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Numero do processo: 36266.003427/2007-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/04/2001 a 30/04/2001, 01/09/2002 a 30/09/2002, 01/02/2003 a 31/03/2003, 01/11/2005 a 31/12/2005
Ementa:
AUTO DE INFRAÇÃO - CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO - DESCONTO DA REMUNERAÇÃO
A empresa é obrigada a arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos e do contribuinte individual a seu serviço.Art.30, inciso I, alínea a, da Lei n.( 8.212/91. Verbas pagas através de cartões de premiação integram o salário de contribuição, art.28 da Lei n.( 8.212/91.
DECADÊNCIA MULTA ÚNICA
A multa aplicada para a infração cometida é única e não pode ser fracionada. A fluência do prazo decadencial para algumas competências incluídas na autuação não altera o valor referente à mesma, conforme disposto pelo artigo 659, §4º, da Instrução Normativa n.º 03/2005.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-002.359
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Manoel Coelho Arruda Junior, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Adriana Sato, Bianca Delgado Pinheiro.
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/04/2001 a 30/04/2001, 01/09/2002 a 30/09/2002, 01/02/2003 a 31/03/2003, 01/11/2005 a 31/12/2005 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO DESCONTO DA REMUNERAÇÃO A empresa é obrigada a arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos e do contribuinte individual a seu serviço.Art.30, inciso I, alínea “a”, da Lei n.° 8.212/91. Verbas pagas através de cartões de premiação integram o salário de contribuição, art.28 da Lei n.° 8.212/91. DECADÊNCIA MULTA ÚNICA A multa aplicada para a infração cometida é única e não pode ser fracionada. A fluência do prazo decadencial para algumas competências incluídas na autuação não altera o valor referente à mesma, conforme disposto pelo artigo 659, §4º, da Instrução Normativa n.º 03/2005. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 26 6. 00 34 27 /2 00 7- 71 Fl. 133DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Manoel Coelho Arruda Junior, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Adriana Sato, Bianca Delgado Pinheiro. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36266.003427/200771 Acórdão n.º 2302002.359 S2C3T2 Fl. 134 3 Relatório Tratase de auto de infração de obrigação acessória, lavrado em 20/03/2007 e cientificado ao sujeito passivo em 23/03/2007, por infração ao art. 30, inciso I, alínea “a” da Lei 8.212/91, já que deixou de arrecadar, mediante desconto das remunerações recebidas a título de prêmio de incentivo, pagas através de cartões eletrônicos operacionalizados pela empresa Incentive House S/A, as contribuições dos segurados empregados, nas competências de 04/2000, 04/2001, 09/2002, 02/2003, 03/2003 ,11/2005 e 12/2005. A multa pela infração praticada é a prevista no Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99, em seu art. 283, inciso I, alínea “g”, reajustada na forma do art. 373 do citado Regulamento, em conformidade com a Portaria MPS nº 142, de 11/04/2007. Após a apresentação de defesa, Acórdão de fls. 83/89, julgou a autuação procedente. Inconformada a autuada interpôs recurso voluntário, alegando em síntese: a) a decadência quinquenal; b) que os pagmentos realizados foram verdadeiros prêmios; c) a continência desta autuação com os processos relativos às Notificações Fiscais de Lançamento de Débito que tratam da obrigação principal; d) que o Auto de Infração carece de precisão, pois não tem a discriminação clara e precisa dos critérios utilizados para caracterizar apenalidade aplicada; e) que o relatório não demonstrou quais os segurados receberam as verbas pagas pela empresa Incentive House, se os pagamentos foram habituais,etc, ocorrendo ocerceamento de defesa; f) que é descabida a ocorrência de um fato e a imposição de duas multas; g) deve ser aplicado o princípio da consunção, onde as infrações mais abrangentes absorvem as multas mais específicas. Mantendose a multa da NFLD, a do AI deve ser cancelada. Requer a continência com as NFLD’s 37.021.6415 e 37.021.6440, a nulidade do autode infração, ou, alternativamente, a reforma do Acórdão para cancelar o crédito tributário. Por fim, requer que as intimações sejam feitas exclusivamente ao patrono da recorrente. É o relatório. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora O recurso cumpriu com o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade, devendo ser conhecido. A recorrente foi autuada por ter deixado de arrecadar, mediante desconto nas remunerações pagas a título de premiação de incentivo, operacionalizada pela empresa Incentive House S/A, as contribuições dos segurados a seu serviço, nas competências alternadas de 04/2000 a 12/2005. Tal conduta, infringiu o disposto no artigo 30, inciso I, alínea “a” da Lei n.º 8.212/91, estando correta a autuação: Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação alterada pela Lei n.º 8.620/93) I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; A multa aplicada está de acordo com o artigo 283, inciso I, alínea “g”, do Regulamento da Previdência Social, reajustada na forma do artigo 373 do citado Regulamento, em conformidade com a Portaria MPS/GM nº 342, de 16/08/2006. Quanto à alegada decadência, o auto de infração compreende as competências de 04/2000 a 12/2005 e a ciência do mesmo se deu em 23/03/2007, e com efeito, nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08, sendo que a partir da publicação na imprensa oficial, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acataremna: Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. No caso presente, aplicase o artigo 173, I do CTN, devendo ser excluídas da autuação as competências até 11/2001, inclusive esta: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: Fl. 136DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36266.003427/200771 Acórdão n.º 2302002.359 S2C3T2 Fl. 135 5 I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Todavia, é de se registrar que como a multa aplicada para a infração cometida é única e não pode ser fracionada, não vai haver alteração no valor referente à mesma, conforme disposto pelo artigo 659, §4º, da Instrução Normativa n.º 03/2005: §4º Se houver materialização das demais infrações não referidas nos arts. 646 a 648, a multa será fixada por Auto de Infração, independentemente do número de ocorrências. Ainda que restasse apenas uma competência em que a arecorrente não tivesse procedido ao desconto da contribuição previdenciária da remuneração do segurado, o valor da multa se manteria íntegro. A alegação da recorrente acerca do descabimento na aplicação de duas multas, é inócua, pois à época da autuação, em decorrência da relação jurídica existente entre o contribuinte ou o responsável (sujeito passivo) e o fisco (sujeito ativo), tem aquele duas obrigações para com este. Uma obrigação denominada principal, que é a de verter contribuições para a Seguridade Social; outra denominada acessória que tem por objeto a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. O descumprimento da obrigação principal, acarreta a constituição do crédito da Seguridade Social, através da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito. E, o descumprimento da obrigação acessória, que decorre da legislação tributária e tem por objeto prestações positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos (art. 113, § 2º, do CTN), acarreta a lavratura do Auto de Infração. A obrigação se diz acessória, quando se tem por objeto o fazer ou não fazer algo no interesse da fiscalização ou da arrecadação. Portanto, o não recolhimento do tributo acarreta a aplicação dos juros legais e da multa moratória, enquanto o descumprimento de obrigação acessória, que vem definida em lei, acarreta a multa punitiva. Não há impedimento legal para a aplicação da multa quando do recolhimento por atraso das contribuições sociais incluídas em notificação fiscal de lançamento, conforme disposto no artigo 239, inciso III do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto n.º 3048/99 (descumprimento da obrigação principal) e a multa punitiva constante do artigo 283, inciso I do mesmo Regulamento, quando houver o descumprimento de obrigação acessória, no caso a falta de desconto da contribuição previdenciária da remuneração dos segurados. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 Ressalto a inexistência do cerceamento defesa, como alegado, posto que o relatório fiscal explicita que a autuação se deu pela falta de desconto da contribuição previdenciária nos valores pagos aos segurados a título de premiação de incentivo, tanto que foi possível à autuada contestar totalmente a autuação, o que demonstra perfeita compreensão da mesma. O direito à ampla defesa e ao contraditório, assegurado pela Constituição Federal, não foi maculado em razão do levantamento ter sido efetuado através do exame dos documentos de posse da notificada, por ela elaborados, o que lhe permite contradizer e defenderse sem qualquer restrição, eis que forçosamente, são de seu conhecimento os elementos oferecidos para exame. Ainda, quanto ao contraditório e à ampla defesa, preleciona Hugo de Brito Machado in Mandado de Segurança em Matéria Tributária, Ed. Revista dos Tribunais, 1995, pág. 304: Os conceitos de contraditório, e de ampla defesa, são interligados, até porque o contraditório é, de certa forma, um meio, ou um instrumento inerente à ampla defesa. Por contraditório entendese a garantia de que nenhum decisão ocorrerá sem a manifestação dos que são parte no conflito. No processo administrativo fiscal a garantia do contraditório quer dizer que o contribuinte tem direito de manifestarse sobre toda e qualquer afirmação dos agentes do fisco, antes da decisão. E também que os agentes do fisco devem ser ouvidos sobre a defesa oferecida pelo contribuinte. .......................................................................................... A ampla defesa quer dizer que o contribuinte não pode ter contra ele constituído um crédito tributário sem que lhe seja assegurada oportunidade para demonstrar que o mesmo é indevido. Portanto, a argumentação da recorrente não deve prosperar. O cerceamento de defesa e a violação ao princípio do contraditório e ao princípio da ampla defesa não restaram caracterizados, pois, o interessado apresentou impugnação e recurso à autuação. Os valores pagos através de cartões de premiação foram considerados como remuneração e, portanto, passíveis do desconto da contribuição relativa a cota do segurado, por se enquadrarem no conceito de salário de contribuição e por não constarem das excludentes legais de tal conceito. "Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) Fl. 138DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36266.003427/200771 Acórdão n.º 2302002.359 S2C3T2 Fl. 136 7 A Constituição Federal, no seu artigo 195, I, alínea “a”, estabelece: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) O dispositivo constitucional transcrito cuida não de “remuneração”, não de “folha de pagamento”, fala de “folha de salários”. A “folha de salários” é composta por lançamentos onde constam o nome dos trabalhadores e todas as parcelas devidas a estes em decorrência do serviço executado. Assim, qualquer tipo de contraprestação paga pela empresa, a qualquer título, aos segurados empregados faz parte da “folha de salários”, que, nos termos da Carta Política de 1988, é a base de incidência da contribuição social devida pelos empregadores. Ademais, para que não restasse dúvidas sobre a amplitude da base de incidência da contribuição social em questão, o dispositivo constitucional transcrito acrescentou “....e demais rendimentos do trabalho”. Além da “folha de salários e demais rendimentos do trabalho”, também integram a base de incidência de contribuições previdenciárias, nos termos do § 11 do artigo 201 da Constituição Federal, os “ganhos habituais do empregado, a qualquer título”. A seu turno, a Lei 8.212, de 24/07/1991, dispõe em seu artigo 22: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de Fl. 139DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação alterada pela Lei nº 9.876, de 26/11/99) Assim, todas as parcelas que fazem parte da remuneração, creditadas a qualquer título, são base de incidência constitucional da contribuição em questão, devendo constar das GFIP’s, nas competências correspondentes ao pagamento efetuado, excluídas apenas as arroladas no § 9º do art. 28 da Lei 8.212/91, face à isenção concedida por lei, entre as quais não se encontram os prêmios concedidos para incremento da produtividade. É inquestionável, portanto, a natureza salarial da verba premial de incentivo à produtividade. Os fatos geradores das contribuições previdenciárias que deveriam ter sido descontadas dos segurados, já foram objeto de inúmeros julgamentos por este colegiado que sempre os entendeu como passiveis de incidência contributiva previdenciária, sendo despiciendo, neste caso, o julgamento conjunto com as NFLD’s relativas à obrigação principal. Quanto à intimação dos atos administrativos, o parágrafo 4º, do artigo 23, do Decreto n.º 70.235/72, traz que será considerado o domicilio tributário do sujeito passivo o endereço postal do seu cadastro junto à administração tributária ou o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, autorizado pelo sujeito passivo, portanto é descabida a intimação do patrono da recorrente, como solicitado: § 4o Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) II o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) Por todo o exposto, Voto por negar provimento ao recurso. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 140DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36266.003427/200771 Acórdão n.º 2302002.359 S2C3T2 Fl. 137 9 Fl. 141DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 27/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 10670.721514/2011-24
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008
RECURSO GENÉRICO. PRECLUSÃO PROCESSUAL.
Reputa-se não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado que não configure matéria de ordem pública, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em que não foi contestado.
Numero da decisão: 2301-003.107
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos, em negar provimento ao(s) recurso(s), nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Marcelo Oliveira - Presidente
Leonardo Henrique Pires Lopes - Relator
Presentes à sessão de julgamento os Conselheiros MARCELO OLIVEIRA (Presidente), WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, MAURO JOSE SILVA e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES.
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
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Recorrente ICARAÍ DE MINAS PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 RECURSO GENÉRICO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. Reputase não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado que não configure matéria de ordem pública, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em que não foi contestado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos, em negar provimento ao(s) recurso(s), nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Marcelo Oliveira Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes Relator Presentes à sessão de julgamento os Conselheiros MARCELO OLIVEIRA (Presidente), WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, MAURO JOSE SILVA e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 72 15 14 /2 01 1- 24 Fl. 704DF CARF MF Impresso em 27/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 6/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 26/03/2013 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 10670.721514/201124 Acórdão n.º 2301003.107 S2C3T1 Fl. 3 2 Tratase de Auto de Infração de Descumprimento de Obrigações acessórias lavrado em face de ICARAÍ DE MINAS PREFEITURA MUNICIPAL, referentes ao descumprimento da obrigação de fornecer à Secretaria da Receita Federal do Brasil a documentação solicitada através do Termo de Intimação Fiscal – TIF 002, de prestar esclarecimentos sobre o não atendimento ao citado termo (Debcad 51.009.5968); bem como de apresentar GFIP corretamente sem omissões ou incorreções (Debcad 51.009.5976), conforme se infere do Relatório Fiscal. No AI 51.009.5968 (AI 35), verificouse o descumprimento da obrigação contida no art. 32, III e §11 da Lei 8.212/1991, com redação dada pela MP 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, tendo sido aplicada multa no valor de R$ 15.244,14, nos moldes dos arts. 92 e 102 da Lei nº 8.212/1991 e art. 292, I do RPS. No AI 51.009.5968 (AI 78), observouse o descumprimento da obrigação contida no art. 32, IV da Lei 8.212/1991, tendo sido imposta penalidade no montante de R$ 38.660,00, conforme previsão no art. 32A, I e §§2º e 3º da Lei nº 8.212/1991, com redação dada pela MP 449/2008 e Lei nº 11.941/2009, por ter sido considerada a mais benéfica ao contribuinte, nos moldes do art. 106 do CTN. Consta ainda, no Relatório Fiscal, que a Lei Orgânica do Município de Icaraí de Minas (30/09/1995) dispõe que o regimento dos servidores municipais da administração direta e autárquica é o estatuário. Os servidores municipais não possuem vinculo com o Regime Próprio de Previdência Social – RPPS. O contribuinte tomou ciência da autuação contra ele lavrada em 07/10/2011, apresentando impugnação tempestiva. Entretanto, foi mantida a autuação pelo acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG), cuja ementa assim dispôs: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 INTIMAÇÃO. Considerase feita a intimação por via postal na data do recebimento pelo sujeito passivo em seu domicílio tributário. LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE PRESTAR INFORMAÇÕES. Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse da mesma, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP. INFORMAÇÕES INEXATAS. Constitui infração à legislação previdenciária, a empresa apresentar a GFIP com incorreções ou omissões. EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. Fl. 705DF CARF MF Impresso em 27/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 6/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 26/03/2013 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 10670.721514/201124 Acórdão n.º 2301003.107 S2C3T1 Fl. 4 3 A apresentação de impugnação, por si só, suspende a exigibilidade do crédito. RFFP. A DRJ não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. PERÍCIA. A prova pericial mostrase útil somente quando não se puder encontrar a verdade de outro modo mais simples. CONEXÃO. Devem ser julgados em conjunto com o processo principal os processos vinculados por conexão. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte Irresignada, interpôs o Município o Recurso Voluntário, sob exame, cujas razões podem ser resumidas às seguintes: 1) A nulidade da intimação, entendendo que a mesma deveria ser pessoal ou dirigida ao Município, fundamentandose na Lei 9.874/99. Solicita que as intimações sejam caracterizadas válidas a partir das respectivas manifestações e as demais sejam dirigidas ao Prefeito da Cidade, sob pena de nulidade absoluta do processo; 2) Solicita a reforma da decisão que indeferiu o pedido de perícia, a fim de que seja motivada a realização desta, objetivando a verificação dos valores lançados, mediante acompanhamento dos trabalhos por expert indicado pelo Município; 3) Alega a improcedência dos lançamentos das obrigações principais constante nos autos do processo administrativo nº 10670.721351/201180, tornando, por conseguinte, improcedentes as obrigações acessórias aqui tratadas; 4) Declara a inexistência, no caso abordado, de qualquer ato ilícito cometido pelo contribuinte capaz de originar as multas aplicadas nos autos de infração de AI nº 51.009.5968 e 51.009.5976. Assim vieram os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio de Recurso Voluntário. Sem contrarrazões. É o relatório. Voto Fl. 706DF CARF MF Impresso em 27/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 6/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 26/03/2013 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 10670.721514/201124 Acórdão n.º 2301003.107 S2C3T1 Fl. 5 4 Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes, Relator Dos Pressupostos de Admissibilidade Sendo tempestivo, conheço do Recurso e passo ao seu exame. Da validade da intimação O processo administrativo fiscal PAF tem como regimento o Decreto 70.235/72, o qual texto estabelece: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; [...] § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; [...] § 4o Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; Como se depreende da legislação que disciplina o processo administrativo fiscal, verificase que são válidas as intimações efetuadas via postal e entregues no endereço postal fornecido pelo contribuinte o que de fato ocorreu no caso analisado. Tendo, então, o sujeito passivo recebido a intimação por via postal em seu domicílio tributário, descabe qualquer discussão acerca da pessoa que recebeu a intimação, já que a via eleita encontrase prevista na legislação própria. Seguindo a mesma linha de raciocínio, não há necessidade para que seja consentida a solicitação de que as demais intimações sejam dirigidas ao Prefeito Municipal e aos advogados. Da Produção de prova pericial Outrossim, não deve ser acolhido o pedido de perícia, já que os valores lançados foram apurados tendo como alicerce os documentos do próprio sujeito passivo, sendo irrelevante a existência de um procedimento pericial, pois o relato da fiscalização, que se baseou em documentos da autuada, são suficientes para a comprovação da existência do débito. Ainda há que se destacar que a prova pericial, conforme inteligência do art. 420 do CPC, deverá ser produzida sempre que o fato controvertido depender de conhecimento técnico específico do qual a fiscalização não detenha, o que não ocorreu no caso dos autos. Fl. 707DF CARF MF Impresso em 27/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 6/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 26/03/2013 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 10670.721514/201124 Acórdão n.º 2301003.107 S2C3T1 Fl. 6 5 Assim, pode a autoridade julgadora indeferir as solicitações de prova pericial sempre que considerar desnecessárias para a instrução do processo, nos termos do art. 18 do Decreto nº 70.235/1972, razão pela qual se afasta a alegação do contribuinte. Do recurso genérico e preclusão processual Alega o Recorrente que inexistiu o ato ilícito que lhe foi imputado. Ocorre que não trouxe qualquer comprovação do afirmado, tampouco defendeuse diretamente sobre os fatos ilícitos que lhe foram atribuídos, quais sejam, não apresentação dos documentos e esclarecimentos solicitados pela fiscalização, e ausência em GFIP de todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias. Assim, apresentou uma defesa genérica, não se desincumbindo do ônus da prova em contrário do afirmado pela fiscalização. Pois bem. A despeito de tal discussão, imperioso trazer a baila o que preconiza o art. 9º, §6º da Portaria nº 520, de 19 de maio de 2004, in verbis: Art. 9º A impugnação mencionará: (...) § 6º Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Desta feita, concluise, do acima exposto, que reputase não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em que não foi contestado. Notase, portanto, que houve a preclusão processual, uma vez que não houve insurgência da Recorrente quanto à pretensão externada no lançamento. Ademais, a despeito de tal instituto, importante citar os ensinamentos de Fredie Didier Júnior, in verbis: “Entendese que a preclusão está intimamente relacionada com o ônus, que, como se sabe, é situação jurídica consistente em um encargo do direito. A parte detentora de ônus deverá praticar ato processual em seu próprio benefício, no prazo legal, e de forma correta: se não o fizer, possivelmente este comportamento poderá acarretar conseqüências danosas para ela. (...) a preclusão decorre do não atendimento de um ônus, com a prática de atofato caducificante ou ato jurídico impeditivo, ambos lícitos, conformes com o direito. Com isso, entendo que, no caso em apreço, ocorreu a preclusão consumativa, que é a extinção da faculdade de praticar um determinado ato processual em virtude de já haver ocorrido a oportunidade para tanto, ficando, portanto, o julgador impossibilitado de analisar a questão de mérito, posto que não contestada pela Recorrente. Da multa aplicada Fl. 708DF CARF MF Impresso em 27/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 6/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 26/03/2013 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 10670.721514/201124 Acórdão n.º 2301003.107 S2C3T1 Fl. 7 6 No caso dos autos, pelo descumprimento da obrigação acessória, consistente na omissão em GFIP de fatos geradores de contribuições previdenciárias, foi aplicada ao contribuinte a multa contida no art. 32A da Lei nº 8.212/1991, com a redação dada pela MP nº 449/2008, por ter sido considerada a mais benéfica, nos moldes do art. 106 do CTN. De fato, esta é a penalidade que deve ser aplicada para a infração em comento, caso seja a mais benéfica, pois a novel redação do art. 32A da Lei nº 8.212/1991 estabelece a multa no valor de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas. Assim, não merece reforma a decisão recorrida neste ponto. Em relação a infração contida no Debcad 51.009.5968, entendo que a multa aplicada foi a prevista na legislação, não cabendo também reformar o lançamento Da Conclusão Ante ao exposto, conheço e NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário do contribuinte. É como voto. Sala das Sessões, em 16 de outubro de 2012 Leonardo Henrique Pires Lopes Fl. 709DF CARF MF Impresso em 27/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 6/02/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 26/03/2013 por MARCELO OLIVEIR A
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Numero do processo: 11080.100353/2008-48
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2801-000.197
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1852; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 274 1 273 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.100353/200848 Recurso nº Resolução nº 2801000.197 – Turma Especial / 1ª Turma Especial Data 13 de março de 2013 Assunto IRPF Recorrente JORGE ANTONIO LAZUTA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2005, por meio da qual se exigiu do contribuinte o credito tributário de R$ 6.474,15. O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos, dedução indevida a título de dependente e despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte alegou que: · os rendimentos apurados pela fiscalização como omitidos foram recebidos pela excompanheira Andréa Muller da Silva, CPF 437.473.10087; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 80 .1 00 35 3/ 20 08 -4 8 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/03/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 11080.100353/200848 Resolução nº 2801000.197 S2TE01 Fl. 275 2 · a relação de dependência de Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer é comprovada através da declaração da UNIMEDRio; · deve ser considerada a despesa médica relativa a UNIMED, no valor de R$ 2.587,53, conforme documento em anexo. A 8ª Turma da DRJ/POA/RS julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 50/53, que restou assim ementado: DESPESA COM DEPENDENTE. GLOSA. Mantémse a glosa efetuada pelo Fisco no valor da dedução a título de dependentes, quando a relação de dependência, para o exercício fiscalizado, não for comprovada em conformidade com a legislação de regência. DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação. Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis e/ou não comprovadas mediante documentação hábil e idônea, poderão ser glosadas pela autoridade lançadora. RENDIMENTOS AUFERIDOS DE PESSOA JURÍDICA DECORRENTES DE TRABALHO ASSALARIADO. Estando demonstrada a omissão de rendimentos auferidos pelo cônjuge, informado como dependente na declaração de ajuste anual, deve ser mantido o lançamento. Regularmente cientificado daquele acórdão em 14/06/2011 (fl. 78), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 79/81, em 13/07/2011. Em sua defesa, pretende seja restabelecida a dedução com os dependentes Gabriel Sommer e Luiz Felipe Sommer, tendo em vista que os mesmos viveram sob a sua dependência econômica, tanto que durante essa fase foram beneficiado com o plano de saúde da UNIMED. Alega que as penalidades decorrentes da omissão de rendimentos auferidos pela excompanheira são de inteira responsabilidade da mesma. Aduz que as despesas médicas efetivamente ocorreram, embora não disponha dos comprovantes que foram extraviados na mudança de residência. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente pretende sejam considerados dependentes Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer seus enteados, conforme Escritura Pública de Declaração de União Estável (fl. 82) e Certidões de Nascimento (fls. 84 e 85). Fl. 92DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/03/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 11080.100353/200848 Resolução nº 2801000.197 S2TE01 Fl. 276 3 Observase que a menção a enteado somente se justifica diante da possibilidade do pai ou da mãe apresentar declaração em separado, sem incluir o filho nascido de união anterior como dependente e autorizando que seu cônjuge o faça. Ou seja, a dedução a título de dependente só pode ser feita por um dos pais e, caso estes sejam separados, só poderá aproveitar a dedução o pai que detiver a guarda dos filhos por meio de decisão judicial ou acordo judicial, nos termos do art. 35, inciso III, e §1o da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 nos termos do art. 35, inciso III, e §3º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Nesse caso, é preciso acrescentar a renda da pensão alimentícia. Em face do acima exposto e com vistas a formar convicção acerca da lide, voto pela conversão do julgamento em diligência para que o contribuinte seja intimado para: · apresentar documentação hábil a comprovar que Andréa Muller da Silva tem a guarda dos filhos Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer; · informar se Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer são beneficários de pensão alimentícia paga pelo pai Luís Henrique Sommer. É necessário, ainda, que a autoridade fiscal verifique se Luís Henrique Sommer apresentou declaração de rendimentos, referente ao exercício de 2005, com informação de pagamento de pensão alimentícia ao filhos Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer/Andréa Muller da Silva. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 93DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/03/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES
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Numero do processo: 10875.902017/2009-12
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 11/09/2004 a 20/09/2004
JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO APRECIAÇÃO DE PROVAS. REFORMA.
Deve ser reformada a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastando-se o único óbice erigido, que se refere à falta de espontaneidade do contribuinte no momento da apresentação da DCTF retificadora, devendo ser analisado todo o conjunto probatório trazidos aos autos na primeira instância, incluído o Livro Registro de Apuração do IPI, sem prejuízo de outras providências que se mostrarem necessárias à solução da lide, inclusive diligência junto à repartição de origem.
Numero da decisão: 3803-003.853
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, reformando a decisão recorrida, para que uma nova seja proferida, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e Fábia Regina Freitas (suplente).
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 11/09/2004 a 20/09/2004 JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO APRECIAÇÃO DE PROVAS. REFORMA. Deve ser reformada a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastando-se o único óbice erigido, que se refere à falta de espontaneidade do contribuinte no momento da apresentação da DCTF retificadora, devendo ser analisado todo o conjunto probatório trazidos aos autos na primeira instância, incluído o Livro Registro de Apuração do IPI, sem prejuízo de outras providências que se mostrarem necessárias à solução da lide, inclusive diligência junto à repartição de origem.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 11/09/2004 a 20/09/2004 JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO APRECIAÇÃO DE PROVAS. REFORMA. Deve ser reformada a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastandose o único óbice erigido, que se refere à falta de espontaneidade do contribuinte no momento da apresentação da DCTF retificadora, devendo ser analisado todo o conjunto probatório trazidos aos autos na primeira instância, incluído o Livro Registro de Apuração do IPI, sem prejuízo de outras providências que se mostrarem necessárias à solução da lide, inclusive diligência junto à repartição de origem. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, reformando a decisão recorrida, para que uma nova seja proferida, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e Fábia Regina Freitas (suplente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 20 17 /2 00 9- 12 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 100 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em contraposição à decisão da DRJ Ribeirão Preto/SP, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte contra o despacho decisório eletrônico que não homologou a compensação declarada por meio de Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP), em que se pretendeu extinguir débito da titularidade do contribuinte com saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no montante de R$ 10.988,62. A decisão exarada por meio do despacho decisório eletrônico pautouse na constatação de que o pagamento informado já havia sido integralmente utilizado na quitação de débito da titularidade do contribuinte. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 1 a 6) e requereu a homologação da compensação declarada, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) “[analisando] os documentos fiscais do período de 2004, constatou a empresa que por um lapso na sua DCTF do terceiro trimestre de 2004 fora informado indevidamente débitos de IPI, pelo que o pagamento efetuado indevidamente e comprovado nos presente autos, não foi visualizado/encontrado pela Receita Federal, ocasionando no entendimento equivocado de ausência de crédito e, por conseguinte não homologação da compensação” (fl. 3); b) “o débito informado é inexistente, pois no período em questão — segundo decêndio/ago/2004 — a empresa não apurou débito de IPI. (Fato este facilmente comprovado pelo Livro Registro de Apuração de IPI — RAIPI” (fl. 3); c) “[para] sanar a divergência de dados entre a DIPJ (que apresentou informações corretas), o livro registro de IPI (íntegro) e a DCTF, a recorrente no dia 30/03/ p.p apresentou a DCTF — Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais retificadora, referente ao terceiro trimestre de 2004” (fl. 4); d) “[na] DIPJ — Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica, do exercício de 2005 (ano calendário de 2004), (...), constatase que na apuração decendial dos meses de julho a setembro de 2004 não foi apurado débito de IPI, ao contrário a empresa apresentou para todo esse período saldo credor de IPI, pelo que o pagamento em agosto de 2004 foi indevido” (fl. 5); e) o pagamento indevido encontrase comprovado por meio de DARF; f) no Livro Registro de Apuração do IPI, páginas 221, 222, 223, 224 e 225, constam os saldos credores de IPI que coincidem com as informações declaradas em DIPJ. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias de (i) documentos societários (fls. 7 a 15), do (ii) despacho decisório (fl. 16), do (iii) DARF (fl. 17), do (iv) PER/DCOMP (fls. 19 a 24), da (v) DCTF original (fls. 25 a 33), da (vi) DCTF retificadora (fls. 34 a 37), da (vii) DIPJ original (fls. 38 a 41) e do (viii) Livro Registro de Apuração do IPI, com termos de abertura e de fechamento (fls. 42 a 48). Fl. 100DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 101 3 A decisão de improcedência da Manifestação de Inconformidade da DRJ Ribeirão Preto/SP (fls. 57 a 60) foi ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 31/03/2005 COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. DISPONIBILIDADE DO CRÉDITO. A compensação, nos termos em que definida pelo artigo 170 do CTN só poderá ser homologada se o crédito do contribuinte em relação à Fazenda Pública estiver revestido dos atributos de liquidez e certeza, o que traz como conseqüência que o crédito usado em compensação tem que estar disponível na data da transmissão do PER/DCOMP. DCTF RETIFICADORA POSTERIOR À CIÊNCIA DE DESPACHO DECISÓRIO. Não cabe reparo a despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integralmente alocado para a quitação de débito confessado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Segundo o relator a quo, a DCTF retificadora não produz efeitos quando o contribuinte não mais goza de espontaneidade, nos termos previstos no inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, pois, quando da transmissão e da análise do PERD/COMP, o crédito não existia, encontrandose o pagamento integralmente alocado ao débito declarado em DCTF. Segundo ele, estaria “correta a não homologação da compensação, pois as modificações efetuadas pela contribuinte na DCTF retificadora, quanto às informações antes prestadas, não têm o condão de tornar irregular a decisão administrativa que se pretende ver reformada” (fl. 59). No seu entendimento, ainda que o direito creditório exista, “o fato é que o mesmo não estava disponível na data de transmissão do PER/DCOMP, o que por si só é causa de não homologação das compensações pleiteadas”. Cientificado da decisão em 21 de maio de 2012 (fl. 62), o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 11 de junho do mesmo ano (fls. 65 a 77), repisou os mesmos fundamentos de defesa anteriormente apresentados e reiterou seu pedido de homologação da compensação declarada ou, subsidiariamente, o retorno dos autos à Delegacia de Julgamento para que se apurasse a liquidez e certeza do crédito pleiteado, alegando, complementarmente, o que se segue: a) os julgadores não contestaram o seu direito, não o reconhecendo somente em razão do fato de que a decisão administrativa fora emitida anteriormente à retificação da Fl. 101DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 102 4 DCTF, decisão essa que não se alinha ao teor do art. 65 da Instrução Normativa RFB nº 900/2008; b) apenas o sistema de cruzamento de dados da Receita Federal não são suficientes para se afirmar acerca da liquidez ou não do direito creditório; c) junto à Manifestação de Inconformidade, trouxe aos autos os documentos suficientes à apuração da liquidez e certeza do crédito, encontrandose, então, em poder da autoridade julgadora de primeira instãncia todos os elementos necessário à homologação da compensação; d) após as alterações introduzidas pela Medida Provisória nº 2.18949, de 23 de agosto de 2001, em seu art. 18, a DCTF retificadora, quando admitida, tem os mesmos efeitos da original, conforme se encontra expressamente previsto também na Instrução Normativa RFB nº 1.110/2010. Junto ao recurso, o contribuite trouxe aos autos, dentre outras, cópia do Livro Diário Geral (fls. 91 a 96). É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. De pronto, devese destacar que, junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte havia trazido aos autos, além dos fundamentos de fato e de direito de sua contrariedade, cópias do PER/DCOMP (fls. 19 a 24), da (v) DCTF original (fls. 25 a 33), da (vi) DCTF retificadora (fls. 34 a 37), da (vii) DIPJ original (fls. 38 a 41) e do (viii) Livro Registro de Apuração do IPI, com termos de abertura e de fechamento (fls. 42 a 48) que foram, todos eles, totalmente ignorados pela autoridade julgadora de piso, não tendo havido qualquer referência à sua presença nos autos. O procedimento do então Manifestante e ora Recorrente se deu em conformidade com o contido no art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), em que se determina que as provas serão trazidas aos autos no momento da Impugnação. Nos termos do art. 31 do PAF, a decisão da autoridade julgadora de primeira de instância deve conter “relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências”. Destaquese que, apesar de o dispositivo fazer referência apenas ao lançamento de ofício, ele é passível de aplicação nos processos de Fl. 102DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 103 5 compensação, por força do contido no § 11 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, em razão do que as determinações do referido art. 31 alcançam os processos da espécie. Conforme já dito, a autoridade julgadora de piso não se deu ao trabalho nem mesmo de passar a vista nas cópias de documentos trazidas aos autos pelo contribuinte, cópias essas que contêm informações relevantes quanto à possibilidade de existência do indébito declarado. Não há dúvida que o julgador de primeira instância encontrase vinculado às normas infralegais expedidas pela Receita Federal, mas, no meu entender, ampararse apenas no aspecto formal relativo à data de retificação da DCTF para negar, peremptoriamente, o direito pleiteado pelo contribuinte, ignorandose as demais provas então existentes nos autos, não se coaduna com o princípio do formalismo moderado e as demais regras e princípios que informam o Processo Administrativo Fiscal (PAF). Ao julgador é garantida a liberdade de formação do convencimento, nos termos do art. 29 do PAF; contudo, tal prerrogativa não significa “arbítrio na apreciação da prova” 1, pois é seu dever descrever detalhadamente as razões de sua decisão, precipuamente em relação aos elementos fáticos presentes nos autos, cuja análise pode ser decisiva no julgamento da lide. Conforme consta de inúmeras decisões do CARF2, não pode prosperar a decisão de primeira instância que não contempla todos os argumentos de defesa, pois é dever do julgador apreciar imparcialmente a matéria objeto da lide, atentandose aos fatos e às provas que compõem o processo. Ressaltese, ainda, que se decidíssemos, nesta instância, por apreciar as provas, independentemente do que restou decidido na Delegacia de Julgamento, estarnos íamos a proceder em desconformidade com o princípio do duplo grau de jurisdição, necessário à depuração do processo e à efetividade do direito de defesa. Nesse contexto, voto no sentido de reformar a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastandose o óbice erigido, que se refere à falta de espontaneidade do contribuinte no momento da apresentação da DCTF retificadora, devendo ser analisado todo o conjunto probatório trazido aos autos na primeira instância, precipuamente o Livro Registro de Apuração do IPI, sem prejuízo de outras providências que se mostrarem necessárias à solução da lide, inclusive diligência junto à repartição de origem. O interessado deverá ser cientificado da nova decisão, oportunizandolhe o prazo regulamentar para se pronunciar, devendo, ao final, os autos serem devolvidos a esta 3a Turma Especial da 3ª Seção do CARF, para julgamento. 1 Termo presente na obra: MACHADO SEGUNDO, Hugo de Brito. "Processo tributário", 5.ed., Atlas, 2010, p. 146. 2 Ac. 240100572, 1ª T. 4ª C. 2ª Seção, j. 20.08.2009; Ac. 10245.390, 2ª C. 1º CC, DOU de 05.11.2002; dentre outras. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 104 6 É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 104DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 11080.905685/2008-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 15/04/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. RETIFICAÇÃO. O Pedido de Restituição somente poderá ser retificado pelo sujeito passivo caso se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRECLUSÃO. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Só é litigiosa a matéria impugnada e a autoridade julgadora somente sobre esta deve se manifestar. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-001.686
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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RETIFICAÇÃO. O Pedido de Restituição somente poderá ser retificado pelo sujeito passivo caso se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRECLUSÃO. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Só é litigiosa a matéria impugnada e a autoridade julgadora somente sobre esta deve se manifestar. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/06/2012 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório No dia 13/08/2004 a empresa recorrente efetuou a transmissão eletrônica de PER/DCOMP no qual está pleiteando a restituição de Cofins paga a maior através do seguinte Darf: Código de arrecadação: 2172 Período de Apuração: 31/03/2003 Data de Vencimento: 15/04/2003 Data de Arrecadação: 15/04/2003 Valor do Principal: R$ 4.273.219,16 Valor total do Darf: R$ 4.273.219,16 No mesmo PER/DCOMP a empresa declara a compensação do crédito pleiteado com débito de Cofins. A DRF em Porto Alegre RS indeferiu o pedido da recorrente, alegando que o valor do referido Darf havia sido alocado integralmente a débito declarado regularmente pela recorrente, nos termos do Despacho Decisório de fle. 42. Ciente da decisão, a empresa interessada ingressou com a manifestação de inconformidade de flse. 03/07, que a decisão recorrida resumiu nos seguintes termos: Informa, inicialmente, erro na Dcomp transmitida, pois o crédito seria referente ao período 03/2004, decorrente de Cofins não cumulativa (cód. 5856). Alega que o valor apurado contabilmente de Cofins não cumulativa para o mês em questão foi R$ 2.490.866,70, que, após descontados os créditos no valor de R$ R$ 2.252.047,52, resultaram em valor a pagar de R$ 238.819,18. Pago R$ 772.281,37, restaria crédito de R$ 533.462,19. Argumenta que informou por equívoco valores iguais ao pagamento na DCTF e DIPJ, tratandose de mero erro formal. Anexa o Darf e documentos contábeis que comprovariam a existência do indébito. Requer a reforma do despacho para reconhecimento do crédito e homologação da compensação. O Darf a que a recorrente alega conter o pagamento indevido é o seguinte: Código de arrecadação: 5856 Período de Apuração: 31/03/2004 Data de Vencimento: 15/04/2004 Data de Arrecadação: 14/04/2004 Valor do Principal: R$ 772.281,37 Valor total do Darf: R$ 772.281,37 Fl. 124DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11080.905685/200811 Acórdão n.º 330201.686 S3C3T2 Fl. 2 3 A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Porto Alegre RS indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1029.126, de 16/12/2010, cuja ementa abaixo transcrevo: ALTERAÇÃO DE CRÉDITO. RETIFICAÇÃO DE DCOMP. A alteração do crédito informado ou retificação em Declaração de Compensação somente poderá ser admitida antes do Despacho Decisório que não homologou a compensação. COMPENSAÇÃO. REQUISITO LEGAL DE LIQUIDEZ E CERTEZA. A restituição e/ou compensação de indébito fiscal com créditos tributários está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 16/05/2011, conforme AR de fle. 61, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 13/06/2011, com o recurso voluntário de flse. 62/72, no qual reprisa os argumentos da manifestação de inconformidade e apresenta contestação nova sobre a incidência de juros de mora sobre multa de mora. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o Relatório. Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele se conhece. Como relatado, a empresa ingressou com pedido de restituição de Cofins que entende ter pago a maior por meio do Darf identificado no relatório acima. No mesmo PER/DCOMP apresentou declaração de compensação do crédito pleiteado com débito de Cofins. O pedido de restituição foi apresentado no dia 13/08/2004 e no dia 30/07/2008 a empresa tomou ciência do Despacho Decisório que indeferiu o seu pleito porque o Darf informado no PER/DCOMP fora integralmente alocado a débito seu regularmente declarado. Na manifestação de inconformidade alega que cometeu erro no preenchimento do PER/DCOMP ao informar que o crédito pleiteado referiase ao pagamento realizado no dia 15/04/2003 quando, na realidade, o crédito originase de outro pagamento realizado no dia 14/04/2004. Faz uma demonstração do que diz ser a apuração do valor pleiteado. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 Vêse, com absoluta clareza, que a pretensão da recorrente é ver retificado, em sede de recurso voluntário, o PER/DCOMP apresentado em agosto de 2004 e, em conseqüência, que seja reconhecido direito à restituição pleiteada naquele pedido de restituição. É preciso dizer, inicialmente, que a autoridade competente da RFB, diante da alocação total do Darf informado no PER/DCOMP, por óbvio não efetuou nenhum procedimento para apurar a legitimidade do crédito pleiteado, posto que provado inexistente. Quanto à possibilidade de retificar pedido de restituição, por qualquer motivo, as IN SRF vigentes desde a data da apresentação do pedido de restituição até a data da ciência do despacho decisório e de nº 360/03, 376/03, 414/04, 432/04 (no art. 6º de todas estas), 460/04 (art. 56) e 600/05 (art. 57) sempre permitiam a retificação, desde que “se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador”. Rezam os citados dispositivos normativos: Art. 6o O Pedido Eletrônico de Restituição, o Pedido Eletrônico de Ressarcimento e a Declaração de Compensação gerados a partir do Programa PER/DCOMP 1.1 (ou versão anterior) e transmitidos à SRF poderão ser retificados pelo sujeito passivo mediante o preenchimento e envio à SRF de documento retificador gerado a partir do Programa PER/DCOMP 1.1, desde que o pedido ou a declaração se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, no que se refere à Declaração de Compensação, que seja observado o disposto nos arts. 7o e 8o. Art. 56. O Pedido de Restituição, o Pedido de Ressarcimento e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, no que se refere à Declaração de Compensação, que seja observado o disposto nos arts. 57 e 58. Art. 57. O Pedido de Restituição, o Pedido de Ressarcimento e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, no que se refere à Declaração de Compensação, que seja observado o disposto nos arts. 58 e 59. A troca do pagamento indevido pretendido pela recorrente, a título de retificação do pedido de restituição, está expressamente vedado pelos normativos supracitados e o Darf trazido pela recorrente como prova de pagamento indevido somente pode ser objeto de apreciação e deliberação em outro PER/DCOMP que não o acostado nestes autos. Se existir, é crédito muito diverso do pleiteado no PER/DCOMP apreciado e julgado pela autoridade competente da RFB. Em conclusão, está em perfeita harmonia com a legislação vigente o Despacho Decisório que não reconheceu a existência de pagamento a maior ou indevido, relativo ao Darf de Cofins recolhido no dia 15/04/2003, no valor total de R$ 4.273.219,16. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11080.905685/200811 Acórdão n.º 330201.686 S3C3T2 Fl. 3 5 A cobrança de juros de mora não faz parte da lide porque não foi objeto da decisão de flse 42 e nem foi contestada na manifestação de inconformidade e, mesmo que o tivesse, tal matéria não integra a competência do CARF. É, portanto, matéria preclusa e não compete ao CARF o seu julgamento, nos termos do art. 17 do Decreto no 70.235/72 e dos arts. 1º a 8º do Regimento Interno do CARF. No mais, com fulcro no art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991, adoto e ratifico os fundamentos do acórdão de primeira instância. Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10830.006581/2005-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2000 a 20/12/2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO.
Constatada contradição entre o voto vencedor o resultado do julgado, decorrente de erro neste, cabe retificação em sede de embargos de declaração.
Numero da decisão: 3401-002.181
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher, sem efeitos infringentes, os embargos de declaração no Acórdão nº 3401-00.402, nos termos do voto do Relator. Esteve presente ao julgamento a Drª Isabella Bariani Tralli.
JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente
EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2000 a 20/12/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO. Constatada contradição entre o voto vencedor o resultado do julgado, decorrente de erro neste, cabe retificação em sede de embargos de declaração.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher, sem efeitos infringentes, os embargos de declaração no Acórdão nº 3401-00.402, nos termos do voto do Relator. Esteve presente ao julgamento a Drª Isabella Bariani Tralli. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
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CONTRADIÇÃO. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO. Constatada contradição entre o voto vencedor o resultado do julgado, decorrente de erro neste, cabe retificação em sede de embargos de declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher, sem efeitos infringentes, os embargos de declaração no Acórdão nº 340100.402, nos termos do voto do Relator. Esteve presente ao julgamento a Drª Isabella Bariani Tralli. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS – Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 65 81 /2 00 5- 97 Fl. 1551DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 2 Tratase dos Embargos de Declaração de fl. 879, interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional no Acórdão nº 340100.402 (fls. 868/870). É apontada divergência entre o resultado e o voto vencedor. O resultado informa (negrito acrescentado): ... Quanto à reconstituição da escrita fiscal do IPI, em primeira votação, o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça votou pela reconstituição a partir de 22/12/2000, os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis e Fernando Marques Cleto Duarte votaram pela reconstituição a partir de 21/03/2000 e os conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho e Odassi Guerzoni Filho votaram pela reconstituição desde janeiro de 2000. Em segunda votação, por maioria de votos, deuse provimento parcial para reconstituir a escrita do IPI, tendo como marco inicial 21/03/2000. Diferentemente, o voto vencedor conclui o seguinte (negrito acrescentado): Pelo exposto, voto por admitir como válida o refazimento da escrita fiscal realizado pela fiscalização, desde o primeiro período de apuração de janeiro de 2000. É o Relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto A contradição apontada, de tão patente, mais parece um erro material. É que a ementa, os fundamentos e conclusão do voto vencedor estão em consonância, evidenciando que foi admitido o refazimento da escrita fiscal do IPI desde o primeiro período de apuração de janeiro de 2000. Somente o resultado apresentase contraditório, ao informar que tal reconstituição teria sido admitida a partir de 21/03/2000 (ou terceiro decêndio de março de 2000). Daí o recebimento dos presentes Embargos, visando sanar a contradição. Além da contradição apontada pela douta Procuradora Embargante, o resultado contém outra incoerência, quando diz que na primeira votação sobre a questão da reconstituição da escrita este relator (fui designado para o voto vencedor) teria votado pelo refazimento a partir de 21/03/2000. O correto é a partir de janeiro de 2000, já que o voto vencedor não cogita da reconstituição a partir de 21/03/2000. Pelo exposto, voto por acolher os Embargos para sanar a contradição, alterando a redação do resultado para, no que trata da reconstituição da escrita fiscal, consignar o seguinte: ... Quanto à reconstituição da escrita fiscal do IPI, em primeira votação, o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça votou pela reconstituição a partir de 22/12/2000, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte pela reconstituição a partir de 21/03/2000 e os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Odassi Guerzoni Filho pela reconstituição desde janeiro de 2000. Em segunda votação, por maioria de votos, deuse provimento parcial para reconstituir a escrita do IPI tendo como marco inicial o primeiro decêndio de Fl. 1552DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10830.006581/200597 Acórdão n.º 3401002.181 S3C4T1 Fl. 881 3 janeiro de 2000. Vencidos os Conselheiros Jean Cleuter Simões Mendonça e Fernando Marques Cleto Duarte, que votaram pela reconstituição a partir de 22/12/2000. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 1553DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10865.003534/2010-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3101-000.251
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente
Luiz Roberto Domingo - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Valdete Aparecida Marinheiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator. Henrique Pinheiro Torres - Presidente Luiz Roberto Domingo - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Valdete Aparecida Marinheiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
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ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator. Henrique Pinheiro Torres Presidente Luiz Roberto Domingo Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Valdete Aparecida Marinheiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Tratase de Auto de Infração lavrado para cobrança de IPI, COFINS, PIS/PASEP devidos na importação de mercadorias desembaraçadas pelo Regime Aduaneiro Especial de Drawback – Suspensão. As importações objeto de Fiscalização referemse às Declarações de Importação vinculadas aos Atos Concessórios 1560000003540, 20030197260, 20040120864, 20040227235 e 200440170080. A autuação fiscal baseouse no fato de que, com relação às DI’s nº 04/0062168 6 (AC 20030197260), 04/06536516 (AC 20040120864) e 04/09231171 (AC 20040227235), estas foram registradas em data anterior ao período de vigência do ato concessório. Quanto ao Ato Concessório 1560000003540, os insumos importados através das DIs n° 00/10767546 (parte), 00/10768038, 01/07217745, 01/07217729, 01/0892569 7, 01/09349568 e RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 65 .0 03 53 4/ 20 10 -5 1 Fl. 685DF CARF MF Impresso em 17/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10865.003534/201051 Resolução nº 3101000.251 S3C1T1 Fl. 685 2 01/10390827 foram excluídos do regime de drawback, uma vez que não foram utilizados em produtos destinados à exportação. Já o AC 200440170080, constatouse a importação de quantidades acima do permitido pela SECEX e pactuadas no Ato Concessório. Devidamente intimada da autuação, foi apresentada Impugnação pela Recorrente, a qual foi julgada improcedente, conforme ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Exercício: 2000,2001,2004 DRAWBACK SUSPENSÃO. A contagem do prazo decadencial observa o artigo 173,I, do CTN. À Receita Federal compete fiscalizar a correta aplicação dos bens importados com benefício nas condições previstas na legislação aduaneira. A fiscalização apurou que parte das mercadorias importadas sob regime de drawback suspensão não foi utilizada nos produtos exportados. Constatouse também: (i) importações anteriores à concessão de atos concessórios e (ii) importação de mercadorias em quantidade superior à prevista. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada, interpôs a Recorrente Recurso Voluntário requerendo a reforma da decisão, sob o fundamento de que: (i) houve o transcurso do prazo decadencial; (i) falta de motivação legal referente ao AC 1560000003540, o qual já fora objeto de fiscalização pela DECEX; (iii) o registro das DIs anteriores ao ato concessório não ocasionou dano ao Erário, e, caso permaneça a exclusão, a cobrança estaria caduca; (iv) houve homologação do AC 20040170080 pela DECEX, que é o órgão competente para tanto; e, (v) devida a redução da multa aplicada com caráter confiscatório. Como se verifica, a questão posta aos autos referese à exigência de tributos devidos na importação de produtos registrados em Declarações de Importações vinculadas à diferentes Atos Concessórios, cujo suposto descumprimento do regime de drawback ocorreu por motivos distintos. A tabela abaixo apresentada pela Fiscalização esclarece as datas dos atos praticados pela Recorrente e os respectivos atos concessórios: Declaração de Importação Data de registro Data de emissão do AC Ato Concessório 04/0062168‐6 21/01/2004 17/02/2004 20030197260 04/0653651‐6 06/07/2004 07/07/2004 20040120864 04/0923117‐1 15/09/2004 20/09/2004 20040227235 Como se atesta pelas informações acima, em um primeiro momento, verificase que os registros das Declarações de Importação foram mesmo efetuados em data anterior às datas de emissão dos atos concessórios. Entretanto, pelos extratos das Declarações de Importação juntados aos autos (fls. 99/101, 123/127, 142/146), constatase que o desembaraço das mercadorias ocorreu com suspensão do pagamento dos tributos pelo regime de drawback, sendo que houve vinculação das DI’s aos respectivos atos concessórios que possuíam data divergente da apontada pelo Fisco. Fl. 686DF CARF MF Impresso em 17/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10865.003534/201051 Resolução nº 3101000.251 S3C1T1 Fl. 686 3 Pela descrição contida nos extratos das DI’s, em todos os casos a suspensão do pagamento foi solicitada no momento dos registros, sendo que os atos concessórios seriam de datas anteriores às informadas pela Fiscalização. Constam as seguintes datas em cada declaração: i) DI 04/00621686 – “ato concessório nr. 20030197260 de 04/12/2003”; DI 04/060536516 – “ato concessório nº 20040120864 de 03/06/2004”; e, DI 04/09231171 – “ato concessório 20040227235 de 20/04/2004”. O que se verifica é que há uma incongruência entre as informações contidas nos extratos de declaração de importação com a informação contida no sistema Drawback Web do SISCOMEX. E, pela lógica dos fatos, instrumentalmente, a Recorrente somente poderia vincular a DI ao ato concessório se este já estivesse vigente, até para informar o número do ato concessório, inclusive, porque foram concedidos antes sistema Drawback Web, que entrou no ar somente em maio de 2008. Vejam que a informação exata do período de vigência é imprescindível para constatar se as DIs estão vinculadas aos seus respectivos atos concessórios. Neste sentido, antes de adentrar ao julgamento dos demais pontos trazidos pela Recorrente, resta fundamental o saneamento da incongruência das informações contidas nos sistemas do Fisco – Drawback Web e Extrato da Declaração de Importação. Diante do exposto, converto o julgamento em diligência à repartição de origem para que se esclareça a data exata do requerimento de habilitação do regimento de drawback, bem como a data de deferimento e período de vigência dos atos concessórios nºs 20030197260, 20040120864 e 20040227235. Luiz Roberto Domingo Fl. 687DF CARF MF Impresso em 17/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.008629/2009-10
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2005, 2006
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO.
Somente serão aceitas como áreas de utilização limitada/área de interesse ecológico aquelas assim declaradas, em caráter específico, mediante ato específico da autoridade competente, estadual ou federal, conforme o caso.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.874
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2005, 2006 ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. Somente serão aceitas como áreas de utilização limitada/área de interesse ecológico aquelas assim declaradas, em caráter específico, mediante ato específico da autoridade competente, estadual ou federal, conforme o caso. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
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ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. Somente serão aceitas como áreas de utilização limitada/área de interesse ecológico aquelas assim declaradas, em caráter específico, mediante ato específico da autoridade competente, estadual ou federal, conforme o caso. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/CGE/MS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 86 29 /2 00 9- 10 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10980.008629/200910 Acórdão n.º 2801002.874 S2TE01 Fl. 97 2 “Trata o presente processo de impugnação à exigência formalizada mediante auto de infração de f. 2031, através do qual se exige o crédito tributário R$ 60.020,70, assim discriminado: Rubrica Valor (R$) Imposto Territorial Rural Suplementar Cód Receita 7051 27.931,00 Juros de mora (calculados até 31/08/2009) 11.141,45 Multa de Ofício 20.948,25 Valor do crédito tributário apurado 60.020,70 A exigência se refere ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR dos exercícios 2005 e 2006, incidente sobre o imóvel rural denominado Estância Thye X, com área total de 242,0 ha., Número de Inscrição NIRF 68894600, localizado no município de GuaratubaPR.. Segundo descrição dos fatos e enquadramento legal, o lançamento de ofício decorreu da alteração da Declaração de Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural DITR em relação aos seguintes fatos tributários: Área de Interesse Ecológico: foi glosada a área de 242,0 hectares, declarada a este titulo, por falta de comprovação dos requisitos legais. O interessado não atendeu à intimação fiscal. Valor da Terra Nua VTN: regularmente intimado, o contribuinte deixou de apresentar laudo técnico de avaliação do valor da terra nua, motivo pelo qual o valor declarado pelo sujeito passivo foi substituído pelo VTN constante do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal SIPT, apurado pela Secretaria Estadual de Agricultura. Em razão do constatado, foi efetuado lançamento do imposto, acrescido de juros moratórios e multa de ofício. O sujeito passivo foi cientificado por aviso de recebimento postal em 30/09/2009, conforme consta da f. 34. Impugnação Em 28/10/2009 o interessado apresentou impugnação, f. 36, alegando, em síntese, que adquiriu o imóvel em 19 de agosto de 2004, por meio de instrumento particular de contrato de compromisso de venda e compra, sendo que a transmissão da propriedade não foi registrada no Cartório de Registro de Imóveis devido à necessidade de se realizar, previamente, a localização do imóvel por georeferenciamento para obter certidão de área de interesse ecológico junto ao IPAR. Alega, ainda, que o imóvel é inteiramente coberto por floresta nativa, está localizado na região serrana de GuaratubaPR, na região denominada Araçatuba de cima. Pedido Fl. 97DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10980.008629/200910 Acórdão n.º 2801002.874 S2TE01 Fl. 98 3 Pede que seja cancelado o crédito tributário lançado. Acompanham a impugnação os seguintes documentos: instrumento particular de contrato de compromisso de venda e compra, f. 37, matrícula n° 37.575, f. 42, Ato Declaratório Ambiental Exercício 2008, f. 53, Certidão Negativa do Instituto Ambiental do ParanáIAP, f. 57.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 60/65, que restou assim ementado: ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. PROVA. ISENÇÃO. As áreas de interesse ecológico, para a proteção dos ecossistemas ou comprovadamente imprestáveis para a atividade rural, devem ser comprovadas mediante ato do Poder Público (Órgão Federal ou Estadual) que declare, em caráter específico, quais áreas da propriedade são consideradas de interesse ambiental e a que título. A isenção do ITR depende, também, da prova da declaração dessa área em Ato Declaratório Ambiental ADA protocolizado tempestivamente perante o IBAMA ou órgão conveniado. ÁREA DE FLORESTA NATIVA. PERÍODO DE ISENÇÃO. A isenção do ITR sobre as áreas de florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração passou a vigorar somente a partir do exercício 2007, com o advento da Lei 11.428 de 22/12/2006. VALOR DA TERRA NUA. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase incontroversa a matéria não expressamente contestada pelo sujeito passivo, o que implica na preclusão administrativa. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 02/12/2011 (AR fl. 78), o interessado interpôs o recurso de fl. 80, em 03/01/2012. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à glosa da Área de Interesse Ecológico de 242,0 ha. O art. 10, § 1º, II, “b” e “c”, da Lei nº 9.393/96, quando trata da exclusão de áreas de interesse ecológico, exige ato específico, federal ou estadual de reconhecimento da Fl. 98DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10980.008629/200910 Acórdão n.º 2801002.874 S2TE01 Fl. 99 4 área, ou seja, há comando expresso na lei tributária federal e, como estamos tratando de isenção tributária, devese interpretála restritiva e literalmente (art. 111, II, do Código Tributário Nacional), não podendo o intérprete alargar a interpretação da isenção constante em qualquer lei tributária. Compulsando os autos, nenhum documento nesse sentido foi apresentado, tampouco com o recurso ora apreciado, foi juntada qualquer documentação comprobatória capaz de indicar que os 242,0 ha são realmente de interesse ecológico. Portanto, não merece reparos a decisão recorrida. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 99DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 13898.000314/2009-43
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.889
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 661,42, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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DESPESAS MÉDICAS. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 661,42, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 11ª Turma da DRJ/SP2/SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 8. 00 03 14 /2 00 9- 43 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13898.000314/200943 Acórdão n.º 2801002.889 S2TE01 Fl. 61 2 “Da Notificação Em procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual com base nos arts. 788, 835 a 839, 841, 844, 871 e 992 do Decreto n° 3000, de 26 de março de 1999 (RIR/99), foi lavrada, em 07/12/2009, a Notificação de Lançamento às fls. 04, relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física, do anocalendário 2004, por intermédio da qual lhe é exigido crédito tributário apurado de R$ 5.665,40, dos quais R$ 2.421,22 correspondem ao Imposto de Renda Pessoa FísicaSuplementar; R$ 1.815,91 Multa de Ofício (passível de redução) e R$ 1.428,27 de Juros de Mora (calculados até 31/12/2009). O contribuinte em epígrafe foi regularmente intimado para comprovação ou justificação das deduções pleiteadas em sua Declaração (DIRPF), entretanto não apresentou qualquer documentação comprobatória, conseqüentemente procedeuse ao lançamento de ofício originário da apuração das infrações descritas a seguir, identificadas nos dispositivos legais constantes do enquadramento legal. Foram apuradas as infrações, como segue: Dedução Indevida com Dependentes. Glosa do valor de R$ 7.632,00, correspondente à dedução indevida com dependentes, por falta de comprovação da relação de dependência, conforme abaixo discriminado. Devidamente intimado, o contribuinte não apresentou qualquer documentação comprobatória. (...) Dedução Indevida de Despesas Médicas. Glosa do valor de R$ 1.172,44, indevidamente deduzido a título de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. Omissão de Rendimentos do Trabalho com Vínculo e/ou sem Vínculo Empregatício Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil constatouse omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 1.532,01 recebido(s) pelo titular e/ou dependentes, da(s) fonte(s) pagadora(s) relacionada(s) abaixo. Na apuração do imposto devido, foi compensado o Imposto Retido na Fonte (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 0,00. (...) Da Impugnação Fl. 61DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13898.000314/200943 Acórdão n.º 2801002.889 S2TE01 Fl. 62 3 Inconformado com a Notificação recebida em 10/12/2009 (fl. 33) o contribuinte apresentou a defesa (fls. 01/02) e documentos (fls. 03/32) em 28/12/2009, em que alega, conforme segue, resumidamente. Da Omissão de Rendimentos afirma que o valor apontado não deve ser tributado posto que foram pagos a título de abono Pecuniário de Férias, de que trata o art. 143 da CLT, conforme documentos que apresenta. Com relação à glosa de Dependentes contesta a totalidade do valor afirmando comprovar o vínculo de dependência com os documentos que apresenta, assim como contesta a glosa de despesas médicas, afirmando serem as despesas suas e da sua esposa, conforme os recibos e documentos comprobatórios com os requisitos legais.” A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 39/47, cujo resultado foi no sentido de manter o lançamento relativamente à glosa de despesas médicas, no valor de R$711,42, e à glosa da dependente Ivone Del Bianco Pepe, no valor de R$1.272,00. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 12/04/2011 (AR fl. 46), o interessado interpôs o recurso de fl. 47, em 06/05/2011, no qual requer o restabelecimento da dedução das despesas médicas declaradas referentes aos seguintes beneficiários CARE PLUS Medicina Assistencial, no valor de R$ 661,42, e Santa Cruz Odontologia, no valor de R$ 50,00. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à glosa de despesas médicas, referentes aos beneficiários CARE PLUS Medicina Assistencial, no valor de R$ 661,42, e Santa Cruz Odontologia, no valor de R$ 50,00. O Comprovante de Rendimentos juntamente com a declaração apresentados pelo recorrente, às fls. 48/49, comprovam o pagamento das despesas médicas efetuado a CARE PLUS Medicina Assistencial, no valor de R$ 661,42, devendo, portanto, ser restabelecida a reclamada dedução. O recibo apresentado pelo recorrente, à fl. 50, não é documentos apto a demonstrar a ocorrência do negócio jurídico, eis que, em se tratando de pessoa jurídica prestadora de serviços médicos, é necessário que se apresente a nota fiscal correspondente. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13898.000314/200943 Acórdão n.º 2801002.889 S2TE01 Fl. 63 4 Ante a ausência dessa nota fiscal, resta considerar não comprovada a despesa médica declarada referente a Santa Cruz Odontologia S/C Ltda., no importe de R$ 50,00. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para restabelecer despesas médicas no montante de R$ 661,42. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 63DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10845.000401/2004-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DEPENDENTES. COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO EM FACE DA LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. CANCELAMENTO DA GLOSA DE DEPENDENTES.
Comprovado o vínculo dos dependentes glosados em face do fiscalizado, na forma do art. 35 da Lei nº 9.250/95, devese
cancelar a glosa dos dependentes feita pela fiscalização.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2102-002.253
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso para restabelecer os dependentes Tânia Helena do Nascimento Pereira, Augusto Luis do Nascimento Pereira, Rodrigo do Nascimento Pereira.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DEPENDENTES. COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO EM FACE DA LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. CANCELAMENTO DA GLOSA DE DEPENDENTES. Comprovado o vínculo dos dependentes glosados em face do fiscalizado, na forma do art. 35 da Lei nº 9.250/95, devese cancelar a glosa dos dependentes feita pela fiscalização. Recurso provido.
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COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO EM FACE DA LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. CANCELAMENTO DA GLOSA DE DEPENDENTES. Comprovado o vínculo dos dependentes glosados em face do fiscalizado, na forma do art. 35 da Lei nº 9.250/95, devese cancelar a glosa dos dependentes feita pela fiscalização. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso para restabelecer os dependentes Tânia Helena do Nascimento Pereira, Augusto Luis do Nascimento Pereira, Rodrigo do Nascimento Pereira. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 28/08/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Relatório Abaixo se transcreve o breve relatório da decisão aqui recorrida, que bem espelha a motivação da autuação e as razões deduzidas na impugnação (fl. 18): 1. Tratase de notificação de lançamento datada de 13/01/2004, referente ao exercício de 2003, ac 2002, em que a fiscalização glosou as despesas declaradas com dependentes. A glosa resultou em imposto a pagar no valor de R$ 297,24. 2. O contribuinte apresentou impugnação em que alega o direito à dedução de despesas com dependentes. 3. Em 30/09/2008 a DRJ/SP2 retomou o processo à DRF/Santos para que intimasse o contribuinte a apresentar os documentos comprobatórios da dependência. 4. Em 23/10/2008 o contribuinte foi intimado nos termos da solicitação acima. 5. Em 26/02/2009 o processo retomou a esta DRJ para julgamento, sem constar dos autos quaisquer documentos comprobatórios. A 3ª Turma da DRJ/SPOII, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 1730.880, 1º de abril de 2009 (fls. 17 e seguintes), porque o contribuinte não comprovou a relação de dependência com as pessoas declaradas a tal título na declaração de ajuste anual. O contribuinte foi intimado da decisão a quo em 19/05/2009 (fl. 21). Irresignado, interpôs recurso voluntário em 26/05/2009 (fl. 22). No voluntário, o recorrente pede o restabelecimento dos dependentes glosados (1 Código 11 Tania Helena do Nascimento Pereira 04/07/1961; 2 Código 21 Augusto Luis do Nascimento Pereira 18/01/1985 na época com 17 anos; e 3 Código 21 Rodrigo do Nascimento Pereira 19/07/1989 na época com 13 anos), agora juntando cópia da certidão de casamento e de nascimento de seus filhos. É o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 19/05/2009 (fl. 21), terçafeira, e interpôs o recurso voluntário em 26/05/2009 (fl. 22), dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 18/06/2009, quintafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10845.000401/200413 Acórdão n.º 2102002.253 S2C1T2 Fl. 2 3 Como se vê na declaração de ajuste anual auditada (fl. 9), o recorrente informou como dependentes Tânia Helena do Nascimento Pereira, Augusto Luis do Nascimento Pereira, Rodrigo do Nascimento Pereira, a primeira esposa (certidão de casamento à fl. 28) e os segundos filhos (certidões de nascimentos às fls. 29 e 30), sendo estes últimos menores de 21 anos no anocalendário da autuação (AC 2002), implicando que os três podem ser dependentes à luz da legislação do imposto de renda (art. 35, I e III, da Lei nº 9.250/95). Ante o exposto, voto no sentido de DAR provimento a recurso para restabelecer os dependentes Tânia Helena do Nascimento Pereira, Augusto Luis do Nascimento Pereira, Rodrigo do Nascimento Pereira. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 42DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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