Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,224)
- Segunda Câmara (27,799)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,395)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,860)
- Primeira Turma Ordinária (15,855)
- Primeira Turma Ordinária (15,831)
- Segunda Turma Ordinária d (15,688)
- Segunda Turma Ordinária d (14,225)
- Primeira Turma Ordinária (12,958)
- Primeira Turma Ordinária (12,272)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,513)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (83,955)
- Terceira Câmara (66,335)
- Segunda Câmara (54,592)
- Primeira Câmara (19,126)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,242)
- 1ª SEÇÃO (6,788)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,260)
- Segunda Seção de Julgamen (113,023)
- Primeira Seção de Julgame (75,502)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,910)
- Câmara Superior de Recurs (37,700)
- Terceiro Conselho de Cont (25,965)
- IPI- processos NT - ressa (5,006)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,641)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,619)
- HELCIO LAFETA REIS (3,510)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,605)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,465)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,176)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10880.006308/99-68
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005
Ementa: EMPRESAS EXCLUÍDAS DA VEDAÇÃO DE OPÇÃO PELO SIMPLES.
As pessoas jurídicas que se dediquem às atividades de creches, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental poderão optar pelo SIMPLES.
RECURSO PROVIDO.
Numero da decisão: 302-36932
Decisão: Por maioria de votos, deu-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro relator. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200507
ementa_s : EMPRESAS EXCLUÍDAS DA VEDAÇÃO DE OPÇÃO PELO SIMPLES. As pessoas jurídicas que se dediquem às atividades de creches, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental poderão optar pelo SIMPLES. RECURSO PROVIDO.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10880.006308/99-68
anomes_publicacao_s : 200507
conteudo_id_s : 4267029
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 302-36932
nome_arquivo_s : 30236932_128102_108800063089968_003.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 108800063089968_4267029.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por maioria de votos, deu-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro relator. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2005
id : 4681934
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757933596672
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T01:48:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T01:48:36Z; Last-Modified: 2009-08-07T01:48:36Z; dcterms:modified: 2009-08-07T01:48:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T01:48:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T01:48:36Z; meta:save-date: 2009-08-07T01:48:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T01:48:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T01:48:36Z; created: 2009-08-07T01:48:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-07T01:48:36Z; pdf:charsPerPage: 1221; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T01:48:36Z | Conteúdo => :/„...i•N: .51E07* MINISTÉRIO DA FAZENDA -.;:fatt TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° : 10880.006308/99-68 Recurso n° : 128.102 Acórdão n° : 302-36.932 Sessão de : 06 de julho de 2005 Recorrente(s) : HEIDY — CENTRO DE RECREAÇÃO E EDUCAÇÃO INFANTIL LTDA. Recorrida : DRJ/SÃO PAULO/SP EMPRESAS EXCLUÍDAS DA VEDAÇÃO DE OPÇÃO PELO SIMPLES. As pessoas jurídicas que se dediquem às atividades de creches, pré- escolas e estabelecimentos de ensino fundamental poderão optar pelo SIMPLES. RECURSO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado. PAULO ROB ItliCUCCO ANTUNES Presidente II dei° o ? PAULO AFFONSECA DE ØARItOS FARIA JÚNIOR Relator Formalizado em: 12 AGO 2005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Luis Antonio Flora, Daniele Stroluneyer Gomes, Mércia Helena Trajano D'Amorim e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Ana Lúcia Gatto de Oliveira. unc -411 I LI •• I ,esso n° : 10880.006308/99-68 rdão : 302-36.932 RELATÓRIO Transcrevo os termos do Relatório e Voto da Resolução 202-00.250, da r Câmara do E. 2° Conselho, datada de 24/05/2001, de fls.69172, que adoto como parte do meu Relatório e considero neste transcrito, lendo-o em Sessão, por trazer claro e sucinto retrato do presente feito, no qual a Recorrente foi excluída do SIMPLES, com base no Art. 9°, XIII, da Lei 9732/98, por ser vedada a opção pelo Sistema à pessoa jurídica que presta serviços de professor ou assemelhados, conforme Ato Declaratório 153046 de 09/01/99, mantido pela DRJ/SÃO PAULO. Afirma a Resolução do 2° Conselho que a Lei 10034/2000 estabelece que poderão optar pelo Simples os contribuintes que desempenhem eatividades relacionadas com creches, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental. Como dos elementos constantes dos Autos não se depreende claramente qual o objeto social desempenhado pela Recorrente, foi o julgamento convertido em diligência à repartição de origem a fim de ser apurada efetivamente a qual nível educacional a interessada se dedica. No Termo de Verificação Fiscal efetuado pela DRF/SÃO PAULO (fls. 106/107) chegou-se à conclusão que, à vista da documentação juntada, o nível educacional a que se dedica o contribuinte consiste em berçário, maternal, jardim e educação pré-escolar, estando corretamente classificado no código de atividade econômica da SRF (CNAE). É este processo enviado a este E. 3° Conselho e enviado a este Relator, conforme documento de fl. 111, nada mais havendo nos Autos a respeito do litígio. É o relatório. 2 -41 e_sso n : 10880.006308/99-68 I rrdão n° : 302-36.932 VOTO Conselheiro Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior, Relator O Recurso já foi conhecido e as informações prestadas pela Repartição ao que foi determinado pela Resolução do E. 2° Conselho são suficientes e bastante claras. Pelo que delas consta a empresa encontra-se perfeitamente enquadrada nos termos da Lei 10.034/2000. A Instrução Normativa SRF n° 115, de 27 de dezembro de 2000, em seu artigo 1 0, § 30, dispõe que: "Art. 1° As pessoas jurídicas que se dediquem às atividades de creches, pré - escolas e estabelecimentos de ensino fundamental poderão optar pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES. I § 3° Fica assegurada a permanência no sistema de pessoas jurídicas, mencionadas no capuz, que tenham efetuado a opção pelo SIMPLES anteriormente a 25 de outubro de 2000 e não foram excluidas de oficio ou, se excluídas, os efeitos da exclusão ocorreriam após a edição da Lei n° 10.034, de 2000, desde que atendidos os demais requisitos legais." Como visto, a Instrução Normativa em parte acima transcrita possibilita a opção pelo SIMPLES para as pessoas jurídicas que exerçam as atividades de creches, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental. Face ao fato de a Recorrente estar dentro das ressalvas trazidas pela retrocitada Lei, dou provimento integral ao Recurso, e tendo optado pelo SIMPLES antes da edição da Lei 10.034/2000 (25/10/2000), fica a Recorrente com sua permanência no Sistema assegurada. Sala das Sessões, em 06 de julho de 2005 PAULO AFFONSECA DE BAR1 5 RIA JÚNIOR - Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 10880.008854/00-94
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 19 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Fri Apr 19 00:00:00 UTC 2002
Ementa: IRRF - PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL (PDTI) APROVADOS A PARTIR DE 03 DE JUNHO DE 1993 - INCENTIVOS FISCAIS - ROYALTIES - Às empresas industriais que executarem Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial - PDTI, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1 de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003, será concedido a título de incentivo fiscal o crédito de 30% do imposto retido na fonte incidente sobre os valores remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, a título de royalties, previstos em contratos de transferência de tecnologia, averbados nos termos do Código da Propriedade Industrial ( Lei n 8.661, de 1993, arts. 3 e 4, e Lei n 9.532, de 1997, arts. 2 e 5).
IRRF - PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL (PDTI) - REDUÇÃO DO INCENTIVO - O incentivo fiscal relativo ao PDTI não se enquadra no conceito de isenção por prazo certo e em função de determinadas condições. As disposições dos artigos 2, 5 e 6 da Lei n 9.532, de 1997, que reduzem este benefício fiscal, se aplicam aos períodos de apuração do imposto iniciados a partir de 1 de janeiro de 1998, inclusive nos casos em que os respectivos programas foram aprovados anteriormente à publicação da referida lei, já que o referido programa foi concedido mediante Portaria do Ministério da Ciência e Tecnologia, com base em dispositivo de lei que posteriormente foi alterado. A portaria deve se adaptar à lei para guardar o indispensável vínculo legal necessário à sua eficácia.
IRRF - ROYALTIES REMETIDOS A BENEFICIÁRIO DOMICILIADO NO EXTERIOR - BENEFÍCIO FISCAL - RESTITUIÇÃO - ALTERAÇÃO LEGISLATIVA POSTERIOR - INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO - A regra do art. 178, do Código Tributário Nacional, aplica-se apenas à isenção, não alcançando incentivos fiscais. O pressuposto lógico da restituição pretendida é o recolhimento do tributo. Não há que se falar em direito adquirido à restituição antes de tal fato.
Recurso negado.
Numero da decisão: 104-18744
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberto William Gonçalves, João Luís de Souza Pereira e Remis Almeida Estol que proviam o recurso.
Nome do relator: Nelson Mallmann
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200204
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : IRRF - PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL (PDTI) APROVADOS A PARTIR DE 03 DE JUNHO DE 1993 - INCENTIVOS FISCAIS - ROYALTIES - Às empresas industriais que executarem Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial - PDTI, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1 de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003, será concedido a título de incentivo fiscal o crédito de 30% do imposto retido na fonte incidente sobre os valores remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, a título de royalties, previstos em contratos de transferência de tecnologia, averbados nos termos do Código da Propriedade Industrial ( Lei n 8.661, de 1993, arts. 3 e 4, e Lei n 9.532, de 1997, arts. 2 e 5). IRRF - PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL (PDTI) - REDUÇÃO DO INCENTIVO - O incentivo fiscal relativo ao PDTI não se enquadra no conceito de isenção por prazo certo e em função de determinadas condições. As disposições dos artigos 2, 5 e 6 da Lei n 9.532, de 1997, que reduzem este benefício fiscal, se aplicam aos períodos de apuração do imposto iniciados a partir de 1 de janeiro de 1998, inclusive nos casos em que os respectivos programas foram aprovados anteriormente à publicação da referida lei, já que o referido programa foi concedido mediante Portaria do Ministério da Ciência e Tecnologia, com base em dispositivo de lei que posteriormente foi alterado. A portaria deve se adaptar à lei para guardar o indispensável vínculo legal necessário à sua eficácia. IRRF - ROYALTIES REMETIDOS A BENEFICIÁRIO DOMICILIADO NO EXTERIOR - BENEFÍCIO FISCAL - RESTITUIÇÃO - ALTERAÇÃO LEGISLATIVA POSTERIOR - INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO - A regra do art. 178, do Código Tributário Nacional, aplica-se apenas à isenção, não alcançando incentivos fiscais. O pressuposto lógico da restituição pretendida é o recolhimento do tributo. Não há que se falar em direito adquirido à restituição antes de tal fato. Recurso negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 19 00:00:00 UTC 2002
numero_processo_s : 10880.008854/00-94
anomes_publicacao_s : 200204
conteudo_id_s : 4170462
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 104-18744
nome_arquivo_s : 10418744_128902_108800088540094_021.PDF
ano_publicacao_s : 2002
nome_relator_s : Nelson Mallmann
nome_arquivo_pdf_s : 108800088540094_4170462.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberto William Gonçalves, João Luís de Souza Pereira e Remis Almeida Estol que proviam o recurso.
dt_sessao_tdt : Fri Apr 19 00:00:00 UTC 2002
id : 4682208
ano_sessao_s : 2002
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757938839552
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-17T17:10:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-17T17:10:14Z; Last-Modified: 2009-08-17T17:10:14Z; dcterms:modified: 2009-08-17T17:10:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-17T17:10:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-17T17:10:14Z; meta:save-date: 2009-08-17T17:10:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-17T17:10:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-17T17:10:14Z; created: 2009-08-17T17:10:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; Creation-Date: 2009-08-17T17:10:14Z; pdf:charsPerPage: 2270; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-17T17:10:14Z | Conteúdo => elk» tiC"Lif MINISTÉRIO DA FAZENDA:ff . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1 QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Recurso n°. : 128.902 Matéria : IRF — Ano(s): 1999 Recorrente : INDÚSTRIA GESSY LEVER LTDA. Recorrida : DRJ em SÃO PAULO - SP Sessão de : 19 de abril de 2002 Acórdão n°. : 104-18.744 IRRF — PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL (PDTI) APROVADOS A PARTIR DE 03 DE JUNHO DE 1993 — INCENTIVOS FISCAIS — ROYALTIES — Às empresas industriais que executarem Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial — PDTI, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1° de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003, será concedido a titulo de incentivo fiscal o crédito de 30% do imposto retido na fonte incidente sobre os valores remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, a título de royalties, previstos em contratos de transferência de tecnologia, averbados nos termos do Código da Propriedade Industrial ( Lei n°8.661, de 1993, arts. 3° e 4°, e Lei n°9.532, de 1997, arts. 2° e 5°). IRRF — PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL (PDTI) — REDUÇÃO DO INCENTIVO — O incentivo fiscal relativo ao PDTI não se enquadra no conceito de isenção por prazo certo e em função de determinadas condições. As disposições dos artigos 2°, 5° e 6° da Lei n° 9.532, de 1997, que reduzem este beneficio fiscal, se aplicam aos períodos de apuração do imposto iniciados a partir de 1° de janeiro de 1998, inclusive nos casos em que os respectivos programas foram aprovados anteriormente à publicação da referida lei, já que o referido programa foi concedido mediante Portaria do Ministério da Ciência e Tecnologia, com base em dispositivo de lei que posteriormente foi alterado. A portaria deve se adaptar à lei para guardar o indispensável vínculo legal necessário à sua eficácia. IRRF — ROYALTIES REMETIDOS A BENEFICIÁRIO DOMICILIADO NO EXTERIOR — BENEFICIO FISCAL — RESTITUIÇÃO — ALTERAÇÃO LEGISLATIVA POSTERIOR — INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO — A regra do art. 178, do Código Tributário Nacional, aplica-se apenas à isenção, não alcançando incentivos fiscais. O pressuposto lógico da restituição pretendida é o recolhimento do tributo. Não há que se falar em direito adquirido à restituição antes de tal fato. Recurso negado. 4#,# MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por INDÚSTRIA GESSY LEVER LTDA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberto William Gonçalves, João Luís de Souza Pereira e Remis Almeida Estol que proviam o recurso. LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE p li( atir.111 LAT - FORMALIZADO EM: I 0 MAI 21102 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO e VERA CECÍLIA MATTOS VIEIRA DE MORAES. 2 tftliki MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';çzkçt.:9 QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 Recurso n°. : 128.902 Recorrente : INDÚSTRIA GESSY LEVER LTDA. RELATÓRIO INDÚSTRIA GESSY LEVER LTDA., contribuinte inscrito no CNPJ/MF sob n.° 61.068.276/0001-04, com sede na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, à Av. Maria Coelho Aguiar, n.° 215, bloco C, 2° andar, Bairro Jardim São Luiz, jurisdicionado à DRF em São Paulo - SP, inconformado com a decisão de primeiro grau de fls. 86/89 prolatada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo - SP, recorre a este Conselho pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 91/96. A requerente apresentou, em 07/06/00, pedido de restituição de imposto de renda retido na fonte no valor de R$ 1.328.483,30, conforme se constata às fls. 01/11, onde, em síntese, expõe o seguinte: - que está requerendo o crédito e a restituição, mediante pagamento em moeda nacional, do montante de R$ 1.328.483,30, correspondentes à restituição de 50% do Imposto de Renda Retido na Fonte incidente e recolhido sobre os valores de "royalties" pagos e remetidos a beneficiário estabelecido no exterior em função de contrato de transferência de tecnologia averbado nos termos da Lei de Propriedade Industrial, destacando-se que a restituição e pagamento ora requeridos decorrem do incentivo fiscal do Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial — PDTI, concedido à requerente; 3 ;--c-ft MINISTÉRIO DA FAZENDAe 4,i.;O: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 - que a as Indústrias Gessy Lever Ltda., é uma empresa estabelecida no país que no exercício de suas atividades industriais e mercantis, concernentes à fabricação e comercialização de produtos para consumo, envolvendo alimentos, produtos de higiene e uso pessoal, cosméticos e produtos para higiene e limpeza doméstica e industrial, destaca- se pela constante e contínua aplicação de recursos em atividades locais de pesquisa e desenvolvimento tecnológico; - que em vista aos recursos e valores disponibilizados mensalmente para pesquisa e desenvolvimento, e considerando a necessidade de manutenção contínua destas atividades, a requerente iniciou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, 1996, o processo MCT/SETEC n° 01.0018/96, pleiteando a aprovação de seu Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial, nos termos da Lei n° 8.661, de 02 de junho de 1993, e do Decreto n° 949, de 05 de outubro de 1993; - que a análise e a conclusão do referido processo pelo Ministério da Ciência e Tecnologia culminou com a aprovação do Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial, a qual foi comunicada à requerente através do Ofício MCT/Setec n° 120/97, de 22 de abril de 1997 e concedida, para todos os fins legais, inclusive tributários e fiscais, através da Portaria n° 139, do Ministério da Ciência e Tecnologia, de 18 de abril de 1997, publicada no D.°U de 22 de abril de 1997; - que a aprovação do Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial — PDT' pelo Ministério da Ciência e Tecnologia resultou, nos termos da legislação e da regulamentação vigentes, na concessão de incentivos fiscais à requerente, os quais estão em período de usufruto pelo prazo de cinco anos, desde 22 de abril de 1997, data da publicação da Portaria n° 139/97; 4 4st MINISTÉRIO DA FAZENDA .8.51.1-kr, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "4.,n*. QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 - que conforme exposto adiante, os incentivos fiscais concedidos à requerente e arrolados na Portaria n° 139/97 estão em concordância com a legislação e a regulamentação vigentes, tornando-se oportuno destacar que, nos termos do artigo 31 do Decreto n° 949, de 05 de outubro de 1993, a concessão destes incentivos foi expressamente informada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia a esta unidade da Secretaria da Receita Federal, através do Oficio MCT/Setec n° 119/97 1 também de 22 de abril de 1997; - que ressalta-se que em função da plena e perfeita execução do Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial - PDT' aprovado, o que é notoriamente comprovado através dos registros e controles internos da requerente e, sobretudo, pelo Relatório de Execução do PDT! periodicamente apresentado à agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, e também observando-se o fiel cumprimento de todas as exigências determinadas na aprovação do programa, torna-se clara, inequívoca e irrestrita a capacidade da requerente usufruir dos incentivos fiscais que lhe foram outorgados através da Portaria n° 139/97; - que dentre as três modalidades de incentivos fiscais concedido por prazo determinado pela Portaria n° 139/97, a requerente faz especial menção ao incentivo destacado no item III do artigo 101 o qual diz respeito à restituição de 50% do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, recolhidos sobre o pagamento ou crédito de "royalties" remetidos a beneficiários estabelecidos no exterior em função de contrato de transferência de tecnologia averbado nos termos da Lei de Propriedade Industrial; - que neste aspecto, a requerente mantém com sua controladora Unilever N.V., sociedade constituída e estabelecida na Holanda, um contrato de transferência de tecnologia que enseja o pagamento e a remessa trimestral de "royalties" apurados pelo 5 4,51A4.4.• MINISTÉRIO DA FAZENDAwztaL., PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES A71-“4-.)::11 QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 coeficiente de 2% sobre a receita líquida de vendas, excetuadas as vendas para empresas do grupo. Tanto para fins do Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial, como para as demais finalidades legais, inclusive tributárias e fiscais, referido contrato está regularmente averbado nos termos da Lei de Propriedade Industrial, conforme se verifica no Certificado de Averbação n° 961000/01'emitido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial — IBPI, em 26 de dezembro de 1996, válido por cinco anos a contar de 08 de novembro de 1996; - que conforme destacado pela legislação e regulamentação vigentes, apresentadas a seguir, esta é a única modalidade de incentivo fiscal arrolada na Portaria n° 139/97 cuja fruição depende de concessão da Secretaria da Receita Federal, motivo pelo qual trata-se do objeto deste requerimento. Deste modo, em vista a estes fatos e considerações, elencamos a base legal e regulamentar que subsidia o inequívoco direito da requerente ao crédito em tela; - que o incentivo fiscal a que diz respeito a este requerimento é aquele previsto no artigo 4°, inciso V, da Lei n° 8.661, de 02 de junho de 1993, cujo texto é o seguinte: "Artigo 4° - Às empresas industriais e agropecuárias que executarem PFTI ou PFTA poderão ser concedidos os seguintes incentivos, nas condições fixadas em regulamento: V — crédito de cinqüenta por cento do Imposto sobre a Renda retido na fonte e redução de cinqüenta por cento do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro relativo a Títulos e Valores Mobiliários, incidentes sobre os valores pagos, remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, a titulo de "royalties", de assistência técnica ou científica e de serviços especializados, previstos em contratos de transferência de tecnologia averbados nos termos do Código da Propriedade Industrial"; 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA Çkk .4, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 - que de forma mais analítica, o regulamento estipulado pelo Decreto n° 949, de 05 de outubro de 1993, determina em consonância com a Lei n° 8.661/93, que somente as empresas titulares do PDT' poderão usufruir dos incentivos fiscais, e especificamente do incentivo em questão, quando expressamente concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia; - que esta disposição regulamentadora se consubstancia de forma clara, precisa e inequívoca nos termos da Portaria n° 139, do Ministério da Ciência e Tecnologia, de 18 de abril de 1997, publicada no DOU de 22 de abril de 1997; - que resta claro, mais uma vez e de forma cristalina, precisa e inequívoca, que o incentivo fiscal de restituição de 50% do IRRF recolhido nas remessas de "royalies" a beneficiários no exterior é um direito irrestrito e inquestionável da requerente, haja vista o respectivo incentivo fiscal estar solidamente embasado e garantido nos termos da Lei, como também pelo Decreto Regulamentador e, principalmente, pela Portaria de concessão específica do benefício, que, ademais, estipula um limite e um prazo de fruição do incentivo; - que a respeito do limite de 26.350.461 UFIR, como também sobre o prazo estipulado para fruição, restará comprovado adiante que total dos valores de restituição pleiteados pela requerente estão baixo do limite em tela, como também dentro do prazo estipulado, que expirar se á em 22 de abril de 2002, ou seja, cinco anos após a data de publicação da Portaria n° 139. Em 08/09/00, a Divisão de Tributação da Delegacia da Receita Federal em São Paulo - SP, aefere em parte o pedido de restituição de Imposto de Renda Retido na Fonte, baseado, em síntese, nos seguintes argumentos: 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA -;,;:i*".;f PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 - que o substrato legal do benefício se encontra na Lei n° 8.861, de 02/06/93, que dispõe sobre os incentivos fiscais para a capacitaçâo tecnológica da indústria, estimulada através de PDTI, com o objetivo de gerar novos produtos ou processos, ou então, aperfeiçoar suas características, a ser conseguido pela execução de programas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico industrial próprio ou contratados junto a instituições de pesquisa e desenvolvimento, gerenciados pela empresa interessada por meio de uma estrutura permanente de gestão tecnológica. Dentre os incentivos contemplados pela Lei citada, o presente se refere especificamente ao previsto no artigo 4°, inciso V; - que a regulamentação do sistema se deu através do Decreto n° 949, de 05/10/93, estabelecendo a Portaria MF n°267, de 26/11/96, a documentação exigida para o processamento da restituição devida a título de incentivo fiscal, correspondente a parte percentual do imposto de fonte, efetivamente recolhido, incidente sobre a remessa ao exterior dos "royalties" previstos em contrato; - que acerca do percentual da restituição a ser observada, originariamente previsto na ordem de 50%, há a considerar-se a redução sofrida para 30; • - que a vista do disposto na Portaria MF n° 267/96, resta à SRF o encargo de proceder à restituição solicitada pelo titular do programa, contemplado com o benefício fiscal, relativamente ao pagamento do imposto de renda incidente sobre a remessa dos "royalties" ao beneficiário estrangeiro, desde que juntados os documentos exigíveis para a finalidade, conforme discriminado no artigo 2° daquele ato, incisos I a V; - que reconheço o direito ao crédito financeiro na quantia de R$ 797.089,98, correspondente a 30% do IRF incidente sobre a remessa de "royalties" ao beneficiário no exterior, apurado com base na receita do 4° trimestre de 1999, decorrente do incentivo fiscal, 8 ..1•44Á - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '•.-"d. QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 concedido em razão do PDT, de titularidade do requerente, aprovado pelo MCT. Para tanto, considerou-se a redução do percentual cabível, efetivada nos termos do disposto no artigo 2° da Lei n° 9.532, de 10/12/97, que alterou a redação do artigo 4°, inciso V, da Lei n° 8.661/93. Irresignada com a decisão da autoridade administrativa singular, a requerente, apresenta, tempestivamente, em 10/11/00, a sua manifestação de inconformidade de fls. 69/72, instruído pelos documentos de fls. 73/82, solicitando que seja acolhida a sua manifestação e que seja declarado procedente o pedido de restituição, com base, em síntese, nos seguintes argumentos: - que é certo que o citado pedido foi deferido parcialmente, com o reconhecimento do direito ao crédito financeiro de R$ 797.089,98, equivalente a 30% do IRRF incidente sobre a remessa de royalties. A citada decisão baseou-se nas disposições do artigo 2° da Lei n° 9.532/96, que reduziu o benefício requerido pela requerentes; - que ocorre que, e consoante depreende-se da própria decisão administrativa de primeira instância, os ditames trazidos pela Lei n° 9.532/97, especialmente pelo seu artigo 2°, só passaram a ser aplicáveis aos contribuintes a partir de 1° de janeiro de 1998; • - que de outra mão, imperioso destacar que o direito ao crédito financeiro supra citado nasceu em 18 de abril de 1997, baseada nas disposições da Portaria n° 139, do Ministério da Ciência e Tecnologia, especialmente do inciso III do seu artigo 1°; - que ademais, deve restar claro que o direito 1a fruição do retro citado • benefício fiscal é de sessenta meses contados a partir de 18 de abril de 1997, o que vale 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA 24 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 14ev.,-PS'"" QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 dizer, até o dia 16 de abril de 2002 a recorrente vem fazendo jus ao incentivo fiscal consistente no crédito, em dinheiro, de 50% do IRRF incidente sobre as remessas de "royalties"; - que, sendo assim, óbvia e ululante a conclusão de que os incentivos fiscais tratados no presente processo administrativo não estão sujeitos às limitações constantes da Lei n° 9.532/97, especialmente da parte que reduz de 50% para 30% o crédito financeiro do IRRF sobre os "royalties", isso porque o direito em questão foi concedido a recorrente antes de 01 de janeiro de 1998; - que ademais, deve restar claro que o incentivo fiscal em questão, consiste no crédito financeiro de 50% do IRRF sobre os "royalties", foi concedido pela prazo determinado de 60 meses, ou seja, os efeitos do citado benefício devem ser considerados e efetivamente concedidos na forma e percentuais inicialmente contratados, mesmo em se observando lei superveniente contrária; - que se assim não for, a garantia constitucional conferida aos cidadãos através do inciso XXXVI do seu artigo 5°, consiste na preservação de seu direito adquirido ante a edição de lei nova, restará ofendida e desrespeitada, periclitando sobremodo sua atividade econômica. Após resumir os fatos constantes do pedido de restituição e as razões apresentadas pela recorrente em sua manifestação de inconformidade, a autoridade julgadora singular revisora resolveu julgar improcedente a reclamação apresentada contra o decisório da autoridade administrativa singular, com base, em síntese, nas seguintes considerações: 10 es'Aa MINISTÉRIO DA FAZENDA é,Lf=iVi PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 - que toda a argumentação desenvolvida pela requerente em sua manifestação de inconformidade pode ser resumida nos seguintes termos: o benefício fiscal foi concedido por prazo certo e sob determinadas condições, de forma que posterior alteração na legislação não alcança os benefícios já concedidos, pois restaria violado o direito adquirido; - que a propósito do tema, cabe inicialmente ressaltar que o Código Tributário Nacional — CTN contém regra expressa no tocante às isenções, nos seguintes termos: "Art. 178. A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art. 104"; - que há, portanto, regra expressa no CTN obstando a revogação ou modificação, por lei posterior, de isenção concedida por prazo certo e em função de determinadas condições. Ao caso ora em exame, contudo, a regra não tem aplicação, conforme será demonstrado; - que com efeito, a isenção é uma das hipóteses de exclusão do crédito tributário, juntamente com a anistia, consoante disposto no artigo 175 do CTN. A lei que institui a isenção retira do campo de incidência da regra-matriz determinados fatos que, a princípio, poderiam ser atingidos pela tributação. Uma vez ocorrido o fato previsto na norma que prevê a isenção, não há nascimento da obrigação tributária, razão pela qual não há tributo devido; - que no caso em tela ocorreu o fato gerador do IRRF (remessa de "royalties" a beneficiário domiciliado no exterior), surgiu a obrigação tributária, foi efetuado o pagamento da exação, e, finalmente, uma regra que concede um beneficio fiscal determinou 11 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA ti.r: 7„..tk PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÃMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 a restituição de parte do tributo recolhido. Note-se que o recolhimento não foi indevido. A lei não dispensa o recolhimento. Apenas determina sua posterior parcial restituição; - que não se pode, portanto, pretender que a regra acima transcrita, aplicável tão-somente às isenções, alcance qualquer benefício fiscal concedido por prazo determinado. Tal intento configuraria violação indevida à competência atribuída pela Constituição Federal para instituir e exigir o imposto de renda. Em outras palavras, exceto para o caso das isenções condicionadas concedidas por prazo certo, não há no ordenamento jurídico norma que impeça que, por meio de lei, sejam alcançados fatos que se enquadrem na competência conferida na Carta Magna para a instituição do imposto de renda, respeitadas, evidentemente, as limitações constitucionais ao poder de tributar; - que não procede, ainda, a afirmação de que a aplicação das modificações introduzidas pela Lei n° 9.532/97, no tocante aos incentivos do PDTI, a benefícios já concedidos configuraria violação a direito adquirido; - que no caso em exame a aquisição do direito subjetivo à restituição exige, como pressuposto lógico, o pagamento do IRRF. Portanto, antes de tal fato existe apenas direito potencial ou abstrato, ainda não concretizado, razão pela qual o requerente não pode invocar essa expectativa de direito para eximir-se dos efeitos da lei em vigor, vale dizer, não há que se falar em direito adquirido se os pressupostos necessários à aquisição do direito ainda não se verificaram; - que destarte, tem plena aplicação ao presente pedido de restituição as inovações introduzidas pelo artigo 2° da Lei n° 9.532/97, inclusive no tocante ao limite de 30% para a restituição do IRRF pago, creditado ou remetido, a titulo de uroyalties" para beneficiário domiciliado no exterior. 12 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 A ementa que consubstancia os fundamentos da decisão da autoridade singular é a seguinte: "Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 1999 Ementa: IRRF — "ROYALTIES" REMETIDOS A BENEFICIÁRIO DOMICILIADO NO EXTERIOR — BENEFICIO FISCAL — RESTITUIÇÃO — ALTERAÇÃO LEGISLATIVA POSTERIOR — INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A regra do art. 178 do CTN aplica-se apenas à isenção, não alcançando benefícios fiscais. O pressuposto lógico da restituição pretendida é o recolhimento do tributo. Não há que se falar em direito adquirido à restituição antes de tal fato. Solicitação Indeferida." Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 17/08/01, conforme Termo constante à fls. 90, e, com ela não se conformando, a recorrente interpôs, em tempo hábil (13/09/01), o recurso voluntário de fls. 91/96, instruído pelos documentos de fls. 97/125, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, em síntese, nas mesmas razões expendidas na fase impugnatória. É o Relatório. 13 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';,‘,•---1,1:,;" QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 VOTO Conselheiro NELSON MALLMANN, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Câmara. Não há argüição de qualquer preliminar. Inicialmente é de se esclarecer que a competência para apreciar os processos administrativos relativos a restituição, compensação e ressarcimento de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal foi atribuída aos Delegados da Receita Federal e Inspetores da Inspetorias da Receita Federal Classe Especial, no âmbito da respectiva jurisdição (Portaria SRF n.° 4.980/94, art. 1°, X). Por outro lado, compete aos Conselhos de Contribuintes, observada sua competência por matéria e dentro dos limites de alçada fixados pelo Ministro da Fazenda, julgar os recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instânda e de decisões de recursos de ofício, nos processos relativos a restituição de impostos e contribuições (Lei n.° 8.748/93, art. 3°, II). Verifica-se nos autos que através do formulário de fls. 01, aprovado pela IN- SRF n° 021 com as alterações da IN-SRF n° 073, ambas de 1997, complementado pelo adendo de fls. 02 a 13, a suplicante requer a restituição na quantia de R$ 1.328.483,30, 14 ,..?4•44 - -4. MINISTÉRIO DA FAZENDActlf- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 correspondente a 50% do imposto de renda retido na fonte sobre a remessa de royalties a beneficiário residente ou domiciliado no exterior, apurado com base na receita do 4° trimestre de 1999, conforme previsto em contrato de fornecimento de tecnologia. É de se ressaltar, que o substrato legal do benefício se encontra na Lei n° 8.861, de 02/06/93, que dispõe sobre os incentivos fiscais para a capacitação tecnológica da indústria, estimulada através de PDTI, com o objetivo de gerar novos produtos ou processos, ou então, aperfeiçoar suas características, a ser conseguido pela execução de programas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico industrial próprio ou contratados junto a instituições de pesquisa e desenvolvimento, gerenciados pela empresa interessada por meio de uma estrutura permanente de gestão tecnológica. Dentre os incentivos contemplados pela Lei citada, o presente se refere especificamente ao previsto no artigo 4°, inciso V. Observa-se, ainda, que a regulamentação do sistema se deu através do Decreto n° 949, de 05/10/93, estabelecendo a Portaria MF n° 267, de 26/11/96, a documentação exigida para o processamento da restituição devida a título de incentivo fiscal, correspondente a parte percentual do imposto de fonte, efetivamente recolhido, incidente sobre a remessa ao exterior dos "royalties" previstos em contrato. De acordo com a legislação vigente, é evidente, que cabe a Secretaria da Receita Federal o encargo de proceder à restituição solicitada pelo titular do programa, contemplado com o benefício fiscal, relativamente ao pagamento do imposto de renda incidente sobre a remessa dos "royalties" ao beneficiário estrangeiro, desde que juntados os documentos exigíveis para a finalidade, conforme discriminado no artigo 2° daquele ato, incisos I a V. 15 • MINISTÉRIO DA FAZENDA kriakr PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES )1`~ QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 Toda a argumentação desenvolvida pela suplicante fica em torno de que o benefício fiscal foi concedido por prazo certo e sob determinadas condições, de forma que posterior alteração na legislação não alcança os benefícios já concedidos, pois restaria violado o direito adquirido. Ora, o estado não possui qualquer interesse subjetivo nas questões, também no processo administrativo fiscal. Dai, os dois pressupostos basilares que o regulam: a legalidade objetiva e a verdade material. Sob a legalidade objetiva, o lançamento do tributo é atividade vinculada, isto é, obedece aos estritos ditames da legislação tributária, para que, assegurada sua adequada aplicação, esta produza os efeitos colimados (artigos 3° e 142, parágrafo único do Código Tributário Nacional). Nessa linha, compete, inclusive, à autoridade administrativa, zelar pelo cumprimento de formalidade essenciais, inerentes ao processo. Dai, a revisão do lançamento por omissão de ato ou formalidade essencial, conforme preceitua o artigo 149, IX da Lei n.° 5.172/66. Igualmente, o cancelamento de ofício de exigência infundada, contra a qual o sujeito passivo não se opôs (artigo 21, parágrafo 1°, do Decreto n.° 70.235/72). Sob a verdade material, citem-se: a revisão de lançamento quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado (artigo 149, VIII, da Lei n.° 5.172/66); as diligências que a autoridade determinar, quando entendê-las necessárias ao deslinde da questão (artigos 17 e 29 do Decreto n.° 70.235/72); a correção, de ofício, de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto (artigo 32, do Decreto n.° 70.235/72). 16 4/Átu. " t- e».-- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 Como substrato dos pressupostos acima elencados, o amplo direito de defesa é assegurado ao sujeito passivo, matéria, inclusive, incita no artigo 50, LV, da Constituição Federal de 1988. A lei não proíbe o ser humano de errar: seria antinatural se o fizesse; apenas comina sanções mais ou menos desagradáveis segundo os comportamentos e atitudes que deseja inibir ou incentivar. Todo erro ou equívoco deve ser reparado tanto quanto possível, da forma menos injusta tanto para o fisco quanto para o contribuinte. Da análise atenta da legislação de regência, não consigo vislumbrar nenhuma ilicitude cometida pela autoridade julgadora singular em sua decisão ao confirmar que o percentual legal a ser aplicado é o de 30% sobre o valor do imposto de renda retido na fonte sobre a remessa para o exterior a título de pagamento de royalties. Ora, às empresas industriais que executarem Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial — PDTI, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1° de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003, será concedido a título de incentivo fiscal o crédito de trinta por cento do imposto retido na fonte incidente sobre os valores remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, a título de royalties, previstos em contratos de transferência de tecnologia, averbados nos termos do Código da Propriedade Industrial. ( Lei n° 8.661, de 1993, arts. 30 e 4°, e Lei n°9.532, de 1997, arts. 2° e 5°). O Código Tributário Nacional — CTN contém regra expressa no tocante às isenções, nos seguintes termos: "Art. 178. A isenção, salvo se concedida por prazo certo e -7 17 oss:48 ..,==k1:;:g. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art. 104". Existe regra expressa no CTN obstando a revogação ou modificação, por lei posterior, de isenção concedida por prazo certo e em função de determinadas condições. Ao caso ora em exame, contudo, a regra não tem aplicação, conforme será demonstrado. A isenção é uma das hipóteses de exclusão do crédito tributário, juntamente com a anistia, consoante disposto no artigo 175 do CTN. A lei que institui a isenção retira do campo de incidência da regra-matriz determinados fatos que, a princípio, poderiam ser atingidos pela tributação. Uma vez ocorrido o fato previsto na norma que prevê a isenção, não há nascimento da obrigação tributária, razão pela qual não há tributo devido. Não se pode pretender que a regra acima transcrita, aplicável tão-somente às isenções, alcance qualquer benefício fiscal concedido por prazo determinado. Tal intento configuraria violação indevida à competência atribuída pela Constituição Federal para r; instituir e exigir o imposto de renda. Em outras palavras, exceto para o caso das isenções condicionadas concedidas por prazo certo, não há no ordenamento jurídico norma que impeça que, por meio de lei, sejam alcançados fatos que se enquadrem na competência conferida na Carta Magna para a instituição do imposto de renda, respeitadas, evidentemente, as limitações constitucionais ao poder de tributar. No caso em exame a aquisição do direito subjetivo à restituição exige, como pressuposto lógico, o pagamento do IRRF. Portanto, antes de tal fato existe apenas direito potencial ou abstrato, ainda não concretizado, razão pela qual o requerente não pode invocar essa expectativa de direito para eximir-se dos efeitos da lei em vigor, vale dizer, não há que se falar em direito adquirido se os pressupostos necessários à aquisição do direito ainda não se verificaram. 18 ....04$4._ z:;;.-4..;:k4 MINISTÉRIO DA FAZENDA siST-Ãzle PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ::--;--t: QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 É de se ressaltar, que o incentivo fiscal relativo ao PDTI não se enquadra como isenção por prazo certo e em função de determinadas condições. As disposições dos artigos 2°, 5° e 6° da Lei n° 9.532, de 1997, que reduzem este beneficio fiscal, se aplicam aos períodos de apuração do imposto iniciados a partir de 1° de janeiro de 1998, inclusive nos casos em que os respectivos programas foram aprovados anteriormente à publicação da referida lei, já que o referido programa foi concedido mediante Portaria do Ministério da Ciência e Tecnologia, com base em dispositivo de lei que posteriormente foi alterado. A portaria deve se adaptar a lei para guardar o indispensável vínculo legal necessário para a sua eficácia. A regra do art. 178, do Código Tributário Nacional, aplica-se apenas à isenção, não alcançando benefícios fiscais. O pressuposto lógico da restituição pretendida é o recolhimento do tributo. Não há que se falar em direito adquirido à restituição antes de tal fato. _ •, É conclusivo que a razão está com a autoridade julgadora singular, já que no ,. nosso sistema tributário tem o principio da legalidade como elemento fundamental para que flore o fato gerador da obrigação tributária ou direito de créditos sobre impostos, ou seja, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. , Assim, o fornecimento e manutenção da segurança jurídica pelo Estado de Direito no campo dos tributos assume posição fundamental, razão pela qual o princípio da Legalidade se configura como uma reserva absoluta de lei, de modo que para efeitos de criação ou majoração de tributo é indispensável que a lei tributária exista e encerre todos os elementos da obrigação tributária. 19 .„4"0441. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA "17,t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 À Administração Tributária está reservado pela lei o direito de questionar a matéria, mediante processo regular, mas sem sobra de dúvida deve se atrelar a lei existente. Com efeito, a convergência do fato imponível à hipótese de incidência descrita em lei deve ser analisada à luz dos princípios da legalidade e da tipicidade cerrada, que demandam interpretação estrita. Da combinação de ambos os princípios, resulta que os fatos erigidos, em tese, como suporte de obrigações tributárias, somente se irradiam sobre as situações concretas ocorridas no universo dos fenômenos, quando vierem descritos em lei e corresponderem estritamente a esta descrição. Como a obrigação tributária é uma obrigação ex lege, e como não há lugar para atividade discricionária ou arbitrária da administração que está vinculada à lei, deve-se sempre procurar a verdade real a cerca da imputação, desde que o fato gerador da obrigação tributária esteja prevista em lei. Não basta a probalidade da existência de uma fato para dizer-se haver ou não haver obrigação tributária. É notório, que quem estabeleceu o critério da redução do incentivo fiscal foi a Lei n° 9.532/97. É de se reforçar o entendimento de que o incentivo fiscal relativo ao PDT' não se enquadra como isenção por prazo certo e em função de determinadas condições. As disposições dos artigos 2°, 5° e 6° da Lei n° 9.532, de 1997, que reduzem este benefício fiscal, se aplicam aos períodos de apuração do imposto iniciados a partir de 1° de janeiro de • 1998, inclusive nos casos em que os respectivos programas foram aprovados anteriormente à publicação da referida lei, já que o referido programa foi concedido mediante Portaria do Ministério da Ciência e Tecnologia, com base em dispositivo de lei que posteriormente foi alterado. A portaria deve se adaptar a lei para guardar o indispensável vínculo legal necessário para a sua eficácia. 20 2 _ . oje -4, MINISTÉRIO DA FAZENDAN, :tu-4 "Prj..; ,. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÁMARA Processo n°. : 10880.008854/00-94 Acórdão n°. : 104-18.744 Em razão de todo o exposto e por ser de justiça, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 19 de abril de 2002 , /I'N u S.n. Á "g N 21
score : 1.0
Numero do processo: 10880.009265/90-25
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2003
Ementa: FINSOCIAL - DECORRÊNCIA - Tratando-se de tributação do FINSOCIAL devido a partir de equiparação de pessoa física a pessoa jurídica, por exercício de atividades de construção civil, o decidido com relação ao Principal (IRPJ) constitui prejulgado nas exigências fiscais decorrentes, por terem suporte fático comum.
Recurso negado.
Numero da decisão: 108-07.276
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200301
ementa_s : FINSOCIAL - DECORRÊNCIA - Tratando-se de tributação do FINSOCIAL devido a partir de equiparação de pessoa física a pessoa jurídica, por exercício de atividades de construção civil, o decidido com relação ao Principal (IRPJ) constitui prejulgado nas exigências fiscais decorrentes, por terem suporte fático comum. Recurso negado.
turma_s : Oitava Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10880.009265/90-25
anomes_publicacao_s : 200301
conteudo_id_s : 4218279
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 108-07.276
nome_arquivo_s : 10807276_131744_108800092659025_005.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
nome_arquivo_pdf_s : 108800092659025_4218279.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2003
id : 4682254
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757953519616
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-31T19:44:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-31T19:44:34Z; Last-Modified: 2009-08-31T19:44:34Z; dcterms:modified: 2009-08-31T19:44:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-31T19:44:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-31T19:44:34Z; meta:save-date: 2009-08-31T19:44:34Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-31T19:44:34Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-31T19:44:34Z; created: 2009-08-31T19:44:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-31T19:44:34Z; pdf:charsPerPage: 1436; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-31T19:44:34Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESkwk • • •;,,, (404,b.).• OITAVA CÂMARA ‘4cS('' • Processo n°. : 10880.009265/90-25 Recurso n°. : 131.744 Matéria : FINSOCIAL — Exs.: 1986 e 1987 Recorrente : RAPHAEL WLADIMIR DELLAPE BAPTISTA (Firma individual) Recorrida : DRJ — SÃO PAULO/SP Sessão de : 30 de janeiro de 2003 Acórdão n°. : 108-07.276 FINSOCIAL - DECORRÊNCIA - Tratando-se de tributação do FINSOCIAL devido a partir de equiparação de pessoa física a pessoa jurídica, por exercício de atividades de construção civil, o decidido com relação ao Principal (IRPJ) constitui prejulgado nas exigências fiscais decorrentes, por terem suporte fático comum. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RAPHAEL WLADIMIR DELLAPE BAPTISTA (Empresa individual equiparada à pessoa jurídica), ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS PR' .IDENTE / • I ET MA • QUIAS PESSOA MONTEIRO -ELATORA FORMALIZADO EM: O 4 FEV 2003 • Participaram ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NELSON LÓSSO FILHO, LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, HELENA MARIA POJO DO REGO (Suplente convocada), JOSÉ HENRIQUE LONGO e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. Ausentes justificadamente os Conselheiros TÂNIA KOETZ MOREIRA e JOSÉ CARLOS TEIXEIRA DA FONSECA. • Processo n°. : 10880.009265190-25 Acórdão n°. :108-07.276 Recurso n°. : 131.744 Recorrente : RAPHAEL_ WLADIMIR DELLAPE BAPTISTA (Empresa individual equiparada a pessoa jurídica) RELATÓRIO RAPHAEL WLADIMIR DELLAPE BAPTISTA, Pessoa Jurídica equiparada de ofício, já qualificada nos autos, recorre a este Colegiado, contra decisão da autoridade singular que julgou procedente os lançamentos para o FINSOCIAL, decorrente do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (PAT 10.880.009268/90-13, Recurso 129.849,Ac 108-07.041 de 10/07/2002) Lançamento de fls.17, demonstrativos fls.14/16 traz enquádramento legal no artigo 1°, parágrafo 2 0 do DL 1940/82, artigo 23 parágrafo 1° do Regulamento do FINSOCIAL, aprovado pelo Decreto 92698/86, no valor de R$ 2.641,50 BTN Fiscal. Consigna o autuante no Termo de Verificação Fiscal de fls. 01, a partir da revisão das declarações de rendimentos da pessoa física, nos exercícios de 1986 e 1987, que a pessoa física se equiparou a pessoa jurídica, por ter construído prédio com mais de duas unidades habitacionais, iniciando a alienação antes do transcurso do prazo que isentava a atividade. Promove a equiparação de ofício, o arbitramento dos lucros e lançamentos para os seguintes tributos e contribuições: Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Pis/Repique, Pis/Dedução, Finsocial sobre o Imposto de Renda devido. Impugnação de fls. 19/20, pede a extensão das razões apresentadas no processo principal a este. Em breve síntese, refere-se a não haver na atividade realizada, características de incorporação. Construiu com recursos próprios. As vendas 2 Processo n°. :10880.009265/90-25 Acórdão n°. : 108-07.276 foram iniciadas após concluída e averbada da obra. Fizera o registro da especificação do condomínio e não de incorporação como pretendeu o autuante. Informação fiscal de fls. 25, mantém o mesmo entendimento exarado no processo matriz, anexo às fls. 22/24, referindo-se a irrelevância do momento da venda, quando estava configurada a incorporação nos termos dos artigos 98,111 e 116 do RIR/1980. Não considerou o custo da construção por ter arbitrado o lucro. Autoridade singular, às fls 35/36 julga a procedência do lançamento, por decorrência. Anexa às fls.29/34 a decisão n° 004068 de 26/11/1999 exarada para o imposto de renda pessoa jurídica, informando a subsunção das operações realizadas pela recorrente, aos comandos dos artigos 98,111 e 116 do RIR/1980.Transcreve Decisões do Colegiado Administrativo que viriam confirmar o acerto no procedimento: Ac. 1°CC 102-19.834/83, 105-1.499/85, 104-3892/83. Quanto ao arbitramento do lucro, seguira as determinações legais, por não caber outra forma de apuração de resultados nos períodos. Também este o entendimento do Conselho de Contribuintes, espelhado na ementa do Ac. 1° CC n° 103-7063/85. Recurso às fls. 42/43, pede conhecimento conjunto do procedimento principal e decorrente, fazendo constar que estendeu a este, as razões aduzidas naquele. Depósito recursal às fis.45. É o Relatório. Gi& 3 <$) P,./ Processo n°. : 10880.009265/90-25 Acórdão n°. : 108-07.276 VOTO Conselheira IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO - Relatora O recurso esta revestido dos pressupostos de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Tratam os autos de lançamento para o FINSOCIAL devido em decorrência do arbitramento de lucros, na equiparação de pessoa física á pessoa jurídica, por atividades de construção civil. No procedimento principal, PAT: 10880.009268/90-13, Recurso n°. 129.849 Acórdão 108 - 07.041 de 10/07/2002 é negado provimento ao recurso. Julgada procedente a exigência para o imposto de renda pessoa jurídica, implica na obrigatoriedade da cobrança do FINSOCIAL nos termos do artigo 1°, parágrafo 2° do DL 1940/82, artigo 23, parágrafo 1° do Regulamento do FINSOCIAL, aprovado pelo Decreto 92698/86. É entendimento deste Colegiado, á falta de razões de direito diferenciadas, é de se estender a decisão proferida no processo principal, ao decorrente. Neste sentido, reproduzo ementas dos Acórdãos seguintes: el49( 4 Processo n°. : 10880.009265190-25 Acórdão n°. : 108-07.276 "LANÇAMENTOS DECORRENTES- tratando-se da mesma matéria tática do lançamento do IRPJ e não havendo fatos ou argumentos a ensejar conclusão diversa, mantêm-se o lançamento reflexivo, em razão da intima relação de causa e efeito que os vincula (Ac.103-20014 de 09.06.1999)"; PIS DECORRÊNCIA - o decidido no processo principal estende-se ao decorrente, na medida em que não há fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa (Ac. 103-20075/1999). TRIBUTAÇÃO REFLEXIVA - PIS - IRRF - COFINS- CSLL- dada a intima relação de causa e efeito que vincula um ao outro, a decisão proferida no lançamento principal é aplicável aos lançamentos reflexivos (Ac. 105-12973 de 21/10/1999). Por todo exposto, Voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, DF em, 30 de janeiro de 2003 / 03 alv, :te M . = ias Pessoa Monteiro 5 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10880.009350/99-31
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
Ementa: RATIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO 303-31.820
Por meio de Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, constatou-se a omissão na decisão apresentada, considerando que este Relator não apresentou as razões que o levaram a dar provimento ao recurso que justificasse e amparasse seu posicionamento. Neste diapasão os embargos foram acatados apenas para ratificar o foto exarado.
SIMPLES. ENSINO FUNDAMENTAL, CRECHE E PRÉ-ESCOLA. No Ato Declaratório consta, como motivo da exclusão, atividade econômica não admitida para o SIMPLES. Provado documentalmente que a empresa funciona regularmente somente como os cursos de educação infantil e ensino fundamental. As atividades de creche, berçário, recreação infantil e ensino fundamental não são impeditivas à opção pelo SIMPLES. Aplicação da Lei 10.034/2000, tendo em vista instituto da retroatividade da lei tributária mais benigna, disposta no art. 106, inciso II, alínea “a” do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 303-33.005
Decisão: DECIDEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para rerratificar o Acórdão n° 303-31.820, de 27/01/05, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Marciel Eder Costa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200603
ementa_s : RATIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO 303-31.820 Por meio de Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, constatou-se a omissão na decisão apresentada, considerando que este Relator não apresentou as razões que o levaram a dar provimento ao recurso que justificasse e amparasse seu posicionamento. Neste diapasão os embargos foram acatados apenas para ratificar o foto exarado. SIMPLES. ENSINO FUNDAMENTAL, CRECHE E PRÉ-ESCOLA. No Ato Declaratório consta, como motivo da exclusão, atividade econômica não admitida para o SIMPLES. Provado documentalmente que a empresa funciona regularmente somente como os cursos de educação infantil e ensino fundamental. As atividades de creche, berçário, recreação infantil e ensino fundamental não são impeditivas à opção pelo SIMPLES. Aplicação da Lei 10.034/2000, tendo em vista instituto da retroatividade da lei tributária mais benigna, disposta no art. 106, inciso II, alínea “a” do Código Tributário Nacional.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10880.009350/99-31
anomes_publicacao_s : 200603
conteudo_id_s : 4405077
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 20 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 303-33.005
nome_arquivo_s : 30333005_128398_108800093509931_004.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Marciel Eder Costa
nome_arquivo_pdf_s : 108800093509931_4405077.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : DECIDEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para rerratificar o Acórdão n° 303-31.820, de 27/01/05, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
id : 4682264
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757962956800
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T15:43:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T15:43:50Z; Last-Modified: 2009-08-07T15:43:51Z; dcterms:modified: 2009-08-07T15:43:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T15:43:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T15:43:51Z; meta:save-date: 2009-08-07T15:43:51Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T15:43:51Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T15:43:50Z; created: 2009-08-07T15:43:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-07T15:43:50Z; pdf:charsPerPage: 1599; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T15:43:50Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA ‘‘!' TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES rtgr-1 TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10880.009350/99-31 Recurso n° : 128.398 Acórdão n° : 303-33.005 Sessão de : 23 de março de 2006 Embargante : PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL Interessado : TAPA - INST. DE ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO INFANTIL S/C LTDA. RATIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO 303-31.820 Por meio de Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, constatou-se a omissão na decisão apresentada, considerando que este Relator não apresentou as razões que o levaram a dar provimento ao recurso que justificasse e amparasse • seu posicionamento. Neste diapasão os embargos foram acatados apenas para ratificar o foto exarado. SIMPLES. ENSINO FUNDAMENTAL, CRECHE E PRÉ- ESCOLA. No Ato Declaratório consta, como motivo da exclusão, atividade econômica não admitida para o SIMPLES. Provado documentalmente que a empresa funciona regularmente somente como os cursos de educação infantil e ensino fundamental. As atividades de creche, berçário, recreação infantil e ensino fimdamental não são impeditivas à opção pelo SIMPLES. Aplicação da Lei 10.034/2000, tendo em vista instituto da retroatividade da lei tributária mais benigna, disposta no art. 106, inciso II, alínea "a" do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes embargos de declaração interpostos por: • DECIDEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para rerratificar o Acórdão n° 303-31.820, de 27/01/05, nos termos do voto do Relator. C • ANELISE .1, AUDT PRIETO Presidente • • Processo n° : 10880.006350/99-31 Acórdão n° : 303-33.005 1 I W I IEL DD: OS A Relator Formalizado em: 3 MAI 2006 • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli e Tarásio Campeio Borges. • 2 • Processo n° : 10880.006350/99-31 Acórdão n° : 303-33.005 RELATÓRIO E VOTO Conselheiro Mareie] Eder Costa, Relator. Trata-se de embargos de declaração ao acórdão n° de 303-31.821, propostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional que apontou omissão na decisão apresentada, considerando que o este Relator não apresentou as razões que o levaram a dar provimento ao recurso que justificasse e amparasse seu posicionamento. Foram os mesmos acatados pelo Sr. Presidente da 3' Câmara, com base em parecer deste relator. Em seguida, submeteu o processo a novo julgamento pelo plenário. 110 Desta feita, entendo que de fato houve obscuridade no voto exarado, sendo assim ratifico o mesmo nos seguintes termos: De fato, entendo que, o contrato social e alterações posteriores da Recorrente juntado às fls 23/32 esclarecem que o objeto social é "exploração do ramo de Ensino primário e maternal", não sendo estas atividades questionadas ao longo do processo. O Ato Declaratório indicava como motivo da exclusão, atividade econômica não admitida para o SIMPLES, entretanto, o entendimento administrativo com base nos Pareceres CST 136/86 e 1.103/92, posteriormente firmado pela Lei n° 10.034/2000, é de que as atividades de creche, pré-escola e ensino fundamental não são impeditivas à opção pelo SIMPLES. O Ato Declaratório de fls. 13, que originou a exclusão da Recorrente nos quadros do Simples, é datado de 01 de Janeiro de 1999 e o Voto ora Embargado, tem por fundamento a aplicação da Lei 10.034/2000, ou seja, lei posterior• ao referido Ato. Contudo, tal aplicação legislativa deve-se ao fato de ter-se adotado ao presente processo, o instituto da retroatividade da lei tributária mais benigna, disposta no art. 106, inciso II, alínea "a" do Código Tributário Nacional. Desta forma, entendo que não houve omissão no Voto ora Embargado, porque de fato, como restará demonstrado, é perfeitamente cabível a aplicação da Lei 10.034/2000 ao presente processo, o que não restou explicitamente demonstrado, mas sim implicitamente, foi a aplicação do instituto as retroatividade benigna. Dispõe o art. 106, II, "a" do Código Tributa o Nacional: A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I - omissis 3 — . , . •.. Processo n° : 10880.006350/99-31 Acórdão n° : 303-33.005 II— tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração A Lei 10.034/2000, alterou disposição contida na Lei do Simples, qual seja, a Lei 9.317/96, excetuando da restrição de que trata o inciso XIII do art. 90 da referida lei, as pessoas jurídicas que se dediquem às seguintes atividades: creches, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental. Desta forma, as pessoas jurídicas elencadas podem ser optantes do Simples, sem com isso, estar praticando qualquer infração fiscal. Ou seja, por esta lei, o ato de optar pelo simples, nas atividades que relaciona, deixou de ser considerada infração fiscal. Assim sendo, pelo disposto no art. 106, II, "a" do Código Tributário 111 Nacional, deixando a nova lei de definir dete • inado ato não definitivamente julgado como infração, aplica-se retroativamente esta orma, por ser mais benigna. iPelo expo to, confirm• • voto condutor do acórdão de 303- 31.820, no sentido de dar pn , vimento ao • o Voluntário./11 Sala das Se sõ 4, t - . o de 2006. 4, fr 11 é lj I- • CIEL r WE 10 I n• ator • 4 Page 1 _0003200.PDF Page 1 _0003300.PDF Page 1 _0003400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10855.000518/2004-88
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Ementa: PRELIMINAR. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. PERÍCIA. As normas inseridas no art. 16, inciso IV da Decreto nº. 70.235/72 deverão ser observadas pelo contribuinte quando do pedido de perícia, sob pena de ser considerada inócua, nos termos do § 1º do mesmo artigo, não havendo impedimento legal de seu indeferimento pela autoridade julgadora que considerar prescindível ao julgamento.
PRESUNÇÃO LEGAL. OMISSÃO DE RECEITA. Comprovada a omissão de receita nos termos da legislação vigente, por ocorrência de saldo credor de caixa, correto o procedimento fiscal de tributação e a reflexa por estreita relação de causa e efeito.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 108-09.304
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Margil Mourão Gil Nunes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200704
ementa_s : PRELIMINAR. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. PERÍCIA. As normas inseridas no art. 16, inciso IV da Decreto nº. 70.235/72 deverão ser observadas pelo contribuinte quando do pedido de perícia, sob pena de ser considerada inócua, nos termos do § 1º do mesmo artigo, não havendo impedimento legal de seu indeferimento pela autoridade julgadora que considerar prescindível ao julgamento. PRESUNÇÃO LEGAL. OMISSÃO DE RECEITA. Comprovada a omissão de receita nos termos da legislação vigente, por ocorrência de saldo credor de caixa, correto o procedimento fiscal de tributação e a reflexa por estreita relação de causa e efeito. Recurso voluntário negado.
turma_s : Oitava Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10855.000518/2004-88
anomes_publicacao_s : 200704
conteudo_id_s : 4220432
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 22 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 108-09.304
nome_arquivo_s : 10809304_149453_10855000518200488_005.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Margil Mourão Gil Nunes
nome_arquivo_pdf_s : 10855000518200488_4220432.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
id : 4678736
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757965053952
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-14T13:26:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-14T13:26:28Z; Last-Modified: 2009-07-14T13:26:28Z; dcterms:modified: 2009-07-14T13:26:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-14T13:26:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-14T13:26:28Z; meta:save-date: 2009-07-14T13:26:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-14T13:26:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-14T13:26:28Z; created: 2009-07-14T13:26:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-14T13:26:28Z; pdf:charsPerPage: 1222; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-14T13:26:28Z | Conteúdo => Fls. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA . o PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARA Processoue 10855.000518/2004-88 Recurso n° 149.453 Voluntário Matéria IRPJ e OUTROS - EX.: 2000 Acérdlio n 108-09.304 Semi° de 26 DE ABRIL DE 2007 Recorrente SAF VEÍCULOS LTDA. Recorrida 3' TURMA/DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP PRELIMINAR. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. PERÍCIA. As normas inseridas no art. 16, inciso IV da Decreto n°. 70.235/72 deverão ser observadas pelo contribuinte quando do pedido de perícia, sob pena de ser çonsiderada inócua, nos termos do § 1° do mesmo artigo, não havendo impedimento legal de seu indeferimento pela autoridade julgadora que considerar prescindível ao julgamento. PRESUNÇÃO LEGAL. OMISSÃO DE RECEITA. Comprovada a omissão de receita nos termos da legislação vigente, por ocorrência de saldo credor de caixa, correto o procedimento fiscal de tributação e a reflexa por estreita relação de causa e efeito. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SAF VEÍCULOS LTDA. ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 1.7t Processo n.° 10855.000518/2004-88 Acórdão n.• 108-09.304 Fls. 2 S U" Vice-' ' side te no Exercício da Presidência IARGIL O - O GIL NUNES Relator -- FORMALIZADO EM: 23 1-47,1 200? Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nelson Lósso Filho, Karem Jureidini Dias, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, José Carlos Teixeira da Fonseca, Orlando José Gonçalves Bueno e Márcia Maria Fonseca (Suplente Convocada). Processo n.° 10855.000518/2004-88 Acórdão n.° 108-09.304 Fls. 3 Relatório SAF VÉCULOS LTDA., recorre a este Conselho contra o Acórdão da V Turma da DJR/RPO n° 8.426, de 24 de junho de 2005, doc.fls.695/696, onde a Autoridade Julgadora "a quo", por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento, proferindo a seguinte ementa: "SALDO CREDOR DE CAIXA. Constatada a ocorrência de saldo credor na conta caixa, presume-se a omissão de receitas. OMISSÃO DE RECEITAS. PAGAMENTOS NÃO ESCRITURADOS. A presunção de omissão de receitas com base em pagamentos não escriturados pressupõe a comprovação por parte da fiscalização da efetividade dos referidos pagamentos. TRIBUTAÇÃO REFLEXA CSLL. PIS. COFINS. Aplica-se à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito. PERÍCIA. REQUISITOS. Considera-se não formulado o pedido de perícia que deixe de atender os requisitos legais. IMPUGNAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. As alegações apresentadas na impugnação devem vir acompanhadas das provas documentais correspondentes, sob risco de impedir sua apreciação pelo julgador administrativo." A autoridade administrativa de primeira instância exonerou o lançamento relativo a omissão de receitas por pagamentos não escriturado. Cientificada da decisão em 29/08/2005 (doc.fls.713) e inconformada apresentou o presente recurso em 27/09/2005 (doc.de fls.714/745) onde argui, em síntese : - preliminarmente, a nulidade da decisão de primeira instância, por visível cerceamento de defesa por não realização de perícia contábil tempestivimanete requerida, ferindo preceito contitucional — art.5°, inciso LV e, ainda, ao ser negada pela primeira instância, não houve a devida motivação ou fimdamentação (fls.715/718); - quanto ao mérito, por ser impossível a conferência do trabalho fiscal sem a perícia contábil requerida, conduz-se à improcedência do feito fiscal, por total "falta de liquidez e certeza do respectivo crédito tributário" ( fls.718); - contesta a alegação fiscal quanto aos valores tributados relativos a saldo credor de caixa, reiterando os argumentos na impuganção de que o caixa a empresa é um só, envolvendo a matriz e a filial. Apenas a conta razão é em separado, não se constitui em caixa separado, "...é a empresa como um todo, quem recebe e quem paga, ...na realidade não se circunscreve dentro do saldo credor de caixa, a presumir a omissão de receita operacional ou não operacional." (fls.719). , Processo n.° 10855.000518200448 Acórd8o n.°108-09.304 Fls. 4 Requer, ao final, o reconhcimento do cerceamento de defesa, a macular de nulidade todo o trabalho fiscal e , no mérito, a improcedência da tributação, por inexistência de qualquer infração às respectivas legislações. Foi procedido o arrolamento de bens nos temos legais, conforme despacho da autoridade preparadora às fls.752. É o Relatório. • Processo n.° 10855.000518/2004-88 Acórclio n.• 108-09.304 Fls. 5 Voto Conselheiro MARGIL MOURÃO GIL NUNES, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade do presente recurso dele tomo conhecimento. Insurge-se a recorrente, preliminarmente, contra o indeferimento pela autoridade "a quo" da perícia contábil tempestivamente requerida que, sob suas alegações, enseja a nulidade do presente processo, por cerceamento do direito de defesa, ferindo o preceito constitucional do art. 5°, inciso LV da CR. Discordo das alegações, posto que foi realizada diligência para elucidação de pagamentos efetuados (doc.fls.214/218), por determinação do Presidente da 3a Turma da DRJ/POR, tendo sido prestados os esclarecimentos necessários e com a devida ciência a contribuinte (fls.219/692). Quanto à perícia contábil requerida, não foram observados pela impugnante os pressupostos legais do art. 16, inciso IV do Dec. n° 70.235/72 c/ as alterações pela Lei n°. 8.748/93, quando de seu requerimento, portanto, inócua nos termos do § 1° do mesmo artigo, ressalvando-se que os elementos e provas acostados aos autos são suficientes para o julgamento, o que por previsão legal autoriza a autoridade administrativa julgadora indeferi-la. Da mesma forma que a autoridade recorrida, indefiro o pedido de perícia requerida. Quanto ao mérito, considero provado o saldo credor de caixa nos termos legais e gravados pela autoridade fiscal, com os documentos anexados ao processo e o Termo de Constatação Fiscal, doc.fls.163/164. A contribuinte não faz prova alguma da improcedência da presunção legal, por ocorrência de indicação na escrituração de saldo credor de caixa, que elida os lançamentos contábeis e documentos colecionados aos autos. Apenas fez alegações que o saldo credor da conta Caixa da Matriz seria coberto pelo saldo da conta Caixa da Filial. Afirmações que não podem prevalecer, por total desentendimento contábil e ausência de documentos hábeis e idôneos que comprovem tais fatos. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, mantendo a decisão de primeira instância. É o voto. Sala das Sessões - DF, em 26 de abril de 2007. dGIL M I 7 '• GIL NUNES. Page 1 _0021300.PDF Page 1 _0021400.PDF Page 1 _0021500.PDF Page 1 _0021600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10880.006665/99-35
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2001
Ementa: SIMPLES - INCONSTITUCIONALIDADE - A apreciação de inconstitucionalidade de norma tributária é matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário. OPÇÃO - Creche, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental, legalmente constituídos como pessoa jurídica, poderão optar pelo SIMPLES, nos termos do art. 1º da Lei nº 10.034, de 24/10/2000. Recurso provido.
Numero da decisão: 203-07133
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: OTACÍLIO DANTAS CARTAXO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200102
ementa_s : SIMPLES - INCONSTITUCIONALIDADE - A apreciação de inconstitucionalidade de norma tributária é matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário. OPÇÃO - Creche, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental, legalmente constituídos como pessoa jurídica, poderão optar pelo SIMPLES, nos termos do art. 1º da Lei nº 10.034, de 24/10/2000. Recurso provido.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2001
numero_processo_s : 10880.006665/99-35
anomes_publicacao_s : 200102
conteudo_id_s : 4459884
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 203-07133
nome_arquivo_s : 20307133_115377_108800066659935_005.PDF
ano_publicacao_s : 2001
nome_relator_s : OTACÍLIO DANTAS CARTAXO
nome_arquivo_pdf_s : 108800066659935_4459884.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2001
id : 4681989
ano_sessao_s : 2001
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757981831168
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-24T11:26:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-24T11:26:33Z; Last-Modified: 2009-10-24T11:26:33Z; dcterms:modified: 2009-10-24T11:26:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-24T11:26:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-24T11:26:33Z; meta:save-date: 2009-10-24T11:26:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-24T11:26:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-24T11:26:33Z; created: 2009-10-24T11:26:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-10-24T11:26:33Z; pdf:charsPerPage: 1273; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-24T11:26:33Z | Conteúdo => Publicado na Maria ilu de OS / ,.<3002. •u„. 1/4.(252:9N ' MINISTÉRIO DA FAZENDA „, Rubrica kr SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10880.006665/99-35 Acórdão : 203-07.133 Sessão : 23 de fevereiro de 2001 Recurso : 115.377 Recorrente : COLÉGIO THOMAS TREGLIA S/C LTDA. Recorrida : DRJ em São Paulo - SP SIMPLES — INCONSTITUCIONALIDADE — A apreciação de inconstitucionalidade de norma tributária é matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário. OPÇÃO — Creche, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental, legalmente constituídos como pessoa jurídica, poderão optar pelo SIMPLES, nos termos do art. 10 da Lei n° 10.034, de 24/10/2000. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: COLÉGIO THOMAS TREGLIA S/C LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de fevereiro de 2001 Otacilio D. • • s Cartaxo Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Antonio Augusto Borges Torres, Antonio Zomer (Suplente), Maria Teresa Martinez López, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Suplente), Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva, Mauro Wasilewski e Renato Scalco Isquierdo. cl/cf 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA ,n 1P5 . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10880.006665/99-35 Acórdão : 203-07.133 Recurso : 115.377 Recorrente : COLÉGIO THOMAS TREGLIA S/C LTDA. RELATÓRIO Transcrevo o relatório da decisão recorrida: "O contribuinte acima qualificado, mediante Ato Declaratório de emissão do Sr. Delegado da Receita Federal em São Paulo, foi excluído do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microenzpresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES, ao qual havia anteriormente optado, na forma da Lei n° 9.317, 05/12/1996 e alterações posteriores. Apresentando o interessado reclamação contra a referida exclusão manifestou-se a DRF de origem por sua improcedência. De acordo com os artigos 14 e 15 do Decreto n° 70.235, de 06/03/1972, com nova redação dada pela Lei n° 8.748/1993, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 29 a 44), através de seu procurador, Dr. Adib Salomão, OAB/SP 82.125-A, com procuração àfl. 14, alegando, em síntese: I. A Constituição Federal garante ao cidadão o direito de livre exercício de profissão bem como a constituição de empresas sejam elas de qualquer porte. Garante, também, às microempresas e empresas de pequeno porte, tratamento diferenciado conforme expresso no art. 179. Por seu turno, a Lei n° 9.317/1996 veio regular tal situação dando as hipóteses e a forma para o exercício de tal prerrogativa constitucional. 2. A Lei o° 9.317/1996 na parte que estabelece condições quahficativas e não apenas qziantificativas para opção pelo regime diferenciado, certamente exorbitou, transformando-se em um verdadeiro "monstrengo legislativo", eivado de inconstitucionalidades. 2 :01,1 MINISTÉRIO DA FAZENDA ZWY: • ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10880.006665/99-35 Acórdão : 203-07.133 3. Pelo art. 179 da CF, evidente está que caberia apenas à lei infracon.stitucional a função de definir quantitativamente o que sejam microempresas e empresas de pequeno porte. Em momento algum, o constituinte delegou ao legislador comum o poder de fixação ou até mesmo de definição de atividades excluídas do beneficio. 4. Não bastasse, o texto legal referido traz ainda uma evidente quebra da igualdade tributária (art. 150, inciso II da Constituição Federal). 5. A atividade empresarial exercida pela prestadora de serviços educacionais é muito mais ampla que a desenvolvida pelo professor ou assemelhado, esta sim absurda e inconstitucionalmente "vedada" pela legislação ordinária. Muito embora não haja referência expressa nesse sentido, pode-se afirmar que a decisão ora impugnada concluiu que a atividade da escola é assemelhada a do professor. A escola para exercer sua atividade necessita um complexo de instalações, de insumos, de valores, às vezes mais expressivos que o custo da mão de obra do professor. 6. Por ocasião da Lei n o 7.256/1984, a exemplo do que ocorre hoje, em razão dos absurdos de interpretação que vinham ocorrendo, a matéria foi levada a apreciaçcio do Conselho de Contribuintes, que decidiu favoravelmente ao enquadramento dos estabelecimentos de ensino como microempresa. As disposições contidas no art. 9 0 da Lei n° 9.317/1996 é praticamente "bis in idem" daquelas contidas no inciso VI, do art. 3° da Lei n°7.256/1984. 7. A entidade mantenedora educacional não é uma sociedade de profissionais para o exercício da profissão de professor. A entidade é sim uma sociedade entre empresários, sem exigência de qualificação profissional e livre para contratar profissionais devidamente qualificados e habilitados para o exercício de suas profissões." As razões de contestação, basicamente, se assentam nas alegações de inconstitucionalidade do art. 9° da Lei n° 9.317/96, bem como, na afirmação de que não se trata de atividade de professor ou assemelhado e tampouco de qualquer outra profissão cujo exercício dependa da habilitação profissional legalmente exigida. A autoridade singular ratifica o ato declaratório de exclusão em tela, mediante decisão assim ementada: "Ementa: SIMPLES 3 1 4«7.. MINISTÉRIO DA FAZENDA ^1,1 n :•=r, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10880.006665/99-35 Acórdão : 203-07.133 Não podem optar pelo SIMPLES as pessoas jurídicas cuja atividade não esteja contemplada pela legislação de regência, tal como é o caso de prestação de serviços de professor. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA". Ciente dessa decisão, a interessada, tempestivamente, apresenta recurso, onde reitera os argumentos já expendidos na inicial, ou seja, a inconstitucionalidade da Lei n° 9.317/96 e o não exercício da atividade assemelhada à de professor. É o relatório. 4 ., ... MINISTÉRIO DA FAZENDA tii n ;11Y k',,,,yt , • ti ` SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • ‘Lt:','. Processo : 10880.006665/99-35 Acórdão : 203-07.133 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OTACILIO DANTAS CARTAXO O recurso cumpre todas as formalidades legais necessárias para seu conhecimento. Em relação à inconstitucionalidade argüida, é pacifico o entendimento deste Colegiado de que não compete à autoridade administrativa sua apreciação, prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, por força de dispositivo constitucional. No mérito, o art. I° da Lei n° 10.034, de 24/10/2000, assim dispõe: "Art. 1° Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9° da Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem às seguintes atividades: creches, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental." Na análise do Ato Constitutivo de fls. 17, verifica-se que a recorrente se enquadra na exceção criada pela citada Lei n° 10.034/2000. A IN SRF n° 115, de 27/12/2000, que disciplina a matéria, estabelece, no § 30 do art. 1°, o seguinte: "Art. 10 (omissis) , § 3° Fica assegurada a permanência no sistema das pessoas jurídicas mencionadas no capa, que tenham efetuado a opção pelo SIMPLES anteriormente a 25 de outubro de 2000 e não foram excluídas de oficio ou, se excluídas, os efeitos da exclusão ocorreriam após a edição da Lei n° 10.034, de 2000, desde que atendidos os demais requisitos legais." Portanto, lei nova autoriza a recorrente a integrar o sistema de tributação especial denominado SIMPLES. Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de fevereiro de 2001 OTACILIO DANT CARTAXOCt 5
score : 1.0
Numero do processo: 10865.001734/99-11
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 13 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2003
Ementa: SIMPLES. EXCLUSÃO.
PROCESSUAL. ASPECTOS DE INCONSTITUCIONALIDADE. PRINCÍPIOS DE ISONOMIA. Não compete aos órgãos administrativos de julgamento, inclusive aos Conselhos de Contribuintes, a apreciação de matéria relacionada à inconstitucionalidade de lei.
ATIVIDADE IMPEDITIVA DE OPÇÃO PELO SIMPLES. Tendo a sociedade como objetivo, de acordo com seu Contrato Social, a EDUCAÇÃO e a ORIENTAÇÃO ESCOLAR, que se assemelha às atividades de professor, está impedida de optar pelo SIMPLES, em conformidade com as disposições do art. 9°, inciso XIII, da Lei n° 9.317, de 1996.
NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE.
Numero da decisão: 302-35705
Decisão: Por unanimidade de votos, rejeitaram-se as preliminares de nulidade, argüídas pela recorrente. No mérito, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro relator.
Nome do relator: Paulo Roberto Cuco Antunes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200908
ementa_s : SIMPLES. EXCLUSÃO. PROCESSUAL. ASPECTOS DE INCONSTITUCIONALIDADE. PRINCÍPIOS DE ISONOMIA. Não compete aos órgãos administrativos de julgamento, inclusive aos Conselhos de Contribuintes, a apreciação de matéria relacionada à inconstitucionalidade de lei. ATIVIDADE IMPEDITIVA DE OPÇÃO PELO SIMPLES. Tendo a sociedade como objetivo, de acordo com seu Contrato Social, a EDUCAÇÃO e a ORIENTAÇÃO ESCOLAR, que se assemelha às atividades de professor, está impedida de optar pelo SIMPLES, em conformidade com as disposições do art. 9°, inciso XIII, da Lei n° 9.317, de 1996. NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10865.001734/99-11
anomes_publicacao_s : 200308
conteudo_id_s : 4268287
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 302-35705
nome_arquivo_s : 30235705_126489_108650017349911_012.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : Paulo Roberto Cuco Antunes
nome_arquivo_pdf_s : 108650017349911_4268287.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, rejeitaram-se as preliminares de nulidade, argüídas pela recorrente. No mérito, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro relator.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 13 00:00:00 UTC 2009
id : 4680495
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757984976896
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T01:34:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T01:34:15Z; Last-Modified: 2009-08-07T01:34:15Z; dcterms:modified: 2009-08-07T01:34:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T01:34:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T01:34:15Z; meta:save-date: 2009-08-07T01:34:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T01:34:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T01:34:15Z; created: 2009-08-07T01:34:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2009-08-07T01:34:15Z; pdf:charsPerPage: 1561; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T01:34:15Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA PROCESSO N° : 10865.001734/99-11 SESSÃO DE : 13 de agosto de 2003 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 RECURSO N° : 126.489 RECORRENTE : COLÉGIO IDEAL S/C LTDA. RECORRIDA : DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP SIMPLES. EXCLUSÃO. PROCESSUAL. ASPECTOS DE INCONSTITUCIONALIDADE. PRINCÍPIOS DE ISONOMIA. Não compete aos órgãos administrativos de julgamento, inclusive aos Conselhos de Contribuintes, a apreciação de matéria relacionada à inconstitucionalidade de lei. • ATIVIDADE IMPEDITIVA DE OPÇÃO PELO SIMPLES. Tendo a sociedade como objetivo, de acordo com seu Contrato Social, a EDUCAÇÃO e a ORIENTAÇÃO ESCOLAR, que se assemelha às atividades de professor, está impedida de optar pelo SIMPLES, em conformidade com as disposições do art. 90, inciso XIII, da Lei n°9.317, de 1996. NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares de nulidade, argüidas pela recorrente. No mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 13 de agosto de 2003 • HENRI E PRADO MEGDA Presidente --•Nor ,}0}3 do. .1~ PAULO ROBERTS. O ANTUNES O 3 0U1 2003 Relator ,V Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: LUIS ANTONIO FLORA, MARIA HELENA COTTA CARDOZO, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, ADOLFO MONTELO, SIMONE CRISTINA BISSOTO e ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO. trnc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 RECORRENTE : COLÉGIO IDEAL S/C LTDA. RECORRIDA : DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP RELATOR(A) : PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES RELATÓRIO De acordo com o Relatório da Decisão monocrática, estampado às fls. 44, que aborda resumidamente, mas com clareza, todos os aspectos processual para entendimento do presente litígio, temos o seguinte: • "A contribuinte acima identificada, mediante Ato Declaratório de emissão do Sr. Delegado da Receita Federal em Limeira, em 09/01/1999, foi excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), ao qual havia anteriormente optado, na forma da Lei n° 9.317, de 05 de dezembro de 1996 e alterações posteriores, informando como causa do evento: atividade econômica não permitida para o Simples. Insurgindo-se contra a referida exclusão, a interessada apresentou Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão à Opção pelo Simples (SRS), junto àquela Delegacia que se manifestou pela improcedência do citado pleito ao argumento de que é vedada a adesão ao Simples a pessoa jurídica que preste serviços na área de educação de ensino, uma vez que o tipo de atividade desenvolvida exige conhecimento técnico-cient(fico obtido mediante adequada • habilitação profissional em escolas, faculdades e universidades. A contribuinte, inconformada, apresentou impugnação «is. 01/13), por meio de seu representante legalmente constituído Dr. Adib Salomão, alegando, em síntese, que o art. 9° da Lei n° 9.317, de 1996, ao regular o tratamento diferenciado garantido às microempresas e às empresas de pequeno porte, estabeleceu condições qualificativas e não apenas quantitativas para opção ao regime, quebrando o tratamento isonômico da igualdade tributária, dado que seu art. 90 estaria violando o disposto nos artigos 150, inciso II, e 179 da Constituição Federal, de 1988, por inserir restrições, impedindo a opção de muitas pessoas jurídicas ao Simples. Argumentou que mesmo ignorando as inconstitucionalidades apontadas, ainda assim a interessada não estaria no rol das 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 absurdas e abusivas vedações contidas na citada lei, pois não se trata de atividade de 'professor ou assemelhado" e, tão pouco, de qualquer outra profissão cujo exercício dependa da habilitação profissional legalmente exigida, uma vez que os sócios mantenedores da prestadora de serviços educacionais não precisam possuir qualquer habilitação profissional e acrescentou que para que a empresa pudesse ser tida com assemelhada a professor teria que ser também assemelhada à atividade de limpeza, segurança, etc." O Relatório em questão integra o Acórdão DRJ/RPO n° 1.504, de 06 de junho de 2002, proferido pela 5' Turma de Julgamento da referida Delegacia da • Receita Federal de Julgamento — DRJ, em Ribeirão Preto — SP. Tal Sentença encontra-se assim ementada: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-Calendário: 1999 "INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe à autoridade administrativa apreciar matéria atinente à inconstitucionalidade da lei, ficando esta adstrita ao seu cumprimento, sendo que o foro próprio para discutir sobre esta matéria é o Poder Judiciário. Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. Ano-calendário: 1999 Ementa: ATIVIDADE DE ENSINO. VEDAÇÃO. As pessoas jurídicas que têm como atividade o ensino estão vedadas de optar pelo Simples. Solicitação Indeferida." Esclareça-se, por oportuno, que o Instrumento Particular de Constituição da Sociedade de que se trata, acostado às fls. 31/36 destes autos, indica, em sua Cláusula Segunda, simplesmente o seguinte: 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 "SEGUNDA: - O objetivo da sociedade será EDUCAÇÃO E ORIENTAÇÃO ESCOLAR de acordo com as normas do Ministério da Educação." Cientificada da Decisão em 24/07/2002 (AR fls.51), a Contribuinte apresentou Recurso Voluntário tempestivo (fls. 53/66), objeto do Termo de Anexação de Documento de fls. 67, datado de 20/08/2002. Em suas razões de apelação insurge-se, inicialmente, contra os fundamentos da Decisão singular de que não cabe, na esfera administrativa, a discussão sobre a constitucionalidade de textos legais, invocando o disposto no art. 50, inciso LV, da C.F./88. Insiste na defesa da tese da inconstitucionalidade da Lei n° 9.317/66, especificamente no que concerne às restrições colocadas em seu artigo 9°, mencionando as disposições do art. 179 da CF/88 e trazendo transcrições do Eminente Tributarista, Professor Ives Gandra da Silva, em socorro de seu pleito. Segue sua linha de apelação dentro dos mesmos tópicos dos argumentos desenvolvidos em primeira instância. Ao final, ressalta que a atividade da Sociedade não se assemelha ou se equipara à de professor, argumentando que a escola, para exercer suas atividades, necessita de um complexo de instalações, de insumo, de valores, às vezes mais expressivos que o custo da mão de obra do professor. Em suas conclusões, resumindo toda a argumentação da apelação, assevera: 110 "Diante de tudo que foi exposto só resta concluir que o artigo 9°, da Lei n° 9.317/96 é absolutamente inconstitucional tanto por estabelecer critério diverso (qualificativo) daquele do ditado pela Carta Magna, como também por ferir o princípio básico da isonomia (igualdade) tributária. Mesmo que simplesmente pudéssemos ignorar as latentes inconstitucionalidades apontadas, "data venha, ainda assim a Entidade Impugnante não estaria inclusa no "rol" das absurdas e abusivas vedações contidas na lei pois, como ficou demonstrado não se trata de atividade de "professor ou assemelhado" e, tão pouco, de qualquer outra profissão cujo exercício dependa da habilitação profissional legalmente exigida. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 Os Sócios/Mantenedores da prestadora de serviços educacionais não precisam possuir qualquer habilitação profissional. E mais, para que a Empresa pudesse ser tida como assemelhada à profissão de professor, teria que ser tida e considerada como assemelhada à tantas outras atividades como, por exemplo, à atividade de limpeza e mesmo à atividade de segurança além de outras. Após a adoção de providências objetivando assegurar a regularidade processual, com a juntada do competente Mandato (Substabelecimento), subiram os autos a este Conselho e foram distribuídos, por sorteio, a este Relator, em Sessão realizada no dia 25/02/2003, como noticia o documento de fls. 75, último deste processo. É o relatório. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 VOTO O Recurso é tempestivo, reunindo condições de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Examinando a questão colocada em preliminar, no que diz respeito à inconstitucionalidade do art. 9 0, da Lei no. 9.317/96, inclusive em relação à negativa do órgão julgador de primeiro grau de apreciar a matéria, entendo que andou bem a Decisão monocrática a respeito dessa questão. Olk Vejamos como se pronunciou a instância a quo sobre os argumentos colocados: "No que se refere à inconstitucionalidade do art. 90 da Lei n. 9.317, de 1996, cumpre registrar que o controle da constitucionalidade das leis é de competência exclusiva do Poder Judiciário e, no sistema difuso, centrado em última instância revisional no Supremo Tribunal Federal — art. 102, inciso I, a, III da CF/88, sendo, assim, defeso aos órgãos administrativos jurisdicionais, de forma original, reconhecer alegada inconstitucionalidade da lei. De acordo com a Constituição Federal, art. 37, a Administração Pública deve reger-se, além dos princípios da impessoalidade, moralidade e publicidade, pelo da legalidade, o que significa, na lição de Hely Lopes Meireles, que o administrador público está, em • toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e à exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se a responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso. (direito Administrativo Brasileiro, Malheiros editores, 22 Ed., São Paulo, 1979). Sendo as Delegacias da Receita Federal de Julgamento órgãos do Poder Executivo, não lhes compete apreciar a conformidade da lei, validamente editadas segundo o processo legislativo constitucionalmente previsto, com os demais preceitos emanados da própria Constituição Federal, a ponto de declarar-lhe a nulidade ou inaplicabilidade ao caso expressamente previsto, haja vista tratar-se de matéria reservada, por força de determinação constitucional, ao Poder Judiciário. Tal princípio aplica-se igualmente em relação aos 6 141/19 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 atos administrativos de caráter normativo em face de dispositivos constitucionais ou legais. Desse modo, às Delegacias de Julgamento, por suas Turmas, compete tão-somente o controle da legalidade dos atos administrativos, consistentes em examinar a adequação dos procedimentos fiscais em confronto com as normas legais vigentes, afastando-se da análise administrativa quaisquer manifestações quanto a questões que contraponham princípios constitucionais com normas legais vigentes. A mais abalizada doutrina escreve que toda atividade da III Administração Pública passa-se na esfera infralegal e que as normas jurídicas, quando emanadas do órgão legiferante competente, gozam de uma presunção de constitucionalidade, bastando sua mera existência para inferir a sua validade. Vale dizer que, inovado o sistema jurídico com uma norma emanada do órgão competente, ela passa a pertencer ao sistema, cabendo à autoridade administrativa tão-somente velar pelo seu fiel cumprimento até que seja expungida do mundo jurídico por uma outra superveniente ou por resolução do Senado da República, publicada posteriormente à declaração de sua inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. Como, no caso concreto, essas hipóteses não ocorreram, as normas inquinadas de inconstitucionalidade pela impugnante continuam válidas, não sendo lícito à autoridade administrativa abster-se de II cumpri-las e nem declarar sua inconstitucionalidade, sob pena de violar o princípio da legalidade, na primeira hipótese, e de invadir seara alheia, na segunda." Correto, em meu entender, o entendimento esposado pelo órgão julgador a quo, assim como o seu posicionamento conclusivo no presente caso, deixando de enfrentar questões suscitadas pela interessada, cuja apreciação extrapola a competência administrativa. O mesmo acontece em relação a este Colegiado e aos Conselhos de Contribuintes em geral. A questão encontra-se, até o presente momento, definitivamente ultrapassada em razão dos limites impostos aos Julgadores dos Conselhos de Contribuintes por via de seu Regimento Interno, aprovado pela Portaria MF n° 55/98, in 7 IPi _ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489, ACÓRDÃO N° : 302-35.705 Anexo II, em seu artigo 22-A, parágrafo único, incisos e alíneas, introduzidos pela Portaria MF n° 103/2002, que se transcreve: "Art. 22-A. No julgamento de recurso voluntário, de oficio ou especial, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação, em virtude de inconstitucionalidade, de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo em vigor. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I — que já tenha sido declarado inconstitucional pelo Supremo eTribunal Federal, em ação direta, após a publicação da decisão, ou pela via incidental, após a publicação da Resolução do Senado Federal que suspender a execução do ato; II — objeto de decisão proferida em caso concreto cuja extensão dos efeitos jurídicos tenha sido autorizada pelo Presidente da República; III — que embasem a exigência de crédito tributário: a) cuja constituição tenha sido dispensada por ato do Secretário da Receita Federal; ou b) objeto de determinação, pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, de desistência de ação de execução fiscal." • (destaques acrescidos) Frente ao exposto, rejeito a preliminar argüida pela Recorrente, de inconstitucionalidade do art. 9°, da Lei n° 9.317, de 1996. No que concerne à quebra do tratamento isonômico, também não merece restrição o posicionamento do órgão julgador de primeiro grau, que assim se manifestou: "Com relação à alegada ofensa ao princípio da isonomia, cabe fazer algumas considerações. A Constituição Federal, em seu art. 150 veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situações equivalentes, sendo proibida qualquer distinção entre contribuintes, mas não veda tratar desiguais de forma desigual. As profissões 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 destacadas pelo inciso XIII, do art. 9°, da Lei 9.713, de 1996, necessitam de regulamentação legal para seu exercício e têm reserva de mercado especifica para a atividade que pratica, e portanto são diferentes do comerciante, industrial, etc. Também não se encontram em situação equivalente, um médico e um mecânico; um advogado e um pedreiro, um professor e um cabeleireiro, bem assim uma clínica médica e uma mecânica; um escritório de advocacia e uma construtora; uma escola e um salão de belezas. O ilustre tributarista Hugo de Brito Machado, no compêndio "Curso de Direito Tributário", assim discorre sobre o tema: A isonomia, ou igualdade de todos na lei e perante a lei, é um princípio universal de justiça. Na verdade, um estudo profundo do assunto nos levará certamente à conclusão de que o isonômico é o justo. O princípio da isonomia, entretanto, tem sido muito mal entendido, prestando-se para fundamentar as mais absurdas pretensões. Dizer-se que todos são iguais perante a lei, na verdade, nada mais significa do que afirmar que as normas jurídicas devem ter o caráter hipotético. Assim, qualquer que seja a pessoa posicionada nos termos da previsão legal, a conseqüência deve ser a mesma, seja quem for a pessoa com esta envolvida. Assim, se qualquer pessoa jurídica prestar serviço profissional de professor ou assemelhado, ficará sujeita, também, à exclusão do Simples, assim como ocorrido com a interessada. A título ilustrativo cabe observar que o próprio E. Supremo Tribunal Federal, indeferiu a medida liminar na ADIn n° 1.643-1 da Confederação Nacional das Profissões Liberais (DJU de 19-12/- 97) que pleiteava os benefícios fiscais do Simples para sociedades constituídas por seus associados. No voto do relator consta o seguinte: "9 — Não há falar-se, pois, em ofensa ao princípio da isonomia tributária, visto que a lei tributária — e esse é o caráter da Lei nO 9.317/96 — pode discriminar por motivo extrafiscal entre ramos de atividade econômica, desde que a distinção seja razoável, como na hipótese vertente, derivada de uma fmalidade objetiva e se aplique a todas as pessoas da mesma classe ou categoria. 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 10 — A razoabilidade da Lei n° 9.317/96 consiste em beneficiar as pessoas que não possuem habilitação profissional exigida por lei, seguramente as de menor capacidade contributiva e sem estrutura bastante para atender a complexidade burocrática comum aos empresários de maior porte e as profissionais liberais. Essa desigualdade factual justifica tratamento desigual no âmbito tributário, em favor do mais fraco, de modo a atender também a norma contida no § 1° do art. 145 da Constituição Federal..." Perfeito, portanto, o entendimento colocado pelo órgão julgador monocrático, em que pese tratar-se, tal qual na questão anterior, de matéria envolvendo aspectos de constitucionalidade da lei, não cabendo aos órgãos administrativos de julgamento afastar a aplicação da mesma, ainda que estivesse latente, de modo contrário, ofensa a dispositivo da Constituição Federal. Por último, com relação ao mérito, também não merece reparos a Decisão singular. Imprestáveis os argumentos da interessada, de que o estabelecimento de ensino não preste serviço profissional inerente à atividade de professor ou assemelhado. É evidente que o estabelecimento, em si, pessoa jurídica, não presta serviço algum, fazendo-se valer, para tanto, de profissionais habilitados, pessoas fisicas, para o exercício de sua atividade fim. A opção pelo SIMPLES está vinculada, diretamente, à atividade empreendida pela empresa, ou seja, ao seu objetivo delineado no respectivo Contrato • Social, no caso EDUCAÇÃO e ORIENTAÇÃO ESCOLAR, que requer, obviamente, a capacitação profissional. Simplesmente absurda a colocação feita pela Recorrente, na parte final de sua Apelação, de que para que a Empresa pudesse ser tida como assemelhada à profissão de professor, teria que ser tida e considerada como assemelhada a tantas outras atividades como, por exemplo, às atividades de limpeza e segurança. Ocorre que, como se torna claro, a semelhança que a lei determina diz respeito à atividade. Se o Contrato Social da empresa estipulasse, como objetivos, também à limpeza e segurança, certamente que estariam bem enquadradas tais atividades. Ocorre que os únicos objetivos estabelecidos no Contrato Social são a EDUCACÃO e ORIENTAÇÃO ESCOLAR, atividades que, sem sombra de dúvida, só podem ser exercidas por profissionais intitulados de Professores.,0 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 126.489 ACÓRDÃO N° : 302-35.705 De outro modo, é fato que a Lei n° 10.034, de 24 de outubro de 2000, veio estabelecer exceções à restrição a que se refere o art. 9°, inciso XIII, da referida Lei n°. 9.317, de 05 de dezembro de 1996, permitindo a opção ao SIMPLES pelas empresas que se dediquem às atividades de creches, pré-escolas e estabelecimentos de ensino fundamental. No entanto, além do fato de o Contrato Social da empresa não enquadrar qualquer dessas hipóteses, a matéria foi muito bem abordada na Decisão de primeiro grau, não tendo a Recorrente manifestado, em sua Apelação, qualquer reação em contrário, nem mesmo invocado essa nova situação em seu benefício, o que nos faz concluir que suas atividades não se encaixam nas disposições da referida Lei n° 10.034/2000. Por todo o exposto, não vendo motivos para produzir qualquer alteração na Decisão ora atacada, voto no sentido de negar provimento ao Recurso aqui em exame. Sala das Sessões, em 13 de agosto de 2003 P- LO RO :ER I -' ANTUNES — Relator 1 •4 1.., MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ‘-4 SEGUNDA CÂMARA Recurso n.° : 126.489 Processo n°: 10865.001734/99-11 TERMO DE INTIMAÇÃO • Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à r Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n.° 302-35.705. Brasília- DF 9/9i4 Alf — 3.* Conaelho de . ContrIb_ulntea 7 II emitis Irado „Meg da Proaideate da :..• Câmara • Ciente em: I 1,301 LU! ro pe Ulueno PD si FAZ NACIONAL Page 1 _0026800.PDF Page 1 _0026900.PDF Page 1 _0027000.PDF Page 1 _0027100.PDF Page 1 _0027200.PDF Page 1 _0027300.PDF Page 1 _0027400.PDF Page 1 _0027500.PDF Page 1 _0027600.PDF Page 1 _0027700.PDF Page 1 _0027800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10880.022267/93-06
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997
Ementa: COFINS - Compensação prevista na Lei nr. 8.383/91, art. 66, e na IN SRF nr. 32/97. Postulação implicitamente deferida pela autoridade competente e, por consequência, recurso sem objeto, eis que insubsistente o lançamento impugnado (art. 149, do CTN). Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 203-03510
Decisão: Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso por perda de objeto.
Nome do relator: Sebastião Borges Taquary
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199709
ementa_s : COFINS - Compensação prevista na Lei nr. 8.383/91, art. 66, e na IN SRF nr. 32/97. Postulação implicitamente deferida pela autoridade competente e, por consequência, recurso sem objeto, eis que insubsistente o lançamento impugnado (art. 149, do CTN). Recurso não conhecido.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997
numero_processo_s : 10880.022267/93-06
anomes_publicacao_s : 199709
conteudo_id_s : 4454940
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 203-03510
nome_arquivo_s : 20303510_101465_108800222679306_003.PDF
ano_publicacao_s : 1997
nome_relator_s : Sebastião Borges Taquary
nome_arquivo_pdf_s : 108800222679306_4454940.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso por perda de objeto.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997
id : 4683212
ano_sessao_s : 1997
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757990219776
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-27T15:16:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-27T15:16:38Z; Last-Modified: 2010-01-27T15:16:38Z; dcterms:modified: 2010-01-27T15:16:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-27T15:16:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-27T15:16:38Z; meta:save-date: 2010-01-27T15:16:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-27T15:16:38Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-27T15:16:38Z; created: 2010-01-27T15:16:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-01-27T15:16:38Z; pdf:charsPerPage: 1243; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-27T15:16:38Z | Conteúdo => PUBLICADO NO D. O. U. • 2.Q De 4 ,5 / / 19 (3 g C C RubrIca .•11.11nnn• MINISTÉRIO DA FAZENDA ;44 1(.- .4 . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , Processo : 10880.022267/93-06 Acórdão : 203-03.510 Sessão • 17 de setembro de 1997 Recurso : 101.465 Recorrente : CONSTRUTORA TRATEX S/A Recorrida : DRJ em São Paulo - SP COF1NS — Compensação prevista na Lei n° 8.383/91, art. 66, e na IN SRF n° 32/97. Postulação implicitamente deferida pela autoridade competente e, por conseqüência, recurso, sem objeto, eis que insubsistente o lançamento impugnadp (art. 149, do C'TN). Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos Os presentes autos de recurso interposto por: CONSTRUTORA TRATEX S/A ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por falta de objeto. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Frapcisco Sérgio Nalini. Sala das Sessões, em 17 de setembro de 1997 Otacilio D.0 ; s Cartaxo Presidente eiao or es Ta 'Liry-17 R bast elator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva, Daniel Corrêa Homem de Carvalho, Mauro Wasilewski, Renato Scalco Isquierdo, Ricardo Leite Rodrigues e Henrique Pinheiro Torres (Suplente). /OVRS/GB/ 1 38 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10880.022267/93-06 Acórdão 203-03.510 Recurso : 101.465 Recorrente : CONSTRUTORA TRATEX S/A RELATÓRIO No dia 13.04.93, foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01, contra a empresa CONSTRUTORA TRAT,EX S/A, dela exigindo a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COF1NS, juros de mora, multa e correção monetária, no total de 3.769.931,89 UF1R, por ter deixado ela de ,recolher esta contribuição, conforme restou apurado nos seus livros fiscais, no período de abril a dezembro de 1992. Defendendo-se, a autuada apresentou a Impugnação de fls. 27, noticiando que na autuação relativamente à Contribuição ao FINS OCIAL comprovou ser credora da quantia equivalente a 1.424.956,42 UF1Rs, e requereu, naquele feito, que fosse feita a compensação desse crédito com aquele crédito tributário, requerimento esse que também faz, aqui, na forma do art. 66 da Lei n° 8.383/91. A impugnação não discutiu o mérito. A decisão singular (fls. 40/42) julgou procedente a ação fiscal, aos argumentos de que a compensação postulada, no caso, não pode ser deferida, porque se trata de contribuições diferentes (FINSOCIAL e COFINS), o que está vedado pela regra do art. 40 da IN n° 67, de 26.05.92. A decisão singular tem esta ementa: "A compensação prevista no art. 66 da Lei n° 8.383/91, pressupõe a existência de recolhimento indevido ou a maior. Matéria, objeto da autuação não impugnada. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE." Com guarda do prazo legal (fls. 42v0), veio o recurso voluntário (fls. 45/47), reeditando os argumentos da impugnação, para renovar seu pedido de compensação do débito fiscal da COFINS com o crédito de FINSOCIAL, na conformidade do § 3 0 do art. 66, da Lei n° 8.383, de 1991. A douta Procuradoria da Fazenda Nacional manifestou-se às fls. 54. É o relatório. 2 32 , MINISTÉRIO DA FAZENDA t4"."j2 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10880.022267/93-06 Acórdão : 203-03.510 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SEBASTIÃO BORGES TAQUARY Por tempestivo e presentes nele os _demais requisitos de seu desenvolvimento válido, conheço do recurso. Preliminarmente, verifico que o recurso voluntário perdeu seu objetc), já que a compensação, nele postulada, está deferida, de forma implícita, na regra do art. 2° da Instrução Normativa n° 32, de 09.04.97, da SRF, do seguinte teor: "Art. 2°. Convalidar a,compensação efetivada pelo contribuinte, com a contribuição para financiamento da Seguridade Social — COFINS, devida e não recolhida, dos valores da contribuição ao Fundo de Investimento Social — FINSOCIAL, recolhidos pelas empresas exclusivamente vendedores de mercadorias e mistas, com fundamento no art. 9° da Lei n° 7.689, de 15 de dezembro de 1988, na alíquota superior a 0,5% (meio por centro), conforme as Leis n's 7.787, de 30 de junho de 1989; 7.984, de 24 de novembro de 1989, e 8.147, de 28 de dezembro de 1990, acrescida do adicional de 0,1% (um décimo por cento) sobre os fatos geradores relativos ao exercício de 1988, nos termos do art. 22 do Decreto-lei n° 2.397, de 21 de dezembro de 1987." Assim, tenho que o auto de infração tornou-se insubsistente, na conformidade do art. 149 do CTN, independentemente do julgamento da presente lide fiscal, que, por isso, perde seu objeto. Aliás, esse entendimento é pacífico na jurisprudência desta Terceira Câmara, conforme se pode conferir nos Acórdãos de n's 101.290, de que fui relator, e 203-03.127 de que foi relator o eminente Conselheiro RENATO SCALCO ISQUERDO, ambos materializando decisões unânimes, no sentido de que a compensação, no caso, está expressamente admitida, administrativamente. Isto posto, não conheço do recurso. Sala das Sessões, em 17 de setembro de 1997 BASTIÃO 4ES TA AR 3
score : 1.0
Numero do processo: 10875.002621/2002-62
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – NORMAS PROCESSUAIS – AÇAO JUDICIAL E ADMINISTRATIVA CONCOMITANTES – IMPOSSIBILIDADE – A busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, antes ou depois do lançamento “ex officio”, enseja renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito, por parte da autoridade administrativa, tornando-se definitiva a exigência tributária nesta esfera.
IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS – CSLL – COMPENSAÇÃO DE BASES NEGATIVAS -LEI N° 8.981/95, ARTS. 42 E 58 LEI Nº 9.065/95 ART 15 e 16 - Para determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, a partir do exercício financeiro de 1995, o lucro líquido ajustado e a base positiva da CSL, poderão ser reduzidos em, no máximo, trinta por cento.
Numero da decisão: 107-07135
Decisão: Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, e quanto ao voluntário, REJEITAR as preliminares argüidas, NÃO CONHECER da matéria submetida ao Poder Judiciário e, NEGAR provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Edwal Gonçalves dos Santos.
Matéria: IRPJ - auto eletrônico (exceto glosa de comp.prej./LI)
Nome do relator: José Clóvis Alves
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - auto eletrônico (exceto glosa de comp.prej./LI)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200305
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – NORMAS PROCESSUAIS – AÇAO JUDICIAL E ADMINISTRATIVA CONCOMITANTES – IMPOSSIBILIDADE – A busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, antes ou depois do lançamento “ex officio”, enseja renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito, por parte da autoridade administrativa, tornando-se definitiva a exigência tributária nesta esfera. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS – CSLL – COMPENSAÇÃO DE BASES NEGATIVAS -LEI N° 8.981/95, ARTS. 42 E 58 LEI Nº 9.065/95 ART 15 e 16 - Para determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, a partir do exercício financeiro de 1995, o lucro líquido ajustado e a base positiva da CSL, poderão ser reduzidos em, no máximo, trinta por cento.
turma_s : Sétima Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10875.002621/2002-62
anomes_publicacao_s : 200305
conteudo_id_s : 4177524
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 107-07135
nome_arquivo_s : 10707135_133917_10875002621200262_013.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : José Clóvis Alves
nome_arquivo_pdf_s : 10875002621200262_4177524.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, e quanto ao voluntário, REJEITAR as preliminares argüidas, NÃO CONHECER da matéria submetida ao Poder Judiciário e, NEGAR provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Edwal Gonçalves dos Santos.
dt_sessao_tdt : Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
id : 4681058
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757993365504
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-21T15:35:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-21T15:35:23Z; Last-Modified: 2009-08-21T15:35:24Z; dcterms:modified: 2009-08-21T15:35:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-21T15:35:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-21T15:35:24Z; meta:save-date: 2009-08-21T15:35:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-21T15:35:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-21T15:35:23Z; created: 2009-08-21T15:35:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2009-08-21T15:35:23Z; pdf:charsPerPage: 1720; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-21T15:35:23Z | Conteúdo => • - ,?.?;r.r. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES >. SÉTIMA CÂMARA Mfaa-6 Processo n° : 10875.002621/2002-62 Recurso n° : 133.917— EX—OFICIO E VOLUNTÁRIO Matéria : IRPJ - EX: DE 1997 Recorrentes : IND. BRAS. DE ARTIGOS REFRATÁRIOS IBAR LTDA e ia TURMA/ : DRJ-CAMPINAS/SP Sessão de : 13 DE MAIO DE 2003 Acórdão n° : 107-07.135 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — NORMAS PROCESSUAIS — AÇA0 JUDICIAL E ADMINISTRATIVA CONCOMITANTES IMPOSSIBILIDADE — A busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, antes ou depois do lançamento Nex officio", enseja renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito, por parte da autoridade administrativa, tomando-se definitiva a exigência tributária nesta esfera. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS — CSLL — COMPENSAÇÃO DE BASES NEGATIVAS -LEI N° 8.981/95, ARTS. 42 E 58 LEI N° 9.065/95 ART 15 e 16 - Para determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, a partir do exercício financeiro de 1995, o lucro líquido ajustado e a base positiva da CSL, poderão ser reduzidos em, no máximo, trinta por cento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso de ofício interposto pela 1° TURMA DA DRJ EM CAMPINAS e voluntário interposto por INDÚSTRIAS BRASILEIRAS DE ARTIGOS REFRATÁRIOS — IBAR LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício, e, quanto ao recurso voluntário, REJEITAR as preliminares argüidas, e NÃO CONHECER do mérito em razão da concomitância de discussão da matéria na esfera judicial e NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 4 Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 41" )9 -Ok6VISALVES f• RESIDENTE E RELATOR FORMALIZADO EM: i 9 MAI 2003 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros LUIZ MARTINS VALERO, NATANAEL MARTINS, FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, OCTÁVIO CAMPOS FISCHER, NEICYR DE ALMEIDA, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES e RONALDO CAMPOS E SILVA (PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL). Ausente, justificamente, o Conselheiro EDWAL GONÇALVES DOS SANTOS. 9, 2 Processo n°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão n°. : 107-07.135 Recurso n° : 133.917 Recorrentes : l a TURMA/DRJ-CAMPINAS/SP E INDÚSTRIAS BRASILEIRAS DE AFMGOS REFRATÁRIOS BAR LTDA RELATÓRIO INDÚSTRIAS BRASILEIRAS DE ARTIGOS REFRATÁRIOS IBAR LTDA. CNPJ 61.4442.737/0001-59, qualificada nos autos, inconformada com a decisão da l a Turma de Julgamento da DRJ em Campinas SP, interpõe recurso voluntário com objetivo de reforma do decidido. Trata a lide de exigência do IRPJ em razão de compensação prejuízos de períodos anteriores com o resultado do ano calendário de 1996 além do limite de 30% previsto no artigo 15 da Lei n° 9.065/95. Em 28 de novembro de 1995 a empresa recorrente impetrou Mandado de Segurança com pedido de liminar, objetivando o reconhecimento e o direito líquido e certo de, na apuração do lucro passível de taxação pelo IRPJ e CSLL, relativos aos períodos-base de 1996 e seguintes, compensar integralmente até o esgotamento, os prejuízos fiscais e as bases negativas acumuladas até 31.12.94, nos moldes vigentes à época, sem dar observância ao limite de 30% do lucro líquido ajustado exigido pelos artigos 15 e 16 da Lei n° 9.065/95, pagando os referidos tributos em consonância com a base de cálculo assim apurada; fl. 41. Em 29 de novembro de 1996 a liminar foi concedida pelo Juiz Federal Pedro Paulo Lazarano Neto, fl. 44/45, que deixou claro que a concessão da liminar 3 Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 não inibiria a Receita Federal de promover a fiscalização e eventual autuação, caso os ajustes contábeis não estivessem conforme os critérios legais adotados. Em 20 de agosto de 1997 o Juiz Federal Substituto, José Carlos Motta, emitiu a sentença concedendo em definitivo a segurança, para acolher o direito da impetrante, na apuração do lucro passível de taxação pelo IRPJ e CSLL, relativo aos períodos-base de 1996 e seguintes, compensar integralmente, até o esgotamento, os prejuízos fiscais e as bases negativas acumuladas até 31.12.94, fl. 50. A união Federal através de seu procurador, apresentou apelação ao TRF da 38 Região, fls. 51 e 52. A empresa impugnou a exigência, argumentando em epítome, o seguinte: A compensação fora acobertada por decisão judicial (medida liminar) do juízo federal da 128 Vara da Justiça Federal em São Paulo, processo 96.0037985-8 proferida em 28 de novembro de 1996 e confirmada por sentença proferida em 20 de agosto de 1997. Suspensa a exigência impedida está a autoridade coatora de praticar qualquer ato tendente a exigi-lo, admitir a lavratura de auto de infração eqüivaleria a tomar inócua e sem qualquer efeito a garantia do art. 1511V do CTN. Fala das conseqüências da lavratura do auto, cita o artigo 62 do Decreto 70.235/72 que a seu ver fora ofendido. ror 4. 4 Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 Argumenta que mesmo que se admita a lavratura do auto deveria Ter sido feito para prevenir a decadência porém sem a exigência de multa, cita o art. 63 da Lei n° 9.430/96. Afirma que o encaminhamento pelo contribuinte da discussão do crédito tributário exigido para o plano judiciário caracteriza denúncia espontânea da infração a que se refere o art. 138 do CTN, transcreve o referido texto legal e seu § único. No mérito alega que a legislação que estabeleceu a limitação de compensação é inconstitucional, conforme dito no processo judicial, que ora reitera como se aqui estivessem escritas. A Primeira Turma de Julgamento da DRJ Campinas, julgou procedente em parte o lançamento, afastando a multa de ofício. De sua decisão recorreu a este Colegiado uma vez que o crédito tributário excluído ultrapassou o limite de R$ 500.000,00 previsto na Portaria MF 333/97. Na fase recursal, a empresa persevera nas razões já apresentadas em sua impugnação, acrescentando as preliminares de nulidade do auto de infração e da decisão de primeira instância. Recurso lido na íntegra em sessão. Como garantia arrolou bens. É o relatório. /40 5 Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 VOTO Conselheiro JOSÉ CLÓVIS ALVES, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Analisando os autos verifico que recorrente compensou prejuízos de períodos anteriores com lucro real levantado em 31 de dezembro de 1996 além do limite de 30% previsto nos artigos 15 da lei n° 9.065/95. DAS PRELIMINARES DE NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Sustenta a contribuinte que uma vez concedida a liminar em mandado de segurança, suspenso está o crédito tributário não podendo a autoridade coatora praticar qualquer ato tendente a exigi-lo. Transcrevamos a legislação atinente à matéria. Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Art. 151 - Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I - moratória; II - o depósito do seu montante integral; III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; reir ner 6 Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996 Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. Da análise do texto podemos concluir que, nos casos em que o contribuinte busca antecipadamente a tutela do Poder Judiciário, a autoridade pode e deve formalizar o crédito tributário com o único intuito de prevenir a decadência, porém sem a multa de oficio. De fato não poderia a autoridade lançadora intimar o contribuinte para recolher o crédito tributário, visto que estava suspenso por medida judicial, deveria sim informar que o crédito estava sendo formalizado para prevenir a decadência e que a cobrança dependeria da decisão final do processo judicial. Também agiu mal a autoridade lançadora ao exigir a multa de oficio em confronto com o artigo 63 da Lei n° 9.430/96, porém tal erro foi devidamente reparado pela Turma Julgadora de Primeira Instância que ancorada na referida norma legal afastou a exigência da multa lançada. Tais erros porém não ferem de morte o crédito tributários cuja formalização é vinculada e obrigatória nos termos do artigo 142 do CTN. Analisando as peças processuais especialmente as que compõem também o processo judicial, verifico que o objeto pretendido e requerido foi a compensação integral dos prejuízos fiscais e das bases negativas da CSL acumulados em 31.12.94, sem a limitação imposta pelos artigos 45 e 58 da Lei n° 8.981/95 e artigos 12, 15 e 16 da Lei n°9.065 de 1995. Quanto ao impedimento de lançamento do 7 -5927 Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 crédito tributário, não foi requerido e nem apreciado pela justiça, logo não estava a autoridade vedada de cumprir o seu dever legal. Assim rejeito a preliminar de nulidade do lançamento. NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Entende a recorrente que o processo administrativo fiscal deveria ficar sobrestado até a decisão final na esfera judicial, porém não cita a legislação que daria apoio a tal tese. Realmente alguns poderiam assim entender, porém no processo administrativo fiscal, não é matéria de contestação tão somente o mérito da questão, podem ser questionados erros na determinação da base de cálculo, na identificação do contribuinte, erros de cálculo do tributo, erros processais na formalização do crédito e tantos outros que podem ser questionados na esfera administrativa, que não toma conhecimento do mérito da questão, porém pode de deve tomar conhecimento e julgar as questões não concomitantes nas duas esferas de julgamento. Normalmente o processo administrativo é mais célere que o judicial, porém tal agilidade não tem os objetivos apontados pelo recorrente nos itens 12 e 13 de sua petição, pois uma vez decidido definitivamente o processo administrativo, sua exigência estará pendente do término da demanda judicial sobre a matéria. A decisão não é nula pois fora prolatada pela autoridade competente e não houve nenhum cerceamento do direito de defesa, aliás corroborando os argumento despendidos no parágrafo anterior, a autoridade analisou a matéria não submetida ao poder judiciário e afastou a multa de oficio. O atendimento da nulidade pretendida levaria ao restabelecimento da multa de ofício pois não há decisão meio 8 - - - Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 nula, ou é ou não é nula. Assim rejeito também a argüição de nulidade da decisão de Primeira Instância. MÉRITO ANALISÁVEL NESTA ESFERA A recorrente alega que a fiscalização não considerou o efeito da postergação, ou seja que poderia compensar o prejuízo e a base negativa com os resultados positivos de anos subsequentes. De fato esta câmara tem entendido que tal princípio deve ser seguido, porém cabe à parte que alega provar o fato, no caso presente a contribuinte alega porém não prova o efeito postergação com a documentação. Alegar sem provar é o mesmo que não alegar. MÉRITO NÃO ANALISÁVEL NESTA ESFERA As questões levantadas, inconstitucionalidades e quebra de princípios, constantes do processo judicial, e que a contribuinte disse em sua petição inicial para entender como também constantes do processo administrativo, cabe ressaltar que não devem ser apreciadas por esta esfera em virtude da prevalência do processo judicial sobre o administrativo, seria inócua qualquer decisão quanto às questões levantadas na esfera judicial. Tendo em vista que a contribuinte ingressou com ação perante o Poder Judiciário discutindo especificamente a matéria de mérito objeto do auto de infração, nesse particular, houve concomitância na defesa, por meio da busca da tutela do Poder Judiciário, bem como o recurso à instância administrativa. rirl 9 Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 A opção da discussão da matéria perante o Poder Judiciário foi da recorrente, e o auto de infração lavrado, fundamentalmente, objetivou a constituição dos créditos tributários como medida preventiva dos efeitos da decadência. Cabe citar aqui, parte do parecer de autoria do Procurador da Fazenda Nacional, Dr. Pedrylvio Francisco Guimarães Ferreira: "Todavia, nenhum dispositivo legal ou princípio processual permite a discussão paralela da mesma matéria em instâncias diversas, sejam elas administrativas ou judiciais ou uma de cada natureza. Outrossim, pela sistemática constitucional, o ato administrativo está sujeito ao controle do Poder Judiciário, sendo este último, em relação ao primeiro, instância superior e autônoma. SUPERIOR, porque pode rever, para cassar ou anular, o ato administrativo; AUTÔNOMA, porque a parte não está obrigada a percorrer, antes, as instâncias administrativas, para ingressar em Juizo. Pode fazê-lo diretamente." No mesmo sentido o Sub-procurador Geral da Fazenda Nacional, Dr. Cid Heráclito de Queiróz, assim pronunciou: "11. Nessas condições, havendo fase litigiosa instaurada — inerente a jurisdição administrativa -, pela impugnação da exigência (recurso latu sensu), seguida, ou mesmo antecedida, de propositura de ação judicial, pelo contribuinte, contra a Fazenda, objetivando, por qualquer modalidade processual — ordenatória, declaratória ou de outro rito — a anulação do crédito tributário, o processo administrativo fiscal deve ter prosseguimento — exceto na hipótese de mandado de segurança ou medida liminar, especifico — até a instância da Divida Ativa, com decisão formal recorrida, sem que o recurso (latu sensu) seja conhecido, eis que dele terá desistido o contribuinte, ao optar pela vi judicial." 10 - Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 No caso em tela, o contribuinte ingressou com ação judicial antes da feitura do lançamento de oficio. Por seu turno, a Autoridade Fiscal, com o intuito de salvaguardar os interesses da Fazenda Nacional, constituiu o crédito tributário. Trata-se especificamente de ações concomitantes para julgamento do mesmo mérito, verificando-se, do exposto, que a contribuinte fez sua opção, escolhendo a esfera judiciária para aiseutii o mérito existente nu presente processo. Inútil seria este Colegiado julgá-lo, uma vez que a decisão final, a que será prolatada pelo Poder Judiciário, é autônoma e superior. O julgado do Poder Judiciário será sempre superveniente à decisão proferida nesta Corte. Se houverem ações concomitantes e os entendimentos forem divergentes a Decisão prolatada pelo Poder Judiciário será definitiva. Por seu turno, na Lei n° 6.830, de 22/09/80, que dispõe sobre a cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública, o parágrafo único do artigo 38 igualmente prescreveu: "Art. 8 - A discussão judicial da divida ativa da Fazenda Pública só é admissivel em execução, na forma desta lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de repetição de indébito ou ação anulatória de ato declarativo, esta procedida de depósito preparatório do valor do débito monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos. Parágrafo único - A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto." O Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes do Ministério da 11 Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 fazenda também trata da matéria, verbis. Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF 55/98. Art. 16— Em qualquer fase o recorrente poderá desistir do recurso em andamento nos Conselhos. § 2° - O pedido de parcelamento, a confissão irretratável da divida, a extinção, sem ressalva, do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo Contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. Não teria sentido que o Colegiado se manifestasse sobre matéria já decidida pelo Poder Judiciário, posto que qualquer que seja a sua decisão prevalecerá sempre o que for decidido por aquele Poder. Dessa forma, a solução da pendência foi transferida da esfera administrativa para a judicial, instância superior e autônoma, que decidirá o litígio com grau de definitividade. Assim, a Administração deixa de ser o órgão ativo do Estado e passa a ser parte na contenda judicial; não será mais ela quem aplicará o Direito, mas o Judiciário ao compor a lide. Apenas por amor ao debate informo ao recorrente que o acórdão 103- 20.534 citado em seu recurso fl. 96, foi modificado pela Primeira Turma da CSRF através do Acórdão CSRF/01-03.808 de 15 de abril de 2.002, tendo a turma dado integral provimento ao recurso interposto pela Douta Procuradoria da Fazenda rNacional. 12 — Processo N°. : 10875.002621/2002-62 Acórdão N°. : 107-07.135 Pelo exposto, conheço e nego provimento ao recurso de oficio e quanto ao recurso voluntário, rejeito as preliminares de nulidade do auto de infração e da decisão de primeira instância, não conheço da matéria submetida ao Poder Judiciário, e no mérito nego-lhe provimento. Sala da Sessões, DF em 13 de maio de 2003. ep Ji 1 e IS • LVE- 13 Page 1 _0012400.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013000.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1 _0013200.PDF Page 1 _0013300.PDF Page 1 _0013400.PDF Page 1 _0013500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10860.001860/00-31
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
Ementa: IRPJ – OMISSÃO DE RECEITAS – É procedente a exigência decorrente da ação fiscal que resultou em lançamento a título de omissão de receitas através do cotejo entre o valor constante na declaração de rendimentos e o valor das operações realizadas obtidas junto às declarações prestadas pelos tomadores dos serviços da empresa, não tendo esta, infirmado os valores constantes nas informações.
IRPJ – LUCRO PRESUMIDO – APLICAÇÃO DO ART. 43 DA LEI Nº 8.541/92, ALTERADO PELA LEI Nº 9.064/95 E REVOGADO PELA LEI Nº 9.249/95 – RETROATIVIDADE BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência, combinada com a quebra de isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, fazem com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicando-se aos casos de omissão de receita de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do ano-calendário de 1995. Por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando-se inevitável o cancelamento da exigência como um todo.
CSLL – OMISSÃO DE RECEITAS – Provado de forma inequívoca que a contribuinte omitiu receitas, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido em razão da correta apuração da base de cálculo.
IRRF – ART. 44 DA LEI Nº 8.541/92 – APLICAÇÃO RETROATIVA DA NORMA REVOGADORA DE PENALIDADE – ALÍQUOTA EXPUNGIDA DO ACRÉSCIMO DE NATUREZA PENAL – Revela caráter de penalidade a tributação, prevista no art. 44 da Lei nº 8.541/92, incidente sobre o lucro indevidamente reduzido e presumido distribuído ao sócio da pessoa jurídica tributada com base no lucro real. Aplica-se retroativamente o art. 36, inciso IV, da Lei nº 9.249/95, que a revogou. Em conseqüência, tratando-se de ato não definitivamente julgado, deve ser afastada a aplicação do dispositivo revogado, expungindo-se a alíquota daquilo que constitui acréscimo penal. No ano-calendário 1993, a inexistência de previsão legal para a incidência do IRRF sobre a regular distribuição de lucros aos sócios (art. 75 in fine da Lei nº 8.383/91) faz com que a tributação prevista no art. 44 da Lei nº 8.541/92 (aplicação da alíquota de 25% sobre 100% da receita omitida) se constitua integralmente em acréscimo penal, devendo ser cancelada.
CSLL – COINCIDÊNCIA CONCEITUAL ENTRE OS TERMOS “AGENTE AUTÔNOMO DE SEGUROS PRIVADOS” E “CORRETOR DE SEGUROS“ – INEXISTÊNCIA - ART. 22, § 1O, DA LEI N° 8.218/91 – ALÍQUOTA MAJORADA – NÃO APLICAÇÃO ÀS CORRETORAS DE SEGURO – Em prestígio à estrita legalidade, certeza e segurança jurídica, as corretoras de seguros não podem ser equiparadas aos agentes autônomos de seguro, tendo em vista tratar-se de pessoas jurídicas submetidas a diferentes regimes e institutos jurídicos, revestindo-se cada uma das atividades de natureza e características específicas, sendo vedado o emprego de analogia para estender o alcance da lei, no tocante à fixação do pólo passivo da relação jurídico-tributária, a hipótese que não estejam legal e expressamente previstas. A interpretação do teor contido no art. 1o, do Decreto n° 56.903/65, determina a não coincidência entre o conceito atribuído ao termo “agente autônomo” e ao termo “corretor de seguros”.(Ac. CSRF/01-03.633, de 06/11/2001)
PIS/FATURAMENTO. — LEI COMPLEMENTAR 7/70 - BASE DE CÁLCULO - INTELIGÊNCIA DO ART. 6º, § ÚNICO - INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO -O PIS, exigido com base no faturamento, nos moldes da Lei Complementar nº 7/70, deve ser calculado com base no faturamento do sexto mês anterior.
PIS/FATURAMENTO – MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1212/95 – É cabível a exigência da contribuição para o PIS/Faturamento com base na MP nº 1212/95, a partir de 01/03/96.
Numero da decisão: 101-95.158
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao
recurso para: 1) cancelar as exigências do IRPJ e do IR-Fonte do ano de 1995; 2) cancelar a exigência da contribuição para o PIS em relação aos períodos de apuração ocorridos até fevereiro de 1996, inclusive; 3) reduzir a aliquota da CSL no ano de 1995 para 10% e nos anos de 1996 a 1998 para 12%, nos termos do
relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Orlando José Gonçalves Bueno, Caio Marcos Cândido e Manoel Antonio Gadelha Dias que não reduziram a alíqu nta da CSL. n Conselheiro Manoel Antonio Gadelha Dias apresentou declaração de voto.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Paulo Roberto Cortez
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200509
ementa_s : IRPJ – OMISSÃO DE RECEITAS – É procedente a exigência decorrente da ação fiscal que resultou em lançamento a título de omissão de receitas através do cotejo entre o valor constante na declaração de rendimentos e o valor das operações realizadas obtidas junto às declarações prestadas pelos tomadores dos serviços da empresa, não tendo esta, infirmado os valores constantes nas informações. IRPJ – LUCRO PRESUMIDO – APLICAÇÃO DO ART. 43 DA LEI Nº 8.541/92, ALTERADO PELA LEI Nº 9.064/95 E REVOGADO PELA LEI Nº 9.249/95 – RETROATIVIDADE BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência, combinada com a quebra de isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, fazem com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicando-se aos casos de omissão de receita de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do ano-calendário de 1995. Por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando-se inevitável o cancelamento da exigência como um todo. CSLL – OMISSÃO DE RECEITAS – Provado de forma inequívoca que a contribuinte omitiu receitas, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido em razão da correta apuração da base de cálculo. IRRF – ART. 44 DA LEI Nº 8.541/92 – APLICAÇÃO RETROATIVA DA NORMA REVOGADORA DE PENALIDADE – ALÍQUOTA EXPUNGIDA DO ACRÉSCIMO DE NATUREZA PENAL – Revela caráter de penalidade a tributação, prevista no art. 44 da Lei nº 8.541/92, incidente sobre o lucro indevidamente reduzido e presumido distribuído ao sócio da pessoa jurídica tributada com base no lucro real. Aplica-se retroativamente o art. 36, inciso IV, da Lei nº 9.249/95, que a revogou. Em conseqüência, tratando-se de ato não definitivamente julgado, deve ser afastada a aplicação do dispositivo revogado, expungindo-se a alíquota daquilo que constitui acréscimo penal. No ano-calendário 1993, a inexistência de previsão legal para a incidência do IRRF sobre a regular distribuição de lucros aos sócios (art. 75 in fine da Lei nº 8.383/91) faz com que a tributação prevista no art. 44 da Lei nº 8.541/92 (aplicação da alíquota de 25% sobre 100% da receita omitida) se constitua integralmente em acréscimo penal, devendo ser cancelada. CSLL – COINCIDÊNCIA CONCEITUAL ENTRE OS TERMOS “AGENTE AUTÔNOMO DE SEGUROS PRIVADOS” E “CORRETOR DE SEGUROS“ – INEXISTÊNCIA - ART. 22, § 1O, DA LEI N° 8.218/91 – ALÍQUOTA MAJORADA – NÃO APLICAÇÃO ÀS CORRETORAS DE SEGURO – Em prestígio à estrita legalidade, certeza e segurança jurídica, as corretoras de seguros não podem ser equiparadas aos agentes autônomos de seguro, tendo em vista tratar-se de pessoas jurídicas submetidas a diferentes regimes e institutos jurídicos, revestindo-se cada uma das atividades de natureza e características específicas, sendo vedado o emprego de analogia para estender o alcance da lei, no tocante à fixação do pólo passivo da relação jurídico-tributária, a hipótese que não estejam legal e expressamente previstas. A interpretação do teor contido no art. 1o, do Decreto n° 56.903/65, determina a não coincidência entre o conceito atribuído ao termo “agente autônomo” e ao termo “corretor de seguros”.(Ac. CSRF/01-03.633, de 06/11/2001) PIS/FATURAMENTO. — LEI COMPLEMENTAR 7/70 - BASE DE CÁLCULO - INTELIGÊNCIA DO ART. 6º, § ÚNICO - INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO -O PIS, exigido com base no faturamento, nos moldes da Lei Complementar nº 7/70, deve ser calculado com base no faturamento do sexto mês anterior. PIS/FATURAMENTO – MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1212/95 – É cabível a exigência da contribuição para o PIS/Faturamento com base na MP nº 1212/95, a partir de 01/03/96.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10860.001860/00-31
anomes_publicacao_s : 200509
conteudo_id_s : 4152029
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 101-95.158
nome_arquivo_s : 10195158_141653_108600018600031_040.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : Paulo Roberto Cortez
nome_arquivo_pdf_s : 108600018600031_4152029.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para: 1) cancelar as exigências do IRPJ e do IR-Fonte do ano de 1995; 2) cancelar a exigência da contribuição para o PIS em relação aos períodos de apuração ocorridos até fevereiro de 1996, inclusive; 3) reduzir a aliquota da CSL no ano de 1995 para 10% e nos anos de 1996 a 1998 para 12%, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Orlando José Gonçalves Bueno, Caio Marcos Cândido e Manoel Antonio Gadelha Dias que não reduziram a alíqu nta da CSL. n Conselheiro Manoel Antonio Gadelha Dias apresentou declaração de voto.
dt_sessao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
id : 4679886
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757997559808
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T13:05:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T13:05:21Z; Last-Modified: 2009-07-08T13:05:23Z; dcterms:modified: 2009-07-08T13:05:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T13:05:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T13:05:23Z; meta:save-date: 2009-07-08T13:05:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T13:05:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T13:05:21Z; created: 2009-07-08T13:05:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 40; Creation-Date: 2009-07-08T13:05:21Z; pdf:charsPerPage: 2163; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T13:05:21Z | Conteúdo => 445A4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ti.t.>»,n 4eg e:V' PRIMEIRA CÂMARA Processo n°. : 10860.001860/00-31 Recurso n°. : 141.653 Matéria : IRPJ E OUTROS — Exs: 1996 a 1999 Recorrente : CARELLI BARRETO ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA. Recorrida : 4a TURMA DRJ — CAMPINAS - SP Sessão de : 12 de setembro de 2005 Acórdão n° : 101-95.158 IRPJ — OMISSÃO DE RECEITAS — É procedente a exigência decorrente da ação fiscal que resultou em lançamento a título de omissão de receitas através do cotejo entre o valor constante na declaração de rendimentos e o valor das operações realizadas obtidas junto às declarações prestadas pelos tomadores dos serviços da empresa, não tendo esta, infirmado os valores constantes nas informações. IRPJ — LUCRO PRESUMIDO — APLICAÇÃO DO ART. 43 DA LEI N° 8.541/92, ALTERADO PELA LEI N° 9.064/95 E REVOGADO PELA LEI N° 9.249/95 — RETROATIVIDADE BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência, combinada com a quebra de isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, fazem com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicando-se aos casos de omissão de receita de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do ano-calendário de 1995. Por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando-se inevitável o cancelamento da exigência como um todo. CSLL — OMISSÃO DE RECEITAS — Provado de forma inequívoca que a contribuinte omitiu receitas, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido em razão da correta apuração da base de cálculo. IRRF — ART. 44 DA LEI N° 8.541/92 — APLICAÇÃO RETROATIVA DA NORMA REVOGADORA DE PENALIDADE — ALÍQUOTA EXPUNGIDA DO ACRÉSCIMO DE NATUREZA PENAL — Revela caráter de penalidade a tributação, prevista no art. 44 da Lei n° 8.541/92, incidente sobre o lucro indevidamente reduzido e presumido distribuído ao sócio da pessoa jurídica tributada com base no lucro real. Aplica-se retroativamente o art. 36, inciso IV, da Lei n° 9.249/95, que a revogou. Em conseqüência, PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 tratando-se de ato não definitivamente julgado, deve ser afastada a aplicação do dispositivo revogado, expungindo- se a alíquota daquilo que constitui acréscimo penal. No ano- calendário 1993, a inexistência de previsão legal para a incidência do IRRF sobre a regular distribuição de lucros aos sócios (art. 75 in fine da Lei n° 8.383/91) faz com que a tributação prevista no art. 44 da Lei n° 8.541/92 (aplicação da alíquota de 25% sobre 100% da receita omitida) se constitua integralmente em acréscimo penal, devendo ser cancelada. CSLL – COINCIDÊNCIA CONCEITUAL ENTRE OS TERMOS "AGENTE AUTÓNOMO DE SEGUROS PRIVADOS" E "CORRETOR DE SEGUROS" – INEXISTÊNCIA - ART. 22, § 10, DA LEI N° 8.218/91 – AL k) U OTA MAJORADA – NÃO APLICAÇÃO ÀS CORRETORAS DE SEGURO – Em prestígio à estrita legalidade, certeza e segurança jurídica, as corretoras de seguros não podem ser equiparadas aos agentes autônomos de seguro, tendo em vista tratar-se de pessoas jurídicas submetidas a diferentes regimes e institutos jurídicos, revestindo-se cada uma das atividades de natureza e características específicas, sendo vedado o emprego de analogia para estender o alcance da lei, no tocante à fixação do pólo passivo da relação jurídico- tributária, a hipótese que não estejam legal e expressamente previstas. A interpretação do teor contido no art. 1 o, do Decreto n° 56.903/65, determina a não coincidência entre o conceito atribuído ao termo "agente autônomo" e ao termo "corretor de seguros".(Ac. CSRF/01- 03.633, de 06/11/2001) PIS/FATURAMENTO. — LEI COMPLEMENTAR 7/70 - BASE DE CÁLCULO - INTELIGÊNCIA DO ART. 6°, § ÚNICO - INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO - O PIS, exigido com base no faturamento, nos moldes da Lei Complementar n° 7/70, deve ser calculado com base no faturamento do sexto mês anterior. PIS/FATURAMENTO – MEDIDA PROVISÓRIA N° 1212/95 – É cabível a exigência da contribuição para o PIS/Faturamento com base na MP n° 1212/95, a partir de o>, 01/03/96. 6() 2 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N° : 101-95.158 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CARELLI BARRETO ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para: 1) cancelar as exigências do IRPJ e do IR-Fonte do ano de 1995; 2) cancelar a exigência da contribuição para o PIS em relação aos períodos de apuração ocorridos até fevereiro de 1996, inclusive; 3) reduzir a aliquota da CSL no ano de 1995 para 10% e nos anos de 1996 a 1998 para 12%, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Orlando José Gonçalves Bueno, Caio Marcos Cândido e Manoel Antonio Gadelha Dias que ná- n reduziram a alíqu nta da CSL. n Conselheiro Manoel Antonio Gadelha Dias apresentou declaração de voto. MANOEL ANTO 10 GADELHA DIAS PRESIDENTE r -OBE-TO CORTEZ R ÁT•R L FORMALIZADO EM: 16 200S Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, VALMIR SANDRI, SANDRA MARIA FARONI e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JUNIOR. 3 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 RECURSO N°.: 141.653 RECORRENTE: CARELLI BARRETO ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA. RELATÓRIO CARELLI BARRETO ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA., já qualificada nos presentes autos, interpõe recurso voluntário a este Colegiado contra o Acórdão n° 6.646, de 21/05/2004 (fls. 318/345), proferido pela Egrégia 4a Turma de Julgamento da DRJ em Campinas - SP, que julgou procedente o lançamento relativo a Imposto de Renda Pessoa Jurídica, fls. 03, e seus decorrentes a título de IRFONTE, fls. 026; PIS, fls. 030; e CSLL, fls. 043. Constam da peça básica da autuação (fls. 04/06), as seguintes irregularidades fiscais: 01 — OMISSÃO DE RECEITAS DA ATIVIDADE Omissão de receitas apurada nas planilhas anexas ao Termo de Intimação Fiscal datado de 24/08/2000 e consolidada na planilha, anexa a este Auto de Infração, denominada "Quadro Demonstrativo da Omissão de Receitas e do IRRF Ainda Não Compensado", coluna "Omissão Receita", as quais fazem parte integrante deste Auto de Infração. Fato gerador Valor Tributável ou Imposto Multa (%) 31/01/1995 R$ 2.630,50 75,00 28/02/1995 R$ 2.253,77 75,00 31/03/1995 R$ 7.267,80 75,00 30/04/1995 R$ 3.273,20 75,00 31/05/1995 R$ 8.013,03 75,00 30/06/1995 R$ 9.266,45 75,00 31/07/1995 R$ 5.334,82 75,00 31/08/1995 R$ 1.643,39 75,00 30/09/1995 R$ 3.495,27 75,00 31/10/1995 R$ 7.330,07 75,00 30/11/1995 R$ 6.435,10 75,00 31/12/1995 R$ 6.237,49 75,00 31/01/1996 R$ 6.735,51 75,00 29/02/1996 R$ 8.138,72 75,00 31/03/1996 R$ 5.849,01 75,00 30/04/1996 R$ 7.053,42 75,00 31/05/1996 R$ 6.355,34 75,00 30/06/1996 R$ 7.309,03 75,00 (27 4 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 3110711996 R$ 4.922,63 75,00 3110811996 R$ 5.593,03 75,00 30/09/1996 R$ 6.037,28 75,00 31/10/1996 R$ 6.341,49 75,00 30/11/1996 R$ 5.163,09 75,00 31/12/1996 R$ 7.247,89 75,00 31/03/1997 R$ 18.462,69 75,00 30/06/1997 R$ 30.942,99 75,00 30/09/1997 R$ 22.339,40 75,00 31/12/1997 R$ 28.211,38 75,00 31/03/1998 R$ 17.654,01 75,00 30/06/1998 R$ 15.954,75 75,00 30/09/1998 R$ 16.045,94 75,00 31/12/1998 R$ 15.414,32 75,00 Enquadramento legal: Arts. 523, § 30, 739 e 892, do RIR194; Arts. 15 e 24, da Lei n° 9.249/95; Art. 25, inciso I, da Lei n° 9.430/96. 02- RECEITAS DA ATIVIDADE RECEITAS DA ATIVIDADE Receitas lançadas mas não declaradas levantadas nas planilhas anexas ao Termo de Intimação Fiscal datado de 24/08/2000 e consolidadas na planilha, anexa a este Auto de Infração, denominada "Quadro Demonstrativo da Omissão de Receitas e do IRRF Ainda Não Compensado", coluna "Lançada e não declarada (*2)", as quais fazem parte integrante deste Auto de Infração. Fato gerador Valor Tributável ou Imposto Multa (%) 31/03/1995 R$ 41,95 75,00 30/04/1995 R$ 479,90 75,00 31/05/1995 R$ 309,50 75,00 30/06/1995 R$ 115,60 75,00 31/07/1995 R$ 469,44 75,00 31108/1995 R$ 1.994,76 75,00 31/10/1995 R$ 82,65 75,00 31/12/1995 R$ 171,95 75,00 31/01/1996 R$ 132,53 75,00 29/02/1996 R$ 1.010,88 75,00 31/10/1996 R$ 69,72 75,00 31/03/1997 R$ 72,97 75,00 30/06/1997 R$ 600,00 75,00 31/12/1997 R$ 84,39 75,00 Enquadramento legal: Art. 28 da Lei n° 8.981/95; Art. 15 da Lei n° 9.249/95; Art. 25, inciso I, da Lei n° 9.430/96." No âmbito da CSLL, acrescentou-se a seguinte infração, além das decorrentes das acima indicadas: 5 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 03 - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE RECEITAS DECLARADAS (SOCIEDADE CORRETORA DE SEGURO) FALTA DE RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Diferenças no recolhimento apuradas conforme os quadros constantes do Termo de Intimação Fiscal datado de 30/08/2000, para os anos-calendário de 1995 a 1998, o qual faz parte integrante deste Auto de Infração. A base de cálculo foi recomposta conforme o Anexo "Recomposição da Base de Cálculo da Contribuição Social" que também faz parte integrante deste Auto de Infração. Fato gerador Valor Tributável ou Imposto Muita (%) 31/01/1995 R$ 1.845,89 75,00 28/02/1995 R$ 1.541,65 75,00 31/03/1995 R$ 1.541,65 75,00 30/04/1995 R$ 1.569,60 75,00 31/05/1995 R$ 1.889,50 75,00 30/06/1995 R$ 2.096,00 75,00 31/07/1995 R$ 2.172,93 75,00 31/08/1995 R$ 2.486,04 75,00 30/09/1995 R$ 3.815,80 75,00 31/10/1995 R$ 2.341,65 75,00 30/11/1995 R$ 2.396,97 75,00 31/12/1995 R$ 1.988,35 75,00 31/01/1996 R$ 2.278,27 75,00 29/02/1996 R$ 2.375,49 75,00 31/03/1996 R$ 2.602,91 75,00 30/04/1996 R$ 2.386,60 75,00 31/05/1996 R$ 2.645,35 75,00 30/06/1996 R$ 3.455,83 75,00 31/07/1996 R$ 3.806,46 75,00 31/08/1996 R$ 4.720,28 75,00 30/09/1996 R$ 4.531,80 75,00 31/10/1996 R$ 3.508,75 75,00 30/11/1996 R$ 3.438,82 75,00 31/12/1996 R$ 3.424,30 75,00 31/03/1997 R$ 8.170,02 75,00 30/06/1997 R$ 9.238,92 75,00 30/09/1997 R$ 10.587,03 75,00 31/12/1997 R$ 9.541,38 75,00 31/03/1998 R$ 12.336,03 75,00 30/06/1998 R$ 17.212,06 75,00 30/09/1998 R$ 20.540,27 75,00 31/12/1998 R$ 23.437,59 75,00 Enquadramento legal: Art. 2° e §§ da Lei n° 7.689/88; Art. 57 da Lei n° 8.981/95, com a redação do art. 1° da Lei n° 9.065/95." Inconformada com a autuação, a contribuinte apresentou,07 tempestivamente, impugnação (fls. 207/220). 6 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 A turma de julgamento de primeira instância decidiu pela manutenção do lançamento, conforme aresto acima mencionado, cuja ementa tem a seguinte redação: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/01/1995, 28/02/1995, 31/03/1995, 30/04/1995, 31/05/1995, 30/06/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995, 31/10/1995, 30/11/1995, 31/12/1995, 31/01/1996, 29/02/1996, 31/03/1996, 30/04/1996, 31/05/1996, 30/06/1996, 31/07/1996, 31/08/1996, 30/09/1996, 31/10/1996, 30/11/1996, 31/12/1996, 31/03/1997, 30/06/1997, 30/09/1997, 31/12/1997, 31/03/1998, 30/06/1998, 30/09/1998, 31/12/1998 OMISSÃO DE RECEITAS. CONFRONTO DIRF X DIRPJ - Não havendo prova em contrário trazida pelo contribuinte, correto é o lançamento do imposto em razão de rendimentos omitidos apurados através de informações da DIRF. Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/01/1995, 28/02/1995, 30/03/1995, 30/04/1995, 31/05/1995, 30/06/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995, 31/10/1995, 30/11/1995, 31/12/1995 OMISSÃO DE RECEITAS. TRIBUTAÇÃO EM SEPARADO - Por força de expressa determinação legal, a omissão de receitas, no ano-calendário de 1995, não deve compor a 1 apuração do lucro presumido, forma de tributação adotada pela contribuinte em sua declaração. Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/01/1996, 28/02/1996, 30/03/1996, 30/04/1996, 31/05/1996, 30/06/1996, 31/07/1996, 31/08/1996, 30/09/1996, 31/10/1996, 30/11/1996, 31/12/1996, 31/03/1997, 30/06/1997, 30/09/1997, 31/12/1997, 31/03/1998, 30/06/1998, 30/09/1998, 31/12/1998 SOCIEDADE CORRETORA DE SEGUROS. LUCRO PRESUMIDO. COEFICIENTE APLICÁVEL - A corretagem de seguro é considerada atividade de intermediação de negócios, sujeitando-se, portanto, à aplicação do percentual de 32% sobre a receita bruta mensal, quando a receita bruta anual ultrapassa o limite de R$ 120.000,00. Processo Administrativo Fiscal TRIBUTAÇÃO REFLEXA. IRRF. CSLL. PIS - Lavrado o auto principal (IRPJ), devem também ser lavrados os autos reflexos, nos termos do art. 142, parágrafo único do CTN, devendo estes seguir a mesma orientação decisória daquele do qual decorrem. 7 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Data do fato gerador: 31/01/1995, 28/02/1995, 31/03/1995, 30/04/1995, 31/05/1995, 30/06/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995, 31/10/1995, 30/11/1995, 31/12/1995 IRRF. OMISSÃO DE RECEITAS - A regra de tributação é específica, no caso de rendimento oriundo de receitas omitidas, e segue as disposições constantes do art. 44 da Lei n°8.541, de 1992, base legal do art. 739 do RIR/94. Irrelevante a observância da participação no capital social de cada um dos sócios da empresa, pois a incidência se dá de forma definitiva, exclusivamente na fonte. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Data do fato gerador: 31/01/1995, 28/02/1995, 31/03/1995, 30/04/1995, 31/05/1995, 30/06/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995, 31/10/1995, 30/11/1995, 31/12/1995, 31/01/1996, 29/02/1996, 31/03/1996, 30/04/1996, 31/05/1996, 30/06/1996, 31/07/1996, 31/08/1996, 30/09/1996, 31/10/1996, 30/11/1996, 31/12/1996, 31/03/1997, 30/06/1997, 30/09/1997, 31/12/1997, 31/03/1998, 30/06/1998, 30/09/1998, 31/12/1998 Sociedade Corretora de Seguros. Alíquota- Descabido qualquer reparo no cálculo da CSLL apurada com a imposição da alíquota majorada de 30% no período fiscalizado, visto ser perfeitamente aplicável o referido percentual para as atividades excepcionadas pela legislação, dentre elas a empresa corretora de seguros. Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/10/1995, 30/11/1995, 31/12/1995, 31/01/1996, 29/02/1996 VEDAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. NÃO CABIMENTO - Inexistindo a constituição do crédito tributário com base na aplicação do disposto na Medida Provisória n° 1.212, de 28 de novembro de 1995, inaplicáveis se tornam as disposições constantes da Instrução Normativa SRF n° 06, de 2000. Normas de Administração Tributária INCONSTITUCIONALIDADE. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA - As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade, restringindo-se a instância administrativa ao exame da validade jurídica dos atos praticados pelos agentes do fisco. Normas Gerais de Direito Tributário Lançamento de Ofício. Multa. CONFISCO. NÃO CABIMENTO- A aplicação de penalidades obedece ao princípio da estrita legalidade, nos termos do art. 97, inciso V, do CTN, sendo 77 8 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 inerente ao lançamento de ofício, não cabendo à autoridade tributária afastá-la, exceto quando há previsão legal. A multa constitui penalidade aplicada como sanção de ato ilícito, não se revestindo das características de tributo, sendo inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso V do artigo 150 da Constituição Federal, de 1988. Lançamento Procedente Cientificada da decisão de primeiro grau em 14/06/2004, conforme AR às fls. 366-v, a contribuinte protocolou, no dia 14/07/2004, o recurso voluntário, no qual apresenta em síntese, os seguintes argumentos: a) que todo o trabalho fiscal baseou-se nos dados informados pelas fontes pagadoras, conforme o mesmo afirma no Termo de Encerramento "com base exclusivamente nas receitas informadas nas DIRF pelas fontes retentoras". Pela execução do trabalho fiscal, fica evidenciado que tudo se baseou em suposições, considerando até mesmo, a fatos e procedimentos totalmente estranhos ao ocorrido, o que, por si só, descaracteriza o auto de infração; b) que, intimada pela autoridade autuante a justificar as diferenças, respondeu que: "quanto a eventual diferença de faturamento verificado nos anos-calendário de 1995,1996, 1997 e 1998, ocorre divergências de valores, uma vez que a Seguradora somente considera a comissão creditada, após a efetivação da contratação do seguro, e, principalmente após o pagamento por parte do segurado. Isto implica em diferenças mensais, pois no nosso procedimento, ao apurar o faturamento, ainda não temos a informação do efetivo pagamento pelo segurado correspondente". Em inúmeros casos ocorre a compensação de comissões pagas em um determinado mês, cuja apólice de seguro tinha sido cancelada, ao valor da comissão de meses posteriores". Essa informação tinha apenas por objetivo, mostrar que aqueles valores declarados pelas Seguradoras, não correspondiam aos efetivamente pagos à recorrente; c) que nos anos de 1997 e 1998, praticamente todas as empresas retentoras informaram valores superiores àqueles efetivamente pagos à recorrente. Ao verificar os livros, não foi observada qualquer irregularidade, concluindo que não houve ingresso de receita sem a devida emissão da nota fiscal correspondente. A fiscalização deveria solicitar às empresas que informaram os pagamentos, que também comprovassem de que forma esses pagamentos foram realizados e que apresentassem as notas fiscais correspondentes. As r, 9 PROCESSO N°. :10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 informações prestadas pelas fontes pagadoras não correspondem ao efetivo pagamento realizado em cada período; d) que o art. 24 da Lei n° 9.249/95, alterou a tributação da receita omitida pelas pessoas jurídicas. O valor do IR será determinado de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no período-base a que corresponder a omissão. No caso da recorrente, a opção foi pelo Lucro Presumido. Assim, a base de cálculo utilizada para apuração do suposto crédito tributário não está de acordo com a legislação vigente; e) que a alíquota do IRFONTE adotada pela fiscalização de 35%, está errada, pois deveria ser tributada proporcionalmente às pessoas físicas dos sócios, de acordo com a participação no capital social; f) que a MP 1087/99, estabeleceu a alíquota de 12% para se apurar a base de cálculo da CSLL e, sobre essa base, a alíquota de 12% para o cálculo da contribuição devida, isto para as empresas classificadas como intermediadoras de negócios, caso das corretoras de seguros, que, de acordo com o disposto na Resolução n. 2.099, de 17/08/1994, do BACEN, as corretoras de seguros não se enquadram na categoria de instituições financeiras, delas diferindo, essencialmente, por prestarem serviços específicos de intermediação em contratação de seguros; g) que, em relação à contribuição para o PIS, requer o cancelamento das parcelas correspondentes aos meses de outubro de 1995 até fevereiro de 1996, por se tratar de não atendimento à legislação de regência em relação ao prazo de vencimento, de alíquota e de base de cálculo e mais, pela IN SRF n° 06/2000, que reconheceu a improcedência de exigir a contribuição do PIS, e que, no julgamento inicial, até esses valores não foram excluídos do crédito tributário apurado. Conclui com o pedido de compensação do IRFONTE, calculado sobre 1,5%, que foi retido sobre as receitas correspondentes. Às fls. 398, o despacho da DRF em Taubaté - SP, com encaminhamento do recurso voluntário, tendo em vista o atendimento dos pressupostos para a admissibilidade e seguimento do mesmo. É o relatório. 10 Cij PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 VOTO Conselheiro PAULO ROBERTO CORTEZ, Relator O recurso é voluntário. Dele tomo conhecimento. Do trabalho fiscal realizado verifica-se que a recorrente foi intimada a apresentar além dos livros comerciais e fiscais, também os comprovantes de rendimentos pagos fornecidos pelas fontes pagadoras, conforme os demonstrativos de 68/69. Posteriormente, houve nova intimação (fls. 70), com a finalidade de que a contribuinte apresentasse as justificativas cabíveis em relação as divergência apuradas e relacionadas nos quadros demonstrativos "Levantamento Mensal da Receita Bruta e do IRRF para cálculo do Lucro Presumido" (fls. 71/78), referentes aos anos-calendário 1995 a 1998, decorrentes do confronto entre as informações constantes das DIRPJ e das DIRF apresentadas pelas empresas que efetuaram pagamentos à recorrente, bem como das notas fiscais emitidas nos períodos e dos livros Registro de Prestação de Serviços e Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados. Em atendimento, a contribuinte ofertou a resposta de fls. 206, prestando as seguintes informações: a) de que sua receita de comissão somente é creditada após a efetivação da contratação do seguro, o que se dá, principalmente, quando do pagamento pelo segurado; b) de que na ocorrência do cancelamento de apólices, procede à compensação de comissões pagas em um determinado mês ao valor das comissões dos meses posteriores. Esses argumentos limitaram-se à informação propriamente dita, pois não houve sequer um único documento apresentado que pudesse confirmar suas alegações. Diante da falta de justificativa plausível e suficiente para convencer 11 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 a fiscalização a respeito das diferenças encontradas, foi lavrado o auto de infração pela constatação de omissão de receitas. Em sua defesa, a recorrente alega que a autoridade autuante não apurou qualquer irregularidade na análise das notas fiscais emitidas, bem como dos livros fiscais, porém, deve-se ressaltar que foi exatamente a partir do confronto de tais documentos fiscais com as DIRPJ e as DIRF que resultou na constatação das divergências apontadas. No presente recurso, a contribuinte repete os mesmos argumentos apresentados na defesa inicial, os quais, por sua vez, já haviam sido ofertados por ocasião da ação fiscal, insurgindo-se contra o método utilizado pela fiscalização. Entendo que o método de trabalho utilizado pela fiscalização para conferir as receitas declaradas pela recorrente no sentido de valer-se de informações prestadas pelas fontes pagadoras é correto e não há qualquer impedimento ou mesmo irregularidade que invalide a ação fiscal. Cabe consignar que, salvo prova em contrário, todas as informações prestadas pelas fontes pagadoras são válidas e merecedoras de fé. Além disso, foram confrontadas todas as informações prestadas pelas empresas para as quais a recorrente prestou serviços, com as notas fiscais, livros caixa e livros fiscais, bem como com as declarações de rendimentos apresentadas pela contribuinte. As DIRFs entregues pelas fontes pagadoras prestam informações sobre as receitas auferidas pela beneficiária, cujos dados, enquanto não infirmados, contém os elementos necessários para a realização das investigações fiscais de modo que, a partir daí, a fiscalização constatou que a contribuinte indicou em sua declaração receitas auferidas pela prestação de serviços em montante inferior ao informado pelas fontes pagadoras, não tendo sido prestado qualquer esclarecimento por parte da recorrente, no sentido de justificar a divergência encontrada. 12 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 Ressalte-se ainda, que a fiscalização procedeu à intimação para que a contribuinte esclarecesse a divergência entre os valores encontrados, isto é, entre a receita por ela declarada e os valores informados pelas empresas que declararam terem pago, no decorrer do anos-calendário em questão, rendimentos em contrapartida à prestação de serviços. Diante da falta de atendimento, a autoridade fiscal reintimou a contribuinte para que se manifestasse a respeito. A resposta prestada em nada auxiliou a mesma, resultado daí a lavratura do auto de infração a título de omissão de receitas. Às fls. 07/08, a fiscalização apresenta com detalhes os valores mensais informados pelas fontes pagadoras com o respectivo imposto de renda retido na fonte, bem como os valores declarados pela recorrente e as diferenças apuradas. Tendo em vista a falta de qualquer comprovação ou justificativa a respeito das divergências encontradas pela fiscalização, foi procedido o lançamento de ofício das citadas diferenças a título de omissão de receitas. A ausência de elementos factuais que possam elidir a exigência fiscal persiste nesta fase recursal, pois a recorrente insiste em contestar o lançamento sob argumentos meramente protelatários, incapazes de dar consistência a sua pretensão de ver excluído, ou pelo menos reduzido o crédito tributário constituído. Em momento algum, trouxe à colação documentos, planilhas ou outros demonstrativos do alegado. Jamais procurou corroborar suas alegações com clara demonstração dos procedimentos contábeis adotados, alcançando os valores declarados por terceiros como pagos à recorrente. Vazias de conteúdo prático suas alegações, pois a única prova dos autos consubstancia-se nas declarações de terceiros, indício veemente de recebimentos cujo reconhecimento de receitas deixou a recorrente de demonstrar. Acf) 13 PROCESSO N°. :10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 Contudo, apesar dos demonstrativos constantes dos autos conterem informações detalhadas, quanto à forma como a omissão de receitas foi apurada, a fim de propiciar ao sujeito passivo ampla defesa, contestando valores e datas de pagamentos, a mesma limitou-se em apresentar meras alegações. Assim, uma vez que na hipótese sob exame a contribuinte não logrou infirmar, com documentação objetiva e inconteste, a acusação que lhe foi feita, a decisão recorrida deve ser mantida integralmente. Também não procedem os argumentos expostos pela recorrente em relação à aplicação da Instrução Normativa SRF n° 11, de 21 de fevereiro de 1996, no sentido de ser utilizada a aliquota beneficiada de 16% para apurar a base de cálculo do IRPJ para as empresas com receita bruta anual inferior a R$ 120.000,00. Ocorre que a recorrente, como bem exposto na decisão de primeira instância, superou o limite estabelecido, conforme demonstrativos de fls. 73/78. Com relação ao pleito da recorrente, no sentido de que seja compensado o IRFONTE calculado e retido pelas fontes pagadoras sobre 1,5% das receitas informadas nas DIRFs, deve-se esclarecer que a autoridade autuante, ao lavrar o auto de infração, tomou as devidas providências, tendo procedido a compensação do imposto retido, conforme demonstrativo de fls. 11/12. Porém, com relação ao ano-calendário de 1995, o enquadramento legal da autuação se deu com base no art. 43 da Lei n° 8.541/92, o qual foi alterado pela Lei n° 9.064/95, e, posteriormente, revogado pela Lei n° 9.249/95. A Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais, em sessão de 14 de abril de 2003, apreciou esta matéria, tendo decidido pelo provimento, nos termos do Acórdão CSRF/01-04.477, assim ementado: IRPJ — LUCRO PRESUMIDO — APLICAÇÃO DO ART. 43 DA LEI N° 8.541/92, ALTERADO PELA LEI N° 9.064/95 E REVOGADO PELA LEI N° 9.249/95 — RETROATIVIDAD E 14 Co) PROCESSO N°. :10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência, combinada com a quebra de isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, fazem com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicando-se aos casos de omissão de receita de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do ano-calendário de 1995. Por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando-se inevitável o cancelamento da exigência como um todo. Recurso especial do contribuinte conhecido e provido. Em suas conclusões, o ilustre relator Conselheiro José Carlos Passuelo assim fundamentou o voto: Muitos ponderam que a tributação integral da receita omitida já admitida na sistemática de lucro real e portanto, ampliar tal aplicação ao lucro presumido não é nenhum absurdo. Concordo que tal procedimento vem sendo aceito com pouco questionamento quando a tributação ocorre pela sistemática de lucro real, mas tenho argumento que me convence de que isso é possível. É que, no lucro real, a apropriação de custos e receitas é acompanhada por um procedimento obrigatório e tecnicamente sofisticado de registro de documentos, conforme princípios e convenções contábeis, em cujo âmbito, não sendo possível atribuir à receita omitida os custos vinculados (específicos), admite-se que os custos tenham sido registrados, até porque o grande benefício fiscal que a omissão de receita propicia (principalmente na venda de bens ou mercadorias) está justamente na possibilidade de apropriar integralmente os custos, em valores significativamente maiores que os lucros da operação, omitindo a receita delas. Esse mecanismo torna aceitável a tributação integral da omissão da receita no lucro real. Mas, na modalidade de lucro presumido, o grande benefício que o omitente de receitas (digamos de venda de bens e mercadorias) obtém não é o benefício de aproveitar os custos para abater os resultados de outras operações, mas apenas reduzindo a tributação sobre o montante da margem estimada (presumida) definida na legislação de regência. E, para coibir um benefício que a omissão poderia trazer à empresa que omite receitas de redução de tributos sobre, digamos 8% para as empresas que comercializam mercadorias, o fisco disporia da prerrogativa de tributar 100% do mesmo valor, é sem dúvida estabelecer penalidade exacerbada e criar dispositivo desequilibrado em razão de seus efeitos. Isso sem questionarmos eventuais incidências sobre a, 15 647 PROCESSO N°. :10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 distribuição existente à época. E tudo gravado com 75% ou 150% de multa, dependendo do enquadramento fiscal. Não há como não aceitar que dito mecanismo é de natureza claramente punitiva. Isso, sem falarmos na quebra da isonomia, princípio tão decantado no direito tributário, segundo o qual, iguais devem ter tratamento idêntico, e não há como querer alterar a base de aplicação do tributo apenas pelo fato de um contribuinte haver contabilizado determinada operação e outro, adotando a mesma forma de tributar, não a tenha. Se diferença existe entre ambos, certamente não será na essência da operação nem na sua base tributável, apenas estará no procedimento de ocultar a operação, o que será cominado com multa própria para a punição de tal procedimento, como dito. Mas, em direito fiscal, não é admissivel punir com tributo. Pune-se com multa. O tributo deve ser neutro e isonõmico diante dos mesmos fatos e circunstâncias, afirmativa extensível à base imponível. E toda essa argumentação fica mais veemente quando se procura o motivo da revogação do artigo 43 da Lei n° 8.541/92. Isso teria ocorrido por sua in erente tentativa de quebra dos princípios apontados, por trazer no seu bojo penalidade disfarçada ou simplesmente por ter criado situação não isonõmica inaceitável? Talvez decorra até de simples aperfeiçoamento tributário. Como não tenho a resposta emitida pela autoridade legislativa, tenho que me contentar com conclusões próprias e opiniões buscadas nos diversos julgados deste Colegiado. Tudo, porém, conduz à aceitação de que, independentemente de possível falha de elaboração legislativa observável na Lei n° 8.541/92, a colocação do dispositivo no Título IV, das penalidades, não me parece ocasional nem apenas coincidência, porquanto a exação é carregada por forte dose de penalidade, pois pune de forma desproporcional e não isonõmica, e pior ainda, usando a figura do tributo, instrumento que não pode se prestar para isso. Mais, cumula, ainda, com multa de ofício. Seria a aplicação de penalidade sobre penalidade? (...) A conclusão prática disso é que, possuindo tais características punitivas a exação trazida no art. 43 da Lei n° 8.541/92, pode- se aplicar a retroatividade benigna contemplada no art. 106, II do Código Tributário Nacional, dando-se efeitos retroativos à revogação perpetrada pelo art. 36, IV, da Lei n° 9.249/95, para que a revogação venha atingir a norma punitiva na sua origem, exatamente no ponto da alteração efetuada pela Lei 9064/95. Como conseqüência, no ano de 1995 a receita omitida seria tributada com apuração do lucro presumido adotando-se os mesmos percentuais vigentes para tributação das demais receitas declaradas, em homenagem ao conceito de lucro 16 ;G(Á PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 respeito ao princípio da isonomia. Porém, por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando inevitável o cancelamento da exigência como um todo." Diante do exposto, acato a decisão proferida pela e. Câmara Superior e proponho o cancelamento da exigência a título de IRPJ, relativa ao ano- calendário de 1995. Contudo, tal entendimento não se aplica ao lançamento a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL, do ano-calendário de 1995, tendo em vista que a fiscalização apurou a base de cálculo de forma correta em relação à essa exação, devendo, portanto, ser mantida a exigência. CSLL — AIÁQUOTA APLICÁVEL A recorrente insurge-se também contra a aplicação da alíquota da CSLL aplicável ao lucro obtido pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, sendo que as corretoras de seguros não se enquadrariam nesta categoria, diferindo essencialmente por prestarem serviços específicos de intermediação em contratação de seguros. Nesse sentido, o Parecer Normativo COSIT n° 1/93, prevê que as corretoras de seguro se sujeito às determinações previstas no artigo 22 da Lei n° 8.212, na qualidade de agentes autônomos de seguros privados. Manifestou-se a Administração Tributária, por meio do citado ato normativo, que o agente autônomo, do gênero agente, equivale a corretor. A jurisprudência administrativa tem exemplos de decisões em no mesmo sentido e em sentido contrário ao do Parecer Normativo. Esta matéria já foi apreciada pela Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme Acórdão CSRF n° 01-03.633, de 06 de novembro de Lfrr 17 gr) PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 2001, sendo, posteriormente confirmado pelo Acórdão CSRF n° 01-05.059, de 2004. O voto condutor do Acórdão n° CSRF/01-03.633/2001, de autoria do ilustre Conselheiro José Carlos Passuello, tem o seguinte teor: "O ponto crucial da divergência se localiza no campo conceituai e o deslinde da questão se dará com a conclusão acerca de a empresa, que desenvolve a atividade de corretora de seguros, estar ou não incluída na atividade própria de "empresa de seguros privados e capitalização" ou de "agentes autônomos de seguros privados". Por tudo o que consta do processo e principalmente pelo contido no Decreto-lei n° 73/66, me é dado concluir que a empresa não reveste a atividade de empresa de seguros privados e capitalização, tratada nos artigos 72 a 88, restando apenas a hipótese de ser classificada como agente autônomo de seguros privados. Efetivamente, como asseverou a autoridade julgadora de primeiro grau, não se trata de discutir a inclusão ou não da empresa na categoria de instituição financeira, uma vez que o § 1o, do art. 22 da Lei n° 8.212/91 não dicotomiza a classificação em instituições financeiras e não financeiras, apenas elenca algumas delas. A Secretaria da Receita Federal, através da Coordenação Geral do Sistema de Tributação, já se manifestou pelo ADN COSIT n° 23/93, entendendo estarem as corretoras de seguros submetidas à tributação, na forma do art. 11 da Lei Complementar n° 70/91, sem porém, esclarecer se por entender tratar-se de empresa de seguro ou agente autônomo de seguros, ou por outra razão. No PN 1/93, item 10, a Fazenda entendeu que as corretoras de seguros se submetem ao art. 22 da Lei n° 8.121/91, "na qualidade de agentes autônomos de seguros privados", o que dá contornos definitivos à questão. A aliquota majorada se aplicaria, portanto, diante do tipo empresarial de agente autônomo de seguros privados. O PN 1/93 tratou de duas situações diversas. A primeira relativa à obrigatoriedade da tributação das corretoras de seguro pelo lucro real, à vista do art. 5o da Lei n° 8.541/93, onde concluiu negativamente, sendo que no rol de entidades obrigadas não constaram os agentes autônomos de seguros privados, conceito fulcral da discussão. A segunda, contemplando as instituições submetidas à aliquota ampliada da contribuição social definida no art. 23 da Lei n° 8.212/91, que mencionou o rol de instituições contempladas no § 10 do art. 22 da mesma lei, concluindo positivamente, por lá constar os agentes autônomos de seguros privados, cujo conceito a autoridade administrativa estendeu às corretoras de seguro. Assim no dizer da autoridade administrativa, o agente autônomo de seguros privados, apesar de não estar obrigado 18 .7ç/P PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 apurar seus resultados pelo lucro real, estava submisso à aliquota ampliada da contribuição social. O segundo aspecto é que ressalta importante, no presente caso. O contido no PN 1/93, manifestação formal da autoridade administrativa em sua função interpretativa da lei, coincidente com o entendimento do I. Conselheiro prolator da declaração de voto (vencido), apresenta, como já visto no relatório, e como está sobejamente debatido nos autos, enfoque diferenciado daquele adotado no voto vencedor prolatado pelo I. Relator. E a divergência é clara. Centra-se na identidade ou diferença que possa existir entre as figuras do "agente autônomo de seguros" e do "corretor de seguros" e/ou "sociedade corretora de seguros". A jurisprudência, como já comentado, é dicotômica, pendendo, ora pela identidade, ora pela diferença entre tais figuras. A par daquela jurisprudência trazida aos autos, destaco o Acórdão n° 103-20.498 (sessão de 24.01.2001), que, em cotejo com o Acórdão n° 103-19.922, indica nova posição da 3a Câmara. O Ac. 103-20.498, da lavra da I. Relatora Mary Elbe Gomes Queiroz, tirado por decisão unânime, está assim ementado: "CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO — ALÍQUOTA MAJORADA — CORRETORAS DE SEGURO — Em prestígio à estrita legalidade, certeza e segurança jurídica, as corretoras de seguros não podem ser equiparadas aos agentes autônomos de seguro, tendo em vista tratar-se de pessoas jurídicas submetidas a diferentes regimes e institutos jurídicos, revestindo-se cada uma das atividades de natureza e características específicas, sendo vedado o emprego de analogia para estender o alcance da lei, no tocante à fixação do pólo passivo da relação jurídico-tributária, a hipóteses que não estejam legal e expressamente previstas. Recurso Provido." Após exame reflexivo do conteúdo das peças já mencionadas, persistindo dúvidas sobre o deslinde da questão, passei a examinar a legislação regulamentar da atividade de seguros, pela ação e regulamentação das diversas instituições existentes. No exame conjunto do Decreto-lei n° 2.063/40, Lei n° 4.594/65, Decreto n° 56.903/65 e Decreto-lei n° 73/66 encontrei uma relação que me impressionou. A Lei n° 4.594/651 regulou a atividade de corretor de seguros e trouxe no seu artigo 1o, como principais contornos: "Art.1 - O corretor de seguros, seja pessoa física ou jurídica, é o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contratos de seguros, admitidos pela legislação vigente, entre 19 PROCESSO N°. :10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 as sociedades de seguros e as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado." Aqui se constata a previsão para que empresas tenham a atividade de corretor de seguros, ou, digamos, sociedades corretoras de seguros, bem como se define a atividade precípua de "angariar e promover contratos de seguros". Seu artigo 32 determinava que, no prazo de 90 dias, seria regulamentada a profissão de corretor de seguro de vida, silenciando sobre os demais ramos. Efetivamente, o Decreto n° 56.903/652 veio cumprir tal função e definiu, em seu artigo 1 o, que: "Art.1 - O Corretor de Seguros de Vida ou de Capitalização, anteriormente denominado Agente, quer seja pessoa física quer jurídica, é o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contratos de seguros de vida ou a colocar títulos de capitalização, admitidos pela legislação vigente, entre sociedades de seguros e capitalização e o público em geral." E nesse texto encontrei o elo de ligação que me faltava para a conclusão acerca do tema. Quando o legislador fez constar que "o Corretor de Seguros de Vida .... anteriormente denominado Agente", mostrou claramente ter havido a passagem de denominação de agente para corretor. Se bem tal declaração explícita somente foi trazida quanto ao corretor de seguros de vida e capitalização, é de se aceitar que seja válida para os demais ramos. Se não aceitarmos que a mudança de denominação de "agente" para "corretor de seguros" se deu em todos os ramos seguradores, teremos a inconsistência de chamarmos de corretor de seguros de vida e, para mesma atividade profissional, porém no ramo de incêndios, teríamos a denominação de agente de seguros contra incêndios. A integração deve prevalecer sobre a ilogicidade, motivo por que passo a entender como sendo corretor de seguros o profissional que atua na atividade, independentemente do ramo a que se dedique. Assim, a partir de então (04.01.1965), sempre que a legislação se referisse ao corretor de seguros, deveria adotar sua nova designação de "corretor de seguros", salvo se alguma outra espécie de agente de seguro existisse que fosse diferenciada daquela de corretor. Essa dicotomia de conceitos de agente foi largamente explorada no voto vencedor, como relatado anteriormente, fazendo sentido, diante da conclusão ora estampada no voto. Dessa forma, quando a legislação tributária adotou posicionamento objetivo com relação a agente autônomo de seguro, seguramente não o fez com relação a corretor de 20 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 seguro ou sociedade corretora de seguros, até porque, por força da expressão da própria lei, o corretor não mais seria chamado de agente. Sendo o Decreto n° 56.903, do ano de 1965 (alterou a designação de agente para corretor) e a Lei n° 8.212, do ano de 19913 (mencionou agente autônomo de seguros), quando de sua edição, a lei não mais podia referir-se a agente de seguros pretendendo alcançar o corretor de seguros. E não mais perdura dúvida, no meu pensamento, acerca da existência de duas naturezas diferenciadas de agentes de seguro, até porque Amílcar Santos, em seu Dicionário de Seguros, assim expressou tal variação de conceitos: "Agente — Representante da empresa de seguros em determinado Estado ou localidade. Há duas espécies de agentes na nomenclatura dos seguros: os agentes representantes da empresa e os agentes angariadores de seguros. Apesar de exercerem funções diversas, a identidade de nomes tem dado causa a confusões, fazendo com que não se distingam as duas categorias, embora elas sejam inconfundíveis. O agente-representante ou, simplesmente, o agente, exerce um mandato, age em nome da sociedade. O agente angariador de seguros, melhor dito, o corretor de seguros, ao contrário, é um mero intermediário, trabalhando por conta própria, embora exerça, por vezes, a sua atividade, em proveito de uma única sociedade. O novo regulamento das operações de seguros (Decreto-lei número 2.063), determinando que a aquisição de qualquer seguro "não poderá ser feita senão mediante proposta assinada pelo interessado ou por corretor habilitado", estabelece, de modo definitivo, a separação entre os dois termos. O agente angariador de seguros tem, agora, sua denominação própria: é corretor de seguros. Agente, em matéria de seguros, é, unicamente, o representante da empresa em determinada localidade. As sociedades são obrigadas a manter, pelo menos nas respectivas capitais, nos Estados em que tiverem riscos em vigor ou responsabilidades não liquidadas, representantes para atender aos portadores de apólices ou interessados em contratos de seguros (Art. 127, Decreto-lei n° 2.063). Tais representantes devem ter poderes para receber e resolver reclamações, acordar a respeito, fazer pagamento de indenizações e de capitais garantidos, receber primeiras citações, representar a sociedade perante o Departamento Nacional de Seguros, inclusive no tocante às obrigações impostas pelo Regulamento de Seguros às sociedades (Art. 127, § 1o, Decreto-lei n° 2.063) Aos representantes com poderes de emitir apólices cabem todas as atribuições fixadas acima (Art. 127, § 2o, Decreto-lei /.>1) 21 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 Se bem, Alexandre Dei Fiori, no seu Dicionário de Seguros, não deixa tão explícita tal diversidade, quando expõe: "Agente: (ger) 1 — Título de pessoa que exerce representação de empresa de seguros em determinada localidade; Agente- Representante; 2 — Termo utilizado para definir profissional que intermedia contratos de seguro; Corretor de Seguros." Diante de tudo isso, concluo, por lógico que, após 1965, quando se definiu tecnicamente a substituição do termo agente pelo termo corretor, no exercício de algumas funções próprias do corretor, como definidas em lei, quando a legislação quis alcançar o corretor o designou por corretor (pessoa física ou jurídica — sociedade corretora), remanescendo o uso da designação de agente apenas para aquele seu representante que Mary Elbe tão apropriadamente designou, no voto condutor do Acórdão n° 103-20.498, de "longo manus da seguradora, seu mandatário, atuando em nome dela porém de modo autônomo, prestando serviço e atuando como sua extensão junto aos clientes, com poderes para emitir a apólice de seguro que obriga a seguradora". Penso que, quando a Lei n° 8.212/91 determinou a incidência de alíquota majorada da CSSL, para os "agentes autônomos de seguro", pretendeu efetivamente alcançar tão somente os agentes das seguradoras seus representantes e não os corretores de seguros ou as sociedades corretoras de seguro. É inegável que o pólo passivo da relação jurídico-tributária é matéria adstrita à legalidade e tipicidade cerrada, sendo as previstas hipóteses de sujeição objetivamente fixadas em lei, não comportando ao interprete, por meio de ato normativo infralegal integrar a norma por analogia na pretensão de abranger outras instituições com vistas a suprir suposta omissão. Ainda é de se lembrar que a adoção da analogia é vedada pelo art. 108, § 10 do Código Tributário Nacional, para exigir tributo ou alcançar hipótese de incidência não prevista em lei. Isso tudo porque, como ficou claro, "agente autônomo de seguros" e "corretoras de seguros", trata-se de instituições com atividades submetidas a institutos diversos e que apresentam, na sua natureza, regimes diversos, o que redunda dizer que, tendo a Lei n° 8.212/91 abrangido o corretor autônomo de seguros, não se pode afirmar que englobou também as corretoras de seguros, por simples não inclusão. Por outro lado, não é de se desconhecer fortes argumentos trazidos no PN n° 01/93, em seu item 10, de que: "Quis o legislador, portanto, para fins da Contribuição Social sobre o Lucro (CSSL), estender a todas as pessoas jurídicas cuja constituição, funcionamento e operações são fiscalizadas pela SUSEP, o mesmo tratamento conferido às instituições financeiras. Assim, tanto as empresas seguradoras como as sociedades corretoras de seguros, na qualidade de agentes 22 P PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 autônomos de seguros privados (Lei n° 4.594/64, art. 1o; Decreto n° 56.903/65, art. 1o; Decreto-lei n° 73/66, art. 122 e Decreto n° 60.459/67, art. 100), recebem esse tratamento." Tais argumentos embasaram tanto o voto vencido na 8a Câmara, quanto o Memorial do Sr. Procurador da Fazenda Nacional e merecem conhecimento. A submissão do tratamento tributário às funções administrativas da SUSEP deve ser objetivamente tratada. A SUSEP, na forma do artigo 8o do Decreto-lei n° 73/66, integra o Sistema Nacional de Seguros Privados, que é constituído por instituições lá elencadas, como segue: DECRETO-LEI 73 DE 21/11/1966 - DOU 22/11/1966 Dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados, Regula as Operações de Seguros e Resseguros e dá outras providências. * Regulamentado pelo Decreto n° 60.459, de 13/03/1967. CAPÍTULO II - Do Sistema Nacional de Seguros Privados. (artigos 7 e 8) TEXTO: "Art. 8o - Fica instituído o Sistema Nacional de Seguros Privados, regulado pelo presente Decreto-lei e constituído: a) do Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP; b) da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP; c) do Instituto de Resseguros do Brasil - IRB; d) das Sociedades autorizadas a operar em seguros privados; e) dos corretores habilitados." Por definição legal, as funções da SUSEP são, objetivamente, como trazido no artigo 36, de executora da política traçada pelo CNSP, como órgão fiscalizador da constituição, organização, funcionamento e operações das Sociedades Seguradoras, estampadas abaixo: DECRETO-LEI 73 DE 21/11/1966 - DOU 22/11/1966 Dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados, Regula as Operações de Seguros e Resseguros e dá outras providências. * Regulamentado pelo Decreto n° 60.459, de 13/03/1967. CAPÍTULO V - Da Superintendência de Seguros Privados. SEÇÃO I (artigos 35 e 36) TEXTO: "Art. 36 - Compete à SUSEP, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP, como órgão fiscalizador da 23 -02 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 constituição, organização, funcionamento e operações das Sociedades Seguradoras: a) processar os pedidos de autorização, para constituição, organização, funcionamento, fusão, encampação, grupamento, transferência de controle acionário e reforma dos Estatutos das Sociedades Seguradoras, opinar sobre os mesmos e encaminhá-los ao CNSP; b) baixar instruções e expedir circulares relativas à regulamentação das operações de seguro, de acordo com as diretrizes do CNSP; c) fixar condições de apólices, planos de operações e tarifas a serem utilizadas obrigatoriamente pelo mercado segurador nacional; d) aprovar os limites de operações das Sociedades Seguradoras, de conformidade com o critério fixado pelo CNSP; e) examinar e aprovar as condições de coberturas especiais, bem como fixar as taxas aplicáveis; f) autorizar a movimentação e liberação dos bens e valores obrigatoriamente inscritos em garantia das reservas técnicas e do capital vinculado; g) fiscalizar a execução das normas gerais de contabilidade e estatística fixadas pelo CNSP para as Sociedades Seguradoras; h) fiscalizar as operações das Sociedades Seguradoras, inclusive o exato cumprimento deste Decreto-lei, de outras leis pertinentes, disposições regulamentares em geral, resoluções do CNSP e aplicar as penalidades cabíveis; i) proceder à liquidação das Sociedades Seguradoras que tiverem cassada a autorização para funcionar no País; j) organizar seus serviços, elaborar e executar seu orçamento." A leitura do artigo acima transcrito deixa nítida impressão de que as funções fiscalizadoras da SUSEP alcançam, basicamente, as sociedades seguradoras, alcançando as demais instituições elencadas no art. 80, apenas por força da determinação genérica do item h) do art. 36, "... fiscalizar as operações da Sociedades Seguradoras, inclusive o exato cumprimento deste Decreto-lei, de outras leis pertinentes, disposições regulamentares em geral, resoluções do CNSP e aplicar as penalidades cabíveis:" (destaquei) A distinção entre sociedades seguradoras e corretores de seguros ou sociedades é tão nítida, que a lei, para subsumir os corretores de seguros teve que tratar especificamente de tal relação, sob responsabilidade profissional, como consta do artigo 127 do Decreto-lei n° 37/66: DECRETO-LEI 73 DE 21/11/1966 - DOU 22/11/1966 24 9,2 PROCESSO N°. :10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 Dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados, Regula as Operações de Seguros e Resseguros e dá outras providências. * Regulamentado pelo Decreto n°60.459, de 13/03/1967. CAPÍTULO XI - Dos Corretores de Seguros. (artigos 122 a 128) TEXTO: "Art.127 - Caberá responsabilidade profissional, perante a SUSEP, ao corretor que deixar de cumprir as leis, regulamentos e resoluções em vigor, ou que der causa dolosa ou culposa a prejuízos às Sociedades Seguradoras ou aos segurados." O tratamento em separado, sob responsabilidade profissional, sem dúvida, dá novos limites à ampla submissão contida no artigo 80. De outra feita, o entendimento de que a simples submissão da atividade, na qualidade de integrante do Sistema Nacional de Seguros Privados, à atividade fiscalizadora da SUSEP implicaria em estender a aliquota ampliada da Contribuição Social, pode ser cotejado com antecedente tirado no Acórdão n° 101-93.401 (sessão de 22 de abril de 2001), que excluiu o Instituto de Resseguros do Brasil, entidade integrante do SNSP, do alcance de tal aliquota majorada. Esta Primeira Câmara, ao julgar o Recurso n° 136.392, em 16 de setembro de 2004, Relatora a ilustre Conselheira Sandra Maria Faroni, trilhou o mesmo entendimento, conforme o Acórdão n° 101-94.702, do qual adoto os fundamentos para acolher o pleito da recorrente, no sentido de aplicar a aliquota de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido normal às demais prestadoras de serviços. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE Como visto acima, o IRPJ sobre o lucro presumido, lançado de ofício em relação ao ano-calendário de 1995, não merece prosperar por caracterizar evidente penalização. Da mesma forma ocorre com o Imposto de Renda na Fonte, cujo enquadramento legal deu-se no art. 44, da Lei n° 8.541/92, verbis: 25 6740 P PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 Art. 44. A receita omitida ou a diferença verificada na determinação dos resultados das pessoas jurídicas por qualquer procedimento que implique redução indevida do lucro líquido será considerada automaticamente recebida pelos sócios acionistas ou titular da empresa individual e tributada exclusivamente na fonte à alíquota de 25%, sem prejuízo da incidência do imposto sobre a renda da pessoa jurídica. § 1o. O fato gerador do imposto de renda na fonte considera- se ocorrido no dia da omissão ou da redução indevida. § 2o. O disposto neste artigo não se aplica a deduções indevidas que, por sua natureza, não autorizem presunção de transferência de recursos do patrimônio da pessoa jurídica para o dos seus sócios. Nesse sentido cabe citar a decisão proferida por esta Primeira Câmara no Acórdão n° 101-93.840, de 22/05/2002, provido à unanimidade, cuja ementa tem a seguinte redação: IRRF — ART. 44 DA LEI N° 8.541/92 — APLICAÇÃO RETROATIVA DA NORMA REVOGADORA DE PENALIDADE — ALíQUOTA EXPUNGIDA DO ACRÉSCIMO DE NATUREZA PENAL — Revela caráter de penalidade a tributação, prevista no art. 44 da Lei n° 8.541/92, incidente sobre o lucro indevidamente reduzido e presumido distribuído ao sócio da pessoa jurídica tributada com base no lucro real. Aplica-se retroativamente o art. 36, inciso IV, da Lei n° 9.249/95, que a revogou. Em conseqüência, tratando-se de ato não definitivamente julgado, deve ser afastada a aplicação do dispositivo revogado, expungindo-se a alíquota daquilo que constitui acréscimo penal. No ano-calendário 1993, a inexistência de previsão legal para a incidência do IRRF sobre a regular distribuição de lucros aos sócios (art. 75 in fine da Lei n° 8.383/91) faz com que a tributação prevista no art. 44 da Lei n° 8.541/92 (aplicação da alíquota de 25% sobre 100% da receita omitida) se constitua integralmente em acréscimo penal, devendo ser cancelada. Conforme exposto na apreciação da matéria relativa ao IRPJ e, tendo em conta que o enquadramento legal fundamenta-se também na Lei n° 8.541/92, posteriormente alterada pela Lei n° 9.064/95, e a seguir revogada, trata-se também de aplicação de penalidade por intermédio de tributo, devendo também ser cancelada a exigência. 26 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 PIS FATURAMENTO Com respeito à contribuição para o PIS/Faturamento, de acordo com a jurisprudência dominante nesta Câmara, são insubsistentes os lançamentos relativos a períodos anteriores a 01/03/96, que se encontrem em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 6° da Lei Complementar n° 7/70, o qual estabelece que 'A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro, a de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente." Esse é o entendimento desta Câmara sobre a matéria em incontáveis decisões proferidas e confirmadas pela Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais. Assim, a base de cálculo da contribuição era o faturamento de seis meses atrás, devendo, portanto, ser excluída do lançamento de PIS/Faturamento, a parcela relativa aos meses de janeiro e fevereiro de 1995. A Medida Provisória n° 1.212, de 28/11/95 - D.OU. de 29/11/95, estabeleceu em seu art. 2° que a apuração será apurada mensalmente, e, no art. 3°, que o faturamento é a receita bruta. Os atos praticados com base nessa MP foram convalidados pela de n° 1.249, de 14/12/95, que revogou a MP 1.212/95. De acordo com o princípio da anterioridade mitigada, de que trata o § 6° do art. 195 da CF., a MP n° 1.212/95 somente tem eficácia a partir de 01/03/96. Nesse sentido a IN SRF n° 006, de 19/01/2000, que veda a constituição de crédito tributário, baseado na MP n° 1.212/95, no período compreendido entre 1° de outubro de 1995 a 29/02/96. 0,1) 27 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 Dessa forma, o lançamento a título de contribuição para o PIS/Faturamento relativo aos fatos geradores ocorridos até fevereiro de 1996, inclusive, deve ser declarado insubsistente. CONCLUSÃO Ante o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso voluntário e, no mérito dar provimento parcial para excluir da exigência em relação ao ano-calendário de 1995, o IRPJ e o IRFONTE, bem como excluir a exigência de PIS/Faturamento até o mês de fevereiro de 1996, inclusive. Com relação aos demais exercícios, ajustar a alíquota da CSLL aplicável às demais prestadoras de serviços. 1 Brasília (DF), -m 1. e setembro de 2005 , • ,t/ PAULO Th O; • O RTEZ 28 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 DECLARAÇÃO DE VOTO Conselheiro MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS Com a devida vênia do e. Conselheiro Relator, Paulo Roberto Cortez, não posso comungar do seu entendimento acerca do alcance da expressão "agentes autônomos de seguros privados e de crédito", contida no § 1° do art. 22 da Lei n°8.212/91. Segundo o i. Relator que adotou as razões explicitadas no voto condutor do Acórdão n.° CSRF/01-03.633, a expressão em tela diz respeito aos "agentes de seguros" e não aos "corretores de seguros". Ora, com todo o respeito, o legislador de 1991 não inventou a expressão em foco. Essa designação foi adotada da legislação trabalhista. O Decreto-lei n° 2.381/40, que aprovou o quadro das atividades e profissões para o Registro das Associações Profissionais e o enquadramento sindical, de que trata o art. 577 da CLT, dispõe: "Confederação Nacional das Empresas de Crédito 1° Grupo: Estabelecimentos bancários Atividades ou categorias econômicas: Bancos; Casas bancárias; Sociedades de crédito. Financiamento e investimentos. 2° Grupo: Empresas de seguros privados e capitalização Atividades ou categorias econômicas: Empresas de seguros; Empresas de capitalização. 3° grupo: Agentes autônomos de seguros privados e de crédito Atividades ou categorias econômicas: Corretoras de seguros e de capitalização; Sociedades e Corretores de Fundos públicos e câmbio." jy2 29 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 À toda evidência, o §1° do art. 22 da Lei n° 8.212/91 alcança o gênero "agentes autônomos de seguros privados e de crédito", do qual os "corretores de seguros" são espécie. Revela-se, portanto, data máxima vênia, desarrazoado falar-se em emprego de analogia entre "agente de seguro" e "corretor de seguro". A despeito de entender suficiente a argumentação acima desenvolvida, que demonstra ser aplicável às corretoras de seguros a alíquota majorada da contribuição social sobre o lucro prevista no art. 11 da Lei Complementar n° 70/91, peço vênia para me reportar a outros fundamentos aduzidos na declaração de voto que proferi no Acórdão n° CSRF/01-04.243, de 15/10/2002: "Com todo o respeito que me merece o i. Conselheiro Relator, Celso Alves Feitosa, divirjo, veementemente, do seu entendimento acerca do alcance da expressão "agentes autônomos de seguros privados e de crédito", contida no § 1° do art. 22 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. À toda evidência, data vênia, a interpretação emprestada pelo douto Relator à expressão supra identificada carece de sustentação, pois, como se demonstrará, lhe falta a necessária visão histórica, teleológica, sistemática, e mesmo prática, da citada norma jurídica. A prevalecer tal exegese, concessa venia, a referida norma revelar- se-ia absolutamente inaplicável, o que, de per se, confirma o seu equívoco, posto que, é sabido, a lei não contém disposições inúteis. Exsurge, em verdade, do entendimento adotado pelo Senhor Relator, sua sensibilidade à alegação da empresa autuada, de que (fls. 482/483): "...os motivos que levaram o legislador a conceder um tratamento diferenciado, no tocante ao recolhimento da CSL, às instituições relacionadas no parágrafo 1° do art. 23 da Lei n° 8.212. Basta lembrar que, na vigência da antiga redação do art. 195, inciso I, da Constituição Federal, a União podia instituir contribuições sociais sobre o faturamento. E as instituições financeiras sempre resistiram ao pagamento dessa contribuição, sob o argumento de que suas receitas financeiras não se enquadravam no conceito constitucional de faturamento, assim entendido como o produto da venda de mercadorias e da prestação de serviços. 30 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 Assim, para evitar discussões judiciais sobre o assunto, preferiu o legislador elevar a alíquota da CSL das instituições financeiras e conceder isenção do pagamento da Cofins para elas. Confira-se o disposto no parágrafo único do art. 11 da Lei Complementar n° 70/91. Nele está prevista a exclusão do pagamento da Cofins para as pessoas jurídicas sujeitas à incidência da CSL à alíquota mais elevada. Tudo isso porque o legislador reconheceu que as instituições bancárias não possuíam faturamento sujeito à incidência mais gravosa da CSL, para que não fosse prejudicada a arrecadação. Ora, não é esse o caso das sociedades corretoras de seguros pois, sendo elas tipicamente empresas prestadoras de serviços, suas receitas de vendas enquadram-se perfeitamente no conceito de faturamento sujeito à incidência da Cofins. Daí porque não haveria motivos para desonera-las da Cofins e grava-las com uma incidência mais onerosa da CSL." (grifei) Esse aspecto levou a maioria dos Membros desta Turma a acolher as r. conclusões do i. Conselheiro Relator, no meu sentir inspirada no senso de justiça (faltaria capacidade contributiva às sociedades correlatoras de seguros), e decidir que os "agentes autônomos de seguros privados' de que trata o § 1° do art. 22 da Lei n° 8.212/91 são, em verdade, os "representantes comerciais"(?) das companhias seguradoras, e não os "corretores de seguros'. Ocorre que, a prevalecer esse entendimento, aí sim, os "representantes comerciais'(?) das companhias seguradoras teriam grandes chances, no Judiciário, de ver a tese da ofensa ao princípio da capacidade contributiva ser encampada. Isso, evidentemente, se tal segmento da atividade mercantil tivesse existência, não apenas em tese, mas de fato, a merecer tratamento tributário especial e diferenciado do legislador ordinário. Tal hipótese, contudo, inocorre na prática, posto que os contratos de seguros entre a seguradora e o segurado são sempre realizados por meio de corretores de seguros, e não por intermédio de supostos representantes comerciais. Na realidade, as sociedades seguradoras mantêm, nas cidades, escritórios aptos a atender aos portadores de apólices ou interessados em contratos de seguros. Esses escritórios nada mais são do que filiais das próprias sociedades seguradoras. (41' 31 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 Por outro lado, o Senhor Relator, ao adotar, quase que na íntegra, o voto condutor do Acórdão CSRF/01-03.633, da lavra do Conselheiro José Carlos Passuello, reconhece que o termo agente, segundo Alexandre Dei Fiori, in Dicionário de Seguros, 1996, tanto pode designar "pessoa que exerce representação de empresa de seguros" como o "profissional que intermedia contratos de seguros". Mesmo para Almicar Santos, in Dicionário de Seguros, há "duas espécies de agentes na nomenclatura dos seguros: os agentes representantes das empresas e os agentes angariadores de seguros". , Ainda segundo Amilcar Santos, o "agente-representante ou, 1 simplesmente, o agente, exerce um mandato, age em nome da sociedade", por sua vez, o "agente angariador de seguros, melhor dito, o corretor de seguros, ao contrário, é um mero intermediário, trabalhando por conta própria, embora exerça, por vezes, a sua atividade, em proveito de uma única sociedade". Observe-se que o legislador (Lei n° 8.212/91, art. 22, § 1°) não adotou a terminologia agente-representante ou agente, mas agentes autônomos. Ora, o caráter autônomo está presente na atividade do agente angariador de seguros (corretor de seguros) e não necessariamente na atividade do agente representante da empresa de seguros (agente). Com todo o respeito que me merece o Senhor Relator, carece de fundamentação, data maxima venha, a afirmação de que as corretoras de seguros e os agentes autônomos de seguros são pessoas jurídicas submetidas a diferentes regimes e institutos jurídicos, revestindo-se cada uma das atividades de natureza e características específicas. Com efeito, não apontou o Senhor Relator qual a lei ou o decreto que teria regulamentado as atividades dos agentes autônomos de seguro que viesse a diferenciá-las daquelas exercidas pelos corretores de seguros. É certo que o Senhor relator não logrou fazê-lo simplesmente porque os agentes autônomos de seguros privados, de que trata o § 1° do art. 22 da Lei n° 8.212/91, são os corretores de seguros, cuja profissão foi regulamentada pelo Decreto n° 56.903, de 24/09/1965. Não é por outra razão, como bem lembrado no Parecer PRGER/COORD n° 634/94, da Procuradoria-Geral da SUSEP (fls. 489/497), que o quadro de atividades e profissões de que trata o art. 577 da CLT, em vigor à época, assinalava, no plano básico do enquadramento sindical da Confederação Nacional das Empresas de Crédito, os corretores de seguros e de capitalização como fazendo parte do 3° grupo de atividades ou categorias econômic s, 32 ? 61/if PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 qual seja a dos Agentes autônomos de seguros privados e de crédito, conforme esquema abaixo: "Confederação Nacional das Empresas de Crédito 1° Grupo: Estabelecimentos bancários Atividades ou categorias econômicas Bancos; Casas bancárias; Sociedades de crédito. Financiamento e investimentos. 2° Grupo: Empresas de seguros privados e capitalização Atividades ou categorias econômicas Empresas de seguros; Empresas de capitalização. 3° grupo: Agentes autônomos de seguros privados e de crédito Atividades ou categorias econômicas Corretoras de seguros e de capitalização; Sociedades e Corretores de Fundos públicos e câmbio." Assim, com o devido respeito, revela-se equivocada a ementa deste acórdão proposta pelo Senhor Relator, no sentido de que a sociedade corretora de seguros "não se equipara à figura do agente autônomo de seguros", pois o conceito de agente autônomo de seguros foi claramente fixado pela legislação trabalhista, não havendo razão de qualquer ordem para deixá-lo de aplicar no campo tributário, razão pela qual não há falar-se em "equiparação". Transcrevo a seguir excertos da declaração de voto que proferi em sessão de 16 de agosto de 2000 e que integra o Acórdão n° 108- 06.191: "A Administração Tributária, por meio da Coordenação-Geral do Sistema de Tributação, da Secretaria da Receita Federal, fez publicar o Parecer Normativo COSIT N° 1, de 03/08/93, assim ementado: "CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO (CSLL) Assunto: Aliquota da CSLL aplicável às sociedades corretoras de seguros. Ementa: As sociedades corretoras de seguros, com o advento da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, estão sujeitas aos pagamentos da CSLL à mesma aliquota aplicável às instituições financeiras". 33 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 Tal conclusão encontra-se calcada nos seguintes fundamentos: "6. A mencionada lei n° 8.212/91 veio majorar a alíquota da contribuição social sobre o lucro, exclusivamente, para algumas pessoas jurídicas, conforme passaremos a demonstrar. 7. Até a data da publicação da Lei n° 8.212/91 — 25/07/91 — vigia a Lei n° 8.114, de 12/12/90, que, em seu artigo 11, fixou, verbis: "Art. 11. A partir do exercício financeiro de 1991, as instituições referidas no artigo 1° do Decreto-lei n° 2.426, de 07 de abril de 1988, pagarão a contribuição prevista no artigo 3° da Lei n° 7.689, de 15 de dezembro de 1988, à alíquota de quinze por cento." 8. O referido art. 1°, caput, do Decreto-lei n° 2.426/88, por seu turno, dispôs: "Art. 1° A partir do exercício financeiro de 1989, período- base de 1988, o adicional de que trata o art. 25 da Lei n° 7.450, de 23 de dezembro de 1985, será de quinze por cento para os bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimentos, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de créditos imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários e empresas de arrendamento mercantil'. 9. Confrontando-se o elenco de instituições acima transcrito com a relação que consta do § 1 0 do art. 22 da Lei 8.212/91, constata-se que nesta foram incluídas, além das cooperativas de crédito, as empresas de seguros privados e de capitalização, os agentes autônomos de seguros privados e de crédito e as entidades de previdência privada abertas e fechadas, estas sujeitas à fiscalização da Superintendências de Seguros Privados(SUSEP). 10. Quis o legislador, portanto, para fins da Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL), estender a todas as pessoas jurídicas cuja constituição, organização, funcionamento e operações são fiscalizadas pela SUSEP, o mesmo tratamento conferido às instituições financeiras. Assim, tanto as empresas seguradoras como as sociedades corretoras de seguros, na qualidade de agentes autônomos de seguros privados (Lei n° 4.594/64, art. 1°; Decreto n° 56.903/65, art. 1°; Decreto-lei n° 73/66, art. 122 e Decreto n° 60.459/67, art. 100), recebem esse tratamento." (negritei) 34 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 Não teve dúvida, portanto, a Administração Tributária em concluir que o legislador, ao aumentar o rol de pessoas sobre as quais deveria recair maior ônus no financiamento da Seguridade Social, incluindo, pela ordem, além das cooperativas de crédito, as empresas de seguros privados e de capitalização, os agentes autônomos de seguros privados e de crédito e as entidades de previdência privada abertas e fechadas, quis, claramente, estender a todas as pessoas jurídicas cuja constituição, organização, funcionamento e operações são fiscalizadas pela SUSEP, o mesmo tratamento conferido às instituições financeiras. Isso porque o Decreto-lei n° 73, de 21/11/66, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados, traz, entre outras disposições, as seguintes: "Art. 1° Todas as operações de seguros privados realizados no País ficarão subordinadas às disposições do presente Decreto-lei" (negrite0 Art. 8° Fica instituído o Sistema Nacional de Seguros Privados, regulado pelo presente Decreto-lei e constituído: • do Conselho Nacional de Seguros Privados — CNSP; • da Superintendência de Seguros Privados — SUSEP; • do Instituto de Resseguros do Brasil — !RB; • das Sociedades autorizadas a operar em seguros privados; (negritei) • dos corretores habilitados." (negritei) Art. 34. Com audiência obrigatória nas deliberações relativas às respectivas finalidades específicas, funcionarão junto ao CNSP as seguintes Comissões Consultivas: (negritei) - de Saúde; II- do Trabalho; III- de Transporte; IV - Mobiliária e de Habitação; V - Rural; VI - Aeronáutica; VII - de Crédito; VIII - de Corretores. (negritei) 35 PROCESSO N°. :10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 Art. 36. Compete à SUSEP, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP, como órgão fiscalizador da constituição, organização, funcionamento e operações das Sociedades Seguradoras: Art. 122. O corretor de seguros, pessoa física ou jurídica, é o intermediário legalmente autorizado a angariar e promover contratos de seguro entre as Sociedades Seguradoras e as pessoas físicas ou jurídicas de Direito Privado. Art. 127. Caberá responsabilidade profissional, perante a SUSEP, ao corretor que deixar de cumprir as leis, regulamentos e resoluções em vigor, ou que der causa dolosa ou culposa a prejuízos às Sociedades Seguradoras ou aos segurados." Lembre-se também que o Sistema Nacional de Capitalização foi instituído pelo Decreto n° 261, de 28/02/67, e que, por força da Lei n° 6.435, de 15/07/77, as entidades de previdência privada abertas integraram-se ao Sistema Nacional de Seguros Privados (art. 7°). Ora, concluir, como fez o v. acórdão ora combatido, que os "agentes autônomos de seguros privados e de crédito" seriam os "representantes comerciais''(?) das empresas de seguro e de capitalização, implicaria reconhecer que o legislador teria se utilizado, para o referido mister, de critério absolutamente despido de razão lógica, jurídica ou econômica. Efetivamente, a expressão "agentes autônomos de seguros privados e de crédito', adotada pelo legislador de 1991, não trouxe nenhuma dúvida sobre o seu alcance entre os próprios corretores de seguros e de títulos de capitalização, não lhes causando nenhuma estranheza essa terminologia. Em verdade, o que se questionava (e ainda se questiona) é o fato de a alíquota majorada da CSL (e da contribuição previdenciária também) incidir indistintamente, sobre os corretores de seguros de pequeno (lhe faltaria capacidade contributiva) médio e grande porte, ao passo que as instituições financeiras e demais empresas a elas equiparadas são sempre de grande, ou pelo menos de médio porte. Observe-se que o vetusto Código Comercial (Lei n° 556, de 25/06/1850), em seu Título III —DOS AGENTES AUXILIARES DO COMÉRCIO -, já dispunha, verbis: 36 PROCESSO N°. : 10860.001860100-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 "Art.35. São considerados agentes auxiliares do comércio, sujeitos às leis comerciais com relação às operações que nessa qualidade lhes respeitam: h) os corretores; i) os agentes de leilões; j) os feitores, guarda-livros e caixeiros; k) os trapicheiros e os administradores de armazéns de depósito; I) os comissários de transportes." (negritei) Aliás, o corretor de seguros era mesmo conhecido como agente de seguros, conforme, lembra o art. 1° do Decreto n° 56.903, de 24/09/65, que regulamentou a profissão de Corretor de Seguros de Vida e de Capitalização, verbis: "Art. 10 O Corretor de Seguros de Vida ou de Capitalização, anteriormente denominado Agente, quer seja pessoa física quer jurídica, é o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contratos de seguros de vida ou a colocar títulos de capitalização, admitidos pela legislação vigente, entre sociedades de seguros e capitalização e o público em geral." (negritei) Não sem razão, portanto, o legislador (art. 22, § 1°, Lei n° 8.212/81) utilizou a expressão "agentes autônomos de seguros privados e de crédito", em face da clara correspondência com a denominação "corretor de seguros de vida e de capitalização" de que trata o referido Decreto n° 56.903/65. Isso porque, consoante ensina Fábio Ulhoa Coelho, in Manual de Direito Comercial, 5a ed., p. 478, Ed. Saraiva, o contrato de capitalização é solene, "sendo indispensável a emissão do respectivo título de capitalização pela sociedade anônima autorizada a operar neste ramo de atividade. Tal documento tem a natureza de título de crédito (negrito° impróprio de investimento e, por este motivo, comporta somente a forma nominativa'. Indubitavelmente, os corretores de seguros e os corretores de títulos de capitalização são os "agentes autônomos de seguros privados e de crédito' de que fala a lei, não sendo apropriado tomar-se isoladamente o termo "agente" e conferir-lhe o seu sentido mais restrito, como sendo aquele que trata de negócio por conta alheia. O mesmo não se pode dizer dos representantes comerciais, que atuariam (?) agenciando propostas de seguros e de títulos de capitalização, seja porque a legislação securitária em nenhum momento faz qualquer referência a essa atividade mercantil (representação comercial ou agência), e muito menos utiliza a expressão "agente'', seja porque a representação comercial é 64), 37 PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 regulada por lei própria (Lei n° 4.886, de 09/12/65), que trata das atividades dos representantes comerciais autônomos. O douto Conselheiro Relator, em seu voto, examina, com apoio na doutrina, a distinção entre o representante comercial (ou agente) e o corretor, e conclui, corretamente: "A diferença básica entre as duas figuras jurídicas é que, enquanto o agente obriga-se por conta de outra a determinado negócio, o corretor age em nome pessoal para que duas partes se relacionem, ou, como prefere Orlando Gomes, é essencial dos corretores que procedam com autonomia, pois, do contrário, serão representantes." Equivoca-se, contudo, data máxima vênia, quando afirma: "O próprio Decreto-lei 73/66 afasta a possibilidade de os corretores serem confundidos com agentes ou representantes, ao estabelecer no art. 9° que os seguros serão contratados mediante propostas assinadas pelo segurado, seu representante legai ou por corretor habilitado, Ou seja, se fosse agente estaria assinando como representante da seguradora, e não do segurado como estabelece a lei." (gritei) Ora, como já demonstrado, os corretores de seguros são agentes de seguros, lato sensu, não se confundindo com os representantes comerciais, ou simplesmente agentes como prefere o eminente Conselheiro Relator. Por outro lado, quando o Decreto-lei n° 73/66, em seu art. 9°, fala em representante legal, está se referindo ao representante do segurado (procurador, mandatário, curador, tutor, inventariante, síndico, sócio gerente). Nesse sentido, concessa vênia, também, é absolutamente impertinente invocar-se o princípio constitucional da estrita legalidade para concluir-se, como fez o voto condutor do aresto ora hostilizado, que os corretores de seguros não são os agentes autônomos de seguros privados de que trata o § 1° do art. 22 da lei n° 8.212/91, visto que a questão consiste, tão-somente, em se fixar a correta interpretação e alcance dessa norma jurídica. Interpretar não significa desobedecer ao mandamento legal, mas cumprir seu ordenamento, seu preceito, de forma a torná-lo consentâneo com a realidade. O que se busca, em última análise, é torná-lo exeqüível, eficiente, eficaz, de alcance lógico, racional e principalmente jurídico. E a melhor interpretação desse dispositivo legal é aquela externada pela Administração Tributária no Parecer Normativo COSIT n° 01/93, já confirmada por este Conselho de Contribuintes, por meio da . 38 C PROCESSO N°. :10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. : 101-95.158 Terceira Câmara, no Acórdão n° 103-19.922, de 16/03/99, assim ementado: "CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO — Com o advento da Lei n° 8.212/91, a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro exigida das sociedades corretoras de seguros, passou a ser a mesma das instituições financeiras. Com a edição da Lei Complementar n° 70/91, Artigo 11, a alíquota foi majorada para 23%, exigível a partir do mês de abril de 1992. Recurso negado." Esse entendimento se encontra em perfeita harmonia com a lições do saudoso CARLOS MAXIMILIANO in HERMENÊUTICA E APLICAÇÃO DO DIREITO, Ed. Forense, 1992, 12a ed, pp. 165/167, especialmente quando preleciona: "Prefere-se o sentido conducente ao resultado mais razoável, que melhor corresponda às necessidades da prática, e seja mais humano, benigno, suave. É antes de crer que o legislador haja querido exprimir o conseqüente e adequado à espécie do que o evidentemente injusto, descabido, inaplicável, sem efeito. Portanto, dentro da letra expressa, procure-se a interpretação que conduza a melhor conseqüência para a coletividade. Deve o Direito ser interpretado inteligentemente: não de modo que a ordem legal envolva um absurdo, prescreva inconveniências, vá ter a conclusões inconsistentes ou impossíveis. Também se prefere a exegese de que resulte eficiente a providência legal ou válido o ato, à que torne aquela sem efeito, inócua, ou este, juridicamente nulo. (negritei) Releva acrescentar o seguinte: "É tão defectivo o sentido que deixa ficar sem efeito (a lei), como o que não faz produzir efeito senão em hipóteses tão gratuitas que o legislador evidentemente não teria feito uma lei para preveni-las". Portanto a exegese há de ser de tal modo conduzida que explique o texto como não contendo superfluidades, e não resulte um sentido contraditório com o fim colimado ou o caráter do autor, nem conducente a conclusão física ou moralmente impossível. Desde que a interpretação pelos processos tradicionais conduz a injustiça flagrante, incoerências do legislador, contradição consigo mesma, impossibilidades ou absurdos, deve-se presumir que foram usadas expressões impróprias, inadequadas, e buscar u 39 -C - PROCESSO N°. : 10860.001860/00-31 ACÓRDÃO N°. :101-95.158 sentido eqüitativo, lógico e acorde com o sentir geral e o bem presente e futuro da comunidade. O intérprete não traduz em clara linguagem só o que o autor disse explícita e conscientemente; esforça-se por entender mais e melhor do que aquilo que se acha expresso, o que o autor inconscientemente estabeleceu, ou é de presumir ter querido instituir ou regular, e não haver feito nos devidos termos, por inadvertência, lapso, excessivo amor à concisão, impropriedades de vocábulos, conhecimento imperfeito de um instituto recente, ou por outro motivo semelhante." Nessa conformidade, sendo certo que os "corretores de seguros", pessoas físicas ou jurídicas, são espécie do gênero "agentes autônomos de seguros privados e de crédito" de que trata o §1° do art. 22 da Lei n°8.212/91, voto no sentido de manter a alíquota majorada da CSL, acompanhando entretanto o Senhor Relator em relação às demais matérias. Sala das Sessões-D, 12 de setembro de 2005 MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS 40 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002400.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1 _0002600.PDF Page 1 _0002700.PDF Page 1 _0002800.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1 _0003000.PDF Page 1 _0003100.PDF Page 1 _0003200.PDF Page 1 _0003300.PDF Page 1 _0003400.PDF Page 1 _0003500.PDF Page 1 _0003600.PDF Page 1 _0003700.PDF Page 1 _0003800.PDF Page 1 _0003900.PDF Page 1 _0004000.PDF Page 1
score : 1.0
