Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,224)
- Segunda Câmara (27,799)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,395)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,860)
- Primeira Turma Ordinária (15,855)
- Primeira Turma Ordinária (15,831)
- Segunda Turma Ordinária d (15,688)
- Segunda Turma Ordinária d (14,225)
- Primeira Turma Ordinária (12,958)
- Primeira Turma Ordinária (12,272)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,513)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (83,955)
- Terceira Câmara (66,335)
- Segunda Câmara (54,592)
- Primeira Câmara (19,126)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,242)
- 1ª SEÇÃO (6,788)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,260)
- Segunda Seção de Julgamen (113,023)
- Primeira Seção de Julgame (75,502)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,910)
- Câmara Superior de Recurs (37,700)
- Terceiro Conselho de Cont (25,965)
- IPI- processos NT - ressa (5,006)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,641)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,619)
- HELCIO LAFETA REIS (3,510)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,605)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,465)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,176)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 11176.000316/2007-91
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jan 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 25/08/2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
OMISSÃO. AUSÊNCIA DE APLICAÇÃO DE SÚMULA DO PRÓPRIO CARF. OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO PELO RICARF. INOCORRÊNCIA. NA DATA DA PROLAÇÃO DO ACÓRDÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO A SÚMULA ERA INEXISTENTE. SÚMULA É MERA CONSOLIDAÇÃO DA INTERPRETAÇÃO APLICAÇÃO RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE VEDAÇÃO LEGAL. SÚMULA QUE VEICULA MATÉRIA DIFERENTE DA CONSTATE NOS AUTOS. DECISÃO ORIGINAL MANTIDA.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2803-002.864
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª turma especial do segunda seção de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos, nos termos do voto do relator, para manter o que decidido no Acórdão Nº 2803-00.351. Declarou-se impedido o Conselheiro Gustavo Vettorato.
(Assinado Digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima Presidente.
(Assinado Digitalmente).
Eduardo de Oliveira Relator.
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanel Vieira Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 25/08/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. OMISSÃO. AUSÊNCIA DE APLICAÇÃO DE SÚMULA DO PRÓPRIO CARF. OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO PELO RICARF. INOCORRÊNCIA. NA DATA DA PROLAÇÃO DO ACÓRDÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO A SÚMULA ERA INEXISTENTE. SÚMULA É MERA CONSOLIDAÇÃO DA INTERPRETAÇÃO APLICAÇÃO RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE VEDAÇÃO LEGAL. SÚMULA QUE VEICULA MATÉRIA DIFERENTE DA CONSTATE NOS AUTOS. DECISÃO ORIGINAL MANTIDA. Embargos Acolhidos.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 09 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11176.000316/2007-91
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5317042
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 14 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-002.864
nome_arquivo_s : Decisao_11176000316200791.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : EDUARDO DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 11176000316200791_5317042.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª turma especial do segunda seção de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos, nos termos do voto do relator, para manter o que decidido no Acórdão Nº 2803-00.351. Declarou-se impedido o Conselheiro Gustavo Vettorato. (Assinado Digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira Relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanel Vieira Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5251606
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046369927692288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1941; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 889 1 888 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11176.000316/200791 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2803002.864 – 3ª Turma Especial Sessão de 20 de novembro de 2013 Matéria OMISSÃO NÃO APLICAÃO DE SÚMULA DO CARF. Embargante FAZENDA NACIONAL. Interessado SPERAFICO AGROINDUSTRIAL LTDA SPERAFICO MOINHOS LTDA. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 25/08/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. OMISSÃO. AUSÊNCIA DE APLICAÇÃO DE SÚMULA DO PRÓPRIO CARF. OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO PELO RICARF. INOCORRÊNCIA. NA DATA DA PROLAÇÃO DO ACÓRDÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO A SÚMULA ERA INEXISTENTE. SÚMULA É MERA CONSOLIDAÇÃO DA INTERPRETAÇÃO APLICAÇÃO RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE VEDAÇÃO LEGAL. SÚMULA QUE VEICULA MATÉRIA DIFERENTE DA CONSTATE NOS AUTOS. DECISÃO ORIGINAL MANTIDA. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª turma especial do segunda SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em acolher os embargos, nos termos do voto do relator, para manter o que decidido no Acórdão Nº 280300.351. Declarouse impedido o Conselheiro Gustavo Vettorato. (Assinado Digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima – Presidente. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira – Relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanel Vieira Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 17 6. 00 03 16 /2 00 7- 91 Fl. 889DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11176.000316/200791 Acórdão n.º 2803002.864 S2TE03 Fl. 890 2 Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 890DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11176.000316/200791 Acórdão n.º 2803002.864 S2TE03 Fl. 891 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração interposto pela D. PGFN – em face do Acórdão Nº 280300.351, exarado pela 3ª Turma Especial, da 2ª Seção, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda – CARF/MF, sob a alegação de haver omissão na decisão embargada. Aduz a embargante, em síntese. · que houve omissão no acórdão embargado, uma vez que este não aplicou a Súmula CARF 47, sendo que tal é de observação obrigatória nos termos do Regimento Interno do CARF; · requer ao final – conhecimento e provimento dos embargos com a restauração da multa aplicada. É o Relatório. Fl. 891DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11176.000316/200791 Acórdão n.º 2803002.864 S2TE03 Fl. 892 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira – Relator. Tratase de Embargos de Declaração em face de acórdão, amparado na existência de omissão na decisão embargada, quanto à aplicação da Súmula CARF 47, pois se está diante de Auto de Infração AI, ou seja, lançamento de ofício. De acordo com o artigo 65, caput, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, a obscuridade, omissão ou contradição, se existentes possibilitam a oposição de embargos de declaração. Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Analisando as alegações da embargante e contrastandoa com o Acórdão guerreado concluo que há razão na peça recursal, pois se afigura nítida a omissão, mas apenas e tão somente, no diz respeito aos esclarecimentos e fixação da tese que deu suporte a decisão original embargada. A qual, embora, para mim suficientemente clara no acórdão sobre vergasta, será aqui retomada para maior elucidação da tese. A D. PGFN entende que houve omissão no julgado, pois não aplicou a Súmula CARF 47, sendo esta de observação obrigatória nos termos da Portaria MF 256/2009 Regimento Interno do CARF. Todavia, para mim esta não é a melhor exegese para a situação e o caso posto. Cumpre esclarecer inicialmente que a sessão de julgamento, na qual o Acórdão 28.0300.351 – 3ª Turma Especial foi prolatado ocorreu, em 19 de outubro de 2010, e a Súmula 47 só foi consolidada e aprovada pelo Pleno do CARF, na sessão de 29 de novembro de 2010, conforme consta da Portaria CARF Nº 52, de 21 de dezembro de 2010. Logo, tal súmula não poderia ser aplicada em julgado que ocorreu anteriormente a sua existência. De qualquer forma a súmula não poderia ser aplicada ao caso, pois súmula é apenas a condensação da interpretação reiterativa de um órgão decisório em determinada matéria e o artigo 106, I, da Lei 5.172/66, como, abaixo, transcrito veda a aplicação de interpretação retroativa que implique na penalização do contribuinte. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: Fl. 892DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11176.000316/200791 Acórdão n.º 2803002.864 S2TE03 Fl. 893 5 I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; ( o realce é meu). Ademais, do que dito acima, tal súmula cuida de multa de ofício e o Auto de Infração objeto daquele julgamento e destes embargos cuida de multa punitiva – sanção por descumprimento de dever instrumental ou obrigação acessória, institutos distintos e com fundamentos e justificativas de aplicação igualmente distintas, o que impossibilitaria a aplicação da súmula, ainda, que existente à época do julgamento. Esclarecida a omissão, a qual entendeu existente a D. PGFN mantenho a minha decisão original, qual seja, DAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO, em razão da inaplicabilidade da súmula ao caso. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em acolher os embargos de declaração propostos, para elucidar a omissão que a Fazenda Nacional entendeu existente, visando ao seu aclaramento e elucidação. Posto isto, empresto a estes embargos efeitos meramente integrativos da decisão original, para manter o que decidido no Acórdão Nº 280300.351, integrado este àquela decisão. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 893DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000424/2003-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/04/1999 a 31/05/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/10/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 29/02/2000, 01/04/2000 a 31/08/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/09/2001 a 31/10/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002
COFINS. OUTRAS RECEITAS.
Diante da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 devem ser excluídos os lançamentos que se caracterizarem como receitas estranhas ao faturamento.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3302-001.939
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE GOMES - Relator.
EDITADO EM: 27/01/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/04/1999 a 31/05/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/10/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 29/02/2000, 01/04/2000 a 31/08/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/09/2001 a 31/10/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002 COFINS. OUTRAS RECEITAS. Diante da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 devem ser excluídos os lançamentos que se caracterizarem como receitas estranhas ao faturamento. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19515.000424/2003-53
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5321020
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 31 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3302-001.939
nome_arquivo_s : Decisao_19515000424200353.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALEXANDRE GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 19515000424200353_5321020.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES - Relator. EDITADO EM: 27/01/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
id : 5276198
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046369967538176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1686; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 667 1 666 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.000424/200353 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302001.939 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 30 de janeiro de 2013 Matéria COFINS Recorrente COMERCIAL DE ALIMENTOS CARREFOUR LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/04/1999 a 31/05/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/10/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 29/02/2000, 01/04/2000 a 31/08/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/09/2001 a 31/10/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002 COFINS. OUTRAS RECEITAS. Diante da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 devem ser excluídos os lançamentos que se caracterizarem como receitas estranhas ao faturamento. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator. EDITADO EM: 27/01/2014 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 04 24 /2 00 3- 53 Fl. 667DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Trata o presente processo de auto de infração de COFINS relativo a diferenças apuradas no período de 02/1999 a 05/2002, cuja ciência do contribuinte ocorreu em 14/05/2003. Contra referido auto de infração foi interposta Impugnação onde, em síntese efetuada pelo acórdão recorrido, alegouse: 2.1.Tempestividade. 2.2. Firmando que os valores efetivamente devidos a título da contribuição em destaque são aqueles que constam em DIPJ (de periodicidade anual), as quais, justamente, retratam lançamentos contábeis já perenizados em sua escrita; afirmando, d’outro turno, que os débitos informados em DCTF (de periodicidade trimestral), quando aí anotados, se ressentiam de certa precariedade, haja vista aquela mesma contabilidade ainda estar sujeita a ajustes; tendo esse quadro de coisas em conta, o contribuinte justifica a diferença – objeto da autuação – entre o débito da contribuição declarado em DIPJ (a maior) e o mesmo débito consignado em DCTF (a menor) à custa do reconhecimento, ao final do ano, de “novas receitas, descontos, abatimentos” (fl. 97) – levados em conta nas DIPJ, mas não nas DCTF. Sobre essa questão, reclama perícia na forma do Decreto nº 70.235/72 art. 16, inciso IV (nomeia assistente técnico, formula quesitos). 2.3.Parte “do débito calculado pelo D. Agente Fiscal encontra se com sua exigibilidade suspensa, uma vez que a Requerente discute na esfera judicial, a constitucionalidade da Lei nº 9.718/98” (fl. 95), isto nos autos do Mandado de Segurança sob nº 1999.61.00.0103053. Lá, já teria obtido tutela jurisdicional que lhe permitiria se desvencilhar da indigitada Lei, inclusive. 2.5.Inconstitucional a Lei nº 9.718/98; 2.6.A tutela jurisdicional antes referida afastaria a incidência dos juros de mora, bem como a imposição da multa de ofício, pena de cerceio ao exercício do direito de defesa e contraditório na própria esfera judicial, sem dizer da suspensão da exigibilidade do crédito tributário então decorrente. Eventualmente, alega imprestabilidade da aplicação da taxa de Selic para o cômputo dos juros de mora. A partir dos argumentos lançados na peça de defesa e de tudo mais que constava dos autos, a DRJ de Campinas, entendeu por bem julgar parcialmente procedente o lançamento, em decisão que assim ficou ementada: Fl. 668DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 19515.000424/200353 Acórdão n.º 3302001.939 S3C3T2 Fl. 668 3 Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/04/1999 a 31/05/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/10/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 29/02/2000, 01/04/2000 a 31/08/2000, 01/01/2001 a 31/03/2001, 01/09/2001 a 31/10/2001, 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002 FALTA DE RECOLHIMENTO. DIPJ x DCTF. O débito declarado em DIPJ (reflexo da apuração contábil) que suplantar o que a igual título se anotou em DCTF, deve ser constituído de ofício. LEGALIDADE. Cumpre a toda Administração Pública aplicar a Lei de ofício, sem resvalar para juízos sobre sua constitucionalidade. TUTELA JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. PROCEDIMENTO DE FISCAL. Se antes de iniciado o procedimento fiscal o contribuinte já se encontrava ao abrigo de tutela judicial que determinava a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, então é incabível a multa de ofício. Da referida decisão destaco: De fato, em nenhum momento a fiscalização fez desmerecer a escrita do contribuinte, bem como o retrato desta na DIPJ – daí, até, a desnecessidade de qualquer perícia. Ao contrário, foi havida por hígida. Tanto que usada para saber se o contribuinte passou consistentemente as informações lá consignadas para a DCTF, instrumento hábil para a constituição de crédito tributário: (a) seja pela indicação de saldo a pagar – desde a Instrução Normativa SRF nº 045, de 05 de maio de 1998, era certo que os saldos a pagar, relativos a cada imposto ou contribuição, assim consignados em DCTF, deveriam ser enviados para inscrição em Dívida Ativa da União (art. 2º), e, sucessivamente, de idêntica maneira, dispuseram as Instruções Normativas SRF nº 077/1998 (art. 1º), nº 126/1998 (art. 7º, § 1º), nº 014/2000 (art. 1º), nº 015/2000 (art. 1º), nº 016/2000 (art. 1º), nº 482/2004 (art. 9º, § 1º), nº 583/2005 (art. 11, § único); (b) seja pela insubsistência, apurada em auditoria interna, das vinculações indicadas pelo sujeito passivo, tendentes a extinguir débitos de sua responsabilidade, mas nessa vertente, apenas e após a Instrução Normativa SRF nº 482, de 21 de dezembro de 2004 (art. 9º), certo que, antes disso, o lançamento era de rigor (art. 2º, §§ 3º, 4º, IN SRF nº 045/1998; art. 2º, IN SRF nº 77/1998; art. 7º, § 4º, IN SRF nº 126/1998). Não contente com o resultado do julgamento, a Recorrente interpos Recurso Voluntário onde alega: Fl. 669DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES 4 a) que foi correta a apuração da COFINS não havendo valores a serem constituídos de ofício; b) parte dos débitos lançados estava com suspensão da exigibilidade suspensa em virtude da interposição de Mandado de Segurança, motivo pelo qual devem ser excluídas as multas de oficio lançadas; c) a inaplicabilidade da Taxa SELIC; d) da necessidade de perícia para responder os quesitos que formula. Antes da análise do mérito dos argumentos apresentados pela Recorrente, o processo foi baixado em diligência, mas especificamente em 23/09/10 (fl. 511), tendo em vista que “das informações apresentadas pela fiscalização e pelo contribuinte não resta claro como foram apuradas as denominadas “outras receitas” e nem a origem das diferenças apontadas” (fl. 508). O processo retornou de diligência acompanhado do termo de conclusão de diligência às fls. 657/662. Desta conclusão, a Recorrente foi intimada (fl. 663) e não apresentou manifestação (fl. 664). É o relatório. Voto Conselheiro ALEXANDRE GOMES O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. A meu sentir, toda a controvérsia e, por conseqüência, todas as diferenças lançadas no presente processo tem por origem a determinação das parcelas que estariam suspensas em decorrência da ação judicial interposta pelo Recorrente, ou seja, têm relação com o valor real das parcelas denominadas “outras receitas” uma vez que os valores apurados pela fiscalização e os informados pelo Recorrente são diferentes. Como forma de melhor visualizar esta divergência utilizo a tabela abaixo: COFINS Apuração Fiscalização COFINS Apuração Contribuinte Faturamento Outras Receitas Total Pagtos/Comp Faturamento Outras Receitas Total fev/99 1.140.395,31 130.625,11 1.271.020,42 1.177.536,42 1.177.454,52 93.565,89 1.271.020,41 abr/99 1.193.776,88 80.172,09 1.273.948,97 1.189.361,62 1.188.776,83 85.172,14 1.273.948,97 mai/99 1.239.914,99 70.086,10 1.310.001,09 1.234.451,05 1.234.059,11 75.941,98 1.310.001,09 jul/99 1.242.389,73 73.902,75 1.316.292,48 1.236.194,70 1.235.486,99 80.805,48 1.316.292,47 out/99 1.293.526,11 89.554,28 1.383.080,39 1.288.947,73 1.289.024,97 94.055,42 1.383.080,39 nov/99 1.257.406,10 84.897,53 1.342.303,63 1.253.459,52 1.253.490,93 88.812,70 1.342.303,63 dez/99 1.580.890,23 111.853,34 1.692.743,56 1.575.547,56 1.575.219,76 117.523,80 1.692.743,56 fev/00 1.140.920,95 67.687,57 1.208.608,52 1.173.444,63 1.173.444,63 35.163,89 1.208.608,52 abr/00 1.305.240,91 40.844,31 1.346.085,22 1.306.560,59 1.306.560,59 39.524,63 1.346.085,22 mai/00 1.186.579,79 42.208,86 1.228.788,64 1.183.053,67 1.183.053,67 45.734,97 1.228.788,64 jun/00 1.145.847,17 43.802,85 1.150.547,83 39.102,19 Fl. 670DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 19515.000424/200353 Acórdão n.º 3302001.939 S3C3T2 Fl. 669 5 1.189.650,03 1.150.547,83 1.189.650,02 jul/00 1.188.957,25 92.767,01 1.281.724,26 1.203.178,19 1.203.178,19 78.546,07 1.281.724,26 ago/00 1.227.073,40 139.974,18 1.367.047,58 1.259.995,73 1.259.995,73 107.051,85 1.367.047,58 jan/01 1.141.701,42 57.612,11 1.199.313,52 756.950,35 1.136.761,48 62.552,05 1.199.313,53 fev/01 1.166.888,36 41.332,74 1.208.221,10 773.729,07 1.161.882,69 46.338,41 1.208.221,10 mar/01 1.277.936,85 67.187,22 1.345.124,07 847.244,76 1.272.618,15 72.505,92 1.345.124,07 set/01 1.328.171,26 6.628,90 1.321.542,36 839.534,53 1.258.942,96 62.599,40 1.321.542,36 out/01 1.311.906,08 198,75 1.311.707,34 833.685,59 1.251.554,50 60.152,83 1.311.707,33 jan/02 1.224.170,55 36.562,68 1.260.733,24 774.006,56 1.163.014,32 97.718,92 1.260.733,24 fev/02 1.221.927,19 43.565,77 1.265.492,96 775.611,52 1.163.417,25 102.075,71 1.265.492,96 mar/02 1.442.181,94 131.717,33 1.573.899,27 969.040,99 1.453.561,49 120.337,79 1.573.899,28 mai/02 1.310.314,94 98.930,39 1.409.245,33 839.857,90 1.259.786,86 149.458,47 1.409.245,33 A base de cálculo utilizada pela Fiscalização para determinação dos valores a serem lançados foi, ao que tudo indica obtida a partir das planilhas de fls. 13 a 30 que foram apresentadas pela empresa e assinadas pelo seu Gerente de Departamento. É importante destacar que em relação ao lançamento original as receitas de faturamento e as “outras receitas” foram somadas e comparadas com os débitos apurados e os créditos apurados, conforme se verifica às fls. 78 a 81. Em contra partida a Recorrente afirma que as informações constantes de sua DCTF contem erros e que apenas seus balancetes, sua DIPJ e seus livros fiscais deveriam ter sido levados em consideração durante a fiscalização. Apresenta planilhas (fls. 150 a 157) que apuram os valores devidos de forma diversa da informada nas suas DCTFs porém de acordo com a DIPJ e balancetes. Esclareço que foram lançadas diferenças em relação as apurações declaradas em DIPJ e DCTFS relacionadas ao Faturamento e também relacionadas a outras receitas, ambas com multa de oficio de 75% A DRJ entendeu por bem afasta aplicação da multa em relação as outras receitas por conta da existência de ação judicial. Destaco que esta multa exonerada não será analisada no presente processo em função da não existência de Recurso de Ofício. Bom, dito isto, a verdade é que das informações apresentadas pela fiscalização e pelo contribuinte não restava claro como foram apuradas as denominadas “outras receitas” e nem a origem das diferenças apontadas, motivo pelo qual o processo foi baixado em diligência. Para cumprimento da diligência determinada por este colegiado foram solicitados documentos que comprovassem as bases de cálculo apuradas em fiscalização, por meio de balancetes/e ou razões referentes aos valores informados nas DJJPJs, e DCTFs relativos aos anos de 1999, 2000, 2001 e 2002 Em relação aos anos de 1999 e 2000 Recorrente não apresentou os documentos solicitados, motivo pelo qual devem ser mantidas os valores apontados pela fiscalização. Já em relação aos anos de 2001 e 2002 a documentação apresentada não foi capaz de afastar as diferenças apontadas pela fiscalização. Destaco que o Recorrente foi Fl. 671DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES 6 intimado a se manifestar sobre as conclusões apontados do relatório produzido pela diligência e não o fez. Importante ressaltar que em relação as competências de janeiro/02, fevereiro/02, março/02 e maio/02, a diferenças apontadas pela fiscalização foram devidamente esclarecias no decorrer da diligencia realizada, tendo esta assim opinado: “Quanto às diferenças apuradas à época da fiscalização, nos meses de janeiro/02, fevereiro/02, março/02 e maio/02, por terem sido comprovadas pelo contribuinte, devem ser exoneradas” Neste sentido, entendo que devem ser exonerados do lançamento os valores das competências de janeiro/02, fevereiro/02, março/02 e maio/02. Insurgese, a Recorrente, contra a aplicação da multa, por confiscatório, e pela aplicação da SELIC. Melhor sorte não socorre a recorrente. Quanto a multa, também não merece reparos a decisão recorrida posto que esta se encontra prevista em lei em pleno vigor, sendo vedado, como já dito, ao julgador administrativo afastala por ilegalidade ou inconstitucionalidade. (art. 26 A do Decreto 70.235/72 e 62 do Regimento Interno do CARF.) Da mesma forma, são improcedentes os argumentos contrários a aplicação dos juros SELIC, matéria também já sumulada, senão vejamos: Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Súmula CARF nº 5: São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. Importante destacar que, a teor do que dispõe o art. 721 do RICARF, as súmulas editadas pelo CARF são de aplicação obrigatória pelos julgadores. Neste contexto, voto por dar PROVIMENTO PARCIAL tão somente para excluir os valores relativos às competências de janeiro/02, fevereiro/02, março/02 e maio/02. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES – Relator. 1 Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Fl. 672DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 19515.000424/200353 Acórdão n.º 3302001.939 S3C3T2 Fl. 670 7 Fl. 673DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10880.934549/2009-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/12/2004
DESPACHO DECISÓRIO E DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
São válidos o despacho decisório e a decisão que apresentam todas as informações necessárias para o entendimento do contribuinte quanto aos motivos da não-homologação da compensação declarada.
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. PROVA DO INDÉBITO.
O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF que contenha erro material. A DCTF (retificadora ou original) não faz prova de liquidez e certeza do crédito a restituir. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, deve-se apreciar as provas apresentadas pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3302-002.383
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Paulo Guilherme Deroulede e Maria da Conceição Arnaldo Jacó, que negavam provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator.
EDITADO EM: 29/11/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/12/2004 DESPACHO DECISÓRIO E DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. São válidos o despacho decisório e a decisão que apresentam todas as informações necessárias para o entendimento do contribuinte quanto aos motivos da não-homologação da compensação declarada. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. PROVA DO INDÉBITO. O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF que contenha erro material. A DCTF (retificadora ou original) não faz prova de liquidez e certeza do crédito a restituir. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, deve-se apreciar as provas apresentadas pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.934549/2009-31
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5315742
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3302-002.383
nome_arquivo_s : Decisao_10880934549200931.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : WALBER JOSE DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10880934549200931_5315742.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Paulo Guilherme Deroulede e Maria da Conceição Arnaldo Jacó, que negavam provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
id : 5242100
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046369975926784
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1924; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.934549/200931 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.383 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2013 Matéria COFINS DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente ARCELORMITTAL TUBARÃO COMERCIAL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/12/2004 DESPACHO DECISÓRIO E DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. São válidos o despacho decisório e a decisão que apresentam todas as informações necessárias para o entendimento do contribuinte quanto aos motivos da nãohomologação da compensação declarada. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. PROVA DO INDÉBITO. O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF que contenha erro material. A DCTF (retificadora ou original) não faz prova de liquidez e certeza do crédito a restituir. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, devese apreciar as provas apresentadas pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Paulo Guilherme Deroulede e Maria da Conceição Arnaldo Jacó, que negavam provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 93 45 49 /2 00 9- 31 Fl. 216DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.934549/200931 Acórdão n.º 3302002.383 S3C3T2 Fl. 3 2 EDITADO EM: 29/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório No dia 31/12/2005 a empresa Recorrente transmitiu PER/DCOMP no qual declara a compensação de débitos seus com crédito de Cofins supostamente paga a maior no dia 14/01/2005, e relativo ao período de 31/12/2004. A DERAT/SP não homologou a compensação porque, embora localizado o DARF de pagamento indicado no PER/DCOMP, o crédito foi integralmente utilizado para quitação de débito do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP, conforme Despacho Decisório nº 831717288, de 20/04/2009. Ciente da decisão, a empresa interessada ingressou com Manifestação de Inconformidade, cujas alegações foram resumidas pela decisão recorrida nos seguintes termos: Da Tempestividade A Requerente foi cientificada do despacho decisório em 28/04/2009, terça feira. Sendo assim, é tempestiva a presente Manifestação de Inconformidade protocolada em 28.05.2009, já que o prazo legal de 30 dias previsto no art. 74, § 7º e § 9º, da Lei n° 9.430/96 vence em quintafeira. Da Ilegitimidade do Sujeito Passivo. Incompetência desta DRF Em Assembléias Gerais Extraordinárias, realizadas no dia 01/09/2008, os acionistas da então Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e da ArcelorMittal Brasil aprovaram a cisão parcial da CST e a incorporação da parcela cindida (equivalente a aprox. 95% do patrimônio líquido da CST) pela ArcelorMittal Brasil. Além disso, na mesma ocasião, a denominação da CST foi alterada para ArcelorMittal Tubarão Comercial e sua sede foi transferida para a Capital do Estado de São Paulo. Para comprovar o acima exposto, a Requerente junta Certidão das AGE's da CST e da ArcelorMittal Brasil; Protocolo e Instrumento de Justificação da Cisão Parcial da Companhia Siderúrgica de Tubarão com Versão da Parcela Cindida do Patrimônio Líquido para a ArcelorMittal Brasil S.A.; Laudo de Avaliação do Patrimônio da CST e Estatuto Social da ArcelorMittal Tubarão Comercial S.A. Por isso que, no presente caso, o pedido de compensação foi analisado e decidido pela RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA EM SÃO PAULO SP. Contudo, entende a Requerente que a ARCELORMITTAL BRASIL S/A, incorporadora por cisão parcial da CST Companhia Siderúrgica de Tubarão, com Fl. 217DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.934549/200931 Acórdão n.º 3302002.383 S3C3T2 Fl. 4 3 sede no município de Belo Horizonte, à Av. Carandaí, n° 1.115, Bairro Funcionários, CNPJ 17.469.701/000177 e estabelecimento em Serra/ES, à Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, 930, Bairro Tubarão, inscrita no CNPJ/MF sob o n.° 27.251.974/000102, tendo em vista o que consta do protocolo de justificação, que deve arcar e assumir eventuais (no presente caso, inexistente) passivos. A consequência de tal relato é que o polo passivo deve ser alterado para constar ARCELORMITTAL BRASIL S/A e a competência se transfere para Belo Horizonte, para onde os autos deverão ser remetidos, para julgamento perante a DRF de Julgamento em Belo Horizonte, na forma da lei. Requer preliminarmente a retificação do polo passivo para constar ARCELORMITTAL BRASIL S/A e a declinação da competência para a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte/MG, na forma da lei. Dos Fatos e do Direito Tratase de manifestação de inconformidade contra despacho decisório que deixou de homologar pedido de compensação formulado pela Requerente através da PER/DCOMP n° 15467.23061.311205.1.7.042792, transmitida em 31.12.2005, nos seguintes termos: "A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Por força da não homologação, a Receita Federal está a exigir débito em valor atualizado para pagamento até 30.04.09, assim decomposto: Principal Multa Juros Total 1.818.398,38 363.679,67 1.570.368,84 3.752.446,89 Depreendese do despacho eletrônico encaminhado pela RFB que o único motivo para não homologação da compensação foi a suposta inexistência de crédito disponível, mediante análise parametrizada da DCTF transmitida. Por se tratar de crédito vinculado a um único DARF, no valor de R$ 2.629.075,49, para a solução da questão basta perquirir se para o período de competência nele consignado, da comparação entre a apuração da empresa e os pagamentos realizados, houve montante recolhido a maior no valor de, no mínimo, R$ 2.629.075,49. Ficando comprovado que houve recolhimento realizado a maior, a consequência inarredável será a existência de crédito em favor do contribuinte, disponível para compensação, nos exatos termos em que foi utilizado. Origem do Crédito. A questão discutida neste processo deveria ter sido retratada na DCTF, recepcionada pela RFB, referente ao 4º trimestre de 2004, entregue pela ArcelorMittal Tubarão Comercial S/A. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.934549/200931 Acórdão n.º 3302002.383 S3C3T2 Fl. 5 4 Na DCTF, o contribuinte deve fazer constar informações relativas a seus débitos apurados, bem como aos créditos a eles vinculados. Com sua entrega, o FISCO deverá verificar: (i) se todos os débitos estão vinculados a pagamentos; (ii) se o valor do débito é maior do que o valor do crédito – tributo em aberto; (iii) se existem mais créditos vinculados do que débitos apurados crédito disponível. No presente caso, a simples análise da DCTF original não é capaz de demonstrar de forma clara a existência de crédito disponível à compensação. Para o período de apuração em questão, foi apurado determinado montante de contribuição devida. Como forma de pagamento do débito apurado foi vinculado como crédito o DARF utilizado na compensação em questão. Notese que o valor total recolhido é idêntico ao montante do débito apurado quando da transmissão da declaração original. Assim, o crédito efetivo decorre da apuração contábil, não podendo obstar o direito à compensação, mero erros formais no preenchimento da DCTF ou da PER/DCOMP. A Requerente efetivamente dispõe dos créditos compensados, tendo sido os mesmos apurados em sua escrita contábil. O CTN é categórico em reconhecer o direito de restituição ao contribuinte que tenha pagado tributo a maior ou indevidamente, conforme dispõe o art. 165, incisos I, II e II do CTN. De fato, é intuitivo que, aquele que pagou tributo indevido ou a maior, deve ter o direito de reaver a quantia paga. Não fosse assim, estarseia diante de enriquecimento ilícito por parte do Estado, a auferir receita não prevista em lei. Independente de prévio protesto implica, pois uma obrigação de natureza ética, conformada pelo legislador complementar, que, se não ocorrer, justifica, à evidência, o direito de pleitear a restituição. No presente caso, a Requerente, tendo apurado créditos decorrentes de pagamento indevido a título de contribuições sociais, pretendeu efetuar, nos termos da legislação federal, a compensação de tais valores. Entretanto, ao preencher suas obrigações acessórias, a Requerente cometeu impropriedades que, de fato, impossibilitam a identificação do crédito em análise parametrizada, mas que não fazem decair seu direito material ao crédito. Da diferença entre o valor realmente apurado e o recolhido surge saldo de pagamento a maior no montante de R$ 2.629.075,49, que está contido no exato valor do DARF em questão, este por sua vez idêntico ou superior ao crédito utilizado na declaração de compensação em questão. Inicialmente, a requerente apurou, a título de contribuições devidas, um determinado valor, e efetuou o recolhimento com o DARF desse mesmo valor. Tais dados foram informados na DCTF original. Posteriormente, verificando suas declarações contábeis e fiscais, a empresa requerente identificou ajustes de créditos que não haviam sido apropriados no momento oportuno, o que fez com que fosse reduzido o tributo devido incidente sobre as operações próprias (códigos de receita 6912 e 5856). Em verdade, o único problema é que a requerente deveria ter retificado também sua DCTF, reduzindo o valor do imposto informado como devido de modo Fl. 219DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.934549/200931 Acórdão n.º 3302002.383 S3C3T2 Fl. 6 5 a desvincular o DARF do débito quitado em quantia equivalente ao crédito ora pleiteado, pelo menos. Em virtude dessa inconsistência de informações o despacho eletrônico parametrizado emitido não identificou devidamente a origem do crédito. A própria boafé da requerente é demonstrada pela retificação tempestiva das suas DCTF com a liberação do crédito contido no DARF mencionado. Inclusive, nova análise parametrizada das declarações certamente levaria à homologação da compensação, tendo em vista que a suposta irregularidade apontada não mais subsiste. É manifesto que um erro material no preenchimento de uma DCTF não pode prevalecer sobre o direito ao crédito, decorrente de pagamento indevidamente efetuado, muito mais porque os próprios lançamentos contábeis da empresa registram a compensação no limite do que efetivamente ocorreu. Com base no exposto, fica claro que (i) o montante de R$ 2.629.075,49 foi recolhido a maior, a título de contribuição social; (ii) tal valor consta do DARF cujo total é de R$ 2.629.075,49; (iii) a diferença entre o valor recolhido e o apurado, representa crédito, passível de utilização pela Requerente; (iv) o valor do crédito já se encontra disponibilizado em DCTF, pois o montante do DARF que corresponde ao pagamento a maior foi liberado em declaração retificadora; e (v) o citado valor foi corretamente utilizado na DCOMP objeto desta manifestação de inconformidade. Dessa forma, impõese a homologação da presente compensação. Dos Pedidos Por todo o exposto, pedem e esperam as Requerentes a procedência da presente manifestação de inconformidade, a fim de que seja reconhecida a insubsistência do Despacho Decisório n° 831717288, com a consequente homologação da compensação declarada e extinção do débito fiscal nela compensado, até o limite do crédito demonstrado. Protesta por todos os meios de prova em Direito admitidos. Consta às fls. 124, novo documento juntado aos autos, requerendo a juntada de substabelecimentos, ratificando todos os atos praticados até aquela data (29/06/2009), nos termos do art. 662 do Código Civil. A 12a Turma de Julgamento da DRJ em São Paulo SP indeferiu a solicitação da Recorrente, nos termos do Acórdão no 1634.882, de 24/11/2011, cuja ementa abaixo se reproduz. DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. ERRO NO PREENCHIMENTO. VALORES CORRETOS. COMPROVAÇÃO. Considerase confissão de dívida os débitos declarados em DCTF, motivo pelo qual qualquer alegação de erro nos valores nela declarados deve vir acompanhada de declaração retificadora munida de documentos hábeis e suficientes para justificar as alterações realizadas no cálculo dos tributos devidos. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO. Fl. 220DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.934549/200931 Acórdão n.º 3302002.383 S3C3T2 Fl. 7 6 É requisito indispensável ao reconhecimento da compensação a comprovação dos fundamentos da existência e a demonstração do montante do crédito que lhe dá suporte, sem o que não pode ser admitida. DESPACHO DECISÓRIO. INSUBSISTÊNCIA. INOCORRÊNCIA. É válido o despacho decisório que apresenta todas as informações necessárias para o entendimento do contribuinte quanto aos motivos da não homologação da compensação declarada. A Recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 27/02/2012, conforme AR, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 27/03/2012, com Recurso Voluntário, no qual repisa os argumentos da Manifestação de Inconformidade. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o Relatório. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. Inicialmente, adotamse, no presente voto, os fundamentos do acórdão de primeira instância em relação à competência da autoridade fiscal para apreciar a compensação e ao cerceamento de defesa, com fulcro no art. 50, § 1º, da Lei nº 9.874/99. Como relatado, a empresa Recorrente apurou a existência de pagamento indevido de Cofins e o utilizou para compensação de débito seu, apresentando a competente PER/DCOMP sem, contudo, efetuar a retificação da DCTF anteriormente apresentada. Corretamente, a Derat verificou que o valor do pagamento (Darf) informado pela Recorrente foi integralmente aproveitado no débito informado na DCTF e, por esta razão, não reconheceu a existência de crédito e não homologou a compensação declarada. Somente após a ciência da decisão que não homologou a compensação declarada é que a Recorrente providenciou a retificação da DCTF e ingressou com manifestação de inconformidade, esta indeferida pela DRJ porque a DCTF fora apresentada após a ciência do Despacho Decisório da Derat e desacompanhada da prova da existência do crédito alegado. Devese marcar, desde logo, que o litígio estabelecido com a Manifestação de Inconformidade versa única e exclusivamente sobre o fato do valor do Darf está integralmente alocado a débito regularmente declarado em DCTF, único argumento utilizado no Despacho Fl. 221DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.934549/200931 Acórdão n.º 3302002.383 S3C3T2 Fl. 8 7 Decisório para indeferir o Pedido de Restituição da recorrente. Só isto e nada mais. Logo, nestes autos não há litígio sobre a existência, ou não, do direito à repetição do indébito e muito menos sobre o valor do indébito. Consequentemente, por serem estranhas à lide estabelecida com a Manifestação de Inconformidade, as alegações suscitadas pela Recorrente que versem sobre as referidas matérias não serão conhecidas pelo Colegiado. Quanto ao mérito, naquilo que se conhece, a empresa Recorrente alega que a falta de retificação prévia da DCTF não pode prejudicar seu direito à repetição do indébito e que o erro de fato cometido já foi efetivamente retificado por meio da apresentação da DCTF retificadora, instrumento hábil para tal. Com razão, em parte, a Recorrente. Tenho reiteradamente defendido neste Colegiado que, em matéria tributária, devese buscar a verdade material, isto sem afastar as normas procedimentais da RFB. No caso em tela, não existe norma procedimental condicionando a apresentação de PER/DCOMP à prévia retificação de DCTF, embora seja este um procedimento lógico. Portanto, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de restituição. Se o processamento administrativo do pedido de restituição somente pode ser realizado após a retificação da DCTF, isto em nada afeta o direito material à repetição do indébito. Como a Recorrente não foi intimada previamente a provar a existência do crédito pleiteado, a decisão da autoridade da RFB fundouse unicamente nas informações constantes da DCTF apresentada pela Recorrente e, por elas, concluiu que não há indébito. Por outro lado, se a Recorrente tivesse apresentado a DCTF retificadora antes da transmissão do pedido de restituição não tornaria líquido e certo o crédito pleiteado. Portanto, não serve a DCTF (original ou retificadora) para conferir, ou não, liquidez e certeza ao crédito pleiteado. Particularmente, entendo que o fato de a RFB vir a conhecer do erro material em fase posterior à apresentação regular da PER/DCOMP, inclusive por meio de DCTF retificadora, não exclui o direito da Recorrente à repetição do indébito. O indébito pode existir e, existindo, tem o contribuinte direito à sua repetição, nos termos do art. 165 do CTN e na forma prescrita na IN RFB nº 1.300/2012. Não resta nenhuma dúvida que nos processos envolvendo restituição o ônus da prova do direito é do contribuinte, já que lhe cabe a iniciativa e o interesse em ver reconhecido seu direito ao crédito e à compensação, se for o caso. Pela sistemática atual, ao fazer o pedido de restituição/compensação não está o contribuinte obrigado a apresentar nenhuma prova da existência do crédito pleiteado, inclusive mediante a apresentação ou retificação de DCTF. Como acima se disse, não pode a falta de apresentação de DCTF (original ou retificadora), por si só, ser motivo de indeferimento de pedido de restituição de tributos pagos a maior ou indevidamente. Ademais, se a DCTF for prova da existência do crédito pleiteado, ela é prova indiciária, necessitando de verificações complementares para constatarse a existência concreta do crédito pleiteado. Se essas verificações complementares não foram realizadas pela Fl. 222DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.934549/200931 Acórdão n.º 3302002.383 S3C3T2 Fl. 9 8 autoridade fazendária, ou se outras provas não forem oferecidas pelo sujeito passivo, não há como falarse em existência ou inexistência de liquidez e certeza do crédito pleiteado. Quanto ao momento em que o sujeito passivo deve apresentar a prova da existência do crédito pleiteado em PER/DCOMP, também não há norma legal específica. Entendo que o contribuinte deve apresentálas quando for solicitado e no prazo determinado pela autoridade fazendária. Na hipótese de a autoridade fazendária indeferir o pedido de restituição sem solicitar prova do direito pleiteado, como é o caso destes autos, entendo que essa prova pode ser apresentada junto com a manifestação de inconformidade ou quando for solicitada pela Administração Fazendária. Concluindo: à mingua de previsão legal, a falta de apresentação de DCTF retificadora, ou a sua apresentação após a emissão do Despacho Decisório, por si só, não se constitui em motivo para o indeferimento do pedido de restituição e, consequentemente, para a não homologação de compensação declarada pelo contribuinte. Afastado, portanto, a razão alegada pela Derat de origem para indeferir o pedido da recorrente, é inequívoco o direito de a recorrente ver apreciado, pela mesma Derat de origem, as provas do direito alegado e, se for o caso, a conseqüente apuração do valor do indébito alegado. Deve, portanto, a autoridade administrativa da RFB apreciar as razões de fato e de direito alegadas pela Recorrente para apurar o suposto indébito e, sendo o caso, providenciar a apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, considerando todas as provas trazidas aos autos e outras que julgar imprescindível para apurar a verdade material e formar sua convicção. Reconhecido a liquidez e certeza do crédito pleiteado, deve a autoridade da RFB homologar a compensação declarada, até o limite do crédito apurado. Caso contrário, ou seja, não apurando crédito líquido e certo a favor da Recorrente, ou apurando em valor inferior ao pleiteado, deve a autoridade da RFB dar ciência de sua decisão à Recorrente, abrindolhe prazo para apresentação de manifestação de inconformidade. Isto posto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar que a autoridade da RFB aprecie as alegações da Recorrente e, se for o caso, apure a liquidez e a certeza do crédito pleiteado pela Recorrente, considerando as provas trazidas aos autos e outras que julgar conveniente e homologue as compensações declaradas, até o limite do crédito reconhecido, se houver. (Assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator Fl. 223DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.934549/200931 Acórdão n.º 3302002.383 S3C3T2 Fl. 10 9 Fl. 224DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10469.720931/2010-64
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2007
Ementa:
EFEITOS DE EXCLUSÃO DO SIMPLES.
As microempresas ou as empresas de pequeno porte excluídas do Simples sujeitar-se-ão, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas (Inteligência do artigo 16 da Lei 9.317/96).
No caso dos presentes autos, excluída de ofício a pessoa jurídica, do Simples, por ultrapassar a receita bruta permitida em 2006, a partir de 01/01/2007 sujeitar-se-á, às normas de tributação com base no lucro real, presumido ou arbitrado.
LUCRO ARBITRADO. APLICAÇÃO. O contribuinte que deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal ou deixar de apresentar o Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a movimentação financeira, inclusive bancária, quando optar pelo lucro presumido e não mantiver escrituração contábil regular, deve ser tributado pelo Lucro Arbitrado.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA - CSLL.
Decorrendo a exigência da CSLL do mesmo fato que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada, no mérito, a mesma decisão proferida para o imposto de renda.
Numero da decisão: 1802-002.006
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho e Marciel Eder Costa.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007 Ementa: EFEITOS DE EXCLUSÃO DO SIMPLES. As microempresas ou as empresas de pequeno porte excluídas do Simples sujeitar-se-ão, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas (Inteligência do artigo 16 da Lei 9.317/96). No caso dos presentes autos, excluída de ofício a pessoa jurídica, do Simples, por ultrapassar a receita bruta permitida em 2006, a partir de 01/01/2007 sujeitar-se-á, às normas de tributação com base no lucro real, presumido ou arbitrado. LUCRO ARBITRADO. APLICAÇÃO. O contribuinte que deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal ou deixar de apresentar o Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a movimentação financeira, inclusive bancária, quando optar pelo lucro presumido e não mantiver escrituração contábil regular, deve ser tributado pelo Lucro Arbitrado. TRIBUTAÇÃO REFLEXA - CSLL. Decorrendo a exigência da CSLL do mesmo fato que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada, no mérito, a mesma decisão proferida para o imposto de renda.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10469.720931/2010-64
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5325674
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1802-002.006
nome_arquivo_s : Decisao_10469720931201064.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10469720931201064_5325674.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho e Marciel Eder Costa.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
id : 5295688
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046369986412544
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1983; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10469.720931/201064 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 1802002.006 – 2ª Turma Especial Sessão de 12 de fevereiro de 2014 Matéria Autos de Infração Lucro Arbitrado Recorrente A P DE MEDEIROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007 Ementa: EFEITOS DE EXCLUSÃO DO SIMPLES. As microempresas ou as empresas de pequeno porte excluídas do Simples sujeitarseão, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas (Inteligência do artigo 16 da Lei 9.317/96). No caso dos presentes autos, excluída de ofício a pessoa jurídica, do Simples, por ultrapassar a receita bruta permitida em 2006, a partir de 01/01/2007 sujeitarseá, às normas de tributação com base no lucro real, presumido ou arbitrado. LUCRO ARBITRADO. APLICAÇÃO. O contribuinte que deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal ou deixar de apresentar o Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a movimentação financeira, inclusive bancária, quando optar pelo lucro presumido e não mantiver escrituração contábil regular, deve ser tributado pelo Lucro Arbitrado. TRIBUTAÇÃO REFLEXA CSLL. Decorrendo a exigência da CSLL do mesmo fato que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada, no mérito, a mesma decisão proferida para o imposto de renda. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 72 09 31 /2 01 0- 64 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho e Marciel Eder Costa. Relatório Trata o presente processo de autos de infração, exigindo da pessoa jurídica, acima identificada, os seguintes tributos nos valores respectivos, relativos ao ano calendário de 2007: Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), R$ 52.222,78; e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), R$ 31.537,81. Os tributos lançados foram acrescidos de multa de ofício de 75%, e juros de mora. Por considerar pertinente adoto a seguinte parte do Relatório da decisão recorrida que a seguir transcrevo: 2. Conforme descrições dos fatos, fls. 09 a 10, e 19 a 20, os lançamentos foram decorrentes de: IRPJ – Lucro Arbitrado “001 – RECEITAS OPERACIONAIS (ATIVIDADE NÃO IMOBILIÁRIA). REVENDA DE MERCADORIAS. Descrição dos fatos e enquadramento legal conforme Termo de Encerramento anexo”. CSLL – Lucro Arbitrado “001 – FALTA DE RECOLHIMENTO/ DECLARAÇÃO DA CSLL. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO OU DECLARAÇÃO. Descrição dos fatos e enquadramento legal conforme Termo de Encerramento anexo”. 3. Nos Termos de Encerramento (fls. 11 a 13, e 21 a 23), é informado ainda que: 3.1. a empresa pertence ao ramo de mercearia e comércio varejista, iniciou suas atividades desde 01/08/1994, tendo optado pelo Simples desde 1997. Em 2006 auferiu receitas superiores a R$ 2.400.000,00, limite para empresas enquadradas como empresa de pequeno porte, conforme análise dos livros fiscais e quadro comparativo da Receita Bruta de 2006; Fl. 148DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.720931/201064 Acórdão n.º 1802002.006 S1TE02 Fl. 3 3 3.2. através do processo 16707.001586/201092 foi realizada representação para exclusão do Simples e do Simples Nacional, culminando com o Ato Declaratório Executivo DRF/NAT 13, de 24 de março de 2010, declarando a exclusão do contribuinte com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2007; 3.3. a contribuinte tomou ciência do Ato Declaratório em 22/04/2010 e não apresentou manifestação de inconformidade quanto à exclusão do Simples; 3.4. tendo em vista a exclusão, a empresa foi intimada a providenciar escrituração contábil de acordo com a legislação comercial e fiscal para o período de 2007; 3.5. na falta de opção pelo lucro real anual ou lucro presumido constatado pela ausência de pagamentos por essas modalidades de apuração do lucro, resta a tributação pelo lucro real trimestral, sendo intimada a apresentar Diário, Razão, Balancetes mensais e trimestrais e Livro de Apuração do Lucro Real, não tendo apresentado os livros nem justificado a não apresentação, sendo reintimado em 16/06/2010, mas novamente não se manifestou, razão pela qual foi efetuado o lançamento do IRPJ com base no lucro arbitrado a partir da receita de venda de mercadorias obtida dos Livros e documentos fiscais do ano calendário de 2007, sendo utilizado o coeficiente de 9,6% previsto na legislação do imposto de renda para a atividade da empresa, tendo sido considerados os recolhimentos efetuados pelo contribuinte durante o período analisado. 4. Cientificada dos autos de infração em 29/06/2010, conforme fls. 8 e 18, a empresa apresentou impugnação de fls. 96 a 101, em 29/07/2010, conforme fl. 96, alegando, em síntese, que: 4.1. houve cerceamento ao direito de defesa, pois os fatos alegados pelo autuante não estão fundamentos em documentos probatórios, mas apenas em relatórios; 4.2. o auto de infração somente é compreensível para os auditores da Receita Federal do Brasil, não se podendo contestar sem ter certeza dos fatos e como se obtiveram tais resultados, faltando descrição detalhada dos procedimentos e valores, que parecem que saíram do nada para os autos de infração; 4.3. faz, a impugnante, referência ao devido processo legal e ampla defesa, e que defesa técnica só é possível se presentes todos os elementos claramente, o que não se vislumbra; 4.4. “as folhas entregues ao autuante sequer estão numeradas”, ficando “impossível garantir a integridade do conteúdo”; 4.5. o auto de infração é nulo, pois não respeita o devido processo legal e a ampla defesa, mas “pelo princípio da eventualidade” discutirá as questões de mérito, limitadamente, porém, “pelo pouco que se pode compreender do auto de infração”; Fl. 149DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 4.6. o Auditor Fiscal apontou “suposta omissão de receita nos anos de 2005 e 2006”, com base no Livro de Apuração de ICMS e no Movimento Econômico Tributário – MOVECO, este fornecido pela Secretaria de Tributação do RN; 4.7. as informações do livro de apuração do ICMS não podem ser utilizadas sem as devidas cautelas, já que o ICMS incide sobre a circulação de mercadorias e não sobre vendas como os tributos federais; 4.8. “como exemplo, no livro registro de saídas, no total do valor contábil, que foi provavelmente utilizado pelo autuante, temos as devoluções, CFOP (...) 6.202, as operações com CFOP 5.929, entre outros, os quais não correspondem a venda, ... e não constituem base de cálculo ... dos impostos de competência da União”; 4.9. explica que o CFOP 5.929 se refere a lançamentos de operações ou prestações que também tenham sido registradas em equipamento Emissor de Cupom Fiscal –ECF e que o CFOP 6.202 se refere a devolução de compras para comercialização; 4.10. destaca que operações registradas com o CFOP 5.929 também foram registradas em equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF no CFOP 5.102, este relativo a Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros; 4.11. este procedimento está disciplinado no artigo 830C do Regulamento do ICMS do RN, que transcreve; 4.12. o auditor cometeu bis in idem em relação aos valores lançados com o CFOP 5.929, nos valores que relaciona em tabela, o impugnante, para 2006 e 2007; 4.13. a suposta omissão de receita é decorrente de que os valores da tabela acima estão duplamente computados como receitas, o que não corresponde à verdade; 4.14. o autuante ainda faz lançamento de valores relativos a 2006 como se estes não tivessem sido pagos, “um verdadeiro absurdo”, podendose verificar no sistema da RFB que os tributos deste período foram devidamente pagos, conforme documentos acostados; 4.15. o autuante faz lançamento de tributo relativamente a 2006 que já foi pago e o que considerou omissão de receita são apenas operações de circulação de mercadorias regulamentadas pela legislação do fisco estadual que não constituem faturamento; 4.16. em relação a 2007, além do bis in idem no valor de R$ 899.840,67, o autuante também não abateu os valores já recolhidos, afrontando os princípios constitucionais da razoabilidade e proporcionalidade, devendo o que foi pago ser abatido do total levantado, além do que o valor levantado está viciado pelo bis in idem amplamente demonstrado; Fl. 150DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.720931/201064 Acórdão n.º 1802002.006 S1TE02 Fl. 4 5 4.17. como o auto de infração não atendeu ao requisito do ditame constitucional, distanciandose do princípio da legalidade dos atos administrativos, requer a nulidade do feito; 4.18. caso ultrapassada a preliminar levantada, requer a improcedência do auto de infração, considerando que não procede a omissão de receitas, visto que o autuante computou como receita registros meramente fiscais para cumprimento de obrigações acessórias relativas ao ICMS, e que não se constituem em receita, além do que não houve o abatimento de valores já recolhidos, devendose obediência ao princípio da legalidade, observandose ter havido desconsideração dos princípios constitucionais da razoabilidade e da proporcionalidade dos atos do poder público, além de não ter havido qualquer ato de sonegação fiscal. A 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Recife/PE), julgou improcedente a impugnação, mediante o Acórdão nº 1138.262, de 24 de setembro de 2012 (fls.118/127) assim ementado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2007 OMISSÃO DE RECEITAS. Verificada a omissão de receita, a autoridade tributária determinará o valores dos tributos lançados de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no períodobase a que corresponder a omissão. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 NULIDADE. HIPÓTESES NÃO VERIFICADAS. Não há que se falar em nulidade se não houve cerceamento ao direito de defesa, os autos foram lavrados por servidor competente e não se observa qualquer outra hipótese de nulidade. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 INCONSTITUCIONALIDADE. NORMAS LEGAIS. JULGAMENTO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, não podendo decidir, em âmbito administrativo, pela inconstitucionalidade ou ilegalidade de leis ou atos normativos validamente editados. Impugnação Improcedente Fl. 151DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Crédito Tributário Mantido A pessoa jurídica cientificada da mencionada decisão em 21/02/2013, Aviso de Recebimento AR, interpôs recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, protocolizado em 22/03/2013. A Recorrente, na peça recursal, com fundamento no artigo 148 do CTN, no essencial, alega que, o método do lançamento por arbitramento não pode ser adotável, de forma discricionária, a toda e qualquer situação fática, por parte do Fisco. Ao contrário, a viabilidade de sua utilização somente se faz presente em situações peculiares e excepcionais, quando restar comprovada a inviabilidade da aferição direta do montante a ser tributado, como, por exemplo, no caso de negativa injustificada do contribuinte em fornecer os elementos solicitados pelo Agente Fiscal, necessários à quantificação do faturamento e do lucro, e, por conseguinte, da real base de cálculo do quantum tributável. E que, ao se apurar o lucro, não foram consideradas as despesas suportadas pelo contribuinte, o que é dedutível da base de cálculo arbitrada. Argúi que, não tendo ficado caracterizada nos autos a recusa da pessoa jurídica em apresentar sua escrituração contábil e fiscal, descabe o arbitramento do lucro, e, mais ainda, em razão do fato de ser empresa optante do Simples, não era obrigatória a manutenção de tais Livros, nos termos do art. 7o, § 1°, Lei. 9.317/96. Alega serem nulos os autos de infração, tendo em vista que o desenquadramento da empresa do SIMPLES foi efetuado ao arrepio dos princípios constitucionais, tais como legalidade, irretroatividade de lei e devido processo legal. Ademais, os efeitos do Ato Declaratório Executivo DRF/NAT 13, de 24/03/2010, também não podem retroagir para atingir períodos anteriores a sua ciência pelo contribuinte, porquanto tal medida fere o princípio constitucional da irretroatividade da lei, previsto no art. 5o, XXXIV, XL da Constituição federal de 1988. Ao final requer seja reformada a r. decisão, para se reconhecer a inaplicabilidade, no caso, do arbitramento do lucro, bem assim para que se afaste a possibilidade de os efeitos do ato de exclusão retroagirem para atingir data anterior àquela em que o contribuinte foi cientificado da exclusão. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. Conforme relatado, a forma de apuração da base de cálculo, para o lançamento de ofício do IRPJ e da CSLL, adotada pela fiscalização foi a do “Lucro Arbitrado”, Fl. 152DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.720931/201064 Acórdão n.º 1802002.006 S1TE02 Fl. 5 7 nos períodos relativos aos trimestres de 2007, em virtude de a pessoa jurídica, apesar de intimada e reintimada, não haver apresentado os livros Diário, Razão, Balancetes mensais e trimestrais e Livro de Apuração do Lucro Real, nem justificado a não apresentação. A Recorrente, na peça recursal, com fundamento no artigo 148 do CTN, alega que, o método do lançamento por arbitramento não pode ser adotável, de forma discricionária, a toda e qualquer situação fática, por parte do Fisco. Ao contrário, a viabilidade de sua utilização somente se faz presente em situações peculiares e excepcionais, quando restar comprovada a inviabilidade da aferição direta do montante a ser tributado, como, por exemplo, no caso de negativa injustificada do contribuinte em fornecer os elementos solicitados pelo Agente Fiscal, necessários à quantificação do faturamento e do lucro, e, por conseguinte, da real base de cálculo do quantum tributável. E que, ao apurar o lucro, não foram consideradas pelo autuante as despesas suportadas pelo contribuinte, que são dedutíveis da base de cálculo arbitrada. Argúi que, não tendo ficado caracterizada nos autos a recusa da pessoa jurídica em apresentar sua escrituração contábil e fiscal, descabe o arbitramento do lucro, e, mais ainda, em razão do fato de ser empresa optante do Simples, não era obrigatória a manutenção de tais Livros, nos termos do art. 7o, § 1°, Lei. 9.317/96. Os argumentos da Recorrente não subsistem diante dos fatos narrados no Relatório que adiante se analisa. Sobre a exclusão do Simples, consta que, através do processo nº 16707.001586/201092 foi realizada representação para exclusão do Simples, culminando com o Ato Declaratório Executivo DRF/NAT 13, de 24 de março de 2010, declarando a exclusão do contribuinte com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2007, e que, a contribuinte cientificada do Ato Declaratório em 22/04/2010 não apresentou manifestação de inconformidade. Assim, tendo em vista a exclusão, a empresa foi intimada a providenciar escrituração contábil de acordo com a legislação comercial e fiscal para o período de 2007. Consta ainda que, na falta de opção pelo lucro real anual ou lucro presumido constatado pela ausência de pagamentos por essas modalidades de apuração do lucro, resta a tributação pelo lucro real trimestral, sendo intimada a contribuinte a apresentar Diário, Razão, Balancetes mensais e trimestrais e Livro de Apuração do Lucro Real, não tendo apresentado os livros nem justificado a não apresentação, sendo reintimada em 16/06/2010, mas novamente não se manifestou, razão pela qual foi efetuado o lançamento do IRPJ com base no lucro arbitrado a partir da receita de venda de mercadorias obtida dos Livros e documentos fiscais do anocalendário de 2007, sendo utilizado o coeficiente de 9,6% previsto na legislação do imposto de renda para a atividade da empresa, tendo sido considerados os recolhimentos efetuados pelo contribuinte durante o período analisado. Conforme relatado a exclusão do Simples ocorreu em virtude de a contribuinte haver em 2006 auferido receitas superiores a R$ 2.400.000,00, limite para empresas enquadradas como empresa de pequeno porte, conforme análise dos livros fiscais e quadro comparativo da Receita Bruta de 2006. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 A Lei nº 9317, de 5 de dezembro de 1996 que rege o Simples Federal, aplicada aos fatos geradores ocorridos até 30/06/2007, assim dispõe: Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: ... II na condição de empresa de pequeno porte que tenha auferido, no anocalendário imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais); (Vide Medida Provisória nº 275, de 2005) (Redação dada pela Lei nº 11.307, de 2006) Art. 12. A exclusão do SIMPLES será feita mediante comunicação pela pessoa jurídica ou de ofício. Art. 13. A exclusão mediante comunicação da pessoa jurídica darseá: I por opção; II obrigatoriamente, quando: a) incorrer em qualquer das situações excludentes constantes do art. 9°; ... Art. 14. A exclusão darseá de ofício quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes hipóteses: I exclusão obrigatória, nas formas do inciso II e § 2° do artigo anterior, quando não realizada por comunicação da pessoa jurídica; ... Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: ... IV a partir do anocalendário subseqüente àquele em que for ultrapassado o limite estabelecido, nas hipóteses dos incisos I e II do art. 9°; ... § 3o A exclusão de ofício darseá mediante ato declaratório da autoridade fiscal da Secretaria da Receita Federal que jurisdicione o contribuinte, assegurado o contraditório e a ampla defesa, observada a legislação relativa ao processo tributário administrativo. (Incluído pela Lei nº 9.732, de 11.12.1998) ... Art. 16. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.720931/201064 Acórdão n.º 1802002.006 S1TE02 Fl. 6 9 Portanto, as microempresas ou as empresas de pequeno porte excluídas do Simples sujeitarseão, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. No caso dos presentes autos, excluída de ofício, a pessoa jurídica, do Simples, por ultrapassar a receita bruta permitida em 2006, com efeito a partir de 01/01/2007 sujeitarseá, às normas de tributação com base no lucro real, presumido ou arbitrado a partir da mencionada data. A Recorrente alega que os efeitos retroativos da exclusão do Simples fere o princípio constitucional da irretroatividade da lei, previsto no art. 5o, XXXIV, XL da Constituição federal de 1988. Conforme explicado acima, a Recorrente foi excluída do Simples mediante o Ato Declaratório Executivo DRF/NAT 13, de 24 de março de 2010, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2007, e que, a contribuinte cientificada do Ato Declaratório em 22/04/2010 não apresentou manifestação de inconformidade. Assim, tendo em vista a exclusão, a empresa foi intimada e reintimada a providenciar escrituração contábil de acordo com a legislação comercial e fiscal para o período de 2007. Nesse contexto, não cabe discussão nos presentes autos sobre o mencionado ato de exclusão do Simples que se tornou definitiva diante da ausência de litígio, e, para não haver o arbitramento do lucro, nada mais restara ao contribuinte a não ser atender às intimações feitas pela autoridade administrativa fiscal. Apesar da insurgência da Recorrente, o que se observa no caso em tela, é que a constituição de crédito tributário referente ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica — IRPJ e do lançamento reflexo da CSLL (AnoCalendário:2007), se deu com base no lucro arbitrado, tendo em vista que a contribuinte intimada e reintimada não apresentou os livros e documentos de sua escrituração. Como cediço, o arbitramento é modalidade ou regime de apuração do lucro. A não apresentação dos livros e documentos necessários à apuração do lucro real ou presumido, implica no arbitramento do lucro. Assim, em razão da pessoa jurídica NÃO haver apresentado os livros e documentos para sua escrituração, não restara outra alternativa à fiscalização a não ser proceder ao Arbitramento do Lucro, com base no artigo 45 e inciso III do artigo 47, da Lei n° 8.981 de 20 de janeiro de 1995 consolidados no artigo 530 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3000, de 1999) que assim dispõe: Art.530.O imposto, devido trimestralmente, no decorrer do ano calendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, quando (Lei nº 8.981, de 1995, art. 47, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 1º): Io contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real, não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal; Fl. 155DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 IIa escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraudes ou contiver vícios, erros ou deficiências que a tornem imprestável para: a)identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária; ou b)determinar o lucro real; IIIo contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527; IVo contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido; Vo comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro da sua atividade separadamente do lucro do comitente residente ou domiciliado no exterior (art. 398); VIo contribuinte não mantiver, em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, Livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário. Como se vê, a legislação não deixa margem a qualquer discricionariedade. O contribuinte que deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou deixar de apresentar o Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a movimentação financeira, inclusive bancária, quando optar pelo lucro presumido e não mantiver escrituração contábil regular, deve ser tributado pelo Lucro Arbitrado. A Recorrente alega que, ao se apurar o lucro, não foram consideradas as despesas suportadas pelo contribuinte, o que é dedutível da base de cálculo arbitrada. Tal questionamento não tem qualquer respaldo legal. Conforme explicado no Termo de Encerramento dos Autos de Infração, foi utilizado o coeficiente de 9,6% previsto na legislação do imposto de renda para a atividade da empresa, tendo sido considerados os recolhimentos efetuados pelo contribuinte durante o período analisado. A apuração do lucro arbitrado consistiu na aplicação do coeficiente de 9,60% sobre as receitas brutas conhecidas. Calculado o lucro arbitrado, só então houve a incidência do IRPJ. O procedimento fiscal na aplicação de 9,6% sobre a receita bruta trimestral conhecida, apurada de ofício, tem fundamento no artigo 532 do RIR/99 que assim dispõe: Art.518.A base de cálculo do imposto e do adicional (541 e 542), em cada trimestre, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida no período de apuração, observado o que dispõe o §7o do art. 240 e Fl. 156DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.720931/201064 Acórdão n.º 1802002.006 S1TE02 Fl. 7 11 demais disposições deste Subtítulo (Lei no 9.249, de 1995, art. 15, e Lei no 9.430, de 1996, arts. 1o e 25, e inciso I). Art.519.Para efeitos do disposto no artigo anterior, considerase receita bruta a definida no art. 224 e seu parágrafo único. ... Art.532.O lucro arbitrado das pessoas jurídicas, observado o disposto no art. 394, §11, quando conhecida a receita bruta, será determinado mediante a aplicação dos percentuais fixados no art. 519 e seus parágrafos, acrescidos de vinte por cento (Lei nº 9.249, de 1995, art. 16, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 27, inciso I). (Grifei) Quanto aos custos e despesas, no que se refere ao IRPJ e à CSLL, na sistemática “Lucro Arbitrado” sobre o valor da receita bruta são aplicados percentuais definidos em lei, conforme explicitado acima, e o resultado dessa operação é o lucro sobre o qual incidirão as alíquotas correspondentes para se determinar o “quantum” devido pelo contribuinte. Não há, portanto, nesses casos, a possibilidade de dedução de custos ou despesas. Estes já estão insertos, presumidamente, na parcela não considerada como lucro, excluída pela aplicação dos referidos percentuais. Desse modo, o resultado apurado em razão da aplicação de 9,6% (8% + 20%) sobre a receita bruta conhecida nos trimestres de 2007 é o lucro arbitrado base de cálculo do IRPJ, de sorte que 90,4% (100% 9,6% ) representa o custo ou despesa considerada na apuração do lucro, independente do montante do custo ou despesa realizada. Quanto à CSLL, decorrendo a exigência da contribuição do mesmo fato que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada, no que couber, a mesma decisão proferida para o imposto de renda, na medida em que não presentes elementos de prova a ensejar conclusão diversa Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 12 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 13561.000090/2009-71
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2009
DCTF. MULTA POR ATRASO. PRORROGAÇÃO DO PRAZO.
A prorrogação do prazo de entrega da Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) relativa ao 1º semestre de 2008 só se aplica às pessoas jurídicas cujo cadastro no CNPJ indicava os códigos de natureza jurídica 309-3 ou 311-5, especificados no Ato Declaratório Executivo RFB nº 62, de 12 de dezembro de 2008, que, por isso, não conseguiram transmitir a declaração devido a problemas técnicos no aplicativo que validava as declarações.
Numero da decisão: 1803-001.956
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Presidente-substituto
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Raimundo Parente de Albuquerque Júnior.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2009 DCTF. MULTA POR ATRASO. PRORROGAÇÃO DO PRAZO. A prorrogação do prazo de entrega da Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) relativa ao 1º semestre de 2008 só se aplica às pessoas jurídicas cujo cadastro no CNPJ indicava os códigos de natureza jurídica 309-3 ou 311-5, especificados no Ato Declaratório Executivo RFB nº 62, de 12 de dezembro de 2008, que, por isso, não conseguiram transmitir a declaração devido a problemas técnicos no aplicativo que validava as declarações.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13561.000090/2009-71
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5313292
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1803-001.956
nome_arquivo_s : Decisao_13561000090200971.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SERGIO RODRIGUES MENDES
nome_arquivo_pdf_s : 13561000090200971_5313292.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Presidente-substituto (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Raimundo Parente de Albuquerque Júnior.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
id : 5218312
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046369996898304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1376; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 48 1 47 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13561.000090/200971 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803001.956 – 3ª Turma Especial Sessão de 6 de novembro de 2013 Matéria MULTA ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO Recorrente ASSOCIACAO DE PAIS E MESTRES DA ESCOLA MUNICIPAL 2 DE JULHO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2009 DCTF. MULTA POR ATRASO. PRORROGAÇÃO DO PRAZO. A prorrogação do prazo de entrega da Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) relativa ao 1º semestre de 2008 só se aplica às pessoas jurídicas cujo cadastro no CNPJ indicava os códigos de natureza jurídica 3093 ou 3115, especificados no Ato Declaratório Executivo RFB nº 62, de 12 de dezembro de 2008, que, por isso, não conseguiram transmitir a declaração devido a problemas técnicos no aplicativo que validava as declarações. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 56 1. 00 00 90 /2 00 9- 71 Fl. 48DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13561.000090/200971 Acórdão n.º 1803001.956 S1TE03 Fl. 49 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidentesubstituto (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Raimundo Parente de Albuquerque Júnior. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13561.000090/200971 Acórdão n.º 1803001.956 S1TE03 Fl. 50 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 31): Tratase de Notificação de Lançamento exigindo a multa pelo atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, com base no art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, com redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Inconformada com a exigência, a contribuinte apresentou impugnação, alegando que as suas informações no CNPJ ainda não estavam adequadas ao código da natureza jurídica de Unidade Executora do Programa Dinheiro na Escola, mas retificou o referido código após o envio da DCTF. Desta forma, considerandose que a impugnante, desde sua constituição, é Unidade Executora, faz jus à prorrogação do prazo até 15/02/2009, para apresentação da DCTF referente ao 1º semestre de 2008, conforme Ato Declaratório Executivo RFB nº 62, de 12 de dezembro de 2008. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 30): ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2008 DCTF. MULTA POR ATRASO. PRORROGAÇÃO DO PRAZO. A prorrogação do prazo de entrega da DCTF relativa ao 1º semestre de 2008 só se aplica às pessoas jurídicas cujo cadastro no CNPJ indicava o código de natureza jurídica 3093 ou 3115, especificadas no ADE RFB nº 62, de 2008, que não conseguiram transmitir a declaração devido a problemas técnicos no aplicativo que valida as declarações. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido 3. Cientificada da referida decisão em 08/03/2012 (fls. 37 numeração digital ND), a tempo, na mesma data, apresenta a interessada Recurso de fls. 38 e 39 (ND), instruído com os documentos de fls. 40 a 42 (ND), nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13561.000090/200971 Acórdão n.º 1803001.956 S1TE03 Fl. 51 4 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 4. Pela argumentação da Recorrente, observase que incorre, ela, em equívoco, ao entender que, tratandose de Unidade Executora do Programa Dinheiro Direto na Escola, estaria “abrangida pelo benefício da prorrogação de prazo para a apresentação da DCTF referente ao 1º semestre 2008, conforme Ato Declaratório Executivo RFB nº 62, de 12 de dezembro de 2008, que prorrogou referido prazo para 15/02/2009” (fls. 39 – ND). 5. Na verdade, o que ocorreu foi o seguinte: a referida prorrogação de prazo deuse, excepcionalmente, em face de que, devido a problemas técnicos no aplicativo que validava as declarações, aquelas pessoas jurídicas que constavam do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) com os códigos 3093 ou 3115 não conseguiram transmitir as Declarações de Contribuições e Tributos Federais (DCTFs) do 1º semestre de 2008 no prazo originário de até o 5º (quinto) dia útil do mês de outubro de 2008 (correspondente a 07/10/2008), previsto na alínea “a” do inciso II da Instrução Normativa SRF nº 786, de 19 de novembro de 2007. 6. Ora, se a Recorrente como ela mesma reconhece , estava, à época, inscrita no CNPJ sob código 3999, nenhum problema técnico teria na transmissão da referida DCTF naquele prazo originário. 7. Se o fez posteriormente, fêlo fora de prazo, já que aquele excepcional problema técnico não a poderia alcançar. 8. Por outro lado, como bem ressalta a decisão recorrida (fls. 32): Não há, também, no processo qualquer prova de que a impugnante tenha tentado entregar sua declaração e que não conseguiu transmitila em decorrência de problemas técnicos no aplicativo que valida as declarações. 9. Reiterese: a notificação de lançamento não foi gerada pelo fato de a Recorrente ter deixado de alterar o seu código de atividade para 3093; foi gerada, sim, pelo fato de, possuindo código diverso (3999), não estar sujeita aos problemas técnicos ocorridos com aquele primeiro código, e, pois, não ter qualquer justificativa plausível para o atraso na entrega de sua DCTF. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13561.000090/200971 Acórdão n.º 1803001.956 S1TE03 Fl. 52 5 Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 52DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10768.906833/2006-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jan 22 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2000
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Constatada a conveniência de pequeno esclarecimento referente ao acórdão embargado, sem relevância para o julgamento da lide, deve-se conhecer dos embargos de declaração simplesmente para efeito de esclarecimento da parte embargante sem, contudo, alterar o quanto restou decidido.
Numero da decisão: 1401-000.978
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os presentes embargos, apenas para esclarecimentos, sem gerar efeitos infringentes. O Conselheiro Alexandre Antonio Alkmin Teixeira votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Presidente.
(assinado digitalmente)
FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Marcos Vinicius Barros Ottoni e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente).
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Constatada a conveniência de pequeno esclarecimento referente ao acórdão embargado, sem relevância para o julgamento da lide, deve-se conhecer dos embargos de declaração simplesmente para efeito de esclarecimento da parte embargante sem, contudo, alterar o quanto restou decidido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 22 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10768.906833/2006-61
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5320763
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 31 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1401-000.978
nome_arquivo_s : Decisao_10768906833200661.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
nome_arquivo_pdf_s : 10768906833200661_5320763.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os presentes embargos, apenas para esclarecimentos, sem gerar efeitos infringentes. O Conselheiro Alexandre Antonio Alkmin Teixeira votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Marcos Vinicius Barros Ottoni e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu May 09 00:00:00 UTC 2013
id : 5275941
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370004238336
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1801; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 2 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10768.906833/200661 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1401000.978 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 09 de maio de 2013 Matéria Multa regulamentar Embargante Telemar Norte Leste S.A. Interessado Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Constatada a conveniência de pequeno esclarecimento referente ao acórdão embargado, sem relevância para o julgamento da lide, devese conhecer dos embargos de declaração simplesmente para efeito de esclarecimento da parte embargante sem, contudo, alterar o quanto restou decidido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os presentes embargos, apenas para esclarecimentos, sem gerar efeitos infringentes. O Conselheiro Alexandre Antonio Alkmin Teixeira votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Marcos Vinicius Barros Ottoni e Jorge Celso Freire da Silva (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 90 68 33 /2 00 6- 61 Fl. 265DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 1/01/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS 2 Relatório Tratase de Embargos Declaratórios apresentados pela contribuinte em face do Acórdão 140100.341, de 10 de novembro de 2010, desta Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que, por maioria de votos, negou provimento ao recurso voluntário apresentado pela contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto e transcrevo parcialmente o relatório constante do acórdão embargado, fls. 213215: Em 15.09.2003, a Telemar Norte Leste S.A. formalizou pedido de restituição e compensação, por meio da transmissão do PER/DCOMP (PEDIDO ELETRÔNICO DE RESSARCIMENTO OU RESTITUIÇÃO E DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO) de fls. 03/07, com o objetivo de ver reconhecido seu direito creditorio de R$ 1.105.573,77 e de compensála com débito de Cofins, relativo a agosto de 2003. De acordo com o pedido, com a DIPJ de fls. 42/46 e com a DCTF de fls. 40/41, o crédito pleiteado tem origem no pagamento de R$ 1.341.981,31 efetuado por darf por sua sucedida (Telecomunicações do Piauí S.A. — CNPJ 06.847.8751000100) em 31.10.2000, para quitar o débito da estimativa de CSLL do mês de setembro de 2000 de R$ 236.407,54. Em 10.09.2008, foi emitido Despacho Decisório de fl. 65, pela Derat RJ, indeferindo o pleito, com base no Parecer Conclusivo n° 172/2008 (fls. 59/64). Segundo consta do Parecer Conclusivo, o indeferimento deuse pelos seguintes motivos: • Foi efetuada diligência com o fim de verificar a base de cálculo da CSLL referente a setembro de 2000; • O relatório da diligência evidenciou a impossibilidade de apuração do efetivo valor da base de cálculo da CSLL, por falta de condição documental mínima para realização; • Os extratos dos sistemas informatizados da RFB atestam que o darf de 1.341.981,31 foi utilizado para quitar o débito declarado da estimativa de CSLL setembro de 2000 de 236.407,54, tendo restado, a principio, o saldo disponível de 1.105.573,77; • A fim de verificar se o pagamento já foi utilizado como dedução da contribuição no ajuste anual de 2000, foram considerados valores retidos pelas fontes pagadoras e os efetivos recolhimentos de estimativas, inclusive a que aqui se discute, e chegouse a um saldo negativo de 946.045,09; • Desse saldo negativo, foram utilizados pelo interessado 685.163,72 para compensar débito de CSLL de janeiro de 2001, Fl. 266DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 1/01/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS Processo nº 10768.906833/200661 Acórdão n.º 1401000.978 S1C4T1 Fl. 3 3 conforme DCTF e demonstrativo de fls. 57/58, restando um saldo negativo não utilizado de R$ 260.881,37; e • Esse saldo negativo já foi reconhecido para compensações pleiteadas pelo interessado, nos valores de 2.258,69, 541,99 e 258.080,69, respectivamente, nos processo administrativos n° 10768.906830/200628, 10768.906831/200672 e 10768.906832 /2006. Cientificado do Despacho Decisório da Derat — RJ em 11.09.2008 (fl. 69), o interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 72/81, em 13.10.2008, alegando, em síntese, que: a) A presente manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade dos débitos que foram objeto da compensação; b) O darf em questão teve apenas a parcela de 236.407,54 vinculada ao débito de CSLL — estimativa de setembro de 2000, restando saldo disponível de 1.105.573,77; c) Traz aos autos a DCTF retificadora recebida em 04.10.2004 que demonstra a certeza e a liquidez do crédito; d) A simples análise da DCTF retificadora mostra o crédito de 1.105.573,77; e) E nem se diga que a retificação da DCTF deuse de forma intempestiva por ser apresentada apôs a Dcomp; f) A compensação foi feita dentro do prazo legal de cinco anos; g) Precluiu o direito de o Fisco refazer a base de cálculo da CSLL ou o saldo negativo apurados em 2000, por força do artigo 150 do CTN, uma vez que passaram mais de cinco anos; e h) Protesta pela produção de prova pericial contábil, para demonstrar o crédito compensado. A 6ª Turma da DRJ Rio de Janeiro I, por unanimidade, não homologou a compensação declarada pela contribuinte, por meio do Acórdão nº 1226.690, assim ementado (v. fls. 131): ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2000 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O prazo de cinco anos para o Fisco verificar a legitimidade de crédito objeto de pedido de restituição e compensação iniciase na data da formalização do pedido e não na época do crédito pleiteado. Intimada desse Acórdão em 17/04/2009 (fls. 137), a contribunte apresentou em 19/05/2009 o Recurso Voluntário de fls. 140148, reiterando os argumentos apresentados na fase impugnatória. Fl. 267DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 1/01/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS 4 A Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negou provimento ao recurso voluntário, por meio de Acórdão assim ementado, fls. 242: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 1999 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O prazo de cinco anos para o Fisco verificar a legitimidade de crédito objeto de pedido de restituição e compensação iniciase na data da formulação do pedido e não na época do fato gerador do crédito pleiteado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1999 CSLL. CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO DE ESTIMATIVAS. COMPENSAÇÃO. Devem ser analisadas em conjunto todas as compensações baseadas em Darfs que compuseram o saldo negativo de CSLL de um dado anocalendário, pois o valor total a ser compensado é limitado pelo valor do saldo negativo do citado período. Extraio os seguintes trechos relevantes do acórdão recorrido, fls. 215 e seguintes: Existência do crédito passível de compensação A Recorrente, assim como já fizera na fase impugnatória, defende a existência do crédito por ela utilizado para fins de compensação. Vale dizer que o Parecer Conclusivo nº 172/2008 da Derat RJ, fls. 101106, efetivamente reconheceu a existência parcial do aludido crédito, mas ao mesmo tempo reconheceu que o referido crédito já foi integralmente utilizado em outras compensações, anteriormente declaradas pela contribuinte. [...] Como facilmente se percebe, o crédito compensável em nome da contribuinte, referente ao anocalendário de 1999 foi parcialmente utilizado.para compensar a CSLL de janeiro de 2001. O saldo remanescente, no valor de R$ 260.881,37, foi utilizado para realizar as compensações objeto dos processos administrativos 10768.906830/200628, 10768.906.831/200672 e 10768.906832/200617. Consequentemente, agiu corretamente o colegiado julgador recorrido, que não homologou a compensação objeto do presente processo administrativo (nº 10768.906833/200661), tendo em vista a inexistência de crédito remanescente. Fl. 268DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 1/01/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS Processo nº 10768.906833/200661 Acórdão n.º 1401000.978 S1C4T1 Fl. 4 5 Cientificada do retrocitado Acórdão em 22/03/2012 (fls. 257), a contribuinte interpôs Embargos de Declaração, arguindo contradição na retrocitada decisão. No que tange à alegada contradição, assim se pronunciou a embargante, fls. 257 e seguintes: [...] o acórdão embargado admite expressamente que pagamento a maior de estimativa mensal de CSLL em setembro/2001. Todavia, no entender do acórdão recorrido, antes de deferir o crédito pleiteado e homologar a compensação deveria analisar a existência de CSLL a pagar ao final do ano calendário, bem como a formação de eventual saldo negativo. Ocorre que, ao proceder assim, esta Colenda Turma simplesmente alterou a natureza do direito creditório do contribuinte (pagamento a maior de estimativa mensal de CSLL), para tratálo como se fosse de saldo negativo de CSLL do ano calendário de 2000. O equívoco é evidente. Em primeiro lugar porque somente integram o saldo negativo as estimativas devidas, e não o montante pago. Assim, se a estimativa mensal de CSLL apurada para setembro/2000 era de R$ 133.812,14, é esse valor que deve integrar o saldo negativo independentemente do pagamento de DARF em valor superior. [...] No caso em análise, repitase, é incontroverso que a empresa apurou estimativa mensal no valor de R$ 133.812,14, e imputou como pagamento da mesma DARF no valor de R$ 1.341.981,31. Logo, incontroverso também é a existência do crédito no valor de R$ 1.208.169,70. Ora, a equivocada inclusão do valor integral do DARF na composição do saldo negativo (bem como as compensações posteriores utilizando esse saldo negativo) devem ser objeto de lançamento de oficiei pela autoridade fiscal (evidentemente dentro do prazo decadencial) razão pela qual não pode ser invocada para afastar a liquidez e certeza do crédito utilizado. Assim a análise da existência do crédito deve se ater à comprovação do pagamento a maior da estimativa mensal de setembro/2000, de modo que a existência do indébito não pode ser questionada por elementos externos à sua formação. É o relatório. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 1/01/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS 6 Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos Os embargos de declaração são tempestivos e atendem aos requisitos de admissibilidade, razão por que deles tomo conhecimento. De plano, considero importante consignar que os embargos declaratórios não constituem instrumento recursal adequado para rediscussão da matéria, inovação do feito ou mera manifestação de inconformismo, devendo ele aterse às questões tratadas no processo. Feita essa observação, passo a me manifestar sobre os presentes embargos. Arguição de contradição no acórdão embargado O inteiro teor da manifestação da embargante revela um simples inconformismo em relação ao que restou decidido por esta Colenda Turma. A demonstração da existência de eventual contradição no Acórdão embargado exigiria, necessariamente, a indicação de dois (ou mais) trechos relevantes do voto que não guardassem entre si uma relação de coerência interna (consistência intrínseca). A atenta leitura dos embargos não demonstra nenhum esforço concreto da contribuinte no sentido de demonstrar eventuais afirmações contraditórias contidas no Acórdão questionado. Não obstante este fato, considero que a presente ocasião pode ser aproveitada para melhor esclarecer a contribuinte sobre o verdadeiro sentido e alcance do Acórdão embargado. Tais esclarecimentos podem ser úteis para evitar a interposição de um eventual recurso especial, que no meu entender seria totalmente desprovido de chances de provimento. Para maior clareza, transcrevo o seguinte trecho dos embargos, fls. 209 (grifado). Não procede, portanto, que o argumento utilizado pelo despacho decisório de que o art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 600/2005 (vigente à época em que foi proferido o despacho decisório) vedava a compensação de créditos decorrentes de estimativa mensal de CSLL antes de encerrado o anocalendário. [...] Tanto é assim que o CARF entendeu inaplicável a indigitada norma a casos como o dos autos, e dando eficácia retroativa à IN RFB n° 900/2008, que excluiu essa vedação: ''ESTIMATIVAS. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE. Somente são dedutíveis do IRPJ apurado no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês Fl. 270DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 1/01/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS Processo nº 10768.906833/200661 Acórdão n.º 1401000.978 S1C4T1 Fl. 5 7 subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB n° 900/2008." (Acórdão 110100.330. 1ª Turma Ordinária. 1ª Câmara. 1ª Seção. Sessão de 09.07.20101). Em relação a este tema, convém observar que o acórdão embargado não fez qualquer referência ao indigitado art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 600/2005, indevidamente mencionado pela recorrente. Além disso, devese levar em conta o fato de que os créditos pleiteados pela recorrente sob a forma de pagamento indevido de estimativas já foram considerados pela própria contribuinte como inegrantes de saldos negativos, os quais foram utilizados para compensar débito de CSLL de janeiro de 2001 (conforme DCTF e demonstrativo de fls. 57/58), bem como para realização das compensações objeto dos processos administrativos n° 10768.906830/200628, 10768.906831/200672 e 10768.906832 /2006. Diante do exposto, considero conveniente acolher parcialmente os presente embargos, apenas para assegurar o pleno esclarecimento do contribuinte acerca da matéria, sem, contudo, alterar o quanto restou decidido. Conclusão Em vista de todo o exposto, voto por acolher em parte os presentes embargos, apenas para esclarecer a contribuinte que o acórdão embargado não fez qualquer referência ao art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 600/2005. Esclareço, outrossim, que a presente decisão não produz quaisquer efeitos infringentes, servindo unicamente para melhor esclarecer a embargante. assinado digitalmente Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Fl. 271DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 2 1/01/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/01/2014 por FERNANDO LUIZ GOM ES DE MATTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10880.910757/2008-64
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 30/04/2001
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-002.002
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente, em exercício.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira
Nome do relator: SOLON SEHN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 30/04/2001 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.910757/2008-64
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5324160
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-002.002
nome_arquivo_s : Decisao_10880910757200864.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SOLON SEHN
nome_arquivo_pdf_s : 10880910757200864_5324160.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira
dt_sessao_tdt : Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5295317
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370103853056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1803; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 202 1 201 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.910757/200864 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802002.002 – 2ª Turma Especial Sessão de 24 de setembro de 2013 Matéria PIS/PASEPCOMPENSAÇÃO Recorrente FLEURY S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/04/2001 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 07 57 /2 00 8- 64 Fl. 202DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 13ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 64): “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador30/04/2000 DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. MOTIVAÇÃO. Motivada é a decisão que, por conta da vinculação total de pagamento a débito do próprio interessado, expressa a inexistência de direito creditório disponível para fins de compensação. ALTERAÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PAGAMENTO HOMOLOGADO TACITAMENTE. IMPOSSIBILIDADE. Crédito tributário definitivamente constituído e extinto pelo pagamento, em virtude do transcurso do lustro previsto no § 4º, art. 150 do CTN, não é passível de alteração pelo Contribuinte e nem pela Administração Tributária. DCOMP. DÉBITO CONFESSADO EM DCTF. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO INDEVIDO. Considerando que o DARF indicado no Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação PER/DCOMP como origem do crédito foi utilizado para quitar débito confessado em Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, e que o Contribuinte não logra comprovar que a verdade material é outra, não há que se falar em pagamento indevido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Embora o contribuinte tenha retificando a Dctf após o despacho decisório, a DRJ não a admitiu, porquanto ocorrida após cinco anos do fato jurídico tributário, quando já operada a homologação tácita do pagamento. Entendeu ainda que o Darf indicado no PER/Dcomp como origem do crédito teria sido utilizado para quitar o débito confessado em Dctf; e que o contribuinte não logrou provar que a verdade material seria outra. O Recorrente, nas razões de fls. 73 e ss., alega que, após revisar os seus lançamento contábeis e declarações, verificou que o saldo devedor a título de PIS seria inferior ao que foi recolhido. Sustenta ter retificado a Dctf para que esta refletisse as informações que Fl. 203DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.910757/200864 Acórdão n.º 3802002.002 S3TE02 Fl. 203 3 constavam de seus livros fiscais. Aduz ter direito à compensação, porquanto a Dctf seria apenas um obrigação acessória imposta para a declaração dos tributos pagos; que eventuais formalidades no preenchimento de documentos fiscais não devem prejudicar a compensação; que os atos anteriores a não homologação da compensação não influem na obrigação tributária. Requer, assim, diante da liquidez e da certeza do direito de crédito, o recebimento do recurso voluntário e o seu integral provimento. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 23/01/2012 (fls.143), interpondo recurso tempestivo em 22/02/2012 (fls. 73). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. No presente feito, consoante destacado, a compensação não foi homologada porque o Recorrente transmitiu o PER/Dcomp sem a retificação da Dctf. Em circunstâncias dessa natureza, ao contrário do que entendeu a decisão recorrida, a Turma tem interpretado que o contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados da Turma: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). “COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto Fl. 205DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.910757/200864 Acórdão n.º 3802002.002 S3TE02 Fl. 204 5 nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) Fl. 206DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 No presente caso, o contribuinte limitouse a retificar a Dctf, sem apresentar qualquer prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Portanto, nada justifica a reforma da decisão recorrida, porque cabe ao interessado o ônus da prova nos pedidos de compensação e de restituição. Votase pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 207DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10882.910061/2011-13
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000
PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO.
Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-002.199
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS - Presidente, em exercício.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Jose Barroso Rios (Presidente em exercício), Mara Cristina Sifuentes, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Claudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10882.910061/2011-13
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5326135
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-002.199
nome_arquivo_s : Decisao_10882910061201113.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SOLON SEHN
nome_arquivo_pdf_s : 10882910061201113_5326135.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS - Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Jose Barroso Rios (Presidente em exercício), Mara Cristina Sifuentes, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Claudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5307948
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370121678848
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1762; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 45 1 44 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.910061/201113 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802002.199 – 2ª Turma Especial Sessão de 26 de novembro de 2013 Matéria COFINSCOMPENSAÇÃO Recorrente FERTIBRÁS S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 91 00 61 /2 01 1- 13 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Jose Barroso Rios (Presidente em exercício), Mara Cristina Sifuentes, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Claudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 20): ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de Apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 Ementa: RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE. Sendo diferentes os regimes pelos quais a restituição e a compensação podem ou não ser viabilizadas, e por falta de previsão legal, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Por sua vez, o sujeito passivo apresentou manifestação de inconformidade alegando ter ocorrido a homologação tácita do pedido, devido ao decurso de cinco anos entre a apresentação do PER/Dcomp e a prolação do despacho decisório. A DRJ entendeu que o prazo estipulado no §5º, do art. 74, não seria aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição, em decorrência da diversidade do regime jurídico da restituição e da compensação, bem como por ausência de previsão legal. O Recorrente, nas razões recursais de fls. 29, reitera a alegação de homologação tácita, requerendo o provimento do recurso voluntário e a consequente reforma da decisão recorrida. É o Relatório. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10882.910061/201113 Acórdão n.º 3802002.199 S3TE02 Fl. 46 3 Voto Conselheiro Solon Sehn O Recorrente teve ciência da decisão no dia 23/05/2013 (fls. 27), interpondo recurso tempestivo em 17/06/2013 (fls. 29). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. A Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, teve por objetivo unificar o regime de compensação, extinguindo a compensação realizada na Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), na escrituração contábil ou condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Todas essas modalidades foram substituídas pelo regime de autocompensação, que ressaltadas as contribuições previdenciárias compensadas na Gfip (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Receita Federal. No regime da autocompensação, como se sabe, a extinção do crédito tributário é considerada tacitamente homologada após o decurso do prazo de cinco anos, nos termos do § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/1996: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002). § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) [...] § 5º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003). Notase, portanto, que o prazo do §5º do art. 74 não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. O fato destes serem transmitidos pelo mesmo instrumento da declaração de compensação (o PER/Dcomp) não autoriza nem mesmo por analogia, como sustentou a Recorrente a aplicação do prazo de cinco anos para a homologação tácita, até porque, ao contrário do que ocorre na compensação, não haveria uma extinção do crédito tributário prévia a ser homologada. Votase, assim, pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS 4 (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 48DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
score : 1.0
Numero do processo: 10166.722657/2010-72
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2008
APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CORESP.
A imputação da responsabilidade prevista no art. 135, III, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à comprovação das demais condutas nele descritas: prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos.
Correto o auto de infração lavrado em razão de a empresa ter apresentado declaração a que se refere a Lei n. 8.212/91, art. 32, inciso IV, com informações incorretas ou omissas.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2301-002.789
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em negar provimento ao recurso, na questão da aplicação da multa, nos termos do voto do Redator designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em anular a autuação; b) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da autuação os valores oriundos de auxílio alimentação pagos in natura, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva que votou em negar provimento ao Recurso nesta questão; c) em dar provimento ao recurso voluntário, nas preliminares, para afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente, nos termos do voto do Redator designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira que votaram em dar provimento parcial para deixar claro que o rol de co-responsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do voto do(a) Relator(a); II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso na questão da produtividade, nos termos do voto do Redator designado; b) em negar provimento ao recurso na questão dos levantamentos FO, FP e SI, nos termos do voto do Redator designado; c) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator designado(a). Redator designado: Damião Cordeiro de Moraes.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bernadete De Oliveira Barros - Relator.
(assinado digitalmente)
Damião Cordeiro de Moraes - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2008 APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CORESP. A imputação da responsabilidade prevista no art. 135, III, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à comprovação das demais condutas nele descritas: prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos. Correto o auto de infração lavrado em razão de a empresa ter apresentado declaração a que se refere a Lei n. 8.212/91, art. 32, inciso IV, com informações incorretas ou omissas. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10166.722657/2010-72
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5312430
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2301-002.789
nome_arquivo_s : Decisao_10166722657201072.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 10166722657201072_5312430.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em negar provimento ao recurso, na questão da aplicação da multa, nos termos do voto do Redator designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em anular a autuação; b) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da autuação os valores oriundos de auxílio alimentação pagos in natura, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva que votou em negar provimento ao Recurso nesta questão; c) em dar provimento ao recurso voluntário, nas preliminares, para afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente, nos termos do voto do Redator designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira que votaram em dar provimento parcial para deixar claro que o rol de co-responsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do voto do(a) Relator(a); II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso na questão da produtividade, nos termos do voto do Redator designado; b) em negar provimento ao recurso na questão dos levantamentos FO, FP e SI, nos termos do voto do Redator designado; c) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator designado(a). Redator designado: Damião Cordeiro de Moraes. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Bernadete De Oliveira Barros - Relator. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes
dt_sessao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
id : 5204578
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370141601792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2657; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 984 1 983 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.722657/201072 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2301002.789 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: GFIP. FATOS GERADORES Recorrente RÁPIDO BRASÍLIA TRANSPORTE E TURISMO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2008 APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CORESP. A imputação da responsabilidade prevista no art. 135, III, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à comprovação das demais condutas nele descritas: prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos. Correto o auto de infração lavrado em razão de a empresa ter apresentado declaração a que se refere a Lei n. 8.212/91, art. 32, inciso IV, com informações incorretas ou omissas. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em negar provimento ao recurso, na questão da aplicação da multa, nos termos do voto do Redator designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em anular a autuação; b) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da autuação os valores oriundos de auxílio alimentação pagos in natura, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva que votou em negar provimento ao Recurso nesta questão; c) em dar provimento ao recurso voluntário, nas preliminares, para afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente, nos termos do voto do Redator designado. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira que votaram em dar provimento parcial para deixar claro que o rol de coresponsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 26 57 /2 01 0- 72 Fl. 984DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do voto do(a) Relator(a); II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso na questão da produtividade, nos termos do voto do Redator designado; b) em negar provimento ao recurso na questão dos levantamentos FO, FP e SI, nos termos do voto do Redator designado; c) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator designado(a). Redator designado: Damião Cordeiro de Moraes. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Bernadete De Oliveira Barros Relator. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes Fl. 985DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722657/201072 Acórdão n.º 2301002.789 S2C3T1 Fl. 985 3 Relatório Tratase de Auto de Infração, lavrado em 17/11/2010, por ter a empresa acima identificada apresentado a declaração a que se refere a Lei n. 8.212/91, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei n. 9.528/97 e redação da MP 449/08, convertida na Lei 11.941/09, com informações incorretas ou omissas. Conforme Relatório do AI, a empresa deixou de informar, em GFIP, valor referente à remuneração paga a segurados empregado e contribuinte individual nas competências de 11/2005, 12/2005 e 1/2008 a 12/2008, como base de cálculo das contribuições previdenciárias, descumprindo, assim, obrigação previdenciária acessória. A autoridade lançadora informa que a apuração dos valores de remuneração foi feita a partir das Folhas de Pagamentos, dos registros contábeis e de planilhas fornecidos pelo Contribuinte em meio digital. Segundo ainda o relato fiscal, foram considerados no Lançamento os pagamentos de remuneração a segurados empregados e contribuintes individuais, verificados em Folhas de Pagamentos apresentadas pelo Contribuinte em arquivo digital, referentes às diversas parcelas reconhecidas pelo Contribuinte como integrantes do salário de contribuição, mas cujos valores não foram informados em GFIP, bem como os pagamentos de remuneração a segurado empregado e contribuinte individual que não foram incluídos em folha de pagamentos da Empresa nem oferecido à tributação, conforme verificado em Contabilidade. Esclarece que também não foram informados em GFIP os pagamentos habitualmente efetuados a segurado empregado, a título de auxílio alimentação sem inscrição no PAT, e a título de produtividade, considerados remuneração pela auditoria fiscal, verificados em Folha de Pagamentos e na Contabilidade. Afirma que o Dispositivo Legal Infringido foi a Lei nº. 8.212/91, art. 32A, inciso I, incluído pela Lei nº. 11.941/09, uma vez que o contribuinte enviou a GFIP das competências de 11/2005, 12/2005 e 1/2008 a 11/2008 após 4/12/2008, tendo a infração ocorrido, portanto, já na vigência da Medida Provisória nº 449. A recorrente impugnou o débito e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 0343.019 (fls 937), da 7a Turma da DRJ/BSB, julgou a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo, alegando, em síntese, o que se segue. Inicialmente, reitera que, ao contrário do que apontou a fiscalização, não houve qualquer omissão ou incorreção nas informações prestadas em GFIPs pela empresa, uma vez que os valores pagos aos empregados da empresa a título de auxílioalimentação e produtividade não se caracterizam, em absoluto, remuneração a ensejar contribuição previdenciária. Fl. 986DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 Em relação ao auxílio alimentação concedido in natura (cartão magnético), argumenta que não há que se falar em ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária, uma vez que a ausência de renovação de inscrição no PAT e mesmo a ausência da própria inscrição não afasta a natureza não salarial de tal verba. Relativamente a verbas pagas a título de produtividade, alega que tratase de pagamentos realizados com base na Lei 10.101/2000 e não de remuneração que ensejasse incidência de contribuição previdenciária. Observa que a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa constitui garantia constitucional prevista no inciso XI do art. 7o, da CF, que exclui, de forma expressa, a natureza remuneratória da referida verba, e que nenhuma norma infraconstitucional teria o condão de fazer incidir a contribuição previdenciária sobre o pagamento realizado a esse título. Afirma que a premiação paga pela empresa aos seus empregados atende perfeitamente a regra matriz de exclusão da incidência da contribuição previdenciária, não se caracterizando como salário de contribuição e cita a jurisprudência do STJ para demonstrar que é pacífico o entendimento de que não incide contribuição sobre a participação nos lucros a empregados Quanto ao valor de R$13.300,00 que, segundo a fiscalização, corresponderia a pagamento de remuneração à segurada empregada Vilma, sustenta que, de fato, tratase de valor pago pela empresa a título de adiantamento no dia 10/09/2008, mas que, ao contrário do que restou consignado no relatório fiscal, há sim comprovação de sua devolução à empresa no dia 11/09/2008, conforme registrado nos Livros Razão e Diário. Da mesma forma, relativamente ao pagamento feito pela empresa ao sócio Valmir Antônio Amaral, a título de adiantamento no dia 10/09/2008, tratase de distribuição de lucros futuros, configurando, assim, despesa salarial, o que afasta a exação pretendida. Com relação aos pagamentos realizados a segurado contribuinte individual pelos serviços prestados à empresa, defende que é relevante considerar, no ponto, é que não houve emissão de nota fiscal pelo suposto prestador dos serviços, não restando caracterizado, por conseguinte, o fato gerador da obrigação previdenciária, pois, para a deflagração da incidência tributária em questão, não basta o mero reconhecimento contábil da despesa pela empresa. Entende que considerase ocorrido o fato gerador da obrigação previdenciária principal, em relação à empresa, no mês em que for paga ou creditada a remuneração, sendo certo que se considera creditada a remuneração na data da emissão do documento comprobatório, qual seja, a nota fiscal de prestação de serviços. Argumenta que, se não subsistem os lançamentos correspondentes às obrigações principais, a mesma sorte devem seguir os autos de infração lavrados em decorrência do descumprimento de obrigações acessórias, impondo o afastamento da multa aplicada. Assevera que não há que se falar em qualquer incorreção ou omissão nas informações prestadas pela empresa por meio de GFIP. Solicita que seja afastada a responsabilização pessoal dos sócios pelas dívidas tributárias da empresa, ressaltando que não restou demonstrado, pela autoridade fiscal, a prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Fl. 987DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722657/201072 Acórdão n.º 2301002.789 S2C3T1 Fl. 986 5 Finaliza concluindo que impõese a reforma do acórdão, julgandose improcedente o auto de infração em todos os seus termos, e requerendo que seja julgado improcedente o lançamento. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros O recurso é tempestivo e todos os requisitos de admissibilidade foram cumpridos, não havendo óbice para seu conhecimento. Tratase de Auto de Infração lavrado por ter a empresa deixado de informar, em GFIP, pagamentos habitualmente efetuados a segurado empregado, a título de auxílio alimentação sem inscrição no PAT e a título de produtividade, considerados remuneração pela auditoria fiscal. Pelo descumprimento da obrigação acessória descrita, a autoridade autuante aplicou penalidade com fundamento no art. 32A, caput, inciso I e §§ 2 e 3, incluídos pela MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009, que assim dispõe:. "Art. 32 A . O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I (...) II de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. 0 dispositivo transcrito acima impõe penalidade pecuniária para a mesma infração prevista no revogado § 5o, do art. 32, qual seja, o fornecimento de declaração incorreta ou incompleta ao Fisco. Por conseguinte, para fins de aferição da norma mais benéfica, a comparação do art. 32, § 5o , da Lei n° 8.212/91, deve ser feita em relação ao recente art. 32A, II, sabendo se que a multa atual retroage quando mais benéfica que a prevista na legislação vigente a época da ocorrência da infração (art. 106, II, "c", do CTN). Ocorre, no entanto, que essa comparação precisa se adequar ao contexto, aplicandose as demais disposições da legislação atual, haja vista que não se interpreta o Direito em tiras, aos pedaços, desprendido do restante do conteúdo normativo, adotandose apenas a parte que aprouver. É certo que a legislação atual trouxe, em regra, multa mais branda para penalizar especificamente infrações relacionadas à GFIP (art. 32A). Fl. 988DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 Contudo, é forçoso reconhecer também que, na situação de falta de pagamento de tributo, foi introduzido, no art. 35A da Lei n° 8.212/91, a sistemática do art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430/96, para apenar, de forma conjunta, tanto o não pagamento do tributo devido, quanto a não apresentação da GFIP ou a sua apresentação inexata, sem haver como mensurar o que foi aplicado para punir uma ou outra infração, a saber: Art 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei n° 11.488, de 15 de junho de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei n° 11.488/2007) Em suma, frente à situação caracterizada pela fiscalização, de omissão de informações em GFIP (Auto de infração em análise) e da falta de recolhimento das contribuições daí apuradas (AI DEBCAD n° 37.281.5251 processo n° 10166.722648/2010 81) a legislação atual prevê a multa única, no montante de 75% do tributo não recolhido, a teor do art. 44,I da Lei n° 9.430/96. Assim, em se aplicando a legislação atual aos fatos ocorridos, terseia apenas um Auto de Infração, o das contribuições com a multa de ofício, diferentemente da legislação anterior, em que haveria a lavratura de dois Autos de infração, o das contribuições, com multa de mora, e o da penalidade administrativa. Do exposto, a presente penalidade aplicada, da multa isolada prevista na legislação atual, não é compatível com a existência do lançamento das obrigações principais (AI DEBCAD n° 37.281.5251 processo n° 10166.722648/201081). Ou a empresa, pela infração caracterizada, vem ser apenada de forma conjunta com a falta de pagamento (multa de ofício no lançamento das contribuições), se mais benéfica, ou de forma separada sob os fundamentos da legislação anterior (AIOP + AIOA 68). Resumindo, a aplicação das multas do artigo 32A somente existirá quando não houver lançamento de ofício da obrigação principal, o que não ocorreu no caso presente, pois houve lançamento das contribuições cuja omissão em GFIP ensejou a lavratura do presente AI. Portanto, há de ser julgada NULA a presente autuação, em virtude da ocorrência de VÍCIO de natureza formal e de caráter insanável, sem prejuízo da aplicação da penalidade administrativa de forma correta, caso a fiscalização entenda cabível. Em relação ao auxílio alimentação, é oportuno observar que a Procuradoria Geral da Fazenda NacionalPGFN emitiu o Ato Declaratório nº 03/2011, publicado no D.O.U em 22/12/2011, autorizando a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”, Diante do citado Ato, e considerando que o Decreto 70.235/72 estabelece que o disposto no caput do art. 26A não se aplica aos casos de lei ou ato normativo que fundamente crédito tributário objeto de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, e que a Lei 10.522/2002, citada no art. 26A, determina que os créditos tributários já constituídos Fl. 989DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722657/201072 Acórdão n.º 2301002.789 S2C3T1 Fl. 987 7 relativos à matéria de que trata o seu artigo 19 devem ser revistos de ofício pela autoridade lançadora, entendo que devam ser excluídos do débito, por provimento, o valor da penalidade aplicada referente ao fornecimento de alimentação in natura, por não integrar o salário de contribuição, independente de a empresa ter ou não efetuado adesão ao PAT. Assim, devem ser excluídos do cálculo da multa aplicada, por improcedência, os valores relativos ao auxílio alimentação pago em natura. Pelo exposto e Considerando tudo mais que dos autos consta, VOTO por CONHECER DO RECURSO, para excluir, por provimento, os valores relativos ao auxílio alimentação in natura , e anular o auto de infração, por vício formal. É como voto Bernadete de Oliveira Barros – Relatora Voto Vencedor Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes DA RESPONSABILIDADE DO ADMINISTRADOR 1. A responsabilidade da pessoa física não pode decorrer da simples falta de pagamento de tributo. É inquestionável que o lançamento tributário tem sua exigibilidade em face da sociedade contribuinte. Porém, o que é questionável é a exigibilidade de tais créditos perante o administrador dessa sociedade. 2. A sujeição passiva da obrigação principal no direito tributário, como é sabido, se dá de duas formas: por contribuição (CTN 121, parágrafo único, inciso I) ou por responsabilização (CTN 121, parágrafo único, inciso II). No caso em tela, inegável a condição de contribuinte da sociedade. De outro lado, é completamente dúbia a condição de responsável do administrador por esses créditos. 3. Inexiste, no direito tributário pátrio, espécie de responsabilização objetiva do sócio por créditos tributários inadimplidos pela sociedade. O que o sistema prevê é a responsabilidade tributária do administrador por atos irregulares – atos ultra vires –, seja este administrador sócio ou não. 4. A forma da responsabilização daquele que exerça cargo de administração ou gerência encontrase presente no art. 135, inc. III do CTN, que dispõe: “Art. 135 – São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: [...] III – os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.” Fl. 990DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 5. Sem a presença dos requisitos do art. 135, não há de se falar em responsabilidade do sócio administrador. 6. Nesse sentido leciono o prof. Luciano Amaro: “Para que incida o dispositivo, um requisito básico é necessário: deve haver prática de ato para qual o terceiro não detinha poderes, ou de ato que tenha infringido a lei, o contrato social ou o estatuto de uma sociedade. Se inexistir esse ato irregular, não cabe a invocação do preceito em tela”(in Direito Tributário Brasileiro. 9 ed. São Paulo: Saraiva, 2003. P.319). 7. Em uníssono é a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: “TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. SÓCIO. RESPONSABILIDADE. ILEGITIMIDADE PASSIVA. EXCEÇÃO DE PRÉEXECUTIVIDADE. CABIMENTO. ART. 135, III. DO CTN. PRECEDENTES.1. A arguição da exceção de pré executividade com vista a tratar de matérias de ordem pública em processo executivo fiscal – tais como condições da ação e pressupostos processuais – somente é cabível quando não for necessária, para tal mister, dilação probatória. 2. A imputação da responsabilidade prevista no art. 135, III, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à comprovação das demais condutas nele descritas: prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos.3. Recurso especial provido”[g.n] (REsp 426.157/SE, Rel. Min. João Otávio de Noronha, DJ 18.08.2006 p. 361).” 8. Assim, ante à impossibilidade de responsabilização tributária dos administradores da recorrente pelos créditos lançados (art. 135 do CTN), devese dar provimento ao recurso neste ponto. E na forma em que lançado o rol de pessoas responsáveis não é o caso de simplesmente dizer que se trata “apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco”. CONCLUSÃO 9. Dou provimento ao recurso voluntário nesta parte para, em sede de preliminar, afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente. DO AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO PAGOS IN NATURA 10. Registro, ainda, o meu desconformismo em relação ao lançamento de valores relativos ao auxílio alimentação pagos in natura. Tais rubricas foram efetivadas pela empresa para o custeio de um benefício fornecido para fortalecer o próprio trabalhador. 11. Não se trata de salário indireto e nem de substituição de salário. Qual trabalhador que aceitaria trocar parte do seu salário por uma cesta básica? Fl. 991DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722657/201072 Acórdão n.º 2301002.789 S2C3T1 Fl. 988 9 12. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento no sentido de que o pagamento ‘in natura’ do auxílioalimentação não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial. Com tal atitude, a empresa planeja, apenas, proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais. (Precedentes. EREsp 603.509/CE, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 08/11/2004, REsp 719.714/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 24/04/2006). 13. Confirase, a propósito, recente julgado da Primeira Turma deste Colendo Tribunal, in verbis: “TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALEALIMENTAÇÃO. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÃOINCIDÊNCIA. 1. O valor concedido pelo empregador a título de vale alimentação não se sujeita à contribuição previdenciária, mesmo nas hipóteses em que o referido benefício é pago em dinheiro. 2. A exegese hodierna, consoante a jurisprudência desta Corte e da Excelsa Corte, assenta que o contribuinte é sujeito de direito, e não mais objeto de tributação. 3. O Supremo Tribunal Federal, em situação análoga, concluiu pela inconstitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o valor pago em espécie sobre o vale transporte do trabalhador, mercê de o benefício ostentar nítido caráter indenizatório. (STF RE 478.410/SP, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 10.03.2010, DJe 14.05.2010) 4. Mutatis mutandis, a empresa oferece o ticket refeição antecipadamente para que o trabalhador se alimente antes e ir ao trabalho, e não como uma base integrativa do salário, porquanto este é decorrente do vínculo laboral do trabalhador com o seu empregador, e é pago como contraprestação pelo trabalho efetivado. 5. É que: (a) ‘o pagamento in natura do auxílioalimentação, vale dizer, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito, ou não, no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, ou decorra o pagamento de acordo ou convenção coletiva de trabalho’ (REsp 1.180.562/RJ (grifo nosso) (...) 6. Recurso especial provido.” Fl. 992DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 (STJ REsp 1185685/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/12/2010, DJe 10/05/2011) (g.n.) 14. Salientase, ainda, que para firmar esse entendimento fazse mister a referência de acórdão cuja relatoria é do Ministro José Delgado que tratou da matéria em questão, conforme ementa abaixo transcrita: “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. REFEIÇÃO REALIZADA NAS DEPENDÊNCIAS DA EMPRESA. NÃOINCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRECEDENTES. DÉBITOS PARA COM A SEGURIDADE SOCIAL. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ DA CERTIDÃO DA DÍVIDA ATIVA. PRECEDENTES. 1. Recurso especial interposto pelo INSS contra acórdão proferido pelo TRF da 4ª Região segundo o qual: a) o simples inadimplemento da obrigação tributária não constitui infração à lei capaz de ensejar a responsabilidade solidária dos sócios; b) o auxílioalimentação fornecido pela empresa não sofre a incidência de contribuição previdenciária, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Em seu apelo, o INSS aponta negativa de vigência dos artigos 135 e 202, do CTN, 2º, § 5º, I e IV, 3º da Lei 6.830/80, 28, § 9º, da Lei n. 8.212/91 e divergência jurisprudencial. Sustenta, em síntese, que: a) a) o ônus da prova acerca da não ocorrência da responsabilidade tributária será do sócio executado, tendo em vista a presunção de legitimidade e certeza da certidão da dívida ativa; b) é pacífico o entendimento no STJ de que o auxílioalimentação, caso seja pago em espécie e sem inscrição da empresa no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, é salário e sofre a incidência de contribuição previdenciária. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento no sentido de que o pagamento in natura do auxílioalimentação, isto é, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Com tal atitude, a empresa planeja, apenas, proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais. Precedentes. EREsp 603.509/CE, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 08/11/2004, REsp 719.714/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 24/04/2006. 3. Constando o nome do sóciogerente na certidão de dívida ativa e tendo ele tido pleno conhecimento do procedimento administrativo e da execução fiscal, responde solidariamente Fl. 993DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722657/201072 Acórdão n.º 2301002.789 S2C3T1 Fl. 989 11 pelos débitos fiscais, salvo se provar a inexistência de qualquer vínculo com a obrigação. 4. Presunção de certeza e liquidez da certidão da dívida ativa. Ônus da prova da isenção de responsabilidade que cabe ao sóciogerente. Precedentes: EREsp 702.232/RS, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 26/09/2005; EREsp 635.858/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 02/04/2007. 5. Recurso especial parcialmente provido.” (REsp 977.238/RS, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13.11.2007, DJ 29.11.2007 p. 257) [grifo nosso] 15. Inclusive, a argumentação da Fazenda Nacional nos autos acima (REsp 977.238/RS) era de que o auxilio alimentação, pago em espécie e sem inscrição da empresa no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), possuía natureza salarial sendo, portanto, passível de recolhimento de tributo. No entanto, sua sustentação não foi provida em razão da orientação jurisprudencial pacífica do STJ em sentido contrário, qual seja não incidência de contribuições previdenciárias sobre os valores pagos a título de auxilio alimentação. 16. Digase, também, pelo que se indica nestes casos, que a concessão da alimentação é desvinculada do salário por força da própria Lei nº 8.212/91 que determina a não integração do saláriodecontribuição às importâncias recebidas a título de ganhos expressamente desvinculados do salário (art. 28, §9º, letra “e”, número 7). 17. É oportuno dizer que as empresas, na verdade, estão desempenhando enorme papel social ao fornecerem alimentação a seus trabalhadores, notadamente para aqueles de menor renda. É dizer, cobrar contribuições sociais sobre o fornecimento próprio de alimentação é penalizar as empresas e desestimular a colaboração da sociedade na saúde do trabalhador. CONCLUSÃO 18. Assim, voto em dar provimento parcial ao recurso para excluir da autuação os valores oriundos de auxílio alimentação pagos in natura. DO AUTO DE INFRAÇÃO 19. Peço licença à douta relatora para ousar discordar do seu posicionamento em relação à alegada nulidade do auto de infração, por considerar que a autuação fiscal não incorreu em erro ao impor a multa à empresa. 20. Conforme relato fiscal, o auto de infração foi lavrado em razão de a empresa ter apresentado declaração a que se refere a Lei n. 8.212/91, art. 32, inciso IV, com informações incorretas ou omissas. Ainda segundo a informação fiscal, a empresa deixou de informar, em GFIP, valor referente à remuneração paga a segurados empregados e contribuinte Fl. 994DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 12 individual nas competências de 11/2005, 12/2005 e 1/2008 a 12/2008, como base de cálculo das contribuições previdenciárias, descumprindo, assim, obrigação previdenciária acessória. 21. A argumentação trazida pela recorrente, bem como as provas apresentadas não foram suficientes para desqualificar, em sua totalidade, os fatos apresentados pela autoridade fiscal. 22. A aplicação da nova legislação à multa, por si só, não consiste em nulidade, e não invalida o auto de infração, pois ação praticada pelo contribuinte continua sendo capitulada pela legislação previdenciária como punida com multa. O valor e a sistemática para a sua imposição é que foram alterados. 23. De maneira que merece prevalecer a decisão recorrida em seus próprios fundamentos. CONCLUSÃO 24. Portanto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, na questão da aplicação da multa. DA PRODUTIVIDADE E DOS LEVANTAMENTOS FO, FP e SI 25. Quanto às questões da produtividade e dos levantamentos “FO, FP e SI”, meu entendimento é no sentido de manter a decisão guerreada. O relatório fiscal foi primoroso no sentido de demonstrar a previsão do débito pela legislação previdenciária. 26. Por outro lado, o contribuinte em várias oportunidades que teve não demonstrou nos autos, por intermédio de provas substanciais, o recolhimento das contribuições previdenciárias devidas no período reclamado pelo fisco. CONCLUSÃO 27. Voto em negar provimento ao recurso na questão da produtividade, bem como em relação aos levantamentos “FO, FP e SI”. DISPOSITIVO 28. Diante do exposto, CONHEÇO do recurso voluntário, para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, nos seguintes termos: a) preliminarmente, excluir do documento denominado ‘CORESP’ as pessoas nele relacionadas, para afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente; b) para excluir da autuação os valores oriundos de auxílio alimentação pagos in natura. Fl. 995DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722657/201072 Acórdão n.º 2301002.789 S2C3T1 Fl. 990 13 29. De outro lado, nego provimento ao recurso voluntário na questão da aplicação da multa, por entender que não há nos autos causa para a nulidade, bem como nego provimento nas questões da produtividade e dos levantamentos “FO, FP e SI”. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Redator designado Fl. 996DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 28/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 19/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 12045.000490/2007-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 14 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2001 a 31/01/2002
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDEFERIMENTO.
Se a recorrente não demonstra preencher todos os requisitos da legislação, não há condições para o deferimento de seu pedido de restituição.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2301-003.633
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a)
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva Relator
Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Damião Cordeiro de Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/12/2001 a 31/01/2002 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDEFERIMENTO. Se a recorrente não demonstra preencher todos os requisitos da legislação, não há condições para o deferimento de seu pedido de restituição. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 14 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 12045.000490/2007-91
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5317082
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 14 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-003.633
nome_arquivo_s : Decisao_12045000490200791.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MAURO JOSE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 12045000490200791_5317082.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a) (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Damião Cordeiro de Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
id : 5252451
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370172010496
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1547; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 300 1 299 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12045.000490/200791 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2301003.633 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 17 de julho de 2013 Matéria CONT PREV RESTITUIÇÃO Recorrente CRISTEL SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2001 a 31/01/2002 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDEFERIMENTO. Se a recorrente não demonstra preencher todos os requisitos da legislação, não há condições para o deferimento de seu pedido de restituição. Recurso Voluntário Negado. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a) (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva – Relator Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Damião Cordeiro de Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 04 5. 00 04 90 /2 00 7- 91 Fl. 300DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2013 por MAURO JOSE SILVA 2 Relatório Tratase de Pedido de Restituição, fls. 01/02, no qual A interessado requer a restituição das contribuições pagas em relação às competências 12/2001 e 01/2002 no valor de R$ 2.862,98, tendo em vista que houve retenção em excesso da contribuição que seria devida sobre as remunerações pagas aos empregados. O setor responsável indeferiu o pedido, com base em relatório da fiscalização que apontou que a interessada não havia apresentado GFIP distintas para cada estabelecimento da empresa contratante do serviço; não elaborou folha de pagamento referente a prólabore e honorários profissionais a autônomos; não informou valores pagos a cooperativas de trabalho; não informou corretamente a alíquota do SAT; bem como não havia qualquer valor a restituir , pois a recorrente havia complementado o recolhimento. A interessada foi cientificada desta decisão em data que não consta dos autos. O recurso voluntário apresentado, fls. 88/89, contém os argumentos que resumimos a seguir. Informa que retificou as GFIPs dos meses 12/2001 e 01/2002 e junta novos documentos. Houve manifestação da autoridade fiscal em relação aos documentos apresentados pela recorrente, fls. 102. Naquele documento foram apontados os motivos pelos quais o indeferimento ainda seria justificado. Não houve abertura de prazo para a recorrente contraditar tal manifestação. Esta Turma coverteu o julgamento em diligência para que a interessada apresentasse sua manifestação. Não houve interesse em acrescentar argumentos. É o relatório. Fl. 301DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 12045.000490/200791 Acórdão n.º 2301003.633 S2C3T1 Fl. 301 3 Voto Reconhecemos a tempestividade do recurso apresentado e dele tomamos conhecimento. Embora não haja provas nos autos da data da ciência da decisão a quo, a tempestividade, nesse caso, é decorrência do amplo direito à defesa. As informações fiscais de fls. 102 esclarecem que ainda há motivos para o indeferimento da restituição tendo em conta que a interessada não apresentou nenhum documento novo em relação aos itens 3 a 7 do despacho de fls. 85/86 e " nada fez entretanto,quanto à falta de informação nas respectivas GFIP's relativamente aos valores pagos para cooperativas (de trabalho ) e à alíquota do RAT(exSAT)". A interessada não contraditou tal afirmação, o que nos impede de acatar seu pedido de restituição, pois restou evidenciado que os requisitos do art. 16, incisos V e VIII da IN 67/2002 não foram obedecidos. Por todo o exposto, voto no sentido CONHECER e NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 302DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2013 por MAURO JOSE SILVA
score : 1.0
