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Numero do processo: 13116.000505/2007-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
IRPF. GLOSA DE DESPESAS. LANÇAMENTO. DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA.
Em processo originado de lançamento decorrente exclusivamente da glosa de despesas apresentadas em DIRPF não cabe ao contribuinte requerer a alteração de outros dados de sua Declaração de Ajuste que não as referidas despesas. A apuração de eventual omissão ou tributação a maior é matéria estranha aos autos.
Numero da decisão: 2102-002.232
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
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GLOSA DE DESPESAS. LANÇAMENTO. DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA. Em processo originado de lançamento decorrente exclusivamente da glosa de despesas apresentadas em DIRPF não cabe ao contribuinte requerer a alteração de outros dados de sua Declaração de Ajuste que não as referidas despesas. A apuração de eventual omissão ou tributação a maior é matéria estranha aos autos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Presidente Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Relatora EDITADO EM: 20/08/2012 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Rubens Mauricio Carvalho, Nubia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Carlos André Rodrigues Pereira Lima. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 05/09/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Relatório Em face do contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 128/133 para exigência de IRPF em razão da glosa das despesas médicas deduzidas por ele em sua DIRPF 2003. As despesas glosadas totalizaram R$ 24.993,00. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/03, por meio da qual requereu o seu cancelamento, pelos seguintes motivos: deveriam ser excluídos dos rendimentos declarados R$ 7.447,92, haja vista pertencerem a um colega seu, o Dr. José Ailton Sá Sereno, conforme informado em resposta à intimação recebida em sede de fiscalização. Assim, o valor correto a ser tributado deveria ser R$ 127.699,31; e no tocante à glosa das despesas médicas; os recibos já apresentados cumpririam fielmente o que determina a matéria. Acrescentou ainda que estaria sendo cometida uma grande injustiça, e que caberia à Receita Federal verificar se os honorários indicados nos recibos apresentados pelo contribuinte foram tributados por quem os recebeu. Na análise de suas alegações, os membros da DRJ em Brasília decidiram pela manutenção integral do lançamento. O contribuinte teve ciência de tal decisão e contra ela interpôs o Recurso Voluntário de fls. 112/114, por meio do qual reiterou que deveriam ser excluídos dos rendimentos oferecidos por ele à tributação os valores pertencentes a José Ailton Sá Sereno, por já terem sido oferecidos à tributação pelo referido contribuinte. Os autos então foram remetidos a este Conselho para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Relatora O contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 11.03.2009, como atesta o AR de fls. 111. O Recurso Voluntário foi interposto em 08.04.2009 (dentro do prazo legal para tanto), e preenche os requisitos legais por isso dele conheço. Conforme relatado, o presente processo originouse de lançamento para exigência de IRPF em razão da glosa das despesas médicas declaradas pelo Recorrente, que foram reputadas como não comprovadas. Em sede de Impugnação, o Recorrente questionara o mérito do lançamento propriamente dito (glosa das despesas médicas) e também se insurgira contra a negativa de Fl. 150DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 05/09/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13116.000505/200701 Acórdão n.º 210202.232 S2C1T2 Fl. 136 3 redução do valor dos rendimentos tributáveis declarados por ele. Ambos os pleitos foram negados pela decisão recorrida. Contra ela, porém, o Recorrente somente se insurgiu no que diz respeito à necessidade de alteração dos rendimentos tributáveis declarados, não tendo se insurgido contra a glosa das despesas médicas. Tanto é assim que no cálculo trazido em sede de Recurso Voluntário para apurar o valor efetivamente devido por ele, o próprio Recorrente utiliza como deduções totais o valor de R$ 14.311,70, exatamente o valor considerado no Auto de Infração após as glosas efetuadas. Por isso, a única matéria aqui em discussão diz respeito ao efetivo montante dos rendimentos tributáveis percebidos pelo Recorrente, como se passa a expor. Durante o procedimento fiscal, o Recorrente solicitou que fosse excluído do montante oferecido por ele mesmo à tributação (rendimentos tributáveis recebidos da Maternidade Doutor Adalberto Pereira da Silva) o valor de R$ 7.447,92, que teria sido recebido por um colega seu (José Ailton Sá Sereno), e não por ele. Este pedido foi formulado através da manifestação de fls. 04/05, quando o Recorrente afirmou ainda que “por um lapso do contabilista” fora omitido de sua DIRPF 2003 o recebimento do montante de R$ 24.568,31. Assim, nesta mesma manifestação, o Recorrente terminou por reconhecer uma omissão de rendimentos, já que o valor omitido era superior àquele cuja exclusão pleiteou. Esta omissão, porém, apesar de ser do conhecimento da autoridade fiscal, não foi objeto de lançamento, já que este se restringiu à glosa das despesas médicas pleiteadas na DIRPF. Foi por isso que a decisão recorrida negou o pedido do Recorrente de exclusão daquele montante (R$ 7.447,92) dos rendimentos tributáveis declarados, com base nos seguintes argumentos: O contribuinte informa que solicitou, ainda durante a ação fiscal, a exclusão dos rendimentos pagos Maternidade A. P. Silva, no valor de R$ 7.447,92, haja vista pertencerem a um colega seu, o Dr. José Ailton Sá Sereno, bem como a inclusão dos rendimentos auferidos da Prefeitura Municipal de Anápolis, no valor de R$ 24.568,31 (fls. 29/30). Contudo, a fiscalização não procedeu a tais alterações nos rendimentos tributáveis e o contribuinte pede que seja feita na fase contenciosa somente a exclusão dos rendimentos que não lhe pertencem. Comparando os rendimentos tributáveis auferidos pelo contribuinte (fls. 94/100) com os declarados, verificase que houve omissão de rendimentos que deixou de ser lançada pela fiscalização. Não é possível à DRJ/Brasília procedera a tal correção no julgamento, haja vista que não é competência do contencioso administrativo efetuar lançamentos tributários. Assim, a correção solicitada pelo contribuinte na defesa e as solicitadas no decorrer da fiscalização deverão ser feitas pela Autoridade Lançadora se assim entender cabível. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 05/09/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 Tal decisão foi suficientemente clara ao justificar o não acolhimento do pleito do Recorrente, e por isso mesmo deve ser mantida. Além de não ser esta a sede para a revisão do valor por ele mesmo declarado, releva destacar que o valor dos rendimentos tributáveis não foi objeto de lançamento. Ademais, não procede a alegação do Recorrente de que estaria sendo tributado “em excesso”, pois o que ocorreu na verdade foi uma omissão, pois ele mesmo deixou de oferecer à tributação o montante de R$ R$ 24.568,31 – bastante superior ao valor que ele alega estar sendo tributado em equívoco (ou a maior). Como esta foi a única matéria suscitada no Recurso Voluntário interposto, VOTO no sentido de NEGAR provimento ao mesmo. Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Fl. 152DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 05/09/2012 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por GIO VANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 10907.000656/2002-42
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II Data do fato gerador: 21/09/2001, 24/09/2001, 28/09/2001, 06/10/2001, 18/10/2001, 22/10/2001, 30/10/2001, 20/11/2001, 22/11/2001 Ementa: EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUSPENSA POR DECISÃO JUDICIAL. CTN, ARTIGO 151, INCISO IV. MULTA MORATÓRIA. Nos termos do artigo 63, §2º, da Lei n o 9.430/96, a obtenção, pelo sujeito passivo tributário, de decisão judicial que suspenda a exigibilidade do crédito interrompe a incidência da multa de mora, desde a respectiva prolação, até trinta dias após a eventual reforma. EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUSPENSA POR DECISÃO JUDICIAL. CTN, ARTIGO 151, INCISO IV. JUROS DE MORA. De acordo com a Súmula CARF n o 5, no que não difere do prescrito pela LEF, artigo 9 o, §4 o, fluem juros de mora sobre o crédito tributário não satisfeito no prazo estabelecido, inclusive se a sua exigibilidade estiver suspensa, exceção feita somente à hipótese de o obrigado ter realizado o depósito do montante integral. Recurso voluntário provido em parte
Numero da decisão: 3403-001.779
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir do crédito tributário a multa de mora.
Nome do relator: MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 21/09/2001, 24/09/2001, 28/09/2001, 06/10/2001, 18/10/2001, 22/10/2001, 30/10/2001, 20/11/2001, 22/11/2001 Ementa: EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUSPENSA POR DECISÃO JUDICIAL. CTN, ARTIGO 151, INCISO IV. MULTA MORATÓRIA. Nos termos do artigo 63, §2º, da Lei no 9.430/96, a obtenção, pelo sujeito passivo tributário, de decisão judicial que suspenda a exigibilidade do crédito interrompe a incidência da multa de mora, desde a respectiva prolação, até trinta dias após a eventual reforma. EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUSPENSA POR DECISÃO JUDICIAL. CTN, ARTIGO 151, INCISO IV. JUROS DE MORA. De acordo com a Súmula CARF no 5, no que não difere do prescrito pela LEF, artigo 9o, §4o, fluem juros de mora sobre o crédito tributário não satisfeito no prazo estabelecido, inclusive se a sua exigibilidade estiver suspensa, exceção feita somente à hipótese de o obrigado ter realizado o depósito do montante integral. Recurso voluntário provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir do crédito tributário a multa de mora. Fl. 248DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 06/10/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 2 (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim. Relatório Tratase de auto de infração formalizado em 17 de abril de 2002, por meio do qual a fiscalização constituiu contra a ora recorrente crédito tributário composto de Imposto de Importação, multa moratória e juros, relativamente a declarações de importação por ela registradas entre 21 de setembro e 22 de novembro de 2001 (fls. 1/19). Segundo se lê do relatório acostado ao auto de infração, o sujeito passivo fiscalizado propusera ação judicial objetivando ver estendido para si, com fundamento no princípio constitucional da isonomia, o benefício outorgado a montadoras e fabricantes de veículos pelo artigo 5o, inciso I, da Lei no 10.182/01, consistente na redução em 40% do imposto de importação incidente sobre a internação de pneumáticos aplicados no respectivo processo produtivo (autos no 2001.70.08.0020283, distribuídos à 1a Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná). Tendo obtido, no processo judicial em questão, a suspensão da exigibilidade da parcela do tributo controvertida, o sujeito passivo limitouse a recolher 60% da exação devida com relação às DIs acima mencionadas. Foi, então, a pretexto de prevenir a decadência do direito de constituir o crédito tributário relativamente à porção não espontaneamente paga do imposto que a fiscalização formalizou o auto de infração objeto destes autos. Intimada, a recorrente impugnou a exigência para deduzir, em síntese, que (fls. 151/161): (a) a exigibilidade do crédito tributário encontravase suspensa por decisão judicial vigente proferida em mandado de segurança, de forma que a autuação seria improcedente; (b) diante da inexistência da obrigação tributária principal, não há que se falar de seus consectários, sobretudo dos juros de mora; e, ainda (c) é incabível a imposição de multa moratória, tendo em vista a ausência dos requisitos de antijuridicidade e de culpabilidade, conforme entendimento extraído de jurisprudência do extinto Segundo Conselho de Contribuintes. Examinando a impugnação, a DRJFlorianópolis/SC reconheceu, em primeiro lugar, uma suposta concomitância entre matérias debatidas nestes autos e na demanda Fl. 249DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 06/10/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10907.000656/200242 Acórdão n.º 3403001.779 S3C4T3 Fl. 2 3 judicial aforada pelo sujeito passivo, em razão do que pronunciou a renúncia ao contencioso administrativo, quanto aos respectivos temas. Na parte conhecida, restrita à irresignação manifestada quanto à imposição dos consectários moratórios, o v. aresto recorrido desproveu a pretensão. Referindose em particular aos juros, aludiu ao artigo 161, do CTN, de acordo com o qual a verba incide sobre o crédito tributário em atraso, “seja qual for o motivo determinante da falta”. E quanto à multa de mora, mantevea ao inusitado argumento de que a sanção poderia vir a ser devida, caso reformada a decisão judicial que suspendera a exigibilidade do crédito requerida pelo sujeito passivo (fls. 184/189). No recurso voluntário que interpôs às fls. 223/228 a recorrente ratificou os fundamentos da peça anterior. É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz O recurso é tempestivo e, observadas as demais formalidades aplicáveis, dele tomo conhecimento. Inicio pela constituição do crédito tributário relativo ao imposto de importação propriamente dito, cuja formalização não é legalmente obstada por qualquer das hipóteses de suspensão de exigibilidade elencadas no artigo 151, do CTN. Como a própria expressão denota, as causas arroladas no dispositivo produzem o efeito de suspender “a exigibilidade” do crédito, como tal entendido o atributo que confere ao titular do direito a prerrogativa de exigir o cumprimento da obrigação. Quer dizer, as hipóteses do artigo 151 do CTN – entre as quais, o depósito do tributo e a obtenção de formas antecipatórias de tutela judicial – obstaculizam essencialmente os atos de cobrança do crédito tributário, mas não inibem a sua constituição. E é justamente por estar desimpedido para efetuar o lançamento que, mesmo enquanto vigorarem causas de suspensão da exigibilidade do crédito, o Fisco têm o ônus de realizálo, sob pena, inclusive, de decair do direito. Daí, inclusive, a figura do “lançamento para prevenir decadência”, regulada, no plano federal, pelo artigo 63, da Lei no 9.430/96. Examinando, agora, o cabimento dos consectários moratórios também impostos à recorrente, permitome ordenar cronologicamente fatos relevantes dos processos judicial e administrativo, a fim de avaliar a legalidade da exigência. (a) em 20.04.2001, a recorrente impetra o mandado de segurança objetivando ver reconhecido o direito à redução do imposto de importação em 40% em operações com pneumáticos; (b) após o indeferimento da liminar requerida, a recorrente obtém, no processo judicial, em 25.04.2001, autorização para a realização de depósito judicial da quantia controvertida (40% do II devido); Fl. 250DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 06/10/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 4 (c) em 04.06.2001 o Juízo da 1a Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná concede a segurança pretendida pela recorrente; (d) entre 21.09.2001 e 22.11.2001, por ocasião do registro das DIs constantes destes autos, a recorrente procede, simultaneamente, ao pagamento de 60% do II apurado e ao depósito judicial dos 40% restantes; (e) vigoravam simultaneamente, neste instante, duas causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, a sentença judicial (CTN, artigo 151, inciso IV) e os depósitos judiciais (CTN, artigo 151, inciso II); (f) em 11.12.2001, o TRF da Quarta Região, que recebera os autos do processo judicial para julgamento da apelação interposta pela Fazenda Nacional, profere decisão permitindo que a recorrente levante a integralidade dos depósitos judiciais até então efetuados, o que faz cessar uma das causas de suspensão de exigibilidade em vigor; (g) em 06.12.2007 é publicado o acórdão por meio do qual a apelação interposta pela União Federal é provida, a fim de se reformar a sentença que concedera a segurança, o que faz cessar a segunda causa de suspensão de exigibilidade conquistada pela recorrente. O auto de infração foi cientificado à recorrente em 17.04.2002 (fls. 01) e objetivou a constituição do II (valor principal), da multa de mora e dos juros de mora. Significa que a constituição do crédito se deu em período no qual ainda vigorava a sentença que julgara o pedido procedente, ao passo que os depósitos judiciais já haviam sido resgatados. Esta constatação é relevante para fins de solucionar a controvérsia em torno da legalidade da imposição de juros e de multa moratória sobre o principal. Relativamente à multa de mora, sua constituição em si por meio de auto de infração já é questionável, na medida em que, para exigila, o Fisco prescinde de prévio lançamento. É como, aliás, habitualmente procede a Fazenda Nacional com relação a obrigações tributárias confessadas pelos contribuintes e depois recolhidas com atraso. Nestas hipóteses, a multa moratória é simplesmente cobrada, inclusive através de execução fiscal, e nada há de irregular neste procedimento. Como se viu pelo seqüenciamento cronológico acima, porém, quando da lavratura do auto de infração a exigibilidade do crédito permanecia suspensa pela sentença concessiva da segurança, àquela altura ainda em vigor. Isso quer dizer que não era cabível acrescer ao auto de infração eventual multa de ofício, a teor do caput do artigo 63, da Lei no 9.430/96, como também era inadmissível exigirse da recorrente a própria multa moratória, vedada pelo §2o do mesmo dispositivo. Confirase o teor da disposição: "Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. (...) §2º. A interposição da ação judicial favorecida com medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da Fl. 251DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 06/10/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10907.000656/200242 Acórdão n.º 3403001.779 S3C4T3 Fl. 3 5 publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição." O mesmo não se diga, todavia, quanto à exigência dos juros de mora. É que, dentre as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, somente uma delas tem o efeito de inibirlhes a fluência: o depósito judicial ou administrativo do montante integral da obrigação. Assim já deflui da Lei no 6.830/80, cujo artigo 9o, §4o textualmente estabelece: “Art. 9o. (...) §4o Somente o depósito em dinheiro, na forma do artigo 32, faz cessar a responsabilidade pela atualização monetária e juros de mora.” No mesmo sentido, o enunciado nº 5, da súmula de jurisprudência do CARF, do seguinte teor: “São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral.” (grifo nosso) Sucede que, como visto mais acima, à época da lavratura do auto de infração (17.04.2002), os depósitos judiciais efetuados pela recorrente já haviam sido por ela levantados, após autorização obtida junto ao TRF da Quarta Região (11.12.2001). Nesse sentido, nada impedia, já naquela ocasião, que os juros de mora lhe fossem exigidos. Pelo exposto, voto pelo provimento parcial do voluntário, a fim de tão somente excluir do crédito tributário lançado a multa moratória que originalmente o compôs. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Fl. 252DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 06/10/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 6 Fl. 253DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 06/10/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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Numero do processo: 13855.001340/2004-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/03/2000, 30/06/2000, 30/09/2000, 31/12/2000, 31/03/2001, 30/06/2001, 30/09/2001, 31/12/2001, 31/03/2002, 30/06/2002, 30/09/2002, 31/12/2002, 31/03/2003, 30/06/2003, 30/09/2003, 31/12/2003 Ementa:
Numero da decisão: 1302-000.694
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: DANIEL SALGUEIRO DA SILVA
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(documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello relator designado ad hoc e Presdidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello, Wilson Fernandes Guimarães, Daniel Salgueiro da Silva, Eduardo de Andrade, Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira e Irineu Bianchi Relatório Trata o presente processo de exclusão da pessoa jurídica do Simples, cumulado com a lavratura de Autos de Infração para exigência de IRPJ e CSL – processo administrativo13855.001710/200480; de PIS processo administrativo13855.001712/200479 e de Cofins processo administrativo13855.001711/200424, sendo os processos mencionados anexados ao presente para análise e julgamento simultâneo dos lançamentos e das questões relacionadas à exclusão do sistema simplificado. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13855.001340/200481 Acórdão n.º 130200.694 S1C3T2 Fl. 2 2 Ressaltese que tais processos, já objeto de julgamento por esta 1ª Turma de Julgamento – DRJ/RPO, retornaram do Conselho de Contribuintes em face da “nulidade da decisão de primeira instância por cerceamento do direito de defesa”, haja vista não terem sido apreciadas as razões relativas à exclusão da pessoa jurídica do Simples, o que ora se relata: Em síntese, a pessoa jurídica acima qualificada foi excluída do Simples por intermédio do Ato Declaratório Executivo nº 12, de 8 de setembro de 2004 (fl. 94), expedido pelo Delegado da Receita Federal em Franca, por exercer atividade vedada à opção pelo sistema, com fundamento no art. 9º, XIII da Lei nº 9.317/1996, mais especificamente, de acordo com o comunicado da exclusão de fl. 95, por prestar serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais, por caracterizar prestações de serviço profissional de engenharia. Desta exclusão e do comunicado foi a contribuinte cientificada em 13/09/2004, conforme AR de fl. 96, não impugnando diretamente o ato declaratório no prazo de trinta dias. Aproveito, a partir daqui, o relato dos fatos realizado pelo julgador José de Almeida Martins, anteriormente já realizado no primeiro julgamento, anulado pelo Conselho de Contribuintes, naquilo que é comum a todos os processos acima citados: “À vista disso, o contribuinte foi intimado a manifestarse sobre a forma de apuração dos tributos, tendo em resposta à intimação optado pela tributação pelo lucro presumido. Diante disso, a fiscalização elaborou as planilhas de fls.( ), com base nos livros fiscais e livro Caixa, em que se apurou diferenças entre os valores escriturados e os declarados pagos. Regularmente cientificado ingressou com a impugnação de fls.( ) , onde, em síntese, alega: a) Ilegalidade da exclusão da empresa do Simples. Insurgese contra a exclusão do Simples que considera ilegal. b) Adoção do regime de competência em detrimento ao regime de caixa, para a apuração do tributo com base no lucro presumido. Alega que o agente fiscal ignorou a opção de determinar a base de cálculo do imposto com base no regime de caixa conforme permitido pela IN 104/98. Não dedução dos valores recolhidos no sistema Simples. Argüi que o autuante não teria deduzido da base de cálculo o valor recolhido na sistemática do Simples. d) Adoção indevida da taxa Selic para atualização dos débitos. A impugnante insurgese contra à utilização da taxa Selic a título de juros de mora, pois, entende que a mesma não poderia sobreporse aos ditames constitucionais que Fl. 212DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13855.001340/200481 Acórdão n.º 130200.694 S1C3T2 Fl. 3 3 prevêem leis próprias, com as limitações do poder de tributar(arts. 144 e 145 da Constituição Federal). Aduz que, para que a taxa Selic possa ser cobrada para fins tributários, há imperiosa necessidade de lei estabelecendo os critérios para sua exteriorização, o que não ocorreu até a presente data. Destaca em sua impugnação que não está discutindo se a taxa Selic foi ou não instituída por lei, mas sim, se a mesma foi legalmente instituída para fins tributários, mediante lei válida no sistema atual vigente. e) Adoção de multa com natureza confiscatória. Insurgese, contra a cobrança da multa de ofício, eis que a estipulação de multa em 75% mostrase totalmente confiscatória, ofendendo os princípios basilares insculpidos em nossa Constituição, quais sejam: o do direito de propriedade, o direito de herança e o direito do livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão. Alega que, no presente caso, o valor da multa ultrapassa os limites da razoabilidade, agredindo assim, de forma violenta e sem causa, o patrimônio da empresa, configurando dessa maneira, o confisco indireto, e, por isso, flagrantemente inconstitucional. f) Cobrança retroativa de tributos. Alega que a autuação retroagiu no tempo, ferindo frontalmente os princípios constitucionais do direito adquirido, da irretroatividade das leis e da anterioridade da legislação tributária. g) Enquadramento no Refis. Requer, caso seja mantida a exigência fiscal, total ou parcialmente, que a mesma seja parcelada nos moldes previstos no Refis.” No julgamento em primeira instância, assim se pronunciou o relator acima mencionado quando aos argumentos opostos pela exclusão do Simples: Inicialmente a impugnante insurgese contra sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples, alegando que o Ato Declaratório nº 4, de 22/02/2000, além de ilegal não pode ser adotado genericamente. Ora, a exclusão da interessada do Simples, foi efetivada em processo distinto deste processo, obedecendo todos os ritos estabelecidos em lei, como segue: Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998 Art 3° Os dispositivos a seguir indicados da Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, passam a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 15. ........................................................................... ......................................................................................... Fl. 213DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13855.001340/200481 Acórdão n.º 130200.694 S1C3T2 Fl. 4 4 II a partir do mês subseqüente àquele em que se proceder à exclusão, ainda que de ofício, em virtude de constatação de situação excludente prevista nos incisos III a XVIII do art. 9o; § 3o A exclusão de ofício darseá mediante ato declaratório da autoridade fiscal da Secretaria da Receita Federal que jurisdicione o contribuinte, assegurado o contraditório e a ampla defesa, observada a legislação relativa ao processo tributário administrativo. Assim é que, por meio do Processo Administrativo nº 13855.001340/200481 (corrigi o nº do processo, citado incorretamente), que trata especificamente do procedimento de exclusão, o contribuinte foi devidamente cientificado em 13/09/2004 (também corrigi a data), da sua exclusão do referido sistema em virtude da sua atividade ser vedada à opção ao Simples e, também, em razão de sua receita bruta nos anos calendário de 2000, 2001, 2002 e 2003, ter ultrapassado o limite de R$ 1.200.000,00. Tendo sido regularmente cientificado em 13/09/2004, caberia ao contribuinte apresentar manifestação de inconformidade até 13/10/2004, como determina a legislação de regência, verbis: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Parágrafo único. omissis Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9.12.1993) ... Art. 21. Não sendo cumprida nem impugnada a exigência, a autoridade preparadora declarará a revelia, permanecendo o processo no órgão preparador, pelo prazo de trinta dias, para cobrança amigável. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9.12.1993) Encerrado o prazo para a manifestação de inconformidade e não tendo o contribuinte se manifestado a sua exclusão tornouse definitiva, consoante o Ato Declaratório Executivo DRF/FRANCA SP nº 13. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13855.001340/200481 Acórdão n.º 130200.694 S1C3T2 Fl. 5 5 Assim, as alegações apresentadas nesta impugnação, quanto à exclusão do contribuinte do Simples, deixam de ser analisadas por se tratar de matéria estranha a este processo. Em síntese, assim se pronunciou a impugnante quanto à exclusão do Simples: a) o ato declaratório nº 4, de 22/02/2000, no qual se fundamenta a exclusão, além de ilegal, não pode ser adotado genericamente, pois só abrange os serviços de manutenção que exigem acompanhamento ou intervenção de engenheiro, o que não é seu caso, pois não conta com esse profissional em seus quadros; que os serviços de manutenção que presta referemse a atividades básicas, tais como: trocar peças danificadas ou defeituosas, lubrificar equipamentos etc., não necessitando de conhecimentos específicos, nem de cálculo, de análises, utilização de instrumentos de precisão etc.; b) após relacionar algumas notas, aduz que tais serviços são semelhantes a de mecânicos de autos, atividade pela qual se pode permanecer no Simples; c) que o termo manutenção não exprime com exatidão os serviços que executa, dado seu sentido genérico e usual; acrescenta que se a lei não definiu o alcance da palavra manutenção, não é lícito norma infralegal fazêlo presumindo a necessidade de engenheiro para tanto; acrescenta que ainda que precisasse realizar eventual serviço de montagem de maior complexidade, não seria tal atividade típica da empresa; Tece uma série de considerações acerca do significado do regime simplificado, alertando para o perigo das exclusões baseadas em entendimentos do CREA, bem como transcreve jurisprudência administrativa e judicial sobre a matéria. A DRJ decidiu: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2000 ATIVIDADES VEDADAS. Verificado que a pessoa jurídica obteve receitas oriundas de atividades vedadas à opção pelo Simples, correta a exclusão do sistema. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003 IRPJ. CSL. PIS. COFINS. DIFERENÇA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO. Constatada a falta e/ou insuficiência de recolhimentos do IRPJ, CSL, PIS E COFINS, correto o lançamento de ofício para exigência do crédito tributário apurado a partir dos registros contábeis e declarações da contribuinte. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13855.001340/200481 Acórdão n.º 130200.694 S1C3T2 Fl. 6 6 JUROS DE MORA. CABIMENTO. CONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE JURISDICIONAL. A falta de pagamento do tributo na data do vencimento implica a exigência de juros moratórios, tendo a aplicação da taxa SELIC previsão legal, cujo controle de constitucionalidade compete às instâncias judiciais. MULTA. CARÁTER CONFISCATÓRIO. PERCENTUAL. LEGALIDADE. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicála nos moldes da legislação que a instituiu. O percentual de multa de lançamento de ofício é previsto legalmente, não cabendo sua discussão subjetiva em âmbito administrativo. ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. LIMITES DE COMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade. A recorrente tomou ciência do acórdão em 23/06/2005 e apresentou recurso em 25/07/2005. Em seu recurso reitera os argumentos apresentados em sede de impugnação e, em especial: Fl. 216DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13855.001340/200481 Acórdão n.º 130200.694 S1C3T2 Fl. 7 7 Fl. 217DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13855.001340/200481 Acórdão n.º 130200.694 S1C3T2 Fl. 8 8 Voto O recurso é tempestivo e deve ser conhecido. Entendo assistir razão à recorrente. Afirma o acórdão recorrido: Em síntese, a pessoa jurídica acima qualificada foi excluída do Simples por intermédio do Ato Declaratório Executivo nº 12, de 8 de setembro de 2004 (fl. 94), expedido pelo Delegado da Receita Federal em Franca, por exercer atividade vedada à opção pelo sistema, com fundamento no art. 9º, XIII da Lei nº 9.317/1996, mais especificamente, de acordo com o comunicado da exclusão de fl. 95, por prestar serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais, por caracterizar prestações de serviço profissional de engenharia. Conforme bem demonstrado no recurso, os serviços para os quais a recorrente foi contratada não precisam ser prestados por Engenheiro ou afins. Como demonstrado pelas notas fiscais anexadas ao recurso, são serviços de revestimento de PVC em silos, jateamento, retirada de telhas, colocação de calhas etc. Não há entre os serviços prestados nenhum que necessita ser prestado por engenheiro ou assemelhado, podendo ser prestados por mecânicos, pintores, montadores, torneiros e ajudantes, profissionais que pertencem ao quadro de funcionários da recorrente. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 13855.001340/200481 Acórdão n.º 130200.694 S1C3T2 Fl. 9 9 A autoridade fiscal, por sua vez, não trouxe provas de que serviços que necessitavam da presença de engenheiros foram prestados pela recorrente. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso, tornando insubsistente o ato declaratório de exclusão do simples e, por conseqüência, os lançamentos que decorreram da exclusão. (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello – relator ad hoc Fl. 219DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 22/03 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 10480.008123/2002-67
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MEDIDA JUDICIAL. LANÇAMENTO. POSSIBILIDADE.
A existência de medida judicial não impede o lançamento de ofício, que se não efetivado em tempo hábil será atingido pela decadência.
DEPÓSITO INTEGRAL. IMPROCEDÊNCIA DE MULTA E JUROS.
Na constituição de crédito tributário cujo montante foi integralmente depositado não cabe aplicação de multa nem de juros de mora.
DEPÓSITO JUDICIAL. RECOLHIMENTO A MENOR. MULTA DE OFÍCIO SOBRE A DIFERENÇA NÃO DEPOSITADA.
O depósito judicial relativo a tributos, quando realizado fora do prazo, é acrescido da multa de mora e dos juros respectivos, calculados até a data em que realizado, aplicando-se sobre o saldo a recolher a multa de ofício. De modo semelhante, quando depositado a menor a multa de ofício é aplicada sobre a diferença não recolhida, em vez de sobre o total devido em cada período de apuração.
Numero da decisão: 3401-002.158
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Júlio Cesar Alves Ramos.
JÚLIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente
EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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Recorrente JURANDIR PIRES & GALDINO CIA LTDA Recorrida DRJ RecifePE ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MEDIDA JUDICIAL. LANÇAMENTO. POSSIBILIDADE. A existência de medida judicial não impede o lançamento de ofício, que se não efetivado em tempo hábil será atingido pela decadência. DEPÓSITO INTEGRAL. IMPROCEDÊNCIA DE MULTA E JUROS. Na constituição de crédito tributário cujo montante foi integralmente depositado não cabe aplicação de multa nem de juros de mora. DEPÓSITO JUDICIAL. RECOLHIMENTO A MENOR. MULTA DE OFÍCIO SOBRE A DIFERENÇA NÃO DEPOSITADA. O depósito judicial relativo a tributos, quando realizado fora do prazo, é acrescido da multa de mora e dos juros respectivos, calculados até a data em que realizado, aplicandose sobre o saldo a recolher a multa de ofício. De modo semelhante, quando depositado a menor a multa de ofício é aplicada sobre a diferença não recolhida, em vez de sobre o total devido em cada período de apuração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Júlio Cesar Alves Ramos. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 00 81 23 /2 00 2- 67 Fl. 163DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10480.008123/200267 Acórdão n.º 3401002.158 S3C4T1 Fl. 164 2 EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de recurso voluntário contra acórdão da 2ª Turma da DRJ que manteve auto de infração eletrônico, relativo ao PIS Faturamento, cujos valores foram acompanhados de juros de mora e multa de ofício no percentual de 75%. Na impugnação a autuada alega ter depositado integralmente os valores lançados. A decisão recorrida julgou o lançamento procedente por interpretar que o depósito judicial não configura forma de extinção de crédito tributário, consoante estabelece o CTN no seu art. 156, e por considerar que ação judicial impetrada pela contribuinte diz respeito à cobrança de valores referentes aos Decretos nº 2.445 e 2.449/88, que não constituíram base legal para o Auto de Infração. No Recurso Voluntário a contribuinte insiste na improcedência da autuação, em virtude do depósitos integrais. Este Colegiado, considerando haver dúvida quanto à integralidade e momento dos depósitos judiciais, determinou diligência que retornou com a informação de fl. 143, a saber: 3. Item 1 e 2: Com exceção do depósito referente ao PA 08/1997 (fl. 13), que gerou um saldo devedor principal de R$ 3,39 (não atualizado), as cópias das guias de fls. 1217 não deixam dúvida de que os depósitos foram realizados de forma integral e em data anterior à lavratura do auto de infração. 4. Item 3: Por sua,vez, em resposta ao expediente de fl. 130, o Agente Depositário informou que não houve transformação em pagamento definitivo ou devolução dos valores depositados, apenas transferência para outra conta (fls. 131 142). Ademais, uma segunda conta foi identificada, a 1029.005.141064. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Relator Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos do Processo Administrativo Fiscal, pelo que dele conheço. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10480.008123/200267 Acórdão n.º 3401002.158 S3C4T1 Fl. 165 3 O Auto de Infração eletrônico em questão decorre de auditoria em DCTF. Como informa o Anexo I que o integra, o processo judicial, cujo número foi informado na DCTF como sendo 94128738, não teria sido comprovado. Todavia, junto com a impugnação foram acostadas cópias da Inicial e outros documentos da ação judicial nº 94.00128738 (fls. 18/29), bem como de Guias de Depósito Judicial a ela vinculados e correspondentes aos períodos autuados (fls. 12/17). Observando com atenção as cópias dos depósitos judiciais, verifiquei por ocasião da conversão em diligência que foram efetuados antes do lançamento e seus valores coincidem com os valores principais lançados, exceto numa diferença a menor no período de apuração 08/1997 (comparese a fl. 02 com as fls. 12/17). O resultado da diligência confirmou que todos são anteriores ao lançamento, e apenas no período de apuração 08/1997 é que não há integralidade: restou saldo devedor (principal) de R$ 3,39. Na forma do art. 151, II, do CTN, o depósito judicial integral, seja judicial ou administrativo, suspende a exigibilidade do crédito tributário. Tal suspensão acontece independentemente de ação judicial, inclusive. Quando há ação judicial, como no caso dos autos, após o trânsito em julgado o depósito será convertido em renda da União, caso o Fisco saia vitorioso na causa, ou então será levantado pelo contribuinte, se este lograr êxito. Desde que o depósito tenha sido integral, há suspensão da exigibilidade do crédito tributário e a conversão em renda equivale a um pagamento. Para tanto, quando realizado após o vencimento do tributo deve incorporar ao principal a correção monetária (quando for o caso), os juros e a multa de mora aplicáveis até a data de sua efetivação. Somente o depósito assim realizado pode ser considerado integral. É que o montante integral há de ser dimensionado na data em que realizado do depósito: se até o vencimento, sem encargos moratórios; se após, com os acréscimos moratórios, incluindo a multa em questão. A referendar este entendimento, o caput do art. 151 do CTN se refere a “crédito tributário” (tributo ou valor principal, juros e penalidades), e não simplesmente a “tributo”, esta a expressão empregada noutros artigos do mesmo Código para se referir ao montante do tributo, apenas, desacompanhado das penalidades. No sentido de exigência da multa até a data do depósito, o STJ já decidiu o seguinte (negritos acrescentados): REsp 221560 / RS ; RECURSO ESPECIAL 1999/00589459 Relator(a) MIN. GARCIA VIEIRA (1082), unânime. Órgão Julgador T1 PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 21/09/1999 Data da Publicação/Fonte DJ 25.10.1999 p. 65 PROCESSUAL TRIBUTÁRIO NULIDADE DO JULGADO POR VIOLAÇÃO AO ARTIGO 535 DO CPC FINSOCIAL SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO LEVANTAMENTO DO DEPÓSITO CORREÇÃO MONETÁRIA JUROS DE MORA – TRD MULTA. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10480.008123/200267 Acórdão n.º 3401002.158 S3C4T1 Fl. 166 4 Não há nulidade do acórdão que rejeita os embargos de declaração, se foram apreciadas e decididas todas as questões relevantes para o deslinde da controvérsia. Caso o depósito judicial seja efetuado de maneira integral, a exigibilidade do crédito tributário fica suspensa a partir de sua efetivação (artigo l5l, inciso II do CTN), mas até a data do depósito incidem os juros de mora e a multa, eis que havendo pedido de parcelamento, há confissão da dívida. Os juros de mora, e a correção monetária, a partir do depósito, são pagos pela instituição financeira depositária e não pelo contribuinte. A aplicação da TRD, como juros moratórios, para remunerar o capital,é diferente da aplicação da TRD como indexador para corrigir o débito. Nada impede a incidência de juros de mora equivalente à TRD sobre o débito confessado. Ressalto que a conversão do depósito em renda equivale a um pagamento à vista que, no entanto, só extingue a obrigação tributária no montante convertido. Na parcela igual à diferença não depositada a obrigação tributária subsiste, podendo e devendo o Fisco efetuar o lançamento correspondente, desde que respeitado o prazo decadencial. Tal lançamento pode ser efetuado após a conversão em renda, inclusive. A situação é semelhante à do pagamento antecipado, previsto no art. 150, § 1º, do CTN para a hipótese de tributo sujeito ao lançamento por homologação, em que a Fazenda pode e deve efetuar o lançamento de eventual diferença apurada a posteriori. Efetuado o depósito a menor, seja porque em valor inferior ao devido ou porque realizado após o vencimento sem a multa de mora e juros respectivos, devese promover a imputação, levandose em conta a data de cada depósito e os fatos geradores respectivos, de modo que incida multa de mora e juros de mora até a data de cada depósito realizado após o vencimento, se for o caso, e em seguida, sobre o saldo que restar a recolher, incida a multa de ofício de 75%, já que exigibilidade não resta suspensa, na parte recolhida a menor. Como a DRJ considerou que a multa de 75% deve incidir sobre o total devido em cada período de apuração, entendendo inexistir suspensão da exigibilidade, cabe reformála para se adotar a imputação descrita no parágrafo anterior. Daí o provimento parcial. Pelo exposto, dou provimento parcial para excluir a multa de ofício e os juros de mora, exceto sobre o saldo devedor de R$ 3,39 (três reais e trinta e nove centavos) no período de apuração 08/1997, onde, conforme o resultado da diligência, não houve depósito judicial integral. Somente sobre esse saldo devedor remanescem multa de ofício no percentual de 75% e juros de mora. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 166DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10480.008123/200267 Acórdão n.º 3401002.158 S3C4T1 Fl. 167 5 Fl. 167DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
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Numero do processo: 11070.001762/2009-62
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CONCOMITÂNCIA.
Existe concomitância quando no processo administrativo se discutir o mesmo objeto da ação judicial, hipótese em que a autoridade administrativa julgadora não deve conhecer o mérito do litígio, nos termos da Súmula CARF n.º 1.
Numero da decisão: 3803-003.679
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Souza, Jorge Victor Rodrigues e João Alfredo Eduão Ferreira.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente (assinado digitalmente) Juliano Lirani - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Souza, Jorge Victor Rodrigues e João Alfredo Eduão Ferreira.
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CONCOMITÂNCIA. Existe concomitância quando no processo administrativo se discutir o mesmo objeto da ação judicial, hipótese em que a autoridade administrativa julgadora não deve conhecer o mérito do litígio, nos termos da Súmula CARF n.º 1. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Juliano Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Souza, Jorge Victor Rodrigues e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra o indeferimento do Pedido de Ressarcimento e de Declaração de Compensação em relação a crédito de COFINS referente ao primeiro trimestre/2008. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 0. 00 17 62 /2 00 9- 62 Fl. 232DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 14/03/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por ALEXANDRE KERN 2 As fls. 142/143 sobreveio Despacho Decisório, por meio do qual o pleito foi indeferido com fundamento de ausência de previsão legal para o creditamento, uma vez que os créditos nas operações com substituição tributária no regime de tributação da não cumulatividade é vedado pelo art. 30, inciso I, alínea “a” da Lei n.º 10.833/2003. Assim, para os julgadores “a quo”, embora o art. 17 da Lei n.º 11.033/2004 tenha autorizado créditos em relação a vendas realizadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência do PIS e COFINS, por outro lado o art. 16 da Lei n.º 11.116/2005 ditou a regra de que a apuração dos créditos, nos termos do art. 17 da Lei n.º 11.033/2004, necessariamente precisam seguir a regra do art. 3º das Leis n.sº 10.637/2002 e 10.833/2003, razão pela qual há vedação do creditamento quando o produto adquirido estiver sob regime de substituição tributária e cuja saída esteja com suspensão das contribuições. Irresignado com a decisão, apresentou Manifestação de Inconformidade às fls. 145/146, sob os seguintes argumentos: · Em se tratando do regime da nãocumulatividade do PIS e da COFINS, se apura o crédito em razão da aquisição de insumos e bens para revenda, por meio da aplicação das alíquotas das contribuições sobre os valores de aquisição destes bens. Neste mesmo sentido, apura o débito mediante a aplicação das alíquotas das contribuições sobre o valor de venda das mercadorias que produz ou revende; · Com a edição da Medida Provisória n° 206/2004, art. 16, atualmente artigo art. 17 da Lei n° 11.033/04, os contribuintes cujas operações de venda são isentas, não tributadas, tributadas com alíquota zero, ou com suspensão, tem direito a manutenção dos créditos de PIS e COFINS decorrente da aquisição de insumos; · Alertou que o regime não cumulativo do PIS e a COFINS não é idêntico ao previsto para o IPI e ICMS, onde lá a sistemática de apuração daqueles tributos é feita pela técnica imposto contra imposto, onde o imposto pago na operação anterior serve para ser abatido do imposto gerado na operação presente; · Na não cumulatividade do PIS e da COFINS, não se perquire se houve ou não tributação da etapa anterior para fins de direito de crédito. Além do que deve ser observado o § 12 do art. 195 da CF, o qual prevê que as contribuições em exame serão não cumulativas, sem qualquer restrição ao creditamento. Às fls. 155/157 a DRJ de Porto Alegre proferiu o Acórdão n.º 1035.3642ª Turma, com o seguinte teor: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 INCONSTITUCIONALIDADE. LEGISLAÇÃO REGULARMENTE EDITADA. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 14/03/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11070.001762/200962 Acórdão n.º 3803003.679 S3TE03 Fl. 159 3 A autoridade administrativa não possui atribuição para apreciar a argüição de inconstitucionalidade ou de ilegalidade de dispositivos normativos, bem como a legislação regularmente editada goza de presunção de constitucionalidade e de legalidade. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA. PRODUTOS. AQUISIÇÃO. DISTRIBUIDOR/COMERCIANTE. REVENDA. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO LEGAL. No regime da nãocumulatividade da COFINS, a aquisição de produtos sujeitos à tributação concentrada não gera créditos para o comerciante na revenda/distribuição dos mesmos por expressa vedação legal, não se aplicando A hipótese a disposição contida no art. 17 da Lei n° 11.033, de 2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Com efeito, a DRJ manifestouse pelo indeferimento do pedido com fundamento na impossibilidade do reconhecimento, na esfera administrativa, da inconstitucionalidade do art. 30, inciso I, alínea “a” da Lei n.º 10.833/2003, que vedou a apuração de créditos em relação à operações sujeitas a substituição tributária. A DRJ ainda utilizou como argumento para indeferir o pleito, o fato de que não consta no contrato social da empresa a atividade de industrialização de qualquer dos bens objetos do pedido. Apontou ainda que as aquisições para as quais a empresa requer os créditos para o PIS e COFINS estão relacionadas no artigo 43 da Medida Provisória n° 2158 35 de 24 de agosto/2001 e na Lei n° 10.485/2.002, que por sua vez estão sujeitos aos regimes de substituição tributária e tributação monofásica respectivamente. Em outras palavras, entende a DRJ que as vendas realizadas pelo Recorrente, que por sua vez é comerciantes, fica desonerada da incidência das contribuições, já que diante da substituição tributária a obrigação pelo pagamento do tributo, se dá em relação as operações praticadas pelos fabricantes ou importadores. Deste modo, o art. 1° da Lei n° 10.485/2002 reduziu para zero as alíquotas das contribuições em relação à receita bruta auferida por comerciante, com a venda dos produtos para os quais se desejam os créditos e por esse motivo o creditamente é indevido. Os julgadores de primeiro grau, adotaram ainda a tese em relação a inexistência de direito aos créditos, ainda que o art. 17 da Lei n.º 11.033/2004 tenha dito caber créditos para as vendas realizadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência das contribuições, uma vez que o art. 16 da Lei n.º 11.116/2005 determina que a sua apuração Fl. 234DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 14/03/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por ALEXANDRE KERN 4 segue a regra disposta no art. 3º das Leis n.sº 10.637/2002 e 10.833/2003, que por sua vez proíbem créditos em relação as operações com substituição tributária. Inconformado com a decisão da DRJ, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário e basicamente repetiu seus argumentos já trazidos na Manifestação de Inconformidade e reforçou o seu direito aos créditos com fundamento no art. 17 da Lei n.º 11.033/2004, bem como no art. 195 da Constituição Federal, sob o argumento de que a norma constitucional não impôs qualquer restrição aos créditos. Por fim, requer que seu recurso seja conhecido e ao final que o seu direito creditório seja reconhecido. Em que pese a DRJ ter ingressado ao mérito e negado o pedido, cumpre informar que o Recorrente optou por discutir a matéria no Poder Judiciário, conforme citado às fl. 02. É o relatório. Voto Conselheiro Juliano Lirani O Recurso Voluntário é tempestivo e merece ser conhecido. Conforme se observa do contrato social, a Recorrente tem por objeto a revenda de máquinas agrícolas e a distribuição de peças, sendo que adquire os produtos das indústrias para posterior distribuição. Cumpre informar que estes produtos são vendidos sem a incidência do PIS e COFINS. O cerne da questão está em se apurar se há créditos em relação as vendas de produtos com suspensão do pagamento das contribuições, quando a lei estabelece o regime de substituição tributária. Alega o Recorrente que embora as vendas das máquinas e peças agrícolas estejam com a suspensão do pagamento do PIS e COFINS, ainda assim o art. 17 da Lei n.º 11.033/2004 confere o direito creditório e por essa razão tornase pertinente reproduzir a redação desta norma: Lei n.º 11.033/2004: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Em que pese a discussão de mérito, analisando os autos, constatei que a matéria aventada no presente Recurso Voluntário está sendo tratada na esfera judicial, conforme mencionado às fl. 02, tendo por objeto igual pretensão pleiteada administrativamente, qual seja, crédito referente ao PIS e CONFINS. Reputase idênticas 2 (duas) ações que possuam as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido, como determinam os §§ 1º e 2º do art. 301, do CPC: Art. 301: Fl. 235DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 14/03/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11070.001762/200962 Acórdão n.º 3803003.679 S3TE03 Fl. 160 5 “§ 1º Verificase a litispendência ou a coisa julgada, quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. § 2º Uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido.” Sobre a litispendência, leciona Nelson Nery Junior: “Ocorre a litispendência quando se reproduz ação idêntica a outra que já está em curso. As ações são idênticas quanto têm os mesmos elementos, ou seja, quando têm as mesmas partes, a mesma causa de pedir (próxima e remota) e o mesmo pedido (mediato e imediato). A citação válida é que determina o momento em que ocorre a litispendência (CPC 219 caput). Como a primeira já fora anteriormente ajuizada, a segunda ação, onde se verificou a litispendência, não poderá prosseguir, devendo ser extinto o processo sem julgamento do mérito (CPC 267 V).” (Código de Processo Civil Comentado, 6ª edição, RT, p. 655). Deste modo, optando a Recorrente pela via judicial ocasiona impedimento da manifestação do CARF a respeito na matéria em razão da concomitância verificada. Assim, aplicase a Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso quanto à matéria apreciada pelo Poder Judiciário. (assinado digitalmente) Juliano Lirani Relator Fl. 236DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 14/03/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 12898.000166/2010-38
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 24/02/2010
INFRAÇÃO. DEIXAR DE LANÇAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE.
A empresa é obrigada a lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos.
A empresa optante pelo lucro presumido somente estará dispensada de escriturar os fatos geradores de suas obrigação previdenciárias de forma discriminada, por estabelecimento e obra de construção civil, caso mantenha, devidamente escriturados, os livros Caixa e Registro de Inventários.
Numero da decisão: 2403-001.817
Decisão: Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 24/02/2010 INFRAÇÃO. DEIXAR DE LANÇAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. A empresa é obrigada a lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. A empresa optante pelo lucro presumido somente estará dispensada de escriturar os fatos geradores de suas obrigação previdenciárias de forma discriminada, por estabelecimento e obra de construção civil, caso mantenha, devidamente escriturados, os livros Caixa e Registro de Inventários.
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decisao_txt : Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Carolina Wanderley Landim.
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DEIXAR DE LANÇAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. A empresa é obrigada a lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. A empresa optante pelo lucro presumido somente estará dispensada de escriturar os fatos geradores de suas obrigação previdenciárias de forma discriminada, por estabelecimento e obra de construção civil, caso mantenha, devidamente escriturados, os livros Caixa e Registro de Inventários. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 89 8. 00 01 66 /2 01 0- 38 Fl. 648DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Carolina Wanderley Landim. Fl. 649DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12898.000166/201038 Acórdão n.º 2403001.817 S2C4T3 Fl. 3 3 Fl. 650DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I , Acórdão 12.33.217 da 12ª Turma, que julgou a impugnação improcedente. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de auto de infração (DEBCAD n° 37.195.3073) lavrado pela fiscalização, por ter a empresa deixado de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, conforme previsto no artigo 32, inciso I I , da Lei n° 8.212/91, c/c artigo 225, inciso I I , e parágrafos 13° a 17° Decreto n° 3.048/99. 2. Conforme Relatório Fiscal da Infração, de fls. 27/31, durante a auditoria fiscal a autoridade autuante observou na contabilidade da empresa que a mesma contabilizou de forma consolidada, na conta de despesa, denominada "Salários", os valores referentes à mão de obra própria empregada tanto na administração quanto nas obras, sem identificação, através de contas específicas ou, pelo menos, em subtítulos, das matrículas CEI correspondentes, contrariando, assim, o disposto no art. 225, § 13°, do Decreto n° 3.048/99. 3. Conforme Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, de fls. 05, o valor da penalidade pecuniária, ora cominada, teve como base os artigos 92 e 102, da Lei n° 8.212/91, e artigos 283, inciso II , alínea " a " e 373, ambos do Decreto n° 3.048/99, cujo valor mínimo foi atualizado pela Portaria MPS/MF n° 350, de 30/12/2009. 4. Não ocorreram quaisquer das circunstâncias agravantes previstas no artigo 290 do Decreto n° 3.048/99. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega o seguinte: · insubsistência da autuação fiscal dispensa de apresentação da escrituração contábil empresa optante do lucro presumido; Fl. 651DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12898.000166/201038 Acórdão n.º 2403001.817 S2C4T3 Fl. 4 5 · à época do período fiscalizado, a Recorrente era optante do regime de apuração pelo lucro presumido, o que, nos termos da legislação na qual se baseou a autuação, a desobrigava de manter a escrituração contábil de forma discriminada; · ainda que a ora Recorrente opte por fazer a escrituração comercial em livros Diário e Razão os quais foram analisados pela Fiscal tal faculdade não a obriga a seguir as regras restritas e específicas impostas a contribuintes obrigados à escrituração comercial (Lucro Real); · o Fisco teve a disponibilidade de toda a documentação pertinente para analisar a ocorrência dos fatos geradores da contribuição previdenciária, leiase, a escrituração comercial e as folhas de pagamento, não configurando a ausência dos Livros Caixa e de Registro de Inventário como óbice para usufruir da benesse trazida na Lei; · não há como prevalecer o v. acórdão recorrido em relação à manutenção da multa aplicada, ante a inexistência de normativo qualquer que obrigue a ora Recorrente à escrituração conforme exigido pela fiscalização, muito pelo contrário, já que a própria legislação lhe garante o direito de apresentála de forma simplificada, tal como o fez. É o relatório Fl. 652DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. Conforme descrito no Auto de Infração, a empresa deixou de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fato geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, II, combinado com o art. 225, II , e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Lei 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; Decreto 3048/99 Art.225. A empresa é também obrigada a: II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; §13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. §14. A empresa deverá manter à disposição da fiscalização os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas Fl. 653DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12898.000166/201038 Acórdão n.º 2403001.817 S2C4T3 Fl. 5 7 utilizadas na elaboração da folha de pagamento, bem como os utilizados na escrituração contábil. §15. A exigência prevista no inciso II do caput não desobriga a empresa do cumprimento das demais normas legais e regulamentares referentes à escrituração contábil. §16.São desobrigadas de apresentação de escrituração contábil: (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999) I o pequeno comerciante, nas condições estabelecidas pelo Decretolei nº 486, de 3 de março de 1969, e seu Regulamento; II a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, de acordo com a legislação tributária federal, desde que mantenha a escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário; e III a pessoa jurídica que optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que mantenha escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário. §17. A empresa, agência ou sucursal estabelecida no exterior deverá apresentar os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações referidas neste artigo à sua congênere no Brasil, observada a solidariedade de que trata o art. 222. A recorrente admite a conduta apontada pela fiscalização, porém discorda da autuação. Entende que por ser optante do regime de apuração pelo lucro presumido,estava desobrigada de apresentar a escrituração contábil discriminada, nos termos do §16°, do art. 225, do Decreto n°. 3.048/99, acima apresentado. Concordo com a decisão de primeira instância. A regra geral é que as empresas devem registrar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. A regra do artigo 225, §16, II, do Decreto 3048/99 desobriga a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, desde que mantenha a escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário. Entendo tal regra como uma faculdade. A recorrente apresentou a contabilidade por meio dos Livros Diário e Razão. Fl. 654DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Entendo que se essa foi a forma de contabilizar, a falta da discriminação dos fatos geradores de todas as contribuições, do montante das quantias descontadas, das contribuições da empresa e dos totais recolhidos caracterizam a infração. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 655DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/03/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10469.904110/2009-45
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Data do fato gerador: 30/09/2004
LOCAÇÃO DE BEM MÓVEL COM OU SEM MOTORISTA.SIMPLES
Constituindo-se a receita bruta da pessoa jurídica da locação de veículos, com ou sem motorista, não se aplicam os percentuais referidos no art. 5o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, alterado pela Lei no 9.732, de 11 de dezembro de 1998 com o acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) previsto no artigo 2º da Lei nº 10.034 de 24/10/2000, com as alterações posteriores, por não se configurar receita decorrente de prestação de serviços.
COMPENSAÇÃO DE DÉBITO. CRÉDITO COMPROVADO
Comprovada a existência de direito creditório, referente a pagamento indevido ou a maior, é permitida a sua utilização para a extinção de débitos mediante apresentação de Declaração de Compensação/PERDCOMP, ainda que para a demonstração do crédito a Declaração Simplificada IRPJ-SIMPLES Retificadora seja apresentada após a emissão do despacho decisório eletrônico expedido pela autoridade administrativa.
Reconhecido o direito creditório a favor da contribuinte inexiste óbice para homologação da compensação declarada no PER/DCOMP, no limite do crédito reconhecido.
Numero da decisão: 1802-001.566
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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COMPENSAÇÃO DE DÉBITO. CRÉDITO COMPROVADO Comprovada a existência de direito creditório, referente a pagamento indevido ou a maior, é permitida a sua utilização para a extinção de débitos mediante apresentação de Declaração de Compensação/PERDCOMP, ainda que para a demonstração do crédito a Declaração Simplificada IRPJ SIMPLES Retificadora seja apresentada após a emissão do despacho decisório eletrônico expedido pela autoridade administrativa. Reconhecido o direito creditório a favor da contribuinte inexiste óbice para homologação da compensação declarada no PER/DCOMP, no limite do crédito reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 90 41 10 /2 00 9- 45 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório Por economia processual e considerar pertinente, adoto o Relatório da decisão recorrida (fls.42/43) que a seguir transcrevo: Em 17/05/2005, foi recepcionada a declaração IRPJSIMPLES e CANCELADA VIA BATCH em 10/06/2009, fls. 23 a 30v. Em 24/11/2005, a interessada transmitiu PERDCOMP eletrônica n°32157.92201.241105.1.3.047056 , visando compensar DARFSIMPLES recolhido pela sistemática do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte — Simples — Código de Receita 6106, relativo a período de apuração setembro de 2004, no valor de R$ 3.236,40, pago em 11/10/2004, fls. 22 e 35, com débito de sua responsabilidade código 610600 SIMPLES no valor original de R$ 486,01, período de apuração setembro de 2005, vencimento 10/10/2005, fl. 05. Em 25/05/2009, a DRF/NatalRN emitiu Despacho Decisório eletrônico, com ciência em 02/06/2009, fl s. 01 e 02, não homologando a compensação declarada, sob o argumento de que o pagamento fora integralmente utilizado na quitação de outro débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação dos débitos informados na PER/DCOMP. Em 10/06/2009, a contribuinte transmitiu a declaração IRPJ SIMPLES RETIFICADORA e esta foi recepcionada e LIBERADA VIA BATCH na mesma data, fls. 32 e 33. A contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 24/06/2009, fl. 07, alegando, em síntese, que : 2.1. "No ano de 2004 a empresa acima citada calculou os seus impostos do ano todo equivocadamente com aliquotas referente a empresas destinadas a prestação de serviço, quando sua atividade era de Locação de automóveis e ônibus de passeio, estando sujeita as aliquotas de comércio." 2.2. Ao recalcularmos os impostos verificamos o engano e apuramos os créditos dos impostos a serem compensados sendo feita As referidas PER/DCOMP, de números: 27674.07713.09805.1.3.016758, 26471.73667.241105.1.3.04 6898,02852.23604.241105.1.3.04 3570,29745.89606.211105.1.3.048190, 32157.92201.241105.1.3.047056,01681.18571.29I205.1.3.04 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.904110/200945 Acórdão n.º 1802001.566 S1TE02 Fl. 3 3 9066, 26145.71503.310106.1.3.043279 e 00685.21710.250506.1.3.042330, porem, não foi retificada a Declaração Anual Simplificada PJSI 2005." 2.3. "Por este motivo que a Receita Federal do Brasil não constatou a existência do crédito, N AO HOMOLOGANDO, a compensação declarada. Para corrigir a situação foi feita retificação na PJSI 2005 a fim de demonstrarmos o direito ao qual temos de compensar o valor." Finalmente, informa que: 1 " A cópia da PJSI 2005 segue em anexo na impugnação do Despacho Decisório de n° 835772378.” A 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Recife/PE) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1135.541, de 25 de novembro de 2011 (fls.41/47), cientificado ao interessado em 31/01/2012. A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.41): ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Data do fato gerador: 30/09/2004 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INEXISTENTE Somente se comprovada a existência de direito creditório, referente a pagamento indevido ou a maior, é permitida a sua utilização na extinção de débitos mediante apresentação de Declaração de Compensação. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. UTILIZAÇÃO INTEGRAL. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Mantémse o despacho decisório que não homologou a compensação quando constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em Declaração Anual Simplificada PJSI. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO ANUAL SIMPLIFICADA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE ERRO MATERIAL. 0 erro do valor do débito apontado na Declaração Anual Simplificada PJSI, de cuja retificação resulte crédito ao sujeito passivo, precisa ser comprovado mediante apresentação de documentos hábeis. ALEGAÇÃO. COMPROVAÇÃO. A manifestação de inconformidade deve estar instruída com todos os documentos e provas que possam fundamentar as contestações de defesa. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Não têm valor as alegações desacompanhadas de documentos comprobatórios, quando for este o meio pelo qual devam ser provados os fatos alegados. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 28/02/2012, pelos mesmos fundamentos apresentados na manifestação de inconformidade. Em síntese, alega que calculou seus tributos através da alíquota referente às empresas destinadas à prestação de serviços, quando, a bem da verdade, a atividade exercida pela recorrente se amolda à alíquota de comércio, tendo em vista que, na prática, esta somente promove a operação de alugar bens moveis. Argúi que a alíquota dispensada à prestação de serviços encontrase em patamar superior àquela reservada para taxar as operações de comércio. E, desse modo, resta manifesto que a recorrente, ao indicar equivocadamente sua atividade como prestação de serviço, sofreu prejuízo, recuperável através das pertinentes compensações. Assim, requer seja julgado procedente o pedido de homologação da compensação em lide, alusiva ao período de apuração de 30/09/2004. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 32157.92201.241105.1.3.047056 (fls.03/06), transmitido em 24/11/2005, em que a contribuinte pretende compensar débito de Simples: R$ 563,04, código 6106, relativo ao mês de setembro de 2005, com a utilização de crédito no valor de R$ 3.236,40, decorrente de pagamento indevido ou a maior do Simples (DARF: código – 6106; Período de Apuração: 30/09/2004; Data de Arrecadação: 11/10/2004, Valor: R$ 9.709,20). Consta do mencionado PER/DCOMP (fl.04) que o crédito de R$ 3.236,40 foi informado em PERDCOMP Inicial: nº 29745.89606.241105.1.3.048190 e o “Crédito Original na Data da Transmissão” para a compensação de que trata os presentes autos é no valor de R$ 475,38. Conforme relatado, por intermédio do despacho decisório de fl.01, emitido em 25/05/2009 não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no PER/DCOMP, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação Fl. 70DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.904110/200945 Acórdão n.º 1802001.566 S1TE02 Fl. 4 5 de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Tanto em sede de primeira instância quanto na fase recursal, a recorrente alega que no ano de 2004 a empresa acima citada calculou os seus impostos do ano todo equivocadamente com alíquotas referente a empresas destinadas a prestação de serviço, quando sua atividade era de Locação de automóveis e ônibus de passeio, estando sujeita às alíquotas de comércio. Como fundamento para o indeferimento do pleito da recorrente, consta do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: ... A empresa em questão, conforme consta em Aditivo ao seu Contrato Social exerce a locação dos veículos com e sem motorista. Quando o veiculo é locado sem motorista, fica fora da lista de serviços da LC 116/2000. Mas quando é locado com motorista existe o serviço embutido. O certo seria a empresa declarar o Simples Federal separando os dois casos. Com motorista ficaria na alíquota majorada por ter prestação de serviços e sem motorista pegaria a alíquota de comércio. 10.5 Porém. no presente processo não consta documentação comprobatória, apresentada pela contribuinte, demonstrando quais e de qual forma as locações foram efetuadas. Portanto, mesmo que a reclamante tivesse apresentado a Declaração Anual Simplificada PJSI 2005 Retificadora antes do Despacho Decisório, tal alegação não prosperaria, por absoluta falta de provas. Como se sabe as provas devem ser carreadas no momento da manifestação de inconformidade, nos termos do Art. 16 do Decreto 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, rejeito a referida alegação. [...] Sobre a possibilidade de opção pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), de que trata a Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, da pessoa jurídica que explore contrato de locação de veículos, independentemente do fornecimento concomitante de mãodeobra de motorista, o Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 5, de 4 de maio de 2007 (DOU de 7.5.2007) dirimiu a questão do seguinte modo: Artigo único. Pode optar pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), de que trata a Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica que explore contrato de locação de veículos, independentemente do fornecimento concomitante de mãodeobra de motorista, desde que não se enquadre em qualquer das demais vedações legais a tal opção. Assim, inexiste óbice para que a empresa em questão, exercendo a locação dos veículos, com ou sem motorista, seja optante do Simples. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 A questão é saber qual a alíquota aplicável sobre a receita bruta mensal decorrente da mencionada atividade. Conforme o entendimento da decisão de primeira instância, acima transcrito, “A empresa em questão, conforme consta em Aditivo ao seu Contrato Social exerce a locação dos veículos com e sem motorista. Quando o veiculo é locado sem motorista, fica fora da lista de serviços da LC 116/2000. Mas quando é locado com motorista existe o serviço embutido. O certo seria a empresa declarar o Simples Federal separando os dois casos. Com motorista ficaria na alíquota majorada por ter prestação de serviços e sem motorista pegaria a alíquota de comércio. Sobre a majoração da alíquota a que se refere a decisão recorrida, o artigo 2º da Lei nº 10.034 de 24/10/2000, com as alterações posteriores, assim dispõe: Art. 1o Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às seguintes atividades: (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) I – creches e préescolas; (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) II – estabelecimentos de ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) III – centros de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga; (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) IV – agências lotéricas; (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) V – agências terceirizadas de correios; (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) VI – (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003 e vetado) VII – (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003 e vetado) Art. 2o Ficam acrescidos de 50% (cinqüenta por cento) os percentuais referidos no art. 5o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, alterado pela Lei no 9.732, de 11 de dezembro de 1998, em relação às atividades relacionadas nos incisos II a IV do art. 1o desta Lei e às pessoas jurídicas que aufiram receita bruta decorrente da prestação de serviços em montante igual ou superior a 30% (trinta por cento) da receita bruta total. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) Grifei Como se vê, o entendimento esboçado na decisão recorrida, é no sentido de que nos casos em que a empresa exerce a locação dos veículos com motorista existe o serviço embutido. O certo seria a empresa declarar o Simples Federal separando os dois casos. Com motorista ficaria na alíquota majorada por ter prestação de serviços e sem motorista pegaria a alíquota de comércio. A disposição legal acima descrita não prevê tal segregação. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.904110/200945 Acórdão n.º 1802001.566 S1TE02 Fl. 5 7 A interpretação da lei é literal. Em se tratando de pessoas jurídicas que aufiram receita bruta decorrente da prestação de serviços em montante igual ou superior a 30% (trinta por cento) da receita bruta total”, ficam acrescidos de 50% (cinqüenta por cento) os percentuais referidos no art. 5o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, alterado pela Lei no 9.732, de 11 de dezembro de 1998. A questão está bem demonstrada No "Perguntas e respostas", pergunta nº 136, constante do endereço eletrônico http://www. receita. fazenda. gov.br/pessoa jurídica/dipj/2004/pergresp2004/pr110a202.htm: 136 As empresas com receita bruta acumulada da prestação de serviços maior ou igual a 30% (trinta por cento) da receita bruta acumulada total estão sujeitas a percentuais diferenciados? O que a legislação determina é que se a pessoa jurídica auferir receita bruta acumulada decorrente da prestação de serviços em montante igual ou superior a 30% (trinta por cento) da receita bruta total acumulada, o valor devido mensalmente será determinado mediante a aplicação, sobre a receita bruta mensal auferida, dos percentuais constantes das perguntas 132 e 134. Para determinação do percentual a ser utilizado, é necessário, primeiramente, identificar, separadamente, os seguintes valores: RBAsv = receita bruta acumulada de serviços; RBAnsv = valor da receita bruta acumulada não decorrente da prestação de serviços; RBAtot = receita bruta acumulada total (soma algébrica de RBAsv e RBAnsv). Dividindose RBAsv por RBAtot encontraremos um número, multiplicando este por 100 obteremos o percentual equivalente à prestação de serviços, que chamaremos de PERsv . Apenas no caso de PERsv ser maior ou igual a 30% (trinta por cento) é que devem ser aplicados os percentuais majorados. No caso de em determinado mês a empresa se sujeitar aos percentuais majorados, mas em mês posterior isso não acontecer, poderá recolher, neste último caso, o DarfSimples sem se utilizar dos percentuais diferenciados. Exemplo 1 : Considere um salão de beleza que também efetua a venda de produtos. O referido salão é optante pelo Simples na condição de ME, é não contribuinte do IPI, e não há convênio celebrado com estado ou município. Essa empresa obteve em janeiro de 2004 receita bruta da venda de produtos no valor de R$3.000,00. No mesmo mês a sua receita bruta de serviços foi de R$5.000,00, totalizando uma receita bruta no valor de R$8.000,00. Nesse Fl. 73DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 caso, a tributação no mês de janeiro deverá ser feita da seguinte maneira: RBAsv = R$5.000,00 RBAnsv = R$3.000,00 RBAtot = RBAsv + RBAnsv = R$8.000,00 PERsv = (RBAsv/RBAtot) x 100 = (5.000/8.000)x100 = 62,5% Como PERsv foi maior ou igual a 30%, a empresa deve utilizar os percentuais majorados indicados na Tabela S3 constante da pergunta 132. RBAtot = R$8.000,00. Logo, a alíquota correspondente é a de 4,5%. Para se calcular o DarfSimples, multiplicase o valor da receita bruta mensal total pela alíquota correspondente (como tratase do mês de janeiro, neste exemplo, a receita bruta mental total é igual à receita bruta acumulada total): DarfSimples = 8.000,00 x 4,5% = R$360,00 Portanto, a aplicação do percentual não se dá de forma diferenciada sobre a receita bruta segregada (comércio/serviços) e sim, com as mesmas alíquotas acrescidas de 50% sobre a receita bruta total mensal. Na decisão recorrida restou afirmado que a empresa quando exerce a locação dos veículos com motorista existe o serviço embutido e nesse passo deveria ser aplicada a alíquota majorada por ter prestação de serviços. Divirjo da majoração por entender que o contrato de locação de veículos com motoristas não configura locação de mão de obra, atividade impeditiva de optar pelo Simples, como implicitamente observado no Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 5, de 4 de maio de 2007, tampouco desnatura o contrato de locação do bem móvel. Também não há falar em serviço de transporte, pois, na locação de veículos, mesmo que com motorista, o locatário adquire a posse direta do veículo, tendo total ingerência sobre ele e o objeto do contrato não é o transporte, nos termos do artigo 730 do Código Civil, que assim dispõe: “Art. 730. Pelo contrato de transporte alguém se obriga, mediante retribuição, a transportar, de um lugar para outro, pessoas ou coisas.” A questão está explicitada pela jurisprudência, vejamos: “ISS. Contrato de locação de bem móvel. Motoristas cedidos pela locadora. Não desnatura o contrato de locação a circunstância de a empresa locadora pôr à disposição da locatária manobristas para o melhor aproveitamento dos veículos cedidos. Recurso extraordinário não conhecido. (...) A espécie evoca a freqüente de locação de automóvel, quando a empresa coloca, ao dispor do cliente, um motorista que conduz o carro segundo a orientação do locatário. À vista do objeto principal de tais avenças, não se nega sua natureza de locação. Afirmao, a propósito, com a autoridade de especialista no tema, Bernardo Ribeiro de Moraes. Menciona o consagrado professor Fl. 74DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.904110/200945 Acórdão n.º 1802001.566 S1TE02 Fl. 6 9 o seguinte caso prático, que prefigura locação de bem móvel, de acordo com os elementos típicos desse negócio jurídico: ‘(...) o locador de veículos (automóveis, barcos, aviões, etc.) apenas entrega o veículo ao locatário para que este guie ou conserve o veículo em seu poder durante certo período de tempo. Essa locação pode ser feita com ou sem condutor, fato que não desnatura o contrato (o essencial é que o objeto do contrato não seja o transporte).’ (Doutrina e Prática do Imposto sobre Serviços.São Paulo: RT, 1975, PP. 3723.” (STF, 2ª Turma, RE nº 107.363/SP, Rel. Min. FRANCISCO REZEK, DJ 01.08.86) “Anulatória de débito fiscal. ISSQN. Contratos de transporte e de locação. Locação armada ou ‘time charter’. Admissibilidade e caracterização. Observância aos limites do poder de tributar. No contrato de transporte ou fretamento, em que se dá o veículo a frete, há a constituição de uma mera obrigação de fazer, ou seja, o transporte por um número de viagens ajustado (ponto a ponto), um prazo certo e mediante quantia determinada, ou seja, frete. Por outro lado, o contrato de aluguel se caracteriza na cessão de posse imediata do veículo, através de contrato de locação e mediante o recebimento do aluguel. Pode o locador ceder o uso do veículo a outrem, por certo tempo, já devidamente armado e equipado. Nesse caso, se o locador se submete às condições baixadas pelo locatário quanto ao cumprimento de horários estabelecidos e ao controle de presença e permanência dos empregados em serviço, à alteração unilateral pelo locatário dos horários da prestação dos serviços, bem como da escola a ser atendida e, ainda, obedece às rotas apresentadas pelo locatário, o serviço do motorista constitui mero acessório ao contrato principal de locação de coisa, qual a do ônibus, caracterizando o contrato de locação ‘time charter’. É imperiosa a imposição de limites ao poder de tributar. E a observância dos conceitos jurídicos constitui um desses limites. Somente o legislador poderá atribuir efeitos tributários distintos, alterando o alcance e o conteúdo dos institutos e conceitos do Direito Privado, se inexistir obstáculo na Constituição.Não o intérprete e aplicador da lei". (TJMG, Processo nº 1.0024.02.8025427/001, Rel. Des. GOUVÊA RIOS, DJ 05.11.2004) Com efeito, constituindose a receita bruta da pessoa jurídica da locação de veículos, com ou sem motorista, não se aplicam os percentuais referidos no art. 5o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, alterado pela Lei no 9.732, de 11 de dezembro de 1998 com o acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) previsto no artigo 2º da Lei nº 10.034 de 24/10/2000, com as alterações posteriores, por não se configurar receita decorrente de prestação de serviços. O Despacho Decisório expedido em 25/05/2009, pela DRF/NatalRN foi proferido com base na Declaração IRPJSIMPLES/2005, retificada, apresentada em 17/05/2005, porém esta fora cancelada pela Receita Federal conforme se observa no extrato à fl.23. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 No caso em tela, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de compensação, pode ser visualizada na Declaração Anual Simplificada — IRPJSIMPLES/ 2005, Retificadora, transmitida em 10/06/2009, “recepcionada e LIBERADA VIA BATCH na mesma data, fls. 23 e 24”. Compulsandose os autos, verificase que a declaração retificadora mantém os mesmos valores das receitas brutas mensais declaradas na DIPJSimples, retificada, a saber: Janeiro 7.300,00; Fevereiro 40.300,00; Março 37.550,00; Abril 44.480,00; Maio 69.520,00; Junho 49.280,03; Julho 43.740,00; Agosto 46.040,00; Setembro 104.400,00; Outubro 6.800,00; Novembro 49.320,00; Dezembro 112.495,38.Tal verificação é essencial ao deslinde da questão. No caso em tela, o valor da receita bruta acumulada até setembro de 2004 resulta no total de R$ 338.210,03. Sobre o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta mensal, o artigo 5º da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996 que trata do Simples Federal assim dispõe: Art. 5° O valor devido mensalmente pela microempresa e empresa de pequeno porte, inscritas no SIMPLES, será determinado mediante a aplicação, sobre a receita bruta mensal auferida, dos seguintes percentuais: (Vide Lei 10.034, de 24.10.2000) ... II para a empresa de pequeno porte, em relação à receita bruta acumulada dentro do anocalendário: a) até R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais): 5,4% (cinco inteiros e quatro décimos por cento); b) de R$ 240.000,01 (duzentos e quarenta mil reais e um centavo) a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais): 5,8% (cinco inteiros e oito décimos por cento); c) de R$ 360.000,01 (trezentos e sessenta mil reais e um centavo) a R$ 480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais): 6,2% (seis inteiros e dois décimos por cento); d) de R$ 480.000,01 (quatrocentos e oitenta mil reais e um centavo) a R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais): 6,6% (seis inteiros e seis décimos por cento); e) de R$ 600.000,01 (seiscentos mil reais e um centavo) a R$ 720.000,00 (setecentos e vinte mil reais): 7% (sete por cento). ... Grifei Consta da declaração retificada (fl.29) que a pessoa jurídica para cálculo do Simples a pagar relativo ao mês de setembro de 2004 utilizou o percentual de 9,30%, do seguinte modo: FICHA 04A DEMONSTRAÇÃO DAS RECEITAS E DO SIMPLES A PAGAR ( )CONTRIB.D0 IPI ( )CONTRIB.D0 ICMS ( )CONTRIB.D0 ISS 12.SIMPLES DEVIDO ATE 0 VAL.DA REC.BR.DE R$ 720.000,00 REC.BRUTA ACUM.ATE 0 LIM.DE EMPRESA DE PEQ.PORTE(EPP) Fl. 76DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.904110/200945 Acórdão n.º 1802001.566 S1TE02 Fl. 7 11 13.RECEITA BRUTA NO MES 104.400,00 14.PERCENTUAL APLICADO 9,30% ........................... 22. TOTAL DO SIMPLES A PAGAR 9.709,20 Considerando a Receita bruta acumulada de R$ 338.210,03 em setembro de 2004 e o limite legal de R$ 240.000,01 a R$ 360.000,00, o correto seria aplicar o percentual de 5,8% e não 9,30% sobre a receita bruta mensal auferida em setembro de 2004, a saber: 13.RECEITA BRUTA NO MES 104.400,00 14.PERCENTUAL APLICADO 5,8% ........................... 22. TOTAL DO SIMPLES A PAGAR 6.472,80 Sendo este o valor da receita bruta mensal demonstrado nas Declarações Simplificadas Retificada e Retificadora (fl.29 e 33), resta inequívoca a diferença do indébito (9.709,20 6.472,80 = 3.236,40) apontado pela recorrente no PERDCOMP de que trata os presentes autos. Ademais, é de se observar nos extratos expedidos pela Receita Federal que após o “DEMONSTRATIVO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS CADASTRADOS” (fl.34), “DEMONSTRATIVO DE PAGAMENTOS CADASTRADOS” (fl.35), restou disponível o valor de R$ 3.236,40 conforme o “DEMONSTRATIVO DE VINCULAÇÃO ” (extrato fl.28). Portanto, comprovada a existência de direito creditório, referente a pagamento indevido ou a maior, é permitida a sua utilização para a extinção de débitos mediante apresentação de Declaração de Compensação/PERDCOMP, ainda que para a demonstração do crédito a Declaração Simplificada IRPJSIMPLES Retificadora – liberada pela Receita Federal seja apresentada após a emissão do despacho decisório eletrônico expedido pela autoridade administrativa. Vale lembrar que o crédito de R$ 3.236,40 foi informado em PERDCOMP Inicial: nº 29745.89606.241105.1.3.048190 e o “Crédito Original na Data da Transmissão” para a compensação de que trata os presentes autos é no valor de R$ 475,38. Assim, reconhecido o direito creditório a favor da contribuinte inexiste óbice para homologação da compensação declarada no PER/DCOMP, no limite do crédito remanescente. Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 12 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 13839.001819/99-51
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1993, 1994, 1995
DECADÊNCIA. FORMA DE CONTAGEM. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ, CONFORME RECURSO ESPECIAL Nº 973.733/SC SUBMETIDO AO REGIME DO ART. 543-C DO CPC. Por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, impõe-se a observância das decisões proferidas pelo STJ sob a sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil. No Recurso Especial nº 973.733/SC restou pacificado que a aplicação do prazo previsto no art. 150, §4º do CTN, está condicionada à realização do pagamento antecipado do tributo sujeito ao lançamento por homologação. Do contrário, aplica-se o prazo previsto no art. 173, I do CTN.
Recurso Extraordinário da Procuradoria da Fazenda Nacional Provido.
Numero da decisão: 9900-000.267
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso extraordinário da Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os conselheiros Susy Gomes Hoffmann, Manoel Coelho Arruda Júnior, Maria Teresa Martinez Lopez, Claudemir Rodrigues Malaquias, Nanci Gama, Karem Jureidini dias, Jose Ricardo da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmar Fonseca de Menezes, Elias Sampaio Freire, Rodrigo Cardozo Miranda, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Moisés Giacomelli Nunes da Silva.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Susy Gomes Hoffmann, Manoel Coelho Arruda Júnior. Maria Teresa Martinez Lopez, Claudemir Rodrigues Malaquias, Nanci Gama, Marcelo Oliveira, Karem Jureidini dias, Júlio César Alves Ramos, João Carlos de Lima Júnior, Jose Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Júnior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Elias Sampaio Freire Valmir Sandri, Henrique Pinheiro Torres, Rodrigo Cardozo Miranda Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rodrigo da Costa Possas. Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Francisco Assis de Oliveira Júnior, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Fabiola Cassiano Keramidas.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1993, 1994, 1995 DECADÊNCIA. FORMA DE CONTAGEM. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA STJ, CONFORME RECURSO ESPECIAL Nº 973.733/SC SUBMETIDO AO REGIME DO ART. 543C DO CPC. Por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, impõese a observância das decisões proferidas pelo STJ sob a sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil. No Recurso Especial nº 973.733/SC restou pacificado que a aplicação do prazo previsto no art. 150, §4º do CTN, está condicionada à realização do pagamento antecipado do tributo sujeito ao lançamento por homologação. Do contrário, aplicase o prazo previsto no art. 173, I do CTN. Recurso Extraordinário da Procuradoria da Fazenda Nacional Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso extraordinário da Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os conselheiros Susy Gomes Hoffmann, Manoel Coelho Arruda Júnior, Maria Teresa Martinez Lopez, Claudemir Rodrigues Malaquias, Nanci Gama, Karem Jureidini dias, Jose Ricardo da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmar Fonseca de Menezes, Elias Sampaio Freire, Rodrigo Cardozo Miranda, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Moisés Giacomelli Nunes da Silva. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 18 19 /9 9- 51 Fl. 302DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/ 04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13839.001819/9951 Acórdão n.º 9900000.267 CSRFPL Fl. 3 2 (Assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Susy Gomes Hoffmann, Manoel Coelho Arruda Júnior. Maria Teresa Martinez Lopez, Claudemir Rodrigues Malaquias, Nanci Gama, Marcelo Oliveira, Karem Jureidini dias, Júlio César Alves Ramos, João Carlos de Lima Júnior, Jose Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Júnior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Elias Sampaio Freire Valmir Sandri, Henrique Pinheiro Torres, Rodrigo Cardozo Miranda Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Rodrigo da Costa Possas. Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Francisco Assis de Oliveira Júnior, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Fabiola Cassiano Keramidas. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/ 04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13839.001819/9951 Acórdão n.º 9900000.267 CSRFPL Fl. 4 3 Relatório A PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL, irresignada com o decidido no Acórdão CSRF/0201.976, proferido na sessão da CSRF de 04/07/2005, apresentou recurso extraordinário ao pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF, com fulcro no artigo 9°. do Regimento Interno da CSRF, aprovado pela Portaria MF n° 58/1998, vigente à época da aludida decisão. O recurso está sendo processado em observância ao art. 4°. da Portaria MF 256/2009, que aprovou o atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, e assim dispõe (redação dada pela Portaria MF 446/2009): “Art. 4º os recursos com base no inciso I do art. 7º, no art. 8º e no art. 9º do regimento interno da câmara superior de recursos fiscais, aprovado pela portaria MF nº 147, de 25 de junho de 2007, interpostos contra os acórdãos proferidos nas sessões de julgamento ocorridas em data anterior à vigência do anexo ii desta portaria, serão processados de acordo com o rito previsto nos artigos 15 e 16, no art. 18 e nos artigos 43 e 44 daquele regimento. (NR)” A matéria recorrida referese à forma de contagem de prazo decadencial (termo de início), sendo que o acórdão recorrido firmou entendimento que por se tratar de lançamento por homologação (art. 150, § 4º do CTN), o prazo decadencial é contado do fato gerador, que ocorre a cada mes, tendo o fisco cinco anos, a partir dessa data, para efetuar o lançamento. A Recorrente pleiteia que o prazo decadencial seja contado na forma do artigo 173, I do CTN, conforme já decidido pela CSRF no acórdão 0103.125 de 2000, para afastar a decadência dos períodos de apuração de dezembro/1993 a novembro/1995 (fl. 275). O recurso foi admitido conforme despacho do então presidente da CSRF às fls. 281, sendo que o contribuinte foi regularmente intimado a apresentar contrarrazões. É o que importa relatar. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/ 04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13839.001819/9951 Acórdão n.º 9900000.267 CSRFPL Fl. 5 4 Voto Conselheiro Jorge Celso Freire da Silva, Relator. O recurso extraordinário é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. De início cumpre lembrar que o escopo do Recurso Extraordinário (REX) ao Pleno da CSRF era dirimir divergências jurisprudencial no âmbito das turmas da própria CSRF, que deve ser comprovada pelo recorrente mediante apresentação de julgado de outra turma superior com decisão dispare. Logo, não se trata de mais uma instância administrativa, pelo descabe a apreciação de quaisquer outras matérias anteriormente tratadas no litígio, que não aquelas que ensejou o seguimento do REX. No presente caso, a matéria admitida referese à forma de contagem e o termo de inicio do prazo decadencial nos tributos lançados por homologação. Este Conselho tinha entendimento pacificado no sentido de que nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito é a ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, § 4º do CTN, independentemente da realização (ou não) de pagamento antecipado do tributo pelo contribuinte. Vejase, a título ilustrativo, ementa de v. acórdão proferido pela Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, verbis: “ACÓRDÃO 910100.619 Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF 1a. Turma da 1a. Câmara. Matéria DECADÊNCIA DECADÊNCIA. O prazo decadencial deve ser computado a teor do previsto no parágrafo 4º do artigo 150 do CTN, pois o que se homologa é a atividade do contribuinte e não o pagamento do tributo.” (Processo no 10875.005130/200354, Sessão de 05 de julho de 2010;Recorrente FAZENDA NACIONAL, Interessado VALTRA DO BRASIL LTDA.) Contudo, em 21/12/2010, foi editada a Portaria n. 586/2010, pela qual foi alterado o regimento interno desta Corte Administrativa para, entre outras providências, determinar que “as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (RI/CARF, art. 62A). Em vista de referida regra regimental, impõese a observância in casu do entendimento firmado pelo E. Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Recurso Especial nº 973.733/SC, o qual estabelece que o prazo quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado somente nas hipóteses em que o contribuinte não realiza o pagamento antecipado do tributo sujeito a lançamento por homologação. Verbis: Fl. 305DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/ 04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13839.001819/9951 Acórdão n.º 9900000.267 CSRFPL Fl. 6 5 “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.” (REsp 973.733/SC (2007/01769940), STJ, Primeira Seção, Relator Ministro LUIZ FUX, j. 12/08/2009, DJe 18/09/2009, RDTAPET vol. 24 p. 184). Fl. 306DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/ 04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13839.001819/9951 Acórdão n.º 9900000.267 CSRFPL Fl. 7 6 No que interessa ao presente julgamento, o acórdão acima, submetido ao regime do art. 543C, do CPC, pacificou o seguinte entendimento, verbis: (i) o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito; e No caso, não houve recolhimento antecipado do PIS e sim depósitos judiciais dos anoscalendário de 1991 a 1995 (insuficientes), sendo que o auto de infração foi cientificado em setembro de 1999 (fl.182). Registro que deposito judicial não é pagamento à luz do art. 156 a 163 do CTN. Depósito e pagamento são dois institutos completamente distintos, sendo que o deposito extingue o credito tributário somente a partir da conversão em renda e o pagamento na data de sua realização. Portanto, consideradas (i) as disposições Regimentais do CARF; (ii) a data de ocorrência do fato gerador do tributo; (iii) a data de ciência do lançamento; e (iv) a inexistência de recolhimento antecipado do tributo, impõese afastar o decurso do prazo decadencial em observância ao art. 173, I do CTN. Registrese que não se faz necessário novo julgamento em segunda instância haja vista que as demais matérias em litígio já foram apreciadas no acórdão competente, sendo que a decadência se deu em apenas parte dos períodos de apuração autuados. Conclusão Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso especial da Procuradoria da Fazenda Nacional para, no mérito, darlhe provimento tão somente para afastar a decadência dos períodos de apuração de dezembro/1993 a novembro/1995. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Fl. 307DF CARF MF Impresso em 12/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/ 04/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/04/2013 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO
score : 1.0
Numero do processo: 10630.720914/2009-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
Valor Da Terra Nua - VTN- Laudo De Avaliação.
O artigo 8, da Lei 9.393 de 1996, determina que o VTN refletirá o valor de mercado no dia 1º de janeiro de cada exercício. O VTN poderá ser demonstrado através de laudo de avaliação. O dados do SIPT só devem permanecer se o contribuinte não conseguir demonstrar o valor adequado de mercado.
Numero da decisão: 2202-002.134
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração apresentados para, rerratificando o Acórdão n.º 2202-01.689, de 13/03/2012, sanando a contradição apontada, atribuir efeitos infringentes para dar provimento parcial ao recurso para considerar o Valor da Terra Nua como sendo R$ 2.318.584,48
(assinado digitalmente)
Nelson Mallmann Presidente
(assinado digitalmente)
Pedro Anan Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odmir Fernandes.
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
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O artigo 8, da Lei 9.393 de 1996, determina que o VTN refletirá o valor de mercado no dia 1º de janeiro de cada exercício. O VTN poderá ser demonstrado através de laudo de avaliação. O dados do SIPT só devem permanecer se o contribuinte não conseguir demonstrar o valor adequado de mercado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração apresentados para, rerratificando o Acórdão n.º 220201.689, de 13/03/2012, sanando a contradição apontada, atribuir efeitos infringentes para dar provimento parcial ao recurso para considerar o Valor da Terra Nua como sendo R$ 2.318.584,48 (assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (assinado digitalmente) Pedro Anan Junior Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 63 0. 72 09 14 /2 00 9- 74 Fl. 164DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odmir Fernandes. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10630.720914/200974 Acórdão n.º 2202002.134 S2C2T2 Fl. 121 3 Relatório Contra o contribuinte EDMILSON FIRME SIMÃO JUNIOR, foi emitida, em 02/09/2009, a Notificação de Lançamento n° 06103/00029/2009, de fls. 01/05, consubstanciando o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, exercício de 2004, tendo como objeto o imóvel rural denominado Sitio Mateus", cadastrado na RFB sob o n° 3.827.4183, com area declarada de 6.301,7 ha, localizado no Município de Ataléia — MG. O crédito tributário apurado pela fiscalização compõese de diferença no valor do ITR de R$ 25.400,43 que, acrescida dos juros de mora, calculados até 24/08/2009 (R$ 16.698,24) e da multa proporcional (R$ 19.050,32), perfaz o montante de R$ 61.148,99. Pelo que consta da descrição dos fatos (ás fls. 02/03), a ação fiscal iniciouse com intimação ao contribuinte para, relativamente a DITR, do exercício de 2004, apresentar Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT com fundamentação e grau de precisão II, com anotação de responsabilidade técnica ART registrada no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados, sendolhe informado que a falta de apresentação do laudo de avaliação ensejaria o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do Sistema de Preços de Terra SIPT da RFB Não obstante o laudo de avaliação apresentado, o mesmo foi rejeitado pela autoridade fiscal, em razão do valor apurado, por hectare', de R$ 195,84, ter ficado fora do campo de arbítrio previsto nas normas da ABNT (NBR 14.6533), de 10%, para mais ou menos, do valor encontrado pelo autor do trabalho de avaliação, conforme descrito, de forma mais detalhada, às fls. 02/03. Em razão disso, a Autoridade Fiscal decidiu lavrar a presente Notificação de Lançamento, com a rejeição do VTN declarado de R$ 41.119,00 (R$ 6,52/ha), que entendeu subavaliado, arbitrandoo em R$ 6.301.700,00 ou R$ 1.000,00/ha (aptidão agrícola "pastagem/pecuária", com base no Sistema de Preps de Terras (SIPT), instituído pela Receita Federal, com conseqüente aumento do VTN tributado, disto resultando imposto suplementar de R$ 25.400,43, conforme demonstrativo de fl. 04. A descrição dos fatos e os enquadramentos legais da infração, da multa de oficio e dos juros de mora constam das fls. 02/03e 05. Cientificado do lançamento em 15/09/2009 (tela SUCOP de fl. 105), o Impugnante, por meio de seu procurador legalmente constituído (fl. 30), apresentou em 30/09/2009 a impugnação de fls. 16/29, acompanhada dos documentos de fls. 37/103. A 1ªTurma da Delegacia de Receita Federal de Julgamento de Brasília, ao analisar o pleito, julgou improcedente a impugnação, através do acórdão 0335.487, de 10 de fevereiro de 2010, consubstanciado na seguinte ementa: Fl. 166DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN 4 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 2004 DO PROCEDIMENTO FISCAL NULIDADE O procedimento fiscal foi instaurado de acordo com a legislação vigente, possibilitando ao contribuinte exercer plenamente o contraditório e a ampla defesa, não havendo que se falar em qualquer irregularidade capaz de macular o lançamento. DO VALOR DA TERRA NUA SUBAVALIAÇÃO. Para fins de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no menor VTN/ha apontado no SIPT, exigese que o Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, atenda aos requisitos essenciais das Normas da ABNT (NBR 14.6533), principalmente no que tange aos dados de mercado coletados, de modo a atingir fundamentação e Grau de precisão II, demonstrando, de forma convincente, o valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto (1°/01/2004), bem como, a inferioridade de suas terras em relação As demais classes de terras da região, de modo a justificar a revisão pretendida. Devidamente cientificado dessa decisão, o contribuinte apresenta tempestivamente recurso, onde reitera os argumentos da impugnação. A fazenda nacional interpõe Embargos de Declaração onde se opõe contra a contradição no voto condutor no acórdão 220201.689, de 13 de março de 2012, em relação ao reestabelecimento do Valor da Terra Nua – VTN declarado pelo Recorrente, tendo em vista a utilização do VTN médio utilizado pela DITR, sendo que a autoridade lançadora utilizou a aptidão agrícola, conforme fls. 13. Entendo que assiste razão à Embargante, uma vez que há contradição no valor do VTN utilizado pela autoridade lançadora e o considerado pelo relator em seu voto condutor. Desta forma, há omissão a ser saneada uma vez que o voto condutor embasou seu voto em fundamento equivocado. É o relatório. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10630.720914/200974 Acórdão n.º 2202002.134 S2C2T2 Fl. 122 5 . Voto Conselheiro Pedro Anan Junior Relator O presente Embargos de Declaração onde se opõe contra a contradição no voto condutor no acórdão 220201.689, de 13 de março de 2012, em relação ao reestabelecimento do Valor da Terra Nua – VTN declarado pelo Recorrente, uma vez que considerei em meu voto que a autoridade lançadora teria se utilizado VTN médio utilizado pela DITR. A embargante levanta de maneira correta que a autoridade lançadora utilizou a aptidão agrícola, conforme fls. 13. Desta forma entendo que assiste razão à Embargante, uma vez que há contradição no valor do VTN utilizado pela autoridade lançadora e o considerado pelo relator em seu voto condutor. Desta forma, o acórdão 220201.689, de 13 de março de 2012, merece ser reformado. Em relação ao VTN, a autoridade lançadora arbitrou o valor em R$ 1.000,00 uma vez que o Recorrente não apresentou laudo técnico de avaliação que preenchesse os requisitos da ABNT. No que diz respeito ao Valor da Terra Nua para fins de apuração do ITR, o artigo 8º, da Lei nº 9.393, de 1996, determina que ele refletirá o preço de mercado de terras apurado no dia 1º de janeiro do ano a que se referir o DIAT, e será considerado auto avaliação da terra nua a preço de mercado. No caso em concreto a autoridade lançadora utilizou os dados constantes no Sistema de Preços de Terra – SIPT, uma vez que o contribuinte não apresentou laudo técnico de avaliação que preenchesse os requisitos da ABNT para suportar o valor adotado pelo Recorrente. Já o contribuinte apresentou o laudo de avaliação, elaborado por profissional devidamente cadastrado no CREA .No caso em concreto foi arbitrado o valor do VTN com base nas informações constantes do SIPT, Entendo que os valores do SIPT não podem ser utilizados nesse caso, uma vez que o Recorrente apresentou laudo técnico de avaliação onde preenche parcialmente os requisitos constantes na ABNT. No caso ao item B.4 do anexo B da norma ABNT NBR146533, que estabelece um campo de arbítrio de 10% (dez por cento) em torno dovalor calculado, dentro do qual o responsável pela avaliação poderá estimar ovalor pesquisado, desde que devidamente justificado, que no caso em concreto estaria entre R$ 367,93/ha até R$ 449,67/ha. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN 6 Desta forma, entendo que devemos acolher para o VTN o valor por hectare do Laudo com base na norma da ABNT que ficaria em R$ 367,93 por hectare. Desta forma, conheço do recurso e no mérito dou provimento ao recurso parcial ao recurso apresentado pelo Recorrente. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 169DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/02/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN
score : 1.0
Numero do processo: 10680.010104/2005-97
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
IRPJ E CSLL - DESÁGIO OBTIDO NA COMPRA DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASES NEGATIVAS DE TERCEIROS PARA UTILIZAÇÃO NO REFIS - VALOR DO GANHO - MOMENTO DO RECONHECIMENTO.
Tributa-se no momento em que produz os efeitos que lhe são próprios e específicos (redução de acréscimos legais na consolidação dos débito incluídos no REFIS), o deságio obtido na aquisição de prejuízos fiscais de terceiros. O valor tributável é o efetivamente utilizado na redução dos débitos.
CONTROLE DE LEGALIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO - NECESSIDADE DE ANÁLISE DAS ALEGAÇÕES DO CONTRIBUINTE QUE AFETAM O CRÉDITO CONSTITUÍDO - DEDUTIBILIDADE DE MULTAS E JUROS NO ÂMBITO DO REFIS.
Se foi constituído crédito tributário em razão de pagamento com deságio de tributos e, noutro giro, se o contribuinte alega que afeta tal crédito o cômputo das despesas com os pagamentos de juros e multas incluídos definitivamente no REFIS, em controle de legalidade, não se deve negar a exata quantificação do crédito tributário pelo cômputo das multa e juros dedutíveis, não anteriormente deduzidas, incluídos no REFIS.
Numero da decisão: 9101-001.532
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, 1) por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional; 2) por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso do contribuinte para excluir da base tributável as multas de mora e juros não decorrentes de lançamento de oficio e incluídos no REFIS. Vencidos os Conselheiros João Carlos de Lima Júnior e Henrique Pinheiro Torres.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Karem Jureidini Dias- Relatora.
EDITADO EM: 16/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinhiro Torres (Presidente substituto), Francisco de Sales Ribeiro Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmir Sandri, Valmar Fonseca de Menezes, José Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima.
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
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FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 IRPJ E CSLL DESÁGIO OBTIDO NA COMPRA DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASES NEGATIVAS DE TERCEIROS PARA UTILIZAÇÃO NO REFIS VALOR DO GANHO MOMENTO DO RECONHECIMENTO. Tributase no momento em que produz os efeitos que lhe são próprios e específicos (redução de acréscimos legais na consolidação dos débito incluídos no REFIS), o deságio obtido na aquisição de prejuízos fiscais de terceiros. O valor tributável é o efetivamente utilizado na redução dos débitos. CONTROLE DE LEGALIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO NECESSIDADE DE ANÁLISE DAS ALEGAÇÕES DO CONTRIBUINTE QUE AFETAM O CRÉDITO CONSTITUÍDO DEDUTIBILIDADE DE MULTAS E JUROS NO ÂMBITO DO REFIS. Se foi constituído crédito tributário em razão de pagamento com deságio de tributos e, noutro giro, se o contribuinte alega que afeta tal crédito o cômputo das despesas com os pagamentos de juros e multas incluídos definitivamente no REFIS, em controle de legalidade, não se deve negar a exata quantificação do crédito tributário pelo cômputo das multa e juros dedutíveis, não anteriormente deduzidas, incluídos no REFIS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 01 04 /2 00 5- 97 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS 2 Acordam os membros do colegiado, 1) por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional; 2) por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso do contribuinte para excluir da base tributável as multas de mora e juros não decorrentes de lançamento de oficio e incluídos no REFIS. Vencidos os Conselheiros João Carlos de Lima Júnior e Henrique Pinheiro Torres. (ASSINADO DIGITALMENTE) Henrique Pinheiro Torres Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Relatora. EDITADO EM: 16/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinhiro Torres (Presidente substituto), Francisco de Sales Ribeiro Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmir Sandri, Valmar Fonseca de Menezes, José Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pelo contribuinte e pela Fazenda, em face do Acórdão n° 10709.518, de 15/10/2008. O auto de infração exige IRPJ, CSLL, Contribuição ao PIS e COFINS, do anocalendário de 2000, em razão da não tributação do ganho representado por deságio obtido na aquisição de terceiros de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa de CSLL, utilizados no âmbito do REFIS. Impugnado o lançamento, sobreveio acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo que julgou o lançamento procedente. Interposto Recurso Voluntário, o acórdão da Sétima Câmara da Primeira Seção do CARF, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para reduzir o valor tributável. A decisão recorrida foi ementada nos seguintes termos: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2000 IRPJ E CSLL DESÁGIO OBTIDO NA COMPRA DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASES NEGATIVAS DE TERCEIROS PARA UTILIZAÇÃO NO REFIS VALOR DO GANHO MOMENTO DO RECONHECIMENTO Tributase no momento em que produz os efeitos que lhe são próprios e específicos (redução de acréscimos legais na consolidação dos débito incluídos no REFIS), o deságio obtido na aquisição de prejuízos fiscais de terceiros. O valor tributável é o efetivamente utilizado na redução dos débitos. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010104/200597 Acórdão n.º 9101001.532 CSRFT1 Fl. 3 3 A Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial (fls. 329/333), no qual requer a reforma do acórdão recorrido na parte em que reduziu o montante tributável. Alega que “se o fato gerador ocorre no momento em que a autuada manifestou sua pretensão de utilizar os créditos, a quantificação dos tributos devidos e, portanto, apuração da base de cálculo, darseá pelo valor dos créditos oferecidos pelo contribuinte subtraído pelo valor da aquisição”. O Despacho de fls. 335/336, verificando se tratar de Recurso contra acórdão não unânime, deu seguimento. O contribuinte apresentou suas contrarrazões às fls. 346/364. Ato contínuo, o contribuinte também interpôs Recurso Especial (fls. 365/395), no qual requereu a reforma do acórdão quanto às seguintes matérias: a) Direito da recorrente ao registro contábil da receita de deságio no momento em que houve homologação das compensações de multas e juros com créditos adquiridos de terceiros. Ou seja, discute o contribuinte o momento do registro contábil do ganho: a partir do pedido de utilização dos prejuízos fiscais no anocalendário de 2000 (conforme entendeu acórdão recorrido) ou apenas com a homologação das compensações pelo fisco. b) Cálculo a maior do pretenso lucro tributável pelo IRPJ e pela CSLL (inobservância do princípio da competência na apuração do suposto ganho). c) Direito da recorrente de ter descontados os juros e as multas compensados no âmbito do REFIS na reformulação do lucro real atinente ao ano de 2000. Em Despacho de Admissibilidade de nº 140000.332, foi dado seguimento parcial ao Recurso, apenas no tocante ao item “b” (possibilidade de dedutibilidade, da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, dos juros e multas incidentes sobre os débitos consolidados pelo REFIS). Quanto aos demais itens, segundo o despacho, não houve demonstração da divergência para o item “a”, e o item “c” não diverge daquele tratado no item “b”, já admitido. Em reexame de admissibilidade das matérias não conhecidas, o Despacho nº 140000.323, manteve a decisão anterior, negandose seguimento em relação às alegações “a” e “c”. A Fazenda Nacional apresentou suas contrarrazões as fls. 512/514. É o relatório. Voto Conselheira Karem Jureidini Dias Tratase de Recurso Especial interposto pelo contribuinte e pela Fazenda Nacional. Inicio pela análise do Recurso Especial da Fazenda. No tocante ao Recurso da Fazenda, a matéria cingese ao momento em que se dá a efetiva utilização do crédito e, consequentemente, do fato gerador, o que determinará o Fl. 3DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS 4 montante a ser tributado. Alega a Fazenda que a quantificação dos tributos deve ser no momento do pedido de utilização dos prejuízos fiscais (31/08/2000), resultando no valor oferecido pelos créditos subtraído do valor de aquisição. O contribuinte, por outro lado, entende que, para a correta apuração do lucro tributável com a aquisição de créditos de terceiro (ganhos com cessão de crédito), apenas devem ser considerados aqueles créditos decorrentes de compensações homologadas. Delimitando a lide, esclareço que o contribuinte não nega a existência de matéria tributável decorrente do deságio obtido no aproveitamento de prejuízos adquiridos de terceiros, bem como que o seu entendimento foi objeto de Recurso Especial, nesta parte inadmitido. Resta saber se prevalece para o momento em que auferido o ganho e seu efetivo montante a posição da d. Fazenda Nacional ou do acórdão recorrido. A despeito das considerações feitas na declaração de voto, tem razão o voto condutor (relator original) do acórdão recorrido no sentido de que deu parcial provimento ao Recurso do contribuinte para reduzir o valor tributável a R$ 2.740.772,00. Tal montante representa, sem prejuízo do Recurso Especial do contribuinte, o ganho auferido pelo contribuinte, resultante da diferença entre o valor dos prejuízos efetivamente utilizados na redução de juros e multas e o custo de aquisição dos prejuízos. Adoto a premissa de que partiu o mencionado voto no sentido de que “tanto o imposto quanto a contribuição social sobre lucro tem como materialidade de incidência a renda, assim entendida, nos precisos termos do art. 43 do CTN, o acréscimo patrimonial”, razão pela qual “de nada adiantaria ao contribuinte adquirir créditos com deságio e manter esses créditos em seu ativo, sem realização efetiva do ganho”. A efetiva realização do ganho e sua consequente tributação seria não no momento e no montante da aquisição dos prejuízos, como argumentou a fiscalização, mas no momento e na proporção em que houve a utilização dos créditos tributários oriundos dos prejuízos adquiridos na liquidação de juros e multas na consolidação do REFIS. Este é o momento e a proporção em que se dá o acréscimo patrimonial passível de tributação pelo IRPJ e pela CSLL, independentemente de estar a “aceitação plena” da utilização dos prejuízos sujeita à implementação de condição. Nesse sentido é o artigo 117 do Código Tributário Nacional, que assim dispõe: Art. 117. Para os efeitos do inciso II do .artigo anterior e salvo disposição de lei em contrário, os atos ou negócios jurídicos condicionais reputamse petfeitos e acabados: I Sendo suspensiva a condição, desde o momento de seu implemento; II sendo resolutória a condição, desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio. E no mesmo sentido concluiu o voto condutor: A utilização na liquidação de multa e juros no âmbito do REFIS, ainda que a aceitação plena tenha se dado em momento posterior, implementase a condição que marcou a extinção do crédito tributário representado pelos acréscimos legais compensados. A extinção produz efeitos desde o momento do pedido de utilização dos prejuízos fiscas5 (31.08.2000), porque é esse o momento da efetiva utilização dos créditos. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010104/200597 Acórdão n.º 9101001.532 CSRFT1 Fl. 4 5 Pelo exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, porquanto sem reparos o r. acórdão recorrido. De outra parte, o Recurso Especial do contribuinte, na parte em que conhecido, versa sobre a possibilidade de dedutibilidade, da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, dos juros e multas incidentes sobre os débitos consolidados pelo REFIS. O acórdão, neste ponto, entendeu que tal discussão não integraria o processo: “o litígio constante dos autos referese à ausência de contabilização/apropriação e, consequentemente não oferecimento à tributação, do ganho obtido (deságio) na aquisição de créditos de terceiros. No caso, o reconhecimento da receita referente ao ganho/deságio não está subordinado à dedução das multas e juros ditos não contabilizados. São fatos independentes. (...) Poderseia admitir que a fiscalização deveria ter levado em conta, na redução do ganho, a contrapartida do passivo não contabilizado, representado pelos juros e multas incidentes sobre os débitos consolidados no REFIS que se refiram ao período de 10 de janeiro de 2000 a 31 de março de 2000 (data da consolidação do REFIS), ou seja, dentro do anocalendário objeto da ação fiscal. Entretanto, essa mensuração não se mostrava, e DRJ se mostra nessa fase do processo viável, pois implicaria a decomposição de todos os débitos, alguns com exigibilidade suspensa, além de ter que se verificar se as multas são dedutíveis: Claro que o contribuinte tem todo o direito de refazer sua contabilidade para usufruir de eventuais efeitos positivos do refazimento das despesas incorridas à vista das recuperadas via deságio agora tributado. A Fazenda Nacional, por seu turno, em contrarrazões, aduziu que “as multas e os juros não se subsumem ao conceito de despesas dedutíveis constantes do RIR e que, por essa razão, não haveria respaldo para que a fiscalização realizasse a inclusão de tal montante na valoração da base de cálculo, procedimento que demandaria “via adequada para eventual retificação”: “Nesta oportunidade será definida a possibilidade da dedução e, se pertinente, serão realizados os complexos cálculos que envolvem a questão, na medida em que implica a decomposição de todos os débitos, destacandose que alguns se encontram com exigibilidade suspensa, o que modifica o montante pleiteado”. Cumpre esclarecer que esta é a única matéria do Recurso Especial do contribuinte admitida, conforme despacho de admissibilidade de fls. 357: Quanto à matéria, assim discorreu o voto condutor do acórdão recorrido: "(...) Poderseia admitir que a fiscalização deveria ter levado em conta, na redução do ganho, a contrapartida do passivo não contabilizado, representado pelos juros e multas incidentes sobre os débitos consolidados no REFIS Fl. 5DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS 6 que se refiram ao período de 10 de janeiro de 2000 a 31 de março de 2000 (data da consolidação do REFIS), ou seja, dentro do anocalendário objeto da ação fiscal. Entretanto, essa mensuração não se mostrava, e não se mostra nessa débitos, alguns com exigibilidade suspensa, além de ter que se verificar se as multas são dedutiveis. Claro que o contribuinte tem todo o direito de refazer sua contabilidade para usufruir de eventuais efeitos positivos do refazimento das despesas incorridas à vista das recuperadas via deságio agora tributado." Logo, de acordo com tal decisão, os juros e multas incidentes sobre os débitos consolidados no REF1S, no período de janeiro a março de 2000, não foram levados em conta na redução do ganho, pois não seria viável apurálos naquele julgamento. O primeiro paradigma nada informa sobre tal possibilidade, até mesmo porque foi proferido levandose em consideração contextos fáticos e jurídicos diversos, de sorte que não conferiu à lei tributária interpretação divergente daquela dada pelo acórdão recorrido. Quanto ao segundo paradigma, neste juizo de cognição sumária, entendo que restou comprovada a divergência de interpretação. Sendo, vejamos, a fundamentação do respectivo voto condutor, in verbis: “Com relação ao presente item, alega a Recorrente que a fiscalização, bem como a r. decisão recorrida, não reconheceu como dedutível a importância de R$10.360.936,48, lançada a titulo de juros de mora no ano calendário de 2000, momento em que referido valor foi reconhecido como devido, em vista de ter desistido das discussões administrativas para efeito de sua adesão ao REFIS. De acordo com o disposto no §1° do art. 41 da Lei n. 8.981/95, a dedutibilidade de despesas pelo regime de competência não se aplica os tributos e contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa, nos termos dos incisos II a IV do art.151 do CTN, independentemente de haver ou não depósito judicial. Dessa forma, os valores correspondentes a juros e/ou multas relativos a tributo cuja exigibilidade esteja suspensa por força do art. 151, incisos II a IV, da Lei n. 5.172/66, constituem meros acessórios do tributo, submetendose as mesmas regras de dedutibilidade impostas ao principal, devendo, por isso, ser adicionados ao lucro liquido do período de apuração para fins de determinação do lucro real. No presente caso, a despeito da r. decisão recorrida entender que não há que se falar em valores vinculados a períodos anteriores, ou de ajustes de exercícios anteriores, porque o crédito somente passou a integrar o patrimônio da contribuinte após sua aquisição de terceiros, conforme quis fazer crer a autoridade lançadora, concluiu que a mera quitação de multa e juros, com créditos próprios ou de terceiros, não influencia na base de cálculo do IRPJ ou da CSLL, eis que a dedução das multas de mora e juros de mora se sujeita ao regime de competência, não se alterando em função da forma de liquidação. Ocorre como já dito acima, a dedutibilidade de despesas pelo regime de competência não se aplica aos tributos e contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa, nos termos dos incisos II a IV Fl. 6DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.010104/200597 Acórdão n.º 9101001.532 CSRFT1 Fl. 5 7 do art. 151 do CTN, independentemente de haver ou não depósito judicial.” A despeito de o acórdão recorrido, que apreciando o tema, rejeitou a sua análise meritória, bem como das alegações da Fazenda Nacional, que apontaram não ser o presente processo a via adequada para atender ao pleito do contribuinte, entendo que é justamente por envolver o controle de legalidade do crédito tributário é que a matéria deve ser apreciada. Aliás, esse é o único momento em que se pode verificar o quantum devido, o qual, por sua vez, demanda justamente as alegações do contribuinte que implicam na quantificação do crédito tributário objeto do lançamento impugnado. Tal argumentação sempre constou dos autos e não pode deixar de ser apreciada sob pena de cerceamento de defesa, mormente porque pertinente a, se acolhida no mérito, alterar o montante devido. Neste passo, o Recurso Especial do contribuinte requer seja o direito de ter apreciada a dedutibilidade dos juros e da multa, reduzindo o montante do ganho auferido pela aquisição com deságio de prejuízo (justamente para a quitação dos juros e multa), o que foi reconhecido em um dos acórdãos paradigmas, conforme mencionado no despacho de admissibilidade recursal. Conforme consta do acórdão paradigma, a dedutibilidade de despesas pelo regime de competência é diversamente aplicada aos tributos e contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa, independentemente de depósito judicial e, neste passo, a multa e os juros constituem meros acessórios dos tributos, submetendose as mesmas regras de dedutibilidade, pelo que merecem ser apreciadas. Noutra ocasião, julgando caso análogo (processo administrativo nº 13976.000111/200472), em função da alegação do contribuinte de que é no controle de legalidade que sua base deveria ser verificada, bem como os efeitos da multa e dos juros do REFIS, inclusive do quantum debeatur do deságio obtido na utilização de prejuízos fiscais, manifesteime no sentido de que deveriam ser tomadas providências para verificação da dedutibilidade de juros e multa incidentes sobre os débitos consolidados pelo REFIS. Naquele processo, a Câmara decidiu, por unanimidade de votos, em converter inicialmente o julgamento em diligência para que “as multas e os juros lançados para resultado de exercícios anteriores tivessem seus montantes devidamente segregados entre aqueles de natureza compensatória (denúncia espontânea efetuada no âmbito do REFIS), e aqueles decorrentes de infrações fiscais, nos termos do PN CST Nº 61/79 (por exemplo, multas lançadas de ofício)”. Em breve síntese, ao final daquele julgamento foi acolhida a dedutibilidade de tais despesas, reduzindo o montante do ganho auferido, porquanto é neste tribunal que se perfaz o efetivo controle de legalidade do crédito tributário. Nessa mesma linha de entendimento, voto no sentido de que se, de um lado, deve ser tributado o deságio apurado na aquisição de prejuízos, com as feições decididas no acórdão recorrido, por outro lado, para a apuração do quantum debeatur, vale dizer, na liquidação do acórdão, devem ser considerados como elementos redutores os juros e as multas que não foram anteriormente deduzidos. Nesse aspecto, só podem ser consideradas as multas de mora e juros incluídos no âmbito do REFIS, já que as multas de ofício não são dedutíveis, nos termos do Parecer Normativo CST nº 61/79 Fl. 7DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS 8 Pelo exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Especial da Fazenda Nacional e por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso Especial do contribuinte, para excluir da base tributável as multas de mora e juros não decorrentes de lançamento de ofício e incluídos no REFIS, desde que não tenham sido anteriormente deduzidos. É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Relator Fl. 8DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS
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