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Numero do processo: 13603.721807/2013-65
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu May 02 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 2201-000.354
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto vencedor que integra o presente julgado, vencidos os conselheiros Marcelo Milton da Silva Risso, Relator, e Carlos Alberto do Amaral Azeredo, que entenderam que os autos estavam aptos para julgamento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Sheila Aires Cartaxo Gomes.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo Milton da Silva Risso - Relator.
(assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Redatora Designada
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Débora Fófano dos Santos, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Suplente Convocada), Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Ausente o Conselheiro Daniel Melo Mendes Bezerra.
Nome do relator: MARCELO MILTON DA SILVA RISSO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto vencedor que integra o presente julgado, vencidos os conselheiros Marcelo Milton da Silva Risso, Relator, e Carlos Alberto do Amaral Azeredo, que entenderam que os autos estavam aptos para julgamento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Sheila Aires Cartaxo Gomes. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Relator. (assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes Redatora Designada Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Débora Fófano dos Santos, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Suplente Convocada), Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Ausente o Conselheiro Daniel Melo Mendes Bezerra. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 03 .7 21 80 7/ 20 13 -6 5 Fl. 1234DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.235 2 Relatório 1 Tratase de Recurso Voluntário (fls.650/666) interposto pelo contribuinte contra a R. decisão da DRJRJI (fls. 608/615) que julgou improcedente sua Impugnação ao lançamento Auto de Infração — DEBCAD n° 51.002.5099, lavrado em face da empresa acima identificada referese à apuração de valores devidos à Seguridade Social, decorrentes de glosa de compensação efetuada indevidamente, por excesso de compensação das retenções de 11% sobre as notas fiscais de serviços, no período de 01/2009 a 05/2009 (Levantamento GC – GLOSA DE COMPENSAÇÃO), bem como às contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações pagas pelos serviços prestados aos contribuintes individuais não declarados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, no período de 05/2009 a 12/2009 (descontínuo) – Levantamento CI: PAGAMENTOS A CONTRIB INDIVID de acordo com relatório fiscal de fls. (11/23). 2 – Adoto em complementação ao acima indicado o relatório e narrativa constante do V. Acórdão da DRJ (fls. 608/615) por sua precisão e clareza: “Tratase de crédito lançado pela fiscalização, contra a empresa acima identificada que, de acordo com o Relatório Fiscal (fls. 11/23), referese ao auto de infração abaixo relacionado, lavrado em 07/06/2013, a saber: a) AI DEBCAD Nº 51.002.5099, valor original de R$ 582.821,91, acrescidos de juros e multas de mora e de ofício: referese à apuração de valores devidos à Seguridade Social, decorrentes de glosa de compensação efetuada indevidamente, por excesso de compensação das retenções de 11% sobre as notas fiscais de serviços, no período de 01/2009 a 05/2009 (Levantamento GC – GLOSA DE COMPENSAÇÃO), bem como às contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações pagas pelos serviços prestados aos contribuintes individuais não declarados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, no período de 05/2009 a 12/2009 (descontínuo) – Levantamento CI: PAGAMENTOS A CONTRIB INDIVID. 2. Informa ainda que o presente relatório referese exclusivamente à auditoria realizada na empresa incorporada Toshiba Sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda., de CNPJ 78.230.182/0001 84. DA IMPUGNAÇÃO 3. A Impugnante apresentou a defesa, de fls. 161/185, em 12/07/2013, aduzindo: 3.1. A tempestividade da impugnação; Fl. 1235DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.236 3 3.2. A irregularidade dos atos fiscalizatórios anteriores ao Auto de Infração em razão da intempestividade da emissão do Termo que prorrogou o procedimento fiscal iniciado em 31/05/2012, com a emissão do Termo de Início de Procedimento Fiscal; 3.3. Que o referido Termo foi prorrogado pelos Termos de Intimação Fiscal 1, 2, 3 e 4, emitidos, respectivamente, em 13/07/2012, 19/11/2012, 15/01/2013 e 14/03/2013; 3.4. Que o art. 7º, § 2º, do Decreto 70.235/1972 é claro ao dispor acerca da possibilidade de prorrogação do procedimento fiscal iniciado, desde que o ato que indique o procedimento da fiscalização seja emitido dentro do prazo de validade de sessenta dias do termo inicial; 3.5. Que o Termo de Intimação Fiscal 2 foi emitido intempestivamente, pelo que todos os demais termos de prosseguimento do procedimento fiscal foram também intempestivos, padecendo, pois do vício de irregularidade; 3.6. Que se faz necessária a anulação de todos os atos produzidos pela fiscalização a partir do Termo de Intimação Fiscal 2; 3.7. A ilegitimidade passiva da impugnante em razão de o crédito tributário constituído mediante o lançamento fiscal ser de responsabilidade do estabelecimento filial inscrito no CNPJ nº 08.870.769/000504; 3.8. Que a fiscalização justifica a lavratura do Auto de Infração ora questionado contra a Impugnante (estabelecimento matriz), sob a alegação de que a sociedade empresária Toshiba Sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda. (CNPJ 78.230.182/0001 84), detentora do direito creditório em discussão, havia sido incorporada pela Impugnante; 3.9. Que a antiga sociedade empresária Toshiba Sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda. transformouse em um estabelecimento filial da Impugnante, constituído sob o CNPJ 08.870.769/000594, desde 03/2011; 3.10. Que tanto a apuração como o recolhimento das contribuições previdenciárias e o cumprimento de obrigações acessórias são de exclusiva responsabilidade do estabelecimento que realiza o fato gerador da imposição tributária, de modo que se este foi praticado pelo estabelecimento filial, não poderia ter a fiscalização lavrado o Auto de Infração contra o estabelecimento matriz; 3.11. Que sendo incontroverso o fato de que o crédito tributário constituído contra a impugnante mediante o referido Auto de Infração referese às obrigações previdenciárias contraídas pelo seu estabelecimento filial localizado em CuritibaPR, dúvidas não há de que ela não detém legitimidade para figurar no pólo passivo do processo administrativo em questão, de modo que o lançamento fiscal deve ser declarado nulo; Fl. 1236DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.237 4 3.12. Que caso não sejam acatadas as preliminares argüidas, passa a demonstrar a existência do direito creditório de seu estabelecimento filial e a consequente improcedência da glosa de compensações realizada pela fiscalização; 3.13. Que segundo a legislação previdenciária, dois são os requisitos para a compensação das referidas retenções, quais sejam: que estas estejam declaradas em GFIP na competência de emissão da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, pelo estabelecimento responsável pela cessão de mão de obra ou pela execução da empreitada total e que estejam destacadas na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços ou que a contratante tenha efetuado o recolhimento desse valor; 3.14. Que a fiscalização deixou de considerar parte do direito creditório de seu estabelecimento filial ao ignorar diversas retenções por ela sofridas em razão da execução de seus serviços; 3.15. Que ao glosar as compensações, a fiscalização deixou de considerar na recomposição da base de créditos diversas retenções sofridas pela filial da impugnante que não foram corretamente deduzidas/declaradas em GFIP e diversas sobras de retenção de competências anteriores às compensações; 3.16. Que consoante apontam os documentos anexos (docs. 4 e 5), compostos de demonstrativos de relação de notas fiscais e cópias de notas fiscais e livros fiscais, é possível comprovar parcialmente a compensação realizada nas competências glosadas, no total de R$ 401.948,01; 3.17. Que até mesmo a diferença total apontada de R$ 175.373,30 pode ser contestada, uma vez que decorre da ausência de apuração pela fiscalização das retenções de contribuição previdenciária destacadas nas notas fiscais relacionadas nas planilhas anexas, devendo, portanto todo o lançamento fiscal ser cancelado, uma vez demonstrado o direito creditório da filial da impugnante; 3.18. Que além das diferenças apontadas quanto aos valores dos créditos glosados pela fiscalização, importa ressaltar que esta também se equivocou no cálculo dos juros utilizados na atualização desses créditos, consoante planilha de cálculo anexo (doc. 06); 3.19. Que a diferença entre os juros apurados pela fiscalização e pela impugnante resulta em um montante de R$ 85.674,763, o qual aliado ao valor dos créditos comprovados acima, proporciona uma redução significativa no valor do crédito tributário lançado, pelo que se pede a revisão dos cálculos dos juros apurados; 3.20. Que o mero erro de fato cometido no preenchimento da GFIP, nos campos retenção e compensação não compremeteram o seu direito, não devendo o erro de fato cometido prevalecer sobre as provas apresentadas nos autos, sob pena de acarretar enorme prejuízo financeiro à Impugnante; 3.21. Que deve ser aplicado ao presente caso o princípio da verdade material; Fl. 1237DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.238 5 3.22. Que requer a produção de prova pericial, apresentando os quesitos e indicando perito. 3 A decisão da DRJRJI julgou improcedente a Impugnação do contribuinte, conforme decisão ementada abaixo: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2009 a 31/05/2009, 01/08/2009 a 31/10/2009, 01/12/2009 a 31/12/2009 VALIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL. O art. 7º, do Decreto nº 70.235, de 1972, não fixa um prazo máximo para a realização das atividades de fiscalização, mas apenas restabelece a espontaneidade do contribuinte caso não haja nenhum novo ato que indique a continuidade do procedimento dentro de sessenta dias. A emissão e ciência dos Termos de Intimação em intervalos superiores a sessenta dias não contaminam o lançamento. INCORPORAÇÃO. RESPONSABILIDADE DA SUCESSORA. A pessoa jurídica incorporadora, representada por seu estabelecimento matriz, é responsável pelo crédito tributário da incorporada. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. GLOSA. Compensação é procedimento facultativo através do qual o sujeito passivo se ressarce de valores pagos indevidamente, deduzindoos das contribuições devidas à Seguridade Social. Não atendidas as condições estabelecidas na legislação previdenciária e no Código Tributário Nacional CTN, e não comprovada a certeza e liquidez dos créditos, deverá a fiscalização efetuar a glosa dos valores indevidamente compensados, com o consequente lançamento de ofício das importâncias que deixaram de ser recolhidas. JUROS SELIC. O valor a ser utilizado na compensação será acrescido de juros obtidos pela aplicação da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente e de juros de 1% (um por cento) no mês da efetiva compensação. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Indeferese o pedido de perícia quando esta se mostrar prescindível. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido 4 Cientificado da decisão de piso (fls. 620) em 04/11/2014, o contribuinte interpôs recurso voluntário às fls. (650/666) mantendo praticamente quase os mesmos argumentos da impugnação e ao final requer de forma sucessiva a nulidade do procedimento de Fl. 1238DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.239 6 fiscalização em vista das prorrogações dos termos de fiscalização, produção de perícia contábil e ao final reforma da r. decisão da DRJ com o cancelamento do auto de infração. 5 Distribuído o feito à esse Relator, em sessão de 04/07/2017 essa C. Turma, por maioria de votos, decidiu por converter o julgamento em diligência, de acordo com a Resolução nº 2201000.276 tendo por redator designado o I. Conselheiro Carlos Henrique de Oliveira que em seu voto assim decidiu: Observo a juntada, desde a fase de impugnação ao lançamento, de determinado número de cópias de notas fiscais emitidas pela Recorrente, acompanhadas de planilhas explicativas (fls. 585 e seguintes). Tais planilhas, infiro, são embasadas nas notas fiscais apresentadas e visam, ao menos na visão do Recorrente, comprovar a origem do crédito tributário glosado na compensação efetuada. Verifico que a decisão piso partiu do pressuposto que tais planilhas já foram verificas pela Autoridade Lançadora. Recordemos (fls. 613): 9. Quanto ao mérito, argumenta, em suma, que a fiscalização não aproveitou integralmente os créditos oriundos de retenção e de sobras de retenção, nem apurou corretamente os juros do indébito. 10. Todavia, toda a documentação trazida na impugnação: planilhas, notas fiscais, etc., já foram devidamente apreciadas durante a ação fiscal, como se verifica a partir da leitura do relatório fiscal e seus anexos. Em seu item 3.4., o Relatório Fiscal aponta que a empresa apresentou planilhas contemplando a totalidade das notas de serviços com retenção, deixando de apresentar uma parte das notas fiscais, esclarecendo no item 3.5. que foram consideradas as retenções com destaque nas notas fiscais, as que foram confirmados os recolhimentos, mesmo sem apresentação das notas e as que mesmo não sujeitas à retenção tiveram seus recolhimentos confirmados. Ressalta que nas competências em que não foram informadas retenções nas GFIPs, não se justifica a diferença a maior na folha de pagamento como sendo originada na não utilização de créditos de retenção. Elabora diversas planilhas que demonstram procedimento realizado, os critérios adotados e os cálculos efetuados. Não há tal comprovação nos autos. Não se pode afirmar que as planilhas apresentadas ao Fisco são as mesmas acostadas aos autos (fls 569 e seguintes). Assim, entendo necessário que a Autoridade Lançadora se pronuncie sobre tais planilhas e notas, tecendo relatório circunstanciado sobre eventual existência de crédito adicional que embase a compensação realizada, intimando o contribuinte para que apresente os documentos que entender necessários. Fl. 1239DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.240 7 Após, que a autoridade preparadora dê ciência do resultado da diligência determinada, para que o contribuinte, querendo, se manifeste em trinta dias sobre a informação fiscal. Cumpridas as determinações acima, retornem os autos a este Conselho. 6 Às fls. 1.202 segue relatório fiscal da autoridade fiscal com a análise a respeito do objeto da resolução e intimação do contribuinte comprovada às fls. 1.204 e às fls. 1.208/1.212 manifestação do contribuinte indicando diferenças quanto a algumas competências da autoridade fiscal e reiterando nova intimação da mesma e de forma sucessiva o provimento de seu apelo. 7 É o relatório do necessário. Voto Vencido Conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso Relator 08 – Conheço do recurso por estar presentes as condições de admissibilidade. 9 Diante da petição de fls. 1.208/1.212 do contribuinte e sustentação oral do patrono solicitando nova diligência em vista da alegação de que os termos da resolução nº 2201000.276 não teria sido totalmente cumprida pela D. Autoridade Fiscal passo a análise da solicitação antes de adentrar ao mérito em vista de sua prejudicialidade. 10 – Em sua manifestação às fls. 1.208/1.212 a recorrente alega que a diligência determinada por essa C. Turma não atingiu seu desiderato pela autoridade fiscal alegando em síntese o seguinte: Fl. 1240DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.241 8 11 Logo após na mesma petição, a recorrente questiona as competências 03/2009 a 06/2009 trazendo algumas planilhas sustentando sobras de créditos e reiterando a não análise de documentos por parte da autoridade fiscal, requerendo a renovação da intimação à autoridade preparadora para verificação dos pontos ora abordados. 12 Entendo sem razão a recorrente, a resolução de fls. 1.186/1.197 foi no sentido de que a autoridade fiscal, verbis: "Assim, entendo necessário que a Autoridade Lançadora se pronuncie sobre tais planilhas e notas, tecendo relatório circunstanciado sobre eventual existência de crédito adicional que embase a compensação realizada, intimando o contribuinte para que apresente os documentos que entender necessários." 13 A autoridade fiscal às fls. 1.202 esclarece os seguintes pontos: Em resposta à solicitação do CARF, para que fossem analisadas as planilhas e notas fiscais juntadas pela impugnante ao processo, informamos que o exame da documentação anexada não trouxe elementos novos ou diversos daqueles apresentados durante a ação fiscal, que justificassem a existência de crédito adicional ou a alteração do valor do débito lavrado. Foram analisadas todas as planilhas e notas fiscais anexadas ao processo ( folhas 243 a 604 e 737 a 1100). Verificouse que as planilhas e notas anexadas ao processo pela impugnante são as mesmas que já haviam sido apresentadas ao Fisco durante a fiscalização, em atendimento à intimação lavrada no Termo de Intimação Fiscal 3 TIF 3. Os dados estão dispostos na planilha ANEXO I – NOTAS FISCAIS APRESENTADAS PELA EMPRESA COM AS RETENÇÕES SOFRIDAS, anexa ao relatório fiscal. Conforme descrito no relatório fiscal, o Termo de Intimação Fiscal 3 solicitou à empresa que apresentasse as notas fiscais e as planilhas com informações sobre as notas fiscais do período que originou a compensação, ou seja, as notas emitidas entre 2005 e 2007, que foram compensadas posteriormente a partir de 2008. Na análise dos documentos juntados verificase que a impugnante apresentou planilhas e notas das seguintes competências: 01/04/07/09/10/12/2005; 01/09/10/11/2006; 01/03/09/10/12/2007. Durante a fiscalização, foram apresentadas notas e planilhas destas e de outras competências, como se verifica na planilha do ANEXO I do relatório fiscal. Finalmente reforçamos a informação de que durante a ação fiscal foram analisadas e consideradas todas as notas fiscais de serviços Fl. 1241DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.242 9 informadas pela empresa, e mesmo na falta da apresentação da nota fiscal, pesquisouse nos sistemas da Receita a ocorrência da retenção, tendo sido considerados esses valores no cálculo das compensações. Encaminhada cópia deste documento ao contribuinte para ciência do resultado da diligência. (Grifei) 14 Verificase pela resposta da autoridade fiscal acima grifada que houve a análise e verificação das informações ora indicadas e portanto, entendo não assistir razão ao contribuinte que haja novamente a reintimação da unidade preparadora para responder a seus questionamentos. 15 Nem mesmo nova diligência fiscal poderia esclarecer e confirmar a existência de eventual crédito pleiteado, posto que em casos de pedidos de ressarcimento e compensação, o esclarecimento e a prova de seu crédito é do contribuinte e não da Fiscalização, posto que desde o início do procedimento fiscal o contribuinte não contêm a memória de cálculo das compensações efetuadas (isso é fato incontroverso item 3.2 de fls. 11) o que de início demonstra total descontrole e falta de preocupação do contribuinte com os lançamentos tributários e ônus de provar o seu direito. 16 Portanto, entendo que diante dos documentos dos autos e dos esclarecimentos decorrentes da resolução é possível a análise do mérito da presente demanda e portanto afasto a preliminar de nova conversão do processo em diligência e passo a análise do mérito, caso o entendimento seja o vencedor no Colegiado. (assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Voto Vencedor Conselheira Sheila Aires Cartaxo Gomes Redatora Designada Em que pese a pertinência das razões e fundamentos legais expressos no voto do Ilustre Relator, ouso discordar de suas conclusões, pelas razões abaixo detalhadas. Conforme bem relatado pelo nobre Relator, foram juntadas aos autos informações e documentos que demandaram a conversão do julgamento em diligência, nos termos da Resolução nº 2201000.276, cujo redator designado assim consignou em seu voto: Fl. 1242DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.243 10 Observo a juntada, desde a fase de impugnação ao lançamento, de determinado número de cópias de notas fiscais emitidas pela Recorrente, acompanhadas de planilhas explicativas (fls. 585 e seguintes). Tais planilhas, infiro, são embasadas nas notas fiscais apresentadas e visam, ao menos na visão do Recorrente, comprovar a origem do crédito tributário glosado na compensação efetuada. Verifico que a decisão piso partiu do pressuposto que tais planilhas já foram verificadas pela Autoridade Lançadora. Recordemos (fls. 613): 9. Quanto ao mérito, argumenta, em suma, que a fiscalização não aproveitou integralmente os créditos oriundos de retenção e de sobras de retenção, nem apurou corretamente os juros do indébito. 10. Todavia, toda a documentação trazida na impugnação: planilhas, notas fiscais, etc., já foram devidamente apreciadas durante a ação fiscal, como se verifica a partir da leitura do relatório fiscal e seus anexos. Em seu item 3.4., o Relatório Fiscal aponta que a empresa apresentou planilhas contemplando a totalidade das notas de serviços com retenção, deixando de apresentar uma parte das notas fiscais, esclarecendo no item 3.5. que foram consideradas as retenções com destaque nas notas fiscais, as que foram confirmados os recolhimentos, mesmo sem apresentação das notas e as que mesmo não sujeitas à retenção tiveram seus recolhimentos confirmados. Ressalta que nas competências em que não foram informadas retenções nas GFIPs, não se justifica a diferença a maior na folha de pagamento como sendo originada na não utilização de créditos de retenção. Elabora diversas planilhas que demonstram procedimento realizado, os critérios adotados e os cálculos efetuados. Não há tal comprovação nos autos. Não se pode afirmar que as planilhas apresentadas ao Fisco são as mesmas acostadas aos autos (fls 569 e seguintes). Assim, entendo necessário que a Autoridade Lançadora se pronuncie sobre tais planilhas e notas, tecendo relatório circunstanciado sobre eventual existência de crédito adicional que embase a compensação realizada, intimando o contribuinte para que apresente os documentos que entender necessários. Após, que a autoridade preparadora dê ciência do resultado da diligência determinada, para que o contribuinte, querendo, se manifeste em trinta dias sobre a informação fiscal. Cumpridas as determinações acima, retornem os autos a este Conselho. Em cumprimento à diligência em tela, a Autoridade lançadora exarou a informação fiscal de fl. 1202, cujo teor é o que se segue: Fl. 1243DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.244 11 Em resposta à solicitação do CARF, para que fossem analisadas as planilhas e notas fiscais juntadas pela impugnante ao processo, informamos que o exame da documentação anexada não trouxe elementos novos ou diversos daqueles apresentados durante a ação fiscal, que justificassem a existência de crédito adicional ou a alteração do valor do débito lavrado. Foram analisadas todas as planilhas e notas fiscais anexadas ao processo ( folhas 243 a 604 e 737 a 1100). Verificouse que as planilhas e notas anexadas ao processo pela impugnante são as mesmas que já haviam sido apresentadas ao Fisco durante a fiscalização, em atendimento à intimação lavrada no Termo de Intimação Fiscal 3 TIF 3. Os dados estão dispostos na planilha ANEXO I – NOTAS FISCAIS APRESENTADAS PELA EMPRESA COM AS RETENÇÕES SOFRIDAS, anexa ao relatório fiscal. Conforme descrito no relatório fiscal, o Termo de Intimação Fiscal 3 solicitou à empresa que apresentasse as notas fiscais e as planilhas com informações sobre as notas fiscais do período que originou a compensação, ou seja, as notas emitidas entre 2005 e 2007, que foram compensadas posteriormente a partir de 2008. Na análise dos documentos juntados verificase que a impugnante apresentou planilhas e notas das seguintes competências: 01/04/07/09/10/12/2005; 01/09/10/11/2006; 01/03/09/10/12/2007. Durante a fiscalização, foram apresentadas notas e planilhas destas e de outras competências, como se verifica na planilha do ANEXO I do relatório fiscal. Finalmente reforçamos a informação de que durante a ação fiscal foram analisadas e consideradas todas as notas fiscais de serviços informadas pela empresa, e mesmo na falta da apresentação da nota fiscal, pesquisouse nos sistemas da Receita a ocorrência da retenção, tendo sido considerados esses valores no cálculo das compensações. Encaminhada cópia deste documento ao contribuinte para ciência do resultado da diligência. Da leitura da Informação reproduzida acima, é possível concluir que a autoridade lançadora avaliou que os documentos apresentados pelo contribuinte já haviam sido analisados no curso do procedimento fiscal, apontando planilha contida no Anexo I do Relatório Fiscal, aparentemente, limitando tal conclusão aos documentos que amparariam créditos decorrentes de períodos anteriores a 2007. Contudo, não se manifestou com clareza em relação às retenções que o contribuinte alega que teriam ocorrido no curso dos períodos posteriores, em particular o ano de 2009, cujos argumentos sintetizados foram expostos pelo contribuinte a partir de fl. 1209. Na planilha constante do ANEXO I, somente foram relacionadas notas fiscais emitidas no período de 01/2005 a 12/2007. Fl. 1244DF CARF MF Processo nº 13603.721807/201365 Resolução nº 2201000.354 S2C2T1 Fl. 1.245 12 Na sustentação oral realizada na sessão de 09/04/2019, o patrono alega principalmente, que nas competências 05 e 06/2009, as glosas de compensação referemse a retenções de notas fiscais, emitidas naqueles próprios meses, que teriam sido declaradas erroneamente em GFIP. Neste sentido, para que não pairem dúvidas em relação à procedência dos valores lançados, voto por uma nova conversão do julgamento em diligência para que a autoridade lançadora esclareça, com maior precisão, se os documentos apresentados pelo contribuinte para o período de 2009 (fls. 864 a 964) foram analisados no curso do procedimento fiscal ou se teriam o condão de promover alguma alteração nos valores lançados, caso em que deverá ser elaborado relatório circunstanciado apontando os efeitos para o presente processo de eventual comprovação de crédito não considerado anteriormente. Necessário também averiguar nos sistemas, se houve compensação em GFIP's posteriores a 2009 dos valores referentes às retenções dessas notas fiscais. (assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes Fl. 1245DF CARF MF
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Numero do processo: 10166.727815/2016-76
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Apr 26 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2011
COMPENSAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE.
O instituto da denúncia espontânea, prevista no art. 138 do CTN não pode ser aplicado aos casos de compensação tributária, que depende de posterior homologação, pois não equivalente a um pagamento. Em consequência, mantém-se a multa moratória imposta pela fiscalização
Numero da decisão: 3302-006.657
Decisão:
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Walker Araújo, José Renato Pereira de Deus, Raphael Madeira Abad e Muller Nonato Cavalcanti Silva (Suplente Convocado).
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Walker Araújo, Jose Renato Pereira de Deus, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Muller Nonato Cavalcanti Silva (Suplente Convocado) e Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. O instituto da denúncia espontânea, prevista no art. 138 do CTN não pode ser aplicado aos casos de compensação tributária, que depende de posterior homologação, pois não equivalente a um pagamento. Em consequência, mantémse a multa moratória imposta pela fiscalização Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Walker Araújo, José Renato Pereira de Deus, Raphael Madeira Abad e Muller Nonato Cavalcanti Silva (Suplente Convocado). (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Walker Araújo, Jose Renato Pereira de Deus, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Muller Nonato Cavalcanti Silva (Suplente Convocado) e Corintho Oliveira Machado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 78 15 /2 01 6- 76 Fl. 155DF CARF MF Processo nº 10166.727815/201676 Acórdão n.º 3302006.657 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratam os autos de análise da Declaração de Compensação (Dcomp), por intermédio da qual o contribuinte compensou débito(s) próprios, com suposto crédito de pagamento indevido ou a maior. Como resultado da análise foi proferido o Despacho Decisório, que reconheceu integralmente o direito creditório, porém homologou parcialmente a compensação declarada, vez que o crédito indicado revelouse insuficiente para quitar o(s) débito(s) confessado(s), tendo em vista que o contribuinte não considerou a multa de mora incidente em decorrência do atraso na quitação deste(s). Cientificado da decisão o contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade, onde argumentou, em síntese, o que segue: Não foi observada a denúncia espontânea estabelecida no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN). Com a transmissão da Dcomp, antecipouse a qualquer procedimento fiscal, declarando e quitando débito não questionado pela Receita Federal, com acréscimo de juros moratórios. Transmitiu a DCTF retificadora onde declara o débito e o pagamento feito via Dcomp; Apresenta sentenças judiciais favoráveis aos Correios em casos análogos. Indica também jurisprudência dos tribunais onde não foi parte. Lista acórdãos das DRJs à época da transmissão da Dcomp, onde é aplicada a Nota Técnica (NT) Cosit nº 01, de 18/01/2012, vez que os Correios se enquadram na situação nela tratada. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pelo colegiado a quo, nos termos do Acórdão nº 11057.703. Irresignado com a decisão da primeira instância administrativa, o recorrente interpôs recurso voluntário ao CARF, no qual argumenta que: a) Em que pese a controvérsia acerca da possibilidade ou não de restar configurada a denúncia espontânea quando a extinção do crédito tributário se dá por compensação, a Receita Federal do Brasil, através da Nota Técnica nº 1 COSIT de 18/01/2012, com fundamento no Ato Declaratório PGFN nº 4 de 2011 e Ato Declaratório PGFN nº 8 de 2011, reconheceu que a declaração de compensação, se atendidos os demais requisitos, poderia caracterizála. E isto porque a compensação ou quaisquer outras formas de adimplemento de obrigação são formas de pagamento que acarretam a extinção da obrigação. Sendo forma de pagamento, a compensação atende às exigências do artigo 138 do CTN; b) A denúncia espontânea exclui a responsabilidade pela infração tributária cometida pelo contribuinte, pressupondo a comunicação pertinente a fato desconhecido por parte do Fisco antes de qualquer iniciativa da Administração Tributária, devendo ser acompanhado do pagamento do tributo e dos juros de mora, se for o caso. A intenção do Fl. 156DF CARF MF Processo nº 10166.727815/201676 Acórdão n.º 3302006.657 S3C3T2 Fl. 4 3 legislador ao editar a norma não fora outra senão estimular o contribuinte a regularizar a sua situação, recebendo em seu benefício o afastamento da responsabilidade pela infração à legislação tributária. Dessa forma, se o contribuinte antecipase a qualquer procedimento fiscalizatório da administração, efetuando o pagamento dos tributos em atraso e dos juros de mora, não lhe pode ser imposta multa de mora, seja ela punitiva ou moratória. Como os Correios anteciparamse à qualquer procedimento administrativo, fazem jus ao benefício da denúncia espontânea com os consectários do artigo 138, do CTN. Termina o recurso requerendo a vigência e a validade da Nota Técnica Cosit nº 01 ao período em que foi entregue a Dcomp, para fins de reconhecer a configuração da denúncia espontânea de forma que os valores indicados na Dcomp sejam considerados quitados. É o breve relatório. Voto Conselheiro Paulo Guilherme Deroulede, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Acórdão nº 3302006.586, de 27 de março de 2019, proferido no julgamento do processo 10166.726132/201600, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão nº 3302006.586): "O recurso é tempestivo e apresenta os demais pressupostos de admissibilidade, de forma que dele conheço e passo à análise do mérito. O cerne da questão está em definir se a compensação se equipara ao pagamento para fins de fruição do benefício da denúncia espontânea. Essa questão foi tratada de forma didática e precisa no Acórdão nº 1402003.600, da lavra do conselheiro Marco Rogério Borges, de forma que peço vênia para utilizar a ratio decidendi daquele acórdão para fundamentar esse, in verbis: Como de costume, o voto da ilustre Conselheira Júnia Roberta Gouveia Sampaio está muito bem fundamentado. Contudo, este colegiado, após ampla discussão, divergiu do seu entendimento, no tocante à equiparação de compensação à pagamento para fins de constatação de denúncia espontânea, e por consequência da não aplicação do alegado artigo 100 do CTN. Fl. 157DF CARF MF Processo nº 10166.727815/201676 Acórdão n.º 3302006.657 S3C3T2 Fl. 5 4 O art. 138 do CTN é taxativo na sua disposição que a denúncia espontânea deve ser acompanhada do pagamento do tributo. Não há condições de considerar a compensação como forma de pagamento por se tratar de uma extinção do crédito tributário, pois há outras modalidades de extinção elencados no art. 156 do CTN. Igualmente, não há, até o momento, nenhuma norma no âmbito do Ministério da Fazenda e nem precedente que vincule este Conselho para tal entendimento de se aceitar tal situação. Inclusive, há decisão do E. STJ do tema em sentido contrário ao pleiteado pela recorrente: "AgInt no REsp 1568857/PR AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL 2015/02977680 Relator: Ministro OG FERNANDES Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA Data do Julgamento: 16/05/2017 Data da Publicação: DJe 19/05/2017 EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DEFICIÊNCIA NA ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 535 DO CPC/73. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. ART. 138 DO CTN. DENÚNCIA ESPONTÂNEA NÃO CARACTERIZADA. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC/73 se faz de forma genérica, sem a demonstração exata dos pontos pelos quais o acórdão incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. Aplicase, na hipótese, o óbice da Súmula 284 do STF. 2. A compensação tributária não se equipara a pagamento de tributo para fins de aplicabilidade do instituto da denúncia espontânea regido pelo art. 138 do CTN. Precedentes: EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1.375.380/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe30/11/2016; AgRg no REsp 1.461.757/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 17/9/2015; AgRg no AREsp 174.514/CE, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, Dje 10/9/2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (grifamos) ACÓRDÃO Fl. 158DF CARF MF Processo nº 10166.727815/201676 Acórdão n.º 3302006.657 S3C3T2 Fl. 6 5 Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães (Presidente), Francisco Falcão e Herman Benjamin votaram com o Sr. Ministro Relator. REsp 1657437/RS RECURSO ESPECIAL 2017/00461010 Relator: Ministro HERMAN BENJAMIN Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA Data do Julgamento: 04/04/2017 Data da Publicação: DJe 25/04/2017 EMENTA: TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. ART. 138 DO CTN. DENÚNCIA ESPONTÂNEA NÃO CONFIGURADA. 1. Hipótese em que o Tribunal local consignou: "o instituto da denúncia espontânea é perfeitamente aplicável aos casos em que o pagamento do tributo é realizado através da compensação" (fl. 665, eSTJ). 2. A Segunda Turma do STJ no julgamento do REsp 1.461.757/RS, de relatoria do Ministro Mauro Campbell Marques, firmou o entendimento de que "a extinção do crédito tributário por meio de compensação está sujeita à condição resolutória da sua homologação. Caso a homologação, por qualquer razão, não se efetive, temse por não pago o crédito tributário declarado, havendo incidência, de consequência, dos encargos moratórios. Nessa linha, sendo que a compensação ainda depende de homologação, não se chega à conclusão de que o contribuinte ou responsável tenha, espontaneamente, denunciado o não pagamento de tributo e realizado seu pagamento com os acréscimos legais, por isso que não se observa a hipótese do art. 138 do CTN". 3. Recurso Especial provido.(grifamos) Ou seja, tal decisão segue a linha que difere a situação de pagamento e compensação para fins de reconhecimento da denúncia espontânea. Neste sentido, deve haver a aplicação de multa de mora no caso concreto, o que acarretaria um crédito menor do que o débito declarado/confessado em PER/Dcomp. Seria um caso de imputação proporcional, que está perfeitamente legal, como já emanado no voto vencido do nobre relator. No que tange à eventual aplicação do artigo 100 do CTN ao caso, o caso in concretu apresentado não se configura como denúncia espontânea nos termos do artigo 138 do Fl. 159DF CARF MF Processo nº 10166.727815/201676 Acórdão n.º 3302006.657 S3C3T2 Fl. 7 6 mesmo CTN, as evocadas Notas Técnicas (NTs), de caráter meramente interpretativo, como bem analisados na decisão a quo, não são aplicáveis. Quando da emissão da NT Cosit nº 01, de 18/01/2012, a qual a recorrente se baseia para ter adotado a postura pleiteada no presente processo, a mesma foi criada com objetivo de orientação internamente a Receita Federal do Brasil, e identificado a sua impropriedade, foi cancelara por meio da NT Cosit nº 19, de 12/06/2012, corrigindoa. Ao transmitir sua Per/Dcomp em 30/05/2012, entre a data de expedição de ambas NTs. não criou uma vinculação nos termos do artigo 100 do CTN, pois as NTs não são atos normativos, e, por consequência, nem houve a prática reiterada pela autoridade administrativa pois não foram direcionadas aos contribuintes, muito menos nem pessoalmente à recorrente. Como salienta a decisão a quo, as NTs não são publicadas no DOU, seja no site da Receita Federal, não tendo alcance para o público externo (no caso, contribuintes). Assim, não podem ser evocadas para a postura adotada pela recorrente. Com base no que fora exposto, entendo que não ocorreu a denúncia espontânea em relação aos débitos julho de 2008 e agosto de 2008, por não terem sido pagos e sim compensados." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Deroulede Fl. 160DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10530.000545/2009-28
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon May 20 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 2202-000.858
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Nome do relator: RORILDO BARBOSA CORREIA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para fins de que a Unidade de Origem intime o Ministério da Ciência e Tecnologia para que informe se foi emitido ato autorizativo de migração publicado no Diário Oficial em benefício da Recorrente, nos termos dispostos no § 2º do art. 15 do Decreto nº 5.798/06, juntando a correspondente cópia do ato, bem como esclarecendo, sendo o caso, o alcance temporal dos respectivos efeitos. Na sequência, devese intimar a contribuinte, para se manifestar acerca do resultado da diligência. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente (assinado digitalmente) Rorildo Barbosa Correia Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Rorildo Barbosa Correa, Leonam Rocha de Medeiros, Virgílio Casino Gil (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente a conselheira Andréa de Moraes Chieregatto. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão nº 0540.792 proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP DRJ/CPS, a qual julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade e manteve o Despacho Decisório recorrido, não reconhecendo o direito creditório pleiteado e não homologando as RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 30 .0 00 54 5/ 20 09 -2 8 Fl. 166DF CARF MF Processo nº 10530.000545/200928 Resolução nº 2202000.858 S2C2T2 Fl. 167 2 compensações tratadas no processo apensado nº 100530.720154/200923 (fls. 118/128 e 134/149). Do Pedido de Restituição/Compensação No tocante ao pedido de restituição/compensação, o relatório que acompanha a decisão da DRJ/CPS (fl. 119) mencionou o seguinte: Tratase de manifestação de inconformidade contra a decisão do Serviço de Tributação da Delegacia da Receita Federal de Santo André que indeferiu a solicitação de restituição/compensação de R$ 604.744,97. Segundo a contribuinte o direito creditório corresponderia a 20% do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre remessa ao exterior a título de pagamento de royalties efetivada no âmbito do benefício fiscal concedido pelo Programa de Desenvolvimento Tecnológico Industrial PDTI. Da Análise do Pedido de Restituição/Compensação De acordo com o Despacho Decisório (fls. 66/68), a autoridade administrativa não reconheceu o direito creditório pleiteado, indeferiu o pedido de restituição e não homologou a compensação: "Em conformidade com a competência que me foi delegada pela Portaria DRF/SAE nº 75, de 07 de outubro de 2011, Indefiro o pleito do interessado e Não Homologo as compensações vinculada ao processo nº 10530.720154/200923 (débito da filial IPI)." (fl. 68). Da Manifestação de Inconformidade Regularmente intimado do indeferimento do pedido de restituição/compensação, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, com bem sintetizado no Acórdão, alegando que (fls. 74/86): A Portaria do Ministro da Ciência e Tecnologia nº 769, de 2002 especificou os benefícios fiscais a que a requerente poderia usufruir, estando entre eles o crédito de 20% do valor do IRRF incidente sobre o pagamento de “royalties” a beneficiário domiciliado no exterior em razão de contrato de transferência de tecnologia. A mencionada solicitação estaria acompanhada dos documentos relacionados na Portaria do Ministro da Fazenda. Não haver sustentação para o indeferimento do pleito, pois todas as exigências para a concessão do benefício foram cumpridas. A seu ver, a própria autoridade responsável pelo exame do pedido reconheceu ser a interessada titular do benefício fiscal de crédito de 20% do IRRF incidente sobre valores pagos, remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior a título de “royalties” de assistência técnica ou científica e de serviços especializados, conforme Portaria MCT nº 769. O benefício fiscal em discussão foi concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia com base na Lei 11.196/2005, além do Decreto n° 5798 de 2006 e pela Portaria MF nº 267, de 26 de novembro de 1996. Tal legislação, além de determinar os incentivos fiscais no âmbito do PDTI, também atribuiria ao Ministério de Ciência e Tecnologia a responsabilidade de disciplinar, fiscalizar e manifestarse quanto à execução do PDTI. Nesse sentido, à Receita Federal caberia tão só avaliar os documentos apresentados a fim de reconhecer o direito creditório. Fl. 167DF CARF MF Processo nº 10530.000545/200928 Resolução nº 2202000.858 S2C2T2 Fl. 168 3 A autoridade fiscal, de forma equivocada, contrariando os documentos apresentados pela Recorrente, teria considerado não comprovada a migração da contribuinte para o novo regime de isenção, instaurado pela legislação antes citada. Entretanto, a Recorrente defende que a migração não só teria sido devidamente requerida e deferida, como também comprovada nos presentes autos. Apresentou decisões administrativas que ratificariam o entendimento da contribuinte, definindo caber ao Ministério de Ciência e Tecnologia a concessão do benefício, restando à RFB apenas a análise quanto à ocorrência do fato gerador. Assim que editado o Decreto n° 5798 de 2006, teria a contribuinte apresentado ao MCT pedido de migração para o novo regime, o que fora prontamente aprovado. Nesse sentido, em 31/10/2006, fora publicada a Portaria MCT n ° 823 que revogou a Portaria MCT n° 769 e aprovou a migração para o novo regime. Bastaria a verificação dos dispositivos legais constantes do Preâmbulo da Portaria MCT n° 823 para se confirmar o deferimento da migração pretendida. Entende ser prova suficiente de seu direito ao benefício o fato de constar ela do “Relatório Anual de Utilização dos Benefícios Fiscais no ano base 2006”, elaborado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia. O entendimento de forma distinta do apresentado pela contribuinte contraria os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP DRJ/CPS (fls. 118/128). Da Decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento Quando da análise do presente caso, a DRJ/CPS apreciou a Manifestação de Inconformidade e proferiu o acórdão nos seguintes termos (fl. 118): "Acordam os membros da 4ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar improcedente a manifestação de inconformidade, para manter o Despacho Decisório recorrido e não reconhecer o direito creditório pleiteado, não homologando as compensações tratadas no processo em apenso, de nº 10530.720154/200923, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado." Conforme ementas a seguir transcritas (fl. 117): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Data do fato gerador: 28/01/2009 INCENTIVOS FISCAIS. PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL (PDTI). TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA. ROYALTIES. CRÉDITO DE 20% DO IRRF. Não apresentado ato autorizativo requerido pela legislação em vigor para fruição do regime previsto na Lei nº 11.196/2005, inviável reconhecer o crédito ora pleiteado, não se homologando, por conseguinte, as compensações em litígio. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. Fl. 168DF CARF MF Processo nº 10530.000545/200928 Resolução nº 2202000.858 S2C2T2 Fl. 169 4 A apreciação de questionamentos relacionados à ilegalidade e inconstitucionalidade da legislação tributária não é de competência da autoridade administrativa, sendo exclusiva do Poder Judiciário. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Do Recurso Voluntário A Pirelli Pneus Ltda, devidamente intimada da decisão da DRJ/CPS, em 19/07/2013, conforme Termo de Ciência por Decurso de Prazo (fl. 132), apresentou, conforme termo de juntada (fl. 133), recurso voluntário, em 18/08/2013 (fls. 134/149). Em sede de recurso voluntário, a Recorrente se insurgiu contra a decisão da DRJ/CPS, alegando que: A DRJ entendeu que a Recorrente não provou o deferimento para a migração do novo regime da Lei n° 11.196/2005, mas que a migração requerida foi deferida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com efeito a partir de 01/01/2006, nos exatos termos da legislação, fato este provado no processo por meio dos relatórios anuais e da declaração todos do MCT. A competência para o deferimento da migração é do MCT, e considerando que o MCT apresentou declaração e mencionou em seu relatório anual que a Pirelli migrou para o PDTI desde 01/01/2006, neste caso a r. decisão recorrida não poderia usar a forma como foi redigida a Portaria para não reconhecer o crédito e não homologar a compensação. Após a edição do Decreto n° 5.798/2006, a Recorrente diligenciou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia e requereu sua migração para o novo regime da Lei 11.196/2005, apresentando pedido formal. O pedido de migração foi recebido e devidamente processado peio Ministério da Ciência e Tecnologia, conforme comprovam os emails sempre de acordo com os tramites internos do Ministério, que aprovou a migração da ora Recorrente. Ao contrário do que entendeu a DRJ, a publicação da Portaria n° 823, em 31/10/2006, acolheu o pedido de migração feito pela Recorrente e revogou a Portaria 769/2002, que tratava do benefício da Recorrente nos termos da Lei n° 8.661/1993. Verificouse que a Recorrente cumpriu todos os requisitos para a migração e o MCT expressamente aceitou esta migração, não podendo ser indeferida a restituição pleiteada. porque de outra forma, restariam violados no caso os princípios da legalidade e da verdade material da ação administrativa, que têm como base jurídica o art. 5°, II da Constituição Federal, dispositivo que figura ha décadas em nosso ordenamento fundamental e estabelece que: "II ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;" Nem se argumente, como sustenta a r. decisão recorrida, que a migração não teria sido deferida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por tal fato não ter constado expressamente da Portaria n° 823/200. Porque no entendimento da DRJ, a Portaria n° 823 objetivava tão somente revogar o benefício, sem nada mencionar, contudo, acerca da migração para o novo regime, para tanto, caberia a publicação de ato autorizativo da migração pleiteada, ato este que não fora apresentado. Fl. 169DF CARF MF Processo nº 10530.000545/200928 Resolução nº 2202000.858 S2C2T2 Fl. 170 5 A Recorrente entende que basta verificar os dispositivos legais constantes do preâmbulo da referida Portaria para se constatar que a mesma trata da migração do regime. Que o Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável pela apreciação e deferimento do pedido de migração expressamente reconheceu no "Relatório Anual da Utilizado dos Incentivos Fiscais no Ano Base de 2006" que a Pirelli é detentora do beneficio nos termos da Lei n° 11.196/2005 desde 01/01/2006 e que a simples leitura deste relatório afasta qualquer dúvida acerca do fato de que a Recorrente teve seu pedido de migração do regime deferido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia MCT, que, como reconhece a r. decisão recorrida, é o único responsável para tanto. Não existe previsão na legislação no sentido de que a RFB só pode deferir a restituição e a compensação nos casos em que seja apresentada cópia da Portaria, mas sim de que os benefícios serão assegurados após o deferimento pelo MCT, a exigência constante da r. decisão recorrida viola inclusive o principio da legalidade. Apesar de entender que os documentos apresentados afastam qualquer possibilidade de questionamento sobre a migração e o direito da ora Recorrente aos incentivos em questão, a Recorrente entrou em contato com o MCT que emitiu a declaração anexa (doc. 02), expressamente reconhecendo que a Pirelli migrou para o novo regime 11.196/2005, desde 2006: Uma vez provado que a migração efetivamente ocorreu e foi deferida a manutenção da r. decisão recorrida, que indeferiu a restituição por não ter sido juntada cópia da Portaria que expressamente reconheça este fato, além de violar a legislação que trata do assunto, representa ainda flagrante violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Não há outra interpretação a ser conferida aos fatos (princípio da verdade real) que não a de que o PDTI conferido na Portaria MCT n° 769, de 9 de dezembro de 2002, foi migrado para outro ato concessivo de PDTI, senão como se explicaria a inclusão da Pirelli no "Relatório Anual da Utilização dos Incentivos Fiscais Ano Base 2006". A Portaria MCT n° 823 de 31 de outubro de 2006 não só revogou a Portaria MCT n° 769, de 9 de dezembro de 2002, como por consequência lhe garantiu a migração, conforme autorizado/determinado pela Lei 11.196/2005. Do Pedido Ao final, a Recorrente requer que o recurso seja acolhido para reformar a r. decisão recorrida que indeferiu a restituição e, por consequência, homologar a compensação, nos termos em que foi requerida, extinguindose o crédito tributário, nos termos do art. 156, II do CTN. (fl. 148): Ante o exposto, a Recorrente pede e espera que o presente recurso seja recebido e provido para o fim de reconhecer a improcedência da r. decisão recorrida, com o deferimento da restituição e a homologação da compensação pleiteada, pelas razões acima expostas. Fl. 170DF CARF MF Processo nº 10530.000545/200928 Resolução nº 2202000.858 S2C2T2 Fl. 171 6 Requer, ainda, seja Intimado o subscritor da presente para produção de sustentação oral, quando da inclusão do feito cm pauta de julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Rorildo Barbosa Correia Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Analisando os autos, percebese que a controvérsia se instalou devido a contestação da Recorrente se insurgindo contra a decisão da DRJ/CPS, a qual decidiu que havia necessidade de apresentar o "ato autorizativo requerido pela legislação em vigor para fruição do regime previsto na Lei nº 11.196/2005". Neste caso, a 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas /SP, apreciando o pleito, concluiu que: "o pedido fundamentase em incentivo fiscal, inicialmente concedido mediante a Portaria do Ministro da Ciência e Tecnologia (MCT) nº 769, de 09 de dezembro de 2002, posteriormente revogada pela de nº 823, de 31 de outubro de 2006." (fl. 123). Além disso, a DRJ/CPS entendeu que houve a revogação do incentivo promovida pela Portaria nº 823, de 31 de outubro de 2006, mas não houve a publicação de ato normativo permitindo migrar para o novo regime, nos seguintes termos: " (...) a portaria nº 823 objetivava tão somente revogar o benefício, sem nada mencionar, contudo, acerca da migração para o novo regime. Para tanto, caberia a publicação de ato autorizativo da migração pleiteada. Ato este que não fora apresentado. Conforme prevê o Decreto n° 5.798/06, em seu artigo 15" e também que "Inexistindo a devida comprovação, inviável reconhecer o direito ora pleiteado." (fl. 126). Por outro lado, a Recorrente contestou afirmando que: "assim é que, ao contrário do que entendeu a r. decisão recorrida, concluindo este procedimento, em 31/10/2006, foi publicada a Portaria 823, que acolheu o pedido de migração feito pela Recorrente e revogou a Portaria 769/2002, que tratava do benefício da Recorrente nos termos da Lei 8.661/1993" (...).(fl. 142). Com o mesmo propósito, a Recorrente continuou afirmando que: "assim não fosse, o que se admite para argumentar, fato é que no caso presente o Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável pela apreciação e deferimento do pedido de migração, segundo a própria r. decisão, expressamente reconheceu no "Relatório Anual da Utilizado dos Incentivos Fiscais no Ano Base de 2006" que a Pirelli é detentora do beneficio nos termos da Lei n° 11.196/2005 desde 01/01/2006 " (fl. 145). Além do mais, a Recorrente apresentou declaração do Ministério da Ciência e Tecnologia para corroborar sua tese: "de qualquer modo, apesar de entender que os Fl. 171DF CARF MF Processo nº 10530.000545/200928 Resolução nº 2202000.858 S2C2T2 Fl. 172 7 documentos apresentados afastam qualquer possibilidade de questionamento sobre a migração e o direito da ora Recorrente aos incentivos em questão, a Recorrente entrou em contato com o MCT que emitiu a declaração anexa (doc. 02), expressamente reconhecendo que a Pirelli migrou para o novo regime 11.196/2005, desde 2006:" (fl. 146). Dessa forma, para o deslinde da questão, fazse necessário verificar qual o critério estabelecido para usufruir o incentivo fiscal para capacitação tecnológica da indústria por meio de Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial PDTI. Inicialmente, convém esclarecer que o benefício fiscal de que trata este processo foi estabelecido com base na Lei nº 8.661, de 02 de junho de 1993, regulamentada pelo Decreto nº 949, de 5 de outubro de 1993, que contemplava diversos incentivos fiscais para a capacitação tecnológica da indústria, por meio de PDTI e dentre estes incentivos, a lei facultava ao titular do Programa o direito ao crédito de 20% do IRRF sobre os valores pagos, remetidos ou creditados a beneficiário domiciliado no exterior, a título de “royalties”. (o percentual de 20% foi estabelecido pelo art. 2°, inciso II, da Lei n° 9.532/97). Todavia, com a revogação da Lei nº 8.661/93, o benefício fiscal tratado neste processo passou a ser regulado pelo art. 17, inciso V, alínea “a” da Lei n° 11.196/2005, e pelo art. 3°, alínea “a” e parágrafo 4° do Decreto n° 5.798 de 2006. De acordo com o autos, notase que o favor tributário concedido à Recorrente, com base na Lei nº 8.661, de 02 de junho de 1993, regulamentada pelo Decreto nº 949, de 5 de outubro de 1993, por meio da Portaria MCT 769 de 09/12/2002, foi revogado pela Portaria nº 823 de 31/10/2006 do Ministério da Ciência e Tecnologia (fls. 62 e 112). No entanto, mesmo após a revogação do benefício fiscal pela Portaria nº 823 de 31/10/2006 do Ministério da Ciência e Tecnologia, a Recorrente poderia continuar usufruindo o incentivo fiscal para capacitação tecnológica da indústria por meio de Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial PDTI instituído pelo art. 17, inciso V, alínea “a” da Lei n° 11.196/2005, e pelo art. 3°, alínea “a” e parágrafo 4° do Decreto n° 5.798 de 2006. desde que solicitasse ao Ministério da Ciência e Tecnologia a migração para o novo regime especificado na Lei n° 11.196/2005, nos termos do art. 15 do Decreto n° 5.798/06, que assim dispõe: Art.15. os Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial PDTI e Programas de Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário PDTA, e os projetos aprovados até 31 de dezembro de 2005 continuam regidos pela legislação em vigor na data de publicação da Lei n° 11.196, de 2005. §1°as pessoas jurídicas executoras de programas e projetos referidos no caput deste artigo poderão solicitar ao Ministério da Ciência e Tecnologia a migração para o regime da Lei no 11.196, de 2005, devendo, nesta hipótese, apresentar relatório final de execução do programa ou projeto. §2° a migração de que trata o §1° acarretará a cessação da fruição dos incentivos fiscais concedidos com base nos programas e projetos referidos no caput, a partir da data de publicação do ato autorizativo da migração no Diário Oficial da União. (grifei). Fl. 172DF CARF MF Processo nº 10530.000545/200928 Resolução nº 2202000.858 S2C2T2 Fl. 173 8 Dessa forma, entendo que para a Recorrente usufruir o benefício fiscal pleiteado, seria necessário observar as condições estabelecidas nos §1° e §2° do art. 15 do Decreto n° 5.798/06, solicitando ao Ministério da Ciência e Tecnologia a migração para o novo regime, a qual seria realizada por meio do ato autorizativo de migração. Contudo, a contribuinte não logrou êxito em comprovar a publicação do referido ato autorizativo, porém, como elemento de prova, apresentou Ofício do Gabinete do Ministério da Ciência e Tecnologia (fls. 151/152) e Relatório Anual dos Incentivos Fiscais no Ano Base de 2006 (fls. 98/109), que no nosso entendimento, não tem o condão de substituir o ato autorizativo do Ministério da Ciência e Tecnologia, por falta de previsão legal. Com efeito, notase que a não apresentação do ato autorizativo estabelecido pelo § 2º do art. 15 do Decreto nº 5.798/06, impede o reconhecimento do direito ao benefício fiscal de que trata a Lei n° 11.196/2005, por outro lado a Recorrente alegou que houve a migração para o novo regime apresentando outros documentos, como o Ofício do Gabinete do Ministério da Ciência e Tecnologia e o Relatório Anual dos Incentivos Fiscais no Ano Base de 2006 . Diante desse panorama, proponho então a conversão do julgamento em diligência, para fins de que a Unidade de Origem intime o Ministério da Ciência e Tecnologia para que informe se foi emitido ato autorizativo de migração publicado no Diário Oficial em benefício da Recorrente, nos termos dispostos no § 2º do art. 15 do Decreto nº 5.798/06, juntando a correspondente cópia do ato, bem como esclarecendo, sendo o caso, o alcance temporal dos respectivos efeitos. Na sequência, devese intimar a contribuinte para se manifestar acerca do resultado da diligência. (assinado digitalmente) Rorildo Barbosa Correia Fl. 173DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10315.000117/2010-83
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed May 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DA DECORRÊNCIA. APLICAÇÃO.
Tratando-se de lançamento reflexo, qual seja, calcado nas mesmas infrações autuadas em outro processo, dito principal, cumpre aplicar no julgamento deste o princípio da decorrência, repercutindo a mesma decisão daquele quanto ao mérito
Numero da decisão: 1402-003.860
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
(Assinado digitalmente)
Edeli Pereira Bessa - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Junia Roberta Gouveia Sampaio- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paulo Mateus Ciccone e Edeli Pereira Bessa (Presidente)
Nome do relator: Relator
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DA DECORRÊNCIA. APLICAÇÃO. Tratando-se de lançamento reflexo, qual seja, calcado nas mesmas infrações autuadas em outro processo, dito principal, cumpre aplicar no julgamento deste o princípio da decorrência, repercutindo a mesma decisão daquele quanto ao mérito
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa - Presidente. (Assinado digitalmente) Junia Roberta Gouveia Sampaio- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paulo Mateus Ciccone e Edeli Pereira Bessa (Presidente)
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DA DECORRÊNCIA. APLICAÇÃO. Tratandose de lançamento reflexo, qual seja, calcado nas mesmas infrações autuadas em outro processo, dito principal, cumpre aplicar no julgamento deste o princípio da decorrência, repercutindo a mesma decisão daquele quanto ao mérito Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa Presidente. (Assinado digitalmente) Junia Roberta Gouveia Sampaio Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paulo Mateus Ciccone e Edeli Pereira Bessa (Presidente) Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 00 01 17 /2 01 0- 83 Fl. 1499DF CARF MF 2 Tratase de Auto de Infração lavrado em razão da falta de recolhimento da Contribuição ao PIS correspondente ao somatório de receitas escrituradas e dos lançamentos a crédito de contas bancárias utilizadas pela empresa, cuja origem não foi comprovada. De acordo com o relatório fiscal de fls. (53/57 ) o contribuinte foi, diversas vezes, intimado e reintimado, à apresentar livros e demonstrativos contábeis. Forneceu à fiscalização apenas os Livros Diário, Razão, Registro de Apuração de ICMS, Registro de Entradas e Saídas. Todavia, as irregularidades detectadas nos livros apresentados pela empresa tornavam sua contabilidade imprestável. Os vício apontados foram os seguintes: a) Livro Diário sem registro na Junta Comercial; b) Livros Diário e Razão com termo de abertura indicando a existência de apenas 26 folhas em cada, e contendo duas folhas com esta mesma numeração em cada livro; c) Ausência de Balanço, DRE e Plano de Contas; d) os últimos lançamento do Livro Diário atestam a apuração de prejuízos fiscais.No entanto, como não apresentou o LALUR, não se pode saber qual teria sido o prejuízo fiscal. f) Existe indício de que a empresa tenha "fabricado" prejuízos fiscais, uma vez que os valores de estoques escriturados sempre caem o que faz com o que o custo da mercadoria vendida seja alto. Todavia, é impossível verificar se os valores de estoque escriturados estão corretos sem o Livro de Registro de Inventário. g) Todas as vendas escrituradas são à vista com contrapartida na conta caixa. E todas as compras são a prazo, acumulando saldo em caixa, o que pode camuflar saldos credores de caixa; h) Não há débito na conta "fornecedores" indicando baixa/pagamento das compras com contrapartida na conta "caixa"; i) A empresa não escriturou a movimentação bancária em conta específica e os lançamentos constantes dos extratos bancários não foram localizados na conta caixa ou qualquer outra do ativo. Além das irregularidades acima descritas, o contribuinte não atendeu às reiteradas solicitações para apresentação do Livro de Registro de Inventário, Lalur, DRE, Balanço Patrimonial, Plano de Contas, Extratos bancários e dos seguintes demonstrativos: a) Demonstrativo mensal do estoque de mercadorias; b) Demonstrativo de Notas Fiscais de entrada e saída especificando data de emissão, produtos, quantidade, valor unitário, valor da nota, CFOP, identificando fornecedor ou cliente; c) Demonstrativo contendo conta creditada, histórico, data e valor referente à cada lançamento à crédito as contas bancárias. d) Memória de cálculo do valor apropriado, mês a mês, em custo de mercadoria vendida, identificando os valores de estoque inicial, final e compras; Fl. 1500DF CARF MF Processo nº 10315.000117/201083 Acórdão n.º 1402003.860 S1C4T2 Fl. 1.500 3 Além de todas as irregularidades, foi impossível a identificação da efetiva movimentação financeira objeto da fiscalização. Tendo em vista a imprestabilidade das informações contábeis e ausência de apresentação dos documentos e demonstrativos solicitados pela fiscalização, foram lavrados Autos de Infração de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, através do arbitramento com base nos valores escriturados correspondentes à receita de revenda de mercadorias e nos valores referentes à omissão de receitas caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Demonstrado o intuito de sonegação e fraude caracterizado pela utilização de interpostas pessoas para movimentação de recursos pertencentes à empresa, mas não escriturados, foi aplicada a multa qualificada de 150%. Foram abatidos do montante do crédito tributário os valores mencionados em DIPJ, DCTF ou DACON como pagos. Foram lavrados TERMOS DE SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA, relativamente à Sra. Rosana Alves Sampaio e Raimundo Ferreira da Silva, com fundamento no artigo 124, I, do Código Tributário Nacional. Inconformado o contribuinte apresentou Impugnação na qual alega, resumidamente, o seguinte: a) Apresentou todos os livros que tinha posse; b) A requisição sobre movimentação financeiras aos bancos HSBC, Bradesco e Banco do Brasil fundamentase em lei inconstitucional. c) Os procedimentos exigidos pelo Fisco em suas formalidades são de total responsabilidade do setor contábil, o qual é possuidor do conhecimento técnico para realização de tais exigências, e é pago para tanto. Todos os requerimentos foram repassados para serem cumpridos pela fiscalização; d) Reconhece que não possuem os documentos para comprovação dos depósitos realizados em sua conta corrente. e) a fiscalização não comprovou que os sujeitos passivos solidários movimentavam as contas da pessoa jurídica. f) a suposta omissão de receita foi embasada única e exclusivamente em depósitos bancários e não é admissível, no direito tributário, a lavratura de Auto de Infração baseado unicamente em presunções. Cita súmula 182 do extinto Tribunal Federal de Recursos. g) alega que não foram demonstrados os elementos necessários à qualificação da multa; Em 23 de julho de 2010, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza (CE), negou provimento à Impugnação em decisão cuja ementa é a seguinte (fls. 734): ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fl. 1501DF CARF MF 4 Anocalendário: 2005 PROVA POR PRESUNÇÃO. O processo administrativo fiscal admite todos os meios de prova em direito admitidas, inclusive a prova por presunção. PRESUNÇÃO LEGAL. ÔNUS DA PROVA A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindoo para o contribuinte, que pode refutála mediante oferta de provas hábeis e idôneas. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. Não tendo a defesa apontado em que sentido os princípios da Moralidade e da Finalidade foram desrespeitados, e tendo o lançamento sido efetuado com estreita observância à legislação tributária, do qual o autuado teve pleno conhecimento do seu conteúdo, não há como prosperar a alegação de que a exação estaria maculada por não respeitar os princípios constitucionais da Legalidade, Moralidade, Finalidade e Publicidade. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. Anocalendário: 2005 REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA. PROCEDIMENTO. Tendo sido as informações e os documentos requisitados às instituições financeiras com observância das normas legais e regulamentares, não há que se falar em vício na obtenção dos extratos bancários que serviram de base para o lançamento. DEVEDORES SOLIDÁRIOS. Configura interesse comum na situação que constitua fato gerador do tributo a apuração de que o representante legal da pessoa jurídica e seu cônjuge movimentaram recursos da empresa em suas contas correntes, justificando o arrolamento como devedores solidários. JURISPRUDÊNCIAS ADMINISTRATIVA E JUDICIAL E MANIFESTAÇÕES DA DOUTRINA. NÃO VINCULAÇÃO. As referências a entendimentos proferidos em acórdãos de 2ª instância administrativa, em decisões judiciais, ou em manifestações da doutrina especializada não vinculam os julgamentos emanados pelas Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PAR AO PIS/ PASEP Ano calendário: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Fl. 1502DF CARF MF Processo nº 10315.000117/201083 Acórdão n.º 1402003.860 S1C4T2 Fl. 1.501 5 Caracterizamse como omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. DEVER DE ESCRITURAR 1 A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real deve manter escrituração com observância das leis comerciais e fiscais, abrangendo todas as operações do contribuinte. 2. A escrituração mantida com obsevância das disposições legais somente faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados quando comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. ARGUIÇÃO DE EXIGUIDADE DE PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE PROVAS. Estando devidamente comprovado nos autos que a autuada foi por diversas vezes intimada a apresentar os livros e documentos de sua escrituração, descabe o argumento de que o tempo teria sido exíguo para atender ao solicitado. MULTA QUALIFICADA. A apuração de que a pessoa jurídica se utilizou de contas bancárias de terceiros, cujos valores não foram devidamente escriturados nem declarados, caracteriza evidente intuito de fraude que justifica a aplicação da multa qualificada prevista no art. 44, II, da Lei nº 9.430/96 ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA. Anocalendário: 2005 JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. ALCANCE. A função das Delegacias da Receita Federal de Julgamento, como órgãos de jurisdição administrativa, consiste em examinar a consentaneidade dos procedimentos fiscais com as normas legais vigentes, não lhes sendo facultado pronunciarse a respeito da conformidade ou não da lei, validamente editada, com os demais preceitos emanados pela Constituição Federal. Em 06/08/2010, a empresa foi cientificada do teor da decisão acima transcrita (AR fls. 755). Os responsáveis solidários Rosana Alves Sampaio e Raimundo Ferreira da Silva foram cientificados em 05/08/2010 (quintafeira ARs fls. 758 e 761) Em 06/09/2010 (fls. 765) os responsáveis solidários Raimundo Ferreira Silva e Rosana Alves Sampaio apresentaram, respectivamente, os recursos voluntários de fls. 765/781 e 782/800, nos quais reiteram as alegações já suscitadas. Fl. 1503DF CARF MF 6 Em 08/09/2010 a empresa apresenta o Recurso Voluntário de fls. 801/817 no qual reitera as alegações já suscitadas. É o relatório. Voto Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio Relatora Os recursos são tempestivos e preenchem os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual, deles conheço. Da questão inerente ao processo 10315.000116/201039 Conforme se verifica pelo relatório fiscal (fls. 57) como conclusão do trabalho fiscal desenvolvido foi efetuado o lançamento de IRPJ e CSLL, PIS e COFINS: Verificase, portanto, que o presente processo (10315000117/201083) é reflexo do processo 10315.000116/201039, no qual foram efetuados os lançamentos de IRPJ e CSLL. Ambos os processos decorrem do mesmo procedimento de fiscalização, sob o MPF nº 03.1.02..002009 003154, tendo a mesma autoridade fiscal autuante, e exatamente a mesma situação fática no mérito, mudando apenas que houve a formalização de dois processos administrativos: um de IRPJ/CSLL (10315.000116/201039) e um de PIS/COFINS (10315000117/201083). Por uma circunstância de seguirem passos processuais distintos, acabou o processo de IRPJ/CSLL (10315.000116/201039) sendo julgado anteriormente. Quando o processo reflexo (o presente processo 10315000117/201083) esteve apto a análise e julgamento, e vislumbrouse esta vinculação entre ambos os processos, já havia uma decisão prolatada naquele. Fl. 1504DF CARF MF Processo nº 10315.000117/201083 Acórdão n.º 1402003.860 S1C4T2 Fl. 1.502 7 Tal questão foi disciplinada pelo. 6º do anexo II do Ricarf: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e III reflexo, constatado entre processos formalizados em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos. (...) Para esclarecer a amplitude material do §1º deste artigo 6º, esclarecedor o voto do i. conselheiro André Mendes de Moura, relator do acórdão nº 9101002.755: Faço a distinção, amparado no conceito empregado pelo RICARF, valendose de exemplos. Nos processos reflexos, há uma autuação fiscal principal, por exemplo, de IRPJ, acompanhada de reflexos de CSLL, PIS e Cofins, com base nos mesmos elementos de prova constituídos em um mesmo procedimento fiscal. No processo reflexo, a decisão do processo principal tem repercussão direta nos reflexos. A vinculação por decorrência ocorre quando há obrigatoriamente um processo principal e demais processos acessórios, que tiveram origem a partir do processo principal. Tanto que se o julgamento do processo principal afastar a autuação, automaticamente os processos acessórios perdem o objeto. Por exemplo: (1) processo principal trata de exclusão do SIMPLES, e o acessório de auto de infração lavrado em razão da exclusão da empresa do regime especial; (2) processo principal trata da suspensão ou perda de imunidade/isenção, e o acessório de auto de infração lavrado em razão da suspensão/perda do benefício; (3) processo principal trata de autuação fiscal que altera o ajuste anual do imposto, alterando a apuração de saldo negativo, e o acessório de declaração de compensação que se utilizou de saldo negativo que, em razão da autuação fiscal, teve seu valor diminuído ou extinto. Na decorrência, duas são as características principais: (1) não é prático (para não dizer que é impossível) fazer o julgamento do processo acessório antes do julgamento do processo principal e (2) o decidido no principal tem repercussão direta nos processos Fl. 1505DF CARF MF 8 decorrentes. Qual a praticidade em julgar os autos de infração de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins se tais lançamentos tiveram origem em uma suspensão de imunidade ainda pendente de julgamento? Na realidade, a vinculação por reflexão e decorrência tem muitas semelhanças, principalmente por disporem de um processo principal precisamente definido, e de processo(s) acessório(s) cujo julgamento tem uma estreita dependência com o principal. Enfim, a conexão ocorre quando se tem um suporte fático X e um enquadramento legal Y que é idêntico, ou para vários sujeitos passivos (A, B, C, D, E ...), ou para o mesmo sujeito passivo em anoscalendário diferentes (AC1, AC2, AC3...). Naturalmente, são formalizados vários processos, mas as autuações fiscais (suporte fático e enquadramento legal) são as mesmas, diferenciandose, em linhas gerais, o sujeito passivo e o ano calendário. Como exemplo, pode ser um auto de infração de glosa de despesas, com o mesmo suporte fático, de uma mesma empresa, com os mesmos fatos e elementos de prova, formalizado em processos diferentes, cada qual para um anocalendário (AC1, AC2, AC3 e AC4). Ou, o auto de infração de glosa de despesas, com o mesmo suporte fático, mas lavrado em face de empresas que desenvolvem a mesma atividade econômica e tiveram uma interpretação idêntica da legislação tributária, ou seja, processos com sujeitos passivos A, B, C, D e E. Ainda, processo de reconhecimento de direito creditório que se utilizou do crédito X para compensar débitos D1, D2, D3, D4 e D5, cada qual em um processo diferente. O que se observa nos processos por conexão é que não há um processo que pode ser classificado como o principal. O julgamento pode ser dar em qualquer um dos processos. Pode ser julgado o processo AC3, sem prejuízo nenhum para os demais. Ou o processo contra o sujeito passivo D, ou o processo tratando da compensação do débito D2. Na realidade, os processo por conexão são aqueles que podem ser reunidos para julgamento em lotes, ou na sistemática dos repetitivos. Podese escolher qualquer um dos processos para julgamento, e aplicar a decisão para os demais. Tal procedimento, obviamente, não pode ser adotado para os reflexos ou decorrentes, tendo em vista a existência de um processo principal. Dada a explicação acima dos conceitos envolvidos nos 3 tipos de processos vinculados conexão, decorrência e reflexo, resta evidenciado que o presente processo é reflexo, nos termos o inciso III do art. 6º do anexo II do Ricarf. Tem a mesma matéria fática e jurídica do processo principal de IRPJ/CSLL. Resta, portanto, quanto ao cerne da discussão aqui suscitada, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do acórdão 1301001.774. (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio. Fl. 1506DF CARF MF Processo nº 10315.000117/201083 Acórdão n.º 1402003.860 S1C4T2 Fl. 1.503 9 Fl. 1507DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13888.000987/2005-99
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri May 03 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/01/2005
CUSTOS/DESPESAS. CANA-DE-AÇÚCAR. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE.
Os custos/despesas com a cana-de-açúcar incorridos com as oficinas, tais como: combustíveis, lubrificantes, consumo de água, materiais de manutenção e materiais elétricos nas oficinas de serviços de limpeza operativa, de serviços auxiliares, de serviços elétricos, de caldeiraria e de serviços mecânicos e automotivos para as máquinas, equipamentos e veículos utilizados no processo produtivo da cana-de-açúcar; materiais elétricos para emprego nas atividades: balança de cana; destilaria de álcool; ensacamento de açúcar; fabricação de açúcar; fermentação; geração de energia (turbo gerador); geração de vapor (caldeiras); laboratório teor de sacarose; lavagens de cana/ residuais; mecanização industrial; preparo e moagem; recepção e armazenagem; transporte industrial; tratamento do caldo; captação de água; rede de restilo; refinaria granulado.
DESPESAS. MANUTENÇÃO. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE.
As despesas com manutenção: materiais de manutenção, materiais elétricos, peças, ferramentas, serviços mecânicos e automotivos para máquinas, equipamentos e veículos, despesas com combustíveis, custos com serviços de manutenção de equipamentos e instalações geram créditos passíveis de desconto do valor da contribuição calculada sobre o faturamento mensal e/ ou de ressarcimento/compensação do saldo credor.
DESPESAS/CUSTOS. ARRENDAMENTO. TERRA. PESSOA JURÍDICA. PRODUÇÃO. MATÉRIA-PRIMA. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE.
Os custos/despesas incorridos com arrendamento rural de terras, de pessoas jurídicas, para produção da matéria-prima destinada à produção/fabricação dos produtos, objetos da atividade econômica explorada pelo contribuinte, geram créditos passíveis de desconto do valor da contribuição calculada sobre o faturamento mensal e/ ou de ressarcimento/compensação do saldo credor.
Numero da decisão: 9303-008.301
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negar-lhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento parcial, para reconhecer o crédito sobre as despesas com arrendamento de terras de pessoas jurídicas, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe deram provimento.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/01/2005 CUSTOS/DESPESAS. CANA-DE-AÇÚCAR. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. Os custos/despesas com a cana-de-açúcar incorridos com as oficinas, tais como: combustíveis, lubrificantes, consumo de água, materiais de manutenção e materiais elétricos nas oficinas de serviços de limpeza operativa, de serviços auxiliares, de serviços elétricos, de caldeiraria e de serviços mecânicos e automotivos para as máquinas, equipamentos e veículos utilizados no processo produtivo da cana-de-açúcar; materiais elétricos para emprego nas atividades: balança de cana; destilaria de álcool; ensacamento de açúcar; fabricação de açúcar; fermentação; geração de energia (turbo gerador); geração de vapor (caldeiras); laboratório teor de sacarose; lavagens de cana/ residuais; mecanização industrial; preparo e moagem; recepção e armazenagem; transporte industrial; tratamento do caldo; captação de água; rede de restilo; refinaria granulado. DESPESAS. MANUTENÇÃO. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. As despesas com manutenção: materiais de manutenção, materiais elétricos, peças, ferramentas, serviços mecânicos e automotivos para máquinas, equipamentos e veículos, despesas com combustíveis, custos com serviços de manutenção de equipamentos e instalações geram créditos passíveis de desconto do valor da contribuição calculada sobre o faturamento mensal e/ ou de ressarcimento/compensação do saldo credor. DESPESAS/CUSTOS. ARRENDAMENTO. TERRA. PESSOA JURÍDICA. PRODUÇÃO. MATÉRIA-PRIMA. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. Os custos/despesas incorridos com arrendamento rural de terras, de pessoas jurídicas, para produção da matéria-prima destinada à produção/fabricação dos produtos, objetos da atividade econômica explorada pelo contribuinte, geram créditos passíveis de desconto do valor da contribuição calculada sobre o faturamento mensal e/ ou de ressarcimento/compensação do saldo credor.
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CANADEAÇÚCAR. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. Os custos/despesas com a canadeaçúcar incorridos com as oficinas, tais como: combustíveis, lubrificantes, consumo de água, materiais de manutenção e materiais elétricos nas oficinas de serviços de limpeza operativa, de serviços auxiliares, de serviços elétricos, de caldeiraria e de serviços mecânicos e automotivos para as máquinas, equipamentos e veículos utilizados no processo produtivo da canadeaçúcar; materiais elétricos para emprego nas atividades: balança de cana; destilaria de álcool; ensacamento de açúcar; fabricação de açúcar; fermentação; geração de energia (turbo gerador); geração de vapor (caldeiras); laboratório teor de sacarose; lavagens de cana/ residuais; mecanização industrial; preparo e moagem; recepção e armazenagem; transporte industrial; tratamento do caldo; captação de água; rede de restilo; refinaria granulado. DESPESAS. MANUTENÇÃO. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. As despesas com manutenção: materiais de manutenção, materiais elétricos, peças, ferramentas, serviços mecânicos e automotivos para máquinas, equipamentos e veículos, despesas com combustíveis, custos com serviços de manutenção de equipamentos e instalações geram créditos passíveis de desconto do valor da contribuição calculada sobre o faturamento mensal e/ ou de ressarcimento/compensação do saldo credor. DESPESAS/CUSTOS. ARRENDAMENTO. TERRA. PESSOA JURÍDICA. PRODUÇÃO. MATÉRIAPRIMA. CRÉDITOS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 09 87 /2 00 5- 99 Fl. 1012DF CARF MF Processo nº 13888.000987/200599 Acórdão n.º 9303008.301 CSRFT3 Fl. 1.013 2 Os custos/despesas incorridos com arrendamento rural de terras, de pessoas jurídicas, para produção da matériaprima destinada à produção/fabricação dos produtos, objetos da atividade econômica explorada pelo contribuinte, geram créditos passíveis de desconto do valor da contribuição calculada sobre o faturamento mensal e/ ou de ressarcimento/compensação do saldo credor. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negarlhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em darlhe provimento parcial, para reconhecer o crédito sobre as despesas com arrendamento de terras de pessoas jurídicas, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe deram provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício e relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello. Relatório Tratase de recursos especiais interpostos tempestivamente pela Fazenda Nacional e pelo contribuinte contra o Acórdão nº 3401002.936, de 18/03/2015, proferido pela Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). O Colegiado da Câmara Baixa, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso voluntário do contribuinte, nos termos da ementa transcrita, na parte que interessa às matérias em litígio nesta fase recursal: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO a PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2005 CRÉDITOS A DESCONTAR. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. INSUMOS. PROCESSO PRODUTIVO. UTILIZAÇÃO. Para efeitos de apuração dos créditos da Cofins não cumulativa, entendese que produção de bens não se restringe ao conceito de fabricação ou de industrialização; e que insumos utilizados na fabricação ou na produção de bens destinados venda não se restringe apenas às matérias primas, aos produtos intermediários, ao material de embalagem e quaisquer outros Fl. 1013DF CARF MF Processo nº 13888.000987/200599 Acórdão n.º 9303008.301 CSRFT3 Fl. 1.014 3 bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, mas alcança os fatores necessários para o processo de produção ou de prestação de serviços e obtenção da receita tributável, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado. CRÉDITOS A DESCONTAR. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. PROCESSO PRODUTIVO. UTILIZAÇÃO. Os serviços diretamente utilizados no processo de produção dos bens dão direito ao creditamento do PIS não cumulativo e da COFINS não cumulativo incidente em suas aquisições. CRÉDITOS A DESCONTAR. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. AQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS. A aquisição de combustíveis gera direito a crédito quando utilizado como insumo no processo de produção dos bens vendidos e que geraram receita tributável. CRÉDITOS A DESCONTAR. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. RENÚNCIA FISCAL. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. DESPESAS COM ALUGUEL DE PROPRIEDADE RURAL. Não há como reconhecer o direito à apuração de créditos do PIS não cumulativo e da COFINS não cumulativo em relação as despesas de aluguel de propriedade rural, por falta de expressa autorização em Lei. CRÉDITOS A DESCONTAR. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. DESPESAS DE EXPORTAÇÃO. Em relação as despesas de exportação, apenas as despesas de frete do produto destinado à venda, ou de armazenagem, geram direito ao crédito do Cofins ou do Pis não cumulativo." Intimada do acórdão, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial, suscitando divergência, quanto ao direito de o contribuinte aproveitar créditos sobre os custos/despesas com cana de açúcar, com armazenagem, e com manutenção. Alega, em síntese, que, ao contrário do entendimento do Colegiado da Câmara Baixa, os custos/despesas correspondentes (i) a despesas com canadeaçúcar, (ii) com armazenagem e (iii) com manutenção não constituem insumos do processo industrial do contribuinte, nos termos do inciso II do art. 3º da Lei nº 10.833/2003 e, consequentemente, não geram créditos passíveis de dedução do valor da contribuição calculada sobre o faturamento mensal. Segundo seu entendimento o conceito de insumos corresponde a matériasprimas, produtos intermediários e a materiais de embalagem. Assim, as glosas dos créditos aproveitados indevidamente pelo contribuinte, efetuadas pela Fiscalização e revertidas no acórdão recorrido, devem ser mantidas. Fl. 1014DF CARF MF Processo nº 13888.000987/200599 Acórdão n.º 9303008.301 CSRFT3 Fl. 1.015 4 No recurso especial, a Fazenda Nacional impugnou expressamente o aproveitamento dos créditos reconhecidos, no acórdão recorrido, sobre os custos/despesas incorridos com bens e serviços, a seguir discriminados: I) despesas com canadeaçúcar: I.1) oficinas: combustíveis, lubrificantes, consumo de água, materiais de manutenção e materiais elétricos nas oficinas de serviços de limpeza operativa, de serviços auxiliares, de serviços elétricos, de caldeiraria e de serviços mecânicos e automotivos para as máquinas, equipamentos e veículos utilizados no processo produtivo da canadeaçúcar; materiais elétricos para emprego nas atividades: balança de cana; destilaria de álcool; ensacamento de açúcar; fabricação de açúcar; fermentação; geração de energia (turbo gerador); geração de vapor (caldeiras); laboratório teor de sacarose; lavagens de cana residuais; mecanização industrial; preparo e moagem; recepção e armazenagem; transporte industrial; tratamento do caldo; captação de água; rede de restilo; refinaria granulado. II) despesas com armazenagem: materiais de manutenção, materiais de acondicionamento, materiais elétricos, lubrificantes e combustíveis empregados nas atividades de estocagem de produtos semiacabados. III) despesas com manutenção: materiais de manutenção, materiais elétricos, peças, ferramentas, serviços mecânicos e automotivos para máquinas, equipamentos e veículos, despesas com combustíveis, custos com serviços de manutenção de equipamentos e instalações. Por meio do Despacho de Admissibilidade às fls. 649e/651e, o Presidente da 4ª Câmara da 3ª Seção admitiu o recurso especial da Fazenda Nacional. Notificado do acórdão da Câmara Baixa, do recurso especial da Fazenda Nacional e do despacho da sua admissibilidade, o contribuinte interpôs recurso especial, suscitando divergência, quanto ao aproveitamento de créditos sobre as seguintes matérias: i) despesas com arrendamento de terras de pessoas jurídicas; ii) despesas portuárias e de estadia nas operações de exportação, alegando, em síntese, que as despesas com arrendamento de terras para produção de matéria se enquadram no conceito de insumos, nos termos do inciso II do art. 3º da Lei nº 10.833/2003, e que as despesas portuárias e de estadia incorridas com exportação, tanto podem ser enquadradas como insumos. nos termos desse mesmo dispositivo legal, ou ainda como despesa, na operação de venda, cujo direito ao crédito está previsto no inciso IX, desse mesmo artigo. Por meio do Despacho de Admissibilidade às fls. 991e/997e, o Presidente da 4ª Câmara da 3ª Seção admitiu o recurso especial do contribuinte. Tanto a Fazenda Nacional como o contribuinte apresentaram contrarrazões aos recursos especiais interpostos por cada um deles, ambos pugnando pela manutenção do acórdão recorrido, na parte que beneficiou um e outro, respectivamente. Em síntese é o relatório. Fl. 1015DF CARF MF Processo nº 13888.000987/200599 Acórdão n.º 9303008.301 CSRFT3 Fl. 1.016 5 Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator. Em relação ao recurso especial da Fazenda Nacional, ao contrário do entendimento do contribuinte, considero que os paradigmas apresentados atendem ao disposto no art. 67 do Anexo II do RICARF; assim, deve ser conhecido. A Lei nº 10.833/2003 que instituiu o regime não cumulativo para a Cofins, assim dispunha, quanto aos insumos e aproveitamento de créditos, no período dos fatos geradores dos créditos, objeto do ressarcimento/compensação em discussão: "Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 1º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...). II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi. (...). IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. (...)." De acordo com a interpretação literal desses dispositivos legais, apenas os custos incorridos com os insumos (matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem) utilizados diretamente no processo de produção/fabricação dos bens ou produtos vendidos (inciso II) e as despesas de armazenagem de mercadorias e de fretes na operação de venda geram créditos passíveis de desconto do valor da contribuição calculada sobre o faturamento mensal. No entanto, no julgamento do REsp nº 1.221.170/PR, em sede de recurso repetitivo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ampliou o conceito de insumos, para efeito de aproveitamento de créditos do PIS e da Cofins, reconhecendo como tal, os custos e despesas empregados direta ou indiretamente no processo de produção/fabricação de bens destinados a venda pelo contribuinte. Consoante a decisão do STJ "o conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios de essencialidade ou relevância, ou seja, considerandose a impossibilidade ou a importância de determinado item bem ou serviço para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo Contribuinte". Fl. 1016DF CARF MF Processo nº 13888.000987/200599 Acórdão n.º 9303008.301 CSRFT3 Fl. 1.017 6 Em face da decisão do STJ, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional expediu a Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFNMF que autoriza seus procuradores a dispensa de contestar e recorrer com fulcro no art. 19, IV, da Lei n° 10.522, de 2002, e art. 2º, V, da Portaria PGFN n° 502, de 2016, contra decisão desfavorável à União Federal, quanto ao conceito de insumos e respectivo direito de se aproveitar créditos sobre tais insumos, nos termos definidos no julgamento do referido REsp pelo STJ, observada a particularidade do processo produtivo de cada contribuinte. No presente caso, o contribuinte tem como objetivo econômico e social, dentre outros, a produção e comercialização, inclusive exportação, de açúcar de canade açúcar, de álcool carburante e demais derivados da produção agrícola, bem como a produção de parte da própria matériaprima, ou seja, da canadeaçúcar. No recurso especial, a Fazenda Nacional suscitou divergência, quanto ao direito de o contribuinte aproveitar créditos sobre despesas com: i) com canadeaçúcar; ii) com armazenagem. e, iii) com manutenção. No entanto, em face do disposto no § 2º do art. 62, do Anexo II, do RICARF, c/c a Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFNMF da PGFN, e a Portaria PGFN n° 502, de 2016, adotase para o presente caso a decisão do STJ, no REsp nº 1.221.170/PR, para negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, mantendose a decisão recorrida que reconheceu o direito de o contribuinte apurar créditos sobre: I) despesas com canadeaçúcar: I.1) oficinas: combustíveis, lubrificantes, consumo de água, materiais de manutenção e materiais elétricos nas oficinas de serviços de limpeza operativa, de serviços auxiliares, de serviços elétricos, de caldeiraria e de serviços mecânicos e automotivos para as máquinas, equipamentos e veículos utilizados no processo produtivo da canadeaçúcar; materiais elétricos para emprego nas atividades: balança de cana; destilaria de álcool; ensacamento de açúcar; fabricação de açúcar; fermentação; geração de energia (turbo gerador); geração de vapor (caldeiras); laboratório teor de sacarose; lavagens de cana residuais; mecanização industrial; preparo e moagem; recepção e armazenagem; transporte industrial; tratamento do caldo; captação de água; rede de restilo; refinaria granulado. II) despesas com armazenagem: materiais de manutenção, materiais de acondicionamento, materiais elétricos, lubrificantes e combustíveis empregados nas atividades de estocagem de produtos semiacabados. III) despesas com manutenção: materiais de manutenção, materiais elétricos, peças, ferramentas, serviços mecânicos e automotivos para máquinas, equipamentos e veículos, despesas com combustíveis, custos com serviços de manutenção de equipamentos e instalações. Quanto ao recurso especial do contribuinte, sua apresentação também atende aos requisitos do art. 67 do Anexo II do RICARF; assim, deve ser conhecido. O litígio oposto nesta fase recursal abrange o aproveitamento de créditos sobre (i) as despesas com arrendamento de terras de pessoas jurídicas e (ii) sobre as despesas portuárias e de estadia nas operações de exportações. Fl. 1017DF CARF MF Processo nº 13888.000987/200599 Acórdão n.º 9303008.301 CSRFT3 Fl. 1.018 7 Os custos/despesas com arrendamento rural de terras, de pessoas jurídicas sujeitas ao pagamento da contribuição, destinadas à produção da própria matériaprima, cana deaçúcar, utilizada na produção/fabricação dos produtos, objetos da atividade econômica do contribuinte, se enquadram na definição de insumos, dada pelo STJ no REsp nº 1.221.170/PR, utilizada anteriormente para fundamentar o improvimento do recurso especial da Fazenda Nacional. Assim, tais custos/despesas se enquadram no inciso do art. 3º, da Lei nº 10.833/2003, e geram créditos da contribuição passíveis de desconto da contribuição calculada sobre o faturamento mensal. Já as despesas portuárias e de estadia incorridas, nas operações de exportação dos produtos produzidos/fabricados, devem ter revertidas as glosas efetuadas pela Fiscalização sobre tais despesas e mantidas pelo Colegiado da Câmara Baixa. Essas despesas não podem ser enquadradas como insumo, nem mesmo à luz do REsp nº 1.221.170/PR, tampouco em atos da RFB ou da PGFN. Assim, deve ser reconhecido o direito do contribuinte aproveitar créditos sobre as despesas incorridas com arrendamento rural de terras de pessoas jurídicas para a produção de matériaprima (canadeaçúcar). Em face do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso especial da Fazenda Nacional e DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso especial do contribuinte, somente para reconhecer o crédito sobre as despesas com arrendamento de terras de pessoas jurídicas. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 1018DF CARF MF Processo nº 13888.000987/200599 Acórdão n.º 9303008.301 CSRFT3 Fl. 1.019 8 Fl. 1019DF CARF MF
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Numero do processo: 10983.721433/2011-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue May 21 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2008
RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. VERIFICAÇÃO VIGENTE NA DATA DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. PREJUDICIAL DE ADMISSIBILIDADE. PORTARIA MF N° 63. SÚMULA CARF Nº 103.
A verificação do limite de alçada, para fins de Recurso de Ofício, ocorre em dois momentos: primeiro quando da prolação de decisão favorável ao contribuinte pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), para fins de interposição de Recurso de Ofício, observando-se a legislação da época e segundo quando da apreciação do recurso pelo CARF, em Preliminar de Admissibilidade, para fins de seu conhecimento, aplicando-se o limite de alçada então vigente.
Entendimento que está sedimentado pela Súmula Carf nº 103: "Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância".
In casu, aplica-se o limite instituído pela Portaria MF n° 63 que alterou o valor para interposição de Recurso de Ofício para R$ 2.500.000,00.
Numero da decisão: 2401-006.565
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier - Presidente
(assinado digitalmente)
Rayd Santana Ferreira - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Matheus Soares Leite, Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Rayd Santana Ferreira, Marialva de Castro Calabrich Schlucking, Andrea Viana Arrais Egypto, Luciana Matos Pereira Barbosa e Miriam Denise Xavier.
Nome do relator: RAYD SANTANA FERREIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2008 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. VERIFICAÇÃO VIGENTE NA DATA DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. PREJUDICIAL DE ADMISSIBILIDADE. PORTARIA MF N° 63. SÚMULA CARF Nº 103. A verificação do limite de alçada, para fins de Recurso de Ofício, ocorre em dois momentos: primeiro quando da prolação de decisão favorável ao contribuinte pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), para fins de interposição de Recurso de Ofício, observando-se a legislação da época e segundo quando da apreciação do recurso pelo CARF, em Preliminar de Admissibilidade, para fins de seu conhecimento, aplicando-se o limite de alçada então vigente. Entendimento que está sedimentado pela Súmula Carf nº 103: "Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância". In casu, aplica-se o limite instituído pela Portaria MF n° 63 que alterou o valor para interposição de Recurso de Ofício para R$ 2.500.000,00.
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LIMITE DE ALÇADA. VERIFICAÇÃO VIGENTE NA DATA DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. PREJUDICIAL DE ADMISSIBILIDADE. PORTARIA MF N° 63. SÚMULA CARF Nº 103. A verificação do limite de alçada, para fins de Recurso de Ofício, ocorre em dois momentos: primeiro quando da prolação de decisão favorável ao contribuinte pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), para fins de interposição de Recurso de Ofício, observandose a legislação da época e segundo quando da apreciação do recurso pelo CARF, em Preliminar de Admissibilidade, para fins de seu conhecimento, aplicando se o limite de alçada então vigente. Entendimento que está sedimentado pela Súmula Carf nº 103: "Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância". In casu, aplicase o limite instituído pela Portaria MF n° 63 que alterou o valor para interposição de Recurso de Ofício para R$ 2.500.000,00. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 3. 72 14 33 /2 01 1- 09 Fl. 55DF CARF MF Processo nº 10983.721433/201109 Acórdão n.º 2401006.565 S2C4T1 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Presidente (assinado digitalmente) Rayd Santana Ferreira Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Matheus Soares Leite, Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Rayd Santana Ferreira, Marialva de Castro Calabrich Schlucking, Andrea Viana Arrais Egypto, Luciana Matos Pereira Barbosa e Miriam Denise Xavier. Relatório BANDEIRA DISTRIBUIDORA DE PETROLEO LTDA, contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já qualificada nos autos do processo administrativo em referência, teve contra si lavrada a Notificação de Lançamento referente ao Imposto sobre a Propriedade Rural ITR, em relação ao exercício 2008, conforme peça inaugural às efls. 03/07, e demais documentos que instruem o processo. Tratase de Notificação de Lançamento, lavrada em 21/07/2011 (Doc. de efl. 18), nos moldes da legislação de regência, contra a contribuinte acima identificada, constituindose crédito tributário no valor consignado na folha de rosto da autuação. Na descrição dos fatos, o fiscal autuante relata que foi apurada a falta de recolhimento do ITR, decorrente de alteração no valor da terra nua. Em conseqüência, houve aumento do valor devido do tributo. A contribuinte, regularmente intimada, apresentou impugnação requerendo a decretação da improcedência do feito. Por sua vez, a 1ª Turma da DRJ em Campo Grande/MS entendeu por bem julgar procedente a impugnação, exonerando o crédito tributário, por entender restar comprovado a ocorrência de erro material no preenchimento da DITR, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão nº 0428.545/2012, de efls. 42/43, sintetizados na seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Fl. 56DF CARF MF Processo nº 10983.721433/201109 Acórdão n.º 2401006.565 S2C4T1 Fl. 4 3 Exercício: 2008 ÁREA TOTAL DO IMÓVEL. ERRO DE FATO. Comprovada a ocorrência de erro de fato na informação, na DITR, da área total do imóvel, deve ser ajustado o lançamento. Impugnação Procedente Crédito Tributário Mantido em Parte Em observância ao disposto no artigo 34 do Decreto nº 70.235/72 e alterações introduzidas pelas Leis nºs 8.748/1993 e 9.532/97, c/c a Portaria MF nº 03/2008, a autoridade julgadora de primeira instância recorreu de ofício da decisão encimada, que declarou improcedente o lançamento fiscal. Após regular processamento, os autos fora distribuídos a este Conselheiro, para relato e inclusão em pauta, o que fazemos nesta assentada. É o Relatório. Voto Conselheiro Rayd Santana Ferreira Relator RECURSO DE OFÍCIO Preliminar de Admissibilidade Á época da interposição do recurso vigia a Portaria MF nº 3/2008, que estabelecia o valor de alçada em R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Entretanto, em 10 de fevereiro de 2017 foi publicada a Portaria MF nº 63 que alterou o valor limite para interposição de Recurso de Ofício para R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais), vejamos: Portaria MF nº 63/07 Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). A verificação do "limite de alçada", em face de Decisão da DRJ favorável ao contribuinte, ocorre em dois momentos: primeiro na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ),para fins de interposição de Recurso de Ofício, no momento da prolação de decisão favorável ao contribuinte, observandose a legislação da época, e segundo no Conselho Fl. 57DF CARF MF Processo nº 10983.721433/201109 Acórdão n.º 2401006.565 S2C4T1 Fl. 5 4 Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), para fins de conhecimento do Recurso de Ofício, quando da apreciação do recurso, em Preliminar de Admissibilidade, aplicandose o limite de alçada então vigente. É o que está sedimentado pela Súmula Carf nº 103, assim ementada: Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Portanto, depreendese que o limite de alçada a ser definitivamente considerado será aquele vigente no momento da apreciação, pelo Conselho, do respectivo Recurso de Ofício. vinculada pela Súmula Carf nº 103, encimada. Tendo em vista que o crédito tributário exonerado pela primeira instância não alcança o limite de alçada, hoje de R$ 2.500.000,00, não levado a efeito os juros. No presente caso, o montante de crédito Tributário exonerado foi abaixo do novo limite de alçada, vigente na data do presente julgamento, maio de 2019. Nesse diapasão, VOTO NO SENTIDO DE NÃO CONHECER DO RECURSO DE OFÍCIO, em face de o montante de crédito Tributário exonerado situarse abaixo do limite de alçada vigente, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. É como voto. (assinado digitalmente) Rayd Santana Ferreira Fl. 58DF CARF MF
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Numero do processo: 10840.904925/2011-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu May 09 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2009 a 30/06/2009
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO MATERIAL. OMISSÃO.
Verificada contradição ou omissão no acórdão embargado, cumpre acolher os embargos, sem efeitos infringentes.
Numero da decisão: 3301-005.869
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos, sem efeitos infringentes e corrigir a parte dispositiva para negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira Presidente
(assinado digitalmente)
Liziane Angelotti Meira
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D' Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Júnior, Marco Antônio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente).
Nome do relator: LIZIANE ANGELOTTI MEIRA
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CONTRADIÇÃO MATERIAL. OMISSÃO. Verificada contradição ou omissão no acórdão embargado, cumpre acolher os embargos, sem efeitos infringentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos, sem efeitos infringentes e corrigir a parte dispositiva para negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente (assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D' Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Júnior, Marco Antônio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 90 49 25 /2 01 1- 54 Fl. 332DF CARF MF Processo nº 10840.904925/201154 Acórdão n.º 3301005.869 S3C3T1 Fl. 333 2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório constante do despacho de embargos: Tratase de embargos de declaração manejados em tempo hábil pelo contribuinte, em face do Acórdão proferido por este colegiado, sob os pressupostos regimentais da obscuridade e da omissão. Segundo a embargante, houve obscuridade no Acórdão porque enquanto a conclusão da relatora foi no sentido de negar provimento ao recurso, na folha de rosto do Acórdão constou que o recurso não fora conhecido pelo colegiado. Segundo a embargante, houve omissão na fundamentação do voto da relatora, uma vez que existindo decisão judicial transitada em julgado, deixou de constar o motivo pelo qual esta não prevaleceu no caso concreto. A decisão embargada teve a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2009 a 30/06/2009 RESSARCIMENTO. PENDÊNCIA JUDICIAL. É vedado o ressarcimento à pessoa jurídica com processo judicial em que a decisão definitiva a ser proferida pelo Poder Judiciário possa alterar o valor do ressarcimento solicitado. RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR. Tendo o saldo credor de IPI do trimestre sido reduzido em decorrência de procedimento fiscal, é este (novo) saldo que deve ser usado para a compensação dos débitos apresentados em Dcomp. Recurso Voluntário Negado Os embargos de declaração foram aceitos para "quanto à obscuridade aferida entre a conclusão da relatora e o resultado consignado na folha de rosto" e foram rejeitados nos demais aspectos. Voto Conselheira Liziane Angelotti Meira O contribuinte apresentou embargos de declaração os quais foram admitidos em relação à obscuridade aferida entre a conclusão da relatora e o resultado consignado na folha de rosto. Afirma, a Embargante, que o Acórdão em pauta contém obscuridades cujos esclarecimentos são essências ao correto desfecho do processo e conclui: Fl. 333DF CARF MF Processo nº 10840.904925/201154 Acórdão n.º 3301005.869 S3C3T1 Fl. 334 3 A razão assiste à Recorrente. Realmente houve um erro entre o relatório, a votação e o resultado consignado. Transcrevo integralmente o voto da decisão embargada: O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos legais de admissibilidade e deve ser conhecido. Quanto ao pedido de de julgamento simultâneo do processo no 0611000/639/11 (na verdade, este é o número do Mandado de Procedimento Fiscal), cumpre anotar que os processos conexos estão sendo julgamos neste mesma sessão, a saber: 13603.724419/201174 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904913/201120 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904915/201119 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904916/201163 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904917/201116 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904918/201152 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904919/201105 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904920/201121 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904921/201176 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904922/201111 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904923/201165 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904924/201118 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904925/201154 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904926/201107 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904927/201143 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904928/201198 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904929/201132 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA 10840.904930/201167 EVIALIS DO BRASIL NUTRICAO ANIMAL LTDA Fl. 334DF CARF MF Processo nº 10840.904925/201154 Acórdão n.º 3301005.869 S3C3T1 Fl. 335 4 A Recorrente alegou que o fato de possuir tutela antecipada na Ação Ordinária n° 2003.61.00.0295233 lhe garante o não destaque do IPI nas notas fiscais, a não escrituração destes valores no livro de apuração de IPI e o conseqüente saldo credor nele apurado para ressarcimento, ou seja, que tem o direito líquido e certo ao ressarcimento em discussão. Defende, nesse sentido, inaplicabilidade do art. 20 da IN RFB no 600/2005, e o seu direito de destacar o IPI em suas notas fiscais de saída, em decorrência da ação judicial. Cabe, contudo, colacionar o art. 20 da IN mencionada (que regulava a matéria na época): Art. 20. É vedado o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo judicial ou com processo administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI cuja decisão definitiva, judicial ou administrativa, possa alterar o valor a ser ressarcido. Parágrafo único. Ao requerer o ressarcimento, o representante legal da pessoa jurídica deverá prestar declaração, sob as penas da lei, de que a pessoa jurídica não se encontra na situação mencionada no caput. Importante também transcrever o artigo que exige, mesmo para o caso de decisão judicial definitiva, a habilitação do crédito: Art. 51. Na hipótese de crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, a Declaração de Compensação, o Pedido Eletrônico de Restituição e o Pedido Eletrônico de Ressarcimento, gerados a partir do Programa PER/DCOMP, somente serão recepcionados pela SRF após prévia habilitação do crédito pela Delegacia da Receita Federal (DRF), Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) ou Delegacia Especial de Instituições Financeiras (Deinf) com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. § 1º A habilitação de que trata o caput será obtida mediante pedido do sujeito passivo, formalizado em processo administrativo instruído com: I o formulário Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, constante do Anexo V desta Instrução Normativa, devidamente preenchido; II a certidão de inteiro teor do processo expedida pela Justiça Federal; III a cópia do contrato social ou do estatuto da pessoa jurídica acompanhada, conforme o caso, da última alteração contratual em que houve mudança da administração ou da ata da assembléia que elegeu a diretoria; IV cópia dos atos correspondentes aos eventos de cisão, incorporação ou fusão, se for o caso; Fl. 335DF CARF MF Processo nº 10840.904925/201154 Acórdão n.º 3301005.869 S3C3T1 Fl. 336 5 V a cópia do documento comprobatório da representação legal e do documento de identidade do representante, na hipótese de pedido de habilitação do crédito formulado por representante legal do sujeito passivo; e VI a procuração conferida por instrumento público ou particular e cópia do documento de identidade do outorgado, na hipótese de pedido de habilitação formulado por mandatário do sujeito passivo. § 2º O pedido de habilitação do crédito será deferido pelo titular da DRF, Derat ou Deinf, mediante a confirmação de que: I o sujeito passivo figura no pólo ativo da ação; II a ação tem por objeto o reconhecimento de crédito relativo a tributo ou contribuição administrados pela SRF; III houve reconhecimento do crédito por decisão judicial transitada em julgado; IV foi formalizado no prazo de 5 anos da data do trânsito em julgado da decisão; e V na hipótese de ação de repetição de indébito, houve a homologação pelo Poder Judiciário da desistência da execução do título judicial ou a comprovação da renúncia à sua execução, bem assim a assunção de todas as custas e os honorários advocatícios referentes ao processo de execução. § 3º Constatada irregularidade ou insuficiência de informações nos documentos a que se referem os incisos I a V do § 1º, o requerente será intimado a regularizar as pendências no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de ciência da intimação. § 4º No prazo de 30 (trinta) dias, contado da data da protocolização do pedido ou da regularização de pendências de que trata o § 3º, será proferido despacho decisório sobre o pedido de habilitação do crédito. § 5º Será indeferido o pedido de habilitação do crédito nas seguintes hipóteses: I não forem atendidos os requisitos constantes nos incisos I a V do § 2º; ou II as pendências a que se refere o § 3º não forem regularizadas no prazo nele previsto. § 6º O deferimento do pedido de habilitação do crédito não implica homologação da compensação ou o deferimento do pedido de restituição ou de ressarcimento. Seguimos o entendimento da decisão recorrida de não há qualquer direito ao ressarcimento deferido pela sentença judicial não definitiva. Fl. 336DF CARF MF Processo nº 10840.904925/201154 Acórdão n.º 3301005.869 S3C3T1 Fl. 337 6 De acordo com o art. 170A do CTN, é defeso efetuar compensações de débitos mediante aproveitamento de tributo objeto de contestação judicial em trâmite, ou seja, ainda não julgado definitivamente. Ou seja, só há crédito oponível à Fazenda Pública com o desfecho em definitivo favorável ao particular da demanda judicial. Conforme se destacou na decisão recorrida, o direito pretendido com a ação judicial somente será liquido e certo quando a sentença, se favorável ao contribuinte, transitar em julgado e operar seus efeitos. No entanto, este direito, não respaldava o ressarcimento, que era expressamente vedado pelo art. 20 da IN SRF nº 600, de 2005 (disposição idêntica encontrase vigente no art. 42 da IN RFB nº 1717, de 2017). Dessa forma, adotase o entendimento da decisão recorrida de que somente é permitido o ressarcimento do imposto após a utilização dos créditos de IPI escriturados pelo contribuinte na dedução, em sua escrita fiscal, dos débitos de IPI decorrentes das saídas de produtos tributados, além de ser vedado o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo judicial ou com processo administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI cuja decisão definitiva, judicial ou administrativa, possa alterar o valor a ser ressarcido. Portanto, a matéria discutida na ação judicial altera o valor do saldo de IPI apurado nos trimestres em referência e, consequentemente, correto o procedimento do Fisco que refez a escrita fiscal, incluindo os débitos discutidos judicialmente, para calcular o real saldo (devedor/credor) dos trimestres analisados. Por outro lado, mesmo que se concordasse com a Recorrente, contrariamente a determinação expressa da legislação, que ela poderia utilizar créditos com fulcro em decisão judicial não transitada em julgado, ela estaria sujeita à habilitação do seu crédito, o que não efetuou. O cumprimento dessa obrigação acessória é imprescindível para que o Fisco tenha conhecimento e controle deste crédito e é condição para o exercício do direito de creditamento. Portanto, ainda que se adotasse este entendimento, defendido pela Recorrente o qual não adotamos deveria ser mantida a glosa por falta de habilitação do crédito. Dessarte, mantémse, por seus próprios fundamentos, o entendimento constante da decisão recorrida. Quanto à informação juntada pela Recorrente de que houve trânsito em julgado em seu favor na Ação Anulatória no 0029523662003.4.03.6100, não há efeito direto sobre o presente processo administrativo. Não se pode tratar aqui do mérito levado ao Judiciário, pois, conforme a Súmula nº 1 do CARF, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas Fl. 337DF CARF MF Processo nº 10840.904925/201154 Acórdão n.º 3301005.869 S3C3T1 Fl. 338 7 a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Diante do exposto, proponho manter integralmente a decisão recorrida e voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. Tendo em consideração o voto transcrito, proponho que seja alterado o resultado do julgamento para o seguinte: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Dessarte, voto no sentido de acolher os embargos, sem efeitos infringentes e corrigir a parte dispositiva para negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira Fl. 338DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13656.900572/2013-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2011
DCOMP NÃO HOMOLOGADA. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DCTF RETIFICADORA.
Reconhece-se a possibilidade de se compensar indébito de estimativa mensal das pessoas jurídicas que apuram imposto de renda pelo lucro real, desde que reste comprovado a apuração incorreta do tributo, ainda que a apresentação da DCTF retificadora tenha ocorrido após o envio da DCOMP.
A análise do direito creditório compete à Unidade de Origem para que não implique supressão de instância.
Numero da decisão: 1301-003.817
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para superar o óbice de alocação do pagamento, em face das declarações retificadoras apresentadas, e determinar o retorno dos autos à unidade de origem para que profira despacho decisório complementar sobre o mérito do pedido, oportunizando ao contribuinte a complementação de provas do fato constitutivo do seu direito pleiteado, reiniciando-se, a partir daí, o rito processual de praxe.
(Assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Giovana Pereira de Paiva Leite - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Giovana Pereira de Paiva Leite, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto.
Nome do relator: GIOVANA PEREIRA DE PAIVA LEITE
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2011 DCOMP NÃO HOMOLOGADA. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DCTF RETIFICADORA. Reconhece-se a possibilidade de se compensar indébito de estimativa mensal das pessoas jurídicas que apuram imposto de renda pelo lucro real, desde que reste comprovado a apuração incorreta do tributo, ainda que a apresentação da DCTF retificadora tenha ocorrido após o envio da DCOMP. A análise do direito creditório compete à Unidade de Origem para que não implique supressão de instância.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para superar o óbice de alocação do pagamento, em face das declarações retificadoras apresentadas, e determinar o retorno dos autos à unidade de origem para que profira despacho decisório complementar sobre o mérito do pedido, oportunizando ao contribuinte a complementação de provas do fato constitutivo do seu direito pleiteado, reiniciando-se, a partir daí, o rito processual de praxe. (Assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente. (Assinado digitalmente) Giovana Pereira de Paiva Leite - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Giovana Pereira de Paiva Leite, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto.
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PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DCTF RETIFICADORA. Reconhecese a possibilidade de se compensar indébito de estimativa mensal das pessoas jurídicas que apuram imposto de renda pelo lucro real, desde que reste comprovado a apuração incorreta do tributo, ainda que a apresentação da DCTF retificadora tenha ocorrido após o envio da DCOMP. A análise do direito creditório compete à Unidade de Origem para que não implique supressão de instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para superar o óbice de alocação do pagamento, em face das declarações retificadoras apresentadas, e determinar o retorno dos autos à unidade de origem para que profira despacho decisório complementar sobre o mérito do pedido, oportunizando ao contribuinte a complementação de provas do fato constitutivo do seu direito pleiteado, reiniciandose, a partir daí, o rito processual de praxe. (Assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente. (Assinado digitalmente) Giovana Pereira de Paiva Leite Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 65 6. 90 05 72 /2 01 3- 51 Fl. 243DF CARF MF Processo nº 13656.900572/201351 Acórdão n.º 1301003.817 S1C3T1 Fl. 244 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Giovana Pereira de Paiva Leite, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto. Relatório Trata o presente processo de pedido de compensação n. 07030.07360.040412.1.3.043122, que pleiteia compensação de débito de IRPJ Estimativa mensal, com período de apuração em fev/2012, no valor de R$ 65.082,78, com crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior de IRPJ Estimativa mensal, com período de apuração em dez/2011, no valor original de R$ 65.720,70. O pedido de compensação foi indeferido através de Despacho Decisório Eletrônico constante dos autos (fl. 07), tendo em vista que o pagamento indicado já se encontrava integralmente alocado a débitos do contribuinte. Da Manifestação de Inconformidade A empresa apresentou manifestação de inconformidade na qual alegou que efetuou o recolhimento do tributo e quando da apuração do ajuste anual verificou que não havia valor a pagar, dessa forma efetuou a compensação do valor pago indevidamente em DCOMP e, somente após ciência do despacho decisório, retificou a DCTF. Pediu a revisão do Despacho Decisório e a homologação do pedido de compensação. A DRJ julgou improcedente a manifestação sob o argumento de que apesar de ter refificado a DCTF para alterar os valores originalmente declarados, não apresentou documentação hábil e idônea que justificasse a alteração do Despacho Decisório. Do Recurso Voluntário Em 21/03/2018, o contribuinte foi cientificado da decisão da DRJ, conforme Termo de Ciência por Decurso de Prazo fl.98. Em 17/04/2018, ainda inconformada, a empresa apresentou Recurso Voluntário, conforme atesta o Termo de Solicitação de Juntada fl.100. Em sua peça recursal, o sujeito passivo procurou demonstrar e comprovar a existência de crédito e o erro de fato inequívoco quando do preenchimento da DCTF original. Além de informações da DCTF Retificadora e da DIPJ/2012, apresentou telas do razão analítico e anexou os seguintes documentos: DCTF original (fl. 138 e ss), DARF (fl.153), DCOMP (fl.155 e ss), cópia do razão análitico (fl.162), DIPJ/2012 (fl.164 e ss), DCTF Retificadora (fl.211 e ss), cópia razão analítico (fl.211 e ss), cópia de DARFs (fl.227 e ss). Por fim, requereu a reforma do acórdão recorrido e a homologação da compensação. É o relatório. Fl. 244DF CARF MF Processo nº 13656.900572/201351 Acórdão n.º 1301003.817 S1C3T1 Fl. 245 3 Voto Conselheira Giovana Pereira de Paiva Leite, Relatora. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Conforme relatado, a Recorrente teve seu pedido de compensação de pagamento indevido ou maior indeferido, por despacho decisório eletrônico, tendo em vista que o pagamento encontravase alocado ao débito de IRPJ. O Despacho Decisório foi proferido em 02/08/2013. Após intimado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, na qual relata que cometeu erro na apuração da estimativa mensal de dez/2011 que deu origem ao crédito, mas que a apuração correta constava da DIPJ/2012 original, transmitida em 29/06/2012. Juntou ao recurso a DCTF retificadora e a DIPJ/2012. A Turma da DRJ entendeu que não foram apresentados documentos hábeis e idôneos para demonstrar o pagamento indevido ou a maior. Em seu recurso voluntário, a Recorrente declara que apurou IRPJ em dez/2011, declarou em DCTF e efetuou o pagamento em 31/01/2012. Posteriormente, quando da revisão e conciliação contábil do balanço encerrado em 2011, identificou que não havia valor devido a título de IRPJ no período. Em 04/04/2012, transmitiu DCOMP para compensação do pagamento indevido e, em 29/06/2012, transmitiu DIPJ na qual declarou o valor negativo de IRPJ de dez/2011 (R$ 2.848,77). Acrescenta que, ao receber o Despacho Decisório que indeferiu o pedido de compensação, percebeu o lapso e retificou a DCTF e apresentou nos autos a DCTF Retificadora e a DIPJ/2011. Argumenta que houve o pagamento indevido e procura demonstrar o crédito com novos documentos, quais sejam, cópias do razão analítico. Primeiramente, cumpre esclarecer que apesar de se tratar de crédito oriundo de pagamento de estimativa mensal de IRPJ, com período de apuração em dez/2011, não se trata aqui de crédito que deveria compor o saldo negativo. A Recorrente procura demonstrar especificamente o erro na apuração para o mês de dezembro/2011, que foi declarada na DIPJ/2012 original e na DCTF retificadora. Logo, é possível a caracterização do indébito de pagamento de estimativa mensal nos termos da Súmular CARF n. 84, in verbis: Súmula CARF nº 84:É possível a caracterização de indébito, para fins de restituição ou compensação, na data do recolhimento de estimativa. O cerne da discussão reside portanto na comprovação dos valores apurados em dez/2011 a título de estimativa mensal. O contribuinte declarou em DCTF inicialmente o valor de R$ 65.720,70 de IRPJEstimativa mensal. Mas após a conciliação contábil, apurou o valor de R$ 2.848,77, informado em sua DIPJ original. Inicialmente, o pedido de compensação foi indeferido liminarmente através de Despacho Decisório Eletrônico, pois o pagamento se encontrava alocado. A Recorrente então apresentou DCTF retificadora e DIPJ/2012, mas a DRJ considerou que não havia Fl. 245DF CARF MF Processo nº 13656.900572/201351 Acórdão n.º 1301003.817 S1C3T1 Fl. 246 4 documentos hábeis e idôneos que comprovassem o pagamento indevido, todavia o contribuinte não teve oportunidade de apresentar novos documentos. A DCTF retificadora e a DIPJ/2012, apresentadas juntamente com a manifestação de incorfomidade, não podem ser considerados documentos inábeis ou inidôneos para comprovar o pagamento indevido. Em verdade, a DCTF e a DIPJ se apresentam como documentos hábeis e idôneos, todavia, não suficientes para comprovar que houve erro na apuração do tributo. O acórdão da DRJ esclarece que para efetiva comprovação, faziase mister documentos mais robustos, especialmente os assentamentos/fiscais. Acertada a decisão recorrida, ao exigir a apresentação da apuração contábil e fiscal. Nesse sentido, a Recorrente além dos documentos anteriormente apresentados, trouxe cópias do razão analítico. A Unidade de Origem não analisou o direito creditório sob o prisma das informações constantes da DCTF retificadora, tendo em vista que o despacho foi eletrônico. Tampouco se manifestou sobre os documentos apresentados com o recurso voluntário. Sendo assim, o contribuinte não teve oportunidade de demonstrar perante à Delegacia a ocorrência de erro na apuração do IPRJestimativa mensal de dezembro/2011 e a efetiva existência de direito creditório. Contudo, para fins de homologação da DCOMP, fazse mister a apreciação do direito creditório, ou seja, a comprovação por parte do contribuinte de que o pagamento foi calculado e efetivado em valores acima daqueles prescritos em lei. Dessarte, entendo não ser possível homologar, nesse momento, a compensação declarada pelo Contribuinte, uma vez que, tal fato implicaria supressão da competência da Unidade de Origem para análise do direito creditório. Nesse sentido, considerando ser possível a restituição/compensação de recolhimento de estimativa mensal, desde que reste caracterizado o indébito, voto no sentido de retornar o processo à Unidade de Origem para examinar o mérito do pedido, nos termos do art. 170 do CTN e proferir Despacho Decisório complementar, levando em consideração a DCTF retificadora, a DIPJ/2012, as informações do livro razão apresentados com o recurso voluntário, e se entender necessário, intimar o contribuinte para que apresente documentos adicionais. Posteriormente, podese seguir o rito processual habitual. Diante de todo o acima exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário, e DARLHE PARCIAL PROVIMENTO para determinar o retorno dos autos à jurisdição da contribuinte, para que a Unidade de Origem superando o óbice de alocação do pagamento, em face das declarações retificadoras apresentadas, profira despacho decisório complementar sobre o mérito do pedido, oportunizando ao contribuinte a complementação de provas do fato constitutivo do seu direito pleiteado, reiniciandose, a partir daí, o rito processual de praxe. Fl. 246DF CARF MF Processo nº 13656.900572/201351 Acórdão n.º 1301003.817 S1C3T1 Fl. 247 5 (Assinado digitalmente) Giovana Pereira de Paiva Leite Fl. 247DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.662835/2012-95
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue May 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 20/06/2007
DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA.
Considera-se confissão de dívida os débitos declarados em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), motivo pelo qual qualquer alegação de erro no seu preenchimento deve vir acompanhada de declaração retificadora munida de documentos idôneos para justificar as alterações realizadas no cálculo dos tributos devidos.
Nesses termos, não pode ser acatada a mera alegação de erro de preenchimento desacompanhada de elementos de prova que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF.
DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA.
Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional, para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA.
Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170, do Código Tributário Nacional.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
PEDIDO DE DILIGÊNCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO.
Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia.
Numero da decisão: 3301-005.997
Decisão:
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade devotos, negar provimento ao recurso voluntário.
assinado digitalmente
Winderley Morais Pereira Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo da Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Marco Antonio Nunes Marinho e Ari Vendramini
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 20/06/2007 DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Considera-se confissão de dívida os débitos declarados em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), motivo pelo qual qualquer alegação de erro no seu preenchimento deve vir acompanhada de declaração retificadora munida de documentos idôneos para justificar as alterações realizadas no cálculo dos tributos devidos. Nesses termos, não pode ser acatada a mera alegação de erro de preenchimento desacompanhada de elementos de prova que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional, para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170, do Código Tributário Nacional. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PEDIDO DE DILIGÊNCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade devotos, negar provimento ao recurso voluntário. assinado digitalmente Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo da Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Marco Antonio Nunes Marinho e Ari Vendramini
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CONFISSÃO DE DÍVIDA. Considerase confissão de dívida os débitos declarados em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), motivo pelo qual qualquer alegação de erro no seu preenchimento deve vir acompanhada de declaração retificadora munida de documentos idôneos para justificar as alterações realizadas no cálculo dos tributos devidos. Nesses termos, não pode ser acatada a mera alegação de erro de preenchimento desacompanhada de elementos de prova que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional, para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170, do Código Tributário Nacional. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PEDIDO DE DILIGÊNCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 66 28 35 /2 01 2- 95 Fl. 183DF CARF MF Processo nº 10880.662835/201295 Acórdão n.º 3301005.997 S3C3T1 Fl. 3 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade devotos, negar provimento ao recurso voluntário. assinado digitalmente Winderley Morais Pereira – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo da Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Marco Antonio Nunes Marinho e Ari Vendramini Relatório Tratase de processo formalizado para o tratamento manual da Declaração de Compensação onde se pleiteia a compensação de crédito oriundo de pagamento a maior de COFINS não cumulativa, com débitos tributários de sua titularidade. Em análise da Declaração de Compensação transmitida, a unidade de origem emitiu o Despacho Decisório, tendo como resultado a não homologação da compensação. Contra esta decisão a recorrente apresentou manifestação de inconformidade, onde alega, em síntese: Que após o pagamento da contribuição, verificou que não havia considerado em sua apuração o desconto de créditos que lhe são conferidos pelo art. 3º da Lei nº 10.833/03; Que seu crédito pode ser aferido pela análise do DACON Retificador, juntado ao presente, que comprova a correta apuração da COFINS sob o regime nãocumulativo; Que a falta de retificação da DCTF não é suficiente para negarlhe o crédito a quem tem direito; Que deve prevalecer o princípio da verdade material. Que o Parecer Normativa Cosit nº 02/2015 ampara seu pleito; Requer a realização de diligência bem como a juntada posterior de documentos; Anexa cópias da DACON original e retificadora e memória de cálculo de apuração da contribuição. 5. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente, nos termos do Acórdão nº 14067.486. Inconformado com tal decisão, o requerente apresentou Recurso Voluntário, onde traz, como razões de defesa os mesmos fundamentos e argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade dirigida á DRJ, requerendo in fine : Fl. 184DF CARF MF Processo nº 10880.662835/201295 Acórdão n.º 3301005.997 S3C3T1 Fl. 4 3 seja reconhecida a procedência integral dos argumentos narrados neste Recurso Voluntário, a fim de que, nos termos do Parecer Normativo COSIT nº 02/2015, seja reconhecida a totalidade do direito creditório pleiteado sob os auspícios da verdade material, com a sequente homologação das compensações declaradas e a respectiva extinção do crédito tributário nos termos do artigo 156, inciso II, do Código Tributário Nacional Subsidiariamente, na remota hipótese do não reconhecimento imediato do direito invocado, o que não se acredita, requer sejam considerados todos os elementos probatórios carreados aos autos – sobretudo a memória de cálculo de apuração da COFINS do período e respetiva Ficha 16A do DACON Retificador –como indícios suficientes à veracidade do crédito tributário para, novamente à luz do Parecer Normativo COSIT nº 02/2015, autorizar/determinar a realização de diligência fiscal para análise/validação da apuração do tributo efetivada pela Recorrente, em observância à necessária busca pela verdade material dos fatos e relativização de questões meramente formais / burocráticas (entre elas o erro de preenchimento da DCTF). É o relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301005.990, de 28 de março de 2019, proferido no julgamento do processo 10880.662828/201293, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3301005.990): "8. O recurso voluntário é tempestivo, preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele conheço. 9. O próprio recurso voluntário traz a síntese fática base da discussão nestes autos que, em breve resumo, trata da não homologação de compensação declarada, diante da inexistência de crédito, pois o crédito pleiteado é oriundo de recolhimento efetuado por documento DARF totalmente vinculado a débito confessado em DCTF, ou seja, o débito confessado em DCTF foi totalmente liquidado pelo pagamento efetivado pelo DARF utilizado como argumento como nascedouro do crédito a ser utilizado na compensação. Fl. 185DF CARF MF Processo nº 10880.662835/201295 Acórdão n.º 3301005.997 S3C3T1 Fl. 5 4 10. Assim se manifesta a recorrente, em sua tese recursal : I – SÍNTESE DOS FATOS Tratase de processo administrativo instaurado para controle e análise depedido de compensação de créditos de COFINS formulado pela Recorrente, devidamente declarado via sistema PER/DCOMP que, ao ser analisado pela Autoridade Fiscal, não foi homologado, com amparo na seguinte motivação: “[...] A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. [...] Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. [...]” (destacado e grifado) Como se verifica, o fundamento do r. despacho decisório em questão reside unicamente na suposta inexistência do crédito oriundo do pagamento a maior efetuado através do DARF indicado no PER/DCOMP, pois a integralidade do crédito pleiteado estaria vinculada a débito declarado pela Recorrente, ou seja, o DARF em referência teria quitado, sem qualquer saldo remanescente, o débito correspondente à COFINS apurada no período. No entanto, o crédito constante no PER/DCOMP transmitido decorre do indébito de COFINS, o qual pode ser aferido pela análise do DACON retificador que comprova a correta apuração da COFINS sob o regime da nãocumulatividade. Com efeito, o DARF vinculado no PER/DCOMP teve por base o valor indicado no primeiro DACON transmitido, cuja apuração, por equívoco da Recorrente, não considerou os créditos inerentes ao regime da nãocumulatividade, tais como (i) os valores pagos à pessoa jurídica, referentes a aluguéis de máquinas e equipamentos utilizados em suas atividades empresariais, (ii) as despesas incorridas na aquisição de bens e serviços caracterizados como insumos, (iii) custos com armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, (iv) encargos de depreciação e amortização de máquinas e equipamentos incorporados ao seu ativo imobilizado, (v) encargos de depreciação e amortização relativos a edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, também utilizados nas atividades da Recorrente, entre outros. Desta forma, com a retificação da apuração da COFINS, a Recorrente verificou a existência de crédito tributário Fl. 186DF CARF MF Processo nº 10880.662835/201295 Acórdão n.º 3301005.997 S3C3T1 Fl. 6 5 decorrente do pagamento a maior praticado, com o consequente direito à compensação do indébito correlato, nos termos do art. 74, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como da Instrução Normativa RFB nº 900/08, à época vigente, motivo pelo qual é medida imperiosa a homologação da compensação em tela, justamente diante da inequívoca existência do crédito regularmente compensado. Nesse sentido, a Recorrente apresentou tempestivamente sua Manifestação de Inconformidade, demonstrando e comprovando pelos diversos documentos juntados aos autos que o r. despacho decisório carece de reforma integral, tendo em vista a total e incontroversa existência do saldo credor de COFINS pleiteado, consoante detalhadamente exposto. 12. Ou seja, defende a recorrente que o crédito objeto de pretensa compensação teria origem em erro da recorrente, ao deixar de apurar créditos da não cumulatividade, por aquisições no mercado interno de insumos e serviços, o que teria a levado a recolher a maior o valor da COFINS. Ao refazer a apuração de tais créditos, a recorrente alega que os créditos apurados foram utilizados para dedução da COFINS devida, o que teria reduzido o valor da COFINS a pagar, sendo que o valor utilizado para tal pagamento teria se tornado, desta forma, maior do que o devido, gerando um crédito a seu favor, crédito este que a recorrente utilizou para quitação de débitos via compensação. 13. A rigor, pretende a recorrente que se reconheça o direito creditório originado desta apuração de créditos da não cumulatividade, e que se homologue a compensação pleiteada, para que seja autorizada a sua utilização para liquidação de débitos indicado na DCOMP. 14. Entretanto, negase a recorrente a proceder a correção da DCTF, para desvincular o pagamento do débito confessado, o que teria como consequencia, se aceito o pedido da recorrente (de se reconhecer o direito creditório oriundo de pagamento a maior), um débito confessado em DCTF, portanto auto lançado e exigível, em aberto, o que traria á recorrente um prejuízo de igual monta, diante da liquidação dos débitos declarados em DCOMP. 15. Temos ainda a alegação da recorrente que não é mais possível a retificação da DCTF, por ter decorrido o prazo de cinco anos, portanto o sistema eletrônico não admitiria mais nenhuma alteração no documento DCTF, o que obrigaria a recorrente a possuir, em sua integralidade, os documentos comprobatórios da origem dos créditos e sua apuração. 16. Em sua defesa, a recorrente alega que seria necessária diligência, por parte da Fiscalização da Secretaria da Receita Federal, uma vez que “ a realização de diligências teria o condão de afastar toda e qualquer dúvida acerca de seu direito creditório, prevalecendo a verdade material dos fatos em Fl. 187DF CARF MF Processo nº 10880.662835/201295 Acórdão n.º 3301005.997 S3C3T1 Fl. 7 6 face da existência de meros erros formais / obrigações acessórias.” . 17. Assim, o que deseja a recorrente não é comprovar o seu direito, e sim que a Fiscalização, através de diligências, apure o seu direito, uma vez que alega que retificou a DACON e apresentou planilhas demonstrando seu direito, o que seria suficiente para o reconhecimento do direito creditório. Desta forma, considero correta a decisão da DRJ, o que corroboro, em não ver necessidade de realização de diligências, uma vez que as provas apresentadas pela recorrente, como portadora do ônus da prova de demonstrar seu direito, são aquelas que a recorrente julgou aptas a tal demonstração, e são estas que devem ser a base do julgamento. 18. Diz a recorrente : “ Além do mais, relembrese o amplo acervo probatório juntado pela Recorrente nos presentes autos, especialmente a Memória de Cálculo (Doc. 05 da Manifestação de Inconformidade), que traz a abertura de todos os créditos utilizados na apuração da COFINS posteriormente retificada. Referido documento, em conjunto com a Ficha 16A, do DACON Retificador (Doc. 03 da manifestação de Inconformidade), demonstra especificamente cada uma das modalidades de crédito apuradas, a exemplo dos (i) bens e serviços utilizados como insumos, (ii) despesas de energia elétrica, (iii) armazenagem e frete, (iv) depreciação do ativo imobilizado e (v) devoluções de venda. Dessa forma, as referidas informações, com seus valores analiticamente expostos, comprovam a liquidez e validade dos créditos da COFINS apurados no período, afastando de plano qualquer alegação contrária da D. Autoridade Fiscal a esse respeito.' , reafirmando que julgue os elementos que trouxe aos autos suficientes para comprovar seu direito. 19. Aduz a recorrente que o despacho decisório estaria incorreto, pois carreou, como demonstrado, aos autos, as provas suficientes para que o seu direito creditório fosse reconhecido e que, em respeito ao princípio da verdade material, deveriam os julgadores terem buscado tal verdade, admitindo provas após a impugnação e solicitado diligências para apuração dos créditos. 20. Afirma a recorrente que “ sem prejuízo, a Recorrente reconhece que, por lapso, não adotou as providências adequadas relativas à retificação das informações sobre a apuração da contribuição e do recolhimento via código DARF errôneo (2172), pois deveria primeiramente promover a retificação do DARF recolhido (Redarf), nos termos do Anexo I, da Instrução Normativa SRF nº 672, de 30 de agosto de 2006, adequando o pagamento efetuado para o código de receita nº 5856 (COFINS NÃOCUMULATIVA), com a posterior retificação da DCTF correspondente. Todavia, o descumprimento destas obrigações acessórias não invalida a existência do crédito pleiteado, devidamente declarado no DACON retificador, sob pena de ofensa ao princípio da verdade material, o qual compele a Autoridade Fiscal à realização de todas a diligências Fl. 188DF CARF MF Processo nº 10880.662835/201295 Acórdão n.º 3301005.997 S3C3T1 Fl. 8 7 necessárias à efetiva verificação do crédito pleiteado pelo contribuinte, assim como exposto no tópico a seguir.” Tal afirmativa demonstra o reconhecimento da recorrente de que a vinculação do documento DARF ao débito confessado em DCTF deveria ter sido corrigida, para que restasse crédito disponível para reconhecimento do direito creditório, o que não foi feito. 21. Portanto, resta claro que, diante dos documentos carreados aos autos – DACON RETIFICADORA e planilhas de cálculo – o acervo probatório se mostrou insuficiente para comprovar o direito creditório, qual seja a origem documental dos créditos e a sua apuração registrada em documentos contábeis, devidamente conciliados, para tais créditos da não cumulatividade restassem indubitavelmente reconhecidos. Sem tais elementos, correta a decisão de piso em não reconhecer o direito creditório. 22. Quanto a considerarse como erro de fato o preenchimento da DCTF, tal argumento não socorre a recorrente, pois não há erro de fato na situação descrita, há sim uma nova apuração de valores que culminou, nas alegações da recorrente, em crédito a seu favor, e defende que as planilhas apresentadas demonstram tal crédito de forma inconteste, desta forma, realmente não se pode aceitar o argumento de erro de fato. 23. Defende ainda a recorrente que o seu descumprimento de suas obrigações – retificação do DARF e da DCTF – não ocasionaram dano ao erário, por tal razão, deve ser reconhecido o direito creditório. Assim se defende a recorrente: “ conquanto a necessária observância ao princípio da verdade material, por si só, resguarde o direito creditório da Recorrente, justamente pelo confronto do montante recolhido versus o valor declarado no DACON retificador, destacase que o não cumprimento das obrigações acessórias relativas ao Redarf (correção do código de recolhimento) e à consequente retificação da DCTF correspondente, também não seriam suficientes a não homologação da compensação em tela, quando analisadas sob a ótica da ausência de prejuízo ao Erário. Isto porque, se é verdade que a situação fática vivenciada pela Recorrente demonstra a regularidade da compensação praticada, pois não há dúvida quanto à existência do crédito tributário (apuração de créditos em decorrência da nãocumulatividade da contribuição recolhida), igualmente verdadeira é a completa ausência de prejuízo ao Erário advindo pelo não cumprimento das obrigações acessórias, principalmente diante da declaração idônea e devidamente entregue ao Fisco que permite a perfeita identificação da origem do crédito apurado (DACON Retificador). Neste sentido, o não cumprimento destas obrigações acessórias não apenas não seria idôneo para invalidar o crédito pleiteado (princípio da verdade material), como também não criou óbices à fiscalização ou, muito menos, resultou em prejuízos aos cofres públicos, o que impõe a conclusão pela absoluta ausência de prejuízos ao Erário, contexto este que da mesma maneira sinaliza a necessidade premente de homologação da compensação, seja pela Fl. 189DF CARF MF Processo nº 10880.662835/201295 Acórdão n.º 3301005.997 S3C3T1 Fl. 9 8 comprovação do crédito requerido, seja pela inexistência de desfalques financeiros à Autoridade Fiscal na conduta da Recorrente. Em relação às autuações fiscais que padecem deste tipo de vício, consistente na exigência de tributo devidamente pago, com inexistência de prejuízo do Erário, há vários precedentes jurisprudenciais, administrativos e judiciais, favoráveis sendo oportuno destacar os seguintes ….” (grifamos). 24. Portanto, a própria recorrente admite que o tributo foi devidamente pago, o que traz duas possibilidades : uma a compensação, no ver da recorrente, deve ser homologada, o que ensejaria a consideração de pagamento a maior e a abertura de débito confessado em DCTF, assim o débito confessado em DCOMP estaria liquidado e o débito confessado em DCTF restaria em aberto e exigível, duas o débito confessado em DCTF estaria liquidado pelo recolhimento efetuado em DARF e não restaria direito creditório, pois não haveria pagamento a maior, o que deixaria em aberto os débitos confessados em DCOMP. Pelas duas análises, não haveria possibilidade de reconhecimento do direito sem a retificação da DCTF , ou do DARF, ou comprovação do direito por elementos de prova mais consistentes. 25. Quanto á aplicação do Parecer COSIT nº 2/2015, utilizandose do formalismo moderado, como defende a recorrente, o próprio parecer esclarece que a DCTF pode ser retificada mesmo após a emissão do despacho decisório eletrônico, ou ainda pode ter sua retificação objeto de análise administrativa, abrindo uma única possibilidade quando do impedimento para tal retificação, diz o Parecer citado : “ a não retificação da DCTF pelo sujeito passivo impedido de fazêla em decorrência de alguma restrição contida na IN RFB nº 1.110, de 2010, não impede que o crédito informado em PER/DCOMP, e ainda não decaído, seja comprovado por outros meios”, o que obriga a recorrente a carrear aos autos todos os elementos que se façam necessários para a demonstração do seu direito ao reconhecimento dos créditos da não cumulatividade oriundos de aquisições no mercado interno, como já dito, por meio de documentos fiscais, notas fiscais de aquisição, demonstração da apuração dos créditos e sua devida conciliação na sua escrita contábil e fiscal, o que definitivamente não foi apresentado pela recorrente. 26. Por fim, quanto ao pedido subsidiário de ' realização de diligência fiscal para o levantamento e constatação in concreto de todo o conjunto de elementos fático jurídicos que dão suporte aos procedimentos realizados, levandose em consideração a realidade fática efetivamente vivenciada e devidamente comprovada.” , este mostrase completamente descabido, pois caberia á recorrente, que alega possuir o direito, carrear aos autos os elementos de prova, uma vez que confessou em Declaração de Compensação que os possuía, o que nos leva a concluir que a recorrente possuía, á época da transmissão da DCOMP, todos os elementos de prova já citados. O que propõe a recorrente, é que a Fiscalização da Secretaria da Receita Fl. 190DF CARF MF Processo nº 10880.662835/201295 Acórdão n.º 3301005.997 S3C3T1 Fl. 10 9 Federal atue como sua consultoria contábil para localizar, apurar e demonstrar os seus créditos da não cumulatividade. 27. Por todo o exposto, indefiro o pedido de diligência, por concordar com o julgador da DRJ, de que tal procedimento se mostra desnecessário, sendo suficientes os elementos trazidos aos autos pela recorrente para formar o convencimento deste relator. Conclusão 28. Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário apresentado, não reconhecendo o direito creditório por não ter a recorrente retificado a DCTF, não ter retificado o documento DARF e não ter apresentado elementos comprobatórios suficientes para que se possa aferir o seu direito aos créditos da não cumulatividade pleiteados. " Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 191DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13603.721065/2014-59
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu May 02 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 2201-000.353
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto vencedor que integra o presente julgado, vencidos os conselheiros Marcelo Milton da Silva Risso, Relator, e Douglas Kakazu Kushiyama, que entenderam que os autos estavam aptos para julgamento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo Milton da Silva Risso - Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim - Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Débora Fofano dos Santos, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Suplente Convocada), Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Ausente o Conselheiro Daniel Melo Mendes Bezerra.
Nome do relator: MARCELO MILTON DA SILVA RISSO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto vencedor que integra o presente julgado, vencidos os conselheiros Marcelo Milton da Silva Risso, Relator, e Douglas Kakazu Kushiyama, que entenderam que os autos estavam aptos para julgamento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Débora Fofano dos Santos, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Suplente Convocada), Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Ausente o Conselheiro Daniel Melo Mendes Bezerra. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 03 .7 21 06 5/ 20 14 -5 9 Fl. 25461DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.462 2 Relatório 1 Tratase de Recurso Voluntário (fls.25.250/25.303) interposto pelo contribuinte contra a R. decisão da DRJCGE (fls. 25.155/25.215) que julgou procedente em parte sua Impugnação ao lançamento dos Autos de Infração — DEBCAD n° 51.036.6872, 51.036.6880 e 51.036.6899, lavrado em face da empresa acima identificada referente às contribuições previdenciárias devidas pela empresa, segurados empregados e contribuintes individuais para a SEGURIDADE SOCIAL incidentes sobre as remunerações pagas a estes segurados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social RGPS não declarados na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP de acordo com relatório fiscal de fls. (49/58). 2 – Adoto inicialmente como relatório a narrativa constante do V. Acórdão da DRJ (fls. 25.155/25.215) por sua precisão e clareza e complementados por esse Relator: “Os lançamentos dos Autos de Infração DEBCAD nºs 51.036.6872, 51.036.6880 e 51.036.6899, fls. 03 a 41, onde constam nestes os DD – DISCRIMINATIVOS DOS DÉBITOS, RADA – RELATÓRIOS DE APROPRIAÇÕES DE DOCUMENTOS APRESENTADOS e os FLD – FUNDAMENTOS LEGAIS DOS DÉBITOS. Os lançamentos dos Autos de Infração foram consolidados em 06/06/2014, com valores totais, fls. 02. 3 Indica o Relatório Fiscal o seguinte: I) Auto de Infração de Obrigações Acessórias – AIOA – DEBCAD nº 51.036.6872 – Código de Fundamentação Legal CFL 34. a) Por ter deixado a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, conforme previsto na Lei nº 8.212, de 24/07/1991, artigo 32, inciso II, combinado com o artigo 225, inciso II, e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 06/05/1999. b) A infração fica comprovada por meio do exame das planilhas números 12 e 13, denominadas respectivamente FP X DIRF COM RESPOSTAS e AUTÔNOMOS DIRF SEM GFIP. A fiscalização constatou que o SP declarou em DIRF (planilha 12) pagamentos as diversas pessoas físicas e o intimou por meio do Termo de Intimação Fiscal – TIF nº 4 a prestar esclarecimentos a respeito da conta contábil Fl. 25462DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.463 3 na qual foram escriturados os valores de tais pagamentos e natureza dos mesmos. O SP não informou em que conta houve a contabilização de tais pagamentos e somente informou um número de conta que teria sido utilizada para escriturar os valores de retenção devidos ao INSS, conforme consta no relatório RESPOSTAS DO SP, ou seja, ficou comprovado que o SP deixou de escriturar em sua contabilidade os valores dos pagamentos às pessoas físicas relacionadas na planilha 13. (...) omissis d) O valor da multa aplicada foi atualizado para R$ 18.128,43 (dezoito mil cento e vinte oito reais, quarenta e três centavos) conforme o disposto no inciso V do artigo 8º da Portaria Interministerial MPS/MF nº 19 de 10/01/2014, publicada no Diário Oficial da União – DOU em 13/01/2014. II) Auto de Infração de Obrigações Principais – AIOP DEBCAD nº 51.036.6880 referente a contribuições destinadas à Previdência Social, relativas à parte da empresa, conforme discriminado a seguir: a) incidentes sobre salários de contribuições pagos a segurados empregados, não declarados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia de Tempo de Serviços e Informações à Previdência Social – GFIP, identificados por meio dos levantamentos AA, AB, AC, AD, AE e AF discriminados nas planilhas números 2 a 8, denominadas respectivamente FP X GFIP SE ESTABELECIMENTO 0001, FP SE X GFIP ESTABELECIMENTO 0005, ADICIONAL CONTABILIDADE, HORAS CONTABILIDADE, MO CONTABILIDADE, FP SEM PLANO INCENTIVO e MOBILIÁRIO PLANO INCENTIVO ESTABELECIMENTO 0005, conforme as folhas de pagamento de salários e contabilidade exibidas pelo SP, por meio de arquivo digital no formato MANAD, a contabilidade acessada por meio do SPED contábil e nos correspondentes Discriminativos de Débitos. A fiscalização ao examinar as folhas de pagamento de salários acima citadas, constatou diferenças de entendimento quanto à incidência das contribuições previdenciárias o que está demonstrado na planilha nº 1 denominada RUBRICAS COM INCIDÊNCIA, o que levou a apuração de parte das diferenças discriminadas nas colunas H das planilhas números 2 e 3 acima citadas. Ao examinar a contabilidade a fiscalização constatou a escrituração de valores em contas sob as denominações ADICIONAL – HORAS e HORAS PRÉMIO – MÃO DE OBRA e MOBILIÁRIO PLANO DE INCENTIVO; houve a intimação para o SP esclarecer a respeito de tais valores, o que não ocorreu; assim a fiscalização apurou créditos previdenciários correspondentes a tais lançamentos extraídos da contabilidade do SP. b) incidentes sobre retiradas pagas e apuradas por meio da folha de pagamento, não declaradas em GFIP, identificadas por meio dos levantamentos AG e AH, discriminadas nas planilhas nº 9 e 10, denominadas RETIRADAS FP X GFIP ESTABELECIMENTOS 0001 e 0005 e nos correspondentes Discriminativos de Débitos – DD. c) incidentes sobre pagamento efetuado a pessoa física APARECIDA ALVES CÂNDIDA, conforme apurado na folha de pagamento, identificado por meio do levantamento AI, discriminado na planilha nº Fl. 25463DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.464 4 11, denominada AUTÔNOMA FP X GFIP ESTABELECIMENTO 0001 e no correspondente Discriminativo de Débito – DD. d) incidentes sobre pagamentos efetuados a pessoas físicas, conforme declarado em DIRF pelo SP, identificados por meio do levantamento AJ, discriminados na planilha 13, denominada AUTÔNOMOS DIRF SEM GFIP e no correspondente Discriminativo de Débito – DD. A apuração pela fiscalização se originou no exame da DIRF declarada pelo SP e tendo havido a constatação de que tais pagamentos não foram escriturados na contabilidade, não foram lançados em folhas de pagamento e não foram declarados em GFIP, a fiscalização intimou o SP, por meio do Termo de Intimação Fiscal nº 4 a esclarecer a natureza dos valores declarados. O SP, conforme já relatado no item I.c acima não respondeu de modo a provar a regular escrituração contábil de tais valores, conforme consta no arquivo anexo denominado RESPOSTAS DO SP. Assim sendo a fiscalização decidiu por arbitrar os créditos previdenciários referentes a tais valores declarados, pelos motivos a seguir expostos: d.1) o confronto entre as planilhas números 12 e 13, já citadas acima (item I.b) comprova que o SP deixou de contabilizar valores pagos a pessoas físicas; d.2) como para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes, industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibilos, a fiscalização considera legítimo examinar a DIRF do SP; d.3) se no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas; d.4) a fiscalização após examinar, como está legalmente autorizada, as DIRF da autuada e confrontar os valores por ela declarados em GFIP, nas folhas de pagamento e na contabilidade constatou divergência entre eles; d.5) em conseqüência os créditos arbitrados no levantamento AJ só o foram após a intimação acima citada ter sido respondida sem que o SP lograsse esclarecer a respeito das diferenças apuradas, o que inclusive gerou a lavratura do AIOA CFL 34 acima discriminado (item I); d.6) a fiscalização tem o obrigatório dever legal de questionar a respeito de diferenças de valores declarados em fonte diferentes e, não havendo e mesmo havendo esclarecimentos, a fiscalização tem o dever legal, de se não os considerar satisfatórios, no que concerne a elidir a possibilidade de ter havido fatos geradores não declarados em GFIP e na contabilidade, conforme foi o caso, promover a apuração dos fatos geradores por aferição indireta; d.7) há que se considerar que o arbitramento da remuneração paga, devida ou creditada a segurados justificase quando, a partir de Fl. 25464DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.465 5 informações obtidas em fontes internas (sistemas corporativos da RFB, SF, processos de restituição) e/ou fontes externas confiáveis (justiça do Trabalho, Sindicatos), a fiscalização firmar convicção de que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração; d.8) há que se considerar também que nas empresas em geral, o arbitramento da remuneração das pessoas físicas pode ser realizado com fundamento na base de cálculo do imposto de renda retido na fonte obtida na DIRF, sendo que no caso presente o foi apenas após a autuada ter sido intimada a apresentar o motivo de haver divergências de valores entre a DIRF, a folha de pagamento, a contabilidade e a GFIP. O arbitramento acima realizado pela fiscalização, para obtenção dos valores das remunerações está em conformidade com o estipulado nos parágrafos 3º e 4º do artigo 33 da Lei nº 8.212/1991. e) referentes a diferenças de contribuições devidas em virtude de em GFIP o SP declarar alíquotas de taxas sobre riscos ambientais do trabalho – RAT em valores inferiores aos devidos, conforme demonstrado nas planilhas números 24 a 26 denominadas respectivamente DIFERENÇA RAT ESTABELECIMENTOS 0001 – 0003 e 0005 identificadas por meio dos levantamentos AU – AV e AX e nos correspondentes Discriminativos de Débito – DD. f) referentes a contribuições devidas sobre pagamentos à Cooperativa de Trabalho de Motoristas não declaradas em GFIP pelo SP, identificadas por meio do levantamento AZ discriminadas na planilha nº 28, denominada COOPERATIVA TRAB MOTORISTA e no correspondente Discriminativo de Débitos – DD. A fiscalização constatou a existência dos fatos geradores por meio do exame da DIRF do SP. g) referente à contribuição adicional correspondente a ocorrência de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição em condições especiais, com conversão de tempo especial para 25 (vinte e cinco) anos para o segurado empregado Adimilson Silveira de Souza – Número de Inscrição – NIT 12131017369, sem ter havido o recolhimento adicional devido de 6% (seis por cento) sobre a remuneração do citado empregado, identificada por meio do levantamento AW conforme discriminada na planilha número 27 denominada RAT ADICIONAL e no respectivo Demonstrativo de Débito – DD. III) Auto de Infração de Obrigações Principais – AIOP DEBCAD nº 51.036.6899 referente a contribuições destinadas à Previdência Social, relativas à parte de segurados, não descontadas dos mesmos, conforme discriminado a seguir: a) incidentes sobre salários de contribuições pagos a segurados empregados, não declarados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia de Tempo de Serviços e Informações à Previdência Social – GFIP, identificados por meio dos levantamentos AK – AL – AM A.N, AO e AP discriminados nas planilhas números 14 a 19 denominadas respectivamente CONTRIBUIÇÕES SE ESTABELECIMENTO 0001, CONTRIBUIÇÕES SE ESTABELECIMENTO 0005, CONTRIBUIÇÕES SOBRE ADICIONAL NA CONTABILIDADE, CONTRIBUIÇÕES S/HORAS NA CONTABILIDADE, CONTRIBUIÇÕES S/MO NA Fl. 25465DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.466 6 CONTABILIDADE e CONTRIBUIÇÕES S/MO PLANO INCENTIVO ESTABELECIMENTO 0005, conforme as folhas de pagamento de salários e a contabilidade exibidas pelo SP, por meio de arquivo digital no formato MANAD, a contabilidade acessada por meio do SPED contábil e nos correspondentes Discriminativos de Débitos. b) incidentes sobre pagamentos efetuados a segurados contribuintes individuais, conforme relatado nos itens II.b, II.c e II.d acima, identificados por meio dos levantamentos e planilhas a seguir discriminadas: b.1) AQ – planilha 20; b.2) AR – planilha 21; b.3) AS – planilha 22 e b.4) AT – planilha 23, denominadas respectivamente CONTRIBUIÇÕES S/RETIRADAS ESTABELECIMENTO 0001, CONTRIBUIÇÕES S/RETIRADAS ESTABELECIMENTO 0005, CONTRIBUIÇÕES S/AUTÔNOMOS EM FP X GFIP ESTABELECIMENTO 0001 e CONTRIBUIÇÕES S/AUTÔNOMOS DIRF SEM GFIP e nos correspondentes Discriminativos de Débito – DD. (...) omissis 4. Documentos examinados A apuração dos créditos dos Autos de Infração teve como origem o exame de: a) folhas de pagamento de salários e a escrituração contábil em arquivos digitais, conforme códigos números fac20339 71ª8f4ec60cbb610ba14138a e 8d8a687ef787359a4c476064 4e1304d2; b) escrituração contábil por meio do SPED conforme arquivos sob as identificações números: Fd921e878efc5c811a976214cefffa1527a7c9 e 59F4BB9EB21C2A048040748DD0D95D1F736E8441; c) GFIP acessadas por meio dos sistemas internos da RFB; d) DIRF acessada por meio dos sistemas internos da RFB; e) arquivo com respostas do SP; f) Ofício nº 211 do Serviço de Benefícios da Agência da Previdência Social do INSS em Betim. 5. Fatos geradores Constituem fatos geradores das contribuições previdenciárias incluídas nos AIOP acima descritos a prestação de serviços remunerados à empresa por segurados empregados, por segurados contribuintes individuais e a prestação de serviços à empresa por cooperativa de trabalho. 4 Retornando ao relatório da decisão de piso recorrida prosseguimos com o relato: "Na impugnação de fls 205 a 261, 16107 a 16133 e 19895 a 19920, a sociedade empresária e os sujeitos passivos solidários alegam, em síntese, que: DA PRELIMINAR. DA IRREGULARIDADE DOS ATOS FISCALIZATÓRIOS ANTERIORES AOS AUTOS DE INFRAÇÃO EM RAZÃO DA INTEMPESTIVIDADE DA EMISSÃO DE TERMO QUE PRORROGOU O PROCEDIMENTO INICIADO. Fl. 25466DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.467 7 Segundo o artigo 33, inciso I, parágrafo 3º, do Decreto nº 7.574/2011, prevê que os termos de intimação valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período contado a partir do término, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos, desde que lavrado e cientificado ao sujeito passivo dentro do prazo anterior, assim, o Termo de Intimação Fiscal nº 03 não foi lavrado e nem cientificado o contribuinte no prazo acima, portanto todos os atos produzidos pela fiscalização a partir desse termo devem ser anulados; DA EXCLUSÃO DA SEGUNDA IMPUGNANTE DO ROL DE SUJEITOS PASSIVOS SOLIDÁRIOS. Conforme explicitado no item IV desta impugnação, a sociedade empresária Toshiba do Brasil S/A é distinta do sujeito passivo deste lançamento e quanto à sociedade empresária Toshiba sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda foi incorporada pelo sujeito passivo deste lançamento; Pelos fundamentos legais e jurisprudências administrativas de fls. 215 a 217. não há como responsabilizar solidariamente as sociedades empresárias Toshiba do Brasil S/A e Toshiba sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda, portanto devem ser excluídas como sujeitos passivos solidários; DA ILEGITIMIDADE PASSIVA DA IMPUGNANTE EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS DE RESPONSABILIDADE DO SEU ESTABELECIMENTO FILIAL INSCRITO NO CNPJ Nº 08.870.769/000504 E DA NULIDADE PARCIAL DOS AUTOS DE INFRAÇÃO. Não há como responsabilizar o sujeito passivo deste lançamento em relação aos créditos previdenciários da filial CNPJ Nº 08.870.769/000504, pois esta é um estabelecimento autônomo do estabelecimento da matriz, conforme os fundamentos legais e jurisprudenciais de fls. 217 a 222; DA INOBSERVÂNCIA PELA DRF/CONTAGEM DO PROPÓSITO DA DILIGÊNCIA DETERMINADA PELA DRJ/CGE E DA FRAGILIDADE DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL PRODUZIDO. Não foi obsevado pela Autoridade Lançadora a INCORPORAÇÃO da TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA – CNPJ 78.230.182/0001/84 pela TOSHIBA INFRAESTRUTURA AMERICA DO SUL LTDA 08.870.769/000172, ao qual esta incorporou aquela em 03/2011, segundo alterações contratuais anexas as fls. 363 a 400 e estabeleceu a incorporada como FILIAL CNPJ 08.870.769/0005 04, segundo os argumentos de fls. 16109 a 16113; Por problemas operacionais não conseguiu em tempo hábil a época da assinatura e do registro dos atos societários relacionados a incorporação, o novo número do CNPJ da filial, assim, manteve as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP e as GPS – GUIA DA PREVIDÊNCIA Fl. 25467DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.468 8 SOCIAL no CNPJ da incorporada, segundo os argumentos de fls. 16109 a 16113; II.1 DA INCONTESTÁVEL OCORRÊNCIA DA INCORPORAÇÃO DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA (CNPJ Nº 78.230.182/000184) PELA MANIFESTANTE E DA CONFIRMAÇÃO DESSA OPERAÇÃO PELOS ATOS SOCIETÁRIOS FORMALIZADOS E REGISTRADOS.FL 19897 AS 19907. Pelos argumentos e documentos anexos as impugnações reitera a incorporação TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA (CNPJ Nº 78.230.182/0001 84) pela TOSHIBA INFRAESTRUTURA AMERICA DO SUL LTDA 08.870.769/000172, além disso, também, apresenta as fls. 19926 a 19933, cópias do CNPJ de que a atividade da filial incorporadora se deu em 31/03/2011, da DIRF exercício 2011 ano calendário 2011 da incorporada com extinção em 01/04/2011, RAIS ANOBASE 2011 com data de encerramento em 31/03/2011 e CAGED da incorporada e da incorporadora. DO DIREITO. DO AUTO DE INFRAÇÃO DEBCAD Nº 51.036.6872. Os valores declarados na DIRF 2012 foram conforme os RPA – RECIBO DE PAGAMENTO AUTÔNOMO e devidamente contabilizados na conta contábil 201020101 – TRANSITÓRIA SERVIÇOS, portanto não houve a infração que sustenta o lançamento do Auto de Infração DEBCAD Nº 51.036.6872; Não é possível o lançamento concomitante de multas isoladas e de ofício sobre uma mesma infração conforme fundamentos de fls. 225 a 227; DO AUTO DE INFRAÇÃO DEBCAD Nº 51.036.6880. DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS SALÁRIOSDECONTRIBUIÇÃO PAGOS AOS SEGURADOS EMPREGADOS. DA PLANILHA Nº 2 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000172) (DOC 6a) Da planilha nº 2 do Relatório Fiscal, o contribuinte contesta as competências 13/2010 e 13/2011 coluna H – BC NÃO DECLARADA EM GFIP, que estes saláriosdecontribuição foram informados corretamente nas GFIP Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP relativas as competências 12/2010 e 12/2011, conforme demonstrativo de fls. 232 a 233, pois se tratam de adiantamentos de gratificação pagas aos segurados empregados nas competências 12/2010 e 12/2011, portanto devem ser excluídos do lançamento; Quantos as outras bases de cálculo da planilha nº 2 do Relatório Fiscal são valores referentes aos pagamentos de avisos prévios indenizados, aos quais estes têm natureza indenizatória, conforme os fundamentos de fls. 228 a 232 e cópia da decisão judicial em anexo doc.6a1, fls. 475 a 483, logo o lançamento é improcedente; Fl. 25468DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.469 9 PLANILHA Nº 2 DO RELATÓRIO FISCAL CNPJ Nº 08.870.769/0001 72 DOC 6a. Da planilha nº 2 do Relatório Fiscal, o contribuinte contesta as competências 13/2010 e 13/2011 coluna H – BC NÃO DECLARADA EM GFIP, que estes saláriosdecontribuião foram informados corretamente nas GFIP Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP relativas as competências 12/2010 e 12/2011, conforme demonstrativo de fls. 232 a 233, pois se tratam de adiantamentos de gratificação pagas aos segurados empregados nas competências 12/2010 e 12/2011, NÃO HOUVE MANIFESTAÇÃO PELA AUTORIDADE LANÇADORA, portanto devem ser excluídos do lançamento; Quantos as outras bases de cálculo da planilha nº 2 do Relatório Fiscal são valores referentes aos pagamentos de avisos prévios indenizados, aos quais estes têm natureza indenizatória, conforme os fundamentos de fls. 228 a 232 e cópia da decisão judicial em anexo doc.6a1, fls. 475 a 483, a Autoridade lançadora manifestou de que são saláriosdecontribuição, segundo a legislação previdenciária, entretanto o impugnante não concorda, conforme os argumentos de fls. 16114 a 16119; ITEM 9 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL PLANILHA Nº 2 DO RELATÓRIO FISCAL. FLS. 19907 A 19910. O impugnante manifesta que os valores insertos na coluna H da planilha 2 referemse a adiantamento de gratificação nas competências 12/2010 e 12/2011 e, não sobre os valores lançados a título de adiantamento nas competências 13/2010 e 13/2011, e, que foram devidamente tributados no mês 12/2010 e 12/2011, conforme os argumentos e demonstrações as fls. 19907 a 19910. ITEM 10 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL. PLANILHA Nº 2 DO RELATÓRIO FISCAL. O impugnante alega que os valores das demais colunas da planilha 2, com exceção da coluna H, de que esses valores referemse as rubricas pagas a título de aviso prévio indenizado, ao qual não incidem a contribuição previdenciária, conforme decisão do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PLANILHA Nº 3 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000504) (DOC. 6 b). As competências 04 a 07/2011 foram declaradas nas GFIP com CNPJ nº 78.230.182/000184 (incorporada pelo CNPJ 08.870.769/000504 em 31/03/2011, fls. 363/368 e fls. 489 a 512), porque devido ao trâmite da incorporação, conforme GPS e GFIP, doc6b2, fls. 513 a 652 e planilha de fls. 235, portanto os lançamentos nas competências 04 a 07/2011 não devem prosperar; Em relação as competências 04 a 13/2011 divergências das folhas de pagamento e o MANAD são improcedentes, pois os batimentos deveriam ser entre as folhas de pagamento e as GFIP, porque estes são Fl. 25469DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.470 10 as bases do MANAD, conforme doc 6b3 (podem ser os anexo II a anexo XIV fls. 652 a 15907); PLANILHA Nº 03 DE RELATÓRIO FISCAL. CNPJ Nº 08.870.769/000504 DOC. 6 b. As competências 04 a 07/2011foram declaradas nas GFIP com CNPJ nº 78.230.182/000184 (incorporada pelo CNPJ 08.870.769/000504 em 31/03/2011, fls. 363/368 e fls. 513 a 651), porque devido ao trâmite da incorporação, conforme GPS e GFIP, doc6b2, fls. 513 a 652 e planilha de fls. 235, portanto os lançamentos nas competências 04 a 07/2011 não devem prosperar, pois a Autoridade Lançadora não considerou a INCORPORAÇÃO, segundo as alegações de fls. 16119 a 16123; ITEM 11 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL PLANILHA Nº 3 DO RELATÓRIO FISCAL. O impugnante manifesta que as supostas diferenças de bases de cálculo de contribuições previdenciárias insertas nas folhas de pagamento e as declaradas nas GFIP no período de 04 a 13/2011 deramse em razão da fiscalização não considerar as GFIP – CNPJ 78.230.182/000184. Justifica que somente conseguiu executar as suas tarefas com o novo CNPJ 08.870.769/000504 a partir do mês de agosto/2011. O manifestante reconhece o erro procedimental de obrigação acessória, mas reitera que as contribuições previdenciárias foram devidamente declaradas e recolhidas e que a DRFB/CONTAGEM não observou a diligência da DRJ/CGE e a incorporação, pelo não aproveitamento das GFIP e GPS da incorporada. ITEM 11 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL PLANILHA Nº 3 DO RELATÓRIO FISCAL. O impugnante manifesta que as supostas diferenças de bases de cálculo de contribuições previdenciárias insertas nas folhas de pagamento e as declaradas nas GFIP no período de 04 a 13/2011 deramse em razão da fiscalização não considerar as GFIP – CNPJ 78.230.182/000184. Justifica que somente conseguiu executar as suas tarefas com o novo CNPJ 08.870.769/000504 a partir do mês de agosto/2011. O manifestante reconhece o erro procedimental de obrigação acessória, mas reitera que as contribuições previdenciárias foram devidamente declaradas e recolhidas e que a DRFB/CONTAGEM não observou a a diligência da DRJ/CGE e a incorporação, pelo não aproveitamento das GFIP e GPS da incorporada. PLANILHA Nº 5 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000504 DOC 6C, FLS. 15908 A 15933) Os Rateios Diversos – Horas – Jean Carlo Prezepiorski, nas competências 03/2011 a 09/2011 referemse a simples rateio de despesas conta contábil, portanto não são remunerações, conforme os documentos anexados doc.6 b3 (podem ser os anexo II a anexo XIV fls. 652 a 15907); Fl. 25470DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.471 11 PLANILHA Nº 5 DO RELATÓRIO FISCAL. CNPJ Nº 08.870.769/0005 04 DOC 6C, FLS. 15908 A 15933. Os Rateios Diversos – Horas – Jean Carlo Prezepiorski, nas competências 03/2011 a 09/2011 referemse a simples rateio de despesas conta contábil, portanto não são remunerações, conforme os documentos anexados doc.6 b3 (podem ser os anexo II a anexo XIV fls. 652 a 15907), consoante os argumentos de fls. 16123; PLANILHA Nº 6 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/0005 04) (DOC. 6D). Os lançamentos do levantamento Mãodeobra especializada são pagamentos efetuados as pessoas jurídicas, conforme doc. 6d, fls. 15934 a 15983 e demonstrativo de fls. 237/238, portanto não são saláriosdecontribuição; PLANILHA Nº 6 DO RELATÓRIO FISCAL CNPJ Nº 08.870.769/0005 04 DOC. 6D. Os lançamentos do levantamento Mãodeobra especializada são pagamentos efetuados as pessoas jurídicas, conforme doc. 6d, fls. 15934 a 15983 e demonstrativo de fls. 237/238, portanto não são saláriosdecontribuição, e, a Autoridade Lançadora considerou parcialmente as notas fiscais de serviços, conforme demonstrativo de fls. 16125, que poderiam ser considerados na sua totalidade ou em montante superior, conforme argumentos de fls. 16126; ITEM 12 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL. PLANILHA Nº 6 DO RELATÓRIO FISCAL. O impugnante manifesta que não considerou as notas fiscais da incorporada TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA (CNPJ Nº 78.230.182/000184), logo, a fiscalização não considerou a incorporação, assim, frente ao Princípio da Verdade Material, foi comprovado que os valores pagos aos prestadores de serviço que contratou e que foram utilizados indevidamente pela DRFB/CONTAGEM como base de cálculo das contribuições previdenciárias autuadas. O lançamento não deve prosperar em relação a essa parte. PLANILHA Nº 7 E 8 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000504). Na competência 05/2011 lançamento Plano de Incentivo mobiliário, demonstrativo de fls. 239, referemse as ajudas de custo em decorrência de mudança de local de trabalho, portanto não são saláriosdecontribuição, logo o lançamento é improcedente; PLANILHA Nº 7 E 8 DO RELATÓRIO FISCAL CNPJ Nº 08.870.769/000504. Na competência 05/2011 lançamento Plano de Incentivo mobiliário, demonstrativo de fls. 239, referemse as ajudas de custo em decorrência de mudança de local de trabalho, portanto não são Fl. 25471DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.472 12 saláriosdecontribuição, logo o lançamento é improcedente, fls. 16126; ITEM 13 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL. PLANILHAS Nº 7 E 8 DO RELATÓRIO FISCAL. O impugnante manifesta a sua reiteração dos argumentos da impugnação, ressaltando mais uma vez que os valores que compuseram indevidamente o lançamento são oriundos das verbas pagas a título de ajuda de custo para alguns de seus empregados para aquisição de mobiliário em locais de operação, não tendo qualquer relação com verba salarial. DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS PAGAMENTOS (PRÓLABORE) DE DIRETORES. PLANILHA Nº 9 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/0001 72). Apesar dos pagamentos a titulo de prólabore não constarem nas GFIP, as contribuições incidentes sobre este foram recolhidas, conforme o demonstrativo de fls. 242; PLANILHA Nº 9 DO RELATÓRIO FISCAL CNPJ Nº 08.870.769/0001 72. Apesar dos pagamentos a titulo de prólabore não constarem nas GFIP, as contribuições incidentes sobre este foram recolhidas, conforme o demonstrativo de fls. 242, 2448 e doc 3, segundo os argumentos de fls. 16126 a 16128; ITEM 14 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL. PLANILHA Nº 9 DO RELATÓRIO FISCAL. FLS. 19916. O impugnante alega que os valores pagos ao diretor Koji Muramatsum, em especial, a título de prólabore, os quais lançados em folha de pagamento, não foram declarados em GFIP, todavia as contribuições previdenciárias foram recolhidas, como demonstrado na impugnação. PLANILHA Nº 10 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000504). Os diversos pagamentos a título de prólabore aos diretores da filial de Curitiba foram devidamente lançados nas folhas de pagamentos e não declarados nas GFIP, com exceção ao pagamento efetuados ao Sr. Atsushi Masuda na competência de 10/2011, foram devidamente incluídos nas bases de cálculo e recolhidas, conforme os documentos anexados doc.6b2, fls 513 a 651; Em relação ao pagamento ao Sr. Hiroyuki Ota na competência 04/2011 consta na GFIP como empregado celetista e a contribuição previdenciária foi devidamente recolhida; Assim, os lançamentos da PLANILHA Nº 10 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000172) é parcialmente procedente em relação Fl. 25472DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.473 13 ao pagamento efetuados ao Sr. Atsushi Masuda na competência de 10/2011; PLANILHA Nº 10 DO RELATÓRIO FISCAL CNPJ Nº 08.870.769/000504. FLS. 16128 A 16129 Os diversos pagamentos a título de prólabore aos diretores da filial de Curitiba foram devidamente lançados nas folhas de pagamentos e não declarados nas GFIP, com exceção ao pagamento efetuados ao Sr. Atsushi Masuda na competência de 10/2011, foram devidamente incluídos nas bases de cálculo e recolhidas, conforme os documentos anexados doc.6b2, fls 513 a 651; Em relação ao pagamento ao Sr. Hiroyuki Ota na competência 04/2011 consta na GFIP como empregado celetista e a contribuição previdenciária foi devidamente recolhida; Assim, os lançamentos da PLANILHA Nº 10 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000172) é parcialmente procedente em relação ao pagamento efetuados ao Sr. Atsushi Masuda na competência de 10/2011; ITEM 15 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL. PLANILHA Nº 10 DO RELATÓRIO FISCAL. O impugnante já demonstrou que os pagamentos efetuados aos diretores atuantes em sua filial, a título de prólabore foram devidamente incluídos na base de cálculo das contribuições previdenciárias e recolhidas à época na incorporada TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA (CNPJ Nº 78.230.182/0001 84), aos quais não foram consideradas pela fiscalização. DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS PAGAMENTOS A PESSOAS FÍSICAS (AUTÔNOMOS). PLANILHA Nº 12 E 13 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000504). O lançamento nas competências 03/2011 a 06/2011 e 10/2011 referentes aos pagamentos as pessoas físicas foram devidamente informados nas GFIP e as contribuições previdenciárias recolhidas, conforme o demonstrativo de fls. 244 e os documentos anexos doc.5, fls. 401 a 474, portanto o lançamento é improcedente. PLANILHA Nº 12 E 13 DO RELATÓRIO FISCAL CNPJ Nº 08.870.769/000504. FLS. 16129 O lançamento nas competências 03/2011 a 06/2011 e 10/2011 referentes aos pagamentos as pessoas físicas foram devidamente informados nas GFIP e as contribuições previdenciárias recolhidas, conforme o demonstrativo de fls. 244 e os documentos anexos doc.5, fls. 401 a 474, portanto o lançamento é improcedente. ITEM 17 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL PLANILHAS Nº 12 E 13 DO RELATÓRIO FISCAL. Fl. 25473DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.474 14 O impugnante manifesta que os pagamentos pagos as pessoas naturais (autônomos), aos quais sobre estes pagamentos incidem as contribuições previdenciárias foram declaradas e recolhidas na incorporada TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA (CNPJ Nº 78.230.182/000184), entretanto, não foram considerados pela fiscalização, pois se referem a outra empresa. DA DIVERGÊNCIA DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS RELACIONADAS AOS RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHOPLANILHAS 24 A 26 DO RELATÓRIO FISCAL (CNPJ Nº 08.870.769/000172) (CNPJ Nº 08.870.769/000504). Há concordância do impugnante em relação ao lançamento no CNPJ Nº 08.870.769/000172 nas competências 01/2010, 01/2011 e 02/2011, fls. 245; Há discordância dos lançamentos CNPJ Nº 08.870.769/000172 e CNPJ Nº 08.870.769/000504 em relação ao FAP – FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO nas competências do ano de 2010 e 2011, pois o contribuinte aplicou o índice FAP corretamente, conforme argumentos de fls. 245 a 247 e os documentos anexos doc 6e, fls.15984 16013; Em segundo lugar o FAP é inconstitucional, conforme os argumentos de fls. 247 a 252; PLANILHAS 24 A 26 DO RELATÓRIO FISCAL CNPJ Nº 08.870.769/000172 CNPJ Nº 08.870.769/000504. FLS. 16129 A 16131 Há concordância do impugnante em relação ao lançamento no CNPJ Nº 08.870.769/000172 nas competências 01/2010, 01/2011 e 02/2011, fls. 245; Há discordância dos lançamentos CNPJ Nº 08.870.769/000172 e CNPJ Nº 08.870.769/000504 em relação ao FAP – FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO nas competências do ano de 2010 e 2011, pois o contribuinte aplicou o índice FAP corretamente, conforme argumentos de fls. 245 a 247 e os documentos anexos doc 6e, fls.15984 16013. Há erro conforme o demonstrativo de fls. 16129 e 16130; Em segundo lugar o FAP é inconstitucional, conforme os argumentos de fls. 247 a 252; ITEM 19 DO TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL. PLANILHAS Nº 24 A 26 DO RELATÓRIO FISCAL. O impugnante alega que no período de 10/2010 a 12/2012, a fiscalização aplicou o índice do FAP incorretamente, conforme demonstrado as fls. 19918. A manifestante reitera todos os argumentos expostos na impugnação e na primeira manifestação pela inconstitucionalidade do FAP, em razão da violação do Princípio da Legalidade. Fl. 25474DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.475 15 DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERATIVA DE TRABALHO – PLANILHA 28. A contribuição previdenciária prevista no artigo 22, IV, da Lei nº 8.212/1991 foi declarada inconstitucional pelo STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, portanto o lançamento é improcedente; PLANILHA 28 DO RELATÓRIO FISCAL, FLS. 16132. A contribuição previdenciária prevista no artigo 22, IV, da Lei nº 8.212/1991 foi declarada inconstitucional pelo STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, portanto o lançamento é improcedente; DO AUTO DE INFRAÇÃO DEBCAD Nº 51.036.6899. Tendo em vista que este lançamento está diretamente relacionado com o lançamento do AUTO DE INFRAÇÃO DEBCAD Nº 51.036.6880, o impugnante reitera as contestações nos itens acima: DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS SALÁRIOSDECONTRIBUIÇÃO PAGOS AOS SEGURADOS EMPREGADOS. DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS PAGAMENTOS (PRÓLABORE) DE DIRETORES. DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS PAGAMENTOS A PESSOAS FÍSICAS (AUTÔNOMOS). DA OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O contestador reitera as contestações já expostas acima e requer a improcedência dos lançamentos em observância ao Princípio da Verdade Material, segundo os argumentos de fls. 255 a 258; DO AUTO DE INFRAÇÃO DEBCAD Nº 51.036.6899. FLS. 16132. Tendo em vista que este lançamento está diretamente relacionado com o lançamento do AUTO DE INFRAÇÃO DEBCAD Nº 51.036.6880, o impugnante reitera as contestações nos itens acima: DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS SALÁRIOSDECONTRIBUIÇÃO PAGOS AOS SEGURADOS EMPREGADOS – NÃO DECLARADOS EM GFIP. DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS PAGAMENTOS (PRÓLABORE) DE DIRETORES. DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE OS PAGAMENTOS A PESSOAS FÍSICAS (AUTÔNOMOS). DO PEDIDO. EM PRELIMINAR. Requer a nulidade dos Autos de Infração DEBCAD nºs 51.036.6872, 51.036.6880 e 51.036.6899 em razão da intempestividade do Termo de Intimação nº 03; Fl. 25475DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.476 16 Requer a nulidade dos Autos de Infração DEBCAD nºs 51.036.6872, 51.036.6880 e 51.036.6899 em razão ilegitimidade passiva da primeira impugnante CNPJ Nº 08.870.769/000172 diante da ausência de responsabilidade pelas obrigações tributárias na filial CNPJ Nº 08.870.769/000504; Requer a exclusão da segunda impugnante Toshiba do Brasil S/A e Toshiba sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda. Requer nova diligência, pois houve inobservância da DRFB/CONTAGEM pelo qual foi determinado pela DRJ, a luz do Princípio da Verdade Material; Requer a procedência da impugnação e cancelamento dos lançamentos. seja determinada novamente remessa dos autos a DRFB/CONTAGEM para atender a diligência da DRJ/CGE; requer os cancelamentos dos lançamentos. NO MÉRITO. Requer o cancelamento e insubsistência dos Autos de Infração DEBCAD nºs 51.036.6872, 51.036.6880 e 51.036.6899. Tendo em vista que o impugnante apresentou várias questões, por razoabilidade, foram solicitadas diligências de fls 16028 a 16036 e 16143 a 16150 junto a Autoridade Lançadora para esclarecimentos. A Autoridade Lançadora por meio dos Termos de Informação Fiscal de fls. 16041 a 16052 e 18023 a 18032, esclareceu as questões divergentes apontadas nos pedidos de diligências. O impugnante devidamente cientificado dos Termos de Informação Fiscal de fls. 16041 a 16052 e 18023 a 18032 manifestou as fls. 16107 a 16133 e 19895 a 19920. 5 A decisão da DRJCGE (fls. 25.155/25.215) julgou procedente em parte a Impugnação do contribuinte, conforme decisão ementada abaixo: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2012 AUTO DE INFRAÇÃO. CFL 34 MULTA. DEIXAR A SOCIEDADE EMPRESÁRIA DE LANÇAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE TODOS OS FATOS GERADORES DA CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE SOCIAL. Constitui infração à legislação previdenciária deixar a sociedade empresária de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições da empresa e o montante das quantias descontadas dos segurados. Fl. 25476DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.477 17 CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PARA A SEGURIDADE SOCIAL E PARA OS TERCEIROS. As remunerações dos segurados empregados e contribuintes individuais constantes nos lançamentos contábeis e DIRF Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte são saláriosdecontribuição, quando essas remunerações não estão declaradas nas Guias de Recolhimentos do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social GFIP nas formas qualitativas (nome do segurado) e quantitativas (remunerações pagas). Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte 6 – O contribuinte foi cientificado da decisão de piso (fls. 25.246) em 13/04/2016, e com isso tanto o contribuinte e o responsável solidário interpuseram na mesma peça recursal o recurso voluntário de fls. (25.250/25.303). O responsável solidário foi cientificado às fls. 25.248 em 18/04/2016 da decisão de piso, mantendo praticamente os mesmos argumentos da impugnação e ao final requer de forma sucessiva a nulidade do procedimento de fiscalização em vista das prorrogações dos termos de fiscalização, produção de perícia contábil e ao final reforma da r. decisão da DRJ com o cancelamento do auto de infração. 7 Distribuído o feito à esse Relator, em sessão de 08/07/2017 essa C. Turma, por maioria de votos, decidiuse por converter o julgamento em diligência, de acordo com a Resolução nº 2201000.285 às fls. 25.317/ 25.371 tendo por redator designado o I. Conselheiro Carlos Henrique de Oliveira que em seu voto assim decidiu: "Conclusão Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que: i) a Autoridade Preparadora intime o contribuinte para que, querendo, apresente em, no máximo, 30 dias: ‐ os resumos sintéticos das folhas de pagamento do período de 04 a 07/2011 dos estabelecimentos 78.230.182/000184 e 08.870.769/0005 04; ‐ a comprovação da contabilização das folhas apresentadas, de cada estabelecimento mencionado, por meio do diário e correspondente razão; ‐ a comprovação da entrega das GFIP's respectivas (de forma resumida) e o respectivo recolhimento dos valores das contribuições previdenciárias; ‐ uma planilha demonstrativa da coerência entre os funcionários constantes da folha de pagamento e das GFIPS apresentadas, com no máximo 100 segurados por competência, que permita, que por amostragem, se verifique a coerência entre as informações sintéticas apresentadas, mormente quanto ao local de trabalho e remuneração; ‐ outros documentos que entenda ter valor probante de suas alegações, que sempre de forma sintética, possa permitir que a autoridade lançadora verifique a base de cálculo e a regularidade dos recolhimentos efetuados. Fl. 25477DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.478 18 ii) Após a apresentação dos documentos, que a Autoridade Lançadora realize a verificação da coerência dos documentos apresentados e produza um relatório circunstanciado sobre os fatos geradores ocorridos, a base de cálculo apurada e os recolhimentos efetuados, se abstendo de se pronunciar sobre a operação societária entabulada. iii) Seja dado ciência desse relatório ao contribuinte, para nova manifestação, em 30 dias. iv) Cumprida a diligência, retornem os autos ao CARF. É como voto. 8 Intimado da diligência às fls. 25.387/25.390 o contribuinte apresentou manifestação e documentos às fls. 25.394/25.448 com as seguintes considerações sintetizadas em sua petição: Fl. 25478DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.479 19 9 Determinada e a intimação do contribuinte para manifestarse a respeito às fls. 25.454/25.456, contudo, sem manifestação a respeito, retornando os autos para inclusão em pauta. 10 Sendo o relatório do necessário passo ao voto. Conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso Relator Voto Vencido 11 – Conheço do recurso por estarem presentes as condições de admissibilidade. 12 Diante da sustentação oral do nobre e aguerrido patrono feita na tribuna solicitando nova diligência em vista da alegação de que os termos da resolução nº 2201 000.285 não teria sido totalmente cumprida pela D. Autoridade Fiscal passo a análise da solicitação antes de adentrar ao mérito em vista de sua prejudicialidade. 13 – Nesse ponto entendo sem razão a recorrente, e não vislumbro a necessidade de retorno dos autos para nova diligência fiscal, pois como passo a tratar a seguir em relação a questão da incorporação de fato e de direito, vale mencionar que o contribuinte reconhece que diversas obrigações acessórias foram deixadas de ser entregues ao Fisco e portanto, tenta se beneficiar de certa forma, com a devida venia, de sua própria torpeza, pois deixou de informar ao Fisco e efetuar diversos tipos de retificações de obrigações acessórias que lhe cabia em momento oportuno, logo em seguida aos fatos que ocasionaram a celeuma maior nesses autos quanto às competências de 04 a 07/2011 a fim de compensar eventuais contribuições da incorporada transformada em filial. 14 Esse fato foi discutido durante a impugnação, sendo objeto de resolução da DRJ que a fiscalização assim trouxe os esclarecimentos a respeito às 18.025/18.027: "2 – Após exame da documentação acima citada, a fiscalização decide que não há a incorporação alegada pela autuada da Toshiba Sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda – CNPJ 78.230.182/000184 pela Toshiba Infraestrutura América do Sul Ltda – CNPJ 08.870.769/000172, pelos motivos a seguir descritos: 2.1 – Não está homologada e aceita pela Receita Federal do Brasil RFB tal incorporação e conseqüente sucessão, como comprovado por meio do exame das fichas cadastrais da autuada e da suposta incorporada conforme cópia anexa, denominada FICHAS CADASTRAIS; por meio do exame das mesmas fichas há os seguintes Fl. 25479DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.480 20 constatações: 2.1.1 – para o estabelecimento 08.870.769/000415 NÃO CONSTA NA BASE OPERAÇÃO SUCESSÃO COMO SUCEDIDA; 2.1.2 – para o mesmo estabelecimento acima citado há registros de incorporações de dois contribuintes em 30/09/2014: a) 09.298.129/000100 e b) 06.167.771/000154; 2.1.3 para o estabelecimento 08.870.769/000172 há o registro único como operação de sucessão apenas a cisão parcial da Toshiba do Brasil S/A – CNPJ 61.407.052/000171 ocorrida em 08 de outubro de 2007. A mera manifestação de vontade das impugnadas em proceder a tal incorporação só poderia ter efeitos legais se aceita pela RFB, pois salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes e salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos ato. 2.2 – No que concerne aos documentos em que as impugnadas manifestam o interesse de haver a suposta incorporação (fls. 363 a 376), não foram apresentados, em conformidade com o artigo 21 e seu parágrafo 1º da Lei 9.249/1995 o balanço específico da suposta incorporada levantado até trinta dias antes do evento. 2.3 – Conforme o cadastro da RFB da suposta incorporada (cópia anexa – FICHAS CADASTRAIS), a Toshiba Sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda CNPJ 78.230.182/000184, contrariamente ao registrado na 6 alteração contratual da impugnada – capítulo I – fls. 380, em que os sócios quotistas afirmaram que todos os produtos, bens, direitos e obrigações da suposta incorporada deverão ser incorporados a partir de 1º de abril de 2011 e a mesma será extinta, tal situação não condiz com a verdade, conforme consta na ficha cadastral acima citada, que declara a situação do CNPJ da suposta incorporada como suspensa, pelo motivo de solicitação de baixa indeferida. 2.4 – A fiscalização comprova que apesar, de haver a informação das impugnantes de extinção da suposta incorporada, a mesma desenvolveu atividades mercantis após a data da suposta extinção (abril de 2011). Para tanto anexa a cópia da DIPJ 2012 da Toshiba Infraestrutura América do Sul Ltda. – CNPJ 08.870.769/000415 do ano calendário 2012 na qual está declarado na ficha 23 – Remetentes de Insumos/Mercadorias – linha 030 – (página 50) que a mesma recebeu produtos da suposta incorporada (CNPJ 78.230.182/000184) no valor de R$ 1.035.418,05 em seu estabelecimento 08.870.769/0005 04. Ainda na mesma declaração, na ficha 25 – linha 006 (página 53) está informado que a impugnada destinou produtos, mercadorias ou insumos para a suposta incorporada (CNPJ 78.230.182/000184) por meio do mesmo estabelecimento acima no valor de R$ 13.305.068,23. Ou seja, uma empresa que teria sido extinta em abril de 2011 realizou operações mercantis, conforme declarado pela própria impugnante no ano de 2012. 2.5 – A comprovação acima é reforçada pelo exame de declarações de rendimentos pagos pela suposta incorporada a partir de agosto de Fl. 25480DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.481 21 2011 e até dezembro de 2012 com retenções, conforme demonstrado nas planilhas anexadas pela fiscalização, denominadas PAGAMENTOS 2011 e 2012, nas quais há retenções referentes a CSLL (FONTE), IRRF (ALUGUÉIS), IRRF (ASSALARIADO) e IRRF (TERCEIROS) cujas somas atingiram em 2011 (após a suposta incorporação) R$ 76.906.832,54 e em 2012, também obviamente após a suposta incorporação, R$ 164.630.403,80. Como, conforme a legislação vigente, aprovados os atos da incorporação, a incorporadora declarará extinta a incorporada, fica comprovado que as impugnantes apenas comprovaram tal desejo (incorporação), mas o mesmo não está provado de maneira legal e verdadeira. Não há também veracidade na afirmativa da impugnante, não só em conseqüência do exposto e comprovado acima, mas também em conformidade com a legislação vigente, que de um contribuinte (Toshiba Sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda) estava inscrito no CNPJ sob o número 78.230.182/000184 e atualmente está inscrito sob o número 08.870.769/000504, pois a legislação vigente, por óbvio determina que os estabelecimentos filiais de quaisquer contribuintes tenham sua inscrição no CNPJ com numeração que contém a numeração raiz do estabelecimento matriz. 3 – A filial com inscrição no CNPJ sob o número 08.870.769/000504 consta no cadastro da RFB (fls. 146) com data de constituição/abertura de 31/03/2011. 4 – No que concerne a empresa TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA – CNPJ 78.230.182/000184, a fiscalização constatou, conforme consulta ao cadastro da mesma junto a RFB, que a sua situação cadastral é SUSPENSA e o motivo de tal situação é SOLICITAÇÃO DE BAIXA INDEFERIDA, conforme cópia da mencionada ficha anexada ao presente termo. 5 – Conforme consta no quadro Informações Adicionais do Registro de Procedimento Fiscal – Fiscalização 06.1.10.002013002359, cuja cópia está anexada (RPF FINAL), o auditor fiscal signatário do presente termo não fiscalizou no período dos Autos de Infração DEBCAD números 51.036.6872, 51.036.6880 e 51.036.6899 a empresa com número de inscrição no CNPJ 78.230.182/000184. 6 – Durante a ação fiscal, em 11/07/2013 a autoridade lançadora constatou por meio do exame da ficha de inscrição da autuada (CNPJ 08.870.769/000172) na RFB, conforme cópia da mesma (fls. 132 e 133) que a sua situação era ATIVA e o estabelecimento estava registrado como MATRIZ, com data de abertura em 01/06/2007 e o registro em tal ocasião indicava somente ter havido sucessão por cisão parcial com o contribuinte de inscrição no CNPJ 61.407.052/000171 em 08/10/2007, ou seja, antes do início do procedimento fiscal. 7 – No que concerne ao estabelecimento de inscrição no CNPJ 78.230.182/000184, o exame das fichas cadastrais na RFB, conforme cópias anexadas ao presente termo, denominadas FICHAS CADASTRAIS não registram operações de sucessão e incorporação após início da ação fiscal e somente em referência ao acima citado há Fl. 25481DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.482 22 registro de incorporação, com o contribuinte de inscrição no CNPJ número 09.341.925/000170 em 20/11/2009. Assim e, reiterando o já informado acima, não existe e não existiu a incorporação alegada pela autuada, o que acarreta a manutenção da decisão da fiscalização em considerar que o contribuinte com inscrição no CNPJ sob o número 78.230.182/000184 não foi incorporado pela autuada e está com sua inscrição suspensa, conforme demonstrado acima. Assim a autoridade lançadora responde conclusivamente que não há até a presente data quaisquer registros junto a RFB de incorporações referentes à autuada, no que se refere a empresa Toshiba Sistemas de Transmissão e Distribuição do Brasil Ltda – CNPJ 78.230.182/000184. 8 – A alegação da autuada de não ter conseguido o novo número do CNPJ da filial em tempo hábil a época da assinatura e dos registros dos atos societários relacionados a incorporação por problemas operacionais, não tem qualquer respaldo na realidade, pois a suposta incorporação foi tentada por meio de atos societários realizados em março de 2011; os fatos geradores apurados abrangem o período de 2010 a 2012 e o Termo de Início do Procedimento Fiscal foi recebido pela autuada em 05 de junho de 2013 (fls. 175). Ou seja, a autuada quer nos fazer crer que no período de março de 2011 até maio de 2013 (quatorze meses) não conseguiu encontrar soluções para legalmente fazer a incorporação que desejava. Há que se ressaltar ainda, que durante o período de duração da fiscalização (junho de 2013 até junho de 2014) a autoridade lançadora esteve sempre à disposição para receber todos os documentos que a autuada quisesse apresentar para fazer quaisquer provas perante a RFB, ou seja, quaisquer documentos que realmente tivessem existência legal e real vinculados aos fatos geradores, datados de janeiro de 2010 até maio de 2014 (cinqüenta e três meses)." 15 Outrossim, diante de tal situação renovada em razões recursais houve a Resolução por essa C. Turma que foi atendida às fls. 25.450/25.452 pela autoridade fiscal da seguinte forma: 2) Explicitada tal preliminar a autoridade lançadora passa a atender ao contido na Resolução, conforme discriminado a seguir. 3) Na análise efetivada nos documentos de fls. 25.394 a 25.400, a autoridade lançadora (AL) afirma que os mesmos se referem a relações de segurados empregados, sem identificação de folha de pagamento com CNPJ e que estão declarados em GFIP do contribuinte cujo CNPJ é 78.230.182/000184, conforme constatado pela AL, ou seja, não estão declarados em GFIP do contribuinte fiscalizado pela autoridade lançadora que é 08.870.760/000172. A AL constatou que em tais documentos, a coluna onde deveria constar o CNPJ, têm diversas matrículas CEI, ou seja, não há efetivamente identificação correta do sujeito passivo, exceto as linhas onde não há quaisquer inscrições e apenas a expressão CNPJ sem número, para os empregados Alexandre Fl. 25482DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.483 23 Caliari de Souza, Elisa Ferraz Machado, Isabel Mota de Souza, Maurício Ricardo Soares, Viviane Zacarias e Caik Portes Sevscuec. 4) Na análise efetivada nos documentos de fls. 25.401, 25.402, 25.411, 25.412, 25.426, 25.427, 25.436 e 25.437 a AL informa que há cópias de relatórios de folhas de pagamento sem CNPJ os quais coincidem com os valores das cópias de GFIP junto as cópias das folhas de pagamentos referidas. Porém a AL constata que o CNPJ das GFIP é 78.230.182/000184, ou seja, não é o CNPJ do sujeito passivo que foi fiscalizado pela AL:08.870.769/000172. 5) Na análise efetivada nos documentos de fls. 25.403, 25.404, 25.407, 25.413, 25.414, 25.418, 25.419, 25.428, 25.429, 25.432, 25.438, 25.439 e 25.442 a AL informa que se tratam de cópias de GFIP confirmadas nos sistemas da RFB. Porém a AL constata que o CNPJ das GFIP é 78.230.182/000184, ou seja, não é o CNPJ do sujeito passivo que foi fiscalizado pela AL: 08.870.769/000172. 6) Na análise efetivada nos documentos de fls. 1683 a 1688, 2817 a 2822, 3837 a 3844, 5019 a 5027, 25.405, 25406, 25.408 a 25.410, 25.415 a 25.417, 25.420 a 25.425, 25430, 25.431, 25.433 a 25.435, 25.440, 25.441 e 25.443 a 25.445 a AL afirma que são cópias de resumos de folhas de pagamento, sem CNPJ. A AL confrontou tais resumos com as GFIP declaradas e constantes nos sistemas da RFB com o objetivo de confirmar a sua correção por meio de declarações do sujeito passivo, possível somente pelo número de segurados constantes em tais resumos e, constatou o seguinte: 6.1) que não foi possível afirmar que as de fls. 1683 a 1689 e 2817 a 2822 tenham sido declaradas pelo sujeito passivo; 6.2) todas as demais foram confirmadas pela AL como declaradas em GFIP, porém no CNPJ 78.230.182/000184, ou seja, não é o CNPJ do sujeito passivo fiscalizado pela AL que é 08.870.769/000172. A AL também constatou que os documentos de fls. 1689, 2805 a 2813, 3843, 3844 e 5027 não são cópias de resumos de folhas de pagamento de salários e sim cópias de recibos individuais de salários dos segurados empregados. 7) A análise da AL no que concerne às cópias da Guias da Previdência Social GPS anexadas pela impugnante resultou no a seguir discriminado: 7.1) fls. 514 a 516, 819, 1086 e 1364 são cópias de GPS confirmadas como recolhidas nos sistemas da RFB, porém com CNPJ 78.230.182/000184, ou seja, não são recolhimentos de contribuições do sujeito passivo fiscalizado pela AL, cujo CNPJ é 08.870.769/0001 72; 7.2) as cópias das GPS das fls. 517 a 540, 820 a 831, 1087 a 1097 e 1365 a 1375 são dos identificadores de matrículas CEI números 5120321287/79, 5120896560/71, 5120830475/76, 5120603573/79, 5120740703/78, 5120828627/77, 5120739751/79, 5120975902/79, 5120975937/71, 5120975960/75, 5121002038/72 e 5121109326/78, ou seja, não têm quaisquer relações com os fatos apurados pela AL por ocasião do lançamento (remunerações de segurados não declaradas em GFIP). 8) As cópias dos documentos de fls. 541, 542, 832, 833, 1098, 1099, 1376 e 1377 são referentes a Guias de Recolhimento do FGTS – GRF do sujeito passivo cujo CNPJ é 78.230.182/000184, ou seja, além de não serem referentes aos fatos geradores apurados pela AL, são de Fl. 25483DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.484 24 sujeito passivo diferente do fiscalizado, cujo CNPJ é 08.870.769/0001 72. 9) As cópias dos documentos de fls. 543, 834, 1100 e 1378 são referentes a protocolos de envio de arquivos – conectividade social do sujeito passivo de CNPJ 78.230.182/0001 84, ou seja, não têm quaisquer relações com o sujeito passivo fiscalizado pela AL, cujo CNPJ é 08.870.769/000172. 10) As cópias dos documentos de fls. 1101 e 1379 são referentes a comprovantes de declarações das contribuições a recolher à Previdência Social e a outras entidades e fundos do sujeito passivo de CNPJ 78.230.182/000184, ou seja, não tem quaisquer relações com os fatos apurados pela AL na fiscalização do SP cujo CNPJ é 08.870.769/000172. 11) No que concerne as planilhas que comprovariam a contabilização das folhas de pagamentos correspondentes ao período de 04 a 07/2011, por meio do diário e correspondente razão (Arq_nao_pag0001 e Arq_nao_pag0002) a AL após analisar tais cópias de documentos relata o seguinte: 11.1) o primeiro arquivo seria transcrição de diário e razão do sujeito passivo com CNPJ terminando em 000184, conforme informado pela impugnante, ou seja, um CNPJ (provavelmente 78.230.182/000184) que não tem qualquer relação com o CNPJ do sujeito passivo fiscalizado 08.870.769/000172; 11.2) o segundo arquivo que conforme informado pelo sujeito passivo tem como final de CNPJ 000504, ou seja, seria a escrituração contábil de estabelecimento filial. A AL consultou em 24/10/2018 o sistema SPED Contábil e constatou que para o ano de 2011 não há escrituração contábil declarado em tal sistema para contribuintes com CNPJ 08.870.769/000504; 11.3) A AL acessou as planilhas correspondentes a tais arquivos e constatou que as mesmas têm a seguinte constituição: CNPJ 000184 – diário abril 2011 com 284.048 linhas; diário maio 2011 com 346.578 linhas – diário junho 2011 com 364.028 linhas – diário julho 2011 com 392.247 linhas – razão abril 2011 com 119.476 linhas – razão maio 2011 com 147.215 linhas – razão junho 2011 com 154.000 linhas – razão julho 2011 com 167.513 linhas; CNPJ 000504 – diário abril 2011 com 106.630 linhas – diário maio 2011 com 131.342 linhas – diário junho 2011 com 137.480 linhas – diário julho 2011 com 149.575 linhas – razão abril 2011 com 84.619 linhas – razão maio 2011 com 147.215 linhas – razão junho 2011 com 154.000 linhas – razão julho com 167.513 linhas, ou seja a impugnante anexou planilhas de contabilizações não confirmadas pela AL em formato que não permite análise racional de seus lançamentos em um total de 3.053.479 (três milhões, cinquenta e três mil, quatrocentos e setenta nove) linhas; 11.4) a AL constatou também no que concerne a tais planilhas que de CNPJ 000184 – razão junho e julho 2011 são iguais a do CNPJ 000504 das mesmas competências, ou seja, terseia a situação que escriturações contábeis de contribuintes diferentes fossem exatamente iguais. 12) A AL reitera que confirmou nos sistemas da RFB a existência dos documentos constantes nos itens 3 (GFIP), 4 (GFIP), 5 (GFIP), 7.1 (GPS), 8 (GFIP), 9 (GFIP) e 10 (GFIP). Porém são do sujeito passivo de CNPJ 78.230.182/000184, ou seja, não tem quaisquer relações com Fl. 25484DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.485 25 os fatos apurados pela AL na fiscalização do SP cujo CNPJ é 08.870.769/000172. 13) A AL em obediência ao determinado na Resolução referenciada informa com fundamento nas análises que efetivou e que estão discriminadas acima que: 13.1) os fatos geradores ocorridos, as bases de cálculos apuradas e lançadas o foram com base nos documentos do sujeito passivo fiscalizado (CNPJ 08.870.760/000172); 13.2) tais fatos geradores não foram declarados em GFIP de tal sujeito passivo; 13.3) os recolhimentos efetuados e comprovados pela AL, conforme demonstrado acima não têm quaisquer relações com os fatos geradores apurados e lançados contra o sujeito passivo fiscalizado. 14) Após atender ao determinado na Resolução referenciada, a AL dará ciência à impugnante do presente Termo de Informação Fiscal. 16 – Entendo que esse assunto foi devidamente conduzido pela decisão de piso ao decidir: "Quanto à incorporação alegada pelo impugnante, a legislação previdenciária exige que a sociedade empresária incorporada seja encerrada pela Autoridade Administrativa competente – DRF CURITIBA, e, a partir da emissão da CND específica de BAIXA, os instrumentos contratuais poderão ser registrados e arquivados no órgão próprio, conforme se depreende dos artigos 47 e 48, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, in verbis: Art. 47. É exigida Certidão Negativa de DébitoCND, fornecida pelo órgão competente, nos seguintes casos: (Redação dada pela Lei nº 9.032, de 28.4.95). I da empresa: ........ d) no registro ou arquivamento, no órgão próprio, de ato relativo a baixa ou redução de capital de firma individual, redução de capital social, cisão total ou parcial, transformação ou extinção de entidade ou sociedade comercial ou civil e transferência de controle de cotas de sociedades de responsabilidade limitada; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). ..... § 1º A prova de inexistência de débito deve ser exigida da empresa em relação a todas as suas dependências, estabelecimentos e obras de construção civil, independentemente do local onde se encontrem, ressalvado aos órgãos competentes o direito de cobrança de qualquer débito apurado posteriormente. ....... Fl. 25485DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.486 26 § 5o O prazo de validade da Certidão Negativa de Débito CND é de sessenta dias, contados da sua emissão, podendo ser ampliado por regulamento para até cento e oitenta dias. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). ......... Art. 48. A prática de ato com inobservância do disposto no artigo anterior, ou o seu registro, acarretará a responsabilidade solidária dos contratantes e do oficial que lavrar ou registrar o instrumento, sendo o ato nulo para todos os efeitos. § 1º Os órgãos competentes podem intervir em instrumento que depender de prova de inexistência de débito, a fim de autorizar sua lavratura, desde que o débito seja pago no ato ou o seu pagamento fique assegurado mediante confissão de dívida fiscal com o oferecimento de garantias reais suficientes, na forma estabelecida em regulamento. § 2º Em se tratando de alienação de bens do ativo de empresa em regime de liquidação extrajudicial, visando à obtenção de recursos necessários ao pagamento dos credores, independentemente do pagamento ou da confissão de dívida fiscal, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS poderá autorizar a lavratura do respectivo instrumento, desde que o valor do crédito previdenciário conste, regularmente, do quadro geral de credores, observada a ordem de preferência legal. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.639, de 25.5.98). § 3º O servidor, o serventuário da Justiça, o titular de serventia extrajudicial e a autoridade ou órgão que infringirem o disposto no artigo anterior incorrerão em multa aplicada na forma estabelecida no art. 92, sem prejuízo da responsabilidade administrativa e penal cabível. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.639, de 25.5.98). Pela norma citada acima, somente com a baixa deferida pela Autoridade Administrativa – DRFCURITIBA a incorporação se dará por eficaz. Certificase que a Autoridade Lançadora, analisando os documentos, conforme solicitação da diligência de fls. 16143 a 16150, constatou que não houve a incorporação de Direito a partir de 31/03/2011. Segundo, o cadastro da sociedade empresária TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184, cópia fls. 18042 a 18056, verificou que o CNPJ está com a situação SUSPENSA e a solicitação de baixa indeferida, conseqüentemente, a incorporação não ocorreu em conformidade com os artigos 47 e 48, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Além disso, foi constatado, que notas fiscais de prestadores de serviços em nome da TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184 e transferências para esta foram efetuadas após a data de incorporação alegada pelo impugnante. Fl. 25486DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.487 27 Constatase, para corroborar que a baixa está em andamento, verifiquese há processos protocolados na DRFCURITIBA, cidade sede TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184, após da data incorporação alegada pelo impugnante, segundo relação abaixo: Visto que há documentos e processos em nome da incorporada, o que não é lógico ter, pois se a incorporada não mais existe a partir da data da incorporação. Assim, pelo Princípio da Verdade Material, aferese que não houve a incorporação de Direito, todavia, a incorporação de fato não foi na data alegada pelo impugnante, mas deve ter ocorrido antes do procedimento fiscal. De forma que a Autoridade Lançadora ante a situação de fato não considerou os documentos relacionados à sociedade empresária TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184, visto que não houve a incorporação de Direito, em razão da baixa da incorporada indeferida. Certificase que o contribuinte antes do procedimento fiscal alterou a RAIS e o CAGED, conforme as cópias destes documentos as fls. 19905, assim, deduzse que a partir dessas alterações o impugnante já tinha o CNPJ da filial da incorporadora que incorporou a sociedade empresária TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184 Em virtude disso não procede a alegação de que por problemas operacionais não conseguiu em tempo hábil a época da assinatura e do registro dos atos societários relacionados à incorporação, o novo número do CNPJ da filial, assim, manteve as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP e as GPS – GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL no CNPJ da incorporada. O contribuinte deveria ter retificado as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP que Fl. 25487DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.488 28 foram declaradas em nome da TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184, porquanto estas têm caracteres de declaração e confissão de dívida, e, também vinculam as folhas de pagamento e os recolhimentos GPS – GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ao CNPJ , como se depreende do artigo 225, do Decreto nº 3.048, de 06 de maio de 1999, que regulamento a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, in verbis: (omissis)... A alteração da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP é um ato privativo do contribuinte, pois as declarações são de sua inteira responsabilidade, segundo o MANUAL DA GFIP/SEFIP PARA USUÁRIOS DO SEFIP 8.4, in verbis: (omissis) De sorte que o contribuinte deveria ter feito a alteração da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP, segundo o subitem 4.9, do item 4 – MOVIMENTO DE TRABALHADOR, do MANUAL DA GFIP/SEFIP PARA USUÁRIOS DO SEFIP 8.4, in verbis: (omissis) Após a retificação das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP, o contribuinte, em ato contínuo, deveria ter requerido junto a DRFCURITIBA para que fossem confirmadas as transferências de empregado da incorporada para a incorporadora e, também, que os recolhimentos das GPS – GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL em nome da TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184 sejam vinculados a TOSHIBA INFRAESTRUTURA AMERICA DO SUL LTDA 08.870.769/000172 Em virtude do exposto acima, não há como acolher as alegações do impugnante, conseqüentemente os lançamentos são procedentes, em virtude de: · não haver a incorporação em conformidade com os artigos 47 e 48, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; · o contribuinte não alterou as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP da incorporada TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184 para a sociedade incorporadora TOSHIBA INFRAESTRUTURA AMERICA DO SUL LTDA 08.870.769/000172; · não ter requerido as vinculações dos recolhimentos em nome da TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184 para a sociedade incorporadora TOSHIBA INFRAESTRUTURA AMERICA DO SUL LTDA 08.870.769/000172 , junto a DRFCURITIBA; Fl. 25488DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.489 29 · que as folhas de pagamento e documentos, que subsidiaram os fatos geradores dos Autos de Infração DEBCAD nºs 51.036.6872, 51.036.6880 e 51.036.6899, fls. 03 a 41, são da TOSHIBA INFRAESTRUTURA AMERICA DO SUL LTDA 08.870.769/000172, logo, não podem ser aceitos documentos relacionados a TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA CNPJ Nº 78.230.182/000184. 17 – Tal formalismo é exigido a fim de assegurar as declarações de todos os segurados obrigatórios e evitar possíveis fraudes. Portanto, sabedora da existência das disposições normativas acerca do assunto, caberia ao contribuinte se preparar para cumprir com tais obrigações e não transferir o ônus de problemas internos a terceiros. Portanto, nesse ponto afasto os argumentos recursais. 18 Portanto, entendo que diante dos documentos dos autos e dos esclarecimentos decorrentes da resolução é possível a análise do mérito da presente demanda e portanto afasto a preliminar de nova conversão do processo em diligência e passo a análise do mérito, caso o entendimento seja o vencedor no Colegiado. (assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Voto Vencedor Conselheiro Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim Redator Designado Em que pese a qualidade do voto do Relator, assim como os lógicos argumentos e o seu costumeiro acerto, com a devida vênia, ouso dele discordar. Em suas razões recursais, a RECORRENTE afirma que a TOSHIBA SISTEMAS DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA., de CNPJ nº 78.230.182/000184, foi incorporada pela TOSHIBA INFRAESTRUTURA AMÉRICA DO SUL (antiga TOSHIBA TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DO BRASIL LTDA.), ora RECORRENTE, cujo CNPJ é o de nº 08.870.769/000172. Afirmou também que, naquela ocasião, ficou acertado que a incorporada (CNPJ nº 78.230.182/000184) seria uma filial da incorporadora (CNPJ nº 08.870.769/000172). Esta Fl. 25489DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.490 30 filial seria a de CNPJ nº 08.870.769/000504 e funciona no mesmo endereço da antiga empresa incorporada. Este é ponto nodal da questão, pois a RECORRENTE afirma que os fatos geradores relativos às competências de 04/2011 a 07/2011 do CNPJ nº 08.870.769/000504 (nova filial após a incorporação), que são objeto deste lançamento, foram declarados em GFIP da antiga empresa incorporada (CNPJ nº 78.230.182/000184) pois a regularização da documentação da empresa demorou a ocorrer. Ou seja, a RECORRENTE afirma que a apuração, declaração e o recolhimento das contribuições previdenciárias relativas ao período de 04 a 07/2011 foram de fato realizados, porém através do CNPJ nº 78.230.182/000184, que era o antigo CNPJ da filial nº 08.870.769/000504 antes da incorporação ocorrida em 31/03/2011. Assim, por entender que toda a folha de pagamento relativa ao período de 04 a 07/2011 foi levada à tributação, a RECORRENTE defende que, em respeito à verdade material, não pode ser novamente cobrada pelos mesmos fatos, já que as contribuições previdenciárias teriam sido apuradas, declaradas e recolhidas. Por esta razão, dada a verossimilhança das alegações da RECORRENTE, esta turma proferiu a Resolução nº 2201000.285, cujo voto vencedor foi redigido pelo I. Conselheiro Carlos Henrique de Oliveira (fls. 25317/25371), a fim de converter o julgamento em diligência para que: "Conclusão Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que: i) a Autoridade Preparadora intime o contribuinte para que, querendo, apresente em, no máximo, 30 dias: ‐ os resumos sintéticos das folhas de pagamento do período de 04 a 07/2011 dos estabelecimentos 78.230.182/000184 e 08.870.769/0005 04; ‐ a comprovação da contabilização das folhas apresentadas, de cada estabelecimento mencionado, por meio do diário e correspondente razão; ‐ a comprovação da entrega das GFIP's respectivas (de forma resumida) e o respectivo recolhimento dos valores das contribuições previdenciárias; ‐ uma planilha demonstrativa da coerência entre os funcionários constantes da folha de pagamento e das GFIPS apresentadas, com no máximo 100 segurados por competência, que permita, que por amostragem, se verifique a coerência entre as informações sintéticas apresentadas, mormente quanto ao local de trabalho e remuneração; ‐ outros documentos que entenda ter valor probante de suas alegações, que Fl. 25490DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.491 31 sempre de forma sintética, possa permitir que a autoridade lançadora verifique a base de cálculo e a regularidade dos recolhimentos efetuados. ii) Após a apresentação dos documentos, que a Autoridade Lançadora realize a verificação da coerência dos documentos apresentados e produza um relatório circunstanciado sobre os fatos geradores ocorridos, a base de cálculo apurada e os recolhimentos efetuados, se abstendo de se pronunciar sobre a operação societária entabulada. iii) Seja dado ciência desse relatório ao contribuinte, para nova manifestação, em 30 dias. iv) Cumprida a diligência, retornem os autos ao CARF. Assim, a RECORRENTE apresentou a resposta de fls. 25387/25390, oportunidade em que afirmou o seguinte: Essas planilhas intituladas (Doc_Comprobatorios0001) constam às fls. 25394/25400. Além disso, anexou aos autos o “RET – Resumo Relação Tomador/Obra e Fl. 25491DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.492 32 demonstrativos que atestam a correspondência de informações entre os resumos sintéticos das folhas de pagamento e as respectivas GFIP’s (Doc_Comprobatorios0002)” (fls. 25401/25445). Quando do encaminhamento dos autos para apreciação da ilustre autoridade lançadora, conforme determinado no item “ii” da Resolução nº 2201000.285, foi elaborado o TERMO DE INFORMAÇÃO FISCAL de fls. 25450/25452. A I. Autoridade Fiscal afirmou, em síntese, que toda documentação apontada pelo contribuinte se refere ao CNPJ nº 78.230.182/000184 e não ao CNPJ do contribuinte fiscalizado, que é o 08.870.769/000172 (matriz). Assim, o processo foi remetido ao CARF para julgamento. No entanto, após nova apreciação do caso, esta turma julgadora, em sua maioria, entendeu que a diligência determinada pela Resolução nº 2201000.285 não foi inteiramente cumprida pela Autoridade Lançadora. É que, conforme exposto, o ponto de dúvida desta turma julgadora gira em torno da seguinte questão: saber se os pagamentos dos valores devidos de contribuição previdenciária sobre as folhas de pagamento do período de 04 a 07/2011 feitos através do CNPJ nº 78.230.182/000184 correspondem, de fato, aos créditos que estão sendo cobrados da filial de CNPJ nº 08.870.769/000504 neste processo. A contribuinte reconhece que teria cometido um erro ao apurar e recolher as contribuições da filial de CNPJ nº 08.870.769/000504 através do CNPJ nº 78.230.182/000184 (antiga empresa incorporada). Contudo, entende que houve o cumprimento da obrigação tributária mencionada, o que inviabilizaria a sua cobrança nestes autos. Ou seja, o fundamental para esta turma julgadora é saber, para o período de 04 a 07/2011, se as folhas de pagamento, relação de empregados, e demais dados da GFIP relativa ao CNPJ nº 78.230.182/000184 correspondem à base dos créditos ora cobrados da filial de CNPJ nº 08.870.769/000504. É de conhecimento que os documentos apresentados pelo contribuinte se referem ao CNPJ nº 78.230.182/000184, ou seja, diverso do sujeito passivo do presente Fl. 25492DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.493 33 processo (CNPJ de nº 08.870.769/000172 – matriz). Todavia, o que é importante saber é se esses documentos apresentados demonstram que a base para o recolhimento efetuado através do CNPJ nº 78.230.182/000184 correspondem à mesma base utilizada para apuração do crédito em desfavor da filial de CNPJ nº 08.870.769/000504. Ou seja, verificar se os dados de GFIP, folhas de pagamento, relação de empregados etc. que embasaram o recolhimento efetuado pelo CNPJ nº 78.230.182/000184 são os mesmos que fundamentam a cobrança do crédito do período em relação à filial 000504. Em suma, o que a Autoridade Lançadora deve fazer é verificar se os créditos objeto do presente processo, relativos às competências 04 a 07/2011 do CNPJ nº 08.870.769/000504, possuem a mesma base de cálculo dos créditos recolhidos através do CNPJ nº 78.230.182/000184 no mesmo período. Assim, para que não restem mais dúvidas quanto aos questionamentos apresentados em recurso, fazse necessário elaborar planilha comparativa, que contenha as bases de cálculo informadas para cada trabalhador nas GFIP´s dos estabelecimentos 78.230.182/000184 e 08.870.769/000504, e nas folhas de pagamento apresentadas. A fim de nortear e facilitar a diligência, sugerimos que este trabalho seja levado a termo a partir do próprio sistema Contágil, por meio da elaboração de Modelos Analíticos Dinâmicos – MAD, que tragam como resultado planilha contendo as seguintes colunas: 1 Competência; 2 NIT do trabalhador; 3 Nome do Trabalhador; 4 Base de Cálculo do Trabalhador informada na GFIP do estabelecimento 08.870.769/000504; 5 Base de Cálculo do Trabalhador informada na GFIP do estabelecimento 78.230.182/000184; 6 Base de Cálculo informada nas folhas de pagamento formato MANAD da empresa fiscalizada (verificase que a empresa apresentou pelo recibo de fls. 125/130); 7 Diferença de Base de Cálculo que deve ser mantida no auto de infração. Anexar planilha elaborada como arquivo não paginável junto ao Eprocesso. Fl. 25493DF CARF MF Processo nº 13603.721065/201459 Resolução nº 2201000.353 S2C2T1 Fl. 25.494 34 Desta forma, em razão dos fatos narrados, entendo por converter o julgamento em diligência. Conclusão Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência para, em continuidade ao requisitado na Resolução nº 2201000.285, a Autoridade Lançadora realize a verificação da coerência dos documentos apresentados pelo contribuinte e produza a planilha acima especificada e um relatório circunstanciado sobre os fatos geradores ocorridos, a base de cálculo apurada e os recolhimentos efetuados, a fim de verificar, para o período de 04 a 07/2011, se os créditos previdenciários apurados, declarados e recolhidos através do CNPJ nº 78.230.182/000184 são os mesmos créditos cobrados no presente processo da filial de CNPJ nº 08.870.769/000504. Reitero que a Autoridade Lançadora deve elaborar uma planilha, que pode ser confeccionada, a título de exemplo, no sistema Contágil (ou qualquer outro sistema de auditoria fiscal), realizando o cotejo de todos os trabalhadores pelo NIT aonde conste a informação deles e as bases informadas nas GFIPs e folhas de pagamento MANAD, dos estabelecimentos de CNPJ nº 78.230.182/000184 (estabelecimento através do qual o contribuinte afirma que fez a apuração e recolhimento das contribuições) e de CNPJ nº 08.870.769/000504 (filial do estabelecimento objeto do presente processo, em nome de quem foi constituído o crédito tributário). Ou seja, a Autoridade Lançadora deve realizar o cruzamento entre as informações das GFIPs dos dois estabelecimentos por trabalhador, o que permitirá identificar se houve incorreção por terem sido declarados no CNPJ nº 78.230.182/000184. Por fim, seria de suma importância anexar a planilha em arquivo não paginável, o que facilitaria tanto o manuseio por parte do contribuinte (quando este for apresentar suas manifestações) como também por parte desta Turma Julgadora. Após a elaboração do relatório pela Autoridade Lançadora, seja dada ciência ao contribuinte para nova manifestação, em 30 dias. Cumprida a diligência, retornem os autos ao CARF. (assinado digitalmente) Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim Redator designado Fl. 25494DF CARF MF
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