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Numero do processo: 10711.000321/2004-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 19/06/2000
AÇÃO ANULATÓRIA. CONCOMITÂNCIA.
A interposição de ação anulatória de lançamento fiscal importa renúncia das instancias administrativas.
Numero da decisão: 3201-001.913
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Redator designado para formalizar o acórdão.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: JOEL MIYAZAKI (Presidente), CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, WINDERLEY MORAIS PEREIRA, LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES e DANIEL MARIZ GUDINO.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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CONCOMITÂNCIA. A interposição de ação anulatória de lançamento fiscal importa renúncia das instancias administrativas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. JOEL MIYAZAKI Presidente. LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO Redator designado para formalizar o acórdão. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: JOEL MIYAZAKI (Presidente), CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, WINDERLEY MORAIS PEREIRA, LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES e DANIEL MARIZ GUDINO. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 1. 00 03 21 /2 00 4- 83 Fl. 525DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 526 2 Em cumprimento ao despacho de designação emitido pelo Presidente da 2ª Câmara da 3ª Seção do CARF, eu, Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, transcrevo voto depositado e não formalizado, realizado pela 1ª Turma da 2ª Câmara da Terceira Seção do CARF dado que o Relator, Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, não mais compõe o Colegiado. Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o presente processo de exigência do Imposto de Importação (II), no valor de R$ 13.714,92 (treze mil, setecentos e quatorze reais e noventa e dois centavos), Juros de mora no valor de R$ 8.578,68 (oito mil, quinhentos e setenta e oito reais e sessenta e oito centavos) e Multa proporcional no valor de R$ 2.742,98 (dois mil, setecentos e quarenta e dois reais e noventa e oito centavos). O lançamento deveuse à reclassificação fiscal de Mercadoriasimportadas pela autuada, por meio da Declaração de Importação (DI) no 00/05538224 (fls. 1316), adição 01, registrada em 19/06/2000 na Alfândega do Porto do Rio de Janeiro e desembaraçada em 06/07/2000. A reclassificação fiscal foi procedida com base na amostra coletada no despacho aduaneiro e submetida à análise pelo LABOR e que deu azo ao Laudo no 2796/00 (fls. 10). Concluiuse no laudo que a mercadoria importada se tratava de “Preparação à base de hexametileno 1,6 bis (tiosulfato) dissódico, apta para uso como acelerador de vulcanização”. Na DI, a autuada classificou as Mercadoriasno código NCM/SH 2930.90.99, enquanto que a fiscalização, com base no Laudo de fls. 10, classificou as Mercadoriasno código NCM/SH 3812.10.00, razão pela qual procedeu à lavratura do Auto de Infração. Lavrado o auto de infração em tela e intimada a contribuinte (fls. 17v), ingressou a mesma tempestivamente com a impugnação de fls. 2039 por meio da qual alega: a) para corroborar a autuação, o Auditor Fiscal junta ao Auto de Infração o Laudo de Análise nº 2.796/00, onde fica constatado que a mercadoria declarada é “hexamethylene 1,6 – bis (thiosulphate), disoblun falt, dihydrate – Nome comercial: Duralink HTSPDRDS”; b) o produto importado não é uma preparação, conseqüentemente a classificação não deve prosperar uma vez que contraria as Regras Gerais do Sistema Harmonizado; c) em nenhum momento ficou demonstrado em qual ensaio constatouse que o produto importado é uma preparação, ou seja, uma mistura de produtos. Igualmente não foram definidos quais produtos compõem a suposta mistura, não podendo a autoridade fiscal desconsiderar a classificação da empresa. Fl. 526DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 527 3 d) mesmo que o produto fosse uma preparação, não se pode admitir a classificação adotada pela fiscalização, uma vez que se aplica aí a regra 3.b do Sistema Harmonizado; e) insurgese, por fim, contra a aplicação da Selic. Solicita, então, a desconstituição do Auto de Infração. Mediante o despacho de fl. 54 o processo foi encaminhado a esta DRJ/FNS para julgamento. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis manteve o lançamento: Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 19/06/2000 LAUDO PERICIAL Os laudos ou pareceres do Laboratório Nacional de Análises, do Instituto Nacional de Tecnologia e de outros órgãos federais congêneres serão adotados nos aspectos técnicos de sua competência, salvo se comprovada a improcedência desses laudos ou pareceres. A simples argumentação em impugnação, sem apresentação de qualquer elemento de prova, não afasta as conclusões expostas em laudo técnico, sendo aplicável, portanto, o artigo 30, caput, Decreto 70.235, de 06 de março de 1972. Assunto: Imposto sobre a Importação II Data do fato gerador: 19/06/2000 RECLASSIFICAÇÃO FISCAL Havendo a reclassificação fiscal alterando para maior a alíquota relativamente ao II é exigível a diferença de imposto. TAXA SELIC. EXAME DA ILEGALIDADE/INCONSTITUCIONALIDADE Não compete à autoridade julgadora administrativa o afastamento por ilegalidade e/ou inconstitucionalidade de normas da legislação tributária vigente, a não ser nos casos em que na fase de julgamento elas já houverem sido declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Lançamento Procedente. Em face da decisão, é apresentado recurso voluntário. É o relatório. Voto Fl. 527DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 528 4 O recurso é tempestivo. Conforme informação fiscal nos autos do processo 10711.000736/200457, a recorrente discute esta situação em processo judicial. O voto da Relatora Mercia Helena Trajano Damorin naquele processo processo é claro: Em resumo, a solução dada, foi do cumprimento, pelos motivos expostos, do acórdão, bem como, de não conhecer, se forem considerados como embargos pela empresa, e por fim, que se consultasse à Procuradoria da Fazenda Nacional –PGFN quanto aos efeitos de decisão judicial. Pois bem, com objetivo, de registros, observase, à fl, 579 (pdf), no PAJ (processo de n° 10711.727797/201356), o Inspetor informava sobre ação anulatória e que se referia aos seguintes processos (informação após julgamento por esta turma): este 10711.000736/200457 (Auto de InfraçãoAI 021/04) 10711.005578/200774 (AI 438/07) 10711.005029/200708 (AI 403/07) 10711.003308/200729 (AI 260/07) 10711.000321/200483 (AI 010/04) 10711.005829/200982 (AI 172/09) Em pesquisa ao sítio do CARF, observei os resultados dos processos referidos acima, que estariam 3 deles, então, na mesma situação (julgados), e 1 deles, prestes a ser julgado, como veremos a seguir: 1) Quanto ao processo de n° 10711.005578/200774, de relatoria do Conselheiro Solon Sehn, o qual resultou no acórdão de n° 3802001.450, de 29/22/2012, cuja ementa é a seguinte: Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 04/11/2005 PROVA PERICIAL. DISPENSABILIDADE. PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL OU DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. INDEFERIMENTO. No processo administrativo fiscal, vigora o princípio da persuasão racional ou do livre convencimento motivado, o que garante ao julgador, nos arts. 18 e 29 do Decreto nº 70.235/1972, a liberdade para formar a sua convicção, deferindo as diligências que entender necessárias ou indeferi las, quando prescindíveis ou impraticáveis. Logo, se a prova contida nos autos é suficiente para a compreensão da natureza Fl. 528DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 529 5 da mercadoria e para a sua adequada classificação fiscal, não cabe o deferimento da perícia requerida. DURALINK HTS. ADITIVO PARA BORRACHA. BEM DECORRENTE DE PROCESSO DE FABRICAÇÃO ESPECÍFICO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO QUÍMICA. NCM 3812.30.19 De acordo com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Nesh), aprovadas pela Instrução Normativa RFB nº 807/2008, a Posição 2930 não se aplica aos bens decorrentes de um processo de fabricação específico. Em se tratando de mistura intencional, aditivo para borracha, incide a Posição 3812, mais precisamente a NCM 3812.30.19 (“Outros”), por exclusão das Subposições anteriores, uma vez que o produto Duralink não constitui “acelerador de vulcanização” (38.12.10) nem “plastificante composto” (3812.20). ERRO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MULTA REGULAMENTAR. ART. 84, I, MP 2.15835/2001. MULTA DE OFÍCIO. DIFERENÇA DO IPI INCIDENTE NA IMPORTAÇÃO. CABIMENTO. Uma vez demonstrada a classificação incorreta de mercadoria importada na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), deve ser mantida a exigência da multa prevista no art. 84, I, da Medida Provisória n° 2.15835/2001, bem como da diferença do crédito tributário relativo IPI incidente na importação, acrescido da multa de ofício. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Em pesquisa ao eprocesso, o mesmo está localizado na SERCD, na atividadeacompanhar processo. 2) Da mesma forma, o processo de n° 10711.005029/200708, que resultou no acórdão de n° 3802001.449, de 29/11/2012, também de relatoria do Conselheiro Solon Sehn: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 19/05/2006 PROVA PERICIAL. DISPENSABILIDADE. PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL OU DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. INDEFERIMENTO. Fl. 529DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 530 6 No processo administrativo fiscal, vigora o princípio da persuasão racional ou do livre convencimento motivado, o que garante ao julgador, nos arts. 18 e 29 do Decreto nº 70.235/1972, a liberdade para formar a sua convicção, deferindo as diligências que entender necessárias ou indeferi las,quando prescindíveis ou impraticáveis. Logo, se a prova contida nos autos é suficiente para a compreensão da natureza da mercadoria e para a sua adequada classificação fiscal, não cabe o deferimento da perícia requerida. DURALINK HTS. ADITIVO PARA BORRACHA. BEM DECORRENTE DE PROCESSO DE FABRICAÇÃO ESPECÍFICO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO QUÍMICA. NCM 3812.30.19 De acordo com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Nesh), aprovadas pela Instrução Normativa RFB nº 807/2008, a Posição 2930 não se aplica aos bens decorrentes de um processo de fabricação específico. Em se tratando de mistura intencional, aditivo para borracha, incide a Posição 3812, mais precisamente a NCM 3812.30.19 (“Outros”), por exclusão das Subposições anteriores, uma vez que o produto Duralink não constitui “acelerador de vulcanização” (38.12.10) nem “plastificante composto” (3812.20). ERRO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MULTA REGULAMENTAR. ART. 84, I, MP 2.15835/2001. MULTA DE OFÍCIO. DIFERENÇA DO IPI INCIDENTE NA IMPORTAÇÃO. CABIMENTO. Uma vez demonstrada a classificação incorreta de mercadoria importada na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), deve ser mantida a exigência da multa prevista no art. 84, I, da Medida Provisória n° 2.15835/2001, bem como da diferença do crédito tributário relativo IPI incidente na importação, acrescido da multa de ofício. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Em consulta ao eprocesso, encontrase na SERCD, na atividadeacompanhar processo. 3) O mesmo para o processo de n° 10711.005029/200708, acórdão de n° 3802001.449, de 29/11/2012, de relatoria de Solon Sehn: Fl. 530DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 531 7 ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 01/12/2004 PROVA PERICIAL. DISPENSABILIDADE. PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL OU DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. INDEFERIMENTO. No processo administrativo fiscal, vigora o princípio da persuasão racional ou do livre convencimento motivado, o que garante ao julgador, nos arts. 18 e 29 do Decreto nº 70.235/1972, a liberdade para formar a sua convicção, deferindo as diligências que entender necessárias ou indeferi las,quando prescindíveis ou impraticáveis. Logo, se a prova contida nos autos é suficiente para a compreensão da natureza da mercadoria e para a sua adequada classificação fiscal, não cabe o deferimento da perícia requerida. DURALINK HTS. ADITIVO PARA BORRACHA. BEM DECORRENTE DE PROCESSO DE FABRICAÇÃO ESPECÍFICO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO QUÍMICA. NCM 3812.30.19 De acordo com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Nesh), aprovadas pela Instrução Normativa RFB nº 807/2008, a Posição 2930 não se aplica aos bens decorrentes de um processo de fabricação específico. Em se tratando de mistura intencional, aditivo para borracha, incide a Posição 3812, mais precisamente a NCM 3812.30.19 (“Outros”), por exclusão das Subposições anteriores, uma vez que o produto Duralink não constitui “acelerador de vulcanização” (38.12.10) nem “plastificante composto” (3812.20). ERRO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MULTA REGULAMENTAR. ART. 84, I, MP 2.15835/2001. MULTA DE OFÍCIO. DIFERENÇA DO IPI INCIDENTE NA IMPORTAÇÃO. CABIMENTO. Uma vez demonstrada a classificação incorreta de mercadoria importada na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), deve ser mantida a exigência da multa prevista no art. 84, I, da Medida Provisória n° 2.15835/ 2001, bem como da diferença do crédito tributário relativo IPI incidente na importação,acrescido da multa de ofício. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Em consulta ao eprocesso, encontrase na SECAM, 2ªCâmara,3ª Seção,, na atividadeverificar procedimento. Fl. 531DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 532 8 4) O processo de n° 10711.000321/200483 foi convertido o julgamento em diligência, através da Resolução de n° 3201 00.124, de 29/04/2010, de relatoria do Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes. Em consulta ao eprocesso, encontrase com o mesmo, na atividaderelatar. 5) Já o processo de n° 10711.005829/200982, em consulta ao e processo, encontrase no Secatcontencioso ALF/RJO. E, por fim, o processo (PAJ) 10711.727797/201356, encontrase na SECAM/2ª Câmara, 3ª Seção, na atividadeverificar procedimento. Consta à fl. 582 (pdf), despacho ao CARF, para que se avaliasse a conveniência e oportunidade de rever o acórdão de fls. 498/504, com intuito de aplicar o Ato Declaratório Cosit n° 03/96, que foi revogado pelo Parecer Normativo Cosit n° 07/2014. Às fls. 586/589 (pdf), Despacho de Devolução pelo CARF, o qual já foi totalmente reproduzido no início deste. Continuando, às fls. 605/606 (pdf), a Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário/ Secat se pronuncia desse modo: ............................... Ocorre que, o Acórdão nº 3802002.346 da 2ª Turma Especial, de 29/01/2014 (fls. 498/504), não levou em consideração a existência da Ação Anulatória nº 001162423.2013.4.511, mencionada às fls. 514/515, ajuizada pela autuada, face à União Federal, perante o Juízo da 15ª Vara Federal/RJ, objetivando ver declarada a nulidade dos créditos tributários objeto dos Autos de Infração nºs 021/04; 438/07; 403/07; 260/07; 010/04 e 172/09, tendo a impetrante obtido a antecipação de tutela deferida em parte para suspender a exigibilidade dos créditos em questão, nos termos do artigo 151, II do CTN, na exata medida dos depósitos judiciais efetuados. No que pese a não apreciação da Ação Anulatória interposta pela autuada, o Parecer Normativo COSIT/RFB nº 07, de 22 de agosto de 2014, assinala em seus itens 18 e 19 que: 18. A competência para declarar a concomitância de instâncias e seus efeitos é da autoridade competente para decidir sobre a matéria na fase processual em que se encontra o processo administrativo, qualquer que seja o rito a que esteja submetido. Assim, até a admissibilidade da impugnação, da manifestação de inconformidade ou do recurso administrativo (hierárquico), as autoridades competentes para declarar a concomitância são o Delegado ou InspetorChefe da RFB. Admitido o recurso hierárquico e não reconsiderada a matéria, a competência para declaração da concomitância passa a ser do Superintendente da RFB. Após a admissibilidade da impugnação ou da manifestação Fl. 532DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 533 9 de inconformidade, encontrandose o processo administrativo em fase de julgamento ou diligência, ou, ainda, depois do julgamento e durante a execução do acórdão, a autoridade competente para tanto é o Delegado da DRJ em primeira instância e o Presidente do CARF em segunda instância. 18.1 Se, no ato da impugnação do lançamento, o interessado não informar que a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, em desobediência ao disposto no inciso V, do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, e ficar constatada a concomitância total ou parcial com processo judicial, deverá o Delegado ou o InspetorChefe da RFB negar o seguimento da impugnação quanto ao objeto coincidente por não atendimento a requisição legal, nos termos do art. 302, inciso XIII, do Regimento Interno, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012. O mesmo se aplica a manifestação de inconformidade e recurso voluntário. 18.2 Na hipótese do item 18.1, não se constatando a concomitância total ou parcial com processo judicial no ato da impugnação ou da manifestação de inconformidade, e vindo o processo administrativo a ser julgado pela DRJ ou pelo CARF mediante decisão proferida sem conhecimento da concomitância, esta deve ser reportada ao órgão julgador tão logo seja identificada, para que declare a nulidade de sua decisão. Por oportuno, esclarecemos que os créditos tributários encontramse na condição de devedor no sistema de controle, tendo em vista estar sendo verificada a suficiência dos depósitos junto à PFN. Diante do exposto, propomos o encaminhamento do presente processo ao CARF, para apreciação. Havendo interposiçaõ de ação anulatória pela recorrente, há então a concomitância, situação sumulada por esta Corte: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos; Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Relator Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Redator designado para a formalização do acórdão Fl. 533DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10711.000321/200483 Acórdão n.º 3201001.913 S3C2T1 Fl. 534 10 Fl. 534DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 10280.722252/2009-94
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2004
COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. PREVENÇÃO.
Existindo conexão entre dois ou mais feitos, a competência para julgamento é fixada por prevenção, tendo como critério a data de sorteio do primeiro processo conexo a um relator (art. 49, § 7º do RICARF).
Recurso voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3403-002.193
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário e determinar o encaminhamento dos autos à Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara para entrega ao Conselheiro Gilson Macedo Rosemburg Filho, com base no art. 49, § 7º do RICARF.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Raquel Motta Brandão Minatel.
Nome do relator: Relator
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PREVENÇÃO. Existindo conexão entre dois ou mais feitos, a competência para julgamento é fixada por prevenção, tendo como critério a data de sorteio do primeiro processo conexo a um relator (art. 49, § 7º do RICARF). Recurso voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário e determinar o encaminhamento dos autos à Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara para entrega ao Conselheiro Gilson Macedo Rosemburg Filho, com base no art. 49, § 7º do RICARF. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Raquel Motta Brandão Minatel. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 72 22 52 /2 00 9- 94 Fl. 630DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Tratase de pedido de ressarcimento de crédito da COFINS – exportação (regime nãocumulativo) relativo ao 3º trimestre de 2007, transmitido em 28/11/2007, cumulado com as declarações de compensação anexas aos autos. Por meio do relatório fiscal de 283/285 a fiscalização propôs o reconhecimento parcial do crédito requerido em razão dos seguintes fatos: 1) Foram glosadas as notas fiscais referente a refratários, posto que os mesmos não se caracterizam como gastos de manutenção de consumo rápido, visto que é substituído a intervalos superiores a 1900 dias, conforme laudo fornecido pela empresa em anexo, a relação das notas fiscais objeto da glosa estão em anexo. Foram glosados também os gastos de transportes referentes a refratários, uma vez que esses não são considerados como insumos; 2) Foram glosados créditos decorrentes de serviços, em razão desses serviços não terem sido aplicados ou consumidos na produção; 3) Foram glosados créditos tomados com base na depreciação nos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007, com a seguinte motivação: “Relação Notas Fiscais de Bens glosados do Ativo Imobilizado para Utilização na Fabricação de Produtos Destinados a Venda ou na Prestação de Serviços 2004, 2005, 2006, 2007; Demonstrativo Ativo Imobilizado maio/2004 a dez/2005, (1/48 avos); Demonstrativo Ativo Imobilizado de jan/2006 a dez/2006, jan/2007 a dez/2007, (1/12 avos); Memória de cálculo da Depreciação (Base do Ativo Imobilizado),julho/ 2007, agosto/2007 e setembro/2007, elaborados por esta fiscalização, para se obter os créditos decorrentes de depreciação acelerada incentivada e os que foram objeto de glosa, por se tratarem de produtos não alcançados pelo disposto no art. Io , § 2 ° , I, da IN 457/04, LEI n° 11.196/2005, Dec. N° 5.789/2006 e Dec. 5.988/2006, como também as edificações e instalações, que se referem a produtos só abrangidos para a apuração do crédito, a partir de janeiro de 2007, conforme disposto no art. 6o da Lei 11.488/2007, acelerada incentivada (2 anos) 1/24 avos por mês.(...)” A DRJ – Belém, por meio do Acórdão 24.228, de 14 de fevereiro de 2012, manteve as glosas e a homologação parcial das compensações. Regularmente notificado daquela decisão em 06/03/2012, o contribuinte manejou em tempo hábil o recurso voluntário em 03/04/2012, alegando em síntese que tem direito à tomada do crédito diretamente sobre o valor dos bens incorporados ao imobilizado; que o conceito de insumo empregado pela fiscalização destoa daquele adotado pela jurisprudência do CARF; que o art. 6º da Lei 10.833/2003 garante o direito à tomada do crédito em relação a qualquer bem ou serviço vinculado à receita de exportação; que tem direito ao crédito relativo à aquisição de máquinas e equipamentos com base na Lei nº 11.196/2005 e seu regulamento; que o material refratário participa diretamente no processo industrial e que tanto faz ser considerado como imobilizado ou como insumo para gerar créditos no regime não cumulativo. É o relatório do necessário. Fl. 631DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10280.722252/200994 Acórdão n.º 3403002.193 S3C4T3 Fl. 13 3 Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator Conforme se verifica no termo de inicio de fiscalização de fls. 21 a 23 e no termo de verificação fiscal acostado às fls. 283 a 285, este processo faz parte da mesma fiscalização relativa aos processos dos 1º, 2º e 4º trimestres de 2007 (fl. 22). Ao pesquisar na página de acompanhamento processual do CARF para requerer a distribuição dos processos relativos aos demais trimestres por conexão a este com base no art. 49, § 7º do RICARF, constatei que os processos 10280.722261/200985 (1º trimestre de 2007 PIS), 10280.722250/200903 (1º trimestre de 2007Cofins) e 10280.722251/200940 (2º trimestre de 2007Cofins) já haviam sido sorteados ao Conselheiro Gilson Macedo Rosemburg Filho da Segunda Turma Ordinária em 25/10/2012. O art. 49, § 7º do RICARF estabelece que os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio. Sendo assim, em vez deste processo ter sido incluído em um lote para sorteio, ele deveria ter sido entregue ao Conselheiro Gilson Macedo Rosemburg Filho por conexão com os demais que lhe foram sorteados em 25/10/2012. Observese que os processos 10280.722261/200985 e 10280.722250/2009 03 foram baixados em diligência por proposta do Conselheiro Gilson Macedo Rosemburg Filho e o recurso contido no processo 10280.722251/200940 não foi conhecido por ser intempestivo. O exame dos relatórios das diligências propostas nos processos 10280.722261/200985 e 10280.722250/200903 revela que a matéria ali discutida é semelhante à versada nestes autos, pois as glosas são exatamente as mesmas. Verificase que na Resolução 3402000.493 por meio da qual a Segunda Turma baixou o processo em diligência, levantou os seguintes questionamentos: 1) necessidade da elaboração de um parecer conclusivo acerca da inerência entre os gastos com transporte e coprocessamento de rejeito gasto de cubas (RGC), de beneficiamento de banho eletrolítico, de processamento de borra de alumínio e refratários e o transporte de rejeitos industriais com a realização da produção industrial; e 2) identificação das máquinas, equipamentos e edificações do parque industrial e seus respectivos custos. O exame do recurso voluntário anexado a este processo, revela que a defesa discute exatamente as mesmas questões versadas nos dois processos baixados em diligência pela Segunda Turma Ordinária desta Câmara. É cediço que a Administração Pública só pode se manifestar uma vez sobe a mesma questão jurídica em relação ao mesmo contribuinte. O objetivo do art. 49, § 7º do RICARF é evitar que o mesmo órgão de julgamento, no caso o CARF, emita por meio de colegiados distintos, decisões conflitantes sobre as mesmas questões jurídicas em relação ao mesmo contribuinte. Daí a determinação de entregar o processo conexo a determinado relator sem necessidade de sorteio. Fl. 632DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Tendo em vista que o sorteio realizado em 25/10/2012 ao Conselheiro Gilson Macedo Rosemburg Filho tornou preventa a Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara para o julgamento deste processo, a solução tecnicamente correta neste momento é que este colegiado não conheça do recurso voluntário, a fim de que o processo seja entregue diretamente ao Conselheiro Gilson Macedo Rosemburg Filho para relato. Com esses fundamentos, para que se evite a prolação de decisões conflitantes, voto no sentido de não tomar conhecimento do recurso voluntário e determinar à Secretaria da Quarta Câmara que o processo seja entregue ao relator originário, Conselheiro Gilson Macedo Rosemburg Filho, com base no art. 49, § 7º do RICARF. Antonio Carlos Atulim Fl. 633DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 10469.730390/2011-63
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 04 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Apr 28 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Não verificados os pressupostos específicos de cabimento, consoante o art. 65, do Regimento Interno deste Conselho, não devem ser acolhidos os embargos de declaração.
Numero da decisão: 1302-001.685
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios para no mérito negar-lhes provimento, nos termos do relatório e voto proferido pelo relator.
(assinado digitalmente)
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Presidente.
(assinado digitalmente)
MARCIO RODRIGO FRIZZO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (Presidente), Eduardo de Andrade, Helio Eduardo de Paiva Araujo, Marcio Rodrigo Frizzo, Waldir Weiga Rocha e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Ausente momentaneamente o Conselheiro Eduardo de Andrade.
Nome do relator: MARCIO RODRIGO FRIZZO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios para no mérito negar-lhes provimento, nos termos do relatório e voto proferido pelo relator. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Presidente. (assinado digitalmente) MARCIO RODRIGO FRIZZO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (Presidente), Eduardo de Andrade, Helio Eduardo de Paiva Araujo, Marcio Rodrigo Frizzo, Waldir Weiga Rocha e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Ausente momentaneamente o Conselheiro Eduardo de Andrade.
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Não verificados os pressupostos específicos de cabimento, consoante o art. 65, do Regimento Interno deste Conselho, não devem ser acolhidos os embargos de declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios para no mérito negarlhes provimento, nos termos do relatório e voto proferido pelo relator. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente. (assinado digitalmente) MARCIO RODRIGO FRIZZO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (Presidente), Eduardo de Andrade, Helio Eduardo de Paiva Araujo, Marcio Rodrigo Frizzo, Waldir Weiga Rocha e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Ausente momentaneamente o Conselheiro Eduardo de Andrade. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 73 03 90 /2 01 1- 63 Fl. 1617DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2015 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 06/04/201 5 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos por Geraldo Paiva dos Santos Junior contra o acórdão n.º 1302001.492 proferido por esta Turma. Na origem, foi lavrado auto de infração sobre valores referentes a IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, em relação ao ano calendário de 2007, com incidência de juros e multa qualificada em 150% totalizando um crédito tributário de R$ 3.365.511,74. Em 25/01/2012, o embargante apresentou Impugnação (fls. 228/304), e em 05/08/2013, teve ciência do acórdão n° 1141.627 proferido pela 4ª Turma da DRJ/REC, pelo qual se julgou improcedente sua impugnação (fls. 1280/1292). Assim, em 02/09/2013, a embargante apresentou Recurso Voluntário, sendo que este, por unanimidade, teve seu provimento negado (fls. 1301/1309). Contra o referido acórdão, o embargante opôs embargos de declaração (fls. 1605/1607), em síntese alegando o que se segue: a) Que o acórdão é omisso, quanto à situação fática que evidencia a possível infração a legislação tributária. b) Que conforme o art. 142 do CTN, não ficou demonstrado o fato gerador da obrigação tributária e nem a matéria tributável. c) Que no presente caso, não cabe ao contribuinte o ônus da prova, pois não se trata de tributação com base em presunção legal. d) Que a contradição se opera, quando se considera a contabilidade sem conformidade adequada e a mesma se confere validade para a manutenção do lançamento fiscal. e) Que mesmo se mantendo inerte a respeito da multa qualificada (150%), este Colegiado poderia se manifestar a respeito da mesma, pois se trata de matéria de ordem publica, de modo que poderiam examinala de oficio. É o relatório. Fl. 1618DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2015 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 06/04/201 5 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10469.730390/201163 Acórdão n.º 1302001.685 S1C3T2 Fl. 1.618 3 Voto Conselheiro Marcio Rodrigo Frizzo O recurso apresentado é tempestivo e apresenta todos os requisitos de admissibilidade, então dele conheço. 1. Da Inexistência dos Requisitos para Oposição dos Embargos de Declaração Os Embargos de Declaração têm lugar nos casos em que o acórdão se mostra obscuro, omisso ou contraditório (art. 65 do Regimento Interno do CARF – Anexo II da Port. do Ministério da Fazenda n. 256 de 22/06/09). Na situação dos autos, nenhuma das situações ocorre, tendo os embargos finalidade exclusiva de alterar o que ficou decidido. Prevalece neste Conselho que o Julgador não é obrigado a enfrentar todos os argumentos apresentados pelas partes quando tenha empregado fundamento bastante para dirimir a controvérsia (v. Acórdão n. 3301001.956, Acórdão n. 3301001.955, Acórdão n. 3801001.981, Acórdão n. 3301.001.802 entre outros), entendimento ao qual me filio. Dessa forma, havendo fundamentação no acórdão recorrido, não há omissão a ser sanada, sendo que o intento da embargante é apenas modificar o acórdão recorrido, o que não é admitido nesta via, observese: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2002, 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. OMISSÃO. Os embargos de declaração não são cabíveis para reexaminar matéria já devidamente equacionada. As alegações de defesa devem ser trazidas desde a impugnação, sob pena de preclusão, não servindo os embargos para possibilitar a apreciação de matérias veiculadas apenas no recurso voluntário. (CARF. Acórdão 1103000.893. Cons. Eduardo Martins Neiva Monteiro. Sessão 10/07/2013). Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OMISSÃO OBSCURIDADE INOCORRÊNCIA REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA Não constatada a ocorrência de omissão ou obscuridade na decisão embargada, não deve ser dado provimento aos embargos de declaração. Os embargos de declaração não se prestam a reexame de matéria já decidida. Embargos Rejeitados. (CARF. Acórdão 3801001.999. Cons. Marcos Antônio Borges. Sessão 25/07/2013). Ad argumentandum, no que tange à alegada omissão defendida pela embargante, quanto à situação fática que embasou a lavratura do auto de infração, cumpre Fl. 1619DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2015 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 06/04/201 5 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 observar que a decisão tomada pela maioria deste colegiado foi embasada pelos documentos colhidos nos autos. Ou seja, o lançamento tributário teve como fundamento a constatação de que valores referentes ao seu ativo circulante não tinham contrapartida em sua conta de resultado, restando caracterizado a omissão de receitas. Diante desta situação, a embargante alegou ter realizado retificações em seus lançamentos contábeis, pelas quais teria realizado o devido lançamento das contrapartidas dos valores respectivos em conta de resultado. Entretanto, não há em suas razões de defesa esclarecimento claros e precisos destas operações de retificação em sua contabilidade, inexistiu a comprovação de que os lançamentos sobre os quais houve a constituição da obrigação tributária efetivamente tiveram o lançamento contábil de sua contrapartida na conta resultado, não restando claro que de fato a embargante tenha oferecido a tributação às receitas correspondentes. Uma vez que o lançamento tributário teve como fundamento inconsistências verificadas na contabilidade da embargante, caberia a esta o ônus da prova de suas alegações, conforme expresso no art. 16, do Dec. 70.235/72, in verbis: Art. 16. A impugnação mencionará: [...] III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância: Definitivamente não há que se falar em omissão do acórdão neste aspecto. No que tange a multa qualificada de 150%, uma vez que se trata de matéria que não foi contestada pela embargante até então, é impossível que se acate qualquer razões de insurgência apenas em sede de embargos de declaração. Isto posto, não merecem ser acolhidos os embargos de declaração em seu mérito por não se verificar omissão, contradição ou obscuridade, os quais representam pressupostos específicos de cabimento (art. 65 do Regimento Interno do CARF – Anexo II da Port. do Ministério da Fazenda n. 256 de 22/06/09). Fl. 1620DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2015 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 06/04/201 5 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10469.730390/201163 Acórdão n.º 1302001.685 S1C3T2 Fl. 1.619 5 2. Da Conclusão Ante ao exposto, voto no sentido de conhecer os presentes embargos de declaração para negarlhe provimento quanto ao mérito, mantendo incólume o acórdão embargado, nos termos do relatório e voto. (assinado digitalmente) Marcio Rodrigo Frizzo Relator Fl. 1621DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/04/2015 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 06/04/201 5 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 15374.724394/2009-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jun 30 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3202-000.349
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Ausente, temporariamente, a Conselheira Tatiana Midori Migiyama. Acompanharam o julgamento, pela recorrente, os advogados Marcelo Rodrigues de Siqueira, OAB/MG nº. 106.133 e Fernanda Loures de Oliveira, OAB/MG nº. 138.921.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Charles Mayer de Castro Souza - Redator ad hoc
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Charles Mayer de Castro Souza, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Bruno Maurício Macedo Curi e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
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CONTRADITÓRIO. Recorrente PETRÓLEO BRASILEIRO S/A PETROBRÁS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Ausente, temporariamente, a Conselheira Tatiana Midori Migiyama. Acompanharam o julgamento, pela recorrente, os advogados Marcelo Rodrigues de Siqueira, OAB/MG nº. 106.133 e Fernanda Loures de Oliveira, OAB/MG nº. 138.921. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Charles Mayer de Castro Souza Redator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Charles Mayer de Castro Souza, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Bruno Maurício Macedo Curi e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação (Dcomp) de crédito informado como originário de pagamento efetuado a maior em 15/02/2005 a título de COFINS nãocumulativa combustíveis, código de receita 6840. O despacho decisório não reconheceu o crédito pleiteado, pelas seguintes razões resumidas no aresto recorrido: A DEMAC/RJO exarou o despacho decisório de fl. 1864, com base no Termo de Verificação Fiscal de fls. 1839 a 1863 decidindo não RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .7 24 39 4/ 20 09 -6 1 Fl. 2436DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 6/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15374.724394/200961 Resolução nº 3202000.349 S3C2T2 Fl. 2.437 2 reconhecer o direito creditório pleiteado e, em decorrência, não homologar a compensação declarada. No referido Termo consta consignado, em resumo, que: a) A ação fiscal foi formalizada para fins de verificar a legitimidade das compensações declaradas pela empresa, envolvendo créditos relativos a supostos pagamentos a maior de Cofins nãocumulativa combustíveis referentes aos períodos de apuração janeiro, março e outubro de 2005; b) Verificouse que os créditos utilizados para compensação foram apurados somente a partir da retificação nos DACON e sua apuração se deu em decorrência do aumento expressivo no valor dos créditos da nãocumulatividade; c) A análise pautouse na auditoria dos créditos da não cumulatividade cujas retificações impactaram na apuração do crédito utilizado na compensação, bem como na auditoria dos créditos de maior valor. Quanto ao mês de março, promoveuse ainda a auditoria da base de cálculo da Cofins Combustíveis, haja vista que as retificações no DACON resultaram também na redução no valor devido da aludida exação; d) A fiscalizada não conseguiu identificar os serviços aplicados em cada etapa do processo produtivo, limitandose a apresentar relação geral dos serviços cujos valores utilizou como base de cálculo dos créditos descontados, sendo este um motivo suficiente para afastar o desconto de tais créditos, devido à impossibilidade de se atestar que se tratam de insumos diretamente aplicados ou consumidos no processo produtivo, como exige a legislação; e) Ainda que assim não fosse, a análise das planilhas apresentadas, da relação de produtos produzidos e destinados à venda e as atividades desempenhadas conforme estatuto social, permite ao menos identificar os serviços que flagrantemente não se caracterizam como insumos; f) A relação detalhada dos serviços glosados foi juntada aos processos de controle das DCOMP; g) Nos meses de março e outubro, também foram objeto de glosa os valores dos serviços em relação aos quais não restou caracterizada a ocorrência da aquisição dentro do mês de apuração do crédito, quais sejam, aqueles que, simultaneamente, nem a data de emissão da nota fiscal, nem a data de contabilização se deram no mês de apuração do crédito a descontar; h) Com relação aos créditos relativos a despesas com armazenagem e frete nas operações de venda, a fiscalizada foi intimada a apresentar notas fiscais de serviços da Petrobrás Transportes S/A – TRANSPETRO e pelas empresas de táxi aéreo e táxi comum (terrestre) relacionadas na planilha apresentada. A empresa apresentou apenas parte das notas fiscais requeridas. A análise das notas em confronto com as atividades desenvolvidas pelas empresas emitentes comprova que tais despesas se referem a transporte concernente à logística interna da empresa, transporte Fl. 2437DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 6/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15374.724394/200961 Resolução nº 3202000.349 S3C2T2 Fl. 2.438 3 de pessoas ou apoio aéreo na exploração e produção de petróleo, e não a fretes contratados para a entrega de mercadoria/produto ao adquirente; i) No caso da Transpetro, somente foram apresentadas cópias das “notas de débito” referentes a possível aluguel de seus navios. Os serviços se referem ao transporte do petróleo dos campos de produção para os terminais da própria Transpetro e de lá para as refinarias e para as distribuidoras. As empresas de táxi aéreo prestam serviços de transporte de pessoas e de apoio aéreo logístico na exploração e produção de petróleo. j) Quanto aos serviços de táxi comum, é flagrante que este não é o meio utilizado para entrega de produtos a seus clientes. Nenhum dos serviços citados se referem a frete nas vendas; k) A relação detalhada dos serviços de frete glosados foi juntada aos processos de controle das DCOMP; k) Com relação aos créditos nas aquisições por importação de bens insumos e para revenda, foi possível confirmar, em consulta ao sistema Siscomex, as importações listadas pela fiscalizada, bem como a efetividade de quase a totalidade dos pagamentos da Cofins incidente na importação. Foram glosados apenas os valores concernentes a aquisições cujas importações não se deram dentro do mês de apuração do crédito (março e outubro) e aquelas em relação às quais não restou confirmado o pagamento (janeiro, março e outubro); l) No caso de apuração extemporânea de créditos, a providência a ser tomada consiste na retificação do DACON relativo ao mês em que se deu a aquisição; m) Foram detalhadas as glosas de créditos relativos a aquisições por importação de bens utilizados como insumo ou para revenda. Foi considerada como data de aquisição a data do registro da DI original; n) Em relação aos meses de março e outubro, também foi objeto de glosa a diferença entre o valor comprovado a título de crédito relativo às importações de bens sujeitos às alíquotas por unidade de produtos e o declarado no DACON; o) Já no que diz respeito às aquisições por importação de serviços utilizados como insumos, a fiscalizada não logrou êxito em identificar os respectivos pagamentos da Cofins. Na planilha apresentada não há informação quanto às datas dos recolhimentos nem quanto à identificação do CNPJ dos estabelecimentos que procederam a tais pagamentos, impossibilitando, assim, atestar que os pagamentos da Cofins incidente na importação efetivamente ocorreram; p) A fiscalizada não apresentou os dados requeridos com a finalidade de comprovar as despesas com energia elétrica, limitandose a informar que o arquivo não foi demonstrado de forma analítica por não dispor de tais informações e a apresentar planilha contendo basicamente os valores utilizados como base de cálculo de tal Fl. 2438DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 6/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15374.724394/200961 Resolução nº 3202000.349 S3C2T2 Fl. 2.439 4 crédito e o crédito apurado, os quais sequer equivalem àqueles declarados no DACON, de modo que não resta alternativa senão a de glosar a integralidade dos créditos; q) No que se refere ao mês de março, a fim de que se pudesse verificar a pertinência da redução da base de cálculo da Cofins – Conbustíveis promovida no DACON retificador, a fiscalizada apresentou planilhas e Razão Contábil da conta 3101110001 – “Faturamento bruto – Produtos – País”. Os valores escriturados são condizentes com os registrados no DACON retificador, à exceção do valor da venda de gasolina, exceto de aviação. No que tange ao valor devido de Cofins – combustíveis no mês de março, foi considerado o valor resultante da aplicação da alíquota sobre a base de cálculo escriturada na contabilidade em relação à gasolina, exceto de aviação e mantidos os valores sobre as demais receitas de venda de combustíveis, conforme declarado no DACON; r) Procedeuse à apuração da Cofins nãocumulativa, ficando demonstrado que, uma vez afastadas as parcelas indevidas de descontos, não subsistem os créditos de pagamento a maior utilizados nas compensações em foco, devendo ser não homologadas as DCOMPs referentes a crédito de Cofins – Combustíveis dos meses de janeiro, março e outubro de 2005. A contribuinte foi cientificada do Despacho Decisório e respectivo Termo de Verificação Fiscal e apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando, em síntese que: a) A adoção da corrente restritiva daquilo que se considera insumo já não encontra amparo na melhor doutrina e no CARF; b) As normas que instituíram a nãocumulatividade do PIS e da Cofins não firmaram expressamente o entendimento de que por insumo haveria de ser conhecido somente os bens e serviços diretamente envolvidos na produção dos bens e serviços; c) As receitas de uma atividade empresarial não decorrem exclusivamente da aquisição de bens e serviços diretamente utilizados na cadeia produtiva, mas de uma gama de bens e serviços que compõem os custos envolvidos na própria existência e manutenção da atividade econômica; d) Uma vez verificada a relevância dos custos indicados na planilha, mostrase latente o fato de que a decisão que determinou a glosa dos créditos gerados a partir deles está a merecer reparos, sob pena de violação dos dispositivos legais aplicáveis; e) De forma direta, clara e objetiva, o legislador garantiu ao contribuinte o direito de apropriação, nos meses subsequentes, do crédito não aproveitado em momento pretérito, independentemente do motivo que o tenha impossibilitado de utilizálo no mês em que ocorreu o custo ou despesa, conforme se depreende do inciso I, § 8º, art. 3º da Lei 10.637/2002; f) A regra do inciso I, § 1º, art. 3º da Lei 10.833/2003 não instituiu condicionantes para o aproveitamento de créditos; Fl. 2439DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 6/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15374.724394/200961 Resolução nº 3202000.349 S3C2T2 Fl. 2.440 5 g) Instruções Normativas editadas quando da instituição do sistema não cumulativo da Cofins demonstram o quão irrelevante é a competência de origem do crédito para fins de seu aproveitamento. A Receita orientou que o contribuinte prestasse informações de custos e despesas ocorridos em meses diversos em um único DACON e que sua apresentação se desse em momento bem posterior à ocorrência das operações geradoras dos custos e despesas (INs 387/2004, 437/2004, 503/2005); h) Diferentemente do ICMS, o crédito do PIS e da Cofins não se origina do confronto entre operações de entrada e de saída de mercadorias, mas sim da própria ocorrência da operação passível de gerar o custo/despesa geradora do crédito; i) O processo da PER/DCOMP está, hoje, aparelhado para se atestar não só a legitimidade dos créditos apurados na forma do art. 15 da Lei 10.865/2004, mas também de todo e qualquer elemento inerente à aferição de seu regular processamento, independentemente do mês em que tenha se originado o direito creditório; j) O descumprimento da obrigação acessória, por si só, impõe, quando muito, a sanção administrativa pelo seu descumprimento, conforme § 3º do art. 113 do CTN, e não a rejeição do crédito arguido para fins de compensação e que representa a própria apuração da obrigação principal, regulada pela norma do § 1º do art. 113 do CTN; k) Conforme leciona a doutrina, bem como já decidido pelo CSRF do CARF, os gastos com frete de pessoas e produtos, passíveis de gerarem créditos do PIS/Cofins, não se restringem àqueles envolvendo a entrega de mercadorias/produtos aos clientes adquirentes; l) No que diz respeito aos serviços de táxi aéreo, é notória sua participação na cadeia, visto que utilizados para transporte de empregados até as plataformas localizadas em alto mar, onde serão envolvidos na atividade de exploração e produção de petróleo; m) A utilização de táxi terrestre funciona como um prolongamento da operação inicial, vale dizer, parte integrante do transporte aéreo; n) Para que se dê o refino do petróleo, parte seguinte à exploração, é ele remetido para os tanques da contribuinte tão logo extraído do solo, ato último que se dá por meio dos serviços prestados pela Transpetro, sendo tal serviço, portanto, indispensável na atividade; o) A Solução de Consulta trazida pela Receita não encontra amparo em Soluções de Consulta posteriores; p) O frete suportado na cadeia produtiva já foi reconhecido pelo CARF como sendo insumo inerente à atividade, sem o qual se revelaria impossível a obtenção do resultado almejado pelo empresário; Fl. 2440DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 6/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15374.724394/200961 Resolução nº 3202000.349 S3C2T2 Fl. 2.441 6 q) As notas de débito revestemse de conteúdo suficiente para fins de provar a despesa suportada pela Contribuinte; r) Com relação à glosa de créditos relativos a aquisições por importação, a questão envolvendo a alocação do crédito em DACON oriundo de competência diversa daquela em que se deu o seu nascimento, o contribuinte se reporta às razões anotadas no item IV B para justificar a manutenção dos créditos provenientes da importação de bens para insumos e para revenda; s) Na medida em que referidos bens e serviços foram importados, mostrase estranha a exigência do documento comprobatório do pagamento do tributo, quando foram apresentadas as respectivas DIs que jamais teriam o desembaraço concluído sem o recolhimento da Cofins; t) No que diz respeito às despesas de energia elétrica, a contribuinte requer a juntada do demonstrativo anexo, capaz de demonstrar que a energia elétrica foi consumida nos estabelecimentos da fiscalizada; u) Por fim, protesta pela juntada de documentos relacionados e documentos complementares, bem como pela apresentação de outras provas que contribuam para o deslinde da questão e que seja julgada procedente a manifestação de inconformidade, declarando legítimo o direito à integralidade dos créditos apontados e a homologação das compensações. Apreciando a manifestação de inconformidade, a DRJ a julgou improcedente, nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2005 NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. Para fins de apuração de créditos da nãocumulatividade, consideram se insumos os bens e serviços diretamente aplicados ou consumidos na fabricação do produto. COFINS. CRÉDITOS DECORRENTES DE DESPESAS COM FRETE. Somente os valores das despesas realizadas com fretes contratados para a entrega de mercadorias ou produtos diretamente aos clientes adquirentes, desde que o ônus tenha sido suportado pela pessoa jurídica vendedora, é que geram direito a créditos a serem descontados da Cofins devida. COFINS. CRÉDITOS NA IMPORTAÇÃO DE SERVIÇOS. Somente se admitem os créditos decorrentes da importação de serviços quando comprovados os efetivos recolhimentos da CofinsImportação. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fl. 2441DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 6/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15374.724394/200961 Resolução nº 3202000.349 S3C2T2 Fl. 2.442 7 Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ELEMENTOS DE PROVA. A prova deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, por força do artigo 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Não resignada com a decisão acima transcrita, a empresa interpôs recurso voluntário, reiterando os argumentos articulados na sua manifestação de inconformidade. Depois da interposição do recurso, empresa atravessou petição, pedindo a juntada de planilha analítica referente aos serviços de importação, utilizados como insumos. Em seguida, os autos foram remetidos ao CARF e distribuídos para o presente Relator. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Redator ad hoc. Com fundamento no art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF1, aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, incumbiume a Presidente da Turma a formalizar o presente acórdão, cujo relator original, Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves, não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pelo relator original, que, embora não mais integre os colegiados do CARF, apresentou a minuta do voto na sessão de julgamento, que será adotada na presente formalização. Assim, passase a transcrever, a seguir, o voto que consta da minuta apresentada: Como é de conhecimento de todos deste Colegiado, o conceito de insumo que admito e que entendo utilizado pelo Legislador na apuração de créditos a serem descontados da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP , PI eME relacionados ao IPI.Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as despesas necessárias à atividade da empresa. 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 2442DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 6/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15374.724394/200961 Resolução nº 3202000.349 S3C2T2 Fl. 2.443 8 Como se observa do despacho decisório e do acórdão recorrido, uma série de bens e serviços foram glosados, por não se adequarem ao conceito de insumos , definido em instrução normativa, que muito se aproxima da definição – já dita inadequada – própria do IPI. Por isso, entendo que, nesses casos, deve ser convertido o julgamento em diligência, para que seja analisado cada item relacionado como “insumos” e o seu envolvimento no processo produtivo, para então definir a possibilidade de aproveitamento do crédito. Ante o exposto, voto para CONVERTER o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora intime a empresa Recorrente a: a) efetuar descritivo minucioso do processo produtivo da Recorrente – elaborar laudo se necessário , a fim de que possa ser constatado o emprego dos custos, despesas e serviços glosados pelo despacho decisório, inclusive em relação aos créditos extemporâneos (se houver); b) destacar quais as despesas vinculadas a cada uma das contas contábeis, inserindo sua participação no processo produtivo, inclusive em relação aos créditos extemporâneos (se houver); c) Apresentar balancetes ou Livro Razão comprovando o registro contábil da despesa no valor informado; d) identificar cada estabelecimento e sua atividade, vinculado as despesas com energia elétrica; explicar, também, o motivo da divergência entre a base de cálculo indicada na planilha juntada na impugnação, a esse título, correspondente a R$ 31.856.262,60, enquanto a base de cálculo informada no DACON é de R$ 36.109.322,65 e) trazer aos autos outros elementos e informações que entenda relevantes para o deslinde do presente processo. Em seguida, a autoridade da RFB responsável pela realização da diligência apresentará relatório circunstanciado e conclusivo a respeito da diligência, podendo trazer aos autos outros elementos e informações que entenda relevantes para o deslinde do presente processo. Por fim deve ser intimando a Recorrente para que se manifeste expressamente sobre o resultado da presente diligência. Após,retornem a este colegiado para continuidade do presente julgamento. É como voto Charles Mayer de Castro Souza Fl. 2443DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 6/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10840.002340/2007-11
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 15 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2802-000.188
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente.
(Assinado digitalmente)
Julianna Bandeira Toscano Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: Não se aplica
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (Assinado digitalmente) Julianna Bandeira Toscano – Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física do exercício 2003, anocalendário 2002, decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, decorrente de trabalho com vínculo empregatício e de dedução indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF, resultando na cobrança de crédito tributário no valor total de R$350.626,22. O contribuinte apresentou impugnação requerendo a improcedência do lançamento, sustentando que os valores declarados na DIPF/2003 são decorrentes de Ação Trabalhista e foram recebidos nos termos da decisão proferida naqueles autos. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 40 .0 02 34 0/ 20 07 -1 1 Fl. 173DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2013 por JULIANNA BANDEIRA TOSCANO, Assinado digitalmente em 29/10 /2013 por JULIANNA BANDEIRA TOSCANO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CA RDOSO Processo nº 10840.002340/200711 Resolução nº 2802000.188 S2TE02 Fl. 168 2 A Delegacia de Julgamento considerou que no caso de rendimentos recebidos acumuladamente, a parcela relativa aos juros e correção monetária, recebida por força de decisão judicial, está sujeita à incidência do imposto de renda, quando do seu recebimento, se o principal a que está correlacionado não possuir natureza isenta ou não tributável e que não teria restado comprovada a composição das verbas recebidas. A peça recursal apresentada amparase na alegação de que todos os recolhimentos de tributos relativos àquela reclamação trabalhista foram realizados conforme judicialmente determinado nos autos e que, por meio de idônea documentação, comprovou que nada devia ao fisco. O julgamento do recurso voluntário foi sobrestado em 30 de setembro de 2011 pelo despacho, de fls. 164, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MFnº 256/2009, com a redação dada pela Portaria MF nº 586/2010, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal admitiu a existência de repercussão geral quanto à matéria objeto dos autos, cujo mérito será julgado no Recurso Extraordinário nº 614.406, ainda pendentes de julgamento. Posteriormente foi editada a Portaria CARF nº 01/2012, que determina os procedimentos a serem adotados para o sobrestamento de processos, razão pela qual o processo é incluído na pauta de julgamento para apreciação do Colegiado. É o relatório. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Da leitura do fundamento do acórdão recorrido e da peça recursal, verificase que o litígio está restrito à forma de tributação dos rendimentos recebidos de forma acumulada em virtude de ação trabalhista. Considerando que o Supremo Tribunal Federal admitiu a existência de repercussão geral quanto a essa matéria, e que o mérito será julgado nos Recursos Extraordinários nº 614.232 e 614.406, ainda pendentes de julgamento e com expressa decisão do E. STF de sobrestar os demais julgamentos, é o caso de sobrestar o presente julgamento, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, com a redação dada pela Portaria MF nº 586/2010 c/c Portaria CARF nº 01/2012. Vejamos: RE 614406 AgRQORG / RS RIO GRANDE DO SUL REPERCUSSÃO GERAL NA QUESTÃO DE ORDEM NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. ELLEN GRACIE Julgamento: 20/10/2010 Ementa TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. ART. 12 DA LEI 7.713/88. ANTERIOR NEGATIVA DE REPERCUSSÃO. MODIFICAÇÃO DA POSIÇÃO EM FACE DA SUPERVENIENTE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. 1. A questão relativa ao modo de cálculo do imposto de renda sobre pagamentos acumulados se por regime de Fl. 174DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2013 por JULIANNA BANDEIRA TOSCANO, Assinado digitalmente em 29/10 /2013 por JULIANNA BANDEIRA TOSCANO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CA RDOSO Processo nº 10840.002340/200711 Resolução nº 2802000.188 S2TE02 Fl. 169 3 caixa ou de competência vinha sendo considerada por esta Corte como matéria infraconstitucional, tendo sido negada a sua repercussão geral. 2. A interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, b, da Constituição Federal, em razão do reconhecimento da inconstitucionalidade parcial do art. 12 da Lei 7.713/88 por Tribunal Regional Federal, constitui circunstância nova suficiente para justificar, agora, seu caráter constitucional e o reconhecimento da repercussão geral da matéria. 3. Reconhecida a relevância jurídica da questão, tendo em conta os princípios constitucionais tributários da isonomia e da uniformidade geográfica. 4. Questão de ordem acolhida para: a) tornar sem efeito a decisão monocrática da relatora que negava seguimento ao recurso extraordinário com suporte no entendimento anterior desta Corte; b) reconhecer a repercussão geral da questão constitucional; e c) determinar o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC. (grifos acrescidos). Diante do exposto, suscito o sobrestamento do julgamento até julgamento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Julianna Bandeira Toscano Fl. 175DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2013 por JULIANNA BANDEIRA TOSCANO, Assinado digitalmente em 29/10 /2013 por JULIANNA BANDEIRA TOSCANO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CA RDOSO
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Numero do processo: 18471.000883/2003-28
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 13 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2001
COFINS - ISENÇÃO - FORNECIMENTOS DE MERCADORIAS OU SERVIÇOS PARA USO OU CONSUMO DE BORDO EM EMBARCAÇÕES EM TRÁFEGO INTERNACIONAL - FRETE INTERNO - DESCABIMENTO.
Consoante o art. 111 do CTN a legislação que confira exclusão do crédito tributário tem de ser interpretada literalmente. O art. 11 da Lei 9.432 isenta da contribuição ao COFINS a receita de fretes desde que o transporte seja realizado entre o Brasil e ponto sediado no exterior. Se o serviço de transporte é realizado no território nacional e prestado à empresa brasileira (Petrobrás) fornecedora das mercadorias ou serviços a embarcações estrangeiras, não há falar em isenção sendo a receita correspondente ao frete interno tributada pela COFINS.
Numero da decisão: 3402-002.202
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. [Tabela de Resultados]
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
Presidente
FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Winderley Morais Pereira (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. [Tabela de Resultados] GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Winderley Morais Pereira (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva.
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Consoante o art. 111 do CTN a legislação que confira exclusão do crédito tributário tem de ser interpretada literalmente. O art. 11 da Lei 9.432 isenta da contribuição ao COFINS a receita de fretes desde que o transporte seja realizado entre o Brasil e ponto sediado no exterior. Se o serviço de transporte é realizado no território nacional e prestado à empresa brasileira (Petrobrás) fornecedora das mercadorias ou serviços a embarcações estrangeiras, não há falar em isenção sendo a receita correspondente ao frete interno tributada pela COFINS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. [Tabela de Resultados] GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 08 83 /2 00 3- 28 Fl. 837DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 2 Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Winderley Morais Pereira (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 414/422) contra o v. Acórdão DRJ/RJOII nº 3.402 de 25/09/03 (fls. 396/405) exarado pela 5ª Turma da DRJ do Rio de Janeiro RJ que, por unanimidade de votos, houve por bem “não apreciar os documentos de fls. 363 a 392 e considerar (...) procedente” o lançamento original consubstanciado no Auto de Infração de COFINS no valor total de R$ 2.763.512,28 (MPF nº 0710200/00021/02 fls. 333/347; COFINS R$ 1.262.403,93; juros R$ 554.305,57; Multa 75% R$ 946.802,78), notificado em 29/04/03 (fls. 334), que acusou a ora Recorrente de”falta de recolhimento da COFINS no período de 31/01/98 a 31/12/01, nos seguintes termos: “001 COFINS Falta de Tributação e Recolhimento da COFINS. Valor apurado em face da fiscalizada não ter oferecido A. tributação da COFINS, as receitas abaixo identificadas, sob o fundamento de que tais receitas de prestação de serviços de transporte de mercadorias pertencentes a Petrobrás e outros, na Baia da Guanabara, em navios estrangeiros, estariam isentas por serem consideradas Receitas de Exportação. A fiscalização procedeu á tributação dessas Receitas, por entender que o beneficio da isenção, estudado sob á luz da Portaria SCE 02/92 e a Lei Complementar 70/91, é aplicável apenas ao fornecedor de combustíveis e demais mercadorias destinadas a uso e consumo de bordo em embarcações em tráfego internacional e não ao transportador, como quer a fiscalizada .. Analisando o beneficio fiscal desejado pela fiscalizada sob à luz do § 3°, art. 11, da Lei 9.432/97 (dispositivo revogado a partir de 30.06.1999 pela MP 2.15835 de 24.08.2001), invocado pela fiscalizada, sob o fundamento de que o referido dispositivo diz textualmente: "É a receita de frete de mercadorias transportadas entre o País e o Exterior pelas embarcações registradas no REB isenta das contribuições para o PIS e COFINS". A fiscalizada estaria correta na sua interpretação, se o frete tivesse ocorrido entre o País e o Exterior, porém, como toda isenção deve ser interpretada literalmente/restritivamente, está comprovado, documentalmente e por informação da fiscalizada, que todo serviço de transporte, tido como isento pela fiscalizada, não foi realizado para o exterior, mas tão somente na Baia da Guanabara. A vista do exposto, procedemos A tributação sobre as receitas declaradas como isentas/exportação constantes das DIPJ dos exercícios de 1999, 2000 e 2001, anos calendário 1998, 1999 e 2000. Fl. 838DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 18471.000883/200328 Acórdão n.º 3402002.202 S3C4T2 Fl. 3 3 Fato Gerador Val. Tributável ou Contribuição Multa(%) 31/01/1998 R$ 369.651,00 75,00 (...) 31/12/2001 R$ 1.359.848,04 75,00 ENQUADRAMENTO LEGAL Arts. 1º e 2º da Lei Complementar nº 70/91; Art. 1° da Lei Complementar n ° 70/91, arts. 2°, 3ºe 8° da Lei n° 9.718/98, com as alterações da Medida Provisória n° 1.807/99 e reedições; Arts. 2°,3° e 8°, da Lei no 9.718/98, com as alterações da Medida Provisória n° 1.807/99 e reedições; Arts. 2°, 3° e 8°, da Lei n° 9.718/98, com as alterações da Medida Provisória n° 1.807/99 e reedições, com as alterações da Medida Provisória n° 1.858/99 e reedições.” Reconhecendo expressamente que as impugnações oportunamente apresentadas atendiam aos requisitos de admissibilidade, a r. decisão de fls. 533/544 da 9ª Turma da DRJ de São Paulo SP, houve por bem “julgar procedente em parte” os lançamentos originais de Contribuições de COFINS e de PIS, aos fundamentos sintetizados em sua ementa nos seguintes termos: “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2001 Ementa: PROVA DOCUMENTAL /PRAZO A prova documental será apresentada no prazo para. impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momenta processual, a não ser que o impugnante comprove a ocorrência de uma das hipóteses do § 4º do Art. 16 da PAF. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofin Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2001 Ementa: RECEITA DE SERVIÇO/ISENÇÃO As receitas dos fornecimentos de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações em tráfego internacional, quando o. pagamento for efetuado. em moeda conversível, está isenta da Cofins Lançamento Procedente.” Nas razões de Recurso Voluntário (fls. 414/422) oportunamente apresentado, a ora Recorrente sustenta a insubsistência da r. decisão e do lançamento por ela mantido, tendo em vista: a) preliminarmente, a inexistência de precusão do direito de apresentar provas, não obstante reconheça ser desnecessária a juntada, seja porque a própria r. decisão expressamente reconhece estarem as embarcações registradas no REB seja qporque o fato já era cnhecido do d. Fiscal autuante; b) no mérito que prestação de serviços de transporte marítimo de derivados Fl. 839DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 4 de petróleo e Agua, pelos quais aufere receitas decorrentes de frete pago por seus clientes, que estariam isentas da COFINS nos termos do § 3º, art. 11 da Lei 9.432/97, vez que as mercadorias trnasportadas são destinadas ao exterior e o transporte realizado em embarcações inscritas no Registro Especial Brasileiro REB; c) que embora o § 3°, art. 11 da Lei 9.432/97 tenha sido revogado pela MP 1.858/99, o beneficio por ele outorgado foi mantido no art. 14, VII da MP 2.15835, sendo que as únicas condições para fruição da isenção da Cofins seriam que o serviço de transporte se refirisse às saídas para o exterior e que a embarcação transportadora seja registrada no RED; d) que a própria Fiscalização reconhece que as mercadorias pertenciam à Petrobras, e eram embarcadas nos navios do impugnante, a fim de serem transportadas ao navio estrangeiro fundiados na Baia de Guanabara, que são considerados para todos os efeitos legais território de outro país, o que consubstancia uma exportação para efeitos cambiais e fiscais, de acordo com o art. 26 da Portaria SCE 02/92; d) que portanto preenche os requisitos para a fruição da isenção da Cofins donde decorre a improcedência do Auto de Infração. Originalmente distribuído ao 1º CC (cf. desp. Fls. 586) e submetido o Porcesso a julgamento, através do V. Acórdão nº 10708.032 (fls. 602/613), a C. 7ª Câm. do antigo 1º CC, em sessão de 13/04/05, por unanimidade de votos, houve por bem não conhecer do Recurso par declinar competência ao 2º CC, aos fundamentos sintetizados na sua ementa nos seguintes termos: “PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL —TRIBUTAÇÃO AUTÔNOMA — COFINS — JULGAMENTO — INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 7°, I, D E 8°, III, DO REGIMENTO INTERNO DOS CONSELHOS DE CONTRIBUINTES — COMPETÊNCIA DO 2° C.C. — Nos termos das regras processuais que regem os Conselhos de Contribuintes, provado que a autuação de COFINS, ainda que derivada de ação fiscal que também culminou na lavratura de auto de infração de IRPJ, foi absolutamente autônoma, isto 6, não foi lastreada, no todo ou em parte, em fatos cuja apuração serviu para determinar a prática de infração a dispositivos legais do Imposto de Renda", a competência para julgamento da matéria é de uma das Câmaras do E. 2° Conselho de Contribuintes.” Redistribuído o Processo ao Cons. Rogério Gustavo Dreyer (cf. fls. 616), à Cons. Adriene Maria Miranda (fls. 617), ao Cons. Henrique Pinheiro Torres (fls. 618), ao Cons. Airton Adelar Kack (fls. 624) e ao Cons. Ali Zaraik Júnior (fls. 780), e não relatado em razão do termino dos respectivos mandatos, o mesmo me foi disstribuido para relatório, que dou por encerrado. É o relatório. Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator O Recurso Voluntário reúne as condições de admissibilidade, razão pela qual dele conheço, mas no mérito não merece ser provido. Fl. 840DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 18471.000883/200328 Acórdão n.º 3402002.202 S3C4T2 Fl. 4 5 Desde logo se verifica que a r. decisão recorrida rebate com vantagem uma a uma as objeções levantadas pela ora recorrente merecendo subsistir por seu próprios fundamentos que, por amor à brevidade, adoto como razões de decidir e transcrevo: “No mérito, o impugnante não ataca o conteúdo do lançamento em si, mas centra sua alegação no direito de estar isento da Cofins sobre as receitas serviços auferidas no transporte de mercadorias, em embarcações registradas no REB, entre a Petrobras e navios estrangeiros, apesar de as mercadorias serem de propriedade da Petrobrás e dos navios estrangeiros estarem fundeados na Baia de Guanabara. Essa isenção, segundo ele, encontra respaldo no § 3º , Art. 11, da Lei 9.432/97, no Art. 14, VII da MP 2.158/2001 e no Art. 26 da Portaria SCE 2/92. 14. Argumenta ainda que, embora os navios estrangeiros estejam na Baia de Guanabara, são território estrangeiro e a saída para o navio corresponderia a uma exportação. 15. De fato, os navios estrangeiros em Território Nacional é questão jungida nacionalidade, que toca diversos ramos do Direito Interno como o Direito Civil (no que tange ás obrigações estrangeiras a serem executadas no Pais e as sucessões sobre qual a legislação a ser aplicada aos herdeiros de cujusLICC arts. 9°, § 1º e 10, §1°), o Direito Penal (no tocante às extradições, às imunidades dos diplomatas e Chefes de Estado, a aplicação da lei penal), o Direito Comercial (quando da indagação da nacionalidade das pessoas jurídicas, de navios e aeronaves) e o Direito Processual. 16. Todavia a hipótese apresentada não se insere no § 3º, Art. 11, da Lei 9.432/97, no Art. 14, VII da MP 2.158/2001, mas sim no inciso V do Art. 7º da LC 70/91, com a redação dada pela LC 85196 e pelo Art. 14,1V da MP 2.158/2001. 17. 0 § 3º do Art. 11 da Lei 9432/97 menciona: "Art. 11. [...]. ............................................ § 3º. E a receita do frete de mercadorias transportadas entre o Pais e o exterior pelas embarcações registradas no REB isenta das contribuições para o PIS e o COFINS. 18. Esse dispositivo foi, ao final, alterado pelo inciso VII do Art. 14 da MP 2.15835/2001, o qual determina: "Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de l de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: ..... VII de frete de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei nº 9.432, de 1997;" Fl. 841DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 6 19. Inferese dos dispositivos legais transcritos que, para que haja isenção da Cofins nas receitas sobre frete é necessário que essa receita seja auferida por Pessoa Jurídica proprietária da embarcação registrada no REB em transporte de mercadorias em geral, que não sejam para o mero uso e consumo a bordo da embarcação estrangeira, realizado entre o Brasil e o exterior, aqui entendido como o deslocamento físico da embarcação de Aguas territoriais brasileiras para Aguas territoriais de território estrangeiro, tanto em operações de importação como de exportação das mercadorias. 20. Entretanto, as hipóteses elencadas pelo inciso V do Art. 7º da LC 70/91, com a redação dada pela LC 85/96 e pelo Art. 14, IV da MP 2.158/2001(transcritas abaixo) são mais especificas à hipótese trazida a confronto, pois 1) a mercadoria fornecida é para uso e consumo de bordo da embarcação estrangeira, tratase, portanto, de uma exportação 2) a embarcação estrangeira está em tráfego internacional e não a embarcação que realiza o transporte das mercadorias; 3) o pagamento das mercadorias foi feito em moeda conversível; "Art. 7º. São também isentas da contribuição as receitas decorrentes: ............................................ V de fornecimentos de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações ou aeronaves em trafego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível;" "Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1 0 de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: ......................................... IV do fornecimento de mercadorias ou serviçospara uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível;" 21. De fato, compulsando se os autos, verificase que os Fiscais Autuantes trouxeram as seguintes provas: 1) notas fiscais da Petróleo Brasileiro S A ao impugnante (fls. 12 a 28); 2) notas fiscais da Petrobras Distribuidora S A ao impugnante (fls. 33 a 88); 3) contrato de prestação de serviços de transporte de derivados de petróleo entre o Impugnante e a Petrobrás Distribuidora para o abastecimento de navios (consumo a bordo da embarcação estrangeira) estacionados na Baia de Guanabara e descarga em tanques de terna (fls 90 a 111); Fl. 842DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 18471.000883/200328 Acórdão n.º 3402002.202 S3C4T2 Fl. 5 7 4) expediente da Petróleo Brasileiro S A que elucidam as seguintes questões (fls. 318 a 320): a) o fornecedor da mercadoria é a Petróleo Brasileiro S A (fls. 318); b) quem se beneficia da isenção da Cofins é a Petrobras (fls. 319); c) o impugnante é contratado para prestar serviços para a Petrobras e pago em moeda nacional (fls. 320). 5) Tratamento administrativo da exportação dos derivados de petróleo: a) Comprovante de recebimento da mercadoria a bordo da embarcação estrangeira (fls. 322), b) contrato de câmbio (fls. 323); c) Registro de exportação — RE (fls 324) 22. Em síntese, os Auditores Fiscais comprovaram, a saciedade, ser a Petrobras a beneficiária da isenção. 23. 0 fato de a mercadoria fornecida pela Petrobrás, para uso e consumo de bordo na embarcação estrangeira, estar isenta da Cofins, não confere ao transportador dessa mercadoria„ o mesmo benefício 24. 0 impugnante tentou, por último, fundamentar seu direito ã isenção no Art. 26 da Portaria SCE 02/92, alegando que se "constitui em exportação, para efeitos fiscais e cambiais previstos na legislação vigente, o fornecimento de combustíveis, lubrificantes e demais mercadorias destinadas a uso e consumo de bordo, em embarcações e aeronaves, exclusivamente de trafego internacional, de bandeira brasileira ou estrangeira". Obviamente essa norma é inaplicável ao impugnante, pois, diante de tudo que foi exposto concluise que a isenção aplicase aos clientes do impugnante, como é o caso da Petrobrás. Quem fornece a mercadoria ao navio estrangeiro e efetiva a operação de exportação é a Petrobras. Portanto, ela é a beneficiária da isenção.” No mesmo sentido já decidiu essa C. 2ª Turma da 4ª Câm. da 3ª Seção do CARF como se pode ver da seguinte e elucidativa ementa: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2001 NORMAS PROCESSUAIS. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. Consoante art. 111 do CTN a legislação que confira exclusão do crédito tributário tem de ser interpretada literalmente. Fl. 843DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 8 PIS. ISENÇÃO. FRETE REALIZADO DENTRO DO TERRITÓRIO NACIONAL. DESCABIMENTO. A teor do disposto no art. 11 da Lei 9.432, é isenta da contribuição ao PIS a receita de fretes desde que o transporte seja realizado entre o Brasil e ponto sediado no exterior. A contrário senso, se o transporte é realizado inteiramente dentro do território nacional não há falar em isenção sendo a receita correspondente inteiramente tributada. Recurso Negado.” (cf. Acórdão n° 340200.542 da 2ª Turma da 4ª Câm. da 3ª Seção do CARF, Rec. nº 225.630, Proc. nº 18471.000884/200372, em sessão de 29/04/10, Rel. Júlio César Alves Ramos) Isto posto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de setembro de 2013 FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Fl. 844DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 09/10/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 13884.900692/2008-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1102-000.295
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, determinar o encaminhamento dos presentes autos para a 3a Turma Ordinária da 1a. Câmara da 1a Seção, para julgamento em conjunto com os processos 13884.900017/2008-78 e 13884.900670/2008-37, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
João Otávio Oppermann Thomé Presidente
(assinado digitalmente)
João Carlos de Figueiredo Neto- Relator
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: José Evande Carvalho Araújo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregório, João Carlos de Figueiredo Neto, Antonio Carlos Guidoni Filho e João Otávio Oppermann Thomé.
Nome do relator: JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, determinar o encaminhamento dos presentes autos para a 3a Turma Ordinária da 1a. Câmara da 1a Seção, para julgamento em conjunto com os processos 13884.900017/2008-78 e 13884.900670/2008-37, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) João Otávio Oppermann Thomé Presidente (assinado digitalmente) João Carlos de Figueiredo Neto- Relator Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: José Evande Carvalho Araújo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregório, João Carlos de Figueiredo Neto, Antonio Carlos Guidoni Filho e João Otávio Oppermann Thomé.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, determinar o encaminhamento dos presentes autos para a 3a Turma Ordinária da 1a. Câmara da 1a Seção, para julgamento em conjunto com os processos 13884.900017/200878 e 13884.900670/2008 37, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) João Otávio Oppermann Thomé – Presidente (assinado digitalmente) João Carlos de Figueiredo Neto Relator Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: José Evande Carvalho Araújo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregório, João Carlos de Figueiredo Neto, Antonio Carlos Guidoni Filho e João Otávio Oppermann Thomé. RELATÓRIO Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 246/271 e anexos fls. 272/435) interposto contra o Acórdão nº 0538.648 (fls. 227/240) proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas (DRJ/CPS), na sessão de 09 de agosto de 2012, que, por unanimidade, decidiu não reconhecer o direito creditório pleiteado na DCOMP nº 40941.05274.301203.1.3.040144, transmitida em 30/12/2003 (fl. 117). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 84 .9 00 69 2/ 20 08 -0 5 Fl. 438DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 06/07/2015 por JOAO OTAVIO O PPERMANN THOME Processo nº 13884.900692/200805 Resolução nº 1102000.295 S1C1T2 Fl. 3 2 Em suma, na data acima informada, a Contribuinte efetuou pedido de compensação de crédito de pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ vencido em novembro de 1998 (fl. 119), no valor original de R$ 766.496,92 (fl. 118), com débitos de IPI, IRRF e COFINS, apurados os dois primeiros em 12/2003 e o último em 11/2001. A compensação não foi homologada sob o fundamento que o mesmo crédito foi utilizado para quitar estimativa mensal apurada em novembro de 1998, vejamos (fl. 124): “Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 766.496,92 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. O despacho decisório chegou ao conhecimento da Contribuinte em 30/04/2008 (fl. 125) e, no prazo de 30 (trinta) dias, foi protocolada Manifestação de Inconformidade em 15/05/2008 (fls. 02 a 10 e anexos fls. 11 a 116). Os fundamentos dessa petição foram precisamente resumidos pelo d. Relatora da DRJ recorrida, razão pela qual transcrevemos abaixo (fl. 229): “Inicialmente, requer a conexão da matéria com aquela tratada nos processos 13884.900017/200878 e 13884.900670/200837, nos quais se utiliza idêntico direito creditório. No mérito, alega, basicamente, ter incorrido em erro no preenchimento da PER/DCOMP, quanto à natureza do crédito tomado, o qual, em verdade, corresponderia ao saldo negativo de IRPJ do anocalendário 1998, indicado no demonstrativo anexo, ao invés do pagamento indevido ou a maior que o devido da estimativa de IRPJ apurada em novembro de 1998, recolhida conforme o DARF informado na declaração. Ainda, diz ter incorrido em erro também no valor original do crédito inicial informado no PER/DCOMP, pois o correto seria R$ 2.138.906,07, ao invés de R$ 766.496,92. Entende que o crédito é legítimo e passível de utilização e apresenta a declaração de compensação (doc. 7), para ser validada e homologada. Diz ter verificado a possibilidade de retificação via programa gerador, tendo recebido orientação verbal da impossibilidade, pois já emitido o despacho decisório. Fundamentase na doutrina e jurisprudência que colaciona”. A 4ª Turma da DRJ/CPS, por unanimidade, julgou improcedente a manifestação de inconformidade. O Acórdão de n° 0538.648, proferido na sessão de 09 de agosto de 2012, assim foi ementado (fl. 227): “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/11/1998 INDÉBITO TRIBUTÁRIO. ÔNUS DA PROVA. Fl. 439DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 06/07/2015 por JOAO OTAVIO O PPERMANN THOME Processo nº 13884.900692/200805 Resolução nº 1102000.295 S1C1T2 Fl. 4 3 A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 30/11/1998 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. ERRO NA INDICAÇÃO DOS CRÉDITOS. NÃO RETIFICAÇÃO. EXAME ORIGINÁRIO PELA DRJ. IMPOSSIBILIDADE. A correção de erro na DCOMP quanto à natureza do crédito deve se dar mediante apresentação de declaração retificadora, a qual não pode ser apreciada originariamente pela DRJ, que se manifesta apenas em grau de recurso, reexaminando decisão de mérito proferida pelo órgão de origem. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/11/1998 DIREITO CREDITÓRIO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Não deve ser homologada a compensação quando inexistente o crédito informado na respectiva declaração. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido”. A 4ª Turma da DRJ/CPS entendeu que a legislação não permite a retificação da DCOMP após a emissão do despacho decisório. Ainda que permitisse, quanto ao suposto erro, a DRJ fundamentou que não há prova que a Contribuinte “pretendeu utilizar crédito decorrente de saldo negativo de IRPJ ao invés de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ” – fl. 233, isso porquê: “De fato, a interessada claramente indicou se tratar de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de IRPJ (estimativa), no valor originário de R$ 766.496,92, informando as características do correspondente DARF, relativo ao período de apuração de 11/1998, recolhido no valor de R$ 3.370.915,02” – fl. 233; O valor que se pretende corrigir não coincide com o valor do saldo negativo do AC 1998, qual seja, R$ 4.697.917,94 (DIPJ 1999 entregue em 15/10/2003); A despeito de o cálculo apresentado na manifestação de inconformidade, em tese, demonstrar que o valor do crédito da DCOMP analisada corresponde “ao valor remanescente (e não o original) do saldo negativo” – fl. 234 – a Contribuinte não acostou prova aos autos; e Os cálculos da estimativa de novembro de 1998 e do saldo negativo do AC 1998 não estão de acordo com as normas aplicáveis (fls. 237 e 238). Fl. 440DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 06/07/2015 por JOAO OTAVIO O PPERMANN THOME Processo nº 13884.900692/200805 Resolução nº 1102000.295 S1C1T2 Fl. 5 4 Indeferido o pedido de retificação, a turma analisou a existência do crédito constante na DCOMP, qual seja o pagamento a maior de novembro de 1998: “do simples confronto do pagamento efetuado de R$ 3.370.915,20 com o débito apurado de R$ 3.364.920,35, remanesce recolhida a maior apenas a parcela de R$ 5.994,85” – fls. 237/238. Concluiu: “Nesse contexto, inexiste pagamento indevido e/ou a maior a ser reconhecido a título de estimativa de IRPJ no período de novembro de 1998” – fl. 240. A Contribuinte, intimada da decisão em 12/09/2012, uma sextafeira (fl. 245), e objetivando ver reformado o acórdão n° 0538.648, da 4ª Turma da DRJ/CPS, interpôs Recurso Voluntário (fls. 246/271 e anexos fls. 272/435), alegando, em síntese, que: 1. O saldo negativo de IRPJ do AC 1998, no valor de R$ 4.697.917,94, foi utilizado em três DCOMPs, que fizeram surgir três PAFs distintos; 2. Por equívoco, o saldo negativo não foi informado na DIPJ original, a qual foi retificada antes do envio das DCOMPs; 3. As Fichas 10 e 13 da DIPJ enviada em 15/10/03 demonstram a composição do saldo negativo; 4. O saldo negativo começou a ser utilizado em abril de 1999 e findou em dezembro de 2003. “Inicialmente ele se operou de maneira direta por intermédio do encontro de contas via DCTF, tal como permitido à época pela legislação” (fl. 251), no montante de R$ 2.559.011,87; 5. O que sobrou da compensação direta, qual seja R$ 2.138.906,07, foi apresentado como crédito em “três PER/DCOMPs que deram origem a três contenciosos administrativos1” (fl. 251); 6. Nas três DCOMP, por erro, apresentou como crédito pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ apurada em novembro de 1998, cujo DARF no valor de R$ 3.370.915,02 foi recolhido em 30/12/1998; 7. Como valor original do crédito, apresentou, respectivamente, os seguintes montantes: a) R$ 2.138.906,07; b) R$ 1.135.790,14; e c) R$ 766.496,92. Ou seja, “deixouse, assim, por meio desse novo lapso, de estabelecer formalmente a vinculação entre [os três] PER/DCOMPs” (fl. 253), já que utilizaram o mesmo saldo negativo; 8. O objeto deste processo é a última DCOMP de nº 40941.05274.301203.1.3.04 0144, cujo valor do crédito original informando correspondeu, por equívoco, a R$ 766.496,92; 9. A controvérsia principal do processo consiste em se determinar se o crédito existe ou não. Afirma que se existente o crédito, terá direito ao encontro de contas, mesmo diante dos equívocos formais da DCOMP; 1 PAFs 13884.900017/2008-78 e 13884.900670/2008-37, onde constam 64% do saldo negativo que restou da compensação de maneira direta por intermédio do encontro de contas via DCTF. Ambos os processos foram distribuídos para o e. Conselheiro Marcos Shigueo Takata em 11/2013, ainda não julgados. Fl. 441DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 06/07/2015 por JOAO OTAVIO O PPERMANN THOME Processo nº 13884.900692/200805 Resolução nº 1102000.295 S1C1T2 Fl. 6 5 10. “Existem, sim, no próprio PER/DCOMP de final 0144, evidências de que se trata da compensação de saldo negativo. A maior delas vem a ser justamente o ‘Valor Original do Crédito Inicial’ discriminado na sua página 2 como equivalente a R$ 766.496,92. Esse número corresponde aos R$ 2.138.906,07 do crédito inicial no PER/DCOMP 6479 (doc. 7) refletido no Razão Contábil da Conta 107519120 (doc. 10/A) — deduzidos do valor original de R$ 1.003.115,93 compensados no próprio PER/DCOMP 6479, e de R$ 369.293,22 apropriados no PER/DCOMP 0235” – fl. 264. 11. Não há mora, dado que os PER/DCOMP foram transmitidos dentro do prazo de vencimento dos tributos nele elencados; e 12. Não há fundamento legal para a incidência de juros sobre a multa. Por fim, pediu à fl. 267 que “sejam conhecidas e providas suas razões, reformandose o aludido julgado para homologar, como de direito, todas as compensações aqui defendidas, afastandose a cobrança de quaisquer valores a título de principal, multa e/ou juros de mora”. Esclareçase que todas as indicações de folhas neste voto dizem respeito à numeração digital do eprocesso. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. VOTO Conselheiro João Carlos de Figueiredo Neto – Relator I. DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Os pressupostos e requisitos de admissibilidade do Recurso Voluntário, determinados pelo Decreto 70.235/1972 e pelo Regimento Interno do CARF, fazemse presentes, senão vejamos. Nos termos dos art. 7º, § 1º2, do Regimento Interno do CARF, combinado com o art. 2º, inciso I, desse mesmo diploma, os recursos interpostos em processo de compensação, cujo crédito alegado seja IRPJ, é da competência desta 1ª Seção. 2 Art. 7° Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. §1° A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. Fl. 442DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 06/07/2015 por JOAO OTAVIO O PPERMANN THOME Processo nº 13884.900692/200805 Resolução nº 1102000.295 S1C1T2 Fl. 7 6 No que tange à legitimidade, a petição está assinada por advogado, cujos poderes foram conferidos por administrador da Recorrente, nos termos dos atos constitutivos (fls. 267 a 270 e 275). Quanto à tempestividade, considerando que a Contribuinte foi intimada da decisão da DRJ em 12/09/2012, uma quartafeira (fl. 245), teve por termo final do prazo para interpor o Recurso Voluntário o dia 12/10/2012, logo tempestivo o ato, já que praticado em 10/10/2012 (fl. 246). II. CONCLUSÃO Diante de todo o exposto, visando agilidade processual da questão, sem qualquer prejudicialidade as partes, conduzo meu voto no sentido de encaminhar este processo a Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara desta Seção, para que seja reunido aos Processos no. 13884.900017/200878 e 13884.900670/200837 que lá tramitam, para que sejam julgados sob apreciação conjunta, ou seja, ou seja, verificandose a existência ou não de provimento ao recurso bem como a existência ou não do crédito pretendido nesta compensação. (assinado digitalmente) João Carlos de Figueiredo Neto Fl. 443DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 30/06/2015 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, Assinado digitalmente em 06/07/2015 por JOAO OTAVIO O PPERMANN THOME
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Numero do processo: 10680.723281/2010-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed May 13 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3401-000.879
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos desta Resolução. Vencido o Conselheiro Júlio Ramos.
Julio Cesar Alves Ramos - Presidente
Bernardo Leite de Queiroz Lima - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Julio Cesar Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl, Angela Sartori, Jean Cleuter Simoes Mendonca, Eloy Eros Da Silva Nogueira e Bernardo Leite De Queiroz Lima.
Nome do relator: BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA
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Acordam os membros do colegiado, por maioria, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos desta Resolução. Vencido o Conselheiro Júlio Ramos. Julio Cesar Alves Ramos Presidente Bernardo Leite de Queiroz Lima Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Julio Cesar Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl, Angela Sartori, Jean Cleuter Simoes Mendonca, Eloy Eros Da Silva Nogueira e Bernardo Leite De Queiroz Lima. RELATÓRIO Trata o presente processo administrativo de PER/DCOMPs referentes a créditos PIS Não cumulativo – Exportação (Mercado Externo) do quarto trimestre de 2004, conforme detalhamento constante do despacho de fls. Vale frisar que, inicialmente, o objeto do presente processo estava no Processo Administrativo nº 10680.723279/201025, que abrangia créditos de Cofins Não cumulativa – Exportação (Mercado Externo), Cofins Não cumulativa – Mercado Interno, PIS Não cumulativo – Exportação (Mercado Externo), PIS Não cumulativo – Mercado Interno, do período de 01/04/2004 a 31/12/2005. O objeto do referido processo foi desmembrado em diversos outros PAs com base no tributo, matéria e período de apuração, permanecendo no presente somente os créditos de PIS Não cumulativo – Exportação (Mercado Externo) do quarto trimestre de 2004. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .7 23 28 1/ 20 10 -0 2 Fl. 357DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10680.723281/201002 Resolução nº 3401000.879 S3C4T1 Fl. 358 2 Conforme Relatório Fiscal de fls. 09/25, o procedimento de auditoria fiscal realizado junto à Recorrente culminou na reconstituição dos DACON apresentados à RFB, constatando divergência entre os valores apurados pela contribuinte e pela fiscalização, quanto aos seguintes itens: 1) CRÉDITOS BÁSICOS RELACIONADOS A AQUISIÇÕES NO MERCADO INTERNO 1.1) BENS PARA REVENDA A fiscalizada comprou e aproveitou como base de cálculo de créditos, produtos para revenda tributados com alíquota zero, nos termos do art. 1º da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004 (adubos ou fertilizantes classificados no Capitulo 31, exceto os produtos de uso veterinário, da TIPI; defensivos agropecuários classificados na posição 38.08 da TIPI e suas matériasprimas; sementes e mudas destinadas à semeadura e plantio, em conformidade com o disposto na Lei nº 10.711/2003, e produtos de natureza biológica utilizados em sua produção). No caso de câmaras de ar de borracha e pneus novos, o parágrafo único do art. 5º da Lei nº 10.485/2002 reduziu a zero a alíquota das contribuições para o PIS/Pasep e da Cofins, relativamente à receita bruta da venda desses produtos, auferida por comerciantes atacadistas e varejistas. Segundo a fiscalização, o § 2° do art. 3° da Lei 10.833/2003 (com a redação dada pela Lei n° 10.865/2004), veda o creditamento na aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento das contribuições, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota zero, isentos ou não alcançados pela contribuição. Destarte, foram glosados todos os créditos originados de produtos tributados à alíquota zero, destinados à revenda, conforme demonstrado na Tabela 2 “Relação de Produtos para Revenda que Possuem Alíquota Zero para PIS e COFINS”, constante dos autos. 1.2) BENS UTILIZADOS COMO INSUMOS Segundo Relatório Fiscal, todos os valores dos insumos apresentados foram aceitos pela fiscalização, ao serem confirmados, por amostragem, nos arquivos de notas fiscais, na contabilidade e no Razão Auxiliar. Os rateios efetuados pela empresa foram também aceitos, após procedimentos de amostragem. Houve, porém, divergências quanto à possibilidade de aproveitamento de créditos, relativamente a alguns insumos. As razões pelas quais a fiscalização não considerou alguns insumos como base de cálculo para efeito de créditos, seguem expostas: 1.2.1) INSUMOS DIVERSOS A fiscalizada comprou e aproveitou como base de cálculo de créditos, produtos tributados à alíquota zero pelo PIS e pela Cofins, por força do disposto no art. 1º da Lei nº 10.925/2004, com efeitos a partir de 01/01/2005. Portanto, foram glosados os créditos relacionados a esses custos de aquisição, a partir de 01/01/2005. 1.2.2) LEITE IN NATURA O leite in natura é recebido principalmente dos associados da CCPRMG, mas é também comprado de pessoas físicas e jurídicas não associadas, com o fim de compor estoque. Fl. 358DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10680.723281/201002 Resolução nº 3401000.879 S3C4T1 Fl. 359 3 Foi verificado que a contribuinte incluiu na base de cálculo dos créditos básicos o valor do leite adquirido de seus associados, quando deveria, nos termos do art. 26 da IN SRF nº 635/2006, apurar crédito presumido sobre esses valores. A cooperativa de produção agropecuária não possui direito ao crédito básico de PIS e COFINS nas operações com associados, por ter o direito de excluir da base de cálculo dessas contribuições os valores repassados a esses últimos, decorrentes da comercialização de produto por eles entregues à cooperativa, como determina o inciso I e § 1° do art. 15 da MP n°2.15835/2001. Logo, se não há cobrança de PIS e de Cofins sobre os valores repassados aos cooperados, o leite adquirido destes não dará direito ao crédito básico e seu valor deve ser excluído da base de cálculo desse tipo de crédito. Por outro lado, o leite in natura adquirido de cooperados dá direito ao crédito presumido, nos termos do art. 8º da Lei nº 10.925/2004. Isso altera o valor dos créditos pretendidos pela empresa já que o crédito básico é calculado com 100% das alíquotas das contribuições e, no caso, o crédito presumido é calculado com 80% (para os meses 05 a 07 de 2004) ou 60% destas alíquotas (após 08/2004). 1.2.3) FRETE NA COMPRA DE LEITE IN NATURA Da análise dos lançamentos contábeis de 2004 e 2005, restou constatado que os serviços de frete primeiro e segundo percursos, na compra de leite in natura, é descontado dos fornecedores deste insumo. A autoridade fiscal fundamentou sua conclusão com base nos lançamentos contábeis da Recorrente. Assim, conclui a fiscalização que, se o ônus desse serviço foi suportado pelos fornecedores de leite e não pela CCPRMG, os créditos relacionados ao frete na compra de leite in natura devem ser glosados. 2) CRÉDITOS PRESUMIDOS RELACIONADOS A AQUISIÇÕES NO MERCADO INTERNO O crédito presumido sobre aquisições de produtos agropecuários de pessoas físicas e jurídicas foi instituído pelo art. 8° da Lei 10.925/2004. O cálculo do crédito presumido sobre o estoque de abertura foi considerado consistente pela fiscalização. 2.1) BONIFICAÇÃO FIDELIDADE Tratase de uma bonificação paga aos associados, uma única vez, ao final dos exercícios financeiros de 2004 e 2005. No entender da fiscalização, a bonificação fidelidade assemelhase a uma distribuição de sobras entre os associados. Os valores referentes a essa bonificação foram contabilizados na conta “FORNECEDORES COOP ASSOCIADOS” e foram glosados da base de cálculo do crédito presumido. 3) AQUISIÇÕES NO MERCADO EXTERNO DE INSUMOS E BENS IMOBILIZADOS A empresa importou diversos insumos e bens, que foram utilizados na produção de produtos comercializados no mercado interno ou exportados. No caso de créditos de importação vinculados a receitas de exportação, o crédito somente é admitido a partir do advento do art. 17 da Lei n° 11.033/2004, ou seja, a partir de 09/08/2004, observadas as normas e prazos de aproveitamento da Lei no 11.116/2005. A fiscalização aceitou todos os valores declarados como importações de insumos e apresentados pela empresa, como mostra a Tabela 11 — “Apuração de Créditos de Importação”. Por outro lado, em relação à base de cálculo do crédito de PIS e COFINS nas importações de bens para compor o ativo imobilizado, houve divergência entre os valores apurados pela empresa e os apurados pela fiscalização. Fl. 359DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10680.723281/201002 Resolução nº 3401000.879 S3C4T1 Fl. 360 4 Em planilha apresentada à fiscalização (intitulada “Importação Imobilizado”), a empresa apura os créditos de PIS e COFINS no campo denominado “Base de Cálculo Martinelli”, calculado pela divisão da soma dos valores de “Pis Pago Importação” e “Cofins Pago Importação” pela soma das alíquotas destas contribuições (0,0165 + 0,076 =0,0925). Segundo a autoridade fiscal, essa forma de apuração é incorreta porque considera como base de cálculo dos créditos de PIS e COFINS a própria base de cálculo das contribuições; quando o cálculo correto deveria ser com observância do que dispõe os §§ 40 e 70 do art. 15 da Lei n° 10.865/2004. A Tabela 12 – “Relação de Bens Importados e Base de Cálculo dos Créditos” mostra a relação dos bens e os valores ajustados pela fiscalização para a base de cálculo dos créditos na importação. Foram retirados da relação apresentada pela fiscalizada produtos classificados como embalagens, os quais foram incluídos na relação de insumos importados. Portanto, foram glosadas as diferenças de valores apresentadas na base de cálculo dos créditos na importação de bens que comporão o Ativo Imobilizado. A já mencionada Tabela 11 — “Apuração de Créditos de Importação” demonstra os valores apurados pela empresa e os valores apurados pela fiscalização. A DRF/Belo Horizonte, por intermédio do Despacho Decisório nº 2.286 – DRF/BHE, com fundamento Relatório Fiscal, reconheceu parcialmente o direito creditório referente ao PIS Não Cumulativo – Exportação (Mercado Externo), do quarto trimestre de 2004 e, via de consequência, homologou parcialmente a compensação declarada. A ora Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade, a qual foi julgada improcedente pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG), em acórdão cuja ementa se trancreve: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO. PIS NÃOCUMULATIVO EXPORTAÇÃO. Somente são passíveis de ressarcimento/compensação os créditos comprovadamente existentes, devendo estes gozar de liquidez e certeza na data da apresentação/transmissão do Perdcomp. APURAÇÃO NÃO CUMULATIVA. CRÉDITOS. ÔNUS DA PROVA. Na relação processual relativa à verificação dos créditos da não cumulatividade pretendidos pelo contribuinte a título de ressarcimento ou compensação, cabe a este a demonstração da obediência aos parâmetros legais de apuração relativos à comprovação da existência e à natureza dos dispêndios. Irresignada, a Recorrente interpôs o competente Recurso Voluntário, alegando, em síntese: a) Possibilidade de creditamento integral das aquisições de leite in natura de associados; Fl. 360DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10680.723281/201002 Resolução nº 3401000.879 S3C4T1 Fl. 361 5 b) Equívoco no cálculo da glosa dos créditos sobre as aquisições de leite de associados, pois o valor de aquisição de não associados seria maior do que o considerado pela fiscalização; c) Direito à integralidade do creditamento dos valores incorridos na contratação de serviços de frete sobre a aquisição de leite in natura dos associados; e d) Equívoco no Cálculo da Glosa referente aos Créditos de Frete. É o relatório. VOTO Conselheiro Bernardo Leite de Queiroz Lima O Recurso Voluntário é tempestivo e, por isso, dele conheço. Primeiramente, insta ressaltar que o acórdão da DRJ julgou improcedente a manifestação de inconformidade, mantendo a glosa no que tange aos créditos da aquisição de leite de associados, por entender que a Recorrente não logrou demonstrar com documentos acostados à manifestação de inconformidade, que a aquisição de leite de nãoassociados era superiores ao de associados: Caso não acatada a tese quanto à possibilidade de creditamento integral nas aquisições de leite in natura de seus associados, a Reclamante solicita a revisão do valor glosado, sob o argumento de que a fiscalização teria analisado somente as aquisições feitas pelos seus estabelecimentos industriais, deixando de computar as aquisições feitas pelos seus postos de coleta. (...) Compulsando a documentação acostada à manifestação de inconformidade não se encontra comprovação do alegado e essa lacuna probatória compromete o acatamento da reclamação da manifestante. No caso específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento de créditos, cabe ao contribuinte, em sua defesa, provar o teor das alegações que contrapõe aos argumentos postos pela autoridade fiscal para não acatar, ou acatar apenas parcialmente o crédito alegado. Não basta apenas alegar sem provar; não basta, simplesmente vir aos autos afirmando que entende possuir o direito ao crédito; o contribuinte deve ser capaz de comprovar cabalmente o direito ao crédito que alega, demonstrando sua conformidade com os dispositivos legais de regência. No caso em tela, o contribuinte nada traz que implique a demonstração do erro de avaliação da autoridade fiscal, pelo contrário, apenas faz juntar aos autos cópias do Relatório Fiscal e das Planilhas elaboradas pela fiscalização, as quais demonstram e corroboram as conclusões da autoridade fiscal pelo indeferimento parcial do crédito pretendido, razão pela qual não se afasta a glosa imposta. Fl. 361DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10680.723281/201002 Resolução nº 3401000.879 S3C4T1 Fl. 362 6 Da mesma forma, em relação aos créditos de frete na compra de leite in natura, por entender que não foi demonstrado que a ora Recorrente arcou com o ônus financeiros do transporte destes insumos. Ademais, o acórdão vergastado não aceitou o pedido de reanálise dos créditos de frete por entender que a Recorrente apenas levantou tal argumento em sua manifestação de conformidade, sem trazer documentos que suportem tal alegação: Subsidiariamente, caso acatado o entendimento da fiscalização – de que o desconto do custo do frete aos associados impede o creditamento pela CCPR – a Manifestante requer seja restabelecido o crédito relativo ao frete que não foi repassado aos associados, pois alega que, no período, o valor do repasse foi inferior a 20% do valor da contratação do serviço de frete. (...) Quanto ao pedido subsidiário, oportuno destacar que a Interessada limitase a alegar sem, no entanto, minimamente laborar no sentido de comprovar suas alegações. Acostadas à manifestação de inconformidade constam apenas cópias de documentos, dentre os quais, o relatório e planilhas elaboradas pela fiscalização, as quais corroboram as conclusões da autoridade fiscal. Nada a há que comprove o sustentado pela Manifestante. Em sede de recurso voluntário, a Recorrente informou que os documentos necessários para a verificação dos créditos da aquisição de leite de nãoassociados e de frete já haviam sido acostados ao presente processo administrativo quando da fiscalização. Requer, portanto, a conversão em diligência para que seja refeita a apuração de tais créditos. De fato, como se verifica no Relatório Fiscal, a Recorrente apresentou documentos contábeis e notas fiscais necessários para a apuração dos créditos. Contudo, segundo alega a Recorrente, ao contrário do que verificado no Relatório Fiscal, o montante da aquisição de leite de nãoassociados foi superior ao da aquisição de associados. Isto se deu porque a autoridade fiscal, ao apurar os créditos, considerou apenas as aquisições dos estabelecimentos industriais, desconsiderando os postos de coleta. Por sua vez, ao fundamentar a glosa dos créditos de frete, a autoridade fiscal somente embasouse nos lançamentos contábeis, sem, contudo, mencionar a análise das notas fiscais apresentadas e demais documentos, o que leva a crer que a autoridade fiscal apurou o crédito somente com base nos lançamentos contábeis do livro razão. Diante do exposto acima, proponho a conversão em diligência para que sejam apurados os créditos da aquisição de insumos de associados e nãoassociados, considerando não apenas os estabelecimentos industriais da Recorrente, mas também seus postos de coleta, e os créditos de frete na compra de leite in natura, devendo tais levantamentos serem realizados com base nos documentos contábeis, notas fiscais e demais documentos apresentados pela Recorrente no decurso da fiscalização. Devem ser avaliados os seguintes quesitos: a) Aquisição de leite de nãoassociados: 1) Apurar a totalidade de leite adquirido pela Recorrente durante o quarto trimestre de 2004. Fl. 362DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10680.723281/201002 Resolução nº 3401000.879 S3C4T1 Fl. 363 7 2) Verificar as aquisições de associados e as de nãoassociados para cálculo dos créditos de PIS. b) Frete na compra de leite in natura: 1) Verificar nas notas fiscais se o valor do frete está por conta do destinatário. 2) Confrontandose os valores das notas fiscais e livro razão, apurar se houve o reembolso do frete pelos fornecedores à Recorrente. 3) Calcular o crédito de PIS sobre o frete na compra de leite in natura pago pela Recorrente, descontandose os valores reembolsados pelos fornecedores. 4) Alocar o montante do crédito do PIS correspondente ao quarto trimestre de 2004 e vinculado à exportação. Fl. 363DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10840.002340/2007-11
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 15 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL.
Em se tratando de rendimentos recebidos acumuladamente recebidos por força de ação judicial, embora a incidência ocorra no mês do pagamento, o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referem os rendimentos. Precedentes do STJ e Julgado do STJ sujeito ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil de aplicação obrigatória nos julgamentos do CARF por força do art. 62A do Regimento Interno.
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA LEI QUE AFETOU SUBSTANCIALMENTE O LANÇAMENTO. INCOMPETÊNCIA DO JULGADOR PARA REFAZER O LANÇAMENTO. EXCLUSÃO DESSES RENDIMENTO DA BASE DE CÁLCULO.
Ao adotar outra interpretação do dispositivo legal, o lançamento empregou critério jurídico equivocado, o que o afetou substancialmente, pois prejudicou a quantificação da base de cálculo, a identificação das alíquotas aplicáveis e o valor do tributo devido, caracterizando-se um vício material a invalidar o cômputo dos rendimentos recebidos acumuladamente na base de cálculo. Não compete ao órgão de julgamento refazer o lançamento com outros critérios jurídicos, mas tão somente excluir da base de cálculo os referidos rendimentos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-003.128
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para cancelar o lançamento relativo à omissão de rendimentos recebidos acumuladamente, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Ronnie Soares Anderson e Jaci de Assis Júnior que davam provimento parcial em menor extensão.
(Assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente.
(Assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente da turma), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: tfd yutuyt
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. Em se tratando de rendimentos recebidos acumuladamente recebidos por força de ação judicial, embora a incidência ocorra no mês do pagamento, o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referem os rendimentos. Precedentes do STJ e Julgado do STJ sujeito ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil de aplicação obrigatória nos julgamentos do CARF por força do art. 62A do Regimento Interno. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA LEI QUE AFETOU SUBSTANCIALMENTE O LANÇAMENTO. INCOMPETÊNCIA DO JULGADOR PARA REFAZER O LANÇAMENTO. EXCLUSÃO DESSES RENDIMENTO DA BASE DE CÁLCULO. Ao adotar outra interpretação do dispositivo legal, o lançamento empregou critério jurídico equivocado, o que o afetou substancialmente, pois prejudicou a quantificação da base de cálculo, a identificação das alíquotas aplicáveis e o valor do tributo devido, caracterizando-se um vício material a invalidar o cômputo dos rendimentos recebidos acumuladamente na base de cálculo. Não compete ao órgão de julgamento refazer o lançamento com outros critérios jurídicos, mas tão somente excluir da base de cálculo os referidos rendimentos. Recurso Voluntário Provido.
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Em se tratando de rendimentos recebidos acumuladamente recebidos por força de ação judicial, embora a incidência ocorra no mês do pagamento, o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referem os rendimentos. Precedentes do STJ e Julgado do STJ sujeito ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil de aplicação obrigatória nos julgamentos do CARF por força do art. 62A do Regimento Interno. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA LEI QUE AFETOU SUBSTANCIALMENTE O LANÇAMENTO. INCOMPETÊNCIA DO JULGADOR PARA REFAZER O LANÇAMENTO. EXCLUSÃO DESSES RENDIMENTO DA BASE DE CÁLCULO. Ao adotar outra interpretação do dispositivo legal, o lançamento empregou critério jurídico equivocado, o que o afetou substancialmente, pois prejudicou a quantificação da base de cálculo, a identificação das alíquotas aplicáveis e o valor do tributo devido, caracterizandose um vício material a invalidar o cômputo dos rendimentos recebidos acumuladamente na base de cálculo. Não compete ao órgão de julgamento refazer o lançamento com outros critérios jurídicos, mas tão somente excluir da base de cálculo os referidos rendimentos. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 00 23 40 /2 00 7- 11 Fl. 177DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para cancelar o lançamento relativo à omissão de rendimentos recebidos acumuladamente, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Ronnie Soares Anderson e Jaci de Assis Júnior que davam provimento parcial em menor extensão. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente da turma), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello. Relatório Na sessão de julgamento, a Conselheira Relatora, Julianna Bandeira Toscano, apresentou o seguinte relatório: "Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física do exercício 2003, decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, decorrente de trabalho com vínculo empregatício e de dedução indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF, resultando na cobrança de crédito tributário no valor total de R$350.626,22. O contribuinte apresentou impugnação requerendo a improcedência do lançamento, sustentando que os valores declarados na DIPF/2003 são decorrentes de Ação Trabalhista e foram recebidos nos termos da decisão proferida naqueles autos. A matéria está bem relatada no acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ em São Paulo – SPII (fls. 86/95), conforme a seguir transcrito: Contra o contribuinte em epígrafe foi lavrado o Auto de Infração de fls.14/18, que exige crédito tributário referente ao anocalendário de 2002, no montante de R$350.626,22, sendo R$ 145.180,83, a titulo de imposto de renda pessoa física suplementar (sujeito a multa de oficio), R$ 108.885,62, de multa de oficio, e R$ 96.626,22, de juros de mora, calculados até jun/2007. Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 15), o procedimento resultou na apuração das seguintes infrações: 1. Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica ou Física, Decorrentes de Trabalho com Vinculo Empregaticio 2. Dedução Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte Cientificado da autuação em 01/10/2007 (fls. 21), o interessado apresentou, em 26/10/2007, a impugnação de fls. 01/06, por meio da qual alega o que segue: Fl. 178DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON Processo nº 10840.002340/200711 Acórdão n.º 2802003.128 S2TE02 Fl. 178 3 1. em 1992 ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Marítima Cia de Seguros Gerais, que foi julgada procedente em primeira instância, tendo sido fixada uma condenação correspondente a R$ 389.341,00, atualizado até 01/04/96; 2. embora parte do valor da condenação ainda permanecesse em litígio, os autos retornaram ao Juizo de origem para a execução da parte incontroversa, sendo que a sucumbente apresentou demonstrativo do cálculo do crédito do reclamante e dos descontos fiscais (IR e contribuição previdenciária); 3. pelos referidos cálculos, o impugnante teria o direito de receber o valor liquido de R$ 795.658,97, já descontado de imposto de renda e contribuição previdenciária, que foi depositado pela reclamada em 23 de outubro de 2002 e levantado em favor do impugnante em 21 de novembro; 4. conforme devidamente demonstrado na documentação apresentada ao fisco, o valor bruto da parte da condenação considerada incontroversa era de R$ 1.119.235,10, que, após o desconto da contribuição previdenciária de R$ 40.442,32, remanesceu uma base para o IRRF no valor de R$ 1.078.792,78; 5. entretanto, no Termo de Verificação e Intimação Fiscal, o rendimento tributável foi aumentado de R$ 795.658,97 para R$822.065,50 e reduzido o valor do imposto de renda retido na fonte, de R$ 296.244,94 para R$ 73.225,29; 6. o valor com o qual o impugnante concordou, a que faz menção o fiscal revisor no Termo de Verificação e Intimação Fiscal, referese à incidência do IR sobre parte da condenação que foi paga somente em 2007, a qual evidentemente não tem qualquer relação com os montantes recebidos em 2002, que constituem efetivo objeto do presente litígio; 7. repitase que o valor efetivamente recebido pelo impugnante foi R$ 1.091.903,91, com a retenção de imposto de renda na fonte de R$ 296.244,94, sendolhe liberada a importância liquida de R$795.658,87, conforme planilha as fls. 826 do processo trabalhista, em anexo, valores que foram confirmados em certidão firmada pela Diretora de Secretaria da Quarta Vara do Trabalho de Ribeirão Preto, que aqui é juntada; 8. se o impugnante sofreu o ônus da retenção do imposto, é de se considerar indevida a glosa efetivada, pois é da fonte pagadora a responsabilidade pela eventual falta de recolhimento do valor que reteve do beneficiário (traz à colação jurisprudência do Conselho de Contribuintes nesse sentido). Em 19/03/2010, consoante o Despacho n° 23, exarado por esta 3' Turma de Julgamento da DRJ/SP 2 (fls. 42/43), o processo foi encaminhado ao órgão de origem para intimação do contribuinte com vistas a esclarecer os valores efetivamente recebidos no anocalendário de 2002, em decorrência da ação trabalhista (processo n° 1.054/92). Em resposta, o interessado apresentou o arrazoado de fls. 48/52 com os argumentos abaixo, anexando os documentos de fls. 53/77: 1. a Certidão de Objeto e Pé n° 382/2007 retifica as informações contidas na Certidão de Objeto e Pé n° 324/2007 e, portanto, é a correta e indica os efetivos levantamentos e recolhimentos de tributos pertinentes, com os valores e datas corretas; 2. nesse documento se infere que a decisão judicial proferida na reclamação trabalhista em questão (já transitada em julgado) isentou do recolhimento de imposto Fl. 179DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON 4 de renda todos os valores levantados a titulo de juros sobre o principal, sendo imperioso separar esses valores da apuração do imposto de renda; 3. em razão da demora e da burocracia no trâmite do processo judicial, a apuração do imposto foi feita somente ao final do processo, de modo que foram somados todos os levantamentos e pagamentos ocorridos ao longo de quinze anos; 4. por essa razão, os tributos não foram recolhidos no mesmo exercício em que ocorreram os levantamentos judiciais, o que gerou enorme dificuldade para o contribuinte preencher as declarações anuais de ajuste; 5. tanto o juiz do trabalho como a Receita Federal do Brasil levaram em consideração, para efeito de cálculo de imposto de renda devido, o montante recebido acumuladamente, procedimento esse que está em total desconformidade com a posição adotada pelo Poder Judiciário e, mais recentemente, pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que editou o Parecer n° 287, de 12/02/2009, autorizando os procuradores a não contestar, a não interpor recursos e a desistir dos já interpostos em todas as ações relativas a créditos tributários decorrentes da exigência de imposto de renda sobre rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente; 6. esse procedimento contraria o § 40 do artigo 19 da Lei n° 10.522, de 19/07/2002, que desautoriza a Receita Federal do Brasil a constituir crédito tributário em dissonância com jurisprudência pacifica do Superior Tribunal de Justiça; 7. assim, os valores de IRPF reclamados não foram apurados de acordo com o critério jurídico correto, o que acarreta a inexorável nulidade da exação. Posteriormente, procedeuse à juntada aos autos dos documentos de fls. 80/84, enviados pela SAFIS da DRF Ribeirão Preto/SP, em atendimento à solicitação desta 3ª Turma de Julgamento da DRJ/SP 2. A Delegacia de Julgamento considerou que no caso de rendimentos recebidos acumuladamente, a parcela relativa aos juros e correção monetária, recebida por força de decisão judicial, está sujeita à incidência do imposto de renda, quando do seu recebimento, se o principal a que está correlacionado não possuir natureza isenta ou não tributável e que não teria restado comprovada a composição das verbas recebidas. Com relação ao lançamento pela compensação indevida do IRRF, a decisão da DRJ entendeu não haver comprovação do valor declarado pelo contribuinte, confirmando a dedução apenas no valor apurado no lançamento, de R$73.225,29. A peça recursal apresentada reitera que o tratamento tributário dado aos rendimentos recebidos acumuladamente pelo lançamento está equivocado e amparase, ainda, na alegação de que todos os recolhimentos de tributos relativos àquela reclamação trabalhista foram realizados conforme judicialmente determinado nos autos e que, por meio de idônea documentação, comprovou que nada devia ao fisco. O julgamento do recurso voluntário foi sobrestado em 30 de setembro de 2011 pelo despacho, de fls. 164, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MFnº 256/2009, com a redação dada pela Portaria MF nº 586/2010, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal admitiu a existência de repercussão geral quanto à matéria objeto dos autos, cujo mérito será julgado no Recurso Extraordinário nº 614.406, ainda pendentes de julgamento. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON Processo nº 10840.002340/200711 Acórdão n.º 2802003.128 S2TE02 Fl. 179 5 Posteriormente foi editada a Portaria CARF nº 01/2012, que determina os procedimentos a serem adotados para o sobrestamento de processos, razão pela qual o processo foi incluído na pauta de julgamento para apreciação do Colegiado. Essa 2ª Turma Especial da 2ª Câmara, da 2ª Seção do CARF, em sessão de julgamento realizada em 15 de outubro de 2013, determinou o sobrestamento do feito, tendo em vista o previsto no art. 62A, §1º, do Regimento Interno do CARF, por entender que a matéria tratada nos presentes autos guardava identidade com o Recurso Extraordinário 614.406/RS, cuja repercussão geral foi reconhecida e que ainda encontrase pendente de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Com a edição da portaria MF n° 545/2013, foi afastada a necessidade de sobrestamento, razão pela qual o feito é, novamente, apresentado à apreciação deste Colegiado. É o relatório". Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc Reproduzo abaixo o voto apresentado pela Conselheira Relatora na sessão de julgamento: "O recurso é tempestivo, atende aos demais requisitos de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme se verifica nos autos, cuida o presente lançamento de alegada omissão de rendimentos recebidos acumuladamente em decorrência do recebimento de verbas trabalhista em ação judicial pagos em atraso e recebidos de forma acumulada e de compensação indevida de IRRF. No que se refere aos rendimentos recebidos acumuladamente, a matéria colocada em julgamento é conhecida dessa Turma Julgadora e vem sendo resolvida, no sentido de reconhecer que existe erro de cunho material na apuração do imposto devido, por aplicação incorreta do art. 12 da Lei nº 7.713/1988, consoante interpretação dada pelo Superior Tribunal de Justiça. Por bem retratar tal entendimento, transcrevese, a seguir, o acórdão nº 2802 002.876, proferido em 13 de maio de 2014, nos autos do processo nº 10183.006479/200814, de Relatoria do Conselheiro Jorge Cláudio Duarte Cardoso e cujas razões de decidir são transcritas e passam a integrar a fundamentação do presente acórdão. O desafio, portanto, é aplicar a correta interpretação do art. 12 da Lei 7.713/1988, o que demanda uma análise contextualizada da questão. Vejamos. A tese consolidada no STJ foi proferida no REsp 1118429/SP, julgado em 24/03/2010, em acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC, portanto de aplicação obrigatória no CARF. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AÇÃO REVISIONAL DE BENEFÍCIO Fl. 181DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON 6 PREVIDENCIÁRIO. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS DE FORMA ACUMULADA. 1. O Imposto de Renda incidente sobre os benefícios pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente. Precedentes do STJ. 2. Recurso Especial não provido. Acórdão sujeito ao regime do art.543C do CPC e do art. 8º da Resolução STJ 8/2008.( Resp 1118429 / SP) Sabese que, neste Conselho, há entendimentos de que o referido julgado está restrito ao recebimento acumulado de benefícios previdenciários ou que sua adoção implicaria deixar de aplicar o art. 12 da lei 7.713/1988. Com devido respeito a essa linha argumentativa, à qual não se adere, passase a analisar, contextualizadamente, a jurisprudência em questão. Os casos que deram origem à jurisprudência do STJ referiamse à revisão de benefícios previdenciários mensais, benefícios previdenciários mensais reconhecidos e pagos com atraso, reajustes mensais de servidores públicos pagos em atraso e pagamentos mensais em atraso devido a retorno ao serviço ativo. Em todos eles os valores foram reconhecidos por competência, possibilitando aplicar a norma tributária a cada caso, implicando em reconhecer que os valores estavam isentos ou definir a alíquota correspondente a cada mês. A título ilustrativo, é possível cotejar alguns do principais julgados que levaram à consolidação da jurisprudência no STJ: a) aposentadoria por tempo de serviço concedida e paga pelo INSS com anos de atraso RESP 758.779/SC; b) revisão de benefícios mensais do INSS – RESP 492.247/RS (Relator Ministro Luiz Fux); RESP 719.774/SC Ministro Teori Zavascki; RESP 901.945 – Relator Ministro Teori Zavascki; RESP 1.088.739/SP– decisão monocrática Ministro Francisco Falcão; c) diferenças salariais mensais da URP – RESP 424.225/SC (Relator Ministro Teori Zavascki); RESP 383.309/SC (Relator Ministro João Otávio Noronha); d) valores mensais de Benefícios previdenciários e assistenciais pagos por precatório – RESP 505.081/RS (Relator Ministro Luiz Fux); e) valores mensais de benefícios previdenciários RESP 1.075.700/RS (Relatora Ministra Eliana Calmon); RESP 723.196/RS – Relator Ministro Franciulli Netto; RESP 667.238/RJ; RESP 667.238/RJ (Relato Ministro José Delgado); RESP 613.996/RS Relator Ministro Arnaldo Esteves Lima; RESP 783.724/RS Relator Ministro Castro Meira; e f) Valores mensais de rendimentos de servidor público – AgReg. AI 766.896/SC, Relator Ministro José Delgado. É fato que as ações de benefícios previdenciários são muito freqüentes, porém se constata que não eram apenas esses casos. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON Processo nº 10840.002340/200711 Acórdão n.º 2802003.128 S2TE02 Fl. 180 7 Entre inúmeros julgados do Tribunal Superior, elenco alguns para deles extrair os respectivos fundamentos adotados: a) RESP 758.779/SC; tratamento justo ao caso (equidade); b) RESP 492.247/RS; princípios da legalidade e da isonomia; c) RESP 719.774/SC; princípios da legalidade e da isonomia e vedação ao enriquecimento sem causa da Administração; d) RESP 901.945 – resolução de aparente antinomia entre o art. 521 do RIR1980 (Decreto 85.450/80) e o art. 12 da Lei 7.713/88 se resolve pela seguinte exegese: este último disciplina o momento da incidência; o outro, o modo de calcular o imposto. (Precedentes citados: REsp 617081/PR, 1ª T, Min. Luiz Fux, DJ 29.05.2006 e Resp 719.774/SC, 1ª T, Min. Teori Albino Zavascki, DJ 04.04.2005.); e) RESP 424.225/SC ao dispor sobre os rendimentos recebidos acumuladamente, o art. 12 da Lei 7.713/88 disciplina o momento da incidência do Imposto de Renda, porém nada diz a respeito da alíquota aplicável a tais rendimentos, adotou a jurisprudência dominante e assentou que não havia declaração de inconstitucionalidade da lei d) RESP 505.081/RS – se o rendimento mensalmente era isento, ao ser recebido de uma só vez não perde essa natureza; e e) RESP 1.075.700/RS não há violação do art. 12 da Lei n.º 7.713∕88 e art. 56, do Decreto n.º 3.000∕99, pois o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência. Afastar a aplicação do art. 12 da Lei n.º 7.713∕88 está fora da órbita de competência dos membros desse Conselho, portanto fica vedado adotar como razão precedentes judiciais que tenham esse fundamento, ainda que pautados por ofensa à legalidade, à isonomia e mesmo sob o fundamento de buscar o tributo justo. Outrossim, seria inadequado adotar precedentes que se socorreram da equidade, pois há vedação legal expressa quanto ao emprego da equidade para dispensar a exigência de tributo (§2º do art. 108 do CTN). De outro giro, outras premissas devem ser levadas em conta: a) está implícito na função do CARF contribuir para a segurança jurídica em matéria tributária; b) essa Turma já se posicionou diversas vezes sobre esse tema, enquanto não vigorava a norma regimental que impôs o sobrestamento; c) é competência constitucional do STJ atuar como guardião e intérprete da lei federal; d) há jurisprudência consolidada da jurisprudência do STJ sobre o tema e julgada na sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil – CPC, cuja reprodução é obrigatória pelos membros do CARF (caput art. 62A do Regimento Interno do CARF, introduzido pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010). Destarte, no CARF, a questão deve ser solucionada com a adoção do entendimento proferido nos acórdãos do STJ que se fundamentaram na interpretação do art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988, no sentido de que o momento do recebimento Fl. 183DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON 8 dos rendimentos define a ocorrência do fato gerador, porém no cálculo do tributo aplicamse as alíquotas e tabelas próprias das competências a que os valores se referem (RESP 424.225/SC e RESP 901.945, tese consolidada no RESP 1.118.429/SP). Frisese: é interpretação do art. 12 e não declaração de sua inconstitucionalidade. Diversas vezes, o STF reconheceu que, com esse fundamento, o STJ não está declarando a inconstitucionalidade da norma legal, mas apenas interpretando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso: RE 572580/RS, julgado em 03/06/2008; RE 563.347/SC; AI 660.020/SC, e AI 636303/SC, julgado em 01/07/2008. Teria a admissão de repercussão geral, sem decisão definitiva de mérito, o condão de afastar a aplicação do entendimento adotado no STJ e inviabilizar sua aplicação pelo CARF? O Recurso Extraordinário em questão enfrentou um acórdão de Tribunal Regional que declarou a inconstitucionalidade do art. 12 da Lei 7.713/1988. Por essa razão, as razões do deferimento da repercussão geral foram: a declaração de inconstitucionalidade superveniente e a relevância jurídica correspondente à presunção de constitucionalidade das leis, a necessidade de garantir a unidade do ordenamento jurídico, a uniformidade da tributação federal (art. 151, I da Constituição) e a isonomia (art. 150, II da Constituição) (RE 614232 AgRQO/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 20.10.2010, RE614232). Com a aplicação do entendimento consignado no RESP 1.118.429/SP não está sendo afastada aplicação da lei, mas tão somente dando ao dispositivo legal vigente na época de ocorrência dos fatos geradores (art. 144 do CTN) a interpretação pacificada no âmbito de seu intérprete mais abalizado. Em suma: ausente decisão de mérito do STF na sistemática do art. 543B do CPC, nos Recursos Extraordinários paradigmas, o art. 12 está em vigor e sua interpretação se dá nos moldes do julgado do STJ que adotou o rito do art. 543C do CPC, no sentido de que o momento do recebimento dos rendimentos define a ocorrência do fato gerador, porém no cálculo do tributo aplicamse as alíquotas e tabelas próprias das competências a que os valores se referem (RESP 1.118.429/SP). Após a análise dos precedentes que levaram à tese firmada no Recurso Especial repetitivo, proferido em sede do art. 543C do CPC, concluise que esse julgado merece uma interpretação sistemática e não apenas literal restrita a sua ementa. (...) Este caso concreto é compatível com a interpretação do art. 12 da Lei 7.713/1988 firmada no RESP 1.118.429/SP. Contudo, ao adotar outra interpretação do dispositivo legal, o lançamento empregou critério jurídico equivocado, o que o afetou substancialmente, pois prejudicou a quantificação da base de cálculo, a identificação das alíquotas aplicáveis e o valor do tributo devido, caracterizandose um vício material a invalidálo. É de se concluir, portanto, que, na espécie, existe erro de cunho material na apuração do imposto devido, por aplicação incorreta do art. 12 da Lei nº 7.713/1988, consoante interpretação dada pelo Superior Tribunal de Justiça em sede de Recurso Especial com a Fl. 184DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON Processo nº 10840.002340/200711 Acórdão n.º 2802003.128 S2TE02 Fl. 181 9 atribuição da sistemática do artigo 543–C do CPC, e que deve ser de aplicação obrigatória pelos Conselheiros do CARF, conforme disposto no art. 62A do Regimento Interno do CARF. Finalmente, no que se refere à compensação indevida de IRRF, após detalhada análise dos documentos constantes dos autos, entendo que não há comprovação da retenção do IRRF no valor de R$296.244,94, conforme declarado. Sobre o assunto, ressalto que o valor de R$296.244,94 compensado pelo recorrente consta apenas na memória de cálculo elaborada por escritório de advocacia nos autos da reclamação trabalhista, fl. 148 do processo digital. Por outro lado, é certo que o recorrente obteve decisão na Justiça do Trabalho, de modo a garantir que o cálculo do IRRF não incidisse sobre os juros, tendo em vista que os rendimentos estão no contexto da rescisão do contrato de trabalho. Há, ainda, às fls. 163/164 do processo digital, petição do recorrente, protocolada nos autos da reclamação trabalhista,concordando, expressamente, com o recolhimento de IRRF no valor de R$125.629,43, valor calculado na data base de março de 2007. O DARF com o respectivo recolhimento encontrase às fls. 68 do processo digital. Diante do exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso apenas para cancelar o lançamento relativo à omissão de rendimentos recebidos acumuladamente. Julianna Bandeira Toscano Relatora" (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, na qualidade de redator ad hoc Fl. 185DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 14/05/20 15 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON
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Numero do processo: 17546.000857/2007-40
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Apr 28 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2004
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. ART. 173, I, DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias.
AUTO DE INFRAÇÃO. NORMAS LEGAIS PARA SUA LAVRATURA. OBSERVÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não se caracteriza o cerceamento do direito de defesa quando o fiscal efetua o lançamento em observância ao art. 142 do CTN, demonstrando a contento todos os fundamentos de fato e de direito em que se sustenta o lançamento efetuado, garantindo ao contribuinte o seu pleno exercício ao direito de defesa.
LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da legislação tributária.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-004.673
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presente autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial para aplicar a decadência de todos os valores exigidos para o período até 11/1999, inclusive.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Ausente o Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2004 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. ART. 173, I, DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. AUTO DE INFRAÇÃO. NORMAS LEGAIS PARA SUA LAVRATURA. OBSERVÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não se caracteriza o cerceamento do direito de defesa quando o fiscal efetua o lançamento em observância ao art. 142 do CTN, demonstrando a contento todos os fundamentos de fato e de direito em que se sustenta o lançamento efetuado, garantindo ao contribuinte o seu pleno exercício ao direito de defesa. LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da legislação tributária. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. ART. 173, I, DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. AUTO DE INFRAÇÃO. NORMAS LEGAIS PARA SUA LAVRATURA. OBSERVÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não se caracteriza o cerceamento do direito de defesa quando o fiscal efetua o lançamento em observância ao art. 142 do CTN, demonstrando a contento todos os fundamentos de fato e de direito em que se sustenta o lançamento efetuado, garantindo ao contribuinte o seu pleno exercício ao direito de defesa. LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da legislação tributária. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presente autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 54 6. 00 08 57 /2 00 7- 40 Fl. 537DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial para aplicar a decadência de todos os valores exigidos para o período até 11/1999, inclusive. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Ausente o Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 538DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 17546.000857/200740 Acórdão n.º 2402004.673 S2C4T2 Fl. 538 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por HOSPITAL E MATERNIDADE ALBERT SABIN S/C, em face da Decisão Notificação que manteve a integralidade do Auto de Infração n. 35.774.6937, lavrado para a cobrança de multa pelo fato de a recorrente ter deixado de informar em GFIP todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias a seu cargo, a saber as bases de cálculo referidas nos relatório de lançamentos "RL" das NFLD 35.774.9740 e 35.774.9758 Consta dos autos que foram cientificadas do lançamento as empresas MICROMED ASSISTÊNCIA MÉDICA S/C LTDA, SABIN LABCENTER DIAGNÓSTICO E TERAPIA S/C LTDA, CENTRAL DE DIAGNOSE POR IMAGEM DE CAMPINAS S/C LTDA, uma vez que a fiscalização as considerou como componentes de um mesmo grupo econômico. Apesar de terem sido cientificadas, não consta do presente processo o relatório de caracterização do grupo econômico. O lançamento compreende as competências de 01/1999 a 11/2004, tendo sido o contribuinte cientificado em 09/09/2005 (fls.280). Devidamente intimadas do julgamento em primeira instância (fls. 404/412), todos os contribuinte interpuseram o competente recurso voluntário, através dos quais sustentam, em síntese: MICROMED ASSISTÊNCIA MÉDICA S/C 1. a necessidade de sobrestamento do julgamento do presente recurso até que sejam definitivamente decididos os recursos interpostos nos autos dos lançamentos principais (NFLD´s 35.744.9740 e 35.774.9758); 2. que fora cientificada do presente lançamento cinco dias antes da ciência, pela recorrente, do lançamento principal, fato que lhe cerceou o direito de defesa; 3. que a autuação não levou em consideração o que disposto na Ordem de Serviço n° 214, de 10de junho de 1999 OS no 214/99 expedida pela Diretoria de Arrecadação e Fiscalização do INSS, a qual fixa expressamente os critérios que deverão ser observados pela fiscalização quando da lavratura de autos de infração; 4. que, portanto, o valor da multa deveria ser equivalente a suposta contribuição não declarada na GFIP, assim Fl. 539DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 entendida como a soma das diferenças encontradas na ação fiscal, excluindo os valores referentes às contribuições destinadas a terceiros, bem como considerando o número de segurados que deveriam ter sido incluídos na GFIP em cada competência, constituindo uma "multa fixa". 5. que a obrigação acessória em questão decorre da necessidade de controle da obrigação principal, e se não houver essa obrigação principal, não há necessidade do cumprimento da respectiva obrigação acessória; 6. que a multa aplicada ofende os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Os recursos voluntários de HOSPITAL E MATERNIDADE ALBERT SABIN, SABIN LABCENTER DIAGNÓSTICO E TERAPIA S/C LTDA e CENTRAL DE DIAGNOSE POR IMAGEM DE CAMPINAS S/C LTDA, possuem as mesmas razões do recurso da MICROMED ASSISTÊNCIA MÉDICA S/C. Os autos foram enviados ao CRPS, que por sua 4a CAJ determinou a realização de diligência para que o presente processo fosse apensado aos processos relativos aos lançamentos principais, no caso as NFLD´S 35.774.9740 e 35.774.9758. Baixados os autos, verificase que somente os autos do processo 17546.000358/200752 (NFLD 35.774.9740) foram apensados ao presente processo. Com referidas informações, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 540DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 17546.000857/200740 Acórdão n.º 2402004.673 S2C4T2 Fl. 539 5 Voto CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. PRELIMINARES Decadência Mesmo que a matéria não tenha sido alegada em sede de recurso voluntário, em se tratando de questão de ordem pública, dela conheço de ofício. Quanto a decadência, há de se levar em consideração, que o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, em observância aquilo que disposto no artigo 146, III, “b”, da Constituição Federal, à unanimidade de votos, negou provimento aos Recursos Extraordinários nº 556.664, 559.882, 559.943 e 560.626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, os quais concediam à Previdência Social o prazo de 10 (dez) anos para a constituição de seus créditos. Na mesma assentada, inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, o STF editou a Súmula Vinculante de n º 8, cujo teor é o seguinte: Súmula Vinculante nº 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Dessa forma, em observância ao que disposto no artigo 103A e parágrafos da Constituição Federal, inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004, as súmulas vinculantes, por serem de observância e aplicação obrigatória pelos entes da administração pública direta e indireta, devem ser aplicadas por este Eg. Conselho de Contribuintes, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Logo, inaplicável o prazo de 10 (dez) anos para a aferição da decadência no âmbito das contribuições previdenciárias, resta necessário, para a solução da demanda, a aplicação das normas legais relativas à decadência e constantes no Código Tributário Nacional, Fl. 541DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 a saber, dentre os artigos 150, § 4º ou 173, I, diante da verificação, caso a caso, se tenha ou não havido dolo, fraude, simulação ou o recolhimento de parte dos valores das contribuições sociais objeto da NFLD, conforme mansa e pacífica orientação desta Eg. Câmara. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, motivo pelo qual, em regra, devem observar o previsto no art. 150, § 4º do CTN. Dessa forma, verificado o pagamento antecipado, mesmo que parcial, observarseá a regra de extinção inscrita no art. 156, inciso VII do CTN, que condiciona o acerto do lançamento efetuado pelo contribuinte a ulterior homologação por parte de Fisco. Ao revés, caso não exista pagamento, não há o que ser homologado, motivo que enseja a incidência do disposto no art. 173, inciso I do CTN, hipótese na qual o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. No caso dos autos, cumpre asseverar que do lançamento de multa pela não apresentação de GFIP com a informação de todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, a saber pagamentos efetuados a contribuintes individuais, de modo que, em se tratando do descumprimento de obrigação acessória, deve ser aplicado ao presente caso o art. 173, I do CTN Logo, estão extintas do lançamento às competências lançadas até 11/1999. Nulidade Sustenta a recorrente que a fiscalização não observou as normas legais que fixam os critérios para realização do lançamento, bem como teve o seu direito de defesa cerceado por ter sido cientificada do presente lançamento em data anterior aos lançamentos principais. Mas, razão não lhe cabe no particular. Ao contrário, nada mais fez a fiscalização do que aplicar ao caso em concreto a legislação pertinente, atribuindo à recorrente, a responsabilidade pelas contribuições previdenciárias por ela devidas e não pagas, levando a efeito simplesmente aquilo que determinado pela Lei 8.212/91. Assim, uma vez que não houve qualquer transgressão a norma legal em vigor, não há que se reconhecer a nulidade do lançamento. Logo, ao que se depreende do relatório fiscal, verificase ter sido observado o que disposto no art. 142 do CTN a seguir: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Da análise do relatório fiscal de cada um dos Autos de Infração, verificase que estes vieram devidamente acompanhados de todos os anexos do Auto de Infração, sendo deles parte integrante, quando se percebe que todos foram concebidos em total observância às disposições do art. 142 do CTN e 37 da Lei n. 8.212/91, na medida em que todos os Fl. 542DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 17546.000857/200740 Acórdão n.º 2402004.673 S2C4T2 Fl. 540 7 fundamentos de fato e de direito que ensejaram a lavratura do Auto e a imposição fiscal restaram devida e precisamente demonstrados esclarecidos, o que proporcionou e garantiu ao contribuinte a clara e inequívoca ciência e materialização da ocorrência do fato gerador e dos valores não recolhidos das contribuições sociais não informadas, conforme também restou decidido pelo acórdão de primeira instância. O fato de ter sido cientificada do presente Auto de Infração em momento anterior aos lançamentos principais, a saber, 05 (cinco) dias antes, em nada lhe cerceou o direito de defesa, pois, como já dito, o relatório fiscal observou o disposto no art. 142 do CTN, não havendo que se falar em qualquer falta de informação ou motivação. Assim, rejeito a preliminar. MÉRITO Inicialmente cumpre assevera que o processo 17546.000358/200752 (NFLD 35.774.9740), já fora objeto de julgamento por este colegiado, que através do acórdão n. ° 240100.088, entendeu por manter incólume o lançamento, a exceção do reconhecimento da decadência para as competências lançadas até 11/99. O julgado restou assim ementado: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/2005 DECADÊNCIA É de cinco (5) anos o prazo decadencial quanto aos lançamentos em matéria alusiva às Contribuições Previdenciárias, segundo se deduz da redação da Súmula Vinculante número 08, do Supremo Tribunal Federal. ISENÇÃO TRIBUTÁRIA Não se defere isenção tributária ao contribuinte não detentor do registro e Certificado de Entidades Beneficente de Assistência Social. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.” Desta forma, julgado o processo principal, passo a analisar os demais argumentos pela defesa. Conforme restou apontado no relatório fiscal, a multa objeto do presente Auto de Infração veio a ser aplicada em conformidade com a legislação de regência, digase mais quanto a eleição da base de cálculo e determinação de seu valor. Sobre o assunto reza o art. 32, da Lei 8.212/91: Art. 32. A empresa é também obrigada a: [...] IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em Fl. 543DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS.(Inciso acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). E, por sua vez, assim dispõe o art. 225, IV, do Decreto 3.048/99, que aprovou o RPS: Art.225. A empresa é também obrigada a: [...] IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto Logo, ao aplicar a multa, a fiscalização adotou como fundamentação legal pelo descumprimento dos artigos de lei supratrasncritos simplesmente aquilo o que disposto no artigo 284, abaixo: “Art.284. A infração ao disposto no inciso IV do caputdo art. 225 sujeitará o responsável às seguintes penalidades administrativas: I valor equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no caput do art. 283, em função do número de segurados, pela não apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, independentemente do recolhimento da contribuição, conforme quadro abaixo: 0 a 5 segurados½ valor mínimo 6 a 15 segurados1 x o valor mínimo 16 a 50 segurados2 x o valor mínimo 51 a 100 segurados5 x o valor mínimo 101 a 500 segurados10 x o valor mínimo 501 a 1000 segurados20 x o valor mínimo 1001 a 5000 segurados35 x o valor mínimo acima de 5000 segurados50 x o valor mínimo IIcem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no inciso I, pela apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores, seja em relação às bases de cálculo, seja em relação às informações que alterem o valor das contribuições, ou do valor que seria devido se não houvesse isenção ou substituição, quando se tratar de infração cometida por pessoa jurídica de direito privado beneficente de assistência social em gozo de isenção das contribuições previdenciárias ou por empresa cujas contribuições incidentes sobre os respectivos fatos geradores tenham sido substituídas por outras; e(Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003).” Fl. 544DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 17546.000857/200740 Acórdão n.º 2402004.673 S2C4T2 Fl. 541 9 Assim, não há que se falar em qualquer equívoco no cálculo da multa aplicada. Por fim, no que se refere ao caráter confiscatório da multa aplicada, tenho que tal irresignação não pode ser analisadas por este Conselho, em respeito a competência privativa do Poder Judiciário, já que, o afastamento da aplicação da Legislação referente as contribuições, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal, o que é vedado a este Eg. Conselho. Sobre o tema, o CARF consolidou referido entendimento por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” Ante todo o exposto, voto no sentido de dar PROVIMENTO PARCIAL para, rejeitar a preliminar de nulidade, acolher a preliminar de decadência até a competência 11/1999, e, no mérito, em ao recurso. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 545DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 09/04/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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