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Numero do processo: 10665.000493/96-89
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 102-02.067
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro
Conselho de Contribuintes por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Luiz Fernando Oliveira de Moraes
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Recurso nO. Matéria: Recorrente' Recorrida Sessão de : 10665,000493/96-89 :127.506 : IRPF - EX.: 1992 : GERALDO MAGEtA MARTINS : DRJ em JUIZ DE.FORA - MG : 21 DE FEVEREIRO DE 2002 R E SO L U ç Ã O N°. 102-2.067 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por.GERALDO ~AGELA MARTINS. RESOLVEM os Membros da Segunda Câmarc: do Primeiro "- Conselho d~ Contribuintes, por unanimidade' de votos, CONVERTER ojLjlgamento , em diligência, nos termos dá voto do Relator. FORMALIZADO EM: 11 9 A8 R2002 Participaram, ainda, do presente julgam~nto, os Conselheiros AMAURY MACIEL, . . . VALMIR SANDRI, NAURY FRAGOSO TANAKA, LE:ONÀRDO MUSSI DA SILVA, MARIA BEATRIZ ANDRADE DE' CARVALHO ,e LEONARDO HENRIQUE . -' 'MAGALHÃES DE OLIVEIRA (SUPLENTE CONVOCADO). Ausente, justificadamente, a Conselheira MARIAGOF1ETTI DE BULHÕES CARVALHO. 2 Deçisão do "Delegado de Jul,gamento pelo indeferime':lto do pedido, ao fundamento de que o valor consígnado nadeelaração de'ajuste de 1992 não éo valor histórico da~ cota~, comÇlale.gado, pois hou~e alteração 'no montante em UFIR.A../~:' . /' .. /_") ,/.- --- . GERALDOMAGELA MARTINS, já qualificado nos autos, requereu a retificação .da déclaração de rendimentos relativa ao exercício de 1992 para . . ,alterar o .valor conferido a càtas de particip~ção na 'Rádio Divinópolis Ltda., com , . base erry laudo de avaliação do patri'mônio líquido da referida empresa,' firl1]ado por três contadores. O Delegado da Receita Federal em Divinópolis .indeferiu o pedido, ao fundamento de que não' houve demonstração do erro cometido,' o laudo de avaliação não indica critérios e~ementos de comparação e a empresa nãoef~t~ou í reavaliação do ativo imobilizado nos anos calendários de .1991 a 1996. \ /' \' .. }. I .' RI;LATÓRIO I MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo hO.. : 10665.000493/96-89 Resolução nO. : 102-2.067 /"' Recurso nO.: 127.506 Recorrente : G~RALDO MAGELA MARTINS Er.n manifestação dirigida, ao Delegado de Julgamento de Juiz de Fora, o ora RecorrEmte di'scorreu sobre a legislação de regência e a jurisprudência deste Conselho para concluir pelo acerto do laudo de avaliação patrimonial '. apresentado e pela inaplicabilidade ao presente caso da não re.avaliação do ativo imobilizado 'da empresa por ~ontrariar o princípio' contábil da lentidade, segundo o .qual afigura da pessoa jurídica não se confunde com a pessoa física de seus, sócios. Juntou laudos de avaliação dos.bens (imóveis e equipamentos) da firma efetuados por perito avaliador registrado no CREA, dos quais constam valores contemporân'eos e em 31.12.91. 3 - por cotas. '- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA - - Processo nO. :-10665.000493/96-89 Resolução nO. : 102-2.067 É o Relatório. /~ .. ./ / . ", /' :"'t.~ " J com relação ao exercício anterior e, portanto, não se próva por. aí o erro cometido; o . ( . valór de mercado "de imóveis em 1996 não é necessariamente o mesmo de 1991, - não devendo ser .aceita, mesmo descontados os efeitos da inflação, a simples. . / transposição de preços; não se pode admitir que-pessoa físicaapresénte valores de .participações em determinaqa empresa diferentes daquéles apresentados' pela. prqpria empresa; há discrepância na quantidade de cotas possuídas pelo. Requerente. Em recurso a este -Cdnselho, o Recorrente, adémals de reiterar argumentos anteriormente expendidos, rebate pontos da decisão recorrida e~ .l - - . sustenta a correção -do laudo patrimonial referente aos. bens sO,ciais face ao Ato /Declaratório Normativo n° 8/92 e da no~ma NB~02/89 da ABNT, esta notadamente - _sobre equivalência de preço no tempo, conforme leio em sessão (fls.215). Recoohece o erro quanto à quantidade de cotas de sua propriedade e'vê aí mais um motivo para o deferi~ento da retificação e discorre, co~ base em doutrina, sobre a irrelevância e o ca~áter excepcion,al. da reavaliação do ativo em sociedade. - . MINISrÉRIO DA FAZENDA , PRIMEIRO. CONSELHO DE CONTRIBUINTES SE~UNDA CÂMARA Processo, .nO. : 10665.000493/96-89 ,Resolução nO. : 102-2.067' VOTO Conselheiro LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES, Relator.. , '. ; .' Conheço do recurso' por preenchidas as condições de'. , admissibilidade. Nos autos do recurso de n° 127.500, de interesse do Espólio de Jaime Martins do Espírito Sal}to, sobre idêntica matéria, proferi o seguinte voto, em tudo pertinente a espécie destes autos: . ' ,; "Como vimos 'no relatório, a pretensão do Recorrente em ver- retificado valores de cotas sociais de seu' pàtrimônio foi rejeitada nas instâncias precedentes em' razão da não comprovação d,e,.erro no preenchimento. da declaração de bens, de falhas formais nos làudos de avaliação é de estes não.se reportarem ao afio bqse de 1991. Tenho para mim que a legislação aplicável à espécie e'a prova dos autos conduzem a conclusão diversa e esta Câmara deliberará sobre isso a seu 'tempo, se e quando superada a dis~repância entre os laudos de avaliação ~ a documentação a eles acostada, esta sim, suscetível de infirmar a pretensão do Recorrente. Senão, vejamos .. . ' O imóvel localizado na rodovia MG-050, onde está instal?do o transmissor AM da Rádio Diviriópolis, objeto do laudo de avaliação de fls. ,136 a 165, e t> imóvel localizado no bairro Jardim- das Acácias," onde está instalado o transmissor FM da mesma rádio, objeto do laudo 'de avaliação de fls .. 167 a 193,. contém área coristruíd,a e outras benfeitorias que não estão averbadas no Registro de Imóveis (fls. 162 e 190). A lacuna torna impossível verificar se tais benfeitorias já existiam em 31.12.91, dúvida que se apresenta mai's relevante com, relação ao segundo terreno, adquirido pela sociedade no Jl"esmo ano. Tampouco/foram juntados documentos que comprovem a data de aquisição e/ou instalação dos equipamentos descritos a fls. 153 a 156 e 184 e, por conseguinte, sua inclusão no patrimônio social anteriormente a 31: 12.91. /;> . /r/ / . 4 { '~) I I, Processo nO. : 10665.000493/96-89 Resolução nO. : 102-2.067" MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,SEGUNDA CÂMARA ~ como voto. Deverá,' ainda, para adequada instrução do processo, ser juntada declaração do ajuste contemporânea .ao pedido de retificação (exercício de 1996) para averiguar se as cotas sociais ainda integravam o patrimônio do Requerente." 5 ' " ," S~la das Sessões - DF, em 21 de fevereirode 200~ c) discriminação individualizada dos equipamentos mencionados ria" alínea anterior, contendo ô custo de aquisiçãolinstalação e o valor p"eloqual está 'sendo avaliado. b) notas fiscais referentes à aqlJisição e -Instalação dos equipamentos mencionados nos laudos, excetuados o mobiliário e à material de escritório de "pequeno valor; " Diante do "exposto, voto por converter o julgamento em, diligência para que o Recorrente, devidamente intimado, complemente os laudos de avaliação com os se~uintes documentos: a) averbação das benfeitor,ias erigidas nos terrenos citados no Registro de Imóveis ou, na" sua falta, concessão do habite-"se pela Prefeitura Municipal; " . \ / 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 10930.001556/2005-99
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 302-01.550
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares argüidas pela recorrente e por maioria de votos, acolher a preliminar para converter o julgamento do recurso em diligência
Repartição de Origem argüida pelo Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado, relator.
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Matéria: ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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RESOLVEM os Membros da Segunda Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares argüidas pela recorrente e por maioria de votos, acolher a preliminar para converter o julgamento do recurso em diligência Repartição de Origem argüida pelo Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira. Vencido o Conselheiro Corinth° Oliveira Machado, relator. —AA CAA-- JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARMANDO Presider& MARCELO RIBEIRO NOGUEIR\A Redator Designado Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa, Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente), Davi Machado Evangelista (Suplente) e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausentes os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecilia Barbosa. j\-A, Processo n.° 10930.001556/2005-99 Resoluçzio n.° 302-1.550 CC03/CO2 Fls. 71 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Por meio do Auto de Infração eletrônico de .fl. 12, o contribuinte acima identificado foi intimado a recolher o crédito tributário, a titulo de Multa por Atraso na Entrega da declaração do ITR do exercício de 2000, no valor de R$ 8.018,27, incidente sobre o imóvel rural denominado "Seringal Bela Vista", localizado no município de 11achadinho D 'Oeste - RO, com área total de 21.671,4 ha, cadastrado na SRF sob o n°3.880.321-6. 2. Às fls. 01/100 interessado impugnou o Auto, alegando, em síntese: I — que, sem qualquer manifestação ou ação do poder público, espontaneamente apresentou sua DITR, protegido de forma inequívoca pelo disposto no art. 138 do CTN, transcrito pelo requerente que também cita fontes e transcreve alguns trechos de obras. Logo, uma vez que a apresentação da declaração do ITR ocorreu de forma espontônea sem qualquer ato por parte da administração, requer desde já os beneficios contidos no citado art. 138 do CTN, cuntlando o lançamento contestado; II — que o lançamento foi efetuado utilizando a base de cálculo errada, desconsiderando o imposto devido por ele apurado e que, em flagrante ilegalidade, desrespeitou o estabelecido no art. 7" da Lei 9.393/96, utilizando o valor lançado em procedimento de oficio e que foi impugnado no processo 10240.000816/2004-04, o qual encontra-se em análise na DRJ/Recife — PE; 111 - que, ao assim proceder, o autuante prejulgou e condenou o interessado, objetivando exclusivamente prejudicá-lo, afrontando o Estado Democrático de Direito e ao próprio contribuinte; IV — por fin!, que foram utilizados critérios distintos na apuração da multa, "dois pesos e duas medidas", já que o nzesnzo servidor que lavrou este Auto, fez outros três, referentes aos Exercícios de 1999, 2000 e 2001 e a outro imóvel rural de propriedade de Adalberto La:. Niero, de área contígua e com a mesma motivação, qual seja, o atraso na entrega da declaração. Entretanto, nesses casos, utilizou a base de cálculo correta, qual seja, o imposto devido apurado pelo interessado. Tal fato denota discricionarismo fiscal, que vicia o lançamento, ensejando sua improcedência. A DRJ em RECIFE/PE julgou procedente o lançamento, ficando a decisão, assim ementada: 2 Processo n.° 10930.001556/2005-99 ResolucAo n.° 302-1.550 CC03/CO2 Fls. 72 Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2000 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DITR. BASE DE CÁLCULO. Deve ser mantida a exigência relativa à multa por atraso na entrega c/a DITR, quando restar comprovada sua entrega fora do prazo previsto na legislação de regência, sendo que esta incide sobre o imposto devido apurado em procedimento de oficio e mantido após instaurado o litígio, e não sobre o imposto declarado. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A exclusão de responsabilidade pelo cometimento de infração legislação tributária, prevista no art. 138 do CTN, é inaplicável às penalidades pecuniárias decorrentes do inadimplemento de obrigações acessórias. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2000 DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados não se constituem em normas gerais, posto que ine.xiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação ci qualquer outra ocorrência, sendo àquela objeto da decisão. Lançamento Procedente. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 42 e seguintes, onde, basicamente, reprisa os argumentos alinhavados quando da impugnação e aduz ser incabível multa de oficio e multa por atraso na DITR concomitantes. A Repartição de origem, considerando que está presente o arrolamento de bens e / tendo em vista a tempestividade do recurso voluntário, consoante despacho de fls. 68. o relatório. 3 Processo n.° 10930.001556/2005-99 Resolução n.° 302-1.550 CC03/CO2 Fls. 73 VOTO VENCIDO Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator 0 recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Em preliminar, devem ser afastadas as alegações de denúncia espontânea e de descabimento de concomitância de multa de oficio e multa por atraso na DITR no mesmo exercício, uma vez que tais matérias estão pacificadas na esfera judicial e administrativa - a denúncia espontânea é instituto inaplicável as multas por atraso de declaração de tributos e a concomitância das aludidas multas, no caso do ITR, conta com previsão legal expressa nesse sentido, vide art. 9' da Lei n" 9.393/96: Entrega do DIAT Fora do Prazo Art. 9" A entrega do DIAT fora do prazo estabelecido sujeitará o contribuinte à multa de que trata o art. 7", sem prejuízo da multa e dos juros de mora pela falta ou insuficiência de recolhimento do imposto ou quota. Art. 7" No caso de apresentação espontânea do DIAC fora do prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal, será cobrada multa de 1% (um por cento) ao Ines ou fraciio sobre o imposto devido não inferior a R$ 50,00 (cinqiienta reais), sem prejuízo da multa e dos juros de mora pela falta ou insuficiência de recolhimento do imposto ou quota. (Grifou-se). Quanto ao mérito do recurso voluntário propriamente dito, penso que o destino deste processo de Multa por Atraso na Entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, exercício 2000, está ligado ao resultado do processo n° 10240.000816/2004-04 (Auto de Infração ITR/2000 do mesmo imóvel) por aquele conter matéria prejudicial a este (a multa é proporcional ao imposto devido). Após consulta ao sitio dos Conselhos de Contribuintes, verifiquei que o aludido processo foi objeto de recurso voluntário, n° 137.882, o qual foi julgado pela Terceira Camara deste Terceiro Conselho de Contribuintes, em 19/06/2008, Acórdão 303-35404, tendo como decisão: Por unanimidade de votos, afastou-se a preliminar de cerceamento do direito de defesa. Por maioria de votos, acolheu-se a prejudicial c/c decadência, vencidos os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator, Celso Lopes Pereira Neto e Anelise Daudt Prieto. Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso voluntário quanto a área de preservação permanente. Pelo voto de qualidade negou-se provimento, quanto a área de reserva legal, vencidos os Conselheiros I Nilton Luiz Bartoli, Heroic/es Bahr Neto, Vanessa Albuquerque Valente e Nanci Gania, que deram. Designada para redigir o voto o l Conselheira Nanci Gama. 4 Processo n.° 10930.001556/2005-99 Res°lug -do n.° 302-1.550 CC03/CO2 Fls. 74 Pelo texto da decisão, nota-se que o lançamento foi mutilado parcialmente pela Camara julgadora, e nessa moldura este lançamento também deve sofrer a devida retificação, na mesma proporção daquele. Ante o exposto, voto por PROVER PARCIALMENTE o recurso voluntário, para reduzir o valor da exigência, estabelecida a proporção de 1% (um por cento) ao mês ou fração sobre o imposto devido no processo n° 10240.000816/2004-04 (Auto de Infração ITR/2000 do mesmo imóvel). Sala das Sessões, / em 15 de outubro de 2008 ) 1/1/41 CORINTHO OLI IRA MACHADO — Relator • 5 Processo n.° 10930.001556/2005-99 Reso1uc5o n.° 302-1.550 CC03/CO2 Fls. 75 VOTO VENCEDOR Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira, Redator Designado Ousei discordar do voto do ilustre Conselheiro relator, pois verifiquei que o recorrente alega que o lançamento foi efetuado desconsiderando o imposto devido por ele apurado. Verifiquei, em visita ao sitio eletrônico deste Conselho, que o recorrente tem, alguns outros processos administrativos em andamento relativos ao ITR, que foram distribuídos a este Terceiro Conselho, inclusive corn decisões favoráveis ao contribuinte. Observo, por fim, que ainda cabe recurso contra algumas destas decisões e que é possível que uma destas decisões represente matéria prejudicial ao correto julgamento da lide em exame. Assim, VOTO por conhecer do recurso e determinar que o mesmo seja encaminhado à delegacia fiscal a que está submetida o contribuinte e que a autoridade preparadora naquela delegacia certifique nos autos se houve de fato autuação para a modificação do credito tributdrio relativo ao imóvel em questão e ao ano a que se refere a multas ao ano de 2000. Caso não tenha havido qualquer autuação ou tendo havido autuação e a mesma não tendo sido impugnada, retornem os autos para julgamento. Tendo havido autuação impugnada pelo contribuinte, e tendo sido proferida a decisão administrativa final, que sejam inforrnados os andamentos e dados do processo administrativo correspondente e juntada cópia das decisões proferidas naqueles autos, retornando os autos para continuidade do julgamento. Caso, entretanto, tenha ocorrido a autuação e a impugnação respectiva, contudo, ainda não se tenha a decisão administrativa final, que fique suspenso o presente processo administrativo naquela delegacia até que seja pro ferida a decisão final e irrecorrivel nos autos do processo no qual é exigido o crédito tributário relativo ao imóvel em análise. Quando o contribuinte tiver sido intimado da retromencionada decisão final do processo, deverá a autoridade preparadora: (1) extrair daqueles autos cópia da decisão final e do respectivo comprovante de intimação do contribuinte, ora recorrente, e informar a este Colegiado o valor histórico efetivo do imposto devido pelo contribuinte para o ano em debate; (2) intimar o referido contribuinte a, querendo, se manifestar no prazo de 10 (dez) dias sobre a cópia da decisão e a informação prestada; e (3) retornar os autos a este Colegiado para continuidade do julgamento. Sala das Sessões, em 15 de outubro de 2008 VAOlikrk ARCELO RIBEIRO NOGUEIR rtMA.A0 - • edator Designado 6
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Numero do processo: 10930.003890/2004-04
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2000
Ementa: Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Adesão ao Simples. Dispensa da apresentação.
A prévia e inequívoca adesão ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), com observância das regras do regime tributário diferenciado, é condição necessária para dispensar a pessoa jurídica de apresentação da DCTF.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 303-35.104
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli e Marciel Eder Costa, que deram provimento.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Tarásio Campelo Borges
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Adesão ao Simples. Dispensa da apresentação. A prévia e inequívoca adesão ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), com observância das regras do regime tributário diferenciado, é condição necessária para dispensar a pessoa jurídica de apresentação da DCTF. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli e Marciel Eder Costa, que deram provimento. ANELISE DAUIYT ‘ RIETO - Presidente / A ASIO CA ELO GORGES - Relator ,6r6 .G7' , Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Celso Lopes Pereira Neto, Luis Marcelo Guerra de Castro e Davi Machado Evangelista(Suplente). Ausente a Conselheira Nanci Gama. 1 Processo n° 10930.003890/2004-04 Acórdão n.° 303-35.104 CC03/CO3 Fls. 31 Relatório Cuida-se de recurso voluntário contra acórdão unânime da Terceira Turma da DRJ Curitiba (PR) que julgou procedente a exigência das multas infligidas no auto de infração de folha 3, motivadas por entrega de DCTF espontaneamente e a destempo, no valor mínimo de R$ 500,00 por infração. Segundo a denúncia fiscal, somente no dia 15 de setembro de 2002 foram entregues as declarações relativas aos quatro trimestres de 2000. Regularmente intimada do lançamento, a interessada instaurou o contraditório com as razões de folhas 1 e 2, assim sintetizadas no relatório do acórdão recorrido: 1) relata ter iniciado suas atividades em 13/01/1993, atuando no ramo de serviços de microfilmagem e afins, muito embora tenha sido cadastrado indevidamente no CNAE como empresa de contabilidade e auditoria, sob o código 7412-8, ao que, não obstante isso, aduz ter apresentado regularmente suas declarações de imposto de renda, sem que em nenhum momento tenha sido notificado por atraso ou qualquer outra falta. 2) relata ainda que ter sido enquadrado no SIMPLES em 17/03/1997, tendo apresentado tempestivamente, nos termos do mencionado sistema, suas declarações de imposto de renda, nos exercícios de 1998 a 2001, recolhendo também regularmente os demais tributos apurados na forma do SIMPLES, até que foi comunicado de sua exclusão do precitado sistema integrado de pagamentos, promovida pelo Ato Declaratório n."72.316, de 09/01/1999. 3) aduz que referido ato concedeu-lhe o direito de manifestar sua inconformidade por escrito, nos termos da Portaria SRF n.° 3.608, de 1994, assegurando-lhe desta forma o direito ao contraditório e a ampla defesa. 4) informa que, malgrado o fato de ter contestado administrativamente referido ato declaratório, a exclusão do SIMPLES foi mantida pelo Segundo Conselho de Contribuintes, em 22/03/2001, razão pela qual, ao tomar ciência da mencionada decisão, providenciou a regularização das declarações de imposto de renda que substituíram a forma de apuração do imposto, na forma do SIMPLES, pelo regime de tributação segundo o lucro real trimestral. 5) também em razão disso, informa que apresentou as DIPJ dos anos de 1999 a 2001, bem assim as DCTF dos trimestres correspondentes aos mencionados exercícios, ficando, desta forma, 'fora do prazo". 6) relata que, em face da entrega das referidas declarações, requereu e obteve o reconhecimento de direito creditório, relativo aos pagamentos efetuados na forma do SIMPLES, entre março de 1999 e 2 Processo n° 10930.003890/2004-04 Acórdão n.° 303-35.104 CC03/CO3 Fls. 32 novembro de 2001, tendo sido, inclusive, autorizado a proceder a compensação desses valores com o imposto de renda apurado com base no lucro real trimestral. 7) finalmente, requer o cancelamento do auto de infração ora impugnado, alegando não ter ocorrido atraso na entrega da DCTF, mas sim a regularização efetuada ao final do processo de "revisão de direitos", que denomina de "direitos do contraditório", previstos na lei e que foram reconhecidos tanto pelo ato declaratório como pela portaria expedidos pela Receita Federal, acrescentando que, além da mencionada regularização do sistema, para fazer o acerto das declarações, houve também a devida compensação de impostos, não estando, desta forma, "a sanção prevista na Lei" por não cumprimento das normas do Regulamento do Imposto de Renda. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados na ementa que transcrevo: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2000 Ementa: SIMPLES.. EXCLUSÃO. DCTF. APRESENTAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Os efeitos da exclusão do SIMPLES são produzidos a partir da data fixada na lei para cada uma das hipóteses cuja ocorrência obriga a exclusão, sujeitando o contribuinte ao cumprimento das obrigações dai provenientes. Lançamento Procedente Ciente do inteiro teor do acórdão originário da DRJ Curitiba (PR), recurso voluntário foi interposto às folhas 26 e 27. Nessa petição, as razões iniciais são reiteradas noutras palavras. A autoridade competente deu por encerrado o preparo do processo e encaminhou para a segunda instância administrativa' os autos posteriormente distribuídos a este conselheiro e submetidos a julgamento em único volume, ora processado com 29 folhas. Na última delas consta o registro da distribuição mediante sorteio. o relatório. Despacho acostado A folha 28 determina o encaminhamento dos autos para o Segundo Conselho de Contribuintes que promoveu o encaminhamento para este Terceiro Conselho de Contribuintes. 3 Processo n° 10930.003890/2004-04 Acórdão n.° 303-35.104 CC03/CO3 Fls. 33 Voto Conselheiro TARASIO CAMPELO BORGES, Relator Conheço o recurso voluntário interposto As folhas 26 e 27, porque tempestivo e atendidos os demais pressupostos processuais. Versa a lide, conforme relatado, acerca da exi gência de multa por entre ga de DCTF a destempo, no valor mínimo de R$ 500,00 por infração. Da análise dos autos, considero fato relevante para a solu ção deste litígio: nenhuma controvérsia há quanto A correta exclusão da pessoa jurídica do Sistema Inte grado de Pagamento de Impostos e Contribui ções das Microempresas e Empresas de Pe queno Porte (Simples), com efeitos retroativos a 10 de março de 1999 (documento de folha 17). Por conseguinte, no período alcançado pelos efeitos retroativos da exclusão, não lid se falar em dispensa de apresenta ção da DCTF amparada no arti go 3°, inciso I, da Instrução Normativa SRF 255, de 11 de dezembro de 2002 [2], que repete disposi ção da Instru ção Normativa SRF 126, de 30 de outubro de 1998. Com essas considerações, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 30 de janeiro de 2008 ‘ 9.(L,C-Z77 --' TARAS 10 CAMPELO BORGES - Relator 2 IN SRF 255, de 2002, artigo 3°: Estão dispensadas da apresentação da DCTF: (I) as microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no regime do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), relativamente aos trimestres abrangidos por esse sistema; [...]. , 4 • Processo n° 10930.003890/2004-04 Acórdão n.° 303-35.104 CC03/CO3 Fls. 34 • 5
score : 1.0
Numero do processo: 13896.002416/2003-28
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2005
Ementa: DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. NÃO CABIMENTO DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
É cabível a aplicação da multa pelo atraso na entrega da DCTF à vista do disposto na legislação de regência. Devida a multa ainda que a apresentação da declaração tenha se efetivado antes de qualquer procedimento de ofício.
Numero da decisão: 303-32.582
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marciel Eder Costa, relator e Nilton Luiz Bartoli, que davam provimento. Designado para redigir o voto o Conselheiro Zenaldo Loibman.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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Numero do processo: 10469.002134/89-81
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 1998
Numero da decisão: 105-01.004
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Nilton Pess
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 105-1.004; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-06-01T19:13:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 105-1.004; xmpMM:DocumentID: uuid:190b3434-12bd-421e-be21-2bf070983d45; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 105-1.004; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; ModDate--Text: ; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-06-01T19:13:54Z; created: 2016-06-01T19:13:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2016-06-01T19:13:54Z; pdf:charsPerPage: 750; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:custom:ModDate--Text: ; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-06-01T19:13:54Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. Recurso n.o. Matéria: Recorrente Recorrida Sessão de 10469.002134/89-81 60.961 IRPF - EXS.: 1987 e 1.988 JOÃO JANUÁRIO DE ARRUDA DRF - NATAURN 20 DE MARÇO DE 1998 RESOLUÇÃO N.O105-1.004 .•.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JOÃO JANUÁRIO DE ARRUDA. RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. VERINALDO HE PRESIDENTE ~~;;, 7Ihf!r'~~"-,~)/' ~, • r." 'r/'" NILTON PI;' S RELATOR FORMALIZADO EM: 22 ABR 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros .JORGE PONSONI ANOROZO, JOSÉ CARLOS PASSUELLO, VICTOR WOLSZCZAK, CHARLES PEREIRA NUNES e IVO DE LIMA BARBOZA. Ausente o Conselheiro AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO. , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. Resolução n.O. RECURSO N° RECORRENTE 10469.002134/89-81 105-1.004 : 60.961 : JOÃO JANUÁRIO DE ARRUDA RELATÓRIO E VOTO .•.. O presente processo já foi anteriormente apreciado por esta mesma câmara, em sessão de 24 de janeiro de 1991, relatado pelo ilustre ex-Conselheiro ALDENOR ABRANTES. O voto então aprovado, através da Resolução n.° 105-0.576, considerando que a autuação havia se utilizado de prova emprestada pelo fisco estadual, que até aquele momento se encontrava pendente de julgamento, e julgando como imprescindível aquela informação para a formação de sua convicção, propunha a conversão do julgamento em diligência, para que a autoridade recorrida providenciasse no sentido de: 1- Juntar ao presente cópia xerox dos processos lavrados pela Fiscalização Estadual, referenciados no corpo do relatório; 2 - Juntar informação do contencioso fiscal do Estado do Rio Grande do Norte dando conta da decisão prolatada nos processos referenciados; 3 - Caso ainda não tenham sido prolatadas as decisões naquela esfera, manter sobrestado este processo até que possa ser cumprida esta solicitação. Retornando o processo ao órgão de origem, decorridos mais de 6 (seis) anos, tendo sido juntados vários documentos (fls. 57/84), o processo é novamente remetido ao Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda. 2 HRT MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. Resolução n.o. 10469.002134/89-81 105-1.004 Examinando os autos, verifico ser o mesmo decorrente do processo n.° . 10440.000498/89-44), lavrado contra a Pessoa Jurídica A PIPOKINHA LTOA, empresa da qual o recorrente é sócio, referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Em pesquisa realizada, apurei que o processo principal (recurso 96.996) já foi julgado por esta mesma 8êmara, em sessão de 22 de janeiro de 1991, através do . Acórdão n.o 105-5.234, quando, por unanimidade, o recurso NÃO FOI CONHECIDO, por perempto, visto ter sido protocolado depois de decorridos 35 (trinta e cinco) dias da recepção do Aviso de Recebimento da Intimação que notificava a decisão prolatada pela autoridade monocrática. Considerando que o presente lançamento é mera decorrência, necessita para a sua solução, da análise do processo principal, no seu mérito, e como aquele mérito, não foi até presente momento apreciado, faz-se necessário, ao menos para a solução do presente, que tal procedimento seja antes realizado. Neste sentido, voto pela conversão do julgamento em nova diligência, para que a autoridade recorrida faça juntar ao presente, cópia do processo n.o 10440.000498/89- 44 (principal), não para alterar a decisão anteriormente proferida em relação ao mesmo, mas sim para, pela apreciação do mérito daquele, possam os julgadores formar uma convicção em relação ao presente. É o meu voto. 3 HRT 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10980.010091/96-29
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 302-01.257
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, anular o acórdão n° 302-36.635, julgado em sessão de 26/01/05 e converter o julgamento em diligência ao INT, via Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO
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Numero do processo: 10283.720742/2007-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano calendário:2002, 2003
RECONHECIMENTO DE OFÍCIO DA DECADÊNCIA PARCIAL DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM RELAÇÃO AO IRPJ: 1°, 2º e 3º trimestres de
2002.
Configurada a antecipação do pagamento do tributo por parte da contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, aplicando-se o comando do § 4º do art. 150 do CTN
INOCORRÊNCIA DE NULIDADES. CERCEAMENTO DO DIREITO DE
DEFESA NÃO CONFIGURADO.
Não há que se falar em cerceamento do direito de defesa quando a
contribuinte teve acesso às informações relativas que fundamentaram a lavratura do auto de infração, podendo refutá-las
durante o prazo de impugnação,
INEXISTÊNCIA DE VÍCIO FORMAL DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL.
IRPJ, CSLL ARBITRAMENTO DO LUCRO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A APURAÇÃO DO LUCRO TRIBUTÁVEL.
O arbitramento do lucro não é uma penalidade ou sanção tributária. É uma modalidade de lançamento necessária à apuração do lucro tributável, obrigatória quando o contribuinte deixa de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, de acordo com o disposto no art. 530, inciso III, e parágrafo único do art. 527
do RIR.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRESUNÇÃO LEGAL. A presunção legal estabelecida pela Lei n° 9.430/1996 autoriza o lançamento do crédito tributário, por omissão de rendimentos, sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado,
não comprova a origem dos recursos creditados em sua conta.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA
Aplica-se às contribuições sociais reflexas, no que couber, o que foi decido para a obrigação de IRPJ, em função da relação de causa e efeito que os une, com exceção do que foi tratado no corpo do voto em relação à decadência parcial do crédito tributário.
Numero da decisão: 1401-000.507
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em reconhecer, de ofício, a decadência parcial do crédito tributário em relação ao IRPJ dos 1°, 2º e 3º trimestres de 2002, e, no mérito, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano calendário:2002, 2003 RECONHECIMENTO DE OFÍCIO DA DECADÊNCIA PARCIAL DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM RELAÇÃO AO IRPJ: 1°, 2º e 3º trimestres de 2002. Configurada a antecipação do pagamento do tributo por parte da contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, aplicando-se o comando do § 4º do art. 150 do CTN INOCORRÊNCIA DE NULIDADES. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. Não há que se falar em cerceamento do direito de defesa quando a contribuinte teve acesso às informações relativas que fundamentaram a lavratura do auto de infração, podendo refutá-las durante o prazo de impugnação, INEXISTÊNCIA DE VÍCIO FORMAL DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. IRPJ, CSLL ARBITRAMENTO DO LUCRO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A APURAÇÃO DO LUCRO TRIBUTÁVEL. O arbitramento do lucro não é uma penalidade ou sanção tributária. É uma modalidade de lançamento necessária à apuração do lucro tributável, obrigatória quando o contribuinte deixa de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, de acordo com o disposto no art. 530, inciso III, e parágrafo único do art. 527 do RIR. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRESUNÇÃO LEGAL. A presunção legal estabelecida pela Lei n° 9.430/1996 autoriza o lançamento do crédito tributário, por omissão de rendimentos, sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprova a origem dos recursos creditados em sua conta. TRIBUTAÇÃO REFLEXA Aplica-se às contribuições sociais reflexas, no que couber, o que foi decido para a obrigação de IRPJ, em função da relação de causa e efeito que os une, com exceção do que foi tratado no corpo do voto em relação à decadência parcial do crédito tributário.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2054; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 546 1 545 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.720742/200764 Recurso nº 517.692 Voluntário Acórdão nº 140100.507 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 31 de março de 2011 Matéria Arbitramento Recorrente PREFERENCIAL TRANSPORTES E INDÚSTRIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 RECONHECIMENTO DE OFÍCIO DA DECADÊNCIA PARCIAL DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM RELAÇÃO AO IRPJ: 1°, 2º e 3º trimestres de 2002. Configurada a antecipação do pagamento do tributo por parte da contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, aplicandose o comando do § 4º do art. 150 do CTN INOCORRÊNCIA DE NULIDADES. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. Não há que se falar em cerceamento do direito de defesa quando a contribuinte teve acesso às informações relativas que fundamentaram a lavratura do auto de infração, podendo refutálas durante o prazo de impugnação, INEXISTÊNCIA DE VÍCIO FORMAL DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. IRPJ, CSLL ARBITRAMENTO DO LUCRO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A APURAÇÃO DO LUCRO TRIBUTÁVEL. O arbitramento do lucro não é uma penalidade ou sanção tributária. É uma modalidade de lançamento necessária à apuração do lucro tributável, obrigatória quando o contribuinte deixa de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, de acordo com o disposto no art. 530, inciso III, e parágrafo único do art. 527 do RIR. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRESUNÇÃO LEGAL. A presunção legal estabelecida pela Lei n° Fl. 598DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE 2 9.430/1996 autoriza o lançamento do crédito tributário, por omissão de rendimentos, sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprova a origem dos recursos creditados em sua conta. TRIBUTAÇÃO REFLEXA Aplicase às contribuições sociais reflexas, no que couber, o que foi decido para a obrigação de IRPJ, em função da relação de causa e efeito que os une, com exceção do que foi tratado no corpo do voto em relação à decadência parcial do crédito tributário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em reconhecer, de ofício, a decadência parcial do crédito tributário em relação ao IRPJ dos 1°, 2º e 3º trimestres de 2002, e, no mérito, negar provimento ao recurso (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Viviane Vidal Wagner (Presidente), Ana Clarissa Masuko Dos Santos Araujo, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes De Mattos, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra o Acórdão nº 0115.232, proferido pela 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belém/PA, por meio do qual a impugnação da contribuinte, ora Recorrente, foi julgada parcialmente procedente. A controvérsia instaurada tem sua origem no Auto de Infração lavrado para cobrança de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), de contribuição ao Programa de Integração Social (PIS), de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade (Cofins), referente aos anoscalendário de 2002 e 2003. A Recorrente, à época Impugnante, foi cientificada do referido auto de Infração em 27/12/2007 (fl. 432) e, em 28.01.2008, a empresa apresentou impugnação de fls. 440 a 450, na qual aduziu, preliminarmente, irregularidades no Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) e cerceamento do seu direito de defesa e, no mérito, sustentou irregularidades no Fl. 599DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 10283.720742/200764 Acórdão n.º 140100.507 S1C4T1 Fl. 547 3 arbitramento do lucro, especialmente pelo fato de ter sido aplicado o mesmo percentual de arbitramento para atividades distintas. Quanto aos depósitos bancários de origem não identificada, sustentou que quase todos estão efetivamente comprovados nos autos, conforme anexo I da Impugnação. Finalmente, argumentou que os lançamentos foram realizados em duplicidade, ao fundamento de que o “Fisco não considerou os lançamentos constantes em DIPJ e os respectivos pagamentos do IRPJ. Sendo assim, contestase a coexistência de dois lançamentos para ocorrência de um mesmo fato gerador. O primeiro é dado pelos valores declarados pela impugnante na DIPJ e o segundo referese aos valores dos depósitos bancários e os serviços prestadores constantes do Auto de Infração.” Expostos todos os fundamentos de sua defesa, a Recorrente requereu, preliminarmente, fosse “anulado o Auto de Infração: a.1)por vícios insanáveis no cumprimento do MPF; ou a.2)por cerceamento de defesa tendo o Fisco omitido da autuada documentos recebidos dd PMM, de seu estrito interesse.”. Quanto ao mérito, pediu que fosse “anulado o crédito tributário : b.1) por conter vícios insanáveis na tipificação das infrações, quando o lucro deveria ser presumido; b.2) por conter depósitos bancários com origem plenamente justificada nos autos; b.3)por manter a coexistência de duplo lançamento não previsto em Lei.” E, ao final, “c) requer, finalmente, seja anulado o Arrolamento de Bens por revogado ato próprio”. Submetida a impugnação a julgamento pela DRJ, esta, por unanimidade de votos, considerou procedente em parte a defesa apresentada, mantendo parcialmente o crédito tributário exigido, nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 • CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FASE FISCALIZATÓRIA. INEXISTÊNCIA. Não há que se falar em cerceamento do direito de defesa antes de iniciado o prazo para a impugnação do lançamento, haja vista que, no decurso da ação fiscal, inexiste litígio ou contraditório, por força do artigo 14 do Decreto n° 70.235/1972. PRELIMINAR DE NULIDADE POR VICIO FORMAL MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. Sendo o mandado de procedimento fiscal norma de natureza procedimental, servindo de instrumento, na essência, de afirmação da validade da ação fiscal e, portanto, com efeitos preponderantemente "intra corporis", não há por que se acatar os argumentos de nulidade. NULIDADE DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. O auto de infração deverá conter, obrigatoriamente, entre outros requisitos formais, a capitulação legal e a descrição dos fatos. Fl. 600DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE 4 Somente a ausência total dessas formalidades é que implicará na invalidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa. IRPJ, CSLL ARBITRAMENTO DO LUCRO. O arbitramento do lucro não é uma penalidade ou sanção tributária, mas sim uma modalidade de apuração do lucro tributável obrigatória quando o contribuinte deixar de apresentar a autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527(lucro presumido). DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS PRESUNÇÃO LEGAL. A Lei n° 9.430, de 1996, estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza lançar o imposto correspondente sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. PRESUNÇÃO DA BASE CÁLCULO DO LUCRO ARBITRADO COM IDENTIFICAÇÃO DA ATIVIDADE DA RECEITA OMITIDA. No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas, identificada a atividade a que se refere a receita omitida, esta será considerada obedecendo o percentual correspondente. PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO. ARROLAMENTO DE BENS. O processo administrativo tributário tem como escopo decidir, na órbita administrativa, se houve ou não a ocorrência de fato gerador do imposto e, caso este tenha ocorrido, verificar se o lançamento esteve de acordo com a legislação aplicável. Logo, o julgador administrativo não deve se manifestar quanto ao processo de arrolamento de bens, já que nele, por si só, não há crédito tributário em discussão. TRIBUTAÇÃO REFLEXA Aplicase às contribuições sociais reflexas, no que couber, o que foi decido para a obrigação matriz, dada a íntima relação de causa e efeito que os une. Impugnação Procedente em Parte • Crédito Tributário Mantido em Parte Ainda inconformada com a manutenção parcial do crédito tributário, a Recorrente recorreu a este Conselho, repisando os argumentos trazidos anteriormente na impugnação. É o relatório. Fl. 601DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 10283.720742/200764 Acórdão n.º 140100.507 S1C4T1 Fl. 548 5 Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, relator: O recurso reúne as condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento e passo a fundamentar o meu voto. 1. Reconhecimento, de ofício, da decadência de parte do crédito tributário Embora a matéria aqui versada não tenha sido suscitada no presente recurso, declaro, de ofício, a decadência parcial do crédito tributário no que diz respeito à cobrança apenas do IRPJ, no 1°, 2º e 3º trimestres de 2002. Explicome: Considerando que o entendimento firmado no Superior Tribunal de Justiça sobre a contagem do prazo decadencial em matéria tributária é no sentido de que, havendo pagamento antecipado do tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças regese pelo disposto no art. 150, § 4º, do CTN, consoante se depreende do Recurso Especial nº 973.733/SC, julgado em 12 de agosto de 2009, sob relatoria do Ministro Luiz Fux, e, ainda, considerando o que determina o art. 62A do Regimento Interno deste Conselho, tenho que deve ser reconhecida a decadência parcial para o crédito tributário aqui examinado. De início, convém transcrever a ementa do julgado que consolidou o entendimento acima no âmbito do STJ. Confirase: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). Fl. 602DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE 6 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (...) 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (destaques do original) Da lavra do voto condutor do julgado acima verificase outros precedentes no mesmo sentido, aduzindo que, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4º do art. 150 do CTN. Do contrário, ou seja inexistindo pagamento, ainda que parcial, do tributo analisado, aplicase a regra do art. 173, inciso I, do CTN. Confirase: "TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. TERMO INICIAL. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 173, I, E 150, § 4º, DO CTN. 1. O prazo decadencial para efetuar o lançamento do tributo é, em regra, o do art. 173, I, do CTN, segundo o qual "o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado". 2. Todavia, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação — que, segundo o art. 150 do CTN, "ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de Fl. 603DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 10283.720742/200764 Acórdão n.º 140100.507 S1C4T1 Fl. 549 7 antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa" e "operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa" — , há regra específica. Relativamente a eles, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4º do art. 150 do CTN. Precedentes jurisprudenciais. 3. No caso concreto, o débito é referente à contribuição previdenciária, tributo sujeito a lançamento por homologação, e não houve qualquer antecipação de pagamento. É aplicável, portanto, conforme a orientação acima indicada, a regra do art. 173, I, do CTN. 4. Agravo regimental a que se dá parcial provimento." (AgRg nos EREsp 216.758∕SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006) Aplicandose o disposto ao caso em análise, verificase que, na DIPJ do exercício de 2003 (anocalendário 2002), fls. 350 a 380, a Recorrente reconhece o Imposto de Renda a pagar e, posteriormente, informa o recolhimento espontâneo do referido tributo, conforme se verifica dos DARFs (código 2089) de fls. 451 e 452. Assim, configurada a antecipação do pagamento do tributo por parte da contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, aplicandose o comando do § 4º do art. 150 do CTN. Na hipótese dos autos, tratase de crédito tributário de IRPJ do ano calendário de 2002, apurado trimestralmente por meio do lucro presumido. A lavratura do Auto de Infração somente ocorreu em dezembro de 2007, tendo a Recorrente sido cientificada da sua existência somente em 27/12/2007, isto é, cinco anos após a ocorrência dos fatos geradores relativos ao IRPJ do 1º, 2º e 3º trimestres do anocalendário de 2002. Desta feita, reconheço a decadência parcial do crédito tributário em relação ao IRPJ, afastando a cobrança do referido imposto no 1º, 2º e 3º trimestres do anocalendário de 2002. Vale destacar que a decadência assinalada somente afastou a cobrança parcial do crédito tributário em relação ao IRPJ. Não há como aplicar o mesmo entendimento aos demais tributos autuados por tributação reflexa, dada a ausência de prova nos autos que comprove a antecipação do pagamento. Sendo assim, a eles é aplicada a regra do art. 173, I do CTN, em conformidade com o entendimento do STJ, e, deste modo, não se operou a decadência. 2. Preliminares de nulidade: 2.1. Supostas irregularidades no mandado de procedimento fiscal (MPF). Não merecem acolhida os fundamentos de nulidade expostos pela Recorrente. Em seu próprio recurso, ela confirma que recebeu o MPF, via postal, em 03/04/07 e o AI, via postal, em 27/12/07, o que também pode ser constatado pelo compulsar dos autos. Assim, diferentemente do que entende a Recorrente, a via postal é um meio válido Fl. 604DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE 8 de cientificar o sujeito passivo de atos prolatados pela Administração Fazendária, de acordo com o inciso II do art. 23 do Decreto 70.235/72. Confirase a redação do citado dispositivo: Art. 23. Farseá a intimação: II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, comprova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pelo art. 67 da Lei n.° 9.532/1997). Temse assim que não foi descumprido o que determina o § 2° do art. 13, da Portaria 4.066/2007, como alegou a Recorrente. Também não merece prosperar o argumento de que o MPF estava vencido e que, por tal motivo, a substituição do AFRFB seria fundamental para o acertamento do procedimento. Isso porque, verificase da fl. 2 que o MPF teve a sua validade prorrogada sucessivamente, mantendose apto à condução dos trabalhos fiscais durante todo o procedimento fiscalizatório. Como bem mencionou a DRJ, a Recorrente sempre teve à sua disposição a verificação da autenticidade, alterações e validade do Mandado de Procedimento Fiscal, através da página da Secretaria da Receita Federal do Brasil na internet (http://www.receita.fazenda.gov.br ), ao informar o CNPJ e do código de acesso n° 52015850, de acordo com as orientações contidas no Mandado de Procedimento Fiscal — Fiscalização n° 02.2.01.002007001778 (fl. 01). Portanto, a ora Recorrente teria acesso a este documento e suas alterações, a qualquer momento em que conviesse. No caso da pessoa física ou jurídica não possuir acesso a Internet, poderia verificar a autenticidade do Mandado comparecendo a uma unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil ou pelo número de telefone indicado no mandado acima mencionado. Sendo assim, como o MPF não estava vencido e considerandose que a Recorrente foi devidamente cientificada dos diversos mecanismos facilitadores de que dispunha para acompanhar os trabalhos fiscais, conforme já exposto acima, não foi preciso proceder a substituição do AFRFB, e, portanto, o mesmo agente que consta no MPF matriz de fl. 01 ( AFRFB Leandro Celso Xerez de Freitas) é aquele que também lavrou o Auto de Infração( fl. 392), não havendo que se falar em desrespeito ao art. 16, parágrafo único, da Portaria n° 4.066/2007. Assim, afasto a preliminar de nulidade decorrente de eventual irregularidade quanto à emissão de MPF. 2.2. Suposto cerceamento ao direito de defesa da Recorrente. A Recorrente sustenta cerceamento ao seu direito de defesa pelo fato de que a ausência de MPFD ou MPFE para solicitar documentos à Prefeitura Municipal de Manaus, na qualidade de tomadora de serviços prestados pela Recorrente, fez com que ela somente tivesse conhecimento do fato após a lavratura do auto de infração. Vale transcrever abaixo as mesmas palavras utilizadas na peça recursal sobre a matéria: A Decisãorecorrida considerou a PMM como contratante dos serviços da autuada e como tal não há porque cumprir o que determina o art. 199, do CTN, isto é, no caso, a PMM não é Administradora Tributária. Fl. 605DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 10283.720742/200764 Acórdão n.º 140100.507 S1C4T1 Fl. 550 9 Assim, se a PMM não é Administradora Tributária, a solicitação de documentos pertencentes a terceiros teria que ser feita através de MPFD ou MPFE, verificando inclusive a retenção ou não de tributos prevista na legislação. A ausência de mandado para solicitar esses documentos isola ainda mais a autuada que só tomou conhecimento do fato após a lavratura do auto de infração, jamais imaginando que a legislação do MPF foi elaborada para não ser cumprida. A intimação da Prefeitura Municipal para se manifestar sobre os valores creditados na conta fiscalizada visa atender o disposto no art. 928 e 936, do Decreto n° 3.000/99(RIR199) que, combinados com o art. 927, leva ao entendimento de que as informações a serem prestadas pelas Pessoas de Direito Privado e de Direito Público são informações de interesse fiscal, relativas as pessoas que sejam fornecedores ou adquirentes de mercadorias, bem como prestadoras ou tomadoras de serviços. Assim, poderia a fiscalização, ainda que por meio de ofício, requerer à Prefeitura Municipal de Manaus, na qualidade de tomadora de serviços, informações sobre os valores creditados na conta bancária da Recorrente. Vale mencionar que a Recorrente, à época Impugnante, teve a oportunidade de se manifestar sobre o mesmo assunto sobre o qual a PMM foi intimada, ocasião em que deveria ter comprovado a origem dos recursos creditados em sua conta, afastando a suspeita da fiscalização de que se tratava de omissão de receitas. Inclusive, em fase de impugnação poderia ter apresentado documentos que afastassem a referida irregularidade, no entanto, quedouse inerte, não sendo capaz de afastar a presunção consolidada. Deste modo, não há que se falar em cerceamento do direito de defesa quando a própria contribuinte admite que, depois da lavratura do Auto de Infração, teve acesso às informações relativas à intimação da PMM, do que se denota que, durante o prazo de impugnação, ela teve acesso às informações e documentos utilizados pela fiscalização. Não foi verificado, portanto, o cerceamento ao direito à defesa da Recorrente, vez que ela, desde a sua impugnação, tendo conhecimento dos fundamentos da exação e dos trabalhos fiscais realizados, poderia ter apresentado provas que afastassem a exação estabelecida, comprovando a origem para os recursos creditados em sua conta bancária, bem como apresentando documentos contábeis e fiscais que pudessem afastar a cobrança. Não cabe agora simplesmente argüir a nulidade do crédito tributário por cerceamento do direito de defesa, quando ela mesma não demonstrou qualquer interesse em participar dos trabalhos fiscais, não apresentando, sequer, os documentos solicitados pelo AFRFB. Pelos fundamentos expostos acima, não merece acolhida a preliminar suscitada pela Recorrente de cerceamento ao seu direito de defesa. 3. Mérito: 3.1. Supostas irregularidades no arbitramento do lucro e os depósitos de origem não comprovada. Fl. 606DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE 10 Sobre as supostas irregularidades no arbitramento do lucro, a Recorrente sustentou que: O arbitramento do lucro ocorreu exclusivamente em função do Fisco não exercer o que prescreve a Portaria RFB – n° 4.066/07, sobre MPF e Art. 904, do RIR/99. A relação fiscocontribuinte ficou conturbada mantendo completamente inerte o contribuinte em face do descumprimento da legislação específica preparada pela própria Administração Tributária. Nessa situação, o fisco não aplicou o Art. 288, do RIR199, provocando prejuízo ao contribuinte, arbitrando o lucro. Assim, os depósitos bancários todos tiveram suas origens identificadas, mas mesmo assim foram tributadas no coeficiente de arbitramento maior: 38,4%. Tanto isso é verdade que a Decisãorecorrida salienta o problema às fls. 474: "E quanto ao percentual de base de cálculo aplicado no Arbitramento do Lucro de 38,4%, verificase que a impugnante tem razão em parte." Antes de comentar os percentuais aplicados no arbitramento do lucro em função da presunção de omissão rendimentos relativa aos depósitos bancários de origem não comprovada, cumpre notar que, pelo compulsar dos autos, verificase que a Recorrente, apesar de intimada, não apresentou à fiscalização nenhum Livro Fiscal e Comercial a que era obrigado, em obediência a sua opção de tributação (lucro presumido). Depreendese, por exemplo, que à fl. 04 foi expedido Termo de Início de Fiscalização, do qual a Recorrente foi intimada, por via postal, em 03/04/2007 (fl. 05). Em 10/04/2007, ela requereu prazo de 10 (dez dias) para apresentar os documentos solicitados, contudo, não se manifestou. Decorridos 241 (duzentos e quarenta e um dias), foi reintimada (fls. 338/342) a apresentar a referida documentação, e não o fez. Assim, não tendo a Recorrente colaborado com os trabalhos fiscais e, ainda, deixando de apresentar a sua escrituração contábil, ou o livrocaixa, incorreu no arbitramento do lucro efetuado pela fiscalização, de acordo com o que dispõe o art. 530, inciso III do RIR/99. Confirase: Art. 530. O imposto, devido trimestrahnente, no decorrer do ano calendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, quando (Lei n° 8.981, de 1995, art. 47, e Lei n° 9.430, de 1996, art. 19: (...) III o contribuinte deixar de apresentar a autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527; Para a situação analisada, o arbitramento do lucro resultará da aplicação de percentuais específicos sobre o valor da receita bruta trimestral conhecida, conforme Fl. 607DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 10283.720742/200764 Acórdão n.º 140100.507 S1C4T1 Fl. 551 11 acertadamente calculado no Auto de Infração, em conformidade com o disposto no art. 532 do RIR199: Art. 532.0 lucro arbitrado das pessoas jurídicas, observado o disposto no art. 394, §11, quando conhecida a receita bruta, será determinado mediante a aplicação dos percentuais fixados no art. 519 e seus parágrafos, acrescidos de vinte por cento (Lei n2 9.249, de 1995, art. 16, e Lei n2 9.430, de 1996, art. 27,inciso I). Está correto, portanto, o entendimento da fiscalização ao realizar o arbitramento do lucro arbitrado nos moldes em que efetuado, pois estão preenchidos todos os requisitos legais. Isso porque, no caso das receitas oriundas dos depósitos bancários de origem não comprovada, o art. 42 da Lei nº 9.430/96 estabelece uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. No presente caso, a Recorrente limitase a afirmar que todos os depósitos têm origem em pagamentos efetuados pela Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), a quem caberia efetuar a retenção dos tributos federais. Contudo, a própria Recorrente não comprovou suas alegações, tendo a PMM apresentado algumas notas fiscais de prestação de serviço, não sendo suficientes para afastar a presunção estabelecida, visto que vários depósitos permaneceram sem a identificação da origem dos créditos. Assim, configurada a omissão de rendimentos que atraiu a aplicação da presunção acima assinalada e, como não foi possível identificar as atividades que as originaram, devese obedecer o comando do art. 537, parágrafo único do RIR, segundo o qual. Art. 537. Verificada omissão de receita, o montante omitido será computado para determinação da base de cálculo do imposto devido e do adicional, se for o caso, no período de apuração correspondente, observado o disposto no art. 532 (Lei n° 9.249, de 1995, art. 24). Parágrafo único. No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas, não sendo possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida, esta será adicionada àquela que corresponder o percentual mais elevado (Lei n° 9.249, de 1995, art. 24, § 1°). Do exposto, diferentemente do que sustenta a Recorrente, a fiscalização, ao realizar o arbitramento do lucro em relação aos depósitos de origem não comprovada, agiu acertadamente ao aplicar os percentuais estabelecidos no auto de infração. 3.2. Supostos lançamento em duplicidade. Insiste a Recorrente em sustentar a duplicidade do lançamento efetuado, no entanto, seus fundamentos não devem ser acolhidos. Afirma a Recorrente que: Fl. 608DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE 12 A autuada faz prova de pagamento do IRPJ trimestralmente pelo critério do Lucro Presumido. Tendo em vista que o fisco ao desrespeitar as regras sobre procedimento fiscal constante de legislação própria, como aqui demonstrado, induziu o contribuinte a não entregar os documentos solicitados, o que, inadivertidamente provocou o arbitramento do lucro. A ausência do fiscal comprometeu o bom andamento dos trabalhos em prejuízo do contribuinte, afastando portanto a aplicação do Art. 288, do RIR199, em desrespeito à opção original do contribuinte. Assim sendo, o fisco aplicou o Art. 528 e parágrafo único, do RIR199, arbitrando apenas as receitas omitidas, provocando um equívoco com relação ao artigo citado. Como resultado, a Decisãorecorrida estipula que "verificado o equívoco, deveriase informar a DRF de origem, para constituir um autocomplementar". No entanto, a medida corretiva tornase inoportuna à vista da decadência dos fatos geradores a serem lançados. Tendo em vista o equívoco reconhecido pela Decisãorecorrida, pedese de antemão o afastamento dos lançamentos na forma apontada, por conter erro de direito. Contudo, a Recorrente, ao citar apenas o pequeno trecho do voto emanado da DRJ distorceu o seu entendimento sobre o caso. Isso porque a DRJ concordou que houve um erro no lançamento do IRPJ e CSLL, mas também ressaltou que tal equívoco beneficiou a contribuinte, pois, caso fosse ser revisto o lançamento, resultaria em exação superior. Além disso, consta do voto condutor que, para exigir a diferença devida pela Recorrente em razão do erro cometido, seria necessário informar a Delegacia de origem para a lavratura de auto complementar, mas que, em função do extenso lapso temporal já transcorrido, tal lavratura não seria possível, porque já houve a decadência em relação aos fatos geradores a serem lançados. Confirase a transcrição abaixo: Analisando os lançamentos do IRPJ e CSLL(fl. 392/402 e 421/430), verificase que a impugnante tem razão, pois nos autos só constam o arbitramento das receitas omitidas, contrariando desta forma o art. supra. No entanto, observando os fatos que deram origem ao lançamento, é de ressaltar que a fiscalização, ao cometer o equivoco, beneficiou a Contribuinte, de tal forma, caso fosse observado o dispositivo legal, a exação seria superior. Desta forma, verificado o equivoco, deveriase informar a Delegacia de origem, para constituir um auto complementar, conforme os fatos observados. Ocorre que, já houve decadência em relação aos fatos geradores a serem lançados ( ano calendário 2002). Vale lembrar que outros argumentos de duplicidade do lançamento também foram afastados pela DRJ, quando suscitados pela Recorrente em sede de Impugnação. Sendo assim, não há dúvidas de que o equívoco no lançamento não trouxe qualquer prejuízo para a contribuinte, não havendo que se falar, muito menos, em duplicidade do lançamento. Por essas razões, o lançamento deve ser mantido nos moldes em que efetuado. Fl. 609DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 10283.720742/200764 Acórdão n.º 140100.507 S1C4T1 Fl. 552 13 4. Conclusões. Pelo exposto, reconheço, de ofício, a decadência parcial do crédito tributário em relação ao IRPJ, 1°, 2º e 3º trimestres de 2002. No que concerne ao restante do débito, mantenho o lançamento nos moldes em que efetuado. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 610DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 30/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 25/05/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE
score : 1.0
Numero do processo: 10980.000694/2002-12
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 102-02.333
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: José Raimundo Tosta Santos
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RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. 44,s1.2a LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENT aarà ins.a JOSÉ RAttnins . flosTA SANTOS RELATOR FORMALIZADO EM: 13 AR 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NAURY FRAGOSO TANAKA, LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, SILVANA MANCINI KARAM, ANTÔNIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA, MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE ALHO. Processo n° : 10980.000694/2002-12 Resolução n° : 102-02.333 Recurso n° : 151.118 Recorrente : COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANÁ - SANEPAR RELATÓRIO O Recurso Voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão DRJ/CTA n°9.905, de 22/12/2005 (fls. 189/193), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento remanescente, para manter as exigências: a) de R$280,20 de IRRF, além da multa de oficio e dos encargos legais; b) de R$2.581,70 de juros isolados e c) de R$193.627,76 de multa de oficio isolada. A ementa a seguir transcrita resume o entendimento do Órgão julgador a que: 'Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1997 Ementa: PAGAMENTO FORA DO PRAZO Caracterizado o recolhimento de IRRF fora de prazo e sem os encargos legais, sujeita-se à exigência isolada de juros e multa de oficio. PAGAMENTO NÃO COMPROVADO Mera alegação de pagamento a maior em período anterior não invalida exigência de IRRF cujo pagamento não foi localizado. Lançamento Procedente' Em sua peça recursal (fls. 200/210), a recorrente pugna, em preliminar, pelo cancelamento do auto de infração, em face das inovações e alterações no lançamento original, que requer a feitura de auto de infração complementar, nos termos do § 3° do artigo 18 do Decreto n° 70.235, de 1972. Em relação à exigência a titulo de IRRF, elabora explicação detalhada para cada diferença que compõe o montante de R$280,20 (fls. 203 a 207). A seguir, no que tange à multa de oficio isolada e juros isolados, respectivamente nos valores de R$193.627,76 e R$2.581,70 (demonstrativo às fls. 22/23), alega que o pagamento de R$257.864,30 e 306,04 ocorreu na data do vencimento da obrigação, em 05/03/1997 e 04/06/1997, pois os períodos de apuração foram informados incorretamente na DCTF Xnr" 2 Processo n° : 10980.000694/2002-12 Resolução n° : 102-02.333 como sendo 4a semana de fevereiro/1997 e 4a semana de maio/1997, quando o correto seria 1 a semana de março e 5° semana de maio. Depósito recursal à fl. 211. É o Relatório. 3 Processo n° : 10980.000694/2002-12 Resolução n° : 102-02.333 VOTO Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade — dele tomo conhecimento. Inicialmente, deve-se rejeita a preliminar de cancelamento do auto de infração, em decorrência das alterações ocorridas no lançamento. Isto porque a autoridade lançadora nada mais fez do que reconhecer como comprovado a quase totalidade do imposto exigido no Auto de Infração à fl. 07 (R$1.326.944,89), remanescendo para a lide apenas R$280,20, sem fazer qualquer alteração no direito invocado a fundamentá-lo. Também nenhuma alteração foi procedida no que tange à exigência da multa e juros isolados. Neste particular, o recorrente afirma ter efetuado o recolhimento do IRRF no vencimento correto. Em relação ao erro invocado pela recorrente, na indicação da semana de apuração do fato gerador do IRRF, fato muito comum no ano de 1997, entendo necessária a realização de diligência, a fim de que esta seja intimada a comprovar, mediante a apresentação de documento hábil e idôneo, a data efetiva dos pagamentos que ensejaram a retenção do imposto de renda, nos montantes de R$257.864,30 e R$306,04, recolhidos em 05/03/1997 e 04/06/1997. Em face ao exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência. Sala das Sessões ;sim : de fevereiro de 2007. À 'N JOSÉ RAIMUND • •% SANTOS 4 _ Page 1 _0013300.PDF Page 1 _0013400.PDF Page 1 _0013500.PDF Page 1
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Numero do processo: 13706.003973/2001-94
Turma: Quarta Turma Especial
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Dec 13 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Tue Dec 13 00:00:00 UTC 2005
Ementa: RESTITUIÇÃO - PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - TERMO INICIAL - Conta-se a partir da publicação da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal nº. 165, de 31 de dezembro de 1998, o prazo decadencial para a apresentação de requerimento de restituição dos valores indevidamente retidos na fonte, relativos a planos de desligamento voluntário.
ALCANCE - Tendo a Administração considerado indevida a tributação dos valores percebidos como indenização relativos a Programas de Desligamento Voluntário em 6/1/99, data da publicação da Instrução Normativa nº. 165, de 31 de dezembro de 1998, irrelevante a data da efetiva retenção, que não é marco inicial do prazo extintivo.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/04-00.159
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo que deu provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Leila Maria Scherrer Leitão
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ALCANCE - Tendo a Administração considerado indevida a tributação dos valores percebidos como indenização relativos a Programas de Desligamento Voluntário em 6/1/99, data da publicação da Instrução Normativa n°. 165, de 31 de dezembro de 1998, irrelevante a data da efetiva retenção, que não é marco inicial do prazo extintivo. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo que deu provimento ao recurso. MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE &-7,4 LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO RELATORA O 6 FEV 2006FORMALIZADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ROMEU BUENO DE CAMARGO, REMIS ALMEIDA ESTOL, JOSÉ RIBAMAR BARROS PENHA, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. Processo n°. : 13706.003973/2001-94 Acórdão n°. : CSRF/04-00.159 Recurso n°. : 102-137318 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Interessado : PAULO ASSIS RELATÓRIO Inconformado com o decidido através do Acórdão n.° 102-46.358, da Egrégia Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, a douta Procuradoria da Fazenda Nacional através de seu representante apresenta o Recurso Especial de fls. 59/64, devidamente admitido pelo ilustre Presidente daquela Câmara, pretendendo a reforma da decisão, através do qual sustenta, em síntese, que os atos administrativos da SRF reconhecem a isenção sobre as verbas pagas a título de incentivo à adesão a Programa de Desligamento Voluntário e os procedimentos a serem adotados nos casos de restituição ou compensação do imposto. Afirma ainda a recorrente que nenhum ato administrativo enfrentou a questão do prazo extintivo do direito de repetir e, que, portanto, as situações pretéritas, perfeitas e acabadas devessem ser revistas. Ainda em seu recurso, a Fazenda Nacional refere-se a situações semelhantes no Supremo Tribunal Federal, também sobre repetição de indébito relativa a tributo pago com base em lei posteriormente declarada inconstitucional, posicionando-se aquele Tribunal Superior no sentido de que o prazo é de cinco anos contado da extinção do crédito tributário, conforme arts. 165, I e 168, II do CTN. Em síntese, conclui a Fazenda Nacional que entender diferente nunca haverá a prescrição (decadência) pois obedecido o prazo de cinco anos pode-se retroagir indefinidamente. Ao final, sob o argumento de o julgado contrariar os dispositivos legais acima referidos e, ainda, porque contrário ã segurança jurídica quando se permite o 2 :(/4)? Processo n°. : 13706.003973/2001-94 Acórdão n°. : CSRF/04-00.159 retrocesso sem limite de repetir, argúi o provimento do recurso para reformar a decisão da Câmara recorrida, indeferindo-se o pedido de restituição, por decadente o direito de repetir. Recurso especial devidamente admitido, conforme Despacho n° 102- 0.011/05, de 28.02.2005 (fls. 78/79). Convenientemente intimado, traz o contribuinte, em tempo hábil, suas contra razões sustentando o acerto do julgado e apresentando jurisprudência confirmada neste Tribunal. É o Relatório. 3 Processo n°. : 13706.003973/2001-94 Acórdão n°. : CSRF/04-00.159 VOTO Conselheira LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, Relatora O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, devendo, portanto, ser conhecido. O inconformismo da Fazenda Nacional reside no entendimento de que estaria decadente o direito do contribuinte pleitear a restituição, partindo da premissa de que o marco inicial na contagem do prazo seria a data da retenção (extinção do crédito tributário), já tendo transcorrido os cinco anos previstos no artigo 168, I do Código Tributário Nacional. A decisão recorrida entendeu que o prazo decadencial somente se inicia a partir do ato da administração que concede ao contribuinte o efetivo direito à repetição do indébito, no caso a IN n.° 165 de 31.12.98. Portanto, a matéria submetida ao colegiado restringe-se à questão do termo inicial do prazo decadencial, especificamente em relação ao pedido de restituição do imposto retido na fonte incidente sobre a verba percebida por força da adesão ao Programa de Desligamento Voluntário. Na Sessão do mês de junho pp, passei a acompanhar o entendimento do Colegiado, no sentido de iniciar o prazo para a repetição de indébito, no caso de a autoridade administrativa reconhecer tratar-se de rendimento não sujeito à incidência do imposto de renda, a partir do ato que assim o reconheceu. Como argumento do presente voto, reporto-me aos apresentados pelo i. Conselheiro-relator, Remis Almeida Estol, transcrevendo parte de seu voto, na Sessão de agosto de 2004, in verbis: f.0 4 Processo n°. : 13706.003973/2001-94 Acórdão n°. : CSRF/04-00.159 "Antes de mais nada, é da maior importância ressaltar que não estamos diante de um recolhimento espontâneo feito pelo contribuinte, mas de uma retenção compulsória efetuada pela fonte pagadora em obediência a um comando legal, então válido, inexistindo qualquer razão que justificasse o descumprimento da norma. Feito isso, me parece induvidoso que o termo inicial não seria o momento da retenção do imposto, isto porque o Código Tributário Nacional, em seu artigo 168, simplesmente não contempla esta hipótese e, por outro lado, a retenção do imposto pela fonte pagadora não extingue o crédito tributário, isto porque não se trata de tributação definitiva, mas apenas antecipação do tributo devido na declaração. Da mesma forma, também não vejo a data da entrega da declaração como o momento próprio para o termo inicial da contagem do prazo decadencial para o requerimento da restituição. Tenho a firme convicção de que o termo inicial para a apresentação do pedido de restituição está estritamente vinculado ao momento em que o imposto passou a ser indevido. Antes deste momento as retenções efetuadas pelas fontes pagadoras eram pertinentes, já que em cumprimento de ordem legal, o mesmo ocorrendo com o imposto devido apurado pelo contribuinte na sua declaração de ajuste anual. Isto significa dizer que, anteriormente ao ato da Administração atribuindo efeito "erga omnes" quanto a intributabilidade das verbas relativas aos chamados PDV, objetivada na Instrução Normativa n.° 165 de 31 de Dezembro de 1998, tanto o empregador quanto o contribuinte nortearam seus procedimentos adstritos à presunção de legalidade e constitucionalidade próprias das leis. Concluindo, não tenho dúvida de que o termo inicial para contagem do prazo para requerer a restituição do imposto retido, incidente sobre a verba recebida em decorrência da adesão ao Plano de Desligamento Voluntário, é a data da publicação da Instrução Normativa n.° 165, ou seja, 06 de Janeiro de 1999, sendo irrelevante a data da efetiva retenção que, no caso presente, não se presta para marcar o início do prazo extintivo. Comungo da certeza de que uma visão diferente, fatalmente levaria a situações inaceitáveis como, por exemplo, o reconhecimento pela administração pública de que determinado tributo é indevido quando já decorrido o prazo decadencial para o contribuinte pleitear a restituição, constituindo verdadeiro enriquecimento ilícito do Estado e tratamento diferenciado para situações idênticas, o que atentaria, inclusive, contra a moralidade que deve nortear a imposição tributária. 5 Processo n°. : 13706.003973/2001-94 Acórdão n°. : CSRF/04-00.159 Finalizando, no que tange a correção e juros do valor a ser restituído, sem dúvida devem ser atualizados desde a data da retenção, isto pela aplicação do comando expresso no art. 165, I do CTN, que assegura ao sujeito passivo, independentemente de prévio protesto, a restituição do pagamento indevido. De fato, sendo indevida a retenção, o termo inicial é aquele em que o sujeito passivo teve desfalcado seu patrimônio, ou seja, a data da retenção, (...)" Assim, com essas considerações, meu voto é no sentido de NEGAR provimento ao recurso especial formulado pelo ilustre representante da Procuradoria da Fazenda Nacional. Sala das Sessões - DF, em 13 de dezembro de 2005. — LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO 6 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10880.010469/2002-12
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2002
TÍTULO DA DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL. CRÉDITO DE NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIA. COMPENSAÇÃO.
Inadmissível a compensação de suposto valor de título da dívida pública federal, de natureza não-tributária, com tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, em face de expressa vedação legal, conforme art. 170 do CTN, que só autoriza a compensação mediante lei específica.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-34.255
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer da preliminar em razão de efeito suspensivo, por interposição de recurso. No mérito por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
Nome do relator: João Luiz Fregonazzi
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materia_s : Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
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ementa_s : Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2002 TÍTULO DA DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL. CRÉDITO DE NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIA. COMPENSAÇÃO. Inadmissível a compensação de suposto valor de título da dívida pública federal, de natureza não-tributária, com tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, em face de expressa vedação legal, conforme art. 170 do CTN, que só autoriza a compensação mediante lei específica. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-29T10:06:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 6; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-08-29T10:06:41Z; Last-Modified: 2013-08-29T10:06:41Z; dcterms:modified: 2013-08-29T10:06:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:1656b8f5-0d4e-49cf-b912-f4c95cc2ffe8; Last-Save-Date: 2013-08-29T10:06:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-08-29T10:06:41Z; meta:save-date: 2013-08-29T10:06:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-29T10:06:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-08-29T10:06:41Z; created: 2013-08-29T10:06:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2013-08-29T10:06:41Z; pdf:charsPerPage: 1219; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-08-29T10:06:41Z | Conteúdo => CC03/C0 I Fls. 241 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 10880.010469/2002-12 Recurso n° 136.104 Voluntário Matéria RESTITUIÇÕES DIVERSAS Acórdão n° 301-34.255 Sessão de 29 de janeiro de 2008 Recorrente L NICCOLINI INDÚSTRIA GRÁFICA LTDA. Recorrida DRJ/SÃO PAULO/SP ASSUNTO: NORMAS NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2002 TÍTULO DA DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL. CRÉDITO DE NATUREZA NÃO TRIBUTARIA. COMPENSAÇÃO. Inadmissível a compensação de suposto valor de titulo da divida pública federal, de natureza não-tributária, corn tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, em face de expressa vedação legal, conforme art. 170 do CTN, que só autoriza a compensação mediante lei especifica. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer da preliminar em razão de efeito suspensivo, por interposição de recurso. No mérito por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. 411K. - OTACiLIO DANTA‘' CARTAXO - Presidente ;4 JOAO LLJ 'Z'- REGONA I — Relator / I/ Processo n° 10880.010469/2002-12 Ac6rd5o n.° 301 -34.255 CC03, COI Fls. 1 4 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda e Patricia Wanderkoke Gonçalves (Suplente). Ausente a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. • 2 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301 -34.255 CC03/C0 I Fls. 243 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o Acórdão DRJ/SPO I n.° 5.105, de 24 de março de 2004, da 4.' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Sao Paulo/SP (fls. 176/185), que, por unanimidade de votos, considerou indeferida a solicitação do contribuinte de obter a compensação de títulos da divida pública federal, emitidos no inicio do século passado, com tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Transcrevo a seguir, parte do Relatório da autoridade julgadora de primeira instância: "Trata-se de manifestação de inconformidade, em ra:iio do indeferimento de "Pedido de Restituição" (fls. 01), no valor de R$ 1.097.011,50, correspondente aos títulos — apólices da divida pública — de n." 31.367 e 6.709, ambos em nome de BRAZIL RAILWAY COMPANY. 0 pleito teve por fundamentos legais os seguintes dispositivos: Decreto-Lei IL" 2.346/1940, Portaria n." 55/1999, Lei 17. 0 10.179/2001, Lei n." 8.458/1992, 8/73 (sic), 6/93 (sic), E.C. 3/93, 6 de 1993 (sic), art. 922 do Decreto n." 1.041/1994, art. 273 da Lei n." 9.473/1997, art. 869 do Decreto 11. 0 3.000/1999, art. 6." da MP n." 1.736/64 de 1999, arts. 156 e 170 do CTN e IN SRF n." 21/1997. fls. 128 e 130 constam, respectivamente, "Pedido de Compensação" nos seguintes valores: R$ 151.535,45 e R$ 84.782,71 «Is. 130). Referido "Pedido de Restituição" protocolizado em 25/07/2002 «Is. 01), foi indeferido pela Autoridade Administrativa, através do Despacho Decisório (fls. 134/139), ementado da seguinte forma: "TITULO DA DIVIDA PÚBLICA FEDERAL. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Inadmissível a restituição de suposto crédito derivado de titulo da divida pública federal, emitido no inicio do século passado, por não se tratar nem de tributo, nem de contribuição sob a administração da Secretaria da Receita Federal, cujo pagamento ou recolhimento tivesse sido indevido ou a maior que o devido e fosse passível de restituição ou de ressarcimento pela mesma Secretaria, nos termos da legislação aplicável. Inadmissível também z a compensação entre suposto crédito da interessada e seus débitos tributários, por absoluta falta de autorização legal, a teor do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Pedido de Restituição Indeferido. Não homologadas as Compensações Declaradas. O contribuinte tomou ciência do citado Despacho Decisório em 17/04/2003 (fls. 141) e, irresignado, em 16/05/2003, portanto de forma tempestiva, impugnou-o (fls. 142/171), manifestando sua inconformidade em relação ao mesmo, e alegando, em síntese, que: 3 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301-34.255 CC03/C01 Fls. 244 0 Despacho Decisório diz que o procedimento adotado pelo recorrente não possui autorização legal para sua homologa cão. Reproduz, a seguir, os arts. 368 e 369, ambos do novo Código Civil (Lei 11." 10.406/2001), assim como excerto de obra de Washington de Barros Monteiro, ao se manifestar sobre a compensação legal, concluindo por dizer que seu pleito encontra-se amparado no Decreto-Lei 11." 2.436/1940, que dispôs sobre a incorporação, ao patrimônio da União, de todo o ativo em nome de Brazil Railway Company e empresas a ela ligadas, assim como quanto a apuração e liquidação de seu passivo; Assim, o crédito do contribuinte, incorporado pela União, teve sua destinagão voltada a investimentos em infra-estrutura. Trata-se de um negócio jurídico originário de unia obrigação unilateral de vontade, assumida por aquele que emitiu o titulo, recebeu r o dinheiro e se comprometeu, para com cada adquirente, a pagar-lhe o rendimento então ofertado e a resgatar o empréstimo naquele prazo. Tal ato jurídico é licito, segundo o antigo código civil (arts. 1505 e seguintes) e entendimento esposado por PONTES DE MIRANDA; dessa forma, entre a Unido e os portadores de tais títulos, surgiu um contrato de mútuo subjacente, acrescido dos encargos convencionados; (..>" Assevera, ainda, que trata-se de direito adquirido e, corno tal, deve ser respeitado. Considera que não ocorreu a prescrição em face do Decreto- Lei 263/1967, porque nenhum ato preseritivo incide sobre os títulos da fundada divida publica federal externa. Considera a recorrente que como o art. 162 do CTN prevê o pagamento de tributos com estampilhas, há razoabilidade jurídica no seu pleito. Cita o artigo 6.° da Lei n.° 10.179/2001, que confere aos títulos da divida publica de responsabilidade do Tesouro Nacional poder liberatório para pagamento de qualquer tributo federal. Ressalta, também, que as informações gerais da IN SRF n.° 320/2003, assegura a compensação de crédito do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional, exatamente a situação em tela. A DRJ/SPO I, por unanimidade de votos e em julgamento do pleito, indeferiu a solicitação em face da manifestação de inconformidade. Inconformada, a querelante interpôs recurso voluntário, reiterando argumentos assacados na impugnação. Seus argumentos, em apertada síntese, querem demonstrar que os títulos da divida pública que possui não prescreveram, que é possível, em face do arcabouço normativo de regência, a compensação e, que, consoante diversos doutrinadores de renome e jurisprudência de alguns tribunais, cabível a compensação, inclusive em face dos princípios que norteiam a atuação da administração. Requer seja a manifestação de inconformidade recebida no seu efeito suspensivo, provavelmente porque no Despacho Decisório de fls. 134/139 consta o entendimento de que cabe a aplicação de multa por compensação indevida, bem como consta dos autos carta cobrança dos débitos (créditos tributários) não pagos. 4 Processo n° 10880.010469/2002-12 Ac6aido n.° 301 -34.255 CCO3 CO l Fls. 245 Requer seja dado provimento ao recurso voluntário, para ver acolhida a preliminar e, no mérito, ser deferida a compensação. • o Relatório. 5 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301 -34.255 CC03/C0 I Fls. 246 Voto Conselheiro João Luiz Fregonazzi, Relator 0 recurso é tempestivo e preenche as condições de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. A questão fundamental trazida a apreciação deste Conselho é a possibilidade de compensar títulos da divida pública externa com créditos tributários devidos pela contribuinte PRELIMINAR Preliminarmente, a recorrente pleiteia seja o recurso recebido em seu efeito suspensivo. A posição dominante no STJ é aquela consistente em afirmar que a legislação aplicável a compensação é aquela vigente na data do encontro dos créditos e débitos, e não aquela em vigor na data em que se realizou o pagamento indevido, corno se depreende do julgado trazido à colação: 0 fato gerador do direito a compensação não se confunde com o fato gerador dos tributos compensáveis. 0 fato gerador do direito de compensar é a existência dos dois elementos compensáveis (uni débito e um crédito) e o respectivo encontro de contas. Sendo assim, o regime jurídico aplicável à compensação é o vigente à data em que é promovido o encontro entre débito e crédito, vale dizer, a data em z que a operação de compensação é efetivada. Observado tal regime, é irrelevante que um dos elementos compensáveis (o crédito do contribuinte perante o Fisco) seja de data anterior. Recurso especial a que se nega provimento.(RESP 11 . 779.215/SC, DJ de 05/12/05). 0 pedido de restituição foi protocolizado em 25 de julho de 2002, no valor de RS 1.097.011,50, e formulado pelo representante da recorrente com base nos títulos n.° 31.367 e 6.709, de 1911, da empresa Brazil Railway Company (fls. 01/17). Mediante pedidos vinculados ao de restituição, vem requerer a compensação com débitos de PIS e COFINS, com períodos de apuração de 07, 08, e 09 de 2002, cujo crédito tributário sorna RS 339.437, 41. Os pedidos de compensação de fls. 128 e 130 foram protocolados em 12.09.2002 e 14.10.2002. Essas as datas, a partir das quais se deve perquirir o regime jurídico aplicável à compensação. Ocorre que na vigência da Lei n.° 9.430/2002 o pedido de compensação deveria ser deferido pela autoridade administrativa competente, e somente então poderia ser realizado o encontro de contas. 6 Processo n0 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301 -34.255 CC03, CO I Fls. 247 A compensação foi introduzida no ordenamento jurídico, no que respeita aos tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, através da Lei no 8.383, de 30 de dezembro de 1991, conforme comando insculpido no artigo 66 da referida norma legal: Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, MeS1110 quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes. ssç 1". A compensação só poderá ser efetuada entre tributos e contribuições da mesma espécie. Segundo o regime instituído por essa norma legal, importante considerar que as compensações somente poderiam ser efetuadas entre tributos e contribuições da mesma espécie, e não haveria, ainda, necessidade de prévia autorização da Receita Federal para que o contribuinte levasse a efeito o encontro de contas, ressalvada é claro a possibilidade do contribuinte ser fiscalizado a qualquer tempo. Dessa forma, sem a necessidade de requerimento perante a Receita Federal, o contribuinte poderia registrar em sua contabilidade o crédito oposto contra a Fazenda Nacional e proceder à compensação. Com a entrada em vigor da Lei n° 9.430/96, exsurge uma nova modalidade de compensação, que permitiu a utilização de créditos a serem restituídos ou ressarcidos para a quitação de quaisquer tributos ou contribuições a teor da norma contida no artigo 74 do referido diploma legal, verbis: Art. 74. Observado o disposto no artigo anterior, a Secretaria da Receita Federal, atendendo a requerimento do contribuinte, poderá autorizar a utilização de créditos a serem a ele restituídos ou ressarcidos para a quitação de quaisquer tributos e contribuições sob sua administração. Nesse novo regime, passou a ser necessário a apresentação de urn pedido de compensação, que seria submetido A. autoridade competente. Somente após análise e deferimento poderia então ser efetuado o encontro de contas. Durante a vigência dessa norma é que a recorrente apresentou à Receita Federal do Brasil o seu pedido. Esse novo regime de compensação, diferente daquele instituído pela Lei n° 8.383/91, artigo 66, e alterações posteriores, passou a permitir a compensação entre débitos e créditos de destinação constitucional divergente, mas com a necessidade de prévio requerimento à Receita Federal. Corn o advento da Lei n.° 10.637/2002, que introduziu significativa modificação na redação do art. 74 da Lei n° 9.430/1996, passou a viger um regime jurídico único para a compensação relativa aos tributos administrados pela Receita Federal: 7 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301-34.255 CCO 3/C0 I Fls. 248 Art. 74. 0 sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão. § 1"A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. 2" A compensação declarada a Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Assim, as duas espécies de compensação fundiram-se em apenas urna, permitindo a possibilidade de se efetuar a compensação sem a necessidade de requerimento e previa autorização da Receita Federal. Não é demais lembrar que essa nova dispensação fragilizou extremamente os controles e permitiu verdadeiros absurdos. Urna lei é sempre lei, mas pode-se afiançar que essa nova norma legal trata de maneira desigual o universo de contribuintes, permitindo a alguns poucos facilidades que a imensa maioria jamais sonharia. Sob o manto do novo ordenamento jurídico, exige-se que o contribuinte apresente uma declaração de compensação à Receita Federal do Brasil, indicando o montante do crédito utilizado, sua origem, devendo registrar os créditos tributários (débitos) que deseja guitar por meio da compensação. Urna vez declarada a compensação, há várias conseqüências: 1) o crédito tributário objeto da declaração de compensação fica com exigibilidade suspensa; 2) a compensação extingue o crédito tributário a ser pago sob condição resolutória de sua ulterior homologação; 3) o contribuinte realiza por conta própria o encontro de contas; 4) caberá a Receita Federal fiscalizar o contribuinte e verificar as informações apresentadas, homologando ou não a compensação; 5) o contribuinte pode opor manifestação de inconformidade ao despacho decisório da autoridade administrativa que não homologar seus supostos créditos. No que tange ao presente recurso, o § 4° do art. 74 da Lei n° 9.430/96, introduzido pela Lei n° 10.637/02, criou uma regra de transição para os pedidos de compensação protocolados pelos contribuintes antes da vigência da referida nonna legal, passando esses pedidos a ter o status de declaração de compensação 8 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301-34.255 CC03/C01 Fls. 249 A novel legislação não trouxe nenhum instrumento processual que permitisse recorrer de eventual decisão administrativa que, após análise da declaração de compensação, não homologasse a compensação declarada pelo contribuinte. Foi a IN SRF n° 210/2002 que previu a manifestação de inconformidade como instrumento hábil para acolher as reclamações do contribuinte, passando a ser o único recurso contra os despachos decisórios dos titulares das unidades da Receita Federal. A indigitada instrução regulamentou a Lei n.° 10.637/2002, instituindo a manifestação de inconformidade no artigo 35, verbis: Art. 35. É facultado ao sujeito passivo, no prazo de trinta dias, contado da data da ciência da decisão que indeferiu seu pedido de restituição ou de ressarcimento ou, ainda, da data da ciência do ato que não homologou a compensação de débito lançado de oficio ou confessado, apresentar manifestação de inconformidade contra o não-reconhecimento de seu direito creditório. § I.' Da decisão que julgar a manifestação de inconformidade do sujeito passivo caberá a interposição de recurso voluntário, no prazo de trinta dias, contado da data de sua ciência. ,sç 2." A manifestação de inconformidade e o recurso a que se referem o caput e o § I." reger-se-do pelo disposto no Decreto 17." 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações posteriores. § 3." 0 disposto no caput não se aplica as hipóteses de lançamento de oficio de que trata o art. 23. Por óbvio, essa manifestação de inconformidade não poderia suspender a exigibilidade do crédito tributário, mesmo porque o artigo 22 da IN SRF n." 210/2002 determinava a imediata cobrança do crédito tributário declarado como débito: Art. 22. Constatada pela SRI' a compensação indevida de tributo ou contribuição já confessado ou lançado de oficio, o sujeito passivo será comunicado da não-homologação da compensação e intimado a efetuai- o pagamento do débito no prazo de trinta dias, contado da ciência do procedimento. Parágrafo único. Não ocorrendo o pagamento ou o parcelamento no prazo previsto no caput, o débito deverá ser encaminhado a Procuradoria da Fazenda Nacional (PEN), para inscrição em Divida Ativa da União, independentemente da apresentação, pelo sujeito passivo, de manifestação de inconformidade contra o não- reconhecimento de seu direito creditório. De fato, o artigo 151, III, da Lei n.° 5172/1966 somente confere efeito suspensivo "As reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo". Registre-se a indigitada instrução normativa não é norma legal. 9 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301-34.255 CCO3 CO! Hs. 250 Somente com o advento da Lei n.° 10.833/2003 é que a manifestação de inconformidade passou a ter status de recurso legal, corn efeito suspensivo, a teor da norma contida no art. 74: Art. 74. 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com transito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Alterado pela Lei n." 10.637/2002) ,sç 1" A compensação de que trata o caplet serei efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. (parágrafo incluído pela Lei n" 10.637/2002) ,sç 2" A compensação declarada a Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Incluído pela Lei n°10.637/2002) (-) § 7o Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimá-lo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados. (Incluído pela Lei 17. " 10.833/2003) ,sç 8" Não efetuado o pagamento no prazo previsto no § 7o, o débito será encaminhado a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para inscrição em Divida Ativa da União, ressalvado o disposto no ssç 9o. (Incluído pela Lei n."10.833/2003,) ,sç 9" É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7o, apresentar manifestação de inconformidade contra a não- homologação da compensação. (Incluído pela Lei 77." 10.833/2003) ,sç 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de contribuintes. (Incluído pela Lei n" 10.833/2003) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9." e 10." obedecerão ao rito processual do Decreto n." 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadram-se no disposto no inciso III do art. 151 da Lei n." 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei /2. 0 10.833/2003). 10 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301-34.255 CCO3 'CO1 Fls. 251 Conforme mencionado, antes do advento da Lei n.° 10.833/2003, a manifestação de inconformidade não tinha o condão de suspender a exigibilidade. Ainda, o fato gerador da compensação ocorreu no ano de 2002, não havendo razão para conferir efeito suspensivo manifestação de inconformidade de que trata este processo. Eis que não há previsão legal para tanto. Corno posteriormente a manifestação de inconformidade passou a ter assento legal, é de se verificar se essa norma legal retroage para beneficiar a contribuinte. Nessa pauta, do exame do artigo 106 da Lei 5.172/1966 — CTN não se vislumbra qualquer possibilidade de conferir a lei sentido retroativo. Eis o que diz o referido dispositivo legal: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I — em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade ã infração dos dispositivos interpretados; II — tratando-se de ato não definitivamente julgado; a) quando deixe de defini-lo como infração; b) ndo deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) ndo lhe C0111i11C penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática. Portanto, a situação aqui tratada não se enquadra em uma das hipóteses do supracitado art. 106 do CTN. Não 176 a menor possibilidade de se conferir efeito suspensivo a manifestação de inconformidade. Ocorre que o presente processo cuida de manifestação de inconformidade, em face da não homologação de compensação de supostos créditos da divida pública pela autoridade administrativa competente, mantida essa decisão pela autoridade julgadora a quo. Receber o recurso no efeito suspensivo não é questão que tenha sido tratada nos autos, não consta na manifestação de inconformidade e tampouco no recurso it autoridade julgadora de primeira instância. Trata-se de matéria estranha aos autos ou não litigiosa. Somente em sede de recurso ao conselho de contribuintes é que a recorrente solicita a recepção com suspensão de exigibilidade, sem explicitar as razões para tanto. Nesse caso, teria ocorrido a preclusdo consumativa. Por todo o exposto, não tomo conhecimento da preliminar, por ser matéria estranha aos autos. MERITO A recorrente cita os arts. 1009 e 1010 do Código Civil, o qual dispõe que "se duas ou mais pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas 11 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301 -34.255 CCO3 COI Fls. /5/ obrigações extinguem-se até se compensarem", e que "a compensação efetua-se entre dividas liquidas, vencidas e de coisas fungíveis". Por essa razão seria plenamente possível a compensação. Constitui rematado erro dos causídicos a busca por alicerçar teses na lei civil quando, em verdade, a obrigação tributária não é de natureza contratual. Ela decorre de lei, não depende de acordo de vontades algum, mas é tão somente urna obrigação que tern por origem um fato jurigeno previsto em lei. Na verdade uma vez ocorrida a hipótese de incidência tributária, a teor do disposto no art. 113 do CTN, surge a obrigação tributária independentemente da vontade do sujeito passivo. Portanto, o recurso ao Código Civil é de insuperável fragilidade, na medida em que a obrigação tributária decorre de lei. A obrigação tributária guarda corn o direito das obrigações tênue semelhança por ter tornado emprestados forma e conceitos, diferindo da obrigação cível porque origina-se de urn fato jurídico, sempre a-contratual, e o sujeito ativo é sempre urna pessoa jurídica que atua administrativamente vinculada à lei. Posto isso, não pode a compensação prevista no CTN, entre tributos da mesma espécie ou diversos, desbordar do trilho legal, permitindo-se que duas pessoas, uma delas de direito público, acordarem compensar seus créditos e débitos. Tal raciocínio simplório não tern cabimento perante o ordenamento jurídico pátrio. Assim, a legislação que disciplina a restituição e a compensação no âmbito da Receita Federal não autoriza a compensação pleiteada pela interessada. Muito embora tenha o Código Tributário Nacional indicado no art. 156, II, a compensação como uma das modalidades de extinção do crédito tributário, acertadamente deixou registrado que somente por meio de lei especifica pode ser a mesma autorizada pela autoridade competente, nos termos do artigo 170, verbis: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir a autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Conforme mencionado alhures, muito embora atualmente possa a compensação ser realizada por iniciativa do contribuinte, nos casos de tributos lançados por homologação, a compensação dos pagamentos indevidos ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdencidrias, com outras da mesma espécie e destinação constitucional, ou de espécies distintas, desde que administrados pela Receita Federal do Brasil, jamais houve previsão legal para que pudesse ser realizada a compensação corn títulos da divida pública. Ademais, hodiernamente existe norma legal expressamente proibindo que se compense eventual crédito tributário (débito) com títulos da divida pública (crédito). Conforme expressa disposição contida no § 12, II, "c", do art. 74 da Lei n.° 9.430/96, a compensação de que cuida o presente processo, após o advento da Lei n.° 11051/2004, passou a ser considerada não declarada. Desde que o instituto da compensação adentrou o campo jurídico através da Lei n.° 8.383, de 30 de dezembro de 1991, conforme comando insculpido no artigo 66 da referida Çt5. 12 Processo n° 10880.010469/2002-12 Acórdão n.° 301-34.255 CC03,C01 Fls. 253 norma legal, não houve permissão legal para compensação com títulos da divida pública federal. Qualquer requerimento nesse sentido afronta o artigo 170 da Lei n.° 5.172/1966. Nesse caso, a determinação contida no texto legal do referido dispositivo traduz-se em verdadeira proibição de compensação quando não há previsão legal. Há outras questões. Por exemplo, a teor da norma contida no supracitado artigo 170, somente se podem compensar créditos tributários com créditos líquidos e certos contra a Fazenda Pública. Ora, a única possibilidade de créditos contra a Fazenda Pública somente ocorre quando houver crédito liquido e certo. Salvo decisão judicial transitada em julgado, somente poderá haver crédito liquido e certo se o montante for apurado pela autoridade competente, no caso, a Receita Federal, dai a condição resolutória de ulterior homologação. No caso dos títulos da divida pública relacionados neste processo, além do fato de não poderem ser objeto de compensação, a autoridade competente para aferir a validade, certeza e liquidez desses títulos os considera prescrito, ex vi legis. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. como voto. Sala das Sessões, em 29 de janeiro de 2008 JOÃO Lth FREG NA ZI - Relator • 13
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