao procedimento fiscal e divulgar o seu desejo de não apresentar documentos comprobatórios, se é que estes existem. O artigo 150 e § 4 do CTN proíbe que a autoridade fiscal proceda ao lançamento tributário após os 05 anos, contados da data de ocorrência do fato gerador. evidente que todos os períodos examinados pela autoridade fiscal, e não tão somente 1997, estavam alcançados pela decadência à data em que foi lavrado o despacho decisório. Contudo, há que se verificar, com mais cautela, se o procedimento do SEORT da DRF/FSA foi afrontoso ao que dispõe o artigo 150 § 40 do Código Tributário Nacional. A seguir, a DRJ procede à análise do artigo 142 do CTN, segundo o qual: Art. 142 — Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Mais adiante, valese, também, do artigo 170 do mesmo CTN: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento. Baseados em ambos os artigos, conclui, a meu ver, equivocadamente, não ter havido a constituição de um novo crédito tributário. Houve apenas a verificação/confirmação dos valores utilizados para formar um processo de restituição/compensação de tributo. Em outro trecho da decisão, a DRJ menciona o seguinte: Fica entendido deste modo que não foi modificado o resultado do exercício pois o valor do IRPJ continua o mesmo informado pela pessoa jurídica, afastandose assim a possibilidade de decadência, mas que foi modificado o valor do ativo circulante da Impugnante, foi modificado o valor do direito que dizia ela possuir mas não foi confirmado. Também não é caso de prescrição, não está a RIB pretendendo cobrar as estimativas que não foram recolhidas, mas apenas não aceitando o crédito delas decorrentes em face da falta de pagamento. Fl. 108DF CARF MF Processo nº 13531.000053/200325 Acórdão n.º 1001001.050 S1C0T1 Fl. 107 5 Tratase da mesma situação, não aceitar estimativas declaradas em um processo de compensação equivale a cobrálas, o que não poderia mais ser efetuado face ao prazo do artigo 150 do CTN. Ou seja, já estava decaído o direito de a Fazenda proceder ao lançamento relativamente ao ano de 1997. Mais adiante, a DRJ conclui: As folhas do livro Razão apresentadas pela Impugnante não são hábeis, por si só, para comprovar o pagamento do crédito que lá consta escriturado. Além da escrituração completa, necessário se faz a efetiva comprovação dos pagamentos, fato que a Impugnante expressamente confessa não poder fazer. A este respeito, dispõe o artigo 264, parágrafo 3° do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3000/99 (RIR/99): Art. 264. A pessoa jurídica é obrigada a conservar em ordem, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, os livros, documentos e papéis relativos a sua atividade, ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial (Decreto Lei nº 486, de 1969, art. 4º). ... § 3 Os comprovantes da escrituração da pessoa jurídica, relativos a fatos que repercutam em lançamentos contábeis de exercícios futuros, serão conservados até que se opere a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários relativos a esses exercícios. O parágrafo 3° é claro em relação à guarda de comprovantes de escrituração. Assim, com algumas exceções, como por exemplo comprovantes de aquisição de bens do ativo permanente cujo prazo de decadência começa a contar a partir do exercício em que ocorrer a sua realização final por venda, depreciação etc. No caso dos comprovantes de recolhimento de antecipações, no caso em tela, o prazo decadencial já ocorrera quando da análise feita e expedição do despacho decisório. No entanto, enganase a recorrente quanto ao prazo de guarda do Livro Razão, cujo prazo é de 10 anos. Já o Livro Diário Geral deve ser guardado por toda a existência da sociedade, não havendo prazo, obviamente. Mesmo assim, este fato não tem relevância para o caso em tela. Entendo que a conclusão da DRJ, a seguir transcrita, não se aplicaria ao caso; vejamos: As folhas do livro Razão apresentadas pela Impugnante não são hábeis, por si só, para comprovar o pagamento do crédito que lá consta escriturado. Além da escrituração completa, necessário se faz a efetiva comprovação dos pagamentos, fato que a Impugnante expressamente confessa não poder fazer. (grifei) Assim, voltase ao artigo 150, do CTN: Fl. 109DF CARF MF 6 Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação (grifei) Assim, entendo não caber mais o direito de a Fazenda Nacional efetuar a glosa de recolhimentos antecipados, em processo de compensação, pois isso equivale ao lançamento após o prazo decadencial. Tanto é assim que, ao final do despacho decisório (fl 49), a DRF homologa em parte a compensação e determina a cobrança do saldo devedor que corresponde às antecipações realizadas no anocalendário de 1997. Portanto, dou provimento ao recurso voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva Voto Vencedor Lizandro Rodrigues de Sousa redator do voto vencedor Trata o presente processo de pedido de restituição/compensação formulado em 03 de abril de 2003, relativo a saldo negativo do IRPJ e da CSLL apurado em 31/12/2002 de que se diz possuidora a Recorrente. Despacho Decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Feira de Santana indefere o pleito negando conseqüentemente a homologação. O SEORT/FSA entendeu não haver crédito de saldo negativo do IRPJ e CSL a ser compensado em 2003, baseandose em informação da DIPJ referente ao anobase de 1997, por não ter encontrado nos sistemas internos da repartição os pagamentos dos impostos declarados pela empresa naquele ano de 1997. Alega a Recorrente que o despacho decisório ilegalmente fundase em períodos já homologados tacitamente pela Receita (1997 a 2002), portanto não poderiam ser objeto de análise de mérito a ensejar a desconsideração do crédito do contribuinte. A questão que se pôs é se, tendo a Recorrente formulado pedido de restituição relativa a saldos negativos do anocalendário de 2002, poderia a RFB retroceder a anos anteriores para verificar a exatidão das informações contidas nas respectivas DIPJ, quanto aos créditos oferecidos em compensação, inclusive de anoscalendário alcançados pela decadência na data do despacho decisório (ciência do Despacho Decisório em 09 de abril de 2008, efl. 56). A Recorrente não consegue refutar, através de provas ou livros contábeis, a afirmação do Despacho Decisório de que em todos os anoscalendário (1997 a 2002) Fl. 110DF CARF MF Processo nº 13531.000053/200325 Acórdão n.º 1001001.050 S1C0T1 Fl. 108 7 examinados a Recorrente calculou os valores mensais devidos de IRPJ e CSLL a titulo de antecipação por estimativa mensal, porém não os recolheu ou compensou em sua totalidade. Apela à decadência prevista no artigo 150, § 4° do CTN, para contraporse ao procedimento fiscal. Não se nega aqui, assim como se fez no Acórdão Recorrido, que todos os períodos examinados pela autoridade fiscal, e não somente 1997, estavam alcançados pela decadência à data em que foi lavrado o despacho decisório. Mas não houve lançamento relativos aos anos calendário 1997 a 2002 pelo Despacho Decisório de 2008, e desta forma não ficou maculado o artigo 150 do CTN. Conforme prescreve o art. 170 do CTN, tem a autoridade administrativa o dever legal de verificar a liquidez dos créditos apresentados pelo contribuinte para compensação. E isso foi feito. Desta forma corroboramos o entendimento da decisão recorrida de que o que foi modificado pelo despacho decisório foi os valores concernentes às estimativas dos anos 1997 a 2002, valores conforme dito que representariam um direito do contribuinte, mas que não estão lastreados por qualquer documento que lhe valide. Assim dispôs a decisão recorrida: Observase que o valor do IRPJ apurado a aliquota de 15%, permanece o mesmo informado pelo contribuinte na DIPJ, ou seja, aquele apurado, aquele que somente se modifica ao modificarse a contabilidade ou o LALUR. Não houve então intromissão no resultado, não houve lançamento e, portanto não há que se falar em decadência. Entretanto observase que foi modificado o valor concernente as estimativas, valor conforme dito, que representa um direito do contribuinte, pelo fato de tal direito não estar lastrado com qualquer documento que lhe valide. Fica entendido deste modo que não foi modificado o resultado do exercício pois o valor do IRPJ continua o mesmo informado pela pessoa jurídica, afastandose assim a possibilidade de decadência, mas que foi modificado o valor do ativo circulante da Impugnante, foi modificado o valor do direito que dizia ela possuir mas não foi confirmado. Também não é caso de prescrição, não está a RIB pretendendo cobrar as estimativas que não foram recolhidas, mas apenas não aceitando o crédito delas decorrentes em face da falta de pagamento. A esta altura devemos questionar então a possibilidade da Receita Federal do Brasil de verificar a liquidez do titulo que está na iminência de receber em compensação para extinção de créditos seus junto a contribuinte. De cara, retrocedendose ao anteriormente exposto, é o próprio artigo 170 do Código Tributário Nacional que assim determina, conforme já analisado. Fl. 111DF CARF MF 8 Por outro lado fazendose uma analogia com os bens do Ativo Permanente, pode o contribuinte se recusar a comprovar os bens existentes no imobilizado após transcorridos 5 (cinco) anos de sua aquisição. Vale o mesmo questionamento quanto aos recursos aplicados no diferido. É evidente que tem o contribuinte a obrigação de apresentar ao fisco toda esta documentação enquanto exerça o seu direito de reconhecer a depreciação e a amortização dos mesmos. (...) A Receita Federal não poderia atingir os resultados dos anos calendário envolvidos e não atingiu, mas, poderia e o fez, glosar aqueles valores de compensação que se mostram sem lastro comprobatório da existência. Ou seja, o pagamento ou compensação. (...) As folhas do livro Razão apresentadas pela Impugnante não são hábeis, por si só, para comprovar o pagamento do crédito que la consta escriturado. Além da escrituração completa, necessário se faz a efetiva comprovação dos pagamentos, fato que a Impugnante expressamente confessa não poder fazer. (....) Desta forma, visando comprovar a efetiva existência de direito creditório proposto para compensação com débitos do contribuinte, está obrigado o órgão julgador a analisar o referido direito e retroceder a períodos anteriores em que o mesmo se tenha formado, para constatar sua efetiva existência e liquidez. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Lizandro Rodrigues de Sousa Assinado digitalmente Fl. 112DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10830.002533/2005-20
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO - CONTAGEM DO
PRAZO DE DECADÊNCIA - INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN
prazo para Pleitear a restituição ou cOmpensação de tributos pagos indevidamente - é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o inicio de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática nab litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio
a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter inicio com a decisão definitiva da controvérsia.
Numero da decisão: 1103-000.346
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento, para devolver os autos h. unidade de origem (DRF) para exame do mérito, nos termos do relatório e voto que integram o ente julgado.
Nome do relator: Eric Castro e Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201011
camara_s : 1ª SEÇÃO
ementa_s : RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO - CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA - INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN prazo para Pleitear a restituição ou cOmpensação de tributos pagos indevidamente - é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o inicio de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática nab litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter inicio com a decisão definitiva da controvérsia.
turma_s : 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 10830.002533/2005-20
conteudo_id_s : 5951396
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 21 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1103-000.346
nome_arquivo_s : Decisao_10830002533200520.pdf
nome_relator_s : Eric Castro e Silva
nome_arquivo_pdf_s : 10830002533200520_5951396.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento, para devolver os autos h. unidade de origem (DRF) para exame do mérito, nos termos do relatório e voto que integram o ente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2010
id : 7577750
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413453471744
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-06T13:56:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-06T13:56:36Z; Last-Modified: 2011-04-06T13:56:36Z; dcterms:modified: 2011-04-06T13:56:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:940310aa-f73e-4116-8881-b54d6e6c2d76; Last-Save-Date: 2011-04-06T13:56:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-06T13:56:36Z; meta:save-date: 2011-04-06T13:56:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-06T13:56:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-06T13:56:36Z; created: 2011-04-06T13:56:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-04-06T13:56:36Z; pdf:charsPerPage: 1744; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-06T13:56:36Z | Conteúdo => SI-CIT3 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO I Processo n° 10830.002533/2005-20 Recurso no 165.982 Voluntário Acórdão no 1103-00.346 — ia Câmara / 3' Turma Ordinária Sessão de 10 de novembro de 2010 Matéria SIMPLES Recorrente AUTOMAX AUTOMAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL L RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO - CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA - INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN prazo para Pleitear a restituição ou cOmpensação de tributos pagos indevidamente - é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o inicio de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática nab litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter inicio com a decisão definitiva da controvérsia. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento, para devolver os autos h. unidade de origem (DRF) para exame do mérito, nos termos do relatório e voto que ir) egram-o ente julgado. I / / 4: ALOYSIRJO OPE C DA SILVA - Presidente ERI ASTRO E SILVA - Relator 9n 11 EDITADO EM: 0 _I Ault Lu Participaram, da Sessão de julgamento os Conselheiros: Aloysio José Percinio da Silva (Presidente), Mário Sergio Fernandes Barroso, Gervasio Nicolau Recketenvald, Marcos Shigueo Takata, Eric Moraes de Castro e Silva, Hugo Correia Sotero (Vice Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o acórdão que indeferiu Pedido de Restituição protocolado em 31/05/2005, no valor de R$ 87.294,25, oriundo de recolhimentos feitos a titulo de SIMPLES, referente ao período de apuração de 31/01/2000. A decisão recorrida entendeu ter havido a decadência ao direito de restituição, vez que transcorrido mais de 5 anos da data do pagamento indevido, conforme se observa trecho do acórdão vergastado abaixo transcrito: RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. - EXTINÇÃO DO DIREITO. 0 direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data do pagamento 68). Inconformado, vem o contribuinte no seu Recurso Voluntário de fls. 73/78 alegar que o termo inicial para a contagem da decadência do pedido de restituição não foi a data do pagamento do tributo que se pretende restituir, nos termos dos arts. 165, I e 168, I do Código Tributário Nacional, mas sim em 05/01/2005, data em que foi proferida a decisão definitiva no processo administrativo n° 10830.006891/2001-88, no qual a contribuinte restou excluída do SIMPLES. Nesse sentido, aduz a Recorrente: "A empresa Automax somente veio a possuir a disponibilidade jurídica do crédito no momento em que teve seu pedido de inclusão no SIMPLES indeferido pelo Fisco, o que ocorreu em 05 de janeiro de 2005. Assim, na data do efetivo pagamento do tributo, em quem 10/03/2000, até 05 de janeiro de 2005, a empresa não tinha fundamento para pedir restituição pois não havia nenhum pagamento indevido, vez que pensava e tentava se manter optante do SIMPLES. Somente com o indeferimento do pedido é que a empresa observou que o pagamento feito em 10/03/2000, foi feito a maior do que o devido, originando-se assim, crédito seu favor" «is. 76). Junta jurisprudência do então Conselho de Contribuinte e ao final pede o provimento do Recurso Voluntário para reconhecer o direito ao crédito e a consequente homologação das compensações. o relatório. 2 Processo n 0 10830.002533/2005-20 SI-CIT3 Acórdão n.° 1103-00.346 Fl , 2 Voto Conselheiro ERIC CASTRO E SILVA, 0 recurso satisfaz os seus requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. A questão em litígio cinge-se em definir o termo inicial para o prazo decadencial de 5 anos para propor a restituição do indébito. A decisão recorrida entende que o termo "a quo" teria sido a data do pagamento indevido, já o contribuinte defende que o termo Iinicial ocorreu na data da decisão administrativa definitiva que lhe excluiu do SIMPLES e, consequentemente, tornou indevidos os pagamentos realizados naquela sistemática de tributação. Para definir o termo inicial para a restituição do indébito tributário, importa distinguir se o valor que se pretende restituir é oriundo de situação litigiosa ou não. Se não litigiosa, de fato o prazo para pleitear sua restituição se inicia da data do pagamento indevido, nos termos do art. 165, I e art. 168, I. Contudo, se o indébito que se pretende restituir é oriundo de conflito administrativo ou judicial, o prazo de 5 anos se inicia da data da decisão definitiva que pôs termo ao litígio, nos termos do art. 168, III e art. 165, III abaixo transcritos: Art. 165. 0 sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, a restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no 5s* 4" do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no calculo do montante do débito ou na elaboração ou conferencia de qualquer documento relativo ao pagamento; Ill - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenató ria. Art. 168. 0 direito de pleitear a. restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 - (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 1. 65, da data da extinção do crédito tributário; - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão eondenatória. No caso dos autos, o valor que se pretende restituir é oriundo de recolhimento feito a titulo de SIMPLES no ano de 2000. Posteriormente, a contribuinte foi excluída da sistemática simplificada medi ante o processo administrativo n° 10830.006891/2001-88, que se encerrou em 05/01/2005. Assim, só com o fim do litígio ocorrido em 05/01/2005, que terminou por excluir a Recorrente do SIMPLES, é que o pagamento realizado em 2000 restou por ser tornar "indevido". Consequentemente, só partir de 05/01/2005 surgiu a pretensão da contribuinte em reaver aqueles valores. Em outras palavras, o fim do litígio administrativo ocorrido em 05/01/2005 é o termo inicial para a repetição do indébito objeto do pedido de restituição originário, não havendo, pois, que se falar em decadência do direito da Recorrente A. restituição. Nesse sentido e a jurisprudência deste CARF, conforme aresto abaixo colacionado: RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO - CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA - INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN - prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o inicio de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter inicio com a decisão definitiva da controvérsia, como acontece nas soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, pela edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributciria anteriormente exigida. (ACÓRDÃO 103-23.503órgão 1° Conselho de Contribuintes - 3a. Câmara Decisão 1° Conselho de Contribuintes / 3a. Câmara / ACÓRDÃO 103- 23.503 em 26.06.2008. Publicado no DOU em: 03.09.2008. Relator: Alexandre Barbosa Jaguaribe) Por todo o exposto, voto pelo provimento do Recurso para afastar a ocorrência da decadência para se pleitear a restituição, devendo os autos retornarem à Delegacia da Receita Federal de origem para que se proceda a análise do credito objeto do pedido de restituição e a sua conseqüente utilização nas compensações originariamente requeridas. como voto. ERIC CASTRO E SILVA 4
score : 1.0
Numero do processo: 13827.000239/2010-98
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/10/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETOS. INEXISTÊNCIA DE RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
Somente há que se falar em renúncia à esfera administrativa quando no processo administrativo se discutir o mesmo objeto da ação judicial. Se isso não ocorrer, então não há concomitância e a autoridade administrativa julgadora deve conhecer o mérito do litígio.
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 1301-003.638
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 13827.000234/2010-65, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Ângelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Giovana Pereira de Paiva Leite, substituída pelo Conselheiro Ângelo Abrantes Nunes.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201812
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/10/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETOS. INEXISTÊNCIA DE RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. Somente há que se falar em renúncia à esfera administrativa quando no processo administrativo se discutir o mesmo objeto da ação judicial. Se isso não ocorrer, então não há concomitância e a autoridade administrativa julgadora deve conhecer o mérito do litígio. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13827.000239/2010-98
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5948106
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1301-003.638
nome_arquivo_s : Decisao_13827000239201098.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 13827000239201098_5948106.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 13827.000234/2010-65, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Ângelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Giovana Pereira de Paiva Leite, substituída pelo Conselheiro Ângelo Abrantes Nunes.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
id : 7570616
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413540503552
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1902; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 2 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13827.000239/201098 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 1301003.638 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de dezembro de 2018 Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO Recorrente COSAN S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/10/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETOS. INEXISTÊNCIA DE RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. Somente há que se falar em renúncia à esfera administrativa quando no processo administrativo se discutir o mesmo objeto da ação judicial. Se isso não ocorrer, então não há concomitância e a autoridade administrativa julgadora deve conhecer o mérito do litígio. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 13827.000234/201065, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Ângelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 7. 00 02 39 /2 01 0- 98 Fl. 333DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 3 2 e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Giovana Pereira de Paiva Leite, substituída pelo Conselheiro Ângelo Abrantes Nunes. Relatório COSAN S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO recorre a este Conselho em face do acórdão proferido pela 5ª Turma da DRJ em Porto Alegre que julgou improcedente a impugnação apresentada, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF) e nos §§ 9º e 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Trata o presente processo de Pedido de Restituição de crédito referente a pagamento efetuado indevidamente ou ao maior a título de Parcelamento da Lei nº 10.684/2003, Código Receita 7122, apresentado em formulário impresso. No formulário, o interessado alegou que o pedido teria por objeto “a restituição da parcela do PAES Parcelamento Especial de que trata a Lei 10.648/2003 10.684/2003, não utilizadas pela RFB na amortização da dívida consolidada no âmbito do PAES, por terem sido recolhidas após a data dos efeitos da exclusão do referido programa, conforme dispõe o § 1º do art. 12 da Portaria Conjunta PGFN/SRF n° 3/2004”. O despacho decisório proferido pela Auditora Fiscal da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Bauru/SP não reconheceu o direito creditório, pois verificou que o referido pagamento teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte inscrito em dívida ativa. No despacho, a autoridade ponderou que a exclusão do PAES teria ocorrido com efeitos a partir de 12/03/2005, mas a Fazenda Nacional teria ajuizado processo de execução fiscal nº 2005.61.09.0031397, no qual teria sido determinado que fossem feitos Redarfs dos recolhimentos referentes ao PAES para que fossem aproveitados na quitação de débitos inscritos em Dívida da União. Assim, em cumprimento à decisão judicial, foram emitidos os Redarfs, alterandose o Código Receita dos pagamentos para 4493 – Dívida Ativa Cofins. Como o pedido de restituição tratava de tributos e contribuições administrados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, os autos foram encaminhados a ela, para que se manifestasse sobre a procedência do pedido do contribuinte. Em resposta, a PFN se manifestou pelo não reconhecimento do direito creditório, já que o pagamento teria sido imputado ao débito inscrito na CDA nº 80.6.05.04289850. Cientificado do despacho, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade de alegando que teria sido excluída do PAES indevidamente, pois teria compensado algumas parcelas com crédito prêmio do IPI, mas que teria autorização judicial para tal procedimento e que também teria ação judicial para ser reincluído no parcelamento (processo nº 2008.61.00.0218613). Fl. 334DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 4 3 Defendeu que antes mesmo de ser proferida decisão definitiva judicial, teriam entrado em vigor as Medidas Provisórias nº 449/2008 e 470/2009, as quais teriam permitido o parcelamento de débitos compensados com créditoprêmio de IPI. O interessado afirmou que teria optado por reparcelar os débitos, através da MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, mas que teria sido obrigado a desistir e renunciar às ações judiciais para ser incluído em tal parcelamento. Alegou que o montante pago durante sua adesão ao Paes e os débitos consolidados deveriam ter sido aproveitados no novo parcelamento, conforme inc. II, art. 3º da Lei nº 11.941/2009, mas que isso não teria ocorrido. O contribuinte discordou do procedimento da Procuradoria da Fazenda Nacional, por ter imputado os pagamentos sem antes consultálo, alegando ofensa ao contraditório, por não ter sido aberto prazo para impugnação. Atribuiu que teria ocorrido compensação de ofício, conforme o § 2º do art. 49 da IN RFB nº 900/2008, nas imputações de pagamentos levadas a efeito pela Procuradoria da Fazenda Nacional, mas que não teria sido concedido o prazo de quinze (15) dias para o contribuinte se manifestar. Afirmou que teria impetrado mandado de segurança, processo nº 0004232 59.2011.4.03.6108, para pleitear a nulidade da imputação dos pagamentos ocorridas nas execuções fiscais processo nº 2005.61.09.0031397, 2007.61.09.0060357, 2007.61.09.002017 7 e 2005.61.09.0039128. Alegou que os débitos executados estariam sendo discutidos judicialmente, garantidos por penhora e que não se poderia compensar de ofício débitos do sujeito passivo com a exigibilidade suspensa. Citou o art. 369 do Código Civil, dizendo ser indispensável para a compensação de ofício que o crédito estivesse vencido e fosse exigível. Defendeu que a imputação de débitos não seria permitida nos casos em que houvesse penhora e discussão em embargos à execução, pois haveria o risco da União receber o crédito duas vezes, pela via administrativa (compensação de ofício) e pela via judicial (execução fiscal). Por outro lado, afirmou que na manifestação de inconformidade visava o reconhecimento do crédito, que não deveria ser analisado pela óptica da execução fiscal, mas como crédito originário das parcelas do Paes. O interessado aduziu que o inc. II, do art. 3º, da Lei nº 11.941/2009, deveria prevalecer sobre a IN RFB nº 900/2008, pelo princípio da hierarquia das leis, de modo que o reparcelamento do débito pela Lei nº 11.941/2009 faria com que o as parcelas pagas durante sua opção pelo Paes fossem computadas para amortizar os débitos do novo parcelamento. Concluiu, para requerer a reforma da decisão e o reconhecimento integral do direito creditório. Fl. 335DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 5 4 Analisando a manifestação de inconformidade apresentada, a turma julgadora de primeira instância consideroua improcedente. Entendeu o colegiado a quo que o contribuinte teria submetido ao Poder Judiciário a questão da utilização do pagamento a maior, ora requerido, de ofício por parte da PGFN para quitar outros débitos objeto de execução fiscal. E não havendo mais recolhimento disponível, entenderam os julgadores que não haveria liquidez e certeza necessárias ao reconhecimento do indébito. O contribuinte foi cientificado da decisão e apresentou tempestivamente recurso voluntário. Em síntese, além de reafirmar os argumentos de sua impugnação, questiona a conclusão da decisão de primeira instância de que haveria concomitância da matéria tratada nos presentes autos com o Mandado de Segurança n° 000423259.2011.4.03.6108, tratandose, de questão prejudicial ao deslinde da presente contenda. Requer o sobrestamento do presente julgamento até que seja proferida decisão definitiva no Mandado de Segurança por ela impetrado, e, ao final, seja provido seu recurso, reconhecendose o direito creditório pleiteado. É o relatório. Fl. 336DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1301003.634, de 12/12/2018, proferido no julgamento do Processo nº 13827.000234/2010 65, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1301003.634): "1 ADMISSIBILIDADE O recurso é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade do recurso, dele, portanto, tomo conhecimento. 2 MÉRITO Conforme relatado, a Recorrente pleiteia reconhecimento de direito creditório (restituição) de pagamento indevido a título do parcelamento a que se refere a Lei nº 10.684/2003 (PAES código de receita 7122). Contudo, no bojo da Execução Fiscal n° 2005.61.09.0031397, que tramitou perante a 2ª Vara Federal de Piracicaba, deferiuse o pedido formulado pela Fazenda Nacional determinandose que os valores recolhidos indevidamente a título de PAES fossem alocados aos débitos objeto de execução fiscal (por meio do denominado “REDARF”). Após a adoção, por parte da Receita Federal, do procedimento determinado pelo Poder Judiciário, a Fazenda Nacional requereu a extinção da execução, levando o E. Juiz Federal a prolatar sentença de mérito julgando extinta a execução com fundamento no art. 794, inciso I do Código de Processo Civil e a consequente extinção dos embargos à execução fiscal opostos pelo contribuinte (sem resolução de mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil). Tais decisões transitaram em julgado. Posteriormente, a Recorrente impetrou o Mandado de Segurança n° 000423259.2011.4.03.6108 insurgindose contra o procedimento autorizado adotado na execução fiscal em questão, postulando a anulação das imputações realizadas mediante utilização do pagamento a maior realizado no âmbito do PAES. Fl. 337DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 7 6 Foi prolatada sentença denegando a segurança, conforme informado pela própria Recorrente. Interposto recurso de apelação, em consulta ao sítio do TRF da 3ª Região, constatei que em 07 de junho de 2017 a 3ª Turma daquele Tribunal, por unanimidade de votos, negoulhe provimento1. Opostos embargos de declaração, os mesmos foram 1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO RETIDO NÃO REITERADO. MANDADO DE SEGURANÇA. SENTENÇA DE INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. MÉRITO PREJUDICADO. NULIDADE INEXISTENTE. IMPUGNAÇÃO À IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO FEITA PELO FISCO APÓS AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DADA NO EXECUTIVO FISCAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE E DE ILEGALIDADE. VIA IMPRÓPRIA. DISCUSSÃO CABÍVEL EM CADA FEITO EXECUTIVO CONFORME EFEITOS DA DECISÃO E ESTADO DO PROCESSO. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. 1. Não reiterado, em razões ou contrarrazões, não se conhece do agravo retido. 2. Rejeitada a preliminar de nulidade da sentença, pois assentada a inadequação da via eleita para a discussão proposta, o respectivo mérito resta prejudicado, não se cogitando de falta de motivação da sentença quanto a este pedido. 3. No mérito, as alocações de pagamento contra as quais se insurge a impetrante foram expressamente autorizadas, em 07/02/2007, pelo Juízo da execução fiscal 000313968.2005.4.03.6109, como se constata da cópia da decisão que, naqueles autos, rejeitou a exceção de préexecutividade oposta pelo contribuinte. Nesta medida, tratase de procedimento que, muito embora cabível e realizado, via de regra, na seara administrativa, incidiu, no caso, de maneira superveniente a executivos fiscais já em curso. É dizer, tratase de ato judicializado desde a sua origem, de modo que seus efeitos propriamente originamse nas execuções fiscais em relação às quais procedeu o órgão fazendário ao encontro de contas. 4. Concluise, daí, que correta a sentença, no que entendeu que as imputações de pagamento realizadas de ofício pelo Fisco deveriam ser discutidas nos autos em que foram observados seus efeitos, e não em ação mandamental de liame probatório alheio a tais feitos. 5. A discussão sobre o eventual excesso, por produção de efeitos em outra causa, além daquela em que restou deferida a medida, deve ser deduzida, precisamente, nos autos respectivos, a partir de fatos concretos, e não em sede de mandado de segurança para produzir efeitos genéricos em prejuízo de eventuais atos e decisões judiciais proferidas. 6. A inadequação da via eleita pelo contribuinte para discussão do ato impugnado resta patente da mera análise perfunctória de alguns dos executivos fiscais pertinentes às CDAs afetadas pelo procedimento. É de se observar, por exemplo, que a execução fiscal 000313968.2005.4.03.6109, referida pela sentença, foi extinta, por sentença datada de 07/02/2011 meses antes do ajuizamento do presente mandamus , sem notícia de interposição de recurso, a despeito da apelante reiteradamente referirse ao executivo como "em trâmite". Pretendese, portanto, provimento de viés rescisório, a desconstituir a coisa julgada, formada, aliás, muito depois da própria decisão que determinou as imputações ora contestadas. A hipótese é vedada expressamente pelo artigo 5º, III, da Lei 12.016/2009 e amplamente rejeitada pela jurisprudência. 7. De outra parte, como se constata da consulta ao sistema informatizado da Terceira Região, em decisão datada de 22/06/2015, a execução fiscal 000603516.2007.4.03.6109 foi suspensa, por adesão a parcelamento. Dado que as cópias mais recentes daqueles autos constantes da mídia acostada neste feito datam de 23/05/2011, não há informação disponível sequer para tomar conhecimento da totalidade dos eventos que seriam afetados pela hipotética procedência do pedido deduzido neste apelo, a evidenciar que o presente mandamus é meio impróprio para a análise que se requer. 8. Em ainda um terceiro exemplo, nos autos 000668563.2007.4.03.6109 (embargos à execução fiscal 0003912 16.2005.4.03.6109) os efeitos das alocações de pagamento aqui discutidas foram afastados em sede de apelação, para se reconhecer a existência de causa extintiva anterior do débito (a saber, compensação), rejeitandose, ali, a tese fazendária. 9. É inviável que se analise o ato tido como coator em abstrato e de maneira absolutamente desvinculada de sua própria eficácia, que se propaga diversamente em diferentes execuções fiscais. Portanto, não merece reforma a sentença. 10. Mesmo que assim não fosse, é de se observar que, deferidas judicialmente as imputações, o seu cabimento, se insatisfeito o contribuinte, deveria ter sido objeto de irresignação recursal, a tempo e modo, pela via própria para a articulação da questão. Dado que o agravo de instrumento interposto à decisão em foco (0025162 31.2007.4.03.0000) não veiculou nada a este respeito, é forçosa a conclusão de que o presente mandamus revestir seia de substitutivo recursal (caso o mérito não se encontrasse precluso), caso em que também não é admitido, conforme já decidiu o Superior Tribunal de Justiça em caso análogo. Fl. 338DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 8 7 rejeitados. Houve interposição de recursos especial e extraordinário pelo contribuinte, e, até esta data, não consta no sítio do Tribunal o resultado de suas admissibilidades. No que diz respeito à possível concomitância entre o presente processo administrativo e o Mandado de Segurança impetrado pela Recorrente, entendo assistir razão ao contribuinte, uma vez que inexiste identidade de objetos entre as demandas administrativa e judicial: enquanto no presente processo se requer o reconhecimento do pagamento indevido no âmbito do PAES, e a consequente restituição dos valores em questão, a discussão no âmbito do processo judicial diz respeito à possibilidade de utilização desse indébito, a pedido da PGFN, para quitação de débitos do contribuinte cobrados em sede de execução fiscal, pedido esse deferido pelo Poder Judiciário em decisão transitada em julgada e que o contribuinte procurou desconstituir por meio da impetração de Mandado de Segurança, sem sucesso até o momento em julgamentos já realizados em primeira e segunda instância. Conforme se observa, não há identidade de objetos entre a demanda, uma vez que não há, cumulativamente, identidade entre o pedido e a causa de pedir dos processos administrativo e judicial, elementos essenciais para caracterização da concomitância. Corroborando tal entendimento, há também inúmeros precedentes do CARF: 11. É certo que, do acervo probatório, o Fisco pautouse, quanto às alocações de pagamento, pela autorização ampla dada pelo Juízo da execução fiscal nº 000313968.2005.4.03.6109, de modo que, nada obstante o ofício 84/2007EFADI tenha se restringido às CDAs 80.2.05.03099919, 80.4.05.00019188, 80.6.05.04289770, 80.6.05.04289850 e 80.7.05.01330458, o procedimento foi adotado também para as dívidas em cobro em outros executivos fiscais. Desta constatação, contudo, não decorre a viabilidade da presente ação mandamental, mas a necessidade de se suscitar este mérito em cada uma das execuções fiscais afetadas, caso entendida como abusiva a conduta do Fisco, pelas razões já expostas. 12. Neste tocante, devese distinguir o mérito das alocações de pagamento efetuadas da legalidade do procedimento adotado. Assim, de dizerse que a decisão que autorizou a realização do procedimento, em determinado âmbito, restou inatacada, não resulta, necessariamente, que tenha havido coisa julgada material quanto à regularidade das alocações de pagamento realizadas, como constou do parecer acadêmico entregue pela apelante à Turma. A matéria poderia ser veiculada, nos autos próprios, inclusive a título de defesa contra ato superveniente praticado pelo Fisco, se existente via processual para tanto, a partir de impugnação a cargo da parte interessada. Não seria possível, porém, usar de mandado de segurança como extensão impugnativa em relação às vias próprias e específicas, como pretendido. 13. Pelo contrário, o alicerce do raciocínio aqui desenvolvido, como se percebe, é justamente o de que a legalidade do procedimento adotado pelo Fisco, se posta em dúvida, deve ser discutida nos autos em que manifestados seus efeitos. É pressuposto lógico do raciocínio, pois, que não está a se considerar, em abstrato e como premissa inarredável, a existência de coisa julgada material a tornar as alocações de pagamento inatacáveis, independentemente da situação processual ocorrida em cada um dos executivos fiscais. 14. Apelação a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por unanimidade, negar provimento ao apelo, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. São Paulo, 07 de junho de 2017. CARLOS MUTA Desembargador Federal Fl. 339DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 9 8 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA Nº 1 do Carf. A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. A concomitância caracterizase pela irrefutável identidade entre o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Recurso Especial do Contribuinte Negado. (Acórdão n° 9303003.348 – 3ª Turma da Câmara Superior, sessão de 10/12/2015, Relator Conselheiro Rodrigo da Costa Possas) PAF CONCOMITÂNCIA – INOCORRÊNCIA. Não há concomitância, quando não coincidentes os objetos dos processo judicial e administrativa. Precedente do STJ e da CSRF. (Acórdão n° 3402 002.084 – 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, Relator Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça) PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. Caracteriza se a concomitância guando o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais guardam irrefutável identidade. [...](Acórdão n° 3402 002.204 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, Relator Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho) No mesmo sentido, assim decidiu o E. STJ: “TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MANDADO DE SEGURANÇA. AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA DE RECORRER NA ESFERA ADMINISTRATIVA. IDENTIDADE DO OBJETO. ART. 38, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI Nº 6.830/80. 1. Incide o parágrafo único do art. 38, da Lei nº 6.830/80, quando a demanda administrativa versar sobre objeto menor ou idêntico ao da ação judicial. 2. A exegese dada ao dispositivo revela que: "O parágrafo em questão tem como pressuposto o princípio da jurisdição una, ou seja, que o ato administrativo pode ser controlado pelo judiciário e que apenas a decisão deste é que se torna definitiva, Fl. 340DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 10 9 com o trânsito em julgado, prevalecendo sobre eventual decisão administrativa que tenha sido tomada ou pudesse vir a ser tomada. (...) Entretanto, tal pressupõe a identidade de objeto nas discussões administrativa e judicial". (Leandro Paulsen e René Bergmann Ávila. Direito Processual Tributário. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003, p. 349). 3. In casu, os mandados de segurança preventivos, impetrados com a finalidade de recolher o imposto a menor, e evitar que o fisco efetue o lançamento a maior, comporta o objeto da ação anulatória do lançamento na via administrativa, guardando relação de excludência. 4. Destarte, há nítido reflexo entre o objeto do mandamus – tutelar o direito da contribuinte de recolher o tributo a menor (pedido imediato) e evitar que o fisco efetue o lançamento sem o devido desconto (pedido mediato) ¬ com aquele apresentado na esfera administrativa, qual seja, anular o lançamento efetuado a maior (pedido imediato) e reconhecer o direito da contribuinte em recolher o tributo a menor (pedido mediato). 5. Originárias de uma mesma relação jurídica de direito material, despicienda a defesa na via administrativa quando seu objeto subjugase ao versado na via judicial, face a preponderância do mérito pronunciado na instância jurisdicional. 6. Mutatis mutandis, mencionada exclusão não pode ser tomada com foros absolutos, porquanto, a contrario sensu, tornase possível demandas paralelas quando o objeto da instância administrativa for mais amplo que a judicial. 7. Outrossim, nada impede o reingresso da contribuinte na via administrativa, caso a demanda judicial seja extinto sem julgamento de mérito (CPC, art. 267), pelo que não estará solucionado a relação do direito material. 8. Recurso Especial provido, divergindo do ministro relator. (cf. Ac. da 1ª Turma do STJ no REsp nº 840.556¬AM; Reg. nº 2006/0085196 9, em sessão de 26/09/06, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, Rel p/Ac Min. LUIZ FUX, publ. in DJU de 20/11/06 p. 286) Tal entendimento é corroborado, inclusive, pela própria RFB, conforme Parecer Normativo Cosit nº 7 de 22 de agosto de 2014: Conclusão 21. Por todo o exposto, concluise que: Fl. 341DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 11 10 a) a propositura pelo contribuinte de ação judicial de qualquer espécie contra a Fazenda Pública, em qualquer momento, com o mesmo objeto (mesma causa de pedir e mesmo pedido) ou objeto maior, implica renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso de qualquer espécie interposto, exceto quando a adoção da via judicial tenha por escopo a correção de procedimentos adjetivos ou processuais da Administração Tributária, tais como questões sobre rito, prazo e competência; b) por conseguinte, quando diferentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que concerne à matéria distinta;[grifos nossos] [...] Superada a questão da inexistência de renúncia à esfera administrativa, no mérito, entendo não assistir razão à Recorrente. No que diz respeito ao sobrestamento do feito até o trânsito em julgado no bojo do Mandado de Segurança n° 000423259.2011.4.03.6108, não havendo qualquer decisão que suspenda os efeitos da sentença na Execução Fiscal n° 2005.61.09.00313972 (com decisão transitada em julgado), na qual já se utilizou o crédito ora pleiteado pela Recorrente, há de se prosseguir o presente julgamento administrativo levandose em consideração que o crédito ora requerido não só já foi reconhecido pela própria PGFN ao requerer seu aproveitamento para quitação de débito do contribuinte objeto de execução fiscal, como também exaurido quando de seu aproveitamento integral no bojo daquela contenda executiva. Vejase que o imbróglio não se originou com o pedido da PGFN – em 2007 em aproveitar tais recolhidos, mas sim da tentativa do contribuinte, no ano de 2010, de requerer restituição de valores já utilizados no ano de 2007, ainda que a pedido da PGFN, para o adimplemento de débitos do contribuinte, sendo que tal encontro de contas se deu mediante sentença transitada em julgado e não contestada pela Recorrente. A mera tentativa do contribuinte de anular tal decisão não pode ter o condão de manter sobrestado o julgamento de um pedido de restituição natimorto, pois, no momento do pedido de restituição, os valores pagos a maior já haviam sido utilizados para quitação de outros débitos, e sequer o contribuinte havia impetrado o Mandado de Segurança (proposto somente em 23/05/2011) com objetivo de anular a decisão judicial, digase de passagem, transitada em julgado, que acolheu o pedido da PGFN para utilização dos valores ora requeridos para quitação de débitos do contribuinte. 2 Muito antes pelo contrário, pois, conforme já esclarecido, em 07/06/2017 a 3ª Turma do TRF da 3ª Região confirmou a sentença que denegou a segurança pleiteada. Fl. 342DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 12 11 No que diz respeito ao mérito do procedimento adotado pela PGFN e da decisão judicial transitada em julgado, por óbvio, este Tribunal Administrativo não possui competência para tal revisão. Como consequência, no mérito, não há mais qualquer indébito a se reconhecer nos presentes autos, sob pena de duplicidade de utilização por parte da Recorrente. 3 CONCLUSÃO Isso posto, voto por rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto por rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Fl. 343DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11060.000195/2005-12
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI ACUMULADO NO TRIMESTRE. PROCEDÊNCIA.
É passível de ressarcimento o saldo credor de IPI apurado no trimestre com base em notas fiscais devidamente registradas, decorrente de aquisição de produtos empregados no processo produtivo. Créditos fora desse contesto são passíveis de glosa.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO.
0 regime alternativo de apuração do crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 10.276, de 2001, admite, na sua base de cálculo, os valores consumidos a titulo de energia elétrica, como efetivamente considerada pela fiscalização.
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
Considera-se definitiva a glosa, na esfera administrativa, da matéria não expressamente impugnada.
Numero da decisão: 3401-005.685
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Cássio Schappo - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: CASSIO SCHAPPO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI ACUMULADO NO TRIMESTRE. PROCEDÊNCIA. É passível de ressarcimento o saldo credor de IPI apurado no trimestre com base em notas fiscais devidamente registradas, decorrente de aquisição de produtos empregados no processo produtivo. Créditos fora desse contesto são passíveis de glosa. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO. 0 regime alternativo de apuração do crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 10.276, de 2001, admite, na sua base de cálculo, os valores consumidos a titulo de energia elétrica, como efetivamente considerada pela fiscalização. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considera-se definitiva a glosa, na esfera administrativa, da matéria não expressamente impugnada.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 11060.000195/2005-12
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5949020
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3401-005.685
nome_arquivo_s : Decisao_11060000195200512.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : CASSIO SCHAPPO
nome_arquivo_pdf_s : 11060000195200512_5949020.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Cássio Schappo - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
id : 7572920
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413561475072
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1525; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 2 1 1 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11060.000195/200512 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401005.685 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de novembro de 2018 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI Recorrente MÓVEIS ROHDE LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI ACUMULADO NO TRIMESTRE. PROCEDÊNCIA. É passível de ressarcimento o saldo credor de IPI apurado no trimestre com base em notas fiscais devidamente registradas, decorrente de aquisição de produtos empregados no processo produtivo. Créditos fora desse contesto são passíveis de glosa. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO. 0 regime alternativo de apuração do crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 10.276, de 2001, admite, na sua base de cálculo, os valores consumidos a titulo de energia elétrica, como efetivamente considerada pela fiscalização. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva a glosa, na esfera administrativa, da matéria não expressamente impugnada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente. (assinado digitalmente) Cássio Schappo Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 0. 00 01 95 /2 00 5- 12 Fl. 1154DF CARF MF Processo nº 11060.000195/200512 Acórdão n.º 3401005.685 S3C4T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes. Relatório Tratam os autos de Pedido de Ressarcimento de IPI referente a saldo credor acumulado no 1º Trimestre de 2003, no valor de R$ 9.037,50 através do PER/DCOMP 16241.73861300604.1.1.013687 e de crédito presumido de IPI do 1º Trimestre de 2003, no valor de R$ 11.189,67 através do PER/DCOMP 37079.99860.110803.1.1.013411. A DRF de Santa Maria, em cumprimento ao MPF nº 10.1.03.00200500038 7, realizou procedimento de verificação da legitimidade dos créditos de IPI pleiteados, emitiu Relatório de Verificação Fiscal (efls.533 a 559), concluindo pelo reconhecimento de Crédito Básico no valor de R$ 8.901,95 (Glosa de R$ 135,55) e de Crédito Presumido no valor de R$ 9.173,32 (Glosa de R$ 2.016,35). Encerrado o procedimento de verificação fiscal foi expedido Despacho Decisório (fls.561) pelo deferimento parcial do pedido, nos termos propostos pela fiscalização. Discordando do Despacho emitido pela unidade de origem a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, aduzindo em seu arrazoado o direito ao crédito presumido de IPI e estendeu comentários sobre gastos com energia elétrica, alegando que esses valores não foram comtemplados pelo levantamento fiscal, tendo sido desrespeitado o texto da lei. Requer a recomposição da base de cálculo do IPI com a inclusão dos gastos com energia elétrica e complementado o ressarcimento de que tem direito. A 3ª Turma da DRJ/POA julgou improcedente a manifestação de inconformidade e manteve o Despacho Decisório que indeferiu parcialmente os valores dos créditos pleiteados, com fundamentos sintetizados na ementa assim elaborada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. 0 regime alternativo de apuração do crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 10.276, de 2001, admite, na sua base de cálculo, os valores consumidos a titulo de energia elétrica, como efetivamente considerada pela fiscalização. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva a glosa, na esfera administrativa, da matéria não expressamente impugnada. Solicitação Indeferida Do Recurso Voluntário Fl. 1155DF CARF MF Processo nº 11060.000195/200512 Acórdão n.º 3401005.685 S3C4T1 Fl. 4 3 O sujeito passivo ingressou tempestivamente com recurso voluntário contra a decisão de primeiro grau (efls.1105), limitandose a reeditar sua Manifestação de Inconformidade. Dandose prosseguimento ao feito o presente processo foi objeto de sorteio e distribuição à minha relatoria. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Cássio Schappo O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado a Contribuinte pleiteou o ressarcimento de créditos de IPI via PER/DCOMP, referente ao 1º Trimestre de 2003. Do crédito acumulado no período o fisco glosou o valor de R$ 135,55 relativo a duas Notas Fiscais: a de n° 721075, emitida por Ferramentas Gerais, com IPI destacado de R$ 119,67, referente aquisição de Empilhadeira Hidráulica (janeiro/03); e a de n° 22237, emitida por Werk Schott Automatização, com IPI destacado de R$ 15,88 (março/03), que não se enquadram no conceito de insumos, “conforme disposto no artigo 11, da lei n° 9.779, de 1999 e artigo 4° da IN/SRF n° 33, de 1999, além do Parecer Normativo CST n° 65/79 (matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagens)”. Quanto ao crédito presumido de IPI, o fisco procedeu a reconstituição do DCP – Demonstrativo de Apuração do Crédito Presumido e apurou uma diferença de R$ 2.016,35 passando o crédito presumido de R$ 11.189,67 para R$ 9.173,32. Foi efetuada análise da legitimidade dos créditos escriturados a título de “Crédito Presumido de IPI”, atentandose para o fato do contribuinte ter optado pelo regime alternativo de que trata a Lei nº 10.276/2001 a partir do ano calendário 2003. De acordo com esse diploma legal, compõe o cálculo as aquisições de insumos já previstas na Lei 9.363/1996, as aquisições de energia elétrica e combustível, utilizada no processo industrial e o valor correspondente à prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, quando o encomendante for o contribuinte do IPI. O regime alternativo de que se valeu o contribuinte, introduziu alterações na fórmula utilizada para se determinar o valor do Crédito Presumido de IPI, o que foi detalhado pelo fisco às efls.544. Nas folhas seguintes foram comentados os itens que integraram a nova formula e conferidos os seus registros, procedendose os ajustes de acordo com a legislação pertinente. Em nenhum momento a Recorrente se opôs aos cálculos e valores apresentados pelo fisco no Relatório de Verificações Fiscais, como também, não contestou as glosas realizadas tanto do crédito acumulado de IPI do 1º Trimestre de 2003 como do crédito presumido de IPI do período. Fl. 1156DF CARF MF Processo nº 11060.000195/200512 Acórdão n.º 3401005.685 S3C4T1 Fl. 5 4 Os argumentos de defesa trazidos pela Recorrente abordam os seguintes fatos: (i) que o beneficiário do crédito presumido de IPI é a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais, tendo como finalidade compensar a incidência de PIS e COFINS sobre as aquisições de insumos aplicados na produção; (ii) nessa condição de empresa produtora e exportadora de produtos nacionais, faz jus ao crédito presumido de IPI pleiteado no valor de R$ 11.189,67; (iii) que tem direito à inclusão da energia elétrica na base de cálculo do crédito presumido de IPI, calculado nos termos fixados pela Lei 10.276/2001; Como se vê, a peça recursal é uma reedição da manifestação de inconformidade, deixando evidente que a Recorrente não deu a devida atenção para o Relatório de Verificações Fiscais que embasou o Despacho Decisório, além de não aterse aos fundamentos da decisão recorrida. Em nenhum momento o fisco deixou de reconhecer o direito do contribuinte ao crédito presumido de IPI e mais especificamente, quanto ao consumo de energia elétrica, nos termos fixados pela Lei nº 10.276/2001. As glosas realizadas tratam de ajustes feitos na determinação da base de cálculo para apuração do crédito presumido de IPI, que se quer foi objeto de contestação, permanecendo a recorrente em pleno silêncio. Repetese aqui o que já foi citado pelo Auditor Fiscal autor do voto do acórdão recorrido, art. 17 do Decreto nº 70.235/1972, com a redação dada pelo art. 67 da Lei nº 9.532/1997: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Quanto ao consumo de energia elétrica, também ficou assentado no voto da decisão recorrida: “7.1. É certo que os valores de energia elétrica passaram a ser admitidos na base de cá1culo do beneficio, a partir da publicação da Lei nº 10.276, de 2001, que introduziu o regime alternativo de apuração do crédito presumido IPI, estando expressamente admitida a inclusão desses valores, no art. 1º do referido diploma legal”; e assim foi reconhecido pelo fisco com inclusão desse item na composição da base de cálculo para apuração do crédito presumido de IPI. Por tudo que foi discutido nos presentes autos, chegase a conclusão que a peça recursal serviu apenas para protelar o reconhecimento aos fatos que levaram o fisco a glosar parte do crédito de IPI pleiteado. Não assiste razão à Recorrente, devendo ser mantida a decisão recorrida por seus próprios fundamentos. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Cássio Schappo Fl. 1157DF CARF MF Processo nº 11060.000195/200512 Acórdão n.º 3401005.685 S3C4T1 Fl. 6 5 Fl. 1158DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 18470.723637/2017-53
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2013
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE - CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIA - SÚMULA CARF Nº 1
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício.
Numero da decisão: 2002-000.540
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de diligência suscitada pela conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez e em não conhecer do recurso. Vencida a conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, que vencida na proposta de diligência, votou por conhecer do recurso.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(assinado digitalmente)
Thiago Duca Amoni - Relator.
Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
Nome do relator: THIAGO DUCA AMONI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2013 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE - CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIA - SÚMULA CARF Nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 18470.723637/2017-53
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5948805
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2002-000.540
nome_arquivo_s : Decisao_18470723637201753.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : THIAGO DUCA AMONI
nome_arquivo_pdf_s : 18470723637201753_5948805.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de diligência suscitada pela conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez e em não conhecer do recurso. Vencida a conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, que vencida na proposta de diligência, votou por conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni - Relator. Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
id : 7572085
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413612855296
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1614; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T2 Fl. 53 1 52 S2C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18470.723637/201753 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2002000.540 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria IRPF OMISSÃO DE RENDIMENTOS ISENÇÃO MOLÉSTIA GRAVE Recorrente IVO MACHADO SOARES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2013 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIA SÚMULA CARF Nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de diligência suscitada pela conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez e em não conhecer do recurso. Vencida a conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, que vencida na proposta de diligência, votou por conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Relator. Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 0. 72 36 37 /2 01 7- 53 Fl. 55DF CARF MF 2 Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (efls. 04 a 08), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu autuação pela omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício. Tal omissão gerou lançamento de imposto de renda pessoa física suplementar de R$ 4.576,41, acrescido de multa de ofício no importe de 75%, bem como juros de mora. Impugnação A notificação de lançamento foi objeto de impugnação, às efls. 02 a 14 dos autos, que conforme decisão da DRJ: 1. O demonstrativo de apuração do imposto devido incluiu, além do valor omitido (linha 2), o valor dos proventos de aposentadoria (linha 1), elevando o valor a ser recolhido; 2. O recolhimento de valores sobre a aposentadoria é que faz com que o impugnante solicite o recálculo do imposto devido; 3. O contribuinte ajuizou ação contra a União Federal, alegando a isenção do imposto de renda por ser portador de moléstia grave, tendo sido dado provimento ao autor, em 11/05/17, pela Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro; 4. Assim, pede o cancelamento parcial do débito fiscal reclamado A impugnação foi apreciada na 18ª Turma da DRJ/RJO que, por maioria, em 16/10/2017, no acórdão 1292.326, às efls. 26 a 29, julgou pelo não conhecimento da impugnação. Recurso voluntário Ainda inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, às efls. 36 a 43 no qual alega, em síntese, que foi beneficiado pela isenção de IRPF por ser portador de moléstia grave, conforme sentença proferida pela 2º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro. É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Duca Amoni Relator Pelo que consta no processo, o recurso é tempestivo, já que o contribuinte foi intimado do teor do acórdão da DRJ em 12/12/2017, efls. 32, e interpôs o presente Recurso Fl. 56DF CARF MF Processo nº 18470.723637/201753 Acórdão n.º 2002000.540 S2C0T2 Fl. 54 3 Voluntário em 05/01/2018, efls. 36, posto que atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Conforme os autos, o lançamento tributário foi baseado na omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício O contribuinte, em sua defesa, alega que seus rendimentos são isentos por ser portador de moléstia grave, confirmada pelo JuIZado Especial do Rio de Janeiro, nos autos do processo nº 000016454.2011.4.02.5151/02. A DRJ assim se posicionou: A conclusão que se impõe é que, com a propositura de ação judicial, o contribuinte manifestou recusa à instância administrativa de julgamento, já que a matéria discutida nesta jurisdição é objeto também de discussão junto ao Poder Judiciário, ou seja, a isenção por moléstia grave sobre os rendimentos de aposentadoria e pensão declarados pelo sujeito passivo e também relacionados na linha 01 do Demonstrativo de Cálculo da Notificação de Lançamento. Assim, este Órgão Julgador Administrativo está impedido de apreciar se os rendimentos declarados pelo interessado estão ou não abarcados pela isenção do imposto de renda. Com efeito, no tocante a esse aspecto, não há que se falar em julgamento administrativo neste sentido, posto que a solução do litígio está a cargo da Justiça. Da exegese do artigo 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88, do artigo 39, XXXI, do Regulamento de Imposto de Renda (RIR Decreto 3.000/99) e do artigo 30 da Lei nº 9.250/95 para o gozo da regra isentiva devem ser comprovados, cumulativamente (i) que os rendimentos sejam oriundos de aposentadoria, pensão ou reforma, (ii) que o contribuinte seja portador de moléstia grave prevista em lei e (iii) que a moléstia grave esteja comprovada por laudo médico oficial. Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina Fl. 57DF CARF MF 4 especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (...) Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensã(...) XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (...) A jurisprudência deste CARF segue a mesma linha: REQUISITO PARA A ISENÇÃO RENDIMENTOS DE APOSENTADORIA OU PENSÃO E RECONHECIMENTO DA MOLÉSTIA GRAVE POR LAUDO MÉDICO OFICIAL LAUDO MÉDICO PARTICULAR CONTEMPORÂNEO A PARTE DO PERÍODO DA AUTUAÇÃO LAUDO MÉDICO OFICIAL QUE RECONHECE A MOLÉSTIA GRAVE PARA PERÍODOS POSTERIORES AOS DA AUTUAÇÃO IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ISENÇÃO O contribuinte aposentado e portador de moléstia grave reconhecida em laudo médico pericial de Fl. 58DF CARF MF Processo nº 18470.723637/201753 Acórdão n.º 2002000.540 S2C0T2 Fl. 55 5 órgão oficial terá o benefício da isenção do imposto de renda sobre seus proventos de aposentadoria. Na forma do art. 30 da Lei nº 9.250/95, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. O laudo pericial oficial emitido em período posterior aos anoscalendário em debate, sem reconhecimento pretérito da doença grave, não cumpre as exigências da Lei. De outro banda, o laudo médico particular, mesmo que contemporâneo ao período da autuação, também não atende os requisitos legais. Acórdão nº 10616928 29/05/2008) A matéria é sumulada pelo CARF: Súmula CARF nº 63: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Declarante Contudo, como bem apontou a DRJ, o contribuinte se antecipou a fiscalização e provocou o Poder Judiciário, motivo pelo qual abdicou da instância administrativa para a discussão da matéria. Logo, face a concomitância de instâncias, aplico a súmula 1 do CARF, cuja redação é: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial Diante do exposto, não conheço do presente Recurso por haver concomitância de processo judicial e administrativo, declarando a definitividade da exigência fiscal na instância administrativa. (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Fl. 59DF CARF MF 6 Fl. 60DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10830.007159/2002-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO.
Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre imposto sobre lucro líquido - ILL.
DECLINADA A COMPETÊNCIA.
Numero da decisão: 3101-001.282
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário e declinar da competência para a apreciação da matéria em favor da Primeira Seção de Julgamento.
(assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Relator.
EDITADO EM: 25/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Leonardo Mussi da Silva, Valdete Aparecida Marinheiro e Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: Corintho Oliveira Machado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre imposto sobre lucro líquido - ILL. DECLINADA A COMPETÊNCIA.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10830.007159/2002-14
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5967428
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3101-001.282
nome_arquivo_s : Decisao_10830007159200214.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : Corintho Oliveira Machado
nome_arquivo_pdf_s : 10830007159200214_5967428.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário e declinar da competência para a apreciação da matéria em favor da Primeira Seção de Julgamento. (assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres - Presidente. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Relator. EDITADO EM: 25/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Leonardo Mussi da Silva, Valdete Aparecida Marinheiro e Corintho Oliveira Machado.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
id : 7629286
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413647458304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1221; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 141 1 140 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.007159/200214 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3101001.282 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 25 de outubro de 2012 Matéria ILL RESTITUIÇÃO Recorrente DRESSERRAND DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre imposto sobre lucro líquido ILL. DECLINADA A COMPETÊNCIA. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário e declinar da competência para a apreciação da matéria em favor da Primeira Seção de Julgamento. (assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Relator. EDITADO EM: 25/11/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 71 59 /2 00 2- 14 Fl. 158DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Leonardo Mussi da Silva, Valdete Aparecida Marinheiro e Corintho Oliveira Machado. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase: Tratase de pedido protocolizado em 24/07/2002 (fl. 01) solicitando a restituição do valor de R$109.154,28, que corresponde ao montante atualizado dos recolhimentos efetuados no período entre 18/05/1990 e 30/09/1992, demonstrativo à fl. 70 e DARF às fls. 66/69, juntando às fls. 02/10 o ANEXO com a motivação do pedido, adiante sintetizada: Valores referentes ao ILL indevidamente pagos no período compreendido entre 1989 e 1992 por força do disposto no art. 35 da Lei nº 7.713, de 1988 (...) Diante do reconhecimento expresso da inconstitucionalidade da exigência ( ... ), formalizado pelo Secretário da Receita Federal através da Instrução Normativa SRF nº 63/97, publicada no DOU de 25/07/1997. O Serviço de Orientação e Análise Tributária SEORT da DRF Campinas/SP em 09/02/2007 propôs o INDEFERIMENTO do pedido de restituição, por meio do Despacho Decisório de fls. 79/81 assim ementado: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. CRÉDITO ORIUNDO DE PAGAMENTOS EFETUADOS A TÍTULO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (ILL). Não opera efeitos a suspensão da execução do art. 35 da Lei nº 7.713/88 quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do encerramento do períodobase. DECADÊNCIA DO DIREITO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário. PEDIDO INDEFERIDO. O chefe do SEORT, por concordar com o inteiro teor do citado Despacho do SEORT, por delegação de competência da Delegada da Receita Federal em Campinas/SP Portaria nº 142, de 28/11/2002, em 12/02/2007 INDEFERIU o pedido de restituição, sendo expedido o COMUNICADO SEORT/DRF/CPS Nº 259/2007, fl. 83, dando conhecimento da decisão proferida. Com a ciência em 16/02/2007 (Aviso de Recebimento AR à fl. 97), em 20/03/2007 a peticionária interpôs a manifestação de inconformidade de fls. 84/95, por meio de seus advogados e Fl. 159DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 3101001.282 S3C1T1 Fl. 142 3 bastantes procuradores (procuração à fl. 12 e substabelecimento à fl. 96), aduzindo o que a seguir se sintetiza. Destaca a manifestante que a aplicação do art. 35 da Lei nº 7.713/88 foi suspensa por meio da Resolução do Senado Federal nº 82/96, o que inspirou a edição pela Receita Federal da Instrução Normativa nº 63, de 24/07/1997, na qual ficou expressamente consignada a proibição da constituição de créditos da Fazenda Nacional no que se refere ao Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido nas sociedades por cotas de responsabilidade limitada, em que o contrato social não preveja, na data do períodobase, disponibilidade imediata e automática dos lucros aos sóciosquotistas. A manifestante contesta o entendimento da autoridade administrativa no que concerne ao prazo de decadência/prescrição, afirmando inexistir respaldo na jurisprudência pátria, na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional. Assevera a manifestante que segundo jurisprudência do Conselho de Contribuintes a contagem do prazo decadencial, nas hipóteses em comento, tem início na data em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida. Transcreve jurisprudência administrativa. Assim consigna: Por fim, cumpre salientar que em momento algum o contrato social da ora manifestante determina a distribuição IMEDIATA e AUTOMÁTICA do lucro líquido apurado ao final de cada períodobase. O que se infere da leitura infere da leitura da cláusula 8ª do referido contrato é que, uma vez apurados lucros ou prejuízos, eles serão suportados ou distribuídos igualmente entre os sócios, embora estes tenham contribuindo desigualmente para a formação do capital social (cláusula quarta). Pelo contrário, o contrato social da Demandante não possui cláusula que obrigue a sociedade distribuir os lucros ou prejuízos, quanto mais determine o momento desta distribuição, sequer informando qual a percentagem de lucros ou prejuízos a ser distribuída aos sócios e qual parcela a ser reinvestida ou suportada pela sociedade, o que, data vênia o entendimento do I. julgador administrativo, torna impossível sua distribuição IMEDIATA e AUTOMÁTICA. Ao final, requer a reforma integral do despacho recorrido para afastar a decadência alegada e deferir a restituição integral dos valores referentes ao ILL no período destacado nos autos, atualizados monetariamente e acrescidos de juros equivalentes à SELIC. Fl. 160DF CARF MF 4 A DRJ em CAMPINAS/SP indeferiu a solicitação. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 116 e seguintes, onde requer a reforma do decisum. Ato seguido, a Repartição de origem encaminhou os presentes autos para apreciação do órgão julgador de segundo grau. Relatados, passo a votar. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. A matéria, hodiernamente, é de competência da Primeira Seção deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por força do disposto no inciso VII do artigo 2º do Anexo II do Regimento Interno do Conselho, instituído pela Portaria MF nº 256/2009 (competência residual). Dessarte, em virtude de o presente recurso tratar de matéria alheia às competências desta Seção, suscito a preliminar de inexistência de competência desta Seção para julgar a matéria e, por via de conseqüência, devese declinar da competência para a Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. No vinco do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso, e endereçálo à competente Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para julgamento. Sala das Sessões, em 25 de outubro de 2012. (assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Fl. 161DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 3101001.282 S3C1T1 Fl. 143 5 Fl. 162DF CARF MF
score : 1.0
