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Numero do processo: 10855.003044/2006-98
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Data do fato gerador: 30/11/2004 MULTA ISOLADA POR FALTA DE PAGAMENTO DA CSLL ESTIMATIVA MENSAL. LANÇAMENTO REFLEXO. Julgada insubsistente a infração que deu causa ao lançamento principal em processo conexo, segue a mesma sorte o lançamento reflexo objeto dos presentes autos, uma vez que decorrente dos mesmos fatos e elementos de prova daquele.
Numero da decisão: 1802-000.466
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Nelso Kichel
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LANÇAMENTO REFLEXO. Julgada insubsistente a infração que deu causa ao lançamento principal em processo conexo, segue a mesma sorte o lançamento reflexo objeto dos presentes autos, uma vez que decorrente dos mesmos fatos e elementos de prova daquele. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel – Relator. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gilberto Baptista, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e João Francisco Bianco. Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls. 208/224 contra decisão da 1ª Turma/DRJ/Ribeirão Preto (fls. 192/198) que julgou procedente o auto de infração da CSLL – Multa Isolada (fls. 166/169), no valor de R$ 38.231,30, atinente ao fato gerador de 31/11/2004. Quanto aos fatos, consta do Termo de Constatação de fls.160/164, parte integrante do lançamento fiscal, que houve apuração pela fiscalização da RFB de omissão de receitas, especificamente no mês de novembro/2004, implicando: a) a lavratura dos autos de infração do IRPJ e reflexos (CSLL, PIS e Cofins), para exigência de diferença de saldo a pagar do IRPJ e reflexos (CSLL, PIS e Cofins – revisão da declaração de ajuste anual do anocalendário 2005, anocalendário 2004); b) a lavratura dos autos de infração do IRPJ – Estimativa mensal e da CSLL – Estimativa mensal, para exigência da diferença dessas exações fiscais não pagas, quanto ao mês de novembro/2004. A propósito, transcrevo a narrativa dos fatos constante do Termo de Constatação (fls. 160/164), in verbis: (...) II INFRAÇÕES 1 OMISSÃO DE RECEITAS O citado documento de fls. 75/80 comprova que o contribuinte adquiriu de EMPRESA DE PARTICIPAÇÕES E REPRESENTAÇÕES FLORA DE ITU LTDA (CNPJ 58.635.764/000133) e FRANCISCO FLORA NETO (CPF 164.543.59891) as participações societárias relacionadas na fl. 80, pagando por isso a importância de R$ 850.000,00 (vide item 1 do documento nas fls. 76/77). A transação pode até ter sido desfeita no mês seguinte, como alegou (e não comprovou) o fiscalizado, mas a aquisição ocorreu em 26/11/2004, e o pagamento do preço deuse no mesmo dia e em espécie. O fato gerador dos tributos incidentes sobre a receita omitida ocorreu em 26/11/2004, e nem mesmo o desfazimento da compra no mês seguinte anularia seus efeitos. Examinandose a escrita contábil da pessoa jurídica (vide cópia parcial do Diário n° 19 às fls. 91/107 e do Razão às fls. 108/111), constatase que o pagamento de R$ 850.000,00 não foi registrado, ou seja, foi efetuado com recursos estranhos à contabilidade. De acordo com o artigo 281, inciso II, do RIR/99, caracterizase como omissão no registro de receita a falta de escrituração de pagamentos efetuados. Como a receita omitida não integrou as bases de cálculo dos tributos devidos, estamos lançando de oficio os valores não Fl. 2DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10855.003044/200698 Acórdão n.º 180200.466 S1TE02 Fl. 2 3 declarados pelo sujeito passivo, mediante a lavratura do auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ e mais três autos reflexos, a saber: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, Programa de Integração Social PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social COFINS. 2— MULTAS ISOLADAS — IRPJ e CSLL A receita omitida descrita na infração anterior também não integrou as bases de cálculo estimadas do IRPJ e da CSLL devidos em 11/2004. O livro Diário n° 19 (cópias parciais às fls. 91/107), o Livro de Apuração do Lucro Real LALUR n° 11 (cópias parciais às fls. 112/117), bem como a DIPJ (fls. 14 e 19) apontam prejuízo e base de cálculo negativa de CSLL em 11/2004 iguais aos de 12/2004, ou seja, R$ 415,38. A base dos tributos equivale à diferença entre a receita omitida e o resultado negativo, ou seja, R$ 849.584,62. 2.1 – IRPJ (...) 2.2 — CSLL A contribuição social devida é de 9% sobre a base de R$ 849.584,62, resultando em R$ 76.462,61. Esta é base de cálculo da multa isolada pelo nãorecolhimento da contribuição devida. A aliquota da multa é de 50% e resulta em R$ 38.231,30. (...) Os autos de infração do IRPJ e reflexos (CSLL, PIS e Cofins), lançamento de diferenças de saldo a pagar dessas exações fiscais – revisão da declaração de ajuste anual do exercício 2005, anocalendário 2004, foram objeto do Processo nº 10855.003043/200643. Ainda, como reflexo dessa infração “Omissão de Receitas” de novembro/2004, é objeto daquele processo a multa isolada por falta de pagamento do IRPJ estimativa mensal do período de apuração de novembro/2004. Já, a multa isolada, pela falta de pagamento da CSLL estimativa mensal sobre essa mesma “Omissão de Receitas” de novembro/2004, é objeto deste processo. Portanto, a lide objeto dos presentes autos trata, apenas, da multa isolada da CSLL sobre a “Omissão de Receitas” narrada acima. A DRJ/Ribeirão Preto, infensa às razões aduzidas pela contribuinte na impugnação de fls. 175/182, julgou procedente o lançamento objeto deste processo, cuja ementa do Acórdão, transcrevo, in verbis (fl. 192): (...) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Data do fato gerador: 30/11/2004 Fl. 3DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL 4 PRESUNÇÃO PROVA MULTA QUALIFICADA MULTA ISOLADA. A prova do fato que constitui base de presunção legal de omissão de receitas basta para a lavratura do auto de infração. Cabe ao contribuinte produzir contraprovas. Meras alegações, desacompanhadas de provas, não bastam para infirmar os fatos. A multa isolada por falta de recolhimento de estimativa de CSLL tem expressa previsão legal, sendo descabida a apreciação de sua invalidade na esfera administrativa. Lançamento Procedente (...) Ciente desse decisum em 25/07/2007 (fl. 207), a recorrente apresentou o Recurso Voluntário em 24/08/2007 de fls. 208/224, juntando, ainda, os documentos de fls. 225/823, aduzindo as seguintes razões, em síntese: que se nada for devido no processo do IRPJ e reflexos (processo nº 10855.003043/200643), faltará base legal para a exigência da CSLL – multa isolada, nestes autos; que dezessete meses após as citadas aquisições de participações societárias, época do início do procedimento de fiscalização – 26/04/2006 (fl. 81), as empresas do rol de aquisições (fl. 80) continuavam, ainda, em poder ou na titularidade dos sócios vendedores; que, nesse sentido, anexa provas, que demonstram o distrato: a) cópias de demonstrativos de distribuição de lucros e dividendos após novembro/2004; b) cópias de instrumentos de contratos sociais e atas de assembléias gerais devidamente registrados; c) cópias de extratos bancários; que a jurisprudência do antigo do Conselho de Contribuintes (atual CARF) é no sentido de que a multa isolada não pode se somar à multa de ofício aplicada para um mesmo fato penalizado, não valendo o argumento do MP 351/2007, convertida na Lei nº 11.488/2007; que, para fatos acontecidos em 2004, não se pode aplicar norma penalizante editada em 2007, pois a norma penal nova só retroage para beneficiar; que pela vedação da dupla penalização, ainda, citou Acórdãos do antigo Conselho de Contribuines, atual CARF. que a taxa SELIC é imprópria para cobrança de tributos. Por fim, a recorrente pediu provimento ao recurso, reiterando; a) que embora tenha entabulado o negócio jurídico de venda e compra de ações de empresa S/A e cotas sociais de empresa LTDA, o negócio foi desfeito dentro do mesmo exercício fiscal; b) não houve pagamento em moeda corrente como provam os extratos bancários daqueles que seriam os beneficiários; c) que o distrato foi firmado, os proprietários e os possuidores das ações e cotas sociais continuaram na sociedade, ainda quando do início do procedimento fiscal em abril/2006; Fl. 4DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10855.003044/200698 Acórdão n.º 180200.466 S1TE02 Fl. 3 5 d) que nada é devido pela empresa a título de CSLL – multa isolada, já que não omitiu faturamento; e) que a multa isolada constitui dupla penalização, e que no caso há ainda violação do princípio da irretroatividade da lei penal; f) que a taxa SELIC é imprestável para cobrança de tributos; É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL 6 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais. Portanto, conheço do recurso. Os autos tratam da exigência da CSLL Multa Isolada (lançamento reflexo) por falta de pagamento de débito de estimativa mensal do período de apuração de novembro/2004, em face da infração imputada “Omissão de Receitas”, desse mês. A citada infração, também, é objeto dos autos de infração do IRPJ e reflexos (CSLL, PIS e Cofins) – diferença de saldo a pagar dessas exações fiscais, em face de revisão da declaração de ajuste anual – DIPJ 2005, anocalendário 2004 Processo nº 10855.003043/200643 (processo principal). Ainda, é objeto daquele processo o auto de infração do IRPJ – Multa Isolada, decorrência, também, da indigitada infração. No citado processo principal (processo conexo), a infração “Omissão de Receitas” já foi enfrentada ou julgada, no mérito, pela 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 1ª Seção Julgamento deste Egrégio Conselho Administrativo, conforme Acórdão nº 120200.083, sessão de 17 de junho de 2009, cujo resultado do julgamento foi, por maioria de votos, dar provimento do recurso (transcrição da Ata do Julgamento), in verbis: (...) Relator (a): MÁRIO SÉRGIO FERNANDES BARROSO Recurso: 162212 – Processo: 10855.003043/200643 Recorrente: ALEADRI SCHINNI PARTICIPAÇÕES E REPRESENTAÇÕES LTDA. Recorrida: 1ª TURMA/DRJ – RIBEIRÃO PRETO/SP – Matéria: IRPJ E OUTROS – EX (s): 2005. DECISÃO: Por maioria de votos, DERAM provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso (Relator) e Carmen Ferreira Saraiva (Suplente Convocada) que negavam provimento ao recurso. Designado o Conselheiro Orlando José Gonçalves Bueno para redigir o voto vencedor. Fez sustentação oral pela recorrente Dr. Remis Estol – OAB/RJ nº 45.196. – ACÓRDÃO Nº : 120200.083. (...) Ora, como demonstrado, a matéria objeto deste processo (lançamento reflexo) está prejudicada ou préjulgada, pois, naqueles autos (lançamento principal) foi dado provimento ao recurso. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL Processo nº 10855.003044/200698 Acórdão n.º 180200.466 S1TE02 Fl. 4 7 Por conseguinte, sem delongas o lançamento reflexo, objeto destes autos, segue a sorte do lançamento principal daquele processo. Por todo o exposto, voto por DAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 7DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 18/08/2012 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por NELSO KICHEL
score : 1.0
Numero do processo: 10120.005364/2007-58
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO.
Inexistindo a comprovação de ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte, o termo inicial será: (a) o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) o Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º).
Verifica-se nos autos que, para o ano calendário de 2001, não houve pagamento antecipado, conforme consta da Declaração de Ajuste Anual (fls. 05 a 06). Em inexistindo pagamento a ser homologado, a regra de contagem do prazo decadencial aplicável deve ser a regra do art. 173, inciso I, do CTN. Isto é, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial dá-se no dia 01/01/2003 e o termo final no dia 31/12/2007.
Considerando que o contribuinte foi cientificado do auto de infração, em 14/08/2007, portanto, antes de transcorrido o prazo de cinco contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, não há que se falar em decadência.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-002.263
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, com retorno dos autos à Câmara de origem para análise das demais questões.
Nome do relator: ELIAS SAMPAIO FREIRE
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. Inexistindo a comprovação de ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte, o termo inicial será: (a) o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) o Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). Verifica-se nos autos que, para o ano calendário de 2001, não houve pagamento antecipado, conforme consta da Declaração de Ajuste Anual (fls. 05 a 06). Em inexistindo pagamento a ser homologado, a regra de contagem do prazo decadencial aplicável deve ser a regra do art. 173, inciso I, do CTN. Isto é, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial dá-se no dia 01/01/2003 e o termo final no dia 31/12/2007. Considerando que o contribuinte foi cientificado do auto de infração, em 14/08/2007, portanto, antes de transcorrido o prazo de cinco contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, não há que se falar em decadência. Recurso especial provido.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2139; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10120.005364/200758 Recurso nº 167.045 Especial do Procurador Acórdão nº 920202.263 – 2ª Turma Sessão de 07 de agosto de 2012 Matéria IRPF Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ADENIR DOS SANTOS MOTA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. Inexistindo a comprovação de ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte, o termo inicial será: (a) o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) o Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). Verificase nos autos que, para o ano calendário de 2001, não houve pagamento antecipado, conforme consta da Declaração de Ajuste Anual (fls. 05 a 06). Em inexistindo pagamento a ser homologado, a regra de contagem do prazo decadencial aplicável deve ser a regra do art. 173, inciso I, do CTN. Isto é, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial dáse no dia 01/01/2003 e o termo final no dia 31/12/2007. Considerando que o contribuinte foi cientificado do auto de infração, em 14/08/2007, portanto, antes de transcorrido o prazo de cinco contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, não há que se falar em decadência. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, com retorno dos autos à Câmara de origem para análise das demais questões. Fl. 3614DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire Relator EDITADO EM: 14/08/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Pedro Anan Junior. Relatório A Fazenda Nacional, inconformada com o decidido no Acórdão nº 2102 00.428, proferido pela 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 2ª Seção em 03/12/2009, interpôs, dentro do prazo regimental, recurso especial de divergência à Câmara Superior de Recursos Fiscais. O acórdão recorrido, por unanimidade de votos, rejeitou o pedido de perícia e, no mérito, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para reduzir a multa de ofício de 150% para 75%, reconhecendo que a decadência extinguiu o crédito tributário do anocalendário 2001 e excluir da base de cálculo da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada do anocalendário de 2002 o montante de R$75.000,00. Segue abaixo sua ementa: “MULTA QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. JUSTIFICATIVA PARA APLICAÇÃO DA MULTA Somente é justificável a exigência da multa qualificada prevista no artigo art. 44, II, da Lei n 9.430, de 1996, quando o contribuinte tenha procedido com evidente intuito de fraude, nos casos definidos nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n°. 4.502, de 1964. 0 evidente intuito de fraude deverá ser minuciosamente justificado e comprovado nos autos. IRPF. DECADÊNCIA. Não caracterizada a ocorrência de dolo fraude ou simulação, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, nos casos de lançamento por homologação, como é o caso do imposto de renda da pessoa física em relação aos rendimentos sujeitos à declaração de ajuste anual, extinguese com o transcurso do prazo de cinco anos contados do fato gerador, nos termos do § 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM ORIGEM COMPROVADA. MANUTENÇÃO DO LANÇAMENTO. Para os fatos geradores ocorridos a partir Fl. 3615DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10120.005364/200758 Acórdão n.º 920202.263 CSRFT2 Fl. 2 3 de 01/01/97, a Lei n° 9.430/96, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM COMPROVADA. Restando comprovada a origem de parte dos depósitos que ensejaram o lançamento, devem os mesmos ser excluídos da base de cálculo, ainda que não haja coincidência exata de datas. Recurso parcialmente provido.” Em seu recurso, a recorrente apresenta duas divergências para análise. A primeira referese à qualificação da multa de ofício e a segunda, à contagem do prazo decadencial. Uma vez que o despacho de exame de admissibilidade deu seguimento ao recurso descrito acima somente no que diz respeito à segunda divergência, a controvérsia referente à qualificação de multa não será abordada no presente relatório. A Fazenda Nacional entende que o aresto em comento diverge dos paradigmas que apresenta, cujas ementas serão reproduzidas a seguir: “DECADÊNCIA DO DIREITO DO FISCO LANÇAR TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO. Restando configurado que o sujeito passivo nil° efetuou recolhimentos, o prazo decadencial do direito do Fisco constituir o crédito tributário deve observar a regra do art. 173, inciso I, do CTN. Precedentes no STJ, nos termos do RESP n° 973.733 — SC, submetido ao regime do art. 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.” (AC CSRF/910100.460) “DECADÊNCIA. O Imposto de Renda configurase tributo sujeito a lançamento por homologação, nos termos do caput do art. 150 do CTN, a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. Contudo, quando não ocorre o pagamento antecipado, não há que se falar em fato homologcivel, passando o lançamento a ser direto ou de oficio, deslocando a norma de contagem do prazo decadencial para a regra geral prevista no art. 173, inciso I, do mesmo diploma. (...) Recurso negado.” (AC 10249.395) Afirma que o Colegiado a quo entendeu que, na hipótese de tributos sujeitos a lançamento por homologação, deve sempre ser aplicado o artigo 150, §4° do CTN. Por outro lado, os paradigmas adotaram a tese de que inexistindo recolhimento antecipado, nada há a homologar, tratandose de caso de lançamento de oficio, cujo prazo decadencial é regido pelo art. 173, I do CTN. Entende que não há nos autos prova de pagamento antecipado, conforme se extrai da declaração de ajuste anual apresentada pelo sujeito passivo (fls. 5 e 6), que indica que para o ano de 2001 não foi recolhido qualquer valor a titulo de imposto de renda. Fl. 3616DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Cita jurisprudência do STJ que, no seu entender, corrobora a tese que defende. Não considera possível realizar a homologação de atividade inexistente, ou efetuada de maneira errônea. Diz que caberia à autoridade administrativa unicamente proceder ao lançamento de oficio dos valores devidos e que o prazo para o lançamento de oficio não está disposto no art. 150, mas no art. 173 do CTN. Conclui que o termo inicial da contagem do prazo decadencial, no presente caso, é 1° de janeiro de 2003, a teor do que dispõe o art. 173, inciso I, do CTN. Portanto, explica que teria o Fisco até 31 de dezembro de 2007 para efetuar o lançamento. Tendo o contribuinte sido notificado do lançamento em 14 de agosto de 2007, não há que se falar em decadência. Ao final, requer o conhecimento e provimento de seu recurso especial. Nos termos do Despacho n.º 210100507/2010, foi dado seguimento PARCIAL ao pedido em análise, somente no que tange à divergência relativa à questão decadencial. O contribuinte ofereceu, tempestivamente, contrarazões. Deixo de reproduzir aqui as considerações tecidas pelo contribuinte acerca da primeira divergência suscitada, uma vez que essa parte do recurso não cumpriu os requisitos de admissibilidade para apreciação do pedido feito. Quanto à segunda divergência, explica que não restou caracterizada, nos autos, a ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte com o intuito de fraudar o fisco, razão pela qual, na contagem do prazo decadencial, se mostra aplicável a regra do artigo 150, § 4º, do CTN, uma vez que o IRPF é um tributo sujeito ao lançamento por homologação. Considera sem razão a pretensão recursal de querer submeter o IRPF à hipótese do lançamento por declaração e, por conseguinte, à regra do artigo 173, do CTN. Ressalta que a falta de pagamento do tributo não descaracteriza o lançamento por homologação. Ao final, requer que seja negado provimento ao recurso especial interposto. Eis o breve relatório. Fl. 3617DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10120.005364/200758 Acórdão n.º 920202.263 CSRFT2 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Elias Sampaio Freire, Relator O Recurso é tempestivo, estando também demonstrado o dissídio jurisprudencial, pressupostos regimentais indispensáveis à admissibilidade do Recurso Especial. Assim, conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. No que diz respeito à decadência dos tributos lançados por homologação temos o Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux, que teve o acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). Fl. 3618DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62A do anexo II). Em suma, inexistindo a comprovação de ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte, o termo inicial será: (a) o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) o Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). Verificase nos autos que, para o ano calendário de 2001, não houve pagamento antecipado, conforme consta da Declaração de Ajuste Anual (fls. 05 a 06). Em inexistindo pagamento a ser homologado, a regra de contagem do prazo decadencial aplicável deve ser a regra do art. 173, inciso I, do CTN. Isto é, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial dáse no dia 01/01/2003 e o termo final no dia 31/12/2007. Considerando que o contribuinte foi cientificado do auto de infração, em 14/08/2007, portanto, antes de transcorrido o prazo de cinco contados do primeiro dia do Fl. 3619DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10120.005364/200758 Acórdão n.º 920202.263 CSRFT2 Fl. 4 7 exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, não há que se falar em decadência. Pelo exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, devendo ao autos retornarem ao colegiado a quo para apreciação das demais matérias constantes do recurso voluntário do contribuinte. É como voto. (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire Fl. 3620DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10930.001419/2009-88
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007
IRPF. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO PAGAMENTO.
O pagamento do valor total da exigência extingue o crédito tributário, nos
termos do art. 156, I, do Código Tributário Nacional CTN,
implicando,
desta feita, na extinção do litígio administrativo por falta de objeto.
Numero da decisão: 2201-001.695
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, NÃO CONHECER do recurso, por perda de objeto. Vencido o Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe.
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007 IRPF. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO PAGAMENTO. O pagamento do valor total da exigência extingue o crédito tributário, nos termos do art. 156, I, do Código Tributário Nacional CTN, implicando, desta feita, na extinção do litígio administrativo por falta de objeto.
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EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO PAGAMENTO. O pagamento do valor total da exigência extingue o crédito tributário, nos termos do art. 156, I, do Código Tributário Nacional CTN, implicando, desta feita, na extinção do litígio administrativo por falta de objeto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, NÃO CONHECER do recurso, por perda de objeto. Vencido o Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah – Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Relatório Fl. 83DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2007, consubstanciado na Notificação de Lançamento de fls. 07/09, pela qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 5.801,04, calculados até 27/02/2009. A fiscalização apurou omissão de rendimentos de aluguéis no valor de R$ 11.435,72. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, que: a) o Sr. Leandro é proprietário da empresa Domínio e este deve ter se confundido no momento de informar a Dirf, pois os aluguéis foram recebidos diretamente deste e não da pessoa jurídica; b) com a empresa Claro S/A inexiste contrato assinado, havendo apenas contrato com a ATL – Algar Telecom Leste S/A; c) descabe a multa aplicada de 75%, uma vez que foram declarados todos os valores recebidos com base nos contratos, não existindo sonegação, mas sim descumprimento dos contratos por parte de Leandro e ATL; d) tendo em vista que o acessório segue o principal, descabe a Taxa Selic, uma vez que os valores ora lançados não são devidos. 5. Diante desses esclarecimentos, requer a Impugnante o cancelamento do presente débito fiscal reclamado e pede a devolução do valor recolhido de R$ 4.717,59, em 31/03/09, o qual se refere ao Imposto de Renda lançado (R$ 2.957,00), mais 50% da multa de ofício e os juros de mora. A 6ª Turma da DRJ em Curitiba/PR não conheceu da Impugnação, conforme destacado na ementa abaixo transcrita: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECOLHIMENTO. RENÚNCIA AO DIREITO DE IMPUGNAR. O recolhimento do imposto lançado em Notificação de Lançamento, antes da apresentação da impugnação, importa em renúncia ao direito de impugnar. Impugnação Não Conhecida Intimada da decisão de primeira instância em 06/06/2011 (fl. 73), Leslie Voigt Cosentino do Valle Rego apresenta Recurso Voluntário em 05/07/2011 (fls. 74/80), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua impugnação, sobretudo, que não renunciou ao direito de impugnar. É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator Fl. 84DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10930.001419/200988 Acórdão n.º 2201001.695 S2C2T1 Fl. 2 3 Segundo se colhe dos autos o lançamento é decorrente de omissão de rendimentos de aluguéis no montante de R$ 11.435,72. Da análise do processo verificase que antes mesmo de oferecer a Impugnação a recorrente efetuou integralmente quitação de seu débito fiscal (fl. 11). Esta informação também foi confirmada pela própria contribuinte em sua peça recursal. Ora, se o pagamento extingue o crédito tributário lançado, não havendo, pois, nada mais a contestar em relação ao procedimento fiscal, segundo determina o art. 156, I, do Código Tributário Nacional, entendo, portanto, que se esgotou o objeto da lide, em face da extinção do Crédito Tributário. Em que pese alegue a recorrente que não renunciou ao direito de impugnar a jurisprudência deste Órgão Administrativo está consolidada no sentido de que o pagamento extingue o objeto. Apenas a título ilustrativo, transcrevemse ementas neste sentido: PIS. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO PAGAMENTO. O pagamento do valor total da exigência extingue o crédito tributário, nos termos do art. 156, I, do Código Tributário Nacional CTN, implicando a extinção do litígio administrativo, por falta de objeto. Recurso não conhecido. (Acórdão 202 17240) EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO PAGAMENTO. PRECLUSÃO LÓGICA. O pagamento, é definido como a satisfação, pelo sujeito passivo, do débito do tributo em face do sujeito ativo da obrigação, sendo causa de extinção do crédito tributário, nos termos do inciso I, do art. 156 do Código Tributário Nacional, sendo incompatível com a admissão do Recurso Voluntário. Perda da faculdade de praticar o ato processual pela prática de outro ato com ele incompatível. Recurso não conhecido. (Acórdão 280200.163) EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPUGNAÇÃO. PERDA DE OBJETO. O pagamento extingue o crédito tributário, de sorte que a impugnação, porventura apresentada, perde o objeto e não merece ser conhecida. Recurso Voluntário Negado. (Acórdão 210200.402) Nessa conformidade, o Recurso Voluntário interposto não deve ser conhecido por faltarlhe objeto, em face da evidente extinção do crédito tributário pelo pagamento, a teor do art. 156, inciso I, do Código Tributário Nacional. Ante ao exposto, voto por não conhecer do recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 85DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por EDUARDO TADEU FARAH 4 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por EDUARDO TADEU FARAH
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Numero do processo: 10840.002044/2006-30
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2004 EXCLUSÃO DO SIMPLES. EXISTÊNCIA DE DÉBITOS Não pode optar e/ou permanecer na sistemática do Simples a pessoa jurídica que possuir débitos para com a Fazenda Nacional, sem exigibilidade suspensa.
Numero da decisão: 1801-001.081
Decisão: Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Participou do julgamento o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2004 EXCLUSÃO DO SIMPLES. EXISTÊNCIA DE DÉBITOS Não pode optar e/ou permanecer na sistemática do Simples a pessoa jurídica que possuir débitos para com a Fazenda Nacional, sem exigibilidade suspensa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Participou do julgamento o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 325DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 25/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra Acórdão da 1a. Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra Despacho Decisório que indeferiu pedido de inclusão retroativa no Simples Federal. Por bem descrever os fatos adoto o relatório da DRJ em Ribeirão Preto/SP: Trata o presente processo administrativo de pedido de inclusão no SIMPLES com efeitos retroativos a 01/01/2004. Conforme relata o contribuinte na petição de fls. 0102, sua exclusão do SIMPLES, com efeitos retroativos a janeiro de 2003, se deu em razão da participação de sócio com mais de 10% de capital social em outra empresa que ultrapassou o limite de receita bruta nesta sistemática de tributação no ano de 2002. Assevera que a situação de exclusão ocorreu somente no ano de 2002, pois em junho deste ano a empresa que ultrapassou o limite de receita bruta paralisou suas atividades e, em 30/04/2003, cancelou sua inscrição na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Afirma que todos os recolhimentos dos tributos federais e as declarações foram entregues consoante a sistemática do SIMPLES desde a abertura da empresa. Diante disso, pede a inclusão no SIMPLES com efeitos retroativos a 01/01/2004. A DRF/RIBEIRÃO PRETO, por meio do Despacho Decisório de fl. 227, indeferiu o pleito, sob o fundamento, exposto no Despacho de fl. 226, de que o contribuinte incorporou, em 31/10/2003, a empresa titular do CNPJ n° 03.646.623/000124, que, por sua vez, tem débitos do SIMPLES inscritos em Dívida Ativa da União, de modo que aplicase o impedimento à opção pelo SIMPLES previsto no art. 9o da Lei n° 9.317/1996. Além disso, o sócio José da Silva Ramos (CPF 638.542.10825), que saiu do quadro societário apenas em 2005, era sócio de outras empresas, sendo a receita bruta global auferida superior ao limite admitido no SIMPLES. Irresignado, o contribuinte interpôs a manifestação de inconformidade de fls. 232233, na qual deduz as alegações a seguir resumidamente discriminadas: O sócio José da Silva Ramos, que saiu do quadro societário em 2005, participava de outras empresas em 2004 cuja receita excedeu o limite admitido no SIMPLES, mas a participação societária nestas empresas era inferior a 10% do capital social, de modo que não incorreu em hipótese legal de exclusão do SIMPLES. Quanto aos débitos exigidos por meio do Aviso de Cobrança, houve um pedido de revisão protocolado em 01/12/2004 e outro protocolado em 01/11/2006, somente solucionado em 30/11/2006, com as seguintes conclusões: 1 A diferença de recolhimento relativa ao mês de janeiro de 2002, no valor original de R$ 734,78, originouse de erro de alíquota. Tal diferença foi recolhida, em 29/09/2004, como o código de receita 6106, quando deveria ser paga com o Fl. 326DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 25/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10840.002044/200630 Acórdão n.º 180101.081 S1TE01 Fl. 307 3 código 8822, pois o débito já se encontrava na Procuradoria da Fazenda Nacional. Além disso, não foi pago o valor da penalidade pela inscrição em Dívida Ativa em razão do atraso na decisão dos pedidos de revisão de débitos inscritos, protocolados em 01/12/2004 e em 01/11/2006. 2 a diferença de recolhimento relativa ao mês de fevereiro de 2002, no valor original de R$ 4.515,55, foi paga em 27/03/2002, mas houve equívoco de digitação do CNPJ da empresa por parte do Banco recebedor. Conclui o contribuinte que não teve intenção de lesar o Fisco e que o débito somente não fora quitado por falta de conhecimento, decorrendo a falta de regularização da morosidade no andamento dos pedidos de revisão da inscrição. Por fim, pede a inclusão no SIMPLES com efeitos retroativos a 01/01/2004. Ao apreciar o litígio a 1a. Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP observou que a empresa incorporadora é responsável pelos tributos devidos pela incorporada e que a legislação de regência veda o ingresso no Simples de empresas com débito inscrito em DAU. Consignou que nos anos de 2004 a 2006 remanescia débito inscrito em DAU, razão pela qual indeferiu o pleito da interessada. Notificada da decisão, em 18/04/2011 (AR fl. 264), apresentou, a empresa, em 18/05/2011, o recurso voluntário de fls. 266/286, no qual, em síntese, alega, em preliminares: que o desenquadramento de ofício do Simples não teria motivação idônea e pertinente, pois não teria sido provada materialmente a ocorrência do fato ensejador da exclusão; que optou pelo Lucro Real anual e sempre seguiu os ditames exigidos para essa tributação, cumprindo com as obrigações principais e acessórias para esse tipo de tributação; que o processo em que o fisco não faz prova da acusação, quando do lançamento do crédito tributário, não pode prosperar; que as presunções legais nas quais o ato do auditor fiscal se fundamenta são insuficientes para justificar o auto de infração e conseqüente penalização; que a motivação se cingiu a obtenção de movimentação de CPMF e extratos bancários solicitados e obtidos sem a devida autorização judicial exigência legal para o procedimento fiscal realizado, merecendo, assim, ser desconsiderado; que o lançamento tributário é conseqüência direta da preterição do direito de defesa que impediu a recorrente de apresentar as alegações que poderiam modificar o embasamento do Auditor fiscalizador, e, por conseguinte, impedir o lançamento tributário; No mérito, argúi: que houve ilegalidade no desenquadramento; que o artigo 17, V da Lei Complementar 123/2006 que instituiu o estatuto da micro e da empresa de pequeno porte é inconstitucional; Fl. 327DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 25/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 que por mais que o art. 179 da Constituição Federal tenha imposto tratamento diferenciado e simplificado em outras áreas, como a financeira, por exemplo, sabemos muito bem que não há linhas de crédito baratas para as empresas de pequeno porte, bem como as que existem, exigem garantias que muitas delas não podem oferecer, restando ainda muita coisa para ser feito, segundo as determinações constitucionais, para atingir o que o legislador constitucional pretendida. que exigir que o microempresário ou o empresário de pequeno porte não possa estar inadimplente com seus tributos junto ao INSS, às Fazendas Públicas Federal, Estadual e Municipal, é exigir dele sempre uma saúde financeira dentro dos padrões estabelecidos pelo art. 29, incisos IX e X. Ao final pede pelo provimento integral do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Maria de Lourdes Ramirez, Relatora O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Preliminarmente Observo, inicialmente, que as alegações de defesa relativas a: (i) opção pela tributação pelo Lucro Real; (ii) auto de infração lavrado com base em presunção legal; (iii) obtenção de extratos bancários em autorização judicial e, (iv) lançamento tributário são estranhas ao objeto da lide e não serão consideradas. Também são impertinentes as alegações de ilegalidade e inconstitucionalidade da Lei Complementar 123, de 2006 que instituiu o Simples Nacional, visto que no caso dos autos a empresa foi excluída do Simples Federal, regulamentado pela Lei n º 9.317, de 1996. Desde já fica afastada a invocada nulidade do ato de exclusão, que se encontra perfeitamente motivado e fundamentado. Tanto que dele pode se defender a recorrente em todas as oportunidades que lhe foram asseguradas, apresentando suas alegações de defesa acompanhadas dos elementos de prova que pretendeu produzir. Assim, o ato praticado no presente processo revestiuse de todas as formalidades para sua validade, não se detectando nos autos qualquer das hipóteses de nulidade previstas nos incisos I e II do art. 59 do Decreto nº. 70.235, de 1972, abaixo transcrito, uma vez que o ato foi formalizado por pessoa competente, o AFRFB, e foi assegurado aos autuados o direito de defesa. Fl. 328DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 25/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10840.002044/200630 Acórdão n.º 180101.081 S1TE01 Fl. 308 5 Da mesma forma, as decisões administrativas somente podem ser objeto de anulação se também restar caracterizada afronta às disposições do artigo 59, inciso II: Art. 59 São nulos: I – os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II – os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. ...omissis... Não se verifica, in casu, incompetência da autoridade julgadora de 1a. instância. Tampouco a decisão foi proferida com preterição do direito de defesa da contribuinte. Quanto às alegações de ilegalidade e inconstitucionalidade de lei ou comando normativo, este CARF tem entendimento pacífico, como se verifica da seguinte Súmula: Súmula CARF n º 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Mérito Em verdade a empresa recorrente, pelo Ato Declaratório Executivo da DRF em Ribeirão Preto n º 580.222, de 02/08/2004, foi excluída do Simples Federal com efeitos retroativos a 01/01/2003, pois o sócio participaria de outra empresa, com mais de 10% do capital social e a receita bruta global de ambas, no ano de 2002, teria ultrapassado o limite para permanência no Simples Federal (fl. 304). Defendendose contra o ato de exclusão a interessada admitiu o fato, mas argumentou que a situação descrita no ADE teria ocorrido somente no ano de 2002, pois em junho desse mesmo ano a empresa que auferiu receita bruta superior ao limite legal – de CNPJ 04.500.867/000167 – teria paralisado suas atividades e cancelado, em 30/04/2003, sua inscrição estadual, não tendo obtido qualquer faturamento desde junho de 2002. A baixa definitiva da empresa junto à RFB ainda não teria sido providenciada em função de um processo judicial de cobrança. Solicitou, assim, que lhe fosse concedida a inclusão retroativa a 01/01/2004, já que havia recolhido todos os tributos devidos na forma do Simples Federal (fls. 01/04). Ao analisar a solicitação a DRF em Ribeirão Preto constatou, em pesquisas realizadas junto aos sistemas internos da RFB, que a recorrente incorporou, em 31/10/2003, outra empresa, de CNPJ 03.646.623/000124. A empresa incorporada possuiria débitos do próprio sistema Simples inscritos em Dívida Ativa da União. Também constariam informações de que José da Silva Ramos, CPF 638.542.10825, no anocalendário 2004, ainda figurariaa como sócio da recorrente e de outras empresas com receita bruta global auferida superior ao limite, já que fora excluído da sociedade somente em 2005. Ambas as situações impediriam a inclusão retroativa da empresa no Simples, nos termos da Lei n º 9.317, de 1996. Na manifestação de inconformidade a empresa explica que de fato, no ano de 2004, o limite global de receita bruta teria sido ultrapassado, mas o sócio José da Silva Ramos teria participação em todas as empresas com capital inferior a 10%. Além disso, tentou Fl. 329DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 25/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 demonstrar que parte dos débitos inscritos em DAU teria sido quitada e parte seria objeto de pedido de revisão, ainda não decidido. A Turma Julgadora de 1a. instância acatou a comprovação da quitação de parte dos débitos, que não havia sido considerada em virtude de falha cometida pela instituição financeira. É fato que a interessada efetuou parte do recolhimento da diferença relativa ao mês de janeiro de 2002, em 29/09/2004, como demonstram as telas de sistemas acostadas às fls. 255/256. Entretanto, é fato, também, que o motivo ensejador da exclusão do Simples persistiu até 07/12/2006, quando foi providenciado o recolhimento do saldo remanescente da diferença relativa ao mês de janeiro de 2002. Portanto, nos anos de 2004, 2005 e 2006, em razão da pendência verificada, a interessada não poderia usufruir da sistemática beneficiada do Simples, por possuir débitos não quitados junto à Fazenda Nacional. Com a devida vênia, tomando empréstimo dos termos adotados pela Turma Julgadora de 1a. instância, “os pedidos de revisão a que o contribuinte se refere não têm o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, de modo que até a efetiva extinção subsistiu a causa impeditiva à opção pelo SIMPLES prevista no art. 9o , XV, da Lei n° 9.317/1996”. Por todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 330DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 25/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10283.901878/2008-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3101-000.207
Decisão: Resolvem os membros Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Recorrida DRJ/BELÉMPA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Henrique Pinheiro Torres Presidente Luiz Roberto Domingo Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente contra decisão proferida pela DRJ que indeferiu a Manifestação de Inconformidade apresentada contra o despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação pela suposta ausência de crédito de PIS. Contra o referido despacho decisório, a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade alegando que, de forma equivocada, declarou em sua DCTF o valor a pagar de R$ 16.389,73, referente ao PIS do 2º trimestre de 2004 abril, quando na verdade o valor devido era de apenas R$ 7.033,63, gerando, portanto, um crédito de R$ 9.356,10. Fl. 268DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.901878/200854 Resolução n.º 3101000.207 S1C1T1 Fl. 264 2 Do total do crédito apurado a título de PIS, a Recorrente, por meio do PER/DCOMP nº 07480.50955.130904.1.3.040540, pleiteou a compensação com débito de PIS do período de agosto de 2004, no montante de R$ 776,66. Ocorre que, como a Recorrente somente retificou sua DCTF após perceber que seu pedido de compensação não foi homologado, a compensação foi indeferida por ausência de crédito, já que o pagamento indevido estava integralmente relacionado ao débito da PIS. Ao analisar a Manifestação de Inconformidade da Recorrente, a DRJ proferiu decisão no sentido de indeferir o pedido com base nos fundamentos consubstanciados na seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ÔNUS DA PROVA. Considerase não homologada a declaração de compensação apresentada pelo sujeito passivo quando não reste comprovada a existência do crédito apontado como compensável. Nas declarações de compensação referentes a pagamentos indevidos ou a maior o contribuinte possui o ônus de prova do seu direito. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. Contra decisão proferida pela DRJ, foi interposto Recurso Voluntário requerendo a juntada de novos documentos, uma vez que a alegação de que a Recorrente não apresentou os documentos fiscais hábeis a comprovar o direito creditório constituí argumento novo, abrindo a oportunidade para apresentação de documentos para “contrapor fatos ou razões trazidas aos autos”, conforme alínea ‘c’ do §4º do art. 16 do Decreto 70.235/72, bem como a homologação da compensação efetuada. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Tratase de Recurso Voluntário interposto pelo Recorrente requerendo a juntada de novos documentos para contrapor novos fatos ou razões, artigo 16, § 4º, alínea ‘c’ do Decreto nº 70.235/72, e, consequentemente, o reconhecimento do direito creditório. O §4º do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72 estabelece a preclusão ao direito de produzir provas após a apresentação da Impugnação pelo Autuado, ressalvada as exceções previstas em suas alíneas. Para afastar a preclusão e juntar documentos extemporaneamente, a Recorrente fundamenta seu pedido sob alegação de que a DRJ, ao julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade pela falta de comprovação do direito creditório, trouxe argumento novo aos autos, passível de contraposição. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.901878/200854 Resolução n.º 3101000.207 S1C1T1 Fl. 265 3 No entanto, muito embora a DRJ tenha indeferido o pleito por entender que a Recorrente não comprovou “por intermédio de documentação hábil e idônea, que a obrigação tributária principal fora diversa e o pagamento respectivo de fato indevido”, entendo que o documento crucial para comprovação do direito creditório foi apresentado em seu Recurso Voluntário, qual seja, a DCTF retificadora (fls. 157/213), já que o comprovante de recolhimento do tributo já havia sido juntado (fls. 32), devendo ser confirmados pela Fiscalização, como será demonstrado a seguir. Mesmo não se tratando da hipótese prevista na alínea ‘c’ do §4º do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, a DCTF retificadora apresentada extemporaneamente deve ser recebida e apreciada pelo Juízo em observância ao princípio da verdade material do processo administrativo. O princípio da verdade material norteia a atividade do julgador administrativo, que deve se pautar, sempre que possível no fato efetivamente ocorrido para que, a partir daí, possa fundamentar seu posicionamento. O princípio da verdade material teve início no Direito Penal, da fase inquisitória, no procedimento de averiguação dos fatos relativos ao crime, com o fim de se determinar sua materialidade e autoria, tendo sido transpassado ao processo, como direito de defesa do acusado. O que se busca no processo administrativo é averiguar se ocorreu no mundo dos fenômenos o fato hipoteticamente previsto na norma, e em que circunstâncias deve ser interpretado. Os fatos são a expressão escrita de um acontecimento em determinado tempo e espaço. São os documentos que declaram a existência ou não de um fato para que alcance sua relevância para o Direito. Como a retificação da DCTF efetivamente ocorreu, mesmo tendo sido comprovada no momento inadequado, não há como o julgador administrativo não apreciála. Nesse passo, passo a averiguar à compensação efetuada pela Recorrente. A compensação é hipótese de extinção do crédito tributário – artigo 156, II do CTN, disciplinada pelo artigo 170 do mesmo diploma, que estabelece o princípio da estrita legalidade: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento.” Analisandose o dispositivo acima, verificase que a compensação pressupõe a constituição de credor (sujeito ativo) e devedor (sujeito passivo) recíprocos, condicionada a existência de norma reconhecendo o direito aos Contribuintes de efetuarem a compensação. Fl. 270DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.901878/200854 Resolução n.º 3101000.207 S1C1T1 Fl. 266 4 Na época do encontro de contas – transmissão do PER/DCOMP , a restituição, ressarcimento e compensação era disciplinada pelo artigo 74 da Lei nº 9.430/96, alterado pela Lei nº 10.637/2002: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.” [...] Assim, a compensação poderia ser utilizada no caso de credor e devedor recíprocos, de créditos passíveis de restituição ou ressarcimento apurados pelo Contribuinte, que no caso em tela, o direito creditório pleiteado pela Recorrente decorre da restituição do pagamento a maior. Demonstrado que a Recorrente possuía o direito de efetuar a compensação dos valores supostamente recolhidos a maior, basta verificar a existência do direito creditório pleiteado. O crédito objeto da presente compensação não homologada decorre de suposto pagamento a maior a título de PIS, espécie de tributo sujeito ao lançamento por homologação jungido às regras previstas no art. 150, §§ 1º a 4º do CTN, e segundo as quais a atividade do contribuinte compreende a de apurar o montante do tributo devido e efetuar o recolhimento antecipado. Para estes casos, o crédito tributário propriamente dito constituise com a formalização da obrigação tributária mediante a apuração e entrega pelo sujeito passivo da Declaração de Débitos e Créditos Tributário Federais – DCTF. A DCTF, inicialmente denominada Declaração de Contribuições e Tributos Federais foi instituída pela IN SRF nº 129/1986 para prestação de informações de débitos, e, posteriormente, substituída pela Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais instituída pela já revogada IN SRF nº 126/1998, a qual, na época dos fatos, era regulamentada pela IN SRF nº 255/2002, instrumento este que tem o condão de confissão de dívida e constituição do crédito tributário. Os efeitos de constituição do crédito e confissão de dívida das declarações prestadas pelo Contribuinte estão previstos no § 1º do artigo 5º do DecretoLei nº 2.124/84: “Art. 5º O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. § 1º O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá Fl. 271DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.901878/200854 Resolução n.º 3101000.207 S1C1T1 Fl. 267 5 confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. § 2º Não pago no prazo estabelecido pela legislação o crédito, corrigido monetariamente e acrescido da multa de vinte por cento e dos juros de mora devidos, poderá ser imediatamente inscrito em dívida ativa, para efeito de cobrança executiva, observado o disposto no § 2º do artigo 7º do Decretolei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983.” Corroborando o DecretoLei nº 2.341/84, foi editada a IN SRF nº 77/98 que veio justamente confirmar a constituição do crédito pela DCTF, determinando a remessa direta dos débitos declarados e não quitados à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa: “Art. 1º Os saldos a pagar, relativos a tributos e contribuições, constantes das declarações de rendimentos das pessoas físicas e jurídicas e da declaração do ITR, quando não quitados nos prazos estabelecidos na legislação, e da DCTF, serão comunicados à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União.” Constatado que a DCTF é o instrumento que constituí o crédito tributário, é consequência lógica que a restituição/compensação de eventual pagamento a maior se apura com o confronto do montante recolhido com os valores constituídos em sua DCTF. No presente caso, o recolhimento a maior se concretizou no momento em que a Recorrente retificou sua DCTF, já que a retificadora substituí integralmente a original, podendo inclusive reduzir o valor do crédito tributário confessado, conforme §1º do artigo 11 da IN SRF nº 903/2008 (vigente à época da declaração retificadora): “Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados.” Diante do exposto, apesar de reconhecer que a DCTF retificadora é bastante e suficiente para retificar a confissão de dívida, em prol da segurança jurídica da Fazenda e do Contribuinte, entendo necessário converter o julgamento em diligência a fim de que a repartição de origem confirme na escrituração contábil e fiscal da Recorrente a correlação entre a materialidade da base de cálculo declarada, confirmando sua procedência e informando qual o valor do crédito tributário devido decorrente dessa apuração. Concluída a diligência, intimese a Recorrente para, querendo, manifestarse acerca da diligência, no prazo de 30 dias, sendo que, após, os autos devem retornar para julgamento Luiz Roberto Domingo Fl. 272DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 13738.000883/2002-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002
RESSARCIMENTO. NÃO-ATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES. CONSEQÜÊNCIAS.
Não se justifica, a reforma da r. decisão recorrida, se tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresentou nenhuma evidencia concreta e suficiente para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização, para o indeferimento do ressarcimento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.073
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator.
EDITADO EM: 29/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
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NÃOATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES. CONSEQÜÊNCIAS. Não se justifica, a reforma da r. decisão recorrida, se tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresentou nenhuma evidencia concreta e suficiente para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização, para o indeferimento do ressarcimento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 73 8. 00 08 83 /2 00 2- 55 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13738.000883/200255 Acórdão n.º 3302002.073 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório No dia 10/07/2002 a empresa INGERSOLLRAND DO BRASIL LTDA., já qualificada nos autos, apresentou Pedido de Ressarcimento de crédito de IPI (exportação), relativo ao 2º trimestre de 2002, e, posteriormente, apresentou pedidos de compensação vinculados ao crédito pleiteado. Com a finalidade de apurar a liquidez e certeza do crédito pleiteado, bem como dos créditos e débitos constantes nas cópias do livro Registro de Apuração do IPI apresentados junto com a inicial, a empresa interessada foi intimada a apresentar livros, documentos e informações. A empresa interessada solicitou a prorrogação, por 60 dias, do prazo para atender a intimação e, transcorridos o prazo inicial e o prorrogado, não atendeu a intimação. Em consequência, a Autoridade competente da RFB indeferiu o pleito da recorrente por falta de prova do direito alegado, nos termos do Parecer SEORT/DRF/OSA Nº 355/2007 e Despacho Decisório de flse. 137/138 (Papel fls. 117/118). Não se conformando com a decisão acima, a empresa interessada ingressou com manifestação de inconformidade, na qual alega que o despacho decisório desconsiderou os documentos juntados por ocasião do pedido, que seja autorizado a juntada posterior de documentos, inclusive os já objeto da intimação, a realização de perícia para demonstrar o direito ao crédito presumido e que o processo seja baixado em diligência para que se intime a empresa a apresentar todos os documentos necessários a instrução da manifestação de inconformidade. A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto SP indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1418.231, de 25/01/2008, cuja ementa abaixo se transcreve. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. NÃOATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DE LIVRO FISCAL. CONSEQÜÊNCIAS. Indeferese o pedido de ressarcimento se não for atendido o prazo estipulado para o fornecimento de informações importantes contidas em livros e documentos fiscais, sendo o arquivamento o destino do processo. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. A instrução processual é concentrada no momento da impugnação. PEDIDO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à. adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13738.000883/200255 Acórdão n.º 3302002.073 S3C3T2 Fl. 4 3 RESSARCIMENTO DO IPI. JUROS PELA TAXA SELIC. POSSIBILIDADE. Inexiste previsão legal para abonar atualização monetária ou acréscimo de juros equivalentes à taxa SELIC a valores objeto de ressarcimento de crédito de IPI. Desta decisão a empresa interessada tomou ciência e no dia 27/09/2010 ingressou com o recurso voluntário de fls. 202/218, no qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade. Na forma regimental, o processo foi sorteado para relatar. É o Relatório do essencial. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O recurso voluntário do contribuinte foi apresentado dentro do prazo legal e está conforme a lei. Dele se conhece. Como relatado, a empresa recorrente ingressou com pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI e, intimada a apresentar documentos e informações comprobatórios do crédito pleiteado, a empresa não atendeu a intimação e, consequentemente, a Autoridade competente da RFB indeferiu o pedido de ressarcimento. Nas suas alegações a recorrente solicita a realização de perícia para comprovar a existência do crédito pleiteado e realização de diligência para que seja intimada a apresentar a documentação comprobatória do crédito pleiteado. Como bem disse decisão recorrida, os elementos constantes dos autos são suficientes para processar e julgar o pleito. Correto, portanto, o indeferimento destes pleitos. Não há, portanto, que se falar em cerceamento do direito de defesa posto que a negativa de realização de perícia/diligência fundase no artigo 18 do Decreto nº 70.235/72, com a redação dada pelo art. 1.º da Lei nº 8.748/1993. É prescindível, também, para a formação da convicção dos membros do Colegiado sobre a lide, a realização da perícia/diligência solicitada pela recorrente. Quanto ao mérito, a 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção de Julgamento deste CARF julgou, em 30/06/2010, o recurso voluntário constante do Processo nº 13738.000653/200113, também de interesse da recorrente e com o mesmo objeto deste processo, para negar provimento ao mesmo, nos termos do Acórdão nº 340200.668, da lavra do Ilustre Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, cuja ementa abaixo se transcreve. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13738.000883/200255 Acórdão n.º 3302002.073 S3C3T2 Fl. 5 4 IPI RESSARCIMENTO NÃOATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DE LIVRO FISCAL. CONSEQÜÊNCIAS. Não se justifica, a reforma da r. decisão recorrida, se tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresentou nenhuma evidencia concreta e suficiente para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização, para o indeferimento do ressarcimento. Recurso Negado. O Ilustre Conselheiro Relator do voto condutor do referido acórdão adotou os fundamentos do voto da decisão de primeira instância para concluir o seguinte: Não se justifica, assim a reforma da r. decisão recorrida que deve ser mantida por seus próprios e jurídicos fundamentos, considerandose ainda que tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a ora a Recorrente não apresentou nenhuma evidencia concreta e suficiente para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização, para o indeferimento do ressarcimento. Considerando a inexistência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Pública, os débitos eventual e indevidamente compensados, devem ser cobrados através do procedimento previsto nos §§ 7º e 8° do art. 74 da Lei nº 9.430/96 (redação da Lei nº 10.833, de 2003). Também aqui adoto e ratifico os fundamentos da decisão recorrida para, igualmente ao decidido no Acórdão nº 340200.668, concluir que a decisão recorrida não merece reforma; que inexiste crédito líquido e certo contra a Fazenda Nacional e a favor da recorrente; e que os débitos indevidamente compensados devem ser cobrados. Por fim, ratifico e, supletivamente, adoto os fundamentos da decisão recorrida, que tenho por boa e conforme a lei (art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991). Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator. 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13738.000883/200255 Acórdão n.º 3302002.073 S3C3T2 Fl. 6 5 . Fl. 252DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10183.004523/2007-62
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2003, 2004, 2005
ÁREAS NÃO TRIBUTADAS PELO ITR. PRESERVAÇÃO PERMANENTE. RESERVA LEGAL. Para exclusão das áreas de preservação permanente e reserva legal da tributação do ITR é necessária a comprovação da existência efetiva dessas áreas no imóvel rural, nos termos da lei. Hipótese em que a fiscalização já excluiu da incidência do ITR as áreas não tributáveis.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2101-001.571
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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PRESERVAÇÃO PERMANENTE. RESERVA LEGAL. Para exclusão das áreas de preservação permanente e reserva legal da tributação do ITR é necessária a comprovação da existência efetiva dessas áreas no imóvel rural, nos termos da lei. Hipótese em que a fiscalização já excluiu da incidência do ITR as áreas nãotributáveis. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Jose Evande Carvalho Araujo, Ewan Teles Aguiar, Eivanice Canario da Silva e Alexandre Naoki Nishioka. Relatório Fl. 335DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 2 O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 0418.714, proferido pela 1ª Turma da DRJ Campo Grande (fl. 184), que, por unanimidade de votos, julgou procedente a impugnação. As infrações indicadas no lançamento e os argumentos de defesa suscitados na impugnação foram sintetizados pelo Órgão julgador a quo nos seguintes termos: Contra a interessada supra foi lavrado o Auto de Infração e respectivos demonstrativos de fls. 01 a 12, por meio do qual se exigiu o pagamento do ITR dos Exercícios 2003, 2004 e 2005, acrescido de juros moratórios e multa, totalizando o crédito tributário de R$ 466.921,49, relativo ao imóvel rural denominado Fazenda Tremedal, com área total de 19.096,6 ha., NIRF 29883148, localizado no município de Cáceres/MT. Constou da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal a citação da fundamentação legal que amparou o lançamento e as seguintes informações, em suma: que, com base nos documentos apresentados pela contribuinte, em atendimento â intimação, restou comprovada a existência no imóvel de área de preservação permanente de 2.955,0 ha., inferior â declarada, e área de reserva legal de 12.089,2 ha., informada em ADA e averbada junto ao Registro de Imóveis, superior à declarada, tendo sido aceitas essas áreas para o cálculo do ITR nos três Exercícios analisados; e que, quanto ao valor da terra nua, o laudo apresentado não tem o grau de fundamentação 2 como previsto na NBR 146533 e exigido na intimação, mas, o valor nele indicado foi aceito para os três Exercícios tratados, por ser próximo do que seria arbitrado com base no SIPT — Sistema de Pregos de Terra da Receita Federal. Instruíram o lançamento os documentos de folhas 13 a 143. Cientificada do lançamento, por via postal, em 11/10/2007 (fls. 144), o interessado apresentou, em 12/11/2007, a impugnação de fls. 150 a 153, acompanhada dos documentos de fls. 154 a 171, onde argumentou, em suma, o que segue: • 0 imóvel é parte integrante do ecossistema do pantanal matogrossense, constituído em grande parte por planícies alagáveis, sendo assim, grande parte de sua extensão é de preservação permanente; • A propriedade foi fiscalizada pelo INCRA no mês de junho do ano de 2007 e foi considerada tecnicamente inviável para fins de reforma agrária; tendo os técnicos constatado que, da área total do imóvel (18.367,71 ha.) somente 2.988,0 ha. é aproveitável para fins de produção agrícola, o que comprova que a existência de área de preservação permanente de 6.700,0 ha., superior à declarada nos Exercícios 2003 a 2005; • Ao final, requer que sejam mantidos os dados informados nas DITRs dos três Exercícios. Ao apreciar o litígio, o Órgão julgador de primeiro grau manteve integralmente o lançamento, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003, 2004, 2005 ÁREAS ISENTAS. TRIBUTAÇÃO. Para a exclusão da tributação sobre áreas de preservação permanente e reserva legal é necessária a comprovação da existência efetiva dessas áreas no imóvel rural e cumprimento de exigências legais de protocolo do ADA junto ao Ibama com Fl. 336DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 10183.004523/200762 Acórdão n.º 2101001.571 S2C1T1 Fl. 2 3 informação do tamanho de cada uma e averbação da reserva legal junto ao Registro de Imóveis. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Em seu apelo ao CARF a recorrente reafirma o seu direito à exclusão da tributação do ITR da área de preservação permanente de 6.700,0 ha, e questiona a exigência do ADA para esse fim. Transcreve jurisprudência acerca da matéria. Argumenta que a Fazenda Nacional, às fls. 02, 03 e 04, superestima a avaliação do imóvel em questão, pois é gritante a diferença entre os valores encontrados e as avaliações juntadas pela contribuinte, às fls. 34, 68 e 97, realizada pelo Engenheiro Florestal Mauro Donizeti Ribeiro, CREA no 4.681/DMT, nos laudos de fls. 25/130, onde estima que o referido imóvel, para liquidação imediata estava, à época, avaliado em R$ 1.265.459,15. Requer seja considerado para o cálculo do ITR dos períodos o VTN indicado nas DITRs (R$1.039.374,66). É o relatório. Voto Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Relator O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Segundo dispõe o § 7°, do artigo 10, da Lei n° 9.393/96, na redação dada pela Medida Provisória n° 2.16667, de 24/08/01 (DOU de 25/08/01), “a declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas ‘a’ e ‘d’, do inciso II, § 1°, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte da declarante”. Ao dispensar a prévia comprovação das áreas de preservação permanente e de reserva legal, para fins de gozo da isenção, o dispositivo não inovou, o que é próprio do lançamento por homologação, conforme disposto no caput do artigo. Quando necessário, a comprovação das condições para fruição de benefício fiscal será feita posteriormente, mediante intimação da fiscalização. Como todos os demais tributos sujeitos ao lançamento por homologação, as informações prestadas na DITR estarão sujeitas à verificação. O que podemos entender da leitura desse parágrafo é que está dispensada a apresentação dos documentos comprobatórios simultaneamente com a Declaração do ITR, porém, não está o contribuinte dispensado de comprovar, quando assim solicitado pelo Fisco, o que foi declarado. E, se as informações forem inexatas, ficará ele sujeito ao pagamento do imposto suplementar, com os devidos acréscimos legais, que não podem ser afastados por falta de previsão legal e devido ao caráter vinculado da atividade fiscal. Inicialmente, cumpre ressaltar que o lançamento em exame não decorre da exigência do ADA, para que a contribuinte se beneficie da exclusão das áreas nãotributáveis na apuração do ITR. A rigor, nem se aplica ao presente caso este questionamento da recorrente, já que a fiscalização considerou no Auto de Infração as informações apresentadas pela contribuinte, inclusive a ADA tempestivamente apresentada. Fl. 337DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 4 Na determinação da base de cálculo do tributo devido, foi aceito o VTN de R$147,34/ha indicado no Lauto Técnico apresentado pela contribuinte durante o procedimento de fiscalização (fl. 44), consoante descrição dos fatos no Auto de Infração (fls. 08/10). A alteração no valor da terra nua não foi impugnada pela contribuinte (fls. 150/153), tratandose, portanto, de matéria preclusa. Conforme assentado na decisão recorrida, a contribuinte apresentou argumentos visando restabelecer a área de preservação permanente declarada de 6.700,0 ha., amparandose em laudo de vistoria feito pelo Incra no ano de 2007 (fls. 155/165), que constatou a existência no imóvel de 10.424 ha inaproveitáveis ou destinadas à preservação permanente e 4.954 ha que permanece inundada durante quatro meses do ano. Ressaltese que os imóveis localizados no Pantanal, que permanecem parte do ano alagadas, não têm sua exploração econômica totalmente inviabilizada. Tal situação já é considerada pela legislação tributária ao prever um índice de produtividade inferior aos fixados para outras regiões. O lançamento em exame excluiu da tributação 15.044,9 hectares, a título de preservação permanente e reserva legal, quantitativo muito próximo aos 15.378,0 hectares indicados pelo Laudo Agronômico de Fiscalização do INCRA (fls. 155/165), que inclui a área de 4.954 ha, aproveitável na maior parte do ano. Esta área, como afirma o próprio Laudo do INCRA, é aproveitável durante oito meses do ano. Por isso mesmo, o índice de produtividade da pecuária extensiva do pantanal leva em consideração esta peculiaridade da região. Com efeito, conforme descrição dos fatos (fls. 08/10) a fiscalização alterou, em benefício da contribuinte, a área de reserva legal de 10.548,30 hectares (informada nas DITR dos exercícios de 2003, 2004 e 2005 – fls. 02/04) para 12.089,2 hectares, com base no requerimento do ADA à fl. 53, datado de 22/02/2001 (anterior, portanto, aos períodos fiscalizados), na Certidão do Cartório de Registro de Imóveis (fl. 57 e 95) e no Laudo Técnico apresentado à fiscalização (no item Restrições Físicas e Ambientais – fl. 31 e 42). Referidos documentos indicam expressamente o quantitativo de 12.089,2 hectares de reserva legal. Da mesma forma, a fiscalização considerou no lançamento a área de preservação permanente de 2.955,50 hectares, com base no requerimento do ADA à fl. 53, datado de 22/02/2001 (anterior, portanto, aos períodos fiscalizados) e no Laudo Técnico apresentado à fiscalização (no item Restrições Físicas e Ambientais – fl. 31 e 42). Como se vê, a tese da defesa de que a área de preservação permanente seria de 6.700,0 hectares não encontra suporte sequer nos elementos de prova apresentados pela contribuinte à fiscalização. Não há dúvida de que a partir da redação dada pelo artigo 1º da Lei nº 10.165, de 2000, ao artigo 17O da Lei 6.938/81, a apresentação do ADA deixou de ser opcional, especialmente para as áreas de preservação permanente, para a qual não há exigência de ato específico para a concessão deste benefício fiscal. Art. 17O. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) GRIFEI. § 1oA. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do Fl. 338DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 10183.004523/200762 Acórdão n.º 2101001.571 S2C1T1 Fl. 3 5 imposto proporcionada pelo ADA (incluído pela Lei nº 10.165, de 2000). § 1º A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. (grifouse) Neste sentido, superada a jurisprudência colacionada no recurso, pela superveniente legislação. As decisões judiciais transcritas pelo recorrente reportamse ao período em que a exigência de ADA tinha por base a IN SRF nº 67/1997, conforme se verifica no voto à fl. 224, que trata da Apelação em Mandado de Segurança, processo n° 1999.01.00.0281011/MT. A 2ª Turma da CSRF deste CARF, que também afastava a exigência do ADA para os períodos de apuração do ITR anteriores ao exercício de 2000, sob o mesmo fundamento, após a alteração legislativa realizada pela Lei nº 10.165, de 2000, entende imprescindível que os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR informem em ato declaratório ambiental as áreas nãotributáveis (Acórdão nº 920200.194, sessão de 18/08/2009). A partir da mencionada alteração legislativa cristalizouse o entendimento estampado na Súmula CARF nº 41. Confirase: Súmula CARF nº 41: A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. Com efeito, a protocolização do ADA marca a data em que o interessado comunica ao órgão oficial de fiscalização ambiental a existência de áreas de interesse ambiental em seu imóvel rural e, em última análise, solicita que tais áreas sejam reconhecidas como tal pelo Poder Público, inclusive para fins de redução do valor do ITR. Tratase de norma amplamente favorável ao contribuinte do ITR, pois pelo simples protocolo do ADA, até prova em contrário – vistoria pelo órgão competente – o contribuinte já usufrui do benefício fiscal. Conforme análise dos elementos de prova nos autos, já efetuada neste voto, o lançamento em exame não decorre da simples exigência de apresentação de ADA, como condição para excluir as áreas de preservação permanente e reserva legal da área tributável do imóvel, na declaração do ITR, até por que a contribuinte havia protocolizado ADA tempestivo. Em face ao exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José Raimundo Tosta Santos Fl. 339DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 6 Fl. 340DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS
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Numero do processo: 10665.902650/2009-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2003
DCOMP. RETIFICAÇÃO. INDEFERIMENTO.
Indeferida a declaração retificadora pela autoridade competente da RFB, e não tendo sido a competente defesa administrativa quanto àquele indeferimento efetivada no prazo prescrito, não pode ser ela considerada pelo colegiado
Numero da decisão: 1302-000.888
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1599; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 144 1 143 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10665.902650/200978 Recurso nº 919.935 Voluntário Acórdão nº 130200.888 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 8 de maio de 2012 Matéria DCOMP Recorrente COMPANHIA FIAÇÃO E TECELAGEM DIVINÓPOLIS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 DCOMP. RETIFICAÇÃO. INDEFERIMENTO. Indeferida a declaração retificadora pela autoridade competente da RFB, e não tendo sido a competente defesa administrativa quanto àquele indeferimento efetivada no prazo prescrito, não pode ser ela considerada pelo colegiado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (vicepresidente), Eduardo de Andrade, Diniz Raposo e Silva, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 145 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 3ª Turma da DRJ/BHE, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, julgar IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade apresentada, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2003 RETIFICAÇÃO/CANCELAMENTO DA DCOMP A retificação ou o cancelamento da DCOMP somente é possível na hipótese de inexatidões materiais cometidas no seu preenchimento, da forma prescrita na legislação tributária vigente e somente para as declarações ainda pendentes de decisão administrativa na data da sua apresentação. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: Tratase de Declarações de Compensação (DCOMP), mediante utilização do pretenso “Saldo Negativo de IRPJ” apurado no EX 2004/AC 2003 no valor de R$ 626.416,99. 2. As compensações declaradas pelo contribuinte, sinteticamente: DCOMP N°: 18299.09258.130204.1.7.024005 Processo de Cobrança Receita PA Vencimento Valor declarado na DCOMP Soma Débitos Compensados 10665903.288/200952 8045 02/01/2004 14/01/2004 R$ 22,84 588 02/01/2004 14/01/2004 R$ 41,55 1708 02/01/2004 14/01/2004 R$ 122,28 R$ 186,67 DCOMP N°: 03335.05448.130204.1.7.020828 10665903.289/200905 1708 04/01/2004 28/01/2004 R$ 453,26 561 04/01/2004 28/01/2004 R$ 194,56 R$ 647,82 DCOMP N°: 26127.83852.130204.1.7.020474 10665903.290/200921 8045 05/01/2004 04/02/2004 R$ 598,24 561 05/01/2004 04/02/2004 R$ 136,94 588 01/02/2004 11/02/2004 R$ 79,50 1708 01/02/2004 11/02/2004 R$ 44,70 R$ 859,38 DCOMP N°: 14361.77258.130204.1.7.027303 10665903.291/200976 1708 05/01/2004 04/02/2004 R$ 108,90 8045 01/02/2004 11/02/2004 R$ 170,25 5952 01/02/2004 11/02/2004 R$ 160,89 561 01/02/2004 11/02/2004 R$ 26.166,70 1708 01/02/2004 11/02/2004 R$ 115,99 561 02/02/2004 18/02/2004 R$ 137,68 R$ 26.860,41 DCOMP N°: 09819.89470.130204.1.3.022442 10665903.293/200965 5987 01/02/2004 11/02/2004 R$ 28,16 5979 01/02/2004 11/02/2004 R$ 18,31 R$ 46,47 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 146 3 DCOMP N°: 40476.79136.180204.1.3.022247 10665903.295/200954 8045 02/02/2004 18/02/2004 R$ 98,00 588 02/02/2004 18/02/2004 R$ 45,45 561 02/02/2004 18/02/2004 R$ 32,49 5952 02/02/2004 18/02/2004 R$ 900,44 R$ 1.076,38 DCOMP N°: 03797.46749.250204.1.3.022627 10665903.296/200907 1708 03/02/2004 27/02/2004 R$ 20,70 8045 03/02/2004 27/02/2004 R$ 50,09 5952 03/02/2004 27/02/2004 R$ 154,95 5979 03/02/2004 27/02/2004 R$ 8,97 5987 03/02/2004 27/02/2004 R$ 13,80 R$ 248,51 DCOMP N°: 29618.22873.270204.1.3.024414 10665903.297/200943 2362 01/01/2004 27/02/2004 R$ 125.840,58 1708 03/02/2004 27/02/2004 R$ 13,09 R$ 125.853,67 DCOMP N°: 07753.78811.030304.1.3.023370 10665903.299/200932 1708 03/02/2004 27/02/2004 R$ 134,70 1708 04/02/2004 03/03/2004 R$ 78,18 5952 04/02/2004 03/03/2004 R$ 120,10 R$ 332,98 DCOMP N°: 27524.74978.050304.1.3.025036 10665903.300/200929 1708 04/02/2004 03/03/2004 R$ 9,78 R$ 9,78 DCOMP N°: 03615.30289.100304.1.3.021752 10665903.301/200973 561 01/03/2004 10/03/2004 R$ 31.466,69 588 01/03/2004 10/03/2004 R$ 204,90 1708 01/03/2004 10/03/2004 R$ 55,66 8045 01/03/2004 10/03/2004 R$ 694,70 5952 01/03/2004 10/03/2004 R$ 377,52 R$ 32.799,47 DCOMP N°: 28078.75971.170304.1.3.020974 10665903.302/200918 1708 02/03/2004 17/03/2004 R$ 69,08 8045 02/03/2004 17/03/2004 R$ 52,18 5979 02/03/2004 17/03/2004 R$ 4,24 5987 02/03/2004 17/03/2004 R$ 6,52 5952 02/03/2004 17/03/2004 R$ 829,77 R$ 961,79 DCOMP N°: 25416.99721.240304.1.3.021458 10665903.304/200915 2362 01/02/2004 31/03/2004 R$ 64.934,52 2484 01/02/2004 31/03/2004 R$ 9.046,14 588 03/03/2004 24/03/2004 R$ 143,57 1708 03/03/2004 24/03/2004 R$ 81,78 5952 03/03/2004 24/03/2004 R$ 532,76 561 04/03/2004 31/03/2004 R$ 431,15 R$ 75.169,92 DCOMP N°: 16853.31941.310304.1.3.026352 10665903.305/200951 561 04/03/2004 31/03/2004 R$ 633,62 588 04/03/2004 31/03/2004 R$ 416,96 1708 04/03/2004 31/03/2004 R$ 11,25 8045 04/03/2004 31/03/2004 R$ 30,35 5952 04/03/2004 31/03/2004 R$ 213,92 R$ 1.306,10 DCOMP N°: 13845.34114.220906.1.7.024190 10665903.089/200944 1708 01/01/2004 07/01/2004 R$ 44,70 588 01/01/2004 07/01/2004 R$ 456,80 8045 01/01/2004 07/01/2004 R$ 812,21 5706 01/01/2004 07/01/2004 R$ 342.885,00 561 01/01/2004 07/01/2004 R$ 19.280,68 R$ 363.479,39 DCOMP N°: 26188.92711.060404.1.3.025020 10665903.307/200941 5987 01/03/2004 10/03/2004 R$ 28,16 5979 01/03/2004 10/03/2004 R$ 18,31 561 01/04/2004 07/04/2004 R$ 10.584,76 1708 01/04/2004 07/04/2004 R$ 44,70 588 01/04/2004 07/04/2004 R$ 248,90 8045 01/04/2004 07/04/2004 R$ 613,52 Fl. 146DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 147 4 5987 01/04/2004 07/04/2004 R$ 24,22 5979 01/04/2004 07/04/2004 R$ 15,75 5960 01/04/2004 07/04/2004 R$ 72,70 561 02/04/2004 14/04/2004 R$ 4.758,60 R$ 16.409,62 DCOMP N°: 37658.50624.140404.1.3.028285 10665903.308/200995 8045 02/04/2004 14/04/2004 R$ 79,13 1708 02/04/2004 14/04/2004 R$ 85,90 5987 02/04/2004 14/04/2004 R$ 59,81 5979 02/04/2004 14/04/2004 R$ 38,88 5960 02/04/2004 14/04/2004 R$ 167,34 R$ 431,06 DCOMP N°: 01468.19341.220404.1.3.028602 10665903.309/200930 5987 03/04/2004 22/04/2004 R$ 136,70 5979 03/04/2004 22/04/2004 R$ 88,86 1708 03/04/2004 22/04/2004 R$ 74,18 5960 03/04/2004 22/04/2004 R$ 410,13 R$ 709,87 DCOMP N°: 18962.90268.280404.1.3.022506 10665903.310/200964 561 04/04/2004 28/04/2004 R$ 1.965,51 8045 04/04/2004 28/04/2004 R$ 164,00 5987 04/04/2004 28/04/2004 R$ 75,65 5979 04/04/2004 28/04/2004 R$ 49,17 5960 04/04/2004 28/04/2004 R$ 226,97 R$ 2.481,30 DCOMP N°: 28040.46282.300404.1.3.026000 10665903.311/200917 2362 01/03/2004 30/04/2004 R$ 5.772,55 R$ 5.772,55 DCOMP N°: 34788.99042.050504.1.3.020045 10665903.312/200953 561 01/05/2004 05/05/2004 R$ 121,87 1708 01/05/2004 05/05/2004 R$ 123,03 8045 01/05/2004 05/05/2004 R$ 814,60 5987 01/05/2004 05/05/2004 R$ 110,36 5979 01/05/2004 05/05/2004 R$ 71,74 5960 01/05/2004 05/05/2004 R$ 331,11 R$ 1.572,71 DCOMP N°: 37275.04469.060504.1.3.021972 10665903.313/200906 1708 01/05/2004 05/05/2004 R$ 11,64 R$ 11,64 DCOMP N°: 32638.07608.120504.1.3.025887 10665903.314/200942 561 02/05/2004 12/05/2004 R$ 1.000,00 588 02/05/2004 12/05/2004 R$ 79,50 1708 02/05/2004 12/05/2004 R$ 60,32 8045 02/05/2004 12/05/2004 R$ 519,85 5987 02/05/2004 12/05/2004 R$ 82,28 5979 02/05/2004 12/05/2004 R$ 53,49 5960 02/05/2004 12/05/2004 R$ 246,84 R$ 2.042,28 DCOMP N°: 35120.49684.220906.1.7.023414 10665903.315/200997 2484 01/06/2005 29/07/2005 R$ 8.197,74 R$ 8.197,74 SOMA DOS DÉBITOS COMPENSADOS R$ 667.467,51 Despacho Decisório da DRF 3. A análise dos documentos protocolizados pelo contribuinte foi efetuada pela DRF através do Despacho Decisório nº 845331931 anexado à fl. 25, exarado aos 24/08/2009, que assim se manifestou: “Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação do imposto devido e a apuração do Saldo Negativo, verificouse: Parcela confirmada das antecipações indicadas PER/DCOMP..R$917.896,12 IRPJ Devido.................................................................................R$291.480,50 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 148 5 Saldo Negativo Disponível..........................................................R$ 626.415,62 3.1 Em síntese, considerando o IRPJ apurado na DIPJ e as antecipações do imposto confirmadas, a DRF confirmou a validade de parte do direito de crédito utilizado pelo contribuinte na DCOMP em análise – R$ 626.415,62 e homologou parcialmente as compensações declaradas, da seguinte forma: Processo de Cobrança Receita PA Vencimento Saldo devedor Resultado DCOMP N°: 18299.09258.130204.1.7.024005 10665903.288/200952 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 03335.05448.130204.1.7.020828 10665903.289/200905 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 26127.83852.130204.1.7.020474 10665903.290/200921 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 14361.77258.130204.1.7.027303 10665903.291/200976 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 09819.89470.130204.1.3.022442 10665903.293/200965 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 40476.79136.180204.1.3.022247 10665903.295/200954 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 03797.46749.250204.1.3.022627 10665903.296/200907 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 29618.22873.270204.1.3.024414 10665903.297/200943 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 07753.78811.030304.1.3.023370 10665903.299/200932 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 27524.74978.050304.1.3.025036 10665903.300/200929 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 03615.30289.100304.1.3.021752 10665903.301/200973 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 28078.75971.170304.1.3.020974 10665903.302/200918 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 25416.99721.240304.1.3.021458 10665903.304/200915 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 16853.31941.310304.1.3.026352 10665903.305/200951 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 13845.34114.220906.1.7.024190 10665903.089/200944 R$ 0,00 Compensação Homologada DCOMP N°: 26188.92711.060404.1.3.025020 10665903.307/200941 5987 01/03/2004 10/03/2004 R$ 28,16 Compensação homologada parcialmente 5979 01/03/2004 10/03/2004 R$ 18,31 561 01/04/2004 07/04/2004 R$ 3.042,04 1708 01/04/2004 07/04/2004 R$ 44,70 588 01/04/2004 07/04/2004 R$ 248,90 8045 01/04/2004 07/04/2004 R$ 613,52 5987 01/04/2004 07/04/2004 R$ 24,22 5979 01/04/2004 07/04/2004 R$ 15,75 5960 01/04/2004 07/04/2004 R$ 72,70 561 02/04/2004 14/04/2004 R$ 4.758,60 DCOMP N°: 37658.50624.140404.1.3.028285 10665903.308/200995 8045 02/04/2004 14/04/2004 R$ 79,13 Compensação não homologada 1708 02/04/2004 14/04/2004 R$ 85,90 5987 02/04/2004 14/04/2004 R$ 59,81 5979 02/04/2004 14/04/2004 R$ 38,88 5960 02/04/2004 14/04/2004 R$ 167,34 DCOMP N°: 01468.19341.220404.1.3.028602 10665903.309/200930 5987 03/04/2004 22/04/2004 R$ 136,70 Compensação não homologada 5979 03/04/2004 22/04/2004 R$ 88,86 1708 03/04/2004 22/04/2004 R$ 74,18 5960 03/04/2004 22/04/2004 R$ 410,13 DCOMP N°: 18962.90268.280404.1.3.022506 10665903.310/200964 561 04/04/2004 28/04/2004 R$ 1.965,51 Compensação não homologada 8045 04/04/2004 28/04/2004 R$ 164,00 Fl. 148DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 149 6 5987 04/04/2004 28/04/2004 R$ 75,65 5979 04/04/2004 28/04/2004 R$ 49,17 5960 04/04/2004 28/04/2004 R$ 226,97 DCOMP N°: 28040.46282.300404.1.3.026000 10665903.311/200917 2362 01/03/2004 30/04/2004 R$ 5.772,55 Compensação não homologada DCOMP N°: 34788.99042.050504.1.3.020045 10665903.312/200953 561 01/05/2004 05/05/2004 R$ 121,87 Compensação não homologada 1708 01/05/2004 05/05/2004 R$ 123,03 8045 01/05/2004 05/05/2004 R$ 814,60 5987 01/05/2004 05/05/2004 R$ 110,36 5979 01/05/2004 05/05/2004 R$ 71,74 5960 01/05/2004 05/05/2004 R$ 331,11 DCOMP N°: 37275.04469.060504.1.3.021972 10665903.313/200906 1708 01/05/2004 05/05/2004 R$ 11,64 Compensação não homologada DCOMP N°: 32638.07608.120504.1.3.025887 10665903.314/200942 561 02/05/2004 12/05/2004 R$ 1.000,00 Compensação não homologada 588 02/05/2004 12/05/2004 R$ 79,50 1708 02/05/2004 12/05/2004 R$ 60,32 8045 02/05/2004 12/05/2004 R$ 519,85 5987 02/05/2004 12/05/2004 R$ 82,28 5979 02/05/2004 12/05/2004 R$ 53,49 5960 02/05/2004 12/05/2004 R$ 246,84 DCOMP N°: 35120.49684.220906.1.7.023414 10665903.315/200997 2484 01/06/2005 29/07/2005 R$ 8.197,74 Compensação não homologada SALDO DEVEDOR – COMPENSAÇÕES NÃO HOMOLOGADAS R$ 30.086,05 Manifestação de Inconformidade 4 O contribuinte foi cientificado do procedimento aos 31/08/2009, conforme documento à fl. 108. Irresignado, apresenta em 29/09/2009 a manifestação de inconformidade anexada às fls. 01 a 06, onde, em síntese, argumenta: 4.1 Que, acerca do direito de crédito reconhecido – R$ 626.415,62 – “tal afirmativa é mesmo pertinente, ou seja, os créditos de que a requerente possuía eram R$ 1,37 inferiores aos débitos que declarou estar compensando”. 4.1.1 A partir daí, surge o inconformismo do contribuinte: “como poderia a ausência de R$ 1,37 nos créditos disponíveis ao contribuinte justificar a não homologação de diversas compensações e ensejar a cobrança de mais de R$ 56.000,00 de débitos, entre principal mais acréscimos atualizados?” Menciona o equívoco cometido pelo fisco ao “não admitir” a retificação do PER/DCOMP nº 25.416.99721.240304.1.3.021458, o que acabou por manter a “compensação declarada originalmente, que por sua vez, continha um débito de IRPJ (estimativa mensal) maior que o realmente apurado pela empresa naquele período). Menciona ainda a inadmissão do PER/DCOMP retificador de nº 04742.91098.060404.1.7.028180; Acrescenta que “com tais retificações os controles daquele saldo estariam corretos, possibilitando à requerente apresentar as demais compensações, até a sua completa utilização.” “Em março de 2007 a decisão que inadmitiu tais PER/DCOMP’s foi comunicada à Requerente que, na época já havia apresentado todas as outras compensações. Ao buscar informações junto à Receita, foi informada de que o efeito prático da inadmissão daqueles PER/DCOMP’s não afetaria os débitos compensados, pois seria possível fazer a vinculação manual dos débitos compensados com os informados, acertandose o “contacorrente”. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 150 7 “Quanto à redução do imposto apurado, seria necessário aguardar a decisão quanto à homologação ou não dos PER/DCOMP’s correspondentes, uma vez que não existe previsão legal de recurso conta a inadmissão de PER/DCOMP. Esta foi a orientação da Receita Federal na época”. Em síntese, o manifestante argumenta que a insuficiência dos créditos na homologação das compensações declaradas tem origem na compensação indevida da importância de R$ 27.434,45, constante da DCOMP de nº 04742.91098.060404.1.7.028180. Pondera que, “não sendo modificado de imediato, além de gerar a cobrança indevida e injusta dos valores em aberto nas demais compensações, irá também gerar um longo e dispendioso processo de Pedido de Restituição do valor porventura mantido homologado, que seria maior que o tributo realmente apurado e devido naquele períodobase”. Por fim, propugna pela desconsideração do Despacho Decisório exarado, e a homologação integral das compensações não homologadas neste processo, protestando pelo direito de “provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos”. Para amparar suas alegações, menciona a anexação da DIPJ, DCTF referente ao período de apuração mencionado em sua manifestação, além dos Despachos Decisórios e PER/DCOMP’s citados. 5. Diante da manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte, o processo foi encaminhado a esta DRJ para manifestação acerca da lide (fl. 113). A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou, em síntese, que: a versão 1.2 do programa PER/DCOMP impunha que as retenções de CSLL, PIS/PASEP e Cofins fossem declaradas sob código de receita 5952. Já a versão 1.3 do programa impunha que essas mesmas retenções deveriam ser informadas de forma desmembrada, com os códigos de receita 5987, 5979 e 5960. Isso fez com que os sistemas da Receita entendessem como novos débitos que na verdade eram antigos, e por isso a Dcomp retificadora foi indeferida à época; com a não admissão das retificadoras, débitos inexistentes da recorrente consumiram seu crédito. As retificadoras apresentadas, além disso, não continham débitos novos ou maiores que os substituídos, como alegado no acórdão da DRJ. É o relatório. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 151 8 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. A recorrente entende indevidos os despachos decisórios que não aceitaram as Dcomps retificadoras abaixo: 04742.91098.060404.1.7.028180, transmitida em 06/04/2004, que visava a retificar a Dcomp 25416.99721.240304.1.3.021458, transmitida em 24/03/2004; 37754.82485.06404.1.7.029260, transmitida em 06/04/2004, que visava a retificar a Dcomp 16853.31941.310304.1.3.026352, transmitida em 31/03/2004. Isto porque entende que o fundamento dos atos denegatórios estão equivocados já que se baseiam na impossibilidade de retificação de Dcomp, se a retificadora apresentar débito novo ou majorado em relação ao anterior. Segundo entende, isto se deu porque a versão 1.2 do programa PER/DCOMP impunha que as retenções de CSLL, PIS/PASEP e Cofins fossem declaradas sob código de receita 5952. Já a versão 1.3 do programa impunha que essas mesmas retenções deveriam ser informadas de forma desmembrada, com os códigos de receita 5987, 5979 e 5960. Isso fez com que os sistemas da Receita entendessem como novos débitos que na verdade eram antigos, e por isso a Dcomp retificadora foi indeferida. Mas na verdade, a soma dos débitos sob os novos códigos equivale ao valor declarado sob o código 5952. As alegações do contribuinte, no que tange aos valores retificados está de acordo com as declarações retificadoras prestadas e não aceitas. De fato, os débitos relativos a retenção na fonte de CSLL, PIS e Cofins, que estavam declarados sob código de receita 5952 foram retificados para os códigos 5987, 5979, e 5960, respectivamente. Por outro lado, também é verdade que a retificação dos débitos de IRPJ e CSLL na retificadora não aceita 04742.91098.060404.1.7.028180, que visava a retificar a Dcomp 25416.99721.240304.1.3.02 1458, não importaram em aumento de débitos, pois os débitos declarados nas retificadoras é menor que os débitos anteriormente declarados. Segundo consta dos documentos acostados, a recorrente teve ciência dos despachos decisórios que indeferiram suas declarações retificadoras em 09/03/2007 (fls.40 e 31). Todavia, falece competência a este colegiado para neste momento deliberar sobre a pertinência das Dcomp retificadoras rejeitadas pela Receita Federal, posto que tal discussão, em primeiro lugar, foge ao âmbito desta controvérsia, que gira em torno da análise do direito creditório alegado e dos débitos a que se pediu compensação. Em segundo lugar, porque a impertinência das Dcomp retificadoras rejeitadas ingressa nesta apreciação como Fl. 151DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 152 9 dado objetivo, incontroverso, porque a decisão denegatória que a elas negou seguimento não foi objeto de discussão administrativa em defesa própria, exclusivamente destinada à pertinência ou não das declarações rejeitadas. Assim, há que se observar a preclusão quanto à matéria, não havendo sequer a possibilidade deste colegiado sobrestar o presente julgamento para que seja primeiro apreciada a questão preliminar, relativa às Dcomp rejeitadas, posto que não há demanda administrativa neste sentido. Na página da RFB, no link https://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/SSL/ATRCE/SCC/manifestacaoInconformidad e.asp?nr=672544428 , encontramse as seguintes orientações: PER/DCOMP Despacho Decisório Orientações para apresentação de manifestação de inconformidade Data da Consulta: 4/5/2012 15:56:3 Nome/Nome Empresarial: COMPANHIA FIACAO E TECELAGEM DIVINOPOLIS CPF/CNPJ: 20.147.161/000110 PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: 37754.82485.060404.1.7.029260 Número do processo de crédito: Tipo de Crédito: Saldo Negativo de IRPJ Despacho Decisório (Nº de Rastreamento): 672544428 O contribuinte pode apresentar manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, no prazo de 30 dias, contados a partir da ciência do despacho decisório. A manifestação de inconformidade, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada na unidade da Receita Federal que jurisdiciona o domicílio fiscal do contribuinte. Deverá ser apresentada em duas vias e assinada, conforme for o caso, pelo requerente ou procurador habilitado e instruída com documentos que permitam comprovar que o requerente/outorgante tem legitimidade para apresentála, como por exemplo original e cópia simples do Ato Constitutivo (contrato social, estatuto e ata) e última alteração. A manifestação de inconformidade mencionará os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. Por outro lado, no link https://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/SSL/ATRCE/SCC/manifestacaoInconformidad e.asp?nr=672544431 encontramse as seguintes orientações: PER/DCOMP Despacho Decisório Orientações para apresentação de manifestação de inconformidade Data da Consulta: 4/5/2012 16:11:8 Fl. 152DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 153 10 Nome/Nome Empresarial: COMPANHIA FIACAO E TECELAGEM DIVINOPOLIS CPF/CNPJ: 20.147.161/000110 PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: 04742.91098.060404.1.7.028180 Número do processo de crédito: Tipo de Crédito: Saldo Negativo de IRPJ Despacho Decisório (Nº de Rastreamento): 672544431 O contribuinte pode apresentar manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, no prazo de 30 dias, contados a partir da ciência do despacho decisório. A manifestação de inconformidade, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada na unidade da Receita Federal que jurisdiciona o domicílio fiscal do contribuinte. Deverá ser apresentada em duas vias e assinada, conforme for o caso, pelo requerente ou procurador habilitado e instruída com documentos que permitam comprovar que o requerente/outorgante tem legitimidade para apresentála, como por exemplo original e cópia simples do Ato Constitutivo (contrato social, estatuto e ata) e última alteração. A manifestação de inconformidade mencionará os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. Tais informações estão disponíveis no sítio da RFB, bastando que se digite o CNPJ da pessoa jurídica, o número do PER/Dcomp e o código de confirmação da imagem. A recorrente, em nenhum momento alegou que tenha oposto qualquer reação a tais indeferimentos, quando, se deles discordava, tinha que observar prazo para apresentar sua manifestação de inconformidade quanto a estes específicos pontos. Desta forma, os argumentos não podem ser acolhidos, devendo ser consideradas tão somente neste âmbito as declarações que restaram aceitas, em relação às quais foi aceito o direito creditório quase que integralmente, bem como foram homologadas as compensações até o limite reconhecido. Assim, voto para negar provimento ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, 8 de maio de 2012. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 153DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.902650/200978 Acórdão n.º 130200.888 S1C3T2 Fl. 154 11 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 17/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 13807.007299/00-27
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Aug 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração:01/06/1990 a 30/11/1991
RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO.
Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, em conformidade com a tese cognominada de cinco mais cinco.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo.
Recurso Extraordinário do Procurador Provido em Parte.
Numero da decisão: 9900-000.692
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao Recurso Extraordinário
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias,Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração:01/06/1990 a 30/11/1991 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, em conformidade com a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Recurso Extraordinário do Procurador Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao Recurso Extraordinário OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias,Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 72 99 /0 0- 27 Fl. 233DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/03/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Marcos Aurélio Pereira Valadão. Relatório Tratase de Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional contra o acórdão proferido pelo colegiado a quo, que deu provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte. A PGFN interpôs Recurso Extraordinário a este Pleno alegando, em síntese, que o direito de ação relativo ao exercício de um direito subjetivo de crédito, decorrente de pagamento indevido, é atribuído ao sujeito passivo, e o termo inicial do prazo prescricional de 05 (cinco) anos (art. 168 do CTN) para exercêlo começa da data da extinção do crédito tributário, operandose este tão logo efetue o pagamento indevido. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. O pedido de restituição foi apresentado em 31/07/2000, relativo ao período de apuração de : 01/06/1990 a 30/11/1991. Não assiste razão à recorrente, pois, com a edição da Lei Complementar 118/2005, o seu artigo 3º foi debatido no âmbito do STJ no Resp 327043/DF, que entendeu tratarse de usurpação de competência a edição desta norma interpretativa, cujo real objetivo era desfazer entendimento consolidado. Entendendo configurar legislação nova e não interpretativa, os Ministros do STJ decidiram que as ações propostas até a data de 09/06/2005, não se submeteriam ao consignado na nova lei. Com efeito, de acordo com a decisão prolatada pelo pleno do STF, no RE nº 566.621, em 04/08/2011, em julgamento de mérito de tema com repercussão geral, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, relativamente a pedidos de restituição efetuados anteriormente à vigência da LC nº 118/05 (09/06/2005), é de cinco anos para a homologação do pagamento antecipado, acrescido de mais cinco para pleitear o indébito, em conformidade com a cognominada tese dos cinco mais cinco, sendo, portanto, de dez anos o prazo para pleitear a restituição do pagamento indevido. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/03/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13807.007299/0027 Acórdão n.º 9900000.692 CSRFPL Fl. 3 3 Assim, somente os pleitos referentes aos fatos geradores ocorridos anteriormente a 10 anos da data do protocolo estariam com o eventual direito de restituição extinto, tendo em vista terem sido alcançados pela prescrição. No presente caso, houve a perda parcial do direito a se pleitear a restituição em relação à uma parcela do período objeto da solicitação. Assim, está prescrito o direito em relação ao período de 01/06/1990 a 30/06/1990 Portanto, em que pese a minha total discordância com tal entendimento, com fulcro no art. 62A do Anexo II à Portaria MF nº 256/09 (RICARF), deve ser reconhecida a aplicabilidade da tese dos cinco mais cinco. Ante o exposto, voto pelo provimento parcial do Recurso Extraordinário interposto pela PGFN, com a remessa dos autos à autoridade preparadora, para a análise do mérito do período não prescrito.. Rodrigo da Costa Pôssas Relator Fl. 235DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/03/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 16643.000408/2010-36
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 29 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3402-000.504
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado por unanimidade de votos em converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Vencido conselheiro Mário César Fracalossi Bais. Fez sustentação oral Dr. Delvio Denardi OAB/SP 195721.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram deste julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Mario Cesar Fracalossi Bais (Suplente), Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Silvia de Brito Oliveira, Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado por unanimidade de votos em converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Vencido conselheiro Mário César Fracalossi Bais. Fez sustentação oral Dr. Delvio Denardi OAB/SP 195721. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram deste julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Mario Cesar Fracalossi Bais (Suplente), Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Silvia de Brito Oliveira, Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 66 43 .0 00 40 8/ 20 10 -3 6 Fl. 1784DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/0 4/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 16643.000408/201036 Resolução nº 3402000.504 S3C4T2 Fl. 1.782 2 Relatório Versa o processo de Auto de Infração de Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE, sobre a remessa de valores ao exterior, no valor total de R$ 18.974.595,71 (dezoito milhões, novecentos e setenta e quatro mil, quinhentos e noventa e cinco reais e setenta e um centavos), nele incluindose principal, multa e juros, decorrente da ação fiscal MPFF 08171.00113.2009, desenvolvida em relação à pessoa jurídica Ericsson Serviços de Telecomunicações Ltda, CNPJ nº 03.619.317/000107, incorporada pela empresa autuada, circunscrita aos períodos de apuração de 31/07/2005 a 31/05/2006 e de 31/07/2006 a 30/11/2006, em que se verificou que dos valores que serviram de base para a retenção do Imposto de Renda na Fonte – IRRF declarados em DCTF daquela empresa, houve falta/insuficiência de recolhimento da CIDE – Remessa Exterior. A decisão recorrida julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada pelo sujeito passivo, unicamente para fins de cancelar a multa de ofício aplicada, sob o fundamento de ser a mesma incabível quando se tratar de lançamento para prevenir a decadência na pendência de medida liminar de suspensão da exigibilidade do crédito tributário de que era titular o contribuinte. Diante do resultado do julgamento que exonerou a multa de ofício aplicada em valor superior à alçada estipulada na Portaria do Ministério da Fazenda n. 3, de 2008, publicada no Diário Oficial da União, em 07/01/2008, bem como do disposto no inciso II do art. 25 do Decreto n°. 70.235, de 1972, com redação conferida pela Lei n° 11.941, de 2009, houve recurso de ofício por parte da DRJ/SP1. Cientificado do Acórdão supracitado em 21/05/2012, conforme AR de fls. 1609 – numeração eletrônica, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 1610/1637) em 20/06/2012, sustentando: A nulidade do Auto de Infração que teria sido absolutamente deficiente em identificar os valores tributáveis e expor os fundamentos da exigência; Que não poderia haver a exigência da CIDE sobre remessas ao exterior realizadas ao abrigo de contrato que sequer teria sido celebrado pela empresa autuada Ericsson Serviços de Telecomunicações Ltda.; Que o Contrato de licença de uso de software para comercialização celebrada com a empresa Ericsson AB somente se aplica a uma pequena parcela do total de remessas realizadas pela Ericsson Serviços a título de licença de software, de modo que o referido contrato se aplicaria apenas às remessas feitas pela Ericsson AB a título de licença de software para comercialização, realizadas nos meses de abril de 2005 e de março a dezembro de 2006, ou seja, que com relação a todas as outras remessas de licença para uso próprio e de licença para comercialização cujo destinatário não fosse a Ericsson AB, não haveria fundamento no Auto de Infração capaz de ensejar a exigência da CIDE. A decadência dos supostos os créditos tributários de CIDE relativos aos períodos de julho a novembro de 2005; Fl. 1785DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/0 4/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 16643.000408/201036 Resolução nº 3402000.504 S3C4T2 Fl. 1.783 3 Omissão da Fiscalização em provar que existia a transferência de tecnologia nos contratos de licenciamento de software, o que acarretaria a nulidade do lançamento fiscal – ausência de prova. De mesmo modo, aduz que a simples obtenção do código fonte não caracteriza transferência de tecnologia de programas de computador, requisito necessário para a incidência da CIDE nos termos do §1ºA do art. 2º da Lei nº 10.168/00. Ao final, requereu a reforma parcial da decisão recorrida com base nos pontos acima delineados, para fim de cancelar integralmente as exigências fiscais e o arquivamento do processo administrativo. Houve ainda apresentação de Contrarrazões pela União Federal, afirmando serem acertados cada um dos fundamentos que sustentaram a decisão recorrida e se opondo aos argumentos alinhados no Recurso Voluntário manejado pela Recorrente, pugnando, ao final, pela manutenção da decisão recorrida. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 10 (dez) volumes, numerado eletronicamente até a folha 1780 (mil setecentos e oitenta), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 1786DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/0 4/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 16643.000408/201036 Resolução nº 3402000.504 S3C4T2 Fl. 1.784 4 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. Analisando o teor do Recurso Voluntário interposto pela Recorrente, verificase que foram alinhadas preliminares de nulidades e também arguida a decadência, que afetam total ou parcialmente a apreciação de mérito, e, no que diz respeito a matéria de fundo, substancial, controvertese sobre a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE, sobre as remessas efetivadas pela Recorrente ao exterior, a título de remuneração do uso ou para comercialização e distribuição (sublicença) de programas de computador (“Software”), para os períodos de apuração de 31/07/2005 a 31/05/2006 e de 31/07/2006 a 30/11/2006. Emerge claro dos autos que o lançamento parte do pressuposto de que nas remessas objeto da autuação, houve transferência de tecnologia, o que é negado pela Recorrente. Assim, o foco da controvérsia passa por se identificar se as remessas efetivadas pela Recorrente ao exterior, visavam remunerar pelos direitos de uso, de comercialização ou distribuição de programas de computador, sem que tais contratos efetivamente contemplassem transferência de tecnologia, e, como tal, estariam fora do campo de incidência da CIDE. Para sustentar a conclusão de que as remessas efetivadas pela Recorrente contemplam a “transferência de tecnologia”, a Autoridade Fiscal requisitou todos os contratos que supostamente ampararam as remessas feitas pela Recorrente, que lhes apresentou praticamente todos, fazendo algumas ressalvas, e o fez, inclusive, todos com tradução juramentada. De posse de todos esses contratos, a Autoridade Autuante, por ocasião do Termo de Verificação Fiscal TVF, ilustrou seu entendimento citando cláusulas do Contrato nº 098 0211715 Uen (fl. 285/304 dos autos), e do Contrato Geral de Software (fls. 999 a 1007 dos autos), pelo qual haveria previsão para que fosse acessado o Código Fonte dos programas e ainda, que viessem a ser realizadas adaptações e melhorias, tanto para o uso próprio, quanto para viabilizar o uso pelos sublicenciados que viessem a adquirir tais programas, reflexo dos direitos de comercialização e distribuição de “software”. Em que pese estar efetivamente fundamentada na análise contratual feita pela Autoridade Autuante, bem como, por estar claro que foram verificadas todas as remessas ao exterior realizadas pela Recorrente no período autuado, considerando a quantidade significativa de contratos juntados aos autos, emergiu se são apenas esses dois contratos citados que sustentam todas as remessas realizadas, prescindindo seja efetivada essa vinculação de contrato por cada remessa a este vinculada; e, em caso de haver remessas que tenham sido objeto de lançamento da CIDE, que não estejam amparadas em um desses dois contratos, devese identificar sobre qual contrato se amparam cada uma dessas outras remessas, e se a mesma compôs o lançamento. Igualmente, quanto ao Contrato nº. 098 0211715 Uen (fl. 285/304), firmado em 11.11.2005, considerando que a licenciada é a Recorrente Ericsson Telecomunicações S/A, e que emerge dos autos que a autuação estaria colhendo remessas efetivadas pela sociedade Ericsson Serviços de Telecomunicações Ltda., sucedida por incorporação da Recorrente, Fl. 1787DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/0 4/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 16643.000408/201036 Resolução nº 3402000.504 S3C4T2 Fl. 1.785 5 merece ser esclarecido se nessa parte da autuação a remessa foi realizada pela sucedida ou pela própria Recorrente, e, ainda, se quanto à Recorrente, há outras remessas objeto do lançamento sob análise. Assim, tenho que as razões trazidas pelo contribuinte em seu recurso, bem como os documentos anexados ao processo, desde a fase de Fiscalização, contém “início de prova” suficientes de sugerir um aprofundamento probatório, e, ainda esclarecimentos por parte da Autoridade Fiscal, eis que, por si só, nesse momento, ainda não seriam suficientes para um livre convencimento fundamentado que seja completamente justo, sem que pairem dúvidas acerca da verdade material, razão pela qual se entende que o melhor caminho é a conversão do julgamento em diligência. Neste sentido, o Decreto 70.235/72, em seu artigo 29, bem determina: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. A jurisprudência se estende na mesma esteira: PRELIMINAR. DILIGÊNCIA. CONVICÇÃO DO JULGADOR. A teor do art. 29 do Decreto nº. 70.235/72 a realização de diligência vincula se ao livre convencimento da autoridade administrativa julgadora. (2º Conselho de Contribuintes / 2a. Câmara / ACÓRDÃO 20218.273 em 19.09.2007) Assim sendo, voto no sentido de que o julgamento seja convertido em diligência para que a Repartição de Origem tome as seguintes providências: Esclareça se são unicamente os dois contratos citados (Contrato nº 098 02 11715 Uen fl. 285/304 dos autos; e do Contrato Geral de Software fls. 999 a 1007 dos autos), que sustentam todas as remessas realizadas; Em caso positivo, proceder a indicação/vinculação, na planilha de levantamento das bases de cálculo objeto do lançamento, de cada remessa ao seu respectivo contrato; Em caso de haver remessas que tenham sido objeto de lançamento da CIDE, que não estejam amparadas em um desses dois contratos, identificar sobre qual contrato amparamse cada uma dessas outras remessas, e se a mesma compôs o lançamento, igualmente procedendo a indicação/vinculação, na planilha de levantamento das bases de cálculo objeto do lançamento, de cada remessa ao seu respectivo contrato; Com relação ao Contrato nº 098 0211715 Uen (fl. 285/304 dos autos), firmado em 11.11.205, esclarecer se nessa parte da autuação a remessa foi realizada pela sucedida Ericsson Serviços de Telecomunicações Ltda., ou pela própria Recorrente; Sendo pela própria Recorrente, informar, há outras remessas objeto do lançamento sob análise, igualmente procedendo a indicação/vinculação, na planilha de levantamento das bases de cálculo objeto do lançamento, de cada remessa ao seu respectivo contrato. Fl. 1788DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/0 4/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 16643.000408/201036 Resolução nº 3402000.504 S3C4T2 Fl. 1.786 6 Ao final, elaborar Relatório de Diligência, manifestandose de forma conclusiva sobre os resultados alcançados, concedendo, ao final, vista a Recorrente, com prazo de 30 (trinta) dias para se pronunciar, querendo, sobre o Relatório, sendo que, após vencido o prazo, os autos deverão retornar a esta Câmara para inclusão em pauta de julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator. Fl. 1789DF CARF MF Impresso em 29/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/0 4/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
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