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Numero do processo: 13811.000163/96-79
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IPI - RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS - Falece competência ao Conselho de Contribuintes julgar recursos de ofício de decisão de primeira instância nos processos relativos à restituição de impostos e de contribuições e ao ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados por força da MP nr. 1.542 de 18.12.96. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 202-09102
Nome do relator: Marcos Vinícius Neder de Lima
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U. C MINISTÉRIO DA FAZENDA C Rubrica ,.;,;.*71d .7p SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Oti Processo : 13811.000163/96-79 Sessão • 20 de março de 1997 Acórdão : 202-09.102 Recurso : 00.859 Recorrente : DRF EM SÃO PAULO - SP Interessada : Indústrias Vilares S.A. IPI - RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS - Falece competência ao Conselho de Contribuintes julgar recursos de oficio de decisão de primeira instância nos processos relativos à restituição de impostos \ e de contribuições e ao ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados por força da MP n°1.542 de 18.12.96. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DRF EM SÃO PAULO - SP. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por falta de competência deste Colegiado. Sala das Sessões, m 20 de março de 1997 _ • MÁÉp'•í inicius Neder de Lima 1.7idente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Tarásio Campeio Borges, Oswaldo Tancred i de Oliveira, José de Almeida Coelho, José Cabral Garofano e Antonio Sinhiti Myasava. • /eaal/AC/RS 1 05 •,41 n MINISTÉRIO DA FAZENDA „irp SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - _ Processo : 13811.000163/96-79 Acórdão : 202-09.102 Recurso : 00.859 Recorrente : DRF EM SÃO PAULO - SP RELATÓRIO Versam os autos sobre pedido de ressarcimento, com fulcro nas Leis IN 8.402/92 e 8.673/93, relativo a créditos de Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na aquisição de insumos destinados à fabricação de ônibus e carrocerias de ônibus. Foi procedida diligência pelo Fisco no estabelecimento industrial tendo sido atestada a regularidade das operações incentivadas, reconhecendo a legitimidalie do ressarcimento de créditos no montante indicado na Informação Fiscal. Com base nestas informações, o Delegado da Receita Federal em São Paulo - Oeste - SP julgou procedente o pleito, procedendo o ressarcimento dos créditos aludidos e recorrendo de oficio para este Egrégio Conselho em face do disposto na Lei n° 8.748/93 e na Portaria n° 64/94. É o relatório. 2 — 1 • . I O ÇO -- MINISTÉRIO DA FAZENDA er,,,KIty7m 1' , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4-,- ,,›_ ., Processo : 13811.000163/96-79 Acórdão : 202-09.102 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR MARCOS VINICIUS NE\ DER DE LIMA \•Trata-se de recurso de oficio interposto pelo Delegado da Receita Federal em São Paulo - Oeste - SP, nos termos do art. 3°, II, da Lei n° 8.748/93, referente' a créditos do IPI. \ Entretanto, falece competência ao Conselho de Contribuintes julgar recursos de oficio de decisão de primeira instância nos processos relativos à restituição de impostos e de contribuições e ao ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados por força da MP n° 1.542 de 18.12.96. \ A Medida Provisória n° 1.542, de 18 de dezembro de 1996, republicada pela Medida Provisória n° 1.542-18, de 16 de janeiro de 1997, arts. 23 e 24, extinguiu o reexame das decisões prolatadas pela autoridade fiscal da jurisdição do sujeito passivo em processo relativo à restituição de impostos e de contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal e ao ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados, pelo Conselho de Contribuintes. O inciso II do art. 3° da Lei n° 8.748/93 passou a ter a seguinte redação: \ "II - julgar recurso voluntário de decisão de primeira instância nos processos relativos a restituição de impostos e contribuições e a ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados." \ Nestes termos, não conheço do recurso por falta de competência. Sala das Sessões, em 20 de março de 1997 4,/1 I 7 I MAR • VINICIUS NEDER DE LIMA/1 3 •
score : 1.0
Numero do processo: 13688.000058/93-22
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 14 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Tue Jun 14 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - LANÇAMENTO - Quando feito com base em declaração de responsabilidade do contribuinte, o crédito lançado somente poderá ser reduzido se a retificação da declaração foi apresentada antes da notificação impugnada (art. nº 147, parág. 1º, do CTN). Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-06894
Nome do relator: Hélvio Escovedo Barcellos
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PUFWCADO r) D. 9. MINISTÉRIO DA FAZENDA C c De / O 1 ‘T S ------- utnicá SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Proc;Sso no 13688.000056/93-05 Sessão no:: 15 de Junho de 1994 ACORDO no 202-06.893 Recurso no:: 96.056 Recorrente:: SINVAL GOMES CAROLINO Recorrida 2 DRE EM USERIANDIA - MG ITR - LANÇAMENTO - Quando feito com base em declaraçao de responsabilidade do contribuinte, o crédito lançado somente poderá. ser reduzido se a retificaçao da deciaraçao foi apresentada antes da notificaçao impugnada (art. 147„ parág. 12 9 do CTN). Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos . de recurso interposto por SINVAL GOMES CAROLINO. ACORDAM os Membros da Segunda C2mara do Segunde Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos " em negar provimento ao recurso. Sala das SessíNes„ em 15 e junho de 1994. 2//?• EIVIO 1:::3 5:DO F'res :i. ti e 11 'ice e Re ater „ AO IANA QUEIROZ DE CARVALHO - Procuradora-Repre- sentante da Fazen- da Nacional v:r STA EM SESSt¥0 DE 7 J u L 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO RuniE. DANIEL CORREIA HOMEM DE CARVALHO, ANTONIO CARLOS BUENO RIBEIRO, OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, TOSE DE ALMEIDA COELHO, TARAS IO CAMPELO BORGES e jOSE CABRAL GAROFANO. HR/mdm/CE/GB 60' Ç. MINISTÉRIO DA FAZENDA .,tot^17 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 13688.000056/93-05 Recurso no: 96.056 Acorda° no: 202-06.893 Recorrente: SINVAL COMES CAROLINO RELATORI O SINVAL GOMES CAROLINO, através da notificacao do ITR/92 (fls. 02), foi intimado a recolher o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, juntamente com os acréscimos legais cabíveis, no valor de Cr$ 8.228.662,00, referente ao imóvel "Fazenda Boa Vista", cadastrado na Receita Federal sob o no 2545600.8, localizado np rftud.cllyto de Presidente Olegário Mà. Impugnando, em parte, o feito a fls. 01, o notificado alegou que o número correto de empregados era 09 (nove) e II Co 190 (cento e noventa) conforme citado. A fls. 07/08, a autoridade de primeira instãncia julgou procedente o lançamento, em decis:Wo assim ementadae "IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL. RURAL. 07.01.10.01 - NORMAS GERAIS A retifica0o da deciara0o por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissivel mediante comprovaçWo do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento." Em tempo hábil, o contribuinte interpOs Cl recurso de fls. 12, no qual esclarece qu(ee a) nab concorda com o lançamento somente no que se refere à contribui0o CONTAGe Li ) o número de empregados foi citado indevidamente na »n :i: c) nWo houve qualquer interesse em fraudar o erário público 'federale d) procedeu A retifica0o do erro através da DAI de 17.03.93, entregue à Receita Federal de Patos de Minasg 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA "5: l .-'>: .'• :11'4'Y. . : - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ‘0), ,z;-,-,ç 0 - Dtt::, y Processo no: 13688.000056/93-05 AcórciXo no: 202-06.893 e) a referida contribuipb deveria ser baseada em dados concretos. E o relatório. .) 6GS lik MINISTÉRIO DA FAZENDA • . ,rit: , k- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . 04.,,,* -- Processo no: 13688.000056/93-05 AcórdUct no: 202-06.893 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HELVIO ESCOVEDO BARCELLOS o lançamento do ITR, e acessórios, é processado com base em declarara apresentada, para esse fim, pelo proprietârio detentor a qualquer título do imóvel (Decreto n2 72.106/83, art. 21). Este Colegiado, em reiteradas decisffes, firmou o entendimento de que quando se tratar de lançamento com base em deciara0o do sujeito passivo, a retificaa daquela deciaraçab, visando reduzir o imposto, somente é admissivel quando o sujeito passivo, além de comprovar o erro em que se funde, apresenta o pedido antes de ser notificado do lançamento. E o que dispõe o art. 147, parág lp, do CTN. Assim sendo, procede o lançamento do ITR/92 efetuado com base nas informa0es cadastrais do imóvel até ento existentes, eis porque voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessffes, em 1 de junho de 1994. // HELVIO E./ DO B ) a
score : 1.0
Numero do processo: 13830.000320/92-11
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 02 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Jul 02 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - REDUÇÕES - Constatada a existência de débitos anteriores do tributo, descumprido o requisito básico para fruir as reduções relativas ao FRU e FRE. Recurso negado.
Numero da decisão: 201-70869
Nome do relator: Rogério Gustavo Dreyer
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O. U. 9 D. iS L. t.s. / 19 ai- - c ,5%itvdt-À:.. ./741. 1 c MINISTÉRIO DA FAZENDA C Rubrica àrg ,;'‘,9r ',..- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES se;::,s.9 Processo : 13830.000320/92-11 Sessão •. 02 de julho de 1997 Acórdão : 201-70.869 Recurso : 100.400 Recorrente : DIVA MARIA ATALLAH Recorrida : DRJ em Ribeirão Preto - SP ITR - REDUÇÕES - Constatada a existência de débitos anteriores do tributo, descumprido o requisito básico para fruir as reduções relativas ao FRU e ao FRE. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: DIVA MARIA ATALLAH . ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausentes os Conselheiros Geber Moreira, Sérgio Gomes Velloso e Expedito Terceiro Jorge Filho. Sala das Sessões, em 02 de julho de 1997 1/ Luiza ,, --ra Galante de Moraes PresidentaÀ /\11\f\N Rogério Gustavo,jfer Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros, Jorge Freire, Valdemar Ludvig e João Berjas (Suplente). fclb/ 1 o MINISTÉRIO DA FAZENDA , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 13830.000320/92-11 Recurso n.° 100400 Acórdão n.° 2 O 1-7 O . 8 6 9 Recorrente: DIVA MARIA ATALLAH RELATÓRIO O contribuinte impugna o lançamento relativo ao ITR192, acusando não ter sido contemplado com as reduções relativas ao FRU e FRE, face a existência de débito relativo ao tributo, no exercício de 1990. Intimada a comprovar o alegado, disse que o comprovante de pagamento do tributo encontrava-se anexado a um processo dentre os que arrolou. Em diligência fiscal de fls. 25, foi informado que não foi localizado, no exame dos processos arrolados, o mencionado comprovante. Novamente intimada, em razão do resultado da diligência, para que pro- vasse o pagamento, a contribuinte silenciou. Em face de tal constatação, o julgador monocrático julgou improcedente a impugnação, conforme decisão de fls 21 a 23. Irresignada a contribuinte recorre, pedindo seja procedida diligência, com fundamento no § 1 0 do artigo 1° da Lei n° 8.022/90, combinado com o § 2° do artigo 4° da mesma norma. Prossegue pedindo a procedência do Recurso, uma vez comprovado o pa- gamento após o cumprimento da diligência proposta. Ouvida a douta Procuradoria da Fazenda Nacional, a mesma pede a manu- tenção do lançamento face a incomprovação do pagamento da dívida pendente. É o relatório. 2 4.e.-9 bn , - s 1. MINISTÉRIO DA FAZENDA , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES k.:-trc._ Processo n.° 13830.000320/92-11 Acórdão n.° 201-70..869 VOTO DO CONSELHEIRO RELATOR ROGERIO GUSTAVO DREYER Entendo não haver ressalvas à decisão de primeiro grau. Efetivamente, a contribuinte anexou os comprovantes de pagamento do ITR relativo aos anos de 1991, 1989, 1988 e 1987. Quanto ao exercício de 1990, não há qualquer comprovação do paga- mento alegado. A fls. 11, extrato da situação da contribuinte, onde consta débito relativo ao imóvel, em 26 de abril de 1991. Das intimações dirigidas à mesma, esta alegou que o comprovante estava anexado em um dentre processos por ela mencionados. Recordo que a diligência para verificar a alegação restou inócua tendo em vista não ter sido localizado o pretenso comprovante de pagamento. O pedido formulado em grau de recurso pedindo fosse diligenciado junto à Receita Federal, nos termos da legislação citada, para esta atestasse o pagamento, é despici- enda, tendo em vista que a mesma resultaria idêntica ao extrato já citado, de lavra de própria 1 Receita Federal. Assim sendo, indiscutível que o ônus da prova permanece com a contribu- inte que, no decorrer do processo, não logrou demonstrar o pagamento alegado. Nestas circunstâncias, irreparável a decisão recorrida, pelo que voto pelo improvimento do recurso interposto. É como voto. • Sala de Sessões em 02 de julho de 1997 Lo \ Rogerio Gu avo eu,..t__,_. Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 13881.000102/2004-31
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IPI. CRÉDITO-PRÊMIO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTAÇÃO SUPORTE.
A ausência de documentação hábil nos autos que comprove a autenticidade do crédito-prêmio de IPI pleiteado impossibilita o deferimento do pedido de ressarcimento a que se refere o crédito.
Recurso negado.
Numero da decisão: 201-80055
Nome do relator: Gileno Gurjão Barreto
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O -7 cae-- Processo n2 : 13881.00010212004-31 Recurso n2 : 134.994 SIviflVutabosa Acórdão n2 : 201-80.055 Sutpe 91745 Recorrente : MAX1ON COMPONENTES ESTRUTURAIS LTDA. Recorrida : DRJ em Ribeirão Preto - SP os003°. 1PL CRÉDITO-PRÊMIO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTAÇÃO (18 det)f" CPcistakel SUPORTE. .,„see,r.o vt- IQ/ 0. • • A ausência de documentação hábil nos autos que comprove aw-poN;tet, autenticidade do crédito-prémio de IPI pleiteado impossibilita o de deferimento do pedido de ressarcimento a que se refere o crédito. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MAXION COMPONENTES ESTRUTURAIS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 28 de fevereiro de 2007. 0.1baxta, tliftçloot- cr • osef&Maria Coelho Marques - Presidente ./ Gileno °ou' á o RelatOr Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Mauricio Taveira e Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, José Antonio Francisco e Roberto Venoso (Suplente). 1 . • • E '9 CC-MF Ministério da Fazenda MF - SEGUNDO CONSELHO CE CONTRIBUINTES Fl. ( Segundo Conselho de Contribui es CONFERE COMO ORIGINAL Braslia '72.' (2 7 7ex-7. Processo n2 : 13881.000102/2004-3 sive sgÁbOsaRecurso112 : 134.994 Mat: Siape 91745 Acórdão n2 : 201-80.055 Recorrente : MAXION COMPONENTES ESTRUTURAIS LTDA. RELATÓRIO Trata-se de pedido de ressarcimento de crédito-prêmio de IPI (fls. 01/05), proveniente de produtos adquiridos e/ou fabricados no mercado interno e exportados, conforme art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69 e alterações posteriores, apresentado em 16/06/2004, no valor de R$ 2.769.941,23, referente ao período de fevereiro de 1994 a abril de 2004. Não há evidência nos autos de pedidos de compensação atrelados a esta solicitação de ressarcimento. Em 29/06/2004 foi proferido Despacho Decisório (fls. 41/42) indeferindo o pleito, com base nas disposições contidas nas Instruções Normativas SRF n2s 210/2002 e 226/2002. Cientificada em 12/07/2004 (fl. 44) a contribuinte apresentou sua manifestação de inconformidade (fls. 45/55) em 09/08/2004, alegando, em síntese, que o pedido de ressarcimento em análise tem como base legal o Decreto-Lei n2 491/69 e alterações posteriores, estando ainda em pleno vigor com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF do Decreto-Lei n 2 1.724/79; que os atos normativos baixados pelo Secretário da Receita Federal para negar o beneficio são ilegais; que há decisão do STF que declara a inconstitucionalidade do Decreto-Lei n 2 1.724/79, a qual deveria ser plenamente observada pela Administração Pública Federal. O Acórdão da DRJ em Ribeirão Preto - SP (fls. 60/75), de 08/03/2006, indeferiu a solicitação da impugnante, alegando, resumidamente, que o crédito-prêmio, beneficio fiscal de natureza financeira, vigorou somente até 30/06/1983, em conformidade com a legislação tributária aplicável, de forma que é incabível a solicitação de ressarcimento de valores do incentivo alusivos a exportações realizadas depois da referida data. Cientificada em 02/05/2006 a recorrente, inconformada, apresentou recurso voluntário em 26/05/2006 (fls. 78/100), argumentando, em síntese, que o crédito-prêmio de IPI ainda estaria em pleno vigor, tendo sido expressamente mantido pelo art. 1 2, inciso II, do Decreto-Lei n2 1.894/81. Além disso, traz à discussão a Resolução do Senado Federal n2 71/2005, que em seu art. 1 2 preserva a vigência do que remanesce do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69. Cita jurisprudência do Conselho de Contribuinte e do Judiciário, além de • artigo do constitucionalista Ives Gandra da Silva Martins, defendendo que o incentivo continua a existir e a beneficiar as empresas exportadoras na parte não declarada inconstitucional. Pede pelo deferimento do seu pleito, a ser corrigido pela taxa Selic. É o relatório. ttk.. • — , - vEr GUNDO CONSELHO CE CONFERE COM O • .";;-•Z CC-MF tà, Ministério da Fazenda »C....'75 Segundo Conselho de Contribuintes MF ORIGINAL CONTRIBUINTES Fl. ,;it 44* Brasiiia Processo n2 : 13881.00010212004-31 7-cp• Recurso : 134.994 SIM* S1~ Acórdão n2 : 201-80.055 Mat. Siaps VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR GILENO GUILIÃO BARRETO O recurso é tempestivo. Além disso, vejo que não é necessário arrolamento de bens, o que de fato não ocorreu, visto que a recorrente pede que seja deferido o seu pedido de ressarcimento sem que tenha feito qualquer compensação do crédito pleiteado. Assim, o recurso é admissivel e passo a apreciá-lo. Em seu mérito, observo que a matéria em apreço diz respeito ao crédito-prêmio de IPI, assunto este já bastante discutido em nosso Conselho de Contribuintes e não menos nos tribunais do Poder Judiciário. Diante de tudo que já se expôs sobre o tema, a meu ver, consta como mais correta a tese de que o crédito-prémio de IPI ainda estaria em pleno vigor, tendo sido expressamente mantido pelo art. 1 2, inciso II, do Decreto-Lei n2 1.894/81, em que pese haver entendimentos em sentido contrário, fato este que tem propiciado amplos debates nos diversos órgãos julgadores que deliberam sobre esta matéria. E então se entra na interpretação da tese em si, com a qual concordo, a qual não requer ser transcrita, uma vez já o feito à exaustão. Contudo, pelo que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Judiciário singular e pelo Conselho de Contribuintes, peço a devida vênia para discorrer sobre fato novo, trazido à luz com a publicação da Resolução n 2 71/2005 do Senado Federal, publicada no Diário Oficial da União em 27/12/2005. No Parecer n2 2.250, do Senador Amir Lando, em síntese, vemos o posicionamento do Senado Federal sobre os efeitos desta Resolução no mundo jurídico: "Muito se discutiu na doutrina e na jurisprudéncia nacionais se a resolução senatorial seria um ato facultativo ou obrigatório. Na primeira hipótese, existiria total discricionariedade a favor do Senado Federal, que poderia ou não dar publicidade à decisão do STF, segundo critérios que obedeceriam ao interesse público e político de suspender a eficácia de norma reconhecidamente inconstitucional. Na segunda hipótese, o Senado agiria como mero chancelador da decisão do Supremo, agindo de forma automática e meramente procedimental" Entendo, contudo, tratar-se de uma atividade legislativa exclusiva, equivalente à revogação de normas inquinadas de inconstitucionalidade. Nesse sentido . pactuamos do entendimento do então Procurador-Geral da República Alcino Salazar, em parecer em que opina que "sempre que se impõe, se revoga, se modifica ou se suspende urna regra, aí temos o ato legislativo, seja ele uma lei, um decreto ou uma deliberação." Ressalto também o estudo do Excelentíssimo Senador Josaphat Marinho, intitulado "O art. 64 da Constituição e o papel do Senado" (in Revista de Informação Legislativa, junho de 1964), que ora ressuscito, dada a contemporaneidade de suas palavras: "Ora, se o Supremo Tribunal procede com rigorosa prudéncia ri, o Senado há de ser igualmente cauteloso, senão nzais exigente. E por vários motivos. Primeiro, porque, órgão do Congresso Nacional, lhe cabe zelar, na medida possível, pela eficácia e pelo prestígio dos atos legislativos, dos quais a lei é expressão eminente. Segundo, porque enquanto a decisão judicial abrange, apenas, comumente, os direitos discutidos no caso 3 • • • 22 CC.MF -••;.:é.1:t. Ministério da Fazenda itk Fl. Segundo' Conselho de Contribuin er -SEGImeo ta: Ce SahocE CONFLRE com " C°NrReUagrEsoRIGiNAL Processo n2 : 13881.000102/2004- 18rasi''e•--t,-2 iop Recurso n2 : 134.994 ume - Acórdão n2 : 201-80.055 eut=taa concreto, a deliberação do Senado suspendendo no todo ou em parte, a execução de lei ou decreto, é de caráter genérico, opera erga onmes. Vale dizer: o ato suspensivo pode atingir, embora momentaneamente, o sistema de uma política legislativa, talvez instituída por imperiosas razões de ordem geral Pode atingi-lo e, assim - o que é mais -, vedar ao Supremo Tribunal Federal o reexame de seu entendimento, tantas vezes necessário na apreciação das grandes teses, sobretudo na esfera do direito público." Concluía, então, da seguinte forma: "[..] não é obrigatória, para o Senado, a suspensão da vigência de lei ou decreto que o Supremo Tribunal declare inconstitucional, em decisão definitiva. Ao Senado, no exercício do poder legitimo de interpretar os limites e as responsabilidades de sua competência, cabe ver ficar, em cada caso, pelo conhecimento da decisão judicial e das circunstâncias políticas e sociais, se convém proceder, e imediatamente, ou não, à suspensão da execução da lei ou decreto, sobre que incidiu a declaração de inconstitucionalidade. O órgão do Congresso [..] não contradita nem anula as decisões que produzem seus efeitos normais nas hipóteses julgadas. Apenas o Senado pode omitir- se de proclamar a suspensão proposta, ou reservar-se para fazê-lo quando lhe parecer oportuno, inclusive pela vercação de que se tornou 'predominante '." Nesse mesmo sentido, o então Senador Paulo Brossard (in "O Senado e as leis inconstitucionais", Revista de Informação Legislativa, abril a junho de 1976, pp. 55-64) repudiava o papel mecânico que se pretendia atribuir ao Senado Federal, o que o reduziria a mero executor do Supremo Tribunal Federal. Em suas palavras: "Tudo está a indicar que o Senado é o Juiz exclusivo do momento em que convém exercer a competência, a ele e só a ele atribuída. de suspender lei ou decreto declarado inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal No exercício dessa competência cabe-lhe proceder com equilíbrio e isenção, sobretudo com prudência, como convém a tarefa delicada e relevante, assim para os indivíduos, como para a ordem jurídica" Pode, outrossim, quando do ato suspensivo, firmar sua posição diante do contexto histórico, económico e social em que esteja inserido o objeto normativo da lei declarada inconstitucional, quando disciplinado por outros diplomas legais não afetados pela decisão do Supremo. No presente caso, a questão vai além da inconstitucionalidade da expressão "ou reduzir, temporária ou definitivamente, ou extinguir", constante do art. 12 do Decreto-Lei n2 1.724/79, e das expressões "reduzi-los" e "suspendê-los ou extingui-los" constantes do inciso I do art. 30 do Decreto-Lei n2 1.894/81. De fato, uma vez declarada pelo Supremo a inconstitucionalidade da delegação de competência ao Ministro da Fazenda para manipular o estímulo fiscal conhecido como "crédito-prêmio do IPI", previsto no art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69, o ordenamento jurídico brasileiro ancora-se no resíduo legal do sistema normativo que rege a matéria. É que, ao inquinar de inconstitucionais as normas acima citadas, o Supremo excepcionou a permanência do direito das empresas ao beneficio fiscal retrocitado. Como se sabe, referida norma estendeu originalmente a empresas fabricantes e exportadoras de produtos manufaturados, a título de estímulo fiscal, créditos tributários sobre exportação, a serem deduzidos do valor do IPI incidente sobre as operações no mercado interno. Posteriormente. ti C, ft,re. 4 e. • • .2e CC-MF -••...c;:1-w. Ministério da Fazenda NSEGUDO CONS Fl. tai-n,i'lt Segundo Conselho de Contribui kr &HO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O OR.C.NAL / 0/2, /7009; Processo n2 : 13881.000102t2004- asi;:a. Recurso ng : 134.994 thilo reosa Acórdão n2 : 201-80.055 Ma!: Shape 91745 como se verifica do arcabouço legal regente, o beneficio foi estendido a produtos nacionais sem qualquer discriminação. O que se suscita, agora, é a vigência ou não do incentivo fiscal instituído, sobretudo diante das decisões do Supremo Tribunal Federal e da Resolução n2 71/2005 do Senado Federal. Disso nos colocamos diante da situação jurídica de fato. O que temos que buscar, logo, é a melhor inteligência sobre o crédito-prêmio, retiradas do ordenamento jurídico as expressões, tal como no art. 1 2 da Resolução: "Art. 1° É suspensa à execução, no art. 1° do Decreto-Lei n° 1.724, de 7 de dezembro de 1979, da expressão 'ou reduzir, temporária ou definitivamente ou extinguir', e, no inciso Ido art. 3 41 do Decreto-Lei n°1.894. de 10 de novembro de 1981, das expressões 'reduzi- los' e 'Suspendê-los ou extingui-los', preservada a vigência do que remanesce do art. 1° do Decreto-Lei n°491, de 5 de março de 1969." Claramente a intentio legis, além de proferir sua eficácia ex tunc à declaração de inconstitucionalidade, é a de fazer valer o que remanesce do art. 1 2 do Decreto-Lei n2 491/69, de onde se pode deduzir que o beneficio em análise estaria em vigor e deveria, portanto, ser aplicado ao presente caso. Entretanto, em que pese ser este o meu entendimento acerca do direito em si, tenho buscado verificar nos autos dos processos submetidos ao meu escrutínio a verdade material dos fatos, qual seja, a evidência nestes autos da documentação necessária para a comprovação da origem do crédito a que se refere o pedido de ressarcimento em análise. Isso para atender ao princípio da verdade material, caríssimo ao processo administrativo. Quanto a esse princípio, bem asseveram Marcus Vinicius Neder de Lima e Maria Teresa Martinez López, in Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, pag. 74, que: "Em decorrência do principio da legalidade, a autoridade administrativa tem o dever de buscar a verdade material. O processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade de apuração da ocorrência do fato gerador e a constituição do crédito tributário, devendo o julgador pesquisar exaustivamente se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade, independente do alegado e provado. Odete Madauar preceitua que 'o principio da verdade material ou verdade real, vinculado ao principio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos 1 No caso concreto, possível constatar a existência tão-somente de planilha, na qual foram digitadas informações sobre as exportações realizadas pela contribuinte (fls. 03 a 05) dessas operações. Nesse momento, importante para o presente julgamento discorremos sobre se essa listagem apresentada poderia ser considerada por esse Colegiado como sendo prova. Seguindo os mesmos doutrinadoresl: eko{ I NEDER, Marcos Vinícius e LÕPEZ, Maria Teresa Martinez, Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado 21 edição, Ed. Dialética, São Paulo, 2004, pgs. 254 e 255. 5 • 24 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. irfr-s.Z.0 . Segundo Conselho de ContribUin asF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -Ariffat, vir CONFERE COM O ORIGINAL Processo n2 : 13881.00010212004-3 Brasa& (:)q— I 7"91;it Recurso n2 : 134.994 Sadio Siqueira Safb0S3 Acórdão n2 : 201-80.055 Mat. Sep. 91745 "Entende-se por 'prova' os meios de demonstrar a existência de um fato jurídico ou de fornecer ao julgador o conhecimento da verdade dos fatos. Giuseppe Chiovenda ensina que 'provar significa formar o convencimento do juiz, sobre a existência dos fatos - relevantes no processo'. Não há no processo administrativo fiscal federal, limitações referentes às provas que podem ser produzidas. Como regrai geral, predominam a prova documental, a pericial e a indiciaria. O artigo 332 do CPC estabelece que 'todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou a defesa'. Pelo fato de pautar-se o processo administrativo fiscal na materialidade, eis que não importa a intenção do indivíduo e sim a ocorrência do fato ou situação, a prova documental é o meio de maior uso: (negritei) O ônus dessa prova, no caso, recai sobre a contribuinte. Citando os mesmos doutrinadores, "a palavra ônus, do latim onus, significa carga, peso, encargo, obrigação": "Quando se indaga a quem cabe o ônus da prova, quer se saber a quem cabe a obrigação de prover os elementos probatórios suficientes para a formação do convencimento do julgador. No processo administrativo fiscal, tem-se como regra que aquele que alega algum fato é quem deve provar. Então, o ónus da prova recai a quem dela se aproveita. As partes não têm o dever de produzir provas, tão só o ónus. Não o atendendo, não sofrem sanção alguma, mas deixam de auferir a vantagem que decorreria do implemento da prova. O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo do seu direito: ao réu. quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor." 2 Nos casos em que estão em julgamento recursos relativos ao crédito-prêmio de IPI, severamente discutidos, e cuja própria validade da retromencionada Resolução do Senado Federal é contestada pelas autoridades fiscais, entendo como imprescindível, pelo menos até que o Egrégio Supremo Tribunal Federal venha a menifestar-se sobre a eficácia da Resolução do Senado Federal (o que de resto considero uma aberração juridico-institucional), a observância aos princípios do Direito Tributário do in dubio pro fisco e do Processo Administrativo da verdade material, e, por isso, voto no sentido de negar provimento ao recurso volutário. Sala das Sessões, em 28 de fevereiro de 2007. GLLENO G AO -BARRETO 41..4 I• Pd' IA 2 NEDER, Marcos Vinícius e LóPEZ, Maria Teresa tina, Processo Adinnuararsvo Fiscal Federal Comentada 22 edição, Ed. Dialética, São Paulo, 2004, pg. 170. 6 Page 1 _0040100.PDF Page 1 _0040200.PDF Page 1 _0040300.PDF Page 1 _0040400.PDF Page 1 _0040500.PDF Page 1
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Numero do processo: 13890.000213/96-30
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 1996
Ementa: IPI - NOTAS FISCAIS INIDÔNEAS. MULTA DO ART. 365, II, RIPI/82. Comprovada a existência de fato da fornecedora, não ficando sob dúvida os pagamentos efetuados através de cheques nominativos e deixando a fiscalização de intimar a contribuinte a apresentar outros elementos de prova (art. 4 da Portaria/MF nr. 187/93) é de se aceitar como idôneas as transações e a regular escrituração dos créditos destacados nas notas fiscais. PENALIDADE EM CADEIA. Inaplicável quando restou incomprovado que a denunciada participou dos possíveis ilícitos fiscais cometidos na cadeia negocial, anteriores às suas aquisições (conluio). DECADÊNCIA. Da mesma forma, se os fatos geradores reportam-se a tais documentos e aceita a legitimidade das operações, o lançamento é considerado homologado, na forma do disposto no art. 150, §4, primeira parte, CTN. Não restou demonstrada, cabalmente, a fraude que viciou o ato jurídico. Recurso provido.
Numero da decisão: 202-08926
Nome do relator: JOSÉ CABRAL GAROFANO
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O. U. 2c. De 30 /____Qh / 19 9+ •.010x MINISTÉRIO DA FAZENDA C 1-„ Rubrica Or4,4' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Sessão • 04 de dezembro de 1996 Acórdão : 202-08.926 Recurso : 100.006 Recorrente : IND. REUNIDAS DE BEBIDAS TATUZINHO -3 FAZENDAS S.A Recorrida : DRJ em Campinas - SP IPI - NOTAS FISCAIS INIDOSEAS. MULTA DO ART. 365, II, RIPI/82. Comprovada a existência de fato da fornecedora, não ficando sob dúvida os pagamentos efetuados através de cheques nominativos e deixando a fiscalização de intimar a contribuinte a apresentar outros elementos de prova (art. 4° da Portaria/MF n. 187/93) é de se aceitar como idôneas as transações e a regular escrituração dos créditos destacados nas notas fiscais. PENALIDADE EM CADEIA. Inaplicável quando restou incomprovado que a denunciada participou dos possíveis ilícitos fiscais cometidos na cadeia negociai, anteriores às suas aquisições (conluio). DECADÊNCIA. Da mesma forma, se os fatos geradores reportam-se a tais documentos e aceita a legitimidade das operações, o lançamento é considerado homologado, na forma do disposto no art. 150, § 4°, primeira parte, CTN. Não restou demonstrada, cabalmente, a fraude que viciou o ato jurídico. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: INDÚSTRIAS REUNIDAS DE BEBIDAS TATUZINHO 3 FAZENDAS S.A. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. • •as Sessõ ,s, e. I). §e dezembro de 1996 c tt rriStia o t. liveira Glasner Presidente ---"~""577 JoseCabr.rç o ano Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Daniel Corrêa Homem de Carvalho, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho, Tarásio Campeio Borges e Antonio Sinhiti Myasava. (opr/) rs 1 • h-t• MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 Recurso : 100.006 Recorrente : IND. REUNIDAS DE BEBIDAS TATUZINHO -3 FAZENDAS S.A RELATÓRIO Consoante descrito no Auto de Infração (fls. 01/15), de 03.03.95, a ora recorrente é acusada de ter registrado notas fiscais, e aproveitados créditos do IPI, --- pela aquisição de vodca a granel ( 3.678.500 litros ) --- emitidas pela empresa INDUSTRIAL DE BEBIDAS SABARÁ LTDA; sendo que esta por sua vez registrou a aquisição de 4.095.150 litros do produto da empresa VOCAL IND. E COM. DE BEBIDAS LTDA. Em síntese: a VOCAL diz ter vendido 4.095.150 litros da vodca à SABARÁ, que por sua vez revendeu 3.678.500 litros a TATUZINHO. A aquisição da TATUZINHO corresponde a aproximadamente 90% do total da vodca que a SABARA diz ter adquirido da VOCAL. A fiscalização da Fazenda Nacional assevera que os Termos de Verificação Fiscal levaram à conclusão de que a VOCAL jamais forneceu vodca à SABARÁ, via de conseqüência, esta nunca vendeu o produto à TATUZINHO. Os autuantes vão mais longe, para que o produto não permanecesse no estoque escritural da TATUZINHO, esta simulou venda com isenção do IPI à uma "trading"- EXPORTADORA SANTA HELENA LTDA., sediada em Ponta Porã/MS - que se revelou firma de curta existência, com negócios inconsistentes, segundo consta dos Termos de Diligências. A SANTA HELENA, por sua vez, para "zerar" seu estoque escritural, simulou a exportação para o Paraguai. Prova do cabal ato simulado realizada pela exportadora é que as GEs checadas junto à CACEX-BB, se revelaram falsas. A fiscalização exige da TATUZINHO o crédito do imposto que entendeu ter sido aproveitado indevidamente, com multa de 150% prevista no artigo 364, inciso III, RIPI182. Quanto à escrituração das notas fiscais tidas como inidõneas, a TATUZINHO foi apenada com a multa prevista no artigo 365, inciso II, RIM182, sendo que os valores das mercadorias discriminadas nas notas fiscais foram corrigidos monetariamente, da data das emissões até a lavratura do Auto de Infração (cf. fls. 15 que demonstram os cálculos de atualização). Os fatos geradores (data das emissões fiscais) vão de 03/89 a 12/89 e o auto de Infração é de 03.03.95 2 c MINISTÉRIO DA FAZENDA át;31).• SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 Já no Termo de Verificação Fiscal (fls. 16/17) a fiscalização sustenta que a SABARÁ, supostamente, adquiria produtos a granel da VOCAL (vodca, aguardente e álcool) para aproveitamento dos créditos do IPI. Também consta do mesmo Termo, de acordo com o documentário fiscal apresentado, que a VOCAL adquiria tais produtos da empresa COMÉRCIO DE ÁLCOOL E AÇÚCAR PERISTOK LTDA. com sede em Maringá/PR. Pelas diligências levadas a efeito, a fiscalização concluiu que a empresa "PER1STOK" "nunca entrou em funcionamento, tendo inclusive seus talonários de notas fiscais sem uso sido extraviados". Por outro lado, a fiscalização afirma que a "empresa Vocal Ind. E Com. de Bebidas Ltda. em tempo algum foi responsável pela movimentação de mercadorias (entradas ou saídas de produtos a granel) nas dependências de seu estabelecimento" . Mais à frente escreve: "manifesta inidoneidade dos documentos fiscais emitidos pela empresa 'VOCAL' e utilizados pela fiscalizada para fruição de indevidas vantagens". Ressalta notório que a expressão 'pela fiscalizada' diz respeito à SABARÁ, e não à TATUZINHO, porquanto, como já descritos os fatos, a VOCAL nunca foi vendedora de vodca ou qualquer outro produto diretamente à ora recorrente. Isto é o que a fiscalização atesta nos autos do processo. No final das transações comerciais --- venda da vodca à trading EXPORTADORA SANTA HELENA LTDA --- pelo fato de a fiscalização ter asseverado que esta era empresa "de curta existência com negócios inconsistentes", vale destacar o Termo de Diligências (fls. 429/431) a informação prestada, em 12.12.94, pelo Sr. Agente da Secretaria da Fazenda em Ponta Porã/MS. Em sua impugnação tempestiva (fls. 371/380), como matéria preliminar diz haver operado a decadência fiscal, nos termos do artigo 173 do CM, uma vez que o Fisco só constituiu o crédito tributário em 03.03.95. Quanto à matéria de mérito sustenta a efetividade das operações, do finnionamento regular das empresas, existências de fato e direito e seu fornecedor e que os assentamentos contábeis não merecerem reparos. A fiscalização nada apurou contra a impugnante, tão-somente suspeitou e circunstanciou provas contra a VOCAL e SABARÁ. Do mesmo modo procedeu quanto a SANTA HELENA e a TATUZINHO "está fora de tudo isto" e não pode fiscalizar os negócios havidos entre a SABARÁ e sua fornecedora. Não tem qualquer responsabilidade quanto à exportadora, visto esta estar regularmente constituída e registrada nos órgãos competentes. Entregou suas mercadorias para exportação e se a exportadora desvirtuou o negócio, a autuada não concorreu com o fato ilícito. 3 , - .91.4Ws MINISTÉRIO DA FAZENDA ‘rieg'0`.1; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 Deveria a SANTA HELENA, se fosse o caso, responder pelos encargos decorrentes, na forma do disposto no artigo 42 do RIPI/82. Quanto à aplicação das multas, assevera que a fiscalização não apurou contra a TATUZINHO nenhuma das três circunstâncias qualiflcadoras (sonegação, fraude ou conluio) que justificasse aplicação da multa prevista no artigo 364, III, RIPI/82. O Sr. Delegado da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, através da Decisão n. 11175/03/GD/2013/95 (fls. 508/521), indeferiu parcialmente os termos da impugnação --- vez que excluiu da exigência originária a atualização monetária da multa disposta no artigo 365, II, RIPI/82, o que é objeto do recurso de oficio contido nos autos do Processo n. 10865.000. 184/95-53 --- consubstanciada na seguinte ementa: "UTILIZAÇÃO DE NOTAS FISCAIS INIDÔNEAS - A utilização de notas fiscais que não correspondam à efetiva salda das mercadorias dos estabelecimentos emitentes, além da glosa do crédito indevido, resulta, cumulativamente, na aplicação da multa proporcional ao imposto não recolhido, majorada pela circunstância qualcativa (art. 364, III, RIPI/82) e da multa igual ao valor comercial atribuído às mercadorias (art. 365, II, RIPI/82)" Quanto à preliminar de decadência, o julgador singular diz que ao caso presente I se aplica o disposto no artigo 150, § 40, do CTN, e não as regras da decadência ínsitas no artigo 173 do Código, visto restar demonstrada a ocorrência de fraude. Em suas razões de recurso (fls. 531/535), de plano, sustenta os argumentos já oferecidos na petição impugnativa e a preliminar de decadência fiscal. Diz que o julgador singular decidiu de forma simplista ao rejeitar a preliminar quando limitou-se a asseverar que o IPI é um imposto lançado por homologação, pelo que se aplica o disposto no artigo 150, § 4° do CTN e, por existência de fraude inocorreu o prazo extintivo de 05 (cinco) anos. Mesmo que se aceitasse a tese da decisão recorrida, o lapso decadencial de 05 (cinco) anos deveria ser contado na forma da primeira parte do § 4 0, artigo 150 do CTN, isto é., a partir da ocorrência do fato gerador, uma vez que a fraude não está provada nos autos. Se a acusação é de ter recebido notas fiscais inidôneas, emitidas por empresas em situação irregular, o tipo penal só poderia estar dirigido ao conluio. É a acusação de infração I pela entrada da mercadoria e nada tem a ver com a empresa responsável pela exportação do produto. A fornecedora existia de fato e de direito quando das operações comerciais, pelo que ato ilícito por ela cometido não pode recair sobre a denunciada. Por fidelidade aos argumentos de defesa que atacam a decisão recorrida, transcreve-se os principais trechos da petição de recurso: 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA -.4 Psiu SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 " Em resumo, a apenação é pelo recebimento das notas e escrituração dos créditos e não pela saída da mercadoria Inocorreu a fraude, como define o artigo 355, do RIPI/82, assim como o parágrafo 4° do artigo 150 do CTIV, não se refere a conluio, única hipótese, mesmo que absurda, poderia ser indevidamente explorada pela fiscalização. A prevalecer o prazo de modalidade de lançamento contido no artigo 150, parágrafo 4°, do CT1V, também o termo final seria em 31.12.94, uma vez que dezembro de 1989 é a data do último fato gerador, e, como dito e repisado, não restou comprovada qualquer circunstância qualifkadora, ainda mais o conluio que nem consta do texto legal Fraude, hipótese ainda mais absurda !!! (.) A fornecedora da vodca a granel, INDÚSTRIA DE BEBIDAS SARARÁ LTDA., é empresa tradicionalmente conhecida no mercado como fabricante da VODCA BAKUNIN e as transações comerciais entre a mesma e a Recorrente vem de longa data, sem que houvesse qualquer motivo que pudesse por em dúvida a conduta exemplar da vendedora As operações mercantis de rotina são caracterizadas por aquisição do produto a granel, revendido no mercado interno e/ou destinado às habituais exportações. Por outro lado, se houve eventual transação irregular entre a INDÚSTRIA DE BEBIDAS SABARÁ LTDA. e sua fornecedora, a VOCAL IND. E COM DE BEBIDAS LTDA., o fato não diz respeito à Recorrente, uma vez que não sabia, como não poderia saber, de qualquer conduta ilícita entre as mesmas, se é que ocorreram. Nas ditas operações questionadas pelo Fisco a Recorrente é terceira que agiu de boa fé A R Decisão recorrida vai mais além, traz aos autos a possível situação irregular da empresa COMÉRCIO DE ÁLCOOL E AÇÚCAR PERISTOK, que era tida como fornecedora do produto à VOCAL, esta por sua vez teria vendido irregularmente à SABARA e por conseqüência, também seria duvidosa a venda desta última à TATUZINHO. Haja imaginação e criatividade para se fazer juízo de culpa contra a ora Recorrente; esta 'seria' a quarta empresa na cadeia negociai, tese esta que o Segundo Conselho de Contribuintes afasta, manifestando-se neste sentido em inúmeros arestos que são domínio dos Ilustres Conselheiros. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES a4.13Fr r>4." r Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 E não para por aí, a fiscalização e a 1?. Decisão recorrida tentam trazer à Recorrente a autoria de possíveis ilícitos tributários cometidos por terceiros. Prova disto é quando a Decisão singular insiste na existência de 'operações fraudulentas por triangulações de tal modo que, investigado o fornecedor (revendedor), este possa alegar que adquiriu mercadoria de outrem... Nada mais fugidiço, porque da forma como o Julgador singular fundamentou o decisório, por ilação ou construção fantasiou:, foi além da imaginação ao tentar demonstrar não uma operação triangular e sim uma operação pentagular, na medida em que trouxe, pelo inaceitável método empírico, a cadeia negociai de 05 (cinco) empresas, sem estabelecer de forma irrespondível o conluio entre todas elas, que existiam juridicamente e de fato à época dos negócios inquinados de irregulares. Vale trazer, a título de exemplo, o entendimento atual do E. Segundo Conselho de Contribuintes, consubstanciado em duas ementas: "IPI - Mercadorias estrangeiras adquiridas no mercado interno - A responsabilidade pela introdução clandestina no Pais, de mercadoria de procedência estrangeira não pode ser imputada, em cadeia, a todos quantos participaram de transações com ela relacionadas, salvo se comprovada sua participação ou conhecimento da prática da irregularidade, o que, na hipótese, rido ocorreu." Ac. 201-67.395, de 18.09.91. "IPI - Utilização e registro de notas fiscais que não correspondem à efetiva saída do estabelecimento remetente das mercadorias nelas descritas. Remetente estabelecido e remessa com documentação regular: o fato de haver adquirido de terceiros, irregularmente, as mercadorias, importa apenação em cadeia, que não pode atingir a terceiro destinatário." Ac. 202-07.058, de 20.09.94. Ora, para o primeiro aresto, não pode ser apenado o terceiro de boa fé por aquisição de mercadoria estrangeira internada irregularmente no território nacional; muito mais se aplica o entendimento sobre mercadorias de procedência nacional, porque aqui nem se cogita em internação irregular (descaminho) e, em nenhuma hipótese pode-se aplicar pena em cadeia para produtos aqui industrializados, que, repisa-se, eram provenientes de empresas legalmente constituídas e de existência de fato. Quanto ao segundo aresta cai como uma luva para agasalhar a tese da Recorrente. No que concerne à traiding, EXPORTADORA SANTA HELENA LTDA., é uma firma de comércio exterior que tem vida regular e com registro em todos os órgãos competentes, que são incumbidos de credenciar e fiscalizar a atividade. A documentação juntada aos autos quando do oferecimento da impugnação provam à saciedade a existência e regularidade da empresa. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA frigiN"t..g. ‘`:41‘114e;(' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 Agora, se durante a sua vida cometeu ilícitos, como quer a fiscalização, os mesmos não podem ser imputados à Recorrente, visto que aquela recebeu as mercadorias para exportação, mas, se não o fez vendendo-as no mercado interno, deve responder isoladamente pela falta. Aliás, muito embora os ilustres AFTNs não pouparam tempo e palavras para acusar a SANTA HELENA, a Recorrente tem informações seguras que nenhum feito fiscal foi levado a efeito contra a mesma. Porque lançar sobre os ombros da Recorrente a pecha de ter cometido irregularidades, para as quais não tenha concorrido? (..)" Por fim, pede pela exclusão dos encargos da TRD, cobrados a título de juros de mora no período anterior a01.08.91 (Lei n. 8.218/91). Nas contra-razões o Sr. Procurador da Fazenda Nacional (fls. 545/546) assevera que quanto ao lado fático não há nada a acrescentar, vez que foi amplamente analisado pela decisão recorrida. Em relação à preliminar de decadência, andou bem a autoridade julgadora ao tipifica-la no artigo 150, § 4°, CTN. Restou demonstrada a fraude, da forma como foi denunciada pela fiscalização. Diz que: "Os negócios da recorrente são vultosos e, mesmo que a lei não lhe impusesse a necessidade de verificar a regularidade das empresas com quem transacionou, é evidente que essa verificação constitui praxe comercial a que ela não poderia frustar-se. A exceção, como se sabe, não justifica a regra. A conduta da recorrente tipifica a fraude e, nesse caso, sendo o lançamento por homologação, a decadência é regida pelo artigo 150, par. 4°, do CTN, e não pelo seu art. 173." É o relatório. 7 wWC -w MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ CABRAL GAROFANO O recurso voluntário foi manifestado dentro do prazo legal. Dele conheço por tempestivo. A decisão recorrida e o Sr. Procurador da Fazenda Nacional entenderam que ao caso não se aplica a decadência tributária, da forma como está disposta no artigo 173 do CTN, sendo que deve prevalecer o comando ínsito no artigo 150, § 4°, in fine, do Código, vez que restou comprovada a materialidade da fraude fiscal e o MI ser tributo de natureza declaratória. Concilio meu juízo com as autoridades fazendárias, na medida que aceito ser o EPI um imposto de natureza declaratória e o poder impositivo tem 5 (cinco) anos para homologar o valor informado ou constituir de oficio o crédito tributário, contados da ocorrência do fato gerador. Por isto, não se aplica a regra contida no artigo 173 que se destina aos casos em que não há declaração do sujeito passivo, que devesse ou não ser homologada pela autoridade fiscal. Na medida em que o sujeito passivo escriturou notas fiscais tidas como inidôneas e aproveitou seus créditos de IPI, tal procedimento prejudicou o imposto devido --- que é o resultado dos débitos pelas saídas menos os créditos básicos pelas compras --- em determinado período, o que, via de conseqüência, reduziu o imposto a ser recolhido aos cofres públicos. Este é o endereço da norma fiscal contida no Código e se deve aplicar quando o Fisco não concorda com os valores apurados e declarados pelo contribuinte, e de oficio, constitui o crédito tributário no montante que considera insuficiente em cada período de apuração. Antes de mais nada deve-se concluir pela ocorrência ou não de fraude nas operações comerciais impugnadas pelo Fisco, o que conduz o julgamento do mérito em primeiro lugar, vez que a preliminar deve fixar o entendimento que for dado ao questionamento da inexistência real dos negócios e a ilegitimidade das notas fiscais. Disto decorre, por conseqüência, que se aceita a idoneidade das operações mercantis, ao caso se aplicará o comando integrante da norma contida no artigo 150, § 4° primeira parte, do CTN O lançamento será considerado homologado em cinco anos contados a partir da data de cada período de apuração. Pela documentação e Termos de Diligências juntados pelo autuante, o que efetivamente não ficou sob dúvida foi a existência de fato das empresas SABARÁ e VOCAL, que emitiram as notas fiscais na época dos negócios indigitados de inidôneos pela Fazenda Nacional. Sobre tais circunstâncias desnecessário tecer maiores comentários, vez que as provas produzidas 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA 45,Vel SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4;;44.- • Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 pela própria fiscalização são concludentes no sentido que elas operavam regularmente com o tipo de mercadoria, descrita nas notas fiscais in comento. Várias vezes expressei meu juízo sobre esta matéria --- restringe-se à produção de provas --- e continuo entendendo-a da mesma forma, visto os dois fatores tenho como determinantes. O primeiro é saber se as emitentes das notas fiscais existiam de fato quando das transações comerciais com a apelante e, se a fiscalização comprovou, cabalmente, que os negócios foram simulados, criados como o único expediente de praticarem ilícitos tributários. O segundo é saber se a recebedora-denunciada das notas fiscais participou de alguma forma das transações irregulares ou ainda, se tinha ou poderia ter conhecimento da real situação das empresas- vendedoras. As duas condições operam cumulativamente. Já sustentei que os comandos legais da Portaria/MF n. 187, de 26 de abril de 1.993, foram dirigidos exclusivamente à fiscalização para a apuração de ilícitos desta natureza, e os procedimentos administrativos --- de compulsória observância --- contidos no citado normativo passaram a ser ônus processual da fiscalização. Isto quer dizer que a norma legal impõe no seu artigo 4° - "Sempre que, no decorrer da ação fiscal, forem encontrados documentos emitidos em nome das pessoas jurídicas referidas no art. 3°, o contribuinte sob fiscalização deverá ser intimado para comprovar o efetivo pagamento e recebimento dos bens, direitos, mercadorias ou da prestação de serviços, sob pena de: ...II) ter glosado o crédito fiscal originário de documento inidâneo;..." Como dito, os autuantes deveriam intimar a recebedora das notas fiscais a comprovar a materialidade das operações que considerava fictícias. Contudo, nos autos não há notícia de tering que tenha intimado a adquirente a prestar tais informações ou apresentar documentos hábeis e idôneos. Tanto na petição impugnativa como no recurso voluntário a denunciada sustentou que pagou regularmente suas compras, através de cheques nominativos e recebeu as mercadorias ( conforme "Relação dos conhecimentos de fretes no transporte de vodka"- fls. 468/474). Não observando o comando da Portaria/MF n. 187/93, a fiscalização deixou de intimar a fiscalizada a comprovar a efetividade das operações, que, como já visto, é seu ônus processual para confirmar sua suspeita de ocorrência de negócios fictícios realizados entre a TATUZINHO e a SABARÁ. Ainda mais, se a fiscalização entendeu que a fraude se iniciou com a PERISTOK, que emitiu nota fiscal inidônea a favor da VOCAL; esta por sua vez repassou os créditos fiscais à SABARA; que também os transferiu a TATUZINHO; que por fim deu baixa em seu estoque escriturai como venda simulada à exportação através da SANTA HELENA, era sua obrigação comprovar a total ilicitude contida na cadeia negociai. 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA 0:40 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES flIrra Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 Compulsando detidamente o processado, com relação às empresas vendedoras antecedentes à TATUZINHO, só existe o TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL (fls. 16/17) -- muito embora este se refira a outros documentos ou constatações que não estão nos presentes autos -- que traz a conclusão dos autuantes no sentido de que a PERISTOK, que vendeu à VOCAL, nunca entrou em funcionamento e que seus talonários de notas fiscais foram extraviados e, que a vista do documentário da VOCAL a vodca jamais entrou na SABARÁ, ainda mais porque a empresa transportadora "TAC" jamais prestou serviço desta natureza entre as empresas. Como bem disse a recorrente, deveria restar comprovado o conluio, que nos termos do art. 356, do RIPI182 é: "o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas, naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos referidos nos artigos 359 e 355" Assim , para o caso presente, o conluio seria a única forma ilícita que se praticada poderia ensejar a fraude (art. 355). No que respeita aos pagamentos efetuados pela denunciada à sua fornecedora e aos conhecimentos de transporte rodoviário (cf. relação de cheques já indicada), assim fundamentou a decisão recorrida: "Cumpre, ainda, assinalar que o pagamento, quando devidamente comprovado, por si só não tem o condão de representar a prova cabal da efetividade das operações comerciais descritas nas notas fuceis, vez que o pagamento, se efetivo, provaria apenas o desembolso financeiro vinculado às operações. Além da comprovação do pagamento, a exibição conjunta de outros documentos emitidos I ou visados por terceiros não vinculados às empresas acusadas, tais como: conhecimentos de transporte, registro de passagem dos produtos pelas barreiras estaduais, (quando pertinentes), controle de pesagem dos produtos, registro dos produtos no controle de estoque, controles de recebimento de mercadorias (p .CJC. controles de portaria), etc., podem representar indícios de confiabilidade das operações. Mas, sobretudo, para se obter a prova plena da regularidade das transações, é imprescindível que, através da documentação apresentada, fique inequivocamente demonstrado que o pagamento realizado corresponde à contrapartida de algo recebido." No presente caso, a evidência de que as notas fiscais emitidas pela SARARÁ tratam-se de 'notas frias', vale dizer, notas que efetivamente não correspondem à operação real de venda das mercadorias nelas discriminadas, emerge do conjunto de fatos apurados pela fiscalização e trazidos ao bojo dos autos, tido tendo a impugnante oferecido prova eficaz contrária à demonstração do autuante que, por isso, subsiste incólume a justificar a autuação." Como lido, no que respeita aos pagamentos realizados através de cheques nominativos a favor da vendedora, entendo que a autoridade fazendária aceita que foram efetivamente realizados, contudo, no seu dizer, só prestam para comprovar o "desembolso financeiro vinculado às operações". Não me parece que tenham ficado sob dúvida ditos desembolsos, vez que não se questionou a relação de "PAGAMENTOS EFETUADOS A INDUSTRIAL DE BEBIDAS SABARA LTDA - EM NCZS" (onde há menção de inclusão dos 10 e_ MINISTÉRIO DA FAZENDA ArtGgil SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 pagamentos efetuados à vendedora e aos respectivos transportadores; discriminando números dos cheques e nome dos bancos sacados - cf. fls. 435/437) trazidos junto à impugnação. Repisando, se a decisão recorrida entendeu que a denunciada não ofereceu I "prova eficaz contrária à demonstração do autuante"; por obediência aos precisos termos da Portaria/MIE n. 187/93, a fiscalização deveria intimar o contribuinte a apresentar todos os documentos que ela menciona e, não, transferir a este o ônus processual, diferentemente do que manda a lei. Se outras provas deveriam ser constituídas para comprovar a efetividade das operações mercantis, e após intimado o contribuinte não atendesse a comunicação, deixando do trazer ditas provas, ai sim, deveria ser declarada procedente a ação fiscal. A fiscalização da Fazenda Nacional deveria apurar quais pessoas se beneficiaram dos pagamentos, uma vez que não se os discutem, bem como, mesmo que por amostragem, deveria proceder ao rastreamento dos cheques emitidos pela apelante, destinados aos pagamentos das aquisições sob discussão. Não é do bom direito que alguém pague pelo que não recebeu ou não deve. Se houve efetivamente fraude fiscal, não tenho dúvidas que este procedimento levaria a fiscalização aos verdadeiros beneficiados pelos ilícitos tributários e seus mentores intelectuais. Cui Prodest ? A quem aproveitaria ? [ Pergunta que se costuma formular para insinuar que o provável autor de um ato criminoso é a pessoa que dele tira proveito]. Concluindo nesta parte. A meu juízo e principalmente por falta de observância a requisitos legais (artigo 4° da Portaria/MF n. 187/93), a fiscalização da Fazenda Nacional deixou de comprovar, cabalmente, a ocorrência da fraude, porquanto não restou demonstrado que os pagamentos foram fictícios e que a vodca não entrou efetivamente no estabelecimento industrial da denunciada Este Conselho de Contribuintes, sem dissensão nas três Câmaras, tem jurisprudência pacífica de que na ocorrência de ilícitos fiscais, não se aplica penalidade em cadeia, se não restar demonstrado de forma irrespondível a fraude, o que, diga-se I de passagem, aqui inexiste prova efetiva de conluio da recorrente com as demais empresas envolvidas nas operações de venda da mercadoria, tidas pela fiscalização como irregulares. Já quanto a trading EXPORTADORA SANTA HELENA LTDA. em primeiro lugar, o fato de a mesma "revelou-se firma de curta existência, com negócios inconsistentes", por si só não é o bastante para assegurar que as operações não se realizaram. Conforme se comprova na cópia do formulário de informações cadastrais ( cf. fls. 432 ) esta empresa só teve seu cadastro suspenso no Ministério da Fazenda em 08/92, assim como a Secretaria da Fazenda do Estado de Mato Grosso do Sul vistoriou o estabelecimento da exportadora na Av. Pres. Vargas, 278 - Ponta Porã atestando como "vistoriado conforme ordem n°53/67 de 30/09/93" - Apropriado para depósito de bebidas, cigarros, enlatados" --- como faz certo cópia de 11 .)15 01 . k. MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13890.000213/96-30 Acórdão : 202-08.926 documento juntado às fls. 272 do Proc. n. 10865.000184/95-53. Sobre este documento, juntado à impugnação, não se pronunciou a decisão recorrida. Em segundo lugar, se houve fraude na emissão das GEs, deve responder pelo ilícito a SANTA HELENA; sendo que das quais consta que o produto foi remetido pela apelante e a continuidade do negócio passou a ser da exportadora. Não restou demonstrado nos autos que a denunciada tenha participado da emissão das GEs falsas. Aplicação do artigo 42, RIPI/82. Em terceiro lugar, a responsabilidade da recorrente se encerrou com a entrega do produto à exportadora e, como já exaustivamente falado, restou incomprovado que a remetente não recebeu as mercadorias da SABARÁ e que utilizou o artificio de dar saída com isenção do IPI, por se destinarem à exportação, com o único objetivo da "zerar" seu estoque escriturai. Nos termos do artigo 137 do CTN, a infração à lei tributária praticada com dolo é responsabilidade pessoal do agente. Não restou demonstrado, cabalmente, que a apelante tenha agido de conluio com os verdadeiros infratores, no intuito de se beneficiar por tais atos ilícitos. Para mim, como reza o Código e como conceitualmente aceito pela doutrina, à espécie, não é o adquirente das mercadorias o agente infrator. Nestes casos, já para o Direito Romano o agente do crime era sobre quem restasse demonstrado, de forma irrespondível, a conscientia fraudis [consciência da fraude]. As excludentes arroladas no inciso I, r parte do citado artigo, são de notória procedência, exibindo legitimidade e validade em qualquer ramo do direito, inclusive do criminal. Facultado ao julgador a devida liberdade para formar seu convencimento, que decorre da apreciação de todos os elementos contidos nos autos do processo e, pela significativa liberalidade com que o legislador consagrou o princípio in dubio contra fiscum , gravado no ânimo do artigo 112 do Código Tributário Nacional - CTN, voto o sentido de ACOLHER A PRELIMINAR DE DECADÊNCIA TRIBUTÁRIA, nos termos do artigo 150, § 4°, primeira parte, do Código, vez que não restou demonstrada, cabalmente, a ocorrência de fraude que viciou o ato jurídico, e que tenha sido praticada pela apelante. Sala das Sessões, em 04 de dezembro de 1996 JOSÉ ---n1Pn - *FANO 12
score : 1.0
Numero do processo: 13709.002281/92-29
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 1993
Ementa: IPI - ISENÇÕES - Máquinas, aparelhos e equipamentos, destinados ao processo produtivo do adquirente (DL nº 2.433/88): não é o caso dos cilindros de ferro utilizados pelo adquirente na embalagem de seus produtos. Não se trata de máquinas, aparelhos ou equipamentos; tampouco se destinam ao "processo produtivo" do adquirente, como exige aquele diploma. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-06263
Nome do relator: Oswaldo Tancredo de Oliveira
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SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '''''' Rubrico. Processo no 13709.002281/92-29 . .-- SessMJ no 09 de dezembro de 1993 ACORDA° no 202-06.263 Recurso rici 91.695 Recorrente: MAT-INCENDIO S/A - ENGENHARIA DE INCENDI° Recorrida e DRF NO RIO DE 3ANEIRO - R3 IPI - ISENÇOES - Máquinas, aparelhos e • equipamentos, destinados ao processo produtivo do adquirente (DL np 2.433/33) rao é o caso dos • cilindros de ferro utilizados pelo adquirente na embalagem de seus prod(rlos. Wro se trata de maquinas, aparelhos ou equipamentos 1 tampouco se destinam ao "processo produtivo" do adquirente, COMO exige aquele diploma. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MAT-INCENDIO S/A - ENGENHARIA DE INCENDI°. ACORDAM os Membros da Segunda Cftmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AL~Ites os Conselheirts. TERESA CRISTINA GONÇALVES PANTWA e jOW ANTONIO AROCHA DA CUNHA. Sala das Sessffes, em 09 1G, dezembro de 1993. / HELVI1 ES,OWIDO BAELLLOS - Presidente U-ifat-tE OSVALDO TANCREDO DE oLr - Relator nas, 4 ADRIANA C CFR - -ARVALHO - Procuradora-Repre- sentante da Fazen- da Nacional VISTA EM SESSRO DE ti 6 „I AN 19 94 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO ROTHE„ ANTONIO CARLOS BUENO RIBEIRO, 30SE ~TONTO AROCHA DA CUNHA, TARASIO CAMPELO BORGES e jOSE CABRAL GAROFANO. /ovrs/ 1 • 31A/ J-, k : '. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO „ .. -NT-% 4 At .,: :•. ."•:42,.....' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 13709.002261/92-29 Recurso no: 91.695 AcOrdWo no: 202-06.263 Recorrente: MAT-INCENDIO S/A - ENGENHARIA DE INCÊNDIO RELATORI O • Na descriçab dos fatos que ensejaram o procedimento de que estamos tratando, declaram os autuantes que fo:i constatado, na empresa acima identificada, que a mesma industrializa recipientes para gases comprimidos ou liquefeitos, . de ferro fundido ou aço (cilindros), classificados na Tablela de Incidencia do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI/88) na posiçao 7311.00.0199, aliquota de 10%p que, nos meses de •junho/88 a dezembro/08, deu salda aos referidos produtos para • várias empresas, sem lançamento do referido imposto nas notas fiscais emitidas, sob a alegaçao de que as referidas vendas se achavam acobertadas pela isençao prevista no art. 17 do Decreto- Lei n2 2.433/88, alterado pelo Decreto-Lei no 2.451/88p que, •todavia, se trata de embalagens retornáveis, utilizaddas para • acondicionar as mercadorias fabricadas pelas empresas tCfl das citadas embalagens, para transporte e revenda, nao abrangidas, pois, no conceito de "máquinas e equipamentos" destinados ao processo produtivo previsto na Portaria n2 851/79, Parecer Normativo CST no 19/83 e conforme exige o Decreto-Lei ng 2.451/88. Em virtude de tais fatos, foi exigido 'o Imposto sobre Produtos Industrializados julgado devido, tudo conforme formalizado no auto de infraçXo de fls. , no qual se acham discriminados os valores exigidos, a titulo de imposto, 0nus moratório (inclusive TRD Acumulada) e multa proposta, bem como a fundamentaçgo legal da exigOncia, conforme dispositivos do regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto no 87.981/82 (RIPI /82), além da legislaç go específica. Anexo, ao auto de infraçao, demonstrativos da notas fiscais levantadas, bem como dos valores exigidos. Em impugnaçao tempestiva, a autuada se insurge 'mitra a exigOncia, contestando a legalidade da Portaria no,, 851/79 e Parecer Normativo CST n2 19/88, sobre o conceito de máquinas e equipamentos destinados ao processo industrial, invocados no auto de infraçao, ClAjOS atos diz terem sido editados sob a égide do Decreto-Lei no 1.335/74, o qual foi revogado pelo Decreto-Lei no 2.433/88. Este exige apenas para a isençXo em causa que as máquinas e equipamentos sejam adquiridos "para 2 ,:sh i 4-• . !!!-- MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ',.$ ' • V, 40k,'. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo na: 13709.002281/92-29 Acórd'So np: 202-06.263 . ampliaçao ou modernizaçao de estabelecimento industrial", passando a exigir apenas que o bem fosse "destinado ao emprego no processo produtivo". Por outro lado, conforme preconiza o AI)-CST no 37/08, a Impugnante apenas exigiu de seus encomendantes que estes fizessem constar dos seus pedidos de compras a invocada isenao, em face da destinaçao do produto adquirido - o que comprova mediante deciaraOes anexas. Diz mais que o autuante está transferindo a responsabilidade para o vendedor, ao arrepio do que normatiza o ,citado AD-CST no 37/88, o qual declara que, nas isençffes condicionadas à destinaçao do produto, deve ser observado o disposto no art. 42 de RIPI, que determina a responsabilidade do i adquirente pelo pagamento do imposto dispensado. Assim, conclui que a Impugnante nao pode ser responsabilizada pela isençao do IPI exigida pelos seus clientes, i COm base no Decreto-Lei n2 2.433/68. i In-for-maça:) fiscal, depois de mencionar os principais itens da Impugnaao, declarando que a autuaçao bas•ou-se na Portaria Ministerial no 651179, PH-CST n2 19/03 e Decretos-Leis nos 2.433 e 2.451, de 1988. Ali se declara que os recipientes para gases comprimidos de que cuidam os autos nado se acham abrangidos no conceito de máquinas e equipamentos, restrito apenas aos dos capítulos 64, 85 e 90, ainda assim, na condiçáo de Ato Deciaratório específico. As declaraçffes dos adquirentes, juntadas ao processo, nada significam, visto que os cilindros sao usados pelos seus adquirentes para embalagem e transporte de gases e, quando vazios, retornam aos fabricantes de gases, para nova utilizaçao. Sao, portanto, meras embalagens, nao podendo enquadrar-se como "máquinas e equipamentos" dos capítulos 84, 05 e 90, destinadas ao processo industrial, comi :1 sitie gua non para o gozo da isenao. Quanto à responsabilidade do adquirente, de que . "\fala o AD• CST no 37/02, isso só ocorreria no caso de J àescumprimento da destinaao exigida pela norma concedente do t.ieneficio. E óbvio que ai se supffe que exista a isenao„ para, depois, o descumprimento da =dia.) da mesma. No caso, a isenao nao existe desde logo, como já comprovado. Pede a manutençao do feito. --y ..) 30 .45III MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO -,,-;- - a i. ..,i.•• • - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES4,...,..... Processo no: 13709.002261/92-29 . :Acórdão no: 202-06.263 A decisão recorrida, depois de analisar os diversos aspectos da denúncia fiscal, impugnação e informação do autuante, diz que a simples declaração do adquirente de que o produto ê isento não exclui a responsabilidade do remetente e contribuinte do imposto. Invoca o texto do Decreto-Lei n2 2.433/88 e diz que o 'conceito de máquinas e equipamentos de que trata esse dispositivo é o mesmo referido no Decreto-Lei ng 1.335/74. Assim, o PN-CST no 19/83 continua em pleno vigor, visto que ele O interpretativo quanto A conceituação daquelas mAquinas e equipamentos. Por essas principais razffes, indefere a impugnação e mantém a exigéncia. Ainda irresignada, a Autuada apela tempestivamente para este Conselho, ainda invocando o texto do Decreto-Lei 02 2.433/88, que isenta os citados equipamentos, destinados ao processo produtivo. Discorda do entendimento fiscal, no sentido de que os cilindros são meras embalagens, ia que eles fazem parte da linha de produção de que fazem parte os gases. Reitera que a Portaria n2 851/79 e o PN-CST n2 19/83 se acham ultrapassados com a edição do Decreta-Lei no 2.433/80, o qual estendeu a isenção aos acessórios e sobressalentes das máquinas e equipamentos. Assim, os cilindros da posição 73.11.00.0199 se acham plenamente ao abrigo do beneficio fiscal. • Reitera a transferencia da responsabilidade para os adquirentes, em face das deciaraçffeS destes, nos termos do AD-CST na 37/88. Pede provimento do recurso. $1 r\ . E o relatório. \ 4 3/R ,L , me .. , 1/41s:dr, - • •k „,--... ., ., -..: MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO--. ; _ - .v': , 4:C . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 13709.002281/92-29 Acórdao no: 202-06.263 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA Conforme consta dos aut(Ds, a Recorrente deu Balda a recipientes para gases comprimidos ou liquefeitos, de ferro fundido ou aço (cilindros), classificados, como iá visto, 00 código 7311.00.0199 (TIPI/08). Esses produtos se destinavam a terceiros que, por sua vez, os utilizavam na embalagem de gases para transporte. Os produtos em quest go saíram do estabelecimento da Recorrente com isençgo do IPS, tendo sido invocado para tanto o disposto no art. 17 do Decreto- Lei n2 2.451/88 (nova redaçgo dada ao Decreto-Lei n2 2.433/88), o qual isenta do imposteN "... os equipamamentos, máquinas, aparelhos e : 1 nstrumentos... bem como os acessórios, sobressa- lentes e ferramentas que acompanham esses bens, quandoN I - adquiridos por empresas industriais para integrar o seu ativo imobilizado. desIj,n5j2s g Pallr2q2 ng PrPi=g PUldMflY2 2M RAl4?£:1954=I2 ¡ngust:rjal." (grifei). Note-se que esse Decreto-Lei ng 2.451/88 manteve a rela0o dos produtos abrangidos pela isen0o, tal e qual já constava do primitivo Decreto-Lei ng 1.335/74. ' O Parecer Normativo CST no 19/03 estabeleceu o conceito dos citados produtos, conceito que ainda prevalece, ia que eles permanecem os mesmos, a saber2 "Consideram-se máquinas e equipamentos, nos termos do disposto pela Nota (XVI-5) da TIPI... as diversas máquinas, aparelhos e insutrumentos --.. ‘,31\ classificados nos capítulos 84 e 85 ... bem como os instrumentos e aparelhos encontrados no ‘ capítulo 90." 5 ., S42 -, 01". 4; ,, . .,. kt .•e_a MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 13709.002281/92-29 Ac6rd eão no: 202-06.263 . Desde logo, então, se verifica que os recipientes I de que cuidam os autos (código 73.11.00.0199) n go se acham acobertados pela isenção em causa. Por outro lados mesmo que abrangidos, seria preciso que se destinassem ao processo produtivo do adquirente, o que também n go é o caso, já que se destinavam à embalagem de I transporte dos produtos da dita adquirente. Assim, não Pá que se falar em isenção. O fato de haver deciaraOes dos adquirentes nesse 1sentido (direito à isenção) não altera a responsabilidade da Recorrente. A responsabilidade atribuída aos adquirentes, nos I termos do invocado Ato Deciaratório Normativo CST ng 37/88s só seria de se cogitar se se tratasse de produto favorecido pela • isonçgo de que se trata e ao qual tivesse sido dado destino diverso. Tratando-se de produto tributado, irrelevante o destino que lhe tenha dado o adqurientes visto que a responsabilidade da Remetente, ora recorrente, é inquestionável. Nego provimento ao recurso. Sal. das SessVies s em 09 de dezembro de 1993. I / . r • r, I OSVALDO TANCREDO DE OLIVEVA ///////: 6
score : 1.0
Numero do processo: 19482.720004/2013-93
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jul 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Data do fato gerador: 29/06/2012
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO.
Devem ser acolhidos os embargos declaratórios quando presente contradição, omissão e obscuridade.
Numero da decisão: 3302-005.549
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, para rerratificar o acórdão embargado, sem efeitos infringentes.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente.
(assinado digitalmente)
Walker Araujo - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Fenelon Moscoso de Almeida, Vinícius Guimarães, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior.
Nome do relator: WALKER ARAUJO
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OMISSÃO. Devem ser acolhidos os embargos declaratórios quando presente contradição, omissão e obscuridade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, para rerratificar o acórdão embargado, sem efeitos infringentes. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente. (assinado digitalmente) Walker Araujo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Fenelon Moscoso de Almeida, Vinícius Guimarães, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 48 2. 72 00 04 /2 01 3- 93 Fl. 2970DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional contra o Acórdão nº 3302003.516 que, deu provimento ao Recurso Voluntário para acolher o pedido de nulidade do Auto de Infração, por flagrante ilegitimidade passiva, considerando que o auto de infração foi lavrado contra quem não poderia sofrer a multa por cessão de nome, nos termos da ementa abaixo sintetizada: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 29/06/2012 CESSÃO DE NOME. OPERAÇÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR. ACOBERTAMENTO DE INTERVENIENTES. MULTA PECUNIÁRIA. SUJEIÇÃO PASSIVA. PESSOA JURÍDICA. Apenas a pessoa jurídica que ceder seu nome, inclusive mediante a disponibilização de documentos próprios, para a realização de operações de comércio exterior de terceiros com vistas ao acobertamento de seus reais intervenientes ou beneficiários fica sujeita à multa prescrita pelo artigo 33 da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Segundo a Embargante o v. acórdão embargado é omisso, posto que não foi especificado o tipo de vício no lançamento fiscal, se material ou formal. Em 14 de julho de 2017, foi proferido o despacho de fls. 2.9532.954 no sentido de admitir os Embargos de Declaração para seja dirimida a omissão suscitada pela Embargante. É o relatório. Voto Conselheiro Walker Araujo Relator Os embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional teve o exame de admissibilidade processado regularmente, dele tomo conhecimento. Conforme noticiado anteriormente, os Embargos de Declaração foram admitidos para sanar a omissão quanta natureza do vício que ensejou a declaração de nulidade do lançamento fiscal, se material ou formal. De fato há omissão no acórdão embargado, merecendo, assim, serem acolhidos os Embargos de Declaração para sanar a referida omissão. Pois bem. Conforme exposto anteriormente, foi dado provimento ao Recurso Voluntário para acolher o pedido de nulidade do Auto de Infração, por flagrante ilegitimidade passiva, Fl. 2971DF CARF MF Processo nº 19482.720004/201393 Acórdão n.º 3302005.549 S3C3T2 Fl. 3 3 considerando que o auto de infração foi lavrado contra quem não poderia sofrer a multa por cessão de nome prevista no artigo 33, da Lei nº 11.488/2007. Para este relator, o erro na identificação do sujeito passivo implica inobservância de requisito essencial estabelecido no artigo 142, do Código Tributário Nacional e, por conseguinte, nulidade do lançamento por vício material. Para melhor elucidar a diferença entre vício formal e vício material, trazse excertos do acórdão nº 3202000.633, Relator Luís Eduardo Garrossino Barbieri, os quais adoto como fundamento para considerar o presente vício como material: Muito bem. A anulação de um lançamento, por vício formal, decorre do descumprimento de alguma formalidade necessária para a exteriorização ao ato (requisitos do artigo 10º do PAF, por exemplo), ou de irregularidade observadas durante o seu processo de formação (fase do procedimento fiscal), ou até mesmo, o não atendimento aos requisitos concernentes à publicidade do ato (ciência). De outro lado, a nulidade de um lançamento, por vício material, decorre de um descompasso na aplicação da regramatriz de incidência tributária, seja no antecedente da norma (“motivação”), seja em seu consequente (“conteúdo”). Tal fato é de suma importância para o deslinde do processo, na medida em que a declaração de nulidade por vício material, afasta a aplicação do disposto no art. 173, II, do CTN, ficando impossibilitada a abertura de novo prazo decadencial do direito de a Fazenda Pública impor uma nova penalidade. Diante do exposto, acolho os Embargos de Declaração para sanar o vício suscitado pela Embargante, contudo, sem modificação do resultado do julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Walker Araujo Fl. 2972DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10950.720635/2010-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 07 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição em acórdão exarado pelo Carf, devem ser acolhidos embargos de declaração visando a saná-las.
GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS. DIFICULDADE NO PREENCHIMENTO DAS GUIAS. ALEGAÇÃO ESTRANHA À CONSTITUIÇÃO DO DÉBITO.
Constitui infração à legislação previdenciária apresentar nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIPs) com informações incorretas ou omissas.
O julgador deve verificar a adequação do lançamento em relação às normas vigentes, não cabendo observar situação de cunho pessoal no que se refere ao desconhecimento ou dificuldade para o correto preenchimento da GFIP.
Numero da decisão: 2301-005.359
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para, sanando o vício apontado no Acórdão nº 2301-003.229, de 22/11/2012, alterar o dispositivo para "Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos: a) negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Acompanharam a votação por suas conclusões os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira". Ausente justificadamente o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa.
João Bellini Júnior Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Wesley Rocha, Antônio Sávio Nastureles, Juliana Marteli Fais Feriato e João Bellini Júnior (presidente). Ausente justificadamente o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa.
Nome do relator: JOAO BELLINI JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição em acórdão exarado pelo Carf, devem ser acolhidos embargos de declaração visando a saná-las. GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS. DIFICULDADE NO PREENCHIMENTO DAS GUIAS. ALEGAÇÃO ESTRANHA À CONSTITUIÇÃO DO DÉBITO. Constitui infração à legislação previdenciária apresentar nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIPs) com informações incorretas ou omissas. O julgador deve verificar a adequação do lançamento em relação às normas vigentes, não cabendo observar situação de cunho pessoal no que se refere ao desconhecimento ou dificuldade para o correto preenchimento da GFIP.
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ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição em acórdão exarado pelo Carf, devem ser acolhidos embargos de declaração visando a sanálas. GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS. DIFICULDADE NO PREENCHIMENTO DAS GUIAS. ALEGAÇÃO ESTRANHA À CONSTITUIÇÃO DO DÉBITO. Constitui infração à legislação previdenciária apresentar nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIPs) com informações incorretas ou omissas. O julgador deve verificar a adequação do lançamento em relação às normas vigentes, não cabendo observar situação de cunho pessoal no que se refere ao desconhecimento ou dificuldade para o correto preenchimento da GFIP. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para, sanando o vício apontado no Acórdão nº 2301003.229, de 22/11/2012, alterar o dispositivo para "Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos: a) negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Acompanharam a votação por suas conclusões os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira". Ausente justificadamente o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa. João Bellini Júnior – Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 72 06 35 /2 01 0- 21 Fl. 359DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Wesley Rocha, Antônio Sávio Nastureles, Juliana Marteli Fais Feriato e João Bellini Júnior (presidente). Ausente justificadamente o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa. Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela União, representada pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN), respeitantes ao acórdão 2301003.229, de 22 de novembro de 2012. Os embargos restaram admitidos em face de contradição entre o resultado do julgamento e os fundamentos do acórdão embargado, pelo qual restou provido o recurso voluntário, por unanimidade de votos, nos termos do voto do relator, que por sua vez orientou seu voto por negar provimento ao recurso voluntário, mas concluiu, no mérito, por dar provimento ao recurso. É o relatório. Voto Conselheiro João Bellini Júnior – Relator. Penso que as razões expostas pelo relator são suficientemente claras para que se possa verificar que seu voto orientouse por negar provimento ao recurso voluntário. Transcrevoas: DO MÉRITO 2. A autuação em questão deuse em razão de o sujeito passivo ter informado incorretamente nas GFIPs a ocorrência de exposição a agentes nocivos com o código n.° 8 (aposentadoria especial aos 25 anos) para contribuintes individuais. 3. Ocorre que, pelo que consta dos autos, é incontroversa a ocorrência do erro no preenchimento de tais guias, pois a própria recorrente, em seu recurso voluntário, pontua: "15. O erro que a recorrente cometeu ao preencher a GFIP foi punido com multa pecuniária. A recorrente considera esse fato um absurdo. Mas é o caso de indagar se essa multa pecuniária está prevista em lei. Entende a recorrente que o ato dito normativo que criou a obrigação acessória em causa, estabelece também a imposição de multa, nas hipóteses em que o formulário não é preenchido corretamente, como na espécie dos autos (...)." 4. Em suas alegações, a recorrente dispõe que os equívocos cometidos na GFIP não deveriam ter sido apurados com tanto rigor, pois tais incorreções ocorreram em razão da falta de conhecimento ou por dificuldade de preenchimento da guia. 5. Diante disso, entendo que não lhe assiste razão, pois a legislação previdenciária trata da obrigação acessória em Fl. 360DF CARF MF Processo nº 10950.720635/201021 Acórdão n.º 2301005.359 S2C3T1 Fl. 3 3 questão, estabelecendose uma relação de obrigatoriedade e vinculação da atividade fiscal nessas situações. 6. Conforme a Lei 8.212/91, dentre as obrigações da empresa, está a de declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS, como segue: "Art. 32. A empresa é também obrigada a: IV declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009) " 7. Dessa maneira, a autuação da entidade por informar incorretamente nas GFIPs a exposição a agentes nocivos para contribuintes individuais, não possui caráter discricionário, devendo a fiscalização aplicar a multa devida pelo descumprimento de obrigação acessória, como trata o art. 32A do dispositivo legal anteriormente citado " Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarse á às seguintes multas: (Incluído pela Lei n° 11.941, de 2009). I de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei n° 11.941, de 2009). II de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei n° 11.941, de 2009)." 8. Ademais, a jurisprudência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é cediça nesse sentido, como transcrevo abaixo: "Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS DESCUMPRIMENTO MULTA POR INFRAÇÃO. Consiste em descumprimento de obrigação acessória prevista em lei, a empresa deixar de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições para a Seguridade Social ou apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. O descumprimento de Fl. 361DF CARF MF 4 obrigação acessória enseja a aplicação de multa punitiva conforme legislação de regência. Recurso Voluntário Negado. (Segundo Conselho de Contribuintes; Câmara.6; Turma Ordinária: Acordão:20090205;20601859)." 9. Assim, mantenho a autuação, restando legalmente motivada a exigência da multa em questão, pois entendo que a isenção atinente ao processo principal não alcança as obrigações acessórias. (Grifouse.) Voto, portanto, por ACOLHER os embargos de declaração com efeitos infringentes para, sanando o vício apontado no Acórdão nº 2301003.229, de 22/11/2012, alterar o dispositivo para “Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos: a) negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Acompanharam a votação por suas conclusões os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira”. (assinado digitalmente) João Bellini Júnior Relator Fl. 362DF CARF MF
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Numero do processo: 10880.660456/2012-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon May 21 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/06/2012
DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE.
Estando demonstrados os cálculos e a apuração efetuada e possuindo o despacho decisório todos os requisitos necessários à sua formalização, sendo proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa e onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal, não há que se falar em nulidade.
DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
Na medida em que o despacho decisório que indeferiu a restituição requerida teve como fundamento fático a verificação dos valores objeto de declarações do próprio sujeito passivo, não há que se falar em cerceamento de defesa.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados.
Numero da decisão: 3401-004.857
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
(assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Robson José Bayerl, Cássio Schappo, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/06/2012 DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE. Estando demonstrados os cálculos e a apuração efetuada e possuindo o despacho decisório todos os requisitos necessários à sua formalização, sendo proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa e onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal, não há que se falar em nulidade. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. Na medida em que o despacho decisório que indeferiu a restituição requerida teve como fundamento fático a verificação dos valores objeto de declarações do próprio sujeito passivo, não há que se falar em cerceamento de defesa. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Robson José Bayerl, Cássio Schappo, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1745; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 2 1 1 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.660456/201261 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3401004.857 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de maio de 2018 Matéria COMPENSAÇÃO COFINS Recorrente ALL NET TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/06/2012 DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE. Estando demonstrados os cálculos e a apuração efetuada e possuindo o despacho decisório todos os requisitos necessários à sua formalização, sendo proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa e onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal, não há que se falar em nulidade. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. Na medida em que o despacho decisório que indeferiu a restituição requerida teve como fundamento fático a verificação dos valores objeto de declarações do próprio sujeito passivo, não há que se falar em cerceamento de defesa. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Rosaldo Trevisan Presidente e Relator (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 66 04 56 /2 01 2- 61 Fl. 75DF CARF MF Processo nº 10880.660456/201261 Acórdão n.º 3401004.857 S3C4T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vicepresidente), Robson José Bayerl, Cássio Schappo, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado. Relatório Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra não homologação de compensação declarada por meio eletrônico (PER/DCOMP), relativamente a um crédito de Cofins, que teria sido recolhido a maior no período de apuração. O Despacho Decisório da DERAT/SÃO PAULO, não homologou o pedido de compensação, sob o fundamento de que, embora localizado o pagamento que deu origem ao suposto crédito original de pagamento indevido ou a maior, o mesmo estava à época do encontro de contas integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte não restando crédito disponível para a compensação dos débitos informados. Notificada da decisão a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade. A DRJ Ribeirão Preto julgou improcedente a impugnação por unanimidade de votos, mantendo o crédito tributário devido. A empresa apresentou recurso voluntário onde somente alega que apesar de ter protestado em sede de impugnação pela falta de motivação do indeferimento no despacho decisório, o acórdão recorrido não demonstrou a motivação, que os atos administrativos devem ser motivados para não ter cerceado seu direito de defesa, não apresentando provas do seu direito. É o relatório. Fl. 76DF CARF MF Processo nº 10880.660456/201261 Acórdão n.º 3401004.857 S3C4T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3401004.681, de 21 de maio de 2018, proferido no julgamento do processo 10880.660277/201223, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3401004.681): "O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. A recorrente protesta pela falta de motivação do despacho decisório que indeferiu o seu pedido de compensação. Entendo que o despacho decisório cumpre os requisitos legais e possui todo o escopo necessário ao exercício do contraditório e da ampla defesa pelo contribuinte. Nele está inscrito o enquadramento legal da autuação: Enquadramento legal: Arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN). Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Também nele encontrase a fundamentação da decisão, ficando claro que o crédito indicado foi localizado, mas já havia sido utilizado para quitação de outros débitos do contribuinte: A análise do direito creditório está limitada ao valor do "crédito original na data de transmissão" informado no PER/DCOMP, correspondendo a 4.812,66. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Entendo que o prejuízo, se havido, foi provocado pelo próprio contribuinte que deixou de apresentar provas que indicassem que era portador do crédito alegado. Ademais, como bem demonstrado no acórdão recorrido, o crédito já havia sido utilizado e alocado, e apesar de ser o único DARF pago pela empresa no ano de 2012, o mesmo foi utilizado em 193 pedidos de compensação. Esse procedimento utilizado pelo contribuinte, de alocar o mesmo crédito a várias Dcomps enseja a cominação de prestação de informação falsa à RFB já Fl. 77DF CARF MF Processo nº 10880.660456/201261 Acórdão n.º 3401004.857 S3C4T1 Fl. 5 4 que há um campo na PER/DCOMP onde é perguntado se aquele crédito já foi informado em outro PER/DCOMP e o contribuinte respondeu “NÃO” em todas as declarações. Por ser extremamente didático, reproduzo o acórdão recorrido, em sua íntegra, para que não haja dúvidas quanto as suas conclusões que acompanho: Em preliminar, não merece acolhida a alegação de nulidade do Despacho Decisório, vez que o mesmo apresenta de forma clara e precisa o motivo da não homologação da compensação, qual seja, a inexistência de crédito disponível para a compensação dos débitos informados na DCOMP. O Despacho Decisório preenche todos os requisitos formais e materiais para sua validade, contendo todos os elementos necessários ao exercício do direito de defesa do contribuinte, trazendo em seu bojo, ainda que de forma sintética, a fundamentação legal, a identificação da declaração de compensação enviada pela empresa, a data da transmissão, o tipo de crédito, as características do DARF apontado pela empresa na DCOMP, bem como o período de apuração a que se refere. Por outro lado, os motivos da nãohomologação residem nas próprias declarações e documentos produzidos pela contribuinte. Estas são, portanto, a prova e o motivo do ato administrativo, não podendo a interessada alegar que os desconhecia. Importante fixar que a DCOMP se presta a formalizar o encontro de contas entre o contribuinte e a Fazenda Pública, por iniciativa do primeiro, a quem cabe, portanto, a responsabilidade pelas informações sobre os créditos e os débitos, cabendo à autoridade tributária a sua necessária verificação e validação. Encontradas conforme, sobrevém a homologação confirmando a extinção. Não confirmadas as informações prestadas pelo declarante, o inverso se verifica. No caso, a contribuinte declarou um débito e apontou um documento de arrecadação como origem do crédito. Em se tratando de declaração eletrônica, a verificação dos dados informados pela contribuinte foi realizada também de forma eletrônica, tendo resultado no Despacho Decisório em discussão. O ato combatido aponta como causa da não homologação o fato de que, nos sistemas da Receita Federal, embora localizado o DARF do pagamento apontado na DCOMP como origem do crédito, o valor correspondente foi totalmente utilizado e alocado aos débitos informados em DCTF, não restando dele o saldo apontado na DCOMP como crédito. Assim, não padece de nulidade o despacho decisório proferido por autoridade competente, contra o qual o Fl. 78DF CARF MF Processo nº 10880.660456/201261 Acórdão n.º 3401004.857 S3C4T1 Fl. 6 5 contribuinte pôde exercer o contraditório e a ampla defesa e onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal. O débito declarado e pago encontrase em conformidade com a correspondente DCTF, a qual tem seus efeitos determinados pelo § 1º do artigo 5º do Decreto lei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, entre eles o da confissão da dívida e o condão de constituir o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do Fisco. Quando da transmissão e da análise do PER/DCOMP em tela, o crédito efetivamente não existia, pois o pagamento efetuado estava integralmente alocado ao débito declarado pela própria contribuinte em sua DCTF. Assim sendo, na data da transmissão do PER/ DCOMP a interessada não era detentora de crédito líquido e certo, condição sem a qual não há direito à restituição ou compensação. E não tendo o interessado trazido elementos hábeis a desconstituir a confissão do débito que fez na DCTF, inexiste razão para se reconhecer o pleiteado direito creditório relativo a pagamento pretensamente maior do que o devido, referente ao período de apuração. O extrato abaixo é a DCTF retificadora ativa da contribuinte, referente ao tributo e período em análise. Repare que a contribuinte declara um débito de COFINS em junho de 2012 no valor de R$ 29.148,73 e vincula ao débito um pagamento de R$4.985,20. No quadro abaixo, podemos verificar que o referido pagamento vem de um DARF de R$5.083,90, composto de um valor principal (R$4.985,20) mais multa por atraso (R$98,70). Fl. 79DF CARF MF Processo nº 10880.660456/201261 Acórdão n.º 3401004.857 S3C4T1 Fl. 7 6 Por sinal, esse foi o único DARF de Cofins pago em 2012 pela empresa, conforme demonstra o extrato abaixo. Impende salientar que, sobre esse alegado crédito de R$ 5.083,90, a contribuinte solicita a homologação de nada menos que 193 pedidos de compensação, todos do mesmo período (2º trimestre de 2012), com mesmo vencimento em 31/07/2012 que, somados, resultam em um valor de R$ 948.369,76, conforme relação abaixo dos processos de PER/DCOMP para o mesmo DARF. .... Agrava o fato de tentar utilizar mais de uma vez o mesmo crédito a prestação de informação falsa, pois no PER/DCOMP há um campo onde é perguntado se aquele crédito proveniente de pagamento indevido ou a maior já foi informado em outro PER/DCOMP, ao que o contribuinte respondeu “Não” em todos os PER/DCOMP, em infração ao inciso II do § 1º do art. 45 da IN/SRF 1.300, de 20 de novembro de 2012. Pelo exposto, voto por conhecer do recurso voluntário e no mérito por negarlhe provimento. Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado Fl. 80DF CARF MF Processo nº 10880.660456/201261 Acórdão n.º 3401004.857 S3C4T1 Fl. 8 7 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado negou provimento ao recurso voluntário. (Assinado com certificado digital) Rosaldo Trevisan Fl. 81DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15504.018469/2009-48
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Aug 13 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 30/11/2009
APLICAÇÃO DE PENALIDADE. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. LEI Nº 8.212/1991, COM A REDAÇÃO DADA PELA MP 449/2008, CONVETIDA NA LEI Nº 11.941/2009. PORTARIA PGFN/RFB Nº 14 DE 04 DE DEZEMBRO DE 2009.
Na aferição acerca da aplicabilidade da retroatividade benigna, não basta a verificação da denominação atribuída à penalidade, tampouco a simples comparação entre dispositivos, percentuais e limites. É necessário, antes de tudo, que as penalidades sopesadas tenham a mesma natureza material, portanto que sejam aplicáveis ao mesmo tipo de conduta.
O cálculo da penalidade deve ser efetuado em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14 de 04 de dezembro de 2009, se mais benéfico para o sujeito passivo.
Numero da decisão: 9202-007.051
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento, para que a retroatividade benigna seja aplicada em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14, de 2009.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 30/11/2009 APLICAÇÃO DE PENALIDADE. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. LEI Nº 8.212/1991, COM A REDAÇÃO DADA PELA MP 449/2008, CONVETIDA NA LEI Nº 11.941/2009. PORTARIA PGFN/RFB Nº 14 DE 04 DE DEZEMBRO DE 2009. Na aferição acerca da aplicabilidade da retroatividade benigna, não basta a verificação da denominação atribuída à penalidade, tampouco a simples comparação entre dispositivos, percentuais e limites. É necessário, antes de tudo, que as penalidades sopesadas tenham a mesma natureza material, portanto que sejam aplicáveis ao mesmo tipo de conduta. O cálculo da penalidade deve ser efetuado em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14 de 04 de dezembro de 2009, se mais benéfico para o sujeito passivo.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento, para que a retroatividade benigna seja aplicada em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14, de 2009. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1655; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 2 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 15504.018469/200948 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202007.051 – 2ª Turma Sessão de 24 de julho de 2018 Matéria CS RETROATIVIDADE BENIGNA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ANGLOGOLD ASHANTI CORREGO DO SITIO MINERAÇÃO S.A. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 30/11/2009 APLICAÇÃO DE PENALIDADE. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. LEI Nº 8.212/1991, COM A REDAÇÃO DADA PELA MP 449/2008, CONVETIDA NA LEI Nº 11.941/2009. PORTARIA PGFN/RFB Nº 14 DE 04 DE DEZEMBRO DE 2009. Na aferição acerca da aplicabilidade da retroatividade benigna, não basta a verificação da denominação atribuída à penalidade, tampouco a simples comparação entre dispositivos, percentuais e limites. É necessário, antes de tudo, que as penalidades sopesadas tenham a mesma natureza material, portanto que sejam aplicáveis ao mesmo tipo de conduta. O cálculo da penalidade deve ser efetuado em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14 de 04 de dezembro de 2009, se mais benéfico para o sujeito passivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em darlhe provimento, para que a retroatividade benigna seja aplicada em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14, de 2009. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em Exercício (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 01 84 69 /2 00 9- 48 Fl. 486DF CARF MF 2 Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Relatório Tratase de auto de infração, DEBCAD 37.240.3271, lavrado contra o contribuinte identificado acima, consolidado em 30/11/2009, no valor de R$26.583,60 (Vinte e seis mil, quinhentos e oitenta e três reais, e sessenta centavos), em razão do contribuinte apresentar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, infringindo o disposto no art. 32, IV, §5°, da Lei n° 8.212/91, c/c o art. 225, IV, do Regulamento da Previdência Social. De acordo com o Relatório Fiscal da multa aplicada, fls. 11/14, o valor de R$ 26.583,60 corresponde a 100% do valor da contribuição devida e não declarada, limitada, por competência, em função do número de segurados da empresa, observandose os limites mensais previstos nos §§ 4° e 5° do art. 32 da Lei n° 8.212/91, com redação dada pela Lei n° 9.528/97, c/c o art. 284, II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, c/c o art. 92 e art. 102 da Lei n° 8.212/91. O limite legal da multa estabelecido, por competência, em função do número de segurados da empresa, indicado no Anexo VI, foi apurado utilizando o multiplicador correspondente, constante do quadro integrante do §4° do art. 32 da Lei n° 8.212/91, vezes o valor mínimo previsto no art. 92 da Lei n° 8.212/91. A autuada apresentou impugnação, tendo a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG julgado a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário na sua integralidade. Apresentado Recurso Voluntário pela autuada, os autos foram encaminhados ao CARF para julgamento do mesmo. Em sessão plenária de 18/09/2013, foi dado provimento parcial ao Recurso Voluntário, prolatandose o Acórdão nº 2301003.719 (fls. 167/176), com o seguinte resultado: "Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em não conhecer do Recurso, na questão de mérito, nos termos do voto do(a) Relator(a); II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A da Lei 8.212/1991, deduzindose as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente”. O acórdão encontrase assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2005 a 31/08/2005 Fl. 487DF CARF MF Processo nº 15504.018469/200948 Acórdão n.º 9202007.051 CSRFT2 Fl. 3 3 CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL E PROCESSO JUDICIAL COM A MESMA MATÉRIA. Conforme a Súmula CARF nº 1, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. LANÇAMENTOS REFERENTES FATOS GERADORES ANTERIORES A MP 449. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA ALÍNEA “C”, DO INCISO II, DO ARTIGO 106 DO CTN. A mudança no regime jurídico das multas no procedimento de ofício de lançamento das contribuições previdenciárias por meio da MP 449 enseja a aplicação da alínea “c”, do inciso II, do artigo 106 do CTN. No tocante às penalidades relacionadas com a GFIP, deve ser feito o cotejamento entre o novo regime aplicação do art. 32A para as infrações relacionadas com a GFIP e o regime vigente à data do fato gerador aplicação dos parágrafos do art. 32 da Lei 8.212/91, prevalecendo a penalidade mais benéfica ao contribuinte em atendimento ao art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte. O processo foi encaminhado para ciência da Fazenda Nacional, em 08/01/2014 para cientificação em até 30 dias, nos termos da Portaria MF nº 527/2010. A Fazenda Nacional interpôs, tempestivamente, em 09/01/2014, o presente Recurso Especial (fls. 178/187). Em seu recurso visa a reforma do acórdão recorrido em relação ao cálculo da multa mais benéfica ao contribuinte. Ao Recurso Especial da Fazenda Nacional foi dado seguimento, conforme Despacho s/nº, da 3ª Câmara, de 25/07/2016 (fls.190/193), considerados como paradigmas os Acórdãos nº 20601.782 e nº 240100.127. O recorrente, em suas alegações, requer seja dado total provimento ao presente recurso, para reformar o acórdão recorrido no ponto em que determinou a aplicação do art. 32A, inciso I, da Lei nº 8.212/91, em detrimento do art. 35A, do mesmo diploma legal, para que seja esposada a tese de que a autoridade preparadora deve verificar, na execução do julgado, qual norma mais benéfica: se a multa anterior (art. 35, II, da norma revogada) ou a do art. 35A da MP nº 449/2008, atualmente convertida na Lei nº 11.941/2009. Cientificado do Acórdão nº 2301003.719, do Recurso Especial da Fazenda Nacional e do Despacho de Admissibilidade admitindo o Resp da PGFN em 06/09/2016, o contribuinte apresentou, tempestivamente, 21/09/2016, suas contrarrazões (fls. 200/211). Fl. 488DF CARF MF 4 Em suas contrarrazões, alega que as duas multas têm naturezas distintas: a do art. 35A é incidente sobre a obrigação principal (valor devido não pago) e é multa por atraso no pagamento; já a do art. 32A é multa penal por não apresentar GFIP ou apresentála com erros de informação. Diz que a Recorrente, no caso a Fazenda Nacional, ao entender que, de acordo com a nova sistemática, o dispositivo legal a ser aplicado seria o art. 35A da Lei nº 8.212/91, com a multa prevista no lançamento de ofício (art. 44 da Lei nº 9.430/96), impõe uma multa mais gravosa ao contribuinte, indo na contramão do que dispõe o artigo 106 do CTN, que é o de beneficiar o contribuinte com uma multa menos gravosa. O processo foi então incluído na pauta de julgamento da Câmara Superior de Recursos Fiscais e, em sessão de 26/09/2017, foi convertido em diligência, conforme Resolução nº 9202000.136, para que a unidade de origem da Receita Federal do Brasil prestasse informações acerca do andamento da obrigação principal que embasou a presente autuação em tela. Vejamos trecho do voto: “As questão objeto do recurso referese, resumidamente, a retroatividade benigna quanto à natureza das multas aplicadas nos autos de infração de contribuições previdenciárias após a MP 449/2008, convertida na lei nº 11.941/2009. Contudo, por tratarse de AI de obrigação acessória AIOA, para atribuir certeza ao crédito, conforme podemos identificar no relatório fiscal, foram lavrados Autos de Infração de Obrigações Principais conexos ao presente processo, qual seja: nº DEBCAD 37.248.3291, processo nº 15504.018471/200917. Em pesquisa aos sistemas não foi possível identificar decisão final acerca do referido processo.” Os autos foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem em 24/11/2017, que prestou as informações contidas no despacho de fls. 473/475, destaquese: “13. À vista do exposto, o crédito tributário cadastrado com o nº 37.248.3291 poderá ser baixado no sistema informatizado deste órgão, tendo em vista a decisão judicial proferida no Mandado de Segurança nº 005649074.2010.4.01.3800, bem como o disposto art. 156, inciso X, do Código Tributário Nacional.” Dada a ciência da Resolução nº 9202000.136 e da Informação Fiscal (fls. 473/475) em 11/04/2018, o contribuinte não se manifestou e os autos retornaram ao Carf para prosseguimento. É o relatório. Fl. 489DF CARF MF Processo nº 15504.018469/200948 Acórdão n.º 9202007.051 CSRFT2 Fl. 4 5 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora. Pressupostos de Admissibilidade O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, conforme despacho de Admissibilidade, fls. 190. Assim, não havendo qualquer questionamento acerca do conhecimento e concordando com os termos do despacho proferido, passo a apreciar o mérito da questão Do mérito Em se tratando de AIOA importante descrever o resultado do Auto de infração correlato. Para isso o presente julgamento foi convertido em diligência por meio da Resolução nº 9202000.136, nos seguintes termos: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que sejam prestadas informações acerca do processo DEBCAD 37.248.3291, processo nº 15504.018471/200917. Em cumprimento a diligência a Receita Federal prestou os seguintes esclarecimentos fls. 472/475: 1. Tratase de solicitação encaminhada a esta Equipe, pela DRF/CFN, para que seja informada a atual situação do Auto de Infração AI nº 37.248.3291, tendo em vista solicitação do CARF. 2. O AI nº 37.248.3291 foi lavrado em 30/11/2009 para o lançamento contribuições incidentes sobre pagamentos realizados a segurados empregados a título de Abono, sob o código 132 – Abono Acordo Coletivo e código 85 – Abono, no período de 08/2005. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 13/21, referida rubrica constituise em parcela integrante do salário de contribuição, e, portanto, é base de cálculo para as contribuições devidas à Seguridade Social, nos termos da Legislação Previdenciária, art. 28 – inciso, I, da Lei nº 8.212, de 24/07/91 c/c art. 214, inciso I do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 3.048 de 06/05/1999. 3. Ainda de acordo com o Relatório Fiscal, o Regulamento da Previdencia Social – RPS, em seu art. 214, diz o seguinte; “§ 9º Não integram o saláriodecontribuição, exclusivamente: Fl. 490DF CARF MF 6 (...) “V – as importâncias recebidas a titulo de: (...) j) ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário por força de lei. (destacamos) 4. À vista do dispositivo legal reproduzido, concluiu a fiscalização que incide contribuição previdenciária sobre os pagamentos realizados aos segurados empregados da empresa epigrafada, no período de 08/2005, pagamentos estes realizados sob a rubrica Abono, e em face de cumprimento à cláusula quarta do Acordo Coletivo de Trabalho firmado em 10/08/2005. 5. Oportuno informar que também foram lançadas no AI em análise as contribuições incidentes sobre a remuneração paga ou creditada a segurados contribuintes individuais, pessoas físicas, que prestaram serviços a empresa no período de 01/2005 a 12/2005. 6. O contribuinte apresentou impugnação, contestando somente a contribuição previdenciária que se originou do pagamento da rubrica denominada Abono Salarial. 7. Em conseqüência, os valores relativos ao levantamento referente à contribuição incidente sobre a remuneração paga aos contribuintes individuais foram transferidos do debcad nº 37.248.3291 para o debcad nº 37.324.6200. 8. Em 29/07/2010 o contribuinte impetrou o Mandado de Segurança nº 56490 74.2010.4.01.3800, visando provimento jurisdicional que declarasse a inexistência de relação jurídica que o obrigasse ao recolhimento da contribuição previdenciária incidente sobre os valores pagos a seus empregados a título de abono, desvinculado do salário e previsto em Acordo Coletivo de Trabalho. 9. O MM. Juiz do feito julgou procedente o pedido, e concedeu a segurança, conforme dispositivo ora transcrito; JULGO PROCEDENTE O PEDIDO E CONCEDO A SEGURANÇA PRETENDIDA, para declrar a ilegalidade do artigo 214, parágrafo 9º, inciso V, alínea “j”, do Decreto 3.048/99, no tocante à exigência de “lei” ali lançada, e para assegurar à impetrantes ANGLOGOLD ASHANTI BRASIL MINERAÇÃO LTDA. ANGLOGOLD ASHANTI CÓRREGO DO SITIO MINERAÇÃO S/A e MINERAÇÃO MORRO VELHO LTDA. o direito de excluírem da base de cálculo das contribuições previdenciárias os valores pagos a título de abono, na forma prevista nos Acordos coletivos de Trabalho acostados às folhas 76 e 91, nos termos do artigo 28, parágrafo 9º, alínea “e”, item “7”, da Lei 8.212/91. 10. Inconformada com a decisão, a União aviou o recurso de apelação, o qual foi recebido no efeito devolutivo. 11. Em decisão publicada em 15/03/2016, o Desembargador Federal Novély Vilanova da Silva Reis negou seguimento à Fl. 491DF CARF MF Processo nº 15504.018469/200948 Acórdão n.º 9202007.051 CSRFT2 Fl. 5 7 apelação da União e à remessa de ofício, com a seguinte fundamentação; O recurso e a remessa estão em confronto com a jurisprudência do STJ e deste Tribunal (CPC, art. 557 e Súmula 253/STJ). Não incide a contribuição previdenciária sobre esse abono em virtude da excepcionalidade e transitoriedade do pagamento: AgRg no REsp 1502986/CE, r. Ministro Humberto Martins, 2ª Turma do STJ em 10.03.2015: 1. A jurisprudência do STJ firmouse no sentido de que não incide contribuição social sobre o abono pecuniário recebido em parcela única (sem habitualidade), previsto em acordo coletivo de trabalho. 2. Precedente idêntico: AgRg no REsp 1.386.395/SE, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 19/09/2013, DJe 27/09/2013. 3. Outros precedentes: AgRg no REsp 1.235.356/RS, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 22/3/2011, DJe 25/3/2011; REsp 1.062.787/RJ, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, julgado em 19/8/2010, DJe 31/8/2010; REsp 1.155.095/RS, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 21/6/2010; REsp 1.125.381/SP, Rel. Min. Castro Meira, Segunda Turma, DJe de 29/4/2010; REsp 819.552/BA, Rel. p/ acórdão Min. Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJe de 18/5/2009; REsp 840.328/MG, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJ de 25/9/2006, p. 241; REsp 434.471/MG, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, DJ de 14/2/2005, p. 155. AC 001689920.2005.4.01.3400DF, r. Des. Federal Maria do Carmo Cardoso, 8ª Turma deste Tribunal em 07.08.2015: … 5. O abono recebido em caráter eventual e sem habitualidade, previsto em convenção coletiva de trabalho, não integra a base de cálculo do saláriocontribuição. 12. De acordo com consulta processual realizada pela INTERNET, sitio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a União não apresentou recurso em face da aludida decisão, o que culminou com o trânsito em julgado da mesma em 22/04/2016, e o retorno dos autos para o juízo de origem. 13. À vista do exposto, o crédito tributário cadastrado com o nº 37.248.3291 poderá ser baixado no sistema informatizado deste órgão, tendo em vista a decisão judicial proferida no Mandado de Segurança nº 005649074.2010.4.01.3800, bem como o disposto art. 156, inciso X, do Código Tributário Nacional. Fl. 492DF CARF MF 8 14. Diante do exposto, à DRF/CFN, em atendimento ao despacho de fls. 472. Ou seja, o resultado da diligência identificou que o AIOP foi julgado improcedente por força de decisão judicial em relação ao pagamento de ABONOS já transitado em julgado (conforme decisão acima transcrita). Em tendo levado a demanda ao judiciário em relação ao mérito dos fatos geradores, o contribuinte acabar por renunciar a sua discussão na via administrativa, valendo o resultado aplicado na via judicial para determinar a procedência dos fatos geradores no momento da execução dos julgados. Todavia existem outros fatos geradores também omissos que ensejaram a presente autuação, senão vejamos: 2.2 Deixou de registrar no campo "Remuneração sem parcela do 13° salário" da Guia, o valor de R$ 214,04 pago a titulo de beneficio concedido de Clube Recreativo (remuneração indireta), concedido ao seu empregado: Lincoln Silva Gerente, no período de 08/2005, através do "Minas Tênis Clube" e "Cruzeiro Esporte Clube", extraído da conta contábil: 5040999 Outros Apoio Administrativo. 2.3 Deixou de informar no campo "OCORRÊNCIAS", da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP, os códigos: 02 (exposição a agente nocivo aposentadoria especial aos 15 anos de serviço), 03 (exposição a agente nocivo aposentadoria especial aos 20 anos de serviço) e 04 (exposição a agente nocivo aposentadoria especial aos 25 anos de serviço), para os segurados empregados a seu serviço, cuja atividade seja exercida em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade fisica deste trabalhador e permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, nos termos dos artigos 57 e 58 da Lei n° 8.213 de 24/07/1991, no período de 08/2005, conforme discriminado nos "ANEXO III" e "ANEXO IV"que se constituem em parte integrante do processo administrativofiscal: AutodeInfração AI DEBCAD N° 37.248.3283, que recebeu o número de protocolo 15504.018470/200972, razão pela qual • não juntamos ao presente AutodeInfração AI, tendo o contribuinte recebido os referidos Anexos III e IV 2.4 Deixou de informar na GFIP segurados contribuintes individuais pessoas físicas que prestaram serviços a empresa sem vinculo empregaticio e respectiva remunerações, no período de 08/2005, conforme discriminado no "ANEXO II", que se constitui em parte integrante do processo administrativofiscal: AutodeInfração Al DEBCAD N° 37.248.3291, que recebeu o número de protocolo 15504.018471/200917, razão pela qual não juntamos ao presente AutodeInfração AI, tendo o contribuinte recebido o referido Anexo II. 3 Os valores omitidos foram apurados verificandose as Folhas de Pagamento, Livros Diários n° 124 a 129, Razão Contábil, Perfil Profissiográfico Previdencidrio PPP e demais Demonstrações Ambientais apresentadas pela empresa, relativos ao período de 01/2005 a 12/2005, analisados durante a ação fiscal. Fl. 493DF CARF MF Processo nº 15504.018469/200948 Acórdão n.º 9202007.051 CSRFT2 Fl. 6 9 Assim, em relação aos demais fatos geradores, não se observando a demanda judicial e não existindo qualquer argumentação no sentido de sua improcedência, devese se analisar o recurso especial da Fazenda Nacional. Recurso Especial da Fazenda Nacional Aplicação da multa retroatividade benigna Cingese a controvérsia às penalidades aplicadas às contribuições previdenciárias, previstas na Lei nº 8.212/1991, com as alterações promovidas pela MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, quando mais benéfica ao sujeito passivo. A solução do litígio decorre do disposto no artigo 106, inciso II, alínea “a” do CTN, a seguir transcrito: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. (grifos acrescidos) De inicio, cumpre registrar que a Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), de forma unânime pacificou o entendimento de que na aferição acerca da aplicabilidade da retroatividade benigna, não basta a verificação da denominação atribuída à penalidade, tampouco a simples comparação entre dispositivos, percentuais e limites. É necessário, basicamente, que as penalidades sopesadas tenham a mesma natureza material, portanto sejam aplicáveis ao mesmo tipo de conduta. Assim, a multa de mora prevista no art. 61 da Lei nº 9.430, de 1996, não é aplicável quando realizado o lançamento de ofício, conforme consta do Acórdão nº 9202004.262 (Sessão de 23 de junho de 2016), cuja ementa transcrevese: AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA MULTA APLICAÇÃO NOS LIMITES DA LEI 8.212/91 C/C LEI 11.941/08 APLICAÇÃO DA MULTA MAIS FAVORÁVEL RETROATIVIDADE BENIGNA NATUREZA DA MULTA APLICADA. A multa nos casos em que há lançamento de obrigação principal lavrados após a MP 449/2008, convertida na lei 11.941/2009, mesmo que referente a fatos geradores anteriores a publicação da referida lei, é de ofício. Fl. 494DF CARF MF 10 AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA COMPARATIVO DE MULTAS APLICAÇÃO DE PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA. Na aferição acerca da aplicabilidade da retroatividade benigna, não basta a verificação da denominação atribuída à penalidade, tampouco a simples comparação entre percentuais e limites. É necessário, basicamente, que as penalidades sopesadas tenham a mesma natureza material, portanto sejam aplicáveis ao mesmo tipo de conduta. Se as multas por descumprimento de obrigações acessória e principal foram exigidas em procedimentos de ofício, ainda que em separado, incabível a aplicação retroativa do art. 32A, da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, eis que esta última estabeleceu, em seu art. 35 A, penalidade única combinando as duas condutas. A legislação vigente anteriormente à Medida Provisória n° 449, de 2008, determinava, para a situação em que ocorresse (a) recolhimento insuficiente do tributo e (b) falta de declaração da verba tributável em GFIP, a constituição do crédito tributário de ofício, acrescido das multas previstas nos arts. 35, II, e 32, § 5o, ambos da Lei n° 8.212, de 1991, respectivamente. Posteriormente, foi determinada, para essa mesma situação (falta de pagamento e de declaração), apenas a aplicação do art. 35A da Lei n° 8.212, de 1991, que faz remissão ao art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. Portanto, para aplicação da retroatividade benigna, resta necessário comparar (a) o somatório das multas previstas nos arts. 35, II, e 32, § 5o, ambos da Lei n° 8.212, de 1991, e (b) a multa prevista no art. 35A da Lei n° 8.212, de 1991. A comparação de que trata o item anterior tem por fim a aplicação da retroatividade benigna prevista no art. 106 do CTN e, caso necessário, a retificação dos valores no sistema de cobrança, a fim de que, em cada competência, o valor da multa aplicada no AIOA somado com a multa aplicada na NFLD/AIOP não exceda o percentual de 75%. Prosseguindo na análise do tema, também é entendimento pacífico deste Colegiado que na hipótese de lançamento apenas de obrigação principal, a retroatividade benigna será aplicada se, na liquidação do acórdão, a penalidade anterior à vigência da MP 449, de 2008, ultrapassar a multa do art. 35A da Lei n° 8.212/91, correspondente aos 75% previstos no art. 44 da Lei n° 9.430/96. Caso as multas previstas nos §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela MP 449 (convertida na Lei 11.941, de 2009), tenham sido aplicadas isoladamente descumprimento de obrigação acessória sem a imposição de penalidade pecuniária pelo descumprimento de obrigação principal deverão ser comparadas com as penalidades previstas no art. 32A da Lei nº 8.212, de 1991, bem assim no caso de competências em que o lançamento da obrigação principal tenha sido atingida pela decadência. Neste sentido, transcrevese excerto do voto unânime proferido no Acórdão nº 9202004.499 (Sessão de 29 de setembro de 2016): Até a edição da MP 449/2008, quando realizado um procedimento fiscal, em que se constatava a existência de débitos previdenciários, lavravase em relação ao montante da contribuição devida, notificação fiscal de lançamento de débito NFLD. Caso constatado que, além do montante devido, descumprira o contribuinte obrigação acessória, ou seja, obrigação de fazer, como no caso de omissão em GFIP (que tem correlação direta com o fato gerador), a empresa era autuada também por descumprimento de obrigação acessória. Fl. 495DF CARF MF Processo nº 15504.018469/200948 Acórdão n.º 9202007.051 CSRFT2 Fl. 7 11 Nessa época os dispositivos legais aplicáveis eram multa art. 35 para a NFLD (24%, que sofria acréscimos dependendo da fase processual do débito) e art. 32 (100% da contribuição devida em caso de omissões de fatos geradores em GFIP) para o Auto de infração de obrigação acessória. Contudo, a MP 449/2008, convertida na lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” Entretanto, a MP 449, Lei 11.941/2009, também acrescentou o art. 35A que dispõe o seguinte, “Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.” O inciso I do art. 44 da Lei 9.430/96, por sua vez, dispõe o seguinte: Fl. 496DF CARF MF 12 “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata “ Com a alteração acima, em caso de atraso, cujo recolhimento não ocorrer de forma espontânea pelo contribuinte, levando ao lançamento de ofício, a multa a ser aplicada passa a ser a estabelecida no dispositivo acima citado, ou seja, em havendo lançamento da obrigação principal (a antiga NFLD), aplicase multa de ofício no patamar de 75%. Essa conclusão levanos ao raciocínio que a natureza da multa, sempre que existe lançamento, referese a multa de ofício e não a multa de mora referida no antigo art. 35 da lei 8212/91. Contudo, mesmo que consideremos que a natureza da multa é de "multa de ofício" não podemos isoladamente aplicar 75% para as Notificações Fiscais NFLD ou Autos de Infração de Obrigação Principal AIOP, pois estaríamos na verdade retroagindo para agravar a penalidade aplicada. Por outro lado, com base nas alterações legislativas não mais caberia, nos patamares anteriormente existentes, aplicação de NFLD + AIOA (Auto de Infração de Obrigação Acessória) cumulativamente, pois em existindo lançamento de ofício a multa passa a ser exclusivamente de 75%. Tendo identificado que a natureza da multa, sempre que há lançamento, é de multa de ofício, considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. No presente caso, foi lavrado AIOA julgada, e alvo do presente recurso especial, prevaleceu o valor de multa aplicado nos moldes do art. 32A. No caso da ausência de informação em GFIP, conforme descrito no relatório a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, § 5º, da Lei nº 8.212/1991 também revogado, o qual previa uma multa no valor de 100% (cem por cento) da contribuição não declarada, limitada aos limites previstos no § 4º do mesmo artigo. Face essas considerações para efeitos da apuração da situação mais favorável, entendo que há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte: ∙ Norma anterior, pela soma da multa aplicada nos moldes do art. 35, inciso II com a multa prevista no art. 32, inciso IV, § 5º, observada a limitação imposta pelo § 4º do mesmo artigo, ou ∙ Norma atual, pela aplicação da multa de setenta e cinco por cento sobre os valores não declarados, sem qualquer limitação, excluído o valor de multa mantido na notificação. Fl. 497DF CARF MF Processo nº 15504.018469/200948 Acórdão n.º 9202007.051 CSRFT2 Fl. 8 13 Levando em consideração a legislação mais benéfica ao contribuinte, conforme dispõe o art. 106 do Código Tributário Nacional (CTN), o órgão responsável pela execução do acórdão deve, quando do trânsito em julgado administrativo, efetuar o cálculo da multa, em cada competência, somando o valor da multa aplicada no AI de obrigação acessória com a multa aplicada na NFLD/AIOP, que não pode exceder o percentual de 75%, previsto no art. 44, I da Lei n° 9.430/1996. Da mesma forma, no lançamento apenas de obrigação principal o valor das multa de ofício não pode exceder 75%. No AI de obrigação acessória, isoladamente, o percentual não pode exceder as penalidades previstas no art. 32A da Lei nº 8.212, de 1991. Observese que, no caso de competências em que a obrigação principal tenha sido atingida pela decadência (pela antecipação do pagamento nos termos do art. 150, § 4º, do CTN), subsiste a obrigação acessória, isoladamente, relativa às mesmas competências, não atingidas pela decadência posto que regidas pelo art. 173, I, do CTN, e que, portanto, deve ter sua penalidade limitada ao valor previsto no artigo 32A da Lei nº 8.212, de 1991. Cumpre ressaltar que o entendimento acima está em consonância com o que dispõe a Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009, alterada pela Instrução Normativa RFB nº 1.027 em 22/04/2010, e no mesmo diapasão do que estabelece a Portaria PGFN/RFB nº 14 de 04 de dezembro de 2009, que contempla tanto os lançamentos de obrigação principal quanto de obrigação acessória, em conjunto ou isoladamente. Neste passo, para os fatos geradores ocorridos até 03/12/2008, a autoridade responsável pela execução do acórdão, quando do trânsito em julgado administrativo, deverá observar a Portaria PGFN/RFB nº 14 de 04 de dezembro de 2009 que se reporta à aplicação do princípio da retroatividade benigna previsto no artigo 106, inciso II, alínea “c”, do CTN, em face das penalidades aplicadas às contribuições previdenciárias nos lançamentos de obrigação principal e de obrigação acessória, em conjunto ou isoladamente, previstas na Lei nº 8.212/1991, com as alterações promovidas pela MP 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009. De fato, as disposições da referida Portaria, a seguir transcritas, estão em consonância com a jurisprudência unânime desta 2ª Turma da CSRF sobre o tema: Portaria PGFN/RFB nº 14 de 04 de dezembro de 2009 Art. 1º A aplicação do disposto nos arts. 35 e 35A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, às prestações de parcelamento e aos demais débitos não pagos até 3 de dezembro de 2008, inscritos ou não em Dívida Ativa, cobrados por meio de processo ainda não definitivamente julgado, observará o disposto nesta Portaria. Art. 2º No momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte, o valor das multas aplicadas será analisado e os lançamentos, se necessário, serão retificados, para fins de aplicação da penalidade mais benéfica, nos termos da alínea "c" Fl. 498DF CARF MF 14 do inciso II do art. 106 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional (CTN). § 1º Caso não haja pagamento ou parcelamento do débito, a análise do valor das multas referidas no caput será realizada no momento do ajuizamento da execução fiscal pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). § 2º A análise a que se refere o caput darseá por competência. § 3º A aplicação da penalidade mais benéfica na forma deste artigo darseá: I mediante requerimento do sujeito passivo, dirigido à autoridade administrativa competente, informando e comprovando que se subsume à mencionada hipótese; ou II de ofício, quando verificada pela autoridade administrativa a possibilidade de aplicação. § 4º Se o processo encontrarse em trâmite no contencioso administrativo de primeira instância, a autoridade julgadora fará constar de sua decisão que a análise do valor das multas para verificação e aplicação daquela que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento. Art. 3º A análise da penalidade mais benéfica, a que se refere esta Portaria, será realizada pela comparação entre a soma dos valores das multas aplicadas nos lançamentos por descumprimento de obrigação principal, conforme o art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e de obrigações acessórias, conforme §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e da multa de ofício calculada na forma do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009. § 1º Caso as multas previstas nos §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, tenham sido aplicadas isoladamente, sem a imposição de penalidade pecuniária pelo descumprimento de obrigação principal, deverão ser comparadas com as penalidades previstas no art. 32A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. § 2º A comparação na forma do caput deverá ser efetuada em relação aos processos conexos, devendo ser considerados, inclusive, os débitos pagos, os parcelados, os nãoimpugnados, os inscritos em Dívida Ativa da União e os ajuizados após a publicação da Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008. Art. 4º O valor das multas aplicadas, na forma do art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, sobre as contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, deverá ser comparado com o valor das multa de ofício previsto no art. 35 A daquela Lei, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009, e, caso Fl. 499DF CARF MF Processo nº 15504.018469/200948 Acórdão n.º 9202007.051 CSRFT2 Fl. 9 15 resulte mais benéfico ao sujeito passivo, será reduzido àquele patamar. Art. 5º Na hipótese de ter havido lançamento de ofício relativo a contribuições declaradas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), a multa aplicada limitarseá àquela prevista no art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. Em face ao exposto, dou provimento ao recurso para que a retroatividade benigna seja aplicada em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14 de 04 de dezembro de 2009. Por fim, destacase que, independente do lançamento fiscal analisado referir se a Auto de Infração de Obrigação Principal (AIOP) e Acessória (AIOA), este último consubstanciado na omissão de fatos geradores em GFIP, lançados em conjunto, ou seja formalizados em um mesmo processo, ou em processos separados, a aplicação da legislação não sofrerá qualquer alteração, posto que a Portaria PGFN/RFB nº 14/2009 contempla todas as possibilidades, já que a tese ali adotada tem por base a natureza das multas. Conclusão Face o exposto, voto no sentido de CONHECER do recurso ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL, para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO, para que a retroatividade benigna seja aplicada em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14 de 04 de dezembro de 2009. É como voto. (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 500DF CARF MF
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