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Numero do processo: 10980.010365/2008-75
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
Ementa:
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-001.688
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$6.178,00 (seis mil, cento e setenta e oito reais) a título de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 Ementa: DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. Recurso provido.
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COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$6.178,00 (seis mil, cento e setenta e oito reais) a título de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 21/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Fl. 65DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2004 , anocalendário 2003, em virtude de glosa de dedução de despesas médicas no valor de R$14.149,16, assim discriminada (fls. 03), em síntese: a) R$ 6.178,00 pago ao Cláudio Cesar de Miranda, CPF 056.774.59968, por falta de comprovação dos efetivos tratamento e pagamento, uma vez que o contribuinte não comprovou o serviço prestado por meio de laudos e prescrições, exames, e nem tampouco, apresentou a forma de pagamento, tendo em vista, que não apresentou cópias de cheques, extratos bancários com saques bancários assinalados, e coincidentes em datas e valores, ou qualquer outro meio de prova do efetivo pagamento. Não basta a mera apresentação do recibo, fazse necessário, a vinculação dos efetivos tratamento médico e seu respectivo pagamento; b) R$ 4.214,13 relativos 75% do valor pago à UNIMED Vitória, CNPJ. 27.578.434/000120, pois referente a outros três beneficiários, que não são dependentes do contribuinte para fins de imposto de renda; c) R$ 1.500,00 pago ao plano de saúde GEAP, CNPJ. 03.658.432/000182 pois referente à cônjuge Edilia Tempski Wollmann, tendo em vista que a mesma apresentou declaração de ajuste anual de imposto de renda modelo simplificado, usufruindo do desconto legal de até 20%, que substitui todos os descontos permitidos no modelo completo; e d) R$ 2.257,03 pago à UNIMED São José do Rio Preto, CNPJ. 45.100.138/000109 pois referente à Edilia Tempski Wollman, Edahir Pinheiro Wollman, Edith Ribeiro Tempski e os fatores moderadores. Houve impugnação unicamente da glosa de R$6.1783,00 indicada no item “a”acima, com juntada do recibo emitido pelo Dr. Cláudio César de Miranda (fls. 06) acompanhado de ficha odontológica (fls. 07/09 e 11/14), sustentando o impugnante que esses documentos comprovam a despesa médica e o tratamento. A 4ª Turma da DRJ Curitiba julgou improcedente a impugnação, em resumo, apontando que os valores são elevados em anos seguidos com o mesmo profissional (R$ 7.200,00, 7.600,00 e R$ 4.600,00, conforme processos 10980.010364/200821, 10980.010362/200831 e 010363/200886, respectivamente) o que justifica a exigência fiscal de comprovação por outros meios e que o impugnante não se esforçou em comprovar, prova que não teria dificuldade de fazer em virtude de os valores serem significativos e receber rendimentos, exclusivamente, de pessoa jurídica (fls. 15/17), que os pagam por meio de instituição bancária, o que acabaria evidenciando a entrada e saída de recursos. Ciente da decisão de primeira instância em 17/06/2011, o recorrente apresentou recurso voluntário em 27/06/2011, por meio do qual requer o restabelecimento da dedução de R$6.178,00 uma vez que comprovada com a apresentação de agendamento de consulta odontológica indicando o tratamento realizado, datas e horários, o livro caixa do profissional, onde constam os pagamentos que efetuou, ficha de avaliação e controle e serviços executados (entregue por ocasião da impugnação) e recibos de pagamentos durante o tratamento, bem como colocase à disposição para perícia se for necessário para comprovar o tratamento realizado. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10980.010365/200875 Acórdão n.º 280201.688 S2TE02 Fl. 66 3 É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O litígio trata de comprovação de despesas médicas em que a autoridade fiscal não apontou quais as razões pelas quais os recibos apresentados não são suficientes ainda que atendam as formalidades legais, exigindo a vinculação dos efetivos tratamento médico e seu respectivo pagamento por outros meios. Em casos desta natureza, tenho reiteradamente decidido que, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço. Assim, a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. Tomo como ponto de partida a imputação feita no lançamento e nela não vejo apontamento algum de indícios em desfavor dos documentos apresentados pelo recorrente, logo não há nos autos elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas, notadamente por terem sido apresentados documentos que evidenciam a existência do tratamento odontológico em questão. Os documentos comprobatórios estão acostados às fls. 06/09, 11/14 e 42/63. Em que pese seja sensível às preocupações do julgador de primeira instância, tomo como premissa que o devido processo legal exige que o processo caminhe sempre para frente e que o contribuinte arque com o ônus de defenderse unicamente da imputação que lhe foi feita no auto de infração. Não cabe ao julgador ocupar o papel da autoridade lançadora no sentido de comprovar a inidoneidade dos recibos e, ainda que haja imperfeições na lei que permitam eventual deturpação do benefício fiscal, não é lícito ao julgador, na tentativa de corrigir essas imperfeições, ampliar a imputação fiscal e com isso aumentar as exigências comprobatórias ao contribuinte sem base legal. Não havendo prova em desfavor do recibo e demais documentos apresentados pelo contribuinte comprovando o tratamento odontológico e respectivo pagamento, enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujos valores superam eventual perda arrecadatória. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$6.178,00 (seis mil, cento e setenta e oito reais) a título de dedução de despesas médicas. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 68DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10980.010365/200875 Acórdão n.º 280201.688 S2TE02 Fl. 67 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão identificado em epígrafe. Brasília/DF, 21 de junho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 69DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 21 /06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 35172.000142/2007-64
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2004 a 31/12/2004
Ementa: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. CONSTRUÇÃO CIVIL. ART. 30, INCISO VI DA LEI 8.212. INEXISTÊNCIA. PARECER AGU/MS 08/2006.
Com a publicação em 24 de novembro de 2006 no DOU do Parecer nº
AGU/MS08/ 2006 adotado pelo Advogado-Geral da União e aprovado pelo Presidente da República, toda a Administração Federal está vinculada ao cumprimento da tese jurídica nele fixada, conforme previsão nos artigos 40 e 41 da Lei Complementar nº 73/1993.
Do referido Parecer infere-se o seguinte: entre a vigência do Decreto-lei nº 2.300/86, até a Lei nº 9.032/1995, a Administração Pública não responde solidariamente, em nenhuma hipótese, pelas contribuições previdenciárias.
Os artigos 30, VI, e 31 da Lei de Custeio são inaplicáveis ante a norma específica referente a licitações e contratos públicos (Decreto-lei nº 2.300/86 e Lei nº 8.666/93).
Com a entrada em vigor da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, que conferiu nova redação ao parágrafo 2º do art.71 da Lei nº 8.666/93; há remissão expressa somente ao art.31 da Lei de Custeio, porém, sem alteração do caput e do parágrafo 1º. Desse modo, a responsabilidade solidária prevista no art. 30, VI, da Lei de Custeio continuaria inaplicável à Administração Pública.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.571
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2004 a 31/12/2004 Ementa: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. CONSTRUÇÃO CIVIL. ART. 30, INCISO VI DA LEI 8.212. INEXISTÊNCIA. PARECER AGU/MS 08/2006. Com a publicação em 24 de novembro de 2006 no DOU do Parecer nº AGU/MS08/ 2006 adotado pelo Advogado-Geral da União e aprovado pelo Presidente da República, toda a Administração Federal está vinculada ao cumprimento da tese jurídica nele fixada, conforme previsão nos artigos 40 e 41 da Lei Complementar nº 73/1993. Do referido Parecer infere-se o seguinte: entre a vigência do Decreto-lei nº 2.300/86, até a Lei nº 9.032/1995, a Administração Pública não responde solidariamente, em nenhuma hipótese, pelas contribuições previdenciárias. Os artigos 30, VI, e 31 da Lei de Custeio são inaplicáveis ante a norma específica referente a licitações e contratos públicos (Decreto-lei nº 2.300/86 e Lei nº 8.666/93). Com a entrada em vigor da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, que conferiu nova redação ao parágrafo 2º do art.71 da Lei nº 8.666/93; há remissão expressa somente ao art.31 da Lei de Custeio, porém, sem alteração do caput e do parágrafo 1º. Desse modo, a responsabilidade solidária prevista no art. 30, VI, da Lei de Custeio continuaria inaplicável à Administração Pública. Recurso Voluntário Provido.
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ÓRGÃOS PÚBLICOS Recorrente COMPANHIA DE ÁGUAS E ESGOTOS DA PARAÍBA CAGEPA E OUTRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2004 a 31/12/2004 Ementa: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. CONSTRUÇÃO CIVIL. ART. 30, INCISO VI DA LEI 8.212. INEXISTÊNCIA. PARECER AGU/MS 08/2006. Com a publicação em 24 de novembro de 2006 no DOU do Parecer nº AGU/MS08/2006 adotado pelo AdvogadoGeral da União e aprovado pelo Presidente da República, toda a Administração Federal está vinculada ao cumprimento da tese jurídica nele fixada, conforme previsão nos artigos 40 e 41 da Lei Complementar nº 73/1993. Do referido Parecer inferese o seguinte: entre a vigência do DecretoLei nº 2.300/86, até a Lei nº 9.032/1995, a Administração Pública não responde solidariamente, em nenhuma hipótese, pelas contribuições previdenciárias. Os artigos 30, VI, e 31 da Lei de Custeio são inaplicáveis ante a norma específica referente a licitações e contratos públicos (DecretoLei nº 2.300/86 e Lei nº 8.666/93). Com a entrada em vigor da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, que conferiu nova redação ao parágrafo 2º do art.71 da Lei nº 8.666/93; há remissão expressa somente ao art.31 da Lei de Custeio, porém, sem alteração do caput e do parágrafo 1º. Desse modo, a responsabilidade solidária prevista no art. 30, VI, da Lei de Custeio continuaria inaplicável à Administração Pública. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 193DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia De Lima – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato. Fl. 194DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35172.000142/200764 Acórdão n.º 280300.571 S2TE03 Fl. 190 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD relativa às contribuições sociais previdenciárias de segurados e parte patronal, lançada contra a empresa acima identificada, na condição de responsável solidário, incidentes sobre a remuneração de obreiros que laboraram em obras de construção civil, período de 08/2004 e 12/2004, nos termos do art. 30, VI da Lei n° 8.212/91, na redação da Lei 9.528/97, sendo o contribuinte direto a empresa Painel Construções, Comércio e Representações Ltda, CNPJ 24.281.776/000195; conforme relatório fiscal às folhas 34/37. O contribuinte tomou ciência da notificação fiscal em 03/01/2007 (fls. 38). Dentro do prazo regulamentar apresentou impugnação, fls. 51/59, com juntada de cópias de documentos. Cientificado o contribuinte direto da lavratura em 04/01/2007, fls. 39 e 45, este, a fl. 65, apresentou defesa. O órgão julgador de primeira instância administrativa fiscal julgou procedente o lançamento, fls. 152 a 155. A Cia de Água e Esgoto da Paraíba – CAGEPA tomou ciência da decisão em 19/12/2007, fls. 158, inconformada apresentou recurso em 11/01/2008, fls. 162 a 174. A Painel – Construções Com. e Representações Ltda, tomou ciência da decisão em 20/12/2007, fls. 159, apresentando recurso em 18/01/2008, fls. 175 a 178. Não foram apresentadas contrarazões. É o relatório. Fl. 195DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima Os recursos são tempestivo, fls. 187, pressuposto de admissibilidade superado, passo para o exame das questões suscitadas. Com a publicação em 24 de novembro de 2006 no DOU do Parecer nº AGU/MS08/2006 adotado pelo AdvogadoGeral da União e aprovado pelo Presidente da República, toda a Administração Federal está vinculada ao cumprimento da tese jurídica nele fixada, conforme previsão nos artigos 40 e 41 da Lei Complementar nº 73/1993. Do referido Parecer inferese o seguinte: entre a vigência do DecretoLei nº 2.300/86, até a Lei nº 9.032/1995, a Administração Pública não responde solidariamente, em nenhuma hipótese, pelas contribuições previdenciárias. Os artigos 30, VI, e 31 da Lei de Custeio (Lei n º 8.212/91) são inaplicáveis ante a norma específica referente a licitações e contratos públicos (DecretoLei nº 2.300/86 e Lei nº 8.666/93). Com a entrada em vigor da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, que conferiu nova redação ao parágrafo 2º do art.71 da Lei nº 8.666/93; há remissão expressa somente ao art.31 da Lei de Custeio, porém, sem alteração do caput e do parágrafo 1º. Desse modo, a responsabilidade solidária prevista no art. 30, VI, da Lei de Custeio continuaria inaplicável à Administração Pública. Nesse sentido é o disposto no caput e no §1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, nestas palavras: Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato. § 1º A inadimplência do contratado, com referência aos encargos referidos neste artigo, não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e uso das obras e edificação, inclusive perante o Registro de Imóveis. Por sua vez, o disposto no art. 31 da Lei de Custeio (responsabilidade solidária na cessão de mãodeobra) somente é aplicável a partir da vigência do novo parágrafo 2º do art. 71 da Lei 8.666/93, na redação conferida pela Lei n ° 9.032/1995, e até 31/01/1999 (quando passa a viger a retenção de 11% a partir de 01/02/99), conforme a Lei n ° 9.711/1998, nestas palavras: § 2º A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. (redação dada pela Lei nº 9.032/95). Uma vez que o presente lançamento foi baseado na solidariedade do art. 30, inciso VI da Lei de Custeio (Lei n º 8.212/91), fls. 34; e diante da força vinculante do Parecer Fl. 196DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35172.000142/200764 Acórdão n.º 280300.571 S2TE03 Fl. 191 5 da AGU, não há como sustentar o presente lançamento em nome da CAGEPA. Desse modo, a apuração do crédito previdenciário deve ser efetuada junto à construtora. Conforme previsto no parágrafo único do art.1 da Lei n º 8.666 de 1993, subordinamse ao regime dessa Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. A própria recomendação do Parecer é no sentido de aplicação do entendimento se estender à Administração Indireta, nestas palavras: 5.Assim, ao submeter a aprovação o mencionado parecer sugiro também recomendarse à administração federal direta e indireta, bem assim sua representação judicial e consultiva, extremo cuidado e atenção para que não venham a responder solidariamente por tributos que a lei não lhes obriga. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em dar provimento ao recurso. O lançamento não poderia ter sido realizado junto à Administração Pública, seja direta ou indireta, em função da inexistência de responsabilidade solidária na construção civil. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 197DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 03/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13829.000272/2007-01
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/08/2006
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4° DO CTN.
0 Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212,
de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por
homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias,
devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional -
CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se
o artigo 150, §4°.
FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO SEM ADESÃO AO PAT - INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO
0 valor referente ao fornecimento de alimentação aos empregados, sem a adesão ao programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho - PAT, integra o salário de contribuição por possuir natureza salarial.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.318
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, para reconhecer a decadência referente As competências anteriores à 11/2001, inclusive, mantendo tudo o mais que consta da presente notificação.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13829.000272/2007-01 Recurso n° 255.660 Voluntário Acórdão no 2803-00.318 — 3' Turma Especial Sessão de 18 de outubro de 2010 Matéria SALÁRIO INDIRETO: AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO SEM PAT Recorrente MUNICÍPIO DE CAFELANDIA - PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida SRP-SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/08/2006 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4° DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdencidrias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica- se o artigo 150, §4°. FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO SEM ADESÃO AO PAT - INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO 0 valor referente ao fornecimento de alimentação aos empregados, sem a adesão ao programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho - PAT, integra o salário de contribuição por possuir natureza salarial. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado, para reconhecer a decadência referente As competências anteriores à 11/2001, inclusive, mantendo tudo o mais que consta da presente notificação. HELTON RAIA DE LIMA - Presidente. OSEAS COIMEa IOR - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdencidria em Araçatuba/SP, que manteve a notificação fiscal lavrada, referente a contribuições devidas em razão do fornecimento de cestas Básicas sem a devida inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT. A Decisão-Notificação — fls 111 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte • Decadência do crédito tributário referente as competências anteriores a agosto de 2.001. • Nulidade do lançamento pois está previsto expressamente pelo artigo 5 0 , inciso II, da Lei Municipal 2.126/93-0G que a concessão da cesta básica não constitui base de cálculo de contribuição previdencidria e o simples fato de o Município não ter providenciado sua inscrição junto ao PAT não basta para afastar a aplicabilidade da citada Lei Municipal. • Pugna pelo provimento do recurso com a declaração de nulidade total do lançamento e, se for o caso, seja reconhecida a decadência dos lançamentos anteriores a agosto de 2.001 . E o relatório. Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, n° 08 traz: "Sao inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". 2 Processo no 13829.000272/2007-01 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.318 Fl. 2 Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4° ou 173, ambos do Código Tributário Nacional — CTN. A jurisprudência paria já assentou que a aplicabilidade do art. 173 seria na hipótese de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo. "Ementa: .... IL Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova defraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ...." (STI REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2" Turma. Decisão. 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) "Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4", e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTIV. ...." (STI EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1" Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) 0 150, § 4°, informa: Art.150 0 lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4° - Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) A regra do 150 §4° é aplicada quando temos antecipação parcial de pagamento, inocorrência de fraude ou dolo ou débitos declarados em GFIP. 0 RDA - Relatório de Documentos Apresentados demonstra parcial pagamento, atraindo a aplicabilidade do art. 150 §4°. Aplicando-se a regra do prefalado artigo, há que se reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 11/2001, inclusive, uma vez que a ciência do débito foi em 15/12/2006. Ante o exposto, reconheço a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. DO FORNECIMENTO DE CESTAS BÁSICAS A lei 8.212/91, ao conceituar salário de contribuição, também explicitou as parcelas que integram a remuneração percebida: 3 "Art. 28. Entende-se por salário de contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo a disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa;" A regra geral é da incidência de contribuições à seguridade social sobre ganhos habituais sob a forma de utilidades, onde os pagamentos de cestas básicas se subsumiriam norma. A alínea "c" do § 9° do mesmo artigo traz hipótese excepcionadora da regra geral, que transcrevo: 9° Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei n° 9.528, de 10.12.97): • c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n°6.321, de 14 de abril de 1976; Percebe-se assim que a norma singular se aplica sob condição — estar de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo MTE — uma vez comprovado o pagamento de alimentação sem a regular inscrição obrigatória no programa oficial, não há como afastar a incidência da norma tributária, sendo devido o pagamento ora imputado. Sobre o argumento de que a concessão da cesta básica não constitui base de cálculo de contribuição previdencidria por conta da lei municipal 2.126/93-0G, temos que a referida lei não têm competência para afastar o devido pagamento de contribuições federais por força do que previsto nos arts. 149 c/c 195 da Constituição Federal de 1988. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, dou-lhe parcial provimento para reconhecer a decadência referente às competências anteriores A. 11/2001, inclusive, mantendo tudo o mais que consta da presente notificação. Sala das Sessões, em 18 de outubro de 2010 OSEAS COIML TOR - Relator 4
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Numero do processo: 10950.002630/2004-75
Data da sessão: Thu Jul 30 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2000
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. AUSÊNCIA DE APRESENTAÇÃO DO ADA. FATO GERADOR OCORRIDO ATÉ O EXERCÍCIO DE 2000.
A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. (Súmula CARF nº 41).
Numero da decisão: 9202-008.920
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento.
(documento assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício
(documento assinado digitalmente)
Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2000 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. AUSÊNCIA DE APRESENTAÇÃO DO ADA. FATO GERADOR OCORRIDO ATÉ O EXERCÍCIO DE 2000. A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. (Súmula CARF nº 41).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
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AUSÊNCIA DE APRESENTAÇÃO DO ADA. FATO GERADOR OCORRIDO ATÉ O EXERCÍCIO DE 2000. A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. (Súmula CARF nº 41). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em Exercício (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Relatório Trata-se de Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra o Acórdão n.º 302-39.723, proferido pela 2ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes, em 13 de agosto de 2008, no qual restou consignado o seguinte trecho da ementa, fls. 466: ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 26 30 /2 00 4- 75 Fl. 594DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9202-008.920 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10950.002630/2004-75 A comprovação da área de preservação permanente, para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende tão somente de seu reconhecimento pelo IBAMA por meio de Ato Declaratório Ambiental - ADA ou da protecolização tempestiva de seu requerimento, uma vez que a sua efetiva existência pode ser comprovada por meio de laudo técnico e outras provas documentais idôneas trazidas aos autos, o que ocorreu ao caso. ÁREA DE RESERVA LEGAL. A área de reserva legal somente será considerada para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel rural quando devidamente averbado à margem da inscrição de matricula do 110 referido imóvel, junto ao Registro de Imóveis competente, em data anterior à da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos da legislação pertinente. No caso, consta Termo de Compromisso averbado e foi considerada a área nele gravada. (área parcial) No que se refere ao Recurso Especial, fls. 476 e seguintes, houve sua admissão, por meio do Despacho de fls. 484 e seguintes, para rediscutir a necessidade de apresentação do ADA, a teor do art. 9º, § 5º, da IN/SRF 256, de 11/12/2002, para fins de acolhimento da Área de Preservação Permanente. Em seu recurso, aduz a Procuradoria, em síntese, que: a) entendeu a Câmara a quo que a área de preservação permanente não está mais sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, por meio do Ato Declaratório Ambiental, conforme disposto no art. 3°, da MP 2.166/2001, que alterou o art. 10 da Lei 9.393/96, cuja aplicação a fato pretérito à sua edição encontra respaldo no art. 106, 'c', do CTN"; b) as áreas de preservação permanente, para fins de exclusão da área tributável, devem, necessariamente, ser informadas em declaração apresentada pelo sujeito passivo no IBAMA - declaração esta denominada de Ato de Declaração Ambiental (ADA), a teor do art. 92, §52, da IN/SRF 256, de 11/12/02. Nesse mesmo sentido, o art. 1 2, caput, da IN/IBAMA 76, de 31/10/05, preconiza que o "Ato Declaratório Ambiental - ADA representa o cadastro indispensável ao reconhecimento das áreas de preservação permanente e de utilização limitada para fins de isenção do Imposto Territorial Rural - ITR"; c) a lei não dispensou o contribuinte da apresentação do Ato Declaratório Ambiental, de modo que pode a autoridade fiscal exigir a apresentação tempestiva do ADA. Não pode, porém, impor ao sujeito passivo a comprovação prévia dos dados constantes naquela declaração; d) em se tratando do exercício de 2000 e considerado, especificamente, o art. 10, §4 2, inciso II, da IN/SRF if 043/97, com redação dada pelo art.1‘' da Instrução Normativa SRF ri° 67/97, bem como o art. 17 da In/SRF 73/2000, aplicada ao 1TV2000, o ADA referente à hipótese dos autos deveria ter sido entregue até 31 de março de 2001, ou seja, seis meses após o termo final para a entrega da DITR/2000. Ponderando que o recorrido não havia sequer apresentada a ADA quando da autuação fiscal, tem-se que o lançamento do 11R deve ser julgado subsistente; e) outro ponto que se deve destacar, no tocante às áreas excluídas da incidência do ITR, e que o citado dispositivo legal trata de concessão de benefício fiscal, razão pela qual deve ser interpretado literalmente, de acordo com o art. 111 do CTN; f) são totalmente cabíveis as disposições normativas que tratam da obrigatoriedade de entrega tempestiva do ADA, para fins de apuração do ITR; g) requer a União seja reformado o aresto recorrido para restabelecer o acórdão de primeira instância. Fl. 595DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9202-008.920 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10950.002630/2004-75 Intimada, a Contribuinte apresentou Contrarrazões, como se observa das fls. 499 e seguintes: a) não há que confundir APRESENTAÇÃO com COMPROVAÇÃO como equivocadamente_ labora . a _Recorrente. Conforme está comprovado pelo Memorial Descritivo da área (does 22/29), a propriedade da Recorrida sempre foi dotada de área destinada à RESERVA LEGAL e PRESERVAÇÃO PERMANENTE. Verifique-se a peça constante do cadastro SISLEG ti. 1.007.933-1, processo do dia 25/10/1999, junto ao IAP (INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ); b) tendo a Recorrida comprovado através do cadastro SISLEG e da própria averbação na matrícula do imóvel que existe a área destinada a preservação permanente e reserva legal, diz a lei que o contribuinte não tem o dever de apresentar o ADA/IBAMA ou qualquer outra comprovação; c) de maneira manifesta a impropriedade da argumentação trazida no Recurso Especial a qual não tem o condão de modificar os fundamentos que foram lançados na decisão recorrida os quais se mantêm no trilho construído pela melhor interpretação do texto legal dentro do próprio Conselho de Contribuinte e que especificamente na questão ora debatida sobeja alicerce jurisprudencial não somente no âmago das Câmaras especializadas do Conselho de Contribuintes, mas também no seio do Superior Tribunal de justiça, diante das decisões que destacou como segurança jurídica. Assim sendo, a decisão recorrida certamente será mantida pelos próprios fundamentos os quais têm o condão de improver o Recurso Especial ora contrariado. Foi interposto Recurso Especial pelo Contribuinte, fls. 517 e seguintes, mas não foi admitido, consoante consta do Despacho de fls. 565 e seguintes. Também foram opostos embargos de declaração pela Contribuinte, que foram rejeitados, conforme consta da fl. 509. É o relatório. Voto Conselheira Ana Cecília Lustosa da Cruz, Relatora. Conheço do recurso, pois se encontra tempestivo e presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O presente processo trata de lançamento de oficio do ITR do exercício de 2000, efetuado com base nos dados informados na Declaração do ITR — DIAC/DIAT, pela glosa das áreas de preservação permanente e utilização limitada/reserva legal 112,4 ha e 552,8 ha, (áreas declaradas) respectivamente, consideradas não comprovadas pela autoridade fiscal, tendo em vista a não apresentação do ADA e averbação tempestivos. Consoante narrado, a matéria trazida para apreciação pelo Colegiado refere-se à necessidade de apresentação do ADA, a teor do art. 9º, § 5º, da IN/SRF 256, de 11/12/2002, para fins de acolhimento da Área de Preservação Permanente. Acerca do tema, a decisão a quo assim consignou: Quanto à área de preservação permanente, a comprovação dessa área, para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende tão somente de seu reconhecimento pelo IBAMA por meio de Ato Declaratório Ambiental — ADA ou da protocolização tempestiva de seu requerimento, para o exercício de 2000; uma vez que a sua efetiva existência pode ser comprovada por meio de laudo técnico e Fl. 596DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9202-008.920 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10950.002630/2004-75 outras provas documentais idôneas trazidas aos autos. Constam, nos autos: memorial descritivo às fls. 93/98, imagem dessa área, à fl. 123; bem como o mapa topográfico às fls. 99/100; todos ratificando a área de preservação permanente de 112,36 ha. Irresignada com o posicionamento mencionado, sustenta a Recorrente que, para fins da exclusão da área tributável, as Áreas de Preservação Permanente devem, necessariamente, ser informadas em ADA, a teor do art. 9º, § 5º, da IN/SRF 256, de 11/12/2002. Além disso, acrescenta que a obrigatoriedade de apresentação do ADA decorre do artigo 10, §7º, da Lei 9393/96, que veio a disciplinar o tema. Por outro lado, assevera a Recorrida, em suma, que, uma vez comprovado, por meio do cadastro SISLEG e da própria averbação na matrícula do imóvel, que existe a área destinada a preservação permanente e reserva legal, diz a lei que o contribuinte não tem o dever de apresentar o ADA/IBAMA ou qualquer outra comprovação. Nesse cenário, cabe mencionar que o CARF, após reiteradas discussões sobre o tema, consolidou entendimento no sentido da desnecessidade de apresentação do ADA para fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000, como se observa do Enunciado de Súmula CARF n.º 41, abaixo transcrito: Súmula CARF nº 41 A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Assim, por ser de aplicação vinculada, aplico a Súmula citada, considerando, inclusive, que o acórdão de segunda instância consta como um dos seus precedentes. Diante do exposto, voto por conhecer do Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, e, no mérito, negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Fl. 597DF CARF MF Documento nato-digital https://carf.economia.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf
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Numero do processo: 15196.000003/2007-55
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2007
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4º DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991.
Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN.
As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN quando se referirem a débitos devidamente declarados em GFIP.
CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP.
As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.668
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para declarar a decadência referente às competências anteriores a 05/2002, inclusive, mantendo todo o mais que consta da notificação lavrada.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4º DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN quando se referirem a débitos devidamente declarados em GFIP. CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP. As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados. Recurso Voluntário Provido em Parte
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4O DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN quando se referirem a débitos devidamente declarados em GFIP. CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP. As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15196.000003/200755 Acórdão n.º 280300.668 S2TE03 Fl. 126 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para declarar a decadência referente às competências anteriores a 05/2002, inclusive, mantendo todo o mais que consta da notificação lavrada. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Wilson Antônio de Souza Corrêa, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15196.000003/200755 Acórdão n.º 280300.668 S2TE03 Fl. 127 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal entregue ao contribuinte em 29.06.2007, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos a segurados declarados em GFIP. A DecisãoNotificação – fls 101 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • Auto lavrado fora do local apropriado. Deveria ser observado o artigo 10 do Decreto Federal n ° 70.235/72, que obriga a lavratura do auto no local da verificação da falta, ou seja, no próprio estabelecimento fiscalizado • Inabilitação do Fiscal de Contribuições Previdenciárias. Agente Fiscal não é contador registrado no CRC/SP • Inexistência de Termo de Inicio de Fiscalização • Inexistência de intimações para esclarecimentos • No mérito a recorrente reitera o pagamento da grande maioria das parcelas cobradas. • Pugna pelo acolhimento das preliminares suscitadas e a anulação de todo o processado ou, em assim não se entendendo, o provimento do presente recurso e a reforma da decisão recorrida, para julgar improcedente o lançamento de débito indevidamente mantido. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15196.000003/200755 Acórdão n.º 280300.668 S2TE03 Fl. 128 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4º ou 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade do art. 173 seria na hipótese de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) O 150, § 4º, informa: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, Fl. 4DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15196.000003/200755 Acórdão n.º 280300.668 S2TE03 Fl. 129 5 tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) A regra do 150 §4º é aplicada quando temos antecipação parcial de pagamento, inocorrência de fraude ou dolo ou débitos declarados em GFIP, caso dos autos. Nessa última hipótese também já se manifestou o STJ, no rito do art. 543C do Código Processual, consoante RESP 1.143.094/SP e 1.120.295/SP. Aplicandose a regra do prefalado artigo, há que se reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 05/2002, inclusive, uma vez que a ciência do débito foi em 29.06.2007. Ante o exposto, reconheço a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. DO LOCAL DA LAVRATURA DA NOTIFICAÇÃO Da capa na NFLD impugnada – fls 01, temos que a mesma foi entregue pessoalmente a sócia Taís Stela, no município da empresa – Santos, não havendo mácula no procedimento, e nenhum prejuízo ao contribuinte. DA COMPETÊNCIA DO AUDITOR FISCAL A lei 10.593/02, na redação dada pela lei 11.457/07, assim traz: Art. 6º São atribuições dos ocupantes do cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil: (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) I no exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil e em caráter privativo: (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) a) constituir, mediante lançamento, o crédito tributário e de contribuições; (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) b) elaborar e proferir decisões ou delas participar em processo administrativofiscal, bem como em processos de consulta, restituição ou compensação de tributos e contribuições e de reconhecimento de benefícios fiscais; (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) Fl. 5DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15196.000003/200755 Acórdão n.º 280300.668 S2TE03 Fl. 130 6 c) executar procedimentos de fiscalização, praticando os atos definidos na legislação específica, inclusive os relacionados com o controle aduaneiro, apreensão de mercadorias, livros, documentos, materiais, equipamentos e assemelhados; (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) d) examinar a contabilidade de sociedades empresariais, empresários, órgãos, entidades, fundos e demais contribuintes, não se lhes aplicando as restrições previstas nos arts. 1.190 a 1.192 do Código Civil e observado o disposto no art. 1.193 do mesmo diploma legal; (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) e) proceder à orientação do sujeito passivo no tocante à interpretação da legislação tributária; (Redação dada pela Lei º 11.457, de 2007) f) supervisionar as demais atividades de orientação ao contribuinte; (Incluída pela Lei nº 11.457, de 2007) II em caráter geral, exercer as demais atividades inerentes à competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.457, de 2007) Da leitura do normativo legal, depreendese que, para o lançamento, o requisito é a titularidade do cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, sendo despicienda a graduação como contador ou inscrição em conselho fiscalizador. Nessa linha, a súmula 08 do CARF: Súmula CARF nº 8: O Auditor Fiscal da Receita Federal é competente para proceder ao exame da escrita fiscal da pessoa jurídica, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador Também a jurisprudência já havia pacificado a questão: "ADMINISTRATIVO FISCAL DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS – INSCRIÇÃO EM CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DESNECESSIDADE. O fiscal de contribuições previdenciárias prescinde de inscrição em Conselho Regional de Contabilidade para desempenhar suas funções, dentre as quais a de fiscalização contábil das empresas. Recurso improvido." (REsp 218406/RS. STJ. 1ª turma. Rel. Ministro Garcia Vieira. Decisão unânime 14/09/99. DJ 25.10.1999 p. 63, RSTJ vol. 130 p. 123). Fl. 6DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15196.000003/200755 Acórdão n.º 280300.668 S2TE03 Fl. 131 7 "ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. FISCAL DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS – INSCRIÇÃO EM CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DESNECESSIDADE. "O fiscal de contribuições previdenciárias prescinde de inscrição em Conselho Regional de Contabilidade para desempenhar suas funções,dentre as quais a de fiscalização contábil das empresas. Recurso improvido."(REsp 218.406/RS, Relator Ministro Garcia Vieira, D.J.U 25.10.1999, Pág. 63.) Assim sendo, não há irregularidade no procedimento adotado. DA APRESENTAÇÃO DO TERMO DE INÍCIO DE FISCALIZAÇÃO E INEXISTÊNCIA DE INTIMAÇÕES PARA ESCLARECIMENTOS Às fls 42, temos Mandado de Procedimento Fiscal entregue em 03.04.2007, às fls 43 temos Termo de Intimação para Apresentação de Documentos T1AD, comprovando a entrega dos respectivos documentos. DOS FATOS GERADORES DECLARADOS EM GFIP O presente débito fundamentouse nos dados declarados na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social – GFIP, documento elaborado pelo próprio recorrente, onde informa todos os fatos geradores de contribuições sociais, sendo instrumento bastante para a lavratura da respectiva notificação uma vez que contém todos os elementos necessários ao lançamento. O decreto n° 3.048/99, em seu art. 225 §1°, determina ainda que a GFIP se constitui em termo de confissão de dívida caso os valores declarados no referido documento não tiverem sido recolhidos, transcrevemos: Art. 225. (...) §1°. As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos beneficios previdenciários, bem como constituir seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento. O contribuinte não trouxe nenhum elemento que desconstituísse o que declarado em GFIP e devidamente lançado. Caso existissem pagamentos não apropriados, estes deveriam ser objetivamente apontados para sua efetiva verificação. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15196.000003/200755 Acórdão n.º 280300.668 S2TE03 Fl. 132 8 CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para declarar a decadência referente às competências anteriores a 05/2002, inclusive, mantendo todo o mais que consta da notificação lavrada. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR
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Numero do processo: 35232.000455/2007-61
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 14/02/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. OMISSÃO DE FATO GERADOR EM GFIP. AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. PERÍCIA DESNECESSIDADE. REJEIÇÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. MULTA BENÉFICA. APLICABILIDADE.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.529
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a), devendo ser recalculada a multa aplicada no presente auto para ajustá-la a nova determinação legal do artigo 32-A, da Lei
8.212/91, introduzido pela Lei 11.941/2009, caso seja mais favorável ao contribuinte, não se aplicando a PT PGFN/RFB 14/2009 por não se reportar a esta situação, bem como por contrariar o ordenamento jurídico.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 14/02/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. OMISSÃO DE FATO GERADOR EM GFIP. AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. PERÍCIA DESNECESSIDADE. REJEIÇÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. MULTA BENÉFICA. APLICABILIDADE. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a), devendo ser recalculada a multa aplicada no presente auto para ajustála a nova determinação legal do artigo 32A, da Lei 8.212/91, introduzido pela Lei 11.941/2009, caso seja mais favorável ao contribuinte, não se aplicando a PT PGFN/RFB 14/2009 por não se reportar a esta situação, bem como por contrariar o ordenamento jurídico. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA 2 . Relatório O presente Auto de Infração – AI – DEBCAD 37.053.9931, CFL.69, apresentar Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP com informações inexatas, incompletas ou omissas em relação aos dados não correspondentes aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, com período de apuração de 05/2002 a 08/2006, conforme Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 08, objetiva a aplicação de penalidade por infração a dever instrumental, determinado por lei. O sujeito passivo foi cientificado da autuação, em 14/02/2007, Folha de Rosto do Auto de Infração – FR, fls. 01. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, em 01/03/2007, as fls. 18 a 25, a qual foi acompanhada dos documentos, de fls. 26 a 47. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 48. O órgão julgador de primeiro grau emitiu a DecisãoNotificação – DN N° 18.401.4/0068/2007, fls. 49 a 55, em 23/03/2007. Na qual a autuação foi considerada procedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 17/04/2007, AR, fls. 58. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, fls. 62 a 79, onde alega em síntese. • Preliminarmente – • Que o recurso é tempestivo; • Que o depósito recursal é inconstitucional; • Que na decisão guerreada o julgador alegou não poder tecer comentários sobre a inconstitucionalidade de normas e nem tão pouco sobre a desproporcionalidade da multa; • Que os requisitos para a realização de perícia não foram cumpridos, indeferindo a mesma e isto caracteriza cerceamento de defesa; • Que o contribuinte não concorda com a decisão de primeiro grau e interpõe o presente recurso para que o CRPS declare a improcedência da notificação; • Mérito – • Que o auto é insubsistente, pois o agente autuante não detalhou se o fato é inexatidão, incorreção ou omissão, tendo sido o equivoco, se existente, sanado e que não causou prejuízo ao fisco ao a previdência; Fl. 2DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35232.000455/200761 Acórdão n.º 280300.529 S2TE03 Fl. 122 3 • Que a multa aplicada é arbitrária, excessiva, não gradual e confiscatória, que impossibilita a atividade econômica e prejudica os investimentos na empresa; • Que não ocorrem irregularidades, mas se por acaso existissem foram corrigidas antes do fim do prazo de impugnação, o que outra ação fiscal pode comprovar ou a realização de perícia; • Que das peças do auto não se verifica as irregularidades mencionadas pela fiscalização, não ocorrendo o equivoco e estando regulares as GFIP`s, sendo que o contribuinte é primário e não houve agravantes apuradas no AI; • Que todas as falhas foram sanadas e corrigidas, antes do encerramento do prazo de impugnação, que perícia técnica nos documentos, arquivos e microcomputadores da empresa, podem provar isso, razão pela qual se requer a produção de tal prova, sendo cerceamento de defesa a sua negativa; • Que é descabida a cobrança sobre valores supostamente não recolhidos, que a recorrente não se enquadra como infratora, pois sempre informou corretamente os fatos geradores; • Que a multa deve observar os mesmos princípios legais do tributos; • Que o legislador deve observar os princípios e limitações ao poder de tributar, devendo ser aplicado o princípio da razoabilidade quanto a fixação das penas; • Que o absurdo das penas está na própria lei; • Que a multa leva em conta o número de funcionários, mas em momento algum o fiscal autuante informou tal número, sendo impossível verificar o limitador, devendo ser aplicado o mínimo, sendo seu valor desproporcional e abusivo; • Que a infração cometida é de pequena monta e já foi sanada e que assim a multa é desproporcional, irrazoável e descabida, além de não se poder fixar o limite legal por faltar o número de funcionários; • Que a multa assume caráter confiscatório, vedado pela CF, sendo interdição à injusta apropriação do patrimônio, rendimentos ou capital financeiro; • Que esta não pode comprometer o exercício do direito a existência digna, a prática de atividade ou a satisfação das necessidades básicas, pelo excesso de carga tributária; ainda, que em razão de multa excessiva; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA 4 • Que a autuada faz jus a relevação da multa, pois presentes todos os requisitos, primariedade; ausência de agravantes, pedido de relevação e correção da falta realizados dentro do prazo de impugnação; • Que alternativamente faz a autuada jus a atenuação da multa, pois corrigiu a falta, dentro do prazo de impugnação; • Que na apuração do quantum debeatur o agente não informou de forma plena e eficaz como tais valores foram apurados, sequer informou o número de trabalhadores considerados; • Que os demonstrativos analíticos e sintéticos não demonstram a forma como se chegou nos valores, nem o número de funcionários, o que torna o auto insubsistente; • Que o contribuinte sempre atendeu a todas as solicitações do fisco, que não teve a intenção de fraudar ou lesar a este, o que prova sua boafé; • Que ocorreram apenas equívocos já sanados, ou, equivoco da própria fiscalização; • Finaliza pedindo: a) declaração de improcedência do AI; b) não acolhido o pleito anterior, que sejam afastados: a multa arbitraria e desproporcional; juros moratórios além de 1% am; taxa SELIC; anatocismo; c) recebimento do recurso sem o depósito. A alegações quanto ao juros moratórios; taxa SELIC e anatocismo não serão aqui resumidas, o que se explicará no voto. Consta, dos autos, as fls. 108 a 112, sentença de procedência no MS 2007.84.00.0032162 para que os recursos administrativos sejam processados sem a exigência do depósito recursal. Os autos subiram ao Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 120. É o Relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35232.000455/200761 Acórdão n.º 280300.529 S2TE03 Fl. 123 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, em 11/05/2007, conforme, fls. 61, uma vez que o contribuinte foi cientificado da decisão de primeiro grau, em 17/04/2007, AR, fls 58. No que tange ao depósito recursal a empresa não o realizou, mas está amparado por sentença de procedência no MS 2007.84.00.0032162, fls. 108 a 112. A tempestividade do recurso foi reconhecida. Quanto ao depósito recursal, ainda, que necessário a época da impetração do recurso voluntário, hoje este não mais vige, uma vez que revogado pela MP 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. Ainda, que se alegue que tal condição deva ser averiguada tendo como marco a data da interposição do recurso, tenho para mim que tal exigência estava com os dias contados, basta ver a ADIN 19767, que exclui do Decreto 70.235/72, tal exigência, acrescentada pela Lei 10.522/2002. Neste diapasão temos, também, a Súmula Vinculante n° 21 do STF, ou seja, se não tivesse sido revogado tal depósito na seara previdenciária fatalmente este acabaria declarado inconstitucional, sendo inexigível desde a origem. Não fosse esses argumentos suficientes o Regimento Interno do CARF Portaria MF 256/2009, em seu artigo 62, parágrafo único, inciso I, do Anexo II, estabelece que: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; Assim, verifico no caso a possibilidade do afastamento desta exigência, uma vez que em RE, conforme abaixo transcrito o STF já reconhecera a inconstitucionalidade do artigo 126, §§ 1° e 2°, da Lei 8.213/91, senão vejamos: RECURSO ADMINISTRATIVO DEPÓSITO §§ 1º E 2º DO ARTIGO 126 DA LEI Nº 8.213/1991 INCONSTITUCIONALIDADE. A garantia constitucional da ampla defesa afasta a exigência do depósito como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. (RE 389383, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 28/03/2007, DJe047 DIVULG 28062007 PUBLIC 29062007 DJ 29062007 PP00031 EMENT VOL 0228208 PP01625 RDDT n. 144, 2007, p. 235236. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA 6 (grifos neste). Tal decisão transitou em julgado em 14/09/2007, conforme resumo de andamento do processo, consultado no site do STF. Desta forma, e tendo em vista os princípios da isonomia e da segurança jurídica, bem como em razão da decisão judicial, admito o presente recurso. Na seara do contencioso administrativo os órgão julgadores estão limitados em sua atividade cognitiva, assim, certas matérias lhe são vedadas o conhecimento, a exemplo: NO PRIMEIRO GRAU. PORTARIA RFB Nº 10.875, DE 16 DE AGOSTO DE 2007 DOU DE 24/08/2007 Art. 18. É vedado à autoridade julgadora afastar a aplicação, por inconstitucionalidade ou ilegalidade, de tratado, acordo internacional, lei, decreto ou ato normativo em vigor, ressalvados os casos em que: I tenha sido declarada a inconstitucionalidade da norma pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em ação direta, após a publicação da decisão, ou pela via incidental, após a publicação da resolução do Senado Federal que suspender a sua execução; II haja decisão judicial, proferida em caso concreto, afastando a aplicação da norma, por ilegalidade ou inconstitucionalidade, cuja extensão dos efeitos jurídicos tenha sido autorizada pelo Presidente da República ou, nos termos do art. 4º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, pelo Secretário da Receita Federal do Brasil ou pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional. NO SEGUNDO GRAU. PORTARIA MF Nº 256, DE 22 DE JUNHO DE 2009 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar nº 73, de 1993; ou Fl. 6DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35232.000455/200761 Acórdão n.º 280300.529 S2TE03 Fl. 124 7 c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 1993 . (grifos meus). Equivocase a recorrente ao argüir cerceamento de defesa pelo indeferimento do pedido de perícia, pois este pode ser rejeitado, caso o perícia seja desnecessária ou protelatória, bem como o seu pedido não preenche os requisitos legais. A jurisprudência e forte nesta vertente. Assim rejeitase esta preliminar. HABEAS CORPUS. ART. 19, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 7.492/1986. ART. 333, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. PACIENTE ABSOLVIDO. PEDIDO PREJUDICADO. INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL REQUERIDA NA DEFESA PRELIMINAR E NA FASE DO ART. 499 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DISCRICIONARIEDADE DO JULGADOR. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. DECISÃO FUNDAMENTADA. RAZOABILIDADE. 1. Diante da notícia de que um dos pacientes foi absolvido na ação penal de que aqui se cuida, o writ mostra se prejudicado quanto a ele. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal de que o deferimento de prova pericial e de diligências na fase do art. 499 do Código de Processo Penal está condicionado à avaliação de sua conveniência, cabendo ao julgador aferir, em cada caso, dentro da esfera de discricionariedade, a real necessidade da medida para a formação de sua convicção. 3. Não há que falar em cerceamento de defesa se o indeferimento da realização da perícia está suficientemente justificado, de forma razoável, notadamente pela possibilidade de a defesa produzir provas diversas capazes de atingir o fim almejado com a perícia, assim também pela existência de outros elementos de convicção hábeis a comprovar a prática do delito, não evidenciado qualquer constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus julgado prejudicado quanto a a Flávio Antônio Bonet e denegado em relação a Cezar Antônio Bonet. (HC 200601141456, PAULO GALLOTTI, STJ SEXTA TURMA, 30/06/2008) (grifo meu). Os contribuintes de uma forma geral têm o livre exercício e arbítrio para concordarem ou não com o que bem entenderem, sendo sua prerrogativa pessoal. O agente fiscal autuante deixou claro e demonstrou de forma objetiva que a modalidade de infração foi informação incorreta no campo da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP referente a outros entidades terceiros onde foi usado o código 0003 no lugar de 0115, basta ler a passagem abaixo transcrita. Da análise das GFIP— Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Fl. 7DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA 8 Social apresentadas, foi observado que a empresa informou em GFIP o campo "Código de Outras EntidadesTERCEIROS", para o período de 05/2002 a 08/2006, como 0003", quando o correto seria o código "0115" ( relacionado ao Salário Educação, INCRA, SENAC,SESC e SEBRAE), em virtude da empresa ser um estabelecimento de serviços de saúde, mais especificamente um hospital, ... (grifo misto original e meu) Sendo incabível e impertinente tal alegação. A correção da falta precisa ser demonstrada a recorrente nada juntou a estes autos, visando tal demonstração o simples fato de declarar GFIP com incorreções já causa prejuízos. O erro no código de terceiros muito mais. A uma, porque o código 0003 significa contribuições para (Salário Educação e Incra) e o 0115 que seria o correto contribuições para (Salário Educação, Incra, Senac, Sesc e Sebrae), além do que propícia o povoamento do sistema com informações incorretas, sendo que estas informações são utilizadas pelo INSS para fins de alimentação do Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS, bem como no caso de infração a dever instrumental a responsabilidade é objetiva. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO CONFIGURAÇÃO. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 9º, I, E 97, I, DO CTN. REPETIÇÃO DE DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. APRECIAÇÃO VEDADA EM RECURSO ESPECIAL. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. ART. 136 DO CTN. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INEXISTÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA LOCAL E REITERAÇÃO DA CONDUTA. IMPOSSIBILIDADE DE MITIGAÇÃO DA PENALIDADE. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA PARTE, IMPROVIDO. (RESP 200500865815, TEORI ALBINO ZAVASCKI, STJ PRIMEIRA TURMA, 02/02/2010). A multa aplicada decorre exclusivamente por culpa do contribuinte que deixou de cumprir com sua obrigação legal da forma estabelecida. A multa não é excessiva, pois aplicada no módico valor de R$ 57, 84, o que certamente não levará a empresa a bancarrota. Não pode o empresário querer investir em sua atividade com o dinheiro do contribuinte o risco da atividade econômica deve ser por este suportado e não pela sociedade, pois os lucros aquele não divide com esta. Quanto a ocorrência da falta as alegações do contribuinte são no mínimo alto excludentes, pois ou não ocorreram, ou ocorram e foram corrigidas, mas sua alegação de que se caso ocorridos foram sanadas é intrigante, como ele corrigiu um erro que não aconteceu, em sua palavras. A ação fiscal não é meio de verificação das obrigações do contribuinte após este ter sido fiscalizado o pedido de perícia já foi analisado e rejeitado. A autoridade julgadora de primeiro grau deixou claro que a falta não foi corrigida. ...não foi comprovada a correção integral da falta objeto do presente processo dentro do prazo de defesa, pois a autuada não junta documentos comprobatórios e nos Sistemas de Controle de entrega de GFIP do INSS não constam GFIP's entregues durante a fiscalização ou durante o prazo de defesa. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35232.000455/200761 Acórdão n.º 280300.529 S2TE03 Fl. 125 9 O contribuinte tem o dever, segundo artigo 16, § 4°, do Decreto 70.235/72 de apresentar as provas de suas alegações junto com a impugnação sob pela de preclusão, salvo exceções. Assim não o fazendo perdeu a oportunidade. Os documentos analisados no curso da ação fiscal em especial as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP são documentos de produção, posse e guarda do contribuinte, ficando estes registrados em sistema informatizados dentro das entidades interessadas. Assim é desnecessário que o agente autuante anexe tais documentos aos autos, pois podem ser consultados por qualquer um em seus próprios arquivos. O ato administrativo de lançamento goza de presunção juris tantum de legitimidade, cabendo ao recorrente apresentar provas para elidilo se for o caso. Ficou claro que a infrações, ainda, persistem, ou seja, não foram corrigidas. Mais este pedido de perícia não deve prosperar, pois indevido, desnecessário e improdutivo, haja vista que no acórdão de primeiro grau a autoridade assevera com clareza que não constam nos sistemas informatizados GFIP`s retificadoras. A ação fiscal não é meio de verificação das obrigações do contribuinte após este ter sido fiscalizado o pedido de perícia já foi analisado e rejeitado. A autoridade julgadora de primeiro grau deixou claro que a falta não foi corrigida. ...não foi comprovada a correção integral da falta objeto do presente processo dentro do prazo de defesa, pois a autuada não junta documentos comprobatórios e nos Sistemas de Controle de entrega de GFIP do INSS não constam GFIP's entregues durante a fiscalização ou durante o prazo de defesa. A presente autuação não tem a ver com falta de recolhimento ou omissão na declaração de fatos geradores em GFIP. A atuação diz apenas com erro de preenchimento em determinado campo, o que ficou demonstrado no REFISC, de fls. 11 a 14, na presente autuação informar ou não os fatos geradores corretamente ou não é irrelevante, pois o auto não tem relação com esta situação. Para verificar que a multa cumpre os requisitos dos tributos em geral basta ler sua lei de regência. Os critérios filosóficopolíticos de criação da norma não são da alçada desta instância a eles não nos reportaremos. O contribuinte equivocase ao dizer que o número de trabalhadores não foi esclarecido e assim não pode ser averiguado o limitador da multa. O contribuinte tinha e tem condições plenas de verificálo, pois bastava olhar a planilha, de fls. 13 e 14, onde para todas as competências ali elencadas o fiscal autuante informa a faixa de segurado. A multa é proporcional a falta cometida e ao números de meses em que esta conduta se repetiu, sendo decorrente exclusivamente da ação/omissão do contribuinte e é definida em lei. A multa não busca confiscar nada, apenas representa as múltiplas infrações ao longo de cinqüenta e duas competências (52 meses) , tendo uma valor final global bem módico em razão da persistência da infração. A multa não busca extrair do contribuinte seus direitos constitucionais. Não é esta a sua função. A função da multa punitiva é desestimular os contribuinte a querer deixar de adimplir sua obrigação originária, pois o fazendo esta, ira incidir. Ela buscar dissuadir a conduta “ilícita” antes de sua ocorrência. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA 10 Nos termos da legislação para obter a relevação da multa o autuado deve preencher quatro requisitos de forma simultânea, ou seja, ser primário; não ter incorrido em circunstâncias agravantes; ter feito pedido no prazo da impugnação e ter corrigido a falta no prazo da impugnação. Como foi asseverado anteriormente o julgador de primeiro grau consignou em seu acórdão que a recorrente não corrigiu a falta dentro do prazo da impugnação, o que não permite a concessão da relevação. Ocorre a mesma restrição para a concessão da atenuação, pois para esta a única exigência é a correção da falta no prazo da impugnação e como tal correção não se deu a atenuação, também, não é aplicável ao caso em tela. O valor da multa e sua sistemática de cálculo estão clara e longamente detalhadas no REFISC, de fls. 11 a 14, basta o contribuinte ler o relatório e entenderá como se chegou a tal valor, pois todos critérios matemáticos e as bases de cálculo, alíquotas, contribuições, valores e metodologia de cálculo estão ali demonstrados no citado relatório. A alegação de que o Discriminativo Analítico de Débito DAD e Discriminativo Sintético do Débito – DSD não demonstram os valores e número de segurados e que por isso o auto é insubsistente é equivocada e impertinente, pois Auto de Infração não possui tais relatórios, haja vista que estes são peças integrantes apenas de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD. A intenção do contribuinte é irrelevante para a fixação da multa nos termos do artigo 136, do CTN. TRIBUTÁRIO. ILÍCITO. NÃOEMISSÃO DE NOTA FISCAL. MULTA. INEXISTÊNCIA DE LACUNA LEGISLATIVA, DÚVIDA, EXAGERO OU TERATOLOGIA. REDUÇÃO PELO JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Hipótese em que os fatos e a norma local são incontroversos: a contribuinte deixou de emitir nota fiscal, mesmo tendo vendido e entregue a mercadoria a seu cliente. Só emitiu o documento após o início da fiscalização. A multa prevista na legislação local é de 30% sobre o valor do bem. 2. O Tribunal de origem reconheceu o ilícito e a aplicabilidade da multa, razão pela qual deu parcial provimento à Apelação do Estado, reformando a sentença que afastara a exigência. No entanto, entendeu inexistir máfé da contribuinte ou dano ao Erário, de modo que reduziu a multa de 30% para 5% do valor da mercadoria. 3. "Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato" (art. 136 do CTN). 4. Na hipótese dos autos, a emissão da nota fiscal somente ocorreu após o início da fiscalização, o que afasta a presunção de boafé, não havendo falar no benefício do art. 138, parágrafo único, do CTN. Ainda que assim não fosse, é pacífico o entendimento de que as sanções por infrações formais (entrega de declarações, emissão de documentos fiscais) não são afastadas pela denúncia espontânea. Precedentes do STJ. 5. A reprovabilidade da conduta é avaliada pelo legislador ao quantificar a penalidade prevista na lei. É por essa razão que às situações que envolvam fraude ou máfé são fixadas, não raro, multas muito mais gravosas que os 30% previstos pela legislação local. 6. Recurso Especial provido. (RESP 200901791123, HERMAN BENJAMIN, STJ SEGUNDA TURMA, 16/09/2010. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 35232.000455/200761 Acórdão n.º 280300.529 S2TE03 Fl. 126 11 (grifos meu). Os equívocos praticados pelo contribuinte não foram saneados, como ficou consagrado em outras passagens. A fiscalização não se equivocou apenas constatou as irregularidades nas GFIP`s apresentadas. A MP 449/2008 convertida na Lei 11.941/2009 determinou uma nova sistemática de cálculo da multa, ou seja, o novel instrumento jurídico, além de aglutinar as infrações mudou substancialmente a penalidade imposta. Assim, não se há que falar, mutatis mutandis em abolitio criminis. Mas sim em criação de novo preceito secundário da norma, isto é, criação de nova pena. O artigo 106, II, “c”, do CTN determina a aplicação retroativa de lei que comine penalidade menos severa, o que parece ser o caso, pois na redação anterior do artigo 32, parágrafos 4°, 5° , e 6°, da Lei 8.212/91 tínhamos as seguintes situações/autuações e as multa/penas. 1. parágrafo 4° NÃO APRESENTAÇÃO DE GFIP Multa variável equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no caput do art. 283 do RPS, em função do número de segurados da empresa, acrescido de 5% por mês calendário ou fração de atraso, a partir do mês seguinte àquele em que o documento deveria ser entregue. 2. parágrafo 5° APRESENTAÇÃO COM OMISSÃO EM FATOS GERADORES 100% do valor devido relativo à contribuição não declarada, respeitado o limite, do parágrafo 4°. 3. parágrafo 6° ERRO DE PREENCHIMENTO – INEXATAS – OMISSAS – INCOMPLETAS 5% do valor mínimo previsto no caput do art. 283 do RPS por campo omisso, incompleto ou incorreto, respeitado o limite máximo por competência. O novo texto legal, artigo 32A, da Lei 8.212/91, introduzido pela Lei 11.941/2009 trouxe novas multas que aparentam ser bem mais brandas, embora estabeleça valores mínimos para estas novas multas. 1. NÃO APRESENTAÇÃO OU APRESENTAÇÃO FORA DE PRAZO – 2% ao mês ou fração do montante das contribuições informadas até 20%. 2. APRESENTAÇÃO COM INCORREÇÕES OU OMISSÕES – R$ 20,00 por cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas No presente auto temos que comparar a situação três, do artigo 32, § 6°, da Lei 8.212/91 com a situação dois, do novo artigo 32 A, acrescentando pela lei 11.941/2009, a fim de estabelecermos a correspondência entre a infração antiga e a infração nova. Após apurada tal correspondência e que podemos e devemos verificar o patamar das multas a serem consideradas, apurandose, assim, a mais benéfica entre a velha e a nova multa. A metodologia estabelecida pelo artigo 3°, da Portaria Conjunta PGFN/RFB Nº 14/2009, não é consentânea com o que determina a lei em sua nova redação, pois determina para a apuração da multa benéfica a soma da multa moratória do antigo artigo 35, da Lei 8.212/91 aplicado na notificação fiscal (obrigação principal) a multa punitiva do antigo artigo 32 parágrafos 4°e 5°, da Lei 8.212/91 para após comparálos com o novo artigo 35A, da Lei 8.212/91, ou seja, multa de ofício, bem como tal portaria não se reporta a situação do parágrafo 6°, do artigo 32, na redação antiga. Desta forma, não se aplica tal portaria a este auto. Fl. 11DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA 12 Porém, a citada sistemática manda juntar multas distintas e comparar com multa que não existia na época da lavratura deste auto de infração, o que não pode ser aceito, devendo ser afastada a aplicação da citada PT 14/2009, pois compara multas distintas e aplica retroativamente multa nova, o que não de coaduna com nosso ordenamento jurídico. As teses e argumentos sobre juros moratórios; taxa SELIC e anatocismo não citados na relatório e nem tratados no voto, pois tais itens não são aplicados em Auto de Infração, basta ver que, quando da lavratura do auto seu valor foi de R$ 3.007,68, em 14/02/2007, sendo que em 12/04/2007, fls. 57, relatório Consulta Dados Identificadores de Processo – CCADPRO o valor não foi alterado. Igual situação verificase em 14/08/2007 e 05/10/2007, respectivamente, fls. 80 e 81, relatório Consulta Dados Identificadores de Processo – CCADPRO, onde o valor continua sem alteração. Esta é a razão pela qual tais alegações não foram apreciadas. Desta forma, determino que a multa seja recalculada nos termos do artigo 32 A, da Lei 8.212/91, não se aplicando a PT PGFN/RFB 14/2009, pois não se reporta a esta infração, bem como por contrariar o ordenamento jurídico. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER DO RECURSO, porém afastando as preliminares suscitadas, para no mérito DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, devendo ser recalculada a multa aplicada no presente auto para ajustála a nova determinação legal do artigo 32A, da Lei 8.212/91, introduzido pela Lei 11.941/2009, caso seja mas favorável ao contribuinte, não se aplicando a PT PGFN/RFB 14/2009 por não se reportar a esta situação, bem como por contrariar o ordenamento jurídico. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 12DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 10/04/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA
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Numero do processo: 10166.012933/2002-81
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 07 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Dec 07 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.258
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência para o Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, n s termos do voto do relator.
Matéria: CPMF - ação fiscal- (insuf. na puração e recolhimento)
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
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RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência para o Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, n s termos do voto do relator. /id DAUDT PRIETO Presidente Formalizado em: 3 0 •-• ^-7 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Zenaldo Loibman, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli, Tardsio Campelo Borges e Sergio de Castro Neves. Esteve presente no julgamento o advogado Dicier de Assunção, OAB 7498-PR. DM Processo no : 10166.012933/2002-81 Resolução n° : 303-01.258 RELATÓRIO Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Trabalho — CREDIJUSTRA, devidamente qualificada no processo em referência, foi autuada no total do crédito tributário de R$ 970.000,00, pertinente Multa Regulamentar por Atraso na Entrega de Declarações da CPMF (fls. 03/07). De acordo com o disposto no Auto de Infração (II. 05), a contribuinte deixou de apresentar as Declarações CPMF (mensais e trimestrais) no prazo legal, tendo sido apresentadas após o prazo fixado na intimação fiscal, sendo, portanto, constituídas sem redução de seu valor, exceto a multa referente ao 4° trimestre/1999, que foi constituída corn redução de 50% do seu valor. As fls. 26 a 32 foram acostadas a cópias dos recibos de entrega de declarações mensais e trimestrais. Cientificada do lançamento em 05/09/2002 (fl. 04), a contribuinte apresentou, em 04/10/2002, impugnação de fls. 39 a 54, acompanhada dos documentos de fls. 55 a 105, alegando, que: — o auto de infração não procede; — inexistiu o fato gerador da obrigação acessória, qual seja o atraso na entrega das declarações da CPMF, pois ela apresentou as declarações logo após o prazo, o qual foi prorrogado por força do Termo de Intimação Fiscal (11s. 14/15); — a multa aplicada corn fundamento no artigo 966 do RIR/1999 ilegal por ferir o Código Tributário Nacional (artigo 110); — a Lei n° 9.311/1996, que instituiu a CPMF, criou para as cooperativas de crédito as obrigações acessórias previstas nos artigos 11 e 19, contudo, esta mesma lei ou qualquer outro normativo não instituiu penalidades para o não cumprimento das obrigações previstas; — é flagrante a nulidade do auto de infração por ofensa ao principio da legalidade (artigo 5°, inciso II, da Constituição Federal), uma vez que os fatos geradores descritos no auto de infração são próprios da CPMF, enquanto o enquadramento legal descrito nos autos (RIR11999) é legislação própria do Imposto de Renda e Proventos de Qualquer Natureza; — é uma sociedade cooperativa de crédito e a análise do presente caso deve ser feita à luz dos princípios cooperativistas, no sentido de apoio e estimulo ao movimento cooperativo, conforme prey a Constituição Federal e a Lei n° 5.764/1971; • • Processo n° : 10166.012933/2002-81 Resolução no : 303-01.258 — a multa aplicada se revela totalmente descabida, possuindo nítido caráter confiscatório e violando o principio da capacidade contributiva, da razoabilidade e da proporcionalidade; — não houve prejuízo do fisco em face do descumprimento da obrigação de informar mensalmente. As alegações da impugnante se limitaram a ilegalidades e inconstitucionalidades da multa aplicada e da autuação, nada aduzindo quanto ao mérito do lançamento. Finaliza requerendo a o reconhecimento da improcedência do auto de infração. Foi transferida a competência para julgamento do presente processo para a DRJ pela Portaria SRF n° 1.161/2005. A DRF de Julgamento em Campo Grande — MS, através do Acórdão N° 06.738 de 02/09/2005, julgou o lançamento como procedente em parte, recorrendo de Oficio para o Segundo Conselho de Contribuintes, dado ao valor exonerado, conforme art. 34 do Decreto 70.235/1972 e demais legislação complementar aplicável. A decisão daquele Colegiado, aplicou apenas ao fato pretérito, por se tratar de ato não definitivamente julgado, por cominar penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática, a retroatividade benigna, sobre a multa regulamentar por atraso na informação da CPMF. É de se ressaltar, que às fls. 142, consta o pagamento do valor atualizado do crédito tributário remanescente imputado ao contribuinte. 0 processo foi então encaminhado, por engano, a este Terceiro Conselho de Contribuintes, constando como sendo urn Recurso Voluntário e matéria do recurso de DCTF. Ç._ É o relatório. r ARCELOS FIÚZA - R lator .0 Processo n° : 10166.012933/2002-81 Resolução n° : 303-01.258 VOTO Conselheiro Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Relator VOTO então, no sentido de não tomar conhecimento do presente Recurso de Oficio, pelas razões já apresentadas no relatório anteriormente relatado, como sendo, em vista do que reza o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, a matéria não é de competência deste Terceiro Conselho, então, apenas nos cabe Declinar da competência ao Segundo Conselho de Contribuintes. É como Voto. • Sala das Sessões, em 07 de dezembro de 2006. , , i S IL I MARC \;)____V •
score : 1.0
Numero do processo: 10805.000800/2001-16
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2004
Ementa: SIMPLES. PENDÊNCIAS.
Comprovada a existência de débito da empresa para com o INSS. Mantida a exclusão da empresa da sistemática tributária do simples.
Recurso voluntário desprovido.
Numero da decisão: 303-31.470
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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RECORRIDA : DRJ/CAMPINAS/SP SIMPLES. PENDÊNCIAS. Comprovada a existência de débito da empresa para com o INSS. Mantida a exclusão da empresa da sistemática tributária do simples. Recurso voluntário desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 17 de junho de 2004 JOÃO LANDA COSTA Preside e e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, SÉRGIO DE CASTRO NEVES, N1LTON LUIZ BARTOLI, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA e DAVI EVANGELISTA (Suplente). Esteve Presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA Ma/3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 124.883 ACÓRDÃO N° : 303-31.470 RECORRENTE : TRANSPORTADORA MATTOS LTDA. RECORRIDA : DRJ/CAMPINAS/SP RELATOR(A) : JOÃO HOLANDA COSTA RELATÓRIO Retorna este processo, de diligência determinada com a Resolução n° 303-00.872, de 16/04/2003 "com solicitação de que a autoriodade administrativa se digne de: (1) fazer juntar aos autos o Ato Declaratório de exclusão do simples; (2) adote as providências com vista a esclarecer se está concluído o depósito integral das parcelas do débito em pendência e em que data foi concluído". • Em resposta foi juntado o Ato Declaratório n° 369.874/2000, de 02 de outubro de 2000, onde consta como motivo da exclusão do Simples: "Pendências da empresa e/ou sócios junto ao INSS / Pendências da empresa e/ou sócios junto a PGFN"; ouvido o INSS, foi juntado o Oficio (fl. 4) n° 21.03.2.020/0002/2003, onde se especifica a existência de quatro processos relativos à mesma ação judicial 3727/2000, dois dos quais tiveram o crédito tributário liquidado. Transcrevo, por oportuno, o relatório constante da Resolução: "Em julgamento de 04 de fevereiro de 2002, a Quinta Turma de Julgamento, na DRJ em Campinas/SP, decidiu manter a exclusão do SIMPLES da empresa Transportadora Mattos Ltda., por haver ficado comprovado nos autos que subsistem as pendências junto ao INSS que motivaram o indeferimento da SRS. O contribuinte reconhece que havia comprovado sua situação regular perante a PGFN, mas, não perante o INSS. Diz que, porém, havia solicitado junto ao Juízo dos Serviços Anexo da Fazenda da Comarca de Ribeirão Pires — SP, depósito judicial no tocante à regularização do débito existente junto àquele órgão e protocolizou petição de juntada de guia de depósito judicial e fez o pagamento inicial do parcelamento da dívida junto ao INSS. A decisão de primeira instância esclarece tratar-se de ação de execução fiscal que o INSS move ao contribuinte, e o juiz não se manifestou quanto à permanência ou não da empresa no Simples; na forma do inciso XV do art. 90 da Lei n° 9.317/96, "não poderá optar pelo SIMPLES a pessoa jurídica que tenha débito inscrito em 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO I•1° : 124.883 ACÓRDÃO N° : 303-31.470 Dívida Ativa da União ou do INSS cuja exigibilidade não esteja suspensa". Cientificado da decisão, o interessado deu entrada a recurso voluntário para argüir o seguinte: a) não nega o débito junto ao INSS, o qual, no entanto, foi homologado e cumprido com o pedido de parcelamento, mas persiste em cobrança o valor dos honorários advocatícios de 4,5%; b) alega que o acórdão de que recorre por feriu o princípio da ampla defesa e do contraditório; ademais, o art. 179 da Constituição Federal determina que seja dado às microempresas tratamento jurídico diferenciado visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias ou pela eliminação ou• redução destas por meio da lei. Assim, ainda que se fale em débito junto ao INSS, por hipótese, ainda assim, tinha a empresa e ainda tem a seu favor o princípio do pagamento parcelado. Requer ao final sua continuação no SIMPLES. À FL. 29, consta Guia de Depósito Judicial, no valor de R$ 21.828,00,em nome da empresa com menção do processo n°3728; à 30, outro depósito, de R$ 20.000,00 com as mesmas referências; depois mais dois depósitos, fls 32 e 33, ambos de R$ 22.000,00 e finalmente, à fl. 35, outra guia de depósito judicial de R$ 22.000,00." É o relatório. 3 . . . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 124.883 ACÓRDÃO N° : 303-31.470 VOTO Tem-se na decisão de primeira instância, a informação de que se trata de ação de execução movida pelo INSS, na qual o MM. Juiz não se manifestou sobre a permanência ou não da empresa no Simples. Por conseguinte, a ação judicial foi movida pelo INSS em execução de débito tributário e não de outra natureza. A conclusão é que continua, mesmo com a diligência, a mesma OR situação da empresa, como descrita na decisão de primeira instância, a saber, existe contra ela ação de execução movida pelo INSS por débitos não totalmente liquidados, o que se representa com a expressão "pendências junto ao INSS", constante do Ato Declaratório. Por todo o exporto, voto para negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 17 de junho de 2004 ikAJOÃO HOl ANDA COSTA - Relator • 4 , MINISTÉRIO DA FAZENDA , • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°: 10805.000800/2001-16 Recurso n°: 124883 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 2° do art. 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Terceira Câmara do Terceiro Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 303-31470. • Brasília, 09/08/2004 dl/dl JOA0)7 ANDA COSTA Preside te da Terceira Câmara Ciente em l o c5z, cuct0,0 aaA 411 ata4~ k•A' CÁLcÁ ZCI:à)C WOURaCk-Orai k)isanM)Nc/cioncti ok6m G- 65.7.9Q,
score : 1.0
Numero do processo: 13675.000137/2003-24
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/1998 a 28/02/2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA.
Inexistindo a omissão alegada no Acórdão embargado, rejeitam-se
os embargos de declaração por ausência do pressuposto exigido para a sua interposição. Não se detectou, também, a ocorrência de erro material no acórdão que reclamasse por saneamento de ofício.
Numero da decisão: 3803-002.428
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração interpostos pelo contribuinte, nos termos do voto do relator.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 28/02/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. Inexistindo a omissão alegada no Acórdão embargado, rejeitam-se os embargos de declaração por ausência do pressuposto exigido para a sua interposição. Não se detectou, também, a ocorrência de erro material no acórdão que reclamasse por saneamento de ofício.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 28/02/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. Inexistindo a omissão alegada no Acórdão embargado, rejeitamse os embargos de declaração por ausência do pressuposto exigido para a sua interposição. Não se detectou, também, a ocorrência de erro material no acórdão que reclamasse por saneamento de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração interpostos pelo contribuinte, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Fl. 169DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 Tratase de Embargos de Declaração interpostos pelo contribuinte contra o Acórdão nº 380301.884, prolatado por esta Terceira Turma Especial em 11 de agosto de 2011, com fulcro nos artigos 65 e seguintes do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF. O contribuinte havia requerido, em 8 de abril de 2003, junto à Delegacia da Receita Federal em Divinópolis/MG, a restituição, vinculada à compensação, de valores recolhidos a título de Cofins, sob o argumento de que, por se tratar de sociedade civil de profissão regulamentada, seria isenta da Cofins, em razão do que os pagamentos da contribuição efetuados no período de janeiro de 1998 a fevereiro de 2003 deveriam ser restituídos. A repartição de origem, por meio do Despacho Decisório de fls. 57 a 59, concluiu que o direito de pleitear restituição/compensação dos pagamentos anteriores a 08/04/1998 já estaria prescrito no momento do pedido de restituição e decidiu, no mérito, por indeferir a restituição, em razão da existência de expressa disposição legal revogatória da isenção. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 65 a 79) e requereu a reforma da decisão, com o reconhecimento do seu direito à restituição e à compensação. A DRJ Belo Horizonte/MG indeferiu a solicitação (fls. 88 a 96), tendo o acórdão sido ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 28/02/2003 SOCIEDADE CIVIL. TRIBUTAÇÃO. As sociedades civis de prestação de serviços profissionais, relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada, deixaram de ser isentas da contribuição para a seguridade social, por expressa previsão legal. PRESCRIÇÃO. O prazo prescricional para pleitear a restituição/compensação extinguese em cinco anos, contados do pagamento do crédito tributário. Solicitação Indeferida Irresignado, o contribuinte recorreu a este Conselho (fls. 101 a 116), requereu a declaração de nulidade do processo e, subsidiariamente, reiterou seu pedido de restituição/compensação, repisando os mesmo argumentos de defesa. Em 11 de agosto de 2011, esta Terceira Turma Especial, por meio do Acórdão nº 380301.884 (fls. 118 a 120), decidiu, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, considerando que a isenção das sociedades civis de profissão regulamentada havia sido revogada por meio da Lei nº 9.430/1996. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13675.000137/200324 Acórdão n.º 380302.428 S3TE03 Fl. 132 3 Cientificado da decisão, o contribuinte interpõe embargos de declaração, arguindo que ocorreu omissão e erro material no acórdão embargado, em razão dos seguintes fatos: a) inobservância do teor do RE 575.093, em julgamento pela sistemática da repercussão geral, em que se discute acerca da constitucionalidade da revogação da isenção das sociedades civis por meio de lei ordinária, no caso, a Lei nº 9.430/1996, que, pelo fato de ainda se encontrar pendente de decisão definitiva, deveria ter provocado o sobrestamento do julgamento do Recurso Voluntário; b) a ADC nº 1/DF citada no acórdão embargado não versa sobre a matéria litigiosa; c) o RE 419.629 citado no acórdão embargado foi julgado apenas por uma Turma do STF, e não pelo Plenário, não tendo, porquanto, se submetido à sistemática da repercussão geral; d) quanto ao prazo para a repetição do indébito, cuja análise foi considerada prejudicada no acórdão embargado em razão do enfrentamento do mérito naquela ocasião, tal matéria também se encontra pendente de decissão definitiva no STF, em julgamento submetido à sistemática da repercussão geral (RE 561.908), configurandose em mais uma razão para o sobrestamento do presente processo administrativo; e) é inócua para o presente caso a existência de decisões do STJ acerca do tema, pois o que prevalecerá ao final será a decisão do STF, instância máxima do Poder Judiciário; f) o não sobrestamento do presente processo configura uma verdadeira omissão. Ao final, requer a declaração de nulidade do acórdão embargado, em razão dos fatos acima apontados. É o relatório. Voto De início, registrese que inexistem nos autos dados suficientes para se aferir a tempestividade dos embargos, em razão do que serão eles considerados tempestivos. Nos termos do art. 65 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia se pronunciar a turma. O Embargante alega a ocorrência de omissão no acórdão embargado, bem como de erro material, este último não previsto como requisito para a interposição da medida recursal, em razão do que somente se tornará relevante neste julgamento se conduzir este relator a concluir no mesmo sentido, quando então reclamará pela aplicação do contido no art. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 66 do Regimento Interno do CARF, que trata da retificação de ofício de inexatidões materiais no acórdão. Em um ponto, assiste razão ao Embargante, pois, efetivamente, no acórdão embargado, não se fez referência ao RE 575.093, submetido à sistemática da repercussão geral, que se encontra pendente de decisão definitiva no STF, fato esse que, se tivesse sido observado, teria acarretado o sobrestamento do presente processo por força do contido no art. 62A, § 1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Contudo, em consulta ao sítio do STF na internet, bem como à cópia da decisão proferida no âmbito do RE 575.093 trazida aos autos pelo Embargante, verificase que não consta da decisão do STF expressa determinação no sentido de se sobrestar o julgamento dos processos relativos à matéria recorrida que se encontrassem em andamento. Ainda que se decidisse no âmbito deste processo administrativo por sobrestá lo, em decorrência da omissão do acórdão embargado quanto à existência do referido julgamento em andamento no STF, tal procedimento não geraria efeitos práticos, pois, imediatamente após essa providência, o mesmo processo deveria ser submetido a julgamento da Turma, por força do contido no § 1º do art.1º e no art. 4º da Portaria CARF nº 001, de 3 de janeiro de 2012, em que se determina que, nos casos da espécie, inexistindo determinação do STF no sentido de sobrestar todos os processos em andamento que versem sobre a matéria, independentemente da existência de repercussão geral, eles devem ser submetidos a julgamento, não se lhes aplicando o sobrestamento reclamado pelo Embargante. Nesse sentido, uma vez que este Colegiado se encontra desobrigado de sobrestar o julgamento do processo, deve prevalecer a decisão embargada no que tange ao enfrentamento do mérito, fundamentado na decisão proferida no bojo do RE 419.629, bem como do REsp 826.428, este submetido, no STJ, à sistemática dos recursos repetitivos, o que, por si só, dada a inaplicabilidade do sobrestamento, já fundamenta obrigatoriamente o acórdão embargado em face de sua força vinculante, ex vi do contido no art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Inexiste, portanto, qualquer vício no acórdão embargado que possa ser atacado por embargos de declaração. Dessa forma, tendo havido a decisão de mérito, desfavorável à tese defendida pelo Embargante, tornase prejudicada a questão relativa ao prazo para repetição do indébito, conforme já havia sido apontado no acórdão embargado, questão essa também pendente de decisão final no STF, cujo RE também se encontra submetido à sistemática da repercussão geral. Ainda que prevaleça a tese dos 10 anos, favorável ao Embargante, nenhum benefício o alcançará, pois, no mérito, a matéria restou plenamente apreciada, no sentido de reconhecer a revogação da isenção das sociedades civis de profissão regulamentada pela Lei nº 9.430/1996. O argumento do Embargante de que a matéria relativa ao prazo para repetição do indébito deveria ser apreciada por esta Turma, independentemente de haver ou não efeitos práticos, para que se pudesse robustecer a discussão a ser, possivelmente, enfrentada no Poder Judiciário, mostrase, também, desarrazoado, pois, independentemente do que esta Turma vier a decidir sobre essa questão, dada a unicidade da jurisdição, prevalecerá o entendimento do Poder Judiciário. Além disso, na decisão do STF, no âmbito do RE 561.908, em que houve a pronúncia acerca da existência de repercussão geral quanto à matéria relativa ao prazo para repetição do indébito, não consta, também, determinação para se sobrestarem os processos Fl. 172DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13675.000137/200324 Acórdão n.º 380302.428 S3TE03 Fl. 133 5 pendentes de julgamento, o que, mais uma vez, desobriga este Colegiado de assim proceder no presente caso. Quanto à referência feita, no acórdão embargado, à Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 1/DF, devese ressaltar que, com essa providência, não se quis dizer que tal ação tivesse versado sobre a revogação da isenção das sociedades civis, mas que, conforme consta do voto do relator, Ministro Moreira Alves, unanimemente aprovado pelo Plenário do STF, inexiste necessidade ou obrigatoriedade de se instituir, por lei complementar, a contribuição social prevista expressamente no art. 195, I, da Constituição Federal, para o que basta a edição de lei ordinária, pelo fato de não se tratar de fonte nova de custeio da seguridade social. Ora, se para instituir a contribuição basta a edição de lei ordinária, restando caracterizada a Lei Complementar nº 70/1991, na parte relativa à matéria sob exame, como formalmente complementar e materialmente ordinária, para a revogação de seus dispositivos correlatos, dentre os quais se inclui a isenção sob comento, basta a edição de uma nova lei, formal e materialmente ordinária. Foi exatamente o que ocorreu no presente caso, pois a Lei nº 9.430/1996 revogou a isenção que havia sido instituída pela Lei Complementar nº 70/1991, tratandose de matéria para cuja regência se exige tão somente a edição de lei materialmente ordinária. Diante do exposto, decido por REJEITAR os embargos de declaração, dada a inocorrência de nenhum dos seus requisitos, quais sejam, obscuridade, omissão ou contradição. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Fl. 173DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13675.000137/200324 Interessada: LABORATÓRIO CENTRAL DE ANÁLISES LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.428, de 14 de fevereiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 14 de fevereiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 174DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 11128.000681/00-04
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 303-00.825
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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