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ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. IMPROCEDÊNCIA.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, não tendo ele se desincumbindo deste ônus. Simples alegações desacompanhadas dos meios de prova que as justifiquem revelam-se insuficientes para comprovar os fatos alegados.
DEDUÇÕES. LIVRO-CAIXA. LIMITE.
O valor das despesas dedutíveis, escrituradas em livro-caixa, está limitado ao valor da receita decorrente de rendimentos do trabalho não assalariado, recebido de pessoa física ou pessoa jurídica.

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Assinado Digitalmente
Henrique Perlatto Moura – Relator

Assinado Digitalmente
Sonia de Queiroz Accioly – Presidente

Participaram da reunião assíncrona os conselheiros Andressa Pegoraro Tomazela, Henrique Perlatto Moura, Marcelo Valverde Ferreira da Silva, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Thiago Buschinelli Sorrentino, Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  13891.720115/2011-30  

ACÓRDÃO 2202-011.243 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA    

SESSÃO DE 11 de março de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE MANOEL SOARES DE LIMA  

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Processo Administrativo Fiscal 

Ano-calendário: 2008 

ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO 

INTERESSADO. IMPROCEDÊNCIA.  

Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, não tendo ele se 

desincumbindo deste ônus. Simples alegações desacompanhadas dos 

meios de prova que as justifiquem revelam-se insuficientes para 

comprovar os fatos alegados.  

DEDUÇÕES. LIVRO-CAIXA. LIMITE. 

O valor das despesas dedutíveis, escrituradas em livro-caixa, está limitado 

ao valor da receita decorrente de rendimentos do trabalho não 

assalariado, recebido de pessoa física ou pessoa jurídica. 

ACÓRDÃO 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar 

provimento ao recurso. 

 

Assinado Digitalmente 

Henrique Perlatto Moura – Relator 

 

Assinado Digitalmente 

Sonia de Queiroz Accioly – Presidente 

 

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ACÓRDÃO  2202-011.243 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  13891.720115/2011-30 

 2 

Participaram da reunião assíncrona os conselheiros Andressa Pegoraro Tomazela, 

Henrique Perlatto Moura, Marcelo Valverde Ferreira da Silva, Sara Maria de Almeida Carneiro 

Silva, Thiago Buschinelli Sorrentino, Sonia de Queiroz Accioly (Presidente). 
 

RELATÓRIO 

Por bem retratar os fatos ocorridos até o julgamento de primeira instância, adoto o 

relatório da decisão recorrida, abaixo transcrito: 

 

Trata o presente processo de impugnação contra crédito tributário constituído 

mediante Notificação de Lançamento (fls. 05-09) lavrada contra a pessoa física em 

epígrafe como resultado de revisão da Declaração de Ajuste Anual, ano-calendário 

2008 (ND 08/39.331.201), entregue pelo contribuinte em 30/04/2009 (fls. 156-

162). 

O lançamento alterou o resultado da declaração correspondente de saldo de 

imposto a pagar de R$ 1.684,88, para imposto suplementar de R$ 4.424,53, em 

virtude da apuração das seguintes infrações: 

• Dedução Indevida de incentivo, no valor de R$ 220,00.  

• Dedução Indevida de despesas com Livro Caixa, no valor de R$ 15.289,20. 

Consignou o Autuante ter declarado o contribuinte despesas escrituradas em 

Livro-Caixa em valor superior ao total dos rendimentos declarados que 

permitiriam esta dedução. 

Cientificado da autuação em 22/09/2011, segundo informa Edital às fls. 151-152, 

o interessado interpôs peça impugnatória datada de 21/10/2011, contestando 

parcialmente a autuação. 

Afirma ser sócio das empresas MEDPORTO ASSISTÊNCIA MÉDICA LTDA, CNPJ nº 

55.346.480/0001-39; MANOEL SOARES DE LIMA &amp; CIA LTDA, CNPJ nº 

07.354.637/0001-25; IRMANDADE DE MISERICÓRDIA DE PORTO FERREIRA, CNPJ 

nº 55.189.930/0001-27; e COMPANHIA MULLER DE BEBIDAS, CNPJ nº 

03.485.775/0001- 92; exercendo a atividade de médico em consultório próprio 

mediante remuneração paga por convênios e particulares. Assevera que faz 

atendimento inclusive para as empresas das quais é sócio, sendo pago por 

convênio. 

Diz que, para tanto, usa dos serviços de uma secretária devidamente registrada, a 

quem paga todos os direitos trabalhistas a que faz jus. Acosta documentos que, e, 

seu entender, atestam as deduções pleiteadas.  

Registra-se não haver argumentos ou provas a respeito da dedução de incentivo 

glosada.  

 

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ACÓRDÃO  2202-011.243 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  13891.720115/2011-30 

 3 

Sobreveio o acórdão nº 12-80.534, proferida pela 7ª Turma da DRJ/RJ1, que 

entendeu pela improcedência da impugnação (fls. 168-175), nos termos da ementa abaixo: 

 

IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF  

Exercício: 2009  

MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.  

Consolida-se administrativamente o crédito tributário relativo à matéria não 

impugnada.  

IMPUGNAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. RECORRENTE.  

A impugnação deve ser instruída pelo recorrente com elementos de prova 

suficientes a promover o convencimento do julgador.  

IRPF. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES LEGAIS. LIVRO CAIXA.  

A dedução de despesas escrituradas em Livro Caixa, devidamente comprovadas, 

está limitada à receita mensal da respectiva atividade não assalariada.  

Impugnação Improcedente  

Crédito Tributário Mantido 

 

Destaca-se que a DRJ entendeu que não teria sido impugnada a glosa relativa ao 

incentivo de R$ 220,00 glosada pela fiscalização, de modo que esta matéria não compõe a lide, 

negando provimento com relação às demais alegações. 

Um ponto relevante diz respeito ao reconhecimento, por parte da autoridade 

autuante, que teria sido provado o recebimento de R$ 5.150,00 advindo da pessoa jurídica 

Companhia Muller de Bebidas, razão pela qual foi limitado o aproveitamento das despesas 

pleiteadas a título de Livro-Caixa a este valor. 

No entanto, com relação às demais pessoas jurídicas, não houve prova de que os 

pagamentos decorram em razão da prestação de serviço como médico autônomo que permitiriam 

a dedutibilidade pleiteada. 

Por fim, reconhece que a Recorrente não apresentou o Livro Caixa, apenas recibos 

que comprovariam as despesas, algumas que sequer tinham sido declaradas inicialmente, nos 

termos do destaque abaixo: 

 

Sobre o montante de dedução, chama-se atenção ainda para o fato de que parece 

o contribuinte pretender fazer uso de deduções novas, vez que o somatório dos 

cupons mensais de fls 11, 22, 31, 44, 55, 68, 80, 93, 105, 117, 129 e 141, 

apresenta-se maior (R$ 20.831,14) que a dedução declarada (R$ 20.439,20), 

situação vedada pelo Ordenamento Tributário por equivaler a verdadeira 

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 4 

retificação de declaração inadequada após termino do Procedimento Fiscal. (fl. 

174) 

 

Em síntese, a DRJ entendeu pela manutenção da glosa eis que a dedução 

escriturada em Livro Caixa teria sido superior à receita auferida no exercício. 

Cientificada em 10/05/2016 (fl. 186) a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 

08/06/2016 (fls. 187-188) em que defende que recebeu valores tanto de pessoas físicas como de 

pessoas jurídicas e teve gastos para a manutenção do consultório médico. 

É o relatório. 
 

VOTO 

Conselheiro Henrique Perlatto Moura, Relator 

 

Conheço do Recurso Voluntário pois é tempestivo e preenche os demais 

pressupostos de admissibilidade.  

A lide devolvida ao colegiado versa sobre a regularidade de dedução de despesas 

lançadas em patamar superior à receita auferida. Isso, pois a autoridade lançadora entendeu que 

a Recorrente não teria comprovado que auferiu receita em patamar compatível com a 

dedutibilidade pleiteada. 

O fundamento recursal é mais sintético que o abordado em sede de impugnação e 

se trata de alegação genérica de que teria auferido receita de prestações a pessoas físicas e 

jurídicas, mas não apresenta nenhum documento comprobatório que permitiria confirmar que 

houve percepção de receita no importe de R$ 15.289,20 para convalidar a dedução realizada a 

título de Livro-Caixa. 

O problema, portanto, não reside na comprovação das despesas, mas sim na não 

comprovação da receita, que teria sido paga pela fonte pagadora com a informação em DIRF que 

se referia a trabalho assalariado, o que não foi infirmado pela Recorrente, ponto que foi muito 

bem enfrentado pela DRJ: 

 

Frise-se que a comprovação da receita no presente caso se faz ainda mais 

necessária. A uma, pois se a dedução de despesas escrituradas em Livro Caixa 

encontra-se limitada legalmente aos rendimentos auferidos na atividade não 

assalariada e, restando assentada a lavratura da presente notificação nesta 

motivação, isto seria condição sine qua non, sob pena de, não obtendo êxito, 

admitir-se as deduções de despesas de custeio e manutenção da fonte produtora 

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 5 

até o limite da receita efetivamente auferida, tal como realizado pelo Autuante, 

sem considerar proventos do trabalho com vínculo empregatício. (...) 

 

E, finalmente, pelo fato de as DIRF apresentadas pelas fontes pagadoras 

envolvidas continuarem classificando as rendas pagas ao recorrente como 

Rendimentos do Trabalho Assalariado mediante uso do código de arrecadação 

0561, exceto COMPANHIA MULLER DE BEBIDAS (fl 164), a qual utilizou o código 

0588, próprio para retenção em fonte sobre rendimentos sem vinculação 

empregatícia.  

 

Decerto, a DIRF tem valor probante relativo em relação aos fatos ali consignados. 

Porém, quando se trata de prova a favor de quem tem a obrigação acessória de 

entrega da DIRF, ou seja, os sócios, exige-se arcabouço de maior robustez para 

contestá-la, haja vista o envolvimento da parte a quem aproveita.  

 

Não o fazendo, permanece inalterado o montante de rendimentos limitadores da 

dedução de despesas de custeio e manutenção da fonte produtora. (fl. 173) 

 

Verifica-se, portanto, que em sede recursal, a Recorrente não traz qualquer 

alegação concreta com relação à receita que teria sido auferida, não se desincumbindo do ônus 

probatório de comprovar que estas decorrem do exercício de atividade autônoma prestadas a 

pessoa jurídica. 

Em sua impugnação informa que é sócio das empresas Medporto Assistência 

Médica LTDA., Manoel Soares de Lima &amp; Cia LTDA, Irmandade de Misericórdia de Porto Ferreira e 

Companhia Muller de Bebidas, para as quais presta serviços como médico autônomo. 

Ocorre que apenas a Companhia Muller de Bebidas declarou em DIRF o pagamento 

realizado a terceiros sem vínculo empregatício, o que fez prova em favor da Recorrente e levou à 

autoridade lançadora a considerar esta receita para fins da dedutibilidade pleiteada. 

Com relação às demais fontes pagadoras, a Recorrente não apresenta nenhum 

elemento probatório que possibilite alcançar conclusão diversa da que foi adotada pela DRJ.  

Ademais, o Recurso Voluntário é ainda mais sintético que a impugnação, pois 

sequer realiza o cotejo de quais seriam as fontes pagadoras e quais elementos probatórios 

levariam à conclusão inequívoca de que as receitas auferidas foram pelo exercício de trabalho sem 

vínculo empregatício. Em verdade, sequer indica quais valores seriam relativos à prestação de 

serviço autônomo. 

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 6 

Veja-se que a dedução de despesa está condicionada à receita auferida com a 

atividade, requisito indispensável para que seja aferida a regularidade das deduções pleiteadas, 

nos termos do artigo 6º da Lei nº 8.134, de 1990: 

 

Art. 6° O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho não assalariado, 

inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 

da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do 

exercício da respectiva atividade: (Vide Lei nº 8.383, de 1991) 

I - a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregatício, e os 

encargos trabalhistas e previdenciários; 

II - os emolumentos pagos a terceiros; 

III - as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à 

manutenção da fonte produtora. 

 

Este entendimento é reiteradamente adotado por esta turma, conforme se verifica 

da ementa baixo transcrita, acórdão de Relatoria do Conselheiro Thiago Buschinelli Sorrentino: 

 

ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)Exercício: 2009 

PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. 

ADESÃO ÀS RAZÕES COLIGIDAS PELO ÓRGÃO DE ORIGEM. FUNDAMENTAÇÃO PER 

RELATIONEM. POSSIBILIDADE. 

Nos termos do art. 114, § 12º, I do Regimento Interno do CARF (RICARF/2023), se 

não houver inovação nas razões recursais, nem no quadro fático-jurídico, o relator 

pode aderir à fundamentação coligida no acórdão-recorrido. 

DEDUÇÕES. LIVRO-CAIXA. LIMITE. 

O valor das despesas dedutíveis, escrituradas em livro-caixa, está limitado ao valor 

da receita decorrente de rendimentos do trabalho não assalariado, recebido de 

pessoa física ou pessoa jurídica. 

(2202-010.653, 13871.000309/2010-72, Thiago Buschinelli Sorrentino, Segunda 

Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção, Segunda Seção de 

Julgamento, 04/04/2024, 08/05/2024) 

 

Desta feita, entendo pela improcedência do pleito recursal. 

 

 

Conclusão 

Fl. 197DF  CARF  MF

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 7 

Ante o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e negar-lhe provimento. 

 

Assinado Digitalmente 

Henrique Perlatto Moura 

 
 

 

 

Fl. 198DF  CARF  MF

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	Acórdão
	Relatório
	Voto

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