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Numero do processo: 15504.008107/2010-82
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Anocalendário:
2005
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO
A entrega de Declaração Simplificada após o prazo legal, sem que houvesse qualquer impedimento por parte da Secretaria da receita Federal na recepção da mesma, enseja a cobrança de multa por atraso.
IN 893/08 E POSTERIORES. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. DISPENSA
NO CASO DE INATIVIDADE
A IN nº 893/08 e posteriores dispensaram as pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional e que estavam na condição de inativas nos respectivos anoscalendários de apresentar a DSPJ, contudo estabeleceu nova obrigação acessória. A dispensa não retroage para as empresas que não apresentaram a DSPJ dos anos anteriores.
Numero da decisão: 1802-001.348
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO A entrega de Declaração Simplificada após o prazo legal, sem que houvesse qualquer impedimento por parte da Secretaria da receita Federal na recepção da mesma, enseja a cobrança de multa por atraso. IN 893/08 E POSTERIORES. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. DISPENSA NO CASO DE INATIVIDADE A IN nº 893/08 e posteriores dispensaram as pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional e que estavam na condição de inativas nos respectivos anoscalendários de apresentar a DSPJ, contudo estabeleceu nova obrigação acessória. A dispensa não retroage para as empresas que não apresentaram a DSPJ dos anos anteriores.
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IN 893/08 E POSTERIORES. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. DISPENSA NO CASO DE INATIVIDADE A IN nº 893/08 e posteriores dispensaram as pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional e que estavam na condição de inativas nos respectivos anoscalendários de apresentar a DSPJ, contudo estabeleceu nova obrigação acessória. A dispensa não retroage para as empresas que não apresentaram a DSPJ dos anos anteriores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Fl. 37DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.008107/201082 Acórdão n.º 1802001.348 S1TE02 Fl. 37 2 Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.008107/201082 Acórdão n.º 1802001.348 S1TE02 Fl. 38 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (MG), que por unanimidade de votos julgou improcedente a impugnação da contribuinte, mantendo o crédito tributário exigido. Em 12/05/2010 foi formalizado o presente processo, tendo o contribuinte apresentado a impugnação de fls. 01/09, na qual alega que a referida multa não deve ser aplicada, tendo em vista a dispensa de apresentação da declaração concedida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), a partir da Instrução Normativa n° 893/2008. Tal norma teria sido revogada pela IN 990/2009 que, em seu art. 7°, dispensa as empresas da apresentação da DSPJ Inativa. Assim, diante da retroatividade da lei tributária mais benéfica, entendese que tal dispensa se estende aos anos anteriores, tendo ressaltado que o impugnante se enquadra nos requisitos que ensejaram a dispensa outorgada pela RFB, enfatizando ainda normas constitucionais e dispositivos do Código Tributário Nacional (CTN) acerca do assunto em pauta. A DRJ em Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a impugnação, consubstanciando sua decisão na seguinte ementa: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO O sujeito passivo que apresentar a Declaração Simplificada após o prazo fixado na legislação fica sujeito à multa por atraso na entrega. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 04/04/2011, a Contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 25 a 28) em 25/04/2011, onde reitera as argumentações feitas na impugnação e ao fim requer a reforma da decisão da DRJ. Este é o Relatório. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.008107/201082 Acórdão n.º 1802001.348 S1TE02 Fl. 39 4 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O presente recurso é tempestivo e atende os requisitos previstos em lei, portanto dele tomo conhecimento. Conforme relatado, o presente processo visa a manutenção pela Receita Federal e a desconstituição pela Recorrente, de multa por atraso na entrega da Declaração Simplificada do anocalendário de 2005, que estava na condição de inativa. A Recorrente defende que as instruções normativas disciplinadoras da DSPJ após a LC nº 123/06, dispensaram o cumprimento dessa obrigação acessória para as empresas enquadradas no Simples Nacional e que estavam na condição de inativas. A alegação da Recorrente não pode e nem deve prosperar, como será demonstrado a seguir. A obrigatoriedade de entrega da DSPJ para o anocalendário de 2005 estava disciplinada na IN nº 591/2005, in verbis: “Art. 1º A Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) Inativa 2006 deve ser apresentada pelas pessoas jurídicas que permaneceram inativas durante todo o anocalendário de 2005. Parágrafo único. A DSPJ Inativa 2006 deve ser apresentada também pelas pessoas jurídicas que forem extintas, cindidas parcialmente, cindidas totalmente, fusionadas ou incorporadas durante o anocalendário de 2006, e que permanecerem inativas durante o período de 1º de janeiro de 2006 até a data do evento. Art. 2º Considerase pessoa jurídica inativa aquela que não tenha efetuado qualquer atividade operacional, não operacional, financeira ou patrimonial durante todo o anocalendário. Parágrafo único. A pessoa jurídica que tenha realizado qualquer tipo de aplicação no mercado financeiro será considerada ativa. Art. 3º O prazo para a entrega da DSPJ Inativa 2006 será de 2 de janeiro de 2006 até as 20 horas (horário de Brasília) de 31 de março de 2006. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.008107/201082 Acórdão n.º 1802001.348 S1TE02 Fl. 40 5 Parágrafo único. A DSPJ Inativa 2006 relativa a evento de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação, ocorrido em 2006, deve ser entregue pela pessoa jurídica extinta, cindida, fusionada ou incorporada até o último dia útil do mês subseqüente ao do evento. Art. 4º A DSPJ Inativa 2006, original ou retificadora, deve ser apresentada por meio da Internet, no endereço <http://www.receita.fazenda.gov.br>. Art. 5º Com a apresentação da DSPJ Inativa 2006, para o mesmo CNPJ, não serão aceitas as seguintes declarações referentes ao anocalendário de 2005: I Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte Dirf; II Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ; III Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica Simples. Art. 6º Considerase indevida a apresentação da DSPJ Inativa 2006 por pessoa jurídica que não se enquadre no disposto nos arts. 1º e 2º desta Instrução Normativa. § 1º Na hipótese do caput, a pessoa jurídica deve retificar a DSPJ Inativa 2006 e marcar a opção 'Não' no item "Declaração de Inatividade". § 2º Para retificar a DSPJ Inativa 2006 será exigido o número de recibo da declaração retificada. § 3º A alteração a que se refere o § 1º anula a apresentação indevida da DSPJ Inativa 2006 e possibilita a entrega das declarações de que trata o art.5º . Art. 7º A CoordenaçãoGeral de Tecnologia e Segurança da Informação (Cotec) poderá editar as normas necessárias ao cumprimento do disposto nesta Instrução Normativa. Art. 8º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. Art. 9º Fica formalmente revogada, sem interrupção de sua força normativa, a Instrução Normativa SRF nº 484, de 29 de dezembro de 2004.” Fl. 41DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.008107/201082 Acórdão n.º 1802001.348 S1TE02 Fl. 41 6 A IN nº 893/08 a qual a Recorrente alega que dispensou a entrega da DSPJ, além de se aplicar especificamente as empresas que no anocalendário de 2009 estavam inativas, não retroagiu às obrigações dos anoscalendários anteriores. Destarte, submete essas empresas ao cumprimento de uma nova obrigação acessória, a saber, a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN 2010). Vêse com isso que não houve a dispensa da DSPJ, mas a substituição pela DASN. A seguir o inteiro teor do citado artigo: “Art. 7º As microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) de que trata o art. 12 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que permaneceram inativas durante o período de 1º de janeiro de 2008 até 31 de dezembro de 2008, ficam dispensadas da apresentação da DSPJ Inativa 2009. Parágrafo único. Na hipótese do caput, a pessoa jurídica apresentará a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN 2010), com a opção de inatividade assinalada.” Vale mencionar ainda que as instruções normativas que sucederam IN nº 893/98, mantiveram esse texto para os períodos subseqüentes. Claramente entendo que a dispensa estipulada pela IN nº 893/08 só se deu pelo fato de que as informações necessárias à atividade administrativa foram supridas pela nova declaração – DASN – situação essa que não havia nos anos anteriores. Estender a dispensa da DSPJ aos períodos em que não havia a DASN significa burlar a atividade fiscalizadora. Pelo exposto entendendo que não havia qualquer óbice para a entrega da DSPJ pela contribuinte, bem como a inexistência de legislação posterior que dispensasse o cumprimento da obrigação acessória, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário, mantendo o crédito tributário lançado. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 42DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.008107/201082 Acórdão n.º 1802001.348 S1TE02 Fl. 42 7 Fl. 43DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/09/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000467/2002-58
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1998, 1999
DEPUTADO ESTADUAL. VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE "AUXÍLIO-ENCARGOS GERAIS DE GABINETE" E DE "AUXÍLIO-HOSPEDAGEM". VALORES UTILIZADOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR. NATUREZA NÃO TRIBUTÁVEL.
As ajudas de custo e as verbas de gabinete recebidas pelos membros do Poder Legislativo, destinadas ao custeio do exercício das atividades parlamentares, não se constituem em acréscimos patrimoniais, razão pela qual estão fora do conceito de renda especificado no artigo 43 do CTN.
RECURSO ESPECIAL PREJUDICADO.
Excluídas as referidas verbas da base da cálculo da incidência, resta prejudicado o recurso da Fazenda Nacional que pretendia ver restabelecida a multa afastada sobre a base de cálculo excluída.
Recursos especiais do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional não conhecido.
Recurso especial do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional não conhecido.
Numero da decisão: 9202-002.518
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso do contribuinte e não conhecer do recurso da Fazenda Nacional.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo Presidente
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator
EDITADO EM: 04/02/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado) e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1998, 1999 DEPUTADO ESTADUAL. VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE "AUXÍLIO-ENCARGOS GERAIS DE GABINETE" E DE "AUXÍLIO-HOSPEDAGEM". VALORES UTILIZADOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR. NATUREZA NÃO TRIBUTÁVEL. As ajudas de custo e as verbas de gabinete recebidas pelos membros do Poder Legislativo, destinadas ao custeio do exercício das atividades parlamentares, não se constituem em acréscimos patrimoniais, razão pela qual estão fora do conceito de renda especificado no artigo 43 do CTN. RECURSO ESPECIAL PREJUDICADO. Excluídas as referidas verbas da base da cálculo da incidência, resta prejudicado o recurso da Fazenda Nacional que pretendia ver restabelecida a multa afastada sobre a base de cálculo excluída. Recursos especiais do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional não conhecido. Recurso especial do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional não conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso do contribuinte e não conhecer do recurso da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator EDITADO EM: 04/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado) e Elias Sampaio Freire.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1945; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 7 1 6 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 19515.000467/200258 Recurso nº 147.717 Especial do Procurador e do Contribuinte Acórdão nº 9202002.518 – 2ª Turma Sessão de 31 de janeiro de 2013 Matéria IRPF Recorrentes JUNJI ABE e FAZENDA NACIONAL JUNJI ABE e FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1998, 1999 DEPUTADO ESTADUAL. VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE "AUXÍLIOENCARGOS GERAIS DE GABINETE" E DE "AUXÍLIO HOSPEDAGEM". VALORES UTILIZADOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR. NATUREZA NÃO TRIBUTÁVEL. As ajudas de custo e as verbas de gabinete recebidas pelos membros do Poder Legislativo, destinadas ao custeio do exercício das atividades parlamentares, não se constituem em acréscimos patrimoniais, razão pela qual estão fora do conceito de renda especificado no artigo 43 do CTN. RECURSO ESPECIAL PREJUDICADO. Excluídas as referidas verbas da base da cálculo da incidência, resta prejudicado o recurso da Fazenda Nacional que pretendia ver restabelecida a multa afastada sobre a base de cálculo excluída. Recursos especiais do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional não conhecido. Recurso especial do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso do contribuinte e não conhecer do recurso da Fazenda Nacional. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 04 67 /2 00 2- 58 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 19515.000467/200258 Acórdão n.º 9202002.518 CSRFT2 Fl. 8 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo – Presidente (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator EDITADO EM: 04/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado) e Elias Sampaio Freire. Relatório O Acórdão nº 10422.014, da 4a Câmara do 1o Conselho de Contribuintes (fls. 143 a 152), julgado na sessão plenária de 08 de novembro de 2006, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso voluntário para excluir a multa de ofício, mas considerou tributáveis os rendimentos recebidos da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, correspondentes a verbas de “AuxílioEncargos Gerais de Gabinete” e “AuxílioHospedagem”. Transcrevese a ementa do julgado: IRFONTE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA Em se tratando de imposto na fonte por antecipação do devido pelo beneficiário do rendimento, incabível a responsabilidade tributária concentrada, exclusivamente, na fonte pagadora. NATUREZA INDENIZATÓRIA Não logrando o contribuinte comprovar a natureza indenizatória/reparatória dos rendimentos recebidos a título de ajuda de custo paga com habitualidade a membros do Poder Legislativo Estadual, constituem eles acréscimo patrimonial incluído no âmbito de incidência do imposto de renda. AJUDA DE CUSTO ISENÇÃO Se não for comprovado que a ajuda de custo se destina a atender despesas com transporte, frete e locomoção do contribuinte e sua família, no caso de mudança permanente de um para outro município, não se aplica a isenção prevista na legislação tributária (Lei no. 7.713, de 1988, art. 6°, XX). IR COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL A repartição do produto da arrecadação entre os entes federados não altera a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 19515.000467/200258 Acórdão n.º 9202002.518 CSRFT2 Fl. 9 3 JUROS MORATÓRIOS SELIC A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula 1° CC n° 4, publicada no DOU, Seção 1, de 26, 27 e 28/06/2006). MULTA DE OFÍCIO — ERRO ESCUSÁVEL Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de oficio. Recurso parcialmente provido. Cientificada do acórdão em 28/8/2007 (fl. 153), a Fazenda Nacional manejou, no mesmo dia, recurso especial por contrariedade à lei ou à evidência da prova (fls. 155 a 167), nos termos do art. 7o, inciso I, do antigo Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria no 147, de 25 de junho de 2007. Alegou a recorrente que a decisão contrariou o art. 136 do Código Tributário Nacional e o art. 44, inciso I, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, quando desonerou a multa de ofício, sendo irrelevante se o erro do contribuinte foi escusável ou não, diante da legalidade e da responsabilidade objetiva que regem a aplicação da legislação tributária. O recurso especial da Fazenda foi admitido pelo despacho de fls. 169 a 171. Devidamente cientificado do acórdão e do recurso especial da Fazenda Nacional em 13/11/2007 (fl. 179), o contribuinte apresentou, em 19/11/2007 (fl. 199), embargos de declaração (fls. 180 a 198), bem como, em 27/11/2007 (fl. 211), contrarrazões ao recurso da Fazenda Nacional (fls. 204 a 210). Nos embargos, eram indicadas omissões e contradições no acórdão. Entretanto, eles foram rejeitados pelos despachos de fls. 214 a 216. Em sede de contrarrazões, defendeu que a multa de ofício deveria ser excluída quando constatado erro escusável em razão da informação prestada pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo acerca da natureza dos auxílios prestados, afirmando ser este o entendimento do Primeiro Conselho de Contribuintes. Cientificado da rejeição dos embargos em 29/4/2008 (fl. 220), o sujeito passivo apresentou, em 14/5/2008 (fl. 382), recurso especial da parte que lhe foi desfavorável (fls. 221 a 381v). No recurso especial, defendeu a não incidência de imposto de renda sobre verbas de gabinete recebidas por parlamentares, apontando divergência de entendimento com o seguinte paradigma: Acórdão n° 10248.737 VERBA DE GABINETE PAGA AOS DEPUTADOS — NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA — A denominada Fl. 3DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 19515.000467/200258 Acórdão n.º 9202002.518 CSRFT2 Fl. 10 4 verba de gabinete se constitui em meio necessário para que o parlamentar possa exercer seu mandado. A não exigência de prestação de contas das despesas correspondentes à referida verba é questão que diz respeito ao controle e a transparência da Administração. O fato de não haver prestação de contas, por si só, não transforma em renda aquilo que tem natureza indenizatória. As verbas de gabinete recebidas pelos Deputados e destinadas ao custeio do exercício das atividades parlamentares não se constituem em acréscimos patrimoniais, razão pela qual estão fora do conceito de renda, especificado no artigo 43 do CTN. Recurso provido. Acrescentou, ainda, alguns comprovantes localizados, relativos ao período questionado, afirmando que demonstravam, ainda que por amostragem, a utilização dos auxílios percebidos com o pagamento de despesas inerentes ao mandado, tais como aluguéis, contas de consumo (luz, água, telefone, etc.) e combustível, dentre outros. O recurso especial do contribuinte foi admitido pelo despacho de fls. 385 a 387. Cientificada dessa decisão em 10/02/2009 (fl. 387), a Fazenda Nacional apresentou, no dia seguinte, contrarrazões (fls. 390 a 395), alegando que as verbas “Auxílio Encargos Gerais de Gabinete de Deputado” e “AuxílioHospedagem” têm natureza tributária, uma vez que o contribuinte não comprovou a efetividade dos gastos; que não é possível se admitir a apresentação de novas provas no recurso especial; e que as provas apresentadas não trazem o nome do sujeito passivo como destinatário, não sendo possível formar um nexo causal entre ele e as notas fiscais juntadas. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator Inicialmente passo a apreciar o recurso especial interposto pelo contribuinte, que ataca o valor principal do crédito tributário lançado e que, se for provido, prejudicará o conhecimento do apelo da Fazenda Nacional, que busca apenas o restabelecimento da multa de ofício exonerada, uma vez que, sem o principal, não haverá que se falar nos acessórios. Pelo que consta no processo, o recurso atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. O recorrente, defende a natureza não tributável das verbas recebidas, na qualidade de deputado estadual, a título de “AuxílioEncargos de Gabinete de Deputado” e de “AuxílioHospedagem”. É entendimento consolidado desta 2ª Turma da CSRF que as ajudas de custo e as verbas de gabinete recebidas pelos membros do Poder Legislativo, destinadas ao custeio do exercício das atividades parlamentares, não se constituem em acréscimos patrimoniais, Fl. 4DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 19515.000467/200258 Acórdão n.º 9202002.518 CSRFT2 Fl. 11 5 razão pela qual estão fora do conceito de renda especificado no artigo 43 do CTN, como demonstram as ementas abaixo transcritas: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1998, 1999 VERBA DE GABINETE IMPOSTO DE RENDA VALORES UTILIZADOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR. Esta 2ª Turma da CSRF, tem proclamado, ressalvado meu entendimento pessoal, que as ajudas de custo e as verbas de gabinete recebidas pelos membros do Poder Legislativo, destinadas ao custeio do exercício das atividades parlamentares, não se constituem em acréscimos patrimoniais, razão pela qual estão fora do conceito de renda especificado no artigo 43 do CTN. RECURSO ESPECIAL PREJUDICADO. Excluídas as referidas verbas da base da cálculo da incidência, resta prejudicado o recurso da Fazenda Nacional que pretendia ver restabelecida a multa afastada sobre a base de cálculo excluída. Recursos especiais do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional prejudicado. (Acórdão 920201.387, 2ª Turma da CSRF, relator Elias Sampaio Freire, 11/04/2011) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1998, 1999 IRPF DEPUTADO ESTADUAL VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE "AUXÍLIO ENCARGOS GERAIS DE GABINETE" E DE "AUXÍLIOHOSPEDAGEM" CRÉDITO TRIBUTÁRIO INSUBSISTENTE Os valores recebidos por parlamentares a título de "verbas de gabinete", que não correspondam a despesas efetivamente incorridas no exercício dos mandatos por eles exercidos, representam aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda, como produto do trabalho, tal qual previsto na artigo 43, inciso I, do CTN. O fato gerador do imposto sobre a renda ocorre, apenas, em relação à diferença entre as importâncias pagas pela Assembléia Legislativa e aquelas efetivamente gastas pelos deputados nas despesas para as quais foram criadas. A matéria tributável não pode ser representada pela totalidade desses numerários, sob pena de afronta, inclusive, ao princípio constitucional da capacidade contributiva. Lançamento em desacordo, também, com o artigo 142 do CTN. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 19515.000467/200258 Acórdão n.º 9202002.518 CSRFT2 Fl. 12 6 Ademais, a jurisprudência deste Colegiada é firme no sentido de que “Os valores recebidos pelos parlamentares, a título de verba de gabinete, necessários ao exercício da atividade parlamentar, não se incluem no conceito de renda por se constituírem em recursos para o trabalho e não pelo trabalho. A premissa exposta no item anterior não se aplica nos casos em que a fiscalização apurar que o parlamentar utilizou ditos recursos em beneficio próprio não relacionado à atividade parlamentar.” (Acórdão no 920200.05.3). Recurso especial do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional prejudicado. (Acórdão 920200.972, 2ª Turma da CSRF, relator Gonçalo Bonet Allage, 17/08/2010) VERBA DE GABINETE IMPOSTO DE RENDA VALORES UTILIZADOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR NÃO INCIDÊNCIA Os valores recebidos pelos parlamentares, a título de verba de gabinete, necessários ao exercício da atividade parlamentar, não se incluem no conceito de renda por se constituírem em recursos paia o trabalho e não pelo trabalho. A premissa exposta no item anterior não se aplica nos casos em que a fiscalização apurar que o parlamentar utilizou ditos recursos em benefício próprio não relacionado à atividade parlamentar. Recurso Especial do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional prejudicado” (Acórdão 920200.690, 2ª Turma da CSRF, relator Moises Giacomelli Nunes da Silva, 13/04/2010) Filiome a esse entendimento. Diante do exposto, voto no sentido dar provimento ao recurso especial do contribuinte. Por outro lado, por restar prejudicada a análise do recurso da Fazenda Nacional, visto que não há interesse processual em se discutir o tratamento a ser dado a um acessório (uma multa), quando está decidido que o principal (o tributo) não é devido, voto por não conhecer do recurso da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 6DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 19515.000467/200258 Acórdão n.º 9202002.518 CSRFT2 Fl. 13 7 Fl. 7DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS
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Numero do processo: 10882.002160/2010-49
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2403-000.110
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Marcelo Magalhães Peixoto, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Ivacir Júlio de Souza. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10882.002160/201049 Resolução n.º 2403000.110 S2C4T3 Fl. 241 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário, apresentado contra Acórdão nº 0532.218 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas – SP que julgou procedente em parte o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 01, AIOP nº 37.287.7125, no montante original de R$ 1.030.307,43. Segundo a AuditoriaFiscal, de acordo com o Relatório Fiscal, o lançamento de contribuições destinadas à Seguridade Social referese às glosas de compensações efetuadas pela empresa em GFIP — Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, nas competências, no período 01/2004 a 08/2009. Ainda segundo o Relatório Fiscal o auditor autuante esclarece que as contribuições em apreço foram compensadas indevidamente pela empresa, que reduziu diretamente nas GFIP's, os valores das contribuições previdenciárias a recolher sendo, desta forma, glosadas pela fiscalização. Ainda, conforme o Relatório Fiscal, fls. 19 a 23: O Contribuinte apresentou correspondência juntada ao presente informando que é titular de crédito representado pela Escritura Pública Declaratória de Anterior Ocorrência de Cessão e Transferência de Direitos Creditórios, lavrada no Oficio de Registro Civil de Pessoas Naturais e Tabelião de Notas Distrito de São Novo Sao Roque — SP, Livro 113, págs. 261/262. Na referida escritura consta que adquiriu o crédito de terceiro pagando R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pelo crédito adquirido de R$ 1.700.000,00 (um milhão e setecentos mil reais). A RF HDTV não comprovou, para a fiscalização, o pagamento do crédito adquirido. iii) os valores exigidos — extraídos do sistema GFIPWEB — constam de planilha anexa, os quais correspondem, a saber: contribuição da empresa incidente sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais; contribuição descontadas dos segurados empregados e contribuintes individuais; contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho; e dedução dos salários família e maternidade. A Recorrente em petição juntada aos autos, às fls. 33 a 34,relata: A sociedade SERVPORT SERVIÇOS PORTUÁRIOS E MARÍTIMOS LTDA CNPJ 42.361.972/000151 obteve decisão favorável nos autos da Ação Ordinária 94.00493690, junto à 24a. Vara Federal da Seção Fl. 199DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10882.002160/201049 Resolução n.º 2403000.110 S2C4T3 Fl. 242 3 Judiciária do Estado do Rio de janeiro, que declarou o direito de a mesma livremente negociar seus créditos previdenciários. A partir da decisão judicial, a empresa SERVPORT SERVIÇOS PORTUÁRIOS E MARÍTIMOS LTDA fez contrato de cessão desses créditos à Recorrente. O período do débito, conforme o Relatório Discriminativo do Débito DD, às fls. 05, é de 01/2004 a 02/2009. A Recorrente teve ciência do AIOP no dia 27.08.2010, conforme fls. 01. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva, às fls. 76 a 96, conforme o Relatório da decisão de primeira instância: houve omissão de requisitos indispensáveis, consignados na falta da demonstração analítica da constituição do suposto crédito tributário, assim como da disposição legal infringida, o que lhe trouxe grave prejuízo, na medida que não sabe como foi calculado o tributo e multa aplicada; essa situação viola os artigos 10 e 11 do Decreto n° 70.235/72, assim como os princípios da ampla defesa, contraditório e devido processo legal; o Auto de Infração não informa, também, qual a legislação que fundamentou a glosa das compensações regulares que promoveu; o presente deve ser declarado nulo, em atenção ao art. 59 do Decreto n° 70.235/72; o direito de constituir o crédito tributário de 01/2004 a 07/2005 encontrase caducado, nos termos do § 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional — CTN; ao contrário do entendimento da fiscalização, como se verifica da escritura que junta, a impugnante possui o legitimo direito de utilizar os créditos adquiridos por meio de cessão, afim de promover a compensação com seus débitos, com fundamento no citado art. 89, da Lei n°8.212/91; adquiriu, por escritura pública, da empresa Servport Serviços Participações e Administração de Bens Ltda. — EPP créditos junto ao INSS, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado, proferida pela 24a Vara Federal, na Ação Judicial n° 94.00493690; a multa aplicada de 20% possui caráter confiscatório. A Recorrida, em 21.01.2011, analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, emitindo o Acórdão nº 0532.218 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas – SP, fls. 140 a 151, conforme Ementa a seguir: Fl. 200DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10882.002160/201049 Resolução n.º 2403000.110 S2C4T3 Fl. 243 4 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 28/02/2009 COMPENSAÇÃO. LEI ESPECÍFICA. LIMITES E CONDIÇÕES. CRÉDITOS DE TERCEIROS. IMPOSSIBILIDADE. A compensação não é direito subjetivo derivado da Constituição Federal ou do Código Tributário Nacional. É necessária a edição de lei da pessoa política competente, que pode estabelecer limites e condições ao seu exercício. É vedada a compensação de créditos tributários com créditos adquiridos de terceiros. CONTRIBUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. IRREGULARIDADE. GLOSA. Em se tratando de pagamento ou recolhimento devido de contribuição, é irregular a compensação efetuada, o que requer a glosa dos valores correspondentes. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente, em 24.03.2011, apresentou Recurso Voluntário tempestivo, onde combate a decisão de primeira instância e reitera as alegações deduzidas em sede de Impugnação, em apertada síntese: (i) Da nulidade do auto de infração lavrado em virtude da forma de levantamento e apuração do crédito tributário; (ii) Da decadência (iii) Da ilegalidade na glosa de compensação efetivada pela Recorrente – direito de compensação dos débitos tributários com créditos adquiridos de terceiros. (iv) da inconstitucionalidade da multa em virtude da natureza confiscatória Observase que às fls. 148 dos autos, é colacionada cópia da tela do Sistema de Cobrança Dataprev/INSS CCADPRO – Consulta dados identificadores de processo – na qual o Recorrente, em relação ao presente AIOP 37.287.7125 se informa que o mesmo está na situação de incluído em 24.11.2009 no Parcelamento Especial da Lei 11,941/2009: Fl. 201DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10882.002160/201049 Resolução n.º 2403000.110 S2C4T3 Fl. 244 5 Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 202DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10882.002160/201049 Resolução n.º 2403000.110 S2C4T3 Fl. 245 6 VOTO Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação às fl. 195. DA DILIGÊNCIA FISCAL Da adesão ao parcelamento especial instituído pela Lei 11.941/2009 Conforme se observa às fls. 148 dos autos, é colacionada cópia da tela do Sistema de Cobrança Dataprev/INSS CCADPRO – Consulta dados identificadores de processo – na qual, em relação ao presente AIOP 37.287.7125, se informa que o mesmo está na situação de incluído em 24.11.2009 no Parcelamento Especial da Lei 11,941/2009: Fl. 203DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10882.002160/201049 Resolução n.º 2403000.110 S2C4T3 Fl. 246 7 Observase então, como prejudicial para o presente julgamento a possível inclusão do AIOP 37.287.7125 no Parcelamento Especial da Lei 11.941/2009. Desta forma, tendo em vista a possível adesão do contribuinte ao Parcelamento Especial da lei 11.941/2009, a Unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do contribuinte deve informar se de fato o presente AIOP 37.287.7125 está incluído em tal parcelamento especial; quais as competências do presente AIOP estão abrangidas no Parcelamento Especial, posto que o período objeto do débito é 01/2004 a 02/2009; e também se o efeito desta inclusão no Parcelamento Especial da Lei 11.941/2009 se materializa na desistência do contribuinte em relação ao Recurso Voluntário impetrado. CONCLUSÃO CONVERTER o presente processo em DILIGÊNCIA, para que a Unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do contribuinte informe se: (1) o AIOP 37.287.7125 está regularmente incluído no parcelamento especial da Lei 11.941/2009; (2) estando o presente AIOP incluído em tal Parcelamento Especial, quais as competências do AIOP estão abrangidas no Parcelamento Especial, posto que o período objeto do débito é 01/2004 a 02/2009; (3) o efeito desta inclusão no Parcelamento Especial da Lei 11.941/2009 se materializa na desistência do contribuinte em relação ao presente Recurso Voluntário impetrado; É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 204DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10865.903786/2009-49
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Apr 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/2003 a 30/09/2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Cabem Embargos de Declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma.
Numero da decisão: 3803-003.986
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e José Luiz Feistauer de Oliveira.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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Cabem Embargos de Declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e José Luiz Feistauer de Oliveira. Relatório Tratase de Embargos de Declaração interposto pelo Conselheiro Alexandre Kern, designado para a elaboração do voto vencedor do julgamento ocorrido em 17 de julho AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 37 86 /2 00 9- 49 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 21/03/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 10/04/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 nesta Turma, que por sua vez negou provimento ao recurso em epígrafe, por maioria de votos, tendo sido ele designado para elaboração do voto vencedor. Todavia, no momento da elaboração do voto, o embargante constatou que embora o Recurso Voluntário tivesse sido apresentado dentro do prazo estabelecido na legislação, a Manifestação de Inconformidade seria intempestiva e por este motivo interpôs os Embargos de Declaração com o objetivo de alertar que o colegiado não poderia ter adentrado ao mérito da demanda, sob o pressuposto de que o acórdão foi omisso na medida em que deixou de apreciar pressuposto de admissibilidade do processo administrativo em epígrafe, especificamente em relação a intempestividade da Manifestação de Inconformidade. Comenta ainda, nos embargos, que talvez o equívoco possa ser atribuído ao servidor Reinaldo Brigatto que ignorou a informação de postagem e por isso sugeriu que a Manifestação de Inconformidade fosse conhecida pela DRJ. Agora, resta analisar se os embargos preenchem os pressupostos de admissibilidade, bem como se cabe reformar o acórdão. É o Relatório Voto Conselheiro Juliano Eduardo Lirani, Relator De acordo com o art. 65 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver omissão, contradição ou obscuridade entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Primeiramente é preciso dizer que os embargos são tempestivos, visto que foram apresentados no prazo de 5 (cinco) dias contados da ciência do acórdão, pelo que conheço do recurso, no termos do § 1º do art. 65 do Regimento Interno do CARF. Tendo em vista tal dispositivo regulamentar, será possível concluir que os embargos não preenchem os requisitos de admissibilidade, uma vez que o pressuposto de intempestividade da Manifestação de Inconformidade alegado não se encontra peremptoriamente atestado nos autos, conforme será demonstrado a seguir. Conforme se verifica do despacho da repartição de origem que encaminhou a Manifestação de Inconformidade à Delegacia de Julgamento, o agente consignou que não era possível constatar nos elementos presentes nos autos a data da ciência do despacho decisório por parte do contribuinte, o que, em princípio, fragiliza, de pronto, o argumento do Embargante. Além disso, as telas em que o Embargante se embasa para afirmar a ocorrência da intempestividade da Manifestação de Inconformidade não são originadas da Empresa Brasileira de Correios – ECT, mas de sistemas do Serpro, em que não se tem a imagem do Aviso de Recebimento (AR), elemento esse primordial à verificação da tempestividade. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 21/03/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 10/04/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 10865.903786/200949 Acórdão n.º 3803003.986 S3TE03 Fl. 112 3 Não bastassem tais constatações, temse que o relator a quo afirmou que a Manifestação de Inconformidade atendia todos os pressupostos de admissibilidade, dentre os quais se inclui a tempestividade. Considerando que o relator a quo tem acesso às informações dos sistemas internos da Receita Federal, essa sua afirmativa, para ser afastada, dependeria de elemento de prova inequívoco, o que não ocorre no presente caso. Conforme este Colegiado já decidiu em outras ocasiões, havendo dúvida quanto à tempestividade de uma peça recursal, concluise pela regularidade processual, com fundamento nos princípios da eficiência, da oficialidade e formalidade mitigada. O Embargante, valendose da alegação de ocorrência de omissão desta Turma quanto à não constatação do erro no acórdão de primeira instância – erro esse não demonstrado, conforme acima apontado –, quis fazer uso dos embargos para provocar a prolação de nova decisão, de forma não consentânea com a previsão do Regulamento do CARF. Por fim, embora o Embargante tenha manifestado opinião de que este relator desconhece as rudimentares regras processuais e que ignora o prazo de 30 dias para a interposição da Manifestação de Inconformidade, cumpre esclarecer que tal alegação não procede, conforme acima demonstrado. Nesse sentido, voto por rejeitar os embargos de declaração. Sala das sessões, 28 de fevereiro de 2013 (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Fl. 121DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 21/03/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 10/04/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001738/2003-73
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os Embargos de Declaração merecem ser acolhidos quando verificada inexatidão material da decisão embargada. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. DESISTÊNCIA. Tendo em vista o pedido de desistência expresso realizado pela Recorrente, não se pode conhecer do recurso voluntário interposto.
Numero da decisão: 1801-001.141
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria Fazenda Nacional para anular o Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 1801-00.164, de 08.12.2009, e não conhecer o recurso voluntário diante da desistência da Plastgrup S/A, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Os Embargos de Declaração merecem ser acolhidos quando verificada inexatidão material da decisão embargada. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. DESISTÊNCIA. Tendo em vista o pedido de desistência expresso realizado pela Recorrente, não se pode conhecer do recurso voluntário interposto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria Fazenda Nacional para anular o Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 180100.164, de 08.12.2009, e não conhecer o recurso voluntário diante da desistência da Plastgrup S/A, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Fl. 619DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19515.001738/200373 Acórdão n.º 180101.141 S1TE01 Fl. 368 2 Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 194203, com a exigência do crédito tributário no valor de R$746.687,59 a título de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), juros de mora e multa de ofício proporcional relativamente aos quatro trimestres do anocalendário de 1998, apurado na forma de tributação com base no lucro real. O lançamento se fundamenta nas seguintes infrações: falta de adição ao lucro liquido do valor correspondente diminuição do valor de investimentos avaliados pelo patrimônio liquido, omissão de receita equivalente à recuperação de despesas com encargos de depreciação e/ou amortização, glosa de despesas não dedutíveis e manutenção no passivo de obrigação cuja exigibilidade não fora comprovada. II O Auto de Infração às fls. 204207 com a exigência do crédito tributário no valor de R$56.150,47 a título de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), juros de mora e multa de ofício proporcional. III – O Auto de Infração às fls. 208211 com a exigência do crédito tributário no valor de R$172.770,80 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), juros de mora e multa de ofício proporcional. IV – O Auto de Infração às fls. 212217 a exigência do crédito tributário no valor de R$248.750,56 a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa de ofício proporcional. Cientificada em 07.05.2003, fls. 199, 206, 210 e 214, a Recorrente apresentou a impugnação em 06.06.2003, fls. 224233. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/CPS/SP nº 6,797, de 15.06.2004, fls. 248256: “Lançamento Procedente”. Restou ementado Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Período de apuração: 01/01/1998 a 31/03/1998, 01/04/1998 a 30/06/1998, 01/07/1998 a 30/09/1998, 01/10/1998 a 31/12/1998 Ementa: IMPUGNAÇÃO. PRAZO. O prazo para apresentação de impugnação contra auto de infração é objetivo: 30 (trinta) dias a contar da ciência, sem qualquer possibilidade de dilação ã conta de critério subjetivo que seja (complexidade da matéria autuada, por exemplo). PROCESSO ADMINISTRATIVO DE CONTENCIOSO TRIBUTÁRIO. É a atividade onde se examina a conformidade dos atos praticados pelos agentes do fisco frente ã legislação de regência em vigor (i.é, com força vinculante), sem perscrutar da legalidade ou constitucionalidade dos fundamentos daqueles atos (validade da norma jurídica). Fl. 620DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19515.001738/200373 Acórdão n.º 180101.141 S1TE01 Fl. 369 3 IRPJ. PASSIVO. COMPROVAÇÃO. Se insubsistente o passivo escriturado, presumese correspondente omissão de receita. CSLL. PIS. COF1NS. DECADÊNCIA. O prazo de decadência, no que importa à CSLL, ao PIS e ã Cofins, respeita a regra do art. 45 da Lei n° 8.212/91. IRPJ. IRRF. DECADÊNCIA. Nos tributos que suportam o "lançamento por homologação", para que o contribuinte dispute o termo "a quo" privilegiado do art. 150, § 40, do CTN, há que se assomar com: apuração, declaração, pagamento do tributo, ainda que parcial, e boafé. Faltante um destes requisitos, o termo "a quo" do prazo decadencial passa a ser o prefigurado no art. 173 do CTN, particularmente, aqui, o do inciso I. IRPJ E TRIBUTAÇÃO REFLEXA: CSLL, Cofins e PIS. Em se tratando de exigências reflexas de tributos e contribuições que têm por base os mesmos fatos que ensejaram o lançamento do imposto de renda, a decisão de mérito prolatada no processo principal constitui prejulgado na decisão dos processos decorrentes. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Matéria não contestada expressamente temse por não impugnada, de ordem a se concluir pela constituição definitiva do credito tributário em apreço. Notificada em 21.08.2006, fl. 261verso, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 19.09.2006, fls. 269278, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Está consignado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 180100.164, de 08.12.2009, fls. 352358: “Recurso Voluntário Provido em Parte”. Restou ementado ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 I IRPJ. CSLL. LANÇAMENTO. DECADÊNCIA. 1° TRIMESTRE DE 1998. Não resta configurada a decadência do 1° trimestre de 1998, uma vez que o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo não ocorre. Precedente do STJ no Recurso Especial 973.733 SC, submetido ao rito dos recursos repetitivos. Subsunção aos termos do PGFN/CAT/N° 1617/2008. II Restando demonstrado que o lançamento de PIS e COFINS ocorreu de maneira equivocada, porquanto apurou tais tributos, trimestralmente. ao invés de mensalmente, patente o vicio material do lançamento, conforme dispõe o artigo 142, do PAF. Cientificada em 21.05.2012, fl. 360, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Embargos de Declaração em 23.05.2012, fls. 363364, alegando que o Acórdão Fl. 621DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19515.001738/200373 Acórdão n.º 180101.141 S1TE01 Fl. 370 4 embargado contém omissão, tendo em vista a desistência expressa do recurso voluntário interposto pela Plastgrup S/A, formalizada em 22.09.2010, fls. 339340. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora Os Embargos de Declaração apresentados pela Procuradoria da Fazenda Nacional atendem aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, deles tomo conhecimento. A PFN suscita que houve desistência expressa do recurso voluntário interposto pela Plastgrup S/A formalizada em 22.09.2010, fls. 339340. Vale ressaltar que em qualquer fase processual a Recorrente pode desistir do recurso em tramitação, desde que manifeste em petição ou a termo nos autos do processo (art. 78 do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF) No presente caso, a Recorrente, Plastgrup S/A, formalizou em 22.09.2010 a seguinte petição, fls. 339340. PLASTIGRUP S/A, contribuinte devidamente inscrita no CNPEMF sob o n° 43.867.670/000112, por seu advogado que esta subscreve, devidamente qualificados nos autos do PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL N° 19515.001.738/200373, vem respeitosamente a presença de Vossa Senhoria, nos exatos termos da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 15, para o seguinte: 1. O débito relativo ao processo administrativo acima epigrafado é objeto de pedido de parcelamento, nos termos da Lei 11.941/2009, conforme fazem prova os documentos em anexo. 2. Desta forma, a contribuinte desiste expressamente e de forma irrevogável do recurso administrativo e, cumulativamente, renuncia a qualquer alegação de direito sobre o qual se funda o processo administrativo em questão. 3. Importante salientar que a. contribuinte já requereu a desistência do recurso em outras oportunidades, porém para evitar quaisquer contratempos, novamente requer a desistência do mesmo. 4. Por fim, devido ao fato do referido recurso encontrarse fisicamente no CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS DF e, por este ser o domicilio tributário da contribuinte, requer o protocolo deste requerimento e a conseqüente juntada do mesmo no citado processo. Tendo em vista o pedido de desistência expresso realizado pela Recorrente, não se pode conhecer do recurso voluntário interposto. Fl. 622DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19515.001738/200373 Acórdão n.º 180101.141 S1TE01 Fl. 371 5 Verificase que até a presente data a Recorrente, Plastgrup S/A, não foi notificada validamente do Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 1801 00.164, de 08.12.2009, fls. 352358. Por essa razão, este ato administração não vincula a ela tampouco Administração Pública que o emitiu (art. 23 do Decreto nº 70.235, de 1972 e art. 26 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999). Assim, o Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/CPS/SP nº 6.797, de 15.06.2004, fls. 248256, cujo resultado foi “Lançamento Procedente”, tornouse definitivo na esfera administrativa, porque não mais é objeto de recurso voluntário (art. 42 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972). Em face do exposto, voto por acolher os Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria Fazenda Nacional para anular o Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 180100.164, de 08.12.2009, e não conhecer o recurso voluntário diante da desistência da Plastgrup S/A. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 623DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 11080.014292/2007-16
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
RENDIMENTO PRODUZIDO POR BENS COMUNS. COMPENSAÇÃO DO IRRF.
O cônjuge que optou por incluir em sua declaração de ajuste anual a totalidade dos rendimentos de alugueis produzidos pelos bens comuns terá direito à compensação do imposto de renda que foi retido pela fonte pagadora, independentemente de qual dos cônjuges tenha sofrido a retenção.
Recurso Provido.
Numero da decisão: 2802-002.170
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, : por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator .
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente.
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Marcio Lacerda Martins e Carlos André Ribas de Melo.
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR
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COMPENSAÇÃO DO IRRF. O cônjuge que optou por incluir em sua declaração de ajuste anual a totalidade dos rendimentos de alugueis produzidos pelos bens comuns terá direito à compensação do imposto de renda que foi retido pela fonte pagadora, independentemente de qual dos cônjuges tenha sofrido a retenção. Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, : por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator . (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Marcio Lacerda Martins e Carlos André Ribas de Melo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 01 42 92 /2 00 7- 16 Fl. 104DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de Notificação de Lançamento, às fls. 15/18, mediante a qual foi procedida a glosa do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), no valor de R$ 6.473,04, considerado indevidamente compensado na declaração de ajuste anual do exercício de 2005, anocalendário 2004. Segundo consta do lançamento, o comprovante de retenção e de recolhimento apresentado pela contribuinte não identifica o responsável pela emissão e não está acompanhado do contrato de locação e do documento de propriedade do imóvel locado para a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. A notificada interpôs impugnação, às fls. 01/02 alegando, em suma, que a fonte pagadora declarou o IRRF em nome de seu cônjuge Dante Ângelo Conte Pilia, cujos valores foram por ela declarados na sua declaração de ajuste anual, anocalendário 2004. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre (DRJ/POÁ) decidiu pela improcedência da impugnação ao argumento de que: “A Declaração do Imposto de Renda na Fonte DIRF que anexo às fls. 47, informa que o valor da retenção objeto da lide (R$ 6.473,04) foi retido dos rendimentos pagos ao Sr. Dante Angelo Conte Pilla, cônjuge da impugnante. De outra parte, não ficou provado que os bens que geraram o rendimento, tratamse de bens comuns. Cientificada em 12/05/2011, fls. 56, a representante da interessada (instrumento de procuração às fls. 98) interpôs recurso voluntário em 09/06/2011, fls 58, informando que junta cópia do contrato de locação, bem como documento que comprova a propriedade do imóvel locado, comprovantes dos pagamentos feitos pela locadora e certidão de casamento celebrado pelo regime de comunhão universal de bens. Requer o cancelamento da Notificação de Lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Jaci de Assis Junior, Relator O recurso foi tempestivamente apresentado e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. O relator do voto da decisão de primeira instância, considerou improcedente a impugnação diante da constatação de que não teria sido comprovado que os bens que geraram o rendimento referemse a bens comuns da sociedade conjugal. Agora, na fase recursal, o Recorrente junta os documentos de fls. 63 a 64 (Termo aditivo do Contrato de Locação); fls. 74 a 80 (CartaContrato de Locação); e fls. 81 (matrícula nº. 652, do Cartório de Registro de Imóvel, referente ao imóvel locado e averbação da certidão de casamento, sob nº. AV.6.652). Nos termos do art. art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235, de 1972, a prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11080.014292/200716 Acórdão n.º 2802002.170 S2TE02 Fl. 102 3 Entretanto, em homenagem ao princípio da verdade material e admitida nos julgamentos realizados neste CARF a formalidade moderada dos processos administrativos fiscais, o fato de a prova não ter sido feita em momento oportuno, não impede que este órgão julgador a aprecie e lhe reconheça a validade. A respeito do assunto, convém transcrever a ementa do seguinte julgamento do Conselho de Contribuintes: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NULIDADE A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da verdade material, com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legitimidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Preliminar acolhida. Recurso provido Acórdão nº 10319.789, 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, prolatado em 08 de dezembro de 1998, relatora Conselheira Sandra Maria Dias Nunes. No mesmo sentido, Alberto Xavier : “(...) afronta ao princípio da ampla defesa e da verdade material qualquer restrição ao exercício do direito à prova em função da fase do processo, desde que anterior à decisão final tomada na segunda instância”.(Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, 1ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p.160). Do exame dos documentos ora juntados aos autos, ficou constatado que o rendimento declarado a título de aluguel pela contribuinte foi produzido por bem comum, em razão da sociedade conjugal com a pessoa informada como beneficiária do IRRF declarado na DIRF, fls. 47, apresentada pela fonte pagadora. Vejamos o que dispõe o Decreto n° 3.000/99 (RIR/99) a respeito do assunto: Art. 6º. Na constância da sociedade conjugal, cada cônjuge terá seus rendimentos tributados na proporção de (Constituição, art. 226, § 5o): I — cem por cento dos que lhes forem próprios; II' — cinqüenta por cento dos produzidos pelos bens comuns. Parágrafo único. Opcionalmente, os rendimentos produzidos pelos bens comuns poderão ser tributados, em sua totalidade, em nome de um dos cônjuges. Depreendese, pois, que o cônjuge que optou por incluir em sua declaração de ajuste anual o total dos rendimentos produzidos pelos bens comuns terá direito à Fl. 106DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 compensação imposto de renda retido pela fonte pagadora desses alugueis, independentemente de qual dos cônjuges tenha sofrido a retenção. Uma vez que ficou evidenciado nos autos que a Recorrente incluiu em sua declaração de ajuste anual a totalidade dos rendimentos produzidos por bem comum, cabe a ela o direito à compensação do valor do imposto de renda que foi retido pela fonte pagadora do aluguel, em nome de seu cônjuge. Voto por dar provimento ao recurso voluntário. Jaci de Assis Junior Relator Fl. 107DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10580.011602/2004-02
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2003 DILIGÊNCIA. APURAÇÃO. NÃO CONTESTAÇÃO. CONCORDÂNCIA TÁCITA. Tendo sido realizada diligência de acordo com resolução aprovada pelo órgão julgador, a não contestação de seu resultado pela Interessada no prazo concedido implica concordância tácita com os termos de sua apuração. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2003 PIS. BASE DE CÁLCULO. RECEITAS NÃO REPRESENTATIVAS DE FATURAMENTO. LEI Nº 9.718, DE 1998. INCONSTITUCIONALIDADE. A majoração da base de cálculo da contribuição, promovida pela Lei n o 9.718, de 1998, foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, cabendo a incidência da contribuição somente sobre o faturamento da pessoa jurídica. AÇÃO FISCAL. APURAÇÃO DE SALDOS NEGATIVOS E POSITIVOS. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. É possível a compensação entre saldos positivos e negativos de um mesmo tributo apurados pela Fiscalização na ação fiscal. Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3302-001.393
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2003 DILIGÊNCIA. APURAÇÃO. NÃO CONTESTAÇÃO. CONCORDÂNCIA TÁCITA. Tendo sido realizada diligência de acordo com resolução aprovada pelo órgão julgador, a não contestação de seu resultado pela Interessada no prazo concedido implica concordância tácita com os termos de sua apuração. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2003 PIS. BASE DE CÁLCULO. RECEITAS NÃO REPRESENTATIVAS DE FATURAMENTO. LEI Nº 9.718, DE 1998. INCONSTITUCIONALIDADE. A majoração da base de cálculo da contribuição, promovida pela Lei no 9.718, de 1998, foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, cabendo a incidência da contribuição somente sobre o faturamento da pessoa jurídica. AÇÃO FISCAL. APURAÇÃO DE SALDOS NEGATIVOS E POSITIVOS. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. É possível a compensação entre saldos positivos e negativos de um mesmo tributo apurados pela Fiscalização na ação fiscal. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Helio Eduardo de Paiva Araújo e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de retorno de diligência aprovada pela Resolução no 20100.710, de 20 de setembro de 2007 (fls. 116 a 121) da antiga Primeira Câmara do 2o Conselho de Contribuintes, cujo relatório foi o seguinte: Tratase de recurso voluntário (fls. 89 a 109) apresentado em 17 de abril de 2007 contra o Acórdão nº 1512.184, de 23 de fevereiro de 2007, da DRJ de Salvador – BA (fls. 82 a 86), cientificado em 19 de março de 2007, que considerou procedente auto de infração do PIS, lavrado em 18 de novembro de 2004, relativamente aos períodos de apuração de janeiro de 2000 a setembro de 2003, nos seguintes termos: “Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep “Data do fato gerador: 31/01/2000, 29/02/2000, 31/03/2000, 30/04/2000, 31/05/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2001, 28/02/2001, 31/03/2001, 30/04/2001, 31/07/2001, 31/08/2001, 30/09/2001, 31/10/2001, 31/12/2001, 31/05/2002, 31/07/2002, 31/08/2002, 31/10/2002, 31/12/2002, 31/01/2003, 31/03/2003, 31/05/2003, 30/06/2003, 30/09/2003 “INCONSTITUCIONALIDADE. “A Secretaria da Receita Federal, como órgão da administração direta da União, não é competente para decidir quanto à inconstitucionalidade de norma legal. “COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO. “A compensação é opção do contribuinte, e o fato de este ser detentor de créditos junto à Fazenda Nacional não invalida o lançamento de ofício relativo a débitos posteriores, quando não restar comprovado, por meio de documentos hábeis, ter exercido a compensação antes do início do procedimento de ofício. “Lançamento Procedente” Segundo o auto de infração, foram apuradas diferenças no recolhimento da contribuição, em face da apuração efetuada com base na escrituração da Interessada. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10580.011602/200402 Acórdão n.º 330201.393 S3C3T2 Fl. 159 3 No recurso, após analisar a decisão de primeira instância, alegou a Interessada que ela seria nula, em razão de haver a Fiscalização apurado de ofício créditos que não foram compensados e o acórdão haver oposto o argumento de que não teria sido apresentada prova da realização da compensação anteriormente ao lançamento e não haver sido especificada a prova a ser produzida. Dessa forma, a apuração realizada pela Fiscalização seria “a única prova exigível” e o Acórdão teria incorrido em cerceamento de direito de defesa Reproduziu a ementa e trechos do julgamento da ação cautelar em mandado de segurança do processo 26.3580, do qual foi relator o Ministro Celso de Mello. A seguir, alegou que os valores recolhidos a maior apurados pela Fiscalização deveriam ser compensados com os valores a menor. Ademais, seria cabível a exclusão de outras receitas, tendo em vista que a base de cálculo do PIS seria somente o faturamento, o que implicaria a apuração de novo crédito, o que importaria que, no período abrangido pela autuação, não restariam diferenças a recolher, mas sim créditos. Afirmou que os valores foram informados em DCTF, o que seria suficiente para reconhecer os créditos. Tratou a seguir do alargamento da base de cálculo da contribuição, que seria inconstitucional, nos termos do entendimento do Supremo Tribunal Federal. A resolução aprovada requereu o seguinte, após considerar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a inconstitucionalidade da majoração da base de cálculo da Cofins: Dessa forma, à vista de a Fiscalização haver informado em seu relatório que as principais diferenças apuradas no lançamento teriam decorrido do novo conceito de faturamento introduzido pela Lei nº 9.718, de 1998, e a Recorrente, em seu recurso, alegar referiremse a recuperação de ICMS pago indevidamente ao Estado em face de substituição tributária, entendo ser necessária a realização de diligência, para esclarecer a origem específica das diferenças. Voto, assim, por converter o julgamento em diligência, para que a Fiscalização, intimando a Interessada, que deverá prestar todas as informações necessárias ao deslinde da matéria, esclareça a origem específica das diferenças, indicando as contas contábeis das quais se originaram. Deverá ser esclarecida, no levantamento, a aplicação de leis posteriores à Lei nº 9.718, de 1998, que tenham alterado o conceito de faturamento. Posteriormente, deverá elaborar demonstrativo, indicando que parte da base de cálculo estaria abrangida somente pelo Fl. 157DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 conceito de faturamento da Lei nº 9.718, de 1998. Além disso, a Fiscalização deverá indicar os valores apurados a maior, calculados com base nas diferenças a menor das bases de cálculo apuradas em face das contribuições declaradas e pagas. Por fim, deverá dar ciência à Recorrente, para manifestação no prazo de 30 (trinta) dias, expondo eventuais razões de discordância. A diligência foi realizada nas fls. 125 a 150, tendo concluído o seguinte a Fiscalização: Tendo em vista o cumprimento da solicitação de diligência fiscal, constante na página 121, considerando que nas impugnações e recursos voluntários existem indicações de valores de receitas divergentes dos informados pelo contribuinte, no curso da ação fiscal que ensejou a lavratura de Autos de Infração, através de planilhas apresentadas pelo autuado, conforme pág. 19/22, no exercício das funções de Auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, respaldado no RPF 2008006011, lavramos o Termo de Diligencia Fiscal/Solicitação de Documentos IT 001, pag. 125/126, no qual, INTIMAMOS o diligenciado a ratificar as informações constantes nas citadas planilhas ou, sendo o caso, apresentar planilhas retificadas e descrever a natureza de todas as receitas constantes das planilhas. Em resposta ao citado Termo, o contribuinte apresentou planilhas ratificando as informações constantes nas planilhas originais, pág. 133/136 e informou a natureza das diversas receitas, pág. 132. No tocante a "outras receitas" a diligenciada informou tratarse de "recuperação de despesas, reembolso de pagamentos indevidos, etc." Isto posto, lavramos o Termo de Diligência Fiscal/Solicitação de Documentos no 002, pág. 137/138, no qual, INTIMAMOS a diligenciada a descrever precisamente a natureza de todas as receitas constantes das planilhas apresentadas, a titulo de "outras receitas". Em resposta ao citado Termo a diligenciada informou, pág 139, que as referidas receitas "...tratamse de reembolso de ISS pago em duplicidade conforme escriturado na conta 50202010004." Da análise da conta 30202010004, referente aos anos de 2001 e 2002, respectivamente pág. 1877 e 2103/2104 dos Livros Razão, pág 140/141, constatamos um lançamento, a titulo de reembolso de ISS, no valor de R$ 26.370,55, que consta nas planilhas como sendo referente ao mês de junho de 2001, mas que na verdade referente ao mês de maio daquele ano, excluindo este valor da base de cálculo do tributo para o mês de junho de 2001, sua base de cálculo será R$ 2.723.555,68. Considerando a referida exclusão, os valores pagos e/ou declarados a maior e os valores objeto de parcelamento, a situação fiscal do contribuinte será a demonstrada nas planilhas Fl. 158DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10580.011602/200402 Acórdão n.º 330201.393 S3C3T2 Fl. 160 5 "DEMONSTRATIVO DE SITUAÇÃO FISCAL APURADA PARA A DILIGÊNCIA". Procedendo a compensação dos valores pagos a menor com os valores pagos a maior conforme planilhas "DEMONSTRATIVO DE COMPENSAÇÃO" nas quais cobramos juros e multa de mora, baseado nos arts 950 e 953 do RIR/99 (Decreto 3.000/99), quando compensamos valores pagos a menor com excesso de pagamentos efetuados em data posterior ao período de apuração, quando aconteceu o contrário, pagamos juros de mora. Restando a favor do fisco os valores em negrito, correspondentes aos meses de junho e agosto a dezembro de 2003. Observamos que o diligenciado não retificou as DCTFs nem os DARFs do período objeto do Auto de Infração. Intimada do resultado da diligência, a Interessada não se manifestou (fl. 154). É o relatório. Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. No tocante à compensação mútua de valores a maior e a menor apurados na ação fiscal, não se trata da compensação prevista no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, realizada pelo sujeito passivo, mas de supostamente cabível compensação de ofício em procedimento de apuração dos valores devidos para efeito de lançamento em auto de infração. Dessa forma, não há impedimento legal a que a Fiscalização adote o procedimento de mútua compensação, especialmente por se tratar de créditos e débitos de um mesmo tributo ou contribuição apurados de ofício. Assim, ficam prejudicadas as alegações de nulidade do acórdão de primeira instância. Ademais, o novo Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes foi aprovado recentemente pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. Em seu art. 49 dispõe o seguinte: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: Fl. 159DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 6 I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Conforme o inciso I do parágrafo único acima, se existente decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal a respeito da matéria constitucional, a Câmara poderá (na realidade, deverá, em face de se tratar de princípio de direito público) afastar a aplicação da lei inconstitucional. Em 15 de agosto de 2006, publicouse decisão do Pleno do STF no âmbito dos recursos extraordinários 357.950 e 358.273, transitada em julgado em 5 de setembro, que considerou inconstitucionais as alterações das bases de cálculo do PIS e da Cofins promovidas pela Lei nº 9.718, de 1998, art. 3º, § 1º. O Acórdão e a ementa tiveram as seguintes redações: Após os votos dos Senhores Ministros Marco Aurélio (Relator), Carlos Velloso e Sepúlveda Pertence, conhecendo do recurso e provendoo, em parte, e dos votos dos Senhores Ministros Cezar Peluzo e Celso de Mello, provendoo, integralmente, pediu vista dos autos o Senhor Ministro Eros Grau. Falaram, pela recorrente, o Dr. Ives Gandra da Silva Martins e, pela recorrida, o Dr. Fabrício da Soller, Procurador da Fazenda Nacional. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Nelson Jobim (Presidente). Presidência da Senhora Ministra Ellen Gracie (VicePresidente). Plenário, 18.05.2005. Decisão: Renovado o pedido de vista do Senhor Ministro Eros Grau, justificadamente, nos termos do § 1º do artigo 1º da Resolução nº 278, de 15 de dezembro de 2003. Presidência do Senhor Ministro Nelson Jobim. Plenário, 15.06.2005. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu do recurso extraordinário e, por maioria, deulhe provimento, em parte, para declarar a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, vencidos, parcialmente, os Senhores Ministros Cezar Peluso e Celso de Mello, que declaravam também a inconstitucionalidade do artigo 8º e, ainda, os Senhores Ministros Eros Grau, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes e o Presidente (Ministro Nelson Jobim), que negavam provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Ellen Gracie. Plenário, 09.11.2005. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10580.011602/200402 Acórdão n.º 330201.393 S3C3T2 Fl. 161 7 CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. Portanto, é cabível a exclusão das receitas que não se classificam como faturamento da base de cálculo da contribuição. Em relação ao que foi apurado pela Fiscalização, a Interessada não se manifestou, o que implicou concordância tácita com o resultado da diligência. À vista do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para manter o lançamento nos termos apurados na diligência. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 161DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 09/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.006043/2005-01
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004
IRPF PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA TITULAR DAS CONTAS BANCÁRIAS FALECIDO ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL LANÇAMENTO LAVRADO CONTRA O ESPÓLIO IMPOSSIBILIDADE.
O artigo 42 da Lei n° 9.430/96 encerra uma presunção de omissão de rendimentos que se aplica quando o contribuinte, devidamente intimado, não comprova mediante documentação hábil e idônea a origem dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento de que seja titular.
A responsabilidade pela comprovação da origem dos recursos, para efeito do disposto no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, por ser uma obrigação personalíssima, deve ser imputada, exclusivamente, ao titular de direito c/ou de fato da conta-corrente. Portanto, não há como imputar ao espólio a obrigação de comprovar depósitos bancários feitos época em que o contribuinte - titular da conta-corrente - era vivo.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.598
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício)
(Assinado digitalmente)
Elias Sampaio Freire Relator
EDITADO EM: 25/03/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: ELIAS SAMPAIO FREIRE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004 IRPF PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA TITULAR DAS CONTAS BANCÁRIAS FALECIDO ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL LANÇAMENTO LAVRADO CONTRA O ESPÓLIO IMPOSSIBILIDADE. O artigo 42 da Lei n° 9.430/96 encerra uma presunção de omissão de rendimentos que se aplica quando o contribuinte, devidamente intimado, não comprova mediante documentação hábil e idônea a origem dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento de que seja titular. A responsabilidade pela comprovação da origem dos recursos, para efeito do disposto no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, por ser uma obrigação personalíssima, deve ser imputada, exclusivamente, ao titular de direito c/ou de fato da conta-corrente. Portanto, não há como imputar ao espólio a obrigação de comprovar depósitos bancários feitos época em que o contribuinte - titular da conta-corrente - era vivo. Recurso especial negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício) (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire Relator EDITADO EM: 25/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1951; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 7 1 6 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10830.006043/200501 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202002.598 – 2ª Turma Sessão de 07 de março de 2013 Matéria IRRF Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado JORGE LUIS DE OLIVEIRA SALAMENE ESPÓLIO ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004 IRPF PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA TITULAR DAS CONTAS BANCÁRIAS FALECIDO ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL LANÇAMENTO LAVRADO CONTRA O ESPÓLIO IMPOSSIBILIDADE. O artigo 42 da Lei n° 9.430/96 encerra uma presunção de omissão de rendimentos que se aplica quando o contribuinte, devidamente intimado, não comprova mediante documentação hábil e idônea a origem dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento de que seja titular. A responsabilidade pela comprovação da origem dos recursos, para efeito do disposto no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, por ser uma obrigação personalíssima, deve ser imputada, exclusivamente, ao titular de direito c/ou de fato da contacorrente. Portanto, não há como imputar ao espólio a obrigação de comprovar depósitos bancários feitos época em que o contribuinte titular da contacorrente era vivo. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 60 43 /2 00 5- 01 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/03/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício) (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire – Relator EDITADO EM: 25/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório A Fazenda Nacional, inconformada com o decidido no Acórdão n.º 2202 01.026, proferido pela 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção em 15 de março de 2011, interpôs, dentro do prazo regimental, recurso especial de divergência à Câmara Superior de Recursos Fiscais. A decisão recorrida, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso. Segue abaixo sua ementa: “OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS CONTA BANCARIA MOVIMENTADA PELO "DE CUJUS" LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO REALIZADO CONTRA 0 ESPÓLIO OBRIGAÇÃO PERSONALÍSSIMA A responsabilidade pela comprovação da origem dos recursos, para efeito do disposto no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, por ser uma obrigação personalíssima, deve ser imputada, exclusivamente, ao titular de direito c/ou de fato da conta corrente. Portanto, não há corno imputar ao espólio a obrigação de comprovar depósitos bancários feitos época em que o contribuinte titular de fato à contacorrente era vivo. Nessas condições, não subsiste a ação fiscal levada a efeito, desde o seu inicio, contra o espólio e a inventariante. Recurso provido.” Segundo a Fazenda Nacional, o aresto atacado entendeu que a obrigação de comprovar a origem dos depósitos bancários, nos termos do art. 42 da Lei 9430/96, é personalíssima, não tendo como se imputar ao espólio tal responsabilidade. Nesse ponto, considera que tal decisão divergiu do paradigma que apresenta, segundo o qual, para efeitos tributários, se aplicam ao espólio as mesmas normas a que se Fl. 2DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/03/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10830.006043/200501 Acórdão n.º 9202002.598 CSRFT2 Fl. 8 3 sujeitam as pessoas físicas e que cumpre ao inventariante comprovar a origem dos depósitos bancários efetuados na conta do de cujus. Segue abaixo sua ementa: Acórdão 10247.643 "Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO — ACESSO A INFORMAÇÕES BANCARIAS. SIGILO DE DADOS Inexiste proteção ao sigilo bancário quando o contribuinte oferece esses dados em atendimento (1 intimação expedida pelo Fisco e não se manifesta contra ti sua utilização durante todo o procedimento e conclusão do feito. NORMAS PROCESSUAIS — VIGÊNCIA DA LEI — A lei que dispõe sobre o Direito Processual Tributário tem aplicação imediata aos fatos futuros e pendentes. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ESPÓLIO COMPROVAÇÕES Para efeitos tributários, ao espólio, exceto quanto à responsabilidade tributária, se aplicam as mesmas normas a que se sujeitam as pessoas físicas. Cumpre ao inventariante efetuar as comprovações exigidas pelo fisco que caberiam ao de cujus, antes do transcurso do prazo decadencial, mormente quando apresentavam declaração de IRPF em conjunto. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS — Caracterizam omissão de rendimentos valores creditados em conta bancária mantida junto a instituição financeira, quando o contribuinte ou seu representante, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Preliminar rejeitada. Recurso negado". Explica que há clara divergência jurisprudencial acerca da interpretação do art. 42 da Lei 9.430/96, eis que, diante da mesma situação, qual seja, a tentativa de responsabilização do espólio pela omissão de receitas do de cujus em decorrência de depósitos bancários, cujo inventariante, devidamente intimado, não logrou comprovar a origem, as Câmaras decidiram de forma contrária. A e. Camara a quo, argüindo que tal obrigação é personalíssima e que não pode ser imputada ao espólio ou ao inventariante, enquanto que a e. Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes acolhendo a tese de que tal responsabilização não só é possível, como decorre da lei, não cabendo ao administrador afastá la. Argumenta que, segundo o art. 121 do CTN, o sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa física ou jurídica obrigada por lei ao cumprimento da prestação tributária principal, esteja ou não em relação direta e pessoal com a situação que constitua o fato gerador. Observa que a lei determina que é responsável tributário o sucessor pelos tributos devidos pelo contribuinte ate a data do respectivo ato que importe em sucessão. Salienta que o art. 129 do CTN, não obstante a confusa redação, esclarece ser relevante para a sucessão a data da ocorrência do fato imponível que, ainda que haja lançamento posterior, deverá ter ocorrido antes do ato de sucessão. Destaca que, da análise dos autos, é possível verificar que a inventariante foi intimada a comprovar a origem dos depósitos na contacorrente de titularidade do espólio. No entanto, como não conseguiu comproválos, a presunção legal de omissão de rendimentos corretamente se concretizou. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/03/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Conclui que, sendo a titularidade da contacorrente do espólio, representado nos autos pelo seu inventariante, a argüição de desconhecimento dos atos praticados pelo de cujus não tem o condão de desvincular o espólio como sujeito passivo da obrigação principal do fato gerador, uma vez que as condições e os limites da norma instituidora da obrigação tributária foram observados. Ao final, requer o provimento do seu recuso. Nos termos do Despacho n.º 220000.543, foi dado seguimento ao pedido em análise. O contribuinte apresentou, tempestivamente, contrarazões. Inicialmente, afirma que o recurso especial da Fazenda não observou o disposto no art. 67, §6º do RICARF: “§ 6º A divergência prevista no caput deverá ser demonstrada analiticamente com a indicação dos pontos nos paradigmas colacionados que divirjam de pontos específicos no acórdão recorrido.” Afirma que o acórdão apresentado como paradigma pela D. Procuradoria, embora verse sobre a aplicação da mesma norma jurídica, qual seja, a tributação com fundamento no art. 42 da Lei n° 9.430/96, traz situação de fato diversa da decisão ora recorrida. Explica que no caso dos autos assentouse a impossibilidade de aplicação do art. 42 da Lei no 9.430196 tendo em vista que a inventariante não era cotitular da conta corrente fiscalizada, tampouco apresentava declaração em conjunto. Evidente que tal situação não é idêntica ao paradigma trazido no Recurso Especial pois naquele processo a inventariante não só era cotitular de conta bancária como apresentava declaração em conjunto. Frisa que não há identidade fática que justifique a análise de aplicação divergente da norma. Infere que no paradigma só restou viabilizada a tributação via art. 42, tendo em vista que a inventariante representante do espólio era cotitular da conta bancária. Pugna pela negativa de seguimento do recurso especial interposto. No mérito, explica que o de cujus era o único titular das contas mantidas junto às instituições financeiras, o que implica na impossibilidade material de haver intimação e esclarecimentos sobre os depósitos efetuados por parte do contribuinte ora Recorrido. Considera que, ainda que fosse possível a aplicação dos arts. 121 c/c arts. 129 e 130 do CTN, fato é que nenhum deles consta como fundamento do auto de infração, ou seja, a admitirse novos fundamentos para manutenção do auto de infração estarseá introduzindo novo critério no lançamento, o que é vedado expressamente pelo art. 146. Vislumbra evidente erro na eleição do sujeito passivo no momento da lavratura do auto de infração. Entende que, se o sujeito que vai responder pelo crédito tributário é o inventariante na qualidade de representante e sucessor do espólio, a pessoa autuada deveria ser o sucessor, posto que desde o inicio da ação fiscal o titular das contas correntes já era falecido. Registra a impossibilidade de o espolio prestar esclarecimentos, bem como comprovar depósitos bancários efetuados em suas conta, sendo que essa exigência por parte da Fl. 4DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/03/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10830.006043/200501 Acórdão n.º 9202002.598 CSRFT2 Fl. 9 5 fiscalização torna o procedimento fiscal ineficaz e, conseqüentemente, nulo o lançamento formalizado por auto de infração. Salienta que, sendo o espolio o conjunto de bens, direitos e obrigações da pessoa falecida, a presunção legal instituída pelo art. 42 da Lei n° 9430/96 não pode ser aplicada em relação ao contribuinte falecido. Argumenta que somente ao titular da conta bancária sob fiscalização cabe a comprovação das origens dos depósitos ali efetuados, uma vez que as operações têm natureza personalíssima. Apresenta jurisprudência do CARF nesse sentido. Ao final, frisa que a discussão não gira em torno da responsabilidade do sucessor ou inventariante pelos tributos devidos pelo espólio, mas sim da impossibilidade de valerse da técnica de presunção de omissão de receitas diante de depósito bancário. Afirma que se a fiscalização tivesse prosseguido na investigação utilizando outros meios que não exigissem a intimação pessoal do contribuinte, o crédito tributário não padeceria do vicio ora debatido. Como não o fez, considera imprestável o presente lançamento. Ao final, requer o não provimento do recurso da Fazenda Nacional. Eis o breve relatório. Voto Conselheiro Elias Sampaio Freire, Relator Quanto aos comentários apresentados pelo contribuinte acerca do exame de admissibilidade realizado nos presentes autos, não lhe dou razão. O recurso especial da Fazenda Nacional demonstrou, satisfatoriamente, a ocorrência de divergência de entendimentos entre o aresto recorrido e o paradigma que apresenta. As decisões em comento, diante de contextos semelhantes, de fato chegaram a resultados distintos. O paradigma é claro ao afirmar que: “Por certo, tornase mais difícil aos representantes do espólio fazer certas provas quanto as operações do "de cujus". Todavia, a legislação tributária, mais especificamente as normas que regem o processo administrativo fiscal e a tributação de omissão de receitas com base em depósitos bancários, não excetuou a comprovação por parte do espólio. Logo, não cabe a este Colegiado estabelecer distinções onde a lei não estabelece. Caberia ao contribuinte ter mantido em boa , guarda seus documentos fiscais para facilitar o atendimento de eventual solicitação das autoridades tributárias, se deixou de fazêlo, cabe ao espólio arcar com as conseqüências de sua conduta.” O acórdão recorrido, por outro lado, assim se manifestou sobre tal assunto: Fl. 5DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/03/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 “A intimação para que o espólio prestes esclarecimentos, ainda que sob procedimento fiscal, fragiliza o lançamento por ancorá lo em presunção de não justificativa de pessoa que não tinha obrigação jurídica de identificar os depósitos, pois conforme depreendese nos autos a conta objeto de lançamento não era de sua titularidade e sobre esta não detinha qualquer controle. A presunção legal prevista no art. 42 da Lei n° 9430/1996 é nítida no sentido de exigir que o titular, sujeito passivo, seja intimado. No caso concreto, o espólio não era a titular e portanto o lançamento nas bases efetuadas não se sustenta.” Há de se frisar que o contribuinte destacou que o paradigma trata de situação em que a inventariante possuía uma conta conjunta com o fiscalizado e apresentou com ele declaração do IR do exercício de 2008 em conjunto, e que tal contexto não se repetiu no âmbito dos autos em análise. Todavia, do exposto pelo relator do paradigma, é possível inferir que tais pontos serviram tão somente para reforçar a tese de obrigatoriedade daquela recorrente fazer as comprovações necessárias. Vejamos: “Outrossim, verificase que pelo menos uma das contas bancárias, a do Banco do Brasil S/A, que recebeu depósitos no montante de R$ 171.855,00, era conjunta, conforme consta nos extratos de fls. 3451. Enquanto titular solidária, responsável pela movimentação daquela conta corrente, a inventariante deveria possuir condições para esclarecer a origem de tal movimentação. Além disso, in casu, a inventariante e o fiscalizado apresentaram a declaração do Imposto de renda do exercício de 1998 em conjunto, conforme cópia à fl. 22, mais um motivo para reforçar a obrigatoriedade da recorrente fazer tais comprovações.” Não está claro que esses fatos são alicerces necessários às conclusões expostas no acórdão modelo. Na verdade, entendo que, mesmo que não houvesse prova de conta conjunta e declaração de IR apresentada em conjunto pela inventariante e o fiscalizado, ainda assim teria o relator concluído pela obrigatoriedade de o espólio justificar os depósitos bancários considerados omissão de receita pela fiscalização. Portanto, demonstrada a divergência e preenchidos os demais requisitos de admissibilidade, conheço do recurso especial da Fazenda Nacional. Esta 2ª Turma da CSRF tem se pronunciado no sentido de que não há como imputar ao espólio a obrigação de comprovar depósitos bancários feitos época em que o contribuinte titular de fato à contacorrente era vivo: “IRPF PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA TITULAR DAS CONTAS BANCÁRIAS FALECIDO ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL LANÇAMENTO LAVRADO CONTRA O ESPÓLIO IMPOSSIBILIDADE. O artigo 42 da Lei n° 9.430/96 encerra uma presunção de omissão de rendimentos que se aplica quando o contribuinte, devidamente intimado, não comprova mediante documentação Fl. 6DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/03/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10830.006043/200501 Acórdão n.º 9202002.598 CSRFT2 Fl. 10 7 hábil e idônea a origem dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento de que seja titular. Contudo, para a formação desta presunção de omissão de rendimentos, devem estar presentes todos os elementos previstos no caput do artigo 42 da Lei n° 9.430/96, inclusive a intimação do titular ou dos titulares (e não do espólio ou do responsável) das contas bancárias, a quem cabe, com exclusividade, o ônus probandi. No caso, em razão do falecimento do titular das contas bancárias em momento anterior ao início da ação fiscal, não pode prosperar o lançamento efetuado contra o espólio com fundamento no artigo 42 da Lei n° 9.430/96. Recurso especial negado.” (Acórdão nº 920202.046, relator conselheiro Gonçalo Bonet Allage) Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire Fl. 7DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/03/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10215.000388/2001-76
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 1995, 1996
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. FLORESTA NACIONAL.
As áreas de propriedades privadas inseridas dentro dos limites de uma Floresta Nacional são áreas de declarado interesse ecológico e devem ser excluídas para fins de cálculo do ITR devido, mesmo antes da concretização da devida desapropriação do imóvel.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2102-002.084
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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Floresta Nacional Recorrente JOÃO BAPTISTA COELHO NETTO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1995, 1996 ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. FLORESTA NACIONAL. As áreas de propriedades privadas inseridas dentro dos limites de uma Floresta Nacional são áreas de declarado interesse ecológico e devem ser excluídas para fins de cálculo do ITR devido, mesmo antes da concretização da devida desapropriação do imóvel. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos – Presidente Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Relatora EDITADO EM: 29/06/2012 Fl. 787DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10215.000388/200176 Acórdão n.º 210202.084 S2C1T2 Fl. 2 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Contra JOÃO BATISTA COELHO foi lavrado Auto de Infração, fls. 28/34, para formalização de exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), relativo aos exercícios 1995 e 1996, no valor total de R$ 19.962,25, incluindo multa de oficio e juros de mora, estes calculados até 30/06/2000. A infração apontada pela autoridade fiscal foi falta de recolhimento do imposto, apurada em razão da glosa total da área de reserva legal de 2.100 ha, por falta de averbação da referida área à margem do registro do imóvel. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, que foi devidamente apreciada pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme acórdão DRJ/REC n° 13.696, de 11/11/2005, fls. 55/59. Naquela oportunidade, decidiuse pela procedência do lançamento, de sorte que, em 23/02/2006, o contribuinte apresentou recurso voluntário, fls. 64, trazendo as seguintes alegações: O tributo relativo a 1995 foi indevidamente pago, conforme documentos anexos. Quanto ao de 1996, é objeto do processo n° 10480.016254/96 54, de cuja última decisão, de n°541/2000, recorri em 27/12/2000 ao Segundo Conselho de Contribuintes, tendo efetuado o depósito recursal em 21/02/2001. Desconheço o resultado. 2° Não obstante esses fatos, conclusivos para evitar nova cobrança, quero reafirmar que o imóvel Santa Cruz está encravado na floresta Nacional Tapajós, como consta de minha primeira impugnação, e a FLONA, criada em 1974, é uma área de preservação permanente, o que isenta de imposto os imóveis por ela abrangidos, desde sua criação. Sobre este assunto encaminho cópia dos Ofícios do IBAMA de nºs 31 e 32, de 21/10/2002, dirigidos ao Delegado da Receita Federal em Recife e ao signatário, para fins de isenção legal. Por entender inexistente nos autos documentos suficientes para julgar a tempestividade do recurso, a Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, em sessão plenária realizada em 24/04/2008, converteu o julgamento em diligência, conforme Resolução n° 3021.459, fls. 91/93, determinando que “a autoridade preparadora da unidade de origem junte aos autos o prefalado AR, ou, na impossibilidade de tal providência, e alternativamente, que faça prova, por outro meio, da data em que, efetivamente a recorrente foi intimada da decisão de primeiro grau”. Fl. 788DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10215.000388/200176 Acórdão n.º 210202.084 S2C1T2 Fl. 3 3 Atendida a referida resolução, a Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, converteu, mais uma vez, o julgamento em diligência, conforme Resolução n° 3021.586, de 10/12/2008, desta feita para as seguintes providências: 1) informe sobre a autenticidade e correção do pagamento do tributo relativo a 1995, por parte do recorrente, fls. 81/82, se foi na totalidade (inclusive com os acréscimos legais) ou parcial, e se foram levados em consideração quando do lançamento; 2) quanto ao ano de 1996, informar se o processo n° 10480.016254/9654, apontado pelo recorrente, trata da mesma matéria destes autos, e o seu resultado final ou sua localização atual com a respectiva providência tomada; 3) solicite manifestação do 1BAMA, com o objetivo de que esse órgão esclareça, objetivamente, se o imóvel do recorrente, objeto do auto de infração de que trata este processo, estava totalmente dentro dos limites da Floresta Nacional dos Tapajós em 1° de janeiro de 1995 e em 1° de janeiro de 1996, como dá a entender os Ofícios do IBAMA, fls. 73 a 75, ou, se não estava totalmente dentro dos limites da Floresta Nacional dos Tapajós, nas datas apontadas, como dá a entender o OFÍCIO/DIREF n°200/2005, de 19/7/2005, da Diretoria de Florestas desse órgão (fls. 108/111 do processo 10215.000180/200157, julgado pela Primeira Câmara deste Conselho de Contribuintes, em 10 de novembro de 2005). 4) elabore Termo circunstanciado e conclusivo, com o resultado das providências tomadas nos itens anteriores, e dê ciência ao recorrente para, querendo, manifestarse, no prazo de trinta dias, no sentido de prestigiar o contraditório e a ampla defesa. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Recife, juntou aos autos extratos sobre os pagamentos, fls. 105/111, ofício da Chefe da Floresta Nacional dos Tapajós, fls. 113, e cópia do processo n° 10480.016254/9654, fls. 117/368. Entretanto, não foi elaborado o Termo Circunstanciado e, por conseguinte, deixouse de cientificar o contribuinte do teor do resultado da diligência. Em 14/05/2010, esta Turma determinou a realização de nova diligência, Resolução nº 21020024, fls. 370/371, determinando que fosse elaborado o Termo Circunstanciado e Conclusivo dos fatos e resultados apurados na diligência, o qual deveria ser cientificado ao contribuinte, no sentido de prestigiar o contraditório e a ampla defesa. Assim, elaborouse o Termo Circunstanciado de Diligência, fls. 376/378, cujas conclusões sobre os três questionamentos formulados na diligência proposta pela Resolução n° 3021.586, de 10/12/2008, abaixo se transcreve: Item 1 Os pagamentos constantes às folhas 81/82 referemse ao período de apuração 1996, porém foram alocados para os débitos do ITR relativos ao ano referência 1994, devido a erro de preenchimento do formulário de pagamento. Fl. 789DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10215.000388/200176 Acórdão n.º 210202.084 S2C1T2 Fl. 4 4 Os débitos declarados na DITR relativas aos anos de 1995 (fl.130) e 1996 (fl.121) que deram causa as respectivas Notificações de Lançamentos foram extintos na suas totalidades por motivo 27 (exclusão/cancelamento da dívida ativa), conforme documentos de folhas 335339 (ver também, folhas 317321). Acrescentamos, para completar os questionamentos do item, que os valores constantes nas Notificações de Lançamentos citadas, por se referirem a débitos já confessados, foram considerados e excluídos do Auto de Infração resultante do MPF 0210200/00015/01 (fls.3234) conforme se verifica na letra "(p)" dos demonstrativos de cálculo dos lançamentos suplementares constantes às folhas 28 e 29. Item 2 O processo questionado no item anterior não trata da mesma matéria do Auto de Infração deste processo, tratam da impugnação à Notificação de Lançamento relativa à débitos confessados na DITR N° 04.04098.24, enquanto o Auto de Infração tem como fundamento a utilização indevida de 2100 ha como área de reserva legal, sem a devida averbação na matrícula do imóvel. Quanto ao resultado final do auto referido no item 2, esclarecemos que o mesmo encontrase arquivado na GRA/PE, após ter sido tomada a providência de extinção da dívida ativa, conforme documentos de folhas 350351. Item 3 Foi encaminhado ofício de folha 112, solicitando informação sobre o imóvel em 1° de janeiro dos anos de 1995 e 1996. Em resposta ao oficio, a chefe da Floresta Nacional do Tapajós, informou por meio do Oficio n° 116/09FNT (fl. 113), onde diz que conforme as coordenadas geográficas contidas na escritura, o imóvel esta localizado na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, que é uma unidade de conservação federal do Brasil categorizada como reserva extrativista e criada por Decreto Presidencial em 06 de novembro de 1998. Os imóveis ficam na margem direita do Rio Cupary (Cupari), mapas cartográficos de folhas 374375 e Decreto 3684/1974, ficam dentro da Flona (Floresta Nacional) Tapajós. Conforme documentos de folhas 152155 itens 15, 19 e 20, assinados pelo autuado, o mesmo possui imóveis não contínuos nas duas margens do Rio, sendo os imóveis da matricula 673 (fls. 175) localizados à margem direita do Rio Cupary, logo dentro da Floresta Nacional e o imóvel da matrícula 4.770, fora da área da reserva Florestal, adquirido em 1998, portanto não é objeto desse auto (fl.184). Desta forma, fundamentado pelos documentos de escrituração é fé pública de folhas n° 04, 1213, 44, 7374 e principalmente os de folhas n° 7375 e 175 (todos os limites do imóvel são terras do IBAMA, estando dessa forma, "encravado" na Floresta Nacional do Tapajós, criada em 1974. Fl. 790DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10215.000388/200176 Acórdão n.º 210202.084 S2C1T2 Fl. 5 5 Cientificado do Termo Circunstanciado de Diligência, em 02/09/2010, o contribuinte apresentou em 04/10/2010 (segundafeira), fls. 380/383, sua manifestação sobre o referido Termo. É o relatório. Fl. 791DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10215.000388/200176 Acórdão n.º 210202.084 S2C1T2 Fl. 6 6 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Cuidase de Auto de Infração de ITR, relativo ao imóvel denominado Santa Cruz Tayua Boa Esperança Paraizo, com área total de 3.000,0 ha, exercícios 1995 e 1996, decorrente da glosa da área de reserva legal de 2.100 ha, por falta de averbação da referida área à margem do registro do imóvel, à data do fato gerador. Ocorre que, desde a impugnação, o contribuinte vem argüindo que o imóvel está encravado na Floresta Nacional do Tapajós, criada pelo Decreto nº 73.684, de 19 de fevereiro de 1974, fls. 374. De fato, restou assentado, conforme Termo Circunstanciado de Diligência, fls. 376/378, que o imóvel, objeto do Auto de Infração, encontrase dentro dos limites da Floresta Nacional do Tapajós, fato que se confirma mediante documentos fls .73/75 e 175. Conforme já mencionado, cuidase de ITR, exercícios 1995 e 1996, ocasião em que ainda vigorava a Lei nº 8.847 de 28 de janeiro de 1994, que assim estabelecia no seu art. 11: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: I de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei nº 7.803, de 1989; II de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declarados por ato do órgão competente federal ou estadual e que ampliam as restrições de uso previstas no inciso anterior; III reflorestadas com essências nativas Observese que o inciso II, acima transcrito, foi na íntegra repetido no art. 10, §1°, II, “b”, da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996. Pois muito bem. De acordo com a legislação acima transcrita, temse que não incide ITR sobre as áreas de interesse ecológico, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual. E este é o caso dos autos. O Decreto nº 73.684, de 1974, criou a Floresta Nacional do Tapajós, de modo que as áreas abrangidas pelo mencionado Decreto são áreas de declarado interesse ecológico. Fl. 792DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10215.000388/200176 Acórdão n.º 210202.084 S2C1T2 Fl. 7 7 Importa destacar que, conforme art. 17, § 2º, da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, temse que a Floresta Nacional é de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas. Contudo, o fato de a desapropriação não ter sido ainda concretizada, não impede que se considere a área, ainda particular, como área de declarado interesse ecológico, visto que a criação de uma Floresta Nacional, impõe, de imediato, restrições ao uso dos imóveis nela contida. Digase, ainda, que a Floresta Nacional é uma Unidade de Uso Sustentável, cujo objetivo básico é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais. Logo, qualquer exploração somente é permitida, mediante aprovação de Plano de Manejo Sustentado, tal qual ocorre com as áreas de Reserva Legal. Considerando, que restou caracterizado que o imóvel em questão está totalmente inserido na Floresta Nacional do Tapajós, temse que a área total do imóvel é área de declarado interesse ecológico, não se sujeitando, portanto, à incidência do ITR. Desnecessária, portanto, a apreciação das demais alegações apresentadas pela defesa no recurso. Ante o exposto, voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 793DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 10120.903647/2008-48
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SIMPLES Exercício: 01/03/2004 INTEMPESTIVIDADE.
SÚMULA CARF Nº 9. Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que, nos termos do art. 42 do mesmo diploma, a decisão de primeira instância já se tornou definitiva. .
Numero da decisão: 1801-001.187
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
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SÚMULA CARF Nº 9. Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que, nos termos do art. 42 do mesmo diploma, a decisão de primeira instância já se tornou definitiva. . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário por intempestivo, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Guilherme Polastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por ANA D E BARROS FERNANDES 2 Relatório Trata o presente processo da DCOMP transmitida eletronicamente em 19/01/2005, com base em créditos relativos à IRPJ. A contribuinte declarou no PER/DCOMP a existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior, cujo DARF apresenta as seguintes características: Características do DARF: PA CÓD. REC. DARF DATA 31/03/2004 2089 35.341,76 30/04/2004 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP foi identificado pelos sistemas internos da RFB, que o referido DARF, na verdade, havia sido utilizado para pagamento de outro débito, conforme demonstrado no quadro a seguir, de modo que não existia crédito disponível para efetuar a compensação solicitada pela contribuinte no PER/DCOMP objeto da atual lide. Utilização dos pagamentos encontrados para o DARF discriminado no PER/DCOMP: Nº PAGT. VALOR ORIG. PERDCOMP VALOR SALDO 4420933078 35.341,76 Cód.2089 PA 31/03/04 35.341,76 0,00 Assim, em 12/08/2008, foi emitido eletronicamente o Despacho Decisório (fl. 18), cuja decisão não homologou a compensação dos débitos confessados por inexistência de de crédito. O valor do principal correspondente aos débitos informados é de R$ 35.341,76. Cientificado, via postal, dessa decisão em 21/08/2008 (fl. 18), bem como da cobrança dos débitos confessados na Dcomp, o sujeito passivo apresentou em 19/09/2008, manifestação de inconformidade acrescida de documentação anexa. A contribuinte contesta a decisão proferida no Despacho Decisório, alegando que teria deixado de retificar os valores reais do débito compensado no PER/DCOMP e informados a maior na DCTF original. Desse modo, não teria sido possível para os sistemas da RFB confirmarem a existência do crédito pleiteado, visto que os valores teriam sido informados indevidamente na DCTF. A contribuinte informa, ainda, que já teria retificado a DCTF que conteria informações sobre o crédito informado no PER/DCOMP e solicita nova revisão do Per/DCOMP objeto da lide. Ao final, requer que seja acolhida a presente a Manifestação de Inconformidade, cancelando se o débito fiscal reclamado e constante no Despacho Decisório emitido pela RFB Fl. 75DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por ANA D E BARROS FERNANDES Processo nº 10120.903647/200848 Acórdão n.º 1801001.187 S1TE01 Fl. 71 3 A 4ª Turma da DRJ/BSB, por unanimidade de votos julgou improcedente a manifestação de inconformidade e não reconheceu o direito creditório, conforme ementa que abaixo reproduzo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 31/03/2004 ERRO NAS INFORMAÇÕES CONTIDAS NA DCTF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Não foram apresentadas provas que demonstrassem a existência de erro no preenchimento das informações contidas na DCTF original. A simples entrega de DCTF retificadora não tem o condão de comprovar a existência de pagamento indevido ou a maior. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de créditos tributários (débitos do contribuinte) só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo, sendo que a compensação somente pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei; no caso, o crédito pleiteado é inexistente Foi lavrado o termo de perempção, juntado à fl.69. É o Relatório. Voto Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva Do exame dos autos verificase que existe uma questão prejudicial à análise do mérito da presente autuação, relacionada com a fluição do prazo para interposição de recurso voluntário a esse E.Conselho. Foi lavrado termo de perempção pela Sra. Ione de Fátima B.B. Rocha ATRFB, informando que o recurso voluntário foi apresentado fora do prazo estipulado pela legislação do Processo Administrativo Fiscal (Decreto nº 70.235/72), nos seguintes termos: “A contribuinte supracitada foi cientificada do teor do acórdão da DRJ/BSA, em 01.06.2011, e apresentou, intempestivamente, em 08/07/2011, recurso voluntário e demais documentos, juntados às fls. 35/67. ..... Foi lavrado o termo de perempção, juntado à fl.69. Assim, proponho que se encaminhe o presente processo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais/MF para apreciação. À Consideração Superior.” Fl. 76DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por ANA D E BARROS FERNANDES 4 Verificado que realmente o Contribuinte recebeu o AR em 01/06/2011 e ingressou com recurso voluntário somente em 08/07/2011, não foram atendidas as exigências contidas nos artigos 33, 5º e 42 do Decreto 70.235/72: “Art. 33 – Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Art. 42. São definitivas as decisões: II de segunda instância de que não caiba recurso ou, se cabível, quando decorrido o prazo sem sua interposição;” Logo, o Recurso Voluntário é intempestivo e assim tornase definitiva a decisão de primeira instância. Nestes termos, posicionome no sentido de não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Fl. 77DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por ANA D E BARROS FERNANDES
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