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Numero do processo: 19647.014043/2008-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Nov 26 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2003 a 31/12/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Constatada omissão no Acórdão guerreado, devem ser acolhidos os embargos opostos.
NÃO MANIFESTAÇÃO SOBRE DILIGÊNCIA. PRECLUSÃO. INOCORRÊNCIA.
O fato de não haver manifestação acerca de resultado de diligência fiscal não enseja preclusão, devendo serem analisados todos os argumentos do recurso.
Numero da decisão: 2301-005.594
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos sem efeitos infringentes para, sanando os vícios apontados no Acórdão nº 2302-002.085, de 19/09/2011, analisar a questão relativa ao Demonstrativo Analítico de Débito Retificado, e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, mantendo íntegras as demais conclusões do acórdão embargado.
(assinado digitalmente)
João Bellini Júnio- Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo Freitas de Souza Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Junior, Marcelo Freitas de Souza Costa, Reginaldo Paixão Emos, Wesley Rocha, João Maurício Vital, Juliana Marteli Fais Feriato, Alexandre Evaristo Pinto e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (suplente convocada para substituir o conselheiro Antônio Sávio Nastureles, ausente justificadamente).
Nome do relator: MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2003 a 31/12/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Constatada omissão no Acórdão guerreado, devem ser acolhidos os embargos opostos. NÃO MANIFESTAÇÃO SOBRE DILIGÊNCIA. PRECLUSÃO. INOCORRÊNCIA. O fato de não haver manifestação acerca de resultado de diligência fiscal não enseja preclusão, devendo serem analisados todos os argumentos do recurso.
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Constatada omissão no Acórdão guerreado, devem ser acolhidos os embargos opostos. NÃO MANIFESTAÇÃO SOBRE DILIGÊNCIA. PRECLUSÃO. INOCORRÊNCIA. O fato de não haver manifestação acerca de resultado de diligência fiscal não enseja preclusão, devendo serem analisados todos os argumentos do recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos sem efeitos infringentes para, sanando os vícios apontados no Acórdão nº 2302 002.085, de 19/09/2011, analisar a questão relativa ao Demonstrativo Analítico de Débito Retificado, e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, mantendo íntegras as demais conclusões do acórdão embargado. (assinado digitalmente) João Bellini Júnio Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo Freitas de Souza Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Junior, Marcelo Freitas de Souza Costa, Reginaldo Paixão Emos, Wesley Rocha, João Maurício Vital, Juliana Marteli Fais Feriato, Alexandre Evaristo Pinto e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 01 40 43 /2 00 8- 61 Fl. 630DF CARF MF 2 (suplente convocada para substituir o conselheiro Antônio Sávio Nastureles, ausente justificadamente). Relatório Tratase de Embargos opostos pelo contribuinte contra o Acórdão 2302 002.085 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, que negou provimento ao recurso voluntário, rejeitando a preliminar de nulidade e entendeu como preclusa a matéria de mérito. O despacho de admissibilidade dos embargos constatou que o relatório fiscal reconheceu que a Embargante fazia jus aos créditos, fato ignorado pelo Acórdão embargado, constatandose a omissão vergastada . Uma vez admitido os presentes embargos, fazemos uma síntese da matéria em discussão: Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte acima identificado relativo a contribuições previdenciárias patronais, incidentes sobre as remunerações pagas ou creditadas a qualquer titulo, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais, que lhe prestam serviços. De acordo com o Relatório Fiscal a base de cálculo da contribuição previdenciária, no presente lançamento, foi o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer titulo, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que prestaram serviços à empresa, cujos valores não foram incluídos na folha de pagamento apresentada durante a ação fiscal. Após a realização de diligência solicitada pelo julgador de primeira instância, a autuação foi julgada procedente em parte com a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIALS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/09/2003 a 31/12/2005 PREVIDÊNCIA. CUSTEIO. TRIBUTÁRIO. A empresa é obrigada a recolher as contribuições previdenciárias, incidentes sobre as remunerações pagas ou creditadas a qualquer titulo, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais, que lhe prestem serviços. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Inconformada com referida decisão, a empresa apresentou recurso onde alegou em síntese: Que teria ocorrido divergência quanto a forma de apuração dos créditos efetivamente devidos pela recorrente, pois, na elaboração do Discriminativo Analítico do Débito Retificado DADR, não foi obedecida uma regra uniforme; Alega que o Débito apurado representado pela importância de R$ 172.788,75 não equivale ao valor nominal devido que seria de R$ 95.096,96 que deveriam ser recolhidos Fl. 631DF CARF MF Processo nº 19647.014043/200861 Acórdão n.º 2301005.594 S2C3T1 Fl. 631 3 no exercício de 2004, os quais se encontram relacionados no Discriminativo Sintético de Débito DSD; Entende que após a diligência o ITEP passou a fazer jus a um abatimento de R$ 67.241,26 em decorrência da quitação de parcelamento prévio nº 60.297.6960 e da demonstração de pagamento a prestadores de serviço em algumas competências; Afirma que do valor total do crédito apurado, abatido os valores acima apontados, restará a importância de R$ 40.324,40, a serem atualizados em função de suas respectivas competências conforme a tabela abaixo: COMPETÊNCIA VALOR DEVIDO (R$) Janeiro/2004 7.297,93 Fevereiro/2004 405,69 Maio/2004 1.880,46 Julho/2004 7.461,42 Outubro/2004 5.908,26 Novembro/2004 4.514,78 Dezembro/2004 10.747,66 Janeiro/2005 2.108,20 TOTAL R$ 40.324,40 Entende ter ocorrido erro na elaboração do DADR, no que concerne à desconsideração dos valores pertinentes ao parcelamento previamente quitado e aqueles da tabela de ajuste, bem como, que devem ser também compensados os valores decorrentes do parcelamento que excederam ao valor total do débito apurado em suas respectivas competências, Requer o provimento do recurso para que seja considerado como valor do crédito originalmente apurado a importância de R$ 95.096,96 abatendose daí as importâncias acima mencionadas. É o relatório. Voto Conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa Relator Os embargos são tempestivos e atendem os requisitos legais por isso, deles conheço. Fl. 632DF CARF MF 4 O Acórdão 2302002.085 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, entendeu como preclusa a matéria contida no Recurso Voluntário, não a analisando e julgando procedente a autuação. Peço vênia para discordar de tal entendimento. Entendeu o então relator e por fim a turma, que a preclusão ocorrera por não ter a recorrente se manifestado sobre o resultado da Diligência Fiscal. Todavia, o fato de não haver manifestação sobre a informação fiscal não impede que o contribuinte manifeste seu inconformismo com a decisão de primeira instância. Conforme se verifica em sua defesa e posterior recurso, as alegações são basicamente as mesmas. É certo que, a decisão guerreada trouxe novos elementos que levaram a recorrente a apresentar novas considerações sobre as interpretações do julgador a quo e por isso merecem a sua análise. Superada a questão preliminar já analisada e decidida pelo acórdão embargado, passamos a análise do mérito do recurso. Entende a recorrente que o DADR não obedeceu uma regra uniforme na apuração dos créditos efetivamente devidos e que o débito apurado representado pela importância de R$ 172.788,75 não equivale ao valor nominal devido que seria de R$ 95.096,96 Sem razão à recorrente. Da análise do DADR verificase que os levantamentos foram recalculados considerando os créditos da recorrente e os abatendo a cada competência em que havia efetivamente a sua comprovação. Tanto assim, que do montante originalmente apurado fora abatido R$ 67.196,65 que era o valor relativo quitação do parcelamento prévio nº 60.297.6960 e da demonstração de pagamento a prestadores de serviço em algumas competências. No que diz respeito ao que a recorrente chama de "valor nominal" , vale lembrar que a este valor são acrescidos juros e multa por isso chega´se ao montante diferente do pleiteado pela recorrente. Considerando que o DADR abateu os valores inicialmente não considerados pela fiscalização, competência por competência entendo correta a decisão de primeira instância. Ante ao exposto, Voto no sentido de acolher os embargos, sem efeitos infringentes, sanar o vício apontado, analisar a questão do DADR e Negar provimento ao recurso mantendo as demais conclusões do Acórdão 2302002.085 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária de 19/09/2011. (assinado digitalmente) Marcelo Freitas de Souza Costa Relator Fl. 633DF CARF MF Processo nº 19647.014043/200861 Acórdão n.º 2301005.594 S2C3T1 Fl. 632 5 Fl. 634DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.925294/2009-16
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1201-000.619
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente
(assinado digitalmente)
Paulo Cezar Fernandes de Aguiar - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, Carmem Ferreira Saraiva (suplente convocada), Luis Henrique Marotti Toselli, Rafael Gasparello Lima, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Gisele Barra Bossa e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro José Carlos de Assis Guimarães.
Nome do relator: PAULO CEZAR FERNANDES DE AGUIAR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Paulo Cezar Fernandes de Aguiar Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, Carmem Ferreira Saraiva (suplente convocada), Luis Henrique Marotti Toselli, Rafael Gasparello Lima, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Gisele Barra Bossa e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro José Carlos de Assis Guimarães. Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação cujo crédito é decorrente de pagamento a maior que o devido. No despacho decisório o direito creditório não foi reconhecido porque o pagamento em questão fora integralmente utilizado na quitação de débito devidamente declarado. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 25 29 4/ 20 09 -1 6 Fl. 48DF CARF MF Processo nº 10880.925294/200916 Resolução nº 1201000.619 S1C2T1 Fl. 3 2 Foi protocolada manifestação de inconformidade em que foi alegado que o crédito tinha origem em "antecipações" de IRPJ do Exercício de 2003. Também, que: ao final do ano de 2003 foi apurado prejuízo fiscal e que então a empresa passou a ter o direito de compensar os créditos; o crédito utilizado na PER/DCOMP foi informado tomandose como base o DARF recolhido, quando na verdade deveria ter sido utilizado o "Saldo Negativo" do IRPJ; "foram feitas as devidas correções na DIPJ, onde equivocadamente não havia sido lançado o 'Saldo Negativo' do IRPJ, porém todas as antecipações foram informadas bem como o resultado (prejuízo) do exercício". A manifestação foi considerada improcedente uma vez que, "os equívocos como o relatado pela contribuinte não são apenas formais, tendo inúmeras implicações materiais, pois, dependendo do tipo de crédito informado, o procedimento de análise é diferenciado, requerendo, inclusive, maiores detalhamento e comprovação por parte do contribuinte". Consta ainda de decisão que "não há como acatar a solicitação da contribuinte de se considerar que o crédito utilizado no PER/DCOMP é parte da composição do saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2003". No Recurso Voluntário foi alegado que a) "o artigo 4° da IN/SRF n° 600/2005, vigente à época dos fatos, estabelecia expressamente que a autoridade fiscal deveria determinar a realização de diligencia fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que fosse verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. No caso em tela, este procedimento não foi adotado"; b) "... na hipótese de ocorrer erro no preenchimento de DCTF, e/ou de DIPJ, que não corresponda à verdade dos fatos como ocorre no caso sub examine o contribuinte estará sendo privado de fazer valer um direito seu, direito este amparado por nosso Código Tributário Nacional e pela legislação ordinária"; c) "... tendo ocorrido manifesto erro de preenchimento de declaração, caracterizando o erro de fato, e tendo em vista que o despacho decisório e o acórdão recorrido não foram prolatados com fundamento na verdade material dos fatos, requerse desde já a decretação da nulidade do acórdão recorrido, para que outro seja lavrado levandose em consideração os princípios do Direito Tributário" d) "... o crédito utilizado na PERD/COMP foi informado tomandose como base o 'DARF recolhido', enquanto o correto deveria ter sido o 'Saldo Negativo do IRPJ'"; e) "... foram feitas as devidas retificações na DIPJ, na qual equivocadamente não havia sido lançado o saldo negativo do IRPJ"; f) "... todas as antecipações foram informadas, bem como o resultado (negativo) do exercício"; Fl. 49DF CARF MF Processo nº 10880.925294/200916 Resolução nº 1201000.619 S1C2T1 Fl. 4 3 g) "tendo em vista a clareza do mero erro formal perpetrado, com fundamento no comezinho principio tributário da verdade material, é imperioso que se considere que o crédito utilizado é parte da composição do saldo negativo do IRPJ da DIPJ/2003". É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Cezar Fernandes de Aguiar Relator. Admissibilidade. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, dele devendose conhecer. Mérito. Segundo o recorrente, o crédito indicado na Dcomp referese a pagamento de estimativa. No entanto, esse pagamento foi considerado para compor o saldo negativo do período conforme parte da DIPJ (ficha 12A) constante dos autos, este a efetiva origem do crédito. Ocorre que não consta dos autos a DIPJ integral do período, assim como as DCTFs correspondentes, pelo que não é possível verificar o total dos valores pagos por estimativa e se conferir o valor do saldo negativo do ano em tela. Fazse pois necessária a juntada aos autos da DIPJ integral do período e a demonstração do saldo negativo apurado. Conclusão. Em face do exposto, voto por converter o presente julgamento em diligência para: a) que sejam juntadas as cópias da DIPJ e da DCTF (e eventuais retificadoras) do período correspondente; b) confirmação dos pagamentos/compensações das estimativas que compuseram o saldo negativo; c) verificação quanto à não utilização desse saldo negativo em outras Dcomps; O contribuinte poderá ser intimado a prestar esclarecimentos, a juízo da autoridade diligenciante. A conclusão deverá constar de relatório circunstanciado do qual se dará ciência ao interessado para que, querendo, se manifeste no prazo de trinta dias. Com ou sem a manifestação do interessado, os autos deverão retornar a este colegiado para julgamento. (assinado digitalmente) Fl. 50DF CARF MF Processo nº 10880.925294/200916 Resolução nº 1201000.619 S1C2T1 Fl. 5 4 Paulo Cezar Fernandes de Aguiar Fl. 51DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000426/2008-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1993 a 31/05/1998
CRÉDITO TRIBUTÁRIO PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 8.
Declarada pelo STF, sendo inclusive objeto de súmula vinculante, a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91, que estabeleciam o prazo decenal para constituição e cobrança dos créditos relativos às contribuições sociais previdenciárias, a matéria passa a ser regida pelo Código Tributário Nacional, que determina o prazo de 5 (cinco) anos para a constituição e cobrança do crédito tributário.
O Superior Tribunal de Justiça diante do julgamento do Recurso Especial nº 973.733-SC, em 12/08/2009, afetado pela sistemática dos recursos repetitivos, consolidou entendimento que o termo inicial da contagem do prazo decadencial seguirá o disposto no art. 150, §4º do CTN, se houver pagamento antecipado do tributo e não houver dolo, fraude ou simulação; caso contrário, observará o teor do art. 173, I do CTN.
DECADÊNCIA. PAGAMENTO ANTECIPADO. SÚMULA CARF Nº 99. OCORRÊNCIA.
Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração, nos termos da Súmula 99 do CARF.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2301-005.724
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
João Bellini Júnior Presidente
(assinado digitalmente)
Wesley Rocha Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Antônio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos, Marcelo Freitas de Souza Costa, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado para substituir a conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, ausente justificadamente) e João Bellini Junior (Presidente).
Nome do relator: WESLEY ROCHA
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DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. Declarada pelo STF, sendo inclusive objeto de súmula vinculante, a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91, que estabeleciam o prazo decenal para constituição e cobrança dos créditos relativos às contribuições sociais previdenciárias, a matéria passa a ser regida pelo Código Tributário Nacional, que determina o prazo de 5 (cinco) anos para a constituição e cobrança do crédito tributário. O Superior Tribunal de Justiça diante do julgamento do Recurso Especial nº 973.733SC, em 12/08/2009, afetado pela sistemática dos recursos repetitivos, consolidou entendimento que o termo inicial da contagem do prazo decadencial seguirá o disposto no art. 150, §4º do CTN, se houver pagamento antecipado do tributo e não houver dolo, fraude ou simulação; caso contrário, observará o teor do art. 173, I do CTN. DECADÊNCIA. PAGAMENTO ANTECIPADO. SÚMULA CARF Nº 99. OCORRÊNCIA. 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(assinado digitalmente) João Bellini Júnior – Presidente (assinado digitalmente) Wesley Rocha – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Antônio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos, Marcelo Freitas de Souza Costa, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado para substituir a conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, ausente justificadamente) e João Bellini Junior (Presidente). Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela BRASKEM S/A, contra Decisão de Notificação n.º 04.401.4/0129/2007, proferido pela extinta Delegacia da Receita Previdenciária Julgamento em Salvador, que julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada. O relatório do Acórdão recorrido (fls. 292, e seguintes do eprocesso), descreve o seguinte: "Tratase de lançamento de crédito previdenciário contra as empresas acima identificadas, no montante de R$8.681,15 (oito mil, seiscentos e oitenta e um reais e quinze centavos), consolidado em 29 de novembro de 2004, relativo à responsabilidade solidária decorrente da contratação de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, conforme preceitua o Art. 31 da Lei 8.212/91. 2. Consoante Relatório Fiscal (fls. 63/74), contendo anexos às fls. 75/117, as contribuições apuradas, inseridas no papel de trabalho denominado PET, compreendem a Contribuição da Empresa incidente sobre a remuneração de empregados (20%), a Contribuição da Empresa destinada ao financiamento das prestações por acidente de trabalho SAT (3%) e a Contribuição dos Segurados Empregados (8%). 3. A empresa foi intimada, através dos Termos de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD (fls. 38 a 53), a apresentar a documentação necessária à elisão da responsabilidade solidária, apresentandoa, contudo, sem a observância de todos os dispositivos da legislação vigente no período do débito, tendo sido lavrada, por esse motivo, a NFLD em questão. 3.1. Para o período anterior à Lei 9.032/1995, as guias genéricas apresentadas são consideradas para fins de elisão da responsabilidade solidária. Quando os valores recolhidos são Fl. 439DF CARF MF Processo nº 13502.000426/200810 Acórdão n.º 2301005.724 S2C3T1 Fl. 3 3 inferiores aos apurados, os mesmos são deduzidos das contribuições devidas. 3.2. Já para os serviços constantes de Notas Fiscais emitidas a partir de 05/1995 que é o aplicável ao presente processo é necessária a apresentação de guias específicas vinculadas às referidas notas fiscais e de folhas de pagamento vinculadas ao Tomador de Serviços. 4. De acordo com o relatório fiscal, constitui fato gerador da NFLD em questão a remuneração contida nas Notas Fiscais / Faturas / Recibos de Prestação de Serviços emitidos pela empresa PETUEL INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO INDUSTRIAL LTDA, referentes aos serviços descritos no Relatório de Lançamentos RL e prestados, mediante cessão de mãodeobra, à contratante COPENE Petroquímica do Nordeste S/A, atual BRASKEM S/A (A.G.E. de 16/08/2002 fls. 78 a 85). 5. Fundamentado no §3° do art. 33 da Lei 8.212/91, para a apuração da remuneração da mãodeobra contida nas notas fiscais listadas no Relatório de Lançamentos RL (fls. 07/08), que dizem respeito à execução de serviços diversos de manutenção, foram aplicados, sobre seus valores brutos, o percentuaL de 40% (Serviços em Geral c/ Cessão de Mão de Obra), conforme estabelecido nos artigos 618 a 623 da instrução Normativa INSS/DC n° 100, de 18/12/2003, em vigor à época do lançamento, versando sobre Aferição Indireta da Remuneração da MãodeObra Contida em Nota Fiscal,Fatura ou Recibo de Prestação de Serviços". Após seus argumentos em sede de impugnação terem sidos parcialmente acolhidos, a recorrente apresenta Recurso Voluntário nas fls. 606 e seguintes, aduzindo, além da decadência, o seguinte: Verbas sobre as quais não devem incidir a contribuição previdenciária a encargo do empregador (cota patronal) e que devem ser glosadas do lançamento. Nesse ponto a recorrente alega que seria uma tese sucessiva em relação aos itens anteriores argumentados por ela acima. Alega a não incidência das contribuições sociais previdenciárias sobre verbas pagas a título de auxílio doença, efetuado pelo empregador nos 15 primeiros dias do evento "ensejador" (sic) do acidente/doença, bem como a não incidência a partir de janeiro/2009 sobre o valor pago a título de aviso prévio indenizado, adicional noturno; terço constitucional de férias gozadas, e adicional de insalubridade. retroação da multa de mora de que trata o art. 35, da lei n° 8.212/91 com redação dada pela mp 449/08 e convertida na lei n° 11.941/09, em substituição a multa de mora do art. 35, II, da lei n° 8.212/91 com a redação revogada pelos instrumentos referidos. Por fim, alega ainda da falta de demonstração quanto aos requisitos para aplicação do art. 44, I, da Lei n° 9.430/96, glosandose a multa de 75% (setenta e cinco por cento). Diante dos fatos narrados, é o relatório. Fl. 440DF CARF MF 4 Voto Conselheiro Wesley Rocha Relator O recurso voluntário apresentado está revestido do quesito formal da tempestividade e é de competência desse colegiado. Portanto, dele o conheço. DA PREJUDICIAL DE MÉRITO DA DECADÊNCIA Aduz a recorrente que o processo foi atingido pela decadência. Pede aplicação do art. 150, §4º, do CTN, uma há comprovação nos autos de recolhimento parcial. O Superior Tribunal de Justiça consolidou seu entendimento no Recurso Especial n.º 973.733, de 12/08/2009, julgado sob o regime dos recursos repetitivos, de aplicação obrigatória a este Tribunal. Nesse sentido, o prazo decadencial para o Fisco lançar o crédito tributário é de cinco anos, contados: i) a partir da ocorrência do fato gerador, quando houver antecipação de pagamento e não houver dolo, fraude ou simulação (art. 150, §4º, CTN); ou ii) a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, no caso de ausência de antecipação de pagamento (art. 173, I, CTN). O período exigido aqui é de 01/02/1993 a 31/05/1998, e a intimação se deu em 31.12.2004. Conforme se verifica das efls. 11 e seguintes, existem recolhimentos informados pela fiscalização de todos os períodos autuados. Portanto, os cincos seriam contados a partir dos fatos geradores, correspondentes a e competências seguintes, até 31,0598, já que com a regra interpretada pelo STJ teria se consumado o prazo decadencial no período mencionado, uma vez que a intimação ocorreu no período de 12.2010. Assim, transcorridos os 5 anos decadenciais. Nesse sentido, a DRJ de origem entendeu que deveria ser aplicado o prazo decadencial de 10 (dez) anos. Prazo esse superado pelo. Contudo, em 11 de junho de 2008, o Plenário do Supremo Tribunal julgou o Recurso Extraordinário 559.943, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, com repercussão geral reconhecida, e concluiu que apenas lei complementar pode dispor sobre normas gerais em matéria tributária, incluída a relativa às contribuições previdenciárias, onde a inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei n. 8.212/1991, nos quais havia sido fixado o prazo de dez anos para a prescrição das contribuições da seguridade social e a decadência do direito à sua cobrança. Segundo a conclusão da Corte Suprema, apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de Fl. 441DF CARF MF Processo nº 13502.000426/200810 Acórdão n.º 2301005.724 S2C3T1 Fl. 4 5 crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de Fl. 442DF CARF MF 6 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Assim, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Por fim, de acordo com a Súmula CARF nº 99, "para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração.” Nessas circunstâncias, existindo recolhimento de valores das contribuições, o dispositivo a ser aplicado é o art. 150, § 4°, do CTN, independente se não ocorrer recolhimento específico sobre a mesma rubrica, devendo ser acatada a decadência integral do auto de infração, uma vez que os contaminada a demanda pelo instituto em questão. CONCLUSÃO Nessas circunstâncias, voto por dar provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer a decadência, cancelandose a exigência fiscal. É como voto. (assinado digitalmente) Wesley Rocha – Relator. Fl. 443DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10480.725050/2017-58
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2014
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ISENÇÃO. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE.
Para comprovar ser a recorrente portadora de moléstia grave, se faz necessário laudo pericial oficial, conforme disposto no art. 30 da Lei 9.250 de 26/12/95. Requisitos atendidos.
Numero da decisão: 2002-000.557
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente.
(assinado digitalmente)
Virgílio Cansino Gil - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
Nome do relator: VIRGILIO CANSINO GIL
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2014 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ISENÇÃO. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. Para comprovar ser a recorrente portadora de moléstia grave, se faz necessário laudo pericial oficial, conforme disposto no art. 30 da Lei 9.250 de 26/12/95. Requisitos atendidos.
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ISENÇÃO. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. Para comprovar ser a recorrente portadora de moléstia grave, se faz necessário laudo pericial oficial, conforme disposto no art. 30 da Lei 9.250 de 26/12/95. Requisitos atendidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 72 50 50 /2 01 7- 58 Fl. 75DF CARF MF Processo nº 10480.725050/201758 Acórdão n.º 2002000.557 S2C0T2 Fl. 3 2 Tratase de Recurso Voluntário (fl. 54) contra decisão de primeira instância (fls. 45/48), que julgou improcedente a impugnação do sujeito passivo. Em razão da riqueza de detalhes, adoto o relatório da DRJ, que assim diz: Tratase de impugnação apresentada pela pessoa física em epígrafe em 29/06/2017 (fls. 02 a 05), contra a Notificação de Lançamento (NL) do Imposto de Renda Pessoa Física (fls. 07 a 10), da qual a contribuinte foi cientificada em 08/06/2017 (fl. 40), que apurou um saldo de imposto a restituir ajustado de R$ 588,68, resultante da revisão da Declaração de Ajuste Anual (DAA), exercício de 2015, anocalendário de 2014. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal da Notificação de Lançamento foi apurada a infração de Omissão de Rendimentos – Rendimentos Indevidamente Considerados como Isentos por Moléstia Grave, referente à fonte pagadora Fundo do Regime Geral de Previdência Social, no valor de R$ 36.658,83 com IRRF de R$ 1.478,40, haja vista que a contribuinte não apresentou ao fisco Laudo Médico Pericial. Em sua defesa, a Impugnante alegou que o valor recebido é isento por se tratar de proventos de aposentadoria, reforma ou pensão recebidos por portador de moléstia grave. O resumo da decisão revisanda está condensado na seguinte ementa do julgamento: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ISENÇÃO. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. Para fazer jus à isenção prevista no art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713, de 1988, o beneficiário do rendimento deverá comprovar, além de seus rendimentos serem oriundos de aposentadoria, reforma ou pensão, ser portador da moléstia grave constante do rol elencado no inciso acima citado, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Inconformada, a contribuinte apresentou recurso, juntando documentos. É o relatório. Passo ao voto. Fl. 76DF CARF MF Processo nº 10480.725050/201758 Acórdão n.º 2002000.557 S2C0T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Virgílio Cansino Gil Relator Recurso Voluntário aviado a modo e tempo, portanto dele conheço. A contribuinte foi notificada em 09/11/2017 (fl. 50); Recurso Voluntário protocolado em 04/12/2017 (fl. 54), assinado pela própria contribuinte. Nestes autos, a contribuinte responde pela seguinte infração: Omissão de Rendimentos – Rendimentos Indevidamente Considerados como Isentos por moléstia Grave. O v. acórdão, analisando os documentos apresentados, houve por bem julgar pela improcedência da impugnação, eis que os documentos não se prestam ao fim que se destinam. A recorrente não se conformando com o decidido, juntou novamente os mesmos documentos. A r. decisão primeira deve ser reformada, pois o laudo médico juntado à fl. 57 foi emitido por nosocômio público e a doença faz parte daquelas que dão direito a isenção, o que atende a legislação no particular. Isto posto, e pelo que mais consta dos autos, conheço do Recurso Voluntário, e no mérito dáse provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Fl. 77DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10680.913574/2009-38
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Nov 05 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1001-000.074
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que sejam tomadas as seguintes providências em relação alegado pagamento a maior:(i) Intimar a Recorrente a juntar a escrituração contábil completa e suficiente para a resolução do litígio mantida com observância das disposições legais para fazer prova a favor dos fatos alegado, ou seja, de que o recolhimento por DARF de estimativa de IRPJ de dezembro de 2004 (declarado em DCTF retificadora, apresentada em 13/03/2009) não correspondia ao valor declarado para o mês citado; (ii) Juntar aos autos as DIPJs e DCTFs relativas ao AC 2004, originais e retificadoras, destacando os valores declarados correspondentes ao IRPJ estimativa do período dezembro/2004 e ao IRPJ anual.
(Assinado Digitalmente)
Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, José Roberto Adelino da Silva e Eduardo Morgado Rodrigues.
Nome do relator: LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA
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decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que sejam tomadas as seguintes providências em relação alegado pagamento a maior:(i) Intimar a Recorrente a juntar a escrituração contábil completa e suficiente para a resolução do litígio mantida com observância das disposições legais para fazer prova a favor dos fatos alegado, ou seja, de que o recolhimento por DARF de estimativa de IRPJ de dezembro de 2004 (declarado em DCTF retificadora, apresentada em 13/03/2009) não correspondia ao valor declarado para o mês citado; (ii) Juntar aos autos as DIPJs e DCTFs relativas ao AC 2004, originais e retificadoras, destacando os valores declarados correspondentes ao IRPJ estimativa do período dezembro/2004 e ao IRPJ anual. (Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, José Roberto Adelino da Silva e Eduardo Morgado Rodrigues.
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(Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, José Roberto Adelino da Silva e Eduardo Morgado Rodrigues. RELATÓRIO Tratase de pedido de Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp n° 04636.25293.090905.1.7.042288, de 09/09/2005, efls. 08/12) em que o contribuinte requereu crédito de R$ 9.928,61, relativo a valor parcial de DARF, recolhido em 31/01/2005, correspondente a Pagamento Indevido ou a Maior de IRPJ, e compensação dos débitos discriminados no referido PER/DCOMP. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 13 57 4/ 20 09 -3 8 Fl. 112DF CARF MF Processo nº 10680.913574/200938 Resolução nº 1001000.074 S1C0T1 Fl. 113 2 O pedido foi indeferido, conforme Despacho Decisório (efl. 04), que analisou as informações relativas ao direito creditório e concluiu que o crédito foi integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, a qual foi analisada pela Delegacia de Julgamento (DRJ) jurisdicionada. Pela precisão na descrição dos fatos seguintes, reproduzo a seguir, em parte, o Relatório constante do Acórdão da DRJ (efls. 81/82): DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório em 30 de abril de 2009, conforme doc. de fl. 24, o interessado apresenta manifestação de inconformidade (fls. 01/02), protocolizada em 15/05/2009, argumentando em síntese que: o crédito decorre de pagamento indevido ou a maior de IRPJ efetuado em 31/01/2005, período de apuração 31/12/2004 sob o código 2362 no valor de R$117.983,5 . comprovase por meio da Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) do Exercício de 2005, ano calendário de 2004, Linha 13 da Ficha 11 Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa relativo ao mês de dezembro de 2004, que não há valor devido do IRPJ (fls. 04/05). dessa forma, gerouse, o recolhimento indevido de IRPJ (valor pago superior ao valor efetivamente devido) no montante de R$117.983,56. a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF retificadora comprova que não há valor devido deste débito (doc. de fl. 10). Diante do exposto e conforme comprovado por meio das declarações (DIM e DCTF), resta comprovado que a empresa, ao invés do débito identificado na decisão proferida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), apresenta crédito no valor do DARF pago de R$117.983,56. Requer, que a Manifestação de Inconformidade seja julgada proce com a consequente retificação do referido Despacho Decisório e o cancelamento da exigência fiscal referente ao PER/DCOMP n° 04636.25293.090905.1.7.042288 (doc. de fls. 07/11). É o Relatório. A decisão de primeira instância (efls. 61/66) julgou a manifestação de inconformidade improcedente, por entender que: "...a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que sofrer retenção a maior de imposto de renda sobre rendimentos que integram a base de cálculo de imposto, ou efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda a título de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ ao final do período de Fl. 113DF CARF MF Processo nº 10680.913574/200938 Resolução nº 1001000.074 S1C0T1 Fl. 114 3 apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de período. Cientificada da decisão de primeira instância em 01/06/2009 (efl. 46) a Interessada interpôs recurso voluntário, protocolado em 30/06/2009 (efl. 48), em que repete os argumentos já apresentados de que houve recolhimento por DARF de estimativa de IRPJ declarado em DCTF retificadora (relativa ao 4° trimestre 2004, apresentada em 13/03/2009) como indevido, tendo, portanto, direito creditório o qual foi compensado em DCOMP: VOTO Conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa Relator O recurso voluntário apresentado pela Recorrente é tempestivo atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. Para que haja o reconhecimento do direito creditório é necessário um cuidadoso exame do pagamento a maior de tributo, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. Desta forma, a comprovação, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do valor pleiteado a título de restituição gera direito à compensação de débito até o valor reconhecido. Observo que a Súmula CARF nº 84 preceitua que o pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática, qual seja, a efetiva existência do suscitado pagamento a maior de estimativa relativa a dezembro de 2004 em relação ao valor devido naquele mês. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para que sejam tomadas as seguintes providências em relação alegado pagamento a maior: a) Intimar a Recorrente a juntar a escrituração contábil completa e suficiente para a resolução do litígio mantida com observância das disposições legais para fazer prova a favor dos fatos alegado, ou seja, de que o recolhimento por DARF de estimativa de IRPJ de dezembro de 2004 (declarado em DCTF retificadora, apresentada em 13/03/2009) não correspondia ao valor declarado para o mês citado. b) Juntar aos autos as DIPJs e DCTFs relativas ao AC 2004, originais e retificadoras, destacando os valores declarados correspondentes ao IRPJ estimativa do período dezembro/2004 e ao IRPJ anual. Fl. 114DF CARF MF Processo nº 10680.913574/200938 Resolução nº 1001000.074 S1C0T1 Fl. 115 4 A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados, atestando se o pagamento efetuado encontrase disponível para a compensação requerida. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes à diligência efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes. Após os autos devem ser devolvidos a este CARF em conjunto com os processo conexos 10680.913577/200971 e 10680.913573/200993. (documento assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Fl. 115DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10680.906517/2015-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 25/07/2011
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRECLUSÃO.
Argumento trazido em sede de recurso voluntário não foi colocado ao tempo da manifestação de inconformidade, precluindo o direto fazê-lo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-005.246
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10680.904943/2015-40, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Salvador Cândido Brandão Júnior, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 25/07/2011 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRECLUSÃO. Argumento trazido em sede de recurso voluntário não foi colocado ao tempo da manifestação de inconformidade, precluindo o direto fazê-lo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10680.904943/2015-40, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Salvador Cândido Brandão Júnior, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
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PRECLUSÃO. Argumento trazido em sede de recurso voluntário não foi colocado ao tempo da manifestação de inconformidade, precluindo o direto fazêlo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 10680.904943/201540, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Salvador Cândido Brandão Júnior, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 65 17 /2 01 5- 41 Fl. 79DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente processo administrativo pedido de restituição formalizado por meio de PER/DCOMP para obter reconhecimento de direito creditório do tributo por suposto pagamento a maior ou indevido. Em análise ao referido documento, a autoridade tributária proferiu Despacho Decisório Eletrônico, formalizado no sentido do indeferimento da restituição pretendida pela interessada, explicando que o pagamento indicado já estava integralmente alocado, não restando, assim, crédito disponível para restituição e eventuais compensações vinculadas à esse crédito. Inconformado, o interessado apresentou manifestação de inconformidade tempestiva esclarecendo que durante procedimento de auditoria interna, realizada nas apurações dos tributos da companhia, foram identificados pagamentos a maior em determinados períodos e a menor em outros. Para regularizar a situação fiscal perante a Receita Federal do Brasil, providenciou a quitação dos débitos pagos a menor e solicitou a restituição dos pagamentos a maior, retificando as DCTF para informar os novos valores. Entende que a Per/Dcomp está em conformidade com o art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996 e com a Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 2012, restando demonstrada a insubsistência e improcedência do despacho decisório. A DRJ julgou a manifestação de inconformidade improcedente, nos termos do Acórdão nº 06057.206. Inconformada com decisão de primeira instância, a contribuinte apresentou recurso voluntário, em síntese, trazendo argumento novo, de que o pagamento indevido seria da conta de Sociedades em Conta de Participação da qual é sócia ostensiva. É o relatório. Fl. 80DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301005.223, de 27 de setembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10680.904943/201540, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3301005.223): "O recurso voluntário apresentado é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade1. A acórdão recorrido desce a detalhes do ocorrido: Segundo a versão apresentada pela defesa, o crédito apontado (R$ 275,20) decorreu da revisão da base de cálculo da COFINS de 31/03/2010, conforme informado na DCTF retificadora apresentada em 06/11/2014. Constatouse que o despacho decisório foi emitido levando em conta as informações contidas na DCTF retificadora, transmitida em 06/11/2014, a qual, como se vê, tratase da DCTF retificadora que a contribuinte alega conter as informações corretas correspondente ao débito do período. Nessa DCTF, o débito de COFINS confessado do período de apuração de 31/03/2010 é de R$ 1.134.352,27 – que foi quitado por meio de vários pagamentos (DARF) que totalizam R$ 871.733,98 e compensações no valor de R$ 696,80 – restando, saldo a pagar de R$ 261.921,49 – conforme a tela extraída do sistema de controle de declarações: 1 Ressaltese ser desnecessário responder todos as questões levantadas pelas partes, em já havendo motivo suficiente para decidir (Lei n° 13.105/15, art. 489, § 1o , IV. STJ, 1ª Seção, EDcl no MS 21.315DF, julgado de 8/6/2016, rel. Min. Diva Malerbi). Fl. 81DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 5 4 Essas mesmas informações constam da DCTF que está ativa no sistema de controle de declarações, transmitida em 08/01/2015. No sistema de controle de arrecadação, verificouse que os pagamentos apontados na DCTF retificadora – no valor total de R$ 871.733,98 – foram validados e vinculados ao débito de Cofins do período (código 2172). No entanto, tendo em vista que os pagamentos validados foram insuficientes para a extinção do débito e verificada a existência de outros pagamentos para o mesmo período de apuração, dentre os quais o pagamento pleiteado no PER em tela, o sistema informatizado alocou esses pagamentos para amortizar parte do saldo devedor confessado na DCTF, como se vislumbra nas telas copiadas a seguir: Fl. 82DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 6 5 Desse modo, o pagamento por meio do DARF discriminado no PER – de R$ 275,20 – foi integralmente utilizado para quitar o débito de COFINS de 31/03/2010, em face das informações prestadas pela própria contribuinte na DCTF retificadora apresentada à Receita Federal, não restando crédito para a restituição pretendida: [...] Destaca ainda a decisão de piso que "desde a constituição da DCTF pela Instrução Normativa SRF nº 126, de 30/10/1998, e suas alterações posteriores, e de acordo com o disposto no DecretoLei nº 2.124, de 13/06/1984", tal declaração constituise em confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário. A recorrente, alega que o pagamento indevido de R$275,20, seria provenientes e originário "de SCP’s (Sociedades em Conta de Participação), das quais" [...] "é sócia ostensiva". E acrescenta: O débito montante de R$ 1134352,27, declarado em DCTF, alberga valores devidos de Cofins de várias SCP’s que tem a Recorrente como sócia ostensiva e outras empresas como sócias participantes. A título de lembrete sabese que os sócios ostensivos de SCP’s são aquelas pessoas jurídicas que se obrigam perante terceiros, enquanto que os sócios participantes (antigos sócios ocultos), não têm essa obrigação. Em vista dessa situação, a Recorrente é responsável pelas obrigações acessórias tributárias, dentre elas, a apresentação de DCTF com os competentes recolhimentos tributários. Fl. 83DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 7 6 No caso em questão, o valor recolhido, R$ 275,2 é proveniente da atividade da SCP, "Laguna Beach" contrato anexo, Doc. 1, que recolheu este valor. Contudo, como já informado, tinha como valor devido a quantia de R$ 0 Ao manter a decisão que indeferiu o crédito pleiteado, a Receita Federal acaba violando a individualidade de outra pessoa jurídica, uma vez que o crédito solicitado diz respeito a uma sociedade em conta de participação específica que tem a Recorrente como sócia ostensiva. O quadro abaixo, demonstra muito bem a composição deste crédito. Tanto que o código do imposto é o 217208, cujo dígito identifica ser o crédito decorrente de sociedade em conta de participação. Portanto, no caso da decisão ser mantida, permanecerseá uma verdadeira invasão no patrimônio da SCP Laguna Beach, visto o desrespeito à sua individualidade e atividade empresarial, pois está sendo punida por conta de débitos tributários que não são dela. “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Anocalendário: 2008 SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO. SUJEIÇÃO TRIBUTÁRIA. Na apuração dos resultados da sociedade em conta de participação serão observadas as normas aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Tendo em vista que a sociedade em conta de participação não se confunde com o sócio ostensivo, os resultados daquela não podem ser tributados diretamente neste mas apenas distribuídos na proporção da participação.” (CARF, Recurso Voluntário Recurso de Ofício, PTA 15504.724276/201314, Acórdão 1402 002.208. Relator Dr. Leonardo de Andrade Couto , DJ 27.06.2016) (destacouse) Diante do exposto, não há que se falar na aplicação da IN SRF 126/98, pois o saldo a pagar da Recorrente não pode prejudicar uma SCP em que ela é a sócia ostensiva e que, por isso, é obrigada ao cumprimento das obrigações acessórias, dentre elas, a entrega de DCTF. Ocorre, no entanto, que tal argumento de defesa não foi trazido em sede de manifestação de inconformidade, precluindo o direto de fazêlo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. Também não localizei a prova da liquidez e certeza do crédito em foco, que não a DCTF retificada e o DARF dado como pago indevidamente. Tal Fl. 84DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 8 7 comprovação é exigência do art. 170 do Código Tributário Nacional e ônus do peticionário, nos termos do art. 373 do Código do Processo Civil. Assim, por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o Colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 85DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10640.001868/2002-15
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Nov 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 1997
PAGAMENTO A MENOR DE CSLL. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. ADIMPLIDO TODO O TRÂMITE DO PAF TORNA-SE AUSENTE O CERCEAMENTO DE DEFESA.
Não há cerceamento de defesa quando não se comprova efetivamente o malferimento ao deslinde do PAF e o respectivo ônus ao contribuinte, razão pela qual as alegações genéricas não merecem ser acolhidas.
Numero da decisão: 1002-000.448
Decisão: Recurso Voluntário Negado
Direto Creditório Não Reconhecido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Breno do Carmo Moreira Vieira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ailton Neves da Silva (presidente da Turma), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes.
Nome do relator: BRENO DO CARMO MOREIRA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 1997 PAGAMENTO A MENOR DE CSLL. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. ADIMPLIDO TODO O TRÂMITE DO PAF TORNA-SE AUSENTE O CERCEAMENTO DE DEFESA. Não há cerceamento de defesa quando não se comprova efetivamente o malferimento ao deslinde do PAF e o respectivo ônus ao contribuinte, razão pela qual as alegações genéricas não merecem ser acolhidas.
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ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. ADIMPLIDO TODO O TRÂMITE DO PAF TORNASE AUSENTE O CERCEAMENTO DE DEFESA. Não há cerceamento de defesa quando não se comprova efetivamente o malferimento ao deslinde do PAF e o respectivo ônus ao contribuinte, razão pela qual as alegações genéricas não merecem ser acolhidas. Recurso Voluntário Negado Direto Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Breno do Carmo Moreira Vieira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ailton Neves da Silva (presidente da Turma), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 00 18 68 /2 00 2- 15 Fl. 685DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário (efls. 656 à 658) interposto contra o Acórdão n° 0957.926, proferido pela 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora/JFA (efls. 647 à 649), que, por unanimidade de votos, julgar a impugnação procedente, mantendose o lançamento da CSLL no importe de R$ 403,95, acrescida de multa de mora (20%) e juros de mora, calculados até a data do efetivo pagamento. Decisão essa ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1997 FALTA DE RECOLHIMENTO DE TRIBUTO DECLARADO EM DCTF QUITAÇÃO POR COMPENSAÇÃO A CSLL lançada comprovadamente quitada por compensação, antes da lavratura do auto de infração, não pode compor o crédito tributário apurado pela Fiscalização. Impugnação Procedente Crédito Tributário Mantido em Parte Por representar acurácia na análise dos fatos, faço uso do Relatório do Acórdão a quo: Em decorrência de auditoria interna procedida junto à contribuinte, foi lavrado Auto de infração de fl. 16 (processo físico), relativamente a fatos geradores ocorridos no ano calendário 1997, exigindolhe o recolhimento de um crédito tributário no montante de R$ 8.556,20, sendo R$ 3.186,55 a título de CSLL. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, parte integrante da peça fiscal, o lançamento, relativo ao 3o trimestre anocalendário 1997, decorreu da falta de pagamento da contribuição, motivada por informação em DCTF de vinculação à compensação sem DARF, crédito proveniente de processo judicial não comprovado. A contribuinte apresentou impugnação contra o lançamento e o colegiado de 1ª instância administrativa, através do acórdão 09 32.322 – 2º Turma da DRJ/JFA, sessão de 10/11/2010, julgou improcedente a impugnação e manteve o crédito tributário em parte, reduzindo a multa aplicada de 75% para 20%, em função de retroatividade benigna. A contribuinte apresentou recurso voluntário ao CARF que, através do acórdão 180201.072 – 2ª Turma Especial, Sessão de 16/01/2012, afastou os fundamentos que levaram ao não reconhecimento da compensação na primeira instância administrativa (a prescrição do crédito e o conteúdo da DIRPJ), Fl. 686DF CARF MF Processo nº 10640.001868/200215 Acórdão n.º 1002000.448 S1C0T2 Fl. 686 3 determinou que autos retornassem à Delegacia de Julgamento, para que uma nova decisão seja proferida em relação às matérias ainda não examinadas naquela instância. O processo foi baixado em diligência para verificação, pela autoridade preparadora, “da existência de direito creditório, referente à CSLL, decorrente das implicações da decisão judicial transitada em julgado, que possa ser utilizado na compensação com débito da própria contribuição …”. A autoridade preparadora apresentou o Relatório de Diligência Fiscal, reabrindo prazo para apresentação de razões adicionais de defesa, sem que, dentro do prazo legal, a contribuinte se manifestasse. É o relatório. O Recurso Voluntário, em sua essência, tem seu cerne a alegação de cerceamento de defesa, pois sustenta ter sido a decisão a quo lastreada exclusivamente no Relatório de Diligência Fiscal; alega, ainda, que não teve acesso ao indigitado Relatório, por conta de "operação tartaruga" perpetrada pela Receita Federal, verbis: É o Relatório. Voto Conselheiro Breno do Carmo Moreira Vieira, Relator Admissibilidade Fl. 687DF CARF MF 4 O Recurso Voluntário supre os requisitos de admissibilidade intrínsecos, uma vez que é cabível, há interesse recursal, a recorrente detém legitimidade e inexiste fato impeditivo, modificativo ou extintivo do poder de recorrer. Outrossim, atende aos pressupostos de admissibilidade extrínsecos, pois há regularidade formal, inclusive estando adequada a representação processual, e apresentase tempestivo, tendo respeitado o trintídio legal, na forma exigida no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal. Demais disto, observo a plena competência deste Colegiado, na forma do art. 23B, do Regimento Interno do CARF, com redação da Portaria MF n.º 329, de 2017. Portanto, conheço do Recurso Voluntário. Mérito Quanto ao mérito, não assiste razão ao Recorrente. Por primeiro cabe ressaltar que a única matéria veiculada em sede de Recurso Voluntário foi a alegação de cerceamento de defesa. Ao advogar essa tese, sustenta ter ocorrido negativa de acesso ao Relatório de Diligência Fiscal (o qual serviu de lastro para a decisão de piso), em virtude de "operação tartaruga" dos Auditores da Receita Federal; aduz, ainda, que sem o acesso ao Relatório, tornaseia inviável o exercício pleno do direito de defesa. Contudo, a aludida vertente defensiva não encontra respaldo fático e processual. Notase que o Relatório de Diligência Fiscal (efls. 621 à 632) foi sim recebido pela sócia do Recorrente Sra. Eliane Maria da Silva em 17/04/2015 (efl. 643), abrindose prazo de manifestação do Contribuinte. Este, contudo, transcorreu sem qualquer pronunciamento de oposição. Portanto, não há qualquer agressão ao direito de defesa, pois este foi propiciado durante todo o deslinde do PAF com absoluta lisura e rigidez. De arremate, impende destacar que o Recorrente também não apresentou qualquer prova material de suas alegações, o que corrobora a fragilidade de sua tese. Ademais, repiso que o deslinde processual ocorreu de forma escorreita e sem quaisquer mitigações em seu trâmite, de modo que as alegações formuladas nas peças defensivas devem ser demonstradas e acompanhadas de elementos de prova capazes de formar a convicção dos julgadores; sendo que tal mister deve ser providenciado pelo Recorrente já na exordial. Importa, assim, observar os dispositivos legais a seguir. a. Lei n.º 5.869/73 (CPC): Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; b. Lei n.º 13.105/15 (CPC): Art. 373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. c. Decreto n.º 70.235/72: Fl. 688DF CARF MF Processo nº 10640.001868/200215 Acórdão n.º 1002000.448 S1C0T2 Fl. 687 5 Art. 16. (...) (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. Dispositivo Ante o exposto, voto para conhecer do recurso voluntário e, no mérito, negar lhe provimento, mantendo o teor do Acórdão prolatado pela DRJ. É como Voto. (assinado digitalmente) Breno do Carmo Moreira Vieira Fl. 689DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000206/2009-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2004,2005
RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DO VALOR DE ALÇADA. NÃO CONHECIMENTO. MOMENTO DA VERIFICAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 103.
A Portaria MF nº 63/2017 elevou para R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) o valor mínimo da exoneração do crédito e penalidades promovida pelas Delegacias Regionais de Julgamento para dar ensejo à interposição válida de Recurso de Ofício.
Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
Ainda que, quando da prolatação de Acórdão que cancela determinada exação, a monta exonerada enquadrava-se na hipótese de Recurso de Ofício, o derradeiro momento da verificação do limite do valor de alçada é na apreciação do feito pelo Julgador da 2ª Instância administrativa.
Numero da decisão: 1402-003.545
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício, nos termos da Súmula CARF nº 103. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 15521.000284/2009-79, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira.
(assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Presidente Substituto e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edeli Pereira Bessa, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Eduardo Morgado Rodrigues (Suplente Convocado) e Paulo Mateus Ciccone (Presidente Substituto). Ausente justificadamente a Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio.
Nome do relator: PAULO MATEUS CICCONE
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2004,2005 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DO VALOR DE ALÇADA. NÃO CONHECIMENTO. MOMENTO DA VERIFICAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 103. A Portaria MF nº 63/2017 elevou para R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) o valor mínimo da exoneração do crédito e penalidades promovida pelas Delegacias Regionais de Julgamento para dar ensejo à interposição válida de Recurso de Ofício. Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Ainda que, quando da prolatação de Acórdão que cancela determinada exação, a monta exonerada enquadrava-se na hipótese de Recurso de Ofício, o derradeiro momento da verificação do limite do valor de alçada é na apreciação do feito pelo Julgador da 2ª Instância administrativa.
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LIMITE DO VALOR DE ALÇADA. NÃO CONHECIMENTO. MOMENTO DA VERIFICAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 103. A Portaria MF nº 63/2017 elevou para R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) o valor mínimo da exoneração do crédito e penalidades promovida pelas Delegacias Regionais de Julgamento para dar ensejo à interposição válida de Recurso de Ofício. Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Ainda que, quando da prolatação de Acórdão que cancela determinada exação, a monta exonerada enquadravase na hipótese de Recurso de Ofício, o derradeiro momento da verificação do limite do valor de alçada é na apreciação do feito pelo Julgador da 2ª Instância administrativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício, nos termos da Súmula CARF nº 103. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 15521.000284/200979, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Presidente Substituto e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 02 06 /2 00 9- 12 Fl. 5091DF CARF MF Processo nº 19515.000206/200912 Acórdão n.º 1402003.545 S1C4T2 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edeli Pereira Bessa, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Eduardo Morgado Rodrigues (Suplente Convocado) e Paulo Mateus Ciccone (Presidente Substituto). Ausente justificadamente a Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio. Relatório Trata de Recurso de Ofício oposto em face do cancelamento de exações sofridas pela Contribuinte, promovido pela DRJ a quo, dando provimento às razões de Impugnação opostas contra o lançamento de ofício procedido. Na sequência, os autos foram encaminhados para este Conselheiro relatar e votar. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Mateus Ciccone Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1402003.484, de 18/10/2018, proferido no julgamento do Processo nº 15521.000284/2009 79, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1402003.484): "Inicialmente, analisando os requisitos de admissibilidade do Recurso de Ofício, constatase que tal apelo foi tirado de v. Acórdão que exonerou débito tributário (considerando, aqui, principal e multas) em monta inferior ao atual valor de alçada que propiciaria seu manejo e consequente conhecimento por este E. CARF. Posto isso, tal montante está abaixo do mínimo de R$ 2.500.000,00 fixados pela Portaria MF nº 63/2017, acarretando no seu não conhecimento, considerandose definitivamente exonerado tal crédito fiscal, nos precisos termos e limites da r. decisão da DRJ a quo. Fl. 5092DF CARF MF Processo nº 19515.000206/200912 Acórdão n.º 1402003.545 S1C4T2 Fl. 4 3 Tais circunstâncias e ocorrência também atraem a incidência da Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Como se extrai de tal entendimento sumular plenamente vigente deste E. Conselho, ainda que quando da prolatação do v. Acórdão recorrido a monta do débito cancelado enquadravase na hipótese de Recurso de Ofício, o derradeiro momento da verificação do limite do valor de alçada é na apreciação do feito pelo Julgador de 2ª Instância administrativa. In casu, como mencionado, tal evento ocorre após a vigência Portaria MF nº 63/2017, não havendo mais justificativa e motivação para o conhecimento recursal. Diante de todo o exposto, voto por não conhecer do Recurso de Ofício, nos termos da Súmula CARF nº 103." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto no sentido de não conhecer do recurso de ofício, nos termos da Súmula CARF nº 103, conforme voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Fl. 5093DF CARF MF
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Numero do processo: 15555.720036/2015-07
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2012
NÃO APRESENTAÇÃO DE NOVAS RAZÕES DE DEFESA PERANTE A SEGUNDA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. CONFIRMAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA.
Não tendo sido apresentadas novas razões de defesa perante a segunda instância administrativa, adota-se a decisão recorrida, mediante transcrição de seu inteiro teor. § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 RICARF.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO OBJETO DE DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO
Compensação é procedimento facultativo através do qual o sujeito passivo pode se ressarcir de valores pagos indevidamente, deduzindo-os das contribuições devidas à Previdência Social.
É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da decisão judicial.
DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS.
As decisões judiciais só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
Numero da decisão: 2301-005.732
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
João Bellini Júnior - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Antonio Sávio Nastureles - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos, Marcelo Freitas de Souza Costa, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado para substituir a conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, ausente justificadamente) e João Bellini Junior (Presidente).
Nome do relator: ANTONIO SAVIO NASTURELES
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CONFIRMAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. Não tendo sido apresentadas novas razões de defesa perante a segunda instância administrativa, adotase a decisão recorrida, mediante transcrição de seu inteiro teor. § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 RICARF. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO OBJETO DE DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO Compensação é procedimento facultativo através do qual o sujeito passivo pode se ressarcir de valores pagos indevidamente, deduzindoos das contribuições devidas à Previdência Social. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da decisão judicial. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões judiciais só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 55 5. 72 00 36 /2 01 5- 07 Fl. 179DF CARF MF 2 João Bellini Júnior Presidente. (Assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos, Marcelo Freitas de Souza Costa, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado para substituir a conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, ausente justificadamente) e João Bellini Junior (Presidente). Relatório 1. Tratase de julgar recurso voluntário (efls 145/167) interposto em face do Acórdão nº 0738.074 (efls 129/137), prolatado pela 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis que julgou improcedente manifestação de inconformidade ao não reconhecer o direito creditório decorrente de compensação de contribuições previdenciárias procedidas pelo ora Recorrente. 2. Esclareçase que as razões trazidas no recursos voluntário do contribuinte (efls. 145/167) são praticamente idênticas àquelas que constam nas peças impugnatórias, motivo que nos leva a transcrever o relatório1 contido decisão de primeira instância, suficiente para a compreensão do contexto do litígio. Trata o presente processo de Manifestação de Inconformidade, contra Despacho Decisório emitido pela Delegacia da Receita Federal em Nova Iguaçu/RJ, emitido em 08/07/2015, fls. 63/70, cuja decisão considerou não homologado valores indevidamente compensados pelo sujeito passivo, no montante de R$ 8.037.960,05. Nos termos do despacho decisório, a autoridade lançadora informa que o contribuinte declarou e compensou indevidamente valores de contribuições previdenciárias na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, nas competências indicadas. A fiscalização apresenta o seguinte relato a respeito dos fatos motivadores do Despacho Decisório, conforme segue. Relata que foi procedido analise nas compensações realizadas pela empresa nas GFIPs – Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social pelo contribuinte, ao longo dos anos de 2010 e 2012, a seguir indicadas. 1 Acórdão 0738.074, efls. 130 em diante. Fl. 180DF CARF MF Processo nº 15555.720036/201507 Acórdão n.º 2301005.732 S2C3T1 Fl. 180 3 Cita que o contribuinte foi intimado a justificar as compensações efetuadas e que este, em resposta, informou que o procedimento foi efetuado com amparo no processo judicial nº 2010.51.10.0009703, em tramitação na 2º Vara Federal de Execução Fiscal de São de Meriti/RJ. A fiscalização, da análise do citado processo, informa que este se trata de Mandado de Segurança, cuja sentença, proferida em 05.07.2012, assim assentou: “No que tange ao pedido de compensação, deixo claro que, apesar da ação mandamental ser adequada para declaração do direito compensação tributária, nos termos da súmula nº 213, do Colendo Superior Tribunal de Justiça, é imperiosa a demonstração efetiva d recolhimento indevido, o que deverá ser efetivado perante o órgão fazendário, observadas as determinações acima quanto à prescrição limitações legais. A correção dos créditos a serem compensados naturalmente feita pelo sistema da RFB a partir de 1996 pela tax SELIC, conforme entendimento pacífico do e. STJ. (Res 1.111.175/SP), não cabendo a incidência de juros ou correção monetária, já incluídos na SELIC. Do quanto ficou exposto CONCEDO PARCIALMENTE A SEGURANÇA, para suspender apenas, a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente ao valores pagos nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento do funcionário doente ou acidentado e relativamente ao adicional de férias de um terço, na forma da fundamentação supra. JULGO IMPROCEDENTE O PEDIDO da mesma natureza no que tange ao valores pagos, a título de salário maternidade e de férias (salvo quando tiver por origem férias não gozadas e convertidas e pecúnia), consoante exposto acima.” Prossegue descrevendo que nas pesquisas ao sítio daquele Tribunal, não consta o Transito em Julgado da citada ação judicial, condição, como acima abordada, indispensável à utilização do pretenso crédito no encontro de contas fiscais. Fl. 181DF CARF MF 4 Relata que a decisão proferida na justiça federal em 20.03.2013, em julgamento aos Embargos de Declaração propostos pela autora, foi clara ao condicionar a compensação ao trânsito em julgado. Salienta que em 01/07/2014 o Tribunal Regional da 2º Região negou provimento às Apelações da Fazenda Federal e da autora. Afirma que, com amparo do art 1º Portaria DRFNIU nº 68, de 05.09.2013, decidiu não homologar as compensações objeto de analise. O contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, fls. 77/100, a qual, em síntese traz os argumentos a seguir relatados: Requer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, no que o Código Tributário Nacional é expresso ao determinar como hipótese de suspensão a apresentação pelo contribuinte de defesa administrativa. Que em contrário, o contribuinte sofre pena de sofrer maléficos e equivocados efeitos patrimoniais, antes da constituição definitiva do crédito, com a conseqüente decisão final administrativa. Que em face disto, não deve constar restrição à expedição de Certidão Negativa de Débitos ou outra com o mesmo efeito, assim como inscrição no CADIN, nem procedimentos de cobrança executiva pelo ente tributante, até a finalização do processo administrativo fiscal. Alega a estrita legalidade do procedimento fiscal adotado pelo contribuinte. Que a compensação, posta como modalidade extintiva do crédito tributário, emerge quando o sujeito passivo da obrigação tributária é, ao mesmo tempo, credor e devedor do erário público. Pondera que caso as obrigações sejam recíprocas entres os sujeitos da relação jurídica, admitese a possibilidade de extinção dos débitos e créditos recíprocos entre credor e devedor, sempre em montantes equivalentes. Com relação a fundamentação legal, cita o DecretoLei 2.287/86, no que alega que a compensação deve ser de ofício, pelo fisco, em procedimento interno da SRF, para qualquer débito do contribuinte. Cita a lei 9.430/96, no que o procedimento deve ser efetuado pelo contribuinte, mediante autorização da SRF. Aduz que a Lei 8.383/91, autoriza a compensação diretamente pelo contribuinte mediante escrituração contábil, para débitos da mesma espécie e destinação constitucional, apurados em períodos subseqüentes. Cita que entre os regimes acima listados, destaca o previsto no art. 66 da Lei 8.383/91, pois nessa modalidade de compensação, diferentemente das outros mencionados, não há prévio exame da autoridade fiscal de modo a conferir aos créditos do sujeito passivo os necessários atributos de liquidez e certeza previstos no art. 170 do CTN. Que a compensação de que trata o art. 66 da Lei 8.383/91 não implica, necessariamente, que o crédito a compensar seja líquido. Alega que o dispositivo legal não condiciona a compensação a requerimento administrativo. Que o procedimento poderá ser verificado a qualquer momento pela Administração Pública, a teor do art.150 do CTN, obviamente em se tratando de lançamento por homologação. Reitera que no art. 66 da Lei 8.383/1991, é clara a conclusão de que o dispositivo visou permitir ao próprio contribuinte o aproveitamento de crédito decorrente de pagamento de tributo indevido ou a maior, compensandoo com débitos apurados em período subseqüentes. Aduz que se nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação o próprio pagamento antecipado extingue o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação, por idênticos motivos, o mesmo ocorrerá em se tratando de crédito tributário objeto de compensação. Fl. 182DF CARF MF Processo nº 15555.720036/201507 Acórdão n.º 2301005.732 S2C3T1 Fl. 181 5 Salienta que, por ter recolhido a contribuição social previdenciária sobre verbas que desbordam a hipótese de incidência eleita pelo legislador no art. 22, I, da Lei 8.212/91, seria verossímil reconhecer que efetuou a empresa, pagamentos indevidos de tributos. Que neste contexto, forte no artigo 66 da Lei n° 8.383/91 cominado com os artigos 165, inciso I, e 168, inciso I, ambos do Código Tributário Nacional, teria o direito de proceder à compensação dos valores indevidamente recolhidos nos últimos cinco anos com débitos vencidos/vincendos relativos às exações previdenciárias. Entende que recolheu indevidamente a contribuição social previdenciária pretensamente incidente sobre valores pagos em situações em que não há remuneração por serviços prestados ou representam pagamentos indenizatórios, ou seja, hipóteses que desbordam da incidência do fato gerador, no que cita os valores pagos nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento do funcionário doente ou acidentado (antes da obtenção do auxíliodoença ou do auxílioacidente); adicional de férias de 1/3 (um terço); aviso prévio indenizado e 13° salário proporcional ao aviso prévio indenizado e férias gozadas. Sobre o tema, cita decisões do Superior Tribunal de Justiça – STJ e do Conselho Administrativo de Recurso Fiscais – CARF cujas decisões seriam no sentido da inexigibilidade da contribuição previdenciária patronal incidente sobre os valores pagos nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento dos funcionários doentes ou acidentados, valores pagos a título de 1/3 (terço) de férias gozadas e o aviso prévio indenizado. Salienta que o Supremo Tribunal Federal STF já decidiu pela inexistência de repercussão geral no que concerne a discussão acerca da exigência da contribuição previdenciária incidente sobre os valores pagos nos quinze primeiros dias que antecedem a concessão do auxílio acidente, nos autos do Recurso Extraordinários n° 611.505/SC, bem como sobre os valores pagos a título de aviso prévio indenizado, no julgamento do Agravo de Instrumento n° 745.901/PR. Afirma, no que tange a controvérsia relativa a exação incidente sobre o saláriomaternidade, o STF reputou existente a repercussão geral da questão constitucional suscitada relativa a ofensa ao disposto no art. 195,§ 4°,da CF/88. Alega que nesse sentido, a administração pública não pode se furtar a reconhecer a legitimidade dos créditos apresentados em GFIP, vez que a legislação autoriza a compensação e as cortes extraordinárias reconhecem que se os contribuintes recolheram a contribuição social previdenciária de forma indevida, teriam direito a créditos a compensar. Por ultimo, requer que seja conhecida a Manifestação de Inconformidade, conferindolhe o tratamento legal, que suspenda a exigibilidade dos tributos ali discutidos nos termos do artigo 151, inciso III, do CTN, artigo 74, parágrafos 9º e 11 da Lei 9.430/96; Requer ainda a reforma do despacho decisório, para que seja reconhecida a legitimidade dos créditos apresentados em GFIP, e consequentemente, sejam homologadas as respectivas compensações, tendo em vista o entendimento pacificado das cortes extraordinárias acerca da não incidência de contribuição previdenciária sobre valores pagos sob tais rubricas. Fl. 183DF CARF MF 6 (fim da transcrição do relatório inserto no Acórdão nº 0738.074) É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Sávio Nastureles 3. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. 4. Como visto, parte substancial da peça recursal apresentada pelo contribuinte repete as mesmas argumentações, suscita as mesmas questões e formula os mesmos pedidos constantes na peça impugnatória. Havendo coincidência entre as razões recursais e as formuladas na impugnação, a análise do recurso pode ser feita utilizandose da prerrogativa conferida pelo Regimento Interno do CARF. RRIICCAARRFF:: AARRTTIIGGOO 5577 §§ 33ºº 5. De acordo com o disposto no § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 – RICARF, não tendo sido apresentadas perante a segunda instância administrativa novas razões de defesa, adoto os fundamentos da decisão recorrida, mediante transcrição do inteiro teor do voto2: Inicialmente, com relação ao pedido de suspensão da exigibilidade do credito tributário, cumpre trazer o que determina a Lei nº 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional), a qual enumera causas de suspensão, em seu artigo 151, abaixo transcrito, com as alterações da Lei Complementar nº 104, de 10 de janeiro de 2001: “Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I – a moratória; II – o depósito do seu montante integral; III – as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV – a concessão de medida liminar em mandado de segurança; V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; VI – o parcelamento Como se constata do processo judicial nº 2010.51.10.0009703, acostado aos autos, em tramitação na 2º Vara Federal de Execução Fiscal de São de Meriti/RJ, consta claramente à fl. 04, na decisão de fls. 124/130 daquele processo, que na decisão proferida, o juiz indeferiu o pedido de liminar. Desta forma, nos termos da legislação acima citada, não existe qualquer amparo legal para afastar medidas de cobrança administrativa em relação aos créditos compensados indevidamente pelo contribuinte. Quanto a compensação, compulsando os autos, constato, que os argumentos apresentados pela empresa não trazem situação fática ou jurídica com eficácia para 2 Acórdão 0738.074, efls. 133/136. Fl. 184DF CARF MF Processo nº 15555.720036/201507 Acórdão n.º 2301005.732 S2C3T1 Fl. 182 7 alterar as motivações do Despacho Decisório emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Nova Iguaçu/RJ, o qual considerou não homologado valores indevidamente compensados pelo sujeito passivo, no montante de R$ R$ 8.037.960,05. Inicialmente, verificase dos autos que o Sujeito Passivo procedeu as compensações de contribuições previdenciárias na GFIP, com base em créditos fictícios e ainda não adquiridos, decorrente de pleito judicial que ainda não esta transitado em julgado. Na investigação fiscal procedida pela autoridade tributária, esta constatou que a demanda judicial que dariam suporte as compensações de contribuições procedidas ainda não estavam finalizadas, com transito em julgado. A este respeito, o contribuinte não apresenta justificativas diretas para o procedimento efetuado, sendo que se limita a trazer, em sua peça de impugnação, diversas ponderações a respeito da legislação que regulamenta o instituto da compensação, no que entende que não necessitaria de autorização administrativa para proceder as compensações. Entretanto, considerado que o interessado foi buscar na esfera judicial o direito de não sofrer incidência de contribuição previdenciária sobre diversas as rubricas que compõe sua folha de salários, temse que se impõe, nos termos da legislação que rege a matéria, necessariamente, antes de qualquer discussão administrativa sobre o mérito da incidência, aguardar o devido trânsito em julgado do pleito judicial. No caso, constatase que a empresa, ingressou com o Mandado de Segurança, processo judicial nº 2010.51.10.0009703, o qual se encontra em tramitação na 2º Vara Federal de Execução Fiscal de São de Meriti/RJ. Conforme se apura da decisão prolatada em embargos apresentados pelas partes a sentença proferida em primeira instancia, fls. 16/19, no processo 2010.51.10.0009703 a justiça determina claramente, ainda, que a compensação deveria ocorrer apenas após o transito em julgado da sentença. Ante o exposto, CONHEÇO dos presentes embargos de declaração e DOULHES PROVIMENTO para integrar a sentença e definir o prazo prescricional, aplicação dos juros e a forma de compensação, nos termos da fundamentação supra: 1) Reconhecendo a prescrição do direito à repetição dos valores pagos pela impetrante em data que anteceder a 23/02/2005 (prescrição qüinqüenal). 2) Impondo à compensação o respeito às seguintes regras:2.1) A compensação se dará após o trânsito em julgado da sentença, conforme disposto no artigo 170A do Código Tributário Nacional, acrescido pela Lei Complementar n° 104, de 10/01/2001, cuja aplicação não pode ser afastada, em virtude de ter entrado em vigor em data anterior ao ajuizamento da presente demanda, observada a prescrição qüinqüenal (art, 3o da Lei Complementar n° 118/2005); 2,2) O valor a ser compensado será acrescido de juros mediante a aplicação da taxa SEUC, na forma do art. 89, §4°, da Lei n° 8,212/91, com redação dada pela Lei n° 11.941/09. 2.3) Nos termos do artigo 66 da Lei n° 8.383/91 (com a redação concedida pela Lei n° 9.069/95), somente é possível efetuar Fl. 185DF CARF MF 8 a compensação dos valores indevidamente recolhidos a título de contribuição previdenciária com outras contribuições da mesma espécie, porquanto não foram abrangidas pelo artigo 74 da Lei n° 9,430/96, por força do preceituado no artigo 26, parágrafo único, da Lei n° 11,457/2007, 2,4) a apuração dos créditos deve ser realizada pelo contribuinte, mas sujeita ao procedimento de fiscalização da Secretaria da Receita Federal, Oficiese, com urgência, a Relatora do agravo de instrumento noticiado, n° 2010,02,01,0112640 (fl. 216/221), encaminhando cópia desta decisão e da sentença de fls, 250/262, Intimemse, São João de Meriti, 20 de março de 2013, MARCOS PAULO SECIOSO DE GOES Juiz(a) Federal Substituto(a) no exercício da titularidade Este mesmo entendimento foi mantido no recurso interposto ao Tribunal Regional Federal da 2º Região – fls. 20/49 – no que transcrevo parte do acórdão prolatado: 9. A presente ação foi proposta após a vigência da Lei n° 11.457/2007, pelo que a compensação tributária só poderá efetivarse com créditos da mesma espécie. 10. O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de recurso submetido à sistemática repetitiva, firmou entendimento no sentido de ser aplicável a regra do art. 170A do CTN, que veda a compensação de tributo anteriormente ao trânsito em julgado da sentença (REsp 1167039/DF, Rei. Min. Teori Albino Zavascki). Cito ainda que os embargos de declaração, relativo ao acórdão acima referenciado, fls. 50/62, não alteraram o entendimento do TRF da 2º Região. Isto posto, com relação a compensação, cabe observar legislação que regulamenta a matéria, no que cito o art. 170A do CTN. Art. 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. (Artigo incluído pela LC nº 104, de 10.1.2001). Este dispositivo legal está em pleno vigor, e não existe qualquer motivo para que este órgão de julgamento colegiado afaste a sua aplicação. Já com relação ao art. 66, da Lei nº 8.383, de 1991, citado pelo contribuinte, que lhe daria, a seu ver, autorização para compensação, independentemente de autorização administrativa ou judicial, temse que este argumento não procede, uma vez que este dispositivo está superado pela imposição do citado art. 170A do CTN. Assim, o que na realidade se constata dos autos é que o impugnante, ao efetuar as compensações de forma unilateral, sem o transito em julgado da lide na justiça, foi contra as disposições contidas na Lei, bem como contra os atos administrativos da autoridade competente para administrar e fiscalizar o tributo. Observase ainda que não existe no pleito judicial, qualquer decisão com determinação no sentido de cumprimento imediato de compensações previdenciária, favorável ao contribuinte. Fl. 186DF CARF MF Processo nº 15555.720036/201507 Acórdão n.º 2301005.732 S2C3T1 Fl. 183 9 Neste contexto, cabe observar ainda o disposto na Lei 12.016/2009, que veda a concessão de liminar e a execução provisória de Mandado de Segurança em matéria que verse sobre compensação tributária, conforme expressamente disciplinado no art. 7º, § 2º e art.14, § 3º do citado dispositivo legal, sendo que este dispositivo foi corretamente observado pelo poder judiciário. Ou seja, em matérias tributária cuja isenção ainda não está pacificada e reconhecida pela Receita Federal do Brasil, somente com a ocorrência de decisão judicial transitada em julgado poderia, e nos termos da própria decisão, o contribuinte proceder a compensação, e observando as normas da administração tributária, o que não foi o caso em comento. Observo ainda que, não cabe a esta instancia administrativa discutir a relação jurídico/tributária sobre as diversas verbas que o interessado alega que não incide contribuições previdenciárias. Isto porque, estando comprovado nos autos que o contribuinte discute este direito no poder judiciário, se verifica a concomitância de apreciação sobre a matéria, sendo aplicável no caso o disposto no Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, que tratou da matéria: Art.62. A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, importa renúncia às instâncias administrativas. Parágrafo único.O curso do processo administrativo, quando houver matéria distinta da constante do processo judicial, terá prosseguimento em relação à matéria diferenciada. Assim, como se observa do mencionado dispositivo legal, não cabe neste acórdão entrar no mérito de incidência ou não das diversas rubricas mencionadas. No caso, a tributação sobre estas verbas, conforme já relatado, está sendo discutida na via judicial, que tem preferência sobre a via administrativa. Observo ainda que as citações e apresentações do impugnante de diversas decisões judiciais não tem interferência direta neste julgamento. Isto porque, nos termos dos artigos 468 e 472 do Código de Processo Civil, abaixo transcritos, os efeitos de eventuais decisões judiciais, em caso concreto, favoráveis a outros contribuintes não tem força para alcançar terceiros estranhos à lide, ficando limitada somente aos integrantes da mesma: Art. 468. A sentença, que julgar total ou parcialmente a lide, tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. (...) Art. 472. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não beneficiando, nem prejudicando terceiros. Nas causas relativas ao estado de pessoa, se houverem sido citados no processo, em litisconsórcio necessário, todos os interessados, a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros. Fl. 187DF CARF MF 10 No mesmo contexto, se aplicam decisões citadas pelo contribuinte relativas ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF e Delegacias da Receita de Julgamento – DRJ, tendo em vista que cada processo administrativo fiscal tem análise e decisão que lhe são próprias, em decorrência da situação fática presente em cada caso e da legislação que deve ser observada em decorrência dos fatos objeto da lide levada a julgamento administrativo. (fim da transcrição do voto inserto no Acórdão nº 0738.074) CCOONNCCLLUUSSÃÃOO 6. Concordando integralmente com os termos da decisão de primeira instância administrativa, VOTO por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles Relator Fl. 188DF CARF MF
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Numero do processo: 12466.002616/2008-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3201-001.461
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Processo julgado no dia 26/09/2018, no período da manhã.
(assinatura digital)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente.
(assinatura digital)
Pedro Rinaldi de Oliveira Lima - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Leonardo Correia Lima Macedo, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Laercio Cruz Uliana Junior, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
Nome do relator: PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Processo julgado no dia 26/09/2018, no período da manhã. (assinatura digital) Charles Mayer de Castro Souza Presidente. (assinatura digital) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Leonardo Correia Lima Macedo, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Laercio Cruz Uliana Junior, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. Relatório. Tratase de Recurso Voluntário de fls. 380 apresentado em face da decisão de primeira instância da DRJ/SP de fls. 359, que julgou improcedente a Impugnação de fls. 225 apresentada em face ao lançamento de II, IPI, Pis e Cofins Importação de fls. 14 e seguintes. Como de costume desta Turma de julgamento, transcrevese o relatório da decisão de primeira instância: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 24 66 .0 02 61 6/ 20 08 -9 2 Fl. 509DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 510 2 "O importador, por meio das declarações de importação DI n° 08/0831884 0 de 04/06/2008 e DI n° 08/08756138 de 11/06/2008, importou as mercadorias descritas de forma geral como “cabeça de impressão” / “cartucho de impressão” e “cartucho de toner”. Classificou respectivamente nas NCM 8443.99.25, com alíquotas de 0% de II e 5% de IPI e NCM 8443.99.29, com alíquotas de 8% de II e 10% de IPI. Segundo a fiscalização, a classificação fiscal correta para os produtos é a NCM 8443.99.39, com alíquota de II de 14% e IPI de 20%. Baseou se a fiscalização na análise dos equipamentos nos quais os produtos seriam utilizados, nas Regras de Classificação do Sistema Harmonizado e na Solução de Consulta SRRF/9ª RF/DIANA n° 126/2007. Através do presente Auto de Infração, cobraramse as diferenças de II, IPI, PIS, Cofins e respectivas multas de ofício e juros de mora, além da multa de 1% pelo erro da classificação fiscal. A autuação totalizou o valor de R$ 1.179.034,19. Intimada do Auto de Infração em 07/08/2008 (fl. 15), a interessada apresentou impugnação e documentos em 21/08/2008, juntados às folhas 225 e seguintes, alegando em síntese: 1. Alega que aplicou corretamente as Regras de Classificação Fiscal de Mercadorias. Tece comentários sobre a Regra 1. Alega que a Regra 3c só seria aplicável na hipótese de mercadoria classificável em duas ou mais posições, o que não seria o caso concreto. 2. Alega que as cabeças de impressão/cartuchos de impressão da HP são desenvolvidos para uma linha de produtos que incluem impressoras e também multifuncionais. Alega que independente do produto a função principal da cabeça de impressão é imprimir textos e imagens. Alega que a cabeça de impressão atua mediante acoplamento mecânico com a impressora ou multifuncional. Cita as NESH da posição 8443. Cita que a posição 8443 alberga as impressoras, copiadoras e telecopiadoras (fax) mesmo combinadas entre si. Alega que a subposição 8443.99 engloba as partes e acessórios desses aparelhos. Por fim alega que o item 8443.99.2 compreende as partes e acessórios de impressoras e, por fim, que a NCM 8443.99.25 abrange os cartuchos ou cabeças de impressão a jato de tinta. Alega que a posição da fiscalização aplicase especificamente a máquinas copiadoras. Alega que a classificação adotada pela impugnante decorre da aplicação da RGI 1ª e RGI 6ª, complementada pela RGC1. 3. Com relação ao produto “cartucho de toner” da HP, alega que são reservatórios de toner descartáveis cuja função básica é imprimir. Alega que são acoplados a impressoras de diferentes linhas de produtos da marca, em alojamentos contendo conexões mecânicas e elétricas para realizar o processo de impressão a laser. Alega que a Fl. 510DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 511 3 classificação segue a mesma lógica já exposta para as cabeças de impressão/cartuchos de impressão. Alega que o item 8443.99.2 compreende as partes e acessórios de impressoras. Alega que o toner não se confunde com tinta, visto que o primeiro classificase na NCM 3215.11.00 (tintas pretas) e o segundo na NCM 3707.90.21. Assim, entende que os cartuchos de toner não se classificam na NCM 8443.99.27 (cartuchos de tinta) e sim na NCM 8443.99.29 (Outros). 4. Alega que a fiscalização baseouse na Solução de Consulta SRRF/9ª/DIANA n° 126 de 26/03/2007. Alega que a Solução de Consulta SRRF/7ª/DIANA n° 300 de 29/11/2007, posterior, indica a classificação NCM 8443.99.29 para cartucho de toner para impressoras. Alega que a Solução de Consulta SRRF/7ª/DIANA n°49 de 24/07/08 da própria impugnante classifica na NCM 8443.99.27 o produto cartucho de impressão a jato de tinta marca HP utilizado em impressoras a jato de tinta. 5. Alega que as mercadorias estavam corretamente descritas pois sua função principal é imprimir, independente se serão utilizadas em impressoras ou multifuncionais. Alega, portanto, serem incabíveis as multa de ofício e a multa por erro na classificação fiscal. 6. Alega que se forem considerados insuficientes os argumentos prestados, requer a realização de perícia indicando assistente técnico e quesitos. 7. Requer, por fim, que sejam acatados os argumentos apresentados e que seja declarado improcedente o presente auto de infração. É o relatório. Em 17/09/2014 a impugnante solicitou a juntada de novos documentos, principalmente uma relação com 17 soluções de consulta respondidas pela Receita Federal, que alega suportarem a classificação fiscal por ela adotada. Cita também a impugnante neste momento o art. 15 da IN SRF n° 1.464 de 08/05/2014, segundo a qual, as soluções de consulta teriam efeito vinculante não só à consulente, mas a qualquer contribuinte que se encontre na mesma situação." A decisão de primeira instância da DRJ/SP foi publicada com a seguinte Ementa: "ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 04/06/2008, 11/06/2008 Ementa: As mercadorias descritas como “cabeça de impressão” / “cartucho de impressão” e “cartucho de toner”, com as características expostas neste processo, encontram correta classificação fiscal na NCM 8443.99.39. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido." Fl. 511DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 512 4 O processo digital foi distribuído e pautado nos moldes do regimento interno vigente. Relatório proferido. Voto. Conselheiro Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Relator. Conforme o Direito Tributário, a legislação, os fatos, as provas, documentos e petições apresentados aos autos deste procedimento administrativo e, no exercício dos trabalhos e atribuições profissionais concedidas aos Conselheiros, conforme Portaria de condução e Regimento Interno, apresentase este voto. Os autos não estão em condição de julgamento. As mercadorias descritas como “cabeça de impressão”, “cartucho de impressão” e “cartucho de toner” possuem diversas passagens por este Conselho que, em maioria, registrou conclusões diferentes sobre suas classificações. No entanto, a maioria dos julgamentos consideraram que, o fato das impressoras serem multifuncionais (escaneam, fotocopiam e imprimem), atrai a aplicação de subposições mais genéricas, diferentemente das que tratam somente das impressoras. Explico. O contribuinte classificou o produto “cabeça de impressão” / “cartucho de impressão” na NCM 8443.99.25 e o produto “cartucho de toner” na NCM 8443.99.29. A fiscalização defende que ambos se classificam na NCM 8443.99.39, sob a premissa já mencionada. São estas as posições: “8443 MÁQUINAS E APARELHOS DE IMPRESSÃO POR MEIO DE BLOCOS, CILINDROS E OUTROS ELEMENTOS DE IMPRESSÃO DA POSIÇÃO 84.42; OUTRAS IMPRESSORAS, MÁQUINAS COPIADORAS E TELECOPIADORES (FAX),MESMO COMBINADOS ENTRE SI; PARTES E ACESSÓRIOS. 8443.99 Outros 8443.99.25 Cabeças de impressão térmicas ou de jato de tinta, mesmo com depósito de tinta incorporado. 8443.99.29 Outros 8443.99.39 Outras A DRJ explicou como funcionam as sequencias das classificações, nas suposições, da seguinte forma: "Reproduzimos então as possibilidades em nível de item na estrutura da TEC vigente na época dos fatos: 8443.99.1 De telecopiadores (fax) Fl. 512DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 513 5 8443.99.2 De impressoras ou traçadores gráficos ("plotters") 8443.99.3 De máquinas copiadoras." Em razão destas premissas, a DRJ concluiu que a subposição "2", por utilizar somente a palavra "impressoras", não configuraria a classificação adequada para as impressoras multifuncionais, que também "escaneam" e "fotocopiam". Por fim, tanto a fiscalização quanto a DRJ apontaram que a subposição "3" é a mais correta, porque utiliza as palavras "máquinas copiadoras" e concluíram pela posição 8443.99.39, como se fosse a posição mais genérica e abrangente. Não é fato controverso que a posição 8443 abrange as mercadorias de forma genérica, conforme pode ser verificado na NESH 2017 exposta no site da Receita Federal: "II. OUTRAS IMPRESSORAS, APARELHOS DE COPIAR E APARELHOS DE TELECOPIAR (FAX), MESMO COMBINADOS ENTRE SI Este grupo abrange: A) As impressoras. Incluemse neste grupo os aparelhos para a impressã o de textos, caracteres ou imagens em suportes de impressão, exceto os descritos na Parte I, acima. Estes aparelhos aceitam dados de diferentes fontes (por exemplo, máquinas automáticas para processamento de dados, escâneres planos de escritó rio, redes). A maioria destes aparelhos incorpora uma memória para armazenar tais dados. " Contudo, dentro do raciocínio exposto, verificase que a posição mais correta, conforme a CIRCULAR Nº 41, DE 26 DE JUNHO DE 2008, do MDIC, seria a 8443.99.90, porque, justamente, não se limita às palavras "copiadoras" ou "impressoras", conforme pode ser verificado na seqüências das posições exposta a seguir: “8443 MÁQUINAS E APARELHOS DE IMPRESSÃO POR MEIO DE BLOCOS, CILINDROS E OUTROS ELEMENTOS DE IMPRESSÃO DA POSIÇÃO 84.42; OUTRAS IMPRESSORAS, MÁQUINAS COPIADORAS E TELECOPIADORES (FAX), MESMO COMBINADOS ENTRE SI; PARTES E ACESSÓRIOS. 8443.99 outros 8443.99.90 outros." Dessa forma, a princípio, não se mostra correto enquadrar as mercadorias na subposição "3", em vez da "2", visto que ambas não utilizam as palavras "escaneadoras" ou "fotocopiadoras", que são as funções a mais que permitiram a característica de multifuncional e o desenquadramento das posições utilizadas pelo contribuinte. Assim, a premissa de que a característica multifuncional permite o enquadramento em posição mais genérica está correta, mas a posição adotada pela fiscalização como a correta não é a mais genérica. Fl. 513DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 514 6 Diante do exposto, votase para que o julgamento seja CONVERTIDO EM DILIGÊNCIA para que: a autoridade de origem verifique se a posição constante na CIRCULAR Nº 41, DE 26 DE JUNHO DE 2008, do MDIC (8443.99.90) existia à época dos fatos. Após, o contribuinte deve ser intimado do resultado da diligência, com a devida oportunidade de manifestação. Resolução proferida. (assinatura digital) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima. Fl. 514DF CARF MF
score : 1.0
