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Numero do processo: 10580.725281/2009-23
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Apr 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006
ATO CANCELATÓRIO DE ISENÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. CANCELAMENTO. EXTINÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DECORRENTES.
Tendo sido o Ato Cancelatório de Isenção baixado, é mister que sejam extintas as contribuições previdenciárias exigidas em decorrência dele.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2402-004.608
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Julio César Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reis, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo. Ausente o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 ATO CANCELATÓRIO DE ISENÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. CANCELAMENTO. EXTINÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DECORRENTES. Tendo sido o Ato Cancelatório de Isenção baixado, é mister que sejam extintas as contribuições previdenciárias exigidas em decorrência dele. Recurso Voluntário Provido.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1283; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.725281/200923 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402004.608 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de março de 2015 Matéria ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Recorrente MONTE TABOR CENTRO ITALO BRASILEIRO DE PROMOÇÃO SANITÁRIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 ATO CANCELATÓRIO DE ISENÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. CANCELAMENTO. EXTINÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DECORRENTES. Tendo sido o Ato Cancelatório de Isenção baixado, é mister que sejam extintas as contribuições previdenciárias exigidas em decorrência dele. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 52 81 /2 00 9- 23 Fl. 591DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 27/03/20 15 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 2 ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Julio César Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reis, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo. Ausente o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 592DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 27/03/20 15 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 10580.725281/200923 Acórdão n.º 2402004.608 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de NFLD constituída em 01/09/2009 (fl. 02) para exigir contribuições previdenciárias cota patronal e GILRAT, bem como a contribuição destinada ao financiamento das aposentadorias especiais, incidentes sobre pagamentos efetuados a segurados empregados e a médicos residentes, no período de 01/2005 a 12/2006. De acordo com o Relatório Fiscal (fls. 119/120), a autuação foi lavrada em virtude da emissão do Ato Cancelatório de Isenção de Contribuições Sociais nº 02/2009. Foram criados os seguintes levantamentos: a) FP – Pagamentos a empregados constantes na folha de pagamento mensal da empresa; b) RES – Pagamentos a médicos residentes; c) ADG – Adicional de Aposentadoria de 25 anos declarada em GFIP. O Recorrente interpôs Impugnação (fls. 144/475) requerendo a total improcedência do auto de infração. A DRJ em Salvador/BA, ao analisar o presente caso (fls. 484/495), julgou a impugnação improcedente e manteve o crédito tributário, entendendo, em suma, que: (i) a inexistência de decisão definitiva no processo administrativo no qual se discute o cancelamento da isenção da entidade não constitui óbice à constituição do crédito tributário; (ii) a decisão definitiva no processo de isenção é requisito apenas para que a União proceda à cobrança das contribuições lançadas; e (iii) a instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade ou legalidade de ato normativo em vigor. O Recorrente interpôs Recurso Voluntário (fls. 499/564), no qual sustenta, em síntese, que: (i) o auto de infração é nulo por ofensa ao direito à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal; (ii) a autuação é nula pois não existia Ato Regulatório Cancelatório regular antes da sua lavratura; (iii) é detentora do direito à imunidade tributária; (iv) os fatos instigados que levaram à lavratura do ato Cancelatório ocorreram em período prescrito; (v) a informação fiscal que deu origem ao cancelamento da isenção tem como objeto fatos que já estão sendo analisados pela Receita Federal do Brasil, o que configura litispendência administrativa e, consequentemente, dupla condenação da Instituição, por idênticos fatos e fundamentos; (vi) é inviável a rediscussão da matéria, pois o extinto Conselho de Recursos da Previdência Social já tinha dado ganho de causa à Instituição em relação ao cancelamento da isenção; (v) a multa é confiscatória; e (vi) a multa não pode ser cumulada com a SELIC. É o relatório. Fl. 593DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 27/03/20 15 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 4 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme se verifica à fl. 128, o presente lançamento decorreu da lavratura do Ato Cancelatório de Isenção das Contribuições Previdenciárias nº 02/2009, objeto do processo administrativo nº 18050.001428/200813. Assim, a exigência do presente débito previdenciário está atrelada ao desfecho da discussão acerca do referido Ato Cancelatório. Nesse sentido, destacase que foi dado provimento ao recurso voluntário interposto nos autos nº 18050.001428/200813, determinandose, consequentemente, a baixa do Ato Cancelatório nº 02/2009. Desta forma, tendo o Ato Cancelatório sido cancelado, não há mais que se falar na exigência das contribuições previdenciárias decorrentes. Ante todo o exposto, voto no sentido de CONHECER DO RECURSO para DARLHE TOTAL PROVIMENTO, a fim de que os débitos ora exigidos sejam baixados. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 594DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 27/03/20 15 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES
score : 1.0
Numero do processo: 10140.000217/2006-72
Data da sessão: Thu Feb 04 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO DE PERDIMENTO DE MERCADORIA E DE VEÍCULO. DECISÃO ADMINISTRATIVA. RECURSO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
Não há previsão legal para a interposição de recurso em face de processo administrativo regido pelo art. 690 do Decreto n°4.543, de26 de dezembro de 2002.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 3201-000.393
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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ementa_s : PROCESSO DE PERDIMENTO DE MERCADORIA E DE VEÍCULO. DECISÃO ADMINISTRATIVA. RECURSO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Não há previsão legal para a interposição de recurso em face de processo administrativo regido pelo art. 690 do Decreto n°4.543, de26 de dezembro de 2002. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10140.000217/2006-72 Recurso n° 140.832 Voluntário Acórdão n° 3201-00.393 - r Câmara / 1' Turma Ordinária Sessão de 04 de fevereiro de 2010 Matéria OUTROS Recorrente GILBERTO DE CASTRO SANTOS Recorrida DRJ - CAMPO GRANDE/MS PROCESSO DE PERDIMENTO DE MERCADORIA E DE VEÍCULO. DECISÃO ADMINISTRATIVA. RECURSO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Não há previsão legal para a interposição de recurso em face de processo administrativo regido pelo art. 690 do Decreto n°4.543, de26 de dezembro de 2002. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da T Câmara / 1' Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário, nos tennos do voto do relator. e71/1—C-46 JUDIT II • • RAL MARCONDES ARMA DO Presiden LUCIANO LOPES-D I 'AIME A MORAES Relator Participaram, ainda do presente julgamento os Conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim, Ricardo Paulo Rosa, Marcelo Ribeiro Nogueira e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Processo n° 10140.000217/2006-72 53-C241 Acórdão n.°3201-00393 F/. 58 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Campo Grande manteve a penalidade imposta, conforme parecer SACAT no 337/2006, fls. 38/39. Intimado o contribuinte da decisão final do processo, fls, 43, este apresenta recurso voluntário de fls. 45/52, tendo sido encaminhado os autos para esta Corte. 2 Processe n° 10140.000217/2006-72 83-C2T1 Acórdão n.° 3201-00393 Fl. 59 Voto Conselheiro LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Relator Discute-se nos autos processo de apreensão de mercadorias, fungicidas e inseticidas, os quais estariam sendo transportados sem documentação idônea e sem comprovação de entrada regular no pais. Em face desta apreensão, foi iniciado o rito previsto no art. 690 do Decreto tr) 4.543, de 26 de dezembro de 2002, que assim dispõe: Art. 690. As infrações a que se aplique a pena de perdimento serão apuradas mediante processo fiscal, cuja peça inicial será o auto de infração acompanhado de termo de apreensão e, se for o caso, de termo de guarda fiscal (Decreto-lei n°1.455 ) de 1976, art. 27). § 1° Feita a intimação, pessoal ou por edital, a não- apresentação de impugnação no prazo de vinte dias implica revelia (Decreto-lei n° 1.455, de 1976, art. 27, § 1°). § 2° A revelia do autuado, declarada pela autoridade preparadora, implica o envio do processo à autoridade competente, para imediata aplicação da pena de perdimento, ficando a mercadoria correspondente disponível para destinação, nos termos dos arts. 713 a 716. (Redação dada pelo Decreto n°4.765, de 24.6.2003) § 3° Apresentada a impugnação, a autoridade preparadora terá o prazo de quinze dias para remessa do processo a julgamento (Decreto-lei n° 1.455, de 1976, art. 27, § 2°). § 4 0 O prazo mencionado no § 3° poderá ser prorrogado quando houver necessidade de diligência ou perícia (Decreto-lei n° 1.455, de 1976, art. 27, § 3°). § 5° Após o preparo, o processo será submetido à decisão do Ministro de Estado da Fazenda, em instância única (Decreto-lei n°1.455, de 1976, art. 27, § 4°). § 6° O Ministro de Estado da Fazenda poderá delegar a competência para a decisão de que trata o § 5 0 (Decreto-lei n° 200, de 25 de fevereiro de 1967, art. 12). § 7° O Ministro de Estado da Fazenda estabelecerá normas complementares para disciplinar os procedimentos previstos neste artigo. A própria decisão recorrida é clara quando da intimação realizada, expondo inexistir previsão legal para a interposição de qualquer tipo de recurso. 3 - - - - — Processo n° 10140.000217/2006-72 S3-C2T1 Acórdão n. 3201-00393 Fl. 60 Assim, não há como ser analisado o referido recurso, já que a norma legal que rege o procedimento adotado expressamente prevê a instância Única de julgamento. Desta feita, este Conselho não detém competência para analisar o recurso interposto, por falta de previsão legal para sua análise. Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso interposto, prejudicados os demais argumentos. Sala das Sessões, em 94 de fevereiro de 2010 ; LUCIANO LOIgUCAEALMEIDA MO S 4
score : 1.0
Numero do processo: 10283.720288/2007-41
Data da sessão: Thu May 05 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3302-000.121
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator. EDITADO EM: 23/06/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Por bem retratar a matéria versado no presente processo, transcrevese o relatório produzido pela DRJ de Belém: Trata o presente processo de auto de infração de COFINS (fls. 4858), no valore de R$ 1.313.665,63, já compreendendo o principal, a multa de oficio e os juros de mora calculados até 31.05.2007, com ciência do sujeito passivo em 05.07.2007 (fl. 58). As supostas infrações foram Fl. 633DF CARF MF Emitido em 27/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 23/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.720288/200741 Despacho n.º 330200.121 S3C3T2 Fl. 266 2 relativas a insuficiência de recolhimento detectada mediante confronto entre a DIPJ/2003 e a DCTF do anocalendário 2002. 2. Em 02.08.2007, inconformado com o lançamento tributário, o sujeito passivo apresentou impugnação (fls. 6978), alegando em suma: a) Vêse, a partir das informações prestadas pelo contribuinte, durante a ação fiscal, que não houve escamoteamento da verdade, ocorrendo, pois, a confirmação óbvia de que as DCTF é que se encontravam equivocadas (erro material), em relação às declarações constantes a DIPH/2003. b) A autoridade fiscal não diligenciou no sistema da Receita Federal para verificar se havia pagamentos relativos ao Pis e à Cofins, das competências de janeiro/2002 a dezembro/2002, que por imperativo legal, faziam a retenção das contribuições (inclusive no período da autuação) e deveriam proceder o seu recolhimento à Fazenda Nacional. c) É, pois, nesse sentido que se diz que a presente autuação contém vício de forma; e afigurase, assim, sem dúvida, porque, não estando o lançamento consubstanciado na verdade fática (eis que desconsidera os valores pagos pelo contribuinte, via de retenções pelos órgãos públicos, tomadores de serviço), não merece prosperar seus efeitos jurídicos, sobretudo para referendar lançamento tributário, na forma e nos valores constantes das planilhas inclusas e integrantes da autuação. d) O entendimento acima esgrimido tem suporte no artigo 10, inciso III, do Decreto n° 70.235/1972. Evidente que a exegese dessa norma corre no sentido de pretender a descrição real, verdadeira e exata do ato inquinado de irregular, suscetível de autuação. e) Não é demais lembrar que a autuação consubstanciada em fatos inexatos constitui "meia verdade" e, via de conseqüência, não enseja atos e fatos jurídicos.válidos, sob pena de violação do 'princípio da legalidade dos atos administrativos, subsumido na inteligência do artigo 1° da Constituição Federal, no que tange a vivermos num Estado Democrático de Direito. f) No mérito, não merece prosperar os efeitos jurídicos da presente autuação, tendo em vista que os valores apontados são inexatos e não refletem a realidade da situação fiscal da defendente, relativamente às contribuições do Pis e da Cofms, nas competências de janeiro/2002 a dezembro/2002, em virtude da falta de consideração quanto aos pagamentos efetuados, por via de retenções legais, feitas por órgãos públicos, tomadores dos seus serviços. g) E anexou cópias das notas fiscais emitidas por serviços prestados a órgãos públicos e autarquias diversas, nas quais expressamente consta a indicação do órgão tomador de serviços, o seu CNN e o valor bruto da fatura, sendo essa última a base de cálculo para a apuração da retenção. h) Oportuno esclarecer ainda que o Banco Bradesco S/A consta nos demonstrativos por ser sucessor do Banco do Estado da do Amazonas. Fl. 634DF CARF MF Emitido em 27/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 23/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.720288/200741 Despacho n.º 330200.121 S3C3T2 Fl. 267 3 i) Oportuno acentuar, por fim, que a DIPJ/2003 na qual baseia a autuação, sendo expressão da totalidade das contribuições devidas (Pis e Cofins), evidentemente, levou em consideração todo o faturamento da empresa, incluindo, por óbvio, o faturamento obtido com a prestação de serviços para órgãos públicos, autarquias e empresas públicas; de modo que não se pode cogitar que a informação da DIPJ/2003 dever seia destacar tais receitas que ora se destaca, como sendo originárias de serviços prestados a repartições públicas. j) Requereu diligência para apurar o valor das retenções feitas por órgãos públicos. k) Com a exibição (em anexo — doc. 01), a defendente já provou que fez a adesão ao PAES, instituído pela Lei n° 10.684/2003. 1) Quanto à falta de inclusão no PAES (Lei n° 10.684/2003) do débito de Pis e de Cofins, de janeiro/2002 e de dezembro/2002, constituise em absoluta surpresa, já que a defendente, ao aderir ao citado parcelamento especial, em 01.07.2003 achava que o débito já estava incluído e regularizado. Daí admitir ter havido a confissão espontânea do débito e o respectivo pedido de parcelamento. m) Pediu que seja apurado o débito e incluído no PAES. n) Com a presente autuação, o efeito das DCTF retificadoras vai gerar um problema futuro, qual seja, o lançamento do débito correspondente aos valores das DCTF retificadoras, sucedendo, assim, em tese, em bis in idem, relativamente ao Pis e à Coram das competências de 01/2002 a 12/2002. É o relatório. Consta ainda dos autos, nas fls. 116 e seguintes, petição denominada ADITIVO a Impugnação, onde a recorrente alega a nulidade do auto de infração por vicio formal tendo em vista: (i) ausência de Mandado de Procedimento Fiscal; (ii) nulidade devido ao erro no levantamento do valor tributável da contribuição base de cálculo da cofins. A par dos fatos e documentos juntados aos autos, a DRJ de Belém manteve o lançamento em decisão que assim ficou ementada: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 PEDIDO DE DILIGÊNCIA. Deve ser indeferido o pedido de diligência, quando for prescindível para o deslinde da questão a ser apreciada ou se o processo contiver os elementos necessários para a formação da livre convicção do julgador. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano calendário: 2002 DIPJ. DCTF. DIFERENÇA. LINHA 20A/25 DA DIPJ/2003. COFINS RETIDA NA FONTE POR ÓRGÃO PÚBLICO". FALTA DE RELEVÂNCIA. Fl. 635DF CARF MF Emitido em 27/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 23/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.720288/200741 Despacho n.º 330200.121 S3C3T2 Fl. 268 4 Em caso de lançamento realizado com base na diferença entre o valor declarado na DIPJ e na DCTF, se foi utilizado o "quantum" informado na linha 20A/25 da DLPJ/2003, ou seja, o campo "cofms a pagar", tal valor já se encontra deduzido da “cofms retida na fonte por órgão público" (linha 20Al21). Por tal motivo, não possui relevância se o contribuinte teve ou não retida contribuição por órgão publico. PAES. DÉBITOS ANDA NÃO CONSTITUÍDOS. CONFISSÃO. Os débitos ainda não constituídos deverão ser confessados para ingressar no PAES. Lançamento Procedente Contra esta decisão foi interposto Recurso em que se reprisa os argumentos já listados anteriormente. É o relatório. Voto Conselheiro Relator ALEXANDRE GOMES O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. Tratase de auto de infração decorrente de diferenças existentes entre os valores informados na DIPJ e os declarados em suas DCTFs. Em sua defesa a Recorrente alega que foram desconsiderados do lançamento diversos valores retidos de órgão públicos aos quais presta serviços, juntando como prova diversas notas fiscais e planilhas demonstrando os valores destacados de retenção. Alegou também a nulidade do auto de infração por inexistência de Mandado de Procedimento Fiscal e que as diferenças devidas teriam sido incluídas no PAES. Sobre o PAES a manifestação da DRJ foi no sentido da inexistência da inclusão dos débitos lançados ante a ausência de confissão dos mesmos ou ainda de inclusão destes na declaração PAES. Diante das alegações apresentadas no recurso voluntário e no decorrer do processo administrativo, e em respeito ao principio da verdade material, entendo necessário a conversão do presente julgamento em diligencia para que os pontos obscuros existentes sejam, na medida do possível, esclarecidos pela parte e pela autoridade fiscal preparadora. Assim, deve a autoridade preparadora: a) informar a existência de Mandado de Procedimento Fiscal bem como de possíveis MPF Complementares, juntado cópia dos mesmos; b) relatar a situação do PAES atualizada, bem como confirmar a não inclusão dos débitos aqui tratados; Fl. 636DF CARF MF Emitido em 27/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 23/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.720288/200741 Despacho n.º 330200.121 S3C3T2 Fl. 269 5 c) fornecer tabela que contendo: (i) o faturamento do Recorrente mês a mês; (ii) o valor devido de COFINS, (iii) eventuais deduções e as retenções efetuadas pelos contratantes da Recorrente, (iv) o saldo devido de cofins; e, por fim, (v) o valor recolhido; d) efetuar os esclarecimentos adicionais que entender pertinentes ao presente processo; e, e) dar conhecimento do resultado da diligência a Recorrente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator Fl. 637DF CARF MF Emitido em 27/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 23/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 23/06/2011 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10510.005930/2007-38
Data da sessão: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
DIRPF. ERRO DE FATO. CARACTERIZAÇÃO. LANÇAMENTO QUE CONSIDEROU COMO OMITIDOS VALORES EQUIVOCADAMENTE DECLARADOS.
A demonstração pela declarante de que equivocou-se ao fazer a declaração, apresentando documentos que indicam a plausibilidade do engano, e a declaração da fonte pagadora, corroborando suas alegações, caracterizam erro de fato. Hipótese em que houve lançamento de ofício sobre valor parcialmente já oferecido à tributação, na DIRPF original.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2801-003.219
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Marcio Henrique Sales Parada - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Luiz Cláudio farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 DIRPF. ERRO DE FATO. CARACTERIZAÇÃO. LANÇAMENTO QUE CONSIDEROU COMO OMITIDOS VALORES EQUIVOCADAMENTE DECLARADOS. A demonstração pela declarante de que equivocou-se ao fazer a declaração, apresentando documentos que indicam a plausibilidade do engano, e a declaração da fonte pagadora, corroborando suas alegações, caracterizam erro de fato. Hipótese em que houve lançamento de ofício sobre valor parcialmente já oferecido à tributação, na DIRPF original. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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ERRO DE FATO. CARACTERIZAÇÃO. LANÇAMENTO QUE CONSIDEROU COMO OMITIDOS VALORES EQUIVOCADAMENTE DECLARADOS. A demonstração pela declarante de que equivocouse ao fazer a declaração, apresentando documentos que indicam a plausibilidade do engano, e a declaração da fonte pagadora, corroborando suas alegações, caracterizam erro de fato. Hipótese em que houve lançamento de ofício sobre valor parcialmente já oferecido à tributação, na DIRPF original. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 59 30 /2 00 7- 38 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /10/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10510.005930/200738 Acórdão n.º 2801003.219 S2TE01 Fl. 55 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Luiz Cláudio farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Contra a contribuinte interessada foi lavrada, em 29/10/2007, Notificação de Lançamento, de fls.10 a 14, pela qual se exigiu o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 9.048,43, a título de Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas – IRPF suplementar, do exercício de 2005, ano calendário de 2004, acrescido de multa de ofício (75,0%) no valor de R$ 6.786,32 e mais juros de mora, tendo como objeto a compensação indevida de imposto de renda retido pela fonte pagadora e a omissão de rendimentos tributáveis, apurada a partir do confronto da DIRPF com a informação prestada pelas fontes pagadoras – PJ – em declarações de retenção de imposto na fonte – DIRF. O enquadramento legal e a descrição detalhada dos fatos encontramse nas fl. 11/12 Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação parcial à DRJ, em 1ª instância. Junto com a mesma, apresentou uma “declaração retificadora” DIRPF, onde informa outras fontes de rendimentos e novos valores, e também comprovantes de rendimentos emitidos por algumas das fontes pagadoras. Considerando a impugnação parcial, o crédito tributário neste processo foi apartado, conforme demonstrativo elaborado pela Unidade preparadora. (fl. 22) A DRJ, conhecendo da impugnação, considerou procedente o lançamento fiscal, após esclarecer que não é possível retificar a declaração voluntariamente, após o início do procedimento de ofício que deu ensejo ao lançamento do crédito tributário; manifestarse sobre cada uma das fontes pagadoras e efetuar quadro demonstrativo entre os valores declarados, pretensamente retificados e aqueles constantes da Notificação de Lançamento. Reconheceu o julgamento a quo que as fontes Fundo Estadual de Saúde e Secretaria de Estado da Saúde se confundem, tendo o mesmo CNPJ, mesmo valor de rendimentos pagos e de imposto retido. Cientificada daquela decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, onde mais uma vez tenta esclarecer a situação, apresentando novos documentos e deixando claro que sua manifestação de inconformidade é parcial, expressamente concordando que houve omissão de rendimentos e com parte do crédito lançado ex officio. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, Relator. Fl. 55DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /10/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10510.005930/200738 Acórdão n.º 2801003.219 S2TE01 Fl. 56 3 Não localizei nos autos o comprovante com a data em que houve a ciência da Recorrente da intimação SACAT/AJU nº 136/2009 (fl. 33) que tratou de encaminhar o Acórdão de 1ª instância. Mas, como a mesma data de 27/07/2009 e o recurso foi protocolado em 21/08/2009 (fl. 35), conheçoo, já que tempestivo e com condições de admissibilidade. Erro de fato, como se colhe da definição oferecida pelo Dicionário Vocabulário Jurídico, de De Plácido e Silva, consiste “em se ter uma falsa ideia sobre o exato sentido das coisas, crendose uma realidade que não é verdadeira.” Prosseguindo a definição: “é, assim, o engano a respeito de uma condição ou circunstância material”. Também, importante ressaltar, à luz dos dispositivos legais já transcritos pela Decisão recorrida, que não se admite retificação de declaração após o início do procedimento fiscal para apuração de ofício de crédito tributário, pelo que a pretensa declaração retificadora apresentada pela contribuinte, juntamente com sua impugnação, não produz qualquer efeito sobre a matéria posta em discussão. Aliás, pelo que se depreende, trouxe apenas confusão. Tal qual a impugnação, o recurso é parcial. Como explica a recorrente, as fontes pagadoras SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO, originalmente declarada (R$ 8.062,83 com IRRF de R$ 51,37) e SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE (lançada omissão de R$ 11.607,55 e reconhecido o IRRF de R$ 51,37), tratariam de rendimentos parcialmente cumulativos. Isso porque, ao apresentar sua DIRPF, considerando que a SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO seria a responsável pela “folha de pagamentos” dos servidores do Estado, informou a mesma como fonte pagadora, ao invés do correto órgão para o qual prestava serviços, que era a SECRETARIA DE SAÚDE. Para comprovar suas alegações, apresenta os comprovantes de pagamentos emitidos pelo Governo de Sergipe onde se lê “Secretaria de Estado da Administração”, na parte externa e, na parte interna, que a servidora ocupava o cargo de “enfermeira”, lotada no programa de agente comunitário de saúde (fls. 38/9). Na fl. 41 consta declaração assinada pela Superintendente Geral de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Administração do Governo de Sergipe, datada de 20 de agosto de 2009, véspera do protocolo do recurso, afirmando que a Recorrente era servidora da Secretaria de Estado da Saúde, depois Fundo Estadual de Saúde, no período entre 07/2002 e 10/2004, e “não recebia pagamentos por esta Secretaria de Estado de Administração”, tendo como fonte pagadora apenas o Fundo Estadual de Saúde.(grifei) Na fl. 42 consta um comprovante de rendimentos emitido pela SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE no valor de R$ 11.607,55, com informação de imposto retido de R$ 51,37, depois retificado para FUNDO ESTADUAL DE SAÚDE, com os mesmos valores (fl. 43). Observando os cálculos e a informação prestada pela Unidade preparadora, nas fls. 49/50, verificase aquilo que me parece realmente ser a manifestação da Recorrente, ou seja, ela questiona apenas que dos R$ 11.607,55 (Fundo Estadual de Saúde) lançados pela Notificação, já havia declarado R$ 8.062,83, porém com a equivocada informação da fonte SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /10/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10510.005930/200738 Acórdão n.º 2801003.219 S2TE01 Fl. 57 4 A coincidência dos valores informados de imposto retido na fonte (R$ 51,37) e, principalmente, a declaração assinada pela Superintendente de Recursos Humanos, afirmando que a Recorrente não recebeu qualquer valor da Secretaria Estadual de Administração, enquanto foi servidora daquele Estado, trazem a convicção do erro na informação efetuada na DIRPF. Considerando a apartação dos valores envolvidos, estando aqui em discussão apenas R$ 8.062,83, como omissão de rendimentos (fl. 49), voto por dar provimento ao recurso, para cancelar tal exigência. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada. Fl. 57DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /10/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN
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Numero do processo: 10580.009310/2003-11
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1996
NORMAS PROCESSUAIS. ADMISSIBILIDADE.
O Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, fazia previsão de interposição de recurso especial na hipótese de contrariedade à lei.
Uma suposta contrariedade a norma complementar não se enquadra na
exigência regimental de que haja no acórdão recorrido violação à lei.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-000.703
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Elias Sampaio Freire
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ADMISSIBILIDADE. O Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, fazia previsão de interposição de recurso especial na hipótese de contrariedade à lei. Uma suposta contrariedade a norma complementar não se enquadra na exigência regimental de que haja no acórdão recorrido violação à lei. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentç autos. Acordam os membros 1 11 colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. CARLOS 4 ERT ' • AS' 'ETO- Presidente ELIAS SAMPV1 O FREIR — Relator EDITADO EM: ju 2010 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional sob o _ fundamento de que houve, em decisão não unânime, violação à legislação tributária, especificamente, da Norma de Execução SRFCOTEC/COSIT/COSAR/COFIS n. 02, de 02/ 07/1999 que expressamente prevê que a restituição será acrescida de juros SELIC, correspondentes ao período compreendido entre o primeiro dia do mês subseqüente ao previsto para a entrega tempestiva da declaração até o mês anterior ao da liberação da restituição, e de 1% no mês em que o recurso for colocado no banco à disposição do contribuinte e da Instrução Nolinativa SRF n. 21, de 1997, em virtude de o acórdão recorrido ter determinado a correção do montante a ser restituído a partir da retenção indevida. O contribuinte não apresentou contra-razões. É o relatório. Voto Conselheiro ELIAS SAMPAIO FREIRE, Relator Saliente-se que, não obstante o aludido recurso não encontrar previsão no atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a Portaria Ministerial MF n°• 256, de 22 de junho de 2009, em suas disposições transitórias, prevê que os recursos com base no inciso I do art. 7° e do art. 9° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, interpostos em face de acórdãos proferidos nas sessões de julgamento ocorridas em data anterior à 1° de julho de 2009, serão processados de acordo com o rito previsto nos arts. 15 e 16 e nos arts. 43 e 44 daquele Regimento. Por seu turno o inciso I do art. 7° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, fazia previsão de interposição de recurso especial na hipótese de contrariedade à lei. A expressão "lei" possui uma amplitude menos ampla do que a expressão "legislação tributária". A palavra legislação, como utilizada no CTN, abrange, além das leis em sentido estrito, os tratados e as convenções internaCionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. Por certo, o disposto no art. 96 do CTN não tem o sentido de restringir o conceito de legislação tributária, mas de mostrar sua amplitude em comparação com o conceito de lei tributária. (4' 2 Processo n° 10580.009310/2003-11 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.703 Fl. 2 A norma regimental ao optar por utilizar a expressão "lei, não albergou a possibilidade de interposição de recurso especial por violação de normas complementares. Destarte, uma suposta contrariedade a norma complementar, no caso da Nolliia. de Execução SRFCOTEC/COSIT/COSAR/COFIS n. 02, de 02/ 07/1999 e a Instrução Nounativa SRF n. 21, de 1997 não se enquadra a exigência regimental de que haja no acórdão recorrido violação à lei. Isto posto, voto por não conhecer do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Elias Sampaio Freire — Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 10880.030104/92-16
Data da sessão: Mon Aug 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica
Exercício: 1988 e 1989
EMENTA: BENFEITORIAS EM IMÓVEIS DE TERCEIROS. AMORTIZAÇÃO - DESCABIMENTO — Descabe a amortização de benfeitorias efetuadas em imóveis de terceiros quando contratualmente prevista a sua remoção, sem destruição, ao final da locação, cumulado com o
pagamento de indenização efetuada pelo locador ao locatário, por conta das referidas benfeitorias
POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE IMPOSTO — A postergação do
pagamento de imposto somente ocorre quando, efetivamente, tenha havido recolhimento a maior induzido pela infração anteriormente cometida. Contudo, tem direito o contribuinte a recomposição dos resultados dos exercícios subseqüentes à autuação POSTERGAÇÃO - NULIDADE — Não ocorre a nulidade do auto de infração
por conta da inobservância dos efeitos da postergação na exação fiscal TRIBUTAÇÃO DECORRENTE — PIS DEDUÇÃO — Aplica-se aos
lançamentos reflexos o que foi decidido em relação ao lançamento de IRPJ, por serem fundamentados nos mesmos elementos de comprovação.
Numero da decisão: 1402-000.223
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade, e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: Carlos Pelá
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica Exercício: 1988 e 1989 EMENTA: BENFEITORIAS EM IMÓVEIS DE TERCEIROS. AMORTIZAÇÃO - DESCABIMENTO — Descabe a amortização de benfeitorias efetuadas em imóveis de terceiros quando contratualmente prevista a sua remoção, sem destruição, ao final da locação, cumulado com o pagamento de indenização efetuada pelo locador ao locatário, por conta das referidas benfeitorias POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE IMPOSTO — A postergação do pagamento de imposto somente ocorre quando, efetivamente, tenha havido recolhimento a maior induzido pela infração anteriormente cometida. Contudo, tem direito o contribuinte a recomposição dos resultados dos exercícios subseqüentes à autuação POSTERGAÇÃO - NULIDADE — Não ocorre a nulidade do auto de infração por conta da inobservância dos efeitos da postergação na exação fiscal TRIBUTAÇÃO DECORRENTE — PIS DEDUÇÃO — Aplica-se aos lançamentos reflexos o que foi decidido em relação ao lançamento de IRPJ, por serem fundamentados nos mesmos elementos de comprovação.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica Exercício: 1988 e 1989 EMENTA: BENFEITORIAS EM IMÓVEIS DE TERCEIROS. AMORTIZAÇÃO - DESCABIMENTO — Descabe a amortização de benfeitorias efetuadas em imóveis de terceiros quando contratualmente prevista a sua remoção, sem destruição, ao final da locação, cumulado com o pagamento de indenização efetuada pelo locador ao locatário, por conta das referidas benfeitorias POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE IMPOSTO — A postergação do pagamento de imposto somente ocorre quando, efetivamente, tenha havido recolhimento a maior induzido pela infração anteriormente cometida . Contudo, tem direito o contribuinte a recomposição dos resultados dos exercícios subseqüentes à autuação POSTERGAÇÃO - NULIDADE — Não ocorre a nulidade do auto de infração por conta da inobservância dos efeitos da postergação na exação fiscal TRIBUTAÇÃO DECORRENTE — PIS DEDUÇÃO — Aplica-se aos lançamentos reflexos o que foi decidido em relação ao lançamento de IRPJ, por serem fundamentados nos mesmos elementos de comprovação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade, e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Albertina Si ],%a santos de L' - Presidente Processo n' 10880.030104192-16 Sl-C4 12 Acórdão n ° 1402-00.223 H 2 os Pela - Relator EDITADO EM: 1 2 NOV 2-01M Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Albettina Silva Santos de Lima, Antonio José Praga de Souza, Carlos Peld, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. Relatório Cuida-se de Recurso Voluntário, fls. 119/129, interposto contra Turma da DRJ de Ribeirão Preto - SP, de fls.97/108, que julgou parcialmente lançamento efetuado por meio do auto de infração de fls. 12/19. Adoto o relatório proferido pela 1' Turma de Julgamento da Receita Federal de Julgamento de Curitiba/PR (fls. 97/108): "Relatório 1. Lavraram-se contra a epigrafada autos de irifraglio do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRRI), da Confribuição para o Programa de Integração Social (PIS), modalidade Dedução, e da contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), relativos aos exercícios de 1988 e 1989, conforme se vê de fls. 13 a 18, 45 a 48, e 64 a 66, respectivamente. 2. Decorreram esses procedimentos fiscais da constatação de ter havido, naqueles períodos, amortização indevida de benfeitorias recuperáveis realizadas em imóvel locado de terceiros, nos valores de Cz$ 2.911.994,30 e Cz$ 34.496.706,18, respectivamente. 3. Como enquadramentos legais foram citados os seguintes aitigos: 208, § e 209, "d, do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n" 85.450, de 4 de dezembro de 1980 (RIR/1980) (IRPJ); 3", alínea "a", § da Lei Complementar n" 7, de 7 de setembro de 1970, c/o, alínea "a" e §§ I" e 2°, do Regulamento anexo Resolução Bacen n° 174, de 1971, item 5 da Norma de Serviço CEF/Pis n° 2, de 27 de maio de 1971, e art. 480 do RIR/1980 (Pis Dedução); e c) 2', e ,§.§, da Lei n° 7.689, de 15 de dezembro de 1988 (CSLL), 4. Os créditos constituídos correspondem a 6 694,64 Ufir (112P1), 127,74 Ufir (Pis. Dedução.) e 755,17 UFIR (CSLL), multa de oficio de 50% (cinqüenta por cento) e juros de mora. decisão da 5' Procedente o Delegacia da 2 Processo n° 10880.030104/92-16 Sl-C4T2 Acórdão n.° 1402-00.223 Fl. 3 5. Instruem o feito fiscal Termo de Inicio de Fiscalização, cópias de contrato de locação e de demonstrativo de correção de conta analítica, Termo de Verificação Fiscal, e cópias de auto de intaglio de IRPJ e de documentos-já mencionados ("Is.] a 12, 19, 41 a 44, e 60 a 63).. 6. Cientificada da pretensão fazendária em 29/05/1992 (fly. 17, 48 e 66), a tempo, em 24/06/1992, apresenta a autuada impugnações de fls. 21 a 24, 50 a 54, e 68 a 73, nelas argumentando, em síntese; que o auto de infração cobra imposto, multa e juros sobre amortizações de benfeitorias realizadas em imóvel de terceiro, por ela alugado, por entender a fiscalização que foram infringidos os arts. 208, § 2', e 209, "d", do RIR!] 980, que a simples leitura desses dispositivos regulamentares dados como infringidos demonstra a improcedência da autuação; que o § 2 0 do art. 208 limita-se a dizer que somente são admitidas as amortizações de custos ou despesas que observem as condições estabelecidas no RIR; que, por conseguinte, para lastrear a exigência ,fiscal, seria necessária a indicação de quais condições não teriam sido observadas, o que não foi feito pela fiscalização; que, por outro lado, o art. 209, "d", admite a dedução das amortizações de custos de construções e benfeitorias em bens locados, quando não houver direito ao recebimento do seu valor; que, nesse caso, cabe a amortização do custo das benfeitorias pelo prazo do contrato de locação, que é o prazo de utilização destas (art 213); que é exatamente esta a hipótese dos autos, porque realizou benfeitorias sobre as quais não tinha direito a indenização do respectivo valor; que a cláusula 7° do contrato de locação do imóvel onde se realizaram as benfeitorias, é explicita ao exigir que a impugnante realizasse a remoção das benfeitorias e instalações ao final da sua vigência, de forma a que o terreno e as edificações anteriores permanecessem como antes se encontravam; que, dai a utilização das benfeitorias ser restrita ao prazo contratual, acompanhando, a respectiva amortização, esse prazo; que o fato de a escrituração do custo ter sido feita em conta com titulo de "execução do prédio desmontável" em nada altera a circunstância real de que este seria utilizável apenas pelo prazo contratual e teria que ser removido ao .final da locação, sem qualquer direito a indenização pela locadora; 3 Processo n° 10880.030104/92-16 S1-C4T2 Fl 4 AcOrcrão n° 1402-00123 que a intitulagdo da conta contábil, referindo-se a prédio desmontável, não sign ifica que o prédio pudesse ser transferido para outro local, o que poderia conduzir à pretensão de dizer que ele não estaria perdido ao final da locação e, por isso, não poderia ser amortizado até esse final; que, mesmo tratando-se de construção em peps de concreto pré- moldadas, a desmontagem do prédio ao final da locação importaria em perda deste, porque a desmontagem das peg's pré-moldadas resultaria em perda das fundações, instalações hidráulicas e elétricas, pisos, forros, sistemas de vedação e juntas, acabamentos, etc., além de fraturas bremediciveis nas próprias peças pré-moldadas; que, em síntese, a situação real é exatamente correspondente ci hipótese em que o .R1R11 980 admite a dedução das amortizações dentro do prazo do contrato, razão pela qual descabe a exigência/isca!,- que, ainda que não fosse cabível a amortização, caberia a depreciação das benfeitorias; que o máximo que poderia ser cobrado seria o correspondente cis diferenças entre os valores debitados ao resultado, a titulo de amortização, e os valores admissiveis a titulo de depreciação; que outro fato importante deve ser levado em consideração no julgamento do presente processo; que, após o término da locação, a impugnante pm-opôs à locadora do imóvel que as benfeitorias permanecessem neste, com vistas a evitar que sofresse os prejuízos decorrentes da remoção; que as paroles concordaram, então, em que as benfeitorias deixariam de ser removidas, e a proprietária do imóvel pagou a impugnante o valor de NCz$ 500.000,00, valor, este, que não indenizou o custo das benfeitorias, por ser substancialmente inferior a estes, mas que representou, para a imptignante, uma parcial recuperação do prejuízo, além de lhe poupam- prejuízo maior correspondente aos encargos e custos da remoção a que estava contratualmente obrigada; que, em vista disso, o que ocorreria ao término da locação, e caso não coubesse a amortização das benfeitorias no prazo do contrato, seria a baixa do seu valor pelo fato de estas, então, terem passado a .ficar incorporadas ao imóvel devolvido locadora,' que, nesse caso, o que teria ocorrido seria a mera antecipação da dedução do custo em relação ao momenta do término do contrato, quando, forçosamente, teria que ser baixado na contabilidade o valor liquido das benfeitorias; poderia ter exigido seriam os encargos de juros e correção monetária pela antecipação da dedução e conseqüente postergação do imposto, a teor do art. 171 do RIR/1980, do 4 Processo n° 10880030104/92-16 S1-C4T2 Acórdão n. 1402-00.223 Fl 5 Parecer Normativo CST n 57, que, em assim sendo, se fosse correta a assertiva do descabimento das amortizações, o máximo que a fiscalização de 1979, e de remansada jurisprudência do Egrégio Conselho de Contribuintes, considerando como antecipação, quanta ao prazo, o término de cada ano autuado e o término do ano de 1989 em que se findou o contrato e, quanto ao valor, a diferença entre o valor amortizado em cada ano e o valor que, de qualquer forma, seria cabível a titulo de depreciação; u) que, coin relação a CSLL, a autuação carece de qualquer suporte legal; que não existe na legislação referente a CSLL nenhum dispositivo que declare as amortizações efetivadas como indedutiveis da respectiva base de cálculo; x) que também não existe qualquer vincula ção entre a base de cálculo do IRPJ e a base de cálculo da CSLL, de forma que as despesas indedutiveis do lucro real tributável pelo 1RPJ não .ficam necessariamente indedudveis da base de cálculo da CSLL; que a falta de indicação do dispositivo legal especifico pertinente à CSLL no auto de infração é prova eloqiiente de sua improcedência, e conduz, inevitavelmente, ao julgamento no sentido do seu imediato cancelamento, e que a CSLL sequer poderia .ser exigida sobre o período-base de 31/12/1988, por não ter decorrido o prazo de anterioridade do art, 195, §6, da Constituição Federal, necessário a que a Lei n 7.689, de 1989, se tornasse eficaz, além de !altar lei complementar necessária instituição da CSLL e de ser vedada a arrecadação não diretamente feita pelos órgãos da seguridade social (constituição Federal, arts. 149,165, § 5, e 195). 7. Foram anexadas as impugnações procuração, cópias de contrato de locação, de correspondência, de comprovante de depósito bancário, e de recibo, e folha do Razão de Trabalho (fls. 25 a 35, 55, e 74 a 84). 8. Constam de fls. 37 e 38, 57 e 58, e 86 e 87, contraditas fiscais, e de .fis. 36, 40, 56, 59, 85 e 88, despachos pelos quais foram juntados, por apensação e posterior anexação a estes autos, os processos fiscais de n's 10880.030105/92-71 e 10880..030106/92-33, relativos, respectivamente, ao Pis Dedução e à CSLL. R De conformidade com a Portaria SRF n L033, de 27 de agosto de 2002, encaminhou-se o presente processo a esta DRJ, a quem foi transferi da a competência para o seu julgamento (lis.. 89). 10. Foi juntada, dc fls. 90, tela de consulta do Sistema CNRI, com a alteração do domicilio fiscal da interessada. 11. É o relatório," 5 Processo n° 10880.030104/92-16 Sl-C4T2 Fl 6 Acnrcl5o n ° 1402-00.223 Analisando a impugnação, a DRJ julgou parcialmente procedente o lançamento efetuado por meio do auto de infração de fls. 97/108, tendo a seguinte ementa: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercicio: 1988, 1989 Ementa.. PIS DECISÕRIA. DEDUÇÃO. ORIENTA CA - Dada a identidade existente entre os fatos motivadores da exigência do IRPJ e aqueles relativos as do Pis Dedução, e ti mingua de argumentação especifica, estende-se, a esta, a orientação decisória adotada naquela. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 04/02/1991 a 29/07/1991 Ementa: JUROS DE MORA. TRD. EXCLUSÃ O. Ficam excluídos os juros moratórios calculados com base na Taxa Referencial Diária (TRD), no período de 04/02/1991 a 29/07/1991, remanescendo, nesse período, juros de mora à razão de 1 % (um por cento) ao Inds, de acordo com a legislação pertinente. Lançamento Procedente em Porte" Inconformado com a decisão da DRJ, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário e Memoriais alegando, em síntese que: a amortização das benfeitorias em imóvel de terceiro são dedutíveis nos termos do artigo 209, "d", do RIR/80, mesmo que no contrato de locação exista cláusula para remoção das benfeitorias; alternativamente, devem ser admitidas os efeitos da postergação do imposto, na medida em que não sendo possível amortizar as benfeitorias, a Recorrente poderia depreciá- las. Assim, o auto de infração, ao deixar de considerar tal efeito no auto de infração, deveria ser invalidado. o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Pelá, Relator Conheço do Recurso por ser tempestivo, por atender aos requisitos de admissibilidade e por canter matéria de competência deste Conselho. A matéria posta à apreciação deste colegiado refere-se a auto de infração que considerou indedutiveis, para fins de cálculo do IRPJ e da CSLL, as despesas de amortização de benfeitorias efetuadas em imóvel locado. A DRJ excluiu a exigência de CSLL e os juros moratórios calculados pela TRD calculados entre 4/2/1991 a 29/7/1991, substituindo pelos juros de mora de 1% ao mês. Ademais considerou os efeitos da postergação de IRPJ por conta da diferença entre a dedução da despesa de amortização pela despesa de depreciação. Contudo, ao verificar que a Recorrente não efetuou recolhimento de IRPJ nos exercícios subseqüentes, não ajustou o valor exigido, somente declarou que a Recorrente teria direito à recomposição dos resultados dos exercícios 6 Processo !I° 10880.030104/92-16 S1-C412 Acórdão n 140240123 Fl 7 seguintes ao da autuação, por tratar-se, essa recomposição, de uma decorrência natural da própria ação fiscal. Com relação à dedutibilidade das despesas de amortização é importante analisar o artigo 209 do RIR/80, in verbis: "Art. 209 - Poderão ser amortizados: I - o capital aplicado na aquisição de direitos cuja existência ou exercício tenha duração limitada, ou de bens cuja utilização pelo contribuinte tenha o prazo legal ou contratualmente limitado, tais como (Lei n°4.506/64, art. .58): d) custos de construções de benfeitorias em bens locados ou arrendados, ou em bens de terceiros, quando não houver direito ao recebimento de seu valor,' grifos nossos." Assim, a legislação vigente h época determinava que as despesas de amortização eram dedutíveis quando não houvesse direito de recebimento de seu valor. Desta forma é importante analisar o contrato de locação. O contrato de locação (fls. 2/7) em sua cláusula 7 a dispõe que a locatária poderá remover as instalações e benfeitorias adicionais que vier a realizar, não permanecendo, portanto, incorporadas ao imóvel no final da locação. Outro fato importante é que ao final do contrato de locação, o locador indenizou a locatária o montante de NCz$ 500.000,00 (fls. 34/35). Tal montante, segundo informações efetuadas pela Recorrente, monta a 42% do valor do custo de aquisição das benfeitorias. Diante dessas informações fica evidente que as amortizações efetuadas pela Recorrente não atendem os requisitos descritos no artigo 209, "d" do RIR/80, sendo assim, indedutíveis nas apurações de IRPJ. Contudo, a Recorrente tem o direito de deduzir a depreciação sobre tais benfeitorias, bem como, se for o caso, de aproveitar a perda de capital gerada pela venda das benfeitorias ao locador (postergação). Tal fato foi analisado em primeira instância, sendo que a DRJ também considerou que seriam dedutíveis as depreciações, reduzindo assim o valor autuado já naquela instância. Ademais, quanto aos efeitos da postergação, foi verificado que a Recorrente não recolheu IRPJ nos exercícios subseqüentes ao período autuado, assim, não ha que se falar em ajuste da cobrança exigida nesse processo, mas tão somente, o direito de recomposição dos resultados dos exercícios seguintes ao da autuação. 7 s Peld Processo n° 10880.030104/92-16 S1-C4 12 Acórdão n.° 1402-00223 F1 8 Por fim, não prevalece o argumento da Recorrente quanto a invalidade do auto de infração, em virtude de que a autoridade fiscal não levou em consideração os efèitos da postergação. Tal argumento já foi analisado em diversos processos por este colegiado: -"Ementa; NULIDADE- Eventuais erros na determinação da exigência, ainda que ocorram, podem acarretar improcedência total ou parcial do lançamento, mas não inquinam de nulidade o auto de infração JUROS TRIBUTOS COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA - Para ,fins de determinação da do Lucro Real e da base de cálculo da CSLL, a partir da vigência da Lei 8.981/95, apenas se sujeitam dedutibilidade segundo o regime de caixa, os juros incidentes sobre tributos cuja exigibilidade esteja suspensa nos termos dos incisos lia IV, do art. 151, do CTN. POSTERGAÇÃO- Comprovada a ocorrência de mera posterga cão no pagamento de tributos, descabe lavrar auto de infração para exigência de tributos, devendo o auto de infração restringir-se à exigência dos juros de mora devidos pelo atraso. (acórdão do 1' CC n°101-96267)" "NORMAS PROCESSUAIS MPF — EFEITOS DE POSTERGAÇÃO EM PERÍODOS SUBSEQUENTES AO DA AÇÃO FISCAL — CONSIDERAÇÃO — ARGÜIÇÃO DE NULIDADE DO LANÇAMENTO — IMPROCEDÊNCIA — O argumento de nulidade do lançamento em razão de que o MPF não abrangeria todos os períodos base nele assinalados não procede quando se verifica que tal circunstância se deu em face da consideração, pela fiscaliza cão, em beneficio do contribuinte, do denominado efeito de postergação verificado em outro ano- calendário. IRPJ/CSL — POSTERGAÇA -0 PERÍODO BASE JA ENCERRADO CONSIDERAÇÃO APENAS PARCIAL DE SEUS EFEITOS — NULIDADE — Na efetivação do lançamento pelo dito critério de posterga cão, a fiscalização deve levar em consideração todos os períodos- base encerrados até o momento em que esteja lavrando o auto de infração, ainda que a DIPJ não tenha sido entregue. (acórdão do 1° CC n° 107-08257). " Dessa forma, os argumentos expostos pela Recorrente quanto à nulidade do '1 auto de infração não devem subsistir. Por fim, quanto à exigência do PIS Dedução, conclui-se que mantendo a exigência do IRPJ, por conseqiiência, mantém-se também a cobrança do PIS Dedução. Isto posto, VOTO no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade em relação postergação e NEGAR provimento ao Recurso Voluntário 8
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Numero do processo: 13808.002767/2001-19
Data da sessão: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1997
Ementa: INTEMPESTIVIDADE. Por intempestivo, não se conhece do
Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72.
Numero da decisão: 1401-000.090
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Antonio Bezerra Neto
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Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. P n IV " MA QUIAS ESSOA MONTEIRO - Presidente , NTONIO BERRA NETO - Relator EDITADO EM:0 ft, 01 1- 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), Antonio Bezerra Neto, Karem Jureidini Dias (Vice-Presidente), Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Nelso Kichel (Suplente Convocado) e Silvana Rescigno Guerra Barretto (Suplente Convocada). ( Processo n° 13808.00276712001-19 sl-C4T1 Acórdão n.° 1401-0090 Fl. 2 • Relatório Trata-se de recurso voluntário contra o Acórdão n° 16-11.087, da 7' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I-SP. Por economia processual, adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância: "AUTOSTAR COMERCIAL E IMPORTAÇÃO LTDA, empresa acima identificada, foi submetida a procedimento fiscal. 2. Conforme Termo de Constatação IRPJ, de fls. 23/27, em ação fiscal empreendida junto à empresa acima identificada, relativa ao ano-calendário de 1997, constatou-se o seguinte: 2.1.despesas não comprovadas, no montante de R$ 455.192,62; 2.2.omissão de receitas financeiras, no valor de R$ 6.161,77. 3. Em decorrência das faltas apuradas, foram lavrados os seguintes autos de infração, cientificados ao contribuinte em 27/08/01: 3.1. Imposto de Renda Pessoa Jurídica- IRPJ (fls. 30/31): Total do crédito tributário, R$ 224.665,52, incluídos o tributo, multa e os juros de mora. Fundamento legal: artigo 24 da Lei n° 9.249/95 e artigos 195, I e II; 197 e parágrafo único; 225; 226; 227; 243 e 247, todos do RIR194. 3.2. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL (fls. 34/36): Total do crédito tributário, R$ 90.783,46, incluídos o tributo, multa e os juros de mora. Fundamento legal: artigos 19 e 24 da Lei n° 9.249/95, artigo lo da Lei n° 9.316/96, artigo 28 da Lei n° 9.430/96 e artigo 2o e parágrafos da Lei n° 7.689/88. 4. O contribuinte apresentou defesa de fls. 43/49, em 26/09/01, alegando em síntese que: 4.1.acosta aos autos documentos comprobatórios das despesas glosadas; 4.2.solicita a concessão de novo prazo para a apresentação de documentos; 4.3.protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito. 5. Por intermédio do despacho de fls. 124/127, os autos foram baixados em diligência para que a autoridade fiscal examinasse os documentos apresentados na fase de impugnação em conffronto com a escrita contábil da empresa. 6. Ao término dos trabalhos de diligência fiscal, o diligenciante elaborou o Relatório Final de Diligência, de fls. 142/143, em que considerou comprovada parte das despesas glosadas, no valor de R$ 148.126,70. 7. Acerca dos trabalhos fiscais, o contribuinte foi cientificado em 14/02/06 (fls. 138/140) informando nada ter a se manifestar (fl. 141). 2 • Processo n° 13808.002767/2001-19 51-C4T1 Acórdão n.° 1401-0090 Fl. 3 8. É o relatório." A DRJ, por unanimidade de votos, MANTEVE os lançamentos, nos termos da ementa abaixo: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 1997 GLOSA DE DESPESAS/CUSTOS. A comprovação parcial das despesas/custos na fase de impugnação, resulta no cancelamento parcial da exigência fiscal. OMISSÃO DE RECEITAS. Rendimentos oriundos de aplicações financeiras devem ser oferecidos à tributação. CSLL. O decidido quanto ao lançamento do IRPJ deve nortear a decisão do lançamento decorrente." Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este Conselho, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação. É o relatório. 3 Processo n° 13808.002767/2001-19 SI-C4T1 Acórdão n.° 1401-0090 Fl. 4 Voto Conselheiro - ANTONIO BEZERRA NETO, Relator O Recurso Voluntário é intempestivo e por isto não pode ser conhecido, nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Embora dos autos não conste o termo de perempção a noticiar a intempestividade, verifico, preliminarmente, que o Recurso foi interposto fora do prazo de trintas dias, contados a partir da ciência da decisão de primeira instância. Conforme atesta o Aviso de Recebimento de fl. 152v - referente à Intimação n° fl.152, como consignado expressamente nele -, a ciência ocorreu em 15/06/2007, e o Recurso somente foi protocolizado em 29/08/2007, conforme o carimbo de protocolo na fl. 156, superando em muito o prazo regulamentar de 30(trinta) dias previsto no art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Outrossim, a recorrente não traz em seu recurso nenhum argumento em particular que infirme essa conclusão. Pelo exposto, voto no sentido NÃO CONHECER do recurso, face à intempestividade. /J--- NTONIO ZERRA NETO 4
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Numero do processo: 10865.001742/00-55
Data da sessão: Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Co fins
Período de apuração: 01/03/1999 a 30/04/2000
Ementa: LANÇAMENTO DE OFICIO.
PROGRAMA REFIS. MULTA DE OFÍCIO.
A confissão de débitos fiscais por meio do Programa de Recuperação Fiscal Refis, antes do inicio da ação fiscal, afasta a multa de oficio a ser exigida na constituição do crédito tributário.
Recurso provido
Numero da decisão: 202-17.576
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para excluir a multa de Ofício. Vencida a Conselheira Nadja Rodrigues Romero.
Nome do relator: Gustavo Kelly Alencar
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ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Co fins Período de apuração: 01/03/1999 a 30/04/2000 Ementa: LANÇAMENTO DE OFICIO. PROGRAMA REFIS. MULTA DE OFÍCIO. A confissão de débitos fiscais por meio do Programa de Recuperação Fiscal Refis, antes do inicio da ação fiscal, afasta a multa de oficio a ser exigida na constituição do crédito tributário. Recurso provido
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MINISTÉRIO DA FAZENDA .. ti:- .5,:.;:,• SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10865.001742/00-55 Recurso n° 127.873 Voluntário ,t,ntes • conselo "1-á 32r Matéria COHNS -souto" 0100 0"MF .tcao no _ of I ....U49---- -. eni0-- I aAcórdão n° 202-17.576 de Note t Sessão de 06 de dezembro de 2006 Recorrente VECOL VEÍCULOS CORDEIRÓPOLIS LTDA. Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Co fins Período de apuração: 01/03/1999 a 30/04/2000 Ementa: LANÇAMENTO DE OFICIO. PROGRAMA REFIS. MULTA DE OFÍCIO. A confissão de débitos fiscais por meio do Programa de Recuperação Fiscal --. Refis, antes do inicio da ação fiscal, afasta a multa de oficio a ser exigida na constituição do crédito t-ibutário. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUIN-TkS, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para excluir a multa de ficio. Vencida a Conselheira Nadja Rodrigues Romero. ANTONIO CARLOSL'ATULIM MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Pr idente Bramiu. -3C1 \ 1L(-E1L ALENCAR tis\ l'\7 Colma Maria de Albuqu seti"G„...... MM. Siapo 94442 Rela(r Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Simone Dias Musa (Suplente), Antonio Zomer, Ivan Allegretti (Suplente) e Maria Teresa Martínez López. , Processo n.° 10865.001742100-55 CCO2/032 Acórdão n.° 202-17.576 MF- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBU INTES Fls. 2 CONFERE COMO ORIGINAL . Brasília, W Ca-Ll- CS-.__— Calma Maria de Albuque Mat Sia . 94442• xiikl.Relatório . Trata o presente processo de auto de infração de Cofins, lavrado em 22/12/2000, referente ao período de março de 1999 a abril de 2000, decorrente do fato de que, em que pese a contribuinte ter optado pelo Refis, como a referida declaração foi apresentada após o início do procedimento fiscal, a multa de oficio deveria ser lançada, conforme resolução Refis n2 5/2000. Como não há a possibilidade de se lançar a multa isoladamente, o crédito tributário foi lançado pela sua totalidade, mas o valor do prip. cipal não deve ser considerado._ 1: Além disso, também foi lançada a diferença entre a base de cálculo informada pela contribuinte e a apurada pela fiscalização. A contribuinte apresenta impugnação na qual alega que: - possui liminar autórizando-a recolher a Cofins com a alíquota de 2% no período de agosto de 1999 a janeiro de 2000, razão pela qual não deveria ter sido lançada a multa de oficio; - cumpriu todas as regras de opção pelo Refis; . - a Resolução n2 5/2000 não pode ser aplicada, por ser ato extemporâneo ao fato objeto da autuação; - retificou a declaração Refis, porquanto os valores já estavam declarados em DCTF, apresentando nova declaração com a diferença de um terço da aliquota, tendo em vista que desistiu da ação judicial; - sobre os valores declarados em DCTF e declaração Refis incide a multa do procedimento espontâneo; - tinha até 30/06/2000 para apresentar a declaração Refis, e o respectivo programa só se tomou disponível em 02/06/2000; - o art. 62 da resolução somente se aplica a quem optou pelo Refis após a prorrogação do prazo inicial; - os juros relativos aos valores que estavam suspensos por medida judicial somente começam a fluir a partir .ia opção pelo Refis, consoante art. 5 2 do Decreto n2 3.342/2000; - as diferenças do pericdo de fevereiro a abril de 2000 já foram pagas, conforme Darf anexo. A DRJ manteve o lançamento, afastando a espontaneidade, pois a contribuinte já se encontrava sob procedimento fiscal quando apresentou a declaração Refis. Quanto à exigibilidade suspensa, a desistência da ação judicial permite o lançamento da multa de oficio. A resolução também se aplica pois se trata de ato meramente interpretativo. Com relação à fluência dos juros, os mesmos serão cobrados pelo próprio prograia. Por fim, determina que os pagamentos efetuados devem ser at atidos se atestrdos pela DRF. \ \I Processo n.° 10865.001742/00-55 CCO2/CO2 Acórdão n.• 202-17.576 Fls. 3 Recorre a contribuinte essencialmente repisando os argumentos de suaimpugnação. É o Relatório. 4\ • kW- SEGUNDO CONSELHO DE C3N7RC4/NTE2 CONFERE COM O ORIGINAL Brasilla, Celma Maria de Albuqueilime Mat. Sia se 94442 •• • -á \ • Processo n.° 10865.001742/00-55 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.576 Fls. 4 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTIRtGUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Voto B1115111E1 30 / /523.... Celma Maria de Albuquerque Mat. Siape 94442 Conselheiro GUSTAVO 10ELLY ALENCAR, Relator _ Conheço dojtcurso por preencher os requisitos de admissibilidade. _ 1 A multa de oficio deve ser aplicada nos casos em que o contribuinte é fiscalizado anteriormente ao pagamento do tributo. O pagamento pretérito à fiscalização enseja a inflição de multa de mora e não a de oficio. No caso, verifica-se que a opção pelo Refis se deu anteriormente ao termo de inicio da fiscalização(termo de inicio de fiscalização — 17/05/2000, opção pelo Refis — 27/04/2000), razão pela qual entendo inaplicável a multa de oficio, como realizado pela fiscalização. Precedentes desta Corte: "Número do Recurso:133650 Cámara:PRIMEIRA CÂMARA Número do Processo:10875.001584/2001-94 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria:IRPJ E OUTRO Recorrente:TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA. Recorrida/Interessado:2° TURMAJDRJ-CAMPINAS/SP Data da Sessão:21/10/2004 00:00:00 Relator:Paulo Roberto Cortez Decisão:Acórdão 101-94737 Resultado:NPU- NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão:Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Ementa:LANÇAMENTO DE OFICIO — 'ESPONTANEIDADE — PROGRAMA REFIS — MULTA DE OFICIO — JUROS DE MORA — A confissão de débitos fiscais por meio do Programa de Recuperação Fiscal — REFIS, após o inicio da ação fiscal, não afasta a multa de oficio a ser exigida na constituição do crédito tributário. Os juros moratórios também devem ser exigidos no auto de infração, calculados à taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia — SELJC, nos termos da legislação em vigor." "Número do Recurso:121984 Câmara:PRIMEIRA CaA Número do Processo:I3603.001693/00-93 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria:PIS Recorrente:MÓVEIS RIO GRANDE LIDA Recorrida/Interessado:DRJ-BELO HORIZONTE/MG Data da Sessão J6/03/2004 14:00:00 Relator:António Mário de Abreu Pinto •• .- Processo ri.° 10865.001742/00-55 CCO2/CO2 Acórdão o.° 202-17.576 Fls. $ Decisão:ACÓRDÃO 201-77529 . Resultado:NPU - NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão:Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. Ementa:PIS. OPÇÃO PELO REFIS. MULTA DE OFICIO. A opção pelo Programa de Recuperação Fiscal - Refis, no decorrer da ação fiscal, permite o recolhimento parcelado do tributo devido e ainda não constituído de oficio. Entretanto, não elide a aplicação da multa de oficio devida. Recurso negado ' - - - -- - - - - - - -- Pelo exposto, dou provimento ao recurso: ti Sala das Sessões, em 06 de dezembro de 2006. ï k'G ‘At'VO LIC.L ALENCAR MF- SEGUNDO CONSELHO DE CUT RiGUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Brasília 30 i_j_4--j 01' Colina Maria de Albuquer- . Mat. Siape 94442 . -.4 \ 5t Page 1 _0051900.PDF Page 1 _0052000.PDF Page 1 _0052100.PDF Page 1 _0052200.PDF Page 1
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Numero do processo: 11618.000782/2006-49
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001
COFINS. RECOMPOSIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. VENDAS CANCELADAS.
Confirmada pela autoridade fiscal de jurisdição do contribuinte a recomposição da base de cálculo da Contribuição Social, em decorrência de vendas canceladas, o débito cobrado deve ser cancelado.
Recurso Voluntário provido.
Numero da decisão: 3202-000.815
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres Presidente
Luís Eduardo Garrossino Barbieri Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI
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Recorrente TEXNOR TÊXTIL DO NORDESTE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001 COFINS. RECOMPOSIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. VENDAS CANCELADAS. Confirmada pela autoridade fiscal de jurisdição do contribuinte a recomposição da base de cálculo da Contribuição Social, em decorrência de vendas canceladas, o débito cobrado deve ser cancelado. Recurso Voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente Luís Eduardo Garrossino Barbieri – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 8. 00 07 82 /2 00 6- 49 Fl. 163DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11618.000782/200649 Acórdão n.º 3202000.815 S3C2T2 Fl. 164 2 Migiyama. Relatório O presente processo trata de pedido eletrônico de restituição cumulado com compensação PER/DCOMP n° 41365.84841.150803.13.049389 (fls.02 a 06), sendo que o referido pedido foi retificado pela PER/DCOMP n° 11294.25769.180903.1.7.041186 (fls. 07 a 11). A interessada solicita restituição de supostos créditos de COFINS, período de apuração de 30/06/2001 e recolhimento em 13/07/2001, que alega serem oriundos de vendas canceladas, e pretende compensar com débitos da COFINS para o período de apuração de 15/07/2003, sendo o valor a ser compensado de R$ 27.957,11. Por bem demonstrar os fatos, transcrevo Relatório constante do Acórdão da DRJRecife, verbis: 1.Cuida o presente processo de Pedido de Restituição/Compensação (fl. 01),PER/DOOMP no 41365.84841.150803.1.3.049389 (fls. 02/06), de 15/08/2003, visando Compensação de débito da Cofins, do período de apuração junho de 2003, utilizando crédito de Cofins, relativo ao mês de junho de 2001. O referido pedido foi retificado pela PER/DCOMP no 11294.25769.180903.1.7.041186 (fls. 07/11) de R$ 364.957,44 (fl. 04), para R$ 506.538,88 (fl. 09) e o valor original do débito compensado R$ 183.145,72 (fl. 10) para R$ 27.957,11 (fl. 10). 2. O Despacho Decisório (fl. 18) do Delegado da Receita Federal do Brasil em João Pessoa/PB, com fulcro no Parecer No. 215/2006 (fls. 16/17), decidiu: 2.1. DEFERIR o pedido de retificação, constante da PER/DCOMP retificadora no 11294.25769.180903.1.7.040086, face à inexatidão material no preenchimento da declaração, nos termos do art. 58 da IN SRF n o 600/2005; 2.2. NÃO HOMOLOGAR o pedido de Compensação consignado na PER/DCOMP retificadora, nos termos do art. 26, § 2o da IN SRF no 600/2005, em virtude de não haver disponibilidade de crédito inicial no valor original de R$ 27.957,11 (vinte e sete mil, novecentos e cinqüenta e sete reais e onze centavos); 2.3. DETERMINAR a cobrança do débito confessado na PER/DCOMP retificadora, relativo à Cofins do mês de junho/2003, no valor original de R$ 27.957,11, acrescido dos encargos legais na forma do art. 30 e seu parágrafo único da IN SRF no 600/2005. 3. Cientificada de tal decisão, em 14/05/2007, conforme "AR" (fl. 22), a contribuinte, por intermédio de seu representante legal, Fl. 164DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11618.000782/200649 Acórdão n.º 3202000.815 S3C2T2 Fl. 165 3 apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 23/27), de 14/11/2006, por sua representante legal, em que contesta o decisum sob os seguintes argumentos: 3.1. pela cópia da PER/DCOMP retificadora no 11294.25769.180903.1.7.040086 que foi homologada pela Receba Federal, verificase que o débito de Cofins, do mês de 06/2003, no valor de R$ 27.957,11 foi compensado com um crédito de Cofins no valor de R$ 506.538,88, originado de pagamento a maior do mesmo tributo efetuado em 13/07/2001, relativo ao fato gerador da Cofins, do mês de 06/2001; 3.2. a compensação não foi homologada por entender a SRF que o pagamento considerado não apresenta saldo credor disponível, necessário e suficiente para compensar o débito informado; 3.3. conforme relatado em impugnação a auto de infração anteriormente lavrado contra a impugnante, para cobrar Cofins, do período de 04/2000 a 06/2002, que deu origem ao processo administrativo no 11618.003134/200211, cópias anexas, vendas realizadas pela impugnante nos meses de maio a julho de 2001 foram canceladas, tendo a devolução sido contabilizada, nos meses de agosto e setembro de 2001, por terem as correspondentes notas fiscais sido emitidas por valores superiores aos corretos. A impugnante junta planilha, demonstrando as bases de cálculo dos anos de 1999 a 2002 (fl.54); 3.4. em decorrência desse erro, a impugnante pagou, com relação aos meses de maio a julho/2001, quantias mais elevadas do que as de fato devidas, tendo em vista que vendas canceladas não integram a base de cálculo da Cofins, segundo art. 3 0, § 20, inciso I da Lei no 9.718/98; 3.5. portanto, ao calcular a Cofins sobre vendas canceladas, a impugnante pagou além do que era devido, passando então a ter o direito de compensar com outros débitos, mormente da própria Cofins, o crédito contra o fisco resultante do montante indevidamente pago; 3.6. ao tomar conhecimento da autuação, a impugnante alterou a forma de demonstrar em DCTF as compensações efetuadas, formalizando as DCOMP e informando em DCTF que o pagamento da Cofins se dava através de compensação, informando a origem do crédito que, nesse caso foi o valor de Cofins pago a maior em 07/2001, tendo como fato gerador as receitas do mês 06/2001; 3.7. a impugnante junta planilha demonstrando a origem do crédito e as compensações efetuadas, pela qual se pode observar que havia crédito suficiente para a Compensação da Cofins do mês de 06/2003, demonstrada em DCTF do 2o bimestre de 2003 e na PER/DCOMP citada, objeto da não homologação ora contestada; Fl. 165DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11618.000782/200649 Acórdão n.º 3202000.815 S3C2T2 Fl. 166 4 3.8. requer que seja homologada a compensação efetuada de acordo com o pedido de compensação consignado na aludida Declaração de Compensação e seja cancelada a cobrança do débito ora impugnado. Após analisar a manifestação de inconformidade da interessada, a DRJ – Recife proferiu o Acórdão No. 1123.480, em 20 de agosto de 2008, (fls. 57/ss), por meio do qual se manteve o indeferimento do pedido de restituição, no termos da ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001 COMPENSAÇÃO TRIBUTARIA. A compensação, nos termos em que está definida em lei (art. 170 do CTN), como em qualquer outra compensação dessa natureza, só poderá ser homologada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos estejam revestidos dos atributos de liquidez e certeza COFINS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A falta de comprovação com documentação hábil impede o acatamento da alegação de inclusões indevidas no montante tributável, determinado com base nas informações fornecidas pelo próprio sujeito passivo. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PROVAS. As provas devem ser apresentadas na forma e no tempo previstos na legislação que rege o processo administrativo Solicitação Indeferida A Recorrente foi cientificada do Acórdão proferido pela DRJ – Recife em 15/09/2008 (fl. 62/63). Inconformada com a decisão de primeira instância administrativa, a recorrente interpôs Recurso Voluntário, em 13/10/2008 (fls. 65/ss), reiterando as razões de sua manifestação de inconformidade e inovando na argumentação nos seguintes pontos: 1. Afirma que o valor das vendas canceladas já foi objeto de reconhecimento em outro processo administrativo (n° 11618.004434/200560) em informação prestada pela fiscalização (fl. 63); 2. Que o cancelamento das vendas é fato incontroverso, em decorrência da informação constante do Parecer SAORT/DRF/JPA no. 054/2004, processo 10467.501133/200679, onde faz a seguinte transcrição do Parecer (fl. 67): "7. Por sua vez, os valores das vendas canceladas ocorridas nos meses de agosto (R$ 10.979.502,26) e setembro (R$ 23.127.065,58,)... ...10. Esclareçase ainda que nos presentes autos inexiste controvérsia acerca dos valores das vendas canceladas, os quais Fl. 166DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11618.000782/200649 Acórdão n.º 3202000.815 S3C2T2 Fl. 167 5 foram confirmados pela fiscalização desta Delegacia, conforme Informação Fiscal de fls. 174/179." Junta cópia de DARF e documentos da sua escrita fiscal (fls. 75/81). Requer, por fim, a Recorrente seja provido o presente recurso homologando se todas as compensações por ela pleiteadas. O processo digitalizado foi distribuído a este Conselheiro Relator em 02/06/2010, na forma regimental. Com vistas a confirmar as alegações trazidas pela Recorrente, o processo foi baixado em diligência por meio da Resolução n° 320100.167, de 30 de setembro de 2010 (fls. 87/92), no intuito de verificar se efetivamente existe o direito ao alegado crédito da Cofins em decorrência das supostas vendas canceladas. Os autos retornaram à DRFJoão Pessoa para a realização da diligência solicitada. A autoridade fiscal dessa Delegacia da Receita Federal, então, lavrou o “Relatório Circunstanciado”, datado de 13/05/2011 (fls. 107/111), onde após explanação sobre os fatos ocorridos, concluiu que: 09 Em relação ao período de apuração 06/2003, objeto deste processo, o contribuinte informou em DCTF que o débito da COFINS de R$ 27.957,11 foi extinto por compensação. 10 No QUADRO I ficou demonstrado a apuração de saldo negativo de base de cálculo de COFINS no período de apuração 06/2003 e, por conseguinte, a inexistência de saldo a pagar no período em foco. 11 O crédito de pagamento indevido ou a maior de COFINS (código 2172) recolhido em 15/07/2001, no valor de 364.957,44, informado na ficha de crédito dos PER/DCOMP, 14655.52308.180903.1.7.046211 (processo 11618.000834/200687), 10115.50489.180903.1.7.045187 (processo 11618.000784/200638), 11294.25769.180903.1.7.04 1186 (processo 11618.000782/200649), e 40507.80343.150903.1.3.048801 (processo 11618.000785/200682), não foi localizado nos Sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, razão pela qual as respectivas compensações foram NÃO HOMOLOGADAS. 12 No entanto, as devoluções de vendas registradas em agosto e setembro de 2001 mudaram a base de cálculo nos períodos de apuração 08/2001 a 07/2003 tornando os débitos dos processos 11618.000834/200687, 11618.000784/200638, 11618.000782/200649 e 11618.000785/200682 (todos em julgamento no CARF) insubsistentes. 13 Em face ao exposto, concluo que o débito da COFINS referente ao período de apuração 06/2003 no valor de R$ 27.957,11 cobrado no processo 11618.000782/200649 é insubsistente. É o relatório. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11618.000782/200649 Acórdão n.º 3202000.815 S3C2T2 Fl. 168 6 Voto Conselheiro Luís Eduardo G. Barbieri, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende os requisitos de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. A autoridade fiscal da DRF – João Pessoa afirma que ficou demonstrada (Quadro I – fls. 109) a apuração de saldo negativo de base de cálculo no período de apuração junho/2003 e, por conseguinte, a inexistência de saldo a pagar nesse período. Portanto, o valor do débito que a Recorrente pretende compensar (R$ 27.957,11) seria indevido, segundo informação da autoridade fiscal da unidade de jurisdição da empresa. Aduz, ainda, a autoridade fiscal que as devoluções de vendas registradas em agosto e setembro de 2001 alteraram a base de cálculo nos períodos de apuração 08/2001 a 07/2003, tornando os débitos dos processos 11618.000834/200687, 11618.000784/200638, 11618.000782/200649 e 11618.000785/200682 insubsistentes. Conclui, portanto, que “o débito da COFINS referente ao período de apuração 06/2003 no valor de R$ 27.957,11 cobrado no processo 11618.000784/200638 é insubsistente”. Deste modo, em face das informações e declarações trazidas aos autos pela autoridade fiscal da unidade da Receita Federal de jurisdição do contribuinte, entendo que o débito declarado na DCOMP, relativo ao mês de junho/2003, deve ser cancelado. Ante o exposto, voto em dar provimento ao Recurso Voluntário e declarar indevida a cobrança da Cofins, período de apuração de junho/2003, no valor de R$ 27.957,11. É como voto. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 168DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 04/07/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 13896.903107/2008-81
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. DESPACHO DECISÓRIO. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO.
A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, c, do Decreto nº 70.235/1972. Se a prova é insuficiente, inviável a homologação da compensação. O contribuinte deve instruir o pedido com a prova da liquidez e da certeza do direito creditório.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-001.954
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente, em exercício.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. DESPACHO DECISÓRIO. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Se a prova é insuficiente, inviável a homologação da compensação. O contribuinte deve instruir o pedido com a prova da liquidez e da certeza do direito creditório. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 31 07 /2 00 8- 81 Fl. 108DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 69): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. No julgamento da manifestação de inconformidade, por sua vez, a DRJ entendeu que o ônus da demonstração da liquidez e da certeza do direito de crédito seria do sujeito passivo e que não havia nos autos prova suficiente nesse sentido. O sujeito passivo, nas razões recursais de fls. 76 e ss., alega ter realizado o pagamento indevido, sem a dedução de valores retidos na fonte de suas notas fiscais a título de PIS/Pasep e Cofins. Sustenta que a falta de retificação da Dctf não pode afastar o direito à repetição do indébito, porque a verdade material deve prevalecer sobre a verdade formal. Cita jurisprudência do Carf e requer, ao final, o provimento do recurso. É o Relatório. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13896.903107/200881 Acórdão n.º 3802001.954 S3TE02 Fl. 109 3 Voto Conselheiro Solon Sehn O Recorrente teve ciência da decisão no dia 14/12/2011 (fls. 75), interpondo recurso tempestivo em 28/12/2011 (fls. 76). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. Compulsando os autos, notase que o PER/Dcomp, consoante destacado, foi transmitido sem a retificação da Dctf, o que, por sua vez, fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em casos dessa natureza, a Turma tem reconhecido o direito à compensação, desde que o contribuinte comprove a existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes acórdãos: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (Carf. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Direito Creditório Reconhecido.”(Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012. No mesmo sentido, cf.: Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.125. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 28/07/2012; “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso concreto, consoante destacado pela decisão recorrida, não foi apresentado pelo sujeito passivo “[...] qualquer razão ou documento que comprove o seu direito. Nenhuma apuração, documentação ou outro indicio que indicasse o pagamento indevido ou a maior e desse suporte ao crédito tributário aproveitado. Nenhum demonstrativo capaz de justificar a alegação de erro na declaração trabalhada pelos sistemas da administração tributária. Nenhum comparativo que discriminasse a formação da base de cálculo que serviu ao pagamento a maior e a base pretensamente correta” (fls. 72). Na fase recursal, por sua vez, o Recorrente esclarece que o o pagamento indevido teria resultado da falta de dedução de valores retidos na fonte a título de PIS/Pasep e Cofins. Todavia, não apresentou qualquer prova nesse sentido, ou seja, não demonstrou a Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13896.903107/200881 Acórdão n.º 3802001.954 S3TE02 Fl. 110 5 liquidez e a certeza do direito creditório, pressuposto indispensável para a homologação da compensação. Votase, assim, pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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