Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 11020.002101/2008-69
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Oct 01 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/1990 a 30/09/1995
RECURSO ESPECIAL. AUSENTEA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL E A SIMILITUDE FÁTICA. NÃO CONHECIDO.
Para que seja conhecido o recurso especial, imprescindível é a comprovação do dissenso interpretativo mediante a juntada de acórdão paradigma em que, na mesma situação fática, sobrevieram soluções jurídicas distintas, nos termos do art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria nº 343/2015.
Numero da decisão: 9303-007.277
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que conheceu do recurso.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Érika Costa Camargos Autran - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello, Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: ERIKA COSTA CAMARGOS AUTRAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/1990 a 30/09/1995 RECURSO ESPECIAL. AUSENTEA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL E A SIMILITUDE FÁTICA. NÃO CONHECIDO. Para que seja conhecido o recurso especial, imprescindível é a comprovação do dissenso interpretativo mediante a juntada de acórdão paradigma em que, na mesma situação fática, sobrevieram soluções jurídicas distintas, nos termos do art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria nº 343/2015.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 01 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 11020.002101/2008-69
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5912047
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 9303-007.277
nome_arquivo_s : Decisao_11020002101200869.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ERIKA COSTA CAMARGOS AUTRAN
nome_arquivo_pdf_s : 11020002101200869_5912047.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que conheceu do recurso. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Érika Costa Camargos Autran - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello, Rodrigo da Costa Pôssas.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
id : 7440881
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:27:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871027204096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1419; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 281 1 280 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11020.002101/200869 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303007.277 – 3ª Turma Sessão de 14 de agosto de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado FRIGORÍFICO CHESINI LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/1990 a 30/09/1995 RECURSO ESPECIAL. AUSENTEA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL E A SIMILITUDE FÁTICA. NÃO CONHECIDO. Para que seja conhecido o recurso especial, imprescindível é a comprovação do dissenso interpretativo mediante a juntada de acórdão paradigma em que, na mesma situação fática, sobrevieram soluções jurídicas distintas, nos termos do art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria nº 343/2015. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que conheceu do recurso. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Érika Costa Camargos Autran Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 00 21 01 /2 00 8- 69 Fl. 282DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello, Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Tratase de Recurso Especial de Divergência interposto pela Fazenda Nacional contra o acórdão n.º 330201.677, de 27 de junho de 2012 (fls. 226 a 228 do processo eletrônico), proferido Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento deste CARF, decisão que por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário para determinar a homologação das compensações de débitos de Cofins declaradas pela recorrente, até o limite do crédito reconhecido e disponível para compensação. A discussão dos presentes autos tem origem no processo de PER/DCOMP apresentado pelo Contribuinte, no qual está pleiteando a restituição de PIS reconhecido em decisão judicial com trânsito em julgado e o respectivo crédito habilitado junto a RFB. Em razão da decisão judicial autorizar a compensação do crédito do PIS com débito do próprio PIS, a DRF de origem não homologou a compensação de débito de Cofins declarada pela Recorrente. Inconformado, o Contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, arguindo, em apertada síntese, que não representa descumprimento da decisão judicial a compensação do crédito reconhecido com débito de outro tributo administrado pela RFB autorizado por legislação posterior, conforme jurisprudência judicial e administrativa que cita. A DRJ em Campo Grande/MS julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Contribuinte. Irresignado com a decisão contrária ao seu pleito, o Contribuinte apresentou recurso voluntário, o Colegiado por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário para determinar a homologação das compensações de débitos de Cofins declaradas Fl. 283DF CARF MF Processo nº 11020.002101/200869 Acórdão n.º 9303007.277 CSRFT3 Fl. 282 3 pela recorrente, até o limite do crédito reconhecido e disponível para compensação, conforme acórdão assim ementado in verbis: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/1990 a 30/09/1995 COMPENSAÇÃO. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. FUNDAMENTO LEGAL REVOGADO. Se o fundamento legal da compensação autorizada por decisão judicial foi alterado, aplicase a legislação superveniente que deu igual tratamento aos demais contribuintes. Recurso Voluntário Provido. A Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial de Divergência (fls. 232 a 239) em face do acordão recorrido que deu provimento ao recurso do Contribuinte, a divergência suscitada pela Fazenda Nacional diz respeito à possibilidade de restituição e compensação de créditos de PIS com tributo de natureza diversa, quando o Contribuinte possui coisa julgada em seu favor autorizando, tãosomente, a restituição/compensação desses créditos com o próprio PIS. Para comprovar a divergência jurisprudencial suscitada, a Fazenda Nacional apresentou como paradigmas os acórdãos de números CSRF/0202.839 e 20403.266. A comprovação do julgado firmouse pela transcrição de inteiro teor das ementas dos acórdãos paradigmas no corpo da peça recursal. O Recurso Especial da Fazenda Nacional foi admitido, conforme despacho de fls. 241 a 244, sob o argumento que acórdão recorrido decidiu que as restrições impostas à compensação pela sentença de mérito do mandado de segurança foram afastadas por legislação superveniente, permitindo a todos os contribuintes efetuar a compensação de indébitos de PIS com débitos de qualquer tributo administrado pela RFB, o Colegiado do acórdão paradigma de nº CSRF/0202.839, de forma diversa decidiu que não é possível a restituição e compensação de créditos de PIS com tributo de natureza diversa, quando o contribuinte possui coisa julgada em seu favor autorizando, tãosomente, a restituição/compensação desses créditos com o Fl. 284DF CARF MF 4 próprio PIS, independentemente da edição de lei e ato administrativo posteriores mais benéficos. O Contribuinte apresentou contrarrazões às fls. 250 a 254, manifestando pelo provimento do Recurso Especial da Fazenda Nacional e que seja mantido o v. acórdão. É o relatório em síntese. Voto Conselheira Érika Costa Camargos Autran Relatora Da Admissibilidade O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo, porém não deve ser conhecido por não cumprir com os requisitos essenciais de admissibilidade, nos termos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. A divergência suscitada pela Fazenda Nacional no Recurso Especial diz respeito à possibilidade de restituição e compensação de créditos de PIS com tributo de natureza diversa, quando o Contribuinte possui coisa julgada em seu favor autorizando, tão somente, a restituição/compensação desses créditos com o próprio PIS. Entendo que não ficou comprovada a divergência jurisprudencial, pois os acórdãos paradigmas CSRF/ 0202.839, de 16 de outubro de 2007 e 20403.266, de 04 de junho de 2008, são anteriores a Solução de Divergência COSIT n.º 2/2010, publicada no DOU 11/11/2010, que tem a seguinte redação: Os créditos relativos a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), reconhecidos por sentença judicial transitada em julgado que tenha permitido apenas a compensação com débitos de tributos da mesma espécie, ou ainda, que tenha permitido apenas a repetição do indébito, poderão ser compensados com débitos próprios relativos a quaisquer tributos administrados pela RFB (a) se houver legislação superveniente que assegure igual tratamento aos demais contribuintes ou (b) se a legislação vigente quando do trânsito em julgado não tiver sido fundamento da decisão judicial mais restritiva. Desta forma, entendo que os acórdão paradigmas são extemporâneos. Fl. 285DF CARF MF Processo nº 11020.002101/200869 Acórdão n.º 9303007.277 CSRFT3 Fl. 283 5 À vista do exposto, voto por não conhecer o Recurso Especial da Fazenda. É como voto. (assinado digitalmente) Érika Costa Camargos Autra Fl. 286DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10935.001321/2009-81
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Sep 03 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI.
DESPESAS COM FRETE. O frete, quando incorporado ao insumo adquirido, passa a integrar o seu custo de aquisição, podendo integrar a base de cálculo do crédito presumido disposto na Lei nº 9.363/1996, na medida em que esteja vinculado à aquisição de mercadorias que dariam direito ao creditamento. Considerando que esta circunstância não restou comprovada nos autos e que o ônus da prova é do contribuinte, correta a glosa realizada.
DESPESAS COM LUBRIFICANTES. Só geram direito ao crédito presumido os materiais intermediários que sejam consumidos no processo produtivo mediante contato físico direto com o produto em fabricação e que não sejam passíveis de ativação obrigatória (Parecer Normativo CST nº 65/79). Os lubrificantes, apesar de constituírem uma despesa necessária para o funcionamento do maquinário, não mantém contato físico direto com o produto fabricado.
DESPESAS COM ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. Correta a glosa realizada, visto que o contribuinte não atendeu aos ditames dispostos na legislação para que pudesse usufruir do direito ao crédito. O regime alternativo de apuração do crédito presumido prevê a inclusão na base de cálculo do benefício, os custos de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno, utilizados no processo industrial. No caso de impossibilidade da determinação dos referidos custos, deverá ser aplicado às despesas com energia elétrica e combustíveis o percentual obtido pela relação entre o custo de produção e o somatório dos custos e despesas operacionais do estabelecimento industrial.
DESPESAS COM MATERIAL DE EMBALAGEM.
Tendo em vista que o recorrente não trouxe qualquer elemento aos presentes autos apto a identificar precisamente qual a função e utilização da embalagem que está em discussão, não se desincumbindo do seu ônus probatório, há de ser mantida a glosa realizada.
Numero da decisão: 3002-000.287
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Larissa Nunes Girard - Presidente
(assinado digitalmente)
Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Alan Tavora Nem, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora) e Carlos Alberto da Silva Esteves.
Nome do relator: MARIA EDUARDA ALENCAR CAMARA SIMOES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. DESPESAS COM FRETE. O frete, quando incorporado ao insumo adquirido, passa a integrar o seu custo de aquisição, podendo integrar a base de cálculo do crédito presumido disposto na Lei nº 9.363/1996, na medida em que esteja vinculado à aquisição de mercadorias que dariam direito ao creditamento. Considerando que esta circunstância não restou comprovada nos autos e que o ônus da prova é do contribuinte, correta a glosa realizada. DESPESAS COM LUBRIFICANTES. Só geram direito ao crédito presumido os materiais intermediários que sejam consumidos no processo produtivo mediante contato físico direto com o produto em fabricação e que não sejam passíveis de ativação obrigatória (Parecer Normativo CST nº 65/79). Os lubrificantes, apesar de constituírem uma despesa necessária para o funcionamento do maquinário, não mantém contato físico direto com o produto fabricado. DESPESAS COM ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. Correta a glosa realizada, visto que o contribuinte não atendeu aos ditames dispostos na legislação para que pudesse usufruir do direito ao crédito. O regime alternativo de apuração do crédito presumido prevê a inclusão na base de cálculo do benefício, os custos de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno, utilizados no processo industrial. No caso de impossibilidade da determinação dos referidos custos, deverá ser aplicado às despesas com energia elétrica e combustíveis o percentual obtido pela relação entre o custo de produção e o somatório dos custos e despesas operacionais do estabelecimento industrial. DESPESAS COM MATERIAL DE EMBALAGEM. Tendo em vista que o recorrente não trouxe qualquer elemento aos presentes autos apto a identificar precisamente qual a função e utilização da embalagem que está em discussão, não se desincumbindo do seu ônus probatório, há de ser mantida a glosa realizada.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 03 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10935.001321/2009-81
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5898142
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 03 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3002-000.287
nome_arquivo_s : Decisao_10935001321200981.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : MARIA EDUARDA ALENCAR CAMARA SIMOES
nome_arquivo_pdf_s : 10935001321200981_5898142.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard - Presidente (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Alan Tavora Nem, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora) e Carlos Alberto da Silva Esteves.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2018
id : 7411422
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:25:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871031398400
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2342; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T2 Fl. 353 1 352 S3C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.001321/200981 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3002000.287 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 11 de julho de 2018 Matéria IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. Recorrente MARINI INDUSTRIA DE COMPENSADOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. DESPESAS COM FRETE. O frete, quando incorporado ao insumo adquirido, passa a integrar o seu custo de aquisição, podendo integrar a base de cálculo do crédito presumido disposto na Lei nº 9.363/1996, na medida em que esteja vinculado à aquisição de mercadorias que dariam direito ao creditamento. Considerando que esta circunstância não restou comprovada nos autos e que o ônus da prova é do contribuinte, correta a glosa realizada. DESPESAS COM LUBRIFICANTES. Só geram direito ao crédito presumido os materiais intermediários que sejam consumidos no processo produtivo mediante contato físico direto com o produto em fabricação e que não sejam passíveis de ativação obrigatória (Parecer Normativo CST nº 65/79). Os lubrificantes, apesar de constituírem uma despesa necessária para o funcionamento do maquinário, não mantém contato físico direto com o produto fabricado. DESPESAS COM ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. Correta a glosa realizada, visto que o contribuinte não atendeu aos ditames dispostos na legislação para que pudesse usufruir do direito ao crédito. O regime alternativo de apuração do crédito presumido prevê a inclusão na base de cálculo do benefício, os custos de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno, utilizados no processo industrial. No caso de impossibilidade da determinação dos referidos custos, deverá ser aplicado às despesas com energia elétrica e combustíveis o percentual obtido pela relação entre o custo de produção e o somatório dos custos e despesas operacionais do estabelecimento industrial. DESPESAS COM MATERIAL DE EMBALAGEM. Tendo em vista que o recorrente não trouxe qualquer elemento aos presentes autos apto a identificar precisamente qual a função e utilização da embalagem AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 00 13 21 /2 00 9- 81 Fl. 353DF CARF MF 2 que está em discussão, não se desincumbindo do seu ônus probatório, há de ser mantida a glosa realizada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard Presidente (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Alan Tavora Nem, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora) e Carlos Alberto da Silva Esteves. Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da decisão da DRJ, à fl. 327/330 dos autos: Tratase de manifestação de inconformidade ante o Despacho Decisório n° 074/2009 proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Cascavel/PR, das fls. 270 a 278, que deferiu parcialmente o Pedido de Ressarcimento ou Restituição e Declaração de Compensação – PER/DCOMP nº 25352.44853.270807.1.1.012141 (fls. 3 a 57), referente ao crédito presumido do IPI apurado no 1º trimestre de 2007 nos termos da Lei nº 10.276, de 10 de setembro de 2001, no valor de R$ 170.658,96, reconhecendo como legítimo o valor de R$ 139.981,43. Segundo o mesmo Despacho foram homologadas integralmente as compensações vinculadas ao referido crédito (DCOMP às fls. 68 a 78). Conforme fundamentado no r. Despacho, as glosas de valores, que compunham a base de cálculo do crédito presumido, que levaram ao indeferimento parcial, dizem respeito aos seguintes itens: a) fretes: “cujo credito não pode ser atribuído ao requerente, especialmente sobre aqueles cujo ônus da operação foi suportado/pago pelo remetente. Nesta condição, identificamos que todos os CTRC emitidos pelas transportadoras IMABRAN INDUSTRIA DE MADEIRA MATO BRANCO LTDA e J.E. PIRES DA SILVA & CIA LTDA estão com marcação expressa de que o pagamento do frete ocorreu na origem (pelo remetente), conforme estampado nos próprios documentos (cópia de comprovantes as fls. 176/238). Elaboramos o demonstrativo as fls. 156/159 que totaliza R$ 30.340,49 para identificação dos valores que ainda devem ser excluídos do cálculo do crédito presumido,”; b) energia elétrica: “O contribuinte limitouse a apresentar o documento denominado "Processo Produtivo", que encontrase apensado as fls. 124/127, onde dentre os produtos listados como insumos consumidos nas diversas fases do processo produtivo, inexiste referência a utilização de energia elétrica (bem como detalhamento de seu consumo, tipo de maquinário que eventualmente a empresa, procedimentos executados que implicam em consumo, sua medição, critério de Fl. 354DF CARF MF Processo nº 10935.001321/200981 Acórdão n.º 3002000.287 S3C0T2 Fl. 354 3 rateio, etc). Conforme demonstrativo as fls. 224, constatamos lançamento no Livro de Registro de Entradas, no trimestre de R$ 57.266,13 e inclusão na base de cálculo do crédito presumido do mesmo valor. Assim, não obstante ao volume de faturas apontadas, sendo extremamente vago o seu possível emprego e mensuração, por ausência de lastro, tais valores serão integralmente glosados até eventual detalhamento e esclarecimento completo da questão.” (sic); c) combustíveis e lubrificantes: “Para este item, aplicamse igualmente todos os esclarecimentos tecidos para o tema "Energia Elétrica", até porque os combustíveis fazem parte do mesmo item II do art. 6° da INSRF 315/2003 anteriormente transcrito e da mesma forma também não constam detalhamento de seu consumo ou eventual emprego do diesel, gás e dos lubrificantes no documento denominado "Processo Produtivo" apresentado pela requerente (tipo de operação, maquinário, mensuração de consumo, em quais fases ou circunstâncias geram gastos). Neste caso, não obstante aos milhões em compras de combustíveis (diesel, gás e lubrificantes, que perfazem no trimestre R$ 126.103,65 conforme demonstrativo as fls. 170 e NFs as fls. 171/175, apropriação pelo contribuinte as fls. 111), a única referência ao emprego específico de diesel citado no "processo produtivo" da empresa está assim indicada: "Impermeabilização das chapas: Nesta fase as chapas são banhadas com óleo diesel, para ajudar na impermeabilização." Descrição que não poderia ser mais vaga (sem qualquer esclarecimento sobre o volume de absorção especifica por chapa, tonelada ou parâmetro de medida do consumo) e certamente nesta única fase/operação é incabível a absorção dos milhares de litros adquiridos no período. Fatos que, conjuntamente, motivaram a glosa destas aquisições do cálculo do crédito presumido.”; d) embalagem de proteção e acondicionamento: “Devem ainda ser excluídos valores que não correspondem efetivamente aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização dos produto (consoante artigo 11° da Lei 9.779/99 e demais normas retro mencionadas), pois, conforme listagem apensada as fls. 216 e cópia de notas fiscais representativas as fls. 239/241, a requerente ao proceder suas vendas, utiliza para embalagem, não de apresentação, mas exclusivamente para transporte, para fins de acondicionamento e/ou proteção de suas placas durante a viagem até o destino ou para armazenagem, Fitas laqueadas, fitas poliéster e pallets (bases de madeira gradeada sobre o qual ocorre o empilhamento do produto fabricado, usado para facilitar no armazenamento, transporte e levantamento com empilhadeira), cujo valor das compras de tais materiais que representa no trimestre R$ 12.408,40 (qualificados como despesas ou custos de venda/transporte/armazenagem, isto por ocorrer após o processo de fabricação), foi lançado indevidamente na base de cálculo do crédito.”. A inconformidade da manifestante, das fls. 299 a 302, vem explanada nos seguintes termos: 1) quanto à glosa dos valores de fretes: “Para este item a glosa na base de cálculo, feita pelo auditor fiscal, no trimestre foi de R$ 30.340,49, e é inadmissível, uma vez que foi o contribuinte, e não o remetente, que suportou o ônus da operação conforme pode ser comprovado pelas cópias de comprovantes de pagamentos efetuados ao transportador, e, que anexamos para fazer prova ao relatado. O que de fato ocorreu foi um erro no preenchimento dos CTRC's pelo transportador que assinalou o quadro "Frete por conta do Remetente" quando deveria ter assinalado "Frete por conta do Destinatário. Ora, o contribuinte não pode ser penalizado pelo erro de preenchimento feito por um funcionário da empresa transportadora.” Fl. 355DF CARF MF 4 2) quanto à glosa dos valores de energia elétrica: “Os valores de base de calculo para energia elétrica foram integralmente glosados pelo auditor e seu montante foi de R$ 57.266,13 no trimestre. Desqualificar o direito ao crédito sobre a energia elétrica pelo simples fato de sua utilização não estar descrita no processo produtivo é arbitrário por parte do auditor fiscal, uma vez que esta é a fonte de energia mais comumente utilizada no Brasil e que, inclusive, as faturas apresentadas são resultados da medição exclusiva da área da fábrica, sendo o consumo da área administrativa, medido e cobrado através de outras faturas, que não foram utilizadas para cálculo de crédito.”; 3) quanto à glosa dos valores de combustíveis e lubrificantes: “Os valores de base de calculo para combustíveis e lubrificantes também foram integralmente glosados pelo auditor e seu montante foi de R$ 126.103,65 no trimestre. Também neste caso, desqualificar o direito ao crédito sobre combustíveis e lubrificantes pelo simples fato de sua utilização não estar descrita no processo produtivo é arbitrário por parte do auditor, uma vez que a fabricação de chapas de madeira compensada requer a utilização de maquinas pesadas, tais como tratores e munks para carregamento e descarregamento de toros de pinnus, caminhões para o transporte, empilhadeiras para carregamento e descarregamento do produto pronto, e todas estas máquinas são movidas a óleo diesel. Também, no maquinário utilizado na fabricação do compensado, tais como tornos e prensas são utilizados lubrificantes para seu perfeito funcionamento. Portanto, é equivocada a afirmação do auditor de que "...é incabível a absorção dos milhares de litros adquiridos no periodo". Estaria, aqui o auditor, insinuando que o contribuinte esta "produzindo créditos"? Nestes dois itens, entendemos que o contribuinte não pode ser penalizado pela omissão no preenchimento da descrição do "Processo Produtivo", porque não existe um formulário padrão determinado pela Receita Federal que indique quais dados e elementos devem ser descritos e até mesmo porque, pressupõemse que, quando um auditor fiscal é designado para analisar um processo de crédito, ele está suficientemente informado quanto à atividade desenvolvida pelo contribuinte.” 4) quanto à glosa de valores de embalagem de proteção e acondicionamento: “Os valores de base de cálculo para material de embalagem também foram integralmente glosados pelo auditor e seu montante foi de R$ 12.408,40 no trimestre. Ao desqualificar o direito ao crédito sobre o material de embalagem, mais uma vez o auditor, demonstra não conhecer o processo produtivo da fabricação de chapas de madeira compensada, pois, por se tratar de madeira destinada à construção civil, nosso produto não requer embalagem de apresentação, porém isto não quer dizer que o material utilizado não é de embalagem, já que a fita laqueada e a fita de poliéster são aplicadas na ultima etapa do processo de industrialização (ainda dentro da fábrica) e somente após esta aplicação, o produto embalado, agora chamado de caixa estará pronto para estocagem e posterior carregamento e transporte. Portanto, este material é consumido sim, durante o processo de fabricação, atendendo o Parecer Normativo CST n 65/79, citado pelo auditor.” Encerra pedindo seja revisto o Despacho Decisório e acolhida a manifestação de inconformidade. Com sua manifestação de inconformidade, o contribuinte juntou: i) PERDCOMP (fls. 03/78); ii) atos constitutivos da empresa (fls. 79/86); iii) documentação contábil e fiscal (fls. 87/125, 130/161, 173/269, 280/290, 313/321) iv) documentos descritivos do processo produtivo (fls. 126/129); decisão judicial (fls. 162/166); v) cópia de emails (fls. 167/172); vi) despacho decisório (fls. 270/278); vii) laudo técnico (fls. 322/323). Fl. 356DF CARF MF Processo nº 10935.001321/200981 Acórdão n.º 3002000.287 S3C0T2 Fl. 355 5 Ao analisar o caso, a DRJ entendeu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a manifestação de inconformidade, conforme decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. DESPESAS COM FRETE. Para efeito do cálculo do crédito presumido, o ICMS não será excluído dos custos de MP, de PI, de ME, da energia elétrica e dos combustíveis, bem assim os valores do frete e seguro, desde que cobrados ao adquirente. Contudo, no caso de frete pago a terceiros (compra FOB, por exemplo), em que o transporte for efetuado por pessoa jurídica (contribuinte de PIS/Pasep e Cofins), com o Conhecimento de Transporte vinculado única e exclusivamente à nota fiscal de aquisição, admitese que o frete integre a base de cálculo do crédito presumido, circunstância essa não comprovada nos autos. DESPESAS COM LUBRIFICANTES. A legislação de regência do benefício prevê que será utilizada subsidiariamente a legislação do IPI para aplicação dos conceitos de produção, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem. Os lubrificantes, apesar de constituírem uma despesa necessária para o funcionamento do maquinário, não integram efetivamente o produto final, pois sua eventual perda de propriedades físicas e químicas não é em função de ação diretamente exercida no produto fabricado. DESPESAS COM ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. O regime alternativo de apuração do crédito presumido prevê a inclusão na base de cálculo do benefício, os custos de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno, utilizados no processo industrial. No caso de impossibilidade da determinação dos referidos custos, deverá ser aplicado às despesas com energia elétrica e combustíveis o percentual obtido pela relação entre o custo de produção e o somatório dos custos e despesas operacionais do estabelecimento industrial. DESPESAS COM MATERIAL DE EMBALAGEM. O material de embalagem cujo crédito é admitido na legislação do IPI é o utilizado na operação que importe em alterar a apresentação do produto salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O contribuinte foi intimado acerca desta decisão em 13/04/2016 (vide termo de ciência por abertura de mensagem à fl. 340 dos autos) e, insatisfeito com o seu teor, interpôs, em 13/05/2016 (fls. 341 e 350), Recurso Voluntário (fls. 342/349). Em seu recurso, o contribuinte alega, em síntese, que discute a possibilidade de creditamento de IPI sobre os bens que, apesar de não se integrarem ao novo produto, consomemse no processo produtivo, sendo imprescindíveis a ele, razão pela qual são lançados na contabilidade da empresa como custos decorrentes de despesas sujeitas à tributação. Esses bens são: energia elétrica, embalagens de proteção e acondicionamento, combustíveis e lubrificantes, frete na transferência de insumos. Pediu, por fim, o reconhecimento do direito ao crédito de IPI sobre os bens tratados no recurso. Não juntou novos documentos. Os autos, então, vieramse conclusos para fins de análise do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. Fl. 357DF CARF MF 6 É o relatório. Voto Conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora: O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Consoante acima narrado, a presente demanda versa sobre pedido de ressarcimento relativo a crédito presumido de IPI no que tange às despesas incorridas com os seguintes itens: (i) frete; (ii) lubrificantes; (iii) energia elétrica e combustíveis; e (iv) embalagem. Em sua defesa, o contribuinte defende que as despesas realizadas com os referidos itens são incorridas para a "consecução de sua atividade fim", concorrendo para a formação de sua receita/faturamento. De início, é possível perceber que o contribuinte, em sua defesa, traz argumentação que não possui relação com a legislação de IPI no que tange às hipóteses em que o creditamento é admitido. Como é cediço, a legislação do IPI possui regramento mais restrito do que o disposto na legislação do PIS e COFINS e do IRPJ. Ademais, é importante mencionar que, nos pedidos de compensação/ressarcimento, incumbe ao postulante a prova de que cumpre os requisitos previstos na legislação para a obtenção do crédito pleiteado. Feitas essas considerações preliminares, passo à análise acerca da comprovação do direito creditório do contribuinte quanto a cada um desses itens. I. Da glosa dos fretes No que concerne às despesas com frete, a DRJ entendeu, em resumo, que o frete pago a terceiros poderia integrar a base de cálculo do crédito presumido, desde que o Conhecimento de Transporte estivesse vinculado à nota fiscal de aquisição, o que não teria sido comprovado pelo contribuinte no caso dos presentes autos. É o que se extrai dos fundamentos a seguir colacionados: Da glosa dos fretes O art. 1º da Lei nº 9.363/1996, estabelece que a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem para utilização no processo produtivo. O art. 2º da mesma Lei estabelece como base de cálculo do crédito presumido o valor total das aquisições dos referidos insumos. A Lei 10.276/2001, inovou, ao permitir a opção por regime alternativo ao cálculo do benefício, o qual inclui os gastos com energia elétrica, combustíveis e custos de industrialização por encomenda. No entanto, no que se refere ao frete, verificase que a aquisição de prestação de serviço de transporte, por si só, não se enquadra em quaisquer das hipóteses de incidência, seja do regime originalmente instituído pela Lei nº 9.363/96, seja pelo regime alternativo estabelecido na Lei 10.276/2001. Assim, quanto à exclusão do valor relativo à aquisição de serviço de transporte (frete), importa considerar que, por se tratar de despesa acessória, o custo Fl. 358DF CARF MF Processo nº 10935.001321/200981 Acórdão n.º 3002000.287 S3C0T2 Fl. 356 7 com transporte somente integra a base de cálculo do crédito presumido do IPI se for cobrado do adquirente, ou seja, estiver incluído no preço do produto. Admitese, ainda, no caso de frete pago pelo adquirente a terceiros que sejam pessoas jurídicas contribuintes do PIS e COFINS, que o seu valor integre a base de cálculo do crédito presumido desde que o “conhecimento de transporte” emitido seja vinculado única e exclusivamente à nota fiscal de aquisição do insumo. Nesse sentido, há o entendimento manifestado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, mediante um de seus Informativos Internos (Boletim Central nº 147, de 04/08/1998), quando da formulação de “Perguntas e Respostas sobre Crédito Presumido do IPI”, que, embora não tenha sido veiculado no Diário Oficial da União, apresenta os devidos esclarecimentos sobre a matéria em litígio. Com efeito, segundo o referido boletim, a teor da resposta ao quesito 2.8, “... no caso de frete pago a terceiros (compra FOB, por exemplo), em que o transporte for efetuado por pessoa jurídica (contribuinte de PIS e COFINS), com o Conhecimento de Transporte vinculado única e exclusivamente à Nota Fiscal de aquisição, admitese que o frete integre a base de cálculo, bem como as parcelas do CP”. No mesmo sentido, é a manifestação contida no Manual Perguntas e Respostas DIPJ/2007 que no TÍTULO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS, assim dispôs: “014 O ICMS, o frete e o seguro integram o valor das matériasprimas (MP), produtos intermediários (PI) e material de embalagem (ME) utilizados na produção para efeito da apuração do crédito presumido do IPI de que tratam a Lei nº 9.363, de 1996, e a Lei nº 10.276, de 2001? As despesas acessórias, inclusive frete, somente integram a base de cálculo do benefício se forem cobradas do adquirente, ou seja, se estiverem incluídas no preço do produto. Com relação ao ICMS o mesmo integra o custo de aquisição. No caso das transferências entre estabelecimentos da mesma empresa, o frete e as despesas acessórias nunca integrarão a base de cálculo do crédito presumido, nem quando forem decorrentes de remessa para industrialização fora do estabelecimento hipóteses que não configuram aquisição de MP, PI, e ME, mas, meramente, custo de produção. No caso das aquisições, as despesas acessórias e o frete somente integram a base de cálculo do crédito presumido quando cobradas do adquirente, ou seja, quando estiverem incluídas no preço do produto. Contudo, no caso de frete pago a terceiros (compra FOB, por exemplo), em que o transporte for efetuado por pessoa jurídica (contribuinte de PIS/Pasep e Cofins), com o Conhecimento de Transporte vinculado única e exclusivamente à nota fiscal de aquisição, admitese que o frete integre a base de cálculo do crédito presumido. Por decorrência, nos casos em que o frete foi pago a terceiros, sendo o transporte efetuado por pessoa jurídica (contribuinte de PIS/Pasep e Cofins), com o Conhecimento de Transporte vinculado única e exclusivamente à Nota Fiscal de aquisição, admitese que o frete integre a base de cálculo do crédito presumido. Esclareçase que citada orientação teve por base normativa o art. 18 da Instrução Normativa SRF nº 420, de 10 de maio de 2004, que dispõe: Fl. 359DF CARF MF 8 “Art. 18. Para efeito do cálculo do crédito presumido, o ICMS não será excluído dos custos de MP, de PI, de ME, da energia elétrica e dos combustíveis, bem assim os valores do frete e seguro, desde que cobrados ao adquirente.” Considerandose a orientação retro mencionada, para ter direito à inclusão do frete pago na aquisição de MP, PI e ME na base de cálculo do crédito presumido necessária se faz a comprovação da sua inclusão na nota fiscal de aquisição dos insumos ou da vinculação entre os conhecimentos de transporte e as notas fiscais de aquisição, fato que não foi demonstrado com a documentação acostada aos autos porquanto há de ser mantida a glosa. Concordo com a conclusão apresentada acima. Embora entenda que o valor despendido com frete incorporase ao insumo adquirido, passando a integrar o seu custo de aquisição para o efeito do cálculo do crédito presumido disposto na Lei nº 9.363/1996, considerando que, nos presentes autos, não houve por parte do contribuinte comprovação de que o frete em questão estava vinculado à aquisição de mercadorias que dariam direito ao creditamento, entendo que a conclusão constante da decisão da DRJ restou acertada. Nesse mesmo sentido, tem entendido este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme se extrai da decisão da Câmara Superior, abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. FRETE. POSSIBILIDADE. Incluemse no cálculo do crédito presumido de IPI os valores dos fretes cobrados do Recorrente, referentes às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos exportados, cujas notas fiscais de aquisição se encontram identificadas nos documentos comprobatórios da prestação do serviço de transporte. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. É devida a correção monetária ao creditamento do IPI quando há oposição ao seu aproveitamento decorrente de resistência ilegítima do Fisco (Súmula nº 411/STJ). Em tais casos, a correção monetária, pela taxa SELIC, deve ser contada a partir do fim do prazo de que dispõe a administração para apreciar o pedido do contribuinte, que é de 360 dias (art.24 da Lei nº11.457/07), nos termos do REsp 1.138.206/RS. (Acórdão nº 9303006.466 de 13/03/2018). (Grifos apostos). Faço, contudo, apenas uma ressalva quanto aos fundamentos constantes tanto da decisão da DRJ, quanto do voto em embasou a ementa acima colacionada, ambos fundados na pergunta 014 do Capítulo XX do Perguntas e Respostas da Pessoa Jurídica, visto que penso que a vinculação entre o frete em questão e as mercadorias transportadas poderia ser realizada, também, por outros meios de prova além do "Conhecimento de Transporte vinculado única e exclusivamente à nota fiscal de aquisição". II. Da glosa de lubrificantes Quanto às despesas com lubrificantes, a DRJ entendeu que, apesar destas representarem uma despesa necessária para o funcionamento do maquinário, não integram efetivamente o produto final, visto que a eventual perda de suas propriedades físico e químicas não é função de ação diretamente exercida no produto fabricado. Por concordar com a conclusão ali apresentada, transcrevoa a seguir, adotandoa como razão de decidir: Fl. 360DF CARF MF Processo nº 10935.001321/200981 Acórdão n.º 3002000.287 S3C0T2 Fl. 357 9 O parágrafo único do art. 3º da Lei 9.363, de 1996, prescreve que será utilizada subsidiariamente a legislação do IPI para aplicação dos conceitos de produção, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem. O Regulamento do IPI de 2002 (Decreto nº 4.544 de 26 de dezembro de 2002), vigente no período em questão, prescrevia: “Art. 164. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): I do imposto relativo a MP, PI e ME,, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; ........” O Parecer Normativo CST nº 65/79, interpretando, na época, o disposto no art. 66 do Ripi/79, cuja base legal era o mesmo art. 25 da Lei n° 4.502, de 1964, estabelece que: “11. Em resumo, geram direito ao crédito, além dos que se integram ao produto final, (matériasprimas e produtos intermediários, ‘strictosensu’, e material de embalagem), quaisquer outros bens que sofram alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou, viceversa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam, em face de princípios contábeis geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente.” (grifouse) Dentre os bens considerados como insumo estão a matériaprima, o produto intermediário e o material de embalagem. Para o Dicionário Eletrônico Aurélio – Século XXI, matériaprima é “A substância bruta principal e essencial com que é fabricada alguma coisa”. Os produtos intermediários são produtos que já tiveram, aplicados em si, algum trabalho de transformação e que não mais se encontram na condição bruta (de matériaprima). Não correspondem, todavia, a produtos finais do processo produtivo da indústria. Elucidadoras são as definições de “matériaprima” e de “produtos intermediários” trazidas por Maria Lúcia Américo dos Reis e José Cassiano Borges, em “O IPI ao alcance de todos”, 1ª ed., Rio de Janeiro, Edição Revista Forense, 1999, ps. 30 e 34, respectivamente: “Matériaprima Matériaprima é, em geral, toda substância com que se fabrica algum produto e que passa a integrar o mesmo, perdendo suas características originais. ……… Produto intermediário Fl. 361DF CARF MF 10 É aquele que compõe ou integra a estrutura físicoquímica do novo produto, em geral sem sofrer qualquer alteração em sua estrutura. Exemplo: pneumático, na indústria automobilística; dobradiça, na indústria de marcenaria; calcário, integrante do produto cimento.” (grifouse) O quarto grupo incluído na definição de insumos para a fabricação são aqueles bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Definitivamente, este não é o caso dos lubrificantes, pois apesar de constituírem uma despesa necessária para o funcionamento do maquinário, não integram efetivamente o produto final. Em outras palavras, sua eventual perda de propriedades físicas e químicas não é em função da ação diretamente exercida no produto fabricado, razão pela qual deve ser mantida a glosa em relação a esse item, independente de sua quantificação. Ainda sobre este tema, não é demais ressaltar que, embora muito já se tenha discutido acerca do direito creditório de IPI no que concerne aos produtos intermediários que, embora participem do processo produtivo, não se interam ao produto em fabricação, o Parecer Normativo CST nº 65/79 veio justamente dirimir as controvérsias até então existentes, ao assim dispor: A partir da vigência do RIPI/79, "ex vi" do inciso I de seu artigo 66, geram direito ao crédito ali referido, além dos que se integram ao produto final (matériasDF primas e produtos intermediários "stricto sensu", e material de embalagem), quaisquer outros bens, desde que não contabilizados pelo contribuinte em seu ativo permanente, que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas. Inadmissível a retroação de tal entendimento aos fatos ocorridos na vigência do RIPI/72 que continuam a se subsumir ao exposto no PN CST n. 181/74.” Nessa mesma linha tendo sido o entendimento das decisões deste Conselho, a exemplo da passagem a seguir colacionada: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001, 01/01/2003 a 31/03/2004 PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO/RESSARCIMENTO. ÔNUS PROBATÓRIO. Nos pedidos de compensação/ressarcimento, incumbe ao postulante a prova de que cumpre os requisitos previstos na legislação para a obtenção do crédito pleiteado.(...) CRÉDITO PRESUMIDO. PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS. Só geram direito ao crédito presumido os materiais intermediários que sejam consumidos no processo produtivo mediante contato físico direto com o produto em fabricação e que não sejam passíveis de ativação obrigatória. Parecer Normativo CST nº 65/79. Mantenho, portanto, a decisão recorrida neste ponto. III. Da glosa de energia elétrica e combustíveis No que tange às despesas com energia elétrica e combustíveis, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque, como é cediço, a súmula nº 19 do CARF pacificou o Fl. 362DF CARF MF Processo nº 10935.001321/200981 Acórdão n.º 3002000.287 S3C0T2 Fl. 358 11 entendimento de que tais despesas não se enquadram nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário para fins de integrar a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei nº 9.363/1996: Súmula CARF nº 19: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. Nesse contexto, afastado tal enquadramento, restanos, então, analisar se possuiria o contribuinte direito ao creditamento nos moldes do disposto na Lei nº 10.276/2001. E, sobre este tema, penso que a DRJ decidiu corretamente, ao assim dispor: Definido que tais itens não se enquadram no conceito de “insumo” para fins de apuração do crédito presumido, temse que, a partir da edição da Medida Provisória nº 2.002, de 2001, posteriormente convertida na Lei nº10.276, de 2001, foi criada uma forma alternativa de cálculo do benefício, onde foi inserida a previsão de aproveitamento da energia elétrica e combustíveis, conforme abaixo transcrito: “Art. 1º Alternativamente ao disposto na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, (...). § 1º A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no caput: I de aquisição de insumos, correspondentes a matériasprimas, a produtos intermediários e a materiais de embalagem, bem assim de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo; ..... Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a contar de sua regulamentação pela Secretaria da Receita Federal.” (grifouse) A Instrução Normativa SRF nº 420, de 2004, vigente no período objeto do ressarcimento, regulamentou a nova forma de apuração, conforme segue: “Apuração e Utilização do Crédito Presumido Art. 6º A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no art. 1º: ...... II de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno, utilizados no processo industrial; ......... § 1º No caso de impossibilidade da determinação dos custos referidos no inciso II, deverá ser aplicado às despesas com energia elétrica e combustíveis o percentual obtido pela relação entre o custo de produção e o somatório dos custos e despesas operacionais do estabelecimento industrial. Fl. 363DF CARF MF 12 § 2º Não coincidindo o período de faturamento dos custos referidos no inciso II com o período de apuração do crédito presumido, deverá ser feita apropriação pro rata. (grifouse) Com efeito, verificouse inobservância do dispositivo acima transcrito segundo o qual, no caso de impossibilidade de determinação dos custos de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno, utilizados no processo industrial, deverá ser aplicado às despesas com energia elétrica e combustíveis o percentual obtido pela relação entre o custo de produção e o somatório dos custos e despesas operacionais do estabelecimento industrial, razão pela qual resta correta a glosa. Nego, portanto, o direito creditório também no que se refere a este item. IV. Da glosa de embalagem de proteção e acondicionamento Por fim, no que concerne às despesas com material de embalagem, entendeu a DRJ, conforme fundamentos a seguir transcritos, que o material de embalagem cujo crédito é admitido na legislação do IPI é o utilizado na operação que importe em alterar a apresentação do produto, não sendo admitido quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria: A glosa em voga alcançou a aquisição de produtos que segundo o fisco a requerente ao proceder suas vendas, utiliza para embalagem, não de apresentação, mas exclusivamente para transporte, para fins de acondicionamento e/ou proteção de suas placas durante a viagem até o destino ou para armazenagem (fitas laqueadas, fitas poliéster e pallets). Por sua vez a manifestante defende que por se tratar de madeira destinada à construção civil, seu produto não requer embalagem de apresentação, porém isto não quer dizer que o material utilizado não é de embalagem, já que a fita laqueada e a fita de poliéster são aplicadas na ultima etapa do processo de industrialização (ainda dentro da fábrica) e somente após esta aplicação, o produto embalado, agora chamado de caixa estará pronto para estocagem e posterior carregamento e transporte. Conforme já visto que será utilizada subsidiariamente a legislação do IPI para aplicação do conceito de material de embalagem. Para elucidar a questão recorrese ao prescrito no Regulamento do IPI de 2002 que assim dispõe: CAPÍTULO II DOS PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS Seção I Disposição Preliminar Art. 3º Produto industrializado é o resultante de qualquer operação definida neste Regulamento como industrialização, mesmo incompleta, parcial ou intermediária. Seção II Da Industrialização Características e Modalidades Fl. 364DF CARF MF Processo nº 10935.001321/200981 Acórdão n.º 3002000.287 S3C0T2 Fl. 359 13 Art. 4º Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como (Lei nº 4.502, de 1964, art. 3º, parágrafo único, e Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 46, parágrafo único): .......... IV a que importe em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou (grifei) .............. Embalagens de Transporte e de Apresentação Art. 6º Quando a incidência do imposto estiver condicionada à forma de embalagem do produto, entenderseá (Lei nº 4.502, de 1964, art. 3º, parágrafo único, inciso II): I como acondicionamento para transporte, o que se destinar precipuamente a tal fim; e II como acondicionamento de apresentação, o que não estiver compreendido no inciso I. § 1º Para os efeitos do inciso I, o acondicionamento deverá atender, cumulativamente, às seguintes condições: I ser feito em caixas, caixotes, engradados, barricas, latas, tambores, sacos, embrulhos e semelhantes, sem acabamento e rotulagem de função promocional e que não objetive valorizar o produto em razão da qualidade do material nele empregado, da perfeição do seu acabamento ou da sua utilidade adicional; e II ter capacidade acima de vinte quilos ou superior àquela em que o produto é comumente vendido, no varejo, aos consumidores. § 2º Não se aplica o disposto no inciso II aos casos em que a natureza do acondicionamento e as características do rótulo atendam, apenas, a exigências técnicas ou outras constantes de leis e atos administrativos. .................... (grifei) Depreendese da leitura dos dispositivos, em confronto com os autos, que os materiais adquiridos destinamse tão somente ao acondicionamento para transporte, não se subsumindo ao conceito de material de embalagem de que trata a legislação do IPI para fazerem jus ao crédito do imposto e, por consequência, ao crédito presumido, pelo que resta correta a glosa. Sobre este tema, embora haja certa polêmica sobre os tipos de embalagem que poderiam gerar direito a crédito do IPI, verificase que o contribuinte não trouxe qualquer elemento aos presentes autos apto a identificar precisamente qual a função e utilização da embalagem que está em discussão. Sobre este assunto, trouxe, em seu recurso voluntário, apenas a seguinte informação: Fl. 365DF CARF MF 14 O mesmo se entende com relação aos valores referentes à embalagens de proteção e acondicionamento, pois ao desqualificar o direito ao crédito sobre o material de embalagem, mais uma vez o auditor, demonstra não conhecer o processo produtivo da fabricação de chapas de madeira compensada, pois, por se tratar de madeira destinada à construção civil, nosso produto não requer embalagem de apresentação, porém isto não quer dizer que o material utilizado não é de embalagem, já que a fita laqueada e a fita de poliéster são aplicadas na última etapa do processo de industrialização (ainda dentro da fábrica) e somente após esta aplicação, o produto embalado, agora chamado de caixa estará pronto para estocagem e posterior carregamento e transporte. Portanto, este material é consumido, sim, durante o processo de fabricação, atendendo o Parecer Normativo CST nº 65/79. Entendo, porém, que a alegação genérica do contribuinte, sem respaldo de qualquer documentação específica atestando a destinação dos materiais de embalagem objeto de glosa, não logra comprovar o suposto direito creditório alegado. Nesse contexto, entendo que o contribuinte não de desincumbiu do seu ônus de comprovar o direito creditório alegado. V. Da conclusão Diante das razões acima expostas, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora Fl. 366DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10865.720295/2008-83
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Sep 14 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
ESTIMATIVA MENSAL. RECOLHIMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. POSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. SÚMULA CARF 84. É assegurada a restituição de recolhimentos a maior ou indevidos de estimativa mensal de IRPJ e CSLL, nos termos da Súmula CARF 84.
RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES. ERRO. CTN, ART. 147, RIR/99, ART. 832.
A legislação federal legitima a retificação de declarações na hipótese de erro, como se observa nos artigos 147, do CTN e 832 do RIR/99, sem que exista qualquer impedimento à retificação quanto ao valor das estimativas mensais de IRPJ.
Numero da decisão: 1302-002.944
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa (Relator), Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 ESTIMATIVA MENSAL. RECOLHIMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. POSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. SÚMULA CARF 84. É assegurada a restituição de recolhimentos a maior ou indevidos de estimativa mensal de IRPJ e CSLL, nos termos da Súmula CARF 84. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES. ERRO. CTN, ART. 147, RIR/99, ART. 832. A legislação federal legitima a retificação de declarações na hipótese de erro, como se observa nos artigos 147, do CTN e 832 do RIR/99, sem que exista qualquer impedimento à retificação quanto ao valor das estimativas mensais de IRPJ.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 14 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10865.720295/2008-83
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5904008
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 14 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-002.944
nome_arquivo_s : Decisao_10865720295200883.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 10865720295200883_5904008.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa (Relator), Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
id : 7429592
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:26:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871036641280
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1613; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 2 1 1 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.720295/200883 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 1302002.944 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de julho de 2018 Matéria Compensação Recorrente INTERNATIONAL PAPER DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 ESTIMATIVA MENSAL. RECOLHIMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. POSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. SÚMULA CARF 84. É assegurada a restituição de recolhimentos a maior ou indevidos de estimativa mensal de IRPJ e CSLL, nos termos da Súmula CARF 84. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES. ERRO. CTN, ART. 147, RIR/99, ART. 832. A legislação federal legitima a retificação de declarações na hipótese de erro, como se observa nos artigos 147, do CTN e 832 do RIR/99, sem que exista qualquer impedimento à retificação quanto ao valor das estimativas mensais de IRPJ. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa (Relator), Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 72 02 95 /2 00 8- 83 Fl. 377DF CARF MF Processo nº 10865.720295/200883 Acórdão n.º 1302002.944 S1C3T2 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação (PER/DCOMP) transmitida pela internet à central de dados da Receita Federal do Brasil, pela qual a contribuinte assinala compensação de parcela da dívida do ajuste do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) do anocalendário de 2003, apontando crédito perante a Fazenda Nacional na importância de R$ 4.071.464,72 à conta de pagamento a maior que o devido quando da antecipação em base estimada desse mesmo tributo, havida em 31/10/2003, sob código de receita n 2362. A recorrente foi intimada pela DRFLimeira para que fossem prestados esclarecimentos e apresentados demonstrativos do valor recolhido a maior, vindo aos autos a resposta junto com documentados comprobatórios. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em LimeiraSP exarou o despacho decisório não homologando a compensação declarada ao fundamento de inexistência de crédito a favor da contribuinte. Referido decisório consigna que no final do anocalendário de 2003 o valor do IRPJ pago durante aquele ano foi exatamente o que deveria ter sido recolhido, exceto em novembro e dezembro em que os pagamentos superaram o devido pelas importâncias de R$ 417.275,10 e R$ 30.998,23, respectivamente. Registra que a anotação feita pela contribuinte em no demonstrativo por ela elaborado mostra que o valor anual do IRPJ ali constante, desconsiderados os excessos de novembro e dezembro, perfaz o montante de R$ 68.118.545,89, exatamente aquele feito constar na Declaração de Informações EconômicoFiscais (DIPJ), antes da dedução das estimativas mensais. Assevera, ainda, que a entrega de declaração de compensação para compensar justamente o valor do IRPJ resultante do ajuste final constitui forma de planejamento tributário na medida em que dito procedimento intenta correção do valor que teria sido "recolhido a maior" (aspas do original) pela Selic e o montante assim obtido é suficiente não só para quitar o tributo obtido na apuração anual como outros tributos. Ao final reafirma que não é possível a homologação da compensação declarada pelo contribuinte porque não há crédito em seu favor, nem tampouco crédito tributário em favor da União por conta do IRPJ apurado no anocalendário de 2003, eis que extinto por pagamento. Regularmente cientificada, ingressou a interessada com a tempestiva peça recursal, acompanhada dos documentos, solicitando a reforma do despacho decisório para que lhe seja reconhecido o direito creditório e homologada a compensação apresentada. Argumenta, em síntese, que a decisão foi proferida em flagrante desrespeito à legislação tributária, especialmente a que trata da necessidade do lançamento (art. 142 do CTN), inclusive porque alterouse a base de cálculo do tributo, bem assim, que suportada Fl. 378DF CARF MF Processo nº 10865.720295/200883 Acórdão n.º 1302002.944 S1C3T2 Fl. 4 3 apenas em planilhas e demonstrativos, desconsiderando todas as declarações (DCTF e DIPJ) entregues pela contribuinte, sem desqualificálas ou requalificálas. Aduz que no contexto de tributo sujeito a "lançamento por homologação" a tarefa de constituição do crédito tributário é conferida ao sujeito passivo, conforme prescreve o artigo 150 do CTN, cabendo aos agentes fiscais tão somente a função de homologar, ou não, a atividade ultimada pela contribuinte. Lembra que até mesmo nas hipóteses em que a infração à legislação, tributária não resulte na exigência de crédito tributário fazse necessária a figura do lançamento de oficio, através de suas espécies: auto de infração ou notificação de lançamento.. Reafirma que o Fisco não alterou de oficio o valor da estimativa confessado na DCTF, restando evidenciada a existência de quantia recolhida a maior na medida em que o efetivo pagamento foi de monta superior àquela declarada. Assevera que a opção pelo pagamento por estimativa é exercida com a entrega da DIPJ (esta nunca retificada) e que o código de receita (2362) é único, não havendo distinção entre a sua forma de apuração (via balancete ou receita bruta). Assim, estimativas pagas que não observaram a forma prevista em lei (no caso o artigo 2° da lei n° 9.430/96) não podem ser informalmente alocadas de oficio, para determinação do saldo de imposto de renda apagar, apenas com o efeito de propiciar a negativa do direito à compensação, uma vez que o valor apurado a recolher na DIPJ ainda permanece inalterado. Por fim, realça que sobre o indébito devem incidir juros Selic desde o mês subsequente ao do pagamento e requer que os débitos indicados no DARF encaminhado para a impugnante juntamente com o despacho decisório ora impugnado fiquem com a exigibilidade suspensa até decisão definitiva na esfera administrativa, nos termos do artigo 74, §9° e §11, da Lei n°9.430, de 1996”. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente, como se pode extrair da ementa do Acórdão abaixo transcrito: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. EFEITOS. DESNECESSIDADE DE LANÇAMENTO PARA EXIGÊNCIA FISCAL DE QUANTIAS INDEVIDAMENTE COMPENSADAS. O ato administrativo de não homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo é apto, por si só, para produzir os efeitos de direito, dentre eles o de exigência da parcela do débito fiscal indevidamente compensado, em face da legislação de regência atribuir à declaração de compensação o caráter de confissão de dívida. Em decorrência, não se faz necessário o lançamento para fins de exigência do crédito tributário, nem tampouco sua ausência vicia o ato nãohomologatório. Fl. 379DF CARF MF Processo nº 10865.720295/200883 Acórdão n.º 1302002.944 S1C3T2 Fl. 5 4 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 IRPJ. ANTECIPAÇÕES DO TRIBUTO DEVIDO NO FINAL DO ANOCALENDÁRIO. COMPENSAÇÃO. Os recolhimentos mensais do IRPJ calculados sobre a receita bruta auferida nesses períodos, as denominadas estimativas, não caracterizam pagamentos do imposto a ser apurado com o balanço patrimonial levantado no final do anocalendário, mas sim meras antecipações. A feição de pagamento, modalidade extintiva da obrigação tributária, só se exterioriza em 31 de dezembro, pois aí ocorrente o fato gerador do imposto de renda de pessoa jurídica optante pelo regime de tributação anual. Do confronto entre o montante antecipado ao longo do anocalendário e o quantum do tributo apurado em 31 de dezembro poderá resultar saldo de imposto a pagar ou saldo negativo de IRPJ, este último, pagamento a maior que o devido, é passível de restituição ou compensação, sobre o qual serão acrescidos de juros à taxa Selic contados a partir de 1° de janeiro subsequente. Eventuais diferenças, a maior, de estimativas recolhidas podem ser compensadas com estimativas mensais devidas ao longo do anocalendário em curso, dada a mesma natureza de antecipação, não, porém, com qualquer outro tipo de dívida. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com a decisão retro, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário à apreciação deste Conselho, aduzindo, em síntese, as seguintes razões: A decisão recorrida se fundamenta em premissas equivocadas, haja vista que a discussão sobre a necessidade de lançamento referese à valoração do crédito, pois a retificação de ofício da DIPJ revelase condição prévia para mudança nos valores declarados como "estimativas recolhidas", "IRPJ devido" e "IRPJ a pagar" fundamentos utilizados pela DRF/Limeira para negativa do crédito postulado na compensação. Necessidade de lançamento para alterar a apuração do IRPJ: não é possível que o Fisco modifique a DIPJ da Recorrente apenas com uma planilha e ilações sobre procedimentos que ela teria adotado; é necessário que efetue lançamento. Para negar o crédito sob o argumento de que a DIPJ estaria incorreta e deveria ser alterada, a DRF/Limeira necessariamente deveria ter procedido a retificação de ofício via lançamento. Fl. 380DF CARF MF Processo nº 10865.720295/200883 Acórdão n.º 1302002.944 S1C3T2 Fl. 6 5 O acórdão recorrido equivocase ao confundir o momento da opção pelo regime de tributação (real, presumido ou arbitrado) com o regime de apuração de estimativas mensais; pois, no caso específico da estimativa, a opção é exercida somente com a entrega da DIPJ (esta nunca retificada pela Recorrente), uma vez que durante o ano somente são realizados os recolhimentos a título de antecipação. Requer o conhecimento e provimento do Recurso Voluntário, a fim de que seja reconhecido integralmente o direito creditório da Recorrente, com a consequente homologação da compensação declarada. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado – Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1302002.941, de 26/07/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10865.720297/2008 72, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. O direito creditório analisado no processo paradigma tem como origem pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ referente ao mês de novembro de 2003. No presente processo, o crédito pleiteado tem origem em pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ, relativa ao mês de setembro de 2003. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1302002.941): "O contribuinte teve ciência do Acórdão recorrido em 14/10/2009 e protocolou Recurso Voluntário em 29/10/2009. Constatada a tempestividade do presente recurso, deste conheço. Este processo trata da discussão quanto à negativa de homologação da Declaração de Compensação (PER/DCOMP) n° 25650.06888.120304.1.3.043878 pela DRF/Limeira, que assim o fez por apurar a inexistência do crédito indicado na referida declaração. A PER/DCOMP mencionada, surgiu porque o contribuinte considerou que do pagamento de R$ 6.163.720,21 relativos ao IRPJ devido por estimativa no mês de novembro de 2003, R$ 3.792.647,04 seriam indevidos e, por isso, os utilizou para compensar o IRPJ apurado no ajuste anual daquele mesmo anocalendário e o débito de Cofins nãocumulativa do mês de fevereiro de 2004. Fl. 381DF CARF MF Processo nº 10865.720295/200883 Acórdão n.º 1302002.944 S1C3T2 Fl. 7 6 De acordo com a unidade preparadora, houveram duas retificações da DCTF. Na DCTF original, o contribuinte havia declarado que o valor do IRPJ apurado por estimativa no mês de novembro era R$ 6.163.720,21, mas após o encerramento do período a retificou a fim de reduzilo para R$ 2.371.073,17, mesmo valor informado na DIPJ/2004 (fl. 90). A partir dos demonstrativos encaminhados pelo próprio contribuinte, a DRF/Limeira concluiu que a diferença entre os valores foi decorrente da mudança na forma de apuração da estimativa: inicialmente havia sido feita por meio de levantamento, com apuração do lucro real do período (fls. 14 a 17), devidamente registrado no Livro Diário (fls. 53 a 73) e depois com base na receita bruta (fls. 36 a 42). A alteração na forma de apuração do IRPJ poderá ser procedida dentro do anocalendário, já que não se trata da figura do pagamento, propriamente dito, mas sim de antecipações do quantum devido a título de IRPJ, já que a lei permitia que as estimativas fossem calculadas de acordo com o art. 2º da Lei 9.430/96. Porém, encerrado o período e verificado que o IRPJ apurado é exatamente aquele recolhido, não se poderá mais falar em antecipações feitas a maior, mas sim em saldo negativo (ou a pagar) de IRPJ; este sim sendo passível de repetição. No entanto, como pontuado pela decisão recorrida, no caso dos autos não há busca de compensação deste saldo negativo, mas sim, dos "excessos" mensais, dentre os quais o do mês de novembro em análise. Isso porque, após o encerramento do período, o contribuinte verificou que o lucro mensal por ele de fato auferido era superior ao calculado de acordo com o art. 2º da Lei n.º 9.430/96, o que implicou o pagamento do IRPJ em valor superior àquele que seria obtido com base na receita bruta e acréscimos. Diante disso, o contribuinte considerou que os recolhimentos eram maiores que o devido e encaminhou as declarações objeto deste processo, para compensar justamente o valor do IRPJ resultante do ajuste anual. A DRF/Limeira, não homologou a PER/DCOMP sob o fundamento que findo o período de apuração, não pode a contribuinte alterar a sistemática de apuração para calcular a estimativa com base na receita bruta. Registrase, também, que a Unidade Preparadora não aceitou a exclusão da adição do depósito judicial de INSS no ajuste anual, no montante de R$ 1.741.981,39 (fl. 110) – que teria originado suposto recolhimento a maior no mês de novembro/2003 (R$ 417.275,10) – pois através das informações prestadas pelo contribuinte, apurou que este não havia comprovado que este valor não havia sido efetivamente deduzido como despesa; bem como porque, em razão do regime de Fl. 382DF CARF MF Processo nº 10865.720295/200883 Acórdão n.º 1302002.944 S1C3T2 Fl. 8 7 competência, este valor não poderia ser apropriado como despesa no anocalendário seguinte. Pois bem. Pela legislação relativa à apuração do imposto de renda (IRPJ), para as pessoas jurídicas optantes pelo lucro real, tem se que os pagamentos efetuados pela contribuinte no decorrer dos meses do ano civil são recolhimentos por estimativa, configurando antecipações do tributo devido no final do período anual de apuração. Ou seja, a interessada, porquanto fez a opção prevista no artigo 2° da Lei n° 9.430/96, fica obrigada aos recolhimentos mensais por estimativa, com base na receita bruta, devendo, ao final do anocalendário, proceder a apuração do tributo devido, sendo autorizada a dedução dos valores anteriormente recolhidos por estimativa, para efeitos de determinação do tributo a pagar. Da leitura do texto legal podese inferir que o lucro real, deve ser apurado trimestralmente, como regra, e que a apuração anual é uma alternativa que, para seu exercício requer pagamentos mensais por estimativa nos termos dos artigos 222, 223, 228 a 230 do RIR/99. Assim, a pessoa jurídica, ao optar pela apuração do imposto de renda com base no lucro real anual, poderá suspender ou reduzir o pagamento do tributo devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do tributo, calculado com base no lucro real do período em curso. O levantamento de balanços ou balancetes mensais equivale ao próprio ajuste efetuado entre o mês de janeiro e o mês de levantamento do balanço ou balancete. O tributo calculado com base no lucro real daquele período (janeiro ao mês de levantamento do balanço) será comparado com todo o tributo recolhido sobre as operações de janeiro até mês anterior ao do levantamento do balanço ou balancete. Se a soma dos pagamentos efetuados for maior que o tributo devido apurado com base no balanço ou balancete, a empresa não terá que pagar o tributo relativo ao mês de levantamento do balanço. Se o tributo apurado no balanço ou balancete for maior, a empresa deverá pagar a diferença. Portanto, as estimativas mensais, quer calculadas sobre base estimada, quer a partir de balanços ou balancetes de suspensão ou redução, não são extintivas do crédito tributário, vez que constituem mera antecipação do tributo a ser apurado ao final do anocalendário. Dessa forma, sendo mera antecipação, não há que se falar em pagamento indevido ou a maior passível de repetição. Contudo, tal posicionamento foi superado pela súmula CARF n.º 84, verbis: Fl. 383DF CARF MF Processo nº 10865.720295/200883 Acórdão n.º 1302002.944 S1C3T2 Fl. 9 8 Súmula CARF nº 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Da leitura da súmula acima vêse claramente que o mero erro formal do Contribuinte em indicar nos PER/DCOMP os recolhimentos individuais de estimativa em vez de indicar o saldo negativo formado pelo conjunto destas mesmas estimativas, não é fator impeditivo do reconhecimento do seu direito creditório. Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso voluntário, reconhecendo o direito creditório pleiteado consistente na diferença entre o valor recolhido e o valor devido com base na estimativa mensal incidente sobre a recita bruta, homologando as compensações até o montante requerido pelo contribuinte. É como voto." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto por dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Fl. 384DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13005.900535/2008-40
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1002-000.019
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a Unidade de Origem:
1) Informe se houve apresentação de DCTFs retificadoras do ano-calendário de 2003 pelo Recorrente e quais constam como aceitas ou rejeitadas na base de dados da RFB, juntando ao processo a DCTF que prevaleceu no 4º trimestre de 2003;
2) Junte ao processo cópia integral da DIPJ e do DACON que prevaleceram no ano-calendário de 2003, ou intime o Recorrente a apresentá-los, na hipótese de inexistência ou não localização destas declarações na base de dados da RFB;
3) Intime o Recorrente à apresentação de cópia da escrituração contábil-fiscal na qual conste a origem aos créditos postulados referentes aos meses de outubro a dezembro de 2003, juntamente com a elaboração de quadro analítico discriminando os valores e períodos correspondentes.
(assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes.
Nome do relator: AILTON NEVES DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201810
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13005.900535/2008-40
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5919344
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1002-000.019
nome_arquivo_s : Decisao_13005900535200840.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : AILTON NEVES DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13005900535200840_5919344.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a Unidade de Origem: 1) Informe se houve apresentação de DCTFs retificadoras do ano-calendário de 2003 pelo Recorrente e quais constam como aceitas ou rejeitadas na base de dados da RFB, juntando ao processo a DCTF que prevaleceu no 4º trimestre de 2003; 2) Junte ao processo cópia integral da DIPJ e do DACON que prevaleceram no ano-calendário de 2003, ou intime o Recorrente a apresentá-los, na hipótese de inexistência ou não localização destas declarações na base de dados da RFB; 3) Intime o Recorrente à apresentação de cópia da escrituração contábil-fiscal na qual conste a origem aos créditos postulados referentes aos meses de outubro a dezembro de 2003, juntamente com a elaboração de quadro analítico discriminando os valores e períodos correspondentes. (assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2018
id : 7480180
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:29:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871039787008
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1621; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T2 Fl. 83 1 82 S1C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13005.900535/200840 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1002000.019 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Ordinária Data 02 de outubro de 2018 Assunto COMPENSAÇÃO Recorrente CEVA TRANSPORTES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a Unidade de Origem: 1) Informe se houve apresentação de DCTFs retificadoras do anocalendário de 2003 pelo Recorrente e quais constam como aceitas ou rejeitadas na base de dados da RFB, juntando ao processo a DCTF que prevaleceu no 4º trimestre de 2003; 2) Junte ao processo cópia integral da DIPJ e do DACON que prevaleceram no anocalendário de 2003, ou intime o Recorrente a apresentálos, na hipótese de inexistência ou não localização destas declarações na base de dados da RFB; 3) Intime o Recorrente à apresentação de cópia da escrituração contábilfiscal na qual conste a origem aos créditos postulados referentes aos meses de outubro a dezembro de 2003, juntamente com a elaboração de quadro analítico discriminando os valores e períodos correspondentes. (assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes. Relatório RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 30 05 .9 00 53 5/ 20 08 -4 0 Fl. 84DF CARF MF Processo nº 13005.900535/200840 Resolução nº 1002000.019 S1C0T2 Fl. 84 2 Por bem sintetizar os fatos até o momento processual anterior ao do julgamento da Manifestação de Inconformidade contra a não homologação da compensação, transcrevo e adoto o relatório produzido pela DRJ/RJ1: Trata o presente processo de declaração de compensação n° 33330.09985.160404.1.3.048522 (fls. 23127) em que o interessado aponta crédito de pagamento indevido ou a maior de CSLL código 23721 referente ao mês de dezembro de 2003, no valor de R$ 5.824,80. O pagamento foi efetuado em 30/01/2004 (fls. 25). Com o referido crédito o interessado compensou debito CSLL do código 2372 1 PA 1 0 trim/2004, com vencimento em 3010412004, no valor de R$ 1.701,93 (fl.26). A declaração de compensação foi entregue em 1610412004. O Despacho Decisório n° 757803370, de 2410412008 (fl. 02), não reconheceu o crédito em questão, uma vez que a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP, constatouse que o pagamento informado já foi utilizado para pagamentos de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação do débito informado no PER/DCOMP, e não homologou a compensação declarada. Tendo tomado ciência do Despacho Decisório em 06105/2008 (doc. fis. 19), o interessado apresentou manifestação de inconformidade em 2810512008 (fl. 01), alegando em síntese que o PER/COMP en i questão deve ser acatado, pois o débito informado no 40 trimestre de 2003, código de receita 2372, é na verdade de R$ 3.494,88, conforme demonstra a DCTF retificadora, transmitida em 2710512008, caracterizando pagamento a maior. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/RJ1, conforme acórdão n. 1236.828, de 19 de abril de 2011 (efl. 35), que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Período de apuração: 01/10/2003 a 3111212003 PER/DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DIREITO CREDITÓRIO NÃO COMPROVADO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Não comprovada a liquidez e a certeza do crédito pleiteado, deixase de homologar a compensação declarada. Irresignado, o Recorrente apresenta Recurso Voluntário (efls. 42), no qual, oferece os argumentos abaixo sintetizados. Registra que "A origem inicial do crédito objeto das PER/DCOP anexa se deu através da Instrução Normativa nr. 390 no inciso I do Artigo 89, que determina o percentual da Receita Bruta a ser considerado para efeito de determinação da base de cálculo da CSLL seria Fl. 85DF CARF MF Processo nº 13005.900535/200840 Resolução nº 1002000.019 S1C0T2 Fl. 85 3 de 12% e não de 32% a partir de 01 de Setembro de 2003 para: 'Prestação de serviços em geral, exceto serviços hospitalares e de transporte'." Destaca que "o cálculo da CSLL do período de Outubro de 2003 a Dezembro de 2003 foi realizado com a aplicação da base de cálculo de 32% e não de 12% conforme determina a citada IN nr. 390 e demonstração dos valores pagos a maior cfe. Anexo 1." Sustenta que "A partir da origem inicial do crédito caracterizada na DCTF Retificadora do 4 trimestre de 2003 e respectiva DIPJ do período , utilizamos o saldos na PER/DCOMP anexa". Apresenta demonstrativo de cálculo, DARF e DCTF retificadora relativos ao crédito pleiteado. Ao final, conclui que as compensações foram realizadas na forma da lei, solicitando o cancelamento do acórdão de Manifestação de Inconformidade. É o relatório do necessário. Voto Embora seja tempestivo e atenda aos demais requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento parcial do Recurso Voluntário, eis que não se encontra em condições de julgamento, conforme se explica a seguir. Constato que o ora Recorrente não teve homologado o PER/DCOMP de nº 33330.09985.160404.1.3.048522 transmitido em 16/04/2004, sob a alegação de que o crédito de R$ 5.824,80, nele informado, já havia sido utilizado integralmente no pagamento do débito do tributo de código de receita 2372 (CSLL de Pessoa Jurídica optante pelo lucro presumido), do período de apuração de 31/12/2003, conforme mostra o excerto do Despacho Decisório Eletrônico abaixo (destaque nosso): Fl. 86DF CARF MF Processo nº 13005.900535/200840 Resolução nº 1002000.019 S1C0T2 Fl. 86 4 Analisando o Recurso Voluntário vejo que o pedido de reconhecimento do crédito pelo Recorrente fundamentase em uma DCTF retificadora recepcionada em 27/05/2008 (efls.51), isto é, após a data de emissão do despacho decisório eletrônico, ocorrida em 24/04/2008, conforme mostra o destaque acima. A decisão a quo pontuou que a retificação da declaração de compensação só poderia ser admitida enquanto o pedido estivesse pendente de decisão administrativa à data do envio do documento de retificação, conforme excerto abaixo da decisão recorrida: Demais disso, não se pode retificar o PER/DCOMP através da Manifestação de Inconformidade como pretende o interessado, deve ser observado que a retificação do PER/DCOMP, só é permitida desde que o pedido ou a declaração se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador como preceitua o caput do artigo 61 da INSRF 360/2003. INSRF 360/2003 Art. 6º O Pedido Eletrônico de Restituição, o Pedido Eletrônico de Ressarcimento e a Declaração de Compensação gerados a partir do Programa PER/DCOMP 1.1 (ou versão anterior) e transmitidos a SRF poderão ser retificados pelo sujeito passivo mediante o preenchimento e envio a SRF de documento retificador gerado a partir do Programa PER/DCOMP 1. 1, desde que o pedido ou a declaração se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, no que se refere à Declaração de Compensação, que seja observado o disposto nos arts. 7° e 8º. Em que pese a existência do óbice normativo apontado, constato haver verossimilhança nas alegações do Recorrente, fundada no fato de que apresentou DCTF retificadora dos débitos que compuseram o PERD/COMP não homologado, a qual, em sendo deferida, faria cair por terra o motivo da não homologação, eis que os créditos postulados pelo Recorrente estariam confirmados. Assim, lastreado nos princípios da verdade material e do formalismo moderado, entendo que o deslinde do caso depende, primeiramente, da confirmação (ou não) da aceitação na base de dados da Receita Federal do Brasil da DCTF retificadora do 4º trimestre de 2003 recepcionada em 27/05/2008, bem como do batimento das informações nela colhidas com a escrituração contábilfiscal do Recorrente e com outras declarações do mesmo período apresentadas pelo Recorrente, mormente a DIPJ e o DACON. No presente caso tais documentos e declarações não foram juntados aos autos, motivo porque voto por baixar o processo em diligência junto à Unidade de Origem para que: 1) Informe se houve apresentação de DCTFs retificadoras do anocalendário de 2003 pelo Recorrente e quais constam como aceitas ou rejeitadas na base de dados da RFB, juntando ao processo a DCTF que prevaleceu no 4º trimestre de 2003; 2) Junte ao processo cópia integral da DIPJ e do DACON que prevaleceram no anocalendário de 2003, ou intime o Recorrente a apresentálos, na hipótese de inexistência ou não localização destas declarações na base de dados da RFB; Fl. 87DF CARF MF Processo nº 13005.900535/200840 Resolução nº 1002000.019 S1C0T2 Fl. 87 5 3) Intime o Recorrente à apresentação da escrituração contábilfiscal na qual conste a origem aos créditos postulados referentes aos meses de outubro a dezembro de 2003, juntamente com a elaboração de quadro analítico discriminando os valores e períodos correspondentes. Após, cientificar o Recorrente sobre o resultado da diligência e retornar os autos ao Relator para prosseguimento. É como voto. (assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 88DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10580.723147/2013-74
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2012
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos, clínicas e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei.
Há de ser afastada a glosa, quando o contribuinte apresenta, no processo, documentação suficiente para sua aceitação.
Numero da decisão: 2001-000.666
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Jorge Henrique Backes - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Ricardo Moreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Henrique Backes (Presidente), Fernanda Melo Leal, José Alfredo Duarte Filho e José Ricardo Moreira.
Nome do relator: JOSE RICARDO MOREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2012 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos, clínicas e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei. Há de ser afastada a glosa, quando o contribuinte apresenta, no processo, documentação suficiente para sua aceitação.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10580.723147/2013-74
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5919298
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2001-000.666
nome_arquivo_s : Decisao_10580723147201374.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : JOSE RICARDO MOREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10580723147201374_5919298.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes - Presidente. (assinado digitalmente) José Ricardo Moreira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Henrique Backes (Presidente), Fernanda Melo Leal, José Alfredo Duarte Filho e José Ricardo Moreira.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
id : 7479763
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:29:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871043981312
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1332; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T1 Fl. 2 1 1 S2C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.723147/201374 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2001000.666 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 30 de agosto de 2018 Matéria Imposto de Renda Pessoa Física Recorrente LUCIA MARIA DA FRANCA ROCHA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2012 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos, clínicas e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei. Há de ser afastada a glosa, quando o contribuinte apresenta, no processo, documentação suficiente para sua aceitação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes Presidente. (assinado digitalmente) José Ricardo Moreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Henrique Backes (Presidente), Fernanda Melo Leal, José Alfredo Duarte Filho e José Ricardo Moreira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 31 47 /2 01 3- 74 Fl. 54DF CARF MF 2 Tratase de Notificação de Lançamento, relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se exige crédito tributário do exercício de 2012, anocalendário de 2011, onde foram glosadas deduções de despesas médicas no valor de R$ 8.984,83. O contribuinte apresentou impugnação parcial, que foi julgada procedente em parte, mediante Acórdão da DRJ Belo Horizonte. A decisão acatou as despesas no montante de 644,83, e manteve a glosa do valor de R$ 8.340,00, ao argumento de que o recibo não especifica o serviço que foi prestado. Cientificado, o interessado apresentou recurso voluntário de f. 35/36. Em síntese, alega que o recibo apresentado possui as informações necessárias para sua aceitação, inclusive endereço e número do registro no Conselho de Classe da prestadora de serviço. Informa que a despesa referese a sessões de psicanálise. É o relatório. Voto Conselheiro José Ricardo Moreira Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade. Portanto, merece ser conhecido. Analisando a documentação acostada pela contribuinte, entendo ser suficiente para comprovar seus argumentos e reverter a glosa das despesas médicas efetuadas. Tratase de glosa de recibo, emitido por psicanalista. Entendo que a explicação dada no recurso, qual seja, de que se tratava de sessões de psicanálise, é o suficiente para descrever a natureza dos serviços prestados. A Decisão da DRJ entendeu que todos os requisitos estavam presentes, menos a identificação dos serviços prestados. Reconheço a verossimilhança das argumentações da recorrente e não vislumbro motivo para manutenção da glosa. Por estas razões, concluo pela aceitação das deduções com despesas médicas e dependentes, devidamente comprovadas. CONCLUSÃO: Diante de todo o exposto, voto por conhecer do recurso voluntário, e, no mérito, darlhe provimento. (assinado digitalmente) José Ricardo Moreira Fl. 55DF CARF MF Processo nº 10580.723147/201374 Acórdão n.º 2001000.666 S2C0T1 Fl. 3 3 Fl. 56DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 18239.002198/2008-01
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA E DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL.
Não se vislumbra a existência de divergência jurisprudencial apta a ensejar o conhecimento do Recurso, quando os acórdãos paradigmas tratam de situações fáticas distintas da situação consignada no acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9202-007.071
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício.
(assinado digitalmente)
Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA E DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. Não se vislumbra a existência de divergência jurisprudencial apta a ensejar o conhecimento do Recurso, quando os acórdãos paradigmas tratam de situações fáticas distintas da situação consignada no acórdão recorrido.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 18239.002198/2008-01
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5901363
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 9202-007.071
nome_arquivo_s : Decisao_18239002198200801.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
nome_arquivo_pdf_s : 18239002198200801_5901363.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
dt_sessao_tdt : Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2018
id : 7423299
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:26:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871048175616
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1464; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 2 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 18239.002198/200801 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202007.071 – 2ª Turma Sessão de 25 de julho de 2018 Matéria IRPF Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado RICHARD HERMANN GOEHRINGER ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA E DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. Não se vislumbra a existência de divergência jurisprudencial apta a ensejar o conhecimento do Recurso, quando os acórdãos paradigmas tratam de situações fáticas distintas da situação consignada no acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 23 9. 00 21 98 /2 00 8- 01 Fl. 234DF CARF MF 2 Tratase de Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra o Acórdão n.º 2301004.962 proferido pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, em 15 de março de 2017, no qual restou consignada a seguinte ementa, fls. 150: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. O cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referem os rendimentos utilizandose, assim, as tabelas e alíquotas vigentes mês a mês. Na declaração de ajuste anual poderá ser compensado o valor equivocadamente retido pela fonte pagadora sobre a totalidade dos rendimentos recebidos acumuladamente no mês de pagamento. Precedentes do STJ sujeitos ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil; portanto, de aplicação obrigatória nos julgamentos do CARF por força do art. 62A de seu Regimento Interno. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. VERBAS RESCISÓRIAS. JUROS DE MORA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. Não incide imposto de renda sobre os juros moratórios em verbas rescisórias pagas em reclamatória trabalhista e sobre verbas indenizatórias. Recurso Voluntário Provido. O Recurso Especial referido anteriormente, fls. 182 a 194, foi admitido, por meio do Despacho de fls. 204 a 208, para rediscutir a decisão recorrida no tocante à incidência do imposto de renda sobre os juros moratórios. Aduz a Procuradoria da Fazenda, em síntese, que: a) no Recurso Repetitivo/STJ nº 1.227.133/RS, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça decidiu que não incide imposto de renda sobre os juros moratórios legais vinculados a verbas trabalhistas reconhecidas em decisão judicial no contexto de despedida ou rescisão do contrato de trabalho e a verba principal for isenta ou estiver fora do campo de incidência do imposto de renda; b) na hipótese sob análise, a verba principal tem nítido caráter salarial; c) os juros de mora relativos ao recebimento em atraso de verbas de natureza salarial são tributáveis por expressa previsão legal; Fl. 235DF CARF MF Processo nº 18239.002198/200801 Acórdão n.º 9202007.071 CSRFT2 Fl. 3 3 d) o art. 111, inciso II, do CTN é claro quando afirma que a legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente; e) adequada a exigência de imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de juros de mora. Intimada, a Procuradoria apresentou Contrarrazões, fls. 220 a 226, nas quais sustenta, em síntese: a) os juros de mora nada mais são que uma indenização ao credor que suportou o ônus de não ver adimplida tempestivamente a obrigação pactuada, que certamente acarretou danos e prejuízos em seu patrimônio; b) os juros de mora servem para cobrir o prejuízo sofrido e, quando não forem suficientes, o juiz concederá indenização suplementar; c) deve ser mantido o acórdão recorrido no sentido de afastar a incidência do imposto de renda sobre os juros moratórios recebidos pelo contribuinte em razão do processo trabalhista por tratarse exclusivamente de verbas indenizatórias, portanto isentas de tal incidência. É o relatório. Voto Conselheira Ana Cecília Lustosa da Cruz Relatora Não obstante a Recorrida tenha deixado de se insurgir acerca do conhecimento do Recurso, mostramse relevantes, no presente caso, algumas considerações sobre a admissibilidade recursal. A Procuradoria da Fazenda Nacional, a fim de demonstrar a divergência jurisprudencial, utilizouse de dois acórdãos paradigmas, o Acórdão 2801002.684 e o Acórdão n.º 9202003.872, nos quais constam as seguintes ementas: Processo nº 10580.725086/200901 Recurso nº 912.843 Voluntário Acórdão nº 2801002.684 – 1ª Turma Especial Sessão de 19 de setembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente VILMA CECILIA BATISTA Recorrida FAZENDA NACIONAL Fl. 236DF CARF MF 4 “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 (...). RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. VALORES INDENIZATÓRIOS DE URV. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃO INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. As verbas recebidas por membros do Ministério Público do Estado da Bahia não têm natureza indenizatória do abono variável previsto pelas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, sendo incabível excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. JUROS MORATÓRIOS. AÇÃO TRABALHISTA. Somente não incide imposto de renda sobre os juros moratórios quando a verba principal (trabalhista) tiver natureza indenizatória. (...) Processo nº 11516.002874/200610 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202003.872 – 2ª Turma Sessão de 10 de março de 2016 Matéria IRPF Recorrente Fazenda Nacional Interessado Osni Nunes “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE OS JUROS RECEBIDOS. Não são tributáveis os juros incidentes sobre verbas isentas ou não tributáveis, assim como os recebidos no contexto de perda do emprego. Na situação sob análise, não se estando diante de nenhuma destas duas hipóteses, tratase de juros tributáveis.” (Destaque nosso) Em consulta ao inteiro teor dos referidos paradigmas, observase que o primeiro Paradigma consigna o entendimento a respeito da incidência do imposto de renda sobre os juros de mora em razão da ausência da natureza indenizatória da verba, tendo como parâmetro a verba principal que é, naquele caso, a diferença de URV. Assim, não se está diante de uma rescisão do contrato de trabalho, razão pela qual não há similitude fática entre o Acórdão Paradigma 2801002.684 e o Acórdão Recorrido n.º 2301004.962. Além disso, pelo que se extrai da fundamentação do voto, diante da aplicação do REsp 1.227.133/RS, é possível inferir que o colegiado recorrido teria, em tese, entendimento semelhante ao decidido no acórdão vergastado, na hipótese de se tratar do Fl. 237DF CARF MF Processo nº 18239.002198/200801 Acórdão n.º 9202007.071 CSRFT2 Fl. 4 5 contexto de rescisão do contrato de trabalho, já que tal entendimento faz parte do teor do repetitivo do Superior Tribunal de Justiça. No que se refere ao segundo Paradigma, de forma mais evidente ainda, os fatos dele constantes não se assemelham aos fatos dispostos no acórdão recorrido, pois como bem destacou o relator naquele caso: não se está a tratar de verbas recebidas no contexto de despedida ou rescisão do contrato de trabalho, concluindo pela incidência do imposto de renda sobre os juros de mora em questão quando da aplicação do decisum vinculante constantes do REsp .1.227.133/RS, a partir de sua interpretação detalhadamente estabelecida no âmbito do REsp 1.089.720/RS. Por óbvio, o referido paradigma também não se presta à demonstração da divergência suscitada, sendo que, na verdade, há uma convergência de entendimentos, pois o Relator deixa evidente que, na hipótese de as verbas serem recebidas no contexto da rescisão do contrato de trabalho, não incidiria o imposto de renda sobre os juros de mora. Desse modo, por ausência de similitude fática entre o Acórdão Recorrido e os Acórdãos paradigmas e, por conseqüência, por ausência de divergência jurisprudencial, não conheço do recurso interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz. Fl. 238DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10469.722217/2016-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2013
IRPF. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 63.
Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
JUSTIÇA ESTADUAL. SERVIDOR PÚBLICO.
Compete à Justiça Estadual o julgamento de causas que envolvem a discussão sobre retenção e restituição de imposto de renda, incidente sobre os rendimentos pagos a servidores públicos estaduais.
Numero da decisão: 2401-005.749
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para considerar isento apenas o rendimento recebido do IPERN.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier - Relatora e Presidente.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier, Cleberson Alex Friess, Andrea Viana Arrais Egypto, Francisco Ricardo Gouveia Coutinho, Rayd Santana Ferreira, José Luiz Hentsch Benjamin Pinheiro, Luciana Matos Pereira Barbosa e Matheus Soares Leite.
Nome do relator: MIRIAM DENISE XAVIER
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201809
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2013 IRPF. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 63. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. JUSTIÇA ESTADUAL. SERVIDOR PÚBLICO. Compete à Justiça Estadual o julgamento de causas que envolvem a discussão sobre retenção e restituição de imposto de renda, incidente sobre os rendimentos pagos a servidores públicos estaduais.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10469.722217/2016-04
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5911559
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2401-005.749
nome_arquivo_s : Decisao_10469722217201604.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : MIRIAM DENISE XAVIER
nome_arquivo_pdf_s : 10469722217201604_5911559.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para considerar isento apenas o rendimento recebido do IPERN. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier - Relatora e Presidente. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier, Cleberson Alex Friess, Andrea Viana Arrais Egypto, Francisco Ricardo Gouveia Coutinho, Rayd Santana Ferreira, José Luiz Hentsch Benjamin Pinheiro, Luciana Matos Pereira Barbosa e Matheus Soares Leite.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2018
id : 7438106
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:27:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871061807104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1630; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 135 1 134 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10469.722217/201604 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2401005.749 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de setembro de 2018 Matéria IRPF. ISENÇÃO. Recorrente MARIA GERNIRA MEDEIROS DE MOURA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2013 IRPF. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 63. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. JUSTIÇA ESTADUAL. SERVIDOR PÚBLICO. Compete à Justiça Estadual o julgamento de causas que envolvem a discussão sobre retenção e restituição de imposto de renda, incidente sobre os rendimentos pagos a servidores públicos estaduais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para considerar isento apenas o rendimento recebido do IPERN. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Relatora e Presidente. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier, Cleberson Alex Friess, Andrea Viana Arrais Egypto, Francisco Ricardo Gouveia Coutinho, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 72 22 17 /2 01 6- 04 Fl. 135DF CARF MF Processo nº 10469.722217/201604 Acórdão n.º 2401005.749 S2C4T1 Fl. 136 2 Rayd Santana Ferreira, José Luiz Hentsch Benjamin Pinheiro, Luciana Matos Pereira Barbosa e Matheus Soares Leite. Relatório Tratase de notificação de lançamento de imposto de renda pessoa física IRPF, fls. 56/61, decorrente de revisão da Declaração de Ajuste Anual (DAA) anocalendário 2013, que alterou o valor do Imposto de Renda a restituir de R$ 57.033,50 para imposto suplementar de R$ 9.119,34, sujeito à multa de ofício, em virtude de omissão de rendimentos excedentes ao limite de isenção para declarantes com 65 anos ou mais e rendimentos indevidamente considerados como isentos por moléstia grave. Consta da descrição dos fatos que a contribuinte omitiu rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 317.069,35, indevidamente declarados como isentos, em razão do contribuinte não ter comprovado ser portador de moléstia considerada grave para fins de isenção do imposto de renda. Em impugnação apresentada às fls. 2/3, o contribuinte alega, em síntese: · Preliminarmente requer que seja anulada a cobrança a ela atribuída e restituído todo o valor pago/recolhido no ano de 2013, por ser portadora de cardiopatia grave. · No mérito, que seja confirmada a decisão judicial, nos termos da isenção prevista no art. 6º, XIV, da Lei nº 7.713/1988. A DRJ/POA, julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, conforme acórdão 1060.138 de fls. 75/80, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2012 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. RENDIMENTOS DE APOSENTADORIA, REFORMA OU PENSÃO. LAUDO MÉDICO OFICIAL. A isenção para portadores de moléstia grave deve ser reconhecida quando o contribuinte comprova que os valores recebidos possuam natureza de rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão e que foram recebidos por portador de moléstia grave tipificada no texto legal e reconhecida por meio de laudo médico oficial. RETENÇÃO NA FONTE DO IRPF. DECISÃO JUDICIAL PROFERIDA POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. EFEITOS DA DECISÃO. Embora pertença aos Estados o produto da arrecadação do imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos por Fl. 136DF CARF MF Processo nº 10469.722217/201604 Acórdão n.º 2401005.749 S2C4T1 Fl. 137 3 eles pagos, a qualquer título, compete à União cobrar o mencionado tributo. O modelo constitucional de repartição de receitas tributárias não retira a legitimidade da União para figurar no polo passivo da ação declaratória de reconhecimento do direito da autora à isenção do IRRF. Para que uma ação judicial produza efeitos em relação à União, pessoa jurídica competente para instituir o imposto de renda, há de ser proposta, necessariamente, perante a Justiça Federal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Consta do voto do acórdão de impugnação: Para que uma ação judicial produza efeitos em relação à União, pessoa jurídica competente para instituir o imposto de renda, nos moldes do art. 153, III, da Carta Magna, há de ser proposta, necessariamente, perante a Justiça Federal, em observância ao art. 109, I, da Constituição, e nunca apenas contra terceiros, no caso o Estado do Rio Grande do Norte. Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: I as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; (...) Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: (...) III renda e proventos de qualquer natureza; (...) Importante registrar que embora pertença aos Estados o produto da arrecadação do imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos pagos, a qualquer título, a seus servidores e empregados, sob a fiel reprodução do art. 157, I, da Constituição, compete à União cobrar o mencionado tributo. [...] A mencionada norma – art. 157, I, aliás, não retira a legitimidade da União para figurar no pólo passivo acerca da ação declaratória de reconhecimento do direito da autora à isenção do IRRF. Somente a pessoa jurídica de direito público Fl. 137DF CARF MF Processo nº 10469.722217/201604 Acórdão n.º 2401005.749 S2C4T1 Fl. 138 4 que tem competência para instituir o tributo detém, também, o poder de isentálo. Ademais, cabe esclarecer que apesar de pertencer aos Estados o produto da arrecadação do imposto de renda sobre os rendimentos por eles pagos, a incorporação definitiva da receita de retenção pelos mesmos só ocorre após a devida comunicação à Receita Federal do Brasil do total dos rendimentos brutos pagos no mês anterior e o montante do imposto retido. É a inteligência do §2º do art. 18 do Decreto Lei nº 1.089/70. [...] Diante do exposto, entendo que a sentença proferida contra o Estado do Rio Grande do Norte não alcança a Fazenda Nacional, razão pela qual não há óbice a que se considere os rendimentos auferidos do IPERN como rendimentos tributáveis. Frisese que, conforme constou da notificação de lançamento, a contribuinte deixou de apresentar laudo médico oficial que comprovasse a moléstia apontada, requisito indispensável ao reconhecimento da isenção pela RFB. Quando à omissão de rendimentos excedente ao limite de isenção para declarantes com 65 anos ou mais, ressaltese que não houve qualquer contestação expressa por parte da contribuinte, devendo ser mantido o lançamento. Cientificado do Acórdão em 27/9/17 (cópia de Aviso de Recebimento AR de fl. 85), o contribuinte apresentou recurso voluntário em 18/10/17, fls. 89/93, no qual apresenta novamente os argumentos apresentados na impugnação e acrescenta, em síntese: Diz que de posse da decisão judicial que lhe concedeu a isenção desde 05/2010, foi orientada por servidor da RFB a entregar as declarações retificadoras para receber a restituição. Ao contrário do que foi orientada, ela foi cobrada através de DARFs como se tivesse sonegado, sem que o órgão observasse que ela tinha pago os mesmos, estando em dia com seus tributos. Diz que requereu a restituição judicialmente do anocalendário 2010 e para os anoscalendário 2011, 2012, 2013 e 2014, requereu na RFB. Requer o cumprimento da decisão judicial para que lhe sejam restituídos os valores do imposto de renda retido na fonte bem como os pagamentos efetuados através de DARF. Cita trechos do acórdão do TJRN no sentido de considerar prescindível o laudo pericial de serviço médico oficial. Requer sejam reconhecidos os pagamentos efetuados por meio de DARF. Acrescenta que para o IPERN já está isenta e já foram retificadas suas declarações pelo SARH. Que está esperando apenas a RFB liberar para que sejam feitas suas Fl. 138DF CARF MF Processo nº 10469.722217/201604 Acórdão n.º 2401005.749 S2C4T1 Fl. 139 5 declarações retificadoras. Que não solicitará a isenção dos valores recebidos do INSS, que serão tributados normalmente. Solicita a restituição do imposto. É o relatório. Voto Conselheira Miriam Denise Xavier, Relatora. ADMISSIBILIDADE O recurso voluntário foi oferecido no prazo legal, assim, deve ser conhecido. ISENÇÃO Quanto a isenção, assim dispõe o CTN: Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: [...] II outorga de isenção; [...] Sobre o gozo da isenção do imposto sobre a renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, a Lei 7.713/88 determina que: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: [...] XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; No mesmo sentido, o Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR/99), Decreto 3.000/99, assim dispõe: Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: [...] XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a Fl. 139DF CARF MF Processo nº 10469.722217/201604 Acórdão n.º 2401005.749 S2C4T1 Fl. 140 6 decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); [...] XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, § 2º); [...] § 4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30 e § 1º). § 5º As isenções a que se referem os incisos XXXI e XXXIII aplicamse aos rendimentos recebidos a partir: I do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão; II do mês da emissão do laudo ou parecer que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. § 6º As isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII também se aplicam à complementação de aposentadoria, reforma ou pensão. Sendo assim, verificase que para a fruição da isenção, exigese o preenchimento cumulativo de três requisitos: a) que o rendimento seja proveniente de aposentadoria, reforma ou pensão; b) que o rendimento seja recebido por portador de moléstia grave relacionada em lei; e Fl. 140DF CARF MF Processo nº 10469.722217/201604 Acórdão n.º 2401005.749 S2C4T1 Fl. 141 7 c) que a moléstia seja comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Acrescentese a isso o enunciado da Súmula Carf nº 63, aprovada em 29/11/10: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. (grifo nosso) No presente caso, conforme ressaltado no acórdão recorrido, o contribuinte deixou de apresentar laudo médico oficial que comprovasse a moléstia apontada. Poderia ter a recorrente providenciado o Laudo Pericial e anexado aos autos, entretanto, nem por ocasião da apresentação da defesa, nem do recurso, apresentou referido laudo. Pelo contrário, no recurso afirmou, conforme destacado no relatório acima, que "não solicitará a isenção dos valores recebidos do INSS, que serão tributados normalmente". Conforme comprovantes de rendimentos apresentados, fls. 11/13, a contribuinte possui rendimentos de três fontes pagadoras: INSS aposentadoria por tempo de contribuição, INSS pensão por morte e IPERN pensão por morte. Quanto ao rendimento recebido do IPERN, temse que: A CR/88, art. 157, I, dispõe que: Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal: I o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem; A Súmula 447 do STJ assim determina: Os Estados e o Distrito Federal são partes legítimas na ação de restituição de imposto de renda retido na fonte proposta por seus servidores. Conforme noticiado em 28/12/12, no site do STF: O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por meio do Plenário Virtual, a existência de repercussão geral no tema tratado no Recurso Extraordinário (RE) 684169, que trata da competência para julgamento de causas que envolvem a discussão sobre retenção e restituição de imposto de renda, incidente sobre os rendimentos pagos a servidores públicos estaduais. No mérito, foi reafirmada a jurisprudência da Corte no sentido de que não há interesse da União na hipótese, sendo, portanto, competência da Justiça estadual o julgamento de tais Fl. 141DF CARF MF Processo nº 10469.722217/201604 Acórdão n.º 2401005.749 S2C4T1 Fl. 142 8 casos. (disponível em http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteu do=227571) No presente caso, conforme Acórdão proferido pelo TJRN, cujas partes são a contribuinte e o Estado do Rio Grande no Norte, fls. 30/36, reconheceuse a isenção do imposto de renda incidente sobre o rendimento recebido do IPERN (pensão por morte) desde 05/2010. Tal decisão somente vincula as partes e nos seus exatos limites, não podendo ser oposta à União para fins de concessão da isenção para outros rendimentos que não sejam os recebidos pelo IPERN. Talvez por isso, no recurso, afirmouse que não se solicita a isenção dos valores recebidos do INSS. Sendo assim, deve ser obedecido o comando do acórdão proferido pelo TJRN, órgão competente para julgar as causas que envolvem a discussão sobre retenção e restituição do imposto de renda, para considerar isento o rendimento recebido do IPERN. CONCLUSÃO Voto por conhecer do recurso, dandolhe provimento parcial para considerar isento apenas o rendimento recebido do IPERN. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Fl. 142DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15374.954023/2009-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Oct 22 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3401-001.453
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade da RFB analise os documentos anexados ao processo, posteriormente ao início do contencioso, elaborando relatório conclusivo sobre a existência do crédito postulado, vencidos os Cons. Lázaro Antonio de Souza Soares, Mara Cristina Sifuentes e Marcos Roberto da Silva.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), André Henrique Lemos, Lázaro Antonio Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente).
Relatório
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 22 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 15374.954023/2009-10
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5918567
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 22 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3401-001.453
nome_arquivo_s : Decisao_15374954023200910.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ROSALDO TREVISAN
nome_arquivo_pdf_s : 15374954023200910_5918567.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade da RFB analise os documentos anexados ao processo, posteriormente ao início do contencioso, elaborando relatório conclusivo sobre a existência do crédito postulado, vencidos os Cons. Lázaro Antonio de Souza Soares, Mara Cristina Sifuentes e Marcos Roberto da Silva. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), André Henrique Lemos, Lázaro Antonio Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Relatório
dt_sessao_tdt : Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
id : 7473877
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:29:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871085924352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1810; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 2 1 1 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.954023/200910 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401001.453 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 27 de agosto de 2018 Assunto PIS/COFINS COMPENSAÇÃO Recorrente STE SUL TRANSMISSORA DE ENERGIA S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade da RFB analise os documentos anexados ao processo, posteriormente ao início do contencioso, elaborando relatório conclusivo sobre a existência do crédito postulado, vencidos os Cons. Lázaro Antonio de Souza Soares, Mara Cristina Sifuentes e Marcos Roberto da Silva. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), André Henrique Lemos, Lázaro Antonio Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Relatório 1. Cuida o presente processo de Pedido de Compensação referente a Pagamento Indevido ou a Maior de Cofins, solicitado através do PER/DCOMP. 2. O Interessado foi cientificado, através de Despacho Decisório de que, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP, foram localizados um ou mais pagamentos integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PerDcomp. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada não foi homologada. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .9 54 02 3/ 20 09 -1 0 Fl. 407DF CARF MF Processo nº 15374.954023/200910 Resolução nº 3401001.453 S3C4T1 Fl. 3 2 3. O Interessado apresentou Manifestação de Inconformidade, onde afirma que a origem do crédito foi a mudança no critério de apuração das contribuições para o PIS e Cofins do sistema Não Cumulativo para o Cumulativo. A nova sistemática havia sido adotada pois os contratos geradores da receita operacional da empresa foram firmados antes de outubro de 2003. Feita a opção pela "cumulatividade" a empresa apurou créditos, pois ao examinar sua documentação contábil e fiscal constatou recolhimentos efetuados a maior que o devido. 4. Alega que efetuou pagamento a maior, mas que deixou de fazer, em data oportuna, a devida retificação da DCTF, o que resultou na emissão do Despacho Decisório em discussão negando o crédito. Posteriormente, no entanto, efetuou a retificação dessa DCTF, alterando, entre outros, o valor devido. Esse procedimento originou um crédito solicitado, que corresponde ao pagamento efetuado a maior que a contribuição efetivamente devida. 5. Nenhuma demonstrativo/documentação contábil foi anexada à Manifestação de Inconformidade. 6. A DRJ/BHE, por unanimidade de votos, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, entendendo que a DCTF retificada após a ciência do despacho decisório não constitui prova nem tem nenhuma força de convencimento e só pode ser considerada como argumento de impugnação, não produzindo efeitos quando reduz débitos que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. 7. Em sua decisão, afirma que no presente caso, o contribuinte não comprova o erro ou a falsidade da declaração entregue. Apenas informa que a origem do crédito foi a mudança no critério de apuração das contribuições para o PIS e Cofins do sistema Não Cumulativo para o Cumulativo, sem contudo apresentar nenhum documento contábil ou fiscal que comprove as suas afirmações. 8. Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, no qual esclarece ser sociedade concessionária de transmissão de energia elétrica e que, em 19 de dezembro de 2002, celebrou com a UNIÃO, por intermédio da ANEEL, o Contrato de Concessão n° 081/2002, por meio do qual se comprometeu na construção, operação e manutenção das instalações da Linha de Transmissão Uruguaiana/Santa Rosa, pelo prazo de 30 (trinta) anos. 9. Esclarece ainda que, muito embora seja obrigatoriamente contribuinte da COFINS nãocumulativa, uma vez que recolhe o imposto de renda com base no lucro real, na ocasião da compensação todas as suas receitas, que eram decorrentes do contrato de concessão de transmissão de energia elétrica, eram tributadas no regime cumulativo previsto na Lei n° 9.718/98, por força do artigo 10, da Lei n° 10.833/2003. 10. Informa que, muito embora o regime cumulativo fosse a regra aplicável à tributação das suas receitas, por um longo tempo (até novembro de 2005), dúvidas existiam acerca do que exatamente contemplaria a expressão "preço predeterminado", uma das condições estabelecida no citado artigo 10, da Lei n° 10.833/2003, principalmente por conta do art. 2º da Instrução Normativa n° 468, de 08/11/2004, que regulamentava a questão. 11. Frente à insegurança jurídica estabelecida pela norma executiva RFB, a Recorrente se viu compelida a apurar e recolher a COFINS nãocumulativa, calculada sobre suas receitas negociais, por um longo tempo (de 2004 até 2006). No entanto, após a edição da Lei n° 11.196/2005, foi instituído que, para efeitos do disposto nas alíneas b e c, do inciso XI, Fl. 408DF CARF MF Processo nº 15374.954023/200910 Resolução nº 3401001.453 S3C4T1 Fl. 4 3 do art. 10, da Lei n° 10.833/2003, o mero reajuste de preços não descaracteriza a condição de predeterminação do preço. 12. Afirma que a RFB, em 06/07/2006, publicou a Instrução Normativa SRF n° 658/2006, a qual manteve o entendimento de "preço predeterminado", conforme a regra estabelecida no artigo 109, da Lei n° 11.196/2005. Tal ato normativo retroagiu os seus efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2004, conforme dispõe o seu inciso I, do artigo 7º. Vale dizer, para os contratos que atendem todas as condições insertas nas alineas "b" e "c", do inciso XI, do artigo 10, da Lei n° 10.833/2003, o regime de apuração da COFINS seria o cumulativo. 13. Portanto, somente depois de restabelecida a segurança jurídica, assegurada pela Lei n° 11.196/2005 e pela Instrução Normativa SRF n° 658/2006, foi que a Recorrente recompôs a base imponível da COFINS, calculada com base no regime cumulativo. 14. Apresentou documentação que alega confirmar seu pleito. 15. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução 3401001.440, de 27 de agosto de 2018, proferido no julgamento do processo 15374.948190/200913, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3401001.440): "A questão de fato conforme relatado, tem repercussão na dupla forma de apuração, declaração e recolhimento das Contribuições Sociais PIS/PASEP e COFINS, para o período em referência. A regra geral para a Recorrente é a do regime não cumulativo, porém, possuía contratos sujeitos ao regime cumulativo por força da Lei 9.718/98 e art. 10 da Lei nº 10.833/2003. Essa realidade demonstrada pela interessada com a juntada de contratos para os quais a incidência das contribuições se daria no regime cumulativo, não deixou dúvida para o fisco. Dessa forma, a revisão dos valores apurados e declarados fora do regime não apropriado, passou a ser imprescindível, devendo ser corrigido de acordo com o permissivo legal. E foi isso que a Contribuinte fez, retificou a DCTF e o DACON, anexandoos nos autos. O DACON Retificador fez constar em suas fichas de apuração das contribuições, que a totalidade de sua receita para o período de referência se submetia à incidência cumulativa, portanto, passou a ser “zero” o valor para o regime não cumulativo. Juntou, também, no processo, planilha demonstrando as diferenças apuradas das contribuições para o PIS e a COFINS, com impacto no mês de Fl. 409DF CARF MF Processo nº 15374.954023/200910 Resolução nº 3401001.453 S3C4T1 Fl. 5 4 dezembro de 2005, mês de referencia do crédito indicado no PER/DCOMP. Por outro lado, a decisão de piso firmou entendimento na ausência de provas, que o contribuinte não provou o erro em suas declarações, que só a mudança no critério de apuração das contribuições não seria suficiente, necessitaria da juntada de documentos contábeis e fiscais como prova de suas afirmações. Diante dessa posição externada pela DRJ a Recorrente juntou contratos e esclareceu ser sociedade concessionária de transmissão de energia elétrica e que, em 19 de dezembro de 2002, celebrou com a UNIÃO, por intermédio da ANEEL, o Contrato de Concessão n° 081/2002, por meio do qual se comprometeu na construção, operação e manutenção das instalações da Linha de Transmissão Uruguaiana/Santa Rosa, pelo prazo de 30 (trinta) anos. O direito a compensação como forma de extinção de crédito tributário tem amparo legal no art. 156, II do CTN e a IN 900/2008 da RFB, estabelece em seu art. 34 que: Art. 34. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive o reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela RFB, ressalvadas as contribuições previdenciárias, cujo procedimento está previsto nos arts. 44 a 48, e as contribuições recolhidas para outras entidades ou fundos. O ponto central da controversa fisco/contribuinte está no fato de ter sido transmitida DACON e DCTF Retificadora em data posterior ao de ciência do Despacho Decisório, o que teria acarretado a perda da espontaneidade. Dessa forma, só a apresentação de DCTF retificadora não seria mais suficiente para atestar a liquidez e certeza do crédito, necessitava o interessado trazer elementos hábeis a desconstituir a confissão do débito que fez na DCTF originalmente transmitida. Entendo que a documentação carreada aos autos demonstra ser suficiente para comprovar o cometimento de erro na informação do valor devido de COFINS para o mês de dezembro/2005, saneado através da transmissão de declarações retificadoras do DACON e DCTF. Dessa forma, não cabe ao CARF suprir deficiência instrutória ainda que em sede de compensação. Assim estabelecem os artigos 10 e 11 da IN RFB nº 903/2008: Art. 10. Os valores informados na DCTF serão objeto de procedimento de auditoria interna. (...) Fl. 410DF CARF MF Processo nº 15374.954023/200910 Resolução nº 3401001.453 S3C4T1 Fl. 6 5 Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. Não podem as autoridades administrativas omitirse de analisar a materialidade dos débitos e créditos em compensação, eis que do contrário comprometem a regularidade do processo administrativo de restituição e compensação de tributos, cuja implicação é a manifesta nulidade nos termos do art. 59, II do PAF (Decreto nº 70.325/1972). O fato relacionado a apresentação de DCTF retificadora em data posterior a emissão de Despacho Decisório, já tem entendimento assentado na jurisprudência deste Conselho. Citase, por exemplo, o julgado da 3ª Turma da CSRF no acórdão nº 9303005.396, de 25/07/2017, que analisando caso semelhante manteve decisão proferida no acórdão da 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário. De onde se extrai: “que a DCTF retificadora, nas hipóteses admitidas por lei, tem os mesmos efeitos da original, podendo ser admitida para comprovação da certeza e liquidez do crédito, ainda que transmitida após a prolação do despacho decisório”. Por outro lado “O crédito tributário da Contribuinte e seu direito à restituição/compensação não nascem com a apresentação da DCTF retificadora, mas sim com o pagamento indevido ou a maior”. A administração tributária nos dá orientação sobre o tema, através do Parecer Cosit nº 02/2015,de 28 de agosto de 2015, cuja ementa se deu nos seguintes termos: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DA DCTF DEPOIS DA TRANSMISSÃO DO PER/DCOMP E CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. IMPRESCINDIBILIDADE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF PARA COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. As informações declaradas em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário. Fl. 411DF CARF MF Processo nº 15374.954023/200910 Resolução nº 3401001.453 S3C4T1 Fl. 7 6 Não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010. Retificada a DCTF depois do despacho decisório, e apresentada manifestação de inconformidade tempestiva contra o indeferimento do PER ou contra a não homologação da DCOMP, a DRJ poderá baixar em diligência à DRF. Caso se refira apenas a erro de fato, e a revisão do despacho decisório implique o deferimento integral daquele crédito (ou homologação integral da DCOMP), cabe à DRF assim proceder. Caso haja questão de direito a ser decidida ou a revisão seja parcial, compete ao órgão julgador administrativo decidir a lide, sem prejuízo de renúncia à instância administrativa por parte do sujeito passivo. (...) A essência dos fatos superam, nesse caso, eventuais erros de conduta formal do contribuinte, devendo prevalecer o princípio da verdade material no processo administrativo, a busca pela aproximação entre a realidade factual e sua representação formal. Ante o exposto, voto em converter o julgamento em diligência para que a unidade da RFB analise os documentos anexados ao processo, posteriormente ao início do contencioso, elaborando relatório conclusivo sobre a existência do crédito postulado. Seja cientificada a recorrente para que esta, se assim lhe convier, manifestese no prazo de 30 dias." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a unidade da RFB analise os documentos anexados ao processo, posteriormente ao início do contencioso, elaborando relatório conclusivo sobre a existência do crédito postulado. Seja cientificada a recorrente para que esta, se assim lhe convier, manifestese no prazo de 30 dias. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 412DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.693171/2009-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSTRUÇÃO COM EMPREGO DE MATERIAIS.
Demonstrada a legitimidade das retificações implementadas na DIPJ e DCTF para reduzir o percentual utilizado no cálculo do lucro presumido de 32% para 8%, uma vez que há nos autos elementos de prova, que permitiram verificar que efetivamente havia o emprego de materiais na atividade de construção civil.
Numero da decisão: 1401-002.851
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente.
(assinado digitalmente)
Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa, Lívia de Carli Germano, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Letícia Domingues Costa Braga, Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente).
Nome do relator: LUCIANA YOSHIHARA ARCANGELO ZANIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSTRUÇÃO COM EMPREGO DE MATERIAIS. Demonstrada a legitimidade das retificações implementadas na DIPJ e DCTF para reduzir o percentual utilizado no cálculo do lucro presumido de 32% para 8%, uma vez que há nos autos elementos de prova, que permitiram verificar que efetivamente havia o emprego de materiais na atividade de construção civil.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10880.693171/2009-19
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5911869
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1401-002.851
nome_arquivo_s : Decisao_10880693171200919.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LUCIANA YOSHIHARA ARCANGELO ZANIN
nome_arquivo_pdf_s : 10880693171200919_5911869.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente. (assinado digitalmente) Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa, Lívia de Carli Germano, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Letícia Domingues Costa Braga, Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2018
id : 7439543
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:27:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871124721664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1689; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 144 1 114433 SS11CC44TT11 MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA FFAAZZEENNDDAA CCOONNSSEELLHHOO AADDMMIINNIISSTTRRAATTIIVVOO DDEE RREECCUURRSSOOSS FFIISSCCAAIISS PPRRIIMMEEIIRRAA SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO PPrroocceessssoo nnºº 10880.693171/200919 RReeccuurrssoo nnºº Voluntário AAccóórrddããoo nnºº 1401002.851 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária SSeessssããoo ddee 16 de agosto de 2018 MMaattéérriiaa IRPJ RReeccoorrrreennttee CASTEGGIO CONSTRUTORA LTDA RReeccoorrrriiddaa FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSTRUÇÃO COM EMPREGO DE MATERIAIS. Demonstrada a legitimidade das retificações implementadas na DIPJ e DCTF para reduzir o percentual utilizado no cálculo do lucro presumido de 32% para 8%, uma vez que há nos autos elementos de prova, que permitiram verificar que efetivamente havia o emprego de materiais na atividade de construção civil. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente. (assinado digitalmente) Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa, Lívia de Carli Germano, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Letícia Domingues Costa Braga, Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente). AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 69 31 71 /2 00 9- 19 Fl. 144DF CARF MF 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra o Acórdão Turma da DRJ, que por unanimidade de votos julgou improcedente a manifestação de inconformidade, por considerar não comprovado o valor confessado na DCTF não é o correto, mediante prova material da existência do direito pleiteado. Conforme despacho decisório mantido DERAT/DIORT/EQPIR/SPO não reconheceu o direito creditório pleiteado no valor de R$ 5.122,89 e, conseqüentemente, não homologou nesses autos o PER/DCOMP n° 10982.13382.100306.1.3.042703, uma vez que o pagamento discriminado como indébito, de Imposto de Renda sobre Lucro Presumido, no valor de R$ 6.830,54, código 2089, recolhido em 30/04/2002, encontravase integralmente utilizado para quitação de débito correspondente. Mesmo após a Manifestação de Inconformidade, restou mantido integralmente o Despacho Decisório. Inconformada, interpôs Recurso Voluntário reiterando os argumentos da manifestação de inconformidade com o objetivo de ver convalidadas as compensações realizadas. É o relatório do essencial. Fl. 145DF CARF MF Processo nº 10880.693171/200919 Acórdão n.º 1401002.851 S1C4T1 Fl. 145 3 Tabela do plano Voto Conselheira Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin Relatora. O recurso é tempestivo e apresenta os demais requisitos de admissibilidade, por isso, dele conheço. Temos que o acórdão recorrido indeferiu o pleito da recorrente considerando que ela não apresentou esclarecimento ou justificativa para a retificação da DIPJ, porém analisando as declarações entregues, constatouse a retificação da DIPJ e DCTF para reduzir o percentual utilizado no cálculo do lucro presumido de 32% para 8%. De acordo com as declarações originais, a receita bruta da contribuinte auferida no período em questão seria oriunda unicamente de prestação de serviços, sem o emprego de materiais. A retificação implementada, assim, demonstra que a contribuinte passou a entender que aquelas mesmas atividades teriam incluído o emprego de materiais, visto que o percentual de 8% que passou a utilizar é aplicável para a prestação de serviços de construção com emprego de materiais. Na decisão de piso foi considerado que tão somente a discriminação do objeto social constante do Contrato Social da empresa construtora ("ramo da construção civil, reformas, execução de projetos e atividades afins") não é suficiente para identificar a(s) atividade(s) que originara auferidas no período alcançado pelas declarações retificadoras, posto que era necessária apresentação de documentos que pudessem demonstrar a natureza das atividades a que se referiram os rendimentos declarados e que poderia esclarecer qual(is) o(s) correto(s) percentual(is) aplicável(is), se de 8%, tal como pretendido, se de 32%, ou mesmo de percentuais diversificados, conforme § 2° do artigo 15 da Lei n° 9.249/95. Em sede de Voluntário, a Recorrente aduz ser sua faculdade a compensar crédito que possuía junto ao Fisco decorrente de pagamento a maior com débitos a recolher que autorizavam nos moldes previstos no art. 170 do CTN e que a necessidade de reforma do Despacho Decisório está justamente no fato de que não homologação da compensação se deu por conta da análise pela Secretaria da Receita Federal do Brasil das informações constantes da DIPJ e DCTF ORIGINAIS e não das informações constantes nas declarações RETIFICADORAS, tendo o breve entendimento de que o sistema do referido órgão não havia processado as informações retificadas. Esclarece a Recorrente que preocupouse em relatar que as informações relativas ao cálculo do IRPJ em questão foram retificadas, sem detalhar com precisão o cálculo utilizado por entender que não era o objeto questionado no Despacho Decisório, que digase de passagem foi processado de modo eletrônico. A DRJ, reconheceu que a justificativa da alteração do cálculo foi a verificação de que foi utilizado percentual INCORRETO de presunção de lucro, visto que, como a Recorrente emprega materiais em TODAS as obras que realiza, o percentual correto de presunção de lucro é de 8% em conformidade com o Ato Declaratório Normativo Cosit n.° 6 de 13 de janeiro de 1997 e não de 32% como efetuado anteriormente por contabilista que prestava serviços Recorrente na época, contudo indeferiu o crédito pleiteado, dada a ausência Fl. 146DF CARF MF 4 de comprovação por parte da Recorrente de que fazia jus ao percentual de presunção de lucro de 8%. Notase que a Recorrente só foi possível saber o real motivo do indeferimento da compensação do crédito pleiteado, após ciência do resultado do julgamento da DRJ, tendo apresentado Recurso Voluntário precisamente para demonstrar a legitimidade das retificações implementadas na DIPJ e DCTF para reduzir o percentual utilizado no cálculo do lucro presumido de 32% para 8%, trazendo para os autos os seguintes elementos de prova, que permitiram verifica que efetivamente havia o emprego de materiais na atividade de construção civil. Com base na análise dos documentos juntados, resta demonstrado que a Recorrente, atendeu ao critérios para que pudesse ter sua base de cálculo para o imposto de renda determinada pela aplicação do percentual de 8% sobre sua receita bruta, especificamente em relação ao ramo da construção civil, atendeu ao Ato Declaratório Normativo Cosit n° 6, de 13 de janeiro de 1997 e seus critérios: "I Na atividade de construção por empreitada, o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta para determinação da base de cálculo do imposto de renda mensal será: a) 8% (oito por cento) quando houver emprego de materiais, em qualquer quantidade; b) 32% (trinta e dois por cento) quando houver emprego unicamente de mãodeobra, ou seja, sem o emprego de materiais." A retificação implementada, assim, demonstra que a contribuinte passou a entender que aquelas mesmas atividades teriam incluído o emprego de materiais, visto que o percentual de 8% que passou a utilizar é aplicável para a prestação de serviços de construção com emprego de materiais, razão pela qual lhe era possível refazer o cálculo do IRPJ levando em consideração a base de cálculo de presunção de 8%, bem como de compensar o valor do tributo recolhido a maior, adotando os procedimentos legais de retificação das obrigações acessórias e apresentação de PER/DCOMP. Por estas razões, dou provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin. Fl. 147DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10825.901479/2009-08
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3401-001.485
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB verifique, conclusivamente: (a) se as notas fiscais que dão origem à controvérsia foram regularmente escrituradas no CNPJ correto (empresa incorporadora), e em declarações prestadas ao fisco; e (b) qual a data de ciência de cancelamento do CNPJ da empresa incorporada.
Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), André Henrique Lemos, Lázaro Antonio Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente)
(assinado digitalmente)
ROSALDO TREVISAN - Presidente.
(assinado digitalmente)
TIAGO GUERRA MACHADO - Relator.
Nome do relator: TIAGO GUERRA MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10825.901479/2009-08
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5919272
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3401-001.485
nome_arquivo_s : Decisao_10825901479200908.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : TIAGO GUERRA MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 10825901479200908_5919272.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB verifique, conclusivamente: (a) se as notas fiscais que dão origem à controvérsia foram regularmente escrituradas no CNPJ correto (empresa incorporadora), e em declarações prestadas ao fisco; e (b) qual a data de ciência de cancelamento do CNPJ da empresa incorporada. Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), André Henrique Lemos, Lázaro Antonio Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente) (assinado digitalmente) ROSALDO TREVISAN - Presidente. (assinado digitalmente) TIAGO GUERRA MACHADO - Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
id : 7479471
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:29:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050871137304576
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1313; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 292 1 291 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10825.901479/200908 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401001.485 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 30 de agosto de 2018 Assunto COMPENSAÇÃO IPI Recorrente P. B. ZANZINI & CIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB verifique, conclusivamente: (a) se as notas fiscais que dão origem à controvérsia foram regularmente escrituradas no CNPJ correto (empresa incorporadora), e em declarações prestadas ao fisco; e (b) qual a data de ciência de cancelamento do CNPJ da empresa incorporada. Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), André Henrique Lemos, Lázaro Antonio Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente) (assinado digitalmente) ROSALDO TREVISAN Presidente. (assinado digitalmente) TIAGO GUERRA MACHADO Relator. RELATÓRIO RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 25 .9 01 47 9/ 20 09 -0 8 Fl. 293DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 293 2 Cuidase de Recurso Voluntário contra decisão da 12ª Turma da DRJ/RPO, que considerou improcedentes as razões da Recorrente sobre a nulidade de Despacho Decisório (fls. 96 e seguintes), exarado pela DRF Bauru, em 09.03.2010, que deferiu parcialmente o pedido de ressarcimento do saldo credor do IPI, do 1º trimestre/2004, em razão da ocorrência de glosas de créditos considerados indevidos. Da Manifestação de Inconformidade A Contribuinte tomou ciência do Despacho Decisório (fls.101 e seguintes) e interpôs Manifestação de Inconformidade (fls. 103 e seguintes ), alegando, em síntese: o que ocorreu no presente caso é que através de uma operação normal com um fornecedor, empresa SATIPEL MINAS INDUSTRIAL LTDA, CNPJ nº 25.338.492/001807, o contribuinte se valeu de seu direito de se creditar do valor do IPI pago na operação e agora quer se valer do direito de ter restituído o mencionado montante; todas as operações realizadas com a empresa citada foram devidamente documentadas, através de documentos idôneos, quais sejam, as notas fiscais, bem como as duplicatas devidamente pagas, conforme se observa através dos comprovantes de pagamentos, estando todos os mencionados documentos anexos ao presente pedido; não há de se admitir que a empresa Zanzini seja impedida de se creditar do montante de IPI pago, mesmo porque, caso a empresa SATIPEL MINAS INDUSTRIAL LTDA não tenha recolhido o IPI referente às notas fiscais de tais operações, a empresa incorporadora é diretamente responsável pelas obrigações tributárias da empresa incorporada, não havendo, dessa forma, motivo para obstar a restituição dos valores do IPI à Zanzini & Cia Ltda. Por fim, requer o reconhecimento do direito creditório de R$ 70.939,91.(fl. 214) Da Decisão de 1ª Instância Fl. 294DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 294 3 Sobreveio Acordão 1459.362 (fls 213 e seguintes), exarado pela 12ª Turma da DRJ/RPO, em 15.08.2015 , do qual a Contribuinte tomou conhecimento em 20.08.2015 (fl. 225), através do qual foi mantido integralmente o crédito tributário lançado nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA É incontroversa a matéria não especificamente contestada em manifestação de inconformidade. CRÉDITO DE IPI. EXTINÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. A emissão de documentos fiscais por empresa incorporada, após a data de incorporação, não possui aptidão para conferir direitos creditórios. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Dessa decisão, importante destacar os seguintes excertos: (...) GLOSAS DE CRÉDITO – FORNECEDOR NA SITUAÇÃO DE CANCELADO NO CNPJ Em relação às glosas de crédito decorrente de aquisições de fornecedor na situação de cancelado no cadastro CNPJ, a manifestante alega que a empresa foi incorporada, mas que de fato ocorreram as operações. O instituto da incorporação acarreta a extinção da empresa incorporada, conforme dispõe a Lei n° 6.404/64, nos seguintes termos: (...) Os documentos juntados noticiam a continuidade das operações da empresa incorporada, SATIPEL MINAS INDUSTRIAL LTDA, contudo, referida atividade deve ser exercida em nome da empresa incorporadora que é quem mantém personalidade jurídica. Ademais, com a incorporação, as operações desenvolvidas por estabelecimento remanescente devem ser lançadas e tributadas na empresa incorporadora. Ressalto, que a legislação do Imposto de Renda e Proventos de qualquer Natureza definem regras para apuração do imposto devido e apresentação de obrigação acessória incompatível com a prática narrada pela interessada, como o artigo abaixo transcrito. (...) Fl. 295DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 295 4 Vêse, portanto, que a empresa incorporada não tem existência jurídica após a incorporação, de modo que, os documentos fiscais emitidos não possuem aptidão para gerar efeitos jurídicos, inclusive, direitos creditórios. Quanto à comprovação de que as operações efetivamente ocorreram, quando as notas fiscais não se prestam ao feito, como é o presente caso, a empresa deve comprovar o efetivo pagamento e a entrada das mercadorias no estabelecimento industrial. A manifestante juntou, às fls. 65/210, somente documentos relativos aos pagamentos, não fazendo prova do internamento da mercadoria no estabelecimento, de modo que fico impedido de reconhecer tais créditos. Ante o exposto, voto por considerar improcedente a manifestação de inconformidade. Irresignado, a Contribuinte interpôs Recurso Voluntário, que veio a repetir os argumentos apresentados na impugnação e apresentar, ainda, os seguintes: Fl. 296DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 296 5 Fl. 297DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 297 6 É o relatório. Fl. 298DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 298 7 VOTO Da Admissibilidade O Recurso é tempestivo, uma vez que a ciência do Acordão ocorreu em 20.08.2015 (fl. 225) e o Recurso Voluntário foi protocolado em 17.09.2015 (fls. 290), e reúne os demais requisitos de admissibilidade constantes na legislação; de modo que admito seu conhecimento. Da Proposta de Diligência A questão repousa na análise se, em evento de incorporação societária, a conseguinte extinção do CNPJ da sociedade incorporada por si só impede a utilização dos blocos de documentos fiscais sob pena de restar caracterizada como inidônea. E que diante dessa inidoneidade, a Recorrente estaria impedida de registrar créditos fiscais referentes a esses documentos. Todavia, não há de se falar em inidoneidade do documento fiscal em vista da extinção por incorporação da fornecedora de insumos da Recorrente. Em verdade, não há “extinção” do estabelecimento emissor do documento fiscal, mas a mera absorção pela empresa incorporadora. E não poderia ser diferente, uma vez que a própria legislação societária expressamente aponta a absorção e consequente sucessão patrimonial, no artigo 227, caput, da Lei das Sociedades Anônimas. Art. 227. A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. O que há, na hipótese, é tãosomente a extinção do CNPJ da empresa incorporada, de modo que, para todos os efeitos, os documentos emitidos pelo estabelecido vertido à titularidade da empresa incorporadora são regulares enquanto a legislação que rege sua emissão assim os permitir. De outra banda, a Instrução Normativa SRF 200/2002, vigente à época dos fatos, e que regia o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, previa o seguinte: Art. 24. O pedido de cancelamento de inscrição no CNPJ, por extinção da pessoa jurídica ou de qualquer de seus estabelecimentos, será único e simultâneo para todos os órgãos convenentes a que estiver sujeito. (...) Fl. 299DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 299 8 § 17. O cancelamento da inscrição no CNPJ de matriz ou de filial deverá ser solicitado até o quinto dia útil do segundo mês subseqüente à ocorrência dos seguintes eventos (...) II incorporação; (...) Ou seja, em caso de incorporação ocorrida em 31.12.2004, o fornecedor teria até o 5º dia útil de fevereiro para apresentar o pedido de cancelamento perante a antiga SRF, ou seja, até 09.02.2005. Após a apresentação do pedido, a SRF irá avaliálo e irá notificar o contribuinte, dando efeitos desde a data do evento de incorporação. Vejamos: § 19. Concedido o cancelamento da inscrição, será emitido e entregue ao representante da pessoa jurídica, pela unidade cadastradora, a Certidão de Cancelamento no CNPJ. § 20. O cancelamento da inscrição no CNPJ produzirá efeitos a partir da data da extinção da pessoa jurídica. (...) § 22. Considerase data de extinção, a data: I de deliberação entre seus membros, nos casos de incorporação, fusão e cisão total; (...) Desse modo, após o pedido de cancelamento em 09.02.2005, a RFB, ainda SRF, teria prazo não previsto para analisálo e somente depois notificar o contribuinte (fornecedor da Recorrente). Considerando que estamos analisando créditos glosados do período de janeiro a março de 2005, pelo "mecanismo" acima descrito, seria descabido que a própria RFB considerasse inidôneas as notas fiscais emitidas porque o CNPJ estava extinto enquanto a legislação previa que o pedido de cancelamento ainda nem era obrigatório durante a maior parte do período em litígio. Assim, se houvesse alguma irregularidade no caso, seria a partir da dada de ciência da contribuinte (no caso, do fornecedor da Recorrente), para se considerar inidônea a notas fiscais. Todavia, no Despacho Decisório, nada consta quanto à data de ciência do cancelamento do CNPJ do emissor dos documentos fiscais. Inexistindo inidoneidade aparente, porque não constatada nos autos, restaria analisar se há outras hipóteses prevista na legislação. Fl. 300DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 300 9 Nesse ínterim, nem mesmo o Convênio S/N de 1970 ato normativo a qual esse Colegiado deve se submeter previu a hipótese de emissão de documento fiscal com CNPJ de empresa incorporada após o evento societário dentre aquelas em que se considera a nota fiscal como inidônea Art. 7º Os documentos fiscais referidos nos incisos I a V do artigo anterior deverão ser extraídos por decalque a carbono ou em papel carbonado, devendo ser preenchidos a máquina ou manuscritos a tinta ou a lápistinta, devendo ainda os seus dizeres e indicações estar bem legíveis, em todas as vias. § 1º É considerado inidôneo para todos os efeitos fiscais, fazendo prova apenas em favor do Fisco, o documento que: 1. omitir indicações; 2. não seja o legalmente exigido para a respectiva operação; 3. não guarde as exigências ou requisitos previstos neste Convênio; 4. contenha declarações inexatas, esteja preenchido de forma ilegível ou apresente emendas ou rasuras que lhe prejudiquem a clareza. Não é surpresa que esse dispositivo foi reprisado no RIPI/2002, em seu artigo 322. Art. 322. É considerado inidôneo, para os efeitos fiscais, fazendo prova apenas em favor do Fisco, sem prejuízo do disposto no art. 353, o documento que: I não seja o legalmente previsto para a operação; II omita indicações exigidas ou contenha declarações inexatas; III esteja preenchido de forma ilegível ou apresente emendas ou rasuras que lhe prejudiquem a clareza; ou IV não observe outros requisitos previstos neste Regulamento. Em diversas passagens daquele Regulamento, há menções ao registro e informação do número de registro perante o CNPJ do emissor, o que foi cumprido pelo fornecedor da Recorrente, diante da superada a questão da inidoneidade por conta do CNPJ extinto a posteriori da emissão das notas fiscais com efeitos pretéritos. Diante desse impasse probatório, quanto à idoneidade e regularidade da escrituração das notas fiscais que originaram o crédito pleiteado pela Recorrente, sugiro a conversão do presente julgamento em diligência para que a unidade preparadora da RFB verifique, conclusivamente: Fl. 301DF CARF MF Processo nº 10825.901479/200908 Resolução nº 3401001.485 S3C4T1 Fl. 301 10 (a) Se as notas fiscais que dão origem à controvérsia foram regularmente escrituradas no CNPJ correto (empresa incorporadora), e em declarações prestadas ao fisco; e (b) Qual a data de ciência de cancelamento do CNPJ da empresa incorporada. Por fim, dêse ciência do relatório a recorrente concedendolhe prazo de 30 (trinta) dias para, querendo, manifestarse. Retornando, em seguida, os autos a este Conselho Administrativo para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) TIAGO GUERRA MACHADO Relator Fl. 302DF CARF MF
score : 1.0
