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Numero do processo: 19515.000252/2002-37
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1997, 1998
IRPF - VEREADOR - VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE AUXÍLIO - ENCARGOS GERAIS DE GABINETE E DE AUXÍLIO-HOSPEDAGEM - CRÉDITO TRIBUTÁRIO INSUBSISTENTE.
O imposto de renda não incide sobre as verbas recebidas regulamente por parlamentares a título de auxílio de gabinete e hospedagem, exceto quando a fiscalização apurar a utilização dos recursos em benefício próprio não relacionado à atividade legislativa.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-002.524
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
(Assinado digitalmente)
Gustavo Lian Haddad - Relator
EDITADO EM: 04/02/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado) e Elias Sampaio Freire.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: GUSTAVO LIAN HADDAD
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Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 02 52 /2 00 2- 37 Fl. 257DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Relator EDITADO EM: 04/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado) e Elias Sampaio Freire. Relatório Em face de Antonio Carlos de Campos Machado foi lavrado o auto de infração de fls. 39/42, objetivando a exigência de Imposto de Renda Pessoa Física em decorrência da identificação, pela autoridade fiscal, da omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício recebidos da Assembléia Legislativa de São Paulo a título de “AuxílioEncargos Gerais de Gabinete e Auxílio Hospedagem”, relativamente aos exercícios de 1998 e 1999. A 1ª Câmara da 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ao apreciar o recurso voluntário interposto pelo contribuinte, exarou o acórdão n° 210200.442, que se encontra às fls. 172/177 e cuja ementa é a seguinte: “RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. AUXÍLIOENCARGOS GERAIS DE GABINETE E HOSPEDAGEM. As verbas recebidas mensalmente em valor fixo por parlamentar como auxílio gabinete e hospedagem, sem que exista qualquer controle sobre os gastos efetuados, estão contidas no âmbito da incidência tributária e devem ser consideradas como rendimento tributável na Declaração de Ajuste Anual. RENDIMENTOS PAGOS PELOS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS. IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. Compete a União instituir o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza e estabelecer a definição do fato gerador da respectiva obrigação, bem como a fiscalização e a arrecadação do imposto de renda incidente sobre os rendimentos pagos pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. Fl. 258DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 19515.000252/200237 Acórdão n.º 9202002.524 CSRFT2 Fl. 13 3 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL. A responsabilidade da fonte pagadora pela retenção na fonte do recolhimento do tributo não exclui a responsabilidade do beneficiário do respectivo rendimento de sujeitálo a tributação na declaração de ajuste anual, conforme Súmula do 1º CC nº 12, em vigor desde 28/07/2006. MULTA DE OFÍCIO – CONTRIBUINTE INDUZIDO EM ERRO PELA FONTE PAGADORA – EXCLUSÃO – Deve ser excluída do lançamento a multa de ofício quando o contribuinte agiu de acordo com a orientação emitida pela fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos. Recurso voluntário provido parcialmente.” A anotação do resultado do julgamento indica que a Câmara, por unanimidade, deu parcial provimento ao recurso para excluir a multa de ofício de 75%, mantendo as demais acusações. Intimado do acórdão em 14/04/2011 (fls. 244), o contribuinte interpôs o recurso especial de fls. 200/231, em que sustenta divergência entre o v. acórdão, que analisando os rendimentos recebidos a título de auxílioencargos gerais de gabinete entendeu que seriam tributáveis, e o entendimento consolidado em acórdão desta C. Câmara Superior de Recursos Fiscais (Acórdão nº 920200.691). Ao Recurso Especial do contribuinte foi dado seguimento, conforme Despacho nº 220000.914 de 02/03/2012 (fls. 245/249). Intimado sobre a admissão do recurso especial interposto pelo contribuinte, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou as contrarazões (fls. 251/254). É o Relatório Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad, Relator Analiso, inicialmente, a admissibilidade do recurso especial interposto pelo contribuinte. Como relatado acima, a Contribuinte apresentou seu recurso especial questionando o não reconhecimento do caráter indenizatório da verba de gabinete paga a parlamentar e sustentando divergência jurisprudencial entre o v. acórdão recorrido e o acórdão nº 920200.691. O acórdão paradigma encontrase assim ementado: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF. Exercício: 1998, 1999 Fl. 259DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 4 VERBA DE GABINETE – IMPOSTO DE RENDA – VALORES UTILIZADOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR – NÃO INCIDÊNCIA. Os valores recebidos pelos parlamentares, a título de verba de gabinete, necessários ao exercício da atividade parlamentar, não se incluem no conceito de renda por se constituírem em recursos para o trabalho e não pelo trabalho. A premissa exposta no item anterior não se aplica nos casos em que a fiscalização apurar que o parlamentar utilizou ditos recursos em benefício próprio não relacionado à atividade parlamentar. Recurso Especial do Contribuinte provido e da Fazenda Nacional prejudicado.” Verifico, assim, que o paradigma trazido aos autos pelo contribuinte considera de fato que as verbas em questão tem caráter indenizatório, não estando sujeitas à incidência do imposto de renda, diferentemente do entendimento consolidado no v. acórdão recorrido. Entendo, portanto, caracterizada a divergência de interpretação, razão pela qual conheço do recurso especial interposto pelo Contribuinte. No mérito a questão é bastante conhecida deste E. Colegiado, qual seja a incidência ou não de imposto sobre a renda de pessoa física sobre os valores recebidos por parlamentares a título de auxíliogabinete. No presente caso, a decisão proferida pela Câmara de origem, nada obstante tenha excluído a aplicação da multa de ofício, manteve a exigência do imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de “AuxílioEncargos Gerais de Gabinete e Auxílio Hospedagem”. Já me manifestei em diversos julgados anteriores, tanto na segunda instância quanto nesta instância especial, que tais verbas, salvo nos casos em que há a efetiva comprovação de sua utilização na atividade parlamentar, devem ser consideradas como rendimentos tributáveis dos contribuintes. Ocorre que, nos casos em que se discutiu se as verbas recebidas por parlamentares a título de auxíliogabinete, quando vinculados ao custeio de atividades parlamentares, seriam ou não rendimentos tributáveis, tenho restado como único voto vencido a exigir a efetiva comprovação da utilização das verbas. Nesse sentido, em atenção aos princípios da moralidade, efetividade e eficiência da administração pública (Art. 37 da Constituição Federal), passei a adotar, com ressalva da minha opinião pessoal, o entendimento da maioria deste Colegiado muito bem exposto no voto do I. Conselheiro Gonçalo Bonet Allage, constante do acórdão nº 9202 01.000, da sessão de 17/08/2010, in verbis: “O contribuinte pleiteia o cancelamento do lançamento, sob o fundamento de que os valores recebidos da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP a título de “Auxílio – Encargos de Gabinete de Deputado” e de “Auxílio Hospedagem” não estão sujeitos à incidência do imposto de renda. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 19515.000252/200237 Acórdão n.º 9202002.524 CSRFT2 Fl. 14 5 Passase, então, à análise do recurso interposto pelo autuado. Pois bem, o contribuinte, na qualidade de deputado estadual em São Paulo (SP) no período compreendido entre maio de 1997 e dezembro de 1998, recebera valores da Assembléia Legislativa daquele Estado a título de “Auxílio – Encargos de Gabinete de Deputado” e de “AuxílioHospedagem”. Como não comprovou o oferecimento dessas verbas à tributação, embora intimado para tanto, a autoridade lançadora entendeu estar configurada a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes do trabalho com vínculo empregatício, posição que restou endossada pela r. decisão recorrida. Tais verbas foram instituídas pela Resolução n° 783/97, da ALESP, em cujo artigo 11 consta o seguinte: Art. 11. Ficam instituídos o AuxílioEncargos Gerais de Gabinete de Deputado e o AuxílioHospedagem, devidos mensalmente, correspondentes a 1.250 (hum mil duzentos e cinqüenta) UFESPs, destinados a cobrir gastos com o funcionamento e manutenção dos Gabinetes, previstos nos artigos 1°, inciso I, alínea “I” e 8°, da Resolução n° 776/96, com hospedagem e demais despesas inerentes ao pleno exercício das atividades parlamentares. Por sua vez, o artigo 1°, inciso I, alínea “I” e o artigo 8°, ambos da Resolução n° 776/96, da ALESP, assim estabeleciam: Art. 1°. A estrutura administrativa da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo fica assim constituída: I – da Mesa e das Representações Partidárias: (...) I – Gabinete de Deputado; Art. 8°. Aos Gabinetes de Deputados, unidades subordinadas aos respectivos titulares, compete: I – prestar assessoria e assistência técnica nas matérias relacionadas à atividade parlamentar; II – representar o respectivo titular nos eventos e ocasiões por ele determinadas; III – acompanhar a tramitação de proposições de interesse do deputado; IV – providenciar sobre o expediente e as audiências do Deputado, além de outras atribuições correlatas. Relevante transcrever, também, a seguinte passagem contida em ofício encaminhado pela Secretaria Geral de Administração da Assembléia Legislativa de São Paulo para o Senhor Fl. 261DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 6 Superintendente da Secretaria da Receita Federal da 8ª Região Fiscal (fls. 0708): Sirvome do presente para, mais uma vez, tratar dos procedimentos fiscais que cuidam do recebimento do “AuxílioEncargos Gerais de Gabinete e Auxílio Hospedagem”, pelos senhores parlamentar com assento na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Como anteriormente dito no ofício SGA n° 076/2001, a partir de maio de 1997, os Gabinetes dos Deputados, no exercício de seus mandatos nesta Assembléia, passaram a contar, em substituição ao fornecimento de materiais e serviços disponibilizados pela Administração do Legislativo, com as verbas em questão, de valor mensal correspondente a 1.250 UFESP´S (um mil, duzentos e cinqüenta unidades fiscais do Estado de São Paulo). (Grifei) Podese perceber, que até abril de 1997, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo fornecia aos seus deputados materiais e outros serviços não especificados e, a partir de maio de 1997, o fornecimento de tais materiais e serviços foi substituído pelo pagamento aos parlamentares das verbas denominadas “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e “AuxílioHospedagem”, no valor equivalente a 1.250 UFESP. O trabalho da autoridade fiscal, no caso, resumiuse em intimar o contribuinte para que informasse se havia oferecido à tributação os valores em referência, comprovando tal situação (fls. 1617). Como o então fiscalizado não produziu esta prova, prontamente restou lavrado o lançamento de ofício por omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, sem que a autoridade lançadora tentasse, ao menos, obter informações ou comprovações das despesas efetivamente realizadas pelo parlamentar como contraposição das verbas pagas a ele pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. A jurisprudência do extinto e Egrégio Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, inclusive da Câmara Superior de Recursos Fiscais, era no sentido de que as verbas destinadas às despesas de gabinete parlamentar não se sujeitam à incidência do imposto sobre a renda, desde que estejam comprovadas ou haja uma prestação de contas. Tal posicionamento pode ser ilustrado através da transcrição das ementas dos seguintes acórdãos: VERBA DE GABINETE – Valores recebidos sob a rubrica “verba de gabinete”, destinados à aquisição de material de gabinete, passagens, assistência social e outras correlatas à atividade de gabinete parlamentar, sobre as quais devem ser prestadas contas, não se enquadram no conceito de renda. Fl. 262DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 19515.000252/200237 Acórdão n.º 9202002.524 CSRFT2 Fl. 15 7 (CRSF, Primeira Turma, acórdão CSRF/0104.676, Relatora Conselheira Leila Maria Scherrer Leitão, julgado em 13/10/2003) IRPF – PARLAMENTAR – VERBAS DE GABINETE – Somente não se sujeitam à tributação as verbas de gabinete comprovadamente gastas com passagens aéreas, serviços postais e tarifas telefônicas, por parlamentares no exercício de seus mandatos. (Primeiro Conselho, Quarta Câmara, acórdão n° 104 19.058, Relator Conselheiro José Pereira do Nascimento, julgado em 05/11/2002) Entendo ser bastante coerente este posicionamento, na medida em que os valores recebidos por parlamentares a título de “verbas de gabinete”, compreendidos neste conceito o “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e o “AuxílioHospedagem” pagos pela ALESP a seus deputados, que não correspondam a despesas efetivamente incorridas no exercício dos mandatos por eles exercidos, representam aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda, como produto do trabalho, tal qual previsto no artigo 43, inciso I, do Código Tributário Nacional. Nesta situação resta configurado o fato gerador do imposto sobre a renda. No caso em tela, cumpre reiterar, a autoridade lançadora, por estar convicta de que os valores em questão sujeitamse à incidência do imposto sobre a renda, sequer intimou o parlamentar para que comprovasse a utilização dos recursos recebidos na finalidade para a qual foram criados. É notório, nos termos do artigo 334, inciso I, do Código de Processo Civil CPC, não sendo razoável deixar isso de lado, que os deputados têm inúmeras despesas no exercício de seus mandatos. Ao longo do processo, o contribuinte informou que a criação do “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e do “AuxílioHospedagem” visou desonerar a ALESP de diversas despesas mensais, tais como, fornecimento de combustível, peças de veículos, custos de manutenção de frota de automóveis, despesas com hospedagem, aquisição de passagens, impressão de livros e materiais didáticos, cópias reprográficas, material de escritório, assinatura de jornais e revistas e outras despesas relacionadas à atividade do gabinete parlamentar. Isso se comprova no ofício enviado pela Secretaria Geral de Administração da Assembléia Legislativa de São Paulo para o Senhor Superintendente da Secretaria da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, do qual já transcrevi os excertos mais relevantes para o deslinde desta controvérsia. Sendo assim, tenho como inquestionável que se ocorreu fato gerador do imposto sobre a renda com relação aos valores recebidos da ALESP pelo Sr. Misael Margato a título de Fl. 263DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 8 “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e de “Auxílio Hospedagem”, a matéria tributável não é representada pela totalidade desses numerários. Poderseia tributar, apenas, a diferença entre os valores recebidos e aqueles efetivamente gastos nas despesas para as quais foram criados, pois aí residiria “o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título”, previsto no artigo 3°, § 4°, da Lei n° 7.713/88. Penso, com todo o respeito, que o trabalho da autoridade lançadora não foi abrangente, como se fazia necessário. A fiscalização deste caso, sob minha ótica, deveria seguir parâmetros semelhantes àqueles adotados nos trabalhos iniciados com base nas informações prestadas pelas instituições financeiras à Secretaria da Receita Federal a respeito da movimentação bancária dos contribuintes. O lançamento fundamentado no artigo 42 da Lei n° 9.430/96 ocorre após a intimação do contribuinte para que comprove a origem dos valores creditados em suas contas bancárias, atingindo apenas os recursos sem origem comprovada. Aqui, volto a destacar, a exigência fiscal poderia alcançar tão somente a diferença entre os valores recebidos pelo recorrente da ALESP a título de “Auxílio – Encargos Gerais de Gabinete” e de “AuxílioHospedagem” e aqueles efetivamente gastos nas despesas para as quais foram criados. Por isso, entendo que o auto de infração está em desacordo com as previsões do artigo 142 do Código Tributário Nacional, segundo o qual “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.” (Grifei) A pretensão de tributar tais verbas desrespeita, também, o artigo 43, incisos I e II, do Código Tributário Nacional e vai de encontro ao princípio constitucional da capacidade contributiva, previsto no artigo 145, § 1°, da Carta da República. Não havendo a adequada demonstração da ocorrência do fato gerador do imposto sobre a renda, nem tampouco da matéria tributável, entendo que a decisão recorrida deve ser reformada, pois o lançamento é improcedente. Ademais e embora sob outros fundamentos, devo ressaltar que esta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais já apreciou a matéria por diversas vezes, considerando insubsistentes os autos de infração. Com o objetivo de ilustrar tal posicionamento, trago à colação a ementa do seguinte acórdão: Assunto: Imposto de Renda Pessoa Física IRPF Fl. 264DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 19515.000252/200237 Acórdão n.º 9202002.524 CSRFT2 Fl. 16 9 VERBA DE GABINETE – IMPOSTO DE RENDA – VALORES UTILIZADOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PARLAMENTAR – NÃO INCIDÊNCIA. Os valores recebidos pelos parlamentares, a título de verba de gabinete, necessários ao exercício da atividade parlamentar, não se incluem no conceito de renda por se constituírem em recursos para o trabalho e não pelo trabalho. A premissa exposta no item anterior não se aplica nos casos em que a fiscalização apurar que o parlamentar utilizou ditos recursos em benefício próprio não relacionado à atividade parlamentar. Recurso especial negado. (CSRF, 2ª Turma, Recurso n° 151.210, Acórdão n° 9202 00.053, Relator Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, julgado em 17/08/2009) Do voto proferido pelo Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, cumpre destacar as seguintes passagens: O exame da matéria exige que se identifique se tratam de valores recebidos pelo trabalho ou para o trabalho. Os valores recebidos pelo trabalho se constituem rendimentos e estão sujeitos à incidência do Imposto de Renda. As importâncias recebidas para o trabalho, isto é, os recursos que são alcançados para que alguém possa executar determinada atividade, sem os quais não poderia desenvolver da forma esperada, não se constituem em rendimentos, mas sim meios necessários ao exercício da função, do encargo ou do trabalho. (...) Entendo que a exigência ou não de comprovação das despesas não transforma em renda aquilo que não é renda. Se eu digo que a comprovação dos valores correspondentes aos meios necessários ao exercício de determinada atividade não se constitui em rendimentos, não será o fato da fonte que alcança os recursos, destinados ao mesmo fim, dispensar a respectiva comprovação, que tais valores se transformarão em renda, aqui entendida como riqueza nova, acréscimo patrimonial. Ao apreciar a natureza jurídica da “verba de gabinete”, o Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário de n° 204.1432, julgado em 250397, em que foi relator o Ministro Octávio Gallotti, assentou que os subsídios dos Deputados Estaduais são fixados nos termos do artigo 27, § 2o., da Constituição Federal, na razão de, no máximo, 75% (setenta e cinco por cento) daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais, observados o que dispõem os artigos 39, § 4o. e 57, § 7o, da Constituição. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 10 O artigo 39, § 4o., da Constituição Federal, por sua vez, prevê que “o membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no artigo 37, X e XI.” Os dispositivos constitucionais acima referidos, a exemplo do que já decidiu o Supremo Tribunal Federal, em especial nos fundamentos contidos na decisão do Ministro Sepúlveda Pertence, que ao suspender a segurança deferida no acórdão atacado por meio do Recurso Extraordinário n° 204.1432, afastou a tese de natureza remuneratória da denominada “verba de gabinete”, arrimando sua decisão com a seguinte passagem que transcrevo: “Que o caráter supostamente indenizatório da referida verba viesse a dissimular a indevida evasão do imposto de renda e a regra constitucional da equivalência dos tetos (CF, art. 37, XI) – segundo alega a impetração (fl. 43) – e, de sombra, a fraudar o limite de 75% da remuneração dos congressistas (art. 27, § 2o.) – é questão que diz apenas com a legitimidade do seu pagamento aos parlamentares estaduais em exercício.” Tenho que a “verba de gabinete” se constituem nos meios necessários para que o parlamentar possa exercer seu mandado. A não exigência de prestação de contas da forma com que foi gasta a citada verba é questão que diz respeito ao controle e a transparência da Administração. Isto, todavia, não transporta a “verba de gabinete” do campo da indenização para o campo dos rendimentos caracterizados por acréscimo patrimonial. Em certos casos, a Administração, por exemplo, quando paga diária com valor previamente fixado, pode exigir que o servidor comprove sua participação no evento, sem precisar o quanto foi gasto. Em tais hipóteses, se o servidor gastar mais do que o valor presumido como meio suficiente à finalidade a que se destina, não terá direito de reclamar a diferença. Entretanto, se o mesmo servidor que recebeu os recursos destinados à alimentação e, por qualquer razão, resolver ficar sem se alimentar, tais recursos não se transformarão em rendimentos para sobre eles incidir contribuição social, imposto de renda e reflexos no cálculo do valor da aposentadoria. (...) Pelos fundamentos acima expostos, concluo que as verbas de gabinete recebidas pelos Senhores Deputados, destinadas ao custeio do exercício das atividades parlamentares, não se constituem em acréscimos patrimoniais, razão pela qual estão fora do conceito de renda especificado no artigo 43 do CTN. Fl. 266DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 19515.000252/200237 Acórdão n.º 9202002.524 CSRFT2 Fl. 17 11 A impossibilidade de incidência do imposto de renda pessoa física sobre as chamadas “verbas de gabinete” é corroborada, ainda, pela jurisprudência uníssona do Egrégio Superior Tribunal de Justiça STJ, conforme demonstram as ementas dos seguintes acórdãos: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO – NOVA QUALIFICAÇÃO JURÍDICA DOS FATOS – POSSIBILIDADE – NÃOOCORRÊNCIA DE OFENSA À SÚMULA 7/STJ – IMPOSTO DE RENDA – AJUDA DE CUSTO A PARLAMENTAR – NÃOINCIDÊNCIA – PRECEDENTES. 1. A Corte Especial entende perfeitamente possível, na via do apelo especial, que o STJ, partindo dos fatos delimitados na sentença e no acórdão do Tribunal a quo, atribua nova qualificação e conclusão jurídica diversa daquela feita pela instância de origem, sem infringência à Súmula 7/STJ. 2. Os valores recebidos por parlamentares a título de ajuda de custo não constituem fato gerador do imposto de renda (aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica decorrente de acréscimo patrimonial (art. 43 do CTN)), por ter natureza jurídica indenizatória. Precedentes do STJ. 3. Agravos regimentais não providos. (STJ, Segunda Turma, Ag.Rg. no REsp n° 1.166.717/CE, Relatora Ministra Eliana Calmon, DJE de 04/03/2010) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS POR PARLAMENTAR DENOMINADAS COMO COTAS DE SERVIÇOS. NÃO INCIDÊNCIA. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. As verbas de gabinete recebidas pelos parlamentares, embora pagas de modo constante, não se incorporam aos seus subsídios. Precedentes do STJ e do STF. 3. É que a incidência do imposto de renda sobre a verba intitulada “ajuda de custo” requer perquirir a natureza jurídica desta: a) se indenizatória, o que, via de regra, não retrata hipótese de incidência da exação; ou b) se remuneratória, ensejando a tributação. 4. In casu, a instância a quo, com ampla cognição fático probatória, assentou que a verba denominada como cotas de serviço percebida pelo parlamentar (auxílio moradia, passagem, correspondência e telefone) tem natureza indenizatória, não constituindo, portanto acréscimo patrimonial. Fl. 267DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 12 5. Recurso especial parcialmente conhecido e nessa extensão, não provido. (STJ, Primeira Turma, REsp n° 1.074.152/RO, Relator Ministro Benedito Gonçalves, DJE de 19/08/2009) Com tais fundamentos, concluo que o lançamento é improcedente, de modo que a decisão recorrida deve ser reformada. Voto, portanto, no sentido de dar provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte, restando prejudicado o recurso da Fazenda Nacional.” Por fim, vale ressaltar que este tema foi objeto de votação recente pelo Pleno deste E. Colegiado, em sessão de 10.12.2012, ocasião em que restou aprovada por unanimidade a seguinte súmula ainda pendente de publicação: “O imposto de renda não incide sobre as verbas recebidas regulamente por parlamentares a título de auxílio de gabinete e hospedagem, exceto quando a fiscalização apurar a utilização dos recursos em benefício próprio não relacionado à atividade legislativa”. Em face do exposto, conheço do recurso especial interposto pelo contribuinte para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO. (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Fl. 268DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD
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Numero do processo: 11065.001008/2009-00
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2008
Os embargos de declaração são cabíveis quando houver no acórdão, omissão, contradição ou obscuridade ou para sanar erro material, nos termos dos arts. 65 e 66 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela portaria GMF nº 256, de 22 de junho de 2009.
Verificada a omissão acerca da aplicabilidade da multa devida, impõe-se o esclarecimento devido.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2803-002.146
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos apresentados, sanando a omissão apontada, para que o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35-A da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam da presente notificação, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação dar-se-á no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Verificada a omissão acerca da aplicabilidade da multa devida, impõese o esclarecimento devido. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos apresentados, sanando a omissão apontada, para que o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35A da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam da presente notificação, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação darseá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. assinado digitalmente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 00 10 08 /2 00 9- 00 Fl. 254DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11065.001008/200900 Acórdão n.º 2803002.146 S2TE03 Fl. 3 2 Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11065.001008/200900 Acórdão n.º 2803002.146 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratamse de embargos de declaração, fls. 230 e ss, opostos tempestivamente, contra acórdão 280301.592 . Entende a recorrente, em síntese, que o acórdão foi omisso, pois deixou de se pronunciar acerca da retroatividade da multa mais benéfica em razão da edição da MP 449/08. Por fim, a recorrente solicita que os embargos sejam conhecidos e providos sendo apreciada a aplicabilidade da multa mais benéfica. É o relatório. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11065.001008/200900 Acórdão n.º 2803002.146 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra A decisão embargada não se manifestou acerca da aplicabilidade da novel legislação carreada na MP 449/08, convertida na lei 8.212/91, matéria cognoscível de ofício, podendo ser provocada via embargos de declaração, mesmo sem ter sido suscitada em sede recursal, segundo abalizada doutrina e também na linha do que decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, senão vejamos. PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA SUSCITADA EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONHECIMENTO DE OFÍCIO PELO TRIBUNAL A QUO. OMISSÃO. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM. 1. Incorre em violação ao art. 535, II, do CPC o acórdão que dei xa de se manifestar sobre matéria de ordem pública suscitada em embargos declaratórios. 2. Recurso especial provido. REsp 513908 RJ 2003/00526628 DA MULTA APLICADA A multa aplicada tem seu valor determinado pela legislação em vigor. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para sua aplicação. A presente multa encontra fundamento nos dispositivos legais trazidos no relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD. No entanto, o art. 106, inciso II,”c” do CTN determina a aplicação de legislação superveniente apenas quando esta seja mais benéfica ao contribuinte. Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, como os fatos geradores se referem a competências anteriores a 06/2008, o valor da multa deve ser calculado segundo o art. 35A da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. Fl. 257DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11065.001008/200900 Acórdão n.º 2803002.146 S2TE03 Fl. 6 5 CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo acolhimento dos embargos apresentados, sanando a omissão apontada, para que o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35A da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam da presente notificação, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação darseá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. Oséas Coimbra Relator Fl. 258DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Numero do processo: 10855.003713/2008-93
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2008 INCLUSÃO SIMPLES NACIONAL. Inexistente a restrição apontada como causa impeditiva para a adesão ao SIMPLES NACIONAL (Lei Complementar nº 123/2006), deve a Administração Tributária promover a inclusão pleiteada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2008 INTIMAÇÃO ELETRÔNICA. A intimação eletrônica somente é reputada como válida para ensejar repercussões no âmbito do processo administrativo fiscal se atendidas todas as condições que regem esta modalidade de ciência ao sujeito passivo ou administrado.
Numero da decisão: 1803-001.274
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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Inexistente a restrição apontada como causa impeditiva para a adesão ao SIMPLES NACIONAL (Lei Complementar nº 123/2006), deve a Administração Tributária promover a inclusão pleiteada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2008 INTIMAÇÃO ELETRÔNICA. A intimação eletrônica somente é reputada como válida para ensejar repercussões no âmbito do processo administrativo fiscal se atendidas todas as condições que regem esta modalidade de ciência ao sujeito passivo ou administrado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 65 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (presidente), Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues e Sérgio Luiz Bezerra Presta. Relatório JUAN ANTONIO SILVEIRA DE ANDRADE RAYKOWSKI (ME), pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ RIBEIRÃO PRETO (SP), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Tratase de manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte acima identificado em relação ao Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, emitido em razão da empresa possuir débito com a Secretaria da Receita Federal do Brasil com exigibilidade não suspensa. Aduz, em síntese, que as pendências identificadas junto à Receita Federal e Previdência são inexistentes. A fim de comprovar o alegado, apresenta os documentos de fls. 2/35. Aduz, ainda, não ter sido comunicada a respeito da impugnação à opção pelo Simples Nacional, afirmando ter a mesma sido apresentada dentro do prazo legal. Requer, assim, seja acolhida a impugnação apresentada, incluindo a empresa no Simples Nacional retroativamente, a partir da data do primeiro deferimento. A DRJ RIBEIRÃO PRETO (SP), através do acórdão nº 1433.331, de 14 de abril de 2011(fls. 45/46), julgou improcedente a manifestação de inconformidade, ementando assim a decisão: Assunto: Simples Nacional Anocalendário: 2008 SIMPLES NACIONAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. ARGUIÇÃO DE TEMPESTIVIDADE. A impugnação intempestiva não instaura a fase litigiosa do procedimento nem suspende a exigibilidade do crédito tributário, exceto quando argüida, em preliminar, a sua tempestividade. Comprovado nos autos que a manifestação de inconformidade foi apresentada fora do prazo legal, rejeitase a preliminar de tempestividade suscitada. Ciente da decisão em 25/05/2011, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 49), apresentou o recurso voluntário em 20/06/2011 fls. 50/51, onde reitera os argumentos da inicial. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 66 3 É o relatório. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 67 4 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de indeferimento de opção pelo SIMPLES NACIONAL (LC nº 123/2006), conforme documento de fl. 03, ante a constatação de pendências com a Fazenda Nacional. A recorrente alega em síntese: a) Que não concorda com o indeferimento de sua adesão ao SIMPLES NACIONAL, uma vez que não existem quaisquer pendências com a Fazenda Nacional conforme documentos que anexa; b) Que o indeferimento de sua adesão ao SIMPLES NACIONAL, não lhe foi comunicada oficialmente para que pudesse oferecer a sua contestação no prazo regulamentar; c) Que inexistindo quaisquer pendências ou restrições à opção ao SIMPLES NACIONAL esta deveria ser automaticamente convalidada, prescindindo de impugnação ou contestação no prazo de 30 (trinta) dias. A decisão de primeira instância merece reforma. Com efeito, entendeu a decisão colegiada de primeira instância, de indeferir o pedido contido na manifestação de inconformidade da recorrente, considerando a manifestação intempestiva, não analisando em conseqüência o mérito do pleito. Considerou a decisão ora recorrida, que decorrido o período de 15 (quinze) dias do registro do indeferimento da opção (fl. 03), em meio eletrônico no sítio da Receita Federal, teria iniciado o prazo de 30 (trinta) dias para apresentação da manifestação de inconformidade, nos termos dos arts. 15 e 23, § 2º, III, u b do Decreto n° 70.235/72. No tocante a intimação eletrônica, assim dispõe o art. 23 do Decreto nº 70.235/72: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 67DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 68 5 II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I no endereço da administração tributária na internet; (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) II em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) III uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III se por meio eletrônico, 15 (quinze) dias contados da data registrada: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo; (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) IV 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 3o Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) § 4o Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) Fl. 68DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 69 6 I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) II o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 5o O endereço eletrônico de que trata este artigo somente será implementado com expresso consentimento do sujeito passivo, e a administração tributária informarlheá as normas e condições de sua utilização e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 6o As alterações efetuadas por este artigo serão disciplinadas em ato da administração tributária. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) (...). A Administração Tributária disciplinou as regras, para prática de atos processuais de forma eletrônica através da Portaria SRF nº 259, de 13 de março de 2006, onde podemos destacar (forma original e alterada pela Portaria 574/2009): Art. 1º O encaminhamento, de forma eletrônica, de atos e termos processuais pelo sujeito passivo ou pela Secretaria da Receita Federal (SRF) será realizado conforme o disposto nesta Portaria. § 1º Os atos e termos processuais praticados de forma eletrônica, bem assim os documentos apresentados em papel, digitalizados pela SRF, comporão processo eletrônico (e processo). § 2º Para efeito do disposto no caput, a SRF informará ao sujeito passivo o processo no qual será permitida a prática de atos de forma eletrônica. Art. 1° O encaminhamento, de forma eletrônica, de atos e termos processuais pelo sujeito passivo ou pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) será realizado conforme o disposto nesta Portaria. (Redação dada pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) § 1° (...) § 2° (...) § 3° Para efeito do disposto no caput, a RFB informará ao sujeito passivo o processo no qual será permitida a prática de atos de forma eletrônica. (Renumerado com nova redação pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) Art. 2º A impugnação, o recurso e os demais atos e termos processuais serão enviados eletronicamente à SRF por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (eCAC), no endereço <www.receita.fazenda.gov.br>, e deverão ser Fl. 69DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 70 7 assinados mediante utilização de certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira ICP Brasil. § 1º A comprovação do envio dos documentos darseá mediante recibo com aposição de assinatura digital pela SRF. Art. 2° A impugnação, o recurso e os demais atos e termos processuais produzidos eletronicamente deverão ser assinados mediante utilização de certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICPBrasil) e serão enviados à RFB por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (eCAC), disponível na Internet, no endereço <http://www.receita.fazenda.gov.br>. (Redação dada pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) § 1° A comprovação do envio dos documentos darseá de forma eletrônica, mediante recibo. (Redação dada pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) § 2º O teor e a integridade dos arquivos enviados, bem assim a observância dos prazos, é de inteira responsabilidade do sujeito passivo. § 3º A utilização de meio eletrônico desobrigará o sujeito passivo de protocolar os documentos em papel na SRF. § 4º Os meios de prova que não puderem ser apresentados em forma eletrônica serão protocolados em unidade da SRF. § 3° A utilização de meio eletrônico desobrigará o sujeito passivo de protocolar os documentos em papel na RFB. (Redação dada pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) § 4° (...) § 5º (...). Art. 3º A impugnação, o recurso e os documentos que os instruem serão protocolados de forma eletrônica, considerando se como data de protocolo a data e hora de recebimento dos dados pelo eCAC. § 1º O recebimento pelo eCAC será efetuado das 8 às 20 horas, horário de Brasília. § 2º Para efeito do disposto no caput e no § 1º, o horário estará sincronizado em conformidade com o disposto na Resolução nº 16, de 10 de junho de 2002, do Comitê Gestor da ICPBrasil. § 3º A tempestividade da impugnação ou do recurso será aferida pela data e hora referida no caput. Art. 4º A intimação por meio eletrônico, com prova de recebimento, será efetuada pela SRF mediante: Fl. 70DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 71 8 Art. 4° A intimação por meio eletrônico, com prova de recebimento, será efetuada pela RFB mediante: (Redação dada pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) I envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou II registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. § 1º Para efeito do disposto no inciso I, considerase domicílio tributário do sujeito passivo a Caixa Postal a ele atribuída pela administração tributária e disponibilizada no eCAC, desde que o sujeito passivo expressamente o autorize. § 2º A autorização a que se refere o § 1º darseá mediante envio pelo sujeito passivo à SRF de Termo de Opção, por meio do e CAC, sendolhe informadas as normas e condições de utilização e manutenção de seu endereço eletrônico. § 2° A autorização a que se refere o § 1° darseá mediante envio pelo sujeito passivo à RFB de Termo de Opção, por meio do eCAC, sendolhe informadas as normas e condições de utilização e manutenção de seu endereço eletrônico. (Redação dada pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) § 3º A intimação mediante registro em meio magnético ou equivalente será efetuada nos casos de aplicação de penalidade pela entrega de declaração após o prazo estabelecido na legislação. § 4º Após concluída a transmissão da declaração do sujeito passivo à SRF, o aplicativo por ele utilizado para gerar a declaração exibirá o recibo de entrega e a intimação a que se refere o § 3º, bem assim possibilitará sua impressão. § 4° Após concluída a transmissão da declaração do sujeito passivo à RFB, o aplicativo por ele utilizado para gerar a declaração exibirá o recibo de entrega e a intimação a que se refere o § 3°, bem como possibilitará sua impressão. (Redação dada pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) Art. 5º Na hipótese de intimação por meio de edital eletrônico, este será publicado no endereço da administração tributária na Internet. Art. 6º Considerase feita a intimação por meio eletrônico, 15 (quinze) dias contados da data: I registrada no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo, no caso do inciso I do art. 4º; II registrada no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo, no caso do inciso II do art. 4º; ou III de publicação do edital, se este for o meio utilizado. Art. 7º A SRF poderá digitalizar os documentos em papel constantes de processo convertendoo em eprocesso. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 72 9 § 1º A imagem digitalizada, proveniente de papel, será anexada ao eprocesso pelo servidor responsável pela digitalização, mediante aposição de sua assinatura digital. Art. 7° A RFB poderá digitalizar os documentos em papel constantes de processo convertendoo em eprocesso. (Redação dada pela Portaria RFB n° 574, de 10 de fevereiro de 2009) § 1° (...) § 2º (...) § 3º (..). Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Ante o exposto, verificase que a suposta intimação do indeferimento pelo simples registro no sítio da Receita Federal do Brasil, não guarda consonância com as determinações contidas no Decreto nº 70.235/72 e Portaria SRF nº 259/2006, para intimação eletrônica sendo, portanto, inválida para fins de se aferir eventual tempestividade da manifestação de inconformidade. Deve, destarte ser superada a questão da intempestividade já que a suposta intimação eletrônica do indeferimento, não se afeiçoa ao regramento disciplinado pela própria Secretaria da Receita Federal, pois não foi enviada ao domicílio eletrônico autorizado pelo contribuinte e tampouco há previsão para uso do meio utilizado de envio pelo contribuinte que é restrito para os casos de aplicação de penalidade pelo atraso na entrega de declarações. No tocante ao mérito da demanda assiste razão à recorrente. Com efeito, constatase que o único débito apontado no sistema da Secretaria da Receita Federal, conforme listagem (fls. 36/37) emitida na data do protocolo da manifestação de inconformidade, é uma diferença no valor de R$ 54,67, registrada para o fato gerador Junho/2005, onde a DSPJ original acusa um valor de R$ 192,63 (fl. 25) enquanto o DARF recolhido foi de R$ 137,96 (fl. 28). A recorrente apresentou ainda por ocasião da manifestação de inconformidade uma DSPJ retificadora (fl. 06), corrigindo o valor informado anteriormente, havendo portanto conformidade com o DARF relativo ao fato gerador Junho/2005, recolhido em 11/07/2005. Como não há registro de rejeição ou retificação de ofício da DSPJ apresentada, apresentando coerência com os demais meses já informados, é de se reconhecer que inexiste a diferença apontada como óbice para o ingresso na sistemática de tributação e recolhimento denominado SIMPLES NACIONAL (Lei Complementar nº 123/96). Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (assinatura digital) Walter Adolfo Maresch Relator Fl. 72DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.003713/200893 Acórdão n.º 180301.274 S1TE03 Fl. 73 10 Fl. 73DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 13866.001249/2008-60
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2009 DECISÃO FUNDAMENTADA EM DISPOSITIVO LEGAL REVOGADO Deve ser proferida nova decisão quando a original se fundamenta em dispositivo legal formalmente revogado por caracterizar cerceamento do direito de defesa.
Numero da decisão: 1801-001.135
Decisão: Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à turma julgadora de primeira instância, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2009 DECISÃO FUNDAMENTADA EM DISPOSITIVO LEGAL REVOGADO Deve ser proferida nova decisão quando a original se fundamenta em dispositivo legal formalmente revogado por caracterizar cerceamento do direito de defesa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à turma julgadora de primeira instância, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 21/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Relatório Recorre a contribuinte a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, de acórdão da 1a. Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade (fl. 01) apresentada contra ato declaratório da DRF em São José do Rio Preto/SP (fl. 32) que a excluiu do Simples Nacional, com efeitos a partir de 01/01/2009, por possuir débitos para com a Fazenda Pública sem suspensão de exigibilidade. De acordo com a “contestação à exclusão do Simples Nacional” (fl. 01) a interessada enumerou as correções das irregularidades nestes termos: A GFIP referente o mês de 03/2006 , foi reapresentada, conforme solicitado. Esta sendo efetuada a correção da guia de INSS, referente a competência de 06/2003, por ter sido recolhida com código errado. Foi solicitado a Receita Federal a guia referente ao processo n° 00000000360213227, para ser efetuado o pagamento. A 1a. Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob a seguinte motivação: De acordo com o art. 9o. , inciso. XV, da Lei n° 9.317/1996, "Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa. " A impugnante alegou, que já estava providenciando a correção da guia de recolhimento por ter sido emitida com código errado, contudo esse procedimento não altera em nada a situação da empresa perante ao INSS. Dessa forma, não se pode dizer que tenham sido sanadas as irregularidades e, por conseqüência, comprovada a regularidade da situação fiscal da solicitante. Notificada da decisão, em 23/05/2011, como demonstra a cópia do AR à fl. 65, apresentou, a interessada, em 13/06/2011, o recurso voluntário de fls. 69 e ss., alegando, em preliminares, violações ao princípio da ampla defesa e do contraditório e, no mérito, a ocorrência de erro de digitação em códigos de pagamento e o recolhimento de débitos com acréscimos legais. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 21/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13866.001249/200860 Acórdão n.º 180101.135 S1TE01 Fl. 111 3 Como se verifica dos autos a empresa recorrente foi excluída do Simples Nacional, a partir de 01/01/2009, por possuir débitos para com a Previdência Social sem suspensão de exigibilidade, nos termos do inciso V do art. 17 da Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006, e na alínea "d" do inciso II do art. 3o , combinada com o inciso I do art. 5o, ambos da Resolução CGSN n° 15, de 23 de julho de 2007, conforme consta do Ato Declaratório da DRF em São José do Rio Preto n º 165.545, de 22 de agosto de 2008 (fl. 32). Entretanto, a turma julgadora de 1a. instância fundamentou o indeferimento da manifestação de inconformidade em dispositivo legal não mais em vigor, ou seja, artigo 9o., inciso XV, da Lei n° 9.317/1996, que regulava o Simples Federal e foi revogado pela Lei Complementar n º 123, de 2006. Ademais, aquela autoridade julgadora não se pronunciou conclusivamente a respeito da alegação da empresa de que teria regularizado sua situação no prazo regulamentar e sobre os documentos apresentados no intuito de comprovar sua afirmação. Por todo o exposto voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário e e determinar a devolução dos autos à 1a. Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP para proferir nova decisão, pronunciandose sobre todos os pontos de discordância deduzidos na “Contestação à Exclusão do Simples Nacional” (fl. 01), bem como sobre os documentos que a instruem. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 121DF CARF MF Impresso em 21/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 11030.905011/2009-93
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 02 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.441
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos da presente resolução.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos da presente resolução. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos da presente resolução. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 30 .9 05 01 1/ 20 09 -9 3 Fl. 44DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 28/03/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/03/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11030.905011/200993 Resolução nº 3801000.441 S3TE01 Fl. 45 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: Tratase de Manifestação de Inconformidade, fls. 10 e 11, contra despacho decisório eletrônico da DRF/Passo Fundo, nº. 842601008, fl. 06, que não homologou a compensação declarada no Per/Dcomp nº 04075.16568.310506.1.3.040466, em virtude do crédito apontado ter sido utilizado integralmente para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no Per/Dcomp. Cientificada do despacho decisório, em 29/06/2009, a interessada apresentou, em 28/07/2009, manifestação de inconformidade, fls. 10 e 11, alegando, em síntese, que: · efetuou a opção pelo regime não cumulativo e refez a apuração da Cofins faturamento, referente ao mês de jun/2004, em função da lei nº 10.892/2004, que, no seu art. 4º, facultava às cooperativas de produção agropecuária adotarem antecipadamente o regime de incidência não cumulativo da COFINS, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de maio de 2004, e no parágrafo único do art. 4º, que deu o prazo de até o décimo dia do mês subseqüente ao da publicação da referida lei; · após a retificação da apuração do referido mês, o débito que havia sido apurado deixou de existir. A DCTF do período foi retificada; · requer o recebimento da manifestação de inconformidade e homologação Per/Dcomp n° 04075.16568.310506.1.3.040466. A DRJ em Salvador (BA), às fls. 23/26, julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: COMPENSAÇÃO. DISPONIBILIDADE DO CRÉDITO. O crédito usado em compensação tem que estar disponível na data da transmissão do PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS. COMPROVAÇÃO. A insuficiência da apresentação de prova inequívoca mediante documentação hábil e idônea acarreta a negação de reconhecimento do direito creditório, em face da impossibilidade da autoridade administrativa aferir a liquidez e certeza do pretenso crédito. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 29 a 32, no qual reproduz, na essência, as razões apresentadas por ocasião da impugnação. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 28/03/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/03/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11030.905011/200993 Resolução nº 3801000.441 S3TE01 Fl. 46 3 Voto O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre da apuração da Cofins faturamento, referente ao mês de jun/2004, em função da lei nº 10.892/2004, que, no seu art. 4º, facultava às cooperativas de produção agropecuária adotarem antecipadamente o regime de incidência não cumulativo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de maio de 2004, e no parágrafo único do art. 4º, que deu o prazo de até o décimo dia do mês subseqüente ao da publicação da referida lei para que fosse feita a opção pelo regime não cumulativo. Do exame do despacho decisório que indeferiu a compensação, verificase que essa matéria não foi apreciada. A autoridade fiscal, em síntese, apenas considerou os dados apresentados na DCTF original. Tal fundamentação, por certo, decorre de análise superficial, realizada nos limites de sistema informatizado de informações (batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não), no qual não se está analisando efetivamente o mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. Registrese, por oportuno, que a DCTF retificadora foi apresentada antes da ciência do despacho decisório. Assim, a interessada não foi intimada a justificar a origem de seu crédito, o que de fato lhe trouxe prejuízo. Convém ressaltar que o simples erro de preenchimento da DCTF não pode resultar em enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Ademais, não há óbice legal para a apresentação de DCTF retificadora antes da emissão do despacho decisório. De sorte que o mero erro de fato no preenchimento da DCTF não é elemento suficiente para afastar o direito à restituição de tributo pago a maior indevidamente. No mérito, analisemos os arts. 4º e 5º da lei nº 10.892/2004: Art. 4o As sociedades cooperativas de produção agropecuária e as de consumo poderão adotar antecipadamente o regime de incidência não cumulativo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS. Parágrafo único. A opção será exercida até o 10o (décimo) dia do mês subseqüente ao da data de publicação desta Lei, de acordo com as normas e condições estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal, produzindo efeitos em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de maio de 2004. Art. 5o Esta Lei entra em vigor em 1o de outubro de 2004, exceto em relação ao seu art. 4o, que entra em vigor na data da sua publicação. A recorrente, por se tratar de sociedade cooperativa de produção agropecuária, tendo efetuado a opção de antecipação do regime de nãocumulatividade de que trata o art. 4º da Lei nº 10.892, de 2004, deveria apurar as contribuições nesse regime a partir de 1º de maio Fl. 46DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 28/03/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/03/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11030.905011/200993 Resolução nº 3801000.441 S3TE01 Fl. 47 4 de 2004. A adesão antecipada pelo regime de nãocumulatividade foi regulamentada pela IN SRF 433/2004. Como a publicação da Lei nº 10.892 ocorreu em 14.7.2004, essa opção deuse de forma retroativa em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de maio de 2004, o que poderia ocasionar divergências em relação às contribuições apuradas pelo regime de incidência cumulativo, como alegado pela recorrente. Neste sentido, os dados da DCTF retificadora apontados no acórdão recorrido e os documentos colacionados são indícios de prova dos créditos e, em tese, ratificam os argumentos apresentados. Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constata se que, no caso vertente, os documentos apresentados são insuficientes para se apurar o valor correto da contribuição para a COFINS referente ao período de apuração em discussão. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) Anexe cópia da DCTF retificadora/ativa referente ao 2º trimestre de 2004; b) Informe se o contribuinte efetuou a opção do art. 4º da Lei nº 10.892/2004 regulamentada pela IN SRF 433/2004, intimandoo, se necessário, a apresentar a cópia do documento comprobatório da adesão antecipada; c) apure o valor devido a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidente sobre o faturamento com base na escrituração fiscal e contábil, período de apuração de Jun/2004, segundo o regime de incidência não cumulativo, nos termos do art. 4º da Lei nº 10.892/2004; d) cientifique a interessada quanto ao teor dos cálculos para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. É assim que voto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator Fl. 47DF CARF MF Impresso em 02/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 28/03/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 27/03/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
score : 1.0
Numero do processo: 35368.000720/2005-11
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DE RECOLHIMENTOS. INDEFERIMENTO
A não comprovação dos corretos valores devidos a seguridade social, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, justifica o indeferimento da restituição pleiteada, com fulcro no art. 89 da lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-002.030
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DE RECOLHIMENTOS. INDEFERIMENTO A não comprovação dos corretos valores devidos a seguridade social, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, justifica o indeferimento da restituição pleiteada, com fulcro no art. 89 da lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
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Contribuições Previdenciárias Recorrente A EXECUTIVA PRESTACAO DE SERVICOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DE RECOLHIMENTOS. INDEFERIMENTO A não comprovação dos corretos valores devidos a seguridade social, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, justifica o indeferimento da restituição pleiteada, com fulcro no art. 89 da lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 36 8. 00 07 20 /2 00 5- 11 Fl. 609DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 35368.000720/200511 Acórdão n.º 2803002.030 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 610DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 35368.000720/200511 Acórdão n.º 2803002.030 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão da Receita Federal do Brasil, que indeferiu o pedido de restituição de contribuições indevidamente pagas, referentes a retenções destacadas em nota fiscal – competência 04/2005. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário onde alega, em síntese, que: · A Recorrente protocolizou Requerimento de Restituição de Retenção RRR, juntando todos os documentos necessários para a comprovação de seu direito. Ocorre que após o requerimento a Recorrente fora fiscalizada pela competente autarquia federal, onde o Ilmo. Sr. Agente Fiscal da Previdência Social, promoveu lançamentos e autuações, os quais, em grande parte, até a presente data encontramse em discussão administrativa ou judicial, quer em razão de erro no lançamento, quer em razão de extinção do suposto débito em razão de decadência ou prescrição. · Em razão dessa nova fiscalização, foi constatado erros na Guia de Recolhimento de F G T S e Informações à Previdência Social GFIP, vindo a Recorre a proceder retificações nessa obrigação acessória que, tendo em vista as competências atingidas, poderiam ter atingida aquelas informações contidas no RRR. Importante destacar que tais retificações e recolhimentos foram apontados e instruídos, à época, pela autoridade fiscal. Em razão disso deuse a discrepância de valores apontados às fls. 957 que, por si só, não é razão suficiente para indeferir de plano o RRR. Ao contrário, todos os documentos e demais informações constantes nos autos são suficiente a demonstrar a existência de crédito objetivado via RRR, havendo tão somente discrepância de valores. · Com efeito, tendo sido retificado as informações via GFIP em momento posterior ao Requerimento de Restituição de Retenção RRR, promovida em razão de apuração fiscal onde o próprio agente autuante apontou para a Recorrente os erros, tais retificações se deram em poucas competências abrangidas no RRR, cujo a diferença poderia ser facilmente aferida pela autoridade Recorrida, qual possui em seus sistemas todas as informações necessárias para tanto. · Em que pese isso, a Recorrida não promoveu a devida constatação, qual tinha o poder/dever para tanto, fato que, claramente culminou na ocorrência de error in judicando, poso não se aplicar ao caso o indeferimento do RRR, mas sim seu deferimento, ainda que parcial, Fl. 611DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 35368.000720/200511 Acórdão n.º 2803002.030 S2TE03 Fl. 5 4 com o reconhecimento da existência do crédito e o apontamento de seu quantum. · Após a fiscalização supra relatada, encerrada em 13/07/2005, o Imo. Agente Fiscal apontou à Recorrente que esta deveria ter aplicado alíquota do SAT em 2 % , ao invés do 1% aplicado, e, da mesma forma, a alíquota dos terceiros deveria ser de 5,8%, ao invés dos 3,3% aplicados. · Assim , as bases de cálculo das folhas apresentadas na GFIP inicial não se alteraram, mas sim somente as alíquotas do RAT e de terceiros sofreram alterações, conforme demonstrados nos documentos das paginas 506 a 510. · Todos esses acréscimos de valores em virtude das alterações de alíquotas foram devidamente Lançados nas NFLDs números 35.775.1329, 35.775.1299 e 35.775.1337 (cópias anexas anexos 02 a 04) por ocasião da fiscalização. · Muito embora tenha havido um aumento do valor da GPS, por tudo o que foi aqui exposto, ainda assim, e de acordo com o já declarado em GFIP, o valor retido permaneceu maior do que o valor do débito, e desta forma ainda resta saldo a ser restituído. · Assim, resta a ser restituído, o saldo da Retenção dos 11% no valor de R$ 2.433,14 e o valor do Salário Família de R$ 2.264,37, perfazendo um total geral de $4.697,51. · Por fim requer seja conhecido e provido o presente recurso voluntário, reformando a decisão recorrida, declarando o direito pleiteado e o competente valor a ser restituído por ser medida de direito. É o relatório. Fl. 612DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 35368.000720/200511 Acórdão n.º 2803002.030 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O r. acórdão informa que o indeferimento se deu em razão das divergências entre os valores de contribuição devida apurados nas folhas de pagamento, nas GFIP e nas RRR apresentadas, sendo que os três documentos apresentam valores discrepantes, conforme valores de fls 572 e 03 e 04 (numeração PDF – processo eletrônico). No recurso apresentado, o contribuinte confirma a inexatidão dos números, mas alega que, mesmo após a fiscalização ter lavrado Notificações Fiscais de Débito, ainda teria um saldo a ser restituído. Tenho que não assiste razão ao contribuinte. É incontroverso que os valores apresentados no RRR contêm inconsistências conforme reconhecido pelo próprio contribuinte no recurso apresentado e transcrito no relatório retro. Ademais a fiscalização ocorrida após o requerimento apurou, no período em questão 04/2005 débitos para com a seguridade social, apurados através da NFLD 35.775.1329 – fls 584. Os lançamentos foram em razão de erro na alíquota RAT. Do que exposto, temos que não há que se falar em restituição onde débitos foram apurados. O pagamento da alíquota RAT se dá em conjunto com as parcelas devidas a seguridade social. A única exceção diz respeito ao valor pago a terceiros, que tem recolhimento destacado em campo específico e não é objeto deste processo. Apurase então o devido a seguridade e faz o pagamento do valor informado no campo VALOR DO INSS. Significa dizer que, se saldo houvesse a favor do contribuinte, como pleiteado, mesmo com o reenquadramento da alíquota RAT, não haveria lançamento, pois ainda teria valor a restituir, o que efetivamente não ocorreu e a NFLD foi lavrada e inclusa em parcelamento. Tenho assim como correta a decisão de primeiro grau em razão da falta de plena comprovação do direito a restituição pleiteado. Fl. 613DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 35368.000720/200511 Acórdão n.º 2803002.030 S2TE03 Fl. 7 6 CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 614DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 11516.002322/2010-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2010 a 30/06/2010
RECURSO INTEMPESTIVO
Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2302-002.280
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso pela intempestividade.
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Adriana Sato.
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2010 a 30/06/2010 RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n°8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso pela intempestividade. Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Adriana Sato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 23 22 /2 01 0- 80 Fl. 1242DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal –AIOP, foi lavrado em 21/07/2010 e cientificado ao sujeito passivo, através de Registro Postal em 22/07/2010, referindose às contribuições previdenciárias aferidas indiretamente na competência 06/2010, relativas à obra de construção civil. Após a impugnação, Acórdão de fls. 1105/1119, julgou a autuação procedente em parte para alterar a multa de ofício do percentual de 150% para 75%. Ainda inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, onde alega em síntese: a) inexigibilidade do depósito recursal; b) que a representação fiscal para fins penais só pode ser efetuada após a confirmação definitiva do débito; c) que o MPF foi alterado fora dos parâmetros legais; d) ofensa à ampla defesa e ao contraditório; e) que lhe assiste direito de requerer a perícia e traz os quesitos a serem respondidos; f) que sua contabilidade obedece aos quesitos da IN RFB N.º 971/2009; g) que a contabilidade só poderia ser desclassificada por um contador; h) que a multa é inconstitucional, confiscatória e desproporcional. Requer o acolhimento do recurso para reformar a decisão e cancelar o débito. É o relatório. Fl. 1243DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 11516.002322/201080 Acórdão n.º 2302002.280 S2C3T2 Fl. 1.176 3 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Da Admissibilidade O recurso é INTEMPESTIVO, razão pela qual dele não se deve tomar conhecimento. Cientificado o sujeito passivo do Acórdão de fls. 1105/1119, em 15/07/2011, fls.1123, o prazo para interposição de recurso, que é de 30 (trinta) dias, conforme o art. 126, caput, da Lei n.º 8.213/91, combinado com o art. 305, § 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, iniciou em 18/07/2011, fruindo até 16/08/2011. Entretanto, o recurso foi interposto apenas em 17/08/2011, conforme documento de fl.1125, configurandose, portanto, sua intempestividade. Lei n° 8213/91 Art. 126. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da Seguridade Social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme dispuser o Regulamento. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) Regulamento da Previdência Social/ Decreto n° 3.048/99 Art.305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social e da Secretaria da Receita Previdenciária nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social, respectivamente, caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento do CRPS. (Alterado pelo Decreto nº 6.032 de 1º/2/2007 DOU DE 2/2/2007) § 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) Pelo exposto, considerando que a recorrente não argúi a tempestividade, na peça recursal e considerando o artigo 35, do Decreto n°70.235/72, que dispõe: “Art. 35. O recurso , mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção.” Voto por não conhecer o recurso, por falta de requisito para sua admissibilidade, mantendo a decisão de primeira instância proferida. Fl. 1244DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 1245DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/02/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 13502.000064/2001-91
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Crédito Presumido de IPI. Período de Apuração: 01/04/2000 a 31/12/2000 Ementa: OMISSÃO. APLICAÇÃO TAXA SELIC. Existindo omissão capaz de macular o julgado, impõe conhecer e acolher os embargos e corrigir a imperfeição. Tratando-se de pedido de ressarcimento de crédito tributário a iniciativa é do contribuinte, que deve apurar, determinar o quanto e lançar em sua contabilidade. A compensação é realizada por ato próprio. O saldo residual deve ser corrigido pela aplicação da Taxa Selic até o exaurimento do crédito reconhecido. Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 3403-001.716
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolhe-se os embargos de declaração com efeitos modificativos para sanar a omissão apontada no Acórdão nº 2101-00.015 e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito do contribuinte aplicar a correção pela taxa Selic sobre o valor residual do crédito após as compensações efetuadas. Vencido o Conselheiro Antonio Carlos Atulim, quanto à correção do ressarcimento pela taxa Selic.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ementa_s : Crédito Presumido de IPI. Período de Apuração: 01/04/2000 a 31/12/2000 Ementa: OMISSÃO. APLICAÇÃO TAXA SELIC. Existindo omissão capaz de macular o julgado, impõe conhecer e acolher os embargos e corrigir a imperfeição. Tratando-se de pedido de ressarcimento de crédito tributário a iniciativa é do contribuinte, que deve apurar, determinar o quanto e lançar em sua contabilidade. A compensação é realizada por ato próprio. O saldo residual deve ser corrigido pela aplicação da Taxa Selic até o exaurimento do crédito reconhecido. Embargos Acolhidos.
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Período de Apuração: 01/04/2000 a 31/12/2000 Ementa: OMISSÃO. APLICAÇÃO TAXA SELIC. Existindo omissão capaz de macular o julgado, impõe conhecer e acolher os embargos e corrigir a imperfeição. Tratandose de pedido de ressarcimento de crédito tributário a iniciativa é do contribuinte, que deve apurar, determinar o quanto e lançar em sua contabilidade. A compensação é realizada por ato próprio. O saldo residual deve ser corrigido pela aplicação da Taxa Selic até o exaurimento do crédito reconhecido. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolhese os embargos de declaração com efeitos modificativos para sanar a omissão apontada no Acórdão nº 210100.015 e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito do contribuinte aplicar a correção pela taxa Selic sobre o valor residual do crédito após as compensações efetuadas. Vencido o Conselheiro Antonio Carlos Atulim, quanto à correção do ressarcimento pela taxa Selic. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Raquel Motta Brandão Minatel. Fl. 893DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Relatório Cuidase de Embargos Declaratórios com o objetivo de ver examinado a questão colocada em grau de Recurso Voluntário relativo aplicação da Taxa Selic em relação ao crédito presumido de IPI nos termos da Lei nº 9.363/96 a título de ressarcimento de contribuições para o PIS e COFINS formulado em 12 de janeiro de 2001. O Acórdão nº 2101.00015 de 4 de março de 2009 teria sido omissão quanto ao pedido de correção monetária do valor do crédito pleiteado. Assim, o recurso ora em exame concentra o inconformismo nesse ponto. Com o pedido de ressarcimento vieram diversos pedidos de compensações, sendo que o último data de agosto de 2001. A pretensão da Embargante era de ver ressarcido em R$ 1.700.000,00 (um milhão e setecentos mil reais), tendo sido deferido R$ 1.671.017,86 (um milhão, seiscentos e setenta e um mil, dessezete reais e oitenta e seis centavos). Em sede recursal buscou demonstrar o desacerto da Autoridade Administrativa ao deixar de reconhecer o montante pleiteado em sua totalidade, assim como, não ter reconhecido o direito de remuneração do crédito diferido por meio da Taxa Selic. A decisão recorrida foi mantida na integra. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho Relator. Tratase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual tomo conhecimento. A irresignação demonstrada está focada na ausência de remuneração de juros pela Taxa Selic ao crédito solicitado a título de ressarcimento das contribuições para o PIS e a COFINS. No caso se refere somente ao montante reconhecido pela Autoridade Administrativa. Essa questão tem sido objeto constante de reclamação por parte dos contribuintes, o posicionamento dessa egrégia Turma tem sido no sentido de que cabe aplicação de juros quando constatado a demora decorrente de ato de resistência ou omissão da Administração. Mesmo que se reconheça a equiparação dos institutos de restituição e o de ressarcimento tributário, esses são sempre de iniciativa do interessado. Tenho que administração até possa efetivar compensação de ofício, isso nos casos em que ela conhece o crédito e o montante do débito. Fl. 894DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 13502.000064/200191 Acórdão n.º 3403001.716 S3C4T3 Fl. 2 3 A norma contida no art. 74 da Lei 9.430/96 que autoriza a compensação de créditos tributários com débitos do próprio contribuinte, impõe que seja apurado o crédito, presumindo a determinação do montante nos próprios assentamentos contábeis do interessado a ser reconhecido administrativamente. Como se vê a obrigação de apurar e determinar o crédito é do contribuinte, e, pode posteriormente solicitar a administração à devolução ou compensar com débitos existentes. O ressarcimento acompanhado simultaneamente de pedido de compensação entre duas pessoas credora e devedora uma da outra, as duas obrigações extinguemse, até onde se compensarem. A compensação como declaração nestes casos possui o condão de demonstrar a satisfação de ver realizado o encontro do crédito que se possuía com o débito que se desejava adimplir, é o que se denomina de compensação no regime de lançamento por homologação no que tange aos tributos que cabe o sujeito passivo apurar e providenciar o pagamento no prazo legal. Em sendo assim, o contribuinte realiza por ato próprio e no seu exclusivo interesse, pois não há que se falar em restituição. No caso concreto as compensações foram homologadas até o limite do crédito reconhecido pela Autoridade Administrativa, no entanto, constatase do exame dos autos que a utilização do crédito deuse de modo fracionado. Portanto, deve ser remunerado pela Taxa Selic o saldo credor remanescente (residual) entre uma e outra compensação. Em sendo assim, presente as condições que justifica reconhecer a favor da Embargante atualização do saldo remanescente entre uma e outra compensação por meio da Taxa Selic. Com essas considerações, conheço do recurso e acolho para modificar a decisão embargada e reconhecer o direito à atualização do saldo residual por meio da aplicação da Taxa Selic. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 895DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.900960/2010-01
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2005
PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL.
A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais.
SALDO NEGATIVO DE CSLL. VALOR RETIDO NA FONTE. COMPROVAÇÃO.
O valor retido na fonte somente pode ser compensado se a pessoa jurídica possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, para fins de apuração do saldo negativo de CSLL no encerramento do período.
DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA.
Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1801-001.340
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ASPECTO TEMPORAL. A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais. SALDO NEGATIVO DE CSLL. VALOR RETIDO NA FONTE. COMPROVAÇÃO. O valor retido na fonte somente pode ser compensado se a pessoa jurídica possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, para fins de apuração do saldo negativo de CSLL no encerramento do período. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 09 60 /2 01 0- 01 Fl. 313DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.900960/201001 Acórdão n.º 1801001.340 S1TE01 Fl. 314 2 (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 20.04.2005, fls. 264273, utilizandose do crédito relativo ao saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no valor de R$31.156,39 referente ao segundo trimestre do anocalendário de 2004. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 14, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo deferimento em parte do pedido: Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$32.156,39 Valor na DIPJ: R$32.156,39 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$32.156,39 CSLL devida: R$0,00 Valor do saldo negativo disponível= (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) – (CSLL devida) limitado ao menor valor entre saldo negativo DIPJ e PER/DCOMP, observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Valor do saldo negativo disponível: R$28.820,42 O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados no PER/DCOMP, razão pela qual HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP acima identificado. Cientificada em 16.03.2010, fl. 275, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 15.04.2010, fls. 0205, apresentando os argumentos abaixo sintetizados. Suscita que teve a CSLL retida na fonte, em conformidade com as Notas Fiscais e ainda que No exame da questão suscitada, deixouse de levar em consideração aspectos reais, que aqui ora serão deduzidos, senão vejamos: Fl. 314DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.900960/201001 Acórdão n.º 1801001.340 S1TE01 Fl. 315 3 a) no segundo trimestre de 2004, foram emitidas as notas fiscais de n°s. 3.805 a 3.899, no mês de abril, sendo retido o valor de R$17.939,78 (Dezessete mil, novecentos e trinta e nove reais e setenta e oito centavos), à título de CSLL; b) no mês de maio foram emitidas as notas fiscais de n°s 3.900 a 3.966, sendo retido o valor de R$9.819,54 (nove mil, oitocentos e dezenove reais e cinqüenta e quatro centavos), o mesmo título; c) já no mês de junho foram emitidas as notas fiscais de n°s 3.967 a 4.067, e sendo retido também o valor de R$5.458,58 (cinco mil, quatrocentos e cinqüenta e oito reais e cinqüenta e oito centavos) também no mesmo título (CSLL). Nas notas fiscais que ora juntamos, foram excluídas as canceladas e ou sem valor de retenção e de responsabilidade do tomador de serviços. Assim, o valor retido neste trimestre foi de R$ 3.217,90 (Trinta e três mil, duzentos e dezessete reais e noventa centavos) que por eles (tomadores) não foi informado corretamente ao Fisco. [...] A imposição fiscal não pode prosperar: a) O despacho decisório exige da IMPUGNANTE imposto (CSLL) que não é mais de sua responsabilidade tributária, e portanto, deverá cobrar de quem obteve vantagem, conforme demonstrado acima; b) a razão de ser da nãoocorrência de novo fato gerador, está nas provas ora juntadas, já que a IMPUGNANTE não se apropriou de valores indevidos, como quer a Autuante; c) e mais, no presente caso, a Auditoria não efetuou nenhum levantamento, não procedeu a nenhum exame e não confrontou os valores CONFIRMADOS no despacho decisório. Conclui Diante das relevantes razões fáticas e legais, que não há como ser ilididas, a Impugnante requer: A) que o presente Despacho Decisório [...], em face das provas juntadas, seja julagado improcedente e insubsistente, sendo incabível a exigência tributária nela arrazoada. B) Se necessário, seja deferida a prova pericial, para confrontar os valores retidos. Termos em que [...] Pede Deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 4ª TURMA/DRJ/BHE/MG nº 0237.691, de 17.02.2012, fls. 291297: “Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte” para reconhecer o valor de R$109,97 a título de salfo negativo de CSLL do segundo trimestre de 2004. Restou ementado ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Fl. 315DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.900960/201001 Acórdão n.º 1801001.340 S1TE01 Fl. 316 4 Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 Declaração de Compensação. O reconhecimento do direito creditório decorrente de saldo negativo de CSLL depende da comprovação das parcelas de composição do crédito informadas no PERDCOMP. CSLL retida na fonte Comprovação A CSLL retida na fonte sobre quaisquer rendimentos, somente pode ser utilizada como componente do saldo negativo de CSLL, se o contribuinte comprovar, mediante documentação hábil e idônea, que sofreu a retenção deste tributo. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 Perícia. Não há como admitir o pedido de realização de diligência quando este vise, tãosomente, a transferência da produção de provas para a autoridade administrativa. Notificada em 15.03.2012, fl. 301, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 13.04.2012, fls. 303309, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge, reiterando os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do processo administrativo fiscal que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses e instruída com todos os documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidade no curso do processo, a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as Fl. 316DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.900960/201001 Acórdão n.º 1801001.340 S1TE01 Fl. 317 5 situações excepcionadas pela legislação de regência 1. A realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, não se comprova. A Recorrente suscita que a Per/DComp deve ser deferida. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição, pode utilizálo na compensação de débitos. A partir de 01.10.2002, a compensação somente pode ser efetivada por meio de declaração e com créditos e débitos próprios, que ficam extintos sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Também os pedidos pendentes de apreciação foram equiparados a declaração de compensação, retroagindo à data do protocolo. Posteriormente, ou seja, em de 30.12.2003, ficou estabelecido que a Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, bem como que o prazo para homologação tácita da compensação declarada é de cinco anos, contados da data da sua entrega. Ademais, o procedimento se submete ao rito do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. O procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior2. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais3. A legislação prevê que no regime de tributação com base no lucro real a pessoa jurídica pode deduzir do valor apurado no encerramento do período, o valor retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo correspondente4. Para tanto, as pessoas jurídicas são obrigadas a prestar aos órgãos da RFB, no prazo legal, informações sobre os rendimentos que pagaram ou creditaram no anocalendário anterior, por si ou como representantes de terceiros, com indicação da natureza das respectivas importâncias, do nome, endereço e número de inscrição no CNPJ, das pessoas que o receberam, bem como o imposto de renda retido da fonte, mediante a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF). Também as pessoas jurídicas que efetuarem pagamentos com retenção do imposto na fonte devem fornecer à pessoa jurídica beneficiária, até o dia 31 de janeiro, documento comprobatório, em duas vias, com indicação da natureza e do montante do pagamento, das deduções e do imposto retido no anocalendário anterior, que no caso é o Informe de Rendimentos. Assim, o valor retido na fonte somente pode ser compensado se a pessoa jurídica 1 Fundamentação legal: art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 2 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A do Códido Tributário Nacional, art. 9º do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, 1º e art. 2º, art. 51 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. 3 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º e art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º e art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 4 Fundamentação legal: Lei 10.833 de 29 de dezembro de 2003. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.900960/201001 Acórdão n.º 1801001.340 S1TE01 Fl. 318 6 possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora para fins de apuração do saldo negativo de CSLL no encerramento do anocalendário 5. O procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior. Em relação aos valores de retidos na fonte, vale ressaltar que cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório de suas alegações6. Todas as DIRF apresentadas pelas fontes pagadoras foram consideradas, em conformidade com a Planilha de fls. 277290 e a decisão de primeira instância de julgamento. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidades no curso do processo, a Recorrente não apresentou os Informes de Rendimentos respectivos de retenção na Fonte, documentos estes imprescindíveis para este fim. As notas fiscais juntadas aos autos pela Recorrente, entretanto, não se constituem comprovação hábil para evidenciar inequivocamente que o crédito remanescente pleiteado de saldo negativo de CSLL do segundo trimestre do anocalendário de 2004 esteja correto. A tese protetora exposta pela defendente, assim sendo, não está demonstrada. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso7. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade8. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. Em face do exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário. 5 Fundamentação legal: art. 86 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 11 do DecretoLei nº 1.968, de 23 de novembro de 1982 e art. 10 do DecretoLei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983. 6 Fundamentação legal:§ 1º do art. 147 do Código Tributário Nacional e art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 7 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 8 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.900960/201001 Acórdão n.º 1801001.340 S1TE01 Fl. 319 7 (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 319DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 15374.920004/2008-09
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL
Exercício: 2006
Ementa: COMPENSAÇÃO. CRÉDITO ALEGADO. PROVA. Ausente a
demonstração do direito de crédito alegado pelo Contribuinte em declaração de compensação, impõe-se o indeferimento do pedido respectivo. Recurso voluntário não provido.
Numero da decisão: 1102-000.753
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos temos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO
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CRÉDITO ALEGADO. PROVA. Ausente a demonstração do direito de crédito alegado pelo Contribuinte em declaração de compensação, impõese o indeferimento do pedido respectivo. Recurso voluntário não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos temos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Guidoni Filho Relator. . Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barretto, Plínio Rodrigues Lima, Antônio Carlos Fl. 194DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 15374.920004/200809 Acórdão n.º 110200.753 S1C1T2 Fl. 2 2 Guidoni Filho, Albertina Silva Santos de Lima. Ausente o Conselheiro Gleydson Kleber Lopes de Oliveira Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pela Contribuinte contra acórdão proferido pela Primeira Turma da Delegacia Regional de Julgamento do Rio de Janeiro – RJ, que acolheu parcialmente manifestação de inconformidade relativa a indeferimento de compensação de alegado saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2005 com débitos de contribuições ao PIS e da COFINS. O caso foi assim relatado pela instância a quo, verbis: No dia 24/02/2006, a interessada transmitiu à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) o PER/DCOMP 07996.67204.240206.1.3.039090 (fls. 02/06), no qual informou possuir crédito oriundo de saldo negativo de contribuição social sobre o lucro líquido no montante de R$ 1.473,07, relativo ao anocalendário de 2005, que foi utilizado na compensação dos seguintes débitos fiscais: Tributo Período de apuração Valortotal Pis jan/06 1.251,79 Pis dez/05 110,28 Cofins dez/05 146,17 A compensação declarada não foi homologada porque, segundo o despacho decisório proferido eletronicamente pela DERAT/RJ (fls. 09), "constatouse que não houve apuração de crédito na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) correspondente ao período de apuração do saldo negativo informado no PER/DCOMP. Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 1.473,07. Valor do crédito na DIPJ: R$ 0,00" (enquadramento legal: arts. 6, §1°, 28 e 74 da Lei n° 9.430/96 e art. 5o da IN SRF n° 600/2005). Cientificada do despacho decisório em 03/09/2008 (fls. 07/08), a interessada manifestou sua inconformidade em 03/10/2008 (fls. 11/14). Alegou, em síntese, que houve mero erro de preenchimento da DIPJ, no ponto em que deixou de consignar, na linha 47 da ficha 17 da declaração, o valor de R$ 1.473,07 referente à CSLL retida na fonte pela pessoa jurídica Empresa Cinemas São Luiz S/A (CNPJ 33.497.660/000189), conforme planilhas que fez juntar aos autos às fls. 22/26. Às fls. 48, juntei pesquisa realizada nos sistemas informatizados da RFB, que confirma o recolhimento de R$ 1.473,07 pela pessoa jurídica Empresa Cinemas São Luiz S/A, sob código de Fl. 195DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 15374.920004/200809 Acórdão n.º 110200.753 S1C1T2 Fl. 3 3 receita 5952 (RETENÇÃO CONTRIBUIÇÕES" PAGAMENTO DE PJ A PJ DE DIREITO PRIVADO CSLL/COFINS/PIS). E o relatório.” O acórdão recorrido, por maioria de votos dos integrantes do Colegiado a quo, acolheu parcialmente a manifestação de inconformidade apresentada pela Contribuinte, sob o fundamento de que: (i) em pesquisa realizada nos sistemas informatizados da RFB (fls. 48), há confirmação do recolhimento de tributos retidos na fonte no montante total de R$ 1.473,07, pela pessoa jurídica Empresa Cinemas São Luiz S/A, sob o código de receita 5952 (RETENÇÃO CONTRIBUIÇÕES PAGAMENTO DE PJ A PJ DE DIREITO PRIVADO CSLL/COFINS/PIS); (ii) ocorre, no entanto, que as retenções efetuadas sob esse código de receita (5952) referemse não só à CSLL, mas também ao Pis e à Cofins, conforme disposto no art. 31 da Lei n. 10.833/2003; (iii) assim, dos R$1.473,07 retidos, apenas R$ 316,71 podem ser considerados antecipações de CSLL (21,5%). Em sede de recurso voluntário, a Contribuinte reproduz suas razões de impugnação, no sentido de que teria direito à restituição dos valores pretendidos, por intermédio de compensação, pois teria havido o efetivo recolhimento na fonte do crédito alegado em DComp, como também suscita preliminar de nulidade do acórdão recorrido, por afronta aos princípios da ampla defesa, contraditório, publicidade e moralidade administrativa, ante o fato de não constarem de seu inteiro teor as razões do voto vencido. É o relatório. Voto Conselheiro ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO O recurso voluntário é tempestivo e interposto por parte legítima, pelo que dele tomo conhecimento. A preliminar de nulidade do acórdão recorrido merece ser rejeitada. A uma, pelo fato de a legislação processual não prever a obrigatoriedade de o julgador administrativo levar a termo as razões de seu convencimento, quando tais razões forem rejeitadas pelo órgão colegiado. A duas, e principalmente, pelo fato de tais razões não serem relevantes para propiciar ao jurisdicionado o exercício de ampla defesa e contraditório, já que, como é de conhecimento geral, a parte apenas pode se insurgir contra (ou acatar) os fundamentos preponderantes da decisão proferida. As razões rejeitadas pelo órgão Colegiado são absolutamente indiferentes à defesa ou ao contraditório, especialmente quando os fundamentos do voto vencedor são suficientes para refutar todos os argumentos de defesa aduzidos na peça recursal. Pelos mesmos motivos, não há que se falar em afronta aos princípios da moralidade e publicidade, porquanto o ato atacado atende a todos os requisitos de forma previstos na legislação vigente e a parte recorrente foi dele adequadamente intimada, tomando conhecimento dos fundamentos que levaram o Colegiado a rejeitar (parcialmente) seu pedido. Quanto ao mérito, entendo que o recurso também não merece provimento. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 15374.920004/200809 Acórdão n.º 110200.753 S1C1T2 Fl. 4 4 Conforme consta expressamente da DComp de fls. 02/06, a Contribuinte pretende compensar crédito de CSLL (saldo negativo) relativo ao anocalendário de 2005 com débitos ulteriores das contribuições ao PIS e da COFINS. Citado crédito decorreria de retenção na fonte efetuada pela empresa Empresa Cinemas São Luiz S/A, sob o código de receita 5952 (RETENÇÃO CONTRIBUIÇÕES PAGAMENTO DE PJ A PJ DE DIREITO PRIVADO CSLL/COFINS/PIS), no montante de R$1.473,07 (hum mil, quatrocentos e setenta e três reais e sete centavos). Ocorre que, como bem ressaltado pelo acórdão recorrido, a retenção na fonte em referência não confere à Contribuinte saldo negativo de CSLL de mesmo montante, tal como pretendido na Dcomp e alegado neste processo. A retenção efetuada sob o código de receita 5952 referese não só à CSLL, mas também ao Pis e à Cofins. Assim dispõe o art. 31 da Lei n. 10.833, de 2003, verbis: “Art. 31. O valor da CSLL, da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP, de que trata o art. 30, será determinado mediante a aplicação, sobre o montante a ser pago, do percentual de 4,65% (quatro inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento), correspondente à soma das alíquotas de 1% (um por cento), 3% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento), respectivamente.” Assim, é correta a conclusão do acórdão recorrido no sentido de que, dos retidos, apenas R$ 316,71 podem ser considerados antecipações de CSLL (21,5%) e, portanto, passíveis de compensação por meio da DComp objeto deste processo. Em verdade, além do confessado erro no preenchimento de DIPJ (que sequer apontava saldo negativo de CSLL para período), houve aparente erro no preenchimento da própria Dcomp, já que o Contribuinte deveria ter nela apontado como crédito a ser compensado, além do saldo negativo de CSLL ora reconhecido, também valores relativos às contribuições ao PIS e da COFINS retidas. Entendo que não é possível reconhecer tais créditos neste processo pois os elementos dos autos não são suficientes para afirmar que não houve o aproveitamento respectivo pelo Contribuinte ao longo da apuração desses tributos ou mesmo por meio de outra Dcomp. Por tais fundamentos, oriento meu voto no sentido de conhecer do recurso voluntário da Contribuinte para rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, negar lhe provimento. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Guidoni Filho Relator Fl. 197DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 15374.920004/200809 Acórdão n.º 110200.753 S1C1T2 Fl. 5 5 Fl. 198DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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