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Numero do processo: 10880.900579/2009-44
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Mar 14 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/11/2001 a 30/11/2001
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA DIVERGÊNCIA. DIFERENÇAS FÁTICAS. NÃO CONHECIMENTO.
Para conhecimento do recurso especial, é necessário que o recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de acórdão paradigma em que, discutindo-se a mesma matéria posta na decisão recorrida, o colegiado tenha aplicado a legislação tributária de forma diversa.
Hipótese em que as situações enfrentadas no paradigma e no recorrido têm diferenças essenciais.
Numero da decisão: 9303-012.932
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencidas as conselheiras Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que conheceram do Recurso.
(documento assinado digitalmente)
Adriana Gomes Rego Presidente
(documento assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: Luiz Eduardo de Oliveira Santos
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/11/2001 a 30/11/2001 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA DIVERGÊNCIA. DIFERENÇAS FÁTICAS. NÃO CONHECIMENTO. Para conhecimento do recurso especial, é necessário que o recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de acórdão paradigma em que, discutindo-se a mesma matéria posta na decisão recorrida, o colegiado tenha aplicado a legislação tributária de forma diversa. Hipótese em que as situações enfrentadas no paradigma e no recorrido têm diferenças essenciais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencidas as conselheiras Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que conheceram do Recurso. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego – Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 90 05 79 /2 00 9- 44 Fl. 147DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-012.932 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.900579/2009-44 Trata-se de Recurso Especial de divergência interpostos pelo Contribuinte, contra a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3001-001.550, de 14/10/2020 (fls. 97/101), proferida pela 1ª Turma Extraordinária da Terceira Seção de julgamento do CARF, que negou provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Da Declaração de Compensação Trata o presente processo de Declaração de Compensação – DCOMP (fla. 2/6), transmitida em 29/11/2004, que indicava como crédito o pagamento indevido ou a maior de COFINS, no montante de R$ 3.756,79, referente ao período de apuração 31/12/2001, com débito próprio de COFINS, sendo o valor total do DARF igual a R$ 14.547,30. A DERAT/São Paulo/SP, emitiu, em 09/01/2009, o Despacho Decisório eletrônico n.º de rastreamento 815458240 – fls. 11/12, sendo que a compensação não foi homologada, apresentando a seguinte fundamentação: “(...) Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, não foi confirmada a existência do crédito informado, pois o DARF a seguir, discriminado no PER/DCOMP, não foi localizado nos sistemas da Receita Federal”. Ressalta-se que, antes foi emitido o Termo de Intimação – fl. 9 (n.º de rastreamento 654770184), cujo teor foi o seguinte: “Se houver qualquer divergência, solicita-se transmitir o PER/DCOMP retificador. Caso contrário, compareça à unidade da Secretaria da Receita Federal de sua jurisdição com esta intimação, o(s) DARF Originai(is) e eventuais REDARF, no prazo Indicado”. Da Manifestação de Inconformidade e Decisão de 1ª Instância Cientificada do Despacho Decisório, a Contribuinte apresenta sua Manifestação de Inconformidade de fls. 13, acompanhada das cópias dos seguintes documentos: Contrato social, Despacho Decisório e o PER/DCOMP retificador criada em 17/02/2009 (fls. 15/27). Na sua Manifestação consta os seguintes argumentos: a) considerando a efetiva existência de crédito decorrente de recolhimento a maior de tributo, a FORTENGE apresentou em 29/11/2004 o PER/DCOMP em questão. No entanto, verificando os dados inseridos na declaração apresentada, detectou uma incorreção na descrição do crédito, (ter informado o DARF errado em sua DCOMP), que resultou na não homologação do documento; b) assim, apresenta, em anexo, o PER/DCOMP retificador (fls. 15/16) e requer a reanálise da compensação pretendida. A DRJ em São Paulo I (SP), apreciou a Manifestação de Inconformidade que, em decisão consubstanciada no Acórdão nº 16-36.281, de 27/02/2012 (fls. 36/40), considerou improcedente a Manifestação apresentada, mantendo integralmente o Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada pelo Contribuinte. Assentou que, o procedimento de retificação de DCOMP está previsto na legislação de regência, sendo que tal procedimento não é cabível em sede de Manifestação de Inconformidade, tampouco está sua apreciação abrangida pela competência das DRJs. Recurso Voluntário Cientificada da decisão de 1ª Instância, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário de fls. 43/48, repisando os argumentos da Manifestação de Inconformidade no sentido de que efetivamente existe o crédito decorrente de recolhimento a maior do tributo, com isso, apresenta em sede de recursos, tanto na Manifestação de Inconformidade quanto no Recurso Voluntário, o PER/DCOMP retificador não processado na RFB e o detalhamento do equívoco cometido. Fl. 148DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-012.932 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.900579/2009-44 Em 21/01/2016, data posterior ao Recurso Voluntário, apresenta um complemento ao recurso apresentado em 2013 (fls. 64/70), no qual busca comprovar o direito ao crédito que lhe assiste descrevendo que seu débito de COFINS (fevereiro/2001) era de R$ 9.380,94, informado na DCTF transmitida em 11/05/2001 e que, equivocadamente, recolheu o DARF de R$ 33.589,88. Reforça novamente que transmitiu a PER/DCOMP preenchida equivocadamente. Junto a este complemento é anexado os documentos: Procuração e Contrato Social, DCTF enviada em 11/05/2001, DARF e DCTF retificadora enviada em 12/05/2003. Acórdão/CARF O processo veio ao CARF para julgamento do Recurso Voluntário e foi submetido a apreciação da Turma julgadora, que exara a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3001- 001.550, de 14/10/2020 (fls. 97/101), proferida pela 1ª Turma Extraordinária da Terceira Seção de julgamento do CARF, que negou provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Nessa decisão a Turma decidiu que, a retificação do PER/DCOMP após a decisão administrativa somente pode ser admitida em caso de inexatidão material no preenchimento do referido documento, apurável pelo seu exame e devidamente comprovada, desde que não implique modificação da natureza ou origem do crédito, aumento do valor do débito compensado ou inclusão de novo débito, nem represente qualquer outra alteração que implique sua modificação substancial. Não compete aos órgãos julgadores proceder a retificação de PER/DCOMP por incompetência e ausência de previsão legal. Recurso Especial do Contribuinte Notificada do Acórdão nº 3001-001.550, de 14/10/2020, o Contribuinte apresenta Recurso Especial de fls. 111/120, apontando divergência com relação à seguinte matéria: “Retificação da DCOMP após a emissão do Despacho Decisório, para corrigir equívocos de preenchimento, em sede de Manifestação de Inconformidade”. Apresenta como paradigma os Acórdão nº 1401-004.490, argumentando que, no Acórdão recorrido, a Turma deixa de considerar a retificação promovida pela Contribuinte por considerar que houve alteração do crédito apresentado e, consequentemente, não teria competência para analisar a documentação apresentada. De outro lado, no Acórdão paradigma nº 1401-004.490, de 15/07/2020, no entanto, ao contrário, afirma que constado o erro de preenchimento na DCOMP esta merece ser retificada, inclusive com relação ao crédito. Cotejando os arestos confrontados, há entre eles, a similitude fática e divergência de interpretação da legislação quanto a se admitir ou não, no processo administrativo fiscal, a retificação do PER/DCOMP após a ciência do Despacho Decisório. Com os fundamentos do Despacho de Exame de Admissibilidade do Recurso Especial – 3ª Seção/1ª Câmara, de 24/09/2021, exarado pela Presidente da 1ª Câmara da 3ª Seção do CARF (fls. 136/139), deu seguimento ao Recurso Especial interposto pelo Contribuinte. Contrarrazões da Fazenda Nacional Regularmente notificada do Acórdão nº 3001-001.550, de 14/10/2020 e do Recurso Especial interposto pelo Contribuinte que foi dado seguimento, a Fazenda Nacional apresentou suas contrarrazões de fls. 141/144, requerendo que não seja conhecido o Recurso Especial apresentado pelo Contribuinte e, caso não seja este o entendimento do Colegiado, no mérito, requer seja negado provimento ao citado recurso. Fl. 149DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-012.932 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.900579/2009-44 Argumenta que, “(...) Estando o Acórdão recorrido baseado em dois fundamentos autônomos, o recurso manejado pelo Contribuinte também deveria ter enfrentado a questão probatória e não o tendo feito, não deve ter seguimento, uma vez que a não comprovação do crédito é suficiente para manutenção da decisão recorrida”. O processo, então, foi sorteado para este Conselheiro para dar prosseguimento à análise do Recurso Especial interposto pelo Contribuinte. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator. Conhecimento O recurso é tempestivo, todavia entendo que não preencha os demais requisitos de admissibilidade, justamente por conta da existência de diferenças fáticas essenciais entre a discussão enfrentada no Acórdão recorrido e aquelas situações do Acórdão indicado como paradigma, conforme a seguir é esclarecido. A divergência suscitada é com relação à seguinte matéria: “Retificação da DCOMP após a emissão do Despacho Decisório, para corrigir equívocos de preenchimento, em sede de Manifestação de Inconformidade”. Reproduzo a ementa do Acórdão recorrido (fl. 97): “A retificação do PER/DCOMP após a decisão administrativa somente pode ser admitida em caso de inexatidão material no preenchimento do referido documento, apurável pelo seu exame e devidamente comprovada, desde que não implique modificação da natureza ou origem do crédito, aumento do valor do débito compensado ou inclusão de novo débito, nem represente qualquer outra alteração que implique sua modificação substancial. Não compete aos órgãos julgadores proceder a retificação de PER/DCOMP por incompetência e ausência de previsão legal. (Grifei) Confira-se trecho do fundamento do Voto do recorrido: “No presente caso estamos diante de uma clara alteração da origem do crédito quando busca apresentar em sede recursal nova PER/DCOMP com um DARF diverso daquele informado originalmente”. O Contribuinte apresentou, como paradigma, o Acórdão nº 1401-004.490, de 15/07/2020, em que o Colegiado entendeu por reconhecer o erro de fato na formulação do Pedido de repetição de indébito, nos termos da fundamentação elaborada no voto (análise das provas do direito ao crédito pleiteado), e afastar o óbice de revisão de ofício do PER/DCOMP apresentado, determinando o processo retornar à Unidade de Origem para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido. Confira-se excetos do Voto condutor do Acórdão paradigma: “Em sua Manifestação de Inconformidade, a Recorrente comprova de forma cabal que a origem do suposto crédito decorre de duas incorporações realizadas, daí sua legitimidade para dele utilizá-lo. Tal fato foi reconhecido e superado pela DRJ”. “Cumpre ressaltar ainda que as DCTFs e DIPJs foram retificadas antes do despacho decisório, e o contribuinte traz em seu recurso toda a sua documentação fiscal e contábil, dentre eles o seu livro razão que indica o valor do pagamento indevido. Em sede de recurso, alega a Recorrente que um mero erro de fato não pode ser meio de impedir o aproveitamento do seu crédito, invocando o princípio da verdade material e Fl. 150DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-012.932 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.900579/2009-44 defendendo que a Receita tem meios hábeis para confirmar que os créditos não foram utilizados em duplicidade. Creio que o contribuinte tem razão”. (Grifei) Verifica-se no Acórdão recorrido, que a Turma deixa de considerar a retificação promovida pela Contribuinte por considerar que houve alteração do crédito apresentado e, consequentemente, não teria competência para analisar a documentação apresentada. Repara-se que, tanto na decisão DRJ, como no Acórdão recorrido, não se reportam em comprovação do direito pleiteado mediante analise de provas. Fundamentam basicamente que, via de regra não cabe por meio do contencioso tributário federal a possibilidade de retificação dos dados informados em PER/DCOMP, em virtude de se tratar de competência alheia aos órgãos julgadores. De outro lado, no Acórdão paradigma nº 1401-004.490, de 15/07/2020, no entanto, ao contrário, afirma que constado o erro de preenchimento na Declaração de Compensação esta merece ser retificada, inclusive com relação ao crédito. No entanto, há que ser ressaltado que, no caso paradigma, o Contribuinte comprovou nos autos (cópia dos livros fiscais e contábeis) de forma cabal que a origem do suposto crédito decorre de duas incorporações realizadas, daí sua legitimidade para dele utilizá-lo, e tal fato foi reconhecido e superado pela decisão DRJ. Ressalta-se também que, no paradigma as DCTF e DIPJ foram retificadas antes do Despacho Decisório. Confira-se: “Cumpre ressaltar ainda que as DCTFs e DIPJs foram retificadas antes do despacho decisório, e o contribuinte traz em seu recurso toda a sua documentação fiscal e contábil, dentre eles o seu livro razão que indica o valor do pagamento indevido”. No recorrido, a DCOMP foi retificada após a ciência do Despacho Decisório. Confira-se trecho do recorrido (fl. 100): “Repare, ainda, que antes do despacho decisório (lavrado em 09/01/2009 – e-fl. 11) a Recorrente havia sido intimada por meio do Termo de Intimação (cientificado em 15/12/2006 (fl. 9/10) a verificar se havia alguma irregularidade no preenchimento da PER/DCOMP em virtude de não ter sido localizado o DARF informado. Entretanto, nenhuma providência foi tomada antes da emissão do Despacho Decisório”. Posto isto, entendo que, para comprovação da divergência, a Contribuinte deveria ter trazido aos autos um Acórdão paradigma em que a retificação da Declaração tivesse ocorrido antes da ciência do Despacho Decisório e com apresentação dos elementos de provas, como demonstrativos, cópia de livros fiscais e contábeis, para que fossem analisados pelo Colegiado, objetivando a comprovação do direito ao crédito alegado, Dessa forma, não tendo sido esse o ocorrido, em razão da falta de similitude fática entre o Acórdão recorrido e o Acórdão paradigma nº 1401-004.490, entendo não ser possível estabelecer a divergência jurisprudencial alegada e, com a devida vênia do Presidente da 1ª Câmara da Terceira Seção de julgamento, voto por não conhecer do Recurso Especial de divergência interposto pelo Contribuinte. Conclusão Por todo o exposto, voto por NÃO CONHECER do Recurso Especial interposto pelo Contribuinte. É como voto. Fl. 151DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-012.932 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10880.900579/2009-44 (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 152DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11330.001414/2007-15
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2000 a 29/02/2000
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, ou nos termos do art. 173, I do CTN, quando não houver antecipação, por
força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
DISCUSSÃO JUDICIAL.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.395
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso em virtude da decadência total por qualquer dos critérios do CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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DECADÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, ou nos termos do art. 173, I do CTN, quando não houver antecipação, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. DISCUSSÃO JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso em virtude da decadência total por qualquer dos critérios do CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator Fl. 195DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 11330.001414/200715 Acórdão n.º 2403001.395 S2C4T3 Fl. 63 3 Relatório Sirvome do Relatório de fls. 120/121, da DRJ, verbis: “Tratase de crédito lançado pela fiscalização, contra a empresa acima identificada, no montante de R$ 1.946.261,05, acrescido de multa e juros, consolidado em 27/09/2007, referente ao período de 01/2000 a 02/2000. 2. O presente lançamento, conforme Relatório Fiscal de fls. 17/21, subitem 1.1, compreende: ‘diferenças referentes às contribuições previdenciárias a cargo da empresa, incidentes sobre a remuneração de contribuintes individuais, destinadas à Seguridade Social, devidas e não recolhidas em época própria’. 3. Consta do Relatório Fiscal, nos subitens 3.1 e 3.2, que o fato gerador do débito ocorreu por ocasião do pagamento das remunerações a contribuintes individuais, no período de 01/2000 a 02/2000, sendo que o débito foi levantado com base nas informações constantes das folhas de pagamento de contribuinte individual fornecidas em meio magnético. 4. Nos subitens 3.4 e 3.5 do Relatório Fiscal é esclarecido, pelo Auditor, que: ‘A empresa exibiu Guias de Depósito Judicial referentes ao Mandado de Segurança 2000.51.01.0017638 (transformado na Apelação 2000.02.01.0694373), da 1a Vara Federal do RJ, em que discute a existência do fato gerador das contribuições aqui levantadas, ainda sem trânsito em julgado. As Guias de Depósito Judicial apresentadas traduzem o total das contribuições devidas à época, referentes ao fato gerador descrito no item 1.1’. 5. Em seguida, no subitem 3.6, conclui: ‘Em que pese a apresentação das guias, é de responsabilidade da fiscalização proceder à constituição do presente crédito previdenciário, objetivando prevenir a decadência’. 6. Acrescenta, ainda no Relatório Fiscal, que: ‘O código de levantamento CII – CONTRIB. INDIVIDUAIS 17638 compreende os valores de saláriodecontribuição de contribuintes individuais não informados pelo contribuinte na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP, uma vez que discute a sua existência no processo judicial em tela, não havendo, logo, redução de multa’. 7. No subitem 3.9, informa que todas as contribuições integrantes deste lançamento foram devidamente contabilizadas pela empresa nos Livros Diário dos exercícios 2000 a 2006, em microfichas, na conta ‘INSS de Autônomos LC 84’. DA IMPUGNAÇÃO 8. Irresignado, o interessado apresentou a impugnação de fls. 69/79, acompanhada dos documentos de fls. 80/112, alegando, em síntese: 8.1. decadência, e 8.2. indevido lançamento dos juros de mora e multa moratória em face do reconhecimento do depósito judicial da contribuição previdenciária. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 4 9. Por fim, requer, a Impugnante, seja julgada ‘nula’ a presente NFLD — Notificação Fiscal de Lançamento de Débito.” DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro I (RJ), por meio da 12a Turma da DRJ/RJOI, prolatou o Acórdão n° 1217.771, de fls. 118/126, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciarias Período de apuração: 01/01/2000 a 29/02/2000 CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. EXIGIBILIDADE. OBRIGATORIEDADE DO LANÇAMENTO. DEPÓSITOS JUDICIAIS. INOCORRENCIA DE MORA. DECADÊNCIA. A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento, que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual trate o processo administrativo importa renúncia ao contencioso administrativo; contudo, se na impugnação houver matéria distinta da constante do processo judicial, o julgamento limitarseá à matéria diferenciada. A suspensão da exigibilidade do crédito não impede o Fisco de proceder ao lançamento eis que este é atividade vinculada e obrigatória e visa impedir a ocorrência da decadência. O depósito judicial descaracteriza a inadimplência, não sendo devidos os acréscimos decorrentes da mora a partir da sua efetivação, observados os valores depositados/devidos e as datas dos depósitos/ vencimentos das contribuições. A decadência resulta da perda do direito do órgão arrecadador de efetivar a apuração e o lançamento do seu crédito, sendo decenal no âmbito previdenciário. Lançamento Procede DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 138/144, com o único argumento da decadência, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme Enunciado da Súmula Vinculante n. 8 do STF, vez que o Mérito já está sendo discutido nos autos do Processo n. 2000.51.01.0017638, que se encontra em fase de recurso de apelação sob o número 2000.02.010694373. É o relatório. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 11330.001414/200715 Acórdão n.º 2403001.395 S2C4T3 Fl. 64 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 155, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais Fl. 199DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 6 órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. O período de apuração se refere às competências compreendidas entre 01/2000 a 02/2000. A notificação ocorreu em 27/09/2007. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação a todo o período, por qualquer dos critérios do CTN. DA NÃO APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 1 DO CARF A Recorrente está discutindo o mérito desta autuação nos autos do Mandado de Segurança n. 2000.51.01.0017638. Logo, abdicou do seu direito de discutir administrativamente, nos termos da Súmula n. 1 do CARF, verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (grifo nosso) Ocorre que, por se tratar de uma ação interposta antes do procedimento de fiscalização, ou seja, no ano 2000, resta evidenciado que a decadência não fora amparada pela discussão judicial. Logo, tendo ocorrido a decadência total, conforme destacado alhures, não há que se falar em aplicação da citada Súmula, vez que não se entrará no mérito. CONCLUSÃO Do exposto, julgo procedente o recurso para reconhecer a decadência total, por qualquer dos critérios do CTN. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 200DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.004466/88-08
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ADUANEIRO
Erro na classificação tarifária não enseja, por si só, a aplicação das multas dos art. 524 e 526, inciso II do Regulamento Aduaneiro.
Recurso Especial da Fazenda Nacional desprovido.
Numero da decisão: CSRF/03-02.581
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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ementa_s : ADUANEIRO Erro na classificação tarifária não enseja, por si só, a aplicação das multas dos art. 524 e 526, inciso II do Regulamento Aduaneiro. Recurso Especial da Fazenda Nacional desprovido.
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CÂMARA DO 3°. CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo : SANDOZ S/A Sessão de : 14 DE ABRIL DE 1997 Acórdão n°. : CSRF/03-02.581 ADUANEIRO Erro na classificação tarifária não enseja, por si só, a aplicação das multas dos art. 524 e 526, inciso II do Regulamento Aduaneiro. Recurso Especial da Fazenda Nacional desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. RODRIGUES PRESIDENTE JO O '•LANDA COSTA LATOR FORMALIZADO EM: 2 5 ABR 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Moacyr Eloy de Medeiros, Fausto de Freitas e Castro Neto, Henrique Prado Megda, Ubaldo Capello Neto e Nilton Luiz Bartoli. MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS , Processo n°. : 10711/004.466/88-08 Acórdão n°. : CSRF/03-02.581 Recurso n°. : RP/301- 0.459 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo : SANDOZ S/A RELATÓRIO Recorre a Fazenda Nacional, por seu Procurador, à Câmara Superior de Recursos Fiscais, da decisão da 1 a • Câmara do 3°. Conselho de Contribuintes, no Acórdão n°. 301-27.364, de 28 de abril de 1993, que, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso do sujeito passivo para excluir as multas dos art. 524 e 526, inciso II, do Regulamento Aduaneiro. A ação fiscal versou sobre a reclassificação fiscal do produto declarado como SANDOGEN NH SÓLIDO IGUALIZANTE à base de um POLIGLOCOLETER CATIOONATIO, em forma cerosa, estável, em tingimento de fibras poliamídicas a altas temperaturas. Ouvido o Instituto nacional de Tecnologia, em diligência determinada pela Câmara ora recorrida, o órgão técnico produziu Parecer encaminhado através do Ofício n. 274, de 10 de junho de 1993. Em resposta, expressa-se o INT nos seguintes termos: "Não encontramos na literatura o termo glicol de polietileno, mas polietileno glicol, um produto polimérico que, quimicamente, é conhecido como poliglicoleter que tem fórmula estrutural OH (CH 2 - CH 2 0)n H. O produto quimicamente é composto amônio quaternário etoxilado de uma amina ou ainda um poliglicol éter cationatio, e por fim, o produto de nome comercial SANDOGEN NH LIQUIDO 220% tem ,aspecto característico de ceras (segundo as NESH), sendo solúvel em água". O voto condutor da decisão agora recorrida entendeu que como a mercadoria foi descrita como um IGUALIZANTE à base de um poliglicoleter cationatio em forma cerosa, estável em tingimentos a altas temperaturas etc., um SANDOGEN NH sólido 220% e ainda como nos laudos técnicos tanto do LABABA como do INT,f 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n°. : 10711/004.466/88-08 Acórdão n°. : CSRF/03-02.581 O recurso especial do douto Procurador da Fazenda Nacional tem o seguinte fundamento: "A Colenda Câmara recorrida, por maioria de votos, houve por bem de dar provimento parcial ao recurso do contribuinte, para excluir as multas dos artigos 524 e 526, II, do Regulamento Aduaneiro. As infrações restaram bem demonstradas, tanto que se deu provimento parcial, para exclusão das multas, o que, "data venia" não se justifica. O r. Voto vencedor reconhece expressamente a procedência da autuação, tanto que mantém, com acerto, os tributos exigidos. Restando perfeitamente configurada a infração, não como deixar de aplicar a penalidade respectiva, em virtude do que dispõe o parágrafo único, do art. 499 do Regulamento Aduaneiro. Diante do exposto, a Fazenda Nacional requer o provimento do presente recurso especial, para que seja restabelecida, nesta parte, a decisão da autoridade julgadora de primeira instância administrativa." Instada a se manifestar em contra-razões, a interessada deixou de fazê-lo, porém É o Relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n°. : 10711/004.466/88-08 Acórdão n°. : CSRF/03-02.581 VOTO Conselheiro João Holanda Costa, Relator. Houve, na realidade, insuficiência do pagamento do imposto de importação decorrente da adoção de aliquota "ad valorem" inferior à que era prevista para a mercadoria importada. Por outro lado, a mercadoria foi identificada quer pelo LABANA quer pelo INT como sendo aquela descrita na Guia de Importação e na Declaração de Importação do despacho, inexistindo divergência quanto à identificação do produto importado. Deu-se a rigor tão só erro na classificação, fato que não permite por si só a aplicação de penalidades como tem sido o entendimento da Receita Federal com o que tem manifestado plena concordância esta Câmara superior de Recursos Fiscais, em inúmeros julgados. Voto, por conseguinte, no sentido de negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Sala das Sessões-DF, 14 de abril de 1997 7/40,-JÁ:d .idk HOLANDA COSTA 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 14041.000175/2008-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2003
PREVIDENCIÁRIO. RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO.
Não se conhece Recurso Voluntário protocolizado após trinta dias da data da ciência do Acórdão da DRJ, conforme previsto no art. 33 do Decreto n. 70.235/72.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2403-001.312
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso por intempestividade.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. Não se conhece Recurso Voluntário protocolizado após trinta dias da data da ciência do Acórdão da DRJ, conforme previsto no art. 33 do Decreto n. 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso por intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Relatório Tratase de crédito lançado contra o contribuinte acima identificado, através do AUTO DE INFRAÇÃO n° 37.125.0595, no valor de R$ 11.951,23 (Onze mil, novecentos e cinquenta e um reais e vinte e três centavos), emitido em 19/12/2007. O presente lançamento se deu em decorrência da empresa ter deixado de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, ao fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, infringindo assim o estabelecido no art. 32, II, da lei 8.212/91, combinado com o art. 225, II, §13 e §17 do regulamento da previdência social – RPS, aprovado pelo decreto 3.048/99 de 06/05/99. Observamse as seguintes informações no relatório fiscal: A multa aplicável à infração em epigrafe tem sua capitulação legal no artigo 283, inciso II, letra a, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 6 de maio de 1999 e alterações posteriores, in verbis: “Art. 283. Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (Redação dada pelo Decreto n 0 4.862, de 21.10.2003). (...) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: a) deixar a empresa de lançar mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos;”. Nota: Valores atualizados, a partir de 1º de abril de 2007, pela Portaria MPS no 142 de 11 de abril de 2007 que transcrevo: “Art. 9° A partir de 1º abril de 2007: V o valor da multa pela infração a qualquer dispositivo do Regulamento da Previdência Social RPS, para a qual não haja penalidade expressamente cominada (art. 283), varia, conforme a gravidade da infração, de R$ 1.195,13 (um mil cento e noventa e cinco reais e treze centavos) a R$ 119.512,33 (cento e dezenove mil quinhentos e doze reais e trinta e três centavos); 2.1 Assim, o valor mínimo da multa para a presente infração corresponde a R$11.951,23 (onze mil, novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e três centavos).” DA IMPUGNAÇÃO Fl. 70DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.000175/200819 Acórdão n.º 2403001.312 S2C4T3 Fl. 2 3 Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente AI, através do instrumento de fls. 42/45, alegando, resumidamente, in verbis: “Contudo salientase no auto que o referido valor foi atualizado em abril de 2007, o que geraria a aplicação de multa de R$ 11.951,23. Entretanto a lei editada após o fato gerador da penalidade que se deu em 2003 e 2004 não pode embasála. O valor mínimo da multa previsto no artigo 283, 11, do regulamento a época do cometimento da infração era de R$ 6.361,73 e este deve ser o valor aplicado, pois a atribuição de uma penalidade deve seguir a norma vigente a época do cometimento da infração e não a legislação editada posteriormente. Tal disposição advém da interpretação do artigo 105 do CTN que determina estarem os efeitos da legislação tributária adstritos aos fatos geradores posteriores a sua publicação, in verbis: Art. 105. A legislação tributária aplicase imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido inicio mas não esteja completa nos termos do artigo 116. Aliás, a determinação legal acima é decorrente do principio da irretroatividade, consagrado pelo artigo 150 da Constituição Federal que veda a cobrança de tributos em relação a fatos geradores anteriores a edição da norma que os instituiu ou aumentou. Ressaltese que a terminologia adotada pelo CTN, qual seja,"legislação tributária", deixa claro que o principio se aplica não s6 a lei em sentido estrito, mas a toda e qualquer norma que trate da matéria tributária. Assim aplicase no caso presente. (...) Isto posto, requer seja julgado procedente o pedido da presente impugnação para determinar o cancelamento do Auto de Infração, ou sucessivamente que seja a mesma recalculado com a redução da multa, em face da legislação vigente a época dos fatos.” DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, em 03/06/2008, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em BrasíliaDF, através da 5a Turma da DRJ/BSA, prolatou o Acórdão n° 0325.094, de fls. 5054, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Data do fato gerador: 19/12/2007 AI n.º 37.125.0595 (CFL34). DEIXAR DE LANÇAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Fl. 71DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 Determina a lavratura de autodeinfração deixar a empresa de lançar em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, Os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Lançamento Procedente” DO RECURSO Na fl. 56 dos autos, em 28/07/2008, a Receita Previdenciária, através da Intimação de nº 355/2008 informa ao representante legal da empresa que a mesma tem o direito de recorrer do acórdão no prazo de 30 dias, bem como de retirar a GPS para pagamento ou apresentar pedido de parcelamento. Em 31/07/2008 a empresa tomou conhecimento da intimação através de AR recebido, conforme comprovado às fls. 57 dos autos. Em 05/09/2008 a Recorrente apresenta petição (fls. 58/62) se manifestando contra a decisão da DRJ proferida em 03/06/2008. É o Relatório. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.000175/200819 Acórdão n.º 2403001.312 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO Conforme AR constante na fl. 57, a empresa tomou conhecimento do Acórdão da DRJ, no dia 31/07/2008 (quintafeira), tendo iniciado o prazo para interposição do Recurso Voluntário no primeiro dia útil seguinte, nos termos do art. 5o do Decreto n. 70.235/72, qual seja, o dia 01/08/2008 (sextafeira). O prazo para a interposição de Recurso Voluntário é de 30 (trinta) dias, nos termos do art. 33 do Decreto n. 70.235/72, verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Diante disso, os trinta dias para a interposição do Recurso Voluntário terminaram no dia 01/09/2008 (segundafeira). Logo, o Recurso Voluntário de fls. 58/62 foi apresentado fora do prazo, vez que, conforme consta na fl. 58, fora protocolizado no dia 05/09/2008 (sextafeira), ou seja, 4 (quatro) dias após o prazo. CONCLUSÃO Diante do exposto, manifestome pelo não conhecimento do Recurso Voluntário, face a sua intempestividade. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 73DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
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Numero do processo: 10830.004628/88-80
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 14 00:00:00 UTC 1989
Ementa: Compete a 1ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes julgar recursos sobre classificação fiscal.
Numero da decisão: 303-25.713
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em remeter o processo à lª Câmara, vencido o Cons. Hélio Loyolla de Alencastro, na forma do relatório e voto, que passam a integrar o presente julgado. Ausente, justificadamente, o Cons. Evandro Neiva de Amorim.
Nome do relator: JOSE ALVES DA FONSECA
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Recornd : DRF - CAMPINAS - S.P. • Compete a 1 2 Câmara do 3 2 Conselho de Contribuintes julgar recursos sobre classificação fiscal. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Con selho de Contribuintes, por maioria de votos, em remeter o processo à l g Câmara, vencido o Cons. Hélio Loyolla de Alencastro, na forma do relatório e voto, que passam a integrar o presente julgado. Ausen- te, justificadamente, o Cons. Evandro Neiva de Amorim. Sala das Sessa--, em 14 de dezro de 1989. Hr IO LO •LLA DE ALENCASTRO - Presidente A/,4714: 1111 JOSÉ A 0 - DA FONSECA - Relator - M L/B E R T MACAU Proc. da Faz. Nac. VISTO EM SESSÃO DE: 7 JAN 1990 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA, HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO LUIZ EDUARDO SÁ RORIZ, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR e PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET. • \*- Fls. tr.:- Recurso: 111.25-E SENIÇO PÚRLICO FEDERAL Acórdão: 303-25.713 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECORRENTE: ICI BRASIL S.A. RECORRIDA : DRF - CAMPINAS - SP RELATOR : JOSÉ ALVES DA FONSECA • RELATÓRIO A empresa acima identificada foi autuada em,virtude dc o produto 'por ela declarado nos documentos aduaneiros não se identifil car com aquele descrito no laudo de análise realizado. Foi descrito na DI como sendo um produto denominado "sal sOdico de derivado sulfo- nado de composto animado (amida primária do xido monocarboxilico Oleonil) de nome 'químico Shodio methil N - Oleonil Taurate, posiçã(j. 29.25.99,00 com allquotas de 30% para o II e O% para o IPI, mas o La- boratório de Análises constatou que se trata de uma mistura de sait2 de amidas graxas sulfonadas, com predominância do N - Metil - N Ole - oul Taurato de Sódio, um produto de constituição química não defini - da, com propriedades tensoativas, que foi classificado 'pela fiscaliza ção na posição 34.02.01.00 da TAB com alíquotas de 50% para o II 15% para o IPI. Foi exigida a diferença dos dois tributos e multa dc artigo 364, II, do RIPI, por falta de recolhimento do IPI devido. Em impugnação tempestiva, o contribuinte ' alega que sua classificação está amparada pelo Parecer CST 338, de 23.02.81, edita- do em processo da Hokko do Brasil, Ltda. Aduz que seu produto 'é o mes mo constante do referido parecer e que as empresas envolvidas o utilA zam na fabricação de produto agropecuários, defensivos agrícolas. Ero nome do princípio da isonomia, pede que seja julgado im procedente o AI. • O julgador de primeira inátância manteve a eXigencia, por considerar que não existe igualdade entre os dois produtos, viste que o Parecer invocado pela impugnante se refere ao produto denomina- * do comercialmente FENEPON T- 77 - pó de cor creme, ao passo que o prc duto'ora importado se dam IGEPON T - 77 - sólido em escamas amarelas Agrega ainda que o produto,objeto do parecer citado,éum produto orgã nico de constituição químiêá'definida, contrariamente —ao produto im- portado pelo impugnante que não possui Constituição química definida. Agrega quede acordo com a nota 29-1 da TAB ) classifica-se no capítulo 29 apenas os produtos orgânicos de constituição química definida, ten do a fiscalização adotado os alicerces dos Pareceres Normativos • CS'{ 124/75 e 116/86, ' bem como o fato de ter constatado o laudo que se tr ta de um produto tensoativo. Em recurso tempestivo dirigido a este Colegiado, o cor] tribuinte pede a reformulação da decisão recorrida,dizendo ser o seu produto o mesmo 'constante do Parecer CST 338/81. Diz que a diferença • entre eles referem-se apenas quanto ao nome comercial e a forma de apresentação "sob a forma de pó de cor creme e outro sólido, em esca- mas amarelas (creme, amarelo, são cores similares). Agrega, ainda,quti3 o nome científico do produto importado é o mesmo identificado pelo BANA. Quanto aos pareceres normativos evocados pelo julgadox de primeira instância„informa que o de número 82/86,confirma inteiríi !giz v,v. • • • mente a posição correta adotada pelo recorrente. • É o reIatOrio. • 41/ • Fls. 03 Recurso: 111.258 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão: 303-25.713 VOTO O Laudo de fls. 14 indica que a amostra coletada foi de sal sódico de derivado sulfonado de composto aminado , de sodium Me- til-N-Oleoil-Taurato de Sódio. O laboratório concluiu que se trata de uma mistura de sais de Amidas graxas sulfonados, com predominância de N-Metil-N-Oleoil-Taurato de Sódio, um produto de constituição quí- mica não definida, com características tensoativas do tipo AniOnico . Do ponto de vista de identificação, mesmo que haja discordância no va rejo, parece-me que no atacado há uma convergência, indicando tratar- -se de uma questão de classificação. Face ao exposto, voto no sentido de declinar da compe tência desta Câmara para julgamento, em favor da 1 .2 Câmara do 3 2 Con- eselho de Contribuintes. Sala das Sessaes, em 14 de dezembro de 1989. /(/(j7/ ‘1'14 122144-44-f lgl JOSÉ ALVES DA FONSECA - Relator • 1
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Numero do processo: 10880.037347/89-62
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 21 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed May 21 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CONSULTA - Consulta alegada pelo recorrente para amparar a sua
classificação do produto importado, não revestido das formalidades
previstas nos arts. 46 e 47 do Decreto n° 70.235/71.
RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO
Numero da decisão: 301-28.377
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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ementa_s : CONSULTA - Consulta alegada pelo recorrente para amparar a sua classificação do produto importado, não revestido das formalidades previstas nos arts. 46 e 47 do Decreto n° 70.235/71. RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO
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score : 1.0
Numero do processo: 10711.005802/89-11
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.637
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia ao INT, através da Repartição de origem (IRF-Porto/RJ), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTONIO JACQUES
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score : 1.0
Numero do processo: 17546.000189/2007-51
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/1998 a 30/06/2006
TRIBUTAÇÃO. REMUNERAÇÃO DO TRABALHO
A tributação incide sobre a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 2403-001.458
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento aos embargos. Vencidos o relator. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Ausente momentaneamente o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/1998 a 30/06/2006 TRIBUTAÇÃO. REMUNERAÇÃO DO TRABALHO A tributação incide sobre a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho. Embargos Rejeitados.
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FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/1998 a 30/06/2006 TRIBUTAÇÃO. REMUNERAÇÃO DO TRABALHO A tributação incide sobre a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento aos embargos. Vencidos o relator. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Ausente momentaneamente o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto. Carlos Aj.be s ee Stringari - Presidente e Redator Designado id Marconi Gurgel de Souza — Relator Fl. 616DF CARF MF Impresso em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. 2 Fl. 617DF CARF MF Impresso em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo n° 17546.000189/2007-51 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-001.458 Fl. 238 Relatório Trata-se de embargos de declaração opostos pela empresa Comercial Automotiva LTDA (fls.610 a 617) com esteio no artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF n o 256/2009 contra o Acórdão n° 2403-000.307 que conheceu do recurso voluntário apresentado no processo em epígrafe e deu-lhe parcial provimento no sentido de reconhecer, preliminarmente, a decadência até a competência 11/2001 com base no art.150, §4° do Código Tributário Nacional e, no mérito, ter determinado o recálculo da multa de mora de acordo com o art. 35, caput, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009 prevalecendo o mais bené fi co ao contribuinte. A parte embargante sustenta que há omissão no acórdão citado ao passo que foram desconsiderados, além de fortes argumentações, documentos juntados aos autos que comprovavam a periodicidade do pagamento dos prêmios de incentivo de forma individualizada a cada segurado da empresa. Além disso, afirma que o julgador não utilizou nenhum critério de aferição para identificar a habitualidade ou não do pagamento a cada segurado. Em resumo, a embargante alega que a habitualidade só pode ser constatada se ocorrer o pagamento do "prêmio de incentivo" periodicamente a cada segurado empregado de forma individual, pois a legislação prevê que a contribuição previdencidria incidirá sobre os pagamentos habituais destinados a retribuir o trabalho de cada trabalhador. No pedido, a embargante requereu o recebimento e o acolhimento dos aclaratórios para que fossem sanados os vícios apontados, atribuindo aos embargos efeitos infringentes cuja consequência será o provimento do recurso voluntário. o relatório. 3 Fl. 618DF CARF MF Impresso em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Voto Vencido Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. Quanto aos requisitos de admissibilidade dos embargos de declaração opostos, entendo que foram preenchidos os itens da tempestividade; da regularidade de representação (embargos opostos pela parte recorrente do recurso voluntário); dos requisitos de cabimento (omissões). Compulsando os autos atentamente e analisando pormenorizadamente os documentos trazidos pela empresa quando da apresentação de seu recurso voluntário, verifiquei que os pagamentos ocorriam esporadicamente a diferentes segurados empregados. Além disso, cabe destacar que a fiscalização informou no relatório fiscal que as premiações estavam sendo pagas desde 1998, mas que, a partir de novembro de 2004, passaram a ser pagas mensalmente. Entretanto, diante da documentação acostada is fls.64 a 182, verifico que não houve essa habitualidade a partir de 11/2004, ocorrendo os pagamentos esporadicamente. Ademais, verifiquei que a recorrente, através desta documentação, trouxe também a relação de beneficiários vinculados As notas fiscais ns. 62352 e 68772, comprovando mais uma vez a ausência de habitualidade no pagamento dos empregados da empresa recorrente. Assim, de acordo com a relação de nomes de segurados empregados, ficou constatado que o pagamento era feito de modo eventual, ou seja, somente quando tais funcionários atingiam suas metas, sendo, portanto, inaceitável o argumento de que a expectativa de ganho de capital ocasione a habitualidade. Nesse interim, os prêmios recebidos pelos segurados empregados, por estarem revestidos da eventualidade, não poderão compor a base de cálculo da contribuição social previdencidria, sendo esta a previsão legal (Lei n 8.212/91) do art. 28, parag. 9, alínea "e", item 7: sç 9 0 Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: e) as importâncias: (.) 7.recebidas a titulo de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário Desse modo, considerando a eventualidade dos ganhos recebidos pelos empregados da recorrente, a parcela relativa aos prêmios de incentivo ficará excluída da tributação, sendo reconhecidas as omissões apresentadas pela parte ernbargante ern ter deixado de apreciar os documentos atentamente bem como em ter deixado de informar o critério utilizado para auferir a possível habitualidade. 4 Fl. 619DF CARF MF Impresso em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO como voto. Processo n°17546.000189/2007-51 82-C4T3 Acórdão n.° 2403-001.458 Fl. 239 CONCLUSÃO: Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO para dar-lhes provimento a fim de sanar as omissões apontadas, devendo o contribuinte e a parte contrária serem intimados dessa mudança no acórdão 2403-000.307, a qual ficará consignada na seguinte forma: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para, nas preliminares, DAR-LHE PARCIAL PROVIMENTO, afastando as nulidades apontadas e reconhecendo a decadência das competências 08/1998 até 11/2001, coin base no art 150, §4°, do CTN. No mérito, DAR-LHE PROVIMENTO, afastando a tributavilo da contribuicáo previdenciária sobre os prêmios de incentivo em razão do pagamento eventual. Cid arconi Gurgel de Souza. 5 Fl. 620DF CARF MF Impresso em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO 9° Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei n°9.528, de 10.12.97) 6 Voto Vencedor PREMIAÇÃO - TRIBUTAÇÃO evidente que a premiação paga pela recorrente em discussão neste processo é retribuição do trabalho efetuado. A sistemática aplicada para ocultar a remuneração consistiu em contratar uma empresa para efetuar premiações em cartões magnéticos carregados com determinado valor, que poderiam ser utilizados para saques ou compras em estabelecimentos da rede comercial. A contratante repassou à contratada o valor dos prêmios mais a remuneração da contratada e indicou quem deveria receber a premiação (pessoas físicas) e quanto deve receber (função do valor do serviço prestado). A empresa contratada emitiu os cartões de premiação tal e qual foi determinado pela contratante. Conceitualmente, a previdência social existe para substituir a renda do trabalho quando da diminuição da capacidade de trabalho por parte da pessoa (idade, doença, etc). Com base nesse conceito, a regra do artigo 28 da Lei 8.212/91 é a tributação incidir sobre a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo a disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; O parágrafo 9° do mesmo artigo especifica as verbas não integrantes do salário de contribuição. O que se observa de sua leitura é que tais verbas não constituem remuneração do trabalho. Fl. 621DF CARF MF Impresso em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo n° 17546.000189/2007-51 82424T3 Acórdão n.° 2403-001.458 Fl. 240 e) as importâncias: (Alínea alterada e itens de 1 a 5 acrescentados pela Lei n°9.528, de 10.12.97 1. previstas no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; 2. relativas it indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço-FGTS; 3. recebidas a titulo da indenização de que trata oar!. 479 da CLT; 4. recebidas a titulo da indenização de que trata oart. 14 da Lei n°5.889, de 8 de junho de 1973; 5. recebidas a titulo de incentivo et demissão; 6.recebidas a titulo de abono de férias na forma dos arts. 143e144 da CLT; (Redação dada pela Lei n°9.711, de 1998). 7.recebidas a titulo de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário: (Redação dada pela Lei n°9.711, de 1998). 8. recebidas a titulo de licença-prêmio indenizada; (Redação dada pela Lei n° 9.711, de 1998). 9.recebidas a titulo da indenização de que trata o art. 92da Lei n27.238, de 29 de outubro de 1984, (Redação dada pela Lei n° 9.711, de 1998). CONCLUSÃO Com base nos argumentos apresentados acima, rejeito os embargos apresentados. • Carlos Alberto Mees Stringari 7 Fl. 622DF CARF MF Impresso em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por LIZONTINA MARIA CAETANO
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Numero do processo: 10711.006951/89-15
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.618
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da repartição de origem (IRF-Porto-RJ ), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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Proc. JOSE EDMUN FAUSTO FREITAS DE C STRO NETO a Faz. Nacional. VISTO 2 6 FEV 1991 Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RFFS. Sessão de 26/fevereiro de 19 91 AcoRD.Ao N. ° Recurso n.° 112.516 Processo hg 10711-006951/89-15. Recorrente BAYER DO BRASIL S.A. Recorhd a IRE - PORTO - RJ. RESOLUCAO Ng 301-618 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Cons e lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao INT, através da repartição de origem (IRF-Porto-RJ ), na forma do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DE, 6 de fevereiro de 1991. ITAM R VIEIRA DA COSTA - Presidente. Conselheiros: FLAVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ, IVAR GAROTTI, JOAO BAPTISTA MOREI- RA, LUIZ ANTONIO JACQUES e os Suplentes: PAULO CESAR BASTOS CHAUVET e FLOVIO CASSIO DE MELLO E SOUZA. Ausentes os Conselheiros: WLADEMIR CLO VIS MOREIRA e JOSE THEODORO MASCARENHAS MENCK. ERVIÇO POBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, 1g CÂMARA. RECURSO Ng 112.516 RESOLUÇÃO N° 301-618 RECORRENTE: BAYER DO BRASIL S.A. RECORRIDA : IRF - PORTO - RO. RELATOR : FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO. RELATÓRIO Em ato de revisão aduaneira da D.I. 502.464/88, com base no laudo de análise do LABANA n 2 3.703/88 (fls. 18), foi desclassi- ficado o produto importado, de nome comercial BENTONE EW - Argila tratada com composto organico, da posição TAB 38.19.99.00 para a po sigo TAB 25.07.99.00, exigindo-se da importadora BAYER DO BRASIL S.A. a multa dos arts. 524 e 526, II do R.A. e juros de mora, no havendo diferenças de impostos a cobrar. 0 produto em questão foi descrito pela Recorrente, como: "Nome comercial: BENTONE EW - Argila tratada com composto orgânico. Agente Thixotropico a base de hectorita (aluminosilicato) modifica- do com tetraalquilamonium, com uso veriado nas indústrias químicas em geral". 0 laudo do LABANA 3.703/88 conclue que o produto "trata- se de uma argila natural, onde no foi evidenciada a presença de ma teria orgânica", no obstante, no resultado dos ensaios ter indicado o teor de carbono (Leco) de 0.67%. Impugnando a ação fiscal, a ora Recorrente anexa os lau dos do [ABANA ngs 0799/89 e 2.349/89 (fls. 31/32), nos quais conclue que o produto BENTONE EW "trata-se de uma argila ativada, no desco rante", ap6s, nos ensaios e resultados,consignar a presença de mate ria orgânica como positiva. Por outro lado, atendendo â solicitagão do Sr. Autuante , o [ABANA produziu a Informação Técnica de fls. 46, na qual esclarece que "Tendo em vista que as argilas ao natural podem apresentar mate ria orgânica com teores de carbono superiores ao encontrado (0,67% ) no produto objeto do Laudo PA n 2 3703/88, no podemos considerar o material ativado com base neste resultado" e que "observando-se a literatura (anexo 1/6), constata-se que todas as Bentonas, exceto a -3- Rec. 112.516 Res. 301-618 ERVICO PC/SLIGO FEDERAL Bentone EW, apresentam, na composição, um derivado organico de argi la" e também, a Informação Técnica de fls. 51/52 que leio. 0 processo foi julgado por decisão em que, entre outros considerandos, destacamos os seguintes: "Considerando que uma argila ativada corresponde a um argilomineral (montmorilonita, hectorita,ben tonita, etc) que teve sua estrutura superficial mo dificada por tratamento físico (calcinagio, extru- sio) e/ou químico (agente ácido ou alcalino), com a finalidade de obtenção de produtos com proprie dades especificas para diversos usos industriais ' (INF 120/90, item 1, fls. 51); Considerando que recentemente foi lançado o produ to "Bentone EW", desenvolvido especialmente para sistemas aquosos,constituido do argilomineral hec tonta do grupo das esmectitas, altamente benefi ciada, sem revestimento orgânico, mantendo porem o nome "Bentone", que ate en -tic) caracterizava ape nas as argilas modificadas organicamente (INF 120/ 90 - item 6, fls. 52); Considerando que, em consonancia com tal informa gio, o Laboratório de Análises atestou, ap6s a realizag5o da análise do produto em foco, que se trata de uma argila natural onde no foi evidencia da a presença de matéria org5nica (Laudo ng 3703 / 88 e IN 233/89, fls. 18 e 19); para decidir consoante a seguinte ementa: "Revisio: Procedimento fiscal por importação de mercadoria ao desamparo de Guia de Importação, em face do exame laboratorial. A00 FISCAL PROCEDEN- TE". No prazo legal, a Recorrente interpOs o seu recurso, no qual, repisando os argumentos expostos na impugnação, destaca a con- tradição do Laudo 3703/88 o qual, embora tenha indicado como índice de teor de carbono, a percentagem de 0,67%, conclue tratar-se o pro duto de uma argila natural, onde no foi evidenciada a presença de matéria orgânica, pelo que pede seja provido o seu recurso. t o relatório. -4- Rec. 112.516 Res. 301-618 ERVIDO POSLICO FEDERAL VOTO No meu entender, a prova em que se baseou a ação fiscal e a decis5o recorrida contraditória. Realmente, se o Laudo de Análise indica expressamente que o produto em questão tem um teor de carbono de 0,67%, no pode ele con cluir, como o fez, que "no foi evidenciada a presença de matéria orga nica" para definir o produto como argila natural e no como argila tra tada com composto organic°. Por outro lado, os laudos do LABANA, anexados pela Recor rente à fls. 31 e 32, sobre análise de partidas anteriores do mesmo pro duto, sem dar o percentual de matéria organica, di como resultado ser a sua presença positiva, para concluirem que "trata-se de uma argila ativada, no descorante". g certo que laudos, do mesmo produto, mas de partidas di ferentes, no podem ser estendidos a análises posteriores. No caso, no entanto, no se trata disso. Trata-se de con clusao diferente que o laudo deste processo chegou, pois, como vimos, n o obstante na análise ele ter encontrado matéria organica, o carbo no, ele contraditoriamente afirma que "no foi evidenciada a presença de matéria orgânica, o que, aliás, os outros laudos apontam e, nesse caso, sio concordantes. Por todos esses motivos, voto para converter o julgamen to em diligencia ao INT, por intermédio da repartição de origem, para que, anexando a amostra do produto em poder do LABANA, envie o proces so aquele Instituto, intimando-se o Sr. Autuante e a Recorrente a for mularem os quesitos necessários ao mais completo esclarecimento da questao. Sala das Sessões, em 26 de fevereiro de 1991. AA. (JI;0)0(.46.LEIJ10. 9 F USTO FREITAS DE CASTRO NETO - Relator.
score : 1.0
Numero do processo: 15504.012381/2009-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2004 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO.CONEXÃO.
Devem ser julgados em conjunto com o processo principal os processos apensados por conexão.
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS.
Não prosperando a constituição dos créditos dos lançamentos no processo principal que representam as bases de cálculo de processos conexos, têm esses, a mesma sorte daquele.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.388
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de voto, em dar
provimento parcial ao recurso determinando a exclusão dos levantamentos PL1, PL2 e PLA Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Strtingari. II) Por unanimidade de voto a exclusão
da multa de ofício. III) Por maioria de votos determinar o recálculo da multa de mora conforme Art. 35 da Lei 8212/91, incluido pela Lei nº 11941/2009, nos termos do art. 61 da Lei
9430/1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia limitada a 20% critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2004 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO.CONEXÃO. Devem ser julgados em conjunto com o processo principal os processos apensados por conexão. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. Não prosperando a constituição dos créditos dos lançamentos no processo principal que representam as bases de cálculo de processos conexos, têm esses, a mesma sorte daquele. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de voto, em dar provimento parcial ao recurso determinando a exclusão dos levantamentos PL1, PL2 e PLA Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Strtingari. II) Por unanimidade de voto a exclusão da multa de ofício. III) Por maioria de votos determinar o recálculo da multa de mora conforme Art. 35 da Lei 8212/91, incluido pela Lei nº 11941/2009, nos termos do art. 61 da Lei 9430/1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia limitada a 20% critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza e Maria Anselma Coscrato dos Santos Fl. 273DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Fl. 274DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012381/200912 Acórdão n.º 2403001.388 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de crédito lançado pela fiscalização contra a empresa acima identificada, no montante de R$ 25.127,05, no período de 05/05 a 08/07, consolidado em 07/07/2009, que, conforme informado no Relatório Fiscal de fls. 50/67, foi apurado com base em folhas de pagamento e contabilidade e referese a: a) contribuições dos segurados, incidente sobre as remunerações pagas aos segurados empregados a título de participação nos lucros e resultados PLR, em desacordo com a lei específica Lei 10.101/00 (levantamentos PLl, PL2 e PLA); b) contribuições dos segurados referente a remunerações pagas a segurados contribuintes individuais a título de participação nos lucros (levantamento PLD). De acordo com o Relatório Fiscal, quanto aos valores pagos aos segurados empregados a título de participação nos lucros, da leitura dos Acordos e Convenções apresentadas e esclarecimentos prestados pela empresa, restou claro que o critério para pagamento da PLR é subjetivo, sem um plano de metas a ser cumprido e independe do esforço pessoal do empregado. DA IMPUGNAÇÃO A impugnação contém os mesmos argumentos da defesa apresentada nos autos do processo principal COMPROT 15504.012380/200978 DEBCAD 37.234.5298, lavrado na mesma ação fiscal, ao qual o presente processo está vinculado. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.336, a 8ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Belo Horizonte – MG DRJ/BHE, em 29 de julho de 2010, exarou o Acórdão n° 0227.845 , mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.244, onde guerreou o Acórdão da instancia “ad quod ” com reiterados argumentos. É o Relatório. Fl. 275DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 251, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO Com pertinência, a Recorrente requereu em suas peças recursais a: “... reunião do presente feito administrativo com aquele referente ao Auto de Infração n° 37.234.5298 (COMPROT n°15504.012380/200978), em face de indeclinável continência e dependência deste, para que sejam julgados simultaneamente, pelas razões já expostas.” DA CONEXÃO Aduz que o processo principal 15504.012380/200978, EM FACE DA CONEXÃO, vincula o presente. Naquele, em virtude de idênticos motivos, entendi de conceder provimento parcial ao recurso onde determinei a exclusão dos levantamentos PL1, PL2 e PLA, da multa de ofício o recálculo da multa de mora conforme Art. 35 da Lei 8212/91, incluído pela Lei nº 11941/2009, nos termos do art. 61 da Lei 9430/1996. Assim, por economia processual, deixo de enfrentar as alegações interpostas ao tempo que concluo por conceder provimento parcial ao recurso a depender do resultado do sobredito processo principal. CONCLUSÃO Conheço do recurso, para NO MÉRITO,DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, determinando a exclusão da multa de ofício e dos levantamentos PL1, PL2 e PLA bem como se proceda por ao recálculo da multa de mora conforme o artigo 35 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n°11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 276DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012381/200912 Acórdão n.º 2403001.388 S2C4T3 Fl. 3 5 Fl. 277DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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