Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,808)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,881)
- Primeira Turma Ordinária (16,417)
- Primeira Turma Ordinária (16,224)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,171)
- Segunda Turma Ordinária d (15,905)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,488)
- Quarta Câmara (85,198)
- Terceira Câmara (67,866)
- Segunda Câmara (56,637)
- Primeira Câmara (20,749)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,702)
- Segunda Seção de Julgamen (115,207)
- Primeira Seção de Julgame (77,078)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,966)
- Câmara Superior de Recurs (37,972)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,573)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,905)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,841)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,612)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,680)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 16707.100656/2005-27
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Os Embargos de Declaração não são o veículo adequado para a discussão do inconformismo da Recorrente, pois eventual inconformismo deve ser objeto de discussão nos meios processuais cabíveis.
Numero da decisão: 1401-001.357
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER e REJEITAR os embargos de declaração, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
André Mendes de Moura - Presidente para a Formalização do Acórdão
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator
Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Maurício Pereira Faro e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente à Época do Julgamento).
.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os Embargos de Declaração não são o veículo adequado para a discussão do inconformismo da Recorrente, pois eventual inconformismo deve ser objeto de discussão nos meios processuais cabíveis.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 16707.100656/2005-27
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5518348
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1401-001.357
nome_arquivo_s : Decisao_16707100656200527.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : ANTONIO BEZERRA NETO
nome_arquivo_pdf_s : 16707100656200527_5518348.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER e REJEITAR os embargos de declaração, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura - Presidente para a Formalização do Acórdão (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Maurício Pereira Faro e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente à Época do Julgamento). .
dt_sessao_tdt : Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
id : 6120164
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890317803520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2046; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 752 1 751 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16707.100656/200527 Recurso nº 999.999 Embargos Acórdão nº 1401001.357 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de novembro de 2014 Matéria EMBARGOS DO RESPONSÁVEL SOLIDÁRIO Embargante JOSIVAL BARBOSA DA SILVA Interessado FAZENDA NACIONAL e SEBASTIÃO DE LIMA DELFINO FIRMA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002, 2003, 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os Embargos de Declaração não são o veículo adequado para a discussão do inconformismo da Recorrente, pois eventual inconformismo deve ser objeto de discussão nos meios processuais cabíveis. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER e REJEITAR os embargos de declaração, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Presidente para a Formalização do Acórdão (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Sérgio Luiz Bezerra AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 70 7. 10 06 56 /2 00 5- 27 Fl. 753DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.357 S1C4T1 Fl. 753 2 Presta, Maurício Pereira Faro e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente à Época do Julgamento). . Relatório Tratase de EMBARGOS DE DECLARAÇÃO em que se alega omissão e contradição no Acórdão nº 1401001.158, proferidos por esta 1a Turma da 4ª Câmara da 1a Seção do CARF que julgou o recurso voluntário, nos termos das ementas abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003, 2004 RECEITAS NÃODECLARADAS. FALTA DE PAGAMENTO DO IMPOSTO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A constatação de nãodeclaração de receitas, tampouco do pagamento do concernente imposto, enseja a formalização do crédito por meio de lançamento de oficio. RESPONSABILIDADE PASSIVA SOLIDÁRIA. COMPROVAÇÃO DO INTERESSE DE TERCEIRO NOS FATOS QUE GERARAM A EXIGÊNCIA FISCAL. Segundo o art. 124,1, do CTN, são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. Comprovado nos autos que o obrigado efetivamente conduzia os negócios da empresa, deve ser mantida a sujeição passiva solidária daquele. INTUITO DE FRAUDE. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE. O evidente intuito de fraude, consistente na nãodeclaração de receitas de forma reiterada, bem assim a utilização de interposta pessoa, enseja a aplicação da multa de ofício qualificada, prevista no inciso II do art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. ARBITRAMENTO DO LUCRO. AUSÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO REGULAR. O arbitramento do lucro decorre de expressa previsão legal, segundo a qual a autoridade tributária INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula 1ºCC nº 2). Fl. 754DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.357 S1C4T1 Fl. 754 3 TRIBUTAÇÃO REFLEXA PIS, COFINS e CSLL. Estendese aos lançamentos decorrentes a decisão prolatada no lançamento matriz, em razão da intima relação de causa e efeito que os vincula. A embargante se indispõe contra a manutenção da sua situação de responsável solidário, nos termos do art. 135, II do CTN. Eis os exatos termos dos embargos naquilo que reputo relevante para sua compreensão: O Embargante, por sua vez, quedou arrolado como corresponsável à força de termo de sujeição passiva solidária, ao argumento de que era sócio de fato da empresa autuada, uma vez que é procurador dessa, podendo negociar em seu nome. 3 Aqui, importa frisar que os documentos constantes das fls. 141/142 dos autos indicam também outras pessoas como responsáveis pela realização dos negócios da firma individual autuada, nada obstante o Fisco Federal haver ignorado tal informação na lavratura do referido termo de sujeição. 4. Nesse afã, a fiscalização enxergou lastro legal no dispositivo do art. 135, inc. II, do CTN, que determina a responsabilização pessoal do mandatário pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. 5. O recorrente interpôs a pertinente impugnação à autuação fiscal, mediante a demonstração de que não se constituía como sócio de fato da empresa, assim não ter incorrido na prática de atos eivados de dolo, tal qual exige como condição sine qua non a hipótese de responsabilização pessoal piqueteada no CTN, art. 135, inc. II. 6. No entanto, o órgão de julgamento de primeiro grau sustentou a procedência da sujeição passiva solidária atribuída ao recorrente, sob o singelo argumento de que "quando duas ou mais pessoa estiverem ligadas por interesse comum ao fato gerador darseá a solidariedade legal presumida. Desta forma, a pessoa que esteja vinculada ao fato gerador é devedora solidária em relação ao crédito tributário." 7. Assim, o contribuinte desfiou o pertinente recurso voluntário, reiterando a inexistência de responsabilidade diante do crédito tributário constituído em desfavor da pessoa jurídica SEBASTIÃO DE LIMA DELFINO, notadamente porquanto não resta comprovado nos autos o atendimento aos requisitos do art. 135, inc. II, do CTN, ou tampouco o interesse jurídico reclamado pelo art. 124, inc. I, do CTN, para fins de embasamento da sujeição passiva solidária. 8 Nesse contexto, relevante destacar que, justamente diante da ausência de comprovação de atos de administração/gerência eventualmente praticados pelo embargante, a 7a Câmara do Fl. 755DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.357 S1C4T1 Fl. 755 4 Primeiro Conselho de Contribuintes decidiu baixar o processo em diligência, para que a autoridade fiscal esclarecesse quais atos de gestão foram praticados pelo Sr. Josival Barbosa da Silva, inclusive na condição de procurador da autuada. 9 O Relatório de Diligência Fiscal, a seu turno, declarou, expressamente, que: "devido ao lapso temporal, já se passaram mais de oito anos da lavratura do Auto de Infração, não foi possível identificar atos de gestão praticado pelo Sr. Josival Barbosa da Silva. 10. Ocorre que, nada obstante a conclusão resultante da diligência fiscal, de que não foi possível identificar quaisquer atos de gestão efetuados pelo Sr. Josival Barbosa da Silva, o órgão julgador findou por manter a responsabilidade pessoal do recorrente, em notável contradição aos elementos de prova construídos nos autos pela própria autoridade fiscal. 11. Com efeito, o acórdão ora guerreado cingese a afirmar que "apesar de a diligência solicitada pela então 7a Câmara ter sido infrutífera, uma vez que o fiscal não conseguiu agregar mais informações de fato a respeito da forma como atuava o responsável tributário, não tenho nada a reparar na decisão de piso quanto ao que fora decidido no que se refere à manutenção da responsabilidade tributária". 12. Igualmente, devese registrar que o acórdão sob enfoque ignorou todos os argumentos de fato e os fundamentos jurídicos aviados pelo embargante no bojo do recurso voluntário interposto, incorrendo, portanto, em veemente omissão sobre pontos de fulcral relevância ao deslinde do caso, mais especificamente acerca da inexistência de responsabilidade pessoal do recorrente, seja pela inocorrência das condições previstas no art. 135, inc. II, do CTN, assim pela falta do interesse jurídico necessário à subsunção ao caso do art. 124, inc. I, do mesmo Codex. 13 Como se vê, o pronunciamento administrativo laborou em flagrante contradição à prova dos autos, bem como restou omisso sobre questões acerca das quais haveria de se pronunciar, em virtude do quê se impõe o seu saneamento por meio dos presentes declaratórios, nos moldes do art. 535, incs. I e II, do Código de Processo Civil. É o relatório. Fl. 756DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.357 S1C4T1 Fl. 756 5 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento dos embargos de declaração. A princípio cabe esclarecer que a via dos embargos de declaratório é notoriamente estreita e o embargante a trata como um via bastante larga. O ponto onde foi atribuído vício pela embargante foi minuciosamente tratado pelo Acórdão embargado, abrindose tópico específico para fundamentálo, não havendo, portanto, omissão alguma, bem assim contradição, como se demonstrará mais adiante. Cabe também esclarecer que o julgador não está obrigado a analisar especificamente todas as questões suscitadas como imagina a embargante, podendo basear o seu julgamento a partir das hipóteses que estão sub judice e com a legislação e entendimento doutrinário que considerar aplicável no caso em concreto. O livre convencimento do julgador permite, inclusive, que uma decisão seja amparada em apenas um fundamento, contanto que este seja considerado suficiente ao deslinde da questão. O que não deve, o julgador, sob pena de cerceamento do direito de defesa, é deixar de considerar fato ou circunstância reputada imprescindível à sua decisão. Observese, a propósito, a decisão monocrática proferida em 10/11/2005 pelo Ministro do STF Francisco Galvão, no Recurso Especial nº 792.497: “Como é de sabença geral, o julgador não está obrigado a discorrer sobre todos os regramentos legais ou todos os argumentos alavancados pelas partes. As proposições poderão ou não ser explicitamente dissecadas pelo magistrado, que só estará obrigado a examinar a contenda nos limites da demanda, fundamentando o seu proceder de acordo com o livre convencimento, baseado nos aspectos pertinentes à hipótese sub judice e com a legislação que entender aplicável ao caso concreto. Nesse sentido, confiramse os seguintes julgados, verbis: (...) 1. Não ocorre violação do art. 535, do CPC, quando o acórdão recorrido não denota qualquer omissão, contradição ou obscuridade no referente à tutela prestada, uma vez que o julgador não se obriga a examinar todas e quaisquer argumentações trazidas pelos litigantes a juízo, senão aquelas necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. (...)Resp nº 394.768/DF, DJ 01/07/2002, pág. 247) Fl. 757DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.357 S1C4T1 Fl. 757 6 1. Inexiste violação ao art. 535, I e II do CPC, se o Tribunal a quo, de forma clara e precisa, pronunciouse acerca dos fundamentos suficientes à prestação jurisdicional invocada. (...) AG Resp nº 109.122/PR, DJ 08/09/2003, p. 263.” Muito embora o que foi dito acima resguarde o julgador de atingir uma completude absoluta no deslinde da matéria, nem isso precisava aqui ser utilizado. Isso porque a Embargante denomina de omissão/contradição na verdade quer significar outra cosia, quer significar a “consideração” que ela esperava encontrar no voto, ou seja, o inconformismo do embargante referese ao fato de o Acórdão embargado haver adotado entendimento diverso daquele que entende seja o correto. Entretanto, tal circunstância não comparece como motivo suficiente a viabilizar os embargos de declaração. Isso porque eventual inconformismo do embargante deve ser objeto de discussão nos meios processuais cabíveis, porquanto os embargos declaratórios não se prestam a modificar o julgado ou a responder questionamentos das partes. Outrossim, contradição se dá entre internamente aos fundamentos do voto, ou seja entra suas premissas adotadas e sua conclusão. E isso não aconteceu. O fato do Sr. Josival negociar em nome da empresa, aliado à sua condição de procurador com amplos poderes, levou o autuante a concluir pela sua participação na gestão da empresa atuando como sócio de fato. (....) Apesar de a diligência solicitada pela então 7a Câmara ter sido infrutífera, uma vez que o fiscal não conseguiu agregar mais informações de fato a respeito da forma como atuava o responsável tributário, não tenho nada a reparar na decisão de piso quanto ao que fora decidido no que se refere à manutenção da responsabilidade tributária. É compreensível que a diligência não tenha trazido os dados pretendidos pelo então Relator da 7a Câmara, dado o lapso temporal, mas para não cercear o direito de defesa em etapa já avançada do julgamento não se pode tomar conhecimento dos novos fatos trazidos à baila pelo fiscal autuante que a princípio corroborariam com a manutenção da responsabilidade tributária. Portanto, o que se decide agora não leva em consideração tais informações trazidas supervenientemente. Posto isso passo a fundamentar a minha decisão. O fato do Sr. Josival negociar em nome da empresa foi amplamente demonstrado pelo autuante com circularizações diversas. A esse respeito, através do Termo de Encerramento de Ação Fiscal, fls.47/49, a autoridade fiscal informa: "Com o intuito de se apurar a responsabilidade de terceiros nas infrações à legislação tributária imputadas ao contribuinte, diversas empresas foram intimadas a apresentar a relação de compras efetuadas à empresa Sebastião de Lima Delfino e indicar o nome do preposto com quem eram tratados os negócios. Em respostas as empresas responderam que o preposto da empresa Sebastião de Lima Delfino, era o Sr. Josival Barbosa da Silva, fls. 130/142. Fl. 758DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.357 S1C4T1 Fl. 758 7 Em circularização aos cartórios, foi detectada a existência de uma procuração outorgada pela empresa Sebastião de Lima Delfino, através do seu titular, da qual foram conferidos amplos poderes, inclusive a movimentação bancária, para os Srs. Josival Barbosa da Silva e Edmilson Coutinho dos Santos, fls. 126 a 129. A procuração de fato dá poderes bastante amplos ao Sr.Josival Barbosa. Vejamos os termos da procuração, de 26.09.2001, 13.06.2003 e 02.02.2005: a) praticar diversos atos perante a DRF em Natal, INSS e Repartições públicas, municipais, estaduais, federais e autarquias; b) praticar atos junto a qualquer instituição bancária para o fim de movimentar a conta corrente, contratar empréstimo; c) alienar, hipotecar, dar em penhor, assinar fiança, transigir, firmar compromissos, renunciar direitos, aceitar e avalizar títulos. Ora, o fato de ter ficado bem provado que o Sr. Josival Barbosa da Silva negociava em nome da empresa, juntandose ao fato de ser procurador com amplos poderes, por óbvio que a ilação que se pode tirar disso é que a referida pessoa participava da gestão dos negócios da empresa atuando como sócio de fato, mormente quando se constata também que o Sr. Sebastião era homem de poucas posses a ponto de declarase isento do Imposto de Renda. Posto isso, a responsabilidade do art. 124, I se adequa perfeitamente a essa situação de fato, como inclusive é o entendimento da jurisprudência do CARF: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Comprovado nos autos os verdadeiros sócios da pessoa jurídica, pessoas físicas, acobertados por terceiras pessoas ("laranjas") que apenas emprestavam o nome para que e/es realizassem operações em nome da pessoa jurídica, da qual tinham ampla procuração para gerir seus negócios e suas contascorrentes bancárias, fica caracterizada a hipótese prevista no art. 124. I, do Código Tributário Nacional, pelo interesse comum na situação que constituía o fato gerador da obrigação principal. (...) (Acórdão n° 10708692, de 18.8.2006) Essa situação também conduz para que o enquadramento legal referido pelo fiscal relativo ao art. 135, também não seja considerado equivocado como posto pela DRJ. Embora fosse desnecessário, não é equivocado, uma vez que o art. 124, I fosse suficiente. Outrossim, é sabido que quando a descrição do fato está correta, como é o caso, o mero erro no enquadramento legal não é suficiente para macular o auto de infração, porquanto não há o aventado prejuízo à defesa. Portanto, mantenho a responsabilidade tributária do Sr. Josival Barbosa da Silva. Fl. 759DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.357 S1C4T1 Fl. 759 8 Portanto, com essas considerações, rejeito os embargos do responsável solidário. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 760DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO
score : 1.0
Numero do processo: 14033.003351/2008-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Sun Jul 08 00:00:00 UTC 2001
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004, 01/08/2004 a 31/08/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004, 01/11/2004 a 30/11/2004
COMPENSAÇÃO. PEDIDO FORA DO PRAZO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. EFEITOS RETROATIVOS. MULTA DE MORA. INAPLICABILIDADE.
Não se considera em mora o pedido de compensação do crédito tributário apresentado fora do prazo, quando decorrente de revisão da metodologia de cálculo dos tributos motivada por nova interpretação da legislação tributária determinada em ato editado pelo Poder Público com efeitos retroativos.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3102-01.126
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: Ricardo Paulo Rosa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200107
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004, 01/08/2004 a 31/08/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004, 01/11/2004 a 30/11/2004 COMPENSAÇÃO. PEDIDO FORA DO PRAZO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. EFEITOS RETROATIVOS. MULTA DE MORA. INAPLICABILIDADE. Não se considera em mora o pedido de compensação do crédito tributário apresentado fora do prazo, quando decorrente de revisão da metodologia de cálculo dos tributos motivada por nova interpretação da legislação tributária determinada em ato editado pelo Poder Público com efeitos retroativos. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 14033.003351/2008-65
conteudo_id_s : 5514233
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 28 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-01.126
nome_arquivo_s : Decisao_14033003351200865.pdf
nome_relator_s : Ricardo Paulo Rosa
nome_arquivo_pdf_s : 14033003351200865_5514233.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Sun Jul 08 00:00:00 UTC 2001
id : 6109216
ano_sessao_s : 2001
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890339823616
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1767; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14033.003351/200865 Recurso nº 902.357 Voluntário Acórdão nº 3102001.126 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de julho de 2001 Matéria Declaração de Compensação Recorrente CENTRAIS ELÉTRICAS DO NORTE DO BRASIL ELETRONORTE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004, 01/08/2004 a 31/08/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004, 01/11/2004 a 30/11/2004 COMPENSAÇÃO. PEDIDO FORA DO PRAZO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. EFEITOS RETROATIVOS. MULTA DE MORA. INAPLICABILIDADE. Não se considera em mora o pedido de compensação do crédito tributário apresentado fora do prazo, quando decorrente de revisão da metodologia de cálculo dos tributos motivada por nova interpretação da legislação tributária determinada em ato editado pelo Poder Público com efeitos retroativos. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Ricardo Paulo Rosa Relator. EDITADO EM: 08/07/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Paulo Sergio Celani, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama. Ausente justificadamente o Conselheiro Luciano Pontes de Maya Gomes. Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/08/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA 2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Tratam os autos da Declaração de Compensação Dcomp nº 39942.91664.060807.1.3.043353, transmitida em 06/08/2007, e retificada pela Dcomp n° 05533.18490.14080717.040041, transmitida em 14/08/2007, pelo Programa Pedido Eletrônico de Ressarcimento ou Restituição e Declaração de Compensação PER/DCOMP, de débitos no valor de R$ 2.641.166,62, relativos à Contribuição para o PIS/Pasep PIS, com crédito relativo a pagamento indevido ou a maior de PIS (código 6912), arrecadado em 13/02/2004, no valor de R$ 1.733.845,35. Em despacho decisório (fls. 22 e 23) emitido em 29/10/2008, a autoridade fiscal homologou parcialmente a compensação declarada no Per/Dcomp nº 05533.18490.140807.1.7.040041, sob a alegação de que o pagamento a maior, até a data de transmissão do Per/Dcomp original, não é suficiente para compensar os débitos indicados na referida declaração: Cientificada da decisão em 05/12/2008, a contribuinte apresentou sua manifestação de inconformidade ao despacho decisório em 26/12/2008 (lis 30 a 43), alegando, em síntese, que: • A Eletronorte é sociedade de economia mista, dedicada às atividades de geração, compra, venda e transmissão de energia elétrica. • O PIS, criado pela Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1.970, teve sua alíquota alterada para 0,65%, pelo art. 51 do Decreto n" 4.524, de 17 de dezembro de 2002. • Pelo art. 2º da Lei n" 10.637, de 30 de dezembro de 2002, é criado o PIS com incidência nãocumulativa à alíquota de 1,65%. • O art. 10, inciso XI, alínea "c", da Lei nº 10.833, de 2003, manteve sob a regra da cumulatividade da Cofins as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços contratados com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, bem como os contratos posteriormente firmados decorrentes de propostas apresentadas, em processo licitatório, até aquela data. • A multa é inaplicável, uma vez que não houve descumprimento de nenhuma norma que motivasse o recolhimento de tributo em atraso. • É inadmissível exigir pagamento de multa em decorrência de mudanças de regras de apuração de tributo, com efeito retroativo, afinal a contribuinte está sendo punida por cumprir norma emanada da própria administração pública (art. 106, inciso I do Código Tributário Nacional — CTN). • As normas em questão, de caráter interpretativo, não podem retroagir para prejudicar a contribuinte, impondolhe multa moratória. • A SRF, ao exigir o pagamento da citada multa, busca beneficiarse o seu próprio erro, ao obrigar a contribuinte a aplicar nos contratos em estudo as alíquotas de 7,6% e 1,65% (regime nãocumulativo), quando estava em vigor o regime da cumulatividade (3% e 0,65%). • Não há que se falar em pagamento em atraso de tributo em função da compensação efetuada, uma vez que envolveu valores recolhidos indevidamente, a Fl. 2DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/08/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 14033.003351/200865 Acórdão n.º 3102001.126 S3C1T2 Fl. 2 3 maior, por imposição da própria RFB que interpretou indevidamente o comando legal. • A administração pública está sujeita aos princípios da legalidade e da autotutela. • A RFB ao interpretar a Lei n° 10.833, de 2003, atropelou o princípio da legalidade. • O reconhecimento tardio do erro pela RFB fez com que a contribuinte refizesse seus cálculos de PIS, decorrendo daí novos valores de débitos e créditos, gerando a compensação em questão. • A multa cobrada é ilegal e deve ser declarada nula, sob pena da RFB se beneficiar financeiramente por erro administrativo por ela mesma cometido. Por fim, requer que seja dado provimento à manifestação de inconformidade, que a cobrança decorrente da homologação parcial do Per/Dcomp seja declarada nula e que o referido documento seja totalmente homologado. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na impugnação ao lançamento. Apresenta os documentos que, segundo entente, fazem prova de que as receitas são decorrentes de contratos previstos no inciso XI alíneas “b” e “c” da Lei 10.833/03, e que tais documentos não foram juntados por ocasião da impugnação porque, até então, a falta de comprovação da origem do crédito não havia sido indicada como uma das razões para o indeferimento parcial do pleito. No que se refere ao PIS NãoCumulativo, período de apuração novembro/2004, assevera que, “ainda que não excepcionados pela norma, os débitos não cumulativos do PIS/PASEP foram diretamente afetados pelo recálculo determinado pelo IN 658/2006”. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. O processo trata de pedido de compensação, apresentado em 06/08/2007, Per/Dcomp nº 39942.91664.060807.1.3.043353, retificada pela Per/ Dcomp nº 05533.18490.140807.1.7.040041, compensando o pagamento a maior de PIS efetuado em 13/02/2004. O vencimento dos débitos que a recorrente pretende extinguir por compensação ocorreu sempre em meados dos meses de agosto, setembro, outubro e novembro do ano de 2004. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/08/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA 4 Como fica claro, todos os vencimentos ocorreram bem antes dos dois pedidos de compensação, protocolados em 06 de agosto de 2007. Foi por esta razão que, mediante Despacho Decisório, a Secretaria da Receita Federal do Brasil homologou apenas parcialmente o pedido de compensação. Assim consta da decisão. 9. De acordo com a Listagem de Débitos/Saldos Remanescentes e o Demonstrativo Analítico de Compensação das fls. 19/20, comprovase que o pagamento indevido, até a data de transmissão do PER/DCOMP original, não é suficiente para compensar os débitos indicados na referida declaração, em função da diferença das multas não incluídas pela interessada no PER/DCOMP, como pode ser observado ao se comparar os cálculos da fl. 20 com os débitos declarados nas fls. 12/13. 10. Os débitos do PER/DCOMP retificador, aqui analisado, encontramse devidamente cadastrados no Profisc (fl. 16). 11. Isto posto, e CONSIDERANDO que o crédito apresentado não é suficiente para compensar o débito, indicado no PER/DCOMP aqui analisado; CONSIDERANDO tudo o mais que nos autos consta; 12. DECIDO HOMOLOGAR PARCIALMENTE a Declaração de Compensação de n° 05533.18490.140807.1.7.040041 (fls. 09 a 15). Da leitura do Demonstrativo Analítico de Compensação resta claro que a razão para que os créditos não tenham sido suficientes para compensar os débitos indicados nas referidas declarações está na exigência de multa de mora sobre o valor devido, por ter sido a compensação realizada depois da data de vencimento do mesmo. No que diz respeito ao atraso identificado, sabese que a extinção dos débitos para com a Fazenda Nacional somente foi requerida depois da data de vencimento por força de modificação no critério jurídico adotado pela Administração em relação à metodologia de apuração dos tributos incidentes sobre as operações objeto da lide. Por força da modificação introduzida pela Lei 11.196/05 a Secretaria da Receita Federal revisou o critério de apuração do PIS e da COFINS para casos como o de que aqui se trata, determinando, com efeitos retroativos, que o cálculo fosse feito pelo critério da cumulatividade e não da nãocumulatividade, como até então estava sendo feito. A empresa, em atendimento a essa determinação, refez os cálculos dos tributos devidos e requereu a compensação dos débitos recalculados com os pagamentos indevidos, havidos por conta da orientação anteriormente expedida pelo próprio Órgão arrecadador. Ora, se a própria Receita Federal do Brasil determina no ano de 2006 que, a partir de fevereiro de 2004 o cálculo dos tributos devidos fosse feito de modo diverso daquele que ela própria determinara em 2004, é óbvio que a regularização de fatos geradores ocorridos em períodos anteriores vai acontecer após a data do vencimento, sendo completamente desnecessário que se determine expressamente novo prazo de vencimento para a exigência, para fins de caracterização da mora, já que, nestas circunstâncias, não há como a quitação dos tributos acontecer no prazo originalmente previsto. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/08/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 14033.003351/200865 Acórdão n.º 3102001.126 S3C1T2 Fl. 3 5 Desta forma, não vejo como admitirse a exigência de multa de mora na compensação depois do prazo de vencimento do PISFaturamento calculado pelo método da cumulatividade, já que tal providência somente foi adotada muito após a data de vencimento do tributo porque, antes, o pagamento havia sido feito pelo critério da nãocumulatividade, sempre em obediência das determinações veiculadas nos Atos Administrativos editados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. É de ser observar que a Delegacia da Receita Federal de Julgamento também não está de acordo com a imposição da multa moratória, pelos menos não pelas razões originalmente informadas no Despacho Decisório. Tal como se depreende do voto condutor da decisão recorrida, a multa foi mantida por outra razão, se não vejamos. Em obediência ao art. 106, inciso I, do CTN, não caberia a imposição da multa moratória, visto que a retroatividade das normas interpretativas exclui a aplicação de penalidade. Entretanto, a multa deve ser mantida porque a impugnante não traz aos autos prova de que o débito é resultante da aplicação da nova norma. Ou seja, não é possível identificar que o débito de PIS se refere a receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços contratados com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, bem Como os contratos posteriormente firmados decorrentes de propostas apresentadas, em processo licitatório, até aquela data. Ou seja, segundo entendeu a Turma de Julgamento responsável pela decisão, não caberia a exigência de multa de mora, em obediência ao artigo 106 do Código Tributário Nacional, que afasta a aplicação de penalidade ao dispositivo interpretado. A Turma manteve a multa por entender que a recorrente não fez prova de que as receitas que serviram de base de cálculo dos tributos sejam aquelas sujeitas ao regime cumulativo. Quanto a isso, como consta da parte final do relatório que precede o presente voto, a recorrente defendese, asseverando que, até este momento, isso nunca esteve em discussão. Assim pronunciase. Ressaltese que tais documentos não foram juntados por ocasião da impugnação tendo em vista que os PERD/COMPs 24602.90926.191207.1.3.04 0550 e 00450.67705.150807.1.3.044362 foram parcialmente homologados, não tendo sido questionados a Origem do crédito, tampouco o montante apurado, limitandose à aplicação indevida de multa. Diante disso, temse que os recálculos apresentados pela Recorrente, bem como o valor do crédito apurado, na forma da legislação em comento, foram aceitos e tidos por corretos pelo delegado João Paulo Martins da Silva, que assinou o DESPACHO DECISÓRIO/DRF/BSB/Diort. Não houve questionamentos acerca da existência dos contratos, modalidade de incidência, alíquotas aplicadas, legislação adotada para o recálculo e nem a respeito da origem dos créditos, logo, tais fatos são tidos como incontroversos, razão pela qual versou a impugnação somente sobre a aplicação da multa. De qualquer modo, seguem anexas ao presente, cópias dos contratos e planilhas com os lançamentos no Razão da ELETRONORTE, com os valores relativos a cada empresa contratante. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/08/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA 6 Com efeito, tal como consta na transcrição feita do teor do Despacho Decisório, absolutamente nada foi dito em relação à veracidade das informações prestadas pela recorrente por ocasião do protocolo dos Pedidos de Compensação em análise, razão primeira para que o fundamento da decisão de piso não possa ser aceito. Explico. Em regra geral, considerase que o ônus de provar recai sobre quem alega o fato ou o direito. A Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código do Processo Civil, fixa responsabilidades com base em idêntico critério. Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Contudo, na relação jurídica entre sujeito passivo e o Estado, o comando legal que atribui ao autor a responsabilidade por apresentar as provas do fato constitutivo do seu direito precisa ser aplicado tendose em conta o modelo sob o qual tais responsabilidades são exercidas. No campo do direito tributário, é do próprio administrado o dever registrar e guardar consigo os documentos e demais efeitos que testemunham a ocorrência dos eventos cuja existência se pretende comprovar. Não sendo da natureza das relações fiscocontribuinte que o primeiro guarde consigo os documentos firmados pelo segundo e mesmo que o fato constitutivo do direito tenha sido formalmente pactuado, a comprovação depende de que o administrado seja intimado a apresentar os documentos que a lei o obriga a produzir e manter em bom estado, ou que manifeste sua vontade por meio de declaração contida em documentos previamente elaborados ou perante a própria fiscalização que a colhe a termo, ou, ainda, pela obtenção desses ou verificação da ocorrência de fatos no local de funcionamento da empresa. Em todas estas situações, a obtenção das provas depende quase sempre de que o administrado exerça em sua plenitude a função de anotar e manter em boas condições os registros contábeis e fiscais e os apresente ao fisco quando exigido. Sem essa providência, salvo algumas poucas exceções, não haverá como comprovar a ocorrência ou inocorrência de um fato. Isto posto, há que se admitir a premissa de que, nas relações fisco contribuinte, a obtenção e a apresentação das provas do fato constitutivo do direito do autor depende quase sempre de o contribuinte colocálas à disposição do fisco, sendolhe negado o direito de negligenciar tal função, sob pena de responsabilidade pela ausência de provas no processo e, corolário, o próprio ônus probante. Contudo, uma vez que se admitem tais pressupostos, o passo seguinte conduzirá à compreensão de que eles não dispensam a administração de laborar em busca da obtenção das provas. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/08/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 14033.003351/200865 Acórdão n.º 3102001.126 S3C1T2 Fl. 4 7 Com efeito, se o contribuinte sequer é intimado a apresentar os documentos considerados pela administração como hábeis à comprovação de que a empresa tem o direito discutido no processo, como se pode atribuir a ele a responsabilidade pela omissão? Data máxima vênia, não comungo da opinião do i. Julgador de piso que, ao negar o pleito da recorrente, o faz por considerar não comprovada a origem da receita objeto da lide, sem que em nenhum momento tenha sido dado conhecimento à recorrente de que deveria fazer prova disso. Assim, não vejo como rejeitar as informações prestadas nas PER/DCOMP por alegada falta de comprovação. Noutro vértice, também não me parece que seja essa a mecânica de funcionamento das declarações de compensação. Conforme determina a legislação, tratase de uma modalidade de extinção do crédito tributário de iniciativa do contribuinte e para a qual, não havendo manifesta objeção do Fisco, está prevista inclusive homologação tácita. Ou seja, se dúvidas houver em relação à veracidade das informações prestadas, cabe ao Órgão arrecadador adotar as providências que julgar necessárias, requerendo à contribuinte a apresentação dos documentos que julgar necessários, o que, neste, não foi feito. Finalmente, é preciso acrescentar que, se admitida a necessidade de comprovação da origem a receita que serviu de base de cálculo para os valores extintos a destempo, a consequência da ausência de provas seria, a meu ver, a nãohomologação dos pedidos de compensação e não a manutenção da multa moratória aplicada. No que concerne ao período de apuração correspondente ao mês de novembro de 2004, também considero assistir razão à empresa. Como defende, o valor decorre da nova apuração do valor devido, em face da aplicação retroativa da Instrução Normativa editada pelo Fisco determinando novo critério de apuração para as receitas decorrentes dos contratos sub examine, com efeitos também sobre os valores os valores recolhimentos segundo a metodologia nãocumulativa. Pelo exposto, VOTO POR DAR provimento ao recurso voluntário, para afastar a multa de mora calculada sobre todos os valores compensados pela recorrente. Sala de Sessões, 08 de julho de 2001. Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/08/2011 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 08/07/2011 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 13016.000270/2005-14
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/05/2005
Ementa:
COFINS - CESSÃO DE CRÉDITO ICMS EXPORTAÇÃO- 1. A transferência de crédito de ICMS para terceiros não dá ensejo à incidência de PIS e COFINS, por não configurar receita, mas sim tributo. Recurso negado.
Numero da decisão: 9303-002.803
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial.
MARCOS AURÉLIO VALADÃO Presidente .
FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto (Substituto convocado) e Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente Substituto).
Nome do relator: FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/05/2005 Ementa: COFINS - CESSÃO DE CRÉDITO ICMS EXPORTAÇÃO- 1. A transferência de crédito de ICMS para terceiros não dá ensejo à incidência de PIS e COFINS, por não configurar receita, mas sim tributo. Recurso negado.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Wed May 20 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13016.000270/2005-14
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473810
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9303-002.803
nome_arquivo_s : Decisao_13016000270200514.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13016000270200514_5473810.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. MARCOS AURÉLIO VALADÃO Presidente . FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto (Substituto convocado) e Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente Substituto).
dt_sessao_tdt : Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5959844
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890342969344
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1757; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 332 1 331 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13016.000270/200514 Recurso nº 262.320 Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.803 – 3ª Turma Sessão de 23 de janeiro de 2014 Matéria COFINS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado PENASUL ALIMENTOS LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/05/2005 Ementa: COFINS CESSÃO DE CRÉDITO ICMS EXPORTAÇÃO 1. A transferência de crédito de ICMS para terceiros não dá ensejo à incidência de PIS e COFINS, por não configurar receita, mas sim tributo. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. MARCOS AURÉLIO VALADÃO – Presidente . FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto (Substituto convocado) e Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente Substituto). AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 01 6. 00 02 70 /2 00 5- 14 Fl. 360DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 2 Relatório Em Recurso Especial de Divergência, fls. 171/229, admitido pelo Despacho nº 34001490 de fl. 231/232, insurgese a Fazenda Nacional contra o Acórdão nº 340100.774 (fls.163/167) que deu provimento parcial ao Recurso Voluntário. O Acórdão traz a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS Data do fato gerador: 31/05/2005 COFINS NÃOCUMULATIVA. BASE DE CÁLCULO. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. NÃO INCLUSÃO. Não compõe o faturamento ou receita bruta, para fins de tributação da Cofins e do PIS, o valor do crédito de ICMS transferido a terceiros, cuja natureza jurídica é a de crédito escritural do imposto Estadual. Apenas a parcela correspondente ao ágio integrará a base de cálculo das duas Contribuições, caso o valor do crédito seja transferido por valor superior ao saldo escritural. RESSARCIMENTO. REGIME NÃO CUMULATIVO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS. O artigo 15, combinado com o artigo 13, ambos da Lei n° 10.833, de 2003, vedam expressamente a aplicação de qualquer índice de atualização monetária ou de juros para este tipo de ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte. Tratase de insurgimento contra o entendimento da 4ª Câmara da 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento que por maioria de votos deu parcial provimento ao Recurso Voluntário, para excluir da base de cálculo da COFINS os valores originados de créditos de ICMS, cedidos a terceiros. Articula fundamentos sobre a real natureza das receitas provenientes da cessão de créditos de ICMS e a necessária inclusão na base de cálculo da COFINS por se tratar, segundo seu entendimento, de “verdadeira alienação de direitos a título oneroso e origina receita tributável, devendo compor a base de cálculo da PIS/COFINS, conforme dispõe o art. 1º§§ 1º e 2º da Lei nº 10.637/02, art. 1º §§ 1º e 2º da Lei nº 10.833/03. Alega a título de exemplificação que ao realizarse uma aquisição de produto sujeito à incidência do ICMS, ocorre a materialização de duas operações uma correspondente a compra da mercadoria propriamente dita e a outra correspondente a compra do crédito do imposto inerente ao produto adquirido caracterizando, ambos, receita quando de sua venda o que acarreta a incidência do PIS e da COFINS. Fl. 361DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13016.000270/200514 Acórdão n.º 9303002.803 CSRFT3 Fl. 333 3 Pretende conceituar a universalidade do significado de receita pelo contido no art. 503 do Código Comercial que estratifica as receitas e despesas de uma embarcação naval. Igualmente se posiciona por via dos ensinamentos de Fernando Neto Boiteaux relativamente ao Código Civil de 1916 que não estabelece, explicita ou implicitamente, um conceito de receita e somente no de 2002, art. 1.348, VI, define: elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano. Sendo isto competência do síndico. Ainda transcreve os parágrafos primeiro e segundo do artigo 40 do Decreto – Lei nº 5.844/43 que tratou da cobrança e fiscalização do imposto de renda, para informar qual o conceito de receita àquela época. Esses dispositivos definem a constituição de receita como sendo a soma das operações realizadas por conta própria e as remunerações recebidas como preço de serviços prestados, sendo incluído na receita bruta as receitas totais de transações alheias ao objeto do negócio. Discorre também sobre outras fontes para a determinação do conceito de receita concluindo pela Lei nº 9.718/98 com as alterações introduzidas pelo art. 2º da MP nº 1.807/99 e nas reedições da MP nº 2.15835/01. Em sede de Contrarrazões às fls. 236/330 a Contribuinte afirma que um seu pedido de ressarcimento de créditos da COFINS, não cumulativa, vinculados às receitas de exportações referentes ao mês de maio de 2005 foi parcialmente admitido, não acatando a ausência de oferta à tributação de valores correspondentes as transferências de ICMS de terceiros. Destaca a decisão prolatada no Recurso Voluntário que não reconheceu a inclusão no faturamento ou receita bruta para fins de tributação da Cofins e PIS, o valor de crédito de ICMS transferido a terceiros e cuja natureza jurídica é de crédito escritural. Quanto aos créditos de ICMS transferidos para terceiros, destaca a impropriedade de serem considerados como receita e, portanto base de cálculo da Contribuição sob comento. Destaca que o saldo credor de ICMS acumulado por força da regra que isenta desse tributo as operações de exportação, contabilmente é classificado em conta do ativo como tributo recuperável e, a transferência desse saldo para pagamento de fornecedores não caracteriza o auferimento de receita ocorrendo apenas a alteração de sua classificação da conta de tributos recuperáveis par o caixa. Continua arguindo que os tributos recuperáveis são contas do ativo da empresa tanto quanto o são os valores do caixa e que, a efetiva recuperação do tributo através da transferência do saldo credor de ICMS acumulado, não inova no ativo, apenas altera a sua classificação contábil. Chama a atenção para o entendimento de que a errônea interpretação de que a efetiva recuperação de um tributo ao invés de caracterizar o auferimento de receita materializa redução de despesa uma vez que a transferência de saldo credor de ICMS para terceiros, de diminuir o saldo da conta Fornecedores. Fl. 362DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 4 Oferece lição do Dr. Marcelo Knopfelmacher em artigo titulado ASPECTOS DO CONCEITO CONSTITUCIONAL DE RECEITA NA EMADA nº 20/98, Revista Dialética nº 100, pgs. 55, 57 e 62: “A ciência da contabilidade, que tem a virtude de retratar e comunicar em linguagem os eventos ocorridos numa entidade empresarial, durante os exercícios sociais (períodos), nos dá um indicativo técnico do termo receita por mei da Resolução do Conselho Federal de Contabilidade – CFC nº 750/93, que trata dos princípios contábeis geralmente aceitos. De acordo com o seu Art. 9º as receitas e as despesas devem ser inclusídas na apuração do resultado do período em que ocorreram, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento o pagamento. Vale dizer, para a ciência da contabilidade, o termo receita esta intimamente ligado ao resultado. Em resumo, portanto, da análise do conteúdo semântico mínimo do termo receita, pressuposto pela Constituição, lançamos novamente o conceito que conseguimos extrair do texto constitucional: ingresso (novo) de valores que se incorporam positivamente ao patrimônio.” Argui que é impossível caracterizar ser a recuperação de despesa decorrente de transferência do saldo credor do ICMS, como ingresso novo de valor positivamente incorporado ao patrimônio da empresa porque esse gesto” não incorpora valor novo ao patrimônio o qual permanece quantitativamente inalterado, operandose apenas uma alteração qualitativa das contas.” Ao final, transcreve o inciso VI do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.833/03, que comanda a não integração da base de cálculo da COFINS, in verbis: “VI – decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestação de Serviços de Transporte.Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, de créditos de ICMS originados de operações de exportação conforme o disposto no inciso II § 1º do art. 25 da Lei Complementar nº 87/96.” Transcreve ementas de acórdão deste CARF e do TRF da 4ª Região decidindo sobre a não incidência de PIS e COFINS sobre cessão de créditos de ICMS. É o relatório. Fl. 363DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13016.000270/200514 Acórdão n.º 9303002.803 CSRFT3 Fl. 334 5 Voto Conselheiro FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA O Recurso preenche condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. O que se cuida no presente litígio e definir se o produto decorrente da cessão de Créditos de ICMS pela Contribuinte deve ou não integrar a base de cálculo da COFINS. Adoto para o deslinde da questão, o entendimento dos Ilustres Conselheiros Nayra Bastos Manatta, Jorge Freire e Emanuel Carlos Dantas de Assis, que sobre o tema se posicionaram. Em termos práticos o crédito de ICMS objeto deste processo decorre de ordens constitucional e legal, art. 155, § 2º, X e LC 87/96, ART. 3º, II, determinando a sua não incidência sobre as operações que destinem mercadorias para o exterior. Assim ao creditarse do ICMS na aquisição de insumos, fica impedido do seu aproveitamento acumulando saldo credor que pode ser transferido para outro contribuinte do mesmo Estado, a partir de autorização competente, segundo permissivo do art. 25 da LC nº 87/96. De todos sabido que o crédito sob comento é um incentivo fiscal destinado a desonerar as compras de insumos utilizados em produtos finais exportados, e o legislador mesmo que contrariando a sistemática da não – cumulatividade, promove a permissão para utilização de um crédito sem a existência de débito a ser compensado em razão da imunidade. A Conselheira Nayra esclarece com o brilho de sempre, que se houver débito de ICMS a utilização do crédito incentivado primeiramente será destinado a compensálo, existindo também outras formas de aproveitamento, como no caso do Estado do Rio Grande do Sul o saldo credor poderá ser transferido para outro estabelecimento do contribuinte ou de outro, dentro desse Estado e, igualmente poderá servir para pagar aquisições de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem e máquinas e equipamentos e, por fim, transferílo a terceiros. Em razão de sua performance legal o crédito sob comento não se reveste de natureza de receita, e assim sendo a citada Conselheira no Acórdão nº 20403.395, argui: “Esse crédito não se reveste da natureza de receita. Até porque não se pode cindilo para concluir que uma forma de aproveitamento gera acréscimo patrimonial e outra não. Se o crédito fosse transferido a uma filial da mesma empresa poderíamos falar em acréscimo patrimonial? Ou só há falarse em acréscimo patrimonial quando há cessão do crédito a terceiro? A sua natureza é uma só, incindível.” Um nicho interpretativo sem o qual não se poderá chegar à conclusão diz respeito ao fato concreto e demonstrado que uma norma crie formas de aproveitamento de crédito gerado por exportação de produtos, tudo em ambiente da imunidade, e outra exija sua taxação mesmo quando for cedido a terceiros. Fl. 364DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 6 Aproveito também, consideração jurisdicional para sustentar o contexto do meu voto, como a seguir: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS DE ICMS PARA TERCEIROS. NÃO INCIDÊNCIA DE PIS E COFINS. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A transferência de crédito de ICMS para terceiros não dá ensejo à incidência de PIS e COFINS, por não configurar receita, mas sim tributo. Precedentes: Ag 1.352.512, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, Segunda Turma, DJe 10/11/10, REsp 1.205.072/RS, Rel. Min. CASTRO MEIRA, Segunda Turma, DJe 14/2/12. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1318196/RS, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/08/2012, DJe 24/08/2012) Diante de todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso interposto pela Fazenda Nacional por entender que a cessão onerosa de créditos de ICMS não integra a base de cálculo da COFINS. Sala das Sessões, 23 de janeiro de 2014. FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA Relator Fl. 365DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 19740.000433/2006-23
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Sep 10 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2001
OMISSÃO DE BASE DE CÁLCULO. FALTA DE DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA.
Mantém-se a exigência de diferença de base de cálculo de imposto sobre a renda da pessoa jurídica em face da exclusão do lucro líquido do exercício das despesas não alicerçadas em documentação fiscal e da adição de todas as receitas advindas da atividade operacional.
MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE.NÃO COMPROVAÇÃO.
Não comprovado que o contribuinte agiu com evidente intuito de fraude, a qualificação da multa de ofício deve ser afastada.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA: CSLL, PIS E COFINS.
Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, nos termos do § 2º do art. 24, § 2º da Lei 9.249/1995, aplica-se ao lançamento das contribuição sociais sobre o faturamento e o lucro líquido as conclusões relativas ao IRPJ.
Numero da decisão: 1103-000.749
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a qualificação da multa de ofício, reduzindo-a para 75%
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percinio da Silva - Presidente.
Hugo Correia Sotero - Relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aloysio José Percínio da Silva, Marcos Shigueo Takata, Mario Sergio Fernandes Barroso, Hugo Correa Sotero, Eduardo Martins Neiva Monteiro e Cristiane Silva Costa.
Tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator Hugo Correia Sotero não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado foi designado ad hoc como o responsável pela formalização do presente Acórdão, o que se deu na data de 28/08/2015.
Nome do relator: HUGO CORREIA SOTERO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2001 OMISSÃO DE BASE DE CÁLCULO. FALTA DE DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. Mantém-se a exigência de diferença de base de cálculo de imposto sobre a renda da pessoa jurídica em face da exclusão do lucro líquido do exercício das despesas não alicerçadas em documentação fiscal e da adição de todas as receitas advindas da atividade operacional. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE.NÃO COMPROVAÇÃO. Não comprovado que o contribuinte agiu com evidente intuito de fraude, a qualificação da multa de ofício deve ser afastada. TRIBUTAÇÃO REFLEXA: CSLL, PIS E COFINS. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, nos termos do § 2º do art. 24, § 2º da Lei 9.249/1995, aplica-se ao lançamento das contribuição sociais sobre o faturamento e o lucro líquido as conclusões relativas ao IRPJ.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 10 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 19740.000433/2006-23
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5519233
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 10 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1103-000.749
nome_arquivo_s : Decisao_19740000433200623.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : HUGO CORREIA SOTERO
nome_arquivo_pdf_s : 19740000433200623_5519233.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a qualificação da multa de ofício, reduzindo-a para 75% (assinado digitalmente) Aloysio José Percinio da Silva - Presidente. Hugo Correia Sotero - Relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aloysio José Percínio da Silva, Marcos Shigueo Takata, Mario Sergio Fernandes Barroso, Hugo Correa Sotero, Eduardo Martins Neiva Monteiro e Cristiane Silva Costa. Tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator Hugo Correia Sotero não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado foi designado ad hoc como o responsável pela formalização do presente Acórdão, o que se deu na data de 28/08/2015.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
id : 6122690
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890356600832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1983; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 818 1 817 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19740.000433/200623 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1103000.749 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de setembro de 2012 Matéria Omissão de Receitas Recorrente MEGAZEN FOMENTO MERCANTIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 OMISSÃO DE BASE DE CÁLCULO. FALTA DE DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. Mantémse a exigência de diferença de base de cálculo de imposto sobre a renda da pessoa jurídica em face da exclusão do lucro líquido do exercício das despesas não alicerçadas em documentação fiscal e da adição de todas as receitas advindas da atividade operacional. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE.NÃO COMPROVAÇÃO. Não comprovado que o contribuinte agiu com evidente intuito de fraude, a qualificação da multa de ofício deve ser afastada. TRIBUTAÇÃO REFLEXA: CSLL, PIS E COFINS. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, nos termos do § 2º do art. 24, § 2º da Lei 9.249/1995, aplicase ao lançamento das contribuição sociais sobre o faturamento e o lucro líquido as conclusões relativas ao IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a qualificação da multa de ofício, reduzindoa para 75% (assinado digitalmente) Aloysio José Percinio da Silva Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 74 0. 00 04 33 /2 00 6- 23 Fl. 819DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 19740.000433/200623 Acórdão n.º 1103000.749 S1C1T3 Fl. 819 2 Hugo Correia Sotero Relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aloysio José Percínio da Silva, Marcos Shigueo Takata, Mario Sergio Fernandes Barroso, Hugo Correa Sotero, Eduardo Martins Neiva Monteiro e Cristiane Silva Costa. Tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator Hugo Correia Sotero não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado foi designado ad hoc como o responsável pela formalização do presente Acórdão, o que se deu na data de 28/08/2015. Fl. 820DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 19740.000433/200623 Acórdão n.º 1103000.749 S1C1T3 Fl. 820 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pela interessada em face do Acórdão nº 1213.489, proferido pela 5ª Turma da DRJRio de Janeiro I (DRFRJOI) em 09/03/2007, que considerou procedente o lançamento realizado por meio dos autos de infração de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, formalizados no presente processo, decorrentes das apurações descritas pela autoridade fiscal e resumidas no acórdão recorrido, verbis: 2 O autuante, conforme fl. 133, descreve a infração que consiste na apuração de resultados operacionais não declarados no valor total de R$ 197.714,19, fundamentando o lançamento nos artigos 249, incisos I e II, 250, 251 e parágrafo único, 264 e parágrafos, 276, 278, 279, 280, 287, 288, 299, 923, 924, 925 e 926, todos do RIR11999; e art. 42 da Lei n.° 9.430/1996. 3 Com o objetivo de descrever a auditoria fiscal e motivar o lançamento, o autuante juntou aos autos o termo de verificação fiscal de fls. 114/131, apresentando, em síntese, as seguintes informações: 3.1 conforme demonstrativo de fl. 114, baseado nas informações dos sistemas da Secretaria da Receita Federal, no anocalendário de 2001, a interessada teve movimentação financeira muito superior à receita declarada; 3.2 foi concedido à interessada tempo para que apresentasse seus livros e documentos. A referida apresentou os extratos bancários e os livros Razão e Diário, tanto os originais como os refeitos; 3.3 a interessada refez a sua escrita contábil e fiscal. O fato se deu pois a interessada havia omitido, em sua escrita, 5(cinco) das 9(nove) contascorrentes existentes, descritas em fl. 117; 3.4 após a auditoria das contascorrentes, a interessada foi intimada, fls. 66/67, a apresentar a comprovação de alguns depósitos. Em fl. 68, informa a referida que não possuía documentação comprobatória. Assim, com fulcro no artigo 42 da Lei n.° 9.430/1996, tais depósitos podem ser caracterizados como omissões de receitas; 3.5 analisou as despesas escrituradas, observando que parte não possuía documentação comprobatória. Assim, intimou a interessada, fls. 56/57. Em resposta, fl. 59, a interessada afirmou não possuir tal documentação. 3.6 em face das apurações acima, elaborou novo demonstrativo do lucro líquido antes da compensação de prejuízos fiscais e da base de cálculo negativa da CSLL, fl. 121, detalhado em fls. 130/131, apurando novas bases de cálculo de IRPJ e CSLL no valor de R$ 197.714,17. 3.7 no lançamento do IRPJ e da CSLL levou em consideração os valores de tributos já declarados; 3.8 efetuou o lançamento da contribuição para o PIS e da Cofins com base nas receitas declarada, após o refazimento de sua escrita contábil, com as receitas Fl. 821DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 19740.000433/200623 Acórdão n.º 1103000.749 S1C1T3 Fl. 821 4 referentes aos depósitos bancários não comprovados, conforme demonstrativos de fls. 123/124; 3.9 agravou a multa de oficio por entender que a interessada agiu com fraude. 4 O autuante juntou aos autos os termos, as declarações de rendimentos e os documentos de fls. 01/113 e os anexos I, II e III. 5 O autuante efetuou, também, os lançamentos da contribuição para o PIS e da contribuição para o financiamento da seguridade social com base nas omissões de receitas não declaradas. 6 O lançamento da CSLL é mera decorrência do lançamento do IRPJ. A interessada impugnou os lançamento, apresentando os argumentos sintetizados na decisão recorrida, verbis: 7.1 os depósitos não identificados foram tributados a razão de 100%, quando deverseia aplicar sobre esses o arbitramento do lucro (com a aplicação do percentual de 4%), pois depósitos em contacorrente não importam em lucro, especialmente na atividade de fomento mercantil. Desta forma, os depósitos não identificados devem ser expurgados da apuração do IRPJ e da CSLL, porque não se afiguram como base para a determinação do lucro arbitrado tributável, caso contrário estarseia incorrendo em confisco; 7.2 sua atividade é complexa e está sujeita a erro, quando da apuração do lucro real, decorrente do excesso de lançamentos e estornos que envolvem a atividade social; 7.3 ao tributar o valor integral dos depósitos não identificados e, não somente o "spread", o autuante está tributando o seu capital de giro, o que não constitui fato gerador da CSLL e do IRPJ, conforme disposto nos artigos 43 e 114 do CTN; 7.4 a constatação de diferenças entre os valores creditados em bancos e o relatório apresentado de títulos adquiridos, não pressupõe a ocorrência de fato gerador, vez que identificados os títulos, deverá prevalecer o princípio da verdade material; 7.5 a multa de oficio no percentual de 150% é extorsiva, uma vez que não houve dolo na omissão de receita, tanto que foi refeita a contabilização, corrigindo os erros existentes. Salienta que devido a sua atividade o que ocorreu foi um erro e não dolo; A DRJRJOI, rejeitou as alegações da interessada, proferindo o acórdão referido que traz a seguinte ementa: OMISSÃO DE BASE DE CÁLCULO. FALTA DE DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. É cabível a exigência de diferença de base de cálculo de imposto sobre a renda da pessoa jurídica em face da exclusão do lucro líquido do exercício das despesas não alicerçadas em documentação fiscal e da adição de todas as receitas advindas da atividade operacional. Fl. 822DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 19740.000433/200623 Acórdão n.º 1103000.749 S1C1T3 Fl. 822 5 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2001 DECORRÊNCIA. Subsistindo o lançamento objeto do processo matriz, igual sorte colhe o que tenha sido formalizado por mera decorrência daquele. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2001 CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. COFINS. DECORRÊNCIA. É devido o lançamento quando se observa que as bases de cálculo das Contribuições não abarcaram a totalidade das receitas auferidas. MULTA DE OFÍCIO. AGRAVAMENTO. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. Cabível a multa de 150% sobre a totalidade dos tributos apurados de oficio, se comprovado que o contribuinte agiu com evidente intuito de fraude. Cientificada do acórdão recorrido em 03/04/2007, a interessada apresentou recurso voluntário em 24/04/2007, no qual, em linhas gerais, repisa os argumentos trazidos na sua impugnação. É o relatório. Fl. 823DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 19740.000433/200623 Acórdão n.º 1103000.749 S1C1T3 Fl. 823 6 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Formalizo este acórdão por designação do presidente da 1ª Seção de Julgamento, tendo em vista que o relator do processo, Conselheiro Hugo Correa Sotero, por ocasião do julgamento realizado em 11/09/2012, pela 3ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção do CARF, não efetuou a formalização e não pertence mais aos colegiados do CARF. Ressalto, por oportuno, que não integrava o colegiado que proferiu o acórdão e, portanto, não participei do julgamento. Assim, o entendimento consubstanciado neste voto, tem por base os elementos dos autos e os dados constantes da ata da Sessão de Julgamento, realizada pela 3ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção do CARF, em 11/09/2012, às nove horas, e não exprime qualquer juízo de valor deste redator. O recurso voluntário foi apresentado tempestivamente e, portanto, foi devidamente conhecido. As alegações da recorrente, quanto ao mérito, foram rejeitadas pelo colegiado, acatandose os fundamentos trazidos na decisão de primeira instância, que foram externados no Acórdão nº 1213.489, de 09/03/2007, da 3ª Turma da DRJ Rio de JaneiroI. Não obstante, no que concerne à multa de ofício aplicada, o colegiado entendeu que esta devia ser reduzida ao percentual de 75%, por não restarem configuradas as hipóteses de qualificação da multa, previstas nos arts. 71 a 73 da Lei 4.502/1964. Ante ao exposto, votouse no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário para reduzir a multa de ofício aplicada ao percentual de 75%. Acórdão formalizado em, 28 de Agosto de 2015. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Redator ad hoc, designado para formalizar o Acórdão Fl. 824DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO Processo nº 19740.000433/200623 Acórdão n.º 1103000.749 S1C1T3 Fl. 824 7 Fl. 825DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 10 /09/2015 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/09/2015 por LUIZ TADEU MATO SINHO MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10882.900905/2008-12
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003
ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO.
A partir da edição da Medida Provisória nº 1.858-6, de 29 de Junho de 1999, não são isentas das contribuições PIS e Cofins as receitas decorrentes de vendas de mercadorias às empresas situadas na Zona Franca de Manaus.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-004.968
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade por negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Cassio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que convertiam o processo em diligência para a apuração de direito creditório. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. A partir da edição da Medida Provisória nº 1.858-6, de 29 de Junho de 1999, não são isentas das contribuições PIS e Cofins as receitas decorrentes de vendas de mercadorias às empresas situadas na Zona Franca de Manaus. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10882.900905/2008-12
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473880
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3801-004.968
nome_arquivo_s : Decisao_10882900905200812.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
nome_arquivo_pdf_s : 10882900905200812_5473880.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade por negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Cassio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que convertiam o processo em diligência para a apuração de direito creditório. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
id : 5959914
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890368135168
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1889; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.900905/200812 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801004.968 – 1ª Turma Especial Sessão de 24 de fevereiro de 2015 Matéria Compensação PIS/Cofins Recorrente SHERWINWILLIAMS DO BRASIL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. A partir da edição da Medida Provisória nº 1.8586, de 29 de Junho de 1999, não são isentas das contribuições PIS e Cofins as receitas decorrentes de vendas de mercadorias às empresas situadas na Zona Franca de Manaus. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade por negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora), Cassio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que convertiam o processo em diligência para a apuração de direito creditório. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Redator designado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 09 05 /2 00 8- 12 Fl. 164DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da douta Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas (SP): Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP) mediante a qual a contribuinte pretendeu extinguir débito com pretenso crédito com origem em pagamento indevido de contribuição social. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, assim motivado: [...]A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizadas para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada do despacho, a contribuinte manifestou sua irresignação argüindo em síntese que o crédito utilizado na compensação teria origem em pagamento da contribuição na parcela calculada sobre vendas realizadas à Zona Franca de Manaus. Argumenta que as vendas à Zona Franca de Manaus (ZFM) no período em tela estavam imunes à incidência do PIS e da Cofins e, portanto, o pagamento teria sido feito a maior. Iniciando essa linha de argumentação, assevera que o art. 4° do DecretoLei (DL) n° 288, de 1967, equiparou, para todos os efeitos fiscais, as vendas realizadas à Zona Franca de Manaus a uma operação de exportação. Tal disposição, a seu ver, possui envergadura de norma de caráter complementar, e nesse nível de hierarquia teria sido incorporado ao ordenamento jurídico pela recepção que lhe deu a Constituição Federal de 1988, pelo artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Defende que o mesmo tratamento dado às exportações, aplicável às venda realizadas à Zona Franca de Manaus, seria também extensível às vendas efetuadas para destinatários sediados nos municípios integrantes das Areas de Livre Comércio. O Supremo Tribunal Federal (STF), na ADIn no. 2.3489, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus”, contida no inciso I, § 2° do art. 14 da Medida Provisória (MP) n° 2.03724, de 2000, que discriminava as exclusões das isenções da Cofins e da contribuição ao PIS. Desta forma, nas reedições da MP no. 2.037, de 2000, foi excluída a expressão "na Zona Franca de Manaus” do texto legal, de modo o tratamento das vendas à Zona Franca de Manaus acompanhou o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 5 4 Ao fim, requer o recebimento da presente manifestação de inconformidade com o seu regular efeito suspensivo da exigibilidade do crédito. Pleiteia ainda o reconhecimento do direito creditório referente aos recolhimentos' indevidos ou a maior a título de PIS e Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias à Zona Franca de Manaus e a consequente a homologação da compensação. Em análise à manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, aquela douta Delegacia de Julgamento entendeu por bem julgar como improcedentes os argumentos apresentados e manter a não homologação da compensação: Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade, restringindose a instância administrativa ao exame da validade jurídica dos atos praticados pelos agentes do Fisco. RECEITAS DE VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. TRIBUTAÇÃO. A isenção do PIS e da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória n° 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória no. 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. Referida isenção, contudo, não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1° de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º. do art. 14 da Medida Provisória no. 1.8586, de 1999, e reedições (atual Medida Provisória nº 2.15835, de 2001). Não existindo norma de desoneração, não se reconhece direito de crédito nela baseado e não se homologa a compensação que dele se aproveita. Repisando os argumentos apresentados em sua Manifestação de Inconformidade, o Recorrente apresenta o ora analisado Recurso Voluntário, acrescentando que não foi intimado pela fiscalização, em nenhum momento, a apresentar comprovantes da origem dos seus créditos e que, no despacho eletrônico proferido, também não foi apresentado nenhum argumento para que os créditos pleiteados fossem indeferidos. Argumenta ainda que trouxe aos autos planilha comprovando que os créditos indicados no pedido de compensação são originados de pagamento indevido ao a maior, uma vez que efetuou vendas destinadas à Zona Franca de Manaus. É o relatório Fl. 167DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Vencido Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Conforme mencionado alhures, a manifestação de inconformidade do Recorrente não foi provida pela Delegacia da Receita Federal de Campinas, sob dois principais argumentos: (i) de que a Recorrente não faria jus à imunidade e/ou isenção nas remessas de produtos destinados à Zona Franca de Manaus; e (ii) que não foi demonstrado pelo Recorrente a origem de seus créditos. O primeiro ponto que deve ser abordado nesta decisão é se as receitas oriundas das vendas destinadas à Zona Franca de Manaus estão sujeitas à incidência da contribuição ao PIS e da COFINS. De pronto, é importante destacar que, desde o advento do DecretoLei 288/67, as remessas destinadas à Zona Franca de Manaus são equiparadas às exportações para todos os efeitos fiscais. Confirase a redação do artigo 4º do mencionado decreto: Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. Ratificando o benefício concedido para desenvolver a região Norte do país, o artigo 40 das ADCT’s – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias teve a seguinte redação: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Como se percebe, o constituinte de 1988 prorrogou (garantiu) o benefício concedido pelo legislador de 1967 até o ano de 2013. Pois bem. Partindo da premissa de que todas as remessas destinadas à Zona Franca de Manaus são equiparadas, para fins fiscais, à exportação, desde a edição do Decreto Lei 288/67, cumpre analisar se, à época dos fatos geradores dos créditos indicados pelo contribuinte como pagos indevidamente, existia isenção da COFINS nas receitas decorrentes de exportação. Tal ilação não é difícil. O artigo 7º da Lei Complementar 70/91, vigente à época da ocorrência dos fatos geradores, determinava expressamente que as receitas decorrentes de exportação seriam isentas da COFINS. Confirase: Art. 7º São também isentas da contribuição as receitas decorrentes: Fl. 168DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 7 6 I de vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, realizadas diretamente pelo exportador; II de exportações realizadas por intermédio de cooperativas, consórcios ou entidades semelhantes; III de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras, nos termos do Decretolei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IV de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo; V de fornecimentos de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações ou aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; VI das demais vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo. Como se não bastasse, no julgamento da ADIN 23489, o Supremo Tribunal Federal suspendeu a expressão "na Zona Franca de Manaus" do inciso I do § 2° do art. 14 da Medida Provisória nº 2.03724 (atual Medida Provisória n.° 2.15835, de 2001). Tal julgamento ratificou o entendimento de que as vendas realizadas para Zona Franca de Manaus são equiparadas, para fins fiscais, às exportações: ZONA FRANCA DE MANAUS PRESERVAÇÃO CONSTITUCIONAL. Configuramse a relevância e o risco de manterse com plena eficácia o diploma atacado se este, por via direta ou indireta, implica a mitigação da norma inserta no artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Carta de 1988: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus. Suspensão de dispositivos da Medida Provisória nº 2.03724, de novembro de 2000. (ADI 2348 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 07/12/2000, DJ 07112003 PP00081 EMENT VOL0213102 PP00266) O que não se pode admitir, data venia, é a interpretação dada pela douta Delegacia de Julgamento de Campinas, no sentido de que a “isenção do PIS e da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória n° 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória no. 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. Referida isenção, contudo, não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1° de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º. do art. 14 da Medida Provisória no. 1.8586, de 1999, e reedições (atual Medida Provisória nº 2.15835, de 2001)”. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 8 7 Ora, como demonstrado, desde o DecretoLei 288/67, as remessas para Zona Franca de Manaus são consideradas como sendo exportações, o que foi ratificado pela Constituição Federal de 1988. Por outro lado, a Lei Complementar 70/91 isentou as receitas de exportação da COFINS. A Medida Provisória nº 2.03724 (atual Medida Provisória n.° 2.15835, de 2001) tentou afastar tal isenção, o que não foi recepcionado pelo ordenamento jurídico pátrio, nos termos da decisão exarada pelo Supremo Tribunal Federal. Portanto, não há que se falar em isenção somente para as hipóteses descritas por aquela douta Delegacia. O Superior Tribunal de Justiça, em reiteradas decisões, já se manifestou no sentido de que são isentas do pagamento da COFINS e do PIS as receitas decorrentes de exportação. A título de exemplo, segue transcrito julgado neste sentido: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ISENÇÃO. PIS E COFINS. PRODUTOS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. FATO GERADOR. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1ª SEÇÃO, NO RESP 1002932/SP, JULGADO EM 25/11/2009 SOB O REGIME DO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO AO ART. 535, CPC. INOCORRÊNCIA. 1. O art. 4º do DL 288/67 e o art. 40 do ADCT "preserva a Zona Franca de Manaus como área de livre comércio, estendendo às exportações destinadas a estabelecimentos situados naquela região os benefícios fiscais presentes nas exportações ao estrangeiro". Consectariamente, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Sob esse enfoque, é assente nas Turmas de Direito Público que: "O conteúdo do art. 4º do Dec.lei 288/67, foi o de atribuir às operações da Zona Franca de Manaus, quanto a todos os tributos que direta ou indiretamente atingem exportações de mercadorias nacionais para essa região, regime igual ao que se aplica nos casos de exportações brasileiras para o exterior." 2. O art. 5º da Lei 7.714/88, com a redação dada pela Lei 9.004/95, bem como o art. 7º da Lei Complementar 70/91 autorizam a exclusão, da base de cálculo do PIS e da COFINS respectivamente, dos valores referentes às receitas oriundas de exportação de produtos nacionais para o estrangeiro. 3. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, inferese que a isenção relativa à COFINS e ao PIS é extensiva à mercadoria destinada à Zona Franca. Precedentes: REsp 681.395/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/08/2010, DJe 03/09/2010; REsp 802.474/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 05/11/2009, DJe 13/11/2009; RESP 223.405MT, DJ de 01.09.2003, Relator Min. Humberto Gomes de Barros; RESP 144.785PR, DJ de 16.12,2002, Relator Min. Paulo Medina). 4. O Supremo Tribunal Federal, em sede de medida cautelar na ADI nº 2348 9, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus", contida no inciso I do § 2º do art. 14 da MP nº 2.03724, de 23.11.2000, que revogou a isenção relativa à COFINS e ao PIS sobre receitas de vendas efetuadas na Zona Franca de Manaus. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 9 8 5. Assim, considerando o caráter vinculante da decisão liminar proferida pelo E. STF, restam afastados, no caso concreto, os dispositivos da MP 2.03724 que tiveram sua eficácia normativa suspensa. (...) 11. Agravo regimental desprovido. (AgRg no Ag 1292410/AM, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 15/02/2011, DJe 07/04/2011) E, ainda, com a promulgação da Emenda Constitucional nº 42, de 19 de dezembro de 2003, foi concedida imunidade às receitas decorrentes de exportação, o que fez dissipar qualquer dúvida porventura remanescente quanto à incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre as receitas de vendas destinadas à ZFM, posto que, se a isenção deve ser interpretada literalmente, a imunidade, por ser norma constitucional, exige eficácia máxima. Dessa forma, concluise pela isenção e, agora, imunidade, das receitas decorrentes de vendas efetuadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, em relação à contribuição ao PIS e à COFINS, devendo ser reformada a decisão recorrida neste ponto. Ocorre, contudo, que, pelos elementos trazidos aos autos, não pode, este egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais aferir se os créditos indicados no pedido de compensação (i) são, de fato, decorrentes das vendas destinadas à Zona Franca de Manaus e (ii) se são suficientes para liquidar os débitos. Devese, ressaltar, que, ao contrário do que foi alegado no acórdão recorrido, a Delegacia de Julgamento de Campinas (SP) poderia, de ofício, independentemente de requerimento expresso, ter realizado diligências para aferir autenticidade dos créditos declarados pelo Recorrente. Esta é a orientação do artigo 18 do Decreto 70.235/72. Confirase: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) A ilação do citado dispositivo do Decreto que rege o processo administrativo é de que deve a Administração Pública se valer de todos os elementos possíveis para aferir a autenticidade das declarações dos contribuintes, o que, data venia, não foi feito no presente caso. Devese ressaltar, sobre o processo administrativo fiscal, que ele é delineado por diversos princípios, dentre os quais se destaca o da Verdade Material, cujo fundamento constitucional reside nos artigos 2º e 37 da Constituição Federal, no qual o julgador deve pautar suas decisões. Ou seja, o julgador deve perseguir a realidade dos fatos, para que não incorra em decisões injustas ou sem fundamento. Nesse sentido, são os ensinamentos do ilustre Professor James Marins: A exigência da verdade material corresponde à busca pela aproximação entre a realidade factual e sua representação formal; aproximação entre os eventos ocorridos na dinâmica econômica e o registro formal de sua existência; entre a materialidade do evento econômico (fato imponível) e sua formalidade através do lançamento tributário. A busca pela Fl. 171DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 10 9 verdade material é princípio de observância indeclinável da Administração tributária no âmbito de suas atividades procedimentais e processuais. (grifouse). (MARINS, James. Direito Tributário brasileiro: (administrativo e judicial). 4. ed. São Paulo: Dialética, 2005. pág. 178 e 179.) Sobre o princípio da verdade material, também ensinam os ilustres professores Celso Antônio Bandeira de Mello e José dos Santos Carvalho Filho, respectivamente: Princípio da verdade material. Consiste em que a Administração, ao invés de ficar restrita ao que as partes demonstrem no procedimento, deve buscar aquilo que é realmente a verdade, com prescindência do que os interessados hajam alegado e provado (...). (...) O princípio da verdade material estribase na própria natureza da atividade administrativa. Assim, seu fundamento constitucional implícito radicase na própria qualificação dos Poderes tripartidos, consagrada formalmente no art. 2º da Constituição, com suas inerências. Deveras, se a Administração tem por finalidade alcançar verdadeiramente o interesse público fixado na lei, é óbvio que só poderá fazêlo buscando a verdade material, ao invés de satisfazerse com a verdade formal, já que esta, por definição, prescinde do ajuste substancial com aquilo que efetivamente é, razão porque seria insuficiente para proporcionar o encontro com o interesse público substantivo. Demais disto, a previsão do art. 37, caput, que submete a Administração ao princípio da legalidade, também concorre para a fundamentação do princípio da verdade material no procedimento (...). (BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. 24. ed. rev. atual. São Paulo: Malheiros Editores, 2007. p. 489, 493 e 494) ................................................................................................................... É o princípio da verdade material que autoriza o administrador a perseguir a verdade real, ou seja, aquela que resulta efetivamente dos fatos que a constituíram. (...) Pelo princípio da verdade material, o próprio administrador pode buscar as provas para chegar à sua conclusão e para que o processo administrativo sirva realmente para alcançar a verdade incontestável, e não apenas a que ressai de um procedimento meramente formal. Devemos lembrarnos de que nos processos administrativos, diversamente do que ocorre nos processos judiciais, não há propriamente partes, mas sim interessados, e entre estes se coloca a própria Administração. Por conseguinte, o interesse da Administração em alcançar o objeto do processo e, assim, satisfazer o interesse público pela conclusão calcada na verdade real, tem prevalência sobre o interesse do particular. (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 21. ed. rev. ampl. atual. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Juris, 2009. p. 933 e 934) No processo administrativo tributário, o julgador deve sempre buscar a verdade e, portanto, não pode basear sua decisão em apenas uma prova carreada nos autos. É permitido ao julgador administrativo, inclusive, ao contrário do que ocorre nos processos Fl. 172DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 11 10 judiciais, não ficar restrito ao que foi alegado, trazido e provado pelas partes, devendo sempre buscar todos os elementos capazes de influir em seu convencimento. Isto porque, no processo administrativo não há a formação de uma lide propriamente dita, não há, em tese, um conflito de interesses. O objetivo é esclarecer a ocorrência dos fatos geradores de obrigação tributária, de modo a legitimar os atos da autoridade administrativa. Este Conselho, em reiteradas decisões, há muito se posiciona no sentido de que o processo administrativo, em especial o julgador, deve ter como norte a verdade material para solução da lide. Confirase: IPI. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Nos termos do § 4º do artigo 16 do Decreto 70.235/72, é facultado ao sujeito passivo a apresentação de elementos probatórios na fase impugnatória. A não apreciação de documentos juntados aos autos ainda na fase de impugnação, antes, portanto, da decisão, fere o princípio da verdade material com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. Deve ser anulada decisão de primeira instância que deixa de reconhecer tal preceito. Processo anulado. (13896.000730/0099, Recurso Voluntário n°. 132.865, ACÓRDÃO 20312338, Relator Dalton Cesar Cordeiro de Miranda) PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO PROVA MATERIAL APRESENTADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE PROCESSUAL E A BUSCA DA VERDADE MATERIAL A não apreciação de provas trazidas aos autos depois da impugnação e já na fase recursal, antes da decisão final administrativa, fere o princípio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário. "No processo administrativo predomina o princípio da verdade material no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento". (Ac. 10318789 3ª. Câmara 1º. C.C.). Precedente: Acórdão CSRF/03 04.371 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (10950.002540/200565, Recurso Voluntário n°. 136.880, Acórdão 30239947, Relatora Judith do Amaral Marcondes) IRPJ PREJUÍZO FISCAL IRRF RESTITUIÇÃO DE SALDO NEGATIVO ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DIPJ PREVALÊNCIA DA VERDADE MATERIAL Não procede o não reconhecimento de direito creditório relativo a IRRF que compõe saldo negativo de IRPJ, quando comprovado que a receita correspondente foi oferecida à tributação, ainda que em campo inadequado da declaração. Recurso provido. (Número do Recurso: 150652 Câmara: Quinta Câmara Número do Processo: 13877.000442/200269 – Recurso Voluntário: 28/02/2007) COMPENSAÇAO ERRO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO E/OU PEDIDO – Uma vez demonstrado o erro no preenchimento da declaração e/ou pedido, deve a verdade material prevalecer sobre a formal. Recurso Voluntário Provido. (Número do Recurso: 157222 Primeira Câmara Número do Processo:10768.100409/200368 – Recurso Voluntário: 27/06/2008 Acórdão 10196829). Fl. 173DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 12 11 Assim, in casu, a fiscalização, considerando a isenção/imunidade da contribuição ao PIS e da COFINS nas vendas destinadas à Zona Franca de Manaus, como demonstrado acima, deverá comprovar a autenticidade dos créditos indicados pelo Recorrente e se estes créditos são suficientes para liquidar os débitos consignados no pedido de compensação. Tendo em vista o acima exposto, e o fato de que não constar nos autos documentação contábil ou fiscal capaz de comprovar os exatos valores dos créditos tributários do Recorrente, voto por converter o julgamento em diligência à DRF/OsascoSP para: (i) Apurar se os créditos indicados nos pedidos de compensação como sendo de pagamento indevido são oriundos das vendas realizadas para a Zona Franca de Manaus; (ii) Juntar aos autos cópia da documentação que demonstre a origem dos créditos declarados; (iii) Apurar se os créditos são suficientes para liquidar os débitos consignados no pedido de compensação; (iv) Intimar a empresa a se manifestar acerca da diligência realizada, se assim desejar, no prazo de trinta dias de sua ciência; (v) Retornar os presentes autos ao CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora) Fl. 174DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 13 12 Voto Vencedor Conselheiro Marcos Antônio Borges, Em que pese o entendimento da I. relatora, ouso dela discordar. O direito creditório pleiteado teria como fundamento a isenção das contribuições PIS e Cofins incidentes sobre as receitas de vendas as empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus. A interessada sustenta que a isenção das contribuições teria como fundamento legal o art. 4º do DecretoLei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, abaixo transcrito: “Art. 4° A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro.” (Grifouse) Conforme entendimento de parte dessa Turma julgadora, esta tese não pode prevalecer, visto que o próprio dispositivo legal estabeleceu um limite temporal, qual seja, nos termos da legislação em vigor, isto é, a legislação tributária vigente em 1967. Assim sendo, este diploma legal e o DecretoLei nº 356/1968, que estendeu às áreas pioneiras, zonas de fronteira e outras localidades da Amazônia Ocidental os favores fiscais concedidos pelo DecretoLei nº 288/67, não têm o condão de produzir efeitos em relação à legislação superveniente. É certo que se interpreta literalmente a lei que dispõe sobre outorga de isenção, segundo dispõe o Código Tributário Nacional no art. 111, inciso II. Deste modo, em relação ao período de apuração objeto do presente processo, o art. 14 da Medida Provisória nº 1.8586, de 29 de Junho de 1999 que passou a disciplinar os casos de isenção da contribuição cumulativa, in verbis: Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: I dos recursos recebidos a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pelas empresas públicas de sociedades de economia mista; II da exportação de mercadorias para o exterior; III dos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronave em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; Fl. 175DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 14 13 V do transporte internacional de cargas ou passageiros; VI auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro REB, instituído pela Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997; VII de frete de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei nº 9.432, de 1997; VIII de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do DecretoLei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IX de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; X relativas às atividades próprias das entidades a que se refere o art. 13. § 1º São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2º As isenções previstas no caput e no parágrafo anterior não alcançam as receitas e vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio; II a empresa estabelecida em zona de processamento de exportação; III a estabelecimento industrial, para industrialização de produtos destinados a exportação, ao amparo do art. 3º da Lei nº 8.402, de 8 de janeiro de 1992. (grifouse) Este diploma legal foi ajustado na Medida Provisória nº 2.03725, de 21 de dezembro de 2000, em razão de medida cautelar deferida pelo Excelso Supremo Tribunal Federal STF, na ADI n° 2.3489, impetrada pelo Governador do Estado do Amazonas, quanto ao disposto no inciso I do § 2º do artigo 14 da Medida Provisória n° 2.03724, de 2000, suspendendo ex nunc a eficácia da expressão “na Zona Franca de Manaus”. Não se pode perder de vista que o Supremo tribunal federal em 02 de fevereiro de 2005 declarou a perda de objeto da referida ADI, decisão transitada em julgado. Destarte, da inteligência do artigo citado, concluise que até a edição da Medida Provisória nº 2.03725, de 21 de dezembro de 2000, em relação às vendas para empresas situadas na Zona Franca de Manaus, não havia isenção da contribuição e posteriormente a esta data a isenção alcança somente as receitas de vendas enquadradas nos incisos IV, VI, VIII e IX do citado diploma legal. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 15 14 Além do mais, em face de entendimentos divergentes, a então Secretaria da Receita Federal por meio da Solução de Divergência Cosit nº 22, de 19 de agosto de 2002, DOU de 22/08/2002, pacificou no âmbito da administração a tese de que não há isenção específica para as vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus. SOLUÇÕES DE DIVERGÊNCIA DE 19 DE AGOSTO DE 2002 Nº 22 ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep EMENTA: A isenção do PIS/Pasep prevista no art. 14 da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase somente para os fatos geradores ocorridos a partir do dia 18 de dezembro de 2000, e, exclusivamente, sobre às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº7.714, de 1988; Lei nº9.004, de 1995; Medida Provisória nº1.212, de 1995, e reedições, atual Lei nº9.715, de 1995; Art. 14 da Medida Provisória nº1.8586, de 1999, e reedições, e da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001; Medida liminar deferida pelo STF, na ADI nº2.3489; e Parecer/PGFN/CAT/Nº1.769, de 2002. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: A isenção da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória nº2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase, exclusivamente, às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. A isenção da Cofins não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1o de fevereiro de 1999 e 17 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º do art. 14 da Medida Provisória nº1.8586, de 1999, e reedições, (atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001). DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei Complementar nº70, de 1991; Lei Complementar nº85, de 1996; Art. 14 da Medida Provisória nº 1.8586, de 1999, e reedições, e da Medida Provisória nº 2.037 25, de 2000, atual Medida Provisória nº2.15835, de 2001; Medida liminar deferida pelo STF, na ADI nº 2.3489; e Parecer/PGFN/CAT/n º1.769, de 2002. Registrese, por oportuno que as jurisprudências administrativas e judiciais colacionadas no recurso voluntário não se constituem em normas gerais de direito tributário, e produzem efeitos apenas em relação às partes que integram os processos e com estrita observância do conteúdo dos julgados. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.900905/200812 Acórdão n.º 3801004.968 S3TE01 Fl. 16 15 Vale lembrar, que esse status somente foi modificado pela Lei 10.996/2004, com vigência em 16/12/2004, que estabeleceu a alíquota zero da Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus: “Art. 2o Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM. § 1o Para os efeitos deste artigo, entendemse como vendas de mercadorias de consumo na Zona Franca de Manaus ZFM as que tenham como destinatárias pessoas jurídicas que as venham utilizar diretamente ou para comercialização por atacado ou a varejo. § 2o Aplicamse às operações de que trata o caput deste artigo as disposições do inciso II do § 2o do art. 3o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do inciso II do § 2o do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003.” Como visto, o legislador de forma acertada reconheceu que não havia isenção das contribuições para o PIS e da Cofins sobre a receita de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus, pois não tinha lógica reduzir a alíquota zero uma receita que, em tese, estava isenta, como defendeu a interessada. Em suma, a receita de vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus no período de apuração em discussão não era isenta ou imune da mencionada nos termos da legislação de regência. Por fim, resta evidente que as alegações sobre o direto creditório ficaram prejudicadas. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 178DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 11128.001194/2004-82
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3102-000.104
Decisão: Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: BEATRIZ VERISSIMO DE SENA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201002
camara_s : 3ª SEÇÃO
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 11128.001194/2004-82
conteudo_id_s : 6437280
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3102-000.104
nome_arquivo_s : 310200104_140877_11128001194200482_003.PDF
nome_relator_s : BEATRIZ VERISSIMO DE SENA
nome_arquivo_pdf_s : 11128001194200482_6437280.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2010
id : 5963785
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890402738176
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-06-16T12:02:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-06-16T12:02:41Z; Last-Modified: 2010-06-16T12:02:41Z; dcterms:modified: 2010-06-16T12:02:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-06-16T12:02:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-06-16T12:02:41Z; meta:save-date: 2010-06-16T12:02:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-06-16T12:02:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-06-16T12:02:41Z; created: 2010-06-16T12:02:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-06-16T12:02:41Z; pdf:charsPerPage: 1579; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-06-16T12:02:41Z | Conteúdo => 53-C2TI Fl. 395 l„ ' 1-'5FTS. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS s‘rtera4laze TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo 11° 11128.001194/2004-82 Recurso n° 340.877 Resolução no 3102-00.104 — P Câmara / 2' Turma Ordinária Data 03 de fevereiro de 2010 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente BRASCOLA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. Luiçara de Castro - Presidente 4, Be. ---,e- erissimo de Sena - Relatora EDITADO EM: 01/03/2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, José Femandes do Nascimento, Celso Lopes Pereira Neto, Nanci Gama, Beatriz Veríssimo de Sena e Nilton Luiz Bartoli. RELATÓRIO Cuida o presente processo administrativo fiscal de lançamento para cobrança de diferenças de Imposto sobre Produtos Industrializados, juros e multas, em razão da classificação e descrição errônea das mercadorias importadas pelo Contribuinte em 5/11/2002. O Contribuinte, ora recorrente, promoveu a importação das mercadorias constantes da DI n° 0210981654 .0 "KPO PLUS CINZA" e "K_PO PLUS BRANCO", assim sendo "adesivo selante, monocomponente à base de Polioxipropileno, adequado para a junção de chapas nuas", e "KOEDIPLAST K 292 descrita como "adesivo à base de Borracha Sintética e Resinas"; e KOEDIPLAST K351: "Adesivo Hot Melt à base de borracha Sintética". Tais mercadorias foram classificadas pelo contribuinte, respectivamente, nas posições NCM 3506.10.90 e NCM 3506.91.10 da TIPI. Assim o fez o Contribuinte por entender que os produtos importadores seriam espécie de adesivo ou cola. A Fiscalização, contudo, desclassificou os produtos acima descritos, com fulcro em laudo pericial. Segundo a autoridade lançadora, os produtos não seriam espécie de adesivo, mas sim de mastigue. Classificar-se-iam, desse modo, na posição NCM 3214.10.10. Remetidos os autos à exame da douta Delegacia Regional de Julgamento de São Paulo, o lançamento foi julgado procedente, na medida em que ratificou as conclusões do laudo pericial oficial. Irresignado, o Contribuinte interpôs recurso voluntário. De acordo com o Contribuinte, os produtos importados teriam como função primordial a colagem de peças, funcionando, assim, como adesivos. Aduz que, para serem mastigues, os produtos tedam que ter como finalidade primordial a calefação ou vedação, o que não ocorre no caso concreto. Junto ao recurso foi acostado laudo pericial. Em síntese, é o relatório. VOTO Conselheira Beatriz Veríssimo de Sena, Relatora A classificação das mercadorias em exame neste processo administrativo nas posições NCM 3506.10.90 e NCM 3506.91.10 da TIPI, segundo o Contribuinte, parte da premissa de que esses são produtos destinados precipuamente à colagem e soldagem de peças. O Contribuinte afirma peremptoriamente que são adesivos. Por sua vez, a posição NCM 3214.10.10, adotada pela fiscalização, pressupõe que os produtos são espécie de mastigue, e não de cola ou adesivo. O ponto fulcral da lide, portanto, consiste em saber se os produtos em questão são adesivos ou mastigues. Depreende-se da legislação especializada que os mastigues distinguem-se dos adesivos por serem aplicados em camadas espessas. Transcreve-se parte das Notas Explicativas ao Sistema Harmonizado (NESH), que bem esclarecem a questão: "Os mastigues e indutos da presente posição são preparações de composição muito variável, que se caracterizam essencialmente pela sua utilização. Estas preparações apresentam-se freqüentemente sob forma mais ou menos pastosa, endurecendo, geralmente, após sua aplicação. Algumas delas apresentam-se sob forma solida ou pulverulenta, e são tornadas pastosas no momento da aplicação, quer por tratamento térmico (fusão, por exemplo), quer por adição de um líquido (água, por exemplo). Em geral, os mastigues e incluías aplicam-se por meio de pistola, de espátula, de trolha, de clesempenadeira ou de ferramentas semelhantes. (h) Processo n° 11128.001194/2004-82 S3-C2T1 Resolução n." 3102-00.104 Fl. 396 Os mástiques utilizam-se especialmente para obturar fendas, para assegurar a estanqueidade e, em alguns casos, para assegurar a fixação ou a aderência de peças. Diferem das colas e de outros adesivos porque se aplicam em camadas espessas. Convém todavia notar que este grupo de produtos abrange igualmente os mástiques utilizados sobre a pele dos pacientes em volta dos estornas e das fístulas." Esse ponto, de fundamental importância para a solução da lide, não foi examinado perante os peritos oficiais designados pela instância de origem. De fato, os laudos às fls. 31,34 e 44 não dispõem sobre os usos, ou finalidades, predominantes desses produtos. A resposta a essa pergunta não pode ser extraída dos documentos acostados aos autos. Por isso, voto por converter o julgamento em diligência para que, remetendo os autos à origem, o laudo pericial seja complementado, de modo que sejam respondidos pelo perito oficial os seguintes questionamentos: 1) Os produtos importados são destinados para qual(is) uso(s) principal(is)? 2) Os produtos servem para colar? 3) Os produtos servem para obturar fendas, para assegurar a estanqueidade? 4) Para seu uso regular, os produtos importados, ora em exame, devem ser aplicados em camadas grossas? BeafÍ Verissimo de Sena 3
score : 1.0
Numero do processo: 14751.000131/2007-93
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005
COOPERATIVA DE TRABALHO. INCIDÊNCIA
Os ingressos auferidos por sociedades cooperativas de trabalho possuem natureza de receita e se sujeitam à incidência da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, ainda que decorrentes de atos cooperativos.
DEDUÇÃO.
Ausente qualquer previsão legal no sentido da dedutibilidade dos valores repassados a associados de cooperativas de trabalho e demonstrado que o Fisco promoveu a exclusão admitida em lei, qual seja o montante destinado à formação do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social, previstos no art. 28 da Lei n° 5.764, de 16 de dezembro de 1971, forçoso é reconhecer a higidez da base de cálculo.
ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA, CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU NÃO-CONFISCO. MATÉRIA ESTRANHA À COMPETÊNCIA REGIMENTAL DO CARF.
Afastar a legislação que disciplina a aplicação da lei vigente com base na violação de normas constitucionais, como já se manifestou o Pretório Excelso por meio da Súmula Vinculante nº 10, implica exercício de controle de constitucionalidade, tarefa que não se coaduna com as atribuições deste Colegiado.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-01.431
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Luciano Pontes de Maya Gomes, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama, que davam provimento integral.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 COOPERATIVA DE TRABALHO. INCIDÊNCIA Os ingressos auferidos por sociedades cooperativas de trabalho possuem natureza de receita e se sujeitam à incidência da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, ainda que decorrentes de atos cooperativos. DEDUÇÃO. Ausente qualquer previsão legal no sentido da dedutibilidade dos valores repassados a associados de cooperativas de trabalho e demonstrado que o Fisco promoveu a exclusão admitida em lei, qual seja o montante destinado à formação do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social, previstos no art. 28 da Lei n° 5.764, de 16 de dezembro de 1971, forçoso é reconhecer a higidez da base de cálculo. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA, CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU NÃO-CONFISCO. MATÉRIA ESTRANHA À COMPETÊNCIA REGIMENTAL DO CARF. Afastar a legislação que disciplina a aplicação da lei vigente com base na violação de normas constitucionais, como já se manifestou o Pretório Excelso por meio da Súmula Vinculante nº 10, implica exercício de controle de constitucionalidade, tarefa que não se coaduna com as atribuições deste Colegiado. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 14751.000131/2007-93
conteudo_id_s : 5517172
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-01.431
nome_arquivo_s : Decisao_14751000131200793.pdf
nome_relator_s : Luis Marcelo Guerra de Castro
nome_arquivo_pdf_s : 14751000131200793_5517172.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Luciano Pontes de Maya Gomes, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama, que davam provimento integral.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
id : 6116390
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890413223936
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2123; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 146 1 145 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14751.000131/200793 Recurso nº 503.717 Voluntário Acórdão nº 3102001.431 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de abril de 2012 Matéria PIS/COFINS RECOLHIMENTO INFERIOR AO DEVIDO. Recorrente COORT PB COOPERATIVA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA DA PARAÍBA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 COOPERATIVA DE TRABALHO. INCIDÊNCIA Os ingressos auferidos por sociedades cooperativas de trabalho possuem natureza de receita e se sujeitam à incidência da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, ainda que decorrentes de atos cooperativos. DEDUÇÃO. Ausente qualquer previsão legal no sentido da dedutibilidade dos valores repassados a associados de cooperativas de trabalho e demonstrado que o Fisco promoveu a exclusão admitida em lei, qual seja o montante destinado à formação do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social, previstos no art. 28 da Lei n° 5.764, de 16 de dezembro de 1971, forçoso é reconhecer a higidez da base de cálculo. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA, CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU NÃOCONFISCO. MATÉRIA ESTRANHA À COMPETÊNCIA REGIMENTAL DO CARF. Afastar a legislação que disciplina a aplicação da lei vigente com base na violação de normas constitucionais, como já se manifestou o Pretório Excelso por meio da Súmula Vinculante nº 10, implica exercício de controle de constitucionalidade, tarefa que não se coaduna com as atribuições deste Colegiado. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 75 1. 00 01 31 /2 00 7- 93 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 147 2 Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Luciano Pontes de Maya Gomes, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama, que davam provimento integral. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes de Maya Gomes, Winderley Morais Pereira, Álvaro Almeida Filho, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Relatório Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Contra a pessoa jurídica já identificada foram lavrados os Autos de Infração de fls. 03/06 e 13/16 do presente processo, para exigência dos créditos tributários das Contribuições para o Programa de Integração Social PIS e Financiamento da Seguridade Social — COFINS, adiante especificado, referente aos períodos constantes dos autos de infração: Crédito Tributário PIS COFINS Contribuição 26.350,19 121.616,73 Juros de Mora 8.204,64 37.868,01 Multa Proporcional 19.762,55 91.212,48 TOTAL 54.317,38 250.697,22 2. De acordo com os autuantes, os referidos autos são decorrentes da falta/insuficiência de recolhimento das Contribuições para o Programa de Integração Social PIS e Financiamento da Seguridade Social — COFINS, cujas diferenças foram apuradas entre os valores escriturados e os declarados/pagos, conforme descrito às fls. 05/06, 15/16 e no Relatório de Fiscalização, fls. 23/26, parte integrante do auto de infração, nos seguintes termos, em síntese: 2.1 — a cooperativa contrata com pessoas jurídicas de direito público e privado e também com pessoas físicas a prestação de serviços médicos nas especialidades de seu quadro associativo, com execução pelos cooperados, coletiva ou individualmente. A cooperativa emite notas fiscais de prestação de serviços pelas quais recebe os pagamentos de seus contratantes. Parte desses pagamentos é repassado aos cooperados, retendo a cooperativa uma parcela para o fomento de suas atividades; 2.2 — a fiscalização constatou que a cooperativa não recolhe PIS nem Cofins sobre parcela alguma de suas receitas. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 148 3 2.3 — pela legislação citada no enquadramento legal dos autos de infração as cooperativas em geral devem apurar as contribuições para o PIS e a Cofins sobre o faturamento independentemente de serem as receitas decorrentes de atos cooperativos ou de operações com terceiros; 2.4 — com o advento da Lei n° 9.718198, a discussão sobre a tributação das receitas das cooperativas foi superada, uma vez que essa norma estabeleceu como base de cálculo do PIS Faturamento e da Cofins a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida, aí incluídas as cooperativas, e a classificação contábil adotada para as receitas; 2.5 — pela MP n° 2.158/01, art. 15, inciso 1 foram introduzidas normas legais que deferiram a alguns tipos de cooperativas subtrair valores da base de cálculo do PIS Faturamento e da Cofins. As cooperativas de produção podem subtrair da base de cálculo do PIS Faturamento e da Cofins os valores repassados aos cooperados relativos à venda dos produtos per eles entregues à cooperativa. Não havendo previsão legal dessa subtração para as cooperativas de trabalho, como é o caso do contribuinte fiscalizado; 2.6 — os valores das receitas registrados nas contas 5.1.02.00.000 RECEITA DE SERVIÇOS PRESTADOS, 5.1.04.00.000 OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS e 5.2.00.0000 OUTRAS RECEITAS NÃO OPERACIONAIS. No mês de dezembro/05 foram subtraídos da base de cálculo os valores destinados aos fundos a que se refere o art. 1° da Lei n° 10.676/03. Em dezembro/04 não houve destinação para esses fundos; 3. Inconformada com a autuação, a contribuinte, por seu procurador, instrumento, fl. 106, apresentou a impugnação, de fls. 79/105, e anexou cópias dos documentos, de fls. 106/112, alegando, em síntese, que: 3.1 — a autuada é pessoa jurídica de direito privado, constituída na forma de sociedade cooperativa, sem fins lucrativos, nos termos da Lei n° 5.764/71 e do seu estatuto social, com o mister exclusivo de prestar serviços aos seus médicos cooperados, fomentando o desenvolvimento das suas carreiras, lhes dando condições para o exercício das suas atividades e para o aprimoramento dos seus conhecimentos profissionais; 3.2 — é importante ressaltar que como sociedade de pessoas, a cooperativa é diferente de qualquer outro tipo societário. Caracterizase pela reunião de pessoas que se juntam no afã de envidar esforços, tendo como objetivo comum a criação de estrutura que visa facilitar a realização das atividades particulares de cada cooperado. A entidade é criada para servir aos associados, servir de fomento para que as suas atividades pessoais, voltadas para segmento econômico comum, possam ser melhor desenvolvidas, ganhando estrutura, eficiência, produtividade e competividade; Fl. 3DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 149 4 3.3 — é impróprio falar em receita da sociedade quando a cooperativa coloca no mercado bens ou serviços dos seus associados, visto que, juridicamente, não está praticando em nome próprio operação de venda e compra, porque os bens que oferece não são de sua titularidade. A receita, e também os custos necessários para obtêla, são fatos econômicos registrados em nome da entidade exclusivamente para fins de apuração das chamadas sobras líquidas individuais, visto que não objetivam trazer resultado para cooperativa, e sim para cada um dos seus associados; 3.4 — importante perceber que as importâncias arrecadadas pelas cooperativas de serviços médicos a título de remuneração devida aos médicos a título de remuneração devida aos médicos, seus cooperados, em razão de tais atendimentos, não constituem receitas para a cooperativa, nem mesmo representam o preço dos serviços que a cooperativa, como pessoa jurídica, tenha prestado às empresas ou entes públicos; 3.5 — os valores auferidos não constituem receitas, não só porque não incluem no âmbito do faturamento, mas também porque representam meros ingressos temporários em seus patrimônios, sem acréscimo nos ativos ou decréscimos nos passivos, de conformidade com os princípios de contabilidade, e que possam alterar o patrimônio líquido; 3.6 — considerando que a impugnante não tem efetiva receita, porquanto os valores recebidos apenas transitam por seu caixa, pelo fato de pertencerem aos seus associados, não há como incidirem as contribuições PIS e Cofins. Este postulado vincula se ao principio da vedação ao confisco (art. 150, IV, da CF/88) representando um dos fundamentos basilares da tributação, como corolário do princípio da isonomia, verdadeiro sinônimo da justiça fiscal. Considerando que a tributação interfere no patrimônio das pessoas, de forma a subtrair parcelas de seus bens, não há dúvida de que é inconstitucional a imposição de ônus superiores às forças desse patrimônio; 3.7 — a capacidade contributiva é revelada nas atividades dos associados, em razão de suas específicas prestações de serviços, mas jamais nas atividades da cooperativa, já que esta não aufere qualquer remuneração ou receita. Nessa circunstância, é de se considerar a caracterização como "receita" dos valores auferidos pela cooperativa; 3.8 — por outro lado, não se justifica o tratamento diferenciado para as cooperativas de produção, ao dispor sobre exclusões na base de cálculo das contribuições, violando o princípio constitucional da isonomia (art. 5º, caput), assegurando que todos são iguais perante a lei, especialmente aplicável na seara tributária; 3.9 — vêse que deve ser observada a diferença existente entre a classificação das receitas de atos cooperativos e não cooperativos, de sorte a incidir apenas sobre estes últimos as contribuições para o PIS e Cofins; Fl. 4DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 150 5 3.10 — cumpre à autuada impugnar os cálculos elaborados pela fiscalização, que apurou a exorbitante cifra de R$ 305.014,22 (trezentos e cinco mil, quatorze reais e vinte e dois centavos), quantum este não se coaduna com os reais quantitativos eventualmente devidos, mesmo na hipótese improvável de ser rejeitada a presente impugnação; 3.11 — daí se impor a necessidade da impugnante requerer uma perícia contábil, com o fito de ser apurar com exatidão os faturamentos mensais relativos aos atos não cooperativos, únicos a servir de base de cálculo para a incidência dos tributos questionados, o que desde já se requer; 3.12 — requer a insubsistência dos autos de infração, isentando a do recolhimento do PIS e Cofins sobre a totalidade das receitas auferidas, correspondentes ao período fiscalizado; ou, alternativamente, determine que seja efetivada a perícia requerida, visando apurar valores que possam redundar na obrigação reconhecida (atinente exclusivamente aos atos não cooperados). Ponderando as razões aduzidas pela autuada, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão a quo pela manutenção integral da exigência, conforme se observa na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 PIS. INCIDÊNCIA SOBRE O FATURAMENTO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO. A Contribuição para o Programa de Integração Social incide sobre o faturamento das Sociedades Cooperativas. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PERÍCIAS. DILIGÊNCIAS. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVAS. As provas devem ser apresentadas na forma e no tempo previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 COFINS. INCIDÊNCIA SOBRE O FATURAMENTO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO. A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social incide sobre o faturamento das Sociedades Cooperativas. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 151 6 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PERÍCIAS. DILIGÊNCIAS. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVAS. As provas devem ser apresentadas na forma e no tempo previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Lançamento Procedente Após tomar ciência da decisão de 1ª instância, comparece a interessada mais uma vez ao processo para, em sede de recurso voluntário, essencialmente, reiterar as alegações manejadas por ocasião da instauração da fase litigiosa. É o Relatório. Voto Tomo conhecimento do presente recurso, que foi tempestivamente apresentado e trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção. Analiso separadamente a seguir cada um dos pontos sobre os quais este Colegiado deve se manifestar. 1 Preliminarmente 1.1 Demarcação do Litígio Deve se ressaltar, inicialmente, que não foi suscitada questão preliminar e que os períodos de apuração que o sujeito passivo considerara atingidas pela prejudicial de decadência já foram afastadas pelo órgão julgador de primeira instância. Dado que o montante exonerado é inferior ao limite fixado na Portaria MF nº 03, de 03 de janeiro de 2008, tal julgamento não foi alvo de recurso de ofício. O cerne do litígio, portanto, é a definição da correta base de cálculo da Cofins, mais especificamente, no que se refere à incidência da contribuição sobre os serviços pagos à cooperativa e prestados por meio de seus cooperados. 1.2 Sobrestamento Quanto a essa matéria, é preciso esclarecer, preliminarmente que, inobstante tratarse de tema debatido em sede de repercussão geral, reconhecida nos autos do RE n 598.085, seria incabível promover o sobrestamento do presente recurso. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 152 7 Com efeito, a partir da orientação assentada na Portaria CARF n° 001, de 03 de janeiro de 2012, só caberia sobrestar o andamento do feito se o Pretório Excelso determinasse expressamente o sobrestamento das ações que envolvessem o mesmo tema. Ausente tal determinação por aquele órgão judicial, cabe dar seguimento ao presente julgamento. 1.3 Preliminar de Diligência Descabida, ademais, a diligência pleiteada. A meu ver, embora a peça impugnatória tenha sido enfática quanto à necessidade de complementar a instrução do processo, não se logrou êxito em demonstrar a imprescindibilidade da providência, condição expressamente prevista no art. 18 do Decreto nº 70.235/72, com a redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993, que estabelece: “Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine.” Peço licença para transcrever a interpretação de James Marins1 acerca do conteúdo do dispositivo acima transcrito: “... cumprirá à autoridade julgadora de primeira instância apreciar os requerimentos de produção de provas, apreciar sua pertinência e determinar a realização daquelas que seja em virtude de terem sido requeridas ou por deliberação ex officio da autoridade de primeira instância sejam necessárias para que a instrução se complete. O juízo de pertinência probatória será feito principalmente com base nos critérios de imprescindibilidade e praticabilidade.” (os grifos não constam do original) Com efeito, o contribuinte argumenta genericamente pela necessidade de se realizar diligência a fim de identificar os atos cooperativos, mas tal providência, inegavelmente, poderia ter sido adotado pelo próprio sujeito passivo, que poderia perfeitamente segregar as receitas que, no seu entendimento, se sujeitariam à isenção que entende aplicável. 2. Mérito 2.1 Incidência da Contribuição para o PIS e da Cofins Como já exposto, sustenta a recorrente, com base no art. 79, caput e § único da Lei nº 5.764, de 1971, que os ingressos decorrentes de serviços prestados por cooperados não se sujeitam à incidência da contribuição litigiosa, na medida em que não representariam uma operação mercantil. Consequentemente, não haveria que se falar em receita bruta ou faturamento, sabidamente a base de cálculo da Cofins. 1 Direito Processual Tributário. São Paulo. 2005, Dialética, 4ª Edição, p. 279. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 153 8 Dizem os dispositivos: Art. 79. Denominamse atos cooperativos os praticados entre as cooperativas e seus associados, entre estes e aquelas e pelas cooperativas entre si quando associados, para a consecução dos objetivos sociais. Parágrafo único. O ato cooperativo não implica operação de mercado, nem contrato de compra e venda de produto ou mercadoria. Por outro lado, a incidência da Cofins é regulada, regra geral, pelos art. 2º e 3º da Lei nº 9.718, de 1998, assim redigidos: Art.2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art.3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. Em uma primeira análise, poderseia até concluir que a Lei nº 5.674, específica para as sociedades cooperativas, prevaleceria sobre a regra geral, de modo a, na esteira do que foi defendido pelo sujeito passivo, excluir as receitas litigiosas do campo de incidência da Cofins. Ocorre, a meu ver, que tal dúvida é dirimida quando se leva em consideração os demais dispositivos legais que regem a matéria. Com efeito, como é cediço, a isenção da Cofins sobre os atos cooperativos, próprios de suas finalidades, outrora gizada no art. 6º, I da Lei Complementar nº 70, de 19912, foi revogada pelo art. 23, II Medida Provisória nº 18586, de junho de 1999, que, após seguidas reedições e renumerações, atingiu sua versão final quando da edição da Medida Provisória nº 2.15835, em cujo art. 93, II se lê: Art.93.Ficam revogados: (...) II a partir de 30 de junho de 1999: a) os incisos I e III do art. 6o da Lei Complementar no 70, de 30 de dezembro de 1991; Por outro lado, igualmente relevante é o tratamento diferenciado outorgado ao ato cooperativo pelo art. 15 da mesma medida provisória 1.858 de 1999, atualmente reproduzido no art. 15 da Medida Provisória nº 2.15835: 2 Art. 6° Serão isentas da contribuição: I — as sociedades cooperativas que observarem ao disposto na legislação especifica, quanto aos atos cooperativos próprios de suas finalidades; Fl. 8DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 154 9 Art.15.As sociedades cooperativas poderão, observado o disposto nos arts. 2o e 3o da Lei no 9.718, de 1998, excluir da base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP: I os valores repassados aos associados, decorrentes da comercialização de produto por eles entregue à cooperativa; II as receitas de venda de bens e mercadorias a associados; III as receitas decorrentes da prestação, aos associados, de serviços especializados, aplicáveis na atividade rural, relativos a assistência técnica, extensão rural, formação profissional e assemelhadas; IV as receitas decorrentes do beneficiamento, armazenamento e industrialização de produção do associado; V as receitas financeiras decorrentes de repasse de empréstimos rurais contraídos junto a instituições financeiras, até o limite dos encargos a estas devidos. A Lei nº 10.676, de 2003, acrescentou às seguintes deduções àquelas já previstas no art. 15 da Medida Provisória nº 2.15835, de 2001: Art. 1° As sociedades cooperativas também poderão excluir da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, sem prejuízo do disposto no art. 15 da Medida Provisória n° 2.15835, de 24 de agosto de 2001, as sobras apuradas na Demonstração do Resultado do Exercício, antes da destinação para a constituição do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social, previstos no art. 28 da Lei n° 5.764, de 16 de dezembro de 1971. § 1° As sobras líquidas da destinação para constituição dos Fundos referidos no caput somente serão computadas na receita bruta da atividade rural do cooperado quando a este creditadas, distribuídas ou capitalizadas pela sociedade cooperativa de proclução agropecuária. § 2° Quanto às demais sociedades cooperativas, a exclusão de que trata o caput ficará limitada aos valores destinados a formação dos Fundos nele previstos. §3º O disposto neste artigo alcança os fatos geradores ocorridos a partir da vigência da Medida Provisória n° 1.85810, de 26 de outubro de 1999. Ora, se o Ordenamento não previsse a incidência da contribuição sobre a totalidade das receitas auferidas pelas sociedades cooperativas, ainda que parcialmente repassadas a seus associados, não haveria razão para que se previsse quais são as hipóteses em que esses repasses podem ser deduzidos e, por via indireta, quais seriam as hipóteses em que não se permite tal dedução. Só se pode falar em dedução se a base de cálculo estiver sujeita a incidência. Ademais, para que não hajam dúvidas, é imperioso que se analise a mensagem de veto nº 1.243, mais especificamente no que se refere aos artigos 9ª e 33 do Fl. 9DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 155 10 projeto de lei de conversão da Medida Provisória nº 66, de 2002, na Lei nº 10.637, de 20023, por meio dos quais o Congresso Nacional pretendeu estabelecer tratamento diferenciado à receita em discussão: "Art. 9º As sociedades cooperativas pagam a contribuição para o PIS/Pasep à alíquota de 1% (um por cento) sobre a folha de pagamento mensal, relativamente às operações praticadas com associados, e à alíquota de 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento), sobre o faturamento do mês, em relação às receitas decorrentes de operações praticadas com não associados, conforme dispõe o § 1o do art. 2o da Lei no 9.715, de 25 de novembro de 1998." "Art. 33. São isentas da Cofins as sociedades cooperativas, quanto aos atos cooperativos próprios de suas finalidades, de acordo com o disposto no art. 6o, inciso I, da Lei Complementar no 70, de 30 de dezembro de 1991." (...) Razões do veto "Os arts. 9º e 33 restabelecem normas de incidência, respectivamente, da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins aplicáveis às sociedades cooperativas, vigentes até meados de 1999, as quais foram alteradas por darem ensejo a graves distorções concorrenciais, principalmente por alcançar todas as atividades tidas como cooperativas, inclusive consumo e crédito. Ressaltese que as alterações objetivaram construir um modelo de tributação onde apenas às cooperativas de produção passou a ser dado justo privilégio. Assim, tais dispositivos, que retroagiriam aos fatos geradores ocorridos a partir de junho de 1999 (art. 67), produziriam uma perda de arrecadação, em 2003, da ordem de R$ 1,2 bilhão, sendo que, destes, R$ 445 milhões se referem a arrecadação corrente, que se reproduziria nos anos subseqüentes. Com efeito, a iniciativa do legislador buscava exatamente conferir ao ato cooperado o tratamento diferenciado almejado pelo recorrente e o Presidente da República, como é possível perceber, usou seu poder de veto para delimitar as cooperativas que sujeitariam a tratamento diferenciado e quais, em nome do equilíbrio da concorrência, não receberiam tal tratamento. Finalmente, penso que o comando do § 2º, do art. 174 da Constituição Federal de 19884 não teria o efeito almejado pelo Recorrente, na medida em que tal dispositivo só pode ser aplicado em conjunto com o art. 146, III, “c” da mesma Constituição5. Tratandose 3 Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/2002/Mv124302.htm 4 § 2º A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo. 5 Art. 146. Cabe à lei complementar: (...) III estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: (...) c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 156 11 de matéria genericamente prevista na Constituição, dependeria de lei complementar para sua implementação. Cabe aqui destacar, quanto a esse ponto, a manifestação do Supremo Tribunal Federal nos autos do Mandado de Injunção nº 701DF: "MANDADO DE INJUNÇÃO OBJETO. O mandado de injunção pressupõe a inexistência de normas regulamentadoras de direito assegurado na Carta da República.Isso não ocorre relativamente às sociedades cooperativas e ao adequado tratamento tributário previsto na alínea 'c' do inciso III do artigo 146 da Constituição Federal." No intuito de dar mais clareza aos fundamentos que orientaram o aresto, registro as anotações consignadas no Informativo Semanal do Pretório Excelso nº 3636. O Tribunal não conheceu de mandado de injunção impetrado pela Unimed Paulistana Cooperativa de Trabalho Médico em que se alegava omissão legislativa caracterizada pela não edição de lei complementar estabelecendo "adequado tratamento tributário dos atos cooperativos", nos termos do art. 146, III, c, da CF, e se requeria a concessão da ordem para afastar a "exigibilidade da retenção das contribuições alcançadas pela Lei nº 10.833/83 COFINS, PIS e CSLL" (CF: "Art. 146. Cabe à lei complementar:... III estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:... c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas."). Entendeuse, com base na jurisprudência do STF, inadequado o manejo do writ injuncional, em face da inexistência de situação configuradora de lacuna técnica que inviabilizasse o exercício de direitos e liberdades constitucionais (CF, art. 5º, LXXI), tendo em vista haver, no cenário jurídico, diversas leis ordinárias disciplinando sobre tributação das cooperativas (Lei 10.684/2003, art. 17; Lei 10.833/2003, art. 10, VI; Lei 10.865/2004, arts. 39 e 48; MP 9.718/98, art. 3º, §9º e art. 15). Ressaltouse que, apesar dessas normas não terem a envergadura complementar a que alude o art. 146, III, c, da CF, a discussão em torno da constitucionalidade das mesmas haveria de ser formulada em ação direta de inconstitucionalidade, sob pena de se conferir ao mandado de injunção contornos próprios de processo objetivo. MI 701/DF, rel. Min. Marco Aurélio, 29.9.2004. (MI701) Como é possível extrair da transcrição, o STF partiu do pressuposto de que há, no Ordenamento Jurídico, dispositivos legais que disciplinam o tratamento diferenciado ao ato cooperativo. Assim, a ausência de previsão legal que contemple o tratamento almejado não configura omissão, mas de silêncio eloquente do legislador. Em outras palavras, o tratamento diferenciado previsto na Constituição é aquele que o legislador previu. Se não o fez, há que se aplicar o tratamento geral, dispensado a qualquer outra pessoa jurídica. 6 http://www.stf.jus.br/arquivo/informativo/documento/informativo363.htm Fl. 11DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 157 12 2.2 – Violação aos Princípios da Isonomia, Capacidade Contributiva e Não Confisco Na esteira do que já foi dito, entendo igualmente inviável pretender afastar a incidência das contribuições ou admtir deduções diversas em nome de uma suposta violação a princípios constitucionais. Adentrar nessa seara implicaria ir além da competência regimental deste Colegiado, que se encontra vedado de afastar a aplicação da lei em razão de sua suposta inconstitucionalidade, maxime após a edição, por parte do Pretório Excelso, da Súmula Vinculante nº 107, que reza: VIOLA A CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ARTIGO 97) A DECISÃO DE ÓRGÃO FRACIONÁRIO DE TRIBUNAL QUE, EMBORA NÃO DECLARE EXPRESSAMENTE A INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO, AFASTA SUA INCIDÊNCIA, NO TODO OU EM PARTE. Igualmente esclarecedora é a manifestação da mesma corte nos autos do RE 432.597AgR8: "Controle de constitucionalidade de normas: reserva de plenário (CF, art. 97): reputase declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que embora sem o explicitar afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidila sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição." (destaquei) Por óbvio, mais relevante do que fixar a as hipóteses em que o art. 97 da Constituição Federal deve ser observado, a manifestação do STF delimita o que se entende por controle da constitucionalidade de lei ou ato normativo, fixando, por via indireta, os limites de atuação deste Colegiado, impedido de exercer tal controle em razão do art. 26A do Decreto nº 70.235, de 1972, inserido pela Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008. 3 Conclusão Com essas considerações, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 24 de abril de 2012 Luis Marcelo Guerra de Castro 7 DJe nº 117/2008, p. 1, em 27/6/2008. DO de 27/6/2008, p. 1. 8 Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 141204, DJ de 18205. Fl. 12DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 14751.000131/200793 Acórdão n.º 3102001.431 S3C1T2 Fl. 158 13 Fl. 13DF CARF MF Impresso em 05/12/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 4/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 10166.009005/2002-39
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 13 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3101-000.132
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Por unanimidade de votos, converteu-se o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
RODRIGO MINEIRO FERNANDES - Redator designado ad hoc.
EDITADO EM: 12/03/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tarásio Campelo Borges, Elias Fernandes Eufrasio, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
Relatório
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 13 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10166.009005/2002-39
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473501
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3101-000.132
nome_arquivo_s : Decisao_10166009005200239.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
nome_arquivo_pdf_s : 10166009005200239_5473501.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, converteu-se o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. RODRIGO MINEIRO FERNANDES - Redator designado ad hoc. EDITADO EM: 12/03/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tarásio Campelo Borges, Elias Fernandes Eufrasio, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Relatório
dt_sessao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
id : 5959535
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890417418240
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1598; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 106 1 105 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.009005/200239 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3101000.132 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 1 de março de 2011 Assunto Conversão em diligência Recorrente BRB BANCO DE BRASILIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, converteuse o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. RODRIGO MINEIRO FERNANDES Redator designado ad hoc. EDITADO EM: 12/03/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tarásio Campelo Borges, Elias Fernandes Eufrasio, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Relatório Trata o presente processo sobre Auto de Infração proveniente de trabalhos de auditoria interna em DCTF's, que concluiu pela existência de diferença no recolhimento da contribuição para o PIS/PASEP, referente aos meses de novembro e dezembro de 1997, acrescido de juros de mora e multa de ofício. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 66 .0 09 00 5/ 20 02 -3 9 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/03 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10166.009005/200239 Resolução nº 3101000.132 S3C1T1 Fl. 107 2 A interessada apresentou sua Impugnação, na qual procurou demonstrar que os valores cobrados teria sido objeto de compensação, com créditos de pagamento a maior de períodos anteriores. A DRJ competente julgou parcialmente procedente a impugnação, exonerando parcialmente o valor lançado. A interessada apresentou seu Recurso Voluntário, alegando que o débito deveria ser integralmente afastado, visto que compensou os valores com seus créditos tributários. O processo foi encaminhado a este Conselho e distribuído à Conselheira Relatora. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes – redator ad hoc Por intermédio do Despacho de fls. 150, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar a Resolução 3101000.132, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pelo relatora original e pelos demais integrantes do colegiado. O presente processo não se encontra em condições de ser julgado por esse colegiado, tendo em vista a insuficiência de seu conjunto probatório. Diante disso, converto o julgamento do recurso voluntário em diligência para que a autoridade preparadora aprecie as alegações da recorrente às fls. 85 a 89 relativo aos fatos relatados, e informe se havia saldo suficiente para as compensações efetuadas à época, como alegadamente demonstrado em seu Recurso Voluntário. A autoridade preparadora deverá elaborar uma Informação Fiscal, com a descrição de todas as questões fáticas apuradas, a qual deverá ser cientificada a interessada, abrindolhe prazo de 30 (trinta) dias para manifestação, com posterior retorno dos autos para julgamento. E essas são as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Rodrigo Mineiro Fernandes – Redator ad hoc Fl. 152DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/03 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
score : 1.0
Numero do processo: 10283.005814/2004-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 25/10/2004
INTEMPESTIVIDADE.
Não se toma conhecimento de recurso interposto fora do prazo de trinta dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 3102-00.975
Decisão: Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso face à sua apresentação intempestiva.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201104
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 25/10/2004 INTEMPESTIVIDADE. Não se toma conhecimento de recurso interposto fora do prazo de trinta dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10283.005814/2004-05
conteudo_id_s : 5512524
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 27 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-00.975
nome_arquivo_s : Decisao_10283005814200405.pdf
nome_relator_s : Luis Marcelo Guerra de Castro
nome_arquivo_pdf_s : 10283005814200405_5512524.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso face à sua apresentação intempestiva.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
id : 6104571
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890448875520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1514; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 114 1 113 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.005814/200405 Recurso nº 342.358 Voluntário Acórdão nº 310200.975 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 7 de abril de 2011 Matéria Multa Regulamentar Embaraço Recorrente SMITH INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 25/10/2004 INTEMPESTIVIDADE. Não se toma conhecimento de recurso interposto fora do prazo de trinta dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso face à sua apresentação intempestiva. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes de Maya Gomes, Mara Cristina Sifuentes e Helder Massaaki Kanamaru. Relatório Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Contra a empresa qualificada em epígrafe foi lavrado auto de infração, fls. 01/03, para aplicação da multa regulamentar, no valor de R$ 5.000,00. Fl. 129DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 2 De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 02/03, o lançamento decorreu da infração indicada a seguir. 1 Embaraço ou Impedimento à Ação da Fiscalização, Inclusive não Atendimento à Intimação. Embaraçou/dificultou, por meio ou forma omissiva, a ação de fiscalização por não apresentar resposta à intimação em procedimento fiscal. Na análise do processo administrativo nº 10283.004628/200106, o Autuado foi intimado, através do Termo de Intimação Fiscal SEANA/ALF/MNS nº 147/2004, a adotar providências previstas na legislação para a extinção do regime aduaneiro de admissão temporária. Em resposta ao Termo de Intimação, o Autuado apenas informou que as providências adotadas estavam contidas no processo administrativo nº 10283.003540/2004 10. Em 31/08/2004, o Autuado tomou ciência do Termo de Intimação Fiscal SEANA/ALF/MNS nº 173/2004, que o reintimava a apresentar esclarecimentos no prazo de cinco dias, quanto a adoção das providências para a extinção do regime aduaneiro de admissão temporária, mencionado também que a resposta apresentada ao Termo de Intimação Fiscal SEANA/ALF/MNS nº 148/2004 não obteve a conseqüência desejada. Até a data da confecção do Auto de Infração, o Autuado não apresentou qualquer resposta ao Termo de Intimação SEANA/ALF/MNS nº 173/2004, dificultando e embaraçando a ação da fiscalização aduaneira. Enquadramento Legal: Art. 15, 18, 19, 20, 22, 493, 503, 510 do Decreto 4.543/02; Art. 107, inciso IV, alínea "c" do Decreto Lei nº 37/66 com a redação dada pelo art. 77 da Lei nº 10.833/03 e art. 81 da Lei nº 10.833/03. Inconformado com a exigência, da qual tomou ciência em 27/10/2004, fls. 01, apresentou o contribuinte impugnação em 25/11/2004, fls.16/17, contrapondose ao lançamento com base nos argumentos a seguir sintetizados. 1. Alega se, como fundamento da ação fiscal, que a Requerente teria criado “embaraço ou impedimento à ação da fiscalização, inclusive não atendimento a intimação”, o que representaria infração aos diversos dispositivos legais citados sob a epígrafe “enquadramento legal". 2. De modo geral, tais dispositivos cuidam de afirmar o direito da Administração Tributária Aduaneira a examinar documentos e bens do contribuinte, "na defesa dos interesses fazendários nacionais”, a teor do art. 15 do Regulamento Aduaneiro. 3. Ora, em primeiro lugar deve ficar claro que a Requerente jamais se negou a colaborar com a Administração e a atender suas exigências, em conformidade com a lei. 4. Pode até salientar que satisfez os interesses da Fazenda, pagando os tributos devidos na operação de internação dos bens que importou, sob regime especial de admissão temporária. 5. Apenas ocorreu divergência quanto a simples formalidades burocráticas, pois tendo a Requerente providenciado o despacho Fl. 130DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10283.005814/200405 Acórdão n.º 310200.975 S3C1T2 Fl. 115 3 para internação dos bens pela alfândega do porto de sua entrada, ou seja, Manaus, no curso do processo surgiu interpretação distinta, no sentido de que essa formalidade deveria ser satisfeita na alfândega com jurisdição sobre o local onde se encontram os bens, a serem então vistoriados. 6. A Requerente, com manifesta boa fé, além de já ter pago os tributos, mantém se em permanente contato com as autoridades dessa Alfândega, para que lhe seja esclarecido quais as providências a tomar para pleno cumprimento das determinações dessa aduana. 7. A Requerente não tem outro interesse nem outro objetivo senão cumprir as normas aplicáveis para finalmente lograr o desembaraço dos bens, atividade em que se vê envolvida, com desnecessário desgaste, desde pelo menos fevereiro de 2003, sem resultado. 8. Assim sendo, enquanto nega ter cometido as infrações apontadas no Auto ora impugnado, roga a compreensão de V.Sa no sentido de lhe ser indicado como o contribuinte deve agir, materialmente, para cumprir as normas regulamentares aplicáveis ao caso, que tem características inéditas; ao mesmo tempo, espera que, reconhecida sua boa fé, e ante o recolhimento dos tributos, seja tornado sem efeito o Auto de Infração, considerando se que seria ato de justiça a relevação da multa, por força das circunstâncias especiais do caso (Reg. Aduaneiro, art. 654). Ponderando as razões aduzidas pela autuada, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão de piso pela manutenção integral da exigência, conforme se observa na ementa abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Importação II Data do fato gerador: 25/10/2004 MULTA ISOLADA. EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO. A nãoapresentação de resposta, no prazo estipulado, à intimação em procedimento fiscal justifica a aplicação da multa isolada prevista no art. 107, IV, “c” do DecretoLei nº. 37/66, com redação dada pelo artigo 77 da Lei nº. 10.833/03. Lançamento Procedente Regularmente cientificada pela via postal em 18 de dezembro de 2007(terça feira), conforme aviso de recebimento à fl. 60, comparece a Contribuinte ao processo em 18 de janeiro de 2008 (sextafeira), conforme protocolo à fl. 61, para, em sede de recurso voluntário, essencialmente, reiterar as alegações manejadas em sede de impugnação. É o Relatório Voto Fl. 131DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 4 Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Como é cediço, o prazo para interposição do recurso está previsto no art. 33, que deverá ser computado nos termos do art. 5º do Decreto no 70.235/72, a seguir transcritos: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 33 Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” Considerando tais comandos, dado que a ciência da decisão de primeira instância ocorreu em 18/12/2007, o trintídio em que o competente recurso voluntário deveria ser apresentado encerrouse em 17/01/2008 Ocorre que a recorrente só apresentou o presente recurso no dia 18/01/2008. Sendo o recurso extemporâneo, voto no sentido de não conhecêlo. Sala das Sessões, em 7 de abril de 2011 (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Fl. 132DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 10580.727914/2011-52
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Apr 28 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2004
INDÉBITO. DECISÃO JUDICIAL. INFORMAÇÃO DCOMP.
O direito de crédito decorrente de pagamento a maior ou indevido decorrentes da expansão da base de cálculo instituída pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, depende de demonstração das receitas não abarcadas no conceito de faturamento dito pelo STF. Alegação genérica e planilha que não esclarece quais receitas teriam originado o pagamento a maior, leva o indeferimento, o fato de só indicar a origem como sendo oriunda de decisão judicial com transito em julgado, não supre a necessidade de declinar uma a uma os fatos geradores.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 3403-003.575
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Ausente ocasionalmente o Conselheiro Luiz Rogério Sawaya Batista. O Conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida participou do julgamento em substituição ao Conselheiro Jorge Freire. Julgado no dia 25/02/2015.
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
DOMINGOS DE SÁ FILHO Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Fenelon Moscoso de Almeida, Ivan Allegretti e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2004 INDÉBITO. DECISÃO JUDICIAL. INFORMAÇÃO DCOMP. O direito de crédito decorrente de pagamento a maior ou indevido decorrentes da expansão da base de cálculo instituída pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, depende de demonstração das receitas não abarcadas no conceito de faturamento dito pelo STF. Alegação genérica e planilha que não esclarece quais receitas teriam originado o pagamento a maior, leva o indeferimento, o fato de só indicar a origem como sendo oriunda de decisão judicial com transito em julgado, não supre a necessidade de declinar uma a uma os fatos geradores. Recurso Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 28 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10580.727914/2011-52
anomes_publicacao_s : 201504
conteudo_id_s : 5472971
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3403-003.575
nome_arquivo_s : Decisao_10580727914201152.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : DOMINGOS DE SA FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10580727914201152_5472971.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Ausente ocasionalmente o Conselheiro Luiz Rogério Sawaya Batista. O Conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida participou do julgamento em substituição ao Conselheiro Jorge Freire. Julgado no dia 25/02/2015. ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente. DOMINGOS DE SÁ FILHO Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Fenelon Moscoso de Almeida, Ivan Allegretti e Luiz Rogério Sawaya Batista.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
id : 5959005
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047890460409856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1894; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 18 1 17 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.727914/201152 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403003.575 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 25 de fevereiro de 2015 Matéria COFINS Recorrente PRONOR PETROQUÍMICA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2004 INDÉBITO. DECISÃO JUDICIAL. INFORMAÇÃO DCOMP. O direito de crédito decorrente de pagamento a maior ou indevido decorrentes da expansão da base de cálculo instituída pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, depende de demonstração das receitas não abarcadas no conceito de faturamento dito pelo STF. Alegação genérica e planilha que não esclarece quais receitas teriam originado o pagamento a maior, leva o indeferimento, o fato de só indicar a origem como sendo oriunda de decisão judicial com transito em julgado, não supre a necessidade de declinar uma a uma os fatos geradores. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Ausente ocasionalmente o Conselheiro Luiz Rogério Sawaya Batista. O Conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida participou do julgamento em substituição ao Conselheiro Jorge Freire. Julgado no dia 25/02/2015. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. DOMINGOS DE SÁ FILHO – Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 79 14 /2 01 1- 52 Fl. 960DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Fenelon Moscoso de Almeida, Ivan Allegretti e Luiz Rogério Sawaya Batista. Relatório Cuidase de Recurso Voluntário contra a decisão que manteve o indeferimento de ressarcimento de crédito de COFINS que se pretendia compensar com débitos de diversos outros tributos, atinente aos fatos geradores do período de apuração de 01/02/1999 a 31/01/2004. Esse debate inicia com o advento da Lei nº 9.718/98 que ampliou a base de cálculo das contribuições para o PIS e a COFINS. A Recorrente interpôs medida judicial visando o recolhimento sobre as receitas provenientes do faturamento como previsto pela Lei Complementar nº 70/90. Obteve êxito perante o Supremo Tribunal Federal, reconhecido a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º, da Lei nº 9.718/98. Ação judicial com transito em julgado conforme peças processuais trazidas à colação. O direito ao indébito tributário deixou de ser reconhecido pelo “Despacho Decisório” nº 1239/2011, de 29.11.2011, DRF/SDR, que negou o pleito ao argumento de que: “Processo nº 10580.727914/201152 Despacho Decisório nº 1239/2011 DRF/SDR Data 29/11/2011 Interessado PRONOR Petroquímica S/A CNPJ/CPF 13.552.070/000102 Assunto: DCOMP Período de apuração: 02/1999 a 01/2004 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CRÉDITO NÃO RECONHECIDO. Transmitida, via internet, Declaração de Compensação, com observância dos procedimentos ditados pelas Instruções Normativas de regência, tem o contribuinte direito a vêla apreciada no âmbito da Fazenda Federal. A repetição de indébito, ou restituição de tributos indevidamente recolhidos, é instituto que só comporta em seu conceito a devolução de quantia pagas, efetivamente ingressadas nos cofres públicos, segundo o art. 165 do CTN. Não poderá ser objeto de compensação, mediante entrega, pelo sujeito passivo, de DCOMP, o valor informado pelo sujeito passivo em Declaração de Compensação, a título de crédito para com a Fazenda Nacional, que não tenha sido reconhecido pela autoridade competente da SRF, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. Compensação não Declarada. Relatório Os autos deste procedimento tratam da análise de Declaração de Compensação apresentada pelo contribuinte nuper identificado, cujo encontro de contas teria sua origem no reconhecimento judicial obtido nos autos da ação de mandado de segurança, que a mesma informa ter ajuizada. Fl. 961DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.727914/201152 Acórdão n.º 3403003.575 S3C4T3 Fl. 19 3 Assim, consoante elementos colhidos nos dados por ela apresentados, aludida ação teria tramitado na 10ª Vara da Justiça Federal na Bahia; sendo ali indicado ¾ em campo próprio do formulário ¾ que já se havia obtido a declaração de trânsito em julgado, da decisão de desate do litígio. De sorte que, as Declarações de Compensação, em que a Interessada pleiteia compensar débitos de tributos diversos de sua responsabilidade, com créditos decorrentes de pagamentos a maior ou indevidos da COFINS, estão discriminadas às fls. 02/72 destes autos. Verificouse que o contribuinte interessado, antes, porém, atendendo aos ditames legais, formalizou Procedimento de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgada, quando fez escoltar o seu pedido dos originais da Certidão expedida pelo Diretor da Secretaria da 10ª Vara da Justiça Federal na Bahia, certificando do inteiro teor dos autos da Ação de Mandado de Segurança a qual compõe as fls. 149/150 deste procedimento, bem assim, o extrato de movimentação da aludida ação; que, por sua vez, compõem as fls.151/161. Na mesma esteira, o sempre citado contribuinte instruiu o processo com planilha detalhando o seu pretenso direito, onde informa: os períodos de apuração relativos aos pagamentos indevidos; a base de cálculo; o valor devido na forma do comando decisional; o valor recolhido e; finalmente, o valor dos créditos recolhidos indevidamente, ou a maior que o devido, da COFINS, em razão da decisão judicial, fls.126/123. Após, foram empreendidas pesquisas nos sítios dos Tribunais Federais, mais especificamente no sitio www.trf.1.gov e no sítio www.stf.gov., com o escopo de identificar a orientação emanada por estas Cortes, relativamente à questão suscitada no mandamus em referência; bem assim, confirmar os elementos contidos no nuper indicado procedimento de habilitação e que, conforme acima indicado, também fazem parte destes autos às fls.77/119. Ao depois, foram, então, realizadas pesquisas nos sistemas de propriedade da SRF/MF, buscando aferir os dados informados pelo contribuinte interessado, fls.178/185 deste procedimento, para, empós, procederse ao cotejamento dos elementos dali obtidos com os informados na planilha da lavra do contribuinte, onde o mesmo informa, mediante tabela demonstrativa, os créditos que diz possuir, a qual fora apresentada por oportunidade do procedimento de habilitação do crédito. Ato contínuo foram realizadas pesquisas nos sistemas de propriedade da SRF/MF, buscando aferir os dados lançados na DIRPJ do contribuinte interessado, fls.10/79 deste procedimento, para, em seguimento, procederse ao cotejamento destes elementos com os informados na planilha de autoria do contribuinte suso referida. Fl. 962DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 4 Portanto, com essas últimas providências, foram acostados aos presentes autos todos os documentos necessários à boa instrução deste procedimento, entendese que o mesmo se encontra, agora, absolutamente saneado, ante os documentos colhidos e das informações nele contidas; estando, por conseqüência, suficientemente apto a merecer opinativo, coisa que é feita na forma a seguir delineada. Fundamentos A compensação é uma das modalidades de extinção do crédito tributário, cujo procedimento se operacionaliza entre créditos líquidos e certos, com débitos vencidos ou vincendos do sujeito passivo, na exata forma do estatuído nos arts. 165, inciso I, 168, inciso I; 156, inciso II; e 170, da Lei nº 5.172/66 (CTN). Logo, crédito líquido e certo é o que resulta de recolhimento certo, porém indevido, e o recolhimento somente é indevido quando o indébito é capaz de ser comprovado, de plano, por documento hábil e inequívoco. Os institutos da restituição e da compensação, previstos na legislação indicada no item precedente, encontramse disciplinados pela Lei n.º 9.430/96; que, em seus artigos 73 e 74, ampliou o campo das compensações, de forma a que, pudesse, a pretensão compensatória dos contribuintes, alcançar qualquer tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal, estando, ainda, os procedimentos administrativos de implementação do encontro de contas, sob a chancela da Instrução Normativa da SRF no 900, de 30/12/2008, com suas alterações, que disciplinava, à época da protocolização da Declaração de Compensação, à espécie. De maneira que, na esteira do quanto contido naqueles normativos e dos elementos colhidos da documentação extraída dos sítios dos Tribunais Federais, constatouse que o processo judicial indicado pelo sempre referido contribuinte interessado correspondia a uma Ação de Mandado de Segurança, que tombara, em 27/05/1999, na 10ª Vara da Justiça Federal na Bahia, sob o nº 1999.33.00.0064549, onde figurava no pólo passivo o Delegado da Receita Federal em Salvador. Assim, não logrando a impetrante bom êxito, seja na decisão de 1º grau ¾ onde se lhe teria negado a segurança intentada para desobrigar o contribuinte do recolhimento da COFINS com base na Lei nº 9.718/98 ¾ seja em grau de recurso; pois que, no decisum ad quem, na mesma esteira, confirmou a sentença antes prolatada. Sendo, naquela oportunidade, desacolhida a pretensão da Autora, que buscava, não somente obter a declaração da inconstitucionalidade da Lei nº 9.718/98, assegurando a mesma o direito de sujeitarse apenas aos dispositivos da Lei Complementar nº 70/91, bem assim, proceder à compensação do indébito daí decorrente. “E M E N T A TRIBUTÁRIO. COFINS. LEI 9.718/98. CONSTITUCIONALIDADE. 1. Argüição de inconstitucionalidade rejeitada pela Corte Especial deste Tribunal (AMS nº 1999.01.00.0960532/MG). Fl. 963DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.727914/201152 Acórdão n.º 3403003.575 S3C4T3 Fl. 20 5 2. A Lei Complementar 70/91, na parte que cria a contribuição social, tem natureza de lei ordinária. Não é necessária a edição de outra lei complementar para alterála. 3. A Lei 9.718/98 não criou nova fonte de custeio. Faturamento e receita bruta são termos fiscais equivalentes. 4. Os efeitos produzidos pela Lei nº 9.718/98 se deram após a promulgação da EC nº 20/98, não havendo, pois, obstáculos no que tange à fundamentação baseada no novo texto constitucional. 5. A previsão contida no art. 8º, § 1º, da Lei 9.718/98, possibilitando a compensação de um terço da COFINS com a CSSL, não ofende o princípio da igualdade entre os contribuintes, vez que a permite isonomicamente em relação a todos aqueles que se encontrem em condições genericamente previstas na lei, inexistindo, destarte, o caráter confiscatório e tampouco o de empréstimo compulsório. 6. O STF firmou o entendimento de que o termo a quo para observância do princípio da anterioridade, na hipótese, do prazo nonagesimal é o da publicação da Medida Provisória. 7. Apelo improvido. A C Ó R D Ã O Decide a Turma negar provimento ao apelo, à unanimidade. 4ª Turma do T.R.F. da 1ª Região – 26/06/2001. Juiz HILTON QUEIROZ, Relator” Não se quedando a Autora, ora contribuinte, apresentou a sua irresignação na forma de Recurso Extraordinário, que, admitido, pousou no âmbito do Supremo Tribunal Federal para apreciação/julgamento. Devidamente processado, foi o mesmo julgado por esse excelso Pretório, sendo este provido parcialmente, ante o novo posicionamento do Plenário daquela Corte, consoante voto do DD Ministro CARLOS AYRES BRITO; restando, assim decidido, conforme translado do texto da Certidão extraída pelo Diretor da 10ª Vara da Justiça Federal na Bahia, verbis: “inconstitucionalidade do §1º da art. 3º da Lei nº 9.718/98 (base de cálculo do PIS e da COFINS), para impedir a incidência do tributo sobre as receitas até então não compreendidas no conceito de faturamento da LC nº 07/91, e entendeu desnecessária, no caso específico, lei complementar para majoração da alíquota da COFINS, cuja instituição se dera com base no inciso I do art. 195 da Lei das Leis” Esse decisum ainda enfrentou Agravo Regimental, objetivando ver reconhecida a inconstitucionalidade da compensação prevista no art. 8º, da Lei 9.718/98, que, uma vez provido, o Acórdão correspondente transitou em julgado em 09/02/2007; consoante certifica o Ilmo. Fl. 964DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 6 Diretor da 10ª Vara da Justiça Federal na Bahia às fls.149/150 destes autos. Resta, pois, pacificado o entendimento ¾ a ser aqui utilizado para o deslinde dessa análise ¾ de que se impõe excluir a exigência de contribuição incidente sobre receitas que não se enquadrem no conceito de faturamento adotado pela Lei Complementar 90/91 (receitas das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza), e na Lei nº 9.715/1998 (a receita bruta proveniente da venda de bens nas operações de conta própria, do preço dos serviços prestados e do resultado auferido nas operações de conta alheia); mantendose, contudo, a alíquota de 3%, estabelecida que está na Lei guerreada. Esta é, pois, a consequência do julgado sob exame. Tudo isso suficientemente assentado, direcionase, agora, a análise sub oculis, para quantificar o valor do crédito reconhecido judicialmente; quando, percebese, que o contribuinte ora interessado ¾ por força do procedimento da habilitação de crédito ¾ fizera a juntada de planilha minundentemente detalha, onde informa: os valores indevidamente recolhidos, por período de apuração; as importâncias efetivamente recolhidas; para, afinal, também indicar os correspondentes valores objeto do pleito compensatório, atualizado até aquela data. Na esteira desses elementos, buscouse, então, empreender pesquisas nos sistemas da SRFB buscado verificar sua exatidão. Nessa oportunidade, restou constatado que expressiva parte dos supostos pagamentos realizados pelo contribuinte, no código 2172 (Cofins), foram implementados mediante compensação instrumentalizada em diversos procedimentos administrativos. Assim, pagamento a título da COFINS, efetivamente realizado pelo interessado, resumese, tãosó, aos valores contidos nas telas extraídas do SINCOR – SINAL e que estão anexadas às fls. 172/177 destes autos. Nesta quadra, há que se debruçar, e de forma detida, em outro ponto nevrálgico para o deslinde da presente análise, qual seja: amalgamar o decisum às normas legais e infralegais disciplinadora do instituto da compensação. Nessa perspectiva, há que se revolver à Ação Mandamental originária de todos os questionamentos suscitados, qual seja: a AMS de nº 1999.33.00.0064549, que tramitou originariamente na 10ª Vara da Justiça Federal na Bahia, para o destrançar da questão aqui focada. De maneira que, pela simples leitura do núcleo do pedido formulado naquele mamdamus, constatase que a pretensão da Impetrante era desobrigarse do recolhimento da contribuição – COFINS – com base na Lei nº 9.718/98, bem assim assegurar o seu direito à compensação do valor indevidamente recolhido, relativo a esta exação, com qualquer tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal. Fl. 965DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.727914/201152 Acórdão n.º 3403003.575 S3C4T3 Fl. 21 7 Logo, os limites dos pedidos da querela em lume eram, não somente que a Autoridade tida por Coatora se abstivesse da exigência da COFINS nos moldes estabelecidos na Lei nº 9.718/98, mas, também para impedir que a Autoridade indigitada viesse a praticar qualquer ato punitivo tendente a impedir a compensação dos valores indevidamente recolhidos a título de COFINS, em razão da utilização da base de cálculo desta exação, imposta por legislação combatida pela Impetrante, in casu, o art.3º da Lei nº 9.718/98. De maneira que, a restituição do indébito para lastrear a compensação deve ser pleiteada de acordo com os preceitos estabelecidos nos art. 165 a 169 no Código Tributário Nacional, dos quais destacamse, por sua relevância, os trechos a seguir: “Art. 165 – o sujeito passivo tem direito, independente de prévio protesto, à restituição total ou parcial de tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou a maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória.” (negritado na transcrição) Assim é que, o art. 165 do CTN, como se verifica da transcrição acima, elenca três hipóteses em que o sujeito passivo da obrigação tributária tem direito à restituição total ou parcial de tributo, que é a base da pretensão compensativa do Impetrante. Na verdade, essas hipóteses se resumem numa só, qual seja, a exigência tributária em desconformidade com a lei. Por isso, a repetição repousa no princípio da legalidade tributária, e não no princípio do enriquecimento ilícito, comumente alardeado pela doutrina clássica, entendimento inclusive emcampado pelo contribuinte interessado em referência, consoante argumentos consignados na exordial da ação mandamental. De sorte que, quem pagou a mais do que determina a lei, tem direito à restituição da importância excedente; quem pagou a menos, sujeitase ao lançamento complementar com incidência de multa e juros. No caso in examen, o contribuinte interessado recolheu, tão só, os seis DARF’s identificados pelo sistema SINCOR Sinal e, como dito acima, com valores significativamente baixos, quando Fl. 966DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 8 comparados com os supostos créditos que, na esteira da AMS de nº 1999.33.00.0064549, o mesmo diz fazer jus à repetição. Não foi por outra razão que o contribuinte interessado, no demonstrativo que o mesmo fez jungir ao procedimento de habilitação do crédito, ao apresentar o cálculo do valor a ser recuperado conforme decisão judicial, utilizou a nomenclatura Valor Recolhido/Compensado (ver cópias digitalizadas, anexas a estes autos fls. 123/127). Refletindo, de certa maneira, a circunstância de que a pessoa jurídica interessada não teria recolhido, no sentido de pagamento, a absoluta maioria dos valores que pretende a restituição/compensação. E não é só. Feito este intróito, e, agora, debruçandose nas informações obtidas nos sistemas de controles da SRFB, verificase que os valores que o contribuinte pretende, agora, restituir/compensar, têm origem em: Compensações anteriores, com lastro em Saldo Negativos; Compensações anteriores, cujos respectivos processos ainda estão em tramitação, sem definitividade de julgamento nos lindes administrativos, portanto e; finalmente, tem como arrimo ¾ os valores que o contribuinte pretende, agora, restituir/compensar ¾ na ação judicial informada nas DCTF’s (ação de nº 1997.33.0000147441), que, malgrado os esforços envidados, não fora localizada no sitio da Justiça Federal (www.trf.1.gov). Significa isso dizer, por via de consequência, que o contribuinte interessado, nos processos administrativos de nºs 13502.000067/200396, 13502.000453/200205 teria promovido uma suposta extinção dos créditos tributários (que quer agora ver restituídos e compensados) mediante compensações em valores maiores que o supostamente devido de outros tributos. Em outras palavras, a pessoa jurídica utilizou crédito (decorrente de supostos pagamentos a maior) para quitar os débitos da COFINS. Essa COFINS quitada/compensada, cujos valores se encontram na mencionada coluna Valor Recolhido/Compensado do demonstrativo do cálculo do valor a ser recuperado (que foi apresentado pelo contribuinte), constituiria, agora, no presente processo, nos créditos utilizados para compensação dos débitos indicados nas DCOMP’s em exame. Resumidamente, a empresa partiu das seguintes ilações para a emissão das DCOMP’s em lume, uma vez obtida a decisão favorável no mandamus em testilha por ela intentado: (1) haveria supostos créditos fiscais, em seu benefício, nos processos administrativos de nºs 13502.000067/200396 e 13502.000453/200205; (2) esses créditos fiscais foram utilizados para quitar débitos da COFINS de sua responsabilidade, conduzidos nesses respectivos processos; todavia, grandes partes das compensações pretendidas foram realizadas a maior em função do resultado da ação judicial aqui focada; (3) das compensações feitas a maior, nasceu um outro Fl. 967DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.727914/201152 Acórdão n.º 3403003.575 S3C4T3 Fl. 22 9 crédito a favor do mesmo; (4) esse outro crédito gerado, seria resultante da declaração de inconstitucionalidade da base de cálculo do COFINS, uma vez que houve excesso de compensação; (5) do montante da COFINS compensada a maior nesses processos (que na verdade é, para a maioria dos PA’s, a integralidade do valor compensado e não apenas o valor a maior), R$. 4.221.828,13 foram utilizados para quitar os débitos indicados nos Per Dcomp’s em examen. Nessa perspectiva, buscouse, então, consultar o andamento destes processos, a fim de ser identificada a matéria ali versada e o deslinde desses procedimentos no âmbito administrativo. Como consectário desta empreitada, restou constatado que lá, naqueles processos, são tratadas várias Declarações de Compensação, sendo que tais procedimentos ainda não estão decididos em sede administrativa, i. é, não há definitividade de julgamento em nenhum dos dois processos. Logo, por não ostentar o status de definitividade de julgamento, exsurge clara a inexistência de liquidez e certeza de crédito fiscal capaz de ser restituído naqueles dois processos e, como é a hipótese desses procedimentos, extinguir outra obrigação tributária mediante compensação. É de clareza solar, pois, a constatação de que os créditos fiscais informados nas PerDcomp’s em análise não possuem a qualidade de certeza e de liquidez capazes de suportar restituição/compensação, repito, pelas razões suso apontadas. Mesmo porque ¾ e isso é importante ¾ há que se evidenciar o fato de que o Código Tributário Nacional não estabelece a compensação como forma de extinção do crédito tributário. Apenas diz que a lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Sendo vincendo o crédito, do sujeito passivo, a lei determinará, para efeito de compensação, que se apure o montante do crédito, não podendo determinar redução superior. Confirase como se apresenta a disciplina completa no CTN, verbis: Código Tributário Nacional “ ... Art. 170 A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010)” (negritado na transcrição) Decreto nº 7.212, de 2010 “ ... Art.268 O sujeito passivo que apurar crédito do imposto, inclusive decorrente de trânsito em julgado de decisão judicial, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na Fl. 968DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 10 compensação de débitos próprios relativos a impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observadas as demais prescrições e vedações legais (Lei nº 5.172, de 1966, art. 170, Lei nº 9.430, de 1996, art. 74, Lei no 10.637, de 2002, art. 49, Lei no 10.833, de 2003, art. 17, e Lei no 11.051, de 2004, art. 4o) §1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados (Lei nº 9.430, de 1996, art. 74, § 1º, e Lei nº 10.637, de 2002, art. 49) §2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal do Brasil extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação (Lei nº 9.430, de 1996, art. 74, § 2º, e Lei nº 10.637, de 2002, art. 49) (negritado na transcrição) Art.269 A restituição ou o ressarcimento do imposto ficam condicionados à verificação da quitação de impostos e contribuições federais do interessado (DecretoLei nº 2.287, de 1986, art. 7º, e Lei no 11.196, de 2005, art. 114) (negritado na transcrição) Parágrafo único Verificada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil a existência de débitos em nome do contribuinte, será realizada a compensação, total ou parcial, do valor da restituição ou do ressarcimento com o valor do débito (Decreto Lei nº 2.287, de 1986, art. 7º, § 1º, e Lei no 11.196, de 2005, art. 114Significa isso dizer que, aqueles créditos tributários fundados na COFINS (e compensados naqueles procedimentos administrativos ao norte referidos), que quer o contribuinte) interessado, agora, ver restituídos e re compensados nas PerDcomp’s em análise, não foram extintos porque não houve a necessária homologação. Não havendo, pois, homologação, em vez de crédito tem o contribuinte débitos a seu desfavor conduzidos naqueles processos, os quais podem ser ali ajustados (processos administrativos de nºs 13502.000067/200396, 13502.000453/200205), em razão dos limites do decisum exarado e de que cuida os autos da ação mandamental de nº1999.33.00.0064549 nuper citada. Nesta perspectiva, não é despiciendo acrescer, que deve ser observado que a repetição de indébito ou restituição de tributos, da qual a compensação mostrase uma decorrência ou uma variante, é instituto que só comporta em seu conceito a quitação por pagamento. Não havendo pagamento, não há, por conseguinte, que se falar em repetição de tributos. E isso é lógico porque não é possível a devolução em moeda de qualquer valor que antes não tenha ingressado nos cofres públicos. Em síntese, no caso em questão também não há que se falar em restituição, porque o instituto não se aplica à situação em exame – compensação de crédito gerado por compensação. O procedimento correto por parte da pessoa jurídica seria, na situação colocada, verificado eventual existência de erro nas DCOMP emitidas nos processos administrativos de nºs 13502.000067/200396 e 13502.000453/200205 (compensações Fl. 969DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.727914/201152 Acórdão n.º 3403003.575 S3C4T3 Fl. 23 11 feitas a maior em razão do decisum prevalente obtido na ação judicial aqui noticiada), apresentar DCOMP’s retificadoras, corrigindose o erro detectado e, por conseqüência, o valor do próprio crédito. Esse novo crédito, recalculado e informado nas DCOMP’s retificadoras, seria, ao absoluto alvedrio do contribuinte, utilizado para a quitação de quantos débitos o mesmo indicar a mais, ou mesmo a sua restituição se for o caso interessado, agora, ver restituídos e recompensados nas Per Dcomp’s em análise, não foram extintos porque não houve a necessária homologação. Não havendo, pois, homologação, em vez de crédito tem o contribuinte débitos a seu desfavor conduzidos naqueles processos, os quais podem ser ali ajustados (processos administrativos de nºs 13502.000067/200396, 13502.000453/200205), em razão dos limites do decisum exarado e de que cuida os autos da ação mandamental de nº1999.33.00.0064549 numero citada. Nesta perspectiva, não é despiciendo acrescer, que deve ser observado que a repetição de indébito ou restituição de tributos, da qual a compensação mostrase uma decorrência ou uma variante, é instituto que só comporta em seu conceito a quitação por pagamento. Não havendo pagamento, não há, por conseguinte, que se falar em repetição de tributos. E isso é lógico porque não é possível a devolução em moeda de qualquer valor que antes não tenha ingressado nos cofres públicos. Em síntese, no caso em questão também não há que se falar em restituição, porque o instituto não se aplica à situação em exame – compensação de crédito gerado por compensação. O procedimento correto por parte da pessoa jurídica seria, na situação colocada, verificado eventual existência de erro nas DCOMP emitidas nos processos administrativos de nºs 13502.000067/200396 e 13502.000453/200205 (compensações feitas a maior em razão do decisum prevalente obtido na ação judicial aqui noticiada), apresentar DCOMP’s retificadoras, corrigindose o erro detectado e, por conseqüência, o valor do próprio crédito. Esse novo crédito, recalculado e informado nas DCOMP’s retificadoras, seria, ao absoluto alvedrio do contribuinte, utilizado para a quitação de quantos débitos o mesmo indicar a mais, ou mesmo a sua restituição se for o caso. Não há, portanto, qualquer fundamento razoável para que se possa proceder a compensação de supostos créditos fiscais, máxime quando não há como se reconhecer, por mais esforço que se faça, qualquer direito líquido e certo, a amparar a pretensão manifestada nas PerDcomp’s em exame. Logo, demonstrado está, de forma irremediável, que não há como aproveitar o decisum decorrente do destrançar da Ação Mandamental de nº 1999.33.00.0064549, prolatado em favor da ora Interessada, uma vez que carecem de liquidez e certeza ¾ na forma da lei ¾ os supostos créditos fiscais que dai pudessem decorrer. Fl. 970DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 12 Mais uma vez, forçoso é concluir que inexiste crédito fiscal, a ser ostentado pela mesma, que venha a ensejar qualquer compensação a seu favor. Esse é, assim, do porquê das Declarações de Compensação apresentadas não se sustentarem, ou, nos termos do rigor técnico das Instruções Normativas, não devem e não podem ser homologada. Não fossem bastantes os argumentos acima expendidos, há um empeço ainda maior que não pode ser transponível. O impedimento está consubstanciado na própria Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, vigente à época da transmissão das DCOMP em análise nestes autos, que veda a utilização de créditos não reconhecidos pela autoridade competente da SRF, considerando, inclusive, não declarada a compensação realizada nessas bases, conforme o art. 34; que, por sua vez, no seu inciso XIV, do §3º, prevê exatamente a situação aqui tratada, consistente na pretensão do contribuinte de compensar débito, via DCOMP, mediante a utilização de crédito não reconhecido perante a Fazenda Nacional. Confirase come restou normatizada a hipótese, literis: Instrução Normativa SRF nº 900... Art. 34 O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive o reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela RFB, ressalvadas as contribuições previdenciárias, cujo procedimento está previsto nos arts. 44 a 48, e as contribuições recolhidas para outras entidades ou fundos. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada pelo sujeito passivo mediante apresentação à RFB da Declaração de Compensação gerada a partir do programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação à RFB do formulário Declaração de Compensação constante do Anexo VII, ao qual deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. § 2º A compensação declarada à SRF extingue o crédito tributário, sob condição resolutória da ulterior homologação do procedimento. § 3º Não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1º: ... XIV o valor informado pelo sujeito passivo em Declaração de Compensação apresentada à RFB, a título de crédito para com a Fazenda Nacional, que não tenha sido reconhecido pela autoridade competente da RFB, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa... (negritado na transcrição) Fl. 971DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.727914/201152 Acórdão n.º 3403003.575 S3C4T3 Fl. 24 13 Assim sendo, mesmo com algum esforço, não vejo como acolher a pretensão esposada neste procedimento, onde se persegue o encontro de contas de supostos créditos fiscais a que faria jus o contribuinte interessado, com tributos diversos e administrados pela SRFB, ante as infindáveis e extenuantes razões acima apresentadas e dos múltiplos procedimentos implementados, os quais buscaram, sempre, empreender uma cuidadosa e minundente análise de todas as perspectivas relacionadas à matéria aqui focada, onde se nos permitiu constatar, afinal, que o contribuinte aqui focado não logrou bom êxito em demonstrar nos lindes administrativo, que era detentor de qualquer direito creditório líquido e certo. Definitivamente, sem razão, portanto, o Interessado e, com fulcro no inciso I, do §3º do art.31, conjuminado com o inciso XIV, do §3º do art. 26, ambos da Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, devem as PerDcomp’s, baixadas para tratamento manual, ser consideradas como NÃO DECLARADAS. É esse, pois, o nosso entendimento, subcensura, que submetemos à consideração do Senhor Chefe deste SEORT/DRF/SDR, em estrita obediência aos normativos infralegais editados no âmbito desta Secretaria. Salvador, 06 de dezembro de 2011. Vespasiano de Paula CRP Sales Mat.63.954 Decisão Diante dos termos da fundamentação acima, os quais passo a me filiar no entendimento, e no uso da competência delegada pela Portaria DRF/SDR nº 156, de 29/08/2011, DOU de 30/08/2011, DECIDO considerar não declarada a compensação objeto das Declarações Eletrônicas de Compensação baixadas para tratamento manual, nos termos do inciso XIV, do §3º, do art.34, da Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, determinar o prosseguimento imediato da cobrança dos débitos de responsabilidade da Interessada, já declarados em DCTF e devidamente conduzidos no âmbito do Sistema de Controle de Créditos nominado de SIEF Web, os quais já se encontram controlados nos autos deste procedimento administrativo. Ordem de Intimação Certifique o Interessado, via correio, mediante envio de cópia desta Decisão. Devese aqui enfatizar, no entanto, que, ao mesmo, assiste o direito de apresentar, no prazo de 10 (dez) dias, Recurso Hierárquico nos termos dos arts.56 e 59 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999; esclarecendo que, havendo interposição do mesmo, não tem aludido recurso o condão de suspender a exigibilidade dos créditos tributários. RICARDO GOMES DE ARAUJO CHEFE DO SEORT” Fl. 972DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 14 Sustenta a Recorrente que o decisum elegeu requisito não previto nas normas de regência para utilização dos créditos em tela, qual seria, a imputação das informações correlatas no sistema SIAFI, o qual, ainda que pudesse prosperar, não encontraria eco relativamente à maior parte do montante creditório versado, que já está computado no sistema financeiro governamental a título da Cofins que se pretende compensar. Diz que a despeito do Fisco de suscitar que parte dos créditos utilizados nas compensações avaliadas nestes autos seria objeto de quatro procedimentos administrativos, limitou considerações tãosó ao feito tombado sob o nº 13502.000453/0205, sem declinar os demais. O propalado feito a que se atém o decisum refutado contempla apenas 26,15% do direito creditório vindicado, ao passo que os outros 73,85% têm origem em encontros de contas analisados naqueles identificados sob os ns° 13502.000398/0030 e 13502.000328/0054. Argumenta que os procedimentos compensatórios objeto dos dois processos administrativos acima referidos contam com o aval definitivo do próprio órgão fazendário, consoante demonstram os extratos de imputações de pagamentos correlatos emitidos pela RFB, que apontam saldo "zero" em todas as competências analisadas. Alega, ainda, que tais elementos são suficientes para afastar a aventada ausência de liquidez e certeza correlatas aos PAFs 13502.000398/0030 e 13502.000328/0054, que encontram consignadas no sistema SIAFI desde os idos de 2002 e 2004, respectivamente antes do envio das DCOMPs sob análise, ocorrido após fevereiro de 2007, quando transitou em julgado, nos autos do Mandado de Segurança de n° 1999.33.00.0064549, decisão que reconheceu o crédito perseguido vem a ser o crédito líquido e certo objeto do encontro de contas formalizado no presente PAF; ressaltando que os créditos objeto do PAF de n° 13502.000328/0054 excederam os débitos por ele abarcados, tendo sido validamente deferida e creditada, por esse órgão fazendário, a restituição, em espécie, da quantia excedente. Em síntese, o crédito aqui versado advém de três feitos administrativos distintos, 13502.000398/0030, 13502.000328/0054 e 13502.000453/0205, afirma que, no caso dos dois primeiros, a homologação definitiva das compensações ali consubstanciadas está espelhada, inclusive, no SIAFI. Assim, a discussão se refere ao PAF nº 13502.000453/0205. Em sede recursal o contribuinte mantém mesmos argumentos. É relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. Tratase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos recursais, motivo que deve ser conhecido. Pretendese no bojo deste processado o crédito de R$ 4.221.828,13 (quatro milhões, duzentos e vinte um mil, oitocentos e vinte oito reais e treze centavos), oriundo de pagamento indevido ou a maior do que o devido para a COFINS por força da norma do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98. A matéria de direito foi submetido ao crivo do Poder Judiciário, cuja decisão final coube ao Supremo Tribunal Federal. Fl. 973DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.727914/201152 Acórdão n.º 3403003.575 S3C4T3 Fl. 25 15 Entendeu Autoridade Administrativa o não cabimento de recurso capaz de modificar o decidido, motivo que levou a Recorrente impetrar mandado de segurança para ver apreciada sua Manifestação de Inconformidade, digase de passagem, recurso previsto pelo Decreto 70.235/72, ao ensejo desta medida que se está examinando o Voluntário decorrente da decisão de piso. A inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 é assunto irrefragável. Os Pedidos de Restituições, Ressarcimentos ou Reembolsos e Declaração de Compensação destacam a origem do crédito como sendo judicial procedente dos autos de nº 199933000064549, oriundo da 10ª Vara da Justiça Federal da Bahia, bem como, o processo administrativo de habilitação do crédito 10580.100366/200813, decorrente de pagamento a maior ou indevido para a COFINS, período inicial 28 de fevereiro de 1999, período de apuração final 31 de janeiro de 2004. Da leitura do Despacho Decisório extraíse a certeza de que houve o trânsito em julgado da querela pelo Poder Judiciário. Tanto é verdade que a motivação não deriva desse fato. Em sendo assim, cabe árdua tarefa ao julgador de desvendar a verdadeira origem do crédito aqui em discussão, pois desde início da querela a Recorrente não declinou qual seria a receita incluída à base de cálculo não abarcada pelo conceito de faturamento nos moldes declarados pelo Supremo Tribunal Federal, a imposição do suposto pagamento maior, sabese que decorre da expansão da base de cálculo promovida pelo inciso primeiro do artigo terceiro da Lei nº 9.718/98. Assegura o julgado hostilizado que o contribuinte pretende compensar créditos referentes ao PIS Semestralidade e Saldo Negativo de IRPJ já vinculados anteriormente em outros procedimentos compensatórios a débitos de COFINS, que o exame dessa matéria deuse em razão da decisão transitada em julgado do Mandado de Segurança nº 1999.33.00.0064549, que segundo informação do contribuinte estaria excedendo aos débitos: “19. No que diz respeito ao mérito do direito creditório referente à restituição, que é a matéria essencial de análise do presente processo, o art. 2° da IN RFB n° 900, de 2008, especifica que apenas são passíveis de restituição os valores recolhidos a título de tributo sob administração da RFB além de outras receitas da União arrecadadas mediante DARF ou GPS. 20. Analisando a origem dos créditos de Cofins informado pelo interessado, identificase o equívoco do contribuinte que ocasionou a não declaração das compensações pela DRF/SDR. Percebesse que não houve recolhimento a maior de Cofins, já que a quase totalidade desses valores teria sido vinculada a compensações e não a pagamentos, inexistindo, dessa forma, créditos deste tributo passíveis de restituição. 21. Na realidade, a intenção do contribuinte seria utilizar créditos referentes ao PIS Semestralidade e ao Saldo Negativo de IRPJ, já vinculados anteriormente em outros procedimentos compensatórios a débitos de Cofins, mas que, em decorrência da decisão transitada em julgado do Mandado de Segurança n° Fl. 974DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 16 1999.33.00.0064549, que determinou a inconstitucionalidade da incidência da Cofins sobre outras receitas que não as referentes ao conceito de faturamento adotado pela Lei Complementar n° 70, de 1991, estariam, segundo informa, excedendo aos débitos. 22. Entendese que para cumprir a decisão judicial, conforme já determinado pela DRF/SDR, deve ser efetuada, de ofício, a imediata revisão, nos procedimentos compensatórios anteriores, de todos os créditos tributários relativos à Cofins abrangidos pela inconstitucionalidade do alargamento da Base de Cálculo previsto na Lei n° 9.718, 1998, nos termos da sentença definitiva. 23. E, caso os procedimentos compensatórios anteriores já estejam definitivamente homologados, poderá o contribuinte transmitir novas Dcomps, relacionando o suposto saldo de créditos de PIS Semestralidade e Saldo Negativo de IRPJ e não créditos de Cofins, como procedeu nas atuais Dcomp's. No entanto, importa ressaltar, a título de esclarecimento, que não poderão constar nas próximas Declarações de Compensação os débitos das referidas Dcomp's consideradas não declaradas, por impedimento legal, conforme art. 41, §3°, V da IN RFB n° 1.300, de 2012”. Às fl. 388 da Manifestação de Inconformidade, assegura a Interessada que: “Ocorre que, ao contrário do quanto ali suscitado, os procedimentos compensatórios que deram azo ao surgimento do direito creditório avaliado no bojo do presente feito, referente à COFINS incidente sobre receitas estranhas ao faturamento, computada nos moldes em que determinados pelo malsinado art. 3º, §1º, da Lei nº 9.718/98, encontramse, sim, definitivamente homologados.” “Outrossim, registrese que os créditos de COFINS assim originados – os quais, repisese, a Requerente pretende utilizar para fazer em face de débitos próprios objeto de compensações controladas nestes autos , jamais foram analisados pela auto redais competente, diante do que o dispositivo regulamentar invocado pela fiscalização no intuito de subsidiar o entendimento aqui combatido sequer pode ser aplicado ao caso vertente. Em seguida, após afirmar ter fixados os contornos em que pauta a irresignação, afirma no item 2.4: De inicio, cumpre esclarecer que, diversamente do quanto sustentado pela fiscalização, o montante creditório vindicado nestes autos advém de compensações controladas em três processos administrativos fiscais distintos, nos moldes em que expostos no demonstrativo em anexo (doc. 03), a saber: 13502.000398/0030 – no bojo do qual foram analisadas as compensações referentes à totalidade da COFINS devida com base na Lei nº 9.718/98 nos meses de fevereiro, julho, agosto e setembro de 1999 bem como parcela da contribuição referente aos meses de março, abril e outubro daquele mesmo ano; Fl. 975DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.727914/201152 Acórdão n.º 3403003.575 S3C4T3 Fl. 26 17 13502.000328/0054 – que teve por objeto encontros de contas tendentes à quitação da COFINS computada com base no guerreado diploma legal relativo a parte da contribuição apurada no mês de outubro de 1999, como também da totalidade dos débitos atinentes aos meses de novembro de 1999, fevereiro de 2000 a abril de 2001 e em julho deste mesmo ano; e 13502.000453/0205 – processo “mãe” através do qual foram controladas as compensações referentes a parcela da contribuição quantificada nos moldes em que determinava o vergastado dispositivo legal nos meses de março e abril de 1999, bem como a totalidade da COFINS assim apurada relativamente ao mês de dezembro de 1999 e ao período compreendido entre julho de 2002 e janeiro de 2004”. É de suma importância destacar que o inconformismo inicial partiu do não reconhecimento do direito ao indébito decorrente do mandado de segurança de nº 1999.33.00.0064549, qual seja expansão da base de cálculo. Entretanto, ao examinar o item 2.5 e 2.6 da Manifestação de Inconformidade, fl. 390 – o contribuinte não se conforma com afirmação do Despacho Decisório que as compensações decorrem do transito em julgado do mandamental, veja: “2.5 – E estas compensações, ao contrãrio do quanto equivocadamente ventilado no rechaçado Despacho Decisório, já contaram com o aval definitivo do próprio órgão fazendário, tal como demonstram os extratos de imputações de pagamentos relativos a cada um dos feitos acima destacados, emitidos pela RFB, que apontam saldo “zero” em todas as competências analisadas (vide doc. 03)” “2.6 – Neste panorama, não pode prevalecer à premissa em que lastreado o entendimento externado pela autoridade fiscal, no sentido de que o crédito utilizado nos procedimentos compensatórios avaliados no bojo do presente feito, decorrente de decisão judicial transitada em julgado nos autos da ação mandamental de nº 1999.33.00.0064549, careceria de liquidez e certeza posto que ainda não reconhecido perante a Fazenda Nacional, merecendo ser igualmente revista a conclusão de que afigurarseiam não declaradas as DCOMPs apostas às fls. 02/72 destes autos”. Definitivamente, tanto a autoridade competente prolatora do Despacho Decisório, quanto a Recorrente não esclareceram qual seria a origem do crédito, tarefa a meu ver que caberia ao contribuinte. Tomando como ponto de referência a afirmação do contribuinte no item 2.6 acima transcrito, que não pode prevalecer a premissa afirmada pela autoridade fiscal que contradiz tudo que vinha sendo afirmado, especificamente que o crédito nenhuma vinculação tem com o mandado de segurança de nº 1999.33.00.0064549 e final do item “... DCOMPs apostas às fls. 02/72 destes autos” Os documentos de fls. 02/72 DCOMPs informam como sendo origem do crédito o mandado de segurança 1999.33.00.0064549, ora, negado pelo contribuinte, elementos descritos no início do voto. Fl. 976DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 18 Os Pedidos de Restituições, Ressarcimentos ou Reembolsos e Declaração de Compensação destacam a origem do crédito como sendo judicial procedente dos autos de nº 199933000064549, oriundo da 10ª Vara da Justiça Federal da Bahia, bem como, o processo administrativo de habilitação do crédito 10580.100366/200813, decorrente de pagamento a maior ou indevido para a COFINS, período inicial 28 de fevereiro de 1999, período de apuração final 31 de janeiro de 2004. Nenhum dos três processos administrativos declarados como sendo a fonte do crédito tem haver com o processo administrativo 10580.100366/200813, portanto, se é negado pelo próprio interessado, dificulta muito desvendar a origem do crédito que pretende reaver. Seria simples e inteligível informar que as receitas incluídas à base de cálculo derivavam de receitas financeiras, variação cambial, vendas de ativos imobilizados, dividendos recebidos, etc. Com informações dessa natureza estaria esclarecida a origem da discórdia, mas não é isso que se vê da Manifestação de Inconformidade e do Recurso Voluntário, cujas asseverações contradizem as declarações contidas nos documentos de fls. 2/72 (DCOMPs). Com essas considerações, a meu sentir, a Recorrente não conseguiu demonstrar com clareza a origem do crédito pretendido, dificultando, tanto a autoridade fiscal, quanto o julgador a enxergar o direito ao indébito, as planilhas trazidas nada esclarece quais as receitas distintas de faturamento teriam sido incluídas à base de cálculo. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso e negar provimento. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 977DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
