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Numero do processo: 11060.002160/2005-18
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano calendário: 2000, 2001, 2002, 2003 ARBITRAMENTO DO LUCRO. AUSÊNCIA DE LIVROS E DOCUMENTOS FISCAIS E COMERCIAIS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS.–O arbitramento é modalidade ou regime de apuração do lucro. A não apresentação dos livros e documentos necessários à apuração do lucro presumido trimestral, apesar de reiteradas intimações, implica no arbitramento do lucro. Os depósitos bancários sem comprovação podem ser tomados como receita conhecida, servindo de base de cálculo dos tributos. ARBITRAMENTO DO LUCRO. APRESENTAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO EM FASE DE JULGAMENTO. A apresentação de livros e documentos somente na fase de julgamento, não tem o condão de invalidar o lançamento de ofício efetuado com base no arbitramento do lucro, pois não existe arbitramento condicional. AUTUAÇÃO COM USO DE INFORMAÇÕES DA CPMF - MATÉRIA SUMULADA - O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente Súmula CARF Nº 35. PRESUNÇÃO LEGAL E ÔNUS DA PROVA – Nas infrações lançadas por presunção legal cabe ao sujeito passivo o ônus da prova de que o fato presumido não ocorreu. PRESUNÇÃO LEGAL – OMISSÃO DE RECEITAS BASEADA NOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. Caracterizam-se como omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Fl. 731 DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA.Não há impedimento na legislação tributária para que a apuração do lucro arbitrado tenha como base as receitas omitidas apuradas com fundamento na presunção legal instituída pelo artigo 42 da Lei nº 9.430/96, baseada nos depósitos bancários com recursos de origem não comprovada, considerados, por presunção, como receita bruta da pessoa jurídica. LANÇAMENTOS REFLEXOS – CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS – CSLL, PIS e COFINS. Decorrendo as exigências da mesma imputação que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada a mesma decisão proferida para o imposto de renda, na medida em que não há fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa.
Numero da decisão: 1802-000.775
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Turma/DRJ/Santa Maria/RS Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário: 2000, 2001, 2002, 2003 ARBITRAMENTO DO LUCRO. AUSÊNCIA DE LIVROS E DOCUMENTOS FISCAIS E COMERCIAIS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS.– O arbitramento é modalidade ou regime de apuração do lucro. A não apresentação dos livros e documentos necessários à apuração do lucro presumido trimestral, apesar de reiteradas intimações, implica no arbitramento do lucro. Os depósitos bancários sem comprovação podem ser tomados como receita conhecida, servindo de base de cálculo dos tributos. ARBITRAMENTO DO LUCRO. APRESENTAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO EM FASE DE JULGAMENTO. A apresentação de livros e documentos somente na fase de julgamento, não tem o condão de invalidar o lançamento de ofício efetuado com base no arbitramento do lucro, pois não existe arbitramento condicional. AUTUAÇÃO COM USO DE INFORMAÇÕES DA CPMF MATÉRIA SUMULADA O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente Súmula CARF Nº 35. PRESUNÇÃO LEGAL E ÔNUS DA PROVA – Nas infrações lançadas por presunção legal cabe ao sujeito passivo o ônus da prova de que o fato presumido não ocorreu. PRESUNÇÃO LEGAL – OMISSÃO DE RECEITAS BASEADA NOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. Caracterizamse como omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Fl. 731DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Não há impedimento na legislação tributária para que a apuração do lucro arbitrado tenha como base as receitas omitidas apuradas com fundamento na presunção legal instituída pelo artigo 42 da Lei nº 9.430/96, baseada nos depósitos bancários com recursos de origem não comprovada, considerados, por presunção, como receita bruta da pessoa jurídica. LANÇAMENTOS REFLEXOS – CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS – CSLL, PIS e COFINS. Decorrendo as exigências da mesma imputação que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada a mesma decisão proferida para o imposto de renda, na medida em que não há fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa – Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, André Almeida Blanco, Nelso Kichel, Edwal Casoni De Paula Fernandes Junior e João Francisco Bianco. Relatório Por economia processual e bem resumir a lide adoto o Relatório da decisão recorrida (fl.248/250) que transcrevo a seguir: Versa o presente processo sobre Autos de Infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Programa de Integração Social — PIS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — COFINS e Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), às fls. 03 22, referente aos anoscalendário de 2000 a 2003, pelos quais exigese da empresa em epígrafe crédito tributário no valor total de RS 911.592,77 (discriminado à 11.02), inclusos os consectários legais até 30/06/2005. A autuação decorre de arbitramento do lucro tendo em vista que o contribuinte estando autorizado a optar pela tributação com base no lucro presumido, deixou de cumprir as obrigações acessórias relativas a sua determinação, ou seja, não possuir nem a escrituração contábil tampouco escriturou Livro Caixa, no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2003. Foi apurado ainda omissão de receita caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. A relação de valores creditados em conta corrente, as transferências entre Fl. 732DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11060.002160/200518 Acórdão n.º 180200.775 S1TE02 Fl. 294 3 contas e o valor mensal dos depósitos bancários de origem não comprovada estão demonstradas as folhas 28 a 39. A fiscalização utilizou os seguintes percentuais para determinação do lucro arbitrado: 9,6%, sobre o valor da receita bruta declarada sujeita ao percentual de 8%, usado pelo contribuinte para determinar o lucro presumido; 38,4%, sobre o valor da receita bruta declarada sujeita ao percentual de 32%, usado pelo contribuinte para determinar o lucro presumido; 38,4%, sobre o valor da receita omitida apurada mediante os depósitos bancários de origem não comprovada conforme disposto no § 1° do artigo 24 da Lei nº 9.249, de 1995. No Relatório da Ação Fiscal (fls. 2327) consta o detalhamento dos procedimentos fiscais e das infrações apuradas pela fiscalização. Relativamente às imposições tributarias incidentes sobre PIS, COFINS e CSLL, registrou os autuantes que os lançamentos são decorrentes da fiscalização do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, na qual foram apuradas as infrações, ocasionando, por conseguinte insuficiência na determinação da base de cálculo dessas contribuições. As bases legais das infrações estão citadas nos Autos de Infrações e os extratos bancários do contribuinte constam dos anexos I e II. Cientificado do lançamento em 01/08/2005, o contribuinte apresenta em 29/08/2005, a impugnação de fls. 205 a 227, alegando, em síntese: Descabimento do arbitramento Que após a autuação constatou ter condições de realizar a escrituração contábil referente aos anos anteriores a 2004. Todavia, dada a complexidade das operações, o prazo que a legislação lhe confere para apresentação de defesa na esfera administrativa é inferior ao tempo necessário para a realização da mencionada escrituração. Que a oportuna apresentação da mencionada escrituração no curso do processo tornará inviável o arbitramento do lucro, consoante reiteradamente decidido pela jurisprudência judicial e administrativa, conforme acórdãos que cita à fl. 207. Inexistência da omissão de receitas Que estava vedada a utilização das informações da CPMF para instaurar o procedimento fiscal. O acesso do Fisco aos dados sigilosos referentes às movimentações financeiras da impugnantc somente poderia ocorrer após o advento da Lei n° 10.174, de 09 de janeiro de 2001 que conferiu nova redação ao parágrafo 3° do art. 11 da Lei n° 9.311/96. Fl. 733DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Assim, não pode o Fisco utilizar os dados da movimentação financeira c efetuar o lançamento de eventual débito do período base 2000 até 09/0112001. A aplicação retroativa da lei maltrata o princípio constitucional do direito adquirido e do ato jurídico perfeito (art. 5 0, XXXVI, da CF). Sobre o assunto, cita ementas de decisão do TRF da 4 a RE (11s. 208/209). Que mediante apresentação das planilhas de fls. 182 a 199 justificou e provou a origem e o destino dos valores que circularam em suas contas bancárias. Salienta, que em virtude da natureza de suas operações é usual que terceiros a quem presta serviços depositem valores na sua conta para a compra de materiais a serem empregados na prestação destes mesmos serviços, não se tratando de receitas da impugnante. Que para o arbitramento tributário com base em suposta omissão de receitas não basta o exame da movimentação financeira, com desconsideração da renda consumida ou outros sinais exteriores de riqueza, conforme bem assinala decisão proferida por esta DRJ no processo n° 11060.001259/9768. Que não está provado que o movimento bancário está associado a um aumento de patrimônio, a um consumo, a uma riqueza nova, em fim, a uma disponibilidade financeira tributável, o que inviabiliza as exigências fiscais. Meros depósitos bancários não representam nenhuma dessas hipóteses necessárias para a ocorrência do fato gerador do Imposto de Renda, definido pelo art. 43 do CTN. Sobre o assunto, cita os doutrinadores de Ives Gandra da Silva Martins, Marilene Talarico Martins Rodrigues, a Súmula 182 do extinto Tribunal Federal de Recursos e Acórdãos do Conselho de Contribuintes e Câmara Superior de Recursos Fiscais. Que não se trata de uma presunção legal de infração a legislação tributária (omissão de receita) e, portanto, deveriam ter sido aprofundadas as investigações, procurando demonstrar o efetivo aumento do patrimônio e/ou consumo do contribuinte, através de outros sinais exteriores de riqueza, a exemplo do levantamento de gastos efetuados pelos cheques emitidos. Que não havendo omissão de receitas, descabe o arbitramento, muito menos levando em conta o percentual de 32%, que não corresponderia à receita preponderante da impugnante. Que ao desconsiderar documentos fiscais idôneos, desnaturar as operações efetuadas e proceder ao arbitramento com base em dados irreais, o procedimento fiscal contraria os princípios da tipicidade das obrigações tributárias, da busca da verdade real, da imparcialidade e da capacidade contributiva, previstos no CTN e na Constituição Federal. Finalmente, requer: a) o deferimento de prazo para juntada de novos documentos especificamente a contabilidade da Autuada; b) com base nas razões acima e prova documental a ser produzida, a insubsistência dos Autos de Infração ora impugnados. Fl. 734DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11060.002160/200518 Acórdão n.º 180200.775 S1TE02 Fl. 295 5 A decisão de primeira instância julgou PROCEDENTES os lançamentos de fls. 03 a 22, mediante o Acórdão nº 186.957, de 19/04/2007, da 1ª Turma da DRJ/STM (fls.246/258), assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003 ARBITRAMENTO DO LUCRO A falta de escrituração contábil ou de manutenção do livro Caixa, por parte de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, constitui hipótese de arbitramento do lucro. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS A partir de 01/01/1997, os valores depositados em instituições financeiras, de origem não comprovada pelo contribuinte, passaram a ser considerados receita ou rendimentos omitidos, por presunção legal. APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas. ÔNUS DA PROVA. PRESUNÇÃO LEGAL Quando se tratar de presunções legais, cabe ao contribuinte o ônus de produzir provas hábeis e irrefutáveis da não ocorrência da infração. ILEGALIDADES. SUPOSTAS OFENSAS AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Os princípios constitucionais tributários são endereçados aos legisladores e devem ser observados na elaboração das leis tributárias, não comportando apreciação por parte das autoridades administrativas responsáveis pela aplicação destas, seja na constituição, seja no julgamento administrativo do crédito tributário. LANÇAMENTOS DECORRENTES.Contribuição para o PIS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS e Contribuição Social sobre o Lucro CSLL A solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, aplicase, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. A empresa foi cientificada da mencionada decisão proferida em 28/05/2007 (fl.264) e, protocolizou o recurso ao Conselho de Contribuintes, em 04/06/2007, (fls.265/291). Fl. 735DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Na peça recursal a Recorrente apresenta a mesma impugnação (fls.205/227) intitulada de recurso voluntário, portanto, desnecessário repetir os mesmos argumentos já relatados acima. É o relatório. Fl. 736DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11060.002160/200518 Acórdão n.º 180200.775 S1TE02 Fl. 296 7 Voto Conselheira ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72 e suas alterações posteriores. Dele tomo conhecimento. Consta do Relatório da Ação Fiscal (fl.23), o seguinte: Nos anoscalendário 2000 a 2003 a empresa optou pela tributação do lucro pelo regime do Lucro Presumido de acordo com as DIPJ às folhas 80 a 133. Contudo, intimada em 07/12/2004, conforme o Termo de Inicio de Fiscalização às folhas 135 e 136, e em 15/02/2005, conforme o Termo de Intimação 01 à folha 150, a apresentar a escrituração contábil nos termos da legislação comercial (livros Diário e Razão) ou os Livros Caixa, informou através do termo à folha 156 não ter realizado a escrituração contábil no período solicitado. Em 14/03/2005 requereuse por meio do Termo de Solicitação de Esclarecimentos à folha 161, que a empresa informasse se necessitaria de prazo para proceder à escrituração dos Livros Diário e Razão ou dos Livros Caixa dos períodos abrangidos pela fiscalização. Em 16/03/2005 a contribuinte apresentou resposta à folha 163, na qual informou estar impossibilitada de realizar a escrituração contábil de anos anteriores a 2004 devido à precariedade das informações e documentos necessários para tanto. Conseqüentemente, em 17/03/2005, lavrouse a Proposição de Arbitramento à folha 164, na qual o Chefe da Seção de Fiscalização autorizou o arbitramento do lucro da contribuinte. Portanto, as receitas declaradas pela contribuinte foram submetidas ao Lucro Arbitrado para lançar as diferenças entre os dois regimes, conforme detalhado nos Demonstrativos de Apuração do IRPJ. A recorrente refutando o arbitramento alega que após a autuação constatou ter condições de realizar a escrituração contábil referente aos anos anteriores a 2004. Assim, a oportuna apresentação da mencionada escrituração no curso do processo tornaria inviável o arbitramento do lucro. Não merece guarida à pretensão da recorrente, tendo em vista que a apresentação de livros e documentos na fase de julgamento, não tem o condão de invalidar o lançamento de ofício efetuado com base no arbitramento do lucro, pois não existe arbitramento condicional. Fl. 737DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 Esse é o entendimento prevalecente na jurisprudência desse Conselho Administrativo, vejamos: ACÓRDÃO nº 10194.346, julgado em 10/09/2003: IRPJ. ARBITRAMENTO DE LUCRO. LANÇAMENTO CONDICIONAL. Inexistindo arbitramento condicional, o ato administrativo de lançamento não é modificável pela posterior apresentação da escrituração retificada, porquanto o lançamento foi fundado na desclassificação escrituração por imprestável porque registrada, por partidas mensais, sem acompanhamento de livros auxiliares. ACÓRDÃO nº 10322032, julgado em 07/07/2005: IRPJ. LIVROS CONTÁBEIS E DOCUMENTOS FISCAIS. INTIMAÇÃO. RECUSA. ARBITRAMENTO DO LUCRO. APRESENTAÇÃO EM FASE DE JULGAMENTO. Ainda que o arbitramento não tenha caráter punitivo, é incabível a desconstituição do lançamento de ofício, efetuado com base no lucro arbitrado, se o contribuinte, desrespeitando a ordem legal para apresentar a escrita comercial no decorrer da fiscalização, somente a exibe em fase recursal. ACÓRDÃO nº 10196.039, julgado em 02/03/2007: ARBITRAMENTO CONDICIONAL – INEXISTÊNCIA – não produzem efeitos probatório, com vistas à exclusão do arbitramento, a apresentação de livros e documentos que deram causa ao mesmo, em momento processual posterior à ciência do lançamento. ACÓRDÃO nº 10809.668, julgado em 13/08/2008: IRPJ LUCRO ARBITRADO NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À APURAÇÃO DO LUCRO REAL A não apresentação dos livros e da documentação contábil e fiscal, apesar de reiteradas e sucessivas intimações, impossibilita ao fisco a apuração do lucro real, restando como única alternativa o arbitramento da base tributável. É inócua a posterior apresentação de livros e documentos, com o intuito de mostrar base de cálculo menor que a apurada pelo fisco, utilizandose de forma de tributação que, apesar de reiteradamente intimado a contribuinte não mostrou têla adotado no tempo devido. É sabido que o arbitramento é modalidade ou regime de apuração do lucro que se deu no presente caso em virtude de o contribuinte haver deixado de apresentar os livros e documentos fiscais e comerciais, apesar de reiteradas intimações, tal como descrito no auto de infração, fl.04, e ainda no Relatório de Ação Fiscal, fl.23, de acordo com o artigo 47 da Lei nº 8.981, de 1995 e artigo 1º da Lei nº 9.430, de 1996, bem como no artigo 530 do Regulamento do Imposto de Renda RIR/99.Vejamos: Art. 530. O imposto, devido trimestralmente, no decorrer do ano calendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, quando (Lei n 2 8.981, de 1995, art. 47, e Lei n2 9.430, de 1996, art. 12): Fl. 738DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11060.002160/200518 Acórdão n.º 180200.775 S1TE02 Fl. 297 9 (...) III o contribuinte deixar de apresentar â autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527; (...) Portanto, há de se concluir que, a não apresentação dos livros e documentos necessários à apuração do lucro presumido trimestral implica na conseqüente apuração do IRPJ e CSSL com base no lucro arbitrado. A recorrente alega que, a Fiscalização utilizou informações relativas à Contribuição Provisória Sobre Movimentação ou Transmissão de Valores de Crédito e Direitos de Natureza Financeira CPMF para instaurar o procedimento fiscal do qual resultou a presente autuação. Aduz que, antes da vigência da Lei 10.174/2001, isto é, até 09 de janeiro de 2.001, a utilização de informações da CPMF para instauração de procedimento fiscal era expressamente vedada, como se vê da redação original do § 3º do Art.11 da Lei nº 9.311/96. Ao final conclui que, nas circunstâncias do caso em tela, o acesso do Fisco aos dados sigilosos referentes a movimentações financeiras da Recorrente é manifestamente descabido, pois a retroatividade da Lei 10.174/2001, no que concerne à nova redação dada ao parágrafo 3° do Art. 11 da Lei 9.311/96, maltrata o princípio constitucional do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Tal matéria já não comporta maior discussão no âmbito desse Conselho Administrativo. O entendimento está pacificado e expresso na Súmula nº 35, verbis: Súmula CARF Nº 35 O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. Assim, estando a matéria assentada em súmula administrativa não cabe mais discussão sobre o tema, passemos, pois, à análise da omissão de receita questionada. A apuração do lucro arbitrado teve como base as receitas omitidas apuradas com fundamento na presunção legal instituída pelo artigo 42 da Lei nº 9.430/96, baseada nos depósitos bancários com recursos de origem não comprovada, considerados, por presunção, como receita bruta da pessoa jurídica. A Recorrente alega que, na fase não contenciosa do presente processo administrativo, através das planilhas de fls. 182 a 199, ora ratificadas e consideradas integrantes da presente, justificou e provou a origem e destino dos valores que circularam em suas contas bancárias. Salienta, a esse respeito, que, em virtude da natureza de suas operações, é usual que os terceiros a quem presta serviços depositem valores na conta dela para a compra de materiais a Fl. 739DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 serem empregados na prestação destes mesmos serviços, não se tratando, pois, de receitas da Recorrente. Sobre a análise de tais planilhas assim considerou a fiscalização, conforme Relatório Fiscal (fls.26/28): A planilha Créditos Cheques S/ Fundos de Clientes Reapresentados às folhas 191 e 192 foi levada em consideração, exceto por três depósitos. O primeiro, de 23/03/2000 na Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 3.00000 na planilha, nos extratos consta como um estorno de R$ 2.000,00, e como tal foi considerado. O segundo, com data de 20/0712003 na planilha e também da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 2.164,00, foi mantido, pois não consta estorno de depósito nesta data nesse valor. Consta em 19/05/2003, porém havia sido considerado apenas uma única vez na relação submetida à contribuinte. O terceiro, com data de 15/06/2001 no Banrisul, no valor de R$ 1.075,00, pois não consta estorno desse valor nos extratos do banco nessa data ou em data próxima. A Planilha Empréstimos Bancos à folha 193 lista os depósitos que se referem a empréstimos contraídos pela contribuinte junto aos bancos e foi integralmente aceita como comprovação desses depósitos a partir da reanálise dos extratos. As Planilhas Descontos de Títulos e CH — De Terceiros e Depósitos de Terceiros _ Empréstimos Diversos ás folhas 194 a 199, não foram aceitas como comprovação da origem dos recursos referentes aos depósitos nelas listados porque apenas relacionam esses depósitos com o histórico dos extratos bancários, sem apresentar comprovantes hábeis e idôneos da origem desses recursos conforme preceitua o caput do artigo 42 da Lei 9.43011996. Cabe ainda um esclarecimento sobre a planilha Origens das folhas 182 e 183, na qual o contribuinte excluiu a receita declarada do total mensal dos créditos. O artigo 42 da lei 9.430/1996 estabelece que se caracterizam como omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento em relação aos quais não seja comprovada mediante documentação hábil e idônea a origem dos recursos utilizados nessas operações. Ainda determina que os créditos serão analisados individualizadamente. Ora, a contribuinte não comprovou, individualizadamente, que a origem dos recursos referentes aos créditos efetuados nas suas contas correspondem às operações de vendas ou de prestação de serviços que compõe a receita declarada. Portanto não cabe sua exclusão. O resultado final da análise dos valores creditados encontrase na planilha Valor Mensal Dos Depósitos Bancários de Origem Fl. 740DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11060.002160/200518 Acórdão n.º 180200.775 S1TE02 Fl. 298 11 Não Comprovada á folha 39, a qual integra este relatório. Os valores mensais da coluna Créditos Não Comprovados foram objeto de lançamento de ofício, pois ficou caracterizada a omissão de receita. Como a contribuinte possui atividades diversificadas, conforme demonstrado pelas DIPJ às folhas 80 a 133, nas quais são declaradas receitas sujeitas aos percentuais de 8% e 32% na ficha de Apuração do Imposto de Renda sobre o Lucro Presumido, para calcular o Lucro Arbitrado a partir da omissão de receita apurada, seguiuse o comando do § 1° do artigo 24 da Lei 9.24911995. Como se vê a Recorrente nada trouxe aos autos para fazer prova contrária ao procedimento verificado na ação fiscal, com coincidência em datas e valores, de que parte dos depósitos bancários tributados teve origem em valores declarados/tributados pelo contribuinte. A recorrente aduz que o procedimento fiscal padece de deficiência qual seja, a falta de comprovação e/ou demonstração pormenorizada de que o movimento bancário da Recorrente estivesse associado "a um aumento de patrimônio, a um consumo, a uma riqueza nova; enfim a uma disponibilidade financeira tributável", o que inviabiliza as exigências fiscais impugnadas. Sobre a comprovação pretendida pela Recorrente, o enunciado da súmula abaixo é esclarecedor, portanto desnecessária outra explicação sobre o assunto, vejamos: Súmula CARF Nº 26 A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada Tratase, na hipótese, de indícios que conduzem à presunção juris tantum de omissão de receita, com fulcro no art. 42 da Lei n° 9.430/96, tendo em vista que não fora oportunizado à fiscalização detectar a real proveniência dos recursos depositados em conta corrente da empresa. Portanto, caberia ao contribuinte apresentar justificativas válidas com documentação hábil e idônea para os ingressos ocorridos em suas contas correntes. As planilhas mencionadas pela Recorrente foram analisadas no procedimento fiscal e, o resultado final da análise dos valores creditados encontrase na planilha Valor Mensal Dos Depósitos Bancários de Origem Não Comprovada à folha 39, integrante do relatório fiscal. . Os valores mensais da coluna Créditos Não Comprovados foram objeto de lançamento de ofício, pois ficou caracterizada a omissão de receita à qual não há contestação específica. A hipótese de arbitramento trimestral estribado nessa receita, por sua vez, encontra abrigo e visibilidade na mencionada lei tributária que estabeleceu uma presunção de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. Fl. 741DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 12 Concluise, por conseguinte, que a presunção legal de renda, caracterizada por depósitos bancários, é do tipo júris tantum (relativa). Caberia, portanto, ao contribuinte apresentar justificativas válidas para os ingressos ocorridos em suas contascorrentes. Diante das observações acima cai por terra toda a argumentação da Recorrente. Finalmente a Recorrente alega que, ao desconsiderar documentos fiscais idôneos, desnaturar as operações efetuadas e proceder ao arbitramento com base em dados irreais, o procedimento fiscal contraria: (a) o princípio da tipicidade das obrigações tributárias; (b) o princípio da busca da verdade real; (b) o principio da imparcialidade e o da oficialidade da atuação administrativa e, ainda, (c) o principio da capacidade contributiva. A defesa é evasiva sem substância fática capaz de justificar qualquer ofensa ao procedimento fiscal que fundamentou, materialmente, a exação de IRPJ : arbitramento do lucro, visto que o contribuinte notificado a apresentar os livros e documentos da sua escrituração, não atendeu. Havendo a pessoa jurídica optado pela tributação com base no lucro presumido sequer escriturou o Livro Caixa, no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2003. No Relatório da Ação Fiscal (fls. 23/27) consta o detalhamento dos procedimentos fiscais e das infrações apuradas pela fiscalização. O arbitramento tomou como receita conhecida os depósitos bancários de origem não comprovada. A relação de valores creditados em conta corrente, as transferências entre contas e o valor mensal dos depósitos bancários de origem não comprovada estão demonstradas as folhas 28 a 39, e, o enquadramento legal se deu com fundamento nos arts. 519, 530, III; 532 e 537 do RIR/1999 e arts. 27, Inciso I, e 42 da Lei n° 9.430/96, que assim dispõe: Art.42 Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Como a contribuinte possui atividades diversificadas, conforme demonstrado pelas DIPJ às folhas 80 a 133, nas quais são declaradas receitas sujeitas aos percentuais de 8% e 32% na ficha de Apuração do Imposto de Renda sobre o Lucro Presumido, para calcular o Lucro Arbitrado a partir da omissão de receita apurada, a fiscalização seguiu o comando do § 1° do artigo 24 da Lei 9.24911995, verbis: Art. 24. Verificada a omissão de receita, a autoridade tributária determinará o valor do imposto e do adicional a serem lançados de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no períodobase a que corresponder a omissão. § 1º No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas tributadas com base no lucro presumido ou arbitrado, não sendo possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida, esta será adicionada àquela a que corresponder o percentual mais elevado. § 2º O valor da receita omitida será considerado na determinação da base de cálculo para o lançamento da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para a seguridade social COFINS e da contribuição para os Fl. 742DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11060.002160/200518 Acórdão n.º 180200.775 S1TE02 Fl. 299 13 Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP. Conseqüentemente, a receita omitida foi submetida ao percentual de 38,4% para apurar o Lucro Arbitrado. Assim, subsumindose a situação fática à hipótese prevista em lei nada mais restou ao agente do Fisco do que aplicar a norma legal ao fatoespécie. Tomemos, pois, os princípios elencados pela Recorrente, ditos violados, apenas como registro de antipatia ao procedimento fiscal visto que não há impedimento na legislação tributária para que a apuração do lucro arbitrado tenha como base as receitas omitidas apuradas com fundamento na presunção legal instituída pelo artigo 42 da Lei nº 9.430/96, baseada nos depósitos bancários com recursos de origem não comprovada, considerados, por presunção, como receita bruta da pessoa jurídica. Não se vislumbra nos autos qualquer ofensa aos “princípios da tipicidade das obrigações tributárias, da busca da verdade real, da imparcialidade e oficialidade, da capacidade contributiva e da irretroatividade das leis”, primeiro pela vaguidade de seus enunciados e segundo pela fiel subordinação do agente fiscal à aplicação das regras jurídicas escritas. LANÇAMENTOS REFLEXOS – CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS – CSLL, PIS e COFINS. Decorrendo as exigências da mesma imputação que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada a mesma decisão proferida para o imposto de renda, na medida em que não há fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Fl. 743DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10111.000180/91-09
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 03 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Jun 03 00:00:00 UTC 1992
Ementa: VISTORIA ADUANEIRA. Falta de mercadoria importada. A Responsabilidade pelos tributos apurados em relação à avaria ou extravio de mercadoria é de quem lhe deu causa. Recurso negado.
Numero da decisão: 302-32323
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimen- to ao recurso, na forma do relát6rio e voto que passam a integrar' o presente julgado
Nome do relator: UBALDO CAMPELLO NETO
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PROCESSO N 9 10111-000180/91-09 rffs Sessão de 03/junho de 1.99 2 ACORDÃO N° 302-32.323 Recurso n 2 .: 114.380 Recorrente: VARIG S.A. VIAÇÃO AÉREA RIOGRANDENSE. Recorrida IRF - AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA-DE. VISTORIA ADUANEIRA. Falta de mercadoria importada. A responsabilidade pelos tributos apurados em rela ção à avaria ou extravio de mercadoria é de quem T lhe-deu causa. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimen- to ao recurso, na forma do relát6rio e voto que passam a integrar' o presente julgado. Brasília-DF, em 03 de junho de 1992. (Ãee,610' BALDO CAMPELL IETO - Presidente em exercício e Relator. • cy, tb; A F NSO NEVES BAPTISTA NETO - Proc,,d/Faz. Nacional. ----- VISTO EM SESSÃO DE: 2 1 Abb 1992 Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: JOSÉ SOTERO TELLES DE MENEZES, ELIZABETH EMÍLIO MORAES CHIEREGATTO, WLADEMIR CLOVIS MOREIRA, RICARDO LUZ DE BARROS BARRETO e o Suplente JOÃO BOSCO DE SOUZA. Ausentes os Cons. LUIS CARLOS VIANA DE VASCON CELOS, INALDO DE VASCONCELLOS SOARES e SÉRGIO DE CASTRO NEVES. é -2-_ SERVIÇO PUIU ICO r[In I/AI MEFp - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - 2 g CÂMARA. • RECURSO N g 114.380 ACÓRDÃO N g 302-32.323 RECORRENTE: VARIG S.A. VIAÇÃO AÉREA RIOGRANDENSE. RECORRIDA : IRF - AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA-DF. RELATOR : UBALDO CAMPELLO NETO. RELATÓRIO A empresa supra foi responsabilizada em ato de Visto ria Aduaneira pelo extravio de mercadoria pertendente_à Embaixadado Senegal, coberta pela D.I. n g 00835/91 e Conhecimento Aéreo ng 813.409, originando um crédito tributário no valor de $ 80.623,00 (I.I. e . multa pertinente). Do T.V.A, às fls. 03, destacamos as seguintes informa ções: - Termo de Avaria: Existe (fls. 13); - Indícios externos de violação: Não. - Sinais externos de avaria: Sim; - Adequação da embalagem: Sim; - Cintamento ou Sinetagem: Não; - Causas: outros. Tempestivamente . foi apresentada impugnação, com a se guinte argumentação, em síntese: a) Como se trata de importação isenta (importador é uma Embaixada)na da houve de prejuízo à Fazenda Nacional, não podendo, assim,ser trans ferida para o transportador como responsabilidade tributária; h) A importação em causa está sob a proteção da imunidade:tributária constitucional, uma vez que foi realizada por Governo Estrangeiro. A autoridade a quo julgou procedente o feito fiscal. Inconformada, a parte apresenta recurso tempestivo a este C.C. que leio em sessão (fls. 34/41). É o relatório. 0 Rec. 114.380 Ac .302-32.323 SERVICO PUBLICO FEDERAL VOTO No meu entender, não merece acolhida a argumentação apresentada pela empresa recorrente. A isenção a que faz jus o importador está vinculada a sua pessoa, fundamentada nas condições e requisitos previstos legal mente. No respectivo Conhecimento Aéreo consta a informação' de que foram embarcados na origem 04 volumes com peso bruto de 25_kgs. No Termo de Avaria lavrado pela Infraero do AIB em 21/05/91, consta informação de que foram desembarcados apenas 03 volumes, com o agra vante de existir diferença de peso, molhados efurados. Outrossim, consta ressalva na própria DI com referen cia à quantidade de volumes descarregados. Diante do exposto, e pela falta de provas concretas nos autos, nego provimento ''ao recurso ora em exame. Eis o meu voto. Sala das Sessões, em 03 de junho de 1992. j/6/!(44(i12 /d. , . BALDO CAMPELLO O - Relator.
score : 1.0
Numero do processo: 10380.005234/90-08
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1992
Ementa: FINSOCIAL/FATURAMENTO - Não se inclui no tratamento favorecido da Lei nº 7.256/84 a Empresa, cuja receita bruta anual seja superior a 10.000 OTN e cujo titular ou sócio participe, com mais de 5% do capital de outra empresa, quando a receita bruta anual global das empresas interligadas ultrapasse o limite acima mencionado. A pessoa jurídica que, sem observância desses requisitos, pleitear enquadramento ou se mantiver enquadrada como microempresa estará sujeita ao pagamento de todos os tributos devidos como se isenção alguma houvesse existido. Recurso negado.
Numero da decisão: 201-67770
Nome do relator: HENRIQUE NEVES DA SILVA
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Puni vr • ',00, NO , U. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 2." O. P . (22, al) c SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , • Processo no 10.390-005. C 234/90-08 adbrica Sessão de : 25 de fevereiro de 1992 ACORDNO Np 201 -67.770 Recurso no: 86.694 Recorrente: AGROSOFT AGRICULTURA E SISTEMAS LTDA. Recorrida z DRF EM FORTALEZA - CE FINSOCIAL/FATURAMENTO - HW° se inclui no tratamento favorecido da Lei n2 7.256/84 a Empresa, cuja receita bruta anual seja superior a 10.000 CUM e cujo titular ou sócio 'participe, com mais de 5% do capital de outra empresa, quando a receita bruta anual global das empresas interligadas ultrapasse o limite acima mencionado. A pessoa jurídica que, sem observãncia desses requisitos, pleitear enquadramento ou se mantiver enquadrada como mi c: estará sujeita ao pagamento de todos os tributos devidos como se isençgo alguma houvesse existido. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AGROSOFT AGRICULTURA E SISTEMAS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Càmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Ç,ssffes„ em 25 de fevereiro de 1992. / ) ROBERT 13-RBOSA DE: CASTRO V' e S c! en 4"•‘ HE COME NV.VES DA SILVA - Relatou' ANTON:10 CARLOS TA0131:::S CAMARGC . /c. • . a • • G? Ci a / z e?n da Mac o n a 1. VISTA EM SESSNO DE 28 m411993 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESOUITA„ SELMA SANTOS sAumno WOLSZCZAK, DOMINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO ARISTOFANES nwnninA DE HOLANDA e SERGIO GOMES VELLOSO. OPR/mias/AC LAW );MO. Wi* MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ti-te ; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10.380-005.234/90-08 Recurso no: 86.694 AcárdãO no: 201-67.770 Recorrente: AGROSOFT AGRICULTURA E SISTEMAS LTDA. RELATORI O Adoto como relatório a Decisão de lá Instância, cujo teor transcrevo a seguiru "Contra a empresa acima identificada„ foi lavrado Auto de Infração Imposto de Renda Pessoa Jurídica, referente aos exercícios de 1988 e 1989, períodos-base de 1987 e 1988 respectivamente, por haver se enquadrado indevidamente como microempresa, mediante apresentação das correspondentes deciaraçffes de rendimentos - IRP3, através do 'Formulário II', sendo seu sócio majoritário, participante também da firma MULTISOFT COMPUTADORES E SISTEMAS LTDA, detendo 90% do seu capital, empresa esta, que nos exercícios em alusão, auferiu receitas em montante superior a 10.000 °This. Em razão do exposto e considerando que a fiscalizada não possuía escrita completa foi procedido o arbitramento do lucro, com base na receita bruta conhecida. Tempestivamente, a contribuinte impugnou o feito fiscal, apresentando em sua defesa o seguinteu - a empresa nos exercícios fiscalizados se enquadrava legalmente como microempresa, fazendo jus declarar no Formulário II e como tal pagar somente IR no que excedesse ao limite de 10.000 OTHsp - o arbitramento foi feito às empresas, não tendo sido considerado pela fiscalização a hipótese de cobrar apenas o excedente ao limiteg - a expressão 'enquadrou-se indevidamente' usada pela fiscalização revela-se de certa forma tendenciosa a influenciar o julgador, no sentido de denegrir a empresa e considerá-la como praticante de dolou - a própria receita admite :), 9s sócios participem de mais de uma empresag ,.. 4014 0°k MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO n :.,:l SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo non 10.380-005.234/90-08 Acórcrgo no: 201-67.770 • - apresentou declaração no formulário II no primeiro exercício, e com base no limite auto- tributou pelo valor excedente. A informa0b fiscal à fls. 26 e 27, considerou a impugnação da contribuinte totalmente desprovida de qualquer fundamente, apresentada apenas com intuito protelatório do pagamento do crédito tributário lançado. Ratifica em síntese os ardumentos apresentados no Termo de Verificação ás fls. 14, por ser de indiscutíveis clarividOncia, E o Relatório. Do estudo do processo observa 7se que os argumentos apresentados pela impugnante em sua defesa, são totalmente desprovidos de fundamentaçao legal. Os artigos 29 e 3g, da Lei na 7.256/94, rio deixam margem a dóvidas ao estabelecer as requisitos legais necessários para utilizaçao dos benefícios concedidos para a empresa enquadrar-se como microempresa, requisitos estes nab observados pela empresa autuada, quais sejamu 1 - Receita bruta anual igual ou inferior a 10,000 OThisp 2 - O titular ou sócio da pessoa jurídica nao pode participar com mais de 5% do capital de outra empresa, quando a receita bruta anual global das empresas interligadas ultrapasse o limite de 10.000 0111s. A pessoa jurídica que, sem observãncia desses requisitos, pleitear seu enquadramento ou se mantiver enquadrada como- microempresa estará sujeita ao pagamento de todos os tributos devidos como se isençao alguma houvesse existido. Como as duas empresas tiveram faturamento superior ao limite previsto na Lei n9 7.256/84, AGROSOFT - 26.837 CUME em 87 e 18.447,57 OTNs em 86 e HOLT:MET - 12.732.97 OTNs em 87 S? 15,722,04 O TNs em 99, ti ei m r ri ;a perftaente descaacte p /o enquadramento ao beneficio fiscal em apreço ‘. 3 ;110) . . MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ,4k„, i.r4„ ,• SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 10.380-005.234/90-08 . Acórnio no: 201-67.770 Considerando ainda que a empresa nab possuía escrita completa na forma dos artigos 152 e 122 do RIR/80, correto foi o procedimento da autoridade fiscalizadora ao arbitrar o lucra da contribuinte nos exercícios de 1988 e 1909, em funç ntio da receita bruta conhecida conforme determinam os artigos 399, I, 400 caput e 676, I do RI R/80, aprovado pelo Decreto nó 85.450/00. Isto posto e, CONSIDERANDO estar o processo revestido das formalidades legais; CONSIDERANDO o apreciado no mérito; CONSIDERANDO tudo o mais que do processo consta, 001.60 PROCEDENTE, a presente Ação Fiscal, para con 'siderar devido o imposto de Renda Pessoa Jurídica, no valor equivalente a 6.706,40 RINE, acrescido de multa de ofício de 502, e juros moratórias de 1% ao mOs ou troçai°, conforme demonstrativo às fls. 10, a ser atualizado à época do efetivo pagamento." Inconformada, a Contribuinte recorre a este Eq. Conselho reiterando as razffes expendidas na sua impugna0o. :í11,z' E o nelafluá. 9 4 • MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 84 4;44W,.." SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo non 10.380-005.234/90-08 AcórdWo no n 201-67.770 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HENRIQUE NEVES DA SILVA Recurso é tempestivo, cabível e interposto por parte legítima, dele conheço. A Recorrente nada trouxe de novo ao processo, raaio pela qual, adotando as razefes expendidas na r. sentença a quo, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessaes, em 25 de fevereiro de 1992. "QUE XVES DA SILVA // • • • 5
score : 1.0
Numero do processo: 10410.000244/90-62
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 1992
Ementa: FINSOCIAL - LANÇAMENTO DE OFÍCIO - Omissão de receita; é caracterizada pelo saldo a maior das obrigações liquidadas, em confronto com os recebimentos no período. Esse fato autoriza presunção de omissão de registro de receitas de venda de mercadorias, ressalvado ao contribuinte fazer prova da inexistência dessa presunção. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 201-68313
Nome do relator: LINO DE AZEVEDO MESQUITA
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O. D. 2.° : De /1 / 1 9 o .641k MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO Rubrica SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 'Pro=3 no. 10.410-000.244/90-62 Ses~ de g 26 de agosto de 1992 ACORDAO No 201-68.313 Recurso no g 84.846 Recorrente g IRMOS BARROS COMERCIO LTDA. Recorrida g DRF EM MACEI° - AL FINSOCIAL - LANÇAMENTO DE OFICIO - 0MiSS'SD de receita g é caracterizada pelo saldo a maior das c:' I: liquidadas, em confronto com os recebimentos no período. ESSC:? fato autoriza 1::' ri de omiss'So de registro de receitas de venda de mercadorias, ressalvado ao contribuinte fazer prova da inexistOncia dessa presun0o. Recurso a que se nega provimento. V ..1.5~ !, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por IRMMS BARROS COMERCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira f...::mara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausentes os Conselheiros DOMINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO e HENRIQUE NEVES DA SILVA. Sala das Sess fies, em 26 de agosto 1992. 77.6a41 ° 62-/- ARIST OF '.1NTI:fURA DE HOLANDA - Presidente 4.1 LIMO" - Relator ' C p 1 :10S TA4CAMARGO - Procurador-Repre- sentante da Fa- zenda Nacional Etm Y.)F 3 tl iSt 199?. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SELMA SANTOS SALOMAU WOLSZCZAK, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO e ROBERTO VELLOSO (Suplente). fc/fclb/ 1 ., i Mffl -tffiLY MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO -4RW SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo nq 10.410.000.200/90-62 Recurso No): 84.846 Acórdão NQN 201-68.313 Recorrente:: IRMAOS BARROS COMERCIO LTDA. RELATORIO Do exame dos autos resta demonstrada que a Empresa em referOncia, ora Recorrente,' foi lançada de ofício da umtr:~100 que seria ao FINSOCIAL devida sobre receitas 'omitidas de seus registros fiscais no ano de 1987, conforme apurado em Auto de Infração relativo ao IRPU, constatada pelo "cmfronto entre os pagamentos e recebimentos efetuados pela Empresa" no ano de 1987, consoante demonstrativo por cópia reprográfica a fis 02. Notificada do lançamento em tela e intimada a recolher a quantia que seria devida no valor de N8z$ 10,27, corrigida monetariamente, acrescida de juros de mora e da cru.'. 50%, tudo de acordo com os demonstrativos de fls. 03/04, a autuada apresentou a Impugnação de fls. 09, argumentando, m2rpj,R "Simultaneamente à presente IMPUONAÇAO, a impugnante está contestando o Auto de Infração Matriz-IRPJ, motivo, pelo qual, por decorrÊncia requer a V.sa. que os argumentos e razffes ali inseridos, façam parte integrante da presente impugnação, esperando dessa forma, que o presente Auto seja também julgado IMPROCEDENTE." O Autuante presta, a fls. 13/15, a Informação Fiscal de estilo, que leio e na qual é dito que a Autuada somente teve seu enquadramento como microempresa em 19.07.89, ou seja, em exercício posterior ao de que trata a presente exigOncia. A Autoridade Singular manteve a exigOncia fiscal pela Decisão de fls. 18/19, sob os seguintes considerados "Considerando que conforme decidido no processo matriz (processo np 10410000241/90-7() foi julgado procedente o lançamento dele decorrente, o que leva assim a manutenção dos autos de infração provenientes da tributação reflexa o que è o caso do presente processo." Anexo à Decisão Recorrida vem a proferida no dito processso relativo ao IRPJ (fis.16/17). Ciencada dessa decisão, a Recorrente vem, tempestivamente, a este Conselho, em grau de recurso, com as nmffles de f1.20, sustentando, tal comO na impugnação,tãó-somenteN 5T ,, 19'1 •, , AWAtY ,5":9MaN ÁW-4'f I' MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO '4kWkle, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10410-000.244/90-62 'Ac: '. rd'So np 201-68.313 "Sendo a decis'ão ora recorrida, decorrente do processo Matriz no 10410-000.241/90-74, a. . Recorrente com OS argumentos apresentados no Recurso ao proceso Matriz, e ,; nf,,, ri4 que o presente seja julgado simultaneamente âquele, para que uma nova decis:No seja proferida pa.r,..). julgar• improcedente a a0o fiscal." . 112C0 anexou a estes autos a Recooreste as razffes que teria apresentado no administrativo relativo ao IRPJ. Por cl :i da Secretaria deste Colegiado„ junto ao Primeiro Conseiho de Contribuintes, vem aos autos o . AcÓr(nib no 1 27.02.91, da 6A Cámara do lo Conselho de Contribuintes, proferida no citado administrativo referente ao IRPJ, fundado nos mesmos fatos que dâb base â exigüncia em exame. E o relatório 1-d- • , ' éj- 0~ MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ‘ésk,...e.-~ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ' imào Processo np 10.410-000.244/89.62 Acórdão np. 201.68.313 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR LINO DE AZEVEDO MESQUITA A Recorrente não contesta a omissão de receita de seus registros fiscais no ano de 1987. Nestes autos limitou-se a alegar que presente administrativo é decorrente do lançamento de ofício relativo ao IREJ, fundado nos mesmos fatos;; deixou tudo por conta do que viesse a ser apurado nesse processo. Este Colegiado , em seus. diversos julgados em que a hipótese SC apresenta, tem afirmado que nos termos do art. 92 do Decreto no 70.235/72, os administrativos de dete1 mi1 ies e exigÊncia, ainda que fundamentada nos mesmos fatos, são disti.~ e devem ser instruídos com OS elementos de acusação e de de~.„ eis que as insUum:ias revisoras são distintas e auteinomas. Na hipótese, a Denúncia Fiscal estâ devidamente formulada e instruida. A Recorrente ficou em alega0es. Tenho, assim, COMO demonstrada a matéria fática. Tenho também como demonstrado que a Recorrente não atendia aos presupostos legais para se enquadrar como microempresa em 1987. São estas %tS razffes que me levam a negar provimento ao recurso. Sala das Sess, em 26 de agosto de 1992. L INO D 4
score : 1.0
Numero do processo: 10166.009763/89-18
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PIS-FATURAMENTO - Caracterizada a omissão de receita, legitima-se a exigência do pagamento da contribuição ao P I S. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-04882
Nome do relator: Hélvio Escovedo Barcellos
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score : 1.0
Numero do processo: 10183.002545/95-01
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 02 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Jul 02 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - VTN - A prova hábil, para impugnar a base de cálculo adotada no lançamento, é o laudo de avaliação, acompanhado de cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, devidamente registrada no CREA e que demonstre o atendimento dos requisitos das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (NBR 8799), através da explicitação dos métodos avaliatórios e das fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel e dos bens nele incorporados. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-09357
Nome do relator: Oswaldo Tancredo de Oliveira
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O. U. 2.— De 02.-./. -1 42d 1 19 (31 • • t MINISTÉRIO DA FAZENDA C C Rubrica SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES È.„•?&:• :az," Processo : 10183.002545/95-01 Acórdão : 202-09.357 Sessão - 02 de julho de 1997 Recurso : 100.318 Recorrente : ZILMAR LUIZ POLI Recorrida : DRJ em Santa Maria - RS ITR - VTN - A prova hábil , para impugnar a base de cálculo adotada no lançamento, é o laudo de avaliação, acompanhado de cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, devidamente registrada no CREA e que demonstre o atendimento dos requisitos das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (NBR 8799), através da explicitação dos métodos avaliatórios e das fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel e dos bens nele incorporados. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: ZILMAR LUIZ POLI. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro José de Almeida Coelho. Sala das Sessõ -s em 02 de julho de 1997 4n ar o. Vi 4 eder de Lima resiien • swaldo Tancredo de Oliveira Relator 'KZ Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Cabral Garofano, Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Tarásio Campeio Borges, Antonio Sinhiti Myasava e Fernando Augusto Phebo Júnior (Suplente). eaal/AC/RS 1 À MINISTÉRIO DA FAZENDA •" ta':* 9" SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002545/95-01 Acórdão : 202-09.357 Recurso : 100.318 Recorrente : ZILMAR LUIZ POLI RELATÓRIO Diz a decisão recorrida, que bem retrata os fatos que dão ensejo ao presente litígio, que o contribuinte acima identificado, pela Notificação de fls. 02, foi cientificado do lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR relativo ao exercício de 1994 e das Contribuições à CNA e ao SENAR, incidentes sobre o imóvel de n° 3607076.9, inscrito na Secretaria da Receita Federal. Em impugnação tempestiva do aludido lançamento, ofereceu as seguintes razões: a) discorda do VTN mínimo fixado pela Secretaria da Receita Federal, pela IN SRF n° 16/95, para o município de localização do imóvel (159,77 UFIR); b) não foram ouvidos outros órgãos, como também não foram considerados os diversos tipos de terra existentes no município, para fixação do VTNm. Instrui a impugnação, à guisa de comprovação do alegado, com certidão do Registro de Imóveis, Avaliação Imobiliária e Avaliação da Prefeitura Municipal da referida localidade. Intimado a apresentar um laudo emitido por profissional competente ou por entidades (indicados), foi apresentada a Avaliação de Imóvel Rural de fls. 04. Assim, expostos os fatos, a autoridade de primeira instância passa ao relatório e aos fundamentos de sua decisão, conforme transcrevo e leio, para esclarecimento do Colegiado: "O presente processo encontra-se revestido das formalidades legais. Primeiramente, para fixação do VTN mínimo dos municípios, foram utilizados os preços médios de vendas de terras de lavouras, campos e pastagens, da pesquisa efetuada pela Fundação Getúlio Vargas-FGV. Esta pesquisa foi feita com base nos preços de dezembro/1993. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA ,z4 '04.;u2k SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002545/95-01 Acórdão : 202-09.357 Por oportuno, esclareça-se que, conforme determina o § 2°, art. 3° da Lei n° 8.847/94, a Secretaria da Receita Federal fixou o VTNm par fins de lançamento do ITR, mas antes submeteu os valores a apreciação do Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária. O processo para fixação do valor da terra nua mínimo por município é complexo e exaustivo, tendo se valido das melhores fontes de referência disponíveis, retratando o valor mais aproximado da realidade. Assim, para que o VTN mínimo seja questionado, nos termos do § 4°, art. 30 da Lei n° 8.847/94, o laudo apresentado, deve no mínimo conter as razões ou argumentos em que se fundamenta. Saliente-se, que por laudo entende-se a peça escrita, fundamentada, na qual os peritos expõem as observações e estudos que fizeram e registram as conclusões da perícia. A Norma Técnica da ABNT, NBR 8799, fixa condições exigíveis para a avaliação de imóveis rurais. Esta norma deve ser aplicada em todas as manifestações escritas de trabalhos que caracterizem valor de imóveis rurais. As avaliações apresentadas pelo interessado, não cumprem os requisitos estabelecidos na Norma anteriormente citada, não comprovam que o imóvel possui características, tais como localização e identificação pedológica, que tornem seu valor inferior ao mínimo fixado pela Receita Federal. Portanto, não há como ser desconsiderado o Valor da Terra Nua mínimo para o município de Vera-MT, fixado pela IN SRF n° 16/95." Com base nessa fundamentação, julga procedente, a exigência consubstanciada na Notificação de fls. 02. Intimado para cumprimento da exigência, ou recurso a este Conselho, no prazo da lei, o notificado apela tempestivamente para este Colegiado, com as razões que sintetizamos. Depois de se referir aos fundamentos da decisão recorrida, passa a contestá-los, diz que se o VTN mínimo tivesse sido fixado mediante os critérios declarados na referida decisão, se tal procedimento fosse cabalmente praticado "não teríamos valores aleatórios aplicados à Terra Nua no Estado de Mato Grosso, pois uma simples comparação, em valores constantes, entre os VTN fixados para alguns municípios do referido Estado, para os exercícios de 1992 a 1995, leva a essa conclusão, não confirmando, portanto, a argumentação básica para negar provimento ao recurso." 3 5 o " • 41 çr MINISTÉRIO DA FAZENDA VJA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002545/95-01 Acórdão : 202-09.357 Nua no Estado de Mato Grosso, pois uma simples comparação, em valores constantes, entre os VTN fixados para alguns municípios do referido Estado, para os exercícios de 1992 a 1995, leva a essa conclusão, não confirmando, portanto, a argumentação básica para negar provimento ao recurso." Segue-se uma Tabela Comparativa dos valores invocados, conforme leio, às fls. 20. Acrescenta que essa tabela é apenas exemplificativa e foi calculado o VTN em UFIR para os exercícios de 1992 a 1995, conforme os valores adotados para o referido índice, como esclarece. Diz que pelos exemplos indicados, constata-se que: 1 - as fontes que prestaram as informações que serviram de base para a fixação do VTN para o Estado de Mato Grosso não tiveram a mesma prudência esperada pela douta autoridade julgadora de primeira instância; 2 - procura demonstrar as diferenças apresentadas nos VTNs dos municípios listados, com as discrepâncias que indica, concluindo, nesses aspectos, que tais "discrepâncias ... afrontam os princípios basilares do Direito Tributário, especialmente o art. 5 0, II e art. 151, 1, esses da Constituição Federal."; 3 - insurge-se, especificamente, contra o valor do VIN estabelecido para o município de que se trata; 4 - finaliza invocando Laudo Técnico de Avaliação, emitido por engenheiro agrônomo, nos termos da legislação de regência, e diz que esse documento poderia ter sido apresentado à autoridade julgadora de primeira instância, se o recorrente a tanto tivesse sido solicitado. Do exposto, requer a este Conselho, nos termos da legislação invocada, que seja modificada a decisão de primeira instância e seja considerado o VTN fixado pelo laudo que apresenta (no valor de 57,01 UFIR). Instrui o recurso o Laudo de Avaliação de Imóvel Rural, com as especificações que leio, para esclarecimento do Colegiado. 4 i/V(/ MINISTÉRIO DA FAZENDA " SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Za-i Processo : 10183.002545/95-01 Acórdão : 202-09.357 Em contra-razões, pronuncia-se o Procurador da Fazenda Nacional, o qual se manifesta pelo "improvimento do recurso, para o efeito de confirmar a Decisão" recorrida, com os fundamentos que também leio, em síntese (fls. 27/30). É o relatório. • 5 1-/t‘ ner V°1- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES kijk Processo : 10183.002545/95-01 Acórdão : 202-09.357 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OSWALDO TANCREDO DE OLIVEIRA Conforme relatado, o recorrente contesta o lançamento em foco deduzindo argumentos onde procura demonstrar a inobservância dos preceitos legais norteadores do levantamento de preços por hectare da terra nua para fins de fixação do Valor da Terra Nua mínimo-VTNm por hectare relativo ao exercício de 1994. Porém, a autoridade administrativa competente para rever, em caráter geral, o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm por hectare de que fala o § 4° do art. 3° da Lei n° 8.847/94 é o Secretário da Receita federal, já que é dele a competência para fixá-lo, ouvido o Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, em conjunto com as Secretarias de Agricultura dos Estados respectivos, nos termos do disposto no § 2° desta mesma lei e segundo o método ali preconizado. Em caráter individual, a inteligência do mencionado § 4°, integrada com as disposições do Processo Administrativo Fiscal (Decreto n° 70.235/72), faculta ao contribuinte impugnar a base de cálculo utilizada no lançamento atacado, seja ela oriunda de dados por ele mesmo declarado na Declaração do Imposto Territorial Rural - DITR respectiva ou decorrente do produto da área tributável pelo VTNm/ha do município onde o imóvel rural está localizado. Nesse diapasão, em qualquer uma dessas hipóteses, incumbe ao contribuinte o ônus de provar através de elementos hábeis a base de cálculo que alega como correta na forma estabelecida no § 1° do art. 3° da Lei n° 8.847/94, ou seja, o Valor da Terra Nua-VTN, apurado no dia 31 de dezembro do exercício anterior, que é obtido através da exclusão do valor do imóvel (de mercado) dos seguintes bens nele incorporados: I - Construções, instalações e benfeitorias; II - Culturas permanentes e temporárias; IH - Pastagens cultivadas e melhoradas; IV - Florestas plantadas. E essa prova é o laudo técnico, emitido por entidades de reconhecida capacitação técnica ou por profissional devidamente habilitado, o qual para atender os parâmetros legais acima indicados haverá de ser específico ao imóvel rural, avaliando o seu valor de mercado e dos bens nele incorporados, de sorte a apurar o VTN que se traduz na base de cálculo alegada. 6 / 1' nit ir „ MINISTÉRIO DA FAZENDA tSEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES k,4* ted Int JW' Processo : 10183.002545/95-01 Acórdão : 202-09.357 Ademais, a atividade de avaliação de imóveis está subordinada aos requisitos das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (NBR 8799), daí a necessidade para o convencimento da propriedade do laudo que se demonstre os métodos avaliatórios e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel e aos bens nele incorporados. Da mesma forma, a apresentação de cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, devidamente registrada no CREA, é o requisito legal que demonstra a habilitação do profissional responsável pelo laudo de avaliação. Portanto, como o Laudo de fls. 23 flagrantemente não atende aos requisitos acima indicados, não há como aceitá-lo para o fim a que se propõe. Isto posto, é de ser mantida a decisão recorrida por seus próprios e jurídicos fundamentos, razão pela qual nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 02 de julho de 1997 SWALDO TANCREDO DEZÍLIVEIRA ,Z 7
score : 1.0
Numero do processo: 10580.008824/92-71
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 23 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Wed Aug 23 00:00:00 UTC 1995
Ementa: IPI - SERVIÇO DE CONCRETAGEM - A inclusão na Lista de Serviços anexa ao Decreto-Lei nr. 406/68 [c/ alterações posteriores] exclui a incidência de qualquer outro tributo. IPI - Inocorrência do fato gerador, face às características da atividade, não havendo solução de continuidade entre o início da mistura no estabelecimento do executor do serviço, o aperfeiçoamento de sua preparação durante o trajeto do caminhão-betoneira até o local da obra e sua entrega nesta, já em forma de serviço. Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 202-07951
Nome do relator: Hélvio Escovedo Barcellos
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IPI - Inocorrência do fato gerador, face às características da atividade, não havendo solução de continuidade entre o início da mistura no estabelecimento do executor do serviço, o aperfeiçoamento de sua preparação durante o trajeto do caminhão-betoneira até o local da obra e sua entrega nesta, já em forma de serviço.Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CONCRETO REDEVIIX DO BRASIL S/A. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido os Conselheiros Elio Rothe, Antonio Carlos Bueno Ribeiro e Tarásio Campelo Borges. Sala das Sessões, em 23 de agosto de 1995 Hely e e v do Barc s Preside te Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Oswaldo Tancredo de Oliveira, Daniel Corrêa Homem de Carvalho, José de Almeida Coelho e José Cabral Garofano. fclb/ 1 5,U1 MINISTÉRIO DA FAZENDA ‘,^;ielÉV SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 Recurso : 96.385 Recorrente : CONCRETO REDIMIX DO BRASIL S/A RELATÓRIO Na descrição dos fatos, anexa ao Auto de Infração diz a fiscalização: "DESCRIÇÃO DOS FATOS No curso da fiscalização desenvolvida na empresa CONCRETO REDEVIIX DO BRASIL S.A., com a finalidade de verificar a regularidade da mesma em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, criado pela Lei n° 4.502/64, constatei que a empresa acima identificada 'hão lançou nem recolheu o DPI" relativo às vendas do produto por ela industrializado, denominado concreto (BETON), no período de out/90 a fev/92." Devidamente notificada, a autuada apresentou a Impugnação de fls. 20/23 onde alega: 'CONCRETO REDIMIX DO BRASIL S/A., com estabelecimento a Av. Vasco da Gama, 866-A Salvador-BA, inscrito no CGC/MF sob n° 27.701.564/0030-42, por seus representantes legais infra-assinados havendo, tomado ciência do AUTO DE INFRAÇÃO onde se declara que a Requerente deu saída ao produto tributado argamassa de concreto - Classificação Fiscal IPI: 3823.50.0000 - Decreto 97.410 de 23.12.88, - alíquota 10% sem o destaque ou lançamento do imposto devido, com apuração de crédito tributário da Fazenda Nacional do Montante de 16.351,92 UFIR, vem pela presente, com o devido respeito, oferecer a sua DEFESA e IMPUGNAÇÃO, nos termos dos artigos 15 e 16 do Decreto 70.235/72, fundamentada nas razões de fato e de direito a seguir expostas: 1. Trata-se de auto de infração onde os senhores auditores-fiscais do Tesouro Nacional vislumbraram na atividade de prestação de serviços da defendente a fabricação de um produto acabado, suscetível de tributação pelo imposto de produtos industrializados nos termos da classificação fiscal TIPI 3823.50.000 do Decreto 97.410 de 23.12.88. 2 ãV.2. `zák MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 2. Com a devida vênia, temos para nós que incidiu em manifesto equivoco a zelosa fiscalização porque a atividade de prestação de serviços da autuada não se confunde com as preparações de concreto ou argamassa já prontas para comércio ou concretos (betões) não refratários de que trata a posição 3823.50.0000 da Tabela do IPI. Com efeito, não ocorre no caso em foco a revogação da isenção contida no inciso VIII do artigo 45 do Decreto n° 87.981 de 23.12.82 em virtude do parágrafo 1° do artigo 41 da Constituição Federal de 5 de Outubro de 1988, pela decorrência dos dois anos previstos no citado parágrafo 1°. O que verifica e o fato da atividade e fornecimento do concreto as obras da construção civil, caracterizar uma mera prestação de serviços e, em conseqüência, não ser alcançada pela tributação do Senão vejamos: a Autuada é empresa de prestação de serviços técnicos de construção civil, na condição de empreiteira de obras de engenharia. A natureza técnica (não mercantil) de sua atividade decorre de varias razões: a)- em primeiro lugar, da própria consistência material do trabalho: embora haja uma estrutura prática e racional, com utilização de caminhões betoneiras, usinas, etc., na verdade o trabalho desenvolvido, objetivamente considerado, nada mais constitue senão mera atuação auxiliar na execução de obra, substituindo, com técnicas mais avançada, serviços que tradicionalmente sempre se executaram nos canteiros das empreiteiras (betoneiras manuais, caixas de preparação do concreto, adição de água, etc.); b)- além disso, pela responsabilidade da concreteira quanto as especificações técnicas e de qualidade do concreto que se aplica, deparamos ai com uma típica prestação de serviços. Na verdade, o interesse e confiança do cliente repousa na técnica de preparação de concreto (trabalho) e não no seu resultado material (o chamado "produto"- concreto); c)- mais ainda, pelo tratamento que lhe dão a lei e os órgãos oficiais de controle da construção civil - CREA, CONFEA, sindicatos, 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 etc.), que sempre consideraram as concreteiras, empresas de engenharia; d)- por fim pela qualificação de pessoal utilizado pela concreteira, para realização desse trabalhos - engenheiros e técnicos credenciados perante o CREA. Não há dúvidas, pois, que se trata no caso, de trabalho pessoal, de natureza técnica, por nada confundivel com a venda de mercadorias ou produtos." Em Decisão de fls. 34/43, a autoridade de primeira instância julgou procedente a ação fiscal para manter, integralmente, a exigência constante do Aauto de Infração de fls. 01. Inconformada, a empresa recorreu a este Conselho (fls. 54/62), reafirmando e reforçando os argumentos já apresentados quando da impugnação. É o relatório. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HELVIO ESCO VEDO BARCELLOS Por se tratar de matéria sobejamente conhecida e tendo em vista a vasta jurisprudência desta Câmara sobre o assunto, adoto o voto do ilustre Conselheiro Oswaldo Tancredo de Oliveira, que compõe o Acórdão n° 202-07.741, a seguir transcrito: "Esta Câmara não desconhece três ou quatro votos, até recentes, sobre a mesmíssima matéria de que cuidam estes autos, nos quais, como relator, me pronunciei pela incidência do IPI sobre as preparações utilizadas na atividade de concretagem. Por outro lado, a atividade em questão - desde os componentes utilizados, a sua mistura, o seu preparo nos caminhões-betoneiras no seu trajeto atá a obra, e, afinal, a sua descarga, já na concretagem da obra a que é destinada. Tal atividade, nas suas implicações fiscais, é também sobejamente conhecida desta Câmara, por isso que seria despiciendo a sua descrição. Todavia, essa consideração preliminar é para dar a conhecer ao Colegiado a modificação de meu entendimento sobre a matéria e, em conseqüência, a modificação do meu voto. O que me levou ao reexame da questão foram as sucessivas e reiteradas decisões judiciais, cujo sentido não ignorava, é certo, face à sua persistente invocação pelas partes, nos feitos que nos têm sido submetidos, mas cujo conteúdo passei a examinar mais atentamente. Tais reiteradas decisões, que vão desde a instância singular até a mais alta Corte, me conduziram à consideração de que é de toda a conveniência para a administração se ajustar ao referido entendimento, atitude que, aliás, também se ajusta ao nosso sistema constitucional da supremacia do Poder Judiciário. Ressalve-se, contudo, nesse passo, que, no atual estágio, as referidas decisões, em tese, ainda não nos obrigam, por isso é que 5 .J)5 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 manifestado todo o meu respeito pelo eventual entendimento de meus ilustres pares, em defesa da tese contrária. Veja-se, contudo, que, em circunstâncias semelhantes, no caso dos produtos da indústria gráfica (envolvendo IPI e ISS), as também sucessivas decisões judiciais, pela exclusiva tributação do ISS, levaram o Poder Executivo, através do Decreto-Lei n.° 2.471/88, a cancelar os débitos do IPI que, até aqueles pronunciamentos judiciais, a administração entendia devido, numa evidente busca de conciliação. Isto posto, temos que, desde a expedição do Decreto-Lei n. ° 406/68, que implantou o ISS, que se arraigou (ou, para se ajustar a este litígio, se "concretizou") a minha convicção de que o diploma em questão nenhuma interferência tinha com o IN. Até pela sua ementa que declarava dar "normas sobre o ICM e o ISS". E que o art. 8.0 desse diploma, que instituía a lista de serviços, e seu parágrafo, que declarava a incidência "apenas do ISS sobre os serviços incluídos na lista", só estaria excluindo o ICM, mas não o IPI, sobre o qual não cuidava o DL 406, em questão. As sucessivas decisões judiciais em contrário não chegaram a abalar meu ponto de vista porque, no meu entender, não abordaram essa questão com profundidade, declarando simplesmente que a exclusão em causa se referia a "todos os tributos federais". Veja-se, a propósito, que a primeira manifestação da Coordenação do Sistema de Tributação sobre essa matéria se verificou pela aprovação de parecer de nossa autoria, de n.° 253/70, onde se declara, "verbis": "De acordo como disposto no art. 8. 0 desse Decreto-lei (DL 406/68), o ISS tem como fato gerador a prestação de serviço constante de uma lista que anexa, declarando o § 1. 0 do citado artigo: "os serviços incluídos na lista ficam sujeitos apenas ao imposto previsto neste artigo" (omissis), evidentemente no sentido de excluir o ICM, que é o outro imposto regulado no referido Decreto-lei. Não assim o IPI, ou outros tributos federais." Agora, detendo-me em uma dessas decisões, vejo nela, quanto a esse aspecto, uma justificativa básica para justificar o meu entendimento. 6 .4)09 MINISTÉRIO DA FAZENDA44,4 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 Trata-se do Acórdão (AMS n.° 90.085), da lavra do Ministro Pedro da Rocha Acioli, relator, do então Tribunal Federal de Recursos, em que o mesmo contestava precisamente essa alegação do representante da União Federal, a saber: "Assevera também a autoridade impetrada que as impetrantes equivocam-se, quando pretendem fundamentar sua pretensão no Decreto-lei n.° 406/68, modificado pelo Decreto lei n.° 834/69, porque, em tal texto legal, o legislador pretendeu apenas delimitar a área de incidência do ICM e ISQN. Assim a expressão "apenas ao imposto previsto neste artigo", constante do § 1. 0 do art. 8.0 daquele Decreto-lei, significa, tão somente não incidência do ICM, enquanto que o § 2. 0 do mesmo artigo esclarece os casos de não sujeitação do ISQN. Por outro lado, a competência dos municípios restringir-se-ia aos serviços "não compreendidos na competência tributária da União ou dos Estados " . Donde se conclui que a tributabilidade de uma operação pelo IPI, por si só, é suficiente para afastar a possibilidade da incidência pelo imposto municipal." "Tais assertivas, porém, não podem medrar - contesta o ilustre relator - O Sistema Tributário Brasileiro é um só, comportando todas as leis tributárias, sejam de que natureza forem. Por ser único, tal sistema forma um todo harmonioso, não comportando fragmentações. Assim, se o § 1. 0 do art. 8. 0 do Decreto-Lei n.° 406/68 estabelece que os serviços incluídos na lista que o acompanha ficam sujeitos apenas ao ISQN, está, por isso mesmo, afastando a incidência de todo e qualquer tributo, seja de que natureza for. Admitir-se, também, o IPI sobre tais serviços, ou operações, é incorrer-se na bitributação. Estar-se-ia, desta forma, fazendo incidir dois tributos de natureza diversa sobre um mesmo fato gerador." "Se a lei estabelece que tal atividade ou operação constitui fato gerador do ISQN, "ipso facto", está repelindo a incidência de qualquer outro tributo." 7 Átlx MINISTÉRIO DA FAZENDA_ 444n, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 Passo então, a concordar que os serviços constantes da lista excluem, não só a incidência do atual ICMS (salvo nos casos que prevêem expressamente a incidência sobre as mercadorias fornecidas), como também a do IPI. Há que apreciar, então se a atividade só envolve o serviço de concretagem, ou se também ocorre o fato gerador do IPI, ou seja, a entrega da mercadoria, isoladamente considerada. No meu entender essa entrega é coincidente e indissociável da realização do serviço. Não há um momento sequer nessa seqüência em que o produto se apresente isoladamente, em condições de assim ser entregue - o que caracterizaria o fato gerador do IPI - a não ser no momento em que o serviço começa a se realizar. A betoneira não entrega o produto na obra, mas o emprega diretamente no serviço. Enfim, o produto é indissociável de sua finalidade, que é o serviço de concretagem. O preparo da massa pode começar antes, mas jamais pode terminar antes da colocação, sob pena de ser entregue, não mais o concreto, mas sim o produto já inadequado à sua finalidade. Nesse passo, peço vênia para ler trechos de decisões da mais alta Corte, na qual se descreve o referido serviço. Assim se pronunciou o Ministro Moreira Alves, relator do RE n.° 82.501-SP: "A preparação do concreto, seja feita na obra - como ainda se faz nas pequenas construções - seja feita em betoneiras acopladas a caminhões, é prestação de serviços técnicos, que consiste na mistura, em proporções que variam para cada obra, de cimento, areia, pedra britada e água, e mistura que, segundo a Lei Federal 5.194/65, só pode ser executada, para fins profissionais, por quem for registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, pois demanda cálculos especializados e técnica para a sua correta aplicação. O preparo do concreto e a sua aplicação na obra é uma fase da construção civil, e, quando os materiais a 8 ,rt*, MINISTÉRIO DA FAZENDA 440' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 serem misturados são fornecidos pela própria empresa que prepara a massa para a concretagem, se configura hipótese de empreitada com fornecimento de materiais, ... Para a concretagem há duas fases de prestação de serviços: a da preparação da massa, e a da utilização na obra. Quer na preparação da massa, quer na sua colocação na obra, o que há é prestação de serviços, feita, em geral, sob forma de empreitada, com material fornecido pelo empreiteiro ou pelo dono da obra, conforme a modalidade de empreitada que foi celebrada. A prestação de serviço não se desvirtua pela circunstância de a preparação da massa ser feita no local da obra, manualmente, ou em betoneiras colocadas em caminhões, e que funcionem no lugar onde se constrói, ou já venham preparando a mistura no trajeto até a obra. Mistura meramente física, ajustada às necessidades da obra a que se destina, e necessariamente preparada por quem tenha habilitação legal para elaborar os cálculos e aplicar a técnica indispensáveis à concretagem. Essas características a diferenciam de postes, lajotas ou placas de cimento pré-fabricado, estas, sim, mercadorias." (destaques da transcrição). Ainda o SUPREMO, no RE 93.508, Relator Ministro LEITÃO DE ABREU: A distinção feita pelo acórdão para, no caso, dar pela incidência do imposto de circulação de mercadorias conflita com a orientação firmada pela jurisprudência do Supremo Tribunal, segundo a qual seja na preparação da massa, seja na sua colocação na obra, o que há é prestação de serviço. Por isso, assiste razão ao parecer da Procuradoria-Geral da República, que invoca precedentes já indicados pela recorrente, um dos quais, por mim relatado, está publicado na RTJ 94/393. Aditando o Ministro, em VOTO ADITIVO, respondendo ao declarado na tribuna pelo Advogado: 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA ;',!!rCeri;* SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10580.008824/92-71 Acórdão : 202-07.951 "... A circunstância de haver a preparação do cimento sido feita fora do local da obra não descaracteriza esse trabalho como prestação de serviço, sobre o qual incide, não o ICM, mas o tributo próprio, uma vez que o concreto resulta de uma mistura que é aplicada diretamente na obra, onde se solidifica, seja essa mistura efetuada no local de trabalho, seja fora dele."... (destacamos e sublinhamos)" Em conclusão, e sintetizando o que até aqui foi dito em nosso voto, entendo que: a) caracterizada a atividade como incluída na Lista de Serviços anexa ao Decreto-Lei n.° 406/68 e alterações posteriores, salvo as exceções ali expressas, relativamente ao ICMS, excluída se acha a incidência de qualquer outro tributo federal, assim entendido o disposto no § 1. 0 do artigo 8. 0 do citado Decreto-lei; b) não havendo solução de continuidade entre o preparo da mistura no estabelecimento do executor do serviço e o emprego desta na obra, já em forma de serviço de concretagem, não há que se falar na ocorrência do fato gerador do IPI. E sendo essas, como são, as razões em que se funda meu voto, entendo despiciendo a apreciação da matéria à luz das implicações decorrentes do disposto no § 1. 0 do art. 41 dos ADCT, visto que aqui não se cogita da vigência ou não da isenção que acoberta as preparações e os blocos de concreto destinados à aplicação em obras hidráulicas ou de construção civil (RIPI, art. 45, VIII). Por estas razões, voto pelo provimento do recurso." Por estas mesmas razões é que voto no sentido de que se dê provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de a?" sto de 1995 e' ff e / HELvie E • DO : • ' CEL S 10
score : 1.0
Numero do processo: 13639.000051/2002-57
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. FATOS GERADORES A PARTIR DE MARÇO DE 1996. INDÉBITO TRIBUTÁRIO INEXISTENTE. INDEFERIMENTO. Em face da inexistência de indébito tributário, não cabe pedido de restituição dos recolhimentos da Contribuição para o PIS/Pasep referentes aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de março de 1996, data em que entrou em vigor os comandos normativos veiculados pela Medida Provisória nº 1.212, de 1995, e reedições, até a conversão na Lei nº 9.715, de 1998 (ADI nº 1.417- 0/DF). RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PAGAMENTO INDEVIDO. INOCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. No âmbito tributário, é condição necessária para a existência do direito de restituição que o tributo pago pelo contribuinte seja indevido. Nos presentes autos, foi demonstrado que o tributo pago era devido, portanto, inexistente o indébito tributário pleiteado e incabível o pedido de restituição formulado. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.953
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: José Fernandes do Nascimento
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. FATOS GERADORES A PARTIR DE MARÇO DE 1996. INDÉBITO TRIBUTÁRIO INEXISTENTE. INDEFERIMENTO. Em face da inexistência de indébito tributário, não cabe pedido de restituição dos recolhimentos da Contribuição para o PIS/Pasep referentes aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de março de 1996, data em que entrou em vigor os comandos normativos veiculados pela Medida Provisória nº 1.212, de 1995, e reedições, até a conversão na Lei nº 9.715, de 1998 (ADI nº 1.417 0/DF). RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PAGAMENTO INDEVIDO. INOCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. No âmbito tributário, é condição necessária para a existência do direito de restituição que o tributo pago pelo contribuinte seja indevido. Nos presentes autos, foi demonstrado que o tributo pago era devido, portanto, inexistente o indébito tributário pleiteado e incabível o pedido de restituição formulado. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. (assinado digitalmente) Fl. 1DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Assinado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, 25/04/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO 2 José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 01/04/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Beatriz Veríssimo de Sena, José Fernandes do Nascimento, Luciano Pontes de Maya Gomes e Nanci Gama. Relatório Tratase de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão nº 0924.006, de 20 de maio de 2009 (fls. 79/88), proferido pelos membros da 2ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora/MG (DRJ/JFA), em que, por unanimidade de votos, indeferiram pedido de restituição formulado nos presentes autos, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito Tributário. INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE A autoridade administrativa não possui competência para apreciar inconstitucionalidade ou ilegalidade, cabendo tal prerrogativa ao Poder Judiciário. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 CRÉDITOS INEXISTENTES A ADIN 14170 declarou inconstitucional somente a parte final do art. 18 da Lei n.° 9.715/98. Solicitação Indeferida Por bem descrever os fatos que motivaram o presente Recurso, transcrevo a seguir o Relatório encartado no Acórdão recorrido: Tratase de pedido de restituição a título de contribuição para o PIS (fl. 01), motivado pela “Inconstitucionalidade do artigo 15 da Medida Provisória 1212/95 até o Artigo 18 da Lei 9715/98 ADIN nº 1.417/0.”. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Assinado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, 25/04/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Processo nº 13639.000051/200257 Acórdão n.º 310200.953 S3C1T2 Fl. 120 3 Às fls. 4243, Despacho Decisório no qual o pedido foi indeferido, tanto em decorrência do escoamento do prazo decadencial do direito de pleitear a referida restituição, quanto, no caso de pagamentos não atingidos pela decadência, em face da compreensão de que “a MP 1.212/95 e reedições passou a vigorar para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º/03/1996, estando correta a contribuição recolhida pela interessada no período de 14/02/1997 a 13/11/1998, vez que apurada sobre o faturamento, [...]”. Às fls. 4661, manifestação de inconformidade intermediada por procuradoras constituídas à fl. 62, cujos argumentos de defesa, respaldados em posicionamentos jurisprudenciais, encontramse abaixo transcritos, por excertos, assim articulados: DOS FATOS 9. [...] a contribuição ao PIS é recolhida através do lançamento por homologação, pelo que, conforme entendimento pacífico de nossos Tribunais, o direito de pleitear a restituição somente se extingue após o prazo de cinco anos contados do fato gerador, acrescidos de mais cinco anos a partir da homologação tácita. 10. [...] restou pacificado no seio do Superior Tribunal de Justiça o entendimento segundo o qual é cabível a restituição do indébito em face da Fazenda Nacional, sendo o prazo de decadência/prescrição de cinco anos para pleitear a devolução, contado do trânsito em julgado da decisão do Supremo Tribunal Federal que declarou inconstitucional o recolhimento do suposto tributo (AGA 404.938/GO julgado em 03/09/2002). 11. [...] o Supremo Tribunal Federal ao julgar a ADI nº. 14170, proposta pela Confederação Nacional da Indústria, decidiu que não se aplica o efeito retroativo à Medida Provisória nº 1.212/95 e Lei nº 9.725/98, declarando a inconstitucionalidade do artigo 18 da referida lei, no Plenário de 02/08/1999, publicado no DJ em 23/03/2001. 14. [...] trazse recente posicionamento do STJ, considerando que, para as hipóteses restritas de devolução de tributo fulminado pela inconstitucionalidade, o dies a quo para a contagem do prazo para repetição do indébito deve ser o trânsito em julgado da declaração de inconstitucionalidade pela Excelsa Corte, em controle concentrado de constitucionalidade, ou a publicação da Resolução do Senado Federal, acaso a declaração de inconstitucionalidade tenha se dado em controle difuso. 16. Quanto ao disposto no artigo 3º da LC nº. 118/2005, mister se faz que tal norma entrou em vigor em 10/06/2005, sendo que, em 29/04/2005, o Superior Tribunal de Justiça, através do Resp 692888/MG, [...], decidiu que o prazo prescricional de cinco anos será válido somente para as Fl. 3DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Assinado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, 25/04/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO 4 ações ajuizadas após a entrada em vigor da supra referida lei complementar, ou seja, a partir de 10 de junho de 2005. 28. As medidas provisórias subseqüentes, porém, não tiveram outro objetivo senão a de reeditar a Medida Provisória nº. 1.212/95, ou seja, dar continuidade às disposições inconstitucionais nela contidas. 30. Não basta atentarse à anterioridade somente no que tange à primeira edição da Medida Provisória. Este princípio constitucional deverá ser observado a cada reedição, conforme inteligência do artigo 62 da Constituição da República. 34. Assim, sendo, conforme orientação dos nossos Tribunais, neste ato representada por trecho do voto da Ilma. Ministra Eliana Calmon, proferido nos autos do RE [...], “faltando o juízo de confirmação pelo Congresso à MP 1.212, a permanência da disciplina, por outra medida de igual conteúdo, não restaura o prazo de 90 (noventa) dias iniciado com a primeira, sob pena de descaracterizarse por inteiro a vigência final do veículo legislativo, constitucionalmente regrado.”. 37. Ademais, insta salientar que a MP nº. 1.212/1995 somente poderia ter eficácia a partir de março de 1996, respeitando assim o prazo nonagesimal para entrar em vigor, e, jamais, a partir de 1º de outubro de 1995, como determinava o seu artigo 15 [...]. 38. O artigo 18 da Lei nº 9.715/1998 repetiu o mesmo equívoco, [...]. Todavia, o Supremo Tribunal Federal pacificou a matéria na ADI nº. 1.4170, julgando inconstitucional o artigo 18 da Lei nº 9.715/98. 39. [...] a inconstitucionalidade ganha alcance erga omnes e efeitos ex tunc, alcançando e desconstituindo a aplicação futura da lei, haja vista ser esta absolutamente nula, sendo ineficazes, portanto, os atos pretéritos praticados com base nessa norma declarada inconstitucional. 42. Desta forma, é de se concluir que, no período compreendido entre outubro de 1995 até fevereiro de 1999, nada é devido a título de PIS com base na legislação supra, e, em especial do período de outubro de 1995 a março de 1996, vez que, conforme exaustivamente narrado alhures, tal período já foram objeto de declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, inclusive de acordo com a própria IN SRF nº. 006/00. (original contém negritos). É o relatório. Sobreveio o Acórdão recorrido, sendo dele cientificada a Interessada, por via postal (fl. 90), em 25/06/2009. Inconformada, interpôs o Recurso Voluntário de fls. 91/106, protocolado em 22/07/2009 (fl. 91), em que reapresentou as razões de defesa apresentadas na manifestação de inconformidade. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Assinado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, 25/04/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Processo nº 13639.000051/200257 Acórdão n.º 310200.953 S3C1T2 Fl. 121 5 No final, requereu o conhecimento e provimento do presente Recurso, para que fosse reformado o Acórdão recorrido e julgado inteiramente procedente o pedido de restituição colacionado aos autos. Em atenção ao despacho de fl. 118, os presentes autos foram enviados a este e. Conselho. Na Sessão de outubro de 2010, em cumprimento ao disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O presente Recurso é tempestivo, foi apresentado por parte legítima, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento, com exceção da matéria mencionada no tópico seguinte. Da matéria não conhecida. No presente julgamento, deixo de conhecer as razões de defesa suscitadas pela Recorrente, em relação ao Pedido de Restituição dos valores da Contribuição para o PIS/Pasep dos meses de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, objeto do processo administrativo nº 13639.000052/200200. O pedido de restituição de que trata o referido processo, foi fundamentado no na decisão proferida no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n°. 1.4170/DF, em que Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade do artigo 15 da Medida Provisória n°. 1.212, de 28 de novembro de 1995 e suas reedições, até a sua conversão no artigo 18 da Lei n°. 9.715, de 1998, em face da inobservância do prazo da anterioridade nonagesimal, fixado no art. 195, § 6º, da Constituição Federal de 1988. Da matéria conhecida. De acordo com o exposto precedentemente, tratam os presentes autos do Pedido de Restituição de fl. 01, protocolado em 14/01/2002, em que a Interessada requer a devolução dos valores da Contribuição para o PIS/Pasep dos meses de março de 1996 a outubro de 1998 (fl. 02). Da mesma forma que o pedido de restituição colacionado aos autos do processo administrativo nº 13639.000052/200200, o presente Pedido de Restituição também foi fundamentado no resultado do julgamento da ADI n°. 1.4170/DF. Nesse sentido, alegou a Recorrente que os recolhimentos da Contribuição para o PIS/Pasep realizados no período de março de 1996 a fevereiro de 1999 eram também indevidos, pois com a declaração de inconstitucionalidade do art. 18 da Lei nº 9.715, de 1998, no julgamento ADI nº 1.4170/DF, e tendo em conta anterioridade nonagesimal, prevista no art. 195, § 6º, da CF/1988, tais normas somente entraram em vigor em março de 1999. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Assinado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, 25/04/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO 6 Em decorrência do conteúdo dessa alegação, fica evidenciado que a questão principal a ser decidida nos presentes autos diz respeito a existência ou não dos pagamentos indevidos alegados pela Recorrente. Em outras palavras, o ponto fulcral para o deslinde da presente contenda consiste em saber se o crédito por ela alegado existe ou não. No caso, para que o alegado indébito existisse, era necessário que as normas que instituíram a Contribuição para o PIS/Pasep, desde a edição da Medida Provisória n° 1.212, de 1995, e reedições, até a conversão na Lei n°. 9.715, de 1998, tivessem a sua aplicação afastada por vício de inconstitucionalidade. Porém, conforme anteriormente asseverado, no julgamento da ADI n°. 1.417 0/DF, o c. STF declarou a inconstitucionalidade apenas do artigo 18 da Lei n°. 9.715, de 1998, em razão da inobservância do prazo da anterioridade nonagesimal, previsto no art. 195, § 6º, da Constituição Federal de 1988. Portanto, a referida decisão suspendeu a vigência das referidas normas somente durante os meses compreendidos pelo período da noventena (dezembro de 1995 a fevereiro de 1996), conforme se verifica no excerto da decisão final proferida, em 02/08/1999, pelo pleno do c. STF nos autos da ADI nº 1.4170/DF (DJ 23/03/2001), a seguir reproduzida: O Tribunal, por unanimidade, julgou procedente, em parte, a ação direta para declarar a inconstitucionalidade, no art. 18 da Lei nº 9.715, de 25/11/1998, da expressão "aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 01 de outubro de 1995". (grifos não originais) Em consonância com a citada decisão, o Senado Federal editou a Resolução nº 10, de 2005, suspendendo a execução dos efeitos da disposição inscrita na parte final do preceito legal inquinado, com os seguintes termos, in verbis: Art. 1º É suspensa a execução da disposição inscrita no art. 15 da Medida Provisória Federal nº 1.212, de 28 de novembro de 1995 "aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de outubro de 1995" e de igual disposição constante das medidas provisórias reeditadas e do art. 18 da Lei Federal nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário nº 232.8963 Pará. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. É oportuno destacar que o art. 15 da Medida Provisória nº 1.212, de 1995, reproduzido nas Medidas Provisórias seguintes, até a conversão da Medida Provisória nº 1.676 37, de 1998 (última), na Lei 9.715, de 1998, tinha a seguinte redação, ipsis litteris: Art. 15. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de outubro de 1995. A redação do art. 18 da Lei 9.715, de 1998, também tinha o mesmo teor, conforme pode ser observado no texto a seguir transcrito: Art.18. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de outubro de 1995. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Assinado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, 25/04/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Processo nº 13639.000051/200257 Acórdão n.º 310200.953 S3C1T2 Fl. 122 7 Com base nesse breve relato, verificase que a declaração de inconstitucionalidade em apreço alcançou apenas a parte final do art. 15 das citadas Medidas Provisórias e do artigo 18 da Lei n.º 9.715, de 1998, restando válidos os demais dispositivos da citada lei de conversão, dos quais merece destaque o artigo 17 que convalidou os atos praticados com base na MPv n.º 1.67637, de 1998. Assim, verificase que a única parte do texto do referido artigo declarado inconstitucional foi aquela referente a inobservância do período mínino de noventas dias, para que os comandos normativos veiculados pela MP nº 1.212, de 1995, em sua primeira edição, entrasse em vigor. Em outras palavras, o que foi declarado inconstitucional foi dicção da norma que inobservou o princípio da anterioridade nonagesimal, insculpido no § 6º do art. 195 da CF/1988. Nesse sentido tem se pronunciado o c. STF, conforme ementa de recente julgado (19/10/2010), que segue transcrita: Agravo regimental no agravo de instrumento. PIS. Medida Provisória nº 1.212/95 e reedições. Lei nº 9.715/98. Empresa prestadora de serviços. Constitucionalidade. Anterioridade nonagesimal. 1. O Pleno deste Supremo Tribunal Federal, na ocasião do julgamento da ADI nº 1.417/DF, somente declarou a inconstitucionalidade da parte final do artigo 18 da Lei nº 9.715/98. 2. Inocorrência de violação aos artigos 195, § 4º, e 239 da Constituição Federal. 3. Anterioridade nonagesimal observada, conforme o art. 13 da Medida Provisória nº 1.212/95 e a lei de conversão nº 9.715/98. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil.(AI 717625 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 19/10/2010, DJe 233 DIVULG 01122010 PUBLIC 02122010 EMENT VOL 0244302 PP00471) Conforme disposto na referida ementa, além de negar aplicação da noventena para as Medidas Provisórias editadas após Medida Provisória nº 1.212, de 1995, até a edição da Lei de conversão, como pretendido pela Recorrente nos presentes autos, o c. STF vem impondo multa por litigância máfé aos postulantes. Além disso, cabe consignar que, em conformidade com o entendimento do c. STF, na sistemática anterior à Emenda Constitucional n.º 32, de 2001, em caso de publicação de Medida Provisória, o período nonagesimal de que o § 6º do art. 195 da CF/1988 tinha como dies a quo a data da publicação da primeira Medida Provisória editada, que, no caso em tela, foi a Medida Provisória nº 1.212, de 1995, publicada no DOU de 29/11/1995. Dessa forma, fica demonstrado que somente no período de 1º de outubro de 1995 a 29 de fevereiro de 1996, por força da declaração de inconstitucionalidade da parte final do art. 18 da Lei nº 9.715, de 1998, as normas instituídas para a cobrança da Contribuição para o PIS/Pasep não tiveram vigência, sendo indevidas, por conseguinte, os valores da referida Contribuição recolhidos nesse período. Com essas considerações, concluo que as referidas normas entraram em vigor a partir do mês de março de 1996, portanto, são devidos todos recolhimentos da Contribuição Fl. 7DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Assinado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, 25/04/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO 8 para o PIS/Pasep, com fato gerador a partir do mês de março de 1996, realizado pela Recorrente. Em consequência, resulta inexorável a conclusão de que o crédito alegado pela Recorrente não existe. Diante dessa constatação, entendo que se encontra prejudicada a apreciação das demais questões jurídicas de defesa suscitadas no presente Recurso, em especial, as alegações acerca da decadência ou prescrição do direito de pleitear a restituição do crédito em apreço. Com efeito, se não existe o crédito a ser pleiteado, obviamente tornase despicienda qualquer discussão acerca da decadência ou prescrição do direito de pleiteálo. De fato, não teria o menor cabimento discutir a ocorrência ou não do prazo de decadência ou de prescrição de um direto inexistente. É de sabença que o pressuposto necessária para que haja a decadência ou a prescrição de um direito é que ele exista. Logo, tendo em conta que não existe o direito creditório alegado pela Recorrente no caso em tela, não tem o menor sentido lógico nem jurídico a discussão acerca da decadência ou prescrição desse direito. Em suma, diante da inexistência do direito creditório pleiteado, deixo de conhecer a matéria sobre decadência. Da conclusão. Ante todo ao exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao presente Recurso, para indeferir os presentes pedidos de restituição, em razão da inexistência do valor do crédito pleiteado. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 8DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Assinado digitalmente em 01/04/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, 25/04/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 10480.006953/89-58
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 1991
Ementa: PIS/FATURAMENTO: O ônus da demonstração inequívoca da inocorrência de passivo fictício, de modo a inalterar a base de cálculo da contribuição aqui pretendida é exclusivo da autuada-recorrente, através de documentação hábil e idônea. Auto de infração federal, lavrado com base em omissão de receita levantada pela fiscalização estadual, não contestada pela autuada-recorrente em face, inclusive, da existência de pagamento do mesmo, aliado a elementos constados junto à contabilidade é meio hábil e idôneo. Lançamento mantido. Recurso negado.
Numero da decisão: 201-67577
Nome do relator: Domingos Alfeu Colenci da Silva Neto
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U. 2.° De . 1922— C — C — ubrica Algú 3 (91 ,gk~ MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10.480-006.953/89-58 (ovrs) Sessão de..12....de....nozemb.ro.... de ACORDA() .... 7 Recurso n.° 8 4 . 7 85 Recorrente SUPERDROGAS LTDA. Recorrida DRF EM RECIFE/PE PIS/F A TURA M E N T O: O Onus da demonstração ine- quívoca da inocrrencia de passivo fictício, de modo a inalterar a base de cálculo da contribuição aqui pretendida é exclusivo da autuada-recorrente, atra- ves de documentação hábil e idOnea. Auto de infração federal, lavrado com base em omissão de receita le- vantada pela fiscalização estadual, não contestada pela autuada-recorrente em face,inclusive,da existen cia de pagamento do mesmo, aliado a elementos consta dos junto à contabilidade é meio hábil e idOneo.LaFI çamento mantido. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SUPERDROGAS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provi mento ao recurso. Sala das essOes, em 12 de novembro de 1991. ROBERT ARBezÁ DE ASTRO - pádOORENTE DOMINGOS ALFEU C4LENCI DA SILVA NETO - RELATOR (*)vide verso DIVA MARIA COSTA CRUZ E REIS - PRFN VISTA EM SESSÃO DE O FEV 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento,os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, HENRIQUE NEVES DA SILVA, SELMA SANTOS SALO- MÃO WOLSZCZAK,ANTONIO MARTINS C. BRANCO,ARISTCTANES F. DE HOLAN- DA e WOLLS ROOSEVELT DE ALVARENGA (Suplente). (*) Vist. csrt 28/02/9 ao Procurador-Representante da Fazenda Na- cional, Dr. ANTONIO tARLOS TAQUES CAMARGO, em face a Port. PGFN 119_ 62, DO de 30/01/92. 3‘Li 'Aí*k —e~ , 4.ektf, MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02- Processo NP- 10.480-006.953/89-58 Recurso Ng : 84.785 Acordão N2: 201-67.577 Recorrente: SUPERDROGAS LTDA. RELATÓRIO SUPERDROGAS LTDA., pessoa jurídica regularmente es- tabelecida na cidade de Recife-PE, à R. Santa Rita, 151, portadora do CGCMF nQ 11.723.160/0001-85, teve contra si lavrado o Auto de Infração de fls. 03, no valor de NCz$793,25 referente ao PIS/FATURAMENTO,pelo fato de ter sido constado, pela Fiscali- zação o seguinte: "1.- No exercício de 1988, período-base de 1987 deixou de comprovar na "conta fornecedores" a quantia de Cz$3.765.369,73, conforme abaixo dis- criminada: a)- Cr$552.016,00, correspondentes a duplica tas já liquidadas antes de 31.12.87; — b)- Cz$1.864.533,31, relativos a comprova- ções respaldas em documentação inábil; c)- Cz$718.956,53, concernentes à falta to- tal de documentação comprobatOria; d)- Cz$629.684,89, pertinentes à diferença entre saldo do balanço e a comprovação feita pelo contribuinte (demonstrativo da/ composição do passivo). egue- 12)‘ç SE Rv i r..0 RCBLICO FEDERAL 03- Processo n g. 10.480-006.953/89-58 Acórdão nQ 201-67.577 2.- Nos exercícios de 1985 e 1986,perío dos-base de 1984 e 1985, omitiu receitas, conforme se verifica do livro modelo 6, rela tivamente ã não-escrituração de saída de me._ cadorias, segundo abaixo se discrimina: a)- Cz$54.226,45, relativamente ao exer cicio de 1985; b)- Cz$30.194,10, concernentes ao exer- cício de 1986. Referidas omissões não foram oferecidas ã tributação, conforme se verifica das decla_ rações de imposto de renda da autuada, anexa das por cópia aos presentes autos." Regularmente cientificada, a autuada, de forma tempestiva, apresenta sua impugnação (cfr. fls. 07 "usque" 17), sem argumentos preliminares, alegando, em síntese, o seguinte: a) a insubsistencia do Auto de Infração posto que a lavratura do mesmo se encontra em desacordo com o artigo 196 do CTN, e artigo 7Q, I, §§ 1Q e 2Q, do Decreto 70.235/72; b) inexistencia de infração ã legislação do Im- posto de Renda, uma vez que os documentos apresentados para comprovação da conta "fornecedores", em razão de estarem reves tidos de formalidades exigidas, são merecedores de fé; c) que os documentos não apresentados por oca- sião da ação fiscal, estão sendo anexados ã defesa, os quais, inclusive, revelam a verdade; 1111 JI9 -gue- *SIRvIÇO PCBLICO FEDERAL 04- Processo n(2 10.480-006.953/89-58 Acórdão nQ 201-67.577 d) os documentos originais apreendidos e anexa- dos ao Auto de Infração lhe foram entregues de forma incorreta, pois refletem as informações constantes do anverso, ficando a empresa, impossibilitada, assim, de discutir os fatos que leva — - ram a autoridade fiscal a glosar tais documentos, contestando, dessa forma, o credito tributário lançado com base em PASSIVO FICTICIO; e) que os documentos apresentados espelham a verdade, não se considerando que, em alguns casos, seja a adqui- rente pessoa jurídica do mesmo grupo, fato não proibido em lei; f) a ilegalidade da prova emprestada, posto que sobre tal ilegalidade o S.T.F. não admite o lançamento corres- pondente às omissões tributárias por este sistema. As fls. 25/28 , temos a Informação Fiscal, a qual rebate item por item da impugnação apresentada, concluin- do pela manutenção integral dos lançamentos em tela. Exemplar da decisão proferida nos Autos -IRPJ ne) 10480.006.950/89, foi anexado às fls.30/36, com a seguinte ementa: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA JURÍDICA-IRPJ. Exercícios 1985 - 1986 - 1987 Anos-base 1984 - 1985 - 1986 Tributa-se a omissão de receita caracte rizada por passivo fictício quando contribuinte não lograr comprovar a u. inexistência através de documenta .• bil e idônea. e- SERvit0 PCBLICO FEDERAL 05- _ Processo nQ 10.480-006.953/89-58 Acórdão nQ 201-67.577 • É válido e insuscetível de argüição de nulidade o auto de infração lavrado pelo fisco federal, com base em omissão levan- tada pela fiscalização estadual, quando esta, não contestada, for confessada, pela autuada. mediante o pagamento do credito exigido pela Fazenda Estadual." A decisão ora recorrida, por seu turno, tem a seguinte ementa: • "Tratando-se de autuação reflexa e de ser mantido o mesmo tratamento dispensado ao processo principal de IRPJ, face a íntima correlação de causa e efeito existente entre os mesmos. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE." Inconformada com tal modo de decidir,a autuada, de forma tempestiva, apresenta seu Recurso Voluntário, alegan- do em prejudicial de mérito, a nuldiade do Auto de Infração pela ausência do enquadramento legal e a penalidade aplicável, o mesmo ocorrendo no Termo de Encerramento da Ação Fiscal (con forme inteligência do art. 10 do Decreto nQ 70.235/72, inciso IV). Entende, que a inobservância de tais preceitos acarreta cerceamento do direito de defesa e segundo art. 59, II, do mes- mo decreto, nulo de pleno direito. Ainda a título de preliminar, reitera o seu pleito de nulidade do auto de infração, posto entender inobser vados os regramentos elencados nos artigos 7Q, I i e §S, do De- creto nQ 70.235/72t e 196 do CTN, segundo os quais os trabay s,gie, r9sERvoco PCSLICO FEDERAL 06- ' Processo nQ 10.480-006.953/89-58 Acórdão nQ 201-67.577 trabalhos de fiscalização devem ser iniciados mediante termo de inicio, que terá validade de 60 (sessenta) dias, prorrogáveis mediante ato escrito, o que inocorreu. Quanto ao mérito reite- ra as alegações apresentadas com a impugnaçãO,propugnando pela improcedencia do Auto de Infração. • É o relatório. stuoue- --, SERVIÇO PI:SUCO FEDERAL 07- Processo n(2 10.480-006.953/89-58 Acórdão nQ 201-67.577 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DOMINGOS ALFEU C. DA SILVA NETO Inicialmente cumpre-nos analisar as prejudi- ciais suscitadas no Recurso voluntário. • O Auto de Infração de fls.03, efetivamente, não é nenhum exemplo a ser seguido, limitadíssimo, vez que não des creve os fatos imputados à autuada. Por tal fato,afigura-se-me passível de anulação. Entretanto, como a recorrente o compreen deu, apresentando substanciosa impugnação, entendo superado a nulidade pela ausência de prejuízo, vez que, como assertado, dedu ziu ampla defesa. Não se ovide, ainda, que, às fls. 04, consta expressamente a descrição dos fatos. Quanto ao pleito de nuli- dade,pela ausência da tipificação, observo que tal não procede, vez que o mesmo registra o enquadramento legal, consoante se observa às fls. 02 e 03. Rejeito, assim, essa prejudicial de nulidade. No que concerne à segunda preliminar, destino outro que não seja a rejeição, e reservado à mesma.Com efeito, como bem observa a fiscalização, quando do encerramento da ação fiscal e conseqüente lavratura dos autos de infração, a Autuada-Recorrente não havia regularizado qualquer das imputa- ções a ela endereçadas, como de resto até esta data não as sa- nou! Não há, assim, como dar guarida à prejudicial,a teor d:12 , 35 08- SL RvI CO I'BLICO UDERAL _ Processo nQ 10.480-006.953/89-58 Acórdão nQ 201-67.577 inobservância dos regramentos elencados nos arts. 7Q, l i e S§, do Decreto 70.235/72, e 196 do CTN, mesmo porque, não há nuli_ dade quando reste ausente qualquer prejuízo. Não houve areaqui _ _ sição de espontaneidade por parte do contribuinte, mormente considerando a inércia da recorrente em regularizar- os atos, objeto da autuação. Passo à análise do mérito. No que concerne à assertiva de que os documen- tos encartados no procedimento IRPJ são , suficientes para descaracterizar a infringencia a ela imputada naquele expedien te, forçoso e concluir o seguinte: a) nesse expediente tais documentos não se fa- zem presentes por culpa exclusiva da recorrente que não tratou de dotar seu recurso dos elementos de convicção i intruindo-o de forma assaz imperfeita, devendo então suportar com a clássica alegação de que alegar e não provar é como não tivesse sido alegado; b) adoto as razOes expendidas pelo digno julga- dor de primeira instância de que: "no que tange aos documentos apresentados pela autuada, como sendo suficientes para desca- racterizar a infringencia à legislação do Imposto de Renda, não podem ser aceitos por suscitarem dúvidas, bem como não c...--- pode ser aceita a alegação de que alguns documentos (cópia ise u SERvICO PCSLICO FERRAL 09- Processo nQ 10.480-006.953/89-58 Acórdão nQ 201-67.577 anexadas ao auto de infração) cujos originais foram apreendi- dos, impossibilitaram a defesa por não revelarem as informa- ções constantes do anverso e do verso, uma vez que claro está que foram efetuados pagamentos antes do encerramento do balan- ço, permanecendo a dívida no passivo, não se tendo assim, como se descaracterizar a infração". Quanto à alegação de ser ilegal o uso da chamada "prova emprestada", invocada pela recorrente, também não pode prosperar. Inegável é a existência da omissão detecta da pelo fisco estadual, bem como tudo indica ser ela proceden te, eis que a própria recorrente tratou de recolher o credito exigido. Há que ser colocado em destaque que a rejeição da prova emprestada vem se coorporificando quando baseada exclusi- vamente no lançamento efetuado pelo fisco estadual, o que efe- tivamente não é o caso em exame, posto que, como . realçado, às fls. .25". -1!in - fine" - Os elementos de sua conta• bilidade não espelharam a realidade dos fatos - Os documentos apresentados não satisfizeram as exigências legais - Assim, os lançamentos em questão tiveram por respaldo a razão conjunta dos fatos mencionados." Conheço, assim, do recurso voluntário in terposto, vez que tempestivo, para negar provimento para o fim de manter o Auto de Infração de fls. 03. Sala das essOes, em 12 de nov-mb • de 1991. 4( DOMINGOS • =-. - é. 1 DA SILVA NETO.
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Numero do processo: 10247.000118/96-88
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
Ementa: Restituição do Imposto de Importação. Pagamento indevido em razão da redução tarifária previsto na Portaria MF 313/95. Atendidas as disposições dos artigos 165 e 167 do CTN. Pleito deferido. Recurso de ofício desprovido.
Numero da decisão: 302-33682
Nome do relator: LUIS ANTONIO FLORA
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