Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 12448.728958/2017-45
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2015
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. NÚMERO DE MESES.
Para comprovar o número de meses associados aos rendimentos recebidos acumuladamente, faz-se necessária a apresentação de documentos atinentes à ação judicial correspondente.
Numero da decisão: 2002-000.673
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente e Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
Nome do relator: CLAUDIA CRISTINA NOIRA PASSOS DA COSTA DEVELLY MONTEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2015 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. NÚMERO DE MESES. Para comprovar o número de meses associados aos rendimentos recebidos acumuladamente, faz-se necessária a apresentação de documentos atinentes à ação judicial correspondente.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 12448.728958/2017-45
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5965889
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2002-000.673
nome_arquivo_s : Decisao_12448728958201745.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : CLAUDIA CRISTINA NOIRA PASSOS DA COSTA DEVELLY MONTEZ
nome_arquivo_pdf_s : 12448728958201745_5965889.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
id : 7625648
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413649555456
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1219; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T2 Fl. 80 1 79 S2C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12448.728958/201745 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2002000.673 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 29 de janeiro de 2019 Matéria IRPF. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. Recorrente HUGO BLASQUEZ OLMEDO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2015 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. NÚMERO DE MESES. Para comprovar o número de meses associados aos rendimentos recebidos acumuladamente, fazse necessária a apresentação de documentos atinentes à ação judicial correspondente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 89 58 /2 01 7- 45 Fl. 80DF CARF MF Processo nº 12448.728958/201745 Acórdão n.º 2002000.673 S2C0T2 Fl. 81 2 Relatório Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (fls. 7/18), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu a alterações na declaração de ajuste anual do contribuinte acima identificado, relativa ao exercício de 2016. A autuação implicou na alteração do resultado apurado de saldo de imposto a pagar declarado de R$9.048,98 para saldo de imposto a pagar de R$44.768,35. A notificação noticia omissão de rendimentos recebidos a título de benefícios ou resgates de planos de seguro de vida e compensação indevida de IRRF sobre rendimentos recebidos acumuladamente. O lançamento também alterou o número de meses associado aos rendimentos recebidos acumuladamente, de 16 meses para um. Na complementação da descrição dos fatos (fl.11), consta que, intimado, o sujeito passivo não apresentou documentos hábeis para comprovar o IRRF e o número de meses, associados aos rendimentos recebidos acumuladamente. Impugnação Cientificada ao contribuinte em 9/10/2017, a NL foi objeto de impugnação, em 6/11/2017, às fls. 2/22 dos autos, na qual o contribuinte contestou as infrações associadas aos rendimentos recebidos acumuladamente. Manifestou concordância com a omissão de rendimentos de resgate de VGBL. A impugnação foi apreciada na 1ª Turma da DRJ/CGE que, por unanimidade, julgoua procedente em parte (fls. 52/55). O colegiado de primeira instância restabeleceu o IRRF declarado, no valor de R$22.663,15. Recurso voluntário Ciente do acórdão de impugnação em 5/6/2018 (fl. 59), o contribuinte, em 26/6/2018 (fl. 64), apresentou recurso voluntário, às fls. 64/73, no qual alega, em apertado resumo, que: demonstrativo extraído do processo judicial juntado apontaria o montante tributável recebido, bem como o número de 16 parcelas para todos os substituídos do reclamante. recibo emitido pelo sindicato de sua categoria, reclamante no processo judicial em questão, também consignaria a informação relativa às 16 parcelas. o valor correto do IRRF seria de R$22.663,15 e não de R$25.343,66. Fl. 81DF CARF MF Processo nº 12448.728958/201745 Acórdão n.º 2002000.673 S2C0T2 Fl. 82 3 Voto Conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Relatora Admissibilidade O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, assim, dele tomo conhecimento. Mérito O litígio recai sobre o número de meses associados aos rendimentos recebidos acumuladamente pelo recorrente. A autuação alterou dos 16 meses declarados para um, consignando que os documentos apresentados não comprovariam o montante declarado (fl.11). Na apreciação da impugnação, a decisão recorrida consigna: O impugnante alega que se tratam de rendimentos relativos a anos anteriores, correspondentes a dezesseis meses, sujeitos à tributação exclusiva, nos termos do art. 12A da Lei 7.713/88, e alterações posteriores. Entretanto, não constam, dos autos, a petição inicial e a sentença judicial ou o acórdão do Tribunal, documentos necessários para se conhecer a natureza dos rendimentos, nem a tabela de cálculo discriminando os meses aos quais se referem as verbas reconhecidas no provimento judicial, e posteriormente pagas ao impugnante. A planilha de cálculo de fls. 37 não discrimina os meses considerados no cálculo. Não há elementos nos autos demonstrando que o número de parcelas ali consignado, igual a dezesseis, corresponda ao período do direito reconhecido na sentença ou acórdão judicial. (destaques acrescidos) Em seu recurso, o recorrente apresenta documentos já anexados aos autos (fls.65/69). Diante desses elementos, não há reparos a se fazer à decisão de piso, uma vez que os documentos de fato não são hábeis a fazer a prova do número de meses declarado. Fl. 82DF CARF MF Processo nº 12448.728958/201745 Acórdão n.º 2002000.673 S2C0T2 Fl. 83 4 Nesse sentido, como apontado na decisão recorrida, o recorrente deveria juntar a petição inicial da ação ajuizada e a sentença judicial prolatada, de forma a demonstrar o período reclamado na ação judicial proposta e aquele acolhido na sentença proferida. Sendo parte interessada na ação judicial, tais provas estavam ao alcance do recorrente. Poderia ter juntado ainda comprovante de rendimentos emitido pela fonte pagadora dos rendimentos, no caso, a reclamada na ação judicial, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ. Conclusão Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Fl. 83DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16327.907572/2012-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.362
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 16327.907572/2012-11
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5957454
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-001.362
nome_arquivo_s : Decisao_16327907572201211.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 16327907572201211_5957454.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2018
id : 7589636
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:37:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413701984256
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 968; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 2 1 1 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.907572/201211 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3201001.362 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 25 de julho de 2018 Assunto COMPENSAÇÃO Recorrente BANCO ABC BRASIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .9 07 57 2/ 20 12 -1 1 Fl. 137DF CARF MF Processo nº 16327.907572/201211 Resolução nº 3201001.362 S3C2T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de indeferir o Pedido de Restituição de créditos da contribuição (Cofins/PIS), decisão essa lastreada na ausência de direito creditório disponível, uma vez que os pagamentos declarados já haviam sido integralmente utilizados na quitação de débitos do contribuinte. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte havia alegado que o crédito pleiteado decorrera do recolhimento indevido da Contribuição calculada nos termos da Lei nº 9.718/1998, dado o reconhecimento da inconstitucionalidade do parágrafo 1º do seu art. 3º, que pretendeu estender a base de cálculo da contribuição para além do faturamento, ou seja, para além do resultado da venda de mercadorias e/ou de serviços. Arguiu o então Manifestante que seu pedido não deveria ter sido indeferido de plano, sem intimação para apresentar documentos e prestar os esclarecimentos necessários, sob pena de cerceamento do direito de defesa, nos termos do artigo 59 do Decreto nº 70.235/72. Segundo ele, a controvérsia sobre a inclusão das receitas financeiras na receita bruta (conceito de faturamento) das instituições financeiras encontravase pendente de decisão do Supremo Tribunal Federal e que, independentemente disso, não podiam integrar a base de cálculo das contribuições as receitas financeiras decorrentes da aplicação de seus recursos próprios e/ou de terceiros em hipóteses que não envolvessem intermediação financeira. Alegou também que, além de auferir receitas decorrentes do exercício de suas atividades sociais típicas, ele realizava também operações no seu próprio interesse, auferindo receitas financeiras em relação à aplicação de seu próprio capital de giro e capital de terceiros, bem como em razão da remuneração dos depósitos compulsórios realizados junto ao Banco Central e aplicações próprias. A Delegacia de Julgamento (DRJ) considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade, sob o fundamento de que a declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/1998 não alcançava as receitas típicas das instituições financeiras (faturamento), dentre elas as receitas oriundas da atividade operacional (receitas financeiras), como os juros sobre capital próprio decorrentes da participação no patrimônio líquido de outras sociedades e o depósito compulsório rentável. Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte reiterou seu pedido, repisando os mesmos argumentos de defesa. É o relatório. Fl. 138DF CARF MF Processo nº 16327.907572/201211 Resolução nº 3201001.362 S3C2T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido na Resolução nº 3201001.345, de 25/07/2018, proferida no julgamento do processo nº 16327.904269/201266, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 3201001.345): Tratase de demanda que discute acerca da base de cálculo das contribuições para realizar o PER/DCOMP para instituições financeiras. Sobre o tema já se posicionou a Terceira Turma Câmara Superior no Acórdão 9303 005.051, sendo o Relator Designado o Conselheiro Charles Mayer, vejamos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2005 PROCESSUAL CIVIL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA.EFEITO SUBSTITUTIVO. Matéria que foi objeto de Recurso de 1º Grau, prevalece a decisão de segundo grau em substituição da decisão recorrida. BASE DE CÁLCULO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO §1º DO ART. 3º DA LEI Nº 9.718/98. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. RECEITAS OPERACIONAIS. As receitas operacionais decorrentes das atividades do setor financeiro (serviços bancários e intermediação financeira) estão incluídas no conceito de faturamento/receita bruta a que se refere a Lei Complementar nº 70/91, não tendo sido afetado pela alteração no conceito de faturamento promovida pela Lei nº 9.718/98. Não se incluem no conceito de receitas operacionais auferidas pelas instituições financeiras as provenientes da aplicação de recursos próprios e/ou de terceiro Em recente julgado essa Turma adotou posicionamento de converter o feito em diligência nos autos 16327.720228/201481, por entender que é necessário apresentar de modo detalhado o que são operações financeiras próprias. Em que pese, ter decisão judicial com trânsito em julgado, vejo a necessidade de adotar o mesmo posicionamento do mencionado autos 16327.720228/201481, devendo o feito ser convertido em diligência (...): (...) para que a Unidade de Origem intime a Recorrente a apresentar o detalhamento de todas as suas receitas, esclarecendo aquelas que tem origem em aplicações financeiras de recursos próprios e aquelas aplicações financeiras referentes a recursos de terceiros. A resposta da Recorrente deverá trazer descrição de cada uma dessas rubricas. A Unidade de Origem, a partir da resposta da Recorrente, poderá se manifestar, caso entenda necessário, sobre as informações apresentadas, devendo cientificar a Recorrente do relatório fiscal para manifestação no prazo de 30 (trinta) dias.(Processo 16327.720228/201481) Fl. 139DF CARF MF Processo nº 16327.907572/201211 Resolução nº 3201001.362 S3C2T1 Fl. 5 4 Diante de tal, a prorrogação pode ser prorrogada por igual prazo em favor do Contribuinte. Finalmente apresentado os documentos, dê vistas à Procuradoria da Fazenda Nacional, em igual prazo para que se manifeste acerca dos documentos juntados, após, retornem para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. Destaquese que, não obstante o processo paradigma se referir unicamente à Contribuição para o PIS, a decisão ali prolatada se aplica nos mesmos termos à Cofins. Importa registrar, ainda, que, nos presentes autos, as situações fática e jurídica encontram correspondência com as verificadas no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Portanto, aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu converter o julgamento em diligência para que a Unidade de Origem intime a Recorrente a apresentar o detalhamento de todas as suas receitas, esclarecendo aquelas que tem origem em aplicações financeiras de recursos próprios e aquelas aplicações financeiras referentes a recursos de terceiros. A resposta da Recorrente deverá trazer descrição de cada uma dessas rubricas. A Unidade de Origem, a partir da resposta da Recorrente, poderá se manifestar, caso entenda necessário, sobre as informações apresentadas, devendo cientificar a Recorrente do relatório fiscal para manifestação no prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual prazo. Finalmente apresentado os documentos, dê vistas à Procuradoria da Fazenda Nacional, em igual prazo para que se manifeste acerca dos documentos juntados, após, retornem para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 140DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13609.900875/2010-96
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 2003
COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO.
Constitui crédito passível de compensação somente o valor efetivamente comprovado do saldo negativo decorrente do ajuste anual.
Numero da decisão: 1103-000.745
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade.
Nome do relator: Mário Sérgio Fernandes Barroso
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2003 COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO. Constitui crédito passível de compensação somente o valor efetivamente comprovado do saldo negativo decorrente do ajuste anual.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 13609.900875/2010-96
conteudo_id_s : 5956887
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1103-000.745
nome_arquivo_s : Decisao_13609900875201096.pdf
nome_relator_s : Mário Sérgio Fernandes Barroso
nome_arquivo_pdf_s : 13609900875201096_5956887.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
id : 7589240
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413775384576
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-10-05T18:06:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-10-05T18:06:49Z; Last-Modified: 2012-10-05T18:06:49Z; dcterms:modified: 2012-10-05T18:06:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:8cc7da7f-adfa-440e-8699-0462e82f9342; Last-Save-Date: 2012-10-05T18:06:49Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2012-10-05T18:06:49Z; meta:save-date: 2012-10-05T18:06:49Z; pdf:encrypted: true; modified: 2012-10-05T18:06:49Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-10-05T18:06:49Z; created: 2012-10-05T18:06:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2012-10-05T18:06:49Z; pdf:charsPerPage: 1060; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2012-10-05T18:06:49Z | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 1 1 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13609.900875/201096 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1103000.745 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de setembro de 2012 Matéria IRPJ Recorrente DIAMED LATINO AMÉRICA S A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2003 COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO. Constitui crédito passível de compensação somente o valor efetivamente comprovado do saldo negativo decorrente do ajuste anual. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Mário Sérgio Fernandes Barroso Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Cristiane Silva Costa, Manoel Mota Fonseca e Aloysio José Percínio da Silva. Relatório Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 2 2 Tratase de recurso voluntário. Primeiramente, adoto o detalhado relatório do acórdão n.º 0232.554, da Douta 3ª Turma da DRJ de Belo Horizonte – MG. “Contra o interessado acima identificado foi emitido o despacho decisório de fl. 93, por meio do qual foi parcialmente homologada a compensação de que trata o PER/DCOMP n.º 06812.90325.280307.1.7.022701 e não homologada a efetuada no PER/DCOMP n.º 28289.93292.280906.1.7.023695. A homologação parcial e a não homologação foram motivadas pela insuficiência do crédito utilizado para compensar os débitos informados. Tal crédito decorreria da apuração de saldo negativo de IRPJ referente ao exercício de 2003, anocalendário de 2002. Conforme PER/DCOMP e DIPJ, o valor desse saldo negativo seria igual a R$ 182.032,37. As parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP são constituídas exclusivamente de pagamentos, no total de R$ 182.032,37, que foram confirmadas no despacho decisório. Considerandose que, conforme DIPJ, o IRPJ anual devido é igual R$ 24.354,69, foi reconhecido saldo negativo disponível no valor de R$ 157.677,68. Os débitos indevidamente compensados somam R$ 23.037,43 (principal). Como enquadramento legal são citados os seguintes dispositivos: § 1º do art. 6º, art. 28 e art. 74 da Lei n.º 9.430, 27 de dezembro de 1996; art. 5º da IN SRF n.º 600, de 2005. A ciência do despacho se deu em 12/08/2010 (fl. 97). Em 09/09/2010 (fl. 92), foi postada a manifestação de inconformidade de fl. 01 a 04. Nela constam os seguintes argumentos: conforme ficha 12 A da DIPJ, o saldo negativo de IRPJ é igual a R$ 182.032,37; no PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010, foram compensados débitos de IRPJ dos meses de janeiro, fevereiro e maio de 2003, nos valores de R$ 11.895,14, R$ 13.175,91 e R$ 39.394,77; o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010 foi retificado pelo de n.º 10113.30677.270906.1.7.026973 e, posteriormente, pelo de n.º 22356.82570.270906.1.7.025409; para essa operação fora gerado despacho decisório, sendo apresentada manifestação de inconformidade em 03/08/2010, estando sob apreciação da autoridade administrativa; no PER/DCOMP n.º 26514.24006.300903.1.3.023092, foram compensados débitos de IRPJ de maio e junho de 2003, nos valores de R$ 5.534,79 e R$ 40.496,70; Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 3 3 o PER/DCOMP n.º 26514.24006.300903.1.3.023092 foi retificado pelo de n.º 22356.82570.270906.1.7.025409; no PER/DCOMP n.º 40418.800080.300903.1.3.026755, foi compensado débito de IRPJ de junho de 2003, no valor de R$ 32.826,54; a Receita Federal não considerou parcela de composição do crédito no valor de R$ 12.457,64, referente a imposto de renda retido por órgão público deduzido na linha 14 da Ficha 12 A da DIPJ; referida parcela foi informada no PER/DCOMP n.º 38137.85952.280907.1.7.020379, por meio do qual se pretendeu retificar o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010; referido PER/DCOMP retificador foi preenchido com erro; o número do PER/DCOMP retificado informado no PER/DCOMP retificador está errado; foi indicado o n.º 26514.24006.300903.1.3.023092, sendo que deveria ter sido indicado o n.º 41853.10054.300903.1.3.023010; em virtude disso, a Receita Federal informou que houve inclusão de novo débito, mas o que houve foi erro na indicação do PER/DCOMP; como a DIPJ é de 2003, a empresa requerente não consegue retificar o PER/DCOMP indicando a retificadora correta; pedese que se realize a retificação para constar o número correto do PER/DCOMP retificado, que a compensação seja homologada e que o crédito tributário seja anulado.” A 3ª Turma da DRJ em belo Horizonte decidiu (Ementa): “COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO. Constitui crédito passível de compensação o valor efetivamente comprovado do saldo negativo decorrente do ajuste anual.” A contribuinte recorreu (resumo): Conforme ficha 12 A da DIPJ, o saldo negativo de IRPJ é igual a R$ 182.032,37; No PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010, foram compensados débitos de IRPJ dos meses de janeiro, fevereiro e maio de 2003, nos valores de R$ 11.895,14, R$ 13.175,91 e R$ 39.394,77; Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 4 4 Ocorre que por erro de preenchimento o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010 foi retificado pelo de n.º 10113.30677.270906.1.7.026973 e, posteriormente, pelo de n.º 22356.82570.270906.1.7.025409; Para essa operação fora gerado despacho decisório, sendo apresentada manifestação de inconformidade em 03/08/2010, estando sob apreciação da autoridade administrativa; No PER/DCOMP n.º 26514.24006.300903.1.3.023092, foram compensados débitos de IRPJ de maio e junho de 2003, nos valores de R$ 5.534,79 e R$ 40.496,70; A Receita Federal não considerou parcela de composição do crédito no valor de R$12.457,64, referente a imposto de renda retido por órgão público deduzido na linha 14 da Ficha 12 A da DIPJ; A referida parcela foi informada no PER/DCOMP n.º 38137.85952.280907.1.7.020379, por meio do qual se pretendeu retificar o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010, mas por erro formal se indicou a PER/DCOMP n.º26514.24006.300903.13023092. Em virtude disso, a Receita Federal informou que houve inclusão de novo débito, mas o que houve foi erro na indicação do PER/DCOMP; Como a DIPJ é de 2003, a empresa requerente não consegue retificar o PER/DCOMP indicando a retificadora correta; Voto Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso, Relator O recurso preenche o requisito de admissibilidade, motivo pelo qual dele tomo conhecimento. No recurso ora postado nenhum novo argumento foi trazido pelo contribuinte. A tal propalada retificação não foi feita, de acordo com os autos, a recorrente não logrou êxito em provar o motivo, e a manifestação de inconformidade alegada pela contribuinte não se materializa haja vista não só a falta destes documentos nos autos como a pesquisa realizada nos sistemas da RFB conforme transcrição abaixo: “Ao se referir ao PER/DCOMP retificador não admitido de n.º 22356.82570.270906.1.7.025409, o manifestante alega que a operação gerou despacho decisório, contra o qual teria apresentado manifestação de inconformidade em 03/08/2010, em apreciação (fl. 03). A alegação não se confirma e o manifestante não prova o alegado. Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 5 5 O único despacho referente ao PER/DCOMP n.º 22356.82570.270906.1.7.025409 se encontra na fl. 109 e trata da sua não admissão. A ciência desse despacho se deu em 09/03/2007 (AR, fl. 110). A alegada data de apresentação da suposta manifestação de inconformidade, 03/08/2010, é incompatível com a ciência do único despacho correlato. Consta dos registros eletrônicos do fisco, fl. 112, que nenhum número de processo foi atribuído a esse PER/DCOMP. Finalmente, a consulta de fl. 113 prova que nenhum processo foi protocolado com o CNPJ do manifestante, no período de 01/08/2010 a 30/11/2010. Cabe registrar que, diferente do alegado (fl. 03), o PER/DCOMP n.º 22356.82570.270906.1.7.025409 não retifica o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010, mas o PER/DCOMP n.º 26514.24006.300903.1.3.023092.” Conforme fl. 111, nenhum número de processo foi atribuído ao PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010. Finalmente, a consulta de fl. 114 prova que nenhum processo foi protocolado com o CNPJ do manifestante, no período de 10/06/2010 a 12/07/2010. Assim, da mesma forma que o voto atacado, concluo que não há esta retificação propalada. Observo, ainda, que a fl. 96 mostra a homologação das Per/Dcomp indicadas pela recorrente. De qualquer maneira, mesmo se houvesse a retificação, a parcial homologação não se deu pela falta da retificadora ou coisa parecida, a negativa foi pelo fato de não se encontrar nas DIRFs os valores indicados pela recorrente conforme a linha 14, onde a dedução de retenção por órgão público consta a informação do valor de R$ 12.457,64. Contudo, as retenções de Imposto de Renda confirmadas pelas DIRFs fls. 126 a 146, apresentadas pelas fontes pagadoras confirmam que os valores de retenção por órgãos públicos somam R$ 5.354,49. Como visto, os valores de Imposto de Renda retido por órgãos públicos somam R$5.354,49. Os valores que foram deduzidos do IRPJ mensal somam R$1.229,88. Assim sendo, o excedente não utilizado na apuração do imposto de renda mensal é igual a R$4.124,61 (5.354,49 – 1.229,88). Este é o valor dedutível na linha 14 da ficha 12 A. Considerando os dados comentados, o valor confirmado para o saldo negativo de IRPJ é igual a R$ 173.699,34, conforme abaixo demonstrado, e de acordo com o voto da DRJ: Ficha 12 A Cálculo do IRPJ sobre lucro real apuração anual Linha n.º Descrição DIPJ DRJ IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 6 6 1 Alíquota de 15% 25.369,47 25.369,47 2 Alíquota de 6% 3 Adicional DEDUÇÕES 5 Programa de alimentação do trab. 1.014,78 1.014,78 14 Retenção por órgão público 12.457,64 4.124,61 16 IR mensal pago por estimativa 193.929,42 193.929,42 18 Imposto de Renda a Pagar (182.032,37) (173.699,34) Este foi o valor reconhecido pelo acórdão atacado, e que não tenho como alterar. Em face do exposto voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 11 de setembro de 2012 Mário Sérgio Fernandes Barroso
score : 1.0
Numero do processo: 10875.721093/2009-11
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005
NÃO CONHECIMENTO. RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS. AUSENTE COMPROVAÇÃO DA DIVERGÊNCIA.
Não se conhece de recurso especial quando o acórdão recorrido assenta-se em mais de um fundamento, todos autônomos e suficientes para manutenção do acórdão recorrido e a parte não traz divergência jurisprudencial com relação a todos eles.
Além disso, igualmente não se pode conhecer do recurso especial quando, com relação ao fundamento atacado, a Recorrente não traz acórdão paradigma apto a comprovar a divergência jurisprudencial em razão da ausência de similitude fática.
Numero da decisão: 9303-007.808
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Vanessa Marini Cecconello - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: VANESSA MARINI CECCONELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201812
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005 NÃO CONHECIMENTO. RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS. AUSENTE COMPROVAÇÃO DA DIVERGÊNCIA. Não se conhece de recurso especial quando o acórdão recorrido assenta-se em mais de um fundamento, todos autônomos e suficientes para manutenção do acórdão recorrido e a parte não traz divergência jurisprudencial com relação a todos eles. Além disso, igualmente não se pode conhecer do recurso especial quando, com relação ao fundamento atacado, a Recorrente não traz acórdão paradigma apto a comprovar a divergência jurisprudencial em razão da ausência de similitude fática.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10875.721093/2009-11
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5954568
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9303-007.808
nome_arquivo_s : Decisao_10875721093200911.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : VANESSA MARINI CECCONELLO
nome_arquivo_pdf_s : 10875721093200911_5954568.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
id : 7584395
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413888630784
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1425; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 1.431 1 1.430 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10875.721093/200911 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9303007.808 – 3ª Turma Sessão de 12 de dezembro de 2018 Matéria PIS Declaração de compensação Recorrente VISTEON SISTEMAS AUTOMOTIVOS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005 NÃO CONHECIMENTO. RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS. AUSENTE COMPROVAÇÃO DA DIVERGÊNCIA. Não se conhece de recurso especial quando o acórdão recorrido assentase em mais de um fundamento, todos autônomos e suficientes para manutenção do acórdão recorrido e a parte não traz divergência jurisprudencial com relação a todos eles. Além disso, igualmente não se pode conhecer do recurso especial quando, com relação ao fundamento atacado, a Recorrente não traz acórdão paradigma apto a comprovar a divergência jurisprudencial em razão da ausência de similitude fática. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 72 10 93 /2 00 9- 11 Fl. 1431DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.432 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Tratase de recurso especial de divergência interposto pela Contribuinte VISTEON SISTEMAS AUTOMOTIVOS LTDA com fulcro nos artigos 67 e seguintes do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/09, buscando a reforma do Acórdão nº 3302002.896 proferido pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, em 08 de dezembro de 2015, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário, com ementa nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido A Turma a quo entendeu por negar provimento ao recurso voluntário da Contribuinte pois, em síntese, não teria ela se desincumbido do ônus de comprovar o seu direito creditório, bem como em razão da impossibilidade de apreciação dos argumentos trazidos pela Recorrente somente na via recursal e cujo litígio não foi instaurado desde a primeira instância. Além disso, no acórdão recorrido, foi consignado ter ocorrido a juntada de documentos pelo Sujeito Passivo em data posterior ao próprio julgamento do recurso voluntário, corroborando a afirmação contida no decisum de não insurgência da Contribuinte, por meio de manifestação de inconformidade, quanto ao segundo Termo de Constatação Fiscal, deixando transcorrer in albis o prazo para a sua defesa. Fl. 1432DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.433 3 Em face da referida decisão, a Contribuinte opôs embargos de declaração, os quais foram rejeitados conforme despacho s/n.º, por inexistir quaisquer vícios de omissão, obscuridade ou contradição no julgado. Não resignada, a empresa interpôs recurso especial alegando divergência jurisprudencial quanto à (a) apreciação de provas trazidas em sede recursal, nos termos do art. 16 do Decreto n.º 70.235/72; e (b) aplicação da regra da preclusão, consoante art. 17 do Decreto n.º 70.235/72, com relação à possibilidade de apreciação dos argumentos suscitados apenas em sede de recurso voluntário e cuja controvérsia não foi instaurada em primeira instância administrativa. Para comprovar o dissenso interpretativo, colacionou como paradigmas os acórdãos n.ºs 9303001.842 e 910100.514, respectivamente. Foi admitido o recurso especial do Sujeito Passivo por meio do despacho S/Nº, de 18 de janeiro de 2017, proferido pelo ilustre Presidente da 3ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por entender comprovada a divergência jurisprudencial quanto à apresentação extemporânea de documentos e à aplicação da regra da preclusão. A Fazenda Nacional apresentou contrarrazões postulando, preliminarmente, o não conhecimento do recurso especial, por ausência de cotejo analítico e de similitude fática entre os acórdãos recorrido e paradigmas, e, no mérito, a sua negativa de provimento. O presente processo foi distribuído a essa Relatora, estando apto a ser relatado e submetido à análise desta Colenda 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais 3ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o Relatório. Voto Conselheira Vanessa Marini Cecconello, Relatora Admissibilidade O recurso especial de divergência interposto pela Contribuinte é tempestivo, restando analisarse o atendimento aos demais pressupostos de admissibilidade constantes no art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015 (anterior Portaria MF n.º 256/09). Depreendese da análise do acórdão recorrido ter o mesmo fundamento em dois pontos: (a) não ter a Contribuinte se desincumbido do seu ônus probatório com relação ao crédito pleiteado, bem como (b) ausência de apresentação de defesa com relação ao segundo Termo de Constatação Fiscal no prazo legal estabelecido, o que foi corroborado pela juntada de documentos após o julgamento do recurso voluntário, impossibilitando a sua apreciação. Para elucidar a assertiva, pertinente a transcrição de trechos do acórdão recorrido, in verbis: Fl. 1433DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.434 4 [...] No presente caso, a regra acima quanto ao ônus probatório, se inverte, incumbindo ao autor a prova quanto ao fato constitutivo do seu direito. No caso em exame, a interessada declarou à Administração Tributária possuir um montante de crédito, utilizado para extinguir os débitos compensados. Nesses termos, cabe à interessada a prova da existência de seu direito, demonstrando a liquidez e certeza dos créditos alegados, utilizados para extinção do crédito tributário sob condição resolutória, através da apresentação ao fisco, quando solicitado, dos livros e documentos estabelecidos pela legislação para a comprovação da exatidão de suas informações. [...] Conforme relatado, a DCOMP apresentada foi submetida a análise pela autoridade competente para decidir acerca do direito pleiteado: ∙ Seort da DRF/Guarulhos emitiu o Despacho Decisório n° 536/2009, por meio do qual não homologou a compensação, sob o fundamento de que a documentação apresentada pela contribuinte em resposta às diversas intimações seria insuficiente para reconhecimento do crédito pleiteado, registrando ainda que o contribuinte não atendeu integralmente as intimações nos prazos fixados, deixando de apresentar elementos essenciais ao exame do pleito, Restando não homologados os créditos pleiteados, demonstrase a seguir de forma sumarizada os desdobramentos e tramitação processual respectivos. Uma vez nãohomologada a compensação declarada à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), é facultada ao sujeito passivo a apresentação de manifestação de inconformidade às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ contra a nãohomologação da compensação pela autoridade competente para decidir o pleito (no prazo de trinta dias da ciência da nãohomologação), assim como a apresentação de recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF contra o acórdão das DRJ que manteve a não homologação da compensação (no prazo de trinta dias da ciência do acórdão), conforme previsão dos §§ 7º a 10 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Usando da faculdade que lhe o confere o referenciado dispositivo legal, o contribuinte ingressou com a Manifestação de Inconformidade acompanhada dos documentos de fls. 273/554. Na sequência, a 3ª Turma da DRJ/Campinas decidiu converter o julgamento em diligência, por meio da Resolução nº 2.961, de 14/06/2010. [...] Ante o exposto constatase que foram feitas várias intimações, antes de ser exarado o Despacho Decisório não homologatório de fls. n° 536/2009 e ainda, após instaurado o litígio, a instância julgadora a quo, diante da novel documentação apresentada na Manifestação de Inconformidade converteu o julgamento em diligência, em razão de sua competência regimental, nos termos do 1art.233, inciso IV, da Portaria MF nº 203, de 2012, DOU de Fl. 1434DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.435 5 17/05/2012, que aprova o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB para julgamento de litígio instaurando em decorrência de apresentação de inconformidade contra apreciações das autoridades em processos relativos a compensação, para que a autoridade jurisdicionante, competente para decidir o pleito procedesse a análise da documentação apresentada, ensejando em decorrência os dois termos de constatação fiscal acima mencionados, sendo importante ressaltar que ao exarar o primeiro Termo de Constatação, após cientificado, o contribuinte solicitou prazo adicional para apresentação de documentos, sendo acolhido, se não expressamente, de maneira tácita, já que novos documentos foram apreciados, resultando no segundo Termo de Constatação Fiscal, fls. 713/717. Verificase assim que quanto ao aspecto material, visando conferir a liquidez e certeza do crédito alegado, foi procedida a verificação junto ao contribuinte do suporte probatório que lhe competia demonstrar, conforme dispõe a legislação de regência, quantos às operações que ensejariam referido crédito, no entanto como já sobejamente explicitado, o contribuinte ofereceu apenas parte da documentação, que se mostrou insuficiente para homologar totalmente o crédito pleiteado. Digno de nota que embora regularmente cientificado do segundo Termo de Constatação Fiscal, declinou o contribuinte de exercer o seu direito de defesa, já que não houve a contestação na Manifestação de Inconformidade quanto ao referido termo. Inferese portanto que o contribuinte não desincumbiu do ônus probatório que lhe competia para demonstrar a certeza e liquidez de seu crédito. Inexistindo contestação acerca do segundo termo de contestação a instância a quo procedeu ao julgamento com a apreciação das matérias litigadas na Manifestação de Inconformidade apresentada e o resultado da diligência solicitada, cujo conteúdo decisório se demonstra a seguir, por alguns excertos: [...] Do ponto de vista formal, com fulcro no art. 17 do Decreto nº 70.235, de 1972, com a redação da Lei nº 9.532, de 1997, [Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997), assim os argumentos de mera presunção quanto ao direito à via recursal, ainda que silente em relação à primeira instância, não podem ser acolhidos, uma vez que as matérias submetidas à primeira instância determinam os limites do litígio na via contenciosa administrativa, de modo que a matéria não contestada em primeira instância administrativa, suscitada pela recorrente somente na peça recursal, tornase preclusa, visto que não instaurado o litígio quanto à essa matéria, condição, segundo a norma que rege o processo administrativo fiscal para submeterse ao duplo grau de jurisdição. [...] Digno ainda de nota que a solicitação de juntada de documentos em 15/12/2015, conforme relatado foi efetuada após o julgamento do presente processo, corroborando a fundamentação já delineada quanto a não Fl. 1435DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.436 6 apresentação de manifestação de inconformidade relativa ao segundo Termo de Constatação no prazo legal estabelecido com os motivos de fato e de direito para fundamentar sua contestação, bem como os pontos de discordância, as razões e provas que visassem infirmar o referido termo. Assim os documentos apresentados somente em 15/12/2015 não encontram respaldo nas disposições excepcionais previstas nos §§ 4º, 5º e 6º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações respectivas: [...] Nesse mister, ante os fundamentos acima expostos deixo de conhecer a contestação somente em sede recursal quanto ao segundo Termo de Constatação Fiscal, fls. 713/717, mantendo in totum a decisão de piso, bem como os documentos cuja solicitação de juntada foi posterior ao julgamento do presente processo. [...] A Contribuinte, ao apresentar o seu recurso especial, insurgiuse tão somente quanto ao argumento da análise de provas apresentadas posteriormente à manifestação de inconformidade e à preclusão, não tendo realizado a comprovação da divergência com relação à atribuição do ônus probatório. Assentandose a decisão em mais de um fundamento, sendo eles autônomos entre si para a manutenção do julgado, é necessário que a parte se insurja quanto a todos eles para que tenha prosseguimento o recurso especial. Nesse sentido é a Súmula do STF n.º 283: " É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles". Além disso, com relação ao tema de insurgência análise de provas juntadas aos autos após a manifestação de inconformidade e preclusão não houve a devida comprovação da divergência jurisprudencial por meio dos paradigmas apresentados, conforme despacho de exame de admissibilidade exarado no processo n.º 16098.000064/200955, do mesmo Contribuinte, o qual tem idênticos acórdãos recorrido e paradigmas. Naqueles autos, a negativa de seguimento ao apelo especial deuse em razão da ausência de comprovação do dissenso interpretativo, com base nos seguintes argumentos, que passam a integrar o presente julgado: [...] 1 – COFINS – PROVA – APRECIAÇÃO DE PROVAS APRESENTADAS EXTEMPORANEAMENTE – ART. 16 DO DECRETO Nº 70.235/72 Para comprovar o dissenso foi colacionado, como paradigma, o Acórdão nº CSRF/9303001.842. Vejamos sua ementa: [...] Fl. 1436DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.437 7 Inicialmente importa ressaltar que o recurso especial é remédio para solução de divergências na interpretação da legislação tributária. Não cabe à Instância Especial a reapreciação do conjunto probatório. A recorrente parte da premissa equivocada de que o acórdão recorrido teria rechaçado a possibilidade de apreciar provas apresentadas extemporaneamente. Tal não se deu. Não há decisão, no acórdão recorrido, que negue a apreciação das provas apresentadas a destempo, em tese. A rejeição às provas juntadas extemporaneamente, no presente caso, fundamentase no fato material de terem sido apresentadas, conforme a exposição da relatora, depois da data julgamento do acórdão recorrido. Sustenta a recorrente que o acórdão recorrido teria cometido equívoco, ao considerar a data da apresentação das provas em 15/12/2015, quando, alega, foram apresentadas em 01/12/2015. Alega ainda que tal circunstância foi objeto de sustentação oral, porém não acatada pela Turma (folha 1.177 e 1.178). Tais alegações foram rebatidas, em despacho de admissibilidade de embargos, em outros processos da empresa julgados na mesma sessão pela Turma. Neste presente processo os embargos foram rejeitados porque intempestivos. De qualquer modo, o que resta é que o fundamento do acórdão recorrido, neste aspecto, é a ausência das provas quando do julgamento, portanto, decorre a incomparabilidade com o paradigma apresentado. Assim, sendo diversos os fundamentos dos arestos comparados, não há demonstração de divergência jurisprudencial quanto a esta matéria. 2 – COFINS – MATÉRIA PRECLUSA ART. 17 DO DECRETO Nº 70.235/72 Para comprovar o dissenso foi colacionado, como paradigma, o Acórdão nº CSRF/910100.514. Vejamos sua ementa, transcrita na parte de interesse ao presente exame: [...] O paradigma expressa a tese de que, no contexto da apreciação do instituto da preclusão, previsto no art. 17 do Decreto nº 70.235/72, devese diferenciar a “defesa” dos “fundamentos de defesa”. A primeira não poderia ser inovada, enquanto os segundos, sim. Em outras palavras, a preclusão incidiria sobre as infrações cometidas e não defendidas, isto é, se todas as infrações tiverem sido contestadas em recurso inicial, eventual recurso a instância superior poderia apresentar novas teses jurídicas. Porém, o acórdão recorrido considerou que o contribuinte não apresentou nenhuma defesa nem defesa, nem fundamentos de defesa perante as infrações apontadas no resultado da diligência fiscal, resultado da diligência fiscal que restou convalidado pela DRJ. Com efeito, o acórdão recorrido relata que o contribuinte foi intimado a manifestarse acerca dos resultados da diligência fiscal que calculou o crédito afinal acatado pela instância julgadora a quo e não o tendo feito, não remanesceu qualquer litígio. Confirase trecho (folha 966): [...] Fl. 1437DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.438 8 Ressalto que fato de o cálculo ter sido feito apenas em sede de diligência fiscal solicitada pela DRJ foi responsabilidade do contribuinte, posto que não apresentou, na fase anterior, os documentos solicitados. Portanto, a responsabilidade para que a oportunidade de defesa sobre as infrações apontadas tenha se dado após a manifestação de inconformidade também é do contribuinte. [...] Portanto, nenhuma das infrações e diferenças de cálculo apontadas na referida diligência fiscal final foi objeto de “defesa” ou “fundamentos de defesa” por parte do contribuinte, na primeira instância administrativa. Desse modo, a distinção vazada pelo paradigma se revela inócua no presente caso, razão pela qual concluise que não foi demonstrada a divergência quanto a esta matéria. [...] Diante do exposto, não se conhece do recurso especial da Contribuinte. É o voto. (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello Fl. 1438DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10380.017515/2008-31
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
INCIDÊNCIA DE IRPF. FÉRIAS, ABONOS E LICENÇAS PRÊMIO CONVERTIDOS EM PECUNIA DURANTE O CONTRATO. INAPLICABILIDADE DO RESP 1.112.745/SP.
Somente não incide imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de férias, abonos e licença prêmio não gozadas convertidas em pecúnia, em relação às verbas pagas por ocasião da aposentadoria ou quando da extinção do contrato de trabalho.
Numero da decisão: 9202-007.534
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento parcial, para manter a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP, vencidas as conselheiras Ana Paula Fernandes, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Patrícia da Silva.
Nos termos do Art. 58, §5º, Anexo II do RICARF, a conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa (suplente convocada) não votou nesse julgamento, por se tratar de questão já votada pela conselheira Patrícia da Silva na reunião anterior, e por estar ausente momentaneamente.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 INCIDÊNCIA DE IRPF. FÉRIAS, ABONOS E LICENÇAS PRÊMIO CONVERTIDOS EM PECUNIA DURANTE O CONTRATO. INAPLICABILIDADE DO RESP 1.112.745/SP. Somente não incide imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de férias, abonos e licença prêmio não gozadas convertidas em pecúnia, em relação às verbas pagas por ocasião da aposentadoria ou quando da extinção do contrato de trabalho.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10380.017515/2008-31
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5963151
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 15 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9202-007.534
nome_arquivo_s : Decisao_10380017515200831.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10380017515200831_5963151.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento parcial, para manter a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP, vencidas as conselheiras Ana Paula Fernandes, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Patrícia da Silva. Nos termos do Art. 58, §5º, Anexo II do RICARF, a conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa (suplente convocada) não votou nesse julgamento, por se tratar de questão já votada pela conselheira Patrícia da Silva na reunião anterior, e por estar ausente momentaneamente. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
id : 7615215
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051413996634112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1777; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 2 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10380.017515/200831 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202007.534 – 2ª Turma Sessão de 31 de janeiro de 2019 Matéria IRPF OMISSÃO DE RENDIMENTOS ISENÇÃO AUXÍLIO MORADIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado GILBERTO BARDEN ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 INCIDÊNCIA DE IRPF. FÉRIAS, ABONOS E LICENÇAS PRÊMIO CONVERTIDOS EM PECUNIA DURANTE O CONTRATO. INAPLICABILIDADE DO RESP 1.112.745/SP. Somente não incide imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de férias, abonos e licença prêmio não gozadas convertidas em pecúnia, em relação às verbas pagas por ocasião da aposentadoria ou quando da extinção do contrato de trabalho. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em darlhe provimento parcial, para manter a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP, vencidas as conselheiras Ana Paula Fernandes, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Patrícia da Silva. Nos termos do Art. 58, §5º, Anexo II do RICARF, a conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa (suplente convocada) não votou nesse julgamento, por se tratar de questão já votada pela conselheira Patrícia da Silva na reunião anterior, e por estar ausente momentaneamente. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em Exercício AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 01 75 15 /2 00 8- 31 Fl. 159DF CARF MF 2 (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento (fls. 51/54), relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF correspondente ao exercício 2004, anocalendário 2003, por meio do qual exigese do recorrente IRPF suplementar em virtude de omissão de rendimentos recebidos de Pessoa Jurídica ( Caixa Econômica Federal), no valor de R$ 21.212,32. Na apuração do imposto devido foi compensado Imposto de Renda Retido (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 1.415,99. O autuado apresentou impugnação, tendo Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE julgado a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário em sua integralidade. Apresentado Recurso Voluntário pelo autuado, os autos foram encaminhados ao CARF para julgamento do mesmo. Em sessão plenária de 17/07/2013, foi dado provimento ao Recurso Voluntário, prolatandose o Acórdão nº 2802002.434 (fls. ), com o seguinte resultado: " Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para que seja cancelado o lançamento, concedida a restituição apurada na Declaração de Ajuste Anual que foi a base para a notificação de lançamento, atualizada, observado o quanto já foi restituído, e que seja cancelada a compensação de ofício que objetivou extinguir o crédito tributário constituído pela notificação de lançamento ora anulada., nos termos do voto da relatora. Vencido o(s) Conselheiro(s) Jaci de Assis Júnior que negava provimento. O Conselheiro Jaci de Assis Júnior apresentou declaração de voto.” O acórdão encontrase assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE LICENÇA PRÊMIO NÃO GOZADA. APIP. A jurisprudência do CARF e do STJ é pacífica no sentido de que não incide imposto de renda sobre férias e APIP(Ausências Permitidas Para Tratar de Assuntos Particulares) não gozadas e convertidas em pecúnia. Precedentes STJ. Precedentes CARF. Fl. 160DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 3 3 Recurso Voluntário Provido. O processo foi encaminhado para ciência da Fazenda Nacional, em 26/07/2013 para cientificação em até 30 dias, nos termos da Portaria MF nº 527/2010. A Fazenda Nacional opôs em 04/09/2013, portanto, tempestivamente, Recurso Especial (fls. ). Em seu recurso visa a reapreciação da seguinte matéria: se a isenção de Imposto de Renda sobre verbas de férias e licençaprêmio é condicionada à comprovação de que não foram gozadas por necessidade de serviço. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme o Despacho s/nº da 2ª Câmara, de 27/10/2014 (fls. ), conforme acórdão paradigma nº 10611.479. Em seu recurso alega que: · Preliminarmente, devese ter em mira que, de acordo com o artigo 176 c/c o art. 111, ambos do Código Tributário Nacional, a isenção é sempre decorrente de lei e que esta deve ser interpretada literalmente, não se admitindo, portanto, interpretação extensiva com a finalidade de alcançar assuntos diferentes dos ali contidos. · Cita que o art. 3º, § 4º, da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988 preceitua que a tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. · Traz o artigo 43 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999), que assim determina: “Art. 43. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Lei nº 4.506, de 1964, art. 16, Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, Lei nº 8.383, de 1991, art. 74, e Lei nº 9.317, de 1996, art. 25, e Medida Provisória nº 1.76955, de 11 de março de 1999, arts. 1º e 2º): (...) II – férias, inclusive as pagas em dobro, transformadas em pecúnia ou indenizadas, acrescidas dos respectivos abonos; III – licença especial ou licençaprêmio, inclusive quando convertida em pecúnia;” · Diz que nesse sentido, a Coordenação Geral de Tributação – COSIT já firmou entendimento de que integram o rendimento tributável as verbas trabalhistas, tais como: salários, férias adquiridas ou Fl. 161DF CARF MF 4 proporcionais, licençaprêmio, 13º salário proporcional, quinquênio ou anuênio, aviso prévio trabalhado, abonos, folgas adquiridas, prêmio em pecúnia e qualquer outra remuneração especial, ainda que sob a denominação de indenização, conforme item nº 4 do Parecer Normativo COSIT nº 1, de 08 de agosto de 1995. · Salienta que a comprovação da necessidade de serviço como condição para a nãoincidência do tributo justificase exatamente pelo fato das indenizações não representarem um acréscimo patrimonial, por se destinarem a reparar um decréscimo no patrimônio do sujeito passivo, restabelecendo o status quo ante; ou seja, a indenização deveria reparar, no caso presente, o dano sofrido pelo empregado, em razão da impossibilidade de fruição das férias e da licençaprêmio por motivos imperiosos sustentados pelo empregador, dano esse que não se vislumbrou no caso, ao menos não nos moldes exigidos para que se pudesse entender pela nãoincidência tributária, uma vez não confirmada a impossibilidade de fruição das férias e da licença por motivos aduzidos pelo empregador. · Conclui, portanto, que o autuado não trouxe aos autos documentos que demonstrem que deixou de gozar licençaprêmio ou férias por necessidade do serviço, fazendose imperioso, nesse caso, a incidência do imposto de renda. Cientificado do Acórdão nº 2802002.434, do Recurso Especial da Fazenda Nacional e do Despacho de Admissibilidade admitindo o Resp da PGFN em 20/11/2014, o contribuinte apresentou em 01/12/2014, portanto, tempestivamente, contrarrazões (fls. 145). · Alega a obviedade de tratarse de necessidade de serviço, dado o ano em questão (2003) em que vinham de incontestável carência de pessoal nos quadros da Empresa, que passou a atuar com muito mais ênfase no crédito à pessoa física, no crédito habitacional e ainda atender os programas sociais de repasse de renda do Governo Federal; e ainda questiona: “qual o motivo de uma Empresa Pública como a CAIXA, sem estar obrigada em lei ou contrato de trabalho, indenizar pecuniariamente a licença prêmio adquirida pelo empregado e parte das férias ao invés de gozálas?” · Traz as ementas de votos de acórdãos que demonstram a jurisprudência do CARF, verbis: IRPF. NÃO INCIDÊNCIA. FÉRIAS E LICENÇAS PR~EMIO NÃO GOZADAS. PRESUNÇÃO DA NECESSIDADE DO SERVIÇO. Não incide imposto de renda sobre valores recebidos a título de férias e licenças prêmio não gozadas, devido a sua natureza indenizatória. É desnecessária a comprovação de que houve necessidade do serviço, porque o não usufruto de tal benefício estabelece uma presunção em favor do empregado. Recurso Voluntário Provido. (Acórdão nº 2102001.101) Fl. 162DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 4 5 CONVERSÃO EM PECÚNIA DE LICENÇA PRÊMIO, ISENÇÃO DE IRPF. A Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais através do Acórdão CSRF/0103.256 firmou entendimento no sentido de que “Os valores recebidos a título de licença prêmio e de férias, quando indenizadas, fato que constitui presunção o sentido de que houve necessidade de serviço, assumem natureza indenizatória e, consequentemente, não são alcançados pela incidência de imposto de renda. (Acórdão nº 2102 000.849) Traz também o entendimento do STJ sobre a questão: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS FÍSICAS. ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS E CONVERSÃO DE LICENÇASPRÊMIO EM PECÚNIA. ENTENDIEMNTO DESTE STJ PELA NÃOINCIDÊNCIA DO IMPOSTO. COMPENSAÇÃO. TAXA SELIC. TERMO INICIAL. APLICAÇÃO DO §4º DO ART. 39 DA LEI 9.250/95. RECURSO ESPECIAL Nº 661.475 – CE (2004/00680660) (...) Além disso, destacase que as decisões reiteradas deste Tribunal são no sentido de dispensar a exigência de comprovação da necessidade de serviço, constante dos enunciados sumulares retro. Nesse sentido, já se decidiu que “a incidência do Enunciado 136 da Corte não depende da comprovação da necessidade de serviço, porquanto o nãousufruto de tal benefício estabelece uma presunção em favor do empregado (...)” É o relatório. Fl. 163DF CARF MF 6 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora. Pressupostos de Admissibilidade O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, conforme despacho de Admissibilidade, fls. 145. Ressaltese que não serão conhecidas as contrarrazões apresentados uma vez que são intempestivas. Do Mérito De forma objetiva a delimitação da lide, conforme consta do despacho de admissibilidade, cingese a incidência de IRPF sobre os valores de Conversão de Licença Prêmio e Conversão de APIP e de Abono Pecuniário de Férias. Segundo o recorrente buscase afastar a natureza indenizatória da verba defendida pelo acórdão recorrido. Quanto à discussão, entendo correta a interpretação trazida pelo Conselheiro Jaci de Assis Junior, já que não existe nos autos, demonstração de que os valores foram recebidos em função de rescisão contratual, razão pela qual entendo inaplicável ao caso concreto o REsp. 1.112.745/SP: Mormente as sempre balizadas ponderações da ilustre Conselheira Relatora, permitome discordar da conclusão do voto, vez que entendo que a jurisprudência do STJ transcrita em seu voto é clara no sentido de que as verbas pleiteadas pelo Recorrente (Conversão de Licença Prêmio e Conversão de APIP e de Abono Pecuniário de Férias) somente se caracterizariam isentas quando percebidas em virtude de aposentadoria ou de rescisão de contrato de trabalho, dado o seu caráter indenizatório, senão vejamos: “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.FUNGIBILIDADE RECURSAL. ACLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. VERBA PAGA POR MERA LIBERALIDADE DO EMPREGADOR. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. FÉRIAS VENCIDAS E NÃO GOZADAS. NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. 1. (...) 2. A jurisprudência desta Corte já consolidou entendimento, inclusive em sede de recurso repetitivo, na sistemática do art. 543C, do CPC, no sentido de que "as verbas pagas por liberalidade na rescisão do contrato de trabalho são aquelas que, nos casos em que ocorre a demissão com ou sem justa causa, são pagas sem decorrerem de imposição de nenhuma fonte normativa prévia ao ato de dispensa (incluindose aí Programas de Demissão Voluntária PDV e Acordos Fl. 164DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 5 7 Coletivos),dependendo apenas da vontade do empregador e excedendo as indenizações legalmente instituídas. Sobre tais verbas a jurisprudência é pacífica no sentido da incidência do imposto de renda já que não possuem natureza indenizatória" (REsp. 1.112.745/SP). 3. A jurisprudência desta Corte também é pacífica no sentido de que não incide imposto de renda sobre verbas indenizatórias, decorrentes de rescisão do trabalho de trabalho sem justa causa, relativas ao abono pecuniário de férias, e sobre a conversão em pecúnia dos direitos não gozados, tais como licença prêmio, indenização por período de estabilidade a que faria jus o empregado, férias vencidas e proporcionais e seu Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 2802002.434 S2TE02 Fl. 108 11 respectivo adicional. (AgRg no REsp 1.116.564/SP, DJe 13.11.2009; AgRg no REsp 1.018.422/SP, DJe 13.5.2009) 4. Hipótese em que o acórdão recorrido foi reformado apenas para determinar a incidência de imposto de renda sobre verbas pagas por mera liberalidade do empregador. 5. (...) (EDcl no REsp 930.345/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/04/2010, DJe 07/05/2010) (grifos não são do original). PROCESSUAL CIVIL – MANDADO DE SEGURANÇA – SENTENÇA – INTIMAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – NECESSIDADE – QUESTÃO PACIFICADA PELA EG. PRIMEIRA SEÇÃO – IMPOSTO DE RENDA – DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA – "INDENIZAÇÃO ESPECIAL" (GRATIFICAÇÃO) – VERBAS INDENIZATÓRIAS. (...) 3. A jurisprudência desta Corte está pacificada no sentido de que os valores recebidos pelo empregado a título de ausências permitidas para tratar de assuntos particulares (APIP's), licença prêmio convertida em pecúnia, férias não gozadas, férias proporcionais e respectivos terços constitucionais, não estão sujeitos à incidência do imposto de renda quando da rescisão do contrato de trabalho por iniciativa do empregador, dado o seu caráter indenizatório. 4. Recurso especial da Fazenda Nacional não provido e provido o do contribuinte. (REsp 885.722/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 10/06/2008, DJe 30/06/2008) (grifos não são do original). Fl. 165DF CARF MF 8 Também no mesmo sentido posso acrescentar a seguinte decisão proferida STJ, no Resp. nº 1.111.223/SP, Rel. Ministro Castro Meira, PRIMEIRA SEÇÃO STJ, julgado em 22/04/2009. Dje 04/05/2009: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA. VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE FÉRIAS PROPORCIONAIS E RESPECTIVO TERÇO CONSTITUCIONAL. RECURSO SUBMETIDO AO PROCEDIMENTO DO ART. 543C DO CPC E DA RESOLUÇÃO STJ 08/08. 1. Os valores recebidos a título de férias proporcionais e respectivo terço constitucional são indenizações isentas do pagamento do Imposto de Renda. Precedentes: REsp 12 896.720/SP, Rel. Min. Castro Meira, DJU de 01.03.07; REsp 1.010.509/SP, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJe de 28.04.08; AgRg no REsp 1057542/PE, Rel. Min. Francisco Falcão, DJe de 01.09.08; Pet 6.243/SP, Rel. Min. Eliana Calmon, DJe de 13.10.08; AgRg nos EREsp 916.304/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, DJU de 08.10.07. 2. Recurso representativo de controvérsia, submetido ao procedimento do art.543C do CPC e da Resolução STJ 08/08.3. Recurso especial provido. (grifos não são do original). Da mesma forma, os entendimentos contidos nas decisões do STJ trazidas à colação pelo próprio recorrente também foram firmados no contexto de verbas recebidas por ocasião da aposentadoria ou rescisão contratual, senão vejamos: STJ, RESP n° 296597/SP. Segunda Turma. Rel. Min. Francisco Peçanha Matins, DJ 02.09.2003, p. 293 TRIBUTÁRIO. IRPF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. VERBAS INDENIZATÓRIAS. NÃO INCIDÊNCIA DO TRIBUTO. SÚMULAS 125 E 136 DO STJ. 1. As verbas pagas pelo empregador a título de abono antiguidade, férias e licenças prêmio, quando da aposentadoria do empregado por tempo de serviço, que não usufruiu desses benefícios, têm natureza indenizatória não incidindo sobre elas o imposto de renda. Jurisprudência consolidada da Corte. 2. Recurso especial conhecido e provido." (STJ, RESP n° 296597/SP. Segunda Turma. Rel. Min. Francisco Peçanha Matins, DJ 02.09.2003, p. 293). (grifos não são do original). STJ. AGA n° 468683/MG. Primeira Turma. rei. Min. Luiz Fux. DJ 29.09.2003. p. 152 TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. NÃOINCIDÊNCIA. VERBAS INDENIZATÓRIAS. FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO NÃO GOZADAS. DISPENSA INCENTIVADA. 1.... 2.... Fl. 166DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 6 9 3. No mesmo sentido, a incidência do Enunciado 136 da Corte não depende da comprovação da necessidade de serviço, porquanto o não usufruto de tal benefício estabelece uma presunção em favor do empregado. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (STJ. AGA n° 468683/MG. Primeira Turma. rei. Min. Luiz Fux. DJ 29.09.2003. p. 152) (grifos não são do original). STJ, RESP n° 286750/SP. Segunda Turma. rel. Min. Francisco Peçanha Martins. DJ 26.05.2003. p. 304 TRIBUTÁRIO IMPOSTO DE RENDA DEMISSÃO VOLUNTÁRIA INDENIZAÇÃO ESPECIAL LICENÇAPRÊMIO E FÉRIAS CONVERSÃO EM PECÚNIA PRESUNÇÃO DE QUE NÃO FORAM GOZADAS POR Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 2802002.434 S2TE02 Fl. 109 13 NECESSIDADE DO SERVIÇO CARÁTER INDENIZATÓRIO SÚMULAS 125, 136 E 215 STJ PRECEDENTES. A eg. 1ª Seção deste Tribunal pacificou entendimento no sentido de que a indenização recebida pela adesão a programa de incentivo à demissão voluntária, assim como a licençaprêmio e as férias não gozadas não estão sujeitas a incidência do imposto de renda, segundo orientação de não constituírem tais verbas, acréscimos patrimoniais subsumidos na hipótese do art. 43 do CTN. A aplicação do enunciado n° 136 STJ não depende da comprovação da necessidade do serviço, por isso que o não usufruto de tais benefícios estabelece uma presunção em favor do empregado. Recurso Especial conhecido e provido." (STJ, RESP n° 286750/SP. Segunda Turma. rei. Min. Francisco Peçanha Martins. DJ 26.05.2003. p. 304) (grifos não são do original). Observese, ainda, que também no Parecer PGFN/CRJ/Nº 1905/2004, citado pelo Recorrente, constatase que as decisões acerca da não incidência do imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de férias e licença prêmio não gozadas por necessidade do serviço, também foram proferidas em relação às verbas pagas por ocasião da aposentadoria ou quando da extinção do contrato de trabalho: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. PROGRAMA DE INCENTIVO À APOSENTADORIA. VERBAS INDENIZATÓRIAS (13º SALÁRIO). IMPOSTO DE RENDA. NÃOINCIDÊNCIA. SÚMULAS NºS 125 E 136/STJ. PRECEDENTES. 1. Agravo regimental contra decisão que proveu o recurso especial da parte agravada. Fl. 167DF CARF MF 10 2. O imposto sobre a renda tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica da renda (produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos) e de proventos de qualquer natureza (art. 43, do CTN). 3. As verbas rescisórias especiais recebidas pelo trabalhador quando da extinção do contrato de trabalho, em face de plano de incentivo à aposentadoria voluntária, não ensejam acréscimo patrimonial de qualquer natureza ou renda. Disso decorre a impossibilidade da incidência do imposto de renda sobre as mesmas, incluídos o 13º salário e as férias não gozadas. Incidência das Súmulas nºs 125, 136 e 215/STJ. 4. A indenização especial, o 13º salário, as férias e o abono pecuniário não gozados não configuram acréscimo patrimonial de qualquer natureza ou renda e, portanto, não são fatos imponíveis à hipótese de incidência do IR, tipificada pelo art. 43, do CTN. A referida indenização não é renda nem proventos. 5. Inteligência das Súmulas nºs 125 e 136/STJ. Vastidão de precedentes desta Corte Superior. 6. Paradigmas dissonantes citados, não obstante o respeito a eles reverenciado, que não transmitem a posição deste Relator. A convicção sobre o assunto continua a mesma e intensa. 14 7. Agravo regimental não provido.” (STJ, AGRESP Nº 611984/RS, Primeira Turma, rel. Min. José Delgado, DJ 31/05/2004, p. 233). “TRIBUTÁRIO. IRPF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. VERBAS INDENIZATÓRIAS. NÃO INCIDÊNCIA DO TRIBUTO. SÚMULAS 125 E 136 DO STJ. 1. As verbas pagas pelo empregador a título de abono antiguidade, férias e licençasrêmio, quando da aposentadoria do empregado por tempo de serviço, que não usufruiu desses benefícios, têm natureza indenizatória não incidindo sobre elas o imposto de renda. Jurisprudência consolidada da Corte. 2. Recurso especial conhecido e provido.” (STJ, RESP nº 296597/SP, Segunda Turma, rel. Min. Francisco Peçanha Matins, DJ 02/09/2003, p. 293). “TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. NÃOINCIDÊNCIA. VERBAS INDENIZATÓRIAS. FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO NÃO GOZADAS. DISPENSA INCENTIVADA. 1. As verbas rescisórias percebidas a título de férias e licençaprêmio não gozadas, bem como pela dispensa incentivada, não estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda. Aplicação das Súmulas 125, 136 e 215 do STJ. 2. O fato de as férias prêmio não terem sido usufruídas por opção do servidor, não lhes retira o caráter indenizatório, razão Fl. 168DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 7 11 pela qual não incide, sobre elas, o imposto de renda. (Precedentes) 3. No mesmo sentido, a incidência do Enunciado 136 da Corte não depende da comprovação da necessidade de serviço, porquanto o não usufruto de tal benefício estabelece uma presunção em favor do empregado. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (STJ, AGA nº 468683/MG, Primeira Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJ 29/09/2003, p. 152). “TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA – DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO –PAGAMENTO EM DECORRÊNCIA DE ADESÃO A PROGRAMA DE APOSENTADORIA INCENTIVADA. 1. O décimo terceiro salário, ao contrário das férias, abonosassiduidade e licençasprêmio quando indenizadas, tem natureza salarial e representa acréscimo patrimonial para o trabalhador, sendo, portanto, passível de incidência do Imposto de Renda. 2. Recurso especial improvido.” (STJ, RESP nº 476178/RS, Segunda Turma, rel. Min. Eliana Calmon, DJ 02/06/2003, p. 286). “TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA – DEMISSÃO VOLUNTÁRIA –INDENIZAÇÃO ESPECIAL LICENÇAPRÊMIO E FÉRIAS – CONVERSÃO EM PECÚNIA – PRESUNÇÃO DE QUE NÃO FORAM GOZADAS POR NECESSIDADE DO SERVIÇO – CARÁTER INDENIZATÓRIO – SÚMULAS 125, 136 E 215 STJ PRECEDENTES. A eg. 1ª Seção deste Tribunal pacificou entendimento no sentido de que a indenização recebida pela adesão a programa de incentivo à demissão voluntária, Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 2802002.434 S2TE02 Fl. 110 15 assim como a licençaprêmio e as férias não gozadas não estão sujeitas à incidência do imposto de renda, seguindo a orientação de não constituírem tais verbas, acréscimos patrimoniais subsumidos na hipótese do art. 43 do CTN. A aplicação do enunciado nº 136 STJ não depende da comprovação da necessidade do serviço, por isso que o não usufruto de tais benefícios estabelece uma presunção em favor do empregado. Recurso especial conhecido e provido.” (STJ, RESP nº 286750/SP, Segunda Turma, rel. Min. Francisco Peçanha Martins, DJ 26/05/2003, p. 304) Fl. 169DF CARF MF 12 No caso concreto dos presentes autos, verificase dos comprovantes de rendimentos recebidos da fonte pagadora (fls. 17, 21 e 24 e novamente às fls. 42 a 44) que as verbas “AC LICENÇAPRÊMIO– CONVERSA”, “AC APIP/IP – CONVERSÃO” e “ABONO PECUNIÁRIO” foram pagas ao contribuinte na vigência do contrato de trabalho, razão pela qual sofrem a incidência do imposto de renda, prevista no art. 3º, §§ 1º e 4º, da Lei nº. 7.713, de 1988, e no art. 43, inciso III, do Decreto nº. 3.000, de 26 de março de 1999 Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999). Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso voluntário. Tal entendimento encontrase sob o arcabouço do artigo 43 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999), que assim determina: “Art. 43. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Lei nº 4.506, de 1964, art. 16, Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, Lei nº 8.383, de 1991, art. 74, e Lei nº 9.317, de 1996, art. 25, e Medida Provisória nº 1.76955, de 11 de março de 1999, arts. 1º e 2º): (...) II – férias, inclusive as pagas em dobro, transformadas em pecúnia ou indenizadas, acrescidas dos respectivos abonos; III – licença especial ou licençaprêmio, inclusive quando convertida em pecúnia;” Ou seja, como muito bem colocado pelo citado conselheiro em sua declaração de voto, a aplicabilidade dos precendentes do STJ, inclusive quanto ao decidido na forma do art. 543C do CPC, fica adstrita aos casos de verbas recebidas em rescisões contratuais, ou que restasse evidenciada o não usufruto dada a necessidade de serviço, o que não é o caso dos autos, razão pela qual entendo incabível afastar a tributação do IRPF sobre esses valores. Contudo, embora o encaminhamento em relação ao abono tenha sido o acima descrito, analisando o simples texto da lei, importante trazer a análise deste colegiado Ato Declaratório nº 6 da PGFN que assim estabelece: Ato Declaratório PGFN nº6,de 01 de dezembro de 2008 Autoriza a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações que especifica." O PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista Fl. 170DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 8 13 a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2603/2008, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 8/12/2008, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: "nas ações judiciais nas quais se discuta a não incidência do imposto de renda sobre o adicional de um terço previsto no art. 7º, inciso XVII, da Constituição Federal, quando agregado a pagamento de férias simples ou proporcionais vencidas e não gozadas, convertidas em pecúnia, em razão de rescisão do contrato de trabalho. " JURISPRUDÊNCIA: AgRg no Ag 1008794/SP, AgRg nos EREsp 916.304/SP, AgRg no REsp 638389/SP, REsp 993.726/SP, REsp 812377/SC, REsp 771.055/PR, REsp 927.338/SP. Brasília, 01 de dezembro de 2008. LUÍS INÁCIO LUCENA ADAMS Em mesmo sentido, tem sido os esclarecimentos prestados pela própria Receita Federal em seu livro de "perguntas de IR 2018", senão vejamos: Em decorrência do disposto no art. 19 da Lei nº10.522, de 19 de julho de 2002, com a redação dada pelo art. 21 da Lei nº11.033, de 21 de dezembro de 2004, não são tributados pelo Imposto sobre a Renda na fonte, nem na Declaração de Ajuste Anual,os pagamentos efetuados sob as rubricas de férias não gozadas integrais, proporcionais ou em dobro convertidas em pecúnia, e de adicional de um terço constitucional quando agregado a pagamento de férias, por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria, ou exoneração, observados os termos dos atos declaratórios editados pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional em relação a essas matérias, indicados abaixo. Pela mesma razão, não são tributados os pagamentos efetuados sob as rubricas de abono pecuniário relativo à conversão de 1/3 do período de férias, de que trata o art. 143 do DecretoLei nº5.452, de 1ºde maio de 1943 –Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com a redação dada pelo DecretoLei nº1.535, de 13 de abril de 1977. A pessoa física que recebeu tais rendimentos com desconto do Imposto sobre a Renda na fonte e que incluiu tais rendimentos na Declaração de Ajuste Anual como tributáveis, para pleitear a restituição da retenção indevida, deve apresentar declaração retificadora do respectivo exercício da retenção, excluindo o valor recebido a título de abono pecuniário de férias do campo "rendimentos tributáveis" e informandoo no campo "outros" da ficha "rendimentos isentos e não tributáveis", com especificação da natureza do rendimento. Fl. 171DF CARF MF 14 Isto posto, deve ser mantida a exclusão em relação ao abono pecuniário, pelos fatos narrados acima, restabelecendo o lançamento a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP. Conclusão Face o exposto, voto por CONHECER do Recurso Especial da Fazenda Nacional, para, no mérito, darlhe provimento parcial, para manter a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP. É como voto. (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 172DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19515.721766/2011-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 2201-000.335
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, para que a unidade responsável pela administração do tributo intime o recorrente para que comprove que a Sra. Adriana Bozon era co-titular da conta bancária Itaú ag. 3758 c/c 25716-0, nos anos calendário de 2007 e 2008.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: RODRIGO MONTEIRO LOUREIRO AMORIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201812
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 19515.721766/2011-11
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5948737
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-000.335
nome_arquivo_s : Decisao_19515721766201111.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : RODRIGO MONTEIRO LOUREIRO AMORIM
nome_arquivo_pdf_s : 19515721766201111_5948737.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, para que a unidade responsável pela administração do tributo intime o recorrente para que comprove que a Sra. Adriana Bozon era co-titular da conta bancária Itaú ag. 3758 c/c 25716-0, nos anos calendário de 2007 e 2008. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente. (assinado digitalmente) Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2018
id : 7571882
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414131900416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1641; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 1.196 1 1.195 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.721766/201111 Recurso nº De Ofício e Voluntário Resolução nº 2201000.335 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 06 de dezembro de 2018 Assunto IRPF. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS ACIMA DO LIMITE DO LUCRO PRESUMIDO Recorrentes NELSON ALVARENGA FILHO FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, para que a unidade responsável pela administração do tributo intime o recorrente para que comprove que a Sra. Adriana Bozon era cotitular da conta bancária Itaú ag. 3758 c/c 257160, nos anos calendário de 2007 e 2008. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente. (assinado digitalmente) Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório Cuidase de Recurso de Ofício e de Recurso Voluntário de fls. 1065/1111, interposto contra decisão da DRJ no Rio de Janeiro/RJ, de fls. 1034/1058, a qual julgou procedente em parte o lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física – IRPF de fls. 785/796, lavrado em 07/11/2011, relativo aos anoscalendário 2007 e 2008, com ciência do RECORRENTE em 8/11/2011 (fl. 797). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .7 21 76 6/ 20 11 -1 1 Fl. 1196DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.197 2 O crédito tributário objeto do presente processo administrativo foi apurado por rendimentos excedentes ao lucro presumido pagos a sócio ou acionista, ausência de recolhimento de ganho de capital pela alienação de imóvel e omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários sem origem comprovada, no valor de R$ 9.579.065,94, já inclusos juros de mora (até o mês da lavratura) e multa de ofício de 75%. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal – TVF acostado às fls. 741/746, constatase que o lançamento decorreu da análise da documentação encaminhada pelo RECORRENTE durante a fiscalização, em especial os extratos bancários relativos às contas mantidas pelo contribuinte junto ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, HSBC Bank Brasil, Banco Múltiplo, Banco BTG Pactual, Banco Itaú e Banco Itaú Unibanco. Omissão de Rendimentos caracterizado por depósito bancário sem origem comprovada Segundo a autoridade fiscalizadora, durante o procedimento fiscal o contribuinte não logrou em comprovar a origem de parte dos valores depositados nas seguintes contas: · Banco do Brasil S/A AG 03859 c/c 5013666 (ano calendário 2007 e 2008) · Banco Itaú S/A AG 3001c/c 52012 (ano calendário 2008) AG 3758 c/c 257160, 474419 e 448009 (anos calendário 2007 e 2008) · HSBC Bank Brasil S/A – Banco Múltiplo extratos de conta corrente nº 19690702354 (2007 e 2008), conta investimento nº 19690702354 (2007) e conta corrente 19401781110 (2007 e 2008) Em razão da ausência de comprovação da origem de parte dos créditos, a fiscalização elaborou os seguintes demonstrativos: Anexo I — Demonstrativo de Depósitos Bancários com comprovação de origem;(fls. 747/762) Anexo II — Demonstrativo Bancários sem comprovação de origem; (fls. 763/777) Anexo III – Depósitos Bancários (total mensal) sem comprovação de origem, (fls.778/779) Rendimentos excedentes ao Lucro Presumido pagos a sócio – anos calendário 2007 e 2008. O RECORRENTE recebeu rendimentos isentos a título de distribuição de lucros da empresa Ellus Propaganda ltda CNPJ nº 55.644.363/000151 (optante pelo lucro presumido). Os rendimentos distribuídos superaram o lucro presumido (menos impostos) declarado pela empresa. Contudo, os Livros Diários dos anos de 2007 e 2008 foram registrados na JUCESP apenas em 03/06/2011; ou seja, em data posterior a de apresentação da Declaração de Informações Econômicas Fiscais da PJ e depois do início da fiscalização, não cumprindo a formalidade obrigatória de prévia autenticação dos Termos de abertura e encerramento em órgão de registro próprio em época própria. Fl. 1197DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.198 3 Sendo assim, foi elaborada tabela (anexo IV – fls. 780/781) demonstrando que a distribuição de lucros em 2007 e 2008 não poderia ser superior a R$ 858.827,72 e R$ 146.927,29 (lucro presumido menos impostos) em cada ano. Desta forma, a parcela excedente foi considerada rendimento tributável e foi incluída na base de cálculo do imposto de renda. Do Ganho de Capital – ano calendário 2008 Em virtude da alienação do apartamento nº 221, situado na Rua Peixoto Gomide, 1300, Cerqueira César, São Paulo/SP, o RECORRENTE auferiu ganho de capital. Acontece que o custo de aquisição informado pelo RECORRENTE foi de R$ 1.107.149,15 (foi recolhido R$ 18.557,11 de IR na época), ao passo em que a autoridade fiscalizadora entendeu como custo de aquisição o valor de R$ 61.049,24, o que, consequentemente, totalizaria o imposto a recolher no valor de R$ 88.154,55. Assim, o valor da diferença de imposto a recolher foi calculada em R$ 69.597,44 (R$ 88.154,55 – R$ 18.557,11). Da Impugnação O RECORRENTE apresentou sua Impugnação de fls. 800/818 em 8/12/2011. Ante a clareza e precisão didática do resumo da Impugnação elaborada pela DRJ no Rio de Janeiro/RJ, adotase, ipsis litteris, tal trecho para compor parte do presente relatório: Cientificado do Auto de Infração em 08/11/2011, o Contribuinte apresentou, em 08/12/2011, a impugnação de fls. 800/818, instruída com documentos de fls. 819/1029, na qual traz as alegações a seguir sintetizadas. Quanto aos depósitos bancários, diz que parte das origens não foi comprovada no curso da ação fiscal porque a Autoridade Fiscal desconsiderou documentos e explicações fornecidas, bem como pela sua não compreensão dos exatos termos das intimações recebidas. Reclama que o depósito no valor de R$100.000,00, em 15/08/2007, na conta do HSBC, não existe. Acrescenta que foram incluídos outros depósitos cuja origem restou, no seu entendimento, comprovada. Ressalta que movimentou, nos dois anoscalendários, cerca de setenta milhões de reais e que, ao final da fiscalização, restou sem comprovação menos de 10% desse valor. Com sua impugnação, aduz restar comprovada a origem de 95% dos depósitos lançados. Indica a juntada de planilhas, individualizada por instituição financeira e conta bancária, com a justificativa e documentação correspondente a cada um dos depósitos. Aponta justificativas para alguns depósitos, conforme segue: Ano de 2007 Banco do Brasil, Ag.0385, conta corrente 501.3666 – diversos depósitos se referem a sua participação na venda de terreno, conforme Instrumento Particular de Promessa de Cessão de Direitos de Domínio Fl. 1198DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.199 4 Útil, de 19/12/2006, e Contrato de Sociedade em conta de participação em empreendimento imobiliário, celebrado em 01/03/2005; Banco Itaú, ag. 3758, conta 44800 (conjunta) depósito de R$40.000,00, em 12/01, foi efetuado por Américo Bréia, cotitular da conta, conforme extrato da conta Itaú, agência 350, conta 151049. depósito de R$42.000,00, em 10/08, correspondeu à devolução do valor da nota fiscal no 6570, paga em duplicidade. afirma que os demais depósitos correspondem à receita da atividade rural, mas que não logrou procurar os referidos comprovantes; Banco Itaú, ag. 3758, conta 257160 depósito de R$1.200, 00, em 21/03, corresponde a uma transferência de conta poupança; depósito de R$2.638,00, em 10/05, teve origem em sua conta no Banco do Brasil; depósito de R$24.185,00, em 27/08, corresponde a pagamentos de dividendos pela Sociedade Ellus Propag Ltda, conforme consigna razão analítico juntado; quanto aos demais depósitos, não logrou procurar os comprovantes, tendo em vista seu reduzido valor, o que, segundo aduz, é admitido na legislação. Banco Itaú, ag. 3758, conta 474419 (conjunta) depósito de R$43.014,23, em 01/10, corresponde à parte do recebimento da venda de gado a Helio José, conforme nota fiscal no 136, em anexo; Banco HSBC, conta investimento/conta corrente 19690702354 os valores depositados correspondem à transferência de sua conta no Banco do Brasil e da conta do fundo de investimento em ações (FIA) Mistyque, conforme extratos bancários juntados; o depósito de R$100.000,00, em 25/05, corresponde a pagamento de dividendos pela Sociedade Ellus Propag Ltda, conforme analítico; inexiste o depósito de R$100.000,00, em 15/08, apontado na autuação e já tratado em sua defesa; Banco HSBC, conta investimento/conta corrente 19401781110 o valor depositado corresponde à transferência da conta do fundo de investimento em ações (FIA) Mistyque, conforme extratos bancários juntados; Ano 2008 Banco do Brasil, Ag.0385, conta corrente 501.3666 Fl. 1199DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.200 5 correspondem, em sua maioria, a transferências da conta do fundo de investimento em ações (FIA) Mistyque, conforme extratos bancários juntados; depósito de R$15.126,00, em 26/05, previdência do Itaú; depósito de R$1.620,00, em 21/05, dividendos distribuídos pela Ceripa; receitas da atividade rural; depósito de R$10.640,00, em 10/07, transferência efetuada por Américo Breia, da conta Itaú, agência 350, conta 151049; depósitos de R$331.877,52, em 05/08, e de R$31.070,00, correspondem a transferências da conta para a conta corrente, dentro desse mesmo banco; Banco Itaú, ag. 3758, conta 44800 (conjunta) depósito de R$50.000,00, em 11/01, foi efetuado por Américo Bréia, cotitular da conta, conforme extrato da conta Itaú, agência 350, conta 151049. depósito de R$177.249,00, em 13/06, correspondeu à venda de gado, conforme nota fiscal no 3656; Banco Itaú, ag. 3758, conta 257160 depósito de R$25.000,00, em 22/01, corresponde a pagamento de dividendos pela sociedade Ellus Propag Ltda, conforme razão analítico em anexo; os demais depósitos são oriundos de sua conta no Banco do Brasil; Banco Itaú, ag.3001, conta 52012 os depósitos são oriundos de sua conta no Banco do Brasil; Banco Itaú, ag. 3758, conta 474419 (conjunta) depósito de R$50.000,00, em 21/01, corresponde a pagamento de dividendos pela sociedade Ellus Indústria (Wishful Boys Adm. De Bens e Partic. Ltda), conforme Diário em anexo; depósito de R$5.310,00, em 10/03, corresponde à nota fiscal 139744, paga em 10/03 e devolvida em 27/03; depósito de R$80.000,00, em 03/11, foi efetuado por Antonio Breia, cotitular da conta; quanto aos demais depósitos, não logrou procurar os comprovantes, tendo em vista seu reduzido valor, o que, segundo aduz, é admitido na legislação. Banco HSBC, conta corrente 19690702354 os valores depositados correspondem a transferências da conta corrente para a conta investimento; Fl. 1200DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.201 6 Banco HSBC, conta corrente 19401781110 os valores depositados correspondem a transferências da conta do fundo de investimento em ações (FIA) Mistyque para o impugnante. Reproduz ementas de julgados administrativos para defender a exclusão da tributação dos depósitos identificados. Quanto aos depósitos restantes, defende que devem ser excluídos em observância ao disposto no artigo 42, §3o, da Lei no 9.430, de 1996. Acrescenta que esses depósitos representam menos de 5% de toda sua movimentação bancária, que, segundo defende, estão dentro do limite do razoável, considerando o espírito da lei e a sua situação econômica. Aponta que, à exceção dos depósitos no Banco Itaú, no ano de 2008, os demais depósitos indicados como “não procurados” têm valores individuais inferiores a R$12.000,00 e seu somatório no ano não ultrapassa R$80.000,00. Quanto à tributação dos dividendos distribuídos, reclama que a Autoridade Fiscal fundamenta a autuação no artigo 663 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda (RIR), cuja base legal encontrase revogada. Reproduz o artigo 10 da Lei no 9.249, de 1995, acerca da tributação dos lucros ou dividendos distribuídos por pessoas jurídicas e defende que a lei não traz qualquer limite ou condição para a não tributação desses rendimentos e nem atribui competência à Secretaria da Receita Federal do Brasil para criar limitações. Também reclama que não consta que a lei tenha condicionado a isenção dos dividendos ao registro dos livros diário até determinada data. Aponta que tal exigência está posta na IN SRF no 11/96, que sequer foi apontada pela Autoridade autuante. Diz que a exigência foi fundamentada na IN SRF no 16/84, que se aplica para fins de apuração do lucro real, não se aplicando ao caso das pessoas optantes pelo regime de lucro presumido e muito menos com a tributação da pessoa física. Ainda que se admita que a distribuição de lucros isentos está condicionada à manutenção de escrituração fiscal regular, isso não quer dizer que exista um prazo fatal para o registro dos livros. Aduz que não há norma comercial ou fiscal nesse sentido. Defende que, se a pessoa jurídica demonstra por meio de documentação hábil e idônea a existência de lucros a distribuir, a fiscalização só poderia contestar tal apuração com provas concretas de que o lucro não foi o apontado. No caso, a exigência está fundamentada tão somente no atraso no registro dos livros. No tocante à apuração de ganho de capital, explica que adquiriu o imóvel em 1993, pelo equivalente a Cr$42.425.000.000,00. Diz que se esse valor for convertido para reais, pura e simplesmente, o custo de aquisição é de R$15.427,27, que, somado ao custo da Fl. 1201DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.202 7 construção, resulta no valor de R$61.049,24, apontado pela Autoridade autuante. Reclama que, na autuação, não se considerou a existência de atualização monetária. Defende que, até dezembro de 1995, os valores dos bens na Declaração eram atualizados monetariamente, na forma da IN SRF no 84, de 2001. Com a utilização do índice referente ao mês de junho de 1993, data do “instrumento particular de promessa de cessão de direitos e obrigações de fração ideal de terreno e de contrato de construção por administração”, chegase ao valor de custo de R$1.399.232,20. Diz que o valor é superior ao registrado em sua Declaração de Ajuste, que foi o utilizado para fins de cálculo do ganho de capital. Assim, defende a improcedência da autuação e requer a restituição do valor pago a maior a título de imposto sobre ganho de capital. Ao final, protesta por todas as provas admitidas em direito, sobretudo a realização de diligências, perícias e a juntada de novos documentos. Da Decisão da DRJ Quando do julgamento do caso, a DRJ no Rio de Janeiro/RJ julgou parcialmente procedente o lançamento, conforme ementa abaixo (fls. 1034/1058): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008, 2009 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Com a entrada em vigor da Lei no 9.430 de 1996, consideramse rendimentos omitidos, autorizando o lançamento do imposto correspondente, os depósitos junto a instituições financeiras, somente quando o contribuinte, regularmente intimado, não logra comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados. No caso, tendo ocorrido a comprovação da origem de parte dos depósitos considerados no lançamento, a base de cálculo do imposto deve ser alterada para retirar de seu cômputo estes rendimentos. IRPF. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS A SÓCIO POR PESSOA JURÍDICA TRIBUTADA COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO. NECESSÁRIA COMPROVAÇÃO DO EXCEDENTE POR ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL REGULAR E TEMPESTIVA. A parcela de lucros que exceder ao cálculo do lucro presumido, diminuído de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita a pessoa jurídica, somente poderá ser distribuída sem a incidência do imposto se efetivamente apurada em escrituração contábil regular e apresentada de forma tempestiva pela empresa. IRPF. GANHO DE CAPITAL. Fl. 1202DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.203 8 O documento público emitido pelo competente Cartório de Registro de Imóveis é hábil para a comprovação do efetivo valor decorrente de operação imobiliária. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A DRJ de origem julgou procedente em parte a impugnação, reconhecendo a origem de parte dos depósitos sem origem comprovada, quais sejam: NO ANOCALENDÁRIO 2007 (total excluído de R$ 1.161.454,25): · Depósito em 10/08, de R$42.000,00 (considerando que a participação do contribuinte na conta é de 50%, foi excluído da base de cálculo o valor de R$ 21.000,00); · Transferência de ContaPoupança de R$ 1.200,00 em 21/03; · Transferência de Conta de sua Titularidade do valor de R$ 2.683,00 em 10/05; · Transferências de ContasCorrentes e de Investimento nos valores de R$ 761.980,00, em 29/05, de R$358,25, em 08/11, e de R$409,72, em 01/02; · Várias transferências do Fundo Mistyque, no total de R$ 210.813,60; · Depósito Inexistente de R$ 100.000,00 apontado pela fiscalização como ocorrido em 15/08; · Exclusão dos depósitos inferiores a R$ 12.000,00, pois eles somam R$ 63.054,68 (valor integral dos depósitos, inclusive nas contas conjuntas); NO ANOCALENDÁRIO 2007 (total excluído de R$ 4.395.046,51): · Várias Transferências de Contas de Mesma Titularidade, no valor total de R$ 2.344.659,77; · Várias Transferências do Fundo Mistyque, no valor total de R$ 1.278,26; · Previdência Itaú, em 06/05, no valor de R$ 15.126,33; · Transferências entre ContaCorrente e Conta de Investimento, relativos aos depósitos de R$45.000,00, em 04/07, R$331.877,52, em 05/08, e de R$31.070,00, em 06/10; · Venda de Gado no valor de R$ 177.249,00, em 13/06 (considerando que a participação do contribuinte na conta é de 50%, foi excluído da base de cálculo o valor de R$ 88.624,50); Fl. 1203DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.204 9 · Transferências entre Contas de Mesma Titularidade, no valor total de R$ 1.270.703,41; · Pagamentos de Dividendos por Ellus Indústria, de R$50.000,00, em 21/01 (considerando que a participação do contribuinte na conta é de 50%, foi excluído da base de cálculo o valor de R$ 25.000,00); · Transferência entre ContaCorrente e ContaInvestimento, no valor de R$ 166.783,76, em 04/12; · Exclusão dos depósitos inferiores a R$ 12.000,00, pois eles somam R$ 74.922,96 (valor integral dos depósitos, inclusive nas contas conjuntas). No que diz respeito ao ganho de capital apurado em 04/2008, a DRJ entendeu que deveria ser alterado o custo de aquisição do bem uma vez que que a Autoridade Fiscal não observou a previsão de atualização posta na IN SRF nº 84/2001, que caberia ser aplicada visto que o imóvel foi adquirido em 20/12/1994. Assim, o custo de aquisição inicialmente considerado de R$ 61.049,24 passou para R$ 76.445,33 (ao passo que o custo de aquisição declarado pelo contribuinte foi de R$ 1.107.149,15). Assim, exonerou parte do crédito tributário conforme tabela abaixo: Em razão da exoneração parcial, foi interposto recurso de ofício. Do Recurso Voluntário O RECORRENTE, devidamente intimado da decisão da DRJ em 16/10/2014, conforme AR de fl. 1063, apresentou o recurso voluntário de fls. 1065/1111 em 14/11/2014. Em suas razões, praticamente reiterou os argumentos da Impugnação e apresentou outros documentos reputados como essenciais pela DRJ para comprovação da origem dos depósitos sem suas contas bancárias. As alegações do contribuinte serão tratadas ao longo do voto. Este recurso voluntário compôs lote sorteado para este relator em Sessão Pública. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim Relator Fl. 1204DF CARF MF Processo nº 19515.721766/201111 Resolução nº 2201000.335 S2C2T1 Fl. 1.205 10 O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais, razões por que dele conheço. Da Conversão do julgamento em diligência – Alegação de ausência de intimação dos co titulares de conta bancária Em análise ao Termo de Verificação Fiscal – TVF, constatase que a autoridade fiscalizadora tentou intimar o Sr. Américo Fernando R. Breia em 29/8/2011, não tendo sido tal intimação atendida (fls. 743/744). O AR relativo à intimação do Sr. Américo Breia encontrase acostado à fl. 65, e o mesmo atesta que a intimação ocorreu em 02/09/2011. Tendo vista que o Sr. Américo Breia, mesmo após intimado, deixou de se manifestar sobre os valores depositados nas contas que mantém em conjunto com o RECORRENTE, a autoridade fiscal utilizou a presunção de equidade estabelecida no § 6º do art. 42 da Lei nº 9.430/96, imputando a divisão entre o total de rendimentos pela quantidade de titulares da conta. Por outro lado, o Termo de Verificação Fiscal sequer menciona que a conta Itaú 3758, c/c 25716 era mantida em cotitularidade com a Sra. Adriana Bozon. Neste sentido, não há nos autos qualquer comprovação de que a Sra. Adriana foi intimada pela fiscalização, sendo a sua participação fundamental para a persecução do direito constitucional a ampla defesa. Desta forma, a autoridade lançadora deveria ter intimado todos os cotitulares das contas bancárias analisadas. Tal tema encontrase pacificado neste Conselho, razão pela qual invoco o teor da Súmula CARF nº29: “Súmula CARF nº 29: Todos os cotitulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede à lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento.” Quanto a ausência de intimação da Sra. Adriana Bozon, em que pese o cheque apresentado pelo contribuinte (fl. 1152), o mesmo foi confeccionado em 09/2014, não servindo como prova documental de que a Sra. Adriana era, de fato, cotitular da conta nos anos calendário de 2007 e 2008. Porém, serve como indício da verossimilhança das alegações do RECORRENTE. Conclusão Desta forma, voto pela conversão do julgamento em diligência para que a autoridade fiscal intime o RECORRENTE a fim de que ele comprove que a Sra. Adriana Bozon era cotitular da conta bancária Itaú ag. 3758 c/c 257160 nos anos calendário de 2007 e 2008. Em seguida, deve o processo ser devolvido ao CARF para apreciação do caso. (assinado digitalmente) Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim – Relator Fl. 1205DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13851.902643/2016-96
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do Fato Gerador: 25/02/2014
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO.
Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 3402-005.913
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário, por intempestivo.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (presidente da turma), Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Diego Diniz Ribeiro, Cynthia Elena de Campos, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado), Pedro Sousa Bispo e Rodrigo Mineiro Fernandes. Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais de Laurentiis Galkowicz.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do Fato Gerador: 25/02/2014 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido Crédito Tributário Mantido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13851.902643/2016-96
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5955674
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3402-005.913
nome_arquivo_s : Decisao_13851902643201696.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : WALDIR NAVARRO BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 13851902643201696_5955674.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário, por intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (presidente da turma), Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Diego Diniz Ribeiro, Cynthia Elena de Campos, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado), Pedro Sousa Bispo e Rodrigo Mineiro Fernandes. Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais de Laurentiis Galkowicz.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
id : 7585639
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414204252160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1335; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13851.902643/201696 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3402005.913 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO Recorrente ROMANOVA PRODUTOS E ALIMENTOS LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do Fato Gerador: 25/02/2014 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido Crédito Tributário Mantido Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário, por intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (presidente da turma), Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Diego Diniz Ribeiro, Cynthia Elena de Campos, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado), Pedro Sousa Bispo e Rodrigo Mineiro Fernandes. Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais de Laurentiis Galkowicz. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 1. 90 26 43 /2 01 6- 96 Fl. 462DF CARF MF Processo nº 13851.902643/201696 Acórdão n.º 3402005.913 S3C4T2 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente processo de Pedido de Restituição (PER), indeferido em decorrência do crédito alegado não estar disponível, por se encontrar o valor do DARF recolhido vinculado a um débito declarado. Cientificada, a contribuinte interpôs manifestação de inconformidade em que solicitou a revisão do despacho decisório, tendo em vista que retificou a DCTF do respectivo período de apuração. Alega que diversos pagamentos de PIS/Pasep e de Cofins “foram recolhidos indevidamente, de acordo com a Lei n° 10.925, de 2004, artigo 1o, inciso XVIII – Solução de Consulta Cosit de 29/06/2016, na qual determina a redução para zero das alíquotas incidentes”. Ato contínuo, a DRJCURITIBA (PR) julgou a manifestação de inconformidade improcedente, nos termos do Acórdão nº 06058.386. Neste Recurso, a Empresa repisou os mesmos argumentos apresentados na sua Impugnação e juntou aos autos as notas fiscais eletrônicas de vendas. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402005.906, de 28 de novembro de 2018, proferido no julgamento do processo 13851.902629/201692, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3402005.906): "O recurso em análise não atende a todos os requisitos de admissibilidade, pois, no que se refere especificamente à tempestividade, quando da interposição do recurso, já havia transcorrido o prazo legal. Extraise do Decreto 70.235 de 06.03.1972 (PAF), dentre outros comandos, que o prazo para a interposição de recurso voluntário é de 30 (trinta) dias da ciência da decisão de 1ª instância. Segue transcrito os excertos normativos que importam ao presente exame: Fl. 463DF CARF MF Processo nº 13851.902643/201696 Acórdão n.º 3402005.913 S3C4T2 Fl. 4 3 (...) Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser aplicado o ato Art.23 Farseá a intimação:. (...) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelosujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº9.532/97) (...) §2º Considerase feita a intimação : (...) II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 4º Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: (Redação dada pela Lei nº11.196/2005) I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (Incluído pela Lei nº11.196, de 2005) (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. (...) Temse que a data ciência do acórdão por meio eletrônico foi realizada em 27/04/2017 (fls.26). No caso sob exame, segundo a legislação de regência anteriormente transcrita, o termo final do prazo em questão ocorreu em 27/05/2017 (sábado), que por não ser dia útil, transferese o prazo para o dia 29/05/2017. Na folha 27 é demonstrado que o Recurso Voluntário somente foi apresentado no dia 31/05/2017. Portanto, o presente recurso é extemporâneo, pois foi apresentado fora do prazo legal. Fl. 464DF CARF MF Processo nº 13851.902643/201696 Acórdão n.º 3402005.913 S3C4T2 Fl. 5 4 Diante do exposto, voto no sentido de não conhecer do Recurso Voluntário, por intempestivo." Importa registrar que nos autos ora em apreço, assim como no paradigma, a ciência do acórdão da DRJ e a interposição do Recurso Voluntário ocorreram, respectivamente, em 27/04/2017 e 31/05/2017. Desta sorte, por absoluta identidade fática e jurídica, a decisão lá esposada pode ser perfeitamente aqui aplicada. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu não conhecer do Recurso Voluntário, por intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 465DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10166.908441/2009-69
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-001.750
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente.
(assinado digitalmente)
Diego Diniz Ribeiro- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz.
Nome do relator: DIEGO DINIZ RIBEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10166.908441/2009-69
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5962320
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3402-001.750
nome_arquivo_s : Decisao_10166908441200969.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : DIEGO DINIZ RIBEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 10166908441200969_5962320.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente. (assinado digitalmente) Diego Diniz Ribeiro- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
id : 7612010
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414331129856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1600; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 57 1 56 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.908441/200969 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3402001.750 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 31 de janeiro de 2019 Assunto IPI Recorrente SCHIPPER CONSULTORIA INTERNACIONAL, COMÉRCIO E INDÚSTRIA, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente. (assinado digitalmente) Diego Diniz Ribeiro Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz. Relatório 1. Por bem retratar o caso em discussão, emprego como meu parte do relatório desenvolvido pela DRJ de Juiz de Fora/MG quando da lavratura do acórdão n. 0936.804 (fls. 34/42), o que passo a fazer nos seguintes termos: Em análise no presente processo a DCOMP n° 01589.32666.150205.1.3.048350, transmitida pela contribuinte retro identificada em 15/02/2005, por meio da qual pretendeu a extinção de débito do IPI sob código 5123 no montante originário de R$2.066,91 do mês de dezembro/2004, tendo como lastro para a compensação RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 66 .9 08 44 1/ 20 09 -6 9 Fl. 57DF CARF MF Processo nº 10166.908441/200969 Resolução nº 3402001.750 S3C4T2 Fl. 58 2 crédito decorrente de pagamento indevido/a maior do IPI, no mesmo valor originário do crédito, recolhido por DARE (código 1097) em 10/01/2005. A análise da DCOMP do interessado se deu por via eletrônica, da qual resultou o despacho decisório de fl. 06, que reconheceu o crédito informado na DCOMP, mas homologou em parte a compensação declarada, fundamentando que o crédito reconhecido era insuficiente para quitar a integralidade do débito confessado na DCOMP. (...). O detalhamento relativo ao direito creditório reconhecido no despacho decisório acima se encontra na fl. 27. Cientificado do despacho decisório supra em 18/06/2009 (conforme consulta ao sistema Sucop Imagem — fl. 24), a interessada manifestou em 17/07/2009 sua inconformidade de fls. 01/04 nos termos transcritos abaixo: (...). 2. Devidamente processada, a manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte foi julgada improcedente, conforme se observa da ementa do acórdão recorrido: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 10/01/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DCOMP. Os débitos declarados em DCOMP revestemse, nos termos da legislação tributária, do status jurídico de "débitos confessados" pelo sujeito passivo, ficando a parcela não compensada apta à cobrança executiva (§ 6° do art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, incluído pelo art. 17 da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002). Tal status jurídico de confissão de divida para os débitos declarados na DCOMP não possui caráter exclusivamente formal, assumido também uma conotação material, já que: 1) o débito declarado/confessado na DCOMP traduzse de imediato em crédito tributário da Unido dotado da presunção legal de certeza, liquidez, validade e eficácia, ficando, assim que transmitida a DCOMP e em razão da compensação nela declarada, extinto sob condição resolutória nos termos do § 2° do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996 (incluido pelo art. 17 da Lei n° 10.637, de 2002); it) a DCOMP se conforma em titulo executivo extrajudicial relativamente aos débitos nela declarados/confessados e cuja compensação não foi homologada. O crédito tributário da Unido decorrente da confissão de divida declarada em DCOMP regularmente transmitida só tem a presunção legal de veracidade afastada pelo sujeito passivo transmitente se ele realizar a contento os procedimentos determinados na legislação de regência, dentre eles o cancelamento de DCOMP antes de ter tomado ciência do despacho decisório que apreciou a compensação declarada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fl. 58DF CARF MF Processo nº 10166.908441/200969 Resolução nº 3402001.750 S3C4T2 Fl. 59 3 Data do Fato Gerador: 10/01/2005 DILIGÊNCIA. DESCABIMENTO. Desconsiderase o pedido de realização de diligência que se revelam prescindíveis ao deslinde e solução do litígio. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Crédito Tributário Mantido. 3. Diante deste quadro, a recorrente interpôs o recurso voluntário de fls. 48/52, oportunidade em que repisou os fundamentos desenvolvidos em sede de manifestação de inconformidade. 4. É o relatório. Voto Conselheiro Diego Diniz Ribeiro 5. Conforme se observa do recurso voluntário interposto, bem como da manifestação de inconformidade e, em especial, dos documentos com ela acostados (fls. 22/27), o presente caso se resume a discussão quanto a erro formal promovido pelo contribuinte quanto ao procedimento para a recuperação de valores supostamente pagos a maior por parte do contribuinte. Tal equívoco, por seu turno, é bem explicitado pela decisão recorrida nas seguintes passagens do voto: (...). No mérito, verificase que a interessada pretende, em síntese, que o débito originário do IPI de codificação 5123, referente ao período de apuração mensal dezembro/2004, cuja data de vencimento foi 14/01/2005 (conforme estabelecido pela agenda tributária indicada no Anexo do Ato Declaratório Normativo n° 97, de 24 de novembro de 20042), assim declarado/confessado na DCOMP n° 589.32666.150205.1.3.048350 transmitida em 15/02/2005, seja extinto integralmente com crédito seu decorrente de pagamento indevido do IPI de codificação 1097 realizado por DARF em 10/01/2005 no mesmo valor originário. A pretensão acima se funda na simples alegação da reclamante de que o IPI de código 1097 recolhido em 10/01/2005 era, na verdade, exatamente aquele de código 5123 que se visava extinguir na DCOMP, tendo ela apenas errado na identificação do tributo quando preenchera o DARF, bem no instrumento utilizado para correção desse erro: transmissão de DCOMP em vez de REDARF. (...). Por pertinente, vale destacar que, se o intento da interessada era corrigir informações constantes do DARF pelo qual recolhera o IPI de código 1097 em 10/01/2005, o procedimento correto que ela deveria ter tomado era protocolar perante a Receita Federal um REDARF com indicação das correções pretendidas no recolhimento efetuado, e, Fl. 59DF CARF MF Processo nº 10166.908441/200969 Resolução nº 3402001.750 S3C4T2 Fl. 60 4 ainda, antes da emissão do despacho decisório de fl. 06, ter cancelado a DCOMP transmitida. Mas nada disso foi efetuado pela interessada, tornandose preclusos os exercícios dos direitos a correções via REDARF ou a cancelamento da DCOMP transmitida. (...). 6. Da análise dos documentos acostados nos autos e, ainda, conforme constatado pela própria decisão recorrida, o que aconteceu aqui foi um erro no preenchimento da sua DCOMP decorrente da inexistência de emissão de um REDARF por parte do contribuinte, o qual teria por escopo ajustar os códigos de recolhimento do IPI pago em 10/01/2005. 7. Diante deste cenário fático e levando em consideração o princípio do formalismo moderado, resolvo baixar o presente caso em diligência para que, diante dos documentos já acostados nos autos e de outros que possam vir a ser solicitados junto ao contribuinte: (i) a unidade preparadora esclareça se o DARF de fls. 22 materialmente se refere ao IPI de código 5123, ou seja, se o preenchimento do código 1097 de fato foi um erro formal indevidamente cometido pelo contribuinte. 8. Ao final, uma vez ofertada as respostas aos questionamentos acima, (ii) o recorrente deverá ser intimado para, facultativamente, manifestarse em 30 (trinta) dias a seu respeito, nos termos do que prevê o art. 35 do Decreto nº 7.574/2011. 8. É a resolução. (assinado digitalmente) Diego Diniz Ribeiro Fl. 60DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.003225/2005-06
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 30/04/2004
ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE.
Às instancias administrativas não compete apreciar vícios de ilegalidade ou de inconstitucionalidade das normas tributárias, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento a legislação vigente (Súmula CARF nº 02).
DIF-PAPEL IMUNE. INSCRIÇÃO NO REGISTRO ESPECIAL. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO.
A pessoa jurídica possuidora de estabelecimento inscrito no Registro Especial está obrigada a apresentar a DIF-Papel Imune, independentemente de ter havido ou não operação com papel imune no período.
DIF-PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA REGULAMENTAR.
A não-apresentação, ou a apresentação da DIF-Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte a imposição da multa prevista no artigo 57 da MP 2.158-35/2001, e não prejudica o eventual cancelamento da inscrição no Registro Especial.
RETROATIVIDADE BENIGNA. APLICAÇÃO.
Por força da alínea c, inciso II do art. 106 do CTN, há que se aplicar a retroatividade benigna aos processos pendentes de julgamento quando a nova lei comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da ocorrência do fato.
Numero da decisão: 3001-000.685
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em tomar conhecimento do apelo para REJEITAR as preliminares e NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, reconhecendo, porém, a retroatividade benigna do inciso II do art. 1º da Lei 11.945/2009, resultando na manutenção de multas para cada uma das DIF-PAPEL IMUNE não apresentadas no prazo legal, cabendo à unidade preparadora verificar, se for o caso, os valores e a condição da empresa recorrente (Pequena empresa/Microempresa/ EPP/outros) para efeito de liquidação deste julgado.
(assinado digitalmente)
Orlando Rutigliani Berri - Presidente.
(assinado digitalmente)
Francisco Martins Leite Cavalcante - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri, Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante.
Nome do relator: FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 30/04/2004 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. Às instancias administrativas não compete apreciar vícios de ilegalidade ou de inconstitucionalidade das normas tributárias, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento a legislação vigente (Súmula CARF nº 02). DIF-PAPEL IMUNE. INSCRIÇÃO NO REGISTRO ESPECIAL. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO. A pessoa jurídica possuidora de estabelecimento inscrito no Registro Especial está obrigada a apresentar a DIF-Papel Imune, independentemente de ter havido ou não operação com papel imune no período. DIF-PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA REGULAMENTAR. A não-apresentação, ou a apresentação da DIF-Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte a imposição da multa prevista no artigo 57 da MP 2.158-35/2001, e não prejudica o eventual cancelamento da inscrição no Registro Especial. RETROATIVIDADE BENIGNA. APLICAÇÃO. Por força da alínea c, inciso II do art. 106 do CTN, há que se aplicar a retroatividade benigna aos processos pendentes de julgamento quando a nova lei comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da ocorrência do fato.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10980.003225/2005-06
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5966583
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3001-000.685
nome_arquivo_s : Decisao_10980003225200506.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE
nome_arquivo_pdf_s : 10980003225200506_5966583.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em tomar conhecimento do apelo para REJEITAR as preliminares e NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, reconhecendo, porém, a retroatividade benigna do inciso II do art. 1º da Lei 11.945/2009, resultando na manutenção de multas para cada uma das DIF-PAPEL IMUNE não apresentadas no prazo legal, cabendo à unidade preparadora verificar, se for o caso, os valores e a condição da empresa recorrente (Pequena empresa/Microempresa/ EPP/outros) para efeito de liquidação deste julgado. (assinado digitalmente) Orlando Rutigliani Berri - Presidente. (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri, Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
id : 7628342
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414381461504
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-02-15T18:27:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-02-15T18:27:12Z; Last-Modified: 2019-02-15T18:27:12Z; dcterms:modified: 2019-02-15T18:27:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:c08e0e9a-a64c-47b1-980f-f1a40befe120; Last-Save-Date: 2019-02-15T18:27:12Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-02-15T18:27:12Z; meta:save-date: 2019-02-15T18:27:12Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-02-15T18:27:12Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-02-15T18:27:12Z; created: 2019-02-15T18:27:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-02-15T18:27:12Z; pdf:charsPerPage: 1771; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-02-15T18:27:12Z | Conteúdo => S3C0T1 Fl. 2 1 1 S3C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.003225/200506 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3001000.685 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 22 de janeiro de 2019 Matéria DIPPAPEL IMUNE. Recorrente INFORMANET EDITORA DE PUBLICAÇÕES PERÍODICAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 30/04/2004 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. Às instancias administrativas não compete apreciar vícios de ilegalidade ou de inconstitucionalidade das normas tributárias, cabendolhes apenas dar fiel cumprimento a legislação vigente (Súmula CARF nº 02). DIFPAPEL IMUNE. INSCRIÇÃO NO REGISTRO ESPECIAL. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO. A pessoa jurídica possuidora de estabelecimento inscrito no Registro Especial está obrigada a apresentar a DIFPapel Imune, independentemente de ter havido ou não operação com papel imune no período. DIFPAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA REGULAMENTAR. A nãoapresentação, ou a apresentação da DIFPapel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte a imposição da multa prevista no artigo 57 da MP 2.15835/2001, e não prejudica o eventual cancelamento da inscrição no Registro Especial. RETROATIVIDADE BENIGNA. APLICAÇÃO. Por força da alínea “c”, inciso II do art. 106 do CTN, há que se aplicar a retroatividade benigna aos processos pendentes de julgamento quando a nova lei comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da ocorrência do fato. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 32 25 /2 00 5- 06 Fl. 90DF CARF MF 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em tomar conhecimento do apelo para REJEITAR as preliminares e NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, reconhecendo, porém, a retroatividade benigna do inciso II do art. 1º da Lei 11.945/2009, resultando na manutenção de multas para cada uma das DIFPAPEL IMUNE não apresentadas no prazo legal, cabendo à unidade preparadora verificar, se for o caso, os valores e a condição da empresa recorrente (Pequena empresa/Microempresa/ EPP/outros) para efeito de liquidação deste julgado. (assinado digitalmente) Orlando Rutigliani Berri Presidente. (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri, Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante. Relatório Por bem resumir a controvérsia posta à exame nestes autos, adoto, por transcrição, o relatório que lastreou o v. acórdão recorrido (fls. 63/64), verbis. Contra a empresa epigrafada foi lavrado o auto de infração de fls. 36/39, que se prestou a exigir crédito tributário relativo a multa regulamentar (código de arrecadação: 3199), aplicada em razão do descumprimento de obrigação acessória prescrita na Instrução Normativa (IN) SRF n° 71, de 24 de agosto de 2001, que instituiu a Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle de Papel Imune (DIFPapel Imune). 0 crédito tributário consolidado no referido auto de infração, referente ao 1º trimestre de 2004, atingiu o montante de R$ 15.000,00. O lançamento fundamentouse nas disposições contidas nos seguintes comandos normativos: art. 505, e parágrafo único, c/c art. 368, ambos do Decreto n° 4.544, de 26 de dezembro de 2002; art. 4° do DecretoLei n° 1.680/79, c/c art. 10 c/c art. 1°, ambos da Instrução Normativa (IN) SRF n° 71, de 24 de agosto de 2001. A ação fiscal foi realizada conforme determinação contida no Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) n° 09.1.01.002004 007534 (fl. 01), tendo a fiscalizada sido inicialmente intimada a regularizar sua situação fiscal em relação à entrega das DIF Papel Imune relativas ao período acima mencionado, ou apresentar o respectivo comprovante de entrega (fl. 05). 0 sujeito passivo foi cientificado do lançamento por meio de correspondência encaminhada por Aviso de Recebimento, Fl. 91DF CARF MF Processo nº 10980.003225/200506 Acórdão n.º 3001000.685 S3C0T1 Fl. 3 3 recebida em 14/04/2005 (fl. 41), tendo protocolado sua impugnação em 16/05/2005, conforme peça de fls. 42/45 (firmada por procuradora regularmente estabelecida, fls. 46/53), e anexos que a seguem, na qual aduz, em síntese: a) que a obrigação de entregar a DIFPapel Imune não foi instituída por lei, o que ofende o principio constitucional da legalidade (art. 5°, inciso II), o qual deve nortear a interpretação do artigo 115 do Código Tributário Nacional (CTN). E, para aquele fim, não é suficiente a previsão legal contida no artigo 16 da Lei n°9.779/99; b) que não há que se falar em aquisição de papel por parte da impugnante porquanto é apenas "editora VIRTUAL de periódicos informativos (INFORMANET). Tal fato é facilmente constatável mediante o acesso ao seu portal de serviços na rede mundial de computadores (internet), onde são efetivamente publicados seus periódicos"; c) que agiu com "absoluto excesso de zelo" ao requerer sua inscrição no Registro Especial para utilização de papel imune, "pois seu contrato social é genérico e não especifica que sua atividade dispensa a utilização do produto descrito na referida norma". Também por excesso de zelo vinha entregando normalmente as DIFsPapel Imune, "mas hoje nota que tal obrigação não lhe é exigível". Neste sentido, em nome do principio da verdade material, pleiteia a realização de diligências in loco, para que seja constatado que não se enquadra entre as empresas sujeitas A entrega da declaração; d) que o art. 2° do Ato Declaratório que deferiu sua inscrição no Registro Especial já prevê a punição de cancelamento da inscrição em razão da não entrega das DIFsPapel Imune, o que, aliás, "não surtirá efeito devido a absoluta relação do mesmo (registro) com a atividade da impugnante". Conclui a impugnante requerendo a "anulação" do lançamento, "por ser esta a mais correta aplicação do principio da legalidade e da verdade material". A empresa foi intimada dos termos do Acórdão recorrido em 23.09.2008 (fls. 72/74) e ingressou com Recurso Voluntário em 23.10.2008 (fls. 75/87), para reiterar seus argumentos impugnatórios relativamente aos seguintes tópicos: (i) inconstitucionalidade do estabelecimento de multa por decreto, instrução normativa ou regulamento (fls. 77/80); (ii) inexigibilidade da multa aplicada (fls. 80/86); (iii) competência do Conselho de Contribuintes para análise de constitucionalidade de lei ou ato normativo (fls. 86/87); e, (iv) requerer a "reforma da decisão atacada reconhecendo a ilegalidade/inconstitucionalidade/arbitrariedade da multa aplicada e anulando o lançamento efetuado" (fls. 87, parte final). É o relatório. Voto Fl. 92DF CARF MF 4 Conselheiro Francisco Martins Leite Cavalcante Relator. Intimada dos termos do acórdão recorrido em 23.09.2008 (fls. 72/74), a empresa ingressou com Recurso voluntário em 23.10.2008 (fls. 75/87), firmado por seu representante legal (fls. 47) e preenchido os demais pressupostos legais, pelo que dele tomo conhecimento. Preliminar Rejeito a preliminar de inconstitucionalidade suscitada pela recorrente, coerente com iterativa jurisprudência do CARF e tendo em vista que a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais já editou a Súmula CARF nº 02 (Vinculante), verbis. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Mérito Como bem resumido pelo v. Acórdão recorrido, quanto ao mérito a recorrente não questiona a situação fática que originou o lançamento combatido que foi a falta de entrega da declaração. E acrescenta: "Ao contrário, assevera que efetivamente não entregou a declaração porquanto não estava sujeita à obrigatoriedade, dado que, por atuar apenas virtualmente, não utiliza papel. Combate, outrossim, a própria legalidade da norma que instituiu a obrigatoriedade" (fls. 64). Entendo que a decisão recorrida analisou detalhadamente a questão posta a exame, à luz da firme e reiterada jurisprudência deste Colegiado, no sentido de que toda pessoa jurídica possuidora de estabelecimento inscrito no Registro Especial está obrigada a apresentar a DIPPapel Imune, independentemente de ter havido ou não operação com papel imune no período. A não apresentação, ou apresentação da DIPPapel Imune após os prazos estabelecidos para sua entrega, sujeita o contribuinte à imposição da multa capitulada no art. 57 da MP 2.15834/2001. Este fato, porém, não prejudica o eventual cancelamento da inscrição no Registro Especial. Na hipótese destes autos, comungo da posição defendida pelo v. acórdão guerreado, relativamente à penalidade imposta ao contribuinte, merecendo transcrever a parte final e conclusiva da mencionada decisão (fls. 69), verbis. Como já assinalado alhures, a penalidade pela não entrega da DIFPapel Imune nos prazos normativos está prescrita no artigo 57, inciso I, da MP n° 2.15835/2001, e corresponde ao valor de R$ 5.000,00 por mêscalendário de atraso. No caso em apreço, como efetivamente não houve entrega da declaração, o termo final considerado para a aplicação da multa foi a data do lançamento. Portanto, a aplicação da penalidade decorreu de imperativo legal. Por sua vez, o cancelamento do registro em virtude do descumprimento das normas que regem a matéria, conforme restou prescrito no art. 2° do Ato Declaratório que deferiu a inscrição da impugnante (ADE DRF Curitiba n° 109, fl. 57, acostado pela própria impugnante), é medida meramente Fl. 93DF CARF MF Processo nº 10980.003225/200506 Acórdão n.º 3001000.685 S3C0T1 Fl. 4 5 administrativa que não obsta a aplicação da penalidade imposta pela medida fiscal ora impugnada. 0 sujeito passivo foi intimado a regularizar sua situação de omissão, sob pena do cancelamento do registro. A eventual apresentação de declaração omissa, em atenção à intimação fiscal, somente se prestaria a sanear a irregularidade da omissão, evitando o cancelamento do registro, mas não evitaria a aplicação da penalidade em virtude da mora, assim como o eventual cancelamento do registro não se prestaria a eximir o contribuinte da incidência da penalidade pecuniária. Repitase que a matéria é bastante conhecida deste Conselho, com farta e reiterada jurisprudência, merecendo transcrever a ementa do Acórdão nº 9303006.669, proferido pela Câmara Superior de Recursos Fiscais em sessão de 26 de junho de 2018, na relatoria do ilustre Conselheiro Rodrigo da Costa Possas, verbis. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 31/10/2000, 31/01/2003, 30/04/2003, 31/07/2003, 31/10/2003, 31/01/2004, 30/04/2004, 31/07/2004, 31/10/2004 MULTA POR FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA “DIFPAPEL IMUNE”. RETROATIVIDADE BENIGNA. VALOR ÚNICO, POR DECLARAÇÃO. É cabível a aplicação da multa por falta ou atraso na entrega da chamada “DIFPapel Imune”, prevista no art. 12 da IN/SRF nº 71/2001, pois este encontra fundamento legal no art. 16 da Lei nº 9.779/99. Mas, por força da alínea “c” do inciso II do art. 106 do CTN, há que se aplicar a retroatividade benigna aos processos pendentes de julgamento quando a nova lei comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da ocorrência do fato. Assim, com a vigência do art. 1º da Lei nº 11.945/2009, a partir de 16/12/2008 a multa deve ser cominada em valor único por declaração não apresentada no prazo trimestral, e não mais por mêscalendário, conforme anteriormente estabelecido no art. 57 da MP nº 2.15835/ 2001. .......................................(omissis)........................................ DIFPAPEL IMUNE. OBRIGATORIEDADE DE ENTREGA, INDEPENDENTE DE TER HAVIDO OU NÃO OPERAÇÃO COM PAPEL IMUNE NO PERÍODO. Conforme expressamente disposto no parágrafo único do art. 2º da IN/SRF nº 159/2002 (com força normativa dada pelo art. 16 da Lei nº 9.779/99), que aprovou a versão 1.0 do programa gerador da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle de Papel Imune (DIFPapel Imune), a apresentação da declaração é obrigatória, independentemente de ter havido ou não operação com papel imune no período. Fl. 94DF CARF MF 6 Salientese, de outra parte que, através do Acórdão CSRF/3ª Turma nº 9303 004.953, proferido em 10 de abril de 2017, foi cristalizado também o entendimento de que, em casos que tais, devese aplicar o princípio da retroatividade benígna de que trata a letra "c", inciso II, art. 106, do Código Tributário Nacional, como se extrai do seguinte trecho do voto do ilustre Conselheiro Rodrigo da Costa Possas, verbis. A nova legislação alterou a sistemática de aplicação da penalidade, afastando a imposição da penalidade aplicada por mês calendário de atraso, como previa o art. 57 da MP nº 2.15835/ 2001, passando a cominar multa única no caso de falta de apresentação da DIFPapel Imune no prazo estabelecido. O art. 1º da Lei nº 11.945, de 4/6/2009, produziu efeitos a partir de 16/12/2008. No entanto, tendo em vista que o presente processo encontrase pendente de julgamento, há que se considerar a norma benigna prevista no art. 106, II, “c”, do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 1966) Assim, deve a autoridade recorrida, através da repartição de origem, verificar se a empresa é uma pequena, micro ou empresa individual optante pelo Sistema SIMPLES, para apurar a redução da penalidade aplicada. e, como tal, se ela estaria beneficiada pela retroatividade benigna (CTN, art. 106IIc), seja para ser apenada, como aliás vem decidindo a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais. Para confirmar o entendimento final da fundamentação deste voto, registre se, ademais e em complemento a tudo que já foi fundamentado que, somente no período de 26 de junho a 16 de novembro do ano passado, foram publicados diversos outros Acórdãos, com o mesmo entendimento esposado no Acórdão CSRF nº 9303006.669 acima referenciado (Acórdãos nºs 3201004.121, 3201004.122, 3402005.378, 3402005.343, 3201003.937, 3201003.938, 3201003.935, 9303006.734 e 3001000.627). Diante do exposto, e coerente com outros entendimentos já esposados nesta 1ª Turma Extraordinária, VOTO no sentido de REJEITAR as preliminares aduzidas e NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, reconhecendo, porém, a retroatividade benigna de que cuida o inciso II, art. 1º, da Lei 11.945/2009, cabendo à unidade preparadora verificar, se for o caso, os valores e a condição da empresa recorrente (Pequena empresa/Microempresa/ EPP/outros) para efeito de liquidação deste julgado. (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante Relator Fl. 95DF CARF MF Processo nº 10980.003225/200506 Acórdão n.º 3001000.685 S3C0T1 Fl. 5 7 Fl. 96DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.951723/2010-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 12/12/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO.
O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-006.278
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Rodolfo Tsuboi (suplente convocado).
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 12/12/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO. O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10880.951723/2010-44
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5953620
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3302-006.278
nome_arquivo_s : Decisao_10880951723201044.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : PAULO GUILHERME DEROULEDE
nome_arquivo_pdf_s : 10880951723201044_5953620.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Rodolfo Tsuboi (suplente convocado).
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
id : 7582553
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414533505024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1342; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.951723/201044 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3302006.278 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente SAS INSTITUTE BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 12/12/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO. O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Rodolfo Tsuboi (suplente convocado). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 95 17 23 /2 01 0- 44 Fl. 179DF CARF MF Processo nº 10880.951723/201044 Acórdão n.º 3302006.278 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de não homologação da Declaração de Compensação, relativa a alegado crédito da contribuição (PIS/Cofins), em razão da inexistência do crédito declarado. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte juntou documentos e alegou que o crédito pleiteado não havia sido considerado em razão da declaração errônea de débitos efetuada em DCTF não retificada. A Delegacia de Julgamento (DRJ), por meio do acórdão nº 16031.408, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o crédito sob o argumento de inexistência de documentos que justificassem a alteração dos valores originalmente registrados em DCTF. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, repisando os argumentos de defesa encetados na Manifestação de Inconformidade e arguindo que recolhera tributo a maior e que a mera ausência de DCTF retificadora não teria o condão de eclipsar todas as demais provas trazidas aos autos. Afirmou que o crédito da contribuição decorria de pagamento a maior relativo a receitas de licenciamento de programas de computador importados (regime não cumulativo) e às demais receitas de serviços de informática (regime cumulativo). Argumentou, ainda, que, considerando o recolhimento da contribuição somente no regime não cumulativo, apurara crédito relativo à diferença entre o valor recolhido e o valor devido, utilizandose parcela desse crédito para compensar débito de sua titularidade (com a devida inclusão de juros e multa de mora). O Recorrente trouxe ainda aos autos as notas fiscais acompanhadas de relatório vinculandoas aos serviços prestados. É o Relatório. Fl. 180DF CARF MF Processo nº 10880.951723/201044 Acórdão n.º 3302006.278 S3C3T2 Fl. 4 3 Voto Paulo Guilherme Déroulède, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3302006.249, de 28/11/2018, proferida no julgamento do processo nº 10880.675384/200951, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3302006.249): 1. DA ADMISSIBILIDADE O presente Recurso Voluntário foi apresentado de forma tempestiva (efls. 62), revestese dos demais requisitos legais, razão pela qual dele conheço. 2. DO MÉRITO RECURSAL A Recorrente insurgese contra o ato (Despacho Decisório efls. 02, de 23.10.2009) que não homologou a compensação declarada. Em sua Manifestação de Inconformidade de uma folha (efls. 13) e acompanhado apenas do contrato social da empresa e da DCTF, a Contribuinte se limitou a afirmar que: Do Mérito A empresa solicita que o PER/DCOMP n°. 32391.03401.230207.1.3.049499 de 23/02/2007 seja homologado. Senhor julgador, são estes, em síntese, os pontos de discordância apontados nesta Manifestação de Inconformidade: a) A empresa possui crédito de Pagamento indevido ou a maior b) Os débitos foram compensados corretamente c) Alterar o lançamento na DCTF Dezembro/2005 do valor incorreto de R$ 1.237.221,85 para o valor correto devido de R$ 1.117.672,58, no código 5856 referente a Cofins na pagina 22. III Documentos Anexados Estão anexados a esta Manifestação de Inconformidade os seguintes documentos: (DCTF DEZEMBRO/2005; DARF no valor de R$ 1.237.221,85, Despacho Decisório n°8498606506 de 23/10/2009, CNPJ, Contrato Social e Documentos do representante legal). A Recorrente não trouxe à Manifestação de Inconformidade qualquer outro documento que pudesse minimamente demonstrar o seu direito ou mesmo a mera plausibilidade de sua alegação, sua verossimilhança, também chamada fumaça de direito. Assim, ao prolatar o Acórdão 1630.679, a DRJ admitiu que "... não pode ser acatada a mera alegação de erro de preenchimento desacompanhada de elementos de prova que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF." Entendeu a DRJ que "... o prazo para apresentação de provas documentais visando esclarecer o eventual equivoco cometido no Fl. 181DF CARF MF Processo nº 10880.951723/201044 Acórdão n.º 3302006.278 S3C3T2 Fl. 5 4 preenchimento de DCTF finda na data da apresentação da Manifestação de Inconformidade, precluindo o direito do Contribuinte fazêlo em outra oportunidade. (...) Nessas circunstâncias, não comprovado o erro cometido no preenchimento da DCTF, com documentação hábil, idônea e suficiente, a alteração dos valores declarados anteriormente não pode ser acatada, pelo que se mantém procedente a não homologação da compensação requerida." Este colegiado possui entendimento consolidado no sentido de que o momento para a apresentação da documentação demonstrativa do seu direito a crédito é o da apresentação da Manifestação de Inconformidade. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido, se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza, por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. (Acórdão n. 3301004.857 prolatado no bojo do processo 15582.000109/201009, publicado no dia 25.07.2018, Rel. Marcelo Costa Marques D. Oliveira.) A retificação das DCTF e DCOMP após a emissão do Despacho Decisório, por si só, não é suficiente para a demonstração do direito creditório invocado. É ônus do interessado demonstrar a certeza e liquidez de seu crédito, apresentando os documentos e elementos de sua contabilidade que demonstram referido direito. Se é verdade que o princípio da verdade material norteia o processo administrativo fiscal, também é certo que existem outros princípios em colisão como a duração razoável do processo, a certeza da aplicação do direito e a eficiência da administração pública que, cotejados em conjunto pelo rito do processo administrativo fiscal, estabelecem momentos e prazos para a prática dos atos, sob pena da perpetuação do processo administro pois, a todo momento cada uma das partes poderia reiniciar o procedimento desde o início. Por este motivo, voto no sentido de negar provimento ao presente Recurso Voluntário. Ressaltese que, não obstante o processo paradigma se referir apenas à Cofins, a decisão ali tomada se aplica nos mesmos termos à Contribuição para o PIS. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 182DF CARF MF
score : 1.0
