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Numero do processo: 13971.720686/2009-60
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Ano-calendário: 2006
MATÉRIA ESTRANHA AOS AUTOS. NÃO CONHECIMENTO.
Não se conhece a matéria impugnada estranha aos autos. Não tendo sido glosada pela fiscalização área de isenção não há matéria litigiosa a ser decidida.
VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO. LEGITIMIDADE QUANDO INFORMADO PELAS SECRETARIAS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. EXTRADO DO SIPT AUSÊNCIA - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
O VTN médio extraído do SIPT, é legítimo quando obtido com base nos valores informados pelas Secretarias Estaduais ou Municipais. Havendo aptidão agrícola informada pela Secretaria Estadual de Agricultura não há razão pela qual o VTN arbitrado deva ser alterado. Contudo a ausência do extrato do SIPT impede a verificação da adequada aptidão agrícola causando cerceamento do direito de defesa.
Numero da decisão: 2201-001.957
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade arguida pela recorrente. No mérito, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso relativamente à área de Preservação Permanente e, na parte conhecida, dar-lhe provimento.
(assinatura digital)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(assinatura digital)
RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator.
EDITADO EM: 26/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, EWAN TELES AGUIAR (Suplente convocado), PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA. Ausente, justificadamente, o Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD.
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Ano-calendário: 2006 MATÉRIA ESTRANHA AOS AUTOS. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece a matéria impugnada estranha aos autos. Não tendo sido glosada pela fiscalização área de isenção não há matéria litigiosa a ser decidida. VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO. LEGITIMIDADE QUANDO INFORMADO PELAS SECRETARIAS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. EXTRADO DO SIPT AUSÊNCIA - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. O VTN médio extraído do SIPT, é legítimo quando obtido com base nos valores informados pelas Secretarias Estaduais ou Municipais. Havendo aptidão agrícola informada pela Secretaria Estadual de Agricultura não há razão pela qual o VTN arbitrado deva ser alterado. Contudo a ausência do extrato do SIPT impede a verificação da adequada aptidão agrícola causando cerceamento do direito de defesa.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Anocalendário: 2006 MATÉRIA ESTRANHA AOS AUTOS. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece a matéria impugnada estranha aos autos. Não tendo sido glosada pela fiscalização área de isenção não há matéria litigiosa a ser decidida. VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO. LEGITIMIDADE QUANDO INFORMADO PELAS SECRETARIAS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. EXTRADO DO SIPT AUSÊNCIA CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. O VTN médio extraído do SIPT, é legítimo quando obtido com base nos valores informados pelas Secretarias Estaduais ou Municipais. Havendo aptidão agrícola informada pela Secretaria Estadual de Agricultura não há razão pela qual o VTN arbitrado deva ser alterado. Contudo a ausência do extrato do SIPT impede a verificação da adequada aptidão agrícola causando cerceamento do direito de defesa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade arguida pela recorrente. No mérito, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso relativamente à área de Preservação Permanente e, na parte conhecida, darlhe provimento. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (assinatura digital) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 72 06 86 /2 00 9- 60 Fl. 77DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 2 RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. EDITADO EM: 26/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, EWAN TELES AGUIAR (Suplente convocado), PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA. Ausente, justificadamente, o Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da DRJ/CGE que julgou procedente a Notificação de Lançamento (f. 01/04), mediante a qual se exige a diferença de Imposto Territorial Rural ITR, Exercício 2006, no valor total de R$ 33.733,22, do imóvel rural inscrito na Receita Federal sob o n° 3.681.7856, localizado no município de Blumenau SC. Na descrição dos fatos, o fiscal autuante relata que foi apurada a falta de recolhimento do ITR, decorrente da alteração do valor da terra nua, em adequação aos valores constantes do SIPT. Em conseqüência, houve aumento da base de cálculo, da alíquota e do valor devido do tributo. A interessada apresentou a impugnação de f. 12/13. Alega nulidade do lançamento. Afirma que não foi intimado para apresentar Laudo de Avaliação do imóvel. Argumenta, ainda, que o imóvel está inserido no Parque Nacional do Itajai, o que acarreta a completa limitação ao exercício da atividade rural. Sustenta que o imóvel está isento do ITR e que, portanto, deve ser excluída a exigência. A DRJ assim se manifestou: A s s u n t o : I m p o s t o s o b r e a P r o p r i e d a d e T e r r i t o r i a l R u r a l I TR Exercício: 2006 VALOR DA TERRA NUA. O valor da terra nua, apurado pela fiscalização, em procedimento de ofício nos termos do art. 14 da Lei 9.393/96, não é passível de alteração, quando o contribuinte não apresentar elementos de convicção que justifiquem reconhecer valor menor. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformado o contribuinte recorre reafirmando os argumentos da impugnação. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 13971.720686/200960 Acórdão n.º 2201001.957 S2C2T1 Fl. 78 3 É o relatório do necessário Voto Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe admissibilidade O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. Inicialmente sustenta o contribuinte a nulidade do auto de infração tendo em vista que não foi intimado a prestar esclarecimentos prévios. Rejeito a preliminar, em que pese o meu entendimento, curvome ao entendimento da turma no sentido de que a legislação não exige a prévia intimação do contribuinte para efeitos do arbitramento de que trata o artigo 14 da Lei nº 9.393/96. Ademais é com a notificação do lançamento que se instaura a fase litigiosa. No mérito sustenta que o imóvel encontrase dentro do Parque Nacional da Serra do Itajaí. Traz como prova auto de infração lavrado pelo IBAMA aplicando multa por realização de queimada dentro do supra citado Parque Nacional. Em que pese os fortes argumentos, o presente feito não trata de glosa de área, mas tão somente de VTN arbitrado. Desta forma, não conheço desta parte do recurso. A questão da aptidão agrícola do SIPT já foi amplamente debatida nesta C. Turma, sendo pacífico o entendimento de que somente o SIPT sem aptidão agrícola não é idôneo ao arbitramento. O art. 14, caput e §1o, da Lei no 9.393, de 19 de dezembro de 1996, que autoriza, no caso de subavaliação, o arbitramento do VTN, assim estabelece: “Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de ofício do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. §1o As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1º, inciso II da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios.” Referido dispositivo faz expressa menção aos critérios do art. 12, §1º, inciso II , da Lei no 8.629/93, cuja redação vigente à época da edição da Lei no 9.393/96 dispunha: Fl. 79DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 4 “Art. 12. Considerase justa a indenização que permita ao desapropriado a reposição, em seu patrimônio, do valor do bem que perdeu por interesse social. §1o A identificação do valor do bem a ser indenizado será feita, preferencialmente, com base nos seguintes referenciais técnicos e mercadológicos, entre outros usualmente empregados: I valor das benfeitorias úteis e necessárias, descontada a depreciação conforme o estado de conservação; II valor da terra nua, observados os seguintes aspectos: a) localização do imóvel; b) capacidade potencial da terra; c) dimensão do imóvel. § 2º Os dados referentes ao preço das benfeitorias e do hectare da terra nua a serem indenizados serão levantados junto às Prefeituras Municipais, órgãos estaduais encarregados de avaliação imobiliária, quando houver, Tabelionatos e Cartórios de Registro de Imóveis, e através de pesquisa de mercado.” O arbitramento do valor da terra nua, expediente legítimo, nos art. 148 do CTN, para as situações em que não mereçam fé as informações prestadas pelo sujeito passivo, deve observar os parâmetros previstos pelo legislador e acima referidos, inclusive capacidade potencial da terra, informados pelas Secretarias de Agricultura dos Estados e Municípios. Transcrevo abaixo trecho do voto proferido pela Ilustre Conselheira Maria Lucia Moniz de Aragao Calomino Astorga, no acórdão 220200.722, para situação em tudo assemelhada à presente e cujos fundamentos adoto, in verbis: “Conjugando os dispositivos acima transcritos, inferese que o sistema a ser criado pela Receita Federal para fins de arbitramento do valor da terra nua deveria observar os critérios estabelecidos no art. 12, 1o, inciso II, da Lei no 8.629, de 1993, quais sejam, a localização, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel, assim como considerar os levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. Nesse contexto, foi aprovado o Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal – SIPT, pela Portaria SRF no 447, de 28 de março de 2002, alimentado com os valores de terras e demais dados recebidos das Secretarias de Agricultura ou entidades correlatas, e com os valores da terra nua da base de declarações do ITR (art. 3o da Portaria SRF no 447, de 2002). Para se contrapor ao valor arbitrado com base no SIPT, deve o contribuinte apresentar Laudo Técnico, com suficientes elementos de convicção, elaborado por engenheiro agrônomo ou florestal, acompanhado de ART, e que atenda às prescrições contidas na NBR 146533, que disciplina a atividade de avaliação de imóveis rurais. (...) Entretanto, embora presentes os elementos que autorizam o arbitramento, o valor do VTN atribuído pela fiscalização deve ser revisto, pois houve um erro na sua apuração. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 13971.720686/200960 Acórdão n.º 2201001.957 S2C2T1 Fl. 79 5 A fiscalização utilizou para arbitrar o VTN do imóvel da recorrente o valor do VTN médio/ha declarado pelos contribuintes do mesmo município (R$495,76/ha), extraído das informações contidas no SIPT (fl. 79), multiplicado pela área total do imóvel (9.846,7ha), obtendo o valor final de R$ 4.881.599,99. Ressaltese, entretanto, que o VTN médio declarado por município, obtido com base nos valores informados na DITR, constitui um parâmetro inicial, mas não pode ser utilizado para fins de arbitramento, pois notoriamente não atende ao critério da capacidade potencial da terra. Isso porque esta informação não é contemplada na declaração, que contém apenas o valor global atribuído a propriedade, sem levar em conta as características intrínsecas e extrínsecas da terra que determinam o seu potencial de uso. Assim, o valor arbitrado deve ser obtido com base nos valores fornecidos pelas Secretarias Estaduais ou Municipais e nas informações disponíveis nos autos em relação aos tipos de terra que compõem o imóvel.” No mesmo sentido destaco os seguintes julgados: Número do Processo 13161.720278/200861 Relator(a) PEDRO ANAN JUNIOR Nº Acórdão 2202002.059 Tributo / Matéria Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2006 VALOR DA TERRA NUA (VTN). SUBAVALIAÇÃO. ARBITRAMENTO COM BASE NO SISTEMA DE PREÇOS DE TERRAS (SIPT). UTILIZAÇÃO DO VTN MÉDIO POR APTIDÃO AGRÍCOLA FORNECIDO PELA SECRETARIA ESTADUAL DE AGRICULTURA. Deve ser mantido o Valor da Terra Nua (VTN) arbitrado pela fiscalização, com base no Sistema de Preços de Terras (SIPT), cujo levantamento foi realizado mediante a utilização dos VTN médios por aptidão agrícola, fornecidos pela Secretaria Estadual de Agricultura, mormente, quando o contribuinte não comprova e nem demonstra, de maneira inequívoca, através da apresentação de documentação hábil e idônea, o valor fundiário do imóvel e a existência de características particulares desfavoráveis, que pudessem justificar a revisão do Valor da Terra Nua (VTN) arbitrado. LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO. COMPROVAÇÃO DO VTN. OBEDIÊNCIA AS NORMAS TÉCNICAS DA ABNT. Laudo Técnico elaborado em desacordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT, desacompanhado de comprovantes de pesquisas de preços contemporâneos ao do ano base do lançamento, em quantidade mínima exigível e, comprovadamente, com as mesmas características do imóvel em pauta e da mesma região de sua localização, que justificariam o reconhecimento de valor menor, não constitui elemento de prova suficiente para rever o lançamento. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MULTA DE OFICIO. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou responsável. O fato de não haver máfé do contribuinte não descaracteriza o poderdever da Administração de lançar com multa de oficio rendimentos omitidos na declaração de ajuste. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, Fl. 81DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 6 no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4). Recurso negado. Número do Processo 10783.720283/200869 Relator(a) CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Nº Acórdão 2801002.808 Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2006 VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer. Recurso Voluntário Provido. Assim, no presente caso verificase que não foi juntado aos autos o extrato do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal – SIPT, instituído pela Portaria SRF no 447, de 28 de março de 2002, para o município do imóvel objeto do presente feito. A ausência do extrato do SIPT, impede a verificação da legitimidade do arbitramento. Se é certo que o único critério legítimo de arbitramento com base no SIPT é a utilização do VTN médio por aptidão agrícola decorrente dos levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, e sendo igualmente certo que tal informação somente é disponibilizada no extrato do sistema, a sua ausência fulmina o lançamento seja por falta de demonstração dos elementos do critério quantitativo da RMIT, seja por cerceamento de defesa. Em que pese a fé pública dos auditores, já julgamos neste mesmo colegiado lançamento efetuado com base em informações relativas a município diverso. No caso o imóvel estava localizado em Piracicaba e foi utilizado o SIPT de São Paulo. Além disso, a ausência do extrato do SIPT impede a verificação da adequada aptidão agrícola. Como bem sabemos, dentro dos limites de um município podem haver diversas aptidões agrícolas com valores distintos. No presente caso não há como afirmar se a aptidão aplicada ao caso concreto é a única ou não. Ante o exposto e de tudo mais que dos autos consta, rejeito a preliminar de nulidade arguida pela recorrente e no mérito não conheço do recurso relativamente à área de Preservação Permanente e, na parte conhecida, dou provimento para restabelecer o VTN declarado. É como voto. Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 82DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 13971.720686/200960 Acórdão n.º 2201001.957 S2C2T1 Fl. 80 7 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 6/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO
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Numero do processo: 10675.720614/2009-79
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. DESCABIMENTO.
Não havendo omissão, obscuridade, contradição ou erro material, devem ser rejeitados os Embargos de Declaração.
Numero da decisão: 3402-001.857
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração, nos termos do voto do Conselheiro Relator.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Silvia de Brito Oliveira, Helder Masaaki Kanamaru (suplente), Gilson Macedo Rosenburg Filho e Nayra Bastos Manatta (Presidente). O Presidente substituto da Turma, assina o acórdão, face à impossibilidade, por motivo de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. DESCABIMENTO. Não havendo omissão, obscuridade, contradição ou erro material, devem ser rejeitados os Embargos de Declaração.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração, nos termos do voto do Conselheiro Relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Silvia de Brito Oliveira, Helder Masaaki Kanamaru (suplente), Gilson Macedo Rosenburg Filho e Nayra Bastos Manatta (Presidente). O Presidente substituto da Turma, assina o acórdão, face à impossibilidade, por motivo de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta.
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AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. DESCABIMENTO. Não havendo omissão, obscuridade, contradição ou erro material, devem ser rejeitados os Embargos de Declaração. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. DESCABIMENTO. Não havendo omissão, obscuridade, contradição ou erro material, devem ser rejeitados os Embargos de Declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração, nos termos do voto do Conselheiro Relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 72 06 14 /2 00 9- 79 Fl. 299DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 2 (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Silvia de Brito Oliveira, Helder Masaaki Kanamaru (suplente), Gilson Macedo Rosenburg Filho e Nayra Bastos Manatta (Presidente). O Presidente substituto da Turma, assina o acórdão, face à impossibilidade, por motivo de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 10675.720614/200979 Acórdão n.º 3402001.857 S3C4T2 Fl. 300 3 Relatório Tratam de Embargos de Declaração opostos pelo sujeito passivo, ora Embargante, contra v. Acórdão que negou provimento ao Recurso Voluntário manejado pelo contribuinte, de minha relatoria, proferido em Sessão de julgamento de 20 de março de 2012, cuja ementa restara vazada nos seguintes termos: “Assunto: CONTRIBUIÇÕES AO PIS E A COFINS Período de Apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. SÚMULA CARF Nº 02. ´O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária´ (Súmula nº 02). CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI COMO RESSARCIMENTO DE PIS E COFINS. LEI Nº 9.363/96. BASE DE CÁLCULO. COMBUSTÍVEIS E AFINS. SÚMULA CARF Nº 19. Apenas são passíveis de integrar a base de cálculo do crédito presumido de IPI de que trata a Lei nº 9.363, de 1996, a aquisição de matéria prima, produtos intermediários e materiais de embalagens, não se enquadrando como tais as aquisições de óleo BPF, lenha e óleo térmico, utilizados nas caldeiras como combustíveis e fontes de energia elétrica, uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto. Aplicação da Súmula nº 19, do CARF.” Aduz a Embargante que o v. Acórdão se omitiu ao deixar de aprofundar os fatos que circundam o caso em concreto, especialmente no que diz respeito ao fato de os insumos por ela adquiridos (óleo BPF, lenha e óleo térmico, utilizados nas caldeiras e secadores, como fonte de energia elétrica), se consumirem no processo produtivo, e, portanto, caracterizarseia como produtos intermediários, concessivos de créditos segundo dispositivos que cita (art. 393, II, do RIPI/82 e parágrafo único do art. 3º, da Lei nº 9.363/96), os quais igualmente teriam sido omitidos de menção pela decisão embargada. Em razão disso afirma que o Acórdão embargado foi superficial, tendo omitidose inclusive de apreciar os fatos concretos e de citar os dispositivos legais invocados no Recurso Voluntário, limitandose apenas em aplicar a Súmula nº 19, do CARF. Fl. 301DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 4 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. Os Embargos de Declaração foram protocolizados em 08 de maio de 2012, após ciência relativa ao Acórdão recorrido, dada ao contribuinte em 03 de maio, de modo que tempestivos, devendo ser conhecido do recurso. Entendo que as omissões apontadas pela Embargante não se materializaram no caso concreto, pois que restou claro pela decisão embargada, que se estava tratando de insumos do tipo óleo combustível BPF, de lenha e de óleo térmico, utilizados nas caldeiras no processo de secagem de seus produtos. Vejamos trecho a decisão: “E, assim, já adentrando na questão central, temse que o cerne da contenda reside na pretensão do contribuinte em computar na base de cálculo do crédito presumido de IPI em questão, os dispêndios por ela incorridos na aquisição de óleo combustível BPF, de lenha e óleo térmico, utilizados para alimentar caldeiras no seu processo produtivo, sendo que a decisão recorrida posicionouse no sentido de não considerar tais insumos como sendo concessivos do crédito presumido, por entender que os mesmos não revestem esta qualidade porque não são consumidos diretamente no contato com o produto em fabricação, nos termos do Parecer Normativo CST nº 65/79.” No tocante a pretensa falta de abordagem do fato de se tratarem, tais insumos, de produtos intermediários e de serem eles consumidos no processo produtivo, igualmente a decisão embargada foi textual: “Tais produtos certamente são insumos indispensáveis ao processo produtivo, e nele se desgastam. Então, não se questiona que os mesmos tenham relação de essencialidade e até mesmo de imprescindibilidade ao processo produtivo da recorrente. No entanto, no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, prevaleceu o entendimento de que, para o caso de crédito presumido de IPI como ressarcimento de Pis e de Cofins, instituído pela Lei nº 9.363/96, por se tratar de incentivo fiscal que deve ser restritiva e literalmente interpretado (art. 111, do CTN), apenas dará direito ao crédito os insumos que se enquadrarem no conceito de matéria prima, produto intermediário e material de embalagem. E os óleos combustíveis, a lenha e o óleo térmico, no caso, sofrem desgaste no processo produtivo, e, como tal, há entendimentos que sustentam que enquadrarseiam no conceito de produto intermediário, sendo, aliás, este o entendimento particular deste Relator.” No que diz respeito a citação de dispositivos legais invocados pela Embargante em seu Recurso Voluntário, entendo que parte deles foram considerados, bastando verificar o que constou da transcrição acima e também do Relatório da decisão embargada, mas especialmente, deve restar claro que em sede de processo administrativo tributário não se faz necessário que se enfrente todos os fundamentos legais que levaram o colegiado a formar sua convicção e proferir seu julgamento. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 10675.720614/200979 Acórdão n.º 3402001.857 S3C4T2 Fl. 301 5 Está assente que não existe o prequestionamento de dispositivos legais para fins de PAF, em caso de pretender a Embargante manejar outros recursos ainda nesta esfera administrativa de julgamento, e que, se pretender ir ao Judiciário, desnecessário que a decisão ora embargada tenha se manifestado sobre todos os dispositivos legais invocados pela parte, bastando que fundamente a decisão, o que entendese ter sido atendido plenamente. O que se vê, portanto, é que a Embargante está buscando rediscutir o mérito em sede de Embargos de Declaração, o que em regra não é possível, apenas em caso em que tenha havido erro material, o que não se mostra ter ocorrido no caso em concreto. Assim, não havendo omissão, tampouco obscuridade, contradição ou erro material, não há como acolher os Embargos de Declaração, ainda mais com efeitos modificativos, como sugeriria a Embargante pelas falhas que aponta ter havido no julgamento, as quais, repitase, não restaram materializadas. Ante ao exposto, voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração. (Assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Fl. 303DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 11020.002595/2009-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/07/2004 a 31/12/2007
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I,
DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do
crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias.
LANÇAMENTO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO
FATO GERADOR. INOCORRÊNCIA. Quando a fiscalização faz constar no
relatório fiscal, juntamente com os seus anexos, todas as informações de fato
e de direito necessárias a plena compreensão dos fundamentos do
lançamento, bem como demonstra de forma clara e precisa a ocorrência do
fato gerador da multa e a infração cometida, não deve ser acatada a alegação
de ofensa ao art. 142 do CTN.
PAGAMENTOS EFETUADOS A COOPERATIVA DE TRABALHO
MÉDICO. ART. 22, IV, DA LEI 8.212/91. ALEGAÇÕES DE
INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de
constitucionalidade da legislação tributária.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-002.571
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2004 a 31/12/2007 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I, DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. LANÇAMENTO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO FATO GERADOR. INOCORRÊNCIA. Quando a fiscalização faz constar no relatório fiscal, juntamente com os seus anexos, todas as informações de fato e de direito necessárias a plena compreensão dos fundamentos do lançamento, bem como demonstra de forma clara e precisa a ocorrência do fato gerador da multa e a infração cometida, não deve ser acatada a alegação de ofensa ao art. 142 do CTN. PAGAMENTOS EFETUADOS A COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. ART. 22, IV, DA LEI 8.212/91. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de constitucionalidade da legislação tributária. Recurso Voluntário Negado.
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Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL Recorrente ASSOCIAÇÃO PRADENSE DE PROPRIETÁRIOS DE VEÍCULOS DE TRANSPORTE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2004 a 31/12/2007 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I, DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. LANÇAMENTO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO FATO GERADOR. INOCORRÊNCIA. Quando a fiscalização faz constar no relatório fiscal, juntamente com os seus anexos, todas as informações de fato e de direito necessárias a plena compreensão dos fundamentos do lançamento, bem como demonstra de forma clara e precisa a ocorrência do fato gerador da multa e a infração cometida, não deve ser acatada a alegação de ofensa ao art. 142 do CTN. PAGAMENTOS EFETUADOS A COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. ART. 22, IV, DA LEI 8.212/91. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de constitucionalidade da legislação tributária. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente. Fl. 370DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Igor Araújo Soares Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ana Maria Bandeira, Ewan Teles Aguiar, Ronaldo de Lima Macedo e Igor Araújo Soares. Fl. 371DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11020.002595/200962 Acórdão n.º 2402002.571 S2C4T2 Fl. 93 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por ASSOCIAÇÃO PRADENSE DE PROPRIETÁRIOS DE VEÍCULOS DE TRASNPORTE, irresignada com o acórdão de fls. 333/339, por meio do qual fora mantida integralidade do Auto de Infração n. 37.211.9883, lavrado para a cobrança de contribuições previdenciárias da empresa incidentes sobre a remuneração a título de honorários advocatícios creditada ao contribuinte Dirceu R Dall Acua. Também foram lançadas contribuições previdenciárias incidentes sobre a fatura de serviços de cooperativa médica (UNIMED NORDESTE RS SOC DE COOP. DE SERV. MÉDICOS LTDA). Quanto ao lançamentos dos valores de contribuição incidentes nos pagamentos efetuados às cooperativas, assim dispôs o relatório fiscal: "COP COOPERATIVA TRABALHO 30 FAT" Nesse levantamento foram lançadas às basesdecálculo destacadas pela cooperativa conforme consta no campo "dados complementares" das Faturas (cópias em anexo). E no código de levantamento "COY COOPERATIVA TRABALHO DIF ACP" foram lançadas como basesdecálculo as diferenças entre os valores informados no campo ACP (ato cooperativo principal) e as basesdecálculo destacadas pela cooperativa. 3.2.1.2.4. Salientamos ainda, que a basedecálculo destacada pela UNIMED nas faturas, para fins de Imposto de Renda Retido na Fonte, equivale ao valor do ACP. Conforme art. 652 do atual Regulamento do Imposto de Renda (Decreto n° 3.000/99), estão sujeitas à incidência do imposto na fonte à alíquota de ,um e meio por cento as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a cooperativas de trabalho, associações de profissionais ou assemelhadas, relativas a serviços pessoais que lhes forem prestados por associados destas ou colocados à disposição (Lei n^ 8.541, de 1992, art. 45, e L e i ns 8.981, de 1995, art. 64 A multa aplicada fora realizada da seguinte forma: Dessa forma, para fatos geradores ocorridos até a publicação da citada Medida Provisória, ou seja, até 11/2008, a, aplicação da penalidade mais benéfica, em observância ao princípio da retroatividade'benigna,'insculpido no a r t 106, inciso II, alínea 'c', do Código Tributário Nacional, deve levar em consideração a comparação "ENTRE" a multa de mora do inciso II do art. 35 (24% das contribuições previdenciárias em atraso), MAIS a multa pela omissão de fatos geradores em GFIP, prevista no § 5o do art .32 , ambos da Lei n° 8.212/1991 (redação anterior a citada MP), "E” a multa de ofício do inciso I do art . 44 da Lei n° 9.430 , d e 1 9 9 6 (75% do tributo devido), MAIS a multa prevista no art. 32 A , inciso I e § 3 ° , inciso II, d a Lei n° Fl. 372DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 8.212/1991 na redação da Lei n° 11.941, de 27.05.2009, devida pela apresentação de GFIP com incorreções (no valor de R$ 20,00 para cada grupo de até dez informações incorretas, observado o limite mínimo de R$ 500,00 por competência). [..] Em observância ao art. 106, inciso II, alínea 'c', do Código Tributário Nacional, elaboramos a planilha, em anexo, onde resta demonstrado que para a competências de julho de 2004 a dezembro de 2007, as muitas previstas na legislação anterior à MP 449/2008 são as que cominam penalidade menos severa. O lançamento compreende as competências de 07/2004 e 12/2007, com a ciência do contribuinte acerca do lançamento efetivada em 30/07/2009 (fls. 01). Em seu recurso, defende a recorrente a nulidade do auto de Infração, em razão de que os fatos geradores relativamente aos pagamentos feitos à cooperativa não foram devidamente descritos pelo relatório fiscal. Defende a decadência do direito de o fisco efetuar o lançamento com arrimo no art. 150, 4o do CTN. A inconstitucionalidade do art. 22, IV da Lei 8.212/91 em face do art. 195, I da CF/88. Argumenta ser incabível a alegação da fiscalização no sentido de que a base de cálculo informada pela UNIMED não condiz com a remuneração do serviço pessoal cooperado, prova que não fora demonstrada pela fiscalização, em respeito ao que determinado no art. 142 do CTN. Por fim, sustenta a necessidade da realização de prova pericial para que seja apurado o real valor que se destina a retribuir o serviço prestado pelos cooperados, em relação ao específico contrato que vincula as partes. É o relatório. Fl. 373DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11020.002595/200962 Acórdão n.º 2402002.571 S2C4T2 Fl. 94 5 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, dele conheço. PRELIMINARES Quanto ao pedido para o reconhecimento da decadência, há se de considerar que Supremo Tribunal Federal, ao julgar os Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, quando, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91, foi determinada a edição da Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, cujo teor é o seguinte: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Logo, conforme se depreende do art. 103A, caput, da Constituição Federal que foi inserido pela Emenda Constitucional nº 45/2004 (teor transcrito a seguir), o enunciado das Súmulas Vinculantes editadas e aprovadas pelo Eg. STF devem obrigatoriamente ser observados pelos órgãos da administração pública direta e indireta, como é o caso do CARF, confirase: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (g.n.) Em assim sendo, resta patente a necessidade de que para a contagem do prazo decadencial, em se tratando de lançamento por homologação, deverão ser aplicadas as regras dispostas pelo Código Tributário Nacional, seja a do art. 150, §4º, seja a do art. 173, I, cuja aplicação deverá ser verificada caso a caso, conforme tenha ou não havido antecipação, mesmo que parcial, do pagamento do tributo ou contribuição devida. No caso de ter havido antecipação, mesmo que parcial, deverá ser aplicado, para fins de contagem, o art. 150, §4º do CTN e quando não houve qualquer antecipação, deverá ser aplicado o art. 173, I. Tal orientação acerca da aplicação das regras de contagem do prazo decadencial, já fora inclusive objeto de análise e confirmação pelo Eg. Superior Tribunal de Fl. 374DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Justiça, quando do julgamento do RESP 973.733, julgado em 12/08/2009 , que se deu sobre o rito dos recursos repetitivos, com fundamento no art. 543B do Código de Processo Civil Brasileiro. Ao analisar o presente caso e considerandose, portanto, que a ciência do contribuinte deuse em 30/07/2009, não existem lançamentos fulminados pela decadência, seja pela regra do art. 173, I, seja pela regra do art. 150, 4o do CTN. Melhor sorte não aufere quando aponta que o auto de infração deixou de descrever pormenorizadamente a ocorrência do fato gerador das contribuições. Conforme já se demonstrou, nada mais fez a fiscalização do que aplicar ao caso em concreto a legislação pertinente, efetuando o lançamento de contribuições tidas por inadimplidas pela recorrente, levando a efeito simplesmente aquilo o que determinado pela Lei 8.212/91. Logo, ao que se depreende do relatório fiscal, verificase ter sido observado o que disposto no art. 142 do CTN a seguir: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Este veio devidamente acompanhado de todos os anexos do Auto de Infração, sendo dele parte integrante, quando se percebe que todos foram concebidos em total observância às disposições do art. 142 do CTN e 37 da Lei n. 8.212/91, na medida em que todos os fundamentos de fato e de direito que ensejaram a lavratura do Auto restaram devidamente demonstrados, o que proporcionou e garantiu ao contribuinte a clara e inequívoca ciência e materialização da ocorrência do fato gerador e dos valores não recolhidos das contribuições sociais devidas. Rejeito, pois, as preliminares. MÉRITO Inicialmente cumprenos afirmar que a parte do lançamento que se refere às contribuições devidas em decorrência da remuneração paga ao contribuinte individual Dirceu R Dall Acua não foram objeto de impugnação, se tornando, portanto incontroversas e sequer foram objeto de irresignação no recurso voluntário. No que se refere a ilegalidade do lançamento das diferenças apuradas pela fiscalização no lançamento COY, após analisar a documentação juntada aos autos com a impugnação, bem como as próprias ponderações constantes no relatório fiscal da infração, concluo que bem decidiu a questão o v. acórdão de primeira instância. De fato nas notas fiscais de serviços constava o destaque de um valor relativo ao ACP (Ato cooperativo principal) que se refere ao pagamento dos serviços prestados pelos cooperados em valor superior ao que era destacado pela própria UNIMED no campo de Fl. 375DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11020.002595/200962 Acórdão n.º 2402002.571 S2C4T2 Fl. 95 7 observações gerais. E os valores de ACP foram todos objeto de retenção de imposto de renda, conforme informações constantes em DIRF da UNIMED pois se tratavam de valores que efetivamente eram repassados aos cooperados. Não cabia, dessa forma, a fixação da base de cálculo com fundamento no valor mínimo de 30% do valor bruto da fatura, conforme determina o art. 291 da Instrução Normativa INSS/DC n° 03/2005 que definia os critérios a serem adotados, reproduzindo o disciplinamento dado pela Orientação Normativa MPAS/SPS n° 20, de 21 de março de 2000. O arbitramento do valor dos serviços para fins de aplicação do art. 22, inciso IV, da Lei n° 8.212/91 é medida extrema, utilizada somente quando da falta da informação. No caso, as faturas emitidas pela Unimed informam o valor do ACP Ato cooperativo principal, descrito pelo Contrato de Assistência Médica (capítulo quinto, cláusula vigésima sexta, letra " b " do Univida Básico Plus Personal, registrado no Ministério de Saúde sob n° 424.969/991, de 21/12/99) como sendo a remuneração dos serviços médicos. Portanto, existe nas faturas o valor especificado para o cálculo da contribuição. Tais motivos também levam a conclusão de que a realização de perícia torna se absolutamente desnecessária para a pretensão em questão. Logo, neste particular, nada há a prover. No mais, pretende o recorrente que seja afastado o lançamento em razão de entender que o art. 22, IV, da Lei 8.212/91 está em desacordo com dispositivos constitucionais em vigor, devendo, portanto sua aplicação ser mitigada. Vejamos a legislação sobre o assunto: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada h Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de IV quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados (por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. (Incluido pela Lei re 9.876, de 26/111,1999). (grifei) Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei re 8.620 de 05/01/1993) ' I a empresa é obrigada a: [...] b) recolher os valores arrecadados na forma da alínea "a' deste inciso, a contribuição a que se refere o inciso IV do art. 22 desta Lei," assim como as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer titulo, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço até o dia 20 (vinte) do eels subseqüente ao da competência', (Nova redação dada pela Lei re 11.933, de 28/04/2009) (grifei) DECRETON° 3.048 DE 06/05/1999 Fl. 376DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Art.201. A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de: III quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhes são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho, observado, no que couber, as disposições dos 070 e 80 do art. 219 (Redação dada pelo Decreto n°3.265. de 29/11/99) Art.216. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de outras importâncias devidas à ségundade social, observado o que a respeito dispuserem o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal, obedecem às seguintes normas gerais: 4, I a empresa obrigada a: [...] b) recolher o produto arrecadado na forma da alinea "a" e as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer titulo, inclusive adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, acordo ou convenção coletiva, aos segurados empregados, contribuinte individual e trabalhador avulso à seu serviço, e sobre o valor bruto da nota fiscal 126 fatura de serviço, relativo a serviços cue lhe tenham sido prestados por cooperados, Dot intermédio de cooperativas de trabalho, até o dia vinte do Em que pesem as argumentações objeto do recurso voluntário, tenho que não mereçam prosperar, comungando do entendimento proferido quando do julgamento ocorrido em primeira instância. A sustentada inconstitucionalidade do art. 22, IV, da Lei 8.212/91, de fato não pode ser analisada por este Eg. Conselho, em respeito à competência privativa do Poder Judiciário, já que, o afastamento da aplicação da Legislação referente, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal, o que é vedado a este Eg. Conselho. Sobre o tema, o CARF consolidou referido entendimento por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”. Por fim, mesmo que o relatório do presente Auto de Infração tenha feito alusão à forma de cálculo da multa aplicada, tendo em vista que fora lavrado o competente auto de infração (FL 68), o seu acerto será analisado naquele processo. Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Igor Araújo Soares Fl. 377DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11020.002595/200962 Acórdão n.º 2402002.571 S2C4T2 Fl. 96 9 Fl. 378DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 16095.000753/2007-28
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 22 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2803-000.165
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) relator(a), para solicitar que a Secretaria da 3a. Câmara da 2a. Seção de Julgamento do CARF/MF junte aos autos digitais cópia do acórdão da 2a. Turma Ordinária prolatado processo n.16095.000750/2007-94, para após retornar os autos para julgamento da presente turma
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Relatório
O presente Recurso Voluntário foi interposto contra decisão da DRJ(fls. 236-242 do processo digital), que manteve parcialmente o crédito tributário oriundo da aplicação de multa por descumprimento do disposto no art. 32, IV, § 3o, da Lei n. 8.212-1991, por ter apresentado GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/03 a 12/05 (competências intercaladas). A ciência da peça inicial foi em 17.12.2007.
Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos resumidos: que os presentes créditos estão com exigibilidade suspensa, por se tratarem de créditos oriundos de aplicação de multa acessória vinculado à obrigação principal discutida nos autos do processo n° 16095.000750/2007-94, NFLD n° 37.025.512-7 que está sob apreciação do CARF/MF, que discute sobre a incidência de contribuições previdenciárias sobre valores pagos a título de seguro de vida em grupo, vinculando a presente discussão à aquele.
Esse é o relatório.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) relator(a), para solicitar que a Secretaria da 3a. Câmara da 2a. Seção de Julgamento do CARF/MF junte aos autos digitais cópia do acórdão da 2a. Turma Ordinária prolatado processo n.16095.000750/200794, para após retornar os autos para julgamento da presente turma (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 60 95 .0 00 75 3/ 20 07 -2 8 Fl. 142DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16095.000753/200728 Resolução nº 2803000.165 S2TE03 Fl. 142 2 Relatório O presente Recurso Voluntário foi interposto contra decisão da DRJ(fls. 236 242 do processo digital), que manteve parcialmente o crédito tributário oriundo da aplicação de multa por descumprimento do disposto no art. 32, IV, § 3o, da Lei n. 8.2121991, por ter apresentado GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/03 a 12/05 (competências intercaladas). A ciência da peça inicial foi em 17.12.2007. Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos resumidos: que os presentes créditos estão com exigibilidade suspensa, por se tratarem de créditos oriundos de aplicação de multa acessória vinculado à obrigação principal discutida nos autos do processo n° 16095.000750/200794, NFLD n° 37.025.5127 que está sob apreciação do CARF/MF, que discute sobre a incidência de contribuições previdenciárias sobre valores pagos a título de seguro de vida em grupo, vinculando a presente discussão à aquele. Esse é o relatório. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16095.000753/200728 Resolução nº 2803000.165 S2TE03 Fl. 143 3 Voto O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. Observando o objeto deste processo, verificase que realmente existe conexão com o processo n° 16095.000750/200794, NFLD n° 37.025.5127 que está sob apreciação do CARF/MF. Em análise ao sistema de informações processuais do CARF/MF, o processo indicado já fora julgado pela 2a. Turma Ordinária da 3a. Câmara da 2a. Seção de Julgamento, e já fora remetido à autoridade preparadora para intimação do acórdão: .: Informações Processuais Detalhe do Processo :. Processo Principal :16095.000750/200794 Data Entrada : 27/12/2007 Contribuinte Principal : RIOS UNIDOS LOGISTICA E TRANSPORTES DE A Tributo : Contribuição Previdenciária Situação do(s) Recurso(s) Tramitação DATA Recurso Ocorrência Recurso/Incidente Decisão Nº Decisão Despacho Data Decisão Despacho ORDINÁRIA 13/10/2008 Recurso Voluntário ORDINÁRIA RECURSO VOLUNTARIORecurso Voluntário Negado POR MAIORIA 2302 001.809 16/05/2012 Andamentos do Processo Data Tramitação Fase Ocorrência Anexos 07/08/2012 ORDINÁRIA JULGAMENTO RECEBER PROCESSO TRIAGEMEXPEDIDO PARA EQUIPE DE CONTROLE DE PROCESSODRFGUASPUnidade: Segunda Seção de Julgamento 19/07/2012 ORDINÁRIA JULGAMENTO EXPEDIR PROCESSOUnidade: 2ª SeçãoÓrgão Julgador: SECAM/3ªCÂMARA/2ªSEJUL/CARF/MF 15/06/2012 ORDINÁRIA JULGAMENTO EXPEDIR PROCESSOUnidade: Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 16/05/2012 ORDINÁRIA JULGAMENTO JULGADO EM SESSÃO DECISÃOUnidade: 2ª SeçãoÓrgão Julgador: 2ª Turma da 3ª Câmara da Terceira CâmaraRelator: Liege Lacroix ThomasiData da Sessão: 16/05/2012Hora da Sessão: 09:00Tipo da Pauta: OrdináriaTipo Sessão: NormalDecisão: AcórdãoNúmero Decisão: 2302 001.809Resultado:RECURSO VOLUNTARIO Recurso Voluntário Negado POR MAIORIA 27/04/2012 ORDINÁRIA JULGAMENTO COLOCADO EM PAUTAUnidade: 2ª SeçãoÓrgão Julgador: 2ª Turma da 3ª Câmara da Terceira CâmaraRelator: Liege Lacroix ThomasiData da Sessão: 16/05/2012Hora da Sessão: 09:00Tipo da Pauta: OrdináriaTipo Sessão: Normal 25/04/2012 ORDINÁRIA RECEPÇÃO EM TRAMITAÇÃOUnidade: 2ª SeçãoÓrgão Julgador: 2ª Turma da 3ª Câmara da Terceira Câmara 19/01/2012 ORDINÁRIA RECEPÇÃO PARA RELATARUnidade: 2ª SeçãoÓrgão Julgador: 2ª Turma da 3ª Câmara da Terceira Câmara 22/12/2011 ORDINÁRIA RECEPÇÃO DISTRIBUIR/SORTEARUnidade: 2ª SeçãoÓrgão Julgador: SECAM/3ªCÂMARA/2ªSEJUL/CARF/MF 22/12/2011 ORDINÁRIA RECEPÇÃO DISTRIBUIR/SORTEARUnidade: Segunda Seção de Fl. 144DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16095.000753/200728 Resolução nº 2803000.165 S2TE03 Fl. 144 4 Processo Principal :16095.000750/200794 Data Entrada : 27/12/2007 Contribuinte Principal : RIOS UNIDOS LOGISTICA E TRANSPORTES DE A Tributo : Contribuição Previdenciária Situação do(s) Recurso(s) Tramitação DATA Recurso Ocorrência Recurso/Incidente Decisão Nº Decisão Despacho Data Decisão Despacho Julgamento 08/12/2011 ORDINÁRIA RECEPÇÃO DISTRIBUIR/SORTEARUnidade: CARFÓrgão Julgador: SECOJ DIGITAL 30/04/2010 ORDINÁRIA JULGAMENTO EM TRAMITAÇÃOPROCESSO NA SEDE CARF EM BRASÍLIA DFÓrgão: SECOJ SERVIÇO DE CONTROLE DE JULGAMENTO 03/11/2009 ORDINÁRIA JULGAMENTO EM TRAMITAÇÃOPROCESSO NO CARF EM 27 NOVEMBRO DE 2009Órgão: SECOJ SERVIÇO DE CONTROLE DE JULGAMENTO 13/10/2008 ORDINÁRIA RECEPÇÃO AGUARDANDO FINALIZAÇÃO DE CADASTRAMENTOÓrgão: SECOJ SERVIÇO DE CONTROLE DE JULGAMENTO 13/10/2008 ORDINÁRIA RECEPÇÃO ENTRADA NO CONSELHO 3 últimos Andamentos Em razão do fato acima, por si só, não justificaria a união dos processos, em razão das fases de cada um e possibilidade de análise autônoma de cada um deles. Contudo, a não necessária conexão, não quer dizer que o julgador não possa buscar informações de como foi tratado o processo possivelmente conexo, inclusive em razão de princípios de eficiência e continuidade administrativa. Em consulta ao banco de acórdãos do CARF/MF (http://carf.fazenda.gov.br/sincon/public/pages/ConsultarJurisprudencia/ listaJurisprudenciaCarf.jsf), a decisão nos autos do indicado processo não está disponibilizada: Início> Jurisprudência > Acórdãos Pesquisa : Acórdão (2302001.809) Número do Processo16095.000750/200794 ContribuinteRIOS UNIDOS LOGISTICA E TRANSPORTES DE A Tipo do RecursoRECURSO VOLUNTARIORecurso Voluntário Negado POR MAIORIA Data da Sessão16/05/2012 Relator(a)Liege Lacroix Thomasi Nº Acórdão2302001.809 Tributo / MatériaOutros imposto e contrib federais adm p/ SRF ação fiscal Decisão Anexos *Essa publicação não substitui a original. Voltar Fl. 145DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16095.000753/200728 Resolução nº 2803000.165 S2TE03 Fl. 145 5 Assim, entendo que é necessário o conhecimento do Acórdão do processo vinculado por questão material a este. Isso posto, voto por converter o presente julgamento em diligência para que se solicite que a Secretaria da 3a. Câmara da 2a. Seção de Julgamento do CARF/MF para que junte aos autos digitais cópia do acórdão da 2a. Turma Ordinária prolatado processo n.16095.000750/200794, para após retornar os autos para julgamento da presente turma. É o voto. Gustavo Vettorato Relator Fl. 146DF CARF MF Impresso em 22/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 13888.003115/2009-14
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 16/01/1994 a 15/09/1994
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. COMPENSAÇÃO ESCRITURAL. CRÉDITOS NÃO ADMITIDOS PELA LEGISLAÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. CONFIGURAÇÃO.
A compensação escritural com créditos admitidos pela legislação do imposto representa pagamento antecipado e implica o deslocamento da contagem do prazo decadencial para a regra do lançamento por homologação.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 3403-002.388
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 16/01/1994 a 15/09/1994 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. COMPENSAÇÃO ESCRITURAL. CRÉDITOS NÃO ADMITIDOS PELA LEGISLAÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. CONFIGURAÇÃO. A compensação escritural com créditos admitidos pela legislação do imposto representa pagamento antecipado e implica o deslocamento da contagem do prazo decadencial para a regra do lançamento por homologação. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 31 15 /2 00 9- 14 Fl. 313DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN 2 O estabelecimento industrial de QUIMPIL QUÍMICA INDUSTRIAL PIRACICABANA LTDA. teve lavrado contra si o Auto de Infração de fls. 8 a 11 para formalização da constituição e exigência de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, decorrente da constatação de falta de declaração e de recolhimento de débitos do imposto pelo creditamento indevido na escrita fiscal do imposto não destacado em notas fiscais de entradas isentas, nãotributadas ou tributadas à alíquota zero. De acordo com o termo de constatação fiscal de fls. 75 e 76, o contribuinte impetrou o Mandado de Segurança nº 2000.61.09.0014237, objetivando a utilização de créditos calculados sobre a aquisição de insumos não onerados pelo IPI. A sentença, no entanto lhe foi desfavorável, razão pela qual a Fiscalização procedeu à glosa dos créditos de IPI lançados indevidamente c reconstituiu a escrita fiscal do contribuinte para os períodos de apuração de 01/2004 a 02/2005, apurando diferenças de saldos devedores conforme as planilhas"DEMONSTRATIVO DE RECONSTITUIÇÃO DA ESCRITA FISCAL" e "RESUMO DE LANÇAMENTOS", fls. 73 e 74. O termo de constatação fiscal ainda dá conta de que o contribuinte não efetuou qualquer recolhimento do imposto relativamente aos períodos de apuração 201/2004, 102/2004 e 205/2004 a 209/2004, pelo que avaliou o prazo decadencial segundo a regra do art. 173, inc. I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN. Sobreveio impugnação, fls. 79 a 90. A razões de defesa são assim resumidas: a) Preliminar de decadência parcial do lançamento, pela aplicação da regra do § 4º do artigo 150 do CTN, considerandose a ciência do Auto de Infração em 24/09/2009; b) no mérito, reitera os argumentos expedidos no Mandado de Segurança, entendendo que seu direito ao creditamento do IPI nas entradas não oneradas pelo imposto resta assegurado pelo princípio da não cumulatividade; c) requereu a suspensão do processo administrativo tendo em vista a submissão desta aos efeitos do judicial. Em 04/04/2011 o interessado apresentou desistência parcial da presente impugnação quanto aos seguintes débitos: 30/09/2004 R$43.541,69 31/10/2004 R$98.943,99 30/11/2004 R$115.775,28 31/12/2004 R$123.591,53 31/01/2005 R$.86.900,91 28/02/2005 R$81.018,59 A 2ª Turma da DRJ/RPO julgou o lançamento procedente. O Acórdão nº 14 36.212, de 21 de dezembro de 2011, fls. 140 a 144, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 28/02/2005 DECADÊNCIA. IPI. Fl. 314DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13888.003115/200914 Acórdão n.º 3403002.388 S3C4T3 Fl. 314 3 Inexistindo o lançamento por homologação, por se tratar de débito não declarado, nem recolhido, o prazo de decadência para o lançamento de ofício deve ser contado pela regra do art. 173, I do CTN. IPI. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. As decisões do Poder Judiciário prevalecem sobre o entendimento da esfera administrativa, assim, não se discute na esfera administrativa a mesma matéria discutida em processo judicial, mas, tão somente, os diferentes objetos, como é o caso do aspecto formal do despacho denegatório e a aplicação e alcance do ADN COSIT nº 03/96. DESISTÊNCIA PARCIAL DA IMPUGNAÇÃO. Não se toma conhecimento da parte da impugnação que, regularmente, o contribuinte renunciou. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/RPO. O arrazoado de fls. 149 a 169, após síntese dos fatos relacionados com a lide, repete a preliminar de decadência do lançamento atinente aos fatos geradores ocorridos entre 31/01/1994 e 15/09/1994, com aplicação da regra do § 4º do art. 150 do CTN, invocando o REsp 973.733/SC, de reprodução necessária com base no artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF, com as alterações introduzidas pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010. Argumenta que o confronto de débitos e créditos, inerente à sistemática de apuração do IPI, caracteriza pagamento para os fins do § 4º do art. 150 do CTN, nos termos do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, aprovado pelo Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de 2002. Conclui, requerendo a total procedência do Recurso Voluntário para que seja reconhecida a decadência, haja vista o transcurso do lapso qüinqüenal previsto no artigo 150, §4° do CTN, com relação aos valores lançados nos fatos geradores de 31.01.2004 a 15.09.2004, sobretudo com base no julgamento proferido pelo STJ em sede de recursos repetitivos no REsp 973.733/SC e em atendimento ao disposto no artigo 62A do RICARF. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Fl. 315DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN 4 Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 149 a 169 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJRPO nº 1436.212, de 21 de dezembro de 2011. Controvertese exclusivamente a decadência do direito do Fisco de constituição do crédito tributário relativo aos fatos geradores ocorridos entre 31.01.2004 e 15.09.2004 (contribuinte, expressamente, desistiu da controvérsia relativa aos débitos referentes aos PAs 209/2004 a 202/2005). No julgamento da matéria, por força do art. 62A do RICARF, reproduzir seá a decisão prolatada no REsp 973.733/SC, cuja ementa abaixo se transcreve: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs.. 163/210). 3. O dies a quo do prazo quinquenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos Fl. 316DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13888.003115/200914 Acórdão n.º 3403002.388 S3C4T3 Fl. 315 5 previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs.. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs.. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs.. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial quinquenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Toca portanto saber se se aplica ao caso concreto a regra do art. 150, § 4º (cinco anos do fato gerador), ou a do art. 173, inc. I, do CTN (cinco anos do 1º dia do exercício seguinte). A questão colocada pelo recorrente é de que a compensação no âmbito da apuração do imposto (débitos e créditos) representaria pagamento para efeito do art. 150 do CTN. Nesse ponto, dispõe expressamente o RIPI/2002, para fim especifico de interpretação do art. 150 do CTN, que, na hipótese de apuração de saldo credor na escrituração fiscal, considerase a compensação entre débitos e créditos como pagamento, conforme art. 124, abaixo reproduzido (art. 183 do atua Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010 – RIPI/2010, cujo texto é idêntico ao do vigente à época das infrações): "Art. 124. (omissis) Parágrafo único. Considerase pagamento: I o recolhimento do saldo devedor, após serem deduzidos os créditos admitidos dos débitos, no período de apuração do imposto; 11 o recolhimento do imposto não sujeito a apuração por períodos, haja ou não créditos a deduzir; ou Fl. 317DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN 6 III a dedução dos débitos, no período de apuração do imposto, dos créditos admitidos, sem resultar saldo a recolher." No caso, o inciso III diz expressamente que a dedução deve ser efetuada em relação aos créditos admitidos. Portanto, tratandose de créditos não admitidos pelo Regulamento, não faz sentido considerar ocorrido o pagamento. Reportome ao Resumo de Lançamentos, demonstrativo constante dos autos às fls. 73, abaixo transcrito: Observese que, dos períodos controvertidos, houve lançamento somente nos PAs 201/2004, 102/2004, 205/2004, 106/2004, 206/2004, 107/2004,207/2004, 1 08/2004, 208/2004 e 109/2004. Em todos eles, o valor dos créditos glosados foi inferior ao originalmente escriturado pelo contribuinte, ora recorrente. Confirase: PERÍODO DE APURAÇÃO CRÉDITO ESCRITURADO (R$) CRÉDITO GLOSADO (R$) 201/2004 60.976,11 39.037,89 102/2004 44.935,00 32.918,96 205/2004 75.302,36 58.935,07 106/2004 62.345,16 49.153,30 206/2004 31.829,65 23.714,90 107/2004 70.783,07 60.188,81 207/2004 70.346,41 51.083,82 108/2004 47.545,42 33.538,62 208/2004 84.012,06 65.266,23 109/2004 62.616,54 38.726,41 Deduzse dessa constatação que remanesceram créditos admitidos pelas legislação, que representam pagamentos efetuados antecipadamente, no âmbito do lançamento por homologação. Assim sendo, o direito de constituição do crédito tributário esgotase no prazo de 5 (cinco) anos contados do fato gerador do imposto, consoante a regra específica do § 4º do art. 150 do CTN. Considerandose que entre o fato gerador mais recente, ocorrido em 15/09/2004, e a data do lançamento, em 24/09/2009, medeiam mais do que cinco anos, há de se reconhecer a decadência. Com essas considerações, dou provimento ao recurso. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13888.003115/200914 Acórdão n.º 3403002.388 S3C4T3 Fl. 316 7 Sala das Sessões, em 25 de julho de 2012 Alexandre Kern Fl. 319DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/07/2013 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 11030.001910/00-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 31/10/1991 a 31/03/1992
JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
Exigência dos juros de mora com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic, para títulos federais, está expressamente prevista no art. 13 da Lei nº 9.065/95, para vigência a partir de 1 2/4/95, tratando-se de lei e, assim, revestida de integral legitimidade.
APLICAÇÃO DA SÚMULA N° 4 DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES.
Nos termos da Súmula n° 04 do antigo Terceiro Conselho de Contribuintes, a partir de 1° de abril de 1995 é legítima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3201-000.260
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, 1 r...." rè 4 ‘4.:•b4 TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO,oktiwza"-.4. .- Processo n° 11030.001910/00-61 - Recurso n° 126.202 Voluntário Acórdão n° 3201-00.260 — 2' Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 10 de julho de 2009 Matéria FINSOCIAL - FALTA DE RECOLHIMENTO Recorrente COMÉRCIO DE CEREAIS PLANALTO LTDA Recorrida DRJ/SANTA MARIA/RS ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 31/10/1991 a 31/03/1992 JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Exigência dos juros de mora com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic, para títulos federais, está expressamente prevista no art. 13 da Lei n' 9.065/95, para vigência a partir de 1 2/4/95, tratando-se de lei e, assim, revestida de integral legitimidade. APLICAÇÃO DA SÚMULA N° 4 DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. Nos termos da Súmula n° 04 do antigo Terceiro Conselho de Contribuintes, a partir de 1° de abril de 1995 é legítima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da r Câmara / I' Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. 11 JUDIT, 1) AMARAL MARCONDES ARMAND .4 Presiden - i Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 346 c‘inc,v)-bn ERCIA HELEA TRAJANO D'AMORIM Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, Marcelo Ribeiro Nogueira e Luciano Lopes de Almeida Moraes. 2 Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 347 Relatório • O interessado acima identificado recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria/RS. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, às fls. 196/197 que transcrevo, a seguir: "Versa o presente processo sobre Auto de Infração da Contribuição para o Fundo de Investimento Social — FINSOCIAL, às fls. 05-06, pelos quais exige-se da empresa em epígrafe crédito tributário no valor total de R$ 7.447,34 (discriminado à fl. 04), inclusos os consectá rios legais até 31/11/2000. Conforme relatado na descrição dos fatos do Auto de Infração, a autuação é decorrente da falta de recolhimento da contribuição sobre o faturamento dos períodos de apuração de 10/1991 a 03/1992. Relata também a fiscalização que o valor da contribuição apurada tem por base no faturamento da matriz, CNPJ n° 90.134.115/0001-61, constante das declarações do IRPJ dos exercícios de 1992 e 1993 e livros fiscais de registro do ICMS, uma vez que os valores do FINSOCIAL dos CNPJs n° 90.134.115/0003-23, 90.134.115/0004-04 e 90.134.115/0005-95 foram recolhidos corretamente por DARF. Os enquadramentos legais da irregularidade apurada, bem como da penalidade aplicada (multa de ofício de 75%), encontram-se regularmente grafados no Auto de Infração e seus anexos de fls. 84-87. Cientificada em 21/12/2000 (11.03), a contribuinte apresentou impugnação em 22/01/2001, às fls. 90-100 e anexos às fls. 101- 193, da qual se extrai, em resumo, as seguintes alegações: Em preliminar: argúi a decadência, eis que, por ser o FINSOCIAL um tributo, caberia ao Agente Fiscal, mediante a aplicação da norma jurídica aposta no art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN) constituir o crédito tributário no prazo de 05 (cinco) anos, na forma do art. 173, inciso I, do CIN; não poderia a fiscalização aplicar o art. 3° do Decreto-Lei n° 2.049, de 1983, na tentativa de ser alargado o prazo decadencial para dez (10) anos, uma vez que o referido decreto encontra-se hierarquicamente aquém da Lei n°5.172, de 1966, a qual tem força de lei complementar; logo, no caso em exame, verificando a fiscalização a ocorrência do • fato gerador de 31/10/1991, teria a partir de 1°/01/1992 o prazo de cinco anos para constituir o suposto crédito, via lançamento de ofici encerando-se este em 31/12/1996; 3 Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 348 dessa forma, não restou observado o lapso temporal aposto no inciso 1, do art. 173, do CTN, caracterizando-se a hipótese de extinção do crédito tributário prevista no art. 156, inciso V do CIN; No caso de subsistência do auto de infra çâo, também argúi que a exigência de juros de mora equivalentes à taxa SELIC para correção dos créditos tributários, conforme veiculado pela Lei n°. 8.981, de 1995 e art. 13 da Lei n° 9.065, de 1995, é manifestamente inconstitucional, determinando-se a observância da taxa máxima de 1% (um por cento) ao mês ou fração, de acordo com o § 1°, do art. 161, do CIN. Requer o acolhimento das razões acima, para o fim de tornar insubsistente o Auto de Infração, ou, se assim não entender, que sejam aplicados juros limitados ao percentual máximo de 1% ao mês." A decisão singular, DRJ/STM N° 554, de 03/08/2001 (fls. 195/202) está assim ementada: "Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 31/10/1991 a 31/03/1992 Ementa: FINSOCIAL. PRAZO DE DECADÊNCIA O FINSOCIAL é uma contribuição social, cujo prazo decadencial é de 10 (dez) anos, entendimento este em perfeita consonância com a legislação que rege a espécie (Lei n° 8.212, de 1991) e a específica do tributo (Decreto-lei n° 2.049, de 1983 e Decreto n° 92.698, de 1986). JUROS DE MORA O legislador ordinário federal, fazendo uso da autorização conferida no Código Tributário Nacional (§ 1° do art. 161 da Lei n° 5.176, de 1996), fixou por diversas vezes, taxa de juros diversa da estabelecida no aludido dispositivo. Hoje, os juros são cobrados em percentual equivalente à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC - por força do dispositivo no art. 13 da Lei n° 9.065, de 1995, não havendo reparos a fazer quanto aos juros cobrados no Auto de Infração. INCONSTITUCIONALIDADE A autoridade administrativa não tem competência para apreciar matéria atinente à constitucionalidade ou legalidade de leis, ficando adstrita ao seu cumprimento. O foro próprio para discussões dessa natureza é o Poder Judiciário. LANÇAMENTO PROCEDENTE" Em seus fundamentos o Julgador singular argumentou, em síntese, o seguinte: \ PRAZO DE DECADÊNCIA 4 Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 349 - A legislação do FINSOCIAL, seguindo a sistemática da maioria dos tributos, atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa. Tal conceito retrata a sistemática da homologação prevista no art. 150 e § 4 0, do CTN, que transcrever: (.) - A norma geral, no caso de lançamento por homologação, permite expressamente a fixação de prazos diferentes, por meio de lei, resultando daí ter-se que verificar a existência ou dl o de ato que supra tal dispositivo. - O Decreto-lei n°2.049, de 1°/08/1983, foi editado para regular a cobrança, a fiscalização, os processos administrativos e de consulta acerca da contribuição para o FINSOCIAL. Em seu art 3 0, estabelece o prazo de 10 (dez) anos para a referida homologação e, portanto, para o lançamento. - Tal entendimento é confirmado pelo art. 102, do Regulamento do FINSOCIAL, aprovado pelo Decreto n° 92.698, de 1986 que transcreve. - É de se verificar, ainda, o que prescreveu o art. 56 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADC7) — Constituição Federal de 1988. - Como se observa, o FINSOCIAL (regulamentado pelo Decreto- Lei n° 1.940, de 1982), passou a integrar a receita da seguridade social, até que Lei dispusesse sobre o art. 195, inciso I — CF/1988. - E essa lei é a de n° 8.212, de 24 de julho de 1991, dispondo sobre a organização da Seguridade Social, instituindo o Plano de Custeio e dando outras providências, que em seu art. 11 deixa claro que o FINSOCIAL, tendo por base de cálculo o faturamento, enquadra-se como contribuição social, compondo o orçamento da seguridade social da União. - Ainda com relação à lei n° 8.212/91, tendo sido demonstrada a natureza jurídica de contribuição social ao FINSOCIAL, a ele se aplica o art. 45 da referida lei, que estabelece o prazo de 10 (dez) anos, contados na forma dos incisos I e II, para que a Seguridade Social venha a constituir seus créditos. - Transcreve-se decisões judiciais que adotam a tese de que a totalidade dos lançamentos por homologação observa um prazo decadencial de 10 (dez) anos — cinco para o pronunciamento da Fazenda Pública adicionados aos cinco decadenciais propriamente ditos, referenciados pelo art. 173, inciso I, do CTN. (RESP n° 148.698 (1997/0065854-6) — STJ (1° Turma), em 14/12/99; RESP 189.421/SP — DJU 22.03.99). - No mesmo sentido é o entendimento da jurisprudência administrativa, como bem o mostram as ementas transcritas: (.) 5 Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 1 ,Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 350 (AC 203-04.013 - 3° C. —2° CC — 18/03/1998; AC. 108-03.538 - 8° C. — 1° CC — 20/09/1996; AC. 108-03.343 - 8a C. — 1° CC - 21/08/1996). - Por força das normas e argumentos citados e considerando que o Auto de Infração foi lavrado em 21 de dezembro de 2000, os períodos ora lançados, outubro de 1991 a março de 1992, não estão abrangidos pela decadência. JUROS DE MORA — TAXA SELIC - O percentual de juros de mora não pode ser dispensado ou . reduzido, por estar definido no caput do art. 161 e seu § 1°, do Código Tributário Nacional, que transcreve. - Tal dispositivo autoriza o legislador ordinário a fixar taxa de juros em percentual diversos do de 1% ao mês, ou seja, a lei ordinária pode fixar taxas de juros superiores ou inferiores a esse percentual. - A inteligência do preceito contido no § 1° do art. 161 do Código Tributário Nacional é no sentido de que, em caso de falta da fixação, pelo legislador ordinário, da taxa de juros aplicável ao crédito tributário não pago no vencimento, ela será de 1% ao mês. - Ocorre que o legislador ordinário, fazendo uso da autorização conferida no C7'N, § 1°, do art. 161, fixou por diversas vezes, taxa de juros diversa da estabelecida no referido dispositivo. Hoje, os juros são cobrados em percentual equivalente à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC, por força do disposto no art. 13, da Lei n° 9.065, de 1995, e no § 3 0, do art. 61, da Lei n° 9.430, de 1996, hão havendo reparos a fazer quanto aos juros cobrados no auto de infraç ão. INCONSTITUCIONALIDADE - Quanto às questões suscitadas sobre constitucionalidade da taxa SELIC, descabe ao Agente Público indagar sobre a motivação das políticas legislativas, vedando-lhe a interpretação de seus conteúdos ou a adequação destes aos parâmetros que entenda ajustados àqueles estabelecidos na norma de hierarquia. A esfera administrativa de julgamento não é foro adequado para discutir o mérito ou a legitimidade de atos legais, por tratar-se de ato que transcende os limites de sua competência. Incumbe- lhe apenas zelar pela correta aplicação dessa legislação. 1- Os mecanismos de controle da constitucionalidade das leis estão regulados na própria Constituição Federal, todos 1 passando necessariamente pelo Poder Judiciário, que detém com, exclusividade essa prerrogativa, conforme se infere dos arts. 97\ e 102 da Carta Magna. Da Decisão monocrática a Contribuinte tomou ciência em 23/08/2001, como 1 se comprova pelo AR acostado às fls. 205. 6 1 Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 351 Em 21/09/2001, tempestivamente, apresentou seu Recurso Voluntário, acostado às fls. 206/225, com recibo de protocolo às fls. 206. São extensos os fundamentos colacionados pela recorrente em sua peça recursória mencionada, desenvolvidos nos seguintes tópicos: da evolução legislativa do finsocial e a conseqüente e inequívoca natureza jurídica tributária; hierarquia legal e decadência; da decadência para a homologação do crédito; da inaplicabilidade da taxa selic. Os autos foram distribuídos ao Conselheriro-relator Paulo Roberto Cucco Antunes para julgamento, que em sessão de 10/11/2004, foi expedido o Acórdão de n° 302- 36.491, assim ementado: "FINSOCIAL — FALTA DE RECOLHIMENTO — LANÇAMENTO DE OFICIO — PRAZO DECADENCIAL - CT1V, ART. 173, INCISO I. Não tendo havido, por parte do contribuinte, qualquer antecipação de pagamento da contribuição para o FINSOCIAL, no período indicado, sujeita à homologação por parte da autoridade administrativa, conforme previsto no art. 150, da Lei n° 5.172/66 (CTN), descaracteriza-se a hipótese de lançamento por homologação. Em tal situação, compete à Fazenda Nacional promover o lançamento de ofício para cobrança do crédito tributário considerado devido, com observância, quanto ao prazo decadencial, do disposto no art. 173, inciso I, do mesmo CT1V. Decadência que se configurou no presente caso. ACOLHIDA A PRELIMINAR DE DECADÊNCIA POR MAIORIA." O julgado foi no sentido de não ser possível dar prosseguimento a ação fiscal, uma vez que o crédito tributário foi alcançado pela decadência, na forma prevista no art. 173, I, do CTN, razão pela qual foi acolhida a preliminar arguida pela Recorrente. A procuradoria da Fazenda Nacional entrou com recurso especial, à Câmara Superior de Recursos Fiscais-CSRF, cujo processo foi distribuído ao Conselheiro Carlos Henrique Klaser Filho, cujo acórdão proferido foi o de n° 03-04-914, de 21/08/06, com voto vencedor do Conselheiro Otacílio Dantas Cartaxo, acatando as razões da PFN, ou seja, afastando a decadência, tendo em vista a Lei de n° 8.212/91, com prazo decadencial, no caso do FINSOCIAL é de 10 (dez) anos para constituição do crédito tributário. A Delegacia de passo Fundo, à fl. 342, observou que houve divergência, em 11/12/2007, entre a ementa que saiu recurso especial negado (fl. 324) e no resumo da votação (fl. 324) como dando provimento ao recurso especial. Compulsando aos autos, percebe-se que o voto vencedor, do Conselheiro Otacílio Dantas Cartaxo, às fls. 330/332 acata as razões da PFN, ou melhor, deu provmento ao recurso e que houve efetivamente um lapso manifesto, conforme art. 42 do Regimento PMF n 147/07 (à época); divergência entre a ementa e o voto. 7 Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 352 O Presidente da CSRF, sr. Antônio Praga acatou os embargos, mandando corrigir a ementa, pela ocorrência do lapso material, conforme fls. 343/344. Após a correção do lapso material, correção da ementa, o provimento do recurso especial da PFN, determinou-se o retorno do processo, à Câmara recorrida para exame do mérito. Ressalte-se, que já foi afastada a preliminar de decadência para constituição do crédito tributário pela falta do recolhimento do FINSOCIAL. Os autos foram redistribuídos a esta Conselheira, à fl. 344. \.) É o relatório. • • 8 Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 353 Voto Conselheira MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM - Relatora De acordo com a determinação para continuação da análise, tem-se que o assunto residual a ser tratado vem a ser a questão dos juros moratórios, já que foi afastada a preliminar de decadência, como relatado. Assim sendo, em relação às razões do recurso concernentes à impossibilidade da utilização da SELIC como taxa de juros moratórios sobre débitos fiscais, e de caráter manifestamente inconstitucional. Já se constitui em jurisprudência pacífica deste Colegiado que não se insere em sua competência o julgamento da validade ou não de dispositivo legais vigentes, bem como de a constitucionalidade ou não dos mesmos. A exigência questionada foi aplicada em virtude dos dispositivos legais discriminados no próprio auto de infração, razão por que não cabe a este Colegiado questioná-los, mas apenas garantir-lhes plena eficácia. Entendo, portanto, não comportar apreciação maior, pois, os órgãos de julgamento pertencentes à esfera administrativa não possuem competência para decidir sobre a constitucionalidade das normas, nem a de estender decisões judiciais inter partes na solução de processos na via administrativa. Vê-se que a matéria está pacificada no art. 1° do Decreto tf 2.346/97, que disciplinou as situações passíveis de extensão administrativa das decisões do STF, apenas quando proferidas em ação direta de inconstitucionalidade, que fixem, de forma inequívoca e definitiva, a interpretação de texto de lei. Quanto aos juros de mora, a sua exigência com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — Selic, para títulos federais, está expressamente prevista no art. 13 da Lei n2 9.065/95, para vigência a partir de 1 2/4/95, tratando-se de lei e, assim, revestida de integral legitimidade. E, diversamente do que alega a recorrente, a cobrança de juros de mora nos termos dessa lei não agride a limitação estabelecida no § 1 2 do art. 161 do CTN, tendo em vista que esse dispositivo prevê que "Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês."e a hipótese em exame enquadra-se exatamente na ressalva prevista no permissivo legal, estabelecendo juros de mora em percentual diverso ao previsto no CTN. Finalmente, e embora faleça competência a este Conselho por dizer respeito à alegação de ilegalidade do art. 13 da Lei if 9.065/95, por pretensamente contrariar o § 3 2 do art. 192 da Constituição Federal que fixava limite de 12% ao ano para as taxas de juros reais, matéria cuja apreciação igualmente falece às instâncias administrativas, tendo em vista a expressa competência conferida ao Poder Judiciário para esse mister, faz-se, por oportuno, e apenas a título ilustrativo, ressaltar que o referido dispositivo constitucional foi revogado pela Emenda Constitucional n2 40, de 29/5/2003, e que, para o período em que vigeu, não foi utilizado como parâmetro indicativo ou balizador de juros, em razão de se tratar de norma cuja 9 Processo n° 11030.001910/00-61 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.260 Fl. 354 aplicabilidade dependia de disciplinamento. A matéria foi objeto de interpretação pacificada nos termos da Súmula no 648 do Supremo Tribunal Federal que estabeleceu, verbis: "648 - A norma do § 32 do art. 192 da Constituição, revogada pela EC 40/2003, que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano, tinha sua aplicabilidade condicionada à edição de lei complementar." Destarte, a aplicação dos juros estão previstas em legislação específica, cabendo afastar da autoridade julgadora a análise de argüição de inconstitucionalidade/ilegalidade do citado ato legislativo. Em derradeiro, aplica-se ao caso a Súmula n° 4 do antigo Terceiro Conselho de Contribuintes, com o seguinte texto: "Súmula 3°CC n° 4 - A partir de 1° de abril de 1995 é legitima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal." Pelo exposto e por tudo o mais que do processo consta, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 10 de julho de 2009 / RCIA 'EL ' • JA O D'AMORIM - Relatora 10
score : 1.0
Numero do processo: 11065.002309/2009-42
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Previdenciárias
Período de Apuração: 01/10/2009 a 31/10/2009
NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS SOLICITADOS PELA
FISCALIZAÇÃO. ART. 32, III DA LEI 8.212/1991. AFIRMAÇÃO NÃO
ILIDIDA PELA RECORRENTE.
Cabe a aplicação de penalidade ao contribuinte que deixa apresentar
documentos comprobatórios de lançamentos solicitados pela fiscalização.
Numero da decisão: 2301-002.538
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos
termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
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Recorrente ATENDE BEM SOLUÇÕES DE ATENDIMENTO, INFORMAÇÃO COMUNICAÇÃO, INFORMÁTICA, LOCAÇÃO, COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Previdenciárias Período de Apuração: 01/10/2009 a 31/10/2009 NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS SOLICITADOS PELA FISCALIZAÇÃO. ART. 32, III DA LEI 8.212/1991. AFIRMAÇÃO NÃO ILIDIDA PELA RECORRENTE. Cabe a aplicação de penalidade ao contribuinte que deixa apresentar documentos comprobatórios de lançamentos solicitados pela fiscalização. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. Marcelo Oliveira Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros MARCELO OLIVEIRA (Presidente), ADRIANO GONZALES SILVERIO, DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, MAURO JOSE SILVA e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES. Relatório Tratase de Auto de Infração, lavrado em 13/10/2009, em desfavor de ATENDE BEM SOLUÇÕES DE ATENDIMENTO, INFORMAÇÃO COMUNICAÇÃO, Fl. 229DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPE S Processo nº 11065.002309/200942 Acórdão n.º 2301002.538 S2C3T1 Fl. 2 2 INFORMÁTICA, LOCAÇÃO, COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA, sob o fundamento de que a empresa em epígrafe deixou de prestar informações solicitadas pela fiscalização. Consta do Relatório Fiscal da Aplicação da Multa de fl. 07, que a multa, no valor de R$ 13.291,66 (treze mil, duzentos e noventa e um reais e sessenta e seis centavos), foi aplicada com base na Lei n° 8.212/91, artigos 92 e 102 e RPS art. 283, II, alínea “b” e art. 373. Inconformado, o contribuinte ofereceu Defesa tempestiva de fls. 101/110, tendo, posteriormente, requerido a desistência da impugnação dos processos 11065.002307/200953, 11065.002308/200906, 11065.002310/200977 e 11065.002309/200942, objetivando incluir o débito no programa de parcelamento da Lei 11.941/09, visto que o aderiu em 18/08/2009. Depois do pedido de desistência manifestado pelo contribuinte, o SECAT se pronunciou, através de despacho, acerca da possibilidade de parcelamento através da Lei n° 11.941/09 (fl. 182), verificando que o presente processo não é passível de parcelamento, vez que este Auto de Infração foi constituído em 10/2009, período este que não está abrangido pela referida Lei. Do exposto, foi exarado acórdão de fls. 183/188 julgado procedente a autuação e mantido o crédito tributário, conforme se pode observar da ementa a seguir transcrita: Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 13/10/2009 AI Debcad n° 37.088.8880 AUTO DE INFRAÇÃO. INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEIXAR DE PRESTAR INFORMAÇÕES E ESCLARECIMENTOS. MULTA, AGRAVANTE. SOPREPOSIÇÃO DE PENALIDADE. INEXISTÊNCIA. Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse da mesma, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. O valor da multa aplicada decorre do disposto na Lei, tendo em vista infração cometida pelo contribuinte, por descumprimento de obrigação acessória. A multa aplicada referese ao valor mínimo estabelecido na legislação, sem a caracterização de agravante. Não se confirma a duplicidade de autuações quando se constata obrigações acessórias distintas, com diferentes fundamentos legais que se coadunam com diversos elementos fáticos demonstrados pela autoridade lançadora. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido Irresignada, a empresa interpôs Recurso Voluntário de fls. 194/208, alegando, em síntese, que: Fl. 230DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPE S Processo nº 11065.002309/200942 Acórdão n.º 2301002.538 S2C3T1 Fl. 3 3 a) Toda a documentação relativa ao período fiscalizado foi colocada à disposição do fiscal, não tendo incorrido na infração referente à penalidade culminada; b) Não pode ser imposta penalidade agravada, equivalente ao dobro do mínimo legal. Vieram os autos a este Conselho por meio de Recurso Voluntário. Sem Contrarazões. É o relatório. Voto Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes, Relator Dos Pressupostos de Admissibilidade Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do Recurso e passo ao seu exame. Da penalidade aplicada A ora Recorrente afirma, de forma genérica, que apresentou toda a documentação solicitada pela fiscalização. Ocorre que o Relatório Fiscal deixou clara a conduta infracional do contribuinte, indicando especificamente a documentação que teria sido omitida, bem como a importância desta para a fiscalização. Conforme afirmado na decisão recorrida, os documentos acostados pela empresa não comprovam os lançamentos cuja demonstração foram considerados insuficientes, mantendose a condição de embaraço à fiscalização apontada. A Recorrente, por sua vez, não afastou tal alegação, devendo, portanto, ser mantida a penalidade ora em comento. Da Conclusão Ante o exposto, conheço do recurso voluntário para LHE NEGAR PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 19 de janeiro de 2012. Leonardo Henrique Pires Lopes Fl. 231DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPE S Processo nº 11065.002309/200942 Acórdão n.º 2301002.538 S2C3T1 Fl. 4 4 Fl. 232DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 5/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPE S
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Numero do processo: 11080.731736/2011-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2302-000.234
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, para aguardar decisão a ser proferida em processo relativo ao SIMPLES, tramitando na 1ª Seção do CARF.
Liege Lacroix Thomasi - Presidente
Leonardo Henrique Pires Lopes Relator
Participaram à sessão de julgamento os Conselheiros LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, BIANCA DELGADO PINHEIRO e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES.
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, para aguardar decisão a ser proferida em processo relativo ao SIMPLES, tramitando na 1ª Seção do CARF. Liege Lacroix Thomasi Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes – Relator Participaram à sessão de julgamento os Conselheiros LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, BIANCA DELGADO PINHEIRO e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES. Relatório: Tratase do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Principal nº 51.004.2830, lavrado em 17/11/2011, em face de Gráfica Editora Vale do Gravataí LTDA, no valor de R$ 971.236,66 (novecentos e sessenta e um mil duzentos e trinta e seis reais e sessenta e seis centavos), referente às contribuições previdenciárias da parte patronal e aquelas para financiamento dos benefícios concedidos (aposentadoria especial) em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (RAT), incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, quanto às competências de 01/2009 a 13/2010. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 80 .7 31 73 6/ 20 11 -6 8 Fl. 364DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 11080.731736/201168 Resolução nº 2301000.234 S2C3T1 Fl. 3 2 Tratase, também, do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Principal nº 51.004.2848, lavrado em 17/11/2011, em face de Gráfica Editora Vale do Gravataí LTDA, no valor de R$ 260.746,01 (duzentos e sessenta mil setecentos e quarenta e seis reais e um centavo), referente às contribuições previdenciárias destinadas a terceiros (Salárioeducação, SESC, SENAC, SEBRAE e INCRA), incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, quanto às competências de 01/2009 a 13/2010. Tratase, ainda, do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Acessória nº 51.004.2813, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), referente à multa prevista no art. 32A, caput, inciso I e parágrafos segundo e terceiro, da Lei nº 8.212/1991, por ter o contribuinte apresentado a GFIP com informações incorretas (CFL nº 78), quanto às competências de 07/2007 a 10/2007, 12/2007, 13/2007, 04/2008, 08/2008, 09/2008 e 11/2008. Segundo o Relatório Fiscal, a empresa teria informado o código de optante pelo Simples (2), quando o correto seria o de não optante pelo Simples (0). Ademais, teria informado o Código FPAS 515, em relação aos CNPJs 02.927.161/000150 e 02.927.161/000231, quando o correto seria 507. E, por fim, tratase do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Acessória nº 51.004.2821, no valor de R$ 45.732,42 (quarenta e cinco mil setecentos e trinta e dois reais e quarenta e dois centavos), referente à multa prevista nos arts. 92 e 102 da Lei nº 8.212/1991, combinados com os artigos 283, inciso II, alínea “j” e 373 do RPS, triplicada conforme previsão do art. 292, inciso IV, em razão da ocorrência da circunstância agravante prevista no artigo 290, inciso V e parágrafo único, ambos do RPS, por ter o contribuinte deixado de apresentar o Livro Diário e o Livro Razão do período de 07/2007 a 12/2007 e do exercício de 2008, além dos Livros Caixa e Registro de Inventário do período em que era optante pelo Simples Nacional (07/2007 a 12/2008), solicitados pela fiscalização (CFL nº 38). Apresentadas impugnações individualizadas pela empresa, o lançamento foi mantido em parte pela decisão recorrida, cuja ementa foi proferida nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2010 AI Debcad nº 51.004.2830 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA. SUSPENSÃO DE DIREITO DO FISCO DE PROCEDER AO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. ALTERAÇÃO DA DATA DA PRODUÇÃO DOS EFEITOS DA EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. APLICAÇÃO AO LANÇAMENTO. ACRÉSCIMOS LEGAIS. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2010 AI Debcad nº 51.004.2848 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS A OUTRAS ENTIDADES E FUNDOS. SUSPENSÃO DE DIREITO DO FISCO DE PROCEDER AO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. ALTERAÇÃO DA DATA DA PRODUÇÃO DOS EFEITOS DA EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. APLICAÇÃO AO LANÇAMENTO. ACRÉSCIMOS LEGAIS. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 30/11/2008 AI Debcad nº 51.004.2813 INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. APRESENTAR A GFIP COM INFORMAÇÕES Fl. 365DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 11080.731736/201168 Resolução nº 2301000.234 S2C3T1 Fl. 4 3 INCORRETAS OU OMISSAS. SUSPENSÃO DE DIREITO DO FISCO DE PROCEDER AO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. ALTERAÇÃO DA DATA DA PRODUÇÃO DOS EFEITOS DA EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. APLICAÇÃO AO LANÇAMENTO. ACRÉSCIMOS LEGAIS. AI Debcad nº 51.004.2821 INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEIXAR DE EXIBIR LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. SUSPENSÃO DE DIREITO DO FISCO DE PROCEDER AO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. ALTERAÇÃO DA DATA DA PRODUÇÃO DOS EFEITOS DA EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. APLICAÇÃO AO LANÇAMENTO. ACRÉSCIMOS LEGAIS. A pessoa jurídica excluída do Simples Nacional está sujeita, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. A discussão acerca da exclusão do Simples não tem efeito suspensivo, não impedindo o fisco de lançar o que é devido, inclusive para evitar a decadência de eventuais créditos. A alteração da data de produção dos efeitos da exclusão tem reflexo no lançamento. A cobrança dos acréscimos legais deve obedecer à legislação tributária, não podendo ser dispensada. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Irresignada, a empresa interpôs Recurso Voluntário tempestivo, alegando, em síntese que: Não houve ainda o trânsito em julgado da decisão acerca da exclusão da empresa do Simples Nacional, portanto, o crédito tributário em questão deve permanecer com sua exigibilidade suspensa. Sem contrarazões. Assim vieram os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio de Recurso Voluntário. É o relatório. Voto: Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes, Relator. Fl. 366DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 11080.731736/201168 Resolução nº 2301000.234 S2C3T1 Fl. 5 4 Conversão em diligência da simples análise dos documentos acostados aos autos, percebese facilmente que a autuação decorreu da exclusão do contribuinte do Simples Nacional, o que ensejou a apuração das contribuições previdenciárias e de multa por descumprimento de obrigações tributárias ocorridas nos períodos posteriores aos efeitos da sua exclusão. Importante destacar que a Recorrente foi excluída do Simples Nacional por ter oferecido embaraço à fiscalização, sendo que a defesa apresentada pelo contribuinte contra o ato de exclusão é objeto do processo nº 11080.723275/201150, que se encontra pendente de julgamento por este Conselho Administrativo de Recurso Fiscais, conforme consulta em sítio eletrônico do Ministério da Fazenda (COMPROT). Diante desse cenário, verificase que o julgamento deste Recurso depende necessariamente do resultado do julgamento do processo administrativo que analisa a exclusão da empresa do SIMPLES NACIONAL pois, caso o recurso voluntário nele interposto pelo contribuinte seja provido, prejudicado estará o lançamento realizado nos autos do processo em exame. Ocorre que a competência para apreciar e julgar os recursos relativos à exclusão de empresas dos SIMPLES é da 1ª Seção, nos moldes do art. 2, V do Regimento Interno do CARF: Art. 2º. À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: (...); V exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES) e ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLESNacional); Constatada, portanto, a conexão entre este processo e o nº 11080.723275/2011 50, que é de competência da 1ª Seção, bem como a prejudicialidade do segundo em relação ao primeiro, deve ser sobrestado o processo dependente, para que sejam julgados somente após a decisão final sobre a exclusão do Simples Nacional. O Código de Processo Civil determina no seu art. 265 a suspensão do processo “quando a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa, ou da declaração da existência ou inexistência da relação jurídica, que constitua o objeto principal de outro processo pendente”. Entendo que a decisão a ser tomada naqueles autos, pode, sobremaneira, surtir efeitos na decisão aqui a ser proferida por essa Egrégia 1º Turma, motivo pelo qual é prudente emprestar do Código de Processo Civil o instituto jurídico processual previsto expressamente no artigo 265 do CPC, e aplicálo no caso dos presentes autos, analogicamente. Fl. 367DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 11080.731736/201168 Resolução nº 2301000.234 S2C3T1 Fl. 6 5 Ante o exposto, determino a conversão do julgamento em diligência, para que sejam os presentes autos remetidos à Delegacia da Receita Federal de origem, onde deverão aguardar o julgamento do processo nº 11080.723275/201150 pela 1ª Seção deste Conselho, após o que retornarão a esta Turma para julgamento. É como voto. Sala das Sessões, em 16 de julho de 2013 Leonardo Henrique Pires Lopes Fl. 368DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 10813.000551/2007-47
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Auto de Infração Aduaneiro
Data do Fato Gerador: 26/11/2001
DRAWBACK. DECADÊNCIA. PRAZO. ART. 173, INCISO I DO CTN.
A fiscalização do cumprimento do regime aduaneiro de Drawback, somente
pode ser iniciado após 30 dias do prazo final para cumprimento do
compromisso de exportação, portanto o prazo para a Fazenda Pública
constituir o crédito tributário referente ao descumprimento do regime de
drawback, extingue em 5 (cinco) anos, contados a partir do primeiro dia do
exercício seguinte, àquele em que foi extinto o prazo para a conclusão do
regime, nos termos do inciso I, do art. 173 do CTN.
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO.
Não há que se cogitar em nulidade do lançamento de ofício quando, no
decorrer da fase litigiosa do procedimento administrativo é dada ao
contribuinte a possibilidade de exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. A obstrução à defesa, motivadora de nulidade do ato administrativo de referência, deve apresentar-se comprovada no processo.
PERÍCIA. INDEFERIMENTO.
Não se justifica a prova pericial quando o fato litigado pode ser provado
mediante apresentação de prova documental.
INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS TRIBUTÁRIAS.
INCOMPETÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 2 DO CARF.
Este Colegiado é incompetente para apreciar questões que versem sobre
constitucionalidade das leis tributárias.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. EXIGÊNCIA DE PROVA.
Não pode ser aceito para julgamento a simples alegação sem a demonstração
da existência ou da veracidade daquilo alegado.
AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE.
A multa de ofício de 75 % (setenta e cinco por cento) aplicada nos
lançamentos de ofício esta prevista no inciso I, do art. 44 da Lei nº 9.430/96.
JUROS DE MORA. SELIC. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 4 DO CARF.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos
tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são
devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial
de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 3102-001.516
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Nanci Gama.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Auto de Infração Aduaneiro Data do Fato Gerador: 26/11/2001 DRAWBACK. DECADÊNCIA. PRAZO. ART. 173, INCISO I DO CTN. A fiscalização do cumprimento do regime aduaneiro de Drawback, somente pode ser iniciado após 30 dias do prazo final para cumprimento do compromisso de exportação, portanto o prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente ao descumprimento do regime de drawback, extingue em 5 (cinco) anos, contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte, àquele em que foi extinto o prazo para a conclusão do regime, nos termos do inciso I, do art. 173 do CTN. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. Não há que se cogitar em nulidade do lançamento de ofício quando, no decorrer da fase litigiosa do procedimento administrativo é dada ao contribuinte a possibilidade de exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. A obstrução à defesa, motivadora de nulidade do ato administrativo de referência, deve apresentarse comprovada no processo. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Não se justifica a prova pericial quando o fato litigado pode ser provado mediante apresentação de prova documental. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS TRIBUTÁRIAS. INCOMPETÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 2 DO CARF. Este Colegiado é incompetente para apreciar questões que versem sobre constitucionalidade das leis tributárias. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 2 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. EXIGÊNCIA DE PROVA. Não pode ser aceito para julgamento a simples alegação sem a demonstração da existência ou da veracidade daquilo alegado. AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. A multa de ofício de 75 % (setenta e cinco por cento) aplicada nos lançamentos de ofício esta prevista no inciso I, do art. 44 da Lei nº 9.430/96. JUROS DE MORA. SELIC. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 4 DO CARF. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Nanci Gama. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Adriana Oliveira e Ribeiro, Winderley Morais Pereira, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Nanci Gama. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto, com as devidas adições, o relatório da primeira instância que passo a transcrever. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10813.000551/200747 Acórdão n.º 310201.516 S3C1T2 Fl. 2 3 “Trata o presente de autos de infração, lavrados contra a contribuinte em epígrafe para exigência do Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos IndustrializadosVinculado, Multa proporcional e Juros de Mora (calculados até 30/11/2007), no valor de R$ 24.489,84, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas. A contribuinte promoveu a importação de um anel de aço forjado, fabricado em aço 34CRNIM076, com suspensão do II e do IPIVinculado, amparado no Ato Concessório Secex nº 20010017593; O despacho foi processado pela Declaração de Importação nº 01/11507930, registrada em 26/11/2001, devendo a mercadoria integrar o produto a ser exportado, conjunto rotativo pra redutores de velocidade, até 03/06/2002. Com início do procedimento de fiscalização, a contribuinte apresentou, em 13/12/2007, os seguintes documentos: Registro do AC nº 20010017593, na exortação, fls. 25/27, Declaração de Importação nº 01/11507930, de 26/11/2001, fls. 28/30, Registro de Operações de Exportação, RE nº 02/0214195001, fl. 31/34, Conhecimento de Carga nº SAO011001087, fl. 35 e Nota Fiscal 7449, fls. 15. Embora, alegado às fl. 15, segundo a fiscalização, a contribuinte não apresentou cópia da Fatura Comercial da mercadoria importada. Conforme o RE nº 02/0214195001, registrado em 05/03/2002, fls. 38/40, foram exportados pela empresa, um conjunto rotativo para redutor de velocidade Farrel TI DR33 e um conjunto rotativo completo para reduro Farrel tipo DR39. A fiscalização observou que no enquadramento da operação (campo 02a), do RE, há a informação do código 80.000, indicando se trata de exportação normal, e também não foi encontrada, em nenhum campo do RE (em particular os campos 24 ou 25(, a informação referente ao ato concessório a que deveria estar vinculada essa operação. Acresce, segundo a fiscalização, que esse ato concessório encontravase na situação "inadimplente total", fl. 37. Desse modo, sem qualquer vinculação entre a mercadoria importada, o RE e o Ato Concessório, e sem comprovação de adimplemento do AC nº 20010017593, foi lavrado o presente auto de infração para exigência do crédito tributário devido. A contribuinte foi intimada e cientificada em 18/12/2007, fl. 43 apresentado sua Impugnação em 17/01/2008, fls. 47/92, alegando que: Preliminar 1. a exigência fiscal descabe pela ocorrência da prescrição, pois a DI nº 01/11507930, é de 26/11/2001, e a impugnante tomou conhecimento do início do procedimento fiscal em 13/12/2007; Fl. 201DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 4 2. não foram observados os princípios constitucionais (art. 5º, inciso LV, da CF/88), do contraditório e da ampla defesa, visto que a contribuinte não teve acesso a todos os recursos e meios legais para defender seus interesses; 3. a fiscalização não comprovou que a exportação realizada pela impugnante não é aquela que se comprometeu pelo ato concessório referido, e não justificou a não aceitação dos documentos juntados pela impugnante; 4. foram ofendidos os princípios da capacidade contributiva, da proporcionalidade e do não confisco; 5. a aplicação da taxa Selic fere o princípio da legalidade, visto que existe dispositivo legal próprio, ou seja, o art. 161 do CTN, tornando, inconstitucional e ilegal a taxa Selic, para fins tributários, estandose diante da prática do anatocismo, proibido pelo art. 4º do Decreto nº 22.626, de 1933 (Lei da Usura) e pela Súmula nº 121 do STF; 7. a cobrança de multa, verba indevida, afronta o princípio da proporcionalidade, da razoabilidade e do não confisco; 8. se, ao final, mantida a exigência tributária haverá necessidade de perícia contábil para a exclusão de anatocismo, bem como encargos indevidos, além da fixação de penalidade respeitando se os princípios constitucionais referidos, e somente após a análise de eventuais novos cálculos, a impugnante poderá apresentar seus quesito pelos quais protesta e pela juntada de novos documentos. A impugnante juntou farta doutrina a respeito dos temas, bem como exaustiva jurisprudência judicial." A Delegacia da Receita Federal de Julgamento manteve integralmente o lançamento. A decisão da DRJ foi assim ementada. “ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 26/11/2001 DRAWBACK SUSPENSÃO. Preliminares As preliminares deixam de ser acatadas por falta de suporte legal. DrawbackSuspensão: Descumprimento. O descumprimento do compromisso de exportação no regime de Drawback, modalidade Suspensão, em decorrência das condições estabelecidas relativamente ao Ato Concessório nº 20010017593, enseja a cobrança do Imposto de Importação e do Fl. 202DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10813.000551/200747 Acórdão n.º 310201.516 S3C1T2 Fl. 3 5 Imposto sobre Produtos IndustrializadosVinculado, relativamente a mercadoria importada nesse regime. Multa de Ofício A falta de recolhimento dos impostos, na data estabelecida na legislação de regência, tipifica a penalidade prevista para o Imposto de Importação (art. 4º, inciso I, da Lei nº 8.218/91, c/c art. 44, I, da Lei nº 9.430/96; e, para o Imposto sobre Produtos IndustrializadosVinculado (art. 80, inciso I, da Lei nº 4.502/64, com a redação do art. 45, da Lei nº 9.430/96); c/c art. 106, inciso II, alínea 'c' da Lei nº 5.172/66, tornando cabível a aplicação da multa de ofício. Juros de Mora e Taxa Selic São devidos os juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quanto existir depósito no montante integral. (Súmula CARF nº 5). A partir de 1º/04/95, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela DSRFB são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.(Súmula CARF nº 4). Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido.” Cientificado da decisão, o autuado apresentou recurso repisando as alegações já apresentadas na impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O recurso é voluntário e tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido. O lançamento teve origem no descumprimento do compromisso de exportação assumido no Ato Concessório nº 20010017593 conforme consta detalhadamente do Fl. 203DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 6 relatório. A Recorrente se insurge contra o lançamento sob o arrimo de diversos argumentos, que passo a discorrer. Prazo decadencial para exigência de tributos suspensos no Drawback Inicialmente, aprecio a alegação de decadência do lançamento. O regime de Drawback suspensivo, como já dito, suspende os impostos incidentes sobre importação de mercadoria que será utilizada em outro produto a ser importado. É característica do regime determinar um prazo para cumprimento da obrigação de exportação do produto. Durante este interstício, entre a data da importação e o prazo final para a exportação do produto final, o regime não pode sofrer fiscalização, pois estando no prazo o beneficiário poderá realizar a importação até o último dia previsto no ato concessório. Findo o prazo, caso não tenham sido cumpridas as obrigações de exportação previstas, o beneficiário possui o prazo de 30 (trinta) dias para recolher os tributos suspensos sem penalidade. Somente findo este prazo, pode ser iniciado o procedimento de fiscalização do regime e a consequente exigência de tributos devidos, portanto, o prazo quinquenal para o lançamento dos impostos suspensos no regime, contase a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I, do art. 173 do CTN. Firme neste entendimento, considerando que o prazo final para cumprimento das exportações do Ato Concessório extinguiuse em 03/02/2002. O prazo para o lançamento dos tributos suspensos se esgotaria no dia 31/12/2007. A ciência do lançamento ocorreu em 18/12/2007, dentro do prazo legal par o lançamento. Cerceamento do direito de defesa e ofensa a princípios constitucionais Quanto a alegação de cerceamento do direito de defesa, sob o arrimo de que a Recorrente não teve acesso a todos os recursos e meios legais para defender seus interesses. Nesta matéria não assiste razão ao Recurso. O Auto de Infração foi realizado dentro das normas legais, atendendo todos os requisitos previstos na legislação quanto a formalização do lançamento tributário. A multa foi corretamente descrita e detalhada, sendo o lançamento objeto de impugnação e julgamento pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento e ainda, não tendo as suas pretensões atendidas, a Recorrente protocolou o competente Recurso Voluntário. Com todo este histórico de discussão administrativa, não se pode falar em cerceamento de direito de defesa. O procedimento previsto no Decreto 70.235/72 foi observado, tanto quanto ao lançamento tributário, bem como, ao devido processo administrativo fiscal. Quanto à alegação que o lançamento estaria ferindo princípios constitucionais de razoabilidade e proporcionalidade e teria caráter confiscatório. Também aqui não pode prosperar as alegações do recurso. Os princípios constitucionais atingiriam o legislador e estando a multa prevista em Lei e em plena vigência, não há que se considerar qualquer ofensa a preceitos constitucionais. Ainda que pudesse restar alguma dúvida sobre a legalidade sob o Fl. 204DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10813.000551/200747 Acórdão n.º 310201.516 S3C1T2 Fl. 4 7 viés constitucional do lançamento tributário, mesmo assim, este colegiado não poderia apreciar a matéria, diante da emissão da súmula nº 2 do CARF, publicada no DOU de 22/12/2009, que veda o pronunciamento sobre constitucionalidade de lei tributária. “Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a constitucionalidade de lei tributária” Do Pedido de diligência. Quanto ao pedido de diligência apresentado, esta não se faz necessária. A diligência tem como pressuposto a busca de esclarecimentos para subsidiar o julgador na sua decisão. A diligência não se presta a produção de provas, que devem ser apresentadas em sede de impugnação. No caso em tela, os documentos acostados ao processo e os esclarecimentos prestados são suficientes para a convicção do julgador, não sendo necessária nenhuma informação adicional para solução da lide. Afastada as questões preliminares, passo a análise do mérito da lide que se prende a discussão sobre a comprovação do cumprimento do regime de drawback pactuado no Ato Concessório nº 20010017593. Do Regime de Drawback e a exigência da comprovação das obrigações pactuadas no Ato Concessório. O benefício do Drawback pressupõe o acordo entre o Estado e o contribuinte, onde é concedido um benefício tributário tendo como contrapartida o cumprimento de certos requisitos. A materialização deste acordo é feito mediante o pedido e a emissão do ato concessório, fixando os benefícios e as obrigações do beneficiário do regime. A Receita Federal responsável pela fiscalização e a Secretária de Comércio Exterior SECEX, que responde pela concessão do regime, definiram, que determinam a forma a ser utilizada o Drawback, as informações a serem prestadas e prazos que deverão ser cumpridos pelos contribuintes. O conjunto destas obrigações, tais como, informar um determinado código nos documentos de exportação e informar os dados de cumprimento dos atos nos sistemas informatizados responsáveis pelos controles do regime, dentre outros, passaram a ser complementares ao regime e são utilizados para comprovar a realização dos compromissos assumidos. O cumprimento das obrigações administrativas de nenhum forma torna impossível a revisão ou de forma definitiva o adimplemento das obrigações registradas no ato concessório. Podendo ser objeto de revisão e fiscalização por parte dos órgãos responsáveis, neste caso específico a Secretária de Comércios Exterior SECEX e a Receita Federal do Brasil. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 8 De outro giro, o descumprimento das obrigações, apesar de poder ensejar a aplicação de penalidades administrativas não se torna verdade absoluta quanto ao descumprimento da obrigações pactuadas no regime. As informações prestadas pelo contribuinte, comprovam o cumprimento do ato concessório e permitem aos órgãos controlador e fiscalizador a auditoria da efetiva ocorrência da operação. A falta de informação nos termos determinados em atos administrativos, implica em considerar que não existiu o adimplemento das obrigações do regime, determinando que a Fiscalização Aduaneira realize o lançamento para a exigência dos tributos suspensos O beneficiário do regime, cientificado do lançamento, possui todo o direito de questionar a exigência. Entretanto, dai ocorre uma inversão do ônus da prova, já que pelos meios legais e acordados ente as partes não foi comprovada a operação, determinando. Caberá ao beneficiário a comprovação do cumprimento das obrigações pactuadas por meio de documentos ou outros meios de prova legalmente admitidos. Do lançamento exigido e da falta de comprovação do cumprimento das obrigações previstas no ato concessório. No caso em tela a fiscalização de forma diligente intimou o beneficiário a comprovar o adimplemento dos compromissos de exportação previsto no ato concessório nº 20010017593. Na sua resposta, a Recorrente apresentou cópia do Ato Concessório e documentos de exportação. Ao verificar os documentos apresentados, a Fiscalização Aduaneira constatou que não existia exportação vinculada ao regime de Drawback, pois nos RE apresentados constava a informação de exportação código 8000 (exportação normal) e consultando os sistemas informatizados que controlam o regime, constava a informação de "inadimplemento total". Constatado por estes meios o descumprimento do regime, a Fiscalização lavrou o presente auto de infração para exigências dos tributos que encontravam se suspensos por ocasião da operação de importação autorizada no Ato Concessório. Intimado do lançamento, veio o beneficiário aos autos e por meio da manifestação de inconformidade alegando o cumprimento do ato concessório e afirmando a nulidade do lançamento em razão de descumprimento de requisitos legais. A autoridade de primeira instância entendeu não estarem confirmadas as obrigações de exportadas constantes do ato concessório, não dando razão a inconformidade da Recorrente mantendo integralmente o lançamento. Não satisfeita com a decisão, veio a Recorrente novamente aos autos por meio de Recurso Voluntário e reafirmou a posição de ter cumprido os compromissos de exportação. Na resposta apresentada e nos documentos juntados aos autos quando da impugnação e do recurso voluntário. A Recorrente não apresentou nenhuma prova ou esclarecimento que pudesse comprovar a realização da exportação prevista no ato concessório. As manifestações da Recorrente se resumiram a afirmar o cumprimento do regime e a ilegalidade no lançamento tributário. O lançamento constituído pelo Fisco teve origem nas informações colhidas nos Sistemas Informatizados, obtidos a partir das informações prestadas pela Recorrente no Fl. 206DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10813.000551/200747 Acórdão n.º 310201.516 S3C1T2 Fl. 5 9 Registro de Exportação e na ausência de informações no sistema de controle de Drawback. O pedido para que a Recorrente, apresentasse a comprovação do cumprimento do ato concessório já consta do termo inicial da auditoria promovida pela Fiscalização Aduaneira, e também no acórdão da autoridade de piso, que não admitiu os argumento constantes da impugnação por falta de provas. O Recurso Voluntário trouxe novamente a mesma alegação de cumprimento do regime e novamente não foram tragos aos autos os esclarecimentos e a documentação necessária a comprovação do cumprimento do regime. Analisando a situação da necessidade da prova, lembro a lição de Humberto Teodoro Júnior. “Não há um dever de provar, nem à parte contraria assiste o direito de exigir a prova do adversário. Há um simples ônus, de modo que o litigante assume o risco de perder a causa se não provar os fatos alegados dos quais depende a existência de um direito subjetivo que pretende resguardar através da tutela jurisdicional. Isto porque, segundo máxima antiga, fato alegado e não provado é o mesmo que fato inexistente.” 1 A autoridade fiscal tem o ônus da comprovação dos fatos quando da realização do lançamento tributário. Entretanto, estamos tratando de caso diverso. O lançamento foi motivado por informações constantes das informações de responsabilidade da Recorrente, registradas nos Sistemas Informatizados. A decisão da primeira instância manteve integralmente o lançamento não aceitando os argumentos da impugnação, por falta de comprovação documental. A modificação da decisão recorrida, somente poderia ocorrer com a comprovação do cumprimento das obrigações previstas no Ato Concessório. A simples afirmação, sem a apresentação de documentação comprobatória, não pode ser analisada, muito menos, obrigar a outra parte que promova a busca das provas necessárias à comprovação dos fatos constantes do recurso. Multa de ofício e juros moratórios utilizando a taxa SELIC. Quanto ao questionamento da multa de ofício no valor de 75% (setenta e cinco por cento), não assiste razão a recorrente, a multa, objeto do lançamento no Auto de Infração está prevista no inciso I, do art. 44, da Lei 9.430/96, sendo aplicada nos lançamentos de ofício para exigência de tributos. “Art.44 Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I – de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata;” No caso em tela foi realizado o lançamento de ofício, formalizado por meio do Auto de Infração e, portanto, tornase obrigatória a exigência da multa de ofício no valor de 75% (setenta e cinco por cento) aplicada sobre o valor do tributo exigido. 1 Huberto Teodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, 41ª ed., v. I, p. 387. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 10 Por fim, o contribuinte se insurge sobre a cobrança de juros de mora e utilização da taxa SELIC. Também nesta matéria não assiste razão a recorrente, os juros moratórios incidem sobre o crédito tributário não integralmente pago, no intuito de corrigir os valores devidos, sem se configurar em penalidade. A previsão para a cobrança dos juros de mora consta do art. 161 do Código Tributário Nacional. “Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito.” Depreendese da leitura do § 1º que a cobrança de um por cento fica afastada no caso de lei dispuser de modo diverso. No caso em análise, a legislação trouxe novos valores de cobrança, em substituição àquele original, que vem a ser o art. 2º do DecretoLei 1.736/79, alterado pelo artigo 16 do DecretoLei 2.32387 com redação dada pelo artigo 6º do DecretoLei 2.33187 e art. 54 parágrafo 2º da Lei 8.383/91. Quanto ao cabimento da cobrança de juros de mora, utilizando a taxa SELIC. O CARF editou a súmula nº 4, publicada no DOU de 22/12/2009. “Súmula CARF nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”. Portanto, a cobrança dos juros moratórios utilizando a taxa SELIC é matéria já sumulada e de aplicação obrigatória nos julgamentos deste colegiado. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Winderley Morais Pereira Fl. 208DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10813.000551/200747 Acórdão n.º 310201.516 S3C1T2 Fl. 6 11 Fl. 209DF CARF MF Impresso em 27/07/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 05/07/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 14/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10680.011648/2007-38
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Ano-calendário: 2002
IRRF RETIDO E NÃO RECOLHIDO. DECADÊNCIA AFASTADA.
Caracterizada a ocorrência de dolo fraude ou simulação (o que justificou a qualificação da multa aplicada ao lançamento), o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, nos casos de lançamento por homologação, extingue-se com o transcurso do prazo de cinco anos contados do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos
do art. 173, I do Código Tributário Nacional.
IRRF. PRESCRIÇÃO. CRÉDITO AINDA NÃO CONSTITUÍDO
DEFINITIVAMENTE.
O prazo prescricional somente tem início após a constituição definitiva do crédito tributário, como estabelece o art. 174, caput, do Código Tributário Nacional. Assim, não há que se falar na fluência do prazo prescricional enquanto ainda não concluído o processo administrativo em que se discute o lançamento efetuado em face do Recorrente.
Numero da decisão: 2102-001.950
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRF- ação fiscal - outros
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002 IRRF RETIDO E NÃO RECOLHIDO. DECADÊNCIA AFASTADA. Caracterizada a ocorrência de dolo fraude ou simulação (o que justificou a qualificação da multa aplicada ao lançamento), o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, nos casos de lançamento por homologação, extinguese com o transcurso do prazo de cinco anos contados do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do art. 173, I do Código Tributário Nacional. IRRF. PRESCRIÇÃO. CRÉDITO AINDA NÃO CONSTITUÍDO DEFINITIVAMENTE. O prazo prescricional somente tem início após a constituição definitiva do crédito tributário, como estabelece o art. 174, caput, do Código Tributário Nacional. Assim, não há que se falar na fluência do prazo prescricional enquanto ainda não concluído o processo administrativo em que se discute o lançamento efetuado em face do Recorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Presidente Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Relatora Fl. 196DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 EDITADO EM: 17/04/2012 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Rubens Mauricio Carvalho, Nubia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Carlos André Rodrigues Pereira Lima. Relatório Em face da contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 03/09 para exigência de IRRF em razão da falta de recolhimento do imposto de renda retido na fonte sobre o trabalho assalariado. Ao lançamento foi aplicada a multa de ofício qualificada, de 150%. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 158/166, por meio da qual alegou: que o valor cobrado a título de juros (capitalizados) no lançamento seria exorbitante, como reconhecido pela jurisprudência; que a “CDA” seria nula por não conter os requisitos essenciais, notadamente o embasamento legal para a aplicação da penalidade; e com base na data da declaração apresentada, já teria transcorrido o prazo decadencial para a cobrança do imposto (verbis: “Alem do mais , não tendo sido até a presente data, formalizada a CDA, nem na área administrativa a matéria prescricional é clara.”). Colacionou jurisprudência em favor de todas as suas alegações e requereu a extinção do débito exigido. Na análise de suas alegações, os membros da DRJ em Belo Horizonte decidiram pela manutenção integral do lançamento, em julgado do qual se extrai a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002 DECADÊNCIA CASO EM QUE NÃO HA PAGAMENTO A HOMOLOGAR. Nos casos em que não houver pagamento, a contagem do prazo decadencial, para fins de lançamento do IRRF, tem inicio no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. JUROS DE MORA SELIC. Sobre os débitos de tributos com fatos geradores ocorridos nos anos da lide, incidem juros de mora calculados com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10680.011648/200738 Acórdão n.º 210201.950 S2C1T2 Fl. 195 3 A contribuinte teve ciência de tal decisão e contra ela interpôs o Recurso Voluntário de fls. 182/185, por meio do qual requereu o reconhecimento da decadência ou a prescrição do débito tributário, com a extinção da obrigação. Os autos então foram remetidos a este Conselho para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Relatora A contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 17.12.2007, como atesta o AR de fls. 181. O Recurso Voluntário foi interposto em 10.01.2008 (dentro do prazo legal para tanto), e preenche os requisitos legais por isso dele conheço. Conforme relatado, tratase de lançamento para exigência de IRRF (retido e não recolhido), ao qual foi acrescida a multa de ofício qualificada de 150%. A despeito de a Recorrente ter questionado, em sede de impugnação, os acréscimos legais exigidos no lançamento, no Recurso Voluntário esta matéria não foi suscitada, tendo a mesma se limitado a pleitear o reconhecimento da decadência/prescrição do direito da Fazenda Nacional de efetuar o lançamento. Sustenta a Recorrente: 1 A posição jurisprudencial é pacifica no sentido que, havendo declaração sem que haja pagamento, o prazo decadencial conta se da data do fato gerador que é 2002, como, ainda não foi homologado ocorreu a decadência que deve ser declarada. E, em outro trecho: Mesmo que se negue a decadência, o acórdão acima leva a matéria para prescrição que deve ser declarada. Sua pretensão, porém, não merece acolhida. No que diz respeito à decadência, é imperioso salientar que a multa de ofício aplicada ao lançamento foi qualificada, razão pela qual a norma aplicável ao cômputo do prazo decadencial aqui deixa de ser aquela prevista no art. 150, § 4º do CTN, que assim dispõe: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) Fl. 198DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Fica claro com a leitura da referida norma que nos casos de dolo, fraude ou simulação, a regra aplicável ao cômputo do prazo decadencial não poderá mais ser esta. Assim é que não se questiona mais neste Conselho que quando a multa de ofício aplicada a um lançamento for qualificada (como na hipótese em exame), a regra aplicável ao cômputo do prazo decadência deve ser aquela prevista no art. 173, I do CTN, que assim determina: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (...) Aplicandose a referida norma, e considerandose que os fatos geradores do IRRF aqui exigidos ocorreram entre janeiro e novembro de 2002, temse que o Fisco teria o direito de efetuar o lançamento para o fato gerador mais antigo (janeiro) até o final de dezembro de 2007. A ciência do lançamento, porém, se deu em 21.08.2007 – antes de esgotado o referido prazo. Assim, não há que se falar em decadência no caso em exame. Da mesma forma, também não há que se falar em prescrição, pois a mesma somente se aplica ao crédito tributário já definitivamente constituído, nos termos do caput art. 174 do CTN: Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Como este não é o caso dos autos, em que o crédito aqui exigido ainda está em discussão na esfera administrativa (e por isso mesmo não está definitivamente constituído), não há que se falar em prescrição. Diante do exposto, VOTO no sentido de NEGAR provimento ao Recurso. Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Fl. 199DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10680.011648/200738 Acórdão n.º 210201.950 S2C1T2 Fl. 196 5 Fl. 200DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGE, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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