Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 13603.001267/2001-66
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 01 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Mar 01 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IRPF - DECADÊNCIA - GANHOS DE CAPITAL - O imposto de renda pessoa física é tributo sujeito ao regime do denominado lançamento por homologação, sendo que o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador, que, nos casos de ganhos de capital, ocorre no mês de sua percepção. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício, opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do CTN.
IRPF - OMISSÃO DE GANHOS DE CAPITAL - Não restando demonstrada, de forma inequívoca, a incorreção do trabalho levado a efeito pela autoridade fiscal, deve prevalecer o lançamento que constatou a omissão de ganho de capital na alienação de bens e direitos, com relação aos períodos não atingidos pela decadência.
IRPF - LEILOEIRO - DEDUÇÕES - LIVRO-CAIXA - São dedutíveis as despesas efetuadas pelo contribuinte, desde que necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, quando comprovadas por documentos hábeis e idôneos, nos termos do artigo 6° da Lei n° 8.134/90.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 106-16.176
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para acolher de ofício a decadência do lançamento quanto ao Ganho de Capital relativo ao mês de agosto de 1996; e restabelecer a despesa do Livro Caixa no valor de R$11.111,52, ano-calendário de 1997, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Gonçalo Bonet Allage
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200703
ementa_s : IRPF - DECADÊNCIA - GANHOS DE CAPITAL - O imposto de renda pessoa física é tributo sujeito ao regime do denominado lançamento por homologação, sendo que o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador, que, nos casos de ganhos de capital, ocorre no mês de sua percepção. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício, opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do CTN. IRPF - OMISSÃO DE GANHOS DE CAPITAL - Não restando demonstrada, de forma inequívoca, a incorreção do trabalho levado a efeito pela autoridade fiscal, deve prevalecer o lançamento que constatou a omissão de ganho de capital na alienação de bens e direitos, com relação aos períodos não atingidos pela decadência. IRPF - LEILOEIRO - DEDUÇÕES - LIVRO-CAIXA - São dedutíveis as despesas efetuadas pelo contribuinte, desde que necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, quando comprovadas por documentos hábeis e idôneos, nos termos do artigo 6° da Lei n° 8.134/90. Recurso parcialmente provido.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 01 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 13603.001267/2001-66
anomes_publicacao_s : 200703
conteudo_id_s : 4199805
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 106-16.176
nome_arquivo_s : 10616176_153927_13603001267200166_015.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Gonçalo Bonet Allage
nome_arquivo_pdf_s : 13603001267200166_4199805.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para acolher de ofício a decadência do lançamento quanto ao Ganho de Capital relativo ao mês de agosto de 1996; e restabelecer a despesa do Livro Caixa no valor de R$11.111,52, ano-calendário de 1997, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 01 00:00:00 UTC 2007
id : 4707079
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:29:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272432091136
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-15T13:02:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-15T13:02:21Z; Last-Modified: 2009-07-15T13:02:21Z; dcterms:modified: 2009-07-15T13:02:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-15T13:02:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-15T13:02:21Z; meta:save-date: 2009-07-15T13:02:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-15T13:02:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-15T13:02:21Z; created: 2009-07-15T13:02:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; Creation-Date: 2009-07-15T13:02:21Z; pdf:charsPerPage: 2080; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-15T13:02:21Z | Conteúdo => . . e • , • • k'41' MINISTÉRIO DA FAZENDA• .„ '4 • :* t% PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •;;‘,11:,1:::p SEXTA CÂMARA Processo n°. : 13603.001267/2001-66 Recurso n°. : 153.927 Matéria : IRPF - Ex(s): 1997 e 1998 Recorrente : ANTÔNIO FERREIRA ROCHA FILHO Recorrida : 4° TURMA/DRJ - BELO HORIZONTE/MG Sessão de : 1° DE MARÇO DE 2007 Acórdão n°. : 106-16.176 IRPF - DECADÊNCIA - GANHOS DE CAPITAL - O imposto de renda pessoa física é tributo sujeito ao regime do denominado lançamento por homologação, sendo que o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador, que, nos casos de ganhos de capital, ocorre no mês de sua percepção. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de oficio, opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 40 e do artigo 156, inciso V, ambos do CTN. IRPF - OMISSÃO DE GANHOS DE CAPITAL - Não restando demonstrada, de forma inequívoca, a incorreção do trabalho levado a efeito pela autoridade fiscal, deve prevalecer o lançamento que constatou a omissão de ganho de capital na alienação de bens e direitos, com relação aos períodos não atingidos pela decadência. IRPF - LEILOEIRO - DEDUÇÕES - LIVRO-CAIXA - São dedutíveis as despesas efetuadas pelo contribuinte, desde que necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, quando comprovadas por documentos hábeis e Idôneos, nos termos do artigo 6° da Lei n°8.134190. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTÔNIO FERREIRA ROCHA FILHO. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para acolher de ofício a decadência do lançamento quanto ao Ganho de Capital relativo ao mês de agosto de 1996; e restabelecer a despesa do Livro Caixa no valor de R$11.111,52, ano-calendário de 1997, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.\ JOSÉ RIBAMA BILOS PENHA PRESIDENTE MASA a ., tf i k :4 MINISTÉRIO DA FAZENDA ' : . r9.- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -- fr .0* ,;;Itt;)› SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 iii air GONÇALO BONET ALLAGE RELATOR FORMALIZADO EM: 02 ABR 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGENIA MENDES DE BRITO, JOSÉ CARLOS DA MATTA RIVITTI, LUIZ ANTONIO DE PAULA, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, ANA NEYLE OLÍMPIO HOLANDA e ISABEL APARECIDA STUANI (Suplente convocada). Fez sustentação oral pelo recorrente o Sr. i Luís Fernando Belém Peres, OAB/DF n°22.162. 2 ..4 " MINISTÉRIO DA FAZENDA — • f; • :* ; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESr- SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 Recurso n° : 153.927 Recorrente : ANTÔNIO FERREIRA ROCHA FILHO RELATÓRIO Em face de Antônio Ferreira Rocha Filho foi lavrado o auto de infração de fls. 09-14, cujo Termo de Encerramento encontra-se às fls. 431, para a exigência de imposto de renda pessoa física, exercícios 1997 e 1998, no valor de R$ 37.928,92, acrescido de multa de oficio de 75% e de juros de mora calculados até 31/07/2001, totalizando um crédito tributário de R$ 100.379,31. A autoridade lançadora apurou as seguintes infrações: a) omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, no ano-calendário 1997; b) omissão de ganhos de capital na alienação de imóvel, ocorrida no mês de agosto de 1996, a prazo, com parcelas recebidas em agosto, setembro e outubro de 1996; e, c) despesas de livro- caixa deduzidas indevidamente, no ano-calendário 1997. Intimado da exigência fiscal em 04/09/2001 (fls. 433), o contribuinte, devidamente representado, apresentou impugnação às fls. 434-446, insurgindo-se, especificamente, com relação à omissão de ganhos de capital na alienação de imóvel e quanto à glosa de parte das despesas do livro-caixa. Questionou, também, a aplicabilidade da taxa SELIC e defendeu o caráter confiscatório da penalidade lançada. Não foram contestadas, portanto, a omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas e uma parcela da glosa de despesa do livro-caixa. Apreciando a controvérsia, os membros da 40 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (MG) decidiram pela procedência do crédito tributário, através do acórdão n° 9.797, que se encontra às fls. 470-479, cuja ementa é a seguinte: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1997, 1998 Ementa: OMISSÃO DE GANHO DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE BENS 3 ., . . . 1: 4. MINISTÉRIO DA FAZENDA -"i' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBb NT e - - .,:, ,f.P 1g> SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 E DIREITOS. Somente no exercício financeiro de 1992, ano-calendário de 1991, o contribuinte apresentará declaração de bens na qual os bens e direitos serão individualmente avaliados a valor de mercado no dia 31 de dezembro de 1991 e a diferença entre o valor de mercado e o constante de declarações de exercícios anteriores será considerada rendimento isento. DESPESAS DE LIVRO CAIXA DEDUZIDAS INDEVIDAMENTE Somente são dedutíveis as despesas de custeio indispensáveis à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Lançamento Procedente. Cientificado da decisão de primeira instância, o espólio do autuado, devidamente representado, interpôs recurso voluntário às fls. 495-503, onde argumentou, em síntese, que: Inexistência de aanhos de capital • supostamente omitiu o ganho de capital relativo à venda de imóvel situado na Rua Platina, n° 35, Bairro Prado, pelo valor de R$ 740.000,00, dos quais recebeu a quantia de R$ 370.000,00, por ser proprietário de 50% do imóvel alienado; • entretanto, apontou na DIRPF/97 o capital auferido na dita venda, no valor de R$ 326.637,27, bem como o custo de aquisição do bem, cuja composição era de R$ 113.338,69 referentes ao valor informado na declaração do exercício anterior, além de R$ 196.298,58 relativos à correção do custo de aquisição do imóvel para o preço de mercado, efetuada de acordo com a regra do artigo 96 da Lei n°8.383/91; • decidiu-se pela manutenção do lançamento com base na intempestividade da efetivação da correção do valor de mercado do imóvel; • contudo, a citada norma previu a correção do valor do imóvel, a ser procedida na declaração do exercício financeiro de 1992, de modo que o descumprimento desta obrigação ensejaria apenas a aplicação de multa por seu inadimplemento, em nada afetando a Isenção do artigo 96, § 1°, da Lei n° 8.383191; • a tese adotada pela autoridade fiscal já foi rechaçada pelo Poderg 4f MINISTÉRIO DA FAZENDA -- • 'm • : 3 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRibuiN 1 t - r SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 Judiciário e, também, pela própria Administração Fazendária, no Parecer MF/RF/COSIT/DITIR n° 967, de 23/09/1994; • no Perguntas e Respostas' sobre o IRPF de 1997, através da resposta 321, a Receita Federal mantém o mesmo entendimento; • no caso, a atualização, embora efetuada em data posterior, está baseada em laudo elaborado em 1992; • a falha no preenchimento das declarações de imposto de renda não tomou precluso o direito à isenção; • somente poderia lhe ser imposta multa pelo não cumprimento de obrigação acessória; • não foi levado em consideração o custo corrigido do valor das instalações e das benfeitorias. A devida dedução das despesas • o artigo 75, inciso III, do RIR/99 estabelece que podem ser deduzidas as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. • em razão de sua atividade de leiloeiro, tem que manter uma estrutura funcional que demanda gastos relacionados com a própria realização dos leilões, bem como com a manutenção das instalações onde ocorrem estes leilões, com o transporte dos veículos leiloados, entre outros; • seria muito prejudicada, senão impossibilitada, a realização dos leilões sem a utilização de equipamentos de som capazes de transmitirem todas as informações necessárias ao grande número de pessoas que geralmente participam destes eventos. Além disto, a informática é hoje indispensável ao desenvolvimento de qualquer atividade empresarial; • situação idêntica é a das despesas relacionadas com a divulgação .. .. .. -4" k 'c- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINItS SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 dos leilões, com a publicidade e a propaganda da atividade desenvolvida; • é necessária a divulgação da inauguração da sede da empresa. O recorrente relacionou, às fls. 502-503, as despesas que, segundo defende, devem ser restabelecidas. e É o Relatório. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA - t.: :4-'"et PRIMEIRO CONSELHO DE COM RIBUIN1 tbz ,;( 4 ,t1';fr SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 VOTO Conselheiro GONÇALO BONET ALLAGE, Relator Tomo conhecimento do recurso voluntário interposto, pois é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade, inclusive quanto ao arrolamento de bens, conforme se verifica na informação prestada pela repartição de origem às fls. 541. Das três infrações apuradas pela autoridade lançadora, chegam à apreciação deste Colegiado apenas duas delas, quais sejam: a) a omissão de ganhos de capital na alienação de bem imóvel, no mês de agosto de 1996; e, b) a glosa de despesas do livro-caixa não caracterizáveis como de custeio, no ano-calendário 1997. Antes de apreciar os argumentos de defesa trazidos pelo recorrente, levanto de oficio, com fundamento na interpretação sistemática do artigo 150, § 40 e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional, a decadência do direito de lançar a omissão de ganhos de capital para o fato gerador ocorrido em agosto de 1996, na medida em que a ciência do lançamento ocorreu em 04/09/2001. A decadência aplicável à omissão de ganhos de capital na alienação de bens e direitos O artigo 21 da Lei n° 8.981/95 estabelece que: Art. 21. O ganho de capital percebido por pessoa física em decorrência da alienação de bens e direitos de qualquer natureza sujeita-se à incidência do imposto de renda, à allquota de 15% (quinze por cento). § 1°. O imposto de que trata este artigo deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente ao da percepção dos ganhos. § 2°. Os ganhos a que se refere este artigo serão apurados e tributados em separado e não integrarão a base de cálculo do imposto de renda na declaração de ajuste anual, e o Imposto pago não poderá ser deduzido do devido na declaração. g 7 - • .);* 4-4 - MINISTÉRIO DA FAZENDA 11 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - sd" SEXTA CÂMARA4fr. Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 De acordo com este dispositivo legal, surge o fato gerador do imposto de renda pessoa física quanto ao ganho de capital no mês de sua percepção, sendo que o tributo é devido em caráter definitivo e não como mera antecipação. Portanto, no caso em apreço, os fatos geradores referentes aos ganhos de capital apurados na alienação de bem imóvel ocorreram em agosto, setembro e outubro de 1996, enquanto a ciência do lançamento se deu em 04/09/2001 (fls. 433). Segundo a legislação e de acordo com a jurisprudência pacifica desta Corte Administrativa, o imposto de renda pessoa física é tributo sujeito ao regime do chamado lançamento por homologação, já que, embora os contribuintes estejam compelidos à entrega da declaração de ajuste anual dos rendimentos auferidos, a eles cabe apurar a base de cálculo do imposto e recolher o montante devido, a titulo de antecipação ou em caráter definitivo, submetendo, posteriormente, esse procedimento à autoridade administrativa, que deverá, homologar ou não, expressa ou tacitamente, a atividade exercida pelo obrigado. A homologação expressa, para os tributos sujeitos ao regime do lançamento por homologação, deve se dar no prazo de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador. Ultrapassado esse prazo, sem ter sido lavrado lançamento de oficio pela autoridade administrativa, considera-se homologada tacitamente a atividade exercida pelo contribuinte e extinto o crédito tributário, nos termos do artigo 150, § 4 0 , do CTN, que prevê: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4°. Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 10 I. ,51 L.44. MINISTÉRIO DA FAZENDA ., u • ft PRIMEIRO CONSELHO DE CON fRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 O decurso do prazo de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador, implica na homologação tácita da atividade exercida pelo contribuinte e, em razão do instituto da decadência, previsto no artigo 156, inciso V, do CTN, extingue o crédito tributário. Considerando que um dos fatos geradores do imposto de renda pessoa física ocorreu, quanto à omissão de ganhos de capital na alienação de bens e direitos, em 31/08/1996 e diante do fato de que o sujeito passivo da obrigação tributária tomou ciência do auto de infração em 04/09/2001 (fls. 433), concluo que a decadência impede a manutenção do lançamento, com relação a ele. Esse entendimento é amplamente majoritário no Conselho de Contribuintes, inclusive perante a Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme ilustram as ementas dos seguintes acórdãos: IRPF — GANHO DE CAPITAL — DECADÊNCIA — Sendo a tributação sobre o ganho de capital definitiva, não sujeita a ajuste na declaração e independente de prévio exame da autoridade administrativa, o lançamento é por homologação (art. 150, § 4° do CTN), devendo o prazo decadencial ser contado do fato gerador. Recurso especial negado. (CSRF, Quarta Turma, acórdão CSRF n° 04-00.090, Relator Conselheiro Remis Almeida Estol, julgado em 22/09/2005) DECADÊNCIA — GANHO DE CAPITAL — A regra de incidência de cada tributo é que define a sistemática de seu lançamento. Se a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, o tributo amolda-se à sistemática de lançamento denominada de homologação, onde a contagem do prazo decadencial dá-se na forma disciplinada no §4° do artigo 150 do CTN, hipótese em que os cinco anos têm como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador. Recurso negado. (CSRF, Primeira Turma, acórdão CSRF n° 01-04.854, Relatora Conselheira Maria Goretti de Bulhões Carvalho, julgado em 16/02/2004) Assim, voto no sentido de declarar extinto, pela decadência, levantada de ofício por este julgador, a exigência relativa ao ganho de capital na alienação do imóvel, apurado em 31/08/1996, pois a ciência do lançamento se deu apenas em 04/09/2001. g- 9 41fr : Z- n ). „ I L k's MINISTÉRIO DA FAZENDA 6si? iit4,2;7 ' • • ' 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESe ? si. .;;Itkoz/j. SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 A omissão de ganhos de capital na alienação de bens e direitos Para se opor a esta infração, o recorrente sustentou, basicamente, que tem direito a utilizar o benefício fiscal previsto no artigo 96 da Lei n° 8.383191, embora não tenha procedido a avaliação a valor de mercado do imóvel em questão na declaração de ajuste anual do exercício 1992. Argumentou, também, que não fora levado em consideração o custo corrigido do valor das instalações e das benfeitorias. Para o adequado delineamento da questão, trago à colação as seguintes passagens extraídas do Termo de Verificação Fiscal de fls. 15-22: O contribuinte informou em sua declaração relativa ao exercício 1995, ano-calendário 1994 (fls. 39/45), que o custo de aquisição de sua participação no imóvel supracitado, ou seja, 50%, era 167.487,35 UFIR. Em atendimento ao disposto na legislação, o contribuinte apresentou sua declaração relativa ao exercício 1996, ano-calendário 1995 (fls. 46/52), tendo feito a reconversão para Reais do custo de aquisição de todos os seus bens, informados em UFIR na declaração do exercício 1995, utilizando para isso o valor da UFIR de janeiro de 1995, ou seja, R$ 0,6767. Como conseqüência, o custo de aquisição do imóvel supracitado, que na declaração de 1995 constou como sendo 167.487,35 UFIR, foi informado na declaração do exercício 1996 como sendo R$ 113.338,69. Esse mesmo valor foi informado na coluna "situação em 31 de dezembro de 1995' do quadro 7 (Declaração de Bens e Direitos) da declaração relativa ao exercício 1997, ano-calendário 1996 (fls. 53/57). Não obstante o acima exposto, o contribuinte informou no "Demonstrativo de Apuração de Ganhos de Capital", anexo à declaração de imposto de renda do exercício 1996, que o custo de aquisição de sua participação no imóvel supracitado, em 31/12/1994, era de R$ 326.637,27, o que contradiz com a informação prestada no quadro 7 (declaração de bens e direitos) de sua própria declaração do exercício 1997, onde constou que o custo de aquisição deste imóvel em 31/12/1995 era R$ 113.338,69, conforme esclarecido acima. Na linha 10 do quadro 3 (Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis) da declaração de 1997 do contribuinte constou a importância de R$ 196.298,58 como sendo derivada do art. 96 da Lei n° 8.383/1991, o que nos levou a concluir que ele corrigira o custo de aquisição do imóvel por ocasião de sua alienação, tomando como base legal o disposto no art. 96 da Lei n° 8.383/91, que estabelece, in verbis: to stinott:n )1 MINISTÉRIO DA FAZE m; ,r-r: ••• • •• • t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . •'44`fr • SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 Visando esclarecer os fatos, solicitamos, através do Termo de Intimação n° 0327/2001, que o contribuinte apresentasse documentos idóneos que serviram de base à correção de custo de aquisição do imóvel supracitado, com base no art. 96 da Lei n° 8.383/91, por ocasião de sua alienação. Em atendimento à nossa solicitação, o contribuinte anexou à correspondência de fls. 374/375 cópia de um laudo de avaliação datado de 31/12/1992, preparado pela empresa ENAPE Engenharia de Avaliações e assinado pelo Engenheiro Civil Marco Antônio Fernandes, CREA-MG n° 10.600/D, bem como "Proposta para Prestação de Serviços de Engenharia de Avaliações Palácio dos Leilões' ((Is. 381/430). Tanto na proposta de prestação dos serviços, quanto no laudo de avaliação citados acima, fica claro que o mesmo teve como objetivo a apuração do preço de mercado do imóvel em dezembro de 1992, mês em que ambos foram elaborados. Tanto isso é verdade, que o preço do imóvel avaliado, apurado como sendo Cr$ 7.544.146.400,00 (Sete bilhões, quinhentos e quarenta e quatro milhões, cento e quarenta e seis mil e quatrocentos cruzeiros), foi convertido para UFIR com base no valor desta em dezembro de 1992, ou seja, Cr$ 6.002,55. Em face do acima exposto, é indubitável que o Laudo de Avaliação apresentado e acostado às fls. 381/410 não serve como comprovação do valor de mercado do imóvel em 31/12/1991. O próprio contribuinte não reconheceu sua validade para os fins do art. 96 da Lei n° 8.383/1991 quando da apresentação de suas declarações dos exercícios 1995, 1996 e 1997 ((Is. 39/57), já que nelas não se utilizou das informações ali apuradas ao informar o custo de aquisição do imóvel em comento. Em face de tudo que foi exposto acima, resta-nos considerar como custo de aquisição do imóvel o valor que constou nas declarações de 1996 e 1997, corrigido com base na variação da UFIR no período de janeiro de 1995 a janeiro de 1996, conforme permissão contida no art. 17, I, da Lei n° 9.249/95, no qual foi estabelecido que: Assim sendo, o custo de aquisição, constante na declaração de 1996 e 1997, corrigido pela variação da UFIR ocorrida entre 1 0/01/1995 e 1%1/1996, ou seja, 22,46%, é de R$ 138.794,55 (R$ 113.338,69 X 1.2246). O artigo 96 da Lei n° 8.383/91 estabeleceu que °Art. 96. No exercício financeiro de 1992, ano-calendário de 1991, o contribuinte apresentará declaração de bens pa qual os bens e direitos serão Individualmente avaliados a valor de mercado no dia 31 de dezembro de 1991, e convertidos em quantidade de UFIR pelo valor desta no 102 11 1 — . 44 . MINISTÉRIO DA FAZENDA:4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 mês de janeiro de 1992."(Grifei) Portanto, este mandamento legal previu que os bens seriam avaliados a valor de mercado, no dia 31 de dezembro de 1991. Na declaração de ajuste anual do exercício 1996, o contribuinte informara o imóvel em apreço pelo valor de R$ 113.338,69, enquanto no demonstrativo de ganhos de capital anexado à DIRPF/1997 o custo de aquisição do bem está declarado por R$ 326.637,27. Segundo o recorrente, a diferença decorre, exatamente, da regra prevista no artigo 96 da Lei n° 8.838/91 e tem sustentação em laudo pericial elaborado em 1992. Analisando o referido Laudo, juntado às fls. 381-410, verifica-se, especificamente às fls. 391, que a avaliação levou em consideração a data de elaboração do trabalho, qual seja, dezembro de 1992. Lá está expresso que "... o justo valor do imóvel avaliando, localizado à Rua Platina n° 33, em Belo Horizonte-MG, é de Cr$ 7.544.146.400,00 (Sete bilhões, quinhentos e quarenta e quatro milhões, cento e quarenta e seis mil e quatrocentos cruzeiros). Equivalentes a 1.256.823,59 UFIR." Considerando que a UFIR de dezembro de 1992 tinha o valor de Cr$ 6.002,55, contata-se que a avaliação a valor de mercado do imóvel em apreço foi feita, não em 31/1211991, conforme determina o artigo 96 da Lei n° 8.383/91, mas em 31/12/1992. Assim, tenho como inaplicável ao caso o referido artigo 96 da Lei n° 8.383/91. Não há fundamento legal que autorize o acolhimento da pretensão do recorrente. Com relação às benfeitorias, tal qual consta na r. decisão recorrida, às fls. 477, "Os dispêndios podem integrar o custo de aquisição do bem imóvel, desde que comprovados com documentação hábil e idônea. A defesa, entretanto, não demonstra de 12 / e ,,41À\N MINISTÉRIO DA FAZENDA e "vg, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •z ,,:e(Vr4,.. SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 forma inequívoca as obras que alega que foram feitas no imóvel.' Não posso aceitar e acolher o argumento, no sentido de que a autoridade lançadora não levou em consideração o custo corrigido do valor das instalações e das benfeitorias, desprovido da necessária comprovação das referidas instalações, inclusive porque o item 12 da declaração de rendimentos do ano-calendário 1996, citado no recurso como sendo referente às citadas benfeitorias, descreve um veículo Escort, ano 1992, conforme se verifica às fls. 55. Nessa ordem de juizos, resta-me confirmar a decisão de primeira instância, com relação à omissão de ganhos de capital apurada na alienação de bens e direitos, em 30/09/1996 e em 31/10/1996. A glosa de despesas do livro-caixa A matéria encontra regramento no artigo 6° da Lei n° 8.134, de 27 de dezembro de 1990 1 nos seguintes termos: Art. 6°. O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho não- assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 da Constituição. e os leiloeiros, poderão deduzir. da receita decorrente do exercício da respectiva atividade: 1— a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregando, e os encargos trabalhistas e previdenciários; — os emolumentos pagos a terceiros; III — as despesas de custeio pagas. necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. § 1°. O disposto neste artigo não se aplica: a) a quotas de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos, bem como a despesas de arrendamento; b) a despesas com locomoção e transporte, salvo no caso de representante comercial autônomo; c) em relação aos rendimentos a que se referem os arts. 9° e /O da Lei n° 7.713, de 1988. § 2°. O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas, mediante documentação idônea, escrituradas em livro-caixa, que serão mantidos em seu poder, à disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência. § 3°. As deduções de que trata este artigo não poderão exceder à receita 13 i 4u MINISTÉRIO DA FAZENDA ff PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ••.fr SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 mensal da respectiva atividade, permitido o cômputo do excesso de deduções nos meses seguintes, até dezembro, mas o excedente de deduções, porventura existente no final do ano-base, não será transposto para o ano seguinte. § 4°. Sem prejuízo do disposto no art. 11 da Lei n° 7.713, de 1988, e na Lei n° 7.975, de 26 de dezembro de 1989, as deduções de que tratam os incisos I a III deste artigo somente serão admitidas em relação aos pagamentos efetuados a partir de 1° de janeiro de 1991. (Grifei) Portanto, as despesas escrituradas em livro-caixa pelo sujeito passivo, indispensáveis à percepção da renda e à manutenção da fonte produtora, são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, desde que comprovadas por intermédio de documentação idônea. O recorrente exercia a atividade de leiloeiro oficial e, segundo defende, devem ser restabelecidas despesas referentes a peças de veículos, a serviços de jardineiro, de som, de montagem de rede local para microcomputadores, a aquisição de persianas, a instalação de lixeiras, além de serviços prestados e de mercadorias adquiridas para o evento de inauguração da nova sede, as quais estão relacionadas às fls. 502-503. Diante das atividades desempenhadas por estes profissionais, não tenho dúvidas em asseverar que são necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, no caso em voga, as despesas com serviços de jardineiro, de som, de montagem de rede local para microcomputadores, a instalação de lixeiras, além de outros serviços prestados e de mercadorias adquiridas, tudo para o evento de inauguração da nova sede de trabalho do contribuinte, denominada Palácio dos Leilões. Entendo que as deduções pleiteadas a esse título, no valor de R$ 11.111,72 (comprovantes às fls. 187, 188, 189, 190, 191, 192, 195, 196-197, 198-199 e 200), que corresponde a 50% do total dos valores escriturados em livro-caixa, proporção que cabe ao recorrente, devem ser restabelecidas, pois se tratam de despesas necessárias, usuais e normais para a atividade por ele exercida e não há vedação legal para o seu aproveitamento. 14 MINISTÉRIO DA FAZENDA — • m • : PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • n Ir SEXTA CÂMARA Processo n° : 13603.001267/2001-66 Acórdão n° : 106-16.176 Seguindo esse raciocínio, penso que não há autorização legal para o aproveitamento de despesas com peças de veículos e com aquisição de persianas, sendo que com relação aos veículos o recorrente deixou de comprovar, inclusive, a vinculação entre os produtos adquiridos e algum bem de sua propriedade ligado à atividade desenvolvida. Assim, na visão deste julgador, devem ser restabelecidas despesas do livro-caixa no valor de R$ 11.111,72. Conclusão Diante do exposto, conhecendo do recurso voto por dar-lhe parcial provimento, para considerar extinto, pela decadência, levantada de ofício por este julgador, o crédito tributário relativo ao ganho de capital na alienação de imóvel, apurado em 31/08/1996, bem como para restabelecer despesas do livro-caixa no valor de R$ 11.111,72, relativamente ao ano-calendário 1997. Sala das Sessões - DF, em 1° de março de 2007. GONÇALO BONET ALLAGE 15 Page 1 _0025000.PDF Page 1 _0025100.PDF Page 1 _0025200.PDF Page 1 _0025300.PDF Page 1 _0025400.PDF Page 1 _0025500.PDF Page 1 _0025600.PDF Page 1 _0025700.PDF Page 1 _0025800.PDF Page 1 _0025900.PDF Page 1 _0026000.PDF Page 1 _0026100.PDF Page 1 _0026200.PDF Page 1 _0026300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13121.000133/2001-41
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL RENÚNCIA..
Sendo a renúncia um ato voluntário e unilateral pelo qual alguém abdica de um direito, o processo deve ser extinto com julgamento de mérito (art. 269, inciso V do CPV).
RENÚNCIA HOMOLOGADA POR UNANIMIDADE..
Numero da decisão: 302-36687
Decisão: Por unanimidade de votos, homologou-se a renúncia do recurso pela interessada, nos termos do voto do Conselheiro relator.
Nome do relator: HENRIQUE PRADO MEGDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200502
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL RENÚNCIA.. Sendo a renúncia um ato voluntário e unilateral pelo qual alguém abdica de um direito, o processo deve ser extinto com julgamento de mérito (art. 269, inciso V do CPV). RENÚNCIA HOMOLOGADA POR UNANIMIDADE..
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 13121.000133/2001-41
anomes_publicacao_s : 200502
conteudo_id_s : 4267189
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 302-36687
nome_arquivo_s : 30236687_126698_13121000133200141_003.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : HENRIQUE PRADO MEGDA
nome_arquivo_pdf_s : 13121000133200141_4267189.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, homologou-se a renúncia do recurso pela interessada, nos termos do voto do Conselheiro relator.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2005
id : 4704002
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:28:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272436285440
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T23:59:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T23:59:14Z; Last-Modified: 2009-08-06T23:59:14Z; dcterms:modified: 2009-08-06T23:59:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T23:59:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T23:59:14Z; meta:save-date: 2009-08-06T23:59:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T23:59:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T23:59:14Z; created: 2009-08-06T23:59:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-06T23:59:14Z; pdf:charsPerPage: 1227; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T23:59:14Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA PROCESSO N° : 13121.000133/2001-41 SESSÃO DE : 24 de fevereiro de 2005 ACÓRDÃO N° : 302-36.687 RECURSO N° : 126.698 RECORRENTE : AGROPECUÁRIA FRIBOI LTDA. RECORRIDA : DRJ/BRASÍLIAJDF PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RENÚNCIA. Sendo a renúncia um ato voluntário e unilateral pelo qual alguém abdica de um direito, o processo deve ser extinto com julgamento de mérito (Art. 269, inciso v, do CPC). 110 RENÚNCIA HOMOLOGADA POR UNANIMIDADE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, homologar a renúncia do recurso pela interessada, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 24 de fevereiro de 2005 4111~11,.. -"O'. HENRIQU PRADO MEGDA Presidente e Relator • 2 o MAI 2005 Participaram, aincU, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO, LUIS ANTONIO FLORA, WALBER JOSÉ DA SILVA, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, LUIZ MAIDANA RICARDI (Suplente), SIMONE CRISTINA BISSOTO e PAULO ROBERTO CUCCO ANTUNES. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional ALEXEY FABIANI VIEIRA MATA. unc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.698 ACÓRDÃO N° : 302-36.687 RECORRENTE : AGROPECUÁRIA FRIBOI LTDA. RECORRIDA : DR.VBRASÍLIA/DF RELATOR(A) : HENRIQUE PRADO MEGDA RELATÓRIO E VOTO O contribuinte em epigrafe impugnou o lançamento do ITR/95 referente ao imóvel rural denominado FAZENDA FORMIGA, com área total de 58,0 hectares, situado no município de Posse-GO, cadastrado na SRF sob o número 5026737-0, tendo o lançamento sido julgado procedente pela autoridade julgadora de • primeira instância, encontrando-se a decisão assim ementada: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR. Exercício: 1995 Ementa: DOS DADOS CADASTRAIS. Deve ser mantido o lançamento — ITR/95 realizado com base no VTN mínimo e nos dados cadastrais informados pelo próprio contribuinte na correspondente DITR/94, tudo de acordo com a legislação utilizada para fundamentar o lançamento em questão. DA REVISÃO DO VTN Mínimo. A possibilidade de revisão do VTN mínimo depende da apresentação de Laudo Técnico de Avaliação emitido por profissional habilitado ou empresa de reconhecida capacitação técnica, devidamente anotado no CREA, e que demonstre o • atendimento aos requisitos das Normas da ABNT (NBR 8.799). Irresignado, recorreu a este Conselho de Contribuintes apresentando suas razões de defesa bem como os documentos que lhes dão sustentação (fls 42 a 55). Posteriormente, tendo efetuado o recolhimento do referido débito, conforme DARF juntado aos autos (fls 95), requereu a desistência do Recurso bem como a extinção do Processo Administrativo. Como visto no relatório, após a interposição do recurso voluntário a recorrente efetuou o pagamento do débito desistindo, portanto, do apelo e renunciando a quaisquer alegações de direito sobre o crédito tributário lançado. A manifestação da recorrente traz dois institutos processuais distintos, ou seja, a desistência da ação administrativa (quanto à impugnação e ao recurso) e a renúncia ao direito sobre que se funda a ação. 2 . • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.698 ACÓRDÃO N° : 302-36.687 Dessa maneira há que ser aplicado a norma do art. 269, inciso V, do Código de Processo Civil, ou seja, o processo deve ser extinto com o julgamento de mérito, confirmando o lançamento procedido pela fiscalização. Tanto isso é verdade, que os valores até então discutidos já integram outro processo administrativo específico, o de parcelamento, nos termos da lei que o autorizou. Portanto, sendo a renúncia um ato voluntário e unilateral pelo qual alguém abdica de um direito, coloco o processo em pauta de julgamento para HOMOLOGAR a renúncia, dando por extinta a pendenga. Sala das Sessões, em 24 de fevereiro de 2005 • H1TUË3O MEGDA - Relator 3 Page 1 _0005200.PDF Page 1 _0005300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13605.000140/2001-18
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2003
Ementa: PROCESSUAL. RECURSO. PEREMPÇÃO.
Apresentado o Recurso Voluntário após esgotado o prazo legal para esse fim, configura-se a perempção, impeditiva do seu conhecimento.
RECURSO NÃO CONHECIDO POR UNANIMIDADE.
Numero da decisão: 302-35682
Decisão: Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso por perempto, nos termos do voto do Conselheiro relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Paulo Roberto Cuco Antunes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200308
ementa_s : PROCESSUAL. RECURSO. PEREMPÇÃO. Apresentado o Recurso Voluntário após esgotado o prazo legal para esse fim, configura-se a perempção, impeditiva do seu conhecimento. RECURSO NÃO CONHECIDO POR UNANIMIDADE.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 13605.000140/2001-18
anomes_publicacao_s : 200308
conteudo_id_s : 4266232
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 302-35682
nome_arquivo_s : 30235682_126775_13605000140200118_011.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : Paulo Roberto Cuco Antunes
nome_arquivo_pdf_s : 13605000140200118_4266232.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso por perempto, nos termos do voto do Conselheiro relator.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2003
id : 4707389
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:29:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272437334016
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T02:59:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T02:59:42Z; Last-Modified: 2009-08-07T02:59:42Z; dcterms:modified: 2009-08-07T02:59:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T02:59:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T02:59:42Z; meta:save-date: 2009-08-07T02:59:42Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T02:59:42Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T02:59:42Z; created: 2009-08-07T02:59:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2009-08-07T02:59:42Z; pdf:charsPerPage: 1089; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T02:59:42Z | Conteúdo => 01"k MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA PROCESSO N° : 13605.000140/2001-18 SESSÃO DE : 13 de agosto de 2003 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 RECURSO N° : 126.775 RECORRENTE : MAQTRANS LTDA. RECORRIDA : DRJ/JUIZ DE FORA/MG PROCESSUAL. RECURSO. PEREMPÇÃO. Apresentado o Recurso Voluntário após esgotado o prazo legal para esse fim, configura-se a perempção, impeditiva do seu conhecimento. 411 RECURSO NÃO CONHECIDO POR UNANIMIDADE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por perempto, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 13 de agosto de 2003 - — - dea, HENRIS E PRADO MEGDA Presidente 41 a- PAULO ROBERT ízir j #10 ANTUNES Relator • DUT 2003 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: LUIS ANTONIO FLORA, MARIA HELENA COTTA CARDOZO, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, ADOLFO MONTELO e SIMONE CRISTINA BISSOTO. Ausente a Conselheira ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO. tmc MINISTÉRIO DA FAZENDA • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 RECORRENTE : MAQTRANS LTDA. RECORRIDA : DRJ/JUIZ DE FORA/MG RELATOR(A) : PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES RELATÓRIO A empresa acima identificada foi excluída do SIMPLES pelo Ato Declaratório de Exclusão (ADE) n° 243.476, de 02/10/2000 (fls. 14) (DRF/IRF em Coronel Fabriciano), em razão do evento assim discriminado: • "Pendências da Empresa e/ou Sócios junto a PGFN" A referida empresa, cujo objeto social era a exploração das atividades de construção civil, construção e conservação de estradas, terraplanagem, transportes de carga, transportes de pessoas, locação de tratores, máquinas, caminhões e veículos leves, conservação e limpeza de áreas industriais e imóveis, objetivo esse que sofreu alterações em 19/03/2001, é constituída pelo capital de 02 (dois) sócios, a saber: RICARDO CARVALHO DORNELLAS e JOANA D'ARC DA SILVA CARVALHO DORNELLAS Tudo como se verifica dos Contratos acostados por cópias às fls. 35/38 e 39/40. A empresa apresentou SRS (fls.15/19), juntamente com Petição à repartição fiscal mencionada, com os argumentos que a seguir sintetizamos: - A exclusão do SIMPLES foi efetivada pelo motivo de pendências da empresa e/ou sócios junto a PGFN, onde constatamos, após a devida verificação, que o sócio Ricardo Carvalho Domelles, CPF • 128.652.576-49, está inscrito neste órgão na condição de responsável dos débitos da empresa ENGETERR — Construções, Transportes e Terraplanagem Ltda, CNPJ 71.388.987/0001-01, estabelecida à Av. Wilson Alvarenga, 1621, Bairro Viúva, na Cidade de Barão de Cocais — MG; - Assim, como se pode observar, equivocou-se a Receita Federal em relação à indicação do sujeito passivo da obrigação tributária, pois o débito inscrito é da inteira responsabilidade da sociedade ENGETERR.; - A manifestante e seus sócios não constam do Cadastro Informativo dos Créditos Não Quitados de Órgãos e Entidades Federais, como demonstra a Certidão Negativa da Receita Federal (doc. 01 e 02) e declaração da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (doc. 03 e 04); 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 - Portanto, não caberia a exclusão do SIMPLES, pois os seus sócios não são responsáveis solidários de outra pessoa jurídica pelas razões que adiante demonstraremos; - O sócio, Ricardo Carvalho Domellas, administrador da empresa ENGETERR -, já qualificada acima, a fim de regularizar sua situação de inadimplência, declarou seu débito de COFINS junto a Receita Federal, e não tendo disponibilidade económica para recolher o tributo em sua totalidade, requereu parcelamento do débito, conforme assegura artigo 138 do CTN, que foi deferido em 60 meses, nos termos do Processo n° 13604.000067/96-21, iniciando o seu recolhimento em 27/06/1996; • - Diante da situação financeira desta empresa, e após o recolhimento de 20/60 parcelas, sendo a última parcela recolhida em 26/02/1999, cujo vencimento era 30/12/98, foi impetrado duas ações: a) Ação Ordinária de Compensação visando obter a restituição dos valores pagos à título de Contribuição ao PIS, nos termos dos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88, via compensação com o débito em aberto desta pessoa jurídica; e b) Ação Anulatória de Parcelamento acumulada com Pedido de Compensação visando obter a anulação do parcelamento realizado junto à Receita Federal, bem como a compensação dos valores indevidamente insertos, com outros tributos federais; - Estes processos encontram-se em andamento, sob os números 99.021672-3 e 99.31673-6, e não entrando no mérito das matérias discutidas, é importante salientar que o crédito a favor do contribuinte anularia completamente os valores inscritos em dívida ativa da referida empresa; - Portanto, é de se dizer que o Sr. Ricardo Carvalho Domellas, administrador da empresa ENGETERR, de acordo com o Contrato Social e última alteração (doc. 05 e 05-a), e também sócio da manifestante, conforme Contrato Social e última alteração (doc. 06 e 06-a) não se eximiu de suas responsabilidades, pois não se retirou da sociedade e não praticou qualquer ato com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos, que o responsabilizaria pelos débitos contraídos pela pessoa jurídica, como determinam os artigos 134 e 135 do CTN; 3 11P MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 - Essa posição é bem definida pelo voto do Relator, o Exmo .Sr. Juiz Leomar Amorim, no Processo de Apelação em Mandado de Segurança n° 95.01.19497-3/BA, TRF 1* Região, que transcreve; - Como se vê, a responsabilidade dos diretores só tem lugar quando restar caracterizado que a pessoa jurídica de direito privado encontra-se impossibilitada de cumprir a exação fiscal; - Nesse sentido já decidiu o Tribunal Regional Federal da 3'. Região, conforte Arestos que menciona; - Concluímos, assim, que o sócio não poderia figurar como 41 responsável pela obrigação tributária e conseqüentemente não poderia estar inscrito em dívida ativa da União por débitos pertencentes à sociedade da qual é sócio-gerente, não tendo, o mesmo, praticado qualquer ato que infringisse os artigos 134 e 135 do C'TN, e ainda porque não ocorreu qualquer execução contra a empresa devedora; - Por outro lado, verifica-se que o disposto no art. 90 , inciso XVI, da Lei n° 9.317/96, refere-se ao impedimento da empresa de optar pelo SIMPLES quando o sócio, e somente este, esteja inscrito na Dívida Ativa da União; - O sócio não está em débito com a Receita Federal (doc. 07) e portanto não está inscrito na Dívida Ativa da União nesta condição. O inciso XVI, do artigo 9° da Lei n° 9.317/96 não se refere à condição de estar inscrito como co-responsavel de débitos relativos • a terceiros; - Além disso, a empresa MAQTRANS LTDA é cumpridora regular de suas obrigações e não está enquadrada em qualquer das situações de exclusão previstas pelo artigo 90 , da Lei n° 9.317/96; - Por outro ângulo, a exclusão desta empresa do SIMPLES estaria indo contra os princípios gerais da atividade econômica, previsto no artigo 170 da Constituição Federal, que se finda na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, com a finalidade de assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, pois acarretaria de imediato à pessoa jurídica a perda de competitividade no mercado, e conseqüentemente os sócios perderiam sua fonte de renda, 4 igkZ- • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 - Isto nos leva a crer que a complexidade do sistema tributário impede de alguma forma a regularização imediata dos créditos tributários; - Por fim, esclarecemos que o sócio da manifestante não fugiu de suas responsabilidades perante a ENGETERR, que é, neste recurso, a única devedora da União. Em momento algum esta empresa através de seu sócio negou responsabilidade tributária, fato que se comprova pela espontaneidade de regularizar a sua situação tributária, porém, para que o sócio-gerente possa dar prosseguimento a regularização destes débitos, aguarda uma decisão definitiva sobre os créditos que a empresa possui de direito junto a • União. A Interessa anexou à referida SRS, além da Petição supra, os seguintes documentos listados: - Xerox de Certidão da Receita Federal, da empresa MAQTRANS LTDA; - Certidão PGFN da sócia Joana D'Arc; - Consulta PGFN da MAQTRANS LTDA; - Consulta PGFN da sócia Joana D'Arc; - Contrato Social da firma ENGETERR; - Alteração Contratual da mesma ENGETERR; - Contrato Social da empresa MAQTRANS LTDA; - Alteração Contratual da mesma MAQTRANS LTDA; - Certidão Negativa da SRF, do Sócio Ricardo. • A SRS, conforme inserido no Campo 11, às fls. 10-verso, foi indeferida, com o seguinte fundamento: "Ratificando Ato Declaratório 243476, proponho o indeferimento da Solicitação de Revisão ao SIMPLES por falta de documentação pertinente, mantendo-se pois, a vedação." Inconformada, a Contribuinte ingressou com Impugnação à DRJ (fls. 01/02) argumentando apenas o seguinte: "A recorrente recebeu o Ato Declaratório já referenciado excluindo- a do SIMPLES, pelo fato do sócio participar de outra pessoa jurídica que mantém um processo de compensação de débito. dij j)/5 . • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 A impugnação foi indeferida sob o argumento de falta de documentação pertinente. O mérito da questão não foi nem analisado. E, ainda, não esclarece quais são estes documentos. O artigo 31 do Decreto 70.235/72 determina que a decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação. No mesmo sentido a jurisprudência, menciona: "NORMAS PROCESSUAIS — NULIDADE — DECISÃO — Implica preterição do direito de defesa a omissão da autoridade em consignar na decisão os argumentos que embasaram suas razões para decidir, tornando-a, em conseqüência, imotivada. Não supre a ausência dos requisitos especificados no art. 31 do Decreto n° 70.235/1972 a remissão a outro processo onde esses fundamentos estariam presentes. Decisão que se anula com base no que dispõe o art. 59, II, do mesmo diploma legal. (Acórdão n° 104-6.727/1989, do 1° CC)." Destaque-se que às fls. 41 consta, efetivamente, a Certidão Negativa de Débitos de Tributos e Contribuições Federais, emitida em 18/01/2001, pela Secretaria da Receita Federal — MF, atestando o seguinte: "Nome: RICARDO CARVALHO DORNELLAS CPF: 128.652.576-49 — Regular Ressalvando o direito de a Fazenda Nacional cobrar quaisquer • dividas de responsabilidade do contribuinte acima que vierem a ser apuradas, é certificado que não constam, até esta data, pendências em seu nome, relativas aos tributos e contribuições federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. Esta certidão refere-se exclusivamente à situação do contribuinte no âmbito desta Secretaria da Receita Federal, não constituindo, por conseguinte, prova de inexistência de débitos inscritos em Divida Ativa da União, administrados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional." Seguiu-se a decisão estampada no Acórdão DRJ/JFA N° 01.917, de 03/09/2002, proferido pela 1 Turma, da DRJ em Juiz de Fora — MG, cuja Ementa assim se transcreve: 6 . • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples Ano-calendário: 2000 Ementa: EXCLUSÃO. Na falta de comprovação da regularidade da empresa e/ou sócios perante a PGFN, deve ser mantida a exclusão do SIMPLES. Processo Administrativo Fiscal SOLICITAÇÃO DE REVISÃO. APRECIAÇÃO. A apreciação de Solicitação de Revisão (SRS) não constitui decisão de primeira instância administrativa, a qual é própria das Delegacias de Julgamento. Solicitação Indeferida." Os fundamentos do Voto condutor do Acórdão supra, em resumo, foram os seguintes: "A preliminar de preterição de direito de defesa levantada pela impugnante não subsiste porque as SRS constituem meio de revisão sumária e não decisão administrativa de primeira instância. Assim, não se aplica à SRS o disposto no art. 31 do Decreto n° 70.235/72 (com a redação dada pelo art. 1° da Lei n°. 8.748/93). Segue a explanação para tal entendimento. A Lei n° 9.732, de 11/12/98, introduziu o seguinte parágrafo ao art. 15 da Lei 9.317/96 (instituidora do Simples): • § 30. A exclusão de oficio dar-se-á mediante ato declaratório da autoridade fiscal da Secretaria da Receita Federal que jurisdicione o contribuinte, assegurado o contraditório e a ampla defesa, observada a legislação relativa ao processo tributário administrativo." Pois bem, foi emitido o referido ato (fl. 14) indicando as causas motivadoras da exclusão processada ex-officio e facultando a apresentação de SRS, assegurando, como consta em seu texto final, o direito à ampla defesa. Quanto à apreciação da SRS, é importante ter-se em mente que essa solicitação é uma alternativa que precede ao contencioso e promove o aperfeiçoamento das exclusões efetuadas. Há que se esclarecer que a SRS é ferramenta destinada apenas a correções de erros de 7 itt •.. • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 fato que tenham causado a exclusão de empresas do regime de tributação simplificada (SIMPLES). A Norma de Execução COTEC/COSIT/COSAR/COFIS/COANA N° 001, de 03/09/98, que instituiu o rito sumário da SRS, evidenciou tal situação: Como facilmente pode-se perceber, as situações acima listadas atestam a sumariedade do procedimento da SRS (de se destacar a freqüência com que são citadas as palavras "evidente erro" e "comprovação"), não se podendo olvidar a observação final que ali • se encontra. A referida Norma de Execução ainda esclareceu que "...a apreciação da SRS não constitui P instância de julgamento, cabendo, no caso de improcedência, impugnação à DRJ jurisdicionante." (grifei) No presente caso, apreciação da SRS limitou-se a verificar se o contribuinte apresentou documentos hábeis a comprovar a regularidade fiscal da empresa e de seus sócios perante a PGFN. O que de fato não ocorreu, haja vista o argumento aduzido pela requerente naquela época, de que o débito referente a seu sócio RICARDO CARVALHO DORNELLAS, é relativo a outra empresa. Em vista desse argumento vale lembrar que o art. 62 do Decreto-lei • n° 147/67 dispõe que "em todos os casos em que a lei exigir a apresentação de provas de quitação de tributos federais, incluir-se-á, obrigatoriamente, dentre aquelas, a certidão negativa de inscrição de divida ativa da União, fornecida pela Procuradoria da Fazenda Nacional competente." (Grifei). Tal dispositivo legal encontra-se transcrito no "site" da Procuradoria da Fazenda Nacional (www.pgfitfazenda.gov.br/serpro/sertificado) Tendo em vista esse fato, este julgador pesquisou no "site" da PGFN e verificou que, quanto ao precitado sócio, não consta a regularização das pendências junto a PGFN, conforme extratos ora anexados às fls. 49/50. No extrato de fl. 50 é esclarecido que "o não fornecimento de certidão negativa pela Internet não permite a conclusão, sem análise especifica do caso, que o contribuinte apresenta situação irregular perante a Divida Ativa da União, nem, obviamente, a conclusão contrária de que sua situação é 8 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 regular." A PGFN orienta também os contribuintes, em caso de regularidade fiscal, a procurar uma de suas unidades para emissão da certidão, inclusive a prevista no art. 206 do CTN (positiva com efeito de negativa). Nos autos não consta certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa em nome dos sócios, em que pese a afirmação da defendente de ter parcelado os débitos. Destarte, não estando comprovada a regularidade fiscal nos termos do art. 62 do Decreto-lei n° 147/67, voto no sentido de manter a exclusão do SIMPLES." • Conforme AR às fls. 56-verso, a Contribuinte foi cientificada da Decisão singular em 30/09/2002 e apresentou Recurso Voluntário no dia 31/10/2002, como se comprova pelo carimbo de protocolo aposto no documento de fls. 57. Em seus fundamentos a Recorrente repete os argumentos desenvolvidos na Petição que acostou à SRS antes mencionada. Anexou cópia transcrita da Decisão proferida pela 4a Turma, do TRF — I A Região, na Apelação Cível 1999.38.00.0316723/MG, em que foi negado provimento à apelação da União Federal e provido, parcialmente, a apelação da autora: ENGETERR CONSTRUÇÕES TRANSPORTES E TERRAPLANAGEM LTDA. Às fls. 68/71 foi anexada cópia de Resultado de Consulta da Inscrição, apontando os débitos inscritos na Dívida Ativa, em nome da referida empresa ENGETERR. 111/ Subiram então os autos a este Conselho, tendo sido distribuídos, por sorteio, a este Relator, em Sessão realizada por esta Câmara no dia 25/03/2003, conforme noticia o documento de fls. 75, último dos autos. É o relatório. 411 9 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.775 ACÓRDÃO N° : 302-35.682 VOTO Preliminarmente, cabe-nos examinar a tempestividade do Recurso Voluntário interposto, condição essencial para conhecimento e admissibilidade do mesmo, na forma da legislação de regência. Como relatado, o AR acostado às fls. 56 verso, está a indicar que a Recorrente recebeu cópia do Acórdão atacado, encaminhado juntamente com a Intimação n°261/2002 (fls. 10), em 30/09/2002, dia da semana: segunda-feira. • Excluído o dia do início e iniciando-se a contagem a partir do dia 01/10/2002, em conformidade com as disposições do Decreto n° 70.235/72, temos que o prazo de 30 (trinta) dias para interposição do Recurso expirou-se, precisamente, no dia 30/10/2002, dia da semana: quarta-feira. Não existe nos autos qualquer indicação de que tenha ocorrido algum feriado local ou, por qualquer outro motivo, de que não tenha havido expediente normal na repartição fiscal de origem, quer no dia do início, quer no dia do término da contagem do referido prazo. Assim acontecendo, outra alternativa não nos resta senão a de não conhecermos do Recurso de que se trata, por perempto. Por oportuno, queremos deixar aqui consignado que caso não esteja correta a situação acima enfocada, no que diz respeito à normalidade do expediente na repartição fiscal nos dias indicados (início e término do prazo estabelecido), registrando-se lapso manifesto no presente julgado, poderá o Contribuinte, ou qualquer dos interessados indicados, requerer a devida retificação, na forma como previsto no art. 28, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n°55, de 16/03/1998, com suas posteriores alterações. É como voto. Sala das Sessões, em 13 de agosto de 2003 srie. AULO ROBER 1ri • A TUNES - Relator lo 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Recurso n.° : 126.775 Processo n°: 13605.000140/2001-18 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à r Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n.° 302-35.682. Brasília- DF, ,-)2 9 49 /a I ME — 3f Conselho de Contai .. to — *4~F-te Pratio Presidente cla Câmara (An Ciente em: a--1 i -5. L 1 L-k-) felipe Uno DOI DA fü. NOW Page 1 _0016700.PDF Page 1 _0016800.PDF Page 1 _0016900.PDF Page 1 _0017000.PDF Page 1 _0017100.PDF Page 1 _0017200.PDF Page 1 _0017300.PDF Page 1 _0017400.PDF Page 1 _0017500.PDF Page 1 _0017600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13524.000166/2005-81
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO VOLUNTÁRIO – PRAZOS - PEREMPÇÃO.
O recurso voluntário deve ser interposto dentro do trintídio estabelecido no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. Não observado o preceito dele não se toma conhecimento.
Numero da decisão: 103-22.764
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO TOMAR CONHECIMENTO do recurso por perempto, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: Cândido Rodrigues Neuber
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200612
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO VOLUNTÁRIO – PRAZOS - PEREMPÇÃO. O recurso voluntário deve ser interposto dentro do trintídio estabelecido no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. Não observado o preceito dele não se toma conhecimento.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 13524.000166/2005-81
anomes_publicacao_s : 200612
conteudo_id_s : 4238660
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 01 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 103-22.764
nome_arquivo_s : 10322764_152855_13524000166200581_003.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Cândido Rodrigues Neuber
nome_arquivo_pdf_s : 13524000166200581_4238660.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO TOMAR CONHECIMENTO do recurso por perempto, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
id : 4706098
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:28:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272442576896
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-10T14:59:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-10T14:59:11Z; Last-Modified: 2009-07-10T14:59:11Z; dcterms:modified: 2009-07-10T14:59:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-10T14:59:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-10T14:59:11Z; meta:save-date: 2009-07-10T14:59:11Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-10T14:59:11Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-10T14:59:11Z; created: 2009-07-10T14:59:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-10T14:59:11Z; pdf:charsPerPage: 1337; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-10T14:59:11Z | Conteúdo => • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13524.000166/2005-81 Recurso n° :152.855 Matéria : IRPJ - Ex(s): 2000 Recorrente : CAIXA ESCOLAR DA ESCOLA MUNICIPAL NAVARRO DE BRITO Recorrida : a TURMA/DRJ — SALVADOR/BA Sessão de : 06 de dezembro de 2006 Acórdão n° : 103-22.764 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO VOLUNTÁRIO — PRAZOS - PEREMPÇÃO. O recurso voluntário deve ser interposto dentro do trintidio estabelecido no artigo 33 do Decreto n° 70.235/72. Não observado o preceito dele não se toma conhecimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CAIXA ESCOLAR DA ESCOLA MUNICIPAL NAVARRO DE BRITO. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO TOMAR CONHECIMENTO do recurso por perempto, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. -• -r I. 10 • RODR I • -EUBER RESIDENT ELATOR FORMALIZADO EM: 08 DEZ 2006 Participaram ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: ALOYSIO JOSÉ PERCINIO DA SILVA, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, ALEXANDRE BARBOSA JAGUARIBE, e PAULO JACINTO DO NASCIMENTO. Ausentes, por motivo justificado, os conselheiros Flávio Franco Corrêa, Antônio Carlos Guidoni Filho e Leonardo de Andrade Couto, em face dos distúrbios atinentes ao controle do espaço aéreo nacional. .9 4'. b......44 Ity n .V . MINISTÉRIO DA FAZENDA .‘: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';f52."! ,! 1 TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13524.000166/2005-81 Acórdão n° :103-22.764 Recurso n° :152.855 Recorrente : CAIXA ESCOLAR DA ESCOLA MUNICIPAL NAVARRO DE BRITO. RELATÓRIO Contra a contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 02, com exigência do crédito tributário no valor de R$ 414,35, referente à multa pelo atraso na entrega da declaração de informações DIRJ do exercício de 2000, ano- calendário 1999. Como enquadramento legal citou-se: art. 106, inciso II, letra "c", da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 88 da Lei n°8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 27 da Lei n° 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 70 da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2004 e IN SRF n° 166, de 23 de dezembro de 1999. Inconformada com a exigência tributária, o interessado apresenta impugnação, por meio da qual argumenta, em síntese, que é entidade cuja natureza jurídica é de Direito Privado, sem fins lucrativos, requerendo alteração da natureza jurídica constante de seu cadastro na Receita Federal de 309-6 para 309-3, o que tomaria desobrigado da multa por atraso na entrega da declaração. Decisão de primeira instância julgou procedente o lançamento tributário, ' fls. 11 a 13. Ciência da decisão em 25/01/2006, segundo "A. R." afixado às fls.16. Às fls.15 consta "Termo de Perempção", lavrado pela repartição de origem em 06/03/2006. lrresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário em 13/04/2006, fls. 17/18. Propugna pela procedência do seu recurso voluntário pedindo o cancelamento do débito fiscal, alegando, em síntese, falta de condições financeiras para quitá-lo. O •É o relatório. CRN — R152.855 — Caixa Escolar da Escola Municipal Navarro de Brito. 2 1 • MINISTÉRIO DA FAZENDA i'•(,1 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13524.000166/2005-81 Acórdão n° :103-22.764 VOTO Conselheiro CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, Relator Conforme "A. R: afixado às fls. 16, a recorrente tomou ciência da decisão • de primeira instância em 25/01/2006, iniciando-se a contagem do trintidio recursal em 26/01/2006, com termo final em 24/02/2006, entretanto, o recurso voluntário foi protocolizado na repartição de origem em 13/04/2006, fls.17, empós perimido o prazo legal de trinta dias para a sua interposição, previsto no artigo 33 do Decreto n° 70.235/72. Dessarte, voto no sentido de não tomar conhecimento do recurso, por perempto. Brasília — DF, em 06 de dezembro de 2006. CA a ODRIG BER CRN — R152.855— Caixa Escolar da Escola Municipal Navarrode Brito. 3 Page 1 _0065900.PDF Page 1 _0066000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13629.000125/97-55
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 14 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Tue Apr 14 00:00:00 UTC 1998
Ementa: ITR - CONTRIBUIÇÕES À CONTAG E À CNA - ENQUADRAMENTO SINDICAL - ATIVIDADE PREPONDERANTE - O que determina o enquadramento sindical da empresa que exerce diversas atividades é determinado por aquela que tem preponderância sobre as demais (art. 581, § 2 da CLT). A empresa industrial que produz celulose, ainda que exerça atividades na área agrícola, deve ser considerada industrial para fins de enquadramento sindical por ser esta sua atividade preponderante. Recurso provido.
Numero da decisão: 203-04096
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199804
ementa_s : ITR - CONTRIBUIÇÕES À CONTAG E À CNA - ENQUADRAMENTO SINDICAL - ATIVIDADE PREPONDERANTE - O que determina o enquadramento sindical da empresa que exerce diversas atividades é determinado por aquela que tem preponderância sobre as demais (art. 581, § 2 da CLT). A empresa industrial que produz celulose, ainda que exerça atividades na área agrícola, deve ser considerada industrial para fins de enquadramento sindical por ser esta sua atividade preponderante. Recurso provido.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 14 00:00:00 UTC 1998
numero_processo_s : 13629.000125/97-55
anomes_publicacao_s : 199804
conteudo_id_s : 4451008
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 203-04096
nome_arquivo_s : 20304096_105785_136290001259755_005.PDF
ano_publicacao_s : 1998
nome_relator_s : DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO
nome_arquivo_pdf_s : 136290001259755_4451008.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 14 00:00:00 UTC 1998
id : 4708254
ano_sessao_s : 1998
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:29:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272445722624
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-22T05:01:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-22T05:01:49Z; Last-Modified: 2010-01-22T05:01:49Z; dcterms:modified: 2010-01-22T05:01:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-22T05:01:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-22T05:01:49Z; meta:save-date: 2010-01-22T05:01:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-22T05:01:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-22T05:01:49Z; created: 2010-01-22T05:01:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-22T05:01:49Z; pdf:charsPerPage: 1360; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-22T05:01:49Z | Conteúdo => PUBLrADO NO O. O. U. 19 SS. Cr VCIS%kkalialçar C Rubrica , MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000125/97-55 Acórdão : 203-04.096 Sessão : 14 de abril de 1998 Recurso : 105.785 Recorrente : CELULOSE NIPO-BRASILEIRA S/A - CENIBRA Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG ITR - CONTRIBUIÇÕES À CONTAG E À CNA - ENQUADRAMENTO SINDICAL - ATIVIDADE PREPONDERANTE - O que determina o enquadramento sindical da empresa que exerce diversas atividades é determinado por aquela que tem preponderância sobre as demais (art. 581, § 22 da CLT). A empresa industrial que produz celulose, ainda que exerça atividades na área agrícola, deve ser considerada industrial para fins de equadramento sindical por ser esta sua atividade preponderante. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CELULOSE NIPO-BRASILEIRA S/A - CENIBRA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 14 de abril de 1998 Otacílio D: .;% ,rtaxo Presidente / Daniel Corrêa Homem de Carvalho Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva, Francisco Sérgio Nalini, Renato Scalco Isquierdo, Mauro Wasilewslci, Sebastião Borges Taquary e Henrique Pinheiro Torres (Suplente). /OVRS/GB/ 1 I 10 Cy, MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000125197-55 Acórdão : 203-04.096 Recurso : 105.785 Recorrente : CELULOSE NIPO-BRASILEIRA S/A - CEMBRA RELATÓRIO Trata o presente processo do Lançamento do ITR/95 de fls. 03, impugnado pela empresa interessada acima identificada, que se opõe ao pagamento das Contribuições à CNA, à CONTAG e ao SENAR. Argumenta que sua atividade é industrial (fabricação de celulose), e que contribui aos sindicatos patronais relativos à atividade industrial, e seus empregados são industriários. A autoridade julgadora de primeira instância julgou o lançamento procedente, tendo a decisão a seguinte ementa: "IMPOSTO TERRITORIAL RURAL CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS — COBRANÇA O plantio de eucaliptos para fins comerciais caracteriza atividade de natureza agrícola, sujeitando a contribuinte ao recolhimento das contribuições CNA e CONTAG. A incorporação da matéria-prima assim obtida ao processo produtivo para obtenção de celulose inicia o ciclo de industrialização, sendo estranha ao mesmo a fase de obtenção de insumo, que permanece como atividade de natureza primária. Lançamento procedente." Inconformada com a decisão monocrática, a interessada interpôs recurso voluntário dirigido a este Colegiado, reiterando os seus argumentos já expendidos na instância a quo. A Procuradoria da Fazenda Nacional, em contra-razões, pede a manutenção da decisão recorrida, que, em sua opinião, decidiu corretamente ao manter o lançamento. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000125/97-55 Acórdão : 203-04.096 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO O recurso é tempestivo, devendo ser conhecido. A questão central do presente processo está em estabelecer a correta aplicação do parágrafo 22, do art. 581, da Consolidação da Leis do Trabalho - CLT, que fixou o conceito de atividade preponderante ao disciplinar o recolhimento da contribuição sindical por parte das empresas em favor do sindicatos representativos das respectivas categorias econômicas, in verbis: "Art. 581. Para os fins do item III do artigo anterior, as empresas atribuirão parte do respectivo capital às suas sucursais, filiais ou agências, desde que localizadas fora da base da atividade económica do estabelecimento principal na proporção das correspondentes operações econômicas, fazendo a devida comunicação às Delegacias Regionais do Trabalho, conforme a localidade da sede da empresa, sucursais, filiais ou agências. § 19-. Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendo-se em relação às correspondentes sucursais, agências ou filiais, na forma do presente artigo. § 2. Entende-se por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades convidam, exclusivamente, em regime de conexão funcional." Da leitura atilada do citado texto legal, se verifica que foram fixados 3 (três) critérios classificatórios para o enquadramento sindical das empresas ou empregadores: a) critério por atividade única; b) critério por atividades múltiplas; e c) critério por atividade preponderante. Os dois primeiros critérios contidos no caput e § 1 2, do art. 581, não oferecem dificuldades. Em contrapartida, o terceiro critério - por atividade preponderante - inserto no § 3 U 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .r.Cts Processo : 13629.000125/97-55 Acórdão : 203-04.096 tem sido objeto de controvérsia no que se refere ao seu entendimento e correta aplicação aos casos concretos. No presente caso, a recorrente se dedica à produção de celulose e utiliza como insumo madeira extraída das plantações de eucaliptos que cultiva em suas diversas fazendas. Portanto, desenvolve atividades agrícolas típicas do setor primário da economia. Entretanto, o processo de produção da celulose é essencialmente industrial, na modalidade transformação, e tem como características principais: o uso de tecnologia mais elaborada, emprego intensivo de capital e um produto com maior valor agregado. Dentro desta perspectiva econômica, não há dúvidas que a atividade industrial prepondera sobre a atividade agrícola. O critério da atividade preponderante foi definido a partir de conceitos econômicos de unidade de produto, de operação ou objetivo final, em regime de conexão funcional, direcionando todas as demais atividades desenvolvidas pela unidade empresarial. Neste caso, a atividade agrícola é distinta, porém subordinada à demanda industrial de matéria-prima no processo de verticalização industrial adotado por determinadas empresas como modelo estratégico-económico. Nesse sentido, formou-se, no âmbito deste Colegiado, respeitável base jurisprudencial no sentido de aplicar o critério da atividade preponderante a diversos setores industriais, como por exemplo, ao setor suco-alcooleiro, cuja característica principal é o desenvolvimento de intensa atividade agrícola fornecedora de insumo para a produção de açúcar ou álcool cujo processo de fabricação é indiscutivelmente industrial, por natureza Revela-se, por conseqüência, a preponderância da atividade-fim de produção industrial sobre a atividade-meio de cultivo de cana-de-açúcar. Os Acórdãos de e 202-07.274, 202-07.306 e 202-08.706, de lavratura dos ilustres Conselheiros Osvaldo Tancredo de Oliveira, Antônio Carlos Bueno Ribeiro e Otto Cristiano de Oliveira Glasner, firmaram, dentre outros, o entendimento jurisprudencial acima comentado. Aliás, a instância judicial tem confirmado o critério da atividade preponderante para efeito de enquadramento sindical dos empregados de empresas que desenvolvam atividades primárias e secundárias, nas respectivas categorias econômicas, na forma abaixo: "ENQUADRAMENTO SINDICAL - RURAL / URBANO - A categoria profissional deve ser fixada, tendo em vista a atividade preponderante da empresa, ou seja, em sendo a empresa vinculada a indústria extrativa vegetal, os empregados que ali trabalham são industriários." (Acórdão 17. 5.074 do Tribunal Superior do Trabalho, de 20.04.95, Ministro Galba Velloso) 4 ;: MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000125/97-55 Acórdão : 203-04.096 S=114,4 196 - Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria do empregador (D.J. de 21/11/63, p. 1.193 - Supremo Tribunal Federal) Em decorrência, a recorrente está excluída do campo de incidência da Contribuição à CNA por força do § r, do art. 581 da CLT que elegeu o critério da atividade preponderante em regra classificatória para o fim específico de enquadramento sindical. Por outro lado, entendimento igual é extensivo à Contribuição à CONTAG por tratamento analógico. Não se verifica no lançamento qualquer exigência de Contribuição ao SENAR, razão pela qual fica prejudicada a apreciação dessa matéria no presente recurso. Por todos os motivos expostos, voto no sentido de dar provimento ao recurso para excluir do lançamento as Contribuições à CNA e à CONTAG. Sala das Sessões, em 14 de abril de 1998 L%. DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO 5
score : 1.0
Numero do processo: 13603.000473/96-01
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IRPJ - DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA EXERCÍCIO DE 1994 - ENTREGA FORA DO PRAZO - MULTA - Descabida a imposição da multa prevista no art. 984 do RIR/94, aprovado pelo Decreto nº 1.041, de 11/01/94, pela falta de apresentação de declaração de rendimentos. Somente a lei pode dispor sobre penalidades. Assim, o dispositivo regulamentar, alínea "a" do inciso II, do art. 999 RIR/94, como é o caso, não poderia dispor sobre nova hipótese de penalidade.
Recurso provido.
Numero da decisão: 104-15681
Decisão: DAR PROVIMENTO POR UNANIMIDADE
Nome do relator: Nelson Mallmann
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199712
ementa_s : IRPJ - DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA EXERCÍCIO DE 1994 - ENTREGA FORA DO PRAZO - MULTA - Descabida a imposição da multa prevista no art. 984 do RIR/94, aprovado pelo Decreto nº 1.041, de 11/01/94, pela falta de apresentação de declaração de rendimentos. Somente a lei pode dispor sobre penalidades. Assim, o dispositivo regulamentar, alínea "a" do inciso II, do art. 999 RIR/94, como é o caso, não poderia dispor sobre nova hipótese de penalidade. Recurso provido.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 10 00:00:00 UTC 1997
numero_processo_s : 13603.000473/96-01
anomes_publicacao_s : 199712
conteudo_id_s : 4159723
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 104-15681
nome_arquivo_s : 10415681_113351_136030004739601_013.PDF
ano_publicacao_s : 1997
nome_relator_s : Nelson Mallmann
nome_arquivo_pdf_s : 136030004739601_4159723.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : DAR PROVIMENTO POR UNANIMIDADE
dt_sessao_tdt : Wed Dec 10 00:00:00 UTC 1997
id : 4706892
ano_sessao_s : 1997
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:28:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272453062656
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-17T18:11:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-17T18:11:01Z; Last-Modified: 2009-08-17T18:11:02Z; dcterms:modified: 2009-08-17T18:11:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-17T18:11:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-17T18:11:02Z; meta:save-date: 2009-08-17T18:11:02Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-17T18:11:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-17T18:11:01Z; created: 2009-08-17T18:11:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2009-08-17T18:11:01Z; pdf:charsPerPage: 1153; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-17T18:11:01Z | Conteúdo => -••?-"f ri. MINISTÉRIO DA FAZENDA lofir.;:k,. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Recurso n°. : 113.351 Matéria : IRPJ - Ex: 1994 Recorrente : JUSTINO TEIXEIRA DA SILVA - ME Recorrida : DRJ em BELO HORIZONTE - MG Sessão de : 10 de dezembro de 1997 Acórdão n°. : 104-15.681 IRPJ - DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA EXERCÍCIO DE 1994 - ENTREGA FORA DO PRAZO - MULTA - Descabida a imposição da multa prevista no art. 984 do RIR194, aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 11/01/94, pela falta de apresentação de declaração de rendimentos. Somente a lei pode dispor sobre penalidades. Assim, o dispositivo regulamentar, alínea "a" do inciso II, do art. 999 RIR194, como é o caso, não poderia dispor sobre nova hipótese de penalidade. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JUSTINO TEIXEIRA DA SILVA - ME. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. er=tik LEILA RIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE t ?<ff RELAT FORMALIZADO EM. O 9 JAN 19911 MINISTÉRIO DA FAZENDA s94,-;Ir PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, ELIZABETO CARREIRO VARÃO, LUIZ CARLOS DE LIMA FRANCA e REMIS ALMEIDA ESTOL. 2 , r4c: - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 Recurso n°. : 113.351 Recorrente : JUSTINO TEIXEIRA DA SILVA - ME RELATÓRIO JUSTINO TEIXEIRA DA SILVA - ME, contribuinte inscrito no CGC/MF 18.592.501/0001-70, com sede no município de Contagem, Estado de Minas Gerais, á Rua Refinaria Duque de Caxias, n° 770, Bairro Petrolândia, jurisdicionado à DRF em Contagem - MG, inconformado com a decisão de primeiro grau de fls. 12/14, prolatada pela DRJ em Belo Horizonte - MG, recorre a este Conselho pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 17/18. Contra a empresa acima mencionada foi lavrado, em 26/02/96, o Auto de Infração de fls. 01, com ciência em 11/04/96, exigindo-se o recolhimento do crédito tributário no valor total de 97,50 UFIR (referencial de indexação de tributos e contribuições de competência da União - padrão monetário fiscal da época do lançamento do crédito tributário), a título de multa pecuniária. O lançamento decorre da aplicação da multa prevista no artigos 856 e 999, inciso II, alínea "a", combinado com o artigo 984 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 1.041/94., em virtude da interessada ter apresentado sua Declaração de Rendimentos, do exercício de 1994, ano-calendário de 1993, fora do prazo fixado pela legislação de regência. 3 t4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CAMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 Em sua peça impugnatória de fls. 07, apresentada tempestivamente, em 19/04/96, a suplicante, após historiar os fatos registrados no Auto de Infração, se indispõe contra a exigência fiscal, requerendo que a mesma seja julgada insubsistente, com base nas seguintes argumentações: - que o contribuinte recebeu o termo de Intimação n° 220/95, por não apresentar a multa pelo atraso na entrega da declaração de rendimentos pessoa jurídica, microempresa referente ao exercício de 1994 ano-base de 1993, mas apresentou sua declaração em 18/07/94 juntamente com a denúncia espontânea requerendo perdão da referida multa, baseado no artigo 138 da Lei n° 5.172/66; - que entende não estar sujeita a tal penalidade em função dos acórdãos n°s 101-79.964; 101-79.979 e 101-80.172 deste mesmo conselho de contribuintes. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pela impugnante, a autoridade singular conclui pela procedência da ação fiscal e pela manutenção integral do crédito tributário apurado, com base nos seguintes argumentos: - que de acordo com o art. 856 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 1.041/94, cuja matriz legal são os artigos 4°, 18, III, e 52 da Lei n° 8.541/92, as pessoas jurídicas, inclusive as microempresas, deverão apresentar, em cada , ano-calendário, até o último dia útil do mês de abril, declaração de rendimentos, demonstrando os resultados auferidos nos meses de janeiro a dezembro do ano anterior; 4 esià.Á MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 - que no exercício de 1994, a declaração de que trata o artigo deveria ser entregue, pelas microempresas e pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, até o dia 31 de maio de 1994; - que por sua vez o artigo 999, II, "a", do Regulamento retromencionado estabelece que será aplicada a multa prevista no art. 984, nos casos de falta de apresentação de declaração de rendimentos ou de sua apresentação fora do prazo fixado, quando esta não apresentar imposto devido; - que conforme disposto no art. 984 acima citado estão sujeitas à multa de 97,50 a 292,64 UFIR todas as infrações ao referido Regulamento sem penalidade específica; - que cabe esclarecer que enquanto as multas moratórias se caracterizam pelo simples retardamento do pagamento ou cumprimento de obrigação acessória, as multas penais decorrem de infração a dispositivo legal, detectada pela administração, em exercício de regular ação fiscalizadora. A denúncia espontânea da infração impede a aplicação é deste tipo de penalidade, desde que, se for o caso, acompanhada do pagamento do tributo devido, da respectiva correção monetária e acréscimos legais pertinentes. A ementa da referida decisão, que resumidamente consubstancia os fundamentos da ação fiscal é a seguinte: IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS - PESSOA JURÍDICA MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - A declaração de rendimentos IRPJ, tem sua apresentação anual obrigatória, nos termos e prazos estabelecidos pela administração do imposto, sujeitando o infrator à sanção prevista no artigo 984 do RIR194, em não se apurando imposto devido. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE? est ',44 reti"' • MINISTÉRIO DA FAZENDANarz;:". PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 13/07/96, conforme Termo constante das fls. 15/16 e, com ela não se conformando, a recorrente interpôs, em tempo hábil, o recurso voluntário de fls. 17/18, no qual demonstra total irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, em síntese, nos mesmos argumentos apresentados na fase impugnatória. Em 02/10/96, o Procurador da Fazenda Nacional Dr. Sérgio Marques de Almeida Rolff, representante legal da Fazenda Nacional credenciado junto a Delegacia de Julgamento da Receita Federal em Belo Horizonte - MG, apresenta as Contra-Razões ao Recurso Voluntário, que, em síntese, são as seguintes: - que relativamente à tipicidade, a obrigatoriedade da apresentação anual de rendimentos nos prazos fixados, inclusive para as microempresas, decorre da Lei n° 8.541/92; - que por seu turno, a falta de apresentação da declaração, ou sua apresentação fora do prazo sujeita o contribuinte à aplicação de multa, variável pela existência ou não de débito, sem embargo de que o artigo 87 da Lei n° 8.981/95 toma aplicável às microempresas as mesmas penalidades previstas para as demais pessoas jurídicas e que as normas legais fixam, expressamente, os valores das penalidades aplicáveis a cada caso, inclusive quando da declaração não resulte tributo devido; - que quanto à aplicação do artigo 138 do CTN, ou seja, da existência de hipótese da chamada denúncia espontânea, essa inocorre e é incabível; - que conforme textual disposição, o referido dispositivo afasta as penalidades pela denúncia espontânea da infração, desde que, se for o caso, seja 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 acompanhada do pagamento integral do tributo devido, com juros e correção monetária - que nada acresce e apenas recompõe o valor da moeda - antes do início de qualquer procedimento administrativo ou medida fiscalizadora relativa à infração denunciada, ou seja, afasta as penalidades e seus eventuais agravamentos que seriam ou poderiam ser aplicadas ao denunciante em decorrência de uma ação fiscal e diretamente relacionadas com a obrigação fiscal; - que de outra forma será dar tratamento injustificadamente beneficiado ao contribuinte faltoso, com apologia do procedimento de contumaz descumprimento dos prazos e obrigações fiscais, permitindo que fique ao arbítrio do contribuinte o se, Quando e de Que forma pagar seus tributos e/ou prestar as informações já devidas por lei ao Poder Público sobre seus bens, atos e negócios, o que, por si só já figura ilegalidade e lesividade claras à Ordem e à Economia Pública, sem embargo de tornar letra morta o princípio de direito, de ordem pública, que determina que toda obrigação deverá ter um tempo para o seu pagamento, sob pena de, à sua falta, a exigibilidade do cumprimento ser imediata, princípio representado em matéria fiscal pelo artigo 160 do CTN, o qual determina que a lei fixará os prazos para as obrigações fiscais, sem o que ele será de 30 dias, findos os quais, serão devidos todos os acrescidos e penalidades legalmente previstas (CTN art. 161); - que assim, a imposição da multa em comento é conseqüência da correta aplicação da norma legal vigente, a qual aliás, é claríssima, desde longa data, em fixar que a multa por falta ou apresentação da declaração a destempo é devida ainda que o tributo tenha sido integralmente pago, pouco importando, no caso, se o pagamento se efetuou de forma espontânea ou forçada - onde o legislador não distingue, não é lícito ao intérprete fazê-lo; - que não bastasse isso, não se pode olvidar que a penalidade relativa às obrigações acessórias, tão somente pelo descumprimento, deixa de ser mera penalidade para ter a mesmíssima tipificação jurídica de obrigação principal atribuída ao tributo relativo à 7 24 ,i.,-ivr MINISTÉRIO DA FAZENDA4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 denuncia, obrigação principal essa cujo cumprimento, conforme ressai do artigo 138 do CTN, não fica dispensado. É o Relatório. 8 41.1..: itt r.• MINISTÉRIO DA FAZENDA =1--;, a, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ".e.cr QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 VOTO Conselheiro NELSON MALLMANN, Relator O recurso é tempestivo e preenche as demais formalidades legais, dele tomo conhecimento. Não há argüição de qualquer preliminar. Como se vê do relatório, cinge-se a discussão do presente litígio em tomo da aplicabilidade de multa prevista no artigo 984 do RIR/94, quando o contribuinte entrega a declaração de rendimento do exercício de 1994, ano-calendário de 1993, em atraso. Inicialmente, é de se esclarecer que todas as pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no País registradas ou não, inclusive as firmas e empresas individuais a elas equiparadas e as filiais, sucursais ou representações, no País, das pessoas jurídicas com sede no exterior, estejam ou não sujeitas ao pagamento do imposto de renda estão obrigadas a apresentar declaração de rendimentos como pessoa jurídica. Incluem-se nessa obrigação as sociedades em conta de participação, bem como as microempresas de que trata a Lei n° 7.256/84. Quanto ao argumento da recorrente em eximir-se da multa aplicável em face do disposto no artigo 138 do Código Tributário Nacional, entendo não merecer guarida. O que ali se cogita é a dispensa da multa punitiva, no caso de denúncia espontânea, em 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4;;:71Sti?' QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 relação a obrigação tributária principal, ligada diretamente ao imposto. Este, entretanto, não é o caso dos autos, visto que a multa lhe é exigida em decorrência do descumprimento de obrigação acessória. Assim, a pretensa denúncia espontânea da infração, para se eximir do gravame da multa, com o suposto amparo do art. 138 da Lei n° 5.172166, não se verifica no caso dos autos, porque a suposta denúncia não tem o condão de evitar ou reparar o prejuízo causado com a inadimplência no cumprimento da obrigação tributária acessória, pois o atraso na entrega da declaração de rendimentos se torna ostensivo com o decurso do prazo legal fixado para a sua entrega tempestiva, não havendo, no caso, fato desconhecido da autoridade tributária que se pudesse amparar pelo instituto da denúncia espontânea. O ato ilícito (contrário à lei) é sancionável de várias formas. O ilícito penal, por exemplo, é punível com restrição à liberdade do agente criminoso (reclusão, detenção, prisão simples) ou com pena pecuniária (multa). A sanção penal expressa em multa, não é tributo. Igualmente, não constituem tributos as sanções administrativas e civis, quando o particular é condenado a entregar dinheiro ao Estado. A palavra ilícito empregada pela lei significa, como nos ensina o mestre Aurélio, proibido pela lei, ilegítimo, contrário à moral ou ao direito. No caso em julgamento a suplicante ao deixar de apresentar a sua declaração de rendimentos no prazo fixado pelas normas reguladoras cometeu uma ilicitude, ou ilegalidade. A penalidade aplicada não tem característica de tributo como define a legislação e nem foi aplicada com base em qualquer contraprestação contida dentro de seu conceito, logo todas as alegações e julgados apresentados, por se referirem a tributos ou multas aplicadas sobre eles, ficam sem efeito. lo MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ':;'-•=144,,I.::)" QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 Todavia o dever do ofício nos arrasta, no sentido de que se restabeleça a justiça fiscal quanto a legalidade da multa aplicada nos autos. Inicialmente, é de se esclarecer que este Conselho de Contribuintes firmou o entendimento de que as microempresas não estavam sujeitas à multa pela entrega intempestiva da declaração de rendimentos, ou, ainda, pela falta em sua apresentação, uma vez que, por expressa disposição legal, estava desobrigada do cumprimento de obrigações acessórias, sendo a entrega da declaração de rendimentos uma delas. Assim, entendeu este Conselho não ser aplicável qualquer multa pela falta da entrega de declaração ou a sua entrega intempestiva. Entretanto, por força do artigo 52 da Lei n° 8.541/92, as microempresas tomaram-se obrigadas à apresentação da declaração de rendimentos. A partir de 1° de janeiro de 1995, a Lei n°8.981, através de seus artigos 87 e 88, instituiu, in verbis: "Art. 87 - Aplicar-se-ão às microempresas, as mesmas penalidades previstas na legislação do imposto de renda para as demais pessoas jurídicas. Art. 88 - A falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado, sujeitará a pessoa física ou jurídica: I - à multa de mora de um por cento ao mês ou fração sobre o imposto de renda devido, ainda que integralmente pago: II - à multa de duzentas UFIR a oito mil UFIR, no caso de declaração de que não resulte imposto devido? Vê-se nos autos que o enquadramento legal do lançamento para a exigência da multa de 97,50 UFIR é o artigo 999, inciso II, alínea 'a" do RIR/94, que dispõe que nos 11 4.14. a:4 • r.5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cia-4ÍZ ). QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 casos de apresentação da declaração de rendimentos fora do prazo é de se aplicar a multa prevista no artigo 984 desse mesmo Regulamento. Dispõe o artigo 984 do RIR/94, que tem como fulcro legal o artigo 22 do Decreto-lei n° 401/68 e o artigo 3°, inciso I da Lei n° 8.383/91, in verbis: "Art. 984 - Estão sujeitas à multa de 97,50 a 292,64 UFIR todas as infrações a este Regulamento sem penalidade específica." Diante das transcrições acima, pode-se chegar às seguintes conclusões: - que a multa prevista no artigo 984 do RIR/94 só pode ser aplicável quando não houver penalidade específica para a infração detectada pelo fisco; - que somente a partir de 1° de janeiro de 1995, é que as microempresas estariam sujeitas as mesmas penalidades previstas para as demais pessoas jurídicas; - que no caso de falta ou entrega intempestiva de declaração, por força legal, a penalidade aplicável é aquela estabelecida na alínea "a" do inciso I do artigo 999 do RIR/94 - "de um por cento ao mês ou fração sobre o valor do imposto devido, nos casos de apresentação da declaração de rendimentos ou de sua apresentação fora do prazo fixado, ainda que o imposto tenha sido integralmente pago."; - que se o dispositivo legal, anteriormente citado, prevê a aplicação de multa específica para a entrega intempestiva da declaração de rendimentos, essa é a multa a ser aplicável; 12 e ;4:44 MINISTÉRIO DA FAZENDA çt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13603.000473/96-01 Acórdão n°. : 104-15.681 - que se no caso de microempresas não há imposto devido na declaração, é óbvio que não há base de cálculo para a multa. Logo, é de se perceber que a multa não há de ser exigida; - que somente a lei pode dispor sobre penalidades. Assim, entendo que um dispositivo regulamentar, como é o caso da alínea "a", do inciso II, do artigo 999 do RIR/94, não poderia dispor sobre nova hipótese de penalidade. Finalmente, para corroborar o entendimento expendido no presente voto, baixou-se dispositivo legal dispondo sobre aplicação de multa ou entrega intempestiva de declaração de rendimentos, especificamente nos casos de não se apurar imposto devido nessas declarações, provando, pois, a fragilidade da disposição regulamentar. Diante do exposto, e por ser de justiça, entendo não ser aplicável ao caso a multa exigida no lançamento, razão pela qual voto no sentido de dar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 10 de dezembro de 1997 NIEL N2fritfr7 13 Page 1 _0023900.PDF Page 1 _0024000.PDF Page 1 _0024100.PDF Page 1 _0024200.PDF Page 1 _0024300.PDF Page 1 _0024400.PDF Page 1 _0024500.PDF Page 1 _0024600.PDF Page 1 _0024700.PDF Page 1 _0024800.PDF Page 1 _0024900.PDF Page 1 _0025000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13603.000542/97-03
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 31/03/1989 a 31/01/1994
RECURSO. ADMISSIBILIDADE. PERDA DE OBJETO.
Tendo sido reconhecido pela própria autoridade administrativa que não existe crédito tributário a ser cobrado, cancela-se o lançamento.
Recurso provido.
Numero da decisão: 202-19477
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, per unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Nome do relator: Antonio Carlos Atulim
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200811
ementa_s : Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 31/03/1989 a 31/01/1994 RECURSO. ADMISSIBILIDADE. PERDA DE OBJETO. Tendo sido reconhecido pela própria autoridade administrativa que não existe crédito tributário a ser cobrado, cancela-se o lançamento. Recurso provido.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 13603.000542/97-03
anomes_publicacao_s : 200811
conteudo_id_s : 4118339
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-19477
nome_arquivo_s : 20219477_124713_136030005429703_002.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Antonio Carlos Atulim
nome_arquivo_pdf_s : 136030005429703_4118339.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, per unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2008
id : 4706907
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:29:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272456208384
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-04T22:28:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-04T22:28:08Z; Last-Modified: 2009-08-04T22:28:08Z; dcterms:modified: 2009-08-04T22:28:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-04T22:28:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-04T22:28:08Z; meta:save-date: 2009-08-04T22:28:08Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-04T22:28:08Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-04T22:28:08Z; created: 2009-08-04T22:28:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2009-08-04T22:28:08Z; pdf:charsPerPage: 1360; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-04T22:28:08Z | Conteúdo => CCO2/CO2 Fls. 453 _L3.044 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , -'sgai'9L1r10.. SEGUNDA CÂMARA Processo n° 13603.000542/97-03 r4F - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUil niiES Recurso no 124.713 Voluntário CONFERE COM O ORtGiNAL Matéria PIS Brasnia, (0) I 1 3- ivana Cláudia Silva Castro Acórdão n" 202-19.477 Mut. Sia e 92136 Sessão de 06 de novembro de 2008 Recorrente J. A. CARDOSO S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida DRJ em Belo Horizonte - MG ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 31/03/1989 a 31/01/1994 RECURSO. ADMISSIBILIDADE. PERDA DE OBJETO. Tendo sido reconhecido pela própria autoridade administrativa que não existe crédito tributário a ser cobrado, cancela-se o lançamento. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM,- os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, per unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. ANTONIO CARLOS AT IM Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nadja Rodrigues Romero, Antonio Zomer, Antônio Lisboa Cardoso, Carlos Alberto Donassolo (Suplente), Domingos de Sá Filho e Maria Teresa Martínez López. Ausente o Conselheiro Gustavo Kelly Alencar. Relatório Trata-se de continuação do julgamento iniciado em 10/08/2005, quando, por meio da Resolução n2 202-00.838, os autos foram baixados em diligência a fim de que a , Mi' - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIEWINr4 \ Processo n° 13603.000542/97-03 CONFERE COM O ORiGiNAL CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.477 Brasília, t17 i ‘ 1 1 (Y( Fls. 454 Nana Cláudia Silva Castro s.., Mut. Se 92136 autoridade administrativa fizesse o recálculo do auto de infração levando-se em conta o critério da semestralidade da base de cálculo do PIS. Os autos retornaram com o Termo de Diligência Fiscal de fls. 449/451 dando conta de que: " (.) Após estas considerações, em atendimento à determinação constante de fls. 442, informamos que: as aliquotas utilizadas para a apuração do quantum devido são aquelas que restaram válidas - 0,35% e 0,75% - haja vista que tratou o presente lançamento de questionamento vencedor levantado em Mandado de Segurança de autoria da autuada que pugnava pela orientação que, por fim, prevaleceu nas cortes judiciárias do país; também o faturamento mensal, valor tributável apurado nos livros de Apuração do ICMS, coincide com o apurado pela autuada. Como corolário destas observações, temos que, havendo recolhimentos, via pagamentos e depósitos judiciais, suficientes à quitação de todo o crédito tributário apurado e lançado, não resta crédito tributário a ser cobrado nos períodos abarcados pelo presente processo administrativo (.)"• É o Relatório. Voto Conselheiro ANTONIO CARLOS ATULIM, Relator Conforme se pode verificar, a própria autoridade administrativa reconheceu que não existe crédito tributário a ser cobrado a titulo de PIS em relação aos períodos de apuração abarcados pelo auto de infração. Desse mod ;voto no sentido de dar provimento ao recurso. I Sala das essões, em 06 de novembro de 2008. ANT(i • ((,1 I . / AVA‘6(f/I'M' . I 1 2 I Page 1 _0049300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13629.000214/97-83
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
Ementa: ITR - CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - CNA/CONTAG - Ficam subtraídos dos respectivos campos de incidência a empresa comercial ou industrial proprietária de imóvel rural e seus empregados, cuja atividade agrícola ali desenvolvida convirja, exclusivamente, em regime de conexão funcional para a realização da atividade comercial ou industrial (preponderante). Recurso provido.
Numero da decisão: 202-09885
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: Oswaldo Tancredo de Oliveira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199802
ementa_s : ITR - CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - CNA/CONTAG - Ficam subtraídos dos respectivos campos de incidência a empresa comercial ou industrial proprietária de imóvel rural e seus empregados, cuja atividade agrícola ali desenvolvida convirja, exclusivamente, em regime de conexão funcional para a realização da atividade comercial ou industrial (preponderante). Recurso provido.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
numero_processo_s : 13629.000214/97-83
anomes_publicacao_s : 199802
conteudo_id_s : 4461609
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-09885
nome_arquivo_s : 20209885_105203_136290002149783_004.PDF
ano_publicacao_s : 1998
nome_relator_s : Oswaldo Tancredo de Oliveira
nome_arquivo_pdf_s : 136290002149783_4461609.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
id : 4708315
ano_sessao_s : 1998
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:29:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272462499840
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T23:43:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T23:43:33Z; Last-Modified: 2010-01-29T23:43:33Z; dcterms:modified: 2010-01-29T23:43:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T23:43:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T23:43:33Z; meta:save-date: 2010-01-29T23:43:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T23:43:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T23:43:33Z; created: 2010-01-29T23:43:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-29T23:43:33Z; pdf:charsPerPage: 1279; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T23:43:33Z | Conteúdo => 0e02q Q/ 19 39 C SfaUsArkiAlec MINISTÉRIO DA FAZENDA Rubrica SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000214/97-83 Acórdão : 202-09.885 Sessão 18 de fevereiro de 1998 Recurso : 105.203 Recorrente : CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG ITR - CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - CNA/CONTAG - Ficam subtraídos dos respectivos campos de incidência a empresa comercial ou industrial proprietária de imóvel rural e seus empregados, cuja atividade agrícola ali desenvolvida convirja, exclusivamente, em regime de conexão funcional para a realização da atividade comercial ou industrial (preponderante). Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CEMBRA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Antonio Sinhiti Myasava. Sala das Sess -es(m 18 de fevereiro de 1998 Mi Marcos/ inícius Neder de Lima Preside Oswaldo Tancredo de Oliveira/--- Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Tarásio Campelo Borges, José de Almeida Coelho, José Cabral Garofano, Helvio Escovedo Barcellos e João Beijas (Suplente). cgU 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000214/97-83 Acórdão : 202-09.885 Recurso : 105.203 Recorrente : CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA RELATÓRIO A Recorrente, pela Petição de fls. 02 e documentos que anexou, impugnou o lançamento do ITR/96 no tocante às Contribuições à CNA e à CONTAG, relativamente ao imóvel inscrito na SRF sob o n° 0672000.5, alegando que é indústria de celulose enquadrada no 11' grupo do quadro anexo ao art. 577/CLT, conseqüentemente, acha-se filiada ao sindicato patronal industrial respectivo, e seus empregados industriários aos correspondentes sindicatos. A Autoridade Singular julgou procedente a exigência do crédito tributário em foco, mediante a Decisão de fls. 07/09, assim ementada: "IMPOSTO TERRITORIAL RURAL CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - COBRANÇA O plantio de eucaliptos para fins comerciais caracteriza atividade de natureza agrícola, sujeitando a contribuinte ao recolhimento das contribuições CNA e CONTAG. A incorporação da matéria-prima assim obtida ao processo produtivo para obtenção de celulose inicia o ciclo de industrialização, sendo estranha ao mesmo a fase de obtenção do insumo, que permanece como atividade de natureza primária. Lançamento procedente". Tempestivamente, a Recorrente interpôs o Recurso de fls. 10/11, onde, em suma, reedita os argumentos de sua impugnação. É o relatório. n / 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000214/97-83 Acórdão : 202-09.885 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OSWALDO TANCREDO DE OLIVEIRA Conforme relatado, a Recorrente se insurge contra a cobrança das Contribuições à CNA e à CONTAG, relativamente ao imóvel rural em foco de sua propriedade, sob o argumento de que, dada a sua condição de indústria de celulose, ela encontra-se filiada ao sindicato patronal respectivo e seus empregados industriários aos correspondentes sindicatos. Em que pese a prevalência das disposições do Decreto-Lei if 1.166/71, que trata especificamente "sobre enquadramento e contribuição sindical rural", naquilo que diferir do estabelecido para as contribuições sindicais em geral no Capitulo III da CLT, entendo com razão a Recorrente. Isto porque aquele ato legal não cuidou da hipótese em que a empresa realiza diversas atividades econômicas, circunstância esta disciplinada pelos §§ 1" e 2' do art. 581 da CLT, a saber: "Art. 581. § l' Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendo-se, em relação às correspondentes sucursais, agências ou filiais, na forma do presente artigo. § 2' Entende-se por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades convirjam, exclusivamente, em regime de conexão funcional." Contrário senso, a inteligência do § lsupra transcrito não deixa dúvidas de que, havendo uma atividade econômica preponderante, a contribuição sindical será devida única e exclusivamente à entidade sindical representativa da categoria econômica preponderante. E, em sendo pacifico que, à luz do conceito inscrito no também supra transcrito § 2, a atividade-fim de produção de celulose prepondera sobre as atividade-meio de obtenção da matéria-prima (cultivo de florestas e extração de madeira), procede a aplicação ao caso em exame dos referidos dispositivos legais. J'i 3 .. MINISTÉRIO DA FAZENDA `554A SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000214/97-83 Acórdão : 202-09.885 Conseqüentemente, a Recorrente fica subtraída do campo de incidência da Contribuição para a CNA. Igualmente os seus empregados no que concerne à Contribuição para a CONTAG, em razão da transposição do "princípio da preponderância" para as categorias profissionais, o que é corroborado pelo teor da Súmula n'' 196 do Supremo Tribunal Federal: "Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria do empregador." São essas as razões que me levam a dar provimento ao recurso. SalSal das Sessões, em 18 de fevereiro de 1998 ALDO TANCREDO D 0I14. 4
score : 1.0
Numero do processo: 13629.000347/97-87
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
Ementa: ITR - CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - CNA/CONTAG - Ficam subtraídos dos respectivos campos de incidência a empresa comercial ou industrial proprietária de imóvel rural e seus empregados, cuja atividade agrícola ali desenvolvida convirja, exclusivamente, em regime de conexão funcional para a realização da atividade comercial ou industrial (preponderante). Recurso provido.
Numero da decisão: 202-09917
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso
Nome do relator: JOSÉ DE ALMEIDA COELHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199802
ementa_s : ITR - CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - CNA/CONTAG - Ficam subtraídos dos respectivos campos de incidência a empresa comercial ou industrial proprietária de imóvel rural e seus empregados, cuja atividade agrícola ali desenvolvida convirja, exclusivamente, em regime de conexão funcional para a realização da atividade comercial ou industrial (preponderante). Recurso provido.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
numero_processo_s : 13629.000347/97-87
anomes_publicacao_s : 199802
conteudo_id_s : 4441378
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-09917
nome_arquivo_s : 20209917_105221_136290003479787_004.PDF
ano_publicacao_s : 1998
nome_relator_s : JOSÉ DE ALMEIDA COELHO
nome_arquivo_pdf_s : 136290003479787_4441378.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso
dt_sessao_tdt : Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
id : 4708472
ano_sessao_s : 1998
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:29:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272466694144
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-12T12:34:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-12T12:34:32Z; Last-Modified: 2010-01-12T12:34:32Z; dcterms:modified: 2010-01-12T12:34:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-12T12:34:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-12T12:34:32Z; meta:save-date: 2010-01-12T12:34:32Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-12T12:34:32Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-12T12:34:32Z; created: 2010-01-12T12:34:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-12T12:34:32Z; pdf:charsPerPage: 1265; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-12T12:34:32Z | Conteúdo => ' s 2.9- PUBLICADO NO D. O. U. I C I De O -2-/ 19 .5.9 C ~À-Á•Vve MINISTÉRIO DA FAZENDA Rubrica Iffienn••n•n•nnnn••n 5!- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000347/97-87 Acórdão : 202-09.917 Sessão • 18 de fevereiro de 1998 Recurso : 105.221 Recorrente : CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG ITR - CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - CNA/CONTAG - Ficam subtraídos dos respectivos campos de incidência a empresa comercial ou industrial proprietária de imóvel rural e seus empregados, cuja atividade agrícola ali desenvolvida convirja, exclusivamente, em regime de conexão funcional para a realização da atividade comercial ou industrial (preponderante). Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CEN1BRA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das s5 são em 18 de fevereiro de 1998 o Á inícius Neder de Lima r sidente r Jo.é d m • ida Coelho Re ator---- Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Tarásio Campelo Borges, Oswaldo Tancredo de Oliveira, Antonio Sinhiti Myasava e José Cabral Garofano. cgf/ 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA '04 , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000347/97-87 Acórdão : 202-09.917 Recurso : 105.221 Recorrente : CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CEN1BRA RELATÓRIO A Recorrente, pela Petição de fls. 02 e documentos que anexou, impugnou o lançamento do ITR193 no tocante às Contribuições à CNA e à CONTAG, relativamente ao imóvel inscrito na SRF sob o n° 0672001.3, alegando que é indústria de celulose enquadrada no 112 grupo do quadro anexo ao art. 577/CLT, conseqüentemente, acha-se filiada ao sindicato patronal industrial respectivo, e seus empregados industriários aos correspondentes sindicatos. A Autoridade Singular julgou procedente a exigência do crédito tributário em foco, mediante a Decisão de fls. 07/09, assim ementada: "IMPOSTO TERRITORIAL RURAL CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - COBRANÇA O plantio de eucaliptos para fins comerciais caracteriza atividade de natureza agrícola, sujeitando a contribuinte ao recolhimento das contribuições CNA e CONTAG. A incorporação da matéria-prima assim obtida ao processo produtivo para obtenção de celulose inicia o ciclo de industrialização, sendo estranha ao mesmo a fase de obtenção do insumo, que permanece como atividade de natureza primária. Lançamento procedente". Tempestivamente, a Recorrente interpôs o Recurso de fls. 10/11, onde, em suma, reedita os argumentos de sua impugnação. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA "kX SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - Processo : 13629.000347/97-87 Acórdão : 202-09.917 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ DE ALMEIDA COELHO Conforme relatado, a Recorrente se insurge contra a cobrança das Contribuições à CNA e à CONTAG, relativamente ao imóvel rural em foco de sua propriedade, sob o argumento de que, dada a sua condição de indústria de celulose, ela encontra-se filiada ao sindicato patronal respectivo e seus empregados industriários aos correspondentes sindicatos. Em que pese a prevalência das disposições do Decreto-Lei n 2 1.166/71, que trata especificamente "sobre enquadramento e contribuição sindical rural", naquilo que diferir do estabelecido para as contribuições sindicais em geral no Capítulo III da CLT, entendo com razão a Recorrente. Isto porque aquele ato legal não cuidou da hipótese em que a empresa realiza diversas atividades econômicas, circunstância esta disciplinada pelos §§ 1 2 e 22 do art. 581 da CLT, a saber: "Art. 581. § 1 2 Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendo-se, em relação às correspondentes sucursais, agências ou filiais, na forma do presente artigo. § 2' Entende-se por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades convirjam, exclusivamente, em regime de conexão funcional." Contrário senso, a inteligência do § 1 2 supra transcrito não deixa dúvidas de que, havendo uma atividade econômica preponderante, a contribuição sindical será devida única e exclusivamente à entidade sindical representativa da categoria econômica preponderante. E, em sendo pacifico que, à luz do conceito inscrito no também supra transcrito § 2, a atividade-fim de produção de celulose prepondera sobre as atividade-meio de obtenção da matéria-prima (cultivo de florestas e extração de madeira), procede a aplicação ao caso em exame dos referidos dispositivos legais. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA ;V4r ,jkZ-We SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13629.000347/97-87 Acórdão : 202-09.917 Conseqüentemente, a Recorrente fica subtraída do campo de incidência da Contribuição para a CNA. Igualmente os seus empregados no que concerne às Contribuições para a CONTAG, em razão da transposição do "princípio da preponderância" para as categorias profissionais, o que é corroborado pelo teor da Súmula n2 196 do Supremo Tribunal Federal: "Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria do empregador." São essas as razões que me levam a dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 18 *e fevereiro de 1998 JOSÉ D : AL I 'IP á COELHO 4
score : 1.0
Numero do processo: 13313.000070/2002-56
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2004
Ementa: PENSÃO JUDICIAL - DEDUTIBILIDADE - A escolha de um ou outro modelo de declaração de ajuste anual, obrigação acessória, não pode determinar o aspecto material da hipótese de incidência tributária, obrigação principal.
Recurso provido.
Numero da decisão: 104-19.866
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Oscar Luiz Mendonça de Aguiar
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200403
ementa_s : PENSÃO JUDICIAL - DEDUTIBILIDADE - A escolha de um ou outro modelo de declaração de ajuste anual, obrigação acessória, não pode determinar o aspecto material da hipótese de incidência tributária, obrigação principal. Recurso provido.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2004
numero_processo_s : 13313.000070/2002-56
anomes_publicacao_s : 200403
conteudo_id_s : 4172825
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 17 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 104-19.866
nome_arquivo_s : 10419866_135489_13313000070200256_006.PDF
ano_publicacao_s : 2004
nome_relator_s : Oscar Luiz Mendonça de Aguiar
nome_arquivo_pdf_s : 13313000070200256_4172825.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2004
id : 4705164
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:28:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043272467742720
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T19:01:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T19:01:35Z; Last-Modified: 2009-08-10T19:01:35Z; dcterms:modified: 2009-08-10T19:01:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T19:01:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T19:01:35Z; meta:save-date: 2009-08-10T19:01:35Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T19:01:35Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T19:01:35Z; created: 2009-08-10T19:01:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-08-10T19:01:35Z; pdf:charsPerPage: 1146; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T19:01:35Z | Conteúdo => 9,:V43 1-":4?..:Qt. MINISTÉRIO DA FAZENDA .k.„;7-vitá PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13313.000070/2002-56 Recurso n°. : 135.489 Matéria : IRPF - Ex(s): 2001 Recorrente JOÃO VASCONCELOS FILHO Recorrida : 1° TURMA/DRJ-FORTALEZA/CE Sessão de : 17 de março de 2004 Acórdão n°. : 104-19.866 PENSÃO JUDICIAL — DEDUTIBILIDADE — A escolha de um ou outro modelo de declâração de ajuste anual, obrigação acessória, não pode determinar o aspecto material da hipótese de incidência tributária, obrigação principal. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JOÃO VASCONCELOS FILHO. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE 024.1., 0.- CM:2 LUIZ MÈf1DcNÇA DE AGUIAR RELATOR FORMALIZADO EM: 1 3 AGC 2004 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, MEIGAN SACK RODRIGUES ALBERTO ZOUVI (Suplente convocado) e REMIS ALMEIDA ESTOL. . . -?!...L.:....s.4" MINISTÉRIO DA FAZENDA 'rÕFTtl PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13313.000070/2002-56 Acórdão n°. : 104-19.866 Recurso n°. : 135.489 Recorrente : JOÃO VASCONCELOS FILHO, RELATÓRIO Foi lavrado auto de infração, relativo a imposto sobre Renda de Pessoa Física, ano-calendário de 2000, exercício de 2001, para formalização de exigência e , cobrança de crédito tributário nele estipulado no valor de R$ 1.174,94, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes calculados até julho de 2002. A infração teve como objeto a omissão de rendimentos recebidos pelo contribuinte da fundação IBGE, decorrentes de trabalho com vínculo empregando. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, alegando que: - os seus rendimentos, ano-calendário de 2000, foram de R$ 19.315,46, porém, deles foram descontados R$ 12.004,12, para a Sra. Maria do Socorro Santos Vasconcelos, a titulo de pensão alimentícia, esta determinada pelo Poder Judiciário; - as Declarações (dele e da referida Sra.) foram feitas em formulário simplificado e para demonstrar sua lisura, anexa as cópias de fls. 12/13. e3( - requer, por último, a devolução do Imposto Retido na Fonte a que f ria jus. 2 o'r,,g‘,45 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13313.000070/2002-56 Acórdão n°. : 104-19.866 A DRJ de Fortaleza julgou pela procedência do auto de infração, sob os seguintes fundamentos: - de que a pensão alimentícia judicial está elencada como dedução dos rendimentos tributáveis, permitida na legislação, porém, em face da opção de tributação, exercida pelo contribuinte ao apresentar a Declaração de Ajuste Anual em formulário simplificado, vale observar o disposto no art. 10 da Lei n°9.250, de 1995, com redação dada pelo art. 12 da Medida Provisória n° 1.753-13, de 14 de dezembro de 1998 e arts. 29, § 1° e 61, da IN SRF n°15, de 16 de fevereiro de 2001: - que a escolha do formulário torna-se definitiva com a entrega da declaração, e tendo o contribuinte optado pela declaração simplificada, o desconto previsto aplicado sobre o total dos rendimentos tributáveis, substitui todas as deduções permitidas em lei, dentre elas a pensão alimentícia judicial. - que o Ato Declaratório Normativo Cosit n° 24, de 29 de outubro de 1996, esclarece que a escolha do formulário é uma faculdade concedida aos contribuintes, não sendo admitida a retificação que tenha como objeto a troca de formulário, quando esta conduta significar a mudança de opção e não um erro cometido na declaração. É o Relatóriol \ 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA4. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13313.000070/2002-56 Acórdão n°. : 104-19.866 VOTO Conselheiro OSCAR LUIZ MENDONÇA DE AGUIAR, Relator O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, devendo, portanto, ser conhecido. Pretende o recorrente a declaração de improcedência do auto de infração de que cuida o Processo Administrativo n° 13313.000070/2002-56, sob a alegação de que os 1 rendimentos omitidos na ordem de R$ 12.004,12 são valores descontados na fonte a título de pensão judicial, os quais, por equívoco do declarante, não constaram da Declaração de Ajuste Anual, para fins de dedução no cômputo da base de cálculo do IR. Merece reforma o acórdão recorrido. No comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte, ano-base 2000 (fls. 11), consta a informação de que os valores omitidos foram destinados ao pagamento de pensão judicial. Para fins de dedução desses valores da base de cálculo do IR, ao contribuinte, ora recorrente, era exigido, por força do art. 57, da Instrução Normativa SRF n° 15/2001, fazer a declaração de ajuste anual completa, 1 declarando, no campo rendimentos tributáveis, toda e qualquer, receita percebida, para, sob a guisa "pensão alimentícia", promover as deduções devidas. 4 . , " MINISTÉRIO DA FAZENDA4. jr.:0" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13313.000070/2002-56 Acórdão n°. : 104-19.866 Preenchendo a sua declaração no modelo simplificado, o recorrente declarou os rendimentos, já descontadas as verbas destinadas ao pagamento de pensão judicial. Obviamente, por oferecer à tributação apenas a diferença apurada, não promoveu a dedução legal da base de cálculo do IR referente à pensão judicial. Embora entendendo que o procedimento adotado pelo contribuinte não seguiu, conforme deveria, a sistemática correta, a escolha de um ou outro modelo de declaração de ajuste anual, obrigação acessória, não pode determinar o aspecto material da hipótese de incidência tributária, obrigação principal. Indubitavelmente, restou, comprovado que os rendimentos supostamente omitidos são valores pagos a título de pensão judicial excluídos, portanto, da incidência do IR. Ora, por óbvia razão, se as verbas "omitidas" são dedutíveis da base de cálculo do IR, certamente não se revelam como critério material idôneo a ser tributado através desse imposto. Fazer incidir Imposto de Renda sobre essas verbas é ferir gravemente os princípios da tipicidade cerrada, da legalidade e da isonomia tributárias. A renda é, necessariamente, a livre disposição da parcela acrescida da riqueza, do excedente do que pode dispor alguém, pressupondo os gastos necessários para produzi-lo e mantê-lo. Assim, não é dado à autoridade administrativa ampliar o conceito de renda, em razão de uma simples obrigação acessória, para enquadrar a pensão judicial na hipótese prevista no art. 153, III, da Constituição Federal 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "‘tzt É,LN I QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13313.000070/2002-56 Acórdão n°. : 104-19.866 Diante do exposto e do que mais constar dos autos, voto no sentido de conhecer do recurso e dar-lhe provimento, para, reformando a decisão "a quo", julgar improcedente o auto de infração impugnado. Sala das Sessões - DF, em 17 de março de 2004 5-e ata4-... SCAR LUIZ MEND NÇA DE AGUIAR 6 Page 1 _0016300.PDF Page 1 _0016400.PDF Page 1 _0016500.PDF Page 1 _0016600.PDF Page 1 _0016700.PDF Page 1
score : 1.0
