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Numero do processo: 10875.003063/2003-33
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 1998
COFINS. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. DESCRIÇÃO DOS FATOS LACÔNICA. CERCEAMENTO DE DEFESA.
Há nulidade processual ab initio se a descrição dos fatos constante da autuação é lacônica, de forma a cercear o direito de defesa do sujeito passivo, e comprometer a sequência dos atos processuais, que acabam por tomar rumo diverso daquele referente à análise da conduta que se pretendeu imputar na autuação (proc. jud. de outro CNPJ).
Numero da decisão: 3403-002.058
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo ab initio.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Rosaldo Trevisan - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 1998 COFINS. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. DESCRIÇÃO DOS FATOS LACÔNICA. CERCEAMENTO DE DEFESA. Há nulidade processual ab initio se a descrição dos fatos constante da autuação é lacônica, de forma a cercear o direito de defesa do sujeito passivo, e comprometer a sequência dos atos processuais, que acabam por tomar rumo diverso daquele referente à análise da conduta que se pretendeu imputar na autuação (proc. jud. de outro CNPJ).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1701; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 97 1 96 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10875.003063/200333 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403002.058 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 24 de abril de 2013 Matéria AI COFINS Recorrente SUPERMERCADO IRMÃOS LOPES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 1998 COFINS. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. DESCRIÇÃO DOS FATOS LACÔNICA. CERCEAMENTO DE DEFESA. Há nulidade processual ab initio se a descrição dos fatos constante da autuação é lacônica, de forma a cercear o direito de defesa do sujeito passivo, e comprometer a sequência dos atos processuais, que acabam por tomar rumo diverso daquele referente à análise da conduta que se pretendeu imputar na autuação (proc. jud. de outro CNPJ). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo ab initio. Antonio Carlos Atulim Presidente. Rosaldo Trevisan Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 00 30 63 /2 00 3- 33 Fl. 134DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por ROSALDO TREVISAN 2 Relatório Versa o presente sobre Auto de Infração (fls. 51 a 591) relativo à Cofins lavrado contra a recorrente em 16/06/2003, pela não comprovação de processo judicial (indicação de processo judicial de outro CNPJ) para fins de suspensão da exigibilidade de débitos declarados para os períodos de fevereiro e abril de 1998, em valor total de R$ 7.105,79. Cientificada da autuação, a empresa apresenta impugnação tempestiva (fls. 3 a 17), alegando, em síntese, que o auto de infração é nulo: (a) pois decorre do simples fato de não constar o pagamento no sistema de processamento de dados da RFB, não tendo o órgão se preocupado em aprofundar a questão, ou notificar o interessado a prestar esclarecimentos; (b) por vício formal inobservância do art. 11 do Decreto no 70.235/1972; e ainda que (c) ocorreu a decadência; e (d) a emissão eletrônica do auto de infração foi efetuada sem observância do art. 142 do CTN. Argumenta ainda que: (e) não cabe a multa no caso de débito com exigibilidade suspensa; (f) a multa é confiscatória; e (g) o débito foi quitado via compensação com pagamentos indevidos de Finsocial reclamados na ação de repetição de indébito no processo no 92.00794963, ajuizada em nome do estabelecimento matriz. No julgamento de primeira instância, em 22/09/2011 (fls. 104 a 114), acorda se pela procedência parcial do lançamento, no sentido de que: (a) não houve vício formal, nem decadência, não sendo assim cabível a discussão sobre as nulidades apontadas, tendo o crédito sido constituído pelo contribuinte, mediante formalização em declaração; (b) a decisão favorável ao contribuinte determinando a restituição dos valores recolhidos indevidamente é insuficiente para autorizar a suspensão da exigibilidade ou extinção dos débitos em razão da compensação que este alega ter efetuado; c) a compensação de créditos decorrentes de decisão judicial submetese ao procedimento fixado nas Instruções Normativas SRF no 21/1997 e 73/1997: se o contribuinte recorreu à via judicial para obter restituição mas pretendia valerse do crédito administrativamente, necessário seria que antes desistisse da ou renunciasse à execução judicial, para evitar a repetição em duplicidade; e (d) em face do princípio da retroatividade benigna, exonerase a multa de ofício no lançamento decorrente de suspensão de exigibilidade por compensação não comprovada, apurada em declaração prestada pelo sujeito passivo, por se configurar hipótese diversa da prevista no art. 18 da MP no 135/2003 (convertida na Lei no 10.833/2003, já alterada pelas Leis no 11.051/2004 e no 11.196/2005). Cientificada da decisão em 11/10/2011 (AR à fl. 118), a empresa apresenta recurso voluntário em 09/11/2011 (fls. 120 a 129), sustentando preliminarmente que a decisão de primeira instância não foi devidamente motivada, e, no mérito, que é facultado ao contribuinte optar pela forma de receber os valores recolhidos indevidamente ao Fisco, tanto pela compensação quanto por precatório, sem prévia submissão à manifestação da Administração, conforme Lei no 8.383/1991, art. 66; IN no 32/1997, art. 2o; e REsp no 78.301/BA. É o relatório. 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). Fl. 135DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10875.003063/200333 Acórdão n.º 3403002.058 S3C4T3 Fl. 98 3 Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Há que se verificar, de início, se restou devidamente motivada a decisão de primeira instância, matéria ventilada em sede preliminar. Apesar de ter exonerado a multa de ofício aplicável, o julgador a quo manifesta que a compensação deveria ter seguido o procedimento fixado nas Instruções Normativas SRF no 21/1997 e 73/1997, e por isso mantém a autuação. Vejase, contudo, que grande parte da matéria versada tanto na decisão da DRJ quanto na argumentação em sede de recurso voluntário decorre da dificuldade em interpretar o que se quis atribuir ao sujeito passivo na autuação. Na primeira folha da autuação (fl. 51), qualificase o sujeito passivo e se detalhase a DCTF em análise (entregue em 27/04/1988), informandose que “a descrição dos fatos que originaram o presente Auto de Infração e os respectivos enquadramentos legais encontramse em folha(s) de continuação anexa (sic)”. Na folha anexa (fl. 53), é trazida a descrição dos fatos da autuação, que é integralmente transcrita abaixo: “O presente Auto de Infração originouse da realização de Auditoria Interna na(s) DCTF discriminada(s) no quadro 3 (três), conforme IN SRF nº 045 e 077/98. Foi(ram) constatada(s) irregularidade(s) no(s) crédito(s) vinculado(s) informado(s) na(s) DCTF, conforme indicada(s) no Demonstrativo de Créditos Vinculados não Confirmados (Anexo I), e/ou no “Relatório de Auditoria Interna de Pagamentos Informados na(s) DCTF” (Anexos Ia ou Ib), e/ou “Demonstrativo de Pagamentos Efetuados Após o Vencimento” (Anexos IIa ou IIb), e/ou no “Demonstrativo do Crédito Tributário a Pagar” (Anexo III) e/ou no “Demonstrativo da Multa e/ou Juros a Pagar – Não Pagos ou Pagos a Menor” (Anexo IV). Para efetuar o pagamento da(s) diferença(s) apurada(s) em Auditoria Interna, objeto deste Auto de Infração, o contribuinte deve consultar as “Instruções de Pagamento” (Anexo V).” No Anexo I (fl. 55 e 57), figuram nas colunas relativas a ocorrências (que parecem referirse à irregularidade detectada pelo fisco) a expressão “Proc. jud. de outro CNPJ”, informandose, respectivamente, os “valores não confirmados” de R$ 148,20, e de R$ 2.419,32, que, acrescidos de multa de ofício (apesar de a própria autuação indicar crédito com “exigibilidade suspensa” na coluna crédito não confirmado) e juros de mora perfazem os R$ 7.105,79, indicados na folha de rosto da autuação. O caráter lacônico da autuação passa a constituir obstáculo tão profundo à defesa que deturpa a matéria discutida nos autos. Vejase que a decisão da DRJ, ao mesmo tempo em que reconhece ser descabida a multa de ofício, mantém a autuação por ter sido efetuada compensação fora do procedimento estabelecido em Instrução Normativa. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por ROSALDO TREVISAN 4 Ocorre que não foi este o fundamento da autuação, mas sim a existência de “Proc. jud. de outro CNPJ” (entre os inúmeros “e/ou” constantes da descrição dos fatos, impressionantemente genérica). Resta claro, a nosso ver, o prejuízo à defesa da recorrente (afrontando os comandos dos arts. 10, III, e 59, II do Decreto no 70.235/1972), prejuízo esse que não se inaugura no julgado de primeira instância, mas no início do contencioso, porque a autuação, da forma em que foi levada a cabo, além de não permitir um efetivo contraditório, poluiu toda a sequência do processo, no qual acabou por se discutir matéria alheia à originalmente imputada pelo autuante. Pelo exposto, voto no sentido de anular o presente processo ab initio. Rosaldo Trevisan Fl. 137DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por ROSALDO TREVISAN
score : 1.0
Numero do processo: 12963.000857/2010-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - IRREGULARIDADE NA
LAVRATURA DO AIOP - INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que
suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e
do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e
materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência,
especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do
lançamento.
Neste sentido, o art. 26-A,
caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do
CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao
CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - CANCELAMENTO DE
PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009.
O presente Recurso Voluntário, considerando-se
o conteúdo da matéria
discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de
cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.335
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP - INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009. O presente Recurso Voluntário, considerando-se o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Negado
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2034; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 180 1 179 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12963.000857/201019 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240301.335 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente CONDOMINIO OPERACIONAL DO MINAS SUL SHOPPING Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009. O presente Recurso Voluntário, considerandose o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 181 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – CONDOMÍNIO OPERACIONAL DO MINAS SUL SHOPPING contra Acórdão nº 0937.580 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº. 37.312.0494, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 38.537,43. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social referente às contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais, as quais devem ser arrecadas e recolhidas pela empresa, do período de 09/2006 a 08/2009. O Relatório Fiscal, às fls. 39 a 43, informa que os valores consolidados neste AIOP encontramse relacionados no anexo Discriminativo do Débito DD, e referemse ao Levantamento FP e FP2: 1) FP e FP2 – FOLHA DE PAGAMENTO: Diferenças entre as contribuições apuradas na Folha de Pagamento apresentada pela empresa e as contribuições declaradas em GFIP, excluídos os pagamentos efetuados a título de bonificação; Informa ainda o Relatório Fiscal que foram examinados os seguintes elementos: 7. Os elementos analisados no Procedimento Fiscal foram, entre outros, os Livros Diários LD com respectivos Livros Razão LR dos anos de 2006 (analizado a partir da competência setembro, sendo o LD n° 02 protocolizado, registrado, microfilmado e digitalizado sob o n° 248757 e LR n° 2 sob on° 248758); 2007 (LD n° 03 registrado sob o n° 81010 e LRs n° 03 e 04); 2008 (LDs n° 05 registrado sob o n° 247965 e n° 06 – registrado sob o n° 247966 e LR n° 05 registrado sob o n° 247967) e 2009 (LD registrado sob o n° 248847 e LR sem número, de janeiro a junho registrado sob o n° 248880 e LR sem número, de julho a dezembro registrado sob o n° 248881), além de Folhas de Pagamento, GFIPs (últimas GFIPs transmitidas pela empresa até a data de início do Procedimento Fiscal, de cada competência conforme Anexo IV coluna 8), documentos que fundamentaram os lançamentos contábeis, etc. 8. Em razão da falta de informação dos pagamentos efetuados aos Contribuintes Individuais (Levantamento Cl) e das Fl. 130DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 remunerações pagas aos segurados empregados que compõem os Levantamentos AL, BO, FP, e FF nas GFIPs está sendo feita Representação Fiscal para Fins Penais RFFP que será remetida ao Ministério Público Federal para as providências cabíveis, j á que estas omissões encontramse tipificadas no artigo 337A, inciso I e III do Código Penal, incluído pela Lei 9.983 de 14.07.2000, o que constitui, em tese. Crime de Sonegação de Contribuição Previdenciária. Como elementos de prova foram anexados a este Relatório Fiscal, por amostragem, cópias dos resumos das Folhas de Pagamento dos meses de setembro de 2006 e agosto de 2009, acompanhados das telas das informações contidas nas respectivas GFIPs (tendo sido consideradas as últimas GFIPs transmitidas pela empresa relativas a estas competências até a data do início do Procedimento Fiscal 21.05.2010); cópias dos recibos emitidos em 09.04.07 (com lançamento contábil em 11.04.07 conta 416010011) referentes as remunerações pagas aos segurados Antonio Domingos Nicolau e Ana Lima da Silva; cópia do recibo relativo ao pagamento do segurado Denilson Capanzo Souza datado de 16.11.09 (lançamento contábil em 17.11.09 conta contábil 416010003) (Anexos V A a 1) Outrossim, informa o Anexo do Relatório Fiscal – SAFIS: Comparação de Multas às fls. 14 a 16, que para as infrações com fato gerador anterior a 04/12/2008, data da entrada em vigor da MP no 449/2008, a multa aplicada deve observar o principio da retroatividade benigna (CTN, art. 106, inc. II, c), para tanto está sendo efetuada a comparação pelo Sistema, por competência, da multa aplicada acima (revogada) e da multa atualmente em vigor (Multa de oficio de 75%, no mínimo, conforme art. 44 da Lei 9.430/96): 2. PLANILHA COMPARATIVA DE CÁLCULO Ao se examinar a coluna "MULTA MENOS SEVERA", poderemos encontrar quatro diferentes situações, que são: a) "ANTERIOR" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de mora de 24% ou 12% calculada sobre o montante da contribuição previdenciária devida, inclusive compensação indevida, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 67, 68 e 69, quando existentes; b) "ATUAL" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 77 e 78, quando existentes; c) "Al 78 E MULTA ANTERIOR" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de mora de 2 4% ou 12% e mais o Al 78, porém desprezandose os valores dos Al 68 ou 69, mesmo que listados; d) "Al 78 E MULTA ATUAL" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por Fl. 131DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 182 5 compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, e mais o Al 78. A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0611200.2010.00161. A Recorrente teve ciência deste AIOP em 27.11.2010, conforme Aviso de recebimento – AR nº SR392390492BR. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Discriminativo do Débito DD, é de 09/2006 a 12/2009. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva. Houve solicitação de Diligência Fiscal no processo principal AIOP nº 37.273.2500, através do Despacho nº 102 da Turma de Julgamento da DRJ Juiz de Fora, às fls. 160 a161, para que a autoridade fiscal esclarecesse se os valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram incluídos no parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009. Ainda, em razão da contestação do valor de R$ 940,00 lançado como bonificação na competência 03/2009, solicitouse a explicitação do documento utilizado na apuração da contribuição e sua juntada aos autos. A Informação Fiscal, no processo principal AIOP nº 37.273.2500 às fls. 162 a 163, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, informa que os valores apurados no procedimento fiscal não foram declarados em GFIP até o início da ação fiscal e não foram incluídos na base de cálculo apurada nas Folhas de Pagamento, não sendo assim reconhecidos pela empresa. Informa ainda que, não obstante o exposto, conforme cronograma estabelecido pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02, de 03/02/2011, caberá às pessoas jurídicas optantes pelas modalidades de parcelamento previstas nos artigos 1º ou 3º da Lei nº 11.941, de 2009, ou pelos artigos 1º e 3º da MP Nº 449, de 2008, prestar informações necessárias à consolidação, tais como selecionar os débitos parceláveis e indicar o número de prestações no período compreendido entre os dias 06 a 29 de julho de 2011, conforme consta nas Orientações sobre as regras para consolidação dos débitos, disponíveis no site da RFB na internet (fls. 164/166). Relativamente ao valor de R$ 940,00 lançado na competência 03/2009, esclarece que, conforme descrito no Relatório Fiscal, tal valor foi verificado na Folha de Pagamento, como pagamento de “bonificação” nos códigos indicados. Anexa a Folha de Pagamento da referida competência (fl. 167). O contribuinte foi cientificado da Informação Fiscal e se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação. Houve, no processo principal AIOP nº 37.273.2500, uma nova solicitação de Diligência Fiscal para o Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário SACAT, conforme Despacho nº 144, às fls. 178 a182, para que a autoridade competente se manifestasse acerca ses valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram ou não incluídos no Parcelamento Especial da Lei nº 11.941, de 2009. A Informação Fiscal, no processo principal AIOP nº 37.273.2500 às fls. 184 a 189, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa Fl. 132DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. O contribuinte foi cientificado desta Informação Fiscal se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação, no sentido de que cumpriu todas as etapas previstas para a efetivação do parcelamento especial, tendo acessado o site da Receita Federal do Brasil para cumprir o disposto na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02/2011, a qual fixou o período de 06/07 a 29/07/2011, a fim de consolidar seus débitos, mas “perante o sistema da RFB o mesmo acusou que não haviam débitos a consolidar, situação em que o contribuinte nada pode fazer. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 0937.580 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/08/2009 DEBCAD 37.312.0494 CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS. A empresa deve reter e recolher, mediante desconto da remuneração, as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. PARCELAMENTO CANCELADO. DISCUSSÃO. A discussão acerca do cancelamento de parcelamento não cabe a esta instância administrativa de julgamento. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 133DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 183 7 Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário,, reiterando os argumentos utilizados em sede de Impugnação, em apertada síntese: (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação da RFB. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento. Analisemos. Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a de segurados. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOP nº 37.312.0494 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura do AIOP nº 37.312.0494) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 184 9 IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão de TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. RDA – Relatório de Documentos Apresentados. f. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); Fl. 136DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 g. REPLEG Relatório de Representantes Legais (Este relatório lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação.); h. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); i. TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal; j. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. k. TEPF Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal;. lk. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose o AIOP nº 37.312.0494, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 185 11 DO MÉRITO (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. Analisemos. A Recorrente alega que em razão de ter optado pelo parcelamento Especial instituído pela Lei 11.941/2009 não poderia ter ocorrido o lançamento dos valores no presente AIOP. Outrossim, a Informação Fiscal, às fls. 184 a 189, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN / RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 Portanto, conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso e NO MÉRITO NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 139DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10925.900861/2008-87
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 09 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.276
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório. Tratase da Declaração de Compensação (PER/DCOMP) nº 22888.22803.111104.1.3.048121 (fls.100/104), transmitida em 11/11/2004, por meio da qual o contribuinte pretende compensar débito de Cofins (código de receita: 5856) e PIS (código:6912), referentes ao período de apuração de: julho/2004, vencimento: 13/08/2004, com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de CSLL (código de receita: 2484 – Estimativa Mensal, Período de Apuração: 31/01/2004, Data de Arrecadação: 27/02/2004, Valor: R$ 2.623,18). Por intermédio do despacho decisório de fl.06, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor do contribuinte e, por conseguinte, não homologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 25 .9 00 86 1/ 20 08 -8 7 Fl. 134DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.900861/200887 Resolução nº 1802000.276 S1TE02 Fl. 3 2 do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Irresignado com o referido decisório, o contribuinte encaminhou manifestação de inconformidade, na qual alega, em síntese, que no ano calendário de 2004 apurou prejuízo, razão pela qual não ocorreu fato gerador da CSLL, e qualquer pagamento a este titulo é indevido. Sendo indevido o pagamento, a contribuinte entende que tem o direito de utilizálo como crédito em compensação de débitos próprios. A 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (Florianópolis/SC) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 0725.068, de 30 de junho de 2011 (fls.111/112), e, o contribuinte cientificado da mencionada decisão em 02/09/2011 (Aviso de RecebimentoAR), interpôs recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, protocolizado em 28/09/2011. As razões aduzidas na peça recursal são, no essencial, as mesmas apresentadas na manifestação de inconformidade, acima relatadas, portanto, desnecessário repetilas. Finalmente conclui que, restando comprovado nos documentos acostados aos autos que houve recolhimento de tributos sem a ocorrência do fato gerador da obrigação, tais valores hão de ser declarados de direito da recorrente, para ser deferido o pedido de compensação protocolado, sob pena de se perpetuar o enriquecimento sem causa da Fazenda Pública. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo. Dele conheço. O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 22888.22803.111104.1.3.048121 (fls.100/104), transmitido em 11/11/2004, por meio do qual o contribuinte pretende compensar débito de Cofins (código de receita: 5856) e PIS (código:6912), referentes ao período de apuração de: julho/2004, vencimento: 13/08/2004, com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de CSLL (código de receita: 2484 – Estimativa Mensal, Período de Apuração: 31/01/2004, Data de Arrecadação: 27/02/2004, Valor: R$ 2.623,18). Conforme relatado, pelo despacho decisório de fl.06, emitido em 09/05/2008, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor do contribuinte e, por conseguinte, não homologada a compensação declarada no PER/DCOMP, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Em sede de primeira instância, a manifestação de inconformidade apresentada em 16/06/2008 (fls.01/05), foi julgada improcedente mediante o Acórdão nº 0725.068, de 30 de junho de 2011 (fls.111/112) mantendo o despacho decisório que não homologou a Fl. 135DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.900861/200887 Resolução nº 1802000.276 S1TE02 Fl. 4 3 compensação porque constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. O Recorrente em 28/05/2008, após a expedição do despacho decisório de 09/05/2008, cientificado ao contribuinte em 21/05/2008 (fl.108) e, antes de apresentar a manifestação de inconformidade (17/06/2008), retificou a DCTF do 1º trimestre de 2004 (fl.08) na qual altera para “zero”, o débito da CSLL – estimativa mensal relativa ao período de apuração de 31/01/2004. A alegação da pessoa jurídica expressa na manifestação de inconformidade e repisada no recurso voluntário é que, no ano calendário de 2004 apurou prejuízo, razão pela qual não ocorreu o fato gerador da CSLL, e qualquer pagamento a este titulo é indevido. Sendo indevido o pagamento, a contribuinte entende que tem o direito de utilizálo como crédito em compensação de débitos próprios. O crédito aventado nos presentes autos referese a pagamento indevido ou a maior de CSLL (código de receita: 2484 – Estimativa Mensal, Período de Apuração: 31/01/2004, Data de Arrecadação: 27/02/2004, Valor: R$ 2.623,18). É cediço, que a CSLL determinada mensalmente com base na receita bruta e acréscimos ou em balanço ou balancete de suspensão ou redução deve ser paga até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir (art. 6º da Lei nº 9.430, de 1996). Apesar de a DPJ/2005 Ficha 16 Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido Mensal por Estimativa discriminar a FORMA DE DETERMINAÇÃO DA BASE DE CALCULO DA CSLL “Com Base em Balanço ou Balancete de Suspensão ou Redução”, o Recorrente não juntou aos autos os balanços ou balancetes mensais transcritos no livro Diário, nos termos do artigo 35 da Lei nº 8.981 de 1995. O contribuinte requer a compensação do valor pago por estimativa mensal e vincula seu pleito a saldo negativo da CSLL em 2004, apresentando a DIPJ/2005 com base de cálculo negativa em todos os meses do ano calendário de 2004. Cabe verificar: a) se o pagamento efetuado de CSLL à titulo de estimativa mensal, relativo ao período de apuração: 31/01/2004, Data de Arrecadação: 27/02/2004, DARF: R$ 2.623,18, foi utilizado na dedução da CSLL devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de CSLL do ano calendário de 2004; b) se o pagamento da CSLL foi calculado com base na receita bruta e acréscimos ou em balanço ou balancete de suspensão ou redução e, c) se os balanços ou balancetes mensais foram transcritos no livro Diário, nos termos do artigo 35 da Lei nº 8.981 de 1995. Diante do exposto, voto no sentido de que os presentes autos sejam encaminhados à DRF de origem – Joaçaba/SC, para diligenciar e informar as questões acima, bem como outras que entender necessárias à luz da escrituração contábil e fiscal a evidenciar o valor da CSLL por estimativa a maior, para que se possa homologar ou não a compensação declarada pelo contribuinte e extinção dos débitos de que tratam os presentes autos. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.900861/200887 Resolução nº 1802000.276 S1TE02 Fl. 5 4 Realizada a diligência, deve ser elaborado relatório circunstanciado, do qual deve ser dada ciência ao Contribuinte para sua manifestação, se do seu interesse, no prazo de 30 (trinta dias). Apresentada a manifestação ou transcorrido o prazo, devem os autos retornar ao CARF para prosseguimento do julgamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 13891.000295/2008-34
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Simples Nacional
Exercício: 2009
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
A omissão, a obscuridade e a contradição entre a decisão e os seus fundamentos não restando comprovadas, os embargos de declaração interpostos devem ser rejeitados.
Numero da decisão: 1801-001.533
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer os Embargos Declaratórios interpostos pela Contribuinte, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ementa_s : Assunto: Simples Nacional Exercício: 2009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO A omissão, a obscuridade e a contradição entre a decisão e os seus fundamentos não restando comprovadas, os embargos de declaração interpostos devem ser rejeitados.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer os Embargos Declaratórios interpostos pela Contribuinte, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer os Embargos Declaratórios interpostos pela Contribuinte, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 1. 00 02 95 /2 00 8- 34 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13891.000295/200834 Acórdão n.º 1801001.533 S1TE01 Fl. 84 2 Tratase de embargos de declaração interpostos pela Recorrente, Lojinha Crilu Ltda, em face do Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 1801 00.978, de 12.04.2012, com fundamento no que dispõe o artigo 65 do Anexo II do Regimento Interno do CSRF, aprovado pela Portaria MF no 256, de 22 de junho de 2009. A Recorrente optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) foi excluída de ofício mediante o Ato Declaratório Executivo DRF/RPO/SP nº 28, de 27.11.2008, com efeitos a partir de 01.06.2008, tendo em vista a constatação de comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho (inciso VII do art. 29 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 e § 1º do art. 4º da Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007), fl. 33. O procedimento de ofício é decorrente do Auto de Infração lavrado contra a Recorrente por infração às medidas de controle fiscal relativas a fumo, cigarro, charuto de procedência estrangeira combinado com o perdimento de mercadoria, pelo porte e comercialização de tais produtos em seu estabelecimento formalizado no processo nº 10813.000280/200819, que se encontra findo na esfera administrativa e cujas cópias constam às fls. 0829. Cientificada em 11.12.2008, fls. 3839, a Recorrente apresentou a impugnação em 12.01.2009, fls. 4046, argumentando em síntese que não realizou qualquer comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. Suscita que não há provas nos autos de que de fato a atividade mercancia foi realizada, tais como nota fiscal de venda, nota fiscal de compra, relato de testemunha, tampouco escrituração no Livro Caixa. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Por todos estes motivos, a requerente entende que se encontra em situação regular perante a todos os entes estatais gestores do Simples Nacional, e requer que seja deferido o pedido de cancelamento do ADE 28, e seja mantida no sistema Simples Nacional. Termos em que P. Deferimento Está registrado como resultado do Acórdão da 9ª TURMA/DRJ/RPO/SP nº 1433.339, de 14.04.2011, fls. 5355: “Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado Assunto: Simples Nacional Anocalendário: 2008 SIMPLES NACIONAL. EXCLUSÃO. Darseá a exclusão de ofício do Simples Nacional quando a ME ou EPP comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13891.000295/200834 Acórdão n.º 1801001.533 S1TE01 Fl. 85 3 Notificada em 20.05.2011, fls. 5960, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 01.06.2011, fls. 6168, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na peça impugnatória. Conclui Por todos estes motivos, a recorrente entende que se encontra em situação regular perante a todos os entes estatais gestores do Simples Nacional, e requer que seja anulada a decisão de primeira instância, por inconsistente, e alternativamente que seja deferido o pedido de cancelamento do ADE 28, e seja mantida no sistema Simples Nacional. Termos em que P. Deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 180100.978, de 12.04.2012, fls. 7074: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.” Restou ementado Assunto: Simples Nacional Exercício: 2009 OPÇÃO. CAUSA IMPEDITIVA LEGAL. A legislação expressamente não admite o recolhimento dos tributos na forma do Simples Nacional pela microempresa ou empresa de pequeno porte que comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. DOUTRINA.JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Notificada em 03.08.2012, fl. 77, a Recorrente interpôs embargos de declaração em 08.08.2012, fls. 7981 com as alegações a seguir resumidas. Suscita que há omissão, obscuridade e contradição na decisão embargada. Defende a tese de que “não houve comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho, e esta não ocorreu”. Suscita que “estes fatos não foram analisados” na decisão embargada”. Conclui Por todo exposto [...] entendemos que o Acórdão é omisso [e por essa razão, requer que] seja reformada a decisão [...] reconhecendose a inexistência da causa Fl. 85DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13891.000295/200834 Acórdão n.º 1801001.533 S1TE01 Fl. 86 4 pela qual a empresa foi excluída de Simples, visto que não houve comercialização do produto, como pode ser facilmente comprovada nos documentos juntados pela autoridade fiscal, bem como a manutenção da empresa neste regime de tributação. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora A Recorrente suscita que há omissão, obscuridade e contradição na decisão embargada. No presente caso verificase que não cabem embargos de declaração, porque no acórdão embargado não contêm obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos e tampouco foi omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a turma, conforme a seguir evidenciado. No Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 180100.978, de 12.04.2012, consta expressamente todas as circunstâncias dos fatos e dos fundamentos jurídicos que justificaram a exclusão do Simples Nacional com a motivação explícita, clara e congruente, a saber: A Recorrente se insurge contra o ato de ofício ao argumento de que a causa excludente não se encontra comprovada nos autos. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido denominado Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) é regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A opção do sujeito passivo deve ser manifestada por meio da internet até o último dia útil do janeiro sendo irretratável para todo anocalendário oportunidade em que presta declaração quanto ao nãoenquadramento nas vedações legais.A exclusão por comunicação decorrente de opção ou de obrigatoriedade é feita pela internet. Verificada a falta da comunicação obrigatória, a exclusão de ofício é formalizada mediante termo emitido pelo ente federativo que iniciar o processo de exclusão de ofício. O seus efeitos podem ser retroativos, conforme o caso. Não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. A manifestação unilateral da RFB deve ser formalizada por ato administrativo, como uma espécie de ato jurídico, deve estar revestido dos atributos que lhe conferem a presunção de legitimidade, a imperatividade e a autoexecutoriedade, ou seja, para que produza efeitos que vinculem o administrado deve ser emitido (a) por agente competente que o pratica dentro das suas atribuições legais, (b) com as formalidades indispensáveis à sua existência, (c) com objeto, cujo resultado está previsto em lei, (d) com os motivos, cuja matéria de fato ou de direito Fl. 86DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13891.000295/200834 Acórdão n.º 1801001.533 S1TE01 Fl. 87 5 seja juridicamente adequada ao resultado obtido e (e) com a finalidade visando o propósito previsto na regra de competência do agente1. Tratandose de ato vinculado, a Administração Pública tem o dever de motiválo no sentido de evidenciar sua expedição com os requisitos legais que constituem pressupostos essenciais de sua existência, de sua validade e de sua eficácia. Ademais a Administração Pública deve observar, dentre outros, os princípios da ampla defesa e do contraditório e por esta razão, no processo administrativo fiscal deve ser adotado o critério da necessária indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinam a sua emissão. O Ato Declaratório Executivo DRF/RPO/SP nº 28, de 27.11.2008, foi emitido pela autoridade competente com efeitos a partir de 01.06.2008, tendo em vista a constatação de comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho, fl. 29. Estes fatos estão comprovados nos autos mediante o Auto de Infração lavrado contra a Recorrente por infração às medidas de controle fiscal relativas a fumo, cigarro, charuto de procedência estrangeira combinado com o perdimento de mercadoria, pelo porte e comercialização de tais produtos em seu estabelecimento formalizado no processo nº 10813.000280/200819, que se encontra findo na esfera administrativa, bem como o Termo de Apreensão e Guarda Fiscal nº 0810900/00503/08, de 25.06.2008, protocolado no processo administrativo de nº 10813.000268/200804 e ainda o Auto de Exibição e Apreensão expedido pela Delegacia de Polícia de Porto Ferreira/SP datado de 14.06.2007 e cujas cópias constam às fls. 0425. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. Registrese que os embargos de declaração são recursos de saneamento. Pela análise dos autos se infere que na apreciação da prova, a autoridade judicante formou livremente sua convicção fundamentada aplicando o princípio da persuasão racional em relação aos elementos comprobatórios ali produzidos (art. 29 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e incisos LIV e LV do art. 5º e art. 93 da Constituição Federal, bem como art. 2º e art. 50 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999). Portanto, a omissão, a obscuridade e a contradição entre a decisão e os seus fundamentos não restaram comprovadas, ou sequer foi omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Em assim sucedendo, voto por não conhecer os embargos de declaração interpostos pelo sujeito passivo. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 1 Fundamentação legal: art. 179 da Constituição Federal, art. 29, art. 33 e art. 39 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Resolução CGSN nº 4, de 30 de maio de 2007, Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007 e art. 2º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13891.000295/200834 Acórdão n.º 1801001.533 S1TE01 Fl. 88 6 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 15504.725654/2012-98
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IRPJ Ano-calendário: 2009 MULTA QUALIFICADA. JUSTIFICATIVA PARA APLICAÇÃO. NECESSIDADE DA CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. INAPLICABILIDADE NO CASO DE PRESUNÇÃO. Súmula CARF nº 25: A presunção legal de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação de uma das hipóteses dos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64.
Numero da decisão: 1302-001.120
Decisão: Acordam os membros do colegiado, [por unanimidade, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
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JUSTIFICATIVA PARA APLICAÇÃO. NECESSIDADE DA CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. INAPLICABILIDADE NO CASO DE PRESUNÇÃO. Súmula CARF nº 25: A presunção legal de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação de uma das hipóteses dos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, [por unanimidade, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.. EDUARDO DE ANDRADE Presidente. GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Marcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Eduardo de Andrade . Relatório Foram lavrados contra o contribuinte autos de infração de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS/PASEP relativos ao anocalendário de 2009, para exigência de crédito tributário no valor de R$ 6.400.549,98, sob a fundamentação de omissão de receitas caracterizada por depósitos bancários não contabilizados. Fl. 405DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE 2 O Termo de Verificação Fiscal, de fls. 30 a 73, informa em síntese o seguinte: que o MPF foi expedido para verificação da movimentação bancária do contribuinte, que no anocalendário de 2009, teve créditos na ordem de R$ 14.000.000,00 contra uma declaração em DIPJ de apenas R$ 19.400,00 de rendimentos tributáveis. que intimado, em 03/01/21, a apresentar os livros diário, razão, caixa, atos constitutivos e alterações, relação das contas bancárias e de aplicações e extratos bancários, apresentou em 28/02/12, espontaneamente somente os extratos e as notas fiscais. reintimado em 22/03/12 a apresentar a escrituração contábil, apresentou novas notas fiscais, mas não a documentação contábil. em 30/03/12, após análise com as devidas exclusões e individualizações dos créditos, foi intimado a comprovar a origem dos depósitos depurados em suas contas, quando informou desconhecêlos e que os valores estão totalmente fora de sua realidade. em 10/05/12 foi reintimado a apresentar sua escrituração (livros) e uma série de informações sobre as contas correntes, como cópia das fichas cadastrais, cartões de assinatura, procurações e informar quem de fato movimentava estas contas, e não respondeu. diante da ausência dos livros e da documentação que daria suporte a movimentação bancária, a fiscalização arbitrou o lucro do período sob fiscalização, nos termos do art. 530,III, do RIR/99, efetuando os lançamentos do IRPJ, CSLL, PIS e COFINS sobre o valor das receitas omitidas, com a aplicação da multa no percentual de 150% conforme art. 44, II da Lei nº 9.430/96, e fez a representação fiscal para fins penais. Intimada do lançamento o Contribuinte apresenta impugnação, onde alega basicamente o seguinte: que os depósitos bancários jamais poderiam ser considerados receitas de publicidade. que o arbitramento avilta o principio do contraditório e a condição de fraude e de sonegação não condiz com o relatado no auto de infração. requer finalmente prazo para juntar provas. A 4ª Turma da DRJ/BHE, por unanimidade de votos, manteve o crédito tributário refente ao principal e, pelo voto de qualidade afastou a multa qualificada e recorreu de ofício ao Conselho, conforme ementa a seguir: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2009 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. No desempenho das atividades de verificação da regularidade do cumprimento das obrigações tributárias principais e acessórias pelo contribuinte, e de formalização dos créditos tributários daí decorrentes, os agentes fiscais têm uma atuação estritamente vinculada à Lei. Verificada a ocorrência de infração à legislação tributária, por dever de Fl. 406DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 15504.725654/201298 Acórdão n.º 1302001.120 S1C3T2 Fl. 2 3 ofício, esses agentes públicos devem proceder à formalização da exigência dos tributos, acréscimos legais e penalidades aplicáveis. OMISSÃO DE RECEITAS. DETERMINAÇÃO DO IMPOSTO. REGIME DE TRIBUTAÇÃO. Verificada a omissão de receita, o imposto a ser lançado de ofício deve ser determinado de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no períodobase a que corresponder a omissão. DEPÓSITO BANCÁRIO. ORIGEM NÃO COMPROVADA. RECEITA OMITIDA. Caracterizam omissão de receitas os valores creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PRESUNÇÃO JURIS TANTUM. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. A presunção legal júris tantum inverte o ônus da prova. Neste caso, a autoridade lançadora fica dispensada de provar que o depósito bancário não comprovado (fato indiciário) corresponde, efetivamente, ao auferimento de rendimentos (fato jurídico tributário). Cabe ao Fisco simplesmente provar a ocorrência do fato indiciário (depósito bancário); e ao contribuinte cumpre provar que o fato presumido não existiu na situação concreta. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2009 CONTRADITÓRIO Inexiste direito ao contraditório anteriormente à fase litigiosa do processo administrativo fiscal que se inicia com a apresentação da impugnação de lançamento. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO PROVAS As simples alegações desprovidas dos respectivos documentos comprobatórios não são suficientes para afastar a exigência tributária. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2009 MULTA QUALIFICADA. Súmula CARF nº 25: A presunção legal de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação de uma das hipóteses dos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2009 OMISSÃO DE RECEITAS. Constatada a falta de escrituração da movimentação bancária, é legítimo o lançamento de ofício como omissão de receitas. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2009 OMISSÃO DE RECEITAS O decidido para o lançamento de IRPJ estendese aos lançamentos dos demais tributos com os quais compartilha o mesmo fundamento de fato e Fl. 407DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE 4 para o qual não há outras razões de ordem jurídica que lhes recomenda tratamento diverso. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vencidos os julgadores Agostinho Ribeiro Mendes e Carlota dos Mares Guia Peixoto Nicácio, que votaram pela manutenção da multa agravada, por entenderem que esta não foi aplicada pela simples presunção legal de omissão de receita ou de rendimentos, mas sim pela sistemática e intencional falta de escrituração, por parte da impugnante, das receitas por ela auferidas. Conforme se extrai do ofício de encaminhamento de fls. 404, o contribuinte foi intimado da decisão da DRJ em 24/12/12 e não apresentou recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator. Tendo em vista que o Contribuinte regularmente intimado não apresentou recurso voluntário e tendo sido atendida a legislação de regência, tomo conhecimento do recurso de ofício interposto pela DRJ/BHE, que se deu exclusivamente sobre a desqualificação da multa de 150%. A autoridade fiscal aplicou a multa qualificada prevista no artigo 44 da Lei 44 da Lei 9.430/96, que deve ser aplicada somente quando a fiscalização provar que houve evidente intuito de fraude, ou tenha ocorrido crime contra a ordem tributária, definidos na Lei n° 4 .502/64. O evidente intuito de fraude floresce nos casos típicos de adulteração de comprovantes, adulteração de notas fiscais, conta bancária em nome fictício, falsidade ideológica, notas calçadas, notas frias, notas paralelas, etc., conforme se observa na jurisprudência abaixo: Acórdão CSRF/0104.917, 13 de abril de 2004: MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. APLICAÇÃO No caso de lançamento de ofício será aplicada multa calculada sobre o crédito tributário apurado, no percentual de 150%, quando caracterizado o evidente intuito de fraude por parte do autuado, em face dos levantamentos realizados pela autoridade autuante e fatos revelados nos autos do processo. Acórdão n.º. 10312.178, de 17 de março de 1993: Fl. 408DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 15504.725654/201298 Acórdão n.º 1302001.120 S1C3T2 Fl. 3 5 CONTA BANCÁRIA FICTÍCIA – Apurado que os valores ingressados na empresa sem a devida contabilização foram depositados em conta bancária fictícia aberta em nome de pessoa física não encontrada e com movimentação pelas representantes da pessoa jurídica, está caracterizada a omissão de receita, incidindo sobre o imposto apurado a multa majorada de 150% de que trata o art. 728, III, do RIR/80. Segundo a fiscalização a mera omissão de receita apurada com base em depósitos bancários, mantidos à margem da escrituração, sem as correspondentes comprovações de origem, configurou a prática de crime contra a ordem tributária e, por conseqüência se impõs o agravamento da multa de ofício. Porém não é este o entendimento pacífico deste E. Conselho, do qual compartilho, que inclusive já sumulou a matéria em 08/12/2009, nos seguintes termos: Súmula CARF nº 25: A presunção legal de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação de uma das hipóteses dos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64. E uma vez que a Portaria MF nº 383/10, atribuiu à Súmula CARF nº 25 efeito vinculante em relação à administração pública federal, impõese, como bem decidiu a DRJ/BHE, que seja afastada a qualificação da multa de ofício, para reduzila ao percentual de 75%. Diante do exposto, só posso concluir pela inaplicabilidade da multa de oficio qualificada e assim voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Fl. 409DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE
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Numero do processo: 13855.000612/2001-82
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/03/1991 a 30/04/2000
DECADÊNCIA - 5 ANOS - CONTRADIÇÃO CONSTATADA - ERRO - RETIFICAÇÃO
Os termos do voto vencedor deve refletir os termos da decisão proferida na sessão de julgamento. Constatado erro na formalização do voto e a contradição com a ementa do acórdão, o mesmo deve ser retificado. Matéria discutível em sede de embargos de declaração.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 3302-001.560
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para re-ratificar o acórdão embargado, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: Fabiola Cassiano Keramidas
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1991 a 30/04/2000 DECADÊNCIA - 5 ANOS - CONTRADIÇÃO CONSTATADA - ERRO - RETIFICAÇÃO Os termos do voto vencedor deve refletir os termos da decisão proferida na sessão de julgamento. Constatado erro na formalização do voto e a contradição com a ementa do acórdão, o mesmo deve ser retificado. Matéria discutível em sede de embargos de declaração. Embargos Acolhidos.
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Jacometi & Filhos Ltda Interessado DRJ Ribeirão Preto/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1991 a 30/04/2000 DECADÊNCIA 5 ANOS CONTRADIÇÃO CONSTATADA ERRO RETIFICAÇÃO Os termos do voto vencedor deve refletir os termos da decisão proferida na sessão de julgamento. Constatado erro na formalização do voto e a contradição com a ementa do acórdão, o mesmo deve ser retificado. Matéria discutível em sede de embargos de declaração. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para reratificar o acórdão embargado, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS – Relatora. EDITADO EM: 09/04/2013 Fl. 426DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 17/0 5/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13855.000612/200182 Acórdão n.º 330201.560 S3C3T2 Fl. 400 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: WALBER JOSE DA SILVA (PRESIDENTE), JOSE ANTONIO FRANCISCO, FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAÚJO, JOSE EVANDE CARVALHO ARAÚJO, GILENO GURJÃO BARRETO. Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fls. 397 – Vol. II) opostos pela Autoridade Executiva, em razão de suposta contradição entre teor do voto e a ementa do acórdão, que seguiu da seguinte forma descrito: “PIS/PASEP. DECADÊNCIA. Decadência dos períodos de apuração março de 1991 até maio de 1996. Prazo decadencial de 05 anos contados a partir da ocorrência do fato gerador para o fisco proceder ao lançamento, aplicação do artigo 173 c/c 150, § 4º, do Código Tributário Nacional – CTN. BASE DE CÁLCULO SEMESTRALIDADE – IMPOSSIBILIDADE DE AUTUAÇÃO POR INEXISTÊNCIA DE COISA JULGADA Decisão judicial de primeira instância que concede direito à compensação dos valores pagos a maior em virtude da inconstitucionalidade dos DecretosLeis nº 2.445 e 2.449/88, sem, contudo, aplicar a semestralidade como base de cálculo. Decisão ainda pendente de recurso de apelação que não pode ser considerada para autuação do contribuinte. Inexistência de coisa julgada. Recurso provido em parte.” Já no voto proferido às fls. 393, restou consignado que a lavratura do auto de infração ocorreu em 16/06/2003, e que os fatos geradores decaídos são os relativos ao período de janeiro a maio/1998. Em vista da clara contradição, os embargos apresentados foram recebidos e trazidos à apreciação desta Turma de Julgamento. É o relatório. Voto Fl. 427DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 17/0 5/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13855.000612/200182 Acórdão n.º 330201.560 S3C3T2 Fl. 401 3 Conselheira FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Relatora Conforme despacho de fls., o recurso de Embargos de Declaração atende aos pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Com razão a Embargante. A simples análise da decisão é suficiente para verificar que houve um lapso quando da formalização do resultado de julgamento. Do que se verifica das fls. 393, nos termos do voto formalizado à época, restou consignado que a lavratura do auto de infração ocorreu em 16/06/2003, e que os fatos geradores decaídos são os relativos ao período de janeiro a maio/1998. Todavia, de acordo com os termos da minuta do acórdão e do auto de infração – fls. 05 – o auto foi lavrado em 31/05/2001 e não 16/06/2003, como consta dos voto, que deve ser retificado. Da mesma forma, os fatos geradores decaídos não se referem ao ano de 1998, mas ao período de março de 1991 até maio de 1996. Em vista da clara contradição entre a ementa, o voto condutor e os fatos, imperioso retificar os termos do voto, antes assim formalizado: “Portanto, de acordo com o entendimento já firmado nesta Câmara, eventuais créditos de PIS, relativos aos fatos geradores de janeiro a maio de 1998, já haviam sido atingidos pela decadência, na data do lançamento efetuado pela autoridade fiscal, qual seja, 16/06/03. Neste ponto, vale ressaltar que na data da lavratura do auto de infração não havia operado a decadência do crédito relativo a junho/98, pois seu fato gerador só ocorreu em 30/06/98. Tendo ocorrido a extinção do crédito tributário, em virtude da decadência operada (conforme art. 156, VII do CTN), não há de se cogitar a manutenção da autuação em relação às competências de janeiro a maio de 1998. Em relação aos lançamentos efetuados para os meses de junho a dezembro de 1998, vale notar que o critério utilizado pela autoridade fiscal, para calcular o valor do crédito do contribuinte, está pautado na decisão judicial que, conforme constatado dos documentos acostados aos autos, atualmente está válida, vigente e eficaz. Neste sentido a decisão judicial proferida nos autos em que a Recorrente foi parte impediu a aplicação do critério da semestralidade para o cálculo do PIS razão pela qual, a despeito do posicionamento pessoal desta Relatora, outra opção não há a não ser reconhecer a existência da citada decisão bem como a sua necessária aplicação, a qual justifica a manutenção do auto de infração enquanto perdurar o entendimento judicial contrário ao contribuinte. Fl. 428DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 17/0 5/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13855.000612/200182 Acórdão n.º 330201.560 S3C3T2 Fl. 402 4 Em face do exposto, conheço do presente recurso e o julgo parcialmente procedente no mérito, para que o auto de infração seja cancelado no tocante a parte alcançada pela decadência do direito do Fisco (de janeiro a maio de 1998), sendo que deverá ser mantido o auto de infração em relação à parte não decaída. Registrase que a parte mantida do auto de infração estará sujeita a decisão judicial que vier a ser proferida nos autos da Ação Ordinária nº 96.14049456/ 2000.03.99.0428033.” Para que conste da seguinte forma: “Portanto, de acordo com o entendimento já firmado nesta Câmara, eventuais créditos de PIS, relativos aos fatos geradores de janeiro a maio de 1998, já haviam sido atingidos pela decadência, na data do lançamento efetuado pela autoridade fiscal, qual seja, 31/05/2001. Neste ponto, vale ressaltar que na data da lavratura do auto de infração não havia operado a decadência do crédito relativo ao período de março de 1991 até maio de 1996, pois seu fato gerador só ocorreu em 31/05/01. Tendo ocorrido a extinção do crédito tributário, em virtude da decadência operada (conforme art. 156, VII do CTN), não há de se cogitar a manutenção da autuação em relação às competências março de 1991 até maio de 1996. Em relação aos lançamentos efetuados para os demais meses, vale notar que o critério utilizado pela autoridade fiscal, para calcular o valor do crédito do contribuinte, está pautado na decisão judicial que, conforme constatado dos documentos acostados aos autos, atualmente está válida, vigente e eficaz. Neste sentido a decisão judicial proferida nos autos em que a Recorrente foi parte impediu a aplicação do critério da semestralidade para o cálculo do PIS razão pela qual, a despeito do posicionamento pessoal desta Relatora, outra opção não há a não ser reconhecer a existência da citada decisão bem como a sua necessária aplicação, a qual justifica a manutenção do auto de infração enquanto perdurar o entendimento judicial contrário ao contribuinte. Em face do exposto, conheço do presente recurso e o julgo parcialmente procedente no mérito, para que o auto de infração seja cancelado no tocante a parte alcançada pela decadência do direito do Fisco (março de 1991 até maio de 1996), sendo que deverá ser mantido o auto de infração em relação à parte não decaída. Registrase que a parte mantida do auto de infração estará sujeita a decisão judicial que vier a ser proferida nos autos da Ação Ordinária nº 96.14049456/ 2000.03.99.042803 3.” Fl. 429DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 17/0 5/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13855.000612/200182 Acórdão n.º 330201.560 S3C3T2 Fl. 403 5 Ante o exposto, admito os Embargos de Declaração apresentados, para o fim de reratificar o acórdão nº 20180.012 de fls. 390/394 – Vol. II, e declarar decaídos os fatos geradores ocorridos até maio/1996, inclusive. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de abril de 2012. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Fl. 430DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 17/0 5/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
score : 1.0
Numero do processo: 10670.001228/2004-10
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2002
RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. NORMA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA.
Não deve ser conhecido o recurso de ofício contra decisão de primeira instância que exonerou o contribuinte do pagamento de tributo e/ou multa no valor inferior a R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais), nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, a qual, por tratar-se norma processual, é aplicada imediatamente, em detrimento à legislação vigente à época da interposição do recurso, que estabelecia limite de alçada inferior ao hodierno.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.652
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo Presidente
(Assinado digitalmente)
Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira - Relator
EDITADO EM: 29/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Elias Sampaio Freire.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2002 RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. NORMA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. Não deve ser conhecido o recurso de ofício contra decisão de primeira instância que exonerou o contribuinte do pagamento de tributo e/ou multa no valor inferior a R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais), nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, a qual, por tratar-se norma processual, é aplicada imediatamente, em detrimento à legislação vigente à época da interposição do recurso, que estabelecia limite de alçada inferior ao hodierno. Recurso especial negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira - Relator EDITADO EM: 29/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Elias Sampaio Freire.
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NÃO CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. NORMA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. Não deve ser conhecido o recurso de ofício contra decisão de primeira instância que exonerou o contribuinte do pagamento de tributo e/ou multa no valor inferior a R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais), nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, a qual, por tratarse norma processual, é aplicada imediatamente, em detrimento à legislação vigente à época da interposição do recurso, que estabelecia limite de alçada inferior ao hodierno. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 00 12 28 /2 00 4- 10 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo – Presidente (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Relator EDITADO EM: 29/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Elias Sampaio Freire. Relatório CIA SIDERÚRGICA VALE DO PARAOPEBA, contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já devidamente qualificada nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavrado Auto de Infração, em 13/12/2004, exigindolhe crédito tributário concernente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, em relação ao exercício de 2002, incidente sobre o imóvel rural denominado “Fazenda Cocha Gibão e Fleixeiras”, localizado no município de Bonito de Minas/MG, cadastrado na RFB sob o nº 6332471, conforme peça inaugural do feito, às fls. 03/08, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interpostos recursos à Segunda Seção de Julgamento do CARF contra Decisão da 1a Turma da DRJ em Brasília/DF, Acórdão n° 03 20.892/2007, às fls. 278/291, que julgou procedente em parte o lançamento fiscal em referência, a Egrégia 2a Turma Ordinária da 2ª Câmara, em 12/04/2011, por unanimidade de votos, achou por bem NÃO CONHECER DO RECURSO DE OFÍCIO e NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão nº 220201.083, sintetizados na seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2002 NORMA PROCESSUAL RECURSO DE OFÍCIO LIMITE Por se tratar de norma de natureza processual, o limite para interposição do recurso de ofício estabelecido por norma mais recente aplicase às situações pendentes. ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA A comprovação do cumprimento do cronograma do plano de manejo constitui requisito lega para a consideração de área com exploração extrativa na apuração da base cálculo do ITR. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Processo nº 10670.001228/200410 Acórdão n.º 9202002.652 CSRFT2 Fl. 433 3 Recurso de ofício não conhecido. Recurso voluntário negado." Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 410/415, com arrimo no artigo 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurgese contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado entendimento levado a efeito por outras Câmaras dos Conselhos a respeito da mesma matéria, conforme se extrai do Acórdão nº 340300.078, impondo seja conhecido o recurso especial da recorrente, porquanto comprovada a divergência arguida. Sustenta que o entendimento inscrito no Acórdão encimado, ora adotado como paradigma, diverge do decisum guerreado, uma vez impor que o recurso de ofício fora devidamente interposto diante da desoneração de multa de ofício que excedeu o limite de alçada vigente à época do julgamento de primeira instância, ao contrário do que restou decidido pela Turma recorrida, que aplicou o artigo 1.211 do CPC em afronta à Constituição Federal. Com efeito, alega que o Acórdão guerreado malferiu os dispositivos legais que regulam a matéria, especialmente os preceitos contidos no artigo 5°, inciso XXXV, da Constituição Federal, o qual determina que a lei não prejudicará direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada. Neste sentido, assevera que os ditames inscritos na norma constitucional encimada garante que a lei nova só terá eficácia quanto aos atos processuais futuros, respeitada a eficácia dos atos já praticados na vigência da lei velha. Na hipótese dos autos, a decisão de primeira instância fora proferida sob a égide da Portaria MF n° 375, de 07/12/2001, que estabelecia a interposição de recurso de ofício nos casos em que o decisum inaugural desonerasse o contribuinte de valor superior a R$ 500.000,00, impondo seja este o critério a ser adotado in casu. Em suma, defende que os pressupostos processuais a serem observados são aqueles vigentes à época da interposição do correspondente recurso. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, o ilustre Presidente da 2ª Câmara da 2a SJ do CARF, entendeu por bem admitir o Recurso Especial da Fazenda Nacional, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão guerreado divergiu de outras decisões exaradas pelas demais Câmaras deste Conselho a propósito da mesma matéria, conforme Despacho n° 220000.531/2011, às fls. 419/423. Instada a se manifestar a propósito do Recurso Especial da Fazenda Nacional, a contribuinte não apresentou suas contrarrazões. É o Relatório. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA 4 Voto Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e acatada pelo ilustre Presidente da 2ª Câmara da 2a SJ do CARF a divergência suscitada, conheço do Recurso Especial da contribuinte e passo à análise das razões recursais. Conforme se depreende dos elementos que instruem o processo, a contribuinte fora autuada em razão da glosa das áreas declaradas em sua DITR/2001 como de preservação permanente, de utilização limitada, como utilizada na produção vegetal, na exploração extrativa, reserva legal, além de rejeitar o VTN adotado por ocasião da declaração, subavaliado, no entendimento da fiscalização, que acabou por levar a efeito o VTN arbitrado para a região. Interposta impugnação, a 1a Turma da DRJ em Brasília/DF achou por bem acolher em parte a pretensão da autuada, decretando a improcedência parcial do feito, desonerando a contribuinte de exigência fiscal que ultrapassava a importância de R$ 500.000,00, razão pela qual fora interposto recurso de ofício, com fulcro no artigo 34 do Decreto n° 70.235/72, c/c Portaria MF n° 375/2001. Submetidos à análise em segunda instância, a 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª SJ do CARF, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário e não conheceu do recurso de ofício, nos termos do Acórdão n° 220201.083, ora recorrido, adotando os seguintes fundamentos (na parte que nos interesse nesta assentada): "[...] Ocorreu a mudança do limite para o oferecimento de recurso de ofício. Com base nas normas correntes (Port. MF n° 3 de 03.01.2008), o recurso de ofício é cabível apenas para valores de pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Como no processo em questão o valor do crédito exonerado não alcança este patamar, não há que se apreciar o recurso de ofício por falta de objeto. Acrescentese, por pertinente, que a referida portaria por se tratar de norma de natureza processual, ao estabelecer novos limites para interposição de recurso de ofício aplicase às situações pendentes. [...]" Inconformada, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou recurso especial de divergência, sustentando que o decisório recorrido contrariou a jurisprudência administrativa traduzida no Acórdão paradigma n° 340300.078, o qual firmou entendimento no sentido de que a norma processual a ser observada é a vigente à época da interposição do recurso, ao contrário do que restou assentado pela Turma guerreada, a qual aplicou as disposições processuais válidas por ocasião do julgamento em segunda instância. Em defesa de sua pretensão, infere que o decisum atacado malferiu, ainda, os ditames inscritos no artigo 5°, inciso XXXV, da Constituição Federal, o qual determina que a lei não prejudicará direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Processo nº 10670.001228/200410 Acórdão n.º 9202002.652 CSRFT2 Fl. 434 5 Neste sentido, assevera que os preceitos inscritos na norma constitucional encimada garante que a lei nova só terá eficácia quanto aos atos processuais futuros, respeitada a eficácia dos atos já praticados na vigência da lei velha. Na hipótese vertente, a decisão de primeira instância fora proferida sob a égide da Portaria MF n° 375, de 07/12/2001, que estabelecia a interposição de recurso de ofício nos casos em que o decisum inaugural desonerasse o contribuinte valor superior a R$ 500.000,00, impondo seja este o critério a ser adotado no caso dos autos. Em que pesem os argumentos da recorrente, seu inconformismo, contudo, não tem o condão de prosperar. Da simples análise dos autos, concluise que o Acórdão recorrido apresentase incensurável, devendo ser mantido em sua plenitude, como passaremos a demonstrar. Consoante se positiva da decisão ora guerreada, o recurso de ofício da autoridade fazendária encontrou amparo no artigo 34 do Decreto n° 70.235/72, c/c o artigo 2° da Portaria MF nº 375, de 07/12/2001, vigentes à época, que assim prescreviam: “ Decreto nº 70.235/72 Art. 34. A autoridade de primeira instância recorrerá de ofício sempre que a decisão: I exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa de valor total (lançamento principal e decorrentes) a ser fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) II deixar de aplicar pena de perda de mercadorias ou outros bens cominada à infração denunciada na formalização da exigência. § 1º O recurso será interposto mediante declaração na própria decisão. § 2° Não sendo interposto o recurso, o servidor que verificar o fato representará à autoridade julgadora, por intermédio de seu chefe imediato, no sentido de que seja observada aquela formalidade. Portaria MF nº 375/2001 O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no Decreto N º 70.235, de 6 de março de 1972 , com as alterações da Lei N º 8.748, de 9 de dezembro de 1993 e da Medida Provisória N º 2.15835, de 24 de agosto de 2001 , resolve: Art. 1 º Acrescentar parágrafo único ao art. 8 º da Portaria MF N º 258, de 24 de agosto de 2001 : " Parágrafo único. A concessão de férias a julgadores, em desacordo com o disposto no caput, fica condicionada ao quorum mínimo para realização das sessões". Fl. 5DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA 6 Art. 2° O Presidente da turma de julgamento das DRJ deve recorrer de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento do tributo e encargos de multa de valor total (lançamento principal e decorrentes) superior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Art. 3 º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 4 º Fica revogada a Portaria MF N º 333, de 11 de dezembro de 1997. ” (grifamos) Entrementes, ao longo do trâmite processual do presente recurso, o limite de alçada fora alterado em algumas oportunidades, sobretudo após a unificação das Receitas Federal do Brasil e Previdenciária, nos termos da Lei nº 11.457/2007. Atualmente, o recurso de ofício no caso de decisão que exonerar parte ou integralmente o crédito tributário, bem como o limite de alçada a ser observado, encontramse fundamentados no artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, nos seguintes termos: “ Portaria MF nº 03/2008 Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Parágrafo único. O valor da exoneração de que trata o caput deverá ser verificado por processo. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Fica revogada a Portaria MF nº 375, de 7 de dezembro de 2001.” Conforme se depreende das normas acima transcritas, o limite de alçada fora alterado para o valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), relativamente aos créditos exonerados em decisão de primeira instância. Assim, tratandose de norma processual, esta nova disposição legal deverá ser aplicada à época do julgamento do recurso, em detrimento à legislação vigente quando da interposição da peça recursal, consoante jurisprudência firme e mansa deste Colegiado, como fazem certo os julgados com suas ementas abaixo transcritas: “RECURSO DE OFÍCIO ALTERAÇÃO NO LIMITE DE ALÇADA TEMPUS REGIT ACTUM RETROATIVIDADE LEGÍTIMA É legítima a aplicação do novo limite de alçada para impedir a apreciação de recurso de ofício interposto quando vigente limite inferior. Retroatividade legítima que não fere qualquer direito consolidado, pois a alteração do limite para maior é feita pela própria administração, única interessada na apreciação do recurso. (Recurso de Ofício). Recurso de ofício não conhecido por falta de objeto. [...]” (5ª Câmara do 1º Conselho – Recurso nº 151.280, Acórdão nº 105 16879, Sessão de 04/03/2008) “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Fl. 6DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Processo nº 10670.001228/200410 Acórdão n.º 9202002.652 CSRFT2 Fl. 435 7 Exercício: 1991, 1992, 1993 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO DE OFÍCIO ABAIXO DO LIMITE DE ALÇADA RETROATIVIDADE DE REGRA PROCESSUAL PORTARIA MF nº 3/2008. Verificado que o valor de alçada recursal é inferior ao limite de R$ 1.000.000,00, estabelecido pela regra administrativa constante da Portaria MF nº 3, de 03 de janeiro de 2008, DOU 07.01.2008, deixase de conhecer o recurso de ofício, por se tratar de regra processual aplicável de imediato, com efeito, retroativo. Recurso de Ofício Não Conhecido.” (8ª Câmara do 1º Conselho – Recurso nº 158.704, Acórdão nº 10809810, Sessão de 19/12/2008) “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2003 RECURSO DE OFÍCIO. VALOR ABAIXO LIMITE ALÇADA. NÃO CONHECIDO. Não se conhece o Recurso de Ofício interposto antes da edição da Portaria MF no 3, de 3 de janeiro de 2008, que exonera o contribuinte do pagamento de tributo e multa de ofício em valor inferior R$1.000.000,00, por se tratar de norma processual de aplicação imediata. Recurso de ofício não conhecido.” (6ª Câmara do 1º Conselho – Recurso nº 155.249, Acórdão nº 10617122, Sessão de 09/10/2008) Como se verifica, a norma processual tem aplicação imediata. Aliás, o próprio Código de Processo Civil (aplicado subsidiariamente ao processo administrativo fiscal) consagrou aludida regra, em seu artigo 1.211, in verbis: “Art. 1.211. Este Código regerá o processo civil em todo o território brasileiro. Ao entrar em vigor, suas disposições aplicarseão desde logo aos processos pendentes.” A jurisprudência judicial não discrepa desse entendimento, consoante se extrai dos seguintes julgados: Ementa: PROCESSUAL PENAL RECURSO DE OFÍCIO ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA LEGÍTIMA DEFESA RECURSO NÃO CONHECIDO. Ainda que o recurso tenha sido interposto antes das reformas trazidas pela Lei n.º 11.689/2008, é sabido que as normas processuais têm aplicação imediata, inclusive aos casos anteriormente julgados, como ocorre na hipótese em julgamento, pois, o Código de Processo Penal, em seu art. 2.º, consagrou o princípio segundo o qual o tempo rege o ato, ao dispor que ""a lei processual penal aplicarseá desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior"". Portanto, diante do princípio da imediatividade que rege a sucessão das leis processuais no tempo, não sendo mais contemplado o reexame Fl. 7DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA 8 necessário da sentença de absolvição sumária, não é possível conhecer de recurso já abolido do ordenamento jurídico. Recurso de ofício não conhecido. Súmula: NÃO CONHECERAM DO RECURSO. (TJ/MG Número do processo: 1.0261.06.0387675/001(1) Relator: ANTÔNIO ARMANDO DOS ANJOS Data do Julgamento: 14/10/2008 Data da Publicação: 23/10/2008) (grifamos) “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL PELO DESPACHO DO JUIZ QUE DETERMINA A CITAÇÃO. ART. 174 DO CTN ALTERADO PELA LC 118/2005. APLICAÇÃO IMEDIATA AOS PROCESSOS EM CURSO. EXCEÇÃO AOS DESPACHOS PROFERIDOS ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI. DEMORA NA CITAÇÃO. INÉRCIA DA EXEQUENTE. PRESCRIÇÃO CARACTERIZADA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME. SÚMULA 7/STJ. 1. A jurisprudência desta Corte pacificarase no sentido de não admitir a interrupção da contagem do prazo prescricional pelo mero despacho que determina a citação, porquanto a aplicação do art. 8º, § 2º, da Lei 6.830/80 se sujeitava aos limites impostos pelo art. 174 do CTN; Contudo, com o advento da Lei Complementar 118, de 9 de fevereiro de 2005, que alterou o art. 174 do CTN, foi atribuído ao despacho do juiz que ordenar a citação o efeito interruptivo da prescrição. 2. Por se tratar de norma de cunho processual, a alteração consubstanciada pela Lei Complementar 118, de 9 de fevereiro de 2005 ao art. 174 do CTN deve ser aplicada imediatamente aos processos em curso, razão pela qual a data da propositura da ação poderá serlhe anterior.[...] 6. Recurso especial nãoprovido.” (REsp nº 1074146/PE – Min. Benedito Gonçalves – Primeira Turma, Data Julgamento: 03/02/2009 – DJe 04/03/2009, Unânime) Na hipótese dos autos, com mais razão o limite de alçada hodierno deve ser levado a efeito em detrimento àquele vigente à época da interposição do recurso de ofício, tendo em vista tratarse de regra processual emitida/estabelecida pelo Fisco e de seu próprio interesse, visando à celeridade processual nos Órgãos Julgadores de segunda instância. Em outras palavras, se a autoridade fazendária entendeu por bem modificar o limite de alçada de recurso de sua exclusiva titularidade, concluise que não tem interesse de agir naqueles cujo valor encontrase abaixo de aludido piso, independentemente da época em que fora interposto o recurso de ofício. Assim, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantido o não conhecimento do recurso de ofício, na forma decidida pela 2ª Turma Ordinária da 2a Câmara da 2a SJ do CARF, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base ao decisório atacado. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Processo nº 10670.001228/200410 Acórdão n.º 9202002.652 CSRFT2 Fl. 436 9 Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA PROCURADORIA, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Fl. 9DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/06/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
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Numero do processo: 18471.001075/2005-40
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 02/02/2004 a 28/02/2004
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO.
Constatado omissão impõem conhecer do recurso e acolher para sanar a omissão apontada, no caso, tendo à fiscalização separado a contribuição apurada com base na sistemática cumulativa e o apurado pela não cumulativa, os efeitos do julgado limitam-se a legislação aplicável a cada período de apuração.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 3403-001.993
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para rerratificar o Acórdão 3403-01.751 e sanar a obscuridade apontada pela Fazenda Nacional.
Antonio Carlos atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 02/02/2004 a 28/02/2004 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO. Constatado omissão impõem conhecer do recurso e acolher para sanar a omissão apontada, no caso, tendo à fiscalização separado a contribuição apurada com base na sistemática cumulativa e o apurado pela não cumulativa, os efeitos do julgado limitamse a legislação aplicável a cada período de apuração. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para rerratificar o Acórdão 340301.751 e sanar a obscuridade apontada pela Fazenda Nacional. Antonio Carlos atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 10 75 /2 00 5- 40 Fl. 186DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração interposto pela Fazenda Nacional alegando omissão no acórdão 3403001.751. .Sustenta que a fundamentação de decidir encontra assentada no entendimento do Supremo Tribunal Federal (RE 585.235, Min. Cezar Peluso) acerca da inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS/COFINS, pelo parágrafo 1º do art. 3° da Lei n°9.718/98. Diz que a omissão está relacionada quanto aos fatos geradores ocorridos no regime nãocumulativo contido no lançamento. Em razão de que o voto condutor do acórdão teria levado apenas em consideração os fatos geradores ocorridos durante o regime cumulativo (período de 01/01/2000 a 30/11/2002) em razão ter acolhido as disposições da sistemática cumulativa da Lei 9.718/98. No entanto o lançamento abarca receitas de período de apuração de dezembro de 2002 em diante, período esse sob a égide do regime não cumulativo, Lei 10.637; 2002. Conforme dispõe o art. 1o Da citada lei, a base de cálculo da contribuição para o PISPasp é o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica é o valor do faturamento. “Art. 1º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil”. “§ 1º Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. “§ 2º A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do faturamento, conforme definido no caput. (...)” O auto de infração destaca o período de apuração submetido à sistemática cumulativa e nãocumulativa. Entretanto, quando julgamento o exame deuse exclusivamente em relação ao período cumulativo. É o relatório. Voto Fl. 187DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 18471.001075/200540 Acórdão n.º 3403001.993 S3C4T3 Fl. 4 3 Conselheiro Domingos de Sá Filho Relator. Tratase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade. De fato a decisão embargada deixou de abordar a discussão em relação ao período de apuração além daquele submetido do regime cumulativo, isto é, dezembro de 2002 em diante, de modo que, a decisão embargada estendeu seus efeitos relativamente à exclusão das receitas de que trata a Lei nº 9.718/98. Em razão do debate girar em torno da Lei 9.718/98 passou despercebido a possibilidade da Embargada ser contribuinte do Imposto Renda no regime do Lucro Real e não do Lucro Presumido, o que definiria o regime em relação às contribuições para o PISPasep e a Cofins. Em razão da interposição do declaratório e o exame do auto de infração constase que a fiscalização fez distinção entre os dois regimes, isto é, o da Lei n. 9.718/98 e o da Lei n. 10.637 de 2002. O argumento da Embargada restringiu a inconstitucionalidade do parágrafo primeiro do art. 3o da Lei n. 9.718/98, de que o conceito de faturamento é restrito a venda de mercadoria, prestação de serviços e mercadorias e prestação de serviços, portanto, distinto de receitas operacionais, sistemática introduzida pela Lei n. 10.637 para fazer incidir a tributação das contribuições do PIS e da Cofins. Acolher o declaratório e sanar a obscuridade apontada pela Fazenda Nacional para reratificar o acórdão. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 188DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO
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Numero do processo: 11020.006957/2008-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Nov 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário:
2009
OPÇÃO. ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO DE EXCLUSÃO DA
SISTEMÁTIA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM
A RECEITA FEDERAL OU PFN. NULIDADE.
É nulo o Ato Declaratório de Exclusão do Simples Nacional que se limite a
consignar a existência de pendências perante a Receita Federal, Dívida Ativa
da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos cuja exigibilidade não
esteja suspensa.
Numero da decisão: 1402-000.834
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Ausente, justificadamente, o Conselheiro Moises Giacomelli Nunes da Silva.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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ementa_s : ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2009 OPÇÃO. ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO DE EXCLUSÃO DA SISTEMÁTIA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A RECEITA FEDERAL OU PFN. NULIDADE. É nulo o Ato Declaratório de Exclusão do Simples Nacional que se limite a consignar a existência de pendências perante a Receita Federal, Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos cuja exigibilidade não esteja suspensa.
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ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO DE EXCLUSÃO DA SISTEMÁTIA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A RECEITA FEDERAL OU PFN. NULIDADE. É nulo o Ato Declaratório de Exclusão do Simples Nacional que se limite a consignar a existência de pendências perante a Receita Federal, Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos cuja exigibilidade não esteja suspensa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Moises Giacomelli Nunes da Silva. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, João Carlos de Figueiredo Neto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 05/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11020.006957/200811 Acórdão n.º 140200.834 S1C4T2 Fl. 97 2 Relatório Sul Brasil Elétrica Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 4ª Turma da DRJ Brasília/DF, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 10 29.114 (fls. 7679) de 15/12/2010, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela impugnante. A decisão foi assim ementada. “DÉBITOS FISCAIS. FALTA DE REGULARIZAÇÃO. A falta de regularização dos débitos fiscais no prazo de até 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da comunicação da exclusão Fl. 97DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 05/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11020.006957/200811 Acórdão n.º 140200.834 S1C4T2 Fl. 98 3 impede a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 31/01/2011 (AR de fl. 80), a interessada interpôs recurso voluntário em 02/03/2011 (fls. 81) alegando o que se segue. É o relatório. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 05/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 11020.006957/200811 Acórdão n.º 140200.834 S1C4T2 Fl. 99 4 Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Há que se reconhecer que o motivo do indeferimento do pedido de inclusão da empresa no Simples Nacional, conforme se depreende do Ato Declaratório Executivo (ADE), fl. 09 e 98, foi a constatação de que a empresa possuía débitos com a Secretaria da Receita Federal do Brasil. Ocorre, entretanto, que tais débitos não constam explicitamente do aludido ADE. Nesse caso, imperioso a aplicação da súmula CARF nº 22, publicada no DOU de 22/12/2009 (Seção 1, págs. 70 a 72), in verbis. Súmula CARF nº 22 É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa. Assim, há que se declarar nulo o aludido Ato Declaratório Executivo, por não constar em seu bojo a indicação dos débitos cuja exigibilidade estivesse suspensa. Diante do exposto, encaminho meu voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário apresentado. Sala das Sessões, em 24 de novembro de 2011 (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente e m 05/06/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10580.726460/2009-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007
IRPF. NÃO INCIDÊNCIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. URV. RESOLUÇÃO STF Nº 245/2002. INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA.
Os valores pagos aos integrantes do ministério público federal a título de diferença de URV foram excluídos da incidência do imposto de renda pela leitura combinada das Leis nº 10.477/2002 e nº 9.655/98, nos termos da Resolução STF nº 245/2002 e Parecer PGFN nº 923/2003, endossado pelo Sr. Ministro da Fazenda. Aplicação do mesmo entendimento à verbas de mesma natureza, pagas aos integrantes do ministério público da Bahia, na forma da
Lei complementar estadual nº 20/2003.
Numero da decisão: 2102-002.009
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. Ausente justificadamente o Conselheiro Atilio Pitarelli. Esteve presente ao julgamento os patronos do contribuinte, Drs. Marcio Pinho Teixeira, OAB-BA nº 23.911, e Manoel Joaquim Pinto Rodrigues da Costa, OAB-BA nº 11.024.
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 IRPF. NÃO INCIDÊNCIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. URV. RESOLUÇÃO STF Nº 245/2002. INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. Os valores pagos aos integrantes do ministério público federal a título de diferença de URV foram excluídos da incidência do imposto de renda pela leitura combinada das Leis nº 10.477/2002 e nº 9.655/98, nos termos da Resolução STF nº 245/2002 e Parecer PGFN nº 923/2003, endossado pelo Sr. Ministro da Fazenda. Aplicação do mesmo entendimento à verbas de mesma natureza, pagas aos integrantes do ministério público da Bahia, na forma da Lei complementar estadual nº 20/2003.
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NÃO INCIDÊNCIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. URV. RESOLUÇÃO STF Nº 245/2002. INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. Os valores pagos aos integrantes do ministério público federal a título de diferença de URV foram excluídos da incidência do imposto de renda pela leitura combinada das Leis nº 10.477/2002 e nº 9.655/98, nos termos da Resolução STF nº 245/2002 e Parecer PGFN nº 923/2003, endossado pelo Sr. Ministro da Fazenda. Aplicação do mesmo entendimento à verbas de mesma natureza, pagas aos integrantes do ministério público da Bahia, na forma da Lei complementar estadual nº 20/2003. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. Ausente justificadamente o Conselheiro Atilio Pitarelli. Esteve presente ao julgamento os patronos do contribuinte, Drs. Marcio Pinho Teixeira, OABBA nº 23.911, e Manoel Joaquim Pinto Rodrigues da Costa, OABBA nº 11.024. Assinado Digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Presidente Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Relatora EDITADO EM: 15/05/2012 Fl. 230DF CARF MF Impresso em 04/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Rubens Mauricio Carvalho, Nubia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Carlos Andre Rodrigues Pereira Lima. Relatório Em face da contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 03/10 para exigência de IRPF em razão da indevida classificação, em suas DIRPF, dos rendimentos recebidos do Ministério Público da Bahia (tratados como isentos quando na verdade seriam tributáveis), relativamente aos Exercícios 2005 a 2007. Tais rendimentos foram pagos à contribuinte nos termos do que determinou a Lei Complementar do Estado da Bahia nº 20, de setembro de 2003. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 32/104, por meio da qual alegou que o lançamento seria improcedente, em resumo, pelos seguintes motivos: os valores recebidos a título de diferenças de URV não estão sujeitos à incidência do imposto de renda, em razão do seu caráter indenizatório, não se enquadrando nos conceitos de renda ou proventos de qualquer natureza, previstos no art. 43 do CTN; o STF, através da Resolução nº 245, de 2002, reconheceu a natureza indenizatória das diferenças de URV recebidas pelos magistrados federais, e que por esse motivo estariam isentas da contribuição previdenciária e do imposto de renda, tratamento extensivo aos valores a mesmo título recebidos pelos membro do magistrados estaduais; o Estado da Bahia abriu mão da arrecadação do IRRF que lhe caberia ao estabelecer no art. 3º da Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, a natureza indenizatória da verba paga, sendo a União parte ilegítima para exigência de tal tributo. Além disso, se a fonte pagadora não fez a retenção que estaria obrigada, e levou o autuado a informar tal parcela como isenta em sua declaração de rendimentos, não tem este último qualquer responsabilidade pela infração; caso os rendimentos apontados como omitidos de fato fossem tributáveis, deveriam ter sido submetidos ao ajuste anual, e não tributados isoladamente como no lançamento fiscal; nos anos de 1994 e 1998, a alíquota do imposto de renda que vigorava era de 25%, e não as alíquotas de 26,6% e 27,5% aplicadas no lançamento fiscal; parcelas dos valores recebidos a título de diferenças de URV se referiam à correção incidente sobre 13º salários e a férias indenizadas (abono férias), que respectivamente estão sujeitas à tributação exclusiva e isenta, portanto, não deveriam compor a base de cálculo do imposto lançado; ainda que as diferenças de URV recebidas em atraso fossem consideradas como tributáveis, não caberia tributar os juros e correção monetária incidentes sobre elas, tendo em vista sua natureza indenizatória; e Fl. 231DF CARF MF Impresso em 04/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10580.726460/200988 Acórdão n.º 210202.009 S2C1T2 Fl. 231 3 mesmo que tal verba fosse tributável, não caberia a aplicação da multa de ofício e juros moratórios, pois o autuado teria agido com boa fé, seguindo orientações da fonte pagadora, que por sua vez estava fundamentada na Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, que dispunha acerca da natureza indenizatória das diferenças de URV. Trouxe jurisprudência em favor de suas alegações. Na análise da Impugnação, os integrantes da DRJ em Salvador decidiram pela manutenção integral do lançamento, ao entendimento de que os valores recebidos deveriam sim ser classificados como tributáveis. A contribuinte teve ciência de tal decisão e contra ela interpôs o Recurso Voluntário de fls. 132/222, por meio do qual reiterou as alegações trazidas em sede de Impugnação. Os autos então foram remetidos a este Conselho para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Relatora O contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 26.07.2011, como atesta o AR de fls. 131. O Recurso Voluntário foi interposto em 17.08.2011 (dentro do prazo legal para tanto), e preenche os requisitos legais por isso dele conheço. Conforme relatado, tratase de Recurso Voluntário em processo no qual se discute lançamento para exigência do IRPF sobre valores recebidos pela Recorrente do Ministério Público da Bahia em decorrência do disposto na Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003. A referida lei estabeleceu, em seus arts. 2º e 3º, o pagamento a todos os promotores do Estado dos seguintes valores: Art. 2º As diferenças de remuneração ocorridas quando da conversão de Cruzeiro Real para Unidade Real de Valor URV, objeto da Ação Ordinária de nº 140.975921531, julgada pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, e em consonância com os precedentes do Supremo Tribunal Federal, especialmente nas Ações Ordinárias nos. 613 e 614, serão apuradas mês a mês, de 1º de abril de 1994 a 31 de agosto de 2001, e o montante, correspondente a cada Procurador e Promotor de Justiça, será dividido em 36 parcelas iguais e consecutivas para pagamento nos meses de janeiro de 2004 a dezembro de 2006. Art. 3º São de natureza indenizatória as parcelas de que trata o art. 2º desta Lei. Fl. 232DF CARF MF Impresso em 04/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 Entendeu a autoridade autuante ser irrelevante o fato de a legislação estadual ter determinado que tais verbas seriam isentas, na medida em que lhe faltaria competência para estabelecer isenção a título de Imposto de Renda, a qual somente poderia ser instituída pela União. Por outro lado, a defesa da Recorrente sustenta que tais verbas são realmente indenizatórias, principalmente em razão do que determinou o Eg. STF através da Resolução nº 245/2002. Com efeito, esta matéria vem sendo discutida constantemente nesta Turma Julgadora, tendose consolidado aqui o entendimento de que tais verbas são, de fato, indenizatórias, e por isso o imposto não poderia sobre elas incidir. Neste sentido, merece transcrição a ementa do acórdão nº 210201.727, de 20 de janeiro de 2012, que teve como relator o il. Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 RESOLUÇÃO STF Nº 245/2002. DIFERENÇAS DE URV CONSIDERADAS PARA A MAGISTRATURA DA UNIÃO E PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL COMO VERBAS ISENTAS DO IMPOSTO DE RENDA PELO PRETÓRIO EXCELSO. DIFERENÇAS DE URV PAGAS AO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA. A Lei complementar baiana nº 20/2003 pagou as diferenças de URV aos membros do ministério público local, as quais, no caso dos membros do ministério público federal, tinham sido excluídas da incidência do imposto de renda pela leitura combinada das Leis nº 10.477/2002 e nº 9.655/98, com supedâneo na Resolução STF nº 245/2002, conforme Parecer PGFN nº 923/2003, endossado pelo Sr. Ministro da Fazenda. Ora, se o Sr. Ministro da Fazenda interpretou as diferenças do art. 2ª da Lei federal nº 10.477/2002 nos termos da Resolução STF nº 245/2002, excluindo da incidência do imposto de renda, exemplificadamente, as verbas referentes às diferenças de URV, não parece juridicamente razoável sonegar tal interpretação às diferenças pagas a mesmo título aos membros do ministério público da Bahia, na forma da Lei complementar estadual nº 20/2003. Recurso provido. Ilustrando ainda melhor a questão, merece transcrição também o seguinte trecho, extraído do próprio voto proferido pelo il. Relator daquele julgado, que tomo aqui como razão de decidir, verbis: Em minha leitura, o pagamento da diferença da URV previsto no art. 2º da Lei complementar do Estado da Bahia nº 20/20031 tem a mesma natureza daqueles pagos ao Ministério Público Federal, pois o Ministério Público do Estado da Bahia também não tinha qualquer expectativa de aumento salarial com a Lei nº 9.655/98, que era voltada apenas à Magistratura mantida pela União (por óbvio, somente a lei estadual poderia versar sobre estipêndios dos Membros do MP local). Veio a Lei complementar do Estado da Bahia nº 20/2003 e pagou as diferenças de URV, as quais, no caso dos membros do Ministério Público Federal, Fl. 233DF CARF MF Impresso em 04/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10580.726460/200988 Acórdão n.º 210202.009 S2C1T2 Fl. 232 5 tinham sido excluídas da incidência do imposto de renda, pela leitura combinada das Leis nº 10.477/2002 e nº 9.655/98, com supedâneo na Resolução STF nº 245/2002, conforme Parecer PGFN nº 923/2003. (...) Observese que aqui não se está aplicando analogia para afastar o tributo devido, até porque nenhuma das leis citadas, federais ou estadual, trata de incidência do imposto de renda, mas apenas dando a mesma interpretação jurídica a normas que só não são idênticas por provirem de fontes diversas – União e Estado da Bahia – e terem destinatários diferentes. Porém os efeitos do art. 2º da Lei federal nº 10.477/2002 e da Lei complementar estadual nº 20/2003 são idênticos, no caso das diferenças da URV, beneficiando destinatários diversos, não podendo o imposto de renda incidir sobre diferenças de uma, sendo afastado de outra. Comungando deste mesmo entendimento – como já me manifestei outras vezes, VOTO no sentido de DAR provimento ao Recurso. Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Fl. 234DF CARF MF Impresso em 04/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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